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Zé Queiroz e João Campos fazem a festa em caruaru

29/08/2026

O candidato a deputado estadual Zé Queiroz (MDB) inaugurou, neste sábado (29/08), seu comitê de campanha em Caruaru. Localizado na Avenida Rio Branco, no Centro da cidade, o espaço recebeu apoiadores e lideranças políticas, entre elas o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz; o senador Humberto Costa (PT); o candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB); o candidato a vice-governador Carlos Costa; e a deputada federal Iza Arruda (MDB).

Durante o ato

Zé Queiroz destacou a trajetória política construída ao lado de Eduardo Campos e relacionou essa experiência à candidatura de João Campos ao Governo do Estado. “A começar com Eduardo, lá atrás, nós aprendemos muito com ele, e João reproduz a experiência de Eduardo Campos. Eu tenho certeza de que este entusiasmo e esta participação do povo vão levar João ao Palácio do Governo”, afirmou.



João Campos

Dedicou parte do discurso à trajetória...

O candidato a deputado estadual Zé Queiroz (MDB) inaugurou, neste sábado (29/08), seu comitê de campanha em Caruaru. Localizado na Avenida Rio Branco, no Centro da cidade, o espaço recebeu apoiadores e lideranças políticas, entre elas o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz; o senador Humberto Costa (PT); o candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB); o candidato a vice-governador Carlos Costa; e a deputada federal Iza Arruda (MDB).

Durante o ato

Zé Queiroz destacou a trajetória política construída ao lado de Eduardo Campos e relacionou essa experiência à candidatura de João Campos ao Governo do Estado. “A começar com Eduardo, lá atrás, nós aprendemos muito com ele, e João reproduz a experiência de Eduardo Campos. Eu tenho certeza de que este entusiasmo e esta participação do povo vão levar João ao Palácio do Governo”, afirmou.


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João Campos

Dedicou parte do discurso à trajetória de Zé Queiroz e defendeu seu retorno à Assembleia Legislativa de Pernambuco. “Zé Queiroz é um patrimônio do povo e da boa política de Pernambuco. Um cara que tem uma vida de serviço prestado, que poderia estar cuidando da família, mas quis mais uma vez mostrar que não veio à vida para brincadeira. Veio para trabalhar e para cuidar. Eu queria chegar aos 50 anos com a energia que Zé Queiroz tem hoje”, declarou.

Parceria raiz

O candidato ao Governo também citou a parceria política entre Lula, Eduardo Campos e Zé Queiroz e afirmou que pretende reeditar esse modelo de atuação em Caruaru. “Nós seremos o time que vai cuidar de Pernambuco inteiro. E vou fazer aqui em Caruaru o que tive a oportunidade de fazer no Recife, a começar pelo Hospital da Criança. Caruaru conheceu a parceria de Lula, Eduardo Campos e Zé Queiroz. Agora nós vamos reeditar essa parceria, com um governador engenheiro que sabe fazer obra”, afirmou.


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O senador

Humberto Costa destacou as passagens de Zé Queiroz pela Prefeitura de Caruaru e pela Assembleia Legislativa. “Quero ressaltar a importância de elegermos Zé Queiroz, que foi um grande prefeito da cidade de Caruaru. Grandes obras, avenidas e ações importantes foram construídas na gestão dele, marcada pela competência e honestidade. Zé também foi um grande parlamentar todas as vezes em que esteve na Assembleia Legislativa e vai ser uma voz importante durante o governo de João Campos. É preciso que Caruaru faça justiça e faça com que ele saia daqui com uma grande votação”, afirmou.

Iza Arruda

A deputada federal destacou o trabalho realizado por Zé Queiroz em Caruaru e por João Campos no Recife. “Vamos com energia e garra rumo à vitória”, afirmou.

Localização

O comitê de Zé Queiroz está localizado na Avenida Rio Branco, 315, no Centro de Caruaru, e será utilizado como ponto de apoio às atividades da campanha.

Pernambuco figura entre os três estados com maior número de denúncias de assédio eleitoral nestas eleições até agora, informa o MPT

29/08/2026

O Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgou neste sábado (29/08) que recebeu 223 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho este ano, conforme balanço atualizado até ontem. O mês de Agosto, ainda em andamento, concentra 95 registros, 42,6% do total e mais que o dobro dos 46 contabilizados em julho. Pernambuco figura entre os três estados com maior número de casos denunciados até agora.

O estado fica abaixo somente de São Paulo e do Rio de Janeiro. Sendo que, conforme a apuração do MPT, São Paulo lidera em números absolutos, com 29 denúncias, seguido por Rio de Janeiro, com 21. Pernambuco tem 14 denúncias. Já os estados Minas Gerais e Pará figuram juntos em quarto lugar: tiveram 13 denúncias apresentadas cada um.

Comparação com pleitos anteriores

A comparação com eleições anteriores também mostra aumento das denúncias. De janeiro a julho deste ano, a base atualizada reúne 128 registros: 25,5% acima dos 102 recebidos no...

O Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgou neste sábado (29/08) que recebeu 223 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho este ano, conforme balanço atualizado até ontem. O mês de Agosto, ainda em andamento, concentra 95 registros, 42,6% do total e mais que o dobro dos 46 contabilizados em julho. Pernambuco figura entre os três estados com maior número de casos denunciados até agora.

O estado fica abaixo somente de São Paulo e do Rio de Janeiro. Sendo que, conforme a apuração do MPT, São Paulo lidera em números absolutos, com 29 denúncias, seguido por Rio de Janeiro, com 21. Pernambuco tem 14 denúncias. Já os estados Minas Gerais e Pará figuram juntos em quarto lugar: tiveram 13 denúncias apresentadas cada um.

Comparação com pleitos anteriores

A comparação com eleições anteriores também mostra aumento das denúncias. De janeiro a julho deste ano, a base atualizada reúne 128 registros: 25,5% acima dos 102 recebidos no mesmo período de 2024 e 16 vezes os oito de 2022.

Conforme informações técnicas do MPT, o aumento do número de casos do tipo registrados até agora coincide com o início da campanha eleitoral, no último dia 16, quando passou a ser permitido pedir votos e fazer propaganda nas ruas e na internet, respeitadas as regras eleitorais.

Antes dessa data, os pré-candidatos já podiam apresentar propostas e buscar apoio político, mas sem pedido explícito de voto.

Tipos e formas de pressão

Para o procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, a maior articulação entre os órgãos e a facilidade para comunicar irregularidades ajudam a explicar o crescimento das denúncias, mas é esperado também um aumento de denúncias em razão do acirramento do pleito deste ano.

“As eleições presidenciais têm uma polarização maior do que as municipais, então, a tendência é que esse ano a nossa atuação seja mais intensa do que nas últimas eleições”, afirmou.

Segundo ele, dentre as formas de pressão estão promessas de aumento salarial em troca de voto e ameaças de demissão. No serviço público, a escolha política também pode virar alvo de ameaças de exoneração ou perda de gratificações, ressaltou o procurador.

O procurador orienta as pessoas que forem vítimas de assédio a encaminharem denúncias para o canal de assédio eleitoral do MPT, o que pode ser feito de forma anônima ou com pedido de sigilo da identidade.

— Com Agências de Notícias

Perguntas para Raquel sobre Amisadai e o 'Gabinete do Ódio'

29/08/2026

O caso Amisadai Andrade já ultrapassou a fronteira da simples troca de acusações eleitorais. O ex-servidor do Governo de Pernambuco apareceu em reportagem da Record descrevendo uma operação digital para atacar João Campos e relatando encontros relacionados ao Governo. Raquel Lyra nega envolvimento. Mas os fatos conhecidos deixaram perguntas que precisam ser respondidas.

Registros

Divulgados pela imprensa mostram que Amisadai esteve no Palácio do Campo das Princesas em 2024, inclusive com entrada destinada à Casa Civil em 22 de julho. Temos que perguntar: quem o recebeu, com quem ele se reuniu e o que foi tratado?

Há outra questão intrigante

A reportagem foi exibida em 25 de agosto. No dia seguinte, Amisadai estava exonerado. Se suas acusações eram falsas, por que tamanha rapidez para demiti-lo e nenhuma reação pública igualmente contundente contra quem colocou o próprio Governo no centro da denúncia?


O caso Amisadai Andrade já ultrapassou a fronteira da simples troca de acusações eleitorais. O ex-servidor do Governo de Pernambuco apareceu em reportagem da Record descrevendo uma operação digital para atacar João Campos e relatando encontros relacionados ao Governo. Raquel Lyra nega envolvimento. Mas os fatos conhecidos deixaram perguntas que precisam ser respondidas.

Registros

Divulgados pela imprensa mostram que Amisadai esteve no Palácio do Campo das Princesas em 2024, inclusive com entrada destinada à Casa Civil em 22 de julho. Temos que perguntar: quem o recebeu, com quem ele se reuniu e o que foi tratado?

Há outra questão intrigante

A reportagem foi exibida em 25 de agosto. No dia seguinte, Amisadai estava exonerado. Se suas acusações eram falsas, por que tamanha rapidez para demiti-lo e nenhuma reação pública igualmente contundente contra quem colocou o próprio Governo no centro da denúncia?

Mais importante ainda

É seguir o dinheiro. As denúncias levantam suspeitas sobre pagamentos de publicidade pública a páginas, blogs e estruturas digitais relacionadas ao episódio. Houve dinheiro público financiando, direta ou indiretamente, ataques contra João Campos? Quem recebeu, quanto recebeu e por quais serviços?

Para desviar o assunto

Em vez de concentrar a reação em Amisadai, Raquel divulgou um antigo vídeo de João felicitando o ex-servidor pelo nascimento da filha, mensagem semelhante às gravadas por Mendonça Filho e Michele Collins. A tentativa de associação produz outra contradição: se Amisadai não merece credibilidade para acusar o Governo, por que sua relação circunstancial com João deveria servir como argumento político?

Todos inocentes...

Não se trata de antecipar condenações. Todos são inocentes até sentença definitiva..isso aos olhos da lei. Na politica, a régua é outra. Trata-se de esclarecer fatos. Raquel diz querer provas. Tem esse direito. Mas Pernambuco também tem o direito de querer respostas.

Quem sabia?

Quem recebeu Amisadai no Palácio? Por que ele foi exonerado tão rapidamente? E houve dinheiro público financiando ataques contra João Campos?

Governadora

O espaço aqui continua aberto para sua posição.






Novo livro de Marcelo Mário de Melo aborda doença, velhice e morte entre fios poético-humorísticos

29/08/2026

O poeta, jornalista, escritor e militante político pernambucano Marcelo Mário de Melo, conhecido por sua trajetória de resistência contra o regime militar e sua forte atuação cultural em Pernambuco, principalmente no Recife, está lançando sua mais recente publicação, intitulada “Poesia Humor DVM (doença, velhice e morte) Pandemia e Mais”.

Na obra, Marcelo trata de doença, velhice e morte, entrelaçando três fios poético-humorísticos: humórbido, geronthumor e humortuário. O livro foi escrito a partir da sua experiência de “idoso canceroso”, como se autodenomina, passando por cirurgia, internamentos, atendimentos de emergência, quimioterapia e transfusão de sangue.

Esta parte é retratada no capítulo “A Família Hospitalar”, onde despontam, entre outros, os personagens Hospitalino, Enfermeirosa, Doentílio, Edemário, Dr. Especialino, Cancerino e Eutanásio.



Naturalidade com o tempo

Conforme ele próprio explica...

O poeta, jornalista, escritor e militante político pernambucano Marcelo Mário de Melo, conhecido por sua trajetória de resistência contra o regime militar e sua forte atuação cultural em Pernambuco, principalmente no Recife, está lançando sua mais recente publicação, intitulada “Poesia Humor DVM (doença, velhice e morte) Pandemia e Mais”.

Na obra, Marcelo trata de doença, velhice e morte, entrelaçando três fios poético-humorísticos: humórbido, geronthumor e humortuário. O livro foi escrito a partir da sua experiência de “idoso canceroso”, como se autodenomina, passando por cirurgia, internamentos, atendimentos de emergência, quimioterapia e transfusão de sangue.

Esta parte é retratada no capítulo “A Família Hospitalar”, onde despontam, entre outros, os personagens Hospitalino, Enfermeirosa, Doentílio, Edemário, Dr. Especialino, Cancerino e Eutanásio.


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Naturalidade com o tempo

Conforme ele próprio explica no trabalho, o capítulo que trata do envelhecimento denuncia o que considera “a cretinice de se chamar velhice de ‘boa idade’, que, na verdade, é o ingresso no ‘corredor da morte’, a ser encarado com naturalidade, tomando-se a metáfora da folha verde (juventude), que amarela (maturidade), resseca (velhice) e cai na morte”.

Mas essa consciência não é tratada por Marcelo com tintas acinzentadas e depressivas. Pelo contrário.

Com 82 anos, colocando-se no estágio da folha seca, e cavalgando na pulsão de vida, ele se empenha e estimula os “companheiros velhinhos”, a fazerem tudo o que podem para alongar o “corredor”, desfrutando ao máximo dos prazeres da vida, segundo as suas forças. Um dos capítulos é composto de poemas estimulantes a “amigos na doença” e em memória de outros que se foram.

Gravidade e denúncia

Em Mazelas da Pandemia, por exemplo, os poemas assumem um tom de gravidade e denúncia, quando se referem aos sacrifícios e à mortandade resultantes do descaso do governo Bolsonaro. Mas retomam o fio humorístico ao desenhar situações cômicas geradas pelos exageros da hipocondria.

Em ‘Pirologia” são tratados a depressão, o TDAH (transtorno de déficit de atenção), a psicanálise e a função psicoterapêutica da poesia, enfatizada no poema Pronto Socorro Poético. Em “AtraVersando, os poemas são marcados pela exaltação à vida, à resistência e ao prazer de viver, incluindo-se a criação de uma vacina: HUMORIL

Uma curiosidade do livro é ter o prefácio escrito por um médico-escritor, José Rubem de Alcântara Bonfim, e três posfácios da lavra de médicos: Djalma Agripino, médico-escritor, Abel Menezes e Wilsom Freire, médicos-poetas.


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Fase de pré-venda

O livro está em fase de pré-venda e os exemplares serão distribuídos no dia do lançamento. Todas as informações para quem quiser adquirir a obra agora constam no card veiculado em anexo a este texto. As pré-vendas estão sendo utilizadas para auxiliar nas custas com o tratamento do Marcelo. Abaixo, segue o poema HUMORIL, um dos destaques da publicação.

HUMORIL

É vacina autogerada
imune e renovada
a cada respiração.

O seu efeito marcante
é ser muralha diante
do vírus da depressão.

Vamos pois nos vacinar
o humoril injetar
na treva pôr o clarão.

O humor na nossa vida
é uma boa medida
ao alcance da mão.

A obra de Marcelo

Autor de obras diversas, Marcelo Mário de Melo considera-se “um artesão-aprendiz de literavida” e costuma afirmar que escreve dentro do espírito de que o homem é um animal político e o político é um animal humano.

Afirma também que vê a elaboração poética como “o olhar que mergulha e voa, o espirarco-íris de portas abertas e andantes, sintetizando o pensentir humano nos mergulhos introspectivos, nas interações sociais e nas viagens cósmicas”.

As aventuras de Cacimba 56 — A ausência e o regresso do Mestre Cacimba, por Zé da Flauta*

29/08/2026

Carnaúba Seca vivia debaixo de um nó cego que os poderosos não sabiam desatar. Mestre Cacimba não tinha um tostão no bolso, morava num barraco modesto e não mandava em nada, mas a cidade inteira o amava. A popularidade dele, o carisma e aquele respeito verdadeiro que não se compra eram uma afronta diária para quem usava terno e autoridade.

A inveja foi crescendo tanto que virou ameaça. Numa noite escura, mandaram o recado: ou Cacimba juntava as trouxas e ia sentar praça em outros cantos, ou sumiriam com sua razão e sua emoção, os macaquinhos Simão e Sebastião.

Para proteger os companheiros, Cacimba pegou o caminho da estrada de terra e partiu.
A partir daquele dia, o sol parecia que nem esquentava direito. A tristeza baixou em Carnaúba Seca de um jeito sufocante:



O jornal da cidade empacou nas bancas, sem ninguém para comprar nem ler notícias sem graça.
A Rádio Clamor do Sertão perdeu toda a audiência, virando u...

Carnaúba Seca vivia debaixo de um nó cego que os poderosos não sabiam desatar. Mestre Cacimba não tinha um tostão no bolso, morava num barraco modesto e não mandava em nada, mas a cidade inteira o amava. A popularidade dele, o carisma e aquele respeito verdadeiro que não se compra eram uma afronta diária para quem usava terno e autoridade.

A inveja foi crescendo tanto que virou ameaça. Numa noite escura, mandaram o recado: ou Cacimba juntava as trouxas e ia sentar praça em outros cantos, ou sumiriam com sua razão e sua emoção, os macaquinhos Simão e Sebastião.

Para proteger os companheiros, Cacimba pegou o caminho da estrada de terra e partiu.
A partir daquele dia, o sol parecia que nem esquentava direito. A tristeza baixou em Carnaúba Seca de um jeito sufocante:


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O jornal da cidade empacou nas bancas, sem ninguém para comprar nem ler notícias sem graça.
A Rádio Clamor do Sertão perdeu toda a audiência, virando um silêncio triste chiando no alto-falante.
A igreja vivia às moscas, deixando o padre de braços cruzados e o cofre sem um tostão de arrecadação.
A feira de sábado foi definhando, com as bancas vazias e os feirantes sem ter para quem vender.

Os poderosos se coçavam de raiva e perplexidade. Não entendiam como um velho sem posses, que vivia num rancho humilde com dois macaquinhos, deixava um buraco tão grande. Eles não alcançavam que o povo não segue dinheiro ou poder; o povo segue o carisma, o afeto sincero e a verdade que Cacimba carregava no peito.

A cidade parecia ter esquecido como se sorri, até que numa manhã de poeira baixa, um som de pífano bem fininho começou a soprar da entrada do povoado.
Lá vinha Cacimba, altivo, montado num jumento marchador.

No ombro esquerdo, Simão ajeitava os óculos e conferia a caderneta; no ombro direito, Sebastião vinha dando pulos e fazendo folia.

Não deu outra: a notícia correu feito fogueira em palha seca. O povo largou o que estava fazendo, saiu das casas e caiu na rua, correndo atrás do jumento numa festa grande, comemorando a volta da alegria e da verdade para o coração do sertão.

*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.


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APL realiza palestra sobre a Confederação do Equador, tema do último livro de Homero Fonseca, falecido recentemente

29/08/2026

A Academia Pernambucana de Letras (APL) realiza, na próxima segunda-feira (31/08), palestra sobre a Confederação do Equador — movimento revolucionário, republicano e constitucionalista contrário à política centralizadora de Dom Pedro — que foi tema do último livro do jornalista Homero Fonseca, morto no dia 22 de agosto.

A conferência será apresentada pelo acadêmico e professor George Cabral, prefaciador do livro de Fonseca, intitulado ‘Jornais em Guerra: o papel da imprensa na Confederação do Equador’, lançado em julho passado. Será marcada também pelo relançamento da publicação no mesmo dia.

Homero Fonseca, considerado um dos jornalistas mais completos do país, analisa na obra 19 periódicos do período, divididos entre nove alinhados aos revolucionários de 1824 e dez vinculados aos aliados e defensores de Dom Pedro.

O trabalho tem se destacado pelo fato de este ter sido um aspecto pouco explorado pelos historiadores: o comportamento dos j...

A Academia Pernambucana de Letras (APL) realiza, na próxima segunda-feira (31/08), palestra sobre a Confederação do Equador — movimento revolucionário, republicano e constitucionalista contrário à política centralizadora de Dom Pedro — que foi tema do último livro do jornalista Homero Fonseca, morto no dia 22 de agosto.

A conferência será apresentada pelo acadêmico e professor George Cabral, prefaciador do livro de Fonseca, intitulado ‘Jornais em Guerra: o papel da imprensa na Confederação do Equador’, lançado em julho passado. Será marcada também pelo relançamento da publicação no mesmo dia.

Homero Fonseca, considerado um dos jornalistas mais completos do país, analisa na obra 19 periódicos do período, divididos entre nove alinhados aos revolucionários de 1824 e dez vinculados aos aliados e defensores de Dom Pedro.

O trabalho tem se destacado pelo fato de este ter sido um aspecto pouco explorado pelos historiadores: o comportamento dos jornais monarquistas e de oposição durante o movimento, que teve ramificações no Nordeste.

Confederação do Equador

A Confederação do Equador foi proclamada em Pernambuco, em 1824, e terminou com a condenação à morte de 31 pessoas. Dessas, 16 foram executadas, entre elas o líder e pensador da revolta, Frei Caneca, fuzilado no dia 13 de janeiro de 1825, aos 46 anos.

Além de jornalista renomado, Homero Fonseca foi autor de biografias, relatos jornalísticos, textos infantis e romances. O livro ‘Jornais em Guerra: o papel da imprensa na Confederação do Equador’ foi escrito em estilo leve e fluente.

“Em suas análises, o autor nos dá informações sobre os editores dos jornais e suas trajetórias políticas, estabelecendo as ligações entre suas concepções de mundo e as ideias que defendiam e propalavam em suas folhinhas periódicas”, afirma o historiador George Cabral.

Historiador e presidente do IAHGP

George Cabral foi coordenador do curso de Licenciatura em História (2016-2020) da Universidade Federal de Pernambuco e é doutor em História pela Universidade de Salamanca (Espanha, 2007).

Cabral também realizou estágio pós-doutoral na École des Hautes Études en Sciences Sociales, no âmbito do projeto "O bom governo das gentes" com bolsa do convênio CAPES/COFECUB (2014-2015). Ele atua como presidente até 2027 do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP).

Palestra

“Jornais em Guerra: o papel da imprensa na Confederação do Equador”

Palestrante:
Acadêmico e historiador George Cabral
Local: Academia Pernambucana de Letras
Data e horário: Dia 31/08, às 15h


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Lula pede, durante ato em Belo Horizonte, maior presença de mulheres na Câmara e no Senado

29/08/2026

Durante ato realizado na manhã deste sábado (29/08) em Belo Horizonte (MG), o
presidente Lula, candidato à reeleição, defendeu que as mulheres apoiem cada vez mais as candidaturas femininas para vagas no Senado Federal e na Câmara dos Deputados.

Em palanque formado quase exclusivamente por mulheres, com as candidatas ao Senado Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (PSOL), além de ministras do governo federal e aliadas, Lula citou ações do governo para combater a desigualdade de gênero no país.

As exceções masculinas no palanque foram Patrus Ananias (PT), candidato a governador, e Jarbas Soares (PSB), candidato a vice na chapa petista.

“Maioria da população”

“Nunca participei de um evento em que estivesse praticamente só mulheres e que só dois homens falaram: o Patrus e eu. Há uma profunda satisfação de estar aqui hoje discutindo com as pessoas que representam a maioria da população brasileira, com as pessoas que...

Durante ato realizado na manhã deste sábado (29/08) em Belo Horizonte (MG), o
presidente Lula, candidato à reeleição, defendeu que as mulheres apoiem cada vez mais as candidaturas femininas para vagas no Senado Federal e na Câmara dos Deputados.

Em palanque formado quase exclusivamente por mulheres, com as candidatas ao Senado Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (PSOL), além de ministras do governo federal e aliadas, Lula citou ações do governo para combater a desigualdade de gênero no país.

As exceções masculinas no palanque foram Patrus Ananias (PT), candidato a governador, e Jarbas Soares (PSB), candidato a vice na chapa petista.

“Maioria da população”

“Nunca participei de um evento em que estivesse praticamente só mulheres e que só dois homens falaram: o Patrus e eu. Há uma profunda satisfação de estar aqui hoje discutindo com as pessoas que representam a maioria da população brasileira, com as pessoas que cuidam das famílias, que cuidam de até três atividades por dia, sem ter com quem se queixar”, afirmou o candidato.

De acordo com Lula, “nunca na história deste país se fez tanto do ponto de vista da participação das mulheres”. O presidente candidato, porém, acrescentou que considera necessário que o Brasil cuide bem “para que todas as mulheres saibam dos direitos que elas têm”.

“Por isso precisamos ter muito cuidado, senão vocês vão sair daqui e esquecer o que eu falei. Temos de assegurar ainda mais políticas para que meninas e mulheres brasileiras tenham uma vida livre de violência e saudáveis, garantir que as mulheres possam escolher a vida e a profissão que elas quiserem”, enfatizou.

— Com Agências de Notícias

Flávio Bolsonaro busca novos apoios para sua campanha na chamada “Costa Verde do Rio de Janeiro”

29/08/2026

O candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro, está percorrendo desde o início deste sábado (29/08) toda a região de Angra dos Reis (RJ) por meio de uma motocarreata e uma "barqueata". O percurso, conforme informaram organizadores da sua campanha, engloba todos os municípios que formam a chamada “Costa Verde” do Rio de Janeiro.

Ao lado de apoiadores, o candidato disse que os dois atos foram programados em sequência pelo fato de o Rio de Janeiro ser o berço político da sua família. Flávio pediu apoio para si e para a campanha de Douglas Ruas (PL), que disputa o governo do Rio de Janeiro. Além dos candidatos a parlamentares pelo PL, como foi o caso Renato Araújo (PL), aliado que concorre a uma vaga na Câmara dos Deputados.

Segurança pública

O candidato voltou a citar El Salvador como referência para suas propostas de segurança pública. Disse que pretende conversar com o atual Ministro da Justiça e Segurança Pública de...

O candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro, está percorrendo desde o início deste sábado (29/08) toda a região de Angra dos Reis (RJ) por meio de uma motocarreata e uma "barqueata". O percurso, conforme informaram organizadores da sua campanha, engloba todos os municípios que formam a chamada “Costa Verde” do Rio de Janeiro.

Ao lado de apoiadores, o candidato disse que os dois atos foram programados em sequência pelo fato de o Rio de Janeiro ser o berço político da sua família. Flávio pediu apoio para si e para a campanha de Douglas Ruas (PL), que disputa o governo do Rio de Janeiro. Além dos candidatos a parlamentares pelo PL, como foi o caso Renato Araújo (PL), aliado que concorre a uma vaga na Câmara dos Deputados.

Segurança pública

O candidato voltou a citar El Salvador como referência para suas propostas de segurança pública. Disse que pretende conversar com o atual Ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro, sobre as políticas adotadas naquele país relacionadas ao combate às organizações criminosas.

Ele também defendeu a classificação de facções como o PCC [Primeiro Comando da Capital] e o CV [Comando Vermelho] como organizações “narcoterroristas”. Criticou a reforma tributária e disse que tentará implantar medidas que reduzem impostos, caso seja eleito.

— Com Agências de Notícias

Quem não começou a trabalhar cedo para essas eleições vai comer poeira, afirma o analista político Marcelo S.Tognozzi*

29/08/2026

Em 1989 o deputado Ulysses Guimarães disputou a presidência da República depois de ter sido maestro da redemocratização, presidido seu partido, o PMDB, a Câmara dos Deputados e a Assembleia Nacional Constituinte. Ele vinha da resistência à ditadura, da campanha pela anistia e as Diretas-Já. Mas naquela eleição o velho timoneiro acabou com 4,43% dos votos, amargando um 5º lugar no 1º turno.

Tinha 73 anos, menos que os atuais 80 anos de Lula ou os 76 de Ronaldo Caiado. Era muito conhecido Brasil afora, mas a sociedade queria mudança de rumo radical, algo novo. Foi assim que Fernando Collor, então governador de Alagoas, começou a se tornar o queridinho daquele momento histórico, as primeiras eleições desde 1960.

Collor foi um deputado do baixo clero, um playboy de Brasília, rico e dono de jornal e emissora de TV em Alagoas. Antes de chegar à Câmara foi prefeito de Maceió. Em 1986, se elegeu governador, investiu numa campanha nacional e logo ficou conhecido c...

Em 1989 o deputado Ulysses Guimarães disputou a presidência da República depois de ter sido maestro da redemocratização, presidido seu partido, o PMDB, a Câmara dos Deputados e a Assembleia Nacional Constituinte. Ele vinha da resistência à ditadura, da campanha pela anistia e as Diretas-Já. Mas naquela eleição o velho timoneiro acabou com 4,43% dos votos, amargando um 5º lugar no 1º turno.

Tinha 73 anos, menos que os atuais 80 anos de Lula ou os 76 de Ronaldo Caiado. Era muito conhecido Brasil afora, mas a sociedade queria mudança de rumo radical, algo novo. Foi assim que Fernando Collor, então governador de Alagoas, começou a se tornar o queridinho daquele momento histórico, as primeiras eleições desde 1960.

Collor foi um deputado do baixo clero, um playboy de Brasília, rico e dono de jornal e emissora de TV em Alagoas. Antes de chegar à Câmara foi prefeito de Maceió. Em 1986, se elegeu governador, investiu numa campanha nacional e logo ficou conhecido como o Caçador de Marajás batendo nos supersalários de funcionários públicos. Com 40 anos, foi eleito presidente da República. O resto da história conhecemos bem.

Início deveria ter sido 2023

Collor mostrou ser possível sair de um estado pequeno para o Palácio do Planalto investindo em comunicação, se fazendo conhecido na mídia e caindo na boca do povo. Esta eleição de 2026 polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro poderia ter sido diferente se Ronaldo Caiado e Romeu Zema tivessem saído da toca já em 2023, investindo pesado em comunicação e viagens Brasil afora.

Ambos tinham sido reeleitos no 1º turno e estavam super bem na foto. O eleitor deu a eles régua e compasso e muito o que mostrar. Tanto Caiado quanto Zema já haviam decidido concorrer a presidente depois de reeleitos. Só não tratavam disso publicamente para não queimar o filme. Poderiam ter usado aqueles três anos para percorrer sistematicamente o Brasil, construir relações políticas e empresariais, aproximarem-se de lideranças regionais e, principalmente, apresentarem seus modelos de governo a eleitores que pouco sabiam sobre Goiás ou Minas Gerais. Mas preferiram não apostar numa estratégia viável mirando o eleitorado nacional.

Deveriam ter rodado o Brasil como fez Bolsonaro a partir de 2015, trabalhando o interior onde estão concentrados 75% dos votos, contra 25% nas capitais, de acordo com o TSE. Ficaram em casa, perderam o timing e estão pagando caro por isso, encalhados em 5%, 4% ou qualquer coisa abaixo de 10% conforme a pesquisa. Se engana quem imagina que eleição se vence com rede social. O efeito de uma agenda presencial é enorme, porque o eleitor passa a ver o candidato como ele é, pode apertar sua mão, notar quem está ao seu lado, ouvir sua voz. É o político real.

Conta passou a incomodar

Zema fez algumas poucas viagens para além das alterosas, todas insuficientes para torná-lo conhecido e desejado como candidato para os milhões de brasileiros que vivem fora de Minas. No caso de Caiado, reportagem de janeiro de 2025 do jornal Opção, de Goiás, informou que o então governador preparava uma agenda de viagens pelo país. Ou seja: menos de dois anos da eleição a imprensa goiana mostrava que a agenda nacional ainda não tinha saído do papel para um candidato com o diferencial da capilaridade do agro.

Aí a conta começou a chegar e a incomodar. Em novembro de 2025, levantamento da Quaest indicava que 49% dos brasileiros não conheciam Romeu Zema, que na mesma pesquisa registrava apenas 6% das intenções de voto. Caiado enfrentava problema semelhante: era desconhecido por 51% e tinha 5% das preferências. Meses depois, piorou. O Datafolha de abril de 2026 mostrava 56% dizendo não conhecer Zema e 54% desconheciam Caiado. Estavam estacionados na casa dos 5% a 7% das intenções de voto. E lá ficaram.

Ou seja: em 2025, a menos de um ano da eleição, continuavam sendo políticos regionais. Caiado e Zema precisavam, portanto, realizar duas operações simultâneas: ter identidade própria e candidatura conhecida nos quatro cantos do Brasil. Não bastava dizer que Goiás tinha melhorado ou que Minas colocara salários em dia. Era necessário explicar que Brasil pretendiam governar e conquistar o maior número possível de corações e mentes.

Falta de boa estratégia

O problema é que nenhum deles deu solução para isso. Caiado ensaiou um discurso de gestão técnica e segurança pública, flertando com uma direita pragmática, mas sem romper claramente com o bolsonarismo. Zema, por sua vez, tentou se posicionar como alternativa liberal e modernizadora, mas oscilou entre críticas veladas ao ex-presidente e gestos de aproximação ao seu eleitorado.

A falta de uma boa estratégia custou caro, porque não conquistaram e muito menos ocuparam territórios políticos além das suas fronteiras. Viajar pelo Brasil não garante votos, mas ajuda muito a construir empatia e familiaridade. O candidato passa a fazer parte da vida das pessoas, mesmo aquelas que poderiam não votar nele.

Os mais velhos lembram das famosas caravanas de Lula pelo Brasil nas eleições de 1994, 1998 e 2002. Ele chegou a cruzar o rio São Francisco de barco, perambulou pelo sertão, foi à Amazônia, ao Vale do Jequitinhonha, debateu com as comunidades do Rio, com os gaúchos, rodou tudo o que poderia rodar. Quando ganhou em 2002, sem rede social, sem caneta e diário oficial, era personagem do imaginário popular.

Começo tem de ser cedo

Boas intenções e trajetória de vida limpa não ganham eleição. Doutor Ulysses é o maior exemplo, como já vimos. O Brasil tem calendário eleitoral curto. Portanto, quem não começa a trabalhar cedo vai comer poeira. Especialmente num pleito onde os dois principais concorrentes são um presidente sentado na cadeira e o herdeiro político de um ex-presidente vitimizado pela prisão, o isolamento e a saúde precária.

Faltando 36 dias para a eleição, Zema e Caiado continuam mais desconhecidos que conhecidos. Perderam a oportunidade. Deixaram Kairós passar, como diziam os gregos. Era o deus da oportunidade. Tinha longos cabelos escorrendo pela testa e uma reluzente careca atrás da cabeça. Caiado e Zema não agarraram Kairós pelos cabelos e ele se foi.

*Marcelo S. Tognozzi é jornalista e consultor. Uma das principais referências da imprensa brasileira contemporânea.

NR - Autorizada a postagem do artigo, originalmente publicado no Poder360. O título foi mudado e os intertítulos inseridos à revelia do autor.

Com eleição a todo vapor, Câmara estabelece próxima semana de esforço concentrado para votações

29/08/2026

Com a campanha eleitoral a todo vapor e pautas pendentes de votação, a Câmara dos Deputados estabeleceu para a semana que se inicia um período de esforço concentrado já a partir de segunda-feira (31/08), a partir das 18h. E solicitou aos deputados federais que compareçam a Brasília.

Dentre os itens, cujos prazos de votação preocupam as bancadas estão três Medidas Provisórias (MPs) e dois Projetos de Lei (PLs). Uma das MPs a ser votada é a que acaba com a famosa “taxa das blusinhas” (o imposto de Importação para compras de até 50 dólares).

Mototaxistas e entregadores por apps

As outras duas são a que simplifica regras para atividade de mototaxistas e a que cria linha de financiamento para entregadores de aplicativo comprarem motos e bicicletas elétricas.

A pauta da semana também inclui outros 16 projetos, que poderão ser votados em sessões de votação na segunda, na terça-feira (1º/09), na quarta (02/09) e na quinta-feir...

Com a campanha eleitoral a todo vapor e pautas pendentes de votação, a Câmara dos Deputados estabeleceu para a semana que se inicia um período de esforço concentrado já a partir de segunda-feira (31/08), a partir das 18h. E solicitou aos deputados federais que compareçam a Brasília.

Dentre os itens, cujos prazos de votação preocupam as bancadas estão três Medidas Provisórias (MPs) e dois Projetos de Lei (PLs). Uma das MPs a ser votada é a que acaba com a famosa “taxa das blusinhas” (o imposto de Importação para compras de até 50 dólares).

Mototaxistas e entregadores por apps

As outras duas são a que simplifica regras para atividade de mototaxistas e a que cria linha de financiamento para entregadores de aplicativo comprarem motos e bicicletas elétricas.

A pauta da semana também inclui outros 16 projetos, que poderão ser votados em sessões de votação na segunda, na terça-feira (1º/09), na quarta (02/09) e na quinta-feira (03/09).

Tudo normal no Senado

Destacam-se também, entre as propostas, a que amplia o prazo para dedução no Imposto de Renda de doações aos programas de apoio à atenção oncológica e de atenção da saúde da pessoa com deficiência e a que institui a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica.

Ferramenta amplia detecção de deepfakes, imagens manipuladas de candidatos e candidatas nestas eleições

29/08/2026

Está no ar uma nova campanha do Google do Brasil e da Justiça Eleitoral para estimular candidatas e candidatos das Eleições Gerais de 2026 a utilizarem a ferramenta de Detecção por Semelhanças do YouTube (Likeness ID). Desenvolvida pela plataforma, a tecnologia está disponível para usuários maiores de 18 anos e é capaz de identificar conteúdos gerados por inteligência artificial (IA) que reproduzem a imagem de uma pessoa.

A iniciativa atua de forma a ampliar a capacidade de rastreio, no YouTube, de materiais sintéticos e deepfakes que explorem indevidamente a identidade de postulantes aos cargos públicos durante o período eleitoral, reduzindo os riscos associados ao uso inadequado da tecnologia no pleito.

Direitos fundamentais

Segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, a iniciativa representa um esforço conjunto para preservar direitos fundamentais no ambiente digital e fortalecer a con...

Está no ar uma nova campanha do Google do Brasil e da Justiça Eleitoral para estimular candidatas e candidatos das Eleições Gerais de 2026 a utilizarem a ferramenta de Detecção por Semelhanças do YouTube (Likeness ID). Desenvolvida pela plataforma, a tecnologia está disponível para usuários maiores de 18 anos e é capaz de identificar conteúdos gerados por inteligência artificial (IA) que reproduzem a imagem de uma pessoa.

A iniciativa atua de forma a ampliar a capacidade de rastreio, no YouTube, de materiais sintéticos e deepfakes que explorem indevidamente a identidade de postulantes aos cargos públicos durante o período eleitoral, reduzindo os riscos associados ao uso inadequado da tecnologia no pleito.

Direitos fundamentais

Segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, a iniciativa representa um esforço conjunto para preservar direitos fundamentais no ambiente digital e fortalecer a confiança no processo eleitoral.

“Tenho certeza de que a união dos setores público e privado, em prol dos valores democráticos, é uma das mais significativas expressões do texto constitucional”, destacou.

De acordo com o ministro, a parceria tem especial relevância diante do potencial de dano decorrente do uso inadequado da inteligência artificial generativa em períodos eleitorais.

Isto porque permitirá que os próprios candidatos acompanhem a utilização de sua imagem no ambiente digital e adotem as medidas cabíveis ao identificarem conteúdos potencialmente irregulares.

Segurança e confiabilidade

O presidente do Google Brasil e vice-presidente da Google Inc., Fábio Coelho, por sua vez, destacou que a colaboração entre instituições públicas e empresas de tecnologia é fundamental para garantir um processo eleitoral seguro e confiável.

Ele acentuou que ferramentas de proteção como a ‘Detecção por Semelhanças do YouTube’ ajudam a proteger usuários em relação ao uso indevido da tecnologia para difamar pessoas ou produzir conteúdos enganosos.

“Nós avaliamos cada denúncia com base nas políticas de privacidade do YouTube e, em caso de qualquer violação, o conteúdo é removido. Essa proteção vale para todo mundo, mas é ainda mais essencial para as mulheres, que costumam ser as maiores vítimas de ataques à imagem durante as eleições”, explicou.

Como ser usada

Para utilizar a ferramenta, a candidata ou o candidato deve ter uma conta no YouTube e acessar o YouTube Studio, na área de detecção de conteúdo por semelhança. Caso não tenha, é possível criar um registro apenas para essa finalidade.

Após aceitar os termos de uso, o usuário é direcionado para um processo de verificação de identidade, que inclui o envio de documento oficial e a realização de uma selfie por foto e vídeo. A partir desse cadastro biométrico, a plataforma cria um registro da aparência da pessoa para identificar possíveis ocorrências de uso de sua imagem no YouTube.

Ao assinar oficialmente a parceria, o ministro Kassio Nunes Marques, enfatizou que a ferramenta não substitui a análise humana nem os mecanismos de fiscalização já existentes, mas amplia a capacidade de identificação de conteúdos potencialmente prejudiciais à imagem e à honra dos participantes do processo eleitoral.

“Proteger a identidade no ambiente digital também significa preservar a autenticidade do debate público e a liberdade de escolha do eleitor. Estamos, com iniciativas desse tipo, tentando antecipar riscos e fortalecer a confiança nas eleições”, acentuou ele.

Bruno Dantas, do TCU, confirma que renunciará ao cargo mas não decidiu a data; ele pretende atuar como advogado para a iniciativa privada

29/08/2026

Uma situação rara começa a ser observada no Tribunal de Contas da União (TCU): a renúncia de um dos integrantes do seu colegiado. Isto porque o ministro Bruno Dantas, ex-presidente da Corte, confirmou que quer deixar o Tribunal e que já comunicou sua decisão ao atual presidente, ministro Vital do Rêgo Filho, embora não tenha definido a data da renúncia ao cargo.

Com 48 anos de idade, bem quisto entre os pares, conhecido por notável conhecimento jurídico e passagem por cargos estratégicos do Senado Federal, além de já ter atuado como conselheiro dos Conselhos Nacionais de Justiça (CNJ) e do Ministério Público (CNMP), Dantas anunciou que pretende passar a atuar na iniciativa privada.

Segundo interlocutores, já conversa com algumas empresas que o convidaram, mas ainda não bateu o martelo a respeito de qual delas escolherá.

Parlamentares e ex-parlamentares

Em geral, para o cargo de ministro do TCU costumam ser indicados pa...

Uma situação rara começa a ser observada no Tribunal de Contas da União (TCU): a renúncia de um dos integrantes do seu colegiado. Isto porque o ministro Bruno Dantas, ex-presidente da Corte, confirmou que quer deixar o Tribunal e que já comunicou sua decisão ao atual presidente, ministro Vital do Rêgo Filho, embora não tenha definido a data da renúncia ao cargo.

Com 48 anos de idade, bem quisto entre os pares, conhecido por notável conhecimento jurídico e passagem por cargos estratégicos do Senado Federal, além de já ter atuado como conselheiro dos Conselhos Nacionais de Justiça (CNJ) e do Ministério Público (CNMP), Dantas anunciou que pretende passar a atuar na iniciativa privada.

Segundo interlocutores, já conversa com algumas empresas que o convidaram, mas ainda não bateu o martelo a respeito de qual delas escolherá.

Parlamentares e ex-parlamentares

Em geral, para o cargo de ministro do TCU costumam ser indicados parlamentares e ex-parlamentares com expertise em controle fiscal e acompanhamento das contas públicas. E é comum os ministros permanecerem em tais cargos até o período máximo, ou seja, até completarem 75 anos, idade da aposentadoria compulsória.

Mas o ministro Dantas, que surpreendeu ao entrar na Corte pela pouca idade, agora surpreende com o seu pedido para deixar as atividades mais cedo.

12 anos de TCU

Ninguém poderá afirmar, entretanto, que ele teve uma passagem curta pelo Tribunal. Bruno Dantas entrou na Corte em 2014, ou seja, está há 12 anos. E presidiu a Casa entre 2023 e 2024.

A saída antecipada abrirá uma vaga a ser preenchida por indicação do Senado e pode pavimentar o caminho para a escolha do senador e ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que está em fim de mandato. Até agora não houve manifestação por parte de políticos a respeito, apenas a confirmação do ministro de que está resoluto em sua decisão.

Plataforma da Câmara e do TSE aponta gastos de campanha de candidatos a cada cargo nestas eleições; confira aqui todos eles

29/08/2026

Dados divulgados pela Câmara dos Deputados no final do desta sexta-feira (28/08) constataram que as receitas dos candidatos a deputado federal para gastos de campanha já chegam a R$ 982,8 milhões nas eleições deste ano, superando os valores de todos os outros cargos em disputa. A constatação é resultado de levantamento feito pela plataforma de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com a ressalva de que os números ainda podem mudar ao longo da campanha.

Conforme o levantamento, desses recursos, R$ 932 milhões ou 95% vêm de financiamento público, como o Fundo Partidário e o fundo eleitoral. Outros R$ 50,6 milhões são recursos privados, dividindo-se entre doações de pessoas físicas (R$ 27,8 milhões), recursos próprios (R$ 13,2 milhões) e financiamento coletivo (R$ 3,9 milhões).

Por sua vez, os candidatos às assembleias legislativas têm previsão de custos de R$ 406,7 milhões no pleito deste ano. O mesmo levantamento aponta que, os candidato...

Dados divulgados pela Câmara dos Deputados no final do desta sexta-feira (28/08) constataram que as receitas dos candidatos a deputado federal para gastos de campanha já chegam a R$ 982,8 milhões nas eleições deste ano, superando os valores de todos os outros cargos em disputa. A constatação é resultado de levantamento feito pela plataforma de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com a ressalva de que os números ainda podem mudar ao longo da campanha.

Conforme o levantamento, desses recursos, R$ 932 milhões ou 95% vêm de financiamento público, como o Fundo Partidário e o fundo eleitoral. Outros R$ 50,6 milhões são recursos privados, dividindo-se entre doações de pessoas físicas (R$ 27,8 milhões), recursos próprios (R$ 13,2 milhões) e financiamento coletivo (R$ 3,9 milhões).

Por sua vez, os candidatos às assembleias legislativas têm previsão de custos de R$ 406,7 milhões no pleito deste ano. O mesmo levantamento aponta que, os candidatos ao Senado, devem gastar cerca de R$ 174,9 milhões. Enquanto as campanhas para os governos estaduais terão custo médio previsto de R$ 196,6 milhões e para presidente da República, custo médio de R$ 83 milhões.


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Gastos por regiões

Conforme o trabalho, que consta nos portais da Câmara dos Deputados e também do TSE, o Sudeste é a região com mais recursos para campanha de deputado federal: R$ 397 milhões. Deste valor, R$ 188 milhões se destinam a São Paulo, o estado que elege o maior número de deputados — 70 deles.

Depois vêm os gastos com o Nordeste, de R$ 264 milhões. O Sul tem R$ 151 milhões; o Norte, R$ 100 milhões; e o Centro-Oeste R$ 71 milhões.
Já no tocante aos partidos, os que possuem maiores recursos para campanha de deputado federal são o PL, com R$ 253,8 milhões, e o PT, com R$ 172,1 milhões. Em seguida vêm o PP (R$ 98,2 milhões), o PSD (R$ 76 milhões) e o União Brasil (R$ 64,2 milhões). As legendas que mais receberam recursos privados são o PL (R$ 8 milhões), o Novo (R$ 7 milhões), o PT (R$ 5,7 milhões) e o PSD (R$ 5,1 milhões).

Limites legais previstos

O limite de gastos de campanha e de contratação de pessoal para cada candidato a deputado federal é de R$ 3.176.572,53, mesmo valor das eleições de 2022. Em 2018, esse limite era de R$ 2,5 milhões.

Já o cargo de senador tem limites diferentes, variando de R$ 3.176.572,53, nos estados menos populosos, até R$ 7.115.522,46, em São Paulo. Cada candidato a deputado estadual ou distrital pode gastar até R$ 1.270.629,01.

Os candidatos a deputado federal também têm limites para contratar pessoal na campanha. Os números variam de acordo com o estado - sendo o menor, de 342 funcionários, em Tocantins, até o maior, de 6.584 pessoas, em São Paulo.

— Com Agência Câmara de Notícias

Fim de semana tem atos com mulheres, presenças em exposições, carreatas e barqueatas nas agendas dos presidenciáveis

29/08/2026

O fim de semana é de movimentação para os candidatos à presidência da República em todo o país, cada um com um foco diferente de atuação e mobilizações que passam desde por atos públicos, a motocarreatas, barqueatas visitas a municípios diversos e abertura de eventos.

No caso do presidente Lula (PT), ele participa neste sábado (29/08) de um ato intitulado “Mulheres com Lula”. A atividade é voltada à mobilização de lideranças femininas e militantes.

O candidato Flávio Bolsonaro (PL), por sua vez, concentra os compromissos de sábado (29/08) em Angra dos Reis (RJ). Às 13h, ele participa da concentração de uma motocarreata na Rodovia Governador Mário Covas, nº 493, no bairro Pontal. Às 15h, estará em uma barqueata com saída do Cais Santa Luzia, no Centro. O ato deve terminar às 16h30, com retorno ao Pontal. A campanha não divulgou a agenda de Flávio para este domingo (30/8).

Ponte da FelizCidade

Romeu Zema (Novo) estará no...

O fim de semana é de movimentação para os candidatos à presidência da República em todo o país, cada um com um foco diferente de atuação e mobilizações que passam desde por atos públicos, a motocarreatas, barqueatas visitas a municípios diversos e abertura de eventos.

No caso do presidente Lula (PT), ele participa neste sábado (29/08) de um ato intitulado “Mulheres com Lula”. A atividade é voltada à mobilização de lideranças femininas e militantes.

O candidato Flávio Bolsonaro (PL), por sua vez, concentra os compromissos de sábado (29/08) em Angra dos Reis (RJ). Às 13h, ele participa da concentração de uma motocarreata na Rodovia Governador Mário Covas, nº 493, no bairro Pontal. Às 15h, estará em uma barqueata com saída do Cais Santa Luzia, no Centro. O ato deve terminar às 16h30, com retorno ao Pontal. A campanha não divulgou a agenda de Flávio para este domingo (30/8).

Ponte da FelizCidade

Romeu Zema (Novo) estará no Rio Grande do Sul hoje e amanhã. Neste sábado, ele visita, no município de Feliz, a Ponte da FelizCidade. Segundo a agenda divulgada pela campanha, o candidato apresentará propostas para infraestrutura e para a contenção de danos causados por eventos climáticos relacionados ao El Niño.

No período da tarde, Zema parte para Canoas, onde ocorrerá um encontro, previsto para às 16h, com mulheres, na Câmara de Indústria e Comércio e Serviços. No domingo, ele vai a Esteio, onde participará da abertura e de atividades da Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil.

Festa do Peão

Ronaldo Caiado (PSD) cumprirá agenda no interior de São Paulo. O ex-governador de Goiás fará uma visita no sábado à 71ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, onde se encontra desde ontem. Não foi divulgada sua agenda de campanha do candidato para domingo.

Está previsto na agenda de Renan Santos (Missão) um encontro, neste sábado, com apoiadores e uma carreata na praça Charles Miller, em São Paulo, a partir de 13h. Não foram divulgados compromissos da agenda de domingo.

— Com Agências de Notícias

Para PF e Receita, irregularidades na exploração de bets podem ter levado a evasão de recursos bem maior que o esperado

29/08/2026

A operação que investiga crimes de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, entre outros, por parte das empresas de apostas, as bets — que tem como alvo os estados de Pernambuco, Paraíba, São Paulo, Espírito Santo e Paraná — está bem distantes de acabar. Isto porque, conforme confirmaram em reservado neste sábado (29/08) agentes da Polícia Federal e técnicos da Receita Federal que apuram o caso, o material apreendido até agora aponta para que o valor movimentado pode ser bem maior do que o que se suspeitava.

Dentre uma breve análise dos dados apurados por meio de mandados de busca e apreensão cumpridos ontem no Recife (PE) e João Pessoa (PB), esses agentes públicos relataram que os elementos arrecadados já levaram órgãos de persecução penal e fiscalização tributária a acreditarem que são bem mais profundos os fluxos financeiros nacionais e internacionais, da origem dos recursos.

A equipe pretende focar, na próxima semana, no detalhamento sobre omissão de re...

A operação que investiga crimes de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, entre outros, por parte das empresas de apostas, as bets — que tem como alvo os estados de Pernambuco, Paraíba, São Paulo, Espírito Santo e Paraná — está bem distantes de acabar. Isto porque, conforme confirmaram em reservado neste sábado (29/08) agentes da Polícia Federal e técnicos da Receita Federal que apuram o caso, o material apreendido até agora aponta para que o valor movimentado pode ser bem maior do que o que se suspeitava.

Dentre uma breve análise dos dados apurados por meio de mandados de busca e apreensão cumpridos ontem no Recife (PE) e João Pessoa (PB), esses agentes públicos relataram que os elementos arrecadados já levaram órgãos de persecução penal e fiscalização tributária a acreditarem que são bem mais profundos os fluxos financeiros nacionais e internacionais, da origem dos recursos.

A equipe pretende focar, na próxima semana, no detalhamento sobre omissão de receitas e a identificação dos beneficiários efetivos das operações investigadas, visando à adoção das medidas tributárias e penais cabíveis.


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‘Jogo de sombras’

Na prática, a operação de ontem, intitulada ‘Jogo de Sombras’, consistiu em um desdobramento da Operação ‘Arena’, deflagrada no último dia 13 de agosto, que também teve como alvos vários estados, incluindo Pernambuco e Paraíba.

Ambas investigam crimes e modus operandi parecidos, embora não relacionados entre si. E despertaram forte preocupação no mercado de bets legais, uma vez que quase todas as 85 empresas de apostas autorizadas no país, com autorização para ofertar mais de 180 sites, já funcionaram de forma similar, com parte das operações no Brasil e parte fora.

Por enquanto, os alvos são empresas destes cinco estados e o objetivo é apurar evidências de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro relacionados à exploração de bets. A iniciativa é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF.

Grupo empresarial

A investigação tem como foco um grupo empresarial responsável pela exploração de plataforma de apostas esportivas que teria movimentado mais de R$ 5 bilhões apenas no ano de 2025.

As diligências contam com a participação de 10 procuradores da República, acompanhados por policiais do MPF e peritos da Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise (Sppea), além de 28 servidores da Receita Federal, entre auditores-fiscais e analistas-tributários. As apurações apontam que as supostas irregularidades tributárias e financeiras teriam ocorrido tanto antes quanto após a regulamentação do setor de apostas de quota fixa no Brasil.

De acordo com os elementos reunidos até o momento, os investigados teriam constituído uma empresa de fachada em Curaçao com o objetivo de simular que a operação da plataforma ocorria fora do país em período anterior à regulamentação do segmento. As investigações indicam, contudo, que empresas nacionais vinculadas ao grupo seriam as verdadeiras responsáveis pela operacionalização das atividades no Brasil.


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Operações financeiras estruturadas

Também foram identificados indícios da utilização de instituições de pagamento e de operações financeiras estruturadas para movimentar recursos entre o Brasil e o exterior. Parte desses valores teria retornado posteriormente ao país sob a forma de pagamentos por prestação de serviços, em possível mecanismo destinado a justificar a repatriação de recursos anteriormente enviados ao exterior.

As apurações iniciais revelaram ainda a possível utilização de contas bolsão mantidas em fintechs para dificultar o rastreamento da circulação dos recursos e a identificação. Durante entrevista concedida nesta sexta-feira (28/08), o secretário da Receita Federal, Robson Barreirinhas, apontou como causa o fato de as bets terem sido legalizadas em 2018 e ficado muitos anos sem regulamentação, o que permitiu que elas se expandissem.

“As bets se apresentavam, como regra, domiciliadas no exterior, mas com fortes elementos de que estavam de fato presentes no Brasil. Isso era feito, na compreensão da Receita, para não pagar tributos no Brasil”, afirmou.

— Com informações da PF, da Receita Federal e do MPF

Exclusivo - Nas cordas após revelações de Amisadai, Raquel tenta acionar Polícia Civil para criar fato novo político

28/08/2026

O Poder é sempre bem informado, nessa área. Nossas fontes principais, as paredes do Palácio das Princesas, não falham. Informações apontam para possível ofensiva da Polícia Civil, que estariam sendo organizadas na correria contra páginas e influenciadores críticos à governadora. A operação esta encontrando fortes resistências no interior da própria corporação. E eventual investigação de crimes eleitorais está sujeita às competências definidas pela legislação e à atuação da Polícia Federal. Nenhuma policia estadual pode se meter nisso.

A notícia exclusiva

Pressionada pelas sucessivas revelações atribuídas a Amisadai Andrade sobre a existência e o funcionamento de uma suposta estrutura de ataques a adversários políticos, a governadora Raquel Lyra estaria buscando uma reação capaz de mudar o centro do debate público. A informação que circula nos bastidores é de que setores da Polícia Civil de Pernambuco estariam se movimentando para realizar buscas e...

O Poder é sempre bem informado, nessa área. Nossas fontes principais, as paredes do Palácio das Princesas, não falham. Informações apontam para possível ofensiva da Polícia Civil, que estariam sendo organizadas na correria contra páginas e influenciadores críticos à governadora. A operação esta encontrando fortes resistências no interior da própria corporação. E eventual investigação de crimes eleitorais está sujeita às competências definidas pela legislação e à atuação da Polícia Federal. Nenhuma policia estadual pode se meter nisso.

A notícia exclusiva

Pressionada pelas sucessivas revelações atribuídas a Amisadai Andrade sobre a existência e o funcionamento de uma suposta estrutura de ataques a adversários políticos, a governadora Raquel Lyra estaria buscando uma reação capaz de mudar o centro do debate público. A informação que circula nos bastidores é de que setores da Polícia Civil de Pernambuco estariam se movimentando para realizar buscas e apreensões envolvendo páginas e influenciadores conhecidos por fazer críticas à gestão estadual.

A eventual ofensiva

Chama atenção não apenas pelo momento político em que ocorreria, mas principalmente pela necessidade de observar os limites legais de competência de cada instituição. Caso as diligências estejam relacionadas diretamente à disputa eleitoral ou à apuração de crimes eleitorais, a atuação investigativa deve respeitar as atribuições da Polícia Federal e o controle da Justiça Eleitoral. Qualquer medida de busca e apreensão, além disso, depende de fundamentação e autorização judicial.

O movimento

Caso confirmado, ocorreria justamente quando Raquel enfrenta uma das situações politicamente mais delicadas de sua campanha. As declarações atribuídas a Amisadai passaram a alimentar questionamentos sobre sua relação com uma suposta rede digital dedicada a atacar adversários. Reportagens recentes também trouxeram novos elementos sobre encontros e circulação do personagem em ambientes ligados ao Governo do Estado.

Nesse contexto

Uma operação contra vozes críticas ao governo inevitavelmente seria submetida a forte escrutínio público. Mais do que o conteúdo das investigações, entrariam em discussão a origem das apurações, sua fundamentação jurídica, a autoridade responsável e, sobretudo, se existe alguma interferência política sobre a atuação da Polícia Civil.

A questão central

É simples: investigação policial não pode funcionar como instrumento de reação a uma crise política nem como mecanismo para produzir uma nova agenda eleitoral. Se houver indícios concretos de crimes, eles devem ser apurados pelas autoridades competentes, dentro da lei, com independência e controle judicial. Se não houver, qualquer tentativa de mobilizar a estrutura estatal contra críticos da governadora poderá abrir uma crise ainda maior do que aquela que se pretendia superar.






É Findi - O que é o amor sem a cólera? - Crônica - Por AJ Fontes*

28/08/2026

Pela manhã, um comentarista de rádio falou sobre o amor e comecei a pensar na atenção que reservamos a esse assunto. Passei o dia ouvindo, lendo e vendo notícias, mas apenas aquela com o mote do amor.

Mergulhei nessa onda de malfeitos contra a sociedade. Trocas de bombas tecnológicas, dores no ciático e pensei na condição do amigo que não vejo faz tempo e o que acontece com o filho que mora longe.

Emerjo desse mar de aflições e pelejas mais ou menos próximas arfando em busca de alívio para a mente e para o enrijecer dos músculos. O desafogo se apresenta no sorriso da companheira ao falar de um momento nosso; no abraço suado daquele filho no meio de uma brincadeira; na conversa sobre livros com o amigo desaparecido.

Assim, alimentado pela endorfina e outras “inas”, participo das conversas com o vizinho sobre o amigo de quatro patas que resolveu aliviar a bexiga no vaso da nossa plantinha predileta na porta do apartamento; também ouço os comen...

Pela manhã, um comentarista de rádio falou sobre o amor e comecei a pensar na atenção que reservamos a esse assunto. Passei o dia ouvindo, lendo e vendo notícias, mas apenas aquela com o mote do amor.

Mergulhei nessa onda de malfeitos contra a sociedade. Trocas de bombas tecnológicas, dores no ciático e pensei na condição do amigo que não vejo faz tempo e o que acontece com o filho que mora longe.

Emerjo desse mar de aflições e pelejas mais ou menos próximas arfando em busca de alívio para a mente e para o enrijecer dos músculos. O desafogo se apresenta no sorriso da companheira ao falar de um momento nosso; no abraço suado daquele filho no meio de uma brincadeira; na conversa sobre livros com o amigo desaparecido.

Assim, alimentado pela endorfina e outras “inas”, participo das conversas com o vizinho sobre o amigo de quatro patas que resolveu aliviar a bexiga no vaso da nossa plantinha predileta na porta do apartamento; também ouço os comentários sobre a invasão de um país do outro lado do mundo onde ocorrem mortes sem conta.

Como seriam os meus dias sem essas contrariedades? Será que teria um excesso de “inas” no organismo? Nem sei da necessidade de tantas e o que faria com tanta coisa boa em mim. Talvez ocorram para contrariarem os aborrecimentos.

Com o excedente poderia sair por aí, espalhando frases como: o amor é lindo ou fazendo o bem sem olhar a quem. Mas aparece uma muriçoca e me pica, ou recebo a notícia da morte de um amigo ou parente querido, e aí, fico aborrecido, triste.

A danada da muriçoca e as más notícias, ou os sentimentos que trazem, me levam à busca de novas doses que me façam, como diz Gonzaguinha: não ter a vergonha de ser feliz.

O reabastecimento desses químicos valiosos me torna capaz de passar por atribulações futuras e me faz prosseguir na busca da eterna felicidade – se é que ela existe!


*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’. @aj.fontes


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É Findi - Meiguices - Poema - Por Eduardo Albuquerque*

28/08/2026

Voos de beija-flores,
céleres viagens,
de flor em flor:
paisagens!

No azul celestial,
são cintilantes,
quais cristais,
diamantes.



Circulares rodopios,
paradas marginais,
volteios.

São vivas romarias,
devaneios jamais,
enleios!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.

Voos de beija-flores,
céleres viagens,
de flor em flor:
paisagens!

No azul celestial,
são cintilantes,
quais cristais,
diamantes.


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Circulares rodopios,
paradas marginais,
volteios.

São vivas romarias,
devaneios jamais,
enleios!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99


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É Findi - Série Prédios Ícones de Pernambuco - Colégio Diocesano de Garanhuns - Por Silvio Amorim*

28/08/2026

O Colégio Diocesano de Garanhuns faz parte de um remanescente e seleto grupo de instituições de ensino que visa ao conhecimento aliado à formação integral do aluno: humana, cívica e, por sua origem, religiosa.
Foi nesse Colégio em que tive uma das grandes experiências da minha vida. Interno ao longo de três anos, onde fiz o "admissão", primeiro e segundo ano ginasial.
Fundado em 1915, sob a responsabilidade da Diocese de Garanhuns, fez história através dos seus sete diretores, centenas de professores, colaboradores e milhares de alunos e ex-alunos.

Referências

Entre esses, um destaque especial ao Monsenhor Adelmar da Mota Valença, o mais longevo diretor, que marcou época pelo seu carisma e compromisso social, autoridade moral e ética perante sua comunidade e, principalmente, diante dos alunos internos e externos.
Referências do magistério que são lembrados até hoje: Levino Epaminondas de França, Almira Valença, Maria José Ferrei...

O Colégio Diocesano de Garanhuns faz parte de um remanescente e seleto grupo de instituições de ensino que visa ao conhecimento aliado à formação integral do aluno: humana, cívica e, por sua origem, religiosa.
Foi nesse Colégio em que tive uma das grandes experiências da minha vida. Interno ao longo de três anos, onde fiz o "admissão", primeiro e segundo ano ginasial.
Fundado em 1915, sob a responsabilidade da Diocese de Garanhuns, fez história através dos seus sete diretores, centenas de professores, colaboradores e milhares de alunos e ex-alunos.

Referências

Entre esses, um destaque especial ao Monsenhor Adelmar da Mota Valença, o mais longevo diretor, que marcou época pelo seu carisma e compromisso social, autoridade moral e ética perante sua comunidade e, principalmente, diante dos alunos internos e externos.
Referências do magistério que são lembrados até hoje: Levino Epaminondas de França, Almira Valença, Maria José Ferreira, Luzinete Laporte. Instrutores:
Carlos Lins, Fernando Berenguer e João de Barros, dentre tantos outros marcados pela dedicação.

Centenário

O Colégio Diocesano de Garanhuns pontifica durante mais de 100 anos em uma das cidades mais agradáveis de Pernambuco, não só pelo excelente clima, como também pelo seu povo acolhedor, que recebeu milhares de estudantes de outras localidades. Poderíamos, assim, dizer que Garanhuns não é só a "Suíça Pernambucana", mas também a nossa "Coimbra". Durante mais de cinquenta anos, o Colégio Diocesano de Garanhuns, chamado carinhosamente de Diocesano, manteve o sistema de internato. Ora, alunos para quem os pais buscavam um melhor ensino para os filhos.

Ora, alunos cujos pais já tinham esgotado as possibilidades da boa convivência com os livros e a disciplina (até hoje não sei onde me classificaram).

Solidários

Vinham estudantes de várias partes de Pernambuco e estados vizinhos e de diversas camadas sociais e econômicas.
Conviviam diuturnamente, dormindo em três grandes dormitórios, tomando café da manhã com mungunzá, assistindo às aulas, almoçando, fazendo bancas de estudos, jantando, eventualmente em pé, pagando castigo ou recreando na área e na quadra. Eram, aproximadamente, duzentos filhos de comerciantes, comerciários, industriais, operários, governador e outros servidores públicos, índios, profissionais liberais, parlamentares, trabalhadores rurais, agricultores, jornalistas, promotores, juízes e apenados, esses os de que me lembro.

Diferença

Era uma vivência e convivência educadora para a vida, de que tive a oportunidade de usufruir durante três anos, depois de haver passado quase um ano interno no Colégio Cristo Rei, em Pesqueira. Muitas histórias, parcerias e amizades foram consolidadas por aqueles que tiveram a oportunidade de participar dessa grande "aventura" de crescimento para tornarem-se pessoas melhores.
Por se tratar o Diocesano de Garanhuns de uma das poucas instituições culturais centenárias do estado de Pernambuco e com grandes serviços prestados à educação, ser seu ex-aluno faz a diferença.

Reencontro

A repercussão do Diocesano em nossa Região foi exponencial. Durante esses mais de 100 anos, considerando que a educação, como política pública, não foi prioridade no país, a participação das ordens religiosas assumiu dimensões gigantescas, minimizando a ausência estatal.
Essas escolas mantiveram o ideal da educação e da formação integral de parte da juventude, formando uma bela salada social, cultural e econômica. Por tudo isso, vida longa ao nosso "Gynásio" de Garanhuns. E aos que por lá passaram, lembramos que 12 de outubro será sempre uma data memorável, será o dia do nosso grande reencontro, sempre lá, na antiga Praça da Bandeira, hoje Praça
Monsenhor Adelmar da Mota Valença.


*Silvio Amorim é advogado e orgulhoso ex-aluno interno do Colégio Diocesano de Garanhuns. Faz parte da associação Teatro de Amadores de Pernambuco.


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É Findi - Série História de Pernambuco - Depois de Nassau: quando o equilíbrio começou a se romper - Por Alfredo Cabral de Melo*

28/08/2026

A saída de Nassau não criou os problemas do domínio neerlandês, mas marcou uma nova etapa para uma administração que já enfrentava dificuldades econômicas e políticas.

Quando Maurício de Nassau deixou Pernambuco, em maio de 1644, não terminou apenas um período de governo. Encerrava-se também uma experiência administrativa que havia procurado conciliar interesses bastante diferentes dentro da conquista neerlandesa.

Como vimos no artigo anterior, Pernambuco ocupava posição central em uma estrutura que ultrapassava seus limites. A Companhia das Índias Ocidentais dependia da produção açucareira, dos engenhos e do comércio para sustentar sua presença no Brasil, enquanto os proprietários precisavam de crédito, de trabalhadores escravizados e de condições que lhes permitissem manter a produção. Entre esses interesses estavam comerciantes, credores, administradores e outros grupos ligados, de diferentes maneiras, à economia açucareira.

Nassau govern...

A saída de Nassau não criou os problemas do domínio neerlandês, mas marcou uma nova etapa para uma administração que já enfrentava dificuldades econômicas e políticas.

Quando Maurício de Nassau deixou Pernambuco, em maio de 1644, não terminou apenas um período de governo. Encerrava-se também uma experiência administrativa que havia procurado conciliar interesses bastante diferentes dentro da conquista neerlandesa.

Como vimos no artigo anterior, Pernambuco ocupava posição central em uma estrutura que ultrapassava seus limites. A Companhia das Índias Ocidentais dependia da produção açucareira, dos engenhos e do comércio para sustentar sua presença no Brasil, enquanto os proprietários precisavam de crédito, de trabalhadores escravizados e de condições que lhes permitissem manter a produção. Entre esses interesses estavam comerciantes, credores, administradores e outros grupos ligados, de diferentes maneiras, à economia açucareira.

Nassau governou dentro dessa realidade. Sua administração procurou organizar a conquista e estabelecer relações com os moradores, mas não eliminou as dificuldades que já existiam. Por isso, sua saída não deve ser vista como o momento em que todos os problemas começaram. Ela marcou, antes, uma mudança na maneira como essas dificuldades seriam enfrentadas.

Uma economia que já carregava problemas

O açúcar continuava sendo uma das principais fontes de riqueza da região, mas sua produção exigia muito mais do que terras adequadas ao cultivo da cana. Um engenho dependia de equipamentos, animais, trabalhadores escravizados, abastecimento e, sobretudo, recursos para manter toda essa estrutura funcionando.

O crédito fazia parte dessa engrenagem. Os proprietários assumiam compromissos para produzir, enquanto comerciantes e credores esperavam receber de volta os valores emprestados ou adiantados. Quando a produção não correspondia às expectativas ou as condições do comércio se tornavam desfavoráveis, o endividamento podia se agravar.

Essa situação já era conhecida durante o governo de Nassau. Documentos reunidos por José Antônio Gonsalves de Mello registram negociações envolvendo dívidas de senhores de engenho e acordos destinados a preservar propriedades e sua capacidade produtiva. A questão, portanto, não era simplesmente cobrar ou deixar de cobrar. A Companhia precisava recuperar seus recursos sem comprometer uma estrutura econômica da qual ela própria dependia.

Esse equilíbrio era difícil e não desapareceu com a saída de Nassau.

O que mudou depois de 1644?

A administração que sucedeu a Nassau encontrou uma situação que exigia respostas. A Companhia das Índias Ocidentais havia realizado uma conquista dispendiosa e precisava recuperar seus investimentos, enquanto muitos moradores estavam profundamente envolvidos em relações de crédito e endividamento.

O problema estava justamente nessa dependência mútua. Para a Companhia, era necessário obter receitas e recuperar créditos. Para os proprietários, qualquer cobrança que comprometesse suas terras, seus equipamentos ou sua capacidade de produzir poderia tornar ainda mais difícil o pagamento das próprias dívidas.

Não se tratava, portanto, de uma simples oposição entre holandeses e portugueses. As relações econômicas haviam aproximado pessoas de origens e interesses diferentes, e alguns moradores haviam permanecido em Pernambuco durante o domínio neerlandês, negociando com a nova administração. Outros, entretanto, continuavam ligados à ordem política portuguesa ou mantinham razões para se opor ao domínio da Companhia.

Essa diversidade é importante porque ajuda a compreender por que a Restauração Pernambucana não pode ser explicada por uma única causa.

João Fernandes Vieira e a complexidade das relações

A trajetória de João Fernandes Vieira é particularmente reveladora desse ambiente. Sua relação com o domínio neerlandês não pode ser compreendida apenas pela posição que assumiria posteriormente na Insurreição.

Antes de se tornar uma das principais figuras da Restauração, Vieira esteve inserido na vida econômica do Pernambuco neerlandês e manteve relações de negócios e de crédito. A documentação reunida por Gonsalves de Mello permite acompanhar parte dessas relações e perceber como interesses econômicos e posições políticas podiam mudar ao longo do tempo.

Sua trajetória ajuda também a evitar uma interpretação simplificada, segundo a qual os moradores teriam permanecido, desde o início da ocupação, divididos em dois grupos perfeitamente definidos. A realidade era mais móvel. Havia aproximações, negócios, conflitos e mudanças de posição, determinadas pelas circunstâncias e pelos interesses envolvidos.

A futura revolta, portanto, não nasceu de uma sociedade que estivesse simplesmente esperando o momento de expulsar os neerlandeses.

Nassau não era a solução para tudo

É nesse ponto que a imagem de Nassau precisa ser observada com algum cuidado.

Seu governo foi marcado por iniciativas importantes na administração do território, na organização do Recife e nas relações com diferentes setores da sociedade. Isso, porém, não significa que tenha resolvido os problemas econômicos e políticos que estavam na base da presença neerlandesa.

As próprias negociações relacionadas às dívidas dos engenhos demonstram que essas dificuldades permaneciam. Nassau podia administrar conflitos, negociar interesses e procurar preservar a produção, mas governava dentro das limitações impostas pela Companhia das Índias Ocidentais e pelas circunstâncias da própria conquista.

Sua saída, portanto, não criou a crise. Retirou do cenário uma forma de administrá-la que, apesar de suas limitações, havia procurado conciliar interesses diferentes.

É justamente por isso que 1644 merece atenção. O ano não representa uma ruptura absoluta entre duas histórias diferentes, mas uma mudança de etapa dentro de um processo que já vinha se desenvolvendo.

Da dificuldade econômica à tensão política

Nos meses que antecederam a Insurreição, questões econômicas passaram a se encontrar cada vez mais com questões políticas. A cobrança de dívidas, a situação dos engenhos e os interesses da Companhia não estavam separados das disputas pelo controle do território e das lealdades políticas.

Ainda assim, seria precipitado afirmar que o endividamento dos senhores de engenho provocou, sozinho, a Restauração. A guerra que começaria em 1645 envolveu outros fatores e outros grupos, e sua duração demonstra que não se tratava apenas de uma reação de devedores contra credores.

O que podemos perceber é que a economia ajudou a formar o ambiente no qual a crise política se desenvolveu. Quando relações que dependiam de negociação começaram a se tornar mais difíceis, diminuiu também o espaço para acomodar interesses divergentes.

É nesse ambiente que Pernambuco se aproximou de 1645.

A questão já não era somente como manter os engenhos funcionando, recuperar dívidas ou administrar uma conquista. Aos poucos, tornou-se necessário discutir quem teria autoridade para continuar governando aquele território e em que condições essa autoridade seria aceita pelos seus moradores.

É a partir dessa mudança que podemos compreender melhor o que aconteceria.


*Alfredo Cabral de Melo, é Advogado, Historiador, Jornalista, e Membro do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e do Instituto Histórico do Maranhão (IHGM). @alfredo.cabral.de.melo


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