É Findi - O Suor que Constrói a Nação - Poema Feito por IA em Homenagem ao Dia do Trabalhador - Por Vida Hare, editoria de O Poder*
30/04/2026
Nas mãos que calam o calo,
E na mente que inventa o amanhã,
Ouvi-se o primeiro estalo
Do sol que desponta na manhã.
Do operário no andaime ao céu,
Ao mestre que ensina o saber,
Cada um cumpre o seu papel,
Fazendo a esperança crescer.
É o campo que brota o sustento,
A fábrica que molda o metal,
O serviço que vence o momento,
No esforço que é universal.
Primeiro de Maio, memória,
De lutas, conquistas e união,
Pois quem faz a nossa história
É quem trabalha de coração.
Que o descanso seja merecido,
Que o direito seja o norte e a luz,
Pois todo valor é erguido
Pelo braço que a vida conduz.
Viva aquele que planta a semente,
E aquele que a engrenagem faz girar,
Pois o progresso da gente
Vem do brio de quem sabe lutar.
*Vida Hare, editoria de O Poder, e a IA prepararam um p...
Nas mãos que calam o calo,
E na mente que inventa o amanhã,
Ouvi-se o primeiro estalo
Do sol que desponta na manhã.
Do operário no andaime ao céu,
Ao mestre que ensina o saber,
Cada um cumpre o seu papel,
Fazendo a esperança crescer.
É o campo que brota o sustento,
A fábrica que molda o metal,
O serviço que vence o momento,
No esforço que é universal.
Primeiro de Maio, memória,
De lutas, conquistas e união,
Pois quem faz a nossa história
É quem trabalha de coração.
Que o descanso seja merecido,
Que o direito seja o norte e a luz,
Pois todo valor é erguido
Pelo braço que a vida conduz.
Viva aquele que planta a semente,
E aquele que a engrenagem faz girar,
Pois o progresso da gente
Vem do brio de quem sabe lutar.
*Vida Hare, editoria de O Poder, e a IA prepararam um poema que celebra a força, a história e a dignidade de quem constrói o Brasil todos os dias, desde o campo até a cidade.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.
É Findi - Herança - Poema - Por Ana Pottes*
30/04/2026
Sei não pra que isso,
se o ar continua ferindo
narizes de perdigueiros.
Pra que tanta vontade,
se nas filas ninguém vê
dias iguais, repetidos?
Indago se é pra ir
buscar o quê?
A carroça me serve —
foi de pai, que se foi.
Faz tempo, nem lembro.
Puxo.
Empurro.
Pobre.
Preto.
Analfabeto.
Burro sem rabo.
Sigo...
*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem!
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Sei não pra que isso,
se o ar continua ferindo
narizes de perdigueiros.
Pra que tanta vontade,
se nas filas ninguém vê
dias iguais, repetidos?
Indago se é pra ir
buscar o quê?
A carroça me serve —
foi de pai, que se foi.
Faz tempo, nem lembro.
Puxo.
Empurro.
Pobre.
Preto.
Analfabeto.
Burro sem rabo.
Sigo...
*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem!
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
É Findi - Trabalhador versus Empregador - Poema em Homenagem ao Dia do Trabalho - Por Eduardo Albuquerque*
30/04/2026
Do trabalhador, se cobra em excesso:
muito, muito menos, se lhe oferece
por quaisquer tarefas, em contraparte;
nessas relações, elo fraco, só se parte.
É cambalacho, puro melaço, um feio trato
se faz, às vezes, com o desditoso empregado
quase sempre pelas necessidades encurralado:
ele acuado, sem opções, cede ao patronato.
Esse, por seu lado, tem a riqueza como missão.
Faz-se necessária uma estratégia equilibrada,
que permeie um acordo, digno de louvor.
Essa fricção, tal embate, entre trabalhador
versus patrão, deve, pois, ser mediada
salomonicamente, eis a melhor solução!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Do trabalhador, se cobra em excesso:
muito, muito menos, se lhe oferece
por quaisquer tarefas, em contraparte;
nessas relações, elo fraco, só se parte.
É cambalacho, puro melaço, um feio trato
se faz, às vezes, com o desditoso empregado
quase sempre pelas necessidades encurralado:
ele acuado, sem opções, cede ao patronato.
Esse, por seu lado, tem a riqueza como missão.
Faz-se necessária uma estratégia equilibrada,
que permeie um acordo, digno de louvor.
Essa fricção, tal embate, entre trabalhador
versus patrão, deve, pois, ser mediada
salomonicamente, eis a melhor solução!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
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É Findi – Jornais de Ontem – Croniqueta, por Xico Bizerra*
30/04/2026
Esta semana bateu uma saudade danada dos jornais de antigamente. Daqueles que às vezes até sujava as nossas mãos com a mistura de tinta e cola, mas que emanava um odor que agradava meu olfato. Jornal, eu amava pelo cheiro, acho. Como faz falta aquele emaranhado de letras a nos encantar com as notícias do dia anterior, sem a velocidade da internet dos dias de hoje. Era grande o prazer de folhear, uma a uma, as páginas e colunas de um tablóide, isso desde os tempos de O PASQUIM e do OPINIÃO, sem falar da Folha de São Paulo, da qual fui assinante e do JORNAL DOS SPORTS, com suas folhas cor-de-rosa (nunca consegui entender o porquê daquela cor). Hoje, não mais existem jornais de papel.
Teimoso que sou, comprei até um minicomputador exclusivamente para exercitar meu vício diário, minha leitura matutina antes de abandonar a rede rumo ao café da manhã. Não é a mesma coisa, definitivamente. Livros, também, com seus cheiros peculiares, estão por desaparecer. Quem nunca sentiu o...
Esta semana bateu uma saudade danada dos jornais de antigamente. Daqueles que às vezes até sujava as nossas mãos com a mistura de tinta e cola, mas que emanava um odor que agradava meu olfato. Jornal, eu amava pelo cheiro, acho. Como faz falta aquele emaranhado de letras a nos encantar com as notícias do dia anterior, sem a velocidade da internet dos dias de hoje. Era grande o prazer de folhear, uma a uma, as páginas e colunas de um tablóide, isso desde os tempos de O PASQUIM e do OPINIÃO, sem falar da Folha de São Paulo, da qual fui assinante e do JORNAL DOS SPORTS, com suas folhas cor-de-rosa (nunca consegui entender o porquê daquela cor). Hoje, não mais existem jornais de papel.
Teimoso que sou, comprei até um minicomputador exclusivamente para exercitar meu vício diário, minha leitura matutina antes de abandonar a rede rumo ao café da manhã. Não é a mesma coisa, definitivamente. Livros, também, com seus cheiros peculiares, estão por desaparecer. Quem nunca sentiu o cheiro de um livro, que atire a primeira página. Até as livrarias estão sumindo, já não as vemos como antigamente. Em seu lugar, igrejas evangélicas e farmácias, experts em explorar nossas parcas economias. Acho que estou ficando velho com essa saudade besta que sinto dos livros e jornais.
Também sinto saudades dos CDs, das capas, dos seus encartes, das letras ali inseridas, do nome de quem fez as músicas e de quem as tocou. Aliás, para ser sincero, detesto essas tais de plataformas virtuais. Estou ultrapassado, tanto quanto os jornais de antigamente. Espero a manchete estampada na primeira página do jornal que leio no tablete: estarão de volta os jornais impressos, a partir de amanhã. Quando será o amanhã? Quero lê-los ouvindo o último CD do meu cantor preferido.
*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
É Findi - Duv(Idoso), poema, por Felipe Bezerra*
30/04/2026
Realidade atroz.
Quem de nós,
nos dias atuais,
ainda se importa
com regras gramaticais,
esse luxo extremo,
se a Constituição foi morta
pelas mãos do Supremo?
*Felipe Bezerra, advogado e poeta.
Imagem feita por IA
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Realidade atroz.
Quem de nós,
nos dias atuais,
ainda se importa
com regras gramaticais,
esse luxo extremo,
se a Constituição foi morta
pelas mãos do Supremo?
*Felipe Bezerra, advogado e poeta.
Imagem feita por IA
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
É Findi - A Escala do Sol - Conto para o Dia do Trabalho - Por Romero Falcão*
30/04/2026
Mara pulou da cama, jogou água no rosto. Nem deu chuveiro. Engoliu um pão com ovo e meia xícara de café da noite passada. É preciso correr para o ponto de ônibus. Quem sabe tem sorte: um banco vazio às cinco da manhã. Que nada — ela se espreme no meio de corpos que também saíram sem banho.
Durante o longo percurso, pensa na vida... que vida?
— É isso, vou passar o resto dos meus dias naquela linha de montagem, vestindo, aprontando carro, enquanto não tenho tempo nem para o batom. Até para mijar é sufoco. O luxo suga a última gota. Quanto tempo sem abrir um livro, sem um copo de cultura. Qual o propósito, significado de apertar botão, calibrar braço de robô?
Mas você tem emprego, sua idiota, agradeça aos céus. E, além do mais, livro não bota feijão na mesa. Cultura não cultiva arroz.
Desce do ônibus carregando o fantasma do desemprego. Trabalhar é preciso, viver não é preciso.
Palé está de...
Mara pulou da cama, jogou água no rosto. Nem deu chuveiro. Engoliu um pão com ovo e meia xícara de café da noite passada. É preciso correr para o ponto de ônibus. Quem sabe tem sorte: um banco vazio às cinco da manhã. Que nada — ela se espreme no meio de corpos que também saíram sem banho.
Durante o longo percurso, pensa na vida... que vida?
— É isso, vou passar o resto dos meus dias naquela linha de montagem, vestindo, aprontando carro, enquanto não tenho tempo nem para o batom. Até para mijar é sufoco. O luxo suga a última gota. Quanto tempo sem abrir um livro, sem um copo de cultura. Qual o propósito, significado de apertar botão, calibrar braço de robô?
Mas você tem emprego, sua idiota, agradeça aos céus. E, além do mais, livro não bota feijão na mesa. Cultura não cultiva arroz.
Desce do ônibus carregando o fantasma do desemprego. Trabalhar é preciso, viver não é preciso.
Palé está desempregado, se vira fazendo bicos. Há duas semanas não arruma nada. Então botou a enxada no ombro, na esperança de levar pão para três filhos no barraco e o quarto na barriga da companheira. De repente, Deus ajuda a quem trabalha. Um senhor num carrão, fita Palé e a enxada.
— Ô, moreno, tenho dois terrenos cheios de mato, quer limpar?
— Agora mesmo, doutor.
— Entra aí. Tá vendo? É moleza. Numa manhã você dá conta. Pago cinquenta reais.
— Doutor, é muito pouco. O mato está alto e os terrenos são grandes, vou levar uns três dias.
— Tá maluco, é? Nem parece que precisa de dinheiro.
Palé bate em retirada, com o sol no espinhaço e a barriga chorando.
Enquanto enrola o volante, fazendo a volta, o senhor pensa, indignado: vai, vai, vai ganhar a tua Mesada Social, vagabundo.
Mas eis que surge um paletó chique, microfone na mão, preparando-se para subir no palanque:
— Senhoras e senhores, atenção, tenho um projeto para a nação. Vou revolucionar a CLT, que se chamará FFF. Força, Fé e Foco. A escala do sol. Só os fortes entenderão.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
É Findi – A Lancha da C.T.U. - Por Carlos Bezerra Cavalcanti*
30/04/2026
A vinda dessa embarcação para a “Veneza Americana” foi uma das poucas tentativas do Governo de valorizar o potencial aquático do Recife e que, por falta de maior empenho ou até de cultura, não deu certo.
Sobre ela temos importantes dados colhidos em “Recife do Corpo Santo”, pág. 303, baseados em informações fornecidas aos jornalistas pelo então presidente daquela companhia, General Viriato de Medeiros:
“A CTU (Companhia de Transportes Urbanos) acabara de adquirir na Holanda uma embarcação a motor com capacidade para oitenta e seis pessoas, destinada ao transporte de passageiros no Capibaribe. A lancha será embarcada em dois de outubro (ou seja embarcou anteontem), devendo chagar a Pernambuco dentro de dez dias. A embarcação tipo “Amsterdã”, fabricada nos estaleiros J. H. Bergman tem dezesseis metros de comprimento por quatro de largura. Seu calado é de cinquenta e oito centímetros, linha d’águas de um metro e setenta centímetros, pesa vinte toneladas e...
A vinda dessa embarcação para a “Veneza Americana” foi uma das poucas tentativas do Governo de valorizar o potencial aquático do Recife e que, por falta de maior empenho ou até de cultura, não deu certo.
Sobre ela temos importantes dados colhidos em “Recife do Corpo Santo”, pág. 303, baseados em informações fornecidas aos jornalistas pelo então presidente daquela companhia, General Viriato de Medeiros:
“A CTU (Companhia de Transportes Urbanos) acabara de adquirir na Holanda uma embarcação a motor com capacidade para oitenta e seis pessoas, destinada ao transporte de passageiros no Capibaribe. A lancha será embarcada em dois de outubro (ou seja embarcou anteontem), devendo chagar a Pernambuco dentro de dez dias. A embarcação tipo “Amsterdã”, fabricada nos estaleiros J. H. Bergman tem dezesseis metros de comprimento por quatro de largura. Seu calado é de cinquenta e oito centímetros, linha d’águas de um metro e setenta centímetros, pesa vinte toneladas e desenvolve uma velocidade de dezoito nós horários” — o barco seria o primeiro de uma série de outros a serem adquiridos pela CTU no referido país, dentro do programa destinado a facilitar o transporte de passageiros aos diferentes pontos da cidade. “As informações prestadas pelo general Viriato de Medeiros adiantam ainda que o primeiro barco vai fazer o transporte de Brasília Teimosa para a Praça 17, e que o seu custo foi de 25.000,00 dólares, mas que com as despesas de fretes e impostos, subirá a 30.000,00 dólares. Como uma defesa prévia contra os pensamentos de alguns derrotistas, as informações explicam porque o barco ou barcos foram comprados na Holanda, em vez de fabricados no Brasil, explicações justas e convincentes visto que nossos estaleiros, preocupados com o programa de construção naval, não puderam atender às solicitações da CTU. Adianta, ainda a informação que “ a lancha adquirida poderá ser empregada também, como turismo e servirá para passeios aos domingos e feriados”, pois se trata de uma embarcação das mais modernas que se conhece no gênero, com visão panorâmica e foi adquirida através de facilidades proporcionadas pelo City Bank do Recife.”
Em tempos não muito distantes, quase em frente ao pequeno cais, onde atracava aquela lancha e onde hoje temos o prédio da Procuradoria Geral do Estado
*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
É Findi – 1º de Maio — Mãos que Constroem o Mundo - Por Poeta Pica-Pau*
30/04/2026
No nascer do sol, já há passos na estrada,
Mãos calejadas, de luta marcada.
O suor que escorre jamais é em vão,
É semente viva brotando no chão.
Cada ofício carrega um valor,
Do simples gesto ao grande labor.
Há dignidade em todo fazer,
Há força imensa em não desistir e viver.
O trabalhador ergue cidades inteiras,
Constrói pontes, caminhos e beiras.
No campo, na fábrica, no lar ou na rua,
Há sempre uma história que o tempo perpetua.
Que neste dia se faça memória
De quem transforma a vida em vitória.
Que nunca falte respeito e pão
A quem move o mundo com o coração.
Pois todo trabalho, grande ou pequeno,
É fio que tece o futuro sereno.
E em cada jornada, com fé e valor,
Nasce um amanhã cheio de esplendor
Feliz Dia , dia do Trabalhador!
*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.
No nascer do sol, já há passos na estrada,
Mãos calejadas, de luta marcada.
O suor que escorre jamais é em vão,
É semente viva brotando no chão.
Cada ofício carrega um valor,
Do simples gesto ao grande labor.
Há dignidade em todo fazer,
Há força imensa em não desistir e viver.
O trabalhador ergue cidades inteiras,
Constrói pontes, caminhos e beiras.
No campo, na fábrica, no lar ou na rua,
Há sempre uma história que o tempo perpetua.
Que neste dia se faça memória
De quem transforma a vida em vitória.
Que nunca falte respeito e pão
A quem move o mundo com o coração.
Pois todo trabalho, grande ou pequeno,
É fio que tece o futuro sereno.
E em cada jornada, com fé e valor,
Nasce um amanhã cheio de esplendor
Feliz Dia , dia do Trabalhador!
*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.
Imagem feita por IA
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Entenda por que Raquel Teixeira Lyra não consegue passar segurança
30/04/2026
A segurança pública em Pernambuco tornou-se, na gestão de Raquel Teixeira Lyra, um exercício de estética política. As cerimônias grandiosas na Arena Pernambuco, repletas de fardas novas, drones e discursos entusiastas, tentam vender a imagem de um estado sob controle. No entanto, ao retirar a maquiagem do marketing oficial, o que se revela é uma estrutura que ainda luta contra um déficit histórico e uma violência que não se resolve apenas com fotos em eventos de formatura. Para o cidadão que espera o ônibus no subúrbio do Recife ou para o agricultor no Sertão, o espetáculo de armamentos na capital não se traduz em tranquilidade.
Novo espetáculo hoje na Arena Pernambuco
A governadora tem feito das posses de novos policiais militares (como os mais de 2 mil recém-formados em abril de 2026) verdadeiros eventos de campanha. Mas a matemática da segurança é cruel e não aceita apenas "novas tropas":
Apesar das sucessivas formaturas, Pernambuco ainda...
A segurança pública em Pernambuco tornou-se, na gestão de Raquel Teixeira Lyra, um exercício de estética política. As cerimônias grandiosas na Arena Pernambuco, repletas de fardas novas, drones e discursos entusiastas, tentam vender a imagem de um estado sob controle. No entanto, ao retirar a maquiagem do marketing oficial, o que se revela é uma estrutura que ainda luta contra um déficit histórico e uma violência que não se resolve apenas com fotos em eventos de formatura. Para o cidadão que espera o ônibus no subúrbio do Recife ou para o agricultor no Sertão, o espetáculo de armamentos na capital não se traduz em tranquilidade.
Novo espetáculo hoje na Arena Pernambuco
A governadora tem feito das posses de novos policiais militares (como os mais de 2 mil recém-formados em abril de 2026) verdadeiros eventos de campanha. Mas a matemática da segurança é cruel e não aceita apenas "novas tropas":
Apesar das sucessivas formaturas, Pernambuco ainda convive com um déficit de efetivo que ultrapassa os 35%. O que a propaganda chama de "reforço histórico" é, na verdade, uma tentativa tardia de estancar a sangria de anos de aposentadorias e saídas sem reposição.
Cobertor Curto
Como apontado por parlamentares e especialistas, muitas vezes o novo efetivo serve apenas para preencher lacunas de unidades que já operavam no limite. Inaugurar batalhões ou patrulhas sem um aumento real e líquido do número de agentes é "trocar seis por meia dúzia", desguarnecendo uma área para fingir presença em outra.
Armamentos modernos em estruturas sucateadas. O anúncio de compras de helicópteros, fuzis e drones gera imagens impactantes para as redes sociais, mas ignora a base do sistema.
Delegacias Fantasmas
Enquanto se gasta milhões em equipamentos de ponta, há denúncias, inclusive na Assembleia Legislativa, de licitações milionárias para mobiliar unidades que sequer foram concluídas ou que funcionam em condições precárias.
A segurança moderna exige investigação e inteligência. O foco excessivo na "exposição da tropa" remete a um modelo de policiamento ostensivo que, embora necessário para a sensação de segurança, pouco faz para desmantelar as facções que controlam o tráfico de drogas e elevam os índices de homicídios no estado.
Daniela prometeu ao PT/PB fidelidade eterna a Lula e traiu na primeira oportunidade
30/04/2026
O PT, todos sabem, é um partido complexo, com alas, grupos e respeito a instâncias internas. Dentro dessa perspectiva, a senadora Daniela Ribeiro, com DNA direitista que remonta ao antigo e super reacionário "grupo Ribeiro da Varzea", seduziu a presidente do PT /PB para apoiar o filho, Lucas Ribeiro(PP) ao governo da PB. Com juras de fidelidade eterna ao projeto de Lula e, claro, gordas benesses através de cargos no governo estadual e outros penduricalhos. E assim se desenhou a estranha aliança no Estado, casamento de Jacaré e cobra d'água.
Porém
No primeiro teste de fogo, que foi a votação, ontem, 29/04, do indicado de Lula, Jorge Messias, para uma vaga no STF, a senadora mostrou a sua verdadeira natureza. Não apenas traiu a indicação de Lula, votando contra. Se agarrou aos abraços e beijos (literalmente) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Naquele momento, o inimigo número 1 do presidente.
Situação constrangedora...
O PT, todos sabem, é um partido complexo, com alas, grupos e respeito a instâncias internas. Dentro dessa perspectiva, a senadora Daniela Ribeiro, com DNA direitista que remonta ao antigo e super reacionário "grupo Ribeiro da Varzea", seduziu a presidente do PT /PB para apoiar o filho, Lucas Ribeiro(PP) ao governo da PB. Com juras de fidelidade eterna ao projeto de Lula e, claro, gordas benesses através de cargos no governo estadual e outros penduricalhos. E assim se desenhou a estranha aliança no Estado, casamento de Jacaré e cobra d'água.
Porém
No primeiro teste de fogo, que foi a votação, ontem, 29/04, do indicado de Lula, Jorge Messias, para uma vaga no STF, a senadora mostrou a sua verdadeira natureza. Não apenas traiu a indicação de Lula, votando contra. Se agarrou aos abraços e beijos (literalmente) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Naquele momento, o inimigo número 1 do presidente.
Situação constrangedora
A reação no partido local foi durissima. A presidente teve que enfrentar o descontentamento da base, um manifesto de figuras importantes e até desistência de candidatura a deputado. A expectativa é se tudo vai ficar por isso mesmo ou se o constrangimento monumental vai provocar uma mudança na decisão de apoio a Lucas. Que no primeiro teste se mostrou totalmente equivocada.
O Fim do Cheque em Branco - O "Não" que Atravessou o Século, por Zé da Flauta
30/04/2026
O silêncio que se instalou no plenário do Senado naquele 29 de abril de 2026 não foi um vazio, mas o som ensurdecedor de um divórcio litigioso entre o Palácio do Planalto e a realidade. A rejeição de Jorge Messias, por um placar de 42 a 34, quebrou um tabu de 132 anos e revelou que a deferência cega, essa espécie de "amém" institucional ao qual o Executivo se acostumou, finalmente encontrou o seu limite. O governo entrou no baile achando que tinha o par garantido e saiu de lá dançando sozinho com o próprio eco, enquanto o Senado trocava a etiqueta de "carimbador" pela de "protagonista". Foi o dia em que o "Bessias" descobriu que, na política, o papel assinado só vale se a caneta do outro lado também quiser escrever a mesma história.
Resposta
O episódio marcou o fim da alucinação de que o poder é uma propriedade privada e vitalícia. O recado foi um soco no estômago da arrogância: a harmonia entre os poderes não é um contrato de adesão, mas uma const...
O silêncio que se instalou no plenário do Senado naquele 29 de abril de 2026 não foi um vazio, mas o som ensurdecedor de um divórcio litigioso entre o Palácio do Planalto e a realidade. A rejeição de Jorge Messias, por um placar de 42 a 34, quebrou um tabu de 132 anos e revelou que a deferência cega, essa espécie de "amém" institucional ao qual o Executivo se acostumou, finalmente encontrou o seu limite. O governo entrou no baile achando que tinha o par garantido e saiu de lá dançando sozinho com o próprio eco, enquanto o Senado trocava a etiqueta de "carimbador" pela de "protagonista". Foi o dia em que o "Bessias" descobriu que, na política, o papel assinado só vale se a caneta do outro lado também quiser escrever a mesma história.
Resposta
O episódio marcou o fim da alucinação de que o poder é uma propriedade privada e vitalícia. O recado foi um soco no estômago da arrogância: a harmonia entre os poderes não é um contrato de adesão, mas uma construção frágil e diária. Ao barrar o nome de Messias, o Legislativo aplicou uma lição de equilíbrio de forças que muitos pensavam estar esquecida nos livros de Montesquieu. O sistema, que tantas vezes pareceu um monólogo de terno e gravata, subitamente lembrou ao país que a dúvida é o oxigênio da democracia. Se a verdade de gabinete tentou se impor, o Senado respondeu com a crueza do voto secreto, provando que nem toda articulação política sobrevive ao sol da autonomia parlamentar.
Surpresa
Há uma emoção profunda e quase palpável em ver a soberania de uma instituição ser retomada em meio ao caos da polarização. Para o cidadão que assiste ao teatro de Brasília com o cansaço de quem já viu de tudo, esse "não" histórico trouxe um sopro de esperança, não por uma questão de nomes, mas pela saúde das engrenagens. Sentir que o "cheque em branco" foi finalmente cancelado gera um estalo na alma nacional, o despertar para o fato de que ninguém é intocável. Ver a surpresa no rosto dos articuladores do governo foi o ápice de um drama que mostrou que, por trás das narrativas de "unidade", existe um povo representado por parlamentares que, por tática ou convicção, resolveram dizer que o Brasil não é um quintal particular.
Lição amarga
A reflexão que fica, entre as cinzas dessa derrota governista, é sobre a qualidade do que entregamos ao futuro. O Senado não apenas rejeitou um indicado; ele sinalizou que nomes puramente militantes ou umbilicalmente ligados à "cozinha" do poder não passarão mais sem o crivo da independência. A pergunta que deve ecoar em cada esquina é: "Como não percebemos antes que o equilíbrio era tão necessário?". A lição é amarga para quem perdeu, mas pedagógica para a nação. A soberania não se pede, se exerce. E naquele dia, enquanto o Dragão do Planalto tentava entender onde errou a conta, o país viu que a democracia respira melhor quando o "não" é dito com a mesma firmeza que um dia se usou para o "sim".
Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista
Jorge Messias, 132 anos depois, por Roberto Vieira
30/04/2026
Natural de Serrita, no sertão de Pernambuco, Djaci Falcão personificou a ascensão técnica na magistratura. Oriundo da carreira de juiz de direito, chegou ao Supremo Tribunal Federal em 1967, por indicação de Castelo Branco, após brilhar no Tribunal de Justiça de Pernambuco. Em 20 anos de Corte, Djaci testemunhou os períodos mais tensos da ditadura militar e os primeiros passos da Nova República. Foi o último pernambucano no STF.
Messias
Jorge Messias seria a chegada finalmente de um pernambucano ao STF após quase 60 anos. Seria. Após 130 anos, o Senado resolveu brecar os desejos de um presidente da República. Jorge que iria ser Djaci, agora figura ao lado dos cinco personagens abaixo.
1894
Cândido Barata Ribeiro foi o caso mais célebre. Médico, abolicionista e ex-prefeito do Distrito Federal, Barata Ribeiro chegou a exercer o cargo de ministro por dez meses antes de ser rejeitado pelo Senado sob a justificativa...
Natural de Serrita, no sertão de Pernambuco, Djaci Falcão personificou a ascensão técnica na magistratura. Oriundo da carreira de juiz de direito, chegou ao Supremo Tribunal Federal em 1967, por indicação de Castelo Branco, após brilhar no Tribunal de Justiça de Pernambuco. Em 20 anos de Corte, Djaci testemunhou os períodos mais tensos da ditadura militar e os primeiros passos da Nova República. Foi o último pernambucano no STF.
Messias
Jorge Messias seria a chegada finalmente de um pernambucano ao STF após quase 60 anos. Seria. Após 130 anos, o Senado resolveu brecar os desejos de um presidente da República. Jorge que iria ser Djaci, agora figura ao lado dos cinco personagens abaixo.
1894
Cândido Barata Ribeiro foi o caso mais célebre. Médico, abolicionista e ex-prefeito do Distrito Federal, Barata Ribeiro chegou a exercer o cargo de ministro por dez meses antes de ser rejeitado pelo Senado sob a justificativa de não possuir formação jurídica.
Ewerton
Ewerton Quadros era General do Exército. Sua indicação foi barrada por não ter diploma em Direito, apesar de sua atuação militar na Revolução Federalista.
Demóstenes
Demóstenes Lobo era Diretor-geral dos Correios. Assim como Quadros, foi rejeitado por falta de formação técnica na área jurídica.
Seve
Antônio Seve Navarro era Subprocurador da República. Embora tivesse formação, enfrentou a barreira política de um Senado que buscava limitar o poder de Floriano
Inocêncio
Inocêncio Galvão de Queiroz era General e bacharel em Direito. Mesmo com o diploma, sua trajetória foi considerada insuficiente para o "notável saber" jurídico exigido pela Corte.
Lula
Até 2026, essas haviam sido as únicas rejeições da história do STF. Agora Pernambuco entrou nessa lista. Curiosamente, sob o governo também de um pernambucano: Lula.
Roberto Vieira é médico e cronista
Audiência Pública debate na terça-feira projeto do Canal do Sertão
30/04/2026
A data é terça-feira, 05 de maio, às 09h. Quem promove é a Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural da Assembleia Legislativa de Pernambuco - Alepe. O local é o auditório Sérgio Guerra, localizado no Anexo II da Casa, na rua da União, 383, bairro da Boa Vista no Recife. O tema: Canal do Sertão.
O que é?
O Canal do Sertão Pernambucano é um projeto de infraestrutura hídrica estratégico que visa levar água do Rio São Francisco (Lago de Sobradinho) para o semiárido, beneficiando 15 municípios no Sertão do Araripe, como Araripina, Ouricuri e Bodocó. A obra visa garantir abastecimento humano, irrigação agrícola e o desenvolvimento econômico da região.
Muita conversa, pouca ação
O projeto do Canal do Sertão Pernambucano, concebido para levar água do Rio São Francisco ao semiárido, existe na pauta política há décadas, sendo discutido em diferentes formatos, com maior força na retomada de discussões rece...
A data é terça-feira, 05 de maio, às 09h. Quem promove é a Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural da Assembleia Legislativa de Pernambuco - Alepe. O local é o auditório Sérgio Guerra, localizado no Anexo II da Casa, na rua da União, 383, bairro da Boa Vista no Recife. O tema: Canal do Sertão.
O que é?
O Canal do Sertão Pernambucano é um projeto de infraestrutura hídrica estratégico que visa levar água do Rio São Francisco (Lago de Sobradinho) para o semiárido, beneficiando 15 municípios no Sertão do Araripe, como Araripina, Ouricuri e Bodocó. A obra visa garantir abastecimento humano, irrigação agrícola e o desenvolvimento econômico da região.
Muita conversa, pouca ação
O projeto do Canal do Sertão Pernambucano, concebido para levar água do Rio São Francisco ao semiárido, existe na pauta política há décadas, sendo discutido em diferentes formatos, com maior força na retomada de discussões recentes pela Codevasf. Relatos apontam estudos de viabilidade há mais de 30 ou 35 anos, muitas vezes engavetado.
O conceito de um canal para o Sertão pernambucano é antigo, com lideranças locais mencionando lutas de mais de três décadas para tirar o projeto do papel.
Contexto
Em 2025, o projeto foi impulsionado com foco na necessidade de irrigação, beneficiando municípios do Sertão.
O projeto visa irrigar aproximadamente 150 mil hectares e beneficiar milhões de pessoas, passando por diversos municípios pernambucanos.
PPP
Para tentar quebrar essa inércia, a Adesa - Agência de Desenvolvimento Econômico e Social do Araripe, através do seu presidente Daniel Torres Araripe, elaborou pauta a ser debatida na Audiência Pública. "Temos que trabalhar alternativas para a questão do Projeto de Irrigação Canal do Sertão Pernambucano - CSP. Não podemos insistir apenas em uma alternativa em que o Governo Federal investirá ele próprio a implantação do canal. Temos que ter estratégia, propor nova modelagem financeira. Devemos apresentar outra alternativa como uma PPP - Parceria Pública Privada", afirma Daniel.
Abrir o leque
Daniel Torres defende que esta audiência é a oportunidade de abrir o leque de discussão sobre como poderá ser efetivamente implantado o projeto e como viabilizá-lo financeiramente. "Defendemos que o Governo Federal tome a iniciativa de colocar o projeto na carteira de investimentos do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo para oferta à iniciativa privada com o objetivo de celebração de contrato de parceria. Se a audiência tratar apenas sobre a proposta e não apresentar soluções, vamos nadar e morrer na praia", afirma.
A chibata cantou em Caruaru durante a ditadura. Conheça algumas das vítimas, por Tavares Neto*
30/04/2026
Durante o regime militar no Brasil, diversos caruaruenses foram presos, torturados, cassados ou punidos sob acusação de ligação com o comunismo ou de participação em movimentos considerados subversivos pelas autoridades da época. Décadas depois, parte desses nomes foi reconhecida oficialmente como vítima de perseguição política e indenizada com base na legislação de reparação aprovada em Pernambuco.
A perigosa bíblia de Abdias
Um dos casos registrados em Caruaru foi o de Abdias Pinheiro da Silva, funcionário público federal da antiga Sucam. Em 1964, ele foi preso e levado ao Recife, onde permaneceu detido por 60 dias, acusado de ser comunista e de integrar o chamado Clube dos Onze, movimento idealizado por Leonel Brizola no período que antecedeu o golpe militar. Segundo relatos da época, durante a prisão nada foi encontrado em sua residência que comprovasse atividade política de esquerda. Em vez de material ideológico, havia apenas exemplares da Bí...
Durante o regime militar no Brasil, diversos caruaruenses foram presos, torturados, cassados ou punidos sob acusação de ligação com o comunismo ou de participação em movimentos considerados subversivos pelas autoridades da época. Décadas depois, parte desses nomes foi reconhecida oficialmente como vítima de perseguição política e indenizada com base na legislação de reparação aprovada em Pernambuco.
A perigosa bíblia de Abdias
Um dos casos registrados em Caruaru foi o de Abdias Pinheiro da Silva, funcionário público federal da antiga Sucam. Em 1964, ele foi preso e levado ao Recife, onde permaneceu detido por 60 dias, acusado de ser comunista e de integrar o chamado Clube dos Onze, movimento idealizado por Leonel Brizola no período que antecedeu o golpe militar. Segundo relatos da época, durante a prisão nada foi encontrado em sua residência que comprovasse atividade política de esquerda. Em vez de material ideológico, havia apenas exemplares da Bíblia Sagrada. Protestante, Abdias Pinheiro era um homem de fé evangélica, característica que marcou sua trajetória pessoal. Durante o período em que esteve preso em um quartel do Exército, no Recife, pediu para permanecer com uma Bíblia e passou os dias de detenção realizando leituras em voz alta de capítulos e versículos.
Seguiu em frente
Anos depois, já no período de reorganização política do país, Abdias Pinheiro da Silva filiou-se ao MDB e foi eleito vereador de Caruaru, em 1969. Na Câmara Municipal, chegou a exercer a liderança do governo do então prefeito Anastácio Rodrigues. À época, os vereadores ainda não recebiam subsídios, por determinação da Justiça Eleitoral.
Com a promulgação da Lei Estadual nº 11.773, de 23 de maio de 2000, o Governo de Pernambuco passou a reconhecer e indenizar presos políticos perseguidos durante o regime militar. Abdias Pinheiro da Silva foi um dos beneficiados.
Manoel Messias e Fernando Soares
Outro nome reconhecido foi o de Manoel Messias, preso e torturado em um quartel do Exército em Caruaru. Também recebeu indenização do Estado pelos danos sofridos durante o período de repressão. O cirurgião-dentista Fernando Soares também foi preso em Caruaru, acusado de ligação com o comunismo. A acusação, no entanto, não foi comprovada. Fernando participou do Movimento de Cultura Popular, iniciativa ligada ao governo de Miguel Arraes, de quem era admirador. Posteriormente, também requereu reparação e foi indenizado.
Cici: cultura era ameaça
O advogado Francisco de Assis Claudino, conhecido como Cici, foi outro caruaruense perseguido durante o regime militar. Preso e torturado em um quartel do Exército em Caruaru, também não teve comprovada qualquer vinculação com o comunismo. Mais tarde, foi reconhecido como perseguido político e indenizado.
Marcelo Mário de Melo contou cada segundo de cárcere
Entre os casos mais emblemáticos está o de Marcelo Mário de Melo, escritor e jornalista caruaruense, que assumidamente militava no campo da esquerda. Preso durante o regime, brutalmente torturado, passou oito anos, 43 dias e 19 horas detido, parte desse período na Penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá. Marcelo Mário também foi indenizado e atualmente reside no Recife. Marcelo, jornalista, intelectual, autor de versos inesquecíveis, era filho de José Ferreira de Melo, proprietário do antigo Hotel Fortuna, em Caruaru, e de Clarisse Teixeira de Melo, parente pelo lado Teixeira da família da atual governadora de Pernambuco, Raquel Teixeira Lyra. Sua trajetória tornou-se uma das mais conhecidas entre os caruaruenses atingidos pela repressão política. Figura importante no mundo intelectual e política, manteve sempre a coerência, a leveza, a ironia e o bom humor. Um dos seus bordões é " Nunca ultrapasse pela direita".
Arsênio de pai para filho
Outro nome de destaque foi o do advogado Arsênio Martins Gomes. Após sua morte, a viúva, Maria Luiza de Godoy Bené, solicitou a indenização a que ele tinha direito por perseguição política sofrida durante o regime. O seu filho, Hugo Martins, também militou no campo da esquerda e foi eleito deputado estadual em várias legislaturas, tornando-se um dos nomes de referência da esquerda em Pernambuco.
Celso Rodrigues e Souza Pepeu, homens de letras e ação
Outro nome de relevância política em Caruaru foi o jornalista Celso Rodrigues, vereador por dois mandatos e duas vezes presidente da Câmara Municipal. Celso chegou a disputar a Prefeitura de Caruaru e também foi preso durante o regime, acusado de ligação com o comunismo. A acusação, porém, não foi comprovada. Era conhecido por sua proximidade com o ex-presidente João Goulart.
O jornalista e ex-vereador Souza Pepeu também esteve entre os punidos pelo regime. Quando ainda era suplente de vereador e funcionário do Ministério da Indústria e Comércio, sofreu sanções com base em atos institucionais e, posteriormente, também foi indenizado.
Nem Gilberto Freyre conseguiu livrar Chico do Leite
Entre os políticos de Caruaru atingidos pela repressão, um dos casos mais lembrados é o de Severino Rodrigues Sobrinho, o “Chico do Leite”. Vice-prefeito e vereador, ele foi cassado com base no Ato Institucional nº 5, acusado de ligação com o comunismo. Sua defesa chegou a ser feita publicamente pelo sociólogo Gilberto Freyre, mas a cassação foi mantida. Chico do Leite morreu em 1988, aos 64 anos.
Outro Abdias, este comunista de carteirinha
O intelectual e comerciante Abdias Bastos Lé, que presidiu o Partido Comunista em Caruaru, também foi indenizado. Figura histórica da militância de esquerda no município, Abdias Lé teve papel importante na reorganização política local após a redemocratização. Foi dele, inclusive, a iniciativa de buscar reparação para Ernesto do Colchão, apontado como um dos comunistas mais antigos de Caruaru, localizado em São Paulo com ajuda de Demóstenes Félix da Silva.
Com a redemocratização e a legalização do Partido Comunista Brasileiro, já no governo José Sarney, Abdias Bastos Lé voltou a reunir militantes e simpatizantes em sua chácara, na localidade de Terra Vermelha, zona rural de Caruaru, em encontros de confraternização e reorganização política.
Acervo preservado
Seu filho, o empresário Luiz Carlos Lé, preserva parte do acervo histórico e bibliográfico deixado pelo pai. Em reconhecimento à importância de Abdias Bastos Lé para a história política e intelectual de Caruaru, está prevista a instalação de um busto em sua homenagem nas imediações da Catedral, no Centro da cidade, próximo ao local onde funcionou a antiga banca de revistas Yuri Gagarin, na Rua da Matriz, que era de propriedade de Abdias Lé. O espaço tornou-se símbolo de resistência política e cultural em um dos períodos mais tensos da história brasil.
*Tavares Neto é jornalista, radialista e blogueiro em Caruaru, onde atua por décadas.
“Governo pode esperar nova derrota hoje na dosimetria”, diz relator
30/04/2026
Relator do projeto de lei que reduz as penas dos envolvidos nos atos golpistas do 8/1, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) está articulando a derrubada do veto de Lula na sessão conjunta do Congresso, hoje, quinta-feira (30/04).
“O governo pode esperar uma nova derrota hoje”, disse o parlamentar em entrevista, fazendo referência ao veto do Senado à indicação de Jorge Messias ao STF na noite de ontem.
Admitem
Em conversas reservadas, os governistas admitem que o Palácio do Planalto não tem força para impedir a derrubada do veto e que muitos deputados da base, inclusive, até deixaram Brasília.
Esteve
Paulinho esteve com o presidente da Câmara, o deputado Hugo Motta na manhã de hoje para afinar o projeto e alinhá-lo com a Lei Anti-Facção.
O Poder
Relator do projeto de lei que reduz as penas dos envolvidos nos atos golpistas do 8/1, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) está articulando a derrubada do veto de Lula na sessão conjunta do Congresso, hoje, quinta-feira (30/04).
“O governo pode esperar uma nova derrota hoje”, disse o parlamentar em entrevista, fazendo referência ao veto do Senado à indicação de Jorge Messias ao STF na noite de ontem.
Admitem
Em conversas reservadas, os governistas admitem que o Palácio do Planalto não tem força para impedir a derrubada do veto e que muitos deputados da base, inclusive, até deixaram Brasília.
Esteve
Paulinho esteve com o presidente da Câmara, o deputado Hugo Motta na manhã de hoje para afinar o projeto e alinhá-lo com a Lei Anti-Facção.
O Poder
Construção Civil de Paulista reconhece ação de Desenvolvimento Econômico para crescimento do Litoral Norte
30/04/2026
O trabalho da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Município de Paulista foi destaque para personalidades representativas do setor da Construção Civil do Estado de Pernambuco.
Entrega
A relevância foi apontada na entrega do Troféu Ademi-PE de 2026, quando se apontou o fato da cidade ser responsável por cerca de 50% do financiamento imobiliário da Caixa Econômica Federal na construção de novas operações dos programas do governo federal.
Um dos ganhadores
Na ocasião, empreendedores como Avelar Loureiro Filho, da ACLF Empreendimentos, um dos ganhadores do troféu na categoria Master e Cooperativa da Construção de Pernambuco, e Caio Muniz da Engenharia e Construção, além de Walter Mirinda da Geriza, falaram sobre o assunto.
"O trabalho da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Paulista tem sido essencial para que o setor da Construção Civil se firme e cresça em Paulista”,...
O trabalho da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Município de Paulista foi destaque para personalidades representativas do setor da Construção Civil do Estado de Pernambuco.
Entrega
A relevância foi apontada na entrega do Troféu Ademi-PE de 2026, quando se apontou o fato da cidade ser responsável por cerca de 50% do financiamento imobiliário da Caixa Econômica Federal na construção de novas operações dos programas do governo federal.
Um dos ganhadores
Na ocasião, empreendedores como Avelar Loureiro Filho, da ACLF Empreendimentos, um dos ganhadores do troféu na categoria Master e Cooperativa da Construção de Pernambuco, e Caio Muniz da Engenharia e Construção, além de Walter Mirinda da Geriza, falaram sobre o assunto.
"O trabalho da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Paulista tem sido essencial para que o setor da Construção Civil se firme e cresça em Paulista”, afirmou Loureiro Filho.
Arrascaeta sofre fratura na clavícula direita e está praticamente fora da Copa do Mundo
30/04/2026
A lesão do meia Giorgian de Arrascaeta, que passará por cirurgia na clavícula direita hoje, quinta-feira (30/04), preocupa a Seleção do Uruguai às vésperas da Copa do Mundo.
Deixou o gramado
O camisa 10 do Flamengo deixou o gramado ainda no primeiro tempo do empate por 1 a 1 contra o Estudiantes, nesta quarta (29/04), em La Plata, pela Copa Libertadores. Arrascaeta fez exames na Argentina, que constataram a fratura.
O tempo de recuperação, neste tipo de rompimento de osso, fica entre seis semanas e três meses.
"A fratura acende o alerta na comissão técnica da seleção uruguaia por um jogador que tem sido chave na Celeste, com três gols em 17 jogos no ciclo de Marcelo Bielsa", escreve o diário El País, do Uruguai.
O grupo
Bicampeão mundial, o Uruguai está no Grupo H da Copa do Mundo, ao lado de Arábia Saudita, Cabo Verde e Espanha.
O Poder
A lesão do meia Giorgian de Arrascaeta, que passará por cirurgia na clavícula direita hoje, quinta-feira (30/04), preocupa a Seleção do Uruguai às vésperas da Copa do Mundo.
Deixou o gramado
O camisa 10 do Flamengo deixou o gramado ainda no primeiro tempo do empate por 1 a 1 contra o Estudiantes, nesta quarta (29/04), em La Plata, pela Copa Libertadores. Arrascaeta fez exames na Argentina, que constataram a fratura.
O tempo de recuperação, neste tipo de rompimento de osso, fica entre seis semanas e três meses.
"A fratura acende o alerta na comissão técnica da seleção uruguaia por um jogador que tem sido chave na Celeste, com três gols em 17 jogos no ciclo de Marcelo Bielsa", escreve o diário El País, do Uruguai.
O grupo
Bicampeão mundial, o Uruguai está no Grupo H da Copa do Mundo, ao lado de Arábia Saudita, Cabo Verde e Espanha.
O Poder
Comerciantes interditam rua em frente ao Mercado Central em João Pessoa
30/04/2026
Uma manhã de protestos. Comerciantes do Mercado Central realizaram um protesto na manhã de hoje, quinta-feira (30/04), no Centro de João Pessoa, contra a retirada dos pontos comerciais onde trabalham.
Barricadas
Durante o ato, o grupo montou barricadas e ateou fogo em pneus e madeiras para bloquear o trafêgo de veículos na região.
A retirada
A retirada dos comerciantes está relacionada à reforma do Mercado Central. Em dezembro de 2025, o prefeito Cícero Lucena assinou a ordem de serviço para a requalificação e ampliação do espaço. O projeto prevê investimento de R$ 31,9 milhões e conclusão até o fim de 2027.
Ocupavam
Segundo os comerciantes, eles ocupavam a área onde será construída uma garagem como parte das obras no Mercado. O grupo afirma que foi informado de que teria 72 horas para desocupar o espaço, sem indicação de um novo local para continuar trabalhando.
Uma manhã de protestos. Comerciantes do Mercado Central realizaram um protesto na manhã de hoje, quinta-feira (30/04), no Centro de João Pessoa, contra a retirada dos pontos comerciais onde trabalham.
Barricadas
Durante o ato, o grupo montou barricadas e ateou fogo em pneus e madeiras para bloquear o trafêgo de veículos na região.
A retirada
A retirada dos comerciantes está relacionada à reforma do Mercado Central. Em dezembro de 2025, o prefeito Cícero Lucena assinou a ordem de serviço para a requalificação e ampliação do espaço. O projeto prevê investimento de R$ 31,9 milhões e conclusão até o fim de 2027.
Ocupavam
Segundo os comerciantes, eles ocupavam a área onde será construída uma garagem como parte das obras no Mercado. O grupo afirma que foi informado de que teria 72 horas para desocupar o espaço, sem indicação de um novo local para continuar trabalhando.
Nota
Em nota, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedurb) disse que, na próxima segunda-feira (04/04), às 10h, haverá uma reunião com representantes de 30 comerciantes do Mercado que foram notificados para deixar o local e com a empresa que está executando a obra, além de representantes da Sedurb e Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra).
O Poder
Receita paga lote da malha fina do Imposto de Renda nesta quinta-feira
30/04/2026
Cerca de 415 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco vão acertar as contas com o Leão. Hoje, quinta-feira (30/04), a Receita Federal paga o lote da malha fina de abril, que também contempla restituições residuais de anos anteriores.
Os contribuintes
Ao todo, 415.277 contribuintes receberão R$ 592,2 milhões. Desse total, R$ 256,8 milhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.
As restituições estão distribuídas da seguinte forma: 334.614 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix; 32.231 contribuintes sem prioridade; 28.572 contribuintes de 60 a 79 anos; 10.521 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; 4.731 contribuintes acima de 80 anos e 4.608 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave.
A consulta
A consulta pode ser feita na pági...
Cerca de 415 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco vão acertar as contas com o Leão. Hoje, quinta-feira (30/04), a Receita Federal paga o lote da malha fina de abril, que também contempla restituições residuais de anos anteriores.
Os contribuintes
Ao todo, 415.277 contribuintes receberão R$ 592,2 milhões. Desse total, R$ 256,8 milhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.
As restituições estão distribuídas da seguinte forma: 334.614 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix; 32.231 contribuintes sem prioridade; 28.572 contribuintes de 60 a 79 anos; 10.521 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; 4.731 contribuintes acima de 80 anos e 4.608 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave.
A consulta
A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet desde o último dia 23. Basta o contribuinte clicar em Meu Imposto de Renda e, em seguida, no botão Consultar a Restituição. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.
Pagamento
O pagamento será feito na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.
Disponíveis
Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil.
Agendar
Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).
Requerer
Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu Declarações e Demonstrativos, clicar em Meu Imposto de Renda e, em seguida, no campo Solicitar Restituição Não Resgatada na Rede Bancária.
Jorge Messias: Lealdade ou Subserviência? - Por Wellington Carneiro*
30/04/2026
A recente rejeição de Jorge Messias pelo Senado a uma vaga no Supremo Tribunal Federal não encerra o debate — pelo contrário, escancara uma questão essencial para o país: até onde vai a lealdade e onde começa a subserviência?
A indicação de um nome para o STF exige mais do que currículo. Exige postura. Exige independência. Exige, sobretudo, compromisso inegociável com a Constituição.
Lealdade institucional é virtude. Um jurista pode — e até deve — manter relações respeitosas com autoridades da República, compreender o ambiente político e dialogar com os demais Poderes. Isso faz parte da vida pública.
Mas há uma linha que não pode ser cruzada.
Quando a lealdade se transforma em alinhamento automático, quando a técnica cede espaço à conveniência, quando a Constituição passa a ser interpretada à luz de interesses circunstanciais, o que se tem não é mais lealdade — é subserviência.
E subserviência é incompatível com...
A recente rejeição de Jorge Messias pelo Senado a uma vaga no Supremo Tribunal Federal não encerra o debate — pelo contrário, escancara uma questão essencial para o país: até onde vai a lealdade e onde começa a subserviência?
A indicação de um nome para o STF exige mais do que currículo. Exige postura. Exige independência. Exige, sobretudo, compromisso inegociável com a Constituição.
Lealdade institucional é virtude. Um jurista pode — e até deve — manter relações respeitosas com autoridades da República, compreender o ambiente político e dialogar com os demais Poderes. Isso faz parte da vida pública.
Mas há uma linha que não pode ser cruzada.
Quando a lealdade se transforma em alinhamento automático, quando a técnica cede espaço à conveniência, quando a Constituição passa a ser interpretada à luz de interesses circunstanciais, o que se tem não é mais lealdade — é subserviência.
E subserviência é incompatível com o Supremo.
A trajetória de Jorge Messias, marcada por forte vinculação ao governo e proximidade com o centro do poder, inevitavelmente entrou nesse debate. Não se trata de desqualificar sua formação jurídica, mas de reconhecer que, para o STF, a percepção de independência é tão importante quanto a independência em si.
Não é razoável — nem aceitável — que alguém que aspire ocupar uma cadeira na mais alta Corte do país carregue dúvidas sobre sua autonomia decisória. O Supremo não é extensão de governo. Não é espaço de validação política. É, ou deveria ser, a última trincheira da Constituição.
Porque, no fim das contas, um ministro do Supremo não pode dever fidelidade a governos.
Deve fidelidade à lei.
Deve fidelidade à Constituição.
Deve fidelidade ao povo brasileiro.
A rejeição no Senado, nesse contexto, não é apenas um episódio político. É um sinal.
Um sinal de que, para além de articulações, o país ainda espera — e cobra — independência real de quem pretende ocupar o mais alto posto do Judiciário.
Porque, quando a mais alta Corte passa a conviver com a dúvida entre lealdade e subserviência, o que está em risco não é apenas uma indicação.
É o próprio Estado de Direito.
*Wellington Carneiro é advogado.
Imagem inicial por IA.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
É Findi - O Suor que Constrói a Nação - Poema Feito por IA em Homenagem ao Dia do Trabalhador - Por Vida Hare, editoria de O Poder*
30/04/2026
Nas mãos que calam o calo,
E na mente que inventa o amanhã,
Ouvi-se o primeiro estalo
Do sol que desponta na manhã.
Do operário no andaime ao céu,
Ao mestre que ensina o saber,
Cada um cumpre o seu papel,
Fazendo a esperança crescer.
É o campo que brota o sustento,
A fábrica que molda o metal,
O serviço que vence o momento,
No esforço que é universal.
Primeiro de Maio, memória,
De lutas, conquistas e união,
Pois quem faz a nossa história
É quem trabalha de coração.
Que o descanso seja merecido,
Que o direito seja o norte e a luz,
Pois todo valor é erguido
Pelo braço que a vida conduz.
Viva aquele que planta a semente,
E aquele que a engrenagem faz girar,
Pois o progresso da gente
Vem do brio de quem sabe lutar.
*Vida Hare, editoria de O Poder, e a IA prepararam um p...
Nas mãos que calam o calo,
E na mente que inventa o amanhã,
Ouvi-se o primeiro estalo
Do sol que desponta na manhã.
Do operário no andaime ao céu,
Ao mestre que ensina o saber,
Cada um cumpre o seu papel,
Fazendo a esperança crescer.
É o campo que brota o sustento,
A fábrica que molda o metal,
O serviço que vence o momento,
No esforço que é universal.
Primeiro de Maio, memória,
De lutas, conquistas e união,
Pois quem faz a nossa história
É quem trabalha de coração.
Que o descanso seja merecido,
Que o direito seja o norte e a luz,
Pois todo valor é erguido
Pelo braço que a vida conduz.
Viva aquele que planta a semente,
E aquele que a engrenagem faz girar,
Pois o progresso da gente
Vem do brio de quem sabe lutar.
*Vida Hare, editoria de O Poder, e a IA prepararam um poema que celebra a força, a história e a dignidade de quem constrói o Brasil todos os dias, desde o campo até a cidade.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.
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