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Veneziano defende recursos para duplicação da BR-230 entre Campina e Sertão

30/08/2026

Ao conceder entrevista à Rede Correio SAT em João Pessoa, o senador e candidato à reeleição, Veneziano Vital do Rêgo (MDB), defendeu a ampliação da duplicação da BR-230 de Campina Grande até Cajazeiras e a duplicação da BR-104, entre Campina Grande e Lagoa Seca.

Os investimentos

Durante a entrevista, Veneziano afirmou que os investimentos na malha rodoviária, com a duplicação do trecho da BR-230 até o Sertão, são necessários para melhorar o fluxo e garantir mais segurança.

“Os investimentos rodoviários que conseguimos. Nosso propósito é fazer com que essa duplicação (da BR-230), que sai de Campina para o Sertão venha do Sertão para Campina. Desejamos fazer de Cajazeiras para Sousa. Fazer por trechos. A duplicação da BR-104, alargamento de Campina a Lagoa Seca, é outro grande foco que haveremos de tratar. Há muito o que fazer. Podemos realizar isso”, disse Veneziano.

Mais infraestrutura

Ainda s...

Ao conceder entrevista à Rede Correio SAT em João Pessoa, o senador e candidato à reeleição, Veneziano Vital do Rêgo (MDB), defendeu a ampliação da duplicação da BR-230 de Campina Grande até Cajazeiras e a duplicação da BR-104, entre Campina Grande e Lagoa Seca.

Os investimentos

Durante a entrevista, Veneziano afirmou que os investimentos na malha rodoviária, com a duplicação do trecho da BR-230 até o Sertão, são necessários para melhorar o fluxo e garantir mais segurança.

“Os investimentos rodoviários que conseguimos. Nosso propósito é fazer com que essa duplicação (da BR-230), que sai de Campina para o Sertão venha do Sertão para Campina. Desejamos fazer de Cajazeiras para Sousa. Fazer por trechos. A duplicação da BR-104, alargamento de Campina a Lagoa Seca, é outro grande foco que haveremos de tratar. Há muito o que fazer. Podemos realizar isso”, disse Veneziano.

Mais infraestrutura

Ainda sobre infraestrutura, Veneziano também falou da duplicação da BR-230, especialmente nos trechos que passam por Campina Grande e pela região de Cabedelo. Sobre o trecho próximo à cidade portuária, Veneziano afirmou que a obra enfrentou situações que provocaram atrasos no cronograma, mas destacou sua atuação para contribuir com a continuidade dos trabalhos.

Investimentos

Veneziano também destacou os investimentos na malha rodoviária e ressaltou sua atuação no Congresso em busca de melhorias para a infraestrutura da Paraíba.

Transnordestina

O senador e candidato à reeleição, também garantiu empenho para a possível chegada da Transnordestina ao Estado. Segundo Veneziano, os trâmites necessários para viabilizar a obra estão em andamento. Para ele, investimentos em infraestrutura são importantes para fortalecer o desenvolvimento econômico e logístico da Paraíba.

Saúde

Sobre saúde, o senador garantiu que tem apalavrado junto ao governo Lula cerca de R$ 500 milhões para o Hospital do Câncer de João Pessoa.

“Na saúde, vamos continuar os grandes investimentos. Temos apalavrado R$ 500 milhões para o Hospital de Câncer de João Pessoa. Isso foi apalavrado com o ministro Alexandre Padilha”, argumentou Veneziano Vital do Rêgo.

VLT

O senador também comentou a possibilidade de implantação de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para atender a região de João Pessoa. Veneziano avaliou que o projeto é viável e pode contribuir para a mobilidade urbana da capital.
“O VLT é possível fazer”, afirmou.

Segurança pública

Na área da segurança pública, Veneziano defendeu a adoção de medidas mais rigorosas no combate à criminalidade e destacou a necessidade de ampliar o debate sobre o setor.

O mandato

O senador afirmou que seu mandato tem contribuído para ações voltadas à segurança e defendeu melhores condições de trabalho e valorização salarial para os profissionais da área.
Para Veneziano, a segurança pública deve estar entre as principais prioridades, com investimentos em estrutura e apoio aos agentes que atuam no enfrentamento da violência.

O Poder

Número de mortos em enchentes no Nepal e na China ultrapassa 800

30/08/2026

O número de mortos nas fortes enchentes que atingiram a região da fronteira entre o Nepal e a China ultrapassou 800.

Os mortos

Pelo menos 788 pessoas morreram no Nepal, de acordo com a atualização da polícia local deste domingo (30). Outras 16 mortes foram confirmadas pela China.
Até a noite de domingo, no horário local, 2.742 pessoas haviam ficado feridas, informou a Polícia do Nepal.

Informou

A agência nepalesa de redução de riscos de desastres informou que quase 20 mil agentes de segurança foram mobilizados para os esforços de resgate e que, até o momento, 8.730 pessoas foram resgatadas.

As autoridades

As autoridades chinesas realizaram uma coletiva de imprensa para compartilhar atualizações e detalhes sobre as operações de resgate após as enchentes catastróficas.
O número de mortos subiu para 16, enquanto o número de desaparecidos caiu para pelo menos 546. Pe...

O número de mortos nas fortes enchentes que atingiram a região da fronteira entre o Nepal e a China ultrapassou 800.

Os mortos

Pelo menos 788 pessoas morreram no Nepal, de acordo com a atualização da polícia local deste domingo (30). Outras 16 mortes foram confirmadas pela China.
Até a noite de domingo, no horário local, 2.742 pessoas haviam ficado feridas, informou a Polícia do Nepal.

Informou

A agência nepalesa de redução de riscos de desastres informou que quase 20 mil agentes de segurança foram mobilizados para os esforços de resgate e que, até o momento, 8.730 pessoas foram resgatadas.

As autoridades

As autoridades chinesas realizaram uma coletiva de imprensa para compartilhar atualizações e detalhes sobre as operações de resgate após as enchentes catastróficas.
O número de mortos subiu para 16, enquanto o número de desaparecidos caiu para pelo menos 546. Pelo menos 261 estrangeiros estão entre os desaparecidos.

Da Série Mistérios do Aquém: o Fogo da igreja e o sumiço do fiel – Por Natanael Sarmento*

30/08/2026

Na semana passada, as sacras dependências da Igreja Pentecostal Gideões De Fogo Da Última Hora, em Belo Horizonte, viraram ringues de MMA. Os gideões soltaram fogo pelas ventas, açulados com a notícia da condenação judicial do pastor local Marco Aurélio da Silva Aires. Foi condenado por concurso de crimes continuados, importunação sexual, assédio, estupro contra fiéis do sua igreja ao longo de anos. O pastor responde em liberdade.

Não está só

O estuprador dos Gideões não está só. Decerto não é porque está com Deus. Centenas de lobos em pele de cordeiro, pontificam nos púlpitos sobre a moral e a tradição tipo “Deus, pátria e família”.

“Pare de sofrer”

Na Igreja Universal do Reino de Deus – IURD, do lema “pare de sofrer”, a mão da esperança promete o fim dos sofrimentos. Mas a teologia também lembra as ameaças apocalípticas do Juízo Final. Em comum as seitas usam a estratégia de persuasão e repressão. Abre as por...

Na semana passada, as sacras dependências da Igreja Pentecostal Gideões De Fogo Da Última Hora, em Belo Horizonte, viraram ringues de MMA. Os gideões soltaram fogo pelas ventas, açulados com a notícia da condenação judicial do pastor local Marco Aurélio da Silva Aires. Foi condenado por concurso de crimes continuados, importunação sexual, assédio, estupro contra fiéis do sua igreja ao longo de anos. O pastor responde em liberdade.

Não está só

O estuprador dos Gideões não está só. Decerto não é porque está com Deus. Centenas de lobos em pele de cordeiro, pontificam nos púlpitos sobre a moral e a tradição tipo “Deus, pátria e família”.

“Pare de sofrer”

Na Igreja Universal do Reino de Deus – IURD, do lema “pare de sofrer”, a mão da esperança promete o fim dos sofrimentos. Mas a teologia também lembra as ameaças apocalípticas do Juízo Final. Em comum as seitas usam a estratégia de persuasão e repressão. Abre as portas à oportunidade selvática a todos -“Deus é Pai” e não abandona os filhos e é Fiel, “não deixe de recolher o dízimo e obedeça, cegamente, seu Pastor”, fiel à igreja, ajude-a.

Além das metáforas

Silvio Galiza, pastor auxiliar da IURD usou fogo para desfigurar e ocultar o cadáver de Lucas Vergas. O mancebo surpreendeu bispos em atos sexuais no templo. O rapazola de 14 anos, foi assassinado, estuprado e queimado.

Oração noturna

O adolescente Lucas Vargas Terra recebeu chamado pastoral para orações noturnas na igreja e por que viu o que não devia, dele ninguém tive notícias.

Apareceu

Até aparecer o cadáver queimado, dias depois, num terreno baldio. A perícia identificou sevícias. No local da ocultação, panos usados na igreja.

Dedurou

O pastor Sílvio Galiza foi preso e entregou seus comparsas Joel Miranda e Fernando Aparecido da Silva, também pastores. Os iluminados teriam agido com escopo de preservar a imagem de moralidade impecável da IURD.

Punições

Silvio Galiza foi condenado em 2004. Libertado em 2012. Os pastores Joel Miranda e Fernando Aparecido aguardam em liberdade. As engrenagens judiciais e os recursos asseguram o milagre da impunidade deste crime hediondo.

Em nome do pai

O desolado pai do Lucas, senhor Carlos Terra, travou batalha épica, recorreu à ONU, foi estudar Direito, morreu sem ver a condenação dos assassinos.

Frente Evangélica

No Congresso Nacional dezenas de pastores dizimais, vestais da moralidade, se arvoram “defensores” da vida”. Exclusivamente uterina. Pois a numerosa bancada da Frente Evangélica é fiel aliada da bancada da bala. E ambas sustentam as pautas da extrema direita. Na exegese do Novo Testamento deste Cristo próspero, abençoam fuzis e metralhadoras nos cultos.

Templo de Salomão

O aiatolá da IURD Edir Macedo em campanha eleitoral no templo da Igreja e na Rede Record fala em nome de Deus. Em 2019 o fascista Presidente se ajoelhou no altar do templo e foi batizado. Recebeu a unção do Edir Macedo. Seu poder terreno garantiu colocar pedra nas dezenas de processado inclusive na condenação, prescrita. Edir é mais um bilionário criminoso, em liberdade.

Davi e Samuel

Na consagração do genocida o bispo comparou Bolsonaro ao rei Davi e o ato à unção pelo Profeta Samuel, diante de milhares de fiéis. O representante das Alturas afirmou que o genocida da Covid 19 foi “escolhido por Deus” para liderar o país.

Manipulação

É antiga a manipulação da fé religiosa pelos estelionatários da política e da credulidade popular. Thomas Hobbes - século XVI - lembrava: “a política usa a fé das pessoas como um instrumento de controle; a fé usada pela política perde sua essência e se torna tirania."

Testamento de Adão

Antes mesmo da zombeteira cobrança do rei Francisco I da França do “Testamento de Adão” solicitado aos emissários lusitanos – a propósito do Tratado de Tordesilhas da partilha do mundo entre portugueses e espanhóis - com o sinete do Papa, a legitimidade dos prepostos divinais já era questionada.

Por toda parte

Nesse mundão de mais de 8 bilhões de habitantes, há crenças e religiões cujo número nem se pode contar. Só as grandes tradições religiosas com milhares de seguidores chegam a 30. Sem crença, materialistas, ateus ou agnósticos são cerca de 1,2 bilhão. Desses mistérios do além tratem os filósofos e teólogos, aqui tratamos das miudezas cotidianas, inda que misteriosas, do aquém.

Certeza

Do Oriente ao Ocidente, uma coisa é certa: a combinação de dogmas religiosos com poder político nas efemérides terrenas do aquém resultam nas sociedades mais oprimidas, pelas piores e mais sanguinárias tiranias.

Liberdade religiosa e Estado laico

A liberdade religiosa é direito fundamental humano. Porém, como qualquer outra, "a liberdade religiosa exige manter a Igreja e o Estado estritamente separados, pois a fusão de ambos inevitavelmente corrompe a ambos.", ensina Thomas Jefferson.

Ditadura com fé

O crescimento geométrico do número de igrejas evangélicas durante a ditadura só se compara ao aumento da dívida externa durante o período. As 579,8 mil casas de orações ou templos, em números absolutos é o dobro do total das escolas e das unidades de saúde existentes no país. O caminho da “salvação” embalado com dólares da CIA nessa correia de transmissão da cruzada ideológica anticomunista útil aos ditadores fascistas do Brasil e aos interesses do governo dos EUA era mais importante que a educação e a saúde do povo brasileiro.

Afinidades

As “afinidades eletivas” entre fascistas e evangélicos das pautas conservadoras de costumes vão além da “tradição, família e propriedade”. Passam pela cordialidade aludida por Sérgio Buarque da política de troca de favores na farra do boi da confusão público e privado.

Além dos dízimos

A fé se espalha nos mecanismos dos orçamentos públicos, nos contratos, nas concessões de rádio e televisão -, com imunidade tributária.

Há registros

De associações de igrejas como lavanderias do tráfico de drogas, armas e outras atividades ilícitas.

Lavagem cerebral

Os fiéis são submetidos a forte pressão ideológica conduzida ao obscurantismo anticientífico e cultural e à fidelidade ao pastor ordinariamente alinhado politicamente aos saudosistas da ditadura e “cabos eleitorais” ou eles próprios em nome de Jesus no apoio à extrema direita, dos saudosistas e viúvos da Ditadura. Ditadura Nunca Mais! Sem anistia para golpistas!

Natanael Sarmento é professor e escritor, integrante do diretório nacional da Unidade Popular Pelo Socialismo – UP.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.

Inteligência Artificial como infraestrutura de soberania: quem controla o ecossistema, controla a capacidade de decidir, por Amadeu Robalinho

30/08/2026

Análise de Soberania Nacional, Defesa, Estratégia e Tecnologias Estratégicas

A imagem acima apresenta um mapa do ecossistema contemporâneo de Inteligência Artificial. À primeira vista, parece apenas uma representação técnica das diferentes camadas que compõem a IA. Uma leitura estratégica, entretanto, revela algo muito mais importante: a inteligência artificial está deixando de ser simplesmente uma tecnologia e passando a constituir uma infraestrutura de poder nacional.

Maiores equívocos

Esse talvez seja um dos maiores equívocos do debate brasileiro sobre IA: imaginar que soberania significa apenas possuir acesso aos melhores modelos disponíveis no mercado.

Não significa.

Ter acesso à inteligência artificial não é o mesmo que possuir capacidade soberana de inteligência artificial.

A diferença está justamente nas camadas representadas no diagrama.

Da pesquisa fundamental à capacidad...

Análise de Soberania Nacional, Defesa, Estratégia e Tecnologias Estratégicas

A imagem acima apresenta um mapa do ecossistema contemporâneo de Inteligência Artificial. À primeira vista, parece apenas uma representação técnica das diferentes camadas que compõem a IA. Uma leitura estratégica, entretanto, revela algo muito mais importante: a inteligência artificial está deixando de ser simplesmente uma tecnologia e passando a constituir uma infraestrutura de poder nacional.

Maiores equívocos

Esse talvez seja um dos maiores equívocos do debate brasileiro sobre IA: imaginar que soberania significa apenas possuir acesso aos melhores modelos disponíveis no mercado.

Não significa.

Ter acesso à inteligência artificial não é o mesmo que possuir capacidade soberana de inteligência artificial.

A diferença está justamente nas camadas representadas no diagrama.

Da pesquisa fundamental à capacidade de decisão

O ecossistema apresentado pode ser compreendido como uma verdadeira cadeia tecnológica.

Na base estão a pesquisa fundamental, os algoritmos, o aprendizado de máquina, redes neurais, transformers, visão computacional e modelos estatísticos.

Em seguida aparecem os dados e a infraestrutura de conhecimento.

Depois vêm desenvolvimento e ajuste dos modelos, engenharia de prompts, RAG, engenharia do conhecimento e mecanismos de treinamento.

Acima encontram-se plataformas, MLOps, computação, registro e distribuição dos modelos.

Finalmente surgem as aplicações, copilotos, agentes, sistemas multiagentes e mecanismos capazes de executar processos complexos.

Ao redor de tudo isso existem segurança, governança, auditoria, explicabilidade, rastreabilidade, regulamentação e proteção contra interferências adversárias.

Essa arquitetura é, na realidade, uma arquitetura de poder.

Controle
Quem controla apenas a camada de aplicação depende das camadas inferiores.
Quem controla os modelos depende dos dados e da capacidade computacional.
Quem controla os dados depende da infraestrutura.
Quem depende da infraestrutura pode depender de energia, semicondutores, sistemas operacionais, nuvem, redes, equipamentos e fornecedores estrangeiros.

Portanto, a questão estratégica não é simplesmente:

“O Brasil possui inteligência artificial?”



A pergunta correta é: “Até que ponto o Brasil controla as cadeias tecnológicas que tornam possível a sua inteligência artificial?”

A nova fronteira da soberania

A soberania do século XXI não será determinada exclusivamente pelo território físico.
Ela será determinada também pela capacidade de controlar dados, energia, computação, semicondutores, algoritmos, modelos, redes, sensores e sistemas de decisão.

Reconhece

A própria OTAN reconhece a IA como uma tecnologia transversal de enorme impacto sobre defesa e segurança. Sua estratégia revisada coloca como elementos essenciais dados de qualidade, infraestrutura computacional, interoperabilidade, testes, validação, segurança e capacidade de proteger os sistemas contra utilização adversária.

Aliança

Em janeiro de 2026, a própria Aliança passou a enfatizar, em sua Estratégia Digital, o emprego de IA de inferência na borda tática para ampliar consciência situacional, apoiar decisões em tempo real e aumentar a autonomia operacional em ambientes contestados.

Isso significa que a IA já está atravessando a fronteira entre tecnologia de informação e tecnologia militar.

O campo de batalha começa nos dados

Existe outra dimensão particularmente importante.
Um sistema de IA é tão estratégico quanto os dados que o alimentam.
Dados militares, industriais, científicos, geológicos, marítimos, climáticos, energéticos, logísticos e de infraestrutura constituem um patrimônio estratégico.
Imagine, por exemplo, um sistema nacional capaz de integrar: satélites + radares + sensores marítimos + drones + aeronaves + navios + sistemas terrestres + inteligência de sinais + meteorologia + cartografia + logística + indústria de defesa.

Combinação

A combinação dessas fontes poderia produzir uma capacidade de consciência situacional muito superior à simples soma dos sensores individuais.

É aí que aparece o verdadeiro potencial da IA para a Defesa.

Não se trata apenas de colocar um chatbot dentro de uma organização militar.
Trata-se de construir uma arquitetura nacional de conhecimento e decisão.

IA e a Engenharia de Soberania Estratégica

É exatamente nesse ponto que o conceito de Engenharia de Soberania Estratégica, que você vem desenvolvendo, ganha uma aplicação particularmente poderosa.
A engenharia tradicional procura transformar conhecimento científico em capacidade material.
A Engenharia de Soberania Estratégica acrescenta uma pergunta: essa capacidade está efetivamente sob controle nacional?

Plataforma

Uma plataforma de IA utilizada pelo Estado pode ser extremamente sofisticada e, ainda assim, não ser soberana.

Se o Estado não controla os dados críticos, a infraestrutura computacional, os modelos essenciais, os mecanismos de atualização, os chips, os sistemas de comunicação ou a cadeia de manutenção, existe uma dependência estrutural.

Essa dependência pode permanecer invisível durante a normalidade.

Mas pode se transformar em vulnerabilidade durante uma crise.
O paradoxo da IA estrangeira
O problema não está em utilizar tecnologia estrangeira.
Nenhuma grande potência tecnológica produz absolutamente tudo internamente.

O problema estratégico surge quando uma nação perde a capacidade de escolher.

Parcerias internacionais podem ampliar capacidades.
Dependência estrutural reduz opções.
A diferença é fundamental.
Soberania tecnológica não significa autarquia.
Significa possuir capacidade nacional suficiente para decidir, adaptar, substituir, negociar e sobreviver a interrupções externas.

É o princípio da redundância estratégica.
Defesa Nacional: da plataforma ao campo de batalha
Na Defesa, essa discussão se torna ainda mais sensível.

A IA poderá participar de: inteligência e análise de grandes volumes de informação;
reconhecimento automático de alvos; guerra eletrônica; defesa cibernética;
consciência situacional marítima; monitoramento da Amazônia; vigilância de fronteiras;
logística militar; manutenção preditiva; planejamento operacional; simulação e treinamento; sistemas autônomos; comando e controle; análise de imagens de satélite; detecção de ameaças; apoio à decisão.


Mas existe uma questão fundamental: quem controla o algoritmo que auxilia o comandante?

E outra ainda mais importante: quem controla os dados utilizados para treinar esse algoritmo?

A soberania também está no silício

Aqui surge uma dimensão frequentemente esquecida. Não existe IA avançada sem capacidade computacional.

Não existe capacidade computacional sem semicondutores, energia, data centers, redes, sistemas de armazenamento e infraestrutura.

Consequentemente, energia, semicondutores e computação passam a integrar a infraestrutura estratégica da Defesa.

Possui

O país que possui recursos naturais, mas precisa importar praticamente todos os elementos tecnológicos necessários para transformar esses recursos em capacidade computacional, permanece vulnerável.

Da mesma forma, possuir grandes volumes de dados sem possuir infraestrutura para processá-los significa possuir um patrimônio estratégico cuja exploração depende de terceiros.


O Brasil diante da oportunidade

O Brasil possui ativos extraordinários para construir uma arquitetura própria:

território continental, biodiversidade, matriz energética diversificada, recursos minerais estratégicos, indústria aeronáutica, indústria de defesa, indústria naval, universidades, centros de pesquisa, mercado interno e uma enorme quantidade de dados nacionais.

O desafio é transformar esses ativos dispersos em capacidade tecnológica integrada.

O próprio Ministério da Defesa registra a previsão de uma infraestrutura computacional de IA de Defesa com características de soberania, sustentabilidade e caráter conjunto, além de afirmar que a IA de Defesa não deverá possuir autonomia total para tomada de decisões.

Essa orientação é estrategicamente importante.

Porque demonstra que o problema já não é mais discutir se a IA será utilizada na Defesa.

A questão passa a ser:

como construir uma IA de Defesa que preserve a liberdade de decisão nacional?

O novo conceito de poder nacional
Durante o século XX, poder nacional esteve fortemente associado a:território + população + indústria + recursos naturais + forças armadas + energia.

No século XXI, precisamos acrescentar:

dados + computação + semicondutores + IA + cibernética + espaço + autonomia tecnológica.

A equação estratégica está mudando.

E talvez possamos sintetizá-la da seguinte maneira:
> Quem controla os dados possui conhecimento.
Quem controla a computação possui capacidade.
Quem controla os modelos possui inteligência.
Quem integra esses elementos possui poder.

A grande questão brasileira

O Brasil não deveria perguntar apenas:

“Como utilizar a inteligência artificial?”

Deveria perguntar:

“Que partes do ecossistema de inteligência artificial precisamos dominar para preservar nossa soberania nacional?”

Essa mudança de pergunta é fundamental.

Porque o objetivo não deveria ser simplesmente transformar o Brasil em consumidor de IA.

Transformar

Deveria ser transformar o país em produtor, integrador, desenvolvedor e usuário soberano de tecnologias de inteligência artificial estratégicas.

A Estratégia Nacional de Defesa já estabelece como objetivo a preparação das Forças Armadas e a busca pelo domínio nacional de tecnologias avançadas relacionadas à indústria de defesa.

A IA precisa ser incorporada definitivamente a essa lógica.

Conclusão: a próxima corrida estratégica

A corrida tecnológica do contemporânea será apenas pela construção do melhor avião, navio, míssil ou blindado.

Será pela construção do ecossistema tecnológico capaz de produzir, conectar e utilizar essas plataformas de maneira inteligente.

O futuro combatente poderá estar conectado a uma arquitetura na qual sensores, satélites, drones, navios, aeronaves, sistemas terrestres e centros de comando compartilham dados continuamente.

Nesse ambiente, a superioridade não estará necessariamente naquele que possui a maior quantidade de equipamentos.

Poderá estar naquele que consegue transformar dados em conhecimento, conhecimento em decisão e decisão em efeito operacional mais rapidamente que o adversário.

É por isso que a Inteligência Artificial deve ser tratada como tecnologia estratégica de soberania nacional.

E não simplesmente como mais uma ferramenta digital.

A soberania do futuro será também computacional.

E, nesse novo cenário, a Engenharia de Soberania Estratégica precisa considerar a inteligência artificial não como produto final, mas como uma cadeia tecnológica crítica que começa na ciência, passa pelos dados, pela computação e pelos modelos, e termina na capacidade nacional de decidir.

Essa é, talvez, uma das principais fronteiras da soberania brasileira no século XXI.

As Novas Regras do Simples Nacional frente à Reforma Tributária: Impactos Práticos, Desafios Estratégicos e Recomendações para Setembro de 2026, por Rosa Freitas

30/08/2026

A transição para o novo sistema tributário nacional, inaugurada pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar nº 214/2025, impõe uma profunda reestruturação na dinâmica de planejamento, conformidade e governança das empresas optantes pelo Simples Nacional. Com a introdução do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), o ecossistema empresarial brasileiro precisará abandonar análises puramente nominalistas de alíquotas para adotar uma visão sistêmica da cadeia de valor.

Principais mudanças

Abaixo, detalham-se as principais mudanças normativas, os impactos operacionais, as recomendações essenciais e o panorama bibliográfico aplicável.

1. O Cenário Normativo e os Pilares da Mudança

A Reforma Tributária altera estruturalmente a forma como a carga fiscal é apurada, transferida e creditada. Para as empresas inseridas no regime de tributação simplifi...

A transição para o novo sistema tributário nacional, inaugurada pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar nº 214/2025, impõe uma profunda reestruturação na dinâmica de planejamento, conformidade e governança das empresas optantes pelo Simples Nacional. Com a introdução do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), o ecossistema empresarial brasileiro precisará abandonar análises puramente nominalistas de alíquotas para adotar uma visão sistêmica da cadeia de valor.

Principais mudanças

Abaixo, detalham-se as principais mudanças normativas, os impactos operacionais, as recomendações essenciais e o panorama bibliográfico aplicável.

1. O Cenário Normativo e os Pilares da Mudança

A Reforma Tributária altera estruturalmente a forma como a carga fiscal é apurada, transferida e creditada. Para as empresas inseridas no regime de tributação simplificada da Lei Complementar nº 123/2006 (Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte), o impacto decorre não apenas da convivência de regimes, mas da exigência de competitividade frente ao novo modelo de não cumulatividade plena da CBS e do IBS.

Entre as normas fundamentais que estruturam este cenário, destacam-se:

A) Constituição Federal de 1988: Em especial o art. 146, III, "d", e o art. 179, que fundamentam o tratamento diferenciado e favorecido às microempresas e empresas de pequeno porte.

B) Emenda Constitucional nº 132/2023: Marco instituidor da Reforma Tributária sobre o consumo.

C).Lei Complementar nº 214/2025: Diploma legal que disciplina o IBS e a CBS, estabelecendo regras de transição, créditos e o modelo híbrido para o Simples Nacional.

D) Lei Complementar nº 123/2006 (com atualizações vigentes): Define os limites de receita, vedações, hipóteses de exclusão e o tratamento jurídico aplicável.

E) Lei nº 14.133/2021: Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos.

2. Oportunidade Estratégica: O Regime Unificado versus o "Simples Híbrido"

A grande inovação operacional para as empresas do Simples Nacional reside na faculdade de optar entre manter o recolhimento unificado tradicional ou adotar a apuração regular da CBS e do IBS fora do regime simplificado (o chamado regime híbrido), consoante as disposições da LC nº 214/2025.

A) Modelo Unificado: A empresa preserva a facilidade do recolhimento em guia única e alíquotas progressivas reduzidas. Contudo, transfere ao tomador de serviços ou adquirente de mercadorias um crédito tributário restrito, proporcional ao montante efetivamente recolhido no âmbito do PGDAS-D.

B) Modelo Híbrido: A empresa opta por apurar a CBS e o IBS pelo regime regular de não cumulatividade (créditos sobre insumos versus débitos sobre faturamento), mantendo os demais tributos federais, estaduais e municipais sob o escopo do Simples Nacional.

O Fator B2B vs. B2C
A escolha entre os modelos não comporta soluções padronizadas e exige modelagem financeira rigorosa com base no perfil comercial da empresa:

Empresas B2B (Business to Business): Como os clientes finais são predominantemente outras empresas que se beneficiam da tomada de créditos tributários, a capacidade de transferir créditos integrais de CBS e IBS pelo regime híbrido pode se tornar um fator determinante para a manutenção de contratos e competitividade de preços.

Empresas B2C (Business to Consumer): Visto que o consumidor final não absorve créditos tributários, a preservação do regime unificado tende a manter a simplicidade e a vantajosidade de custos operacionais e tributários.

3. Rigor Societário e o Conceito de "Sócio de Fato ou de Direito"

A conformidade com a LC nº 123/2006 ganha contornos ainda mais rígidos. O art. 3º, § 4º, V, da LC nº 123/2006 veda a permanência no Simples Nacional de pessoas jurídicas cujo sócio ou titular — seja de fato ou de direito — atue como administrador ou equiparado em outra entidade com fins lucrativos, caso a receita bruta global ultrapasse o teto legal permitido.

A legislação reprime práticas de planejamento tributário meramente formais. O uso de "laranjas" ou a ocultação de administradores de fato passa a ser severamente fiscalizado, tornando imperativa a revisão prévia e a limpeza da governança societária corporativa antes do fechamento do exercício fiscal.

4. Reflexos nas Contratações Públicas e Licitações

Para o mercado corporativo que atua junto à Administração Pública sob a égide da Lei nº 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações e Contratos), a Reforma Tributária altera a matriz de formação de preços.
Embora a Administração Pública não possa compelir o fornecedor a migrar compulsoriamente para o regime híbrido — respeitando a proteção constitucional conferida às ME/EPP —, a efetividade dos créditos fiscais gerados impacta diretamente a equação econômico-financeira das propostas. O gestor público passa a examinar o custo tributário líquido efetivo das contratações, especialmente em contratos de serviços continuados e fornecimentos de médio e longo prazo que atravessarão o marco de 2027.

Os pleitos

Adicionalmente, os pleitos de reequilíbrio econômico-financeiro exigirão memórias de cálculo robustas, fundamentadas em Estudos Técnicos de Impacto Financeiro capazes de comprovar a variação real da carga tributária.

5. Exemplo Prático de Decisão: A "Alpha Consultoria em TI"

Para ilustrar o impacto da decisão, considere uma empresa prestadora de serviços de tecnologia voltada ao mercado B2B:

A) No Simples Tradicional: A guia única é mantida, mas os clientes empresariais da Alpha não conseguem aproveitar créditos tributários robustos sobre o serviço contratado, o que pode pressionar por descontos ou tornar o serviço menos competitivo.

B) No Simples Híbrido: A Alpha passa a apurar a CBS e o IBS pelo regime regular (não cumulativo). Ela gera créditos sobre suas próprias compras de insumos (servidores em nuvem, licenças de software) e transmite créditos integrais de IBS e CBS aos seus clientes B2B, destravando a competitividade comercial.

A escolha exige colocar na ponta do lápis o volume de créditos de insumos versus o custo do imposto apurado fora do regime simplificado.

6. Principais

Recomendações Estratégicas para os Empresários:
A).Para mitigar riscos e transformar a transição tributária em vantagem competitiva, os gestores devem adotar imediatamente as seguintes providências:
B) Mapeie o perfil da sua base de clientes: Avalie o percentual de faturamento voltado para o mercado B2B (onde o crédito tributário é decisivo para o cliente) em contraponto ao B2C.

C) Execute simulações comparativas de cenários: Confronte os custos e margens de lucro sob o Simples Tradicional, Simples Híbrido, Lucro Presumido e Lucro Real, considerando a nova carga da CBS e do IBS.

E) Audite a estrutura societária e de governança: Assegure-se de que não há enquadramentos em hipóteses de impedimento legal (como o controle ou administração conjunta de empresas que extrapolam o sublimite de receita, conforme a LC nº 123/2006).

F) Analise planilhas de formação de preços (Pricing): Ajuste a precificação de serviços e produtos para absorver a nova realidade de créditos de insumos e o impacto de tributos como a CBS.

C) Acompanhe a janela de opção: Monitore prazos e normativas regulamentares para a escolha formal do regime híbrido ou unificado, evitando decisões intempestivas baseadas em mitos de mercado.
Integre tributação e licitações (se aplicável): Caso a empresa realize vendas para o Poder Público sob a Lei nº 14.133/2021, monitore a capacidade de repactuação e a exigência de planilhas detalhadas de custos para evitar desequilíbrios financeiros nos contratos administrativos.

7. Normas e Referências Bibliográficas Citadas
Normas Jurídicas Oficiais:


Constituição Federal da República do Brasil de 1988 (arts. 146 e 179).
Emenda Constitucional nº 132, de 20 de dezembro de 2023 (Reforma Tributária sobre o consumo).

Lei Complementar nº 214, de 2025 (Institui o IBS e a CBS, regulamentando a transição e o regime híbrido).

Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006 (Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, com suas atualizações e vedações societárias).

Lei nº 14.133, de 1º de abril de 2021 (Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos).

Obras e Referências Bibliográficas:
FREITAS, Rosa. Compras Governamentais. Recife, 2026. (Obra de referência recomendada para a análise conjunta entre direito tributário e contratações públicas).

Rosa Freitas é doutora em Direito, advogada/Consultora, servidora pública do Cabo de Santo Agostinho há 12 anos e escritora e professora há mais de 20 anos.

Contato: pontoapontotributario@gmail.com

Antônio Campos aciona Ministério Público de Contas para destravar trecho pernambucano da Transnordestina

30/08/2026

O advogado e escritor Antônio Campos protocolou representação junto ao Ministério Público que atua perante o Tribunal de Contas da União (MPTCU) pedindo acompanhamento especial das decisões que mantêm restrições à execução física do trecho Salgueiro–Suape da Ferrovia Transnordestina.
Na manifestação, Campos sustenta que a manutenção prolongada das restrições gera insegurança jurídica e econômica para Pernambuco, afeta a competitividade do Porto de Suape e pode comprometer investimentos privados e o planejamento logístico do Nordeste.

O documento

Destaca ainda novos estudos apresentados pela Sudene, que apontam Valor Social Presente Líquido estimado em R$ 4,76 bilhões e Taxa de Retorno Econômico de 15,53% para o empreendimento.
Entre os pedidos, está a reavaliação da vedação à emissão de ordem de serviço para as obras, além da possibilidade de liberação progressiva de lotes considerados tecnicamente aptos.

A represent...

O advogado e escritor Antônio Campos protocolou representação junto ao Ministério Público que atua perante o Tribunal de Contas da União (MPTCU) pedindo acompanhamento especial das decisões que mantêm restrições à execução física do trecho Salgueiro–Suape da Ferrovia Transnordestina.
Na manifestação, Campos sustenta que a manutenção prolongada das restrições gera insegurança jurídica e econômica para Pernambuco, afeta a competitividade do Porto de Suape e pode comprometer investimentos privados e o planejamento logístico do Nordeste.

O documento

Destaca ainda novos estudos apresentados pela Sudene, que apontam Valor Social Presente Líquido estimado em R$ 4,76 bilhões e Taxa de Retorno Econômico de 15,53% para o empreendimento.
Entre os pedidos, está a reavaliação da vedação à emissão de ordem de serviço para as obras, além da possibilidade de liberação progressiva de lotes considerados tecnicamente aptos.

A representação

Defende que fiscalização e retomada da obra podem caminhar juntas.

Para Antônio Campos

A Transnordestina é uma infraestrutura estratégica para Pernambuco e para a integração econômica do Nordeste. “A Transnordestina deve ser fiscalizada, corrigida e aprimorada, não podendo ficar travada. E deve ser concluída”.

O Renascimento do Savioy, Por Antônio Campos

30/08/2026

“No Recife, os belos sonhos se esquecem de morrer.”

O Recife só será grande no presente e no futuro se valorizar e respeitar o seu passado. O Savoy foi — e é — um dos símbolos mais importantes da cidade. O Poeta do Savoy, Carlos Pena Filho, é chamado de o Poeta do Recife.

A mesa de um bar pode ser comparada às páginas de um livro, onde se contam e se conhecem histórias, desejos e frustrações, esperanças e lamentos, sonhos e revoluções. Pode-se contemplar o mundo — a estética da libido, as sensações, os lugares, as viagens. É também palco de apresentações acaloradas. Por isso, o bar é mais do que um lugar para beber, descontrair e encontrar amigos.

O bar

O bar está presente na história da humanidade em todos os tempos e lugares, na formação das civilizações, nos processos dialéticos. Sempre associado à liberdade de expressão, à criação e à desconstrução; aos movimentos, à cultura, à arte, à música, à poesia e a todas as...

“No Recife, os belos sonhos se esquecem de morrer.”

O Recife só será grande no presente e no futuro se valorizar e respeitar o seu passado. O Savoy foi — e é — um dos símbolos mais importantes da cidade. O Poeta do Savoy, Carlos Pena Filho, é chamado de o Poeta do Recife.

A mesa de um bar pode ser comparada às páginas de um livro, onde se contam e se conhecem histórias, desejos e frustrações, esperanças e lamentos, sonhos e revoluções. Pode-se contemplar o mundo — a estética da libido, as sensações, os lugares, as viagens. É também palco de apresentações acaloradas. Por isso, o bar é mais do que um lugar para beber, descontrair e encontrar amigos.

O bar

O bar está presente na história da humanidade em todos os tempos e lugares, na formação das civilizações, nos processos dialéticos. Sempre associado à liberdade de expressão, à criação e à desconstrução; aos movimentos, à cultura, à arte, à música, à poesia e a todas as outras manifestações possíveis.

Cidade de Cultura

No Recife — cidade de cultura ímpar e de tantas revoluções — existiu o Bar Savoy. Reduto de intelectuais, poetas, artistas, políticos e de todos que buscavam momentos de descontração. É o mais antológico e famoso bar da história de Pernambuco, assim como o Restaurante Leite é um símbolo do nosso Estado.

Localização

Localizado originalmente na Avenida Guararapes, no coração do comércio da cidade, foi fundado em 1944 e viveu sua fase de maior efervescência na década de 1960. Foi ponto de encontro de nomes como Gilberto Freyre, Carlos Pena Filho, Renato Carneiro Campos, Capiba, Osman Lins, Vicente Rego Monteiro, Ascenso Ferreira, Mauro Mota, entre tantos outros.

No livro

Edilberto Coutinho, no livro Bar Savoy, que celebrou os cinquenta anos do Savoy em 1994, registrou:

“Por outro lado, não podemos esquecer: grandes personalidades, de passagem pela capital pernambucana, foram tomar o seu chope na calçada famosa. Formam um rol dos mais ilustres, que inclui nomes do porte de Roberto Rosselini e Alberto Cavalcanti, Jorge Amado e Aldous Huxley, Roberto Burle Marx e Paulo Mendes Campos, Antônio Callado, Heitor Villa-Lobos e Paschoal Carlos Magno. Passaram pelo Savoy Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre, ciceroneados por Otávio de Freitas Júnior durante congresso de escritores em 1960. O mesmo Otávio que, um ano antes, como presidente da Sociedade dos Amigos de Cuba, hospedara em sua casa da Praça Chora Menino a senhora Célia Guevara, mãe do Che.

Ilustre dama

Leva a ilustre dama, numa tarde de intenso calor do Recife, a refrescar-se com uma paradinha no Savoy. Oferece-lhe guaraná e pede um chope. A mãe do Che Guevara recusa o refrigerante: “Quiero lo mismo que toma usted”. E prova o produto mais célebre do bar, deliciada. Garante: não tomara uma cerveza tão deliciosa em Cuba nem na Argentina.”

Fechado em 1992, acompanhou o processo natural das transformações urbanas das grandes cidades. Com o centro econômico e cultural deslocando-se para outras áreas do Recife, o Savoy ainda resistiu no seu endereço original, mas acabou fechando suas portas. Porém, na memória de várias gerações de boêmios, o Savoy nunca desapareceu.

Ressurge

Agora, ressurge em novo espaço no Centro do Recife, vizinho a uma grande livraria, tornando-se novamente um local de encontro, visitação e prazer — seja para um bom café ou um chope com o selo do seu nome.

Este patrimônio cultural dos pernambucanos renascerá, em breve.

Carlos Pena Filho, que fez do Savoy o seu quartel-general — e faleceu prematuramente aos 31 anos —, imortalizou o bar em versos no Guia Prático da Cidade do Recife:

Nas mesas do Bar Savoy
O refrão tem sido assim:
São trinta copos de chope,
São trinta homens sentados,
Trezentos desejos presos,
Trinta mil sonhos frustrados.
Ah, mas se a gente pudesse
Fazer o que tem vontade —
Espiar o banho de uma,
A outra, amar pela metade,
Se daquela que é mais linda
Quebrar a rija vaidade...
Mas como a gente não pode
Fazer o que tem vontade,
O jeito é mudar a vida,
Num diabólico festim.
Por isso, no Bar Savoy
O refrão é sempre assim:
São trinta copos de chope,
São trinta homens sentados,
Trezentos desejos presos,
Trinta mil sonhos frustrados.

O poeta Mauro Mota, ao saber da morte de Carlos Pena, compôs estes versos que viraram placa, fixada no Savoy em 20 de dezembro de 1960 — e hoje fazem parte do acervo do bar, ora exposto:

São agora vinte e nove
Os homens do Bar Savoy.
Vinte e nove que se contam.
Falta um — para onde foi?
Vinte e nove homens tristes,
Dentro deles como dói
A ausência do poeta Carlos
Na mesa do Bar Savoy.

O renascimento do Savoy, reafirma os versos do hino de seus cinquenta anos, de 1994:

“No Recife, os belos sonhos se esquecem de morrer.”

Olinda/Recife, 30 de Agosto de 2026

Antônio Campos é Advogado e Escritor
Membro da Academia Pernambucana de Letras



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Não Sai do Buraco, por Romero Falcão

30/08/2026

No banco do carro de aplicativo, puxo conversa com o motorista. Gosto de saber como o povo pensa, sobretudo em tempo de eleição. Ou será tudo balela? Não passo de um interesseiro procurando assunto para o jornal?

Conversa

Daí venho com essa conversa bonita de antropólogo de calçada. Pode ser. Mas tenho um salvo-conduto literário. Se até Clarice Lispector escreveu crônica sobre um chofer, publicada no Jornal do Brasil, por que este pobre mortal não pode tentar?

— E o clima eleitoral, tá gostando? — indago ao motorista.

— Doutor, eu até evito falar de política. Já teve passageiro, na eleição passada, que, ao abrir a porta do carro, foi logo perguntando: “O senhor é Lula ou Bolsonaro? Dependendo da resposta, eu cancelo a corrida.”

— O senhor tá brincando.

— Tô não. Juro por Deus.

— Perguntei por força de expressão. Eu sei a quantidade de gente perturbada pelo extremismo.
...

No banco do carro de aplicativo, puxo conversa com o motorista. Gosto de saber como o povo pensa, sobretudo em tempo de eleição. Ou será tudo balela? Não passo de um interesseiro procurando assunto para o jornal?

Conversa

Daí venho com essa conversa bonita de antropólogo de calçada. Pode ser. Mas tenho um salvo-conduto literário. Se até Clarice Lispector escreveu crônica sobre um chofer, publicada no Jornal do Brasil, por que este pobre mortal não pode tentar?

— E o clima eleitoral, tá gostando? — indago ao motorista.

— Doutor, eu até evito falar de política. Já teve passageiro, na eleição passada, que, ao abrir a porta do carro, foi logo perguntando: “O senhor é Lula ou Bolsonaro? Dependendo da resposta, eu cancelo a corrida.”

— O senhor tá brincando.

— Tô não. Juro por Deus.

— Perguntei por força de expressão. Eu sei a quantidade de gente perturbada pelo extremismo.

— Mas aqui podemos conversar sem apelar para o sanatório geral.

Ele riu. Ficou mais à vontade, afrouxou o receio e meteu a língua nos dentes:

— Para ser sincero, sinto-me perdido. Não tenho opção. Não consigo ver um candidato a presidente da República que mereça o meu voto. Também não vejo esperança no Judiciário, no Executivo nem no Legislativo. É tanta roupa suja que a gente vai ter que andar nu. De que vale essa Constituição, as leis, políticos sem crédito moral?

O homem me parece crítico, articulado. Seu desânimo é um péssimo termômetro para a democracia.

Quando a massa perde a confiança nas instituições, quando passa a ver tudo como farinha do mesmo saco, abre-se um precedente perigoso: votar em alguém que prometa virar a mesa, jogar os móveis pela janela e botar a casa em ordem.

Onda

Nessa onda de insatisfação, surgem os oportunistas, os populistas, aqueles que rasgam a liturgia do cargo, tocam fogo no circo e depois dizem que só eles sabem apagar as chamas — embora incendeiem justamente o que foi construído ao longo dos anos.

Janela

Pela janela, vejo um fuzuê: pulos, gritos, mãos segurando bandeiras de campanha no sinal vermelho.

O motorista faz um comentário que vale o dinheiro dobrado da corrida:

— Doutor, enquanto tiver gente precisando segurar essas bandeiras para comprar o cuscuz, o Brasil não sai do buraco.

Jet sky do Corpo de Bombeiros é atingido por uma embarcação durante a “barqueata” do candidato à Presidência Flavio Bolsonaro

30/08/2026

Por pouco não foi uma tragédia. Um jet sky do Corpo de Bombeiros foi atingido por uma embarcação durante a “barqueata” do candidato à Presidência Flavio Bolsonaro (PL), ontem, sábado (29/08), em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Pular no mar

Os bombeiros precisaram pular no mar e foram resgatados por outros colegas que também acompanham os barcos.

Se reuniu

Flávio se reuniu com apoiadores para uma agenda de campanha em Angra dos Reis. Durante o evento, vários barcos acompanham o percurso de Flávio.

O candidato se encontrou com eleitores no ponto inicial do ato, na estrada Rio-Santos. Em seguida, o comboio seguiu até o centro de Angra dos Reis. Na cidade, Flávio subiu em um barco e deu início ao percurso pela costa, que deve ser encerrado na praia do dentista.

Em discurso aos apoiadores, o senador afirmou que é preciso concluir as obras na Usina Nuclear Angra 3 com apoio da iniciati...

Por pouco não foi uma tragédia. Um jet sky do Corpo de Bombeiros foi atingido por uma embarcação durante a “barqueata” do candidato à Presidência Flavio Bolsonaro (PL), ontem, sábado (29/08), em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Pular no mar

Os bombeiros precisaram pular no mar e foram resgatados por outros colegas que também acompanham os barcos.

Se reuniu

Flávio se reuniu com apoiadores para uma agenda de campanha em Angra dos Reis. Durante o evento, vários barcos acompanham o percurso de Flávio.

O candidato se encontrou com eleitores no ponto inicial do ato, na estrada Rio-Santos. Em seguida, o comboio seguiu até o centro de Angra dos Reis. Na cidade, Flávio subiu em um barco e deu início ao percurso pela costa, que deve ser encerrado na praia do dentista.

Em discurso aos apoiadores, o senador afirmou que é preciso concluir as obras na Usina Nuclear Angra 3 com apoio da iniciativa privada. Atualmente as obras estão paradas.

Entrevistas, reuniões políticas, encontros com eleitores e eventos públicos movimentam agenda dos presidenciáveis neste domingo

30/08/2026

Os candidatos à Presidência da República cumprem agenda de campanha pelo país hoje, domingo (30/08). As atividades incluem entrevistas, reuniões políticas, encontros com eleitores e eventos públicos. A programação pode ser alterada ao longo do dia, tanto em relação aos horários quanto aos locais e compromissos previstos.

O dia de domingo

Lula volta para Brasília e vai passar o domingo gravando programas para a campanha. Flávio Bolsonaro se reúne com o ministro da Justiça de El Salvador, em São Paulo. Ronaldo Caiado também estará em São Paulo, enquanto Romeu Zema segue em campanha no Sul do país. Alguns presidenciáveis não divulgaram a agenda de campanha neste domingo.

Confira:

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Gravações de programas eleitorais ao longo do dia.

Flávio Bolsonaro (PL)
São Paulo
9h30: Reunião com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvado...

Os candidatos à Presidência da República cumprem agenda de campanha pelo país hoje, domingo (30/08). As atividades incluem entrevistas, reuniões políticas, encontros com eleitores e eventos públicos. A programação pode ser alterada ao longo do dia, tanto em relação aos horários quanto aos locais e compromissos previstos.

O dia de domingo

Lula volta para Brasília e vai passar o domingo gravando programas para a campanha. Flávio Bolsonaro se reúne com o ministro da Justiça de El Salvador, em São Paulo. Ronaldo Caiado também estará em São Paulo, enquanto Romeu Zema segue em campanha no Sul do país. Alguns presidenciáveis não divulgaram a agenda de campanha neste domingo.

Confira:

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Gravações de programas eleitorais ao longo do dia.

Flávio Bolsonaro (PL)
São Paulo
9h30: Reunião com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador
Local: Hotel Intercity Pamplona – Rua Pamplona, 83 – Bela Vista, São Paulo (SP)

Romeu Zema (Novo)
Rio Grande do Sul
9h40 – Zema participa da feira Expointer, no Rio Grande do Sul. ponto de encontro será na entrada principal do público.

Renan Santos (Missão)
Sem agenda pública.

Ronaldo Caiado
São Paulo
12h: Passeio na Avenida Paulista com a senadora Mara Gabrili
Local: Ponto de encontro Conjunto Nacional (Avenida Paulista 2073)

Augusto Cury (Avante)
A campanha não informou compromissos para este domingo.

Wilson Grassi (Democrata)
A campanha não informou compromissos para este domingo.

Hertz Dias (PSTU)
Sem agenda pública.

Rui Costa Pimenta (PCO)
A campanha não informou compromissos para este domingo.

Clariana Barão (DC)
A campanha não informou compromissos para este domingo.

O Poder

Buscas no Nepal entram no quarto dia; há cerca de 3 mil desaparecidos

30/08/2026

Uma catástrofe sem precedentes. As buscas por vítimas das enchentes na fronteira do Nepal com a China entram, hoje, domingo (30/08), no quarto dia. As equipes de resgate procuram por cerca de três mil pessoas que ainda estão desaparecidas.

900 funcionários

Entre os procurados estão quase 900 funcionários nepaleses que trabalhavam em projetos hidrelétricos. Dados da Associação de Produtores Independentes de Energia no país mostram que 361 trabalhadores do setor foram resgatados até o momento.

Informou

O Exército do Nepal informou que mais de 2.500 pessoas foram resgatadas por evacuação aérea, incluindo 216 estrangeiros. Ao menos 200 outras pessoas foram resgatadas por terra.

Pelo menos 750 mortos
Segundo as autoridades nepalesas e chinesas, pelo menos 734 pessoas morreram no Nepal, enquanto ao menos 16 pessoas morreram na China.

O número

No entanto, espera...

Uma catástrofe sem precedentes. As buscas por vítimas das enchentes na fronteira do Nepal com a China entram, hoje, domingo (30/08), no quarto dia. As equipes de resgate procuram por cerca de três mil pessoas que ainda estão desaparecidas.

900 funcionários

Entre os procurados estão quase 900 funcionários nepaleses que trabalhavam em projetos hidrelétricos. Dados da Associação de Produtores Independentes de Energia no país mostram que 361 trabalhadores do setor foram resgatados até o momento.

Informou

O Exército do Nepal informou que mais de 2.500 pessoas foram resgatadas por evacuação aérea, incluindo 216 estrangeiros. Ao menos 200 outras pessoas foram resgatadas por terra.

Pelo menos 750 mortos
Segundo as autoridades nepalesas e chinesas, pelo menos 734 pessoas morreram no Nepal, enquanto ao menos 16 pessoas morreram na China.

O número

No entanto, espera-se que esse número aumente ainda mais, visto que os esforços de resgate e recuperação continuam.

Homenagens às vítimas

Ontem, sábado (29/08), velas amarelas iluminaram um pátio em Sydney, onde dezenas de membros da comunidade, da diáspora nepalesa e autoridades australianas se reuniram pra homenagear as vítimas.

Vigília

Em Nova York, a comunidade nepalesa se reuniu para uma vigília, à espera de notícias sobre amigos e entes queridos que seguem desaparecidos.

O Poder

Candidatos ao governo de Pernambuco focam campanha no interior na agenda deste domingo

30/08/2026

Com a campanha eleitoral em pleno andamento, os candidatos ao governo de Pernambuco, João Campos, Raquel Lyra e Ivan Moraes cumprem uma série de compromissos de campanha hoje, domingo (30/08), concentrando atividades na Região Metropolitana do Recife e em municípios da Zona da Mata. As agendas incluem desde encontros com lideranças políticas até caminhadas e eventos com a militância.

João Campos (PSB)

O candidato João Campos dedica o dia a compromissos pela Zona da Mata Sul de Pernambuco. A agenda começa às 10h30 em Catende, onde o socialista se reúne com lideranças regionais.

No início da tarde, às 13h, Campos segue para o município de Joaquim Nabuco para participar da inauguração do Espaço 40. Encerrando as atividades do dia, João Campos comanda, às 15h, a "Caminhada 40" pelas ruas de Escada.

Raquel Lyra

A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra, cumpre agenda no Agreste e na Zona da Ma...

Com a campanha eleitoral em pleno andamento, os candidatos ao governo de Pernambuco, João Campos, Raquel Lyra e Ivan Moraes cumprem uma série de compromissos de campanha hoje, domingo (30/08), concentrando atividades na Região Metropolitana do Recife e em municípios da Zona da Mata. As agendas incluem desde encontros com lideranças políticas até caminhadas e eventos com a militância.

João Campos (PSB)

O candidato João Campos dedica o dia a compromissos pela Zona da Mata Sul de Pernambuco. A agenda começa às 10h30 em Catende, onde o socialista se reúne com lideranças regionais.

No início da tarde, às 13h, Campos segue para o município de Joaquim Nabuco para participar da inauguração do Espaço 40. Encerrando as atividades do dia, João Campos comanda, às 15h, a "Caminhada 40" pelas ruas de Escada.

Raquel Lyra

A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra, cumpre agenda no Agreste e na Zona da Mata do estado no período da tarde e da noite.
A partir das 16h, Raquel Lyra participa de uma caminhada em Palmares, com concentração marcada na Praça Santa Luzia. Em seguida, às 19h, se desloca para o município de Bonito, onde participa da inauguração do comitê de campanha do candidato a deputado federal Som Monteiro.

Ivan Moraes

O candidato Ivan Moraes inicia seus compromissos pela manhã na Zona da Mata Sul. Às 9h, o postulante realiza uma caminhada na Feira Livre de Santo Antônio e na Feirinha da COHAB II, na Rua José Cardoso, em Palmares. Já no período da tarde, às 15h, Ivan retorna à capital pernambucana para participar de um Sarau Lésbico, realizado no Mercado da Boa Vista, no Recife.

O Poder
Foto: arquivo DP

Cury promete cortar até 10 ministérios, mas não diz quais, e nega conflito ao defender telemedicina no SUS

30/08/2026

Ao conceder entrevista à Globo, ontem à noite, sábado (29/08), o candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, Cury prometeu cortar até 10 ministérios, mas não disse quais, e negou o conflito ao defender telemedicina no SUS.

Criação

O candidato também defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública e de uma secretaria executiva de Inteligência Artificial e Robótica.

“Se nós não tivermos uma secretaria executiva ou o Ministério da Inteligência Artificial e Robótica, o Brasil vai ser atropelado e pode ser que haja dezenas de milhões de desempregados, e ninguém fala sobre isso”, disse Cury.

Defendeu

Augusto Cury defendeu taxar as empresas de bets como forma para reduzir o tamanho da dívida pública brasileira em até 3% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo ele, a dívida pública está em "números estratosféricos".

Necessárias

Segundo o cand...

Ao conceder entrevista à Globo, ontem à noite, sábado (29/08), o candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, Cury prometeu cortar até 10 ministérios, mas não disse quais, e negou o conflito ao defender telemedicina no SUS.

Criação

O candidato também defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública e de uma secretaria executiva de Inteligência Artificial e Robótica.

“Se nós não tivermos uma secretaria executiva ou o Ministério da Inteligência Artificial e Robótica, o Brasil vai ser atropelado e pode ser que haja dezenas de milhões de desempregados, e ninguém fala sobre isso”, disse Cury.

Defendeu

Augusto Cury defendeu taxar as empresas de bets como forma para reduzir o tamanho da dívida pública brasileira em até 3% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo ele, a dívida pública está em "números estratosféricos".

Necessárias

Segundo o candidato, são necessárias "várias estratégias" para diminuir este valor. Ele citou o financiamento de 10 milhões de microempresas, "para poder aumentar a massa do pagamento de impostos", uma auditoria "muito séria" na gestão pública, a revisão de 50 mil cargos comissionados e a revisão dos contratos públicos para "combater a corrupção".

Arcabouço fiscal

Ao falar sobre o arcabouço fiscal, Augusto Cury afirmou que ainda estudava eventuais mudanças nas regras e evitou antecipar uma proposta. O candidato disse que seria “eleitoreiro” prometer alterações antes da conclusão dos estudos e defendeu a responsabilidade fiscal como condição para a redução da taxa Selic.

Tributação

Cury afirmou que pretendia aumentar a tributação das bets e digitalizar a máquina pública, com uso de inteligência artificial e sem novas contratações, para ampliar receitas e reduzir despesas. Segundo ele, essas medidas poderiam gerar entre R$ 150 bilhões e R$ 200 bilhões.

Interdição em trecho da BR-101 altera rotas de ônibus no Grande Recife

30/08/2026

Seis linhas de ônibus alteram o itinerário ontem, sábado (29/08) e hoje, domingo (30/08), em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. A mudança acontece devido à interdição total da BR-101 Sul Antiga, durante serviços da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa).

Informou

O Grande Recife Consórcio de Transporte (CTM) informou que as linhas afetadas são: 139 TI Cabo/TI Cajueiro Seco, 181 Cabo (Cohab)/TI Cajueiro Seco, 184 Cabo (Bacurau), 185 TI Cabo, 191 Recife/Porto de Galinhas (N. Sra. do Ó) e 183 Ponte dos Carvalhos/TI Cajueiro Seco.

Dois sentidos

A rodovia fica interditada nos dois sentidos, no trecho que fica em frente ao quilômetro 84, no bairro de Prazeres – próximo a uma fábrica de biscoitos. A Compesa atua no remanejamento de uma adutora para que no local sejam instaladas as bases de um novo viaduto que será construído.

Os ônibus

Os ônibus que passam pelo trecho...

Seis linhas de ônibus alteram o itinerário ontem, sábado (29/08) e hoje, domingo (30/08), em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. A mudança acontece devido à interdição total da BR-101 Sul Antiga, durante serviços da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa).

Informou

O Grande Recife Consórcio de Transporte (CTM) informou que as linhas afetadas são: 139 TI Cabo/TI Cajueiro Seco, 181 Cabo (Cohab)/TI Cajueiro Seco, 184 Cabo (Bacurau), 185 TI Cabo, 191 Recife/Porto de Galinhas (N. Sra. do Ó) e 183 Ponte dos Carvalhos/TI Cajueiro Seco.

Dois sentidos

A rodovia fica interditada nos dois sentidos, no trecho que fica em frente ao quilômetro 84, no bairro de Prazeres – próximo a uma fábrica de biscoitos. A Compesa atua no remanejamento de uma adutora para que no local sejam instaladas as bases de um novo viaduto que será construído.

Os ônibus

Os ônibus que passam pelo trecho interditado terão os itinerários desviados. Há a possibilidade de integração temporal para que os passageiros, que, com apenas uma passagem, podem fazer conexão entre a área central do Cabo de Santo Agostinho, Ponte dos Carvalhos, Pontezinha e Jardim Prazeres.

Paradas provisórias

Alguns ônibus passam a utilizar paradas provisórias e outros ganham itinerário especial. No site do CTM estão disponíveis todas as mudanças de rotas que ocorrem durante o final de semana.

Zé Queiroz e João Campos fazem a festa em caruaru

29/08/2026

O candidato a deputado estadual Zé Queiroz (MDB) inaugurou, neste sábado (29/08), seu comitê de campanha em Caruaru. Localizado na Avenida Rio Branco, no Centro da cidade, o espaço recebeu apoiadores e lideranças políticas, entre elas o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz; o senador Humberto Costa (PT); o candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB); o candidato a vice-governador Carlos Costa; e a deputada federal Iza Arruda (MDB).

Durante o ato

Zé Queiroz destacou a trajetória política construída ao lado de Eduardo Campos e relacionou essa experiência à candidatura de João Campos ao Governo do Estado. “A começar com Eduardo, lá atrás, nós aprendemos muito com ele, e João reproduz a experiência de Eduardo Campos. Eu tenho certeza de que este entusiasmo e esta participação do povo vão levar João ao Palácio do Governo”, afirmou.



João Campos

Dedicou parte do discurso à trajetória...

O candidato a deputado estadual Zé Queiroz (MDB) inaugurou, neste sábado (29/08), seu comitê de campanha em Caruaru. Localizado na Avenida Rio Branco, no Centro da cidade, o espaço recebeu apoiadores e lideranças políticas, entre elas o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz; o senador Humberto Costa (PT); o candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB); o candidato a vice-governador Carlos Costa; e a deputada federal Iza Arruda (MDB).

Durante o ato

Zé Queiroz destacou a trajetória política construída ao lado de Eduardo Campos e relacionou essa experiência à candidatura de João Campos ao Governo do Estado. “A começar com Eduardo, lá atrás, nós aprendemos muito com ele, e João reproduz a experiência de Eduardo Campos. Eu tenho certeza de que este entusiasmo e esta participação do povo vão levar João ao Palácio do Governo”, afirmou.


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João Campos

Dedicou parte do discurso à trajetória de Zé Queiroz e defendeu seu retorno à Assembleia Legislativa de Pernambuco. “Zé Queiroz é um patrimônio do povo e da boa política de Pernambuco. Um cara que tem uma vida de serviço prestado, que poderia estar cuidando da família, mas quis mais uma vez mostrar que não veio à vida para brincadeira. Veio para trabalhar e para cuidar. Eu queria chegar aos 50 anos com a energia que Zé Queiroz tem hoje”, declarou.

Parceria raiz

O candidato ao Governo também citou a parceria política entre Lula, Eduardo Campos e Zé Queiroz e afirmou que pretende reeditar esse modelo de atuação em Caruaru. “Nós seremos o time que vai cuidar de Pernambuco inteiro. E vou fazer aqui em Caruaru o que tive a oportunidade de fazer no Recife, a começar pelo Hospital da Criança. Caruaru conheceu a parceria de Lula, Eduardo Campos e Zé Queiroz. Agora nós vamos reeditar essa parceria, com um governador engenheiro que sabe fazer obra”, afirmou.


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O senador

Humberto Costa destacou as passagens de Zé Queiroz pela Prefeitura de Caruaru e pela Assembleia Legislativa. “Quero ressaltar a importância de elegermos Zé Queiroz, que foi um grande prefeito da cidade de Caruaru. Grandes obras, avenidas e ações importantes foram construídas na gestão dele, marcada pela competência e honestidade. Zé também foi um grande parlamentar todas as vezes em que esteve na Assembleia Legislativa e vai ser uma voz importante durante o governo de João Campos. É preciso que Caruaru faça justiça e faça com que ele saia daqui com uma grande votação”, afirmou.

Iza Arruda

A deputada federal destacou o trabalho realizado por Zé Queiroz em Caruaru e por João Campos no Recife. “Vamos com energia e garra rumo à vitória”, afirmou.

Localização

O comitê de Zé Queiroz está localizado na Avenida Rio Branco, 315, no Centro de Caruaru, e será utilizado como ponto de apoio às atividades da campanha.

Pernambuco figura entre os três estados com maior número de denúncias de assédio eleitoral nestas eleições até agora, informa o MPT

29/08/2026

O Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgou neste sábado (29/08) que recebeu 223 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho este ano, conforme balanço atualizado até ontem. O mês de Agosto, ainda em andamento, concentra 95 registros, 42,6% do total e mais que o dobro dos 46 contabilizados em julho. Pernambuco figura entre os três estados com maior número de casos denunciados até agora.

O estado fica abaixo somente de São Paulo e do Rio de Janeiro. Sendo que, conforme a apuração do MPT, São Paulo lidera em números absolutos, com 29 denúncias, seguido por Rio de Janeiro, com 21. Pernambuco tem 14 denúncias. Já os estados Minas Gerais e Pará figuram juntos em quarto lugar: tiveram 13 denúncias apresentadas cada um.

Comparação com pleitos anteriores

A comparação com eleições anteriores também mostra aumento das denúncias. De janeiro a julho deste ano, a base atualizada reúne 128 registros: 25,5% acima dos 102 recebidos no...

O Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgou neste sábado (29/08) que recebeu 223 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho este ano, conforme balanço atualizado até ontem. O mês de Agosto, ainda em andamento, concentra 95 registros, 42,6% do total e mais que o dobro dos 46 contabilizados em julho. Pernambuco figura entre os três estados com maior número de casos denunciados até agora.

O estado fica abaixo somente de São Paulo e do Rio de Janeiro. Sendo que, conforme a apuração do MPT, São Paulo lidera em números absolutos, com 29 denúncias, seguido por Rio de Janeiro, com 21. Pernambuco tem 14 denúncias. Já os estados Minas Gerais e Pará figuram juntos em quarto lugar: tiveram 13 denúncias apresentadas cada um.

Comparação com pleitos anteriores

A comparação com eleições anteriores também mostra aumento das denúncias. De janeiro a julho deste ano, a base atualizada reúne 128 registros: 25,5% acima dos 102 recebidos no mesmo período de 2024 e 16 vezes os oito de 2022.

Conforme informações técnicas do MPT, o aumento do número de casos do tipo registrados até agora coincide com o início da campanha eleitoral, no último dia 16, quando passou a ser permitido pedir votos e fazer propaganda nas ruas e na internet, respeitadas as regras eleitorais.

Antes dessa data, os pré-candidatos já podiam apresentar propostas e buscar apoio político, mas sem pedido explícito de voto.

Tipos e formas de pressão

Para o procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, a maior articulação entre os órgãos e a facilidade para comunicar irregularidades ajudam a explicar o crescimento das denúncias, mas é esperado também um aumento de denúncias em razão do acirramento do pleito deste ano.

“As eleições presidenciais têm uma polarização maior do que as municipais, então, a tendência é que esse ano a nossa atuação seja mais intensa do que nas últimas eleições”, afirmou.

Segundo ele, dentre as formas de pressão estão promessas de aumento salarial em troca de voto e ameaças de demissão. No serviço público, a escolha política também pode virar alvo de ameaças de exoneração ou perda de gratificações, ressaltou o procurador.

O procurador orienta as pessoas que forem vítimas de assédio a encaminharem denúncias para o canal de assédio eleitoral do MPT, o que pode ser feito de forma anônima ou com pedido de sigilo da identidade.

— Com Agências de Notícias

Perguntas para Raquel sobre Amisadai e o 'Gabinete do Ódio'

29/08/2026

O caso Amisadai Andrade já ultrapassou a fronteira da simples troca de acusações eleitorais. O ex-servidor do Governo de Pernambuco apareceu em reportagem da Record descrevendo uma operação digital para atacar João Campos e relatando encontros relacionados ao Governo. Raquel Lyra nega envolvimento. Mas os fatos conhecidos deixaram perguntas que precisam ser respondidas.

Registros

Divulgados pela imprensa mostram que Amisadai esteve no Palácio do Campo das Princesas em 2024, inclusive com entrada destinada à Casa Civil em 22 de julho. Temos que perguntar: quem o recebeu, com quem ele se reuniu e o que foi tratado?

Há outra questão intrigante

A reportagem foi exibida em 25 de agosto. No dia seguinte, Amisadai estava exonerado. Se suas acusações eram falsas, por que tamanha rapidez para demiti-lo e nenhuma reação pública igualmente contundente contra quem colocou o próprio Governo no centro da denúncia?


O caso Amisadai Andrade já ultrapassou a fronteira da simples troca de acusações eleitorais. O ex-servidor do Governo de Pernambuco apareceu em reportagem da Record descrevendo uma operação digital para atacar João Campos e relatando encontros relacionados ao Governo. Raquel Lyra nega envolvimento. Mas os fatos conhecidos deixaram perguntas que precisam ser respondidas.

Registros

Divulgados pela imprensa mostram que Amisadai esteve no Palácio do Campo das Princesas em 2024, inclusive com entrada destinada à Casa Civil em 22 de julho. Temos que perguntar: quem o recebeu, com quem ele se reuniu e o que foi tratado?

Há outra questão intrigante

A reportagem foi exibida em 25 de agosto. No dia seguinte, Amisadai estava exonerado. Se suas acusações eram falsas, por que tamanha rapidez para demiti-lo e nenhuma reação pública igualmente contundente contra quem colocou o próprio Governo no centro da denúncia?

Mais importante ainda

É seguir o dinheiro. As denúncias levantam suspeitas sobre pagamentos de publicidade pública a páginas, blogs e estruturas digitais relacionadas ao episódio. Houve dinheiro público financiando, direta ou indiretamente, ataques contra João Campos? Quem recebeu, quanto recebeu e por quais serviços?

Para desviar o assunto

Em vez de concentrar a reação em Amisadai, Raquel divulgou um antigo vídeo de João felicitando o ex-servidor pelo nascimento da filha, mensagem semelhante às gravadas por Mendonça Filho e Michele Collins. A tentativa de associação produz outra contradição: se Amisadai não merece credibilidade para acusar o Governo, por que sua relação circunstancial com João deveria servir como argumento político?

Todos inocentes...

Não se trata de antecipar condenações. Todos são inocentes até sentença definitiva..isso aos olhos da lei. Na politica, a régua é outra. Trata-se de esclarecer fatos. Raquel diz querer provas. Tem esse direito. Mas Pernambuco também tem o direito de querer respostas.

Quem sabia?

Quem recebeu Amisadai no Palácio? Por que ele foi exonerado tão rapidamente? E houve dinheiro público financiando ataques contra João Campos?

Governadora

O espaço aqui continua aberto para sua posição.






Novo livro de Marcelo Mário de Melo aborda doença, velhice e morte entre fios poético-humorísticos

29/08/2026

O poeta, jornalista, escritor e militante político pernambucano Marcelo Mário de Melo, conhecido por sua trajetória de resistência contra o regime militar e sua forte atuação cultural em Pernambuco, principalmente no Recife, está lançando sua mais recente publicação, intitulada “Poesia Humor DVM (doença, velhice e morte) Pandemia e Mais”.

Na obra, Marcelo trata de doença, velhice e morte, entrelaçando três fios poético-humorísticos: humórbido, geronthumor e humortuário. O livro foi escrito a partir da sua experiência de “idoso canceroso”, como se autodenomina, passando por cirurgia, internamentos, atendimentos de emergência, quimioterapia e transfusão de sangue.

Esta parte é retratada no capítulo “A Família Hospitalar”, onde despontam, entre outros, os personagens Hospitalino, Enfermeirosa, Doentílio, Edemário, Dr. Especialino, Cancerino e Eutanásio.



Naturalidade com o tempo

Conforme ele próprio explica...

O poeta, jornalista, escritor e militante político pernambucano Marcelo Mário de Melo, conhecido por sua trajetória de resistência contra o regime militar e sua forte atuação cultural em Pernambuco, principalmente no Recife, está lançando sua mais recente publicação, intitulada “Poesia Humor DVM (doença, velhice e morte) Pandemia e Mais”.

Na obra, Marcelo trata de doença, velhice e morte, entrelaçando três fios poético-humorísticos: humórbido, geronthumor e humortuário. O livro foi escrito a partir da sua experiência de “idoso canceroso”, como se autodenomina, passando por cirurgia, internamentos, atendimentos de emergência, quimioterapia e transfusão de sangue.

Esta parte é retratada no capítulo “A Família Hospitalar”, onde despontam, entre outros, os personagens Hospitalino, Enfermeirosa, Doentílio, Edemário, Dr. Especialino, Cancerino e Eutanásio.


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Naturalidade com o tempo

Conforme ele próprio explica no trabalho, o capítulo que trata do envelhecimento denuncia o que considera “a cretinice de se chamar velhice de ‘boa idade’, que, na verdade, é o ingresso no ‘corredor da morte’, a ser encarado com naturalidade, tomando-se a metáfora da folha verde (juventude), que amarela (maturidade), resseca (velhice) e cai na morte”.

Mas essa consciência não é tratada por Marcelo com tintas acinzentadas e depressivas. Pelo contrário.

Com 82 anos, colocando-se no estágio da folha seca, e cavalgando na pulsão de vida, ele se empenha e estimula os “companheiros velhinhos”, a fazerem tudo o que podem para alongar o “corredor”, desfrutando ao máximo dos prazeres da vida, segundo as suas forças. Um dos capítulos é composto de poemas estimulantes a “amigos na doença” e em memória de outros que se foram.

Gravidade e denúncia

Em Mazelas da Pandemia, por exemplo, os poemas assumem um tom de gravidade e denúncia, quando se referem aos sacrifícios e à mortandade resultantes do descaso do governo Bolsonaro. Mas retomam o fio humorístico ao desenhar situações cômicas geradas pelos exageros da hipocondria.

Em ‘Pirologia” são tratados a depressão, o TDAH (transtorno de déficit de atenção), a psicanálise e a função psicoterapêutica da poesia, enfatizada no poema Pronto Socorro Poético. Em “AtraVersando, os poemas são marcados pela exaltação à vida, à resistência e ao prazer de viver, incluindo-se a criação de uma vacina: HUMORIL

Uma curiosidade do livro é ter o prefácio escrito por um médico-escritor, José Rubem de Alcântara Bonfim, e três posfácios da lavra de médicos: Djalma Agripino, médico-escritor, Abel Menezes e Wilsom Freire, médicos-poetas.


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Fase de pré-venda

O livro está em fase de pré-venda e os exemplares serão distribuídos no dia do lançamento. Todas as informações para quem quiser adquirir a obra agora constam no card veiculado em anexo a este texto. As pré-vendas estão sendo utilizadas para auxiliar nas custas com o tratamento do Marcelo. Abaixo, segue o poema HUMORIL, um dos destaques da publicação.

HUMORIL

É vacina autogerada
imune e renovada
a cada respiração.

O seu efeito marcante
é ser muralha diante
do vírus da depressão.

Vamos pois nos vacinar
o humoril injetar
na treva pôr o clarão.

O humor na nossa vida
é uma boa medida
ao alcance da mão.

A obra de Marcelo

Autor de obras diversas, Marcelo Mário de Melo considera-se “um artesão-aprendiz de literavida” e costuma afirmar que escreve dentro do espírito de que o homem é um animal político e o político é um animal humano.

Afirma também que vê a elaboração poética como “o olhar que mergulha e voa, o espirarco-íris de portas abertas e andantes, sintetizando o pensentir humano nos mergulhos introspectivos, nas interações sociais e nas viagens cósmicas”.

As aventuras de Cacimba 56 — A ausência e o regresso do Mestre Cacimba, por Zé da Flauta*

29/08/2026

Carnaúba Seca vivia debaixo de um nó cego que os poderosos não sabiam desatar. Mestre Cacimba não tinha um tostão no bolso, morava num barraco modesto e não mandava em nada, mas a cidade inteira o amava. A popularidade dele, o carisma e aquele respeito verdadeiro que não se compra eram uma afronta diária para quem usava terno e autoridade.

A inveja foi crescendo tanto que virou ameaça. Numa noite escura, mandaram o recado: ou Cacimba juntava as trouxas e ia sentar praça em outros cantos, ou sumiriam com sua razão e sua emoção, os macaquinhos Simão e Sebastião.

Para proteger os companheiros, Cacimba pegou o caminho da estrada de terra e partiu.
A partir daquele dia, o sol parecia que nem esquentava direito. A tristeza baixou em Carnaúba Seca de um jeito sufocante:



O jornal da cidade empacou nas bancas, sem ninguém para comprar nem ler notícias sem graça.
A Rádio Clamor do Sertão perdeu toda a audiência, virando u...

Carnaúba Seca vivia debaixo de um nó cego que os poderosos não sabiam desatar. Mestre Cacimba não tinha um tostão no bolso, morava num barraco modesto e não mandava em nada, mas a cidade inteira o amava. A popularidade dele, o carisma e aquele respeito verdadeiro que não se compra eram uma afronta diária para quem usava terno e autoridade.

A inveja foi crescendo tanto que virou ameaça. Numa noite escura, mandaram o recado: ou Cacimba juntava as trouxas e ia sentar praça em outros cantos, ou sumiriam com sua razão e sua emoção, os macaquinhos Simão e Sebastião.

Para proteger os companheiros, Cacimba pegou o caminho da estrada de terra e partiu.
A partir daquele dia, o sol parecia que nem esquentava direito. A tristeza baixou em Carnaúba Seca de um jeito sufocante:


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O jornal da cidade empacou nas bancas, sem ninguém para comprar nem ler notícias sem graça.
A Rádio Clamor do Sertão perdeu toda a audiência, virando um silêncio triste chiando no alto-falante.
A igreja vivia às moscas, deixando o padre de braços cruzados e o cofre sem um tostão de arrecadação.
A feira de sábado foi definhando, com as bancas vazias e os feirantes sem ter para quem vender.

Os poderosos se coçavam de raiva e perplexidade. Não entendiam como um velho sem posses, que vivia num rancho humilde com dois macaquinhos, deixava um buraco tão grande. Eles não alcançavam que o povo não segue dinheiro ou poder; o povo segue o carisma, o afeto sincero e a verdade que Cacimba carregava no peito.

A cidade parecia ter esquecido como se sorri, até que numa manhã de poeira baixa, um som de pífano bem fininho começou a soprar da entrada do povoado.
Lá vinha Cacimba, altivo, montado num jumento marchador.

No ombro esquerdo, Simão ajeitava os óculos e conferia a caderneta; no ombro direito, Sebastião vinha dando pulos e fazendo folia.

Não deu outra: a notícia correu feito fogueira em palha seca. O povo largou o que estava fazendo, saiu das casas e caiu na rua, correndo atrás do jumento numa festa grande, comemorando a volta da alegria e da verdade para o coração do sertão.

*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.


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APL realiza palestra sobre a Confederação do Equador, tema do último livro de Homero Fonseca, falecido recentemente

29/08/2026

A Academia Pernambucana de Letras (APL) realiza, na próxima segunda-feira (31/08), palestra sobre a Confederação do Equador — movimento revolucionário, republicano e constitucionalista contrário à política centralizadora de Dom Pedro — que foi tema do último livro do jornalista Homero Fonseca, morto no dia 22 de agosto.

A conferência será apresentada pelo acadêmico e professor George Cabral, prefaciador do livro de Fonseca, intitulado ‘Jornais em Guerra: o papel da imprensa na Confederação do Equador’, lançado em julho passado. Será marcada também pelo relançamento da publicação no mesmo dia.

Homero Fonseca, considerado um dos jornalistas mais completos do país, analisa na obra 19 periódicos do período, divididos entre nove alinhados aos revolucionários de 1824 e dez vinculados aos aliados e defensores de Dom Pedro.

O trabalho tem se destacado pelo fato de este ter sido um aspecto pouco explorado pelos historiadores: o comportamento dos j...

A Academia Pernambucana de Letras (APL) realiza, na próxima segunda-feira (31/08), palestra sobre a Confederação do Equador — movimento revolucionário, republicano e constitucionalista contrário à política centralizadora de Dom Pedro — que foi tema do último livro do jornalista Homero Fonseca, morto no dia 22 de agosto.

A conferência será apresentada pelo acadêmico e professor George Cabral, prefaciador do livro de Fonseca, intitulado ‘Jornais em Guerra: o papel da imprensa na Confederação do Equador’, lançado em julho passado. Será marcada também pelo relançamento da publicação no mesmo dia.

Homero Fonseca, considerado um dos jornalistas mais completos do país, analisa na obra 19 periódicos do período, divididos entre nove alinhados aos revolucionários de 1824 e dez vinculados aos aliados e defensores de Dom Pedro.

O trabalho tem se destacado pelo fato de este ter sido um aspecto pouco explorado pelos historiadores: o comportamento dos jornais monarquistas e de oposição durante o movimento, que teve ramificações no Nordeste.

Confederação do Equador

A Confederação do Equador foi proclamada em Pernambuco, em 1824, e terminou com a condenação à morte de 31 pessoas. Dessas, 16 foram executadas, entre elas o líder e pensador da revolta, Frei Caneca, fuzilado no dia 13 de janeiro de 1825, aos 46 anos.

Além de jornalista renomado, Homero Fonseca foi autor de biografias, relatos jornalísticos, textos infantis e romances. O livro ‘Jornais em Guerra: o papel da imprensa na Confederação do Equador’ foi escrito em estilo leve e fluente.

“Em suas análises, o autor nos dá informações sobre os editores dos jornais e suas trajetórias políticas, estabelecendo as ligações entre suas concepções de mundo e as ideias que defendiam e propalavam em suas folhinhas periódicas”, afirma o historiador George Cabral.

Historiador e presidente do IAHGP

George Cabral foi coordenador do curso de Licenciatura em História (2016-2020) da Universidade Federal de Pernambuco e é doutor em História pela Universidade de Salamanca (Espanha, 2007).

Cabral também realizou estágio pós-doutoral na École des Hautes Études en Sciences Sociales, no âmbito do projeto "O bom governo das gentes" com bolsa do convênio CAPES/COFECUB (2014-2015). Ele atua como presidente até 2027 do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP).

Palestra

“Jornais em Guerra: o papel da imprensa na Confederação do Equador”

Palestrante:
Acadêmico e historiador George Cabral
Local: Academia Pernambucana de Letras
Data e horário: Dia 31/08, às 15h


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Telefone/Whatsapp

Brasília

(61) 99667-4410

Recife

(81) 99967-9957

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