Veneziano: “Caminhos para a Paraíba”, constrói proposta para o MDB nas eleições 2026
05/06/2026
A Fundação Ulysses Guimarães (FUG) da Paraíba realizou hoje sexta-feira (05/06), em João Pessoa , o evento “Caminhos para a Paraíba”, iniciativa voltada à construção coletiva de ideias, propostas e soluções para contribuir com o desenvolvimento do Estado. O evento representa mais uma etapa de um amplo processo de diálogo com diversos segmentos da sociedade paraibana, reunindo lideranças políticas, representantes da sociedade civil, especialistas e cidadãos interessados em contribuir com a formulação de propostas para o futuro do Estado.
A iniciativa
Tem como inspiração a publicação “Caminhos para o Brasil”, obra desenvolvida pela Fundação Ulysses Guimarães que reúne contribuições voltadas ao fortalecimento da democracia, da cidadania e das políticas públicas em âmbito nacional. Agora, a proposta ganha uma versão estadual, adaptada à realidade e aos desafios da Paraíba.
Contribuição importante
A Fundação Ulysses Guimarães (FUG) da Paraíba realizou hoje sexta-feira (05/06), em João Pessoa , o evento “Caminhos para a Paraíba”, iniciativa voltada à construção coletiva de ideias, propostas e soluções para contribuir com o desenvolvimento do Estado. O evento representa mais uma etapa de um amplo processo de diálogo com diversos segmentos da sociedade paraibana, reunindo lideranças políticas, representantes da sociedade civil, especialistas e cidadãos interessados em contribuir com a formulação de propostas para o futuro do Estado.
A iniciativa
Tem como inspiração a publicação “Caminhos para o Brasil”, obra desenvolvida pela Fundação Ulysses Guimarães que reúne contribuições voltadas ao fortalecimento da democracia, da cidadania e das políticas públicas em âmbito nacional. Agora, a proposta ganha uma versão estadual, adaptada à realidade e aos desafios da Paraíba.
Contribuição importante
De acordo com o Senador e Presidente do MDB na Paraíba, Veneziano Vital do Rêgo, trata-se de uma valiosa contribuição para a proposta de desenvolvimento que o partido apresentará nas eleições deste ano aos paraibanos. “Essa proposta tem sido formulada pelo MDB Nacional, junto com nossa instância estadual, dentro daquilo que nós temos dito, que a Paraíba pode mais, pode ganhar um ritmo de gestão mais célere, mais sério, mais amplo, no qual as pessoas, de todas as regiões, possam se sentir integradas. Nós somos muito agradecidos à Fundação Ulysses Guimarães por essa colaboração, que se soma ao que temos colhido, eu, Cícero e André, nas visitas, nos debates e oportunidades outras que temos tido por toda a Paraíba”, afirmou Veneziano.
É Findi - Modos de Amor - Por Marcelo Mário de Melo*
05/06/2026
Há amor
de alto e baixo risco
estranhezas
e indumentárias várias.
Amor andando
em corda de equilibrista
beira de abismo
campo minado
guerra declarada
tratado de armistício
jogo de cartas marcadas
aposta em loteria
roldana de rotina.
Amor-cabra-cega
amor de portas abertas
amor caixa-forte
amor que dança
seguro por uma fita
cada ponta presa aos dentes
bastando abrir-se uma boca
para ser desfeito.
Melhor o amor
sem esses riscos e poréns.
Um amor que dispense
passaporte
carteira de habilitação
folha de antecedentes
declaração registrada em cartório
com duas testemunhas
certidão negativa do Serasa amoroso
previsão de indenização e fiança
certificado de garantia estendida
com prazo de validade.
Um amor que seja
simpl...
Há amor
de alto e baixo risco
estranhezas
e indumentárias várias.
Amor andando
em corda de equilibrista
beira de abismo
campo minado
guerra declarada
tratado de armistício
jogo de cartas marcadas
aposta em loteria
roldana de rotina.
Amor-cabra-cega
amor de portas abertas
amor caixa-forte
amor que dança
seguro por uma fita
cada ponta presa aos dentes
bastando abrir-se uma boca
para ser desfeito.
Melhor o amor
sem esses riscos e poréns.
Um amor que dispense
passaporte
carteira de habilitação
folha de antecedentes
declaração registrada em cartório
com duas testemunhas
certidão negativa do Serasa amoroso
previsão de indenização e fiança
certificado de garantia estendida
com prazo de validade.
Um amor que seja
simplesmente
uma dança
de confiança.
*Marcelo Mário de Melo, ex-preso político, jornalista e poeta. Seu lema é: "Só ultrapasse pela esquerda". @marcelommm
É Findi - Chamas da Memória Junina - Crônica - Por Maria Inês Machado*
05/06/2026
São João, no meu sertão, era mais do que festa. Tempo de encontro, de esperança e de lembrar que a vida, mesmo dura, também sorria.
O arrasta-pé acontecia no alpendre da casa grande, enfeitado de bandeirinhas coloridas. As grandes mesas de madeira, espalhadas pelo terreiro, carregadas de quitutes faziam a fama da festa. Nos alguidares de barro fumegavam pamonhas, canjicas, munguzá, milho verde cozido, cocadas e puxa-puxa. O bolo de mandioca de dona Francisca era presença certa, mas havia quem jurasse que nada superava o pé de moleque de tia Corina. O bolo de batata-doce de dona Jovem também era disputado. Já o bolo de macaxeira trazia a marca de dona Zuleide.
— E a coalhada? Tem disso não no São João! — dizia alguém, arrancando risadas.
Foi então que Amélia, dona da casa e hospedeira de todos, perguntou:
— Ih! Tu não conheces seu Jacinto?
Quem não conhecia? Era homem de gosto apurado. Se chegasse e não encontrasse a t...
São João, no meu sertão, era mais do que festa. Tempo de encontro, de esperança e de lembrar que a vida, mesmo dura, também sorria.
O arrasta-pé acontecia no alpendre da casa grande, enfeitado de bandeirinhas coloridas. As grandes mesas de madeira, espalhadas pelo terreiro, carregadas de quitutes faziam a fama da festa. Nos alguidares de barro fumegavam pamonhas, canjicas, munguzá, milho verde cozido, cocadas e puxa-puxa. O bolo de mandioca de dona Francisca era presença certa, mas havia quem jurasse que nada superava o pé de moleque de tia Corina. O bolo de batata-doce de dona Jovem também era disputado. Já o bolo de macaxeira trazia a marca de dona Zuleide.
— E a coalhada? Tem disso não no São João! — dizia alguém, arrancando risadas.
Foi então que Amélia, dona da casa e hospedeira de todos, perguntou:
— Ih! Tu não conheces seu Jacinto?
Quem não conhecia? Era homem de gosto apurado. Se chegasse e não encontrasse a tigela da comida de seu agrado, era capaz de virar a sela do cavalo e voltar para casa.
Enquanto o povo chegava, as moças se ocupavam das simpatias. Debaixo do pé de bananeira, enterravam os nomes dos pretendentes. No pequeno altar de dona Almira, erguido para pagar a promessa feita a Santo Antônio quando o enlace com seu Zacarias andava emperrado, reuniam-se as moças casamenteiras. E a fila era grande.
São João e São Pedro pareciam olhar com graça para Santo Antônio colocado de cabeça para baixo. Já devia estar com torcicolo.
Eita vexame bom.
São João de gente bonita, reunida para celebrar a colheita e fortalecer os laços de amizade. Nascer no sertão era rezar e fazer promessa no dia de São José, trazendo no coração a esperança das chuvas de junho. Percorrer os roçados simples e acompanhar o crescimento do milho, do feijão, da mandioca, do jerimum, da batata-doce, do maxixe e do quiabo.
As conversas voavam alto.
— O casamento vai ser marcado. Santo Antônio me prometeu.
Do outro lado, alguém implicava com Cacilda:
— Eita, Cacilda! Bota pó e tira pó. Moça velha não sai mais do caritó!
As gargalhadas corriam soltas.
— E tu, Margarida, ainda não saiu?
— E quem foi que me tirou?
Todo ano era a mesma promessa, a mesma fé depositada no santo casamenteiro.
As conversas cresciam noite adentro. As crianças faziam fila ao redor da fogueira. O milho assado de seu Onolino não tinha igual, e o cozinhado de tia Flora era disputado até a última espiga.
A noite parecia curta para tantos festejos. Entre um forró e outro, os olhos das moças encontravam os dos rapazes. Muitos casamentos já tinham começado assim, ao som de sanfona chorosa e de coração apaixonado.
Não era preciso riqueza para impressionar. Raimunda, por exemplo, tinha a casa sempre arrumada. O paneleiro brilhava com as panelas de alumínio bem areadas. Os panos de prato da semana eram bordados por dona Chica. As toalhas de mesa e as colchas de rechiliê, engomadas com esmero, levavam a marca das mãos talentosas de dona Ivete. No canto da cozinha, o ferro de passar chiava sobre as brasas.
Diziam até que o pote de aluá servido na festa tinha sido preparado por ela. Promessa paga por casamento alcançado.
Ah, sertão bom!
Sertão com cheiro de terra molhada. Do leite mungido , ainda quente da ordenha. Sertão das noites iluminadas por vaga-lumes, das histórias de Trancoso contadas por avó Belinda e pela ama de leite. Sertão dos candeeiros acesos clareando os serões. Da torra do café com rapadura.
Sertão da casa de farinha, dos quintais sombreados por árvores antigas que sustentavam o balanço feito por seu Inácio. Dos poleiros cheios de galinhas, do canto dos galos anunciando o dia, dos mugidos dos bois, dos berros dos bodes e das ovelhas.
— Peneira o xerém, Chicota!
— Vai no canteiro buscar cebolinha e coentro para o feijão-de-corda!
— Eita, Carmélia! Tu ainda não catou esse arroz? Cuidado para não deixar escolha. Joãozinho faz uma careta danada quando encontra uma casquinha.
Era assim a vida. Simples e inteira.
E a festa da padroeira? Essa nem se conta. Tem que ver com os próprios olhos.
Mas vá com respeito. Não fique atravessando o olhar para as moças dos outros.
Porque, em terra de sertanejo, desde os tempos antigos, honra era coisa séria. E certas pelejas, quando aconteciam, ainda se resolviam na ponta da faca.
Mesmo assim, quem conheceu aquele sertão guarda saudades até hoje. Saudades de um tempo em que a pobreza dividia a mesa com a fartura do coração. E que o São João não era apenas uma festa. Representava a força da amizade.
Eita São João danado de bom. Acende a fogueira da resistência cultural no coração dos nordestinos.
*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'. @mariainesmachadopsi
É Findi - Recado - Poema - Por Eduardo Albuquerque*
05/06/2026
Diz aí, Poetinha:
uma frase longa,
duas curtas, soma;
ensina o caminho.
Sê Graciliano,
o alagoano:
reto, sucinto,
perfeito, distinto.
É Findi - Festejos Juninos - Crônica Longa - Victória Moura*
05/06/2026
Chegou o mês de Junho, o melhor mês do ano para o pernambucano.
Historicamente o mês da colheita do milho passou a ser o mês mais produtivo de renda por suas festas e comércio.
Para o povo em geral é o mês da alegria, da cultura, das tradições, das férias escolares, do clima mais ameno e das reuniões familiares.
Como sou de uma geração "raiz" do interior, me atrevi a escrever um relato, sob minha ótica o que mudou nas últimas 5 décadas. Não se trata de estabelecer um julgamento pragmático, mas muitos acharão interessante a lembrança de fatos passados.
Era assim:
Nas noites de Junho: 12 São Antônio, 23 São João e 28 São Pedro, em frente a cada casa se fazia uma fogueira de mais de 1 metro de altura, que queimava do anoitecer até a manhã do outro dia... milho verde assando no braseiro, conversa solta ao calor proporcionado; ruas enfeitadas, palhoções pela cidade, forró autêntico pé de serra nas radiolas ou nos tr...
Chegou o mês de Junho, o melhor mês do ano para o pernambucano.
Historicamente o mês da colheita do milho passou a ser o mês mais produtivo de renda por suas festas e comércio.
Para o povo em geral é o mês da alegria, da cultura, das tradições, das férias escolares, do clima mais ameno e das reuniões familiares.
Como sou de uma geração "raiz" do interior, me atrevi a escrever um relato, sob minha ótica o que mudou nas últimas 5 décadas. Não se trata de estabelecer um julgamento pragmático, mas muitos acharão interessante a lembrança de fatos passados.
Era assim:
Nas noites de Junho: 12 São Antônio, 23 São João e 28 São Pedro, em frente a cada casa se fazia uma fogueira de mais de 1 metro de altura, que queimava do anoitecer até a manhã do outro dia... milho verde assando no braseiro, conversa solta ao calor proporcionado; ruas enfeitadas, palhoções pela cidade, forró autêntico pé de serra nas radiolas ou nos trios (sanfona, zabumba e triângulo)que se multiplicavam como eco.
Balões coloridos como tochas acesas no céu; na terra mesas cheias de delícias(canjica, pamonha, munguzá, bolos de milho, engorda marido, pé de moleque, milho assado e cozido, queijo assado, cocada, paçoca, tapioca doce, arroz doce entre outros). As moças faziam adivinhações em torno à fogueira( água na bacia, gotas de vela, faca na bananeira, anel no cordão) tudo pra ver se o sonho de casar aconteceria. Fogos na rua, de todos os tipos a qualquer hora, sem limites, com estalos, luzes e explosões ( foguetões, pistolas, guerra de busca-pés, estrelinhas, chuvinhas, vulcões, traques e rojões) faziam a brincadeira das crianças e dos jovens.
As roupas de xadrez e chita colorida, chapéu de palha, sandálias de couro, tranças e batom vermelho vestiam as matutas caprichadas e os matutos desastrados e divertidos.
As danças (forró, côco, xote e baião) além das quadrilhas ensaiadas ou improvisadas, enchendo as noites de Anavatuns E Anarriês/ Rosa linda e linda rosa/ Grande Roda e Passeio à Direita/ Damas e Cavalheiros Balancê, arrastavam as pessoas a dançar sabendo ou não, na ousadia e liberdade.
Não havia brigas, não havia drogas, não havia assaltos ou violência, nem medo. No máximo alguém queimava a mão ou a barra da roupa e continuava a brincadeira até o fogo apagar, a banda cansar ou o sono chegar. Difícil era ir pra cama cheirando à fumaça e o coração batendo que nem a zabumba.
Agora é assim no politicamente correto:
Fogueiras? Não é ecológico. No máximo uma fogueirinha no sítios ou nos bairros afastados ou das cidades do interior, onde aida moram matutos de verdade. Nos clubes ou arraiais criaram fogueiras cênicas que simulam queimar, mas são luzes em papel celofane. Balões? proibidos mesmo se pequenos e sem potencial risco inflamável.
As músicas sempre em locais fechados, quase sempre pagos e bem vigiados, são tocadas por bandas estilizadas, sertanejas de outros sertões, com vozes e melodias sempre iguais. Só mudam os nomes e os rostos. Caixas de som que arrebentam os tímpanos e ninguém pode conversar. As danças tb mudaram: as quadrilhas são apresentações de grupos com nomes, roupas padronizadas coreografia e enredo, como das escolas de samba cariocas. Ninguém sabe se são damas ou cavalheiros, são personagens. Não se divertem, se apresentam, concorrem a prêmios e o público assiste, não participa. Os pátios de festas ocuparam os palhoções e ruas enfeitadas. Os casais se exibem com passos treinados e programados, não usam tanto os pés, como os braços e o tronco e rodopiam quase como num tango. Quem não frequentou as aulas da escola de dança se limita a olhar a performance.
As roupas das jovens que vão aos pátios, não são mais as coloridas e floridas, nem rodadas as saias. Agora predominam os jeans e os sintéticos, muito justos, curtos e transparentes, mesmo se não se adequam ao clima frio e chuvoso da região nessa época. Aquilo que era regional e tradição mudou para importado e sensual.
Os fogos não podem mais ter estampidos porque afetam os pets e também com os preços x salários não é inteligente " queimar dinheiro".
As mesas também seguem outras regras:
Nada feito com açúcar, leite, trigo e côco porque elevariam o colesterol e a glicose pelo ano todo. Então o cardápio fica por conta das castanhas, pipocas, amendoim, milho cozido, bolo, churrasco, queijos e bebidas alcoólicas. Essas ganharam força. Não é possível festa sem cerveja ou vinho. As latinhas fazem parte do visual, do look.
Conclusão: nem só elogios a um modelo, nem só críticas ao outro. Mas é impossível não comparar e não observar as mudanças, algumas foram perdas de fato.
Talvez em algum reduto afastado, bem no interior, os costumes ainda persistam, mas onde chegarem as redes sociais eles tenderão a mudar.
Os festejos eram feitos pelas famílias, cada membro fazia algo, na cozinha, som, decoração ou fogueira e fogos. As famílias curtiam juntas e vom os vizinhos. Agora os jovens vão para os pátios, os adultos e idosos para a TV e as crianças para os games.
Curioso é que quando proporcionamos a festa junina no modelo antigo todas as gerações curtem e se divertem.
Não tenho saudades das festas de São João nos grandes pátios ou casas de show com grandes artistas, mas daqueles folguedos simples que vivi na inocência, criatividade e alegria genuína...
Ah! Desses tenho uma saudade danada de boa
*Victória Moura, médica pediatra.
É Findi - Veneno da Saudade, por Adeildo Nunes*
05/06/2026
O cansaço da vida me atormenta
O silêncio da noite me apavora
A zoada do vento me acalenta
No milagre do sonho que demora
A saudade que nunca foi embora
Me desperta no passado que alimenta
Sua imagem me aconchega brusca e lenta
Nos instantes de soluço que me aflora
O tempo, inimigo da bondade
Faz um antro de refúgio no meu peito
Sufocando minha antiga mocidade
O veneno que bem vive satisfeito
Se debruça na penumbra do meu leito
Sem saber que tou morrendo de saudade
*Adeildo Nunes, juiz de direito aposentado, articulista e poeta, professor e autor de livros jurídicos. @adeildonunesadv
O cansaço da vida me atormenta
O silêncio da noite me apavora
A zoada do vento me acalenta
No milagre do sonho que demora
A saudade que nunca foi embora
Me desperta no passado que alimenta
Sua imagem me aconchega brusca e lenta
Nos instantes de soluço que me aflora
O tempo, inimigo da bondade
Faz um antro de refúgio no meu peito
Sufocando minha antiga mocidade
O veneno que bem vive satisfeito
Se debruça na penumbra do meu leito
Sem saber que tou morrendo de saudade
*Adeildo Nunes, juiz de direito aposentado, articulista e poeta, professor e autor de livros jurídicos. @adeildonunesadv
É Findi - O Luxo do Lixo - Crônica - Por AJ Fontes*
05/06/2026
Já se foram trinta anos, eu me interessava por questões de resíduos sólidos urbanos: coleta seletiva, reciclagem, destinação final e coisas do gênero.
Busquei informações onde me fosse possível e, das poucas conseguidas, surgiu uma palestra promovida pelo professor João Paulo, já aposentado. Foi meu professor de química analítica no curso de Engenharia Química da UFPE.
Um estudioso estadunidense explicou a utilização dos resíduos sólidos de uma determinada cidade do seu país na geração de energia a partir da queima de papelão, plásticos e outros materiais combustíveis provenientes do lixo.
Mostrou fotos das usinas e planilhas indicavam a composição do material e mais de sessenta por cento eram papeis e plásticos.
Na minha cabeça ficou uma ideia: lá não se descasca e sim se desenlata, desempacota e desenvidra a fruta. Claro, a tecnologia da produção de alimentos por aquelas bandas já era mais sofisticada que do lado de baixo do...
Já se foram trinta anos, eu me interessava por questões de resíduos sólidos urbanos: coleta seletiva, reciclagem, destinação final e coisas do gênero.
Busquei informações onde me fosse possível e, das poucas conseguidas, surgiu uma palestra promovida pelo professor João Paulo, já aposentado. Foi meu professor de química analítica no curso de Engenharia Química da UFPE.
Um estudioso estadunidense explicou a utilização dos resíduos sólidos de uma determinada cidade do seu país na geração de energia a partir da queima de papelão, plásticos e outros materiais combustíveis provenientes do lixo.
Mostrou fotos das usinas e planilhas indicavam a composição do material e mais de sessenta por cento eram papeis e plásticos.
Na minha cabeça ficou uma ideia: lá não se descasca e sim se desenlata, desempacota e desenvidra a fruta. Claro, a tecnologia da produção de alimentos por aquelas bandas já era mais sofisticada que do lado de baixo do equador.
Assisti as folhinhas do calendário virando, enquanto os jornais da TV mostravam os corpos se avolumando nas ruas de Manhattan e se transformando em números nas estatísticas de indivíduos com sobrepeso. Nas tabelas seguintes surgiram novas colunas com a expressão obesidade, depois obesidade mórbida.
A culpa é dos alimentos superprocessados, dizem as autoridades. Os produtores retrucam e, com outras tabelas, demonstram a necessidade de vender mais para gerar mais empregos, tão necessários a nação. A saúde deve ser tratada pelos remédios comprados com o salário. O importante é o dinheiro girar, repetem os empresários deitados em lençóis de seda.
Não é que esse abjeto costume chegou ao lado de cá?
É uma infame afirmação: o que é bom para países poderosos é bom para os de menor força, e a gente reverbera a isso como a síndrome do vira-lata. Danado é que terminam empurrando para nós inclusive o imprestável.
Nessa cadência de fazer aqui o que se faz lá, seguimos nas filas dos supermercados. Dia desses entrei em um substituto daquele que dizia ter orgulho de ser nordestino. Na fila do caixa, esperei o atendimento de uma família de pais gordos e filhos gordinhos empurrando o carro abarrotado de sacos onde lemos nomes de frutas, de carnes, peixes, farináceos, sucos e petiscos produzidos não nos pomares, fazendas, rios ou mares, mas em galpões.
Ainda não conseguimos regular a destinação dos resíduos, frutos do consumo desregrado em qualidade e quantidade. Os lixões continuam e poucos recebem o pomposo nome de aterros controlados, de onde conseguimos extrair algo de bom, como o gás metano utilizado para gerar energia, adubo orgânico e o húmus.
Geralmente o prefeito mantem um programa para atender meia dúzia de veículos e uma pequena horta no Colégio Municipal.
Enquanto isso, nos mares do planeta água, nossa casa, ilhas de plásticos que um dia foram embalagens de amburgueres, cremes faciais e coisas tais, se formam e servem de pouso aos pássaros migrantes e alimento aos peixes. Aqueles mesmos que nos enchem os olhos no almoço.
É verdade, o papel passa, mas o plástico fica. Eu me pergunto:
De que somos feitos: de luxo ou de lixo?
*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’. @aj.fontes
É Findi - Tubarão e Pitbull - Crônica - Por Romero Falcão*
05/06/2026
Junho se inicia com mais dois ataques de tubarão na capital pernambucana. As mordidas do predador e as vítimas amputadas — inclusive uma criança — espalham-se pelos canais de televisão e pela forte correnteza das redes sociais. Uma moça de 19 anos e uma criança de 11. Meu corpo se encolheu de horror só de pensar na agonia dos dois - o bote brutal, o sangue na água, o choque da hemorragia. Depois de sedados num sono profundo, acordar sem a perna. Oh, Deus!
O Padre Perdeu a Perna
O local do incidente com o menino — próximo à Igreja de Piedade — trouxe-me à memória uma história que mamãe contava: por volta das décadas de 40 e 50, um padre teria perdido a perna banhando-se no mesmo trecho de mar, diante da igreja. Não sei se o fato é verídico, já que tais ocorrências passaram a ser registradas oficialmente apenas a partir de 1992.
Investidas do Bicho
Não sou biólogo, muito menos estudioso de tubarões...
Junho se inicia com mais dois ataques de tubarão na capital pernambucana. As mordidas do predador e as vítimas amputadas — inclusive uma criança — espalham-se pelos canais de televisão e pela forte correnteza das redes sociais. Uma moça de 19 anos e uma criança de 11. Meu corpo se encolheu de horror só de pensar na agonia dos dois - o bote brutal, o sangue na água, o choque da hemorragia. Depois de sedados num sono profundo, acordar sem a perna. Oh, Deus!
O Padre Perdeu a Perna
O local do incidente com o menino — próximo à Igreja de Piedade — trouxe-me à memória uma história que mamãe contava: por volta das décadas de 40 e 50, um padre teria perdido a perna banhando-se no mesmo trecho de mar, diante da igreja. Não sei se o fato é verídico, já que tais ocorrências passaram a ser registradas oficialmente apenas a partir de 1992.
Investidas do Bicho
Não sou biólogo, muito menos estudioso de tubarões — as redes sociais já estão cheias de especialistas. Mas não seria razoável adotar medidas mais duras, pelo menos no inverno, quando se tornam mais propícias as investidas do bicho?
Radical Nessas Horas
Por exemplo: proibir o banho nas áreas mais críticas. Ser radical nessas horas vale mais do que deixar o banhista entregue à interpretação de uma placa: “Cuidado, tubarão”. E às subentendidas variáveis: água turva, maré alta, noite de lua cheia.
Perda Irreparável
Lembro que certa vez foi ventilado o uso de redes de proteção. Salvo engano, o custo seria alto demais para a extensão das praias. Li também que essas redes acabam ferindo golfinhos e tartarugas — contraindicação importante.
Recordo ainda a perda irreparável, na covid, do especialista da Universidade Rural de Pernambuco, Fábio Hazin, pesquisador e professor dedicado ao estudo e monitoramento dos tubarões com o barco Sinuelo. Faz muita falta numa hora dessas.
Poderosa Mandíbula
No lado oposto ao mar, também há uma fera. É tubarão no mar e pitbull na terra.
Já escrevi neste jornal sobre um desses animais soltos na rua que avançou contra mim durante uma caminhada. Escapei por pouco; as criaturas lá de cima botaram a mão.
Quase toda semana o noticiário se repete pelo país: alguém mordido pela poderosa mandíbula do cão.
Cara de Massaranduba
Alguns ficam com sequelas severas, como a escritora Roseana Murray, que perdeu um braço. Em determinadas regiões, é obrigatório o uso de focinheira nessa raça. Mas quem cumpre? Quem fiscaliza o brasileiro? Autêntico infrator cara de Massaranduba.
Semana passada vi um senhor de mais de setenta anos — físico frágil — conduzindo o animal de cara limpa, preso a uma guia precária.
Lei da Selva
O mundo está ficando mais difícil. A lei da selva cada vez mais selva no dia a dia.
Antes de sair de casa, peço aos céus: livrai-me dos maus motoqueiros, dos carros, dos golpistas, da bala perdida, dos pitbulls e das caixinhas de “música” dentro dos ônibus, cuja delicadeza sonora faz inveja a Villa-Lobos.
No mais, é rezar para que o tigre e o cabeça-chata convençam o cabeça-dura de que a melhor prevenção continua sendo não entrar no mar.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda
É Findi – Um Quase Poeta – Croni-poema, por Xico Bizerra*
05/06/2026
No álbum que estou gravando - MEU SAMBA É ASSIM, sob a regência e direção musical do mestre Jorge Simas (já gravou com Chico Buarque, Beth Carvalho, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Agepê, Clara Nunes, dentre outros menos votados) uma das letras que mais gosto é esta, quando me reconheço na posição de mero aprendiz, um pretenso Poeta e exalto a excelência dos grandes vates. Poderia falar de muitos outros, tão geniais e imensos quanto: MANOEL DE BARROS, PINTO DE MONTEIRO, LOURO DO PAJEÚ e outros tantos ... São do mesmo quilate. Sintam-se homenageados, pois, todos os Poetas.
Digo assim:
o olhar dela, tão singelo,
puro e belo, é tudo de bom,
eu, vate inventado,
tudo a dizer, nada a falar,
calo e foge-me o som:
sou muito menor que qualquer DRUMOND ...
atrevo-me a fazer verso,
é a inspiração passageira ...
tão ambicioso,
tudo a dizer, nada a falar,
e só bobageio asneira:
dista...
No álbum que estou gravando - MEU SAMBA É ASSIM, sob a regência e direção musical do mestre Jorge Simas (já gravou com Chico Buarque, Beth Carvalho, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Agepê, Clara Nunes, dentre outros menos votados) uma das letras que mais gosto é esta, quando me reconheço na posição de mero aprendiz, um pretenso Poeta e exalto a excelência dos grandes vates. Poderia falar de muitos outros, tão geniais e imensos quanto: MANOEL DE BARROS, PINTO DE MONTEIRO, LOURO DO PAJEÚ e outros tantos ... São do mesmo quilate. Sintam-se homenageados, pois, todos os Poetas.
Digo assim:
o olhar dela, tão singelo,
puro e belo, é tudo de bom,
eu, vate inventado,
tudo a dizer, nada a falar,
calo e foge-me o som:
sou muito menor que qualquer DRUMOND ...
atrevo-me a fazer verso,
é a inspiração passageira ...
tão ambicioso,
tudo a dizer, nada a falar,
e só bobageio asneira:
distante de todo e qualquer BANDEIRA ...
tento juntar as palavras
transformá-las em canções
é só um desejo!
tudo a dizer, nada a falar,
muitos e tantos senões
e longe de todo e qualquer CAMÕES
e há tão pouca rima em minha não-poesia
que ao pretenso esteta que há em mim
resta a certeza, aí sim, de ser nenhum poeta,
tudo a dizer, nada a falar.
meu grito preso não ecoa,
é voz calada em cena muda
muito apartado de qualquer NERUDA,
sou falso bardo, um nunca PESSOA,
fingidor poeta de versos à toa ...
*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico
É Findi – Bairro da Boa Vista - Por Carlos Bezerra Cavalcanti*
05/06/2026
O panorama visto das janelas do segundo palácio de Nassau, no Recife, era, dizem os contemporâneos, maravilhoso, ao se vislumbrar as terras continentais de Pernambuco, proporcionando uma bela visão, ou seja, uma “Boa Vista”.
Em 1806, a Câmara de Olinda cedeu ao senhor Casimiro Antônio de Medeiros: “ 140 palmos correntes de um termo ala-gado da Boa Vista, junto à ponte e na direção norte,... “ Ele aterrou a área, construindo, no local, as primeiras casas da futura Rua da Aurora emprestando o nome ao lugar Casimiro”.
Foi essa área, a quarta localidade do centro do Recife a ter iniciada o seu povoamento, principalmente depois do citado aterro, quando recebeu três importantes logradouros: Rua do Aterro, atual da Imperatriz, Rua da Aurora, que é assim chamada por só dispor de casas voltadas para o nascente, recebendo, assim, os primeiros raios do sol nascente, e Rua Formosa, depois do alargamento, chamada de Conde da Boa Vista, em homenagem ao grande Perna...
O panorama visto das janelas do segundo palácio de Nassau, no Recife, era, dizem os contemporâneos, maravilhoso, ao se vislumbrar as terras continentais de Pernambuco, proporcionando uma bela visão, ou seja, uma “Boa Vista”.
Em 1806, a Câmara de Olinda cedeu ao senhor Casimiro Antônio de Medeiros: “ 140 palmos correntes de um termo ala-gado da Boa Vista, junto à ponte e na direção norte,... “ Ele aterrou a área, construindo, no local, as primeiras casas da futura Rua da Aurora emprestando o nome ao lugar Casimiro”.
Foi essa área, a quarta localidade do centro do Recife a ter iniciada o seu povoamento, principalmente depois do citado aterro, quando recebeu três importantes logradouros: Rua do Aterro, atual da Imperatriz, Rua da Aurora, que é assim chamada por só dispor de casas voltadas para o nascente, recebendo, assim, os primeiros raios do sol nascente, e Rua Formosa, depois do alargamento, chamada de Conde da Boa Vista, em homenagem ao grande Pernambucano, nascido no Cabo, em 1802, um dos principais Governantes de nossa Província, Francisco do Rego Barros, o “Chico Macho”.
Segundo Flávio Guerra in “O Conde da Boa Vista e o Recife”, comentando a situação da localidade, nos idos de 1837: “as ruas eram intransitáveis nos dias de chuva precisando os mora-dores usar pernas de pau para atravessá-las. O Beco do Tambiá, partindo do antigo Largo da B. Vista, era um aglomerado de casas infectas, servindo ai de baixo meretrício. Depois é que se alargou, transformou-se na Rua da Intendência e depois, na Avenida Manoel Borba.
“Esse Bairro da Boa Vista, (continua Flávio Guerra), embora oferecendo as faladas boas casas de residências, ainda era quase um conjunto de arruados não indo além do Pátio de Santa Cruz, havendo apenas no segmento desse, um caminho que chegava à chamada Trempe, onde se unia com o descampado que iria ser o beco do cotovelo, dando motivo a denominação tão familiar na boca de nossos avós. Essa Trempe correspondia à zona onde atualmente se situa a confluência da antiga Rua do Sebo, (Barão de São Borja) com O Beco do Cotovelo (atual Visconde de Goiana). Outro caminho dava início a futura Rua Gervásio Pires, seguindo pela Corredor do Bispo, até atingir o Palácio Episcopal, ainda em construção. No mais, outros logradouros, surgindo sem edificações de monta, terrenos baldios, imensos sítios, e, para diante, o mato.”
*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras.
É Findi - Malude Maciel* em Dose Dupla
05/06/2026
São João de Caruaru - Poema
Minha cidade vira uma festança
Com alegria e animação
Fogos, brincadeiras de criança
Tudo encanta nessa festa de São João
Vemos quadrilhas, rojões,
Fogueiras, bandeirolas multicores
Na paixão se esquentam os corações
E temos em volta uma explosão de amores
Os amigos, as famílias se entrelaçam
Em encontros, no Pátio se abraçam
Muita gente numa linda união
Bem além dos desfiles e fantasia
Preservemos a pureza e a harmonia
Demos vivas à nossa tradição.
Polo do repente - poeta Lídio Cavalcanti - Crônica
Mais uma edição do maior e melhor São João do mundo já começou e passará todo o mês de junho com festejos juninos em toda a cidade do "país de Caruaru", (como dizia o historiador Nelson Barbalho) especialmente no Pátio do forró, largo da antiga Col...
São João de Caruaru - Poema
Minha cidade vira uma festança
Com alegria e animação
Fogos, brincadeiras de criança
Tudo encanta nessa festa de São João
Vemos quadrilhas, rojões,
Fogueiras, bandeirolas multicores
Na paixão se esquentam os corações
E temos em volta uma explosão de amores
Os amigos, as famílias se entrelaçam
Em encontros, no Pátio se abraçam
Muita gente numa linda união
Bem além dos desfiles e fantasia
Preservemos a pureza e a harmonia
Demos vivas à nossa tradição.
Polo do repente - poeta Lídio Cavalcanti - Crônica
Mais uma edição do maior e melhor São João do mundo já começou e passará todo o mês de junho com festejos juninos em toda a cidade do "país de Caruaru", (como dizia o historiador Nelson Barbalho) especialmente no Pátio do forró, largo da antiga Coletoria estadual (atualmente Fundação de Cultura e Biblioteca Municipal Álvaro Lins)e da estação ferroviária, onde existe polos de atrações, concentrando-se as apresentações mais autênticas da Cultura e Arte da Capital do Agreste que é também a Capital do Forró.
É preciso vivenciar para acreditar na diversidade de coisas interessantes e bonitas que se espalham naquele espaço de muita alegria, musicalidade e tradição. Fica difícil descrever o cabedal de tantas cores e belezas que se encontram ali presentes, pois é uma infinidade de detalhes maravilhosos e dignos de registro, naquela festa.
Polos de atividades
Entre os 27 polos de atração, cada um com seu nome alusivo a um personagem famoso da História caruaruense, como: Polo Azulão; Polo Camarão; etc. destacamos o Polo do Repente, em homenagem ao compositor, folclorista, poeta, escritor e radialista Lídio Cavalcanti, porque no seu palco apresentam-se os contadores e tocadores de viola, repentistas e emboladores, poetas, cordelistas e toda uma gama de artistas da cultura popular de nossa terra e alhures. É uma satisfação acompanhar os shows de preciosidades que ali se encontram. Inclusive, vimos o professor José Urbano, acadêmico da ACACCIL e historiador, contar como começou esse Polo do Repente, há mais de vinte anos consecutivos com o maior sucesso em sua trajetória.
Nessa noite
Desta feita, vimos um festival de rimas e improvisos dos emboladores Irapuru e Caetano de Ingazeira, encantando a plateia com seus pandeiros, suas brincadeiras e suas cantigas folclóricas. Isso, comodamente sentados e ainda apreciando os desfiles dos bacamarteiros, boi Surubim e dezenas de espetáculos, como bandinha de pífanos, Teatro Mamusebá, quadrilhas juninas e uma passarela de pessoas elegantes e charmosas caracterizadas segundo o costume local.
Ritmo de animação
Muito gratificante é participar no clima de forró, cantando, dançando, escutando boas músicas ou simplesmente observando os folguedos, assistindo os desfiles e, de uma forma ou de outra, sendo incluído na festança. Inúmeros são os turistas de toda parte, que chegam animados e esbanjam satisfação.
Sem falar nas comidas típicas deliciosas, como: canjica, pamonhas, munguzá, milho cozido, bolo pé de moleque, etc.
Até o dia clarear
Quem chega disposto a cair na brincadeira, fica no Pátio Luiz Lua Gonzaga, curtindo shows de diversos famosos, tendo a oportunidade de apreciar a prata da casa, excelentes nomes locais como: Onildo Almeida, Azulão, Azulinho, Petrúcio Amorim, Renilda Cardoso, Marlene do Forró, etc .
Sem aperreio nenhum
E não sairá da cidade sem visitar o Alto do Moura do saudoso Mestre Vitalino e sua arte do barro.
Abertura especial
É de praxe a abertura desse período festivo ser feita, solenemente, pela cantora Elba Ramalho; nesse ano não foi diferente. Ela fez a festa acompanhada pelo prefeito do município e pela governadora do Estado.
Viva Caruaru!
*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina. @malude.maciel
PE 90 em estado de calamidade. População clama por providências
05/06/2026
O trecho é fundamental para vários polos econômicos do Estado. A PE 90 parte de Carpina e se estende até Toritama. Tirando o trecho de 10km ligando Vertentes a Taquaritinga, cujo recapeamento foi inaugurado com festa digna da inauguração definitiva da Transnordestina, o resto é uma buraqueira só. O nome estrada carroçavel já seria muito complacente.
Falsas promessas
A governadora Raquel Teixeira Lyra assumiu o compromisso de realizar a duplicação e restauração da PE-90, ligando municípios como Carpina, Surubim e Toritama. O projeto foi muito alardeado, mas como a maioria das promessas deste governo nada aconteceu. A incompetência, por exemplo, está patente nos erros das licitações que travam tudo. Foi o caso ontem, da prometida duplicação da BR 232, que o governo do Estado assumiu e fez uma licitação cheia de suspeitas, travada pelo TCE.
Em tempo
Durante visita recente a Surubim, o pré-candidato...
O trecho é fundamental para vários polos econômicos do Estado. A PE 90 parte de Carpina e se estende até Toritama. Tirando o trecho de 10km ligando Vertentes a Taquaritinga, cujo recapeamento foi inaugurado com festa digna da inauguração definitiva da Transnordestina, o resto é uma buraqueira só. O nome estrada carroçavel já seria muito complacente.
Falsas promessas
A governadora Raquel Teixeira Lyra assumiu o compromisso de realizar a duplicação e restauração da PE-90, ligando municípios como Carpina, Surubim e Toritama. O projeto foi muito alardeado, mas como a maioria das promessas deste governo nada aconteceu. A incompetência, por exemplo, está patente nos erros das licitações que travam tudo. Foi o caso ontem, da prometida duplicação da BR 232, que o governo do Estado assumiu e fez uma licitação cheia de suspeitas, travada pelo TCE.
Em tempo
Durante visita recente a Surubim, o pré-candidato ao Governo, João Campos, se comprometeu a resolver o problema da PE 90 e executar a duplicação da obra.
NR - Vídeo e imagens enviados por leitora de O Poder.
Alek Maracajá passa a ter coluna semanal na revista Veja
05/06/2026
Alek é um profissional top Brasil na sua área. Já tinha espaço na mídia nacional. Há três semanas, firmamos parceria para O Poder publicar diariamente, pela manha, o Radar Estratégico, captando os temas que são assuntos nas redes sociais, produzido por sua empresa, Ativaweb DataLab. A partir de plataforma exclusiva, os temos do momento são identificados, bem como as discussões que dominam as redes.
A coluna Radar Estratégico traz uma abordagem inédita, exclusiva na imprensa nacional.
A Ativaweb DataLab
Criada e dirigida por Alek Maracajá, a Ativaweb DataLab é uma empresa especializada em leitura estratégica de comportamento digital e análise de dados (Big Data). Em vez de apenas monitorar menções, a empresa processa milhões de interações em redes sociais para mapear tendências de opinião, medir a força de figuras públicas e analisar o impacto de crises. Presta serviços para órgãos públicos, instituições e empresas privadas.
Alek é um profissional top Brasil na sua área. Já tinha espaço na mídia nacional. Há três semanas, firmamos parceria para O Poder publicar diariamente, pela manha, o Radar Estratégico, captando os temas que são assuntos nas redes sociais, produzido por sua empresa, Ativaweb DataLab. A partir de plataforma exclusiva, os temos do momento são identificados, bem como as discussões que dominam as redes.
A coluna Radar Estratégico traz uma abordagem inédita, exclusiva na imprensa nacional.
A Ativaweb DataLab
Criada e dirigida por Alek Maracajá, a Ativaweb DataLab é uma empresa especializada em leitura estratégica de comportamento digital e análise de dados (Big Data). Em vez de apenas monitorar menções, a empresa processa milhões de interações em redes sociais para mapear tendências de opinião, medir a força de figuras públicas e analisar o impacto de crises. Presta serviços para órgãos públicos, instituições e empresas privadas.
Viva a vida - 60+, uma revista para todas as idades
05/06/2026
Por José Nivaldo Junior*
Faz tempo que queria fazer uma matéria sobre essa maravilhosa publicação impressa, que foca no público 60+ porém interessa a todas as pessoas que valorizam atualização e bem viver. A publicação é mensal, distribuída gratuitamente e está na 19a edição. A capa da edição mais recente, com a amiga Marta Lima, linda e maravilhosa no alto dos seus 68 bem vividos anos, foi a gota d'água. Eis o texto.
Ideia inovadora
A sede da publicação é em Salgadinho, Olinda. O e-mail é: contato@revista60mais.com.br
Os criadores e diretores executivos são os experientes e competentes amigos Sérgio Moury Fernandes e Luciano Moura. A direção de arte é do querido Bruno Falcone Stamford (Por onde andas, que não mais te vejo?). A editora é Carol Bradley, com apoio de Ana Cláudia Lucena. E colaboradores de peso, a exemplo do médico Misael Wanderley e do economista Sérgio C. Buarque. Timaço. A revista aborda de um tudo, s...
Por José Nivaldo Junior*
Faz tempo que queria fazer uma matéria sobre essa maravilhosa publicação impressa, que foca no público 60+ porém interessa a todas as pessoas que valorizam atualização e bem viver. A publicação é mensal, distribuída gratuitamente e está na 19a edição. A capa da edição mais recente, com a amiga Marta Lima, linda e maravilhosa no alto dos seus 68 bem vividos anos, foi a gota d'água. Eis o texto.
Ideia inovadora
A sede da publicação é em Salgadinho, Olinda. O e-mail é: contato@revista60mais.com.br
Os criadores e diretores executivos são os experientes e competentes amigos Sérgio Moury Fernandes e Luciano Moura. A direção de arte é do querido Bruno Falcone Stamford (Por onde andas, que não mais te vejo?). A editora é Carol Bradley, com apoio de Ana Cláudia Lucena. E colaboradores de peso, a exemplo do médico Misael Wanderley e do economista Sérgio C. Buarque. Timaço. A revista aborda de um tudo, sob a ótica dos 60+. Porém também atrai e instiga os 60- pela diversidade, riqueza e atualidade dos temas que aborda.
IA: benefícios reais
É o assunto da matéria de capa desta edição. Com exemplos bem explicativos da diversidade de aplicações na vida cotidiana. Lá para as tantas da matéria, algo que descobri há algum tempo mas não tinha enunciado. O publicitário Anselmo Albuquerque diz que o interesse pela IA cresce quando as pessoas entendem que não precisam dominar a tecnologia, apenas saber usá-la a seu favor. Com amplo e objetivo detalhamento da melhor forma de usar, dos benefícios e riscos do uso. Também opinam Marcelo Silva, consultor empresarial e a querida Marta Lima. Sim, o texto sobre IA é de Ana Cláudia Lucena.
A pauta
A revista traz entrevistas, matérias sobre cultura, comportamento, arte, saúde, assuntos internacionais, opinião e ensaios fotográficos. Tudo no mais alto padrão editorial e gráfico. Parabéns aos idealizadores e executores de tão relevante projeto para a contemporaneidade pernambucana.
*José Nivaldo Junior é publicitário especializado em marketing político, historiador, da Academia Pernambucana de Letras. Diretor de O Poder.
Fascinante - Museu do Estado inaugura amanhã exposição sobre memória e heranças africanas
05/06/2026
O Museu do Estado de Pernambuco - MEPE, prepara uma das mais importantes exposições voltadas à valorização das culturas africanas e afro-brasileiras no cenário cultural pernambucano. Com o título “Áfricas: Arte, Ancestralidade e Decolonização”, a mostra propõe um mergulho histórico, artístico e educativo nas contribuições dos povos africanos para a formação cultural, religiosa, estética e social do Brasil e do mundo.
Abertura amanhã
O evento de abertura acontece amanhã, sábado 06 de junho, às 15 horas.
A exposição
Foi construída sob uma perspectiva decolonial, buscando ampliar o debate sobre memória, ancestralidade, resistência e reparação histórica. O projeto também pretende provocar reflexões sobre os impactos da colonização e da escravidão, ao mesmo tempo em que evidencia a potência das matrizes africanas presentes na identidade brasileira contemporânea.
Des...
O Museu do Estado de Pernambuco - MEPE, prepara uma das mais importantes exposições voltadas à valorização das culturas africanas e afro-brasileiras no cenário cultural pernambucano. Com o título “Áfricas: Arte, Ancestralidade e Decolonização”, a mostra propõe um mergulho histórico, artístico e educativo nas contribuições dos povos africanos para a formação cultural, religiosa, estética e social do Brasil e do mundo.
Abertura amanhã
O evento de abertura acontece amanhã, sábado 06 de junho, às 15 horas.
A exposição
Foi construída sob uma perspectiva decolonial, buscando ampliar o debate sobre memória, ancestralidade, resistência e reparação histórica. O projeto também pretende provocar reflexões sobre os impactos da colonização e da escravidão, ao mesmo tempo em que evidencia a potência das matrizes africanas presentes na identidade brasileira contemporânea.
Destaques
O diretor do Museu do Estado, Rinaldo Carvalho, afirma que um dos grandes destaques da mostra será a coleção de máscaras e esculturas africanas doadas ao museu pela família do colecionador Ernesto Margolis. O acervo reúne 114 peças de grande relevância histórica, antropológica e artística, que passarão a integrar o diálogo expositivo como símbolos de espiritualidade, ancestralidade e expressão estética africana.
Imperdível
A exposição foi organizada em núcleos temáticos que abordarão desde a África como berço das civilizações passando pelas rotas da escravização, religiões de matrizes africanas, arte ritualística até a influência africana sobre os movimentos modernistas europeus e brasileiros. O percurso conta com espaço para a produção contemporânea de artistas negros e obras ligadas às discussões sobre identidade, corpo, pertencimento e resistência.
Programação educativa
Além da experiência expositiva, o projeto tem ampla programação educativa, incluindo visitas mediadas, rodas de diálogo, formação para professores e atividades pós-visitação voltadas para o público em geral.
A curadoria
É coletiva e multidisciplinar, reunindo historiadores, antropólogos, museólogos, representantes culturais e lideranças ligadas às matrizes africanas. Entre os participantes estão o Consulado Honorário da Costa do Marfim, a historiadora doutora Aline de Biase, da UFPE, o antropólogo e coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Etnicidade - NEPE (UFPE), Renato Athias, Francisco Neto (Chico Bantu), produtor cultural e pesquisador das culturas Bantu e as equipes da Reserva Técnica, do Educativo e de Comunicação do museu.
Com 'Áfricas: Arte, Memória e Decolonização', o Museu do Estado de Pernambuco reafirma seu compromisso com práticas museológicas inclusivas, educativas e voltadas à valorização da diversidade cultural, ampliando o acesso do público ao patrimônio africano preservado pela instituição e fortalecendo o debate sobre as heranças africanas na formação da sociedade brasileira.
Serviço
Local: Museu do Estado de Pernambuco
Av. Rui Barbosa, 960- Graças;
Evento: Exposição 'Áfricas: Arte, Ancestralidade e Decolonização';
Abertura: Sábado, 06 de junho/2026.
Durante a semana o museu abre de terça a sexta feira de 9h às 17h; Sábados e domingos de 14 às 17h;
Entrada gratuita.
Devolução de valores vira critério para PF avançar com delação de Vorcaro
05/06/2026
A Polícia Federal está certa de que, para a delação de Daniel Vorcaro prosperar, é preciso que o ex-banqueiro se disponha a devolver um valor robusto, algo na casa dos R$ 60 bilhões.
Esperam
Segundo a PF, os investigadores esperam informações inéditas, que ampliem o alcance do que já foi apurado. A nova versão apresentada pelo dono do Banco Master está em fase de análise.
Verifica
A PF verifica se há omissões na proposta do ex-banqueiro depois que a primeira tentativa de acordo foi rejeitada pelos investigadores. A primeira proposta de Vorcaro foi devolvida justamente pela ausência de informações.
Bastidores
Nos bastidores, a avaliação é que a segunda proposta é “mais robusta”, porém, ainda precisará passar por um pente-fino para garantir a existência de provas que sustentem os relatos.
A Polícia Federal está certa de que, para a delação de Daniel Vorcaro prosperar, é preciso que o ex-banqueiro se disponha a devolver um valor robusto, algo na casa dos R$ 60 bilhões.
Esperam
Segundo a PF, os investigadores esperam informações inéditas, que ampliem o alcance do que já foi apurado. A nova versão apresentada pelo dono do Banco Master está em fase de análise.
Verifica
A PF verifica se há omissões na proposta do ex-banqueiro depois que a primeira tentativa de acordo foi rejeitada pelos investigadores. A primeira proposta de Vorcaro foi devolvida justamente pela ausência de informações.
Bastidores
Nos bastidores, a avaliação é que a segunda proposta é “mais robusta”, porém, ainda precisará passar por um pente-fino para garantir a existência de provas que sustentem os relatos.
Fernando de Noronha tem a primeira embarcação feita em acrílico pela indústria nacional no Brasil
05/06/2026
Como atrativo para os turistas e visitantes que aportam na ilha de Fernando de Noronha, a lancha Vision, primeira embarcação do Brasil 100% de acrílico, e fabricada pela indústria nacional, realiza passeios privados ou coletivos. Os mesmos se estendem ao atendimento de pessoas com autismo ou necessidades especiais como cadeirantes por exemplo.
A ideia
A ideia foi trazida ao país na observação feita pelos empreendedores em viagens a Europa. Feita em acrílico e acabada com colas especiais inoxidáveis, a lancha tem capacidade de receber 7 pessoas de maneira segura e confortável.
Os passeios
Os passeios acontecem de domingo a domingo com quatro saídas, 8h, 9h30, 11h e 13h30, com duração de uma hora.
"Quem experimenta tem uma experiência sem igual de contemplação da natureza marinha como golfinhos, arraias e várias espécies de peixes. O comandante sempre dá uma atenção aos passageir...
Como atrativo para os turistas e visitantes que aportam na ilha de Fernando de Noronha, a lancha Vision, primeira embarcação do Brasil 100% de acrílico, e fabricada pela indústria nacional, realiza passeios privados ou coletivos. Os mesmos se estendem ao atendimento de pessoas com autismo ou necessidades especiais como cadeirantes por exemplo.
A ideia
A ideia foi trazida ao país na observação feita pelos empreendedores em viagens a Europa. Feita em acrílico e acabada com colas especiais inoxidáveis, a lancha tem capacidade de receber 7 pessoas de maneira segura e confortável.
Os passeios
Os passeios acontecem de domingo a domingo com quatro saídas, 8h, 9h30, 11h e 13h30, com duração de uma hora.
"Quem experimenta tem uma experiência sem igual de contemplação da natureza marinha como golfinhos, arraias e várias espécies de peixes. O comandante sempre dá uma atenção aos passageiros no sentido de explicar as características físicas dos animais aquáticos e sua forma de agir, se alimentar e conviver com o ecossistema da região", afirma Jade Martins, uma das sócias da empresa.
Prévias juninas com Petrúcio Amorim, Geraldinho Lins, exposições, e festivais, confira a agenda cultural no Grande Recife
05/06/2026
Forró, exposições, festivais e filmes. Com a chegada da temporada junina, junho segue fervendo com diversas opções de atividades culturais no Grande Recife. Entre os destaques, está o 30º Cine PE - Festival do Audiovisual, que homenageia a atriz Cláudia Abreu.
As prévias juninas
O final de semana também terá prévias juninas, como o Forró do Seu Zezu, que traz shows de Petrúcio Amorim, Geraldinho Lins, Jorge de Altinho e Mel com Terra, e o Forrozão do Galo, com Priscila Senna e Raphaela Santos. Para as crianças, tem ainda o Arraial do Bita.
Cine PE
Completando 30 anos em 2026, o Cine PE - Festival do Audiovisual homenageia a atriz Cláudia Abreu. A programação conta com mostras competitivas de longas e curtas-metragens. O evento inclui também lançamento de livro e bate-papos sobre a sétima arte e o mercado audiovisual.
30º Cine PE - Festival do Audiovisual
Até domingo (7). Confira aqu...
Forró, exposições, festivais e filmes. Com a chegada da temporada junina, junho segue fervendo com diversas opções de atividades culturais no Grande Recife. Entre os destaques, está o 30º Cine PE - Festival do Audiovisual, que homenageia a atriz Cláudia Abreu.
As prévias juninas
O final de semana também terá prévias juninas, como o Forró do Seu Zezu, que traz shows de Petrúcio Amorim, Geraldinho Lins, Jorge de Altinho e Mel com Terra, e o Forrozão do Galo, com Priscila Senna e Raphaela Santos. Para as crianças, tem ainda o Arraial do Bita.
Cine PE
Completando 30 anos em 2026, o Cine PE - Festival do Audiovisual homenageia a atriz Cláudia Abreu. A programação conta com mostras competitivas de longas e curtas-metragens. O evento inclui também lançamento de livro e bate-papos sobre a sétima arte e o mercado audiovisual.
30º Cine PE - Festival do Audiovisual
Até domingo (7). Confira aqui a programação completa.
Teatro do Parque: Rua do Hospício, 81, Boa Vista - Recife
Cinema São Luiz: Rua da Aurora, 175, Boa Vista - Recife
Mostra de Cinema Europeu
A Mostra de Cinema Europeu reúne filmes da França, Itália, Alemanha, Espanha e Suíça. A programação celebra o Dia da Europa e reúne produções que apresentam diferentes histórias e artistas do continente. A iniciativa é realizada em parceria com instituições culturais e consulados dos cinco países participantes.
Mostra de Cinema Europeu
Programação:
Sexta-feira (5), às 18h40: "Verão na Sicília (Gioia Mia)", de Margherita Spampinato (Itália)
Sábado (6), às 19h: "Te Estoy Amando Locamente", de Alejandro Marín (Espanha)
Domingo (7), às 14h25: Josep, de Aurel (França)
Segunda-feira (8), às 17h30: Short Export 2026 (Alemanha)
Cine Apipucos
O projeto Cine Apipucos promove uma edição especial dedicada à obra de Steven Spielberg, com exibições gratuitas de cinema ao ar livre.
Cine Apipucos
Confira datas e horários:
Sexta-feira (5), às 19h: "Além da Eternidade"
Sábado (6), às 18h: "E.T — O Extraterrestre"
Domingo (7), às 16h30: "O Bom Gigante Amigo"
Parque Apipucos: Rua de Apipucos, s/n, Apipucos - Recife
Forrozão do Galo
O Galo da Madrugada realiza a 16ª edição do Forrozão do Galo, que abre oficialmente os festejos juninos. A programação inclui shows no palco e em três trios elétricos, além de cidade cenográfica, cortejo junino, quadrilhas e apresentações de forró pé de serra.
Forrozão do Galo
Programação:
Sexta-feira (5): Gustavo Travassos, Bia Villa-Chan, Raphaela Santos, Banda Inove, Asas da América e Fabiana Pimentinha
Sábado (6): Andrielly Souza, Kelly Oliveira, Priscila Senna, Banda Inove, Asas da América e Forró Culé de Chá
Sexta-feira (5) e sábado (6), das 19h às 2h
Praça Sérgio Loreto, Bairro de São José, Centro do Recife
Espetáculo "Caravana das maravilhas"
Montado pela Trupe Circuluz, o espetáculo “Caravana das maravilhas” é voltado ao público infantil e reúne elementos circenses numa narrativa lúdica. A história acompanha Parafina, que encontra as palhaças Keké, Pepilico, Padaria, Alicate e Estripulia em uma jornada marcada por malabarismos, acrobacias e manipulação do fogo.
Espetáculo "Caravana das maravilhas"
Programação:
Domingo (7), às 16h - Ilê Axé Ayrá Omim Kaia Lofim: Rua Transamazônica, 575, Boa Esperança - Abreu e Lima
Quinta-feira (11), às 14h - II Festival Agogô de Cultura e Identidade Afro-brasileira, no Compaz Paulo Freire: Ladeira da Cohab, 405, Ibura - Recife
Show "Mestre Gennaro com Banda de Pau e Corda"
Visto como um dos principais sucessores de Luiz Gonzaga, Mestre Gennaro se apresenta com a Banda de Pau e Corda. O repertório inclui canções do artista, além de homenagens a Gonzagão, Anastácia, Marinês, Dominguinhos e Sivuca.
Show "Mestre Gennaro com Banda de Pau e Corda"
Sexta-feira (5), sábado (6) e dias 10, 11 e 12 de junho, às 19h30
Caixa Cultural: Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife
Prévia junina "Forró do Seu Zezu"
A prévia junina "Forró do Seu Zezu" completa 43 anos em 2026. A festa vai reunir nomes tradicionais do ritmo nordestino, como Geraldinho Lins, Petrúcio Amorim, Jorge de Altinho e Mel com Terra.
"Forró do Seu Zezu"
Sábado (6), a partir das 16h
Fazeventus: Estrada de Aldeia, Km 6,5, 5874, Aldeia - Camaragibe
Arraial do Bita
No "Arrial do Bita", os personagens do Mundo Bita participam de um espetáculo dedicado aos ritmos das festas juninas. A apresentação começa com um trio pé de serra interpretando músicas do grupo e termina com o show "Festa dos Bichos - Especial de São João", que traz figurinos personalizados e canções do Mundo Bita adaptadas ao forró.
Arraial do Bita
Sábado (6), domingo (7) e dias 13 e 14 de junho, a partir das 16h30
Shopping Tacaruna: Avenida Agamenon Magalhães, 153, Santo Amaro - Recife
Espetáculo "A Bella Itália"
O trio A Bela e os Tenores, formado pela soprano Giovanna Maira e pelos tenores Jorge Duran e Armando Valsani, faz um tributo a Andrea Bocelli. No espetáculo, os artistas relembram clássicos como "Vivo per lei", "Fall on me" e "Con te partiró".
Espetáculo "A Bella Itália"
Sábado (6), às 20h
Teatro RioMar: Shopping RioMar, Avenida República do Líbano, 251, Pina - Recife
Coco de Umbigada
O Coco da Umbigada celebra os 28 anos da Sambada de Coco do Guadalupe, em Olinda. Liderada pela ialorixá Mãe Beth de Oxum ao lado do Mestre Quinho, a programação musical conta com as participações de DJ MK, Grupo Luz de Angolinha com Mestra Di, Afoxé Babá Orixalá Funfun, Marcela Souza, Mestra Ana Lúcia, Grupo Flor de Catemba e Neto de Xambá.
Coco de Umbigada
Sábado (6), às 20h
Beco da Macaíba: Rua João de Lima, s/n, Guadalupe - Olinda
Festival Recife Coffee
Em sua 11ª edição, o festival Recife Coffee reúne 34 cafeterias do Recife, de Olinda e de Gravatá, no Agreste (veja a lista de participantes e os respectivos combos). Realizado pela Associação de Cafeterias de Especialidades de Pernambuco (Ascape), a iniciativa promove a cultura dos cafés especiais por meio das “Sugestões dos Baristas”, combinações de café, salgado e sobremesa oferecidas em todos os estabelecimentos participantes.
Festival Recife Coffee
Festival “Palco Giratório”
A 10ª edição do Palco Giratório reúne mais de 40 espetáculos em uma programação com teatro, dança, circo, cinema, oficinas e ações formativas. Realizado pelo Sesc, o projeto ocupa teatros, espaços culturais e áreas públicas do Recife, Jaboatão dos Guararapes e São Lourenço da Mata com apresentações locais e nacionais.
Festival “Palco Giratório”
Até domingo (7)
Recife, Jaboatão dos Guararapes e São Lourenço da Mata
Espetáculo “TV Fracasso”
O espetáculo “TV Fracasso”, da Cia. Jogando com Palhaçaria, realiza uma temporada especial de Dia dos Namorados. Na apresentação, programas populares da televisão aberta servem de inspiração para a montagem. O trabalho surgiu em 2024 na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e, desde então, ganhou novas versões e circulação em outros espaços.
Espetáculo “TV Fracasso”
Quarta-feira (10), quinta-feira (11) e sexta-feira (12), às 20h
Teatro Hermilo Borba Filho: Rua do Cais do Apolo, 142, Bairro do Recife
Gratuito, com retirada uma hora antes do espetáculo; contribuição voluntária no formato “pague quanto puder”
Exposição "Dura Naturalia"
A exposição “Dura Naturalia” reúne mais de 40 anos da produção do artista paraibano José Rufino, com curadoria de Daniel Donato. Dividida em três núcleos, a mostra destaca séries como “Cartas de Areia”, trabalho mais antigo do conjunto, em que Rufino utiliza um arquivo privado de cartas do avô, escritas entre 1920 e 1950, além de apresentar obras inéditas.
Exposição Dura Naturalia, de José Rufino
Até 19 de junho. Visitação de segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 17h
Galeria Marco Zero: Avenida Domingos Ferreira, 3393, Boa Viagem - Recife
Exposição “Tereza Costa Rêgo - Sem Concessões”
A exposição “Tereza Costa Rêgo – Sem Concessões”, com curadoria de Denise Mattar, apresenta um panorama da obra da artista pernambucana por meio de cerca de 30 trabalhos que percorrem diferentes fases da carreira. Entre os destaques estão “Pecado Original”, “O Parto do Porto”, “Cobertor de Gatos” e “Apocalipse de Tereza”, que abordam temas como vida, morte, memória e história.
Exposição “Tereza Costa Rêgo - Sem Concessões”
Até 21 de junho. Visitação de terça a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 18h
Caixa Cultural Recife: Avenida Alfredo Lisboa, 505, Recife
Exposição “Lagarta Richelieu – Agreste em linhas e lacês”
A exposição “Lagarta Richelieu – Agreste em linhas e lacês” propõe uma imersão no universo da Renda Renascença, um dos principais patrimônios culturais do Nordeste. A mostra reúne fotografias, materiais audiovisuais, instalações e objetos da multiartista e curadora Lenice Queiroga, que explora a memória, os saberes e os processos dessa tradição artesanal. Resultado de mais de uma década de pesquisa autoral, o trabalho destaca também as mestras rendeiras e os territórios onde a prática se mantém viva.
Exposição “Lagarta Richelieu – Agreste em Linhas e Lacês”
Exposição "O Reinado do Riso"
A Caixa Cultural Recife recebe a exposição “O Reinado do Riso”, que apresenta como o riso e a brincadeira atravessam tradições como o carnaval, o Bumba Meu Boi, a Folia de Reis, o teatro de bonecos e outras expressões. Entre os artistas pernambucanos presentes estão nomes como Bajado, Julião das Máscaras, Silvio Botelho e Mestre Solon, além de registros fotográficos de manifestações culturais do estado.
Exposição "O Reinado do Riso"
Até 5 de julho. Visitação de terça a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 18h
Caixa Cultural Recife: Avenida Alfredo Lisboa, 505, Recife
Exposição "Tempo"
A primeira exposição individual da artista visual Tereza Perman reúne 45 obras. As peças artísticas, feitas com pintura tradicional e digitais, são divididas em três séries: Identidade, Dissolvida e Retratos de Memória. A mostra foi criada a partir das experiências da artista no convívio familiar.
Exposição "Tempo", de Tereza Perman
Até 6 de julho
Instituto Ploeg: Rua da Santa Cruz, 190, Boa Vista - Recife
Exposição “Manto dos Campeões: Lendas da Copa”
A exposição “Manto dos Campeões: Lendas da Copa” reúne 20 camisas clássicas de 13 seleções, como Brasil, Argentina, Espanha e Holanda. As peças pertencem ao colecionador pernambucano Antonio Botelho e inclui peças usadas por jogadores como Ricardo Rocha, Bebeto, Ronaldo, Maradona, Van Persie e Iniesta.
Exposição “Manto dos Campeões: Lendas da Copa”
Até 19 de julho. De segunda a sábado, das 9h às 21h; e domingo, das 11h às 19h
Shopping Boa Vista: Rua do Giriquiti, 48, Boa Vista - Recife
Exposição "Carta ao desejo"
A mostra coletiva “Carta ao Desejo”, com obras de 22 artistas e curadoria de Rebeka Monita, reúne obras que exploram imaginação, fantasia e utopias, usando a poesia como forma de reflexão e transformação. Na abertura, o artista Edson Barrus Atikum apresenta a performance “cercaviva”.
Além da mostra, as exposições “...Aquele Cheiro do Tempo”, de Luciana Borre, sobre memória e práticas têxteis; e “Garateia: Onde Ancora a Memória”, de Shell Osmo, inspirada nas vivências ribeirinhas da bacia do Pina, no Recife, fazem parte da programação do MAMAM, na capital pernambucana.
Exposição "Carta ao desejo"
Visitação até 19 de julho. De quar
Exposição "Maracatu - Antropologia Visual"
O Paço do Frevo recebe a exposição temporária “Maracatu – Antropologia Visual”, dedicada à história e à força cultural do maracatu em Pernambuco. A mostra, com curadoria e design de Augusto Lins Soares, reúne 40 fotografias de Lula Cardoso Ayres, Katarina Real, Fred Jordão e July P., além de vídeos, obras de arte, capas de discos e indumentárias ligadas ao universo do maracatu. A abertura contará com apresentações do Maracatu Nação Estrela Brilhante do Recife e do Maracatu de Baque Solto Cruzeiro do Forte.
Exposição ‘Maracatu - Antropologia Visual’
Sem prazo determinado. Abertura nesta sexta-feira (8), às 19h. Visitação de terça a sexta, das 10h às 18h; sábado e domingo, das 11h às 19h
O Museu de Arte Popular do Recife (MAP) celebra 40 anos de atividades com a exposição “Escolas do Barro”. A mostra traz a diversidade e a tradição da produção cerâmica pernambucana com 109 obras de importantes artistas como Mestre Vitalino, Ana das Carrancas e Zé do Carmo.
Exposição “Escolas do Barro”
Sem prazo determinado. Visitação de quarta a domingo, das 10h às 16h
Exposição "A cor que habita o ser"
Na exposição "A cor que habita o ser", o artista plástico carioca Gabriel Wickbold destaca o uso do vermelho, associado à intensidade, ao desejo e à vida, para trabalhar temas como identidade, corpo e comportamento humano. A mostra marca a inauguração da galeria M.Reding Art Gallery, na Zona Sul do Recife.
Exposição "A cor que habita o ser"
Sem prazo determinado. Visitação de segunda a quinta-feira, das 9h às 17h
M.Reding Art Gallery: Edifício Marcela Dubeux Priori, Av. Domingos Ferreira, 604, Pina - Recife
Exposição coletiva “Em obras”
A exposição coletiva “Em obras” reúne 26 artistas em uma proposta que relaciona arte, trabalho e direitos. A mostra apresenta obras em diferentes linguagens, como pintura, escultura, desenho, grafite e intervenções, abordando temas como sustento, dignidade, organização social e condições de trabalho.
Exposição coletiva “Em obras”
Sem prazo determinado. Visitação de quinta-feira a sábado, das 17h às 00h. Domingo das 17h às 23h
Casa do Cachorro Preto: Rua Treze de Maio, 99, Sítio Histórico – Olinda
Agora é só se programar e aproveitar.
O Poder
Curta-metragem feito por alunos do Jaboatão estreia no Cine Pernambuco
05/06/2026
O curta-metragem produzido com a participação dos alunos da rede municipal do Jaboatão dos Guararapes, chamado “Os Guardiões da Floresta”, que fala sobre a lenda da "Cumade Fulozinha”, está entre as atrações do Cine PE, hoje, sexta-feira (05/06), no Cinema do Teatro do Parque, no Recife.
O filme
O filme é resultado de uma parceria entre a Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes e a Bertini Produções, com participação de estudantes e profissionais da educação da Escola Municipal de Tempo Integral Nossa Escola, unidade da rede municipal localizada em Candeias.
Etapas da produção
A realização do curta apresentou aos estudantes todas as etapas da produção cinematográfica, com as diferentes possibilidades profissionais do setor audiovisual. Durante as oficinas, os alunos puderam escolher as áreas com as quais mais se identificavam, participando ativamente do processo criativo e técnico do filme.
Ressa...
O curta-metragem produzido com a participação dos alunos da rede municipal do Jaboatão dos Guararapes, chamado “Os Guardiões da Floresta”, que fala sobre a lenda da "Cumade Fulozinha”, está entre as atrações do Cine PE, hoje, sexta-feira (05/06), no Cinema do Teatro do Parque, no Recife.
O filme
O filme é resultado de uma parceria entre a Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes e a Bertini Produções, com participação de estudantes e profissionais da educação da Escola Municipal de Tempo Integral Nossa Escola, unidade da rede municipal localizada em Candeias.
Etapas da produção
A realização do curta apresentou aos estudantes todas as etapas da produção cinematográfica, com as diferentes possibilidades profissionais do setor audiovisual. Durante as oficinas, os alunos puderam escolher as áreas com as quais mais se identificavam, participando ativamente do processo criativo e técnico do filme.
Ressaltou
O prefeito Mano Medeiros ressaltou a importância da iniciativa para a formação dos estudantes. “Levar para a sala de aula o estímulo à cultura, ao cinema e à produção audiovisual é fundamental, especialmente em Pernambuco e no Jaboatão, territórios ricos em talentos reconhecidos nacional e internacionalmente”, afirmou.
A produtora Sandra Bertini destacou o envolvimento dos estudantes nas atividades. “Um preferiu escrever o roteiro, outro quis operar a câmera, uma aluna escolheu participar da produção comigo. Cada estudante revelou afinidade com uma área diferente do cinema”, explicou.
A direção
Para dirigir o curta, Sandra Bertini convidou o cineasta Marlon Meirelles, profissional com experiência em mais de 80 filmes e documentários. Com apoio da Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes, por meio da Secretaria Municipal de Educação, estudantes, professores e equipe pedagógica acompanharam as gravações realizadas no Jardim Botânico do Recife.
Exibido
O filme “Os Guardiões da Floresta” será exibido na programação do Cine PE na próxima sexta-feira (5), no Cinema do Teatro do Parque, localizado na Rua do Hospício, no bairro da Boa Vista, no Recife. A estreia contará com a presença de estudantes, familiares, profissionais da educação, da secretária municipal de Educação, Michely Almeida, e do prefeito Mano Medeiros.
Designação do PCC e CV como terroristas sai em diário oficial dos EUA
05/06/2026
A designação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês) foi publicada hoje, sexta-feira (05/06) no Federal Register, o diário oficial do governo federal dos Estados Unidos.
A determinação
A determinação assinada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, diz que "há base factual suficiente" para concluir que o PCC e o CV se enquadram como Organizações Terroristas Estrangeiras, de acordo com a seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade.
Formaliza
Outra publicação também formaliza no diário oficial a classificação das facções como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT, na sigla em inglês.)
O que muda com as duas classificações
As designações são complementares e têm bases legais distintas. A de SDGT, em vigor desde maio, está ancorada em decreto editado por George W. Bush após os atentados de 11 de s...
A designação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês) foi publicada hoje, sexta-feira (05/06) no Federal Register, o diário oficial do governo federal dos Estados Unidos.
A determinação
A determinação assinada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, diz que "há base factual suficiente" para concluir que o PCC e o CV se enquadram como Organizações Terroristas Estrangeiras, de acordo com a seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade.
Formaliza
Outra publicação também formaliza no diário oficial a classificação das facções como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT, na sigla em inglês.)
O que muda com as duas classificações
As designações são complementares e têm bases legais distintas. A de SDGT, em vigor desde maio, está ancorada em decreto editado por George W. Bush após os atentados de 11 de setembro de 2001, dispensa aval do Congresso americano e bloqueia todos os bens e interesses das facções que estejam sob controle de pessoas ou entidades dos EUA.
Passa a valer
Já a designação de FTO, que passa a valer nesta sexta, é prevista na Lei de Imigração e Nacionalidade desde 1996, exige notificação ao Congresso e torna crime federal o fornecimento de "apoio material" aos grupos.
Na prática
Na prática, as duas classificações viabilizam congelamento de ativos, proíbem transações com os grupos designados, vetam a entrada de integrantes nos EUA — que podem ser deportados — e obrigam instituições financeiras americanas a reportar fundos ligados às facções ao Departamento do Tesouro. Violações dessas medidas podem render penalidades civis e criminais.
Não altera
A medida não altera a legislação brasileira. Classificações unilaterais de um país não produzem efeitos automáticos sobre o ordenamento jurídico de outro: para valer no Brasil, seria preciso incorporá-las por lei, tratado ratificado ou resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU — nenhuma dessas hipóteses está em curso no país.
A decisão
Com a decisão, PCC e CV passam a integrar uma lista de mais de 90 organizações tratadas como terroristas estrangeiras pelos EUA, ao lado de grupos como Hamas, Hezbollah, Al Qaeda e Estado Islâmico, além de cartéis latino-americanos como Sinaloa e Tren de Aragua, incluídos na esteira da pressão do governo Trump contra o narcotráfico na região.
Com CNN
Veneziano: “Caminhos para a Paraíba”, constrói proposta para o MDB nas eleições 2026
05/06/2026
A Fundação Ulysses Guimarães (FUG) da Paraíba realizou hoje sexta-feira (05/06), em João Pessoa , o evento “Caminhos para a Paraíba”, iniciativa voltada à construção coletiva de ideias, propostas e soluções para contribuir com o desenvolvimento do Estado. O evento representa mais uma etapa de um amplo processo de diálogo com diversos segmentos da sociedade paraibana, reunindo lideranças políticas, representantes da sociedade civil, especialistas e cidadãos interessados em contribuir com a formulação de propostas para o futuro do Estado.
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A iniciativa
Tem como inspiração a publicação “Caminhos para o Brasil”, obra desenvolvida pela Fundação Ulysses Guimarães que reúne contribuições voltadas ao fortalecimento da democracia, da cidadania e das políticas públicas em âmbito nacional. Agora, a proposta ganha uma versão estadual, adaptada à realidade e aos desafios da Paraíba.
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Contribuição im...
A Fundação Ulysses Guimarães (FUG) da Paraíba realizou hoje sexta-feira (05/06), em João Pessoa , o evento “Caminhos para a Paraíba”, iniciativa voltada à construção coletiva de ideias, propostas e soluções para contribuir com o desenvolvimento do Estado. O evento representa mais uma etapa de um amplo processo de diálogo com diversos segmentos da sociedade paraibana, reunindo lideranças políticas, representantes da sociedade civil, especialistas e cidadãos interessados em contribuir com a formulação de propostas para o futuro do Estado.
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A iniciativa
Tem como inspiração a publicação “Caminhos para o Brasil”, obra desenvolvida pela Fundação Ulysses Guimarães que reúne contribuições voltadas ao fortalecimento da democracia, da cidadania e das políticas públicas em âmbito nacional. Agora, a proposta ganha uma versão estadual, adaptada à realidade e aos desafios da Paraíba.
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Contribuição importante
De acordo com o Senador e Presidente do MDB na Paraíba, Veneziano Vital do Rêgo, trata-se de uma valiosa contribuição para a proposta de desenvolvimento que o partido apresentará nas eleições deste ano aos paraibanos. “Essa proposta tem sido formulada pelo MDB Nacional, junto com nossa instância estadual, dentro daquilo que nós temos dito, que a Paraíba pode mais, pode ganhar um ritmo de gestão mais célere, mais sério, mais amplo, no qual as pessoas, de todas as regiões, possam se sentir integradas. Nós somos muito agradecidos à Fundação Ulysses Guimarães por essa colaboração, que se soma ao que temos colhido, eu, Cícero e André, nas visitas, nos debates e oportunidades outras que temos tido por toda a Paraíba”, afirmou Veneziano.
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