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Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta quarta-feira Por Alek Maracajá

09/09/2026

Brasília, 9 de setembro de 2026


Brasília acordou com uma constatação desconfortável: a crise não esfriou, apenas aumentou o elenco. O monitoramento da Ativaweb DataLab já acumula 66.076.228 menções, ocorrências e interações digitais, das quais 3.676.228 surgiram somente em 8 de setembro.

Pela primeira vez neste ciclo, André Mendonça passou a concentrar maioria crítica, enquanto Alexandre de Moraes, Daniel Vorcaro e Banco Master permanecem no núcleo de maior rejeição. Em resumo: o digital não trocou de alvo apenas abriu espaço para todo mundo.

Enquanto isso, Edson Fachin tenta assumir o papel de árbitro, Lula administra o conflito entre STF e Polícia Federal, o Congresso calcula os custos da crise e a pesquisa Meio/Ideia mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados com 46% no segundo turno. Brasília está dividida sobre quase tudo. O eleitorado resolveu colaborar e também ficou dividido ao meio.

Quando uma crise ultr...

Brasília, 9 de setembro de 2026


Brasília acordou com uma constatação desconfortável: a crise não esfriou, apenas aumentou o elenco. O monitoramento da Ativaweb DataLab já acumula 66.076.228 menções, ocorrências e interações digitais, das quais 3.676.228 surgiram somente em 8 de setembro.

Pela primeira vez neste ciclo, André Mendonça passou a concentrar maioria crítica, enquanto Alexandre de Moraes, Daniel Vorcaro e Banco Master permanecem no núcleo de maior rejeição. Em resumo: o digital não trocou de alvo apenas abriu espaço para todo mundo.

Enquanto isso, Edson Fachin tenta assumir o papel de árbitro, Lula administra o conflito entre STF e Polícia Federal, o Congresso calcula os custos da crise e a pesquisa Meio/Ideia mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados com 46% no segundo turno. Brasília está dividida sobre quase tudo. O eleitorado resolveu colaborar e também ficou dividido ao meio.

Quando uma crise ultrapassa 66 milhões de registros, ela deixa de ser assunto do dia e passa a disputar o rumo político do país.



66 milhões de registros: a crise aumentou o elenco e agora ninguém sai ileso


O monitoramento exclusivo da Ativaweb DataLab identificou 3.676.228 novos registros em 8 de setembro, elevando para 66.076.228 menções, ocorrências e interações digitais o volume acumulado da crise envolvendo STF, Banco Master, Daniel Vorcaro, Alexandre de Moraes, André Mendonça, Polícia Federal, PGR e Executivo.

O principal achado foi a mudança no comportamento da conversa. Pela primeira vez, André Mendonça passou a concentrar maioria crítica: 52,8% de manifestações negativas, contra 33,5% de apoio e 13,7% de conteúdos jornalísticos. Apesar dessa virada, o núcleo Moraes + Vorcaro + Banco Master permanece no patamar mais elevado de rejeição, com 88,4% de críticas.

A discussão também deixou de girar apenas em torno de escândalo, dinheiro e personagens. Termos como poder, competência, autonomia, investigação, plenário, PF, PGR, AGU e Presidência do STF ganharam força, mostrando que a crise agora discute os próprios limites entre as instituições.

“No começo, a nuvem de palavras tinha personagens. Hoje, ela tem instituições inteiras. A crise começou falando de dinheiro; agora fala de poder.”



Chin ganha 72 horas e Brasília perde mais três dias de sossego

Edson Fachin concedeu 72 horas para André Mendonça se manifestar sobre o recurso da AGU contra o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A Advocacia-Geral da União sustenta que nomear e exonerar o comandante da corporação é prerrogativa do presidente da República. Fachin tenta construir uma saída institucional, mas cada movimento abre um novo debate dentro e fora do Supremo.

Fachin pediu 72 horas. O problema é que, no digital, três minutos já são suficientes para nascer outra crise.


Mendonça limita a pf e a crise passa a usar crachá institucional

Além de afastar Andrei Rodrigues, Mendonça restringiu a produção de relatórios e impôs limites à atuação da inteligência da Polícia Federal. A decisão amplia o debate sobre competências, autonomia e controles institucionais. O episódio que começou como disputa investigativa agora envolve diretamente STF, PF, AGU e Presidência da República.

Quando ministro investiga a PF, a PF questiona ministro e o STF precisa arbitrar o próprio STF, o manual institucional já foi parar nos anexos.


Lula quer apagar o incêndio sem entrar na fumaça

A AGU entrou em campo para defender a prerrogativa presidencial e tentar restabelecer o comando da Polícia Federal, enquanto o governo evita transformar a reação jurídica em confronto pessoal com Mendonça. O Planalto sabe que reagir pouco pode transmitir fraqueza, mas reagir demais pode alimentar a tese de interferência e oferecer combustível eleitoral à oposição.

Lula tenta administrar a crise com uma mão no governo, outra na campanha e nenhuma disponível para segurar o extintor.


46 % a 46%: até a urna prendeu a respiração


A pesquisa Meio/Ideia aponta Lula e Flávio Bolsonaro empatados com 46% no segundo turno. No primeiro turno, Lula aparece com 38,4%, enquanto Flávio registra 37,3%. O resultado confirma uma eleição polarizada, estreita e vulnerável a qualquer nova crise econômica, política, judicial ou digital.

Quando os dois candidatos chegam a 46%, a margem deixa de ser apenas estatística e passa a ser emocional.


SRF entrou na eleição sem precisar pedir registro

A atuação de Mendonça passou a ser interpretada por setores do governo como movimento com impacto eleitoral, enquanto a oposição tenta apresentá-lo como contraponto institucional. Alexandre de Moraes permanece como principal alvo das críticas, e o Supremo, que deveria funcionar como árbitro, tornou-se personagem central da narrativa eleitoral.

A Corte não aparece na cédula, mas já ocupa espaço de candidato, adversário e tema de campanha.


Alcolumbre descobre que ficar parado também produz movimento

Pressionado pelos desdobramentos do confronto no STF e pelas cobranças relacionadas a pedidos contra Alexandre de Moraes, Davi Alcolumbre resiste a colocar formalmente o Senado dentro da crise. O cálculo é delicado: agir pode incendiar a relação entre os Poderes; não agir pode elevar seu próprio custo político e eleitoral.

Alcolumbre escolheu o modo silencioso, mas Brasília aumentou o volume.


A sociedade civil entra em campo e Fachin recebe mais uma conta


Empresários, juristas e personalidades lançaram manifesto cobrando apuração sobre os episódios envolvendo o STF. A mobilização amplia a pressão por transparência e demonstra que o conflito ultrapassou as disputas internas: passou a atingir a percepção pública sobre a legitimidade e a capacidade de autorregulação da Corte.

Quando a cobrança sai dos corredores de Brasília e ganha assinaturas fora deles, o problema já deixou de ser apenas interno.


Pesquisa acende o alerta sobre a confiança no supremo

Levantamento Meio/Ideia aponta que, para a maioria dos entrevistados, ministros do STF decidem mais por interesses do que pela lei. Independentemente do mérito jurídico de cada processo, a percepção de parcialidade produz um problema institucional profundo: decisões podem ser publicadas rapidamente, mas confiança pública não se reconstrói por despacho.

Tribunal decide com votos; instituição sobrevive com confiança.


Presidenciáveis já gastaram r$ 74 milhões e a fatura nem chegou ao segundo turno


As campanhas presidenciais já declararam aproximadamente R$ 74 milhões em despesas com publicidade, estratégia digital, viagens, voos e serviços jurídicos. Começa agora o prazo para candidatos, partidos, federações e coligações apresentarem à Justiça Eleitoral a prestação parcial das contas de campanha.

O voto continua gratuito para o eleitor, mas convencer o eleitor nunca custou tão caro.


Leitura estratégica Ativaweb Datalab


A crise entrou em uma nova etapa. Já não se discute somente quem tem razão dentro de cada processo, mas quem consegue controlar a percepção pública sobre o conflito. Mendonça conquistou centralidade, Moraes continua associado ao maior volume de críticas, Fachin tenta recuperar o comando institucional e Lula passou a sofrer o custo político de uma disputa que formalmente não começou no governo.

A mudança de sentimento sobre Mendonça é especialmente relevante. Até então, o ministro aparecia como principal beneficiário digital do confronto, com elevado volume de apoio. Ao registrar 52,8% de críticas, o ambiente mostra que o desgaste começou a se distribuir entre os personagens. Isso não significa que Moraes e o núcleo do Banco Master tenham sido poupados: com 88,4% de críticas, continuam no centro da rejeição.

Ao mesmo tempo, o empate de 46% a 46% entre Lula e Flávio demonstra que não existe gordura eleitoral suficiente para absorver sucessivos desgastes. Qualquer episódio capaz de organizar medo, indignação, identificação ou sentimento de injustiça pode interferir diretamente na disputa.

No digital, origem explica a intenção. Circulação revela o impacto.


Alek Maracajá é Ceo da Ativaweb DataLab. Cientista de dados. Professor ESPM-SP. Pesquisador UFPB

PF alerta Lula que decisão de Mendonça pode atrasar investigações

09/09/2026

A Polícia Federal alertou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que a decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), pode afetar investigações em curso.

O aviso

O aviso foi dado após Mendonça ter determinado os afastamentos temporários de Andrei Rodrigues e Leandro Almada.
Um dos casos citados ao presidente é o do Banco Master, cuja expectativa era de que o relatório final fosse finalizado no final de setembro.

Um dos fatores

Um dos fatores de preocupação apontado pela força policial foi a restrição por Mendonça de produção e compartilhamento de relatórios de inteligência.

Ameaça

Um segundo motivo é a ameaça de diretores da Polícia Federal de deixarem as suas funções diante da indefinição sobre o comando da força policial.

Conversa

Lula teve uma conversa nesta terça-feira (8) com Andrei Rodrigues e info...

A Polícia Federal alertou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que a decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), pode afetar investigações em curso.

O aviso

O aviso foi dado após Mendonça ter determinado os afastamentos temporários de Andrei Rodrigues e Leandro Almada.
Um dos casos citados ao presidente é o do Banco Master, cuja expectativa era de que o relatório final fosse finalizado no final de setembro.

Um dos fatores

Um dos fatores de preocupação apontado pela força policial foi a restrição por Mendonça de produção e compartilhamento de relatórios de inteligência.

Ameaça

Um segundo motivo é a ameaça de diretores da Polícia Federal de deixarem as suas funções diante da indefinição sobre o comando da força policial.

Conversa

Lula teve uma conversa nesta terça-feira (8) com Andrei Rodrigues e informou que a AGU (Advocacia-Geral da Uniao) recorreria da decisão.
O presidente sinalizou que pretende conversar em breve com o presidente do STF, Edson Fachin, para discutir a crise institucional.

Prazo

MPT e MPE emitem recomendações para combater o assédio eleitoral contra trabalhadores na Paraíba

09/09/2026

Após várias denúncias, inclusive envolvendo políticos, o Ministério Público (MP) Eleitoral da Paraíba e o Ministério Público do Trabalho (MPT) recomendaram aos candidatos, partidos políticos, coligações e federações do Estado condutas que devem ser adotadas para combater o assédio eleitoral contra trabalhadores.

As recomendações

As recomendações dos órgãos também são válidas para o Governo da Paraíba e para todos os municípios paraibanos em relação aos servidores públicos durante as Eleições 2026.

O documento

O documento foi divulgado logo o após caso do vereador Roberto Cândido (UNIÃO) defender, durante sessão na Câmara de Junco do Seridó, que o prefeito do município obrigue servidores contratados a votar nos candidatos apoiados pela gestão.

De acordo com os órgãos, não é permitido utilizar a relação de emprego, autoridade hierárquica ou estrutura administrativa para pressionar, constranger, intim...

Após várias denúncias, inclusive envolvendo políticos, o Ministério Público (MP) Eleitoral da Paraíba e o Ministério Público do Trabalho (MPT) recomendaram aos candidatos, partidos políticos, coligações e federações do Estado condutas que devem ser adotadas para combater o assédio eleitoral contra trabalhadores.

As recomendações

As recomendações dos órgãos também são válidas para o Governo da Paraíba e para todos os municípios paraibanos em relação aos servidores públicos durante as Eleições 2026.

O documento

O documento foi divulgado logo o após caso do vereador Roberto Cândido (UNIÃO) defender, durante sessão na Câmara de Junco do Seridó, que o prefeito do município obrigue servidores contratados a votar nos candidatos apoiados pela gestão.

De acordo com os órgãos, não é permitido utilizar a relação de emprego, autoridade hierárquica ou estrutura administrativa para pressionar, constranger, intimidar ou influenciar trabalhadores e servidores em relação ao voto ou participação em atividades político-eleitorais.

Consequências das irregularidades

Na esfera eleitoral, os fatos poderão fundamentar representações, ações por condutas vedadas ou captação ilícita de sufrágio, ações de investigação judicial eleitoral por abuso de poder político ou econômico e apuração de crimes eleitorais.
Dependendo da gravidade, poderão ser aplicadas multas, cassação de registro ou diploma, inelegibilidade e responsabilização criminal.

Área trabalhista

Já na área trabalhista, o MPT poderá instaurar procedimentos investigatórios, propor termos de ajustamento de conduta (TAC) e ajuizar ações civis públicas, inclusive para impedir a continuidade das práticas e buscar a reparação dos danos provocados.

Divulgação das recomendações

O material informativo produzido pelo MP Eleitoral e MPT, com as principais orientações, devem ser divulgados através dos canais e redes sociais dos partidos, federações, coligações e campanhas.
O cartaz, incluso no material, deverá ser afixado em local visível nos comitês, sedes e repartições públicas.

O Poder

O Poder não recebeu nenhum suposto panfleto sobre Raquel. Não podemos ajudar na investigação

08/09/2026

Anteriormente, a Polícia Federal já tinha solicitado a colaboração de O Poder, caso a nossa iniciativa de oferecer um prêmio a quem apresentasse UM panfleto que supostamente teria sido colado e distribuído no centro do Recife. Apesar do expressivo valor oferecido, ninguém apareceu. A condição para o prêmio era que o portador descrevesse em que condições recebeu e disponibilizasse o papel para ser encaminhado para a perícia das autoridades competentes. O caráter colaborativo da iniciativa era claro. Apesar disso, a coligação da governadora representou e o TRE, entendeu em decisão liminar, que a matéria devia sair do ar. Cumprimos, e estamos e recorrendo da decisão.

O caso

Está contado no video.

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Anteriormente, a Polícia Federal já tinha solicitado a colaboração de O Poder, caso a nossa iniciativa de oferecer um prêmio a quem apresentasse UM panfleto que supostamente teria sido colado e distribuído no centro do Recife. Apesar do expressivo valor oferecido, ninguém apareceu. A condição para o prêmio era que o portador descrevesse em que condições recebeu e disponibilizasse o papel para ser encaminhado para a perícia das autoridades competentes. O caráter colaborativo da iniciativa era claro. Apesar disso, a coligação da governadora representou e o TRE, entendeu em decisão liminar, que a matéria devia sair do ar. Cumprimos, e estamos e recorrendo da decisão.

O caso

Está contado no video.






Pesquisa Quaest PE: Diferença entre Raquel e João cai para limite da margem de erro.

08/09/2026

São muitas emoções, no início da reta final da campanha, diferença entre os principais competidores cai para o limite da margem de erro. Campanha da governadora emite sinais de nervosismo. A
Nova rodada Quaest mostra João avançando de 36% para 37%, enquanto Raquel recua de 44% para 43%. Como já dito acima, distância entre os dois cai de oito para seis pontos e disputa volta ao limite do empate técnico.

A notícia

A nova pesquisa Quaest, contratada pela Rede Globo e divulgada nesta terça-feira (8), mostra uma redução da diferença entre os dois principais candidatos ao Governo de Pernambuco. João Campos (PSB) passou de 36% para 37% das intenções de voto, enquanto a governadora Raquel Lyra (PSD) oscilou de 44% para 43%.

Com os movimentos

A distância entre os dois caiu de oito para seis pontos percentuais. Considerando a margem de erro de três pontos para mais ou para menos, os dois candidatos estão no limite...

São muitas emoções, no início da reta final da campanha, diferença entre os principais competidores cai para o limite da margem de erro. Campanha da governadora emite sinais de nervosismo. A
Nova rodada Quaest mostra João avançando de 36% para 37%, enquanto Raquel recua de 44% para 43%. Como já dito acima, distância entre os dois cai de oito para seis pontos e disputa volta ao limite do empate técnico.

A notícia

A nova pesquisa Quaest, contratada pela Rede Globo e divulgada nesta terça-feira (8), mostra uma redução da diferença entre os dois principais candidatos ao Governo de Pernambuco. João Campos (PSB) passou de 36% para 37% das intenções de voto, enquanto a governadora Raquel Lyra (PSD) oscilou de 44% para 43%.

Com os movimentos

A distância entre os dois caiu de oito para seis pontos percentuais. Considerando a margem de erro de três pontos para mais ou para menos, os dois candidatos estão no limite do empate técnico. Na rodada anterior da Quaest, divulgada em 25 de agosto, Raquel aparecia com 44% e João com 36%.

Os números

Indicam uma mudança na trajetória registrada entre as duas últimas rodadas do instituto: enquanto João avançou um ponto, Raquel recuou na mesma proporção. A movimentação ocorre em meio à intensificação da campanha eleitoral e a menos de um mês do primeiro turno.

O cenário

Também reforça o quadro de uma disputa apertada apontado por outros levantamentos recentes. Pesquisa Real Time Big Data divulgada no último dia 3 mostrou João Campos e Raquel Lyra rigorosamente empatados, com 43% para cada um no primeiro turno. Na simulação de segundo turno daquele levantamento, os dois também registraram 44%.

Metodologia

Realizada entre 21 e 24 de agosto, foram entrevistados 1.302 eleitores pernambucanos presencialmente. A margem de erro era de três pontos percentuais e o nível de confiança, de 95%.






ENTREVISTA HISTÓRICA! José Múcio revela bastidores da Defesa, disputa com Arraes e outras revelações

08/09/2026

"A missão de pacificar as Forças Armadas com a política, a análise franca sobre o desequilíbrio entre os Três Poderes e as memórias da histórica eleição de 1986 contra Miguel Arraes."

No episódio de hoje do podcast do Blog do Magno em parceria com a Folha de Pernambuco, transmitido direto de Arcoverde pela TV LW e veiculado para 165 emissoras no Nordeste, Magno Martins recebe o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.

Com a franqueza e o tom conciliador que marcam sua trajetória pública, o ministro fez um balanço de sua gestão à frente das Forças Armadas, destacando o cumprimento da missão de reestabelecer o diálogo institucional pacífico entre os militares e o poder civil. José Múcio apresentou uma análise contundente sobre o momento político brasileiro, alertando para as distorções de atribuições entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. O ministro também expôs a situação orçamentária das Forças Armadas, ressaltando que o Brasil investe apenas 1%...

"A missão de pacificar as Forças Armadas com a política, a análise franca sobre o desequilíbrio entre os Três Poderes e as memórias da histórica eleição de 1986 contra Miguel Arraes."

No episódio de hoje do podcast do Blog do Magno em parceria com a Folha de Pernambuco, transmitido direto de Arcoverde pela TV LW e veiculado para 165 emissoras no Nordeste, Magno Martins recebe o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.

Com a franqueza e o tom conciliador que marcam sua trajetória pública, o ministro fez um balanço de sua gestão à frente das Forças Armadas, destacando o cumprimento da missão de reestabelecer o diálogo institucional pacífico entre os militares e o poder civil. José Múcio apresentou uma análise contundente sobre o momento político brasileiro, alertando para as distorções de atribuições entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. O ministro também expôs a situação orçamentária das Forças Armadas, ressaltando que o Brasil investe apenas 1% do PIB em defesa, defendeu a diplomacia como principal ferramenta de soberania territorial e relembrou bastidores marcantes de sua trajetória, incluindo o lendário debate de 1986 contra o ex-governador Miguel Arraes.

Os eixos centrais desta entrevista:

Pacificação das Forças: A transição institucional e a consolidação do diálogo neutro e profissional entre as Forças Armadas e o governo.

A Crise dos Três Poderes: O diagnóstico severo sobre o acúmulo de poder do Congresso, as amarras do Executivo e a atuação do Judiciário.

Orçamento & Soberania: O desafio de proteger os 17 mil quilômetros de fronteiras secas e recursos estratégicos com investimentos reduzidos.

Memória Política de Pernambuco: O lendário debate mediado por Chico José em 1986 e a relação de respeito construída com Miguel Arraes.

Assista à entrevista completa, entenda os bastidores da Defesa Nacional e deixe seu comentário: você concorda com a análise do ministro sobre o desequilíbrio entre os Poderes no Brasil?






Pesquisa Anova, agora - SenadoPB, duas vagas - João, 53,5%. Veneziano 37,1%.

08/09/2026

O ex-governador João Azevêdo (PSB) aparece, novamente, na liderança da corrida pelas duas vagas da Paraíba no Senado Federal nas Eleições 2026, segundo a mais recente pesquisa realizada pelo Instituto Anova, e divulgada pelo portal PB Agora hoje, terça-feira (08/09).

1o + 2o votos

Muita gente ainda nao sabe mas, este ano, os eleitores votam em dois senadores.
Considerando o somatório do primeiro e do segundo voto declarado pelos entrevistados, João Azevêdo aparece com 53,5% das intenções, seguido pelo senador Veneziano Vital do Rêgo, com 37,1%.
Na sequência, aparecem Nabor, com 15,1%, e Marcelo Queiroga, com 8,6%. Major Fábio registra 3,6%, enquanto André Gadelha soma 3,0%.

O levantamento ainda aponta 53,1% de eleitores indecisos e 23,0% de votos brancos ou nulos no somatório das duas escolhas.

Somatório do 1º e 2º voto

* João Azevêdo: 53,5%
* Veneziano: 37,1%
* Nabor: 1...

O ex-governador João Azevêdo (PSB) aparece, novamente, na liderança da corrida pelas duas vagas da Paraíba no Senado Federal nas Eleições 2026, segundo a mais recente pesquisa realizada pelo Instituto Anova, e divulgada pelo portal PB Agora hoje, terça-feira (08/09).

1o + 2o votos

Muita gente ainda nao sabe mas, este ano, os eleitores votam em dois senadores.
Considerando o somatório do primeiro e do segundo voto declarado pelos entrevistados, João Azevêdo aparece com 53,5% das intenções, seguido pelo senador Veneziano Vital do Rêgo, com 37,1%.
Na sequência, aparecem Nabor, com 15,1%, e Marcelo Queiroga, com 8,6%. Major Fábio registra 3,6%, enquanto André Gadelha soma 3,0%.

O levantamento ainda aponta 53,1% de eleitores indecisos e 23,0% de votos brancos ou nulos no somatório das duas escolhas.

Somatório do 1º e 2º voto

* João Azevêdo: 53,5%
* Veneziano: 37,1%
* Nabor: 15,1%
* Marcelo Queiroga: 8,6%
* Major Fábio: 3,6%
* André Gadelha: 3,0%
* João Batista: 1,4%
* Adriano Trajano: 1,0%
* Rinaldo Júnior: 0,3%
* Rosilene Santana: 0,3%
* Indecisos: 53,1%
* Branco/Nulo: 23,0%

Joao lidera primeiro voto

Quando o eleitor é questionado sobre sua primeira escolha para o Senado, João Azevêdo amplia a vantagem sobre os demais concorrentes e aparece com 43,4% das intenções de voto. Veneziano ocupa a segunda colocação, com 15,7%, seguido por Nabor, com 5,7%, e Marcelo Queiroga, com 5,3%.

André Gadelha registra 1,3%, Major Fábio aparece com 1,1%, João Batista tem 0,8%, Adriano Trajano, 0,3%, enquanto Rinaldo Júnior e Rosilene Santana somam 0,1% cada.

Nesse cenário, 16,7% dos entrevistados ainda estão indecisos, e 9,5% afirmam votar em branco ou nulo.

Primeiro voto

* João Azevêdo: 43,4%
* Veneziano: 15,7%
* Nabor: 5,7%
* Marcelo Queiroga: 5,3%
* André Gadelha: 1,3%
* Major Fábio: 1,1%
* João Batista: 0,8%
* Adriano Trajano: 0,3%
* Rinaldo Júnior: 0,1%
* Rosilene Santana: 0,1%
* Indecisos: 16,7%
* Branco/Nulo: 9,5%

Veneziano lidera segundo voto

Já quando os entrevistados indicam o segundo voto para o Senado, o cenário se modifica. Veneziano passa à primeira posição, com 21,4% das intenções.
João Azevêdo aparece em seguida, com 10,1%, seguido por Nabor, com 9,4%, e Marcelo Queiroga, com 3,3%.

Major Fábio registra 2,5%, André Gadelha, 1,7%, Adriano Trajano, 0,7%, e João Batista, 0,6%. Rinaldo Júnior e Rosilene Santana aparecem com 0,2% cada.

O número de eleitores que ainda não definiram o segundo voto chega a 36,4%, enquanto 13,5% optam por branco ou nulo.

Segundo voto

* Veneziano: 21,4%
* João Azevêdo: 10,1%
* Nabor: 9,4%
* Marcelo Queiroga: 3,3%
* Major Fábio: 2,5%
* André Gadelha: 1,7%
* Adriano Trajano: 0,7%
* João Batista: 0,6%
* Rinaldo Júnior: 0,2%
* Rosilene Santana: 0,2%
* Indecisos: 36,4%
* Branco/Nulo: 13,5%

No levantamento estimulado consolidado (fechando 100%), o ex-governador João Azevêdo também lidera a disputa para o Senado Federal com 26,8% das intenções de voto, seguido pelo senador Veneziano, que alcança 18,6%. Na sequência aparecem Nabor (7,5%), Dr. Marcelo Queiroga (4,3%), Major Fábio (1,8%), André Gadelha (1,5%), João Batista (0,7%) e Adriano Trajano (0,5%), enquanto Rinaldo Júnior e Rosilene Santana somam 0,1% cada. O percentual de eleitores indecisos nessa modalidade representa 26,6%, e os votos brancos ou nulos chegam a 11,5%.

Eleição terá duas vagas em disputa

Em 2026, os eleitores paraibanos escolherão dois senadores para representar o Estado no Senado Federal. Por isso, a pesquisa considera tanto a primeira quanto a segunda opção de voto do eleitor.

Os resultados

Mostram uma diferença entre as duas escolhas: João Azevêdo lidera com ampla vantagem no primeiro voto, enquanto Veneziano aparece à frente quando o eleitor indica sua segunda opção.

Metodologia

A pesquisa do Instituto Anova foi protocolada em 1º de setembro de 2026, sob os registros PB-01471/2026, no TRE-PB, e BR-02714/2026, no TSE.

Foram entrevistados 2.000 eleitores entre os dias 3 e 5 de setembro de 2026.
A margem de erro informada é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento foi realizado em 70 municípios da Paraíba, abrangendo as regiões da Mata Paraibana, Agreste, Borborema e Sertão, com amostragem baseada em dados populacionais do IBGE.

Com o PBAgora.

A questão do dinheiro no bolso e o projeto de governo, por Virginia Pignot*

08/09/2026

Lição de Economia.
Neste ano de eleição, a questão da economia das famílias, do comércio, da industria, do desenvolvimento do país, deve se tornar um eixo essencial de um projeto de governo. Cabe a nós eleitores termos em mente quais são nossas reivindicações e pautas, que país queremos construir junto ao governo que elegemos. Devemos nos informar sobre os projetos de governo para escolher o candidato e projeto que mais nos representa, que corresponde melhor ao que esperamos.
Para a questão do “dinheiro no bolso”, como um governo pode ajudar o povo a ter dinheiro no bolso, vamos contar com a ajuda do Professor de Economia da Unicamp Pedro Rossi. Faremos uma análise rapida do efeito de politicas publicas, o que funciona, e para quem.

Propostas ou ausência de propostas

Um dos candidatos ao governo do Paraná está aconselhando que as pessoas baixem nas redes e leiam o programa de governo de um dos candidatos à presidência da Republica, de...

Lição de Economia.
Neste ano de eleição, a questão da economia das famílias, do comércio, da industria, do desenvolvimento do país, deve se tornar um eixo essencial de um projeto de governo. Cabe a nós eleitores termos em mente quais são nossas reivindicações e pautas, que país queremos construir junto ao governo que elegemos. Devemos nos informar sobre os projetos de governo para escolher o candidato e projeto que mais nos representa, que corresponde melhor ao que esperamos.
Para a questão do “dinheiro no bolso”, como um governo pode ajudar o povo a ter dinheiro no bolso, vamos contar com a ajuda do Professor de Economia da Unicamp Pedro Rossi. Faremos uma análise rapida do efeito de politicas publicas, o que funciona, e para quem.

Propostas ou ausência de propostas

Um dos candidatos ao governo do Paraná está aconselhando que as pessoas baixem nas redes e leiam o programa de governo de um dos candidatos à presidência da Republica, de 74 paginas, para ver quais são suas propostas: manutenção ou não do Bolsa Família, do BPC ou Benefício
cio de Prestação Continuada, do respeito às aposentadorias… Neste caso, “nem uma linha sobre o assunto”, equivaleria ao projeto de descontinuidade destes direitos? Esta questão deve ser posta ao candidato pelos jornalistas durante a campanha, para que os eleitores sejam informados.

Como funciona a economia?

Na entrevista “Refutando mitos da Economia”, no Opera Mundi, Breno Altman cita o livro “Economia para a transformação social”, de autoria de Pedro Rossi e Juliana Furnas; ele oferece a Pedro Rossi a ocasião de nos trazer um aporte precioso esclarecendo a função e utilidade dos gastos públicos, desmistificando a questão da divida publica, que pode e deve, em certas circunstâncias, ser motor para o desenvolvimento. Vamos lá.

A falsa comparação entre a economia familiar e economia do governo

Costuma-se comparar a economia da família com aquela do Estado. O economista explica porque a comparação é falsa: Uma família não pode determinar sua arrecadação, o salario que seus membros recebem é determinado pelo patrão que os emprega. O governo, em período de crise, pode decidir de arrecadar mais para construir um hospital uma estrada...outra diferença, é que quando uma família gasta, o dinheiro vai embora. Já o governo movimenta a economia quando ele gasta, e parte deste dinheiro volta para ele em forma de arrecadação. E a terceira diferença é que as famílias não podem fabricar dinheiro em casa, mas os governos podem, as pessoas não emitem títulos da própria divida, os governos sim.

Mito que qualquer ação do estado gera inflação

A contenção de gastos se impõe quando há desemprego na família, mas austeridade no governo cria desaceleração econômica e desemprego. Só agrada empresários e seus lobistas no Congresso, contrários a direitos trabalhistas e ao aumento de salario mínimo, e aos rentistas ociosos.
Neste assunto a imprensa faz generalizações incorretas. Há investimentos públicos que geram lucro imediato ou de longo prazo, e os investimentos não geram sistematicamente inflação. Por exemplo, quando o governo contrata um trabalho, por exemplo, a construção de uma ponte, em uma economia que tem maquinas e trabalhadores parados, a construtora não aumenta o preço, não ha inflação.

Os efeitos sociais dos gastos públicos

No Brasil, estamos atualmente numa situação considerada de pleno emprego. Mas há muito trabalhador precário. Atualmente o governo investe, por exemplo, na reabertura de fábricas de fertilizante que tinham sido fechadas no governo Bolsonaro. Quando o trabalhador precário vai trabalhar na fabrica, com um salario melhor, a economia cresce. Entra mais dinheiro na roda da economia, há mais consumo e arrecadação, elevando o PIB. Também é importante investir na melhoria da educação, da merenda escolar, em hospitais, na atenção primaria, por razões óbvias. Porque se o governo restringe os gastos mas não tem população saudável e competitiva no mercado de trabalho daqui a alguns anos, para que e para quem serviu o corte de gastos? A organização dos recursos da sociedade pelo estado gera crescimento, como nos mostra o exemplo da China.

Conflito entre o trabalho e o capital

Vimos que nas áreas da politica econômica, do investimento publico e em outras questões que não abordamos como teto de gastos ou arcabouço fiscal, divida publica, estamos longe de ter “uma só voz”, eu diria até que há uma cacofonia. Na analise do professor de Economia Pedro Rossi se trataria de um conflito de classe, entre o trabalho e o capital. Ele lembra que na economia liberal o estado está, de certa forma, em concorrência com o capital. Este faz pressão, propaganda na mídia, e participa de golpes para tentar impedir avanços da classe trabalhadora, para acuar o estado. E há o interesse do capital de ganhar mercados do publico para o privado ligados à saúde, à educação, além do interesse em privatizações de empresas publicas lucrativas.

A luta com amor e com afeto pelo Brasil

Ouvimos daqui e dali que o modelo conciliatório de coalisão do governo atual esta se esgotando, que há contradições inconciliáveis entre o teto de gastos, ou o arcabouço fiscal, que encolhe os gastos públicos, e a própria Constituição de 88 que estabelece direitos fundamentais. Economistas progressistas também são formais quando afirmam que nossa SELIC podia baixar de 5 pontos percentuais, sem que isso trouxesse problema para a economia e para o desenvolvimento do pais, ao contrario. Só os bilionários ou milionários que vivem de renda à custa da sangria do dinheiro publico vão reclamar, e nos estaríamos mais próximos da taxa ainda mais baixa da maioria dos países desenvolvidos.
Claro que a agressividade dos ataques a uma posiçao firme do governo em defesa da soberania, da cidadania e do progresso do pais impõe uma certa prudência.

Por outro lado

Os entraves colocados pelo mercado e por seus aliados nacionais e estrangeiros impedem o desenvolvimento do Brasil. Se os brasileiros/as não quisermos entregar o Brasil para os interesses dos americanos e do mercado, vamos ter, na medida do possível, de dar voz à nossa esperança e entrar na luta com amor e com afeto pelos brasileiros e pelo Brasil.

*Virgínia de Souza Pignot é médica e articulista. Brasileira e francesa, mora em Toulouse, França e visita o Brasil várias vezes no ano.

*DenaSUS encaminha ao MPF relatório de auditoria sobre hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

08/09/2026

O Ministério Público Federal (MPF) já está de posse do relatório do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS) sobre irregularidades no Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns. A unidade é objeto de polemica que se arrasta há meses. Agora, chega formalmente à esfera do Ministério Público.
O hospital tem como um dos sócios Jorge Branco, marido da vice-governadora Priscila Krause Branco.

O documento

Tornado público no fim de agosto, constatou que a unidade de saúde foi cenário de procedimentos forjados, pagamentos indevidos e um prejuízo de quase R$ 1 milhão aos cofres públicos, além de suposto direcionamento na contratação pela gestão da governadora Raquel Lyra (PSD).

O relatório

Foi encaminhado ao procurador-chefe do MPF em Pernambuco, Rodolfo Soares Ribeiro Lopes, em 20 de agosto. No ofício de apresentação da demanda, o diretor do DenaSUS, Rafael Bruxelas Parra...

O Ministério Público Federal (MPF) já está de posse do relatório do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS) sobre irregularidades no Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns. A unidade é objeto de polemica que se arrasta há meses. Agora, chega formalmente à esfera do Ministério Público.
O hospital tem como um dos sócios Jorge Branco, marido da vice-governadora Priscila Krause Branco.

O documento

Tornado público no fim de agosto, constatou que a unidade de saúde foi cenário de procedimentos forjados, pagamentos indevidos e um prejuízo de quase R$ 1 milhão aos cofres públicos, além de suposto direcionamento na contratação pela gestão da governadora Raquel Lyra (PSD).

O relatório

Foi encaminhado ao procurador-chefe do MPF em Pernambuco, Rodolfo Soares Ribeiro Lopes, em 20 de agosto. No ofício de apresentação da demanda, o diretor do DenaSUS, Rafael Bruxelas Parra, solicita a adoção das “providências que julgar cabíveis”. O encaminhamento também foi feito ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e à superintendente da corporação em Pernambuco, Adriana Albuquerque de Vasconcelos.

O DenaSUS

Iniciou a auditoria em fevereiro, após solicitação da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Entre as principais inconsistências encontradas estão as relacionadas aos serviços de oncologia. Dos 60 procedimentos analisados por meio de Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs), 33 apresentaram divergências entre as cobranças feitas ao SUS e as informações registradas nos prontuários dos pacientes. O relatório também apontou irregularidades em outras 113 autorizações referentes a procedimentos sequenciais, além de questionamentos sobre atendimentos de quimioterapia e hormonioterapia. Na hemodiálise, os auditores identificaram ainda 90 sessões cuja documentação não apresentava elementos suficientes para comprovar a realização dos procedimentos.






STF tem maioria para manter diretor da PF afastado

08/09/2026

A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria na manhã de hoje, terça-feira (08/09) para manter Andrei Rodrigues afastado da direção da PF (Polícia Federal). O julgamento, porém, está suspenso por pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro Gilmar Mendes, o que atrasa a proclamação do resultado colegiado.

Sessão virtual


O caso estava em análise em sessão virtual da Segunda Turma do STF. Nesse modelo, os ministros possuem um prazo para registrar os votos na página eletrônica do processo.
Em menos de 10 minutos da abertura da sessão, Gilmar pediu vista e, em seguida, os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux anteciparam o voto acompanhando o posicionamento de Mendonça na íntegra, consolidando a maioria.


Confirmação

Por se tratar de uma liminar, porém, mesmo sem a confirmação do colegiado, o afastamento segue válido. Gilmar tem até 90 dias para devolver a vista...

A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria na manhã de hoje, terça-feira (08/09) para manter Andrei Rodrigues afastado da direção da PF (Polícia Federal). O julgamento, porém, está suspenso por pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro Gilmar Mendes, o que atrasa a proclamação do resultado colegiado.

Sessão virtual


O caso estava em análise em sessão virtual da Segunda Turma do STF. Nesse modelo, os ministros possuem um prazo para registrar os votos na página eletrônica do processo.
Em menos de 10 minutos da abertura da sessão, Gilmar pediu vista e, em seguida, os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux anteciparam o voto acompanhando o posicionamento de Mendonça na íntegra, consolidando a maioria.


Confirmação

Por se tratar de uma liminar, porém, mesmo sem a confirmação do colegiado, o afastamento segue válido. Gilmar tem até 90 dias para devolver a vista e liberar o julgamento.

O ministro André Mendonça determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo do diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, e do delegado Leandro Almada do cargo de diretor de Inteligência Policial da PF.

A decisão


A decisão ocorre após o ministro Alexandre de Moraes ter utilizado relatórios de inteligência da Polícia Federal para apontar possíveis crimes de abuso de autoridade atribuídos a Mendonça na condução da relatoria do Banco Master e das fraudes do INSS.

Os relatórios

Segundo Mendonça, os relatórios revelam um "monitoramento sistemático e ilegal", realizado por mais de 30 dias, sobre sua atuação e a de outras autoridades, como o advogado-geral da União, Jorge Messias.


Aponta

A decisão aponta ainda que os relatórios teriam exposto a Moraes e a terceiros detalhes de processos que tramitavam sob segredo de justiça.

Mendonça determinou ainda que a Corregedoria da Polícia Federal instaure procedimentos investigatórios, nas esferas penal e administrativo-disciplinar, para apurar os fatos. A investigação deverá identificar quem determinou a produção dos relatórios, quem os elaborou, quando foram produzidos e se existem outros documentos semelhantes.

Justiça apreende mais de 4 mil materiais irregulares de campanha eleitoral em Pernambuco

08/09/2026

Fiscalização rigorosa e combate a crimes eleitorais. Mais de quatro mil materiais de propaganda para as eleições de 2026 foram apreendidos por irregularidades no estado de Pernambuco desde o começo da campanha oficial, em 16 de agosto.

Os materiais

Bandeiras, bases de cimento, banners e até carros de som estão na lista de apreensões, divulgada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE).

As cidades

Ao todo, 4.136 materiais foram apreendidos em quatro cidades: Recife, Jaboatão dos Guararapes e Olinda, na Região Metropolitana, e em Petrolina, no Sertão. A capital pernambucana concentra mais da metade do total de material recolhido, e Petrolina foi o segundo município com mais propaganda irregular apreendida 


Maior parte

A maior parte das apreensões foram bandeiras instaladas de forma irregular nas calçadas. Também foram apreendidos banners luminosos, que estão...

Fiscalização rigorosa e combate a crimes eleitorais. Mais de quatro mil materiais de propaganda para as eleições de 2026 foram apreendidos por irregularidades no estado de Pernambuco desde o começo da campanha oficial, em 16 de agosto.

Os materiais

Bandeiras, bases de cimento, banners e até carros de som estão na lista de apreensões, divulgada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE).

As cidades

Ao todo, 4.136 materiais foram apreendidos em quatro cidades: Recife, Jaboatão dos Guararapes e Olinda, na Região Metropolitana, e em Petrolina, no Sertão. A capital pernambucana concentra mais da metade do total de material recolhido, e Petrolina foi o segundo município com mais propaganda irregular apreendida 


Maior parte

A maior parte das apreensões foram bandeiras instaladas de forma irregular nas calçadas. Também foram apreendidos banners luminosos, que estão proibidos na campanha deste ano, e uma caixa de som de um comitê eleitoral no bairro do Espinheiro, na Zona Norte do Recife, que estava voltada para o meio da rua em alto volume.

Artista paraibano celebra entrega de xilogravura a Leonardo DiCaprio

08/09/2026

O artista e a arte. O artista paraibano Ciro Fernandes celebrou a entrega da obra "São Jorge" ao ator e ativista norte-americano Leonardo DiCaprio. A xilogravura foi dada durante a visita do artista ao Brasil como um presente, recentemente pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, em encontro no Palácio do Planalto.

Diversas obras

O xilogravador, que já fez diversas obras e cartazes de cinema no Brasil, celebrou a entrega do presente.

São Jorge

Na xilogravura, São Jorge, o santo guerreiro, é representado com um chapéu de Lampião, comum no Nordeste, de onde é a origem do artista. Além disso, a representação do santo luta contra um dragão de três cabeças, figura mística comum no cordel.

A obra

A obra faz parte do Clube de Colecionadores do Museu do Pontal, no Rio de Janeiro. Em uma publicação nas redes sociais, a ministra Margareth Menezes ressaltou a identidade brasileira po...

O artista e a arte. O artista paraibano Ciro Fernandes celebrou a entrega da obra "São Jorge" ao ator e ativista norte-americano Leonardo DiCaprio. A xilogravura foi dada durante a visita do artista ao Brasil como um presente, recentemente pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, em encontro no Palácio do Planalto.

Diversas obras

O xilogravador, que já fez diversas obras e cartazes de cinema no Brasil, celebrou a entrega do presente.

São Jorge

Na xilogravura, São Jorge, o santo guerreiro, é representado com um chapéu de Lampião, comum no Nordeste, de onde é a origem do artista. Além disso, a representação do santo luta contra um dragão de três cabeças, figura mística comum no cordel.

A obra

A obra faz parte do Clube de Colecionadores do Museu do Pontal, no Rio de Janeiro. Em uma publicação nas redes sociais, a ministra Margareth Menezes ressaltou a identidade brasileira por meio da arte popular. "Um verdadeiro tesouro da nossa identidade, que preserva a genialidade da arte popular brasileira", escreveu.

Trajetória de Ciro Fernandes

Ciro Fernandes nasceu em Uiraúna, no sertão da Paraíba. Começou a desenhar em madeiras e nas paredes da casa dos avós durante a infância. Ele deixou a Paraíba em 1958, aos 16 anos.

Trabalhou

O artista trabalhou como cobrador de ônibus, soldador mecânico, operário e pintor de paredes. Ele ocupou o cargo de diretor de arte em agências de publicidade e foi ilustrador do Jornal do Brasil e O Globo. Também ilustrou livros de autores e capas de discos de artistas brasileiros.
Atualmente Ciro tem um ateliê na Lapa, no Rio de Janeiro, e as obras dele fazem parte de acervos, como o do Museu Nacional de Belas Artes.

O Poder


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Entrevistas, reuniões com apoiadores e visitas técnicas pelo país, movimentam agenda dos presidenciáveis nesta terça-feira

08/09/2026

A agenda dos presidenciáveis hoje, terça-feira (08/09) inclui entrevistas, reuniões com apoiadores e visitas técnicas pelo país. Há ainda participação em sabatina e encontro com lideranças locais.


Renan Santos (Missão)

Às 8h, participa de sabatina na Jovem Pan, em  São Paulo (SP). Às 9h30, concede entrevista a Paulo Mathias TV, também em São Paulo.

Romeu Zema (Novo)

Às 17h30, participa junto com o vice Girão de reunião com a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), em Brasília.



Ronaldo Caiado (PSD)

Às 10h30, visita o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (Cnpem). Às 12h, tem encontro com lideranças da região de Jaguariúna.

São Paulo (SP)

10h30 – Visita às instalações do Laboratório Sirius. Local: Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) em Campinas
14h –...

A agenda dos presidenciáveis hoje, terça-feira (08/09) inclui entrevistas, reuniões com apoiadores e visitas técnicas pelo país. Há ainda participação em sabatina e encontro com lideranças locais.


Renan Santos (Missão)

Às 8h, participa de sabatina na Jovem Pan, em  São Paulo (SP). Às 9h30, concede entrevista a Paulo Mathias TV, também em São Paulo.

Romeu Zema (Novo)

Às 17h30, participa junto com o vice Girão de reunião com a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), em Brasília.



Ronaldo Caiado (PSD)

Às 10h30, visita o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (Cnpem). Às 12h, tem encontro com lideranças da região de Jaguariúna.

São Paulo (SP)

10h30 – Visita às instalações do Laboratório Sirius. Local: Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) em Campinas
14h – Encontro com lideranças da região. Local: Hotel Duas Marias – Rodovia SP 340, KM 133, Duras Marias, Jaguariúna (SP)


Rui Costa Pimenta (PCO)

Às 13h, participa do programa Análise da 3ª, na Rádio Causa Operária. Às 20h, concede entrevista ao canal do Galo Preto, com Leandro Fortes.D8.

Samara Martins (UP)
Às 14h, participa de sabatina do jornal Correio Braziliense, de Brasília (DF). Às 17h, concede entrevista ao portal Metrópoles. E às 18h, realiza caminhada na Rodoviária do Plano Piloto, no centro de Brasília.

Wilson Grassi (Democrata)

Às 11h, concede entrevista ao jornalista Lucas França. Às 14h, participa de sabatina com membros do grupo Dados Políticos.


Augusto Cury (Avante)

Às 8h30, tem entrevista para O Estado de S. Paulo. Às 16h30, concede entrevista ao Canal Meio. Às, 17h, o candidato à vice na chapa, Júlio Delgado, estará na sabatina da RedeTV!
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Clariana Barão (DC)

Concede entrevista à rádio Agora FM (92.5), de Rondonópolis (MT), às 11h30, e à rádio Capela FM (105.9), de Vinhedo (SP), às 14h.

Edmilson Costa (PCB)

O candidato está em Lisboa, Portugal, cumprindo agenda da secretaria-geral de seu partido, o PCB.

Hertz Dias (PSTU)

Passa parte do dia em Jacareí (SP), onde se reúne com apoiadores às 9h. Visita a Ocupação Coração Valente, às 11h, e a Fábrica Armco, às 13h20. Em seguida, vai para São Bernardo do Campo (SP), onde faz panfletagem na ETE Lauro Gomes, às 17h. Participa da Batalha da Matrix, às 19h.


Lula (PT)

Brasília (DF)
10h30 – Reunião com o chefe do Gabinete Pessoal do Presidente da República, Oswaldo Malatesta. Local: Palácio do Alvorada
14h40 – Reunião com o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick. Local: Palácio do Planalto
15h – Cerimônia de demarcação de unidades de conservação, em alusão ao Dia da Amazônia. Local: Palácio do Planalto
16h30 – Reunião com o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Local: Palácio do Planalto
17h30 – Reunião com a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior. Local: Palácio do Planalto

Flávio Bolsonaro (PL)
Sem agendas públicas

O Poder

Mendonça determina afastamento preventivo de diretor da PF

08/09/2026

Em uma escalada da crise que abala o Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro André Mendonça determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal.


Medida


Segundo Mendonça, a medida é necessária para que os integrantes da Corte, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e os servidores da Polícia Federal “exerçam suas atribuições sem constrangimentos ilegais”. O ministro afirma que há mais de 30 dias tem sido monitorado pela Polícia Federal.


A decisão


A decisão ocorre após o ministro Alexandre de Moraes usar relatórios apócrifos da Polícia Federal para acusar Mendonça de ter cometido os crimes de abuso de autoridade, crime de responsabilidade e improbidade administrativa na condução dos casos Banco Master e INSS, dois esquemas bilionários de corrupção que atingiram lideranças políticas de diferentes matizes po...

Em uma escalada da crise que abala o Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro André Mendonça determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal.


Medida


Segundo Mendonça, a medida é necessária para que os integrantes da Corte, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e os servidores da Polícia Federal “exerçam suas atribuições sem constrangimentos ilegais”. O ministro afirma que há mais de 30 dias tem sido monitorado pela Polícia Federal.


A decisão


A decisão ocorre após o ministro Alexandre de Moraes usar relatórios apócrifos da Polícia Federal para acusar Mendonça de ter cometido os crimes de abuso de autoridade, crime de responsabilidade e improbidade administrativa na condução dos casos Banco Master e INSS, dois esquemas bilionários de corrupção que atingiram lideranças políticas de diferentes matizes políticos.



Determinou

Mendonça também determinou o afastamento do delegado Leandro Almada do cargo de diretor de inteligência policial da Polícia Federal. E determinou a “suspensão da produção, elaboração ou compartilhamento, ainda que interno, de todo e qualquer relatório de inteligência que se destine à análise de atos praticados no exercício das funções constitucionais de prestação jurisdicional, advocacia pública e de polícia judiciária”.

Candidatos ao Governo de Pernambuco cumprem agendas distintas nesta terça-feira, com entrevistas e encontros

08/09/2026

Os candidatos ao Governo de Pernambuco cumprem agendas distintas hoje, terça-feira (08/09). Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) concentram compromissos no Sertão do Estado, enquanto Ivan Moraes (PSol) participa de entrevistas e grava conteúdos para a campanha na Região Metropolitana do Recife.


Confira:

Raquel Lyra (PSD)

Raquel Lyra estará em Serra Talhada, onde participa, às 16h30, da procissão de Nossa Senhora da Penha, na Praça Barão do Pajeú. Às 20h, a candidata segue para Salgueiro, onde realiza uma caminhada com concentração na Academia das Cidades, na Rua Getúlio Vargas.

16h30 – Procissão de Nossa Senhora da Penha em Serra Talhada
Endereço: Praça Barão do Pajeú, Nossa Senhora da Penha, Serra Talhada-PE
20h – Caminhada em Salgueiro
Endereço: Rua Gertúlio Vargas, Nossa Senhora Aparecida, Salgueiro-PE (Concentração na Academia das Cidades)



Ivan M...

Os candidatos ao Governo de Pernambuco cumprem agendas distintas hoje, terça-feira (08/09). Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) concentram compromissos no Sertão do Estado, enquanto Ivan Moraes (PSol) participa de entrevistas e grava conteúdos para a campanha na Região Metropolitana do Recife.


Confira:

Raquel Lyra (PSD)

Raquel Lyra estará em Serra Talhada, onde participa, às 16h30, da procissão de Nossa Senhora da Penha, na Praça Barão do Pajeú. Às 20h, a candidata segue para Salgueiro, onde realiza uma caminhada com concentração na Academia das Cidades, na Rua Getúlio Vargas.

16h30 – Procissão de Nossa Senhora da Penha em Serra Talhada
Endereço: Praça Barão do Pajeú, Nossa Senhora da Penha, Serra Talhada-PE
20h – Caminhada em Salgueiro
Endereço: Rua Gertúlio Vargas, Nossa Senhora Aparecida, Salgueiro-PE (Concentração na Academia das Cidades)



Ivan Morais (PSol)


Já Ivan Moraes começa o dia com entrevista ao programa Conexão Pernambuco, da TV Guararapes, às 9h30. Ao meio-dia, participa de uma sabatina na TV Tribuna, em Olinda. Às 15h, o candidato grava vídeos sobre seu programa de governo na Casa Marielle Franco, no Derby, no Recife.


Ivan dá entrevista ao programa Conexão Pernambuco, da TV Guararapes
9h30
Rua do Veiga, 600, Santo Amaro, Recife;
Ivan participa de sabatina na TV Tribuna
12h
Av. Sen. Nelo de Souza Coelho, s/n, Ouro Preto, Olinda;
Ivan grava vídeos sobre programa de governo
15h

Casa Marielle Franco (R. Feliciano Gomes, 134 – Derby, Recife – PE).


João Campos (PSB)

João Campos também estará em Serra Talhada. Às 11h, participa de um encontro com pacientes oncológicos. Às 15h45, acompanha a 236ª Festa de Nossa Senhora da Penha, na Concatedral de Nossa Senhora da Penha. À noite, às 18h40, participa do “Arrastão da Vitória”, em São José do Belmonte.


O Poder

Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta terça-feira Por Alek Maracajá

08/09/2026

Brasília, 8 de setembro de 2026


O 7 de Setembro terminou com um cenário político bem diferente daquele que abriu a semana. Lula tentou ocupar o espaço da institucionalidade e da soberania; a oposição transformou a crise do STF em combustível eleitoral; e a nova pesquisa Quaest avisou que a corrida presidencial já não está apenas aquecendo começou a apertar.

Dentro do Supremo, Alexandre de Moraes e André Mendonça elevaram o confronto, Edson Fachin assumiu a função de árbitro e 13 ministros aposentados cobraram uma apuração pública e urgente.

O feriado acabou, mas Brasília conseguiu transformar a Independência em uma segunda-feira de expediente institucional.
.


Termômetro digital do dia


Em alta: André Mendonça, impulsionado pelo apoio às investigações e pela percepção de enfrentamento dentro do STF.


Em queda: Alexandre de Moraes, que permanece n...

Brasília, 8 de setembro de 2026


O 7 de Setembro terminou com um cenário político bem diferente daquele que abriu a semana. Lula tentou ocupar o espaço da institucionalidade e da soberania; a oposição transformou a crise do STF em combustível eleitoral; e a nova pesquisa Quaest avisou que a corrida presidencial já não está apenas aquecendo começou a apertar.

Dentro do Supremo, Alexandre de Moraes e André Mendonça elevaram o confronto, Edson Fachin assumiu a função de árbitro e 13 ministros aposentados cobraram uma apuração pública e urgente.

O feriado acabou, mas Brasília conseguiu transformar a Independência em uma segunda-feira de expediente institucional.
.


Termômetro digital do dia


Em alta: André Mendonça, impulsionado pelo apoio às investigações e pela percepção de enfrentamento dentro do STF.


Em queda: Alexandre de Moraes, que permanece no centro das críticas relacionadas ao Banco Master, a Daniel Vorcaro e à condução da crise.

Assunto dominante: STF, Banco Master e o confronto Moraes × Mendonça.

Maior velocidade: conteúdos que relacionam a crise do Supremo à eleição presidencial.

Potencial de explosão: eventual julgamento público no plenário do STF.

Disputa do dia: Lula tenta ocupar a institucionalidade; Flávio Bolsonaro procura transformar a indignação em voto.

No digital, Mendonça está ganhando de goleada; Moraes ainda tenta descobrir quem mudou o placar.


A eleição apertou o cinto


A nova pesquisa Quaest colocou Lula com 36% das intenções de voto no primeiro turno, contra 29% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury aparece com 8%, enquanto 10% permanecem indecisos. No segundo turno, Lula e Flávio registram 41% cada. A liderança do presidente permanece na primeira rodada, mas desaparece quando a disputa fica concentrada.

Se antes a eleição estava em aquecimento, agora alguém finalmente apertou o botão “iniciar partida”.


O STF desceu do plenário e subiu no palanque


A crise envolvendo Alexandre de Moraes, André Mendonça e as investigações do Banco Master ultrapassou os limites do Supremo. Flávio Bolsonaro usou o 7 de Setembro para colocar Moraes no centro de seu discurso, enquanto outros candidatos da direita adotaram estratégia semelhante. O STF passou a funcionar como eixo narrativo comum da oposição.

Quando a Suprema Corte vira assunto obrigatório de comício, a crise institucional já entrou oficialmente na campanha.



Flávio testou a força do sobrenome sem o dono original


O ato de Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista reuniu cerca de 28,5 mil pessoas, segundo estimativa divulgada pela imprensa — número inferior ao de manifestações anteriores ligadas a Jair Bolsonaro. A militância compareceu, mas Flávio ainda precisa demonstrar que consegue transformar o sobrenome em capital político próprio. Durante o evento, Nikolas Ferreira teria provocado reação popular maior, segundo análise do UOL.

Herdar o sobrenome ajuda muito; herdar automaticamente a multidão já é outro processo e esse ainda está em análise.


Zema foi à Paulista e encontrou uma disputa de condomínio


Romeu Zema participou do ato do Novo contrário ao governo Lula e ao STF, realizado no mesmo local onde Flávio Bolsonaro faria sua manifestação horas depois. Questionado se estaria tentando aproveitar o público bolsonarista, Zema acabou expondo uma disputa maior: quem será o principal candidato anti-Lula caso a eleição avance ao segundo turno?

Na direita brasileira, até a escolha da calçada pode virar prévia presidencial.


Lula escolheu a faixa institucional


Enquanto a Paulista concentrava críticas ao governo e ao STF, Lula participou do desfile oficial em Brasília ao lado de Edson Fachin, Davi Alcolumbre e Hugo Motta. O presidente evitou o confronto direto e priorizou a soberania nacional e as críticas aos chamados “falsos patriotas”. A estratégia procura consolidá-lo como representante da estabilidade institucional.

Enquanto a oposição gritava “STF”, Lula preferiu falar “Brasil”. A disputa agora é saber qual palavra chega mais longe.


Fachin virou presidente, árbitro e síndico


Edson Fachin abriu um procedimento para reunir as informações apresentadas por Moraes e Mendonça e estabeleceu prazo até sexta-feira, 11 de setembro, para as explicações. Também retirou do inquérito das fake news o pedido de Moraes para investigar Mendonça, concentrando a crise sob sua própria condução.

A mensagem institucional é clara: disputas internas não devem ser resolvidas por meio de inquéritos controlados por uma das partes.

Fachin ganhou a cadeira de presidente do STF; a crise entregou também o livro de ocorrências do condomínio.


Mendonça colocou a crise na fila do plenário


André Mendonça liberou para julgamento no plenário o caso envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Caberá a Fachin definir quando o assunto será pautado, provavelmente depois das manifestações dos envolvidos.

O plenário poderá analisar se existem fundamentos para uma investigação contra Moraes, transformando o confronto entre ministros em debate institucional, formal e televisionado.

A crise já tinha personagens e roteiro; agora pode ganhar pauta, horário e transmissão ao vivo.


Treze aposentados pediram uma reunião de família


Treze ministros aposentados e ex-presidentes do STF enviaram uma carta a Fachin defendendo uma sessão pública do plenário para apurar os fatos. Entre os signatários estão Celso de Mello, Joaquim Barbosa, Rosa Weber, Ellen Gracie e Ayres Britto.

O grupo classificou o episódio como a “mais aguda crise” da história da Corte e cobrou uma resposta transparente, pública e conduzida dentro do devido processo legal.

Quando até quem já saiu do STF manda carta dizendo “precisamos conversar”, é porque o café da firma acabou faz tempo.


Moraes × Mendonça: a toga virou luva de boxe


Moraes apresentou acusações contra Mendonça, citando possíveis crimes como abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Mendonça, por sua vez, colocou sob análise do plenário os elementos relacionados a Moraes.

É indispensável separar acusações de fatos comprovados: documentos, versões e relatórios ainda serão contestados e analisados dentro do devido processo. Politicamente, porém, o desgaste já circula sem esperar pela conclusão jurídica.

No STF, a toga continua preta; o problema é que o clima entre os ministros está cada vez mais vermelho.


O 7 de Setembro entregou o mapa da eleição


Brasília mostrou Lula e institucionalidade. São Paulo mostrou oposição e críticas ao STF. A pesquisa revelou uma eleição apertada. E o Supremo encerrou o feriado tentando administrar uma crise interna explorada por praticamente todo o campo oposicionista.

A estrutura narrativa começa a aparecer: Lula aposta em governo, soberania e estabilidade; a oposição tenta transformar o STF e o Banco Master em símbolos da necessidade de mudança. No meio dessa guerra está o eleitor que não se sente integralmente representado por nenhuma das duas narrativas.

A eleição ainda não terminou de escolher todos os candidatos mas já começou a escolher seus assuntos.


Bastidores de Brasília


Nos bastidores, o sentimento é de que a crise ficou grande demais para ser administrada apenas por notas oficiais, conversas reservadas ou acordos internos. Fachin sofre pressão para oferecer uma resposta pública, enquanto integrantes do governo, do Congresso e da própria Corte calculam os efeitos de cada movimento.

A preocupação não está somente no conteúdo das acusações. Está na possibilidade de o plenário expor divisões profundas, ampliar o desgaste institucional e produzir novas imagens, frases e conflitos para as campanhas eleitorais.

No governo, a orientação é evitar assumir como própria uma crise do Supremo. Na oposição, o movimento é inverso: manter Moraes, Vorcaro e o Banco Master conectados ao debate eleitoral pelo maior tempo possível.

Em Brasília, todo mundo pede serenidade em público e atualiza o celular a cada cinco minutos nos bastidores.


Leitura Estratégica Ativaweb Datalab

O 7 de Setembro consolidou três movimentos: a eleição apertou, o STF virou tema eleitoral e o caso Banco Master passou a conectar crise institucional, indignação popular e disputa presidencial.

Lula tenta ocupar o território da estabilidade, da soberania e da defesa institucional. Flávio Bolsonaro procura transformar a insatisfação com o STF em voto. André Mendonça cresce como símbolo de enfrentamento dentro da Corte, enquanto Alexandre de Moraes concentra críticas e pressão reputacional.

A variável mais importante, porém, será o eleitor que não está integralmente conectado a nenhuma dessas narrativas. São os indecisos — 10% segundo a pesquisa apresentada — que poderão definir se a crise do STF terá força para reorganizar a eleição ou permanecerá concentrada nas bolhas já mobilizadas.

Audiência não é voto, mas mostra qual assunto estará esperando o eleitor quando ele decidir escolher.


Alerta Ativaweb


A crise entrou em uma fase de risco elevado porque reúne quatro elementos explosivos: acusações entre ministros, forte rejeição digital, exploração eleitoral e possibilidade de julgamento público.

Cada novo documento poderá produzir uma nova onda antes da análise jurídica. Nesse ambiente, versões simples, emocionais e acusatórias tendem a circular mais rapidamente do que explicações técnicas ou decisões processuais.

O risco para o STF não está apenas no que poderá ser comprovado. Está também na consolidação antecipada de uma percepção pública de conflito interno, falta de transparência e perda de autoridade.

A Justiça pode levar meses para formar convicção; o digital costuma formar sentença antes do almoço.

Alek Maracajá é Ceo da Ativaweb DataLab. Cientista de dados. Professor ESPM-SP. Pesquisador UFPB

Ataques houthis deixam 73 feridos na Arábia Saudita, diz porta-voz militar

08/09/2026

Pelo menos 73 pessoas ficaram feridas em ataques contra a Arábia Saudita realizados pelos houthis, grupo apoiado pelo Irã que atua no Iêmen, informou na manhã de hoje, terça-feira (08/09) a coalizão liderada pelos sauditas no país, prometendo responder com firmeza à mais recente escalada das hostilidades.

Comunicado


Em comunicado pelas Forças da Coalizão, autoridade saudita confirma o ataque, classificado "uma escalada perigosa que confirma a postura hostil e irresponsável dessa milícia terrorista".

Na nota, o porta-voz oficial das Forças da Coalizão, major-general Turki Al-Maliki, afirma que os houthis realizaram ataques contra instalações civis e econômicas nas cidades de Abha, Khamis Mushait, Jazan e Najran.


"Deixaram 73 civis feridos, incluindo mulheres e crianças, e constituem uma flagrante violação da soberania do Reino, além de uma ameaça direta à segurança e à integridade de seus cidadãos e res...

Pelo menos 73 pessoas ficaram feridas em ataques contra a Arábia Saudita realizados pelos houthis, grupo apoiado pelo Irã que atua no Iêmen, informou na manhã de hoje, terça-feira (08/09) a coalizão liderada pelos sauditas no país, prometendo responder com firmeza à mais recente escalada das hostilidades.

Comunicado


Em comunicado pelas Forças da Coalizão, autoridade saudita confirma o ataque, classificado "uma escalada perigosa que confirma a postura hostil e irresponsável dessa milícia terrorista".

Na nota, o porta-voz oficial das Forças da Coalizão, major-general Turki Al-Maliki, afirma que os houthis realizaram ataques contra instalações civis e econômicas nas cidades de Abha, Khamis Mushait, Jazan e Najran.


"Deixaram 73 civis feridos, incluindo mulheres e crianças, e constituem uma flagrante violação da soberania do Reino, além de uma ameaça direta à segurança e à integridade de seus cidadãos e residentes", diz Al-Maliki.

Ala do STF aposta em decisão sobre Moraes e Mendonça só após as eleições

08/09/2026

Uma ala do STF (Supremo Tribunal Federal) tem apostado nos bastidores que o presidente da Corte, Edson Fachin, marcará uma sessão do plenário para julgar a troca de acusações entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes somente depois das eleições de outubro.

Previsão

A previsão é que os prazos impostos por Fachin para as manifestações de ambos os magistrados, da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal se encerrarão na semana do dia 21 de dezembro.

Avaliação

A avaliação de outros ministros é que Fachin não pautará a análise do caso para uma data tão próxima do primeiro turno, a fim de evitar eventual contaminação política do julgamento, que é considerado um dos mais sensíveis da história da Corte. E que não faria marcar uma sessão justamente para uma data entre um primeiro e um eventual segundo turno.

A decisão

A decisão de Fachin de pedir que tod...

Uma ala do STF (Supremo Tribunal Federal) tem apostado nos bastidores que o presidente da Corte, Edson Fachin, marcará uma sessão do plenário para julgar a troca de acusações entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes somente depois das eleições de outubro.

Previsão

A previsão é que os prazos impostos por Fachin para as manifestações de ambos os magistrados, da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal se encerrarão na semana do dia 21 de dezembro.

Avaliação

A avaliação de outros ministros é que Fachin não pautará a análise do caso para uma data tão próxima do primeiro turno, a fim de evitar eventual contaminação política do julgamento, que é considerado um dos mais sensíveis da história da Corte. E que não faria marcar uma sessão justamente para uma data entre um primeiro e um eventual segundo turno.

A decisão

A decisão de Fachin de pedir que todos se manifestem foi interpretada como uma estratégia para ganhar tempo na tentativa de construir uma solução interna e também para não pautar o tema no calor da campanha eleitoral.

Alternativa

Uma alternativa cogitada nos bastidores seria até o próprio presidente resolver individualmente a troca de acusações, mas o cenário visto como mais provável é que a palavra final sobre o caso seja do plenário da corte.

A decisão

De um lado, os ministros terão que decidir se abrem uma investigação contra Moraes com base no relatório da PF. O documento contém mais de 50 mensagens enviadas por Vorcaro ao ministro com consultas, inclusive, sobre uma possível fuga do Brasil. Também mostra que o próprio magistrado editou o contrato de R$ 131 milhões firmado pela mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master.

Contra-atacou

De outro, o ministro contra-atacou no âmbito do inquérito das fake news e pediu para o plenário da corte investigar Mendonça por crime de responsabilidade e improbidade administrativa por suposto direcionamento político na condução dos inquéritos do Master e do INSS.

Retirou

Fachin retirou o caso do inquérito das fake news e autuou a acusação em um processo à parte, o mesmo em que também está a decisão de Mendonça contra Moraes. A tendência é que o presidente da corte leve esta ação para o plenário em um julgamento conjunto sobre as trocas de acusações.

Foto do panfleto - Bastidor.PE não consegue liminar e pode sofrer busca e apreensão

07/09/2026

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) negou o pedido liminar apresentado por Rodrigo Ambrósio e Fillipe Vilar, responsáveis pelo Bastidor.PE, que tentavam suspender as diligências destinadas a esclarecer a origem da fotografia do panfleto apócrifo divulgado durante a campanha eleitoral. A defesa também pretendia impedir eventuais medidas de busca e apreensão e obter salvo-conduto contra possíveis atos coercitivos.

Com a decisão

A investigação permanece em curso e não há proteção judicial prévia contra uma eventual busca e apreensão. O TRE ressaltou que ainda não existe mandado expedido, mas registrou a possibilidade de a Polícia Federal apresentar uma representação individualizada caso considere a medida necessária. Nesse cenário, eventual busca dependerá de autorização judicial específica.

A decisão

Também enfrentou o argumento do sigilo da fonte. Embora reconheça a proteção constitucional à atividade jornalíst...

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) negou o pedido liminar apresentado por Rodrigo Ambrósio e Fillipe Vilar, responsáveis pelo Bastidor.PE, que tentavam suspender as diligências destinadas a esclarecer a origem da fotografia do panfleto apócrifo divulgado durante a campanha eleitoral. A defesa também pretendia impedir eventuais medidas de busca e apreensão e obter salvo-conduto contra possíveis atos coercitivos.

Com a decisão

A investigação permanece em curso e não há proteção judicial prévia contra uma eventual busca e apreensão. O TRE ressaltou que ainda não existe mandado expedido, mas registrou a possibilidade de a Polícia Federal apresentar uma representação individualizada caso considere a medida necessária. Nesse cenário, eventual busca dependerá de autorização judicial específica.

A decisão

Também enfrentou o argumento do sigilo da fonte. Embora reconheça a proteção constitucional à atividade jornalística, o Tribunal afirmou que ela não torna automaticamente todos os arquivos e informações imunes à investigação. Para o magistrado, é necessário distinguir dados recebidos de fonte protegida de fatos presenciados diretamente, registros produzidos pela própria equipe e eventuais atos próprios. A decisão destaca ainda que a proteção ao jornalismo “não institui imunidade geral à investigação de condutas próprias eventualmente ilícitas”.

Ao indeferir a liminar

O desembargador Washington Amorim determinou que o juízo de origem preste informações em 24 horas e, em seguida, que a Procuradoria Regional Eleitoral se manifeste. O mérito do habeas corpus ainda será analisado, mas, até lá, permanecem sem suspensão as diligências relacionadas à fotografia, incluindo a tentativa de identificar sua procedência, seus metadados e as circunstâncias de produção, recebimento e divulgação pelo Bastidor.PE.

A patente do caos: Em nome da ordem, por Zé da Flauta

07/09/2026

Há um incômodo na história brasileira: a facilidade com que o poder instituído cruza a linha da legalidade e se alia ao crime organizado sempre que sua hegemonia é ameaçada. Em 1926, diante do avanço da Coluna Prestes pelo sertão nordestino, as elites da República Velha e o governo federal não hesitaram em recorrer ao atalho mais sombrio.

Em Juazeiro do Norte, com a mediação da autoridade religiosa e sob a promessa de defender a pátria, o bando de Lampião foi recebido com honras, fardamento novo, munição de alto calibre e o título oficial de Capitão. Criou-se o pretexto perfeito: transformar o maior cangaceiro do país em um "agente da ordem".

Monopólio da força

O episódio expõe as engrenagens de um arranjo que se repete através dos séculos. Para a sociedade dominante, o grupo armado e fora da lei deixa de ser um problema de segurança a partir do momento em que pode ser cooptado como braço armado do próprio Estado.

Con...

Há um incômodo na história brasileira: a facilidade com que o poder instituído cruza a linha da legalidade e se alia ao crime organizado sempre que sua hegemonia é ameaçada. Em 1926, diante do avanço da Coluna Prestes pelo sertão nordestino, as elites da República Velha e o governo federal não hesitaram em recorrer ao atalho mais sombrio.

Em Juazeiro do Norte, com a mediação da autoridade religiosa e sob a promessa de defender a pátria, o bando de Lampião foi recebido com honras, fardamento novo, munição de alto calibre e o título oficial de Capitão. Criou-se o pretexto perfeito: transformar o maior cangaceiro do país em um "agente da ordem".

Monopólio da força

O episódio expõe as engrenagens de um arranjo que se repete através dos séculos. Para a sociedade dominante, o grupo armado e fora da lei deixa de ser um problema de segurança a partir do momento em que pode ser cooptado como braço armado do próprio Estado.

Concede-se moralidade, aluga-se a violência e entrega-se o arsenal. Trata-se da terceirização do monopólio da força, onde o discurso público veste a barbárie com trajes de "dever patriótico" ou "proteção da comunidade", escondendo o pragmatismo sórdido de quem só quer preservar os próprios privilégios.

Pragmatismo

No entanto, a história cobrou o preço da ingenuidade das elites. Lampião, um estrategista pragmático que conhecia o jogo do poder melhor do que seus contratantes, recolheu o armamento de ponta, ostentou o prestígio da farda e virou as costas para a missão. Nunca combateu a Coluna Prestes. Em vez disso, usou o poder de fogo financiado pelo próprio governo e abençoado pelas estruturas locais para consolidar seu império de terror, expandindo seu domínio sobre o sertão por mais de uma década.

Pretexto

Das milícias contemporâneas aos grupos armados tolerados sob o pretexto de conter "ameaças maiores", a lição do sertão de 1926 permanece viva e assustadora. Sempre que o Estado e as elites econômicas ou religiosas estendem a mão ao crime para proteger a si mesmos, eles não controlam o monstro, apenas o alimentam. O resultado é o fortalecimento do próprio caos que fingem combater, deixando para a sociedade a conta de uma violência devidamente armada, institucionalizada e legitimada.

Até a próxima!

*Zé da Flauta é compositor e cronista.


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