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É Findi - Flúvias Efêmeras - Por Poeta Tony Antunes de Palmares*

14/08/2026

Tinhas dos bagos bociais,
Tengo no dengo dobrado,
Tungo no tango de ontem,
Toda tontura entorta-nus.

Vagos vagões da solidão,
Visgos sem adesão,
Vastos vieses de vista,
Vísceras expostas ao leu,
Vírus a decompor as vidas.

Fótons a clarear-se frio,
Fístulas fustigam brechas,
Fossas fissuram lajes,
Febre é fíbula de ossos.

Jaz na mente o vazio do nada,
Joga o destino demente(mente),
Jorge matou o dragão,
Mas não salvou ninguém.


*Poeta Tony Antunes, é natural de Recife, mas palmarino há quarenta anos. É Professor de Teoria da Literatura na Faculdade de Formação de Professores da Mata Sul, no Curso de Letras. É membro da Academia Palmarense de Letras. @poetaprosador_tony_antunes



Tinhas dos bagos bociais,
Tengo no dengo dobrado,
Tungo no tango de ontem,
Toda tontura entorta-nus.

Vagos vagões da solidão,
Visgos sem adesão,
Vastos vieses de vista,
Vísceras expostas ao leu,
Vírus a decompor as vidas.

Fótons a clarear-se frio,
Fístulas fustigam brechas,
Fossas fissuram lajes,
Febre é fíbula de ossos.

Jaz na mente o vazio do nada,
Joga o destino demente(mente),
Jorge matou o dragão,
Mas não salvou ninguém.


*Poeta Tony Antunes, é natural de Recife, mas palmarino há quarenta anos. É Professor de Teoria da Literatura na Faculdade de Formação de Professores da Mata Sul, no Curso de Letras. É membro da Academia Palmarense de Letras. @poetaprosador_tony_antunes


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É Findi - Saudades! - Poema - Por Eduardo Albuquerque*

14/08/2026

Oh! Como sinto saudades do meu lar,
das priscas noites de outrora, ao luar!
Quando o alado vento trazia a brisa,
soprando das serras, adormecidos sorrisos!

Saudades do alegre cantar dos ventos,
seu sopro doce e leve e acariciante,
resvalando, sutil, em meu corpo insone,
atiçando a fogueira de meus sonhos!



Se negra a noite, brilhavam as estrelas;
o Cruzeiro do Sul era minha aquarela,
e o firmamento, a minha janela.

Os alvos luares do meu Sertão,
deles mais não usufruo — doce ilusão!
Restos de memórias, asilo, paixão!


Recife, 13/08/2026


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



Oh! Como sinto saudades do meu lar,
das priscas noites de outrora, ao luar!
Quando o alado vento trazia a brisa,
soprando das serras, adormecidos sorrisos!

Saudades do alegre cantar dos ventos,
seu sopro doce e leve e acariciante,
resvalando, sutil, em meu corpo insone,
atiçando a fogueira de meus sonhos!


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Se negra a noite, brilhavam as estrelas;
o Cruzeiro do Sul era minha aquarela,
e o firmamento, a minha janela.

Os alvos luares do meu Sertão,
deles mais não usufruo — doce ilusão!
Restos de memórias, asilo, paixão!


Recife, 13/08/2026


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99


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É Findi - Amor de Guerrilheira - Por Ina Melo*

14/08/2026

Aos dezoito anos, cursando Direito, Suzana decidiu entrar no grupo de Teatro da Facudade, o qual tinha por finalidade, ensinar a arte de viver com personagens e mundos diferentes. Foi daí que nasceram as duas mulheres que a acompanharam pela vida inteira! Vindo de uma tradicional e abastada família, desde cedo começou a lidar com tintas e pincéis, fazendo disso o seu “hobby”. Para surpresa de todos, escolheu fazer direito em vez de Artes Plásticas. Foi uma das primeiras alunas a se interessar pelo grupo teatral da Faculdade. Mas em vez de historinhas de Príncipes e Princesas, as peças eram tiradas dos Mestres da literatura mundial. Foi assim que nasceu a Guerrilheira Perfumada. Ela entregou-se de corpo e alma as lides políticas, fazendo parte dos movimentos contra a Ditadura Militar. Foi aí que teve a sua primeira e louca paixão, das muita viveu na sua longa vida. Rodolfo, com alguns anos a mais, era silencioso e o cabeça do Diretório. Nunca aceitou cargos, mas estava sempre presente....

Aos dezoito anos, cursando Direito, Suzana decidiu entrar no grupo de Teatro da Facudade, o qual tinha por finalidade, ensinar a arte de viver com personagens e mundos diferentes. Foi daí que nasceram as duas mulheres que a acompanharam pela vida inteira! Vindo de uma tradicional e abastada família, desde cedo começou a lidar com tintas e pincéis, fazendo disso o seu “hobby”. Para surpresa de todos, escolheu fazer direito em vez de Artes Plásticas. Foi uma das primeiras alunas a se interessar pelo grupo teatral da Faculdade. Mas em vez de historinhas de Príncipes e Princesas, as peças eram tiradas dos Mestres da literatura mundial. Foi assim que nasceu a Guerrilheira Perfumada. Ela entregou-se de corpo e alma as lides políticas, fazendo parte dos movimentos contra a Ditadura Militar. Foi aí que teve a sua primeira e louca paixão, das muita viveu na sua longa vida. Rodolfo, com alguns anos a mais, era silencioso e o cabeça do Diretório. Nunca aceitou cargos, mas estava sempre presente. Aquele era o seu último ano. Um dia qualquer, chovia a cântaros e Susana, como sempre, depois das reuniões ia para o Bar dos Artistas, ao lado da Faculdade e lá se juntava aos homens e mulheres, essas consideradas “além do tempo” pois fumavam e bebiam e assim diferiam das moças bem comportadas. Eram quatro mulheres entre os homens. Ali todos se irmanavam, principalmente na subversividade! A tempestade caia forte com raios e trovões. Aos poucos as meninas foram se esgueirando, pois apesar da liberdade, tinham hora para chegar em casa. Susana aproveitou um grande estrondo e fugiu. Quando chegou no ponto do ônibus, as colegas tinham partido e ela toda molhada, esperava que passasse um táxi. Foi aí que ouviu o seu nome.

Reconheceu logo a voz forte e sensual de Rodolfo. Correu e entrou no carro tremendo de frio, pois estava molhada da cabeça aos pés. Sentiu que mãos fortes passavam suavemente pela sua face e cabelos. Foi assim que tiveram a primeira intimidade. Ainda com o carro parado, ele perguntou pra onde ela queria ir, se para sua casa ou para o Paraíso! Então ela o fitou com força e disse: claro, que prefiro o segundo. Saíram pela rua afora, até que chegaram as margens do rio. Quando ele desceu na garagem e abriu a porta como se fosse um cavalheiro de antigamente, foi que ela se deu conta que estava com a blusa de seda em cima da pele dourada. Desceu e caiu nos braços que lhe estavam abertos. Ali mesmo começaram as preliminares do que seria a mais longa noite das suas vidas. Subiram colados no elevador e no último andar entraram no apartamento escuro, iluminado apenas pelos relâmpagos! Depressa, tomaram uma dose de conhaque e foram sentar no grande sofá. Assim nasceu um amor que atravessou o tempo e o oceano. Quando o AI-5 foi promulgado e o Diretório desfeito e os seus membros presos, ela foi posta num avião junto com alguns amigos! Eram andarilhos procurados pelos militares. Passaram mais de um ano vivendo clandestinamente nas grandes Capitais europeias. Claro que ela e Rodolfo ficaram juntos, dessa vez, para conhecimento de todos. Aqueles dez anos foram vivenciados entre o medo e a paixão. Um dia, Rodolfo partiu para a Rússia para conhecer o Comunismo de perto. Assim, entre lágrimas e beijos, puseram a ideologia acima do amor. Quando Susana voltou, era uma mulher segura das suas ações e uma grande pintora! Um ano em Paris dedicado somente as artes plásticas, lhe valeu por uma vida inteira. Continuou firme na sua ideologia, mas dedicou-se inteiramente ao teatro! Foi assim que conheceu
um grande músico e apaixonaram-se. Ela então passou a ser a outra mulher que sempre manteve dentro de si.

Casou, teve filhos e manteve uma vida delicada a pintura, considerada forte e quase sempre “subversiva”. A família e os amigos sempre a questionavam como seria possível viver em mundos tão diferentes. Ela rindo respondia:

- o amor tem várias faces!

Depois de quase três décadas, voltou a ficar só, sendo que dessa vez foi aquela rival tão temida. A morte! Passando do meio século, caminhava para o entardecer da vida. Retomou suas atividades no Teatro e voltou a militar na política, essa a sua verdadeira paixão que, por amor deixara de lado. Numa das apresentações, eis que vê no palco, um velho conhecido da Faculdade. Recebeu-o emocionada e aceitou o convite para um reencontro com a turma, hoje todos sessentões. O ano era de eleições gerais e o País continuava dividido entre a Direita e a esquerda. Os tempos passaram mais tudo continuava como antes. Feliz por reencontrar os amigos, quando os abraçou sentiu que nada mudara, uns com alguns fios prateados e outros levemente calvos. Das mulheres, só ela seguiu rumo diferente. As outras três continuavam firmes e seguras lutando por um mundo melhor. Nessa noite todos entraram no túnel do tempo e encheram a cara de caipirinha e cerveja. Ainda bem, pensou. Nada mudara. Era quase madrugada quando Rodolfo chegou. A cabeça de Susana deu uma reviravolta ao vê-lo quase o mesmo homem do passado. Apenas a calvice estava mais acentuada e os cabelos prateados. Os olhares se cruzaram e ela sentiu as pernas tremerem como naquela noite de chuvas! Todo o álcool ingerido sumiu como num passe de mágica! As mãos se apertaram e o calor que lhe percorreu o corpo foi como se ontem voltasse depois de algumas décadas. As faces vermelhas de ambos, os denunciaram. A turma então, batendo palmas disse: beija! beija! beija! E foi assim que o amor e a paixão tomaram conta dos dois para sempre! Quem vai primeiro ninguém sabe, mas juntos eles vivem um novo Shangri-la! 08/2026


*Ina Melo, é jornalista. Publicou poemas, contos e crônicas na Revista de Cultura do Estado do Ceará e em diversas antologias como "Crônicas e contos inesquecíveis" e "Contistas do Terceiro Milênio". Graduada pela UFPE, com especialização em Antropologia Cultural, faz parte da Academia Internacional de Literatura e Artes. É autora dos livros: "Simone de Beauvoir - Mulher lúcida e livre", "Sonhos em dueto" e, pela Confraria do Vento, "Cartas de Paris". @inamelo2016


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É Findi - Série Prédios Ícones de Pernambuco - Igreja dos Santos Cosme e Damião - Por Severino Ninho*

14/08/2026

A povoação de Igarassu, com início em 1535, surgiu no alto das colinas, seguindo o modelo português de planejamento urbano, com foco no relevo acidentado e lógica na defesa militar. Dentre as primeiras construções do povoamento, destaca-se a igreja dos Santos Cosme e Damião, prestes a completar cinco séculos, sendo considerada o templo religioso mais antigo ainda em funcionamento no Brasil.

Localizada no outeiro do Largo dos Santos Cosme e Damião, de estilo maneirista, a singela capela, atual Matriz dos Santos Cosme e Damião, foi erguida por ordem do militar português Capitão Afonso Gonçalves, em agradecimento a sucessos militares no confronto com os Caetés. Objeto de várias reformas, a capela dos Santos Cosme e Damião só viria a adquirir sua característica atual no século XVIII.

Arquitetura

Com influência barroca em seu interior, a igreja tem fachada simples, com torre e nave únicas, dois altares laterais e o altar-mor, sendo palco...

A povoação de Igarassu, com início em 1535, surgiu no alto das colinas, seguindo o modelo português de planejamento urbano, com foco no relevo acidentado e lógica na defesa militar. Dentre as primeiras construções do povoamento, destaca-se a igreja dos Santos Cosme e Damião, prestes a completar cinco séculos, sendo considerada o templo religioso mais antigo ainda em funcionamento no Brasil.

Localizada no outeiro do Largo dos Santos Cosme e Damião, de estilo maneirista, a singela capela, atual Matriz dos Santos Cosme e Damião, foi erguida por ordem do militar português Capitão Afonso Gonçalves, em agradecimento a sucessos militares no confronto com os Caetés. Objeto de várias reformas, a capela dos Santos Cosme e Damião só viria a adquirir sua característica atual no século XVIII.

Arquitetura

Com influência barroca em seu interior, a igreja tem fachada simples, com torre e nave únicas, dois altares laterais e o altar-mor, sendo palco anualmente no mês de setembro da festa dos padroeiros da cidade, os Santos Mártires Cosme e Damião.

É patrimônio nacional e estadual, protegido, respectivamente, pelo Decreto-lei 25/37 e pela Lei 7.970/1979.


*Severino Ninho de Souza Silva é advogado, formado pela Faculdade de Direito do Recife. Foi prefeito de Igarassu, secretário de Estado, vereador e deputado federal. Atualmente é Controlador-geral do Município de Igarassu. É membro da Academia de Cultura e Letras de Igarassu.


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É Findi - Ingredientes - Por Marcelo Mário de Melo*

14/08/2026

Voo de águia
arte de raposa
casco de tartaruga
pulo de gato.

Caldo de crítica
sumo de humor
pó de poesia.

Sal
pimenta
bolinhas de gude
fura-pneu
coquetel-molotov
pedra de David.

Olho na estrela
sinal à esquerda
bandeira vermelha
canto e ciranda.


*Marcelo Mário de Melo, ex-preso político, jornalista e poeta. Seu lema é: "Só ultrapasse pela esquerda". @marcelommm



Voo de águia
arte de raposa
casco de tartaruga
pulo de gato.

Caldo de crítica
sumo de humor
pó de poesia.

Sal
pimenta
bolinhas de gude
fura-pneu
coquetel-molotov
pedra de David.

Olho na estrela
sinal à esquerda
bandeira vermelha
canto e ciranda.


*Marcelo Mário de Melo, ex-preso político, jornalista e poeta. Seu lema é: "Só ultrapasse pela esquerda". @marcelommm


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É Findi - Bela Viagem - Conto - Por AJ Fontes*

14/08/2026

Toda manhã, sentado na poltrona, folheio um livro escolhido de uma das estantes encostadas nas paredes, recheadas até o teto de volumes grossos como a bíblia, finos como uma folha de papel; de lombadas vermelhas, amarelas, pretas. Leio os que alcanço. Vovô diz que os outros, no alto, vou ler quando crescer e tiver cabeça para entender.

No meio de toda livralhada a janela aberta parece uma pintura de um artista famoso carregada de folhas brilhantes que balançam devagar com o vento e enche o escritório com o cheirinho bom das rosas do jardim.
Enfiado na poltrona, lendo histórias de espadas ensanguentadas em alguma guerra entre Portugal e Holanda, arregalo os olhos seguindo o beija-flor que aparece na frente da página. Sigo as piruetas: para cima, para baixo, para um lado e... zummm.

Voa pela janela, esconde por traz da folha de onde surge um raio do sol. Uma bola de luz branca entra na minha cabeça e em um rebuliço toma conta do pescoço, desce pel...

Toda manhã, sentado na poltrona, folheio um livro escolhido de uma das estantes encostadas nas paredes, recheadas até o teto de volumes grossos como a bíblia, finos como uma folha de papel; de lombadas vermelhas, amarelas, pretas. Leio os que alcanço. Vovô diz que os outros, no alto, vou ler quando crescer e tiver cabeça para entender.

No meio de toda livralhada a janela aberta parece uma pintura de um artista famoso carregada de folhas brilhantes que balançam devagar com o vento e enche o escritório com o cheirinho bom das rosas do jardim.
Enfiado na poltrona, lendo histórias de espadas ensanguentadas em alguma guerra entre Portugal e Holanda, arregalo os olhos seguindo o beija-flor que aparece na frente da página. Sigo as piruetas: para cima, para baixo, para um lado e... zummm.

Voa pela janela, esconde por traz da folha de onde surge um raio do sol. Uma bola de luz branca entra na minha cabeça e em um rebuliço toma conta do pescoço, desce pelo peito, braços, barriga, pernas.

Um estalo seco, e os pelos do corpo arrepiam. Flutuando naquela imensidão branca não ouço o vento, nem o coração. Mergulho entre bolas transparentes azuis, vermelhas, amarelas faiscantes e logo segue alguma coisa parecida com a aurora boreal. Sou envolvido por ondas verdes, laranjas, roxas, amarelas que interferem nas bolas que, por sua vez, inflam chegando a uma explosão: branca e silenciosa.

Não viajo mais. Eu flutuo. Só. Quieto.

O corpo muda. Não a forma, mas me sinto mais leve. Sinto, mas parece que desapareço. Invisível? Os contornos existem. Vejo quando passo a mão na frente dos olhos.

Prendo a respiração novamente quando surgem as folhas verdes na janela; as paredes, os livros, a poltrona. Mas, não vejo. Na verdade, eu tenho certeza de que estão no lugar, que estou sentado e o livro na mesinha do lado, apenas não preciso ver ou tocar, cheirar, ouvir para saber que estão aqui.

Que sonho legal! Um sonho? Ai! O beliscão no braço dói. Encho os pulmões de ar quando inspiro e percebo ele passar pela garganta, seguindo até os pulmões.

Menino invisível! Será? Dou um giro no corpo e vejo tudo invisível. Engraçado, estou no meio do nada e sei de tudo: sei onde estou, sei do livro ao lado, dos fios de algodão do tapete.

A luz entra pela janela e se espalha. Não vem do sol. É uma luz difusa.

Acho que já tenho cabeça para entender os livros das prateleiras mais altas da estante. Inclusive, uso palavras e maneira de falar idênticas às de vovô. A história da Terra acontecida até hoje e indo adiante, chegando ao ano de 2975, não são novidade para mim. Refiro-me ao ano para me situar temporalmente, da forma que fazemos agora quando nos encontramos em um determinado espaço e um determinado tempo.

Escolho um tema: o desenvolvimento biológico do humano, as conquistas; o Bóson de Higgs, a “partícula de Deus”. Só sei que sei.

Ultrapassando o atual, percebo as mudanças biológicas nos levar ao estágio quando o corpo físico será “invisível”. Este, será um estágio anterior ao espalhamento energético, quando não mais haverá a singularidade chamada de indivíduo.

Relaxo, descanso os braços, sinto a poltrona.

- Paulinho! Cadê você?

Abro os olhos, vejo o livro na mesinha, a janela e o raio do sol aparecendo no balanço da folha lá fora.

- Vai ou não vai jogar?

Suspiro e sorrio quando o beija-flor pousa no meu ombro, encosta o bico no meu rosto e voa pela janela.
Pela primeira vez fui o herói da partida. Fiz todos os gols e driblei os melhores do time da rua de trás da nossa. Puxa!

Algo mudou. Acho que eu vejo as coisas diferentes. Até consigo entender uma frase de um dos livros do alto.

Ninguém entra duas vezes no mesmo rio.


*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’. @aj.fontes


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É Findi - Os Leiteiros - Crônica - Por Malude Maciel*

14/08/2026

Bem recentemente, mais precisamente em 2021, vivemos a crise do coronavírus que foi um verdadeiro horror, uma feroz batalha contra uma doença que trouxe novidades para as quais a medicina não estava preparada e nós, leigos, lutamos de todas as formas, pra escapar da pandemia que ceifou inúmeras vidas prematuramente. Tivemos a obrigação, mais do que nunca, de redobrar a limpeza geral em nossas casas, onde ficamos reclusos, sem saber o que fazer. Isso me fez lembrar o ano de 1956, quando tivemos por aqui a chamada: gripe asiática que também fez suas vítimas fatais. Mesmo sendo uma criança fui acometida da mesma e todos nós sofremos muito com a maldita.

Assim, de quando em vez, aparece doença que o ser humano vai driblando sem os recursos necessários pois, as vacinas nem sempre estão prontas ao combate das epidemias.

São muitas as mudanças dos costumes

Pensando nisso, recordo dos leiteiros que entregavam, diariamente nas residências, o...

Bem recentemente, mais precisamente em 2021, vivemos a crise do coronavírus que foi um verdadeiro horror, uma feroz batalha contra uma doença que trouxe novidades para as quais a medicina não estava preparada e nós, leigos, lutamos de todas as formas, pra escapar da pandemia que ceifou inúmeras vidas prematuramente. Tivemos a obrigação, mais do que nunca, de redobrar a limpeza geral em nossas casas, onde ficamos reclusos, sem saber o que fazer. Isso me fez lembrar o ano de 1956, quando tivemos por aqui a chamada: gripe asiática que também fez suas vítimas fatais. Mesmo sendo uma criança fui acometida da mesma e todos nós sofremos muito com a maldita.

Assim, de quando em vez, aparece doença que o ser humano vai driblando sem os recursos necessários pois, as vacinas nem sempre estão prontas ao combate das epidemias.

São muitas as mudanças dos costumes

Pensando nisso, recordo dos leiteiros que entregavam, diariamente nas residências, o leite de vaca vindo das fazendas circunvizinhas. Eles chegavam nos jumentos, transportando baldes com o produto nas cangalhas dos animais e gritavam às portas: "olha o leite!"
As donas de casa ou serviçais, corriam com uma vasilha pra recolher a preciosidade que, apesar de ser fervido posteriormente, esse leite ficava muito a desejar em higienização.

Já havia entrega a domicílio

Tudo era precário naquele trabalho, nenhum critério nem as prudências necessárias contra transmissão de doenças. Nem os patrões nem empregados possuíam educação e orientações a respeito desse fator. E, ainda havia os desonestos que colocavam água, até suja, nos tambores para levar vantagem na quantidade vendida. Sabe-se como é, em todo tempo e lugar houve corrupção.

Enfim a fiscalização

Quando chegou a vigilância sanitária com a fiscalização acirrada devido à epidemia, foi um deus nos acuda! Um rebuliço total. Pernas pra que te quero? Era gente correndo, se escondendo, deixando de fazer as entregas e consequentemente, famílias privadas do leitinho das crianças.

Observação

Muitas ocasiões, víamos, da janela, fiscais derramarem na rua, litros e mais litros de água branca, o chamado: leite batizado, por não passar no teste. Fazia pena porque era um desperdício, mas como haviam falsificado, era justo que acontecesse, sendo a freguesia prejudicada. Mesmo numa grita feroz.

Atualmente

Os jovens não sabem o que seja um leiteiro com um animal relinchando logo cedo, toda manhã, à porta dos clientes, o que era até uma distração para a criançada.
O leite, hoje, é vendido empacotado em saquinhos plásticos, nos mercados, como também em caixinhas de papelão, embora não se saiba das origens de armazenamento e da química usada para duração. Além do leite em pó, industrializado.
Corremos o mesmo risco.

Superação

A pandemia passou. Foram mortes e sofrimentos aos milhares em todo o mundo. Mas, as sequelas ficaram e muita gente sofre as consequências. Todas as forças do bem procuram amenizar os prejuízos de ordens diversas: físicas, materiais, mentais, espirituais, emocionais, financeiras, etc.
O universo pede ajuda ao seu Criador. Ele, com certeza, atenderá as nossas preces.

E, a vida continua.
Assim caminha a humanidade.


Profa. Sinhazinha


*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina. @malude.maciel


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É Findi - Série História de Pernambuco - Maurício de Nassau: entre a Companhia e Pernambuco - Por Alfredo Cabral de Melo*

14/08/2026

Enviado para consolidar o domínio holandês, Nassau encontrou uma capitania marcada pela guerra e acabou protagonizando um período de profundas transformações administrativas, urbanas e culturais.

Quando Maurício de Nassau chegou ao Recife, em 1637, não encontrou uma terra à espera de um novo governante. Encontrou uma conquista em guerra, uma economia açucareira debilitada e uma sociedade que os holandeses precisavam governar. Sua missão estava ligada à consolidação do domínio da Companhia das Índias Ocidentais e à recuperação de uma economia indispensável à própria sobrevivência do projeto colonial.

Era preciso, portanto, fazer a conquista funcionar. Mas a realidade que Nassau encontrou exigia mais do que a simples retomada da produção dos engenhos. Era necessário administrar proprietários locais, organizar a defesa, garantir o abastecimento, restabelecer a circulação de mercadorias e dar ao Recife condições para exercer o papel de centro político e comerc...

Enviado para consolidar o domínio holandês, Nassau encontrou uma capitania marcada pela guerra e acabou protagonizando um período de profundas transformações administrativas, urbanas e culturais.

Quando Maurício de Nassau chegou ao Recife, em 1637, não encontrou uma terra à espera de um novo governante. Encontrou uma conquista em guerra, uma economia açucareira debilitada e uma sociedade que os holandeses precisavam governar. Sua missão estava ligada à consolidação do domínio da Companhia das Índias Ocidentais e à recuperação de uma economia indispensável à própria sobrevivência do projeto colonial.

Era preciso, portanto, fazer a conquista funcionar. Mas a realidade que Nassau encontrou exigia mais do que a simples retomada da produção dos engenhos. Era necessário administrar proprietários locais, organizar a defesa, garantir o abastecimento, restabelecer a circulação de mercadorias e dar ao Recife condições para exercer o papel de centro político e comercial da colônia.

É nesse ponto que começa a singularidade de seu governo. Nassau não deixou de ser um administrador de uma empresa colonial, nem os interesses da Companhia desapareceram. Mas, ao tentar consolidar o domínio neerlandês, promoveu ou apoiou transformações que ultrapassaram a dimensão imediata da produção açucareira.

O Recife é talvez o exemplo mais visível. Durante seu governo, a Ilha de Antônio Vaz recebeu um novo núcleo urbano, a Cidade Maurícia, associado a um projeto de ocupação que envolveu ruas, edifícios, pontes e espaços de administração. Foram construídos os palácios de Vrijburg e da Boa Vista, enquanto pontes passaram a ligar áreas que dependiam de deslocamentos mais difíceis. A reorganização urbana respondia, ao mesmo tempo, às necessidades de circulação, habitação, administração e afirmação do poder neerlandês.

Não se tratava, portanto, simplesmente de embelezar a cidade. Recife precisava funcionar melhor para uma colônia que pretendia ser economicamente viável. A urbanização fazia parte da própria organização do poder.

Mas talvez nenhuma dimensão do período tenha deixado uma marca tão duradoura quanto a produção de conhecimento e imagens sobre o Brasil. Nassau trouxe consigo artistas, naturalistas, cartógrafos, engenheiros e outros especialistas. Frans Post registrou paisagens, construções e cenas do território; Albert Eckhout produziu imagens de habitantes, animais e plantas; Georg Marcgrave e Willem Piso dedicaram-se à observação e descrição da natureza. A Biblioteca Nacional identifica nesse conjunto uma produção cartográfica e iconográfica excepcional para o período.

Pernambuco passou, assim, a ser observado e representado de maneira sistemática. As imagens produzidas durante o período contribuíram para formar, na Europa, uma das primeiras representações visuais amplas da paisagem e da sociedade do Brasil. Não eram registros neutros ou fotografias antecipadas, mas, eram obras produzidas a partir do olhar, dos conhecimentos e dos interesses de seu tempo. Ainda assim, constituem uma documentação extraordinária sobre aquele mundo colonial.

Essa dimensão cultural, entretanto, não deve fazer esquecer a realidade sobre a qual o governo de Nassau estava assentado. A economia continuava dependente da produção açucareira e do trabalho escravizado. A própria expansão neerlandesa para Angola esteve relacionada à necessidade de garantir mão de obra para os engenhos, aspecto que Evaldo Cabral de Mello destaca ao analisar a experiência nassoviana.

Também havia limites políticos e econômicos. Nassau governava em nome da Companhia das Índias Ocidentais, e os interesses de um administrador que precisava estabilizar a colônia nem sempre coincidiam perfeitamente com os interesses de uma companhia comercial interessada em resultados. Sua administração, por isso, deve ser entendida dentro dessa tensão: era preciso recuperar Pernambuco, mas também fazê-lo produzir e remunerar o investimento realizado na conquista.

É justamente por isso que sua passagem pelo Brasil não pode ser resumida nem à imagem do administrador visionário que teria transformado Pernambuco, nem à de um simples funcionário da Companhia. Nassau chegou com uma missão definida. Ao exercê-la, porém, encontrou uma sociedade complexa e participou de uma experiência que deixou marcas na administração, na paisagem urbana, na produção artística e no conhecimento sobre o território.

Quando deixou Pernambuco, em 1644, a conquista holandesa ainda estava longe de representar um projeto consolidado. A recuperação da economia não havia apagado as dificuldades acumuladas desde a invasão e, como observa Evaldo Cabral de Mello, nem mesmo durante o período de maior expansão sob Nassau a produção açucareira alcançou o nível existente antes de 1630.

O legado de Nassau, portanto, é maior e mais contraditório do que a imagem tradicional das pontes, dos palácios e das pinturas. Ele foi um administrador de uma potência colonial, responsável por uma ocupação militar e econômica, mas também esteve à frente de um período em que Pernambuco foi urbanizado, estudado, cartografado e representado de uma maneira inédita.

Talvez seja justamente essa combinação que explique a permanência de Nassau na memória pernambucana. Ele não transformou Pernambuco sozinho, nem a ocupação holandesa se resumiu a ele. Mas, durante os sete anos de seu governo, a conquista deixou de ser apenas uma guerra pela posse do açúcar e passou a produzir também uma experiência urbana, artística e científica que continuaria a ser lembrada muito depois da saída dos holandeses.



Na próxima semana: a experiência de Nassau chegou ao fim, mas os problemas que ele tentou administrar permaneceram. O que aconteceu depois de sua partida e por que a relação entre os senhores de engenho e a Companhia das Índias Ocidentais se tornou cada vez mais difícil? A resposta nos aproxima do início da Restauração Pernambucana.



*Alfredo Cabral de Melo, é Advogado, Historiador, Jornalista, e Membro do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e do Instituto Histórico do Maranhão (IHGM). @alfredo.cabral.de.melo


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É Findi – Cem Formiguinhas - Croniqueta - Por Xico Bizerra*

14/08/2026

Sonhei com Manoel de Barros
À beira de um formigueiro,
Num domingo alvissareiro:
Foi conversa sem esparros.
No lugar não tinha carros.
Um caminho das antigas,
Avenida das formigas,
Distante das coisas más,
Longe dos tamanduás,
Sem formicidas ou brigas

Se ainda espaço houver nessa estrada de areia branquinha darei boas vindas às cem formiguinhas que se achegam para passear por onde passeia o sol, o vento e a lua. No mesmo lugar por onde passa a luz vou ter todo o cuidado de desviar de cada uma delas, alegrantes passeadoras, para não lhes machucar. Elas, algumas com folhas em suas bocas, andarão a passos lentos junto às flores do meu jardim. A lhes fazer companhia, borboletas com suas mil e uma cores para alegrar todos os caminhos. Tamanduás, longe, sonham delirantes sonhos, pesadelos terríveis, por distantes que estão do formigueiro, formicidas que são. Deus salve as inofensivas formiguinhas!


Sonhei com Manoel de Barros
À beira de um formigueiro,
Num domingo alvissareiro:
Foi conversa sem esparros.
No lugar não tinha carros.
Um caminho das antigas,
Avenida das formigas,
Distante das coisas más,
Longe dos tamanduás,
Sem formicidas ou brigas

Se ainda espaço houver nessa estrada de areia branquinha darei boas vindas às cem formiguinhas que se achegam para passear por onde passeia o sol, o vento e a lua. No mesmo lugar por onde passa a luz vou ter todo o cuidado de desviar de cada uma delas, alegrantes passeadoras, para não lhes machucar. Elas, algumas com folhas em suas bocas, andarão a passos lentos junto às flores do meu jardim. A lhes fazer companhia, borboletas com suas mil e uma cores para alegrar todos os caminhos. Tamanduás, longe, sonham delirantes sonhos, pesadelos terríveis, por distantes que estão do formigueiro, formicidas que são. Deus salve as inofensivas formiguinhas!


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico


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É Findi – Clube Português do Recife - Por Carlos Bezerra Cavalcanti*

14/08/2026

Conforme dados fornecidos por aquela entidade social em documento subscrito pelo então Presidente Carlos Alberto Costa, o estreitamento das relações das comunidades brasileira e portuguesa motivou, em boa hora, a criação de um grande Clube.

Assim no dia 14 de dezembro de 1934, às 20:30 horas, com a ilustre presença do interventor Carlos de Lima Cavalcanti, nasceu essa Entidade cujo o nome não poderia ser outro: Clube Português do Recife trazendo as cores da Bandeira Lusitana, verde e vermelha.

Hoje o Clube Português encontra-se entre os maiores instituições Sociais do País, participando, com brilhantismo singular, das festividades juninas e carnavalescas e revivendo as tradições portuguesas e nordestinas, que a cada ano se tornam maiores em alegria e frequência.

Rivalizava com o Clube Internacional nas festas Carnavalescas chegando a suplantá-lo a partir da década de 1970, tendo como festejo mais marcante o Baile Municipal, forçando o...

Conforme dados fornecidos por aquela entidade social em documento subscrito pelo então Presidente Carlos Alberto Costa, o estreitamento das relações das comunidades brasileira e portuguesa motivou, em boa hora, a criação de um grande Clube.

Assim no dia 14 de dezembro de 1934, às 20:30 horas, com a ilustre presença do interventor Carlos de Lima Cavalcanti, nasceu essa Entidade cujo o nome não poderia ser outro: Clube Português do Recife trazendo as cores da Bandeira Lusitana, verde e vermelha.

Hoje o Clube Português encontra-se entre os maiores instituições Sociais do País, participando, com brilhantismo singular, das festividades juninas e carnavalescas e revivendo as tradições portuguesas e nordestinas, que a cada ano se tornam maiores em alegria e frequência.

Rivalizava com o Clube Internacional nas festas Carnavalescas chegando a suplantá-lo a partir da década de 1970, tendo como festejo mais marcante o Baile Municipal, forçando o seu rival a protagonizar o não menos famoso "Bal Masquê" ao representar a Colônia Lusitana em Pernambuco deixou famosa, também, as suas atividades esportivas com destaque para o Hóquei em Patins e Natação.


*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras e Sócio Benemérito do IAHGP.


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É Findi - Marco Antônio no Funeral de César: o poder da palavra segundo Shakespeare. - Por Antônio Campos*

14/08/2026

A palavra mostrou que também pode mudar o curso da História.


Há discursos que explicam uma época. Outros conseguem mudá-la. Entre os mais célebres da literatura ocidental está a oração fúnebre de Marco Antônio diante do corpo de Júlio César, imortalizada por William Shakespeare em Júlio César.

César havia sido assassinado por um grupo de senadores, entre eles Brutus, que justificavam o crime afirmando que ele se tornara ambicioso e ameaçava a liberdade de Roma. Marco Antônio, amigo de César, recebe permissão para falar durante os funerais. E é justamente nesse momento que Shakespeare constrói uma das mais extraordinárias demonstrações do poder político da palavra.

Marco Antônio começa aparentemente submetido aos vencedores:

“Amigos, romanos, compatriotas, ouvi-me. Vim para enterrar César, não para exaltá-lo.”

Logo depois, pronuncia uma das frases mais conhecidas:

“O mal que os homens fazem...

A palavra mostrou que também pode mudar o curso da História.


Há discursos que explicam uma época. Outros conseguem mudá-la. Entre os mais célebres da literatura ocidental está a oração fúnebre de Marco Antônio diante do corpo de Júlio César, imortalizada por William Shakespeare em Júlio César.

César havia sido assassinado por um grupo de senadores, entre eles Brutus, que justificavam o crime afirmando que ele se tornara ambicioso e ameaçava a liberdade de Roma. Marco Antônio, amigo de César, recebe permissão para falar durante os funerais. E é justamente nesse momento que Shakespeare constrói uma das mais extraordinárias demonstrações do poder político da palavra.

Marco Antônio começa aparentemente submetido aos vencedores:

“Amigos, romanos, compatriotas, ouvi-me. Vim para enterrar César, não para exaltá-lo.”

Logo depois, pronuncia uma das frases mais conhecidas:

“O mal que os homens fazem sobrevive depois deles; o bem é quase sempre enterrado com seus ossos. Assim seja com César.”

A genialidade do discurso está no fato de que Marco Antônio não inicia atacando frontalmente Brutus ou os conspiradores. Ao contrário: aparenta aceitar a versão deles. Repete, quase ironicamente, que “Brutus é um homem honrado”.

E continua:

“O nobre Brutus lhes disse que César era ambicioso. Se isso é verdade, foi uma falta grave, e gravemente César respondeu por ela.”

Mas, pouco a pouco, Marco Antônio desmonta a acusação.

Ele lembra ao povo que César era seu amigo, “leal e justo”. Recorda os feitos de César em benefício de Roma. Mostra suas feridas. Evoca sua generosidade. Faz os romanos se perguntarem: se César era realmente tão ambicioso, por que suas ações demonstravam tantas vezes o contrário?

Então volta à frase:

“Mas Brutus disse que era ambicioso. E Brutus é um homem honrado.”

A repetição transforma o elogio em acusação.

Quanto mais Marco Antônio chama Brutus de “honrado”, mais o povo começa a desconfiar da honra dos assassinos de César.

É uma extraordinária lição de retórica.

Marco Antônio não ordena que o povo se revolte. Não precisa fazê-lo. Ele conduz a multidão até a conclusão que deseja. Substitui a acusação direta pela dúvida, a violência verbal pela ironia, e o argumento abstrato pela emoção diante do corpo assassinado de César.

Quando termina, Roma já não é a mesma.

O homem que aparentemente havia subido à tribuna apenas para enterrar um amigo havia transformado um funeral em um acontecimento político.

O povo, antes inclinado a aceitar as justificativas do Senado, volta-se contra os conspiradores.

Shakespeare compreendeu profundamente algo que permanece atual: o poder não está apenas nas armas, nas instituições ou nos cargos. O poder também pertence a quem consegue construir a narrativa que ficará na memória das pessoas.

Por isso, tantos séculos depois, a frase continua impressionante:

“O mal que os homens fazem sobrevive depois deles; o bem é quase sempre enterrado com seus ossos.”

Talvez a grande vitória de Marco Antônio, na obra de Shakespeare, tenha sido exatamente impedir que o bem que via em César fosse enterrado juntamente com seus ossos.

E, naquele momento, a palavra mostrou que também pode mudar o curso da História.

13/08/2026


*Antônio Campos, Curador Geral da Fliporto, advogado, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras e da ABI - Associação Brasileira de Imprensa. @antoniocampos.adv


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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi - Lixo Alegre - Crônica - Por Romero Falcão*

14/08/2026

No ônibus — meu laboratório literário —, por ofício, costumo estudar os passageiros. Um homem magro, cara de gato triste, barba fedorenta, divide o banco comigo. Penso em levantar, mas, no conforto, arruíno minha pena.

De repente, uma catinga violenta invade o ônibus, multiplicada à enésima potência pela barba da criatura. Uma mulher de carnes volumosas sobe o vestido, tapa o nariz. Outros abanam com o que podem: mão, bolsa, sombrinha fechada. Ninguém sabe de onde vem a carniça. Tento checar.

Cerca de um quilômetro adiante, decifro o enigma fétido: um caminhão de lixo parado. Os garis carregam sacos pretos como defuntos apodrecidos. O coletivo ultrapassa o caminhão. Todo mundo aliviado.

Ufa!

Menos o cronista, que precisa fazer crônica para o jornal. As imagens dos garis me acompanham como se um deles estivesse sentado ao meu lado.



De farda laranja e largo sorriso no rosto.

Isto me...

No ônibus — meu laboratório literário —, por ofício, costumo estudar os passageiros. Um homem magro, cara de gato triste, barba fedorenta, divide o banco comigo. Penso em levantar, mas, no conforto, arruíno minha pena.

De repente, uma catinga violenta invade o ônibus, multiplicada à enésima potência pela barba da criatura. Uma mulher de carnes volumosas sobe o vestido, tapa o nariz. Outros abanam com o que podem: mão, bolsa, sombrinha fechada. Ninguém sabe de onde vem a carniça. Tento checar.

Cerca de um quilômetro adiante, decifro o enigma fétido: um caminhão de lixo parado. Os garis carregam sacos pretos como defuntos apodrecidos. O coletivo ultrapassa o caminhão. Todo mundo aliviado.

Ufa!

Menos o cronista, que precisa fazer crônica para o jornal. As imagens dos garis me acompanham como se um deles estivesse sentado ao meu lado.


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De farda laranja e largo sorriso no rosto.

Isto me inquieta: a alegria dos garis. Num trabalho pouco rentável, passam parte do dia — e um bocado da vida — pendurados nos caminhões. Subindo e descendo. Recolhendo nossa porcaria.

E, à noite, o amor encardido no odor que não sai.

A dura labuta não é reconhecida. Seus rostos são invisíveis, assim como seus nomes. Mas basta pararem um dia para as moscas nos convencerem da importância daqueles braços suados, sob sol e chuva.

Quando boto o lixo na calçada e coincide com a passagem do caminhão, ofereço água e uns trocados, que eles juntam na caixinha da cabine. Alguns são pálidos, perdem a cor e a saúde num serviço tão inglório.

E voltam à alegria.

Brincam entre si. Tiram onda. Apesar de amigos íntimos do lixo, nos ensinam que é possível sorrir, pintar, escrever. Mesmo dentro dos abismos que a vida nos obriga a atravessar.

Uma lição que não se encontra nos mais notáveis tratados de psicologia.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda


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Casa Saúde e Maternidade de Garanhuns, de Jorge Branco, envia sua versão

14/08/2026

O Jornal O Poder recebeu nota de posicionamento da unidade hospitalar objeto de noticiário. Segue a nota, Ipsis Litters

Posicionamento

A Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro vem a público prestar esclarecimentos sobre o Relatório da Auditoria nº 20.034, conduzida pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DENASUS), e reafirmar seu compromisso com a transparência, a qualidade da assistência e a população de Garanhuns e da região.

Há 55 anos, a instituição integra a rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS), prestando atendimento hospitalar à população de Garanhuns e de municípios vizinhos. Ao longo de sua trajetória, sempre pautou sua atuação pelo compromisso com a assistência à saúde, pela transparência e pelo cumprimento das normas que regem a prestação de serviços ao SUS. Nesse período, a Casa de Saúde manteve os mesmos critérios e procedimentos de contratualização adotados para os demais presta...

O Jornal O Poder recebeu nota de posicionamento da unidade hospitalar objeto de noticiário. Segue a nota, Ipsis Litters

Posicionamento

A Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro vem a público prestar esclarecimentos sobre o Relatório da Auditoria nº 20.034, conduzida pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DENASUS), e reafirmar seu compromisso com a transparência, a qualidade da assistência e a população de Garanhuns e da região.

Há 55 anos, a instituição integra a rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS), prestando atendimento hospitalar à população de Garanhuns e de municípios vizinhos. Ao longo de sua trajetória, sempre pautou sua atuação pelo compromisso com a assistência à saúde, pela transparência e pelo cumprimento das normas que regem a prestação de serviços ao SUS. Nesse período, a Casa de Saúde manteve os mesmos critérios e procedimentos de contratualização adotados para os demais prestadores da rede complementar, independentemente da administração pública em exercício ou da composição societária da instituição.

Os valores objeto de apontamento no relatório final correspondem a aproximadamente 1% do total de recursos auditados no período. A maior parte dos questionamentos está relacionada à codificação administrativa atribuída a procedimentos cirúrgicos oncológicos efetivamente realizados e à interpretação dos critérios utilizados para seu enquadramento.

Com relação ao serviço de hemodiálise, a auditoria apontou ausência de comprovação documental em 90 sessões, diante de aproximadamente 135 mil sessões realizadas pela Casa de Saúde no período analisado. A instituição esclarece que a ausência pontual de uma assinatura ou de determinado registro em um documento específico não significa, necessariamente, que o atendimento não tenha sido realizado. Trata-se de uma inconsistência de natureza documental que deve ser analisada em conjunto com os demais registros assistenciais disponíveis.

A Casa de Saúde ressalta, ainda, que parte dos pacientes cujas sessões foram apontadas no relatório como pendentes de comprovação documental permanece em tratamento de hemodiálise na instituição, informação que pode ser verificada nos próprios registros assistenciais da unidade. O dado reforça que os apontamentos documentais não podem ser interpretados, isoladamente, como evidência de que os atendimentos não tenham ocorrido.

Em relação aos procedimentos cirúrgicos oncológicos, a Casa de Saúde informa que encaminhou à auditoria a documentação médica correspondente aos procedimentos questionados. Segundo a instituição, as divergências identificadas são, em sua maior parte, de natureza formal e estão relacionadas ao preenchimento de campos específicos de determinados documentos, e não à ausência de registros capazes de demonstrar a realização dos procedimentos.

A instituição também esclarece que, em determinados casos, a análise considerou o documento no qual foi identificada a inconsistência formal, sem considerar de forma conjunta outros registros que integram o mesmo prontuário, como relatórios cirúrgicos, laudos anatomopatológicos e boletins de anestesia. Esses documentos constituem elementos adicionais de comprovação da realização dos procedimentos.

Outro ponto de divergência está relacionado à codificação administrativa atribuída a cirurgias oncológicas efetivamente realizadas. Nesses casos, a Casa de Saúde entende que os procedimentos foram devidamente executados e que a documentação médica correspondente demonstra sua adequação, razão pela qual irá apresentar os esclarecimentos e os documentos pertinentes pelas vias administrativas cabíveis.

A Casa de Saúde discorda das conclusões apresentadas e entende que os procedimentos questionados devem ser analisados também à luz da indicação clínica e da documentação médica correspondente. A definição da técnica cirúrgica e da via de acesso adequada a cada paciente é uma decisão de natureza técnico-assistencial, tomada pelo médico responsável de acordo com as condições clínicas e as particularidades de cada caso.

A instituição ressalta, ainda, que jamais orientou ou interferiu na decisão técnico-científica dos médicos que atuam em seu corpo clínico, preservando a autonomia profissional necessária à adequada assistência aos pacientes.

Diante dos apontamentos apresentados, a Casa de Saúde apresentará, pelas vias administrativas cabíveis, os esclarecimentos e a documentação médica pertinente, que demonstram a adequação dos procedimentos realizados e fundamentam a posição da instituição em relação aos pontos questionados.

A Casa de Saúde reafirma seu compromisso com a transparência, com o Sistema Único de Saúde e, sobretudo, com a população que atende há mais de cinco décadas.

Nota da Redação - O Poder adota a posição de dar espaço a pessoas e instituições citadas nas suas matérias, sem qualquer interferência no material recebido.

Brizola citado por Veneziano ao enaltecer apoio do PDT à sua reeleição ao Senado e a Cícero

14/08/2026

O Senador e pré-candidato à reeleição ao Senado Federal Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) agradeceu ao presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, o apoio do partido à sua reeleição para o Senado e à pré-candidatura de Cícero Lucena, MDB, ao Governo da Paraíba, formalizado durante ato ocorrido hoje, sexta-feira, 14/08, em João Pessoa. “O maior beneficiado é o estado da Paraíba, porque você nos dá uma robustez maior na busca desta grande conquista que será poder ter Cícero como nosso governador”.



Brizola

Veneziano lembrou que sua relação com o PDT vem de 1989, quando votou para presidente da República no então candidato do partido, Leonel Brizola. “São relações de 1989, quando, por convencimento pessoal, e já antes, de formação doutrinária e política, eu tinha afinidade com uma das maiores referências e que continua sendo uma das maiores referências políticas, pelos princípios e postulados que ele sempre defendeu de forma muito peculiar,...

O Senador e pré-candidato à reeleição ao Senado Federal Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) agradeceu ao presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, o apoio do partido à sua reeleição para o Senado e à pré-candidatura de Cícero Lucena, MDB, ao Governo da Paraíba, formalizado durante ato ocorrido hoje, sexta-feira, 14/08, em João Pessoa. “O maior beneficiado é o estado da Paraíba, porque você nos dá uma robustez maior na busca desta grande conquista que será poder ter Cícero como nosso governador”.


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Brizola

Veneziano lembrou que sua relação com o PDT vem de 1989, quando votou para presidente da República no então candidato do partido, Leonel Brizola. “São relações de 1989, quando, por convencimento pessoal, e já antes, de formação doutrinária e política, eu tinha afinidade com uma das maiores referências e que continua sendo uma das maiores referências políticas, pelos princípios e postulados que ele sempre defendeu de forma muito peculiar, e tão peculiar que sofreu tantas perseguições, mas nunca deixando de ser aquilo que nos inspirava e que continua a nos inspirar, que é o governador, presidente Leonel de Moura Brizola, nosso engenheiro”.


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Primeiro voto

Ele lembrou que, na época do seu primeiro voto, era estudante de Direito e tinha seu carro todo coberto por adesivos de Brizola. “Em 1989, quando nós voltamos a ter a oportunidade de nos encontrarmos com as urnas, eu votei em Brizola. Eu era estudante de Direito. Foi meu primeiro voto, efetivamente. E no 2º turno votei, todos nós aqui votamos, evidentemente, no presidente Lula. E de lá pra cá temos nos repetindo. São relações que foram se fortalecendo ao longo dos anos”.


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Mais apoio para Vené - Atual prefeito de Cabedelo fechado com a reeleição

14/08/2026

O prefeito de Cabedelo, Evilásio Cavalcanti (Avante), declarou oficialmente hoje, sexta-feira (14/08), apoio à reeleição do senador Veneziano Vital (MDB). Veneziano conta com o apoio de Lula e marcha firme rumo ao retorno ao Senado, onde brilhou na defesa de teses da interesse da população e ocupou a vice-presidência. Veneziano trabalhou por todos os municípios e é campeão absoluto de emendas democráticas e transparentes para a Paraíba

Confira o vídeo

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O prefeito de Cabedelo, Evilásio Cavalcanti (Avante), declarou oficialmente hoje, sexta-feira (14/08), apoio à reeleição do senador Veneziano Vital (MDB). Veneziano conta com o apoio de Lula e marcha firme rumo ao retorno ao Senado, onde brilhou na defesa de teses da interesse da população e ocupou a vice-presidência. Veneziano trabalhou por todos os municípios e é campeão absoluto de emendas democráticas e transparentes para a Paraíba

Confira o vídeo






O estadista e o aventureiro - O fardo do berço contra a farra da urna, por Zé da Flauta*

14/08/2026

Há uma diferença abissal entre quem nasce com o compromisso de cuidar de uma casa e quem invade a sala apenas para fazer festa antes que a polícia chegue. Na tradição da coroa, a chefia de Estado não é um prêmio de loteria nem um troféu de vaidade, é um fardo que se carrega desde o berço.

O futuro imperador passa a infância e a juventude debruçado sobre livros de história, mapas de diplomacia e dicionários de vários idiomas, aprendendo nos mínimos detalhes a arte solene de representar uma nação. Quando assume o trono, sabe exatamente a distinção entre a imagem permanente do país e as brigas passageiras do dia a dia. Para cuidar da política miúda, das finanças e dos atritos do parlamento, existe o chefe de governo, o primeiro-ministro, criando uma engrenagem onde o estadista pensa nas próximas gerações enquanto o político administra o presente.

Papéis invertidos

No modelo republicano, no entanto, resolveu-se juntar as duas coroas numa...

Há uma diferença abissal entre quem nasce com o compromisso de cuidar de uma casa e quem invade a sala apenas para fazer festa antes que a polícia chegue. Na tradição da coroa, a chefia de Estado não é um prêmio de loteria nem um troféu de vaidade, é um fardo que se carrega desde o berço.

O futuro imperador passa a infância e a juventude debruçado sobre livros de história, mapas de diplomacia e dicionários de vários idiomas, aprendendo nos mínimos detalhes a arte solene de representar uma nação. Quando assume o trono, sabe exatamente a distinção entre a imagem permanente do país e as brigas passageiras do dia a dia. Para cuidar da política miúda, das finanças e dos atritos do parlamento, existe o chefe de governo, o primeiro-ministro, criando uma engrenagem onde o estadista pensa nas próximas gerações enquanto o político administra o presente.

Papéis invertidos

No modelo republicano, no entanto, resolveu-se juntar as duas coroas numa cabeça só, sem exigir do candidato sequer a leitura de um folheto de cordel. Pelo contrário, no circo do sistema eleitoral contemporâneo, a ignorância ostentada virou quase um ativo de campanha, um orgulho torto de quem se vende como "povo" para justificar o despreparo.
O chefe de Estado e o chefe de governo agora habitam o mesmo terno de ocasião, eleito não pela capacidade de visão de longo prazo, mas pela habilidade de prometer o impossível em trinta segundos de propaganda na televisão. Trocamos a sobriedade de quem estudou a vida inteira para servir ao Estado pela audácia de quem passou a vida estudando como servir-se dele.

Bagunça crônica

Ao longo de cento e trinta e sete anos de experiência republicana, o resultado dessa troca de guarda está estampado nos livros de história e na memória do bolso do brasileiro. Acumulamos uma coleção vexatória de golpes de Estado, ditaduras de ocasião, constituições rasgadas e uma sucessão interminável de moedas que viraram poeira diante da inflação.

O tal "progresso", tão bonito na faixa estampada no pano da nossa bandeira, caminha a passos de cágado, frequentemente atropelado pelos escândalos da semana. A estabilidade institucional que levou décadas para ser lapidada no século XIX deu lugar a uma bagunça crônica onde as regras do jogo mudam ao sabor do humor de quem está com a caneta no gabinete.

Demagogia

A grande tragédia dessa escolha é que a República brasileira acabou encontrando sua verdadeira harmonia não com os anseios da população, mas com a corrupção e com o calendário eleitoral.
O horizonte de um presidente raramente ultrapassa a margem dos quatro anos; seu projeto de país não é deixar um legado para os netos dos seus cidadãos, mas garantir a reeleição ou a sucessão do seu grupo político na próxima curva da urna. Enquanto a monarquia olhava para o mapa do século seguinte com a responsabilidade de quem tem nome a zelar na história, a nossa República vive no improviso do próximo orçamento secreto e do próximo acerto de contas de bastidor, provando que o barato da demagogia sai caríssimo para a nação.

Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista


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"É chegada mais uma temporada de eleições" - Por Jarbas Beltrão*

14/08/2026

'Espírito das eleições'

Está aberta a temporada de caça aos votos. É temporada onde o povo eleitor mais humilde é o eixo das atenções.

O "eleitor-maioria", é o mais procurado, isto é, aquela parte da população que acredita em políticos benfeitores e, que a solução para suas dificuldades sai dos "fornos" (cofres) do Estado.

O mar da "democracia" chega com marés altas de promessas de superação das dificuldades pessoais, familiares, ruas, bairros, cidades e estados, é, o "mote" de políticos, acostumados às promessas que nunca serão cumpridas, mas serão distribuidas algumas migalhas.

'Ajudas e promessas'

Os benefícios sociais já obtidos - vales, bolsas de todos os tipos - ganham a lugar prioritário nos discursos dos candidatos.

Os benefícios, se depender da maioria dos candidatos, nunca desaparecerão; os mesmos, até, serão aprimorados.

Benefício social não é solução t...

'Espírito das eleições'

Está aberta a temporada de caça aos votos. É temporada onde o povo eleitor mais humilde é o eixo das atenções.

O "eleitor-maioria", é o mais procurado, isto é, aquela parte da população que acredita em políticos benfeitores e, que a solução para suas dificuldades sai dos "fornos" (cofres) do Estado.

O mar da "democracia" chega com marés altas de promessas de superação das dificuldades pessoais, familiares, ruas, bairros, cidades e estados, é, o "mote" de políticos, acostumados às promessas que nunca serão cumpridas, mas serão distribuidas algumas migalhas.

'Ajudas e promessas'

Os benefícios sociais já obtidos - vales, bolsas de todos os tipos - ganham a lugar prioritário nos discursos dos candidatos.

Os benefícios, se depender da maioria dos candidatos, nunca desaparecerão; os mesmos, até, serão aprimorados.

Benefício social não é solução temporária, para reduzir as dificuldades dos " necessitados", mas ajuda permanente.

Os benefícios sociais, que já são muitos, sobrecarregam os orçamentos públicos. Orçamentos já transbordam bem além das receitas fiscais; não é problema, desde que se engane o eleitorado, e se mantenha, em muitos casos "infinitamente" muitos mandatos políticos.

Com os mandatos seguem os benefícios para os que exercem cargos, tudo contribuindo prá afundar mais ainda a distância da "contribuição" da sociedade que, afinal é o avalista da divida pública , tudo contribui para o desequilíbrio da relação receita x orçamento.

'Dívidas'

A solução fácil pensada pelos agentes do Estado, portadores da competência de enxergar de onde devem sair os recursos, se apresenta na forma de mais impostos, aumento dos já existentes e colocar nos mercados os "papéis" de dívidas públicas.

Endividamento público (estatal, claro) pressiona subida de juros para que os credores se sintam estimulados à empréstimos infinitos ao grande devedor - o ente público maior, o Estado.

O ciclo vicioso vai engrossando... vai engrossando... entrando... crescendo dentro do corpo da sociedade... não se ouve gemidos.

A roda já rodou tanto, que títulos da dívida pública, são emitidos para pagar outros títulos da vida pública que não para de crescer.

Cresce a dívida pública, e desvia recursos financeiros, que não se destinam ao setor produtivo.

O destino dos recursos financeiros disponíveis na sociedade, tem sido, desta maneira, o atraente mercado da dívida pública - 14% de juro ao ano - não pode haver algo melhor, sem nenhum risco.

Taxa selic, no patamar que se encontra, ganha de muitos lucros produtivos e da inflação oficial, que fica em torno de 4% a 5% ao ano.

O dinheiro, até agora investido na dívida pública, ganha de quase todo investimento produtivo, e, também, até agora, sem riscos de perdas.

É o desenvolvimento da lógica "melhor ficar em casa e aguardar o pagamento com mais do dobro da inflação mensal".

'O mercado'

Como mercado é composto de diversas camadas, o ganho na "renda fixa" (medido pela taxa selic) pode até ser maior que os 14% pagos pelo governo. É só pesquisar o funcionamento das diversas camadas do mercado, e fazer a troca por uma camada com menor inflação; segredo que camadas das classes médias na sua maioria desconhece. Ou investir em papéis que remuneram mais que a taxa selic.

Os necessitados, beneficiados pela "bolsas" recebem as migalhas, se sustentam com muita penúria, se for trabalhar, sofrerão desgastes físicos e mentais, melhor esperar os benefícios.

'A economia não cresce'

Os de cima da pirâmide, preferem os ganhos sem riscos; "moral da História": numa trajetória desta, a organização empresarial (de todos os niveis), a demanda por trabalho, emprego, não surgem. Os riscos quase ninguém quer assumir.

A economia não cresce, a base fiscal se reduz e não cresce; a população contribuinte, ou paga mais ao fisco, ou se esconde da obrigação fiscal.

É a lógica da "Curva de Laffer" = mais imposto, menos consumo, menos trabalho/produção, menor ainda consumo.

Moral as promessas dos benfeitores públicos, vão se reduzindo e sendo, cada vez mais, menos cumpridas.

Prá nosso desespero o discurso da racionalidade econômica não chega nos candidatos, nem nos eleitores, todos movidos pelo imediatismo.


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A variação do discurso eleitoral é o ataque pessoal, a revelação de ser "esquerda" ou "direita" sem saber o significado dessas margens, pouco importa. Na verdade, "esquerda" e "direita" é só esconderijo pra oportunistas. Direita hoje, esquerda amanhã ou vice-versa.

Pois é... vai ficando complicado acreditar que no âmbito da política tradicional se enxergue soluções para os problemas que se vive, pelo menos nas fronteiras nacionais.

Tenho dito


*Jarbas Beltrão é historiador e professor de História da Universidade de Pernambuco - UPE. Mestre em Educação pela UFPB. Especialista (MBA) em Política Estratégia Defesa e Segurança Nacional. (Adesg Famesc).Especialista (MBA) em Geopolítica/Novas Fronteiras/Cibernética e IA. (Adesg/Instituto Venturo)


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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

Da Série Mistérios do Aquém: Os equinos e o Poder – Por Natanael Sarmento*

14/08/2026

Historiadores lecionam que a introdução do cavalo nas batalhas transformaram não só as táticas militares, mas, também, as estruturas sociais das civilizações. Dos carros de combates da antiguidade à cavalaria montada, os cavalos provocam o maior salseiro.

Além das guerras

Os equinos ultrapassam o valor das táticas e se tornaram símbolos de “status” social, militar e político. Vide as estátuas equestres! Transmitem a ideia de poder e domínio. Impávido. Absoluto. Grande. O topo da glória, física e idealmente, acima das massas.

Para poucos

Comendo pra burro ou como cavalo, com o repasto de cada dia nas alturas, a montaria é para poucos. O populacho desta capitania imortalizou essa estratificação social na quadra chistosa: “Quem viver em Pernambuco/Não há de estar enganado/ Que, ou há de ser Cavalcanti/Ou há de ser cavalgado”.

Figueiredo

João Batista Figueiredo, o último ditador...

Historiadores lecionam que a introdução do cavalo nas batalhas transformaram não só as táticas militares, mas, também, as estruturas sociais das civilizações. Dos carros de combates da antiguidade à cavalaria montada, os cavalos provocam o maior salseiro.

Além das guerras

Os equinos ultrapassam o valor das táticas e se tornaram símbolos de “status” social, militar e político. Vide as estátuas equestres! Transmitem a ideia de poder e domínio. Impávido. Absoluto. Grande. O topo da glória, física e idealmente, acima das massas.

Para poucos

Comendo pra burro ou como cavalo, com o repasto de cada dia nas alturas, a montaria é para poucos. O populacho desta capitania imortalizou essa estratificação social na quadra chistosa: “Quem viver em Pernambuco/Não há de estar enganado/ Que, ou há de ser Cavalcanti/Ou há de ser cavalgado”.

Figueiredo

João Batista Figueiredo, o último ditador da laia de 1964, demonstrou seu apego equino e desprezo pelo populacho declarando preferir o cheiro dos cavalos ao do povo. Cada nação com sua nobreza, nos lembra Lima Barreto.

Trump

O histriônico presidente dos EUA Donald Trump, enquanto esquartejava tratados internacionais, relinchava ou dava coices no salão Oval. No meio de entrevista aponta a estátua de bronze do cowboy e se refere ao ex-presidente Theodore Roosevelt. Mais uma patada na conta das gafes do fascista. A dita escultura do cowboy retrata anônimo do Velho Oeste, obra de Frédéric Remington.

Alexandre

Alexandre, o Grande, cavalgou milhares de quilômetros. Nas suas conquistas imperiais, Alexandre matou, subjugou e pilhou povos da Europa, Ásia e África. Mas o Macedônio, discípulo de Aristóteles, era sensível. Não apenas derramou lágrimas na morte do Bucéfalo, seu cavalo, como em sua memória fundou a cidade de Bucéfala.

Calígula

Calígula, imperador de Roma, valorizou o seu cavalo Incitatus com a toga do Senado, mas os patrícios legisladores da aristocracia não gostaram nada da nova companhia.

Átila

Sobre Atila, o rei dos hunos, conhecido como o “flagelo dos deuses”, criou-se a lenda de: “onde seu cavalo pisava, nunca mais crescia grama”. Na passagem da morte, eternamente, não florescia qualquer forma de vida.

Napoleão

Napoleão Bonaparte, o célebre General e imperador dos franceses, imortalizou seu “cavalo branco” Marengo em telas. Na montaria da vida real pintou com sangue os verdes campos da Europa e gélidas estepes russas. Caiu do cavalo em Waterloo.

Ricardo III

Ricardo III, perdido na floresta e derrotado na batalha, imortalizou seu desespero: "Um cavalo! Um cavalo! Meu reino por um cavalo!". Era tarde e Inez morta. Perdeu o reino e cabeça, literalmente.

Ironia

Nessas efemérides históricas sobre equinos e poderosos, há uma trágica ironia. Os escravistas que saqueiam, esquartejam são escravos das próprias ambições. A pulsão narcísica sempre termina tragicamente, afundada nos pântanos das insanas veleidades de achar que o mundo é um cavalo selado disponível para servi-los.

Obscurantistas

A ideologia dos narcísicos ditadores contemporâneos é o fascismo. Querem moldar o mundo a sua imagem de intolerância, autoritarismo, ódio à cultura, ciência, artes, filosofia. Tipos sociais bestializados que se alimentam da ignorância. Destroem obras de artes (vide os ataques terroristas do 8 de janeiro 2023); negam a ciência (pandemia e negação das vacinas da Covid19); apologistas da violência estimulam vendas de armas e aberturas de CACs centros de tiros; cortam verbas de escolas e universidades, da cultura e da ciência. Desconhecem o quanto ignoram. Hitler na Alemanha e Pinochet no Chile fizeram fogueiras com livros. Bolsonaro que tem repulsa de livros como o Diabo da cruz. Em seu desgoverno bloqueou recursos e atrasou compras de livros e material escolar, em 2022. Heinrich Heine, no século XIX, alertava: "Onde se queimam livros, acaba-se queimando pessoas”

Bolsonarismo

Quem quiser entender sobre essa estupidez sociológica recomendo o livro de João Cezar de Castro Rocha “ Bolsonarismo – Da Guerra Cultural ao Terrorismo Doméstico – Retórica do ódio e dissonância cognitiva - ( Ed.2026 autêntica) O autor aprofunda os paradoxos dos discursos de ódio da extrema direita que ganha força no mundo e no Brasil.

Shakespeariano

Sobre o Ricardo III shakespeariana, é o tirano da narrativa, cujo caráter e métodos ele próprio declara: “Por meio de conjuras, arriscadas insinuações, insanas profecias, jornalecos e invencionices, mortal ódio mantenho”. Ricardo não vale um tostão, mas tem o mérito de assumir. Pior é o tipo Tartufo, o hipócrita, do teatro de Molière. O dissimulador e fingidor que usa uma falsa piedade religiosa e defesa da família, quando na verdade manipula e destrói a família do seu benfeitor Orgon. Joseph Goebbels, chefe da propaganda nazista, para impor a ideologia da extrema direita, mandava repetir mentiras até se tornarem verdades. Qualquer semelhança da tirania de Ricardo III, hipocrisia de Tartufo e manipulações de Gobbels com o presidiário e sua laia não é mera coincidência.

Que fazer?

Derrotar os fascistas. Lutar contra os donos do mundo imperialista. Defender o socialismo como alternativa da civilização contra o caos, as guerras, os genocídios. E ditadura, nunca mais!


*Natanael Sarmento é professor e escritor, e integrante do Diretório Nacional da UP. @sarmentonatanael


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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.

Show de Raí Saia Rodada, Mostra de Circo, peças teatrais, festivais e exposições, movimentam a agenda cultural no Grande Recife

14/08/2026

A programação cultural é ampla. Diversificada. Com atrações para todos os públicos e gostos. Musica, teatro, dança, cinema e artes plásticas. A programação cultural no Grande Recife reserva atrações para todos os públicos. Entre os destaques, estão o show gratuito de Raí Saia Rodada, em Olinda, e o festival "Clássicos do Forró", no Classic Hall, com shows de Magníficos e Limão com Mel.



Mostra

A agenda também conta com a 15ª Mostra de Circo do Recife, o espetáculo "O Estrangeiro – Versão Multimídia", com direção de Vera Holtz, peça "Farsa da boa preguiça", com texto de Ariano Suassuna, e a feira de afroempreendedorismo Expo Preta. A programação conta ainda com diversos espetáculos e exposições com artistas locais, abordando temas variados do cotidiano.



Confira a programação:

5ª Expo Preta
A feira reúne 20 marcas de afroempreendedorismo com itens de moda, beleza, arte, artesan...

A programação cultural é ampla. Diversificada. Com atrações para todos os públicos e gostos. Musica, teatro, dança, cinema e artes plásticas. A programação cultural no Grande Recife reserva atrações para todos os públicos. Entre os destaques, estão o show gratuito de Raí Saia Rodada, em Olinda, e o festival "Clássicos do Forró", no Classic Hall, com shows de Magníficos e Limão com Mel.


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Mostra

A agenda também conta com a 15ª Mostra de Circo do Recife, o espetáculo "O Estrangeiro – Versão Multimídia", com direção de Vera Holtz, peça "Farsa da boa preguiça", com texto de Ariano Suassuna, e a feira de afroempreendedorismo Expo Preta. A programação conta ainda com diversos espetáculos e exposições com artistas locais, abordando temas variados do cotidiano.


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Confira a programação:

5ª Expo Preta
A feira reúne 20 marcas de afroempreendedorismo com itens de moda, beleza, arte, artesanato, gastronomia, plantas, artigos para pets e instrumentos de percussão de matriz africana. O evento busca ser uma vitrine para pequenos negócios liderados por pessoas negras em Pernambuco.
5ª Expo Preta RioMar
Sexta-feira (14) e sábado (15), das 9h às 22h; e no domingo (16), das 12h às 21h
RioMar Recife - Praça de Eventos (piso L1): Avenida República do Líbano, 251, Pina - Recife


Exposição "Quem leu leu"
O Circuito Faísca apresenta uma programação voltada a publicações experimentais e a exposição “Quem Leu Leu”, do artista e designer de linguagem Preto Matheus. A mostra foi montada a partir de uma experimentação, lançada como "livro de artista" com páginas soltas reunidas numa caixa. Na exposição, as páginas se transformam em painéis de grandes dimensões, convidando as pessoas a decifrar um enigma visual.


Exposição "Quem Leu Leu", de Preto Matheus
Eventos de abertura na sexta-feira (14), das 18h às 22h, e no sábado (15), das 13h às 22h. Visitação até 13 de setembro
A Casa do Cachorro Preto: Rua Treze de Maio, 99, Carmo - Olinda

Espetáculo “A Receita”
O espetáculo teatral “A Receita” tem atuação solo de Naná Sodré. Com texto e direção de Samuel Santos, a montagem aborda temas como violência doméstica, gênero, identidade racial e classe social por meio de uma tragicomédia centrada em uma mulher anônima e invisibilizada.
Espetáculo “A Receita”
Sexta-feira (14) e sábado (15), às 19h, e dias 21, 22, 28 e 29 de agosto, no mesmo horário
Espaço O Poste: Rua do Riachuelo, 641, Boa Vista - Recife

Cine Apipucos
Projeto realizado pela Viva do Brasil, empresa que gere parques públicos do Recife, o "Cine Apipucos" promove exibição de filmes a céu aberto com almofadas, cadeiras e organização em formato de plateia. Durante as sessões, a "Cine Feira" oferece opções de lanches no local.
Cine Apipucos
Confira programação:
Sexta-feira (14): 19h - "Vida de Solteiro"(1h39, 14 anos, romance)
Sábado (15): 18h - "Querida, Encolhi as Crianças" (1h34, Livre, comédia)
Domingo (16): 16h30 - "A Era do Gelo 2" (1h31, Livre, animação infantil)
Parque Apipucos: Rua de Apipucos, s/n, Apipucos – Recife

Exposição "Tropeço do Passista"

O artista pernambucano Lu Ferreira apresenta a exposição “Tropeço do Passista” com curadoria de Elizabeth Bandeira. A mostra reúne pinturas que incorporam o risco e o erro como elementos do processo criativo, em diálogo com referências do frevo, da música e da atmosfera artística de Olinda.
Exposição “Tropeço do Passista”, de Lu Ferreira
Abertura na sexta-feira (14), das 19h às 22h. Visitação de terça a sexta, das 9h às 17h; sábados e domingos, das 14h às 16h
Sala Laura Nigro – Museu Regional de Olinda: Rua do Amparo, 128, Amparo - Olinda

Peça "Farsa da boa preguiça"
O grupo Célula de Teatro estreia uma montagem inédita de “Farsa da Boa Preguiça”, clássico de Ariano Suassuna, antecipando as celebrações do centenário do escritor, em 2027. Fiel ao texto original, o espetáculo, dirigido por Domingos Soares, retoma uma comédia que articula auto popular, literatura de cordel e tradição oral nordestina para tratar de temas como arte, sobrevivência, ética, fé e poder.
Peça "Farsa da boa preguiça"
Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina - Recife)
Sexta (14) e sábado (15), às 19h30
Domingo (16), às 19h
Teatro do Parque (Rua do Hospício, 81, Boa Vista - Recife)

25 anos da Cia. Etc.

A Cia. Etc. celebra 25 anos de trajetória com uma ocupação cultural entre julho e agosto, reunindo espetáculos, intervenções urbanas e mostra de videodança. As atividades acontecem em diferentes espaços pelo Grande Recife com uma programação que revisita obras centrais do repertório da companhia pernambucana, marcada pela pesquisa entre dança, audiovisual e arte sonora.
25 anos da Cia. Etc. Programação:
"O Tempo das Lebres"
Sexta (14) e sábado (15), às 19h30
Teatro Samuel Campelo: Praça Nossa Sra. do Rosário - Jaboatão dos Guararapes


"Involuntário"
Dia 22 de agosto, às 9h
Praça da Várzea
Dia 28, às 12h
Centro de Artes e Comunicação (CAC) da Universidade Federal de Pernambuco: Avenida da Arquitetura, s/n, Cidade Universitária - Recife
Show "Dança e canta", de Armando Fuentes

Armando Fuentes apresenta pela primeira vez no Recife o show “Dança e canta”, com repertório dedicado à música internacional dos anos 1960 a 2000. A apresentação reúne ritmos como salsa, pop latino, merengue, latin jazz, cúmbia, samba e bachata, além de baladas, bolero e bossa nova. No palco, o cantor será acompanhado por músicos pernambucanos em uma proposta voltada à dança, ao canto e à interação com o público.
Show "Dança e canta", de Armando Fuentes
Sexta-feira (14), às 20h30
Clube Português do Recife: Avenida Rosa e Silva, 172, Graças – Recife


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Circo Godot
A Companhia Circo Godot de Teatro inicia uma nova temporada que usa técnicas circenses para abordar relações de poder entre opressor e oprimido. Protagonizada por Asaías Rodrigues e Charles de Lima, a programação também inclui a oficina “Por Nada se Espera”, voltada a pessoas a partir de 15 anos.
Circo Godot
Oficina “Por Nada se Espera”
Sábado (15), das 9h às 16h
Museu Cais do Sertão, na sala “Caixa de Poesia”: Avenida Alfredo Lisboa, s/n, no Bairro do Recife
Domingo (16), às 17h
Museu Cais do Sertão, no Auditório “É do povo”: Avenida Alfredo Lisboa, s/n, no Bairro do Recife

Projeto “Na Pisada do Cavalo Marinho Boi Estrela: Intercâmbio de Tradições”
O projeto “Na Pisada do Cavalo-Marinho Boi Estrela: Intercâmbio de Tradições” realiza uma programação gratuita de oficinas e apresentações voltada ao diálogo entre diferentes manifestações culturais pernambucanas. A iniciativa reúne cavalo-marinho, caboclinho, maracatu e dança afro em encontros entre grupos, mestres, comunidades e público.

Na sede do Centro de Educação e Cultura Daruê Malungo: Rua Passarela, 18A, Chão de Estrelas – Recife

Exposição "Recife Anda Luz"
A exposição “Recife Anda Luz”, das artistas e designers Maria Eduarda Belém e Sofia Lobo, apresenta 27 painéis de MDF recortado a laser a partir de referências da arquitetura e da paisagem gráfica do Recife. Grades residenciais, vitrais, pisos e fachadas de espaços da cidade aparecem reorganizados em composições que exploram a relação entre desenho, luz e sombra.
Exposição "Recife Anda Luz"
Abertura no sábado (15), às 15h, com visita guiada. Visitação até 26 de setembro. De quarta-feira a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Sábado das 10h às 17h
Museu Murillo La Greca: Rua Leonardo Bezerra Cavalcanti, 366, Parnamirim - Recife

Show “Na Semente das Encruzas”, de Jonatas Onofre
O cantor e compositor pernambucano Jonatas Onofre estreia o show “Na Semente das Encruzas”, em que retorna ao formato voz e teclado. O espetáculo reúne canções inéditas e músicas resgatadas de diferentes momentos da trajetória do artista. Com quase duas décadas de atuação na música e na literatura, Jonatas construiu percurso independente com discos, EPs, singles e apresentações em festivais e projetos culturais de Pernambuco.
Show “Na Semente das Encruzas”, de Jonatas Onofre
Sábado (15), às 15h
Teatro Clênio Wanderley - Casa da Cultura: Rua Floriano Peixoto, s/n, São José - Recife

Festival Clássicos do Forró
O festival Clássicos do Forró reúne as bandas Magníficos, Limão com Mel, Mastruz com Leite e Cavalo de Pau em uma noite dedicada ao ritmo nordestino. A programação revisita repertórios que marcaram gerações, com músicas como “Me Usa”, “Cristal Quebrado”, “Toma Conta de Mim”, “Saga de um Vaqueiro” e “Meu Vaqueiro, Meu Peão”.
Clássicos do Forró
Sábado (15), a partir das 19h
Classic Hall: Avenida Agamenon Magalhães, s/n, Salgadinho – Olinda

15ª Mostra de Circo do Recife
A 15ª Mostra de Circo do Recife reúne mais de 50 atividades, entre espetáculos, números circenses e musicais, intervenções, oficinas, debates e exibição de filme, com participação de diferentes gerações e linguagens do circo pernambucano. A mostra também homenageia quatro artistas ligados às artes circenses: Mister Salles e Palhaço Jipinho, in memoriam, além de Williams Sant’anna e Mickael Marvey.
15ª Mostra de Circo do Recife
A partir de sábado (15) até dia 25 de agosto
Sábado (15), no Parque Governador Eduardo Campos: Via Mangue, s/n, Pina - Recife, na área do antigo Aeroclube

Espetáculo "O Estrangeiro – Versão Multimídia"
O espetáculo revisita o romance de Albert Camus em uma nova encenação dirigida por Vera Holtz e protagonizada por Guilherme Leme Garcia. A peça aproxima teatro, cinema, videoarte e performance para acompanhar Meursault, personagem central do clássico publicado em 1942, em uma narrativa atravessada por temas como absurdo, liberdade e condição humana.
Espetáculo "O Estrangeiro – Versão Multimídia"
Sábado (15) às 20h, e domingo (16) às 18h
Teatro Luiz Mendonça – Parque Dona Lindu: Avenida Boa Viagem, S/N, - Recife


Show de Baco Exu do Blues
O rapper Baco Exu do Blues traz ao Recife a “Hasos Tour”, do álbum mais recente do artista. O show reúne músicas do novo trabalho e sucessos da carreira, em uma apresentação que combina rap, poesia, performance e elementos visuais.
Show de Baco Exu do Blues
Sábado (15), a partir das 22h
Armazém 14: Avenida Alfredo Lisboa, s/n, no Bairro do Recife

Show de Raí Saia Rodada
Raí Saia Rodada celebra os 25 anos de carreira com a gravação de um novo DVD em Recife. O projeto reúne regravações e convidados como Wesley Safadão, Nattanzinho Lima, Joelma e ex-vocalistas da banda Saia Rodada.
Show de Raí Saia Rodada
Domingo (16), a partir das 16h
Centro de Convenções: Avenida Professor Andrade Bezerra, s/n, Salgadinho - Olinda


Show “Festivais da MPB”, com Leandro Silva

O cantor pernambucano Leandro Silva apresenta o espetáculo “Festivais da MPB”, dedicado a canções marcadas pelas décadas de 1960, 1970 e 1980. A proposta é revisitar a história dos grandes festivais televisionados da música brasileira.
Show “Festivais da MPB”, com Leandro Silva
Domingo (16), às 16h
Instituto Marcos Hacker de Melo: Rua Tenente João Cícero, 258, Boa Viagem - Recife
Espetáculo de Mágica com Rodrigo Lima
O espetáculo de mágica com Rodrigo Lima mistura ilusionismo, humor e participação do público, com proposta voltada para pais e filhos. Um dos destaques do show é a participação do personagem Zeca, um papagaio de ventriloquia que interage com a plateia. O encerramento traz um número inédito inspirado na relação entre pais e filhos.
Espetáculo de Mágica com Rodrigo Lima
Todos os domingos de agosto, às 17h
Rooftop do Shopping Tacaruna: Avenida Governador Agamenon Magalhães, 153, Santo Amaro - Recife
Gratuito

Exposição "Vereda Interior"
Nesta mostra, o fotógrafo pernambucano Gustavo Pimentel alterna entre o registro espontâneo de situações do cotidiano e a construção de cenas que evocam suas memórias. As imagens revelam um sertão contemporâneo, distante dos estereótipos, e apresentam uma leitura poética do território. A exposição fotográfica reúne imagens feitas ao longo de duas décadas.
Exposição "Vereda Interior"
Visitação até 16 de agosto. De terça a sexta-feira, das 10h às 17h, e aos sábados e domingos, das 14h às 18h
Torre Malakoff: Praça do Arsenal, s/n, Bairro do Recife – Recife

Exposição "Hoje eu subi numa pilha de livros pra estar à sua altura"

Em sua primeira exposição individual, a artista visual Carolina Drahomiro propõe uma reflexão sobre a força de trabalho da mulher no contexto social.
Exposição "Hoje eu subi numa pilha de livros pra estar à sua altura"
Visitação até 16 de agosto. De terça a sexta-feira, das 10h às 17h, e aos sábados e domingos, das 14h às 18h
Torre Malakoff: Praça do Arsenal, s/n, Bairro do Recife – Recife

Exposição "Traços da Memória"

A exposição “Traços da Memória” reúne trabalhos da artista visual Consuelo Figueira. A mostra apresenta quadros e obras decorativas desenhadas à caneta, com paisagens, fauna e flora nordestinas inspiradas no movimento armorial. Terapeuta ocupacional de formação, Consuelo passou a apresentar seus desenhos após a aposentadoria em 2022.
Exposição "Traços da Memória"
Visitação até 17 de agosto, das 9h às 17h
Galeria Pedra do Reino, no Compaz Ariano Suassuna: Avenida General San Martin, 1208, Cordeiro – Recife

Exposição “Forquilha”
A exposição “Forquilha” reúne mais de 100 obras recentes dos artistas Fernando Duarte e Fernando Augusto. Com curadoria de Guilherme Moraes, a mostra parte do encontro entre as pesquisas dos dois artistas e propõe um diálogo entre diferentes leituras da realidade, com trabalhos ligados à figura humana, paisagem, memória, território e imaginação.
Exposição “Forquilha”
Visitação até 23 de agosto, de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e sábados e domingos, das 14h às 17h
Museu do Estado de Pernambuco (Mepe): Avenida Rui Barbosa, 960, Graças –

Palestra “Mente Próspera: A Vida é Aqui e Agora”, com Monja Coen
A Monja Coen participa de uma palestra sobre autoconhecimento, equilíbrio e propósito. Com o tema “Mente Próspera: A Vida é Aqui e Agora”, a ideia é reunir reflexões ligadas à liderança consciente e à transformação social. Autora best-seller e palestrante, Monja Coen é conhecida por levar mensagens sobre paz e equilíbrio a diferentes públicos.
Palestra “Mente Próspera: A Vida é Aqui e Agora”, com Monja Coen
Dia 17 de agosto, às 19h
RioMar Recife, no Piso L4: Avenida República do Líbano, 251, Pina - Recife

Exposição "Vladimir Jazbec – Sem Fronteiras. Sem Reservas."

A Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco recebe a primeira exposição póstuma dedicada ao pintor esloveno Vladimir Jazbec. A mostra apresenta um conjunto de obras do artista e propõe uma reflexão sobre fronteiras físicas, culturais e existenciais. A iniciativa é organizada pela ADENE – Associação dos Eslovenos no Nordeste, com apoio do Consulado da Eslovênia no Recife.
Exposição "Vladimir Jazbec – Sem Fronteiras. Sem Reservas."
Visitação até 21 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h; e aos sábados, das 9h às 13h
Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco: R. João Lira, s/n, Santo Amaro - Recife

Exposição “Cozinha Sertaneja – Comer para resistir”

A exposição “Cozinha Sertaneja – Comer para resistir” propõe um olhar sobre a culinária sertaneja como patrimônio cultural, reunindo objetos, utensílios, instalações, fotografias e textos com curadoria de Bruno Albertim e Lúcio Omena. O percurso, que faz parte do projeto Fenearte – Cozinha de Território, aborda temas como mandioca, criação de animais, conservação dos alimentos, convivência familiar e religiosidade popular no semiárido.
Exposição “Cozinha Sertaneja – Comer para resistir”
Visitação até 23 de agosto. De terça a domingo, das 9h às 17h
Centro Cultural Mercado Eufrásio Barbosa: Largo do Varadouro, s/n, Varadouro – Olinda

Exposição "Acervo em Diálogo"
Com curadoria de Beth da Matta, a exposição reúne obras produzidas entre as décadas de 1940 e 2020 e coloca em diálogo artistas que ajudaram a construir importantes capítulos da arte brasileira e pernambucana. Entre os nomes apresentados estão Farnese de Andrade, Francisco Brennand, Lula Cardoso Ayres e Reynaldo Fonseca.
Exposição "Acervo em Diálogo"
Visitação até 27 de agosto. De segunda a sexta-feira, das 9h às 18h; e aos sábados, das 10h às 14h
Galeria Maurício Redig: Empresarial Marcela Dubeux Priori, Av. Eng. Domingos Ferreira, 604, Térreo

Exposição "Futuro do Pretérito", de Guilherme Rakim
A primeira exposição individual de Guilherme Rakim reúne obras que articulam memória, ancestralidade, futurismo e tecnologia. Nascido em 2004 e morador da Mustardinha, no Recife, o artista apresenta pinturas construídas a partir de referências da cultura pernambucana, da oralidade, do misticismo e de narrativas afetivas, além de dialogar com conceitos como afrociberdelia e tecnoperiferia.
Exposição "Futuro do Pretérito", de Guilherme Rakim
Até 31 de agosto
Umbral das Artes: Rua Ulhôa Cintra, 122, Santo Antônio - Recife
Exposição “Bicho Feira”
A primeira exposição individual de Hugo Sá transforma a Feira de Caruaru em ponto de partida para uma produção que articula memória, cultura popular e arte contemporânea. Com curadoria de Paula Borghi, “Bicho Feira” reúne pinturas e esculturas inspiradas em personagens, paisagens e objetos do Agreste pernambucano. Natural de Caruaru, o artista revisita lembranças da infância e cria uma linguagem visual que transita entre figuração e abstração.
Exposição “Bicho Feira”
Visitação até 4 de setembro, de segunda a sexta, das 10h às 19h
Número Galeria: Rua Professor Eduardo Wanderley Filho, 187, térreo, Boa Viagem – Recife

Exposição "Letras da Ilha"

A exposição “Letras da Ilha” apresenta a arte dos pintores letristas de Itamaracá e propõe um recorte da memória gráfica da ilha. A mostra reúne fotografias, vídeos, obras, langanhos e letreiros produzidos por artistas que transformam madeira, tinta e tipografia popular em expressão cultural. Resultado de uma pesquisa iniciada em 2020 por Lili Nascimento, o projeto também destaca nomes como Tuca Pintor, Dilza Fernanda, John Alex e Edilson Catanha.
Exposição "Letras da Ilha"
Visitação até 4 de outubro
Embaixada da Ciranda Lia de Itamaracá: Avenida Benigno Cordeiro Galvão, 559, Jaguaribe, Ilha de Itamaracá

Exposição "O céu não cabe em nenhum paraíso"
A exposição individual de Ramonn Vieitez reúne cerca de 30 obras inéditas e destaca a pesquisa recente do artista sobre o gesto, a luz e a matéria. Com curadoria de Yuri Quevedo, a mostra apresenta paisagens atravessadas por tensão, mistério e pela ideia de recomeço, em trabalhos que articulam pintura, estrutura e suporte como uma linguagem única. A exposição também conta com obras de alumínio, com referências na arte medieval.
Exposição "O céu não cabe em nenhum paraíso", de Ramonn Vieitez
Até 25 de setembro, de segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 17h
Galeria Marco Zero: Av. Domingos Ferreira, 3393, Boa Viagem - Recife

Exposição "Terravulta"
A exposição “Terravulta” reúne trabalhos inéditos dos artistas Anti Ribeiro e Cristiano Lenhardt, com curadoria de Rita Vênus. A proposta destaca processos artísticos marcados pela experimentação, pela materialidade e pela ação do tempo sobre as superfícies.
Exposição "Terravulta"
Visitação até 26 de setembro. De segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 15h
Galeria Amparo 60: Rua Professor Eduardo Wanderley Filho, 187, Boa Viagem - Recife
36ª Bienal de São Paulo – Itinerância Recife
A Oficina Francisco Brennand recebe a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo, que retorna à capital pernambucana depois de 15 anos. A exposição "Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática" reúne obras de 14 artistas com referências culturais de Pernambuco, como o Manguebeat e o estuário dos rios Beberibe e Capibaribe.
A inauguração da mostra também marcou a abertura do espaço expositivo "Ateliê Francisco Brennand - Uma janela para o mundo”, nos Salões de Esculturas da Oficina, com o mobiliário original e a disposição dos objetos da forma que eram utilizados por Francisco Brennand. Essa mostra será permanente.
36ª Bienal de São Paulo – Itinerância Recife
Até 18 de outubro. Visitação de terça a domingo, das 9h às 17h (última entrada às 16h)
Oficina Francisco Brennand: Rua Diogo de Vasconcelos, s/n, Propriedade Santos Cosme e Damião, Várzea - Recife


Exposição “Dança das Plantas”
A exposição “Dança das Plantas”, da arquiteta e artista visual Sheyla Camargo, reúne 30 obras inéditas entre colagens e tapeçarias inspiradas em formas orgânicas da natureza e em referências como Henri Matisse, Roberto Burle Marx e Oscar Niemeyer. Primeira individual da artista, a exposição marca a consolidação da colagem como principal linguagem de sua produção.
Exposição “Dança das Plantas”
Até 24 de outubro. Visitação de quarta a sábado, das 10h às 16h
Instituto Ploeg: Rua da Santa Cruz, 190, Boa Vista - Recife

Exposição "Esse é Sérvulo Esmeraldo"
A Caixa Cultural Recife recebe a exposição “Esse é Sérvulo Esmeraldo”, dedicada à trajetória do artista cearense que é apontado como expoente da arte cinética brasileira. A mostra reúne 50 obras, entre esculturas, pinturas, gravuras e desenhos, produzidas ao longo de quase 70 anos de carreira. Com curadoria de Dodora Guimarães Esmeraldo, a seleção apresenta diferentes fases da produção do artista.
Exposição "Esse é Sérvulo Esmeraldo"
Visitação até 25 de outubro. De terça a sábado, das 10h às 20h, e domingos e feriados, das 10h às 18h
Caixa Cultural Recife: Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife


Exposições “Que herança você vai poder?” e “Restituir o possível”
O Museu da Abolição abre duas exposições que marcam uma nova etapa do projeto museográfico da instituição após a reforma concluída em 2022. As mostras abordam memória, resistência e herança afro-brasileira, a partir de obras contemporâneas e de um recorte do acervo de cultura material africana do museu. “Que herança você vai poder?” reúne 26 artistas e 31 obras em torno dos desdobramentos da abolição no Brasil. Já “Restituir o possível” apresenta peças de 12 países africanos e insere o museu no debate sobre restituição de bens culturais.
Exposições “Que herança você vai poder?” e “Restituir o possível”
Sem prazo determinado. Visitação de segunda a sexta, das 9h às 17h; sábado, das 13h às 17h
Museu da Abolição: Rua Benfica, 1150, Madalena -Recife

Exposição “Escolas do Barro”
O Museu de Arte Popular do Recife (MAP) celebra 40 anos de atividades com a exposição “Escolas do Barro”. A mostra traz a diversidade e a tradição da produção cerâmica pernambucana com 109 obras de importantes artistas como Mestre Vitalino, Ana das Carrancas e Zé do Carmo.
Exposição “Escolas do Barro”
Até 2027. Visitação de quarta a domingo, das 10h às 16h
Museu de Arte Popular: casa 49, Pátio de São Pedro, São José – Recife

Com vasta programação, agora é só se programar e aproveitar.

O Poder

Veneziano se reúne com Lula e grava com o presidente renovando compromisso com sua reeleição para o Senado

14/08/2026

O Senador e pré-candidato à reeleição para o Senado Federal Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) esteve reunido ontem, quinta-feira (13/08) com o presidente e pré-candidato à reeleição Luís Inácio Lula da Silva (PT).

Objetivo

O objetivo, dentre outros, foi o de gravar nova mensagem de apoio de Lula à reeleição de Veneziano.

“Estivemos hoje com o nosso querido presidente Lula. E desses nossos encontros, sempre trazemos um abraço afetuoso para os paraibanos e boas novas. Seguimos juntos, trabalhando e levando a Paraíba cada vez mais longe”, publicou Veneziano, em suas redes sociais.

Reafirmou

Lula aproveitou e reafirmou a importância da recondução de Veneziano, segundo ele, um parceiro histórico e importante para a Paraíba e para o Brasil. “É preciso que a gente reconduza Veneziano para o Senado”, reafirmou o presidente.

O Senador e pré-candidato à reeleição para o Senado Federal Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) esteve reunido ontem, quinta-feira (13/08) com o presidente e pré-candidato à reeleição Luís Inácio Lula da Silva (PT).

Objetivo

O objetivo, dentre outros, foi o de gravar nova mensagem de apoio de Lula à reeleição de Veneziano.

“Estivemos hoje com o nosso querido presidente Lula. E desses nossos encontros, sempre trazemos um abraço afetuoso para os paraibanos e boas novas. Seguimos juntos, trabalhando e levando a Paraíba cada vez mais longe”, publicou Veneziano, em suas redes sociais.

Reafirmou

Lula aproveitou e reafirmou a importância da recondução de Veneziano, segundo ele, um parceiro histórico e importante para a Paraíba e para o Brasil. “É preciso que a gente reconduza Veneziano para o Senado”, reafirmou o presidente.

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