Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta segunda-feira
31/08/2026
31 de agosto de 2026 | Brasília
Brasília acordou nesta segunda-feira com um pequeno problema para quem ainda acreditava que eleição se resolvia apenas com partido, palanque e tempo de televisão: o algoritmo resolveu entrar na urna antes do eleitor. Augusto Cury aparece com 11%, Lula e Flávio transformam o TSE em extensão da campanha, a inteligência artificial chega oficialmente ao tribunal e até a relação Brasil–EUA tenta sair do modo “bloqueado no WhatsApp”.
Resumo da segunda: tem pesquisa surpreendendo, Justiça Eleitoral trabalhando e campanha descobrindo que setembro provavelmente terá uns 90 dias.
Cury chega a 11% — a terceira via descobriu o wi-fi
A pesquisa BTG/Nexus coloca Augusto Cury com 11%, nove pontos acima do levantamento anterior e já na terceira posição em um dos cenários de primeiro turno. Mais relevante que o número isolado é...
31 de agosto de 2026 | Brasília
Brasília acordou nesta segunda-feira com um pequeno problema para quem ainda acreditava que eleição se resolvia apenas com partido, palanque e tempo de televisão: o algoritmo resolveu entrar na urna antes do eleitor. Augusto Cury aparece com 11%, Lula e Flávio transformam o TSE em extensão da campanha, a inteligência artificial chega oficialmente ao tribunal e até a relação Brasil–EUA tenta sair do modo “bloqueado no WhatsApp”.
Resumo da segunda: tem pesquisa surpreendendo, Justiça Eleitoral trabalhando e campanha descobrindo que setembro provavelmente terá uns 90 dias.
Cury chega a 11% — a terceira via descobriu o wi-fi
A pesquisa BTG/Nexus coloca Augusto Cury com 11%, nove pontos acima do levantamento anterior e já na terceira posição em um dos cenários de primeiro turno. Mais relevante que o número isolado é a velocidade: um nome que estava fora do eixo tradicional da disputa conseguiu transformar exposição, curiosidade e circulação digital em reconhecimento político.
A velha política costuma perguntar primeiro qual é o partido. O eleitor conectado pergunta primeiro quem apareceu no feed.
“O digital acaba de mandar um recado para a política tradicional: Augusto Cury já tem 11%. A terceira via não nasceu numa estrutura partidária; nasceu na disputa pela atenção.”
Lula lidera, mas o segundo turno virou apartamento compartilhado
Na mesma BTG/Nexus, Lula continua numericamente à frente no primeiro turno, mas os cenários de segundo turno mostram disputa apertada contra Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado. A fotografia ainda favorece o presidente; o filme, entretanto, mostra uma eleição mais fragmentada e com espaço para movimentos rápidos.
E existe um detalhe importante: com Cury entrando em dois dígitos, a eleição começa a deixar de ser apenas uma conversa entre dois polos.
“Pesquisa mostra posição. Velocidade mostra perigo.”
Lula x Flávio: o TSE ganhou mais um horário eleitoral
A Justiça Eleitoral suspendeu uma propaganda da campanha de Lula que chamava Flávio Bolsonaro de “funcionário fantasma”, após provocação da campanha adversária. O mérito ainda deverá ser analisado pelo plenário.
A campanha presidencial entrou naquela fase em que o adversário responde no programa eleitoral — e o advogado responde logo depois no tribunal.
“Em 2026, campanha tem marqueteiro, cientista de dados e advogado de plantão.”
Registro de candidatura: agora é o TSE quem confere a lista de presença
O TSE começa a avançar na análise dos registros das candidaturas presidenciais. Processos envolvendo Lula, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema entram no radar da Corte, enquanto o caso de Renan Santos, segundo o material divulgado, enfrenta questionamentos que adiaram sua análise.
É uma etapa formal, mas em campanha presidencial qualquer movimento processual rapidamente ganha interpretação política nas redes.
“No papel é registro de candidatura. No X, Instagram e WhatsApp vira suspense eleitoral.”
Inteligência artificial vai ao TSE— e o Deepfake também pediu credencial
A Justiça Eleitoral deve enfrentar nesta semana uma discussão que poderá ajudar a estabelecer limites para o uso de IA na propaganda eleitoral. O problema técnico é grande: conteúdo sintético ficou barato, rápido e cada vez mais convincente.
E existe um desafio ainda maior: não basta identificar a falsidade; é preciso disputar com uma narrativa que pode ter viralizado milhões de vezes antes da correção.
“Na eleição da inteligência artificial, a Justiça pode remover um conteúdo. O desafio é remover a mentira da cabeça de quem já decidiu acreditar nela.”
Brasil e EUA voltam à mesa — o tarifaço ganhou reunião
Brasil e Estados Unidos entram em uma nova rodada de conversas após a implementação das tarifas americanas. O governo brasileiro deve concentrar esforços na agenda comercial e tentar construir uma nova fase de negociação.
Para Brasília, reduzir tensão econômica interessa. Para Washington, reorganizar cadeias produtivas também.
“Depois de muita diplomacia por manchete, chegou a temporada da diplomacia por planilha.”
Pacheco no TCU: Brasília já está organizando as cadeiras
Davi Alcolumbre pretende avançar nesta semana com a indicação de Rodrigo Pacheco ao Tribunal de Contas da União. A movimentação envolve mais que uma cadeira no TCU: mexe em relações no Senado, acomodações institucionais e no tabuleiro político pós-eleição.
Em Brasília, toda cadeira vazia produz imediatamente uma fila de interessados.
“No xadrez político, às vezes a peça mais importante não é quem anda. É a cadeira que fica vazia.”
Pernambuco: quando a campanha atravessa a linha pessoal
Raquel Lyra registrou boletim de ocorrência após a circulação de um cartaz crítico que fazia referência à morte de seu marido. João Campos cobrou investigação.
Independentemente da disputa eleitoral, o episódio mostra um risco crescente para 2026: campanhas ultrapassarem a fronteira entre confronto político e exploração da vida pessoal.
Politicamente, existe um risco para quem faz esse tipo de ataque: quando a crítica ultrapassa a fronteira política e entra no campo pessoal, pode gerar solidariedade, ampliar alcance e fortalecer uma personagem que já está em trajetória ascendente no digital.
“Raquel já vinha crescendo no digital. Quando o ataque passa do político para o pessoal, o adversário corre o risco de transformar crítica em combustível.”
Leitura estratégica Ativaweb Datalab
O principal sinal desta segunda-feira está na fragmentação da corrida presidencial. Lula continua na frente, Flávio mantém força competitiva, Caiado permanece no jogo — mas Augusto Cury cria uma variável que não estava prevista no desenho tradicional da campanha.
O segundo movimento está acontecendo no TSE. Propaganda eleitoral, registro de candidatura e inteligência artificial começam a convergir no mesmo ambiente. Isso significa que a Justiça Eleitoral tende a ocupar cada vez mais espaço na narrativa política até outubro.
E há uma terceira mudança silenciosa: o digital deixou de ser apenas ferramenta de campanha e passou a ser produtor de candidaturas competitivas.
“Audiência não é voto. Mas antes de conquistar o voto, alguém precisa conquistar a atenção.”
Alek Maracajá é Ceo da Ativaweb DataLab. Cientista de dados. Professor ESPM-SP. Pesquisador UFPB
Leia outras informações
Depois muita polêmica, pedido de vista do ministro Flávio Dino suspende julgamento do STF
15/09/2026
Depois de seis horas e meia, terminou sem resultado a sessão de julgamento programada para esta terça-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que foi aguardada com muita expectativa por todo o país nos últimos dias. Isto porque, ao final dos trabalhos, o ministro Flávio Dino pediu vista da matéria, o que suspendeu os trabalhos.
Na prática, depois de bate-bocas, contestações entre os ministros, reclamações sobre prerrogativas de cada integrante da Corte e até regras regimentais, o que foi votado durante a tarde não foi se o STF iria julgar a conduta do ministro Alexandre de Moraes — o objeto da sessão era avaliar se Moraes deveria ou não ser investigado por ter sido alvo de mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro do Master, Daniel Vorcaro.
Julgamento conjunto ou em separado
Os ministros tiveram de votar primeiro se acolhiam ou não uma questão de ordem apresentada pelo decano da Corte,...
Hylda Cavalcanti/Do HJur
Depois de seis horas e meia, terminou sem resultado a sessão de julgamento programada para esta terça-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que foi aguardada com muita expectativa por todo o país nos últimos dias. Isto porque, ao final dos trabalhos, o ministro Flávio Dino pediu vista da matéria, o que suspendeu os trabalhos.
Na prática, depois de bate-bocas, contestações entre os ministros, reclamações sobre prerrogativas de cada integrante da Corte e até regras regimentais, o que foi votado durante a tarde não foi se o STF iria julgar a conduta do ministro Alexandre de Moraes — o objeto da sessão era avaliar se Moraes deveria ou não ser investigado por ter sido alvo de mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro do Master, Daniel Vorcaro.
Julgamento conjunto ou em separado
Os ministros tiveram de votar primeiro se acolhiam ou não uma questão de ordem apresentada pelo decano da Corte, Gilmar Mendes, para que os dois casos, de avaliação da conduta de Moraes e também da conduta do ministro André Mendonça, fossem julgados de forma conjunta, na próxima quarta-feira (23/09).
Com o pedido de vista de Dino, não se sabe quando o processo será devolvido por Dino e nem mesmo se a sessão de quarta-feira será realizada.
Estratégia adotada por Dino
A sessão terminou com 4 votos a 3 para que os julgamentos sejam realizados de forma separada. Votaram para que seja mantida a separação os ministros Edson Fachin, Luiz Fux, André Mendonça e Cármen Lúcia. E votaram para que sejam realizados conjuntamente os magistrados Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes.
Enquanto os ministros Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli se consideraram impedidos de participar do julgamento.
Caso não tivesse havido pedido de vista, o placar teria ficado empatado em 4 a 4 e caberia ao presidente da Corte, o ministro Fachin, dar o seu voto de minerva, que seria pela votação em separado. Assim, o ministro Flávio Dino adotou a estratégia de retirar o seu voto e fazer um pedido de vista com o argumento de avaliar melhor a questão.
Fachin foi contra a sugestão do decano
O presidente do STF se posicionou tanto contra a questão de ordem apresentada por Mendes, defendendo o julgamento conjunto dos relatórios com informações da Polícia Federal sobre os dois ministros, como também contra a proposta de redistribuição do relatório sobre Alexandre de Moraes — relatoria esta, que ele puxou para o seu gabinete.
Gilmar Mendes defendeu também que seja realizado um sorteio para a definição de novo relator, alegando que é isto que está previsto no Regimento Interno da Corte. Outro ponto com o qual Fachin não concordou.
Moraes: sem bases fáticas
"Quero, desde logo, me manifestar no sentido de manter não apenas a separação entre os julgamentos. Portanto, voto no sentido de prosseguir o julgamento de hoje, bem como, de não levar a efeito o apensamento [reunião] dos feitos mencionados e, por via de consequência, fica prejudicada a redistribuição na forma regimental", disse Fachin.
O ministro André Mendonça, que acompanhou o voto de Fachin, disse entender que não existem as mesmas bases fáticas para realização de um julgamento em conjunto.
Moraes: risco de tumulto processual
“O que há, em relação a mim, é um suposto relatório de inteligência, um relatório ilegal, com monitoramento e coleta seletiva de dados de ministros do STF e de outras autoridades, em uma atividade própria de uma PF paralela. Documento ilegal, que o próprio documento fala que é sem valor probatório. São questões fáticas e jurídicas totalmente distintas", afirmou.
Posteriormente, Alexandre de Moraes se posicionou pela análise conjunta da sua situação com a do ministro André Mendonça. “Nós estamos com um risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual, julgando as mesmas coisas, só que com o sinal invertido, os mesmos fundamentos, cada qual de um lado, com sinal invertido hoje e na próxima quarta-feira”, frisou, referindo-se a Mendonça.
— Com Agências de Notícias
Crise no Supremo - STF encerra julgamento sem determinar como e quando casos de Alexandre de Moraes e André Mendonça serão analisados.
15/09/2026
Flávio Dino pede vista, Luiz Fux e Cármen Lúcia adiantam votos e seguem Edson Fachin para julgar ações de ministros separadamente.
O PGR, Paulo Gonet, nega ter relação de proximidade com Daniel Vorcaro
15/09/2026
Paulo Gonet
"Gostaria de fazer uma pontuação aqui que me parte muito importante, tendo em vista a menção ao meu nome e ao cargo de procurador-geral da República também procurador-geral da República só pode ser investigado depois da autorização do órgão próprio do Ministério Público Federal, mas eu fico feliz que o ministro André Mendonça tenha...
O Procurador-Geral da República, PGR, Paulo Gonet, afirmou hoje, terça-feira, 15/09, que não teve relacionamento de proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro. "E eu gostaria de deixar isso claro até para evitar mal entendidos, ser objetivos, não existe, nem tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro. O único encontro que eu tive com o seu Vorcaro se deu com várias autoridades em abril de 2024 a única ligação, intermediada por advogado foi brevíssima e banal". A fala aconteceu durante sessão do plenário do STF que discute a validade de um relatório da PF envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.
Paulo Gonet
"Gostaria de fazer uma pontuação aqui que me parte muito importante, tendo em vista a menção ao meu nome e ao cargo de procurador-geral da República também procurador-geral da República só pode ser investigado depois da autorização do órgão próprio do Ministério Público Federal, mas eu fico feliz que o ministro André Mendonça tenha reconhecido que não havia nada do que foi colhido que pudesse induzir a alguma prática de ilícito por parte do procurador-geral da República".
Dino critica ameaça dos EUA de invocar Magnitsky contra STF - Moraes, ele e Gilmar podem ser sancionados
15/09/2026
Dino, Gilmar e Moraes
Dino vota a questão de ordem apresenta...
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, STF, disse hoje, terça-feira, 15/09, na retomada do julgamento que decide se a Corte autoriza uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, que os ministros estão envoltos sob uma pressão que vem, inclusive, de fora do país. Dino citou uma reportagem do site UOL mostrando que os EUA cogitam voltar a aplicar a Lei Magnitsky contra Moraes, e que ele e Gilmar Mendes, aliados do ministro, também estariam na mira das sanções. A Magnitsky permite bloquear contas mantidas por uma pessoa física no sistema financeiro dos EUA, incluindo movimentações em cartões de crédito. “Eu, presidente, reputo isso como de enorme gravidade jurídica e constitucional. Isso daqui é o tribunal supremo de um país soberano. Portanto, esse ambiente de pressão ilegítima deve constituir alvo da indignação não do tribunal, mas de todos os brasileiros", afirmou.
Dino, Gilmar e Moraes
Dino vota a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes para o processo contra Moraes, aquele que acusa o relator André Mendonça de ter cometido irregularidades na fase pré-processual. O ministro minimizou eventuais críticas da opinião pública ao processo. “Há essa ideia falsa de que o tribunal deve se submeter a pressões. Ora, se um órgão técnico se submete a maiorias ocasionais ou a órgãos de poder, sejam públicos ou privados, ele não serve para nada", disse.
STF - Flávio Bolsonaro é surpreendido com impedimento de Nunes Marques, um voto a menos
15/09/2026
Três votos contra e Cármen
Enquanto isso, os ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin devem votar contra a abertura do processo. O voto da ministra Cármen Lúcia é uma incógnita.
A campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, PL, admitiu, nos bastidores, que foi pega de surpresa com a declaração de impedimento de voto do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, STF, no caso que analisa a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por suposto envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A expectativa dos aliados de Flávio Bolsonaro era de que Nunes Marques votasse pela abertura do processo, acompanhado de Luiz Fux, André Mendonça e do presidente da Corte, Edson Fachin. Agora, a análise é de que, com um voto a menos, assim como o de Dias Toffoli, que se declarou suspeito, a tendência é de que Moraes pode sair menos enfraquecido do que o calculado pela campanha.

Três votos contra e Cármen
Enquanto isso, os ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin devem votar contra a abertura do processo. O voto da ministra Cármen Lúcia é uma incógnita.
Mais uma testemunha detalha pagamentos pix para atacar João e elogiar Raquel
15/09/2026
Antes, foi o Metrópoles
O novo relato que o Brasil 247 teve acesso aponta que os grupos eram administrados por pessoas ligadas à Aposta Ganha, casa de apostas sediada em Caruaru, reduto eleitoral de Raquel, e com relações comerciais com eventos da cidade. A Aposta Ganha é patrocinador
master do São João de Caruaru.
Segundo a testemunha
O grupo era usado desde 2024 para impulsionar publicações no Instagram em defesa da governadora e para desgastar João Campos com antecedência em relação...
O Gabinete que "não existe" continua acumulando evidências bem existentes. Mais uma testemunha que participou de um grupo de WhatsApp voltado a ações de engajamento político nas redes sociais detalhou ao site Brasil 247 como funcionaria o pagamento por pix a jovens recrutados para publicar comentários favoráveis à governadora de Pernambuco, Raquel Teixeira Lyra (PSD), e críticos ao ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).
Antes, foi o Metrópoles
O novo relato que o Brasil 247 teve acesso aponta que os grupos eram administrados por pessoas ligadas à Aposta Ganha, casa de apostas sediada em Caruaru, reduto eleitoral de Raquel, e com relações comerciais com eventos da cidade. A Aposta Ganha é patrocinador
master do São João de Caruaru.
Segundo a testemunha
O grupo era usado desde 2024 para impulsionar publicações no Instagram em defesa da governadora e para desgastar João Campos com antecedência em relação à disputa estadual de 2026.
Depoimento
'A gente tinha que comentar as postagens dela e as postagens que tinham o nome dela no meio – tanto para falar bem, positivamente, como para falar mal de alguém”, afirmou a mulher.
Ataques a João Campos
A testemunha disse que os integrantes recebiam links de postagens e instruções sobre o tipo de comentário a ser feito. As mensagens deveriam ser longas, com elogios a Raquel Teixeira Lyra, críticas a João Campos e uso recorrente do coração roxo, símbolo associado à militância da governadora.
As novas informações
Reforçam a suspeita de uma operação organizada para remunerar engajamento político nas redes sociais em Pernambuco. O relato da testemunha, somado aos prints, comprovantes de pix e vínculos empresariais citados, amplia a pressão sobre a campanha de Raquel Teixeira Lyra e coloca sob suspeita a atuação de funcionários e empresas ligadas ao ecossistema da Aposta Ganha.
Os acusados
A empresa e a governadora, negaram. O espaço aqui é garantido para manifestação, sem edição, de todos os citados.
STF - Imprensa internacional repercute a sessão que decide sobre a abertura de investigação contra Moraes
15/09/2026
The Washington Post
O jornal norte-americano The Washington Post citou a gravidade da crise no STF, que também está afetando a eleição presidencial brasileira, segundo a reportagem. O jornal ainda relacionou os ministros à situação política atual do país, o que fez com que "muitos brasileiros tenham passado a manhã (e tarde) grudados na televisão". Complementou, ainda, que "Os dois ministros (Moraes e Mendonça) do maior tribunal brasileiro são tidos como representantes dos lados opostos do polarizado espectro político brasileiro".
Reuters
A agência de notícias britânica Reuters afirmou que o mérito da sessão no Supremo é "sem precedentes" e...
A imprensa internacional repercute a sessão de hoje, terça-feira, 15/09, no Supremo Tribunal Federal, STF, que decidirá sobre a abertura de uma investigação contra o ministro da Corte, Alexandre de Moraes, por um suposto envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
The Washington Post
O jornal norte-americano The Washington Post citou a gravidade da crise no STF, que também está afetando a eleição presidencial brasileira, segundo a reportagem. O jornal ainda relacionou os ministros à situação política atual do país, o que fez com que "muitos brasileiros tenham passado a manhã (e tarde) grudados na televisão". Complementou, ainda, que "Os dois ministros (Moraes e Mendonça) do maior tribunal brasileiro são tidos como representantes dos lados opostos do polarizado espectro político brasileiro".
Reuters
A agência de notícias britânica Reuters afirmou que o mérito da sessão no Supremo é "sem precedentes" e que o julgamento contribuirá para aprofundar a crise no mais alto tribunal brasileiro a poucas semanas das eleições presidenciais. O veículo ainda classificou Moraes como “um dos ministros mais poderosos” do STF.

ABC News
O jornal norte-americano ABC News afirmou em reportagem nesta terça que "uma crise sem precedentes chacoalha" a Corte brasileira. O veículo destacou que "o caos que tomou conta do tribunal deriva do colapso do Banco Master" e que “vários políticos importantes e integrantes do Judiciário foram ligados ao caso”.
The Economist
Já o jornal britânico The Economist afirmou que "o Supremo Tribunal Federal do Brasil está em crise", e que Moraes está no centro dela. A reportagem ainda descreve o embate entre Moraes e André Mendonça, que se deu após o escândalo do caso Master vir à tona.

A AFP
A Agência France-Presse, AFP, destacou o julgamento como o exame dos laços de Moraes, que classificou como “uma das figuras mais poderosas do Brasil”, com um banqueiro preso, se referindo a Vorcaro. O veículo estabeleceu, ainda, uma linha do tempo com a sequência de fatos que marcaram o ambiente da Corte nas últimas duas semanas, desde que Mendonça levantou o sigilo do relatório da PF relativo às investigações, culminando na sessão de hoje.
Eleições 2026 - João Campos hoje: "eu trabalho, me mobilizo e acredito na eleição de Lula para presidente."
15/09/2026
Perfeita harmonia em PE e no Brasil
"Do ponto de vista político, há uma perfeita harmonia e alinhamento, não só aqui em Pernambuco, mas também a nível nacional, com a própria candidatura de Alckmin, o vice-presidente que é do nosso partido. E a construção de mais de 13 palanques no Brasil que a gente fez junto com o PT para o pres...
Durante entrevista hoje, terça-feira, 15/09, à CNN Brasil, João Campos, PSB, o ex-prefeito de Recife e candidato ao governo de Pernambuco, comentou o apoio do PT a seu nome no pleito deste ano. Afastou qualquer animosidade entre seu nome e o diretório estadual do PT, ao garantir que a composição da chapa foi aprovada pela maioria dos integrantes do partido. Segundo ele, discordâncias e decisões não unânimes fazem parte da democracia, mas o foco da chapa, além do apoio no âmbito local, é promover o palanque para o presidente Lula, que tem Geraldo Alckmin, do PSB, Partido Socialista Brasileiro, como seu vice.

Perfeita harmonia em PE e no Brasil
"Do ponto de vista político, há uma perfeita harmonia e alinhamento, não só aqui em Pernambuco, mas também a nível nacional, com a própria candidatura de Alckmin, o vice-presidente que é do nosso partido. E a construção de mais de 13 palanques no Brasil que a gente fez junto com o PT para o presidente Lula. Além de apoiar o presidente em todos os estados da federação."

Além de uma eleição
"Uma aliança que é para além de uma eleição; é uma aliança de quem acredita que a política deve cuidar de quem mais precisa e de eventuais posições divergentes", declarou.
João não vê o Brasil elegendo Flávio
A reeleição de Lula foi um dos pontos que João defendeu em suas falas, principalmente por projetos estaduais que dependem de parceria com o governo federal. Ao ser questionado sobre o trabalho com o senador Flávio Bolsonaro, PL, caso ambos sejam eleitos, o candidato não apostou na possibilidade de ver "o Brasil elegendo Flávio Bolsonaro". "Eu não vejo o Brasil elegendo Flávio Bolsonaro e vejo o Lula sendo reeleito. Então, de forma muito sincera e verdadeira, eu trabalho, me mobilizo e acredito na eleição de Lula para presidente."
Satenpe pede no STF devolução de R$ 1,2 milhão de salário de Raquel Teixeira Lyra afastada da PGE-PE há 15 anos
15/09/2026
Raquel Teixeira Lyra está afastada da PGE-PE há 15 anos
Raquel Teixeira Lyra está afastada da Procuradoria, PGE-PE, há 15 anos. Desde quando foi eleita governadora, ela abre mão do subsídio de R$ 22 mil do Executivo para receber como procuradora. No último mês, ela recebeu mais de R$ 60 mil em valores brutos. A opção se baseia na Lei 18.139/2023, que autoriza servidores estaduais em cargos eletivos a optarem pela remuneração mais conveniente. O argumento apresentado pelo Sa...
O Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Pernambuco, Satenpe, acionou o STF, pedindo que a governadora Raquel Teixeira Lyra, PSD, devolva cerca de R$ 1,2 milhão recebido como procuradora do estado e que ela passe a receber subsídio pelo cargo executivo. O valor mencionado pelo Satenpe é a diferença excedente entre o que Raquel Teixeira Lyra recebeu pela Procuradoria-Geral do Estado de Pernambuco, PGE-PE, e o montante que ela teria recebido pelo cargo de governadora.
Raquel Teixeira Lyra está afastada da PGE-PE há 15 anos
Raquel Teixeira Lyra está afastada da Procuradoria, PGE-PE, há 15 anos. Desde quando foi eleita governadora, ela abre mão do subsídio de R$ 22 mil do Executivo para receber como procuradora. No último mês, ela recebeu mais de R$ 60 mil em valores brutos. A opção se baseia na Lei 18.139/2023, que autoriza servidores estaduais em cargos eletivos a optarem pela remuneração mais conveniente. O argumento apresentado pelo Satenpe à Corte é que a legislação, proposta por Raquel Teixeira Lyra em janeiro de 2023, fere o artigo 38 da Constituição Federal, que só autoriza a medida para prefeitos e vereadores.
Petição da Satenpe
Na petição, o Satenpe afirma ser “necessário impedir que a norma continue produzindo efeitos financeiros em favor da própria Chefe do Executivo que a propôs e sancionou”, e lembra que a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 1.381/AL, julgada pelo plenário do STF, já havia invalidado legislações estaduais que estabeleciam possibilidade de escolha de salários por agentes públicos em cargos eletivos. Ao STF, o Satenpe ainda diz haver "urgência para que as supostas irregularidades sejam sanadas".
Eleições 2026 - Flávio pede ao TSE que proíba Lula de fazer lives no Alvorada, PT afirma que regras eleitorais foram cumpridas
15/09/2026
A Petição dos advogados e os pedidos da campanha de Flávio
Na petição assinada pelos advogados, a campanha do candidato do PL afirma que o petista incorreu em prática de conduta vedada a agente público. Para a equipe de Flávio, embora a legislação autorize excepcionalmente o uso de residências oficiais para reuniões e contatos de campanha, essas atividades não podem assumir c...
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, acionou o TSE para impedir que o presidente Lula, PT, utilize as dependências do Palácio da Alvorada para a transmissão de eventos de cunho eleitoral. A representação contesta a realização de uma transmissão ao vivo de campanha ocorrida no último domingo, 13/09, a partir da residência oficial da Presidência. No domingo, a equipe de Lula declarou que o ato utilizou estritamente equipamentos de campanha e respeitou as normas eleitorais vigentes. A ação da campanha de Flávio foi protocolada na noite de ontem, segunda-feira, 14/09.
A Petição dos advogados e os pedidos da campanha de Flávio
Na petição assinada pelos advogados, a campanha do candidato do PL afirma que o petista incorreu em prática de conduta vedada a agente público. Para a equipe de Flávio, embora a legislação autorize excepcionalmente o uso de residências oficiais para reuniões e contatos de campanha, essas atividades não podem assumir caráter de ato público. A defesa de Flávio pontua também que as regras vigentes do TSE estabelecem condições cumulativas para transmissões eleitorais a partir de cômodos da residência oficial, entre as quais: A transmissão deve ocorrer em ambiente neutro, sem símbolos institucionais; A participação deve ser restrita exclusivamente à pessoa detentora do cargo; O conteúdo deve tratar unicamente da própria candidatura; não podem ser utilizados recursos materiais ou serviços públicos. A campanha de Flávio solicita: A remoção imediata do vídeo publicado no canal oficial de Lula no YouTube e a intimação da empresa Google Brasil; Ordem liminar para que a chapa governista se abstenha de realizar novas transmissões eleitorais ou utilizar a estrutura do Alvorada e serviços públicos exclusivos do cargo em desacordo com a legislação; ao final do processo, a aplicação de uma multa.

Campanha de Lula
Procurada após a transmissão, a assessoria de campanha do presidente Lula afirmou, no domingo, que a live "utilizou estritamente os equipamentos da campanha" e que "o Palácio da Alvorada é a residência oficial do governo e espaço privado do Presidente Lula". A equipe do petista assegurou ainda que tem pautado sua atuação em conformidade com as normas do TSE e que vem adotando as medidas de defeso eleitoral desde julho — transferindo as transmissões de cunho político das redes oficiais da Empresa Brasil de Comunicação, EBC, para as páginas pessoais e de campanha do candidato.