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Traição: A palavra da hora que está revoltando as pessoas de bem, por Flávio Lúcio*

21/09/2026

O prefeito que ontem subia no palanque de um candidato aparece hoje sorrindo ao lado do adversário. É cínico, é deplorável, é suspeito, mas parece que essa prática está sendo normalizada na Paraíba. É o padrão Hugo Motta?

Lembremos

Em 2022, o hoje presidente da Câmara e todo o Republicanos declararam apoio a João Azevêdo para o governo e a Efraim Filho, da chapa de oposição, para o Senado. E o que se viu durante a campanha foram candidatos obrigados a descer de palanque em alguns municípios para atender à conveniência dos prefeitos.

Não é normal

O que mais preocupa hoje não são apenas as traições a duas semanas da votação. O pior é a tentativa de normalizá-las por parte de certos e determinados jornalistas. Tentando criar ares de normalidade para situações que, não faz muito, eram moralmente inaceitáveis e criticadas duramente.

Apoio político

Está sendo tratado como um liv...

O prefeito que ontem subia no palanque de um candidato aparece hoje sorrindo ao lado do adversário. É cínico, é deplorável, é suspeito, mas parece que essa prática está sendo normalizada na Paraíba. É o padrão Hugo Motta?

Lembremos

Em 2022, o hoje presidente da Câmara e todo o Republicanos declararam apoio a João Azevêdo para o governo e a Efraim Filho, da chapa de oposição, para o Senado. E o que se viu durante a campanha foram candidatos obrigados a descer de palanque em alguns municípios para atender à conveniência dos prefeitos.

Não é normal

O que mais preocupa hoje não são apenas as traições a duas semanas da votação. O pior é a tentativa de normalizá-las por parte de certos e determinados jornalistas. Tentando criar ares de normalidade para situações que, não faz muito, eram moralmente inaceitáveis e criticadas duramente.

Apoio político

Está sendo tratado como um livro de contabilidade, onde o entra e sai de prefeito é registrado sem que sejam as receitas e despesas da operação. Quando muito, as traições políticas são tratadas como esperteza e colocadas na conta da “habilidade política”.

A traição

É tão velha como o poder. E sempre foi tratada como moralmente inaceitáve. Dante Alighieri reservou o último círculo do Inferno aos traidores, abaixo dos violentos. A traição quebra a confiança e destrói os laços que sustentam a vida em sociedade. Uma sociedade de traidores, ou onde a traição é normalizada como prática corriqueira, não pode sobreviver.

Por fim

Convém lembrar ainda que a capacidade de um prefeito desmoralizado de transferir votos é menor do que o senso comum supõe. Pois, como disse derta vez Leonel Brizola: a política ama a traição, mas odeia o traidor. A eleição mostrará isso.

*Flavio Lúcio é cientista político, doutor em sociologia, historiador, professor da UFPB.


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Lula avalia ir a debate ainda no 1°turno; Flávio aguarda definição petista

21/09/2026

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) define a agenda do candidato para as duas últimas semanas do primeiro turno e ainda avalia comparecer ao debate de presidenciáveis da TV Globo, marcado para o dia 1º de outubro, de acordo com interlocutores do mandatário.

Evitou

O presidente evitou os debates até aqui – a partir da avaliação de que enfrentaria sozinho candidatos de direita e centro-direita. Os veículos de comunicação, via de regra, vêm convidando, além do petista, Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).

Avaliando

Em meio ao mau momento de Lula nas pesquisas de intenções de voto, no entanto, a campanha petista vêm reavaliando estratégias, aumentando a exposição de Lula e intensificando confrontos diretos com Flávio Bolsonaro.

Estratégia

Já a campanha de Flávio Bolsonaro mantém a estraté...

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) define a agenda do candidato para as duas últimas semanas do primeiro turno e ainda avalia comparecer ao debate de presidenciáveis da TV Globo, marcado para o dia 1º de outubro, de acordo com interlocutores do mandatário.

Evitou

O presidente evitou os debates até aqui – a partir da avaliação de que enfrentaria sozinho candidatos de direita e centro-direita. Os veículos de comunicação, via de regra, vêm convidando, além do petista, Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).

Avaliando

Em meio ao mau momento de Lula nas pesquisas de intenções de voto, no entanto, a campanha petista vêm reavaliando estratégias, aumentando a exposição de Lula e intensificando confrontos diretos com Flávio Bolsonaro.

Estratégia

Já a campanha de Flávio Bolsonaro mantém a estratégia de esperar a definição de Lula. O senador prevê que em um debate sem o petista se tornaria alvo preferencial dos demais candidatos – que em tese compartilham o mesmo eleitor e miram suas intenções de voto.
Flávio só irá ao debate ainda no primeiro turno caso Lula também compareça, segundo aliados do parlamentar.

Agenda de Lula para reta final

Nesta semana, após retornar da Assembleia-Geral da ONU (Nações Unidas), Lula intensifica agendas de campanha. Na quarta-feira (23/09), fará ato com artistas no Rio de Janeiro; na sexta-feira (25/09), visitará estados no Nordeste; e no sábado (26/09), desembarca em São Paulo.
Para a semana derradeira – indefinição sobre o debate à parte –, o petista planeja caminhadas em Minas Gerais e São Paulo. Ambas as agendas acontecerão nas 48h que antecedem a votação, período em que fica vedada a propaganda eleitoral.

Cícero Lucena faz pronunciamento nas redes sociais e cobra por ações na segurança pública da Paraíba

21/09/2026

O ex-prefeito de João Pessoa e candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena (MDB), fez um pronunciamento nas redes sociais na manhã de hoje, segunda-feira (21/09) e anunciou que pretende criar uma sala de situação de crise na segurança pública caso seja eleito nas eleições deste ano. O candidato havia anunciado o pronunciamento no começo da manhã.


Afirmou

Durante o pronunciamento, Cícero afirmou que, se eleito, pretende centralizar as decisões da área de segurança em uma sala de situação voltada ao enfrentamento de crises, reunindo os principais responsáveis pela área para coordenar as ações do Estado.

“Vou convocar toda a cúpula da segurança do Estado e colocar as forças para trabalhar de forma integrada, com comando, inteligência e responsabilidade” afirmou.

Críticas

Além do anúncio, o candidato fez críticas à condução da segurança pública no estado e cobrou providências do governador...

O ex-prefeito de João Pessoa e candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena (MDB), fez um pronunciamento nas redes sociais na manhã de hoje, segunda-feira (21/09) e anunciou que pretende criar uma sala de situação de crise na segurança pública caso seja eleito nas eleições deste ano. O candidato havia anunciado o pronunciamento no começo da manhã.


Afirmou

Durante o pronunciamento, Cícero afirmou que, se eleito, pretende centralizar as decisões da área de segurança em uma sala de situação voltada ao enfrentamento de crises, reunindo os principais responsáveis pela área para coordenar as ações do Estado.

“Vou convocar toda a cúpula da segurança do Estado e colocar as forças para trabalhar de forma integrada, com comando, inteligência e responsabilidade” afirmou.

Críticas

Além do anúncio, o candidato fez críticas à condução da segurança pública no estado e cobrou providências do governador e candidato à reeleição, Lucas Ribeiro (PP).

A cobrança

A cobrança ocorreu após o registro de três casos de cabeças decapitadas na Região Metropolitana de João Pessoa em um intervalo de aproximadamente um mês, episódios citados por Cícero como exemplo da necessidade de reforçar as ações de enfrentamento à violência.

O Poder

Concursos em Pernambuco têm mais de 1,4 mil vagas e salários de até R$ 37 mil

21/09/2026

A semana começa com os concursos públicos e seleções simplificadas com inscrições abertas em Pernambuco oferecendo, ao menos, 1.477 vagas de emprego. As oportunidades são para candidatos dos níveis fundamental, médio, técnico e superior em cidades do Grande Recife, do Agreste e do Sertão.

Os destaques

Entre os destaques, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) oferece vagas de até R$ 37,7 mil. Já as prefeituras de Moreilândia, Floresta e Trindade oferecem mais de 300 vagas cada, em diversos cargos, com salários que podem chegar a R$ 15 mil.

Confira:

Prefeitura de Moreilândia
Inscrições até esta segunda-feira (21): cargos gerais | cargos magistério;
460 vagas de nível médio e superior;
salários de até R$ 3,8 mil;

Prefeitura de Tamandaré
Inscrições até quinta-feira (24);
30 vagas de nível médio;
salário de R$ 1,8 mil;



A semana começa com os concursos públicos e seleções simplificadas com inscrições abertas em Pernambuco oferecendo, ao menos, 1.477 vagas de emprego. As oportunidades são para candidatos dos níveis fundamental, médio, técnico e superior em cidades do Grande Recife, do Agreste e do Sertão.

Os destaques

Entre os destaques, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) oferece vagas de até R$ 37,7 mil. Já as prefeituras de Moreilândia, Floresta e Trindade oferecem mais de 300 vagas cada, em diversos cargos, com salários que podem chegar a R$ 15 mil.

Confira:

Prefeitura de Moreilândia
Inscrições até esta segunda-feira (21): cargos gerais | cargos magistério;
460 vagas de nível médio e superior;
salários de até R$ 3,8 mil;

Prefeitura de Tamandaré
Inscrições até quinta-feira (24);
30 vagas de nível médio;
salário de R$ 1,8 mil;


Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5)
Inscrições até 28 de setembro;
11 vagas de juiz federal substituto;
salário de R$ 37,7 mil;


Prefeitura de Floresta
Inscrições até 1º de outubro;
432 vagas de nível fundamental, médio, técnico e superior;
salários de até R$ 15 mil;

Câmara de Mirandiba
Inscrições até 4 de outubro;
10 vagas de nível médio e superior;
salário de R$ R$ 2,5 mil;

Prefeitura de Belo Jardim
Inscrições até 4 de outubro;
150 vagas de nível médio, técnico e superior;
salários de até R$ 4,8 mil;

Prefeitura de Caruaru
Inscrições até 8 de outubro;
20 vagas de nível superior para diversos cargos;
salário de até R$ 6 mil;

Câmara de Trindade
Inscrições até 8 de outubro;
11 vagas de nível fundamental, médio e superior em diversos cargos;
salário de até R$ 2,5 mil;


Prefeitura de Trindade
Inscrições até 19 de outubro;
353 vagas de nível médio, técnico e superior em diversos cargos;
salário de até R$ 6,6 mil;


O Poder

Agenda dos candidatos à Presidência nesta segunda-feira  inclui sabatina e atos políticos

21/09/2026

Mais uma semana de intensa atividade política e busca pelo eleitor. A agenda dos candidatos à Presidência hoje, segunda-feira (21/09) inclui sabatina e atos políticos. Também estão previstos encontros com apoiadores e atividades de campanha em diferentes cidades.


Confira:

Clariana Barão (DC)

Em Imperatriz (MA), faz adesivaço na Maçonaria da Rua Alagoas.

Edmilson Costa (PCB)

Às 19h, Participa, junto com Cleusa Santos, candidata à Vice-Presidência, de conversa sobre educação, trabalho, cultura, lazer e os direitos da juventude brasileira, no YouTube.

Flávio Bolsonaro (PL)

Participa de moto-carreata e faz comício em Natal (RN).

17h30 – Moto-carreata em Natal
Local: Centro de Convenções de Natal – Via Costeira Sen. Dinarte Medeiros Mariz, 6664 – Ponta Negra, Natal
19h30 – Praça Cívica – Praça Pedro Velho – Petrópolis, Natal

Her...

Mais uma semana de intensa atividade política e busca pelo eleitor. A agenda dos candidatos à Presidência hoje, segunda-feira (21/09) inclui sabatina e atos políticos. Também estão previstos encontros com apoiadores e atividades de campanha em diferentes cidades.


Confira:

Clariana Barão (DC)

Em Imperatriz (MA), faz adesivaço na Maçonaria da Rua Alagoas.

Edmilson Costa (PCB)

Às 19h, Participa, junto com Cleusa Santos, candidata à Vice-Presidência, de conversa sobre educação, trabalho, cultura, lazer e os direitos da juventude brasileira, no YouTube.

Flávio Bolsonaro (PL)

Participa de moto-carreata e faz comício em Natal (RN).

17h30 – Moto-carreata em Natal
Local: Centro de Convenções de Natal – Via Costeira Sen. Dinarte Medeiros Mariz, 6664 – Ponta Negra, Natal
19h30 – Praça Cívica – Praça Pedro Velho – Petrópolis, Natal

Hertz Dias (PSTU)

Em São Paulo, faz encontro com o professor e comunicador Thiago Torres, conhecido como Chavoso da USP, e participa lançamento de livro. 

Renan Santos (Missão) 

Participa de sabatina no jornal SBT Brasil. 
Osasco (SP)
19h30 – Sabatina do SBT Brasil (ao vivo)
Local: Av. das Comunicações, 1147 – Industrial Anhangüera, Osasco – SP, Brasil



Romeu Zema (Novo)
São Paulo
Às 19h, participa do debate do Flow Podcast.
19h — Debate Eleitoral Flow
Local: Teatro Baccarelli – Estrada das Lágrimas n° 2317, Heliópolis


Ronaldo Caiado (PSD)
São Paulo
Em São Paulo, participa de debate no podcast Flow.

19h — Debate Eleitoral Flow
Local: Teatro Baccarelli – Estrada das Lágrimas n° 2317, Heliópolis


Augusto Cury (Avante)
São Paulo 
Às 14h, tem encontro com influenciadores digitais no Itaim Bibi, em São Paulo (SP).

14h — Encontro com influenciadores digitais
Local: QG da campanha – Staybridge Suítes São Paulo – Rua Bandeira Paulista, 555, Itaim Bibi
19h — Debate Eleitoral Flow
Local: Teatro Baccarelli – Estrada das Lágrimas n° 2317, Heliópolis


Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 
O presidente cumpre agenda institucional em Nova York, nos Estados Unidos, onde vai participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) na terça-feira (22/09).


Não têm agenda

Wilson Grassi e Samara Martins (UP) não têm agenda pública de campanha.
Os candidatos Leonardo Avalanche (PRTB) e Rui Costa Pimenta (PCO) não divulgaram agenda pública de campanha até o momento.

O Poder


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Debate da TV Guararapes no Recife é a principal atividade política dos candidatos ao governo de Pernambuco nesta segunda-feira

21/09/2026

A menos de 15 dias para as eleições, os candidatos ao governo de Pernambuco, intensificam a agenda de atividades políticas. A principal atividade dos postulantes ao Palácio Campo das Princesas, hoje, segunda-feira (21/09), é o debate promovido pela na TV Guararapes, no Recife.

Confira:
João Campos (PSB)

A agenda de João Campos começa às 10h00 em Petrolina, onde realiza a assinatura de uma Carta-compromisso com o município. No final da tarde, às 18h00, o candidato participa do Debate na TV Guararapes, no Recife. Encerrando os compromissos do dia, às 20h30, realiza uma Mini Carreata nos bairros de Mangueira e San Martin, também no Recife.
10h00 – Assinatura de Carta-compromisso com Petrolina
18h00 – Debate na TV Guararapes
20h30 – Mini Carreata os bairros da Mangueira e San Martin, no Recife

Raquel Teixeira Lira (PSD)

Raque Teixeiral Lyra inicia o dia às 09h participando da Sabatina do Sindhosp...

A menos de 15 dias para as eleições, os candidatos ao governo de Pernambuco, intensificam a agenda de atividades políticas. A principal atividade dos postulantes ao Palácio Campo das Princesas, hoje, segunda-feira (21/09), é o debate promovido pela na TV Guararapes, no Recife.

Confira:
João Campos (PSB)

A agenda de João Campos começa às 10h00 em Petrolina, onde realiza a assinatura de uma Carta-compromisso com o município. No final da tarde, às 18h00, o candidato participa do Debate na TV Guararapes, no Recife. Encerrando os compromissos do dia, às 20h30, realiza uma Mini Carreata nos bairros de Mangueira e San Martin, também no Recife.
10h00 – Assinatura de Carta-compromisso com Petrolina
18h00 – Debate na TV Guararapes
20h30 – Mini Carreata os bairros da Mangueira e San Martin, no Recife

Raquel Teixeira Lira (PSD)

Raque Teixeiral Lyra inicia o dia às 09h participando da Sabatina do Sindhospe, localizada na Rua Dom Vital, número 129, no bairro de Santo Amaro, no Recife. Às 18h, a candidata estará presente no Debate na TV Guararapes.

9h – Sabatina no Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas do Estado de Pernambuco (Sindhospe), em Santo Amaro
18h00 – Debate na TV Guararapes

Camila Falcão (UP)
9h – Diálogo na Assembleia do Sindicato dos Bancários, no Recife
18h – Plenária do Fórum Nacional da Reforma Urbana (Online)


Ivan Morais (PSOL)

O único compromisso do dia de Ivan Moraes é a participação no Debate na TV Guararapes as 18h.

Renan Hallais (MISSÃO)
20h – Entrevista em Podcast em Vitória de Santo Antão horário previsto
Os candidatos Guilherme Fonseca (PSTU) e Victor Assis (PCO) não informaram agenda.

O domingo

Cinco dos sete candidatos ao governo de Pernambuco nas eleições de 2026 tiveram compromissos de campanha neste domingo (20). Entre as atividades, panfletagem, caminhadas e participação numa Parada LGBT no Recife.

Ivan Moraes (PSOL)
O candidato do PSOL participou, durante o período da tarde, da Parada LGBT do bairro de Dois Unidos, na Zona Norte do Recife. A atividade de campanha também passou pelo terminal de ônibus do bairro.


João Campos (PSB)
Pela manhã, o candidato do PSB realizou uma caminhada no Cabo de Santo Agostinho, cidade da Região Metropolitana do Recife. À tarde, comandou uma caravana em Petrolina, no Sertão do estado.

Professora Camila (UP)
A candidata da Unidade Popular começou a agenda de campanha panfletando e conversando com comerciantes da Feira de Peixinhos, em Olinda, pela manhã. À tarde, fez outra panfletagem, no Centro de Camaragibe.


Raquel Teixeira Lyra (PSD)
Pela manhã, a candidata à reeleição realizou um giro na orla de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. A agenda seguiu com uma caminhada no bairro de Brasília Teimosa, na mesma região da capital. À tarde, ela comandou um encontro com apoiadores no bairro da Guabiraba, na Zona Norte da cidade.


Victor Assis (PCO)

O candidato do PCO iniciou a agenda de campanha num ato com a presença do candidato a vice-presidente do partido, Antônio Carlos Silva, no bairro de Santo Amaro, na área central do Recife. À noite, concluiu a agenda com uma panfletagem no Bairro do Recife, também no Centro da cidade.

O Poder

Parecer de Lewandowsky diz que lei do salário fura teto de Raquel: “é imoral”

21/09/2026

Ricardo Lewandovsky, ex-Ministro da Suprema Corte, emitiu parecer que está circulando no meio jurídico pernambucano, que traz um apontamento importante.

Violentou Princípios

Além do aspecto estritamente de análise jurídico-legal e da Inconstitucionalidade da Lei Estadual que quase triplicou o salário da Governadora Raquel Teixeira Lyra, um dos capítulos do parecer faz uma análise de “Princípios”. A Constituição Federal e rege por “Princípios” e um dos mais importantes é o “Princípio da Moralidade”.

Trecho do parecer

Menciona “reforçam o juízo de
invalidade quando a norma, originada do próprio Chefe do Poder Executivo”. Ou seja, Raquel não poderia fazer um projeto de lei em benefício próprio.

Inconstitucional

E diz que os princípios da impessoalidade e “moralidade” reforçam a inconstitucionalidade da lei de Raquel. Uma leitura atenta mostra que, em linguagem mais comum...

Ricardo Lewandovsky, ex-Ministro da Suprema Corte, emitiu parecer que está circulando no meio jurídico pernambucano, que traz um apontamento importante.

Violentou Princípios

Além do aspecto estritamente de análise jurídico-legal e da Inconstitucionalidade da Lei Estadual que quase triplicou o salário da Governadora Raquel Teixeira Lyra, um dos capítulos do parecer faz uma análise de “Princípios”. A Constituição Federal e rege por “Princípios” e um dos mais importantes é o “Princípio da Moralidade”.

Trecho do parecer

Menciona “reforçam o juízo de
invalidade quando a norma, originada do próprio Chefe do Poder Executivo”. Ou seja, Raquel não poderia fazer um projeto de lei em benefício próprio.

Inconstitucional

E diz que os princípios da impessoalidade e “moralidade” reforçam a inconstitucionalidade da lei de Raquel. Uma leitura atenta mostra que, em linguagem mais comum, o parecer caracteriza o fato de fazer uma lei em benefício próprio com um ato imoral.


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Cícero Lucena anuncia pronunciamento para a manhã desta segunda-feira na Paraíba

21/09/2026

Pausa na agenda. E expectativas. O ex-prefeito de João Pessoa e candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena (MDB), anunciou que fará um pronunciamento oficial na manhã de hoje, segunda-feira (21/09). A declaração foi feita por meio das redes sociais.

Pausa

Na publicação, Cícero afirmou que fará uma pausa na agenda de campanha para se dirigir diretamente aos paraibanos, mas não antecipou qual será o tema da manifestação.
Ao anunciar o pronunciamento, o candidato publicou uma mensagem em que destacou a importância do momento.

“Nada é maior nem mais importante que o futuro da Paraíba” disse.

Abrir o coração

Na mesma publicação, Cícero também afirmou que pretende “abrir o coração” durante a fala, sem informar se o pronunciamento envolverá algum anúncio relacionado à campanha eleitoral.
Até a publicação desta reportagem, a equipe do candidato não divulgou detalhes sobre o conteúdo da ma...

Pausa na agenda. E expectativas. O ex-prefeito de João Pessoa e candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena (MDB), anunciou que fará um pronunciamento oficial na manhã de hoje, segunda-feira (21/09). A declaração foi feita por meio das redes sociais.

Pausa

Na publicação, Cícero afirmou que fará uma pausa na agenda de campanha para se dirigir diretamente aos paraibanos, mas não antecipou qual será o tema da manifestação.
Ao anunciar o pronunciamento, o candidato publicou uma mensagem em que destacou a importância do momento.

“Nada é maior nem mais importante que o futuro da Paraíba” disse.

Abrir o coração

Na mesma publicação, Cícero também afirmou que pretende “abrir o coração” durante a fala, sem informar se o pronunciamento envolverá algum anúncio relacionado à campanha eleitoral.
Até a publicação desta reportagem, a equipe do candidato não divulgou detalhes sobre o conteúdo da manifestação prevista para a manhã desta segunda-feira.

"O poder"

Hoje - Lula na ONU, com discurso, aceno ao eleitor e pode encontrar Trump, agenda inclui encontro com o prefeito de NY

21/09/2026

O presidente Lula, PT, desembarcou em Nova York ontem, 20/09, para participar da Assembleia-Geral da ONU em uma passagem curta pelos EUA marcada pelo momento delicado da relação entre Brasília e Washington e às vésperas da eleição que disputa com o senador Flávio Bolsonaro, PL. Lula chega a NY com a relação bilateral novamente sob pressão. A poucas semanas das eleições brasileiras, integrantes do governo têm manifestado preocupação com uma possível interferência externa no processo eleitoral e passaram a colocar a defesa da soberania nacional no centro do discurso político. O tema deve aparecer na fala de Lula na ONU.

Expectativa

A expectativa é de que o presidente defenda o princípio da não intervenção nos assuntos internos dos países e ressalte que decisões políticas, judiciais e eleitorais brasileiras devem ser tomadas sem pressão externa. A orientação, porém, é fazer essa defesa em termos mais amplos, sem transformar o discurso em um ataque nom...

O presidente Lula, PT, desembarcou em Nova York ontem, 20/09, para participar da Assembleia-Geral da ONU em uma passagem curta pelos EUA marcada pelo momento delicado da relação entre Brasília e Washington e às vésperas da eleição que disputa com o senador Flávio Bolsonaro, PL. Lula chega a NY com a relação bilateral novamente sob pressão. A poucas semanas das eleições brasileiras, integrantes do governo têm manifestado preocupação com uma possível interferência externa no processo eleitoral e passaram a colocar a defesa da soberania nacional no centro do discurso político. O tema deve aparecer na fala de Lula na ONU.

Expectativa

A expectativa é de que o presidente defenda o princípio da não intervenção nos assuntos internos dos países e ressalte que decisões políticas, judiciais e eleitorais brasileiras devem ser tomadas sem pressão externa. A orientação, porém, é fazer essa defesa em termos mais amplos, sem transformar o discurso em um ataque nominal ao governo americano.

Lula fará discurso de abertura terça

O presidente fará na terça-feira, 22/09, o tradicional discurso de abertura das falas de chefes de Estado no evento, que reúne representantes dos 193 países-membros das Nações Unidas. Ele será seguido pelo líder do país anfitrião, portanto, Donald Trump. As eleições brasileiras, marcadas para 04/10, acrescentam uma camada de sensibilidade à viagem.


Tem demonstrado

O governo tem demonstrado preocupação com manifestações ou medidas americanas que possam repercutir na campanha, enquanto procura evitar uma nova escalada diplomática a poucos dias da votação. Lula deve usar seu espaço de discurso, que deve durar cerca de 20 minutos segundo, para acenar à sua base, com mensagens importantes que vão além da soberania: o petista também deve falar da importância do combate ao crime organizado, mas de maneira diferente da feita hoje pelos EUA na América Latina, sobre a emergência climática e a fome.


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Possível encontro rápido Lula x Trump

A sequência cria a possibilidade de um encontro rápido entre os dois presidentes nos bastidores, ainda que não haja uma reunião formal prevista. Foi justamente nesse curto intervalo que os dois se encontraram pela primeira vez no ano passado, quando conversaram por cerca de 40 segundos antes do discurso do americano.


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Agenda de Lula hoje, segunda

Hoje, 21/09, o presidente Lula tem um encontro marcado com o prefeito de Nova York, o socialista democrata Zohran Mamdani. Ainda que seus auxiliares neguem que a reunião, feita a convite do nova-iorquino, possa enviar um sinal ruim a Trump, fato é que hoje Mamdani é a figura pública com maior capacidade de antagonizar Trump. Ele também se encontrará com o senador Bernie Sanders e com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi.

Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta segunda-feira Por Alek Maracajá

21/09/2026

Brasília, 21 de setembro de 2026

O principal movimento deste domingo é a transformação da crise institucional em matéria-prima permanente da campanha presidencial.

O vídeo amplia a pressão reputacional sobre Moraes porque aparece depois de declarações anteriores negando viagens em aeronaves de Vorcaro. Juridicamente, existem explicações e versões a serem apuradas. Digitalmente, porém, a imagem já embarcou — e o algoritmo não costuma esperar autorização para decolar.

Paralelamente, a campanha de Lula pediu ao TSE a apuração de publicações favoráveis a Flávio Bolsonaro no Instagram, sob a alegação de propaganda eleitoral irregular. É a campanha de 2026 confirmando sua vocação: um pé na rua, outro na rede e os dois advogados de prontidão.

Resumo da manhã: a eleição entrou no STF, o STF entrou na eleição e o Instagram já está perguntando se precisa levar documento para votar.


Termômetro Digital do...

Brasília, 21 de setembro de 2026

O principal movimento deste domingo é a transformação da crise institucional em matéria-prima permanente da campanha presidencial.

O vídeo amplia a pressão reputacional sobre Moraes porque aparece depois de declarações anteriores negando viagens em aeronaves de Vorcaro. Juridicamente, existem explicações e versões a serem apuradas. Digitalmente, porém, a imagem já embarcou — e o algoritmo não costuma esperar autorização para decolar.

Paralelamente, a campanha de Lula pediu ao TSE a apuração de publicações favoráveis a Flávio Bolsonaro no Instagram, sob a alegação de propaganda eleitoral irregular. É a campanha de 2026 confirmando sua vocação: um pé na rua, outro na rede e os dois advogados de prontidão.

Resumo da manhã: a eleição entrou no STF, o STF entrou na eleição e o Instagram já está perguntando se precisa levar documento para votar.


Termômetro Digital do dia

Em alta: o vídeo do jatinho imagem simples, entendimento imediato e enorme capacidade de circulação.

Em queda: Alexandre de Moraes, pressionado pelo contraste entre as imagens divulgadas e suas declarações anteriores. O ministro nega irregularidades.

Assunto dominante: Moraes + Vorcaro + Banco Master + crise do STF.

Maior velocidade: cortes do vídeo acompanhados de comparações com falas anteriores.

Potencial de explosão: surgimento de novos registros, mensagens, encontros ou viagens ainda desconhecidos.

Disputa narrativa: explicação jurídica × impacto visual.

Clima digital: documento precisa de interpretação. Vídeo precisa apenas de Wi-Fi e alguém com vontade de compartilhar.




Os principais movimentos do dia


O jatinho pousou, mas a crise continua voando


O vídeo mostra Moraes e Viviane Barci desembarcando, em agosto de 2025, de um Legacy 650 operado pela Prime Aviation, empresa então associada a Vorcaro. O escritório de Viviane afirma que havia contratado regularmente o serviço de táxi aéreo, nega relação pessoal com o banqueiro e sustenta que a definição da aeronave era responsabilidade da empresa contratada.

O problema político não está apenas na existência do voo, mas no choque entre a força da imagem, as explicações anteriores e o conjunto de relações já reveladas. Reportagem da Folha também cita encontros, mensagens e o contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de Viviane. Moraes nega irregularidades e afirma não ter julgado processos relacionados ao banco ou a Vorcaro.

Brasília passou semanas procurando uma prova de difícil compreensão. Encontrou oito segundos de vídeo e deixou o resto por conta do algoritmo.



STF ativa o modo sobrevivência — mas esquece de desligar as notificações


A crise já reúne questionamentos sobre condutas, procedimentos, relações pessoais e comerciais e, principalmente, sobre a capacidade do Supremo de investigar situações envolvendo seus próprios integrantes.

O desafio deixou de ser apenas processual. O STF precisa recuperar previsibilidade, confiança e capacidade de oferecer respostas antes que o próximo episódio domine completamente a conversa pública.

Cada demora institucional abre espaço para que vídeos, prints, mensagens e versões preencham o silêncio. Na política digital, espaço vazio nunca permanece vazio por muito tempo.

O Supremo procura uma saída jurídica. O algoritmo já localizou a saída de emergência.


Lula tenta despachar o STF em uma mala separada

A campanha governista trabalha para impedir que o desgaste do Supremo seja transferido diretamente para Lula. A preocupação aumentou depois de o presidente afirmar que cinco ministros aparecem relacionados, de formas distintas, ao caso Master e defender mudanças no Judiciário.

O risco para Lula é Flávio Bolsonaro conseguir transformar “STF” em sinônimo eleitoral de “governo”. O objetivo governista é separar essas duas imagens antes que elas sejam coladas definitivamente pela oposição.

Ainda não existe base suficiente para afirmar que a crise mudou decisivamente a intenção de voto. Mas já existe material suficiente para movimentar narrativas, discursos e estratégias de campanha.

No álbum da campanha, Lula está tentando colocar a foto do Supremo em outra página — de preferência depois dos termos de uso.



Campanha de Lula leva Flávio ao TSE — por causa do instagram

A campanha de Lula pediu ao Tribunal Superior Eleitoral uma apuração sobre publicações favoráveis a Flávio Bolsonaro no Instagram, sob a alegação de propaganda irregular.

O episódio confirma que a disputa presidencial acontece simultaneamente em três ambientes: nas ruas, nas redes e nos tribunais. Em breve, talvez seja necessário incluir também os grupos de família.

O ponto central será saber se a Justiça Eleitoral identificará alguma irregularidade. Até uma decisão, a acusação deve ser tratada como alegação da campanha, e não como fato comprovado.

Antigamente, campanha precisava de palanque, bandeira e marqueteiro. Em 2026, é recomendável incluir advogado, social media e carregador portátil.



Gilmar abre outra janela — e a segurança jurídica sente a corrente de ar



O jurista Marco Aurélio Mello criticou a reabertura, por decisão de Gilmar Mendes, de uma ação envolvendo Deltan Dallagnol e afirmou enxergar risco à segurança jurídica. Trata-se de uma avaliação atribuída ao ex-ministro, não de uma conclusão institucional do STF.

O episódio alimenta uma discussão que ultrapassa o caso Master: a previsibilidade das decisões da Corte. Em um momento de forte desgaste reputacional, qualquer nova controvérsia passa a ser incorporada à narrativa mais ampla sobre o funcionamento do Tribunal.

Quando a reputação entra em crise, até processo antigo atualiza o aplicativo e volta para a tela inicial.



Bastidores de Brasília

O Planalto acompanha duas ameaças diferentes.

Moraes representa um desgaste já consolidado e facilmente reconhecido pelas redes.

Flávio Dino preocupa por outra razão: sua ligação histórica com Lula facilita a estratégia da oposição de associar suas decisões diretamente ao campo governista.

Para Flávio Bolsonaro, o incentivo eleitoral é construir uma mesma fotografia com Lula, Dino, Moraes e STF. Para Lula, a tarefa é recortar essa imagem antes que ela vire figurinha repetida no WhatsApp.

Isso não significa que a associação convencerá automaticamente o eleitor. O impacto real ainda precisará aparecer nas pesquisas. Mas, no ambiente digital, a tentativa de colagem já começou.

Humor de bastidor: Brasília entrou naquela fase em que ninguém quer sair na mesma foto, mas todo mundo continua no mesmo grupo.


Leitura estratégica Ativaweb Datalab


O principal movimento observado é a eleitoralização definitiva da crise do Supremo.

Até algumas semanas atrás, o caso Master era principalmente uma investigação financeira com consequências institucionais. Agora, produz três disputas simultâneas:

Institucional: como o STF investigará situações envolvendo seus próprios integrantes?

Reputacional: como Moraes e outros ministros responderão às sucessivas revelações?

Eleitoral: quem conseguirá colocar o desgaste da crise na conta do adversário?

O vídeo possui alto potencial narrativo porque a imagem circula com mais facilidade do que qualquer explicação jurídica. Isso não transforma o registro, isoladamente, em prova de irregularidade. Mas aumenta a pressão por respostas claras, coerentes e verificáveis.

A crise já possui força digital e impacto reputacional. A confirmação de seu efeito sobre o voto dependerá das próximas pesquisas.

No digital, a imagem produz percepção em segundos. A explicação jurídica chega depois, pede licença e ainda precisa enfrentar os comentários.



Alerta Ativawev

O principal risco agora é cada nova revelação substituir a discussão anterior antes que as instituições consigam esclarecê-la.

Forma-se, assim, uma sequência de episódios sem conclusão: surge um vídeo, aparece uma mensagem, chega uma nova versão e o assunto anterior permanece sem resposta definitiva.

Nesse ambiente, acumula-se percepção antes de acumular conclusão.

A Justiça trabalha com conjunto probatório. O digital trabalha com conjunto de prints — geralmente enviados fora de contexto e acompanhados de “olha isso”.


Fechamento

A história política deste 21 de setembro é a consolidação de algo que vinha se desenhando há semanas:

A crise do STF deixou de ser apenas assunto do Judiciário e virou variável da eleição presidencial.

Moraes enfrenta uma nova onda de desgaste após a divulgação do vídeo. O Planalto tenta evitar que a crise seja transferida eleitoralmente para Lula. Flávio Bolsonaro trabalha para produzir exatamente essa associação. E a campanha governista responde levando outra frente da disputa ao TSE.

A partir daqui, será necessário observar duas velocidades.

A Justiça precisará descobrir o que efetivamente aconteceu.

A campanha tentará convencer o eleitor sobre o significado de tudo isso antes que a Justiça termine a primeira frase.

Brasília começa mais uma semana com STF, Banco Master, eleição presidencial, jatinho e Instagram ocupando o mesmo Radar.

Se aparecer um grupo de WhatsApp conectando todo mundo, fechamos o bingo e encerramos a rodada.

Informação séria. Análise estratégica. E uma pitada de humor — porque Brasília continua fornecendo matéria-prima em escala industrial.

Alek Maracajá
Cientista de Dados | Ativaweb DataLab

Destaque nos noticiários de todo o país - João reage a vídeo de Raquel Teixeira sobre laqueadura: "É violência. É crime"*

21/09/2026

A repercussão nacional do vídeo em que Raquel Teixeira Lyra, PSD, sugere a realização de uma laqueadura “sem ela saber” chegou ao confronto direto da campanha pelo Governo de Pernambuco. Principal adversário da governadora na disputa, João Campos, PSB, afirmou, na noite de ontem, 20/09, ter assistido às imagens com “indignação” e classificou a fala como “violência”. “‘Faz sem ela saber’. Assisti com indignação ao vídeo em que a candidata usa essa frase pra sugerir a laqueadura de uma gestante, sem ela saber. A lei é clara: esterilização exige manifestação expressa da vontade da mulher”, escreveu João Campos nas redes sociais.



João: proteger, “jamais de sugerir práticas ilícitas ou violações da integridade física”

Ao comentar o episódio, João recorreu à legislação que regulamenta o planejamento familiar no país para endurecer as críticas à adversária. Segundo ele, autoridades e gestores públicos têm o dever de proteger a população e g...

A repercussão nacional do vídeo em que Raquel Teixeira Lyra, PSD, sugere a realização de uma laqueadura “sem ela saber” chegou ao confronto direto da campanha pelo Governo de Pernambuco. Principal adversário da governadora na disputa, João Campos, PSB, afirmou, na noite de ontem, 20/09, ter assistido às imagens com “indignação” e classificou a fala como “violência”. “‘Faz sem ela saber’. Assisti com indignação ao vídeo em que a candidata usa essa frase pra sugerir a laqueadura de uma gestante, sem ela saber. A lei é clara: esterilização exige manifestação expressa da vontade da mulher”, escreveu João Campos nas redes sociais.


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João: proteger, “jamais de sugerir práticas ilícitas ou violações da integridade física”

Ao comentar o episódio, João recorreu à legislação que regulamenta o planejamento familiar no país para endurecer as críticas à adversária. Segundo ele, autoridades e gestores públicos têm o dever de proteger a população e garantir direitos, “jamais de sugerir práticas ilícitas ou violações da integridade física”. “Fazer ‘sem ela saber’ não é cuidado. É violência. É crime previsto em lei”, completou. A Lei nº 9.263/1996 condiciona a esterilização voluntária à manifestação expressa da vontade da pessoa que será submetida ao procedimento. O texto também estabelece como crime realizar esterilização cirúrgica em desacordo com as condições previstas na legislação.

Em pleno exercício da sua função

A fala data de 2025, durante inauguração da ala pediátrica no Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, no Agreste. Raquel Teixeira Lyra, a governadora pernambucana, em pleno exercício da sua função, escuta de uma mulher o relato de que uma paciente grávida já teria sete filhos e diz: “A gente tem que fazer laqueadura. A gente bota na fila da laqueadura, isso eu posso fazer […] Faz sem ela saber”.

O caso passou a ser destaque nos noticiários de todo o país ontem, domingo, 20/09, e na Folha de S.Paulo, tornou-se a notícia mais lida da editoria de Política.

Em meio à crise do STF, Congresso acumula 84 propostas de mudanças na Corte

21/09/2026

O Congresso Nacional tem, ao menos, 84 PECs (Propostas de Emenda à Constituição) em tramitação que propõem mudanças no STF (Supremo Tribunal Federal), segundo levantamento da CNN. Dessas, 64 estão na Câmara dos Deputados e 20 estão no Senado.


Voltou à tona

O assunto voltou à tona depois dos vazamentos de conversas entre o ministro Alexandre de Moraes, do STF, com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Após a relação vir à tona, a oposição aumentou o número de pedidos de impeachment contra magistrados e retomou a ideia de propor uma reforma no Judiciário brasileiro.

A proposta

A proposta mais recente é a PEC apresentada pelo senador Zequinha Marinho (Podemos-PA). Protocolada em 2 de setembro, o texto propõe que os ministros se tornem inelegíveis para qualquer cargo eletivo, por cinco anos depois de deixarem a cadeira de magistrado.



PEC

Entre todas as propostas...

O Congresso Nacional tem, ao menos, 84 PECs (Propostas de Emenda à Constituição) em tramitação que propõem mudanças no STF (Supremo Tribunal Federal), segundo levantamento da CNN. Dessas, 64 estão na Câmara dos Deputados e 20 estão no Senado.


Voltou à tona

O assunto voltou à tona depois dos vazamentos de conversas entre o ministro Alexandre de Moraes, do STF, com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Após a relação vir à tona, a oposição aumentou o número de pedidos de impeachment contra magistrados e retomou a ideia de propor uma reforma no Judiciário brasileiro.

A proposta

A proposta mais recente é a PEC apresentada pelo senador Zequinha Marinho (Podemos-PA). Protocolada em 2 de setembro, o texto propõe que os ministros se tornem inelegíveis para qualquer cargo eletivo, por cinco anos depois de deixarem a cadeira de magistrado.



PEC

Entre todas as propostas que estão em tramitação, a mais antiga é uma PEC de 2005, apresentada por João Campos (Republicanos-GO). O texto propõe que a escolha dos ministros seja feita pelo Congresso. Eles também não poderiam exercer o cargo de ministro de Estado ou de presidente de partido político por um período de quatro anos após o afastamento do STF.


Outra PEC

A PEC também propõe que eles se tornariam inelegíveis por quatro anos após a saída do Supremo.
A maioria das propostas apresentadas tratam de alterações na estrutura, funcionamento, composição e controle externo do Poder Judiciário, assim como de órgãos diretamente relacionados, como o Ministério Público e os Tribunais de Contas.

Idade

Parte delas falam de uma idade mínima para ocupar a cadeira do Supremo. Outros textos tratam de mudanças nas indicações para o Supremo, qualificação dos indicados, tempo de mandato e atribuições da Corte.

Oposição pressiona por reforma

A pressão sobre o STF aumentou na última semana e a oposição passou a se movimentar pela criação de um grupo de trabalho para discutir mudanças no Judiciário.
Mudanças pelo próprio STF


Mobiliza

A pressão sobre o STF também mobiliza os magistrados desde o início das investigações sobre as fraudes no Banco Master. Os desdobramentos do caso respingaram primeiro no ministro Dias Toffoli e, mais tarde, sobre Alexandre de Moraes. Isso ligou o sinal de alerta dentro da Corte. Nos últimos dias, Nunes Marques e Luiz Fux também tiveram o nome relacionado ao de Daniel Vorcaro após a divulgação de mensagens obtidas no celular do ex-banqueiro.

Com CNN

Escritório confirma voos de Moraes em avião de empresa ligada a Vorcaro

21/09/2026

O escritório de advocacia Barci de Moraes confirmou ontem, domingo (20/09) que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), esteve voos de jatinho operados por uma empresa ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O escritório tem como sócia a esposa do magistrado, Viviane de Moraes.

Nota

Em nota, o escritório Barci de Moraes afirmou que contrata serviços de táxi aéreo e que a Prime Aviation está entre as empresas utilizadas. "Em nenhum dos voos realizados em aeronaves da Prime Aviation com integrantes do escritório esteve presente Daniel Vorcaro ou qualquer outra pessoa alheia ao escritório", afirma.

Negou

Antes, no fim de março, o gabinete de Moraes divulgou nota negando que o ministro tivesse utilizado aeronaves de empresas ligadas ao ex-dono do Banco Master. O posicionamento foi divulgado após reportagem do jornal Folha de S. Paulo registar que o ministros esteve em ao menos oito voos de a...

O escritório de advocacia Barci de Moraes confirmou ontem, domingo (20/09) que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), esteve voos de jatinho operados por uma empresa ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O escritório tem como sócia a esposa do magistrado, Viviane de Moraes.

Nota

Em nota, o escritório Barci de Moraes afirmou que contrata serviços de táxi aéreo e que a Prime Aviation está entre as empresas utilizadas. "Em nenhum dos voos realizados em aeronaves da Prime Aviation com integrantes do escritório esteve presente Daniel Vorcaro ou qualquer outra pessoa alheia ao escritório", afirma.

Negou

Antes, no fim de março, o gabinete de Moraes divulgou nota negando que o ministro tivesse utilizado aeronaves de empresas ligadas ao ex-dono do Banco Master. O posicionamento foi divulgado após reportagem do jornal Folha de S. Paulo registar que o ministros esteve em ao menos oito voos de aviões ligados a Vorcaro.

Divulgou

Ontem, domingo (20/09)(, o jornal O Globo divulgou vídeo que mostra Moraes e Viviane desembarcando, no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, após um voo de jatinho. O registro foi feito em 22 de agosto de 2025.

A aeronave

A aeronave utilizada, um Legacy 650 de matrícula PP-NLR, pertencia a uma empresa de Vorcaro, segundo o jornal. O escritório de advocacia informou que "a contratação dos serviços de táxi aéreo segue critérios operacionais e não envolve qualquer vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores específicos".

O voo

O voo foi realizado após negociações do escritório de Viviane para um segundo contrato com empresas de Vorcaro, no valor de R$ 50 milhões. O escritório nega a existência desse segundo contrato.

O contrato

De acordo com a PF (Polícia Federal), o contrato teria sido assinado pelo escritório e a Viking Participações, empresa representada Vorcaro, em 12 de maio de 2025 e previa três anos de prestação de serviços.

Com CNN

Raquel Teixeira Lyra Confessa Crime - No caso foi uma ordem de uma Governadora em pleno exercício da sua função

20/09/2026

Realizar ou induzir uma laqueadura sem o consentimento livre e esclarecido da mulher é crime no Brasil. A autonomia reprodutiva é protegida por leis rígidas. Caso uma terceira pessoa dê uma "opinião" ou oriente o médico a fazer a cirurgia sem que a paciente saiba, ela pode ser considerada cúmplice de uma ilegalidade grave. Se o médico realizar o procedimento nessas condições, ambos respondem perante a justiça.

A Lei 9.263/1996 diz no art. 12:

“É vedada a indução ou instigamento individual ou coletivo à prática da esterilização cirúrgica.”

O mais importante

E, mais importante, o art. 17 transforma isso em crime: “induzir ou instigar dolosamente a prática de esterilização cirúrgica”, com pena de reclusão de 1 a 2 anos.

No caso

Realizar ou induzir uma laqueadura sem o consentimento livre e esclarecido da mulher é crime no Brasil. A autonomia reprodutiva é protegida por leis rígidas. Caso uma terceira pessoa dê uma "opinião" ou oriente o médico a fazer a cirurgia sem que a paciente saiba, ela pode ser considerada cúmplice de uma ilegalidade grave. Se o médico realizar o procedimento nessas condições, ambos respondem perante a justiça.

A Lei 9.263/1996 diz no art. 12:

“É vedada a indução ou instigamento individual ou coletivo à prática da esterilização cirúrgica.”

O mais importante

E, mais importante, o art. 17 transforma isso em crime: “induzir ou instigar dolosamente a prática de esterilização cirúrgica”, com pena de reclusão de 1 a 2 anos.

No caso

O maior escândalo de todos os tempos - Raquel Teixeira Lyra manda fazer laqueadura sem a paciente saber: “Faz sem ela saber”.

20/09/2026

Um vídeo gravado em 2025 durante a inauguração da ala pediátrica do Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, Pernambuco, mostra a governadora e candidata à reeleição Raquel Teixeira Lyra, PSD, sugerindo que uma paciente seja submetida a uma laqueadura sem saber do procedimento. A coluna Metrópoles.



Raquel Teixeira Lyra: “Mas faz sem ela saber! Vai!”

“Mas faz sem ela saber! Vai!”, diz Raquel Teixeira Lyra, após ouvir de uma mulher que aparenta ser funcionária do hospital o relato sobre uma paciente que estaria novamente grávida e já teria 07 (sete) filhos. A gravação, de cerca de 13 segundos, foi feita durante a inauguração da ala pediátrica do Dom Moura, em maio de 2025. Raquel aparece em pé dentro de uma sala do hospital, de blusa verde-clara, conversando com funcionários e integrantes de sua comitiva pouco antes de posar para uma foto. Ao redor da governadora estão pelo menos 03 (três) pessoas: duas mulheres e um homem de óculos. Uma da...

Um vídeo gravado em 2025 durante a inauguração da ala pediátrica do Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, Pernambuco, mostra a governadora e candidata à reeleição Raquel Teixeira Lyra, PSD, sugerindo que uma paciente seja submetida a uma laqueadura sem saber do procedimento. A coluna Metrópoles.


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Raquel Teixeira Lyra: “Mas faz sem ela saber! Vai!”

“Mas faz sem ela saber! Vai!”, diz Raquel Teixeira Lyra, após ouvir de uma mulher que aparenta ser funcionária do hospital o relato sobre uma paciente que estaria novamente grávida e já teria 07 (sete) filhos. A gravação, de cerca de 13 segundos, foi feita durante a inauguração da ala pediátrica do Dom Moura, em maio de 2025. Raquel aparece em pé dentro de uma sala do hospital, de blusa verde-clara, conversando com funcionários e integrantes de sua comitiva pouco antes de posar para uma foto. Ao redor da governadora estão pelo menos 03 (três) pessoas: duas mulheres e um homem de óculos. Uma das mulheres gesticula com as mãos ao falar sobre o tamanho da barriga da paciente. A gestante mencionada na conversa não aparece nas imagens. Procurada, Raquel Teixeira Lyra admite ter feito o comentário.

— Chega assim, ó, gestante, desse tamanho, com 7 “menino” na barriga.

Raquel Teixeira Lyra reage:

— Ai, meu Deus…

Em seguida, Raquel Teixeira Lyra, a governadora de PE, diz:

— Aí, a gente tem que fazer laqueadura, visse? Aí, a gente bota na fila da laqueadura.

A mulher responde algo que não é possível compreender na gravação. Raquel, então, afirma:

— Mas faz sem ela saber! Vai!

Raquel Teixeira Lyra admite fala em Garanhuns

“A governadora Raquel Lyra reconhece que a fala feita em Garanhuns foi infeliz e reafirma seu respeito às mulheres. Raquel defende que toda mulher tenha acesso, pela rede pública, a planejamento familiar com informação e escolha, compromisso que orientou sua gestão em Pernambuco. Raquel Lyra segue focada no que interessa aos pernambucanos: saúde, escola e emprego na vida de quem mais precisa. A eleição deve ser decidida na apresentação de propostas, não na fabricação de ataques. Trata-se de mais uma tentativa de desviar o foco do que realmente importa, que é Pernambuco”.

A Laqueadura

A legislação brasileira estabelece que a esterilização deve ser voluntária. A Lei nº 9.263/1996, que trata do planejamento familiar, determina que a realização da laqueadura depende da manifestação expressa da vontade da paciente, registrada em documento escrito e assinado. A mulher também deve ser informada previamente sobre os riscos da cirurgia, possíveis efeitos colaterais, dificuldades de reversão e métodos contraceptivos reversíveis disponíveis. O artigo 15 da mesma lei estabelece como crime realizar esterilização cirúrgica em desacordo com essas exigências. A pena prevista é de 2 a 8 anos de reclusão e multa, caso a conduta não constitua crime mais grave. A laqueadura é um método contraceptivo de esterilização feminina considerado definitivo e de difícil reversão. E realizá-la sem o consentimento da mulher é crime, de acordo com a Lei 9.263/1996 (Lei do Planejamento Familiar).






Veneziano: Voto não tem preço. Mas tem consequências.

20/09/2026

A compra de votos é uma das práticas mais perversas de uma eleição. Quando alguém oferece dinheiro, emprego, favor, combustível, material de construção ou qualquer vantagem em troca do voto, não está ajudando o eleitor: está tentando transformar um direito de cidadania em mercadoria.

Segundo Veneziano

Quem compra o voto hoje não conquista confiança — compra silêncio e dependência. E quem chega ao poder dessa forma pode começar o mandato devendo explicações não à população, mas aos interesses que financiaram essa velha prática.

O poder do voto livre

"O voto deve ser livre, consciente e secreto. Ninguém deveria precisar vender sua escolha para ter acesso a algo que muitas vezes já deveria ser garantido como direito", afirma Veneziano.

E prossegue:

"Além de ferir a liberdade do eleitor, a compra de votos é tratada pela legislação brasileira como ilícito eleitoral e pode também co...

A compra de votos é uma das práticas mais perversas de uma eleição. Quando alguém oferece dinheiro, emprego, favor, combustível, material de construção ou qualquer vantagem em troca do voto, não está ajudando o eleitor: está tentando transformar um direito de cidadania em mercadoria.

Segundo Veneziano

Quem compra o voto hoje não conquista confiança — compra silêncio e dependência. E quem chega ao poder dessa forma pode começar o mandato devendo explicações não à população, mas aos interesses que financiaram essa velha prática.

O poder do voto livre

"O voto deve ser livre, consciente e secreto. Ninguém deveria precisar vender sua escolha para ter acesso a algo que muitas vezes já deveria ser garantido como direito", afirma Veneziano.

E prossegue:

"Além de ferir a liberdade do eleitor, a compra de votos é tratada pela legislação brasileira como ilícito eleitoral e pode também configurar crime de corrupção eleitoral".


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A boa política

Segundo Veneziano, que disputa a reeleição para o Senado, com o número 155, política se faz com propostas, trabalho, respeito e confiança.

Voto se conquista. Voto não se compra.

A chapa

Vené, 155, disputa o Senado na chapa de Cícero, 15, governador e André Gadelha, 151, na outra vaga para o Senado. Este ano, o eleitor pode votar em dois senadores.

O Submarino Alemão UC-30 - Por Amadeu Robalinho*

20/09/2026

Explosivos que atravessaram um século: Um caso prático para ser estudado através da Engenharia de Soberania e Estratégia.


Em algum momento as Guerras findam nos campos de batalha, mas deixam seus efeitos tecnológicos, ambientais e estratégicos por gerações.

O caso do submarino alemão UC-30, localizado no Mar do Norte, nas proximidades de Rømø, na Dinamarca, é uma demonstração concreta dessa realidade.

Afundado em 19 de abril de 1917 após atingir uma mina britânica, o UC-30 carregava 18 minas e seis torpedos. Os 27 tripulantes morreram e o submarino permaneceu no fundo do mar durante quase um século, até ser localizado em 2016. Mais de cem anos depois, aquilo que era originalmente uma plataforma militar transformou-se em uma fonte potencial de contaminação ambiental e em um problema de engenharia, segurança e gestão estratégica.

O ponto central dessa questão não está apenas na existência de explosivos antigos no fundo...

Explosivos que atravessaram um século: Um caso prático para ser estudado através da Engenharia de Soberania e Estratégia.


Em algum momento as Guerras findam nos campos de batalha, mas deixam seus efeitos tecnológicos, ambientais e estratégicos por gerações.

O caso do submarino alemão UC-30, localizado no Mar do Norte, nas proximidades de Rømø, na Dinamarca, é uma demonstração concreta dessa realidade.

Afundado em 19 de abril de 1917 após atingir uma mina britânica, o UC-30 carregava 18 minas e seis torpedos. Os 27 tripulantes morreram e o submarino permaneceu no fundo do mar durante quase um século, até ser localizado em 2016. Mais de cem anos depois, aquilo que era originalmente uma plataforma militar transformou-se em uma fonte potencial de contaminação ambiental e em um problema de engenharia, segurança e gestão estratégica.

O ponto central dessa questão não está apenas na existência de explosivos antigos no fundo do mar. Está na necessidade de decidir, com base científica e tecnológica, o que fazer com eles.

A corrosão progressiva do casco e dos invólucros das munições permite que compostos químicos associados aos explosivos sejam liberados no ambiente marinho. Pesquisas recentes identificaram TNT - Trinitrotolueno na água e sedimentos e observaram respostas biológicas em organismos expostos próximos a naufrágios de guerra. Isso significa que a ameaça não precisa necessariamente assumir a forma de uma explosão para produzir consequências. A degradação química silenciosa pode transformar uma antiga capacidade militar em um problema ambiental de longa duração.

É precisamente nesse ponto que Defesa, Engenharia e Estratégia passam a convergir.

A retirada de munições e explosivos submersos não pode ser tratada como uma simples operação de salvamento de um objeto histórico. Trata-se de uma operação complexa de engenharia submarina e oceânica, gerenciamento de risco, identificação de artefatos explosivos, proteção ambiental, arqueologia marítima e segurança operacional.

Retirar o explosivo pode representar uma solução para o problema de longo prazo, mas a própria operação de remoção cria riscos que precisam ser previamente dimensionados. Uma intervenção inadequada pode provocar movimentação do artefato, ruptura de estruturas corroídas, dispersão de contaminantes ou, em determinadas circunstâncias, uma explosão não controlada.

Por outro lado, simplesmente deixar a munição no fundo do mar também não constitui necessariamente uma solução definitiva. O processo de corrosão continuará submetido à ação da água salgada, das correntes, dos sedimentos e das condições ambientais. O que hoje está parcialmente confinado poderá, no futuro, tornar-se mais exposto.

Surge, portanto, um problema clássico de decisão estratégica: intervir ou monitorar, remover ou estabilizar, neutralizar ou manter sob controle?

A resposta não pode ser padronizada para todos os naufrágios.

Cada caso possui características próprias. Profundidade, integridade estrutural, tipo de munição, quantidade de explosivos, composição dos sedimentos, correntes marítimas, proximidade de áreas de pesca, rotas marítimas, infraestrutura submarina e sensibilidade ambiental precisam integrar uma matriz de risco.

Essa lógica já está presente no projeto europeu REMARCO, dedicado ao monitoramento, avaliação de riscos e desenvolvimento de estratégias de remediação para munições submersas no Mar do Norte.

O projeto trabalha justamente com a combinação entre ciência, indústria, autoridades públicas, tecnologias remotas e cooperação internacional.

A tecnologia passa a ocupar posição central.

Veículos submarinos operados remotamente, sensores, sonares de alta resolução, sistemas de mapeamento tridimensional, coleta automatizada de amostras, inteligência artificial, plataformas autônomas e robôs submarinos podem permitir que grande parte da avaliação seja realizada sem exposição direta de operadores humanos.

Experimentos do próprio REMARCO já empregaram sistemas subaquáticos capazes de realizar amostragem de água, sedimentos e organismos, além de testar técnicas de monitoramento remoto e semiautônomo.

Isso representa uma mudança importante na concepção de segurança marítima.

O princípio deixa de ser simplesmente localizar o artefato e destruí-lo. Passa a ser necessário conhecer o sistema inteiro: o naufrágio, a munição, o ambiente, a dinâmica de dispersão, a cadeia alimentar, as atividades econômicas existentes na região e os riscos associados a cada alternativa de intervenção.

É Engenharia aplicada em conjunto com a estratégia mantendo a segurança e gerindo atividades sensíveis e críticas. Para sanar os riscos e minimizar os efeitos colaterais.

Soberania não significa apenas possuir território, águas jurisdicionais ou capacidade militar. Significa possuir conhecimento, tecnologia, capacidade institucional e autonomia para identificar ameaças, compreender seus efeitos e decidir como enfrentá-las.

Nesse sentido, um naufrágio militar centenário pode constituir um problema contemporâneo de soberania tecnológica.

Quem possui capacidade de localizar, identificar, monitorar, modelar, remover ou neutralizar uma ameaça submersa possui uma capacidade estratégica. Quem depende integralmente de tecnologias externas para realizar essas tarefas possui menor autonomia operacional.

A questão ganha ainda maior importância quando observamos que o problema não está restrito ao UC-30.

O REMARCO destaca que munições provenientes das guerras mundiais continuam presentes em diferentes estágios de degradação no fundo do Mar do Norte e que seus efeitos podem ultrapassar fronteiras nacionais. O próprio projeto trabalha com a necessidade de uma abordagem transnacional, justamente porque contaminantes e riscos marítimos não respeitam os limites políticos estabelecidos no mapa.

Essa característica transforma a questão ambiental em questão estratégica.

O mar é um espaço de circulação de energia, alimentos, dados, comércio, recursos minerais e infraestrutura crítica. Um ambiente marinho contaminado ou uma área com munições instáveis pode afetar pesca, navegação, exploração econômica, obras de infraestrutura e segurança de comunidades costeiras.

Consequentemente, a gestão de munições submersas deve ser incorporada à arquitetura contemporânea de segurança marítima.

Para países com extensa costa e elevada dependência econômica do oceano, essa realidade merece atenção especial.

O Brasil possui uma das maiores áreas marítimas sob sua jurisdição e uma infraestrutura econômica cada vez mais dependente do ambiente oceânico. Plataformas offshore, cabos submarinos, portos, terminais, rotas comerciais, recursos pesqueiros e projetos de exploração energética formam uma complexa infraestrutura marítima nacional.

Nesse contexto, a experiência europeia oferece uma importante oportunidade de reflexão: não esperar que o problema se manifeste para então desenvolver a capacidade de resposta.

É necessário construir conhecimento antes da crise.

Mapear. Classificar. Monitorar. Modelar. Priorizar. Desenvolver tecnologia. Treinar pessoal. Estabelecer protocolos. E somente então decidir pela intervenção.

Essa sequência representa uma mudança de paradigma.

A Defesa do século XXI não pode limitar-se à capacidade de destruir uma ameaça. Precisa também desenvolver capacidade para compreender, controlar e remover riscos que permanecerão no ambiente por décadas.

O UC-30 é, nesse sentido, muito mais que um submarino alemão afundado em 1917.

É um laboratório histórico de engenharia, segurança marítima e estratégia.

Um artefato criado para a guerra transformou-se, cem anos depois, em desafio para a ciência e para a proteção ambiental. A munição concebida para produzir efeito imediato no campo de batalha pode continuar produzindo efeitos indiretos muito depois do desaparecimento daqueles que a empregaram.

A grande lição estratégica talvez esteja justamente aí.

A soberania tecnológica não se demonstra apenas quando uma nação consegue construir um submarino, uma aeronave ou um sistema de armas. Ela também se demonstra quando possui conhecimento e capacidade para administrar o legado tecnológico de seus próprios conflitos, proteger seu território, preservar seus recursos naturais e controlar riscos que atravessam gerações.

No século XXI, Defesa, Engenharia e Meio Ambiente deixaram definitivamente de ser compartimentos isolados.

O fundo do mar também é território estratégico.

E aquilo que permanece oculto sob suas águas pode, décadas ou séculos depois, voltar a exigir conhecimento, tecnologia, decisão e capacidade nacional.

O explosivo pode permanecer no fundo do oceano por cem anos.

A responsabilidade estratégica e a negligência, não.


*Amadeu Robalinho, é Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

Banco Master: rombo à sombra do FGC - Por Emilio Carazzai*

20/09/2026

Quando o Banco Central decretou, em 18 de novembro de 2025, a liquidação extrajudicial do Banco Master, a operação expôs mais do que a insolvência de uma instituição. Expôs uma falha de desenho na arquitetura regulatória do sistema financeiro que, por anos, permitiu que um mecanismo criado para conter corridas bancárias funcionasse também como subsídio implícito à captação de um banco de risco crescente.

Os ativos do conglomerado saltaram de cerca de R$ 3,7 bilhões em 2019 para aproximadamente R$ 82 bilhões em 2024, um crescimento que nenhuma instituição de médio porte costuma sustentar organicamente em cinco anos. O motor desse salto foi a emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas muito acima da média de mercado, chegando a 140% do CDI, um tipo de retorno que, em condições normais, deveria soar como um alerta de risco para qualquer investidor.

Só que não soou. Os CDBs eram cobertos pela garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) at...

Quando o Banco Central decretou, em 18 de novembro de 2025, a liquidação extrajudicial do Banco Master, a operação expôs mais do que a insolvência de uma instituição. Expôs uma falha de desenho na arquitetura regulatória do sistema financeiro que, por anos, permitiu que um mecanismo criado para conter corridas bancárias funcionasse também como subsídio implícito à captação de um banco de risco crescente.

Os ativos do conglomerado saltaram de cerca de R$ 3,7 bilhões em 2019 para aproximadamente R$ 82 bilhões em 2024, um crescimento que nenhuma instituição de médio porte costuma sustentar organicamente em cinco anos. O motor desse salto foi a emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas muito acima da média de mercado, chegando a 140% do CDI, um tipo de retorno que, em condições normais, deveria soar como um alerta de risco para qualquer investidor.

Só que não soou. Os CDBs eram cobertos pela garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o limite de R$ 250 mil por CPF. O FGC é uma associação civil de natureza privada, e seu próprio estatuto afirma que não exerce função pública, nem por delegação, mas sua garantia está institucionalizada na arquitetura regulatória do Sistema Financeiro Nacional, sob regras aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional. Na prática, para o investidor comum, isso produzia um efeito econômico equivalente à neutralização de boa parte do risco de crédito até aquele teto, dispensando qualquer análise mais cuidadosa da saúde financeira do emissor. O próprio controlador, em depoimento à Polícia Federal, resumiu o modelo de negócio sem meias palavras: o plano do Banco Master era "100% baseado no FGC".

Essa frase, mais do que uma confissão, é um diagnóstico. Ela descreve o fenômeno que a literatura de regulação bancária chama de risco moral (moral hazard): uma instituição assume riscos crescentes porque sabe que parte relevante das consequências de um fracasso será absorvida por um mecanismo coletivo de garantia, e não integralmente pelos próprios credores. Essa garantia reduz a disciplina de mercado justamente no momento em que uma remuneração muito acima da média deveria fazê-la aumentar.

A engenharia por trás do esquema aprofunda o problema. Os recursos captados via CDB eram direcionados a ativos de baixíssima liquidez, tais como precatórios, direitos creditórios, participações em empresas em recuperação judicial e, segundo apurações e documentos ainda sujeitos a contraditório no processo em curso, teriam sido recirculados por meio de fundos e estruturas societárias que inflavam artificialmente a liquidez aparente do banco.

Uma falha mais específica do que "ausência de limites"

Seria impreciso afirmar que não havia nenhum mecanismo de contenção. Já existiam instrumentos voltados a mitigar o risco moral: uma contribuição adicional ao FGC incidia sobre instituições excessivamente dependentes de captação garantida, e a Resolução CMN nº 5.114, de dezembro de 2023, passou a exigir, a partir de julho de 2024, alocação em títulos públicos quando a exposição de uma instituição ao FGC ultrapassasse determinados limites em relação ao patrimônio e às captações.

A deficiência revelada pelo caso Master é mais específica, e por isso mais grave: esses mecanismos incidiam essencialmente sobre o passivo‚ volume de captação, alavancagem, dependência da garantia‚ sem incorporar de forma adequada a qualidade, a liquidez, a diversificação e a transparência dos ativos financiados por aquela captação. Um banco podia, na prática, ampliar continuamente sua captação garantida sem que isso acionasse, na mesma velocidade, uma exigência proporcional quanto à qualidade do que o dinheiro captado estava sendo aplicado.

Não por acaso, foi exatamente essa lacuna que a reforma regulatória de abril de 2026 tentou corrigir, ao criar o chamado Ativo de Referência (AR), um indicador que passa a considerar a composição e a qualidade dos ativos do banco, e não apenas o volume de captação garantida, como parâmetro para conter o risco moral. O próprio Banco Central reconhece essa finalidade ao apresentar a mudança. Trata-se de evidência forte de que havia uma deficiência de desenho‚ embora não por si só prova de culpa individual de nenhum agente específico.

O que o FGC sabia, e o que fez a respeito

É preciso também evitar uma simplificação na direção oposta: colocar o FGC, institucionalmente, no banco dos réus ao lado do Banco Central. O quadro é mais sofisticado. Há evidências de que o FGC vinha alertando o Banco Central sobre os riscos associados ao crescimento e ao perfil do Master ao longo dos anos anteriores à liquidação; o Banco Central, contudo, ao ser formalmente questionado, invocou sigilo para não revelar publicamente o número e o teor dessas comunicações, fato que impede de precisar, hoje, a extensão exata desses alertas.

Mais revelador ainda é um episódio pouco lembrado: em maio de 2025, o próprio FGC realizou uma operação de suporte financeiro ao conglomerado Master para viabilizar o pagamento de passivos elegíveis à garantia, enquanto o Banco Central analisava a operação de venda de participação ao BRB. Ao final de 2025, havia cerca de R$ 5,7 bilhões em letras financeiras dessa operação em poder do FGC, e o contrato impôs, como condição, que novos produtos elegíveis à garantia não pagassem mais de 100% do CDI. Ou seja: o FGC já demonstrava, naquele momento, consciência do risco represado e tentava conter exatamente o mecanismo dos CDBs superremunerados. A liquidação, seis meses depois, sugere que a medida chegou tarde, mas não que o Fundo tenha sido conivente ou omisso.

O custo da crise, de todo modo, foi extraordinário. O FGC provisionou R$ 40,6 bilhões em garantias estimadas para cerca de 800 mil credores do Banco Master, do Master de Investimentos e do Letsbank; em abril de 2026, o Fundo já havia efetivamente pago cerca de R$ 39,3 bilhões a aproximadamente 669 mil beneficiários, o maior pagamento de sua história. Vale registrar que o pagamento de garantia não equivale, necessariamente, à perda econômica definitiva do mesmo valor: ao pagar, o FGC se sub-roga nos direitos dos credores contra a massa em liquidação e pode recuperar parte dos recursos ao longo do processo. Ainda assim, a dimensão do episódio levou o Fundo a antecipar, em março de 2026, cerca de R$ 32 bilhões em contribuições das instituições associadas para recompor sua liquidez, fechando 2025 com patrimônio líquido de R$ 123,2 bilhões. Não houve, até onde se sabe, qualquer transferência automática de prejuízo ao Tesouro ou ao contribuinte; o que houve foi a externalização do custo de uma estratégia individual para o mecanismo coletivo de garantia do sistema bancário‚e, por essa via, para as demais instituições associadas, que jamais adotaram práticas semelhantes às do Master.

A pergunta que realmente importa

É tentador, passado o choque inicial, tratar o caso Master como uma anomalia pessoal: a história de um controlador especialmente arrojado, cercado por conexões políticas e jurídicas exploradas à exaustão pela imprensa. Mas reduzir o episódio a uma questão de caráter individual é subestimar o problema estrutural que o tornou possível.

A pergunta contrafactual mais interessante não é se algum banco teria existido sem o FGC, pois, naturalmente, existiria. A pergunta é outra: o Banco Master teria alcançado R$ 82 bilhões em ativos e dezenas de bilhões de reais em captação, pagando prêmios tão acima do mercado, se seus depositantes tivessem de assumir integralmente o risco de crédito da instituição? A evidência disponível permite responder com razoável segurança que, provavelmente, não naquela escala e naquela velocidade. Os ativos multiplicaram-se por mais de vinte vezes em cinco anos; os CDBs remuneravam até 140% do CDI; e o próprio controlador declarou publicamente que seu plano de negócios era "100% baseado no FGC".

Não se trata de afirmar que o FGC "causou" o Master. Trata-se de reconhecer que uma garantia concebida para impedir corridas bancárias e proteger pequenos poupadores acabou funcionando, nesse caso específico, como subsídio implícito à captação de uma instituição de risco crescente‚ e que os mecanismos de contenção existentes, concentrados no passivo e não na qualidade dos ativos, não foram suficientes para impedir que isso acontecesse em escala tão grande antes de o modelo se tornar insustentável. O fato do próprio regulador ter, na sequência, alterado a regra para incorporar a qualidade dos ativos ao mecanismo de contenção é evidência bastante poderosa de que havia, sim, uma deficiência de desenho a ser corrigida. Enquanto o processo em curso no Judiciário, no Banco Central e no Tribunal de Contas da União não esclarecer integralmente quem teve acesso a quais informações e em que momento, o caso Master permanecerá menos como uma anomalia e mais como um aviso sobre os limites de um sistema de garantias que, para funcionar bem, precisa impedir que seja usado como argumento de venda.

Mas, ao fim e ao cabo, ainda resta outra pergunta incômoda: quem, dentro do FGC, do Banco Central e da CMN, acompanhava a concentração crescente da exposição do Fundo a um único conglomerado — e em que momento essa exposição se tornou suficientemente grande para representar risco material ao próprio mecanismo de garantia?


*Emilio Carazzai, é Administrador e Conselheiro de empresas. Foi presidente da Caixa Econômica Federal no governo Fernando Henrique Cardoso (de 1999 a 2002).


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Labanca desmoraliza mentiras do discurso de Raquel

20/09/2026

A governadora Raquel Teixeira Lyra é useira e vezeira em "prestar contas" de obras que só existem na imaginação dela ou em mentiras de assessores. Os discursos, entrevistas, debates, declarações da governadora, já dissemos aqui muitas vezes, não têm compromisso com a verdade.



Ontem

Em São Lourenço da Mata, ontem, sábado 19/09, como costuma fazer em todo lugar, a governadora tratou de, com toda a convicção do mundo, despejar mentiras em série para a multidão.



Labanca

O prefeito Vinicius Labanca, um dos políticos jovens com maior credibilidade no Estado, tranquilamente, educadamente, sem sequer chamar a governadora de mentirosa, mostrou a fieira de inverdades ditas por ela.

Confira a seguir

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A governadora Raquel Teixeira Lyra é useira e vezeira em "prestar contas" de obras que só existem na imaginação dela ou em mentiras de assessores. Os discursos, entrevistas, debates, declarações da governadora, já dissemos aqui muitas vezes, não têm compromisso com a verdade.


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Ontem

Em São Lourenço da Mata, ontem, sábado 19/09, como costuma fazer em todo lugar, a governadora tratou de, com toda a convicção do mundo, despejar mentiras em série para a multidão.


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Labanca

O prefeito Vinicius Labanca, um dos políticos jovens com maior credibilidade no Estado, tranquilamente, educadamente, sem sequer chamar a governadora de mentirosa, mostrou a fieira de inverdades ditas por ela.

Confira a seguir






Em SC, Lula fala a apoiadores, elogia candidato a governador e diz que se reeleito estudará medidas para acabar com bets no país

19/09/2026

Em Florianópolis, capital de Santa Catarina, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu, neste sábado (19/09), lideranças políticas e apoiadores, com destaque para o candidato ao Governo do Estado, Gelson Merisio (PSB). No palco, além de Lula, estiveram presentes a primeira-dama Janja da Silva; Merisio, acompanhado da esposa, Márcia; a candidata a vice-governadora, Ângela Albino (PDT); e os candidatos ao Senado, Afrânio Boppré (PSOL) e Décio Lima (PT).

Lula chamou Merísio para perto e fez uma comparação com a relação histórica entre Karl Marx e Friedrich Engels. “Vocês sabem que eu não sou marxista, não sou comunista, eu sou um torneiro mecânico que adquiriu consciência política. Agora, esse cara… Vocês sabem que o Marx tinha um cara rico que acompanhava o Marx, que se chamava Engels? Esse cara era é o meu Engels”, afirmou, apontando para ele.

Construção da candidatura

Lula disse que participou diretamente da construção da candidat...

Em Florianópolis, capital de Santa Catarina, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu, neste sábado (19/09), lideranças políticas e apoiadores, com destaque para o candidato ao Governo do Estado, Gelson Merisio (PSB). No palco, além de Lula, estiveram presentes a primeira-dama Janja da Silva; Merisio, acompanhado da esposa, Márcia; a candidata a vice-governadora, Ângela Albino (PDT); e os candidatos ao Senado, Afrânio Boppré (PSOL) e Décio Lima (PT).

Lula chamou Merísio para perto e fez uma comparação com a relação histórica entre Karl Marx e Friedrich Engels. “Vocês sabem que eu não sou marxista, não sou comunista, eu sou um torneiro mecânico que adquiriu consciência política. Agora, esse cara… Vocês sabem que o Marx tinha um cara rico que acompanhava o Marx, que se chamava Engels? Esse cara era é o meu Engels”, afirmou, apontando para ele.

Construção da candidatura

Lula disse que participou diretamente da construção da candidatura do ex-deputado e apontou a importância de diálogo com setores que oferecem resistência ao seu grupo político como uma das tarefas do candidato em Santa Catarina. Entre eles, citou o agronegócio.

“Eu acho que você deveria fazer uma reunião com o pessoal do agronegócio aqui”, disse, sugerindo que Merisio questione diretamente os produtores sobre os motivos das críticas ao Governo Federal. “Qual é o problema contra nós? Acho que é uma questão de pele. É porque eu sou nordestino ou porque eu sou pobre? Porque, se dependesse de dinheiro do governo, nunca houve tanto dinheiro para a agricultura como agora”, declarou.

Defesa de maior aproximação institucional

Merisio aproveitou o discurso para explicar sua aproximação com Lula e os motivos que o levaram a voltar à disputa eleitoral. Segundo ele, estava afastado do processo político desde 2018 e conheceu pessoalmente o presidente em março de 2022. Desde então, passou a acompanhar o trabalho do Governo Federal e as ações destinadas a Santa Catarina.

Merisio também defendeu maior aproximação institucional entre os governos estadual e federal. Ao abordar investimentos e infraestrutura, afirmou que divergências políticas prejudicaram o Estado. Ele também contestou a imagem de Santa Catarina como um Estado marcado pela intolerância. “Não somos um povo violento, não somos um povo racista. Nós acolhemos os imigrantes”, disse.

Crítica às Bets

Um dos temas reiterados pelo presidente durante seu discurso foi a crítica às bets (apostas online). De acordo com Lula, se depender dele, as bets serão proibidas de operar no Brasil. O presidente já comparou ontem (18/09), em Guarulhos (SP), o vício em apostas esportivas com o de drogas e listou casos de pessoas que venderam terrenos e fizeram dívidas escondidas em função de tais apostas.

“O jogo está dentro da cozinha, na nossa cama, no nosso banheiro, dentro do celular e a gente joga de forma desesperada. A pessoa vai jogando compulsivamente, pensando que vai ganhar e só perde”, afirmou, ao ressaltar que as apostas foram feitas para as empresas lucrarem. “Fiquei estarrecido conversando com as pessoas que estão devendo”, explicou.

Conversa com clubes de futebol

Lula citou que clubes de futebol se manifestaram publicamente contra sua posição, mas recordou que diversos clubes e a seleção brasileira foram campeões mundiais antes de existirem apostas online. “O Brasil foi campeão do mundo em 1958 e não tinha bets. Foi campeão em 1962 e não tinha bets. Foi campeão em 1970, 1994, 2002 e não tinha bets”. frisou.

Mesmo assim, ele reforçou que antes de adotar alguma medida vai procurar conversar com os clubes de futebol a respeito, mesmo garantindo: “Se preparem que eu comprei essa briga.”

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