'Preâmbulo'
Desde a dissolução dos experimentos autoritários do socialismo marxista, a velha Ordem Global vem assistindo uma nova formação, que irá se sobrepor àquela Ordem pós-segunda guerra mundial.
'Uma Nova Ordem Global'
Quando afirmamos que há em formação uma "Nova Ordem Global", precisamos ter com clareza os atores presentes na batalha pela conquista da hegemonia do processo, sobretudo econômica.
'Os blocos que tentam a hegemonia na Nova Ordem Global'
Na verdade, os atores que se apresentam na corrida pela hegemonia do processo, estão agregados em dois blocos distintos :
a) Bloco Liberal Ocidental que é encabeçado pelos Estados Unidos e seu fiel aliado, o Estado de Israel, acompanhados por um cambaleante conjunto de nações ocidentais ( Europa Ocidental ) e Japão.
O bloco liberal adere a economia de mercado e da livre circulação de mercadorias. Foi sua constituição desde o Plano Marshall (pós 2a.guerra)
Há nessa economia de mercado, uma hegemonia de grandes grupos corporativos.
b) Bloco russo-chinês- iraniano, conduzido pela China, uma potência científica e tecnológica, seguida por duas nações de economias sancionadas - Rússia e Iran - juntas formam regimes políticos autoritários e economias com diferentes níveis de controle estatal.
Não há como encontrar semelhanças, pelo menos nos países dessa "tripla" aliança, quanto aos modelos de seus paradigmas estatistas. Cada ator tem características próprias.
'A República Popular da China'
A China por sua performance econômica furou o Bloco Ocidental. Sendo membro da OMC (Organização Mundial do Comércio) tem importante papel nas cadeias de suprimentos globais e mantém relações comerciais com aproximadamente 150 nações.
Seu crescimento econômico nos últimos 40 anos, não é uma continuidade da história dinástica do país, muito menos da sua "revolução comunista", mas fruto de uma "invasão econômica" ocidental, em especial Estados Unidos da América
A invasão econômica, tornou-se possível, graças às vantagens que o comunismo chinês oferecia aos grupos que mudassem para o domicílio chinês.
'As opções econômicas no cenário global"
Portanto, neste momento de eleições federais em nosso país, são duas opções de cenário global que o Brasil precisa fazer (já fez) sua escolha. Os presidenciáveis não fazem referências.
Nosso país, enfrenta um cenário interno embaraçado e articulado com a posição do governo atual no tocante a posição a
no cenário global:
'Cenário interno, melhores vias'
Via econômica interna: deve ser voltada para formação de um novo cenário, com valorização de novos empreendedores e micro-empreendimentos.
Deve ser dada prioridade para criação de um clima interno que seja uma porta aberta para chegada de investimentos externos, em especial um nessessário processo de retomada industrial.
Redução do peso do Estado que implica em uma reforma fiscal que enfrente os desafios da excessiva carga de impostos que sufoca cidadãos e empresas.
O poder nacional não deve tratar cidadãos e empresas como meros contribuintes fiscais, mas com as molas de impulso do crescimento econômico, mais que contribuintes do Estado.
O agro-negócio, "um dia desses chamado de fascista pelo governante residente no Planalto" deve ser fortalecido o apoio aqueles empreendimentos agrários, convivendo com a atenção à propriedade rural de pequeno e médio porte (crédito e formação de mercados).
O agronegócio não é território habitado por grandes empreendimentos agrícolas, deve caber de tudo (famílias micros, cooperativas, pequenos, médios e grandes negócios).
'Problemas na educação escolarizada'
Ainda, nesse plano interno, o pais tem de procurar formas de superação dos problemas que ultimamente tem sido enfrentados no terreno da educação escolarizada - formação básica e superior - dominada no plano ideológico-cultural por grupos da extrema esquerda revolucionária e "wokismo cultural". Então, "des...esquerdizar" e "des...wokezar" tornou-se tarefa prioritária, - o negócio pegou e tá feio, deletou-se a livre circulação de idéias.
A questão interna cultural tem provocado incômodos, sobretudo nos meios acadêmicos e nas nossas instituições politicas. Elas estão cheias de uma militância seguidora da revolução gramscista - hegemonia cultural, o novo caminho revolucionário
"Plano externo"
No plano externo deve ocorrer um deslocamento, "em parte", do bloco autoritário.
Sem esquecer que a China é nosso maior parceiro comercial. Trazer a China para condição de parceiro econômico e não controlador do mercado, o que foi construído desde 2.001
'Brasil e China'
O bloco autoritário, com excessão da República Popular da China, não tem uma poupança estatal ou privada que possa ser parceira de um crescimento nacional brasileiro, fundamentado em liberdades econômicas
A China tem como predominância na sua relação com outras economias, caracteristicas, como:
a) Comprador de comodittes, agricolas e minerais.
b) Fornecedor de tecnologias em alguns setores, e em virtude da sua característica exportadora, forma mercados de alguns produtos de maior valor agregado e o "ecommerce", tipo shoppee, All express, em alguns casos com repercussão econômica em alguns reduzidos setores. Isso não pode se perde vista.
c)Investimentos em infraestrutura, sobretudo naqueles investimentos de interesse para expansão das rotas chinesas.
d) Ofertas de créditos financeiros que recebem o "seguro" típico chinês: "perdeu capacidade de pagamento, paga com renúncia de patrimônio nacional".
O Brasil sempre teve abortada sua chance econômica de uma alavancagem mais duradoura.
O agronegócio brasileiro é hoje uma dos maiores produtores de alimentos do mundo, um setor que tem sustentabilidade nos mercados globais.
'Ciclos econômicos globais'
A economia industrial, pós segunda guerra mundial experimentou dois grandes ciclos de crescimento, acompanhando ciclos globalistas: Plano de Metas - governo JK ( 1956/ 1961). Governos militares (Anos 1970 e ciclo dos primeiros anos de 1980).
Nossas escolhas não tem ajudado muito. No plano interno, o Estado transformou-se numa "casa de caridade".
É uma polarização ideológica, digna da "guerra fria", está na base das decisões e dos programas dos presidenciáveis.
No plano externo, as opções são também ideológicas. Nada pragmática, nos afastando daquele bloco que construiu o mercado global (Estados Unidos) e fez da República Popular da China a segunda maior economia do mundo. - o mercado global/ Ocidental.
Nossos presidenciáveis (2026), envontram-se bem distante desta compreensão.
Pois é, são desafios , que percebo pouca preocupação por parte dos candidatos e partidos, na corrida presidencial.
Continuamos no pântano, colocado sobretudo depois das experiências do desenvolvimentismo dos governos militares (1964/1985), que trouxe o expansionismo econômico que posteriormente avançou para o estremo oriente (China, Singapura e Vietnã)
Tenho dito
*Jarbas Beltrão é historiador e professor de História da Universidade de Pernambuco - UPE. Mestre em Educação pela UFPB. Especialista (MBA) em Política Estratégia Defesa e Segurança Nacional. (Adesg Famesc).Especialista (MBA) em Geopolítica/Novas Fronteiras/Cibernética e IA. (Adesg/Instituto Venturo)
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