'Preâmbulo'
Certos eventos, ocorridos na realidade de um mundo com alto grau de polarização - "esquerda " / "direita", que se tem hoje, tendem a conviver com dificuldades de se ter interpretações cuidadosamente limitadas, com impedimento de exercício de umlivre pensar.
As dificuldades existem, também, no sentido de busca das raízes históricas para embasamento que serviriam de sustentação dos argumentos para explicar esses fatos.
Certos eventos são vistos como contrários à certas versões "oficiais" da realidade. 'Versões' que tentam se impor como "única".(s).
Em suma é o "pensamento único", que não convive com contrários. E este pensamento já chega como verdade absoluta.
Estamos vivendo, hoje, aquela realidade da ficção - romanceada de George Orwell - " 1984"- ele vítima do patrulhamento ideológico, passou a receber "pedradas" ideológicas acusado de "renegado", por ter se distanciado das fórmulas totalitárias, que teve na sua juventude. Afinal, Orwell rejeitou seu passado de militância na esquerda marxista-leninista, aí tornou-se alvo do extremismo esquerdista.
Na obra orwelliana, citada, há um "Ministério da Verdade", encarregado de apresentar "verdades" compatíveis com os interesses do Partido do Poder, ou mesmo do grupo ideologicamente dominante. São muitos casos em lugares históricos, vividos até recentemente, que são exemplos de domínios do pensamento único, a partir de então,citamos: União Soviética, Alemanha Nazista, Itália Fascista, Teocracia Islâmica, China Popular, Ditaduras de Democracias Populares do Leste Europeu, Ditaduras militaristas Latino-americanas e africanas.
'Mais um atentado a Trump, já era previsto'
Trump ao sofrer mais um atentado, este no sábado, 25 de abril, o que já estaria previsto, foi alvo, mais uma vez, das reações de grupos sociais, educados para nao convivência com o contraponto.
O acontecimento daquele dia deixa claro, os argumentos que descortinam as razões do mesmo. À medida que as horas vão passado, as razões ficam mais claras, ainda, como a mais cristalina das águas
Agora, como abrir o jogo, escancarar, tudo, absolutamente tudo que encontra-se por trás dessa tentativa de crime não efetivado? O xadrez global geopolítico é contexto perigoso? Muitas descobertas não podem ter revelações.
'O Ocidente como alvo'
A maior democracia do mundo, Estados Unidos, tem no seu contexto presença de elementos que tendem criar/ ampliar uma situação com alto grau de conflito. O que nasce/ocorre por lá, repercute pelo mundo.
Ocidente corroído, traído, dividido. Ocidente que se entregou aos inimigos da Ordem de livre mercado e ignorou as máscaras da traição.
Ocidente, que parecia, mesmo com todas suas injustiças, presentes na sua História, como aquela Ordem plausível - "Ruim com ela pior sem ela".
Ocidente deteriorado em seus valores, instituições, identidades. Atacado por uma onda avassaladora que atinge as suas colunas de sustentação. Ocidente que ditou regras de um ordenamento, construido, principalmente, após a segunda guerra mundial.
'A Ordem bipolar'
Mas a Ordem pós Conferência de Yalta (1945) foi modelada pela presença de dois polos antagônicos:
Um primeiro polo carregava e carrega um propósito de tornar Democracia e Liberdade como uma arquitetura possível.
Democracia e Liberdade, com a crença de que é possível ter a "justiça social", mesmo com desigualdades e diferenças, isso a partir de um Pacto entre os humanos, comportando muitas imperfeições, mas sempre exposto a reformulações intermináveis, porém visando o aperfeiçoamento social.
O outro polo, traz/trazia no seu projeto uma engenharia de "justiça social". Mas uma "justiça social", entendia neste caso, como, só possível, com a "eliminação" das desigualdades sociais, da
propriedade privada e limitação da liberdade de pensar e agir.
Esse segundo polo de "eliminação" da desigualdade social deu errado prá maioria, mas certo prá uma minoria dirigente.
O primeiro polo, o Ocidente democrático sempre foi uma colchão de retalhos (que bom ! que tenha sido assim), mas as imperfeições ocidentais sempre foram alvo da exploração pelo polo oposto, que transformou-as em bandeiras para o falso projeto de "felicidade eterna", da projetada "justiça social".
Esta polo anti- ocidente, construído a partir da Revolução Bolchevique de 1917, seus primeiros passos são bem anteriores.
Os passos do anti-Ocidente foram consolidados pelos avanços do Exército Vermelho na Europa centro-oriental - o "Heartland" - pelos caminhos abertos pela segunda guerra mundial.
Esse "Heartland" - o coração e a muralha que "isolou/protegeu" a capital do anti-ocidente - Moscou. A muralha se desfez em 1988, desprotegendo o polo, que se fundamentou no autoritarismo do Partido Único e na estrutura econômica estatizada.
'Desmanche da Ordem de duas faces'
Com o desmanche dessa Ordem de duas faces. A face totalitária, experimentou o fracasso, que lhe cortou as pernas. Teria sobrevivido, escondendo-se seguindo dis modelos basicos:
1.Como primeira modelo de soluções para sobrevivência, teve seu alicerce nascido dos planos da KGB Soviética.
A União Soviética, escondeu-se, em parte, como Federação Russa. Ao se esconder relaxou a vigilância - que nunca foi muito consistente do " inimigo ocidental.
2. O segundo modelo de sobrevivência foi montado pela China, um plano de infiltrar-se intensamente no "livre mercado", é o modelo chinês do antes "renegado Deng Shao Ping". Comunismo sem Marx e prosperidade econômica com capital sob controle da burguesia do Estado.
O modelo chinês criou uma tecnocracia estatal/ partidária, aburguesada que se alimenta dos ganhos dessa economia de mercado. economia de mercado que gerou riquezas para uma elite de planejadores econômicos e gerentes corporativos, juntis a militares, a sustentação do regime.
O modelo chinês que conseguiu tirar mais de 600 milhões de chineses da miséria, isto depois de tentativas fracassadas dos projetos conhecidos, como: "Um salto adiante" (industrialização Artificial) e a Revolução Cultural (eliminação da antiga História Imperial. O segundo caso a eliminação e condenação das tradições).
O crescimento chinês, mix de capitalismo de Estado e de grupos de interesses, com convivencia monitorada pelo totalitarismo político do comunismo, alçou em pouco tempo a China a potência econômica. Essa realidade provocou abalos às leis do mercado livre e da liderança americana.
'O novo mandato Trump'
A administração Trump ascendeu, com o 2° mandato, com o propósito de restauração do prestígio dos EUA, desgastado nos últimos 25 anos.
O propósito do republicano, contrariou muitos atores, novos e velhos que, atuam ou já atuavam no xadrez global, atores domésticos e externos.
Trump tem sido, portanto, alvo de muitos ataques. Ataques, alguns deles, materializados com tentativas de assassinato do polotico.
Ações do terrorismo em território americano, visam também, a nação americana é alvo das diversas ofensivas terroristas, principalmente, a partir de 1994 com o primeiro atentado nos porões das Torres gêmeas do World Trade Center. O ataque repetiu-se dramaticamente em 11 de setembro de 2001, através dos ataques suicidas que levou à morte quase 4 mil pessoas , e colocou no chão os dois edifícios do World Trade Center - as Torres Gêmeas.
O contexto americano tem vivido ataqyes por dentro, seus valores, sua moral, sua história, sua cultura.
O paia é invadido por avalanches de imigrantes. Só no Governo Biden, foram 11 milhões de imigrantes, maioria Islâmica, muitos ilegais, desses pelo menos 2 mil terroristas.
Esses acontecimentos de transferência populacional para território americano comprometem a reputação e identidade de seu povo e geram descrédito na legitimidade de sua liderança global.
Até no plano doméstico a sua histórica legitimidade histórica, desde nascida com os "pais fundadores da nação" tem sofrido fissuras.
Imigrações, esquerdização, drogas, corrupção política e no antes prestigiadissimo arcabouço financeiro e toda sua produção científica, tecnológica, base das inovações copiadas pelo mundo afora.
'O ultimo ataque terrorista - 25/04/26'
'O acontecimento do último sábado de abril não deve ser visto isoladamente'
No país há um cenário para repetição de acontecimentos desse tipo do sábado 24/04, e a conjunta internacional de guerras, pressiona, mais ainda, para que os mesmos prossigam. É uma guerra em curso.
A ação criminosa do sábado 25/96, é culminância das violências internas que vive o país.
Certamente que o "camicase" frustado, Colle Allen, californiano ligado à esquerda do Partdo Democrata, contribuinte da Campanha da Kamala Harris, serviçal do "Deep State" sem saber que o era. Seria o executor de um Plano muito mais amplo, dessa guerra assimétrica que ocorre pelo mundo afora.
O país de Trump abriga inúmeros grupos, com participações de jovens universitários, drogados, extremistas, seguidores da "cultura Woke" e da mentalidade revolucionária de um Saul Alinscky ("Regras para Radicais") comunista, que ainda hoje serve de inspiração até para esquerda bem acomodada no sistema: Bernie Sanderes, Barack Obama, Hilary Clinton, Biden, Kamala Harrys, George Soros, Nancy Pelosi e por aí segue.
O esforço para descaracterizar a moldura cultural americana está neste processo que tem os Estados como palco mas de repercussões em todo Ocidente.
A descaracterização americana teve seu ápice na administração Biden, seguidor do presidente Obama, este último teve sua nacionalidade americana contestada.
O ataque frustado a Trump, teve reação internaciomal imediata - poucas horas depois - a Guarda Revolucionária Iraniana, classificando a ocorrência como uma encenação para beneficiar o Presidente para as preferências eleitorais nas eleições de nov/26.
(Fim da Parte 1)
*Jarbas Beltrão é Historiador, professor de História da UPE. Mestre em Educação pela UFPB. MBA em Política Estratégia Defesa e Segurança pela Adesg e Faculdade Metropolitana São Carlos/SP. Vinculado ao MBA em Geopolítica e Novas Fronteiras, Cibernética e Inteligência Artificial pela Adesg (Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra) e Instituto Venturo. Membro associado Academy Ventury de Política e Estratégia.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.