Ensaio inspirador - O Homem Que Se Recusou a Morrer, por Gustavo Carvalho*
03/06/2026
Não fazem parte dessa história por acidente.
Quem está na cozinha é uma mulher chamada Karen. Quem deveria estar ali, mas subiu rápido até o escritório para "dar uma olhada" e "nunca mais desceu", é um holandês de trinta e poucos anos, magro, atento, chamado Sytse Sijbrandij. O mundo um dia vai aprender a chamá-lo de Sid. E vai aprender a pronunciar seu sobrenome como uma bebida cara: see-brandy.
Mas isso é depois.
Naquela noite, Sid está olhando para a tela do computador como quem viu o mar aberto pela primeira vez.
O Garoto que Montava Submarinos
Para entender o que Sid está vendo, é preciso voltar nove anos.
Em 2003, recém-formado em física de engenharia e ciências da gestão pela Universidade de Twente, Sid foi trabalhar numa empresa pequena, esquisita e improvável. Chamava-se U-Boat Worx...
Não fazem parte dessa história por acidente.
Quem está na cozinha é uma mulher chamada Karen. Quem deveria estar ali, mas subiu rápido até o escritório para "dar uma olhada" e "nunca mais desceu", é um holandês de trinta e poucos anos, magro, atento, chamado Sytse Sijbrandij. O mundo um dia vai aprender a chamá-lo de Sid. E vai aprender a pronunciar seu sobrenome como uma bebida cara: see-brandy.
Mas isso é depois.
Naquela noite, Sid está olhando para a tela do computador como quem viu o mar aberto pela primeira vez.

O Garoto que Montava Submarinos
Para entender o que Sid está vendo, é preciso voltar nove anos.
Em 2003, recém-formado em física de engenharia e ciências da gestão pela Universidade de Twente, Sid foi trabalhar numa empresa pequena, esquisita e improvável. Chamava-se U-Boat Worx. Fabricava submarinos recreativos — sim, submarinos de passeio, para gente muito rica que queria descer ao fundo do mar em vez de subir a montanha de avião. Ele ficou ali quase cinco anos. Era o primeiro funcionário.
Pode parecer detalhe biográfico. Não é.
Montar submarinos te ensina coisas que nenhuma faculdade ensina. Te ensina que cada peça precisa funcionar — uma falha, e alguém morre afogado a duzentos metros de profundidade. Te ensina precisão obsessiva, documentação rigorosa, colaboração entre especialistas espalhados pelo mundo. Te ensina que engenharia é uma forma de cuidado.
Sid amava o desafio técnico. Mas era inteligente o bastante para enxergar que o mercado de submarinos para magnatas não ia mudar o mundo. Nas horas vagas, começou a ensinar a si mesmo a programar em Ruby. E começou a vasculhar um fórum chamado Hacker News, onde o futuro da tecnologia estava sendo discutido do outro lado do Atlântico, em tempo real, todos os dias.
Sem saber, ele estava afiando as ferramentas que mudariam sua vida.
O Ucraniano da Casa Sem Água
Em 2011, do outro lado da Europa, um programador ucraniano chamado Dmitriy Zaporozhets estava criando, por conta própria, uma ferramenta para programadores colaborarem entre si. Ele a chamou de GitLab.
Aqui é onde a história fica boa de contar.
Dmitriy escrevia código em uma casa muito simples, sem água encanada. Todo dia ele caminhava até um poço comunitário para buscar água. Mas o que mais o incomodava no dia a dia não era a caminhada até o poço — era a falta de uma boa ferramenta para colaborar com outros programadores. Achou que devia existir. Como não existia, fez ele mesmo. Distribuiu de graça, em código aberto, para qualquer um melhorar.
Um ano depois, Sid descobriu o projeto. Era 2012.
E teve uma ideia muito simples: o GitLab era ótimo, mas era preciso instalar. Se alguém oferecesse o GitLab como um site, onde qualquer pessoa pudesse usar sem instalar nada, isso seria revolucionário.
Naquela noite, Sid e Karen iam jantar panquecas.

A Noite das Panquecas
Ela começou a assar a massa.
Ele subiu ao escritório, postou um link no Hacker News convidando para um beta do GitLab hospedado, e desceu para ajudar.
Comeu uma panqueca. Subiu rápido. "Só vou ver se rendeu."
Não tinha rendido. O post estava parado, esquecido entre dezenas de outros. Voltou para a cozinha. Comeu mais uma.
Subiu de novo. Dessa vez não desceu.
Karen terminou de fritar as panquecas sozinha, na cozinha vazia. Quando subiu ao escritório com o prato na mão, encontrou Sid hipnotizado pela tela. O post tinha chegado à primeira página do Hacker News. Em três horas, mais de 150 pessoas se inscreveram.
Era o primeiro brilho fraco de algo que ainda nem tinha nome.
Sid mandou um e-mail para Dmitriy: "Vou transformar isso em produto."
A resposta do ucraniano, fiel ao espírito do código aberto, foi mais ou menos: "Ótimo. Obrigado por fazer isso!"
Com o pouco dinheiro que tinha, Sid contratou Dmitriy em tempo integral. O programador da casa sem água encanada virou co-fundador e diretor de tecnologia.
A dupla estava formada.

O Império Sem Endereço
O GitLab cresceu rápido. Em 2015, entrou no Y Combinator — a aceleradora mais prestigiada do mundo. Em 2016, já tinha milhões de usuários, levantou US$ 20 milhões em investimentos, e contava com clientes como IBM, NASA, Macy's, ING e VMware.
Mas a parte mais radical não era o produto.
O Vale do Silício jurava que startup só vingava com todo mundo no mesmo prédio, almoçando junto, fazendo brainstorm na lousa. Sid discordou com argumento simples: ele queria os melhores. E os melhores não estavam todos na Califórnia. O próprio sócio dele morava numa vila na Ucrânia.
Então fez algo que ninguém fazia: construiu uma empresa inteiramente remota. Zero escritórios. Funcionários em dezenas de países, fusos horários diferentes, todos colaborando online, o tempo inteiro.
E mais: implementou uma cultura que ele chamava de "transparência radical." O manual interno do GitLab — o Handbook — passou de três mil páginas, todas disponíveis publicamente na internet, para qualquer concorrente, qualquer jornalista, qualquer curioso ler. Reuniões internas eram gravadas e publicadas no YouTube. Milhares de vídeos.
Era esquisito. Era contraintuitivo. Era diferente de tudo.
E funcionou.
Quando a pandemia, em 2020, forçou o planeta inteiro a trabalhar de casa, o jeito esquisito do GitLab virou objeto de fascínio mundial. Estudos de caso de Harvard. Entrevistas. Podcasts. Sid foi nomeado pela revista Forbes como uma das "mentes de negócios da pandemia" por espalhar o evangelho do trabalho remoto.

O Dia em Que Tudo Ia Bem
14 de outubro de 2021.
O GitLab — nascido em um escritório no andar de cima da casa de Sid — abriu o capital na bolsa de Nova York. O menino que montava submarinos tinha construído uma empresa avaliada em bilhões.
Sid virou bilionário num único dia.
E Karen — a mulher das panquecas — agora era, havia tempos, sua esposa.
Em 2022, ele era CEO de uma empresa pública em alta, casado havia mais de duas décadas, admirado, no topo absoluto do mundo da tecnologia.
Tudo ia muito bem.
Foi exatamente nesse momento que veio a dor no peito.

A Dor Que Não Passava
Foi durante um treino na academia. Sid estava no supino, sentiu uma fisgada esquisita, achou que era músculo. Iria passar.
Não passou.
Duas semanas depois, às quatro da manhã, sem conseguir dormir, ele foi para a emergência.
Os médicos primeiro temeram um aneurisma de aorta — a parede da artéria principal do peito enfraquecida, prestes a romper. Pediram uma tomografia urgente.
Não era aneurisma.
Era pior.
Havia uma massa de seis centímetros crescendo a partir da vértebra T5, no alto da coluna dele, encostando na medula, próxima do coração. O diagnóstico veio devastador: osteossarcoma. Câncer ósseo. Raro. Agressivo. Do tipo que normalmente aparece em adolescentes. Não em homens saudáveis de 45 anos.
Era novembro de 2022.
Em uma única consulta, a vida de Sid passou a caber numa palavra.

O Ano Que Quase o Destruiu
Veio a guerra contra o próprio corpo.
Cirurgiões removeram a vértebra doente e reconstruíram a coluna com titânio. Depois, radioterapia de precisão. Depois, feixe de prótons. Depois, quimioterapia tão brutal que exigiu quatro transfusões de sangue apenas para mantê-lo vivo.
Ele perdeu o cabelo. Passou semanas sem força para levantar da cama. A esposa, Karen, dormia no quarto ao lado para não acordá-lo. Os amigos visitavam em silêncio. O CEO da empresa pública que ele tinha construído mal conseguia abrir o computador.
"Isso me destruiu", ele diria depois.
E ainda assim, completou todos os ciclos. Sobreviveu. Voltou ao trabalho lentamente. Os exames mostravam o tumor controlado. A vida começava a se reorganizar.
Até que, em 2024, veio a frase que ninguém quer ouvir duas vezes.
O câncer voltou.
"Virou meu próprio trabalho me manter vivo."
Os médicos foram honestos.
Não havia mais tratamento padrão disponível. Sid tinha completado todos os protocolos existentes para osteossarcoma recidivado. E, devido à raridade do seu caso — adulto, com câncer pediátrico, recidiva específica — ele não se qualificava para nenhum ensaio clínico em andamento.
Os critérios de inclusão dos estudos foram desenhados para outras pessoas. Não para ele.
A mensagem dos médicos, em essência, foi: "Sentimos muito. Talvez exista um ensaio em algum lugar. Boa sorte."
Para qualquer paciente comum, era o fim da linha.
Para Sid, foi o início de outra coisa.
"Virou meu próprio trabalho me manter vivo. Ninguém mais ia fazer isso por mim."
No fim de 2024, ele deixou o cargo de CEO do GitLab — empresa que ele tinha construído do zero — para ser apenas presidente do conselho. Pela primeira vez em quinze anos, ele ia dedicar tempo integral a uma única coisa.
Sobreviver.

Mode Contra a Morte
Sid olhou para o próprio câncer como olharia para um problema de engenharia. Como olharia para um submarino com um vazamento. Como olharia para um software com um bug crítico em produção.
Decompôs o problema em primeiros princípios.
E definiu três regras:
Primeira regra: diagnósticos máximos. Fazer todo exame que existisse, o mais frequentemente possível. Nenhuma informação era pequena demais para ser registrada. Sequenciamento genético completo do tumor. Sequenciamento de RNA. Análise célula a célula. Cultivo de organoides — pequenos modelos do tumor em laboratório, para testar drogas antes de testá-las nele mesmo.
Segunda regra: dez ou mais tratamentos personalizados. Já que não havia mais opções disponíveis, ele iria criá-las. Contratou pesquisadores. Investiu em empresas que desenvolviam drogas experimentais. Encomendou tratamentos sob medida — incluindo uma vacina de mRNA personalizada, desenhada especificamente contra as mutações encontradas no tumor dele.
Terceira regra: testar em paralelo, não em sequência. A medicina tradicional testa uma droga por vez. Se não funciona, troca. Mês a mês. Sid não tinha tempo para isso. Ele decidiu testar várias estratégias simultaneamente, medindo a resposta de cada uma com diagnósticos rigorosos.
Era a filosofia do Vale do Silício — iterar rápido, medir tudo, falhar barato — aplicada ao próprio corpo.
E aí veio a pista.
A Brecha Escondida no Código da Vida
No meio de uma montanha de dados — terabytes e terabytes de informação molecular sobre o tumor — surgiu uma anomalia.
O sequenciamento célula a célula mostrou que as células do câncer de Sid tinham um truque: se disfarçavam de tecido cicatricial. Superexpressavam uma proteína chamada FAP — fibroblast activation protein — uma molécula que o corpo normalmente usa para reparar feridas. O tumor era como uma ferida que se recusava a fechar, escondida atrás de uma máscara biológica que enganava o sistema imune.
A FAP era a brecha.
Se existia uma maneira de mirar especificamente nessa proteína, seria possível atacar o tumor sem atacar o resto do corpo.
E existia.
Na Alemanha, um centro de pesquisa estava desenvolvendo uma terapia experimental que mirava exatamente a FAP. Não era padrão. Não era aprovada. Era frontier — pesquisa de fronteira.
"Falo com qualquer um, vou a qualquer lugar, posso estar lá a qualquer hora", disse Sid.
E foi.
O Míssil Microscópico
O tratamento parecia ficção científica.
Uma molécula desenhada por humanos — pequena o bastante para circular pelo sangue — era programada para reconhecer especificamente a proteína FAP. Quando encontrava uma célula cancerígena disfarçada, se grudava nela. E carregava na cauda um átomo radioativo: Lutécio-177.
Era uma bomba microscópica entregue diretamente no alvo.
Primeiro, fizeram um teste com uma versão "fria" — não-radioativa — para confirmar se a molécula estava encontrando o tumor de Sid. Fizeram a imagem.
O tumor se acendeu na tela. Brilhou. A molécula tinha encontrado seu alvo com precisão milimétrica.
Confirmado o caminho, vieram as cargas reais. Sid passou dois dias em quarentena médica, com um detector de radiação na mão — porque o próprio corpo dele estava emitindo radiação por dentro, como uma usina em miniatura combatendo o câncer de dentro para fora.
E depois veio a espera.
O Número Que Mudou Tudo
Funcionou.
O tumor encolheu. Encolheu o suficiente para poder ser operado novamente. E na cirurgia que retirou o que tinha sobrado, os patologistas encontraram um dado que mudaria a história.
Quando o câncer havia voltado em 2024, apenas 19% das células dentro do tumor eram linfócitos T — as células de defesa do corpo. O exército humano tinha sido sufocado, expulso, neutralizado pelo disfarce molecular do câncer.
Depois do tratamento combinado — radioterapia, imunoterapia, Lutécio-177 dirigido contra a FAP — esse número saltou para 89%.
Oitenta e nove por cento.
O sistema imune de Sid tinha acordado. Tinha reconhecido o inimigo. Tinha partido para o ataque em massa, recuperado terreno, retomado o controle do tecido.
Hoje, em maio de 2026, seu câncer está em remissão. Sem evidência de doença detectável pelos métodos mais sensíveis disponíveis.
"O futuro já chegou. Só não está distribuído por igual."
O Que Sid Faz Agora
Sid não parou para descansar.
Parou para construir.
Fundou uma nova empresa de programação com inteligência artificial, chamada Kilo Code. Toca um fundo de venture capital. Toca a Sijbrandij Foundation, dedicada à pesquisa do câncer e à reinvenção do tratamento oncológico. Voltou a viajar com Karen — a mulher das panquecas, ainda casados, completaram 25 anos juntos em 2025.
Mas talvez o mais importante seja isto:
Ele abriu tudo.
Vinte e cinco terabytes de dados médicos pessoais — sequenciamentos, imagens, resultados de tratamentos, biópsias, exames de sangue — disponibilizados publicamente, em servidores abertos, para qualquer pesquisador do mundo baixar e estudar.
Porque Sid acredita numa coisa simples: ele teve a sorte rara de poder transformar dinheiro em tempo de vida. Bilionário, conseguiu pagar por diagnósticos que ninguém mais consegue pagar, encomendar tratamentos que ninguém mais consegue encomendar, viajar para a Alemanha sem precisar pedir autorização para o convênio.
Não é justo.
Então ele decidiu transformar o privilégio dele em estrada para os outros. Cada exame que pagou, cada alvo molecular que descobriu, cada protocolo que funcionou no corpo dele — tudo público. Tudo aberto. Para que outros pacientes possam um dia trilhar o mesmo caminho sem precisar ser bilionários.
A Lição Que Cabe na Mão
Essa não é uma história sobre dinheiro.
Também não é uma história sobre sorte.
É uma história sobre um garoto holandês que aprendeu a montar submarinos numa empresa pequena e esquisita. Que ensinou a si mesmo a programar nas horas vagas. Que lançou um império numa noite em que as panquecas esfriaram. Que construiu uma empresa de bilhões de dólares sem nenhum escritório físico. E que, quando o pior diagnóstico do mundo chegou, se recusou a aceitar o "não" dos médicos.
É uma história sobre tratar a esperança como um problema de engenharia. Sobre encarar a doença como um sistema a ser depurado. Sobre transformar a morte iminente em uma série de hipóteses testáveis, medidas, refinadas, iteradas.
É uma história sobre o que acontece quando alguém se recusa, com tudo o que tem, a morrer antes da hora.
E sobre o que acontece, depois, quando essa pessoa decide que o caminho que abriu para si mesma vai ficar aberto para todos os outros que vierem depois.
O homem que se recusou a morrer continua trabalhando, viajando, construindo, amando a mulher das panquecas, doando seus dados ao mundo. Está vivo. Está em remissão. Está, talvez, no melhor momento da própria vida.
E há um detalhe importante nesta história: os médicos, lá em 2024, disseram que era o fim da linha.
Não era.
*Gustavo Carvalho, MD, MBA, MSc, PhD
Cirurgião Geral | Professor Adjunto – UPE
Consultor de IA – Amigo Tech
História real, baseada em fontes públicas verificadas: sytse.com/cancer, osteosarc.com, Century of Biology (Elliot Hershberg), OpenAI Forum, GitLab Handbook.
NR - O texto acima tem caráter informativo e literário. Não constitui aconselhamento médico.

Leia outras informações
Caiu a máscara - PF descobre diálogos ocultos de Hugo Motta pedindo a Vorcaro grana do Master para empresa da cunhada
17/06/2026
A notícia
A Polícia Federal encontrou diálogos no celular do banqueiro Daniel Vorcaro com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), nos quais o parlamentar pede a liberação de empréstimo do Banco Master para uma empresa da sua cunhada.
Cinco negativas
Questionado sobre o fato em entrevista ao Estadão, Motta se recusou por cinco vezes a responder se atuou para a liberação do empréstimo, mas disse que a operação cumpriu os parâmetros de mercado e “está dentro da legalidade”. Disse ainda que a empresa está honrando o pagamento das prestações. (leia a íntegra ab...
O Presidente da Câmara, Hugo Motta, nao admite a verdade de suas falcatruas mesmo confrontado com documentos probatório. Ele se recusou por cinco vezes a responder à reportagem do Estadão se pediu a liberação do financiamento Mater para a empresa da cunhada. Caindk em contradicao, Motta disse que operação está ‘dentro da legalidade’
A notícia
A Polícia Federal encontrou diálogos no celular do banqueiro Daniel Vorcaro com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), nos quais o parlamentar pede a liberação de empréstimo do Banco Master para uma empresa da sua cunhada.
Cinco negativas
Questionado sobre o fato em entrevista ao Estadão, Motta se recusou por cinco vezes a responder se atuou para a liberação do empréstimo, mas disse que a operação cumpriu os parâmetros de mercado e “está dentro da legalidade”. Disse ainda que a empresa está honrando o pagamento das prestações. (leia a íntegra abaixo). A cunhada de Motta, Bianca Medeiros, foi procurada pela reportagem, mas não se manifestou.
Apuração conjunta
As informações sobre a conversa com Motta são apuradas em conjunto com outras menções ao presidente da Câmara detectadas no celular do banqueiro, como o pagamento de uma viagem do deputado a Lisboa. O diálogo sobre o financiamento ocorreu antes de Motta assumir a presidência da Câmara, registre-se em sua defesa. Em seu desfavor, fica claro que a relação Hugo Motta Daniel Vorcaro era enraizada e sólida.
Em 2024
O banqueiro bancou despesas de Motta e também do senador Ciro Nogueira (PP-PI) em viagem ao exterior. Nas conversas e documentos obtidos pela PF, Vorcaro determina o pagamento de cinco diárias de “suíte jr.” no Four Seasons Hotel para Ciro e Hugo Motta. De acordo com a PF, o custo total para cada um seria de cerca de R$ 90 mil, com base na cotação do euro da época.
Ao Estadão
Hugo Motta afirmou que viajou de “carona” no voo do Vorcaro a convite do senador Ciro Nogueira (PP-PI). Dá pra rir. O cara pensa que o mundo todo é idiota.
Segundo a PF
O banqueiro cobrou de um funcionário que garantisse privacidade total na organização de um jantar, em Lisboa, que contaria com a presença de Ciro Nogueira e Motta, que há época exercia apenas o cargo de deputado federal.
Me dá um dinheiro aí
Já as conversas detectadas abordam a liberação de um empréstimo de ao menos R$ 22 milhões do Banco Master para Bianca Medeiros, irmã da mulher do parlamentar, Luana Motta, em março de 2024. A existência do empréstimo foi noticiada pelo jornal Folha de S.Paulo e registrada em um documento de uma empresa dela na Junta Comercial da Paraíba. O valor foi usado para comprar um terreno em João Pessoa (PB), onde será construído um novo bairro.
De irmão pra irmão
De acordo com fontes com acesso às investigações, as conversas mostram que Motta pediu diretamente a Vorcaro a liberação desse empréstimo do Banco Master. A PF produziu relatórios internos sobre a relação entre Motta e Vorcaro, que atualmente estão sob análise da equipe responsável pela Operação Compliance Zero.
Os investigadores
Avaliam se há indícios de crimes, para decidir se é necessário aprofundar a investigação em relação ao presidente da Câmara. A PF apura, por exemplo, se há relação de contrapartida entre o empréstimo do Master e uma emenda apresentada por Hugo Motta para obrigar seguradoras e instituições financeiras a aplicar recursos em créditos de carbono, o que beneficiaria os negócios da família de Vorcaro.
‘Não tem ilegalidade em nada nisso’, diz Motta
O presidente da Câmara foi questionado sobre o assunto em entrevista concedida ao Estadão na quarta-feira, 17.
Leia abaixo a entrevista
P - Em março de 2024, o Master fez um empréstimo à cunhada do sr., num valor estimado de pelo menos R$ 22 milhões. O senhor tinha conhecimento desse empréstimo? Chegou a pedir para ele?
Hugo: Quando você precisa de um empréstimo, você procura quem? O banco, não é? E a minha cunhada, que representa os negócios do meu sogro, procurou um banco. O banco tava legal à época? Podia operar? Ela tinha um crédito para poder fazer? Então foi uma operação legal. Não tem ilegalidade de nada.
P - O senhor não interveio de nenhuma forma?
Hugo - Não tem ilegalidade de nada nisso.
P - O senhor chegou a intervir?
Hugo - Não, não tem ilegalidade.
P - A gente tem uma apuração de que o senhor pediu a Vorcaro por WhatsApp, que pediu empréstimo para a empresa de sua cunhada. O senhor confirma?
Hugo - O empréstimo é legal. O empréstimo é legal feita por uma empresa que tem lastro. E ele tinha uma instituição que estava funcionando dentro das regras. Está dentro da legalidade.
P - O senhor pediu a ele que liberasse o empréstimo?
Hugo - Empréstimo tem critério para ser liberado, e a instituição dele estava legal. Você não vai conseguir arrancar de mim uma declaração que eu pedi, que eu não pedi. Se você tem a apuração, você publica a apuração. Eu não vou confirmar a informação. Eu não tenho obrigação de confirmar isso.
Para concluir
Após essa última resposta, Motta deixou a sala para conversar com a deputada Renata Abreu (Podemos-SP). Ao retornar, ele voltou ao assunto e concluiu: “E só para registrar, o empréstimo está sendo pago pela empresa”.
O Poder com o Estado de São Paulo.
NR - Todos os citados têm espaço garantido para suas manifestações, caso queiram.
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- Acordo Irã x EUA: Irã se compromete a não ter armas nucleares em acordo provisório com os EUA. Agência oficial de notícias iraniana divulgou termos do memorando de entendimento.

- Ucrânia e Rússia: Lula se reúne com Zelensky e diz ter expectativa de atuação 'mais efetiva' da ONU para o fim da guerra
Lula se reuniu hoje, quarta-feira, 17/6, com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelesnky. O encontro ocorreu na França, onde o petista cumpre agenda no G7. Em uma rede social, Lula afirmou que a reunião com Zelensky ocorreu a pedido do ucraniano e durou cerca de 40 minutos. Os dois trataram da guerra entre Rússia e Ucrânia, segundo o Lula. "Por cerca de 40 minutos, ouvi suas avaliações [de Zelensky] sobre as situações atuais do conflito, das possibilidades de um cessar-fogo e a busca de uma solução diplomática. Expus minha expectativa de que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) possa atuar de forma mais efetiva para encerrar um conflito que já dura mais de quatro anos", afirmou. Lula também afirmou que combinou novos contatos com o ucraniano nas próximas semanas. Presidente Lula e Zelensky já trocaram farpas sobre invasão da Ucrânia pela Rússia.
Análise - Como imaginar Lula compartilhando palanque com os bolsonaristas que apoiam Raquel?
17/06/2026
A governadora de Pernambuco, Raquel Teixeira, conseguiu, quatro anos atrás, uma vitória que muita gente, inclusive do círculo próximo dela, julgava impossível. Conforme os caprichos do destino, passou para o segundo turno, contrariando todas as pesquisas internas nas vésperas da eleição. A partir daí, jogou nos erros da adversária e adotou uma estratégia ousada, de não definir candidato a presidente e manter um pé em cada palanque nacional. Deu certo, naquelas. Inconstâncias muito especiais, não é necessário relembrar.
De que lado ela está
A política não costuma ser complacente com quem não assume posições claras. Atuo como consultor de marketing eleitoral há exatos 48 anos. Desde 1978, participei profissionalmente de todas as eleições do Brasil, atuando de Norte a Sul, incluindo disputas majoritárias dos maiores colégios eleitorais, como RJ e SP, e muitos outros. Também de pleitos em pequenos mu...
Por José Nivaldo Junior*
A governadora de Pernambuco, Raquel Teixeira, conseguiu, quatro anos atrás, uma vitória que muita gente, inclusive do círculo próximo dela, julgava impossível. Conforme os caprichos do destino, passou para o segundo turno, contrariando todas as pesquisas internas nas vésperas da eleição. A partir daí, jogou nos erros da adversária e adotou uma estratégia ousada, de não definir candidato a presidente e manter um pé em cada palanque nacional. Deu certo, naquelas. Inconstâncias muito especiais, não é necessário relembrar.
De que lado ela está
A política não costuma ser complacente com quem não assume posições claras. Atuo como consultor de marketing eleitoral há exatos 48 anos. Desde 1978, participei profissionalmente de todas as eleições do Brasil, atuando de Norte a Sul, incluindo disputas majoritárias dos maiores colégios eleitorais, como RJ e SP, e muitos outros. Também de pleitos em pequenos municípios perdidos no mapa. Se alguma coisa aprendi nessa trajetória, é que eleição se decide na política. Obras, propostas, projetos, experiência, preparo, tudo pesa. Mas o fator que decide a parada é a política.
A trajetória
Vamos falar da fase Lula, o retorno. Há quatro anos, enquanto Raquel vagava no terreno das indefinicões, João Campos e o PSB fincaram bandeiras no Lulismo. O partido do então prefeito, acolheu Alckmin, que viria a ser decisivo para a vitória eleitoral. E depois para a estabilidade e bons resultados do governo. O vice dos sonhos de qualquer presidente. Mais adiante, sem submissão, o que contraria a muitos, inclusive alguns petistas equivocados, o PSB continuou ajudando o governo e, mais recentemente, é parceiro ajudando a desatar nós eleitorais difíceis em muitos Estados. Enquanto isso, a governadora mudou-se para um partido inconfiável do centrão, o PSD de Kassab, que dá uma no cravo, outra na ferradura. Ao mesmo tempo em que trocava juras de amor com Lula, cercou-se da fina flor do bolsonarismo. Os 'melhores amigos' de Bolsonaro, os Gilson Machado, pai e filho. O coronel Meira, símbolo do discurso bolsonarista. Anderson Ferreira, e a família Ferreira, 'donos' do PL bolsonarista em Pernambuco. Mendonça Filho, um deputado bolsonarista, do PL. A deputada Clarissa Tércio e família, o braço religioso do bolsonarismo. E mais recentemente, Miguel Coelho e família, que já na eleição passada apoiaram Bolsonaro. E muitos outros mais.
Como imaginar
Respeito todas as opiniões em contrário mas simplesmente não consigo imaginar Lula em cima de um palanque com tais companhias. Ali, cabe muito bem Flávio Bolsonaro, se candidato for. Ou, ainda melhor, Ronaldo Caiado, o candidato do partido da governadora, que faz oposição a Lula e tenta se viabilizar como nome alternativo da direita. Ou qualquer outro candidato do campo conservador, a opção preferencial da governadora desde o primeiro dia do seu governo.
Não é a toa
Que Raquel Teixeira Lyra não desautorizou nenhuma das propagandas bolsonaristas que a colocam como a capitã local do time de Flávio Bolsonaro. Repetindo: como imaginar Lula no meio disso?
E o vídeo de Lula
Não deixa espaço para nenhuma dúvida quanto à sua opção por João Campos. Quem se esforça para perceber alguma brecha, procura chifre em cabeça de jumento.
Abaixo
Um dos vídeos bolsonaristas com Raquel que circulam nas redes sociais. Quem cala, consente.
Ferrovias - CEARTT recebe hoje debate que vai transformar a integração das ferrovias brasileiras
17/06/2026
Integrantes do encontro
Com o slogan “Conectando trilhos, integrando operações”, o encontro reúne representantes da ANTT, da ANTF, concessionárias, autorizatárias, especialistas e agentes do setor ferroviário para discutir soluções que permitam uma utilização cada vez mais integrada, eficiente e segura da malha ferroviária nacional.
Workshop
O workshop teve início na manhã de hoje, quarta-feira, na Sala Mercosul do CEARTT, com a cerimônia de abertura e os primeiros pai...
As ferrovias brasileiras vivem um momento de expansão e transformação. Para acompanhar esse crescimento e preparar o setor para os desafios dos próximos anos, a ANTT, Agência Nacional de Transportes Terrestres, e a ANTF, Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários, realizam, hoje, quarta-feira, 17/06, o 1º Workshop de Interoperabilidade Ferroviária, no Centro de Estudos Avançados em Regulação de Transportes Terrestres, CEARTT, em Brasília.
Integrantes do encontro
Com o slogan “Conectando trilhos, integrando operações”, o encontro reúne representantes da ANTT, da ANTF, concessionárias, autorizatárias, especialistas e agentes do setor ferroviário para discutir soluções que permitam uma utilização cada vez mais integrada, eficiente e segura da malha ferroviária nacional.
Workshop
O workshop teve início na manhã de hoje, quarta-feira, na Sala Mercosul do CEARTT, com a cerimônia de abertura e os primeiros painéis técnicos voltados aos desafios e oportunidades da interoperabilidade ferroviária. As atividades prosseguem ao longo da tarde, reunindo reguladores, operadores e especialistas em uma agenda de debates estratégicos que contribuirão para o aperfeiçoamento do ambiente regulatório e operacional do setor.
Futuro das ferrovias brasileiras
Mais do que um debate técnico, o workshop marca o início de uma construção regulatória estratégica para o futuro das ferrovias brasileiras. O objetivo é criar condições para que diferentes operadores possam compartilhar a infraestrutura ferroviária de forma harmônica, transparente e competitiva, aumentando a produtividade dos trilhos e ampliando a capacidade logística do país.
No CEARTT
Realizado no Centro de Estudos Avançados em Regulação de Transportes Terrestres (CEARTT), espaço criado pela ANTT para fomentar conhecimento, inovação e aperfeiçoamento regulatório, o evento reforça o compromisso da Agência com a construção de soluções colaborativas e modernas para os transportes terrestres.
Falou Alex Azevedo, diretor da ANTT
Na abertura do workshop, o diretor da ANTT, Alex Azevedo, destacou os vetores considerados fundamentais para o desenvolvimento sustentável e competitivo do setor ferroviário: interoperabilidade, sustentabilidade, intermodalidade, segurança jurídica e eficiência operacional. Segundo o diretor, esses pilares são essenciais para ampliar a integração logística do país, fortalecer a atratividade de investimentos e impulsionar o crescimento do transporte ferroviário brasileiro. “Avançar na interoperabilidade é fortalecer a integração entre as malhas ferroviárias, ampliar a eficiência das operações e proporcionar mais segurança jurídica ao setor. Esse esforço conjunto é fundamental para construirmos uma ferrovia cada vez mais conectada, competitiva e alinhada às necessidades logísticas do país”, afirmou.
De acordo com Alex Azevedo, a interoperabilidade deve atuar de forma integrada aos demais vetores estratégicos do setor, promovendo maior conexão entre modais de transporte, ganhos de produtividade, sustentabilidade ambiental e previsibilidade regulatória, fatores fundamentais para a expansão da malha ferroviária nacional.
Crescimento contínuo do transporte ferroviário
O tema ganha relevância em um cenário de crescimento contínuo do transporte ferroviário. Desde 1997, a produção ferroviária brasileira registrou expansão de 166%, alcançando a projeção de 408,1 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU) em 2025. Esse avanço elevou também a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de compartilhamento da infraestrutura existente, tornando indispensável uma regulação capaz de acompanhar a evolução do setor.
Debates ao longo do dia
Ao longo do dia, os participantes debatem questões que impactam diretamente a operação ferroviária, como o direito de passagem e o tráfego mútuo entre diferentes operadores, a alocação de capacidade das vias ferroviárias, a compatibilidade técnica entre locomotivas e vagões de distintas empresas, os mecanismos de compensação financeira e o papel da autorregulação na definição de padrões técnicos para o setor.
As discussões também abordam os desafios trazidos pelo Novo Marco Legal das Ferrovias, buscando harmonizar as regras aplicáveis às concessionárias e aos novos operadores autorizados, preservando a segurança operacional, a previsibilidade regulatória e a livre concorrência.
ANTT - Aperfeiçoamento das normas
Nesse contexto, a ANTT trabalha no aperfeiçoamento das normas que disciplinam a interoperabilidade ferroviária no Sistema Ferroviário Federal. O objetivo é assegurar compatibilidade técnica, operacional e sistêmica entre as diferentes infraestruturas, materiais rodantes e sistemas utilizados no país, garantindo que os trens possam circular de forma segura, contínua e eficiente ao longo da malha nacional.
A futura regulamentação também busca fortalecer mecanismos que assegurem acesso não discriminatório à infraestrutura ferroviária, ampliem a transparência na gestão da capacidade das vias e promovam um ambiente equilibrado para o compartilhamento da rede entre diferentes operadores.
Na prática, isso significa mais eficiência no uso da infraestrutura existente, redução de gargalos operacionais, otimização da capacidade instalada, diminuição de custos logísticos e maior competitividade para a economia brasileira.
Atividades ao longo da tarde
As atividades do workshop seguem durante a tarde desta quarta-feira no CEARTT, com painéis temáticos e debates técnicos voltados à construção de propostas que contribuam para a modernização do setor ferroviário nacional. A expectativa é que as contribuições apresentadas pelos participantes sirvam de subsídio para o aprimoramento das normas regulatórias e para o fortalecimento dos mecanismos de interoperabilidade no país.
Para a ANTT, a interoperabilidade ferroviária representa um dos caminhos mais importantes para ampliar a integração nacional, fortalecer corredores logísticos estratégicos e impulsionar o desenvolvimento econômico de forma sustentável.
Nesse cenário, a Agência reafirma o papel do CEARTT como espaço permanente de produção de conhecimento, diálogo institucional e construção de soluções inovadoras para os transportes terrestres. O objetivo é reunir governo, reguladores e setor produtivo em um ambiente de diálogo técnico e construção coletiva, fortalecendo a atuação da ANTT na modernização do transporte ferroviário brasileiro e na construção de uma logística cada vez mais eficiente, segura, integrada e conectada às necessidades da sociedade. (Foto: Comunicação ANTT)
Combustível - "Vamos monitorar, mas a tendência é acabar os subsídios ", diz Ministro da Fazenda
17/06/2026
Inflação
Segundo Durigan, a inflação continua sendo um tema de preocupação global e pressionando a política monetária de diversos países, mas pode ter um alívio com o anúncio de um acordo de paz para o Irã. No Brasil, a expectativa é que alguma reversão da alta dos preços de petróleo também alivie os preços. "Espero que agora, com esse cessar-fogo que foi recentemente anunciado, a gente siga com a diminuição do preço do pe...
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse hoje, quarta-feira, 17/06, que os subsídios concedidos pelo governo para baratear os combustíveis vão acabar se o fim da guerra do Irã levar a uma queda dos preços de petróleo, e, consequentemente, a um alívio nas pressões sobre a inflação. Falando com jornalistas na saída de uma audiência pública na Câmara dos Deputados, Durigan se absteve de indicar se haveria algum gatilho para o fim dos benefícios. "Vamos monitorar, mas a tendência é acabar os subsídios", disse o ministro da Fazenda.
Inflação
Segundo Durigan, a inflação continua sendo um tema de preocupação global e pressionando a política monetária de diversos países, mas pode ter um alívio com o anúncio de um acordo de paz para o Irã. No Brasil, a expectativa é que alguma reversão da alta dos preços de petróleo também alivie os preços. "Espero que agora, com esse cessar-fogo que foi recentemente anunciado, a gente siga com a diminuição do preço do petróleo, fazendo com que a inflação diminua com a redução do preço dos combustíveis", disse ele.
Prisão Domiciliar de Bolsonaro - Defesa admite que ele pediu conserto em arma
17/06/2026
Moraes e a Glock, calibre de 9 mm.
Moraes, STF, havia dado 24 horas para que a defesa se explicar sobre a arma, apreendida dia 15/06 durante blitz da PM do Distrito Federal. Moraes afirmou que era necessário esclarecer "a razão pela qual o condenado mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente" e por que, às vésperas do encerramento do período de sua prisão domiciliar, previsto para o dia 25...
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro admitiu ao STF que ele solicitou o conserto de uma pistola por ter constatado uma falha, mas que não há qualquer correlação entre o pedido e o fim do prazo da prisão domiciliar, que vence no dia 25/06. Os advogados afirmam que, devido às medicações psiquiátricas capazes de afetar a cognição de Bolsonaro, sua equipe de segurança tirou o percussor da pistola, tornando-a inoperante. Alheio a essa informação, BOlsonaro teria notado o problema e determinado que a arma fosse para a manutenção.

Moraes e a Glock, calibre de 9 mm.
Moraes, STF, havia dado 24 horas para que a defesa se explicar sobre a arma, apreendida dia 15/06 durante blitz da PM do Distrito Federal. Moraes afirmou que era necessário esclarecer "a razão pela qual o condenado mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente" e por que, às vésperas do encerramento do período de sua prisão domiciliar, previsto para o dia 25, teria solicitado um reparo no armamento. A pistola Glock, calibre de 9 mm., estava com o militar Estácio Leite da Silva Filho, que faz parte da equipe de segurança de Bolsonaro, conforme registro feito junto ao STF. O militar se apresentou aos policiais como integrante do GSI, Gabinete de Segurança Institucional, da Presidência da República, o que o órgão nega. Moraes ordenou que o batalhão da PM responsável pelas medidas de segurança da domiciliar de Bolsonaro esclareça se estão sendo feitos os procedimentos de revista nos carros que saem do condomínio. A PM respondeu a Moraes que está cumprindo suas atribuições ao fazer a varredura em habitáculos e porta-malas dos veículos que deixam a residência de Bolsonaro, mas que os carros usados pelo GSI ficam estacionados em via pública e não adentram a garagem, "razão pela qual não são submetidos a vistorias".
Se pronunciou e GSI
O GSI afirma que Estácio Leite da Silva Filho nunca trabalhou no órgão durante o governo Lula. O GSI diz que não é responsável pela segurança de ex-presidentes da República, o que inclui Bolsonaro, e que os servidores à disposição dos ex-mandatários são escolhidos e indicados por eles.

Caso Banco Master - Hugo Motta admite carona em avião de Daniel Vorcaro
17/06/2026
Versão de Hugo Motta
“O Daniel Vorcaro ofereceu uma carona, o Ciro Nogueira estava indo com ele e me chamou para ir junto. E eu não fiquei esses dias todos que estão dizendo aí que eu fiquei, em hotel. Voltei no mesmo dia do encontro”, afirmou. Disse que a princípio, não iria ao evento, por coincidir com o período de festas juninas no Brasil. “Não vejo também problema nenhum. Ele [Vorcaro] não me pediu nada em troca. Realmente é uma carona de quem decidiu ir de última hora para o evento, já que o evento era realizado no final d...
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, admitiu que pegou carona em um jatinho do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para viajar a Portugal para participar do Fórum de Lisboa em junho de 2024. Motta justificou a carona dizendo que foi convidado para ir ao evento “de última hora”. Segundo investigação da Polícia Federal, Vorcaro solicitou reservas a Hugo Motta e ao senador Ciro Nogueira, PP, em um hotel de Lisboa, Portugal.
Versão de Hugo Motta
“O Daniel Vorcaro ofereceu uma carona, o Ciro Nogueira estava indo com ele e me chamou para ir junto. E eu não fiquei esses dias todos que estão dizendo aí que eu fiquei, em hotel. Voltei no mesmo dia do encontro”, afirmou. Disse que a princípio, não iria ao evento, por coincidir com o período de festas juninas no Brasil. “Não vejo também problema nenhum. Ele [Vorcaro] não me pediu nada em troca. Realmente é uma carona de quem decidiu ir de última hora para o evento, já que o evento era realizado no final do mês de junho e é o período das festas juninas nossas. Era por isso que eu não ia”, completou Hugo Motta.
Vorcaro, Ciro e Hugo
Segundo as investigações da PF, o antigo dono do Banco Master enviou uma mensagem para Léo Serrano, identificado como um dos intermediários das operações de Vorcaro, em 18/06 de 2024. Ele solicita um quarto para ele próprio, além de "Ciro" e "Hugo". A PF alega que os nomes mencionados se referem, de fato, aos parlamentares. Dias depois, Serrano responde a demanda e diz: “Ciro e Hugo cada um tem uma JR. Suíte”. O quarto teria sido reservado no hotel Four Seasons. Após o relato, Vorcaro encaminhou mensagem de áudio demonstrando preocupação com a privacidade do encontro, chegando a pedir que o local da frente do hotel também fosse reservado para evitar que o interior da reunião fosse visualizado. (Com a CNN)
No G7, Lula reforça defesa da regulação das 'big techs', diz: é "central para proteger direitos"
17/06/2026
Julgamento no STF hoje
Hoje, 17/06, o STF retoma o julgamento de recursos de empresas de tecnologia que questionam um entendimento da Corte que ampliou a responsabilidade das plataformas pelo conteúdo que publicam. Entre os recursos estão questionamentos apresentad...
Lula voltou a defender hoje, em discurso no G7, a necessidade de regulação de plataformas digitais para proteger mulheres, crianças e adolescentes contra crimes digitais. Lula está na França nesta semana, como convidado do G7, evento que reúne as maiores economias do mundo. Durante discurso no almoço de trabalho sobre o tema: "Inteligência Artifical e proteção de menores na internet", o presidente afirmou que "regular o ambiente digital é central para proteger direitos fundamentais". "Seguiremos fortalecendo um ambiente digital doméstico baseado em segurança jurídica, previsibilidade regulatória, igualdade de tratamento entre empresas e nacionais e estrangeiras", declarou.

Julgamento no STF hoje
Hoje, 17/06, o STF retoma o julgamento de recursos de empresas de tecnologia que questionam um entendimento da Corte que ampliou a responsabilidade das plataformas pelo conteúdo que publicam. Entre os recursos estão questionamentos apresentados pelo 'Facebook' e pelo 'Google'. Segundo entendimento da maioria da Corte, as plataformas poderão ser responsabilizadas por não retirar conteúdos criminosos publicados por usuários, mesmo sem uma decisão judicial nesse sentido. O ministro Dias Toffoli, relator do caso, vai apresentar a tese, ou seja, as regras gerais para serem seguidas pelas empresas na internet.
Trump diz que conversou com Lula, passou "bastante tempo" com ele, e confundiu ‘os Bolsonaros’
17/06/2026
Confusão sobre 'os Bolsonaros'
"Ouvi dizer que prenderam hoje alguém que está concorrendo a um cargo público. Fiquei sabendo disso depois que saímos. Eu tinha acabado de me despedir dele e ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas e o prenderam porque fez uma declaração no Texas. P...
Trump, afirmou em entrevista a jornalistas que conversou com Lula durante o G7, chamou a situação política do Brasil de perigosa e se confundiu sobre a situação do clã Bolsonaro. "E o Brasil se tornou um país um pouco complicado, certo? Politicamente. Ficou um pouco perigoso do ponto de vista político. Você está falando do Brasil, não é? Tem sido algo desagradável", afirmou. Questionado se conversou com Lula a respeito das novas tarifas propostas pelos EUA, que podem chegar a 37,5%, e a designação de PCC e CV como terroristas, Trump disse: "Eu passei bastante tempo com ele. O Brasil se tornou um país difícil politicamente".

Confusão sobre 'os Bolsonaros'
"Ouvi dizer que prenderam hoje alguém que está concorrendo a um cargo público. Fiquei sabendo disso depois que saímos. Eu tinha acabado de me despedir dele e ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas e o prenderam porque fez uma declaração no Texas. Prenderam-no, ou querem prendê-lo, para ter alguma coisa contra ele", disse Trump. Para o presidente americano, as autoridades no Brasil "jogam pesado", disse ele, que rapidamente voltou a falar sobre os EUA. "Mas ninguém joga mais pesado do que os Estados Unidos. Veja, nossas eleições são totalmente manipuladas. Nós temos eleições manipuladas."
O STF condenou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, e não o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro, pelo crime de coação no curso do processo. A decisão foi tomada pela 1a Turma do STF, que determinou ao ex-deputado pena de 4 anos e 2 meses de prisão em regime inicialmente semiaberto. Eduardo vive nos EUA desde março do ano passado. (Com Folha de S.P.)
"Socialismo/comunismo expostos, e longe da fé ideológica" - Por Jarbas Beltrão*
17/06/2026
Grupos políticos identificados como ":esquerda" e "direita" permanecem vendo o mundo dentro da velha moldura que se formou a partir do golpe bolchevique de 1917 na Rússia.
O novo cenário revolucionário foi palco onde foi sendo forjado campos ideológicos chamados: 'burgues' (liberalismo, Europa Ocidental) e do 'proletariado" (ortodoxia marxista).
Essas ideologias tornaram-se escudos onde foram abrigadas as armas de ataque e defesa, num grande conflito cultural, ideológico, diplomático, político, econômico, de dissuasão, denominado de "guerra fria" (no período de 1945-1991).
Esse confronto que continua, a partir de 1989/1991, ganhou novos contornos, novos atores e uma moldura com vários reparos.
A partir do século 21, dois blocos foram sendo conduzidos, usando as ruínas que restaram da "guerra fria":
Oriente: erguido por cima das ruínas do soci...
'Formação dos campos ideológicos opostos'
Grupos políticos identificados como ":esquerda" e "direita" permanecem vendo o mundo dentro da velha moldura que se formou a partir do golpe bolchevique de 1917 na Rússia.
O novo cenário revolucionário foi palco onde foi sendo forjado campos ideológicos chamados: 'burgues' (liberalismo, Europa Ocidental) e do 'proletariado" (ortodoxia marxista).
Essas ideologias tornaram-se escudos onde foram abrigadas as armas de ataque e defesa, num grande conflito cultural, ideológico, diplomático, político, econômico, de dissuasão, denominado de "guerra fria" (no período de 1945-1991).
Esse confronto que continua, a partir de 1989/1991, ganhou novos contornos, novos atores e uma moldura com vários reparos.
A partir do século 21, dois blocos foram sendo conduzidos, usando as ruínas que restaram da "guerra fria":
Oriente: erguido por cima das ruínas do socialismo real (leste europeu e União Soviética) nele foi agregado o bloco islâmico (até agora com dominância Xiita - Iran e grupos terroristas como Hezbolah (Xiita) e grupos menores. Aí, teremos grupos como Hamas, Jihad Islâmica ("palestinos") e iemenitas (Houthis).
Esse bloco tem, uma liderança que aparece de forma bem transparente (República Islâmica do Iran) e outra na "sombra" (República Popular da China). o bloco não herdou o propósito anti-capitalista, mas sim, de destruição da hegemonia Ocidental/norte-americana.
Ocidente: que tenta resgatar aspectos de sua hegemonia, tendo á frente, Estados Unidos e Israel. Esse bloco tem como parte a Europa Ocidental.
A Europa Ocidental, sempre sem fidelidade e constância em relação a agenda ocidental (livre mercado, "capitalismo" , liberdade politico-eleitoral). Historicamente, essa Europa nunca foi tão fiel, aos propósitos ocidentais. Diríamos que antes da 2a. guerra, apenas a Inglaterra mostrou uma certa fidelidade, a partir de Churchill.
Vem ocorrendo na Europa Ocidental uma invasão físico-territorial, além de uma invasão vertical (cultural) que vai destruindo os alicerces do chamado liberalismo surgido com a revolução industrial do Século 18.
'A crítica Austríaca'
A dissolução do " planeta socialista" - queda do Leste europeu e União Soviética (1989/1991) - ficou confirmada a "crítica" ao socialismo marxista, que se propunha/propõe a ser a superação para o que chamam "decadência" do "capitalismo".
A "crítica", qual me refiro, foi elaborada pela Escola Austríaca de Economia (Mises, Hayeck, Mengele).
A "crítica" austríaca ao socialismo marxista expôs a inviabilidade de seu projeto socialista; daí teremos o seguinte resumo daquela Escola : "O socialismo científico é um grande equívoco histórico (materialismo histórico e o seu evolucionismo histórico- social), econômico ( um sistema com ausência de lucro, mercado, propriedade individual, liberdade de empreendimento), sem os quais a economia não funciona/funcionará.
Mises identificou essa inviabilidade, principalmente, e, já nos anos 1930, pela "ausência do cálculo econômico no "socialismo praticado" como um macro-sistema. Ele centrou sua crítica na proposta econômica do "socialismo científico", diferente dos outros socialismos, então reformistas.
O cálculo econômico é o fundamento de importantes itens econômicos: preço, salário, lucros, propriedade, riqueza, pobreza, enfim valores.
Mises ao avaliar a inviabilidade do socialismo marxista, fez a seguinte revelação: quando ocorriam transações econômicas do socialismo real (ele usou como parâmetro, a primeira experiência de economia socialista no mundo): caso da União Soviética.
A economia soviética, vendia, comprava, pagava salários, usava que referências? "Resposta, a referência" eram os valores do mercado ocidental - o mercado "capitalista". Sim mais que valores ditos "capitalistas" são valores econômicos, portanto além de "capitalistas".
A crítica pura do marxismo original ao que chamou de "capitalismo", era uma critica a engrenagem interna do sistema; centrou, portanto, na relação capital x trabalho.
'O capitalismo e os austríacos"
'O "capitalismo" é para Escola austríaca, a própria economia'.
"Capitalismo" é uma engrenagem que não foi formada por caprichos ideológicos, mas, sim, fruto de descobertas e práticas, geradas no próprio processo de formação de uma ordem histórico/econômico/cultural.

O "socialismo marxista" tem sido a mais duradoura das críticas estruturais ao "capitalismo". Mas, o enxerga como uma estrutura de exploração formada por modos de produção que o antecederam. Uma estrutura que pode ser implodida/explodida (por ações internas e externas) e no terreno que fica vazio com a "revolução" se levantará uma "nova economia".
O socialismo marxista derrotou (?)outras tendências socialistas (reformistas e outras "escolas econômicas"), procurou nublar a Escola Austríaca de Megele/Mises/Hayeck, porém Mises, desferiu-lhe um golpe fatal, enquanto crítica estrutural.
'A insistência da ideologia socialista revolucionária'
Todos os fracassos socialistas marxistas contabilizados ao longo da História, não tem sido suficiente para remover de uma vez por todas essa "engenharia de engrenagem" que leva/levou/sempre levará, ao fracasso.
Também, o marxismo, não respondeu ao questionamento posto por Mises: ("E o cálculo econômico socialista"?)
Ao invés da "remoção" dos seus erros, teremos a reinvenção do marxismo e partir para o campo da conquista do Estado, não mais pela Revolução/ditadura do proetariado, mas pela "hegemonia cultural" - Escola de Frankfurt - e até por uma adoção de métodos de uma economia de mercado - caso da China e posteriormente Vietnã.
A sobrevivência do socialismo científico se dá na esfera ideológica, esfera que facilita sua reinvenção/permanência. E construção de "fantasias".
Da teoria crítica da Escola de Frankfurt, dentro do seu ventre saiu a "Cultura Woke", a maior das excrescências filosóficas do mundo moderno.
A cultura Woke trouxe à tona - o que já estava presente no marxismo original - a ideologia da destruição; racismo, feminismo, abortismo, ateísmo moderno, discriminações sexuais, sociais e por aí vai, tudo entendido, pelo marxismo, como fruto da estrutura de classes vigente - o capitalismo.
Ainda tem mentalidade que acredita naquilo surgido com o pensamento originário marxista. A classe operária, sairá de dentro da luta entre capital x trabalho, derrotará o capital e irá sobrepor a economia/sociedade dos oprimidos.
'Desmonte do socialismo real'
Quando desabou em 1989/1991, o Planeta socialista, - leste europeu e União Soviética - com confirmação da "tese austríaca": " O Socialismo é inviável". O que restou do modelo ortodoxo, anacrônico foi, Cuba, Coreia do Norte e outros, que continuaram na insistência do modelo coletivista, estatista, autocrático, controlador, uma espécie de neofascismo terceiro mundista.
'Desvios da China e Vietnã'
China, Vietnã, fizeram radical deslocamento de seus modelos, abandonaram aspectos da estatização e aquele coletivismo ortodoxo.
Coletivismo baseado nas fazendas coletivas, cooperativas de consumo, homogenizacão social anti-mercado, o mesmo que igualdade do consumo, a partir de uma renda igualitária para os cidadãos.
No modelo chinês, até chamado "socialismo de características chinesas", também vietnamita.

A vitória coube as elites partidárias dos PCs, seus Exércitos de Libertação do Povo, tornaram-se quase "multinacionais", comandam a economia e suas corporações de grupos privados.
'Derrota Soviética'
A União Soviética perdeu a oportunidade de trilhar por uma economia de mercado, seus dois maiores organismos burocráticos, como, KGB e PCUS, disputavam os benefícios, abriram pouco espaços para as corporações privadas, resultando na queda do regime.
Gorbachev, com sua Glasnost (política) e sua Perestroika (economia) não impediu o "desastre'.
A Fala de alguns geopolíticos ocidentais,:é de que, na verdade, o desmanche socialista foi algo planejado pela KGB, prá afrouxar a vigilância da Otan e do Ocidente; aquelas burocracias aliadas a uma "cleptocracia" que controlava as estatais
'Elites do comunismo e o modelo comunocapitalista'
As elites marxistas
Como a elite chinesa, principalmente, não queria amargar o fracasso da ortodoxia dos marxistas. A China fez um deslocamento econômico que mergulhou aquela economia em outro cenário.
O Vietnã seguiu os mesmos passos. "Correram para o abraço" da economia de mercado

A República Popular da China, principalmente e de forma agressiva, integrou- se ao mercado capitalista global; seu crescimento passou a depender deste mercado, adotou regras da OCDE, ao mesmo tempo fez o mercado Ocidental depender da sua produção, consumo e de seu lugar nas cadeias de abastecimentos.
A República comunista chinesa, trouxe seus seiscentos milhões de novos consumidores, claro, mais poupadores do que consumidores a se relacionarem com a "ordem global". Enfim, a China, chegou, chegando, integrou-se.
A República popular chinesa a partir do século 21, tornou-se produtor de tecnologia, se alimentando de pirataria extraída do ocidente e tornou-se competidor da maior economia do mundo - Estados Unidos.
O dragão asiático, continuou comunista na política, mudou muitos aspectos da engrenagem econômica, integrou-se ao mercado; indicadores recentes apontam para um crescimento econômico mais tímido, não aquela exuberância de mais de 12% de crescimento an
'Reduzir a velocidade chinesa'
Trump, e sua equipe projeta para China, a 2a. maior economia do mundo, o seguinte: "celar o animal puxar-lhe o cabresto e assim reduzir a velocidade do mesmo".
A China está integrada ao mercado global, não tem mais volta, criou-se dependência de produção, consumo, ciência e tecnologia. Mas, a administração Trump não quer a velocidade que o "animal" estava tendo.
O "animal" apresenta sinais de cansaço. Não tem tanta autonomia que parecia, o "anabolizante energético" vem de fora. O desmonte interno chinês já começa a ser verificado.
Se o setor da construção civil, agora em declínio (85 milhões de imóveis sem ter compradores) foi o filho pródigo do processo de acumulação de capital, agora estamos vendo, o setor automobilístico como a nova estrela. Dez a doze montadoras se espalhando pelo mundo, o Brasil seu grande mercado.
'NEP e a tentativa de superar crise do socialismo soviético'
Com a NEP (Nova política Econômica), o bolchevique Lenin, abriu a guarda para os economia capitalista, mas foi só no plano doméstico.
Já a China, a partir de Deng Shao Ping, o "socialismo" (?) abriga uma economia exportadora industrial, com os grupos econômicos ocidentais mudando domicílio para a terra de Mão TseTubg...
Fica dito.
Partir de degustação de vinho branco Pinot Grigio, casta italiana que está se adaptando em solo chileno.
*Jarbas Beltrão é historiador e professor de História. MBA em Política Estratégia em Defesa e Segurança Nacional. Especialista em Geopolítica Novas Fronteiras Cibernética e IA.
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