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Nordeste Independente, parte 3: O 6x1 no país do 7x1, por Roberto Vieira*

15/10/2026

A retórica oficial do Partido dos Trabalhadores sempre vendeu o Nordeste Independente como um ecossistema econômico autossuficiente e em franca ascensão. No entanto, ao completar 23 anos de emancipação, o choque de realidade fiscal imposto pelas eleições de 2026 trouxe à tona os números frios da economia real.

A comparação entre o desempenho da jovem república e o do Brasil Restante revela um abismo estrutural que a propaganda estatal não consegue mais esconder. Foi quando Lula gastou 350 bilhões de reais num único dia, 14 de outubro de 2026, tentando compensar com populismo a derrota nas urnas. Tudo pelo poder.

Economia

Com um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em aproximadamente 315 bilhões de dólares, a economia do Nordeste Independente apoia-se num modelo fortemente dependente do gasto público, de subsídios estatais e da exportação de commodities agrícolas.

Em contrapartida, o Brasil Restante (Sul, Sudeste, Cent...

A retórica oficial do Partido dos Trabalhadores sempre vendeu o Nordeste Independente como um ecossistema econômico autossuficiente e em franca ascensão. No entanto, ao completar 23 anos de emancipação, o choque de realidade fiscal imposto pelas eleições de 2026 trouxe à tona os números frios da economia real.

A comparação entre o desempenho da jovem república e o do Brasil Restante revela um abismo estrutural que a propaganda estatal não consegue mais esconder. Foi quando Lula gastou 350 bilhões de reais num único dia, 14 de outubro de 2026, tentando compensar com populismo a derrota nas urnas. Tudo pelo poder.

Economia

Com um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em aproximadamente 315 bilhões de dólares, a economia do Nordeste Independente apoia-se num modelo fortemente dependente do gasto público, de subsídios estatais e da exportação de commodities agrícolas.

Em contrapartida, o Brasil Restante (Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte), mesmo sem o litoral nordestino, ostenta um PIB industrial e agronegócio de 1,98 trilhão de dólares. A disparidade de escala reflete-se no poder de compra e na atração de investimentos privados regionais.

IDH

No campo do desenvolvimento humano, o indicador do Nordeste Independente estagnou em 0,732 (classificado como alto, porém no patamar inferior do bloco sul-americano). A persistência de gargalos no saneamento básico, a qualidade da educação pública e a informalidade no mercado de trabalho travaram o avanço social. Já o Brasil Restante consolidou um IDH de 0,812 (muito alto), impulsionado pela maior diversificação industrial e pela forte arrecadação privada.

6x1

O petismo no Brasil Independente para se manter no poder tomou medidas populistas aos montes. O fim da escala 6x1 era justa do ponto de vista do trabalhador, porém se somou ao perdão de dívidas dos microempreendedores, pé de meia para todos os estudantes, vale gás, aumento da faixa de isenção do imposto de renda, retirada do imposto dos combustíveis e outros milagres oportunistas, tudo bancado com aumento da carga tributária e descontrole das contas públicas sem precedentes na história do país. Durante algum tempo, os programas de bolsa-auxílio renderam popularidade ao presidente, sob olhar intranquilo de quem percebia o perigo em 2027

Fiscal

O nó fiscal exposto em 2026 explica a vitória da oposição no Congresso: a dívida pública da nação nordestina atingiu 84% do PIB, estrangulando os investimentos em infraestrutura. A exigência de disciplina fiscal vinda das urnas não é um capricho ideológico, mas um grito de sobrevivência de uma economia à beira do colapso e vibrando com a derrota do 6x1.

Paradoxo

O dilema econômico do Nordeste Independente expõe a contradição central do modelo petista após duas décadas: a manutenção da rede de proteção social tornou-se insustentável sem reformas liberais e abertura de mercado. Enquanto o PT insiste na centralização estatal, a economia real pede socorro. O eleitorado percebeu que a soberania política não paga as contas se não for acompanhada de responsabilidade fiscal.

Veja amanhã no Capítulo 4: A Diplomacia Vermelha e o Alinhamento Geopolítico do Nordeste independente.

NOTA: Todas as informações desta série foram retiradas dos dados estatísticos e projeções reais das eleições de outubro de 2026.

PIB do Brasil em 2025: Aprox. US$ 2,28 trilhões (correntes) / R$ 12,7 trilhões.

Participação e PIB do Nordeste: 13,8% a 13,9% da riqueza do país, gerando cerca de US$ 315 bilhões a US$ 317 bilhões.

Fontes: Banco Mundial (dados consolidados em dólares) e IBGE (Contas Nacionais/Sistemas Regionais).

*Roberto Almeida é médico e cronista
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.


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APL - Academia Pernambucana de Letras lança Prêmio Literário

15/10/2026

Inscrições podem ser feitas até 14 de dezembro nas categorias Ensaio, Conto e Poesia.


A Academia Pernambucana de Letras (APL) abre as inscrições para a edição 2026 do Prêmio Literário da APL, dia 14/10. A premiação abrangerá as categorias Ensaio, Conto e Poesia e seguirá com inscrições abertas até 14/12.

Premiação

Os escritores ou escritoras vencedores de cada categoria receberão uma premiação em dinheiro no valor de R$3 mil.

“Esta edição marca a retomada da premiação contemplando um dos propósitos da Academia de reconhecer e valorizar a literatura pernambucana, além de estimular a revelação de novos talentos”, explica a presidente da APL, Margarida Cantarelli.

A premiação para cada uma das categorias será no valor de R$3 mil, além do diploma. Os agraciados receberão o prêmio durante a sessão solene de aniversário da APL, em 26 de janeiro de 2027.

Regras

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Inscrições podem ser feitas até 14 de dezembro nas categorias Ensaio, Conto e Poesia.


A Academia Pernambucana de Letras (APL) abre as inscrições para a edição 2026 do Prêmio Literário da APL, dia 14/10. A premiação abrangerá as categorias Ensaio, Conto e Poesia e seguirá com inscrições abertas até 14/12.

Premiação

Os escritores ou escritoras vencedores de cada categoria receberão uma premiação em dinheiro no valor de R$3 mil.

“Esta edição marca a retomada da premiação contemplando um dos propósitos da Academia de reconhecer e valorizar a literatura pernambucana, além de estimular a revelação de novos talentos”, explica a presidente da APL, Margarida Cantarelli.

A premiação para cada uma das categorias será no valor de R$3 mil, além do diploma. Os agraciados receberão o prêmio durante a sessão solene de aniversário da APL, em 26 de janeiro de 2027.

Regras

Poderão ser inscritos exclusivamente livros escritos em português e publicados em formato impresso, na sua primeira edição, entre 1º de janeiro de 2025 e 31 de outubro de 2026. Obras lançadas em plataformas digitais não serão aceitas. O autor ou autora deve ser natural do Estado de Pernambuco ou estar radicado nele há mais de dez anos.

Comissões julgadoras

As obras inscritas em cada categoria serão analisadas por comissões julgadoras específicas para cada gênero literário. Cada comissão será formada por três membros da Academia Pernambucana de Letras.

Homenagens

A cada nova edição, a premiação homenageia escritores e personalidades pernambucanas como forma de perpetuar seu legado para a cultura local.

Conheça os homenageados de cada categoria em 2026:
1. Categoria Ensaio: Prêmio Antônio Brito Alves;
2. Categoria Conto: Prêmio Vânia Souto Carvalho;
3. Categoria Poesia: Prêmio Edmir Domingues.

Menções Honrosas

Além dos vencedores que receberão a premiação em dinheiro, a comissão julgadora poderá conceder até duas Menções Honrosas (sem premiação financeira) por categoria, totalizando nove premiações. Nos casos de autoria coletiva, a quantia financeira correspondente ao prêmio será dividida em partes iguais entre os coautores.

Inscrições na APL

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas presencialmente na sede da APL (Av. Rui Barbosa, 1596, Graças, Recife/PE, das 9h às 16h) ou pelos Correios, mediante o envio da documentação e exemplares postados até a data limite de 14 de dezembro de 2026. O regulamento completo está disponível no site da APL e na página da instituição no Instagram (@academiadeletras_pe).


Serviço

Prêmio Literário Academia Pernambucana de Letras - APL
Categorias: Ensaio, Conto e Poesia
Inscrições: até 14/12 (presenciais na sede da APL ou via Correios)
Premiação: R$3 mil
Academia Pernambucana de Letras - APL: Av. Rui Barbosa, 1596, Graças, Recife/PE
E-mail: apl.informa@gmail.com
Telefone: (81) 3268-2211
Instagram: academiadeletras_pe
Facebook: academiadeletras.pe


Edital no Link: https://aplpernambuco.com.br/wp-content/uploads/2026/10/EDITAL-DO-PR%C3%8AMIO-LITER%C3%81RIO-ACADEMIA-PERNAMBUCANA-DE-LETRAS-2026.pdf


Foto: Keila Castro.


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Eleições 2026 - TSE derruba prazo de 48h para uso de canais oficiais das campanhas

15/10/2026

O Tribunal Superior Eleitoral, TSE, aprovou hoje, quinta-feira, 15/10, uma resolução que derruba o prazo de 48 horas para as campanhas usarem canais oficiais registrados entre o 1º e o 2º turno das eleições. A medida foi apresentada pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, e está na determinação de ontem que derrubava sua própria decisão que estabelecia esse prazo para retorno do canal 'Exército do Lula'. Todos os ministros validaram a resolução durante sessão administrativa de hoje.

Nunes Marques

“O período destinado à campanha no 2º turno é consideravelmente mais curto que aquele disponível no 1º, o que recomenda a adoção de regras compatíveis com essa particularidade do calendário eleitoral e com a capacidade operacional das áreas técnicas responsáveis por seu cumprimento”, escreveu Nunes Marques.



Canais oficiais

Na prática, os canais oficiais das campanhas registrados entre o 1º e o 2º...

O Tribunal Superior Eleitoral, TSE, aprovou hoje, quinta-feira, 15/10, uma resolução que derruba o prazo de 48 horas para as campanhas usarem canais oficiais registrados entre o 1º e o 2º turno das eleições. A medida foi apresentada pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, e está na determinação de ontem que derrubava sua própria decisão que estabelecia esse prazo para retorno do canal 'Exército do Lula'. Todos os ministros validaram a resolução durante sessão administrativa de hoje.

Nunes Marques

“O período destinado à campanha no 2º turno é consideravelmente mais curto que aquele disponível no 1º, o que recomenda a adoção de regras compatíveis com essa particularidade do calendário eleitoral e com a capacidade operacional das áreas técnicas responsáveis por seu cumprimento”, escreveu Nunes Marques.


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Canais oficiais

Na prática, os canais oficiais das campanhas registrados entre o 1º e o 2º turno poderão ser utilizados imediatamente depois de aprovação pela Justiça Eleitoral. Ao se manifestar, a ministra Estela Aranha destacou que a resolução se refere só a canais das campanhas, não incluindo sites, grupos ou perfis organizados pela sociedade civil ou políticos e apoiadores dos candidatos.

Caso Master - Grupo Globo demite Frederic Kachar após vazamento de conversas com Vorcaro

15/10/2026

O Grupo Globo anunciou na manhã de hoje, quinta-feira, 15/10, o desligamento de Frederic Kachar, diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio da empresa. A demissão do profissional ocorre após a divulgação de mensagens polêmicas trocadas entre ele e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde março. Em comunicado à imprensa, o Grupo Globo afirmou que o conteúdo das conversas privadas mantidas entre Frederic Kachar com Daniel Vorcaro entre outubro de 2023 e julho de 2025 “revela uma relação inadequada do executivo com um anunciante”.

Editora Globo

“A Editora Globo reforça seu compromisso com a ética e a transparência e reafirma a absoluta independência editorial do jornalismo de seus veículos, premissa essencial de sua atuação”, disse, no texto. A empresa afirmou que teve acesso ontem ao material. “O protagonismo da cobertura crítica, isenta e independente que tem feito do caso Master é a demonstração concreta do compromisso inegociável de seus veículos co...

O Grupo Globo anunciou na manhã de hoje, quinta-feira, 15/10, o desligamento de Frederic Kachar, diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio da empresa. A demissão do profissional ocorre após a divulgação de mensagens polêmicas trocadas entre ele e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde março. Em comunicado à imprensa, o Grupo Globo afirmou que o conteúdo das conversas privadas mantidas entre Frederic Kachar com Daniel Vorcaro entre outubro de 2023 e julho de 2025 “revela uma relação inadequada do executivo com um anunciante”.

Editora Globo

“A Editora Globo reforça seu compromisso com a ética e a transparência e reafirma a absoluta independência editorial do jornalismo de seus veículos, premissa essencial de sua atuação”, disse, no texto. A empresa afirmou que teve acesso ontem ao material. “O protagonismo da cobertura crítica, isenta e independente que tem feito do caso Master é a demonstração concreta do compromisso inegociável de seus veículos com os Princípios Editoriais do Grupo Globo”, seguiu. “A empresa reconhece os 29 anos de dedicação de Kachar ao desenvolvimento de seus negócios de mídia e informa que o nome de seu substituto à frente da Editora Globo e do Sistema Globo de Rádio será divulgado em breve”, encerrou o Grupo Globo.

O professor dentro da lógica de Paulo Freire, a partir da Obra "Pedagogia do Oprimido". - Por Jarbas Beltrão*

15/10/2026

"Pedagogia do Oprimido"

A partir da mais importante obra "Pedagogia do Oprimido" do advogado e mais tarde pedagogo Paulo Freire, escolhido patrono da Educação Brasileira, identificamos na obra do educador nordestino, que ele atribuía, um papel que os educadores escolares deveriam desempenhar dentro da Escola e da sala de aula.

A obra referida é a base de toda extensa obra do nosso "patrono da educação", enfim, de seu "pensamento pedagógico".

Certa vez, ainda quando tinha certa admiração pelo teórico da pedagogia, ouvi uma verdade sobre a produção pedagógica do "educador".

Dizia um amigo, "não sei prá que Paulo Freire, colocou tantos livros no mercado livreiro, bastava "Pedagogia do Oprimido" era suficiente, o restante é uma mera repetição e extensão do que ele revela no "livro - Bíblia", dele, "Pedagogia do Oprimido".



Hoje, tenho clareza da assertiva do amigo, ele tava realmentr certo....

"Pedagogia do Oprimido"

A partir da mais importante obra "Pedagogia do Oprimido" do advogado e mais tarde pedagogo Paulo Freire, escolhido patrono da Educação Brasileira, identificamos na obra do educador nordestino, que ele atribuía, um papel que os educadores escolares deveriam desempenhar dentro da Escola e da sala de aula.

A obra referida é a base de toda extensa obra do nosso "patrono da educação", enfim, de seu "pensamento pedagógico".

Certa vez, ainda quando tinha certa admiração pelo teórico da pedagogia, ouvi uma verdade sobre a produção pedagógica do "educador".

Dizia um amigo, "não sei prá que Paulo Freire, colocou tantos livros no mercado livreiro, bastava "Pedagogia do Oprimido" era suficiente, o restante é uma mera repetição e extensão do que ele revela no "livro - Bíblia", dele, "Pedagogia do Oprimido".


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Hoje, tenho clareza da assertiva do amigo, ele tava realmentr certo.

Uma obra, na sua totalidade, dispersa, repetitiva, com pretensões revolucionárias - todo revolucionário é pretensioso, mas tem pose de humilde.

"A praxis do educador Freire"

A "praxis escolar" para Paulo Freire, deve ser pensada, exercitada por uma "lógica revolucionária".

A escola é mais um terreno da ocorrência da "luta de classes", "explorados e exploradores".

É essa, a lógica do que acontece no trabalho escolar, diz Freire, "em todos os espaços da Escola, estará presente, o projeto da "dominação burguesa", sendo o "canto" mais importante a sala de aula.

O professor é ferramenta importante da "educação bancária", o sujeito que impõe saberes, valores na sala de aula aos seus alunos.

É o continuador da tradição "reacionária" e conservadora da "classe burguesa", que usa a educação escolar como a máquina reprodutora da "ideologia dominante".

É a lógica "althuseriana" exposta por Louis Althuser, "Aparelhos ideológicos do Estado ".

Diz nosso "patrono", o educador da sala de aula, não tem consciência de seu trabalho e de seu papel na engrenagem da dominação de classe. É um alienado.


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'A passagem do professor da condição de inocente para revolucionário'

Entretanto, na mesma obra, Paulo Freire sinaliza para o papel do educador, ao tomar "consciência" de que também é um explorado, ele passa a jogar outro jogo, o jogo do explorado, daquela multidão de alienados e desvalidos

Adiante o "patrono da nossa educação", assinala que não há diferenças ou desigualdades entre os agentes que estão dentro da sala de aula.

"São todos explorados" e "Todos são portadores de saberes, e aprendem um com o outro".

Não há diferenças, não há desigualdades, a não ser na experiência da vida.

O professor que é um agente, mesmo que explorado, tem maior experiência, deve saber como aprender com seu discípulo, que tem seus saberes.

'Nivelando saberes'

Freire, de certa forma nivela saberes trazidos pelos alunos e os trazidos pelo professor.

Joga prá baixo da mesa do mestre aqueles saberes que, pela tradição, quem realmente domina, é o professor.

Seguindo, nosso "patrono", o teórico "maior" da pedagogia brasileira e, replicado pelo mundo afora, defende que os dois fazem seus aprendizados, e daí estarão prontos para a prática revolucionária.

É a própria destruição da tradição da educação escolar. Professor deve educar para a "revolução".

A Revolução tem na "Educação escolar", segundo o "educador" Freire, aquele ato de busca do caminho da liberdade, liberdade que virá fraternalmente prá todos.

Freire, na sua obra referida, dá alguns passos numa certa "didática", mas bastante confusa, já que seu aparato ideológico é voltado para a "redenção" dos "oprimidos".

Para "nosso patrono",a realidade complexa do mundo é cheia de armadilhas ideológicas, prontas para consolidar o "domínio dos exploradores".

Então recomenda aos professores, agora transformados em "revolucionários", que usem como ponto de partida, principalmente, na sua prática alfabetizadora, o abandono do "cenário burguês", como ensinamentos do tipo, "Eva viu a uva".

Ora quem só come farinha, e só vê barro na sua frente, não tem clareza do que vem a ser uva.

Enquanto a "revolução" não chegar o "oprimido" nunca verá ou saberá o que é uva.

Então, o educador deverá revelar, aquilo que faz parte do cenário proletário ("oprimido"), dentro da sociedade burguesa, ou seja, "farinha rapadura, ovo, tijolo, barro" e outros objetos / materiais que ocupam o miserável mundo do "oprimido".

'Paulo Freire revolucionário'

Adiante, o advogado-educador, professor universitário faz uma revelação, usando sua "complexidade" de pensamento, da sua afeição a figuras do elenco de revolucionários como Che Guevara, Fidel Castro e Mao Tse Tung, heróis da "humanidade renovada".

A prática pedagógica escolar, segundo Freire, deve ser revestida de um único objetivo, desenvolver no "oprimido" uma "consciência de classe", juntamente com seu professor. Nisso se rejeita individualidades.

'Novo Professor'

Enfim, professor já não "ensina" conhecimentos diferenciados que circulam em outras espaços sociais. Ele é um "coordenador de encontros", alguém que já não é portador da nobreza de um certo saber - matemática, linguagem, história e geografia - por conta disso perdeu sua autoridade.

Retomar essa autoridade tornou-se difícil, nem os alunos, nem professores acreditam mais que seja possível .

Pois é, professor não é mais o "professor Antônio", mas Antônio. Não é mais o senhor, mais VOCÊ.

A "modernidade chegou na Escola", nos tempos já tardios da pós-modernidade.


*Jarbas Beltrão é historiador e professor de História da Universidade de Pernambuco - UPE. Mestre em Educação pela UFPB. Especialista (MBA) em Política Estratégia Defesa e Segurança Nacional. (Adesg Famesc).Especialista (MBA) em Geopolítica/Novas Fronteiras/Cibernética e IA. (Adesg/Instituto Venturo)


NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.


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Professa Professor - Por José Ricardo de Souza*

15/10/2026

15 de outubro. Hoje é nosso dia. Parabéns meu caro colega professor. Eu também faço parte desta estranha confraria de sujeitos que pensam em mudar o mundo através do acesso ao conhecimento e ao saber. Sou como você amigo professor, que também trabalha em duas ou mais escolas, que sacrifica seus dias de folga para preparar aulas ou corrigir provas e trabalhos, que tenta dar o melhor de si em sala de aula, mas que nem sempre é devidamente reconhecido por isto. Hoje é dia de reflexão, porque comemoração mesmo, pouco temos a celebrar (a não ser o fato de que com os míseros níqueis que nos pagam ainda conseguimos nos manter vivos...). A escola é nosso grande laboratório. Sabemos que dela podem surgir novas e vivificantes experiências. Ou se preferir, considere-a como uma grande oficina, onde professores são os artífices do conhecimento que ali se produz, reproduz e conduz a novos horizontes. Que linda é nossa utopia, embora não passe de uma fantasia para os tecnocratas de plantão.

15 de outubro. Hoje é nosso dia. Parabéns meu caro colega professor. Eu também faço parte desta estranha confraria de sujeitos que pensam em mudar o mundo através do acesso ao conhecimento e ao saber. Sou como você amigo professor, que também trabalha em duas ou mais escolas, que sacrifica seus dias de folga para preparar aulas ou corrigir provas e trabalhos, que tenta dar o melhor de si em sala de aula, mas que nem sempre é devidamente reconhecido por isto. Hoje é dia de reflexão, porque comemoração mesmo, pouco temos a celebrar (a não ser o fato de que com os míseros níqueis que nos pagam ainda conseguimos nos manter vivos...). A escola é nosso grande laboratório. Sabemos que dela podem surgir novas e vivificantes experiências. Ou se preferir, considere-a como uma grande oficina, onde professores são os artífices do conhecimento que ali se produz, reproduz e conduz a novos horizontes. Que linda é nossa utopia, embora não passe de uma fantasia para os tecnocratas de plantão.


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Acredita no que faz

A gente faz o que acredita, porque acredita no que faz. A educação não é para nós professores apenas um meio de sobrevivência, mas sim um instrumento de mudança social, o único, aliás, para centenas de pessoas que foram excluídas do sistema capitalista. A nossa condição de professores não faz de nós donos do saber, nem senhores do conhecimento. Somos todos aprendizes, pois como dizia o escritor Guimarães Rosa, “mestre não é apenas quem ensina, mas quem de repente também aprende”. E aprendemos que sempre somos culpados pelas mazelas das nossas escolas. Não tem a quem culpar ? Condenem o professor. Não tem a quem criticar ? Ora, o professor é quem está errado, é quem não sabe ensinar, etc... Será que não tem uma fatia deste bolo de expiações para os alunos, para os pais, para a sociedade, para os governantes ???? Por que jogam tudo sobre a gente como se fossemos responsáveis pelo caos em que transformam o ensino no Brasil ?


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Verbo professar

Professor é aquele que fez do verbo professar uma profissão e vive em procissão de escola para escola, onde santo é o livro nosso de cada dia, o peso do andor é ensinar muito e o aluno (em sua maioria) não quer aprender nada, e a crença é a esperança de que a educação pode transformar as pessoas. Não é questão de vocação apenas, é de paixão mesmo, sim, pois é "preciso ter garra, é preciso ter gana sempre", como canta Milton Nascimento. Ser professor já foi uma honra, hoje é uma vergonha, porque fomos abatidos, combalidos, massacrados, humilhados, pisados, combatidos, exauridos, jogados na lata do lixo da história porque ousamos mudar a sociedade! Pobre professor, nem santo padroeiro tem... Os motoristas se viram com São Cristovão, os médicos com São Lucas, os músicos com Santa Cecília, e nós professores? Quem vai nos livrar dos baixos salários, dos pais de alunos que querem que seu filhinho seja aprovado de todo jeito, dos diretores e coordenadores que sempre jogam a culpa do fracasso escolar na gente, dos alunos indisciplinados que transformam a sala de aula num prefácio do inferno ????


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Educar é uma arte

Meus caros amigos e também colegas professores, aqui fica um desafio para todos nós. Professem que educar é uma arte e transformar o mundo pelo saber é uma necessidade de nossa civilização. Professem que os baixos salários não vão nos tirar o fôlego, nem a capacidade de lutar pela justiça. Professem que nosso compromisso é por uma escola de qualidade, não por uma escola que seja mera fabrica de diplomas a serviço da mediocridade humana. Professem que além de professores, queremos ser e seremos educadores em essência e plenitude. Se em cada livro da vida de cada educando que passa pelas nossas salas de aula houver uma página onde figure nosso nome, teremos enfim a certeza que a nossa tarefa foi bem cumprida. Parabéns professores. E a quem interessar em aprender a ensinar, fica o convite: seja bem-vindo a nossa estranha confraria...


*José Ricardo de Souza, é professor da rede pública estadual de ensino, historiador e escritor. Membro da ALAP, IAHGP, IHGAAP e UBE-Paulista. Criador do Projeto Muita História pra Contar. Criador do projeto Muita História pra Contar. @josericardope01


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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Nenhum Passo Atrás – por Virgínia Pignot*

15/10/2026

Boas Notícias para o Campo Progressista


Manifestações em defesa da candidatura Lula se equiparam àquelas pelas Diretas Já.

Depois da ressaca ou da tristeza do resultado do primeiro turno, o país se surpreendeu com a espontaneidade e a grandeza das manifestações populares nas ruas, em defesa da candidatura Lula e do campo progressista, parecidas com as manifestações no final da ditadura pelas Diretas Já. Nas ruas repletas de estudantes, e nas redes sociais encontram-se relatos e apelos de pessoas ilustres, de todas as classes sociais, de idades e espectro político variado, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o Professor de economia Luiz Gonzaga Belluzo, Agora as pesquisas de opinião mostram uma redução da diferença entre os dois candidatos a dois pontos percentuais.
Nesta matéria, vamos fazer um pequeno resumo das informações que podem trazer esperança ao time do Lula, em contraponto à ambiguidade e às vezes falsidade de ma...

Boas Notícias para o Campo Progressista


Manifestações em defesa da candidatura Lula se equiparam àquelas pelas Diretas Já.

Depois da ressaca ou da tristeza do resultado do primeiro turno, o país se surpreendeu com a espontaneidade e a grandeza das manifestações populares nas ruas, em defesa da candidatura Lula e do campo progressista, parecidas com as manifestações no final da ditadura pelas Diretas Já. Nas ruas repletas de estudantes, e nas redes sociais encontram-se relatos e apelos de pessoas ilustres, de todas as classes sociais, de idades e espectro político variado, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o Professor de economia Luiz Gonzaga Belluzo, Agora as pesquisas de opinião mostram uma redução da diferença entre os dois candidatos a dois pontos percentuais.
Nesta matéria, vamos fazer um pequeno resumo das informações que podem trazer esperança ao time do Lula, em contraponto à ambiguidade e às vezes falsidade de manchetes da mídia que representa os seus interesses e do mercado financeiro.

Nenhum Passo Atrás

L.G. Belluzzo fala da tensão sempre presente nas sociedades capitalistas entre as necessidades e aspirações coletivas de boa vida dos cidadãos, e os interesses dos senhores que realizam o valor da sua riqueza por meio do mercado. Segundo ele, o jogo da extrema-direita bolsonarista no poder trouxe “o avanço no atraso”, como provam: - os ataques às vacinas que produziu a volta do sarampo em S. Paulo; - a fila do osso, a volta do Brasil ao mapa da fome nos governos Temer e Bolsonaro; o incentivo ao ódio, à violência e à polarização politica: as pautas do Centrão aliado à extrema direita, no terceiro governo Lula, que só agora, na iminência de uma virada no segundo turno, aceita a proposta da escala de 5 dias de trabalho, para 2 de repouso para o trabalhador, sem perda de salário.

Flávio botou as unhas pra fora

Animado com o resultado do primeiro turno, Flávio Bolsonaro começou a falar de seus planos, entre eles, o de modificar a Constituição. A Constituição de 88 trouxe benefícios e o estabelecimento de direitos que haviam sido espezinhados durante a ditadura militar. Direito à moradia, à escola, à merenda escolar, a investimentos em material agrícola, em ferrovias, em portos e em estradas para facilitar o escoamento e comercialização de produtos, sejam eles industriais, artesanais, do agro negocio, da agricultura familiar. Investimentos que trazem recursos, melhoram o nível de vida das pessoas, e aumentam o PIB brasileiro, mas que são atacados pela extrema direita, parte do Centrão, e do mercado financeiro. A Candidatura de Flávio Bolsonaro é apoiada pelos grandes capitalistas e imperialistas aliados à Trump. por rentistas e bilionários que vivem mamando nas tetas do dinheiro publico com a absurda e injustificável taxa de juros brasileira, pelo mercado financeiro que lava dinheiro do crime organizado, assim como pela parte do povo insatisfeito, que pensa que a mudança do sistema lhe sera favorável. No entanto, a modificação da Constituição sugerida por Flávio Bolsonaro, se eleito, traria provável redução de direitos para a maioria do povo brasileiro.

Apoios e ataques

FHC, outrora adversário de Lula, mas do campo democrático, convida a votar por ele.

Os estudantes produzem cartazes e soltam a voz, por exemplo: “Se o povo se unir, Bolsonaro vai cair. Ditadura nunca mais. Em Terra de Lula Bolsonaro não se cria. Pisa ligeiro, quem não pode com a formiga não atiça o formigueiro. Em defesa da vida da juventude. Nós vamos enterrar o fascismo. Não voltaremos a ser colônia. O Brasil não é quintal de ninguém. Pela nossa periferia, contra o racismo, contra o machismo”.

Concluindo com Belluzzo

Convidamos os indecisos a não dar um passo para trás, e não colocar milicianos de tendência autoritária no poder. O jogo de interesses opostos exige um exercício de mediação dos governos comprometidos com a soberania popular, com o bem-estar e a liberdade dos cidadãos.

Belluzzo: “Sugeri a um amigo amante do futebol, que, frente a perspectiva do cadeado armado pelos adversários da civilização, colocar Lula, excelente driblador e mediador no poder é a solução.”

*Virgínia Pignot é médica e articulista. Mora em Toulouse, França, desde os anos 1980.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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Debate - Crônica Poética - Por Romero Falcão*

15/10/2026

Máquina
máquina de fazer imbecis
quem pode debater?

Debater, debater, pra quê?
se a frase de efeito
é o jeito do vazio crescer

Fazer do debate um abate
pra ninar minha rede?

Máquina de fazer imbecis

Ideias claras já não clareiam
argumento é canto de sereia

Pensar um Brasil profundo, maduro
num mundo de meme?
É como distrair o rato
num pacto de ratoeira

Máquina de fazer imbecis
e outras coisitas mais

Máquina que reduz problemas complexos
a dancinhas sensuais

Máquina de fazer imbecis
com ritmo encantador
cachorro discute com o rabo
panela detrata o calor

Máquina de fazer imbecis

Eu, feito imbecil garboso
me sinto uma linda casca
casca que zomba do ovo


*Romero Falcão é cronista e poe...

Máquina
máquina de fazer imbecis
quem pode debater?

Debater, debater, pra quê?
se a frase de efeito
é o jeito do vazio crescer

Fazer do debate um abate
pra ninar minha rede?

Máquina de fazer imbecis

Ideias claras já não clareiam
argumento é canto de sereia

Pensar um Brasil profundo, maduro
num mundo de meme?
É como distrair o rato
num pacto de ratoeira

Máquina de fazer imbecis
e outras coisitas mais

Máquina que reduz problemas complexos
a dancinhas sensuais

Máquina de fazer imbecis
com ritmo encantador
cachorro discute com o rabo
panela detrata o calor

Máquina de fazer imbecis

Eu, feito imbecil garboso
me sinto uma linda casca
casca que zomba do ovo


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda


NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.


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Avibras e a Soberania Tecnológica: O Futuro de uma das Principais Capacidades Estratégicas da Defesa Brasileira - Por Amadeu Robalinho*

15/10/2026

A Aquisição do controle acionário da Avibras Indústria Aeroespacial pela Globe Investimentos, family office pertencente aos empresários Joesley e Wesley Batista, tornou-se definitiva no âmbito do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, Cade, após o encerramento do prazo regulamentar para apresentação de recursos e contestações à decisão da Superintendência-Geral do órgão.

Com o aval antitruste irrestrito, consolida-se a transferência do controle de um dos mais relevantes ativos tecnológicos da Base Industrial de Defesa, BID, brasileira. Mais do que uma operação societária, trata-se de uma movimentação que envolve capacidades industriais, conhecimento tecnológico, propriedade intelectual e competências diretamente relacionadas à autonomia estratégica do Estado brasileiro.

Conforme anunciado anteriormente pela Avibras Aeroco, a operação prevê a aquisição da totalidade das ações da Nova AVB, atualmente sob controle do fundo Brasil Crédito. O valor da tra...

A Aquisição do controle acionário da Avibras Indústria Aeroespacial pela Globe Investimentos, family office pertencente aos empresários Joesley e Wesley Batista, tornou-se definitiva no âmbito do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, Cade, após o encerramento do prazo regulamentar para apresentação de recursos e contestações à decisão da Superintendência-Geral do órgão.

Com o aval antitruste irrestrito, consolida-se a transferência do controle de um dos mais relevantes ativos tecnológicos da Base Industrial de Defesa, BID, brasileira. Mais do que uma operação societária, trata-se de uma movimentação que envolve capacidades industriais, conhecimento tecnológico, propriedade intelectual e competências diretamente relacionadas à autonomia estratégica do Estado brasileiro.

Conforme anunciado anteriormente pela Avibras Aeroco, a operação prevê a aquisição da totalidade das ações da Nova AVB, atualmente sob controle do fundo Brasil Crédito. O valor da transação não foi divulgado.

O ponto central, entretanto, não está apenas na composição societária da empresa, mas na capacidade de o novo controlador assegurar a continuidade e a recuperação das competências estratégicas acumuladas pela Avibras ao longo de décadas.

Entre essas capacidades encontram-se programas diretamente relacionados às necessidades das Forças Armadas brasileiras e ao mercado internacional de defesa.

No campo do Sistema ASTROS II e do ASTROS 2020, a expectativa é de retomada e continuidade do suporte logístico integrado, da modernização das viaturas lançadoras e de suprimento, além do fornecimento das munições da família de foguetes SS-30, SS-40, SS-60 e SS-80.

Outro componente de elevada relevância estratégica é o Míssil Tático de Cruzeiro AV-TM 300, cuja continuidade representa não apenas a preservação de uma capacidade de defesa de longo alcance, mas também a manutenção, no território nacional, de conhecimento especializado associado ao desenvolvimento de sistemas complexos de armas.

A preservação da propriedade intelectual e das competências industriais relacionadas ao programa possui dimensão que ultrapassa os limites de um produto específico. O domínio de tecnologias de propulsão, motores-foguete e compostos de combustível sólido constitui capacidade dual, com aplicações que alcançam tanto projetos de defesa quanto iniciativas estratégicas do Programa Espacial Brasileiro.

É justamente nesse ponto que a operação deve ser observada sob a perspectiva da soberania tecnológica.

A soberania de uma nação não se limita à posse formal de empresas ou à existência de equipamentos produzidos em seu território. Ela depende da capacidade de desenvolver, produzir, manter, modernizar e, quando necessário, empregar tecnologias críticas sem depender integralmente de decisões tomadas fora de suas fronteiras.

Nesse sentido, a manutenção da Avibras em território brasileiro pode representar, ao menos neste primeiro momento, uma barreira à desnacionalização de competências consideradas estratégicas. A permanência do parque industrial de Jacareí, no Vale do Paraíba, preserva uma concentração de conhecimento, infraestrutura produtiva, recursos humanos especializados e propriedade intelectual que dificilmente poderia ser reconstruída rapidamente caso fosse perdida.

Mas soberania tecnológica não se sustenta apenas com a preservação de fábricas.

É necessário existir demanda.

Uma Base Industrial de Defesa não sobrevive exclusivamente de capacidade instalada. Ela necessita de contratos, previsibilidade, encomendas de longo prazo, investimentos em pesquisa e desenvolvimento e uma política de Estado capaz de transformar necessidades estratégicas das Forças Armadas em demanda industrial sustentável.

Por isso, o futuro da Avibras dependerá não apenas da capacidade financeira de seu novo controlador, mas também da disposição do Estado brasileiro em estabelecer previsibilidade orçamentária e transformar intenções estratégicas em contratos efetivos.

Essa é uma questão fundamental.

Quando o Estado brasileiro deixa de contratar suas próprias tecnologias estratégicas, não está simplesmente reduzindo uma despesa. Pode estar contribuindo para a perda de competências industriais, para a dispersão de recursos humanos especializados e para a dependência tecnológica futura.

Defesa, indústria e soberania formam, portanto, um sistema integrado.

A recuperação da Avibras deve ser compreendida dentro dessa equação. O objetivo estratégico não deveria ser apenas salvar uma empresa, mas preservar e ampliar uma capacidade nacional de engenharia, produção e inovação em sistemas de defesa e tecnologias de elevado conteúdo estratégico.

A verdadeira soberania começa quando uma nação possui capacidade para decidir, desenvolver e produzir aquilo que considera essencial à sua própria segurança.

No caso da Avibras, a questão que se coloca ao Brasil é direta: queremos apenas possuir empresas de defesa ou queremos possuir capacidade nacional de produzir poder estratégico?

A resposta determinará se o país será apenas consumidor de tecnologias críticas ou se permanecerá capaz de projetar, fabricar e sustentar os instrumentos necessários à defesa de sua soberania.


*Amadeu Robalinho, é Pesquisador independente e autor interdisciplinar, associado à Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

Operários do like - A servidão voluntária do século XXI, por Zé da Flauta*

15/10/2026

Antigamente, para o sujeito se sentir alguém no mundo, o sarrafo era outro. O caboclo precisava plantar uma árvore, escrever um livro, criar os filhos com dignidade ou, no mínimo, levantar uma parede no prumo.

Havia um suor tangível, um tempo de maturação, uma poeira da vida que grudava na pele e dava o peso da conquista. Hoje, a realização pessoal foi transferida para um retângulo de vidro de cinco polegadas. Trocou-se a pedra de Sísifo pelo scroll infinito, e o resultado é uma transformação avassaladora, onde a nossa própria humanidade virou moeda de troca numa liquidação em massa.

Solidão

Do ponto de vista afetivo e social, viramos mascotes do nosso próprio ego. O afeto, que costumava ser o olho no olho num balcão de botequim ou o silêncio compartilhado no alpendre, virou métrica de desempenho. Ninguém mais se apaixona por uma pessoa de carne e osso, com chulé e contradições; apaixona-se pelo perfil curado, pela foto no ângulo cer...

Antigamente, para o sujeito se sentir alguém no mundo, o sarrafo era outro. O caboclo precisava plantar uma árvore, escrever um livro, criar os filhos com dignidade ou, no mínimo, levantar uma parede no prumo.

Havia um suor tangível, um tempo de maturação, uma poeira da vida que grudava na pele e dava o peso da conquista. Hoje, a realização pessoal foi transferida para um retângulo de vidro de cinco polegadas. Trocou-se a pedra de Sísifo pelo scroll infinito, e o resultado é uma transformação avassaladora, onde a nossa própria humanidade virou moeda de troca numa liquidação em massa.

Solidão

Do ponto de vista afetivo e social, viramos mascotes do nosso próprio ego. O afeto, que costumava ser o olho no olho num balcão de botequim ou o silêncio compartilhado no alpendre, virou métrica de desempenho. Ninguém mais se apaixona por uma pessoa de carne e osso, com chulé e contradições; apaixona-se pelo perfil curado, pela foto no ângulo certo com filtro de praia.
Nosso cérebro, moldado ao longo de milênios para buscar pertencimento em tribos de trinta pessoas, hoje surta ao tentar processar a validação de dez mil desconhecidos. O resultado psicológico é trágico: uma epidemia de solidão acompanhada, onde todo mundo fala para uma plateia invisível, mas ninguém tem para quem ligar quando a luz apaga e o vazio bate no peito.

Expressão x conteúdo

Na arte e na cultura, a tragédia é ainda mais gritante. O algoritmo virou o grande curador da alma humana. Aquele som cru de percussão e pífano que rasgava o peito na feira de Caruaru, feito para estorvar e fazer dançar no chão batido, hoje precisa caber nos primeiros três segundos de um vídeo curto para não ser descartado com um toque de polegar.

A arte deixou de ser a expressão dolorosa e visceral do artista para virar "conteúdo". O valor de uma obra não é mais a sua profundidade, o seu peso ou a sua capacidade de fazer o sujeito encarar as próprias ruínas; é a sua capacidade de virar trend, de ser replicada por milhares de pessoas fazendo a mesma dancinha genérica diante da câmera. Matou-se a matriz em nome do molde industrial.

Ápice

E onde o calo aperta de verdade é no bolso e na própria ideia de trabalho. A economia digital vendeu o conto de fadas da libertação financeira: "Seja seu próprio chefe, trabalhe na praia, monetize o seu estilo de vida!". O que não avisaram na entrelinha do contrato é que, quando você monetiza o seu estilo de vida, o seu próprio descanso vira trabalho.

O sujeito não toma mais um café pensando no gosto do grão; toma pensando no story que vai gerar. Viramos todos operários de uma fábrica invisível, onde nós fornecemos a matéria-prima (nossa atenção, nossa intimidade, nossa raiva) e os donos das redes cobram o pedágio. É o ápice do capitalismo de espetáculo: o trabalhador se esfola de trabalhar para o algoritmo, não ganha direitos trabalhistas, paga a conta da internet do próprio bolso e ainda comemora porque ganhou quinhentos likes no final do dia. A gente ri da bizarrice, posta o meme da semana para não chorar, mas o nó na garganta continua lá.

Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista


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Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano promove palestra sobre Surubim e lança livro de Fernando Guerra

15/10/2026

O Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) promove, neste sábado (17/10), às 10h, a palestra “Histórias de Surubim”, ministrada pelo escritor, historiador, artista plástico e sócio correspondente da instituição, Fernando Farias Guerra. O evento ocorre no auditório da entidade, localizado na Rua do Hospício, nº 130, no bairro da Boa Vista, no Recife.

Lançamento

Na ocasião, haverá o lançamento de duas obras do autor. A primeira é “O boi Surubim: a história do boi que deu nome ao município de Surubim”, uma pesquisa sobre a origem do animal associado à denominação da cidade e às raízes do gado da época.



“Faca de ponta afiada & outras estórias”

A segunda, é “Faca de ponta afiada & outras estórias”, uma coletânea de contos ficcionais, reconhecida com menção honrosa no III Prêmio Literário (2015), a mais importante premiação do setor no Estado. O escritor também assina os títu...

O Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) promove, neste sábado (17/10), às 10h, a palestra “Histórias de Surubim”, ministrada pelo escritor, historiador, artista plástico e sócio correspondente da instituição, Fernando Farias Guerra. O evento ocorre no auditório da entidade, localizado na Rua do Hospício, nº 130, no bairro da Boa Vista, no Recife.

Lançamento

Na ocasião, haverá o lançamento de duas obras do autor. A primeira é “O boi Surubim: a história do boi que deu nome ao município de Surubim”, uma pesquisa sobre a origem do animal associado à denominação da cidade e às raízes do gado da época.


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“Faca de ponta afiada & outras estórias”

A segunda, é “Faca de ponta afiada & outras estórias”, uma coletânea de contos ficcionais, reconhecida com menção honrosa no III Prêmio Literário (2015), a mais importante premiação do setor no Estado. O escritor também assina os títulos “A confissão da pedra e outros poemas”, lançado em 2011, e “Memória das Vaquejadas de Surubim publicado em 2017”.

A programação

A programação tem entrada gratuita e confere certificado de participação. Após a exposição e a sessão de autógrafos, o encerramento contará com uma apresentação de choro e Música Popular Brasileira (MPB), executada pelos músicos Lucas Guerra no violão, Guiga Rocha no bandolim e Anderson Botelho no pandeiro.


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Torneio de Vôlei deve reunir cerca de 100 atletas em Arena de Jaboatão dos Guararapes

15/10/2026

O vôlei que começou para muitos ainda na juventude continua vivo na areia, agora com novas histórias, reencontros e a mesma vontade de competir. No dia 17 de outubro, a Arena Azure, em Piedade, no Jaboatão dos Guararapes, recebe mais uma edição do Verão na Rede, único torneio de vôlei de praia exclusivamente master de Pernambuco. A competição, que realiza seu segundo torneio em 2026, deve reunir cerca de 100 atletas nas categorias master.



O evento

Realizado pela AC Eventos, o Verão na Rede nasceu da iniciativa da empresária, jornalista e atleta master amadora Andréa de Carvalho, que decidiu investir em um segmento que vem conquistando cada vez mais espaço: homens e mulheres que mantêm uma rotina ativa, treinam, competem e encontram no esporte uma importante ferramenta de saúde física, bem-estar mental e convivência social.


Propósito

Mais do que disputar medalhas, o torneio tem como propósi...

O vôlei que começou para muitos ainda na juventude continua vivo na areia, agora com novas histórias, reencontros e a mesma vontade de competir. No dia 17 de outubro, a Arena Azure, em Piedade, no Jaboatão dos Guararapes, recebe mais uma edição do Verão na Rede, único torneio de vôlei de praia exclusivamente master de Pernambuco. A competição, que realiza seu segundo torneio em 2026, deve reunir cerca de 100 atletas nas categorias master.


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O evento

Realizado pela AC Eventos, o Verão na Rede nasceu da iniciativa da empresária, jornalista e atleta master amadora Andréa de Carvalho, que decidiu investir em um segmento que vem conquistando cada vez mais espaço: homens e mulheres que mantêm uma rotina ativa, treinam, competem e encontram no esporte uma importante ferramenta de saúde física, bem-estar mental e convivência social.


Propósito

Mais do que disputar medalhas, o torneio tem como propósito proporcionar aos atletas master um espaço pensado especialmente para eles, respeitando as faixas etárias e valorizando a competitividade de maneira equilibrada.


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Encontros

Para Giovanni Amadeu Paiva dos Santos, professor universitário e atleta amador, uma das características mais especiais que o evento adquiriu desde sua criação foi a capacidade de promover reencontros.

“Desde a primeira vez que participei do Verão na Rede, percebi que ele era muito mais do que um torneio. Por ser exclusivamente master, é também um espaço de reencontros com amigos de tantos anos, que continuam ativos e fazendo o que amam: jogar vôlei! No fim, o Verão na Rede é isso: uma grande confraternização de atletas amadores masters apaixonados pelo voleibol!”, destaca o professor.


Uma geração que continua em movimento

O crescimento do esporte master acompanha uma geração que não enxerga a idade como motivo para abandonar a prática esportiva. São atletas amadores que conciliam trabalho, família e outras responsabilidades com uma rotina de treinos e competições.

Busca valorizar


É justamente esse público que o Verão na Rede busca valorizar. Em cada edição, cerca de 100 atletas passam pelo torneio, mostrando que existe espaço — e demanda — para eventos esportivos direcionados especificamente à categoria master.

Nesta edição, as disputas serão realizadas em duplas e quartetos, envolvendo categorias femininas, masculinas e mistas, com destaque para as faixas 40+ e 50+, de acordo com a programação oficial da competição.

Além dos jogos, o Verão na Rede aposta na experiência proporcionada aos participantes. A proposta é criar um ambiente de acolhimento e integração, no qual o atleta possa competir, encontrar amigos, confraternizar e aproveitar toda a estrutura preparada para o evento.


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Empresas também entram nessa rede

O torneio conta ainda com parcerias e apoios de empresas que identificam o potencial do público master e acreditam na associação de suas marcas a valores como esporte, longevidade, saúde, qualidade de vida e bem-estar.


Fundamental

Para a organização, essa aproximação é fundamental não apenas para o crescimento do Verão na Rede, mas também para ampliar a visibilidade de um público consumidor ativo e cada vez mais presente no esporte.

“O nosso propósito é fortalecer o vôlei master e mostrar que existe uma geração que quer continuar competindo, convivendo e vivendo novas experiências. Quando uma empresa acredita no Verão na Rede, ela também passa a fazer parte desse movimento”, reforça Andréa.


Espaço no calendário

Em sua segunda realização no ano, o Verão na Rede segue construindo seu espaço no calendário esportivo pernambucano com uma identidade própria: competição para quem ainda tem muito jogo pela frente e encontros que vão muito além da rede.


O Poder


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Pesquisa - Quase 80% dos olindenses desaprovam Mirella

15/10/2026

Levantamento realizado com 1.500 entrevistados revela que quase oito em cada dez participantes desaprovam a administração municipal, de Mirella Almeida. A prefeita foi eleita com o apoio do ex-prefeito Lupércio, que não se elegeu deputado estadual. E da governadora Raquel Teixeira Lyra que saiu vencedora, por pouco mas saiu, na Marim dos Caetés.

A Pesquisa

Foi realizada pela XB3 Soluções e Pesquisas, entre os dias 13 e 15 de outubro de 2026, em Olinda, revela um elevado índice de desaprovação da administração da prefeita Mirella Almeida.

Segundo o levantamento

78,81% dos entrevistados desaprovam a gestão municipal, enquanto 21,19% declaram aprová-la.

Em números absolutos

Dos 1.500 participantes da pesquisa, 1.182 manifestaram desaprovação à administração da prefeita, contra 318 que expressaram aprovação.

A diferença entre os dois indicadores
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Levantamento realizado com 1.500 entrevistados revela que quase oito em cada dez participantes desaprovam a administração municipal, de Mirella Almeida. A prefeita foi eleita com o apoio do ex-prefeito Lupércio, que não se elegeu deputado estadual. E da governadora Raquel Teixeira Lyra que saiu vencedora, por pouco mas saiu, na Marim dos Caetés.

A Pesquisa

Foi realizada pela XB3 Soluções e Pesquisas, entre os dias 13 e 15 de outubro de 2026, em Olinda, revela um elevado índice de desaprovação da administração da prefeita Mirella Almeida.

Segundo o levantamento

78,81% dos entrevistados desaprovam a gestão municipal, enquanto 21,19% declaram aprová-la.

Em números absolutos

Dos 1.500 participantes da pesquisa, 1.182 manifestaram desaprovação à administração da prefeita, contra 318 que expressaram aprovação.

A diferença entre os dois indicadores

Chega a 57,62 pontos percentuais, demonstrando uma expressiva predominância de avaliações desfavoráveis entre os entrevistados.

Outro dado relevante

O percentual de desaprovação representa aproximadamente 3,7 vezes o índice de aprovação. Isso significa que, para cada entrevistado que aprova a administração municipal, há cerca de quatro que a desaprovam.

Metodologia

O levantamento ouviu 802 mulheres e 698 homens, correspondentes a 53,44% e 46,56% dos participantes, respectivamente. Quanto à faixa etária, a maior concentração dos entrevistados está entre 41 e 60 anos, seguida pelo grupo de 21 a 40 anos.

Lula recebe Veneziano e senadores do MDB para agradecer apoio

15/10/2026

O presidente e candidato à reeleição Luís Inácio Lula da Silva (PT) recebeu hoje, quarta-feira (14/10) parte da bancada do MDB no Senado. Ele agradeceu o apoio dos parlamentares em votações importantes, como a PEC do fim da jornada de trabalho 6x1, sem redução salarial; à PEC da Segurança Pública; e à sua reeleição.

Veneziano

Dentre os senadores presentes estava o paraibano Veneziano Vital do Rêgo, que na qualidade de Líder da Maioria, orientou a bancada para votar SIM, pelo fim da escala 6x1. Veneziano também é presidente do Diretório Estadual do MFB na Paraíba. Esta semana, presidentes de 10 diretórios do partido emitiram nota de apoio à reeleição do petista.

“O presidente Lula nos recebeu e agradeceu o apoio da bancada do MDB no Senado, que renovou seu compromisso com a candidatura à reeleição neste segundo turno. Durante o encontro, também reafirmamos o compromisso com o fim da escala 6x1, a adoção da jornada 5x2 e o avanço da P...

O presidente e candidato à reeleição Luís Inácio Lula da Silva (PT) recebeu hoje, quarta-feira (14/10) parte da bancada do MDB no Senado. Ele agradeceu o apoio dos parlamentares em votações importantes, como a PEC do fim da jornada de trabalho 6x1, sem redução salarial; à PEC da Segurança Pública; e à sua reeleição.

Veneziano

Dentre os senadores presentes estava o paraibano Veneziano Vital do Rêgo, que na qualidade de Líder da Maioria, orientou a bancada para votar SIM, pelo fim da escala 6x1. Veneziano também é presidente do Diretório Estadual do MFB na Paraíba. Esta semana, presidentes de 10 diretórios do partido emitiram nota de apoio à reeleição do petista.

“O presidente Lula nos recebeu e agradeceu o apoio da bancada do MDB no Senado, que renovou seu compromisso com a candidatura à reeleição neste segundo turno. Durante o encontro, também reafirmamos o compromisso com o fim da escala 6x1, a adoção da jornada 5x2 e o avanço da PEC da Segurança Pública”, disse Veneziano.


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Carta para Marília Arraes, por Everardo Norões*

15/10/2026

Querida Marília,

Sinto estranheza pelo fato de algumas pessoas, que vivenciaram experiências de tanta riqueza política e discernimento, mesclarem-se a questões subalternas utilizando o argumento Arraes como pretexto a discursos de ocasião. Certamente nunca leram 'Brasil, o poder e o povo', escrito por ele no exílio. Nem assimilaram as lições que nos deixou.

O oportunismo e a ausência de caráter

Permeiam a sociedade inteira, inclusive os partidos. O percurso até a sua candidatura comprovou isso.
O livro 'Tempo de Arraes', do escritor Antônio Callado, continua a ser o testemunho mais objetivo e tocante dos poucos meses que Miguel Arraes governou Pernambuco antes de 1964. O Brasil era outro. Pernambuco também. Mas nada muda na essência do pensamento de homens movidos pelo sentimento do dever cidadão.

O conceito de Política

No sentido original, o de cuidar do que é coletivo, permanece.

Querida Marília,

Sinto estranheza pelo fato de algumas pessoas, que vivenciaram experiências de tanta riqueza política e discernimento, mesclarem-se a questões subalternas utilizando o argumento Arraes como pretexto a discursos de ocasião. Certamente nunca leram 'Brasil, o poder e o povo', escrito por ele no exílio. Nem assimilaram as lições que nos deixou.

O oportunismo e a ausência de caráter

Permeiam a sociedade inteira, inclusive os partidos. O percurso até a sua candidatura comprovou isso.
O livro 'Tempo de Arraes', do escritor Antônio Callado, continua a ser o testemunho mais objetivo e tocante dos poucos meses que Miguel Arraes governou Pernambuco antes de 1964. O Brasil era outro. Pernambuco também. Mas nada muda na essência do pensamento de homens movidos pelo sentimento do dever cidadão.

O conceito de Política

No sentido original, o de cuidar do que é coletivo, permanece.
Hoje, há tecnologias para difusão de fake news e astronômicos fundos eleitorais alimentados pelo povo que mal se alimenta. No tempo dele também havia recursos ilícitos de campanhas e redes de calúnia. Sobrevive, porém, o conteúdo do fazer uma política mais alta que define as pessoas.

Arraes Taí

Observando o que acontece agora com você, lembro o quanto foi importante para consolidar a reconquista da democracia o retorno dele, Arraes, ao governo de Pernambuco. O PMDB não o acolheu como candidato. Alguns de seus dirigentes temiam que mudanças na lógica da política em curso abalassem as engrenagens do poder que dominavam. Mas o discurso deles deixara de ser algo credível. As alianças se apoiavam em bases questionáveis. Arraes, o político preocupado com o coletivo, tornara-se um problema. Teriam preferido que ele ficasse mais tempo no exílio. Até que em 1986, após ter sido eleito deputado federal, foi reconduzido ao governo de Pernambuco com vitória singular.

Diferenciais marcantes

Penso nessas coisas e observo: Não conheço discurso de Arraes contendo promessas de obras. O mais importante para ele não era o anúncio de grandes empreendimentos, nem fórmulas para aperfeiçoamento de engrenagens burocráticas. Nele, havia, isto sim, um núcleo de pensamento, uma visão clara. Tanto que usou como lema um verso de Drummond: “Tenho apenas duas mãos e o sentimento do Mundo”.
Em seu quase ‘silêncio’ havia uma mensagem que as pessoas conseguiam desvendar. Era a política como vocação. Que não vem do sangue, nem se herda. É uma energia e uma sensibilidade para intuir o que para o outro é mais importante. E o outro sente que você se emociona sonhando o Futuro. Algo que se revela pela emoção.

Valores são inegociáveis

Quando Arraes estava exposto no Palácio das Princesas, morto, olhei suas mãos, finalmente cruzadas. E, à vista delas, chegaram-me lembranças de um exilado solitário e firme.
Tive a sorte de, muito jovem, ter sido testemunha do momento em que ele, cercado pelos militares, declarou preferir a prisão ou a morte a negociar um mandato que lhe fora outorgado pelo povo.
Tive a sorte, também, de ter convivido com ele no exílio. Tempo em que tínhamos o hábito de jogar xadrez e eu admirava a destreza com que fazia avançar os peões e a serenidade com que anunciava o xeque-mate. Ensinava-nos que tanto na política como no xadrez o bom jogador deve ter uma visão larga e penetrante do tabuleiro. Uma percepção global e dialética. Além disso, é preciso ter como premissa o respeito ao adversário. Vencer com honra e sabedoria.
Uma espécie de síntese da política perfeita.

Querida Marília,

O discurso e o gesto dão forma a um jeito de sentir.
Você traz ao Recife esperança e alegria.
Forte abraço,

*José Everardo Arraes de Alencar Norões nasceu no Crato, CE. Economista, radicado em Pernambuco ha mais de 60 anos, trabalhou com Miguel Arraes, antes, durante e depois do exílio. Atua na literatura, poesia, ensaios, artigos.

NR - Texto escrito em 2022, republicado por sua atualidade.


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Lula concede entrevista no Rio de Janeiro e Flávio Bolsonaro tem atividades de campanha em Minas Gerais; confira agenda desta quinta-feira

15/10/2026

Na reta final do 2º turno das eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumprem, hoje, quinta-feira (15/10), compromissos de campanhas em Minas Gerais e Rio de Janeiro.


Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
21h15: participa, ao vivo, de sabatina do Jornal Nacional, da TV Globo, nos estúdios da emissora, no Rio de Janeiro.

Flávio Bolsonaro (PL)
Gravações e reuniões internas
Capelinha (MG)
18h – Tradicional Live de Quinta
19h: Bloquinho do 22
Local: Praça do Povo, Centro de Capelinha

O Poder

Na reta final do 2º turno das eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumprem, hoje, quinta-feira (15/10), compromissos de campanhas em Minas Gerais e Rio de Janeiro.


Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
21h15: participa, ao vivo, de sabatina do Jornal Nacional, da TV Globo, nos estúdios da emissora, no Rio de Janeiro.

Flávio Bolsonaro (PL)
Gravações e reuniões internas
Capelinha (MG)
18h – Tradicional Live de Quinta
19h: Bloquinho do 22
Local: Praça do Povo, Centro de Capelinha

O Poder

Polícia Federal prende Márcio Canella, segundo deputado estadual mais votado do RJ

15/10/2026

O deputado eleito Márcio Canella (União Brasil) e o ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Marcus Vinicius Amim Fernandes, foram presos nesta quinta-feira (15), durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela PF (Polícia Federal) para investigar uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio de Janeiro para lavar dinheiro.

Ocupou

Canella já ocupou anteriormente o cargo de deputado estadual e de prefeito de Belford Roxo. Nas eleições deste ano, foi eleito como o segundo deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro.

Mandados

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo.

Outros presos

Além de Canella e Amim, foram presos os a...

O deputado eleito Márcio Canella (União Brasil) e o ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Marcus Vinicius Amim Fernandes, foram presos nesta quinta-feira (15), durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela PF (Polícia Federal) para investigar uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio de Janeiro para lavar dinheiro.

Ocupou

Canella já ocupou anteriormente o cargo de deputado estadual e de prefeito de Belford Roxo. Nas eleições deste ano, foi eleito como o segundo deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro.

Mandados

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo.

Outros presos

Além de Canella e Amim, foram presos os agentes da Polícia Civil carioca Pablo Jukia Felix Ferreira, o "Pablo Russo", e Giovanni Gaspar Fernandes; Christiano Gaspar Fernandes, secretário municipal de ordem pública de Belford Roxo, e José Carlos Alves de Souza Júnior.

Determinou

A Justiça ainda determinou o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro.

Segundo a PF, desse total, 96 são postos de combustíveis, utilizados para camuflar e legalizar os recursos de origem criminosa.

Investigações

O grupo é suspeito de lavar dinheiro através de uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo a PF, o esquema conta com a participação de agentes públicos e articulação político-institucional.

O esquema

A investigação apontou que o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, de acordo com o Relatório de Inteligência Financeira do COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), enviado à Polícia Federal.

Com CNN

Após acelerar rito, Senado inicia hoje votação da PEC da Segurança

15/10/2026

O Senado Federal vota hoje, quinta-feira (15/10) a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança. A expectativa é que os dois turnos sejam concluídos no mesmo dia.

Calendário

Na noite de ontem, quarta-feira (14/10), o plenário aprovou um calendário especial que permite levar a proposta diretamente à votação, sem as sessões de discussão. Sem esse mecanismo, a análise ficaria para depois do segundo turno das eleições.

Os votos

Para ser aprovada, a PEC precisa de ao menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos. O texto já passou pela Câmara dos Deputados em março de 2026 e, junto com a PEC que acaba com a escala 6x1, é uma das principais bandeiras eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O texto

Se o mérito da proposta aprovada pela Câmara for modificado, o texto deverá retornar para nova análise dos deputados. Caso seja aprovada sem alterações, pod...

O Senado Federal vota hoje, quinta-feira (15/10) a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança. A expectativa é que os dois turnos sejam concluídos no mesmo dia.

Calendário

Na noite de ontem, quarta-feira (14/10), o plenário aprovou um calendário especial que permite levar a proposta diretamente à votação, sem as sessões de discussão. Sem esse mecanismo, a análise ficaria para depois do segundo turno das eleições.

Os votos

Para ser aprovada, a PEC precisa de ao menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos. O texto já passou pela Câmara dos Deputados em março de 2026 e, junto com a PEC que acaba com a escala 6x1, é uma das principais bandeiras eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O texto

Se o mérito da proposta aprovada pela Câmara for modificado, o texto deverá retornar para nova análise dos deputados. Caso seja aprovada sem alterações, poderá seguir para promulgação.

O que prevê a proposta

A PEC estabelece mecanismos de integração entre União, estados, Distrito Federal e municípios, como forças-tarefa conjuntas, compartilhamento de informações e provas e integração de sistemas. O texto também amplia as atribuições da PRF (Polícia Rodoviária Federal), que poderá atuar no policiamento de ferrovias e hidrovias federais.

Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta quinta-feira Por Alek Maracajá

15/10/2026

Brasília, 15 de outubro de 2026

Vamos lá… bom dia! Faltam 10 dias para o 2º turno. A Quaest trouxe Flávio 46% × Lula 44%, empate técnico, e o Senado aprovou o fim da escala 6x1 por 75 votos a 1. Ontem até a jornada de trabalho encolheu; só a diferença na pesquisa ficou parada no lugar

No Instagram, Lula chega a 17,3 milhões de seguidores; Flávio cresce mais rápido e ganha 250 mil em dois dias, contra 225 mil de Lula.

Fora a 6x1, o dia teve IA da Meta na berlinda, Centrão fechado com Hugo Motta para 2027 e o STF com pressa no caso Master.

Resumo da manhã: a pesquisa não mexeu, o trabalhador ganhou um dia de folga e as duas campanhas querem a autoria da folga
Termômetro eleitoral: Quaest × Digital

Flávio 46% × Fula 44%: os dois sobem 2 pontos e a distância não sai do lugar


Votos totais: Flávio 46%, Lula 44%, brancos e nulos 9%, indecisos 1%. Na rodada de 3/10 eram 44%...

Brasília, 15 de outubro de 2026

Vamos lá… bom dia! Faltam 10 dias para o 2º turno. A Quaest trouxe Flávio 46% × Lula 44%, empate técnico, e o Senado aprovou o fim da escala 6x1 por 75 votos a 1. Ontem até a jornada de trabalho encolheu; só a diferença na pesquisa ficou parada no lugar

No Instagram, Lula chega a 17,3 milhões de seguidores; Flávio cresce mais rápido e ganha 250 mil em dois dias, contra 225 mil de Lula.

Fora a 6x1, o dia teve IA da Meta na berlinda, Centrão fechado com Hugo Motta para 2027 e o STF com pressa no caso Master.

Resumo da manhã: a pesquisa não mexeu, o trabalhador ganhou um dia de folga e as duas campanhas querem a autoria da folga
Termômetro eleitoral: Quaest × Digital

Flávio 46% × Fula 44%: os dois sobem 2 pontos e a distância não sai do lugar


Votos totais: Flávio 46%, Lula 44%, brancos e nulos 9%, indecisos 1%. Na rodada de 3/10 eram 44% × 42%. Pelo cálculo Ativaweb, nos válidos fica 51% × 49%.

Margem de 2 pontos: empate técnico. Foram 2.154 entrevistas de 10 a 13 de outubro, contratante Grupo Globo, registro BR-08729/2026.

Leitura: a alta dos dois coincide com a queda de brancos e nulos, de 13% para 9%. Por enquanto, a disputa é por quem estava fora, não por quem já escolheu lado.

Dois pontos de vantagem, dois pontos de margem. A matemática fez as pazes antes dos candidatos


Termômetro digital — Ativaweb Datalab
Instagram, últimos dois dias


Lula: +225.000 novos seguidores (+1,3%)
Flávio: +250.000 novos seguidores (+1,8%)

Soma: 475 mil novos seguidores em 48 horas.


Lula passa de 17,2 milhões, mas Flávio pisa mais fundo no acelerador

Lula tem 17,27 milhões de seguidores, contra 14,12 milhões de Flávio: 3,15 milhões de diferença.

Engajamento em queda para os dois: Lula foi de 5,20% para 4,59%; Flávio, de 7,04% para 6,55%. Flávio segue engajando mais por seguidor.

Leitura: Lula tem a maior audiência; Flávio cresce mais em número e em proporção nas últimas 48 horas. Na semana passada o ritmo era de Lula; nesta janela, virou.

"Engajamento caindo com seguidor subindo é sinal de público novo chegando: mais gente olhando, menos gente reagindo. Na reta final, o desafio deixa de ser atrair e passa a ser converter." — Alek Maracajá

Seguidor novo é igual convidado de casamento: chega, olha tudo, come o bem-casado e ainda não decidiu se curte

Principais movimentos

6x1 no Senado: 75 a 1 e uma disputa pela paternidade

O Senado aprovou em dois turnos, por 75 votos a 1, a PEC que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, sem corte salarial, com dois dias de descanso. A transição é de 14 meses; o único voto contra foi de Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Flávio votou a favor, de forma remota; Davi Alcolumbre sinalizou promulgar já na próxima semana.
Lula ganha a "conquista histórica" que postou nas redes; o PL diz que "nunca mudou de opinião", enquanto Flávio assina também a PEC do Trabalho Flexível, de Rogério Marinho, que admite contrato por hora.
Proposta aprovada por 75 a 1 tem mais pai que filho de novela das nove.

A IA da meta não desenha Lula, mas desenha Flávio

Teste do Brasil de Fato mostrou a Meta AI, no WhatsApp, recusando banners com "Vote Lula 13" e gerando peças com "Vote Flávio 22". A Meta diz que proibiu temporariamente imagens de candidatos para cumprir a lei eleitoral e que reforçou o bloqueio por nome e número. No TSE, onde a campanha de Lula acusa falhas que prejudicaram seu alcance, a empresa nega favorecer candidatos.
São alegações de um lado e resposta do outro, sem favorecimento comprovado; mas a pauta "algoritmo e eleição" ganhou um exemplo fácil de compartilhar.
A IA disse que não tinha motivo específico para recusar. Pela primeira vez, a máquina deu a desculpa clássica do grupo da família.

Centrão já escolheu o presidente… da Câmara

MDB, PP, PSD, União Brasil, Republicanos, PSDB-Cidadania, Podemos e Solidariedade-PRD anunciaram apoio à reeleição de Hugo Motta em 2027. O PL resiste; para Sóstenes Cavalcante, "se alguém quiser se colocar como candidato agora, queima a largada". O PT ainda não declarou apoio.
O bloco isola o PL, maior bancada, e garante que qualquer presidente eleito vai negociar com o mesmo comando da Câmara.
O Brasil nem sabe quem governa em 2027, mas o Centrão já sabe quem senta na cadeira. Planejamento estratégico nível Ativaweb

Caso Master: STF quer pressa para fugir do impeachment

Parte do STF quer concluir até o fim do ano a apuração interna sobre menções a ministros no caso Master, para reduzir o risco de impeachment no Senado que toma posse em 2027. Na terça, Fachin pediu à PF todas as menções a ministros, sem juízo de valor; o relatório deve sair só depois do 2º turno. Os ministros citados não se manifestaram, e ser mencionado não significa ter cometido crime.
O Master vira tema do próximo Senado antes mesmo de virar processo.
O STF quer pressa, a PF entrega depois da eleição e o recesso começa dia 20 de dezembro. Brasília inventou a urgência com calendário flexível

Leitura estratégica Ativaweb Datalab

Eleitoral: Quaest 46% × 44%, empate técnico; a diferença de 2 pontos se manteve e brancos e nulos caíram de 13% para 9%.
Digital: Lula tem 3,15 milhões de seguidores a mais; Flávio cresce 1,8% contra 1,3% nas últimas 48 horas e engaja mais.
Narrativo: a 6x1 vira disputa de autoria: "conquista histórica" de um lado, "nunca mudou de opinião" do outro.
Institucional: TSE e Meta de um lado, STF e PF do outro. As instituições seguem dividindo a manchete com os candidatos.
Trabalho: se a promulgação sair antes do dia 25, como sinalizou Alcolumbre, a jornada de 40 horas entra no 2º turno como fato, não como promessa.

Pesquisa parada, folga aprovada, IA tímida e Centrão adiantado. A única coisa que não tem transição de 14 meses é a eleição

Alerta Ativaweb

Crescer mais rápido não é ter mais. Flávio ganhou mais seguidores nas últimas 48 horas; Lula continua com 3,15 milhões a mais. E o engajamento caiu para os dois, sinal de público novo, ainda pouco ativo.

Na Quaest, a mesma lição: os dois subiram e a distância ficou igual. Movimento não é virada.

Pesquisa mede intenção.
Digital mede atenção e interação.
Urna mede voto.

Fechamento

A história desta quinta é empate, folga e algoritmo.

A Quaest mantém o empate técnico com os dois em alta, e o Senado entrega o fim da 6x1 quase por unanimidade, com Lula e PL disputando quem chegou primeiro.

No digital, Lula tem a maior vitrine e Flávio o maior ritmo. Em Brasília, a Meta se explica, o Centrão escolhe 2027 e o STF corre contra o calendário do Master.

Faltam 10 dias para o 2º turno.

A pesquisa fotografa. O digital acelera. A 6x1 descansa. A urna decide no dia 25

Alek Maracajá
CEO da Ativaweb DataLab | Cientista de Dados e Pesquisador

Regra de transição e dois dias de folga: confira como ficou a proposta que acaba com a escala 6x1

15/10/2026

O Senado aprovou na noite de ontem, quarta-feira (14/10) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 e garante dois dias de folga por semana para o trabalhador sem diminuição do salário.
O texto ainda precisa ser promulgado para entrar em vigor. A previsão é que isso ocorra na semana que vem.

Transição

Mas, para que os trabalhadores brasileiros cheguem à nova jornada, haverá ainda uma transição.
O período para a adaptação das empresas terá início logo depois da promulgação: em dois meses, redução da jornada semanal para 42 horas, com dois dias de repouso semanal remunerado; em um ano após esses dois meses, redução da jornada semanal para 40 horas.

Reduzida definitivo

Depois de 14 meses da promulgação, a jornada máxima será reduzida em definitivo sem redução de salário.
Segundo as novas regras, o trabalhador terá direito a dois dias de descanso remunerado por semana,...

O Senado aprovou na noite de ontem, quarta-feira (14/10) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 e garante dois dias de folga por semana para o trabalhador sem diminuição do salário.
O texto ainda precisa ser promulgado para entrar em vigor. A previsão é que isso ocorra na semana que vem.

Transição

Mas, para que os trabalhadores brasileiros cheguem à nova jornada, haverá ainda uma transição.
O período para a adaptação das empresas terá início logo depois da promulgação: em dois meses, redução da jornada semanal para 42 horas, com dois dias de repouso semanal remunerado; em um ano após esses dois meses, redução da jornada semanal para 40 horas.

Reduzida definitivo

Depois de 14 meses da promulgação, a jornada máxima será reduzida em definitivo sem redução de salário.
Segundo as novas regras, o trabalhador terá direito a dois dias de descanso remunerado por semana, em vez da possibilidade atual de trabalhar seis dias e ter apenas um dia de folga.

Horas extras e banco de horas

A redução da jornada não acaba com as horas extras nem com mecanismos de compensação, como o banco de horas.
Esses instrumentos ainda poderão ser utilizados, desde que respeitem os novos limites e as regras previstas na legislação e nos acordos ou convenções coletivas.

Negociação

Durante a transição, a negociação coletiva também poderá estabelecer formas de distribuição das horas trabalhadas para facilitar a adaptação das empresas.

Regras específicas para categorias
Algumas categorias terão regras específicas. Atividades contínuas e essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, poderão adotar formas diferentes de organização da jornada por meio de acordos ou convenções coletivas.

Com diploma

Também há regras específicas para trabalhadores com diploma de curso superior que recebam mais de 2,5 vezes o teto da Previdência Social, ou seja, quem ganhe mais de R$ 21.188 por mês.
Para esses profissionais, os limites gerais de jornada e as regras de controle de horário terão tratamento diferenciado, mas permanece o direito a dois dias de descanso por semana.

Terceirizados e MEIs

No caso dos trabalhadores terceirizados que prestam serviços à administração pública, a redução da jornada dependerá da assinatura de um termo aditivo aos contratos.
Os órgãos públicos terão até um ano para fazer essa alteração. Se não houver acordo nesse prazo, a redução passará a valer automaticamente.

A votação

Em uma decisão histórica, o plenário do Senado Federal aprovou na noite desta quarta-feira (14), em votação em dois turnos, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 221/2019, que põe fim à escala 6x1 de trabalho, aquela em que o empregado trabalha seis dias por um de folga na semana.

Os votos

Foram 75 votos a favor da PEC e apenas um contrário, em ambos os turnos.
O quórum exigido para uma emenda constitucional era de pelo menos 49 votos favoráveis. O número de parlamentares com presença registrada em plenário chegou a 77 dos 81 senadores, segundo o painel de votação.

O texto

O texto prevê descanso remunerado obrigatório de dois dias por semana, em jornada máxima de 5x2, sem redução salarial, e também reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição total de 14 meses.

A mudança

A mudança representa um marco na luta por direitos trabalhistas desde a Constituição de 1988, quando a jornada foi reduzida de 48 para 44 horas semanais, e concede um dia a mais de descanso para que trabalhadores com carteira assinada possam descansar, ampliar o convívio com a família e ter mais tempo de lazer e estudos.

A escala

Pelo texto, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional as empresas deverão adotar a escala 5x2 e reduzir a jornada máxima para o máximo de 42 horas semanais de trabalho. Depois de mais 12 meses, a jornada será reduzida para 40 horas semanais.

Telefone/Whatsapp

Brasília

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Recife

(81) 99967-9957

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