STF – André Mendonça afirma que salário do STF dá "condição média" de vida
26/08/2026
O ministro André Mendonça, do STF, afirmou que o salário de um ministro da Corte garante uma "condição média de vida" e não permite que o magistrado viva "sem preocupações financeiras". Segundo ele, apesar de a remuneração estar “muito acima” da média dos brasileiros, ela ainda assim exige controle das despesas do dia a dia.
Declaração
“Não é uma vida nababesca. É uma vida na qual você pode ter uma condição média, eu diria até acima da média brasileira, mas ainda assim uma condição média de vida. A gente colocaria ali numa classe B. Não é uma classe A, que eu diria que já são pessoas muito ricas. É uma classe privilegiada, mas não é uma classe que não tem que se preocupar com as contas no fim do mês", afirmou. De acordo com Mendonça, um ministro do STF ou um juiz em geral não pode ter a pretensão de ficar rico, já que a carreira, apesar de oferecer um bom salário, não permite com que profissional viva sem preocupações financeiras.
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O ministro André Mendonça, do STF, afirmou que o salário de um ministro da Corte garante uma "condição média de vida" e não permite que o magistrado viva "sem preocupações financeiras". Segundo ele, apesar de a remuneração estar “muito acima” da média dos brasileiros, ela ainda assim exige controle das despesas do dia a dia.
Declaração
“Não é uma vida nababesca. É uma vida na qual você pode ter uma condição média, eu diria até acima da média brasileira, mas ainda assim uma condição média de vida. A gente colocaria ali numa classe B. Não é uma classe A, que eu diria que já são pessoas muito ricas. É uma classe privilegiada, mas não é uma classe que não tem que se preocupar com as contas no fim do mês", afirmou. De acordo com Mendonça, um ministro do STF ou um juiz em geral não pode ter a pretensão de ficar rico, já que a carreira, apesar de oferecer um bom salário, não permite com que profissional viva sem preocupações financeiras.
Salário de um ministro do STF
O salário bruto mensal de um ministro do STF é R$ 46.366,19, valor usado como referência para o teto do serviço público. A remuneração líquida recebida pelos integrantes da Corte, no entanto, varia conforme deduções e descontos, como contribuição previdenciária e Imposto de Renda. De acordo com o Portal da Transparência do STF, Mendonça recebeu uma média de R$ 26 mil líquidos por mês entre janeiro e julho deste ano. O maior valor foi registrado em janeiro, quando recebeu R$ 43 mil líquidos. Já os menores pagamentos ocorreram em abril e maio, de R$ 18,8 mil líquidos.
Eleições 2026 – Campanha de Lula aciona TSE contra Renan e Caiado por ataques em debate
26/08/2026
A campanha do presidente Lula, PT, levou ao TSE duas representações contra os candidatos Renan Santos, Missão, e Ronaldo Caiado, PSD, por declarações feitas durante o debate no último domingo. As ações pedem a retirada de publicações nas redes sociais e a aplicação de multas aos adversários. Segundo a defesa de Lula, os dois candidatos usaram o debate, ao qual o petista não compareceu, para atingir a honra e a reputação do presidente e candidato à reeleição. A ofensiva jurídica mira especialmente Renan Santos, acusado de reproduzir ataques em perfis próprios e do partido Missão. Para a equipe jurídica do petista, as falas extrapolam o debate político e configuram ataques à imagem pessoal de Lula. Os advogados afirmam ser “inequívoco que essas imputações atingem a honra e a reputação” do presidente.
Representação contra Renan
Na representação contra Renan, os advogados da campanha listam 6 declarações consideradas ofensivas. Entre ela...
A campanha do presidente Lula, PT, levou ao TSE duas representações contra os candidatos Renan Santos, Missão, e Ronaldo Caiado, PSD, por declarações feitas durante o debate no último domingo. As ações pedem a retirada de publicações nas redes sociais e a aplicação de multas aos adversários. Segundo a defesa de Lula, os dois candidatos usaram o debate, ao qual o petista não compareceu, para atingir a honra e a reputação do presidente e candidato à reeleição. A ofensiva jurídica mira especialmente Renan Santos, acusado de reproduzir ataques em perfis próprios e do partido Missão. Para a equipe jurídica do petista, as falas extrapolam o debate político e configuram ataques à imagem pessoal de Lula. Os advogados afirmam ser “inequívoco que essas imputações atingem a honra e a reputação” do presidente.
Representação contra Renan
Na representação contra Renan, os advogados da campanha listam 6 declarações consideradas ofensivas. Entre elas estão: “Lula tinha que vir aqui defender o legado dele. Eu tô aqui chamando ele de ladrão. Por que que não veio se defender?” e “A maior parte do tempo ou ele está bêbado ou tá com a Janja. É melhor ficar bêbado nessas horas, né, presidente?”. A campanha também argumenta que a repercussão dos trechos nas redes sociais ampliou o potencial de dano. “Em especial, a primeira ofensa à honra perpetrada pelo candidato, a saber, a peça de que seria Luiz Inácio Lula da Silva um ‘ladrão', já registra mais de 900 mil visualizações no TikTok e com quase 200 mil ‘curtidas’ no Instagram”, diz a peça. O documento sustenta ainda que se trata de “publicações caluniosas, difamatórias e injuriosas com altíssimo poder de alcance, sendo compartilhadas em uma diversidade de plataformas”. A defesa, comandada por Angelo Ferraro, pede a exclusão de 20 publicações em perfis de Renan Santos e do Missão, além da proibição de nova divulgação dos conteúdos nas plataformas digitais. A campanha de Lula também solicita que Renan Santos e o partido Missão sejam punidos com multa de R$ 30 mil por postagem.
Representação contra Caiado
No caso de Ronaldo Caiado, a ação foi apresentada e se concentra em uma declaração específica feita no mesmo debate. O governador de Goiás citou o caso 'Dark Horse', que envolve o senador Flávio Bolsonaro, PL, e tentou associar o tema a Lulinha, filho de Lula. “Você tem a característica de dois candidatos: o Dark Horse, esse vocês conhecem. E o Lula tem o Dark Lobby”, disse Caiado no debate. A declaração fazia referência às ligações de Fábio Luís com a lobista Roberta Luchsinger. A peça da campanha do PT também menciona uma montagem com imagem de Lula e a expressão “Dark Lobby”. Segundo os advogados, “o conteúdo emprega indevidamente a imagem do postulante ao cargo presidencial da coligação representante para associá-lo à prática de lobby, bem como a um escândalo do qual não possui qualquer tipo de vínculo, a produção audiovisual 'Dark Horse'”. “Dark Horse” é o nome de um filme sobre Jair Bolsonaro. No 1o semestre, veio a público um áudio em que Flávio Bolsonaro pedia dinheiro ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para concluir a produção do filme. A campanha de Lula sustenta que a publicação da fala nos perfis oficiais de Caiado agravou a conduta por ampliar “de forma expressiva o alcance do conteúdo perante o eleitorado”. A defesa pede a retirada de 2 postagens nas redes sociais do candidato e multa de R$ 30 mil por publicação. (Com a Folha de S.Paulo)
Eleições 2026 - Lula recebe apoio de Evangélicos Progressistas: "está alinhado aos valores cristãos"
26/08/2026
A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, movimento que reúne pastores e teólogos de diferentes regiões do país, declarou apoio à reeleição do presidente Lula, PT. Em carta aberta, o grupo afirma que a permanência de Lula na Presidência da República está alinhada a valores cristãos e faz críticas à candidatura do senador Flávio Bolsonaro, PL. A Frente de Evangélicos associa a candidatura de Flávio a um projeto de “autoritarismo” e de “benefícios dos mais ricos”. O movimento também afirma que não é possível tratar como normais iniciativas políticas que, segundo os integrantes, representem ameaças às instituições democráticas e aos direitos fundamentais.
A carta aberta
“Não podemos normalizar forças políticas que atacam as instituições, questionam o resultado das urnas, estimulam a violência e ameaçam os direitos fundamentais. A Bíblia nos ensina que ‘Deus não é Deus de desordem, mas de paz’”, destaca a carta. O grupo também cita a atuação de Lu...
A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, movimento que reúne pastores e teólogos de diferentes regiões do país, declarou apoio à reeleição do presidente Lula, PT. Em carta aberta, o grupo afirma que a permanência de Lula na Presidência da República está alinhada a valores cristãos e faz críticas à candidatura do senador Flávio Bolsonaro, PL. A Frente de Evangélicos associa a candidatura de Flávio a um projeto de “autoritarismo” e de “benefícios dos mais ricos”. O movimento também afirma que não é possível tratar como normais iniciativas políticas que, segundo os integrantes, representem ameaças às instituições democráticas e aos direitos fundamentais.
A carta aberta
“Não podemos normalizar forças políticas que atacam as instituições, questionam o resultado das urnas, estimulam a violência e ameaçam os direitos fundamentais. A Bíblia nos ensina que ‘Deus não é Deus de desordem, mas de paz’”, destaca a carta. O grupo também cita a atuação de Lula na defesa da soberania nacional diante do tarifaço imposto pelos EUA ao Brasil. Para a Frente, a experiência recente reforçou a importância da liderança do presidente na defesa da democracia e na resistência a movimentos que poderiam ameaçar a ordem constitucional. “A experiência recente demonstrou a importância da liderança do presidente na articulação da consciência democrática e na resistência às forças que ameaçaram romper definitivamente a ordem constitucional. E isso não apenas no âmbito nacional, mas também na esfera global”, afirma o documento.
Ressalta independência
Apesar da declaração de apoio a Lula, a Frente ressalta que a decisão não representa abandono de sua independência. Segundo o movimento, o posicionamento eleitoral não retira sua “autonomia” nem sua “capacidade de diálogo”.
Apoio importante para Lula
O apoio anunciado ocorre em meio à tentativa de Lula de ampliar sua presença entre os eleitores evangélicos. A campanha de Lula iniciou uma estratégia de aproximação com o eleitorado evangélico. A primeira-dama, Janja, lançou um comitê voltado aos evangélicos e um jingle de inspiração gospel para a campanha de reeleição do marido. Lula também pretende realizar um encontro com pastores evangélicos e se reunir com o deputado federal Otoni de Paula, PSD, que já declarou apoio ao presidente em uma eventual disputa de 2o turno contra Flávio Bolsonaro. A movimentação reforça a tentativa do candidato do PT de avançar sobre um segmento do eleitorado no qual enfrenta resistência e que se tornou um dos focos da estratégia eleitoral para a reeleição. Será mais um revés na candidatura de Flávio Bolsonaro?
Augusto Cury pode não ganhar, mas pode ser decisivo para a existência do segundo turno - Por Antônio Campos*
26/08/2026
A eleição presidencial de 2026 começa a revelar uma característica que pode ser decisiva: o eleitor brasileiro ainda não está completamente acomodado nos dois polos que, até aqui, dominam a disputa. É justamente nesse espaço que Augusto Cury tenta entrar.
O candidato do Avante ainda aparece com apenas 2% nas pesquisas mais recentes, tendo como vice Júlio Delgado, tanto no levantamento Quaest quanto no BTG/Nexus. À primeira vista, é um número pequeno. Mas seria um erro concluir que sua candidatura está condenada a permanecer pequena.
Cury tem uma vantagem que muitos candidatos tradicionais não possuem: é conhecido nacionalmente antes mesmo de entrar na política. Psiquiatra, professor e escritor, construiu uma carreira editorial com milhões de livros vendidos e uma presença pública que ultrapassa o universo político. Sabe manejar as redes sociais.
E há outro fator importante: Cury não chega à eleição tentando ser mais um personagem da guerra...
A eleição presidencial de 2026 começa a revelar uma característica que pode ser decisiva: o eleitor brasileiro ainda não está completamente acomodado nos dois polos que, até aqui, dominam a disputa. É justamente nesse espaço que Augusto Cury tenta entrar.
O candidato do Avante ainda aparece com apenas 2% nas pesquisas mais recentes, tendo como vice Júlio Delgado, tanto no levantamento Quaest quanto no BTG/Nexus. À primeira vista, é um número pequeno. Mas seria um erro concluir que sua candidatura está condenada a permanecer pequena.
Cury tem uma vantagem que muitos candidatos tradicionais não possuem: é conhecido nacionalmente antes mesmo de entrar na política. Psiquiatra, professor e escritor, construiu uma carreira editorial com milhões de livros vendidos e uma presença pública que ultrapassa o universo político. Sabe manejar as redes sociais.
E há outro fator importante: Cury não chega à eleição tentando ser mais um personagem da guerra entre Lula e Bolsonaro. Sua estratégia é apresentar-se como uma alternativa à polarização, apostando em educação, saúde emocional, segurança, mudança institucional e em um discurso de pacificação. No primeiro debate presidencial, realizado pela Band, essa foi uma das marcas de sua participação.
É aí que está o potencial de crescimento.
Augusto Cury provavelmente não será o próximo presidente da República. Hoje, os números não autorizam essa previsão. Mas uma candidatura não precisa chegar ao Planalto para ser decisiva. Em uma eleição fragmentada, poucos pontos percentuais podem determinar quem fica pelo caminho e quem continua na disputa.
A pergunta mais interessante, portanto, não é se Cury ganhará a eleição. É quanto ele poderá crescer.
Se conseguir transformar sua imagem de escritor e especialista em comportamento humano em uma candidatura política competitiva, Cury pode conquistar justamente aquele eleitor que está cansado da polarização, mas que também não se sente representado pelos candidatos tradicionais.
Esse eleitor existe. E pode ser maior do que as pesquisas atuais conseguem capturar.
A eleição começa com Lula e Flávio Bolsonaro concentrando a maior parte das intenções de voto. No BTG/Nexus divulgado nesta semana, Lula aparece com 41% e Flávio com 37%. Na simulação de segundo turno entre os dois, há empate técnico: 46% a 45%.
O dado mais importante, porém, está abaixo dos dois líderes. Caiado tem 5%, Renan Santos e Zema aparecem com 3%, e Cury registra 2%.
É justamente nessa faixa que uma candidatura pode crescer rapidamente.
Cury não precisa necessariamente ultrapassar Lula ou Flávio no primeiro turno. Precisa apenas conquistar uma fatia significativa dos eleitores que hoje estão distribuídos entre candidaturas menores, indecisos e aqueles que ainda não encontraram um nome capaz de convencê-los.
E existe uma consequência ainda mais relevante.
Quanto mais Cury crescer, mais difícil fica prever quem chegará ao segundo turno.
Uma candidatura de 5%, 6% ou 8% pode parecer pequena diante dos líderes, mas pode retirar votos suficientes de um dos favoritos para mudar completamente a matemática eleitoral. Em uma disputa apertada, o candidato que cresce não precisa necessariamente ser o vencedor. Pode ser o responsável por impedir que outro vença.
É nesse sentido que Augusto Cury pode se transformar em um personagem importante da eleição de 2026.
Seu slogan resume a estratégia: "O Brasil tem cura". A frase não é apenas uma peça de campanha. Ela tenta traduzir uma narrativa política: o país estaria cansado de conflitos permanentes e precisaria de uma espécie de tratamento para seus problemas institucionais, sociais e econômicos. A expressão vem sendo utilizada pelo próprio candidato em sua comunicação de campanha.
Cury tenta vender esperança onde a política brasileira vende conflito.
Esse pode ser seu maior trunfo.
Mas também está aí sua maior dificuldade. A Presidência da República não é um consultório, uma palestra ou uma livraria. Governar o Brasil exige capacidade política, articulação no Congresso, experiência administrativa, conhecimento de orçamento público e capacidade de enfrentar interesses organizados. Ele tenta neutralizar esse aspecto, com o discurso de gestor de suas empresas e empresário também do agronegócio.
Cury ainda precisa provar que consegue transformar seu discurso em projeto de governo viável.
Mesmo assim, sua candidatura merece atenção.
Porque, se a campanha conseguir ampliar sua presença nacional, ocupar espaço no horário eleitoral, crescer nas redes sociais e converter sua enorme popularidade como escritor em voto, Cury poderá deixar de ser apenas um candidato alternativo para se tornar o fiel da balança.
E aqui está a grande ironia da eleição: Augusto Cury pode não ter votos suficientes para ganhar a Presidência, mas pode ter votos suficientes para decidir quem terá a oportunidade de disputá-la no segundo turno.
Lula, por sua vez, não chega ao segundo turno com tranquilidade absoluta. As pesquisas mostram liderança no primeiro turno, mas também apontam uma disputa apertada contra o opositor do segundo turno.
Isso significa que qualquer candidatura capaz de retirar alguns pontos dos favoritos terá importância estratégica.
É por isso que Augusto Cury deve ser observado com atenção.
Ele pode não ser o presidente que o Brasil escolherá em outubro.
Mas pode ser o candidato que ajudará a escolher os dois nomes que chegarão à decisão final.
E, numa eleição tão polarizada, talvez essa seja uma das posições mais poderosas que um candidato possa ocupar.
O Brasil tem cura, diz Augusto Cury.
A política brasileira, entretanto, talvez ainda precise descobrir se a cura passa por ele.
E essa resposta não estará nas pesquisas de agosto. Estará nas urnas.
Recife/Olinda, 26 de agosto de 2026.
*Antônio Campos, Curador Geral da Fliporto, advogado, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras e da ABI - Associação Brasileira de Imprensa. @antoniocampos.adv
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder respeita a diversidade de ideias e a liberdade de pensamento e publica textos mesmo discordando do seu conteúdo e da sua forma.
Antilançamento - Crônica - Por Romero Falcão*
26/08/2026
Em época de eleição, o leitor já deve estar de saco cheio com o prefixo grego anti. Antissistema, anti-Brasília, anticomunista e por aí vai. Saltando essa pulha, o caríssimo leitor pode cogitar, pelo título, que o texto se trata de um protesto contra os lançamentos espaciais dos homens de Deus que atiram no espaço mares de dinheiro, enquanto o Sudão agoniza na fome e na doença.
Não. Nada disso. Minha cambaleante crônica vai mal das pernas por outro motivo:
A artilharia de lançamento de livros todos os dias.
Todo mundo, todo o mundo, resolveu escrever um livro. Só na minha rua tem dois saindo da garagem. Se multiplicarmos isso pelo bairro, pela cidade, pelo estado, pelo país... Jesus!
Um dia desses, assisti a uma entrevista de um executivo responsável por uma respeitada editora nacional. Disse que não há mais condições de ler os originais que chegam em carretas.
Eu me pergunto: há leitores para essa enxurrada de...
Em época de eleição, o leitor já deve estar de saco cheio com o prefixo grego anti. Antissistema, anti-Brasília, anticomunista e por aí vai. Saltando essa pulha, o caríssimo leitor pode cogitar, pelo título, que o texto se trata de um protesto contra os lançamentos espaciais dos homens de Deus que atiram no espaço mares de dinheiro, enquanto o Sudão agoniza na fome e na doença.
Não. Nada disso. Minha cambaleante crônica vai mal das pernas por outro motivo:
A artilharia de lançamento de livros todos os dias.
Todo mundo, todo o mundo, resolveu escrever um livro. Só na minha rua tem dois saindo da garagem. Se multiplicarmos isso pelo bairro, pela cidade, pelo estado, pelo país... Jesus!
Um dia desses, assisti a uma entrevista de um executivo responsável por uma respeitada editora nacional. Disse que não há mais condições de ler os originais que chegam em carretas.
Eu me pergunto: há leitores para essa enxurrada de livros?
Um colega me intima a escrever outro livro de crônicas — esta meia-boca literária. Outro diz que já tenho musculatura para escrever um romance.
Tenho?
Quem sabe não só tenho músculo, como também votos para entrar para a ABLRS — Academia Brasileira de Letras das Redes Sociais.
Mas, num papo de responsa, estou passando por uma crise antilançamento. Quanto mais leio e escrevo, mais sinto entojo da noite de autógrafos. Não sei se é ranzinzice da idade ou coisa que o valha.
Uma amiga recomendou um analista. Por trás destas palavras pode haver fantasmas.
Lembrei de Millôr Fernandes: “A semântica é o ópio dos psicanalistas.”
Outra amiga — grande literata — me revelou uma ternura rodriguiana:
— Se você escrever um livro, eu até posso ir ao lançamento, comprar o volume, te dar parabéns, mas saiba: não lerei sequer uma página. Colocarei sobre a pilha para doações. Não tenho tempo a perder. Preciso reler os clássicos.
Hoje, ao abrir o Zap, recebi o convite para três lançamentos.
Pelo andar da carruagem, tô pensando em comprar uma Kombi.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Da Série Mistérios do Aquém: o milagre petrolífero da Bacia de Mogi/SP - Por Natanael Sarmento*
26/08/2026
Na antologia da corrupção da Ditadura militar implantada em 1964 no Brasil, o escândalo da Paulipetro merece uma prospecção. Em 1979, o então governador biônico de São Paulo, Paulo Maluf, decidiu que do subsolo paulista jorrava petróleo, contradizendo todos os laudos técnicos da Petrobras. Maluf ratazana da ditadura cria o consórcio com estatais paulistas - CESP e IPT e assina “contratos de risco”.
Petróleo etéreo
Relatórios ultrassecretos do Alto-Comando da Imaginação Nacional revelam que a par dos grandes feitos tecnológicos e de lavagem e desvio de dinheiro público quais Ponte Rio-Niterói, Transamazônica, Itaipu, o do petróleo etéreo também merece registro. Afinal, a dinheirama sumiu nas prospecções, e do petróleo, ninguém sabe, ninguém viu.
O gênio do cofre
Cada povo tem seus gênios, os árabes com suas lâmpadas, os brasileiros com os cofres público. O plano “genial” da Paulipetro era simples: pegavam-se cente...
Na antologia da corrupção da Ditadura militar implantada em 1964 no Brasil, o escândalo da Paulipetro merece uma prospecção. Em 1979, o então governador biônico de São Paulo, Paulo Maluf, decidiu que do subsolo paulista jorrava petróleo, contradizendo todos os laudos técnicos da Petrobras. Maluf ratazana da ditadura cria o consórcio com estatais paulistas - CESP e IPT e assina “contratos de risco”.
Petróleo etéreo
Relatórios ultrassecretos do Alto-Comando da Imaginação Nacional revelam que a par dos grandes feitos tecnológicos e de lavagem e desvio de dinheiro público quais Ponte Rio-Niterói, Transamazônica, Itaipu, o do petróleo etéreo também merece registro. Afinal, a dinheirama sumiu nas prospecções, e do petróleo, ninguém sabe, ninguém viu.
O gênio do cofre
Cada povo tem seus gênios, os árabes com suas lâmpadas, os brasileiros com os cofres público. O plano “genial” da Paulipetro era simples: pegavam-se centenas de milhões de dólares das empresas públicas de energia - já endividadas até o pescoço - para cavar buracos fundíssimos no estado de SP.
Negacionista
Essa geologia do "cavar um pouquinho mais dinheiro” do típica da corrupção do período ditatorial no qual a decisão mais absurda era silenciada e restava impune, pela censura e repressão política, o senhor governador respondia qualquer crítica com o bordão dos canalhas do passado e do presente: “é o pessimismo dos subversivos, dos maus brasileiros sem patriotismo” e bazófias desta natureza.
Buracos fundos e custos nas alturas
Cataram-se brocas gigantescas das mais “prestativas” empreiteiras e perfuradoras de poço do país, preços astronômicos. A empreiteira cavava 2.000 metros. Nada. Mas o povo através do governo paulista pagava a fatura em dólares colhidos de empréstimos internacionais. Ganhavam os empreiteiros e os banqueiros. Ao todo, perfuraram-se mais de 70 poços e o resultado foi extraordinário: zero barril de petróleo. Muita poeira industrial. Mas em compensação, três poços de água quente de excelente qualidade.
E o dinheiro?
O petróleo não apareceu. Meio bilhão de dólares some na migração dos fluxos de caixas das grandes construtoras, intermediários e dos juros bancários que ficaram na conta da Viúva.
Quem paga a conta?
Esse cartel criminoso chamado de consórcio foi extinto no final da ditadura, no governo Franco Montoro. Mas a dívida herdada ficou para o contribuinte pagar durante décadas.
O refinamento dos gabinetes
Diz o popular que ladrão que rouba outro ladrão tem cem anos de perdão. Parece que esse juízo virou jurisprudência nos tribunais pátrios. Pois depois de anos, o Judiciário condenou os idealizadores a devolverem quantias pífias, simbólicas diante do rombo do prejuízo total. Fortes indícios de "petróleo refinado" nos gabinetes.
Poço de notas fiscais
Do subsolo de São Paulo, não se ouviu o borbulhar do petróleo, mas em compensação, o farfalhar das notas fiscais de milhões de dólares desta falcatrua alimenta o repertório infindável de mistérios do aquém. Sem anistia para golpistas e apologistas do AI-5. Ditadura, nunca mais!
*Natanael Sarmento é professor e escritor, e integrante do Diretório Nacional da UP. @sarmentonatanael
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.
Para ser coerente no caso 'Gabinete do Ódio', Raquel Teixeira Lyra deveria se demitir
26/08/2026
A governadora de PE, Raquel Teixeira Lyra, RTL segue firme na sua estratégia de nunca apurar denúncias sobre o seu governo, se livrar dos acusados que são arquivos vivos, e seguir em frente como se nada estivesse acontecendo. A governadora, se livra dos responsáveis, tira a questão do noticiário e chama outras pautas para o problema não render na mídia.
Coerência
Raquel agiu rápido, e ontem mesmo, após a 'bomba' veiculada à noite em rede nacional na televisão, resolveu demitir o auxiliar flagrado com a mão na massa. Só que nesse caso do 'gabinete do ódio' a principal responsável diretamente envolvida e citada na matéria é a própria Raquel Teixeira Lyra. Então, para manter a coerência a governadora deveria se demitir do governo.
Bomba veiculada
Na reportagem exibida pela TV Record, o servidor da Caixa Econômica Federal, CEF, Amisadai Andrade, que foi cedido ao Governo de Raquel Teixeira Lyra, relat...
A governadora de PE, Raquel Teixeira Lyra, RTL segue firme na sua estratégia de nunca apurar denúncias sobre o seu governo, se livrar dos acusados que são arquivos vivos, e seguir em frente como se nada estivesse acontecendo. A governadora, se livra dos responsáveis, tira a questão do noticiário e chama outras pautas para o problema não render na mídia.
Coerência
Raquel agiu rápido, e ontem mesmo, após a 'bomba' veiculada à noite em rede nacional na televisão, resolveu demitir o auxiliar flagrado com a mão na massa. Só que nesse caso do 'gabinete do ódio' a principal responsável diretamente envolvida e citada na matéria é a própria Raquel Teixeira Lyra. Então, para manter a coerência a governadora deveria se demitir do governo.
Bomba veiculada
Na reportagem exibida pela TV Record, o servidor da Caixa Econômica Federal, CEF, Amisadai Andrade, que foi cedido ao Governo de Raquel Teixeira Lyra, relata, em um vídeo, ter sido chamado pela própria governadora para promover uma campanha para ‘desidratar’ o ex-prefeito do Recife, João Campos, candidato ao Governo do Estado. De acordo com a matéria, a contrapartida viria por meio de contratos de publicidade formados entre o governo de Pernambuco e as páginas contrárias a Campos. O servidor, que atuava na Secretaria de Turismo e Lazer, foi exonerado por meio de uma portaria publicada na edição extra de hoje, quarta-feira, 26/08, do Diário Oficial do Estado.
Edson Vieira destina emenda para fortalecer empreendedorismo em Santa Cruz do Capibaribe
26/08/2026
O deputado estadual Edson Vieira (Podemos), representante do Polo de Confecções, destinou uma emenda parlamentar no valor de R$ 140 mil para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Santa Cruz do Capibaribe (CDL).
Os recursos, referentes à Emenda nº 70132/2026, serão direcionados por meio da ação de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas do Estado, sob coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco.
A iniciativa tem como objetivo fortalecer as cadeias produtivas do município e fomentar o empreendedorismo em Santa Cruz do Capibaribe, cidade que se destaca nacionalmente pela força do comércio e do Polo de Confecções.
“Santa Cruz do Capibaribe tem no empreendedorismo uma de suas maiores riquezas. Destinar recursos para a CDL é investir em quem gera emprego, movimenta a economia e ajuda a construir oportunidades para nossa gente”, destacou Edson Vieira.
O deputado estadual Edson Vieira (Podemos), representante do Polo de Confecções, destinou uma emenda parlamentar no valor de R$ 140 mil para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Santa Cruz do Capibaribe (CDL).
Os recursos, referentes à Emenda nº 70132/2026, serão direcionados por meio da ação de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas do Estado, sob coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco.
A iniciativa tem como objetivo fortalecer as cadeias produtivas do município e fomentar o empreendedorismo em Santa Cruz do Capibaribe, cidade que se destaca nacionalmente pela força do comércio e do Polo de Confecções.
“Santa Cruz do Capibaribe tem no empreendedorismo uma de suas maiores riquezas. Destinar recursos para a CDL é investir em quem gera emprego, movimenta a economia e ajuda a construir oportunidades para nossa gente”, destacou Edson Vieira.
O Anjo Negro - Rafael e o Imperador Solitário, por Zé da Flauta*
26/08/2026
A figura do Negro Rafael sempre me pareceu um desses interlúdios poéticos que a História oficial tenta soterrar sob o peso das coroas e dos decretos. Em 1831, quando Dom Pedro I pegou o rumo de Portugal e deixou para trás um imperador de apenas cinco anos no frio mármore do Paço de São Cristóvão, a diplomacia do Império ruiu.
Ficou o menino órfão de pai vivo, cercado por mentores austeros que viam no garoto não uma criança, mas um rascunho de Estado. Foi aí que entrou em cena o velho veterano da Guerra da Cisplatina, um homem negro liberto cuja missão dada pelo monarca em fuga era simplesmente ser o que nenhum compêndio de direito constitucional conseguia produzir: o abraço, o refúgio e o abrigo na hora do medo noturno.
Sutil e impecável
Entre uma lição de latim e outra de francês, a infância daquele pequeno Pedro era um cativeiro de etiquetas, mas no quarto de Rafael o reino voltava a ter tamanho de brincadeira. Imagine o futuro gov...
A figura do Negro Rafael sempre me pareceu um desses interlúdios poéticos que a História oficial tenta soterrar sob o peso das coroas e dos decretos. Em 1831, quando Dom Pedro I pegou o rumo de Portugal e deixou para trás um imperador de apenas cinco anos no frio mármore do Paço de São Cristóvão, a diplomacia do Império ruiu.
Ficou o menino órfão de pai vivo, cercado por mentores austeros que viam no garoto não uma criança, mas um rascunho de Estado. Foi aí que entrou em cena o velho veterano da Guerra da Cisplatina, um homem negro liberto cuja missão dada pelo monarca em fuga era simplesmente ser o que nenhum compêndio de direito constitucional conseguia produzir: o abraço, o refúgio e o abrigo na hora do medo noturno.
Sutil e impecável
Entre uma lição de latim e outra de francês, a infância daquele pequeno Pedro era um cativeiro de etiquetas, mas no quarto de Rafael o reino voltava a ter tamanho de brincadeira. Imagine o futuro governante de uma nação continental se escondendo debaixo da cama do seu pajem para escapar dos tutores, ou ouvindo atento os causos de assombrações e pampas que o soldado contava antes de dormir.
A História é sutil e implacável: o Brasil impunha regras solenes para fabricar um monarca perfeito, mas quem moldava a alma e a doçura do soberano era um veterano popular que o ensinava a rir, a tomar banho sem chilique e a encarar os monstros da noite com a coragem de quem já viu a guerra de perto.
Lealdade
Tudo isso nos força a uma reflexão quase filosófica sobre o que realmente sustenta a vida quando o poder se revela uma ilusão de papel. Passaram-se as décadas, o menino virou um governante barbudo e a coroa rodou no chão com a Proclamação da República em 1889. Quando os militares decretaram o exílio da família imperial, de nada valeram os títulos, os gabinetes ou as juras da elite política que trocou de lado ao raiar do dia.
A lealdade verdadeira, aquela que não se compra em cartório nem se exige por decreto, continuava no peito de Rafael. Já velhinho, deixado no Rio de Janeiro enquanto o mar levava o seu "menino", o velho soldado não aguentou a dor do golpe e da despedida, partindo pouco tempo depois de puro desgosto.
Laço invisível
No fim das contas, a trajetória de Rafael e do pequeno Pedro nos ensina que o afeto é a única instituição genuinamente incorruptível. Impérios caem, leis caducam, tronos acumulam poeira e as disputas de poder acabam virando apenas notas de rodapé em livros esquecidos nas estantes. O que permanece atravessando os séculos é o laço invisível e indestrutível construído no silêncio de um quarto, onde um homem simples ensinou a um imperador que a maior grandeza de um ser humano não está no cetro que ele carrega nas mãos, mas no amor e na lealdade com que ele acolhe o outro.
Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista
A Sereníssima Traição, Dos Don Juans e de outras fidelidades políticas, por Jorge Henrique de Freitas Pinho*
26/08/2026
Há traições que ferem o coração e outras que apenas confirmam o caráter. As primeiras ainda admitem perdão; as segundas exigem memória — sobretudo quando o traído insiste em chamar fidelidade àquilo que não passa de hábito.
Minha relação eleitoral com Luiz Inácio Lula da Silva começou em 1989 e, para não cometer agora o pecado muito humano de melhorar retrospectivamente a própria biografia, devo confessar que Karl Marx teve pouquíssima responsabilidade pelo episódio.
Eu tinha vinte e cinco anos, três namoradas ao mesmo tempo e duas delas eram petistas. No segundo turno contra Collor, Lula possuía dois terços da bancada feminina do meu pequeno colégio eleitoral sentimental, maioria qualificada suficiente para aprovar praticamente qualquer emenda à minha Constituição hormonal.
Fiz então uma dessas ponderações políticas que a juventude realiza com espantosa objetividade: ou votava em Lula, ou corria sério risco de ficar sem sexo.
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Há traições que ferem o coração e outras que apenas confirmam o caráter. As primeiras ainda admitem perdão; as segundas exigem memória — sobretudo quando o traído insiste em chamar fidelidade àquilo que não passa de hábito.
Minha relação eleitoral com Luiz Inácio Lula da Silva começou em 1989 e, para não cometer agora o pecado muito humano de melhorar retrospectivamente a própria biografia, devo confessar que Karl Marx teve pouquíssima responsabilidade pelo episódio.
Eu tinha vinte e cinco anos, três namoradas ao mesmo tempo e duas delas eram petistas. No segundo turno contra Collor, Lula possuía dois terços da bancada feminina do meu pequeno colégio eleitoral sentimental, maioria qualificada suficiente para aprovar praticamente qualquer emenda à minha Constituição hormonal.
Fiz então uma dessas ponderações políticas que a juventude realiza com espantosa objetividade: ou votava em Lula, ou corria sério risco de ficar sem sexo.
Votei em Lula.
Há, olhando hoje para aquele rapaz, uma coerência que na época eu evidentemente não percebia: antes de formular qualquer teoria sobre o Don Juan Provedor, eu já apresentava fortes indícios de pertencer à espécie.
Foi talvez por ter conhecido razoavelmente bem o réu — e durante alguns anos ter sido ele — que formei uma pequena teoria sobre os homens mulherengos.
Há entre os Don Juans duas espécies que não convém confundir: o Provedor e o Explorador. O Provedor, tornado incapaz pela vaidade ou por aquilo que prefere atribuir à testosterona de passar incólume por todas as tentações, comete suas escapadas e procura escondê-las com empenho intelectualmente comovente; apanhado praticamente de cueca no motel, ainda tenta produzir uma explicação.
Mas é o mesmo homem que trabalha doze horas, protege a família e corre para o hospital quando todos desaparecem. Reconhece a falha como falha, e é por isso que a esconde.
A situação muda de natureza quando ele chega em casa e anuncia, com a serenidade de quem lê uma cláusula contratual: "Estou traindo, vou continuar traindo, e você terá de aceitar."
Nesse instante morreu o respeito: deixou de tratar o adultério como desvio e passou a tratá-lo como direito.
Já o Explorador é criatura inteiramente diferente. Também gosta de mulheres, mas gosta especialmente do que pode extrair delas — e costuma aparecer quando uma divorciada, magoada, quer provar que acertou ao recomeçar.
Tempo depois, descobre também a pensão: havendo apartamento, desenvolve vocação imobiliária; havendo aplicações, revela-se investidor nato.
O Provedor pode falhar contra aquilo que ama; o Explorador utiliza aquilo que diz amar. Um pode sacrificar-se pela família; o outro sacrifica a família em benefício de si mesmo.
E se o Provedor tiver a sorte de amadurecer, pode descobrir que a mulher mais importante de sua vida sempre esteve em casa. O Explorador não tem essa epifania, porque nunca procurou amor — procurava utilidade.
Foi pensando nisso que percebi que a analogia se tornava ainda melhor quando transportada para a política.
Partidos também pedem fidelidade e recebem, em troca, muito mais que um voto: confiança, tempo, militância, um pedaço da própria biografia do eleitor.
Construiu
O PT construiu, antes de chegar ao poder, uma narrativa que não se apresentava apenas como alternativa política, mas moral: os outros queriam poder, o PT dizia querer justiça social.
O problema de prometer superioridade moral é que o primeiro escândalo não produz apenas crise política. Produz crise teológica.
Então veio o mensalão. Foi o motel do PT. A Ação Penal 470 terminou com condenações de José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares por corrupção ativa, e de Marcos Valério e outros por diversos crimes.
O partido que fizera da ética uma de suas maiores bandeiras aparecia envolvido precisamente no tipo de prática que apontava nos adversários — é como encontrar o pastor no prostíbulo: não surpreende só o pecado, mas a lembrança do sermão de domingo.
Vieram depois os cartões corporativos (o Brasil transformou uma tapioca de oito reais em personagem nacional), os aloprados presos num hotel com R$ 1,24 bilhão com prejuízo estimado em centenas de milhões pelo TCU.
Há amantes que levam joias; esta ficou com uma refinaria. Depois veio o petrolão, e a escala mudou: diretores da Petrobras, empreiteiras e operadores financeiros num sistema descrito pela Lava Jato, com a Odebrecht acrescentando um "Setor de Operações Estruturadas" dedicado a pagar propina com sistema eletrônico, planilhas e codinomes.
A função dessa enumeração não é dizer que tudo é juridicamente igual, mas restaurar a memória de uma época em que a vida pública foi sucessivamente ocupada por escândalos enquanto o eleitorado aprendia a fechar cada porta separadamente sem jamais olhar para o corredor inteiro.
O mensalão? Circunstância particular. Pasadena? Erro empresarial. O petrolão? Conduta de alguns diretores. Para cada fato existe explicação parcialmente verdadeira.
O problema
O problema surge quando alguém pergunta se a soma de todas continua explicando o conjunto.
Vieram o tríplex e o sítio de Atibaia.
Lula fora condenado, a sentença do tríplex confirmada pelo TRF4 e examinada pelo STJ, que também rejeitara a tese de incompetência de Curitiba.
Em 2021, porém, ao apreciar o HC 193.726, o relator declarou monocraticamente a incompetência da 13ª Vara e anulou os atos decisórios de quatro ações penais; o Plenário confirmou depois a decisão por oito votos a três.
A reviravolta tem uma curiosidade processual digna de Machado: a defesa opusera embargos contra a remessa do caso ao Plenário; os embargos não eram propriamente a chave da porta, mas foram a campainha — tocaram, e a casa inteira se abriu.
As condenações deixaram juridicamente de existir, e isso deve ser respeitado. O que não existiu foi novo julgamento do mérito declarando Lula inocente: anulados os atos que interrompiam os prazos, entrou em cena o mais antigo dos advogados, o tempo.
No tríplex, o próprio Ministério Público reconheceu a prescrição e pediu o arquivamento; no sítio de Atibaia, a Justiça de Brasília rejeitou a denúncia reapresentada e declarou extinta, quanto a Lula, a punibilidade pela prescrição.
Absolvição
Absolvição responde à acusação; prescrição impede que a Justiça continue a respondê-la. Descobrir que o juiz do divórcio era incompetente pode anular a sentença; não devolve virgindade ao casamento.
Foi então que a imagem da mulher do bicheiro me pareceu útil. Ela vive bem, ganha joias, viagens, carinho; a cidade comenta que o dinheiro não nasce de atividade ortodoxa, que a polícia recebe favores, que inimigos têm destinos desagradáveis — mas cada fato possui explicação, e o cadáver é sempre de alguém distante.
Um dia, porém, ela encontra batom na camisa. Nesse instante descobre que o marido é um canalha.
A resposta é simples e terrivelmente humana: todas aquelas coisas aconteciam com os outros; o batom aconteceu com ela.
Não posso, contudo, posar de homem superior a quem permaneceu fiel: comecei este artigo confessando que votei em Lula porque duas das três namoradas eram petistas.
Talvez eu também tenha tolerado sinais enquanto acreditava estar diante de um Provedor político imperfeito.
Foi, afinal, a grande defesa moral do petismo: podia haver mensalão, Pasadena, petrolão; quando a conversa apertava, havia sempre a carta capaz de interromper a partida — "e os pobres?".
A pergunta tem força porque os pobres existem e não podem esperar os economistas terminarem suas teses.
Mas o problema não é a ajuda; é saber se a política foi concebida como ponte ou como endereço.
Bolsa Família
Em junho de 2026, o Bolsa Família alcançava 19,34 milhões de famílias; vieram o Pé-de-Meia e o Gás do Povo. São benefícios para necessidades reais.
Mas um programa verdadeiramente emancipador deveria carregar vocação suicida: desejar tornar-se desnecessário.
Quando a grande vitória política passa a ser ampliar indefinidamente o número de dependentes, surge a dúvida: estamos diminuindo a dependência ou aperfeiçoando sua administração?
O Explorador também é generoso, mas sua generosidade tem uma condição oculta: nunca tornar a beneficiária forte o bastante para dispensá-lo.
Diante da alta dos alimentos, em fevereiro de 2025, Lula ofereceu solução de simplicidade quase monástica: se o produto está caro, não compre.
Décadas de leitura econômica não me haviam preparado para tamanho encontro entre macroeconomia e Quaresma.
Em agosto de 2026, a teoria evoluiu: talvez o brasileiro estivesse "comprando mais coisa" e precisasse de educação financeira.
Em pouco mais de um ano, o consumidor passou de vítima da carestia a suspeito do próprio carrinho — ironia curiosa para quem construiu a narrativa de ter colocado o pobre para consumir.
A explicação, ao que parece, tem mais de um autor. Dez dias antes de Lula recorrer à mesma tese, a comentarista Miriam Leitão já explicava ao país, na TV Globo, que a alta dos preços era apenas uma "sensação" — os índices desaceleram, mas o consumidor insiste em notar que o dinheiro não rende.
Não é exagero de quem nunca foi ao mercado: o pacote de café moído de 250 gramas, que rondava cinco reais em 2022, hoje passa de vinte; a carne bovina acumula alta superior a 40% em dois anos e bateu recorde histórico no atacado em 2026.
São números oficiais, não impressão nervosa — e, ainda assim, milhares de brasileiros de baixa renda documentam nas redes sociais, celular em punho, o mesmo carrinho de compras encolhendo a cada visita ao supermercado.
A fórmula, no entanto, tem futuro promissor. Se preço alto é sensação, é questão de tempo até que algum assaltante mais bem assessorado explique à vítima que não houve assalto, apenas uma sensação de assalto — a arma estava lá, é verdade, mas o revólver, tecnicamente, nunca chegou a disparar.
E o Brasil já possui
precedente institucional para a manobra: o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025 registrou mais de quarenta mil mortes violentas intencionais no país — a menor taxa da série histórica, é verdade, mas ainda assim o equivalente a uma cidade de porte médio inteira assassinada em doze meses — e atribuiu a persistência do medo popular a "narrativas midiáticas" e à "falta de coesão social".
Não seria surpresa se, no próximo discurso, alguém explicasse que trancar a porta à noite é apenas uma sensação de insegurança, estatisticamente irrelevante e emocionalmente infundada.
Não é preciso um bilhete assinado por Lula dizendo "baixe a inflação antes da eleição" para considerar politicamente relevante o que ocorreu no IBGE.
Márcio Pochmann, escolha pessoal do presidente, presidira a Fundação Perseu Abramo e o Instituto Lula; sua indicação sofreu resistência interna e uma carta de cerca de cem servidores acusou a gestão de condução "autoritária, política e midiática" — o instituto rejeita as acusações, e as duas informações devem permanecer lado a lado.
Mudança
O que certamente ocorreu foi mudança de régua: a PNAD Contínua foi reponderada em 2025 com novos pesos populacionais, e a metodologia de transporte nos índices de preços mudou em 2026.
Pode até ter justificativa estatística; o que não pode é ser tratada como objeto imune a escolhas humanas.
E há a prestidigitação sem falsificar um único número: quem desistiu de procurar emprego não conta como desempregado. A estatística estará correta; o sujeito continuará em casa.
Há um componente brasileiro que torna esse casamento ideológico particularmente resistente: votamos como torcemos por futebol.
Não escolhemos a camisa examinando balanço e governança; alguém que amávamos nos deu aquela camisa quando éramos crianças, e o tecido passa a representar nossa própria história.
O presidente do clube pode ser incompetente ou corrupto; o torcedor xinga o presidente e continua amando a camisa.
Política
Na política, essa distinção desaparece: a estrela do PT não representa mais o diretório atual, mas o pai operário, a mãe que recebeu o primeiro benefício, Lula sendo carregado num comício antigo.
O mesmo vale para outros campos — há bolsonaristas que defendem Bolsonaro como vascaíno defende o Vasco depois de uma temporada que a prudência recomendaria esquecer.
A diferença é que, no futebol, o presidente incompetente perde apenas o campeonato; na política, mexe no imposto, na aposentadoria, no preço do jantar.
O placar chega dentro de casa.
Imagino aqui a objeção que, no Brasil, adquiriu a curiosa propriedade de encerrar qualquer conversa antes de respondê-la: "e Bolsonaro?"
Bolsonaro possui pecados suficientes para dispensar empréstimos — a recusa da vacina, a máscara transformada em fronteira metafísica da liberdade, o inquérito sobre a baleia jubarte, arquivado depois por falta de prova de intenção.
Mas não descobri em que medida uma baleia absolve Pasadena, ou a falta de máscara fecha o Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht.
Se uma mulher encontra recibo de motel no bolso do marido, não lhe restitui a tranquilidade descobrir que o marido da vizinha frequenta o mesmo estabelecimento; o recibo continuará no bolso.
Há joias sauditas, é verdade, e houve investigação sobre seu destino — mas isso não converte em ficção o fato de que, quando Lula deixou a Presidência em 2011, foram necessários onze caminhões para transportar cerca de 1,4 milhão de itens de seu acervo, entre cartas, fotografias, livros, condecorações e milhares de presentes reunidos durante oito anos de poder.
Não eram onze caminhões de Rolex, evidentemente; oito anos, porém, oferecem ao colecionador oportunidades que quatro dificilmente proporcionam.
Relógio
Aliás relógio não lava relógio, e joia saudita tem escassíssima capacidade química de dissolver uma refinaria no Texas.
Sobre a tentativa de ruptura institucional atribuída a Bolsonaro a partir de sua estada na Disney, que resultou em condenações no Supremo, não pretendo misturá-la à baleia ou às joias — pertence a categoria diferente e merece discussão própria.
Ainda assim, mesmo atribuindo a Bolsonaro todos os males políticos imagináveis, nenhum deles transfere retrospectivamente o mensalão para outro partido, transforma Pasadena em bom negócio ou converte prescrição em absolvição.
O torcedor precisa que o rival perca para sentir que seu clube venceu; o cidadão deveria descobrir que o adversário é péssimo sem concluir, por isso, que o próprio dirigente adquiriu caráter.
E é assim que ainda vejo a família do bicheiro reunida à mesa. Surge o mensalão e alguém lembra Bolsonaro; aparece Pasadena e outro fala das joias; a avó reclama do supermercado e recebe uma aula sobre inflação; alguém pergunta pelo INSS e imediatamente surge o ressarcimento; fala-se em Lulinha e um parente descobre a urgência de discutir Trump.
O velho bicheiro quase não precisa defender-se. Serve-se tranquilamente enquanto a família produz, de graça, as explicações necessárias à continuidade do casamento.
Talvez seja esse o triunfo definitivo do Explorador: não enganar eternamente quem o ama, mas ensiná-lo a fabricar sozinho as próprias desculpas.
Olho para essa mesa sem fingir que jamais me sentei nela. Em 1989, sentei com entusiasmo suficiente para perder o direito à pose de profeta.
O tempo
O tempo alterou a correlação de forças: a testosterona perdeu cadeiras, a experiência conquistou algumas, e fui aprendendo que amadurecer talvez consista em distinguir a fraqueza humana do defeito de caráter — o homem que ama apesar de seus vícios daquele que transforma o amor alheio em instrumento de exploração.
Na política, depois de tantos anos, a pergunta que me interessa não é quantos benefícios foram distribuídos ou quantas casas decimais favoreceram o palanque.
É outra: o governante deseja cidadãos fortes o bastante para um dia não precisar dele, ou eleitores dependentes o bastante para jamais ousar o divórcio?
Peço apenas ao leitor que considere minha circunstância atenuante: em 1989 eu tinha vinte e cinco anos, uma libido ainda pouco afeita à moderação, três namoradas, duas petistas e uma correlação de forças absolutamente adversa.
É verdade que o voto era secreto, mas eu ainda não aprendera com Brasília que uma coisa é o que se faz na cabine de votação e outra o que se declara à base aliada.
Era Lula ou não tinha sexo com duas delas.
(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências Jurídicas e Letras do Amazonas.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. Pessoas e instituições citadas têm o mais amplo espaço para suas manifestações.
Do Plano de Metas de J.K. ao Brasil do Século XXI, por Virginia Pignot
26/08/2026
Plano de desenvolvimento
Neste ano eleitoral, a questão da Soberania Nacional e a urgência de um projeto de governo vêm à tona. Que Brasil queremos construir? Para tratar da questão, vamos nos inclinar sobre os avanços trazidos pelos governos progressistas do século XX e deste início do século XXI, e sobre os obstáculos a serem vencidos. Um historiador e um economista, ambos convidados do jornalista Luis Nassif no Seminário ‘de J.K. à Lula’ da TV GGN vão nos ajudar neste percurso.
O Plano de metas de J.K.: Cinquenta anos em cinco
Daniel Aarão Reis, um dos mais influentes historiadores brasileiros, lembra que grandes países se desenvolveram porque planejaram e executaram um projeto de pais.
Anos cinquenta
Nos anos cinquenta, o governo de Juscelino Kubitschek traçou um plano de metas, “cinquenta anos em cinco”, de industrialização, de urbanização, tirou o projeto de construção de Brasília da...
Plano de desenvolvimento
Neste ano eleitoral, a questão da Soberania Nacional e a urgência de um projeto de governo vêm à tona. Que Brasil queremos construir? Para tratar da questão, vamos nos inclinar sobre os avanços trazidos pelos governos progressistas do século XX e deste início do século XXI, e sobre os obstáculos a serem vencidos. Um historiador e um economista, ambos convidados do jornalista Luis Nassif no Seminário ‘de J.K. à Lula’ da TV GGN vão nos ajudar neste percurso.
O Plano de metas de J.K.: Cinquenta anos em cinco
Daniel Aarão Reis, um dos mais influentes historiadores brasileiros, lembra que grandes países se desenvolveram porque planejaram e executaram um projeto de pais.
Anos cinquenta
Nos anos cinquenta, o governo de Juscelino Kubitschek traçou um plano de metas, “cinquenta anos em cinco”, de industrialização, de urbanização, tirou o projeto de construção de Brasília da gaveta, e avançou na sua execução. No fim do seu mandato, a maior parte dos produtos da industria automativa fabricados no Brasil eram de tecnologia e mão de obra nacionais.
Breve histórico das medidas tomadas por governos progressistas
Getúlio Vargas
No primeiro governo democrático de Getúlio Vargas de 1951 à 1954, Getúlio associou Soberania à construção de Instituições nacionais e de uma base industrial; ampliou leis trabalhistas protegendo o trabalhador; com o apoio de militares nacionalistas e de boa parte da população, criou a Petrobras.
Juscelino
Juscelino Kubitschek transformou a industrialização, a urbanização, a infraestrutura e a integração territorial em programa de governo. Governou de 1956 à 1961. Desenvolveu setores como industria de base, energia, transporte, alimentação, educação, facilitou a emancipação de pessoas, principalmente das classes populares, promovendo desenvolvimento econômico e social do Brasil. Brasília foi inaugurada em 1960.
Lula e Dilma
Os governos do PT incentivaram a ciência e tecnologia, a industria da construção civil se desenvolveu muito, construtoras nacionais assim como o agronegócio e a agricultura familiar tiveram incentivos e ganharam mercados. A Petrobras descobriu e pesquisou para explorar o pré-sal e virou gigante. O pais construiu refinarias, fábricas de fertilizantes, estaleiros para a construção de navios, a Fiocruz no governo Dilma conseguiu implementar uma indústria farmacêutica relevante.
O governo atual conseguiu fazer políticas de redistribuição social que são importantes, e começou a taxar os super ricos, mas o orçamento fica engessado pelos 90% de despesas obrigatórias, pela taxa estratosférica de juros, pela autonomia de Instituiçoes que ficam querendo puxar para si vantagens e privilégios. Parte da população não se sente contemplada ou mobilizada pela coisa e causa publicas.
A história que a história não conta
A mania de golpe da elite do atraso brasileira utiliza a imprensa entreguista e até instituições do estado para atacar governos progressistas e seus representantes. Ataques maquiados de combate à corrupção.
Criticado
Getúlio foi muito criticado e acusado injustamente de corrupção, sofreu a ira dos americanos que queriam se apropriar do nosso petróleo; sob pressão se suicidou em 54. Depois do suicídio, seus apoiadores manifestaram e danificaram símbolos da oposição à Vargas, como a Embaixada Americana, as camionetes que distribuíam o jornal O Globo de Roberto Marinho.
Muito atacado
Juscelino foi muito atacado pela imprensa no seu primeiro mandato, inventaram uma historia de apartamento luxuoso seu em Ipanema que nunca existiu, e foi provavelmente assassinado posteriormente pela ditadura militar, pois há laudos e depoimentos que contradizem a versão do acidente de trânsito.
Sofreram
Os governos do PT sofreram o golpe do impeachment da Dilma por mudança pontual da interpretação da lei pelo TCU, Lula foi condenado pela posse de um apartamento que nunca foi seu, além de processos da Farsa Jato agora anulados a construtoras, ao BNDES, a universidades; houve a tentativa de golpe do 8 de janeiro de 2023. E agora, como construir um projeto de pais que mobilize a maioria da população em torno deste projeto, para alterar as relações de força na sociedade?
Governar é contrariar interesses
O historiador D. Aarão Reis afirma: “Não podemos ter uma Republica em que todos os interesses sejam contemplados, com autonomias de instituições que não se respeitam entre si, cada um quer chutar para um lado. A linha conciliatória do Lula esta se esgotando; é preciso ter um norte, com objetivos e metas definidos, um instrumento de mobilização e de pressão sobre aqueles que são contra,.”
Vamos ter superávit, a proposta de um economista
Carlos Frederico Rocha um dos principais pesquisadores brasileiros na área de Economia Industrial, Inovação e Desenvolvimento Produtivo, Prof de economia da UFRJ, evoca a necessidade de se chegar a um consenso sobre as contas públicas se a gente quer um pais mais justo, para gerar um futuro:
“Cinquenta por cento do nosso orçamento é para a previdência, mas a gente quer acabar ou melhorar nossa Previdência, nossas Universidades, nossa pesquisa? Armínio Fraga fala de “gastança” com as coisas públicas. Então, vamos taxar herança, lucro com capital financeiro, lucro com exportação do agronegócio, os super ricos, vamos ter superavit, vamos ter dinheiro para investimentos”.
Conclusão : esperança e luta
O novo projeto nacional parte das vantagens que o país possui: um vasto mercado interno, recursos minerais, naturais importantes, matriz energética relativamente limpa, instituições públicas consolidadas e um parque industrial relevante. Poucos países reúnem tantas condições para construir uma economia moderna, diversificada e soberana. Já estamos avançando, com ajuda do BNDES, dos fundos soberanos para a Amazônia, das nossas contas externas, no caminho da transição energética, da biotecnologia, saúde, agricultura de alta tecnologia, e o país precisa aumentar o processamento de recursos naturais que hoje exporta.
Esperamos do próximo governo que, além de defender como tem feito a soberania nacional, mobilize a população em torno de um projeto de governo que eleve nosso pais à altura da criatividade e diversidade do seu povo e da riqueza dos seus recursos naturais.
Pesquisadores
Carlos Frederico Rocha, um dos principais pesquisadores brasileiros na área de Economia Industrial, Inovação e Desenvolvimento Produtivo, Prof de economia da UFRJ. Quais as condições para definir um mínimo de planejamento para o pais? Temos condições muito diferentes hoje do que na década de 50, na qual havia amplo processo de urbanização e migração de populações rurais para as grandes cidades, criando uma oferta de mão de obra para a construção de Brasília. Havia uma classe média em formação com os cargos administrativos que se criavam nas Instituições do Estado, a chamada burocracia de capacitação estatal.
Mão de obra
Hoje precisamos de uma mão de obra mais qualificada, temos um estado mais forte, mais capacitado, mas ao mesmo tempo, as instituições criadas têm sua autonomia, o que torna mais difícil a coordenação destas Instituições. Por exemplo, Bolsonaro se esforçou para enquadrar a Fiocruz, mas felizmente não conseguiu.
No Brasil
No Brasil, órgãos de controle e regulação passaram a atuar em uma disputa pelo orçamento do Estado. Isto pode inviabilizar o funcionamento do Estado. No tempo da Lava Jato Instituições do Estado, o judiciário, o TCU, a CGU, o MPF, tentaram incriminar o funcionamento transparente do BNDES, por exemplo, complicando a vida de funcionários desta Instituição injustamente, procurando incriminá-la, por razões de disputa política, por ignorância ou ma-fé. Mas o BNDES continua em pé e ativo na promoção da pesquisa, no incentivo a projetos industriais, cumprindo sua ação de promoção do desenvolvimento econômico e social.
Legislativo
O Legislativo com maioria da extrema direita deixa de legislar para disputar o orçamento que constitucionalmente depende do executivo; o Mercado Financeiro com sua gula gargantuesca de lucros e privilégios, ambos têm sido incriminados e apontados como vetores de atraso e de impedimento ao desenvolvimento do pais, assim como o judiciário, o TCU, O MPF, quando se afastam da Constituição.
Destaca
O professor Carlos F. Rocha destaca que no Brasil, o poder executivo fica engessado por regras fiscais e por esta disputa de burocracias e desvio de poderes. Os gastos obrigatórios são cerca de 90% do orçamento federal. Então, o orçamento Federal fica refém, pelo engessamento das regras fiscais, pela disputa de burocracias externas ao executivo, e a dificuldade de coordenação do executivo. São 39 Ministérios, mas o Ministério das Minas e Energia não manda na Petrobras, o M; Da Indústria e Comércio não manda no BNDES.
“Nos só temos liberdade com o setor externo”, diz o professor, “com um balanço comercial razoavelmente tranquilo, com reservas estratosféricas. Lado positivo, houve um ganho do lado do salário mínimo. De 1990 pra cá, houve um ganho do sal. O maior sal. Min. Foi em 61 com Jango, hoje o sal. Mínimo que é Superior ao de 1963 quando Jango deixou o poder. As classes populares estão “apitando um pouco mais”.
Processo de fragmentação da máquina estatal
Falcão, jurista pernambucano fala da oligarquização dos poderes no Brasil, cada poder, em vez de estar controlando o outro, esta passando na frente ou sendo cúmplice do outro em proveito dos seus próprios interesses. Fragmentação do poder, a gente perdeu o pé, os governos se tornaram gerentes, em vez de liderarem um norte, projeto de pais para empolgar a opinião pública, uma mobilização de consciência em torno de um projeto de ganhar autonomia nacional.
*Virgínia Pignot é médica e articulista.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. Pessoas e instituições citadas têm o mais amplo espaço para suas manifestações.
PF faz buscas na casa de assessor da Casa Civil do Governo de Raquel Teixeira Lyra
26/08/2026
Na manhã de hoje, 26/08, a Polícia Federal, PF, fez buscas, na casa de Rolph Casale, ex-prefeito de Belém de Maria e assessor da Secretaria da Casa Civil na gestão da governadora Raquel Teixeira Lyra, PSD. Ainda não se sabe se o caso tem relação com a 'Operação Mamon', deflagrada pela PF em 4 municípios de Pernambuco, para apurar suspeitas de corrupção e fraude em contratações públicas na área de saúde. Fotos mostram o político acompanhado de policiais enquanto uma varredura é feita no imóvel, onde também funciona a Secretaria Municipal de Saúde.
Assessor na Casa Civil do Governo Raquel Lyra
Rolph Casale está nomeado na Casa Civil do Governo Raquel Teixeira Lyra desde janeiro de 2025, mês em que a governadora ampliou o número de cargos comissionados em sua gestão para abrigar mais de 60 ex-prefeitos, ex-vereadores e outros políticos sem mandato e ampliar sua base de apoio nos municípios. No cargo, o salário do político chega a R$ 7,8...
Na manhã de hoje, 26/08, a Polícia Federal, PF, fez buscas, na casa de Rolph Casale, ex-prefeito de Belém de Maria e assessor da Secretaria da Casa Civil na gestão da governadora Raquel Teixeira Lyra, PSD. Ainda não se sabe se o caso tem relação com a 'Operação Mamon', deflagrada pela PF em 4 municípios de Pernambuco, para apurar suspeitas de corrupção e fraude em contratações públicas na área de saúde. Fotos mostram o político acompanhado de policiais enquanto uma varredura é feita no imóvel, onde também funciona a Secretaria Municipal de Saúde.
Assessor na Casa Civil do Governo Raquel Lyra
Rolph Casale está nomeado na Casa Civil do Governo Raquel Teixeira Lyra desde janeiro de 2025, mês em que a governadora ampliou o número de cargos comissionados em sua gestão para abrigar mais de 60 ex-prefeitos, ex-vereadores e outros políticos sem mandato e ampliar sua base de apoio nos municípios. No cargo, o salário do político chega a R$ 7,8 mil. Casale é um nome influente da política de Belém de Maria. Além de já ter sido prefeito, ele conseguiu eleger seu filho, Rolph Júnior, como chefe do Executivo municipal por 2 vezes e participou da gestão como secretário de Governo. Em 2024, o grupo garantiu mais tempo no controle da prefeitura com a eleição de Beto do Sargento, PSD, que era o então vice-prefeito.
Prévia da inflação fica em -0,40%, a menor desde agosto de 2022
26/08/2026
O desconto do Bônus de Itaipu na conta de luz e os preços dos alimentos ajudaram a jogar a prévia da inflação de agosto para baixo e fazer o índice fechar o mês em -0,40%, a menor desde agosto de 2022, quando marcou -0,73%.
Os dados
Os dados fazem parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado hoje, quarta-feira (26)/08 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em julho o indicador tinha marcado 0,06%. Com o resultado de agosto, o IPCA-15 acumula 4,24% em 12 meses.
Bônus na conta de luz
Dos nove grupos de produtos e serviços apurados pelo IBGE, cinco apresentaram deflação no mês:
Alimentação e bebidas: -0,57% (impacto de -0,12 ponto percentual); Habitação: -1,41% (-0,22 p.p.)
Artigos de residência: 0,04% (0 p.p.); Vestuário: -0,20% (-0,01 p.p.); Transportes: -1% (-0,20 p.p.)
Saúde e cuidados pessoais: 0,40% (0,05 p.p.); Despesas pesso...
O desconto do Bônus de Itaipu na conta de luz e os preços dos alimentos ajudaram a jogar a prévia da inflação de agosto para baixo e fazer o índice fechar o mês em -0,40%, a menor desde agosto de 2022, quando marcou -0,73%.
Os dados
Os dados fazem parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado hoje, quarta-feira (26)/08 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em julho o indicador tinha marcado 0,06%. Com o resultado de agosto, o IPCA-15 acumula 4,24% em 12 meses.
Bônus na conta de luz
Dos nove grupos de produtos e serviços apurados pelo IBGE, cinco apresentaram deflação no mês:
Alimentação e bebidas: -0,57% (impacto de -0,12 ponto percentual); Habitação: -1,41% (-0,22 p.p.)
Artigos de residência: 0,04% (0 p.p.); Vestuário: -0,20% (-0,01 p.p.); Transportes: -1% (-0,20 p.p.)
Saúde e cuidados pessoais: 0,40% (0,05 p.p.); Despesas pessoais: 0,66% (0,07 p.p.); Educação: 0,46% (0,03 p.p.) e Comunicação: -0,02% (0 p.p)..
Energia
O preço da energia elétrica residencial foi o subitem que mais puxou a prévia da inflação para baixo, recuando 6,25% (-0,26 p.p.). A explicação está no Bônus de Itaipu, desconto que consumidores receberam na conta de luz.
Alimentos
O grupo alimentação e bebidas (-0,57%) foi influenciado pela alimentação no domicílio, que ficou 0,97% mais barata.
Queda na gasolina
A deflação no grupo transportes foi puxada principalmente pelo preço da passagem aérea, que recuou 13,30% no mês. Os combustíveis também contribuíram (-1,43%). Foram registradas quedas no etanol (-3,63%), na gasolina (-1,23%) e no óleo diesel (-0,71%).
IPCA-15 e IPCA
O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo: 3% no acumulado em 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 p.p. para mais ou para menos.
A diferença
A diferença está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa e feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi de 16 de julho a 14 de agosto.
Ambos os índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.621.
Coleta
O IPCA-15 coleta preços de 367 produtos e serviços (10 a menos que o IPCA) em 11 localidades do país (as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.); e o IPCA, 16 localidades (inclui Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju).
Será divulgado
O IPCA cheio de agosto será divulgado em 11 de setembro. O boletim Focus da última segunda-feira (24), sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro, aponta que o mercado espera que a inflação de agosto fique em -0,18%.
Sabatinas, entrevistas e encontros, movimentam agenda de campanha dos presidenciáveis nesta quarta-feira
26/08/2026
A agenda dos candidatos à Presidência da República hoje, quarta-feira (26/08) inclui sabatinas, entrevistas à imprensa e visitas a unidades de saúde e instituições. Também estão previstas caminhadas e encontros com moradores e empresários.
Os concorrentes ao Palácio do Planalto participam ainda de panfletagens e ações de campanha em comunidades e universidades.
Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem compromissos em Brasília nesta 4ª feira. Na pauta do dia estão despachos com a cúpula do governo no Palácio do Alvorada e reunião com lideranças do Congresso Nacional sobre a Medida Provisória que extinguiu o imposto de 20% para compras internacionais de até US$ 50.
A MP perde a validade em 8 de setembro caso não seja aprovada pelo Poder Legislativo....
Lula não tem agenda de campanha nesta quarta.
Hertz Dias (PSTU)
Concede entrevista para a TV Globo em São...
A agenda dos candidatos à Presidência da República hoje, quarta-feira (26/08) inclui sabatinas, entrevistas à imprensa e visitas a unidades de saúde e instituições. Também estão previstas caminhadas e encontros com moradores e empresários.
Os concorrentes ao Palácio do Planalto participam ainda de panfletagens e ações de campanha em comunidades e universidades.
Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem compromissos em Brasília nesta 4ª feira. Na pauta do dia estão despachos com a cúpula do governo no Palácio do Alvorada e reunião com lideranças do Congresso Nacional sobre a Medida Provisória que extinguiu o imposto de 20% para compras internacionais de até US$ 50.
A MP perde a validade em 8 de setembro caso não seja aprovada pelo Poder Legislativo....
Lula não tem agenda de campanha nesta quarta.
Hertz Dias (PSTU)
Concede entrevista para a TV Globo em São Paulo (SP) e para o podcast A Arte da Guerra.
Flávio Bolsonaro (PL)
Participa de motociata no centro de Arapiraca (AL), seguida de comício. Também participa de encontro com representantes do setor produtivo do Agreste e do Sertão.
9h30: Motociata até a Praça da Rodoviária, no centro de Arapiraca, seguida de comício
Concentração: Auto Posto Rodo Center – rodovia AL-220, km 06 – S/N – Jardim Esperança, Arapiraca (AL) percurso previsto de 7 km
11h30: Encontro com representantes do setor produtivo do Agreste e do Sertão
Local: Espaço Renê – Rua Dom Felício Vasconcelos, 218 – Centro, Arapiraca (AL
Renan Santos (Missão)
Participa de Sabatina na TV Globo.
Romeu Zema (Novo)
Visita o Hospital Regional de Teófilo Otoni (MG) e conversa com moradores. Também concede entrevista ao vivo para as rádios Teófilo Otoni e 98FM.
Ronaldo Caiado (PSD)
Participa de sabatina dos veículos O Globo, Valor Econômico e CBN, no Rio de Janeiro. À tarde, visita o santuário da Penha, no Rio de Janeiro (RJ).
Rui Costa Pimenta
No início da tarde, concede entrevista nos estúdios da TV Globo, em São Paulo. Em seguida se reúne com militantes em Minas Gerais e, à noite, produz conteúdo para as redes sociais.
Samara Martins (UP)
Em Maceió, participa de sabatina do DCE da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). À tarde, participa de panfletagem e caminhada na comunidade do Vergel e de caminhada na Nova Orla.
Wilson Grassi (Democrata)
Concede entrevistas ao programa Show da Manhã, da Rádio Mix FM Volta Redonda e à TV Globo/SP.
Augusto Cury (Avante)
Em Montes Claros (MG), visita o Colégio Batista, faz caminhada pelo Mercado Central e participa de almoço com empresários.
Clariana Barão (DC)
Concede entrevista ao portal Sputnik Brasil O candidato Edmilson Costa (PCB) não tem agenda pública de campanha nesta quarta.
O Poder
Yves começa campanha hoje rumo à Câmara Federal
26/08/2026
Yves Ribeiro de Albuquerque, nascido em 10 de setembro de 1948, em Igarassu, PE, é um emblema, um símbolo, da politica feita com coerência, honestidade e compromissos com o povo e as causas populares. Em 50 anos de vida pública, ocupou cargos. Foi vereador e exerceu sete mandatos de prefeito em cidades do litoral Norte. Acumulou um acervo raro de realizações inovadoras e recebeu, como reconhecimento, duversoa prêmios importantes, nacionais e internacionais.
Partido
Atualmente, Yves está filiado ao MDB (Movimento Democrático Brasileiro) e é candidato a deputado federal por Pernambuco, apoiando Lula, para presidente e João Campos para governador. Sua campanha foca na bandeira de sua extensa experiência administrativa no estado para buscar o seu nono mandato eletivo geral, desta vez na Câmara dos Deputados.
Lançamento
Yves abre sua campanha hoje, quarta-feira, 26/08, à tarde, em Itamaracá. Confir...
Yves Ribeiro de Albuquerque, nascido em 10 de setembro de 1948, em Igarassu, PE, é um emblema, um símbolo, da politica feita com coerência, honestidade e compromissos com o povo e as causas populares. Em 50 anos de vida pública, ocupou cargos. Foi vereador e exerceu sete mandatos de prefeito em cidades do litoral Norte. Acumulou um acervo raro de realizações inovadoras e recebeu, como reconhecimento, duversoa prêmios importantes, nacionais e internacionais.
Partido
Atualmente, Yves está filiado ao MDB (Movimento Democrático Brasileiro) e é candidato a deputado federal por Pernambuco, apoiando Lula, para presidente e João Campos para governador. Sua campanha foca na bandeira de sua extensa experiência administrativa no estado para buscar o seu nono mandato eletivo geral, desta vez na Câmara dos Deputados.
Lançamento
Yves abre sua campanha hoje, quarta-feira, 26/08, à tarde, em Itamaracá. Confira a programação.
Vamos cantar?
Como foi divulgado, O Poder publica, durante a campanha, jingles e vídeos curtos com propostas dos candidatos de todos os partidos, sem discriminação. Desde que o material seja enviado em condições técnicas compatíveis.
Falando nisso, vamos cantar com Yves?
Tensão entre Mendonça e diretor da PF segue em alta e sem distensão à vista
26/08/2026
Apesar dos movimentos do advogado-geral da União, Jorge Messias, e do ministro da Justiça, Wellington César, para tentar construir uma aproximação entre o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), e o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, a relação entre os dois está longe de se pacificar.
Avaliação
Na avaliação de interlocutores de ambos, não há indicativo de distensão. Andrei Rodrigues não tem demonstrado interesse em ampliar o diálogo com Mendonça. O magistrado, por sua vez, não indica disposição para fazer concessões diante das reclamações do diretor-geral da PF sobre tentativas de interferência nas investigações.
Concentra
Mendonça concentra hoje sob sua relatoria algumas das investigações de maior repercussão política e eleitoral. Além do inquérito sobre as fraudes nos descontos do INSS, estão em seu gabinete duas das três novas investigações envolvendo Fábio Luís Lula d...
Apesar dos movimentos do advogado-geral da União, Jorge Messias, e do ministro da Justiça, Wellington César, para tentar construir uma aproximação entre o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), e o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, a relação entre os dois está longe de se pacificar.
Avaliação
Na avaliação de interlocutores de ambos, não há indicativo de distensão. Andrei Rodrigues não tem demonstrado interesse em ampliar o diálogo com Mendonça. O magistrado, por sua vez, não indica disposição para fazer concessões diante das reclamações do diretor-geral da PF sobre tentativas de interferência nas investigações.
Concentra
Mendonça concentra hoje sob sua relatoria algumas das investigações de maior repercussão política e eleitoral. Além do inquérito sobre as fraudes nos descontos do INSS, estão em seu gabinete duas das três novas investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha: a apuração sobre o Banco Master; e o inquérito que apura o financiamento do filme "Dark Horse", sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Cúpula da PF
De um lado, a cúpula da PF reclama de interferência na condução das investigações. Do outro, o gabinete de Mendonça reclama da demora da corporação em dar andamento a apurações, entre elas o inquérito que cita Lulinha.
Articulou
No início do mês, Messias articulou uma reunião com Mendonça e Wellington César para tentar reduzir a tensão entre o gabinete do ministro do STF e a PF.
Mendonça havia determinado que todos os atos da apuração fossem imediatamente juntados ao processo que tramita em seu gabinete.
Reclama
O ministro reclama da demora da PF em dar andamento ao inquérito que cita Lulinha e da troca da coordenação da equipe de investigação. No começo do ano, o STF quebrou os sigilos bancário e fiscal do filho do presidente Lula. Ele é apontado na investigação como suposto sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, o "Careca do INSS".
O embate
O embate escalou quando a PF pediu a abertura de três inquéritos contra Lulinha por suspeitas de tráfico de influência e corrupção envolvendo o Ministério da Saúde, a Dataprev e outros órgãos do governo federal. As investigações tiveram origem no inquérito que apura as irregularidades nos descontos do INSS, mas a PF sustenta que não têm relação direta com o caso.
O pedido
O pedido de abertura dos novos inquéritos foi visto por uma ala do STF como uma tentativa de afastar Mendonça, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, das investigações envolvendo o filho de Lula.
O sorteio
O sorteio eletrônico da Corte, porém, distribuiu para Mendonça os inquéritos relacionados ao Ministério da Saúde e à Dataprev.
Investigações
Além do caso INSS e das duas novas investigações envolvendo Lulinha, Mendonça é relator da investigação sobre o Banco Master e do inquérito que apura o financiamento do filme "Dark Horse", sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com CNN
Tragédia no Nepal: inundação deixa mortos e centenas de desaparecidos
26/08/2026
Quase 400 viajantes, incluindo centenas de estrangeiros, foram dados como desaparecidos após uma enorme enchente repentina atingir o Nepal, informou o conselho de turismo do país hoje, quarta-feira (26/08), citando uma avaliação inicial.
“Um registro preliminar por agência, recebido de empresas de turismo e viagens, identificou 384 viajantes, incluindo 291 estrangeiros e 93 cidadãos nepaleses, que foram dados como desaparecidos nas áreas afetadas”, publicou o conselho de turismo do Nepal em um comunicado na rede social X.
As nacionalidades das pessoas listadas como desaparecidas incluem viajantes da Índia, Austrália, Países Baixos, África do Sul, Reino Unido e Malásia.
Ordenou
O líder da China, Xi Jinping, ordenou esforços de busca e resgate em grande escala para encontrar os desaparecidos, informou a agência estatal de notícias chinesa Xinhua.
Informações
As informações ainda estão...
Quase 400 viajantes, incluindo centenas de estrangeiros, foram dados como desaparecidos após uma enorme enchente repentina atingir o Nepal, informou o conselho de turismo do país hoje, quarta-feira (26/08), citando uma avaliação inicial.
“Um registro preliminar por agência, recebido de empresas de turismo e viagens, identificou 384 viajantes, incluindo 291 estrangeiros e 93 cidadãos nepaleses, que foram dados como desaparecidos nas áreas afetadas”, publicou o conselho de turismo do Nepal em um comunicado na rede social X.
As nacionalidades das pessoas listadas como desaparecidas incluem viajantes da Índia, Austrália, Países Baixos, África do Sul, Reino Unido e Malásia.
Ordenou
O líder da China, Xi Jinping, ordenou esforços de busca e resgate em grande escala para encontrar os desaparecidos, informou a agência estatal de notícias chinesa Xinhua.
Informações
As informações ainda estão “sendo verificadas e checadas em conjunto com agências de viagens, guias, autoridades locais e órgãos de segurança”, publicou o conselho de turismo.
Sabatinas, panfletagem e ações públicas, movimentam a agenda dos candidatos ao governo de Pernambuco nesta quarta-feira
26/08/2026
Com a campanha eleitoral em andamento, hoje, quarta-feira (26/08), é dia de sabatinas para João Campos, Raquel Lyra e Ivan Moraes, além de panfletagem e ações públicas.
João Campos (PSB)
O candidato do PSB participa de uma Sabatina on line para a Rádio Grande Rio, em Petrolina, às 7h30. Às 15h João Campos tem encontro com motociclistas em Nazaré da Mata. À noite, às 18h, o candidato inaugura um comitê de campanha na cidade de Vicência.
7h30: Sabatina remota para a Rádio Grande Rio
15h00: Encontro com motociclistas
Local: Nazaré da Mata
18h00: Inauguração do Espaço 40
Local: Vicência
Raquel Lyra
A governadora participa de panfletagem no cruzamento da Avenida Agamenon Magalhães com a Rua Henrique Dias, no Derby, às 8h. O compromisso seguinte é a sabatina no Diario de Pernambuco, às 14h, no bairro de Santo Amaro, Recife. Às 16h - Raquel Lyra particip...
Com a campanha eleitoral em andamento, hoje, quarta-feira (26/08), é dia de sabatinas para João Campos, Raquel Lyra e Ivan Moraes, além de panfletagem e ações públicas.
João Campos (PSB)
O candidato do PSB participa de uma Sabatina on line para a Rádio Grande Rio, em Petrolina, às 7h30. Às 15h João Campos tem encontro com motociclistas em Nazaré da Mata. À noite, às 18h, o candidato inaugura um comitê de campanha na cidade de Vicência.
7h30: Sabatina remota para a Rádio Grande Rio
15h00: Encontro com motociclistas
Local: Nazaré da Mata
18h00: Inauguração do Espaço 40
Local: Vicência
Raquel Lyra
A governadora participa de panfletagem no cruzamento da Avenida Agamenon Magalhães com a Rua Henrique Dias, no Derby, às 8h. O compromisso seguinte é a sabatina no Diario de Pernambuco, às 14h, no bairro de Santo Amaro, Recife. Às 16h - Raquel Lyra participa de gravação para o guia eleitoral.
8h – Panfletagem
Endereço: Cruzamento da Avenida Agamenon Magalhães com a Rua
Henrique Dias, Derby – Recife (semáforo)
14h – Sabatina – Diario de Pernambuco (ao vivo)
Endereço: Rua do Veiga, 400, Santo Amaro – Recife
16h – Gravação para o guia eleitoral
Ivan Morais
Participa da da Sabatina da União de Vereadores de Pernambuco, das 14h às 17h, no auditório do Hotel Casa Grande, bairro Novo Gravatá, Gravatá.
O dia de ontem
Ontem, terça-feira (25/08), sete dos oito candidatos ao governo de Pernambuco nas eleições de 2026 participaram de atos de campanha. Entre as atividades, estão caminhadas, campanha "porta a porta", gravação de propaganda eleitoral e participação em sabatinas e entrevistas.
Ivan Moraes (PSOL)
O candidato do PSOL concedeu entrevista para a emissora de rádio Nossa Voz FM durante a manhã. Na sequência, ele gravou material para TV e redes sociais.
À noite, o candidato participou de um ato com artistas na Casa Mariele Franco, no bairro do Derby, área central do Recife.
João Campos (PSB)
O ex-prefeito do Recife participou de um encontro com mães de crianças com autismo na UPAE do bairro da Cohab, na Zona Sul da capital. Durante a atividade, ele prometeu atenção criar uma rede de centros TEA em todas as regiões do estado.
Durante a tarde, o candidato do PSB participou de sabatina promovida pelo jornal Diario de Pernambuco, no bairro de Santo Amaro, área central do Recife.
À noite, por volta das 19h, João Campos realizou uma caminhada pelas ruas do bairro de Santo Aleixo, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Por fim, o candidato do PSB compareceu à inauguração do comitê de um candidato a deputado estadual do Podemos, partido que não faz parte da coligação dele.
Professor Jeremias do Banco (Democrata)
O candidato do Democrata teve três atos públicos de campanha nesta terça. Pela manhã, participou de reunião de lideranças na cidade de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste do estado.
À tarde, Professor Jeremias se encontrou com aliados no município de Toritama, no Agreste. À noite, o candidato finalizou a agenda com uma nova reunião com lideranças de Limoeiro, na mesma região.
Professora Camila (UP)
A candidata da Unidade Popular conversou com trabalhadores de uma fábrica de pipoca e, na sequência, participou de sabatina dos candidatos ao governo na TV Universitária, no bairro de Santo Amaro, no centro da capital.
À noite, Professora Camila fez um ato de "porta-porta" no bairro do Totó, na Zona Oeste do Recife, onde conversou com moradores.
Raquel Lyra (PSD)
A governadora e candidata à reeleição participou de uma panfletagem em frente ao Hospital da Restauração, no bairro do Derby, área central do Recife. Raquel Lyra prometeu reestruturar grandes hospitais e regionalizar atendimento de saúde.
No fim da tarde, Raquel Lyra gravou material para o guia eleitoral do rádio.
Renan Hallais (Missão)
O candidato do Missão realizou nesta terça os atos que foram cancelados pela sua campanha na segunda-feira (24). À tarde, ele visitou o centro de Paulista, no Grande Recife, onde se encontrou com a militância do partido e gravou material para as redes sociais.
Na sequência, Renan Hallais teve encontro com a militância na cidade de Abreu e Lima, também no Grande Recife, e depois partiu para a cidade de Goiana, na Zona da Mata Norte, onde apresentou propostas e gravou mais material para as redes sociais.
Victor Assis (PCO)
No início da tarde, o candidato do PCO participou de um programa ao vivo online promovido pelo canal da Rádio Causa Operária no YouTube, com o candidato a presidente pelo partido, Rui Costa Pimenta.
À tarde, Victor Assis participou de reunião com integrantes de sua campanha. Durante a noite, o candidato participou ao vivo de um plenária nacional, online, com militantes e candidatos do PCO de todo o Brasil, de acordo com sua assessoria.
O Poder
Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta quarta-feira Por Alek Maracajá
26/08/2026
Brasília, 26 de agosto de 2026
Brasília acordou, mas ninguém prometeu calma
A 39 dias das urnas, Brasília entrou definitivamente no modo eleitoral. O TSE fala em segurança, Mendonça quer colocar régua jurídica nas deepfakes, Lula chama Motta e Alcolumbre para conversar e Caiado descobriu, em rede nacional, que entrevista presidencial não vem com perguntas previamente aprovadas.
Enquanto isso, STF, PF, Congresso e campanha eleitoral continuam disputando o ativo mais escasso de 2026: a atenção do brasileiro.
A eleição ainda não chegou às urnas, mas já ocupa praticamente todas as mesas de Brasília.
Kássio aperta o botão do “modo eleição”
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, convocou os brasileiros às urnas e destacou a segurança do sistema eleitoral após eleição simulada realizada no Maranhão. A mensagem institucional é clara: a Justiça Elei...
Brasília, 26 de agosto de 2026
Brasília acordou, mas ninguém prometeu calma
A 39 dias das urnas, Brasília entrou definitivamente no modo eleitoral. O TSE fala em segurança, Mendonça quer colocar régua jurídica nas deepfakes, Lula chama Motta e Alcolumbre para conversar e Caiado descobriu, em rede nacional, que entrevista presidencial não vem com perguntas previamente aprovadas.
Enquanto isso, STF, PF, Congresso e campanha eleitoral continuam disputando o ativo mais escasso de 2026: a atenção do brasileiro.
A eleição ainda não chegou às urnas, mas já ocupa praticamente todas as mesas de Brasília.
Kássio aperta o botão do “modo eleição”
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, convocou os brasileiros às urnas e destacou a segurança do sistema eleitoral após eleição simulada realizada no Maranhão. A mensagem institucional é clara: a Justiça Eleitoral começa a ocupar mais espaço público à medida que outubro se aproxima.
Estratégicamente, o TSE entra numa fase em que precisará não apenas organizar a eleição, mas também comunicar confiança em um ambiente digital cada vez mais polarizado.
Em 2026, não basta a urna funcionar. A sociedade precisa confiar que ela funciona.
Mendonça quer dar uma régua para a Deepfake
André Mendonça propôs que o TSE discuta uma definição mais objetiva sobre o que deve ser considerado deepfake nas eleições. Pela tese apresentada, o conteúdo sintético precisaria possuir grau suficiente de realismo para produzir falsa percepção de autenticidade.
O desafio técnico é enorme. Com IA generativa, memes, montagens, sátiras e vídeos sintéticos convivendo no mesmo ecossistema, a fronteira entre manipulação, humor e desinformação ficará cada vez mais delicada.
O problema da deepfake não começa quando o vídeo é falso. Começa quando alguém acredita que ele é verdadeiro.
Robô não vota, mas pode ajudar a escolher o assunto da eleição
O debate sobre robôs e perfis falsos ganha espaço porque contas automatizadas podem criar artificialmente percepção de popularidade, apoio ou rejeição nas redes.
Aqui está uma das grandes batalhas de 2026: separar mobilização real de fabricação de relevância. Volume digital isolado não significa voto, mas pode empurrar temas para jornalistas, candidatos, influenciadores e, finalmente, para o eleitor.
Robô não entra na cabine de votação. Mas pode ajudar a decidir qual assunto o eleitor levará até ela.
Caiado tinha o palco. preferiu discutir com a banca
Ronaldo Caiado foi à entrevista da Globo com uma oportunidade valiosa: apresentar nacionalmente seu projeto de governo. Mas ao ser questionado sobre reformas e cortes de gastos, reagiu de forma mais defensiva e chegou a rebater a pergunta com a frase: “Não estamos numa mesa examinadora.”
Politicamente, perdeu alguns minutos preciosos. Para um candidato que ainda precisa ampliar conhecimento nacional, cada entrevista é oportunidade para explicar quem é, o que faria e por que deveria ser presidente.
O plano existia. O palco também. Faltou transformar pergunta difícil em apresentação de projeto.
Candidato experiente não precisa ganhar a discussão com o entrevistador. Precisa ganhar o eleitor que está assistindo.
Caiado promete corte, mas o eleitor quer saber onde passa a tesoura
Caiado defendeu um novo limite para gastos públicos e revisão de pontos da reforma tributária. Também falou em anistia relacionada aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
A agenda econômica poderia ajudá-lo a ocupar um espaço próprio na corrida presidencial. O desafio agora é detalhar propostas. Em eleição, conceitos funcionam para manchetes; detalhes ajudam a construir credibilidade.
Dizer que vai cortar gasto é fácil. A eleição começa quando aparece a pergunta: cortar onde?
Lula, Motta e Alcolumbre: até a blusinha virou assunto de cúpula
Lula se reúne com Hugo Motta e Davi Alcolumbre para discutir, entre outros assuntos, a chamada “taxa das blusinhas”. A pauta parece pequena diante dos grandes temas nacionais, mas tem enorme capacidade de comunicação por atingir diretamente consumo e bolso.
É o típico tema que Brasília trata como tributário e o eleitor entende em três segundos olhando o preço no aplicativo.
Quando o imposto cabe no carrinho de compras, a política chega rápido ao celular.
Mendonça x PF: a temperatura continua alta
A tensão envolvendo André Mendonça e setores da Polícia Federal continua repercutindo, enquanto o caso relacionado a Lulinha permanece no radar político e jurídico.
Esse tipo de conflito institucional possui combustível digital importante: envolve STF, PF, governo e personagens ligados diretamente ao presidente. É praticamente uma receita pronta para formação de bolhas narrativas.
Quando Justiça, Polícia e política entram na mesma conversa, o algoritmo geralmente pede uma cadeira.
STF retoma julgamento sobre poderes do Ministério Público
O Supremo retoma hoje o julgamento sobre o poder do Ministério Público de requisitar servidores e recursos de outros órgãos.
Pode parecer um tema eminentemente jurídico, mas a decisão interfere diretamente no funcionamento institucional e na relação entre órgãos públicos.
Nem todo julgamento viraliza. Alguns apenas mudam silenciosamente a máquina pública e esses também importam.
STF cria adicional para chefias de gabinete
O Supremo criou um penduricalho que pode elevar em até 22,5% a remuneração de chefes de gabinete de ministros.
É tema de altíssimo potencial de repercussão porque combina três elementos extremamente eficientes nas redes: Judiciário + remuneração + privilégio percebido.
Independentemente da justificativa administrativa, a batalha aqui será principalmente de comunicação.
No digital, a explicação técnica demora dois minutos. A palavra “penduricalho” viraliza em dois segundos.
MPF denuncia esquema que teria levado quase 700 brasileiros ilegalmente aos EUA
O MPF denunciou um grupo acusado de organização criminosa transnacional, contrabando de migrantes, falsificação documental e lavagem de dinheiro. A estimativa é de movimentação superior a R$ 40 milhões.
Segurança, imigração e crime organizado formam um tema com capacidade de crescer além do noticiário policial, especialmente em um momento de debate internacional sobre fronteiras e migração.
Quando o crime atravessa fronteiras, a repercussão política normalmente atravessa junto.
Marçal volta ao jogo jurídico — porque sumir nunca foi o forte
O TRE-SP reverteu uma das decisões que haviam tornado Pablo Marçal inelegível.
A consequência imediata é simples: qualquer mudança no status eleitoral de Marçal produz repercussão muito maior no ambiente digital do que seu tamanho político convencional sugeriria.
E, tratando-se de Marçal, silêncio provavelmente continuará não sendo a estratégia escolhida.
Alguns candidatos disputam voto. Marçal disputa também o algoritmo.
Leitura estratégica Ativaweb Datalab
Os cinco temas dominantes desta quarta-feira são eleições e confiança institucional; inteligência artificial e deepfakes; tensão entre Judiciário e órgãos de investigação; economia e gasto público; e a transformação definitiva da campanha presidencial em disputa diária de narrativa.
O maior risco político está no cruzamento entre IA, desinformação e polarização. Quanto mais perto da eleição, menor será o intervalo entre o surgimento de um conteúdo e sua consolidação como “verdade” dentro de determinadas bolhas.
Para o governo, a oportunidade está em pautas econômicas de percepção direta. Para a oposição, temas ligados a gastos, Judiciário e investigações oferecem forte potencial emocional. Para o TSE, a janela é de comunicação: explicar procedimentos antes que terceiros expliquem de maneira conveniente.
Em ambiente polarizado, uma notícia falsa não precisa convencer todo mundo. Precisa apenas encontrar a bolha certa.
Bastidores de Brasília
A eleição começa a reorganizar a agenda institucional. Lula aproxima Motta e Alcolumbre; o TSE amplia presença pública; o STF continua ocupando o centro político; e os presidenciáveis entram em uma fase em que cada entrevista começa a valer como um pequeno debate eleitoral.
Atenção especial a Caiado. Seu desafio é evitar que o temperamento se torne personagem maior que suas propostas. Para candidatos com conhecimento nacional menor, televisão aberta é patrimônio eleitoral raro.
Também vale acompanhar André Mendonça. Ele está simultaneamente presente na discussão sobre deepfake e no ambiente de tensão envolvendo PF e investigações. Isso pode transformá-lo em um dos personagens institucionais mais observados dos próximos dias.
Alek Maracajá é Ceo da Ativaweb DataLab. Cientista de dados. Professor ESPM-SP. Pesquisador UFPB
Editorial: Pernambuco não pode deixar Raquel transformar a política em operação clandestina
26/08/2026
Há momentos em uma disputa eleitoral em que a política deixa de ser apenas uma disputa de ideias e passa a exigir uma defesa intransigente das instituições. Primeiro, vieram as denúncias de uma suposta estrutura de espionagem envolvendo integrantes da Polícia Civil de Pernambuco e o acompanhamento clandestino de um secretário da Prefeitura do Recife, divulgadas com exclusividade por nós de O Poder. Agora, mais uma reportagem exibida pela Rede Record, apresenta novos elementos sobre uma suposta rede organizada de páginas e perfis destinada a atacar o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos.
São episódios diferentes, mas que, se confirmados pelas investigações, apontam para uma mesma pergunta: até onde uma estrutura de Estado pode ser mobilizada para a disputa política? A reportagem da Record de ontem quarta-feira, 25/08, acrescenta um elemento particularmente grave. Segundo a emissora, a Polícia Federal investiga uma empresa suspeita de disseminar notícias falsas...
Há momentos em uma disputa eleitoral em que a política deixa de ser apenas uma disputa de ideias e passa a exigir uma defesa intransigente das instituições. Primeiro, vieram as denúncias de uma suposta estrutura de espionagem envolvendo integrantes da Polícia Civil de Pernambuco e o acompanhamento clandestino de um secretário da Prefeitura do Recife, divulgadas com exclusividade por nós de O Poder. Agora, mais uma reportagem exibida pela Rede Record, apresenta novos elementos sobre uma suposta rede organizada de páginas e perfis destinada a atacar o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos.
São episódios diferentes, mas que, se confirmados pelas investigações, apontam para uma mesma pergunta: até onde uma estrutura de Estado pode ser mobilizada para a disputa política? A reportagem da Record de ontem quarta-feira, 25/08, acrescenta um elemento particularmente grave. Segundo a emissora, a Polícia Federal investiga uma empresa suspeita de disseminar notícias falsas e que, ao mesmo tempo, mantém contratos com o Governo de Pernambuco. A investigação alcançaria uma rede com centenas de perfis que faria ataques coordenados a opositores, principalmente João Campos.
A reportagem exibida pela Record apresenta o relato de um servidor da Caixa Econômica Federal cedido ao Governo de Pernambuco, que teria descrito o funcionamento de uma estrutura formada por páginas e perfis articulados para atingir João Campos. Segundo as informações divulgadas, a rede teria mais de 300 perfis e utilizaria publicidade pública como uma das fontes de financiamento. Se isso for confirmado, não estaremos diante de uma simples briga de redes sociais. Estaremos diante de algo muito mais sério: a transformação de estruturas, contratos ou recursos públicos em instrumentos de guerra política.
E esse é um limite que nenhuma democracia pode aceitar. O episódio da espionagem não pode ser esquecido. Há também o caso que veio à tona meses atrás envolvendo a suspeita de acompanhamento clandestino de integrantes da Prefeitura do Recife. À época, deputados de oposição questionaram uma suposta operação de espionagem atribuída à Polícia Civil de Pernambuco.
João Campos afirmou que “não vai se intimidar” e que “as medidas jurídicas cabíveis serão adotadas”. Resta saber como a governadora Raquel Lyra irá lidar com a situação, já que o Gabinete do Ódio deixou de ser o tema de uma possível abertura de CPI para se tornar manchete de um escândalo nacional. O tema é grave e exige resposta das instituições. E da sociedade. Nem Raquel Teixeira Lyra, nem ninguém, pode continuar operando nas cloacas e transformar a política em uma operação clandestina.
A seguir
Confira o início da matéria, que sintetiza a gravíssima denúncia.
STF – André Mendonça afirma que salário do STF dá "condição média" de vida
26/08/2026
O ministro André Mendonça, do STF, afirmou que o salário de um ministro da Corte garante uma "condição média de vida" e não permite que o magistrado viva "sem preocupações financeiras". Segundo ele, apesar de a remuneração estar “muito acima” da média dos brasileiros, ela ainda assim exige controle das despesas do dia a dia.
Declaração
“Não é uma vida nababesca. É uma vida na qual você pode ter uma condição média, eu diria até acima da média brasileira, mas ainda assim uma condição média de vida. A gente colocaria ali numa classe B. Não é uma classe A, que eu diria que já são pessoas muito ricas. É uma classe privilegiada, mas não é uma classe que não tem que se preocupar com as contas no fim do mês", afirmou. De acordo com Mendonça, um ministro do STF ou um juiz em geral não pode ter a pretensão de ficar rico, já que a carreira, apesar de oferecer um bom salário, não permite com que profissional viva sem preocupações financeiras.
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O ministro André Mendonça, do STF, afirmou que o salário de um ministro da Corte garante uma "condição média de vida" e não permite que o magistrado viva "sem preocupações financeiras". Segundo ele, apesar de a remuneração estar “muito acima” da média dos brasileiros, ela ainda assim exige controle das despesas do dia a dia.
Declaração
“Não é uma vida nababesca. É uma vida na qual você pode ter uma condição média, eu diria até acima da média brasileira, mas ainda assim uma condição média de vida. A gente colocaria ali numa classe B. Não é uma classe A, que eu diria que já são pessoas muito ricas. É uma classe privilegiada, mas não é uma classe que não tem que se preocupar com as contas no fim do mês", afirmou. De acordo com Mendonça, um ministro do STF ou um juiz em geral não pode ter a pretensão de ficar rico, já que a carreira, apesar de oferecer um bom salário, não permite com que profissional viva sem preocupações financeiras.
Salário de um ministro do STF
O salário bruto mensal de um ministro do STF é R$ 46.366,19, valor usado como referência para o teto do serviço público. A remuneração líquida recebida pelos integrantes da Corte, no entanto, varia conforme deduções e descontos, como contribuição previdenciária e Imposto de Renda. De acordo com o Portal da Transparência do STF, Mendonça recebeu uma média de R$ 26 mil líquidos por mês entre janeiro e julho deste ano. O maior valor foi registrado em janeiro, quando recebeu R$ 43 mil líquidos. Já os menores pagamentos ocorreram em abril e maio, de R$ 18,8 mil líquidos.
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