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Sugestão à PM: usa o traje "tolera-se" amanhã na Arena

29/08/2025 -

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José Nivaldo Junior*

Para começo de conversa, ninguém ou nenhuma instituição pode ser recriminada por cumprir com o seu dever ou aplicar a lei. Pelo contrário. O zelo funcional merece, sempre, elogios. Mas, porém, contudo, todavia, como se falava em Surubim nos meus tempos de infância, sempre existe a possibilidade de uma brechinha para adaptar a lei às circunstâncias. É o caso desta, digamos, sugestão. Ou, melhor dizendo, deste apelo de um torcedor histórico do Santa Cruz, que amanhã, por razões outras, não vai à Arena assistir a um jogo de vida ou morte.

O que ocorreu

No último dia 11, à noite, o Santa Jogou na Arena contra o Altos-PI. Recorde de público. Como todo mundo sabe, a Arena foi feita para a Copa 2014, mas nem o metrô, nem os acessos nem os espaços do entorno foram concluídos. Em jogos de grande público, o acesso é um sofrimento e estacionar, uma epopeia. Amanhã, o público vai ser enorme. O entorno vai estar uma confusão.

Tensão pré-jogo

Só quem frequenta estádios de futebol em grandes jogos, sabe: os torcedores são tomados de verdadeiro frenesi. Uma ansiedade que aperta o coração. E só aumenta quando a hora do jogo se aproxima. No caso da Arena, com engarrafamentos monumentais, o rádio anunciando que as equipes se preparam para entrar em campo, o coração só falta saltar pela boca.

Estaciona aonde?

Como na Arena os espaços para estacionar são insuficientes, o trânsito não anda, centenas, talvez milhares de torcedores largam carros e principalmente motos, onde estiverem. Pelo mato. Nas beiradas dos acostamentos. Em qualquer espaço que se apresente. Largam os veículos e saem correndo rumo às arquibancadas, muitas vezes, homens, mulheres, crianças, idosos, todos unidos naquela emoção, repetindo, que só quem já viveu sabe avaliar.

O que ocorreu dia 11?

Tarde da noite, um número não determinado de torcedores voltaram para pegar seus veículos, muitas vezes com as famílias, e... canto mais limpo. Zelosos, os órgãos de fiscalização tinham providenciado o reboque. Pessoas perdidas no meio da noite, simplesmente sem ter opção para retornar.

Uma historinha

Certa vez, Jaime Lerner, prefeito de Curitiba, foi visitar o governador Brizola no RJ. Brizola convidou Lerner para ir com ele a uma solenidade. Lerner pegou o convite, e retrucou: governador, exige traje a rigor. Eu não trouxe. E Brizola: Jaime, não estás de paletó e gravata? Então, ao invés de rigor tu vai de "tolera-se".

Moral da história

A Polícia e quem mais esteja envolvido nessa fiscalização, amanhã e nos jogos na Arena que sempre acabam à noite, será que não podiam trajar "tolera-se"? E ao invés de apreender, se preocupar em proteger e garantir a segurança do patrimônio e das pessoas? Não seria descumprir as leis. Mas usar o bom senso e tolerar uma situação de fato, criada pelo descaso generalizado com quem de fato interessa - o torcedor. É só um apelo.

*José Nivaldo Junior é ex-diretor bicampeão do Santa Cruz Futebol Clube.

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