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Entre o Planalto e o Palácio: Quaest revela os rumos da eleição no Brasil e em Pernambuco - Por Antônio Campos*

09/09/2026

A nova pesquisa Quaest, divulgada ontem, terça-feira, 08/09, apresenta um retrato de uma eleição que entra em sua reta decisiva com cenários distintos para Presidência da República, Governo de Pernambuco e Senado. Enquanto a disputa estadual pelo Palácio do Campo das Princesas apresenta uma liderança numericamente mais clara, a corrida pelas duas vagas ao Senado permanece bastante pulverizada. No cenário nacional, a avaliação do governo Lula também demonstra um ambiente de maior desgaste.

Na disputa pelo Governo de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) aparece com 43% das intenções de voto, contra 37% de João Campos (PSB). Na pesquisa anterior, divulgada em 25 de agosto, Raquel tinha 44% e João, 36%. A diferença, portanto, caiu de oito para seis pontos percentuais.

Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, é necessário evitar interpretações precipitadas sobre uma mudança efetiva de tendência. Os dois candidatos permanecem em situação de vantagem nu...

A nova pesquisa Quaest, divulgada ontem, terça-feira, 08/09, apresenta um retrato de uma eleição que entra em sua reta decisiva com cenários distintos para Presidência da República, Governo de Pernambuco e Senado. Enquanto a disputa estadual pelo Palácio do Campo das Princesas apresenta uma liderança numericamente mais clara, a corrida pelas duas vagas ao Senado permanece bastante pulverizada. No cenário nacional, a avaliação do governo Lula também demonstra um ambiente de maior desgaste.

Na disputa pelo Governo de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) aparece com 43% das intenções de voto, contra 37% de João Campos (PSB). Na pesquisa anterior, divulgada em 25 de agosto, Raquel tinha 44% e João, 36%. A diferença, portanto, caiu de oito para seis pontos percentuais.

Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, é necessário evitar interpretações precipitadas sobre uma mudança efetiva de tendência. Os dois candidatos permanecem em situação de vantagem numérica de Raquel, mas dentro de um intervalo estatístico que exige cautela.

O dado mais importante talvez esteja na composição desse eleitorado. Raquel mantém 60% de conhecimento com disposição de voto e 34% de rejeição entre aqueles que a conhecem. João Campos, por sua vez, registra 55% de eleitores que dizem conhecê-lo e votar nele, enquanto 38% afirmam conhecê-lo e não votar nele.

A diferença de rejeição entre os dois é de quatro pontos percentuais, enquanto a diferença entre os que dizem conhecer e votar chega a cinco pontos. Isso significa que, além da intenção de voto estimulada, existe uma disputa importante pelo eleitor que conhece os candidatos, mas ainda não consolidou uma escolha.

A pesquisa espontânea reforça essa leitura. Quando os nomes não são apresentados, Raquel aparece com 33%, mantendo o mesmo percentual do levantamento anterior. João Campos avançou de 22% para 24%. Ainda assim, 40% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar um candidato.

Esse número representa um contingente expressivo de eleitores ainda fora das duas principais candidaturas na pesquisa espontânea. Ao mesmo tempo, 76% afirmam que sua escolha é definitiva, contra 23% que admitem a possibilidade de mudar de voto. O dado revela que a maior parte do eleitorado já começa a consolidar suas preferências, mas ainda existe espaço para movimentações na reta final.

Senado: uma eleição muito mais aberta

Se a disputa pelo Governo apresenta dois nomes claramente concentrados na liderança, o cenário para o Senado é significativamente mais indefinido.

Marília Arraes (PDT) aparece numericamente na primeira colocação, com 17%, seguida por Humberto Costa (PT), com 14%, Mendonça Filho (PL), com 11%, e Eduardo da Fonte (PP), com 7%.

Na sequência aparecem Túlio Gadêlha, com 4%, Pastor Gilvan Costa e Carlos Sant'anna, ambos com 1%. Os demais candidatos aparecem com 0% ou percentuais residuais.

Entretanto, a principal informação da pesquisa não está necessariamente no primeiro colocado. Está no tamanho do eleitorado que ainda não definiu suas escolhas.

Na pergunta espontânea, 78% dos entrevistados não conseguiram citar espontaneamente um candidato ao Senado. Mesmo quando os nomes são apresentados, 27% permanecem indecisos e outros 18% afirmam votar branco, nulo ou não votar.

Há ainda uma característica específica dessa eleição: cada eleitor terá direito a dois votos para o Senado. Portanto, a disputa não deve ser interpretada como uma corrida convencional em que apenas o primeiro colocado interessa.

Os números mostram que a diferença entre Marília, Humberto e Mendonça é relativamente pequena. A vantagem de Marília sobre Humberto é de três pontos, enquanto Humberto está apenas três pontos à frente de Mendonça. Considerando a margem de erro de três pontos, os três candidatos estão estatisticamente muito próximos.

O crescimento registrado por Mendonça Filho, de 9% para 11%, e por Eduardo da Fonte, de 6% para 7%, também merece atenção. Ainda que as oscilações estejam sujeitas à margem de erro, elas indicam que o eleitorado para o Senado continua em processo de reorganização.

A redução dos votos brancos, nulos e daqueles que não pretendem votar, de 24% para 18%, também pode indicar que parte do eleitorado começa a transformar uma posição anteriormente indefinida em escolha efetiva. Paralelamente, os indecisos passaram de 26% para 27%, demonstrando que a definição do eleitorado ainda está longe de concluída.

O Senado, portanto, apresenta hoje o cenário mais aberto entre as três disputas analisadas.

Presidência: rejeição continua sendo fator central

No cenário presidencial, a pesquisa Quaest aponta um ambiente marcado por elevados índices de rejeição.

Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 55% de rejeição, enquanto Lula (PT) registra 53%. Na sequência estão Pablo Marçal, com 45%, Ronaldo Caiado, com 41%, Romeu Zema, com 39%, Renan Santos, com 29%, e Augusto Cury, com 26%.

A estabilidade dos números chama atenção. A rejeição de Flávio permanece em 55%, enquanto Lula mantém os mesmos 53% registrados na pesquisa anterior. Entre os demais nomes, as oscilações também são pequenas.

Isso significa que, neste momento, a eleição presidencial apresenta dois grandes ativos políticos em disputa: capacidade de mobilização do eleitorado favorável e capacidade de redução da rejeição.

O dado sobre a avaliação do governo Lula ajuda a compreender esse ambiente. Segundo a pesquisa, 50% dos entrevistados desaprovam o governo federal, enquanto 43% aprovam. Outros 7% não souberam ou não responderam.

No levantamento anterior, 48% desaprovavam e 45% aprovavam. Houve, portanto, uma inversão de dois pontos na diferença entre aprovação e desaprovação, que passou de três pontos negativos para sete.

Apesar disso, também é preciso considerar a margem de erro de dois pontos percentuais. A diferença observada entre as duas pesquisas merece acompanhamento, mas não permite, isoladamente, afirmar uma mudança estrutural na avaliação do governo.

O que os números indicam

O conjunto da pesquisa mostra três eleições com características diferentes.

No Governo de Pernambuco, existe uma disputa concentrada em Raquel Lyra e João Campos, com vantagem numérica da atual governadora e uma diferença de seis pontos. A redução da distância em relação ao levantamento anterior indica uma disputa que permanece competitiva, embora Raquel continue à frente.

No Senado, a situação é mais imprevisível. A diferença entre os principais nomes é pequena e há uma enorme quantidade de eleitores que ainda não transformaram suas preferências em votos definidos. Como são duas vagas, alianças, capacidade de transferência de votos e a formação das chamadas "dobradinhas" podem desempenhar papel decisivo.

Na Presidência, o fator rejeição aparece como uma das principais variáveis. Lula e Flávio Bolsonaro apresentam índices superiores a 50% de rejeição, demonstrando a existência de fortes barreiras eleitorais para ambos. Ao mesmo tempo, a avaliação do governo federal apresenta mais desaprovação do que aprovação.

A pesquisa também revela uma característica comum às três disputas: a eleição ainda não está completamente decidida.

No Governo, a maioria já demonstra preferência por nomes específicos, mas 12% continuam indecisos na pesquisa estimulada. No Senado, o nível de indefinição é muito maior. E, no cenário presidencial, os índices elevados de rejeição mostram que a capacidade de ampliar o eleitorado para além da base política de cada candidato poderá ser determinante.

Com menos de um mês para o primeiro turno, a tendência é de intensificação das campanhas, aumento da exposição dos candidatos e maior pressão sobre os eleitores que ainda não consolidaram suas escolhas.

Mais do que observar apenas quem está na frente, os números da Quaest indicam que será fundamental acompanhar quem consegue crescer, quem consegue reduzir rejeição e quem consegue transformar eleitores indecisos em votos efetivos.


*Antônio Campos, Curador Geral da Fliporto, advogado, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras e da ABI - Associação Brasileira de Imprensa. @antoniocampos.adv


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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder respeita a diversidade de ideias e a liberdade de pensamento e publica textos mesmo discordando do seu conteúdo e da sua forma.

Advocacia negocial: antes do Judiciário, a possibilidade de conversar - Por Alfredo Cabral de Melo*

09/09/2026

Durante muito tempo, procurar um advogado significava, quase automaticamente, pensar em um processo. Diante de um problema, buscava-se a petição, a audiência e, ao final, a decisão judicial. A advocacia contemporânea, entretanto, permite uma pergunta anterior: é realmente necessário levar esse conflito ao Judiciário?

É nesse espaço que surge a advocacia negocial. Antes de judicializar, o advogado analisa o conflito, identifica os direitos envolvidos, avalia riscos e procura saber se existe uma solução que possa ser construída pelas próprias partes. Não significa renunciar direitos ou evitar o processo a qualquer custo, mas reconhecer que, em determinadas situações, negociar pode ser a melhor estratégia jurídica.

O Código de Processo Civil estimula a conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual. A negociação, portanto, não está fora do sistema de Justiça; integra uma concepção mais ampla de acesso à Justiça.

O papel do advog...

Durante muito tempo, procurar um advogado significava, quase automaticamente, pensar em um processo. Diante de um problema, buscava-se a petição, a audiência e, ao final, a decisão judicial. A advocacia contemporânea, entretanto, permite uma pergunta anterior: é realmente necessário levar esse conflito ao Judiciário?

É nesse espaço que surge a advocacia negocial. Antes de judicializar, o advogado analisa o conflito, identifica os direitos envolvidos, avalia riscos e procura saber se existe uma solução que possa ser construída pelas próprias partes. Não significa renunciar direitos ou evitar o processo a qualquer custo, mas reconhecer que, em determinadas situações, negociar pode ser a melhor estratégia jurídica.

O Código de Processo Civil estimula a conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual. A negociação, portanto, não está fora do sistema de Justiça; integra uma concepção mais ampla de acesso à Justiça.

O papel do advogado, nesse contexto, vai além da elaboração de uma boa petição. É preciso compreender o problema, conhecer os limites jurídicos da negociação e orientar o cliente sobre as consequências de cada escolha. Um bom acordo não é aquele que simplesmente encerra uma discussão, mas aquele que protege direitos e atende, dentro do possível, aos interesses envolvidos.

Essa diferença ganha especial importância nos conflitos familiares. Uma sentença pode definir alimentos, guarda, convivência ou patrimônio, mas não consegue, por si, reconstruir uma relação desgastada. O mesmo pode ocorrer em disputas entre sócios, em relações contratuais ou em conflitos sucessórios, nos quais as pessoas continuarão, de alguma maneira, ligadas depois do processo.

Por isso, é importante fazer a distinção entre resolver um conflito de pacificar uma relação.

O Judiciário exerce uma função indispensável: decide, impõe obrigações, reconhece direitos e encerra juridicamente controvérsias. Mas uma decisão judicial não garante, a pacificação entre as pessoas. É possível sair de um processo com uma sentença favorável e, ainda assim, permanecer o ressentimento, a ruptura ou a impossibilidade de diálogo.

A advocacia negocial pode atuar justamente nesse ponto. Quando as próprias partes participam da construção da solução, existe a possibilidade de encerrar não apenas a disputa jurídica, mas também reduzir o desgaste que a acompanha. Nem sempre isso será possível, evidentemente. Há conflitos que exigem a intervenção judicial e situações em que negociar significaria apenas prolongar uma injustiça.

Por isso, negociar também exige saber quando não negociar.

A advocacia negocial funciona como um filtro. Antes de transformar o problema em processo, verifica-se se existe uma alternativa juridicamente segura, razoável e capaz de atender aos interesses do cliente. Se houver, constrói-se o acordo. Se não houver, o Judiciário permanece como instrumento legítimo e necessário.

Essa postura não enfraquece a Justiça. Ao contrário, permite que o Judiciário seja procurado quando sua intervenção realmente se fizer necessária.

Talvez a pergunta que deva anteceder uma ação judicial seja menos “quem tem razão?” e mais “qual é a melhor maneira de resolver este problema?”. Em alguns casos, a resposta estará em uma sentença. Em outros, estará em uma mesa de negociação.

Porque resolver um conflito é importante. Mas, quando ainda existe espaço para o diálogo, pacificar a relação pode ser ainda mais importante.


*Alfredo Cabral de Melo, Advogado, Membro da ISFL - International Society of Family Law, Membro da Comissão Nacional de Direito Sucessório do CFOAB, Criador e apresentador do Podcast Jurídico - "Cláusula Aberta" pelo YouTube (Link: http://www.youtube.com/@clausulaaberta).


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Solo de Guitarra - Crônica - Por Romero Falcão*

09/09/2026

Prometi a mim mesmo que não iria mais acessar conteúdos políticos. No meu juramento, com a mão em continência ao peito, daqui até a famigerada eleição, me tonarei a criatura do mais alto grau de alienação. Sei que o voto é secreto; o meu é favas contadas, ou melhor, favas atiradas ao fundo do rio lamacento.

No entanto, nos últimos dias, o algoritmo me bombardeou com os canhões da fustigada República. A prometida alienação não resistiu. Acabei entrando na toca do coelho que, em vez de me levar ao País das Maravilhas, jogou-me no país dos escândalos, das tenebrosas transações.

“Vai passar por Brasília um samba popular. Cada obra de Niemeyer vai se arrepiar.”

Que o velho Chico Buarque me perdoe a usurpação poética.

Por falar em música, em arte, lembrei dos jingles das campanhas eleitorais de outrora. Sabe como é, caro leitor: velho vive de passado. Mas como não viver quando se trata de jingles eleitorais?

Fui pesqu...

Prometi a mim mesmo que não iria mais acessar conteúdos políticos. No meu juramento, com a mão em continência ao peito, daqui até a famigerada eleição, me tonarei a criatura do mais alto grau de alienação. Sei que o voto é secreto; o meu é favas contadas, ou melhor, favas atiradas ao fundo do rio lamacento.

No entanto, nos últimos dias, o algoritmo me bombardeou com os canhões da fustigada República. A prometida alienação não resistiu. Acabei entrando na toca do coelho que, em vez de me levar ao País das Maravilhas, jogou-me no país dos escândalos, das tenebrosas transações.

“Vai passar por Brasília um samba popular. Cada obra de Niemeyer vai se arrepiar.”

Que o velho Chico Buarque me perdoe a usurpação poética.

Por falar em música, em arte, lembrei dos jingles das campanhas eleitorais de outrora. Sabe como é, caro leitor: velho vive de passado. Mas como não viver quando se trata de jingles eleitorais?

Fui pesquisar alguns do século passado. O de Getúlio Vargas dizia assim:

«“Ai, Gegê
Ai, Gegê
Que saudade que nós temos de você
O feijão subiu de preço
O café subiu também
Tudo sobe no cartaz
Só não sobe o cruzeiro
Cada dia desce mais.”»

Eis um trecho do jingle de Ulysses Guimarães:

«“Bote fé no velhinho
O velhinho é demais
Bote fé no velhinho
Ele sabe o que faz.”»

Segue um trecho do de FHC:

«“Ele tem experiência
Ele tem preparo
FHC, eu estou com você
Para fazer acontecer.”»

Fui dar uma olhada nas letras dos candidatos da eleição atual.

O título do jingle do candidato Renan Santos: “A Vingança do Povo”.

Declinei do conteúdo.

Mas modinha de campanha é como gosto musical em cada lar: tem cardápio para todo mundo. Respeito.

Dizem os entendidos no assunto que o melhor jingle é aquele que marca, que fica na cabeça do eleitor, mesmo quando pertence ao seu adversário, o mais terrível adversário.







Independentemente de ideologia, paixão ou briga de torcida.

Um jingle que, queiram ou não queiram os juízes, marcou feito tatuagem no braço direito e esquerdo em termos de melodia, arranjo, sofisticação musical. Nunca houve nada igual no teatro da política. E meu sobrinho - pense num bicho bonito - lá de Brasília, solou na guitarra e me enviou pelo WhatsApp. Olha aí:


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda


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Mendonça atropela Dudu e Túlio e cola em Raquel em Caruaru e Agreste

09/09/2026

Raquel Teixeira Lyra fez de tudo para que Dudu da Fonte nao fosse seu senador. Fato consumado, a equipe da givernadora tratou de estimular Mendonça Filho, do PL, com Flávio Bolsonaro, a se lancar candidato. Mendonça partiu, colou em Raquel e cresceu nas pesquisas. Houve reação: os senadores de Raquel, Túlio Gadelha e Dudu da Fonte conseguiram proibir um vídeo onde Taquel e Mendonça apareciam juntos. Proibicao liminar, registre-se. Hoje, veio o contra-ataque de Mendonça.

A notícia

Com 3 mil bandeirões, pagos com o CNPJ da Campanha de Senador, Mendonça foi para cima de Dudu e Túlio e encheu Caruaru de fotos dele com Raquel.
Depois de levar um revés da Justiça, em ação proposta a pedido de Túlio e Dudu, Mendonça insiste em tentar se posicionar como o senador oficial da chapa de Raquel.

O que vem por ai

O próximo capítulo dessa confusão, deverá ser protagonizado por Dudu e Túlio, exigindo reação da Campanha...

Raquel Teixeira Lyra fez de tudo para que Dudu da Fonte nao fosse seu senador. Fato consumado, a equipe da givernadora tratou de estimular Mendonça Filho, do PL, com Flávio Bolsonaro, a se lancar candidato. Mendonça partiu, colou em Raquel e cresceu nas pesquisas. Houve reação: os senadores de Raquel, Túlio Gadelha e Dudu da Fonte conseguiram proibir um vídeo onde Taquel e Mendonça apareciam juntos. Proibicao liminar, registre-se. Hoje, veio o contra-ataque de Mendonça.

A notícia

Com 3 mil bandeirões, pagos com o CNPJ da Campanha de Senador, Mendonça foi para cima de Dudu e Túlio e encheu Caruaru de fotos dele com Raquel.
Depois de levar um revés da Justiça, em ação proposta a pedido de Túlio e Dudu, Mendonça insiste em tentar se posicionar como o senador oficial da chapa de Raquel.

O que vem por ai

O próximo capítulo dessa confusão, deverá ser protagonizado por Dudu e Túlio, exigindo reação da Campanha da governadora Raquel Teixeira Lyra. A tensão continua no Palácio. A cada pesquisa que os candidatos oficiais aparecem nas últimas posições, o clima fica mais pesado.

Detalhe jurídico

Os bandeirões de Mendonça, para não configurarem campanha irregular, terão de aparecer na Prestação Contas de Raquel. A conferir.






A Insanidade Moderna: Quando a Vida Virtual Começa a Substituir a Vida Real - Por Amadeu Robalinho*

09/09/2026

Vivemos uma época paradoxal. Nunca estivemos tão conectados e, ao mesmo tempo, tão distantes uns dos outros.

Milhões de pessoas passam boa parte do dia orbitando em torno de celulares, tablets, computadores e redes sociais. Observam a vida alheia, acompanham quem está on-line, verificam quando alguém esteve conectado pela última vez e, a partir de uma fotografia, uma frase ou uma publicação, acreditam conhecer a realidade de uma pessoa.

Transformaram a vida dos outros em régua para medir a própria existência.

Comparam-se. Invejam-se. Frustram-se. Interpretam. Julgam. E, muitas vezes, despejam suas próprias angústias, ressentimentos e frustrações justamente no ambiente virtual que alimenta esse ciclo.

É preciso lembrar de uma coisa simples: a internet não é a vida.

Uma fotografia não revela uma existência. Um texto não revela uma personalidade. Um status não revela um sentimento. Uma publicação não mostra uma rea...

Vivemos uma época paradoxal. Nunca estivemos tão conectados e, ao mesmo tempo, tão distantes uns dos outros.

Milhões de pessoas passam boa parte do dia orbitando em torno de celulares, tablets, computadores e redes sociais. Observam a vida alheia, acompanham quem está on-line, verificam quando alguém esteve conectado pela última vez e, a partir de uma fotografia, uma frase ou uma publicação, acreditam conhecer a realidade de uma pessoa.

Transformaram a vida dos outros em régua para medir a própria existência.

Comparam-se. Invejam-se. Frustram-se. Interpretam. Julgam. E, muitas vezes, despejam suas próprias angústias, ressentimentos e frustrações justamente no ambiente virtual que alimenta esse ciclo.

É preciso lembrar de uma coisa simples: a internet não é a vida.

Uma fotografia não revela uma existência. Um texto não revela uma personalidade. Um status não revela um sentimento. Uma publicação não mostra uma realidade inteira.

Há pessoas que simplesmente não vivem em função das redes sociais.

Algumas mantêm seus celulares no silencioso. Outras utilizam o aparelho apenas como telefone. Há quem não tenha interesse em câmeras, aplicativos, notificações ou exposição permanente. E existem aqueles que utilizam as redes apenas porque determinados serviços passaram a exigir isso.

E está tudo bem.

Ninguém é obrigado a estar permanentemente disponível.

Se alguém não atende ao telefone, pode estar trabalhando, estudando, dormindo, conversando, namorando, lendo, praticando uma atividade física, resolvendo problemas, descansando ou simplesmente não querendo atender.

E também pode estar escolhendo viver algumas horas sem o telefone.

Isso não é desprezo.

Isso é, muitas vezes, apenas vida real.

O problema começa quando alguém acredita que o mundo deve funcionar segundo o ritmo da sua própria ansiedade. Quando exige respostas imediatas, cobra explicações, interpreta o silêncio como ofensa, transforma uma ausência em rejeição e tenta impor aos outros a obrigação de pensar, agir e responder exatamente como gostaria.

Isso não é amizade.

Isso é invasão de limites.

É preciso estabelecer uma linha imaginária de segurança entre aquilo que é nosso e aquilo que pertence aos outros.

Você não é obrigado a explicar cada silêncio.
Não precisa justificar cada ausência.
Não precisa responder imediatamente.
Não precisa concordar com todo mundo.
Não precisa viver conectado para provar que está vivo.

E, sobretudo, não permita que alguém transforme o espaço virtual em instrumento de controle sobre a sua vida.

Há momentos em que ser bloqueado, excluído ou deixado de lado por alguém não representa uma perda.

Pode representar um livramento.

Preservar a própria paz não é arrogância. É maturidade.

Afaste-se de pessoas que transformam qualquer divergência em conflito, qualquer silêncio em ofensa e qualquer diferença de opinião em motivo para agressividade.

Amizades verdadeiras não dependem de notificações.

Relacionamentos verdadeiros não são medidos pelo tempo de resposta de uma mensagem.

Pessoas verdadeiramente próximas não precisam estar permanentemente conectadas para permanecerem presentes.

Precisamos recuperar algo que a hiperconectividade está fazendo desaparecer: a capacidade de simplesmente estar presente.

Ouvir alguém sem olhar para a tela.

Conversar sem fotografar.

Caminhar sem transmitir.

Fazer uma atividade física.

Trabalhar.

Estudar.

Produzir.

Construir relacionamentos reais.

Sentar-se à mesa.

Olhar nos olhos.

Conhecer lugares sem precisar imediatamente publicá-los.

Ter uma vida que não precise de audiência para possuir significado.

Existe uma diferença enorme entre ter redes sociais e viver em função delas.

O problema não está necessariamente na tecnologia. A tecnologia é uma ferramenta extraordinária. O problema começa quando a ferramenta passa a controlar o comportamento humano.

Quando a notificação determina o humor.

Quando a ausência de uma curtida produz frustração.

Quando a vida alheia passa a ser parâmetro para avaliar a própria existência.

Quando a opinião de desconhecidos passa a valer mais do que a própria consciência.

Quando estar on-line se torna mais importante do que estar vivo.

Essa talvez seja uma das grandes enfermidades comportamentais do nosso tempo: a incapacidade de desconectar-se.

E talvez seja justamente por isso que algumas pessoas estejam tão cercadas virtualmente e, ao mesmo tempo, tão profundamente solitárias na vida real.

Não precisamos diagnosticar ninguém. Não somos médicos, psicólogos ou psiquiatras. Também não somos responsáveis pela educação emocional dos outros.

Cada pessoa precisa assumir responsabilidade pelos próprios comportamentos, pelas próprias escolhas e pela maneira como trata aqueles que estão ao seu redor.

Nossa responsabilidade é outra:

proteger nossa paz, estabelecer limites e escolher cuidadosamente quem merece acesso à nossa vida.

Nem toda aproximação precisa ser mantida.

Nem toda discussão precisa ser respondida.

Nem toda provocação merece reação.

Nem toda ausência precisa ser interpretada.

E nem toda pessoa que sai da nossa vida precisa ser substituída.

Às vezes, a melhor resposta é o silêncio.

Às vezes, a melhor defesa é a distância.

Às vezes, o melhor tratamento para determinadas relações é simplesmente deixar que elas terminem.

Porque existe vida depois da tela.

Existe mundo fora do algoritmo.

Existe amizade sem aplicativo.

Existe amor sem exposição.

Existe sucesso sem curtida.

Existe felicidade sem postagem.

E existe uma vida real esperando por nós do outro lado da tela.

Talvez seja hora de desligar um pouco o telefone, respirar profundamente e voltar a viver.

Mais presença.

Menos vigilância.

Mais diálogo.

Menos interpretação.

Mais realidade.

Menos aparência.

Mais vida.

Viva mais off-line.
Respeite os limites dos outros.
Estabeleça os seus.
E nunca permita que a loucura virtual de alguém roube a sua paz no mundo real.

Porque, no final, sua saúde mental, sua liberdade e sua paz de espírito valem infinitamente mais do que qualquer pseudoamizade construída à base de notificações, cobranças e aparências.

Desconecte-se para não perder aquilo que realmente importa: a própria vida.


*Amadeu Robalinho, é Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho


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Análise Técnica e Estratégica - Impactos da Reforma Tributária nos Serviços de Advocacia - Por Rosa Freitas*

09/09/2026

A promulgação da Emenda Constitucional da Reforma Tributária e a regulamentação trazida pela Lei Complementar nº 214/2025 inauguram um novo marco para o ecossistema fiscal brasileiro. Os serviços de advocacia, caracterizados pelo alto valor intelectual e forte dependência de estruturas de prestação baseadas, em capital, humano, passam por profundas transformações operacionais, precificatórias e societárias.

O presente estudo analisa as repercussões centrais dessa reestruturação para os escritórios e profissionais da área jurídica, com especial atenção ao regime do IBS/CBS, à transição federativa projetada com expectativas de alíquotas máximas no estado de Pernambuco e às novas diretrizes sobre a distribuição de lucros e dividendos introduzidas pela Lei nº 15.270/2025.

1. O Novo Modelo de Tributação do Consumo: IBS, CBS e a Redução Setorial
Com a extinção gradual de tributos tradicionais como PIS, Cofins e ISS, a advocacia passa a ser alcançad...

A promulgação da Emenda Constitucional da Reforma Tributária e a regulamentação trazida pela Lei Complementar nº 214/2025 inauguram um novo marco para o ecossistema fiscal brasileiro. Os serviços de advocacia, caracterizados pelo alto valor intelectual e forte dependência de estruturas de prestação baseadas, em capital, humano, passam por profundas transformações operacionais, precificatórias e societárias.

O presente estudo analisa as repercussões centrais dessa reestruturação para os escritórios e profissionais da área jurídica, com especial atenção ao regime do IBS/CBS, à transição federativa projetada com expectativas de alíquotas máximas no estado de Pernambuco e às novas diretrizes sobre a distribuição de lucros e dividendos introduzidas pela Lei nº 15.270/2025.

1. O Novo Modelo de Tributação do Consumo: IBS, CBS e a Redução Setorial
Com a extinção gradual de tributos tradicionais como PIS, Cofins e ISS, a advocacia passa a ser alcançada pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que compõem o Imposto Seletivo e o IVA dual. Reconhecendo a natureza essencial e técnica da atividade jurídica, a LC 214/2025 concedeu uma redução de 30% sobre a alíquota padrão do imposto: Benefício Específico:

A redução de 30% atenua o impacto inflacionário sobre os honorários advocatícios, garantindo maior competitividade frente à cumulatividade pretérita, embora exija rigorosa adaptação nos créditos tributários da cadeia de insumos.

Evolução das Alíquotas e Transição Federativa em Pernambuco

As expectativas para o estado de Pernambuco indicam a adoção de parâmetros alinhados ao teto máximo projetado para as alíquotas padrão, exigindo dos gestores jurídicos um planejamento orçamentário de longo prazo. A transição ocorre de forma escalonada entre 2027 e 2032, operando paralelamente à extinção progressiva do Imposto Sobre Serviços (ISS):

A) Anos 2027 e 2028: CBS (Alíquota Base / Efetiva com -30%) + ISS local

B) 10%×IBS × E (Alíquotas Base Efetiva com redução de 30%) Redução Paralela do ISS para 90% (2029), 80% (:2030), 70% (2031) e 40% (2033).

2. Necessidade Crítica de Repressificação dos Serviços
Diante da substituição do ISS cumulativo ou monofásico por um IVA de base ampla com créditos financeiros, os escritórios de advocacia não podem mais calcular seus honorários com base em mark-ups tradicionais. A nova dinâmica exige que a repressificação leve em conta:

* O aproveitamento de Créditos: Insumos tecnológicos, locações, softwares de gestão jurídica e assinaturas de plataformas de jurisprudência gerarão créditos dedutíveis da base do IBS/CBS.

*os escritórios também darão créditos aos clientes nas suas operações;

* Carga Efetiva Progressiva: Como as alíquotas da CBS e do IBS subirão ano a ano até 2032, os contratos de prestação de serviços continuados (mensalidades, consultorias e assessorias de longa duração) devem conter cláusulas de repasse automático ou reajuste periódico vinculado à variação da carga tributária.

* Margem Líquida por Cliente: A análise de lucratividade por pasta ou cliente passará a considerar o impacto exato do imposto não cumulativo, evitando a erosão de margens em contratos de preço fixo ("fee agreements").

3. Tributação na Origem (IRPJ e CSLL) e Novas Regras de Distribuição de Dividendos

Paralelamente, às mudanças no consumo, o cenário corporativo sofre alterações significativas no tocante à remuneração dos sócios.

* Tributação Corporativa Inalterada na Base: A legislação complementar não modificou as alíquotas básicas do IRPJ (15%, acrescido de adicional de 10% sobre o lucro real que exceder R$ 240.000,00 anuais) nem da CSLL (que oscila entre 9% e 20% conforme o setor). As sociedades de advogados continuam apurando seus resultados sob o Lucro Presumido ou Lucro Real antes de disponibilizarem o capital aos sócios.

* Retenção na Fonte sobre Dividendos: A grande inovação restritiva recai sobre a distribuição de lucros e dividendos para pessoas físicas, que passou a ser tributada em 10% na fonte para valores mensais superiores a R$ 50.000,00, a partir de 2026. Essa mudança afeta diretamente a política financeira dos grandes escritórios, que tradicionalmente utilizavam a distribuição isenta de dividendos como principal veículo de remuneração societária.

* Regra de Transição: Lucros gerados até 31 de dezembro de 2025, cuja distribuição tenha sido aprovada formalmente em ata até essa mesma data, mantêm a isenção antiga e podem ser pagos de forma parcelada até 2028 sem incidência do imposto.

* Controvérsias e Discussões Judiciais: Existen debates acalorados e liminares na Justiça questionando a aplicação dessa cobrança de 10% sobre dividendos distribuídos por empresas optantes pelo Simples Nacional, sob o argumento de que a matéria exigiria lei complementar específica. O êxito dessa tese, contudo, ainda depende de ações judiciais individuais impetradas pelos contribuintes.

Conclusão e Resumo dos Principais Pontos

A reforma tributária impõe uma reengenharia profunda na advocacia brasileira. Em síntese, os pontos cardeais que exigem ação imediata dos gestores jurídicos são:

* Redução Setorial Inteligente: O usufruto da redução de 30% da alíquota padrão de IBS/CBS alivia o setor, mas exige controle rigoroso de créditos sobre insumos.

* Escalonamento da Carga: A transição progressiva até 2032 (com expectativas de teto máximo em Pernambuco) obriga o redesenho contratual de honorários recorrentes.

* Repressificação Urgente: Margens operacionais devem ser recalculadas para absorver a nova mecânica do IVA dual e a substituição definitiva do ISS. O valor efetivo serao do ISS local (na maioria dos municípios de Pernambuco é 5%) + 6,47% dará: 11,47%.

* Impacto Societário: A retenção de 10% de IR na fonte sobre dividendos mensais superiores a R$ 50.000,00 (Lei nº 15.270/2025) exige revisão na estrutura de remuneração dos sócios e atenção às teses judiciais pendentes relativas ao Simples Nacional.

É hora de repensar a reprecificação.

Referências

BRASIL. Lei Complementar nº 214, de 2025. Dispõe sobre o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), regulamentando a Reforma Tributária. Brasília, DF, 2025.

BRASIL. Lei nº 15.270, de 2025. Altera a legislação tributária federal para dispor sobre a incidência de imposto de renda retido na fonte sobre a distribuição de lucros e dividendos a pessoas físicas e dá outras providências. Brasília, DF, 2025.

CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL (CFOAB). Impactos da Reforma Tributária nas Sociedades de Advocacia: Guia Prático de Adaptação. Brasília: CFOAB, 2025.

FREITAS, Rosa. A nova dogmática da tributação de serviços no Brasil.

HARADA, Kiyoshi. Direito Financeiro e Tributário. 32. ed. São Paulo: Atlas, 2025.


*Profa. Rosa Freitas, é Advogada – Direito Tributário e Direito de Energia - Consultoria Jurídica e Regulatória. @profa.dra.rosafreitas e Advrosafreitas@gmail.com


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

Esfinge - Poema-homenagem ao piauiense Torquato Neto - Por Eduardo Albuquerque*

09/09/2026

Um poeta aurora,
pranto eterno, agora;
versos, anverso, gueto.
Solitude, Torquato Neto!

Teresina, doce menina,
em becos e esquinas,
ainda a nós ensinas:
não se foge da sina!



Caminhos da Frei Serafim,
peregrinastes vezes mil.

Abissalmente sutil,
a sós, da poesia delfim.
Encantastes outro Jardim!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



Um poeta aurora,
pranto eterno, agora;
versos, anverso, gueto.
Solitude, Torquato Neto!

Teresina, doce menina,
em becos e esquinas,
ainda a nós ensinas:
não se foge da sina!


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Caminhos da Frei Serafim,
peregrinastes vezes mil.

Abissalmente sutil,
a sós, da poesia delfim.
Encantastes outro Jardim!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99


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Efeitos Colaterais da Leitura - A Perda da Ingenuidade, por Zé da Flauta*

09/09/2026

Ler é a forma mais barata e eficiente de telepatia já inventada pela humanidade. Há uma magia quase absurda em olhar para dezenas de folhas cobertas de tinta e, de repente, passar a ouvir a voz de um sujeito que viveu na Rússia do século XIX ou trocar impressões sobre a vida com um filósofo da Grécia Antiga.

O conhecimento que nasce dessa experiência não é aquele dado frio de almanaque, acumulado apenas para impressionar as visitas na sala; é um saber vivo, que altera a química do cérebro, expande o repertório e nos ensina a desconfiar das nossas certezas mais petrificadas.


Efeitos colaterais

Se os livros tivessem bula, os avisos de efeito colateral assustariam os incautos. O hábito da leitura provoca insônia voluntária diante da promessa mentirosa do "só mais um capítulo", além de causar um esvaziamento progressivo do preconceito, já que fica muito difícil odiar um povo ou uma cultura quando você já morou dentro da cabeça de...

Ler é a forma mais barata e eficiente de telepatia já inventada pela humanidade. Há uma magia quase absurda em olhar para dezenas de folhas cobertas de tinta e, de repente, passar a ouvir a voz de um sujeito que viveu na Rússia do século XIX ou trocar impressões sobre a vida com um filósofo da Grécia Antiga.

O conhecimento que nasce dessa experiência não é aquele dado frio de almanaque, acumulado apenas para impressionar as visitas na sala; é um saber vivo, que altera a química do cérebro, expande o repertório e nos ensina a desconfiar das nossas certezas mais petrificadas.


Efeitos colaterais

Se os livros tivessem bula, os avisos de efeito colateral assustariam os incautos. O hábito da leitura provoca insônia voluntária diante da promessa mentirosa do "só mais um capítulo", além de causar um esvaziamento progressivo do preconceito, já que fica muito difícil odiar um povo ou uma cultura quando você já morou dentro da cabeça deles por trezentas páginas. Além disso, o vocabulário ganha o polimento necessário para que a gente consiga dar nome exato às nossas dores e afetos, sem precisar recorrer a urros ou monossílabos emocionais.

Luxo da ingenuidade

A consequência mais profunda da leitura é que ela retira do indivíduo o direito à ingenuidade. Quem cultiva o hábito de pensar através das palavras descobre que o mundo é infinitamente mais complexo do que os discursos prontos, as fórmulas mágicas e os manuais mastigados tentam vender diariamente. Trata-se de um caminho sem volta, depois que a mente se alarga para acomodar uma ideia grandiosa, uma metáfora perfeita ou uma reflexão incômoda, ela jamais consegue retornar ao seu tamanho original.

Solidão

A leitura nos salva não porque nos torna seres superiores ou mais sábios que os vizinhos, mas porque nos ensina a amar a própria companhia e nos lembra da nossa permanente pequenez. A sala silenciosa deixa de ser um deserto e passa a ser um auditório particular, onde descobrimos que nossas angústias mais secretas já foram sentidas e registradas por milhares de outros viajantes ao longo do tempo. Ler é a arte de descobrir que, no vasto teatro da existência, a gente nunca esteve verdadeiramente só.

Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista


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Caso do hospital de Garanhuns: Mais um passo para impeachment de Priscila Krause Branco

09/09/2026

O pedido de impeachment apresentado por deputados de oposição contra a vice-governadora Priscila Krause (PSD) avançou na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Ontem, terça-feira (08/09), o presidente da casa, deputado Álvaro Porto (MDB), encaminhou a denúncia à Procuradoria Geral, órgão interno responsável por analisar os aspectos jurídicos do texto e dar um parecer que subsidie as decisões do chefe do Legislativo, como dar ou não sequência à admissibilidade da solicitação.

O que pode acontecer

O impedimento de Priscila, que pode resultar em sua cassação e inelegibilidade, foi pedido pelo vice-presidente da Alepe, deputado Rodrigo Farias (PSB), pelo líder da oposição, deputado Sileno Guedes (PSB), e pelo vice-líder, deputado Romero Albuquerque (PSB). A denúncia foi apresentada em agosto, após a divulgação de um relatório do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS) que comprovou irregularidades em repasses do...

O pedido de impeachment apresentado por deputados de oposição contra a vice-governadora Priscila Krause (PSD) avançou na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Ontem, terça-feira (08/09), o presidente da casa, deputado Álvaro Porto (MDB), encaminhou a denúncia à Procuradoria Geral, órgão interno responsável por analisar os aspectos jurídicos do texto e dar um parecer que subsidie as decisões do chefe do Legislativo, como dar ou não sequência à admissibilidade da solicitação.

O que pode acontecer

O impedimento de Priscila, que pode resultar em sua cassação e inelegibilidade, foi pedido pelo vice-presidente da Alepe, deputado Rodrigo Farias (PSB), pelo líder da oposição, deputado Sileno Guedes (PSB), e pelo vice-líder, deputado Romero Albuquerque (PSB). A denúncia foi apresentada em agosto, após a divulgação de um relatório do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS) que comprovou irregularidades em repasses do Governo Raquel Teixeira Lyra para o Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que tem como sócio Jorge Branco Neto, marido de Priscila.


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Conforme o documento

O DenaSUS, constatou pagamentos indevidos, a falta de comprovação referente a 90 sessões de hemodiálise e 113 autorizações de internação hospitalar para tratamentos e cirurgias oncológicas e um prejuízo de quase R$ 1 milhão aos cofres públicos.

Secretaria de saúde nao esclarece

Após ouvir a Secretaria Estadual de Saúde e entender que as justificativas não afastaram as irregularidades encontradas, o DenaSUS encaminhou o caso à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal para a adoção de eventuais providências administrativas e criminais contra o Governo Raquel/Priscila e o hospital privado.

Prefeito que faz campanha para Raquel preso com R$ 580 mil em casa

09/09/2026

O Prefeito de Salgadinho, Jeosadaque Salgado (PSD) vinha exibindo publicamente apoio à reeleição da governadora. No entanto, a prisão de hoje, quarta-feira, 09/09/26 não foi motivada por atividades ou uso irregular de dinheiro na campanha. A operação do MPPE teve origem em suspeitas de fraude em licitações, rachadinha, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

A notícia

O prefeito de Salgadinho, Jeosadaque Barbosa Salgado, o Joia, foi preso na manhã desta quarta-feira (09/09) durante uma operação que investiga um suposto esquema de corrupção na administração municipal. Curante o cumprimento das medidas judiciais, R$ 580 mil em dinheiro foram encontrados na casa dele.

Joia

E aliado de Raquel Lyra e vinha deixando esse apoio bem claro nas redes sociais. Na semana passada, publicou material de campanha pela reeleição da governadora. Em uma das peças, aparece a frase “Joia tá com Mainha”, acompanhada do n...

O Prefeito de Salgadinho, Jeosadaque Salgado (PSD) vinha exibindo publicamente apoio à reeleição da governadora. No entanto, a prisão de hoje, quarta-feira, 09/09/26 não foi motivada por atividades ou uso irregular de dinheiro na campanha. A operação do MPPE teve origem em suspeitas de fraude em licitações, rachadinha, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

A notícia

O prefeito de Salgadinho, Jeosadaque Barbosa Salgado, o Joia, foi preso na manhã desta quarta-feira (09/09) durante uma operação que investiga um suposto esquema de corrupção na administração municipal. Curante o cumprimento das medidas judiciais, R$ 580 mil em dinheiro foram encontrados na casa dele.

Joia

E aliado de Raquel Lyra e vinha deixando esse apoio bem claro nas redes sociais. Na semana passada, publicou material de campanha pela reeleição da governadora. Em uma das peças, aparece a frase “Joia tá com Mainha”, acompanhada do número 55. Em outra, posa ao lado de Raquel em um registro de campanha.

Poucos dias depois

O prefeito foi alcançado pela Operação Dinastia, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público de Pernambuco.

Segundo o MPPE

A investigação apura a atuação de um grupo formado por integrantes dos poderes Executivo e Legislativo de Salgadinho, com participação de servidores comissionados. A suspeita é de desvio de recursos públicos por meio de fraudes em licitações e rachadinha, seguido de lavagem de dinheiro com uso de pessoas e empresas ligadas ao grupo.

Ao todo

Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em Salgadinho, Passira e Carpina. A Justiça também determinou a indisponibilidade de imóveis atribuídos ao apontado líder da organização e o afastamento de dois investigados de cargos públicos. As medidas foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco.

Fachin cancela sessão plenária após mais uma escalada da crise no STF

09/09/2026

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, cancelou a sessão plenária de julgamentos prevista para hoje, quarta-feira (09/09). A decisão ocorre em meio a mais uma escalada da crise na Suprema Corte.

Abertura

Nesta manhã, Fachin também participaria da abertura de uma audiência pública sobre normas e políticas de gestão de precatórios no CNJ (Conselho Nacional de Justiça), mas cancelou a agenda. 
Até o momento, porém, não há previsão de reunião entre os magistrados.


Determinou

Nesta manhã, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada, aos seus cargos. Há menos de 24 horas, eles haviam sido afastados por decisão do ministro André Mendonça.

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, cancelou a sessão plenária de julgamentos prevista para hoje, quarta-feira (09/09). A decisão ocorre em meio a mais uma escalada da crise na Suprema Corte.

Abertura

Nesta manhã, Fachin também participaria da abertura de uma audiência pública sobre normas e políticas de gestão de precatórios no CNJ (Conselho Nacional de Justiça), mas cancelou a agenda. 
Até o momento, porém, não há previsão de reunião entre os magistrados.


Determinou

Nesta manhã, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada, aos seus cargos. Há menos de 24 horas, eles haviam sido afastados por decisão do ministro André Mendonça.

Dino usa inquérito sobre Dark Horse para reconduzir Andrei ao comando da PF

09/09/2026

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), usou o inquérito sobre o caso "Dark Horse" para reconduzir Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal.


A petição

A petição formulada pelo próprio Andrei para pedir a suspensão do afastamento determinado ontem, terça-feira (08/09) pelo ministro André Mendonça foi apresentada no âmbito da investigação que está sob a relatoria de Dino no STF.

Alegou

A corporação alegou que com a decisão de Mendonça, que também afastou o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, não conseguiria cumprir as diligências no inquérito. Dino decidiu, então, reintegrar a equipe até tudo ser cumprido.


Determina

No despacho, Dino determina o restabelecimento integral das respectivas atribuições funcionais de Andrei e Almada sob o argumento de que a interrupção dos trabalhos de direção de investigações policiais interes...

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), usou o inquérito sobre o caso "Dark Horse" para reconduzir Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal.


A petição

A petição formulada pelo próprio Andrei para pedir a suspensão do afastamento determinado ontem, terça-feira (08/09) pelo ministro André Mendonça foi apresentada no âmbito da investigação que está sob a relatoria de Dino no STF.

Alegou

A corporação alegou que com a decisão de Mendonça, que também afastou o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, não conseguiria cumprir as diligências no inquérito. Dino decidiu, então, reintegrar a equipe até tudo ser cumprido.


Determina

No despacho, Dino determina o restabelecimento integral das respectivas atribuições funcionais de Andrei e Almada sob o argumento de que a interrupção dos trabalhos de direção de investigações policiais interessa, sobretudo, aos investigados.

"Esta determinação ficará vigente até o integral cumprimento, pela Polícia Federal, das medidas determinadas por esta Relatoria, em autos a mim distribuídos, sem interrupção decorrente de interferência externa", afirma o ministro.


A decisão

O ministro submete a decisão ao plenário do STF e encaminha o caso também ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.


Expectativa

Já havia uma expectativa na Corte de que o caso pudesse ser avaliado pelo pleno após o recurso apresentado pela AGU (Advocacia-Geral da União) ao presidente Edson Fachin.

72h

Após o recurso, Fachin tinha dado o prazo de 72 horas para que o ministro André Mendonça se manifestasse. Só então, o presidente da Corte daria os próximos passos no embate que escalou ainda mais a crise institucional do STF.


O filme

O financiamento do filme “Dark Horse”, que homenageia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é alvo de investigações distintas da Polícia Federal, autorizadas por tanto por Dino quanto por Mendonça e com focos também diferentes.

Era relator

Dino já era relator de ações na Corte que apuram possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares. Foi nesse contexto que surgiu a suspeita de que parlamentares possam ter usado o dinheiro de emendas para financiar o filme por meio da produtora Go Up Entertainment.

Presidenciáveis já gastaram R$ 74 milhões nas campanhas com publicidade, estratégia digital, voos e advogados

09/09/2026

Os principais candidatos à Presidência nas eleições de 2026 já declararam R$ 74 milhões em gastos de campanha. Entre as despesas estão publicidade, estratégia digital, voos e advogados. Hoje, quarta-feira (09/09), começa o prazo para candidatos, partidos, federações e coligações apresentarem à Justiça Eleitoral a prestação de contas parcial da campanha eleitoral.


Informar

Mesmo antes do fim do prazo, porém, a maioria dos candidatos já começou a informar parte das receitas e despesas no DivulgaCand, plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Os gastos

Entre os principais presidenciáveis, os gastos declarados até agora somam R$ 74 milhões. Flávio Bolsonaro (PL) concentra, de longe, o maior valor: R$ 49 milhões. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com R$ 20 milhões, e Romeu Zema (Novo), com R$ 2 milhões.

Valores menores

Na outra ponta, o presidente...

Os principais candidatos à Presidência nas eleições de 2026 já declararam R$ 74 milhões em gastos de campanha. Entre as despesas estão publicidade, estratégia digital, voos e advogados. Hoje, quarta-feira (09/09), começa o prazo para candidatos, partidos, federações e coligações apresentarem à Justiça Eleitoral a prestação de contas parcial da campanha eleitoral.


Informar

Mesmo antes do fim do prazo, porém, a maioria dos candidatos já começou a informar parte das receitas e despesas no DivulgaCand, plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Os gastos

Entre os principais presidenciáveis, os gastos declarados até agora somam R$ 74 milhões. Flávio Bolsonaro (PL) concentra, de longe, o maior valor: R$ 49 milhões. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com R$ 20 milhões, e Romeu Zema (Novo), com R$ 2 milhões.

Valores menores

Na outra ponta, o presidente Lula (PT) e Augusto Cury (Avante) declararam, até o momento, valores bem menores: R$ 100 mil e R$ 55 mil, respectivamente.


Aspectos

Mesmo sem o registro completo, alguns aspectos em comum aparecem nas despesas de quase todos os candidatos à Presidência: a priorização de empresas de comunicação digital e a inclusão de serviços advocatícios na folha de pagamento. Apesar do forte investimento em presença digital, os presidenciáveis não abandonaram a estratégia de publicidade impressa com adesivos, santinhos e bandeiras.


Flávio Bolsonaro (PL)

Flávio Bolsonaro é, até agora, o presidenciável com o maior volume de gastos declarado ao TSE: R$ 49,5 milhões. Estratégia de campanha, produção de vídeos, comunicação, serviços jurídicos e fretamento de aeronaves estão entre as principais despesas.

A maior delas, de R$ 13,1 milhões, foi destinada à contratação de serviços de planejamento estratégico e marketing político. Outros R$ 5 milhões foram para a produtora de vídeos Paranoá Digital. Ao TSE, Flávio descreveu essa segunda despesa como “serviços de planejamento digital”.


Lula (PT)

Lula declarou até agora R$ 100 mil em gastos de campanha, distribuídos entre apenas duas empresas. Quase todo o valor foi destinado à produção de material impresso para o candidato à reeleição.


Augusto Cury (Avante)

Augusto Cury declarou até agora R$ 55,2 mil em gastos de campanha, a maior parte destinada ao impulsionamento de conteúdo nas redes sociais.
Dos valores informados, R$ 50 mil foram pagos à Ebanx Pagamentos para impulsionar conteúdos da campanha. O g1 mostrou que, desde o início deste ano, o escritor e psiquiatra já direcionou R$ 116 mil para impulsionamento nas redes sociais.


Ronaldo Caiado (PSD)

Ronaldo Caiado declarou R$ 20,9 milhões em gastos de campanha até agora. Desse total, R$ 20 milhões foram destinados a uma única empresa, responsável pelo marketing digital e pela produção de propaganda eleitoral para rádio e televisão.


Renan Santos (Missão)

Renan Santos declarou R$ 644,6 mil em gastos de campanha até agora, com a maior despesa concentrada na produção de materiais gráficos e publicidade impressa.


Romeu Zema (Novo)

Romeu Zema declarou R$ 2,6 milhões em gastos de campanha até agora, com boa parte das despesas concentrada em comunicação digital, produção de conteúdo e relacionamento com a imprensa.

Agenda dos presidenciáveis tem comícios, motocarreata, panfletagens e mobilizações nesta quarta-feira

09/09/2026

Um dia intenso de campanha eleitoral. A agenda dos presidenciáveis hoje, quarta-feira (09/09) inclui atos e comícios, motocarreata, panfletagem e mobilização com apoiadores. Também estão previstas entrevistas e sabatinas, encontros com representantes dos setores produtivo e imobiliário, visitas a instituições e participação em ato contra a violência de gênero.

Romeu Zema (Novo)

Participa do lançamento da Carta de Princípios aos Cristãos brasileiros, em Brasília. 

8h40: Divulgação de carta de princípios aos cristãos, detalhando propostas de governo aos brasileiros
Local: Auditório Ion – SGAN Q 601 – Asa Norte, Brasília – DF, 70830-018 .

Wilson Grassi (Democrata) 
Concede entrevista ao jornal A Voz de Campos, de Campos dos Goytacazes (RJ). 


Augusto Cury (Avante)

Pela manhã, visita a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo (SP). À tarde, participa de reuni...

Um dia intenso de campanha eleitoral. A agenda dos presidenciáveis hoje, quarta-feira (09/09) inclui atos e comícios, motocarreata, panfletagem e mobilização com apoiadores. Também estão previstas entrevistas e sabatinas, encontros com representantes dos setores produtivo e imobiliário, visitas a instituições e participação em ato contra a violência de gênero.

Romeu Zema (Novo)

Participa do lançamento da Carta de Princípios aos Cristãos brasileiros, em Brasília. 

8h40: Divulgação de carta de princípios aos cristãos, detalhando propostas de governo aos brasileiros
Local: Auditório Ion – SGAN Q 601 – Asa Norte, Brasília – DF, 70830-018 .

Wilson Grassi (Democrata) 
Concede entrevista ao jornal A Voz de Campos, de Campos dos Goytacazes (RJ). 


Augusto Cury (Avante)

Pela manhã, visita a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo (SP). À tarde, participa de reunião com Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado da Bahia (Oceb) e Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar). 


Clariana Barão (DC) 
À noite participa de evento no Jockey Club de São Paulo. 


Flávio Bolsonaro (PL)

Em Juiz de Fora (MG), participa de motocarreata do aeroporto até o centro da cidade (cerca de 10 km). Também faz comício em trio elétrico no centro da cidade. 
Juiz de Fora (MG)
9h: Chegada a Juiz de Fora
Local: Aeroporto da Serrinha – Av. Pref. Mello Reis – Aeroporto, Juiz de Fora (MG)
9h30: Início da motocarreata
Trajeto: Do aeroporto até o centro da cidade (cerca de 10 km)
10h15: Comício em trio elétrico
Local: Cruzamento da Rua Halfeld com a Rua Batista de Oliveira, 546 – Centro, Juiz de Fora (MG)


Hertz Dias (PSTU)

Participa de panfletagem no CD Leopoldina dos Correios na Vila Leopoldina, em São Paulo (SP). À tarde, participa de reunião com apoiadores do PCBR na capital paulista e concede entrevista para o podcast Meteoro Brasil. 

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Participa do ato na Arena Carhoo, em Teresina (PI). 
Teresina (PI)
12h: Partida para Teresina
Local: Base Aérea de Brasília
13h50: Chegada em Teresina
Local: Aeroporto Internacional de Teresina
14h30: Visita ao Centro Estadual de Tempo Integral Profª. Júlia Nunes Alves
Local: Rua Gibraltar, s/n – Itararé, Teresina
16h: Visita às obras de revitalização e modernização do VLT de Teresina
Local: Estação Boa Esperança, Teresina
17h: Intervenções sobre a visita às obras de revitalização e modernização do VLT e sobre as obras do contorno rodoviário de Teresina
Local: Estação Boa Esperança, Teresina
21h10: Partida para Brasília
Local: Aeroporto Internacional de Teresina
23h00: Chegada a Brasília



Samara Martins (UP)

Participa do Ato Por Uma Pátria Sem Feminicídios e Sem Estupros, com concentração na Praça da Sé, em São Paulo (SP).

Renan Santos (Missão)

Participa de ato com apoiadores na FGV Direito SP, em São Paulo (SP). 
18h30: Ato com apoiadores
Endereço: FGV Direito SP – Escola de Direito de São Paulo, R. Dr. Plínio Barreto, 365 – Bela Vista, São Paulo – SP, 01313-020, Brasil.


Ronaldo Caiado (PSD)

Participa de sabatina para o Jornal Itatiaia, da Rádio Itatiaia (MG), por videoconferência. Em São Paulo (SP), participa de encontro com a Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc) e visita o Instituto Resgatando Vidas. Também concede entrevista para a Rádio Massa FM. 

Minas Gerais (MG) 
08h05: Sabatina, ao vivo, por videoconferência, para o Jornal da Itatiaia – 1ª Edição, da Rádio Itatiaia (MG)
São Paulo (SP)
9h30: Encontro da Associação Brasileira de Incorporadoras – Abrainc
Local: Renaissance SP Hotel, Sala Pantanal – Piso E3 (Alameda Santos n° 2233, Jardim Paulista) – São Paulo/SP
13h: Entrevista, ao vivo, para o Programa ‘Turma da Massa’, da Massa FM
15h: Visita ao Instituto Resgatando Vidas
Local: Rua Augusto Gil n° 465, Vila Dionísia

Não tem agenda

Os candidatos Rui Costa Pimenta (PCO) e Edmilson Costa (PCB) não têm agenda pública de campanha nesta quarta-feira.

O Poder


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TRE-PB encerra julgamento e defere candidatura de Cícero Lucena ao governo da Paraíba por 5 a 1

09/09/2026

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) encerrou, na manhã de hoje, quarta-feira (09/09), o julgamento da impugnação contra Cícero Lucena (MDB) e decidiu pelo deferimento do registro de sua candidatura ao Governo da Paraíba. O placar final foi de 5 votos a 1 pela manutenção da candidatura.


A conclusão

A conclusão ocorreu uma semana depois do início da análise do caso. O julgamento começou no dia 2 de setembro e precisou ser interrompido duas vezes por pedidos de vista. Antes da sessão desta quarta, o placar já estava em 4 a 1 favorável a Cícero.

Apresentada

A impugnação foi apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). Segundo o MPE, a discussão eleitoral não dependia da existência de denúncia ou condenação criminal contra o candidato, mas da análise dos elementos reunidos sobre a suposta interferência de organizações criminosas no processo eleitoral. A defesa de Cícero contestou a tese...

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) encerrou, na manhã de hoje, quarta-feira (09/09), o julgamento da impugnação contra Cícero Lucena (MDB) e decidiu pelo deferimento do registro de sua candidatura ao Governo da Paraíba. O placar final foi de 5 votos a 1 pela manutenção da candidatura.


A conclusão

A conclusão ocorreu uma semana depois do início da análise do caso. O julgamento começou no dia 2 de setembro e precisou ser interrompido duas vezes por pedidos de vista. Antes da sessão desta quarta, o placar já estava em 4 a 1 favorável a Cícero.

Apresentada

A impugnação foi apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). Segundo o MPE, a discussão eleitoral não dependia da existência de denúncia ou condenação criminal contra o candidato, mas da análise dos elementos reunidos sobre a suposta interferência de organizações criminosas no processo eleitoral. A defesa de Cícero contestou a tese e defendeu a regularidade do registro.


Os votos

O relator do processo, desembargador eleitoral Rodrigo Marques Silva Lima, abriu a votação posicionando-se contra a impugnação e pelo deferimento da candidatura de Cícero. Ele foi acompanhado por Kéops de Vasconcelos Amaral.

Na sequência, Giovanna Mayer abriu divergência e votou pelo acolhimento da impugnação apresentada pelo MPE e, consequentemente, pelo indeferimento do registro. Com o placar em 2 a 1, Rodrigo Clemente pediu vista, provocando a primeira suspensão do julgamento.

Retomada

A análise foi retomada na sexta-feira (4). Rodrigo Clemente acompanhou o relator e votou pelo deferimento. Helena Delgado Fialho adotou o mesmo entendimento, fazendo o placar chegar a 4 votos a 1 e formando maioria favorável à candidatura.


Apesar da maioria já estabelecida, o julgamento não foi encerrado naquele momento porque João Benedito pediu vista do processo.

Placar termina em 5 a 1

Nesta quarta-feira, João Benedito apresentou seu voto e também acompanhou o relator, levando o resultado final a 5 votos a 1 pelo deferimento do registro de Cícero Lucena.
Com a conclusão do julgamento no TRE-PB, a impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral foi rejeitada pela maioria da Corte e o registro de Cícero foi deferido na instância regional.


O Poder

Dom Manoel Delson participa de audiência com o Papa Leão XIV no Vaticano

09/09/2026

O arcebispo metropolitano da Paraíba, Dom Manoel Delson, participou, na manhã de hoje, quarta-feira (09/09), da audiência semanal com o Papa Leão XIV, no Vaticano, em Roma.

O encontro, de acordo com a Arquidiocese, ocorreu durante a passagem de Dom Delson pela capital italiana, onde cumpre compromissos ligados à Igreja Católica.


Momento

Segundo a Arquidiocese da Paraíba, a audiência representou um momento de proximidade entre o arcebispo e o pontífice, além de reforçar a comunhão da Igreja na Paraíba com a missão conduzida pelo Papa.


Agenda


A audiência faz parte da agenda pública semanal do Papa Leão XIV, que reúne fiéis, religiosos e autoridades eclesiásticas no Vaticano.

De acordo com a Arquidiocese, a participação de Dom Manoel Delson integra sua agenda de compromissos em Roma e simboliza a ligação da Arquidiocese da Paraíba com a Igreja Católica e o Vatic...

O arcebispo metropolitano da Paraíba, Dom Manoel Delson, participou, na manhã de hoje, quarta-feira (09/09), da audiência semanal com o Papa Leão XIV, no Vaticano, em Roma.

O encontro, de acordo com a Arquidiocese, ocorreu durante a passagem de Dom Delson pela capital italiana, onde cumpre compromissos ligados à Igreja Católica.


Momento

Segundo a Arquidiocese da Paraíba, a audiência representou um momento de proximidade entre o arcebispo e o pontífice, além de reforçar a comunhão da Igreja na Paraíba com a missão conduzida pelo Papa.


Agenda


A audiência faz parte da agenda pública semanal do Papa Leão XIV, que reúne fiéis, religiosos e autoridades eclesiásticas no Vaticano.

De acordo com a Arquidiocese, a participação de Dom Manoel Delson integra sua agenda de compromissos em Roma e simboliza a ligação da Arquidiocese da Paraíba com a Igreja Católica e o Vaticano.

O Poder

Dino determina recondução de Andrei Rodrigues ao comando da PF

09/09/2026

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou na manhã de hoje, quarta-feira (09/09) a reintegração de Andrei Rodrigues, que havia sido afastado do cargo diretor-geral da Polícia Federal por decisão do ministro André Mendonça. A decisão também contemplou o delegado Leandro Almada, afastado da função de diretor de Inteligência Policial da corporação.

Atende


A decisão atende a um requerimento incidental formulado por Andrei Rodrigues no âmbito da Petição (PET) 16.669 e ocorre um dia depois do ministro André Mendonça determinar o afastamento dos servidores.

Suspende

Dessa forma, a medida suspende os efeitos de decisão anterior proferida Mendonça, que havia decretado o afastamento preventivo dos dois delegados e paralisado a elaboração de relatórios de inteligência a pedido do Partido Novo.

Ordem

Na ordem dirigida ao presidente da República — autor...

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou na manhã de hoje, quarta-feira (09/09) a reintegração de Andrei Rodrigues, que havia sido afastado do cargo diretor-geral da Polícia Federal por decisão do ministro André Mendonça. A decisão também contemplou o delegado Leandro Almada, afastado da função de diretor de Inteligência Policial da corporação.

Atende


A decisão atende a um requerimento incidental formulado por Andrei Rodrigues no âmbito da Petição (PET) 16.669 e ocorre um dia depois do ministro André Mendonça determinar o afastamento dos servidores.

Suspende

Dessa forma, a medida suspende os efeitos de decisão anterior proferida Mendonça, que havia decretado o afastamento preventivo dos dois delegados e paralisado a elaboração de relatórios de inteligência a pedido do Partido Novo.

Ordem

Na ordem dirigida ao presidente da República — autoridade competente para a nomeação do comando da PF —, Flávio Dino garantiu o restabelecimento integral das funções dos delegados.

Entrevistas, panfletagens e carreatas, movimentam as agendas políticas dos candidatos ao governo de Pernambuco nesta quarta-feira

09/09/2026

Os candidatos ao Governo de Pernambuco cumprem, hoje, quarta-feira (09/09), diversas atividades de campanha. Entrevistas, panfletagens e carreatas movimentam as agendas políticas dos candidatos ao Palácio Palácio do Campo das Princesas nesta quarta.


Confira as agendas:

Camila Falcão (UP)

A candidata participa, às 9h, de um ato contra os feminicídios em Pernambuco, com saída do Pátio do Carmo, no Centro do Recife. Às 12h30, faz panfletagem na Cidade Universitária, nas proximidades do Centro de Biociências da UFPE. Às 14h, participa de um debate com os candidatos ao Senado Gorett Bitu e Samuel Timóteo, na sede da Associação dos Docentes da UFPE, no Recife. Às 19h, visita moradores do bairro de Brasilit, também na capital pernambucana.

Ivan Moraes (PSOL)

O candidato Ivan Moraes começa a agenda às 7h, com panfletagem contra a privatização do Metrô do Recife, na Estação Recife, no bairro...

Os candidatos ao Governo de Pernambuco cumprem, hoje, quarta-feira (09/09), diversas atividades de campanha. Entrevistas, panfletagens e carreatas movimentam as agendas políticas dos candidatos ao Palácio Palácio do Campo das Princesas nesta quarta.


Confira as agendas:

Camila Falcão (UP)

A candidata participa, às 9h, de um ato contra os feminicídios em Pernambuco, com saída do Pátio do Carmo, no Centro do Recife. Às 12h30, faz panfletagem na Cidade Universitária, nas proximidades do Centro de Biociências da UFPE. Às 14h, participa de um debate com os candidatos ao Senado Gorett Bitu e Samuel Timóteo, na sede da Associação dos Docentes da UFPE, no Recife. Às 19h, visita moradores do bairro de Brasilit, também na capital pernambucana.

Ivan Moraes (PSOL)

O candidato Ivan Moraes começa a agenda às 7h, com panfletagem contra a privatização do Metrô do Recife, na Estação Recife, no bairro de São José. Às 14h, participa de uma sabatina da Associação Comercial e Empresarial de Caruaru, a Acic, em Caruaru. Às 20h, concede entrevista ao podcast 9.1, da TV Guararapes, no bairro de Santo Amaro, no Recife.


Ivan Moraes panfleta contra a privatização do Metrô do Recife
 7h - Estação Recife – Rua Floriano Peixoto, s/n, no bairro de São José;
Ivan Moraes participa de sabatina da Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (ACIC)

14h -Rua Armando da Fonte, 15, 1° andar, Maurício de Nassau, Caruaru;
Ivan Moraes dá entrevista ao Podcast 9.1 – Youtube TV Guararapes

20 - R. do Veiga, 600 – Santo Amaro, Recife – PE.


João Campos (PSB)

Ao meio-dia, João participa de sabatina na TV Tribuna, em Olinda. Às 13h15, se reúne com representantes do Sindaçúcar, no Recife. Às 15h15, encontra moradores da comunidade Arca de Noé, no bairro de Brejo da Guabiraba. Às 18h30, participa de uma mini carreata em Paulista. Encerrando a agenda, às 21h, João Campos participa de um ato político com o vereador e candidato a deputado federal Samuel Salazar, no Recife.



Raquel Lyra (PSD)

Raquel participa, às 16h30, de uma carreata em Afogados da Ingazeira. A concentração será no Estádio Municipal Valdemar Viana de Araújo, no bairro Vianão. Às 19h, a candidata participa de uma caminhada em Tabira, com concentração no Posto do Trevo.

16h30 – Carreata em Afogados da Ingazeira
Endereço: Estádio Municipal Valdemar Viana de Araújo – Vianão
(Concentração)
19h – Caminhada em Tabira
Endereço: Posto do Trevo (Concentração)


Não enviaram


Os candidatos Guilherme Fonseca (PSTU), Renan Hallais (MISSÃO), Professor Jeremias (DEMOCRATA) e Victor Assis (PCO) não enviaram a agenda.


O Poder

Irã ataca navios americanos em Ormuz e base dos EUA na Jordânia

09/09/2026

O Irã afirmou na manhã de hoje, quarta-feira (09/09) ter atacado dez embarcações perto do Estreito de Ormuz, depois que os Estados Unidos afundaram cinco petroleiros iranianos, na maior onda declarada de ataques de retaliação contra navios entre os dois lados desde o início da guerra, há seis meses.


Os ataques

Os ataques dentro e nos arredores da importante via marítima fizeram o preço do petróleo disparar. O Brent, referência internacional, ultrapassou US$ 100 por barril pela primeira vez desde julho. O preço médio do diesel no varejo dos Estados Unidos, politicamente sensível, também atingiu um novo recorde histórico, acima de US$ 5,94 por galão.

Afirmou

O Irã também afirmou ter lançado mísseis balísticos contra uma base usada pelas forças americanas na Jordânia. Os ataques realizados pelos dois lados desde o fim de agosto encerraram um mês de relativa calmaria, com Estados Unidos e Irã atingindo alvos...

O Irã afirmou na manhã de hoje, quarta-feira (09/09) ter atacado dez embarcações perto do Estreito de Ormuz, depois que os Estados Unidos afundaram cinco petroleiros iranianos, na maior onda declarada de ataques de retaliação contra navios entre os dois lados desde o início da guerra, há seis meses.


Os ataques

Os ataques dentro e nos arredores da importante via marítima fizeram o preço do petróleo disparar. O Brent, referência internacional, ultrapassou US$ 100 por barril pela primeira vez desde julho. O preço médio do diesel no varejo dos Estados Unidos, politicamente sensível, também atingiu um novo recorde histórico, acima de US$ 5,94 por galão.

Afirmou

O Irã também afirmou ter lançado mísseis balísticos contra uma base usada pelas forças americanas na Jordânia. Os ataques realizados pelos dois lados desde o fim de agosto encerraram um mês de relativa calmaria, com Estados Unidos e Irã atingindo alvos militares, embarcações e instalações de energia.


Escalada


Nos últimos dias, também houve uma escalada nos combates entre a Arábia Saudita e os Houthis no Iêmen, em uma segunda frente de guerra que ameaça o fornecimento global de energia a partir do Oriente Médio.

Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta quarta-feira Por Alek Maracajá

09/09/2026

Brasília, 9 de setembro de 2026


Brasília acordou com uma constatação desconfortável: a crise não esfriou, apenas aumentou o elenco. O monitoramento da Ativaweb DataLab já acumula 66.076.228 menções, ocorrências e interações digitais, das quais 3.676.228 surgiram somente em 8 de setembro.

Pela primeira vez neste ciclo, André Mendonça passou a concentrar maioria crítica, enquanto Alexandre de Moraes, Daniel Vorcaro e Banco Master permanecem no núcleo de maior rejeição. Em resumo: o digital não trocou de alvo apenas abriu espaço para todo mundo.

Enquanto isso, Edson Fachin tenta assumir o papel de árbitro, Lula administra o conflito entre STF e Polícia Federal, o Congresso calcula os custos da crise e a pesquisa Meio/Ideia mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados com 46% no segundo turno. Brasília está dividida sobre quase tudo. O eleitorado resolveu colaborar e também ficou dividido ao meio.

Quando uma crise ultr...

Brasília, 9 de setembro de 2026


Brasília acordou com uma constatação desconfortável: a crise não esfriou, apenas aumentou o elenco. O monitoramento da Ativaweb DataLab já acumula 66.076.228 menções, ocorrências e interações digitais, das quais 3.676.228 surgiram somente em 8 de setembro.

Pela primeira vez neste ciclo, André Mendonça passou a concentrar maioria crítica, enquanto Alexandre de Moraes, Daniel Vorcaro e Banco Master permanecem no núcleo de maior rejeição. Em resumo: o digital não trocou de alvo apenas abriu espaço para todo mundo.

Enquanto isso, Edson Fachin tenta assumir o papel de árbitro, Lula administra o conflito entre STF e Polícia Federal, o Congresso calcula os custos da crise e a pesquisa Meio/Ideia mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados com 46% no segundo turno. Brasília está dividida sobre quase tudo. O eleitorado resolveu colaborar e também ficou dividido ao meio.

Quando uma crise ultrapassa 66 milhões de registros, ela deixa de ser assunto do dia e passa a disputar o rumo político do país.



66 milhões de registros: a crise aumentou o elenco e agora ninguém sai ileso


O monitoramento exclusivo da Ativaweb DataLab identificou 3.676.228 novos registros em 8 de setembro, elevando para 66.076.228 menções, ocorrências e interações digitais o volume acumulado da crise envolvendo STF, Banco Master, Daniel Vorcaro, Alexandre de Moraes, André Mendonça, Polícia Federal, PGR e Executivo.

O principal achado foi a mudança no comportamento da conversa. Pela primeira vez, André Mendonça passou a concentrar maioria crítica: 52,8% de manifestações negativas, contra 33,5% de apoio e 13,7% de conteúdos jornalísticos. Apesar dessa virada, o núcleo Moraes + Vorcaro + Banco Master permanece no patamar mais elevado de rejeição, com 88,4% de críticas.

A discussão também deixou de girar apenas em torno de escândalo, dinheiro e personagens. Termos como poder, competência, autonomia, investigação, plenário, PF, PGR, AGU e Presidência do STF ganharam força, mostrando que a crise agora discute os próprios limites entre as instituições.

“No começo, a nuvem de palavras tinha personagens. Hoje, ela tem instituições inteiras. A crise começou falando de dinheiro; agora fala de poder.”



Chin ganha 72 horas e Brasília perde mais três dias de sossego

Edson Fachin concedeu 72 horas para André Mendonça se manifestar sobre o recurso da AGU contra o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A Advocacia-Geral da União sustenta que nomear e exonerar o comandante da corporação é prerrogativa do presidente da República. Fachin tenta construir uma saída institucional, mas cada movimento abre um novo debate dentro e fora do Supremo.

Fachin pediu 72 horas. O problema é que, no digital, três minutos já são suficientes para nascer outra crise.


Mendonça limita a pf e a crise passa a usar crachá institucional

Além de afastar Andrei Rodrigues, Mendonça restringiu a produção de relatórios e impôs limites à atuação da inteligência da Polícia Federal. A decisão amplia o debate sobre competências, autonomia e controles institucionais. O episódio que começou como disputa investigativa agora envolve diretamente STF, PF, AGU e Presidência da República.

Quando ministro investiga a PF, a PF questiona ministro e o STF precisa arbitrar o próprio STF, o manual institucional já foi parar nos anexos.


Lula quer apagar o incêndio sem entrar na fumaça

A AGU entrou em campo para defender a prerrogativa presidencial e tentar restabelecer o comando da Polícia Federal, enquanto o governo evita transformar a reação jurídica em confronto pessoal com Mendonça. O Planalto sabe que reagir pouco pode transmitir fraqueza, mas reagir demais pode alimentar a tese de interferência e oferecer combustível eleitoral à oposição.

Lula tenta administrar a crise com uma mão no governo, outra na campanha e nenhuma disponível para segurar o extintor.


46 % a 46%: até a urna prendeu a respiração


A pesquisa Meio/Ideia aponta Lula e Flávio Bolsonaro empatados com 46% no segundo turno. No primeiro turno, Lula aparece com 38,4%, enquanto Flávio registra 37,3%. O resultado confirma uma eleição polarizada, estreita e vulnerável a qualquer nova crise econômica, política, judicial ou digital.

Quando os dois candidatos chegam a 46%, a margem deixa de ser apenas estatística e passa a ser emocional.


SRF entrou na eleição sem precisar pedir registro

A atuação de Mendonça passou a ser interpretada por setores do governo como movimento com impacto eleitoral, enquanto a oposição tenta apresentá-lo como contraponto institucional. Alexandre de Moraes permanece como principal alvo das críticas, e o Supremo, que deveria funcionar como árbitro, tornou-se personagem central da narrativa eleitoral.

A Corte não aparece na cédula, mas já ocupa espaço de candidato, adversário e tema de campanha.


Alcolumbre descobre que ficar parado também produz movimento

Pressionado pelos desdobramentos do confronto no STF e pelas cobranças relacionadas a pedidos contra Alexandre de Moraes, Davi Alcolumbre resiste a colocar formalmente o Senado dentro da crise. O cálculo é delicado: agir pode incendiar a relação entre os Poderes; não agir pode elevar seu próprio custo político e eleitoral.

Alcolumbre escolheu o modo silencioso, mas Brasília aumentou o volume.


A sociedade civil entra em campo e Fachin recebe mais uma conta


Empresários, juristas e personalidades lançaram manifesto cobrando apuração sobre os episódios envolvendo o STF. A mobilização amplia a pressão por transparência e demonstra que o conflito ultrapassou as disputas internas: passou a atingir a percepção pública sobre a legitimidade e a capacidade de autorregulação da Corte.

Quando a cobrança sai dos corredores de Brasília e ganha assinaturas fora deles, o problema já deixou de ser apenas interno.


Pesquisa acende o alerta sobre a confiança no supremo

Levantamento Meio/Ideia aponta que, para a maioria dos entrevistados, ministros do STF decidem mais por interesses do que pela lei. Independentemente do mérito jurídico de cada processo, a percepção de parcialidade produz um problema institucional profundo: decisões podem ser publicadas rapidamente, mas confiança pública não se reconstrói por despacho.

Tribunal decide com votos; instituição sobrevive com confiança.


Presidenciáveis já gastaram r$ 74 milhões e a fatura nem chegou ao segundo turno


As campanhas presidenciais já declararam aproximadamente R$ 74 milhões em despesas com publicidade, estratégia digital, viagens, voos e serviços jurídicos. Começa agora o prazo para candidatos, partidos, federações e coligações apresentarem à Justiça Eleitoral a prestação parcial das contas de campanha.

O voto continua gratuito para o eleitor, mas convencer o eleitor nunca custou tão caro.


Leitura estratégica Ativaweb Datalab


A crise entrou em uma nova etapa. Já não se discute somente quem tem razão dentro de cada processo, mas quem consegue controlar a percepção pública sobre o conflito. Mendonça conquistou centralidade, Moraes continua associado ao maior volume de críticas, Fachin tenta recuperar o comando institucional e Lula passou a sofrer o custo político de uma disputa que formalmente não começou no governo.

A mudança de sentimento sobre Mendonça é especialmente relevante. Até então, o ministro aparecia como principal beneficiário digital do confronto, com elevado volume de apoio. Ao registrar 52,8% de críticas, o ambiente mostra que o desgaste começou a se distribuir entre os personagens. Isso não significa que Moraes e o núcleo do Banco Master tenham sido poupados: com 88,4% de críticas, continuam no centro da rejeição.

Ao mesmo tempo, o empate de 46% a 46% entre Lula e Flávio demonstra que não existe gordura eleitoral suficiente para absorver sucessivos desgastes. Qualquer episódio capaz de organizar medo, indignação, identificação ou sentimento de injustiça pode interferir diretamente na disputa.

No digital, origem explica a intenção. Circulação revela o impacto.


Alek Maracajá é Ceo da Ativaweb DataLab. Cientista de dados. Professor ESPM-SP. Pesquisador UFPB

Telefone/Whatsapp

Brasília

(61) 99667-4410

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(81) 99967-9957

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