Tenho medo
tenho medo
da escrita comportada
sem aço, sem espada.
Tenho medo do pássaro
voando na página
voando feito avião.
Tenho medo das rosas
que nunca rosnam
e dos espinhos extraviados.
Tenho medo dos bichos
dos deuses
que perderam o uivo primitivo.
Tenho medo
da fé que não se abala,
da luz que não se curva
Tenho medo
da felicidade de tela
cauda de pavão.
Tenho medo do ferro da ponte
que já não pesa sobre os poetas
e da lama que lambe
a voz do rio
Tenho medo de que o medo
já não se espante
diante das crostas do meu espírito
Tenho medo
do meu homem de bem
sem contradição
nem sombra
Tenho medo
Tenho medo deste poeminha
que se veste de indomável.
*Romero Falcã...
Tenho medo
tenho medo
da escrita comportada
sem aço, sem espada.
Tenho medo do pássaro
voando na página
voando feito avião.
Tenho medo das rosas
que nunca rosnam
e dos espinhos extraviados.
Tenho medo dos bichos
dos deuses
que perderam o uivo primitivo.
Tenho medo
da fé que não se abala,
da luz que não se curva
Tenho medo
da felicidade de tela
cauda de pavão.
Tenho medo do ferro da ponte
que já não pesa sobre os poetas
e da lama que lambe
a voz do rio
Tenho medo de que o medo
já não se espante
diante das crostas do meu espírito
Tenho medo
do meu homem de bem
sem contradição
nem sombra
Tenho medo
Tenho medo deste poeminha
que se veste de indomável.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda
NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores.
Da Série Mistérios do Aquém: Fascistas Machos Alfa Borra-botas – Por Natanael Sarmento*
29/10/2026
A extrema direita fascista dos últimos tempos consagrou-se como o império das bravatas e da corrupção. Machões do tipo que dizem filhas mulheres é “fraquejada” ou “não estupro porque é feia”, exibem aparente virilidade nas vitrines do patriarcalismo retrógado herdados do colonialismo, na hora de mostrar um mínimo de dignidade, nem falamos de coragem, se borram nas calças, uns soluçam, outros fogem da raia. Atores bufões, vilões de terceira, fracassados covardes diante das adversidades, tremem mais que vara verde diante das barras da lei, valentões e patriotas de fachada, entreguistas pusilânimes.
Acto I: A fraquejada
O Patriarca chefe do clã posava de homem de fibra, com "histórico de atleta", vendia imagem de machão das armas. No Planalto era o macho alfa, dos gestos das “armazinhas”, das grosserias com jornalistas e repórteres, das exibições no Jet-Sky e nas motociatas, com bazófias: "Daqui só saio preso, morto ou com a vitória!", bradava, infl...
A extrema direita fascista dos últimos tempos consagrou-se como o império das bravatas e da corrupção. Machões do tipo que dizem filhas mulheres é “fraquejada” ou “não estupro porque é feia”, exibem aparente virilidade nas vitrines do patriarcalismo retrógado herdados do colonialismo, na hora de mostrar um mínimo de dignidade, nem falamos de coragem, se borram nas calças, uns soluçam, outros fogem da raia. Atores bufões, vilões de terceira, fracassados covardes diante das adversidades, tremem mais que vara verde diante das barras da lei, valentões e patriotas de fachada, entreguistas pusilânimes.
Acto I: A fraquejada
O Patriarca chefe do clã posava de homem de fibra, com "histórico de atleta", vendia imagem de machão das armas. No Planalto era o macho alfa, dos gestos das “armazinhas”, das grosserias com jornalistas e repórteres, das exibições no Jet-Sky e nas motociatas, com bazófias: "Daqui só saio preso, morto ou com a vitória!", bradava, inflando o peito. Saiu pelo voto e foi preso, depois de julgado e condenado a 27 anos pelos crimes cometidos. Pianinho.
Galo de briga ou galinha chocadeira?
O galo que ameaçava com seu esporão, diante da força das instituições democráticas e da legalidade, se metamorfoseou numa galinha choca, doente, coitadinho, toda semana um mi mi mi, tão débil e aveludado, foi-lhe revogada a prisão em regime fechado e concedido o benefício dado aos ricos do Brasil de cumprir prisão domiciliar em condomínios de luxo, com direito a bar, piscina, academia de ginástica, visitas...O direito sagrado de cumprir a pena na moleza do luxo dessa pátria amada de mitos borra-botas, com complexo de vira-latas dos EUA.
Acto II: Napoleão de Hospício do traque de Véia
O filho 01 levou o melodrama ao nível da pantomima mais rebaixada da vergonha internacional. O playboy senador já desfilava como o novo presidente da república, nomeava ministros, encomendava os acepipes da festa, armava o palanque, escolhia a gravata da posse, contava com o ovo no deixa para lá da galinha, antes do 2º turno. O gabola soberbo achava que menos de 2 milhões de votos num eleitorado de 158,7 milhões de votantes, ele já podia comemorar vitória. Lascou-se. O povo foi às ruas, Lula conquistou dez milhões de votos a mais, virou o jogo, deu uma surra histórica e jogou areia na sopa dos fascistas.
Balde de gelo
A virada foi um balde de gelo e a Torre de Babel caiu como castelo de cartas. Que atitude toma o novo líder dessa direita extrema e fascista, que obteve uma estrondosa votação de quase 60 milhões de sufrágios? Mostrou-se um estadista digno de tamanha votação, pronunciou-se diante de seus correligionários e prometeu continua a luta pelas ideias nas regras democráticas, reconheceu a derrota como um democrata? Não! Primeiro falou sem prova ou evidência alguma em fraude (coisa que ele entende com propriedade), não reconheceu a vitória do adversário e enfiou a viola no saco e vazou como um pilantra vulgar. Fugiu na calada da noite, de fininho. Com o rabo entre as pernas rumo à Flórida —o retiro de verão dos ricaços e dos mafiosos, asilo dos foragidos da Interpol.
Napoleão de hospício
O foragido resolveu se autoproclamar o "Presidente Legítimo", um autêntico Napoleão de hospício. Lê uma carta ridícula denunciando "fraude", sem apresentar um argumento, prova ou indício desta fraude aludida.
Tragicomédia
O detalhe tragicômico que a estupidez do fracassado caluniador se esqueceu é que a eleição "fraudada" elegeu senadores, deputados e governadores do próprio partido, o PL. O próprio presidente da Corte Eleitoral — vejam só, indicado por ele e nomeado pelo pai nos tempos de glória — atestou a total lisura do pleito. A campanha do Lula chiava com a ajuda do Ministro bolsonarista no comando do processo eleitoral. Mas o Napoleão fascista borra-botas, mesmo com ajuda do apito, perdeu a partida, pela vontade esmagadora do povo brasileiro, nas urnas. A montanha de denúncias contra ele será apurada. E o rato fujão terá por destino o isolamento, da própria direita que buscará caminhos diferente das ligações perigosas com o fascismo miliciano e o bolsonarismo, questão de tempo, lembrará traque junino peido-de véia, molhado.
Trajetória
A trajetória do clã nunca foi mistério. Construída na vida pendurada nos orçamentos, rachadinhas, investimentos e bens cujas origens até hoje ninguém conseguiu explicar e que eles preferem não detalhar, pois se negam a abrir o sigilo fiscal e telefônico, avocam direitos constitucionais e humanos.
Picadeiro
Nas redes digitais dos conspiradores de golpes, os fanáticos acéfalos continua a marchar em círculos, batendo palma para pneus, na Terra Plana, apelam para Trump jogar um míssil no Brasil, ou para ETs salvarem os mitos "perseguidos políticos".
Na real
Um senador com mandato foi derrotado numa eleição presidencial limpa com mais de cem milhões de votos apurados. Perdeu a eleição e perderá ao fim do mandato, o fórum privilegiado. E é investigado dentro do devido processo legal, com direito a advogados caros, ampla defesa e contraditório por diversos crimes previstos no Código Penal – crimes comuns. Fugiu como um covarde, ou bandido vulgar e isso é questão de polícia.
Final da pantomima
A comédia termina com heróis no exterior gastando o dinheiro das fraudes e das mamatas. A torcida fanática bate palma e diz que é perseguição e qualquer um faria o mesmo. Mente. Lula perdeu eleição, sofreu perseguição – este sim - foi preso e ficou com sua dignidade para provar a sua inocência e o crime dos seus perseguidores e julgadores. Terminamos com a frase da combatente antifascista Dolores Ibarruri: “ Fascistas, não passarão!”.
*Natanael Sarmento é professor e escritor, e integrante do Diretório Nacional da UP. @sarmentonatanael
NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.
"Operação ALBA": A Engenharia de uma extração, a guerra da informação e os limites da soberania nacional - Por Amadeu Robalinho*
29/10/2026
Inteligência Estratégica, Defesa Nacional, Geopolítica e Engenharia de Soberania e Estratégia
1. Quando uma saída do território se transforma em questão estratégica
Os acontecimentos de 27 e 28 de outubro de 2026 colocaram no centro do debate público brasileiro a denominada Operação Alba, expressão divulgada pelo empresário mexicano Simón Levy ao se referir à suposta articulação para levar o senador Flávio Bolsonaro e seus familiares aos Estados Unidos. Em suas publicações, Levy atribuiu ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, papel central no planejamento da ação. Essa atribuição, entretanto, não equivale à comprovação de que o governo dos Estados Unidos ou algum serviço de inteligência tenha organizado uma operação clandestina.
O episódio ganhou consistência factual quando as autoridades migratórias argentinas confirmaram que Flávio Bolsonaro, sua esposa e suas duas filhas ingressaram na Argentina pela Ponte In...
Inteligência Estratégica, Defesa Nacional, Geopolítica e Engenharia de Soberania e Estratégia
1. Quando uma saída do território se transforma em questão estratégica
Os acontecimentos de 27 e 28 de outubro de 2026 colocaram no centro do debate público brasileiro a denominada Operação Alba, expressão divulgada pelo empresário mexicano Simón Levy ao se referir à suposta articulação para levar o senador Flávio Bolsonaro e seus familiares aos Estados Unidos. Em suas publicações, Levy atribuiu ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, papel central no planejamento da ação. Essa atribuição, entretanto, não equivale à comprovação de que o governo dos Estados Unidos ou algum serviço de inteligência tenha organizado uma operação clandestina.
O episódio ganhou consistência factual quando as autoridades migratórias argentinas confirmaram que Flávio Bolsonaro, sua esposa e suas duas filhas ingressaram na Argentina pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones, às 22h50 de 27 de outubro. Segundo o comunicado oficial, o grupo embarcou, às 23h30, em uma aeronave privada operada pela empresa Baires Fly S.A., com destino a Guayaquil, no Equador. Informações posteriores da imprensa indicaram a continuidade do deslocamento para Miami.
A sequência foi noticiada pela Agência Brasil e pela Reuters. O Departamento de Estado norte-americano também informou que concederia vistos ao senador e aos familiares. Esses elementos confirmam partes importantes da movimentação internacional, mas não demonstram, por si sós, a existência de uma operação conduzida pela CIA, por militares norte-americanos ou por outra estrutura estatal de inteligência.
Fontes: "Agência Brasil, 27 de outubro de 2026" (https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-10/aliado-de-trump-diz-que-flavio-bolsonaro-chegou-aos-eua) e "Agência Brasil, 28 de outubro de 2026" (https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-10/flavio-bolsonaro-cruza-fronteira-argentina-e-segue-para-o-equador).
A diferença entre o fato e sua interpretação é decisiva. Uma viagem internacional pode envolver apoio político, assessoria privada, facilitação diplomática, planejamento logístico ou uma operação de inteligência propriamente dita. São categorias distintas, com implicações jurídicas e estratégicas igualmente diferentes.
A questão central, portanto, não se limita a saber por onde o passageiro atravessou uma fronteira. Consiste em compreender como diferentes componentes de transporte, informação, proteção, documentação e coordenação podem ter funcionado em uma sequência de acontecimentos cuja organização integral ainda não foi publicamente demonstrada.
2. A arquitetura operacional: mobilidade, discrição e sincronização
As imagens que acompanham esta análise apresentam mapas, instalações aeroportuárias, aeronaves executivas, documentos de viagem e representações de centros de monitoramento. Também destacam conceitos como dissimulação, emprego de aviação não padronizada e controle da percepção pública.
Esses elementos são compatíveis com uma discussão sobre planejamento operacional, mas devem ser tratados como ilustrações analíticas, não como registros comprobatórios de cada etapa da Operação Alba.
Sob a perspectiva da Engenharia de Soberania e Estratégia, uma movimentação internacional de alta sensibilidade pode ser examinada como um sistema composto por cinco dimensões interdependentes.
A primeira é a mobilidade. O deslocamento de pessoas entre diferentes jurisdições depende de infraestrutura terrestre, aeroportos, aeronaves, disponibilidade de transporte e coordenação temporal. A segunda é a documentação, que envolve identificação, requisitos migratórios, vistos e eventuais restrições judiciais. A terceira é a segurança, relacionada à proteção dos envolvidos e à gestão dos riscos. A quarta é a informação, que compreende a circulação de notícias, a preservação de sigilo e a disputa pela interpretação dos acontecimentos. A quinta é a coordenação institucional, que pode envolver agentes privados, autoridades migratórias e estruturas governamentais.
A eficiência de um sistema dessa natureza depende da compatibilidade entre seus componentes. Um transporte disponível, por exemplo, não resolve automaticamente impedimentos jurídicos. Da mesma forma, a obtenção de um visto não comprova que um governo tenha participado do planejamento de uma saída anterior.
Essa distinção permite compreender um princípio fundamental: a existência de uma logística sofisticada não demonstra, isoladamente, a existência de uma operação clandestina estatal.
O uso de aeronaves executivas tampouco constitui, por si só, indício de atividade de inteligência. Jatos privados integram normalmente a aviação civil e podem ser empregados em deslocamentos empresariais, diplomáticos, familiares ou políticos. A relevância estratégica depende do contexto, dos registros, dos participantes e das circunstâncias concretas.
No caso em análise, a sequência internacional de deslocamentos está parcialmente documentada por autoridades e fontes jornalísticas. A atribuição de comando, a eventual participação de serviços secretos e a natureza exata da coordenação permanecem questões que exigem evidências adicionais.
3. A guerra da informação: o tempo também é um recurso estratégico
Uma das dimensões mais relevantes do episódio está na velocidade com que a narrativa pública se desenvolveu.
Antes da confirmação oficial da entrada na Argentina, circularam informações divergentes sobre o paradeiro do senador. A expressão Operação Alba apareceu nesse ambiente informacional e passou a ser utilizada para caracterizar uma suposta ação coordenada.
A dinâmica evidencia a importância da distinção entre informação, indício, hipótese e confirmação.
Na atividade de inteligência, uma informação isolada não deve ser automaticamente convertida em conclusão. Sua confiabilidade precisa ser avaliada, sua origem identificada e seu conteúdo confrontado com fontes independentes. A convergência entre registros migratórios, informações aeronáuticas, documentos oficiais e testemunhos verificáveis pode elevar o grau de confiança de uma avaliação, embora nem sempre esclareça todos os aspectos de uma operação.
A guerra da informação não se limita à divulgação deliberada de notícias falsas. Ela também envolve a disputa pela definição dos acontecimentos, a seleção de fatos, a exploração de ambiguidades e a tentativa de estabelecer uma interpretação antes que as evidências estejam disponíveis.
É nesse ambiente que a dissimulação merece análise técnica. Informações incompletas, declarações contraditórias e rumores podem produzir incerteza e dificultar a reconstrução cronológica dos fatos. Entretanto, demonstrar que houve confusão informacional não basta para provar que ela foi planejada por determinado agente.
Atribuir intenção exige evidências próprias.
Para o Estado brasileiro, essa questão possui implicações diretas para a inteligência estratégica. A capacidade de acompanhar acontecimentos relevantes depende não apenas da obtenção de dados, mas também da capacidade institucional de verificar sua procedência, estabelecer cronologias e produzir avaliações confiáveis sob pressão política e midiática.
A rapidez da notícia não deve substituir a qualidade da análise.
4. Carlos Ghosn: um precedente real, mas não uma equivalência automática
A comparação com a fuga de Carlos Ghosn do Japão, em dezembro de 2019, é pertinente para compreender os riscos de uma extração internacional, desde que se respeitem as diferenças entre os casos.
Ghosn, ex-presidente da Nissan e da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, deixou o Japão enquanto aguardava julgamento por acusações financeiras que contestava. A investigação posterior identificou a participação de Michael Taylor, ex-integrante das Forças Especiais do Exército dos Estados Unidos, e de seu filho Peter Taylor na organização da fuga. A operação envolveu o transporte de Ghosn em uma caixa utilizada para ocultá-lo durante o deslocamento até um voo privado, que seguiu para Istambul e, posteriormente, para o Líbano.
O caso produziu consequências judiciais concretas. Michael Taylor e Peter Taylor foram condenados no Japão em 2021 por sua participação na fuga. A investigação também expôs falhas de segurança aeroportuária e problemas relacionados ao controle de passageiros e bagagens.
Fontes: "Fortune, 6 de janeiro de 2020" (https://fortune.com/2020/01/06/green-beret-nissan-carlos-ghosn-japan-escape/) e "Reuters, 11 de fevereiro de 2021" (https://www.reuters.com/business/finance/us-court-clears-way-extradition-japan-ghosns-accused-escape-plotters-2021-02-11/).
O paralelo relevante está na articulação entre mobilidade, segurança privada, transporte internacional e vulnerabilidades institucionais. Em ambos os contextos, a investigação estratégica precisa considerar a possibilidade de que diferentes atores e recursos logísticos sejam coordenados para alcançar determinado resultado.
A diferença fundamental é probatória. No caso Ghosn, investigações policiais e processos judiciais documentaram a participação de indivíduos específicos. No episódio denominado Operação Alba, até o momento considerado nesta análise, não há comprovação pública equivalente de que serviços de inteligência estrangeiros tenham comandado a movimentação.
Portanto, utilizar o caso japonês como referência metodológica é legítimo. Apresentá-lo como prova de que a Operação Alba seguiu a mesma estrutura seria extrapolar as evidências disponíveis.
5. Soberania nacional e o controle das fronteiras
A soberania não significa apenas a existência formal de território delimitado por fronteiras. Ela compreende a capacidade efetiva de o Estado exercer suas competências, aplicar suas leis, proteger suas instituições e controlar os fluxos que estão sujeitos à sua jurisdição.
No ambiente contemporâneo, esse exercício depende de sistemas integrados de identificação, fiscalização migratória, inteligência, cooperação internacional e monitoramento de transportes.
A circulação de pessoas por vias terrestres e aéreas demonstra que o controle territorial precisa ser compreendido como uma atividade contínua, sustentada por informações oportunas e coordenação institucional. Uma fronteira não se torna necessariamente vulnerável porque uma pessoa conseguiu atravessá-la. A avaliação depende da existência de restrições aplicáveis, dos registros realizados, das competências das autoridades envolvidas e da observância das normas pertinentes.
No caso brasileiro, há uma questão jurídica que precisa ser delimitada com rigor. Segundo a Agência Brasil, o senador não entregou seus passaportes à Polícia Federal dentro do prazo estabelecido em decisão judicial, e os documentos brasileiros foram cancelados. Posteriormente, as autoridades argentinas informaram que ele e seus familiares ingressaram em seu território apresentando documentação de viagem considerada válida pelas autoridades migratórias argentinas.
Essas informações não permitem, isoladamente, concluir quais documentos foram apresentados em cada etapa, qual era o alcance jurídico de todas as determinações aplicáveis ou se houve participação operacional de autoridades estrangeiras. Tais conclusões dependem da análise dos documentos, das decisões judiciais e das investigações competentes.
É necessário distinguir, portanto, três questões: o cumprimento de uma ordem judicial brasileira, a regularidade do ingresso em território estrangeiro e a eventual participação de agentes públicos de outros países na organização do deslocamento.
Uma questão não resolve automaticamente as demais.
Do ponto de vista diplomático, a eventual comprovação de uma operação clandestina estrangeira realizada em território brasileiro, sem autorização e em desacordo com as normas aplicáveis, seria substancialmente diferente da concessão de vistos ou do recebimento de um viajante por outro Estado. A primeira hipótese poderia suscitar questões graves de soberania e responsabilidade internacional; a segunda integra, em princípio, as competências ordinárias dos Estados em matéria migratória e diplomática.
A análise estratégica exige que essas hipóteses permaneçam separadas até que existam evidências suficientes para estabelecer o que efetivamente ocorreu.
6. Inteligência estratégica: detectar, verificar e compreender
A principal lição institucional não está na especulação sobre a participação de uma agência específica, mas na necessidade de capacidade nacional para reconstruir acontecimentos transnacionais.
Uma arquitetura moderna de inteligência deve integrar informações provenientes de fontes abertas, registros migratórios legalmente acessíveis, dados aeronáuticos, cooperação policial internacional e avaliações diplomáticas. O valor estratégico surge da correlação entre essas fontes, e não da dependência de uma única narrativa.
Essa capacidade deve ser acompanhada por mecanismos de auditoria, proteção de dados, supervisão jurídica e responsabilização institucional. Inteligência eficiente não é sinônimo de atuação sem limites. Sua legitimidade depende tanto da qualidade da informação quanto da observância da Constituição e das leis.
A Engenharia de Soberania e Estratégia oferece uma perspectiva sistêmica para essa discussão: recursos humanos, infraestrutura, tecnologia, informação e capacidade decisória precisam funcionar de maneira integrada para sustentar a autonomia do Estado.
Não basta possuir radares, sistemas de identificação ou aeronaves. É necessário integrar dados, estabelecer responsabilidades, reduzir lacunas entre instituições e transformar informação em conhecimento útil à decisão.
O mesmo princípio se aplica à comunicação estratégica. Quando o Estado não consegue apresentar uma cronologia verificável, explicar as competências das autoridades envolvidas e esclarecer os limites do que sabe, abre espaço para interpretações concorrentes. Esse espaço pode ser explorado por interesses políticos, campanhas de influência ou agentes que procuram orientar a percepção pública.
A resposta adequada não é produzir uma narrativa oficial antes da apuração. É construir uma avaliação fundamentada, transparente quanto às incertezas e suficientemente robusta para resistir à contestação.
7. O que ainda precisa ser esclarecido sobre a Operação Alba
Uma avaliação responsável deve identificar as principais lacunas informacionais que permanecem abertas.
Primeiro, é necessário esclarecer a origem e a cadeia de coordenação da movimentação internacional, distinguindo a contratação de serviços privados de uma eventual participação governamental.
Segundo, é preciso determinar quais documentos foram utilizados nas diferentes etapas da viagem e qual era a situação jurídica de cada um deles.
Terceiro, a atribuição da operação a Marco Rubio precisa ser sustentada por evidências independentes. A declaração de Simón Levy constitui uma alegação pública, não uma comprovação de comando ou participação operacional.
Quarto, a eventual participação de órgãos de inteligência norte-americanos ou argentinos deve ser demonstrada por documentação, depoimentos verificáveis ou outras evidências confiáveis. A presença de apoio logístico ou de agentes públicos em determinado momento, caso confirmada, não demonstra automaticamente que toda a operação tenha sido planejada por um serviço secreto.
Quinto, eventuais responsabilidades relacionadas ao cumprimento de decisões judiciais brasileiras devem ser examinadas pelas autoridades competentes, respeitando o devido processo legal e o direito de defesa.
Esses pontos são fundamentais para evitar que a análise estratégica seja substituída por conjecturas. Uma hipótese pode ser plausível sem estar comprovada. Um indício pode justificar investigação sem autorizar uma conclusão definitiva.
Essa é uma das diferenças essenciais entre inteligência profissional e especulação.
8. Conclusão: a soberania exige capacidade, evidência e autonomia decisória
A denominada Operação Alba tornou-se um caso relevante para discutir as relações entre mobilidade internacional, informação, influência política, jurisdição e soberania nacional. A confirmação da passagem de Flávio Bolsonaro e de seus familiares pela Argentina, seguida de um voo privado para o Equador e da continuidade do deslocamento para os Estados Unidos, estabeleceu uma sequência factual importante. A atribuição de planejamento a Marco Rubio e a hipótese de envolvimento de serviços de inteligência, entretanto, precisam ser avaliadas separadamente, porque não decorrem automaticamente dos registros de viagem.
O caso Carlos Ghosn demonstra que operações de extração podem explorar vulnerabilidades logísticas e institucionais e produzir consequências jurídicas internacionais. Demonstra também que a reconstrução dos fatos exige investigação, documentação e responsabilização, não apenas semelhanças visuais ou narrativas.
Para o Brasil, a questão estratégica é mais ampla. Um Estado soberano precisa conhecer seu território, integrar seus sistemas de informação, fiscalizar o cumprimento de suas normas e manter capacidade própria de avaliar acontecimentos que envolvam interesses nacionais. Essa capacidade não pode depender exclusivamente de informações produzidas por governos estrangeiros, atores privados ou narrativas que circulam nas redes sociais.
A autonomia estratégica nasce da combinação entre conhecimento, infraestrutura, tecnologia, instituições e capacidade decisória. Sem esses componentes, a soberania corre o risco de permanecer uma declaração formal, sem correspondência suficiente na capacidade operacional do Estado.
Na perspectiva da Engenharia de Soberania e Estratégia, a lição é objetiva: a proteção dos interesses nacionais depende de sistemas integrados, inteligência verificável e instituições capazes de transformar dados dispersos em decisões fundamentadas.
As nações não preservam sua soberania apenas pela extensão de seu território ou pela força de suas declarações. Preservam-na pela capacidade de compreender o ambiente estratégico, proteger suas instituições, verificar os fatos e decidir com autonomia.
*Amadeu Robalinho, é Pesquisador independente e autor interdisciplinar, associado à Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
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29/10/2026
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Paraíba - Senador Veneziano elogia pacote de medidas que beneficia produtores de cana-de-açúcar prejudicados por 'tarifaço' de Trump
29/10/2026
O Senador Veneziano Vital do Rêgo, MDB-PB, elogiou a aprovação, no Plenário do Senado, em regime de urgência, de um pacote de medidas financeiras para incentivar a agricultura, o transporte e a aviação. A proposta beneficia produtores de cana-de-açúcar do Nordeste atingidos pelo tarifaço americano ou por eventos climáticos extremos.
Fala o Senador Veneziano
Veneziano disse que parte da economia da Paraíba depende do setor sucroalcooleiro. “As consequências e as repercussões são as mais variadas. A principal é a manutenção de milhares de empregos que o setor, notadamente no Nordeste, em São Paulo, precisa”. Ele lembrou que o tarifaço de Trump, com incentivo da família Bolsonaro, prejudicou o país, especialmente, o Nordeste. Mas graças ao governo do presidente Lula os empresários tiveram o apoio que precisavam para manter os empregos.
Ressaltou ainda o Senador
“Isso aconteceu porque nós tivemos uma atitude nefasta...
O Senador Veneziano Vital do Rêgo, MDB-PB, elogiou a aprovação, no Plenário do Senado, em regime de urgência, de um pacote de medidas financeiras para incentivar a agricultura, o transporte e a aviação. A proposta beneficia produtores de cana-de-açúcar do Nordeste atingidos pelo tarifaço americano ou por eventos climáticos extremos.
Fala o Senador Veneziano
Veneziano disse que parte da economia da Paraíba depende do setor sucroalcooleiro. “As consequências e as repercussões são as mais variadas. A principal é a manutenção de milhares de empregos que o setor, notadamente no Nordeste, em São Paulo, precisa”. Ele lembrou que o tarifaço de Trump, com incentivo da família Bolsonaro, prejudicou o país, especialmente, o Nordeste. Mas graças ao governo do presidente Lula os empresários tiveram o apoio que precisavam para manter os empregos.
Ressaltou ainda o Senador
“Isso aconteceu porque nós tivemos uma atitude nefasta do presidente dos EUA, que aplicou sanções desmedidas contra o Basil. É importante essa discussão para mostrar a postura de um governo que, sensibilizado e com o alcance que tem o governo do presidente Lula, socorreu emergencialmente a cada um desses setores”, disse Veneziano. O pacote prevê ainda financiamento para renovação de frota de transporte, crédito para tecnologia no campo, seguro de crédito para aviação civil e capital de giro para infraestrutura.
Lula e a nova República Velha, por Roberto Vieira
29/10/2026
Os vinte e poucos primeiros anos do século XXI no Brasil lembram os vinte e poucos primeiros anos do século XX no Brasil. Não se preocupe, você leu corretamente. Não houve erro na grafia do texto. Afinal, estamos vivendo uma nova República Velha no Brasil. Flávio não é Getúlio, nem Lula é Washington Luís, porém muitas histórias se repetem cem anos depois.
Impostos
A nova República Velha, vamos chamá-la assim, estuda aplicar imposto IOF sobre LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures. Todos são investimentos livres de imposto de renda. Tudo para aumentar a arrecadação e cobrir o rombo do tesouro. Além disso, concedeu garantia de R$ 7 bilhões para empréstimo dos bancos aos Correios. A massa falida dos Correios ganha sobrevida com o dinheiro do contribuinte, como na época dos barões do café sobrevivendo dos incentivos da República Velha. Enquanto isso, o TCU aponta a alíquota federal de 11,3% para o futuro imposto de consumo. A proposta eleva ainda mais o nosso...
Os vinte e poucos primeiros anos do século XXI no Brasil lembram os vinte e poucos primeiros anos do século XX no Brasil. Não se preocupe, você leu corretamente. Não houve erro na grafia do texto. Afinal, estamos vivendo uma nova República Velha no Brasil. Flávio não é Getúlio, nem Lula é Washington Luís, porém muitas histórias se repetem cem anos depois.
Impostos
A nova República Velha, vamos chamá-la assim, estuda aplicar imposto IOF sobre LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures. Todos são investimentos livres de imposto de renda. Tudo para aumentar a arrecadação e cobrir o rombo do tesouro. Além disso, concedeu garantia de R$ 7 bilhões para empréstimo dos bancos aos Correios. A massa falida dos Correios ganha sobrevida com o dinheiro do contribuinte, como na época dos barões do café sobrevivendo dos incentivos da República Velha. Enquanto isso, o TCU aponta a alíquota federal de 11,3% para o futuro imposto de consumo. A proposta eleva ainda mais o nosso IVA (imposto de valor agregado) total, que já se projeta como o maior do planeta.
Treze
A República Velha teve 13 presidentes que assumiram o cargo, além de dois eleitos que não chegaram a tomar posse (Rodrigues Alves morreu e Júlio Prestes dançou na Revolução de 30). Apesar do poder dos oligarcas, a corrupção eleitoral sistêmica e a dívida pública crescente foram destruindo o sistema internamente. Na mídia dos anos 1920, também havia uma oposição ruidosa percorrendo o país — guardadas as devidas proporções de época, era a Coluna Prestes.
1930
A polarização no Brasil de 1930 era palpável. A eleição presidencial caiu em pleno carnaval, sendo disputada em clima de guerra. A vitória de Júlio Prestes, o candidato oficial, foi vista com maus olhos por metade do eleitorado; afinal de contas, a campanha de Getúlio e João Pessoa levantou as massas e dividiu o país. O resultado oficial criticado foi aceito – fazer o quê? Até que veio o assassinato de João Pessoa, em Recife. A República Velha caiu. O assassinato de João Pessoa tinha sido um crime passional, mas ninguém ligou para esse detalhe. Pois ninguém aguentava mais 41 anos de promessas.
Getúlio
Getúlio Vargas foi o candidato derrotado nas eleições de 1930. Não saiu do país, como Flávio Bolsonaro. Ficou no Rio Grande do Sul conspirando. Nesse intervalo, Luís Carlos Prestes lançou seu manifesto comunista. Júlio Prestes foi passear nos EUA. E a Bolsa de Valores, que já estava de joelhos após a quebra de 1929, deixou nossa economia em frangalhos. Getúlio não sabia, mas estava prestes a governar o Brasil. A República já era Velha, mas, tal como Getúlio, ela própria ainda não sabia.
Roberto Vieira é médico e cronista
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.
Relatório da Polícia Federal indicia 15 pessoas por fraudes no Banco Master
29/10/2026
A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) relatório parcial do principal inquérito que apura esquemas relacionados ao Banco Master e ao Banco de Brasília (BRB). No documento, de mais de 700 páginas, a PF indicia 15 suspeitos de participação nas condutas ilegais, incluindo o ex-dono do Master, Daniel Vorcaro; o seu ex-sócio Augusto Lima; e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
No mesmo documento, os delegados da Polícia Federal pedem prazo adicional de 60 dias para seguir com as investigações, concluir perícias e apresentar um relatório complementar. O pedido será analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Vorcaro centralizava as decisões
Conforme ressalta trecho do relatório, “na condição de líder da organização, Daniel Bueno Vorcaro centralizava as decisões relacionadas à produção, aquisição, cessão das carteiras de crédito utilizadas para captação de recursos,...
A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) relatório parcial do principal inquérito que apura esquemas relacionados ao Banco Master e ao Banco de Brasília (BRB). No documento, de mais de 700 páginas, a PF indicia 15 suspeitos de participação nas condutas ilegais, incluindo o ex-dono do Master, Daniel Vorcaro; o seu ex-sócio Augusto Lima; e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
No mesmo documento, os delegados da Polícia Federal pedem prazo adicional de 60 dias para seguir com as investigações, concluir perícias e apresentar um relatório complementar. O pedido será analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Vorcaro centralizava as decisões
Conforme ressalta trecho do relatório, “na condição de líder da organização, Daniel Bueno Vorcaro centralizava as decisões relacionadas à produção, aquisição, cessão das carteiras de crédito utilizadas para captação de recursos, além de dirigir a atuação dos demais integrantes vinculados ao Banco Master e às estruturas empresariais associadas ao esquema".
O BRB – que tem como acionista majoritário o governo do Distrito Federal – enfrenta uma crise marcada por perdas bilionárias ligadas a operações com o extinto Banco Master. Paulo Henrique Costa, Daniel Vorcaro e Augusto Lima foram alvo de diferentes fases da Operação Compliance Zero, que investiga os negócios irregulares do Master. Costa e Vorcaro estão presos.
O BRB tentou comprar o Master e chegou a injetar R$ 16,7 bilhões no banco de Vorcaro. A compra, no entanto, foi barrada pelo Banco Central. Logo depois, o BRB descobriu que parte das carteiras compradas era fraudulenta e sem lastro.
Lista de indiciados
A lista de indiciados envolve seis ex-sócios ou ex-gestores do Banco Master; dois sócios da Tirreno, firma de consultoria apontada pela PF como empresa de fachada para o esquema; e sete ex-gestores do BRB. Além de Vorcaro, Costa e Lima, também constam Angelo Antônio Ribeiro da Silva; Luiz Antônio Bull; Alberto Félix de Oliveira Neto; e Allan da Silva Machado — todos ex-executivos do Master.
Assim como Henrique Souza e Silva Peretto, sócio da Tirreno; André Felipe de Oliveira Seixas Maia, sócio da Tirreno; Daniel Lopes Monteiro, ex-advogado do Master; Dario Oswaldo Garcia Junior, ex-diretor de Finanças e Controladoria do BRB; Luana de Andrade Ribeiro, ex-diretora executiva de Controle e Riscos do BRB; e Cristiane Maria Lima Bukowitz, ex-diretora executiva de gestão de pessoas do BRB.
Outros nomes são Diogo Ilário de Araújo Oliveira, ex-diretor executivo de Atacado e Governo do BRB; José Maria Correa Dias Junior, ex-diretor executivo de Tecnologia do BRB.
Resposta das defesas
A defesa de Vorcaro afirmou que contestará vários dos itens apresentados. A defesa de Paulo Henrique Costa destacou que recebeu com surpresa o indiciamento deles por crime de gestão fraudulenta e organização criminosa.E que existem provas de que foi Costa quem detectou as irregularidades nas carteiras.
Já a defesa de Augusto Lima afirmou rechaçar “integralmente” a conclusão do relatório e que seu cliente não participou “nem direta nem indiretamente”, da fraude mencionada.
— Com Agências de Notícias
Flávio e família receberam autorização para permanecer nos EUA por um ano
29/10/2026
O senador e ex-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) e sua família receberam do governo Trump uma autorização condicional para permanecer nos Estados Unidos por até um ano. A permissão é concedida em casos específicos, incluindo casos de urgência humanitária.
Os registros
De acordo com os registros disponíveis no site da CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA), a agência americana responsável pelo controle de fronteiras, Flávio, sua esposa e ao menos uma de suas filhas receberam uma autorização na categoria "DT" ao passar pelos trâmites burocráticos na chegada a Miami.
Autorizados
Eles estão autorizados a permanecer nos Estados Unidos por pelo menos um ano, com vencimento previsto para outubro de 2027.
Entrado
Flávio Bolsonaro (PL) e sua família teriam entrado nos Estados Unidos, na manhã desta quarta-feira, 28, com uma autorização de permanência temporária por...
O senador e ex-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) e sua família receberam do governo Trump uma autorização condicional para permanecer nos Estados Unidos por até um ano. A permissão é concedida em casos específicos, incluindo casos de urgência humanitária.
Os registros
De acordo com os registros disponíveis no site da CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA), a agência americana responsável pelo controle de fronteiras, Flávio, sua esposa e ao menos uma de suas filhas receberam uma autorização na categoria "DT" ao passar pelos trâmites burocráticos na chegada a Miami.
Autorizados
Eles estão autorizados a permanecer nos Estados Unidos por pelo menos um ano, com vencimento previsto para outubro de 2027.
Entrado
Flávio Bolsonaro (PL) e sua família teriam entrado nos Estados Unidos, na manhã desta quarta-feira, 28, com uma autorização de permanência temporária por razões “humanitárias”, de acordo com registros da alfândega. Em registros obtidos pelo jornal O Globo, consta a admissão “DT”.
Indica
A sigla indica que a permissão para entrada foi concedida no próprio local de entrada e representa uma autorização temporária para permanência no país. O registro, emitido em 28 de outubro de 2026, autoriza Flávio a ficar nos EUA durante um ano, até 27 de outubro de 2027.
Israel: Netanyahu deve permanecer como interino após eleição inconclusiva
29/10/2026
Benjamin Netanyahu parecia destinado a permanecer como primeiro-ministro interino de Israel depois que um apoio inesperadamente forte entre os eleitores judeus deixou seus oponentes com poucas perspectivas aparentes de destituí-lo, apesar de seu bloco de direita ter perdido a maioria parlamentar.
Projetaram
Com mais de 90% das urnas apuradas, as três principais emissoras de Israel projetaram que o bloco de Netanyahu, formado por partidos de direita, extrema-direita e ultraortodoxos, conquistaria 53 cadeiras no Knesset, de 120 cadeiras, bem à frente das 48 do bloco de oposição do rival Gadi Eisenkot.
Representam
Os partidos que representam os árabes israelenses deveriam conquistar 19 cadeiras — um número sem precedentes —, deixando a Eisenkot poucas chances realistas de chegar ao poder sem o amplo apoio desses grupos, o que muitos líderes políticos judeus rejeitam.
Benjamin Netanyahu parecia destinado a permanecer como primeiro-ministro interino de Israel depois que um apoio inesperadamente forte entre os eleitores judeus deixou seus oponentes com poucas perspectivas aparentes de destituí-lo, apesar de seu bloco de direita ter perdido a maioria parlamentar.
Projetaram
Com mais de 90% das urnas apuradas, as três principais emissoras de Israel projetaram que o bloco de Netanyahu, formado por partidos de direita, extrema-direita e ultraortodoxos, conquistaria 53 cadeiras no Knesset, de 120 cadeiras, bem à frente das 48 do bloco de oposição do rival Gadi Eisenkot.
Representam
Os partidos que representam os árabes israelenses deveriam conquistar 19 cadeiras — um número sem precedentes —, deixando a Eisenkot poucas chances realistas de chegar ao poder sem o amplo apoio desses grupos, o que muitos líderes políticos judeus rejeitam.
OEA reconhece legitimidade do resultado das eleições brasileiras
29/10/2026
A Organização dos Estados Americanos (OEA) reconheceu oficialmente a legitimidade do resultado das eleições brasileiras no relatório preliminar sobre o pleito, concluído essa semana. No documento, a instituição destaca que “não tem dúvidas quanto à integridade dos dados oficiais” e parabenizar o presidente Lula (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) pela reeleição.
Ao todo, 88 observadores da OEA estiveram no Brasil na última semana para acompanhar o segundo turno das eleições. Muitos deles também acompanharam o pleito do exterior. No total, conforme esse relatório preliminar, a OEA mobilizou para as eleições brasileiras 179 observadoras e observadores, o que fez dessa a maior missão de observação eleitoral internacional já realizada no Brasil.
Integridade dos sistemas
A missão também parabenizou o trabalho feito pela Justiça Eleitoral. Os observadores acompanharam a verificação pública da autenticidade e inte...
A Organização dos Estados Americanos (OEA) reconheceu oficialmente a legitimidade do resultado das eleições brasileiras no relatório preliminar sobre o pleito, concluído essa semana. No documento, a instituição destaca que “não tem dúvidas quanto à integridade dos dados oficiais” e parabenizar o presidente Lula (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) pela reeleição.
Ao todo, 88 observadores da OEA estiveram no Brasil na última semana para acompanhar o segundo turno das eleições. Muitos deles também acompanharam o pleito do exterior. No total, conforme esse relatório preliminar, a OEA mobilizou para as eleições brasileiras 179 observadoras e observadores, o que fez dessa a maior missão de observação eleitoral internacional já realizada no Brasil.
Integridade dos sistemas
A missão também parabenizou o trabalho feito pela Justiça Eleitoral. Os observadores acompanharam a verificação pública da autenticidade e integridade dos sistemas e também as etapas de carregamento e lacração das urnas eletrônicas nas seções eleitorais. Além disso, a equipe da OEA esteve presente no teste de integridade das urnas eletrônicas.
No dia da eleição, os observadores passaram por 977 seções eleitorais, acompanhando todo o processo de votação. Sobre o processo eleitoral, o relatório destaca o recorde de judicialização, com mais de mil ações judiciais e pedidos de direito de resposta apresentados entre as campanhas presidenciais.
Incerteza jurídica de decisões
O documento também afirma que o alto número de decisões individuais por ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) gerou incerteza jurídica e conflitos de competência, como a decisão de estender por duas horas o período de votação, proferida pelo ministro Cristiano Zanin Martins.
Outros desafios citados foram os relatos de falta de transporte público em algumas localidades e dificuldades de acesso e logística para o transporte de eleitores em comunidades indígenas.
Além disso, o relatório cita os conflitos com a empresa Meta — que opera o Facebook, o Instagram, e o WhatsApp —registrados durante o pleito. A campanha de Lula acusou a empresa de beneficiar o candidato Flávio Bolsonaro (PL) em suas plataformas.
Fachin arquiva mais 5 investigações do inquérito das fake news. Uma delas sobre Gilson Machado
29/10/2026
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou o arquivamento de cinco investigações vinculadas ao Inquérito nº 4781, conhecido como inquérito das fake news, dentre as quais uma que envolvia o ex-ministro do Turismo no governo Bolsonaro, o pernambucano Gilson Machado.
As decisões atendem a manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou inviável o prosseguimento das investigações por ausência de provas ou porque já havia passado o prazo legal para que determinado crime seja punido (prescrição).
Nomes abrangidos
As investigações encerradas abrangem, no total, o presidente do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta; o ex-ministro da Justiça Gilson Machado; o deputado estadual por Santa Catarina Alex Brasil; e Flávia Cordeiro Magalhães. Também foi encerrada uma investigação envolvendo publicações em um grupo no aplicativo de mensagens Telegram.
A apuraçã...
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou o arquivamento de cinco investigações vinculadas ao Inquérito nº 4781, conhecido como inquérito das fake news, dentre as quais uma que envolvia o ex-ministro do Turismo no governo Bolsonaro, o pernambucano Gilson Machado.
As decisões atendem a manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou inviável o prosseguimento das investigações por ausência de provas ou porque já havia passado o prazo legal para que determinado crime seja punido (prescrição).
Nomes abrangidos
As investigações encerradas abrangem, no total, o presidente do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta; o ex-ministro da Justiça Gilson Machado; o deputado estadual por Santa Catarina Alex Brasil; e Flávia Cordeiro Magalhães. Também foi encerrada uma investigação envolvendo publicações em um grupo no aplicativo de mensagens Telegram.
A apuração tratava de publicações ofensivas ao STF em redes sociais do PCO, em junho de 2022. Como o crime imputado (incitação, artigo 286 do Código Penal) prevê pena máxima de seis meses e transcorreram três anos sem causas interruptivas, o ministro declarou a extinção da punibilidade do presidente da legenda, Rui Costa Pimenta.
Apologia ao racismo
O procedimento investigava postagens com apologia a crimes de racismo contra judeus, além de ameaças contra a vida de ministros do STF veiculadas em grupo da plataforma. O arquivamento foi determinado após o Telegram informar a impossibilidade técnica de identificar os criadores ou administradores do canal sem o número de telefone de consulta, esgotando as linhas investigativas viáveis por ausência de indícios de autoria.
A apuração envolveu, também, Flávia Cordeiro Magalhães, investigada por publicações na internet. O parecer da PGR apontou a fragilidade das provas e a ausência de vínculo da investigada com grupos organizados ou esquemas de financiamento de desinformação. A decisão revogou a ordem de prisão preventiva e as restrições migratórias.
Consulado de Portugal
Outro procedimento apurava a conduta do ex-ministro do Turismo Gilson Machado junto ao Consulado de Portugal em Recife, em suposta tentativa de emissão de passaporte para o tenente-coronel Mauro César Barbosa Cid. Diante da ausência de elementos mínimos de autoria e materialidade após depoimentos e análises periciais, a investigação foi arquivada, com a restituição de celulares e de uma arma de fogo apreendida, desde que o registro esteja regular.
Também foi arquivada investigação sobre o deputado Alex Brasil, pelo compartilhamento de conteúdo sobre o sigilo do voto nas eleições de 2022. Fachin ressalvou a possibilidade de reabertura das investigações caso surjam novas provas, como previsto no Código de Processo Penal (artigo 18). Também foi determinado o levantamento do sigilo das decisões e autos correspondentes.
Dia de Finados e do Servidor Público: confira o que abre e o que fecha no Grande Recife
29/10/2026
Rotina modificada por conta do feriadão. Celebrado na segunda-feira (02/11), o feriado de Finados altera o funcionamento do comércio, de repartições públicas e de espaços culturais. Também haverá uma programação religiosa com missas no Recife, de acordo com a prefeitura.
Emendar
Além disso, a data vai emendar com o Dia do Servidor Público, que caiu na quarta-feira (28/10), mas o ponto facultativo foi transferido para a amanhã, sexta (30/10), tanto no governo do estado quanto na prefeitura do Recife. Assim, os trabalhadores terão um feriado mais prolongado, somando quatro dias de descanso.
Shoppings
A maioria dos shoppings do Grande Recife funciona em horário especial:
Shopping RioMar: das 12h às 21h;
Plaza Shopping: das 12h às 21h;
Shopping Tacaruna: das 12h às 21h;
Camará Shopping: das 12h às 21h;
Shopping Guararapes: das 9h às 22h.
Patteo Olinda: das 12h às 21h. ...
Rotina modificada por conta do feriadão. Celebrado na segunda-feira (02/11), o feriado de Finados altera o funcionamento do comércio, de repartições públicas e de espaços culturais. Também haverá uma programação religiosa com missas no Recife, de acordo com a prefeitura.
Emendar
Além disso, a data vai emendar com o Dia do Servidor Público, que caiu na quarta-feira (28/10), mas o ponto facultativo foi transferido para a amanhã, sexta (30/10), tanto no governo do estado quanto na prefeitura do Recife. Assim, os trabalhadores terão um feriado mais prolongado, somando quatro dias de descanso.
Shoppings
A maioria dos shoppings do Grande Recife funciona em horário especial:
Shopping RioMar: das 12h às 21h;
Plaza Shopping: das 12h às 21h;
Shopping Tacaruna: das 12h às 21h;
Camará Shopping: das 12h às 21h;
Shopping Guararapes: das 9h às 22h.
Patteo Olinda: das 12h às 21h.
Correios
Na segunda-feira (02/10), não haverá expediente nas agências dos Correios. As unidades funcionarão normalmente na sexta-feira (30) e retornam às atividades no dia útil seguinte ao feriado, a terça-feira (3). Aquelas que operam aos sábados abrirão como de costume.
Os endereços e horários das agências podem ser consultados na internet. Durante o feriado, a Central de Atendimento estará disponível somente por meio de canais automatizados.
Bancos
As agências bancárias também não abrem. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) orienta os clientes a utilizarem preferencialmente os canais digitais, como sites e aplicativo dos bancos, para a realização de transferências e pagamento de contas.
As compensações bancárias, incluindo a TED, não são efetivadas nos feriados. Somente o PIX funciona normalmente.
Orienta
A Febraban orienta, ainda, que os boletos de cobrança e contas de consumo (água, energia, telefone, entre outros) com vencimento no feriado poderão ser pagos, sem acréscimo, no dia útil seguinte. Já o pagamento dos tributos e impostos, caso vençam nos dias em que não há compensação bancária, deve ser antecipado.
Cultura
Os espaços culturais do Recife terão funcionamento especial durante o feriadão do Dia do Servidor e Finados. Museus e teatros municipais não abrem ao público às segundas-feiras, com exceção dos espaços que têm programação específica.
O Paço do Frevo e a Casa do Carnaval terão atividades especiais. Já o Parque das Esculturas e o Jardim Botânico funcionarão em horários diferenciados. Confira os horários:
Paço do Frevo
Sexta-feira (30): das 10h às 18h
Sábado (31): das 11h às 19h
Domingo (1º): Arrastão do Frevo, com concentração a partir das 15h30, na Praça do Arsenal. O cortejo contará com mais de 30 blocos líricos.
Casa do Carnaval
De sexta-feira (30) a segunda-feira (2): programação do 18º Seminário do Ciclo Junino, com atividades voltadas à cultura popular e aos concursos de quadrilhas juninas.
Gratuito.
Parque das Esculturas
Sexta-feira (30) e segunda-feira (2): fechado.
Sábado (31) e domingo (1º): funcionamento normal.
Jardim Botânico do Recife
Sexta-feira (30), sábado (31) e domingo (1º): funcionamento normal.
Segunda-feira (2): fechado.
Os demais museus e teatros municipais estarão fechados na sexta-feira e na segunda. Durante o fim de semana, sábado (31) e domingo (1º), o funcionamento normal. A única exceção será o Museu de Arte Moderno Aloísio Magalhães (Mamam), que está sem exposições em cartaz no momento e ficará fechado de sexta a segunda.
Os parques
Os parques urbanos administrados pela Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) funcionarão normalmente durante o feriadão de Finados. Confira os horários:
Das 5h às 22h
Parque Arraial Novo do Bom Jesus
Parque Caiara
Parque Arnaldo Assunção
Parque Governador Eduardo Campos
Parque da Macaxeira
Parque da Tamarineira
Parque Jardim do Poço
Parque Apipucos
Parque Dona Lindu
Parque Santana
Das 4h às 22h
Parque da Jaqueira
Das 5h às 20h
Parque 13 de Maio
Das 5h às 19h
Sítio Trindade
Funcionamento 24 horas
Parque das Graças
Jardim Baobá
ComVida
Parque linear da Aurora
Parque linear do Pina
Parque linear Roque Santeiro
Parque alagável do Barro
Parque alagável de Tejipió
Ciclofaixa
A Ciclofaixa de Turismo e Lazer do Recife estará montada no domingo (1º) e na segunda-feira (2), das 7h às 16h. O Corredor Recife de Esporte e Lazer também funcionará normalmente no sábado (31), das 4h às 7h30.
Mercados públicos
Entre a sexta (30) e a segunda (2), os mercados públicos e as feiras livres do Recife funcionam das 6h às 18h, com exceção do domingo, quando o horário é reduzido, das 6h às 13h. As praças de alimentação podem estender o atendimento após as 18h.
Saúde
Para atendimentos de urgência, emergência e internação, o funcionamento segue 24 horas nas seguintes unidades de saúde:
Policlínica Agamenon Magalhães (Afogados)
Policlínica Amaury Coutinho (Campina do Barreto);
Policlínica e maternidade Professor Barros Lima (Casa Amarela);
Policlínica e maternidade Professor Arnaldo Marques (Ibura);
Maternidade Professor Bandeira Filho (Afogados);
Hospital pediátrico Helena Moura (Tamarineira);
Hospital Maria Lucinda (Parnamirim);
Fundação Altino Ventura (Boa Vista);
Hospital da Mulher (Curado).
Os Centros
Os Centros de Vacinação estarão funcionando com a oferta de multivacinação e Influenza para todos os públicos. Na sexta (30) e no sábado (31), o funcionamento será das 9h às 19h nos shoppings Boa Vista, Riomar e Recife. No domingo (1°) e na segunda (2), será das 11h às 19h no Shopping Boa Vista e das 12h às 19h no Recife e no RioMar.
Já o Hospital Veterinário do Recife funciona normalmente durante o feriado, com atendimento 24 horas para casos de urgência e emergência. Os serviços ambulatoriais retornam à normalidade a partir de terça-feira (3).
Programação religiosa
Na segunda-feira (02/11), no Cemitério de Santo Amaro, na área central do Recife, estão previstas quatro missas. São elas:
às 7h, presidida pelo padre João Crisóstomo;
às 10h, com o arcebispo metropolitano de Olinda e Recife, Dom Paulo Jackson;
ao meio-dia, com o bispo auxiliar Dom Josivaldo Bezerra;
às 16h, com o padre José Marques.
Cemitérios
No Cemitério Parque das Flores, no bairro do Curado, na Zona Sul do Recife, a programação terá início às 7h. Confira o cronograma:
às 7h, com padre Irismar Farias;
às 9h, com padre Gilson, vigário episcopal de Jardim São Paulo;
às 11h, com Dom Josivaldo Bezerra, bispo auxiliar de Olinda e Recife;
às 14h, com monsenhor Luciano Brito, vigário-geral da Arquidiocese de Olinda e Recife;
às 16h, presidida por Dom Fernando Saburido, arcebispo emérito de Olinda e Recife.
No Cemitério de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife, a programação organizada pela Paróquia Santa Isabel Rainha de Portugal prevê três missas, às 9h, 11h e 15h.
Já no Cemitério da Várzea, na Zona Oeste da cidade, está prevista uma celebração às 9h, organizada pela Paróquia Nossa Senhora do Rosário.
Ao visitar Bolsonaro, Valdemar critica carta em que Flávio se diz 'líder do Brasil'
29/10/2026
Após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou hoje, quinta-feira (29/10) que não gostou da carta publicada por Flávio Bolsonaro (PL) ontem, quarta-feira (28/10) em que o senador, derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições, não reconhece o resultado e se autointitula "líder do Brasil".
A carta
A carta foi publicada nessa quarta (28) nas redes de Flávio após o senador desembarcar nos Estados Unidos com a família, contrariando decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que o proibiu de deixar o país.
Apagou
Após a primeira versão, o parlamentar apagou a postagem e substituiu por uma nova carta em que troca as expressões "verdadeiro presidente do Brasil" e "presidente eleito" por "líder do Brasil" e "líder". Flávio, no entanto, manteve os trechos em que não reconhece o resultado do pleito e afirma que as eleições foram roubadas.
Após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou hoje, quinta-feira (29/10) que não gostou da carta publicada por Flávio Bolsonaro (PL) ontem, quarta-feira (28/10) em que o senador, derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições, não reconhece o resultado e se autointitula "líder do Brasil".
A carta
A carta foi publicada nessa quarta (28) nas redes de Flávio após o senador desembarcar nos Estados Unidos com a família, contrariando decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que o proibiu de deixar o país.
Apagou
Após a primeira versão, o parlamentar apagou a postagem e substituiu por uma nova carta em que troca as expressões "verdadeiro presidente do Brasil" e "presidente eleito" por "líder do Brasil" e "líder". Flávio, no entanto, manteve os trechos em que não reconhece o resultado do pleito e afirma que as eleições foram roubadas.
As alegações
As alegações, divulgadas sem apresentação de provas, contrariam a postura do PL, partido de Flávio Bolsonaro e presidido por Valdemar, que reconheceu o resultado nas urnas.
Lideranças da direita
Lideranças da direita e partidos se manifestaram contra a carta. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que o senador deve respeitar o resultado das urnas e seguir em frente.
Partidos como União Brasil, PSD, PSDB e MDB também repudiaram o conteúdo da carta e defenderam o resultado das urnas.
Visita a Bolsonaro
Valdemar deu a declaração à imprensa antes de visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), detido em prisão domiciliar após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tramar um golpe de Estado no país.
Irá analisar
Segundo o blog do Valdo Cruz do G1, o presidente do partido irá analisar, ao lado do ex-presidente, a péssima repercussão da fuga e da divulgação da carta de Flávio Bolsonaro.
PF apura se Flávio teve ajuda de empresários para fuga do Brasil
29/10/2026
A Polícia Federal apura se o candidato derrotado à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, teve ajuda para fugir do Brasil.
A suspeita segundo a PF, é de que o senador fluminense contou com o suporte de empresários e políticos de direita.
Apuram
Para isso, investigadores apuram quem são os proprietários dos carros e aviões que transportaram o senador até os Estados Unidos.
Agentes policiais não descartam solicitar quebras de sigilos telemáticos e telefônicos para investigar em detalhes o plano de fuga.
Viajou
Flávio viajou inicialmente para a fronteira entre Brasil e Argentina. No país vizinho, pegou um avião que parou no Equador para reabastecimento e depois prosseguiu aos Estados Unidos.
A Polícia Federal monitorava uma ameaça de fuga antes mesmo do resultado do segundo turno das eleições presidenciais.
A Polícia Federal apura se o candidato derrotado à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, teve ajuda para fugir do Brasil.
A suspeita segundo a PF, é de que o senador fluminense contou com o suporte de empresários e políticos de direita.
Apuram
Para isso, investigadores apuram quem são os proprietários dos carros e aviões que transportaram o senador até os Estados Unidos.
Agentes policiais não descartam solicitar quebras de sigilos telemáticos e telefônicos para investigar em detalhes o plano de fuga.
Viajou
Flávio viajou inicialmente para a fronteira entre Brasil e Argentina. No país vizinho, pegou um avião que parou no Equador para reabastecimento e depois prosseguiu aos Estados Unidos.
A Polícia Federal monitorava uma ameaça de fuga antes mesmo do resultado do segundo turno das eleições presidenciais.
Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta sexta-feira Por Alek Maracajá
29/10/2026
Brasília, quinta-feira, 29 de outubro de 2026
Enquanto isso … Em 48 horas, Flávio Bolsonaro atravessou a ponte para a Argentina, pousou em Miami e escreveu uma carta como "verdadeiro presidente eleito". Horas depois, virou "líder do Brasil". Nesta eleição, até o cargo autodeclarado teve 2º turno.
Enquanto isso, o Brasil tenta montar o quebra-cabeça da rota, o TSE guarda 21 ações na gaveta, o Senado faz as contas das faltas e o governo contabiliza 10 mortes por violência política.
Resumo da manhã: a urna fechou, mas o roteiro ganhou passaporte italiano, escala no Equador e errata
Principais movimentos do dia
Rota da fuga: ponte, jatinho e um assessor na fronteira
Segundo o jornal argentino Clarín, Santiago Caputo, assessor e estrategista de Javier Milei, foi a Puerto Iguazú e acompanhou a saída de Flávio "do começo ao fim". A migração argentina registrou a entrada da família às...
Brasília, quinta-feira, 29 de outubro de 2026
Enquanto isso … Em 48 horas, Flávio Bolsonaro atravessou a ponte para a Argentina, pousou em Miami e escreveu uma carta como "verdadeiro presidente eleito". Horas depois, virou "líder do Brasil". Nesta eleição, até o cargo autodeclarado teve 2º turno.
Enquanto isso, o Brasil tenta montar o quebra-cabeça da rota, o TSE guarda 21 ações na gaveta, o Senado faz as contas das faltas e o governo contabiliza 10 mortes por violência política.
Resumo da manhã: a urna fechou, mas o roteiro ganhou passaporte italiano, escala no Equador e errata
Principais movimentos do dia
Rota da fuga: ponte, jatinho e um assessor na fronteira
Segundo o jornal argentino Clarín, Santiago Caputo, assessor e estrategista de Javier Milei, foi a Puerto Iguazú e acompanhou a saída de Flávio "do começo ao fim". A migração argentina registrou a entrada da família às 22h50 de terça, pela Ponte Tancredo Neves, com passaporte italiano; de lá, jatinho para Guayaquil (Equador) e Miami.
O outro lado: Caputo não confirmou e ironizou a cobertura no X; um porta-voz da Casa Rosada admitiu cooperação com o governo Trump; Milei não comentou. No Brasil, a PF apura a rota e o governo tenta medir o papel de Argentina e EUA, mas a PF ressalta que Flávio não é foragido: não há ordem de prisão contra ele.
O caso deixou de ser só judicial e virou um teste diplomático com dois vizinhos ao mesmo tempo.
Tinha assessor presidencial, escolta e escala técnica. Faltou só o programa de milhagem
De "presidente eleito" a "líder do Brasil": a carta com errata
Já nos EUA, Flávio divulgou carta em que se dizia "verdadeiro presidente eleito do Brasil", afirmava ter visto "uma fraude eleitoral se concretizar" e se comparava a Juan Guaidó e Edmundo González, citando María Corina Machado. Na nova versão, abre: "Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como líder do Brasil".
O outro lado: o TSE proclamou a vitória de Lula, e nenhuma prova de fraude foi apresentada. O próprio PL e o vice da chapa, Alfredo Gaspar, reconheceram o resultado. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), disse que o partido não tem provas e que espera "que não haja nenhuma intervenção" dos EUA no processo interno do Brasil.
O recuo no texto não apaga o print, e a carta abriu distância entre Flávio e a direita que ficou no Congresso.
Foi a primeira autoproclamação da história com controle de versão
Passaporte italiano: ajudou na saída, pode atrapalhar no asilo
O governo Trump confirmou vistos para Flávio e a família, mas visto não é asilo, e não há pedido formal confirmado. Segundo a CNN, uma decisão de 9 de outubro da corte de apelações de imigração dos EUA cria presunção contra asilo para cidadãos da União Europeia, já que podem viver em outro país do bloco.
A advogada de imigração Caroline Azevedo diz que a dupla cidadania "pode pesar contra o pedido". Isso não impede o pedido nem garante a negativa: depende de argumentos, provas e da interpretação das autoridades.
A mesma cidadania que abriu a fronteira pode fechar a porta do asilo.
O passaporte italiano entregou o pacote completo: entrada rápida, escala e uma nota de rodapé jurídica
Senado no calendário: mandato pode cair em 17 de dezembro
Pelo regimento, perde o mandato quem falta sem justificativa a mais de um terço das sessões do ano. O Senado fez 46 sessões até 26/10 e prevê mais 25 até o recesso, total de 71. Se não voltar e não justificar, Flávio atinge o limite com 24 faltas e pode perder o cargo em 17 de dezembro, por declaração da Mesa, sem votação em plenário.
Até lá, segue senador, com estrutura de gabinete paga pelo Senado.
A disputa sai do palanque e vai para a planilha de presença.
Em Brasília, a lista de chamada virou o instrumento mais temido da República
Terceiro turno: 21 ações no TSE
Levantamento do UOL mostra 21 Ações de Investigação Judicial Eleitoral ainda abertas: 11 contra Lula e 10 contra Flávio, por suspeitas de abuso de poder político, econômico, religioso e dos meios de comunicação. As penas possíveis vão de inelegibilidade a cassação de registro ou diploma.
Ação aberta não é irregularidade comprovada: tudo depende de provas e do julgamento da Justiça Eleitoral.
O placar da urna está fechado; o do tribunal ainda nem começou.
11 × 10: até no TSE a polarização terminou praticamente empatada
Violência política: 45 casos e 10 mortes
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, informou 45 casos de violência política desde o sábado anterior à votação, com 10 mortes, três delas de indígenas. Entre os casos: 14 agressões físicas, 7 atropelamentos intencionais e 5 ataques a tiros. Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas e Santa Catarina lideram.
As investigações serão centralizadas na PGR. "Não haverá impunidade nesses casos", disse Boulos. Os números são do governo e as apurações ainda estão em curso.
A polarização saiu da timeline e chegou ao boletim de ocorrência.
Sem piada neste item: aqui, o único lado aceitável é o da lei.
PF faz 9ª fase da operação unha e carne no rio
Nesta manhã, a PF cumpriu 4 mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca, autorizados pelo STF, contra uma organização suspeita de lavar dinheiro por meio de postos de combustíveis, com empresas de fachada e laranjas. Segundo a PF, as movimentações ligadas ao grupo superam R$ 7,6 BILHÕES. Não houve divulgação de nomes nem de prisões nesta fase.
Enquanto a política olha para Miami, a investigação sobre dinheiro e poder no Rio segue no próprio ritmo.
Unha e carne, nove fases depois: a PF provou que a manicure é demorada, mas é detalhista
Bastidores de Brasília
* Planalto em modo silêncio: Lula orientou ministros a não explorar a fuga, e o Itamaraty trata o caso como questão da Justiça, para evitar escalada com Washington.
* Família reunida: Eduardo postou a 1ª foto com Flávio nos EUA: "Mesmo aqui de fora não desistiremos do Brasil", citando Olavo de Carvalho: "não parar, não precipitar, não retroceder".
* PL na sala de visitas: Moraes autorizou, e Valdemar Costa Neto deve visitar Jair Bolsonaro hoje, entre 9h e 11h, na prisão domiciliar em Brasília.
* Direita em reorganização: Tarcísio, Michelle, Valdemar e Marinho ocupam o espaço deixado pela saída de Flávio.
Leitura estratégica Ativaweb
Flávio tenta converter a derrota em narrativa internacional de perseguição. Só que a carta com errata, o "não temos provas" de Marinho e o reconhecimento do PL mostram uma direita dividida entre o exílio e o Congresso.
Para o governo, a estratégia é baixar o volume: tratar o caso como assunto da Justiça e preservar a relação com EUA e Argentina. No digital, a disputa é por enquadramento: "fuga" ou "exílio", "presidente" ou "líder", e cada palavra vira trincheira.
"No digital, a primeira versão viraliza e a errata vira nota de rodapé. Liderança se mede pelo que permanece no feed depois que o print esfria." — Alek Maracajá
Alerta Ativaweb
Monitorar com prioridade:
1. Diplomacia: respostas oficiais de Argentina e EUA sobre a rota e eventual reação do Itamaraty.
2. Situação de Flávio: pedido de asilo, eventual pedido de prisão e frequência no Senado.
3. TSE: andamento das 21 ações eleitorais.
4. Segurança: investigação dos 45 casos de violência política na PGR.
5. Direita: resultado da conversa entre Valdemar e Jair Bolsonaro.
6. Narrativa digital: separar alegação de fraude, fato verificado e decisão oficial. Alcance não é prova.
Pesquisa mede intenção. Digital mede atenção. Urna mede voto. E, nesta semana, a migração argentina mediu horário de chegada.
Fechamento
A história desta quinta é ponte, carta e errata.
Flávio quer liderar a oposição de Miami, Valdemar conversa com Jair em Brasília e o TSE tem uma pilha de processos para examinar.
O governo escolheu o silêncio, a PF segue a rota e o Senado conta as faltas. A eleição terminou, mas cada instituição abriu seu próprio capítulo.
Faltam 68 dias para a posse, em 5 de janeiro de 2027.
A urna decidiu. A carta recuou. O calendário do Senado não espera ninguém
Alek Maracajá
Cientista de Dados | Ativaweb DataLab
Polícia Federal combate crimes previdenciários em Campina Grande na PB
29/10/2026
A Polícia Federal deflagrou, hoje, quinta-feira (29/10), a Operação Alter Ego 2, que tem como objetivo combater os crimes previdenciários de falsidade ideológica, uso de documentos falsos e estelionato majorado no município de Campina Grande/PB.
As investigações
Segundo apurado pelas investigações, uma mulher se utilizaria, há vários anos, de uma identidade falsa para obter fraudulentamente benefício assistencial à pessoa com deficiência (BPC/LOAS) e uma aposentadoria por invalidez, pagos pelo INSS, causando prejuízo de mais de R$ 109 mil aos cofres públicos.
Mandado de busca e apreensão
Segundo a PF, foi dado cumprimento a um mandado de busca e apreensão expedido pelo Juízo da 16ª Vara Federal da Paraíba, que também determinou o sequestro de valores constantes nas contas em nome da investigada.
Poderá responder
Comprovadas autoria e materialidade, a investigad...
A Polícia Federal deflagrou, hoje, quinta-feira (29/10), a Operação Alter Ego 2, que tem como objetivo combater os crimes previdenciários de falsidade ideológica, uso de documentos falsos e estelionato majorado no município de Campina Grande/PB.
As investigações
Segundo apurado pelas investigações, uma mulher se utilizaria, há vários anos, de uma identidade falsa para obter fraudulentamente benefício assistencial à pessoa com deficiência (BPC/LOAS) e uma aposentadoria por invalidez, pagos pelo INSS, causando prejuízo de mais de R$ 109 mil aos cofres públicos.
Mandado de busca e apreensão
Segundo a PF, foi dado cumprimento a um mandado de busca e apreensão expedido pelo Juízo da 16ª Vara Federal da Paraíba, que também determinou o sequestro de valores constantes nas contas em nome da investigada.
Poderá responder
Comprovadas autoria e materialidade, a investigada poderá responder pelos crimes de falsidade ideológica, uso de documentos falsos e estelionato majorado.
Crimes digitais
A Polícia Federal também deflagrou, na manhã de hoje, quinta-feira (29/10), a Operação Rescue 30, com o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no município de Boa Ventura/PB.
Integra
A ação integra investigação destinada a apurar a possível prática de crimes de armazenamento e de disponibilização, pela internet, de arquivos contendo cenas de abuso sexual de crianças e adolescentes.
O Poder
Brasil apura ação da Argentina e dos EUA em fuga de Flávio Bolsonaro
29/10/2026
O governo brasileiro busca dimensionar a participação dos governos da Argentina e dos Estados Unidos na saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil, após sua derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial.
Avaliação
Na avaliação de integrantes da gestão petista, ainda há lacunas importantes sobre o deslocamento do senador e de sua família até a chegada ao estado americano da Flórida, nesta quarta-feira (28). A PF (Polícia Federal) já apura a rota percorrida pelo parlamentar.
Carta
Em carta divulgada ontem, quarta-feira (28/10), já em território americano, Flávio agradeceu ao presidente argentino, Javier Milei, pela "coragem, senso de justiça e legalidade", e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo acolhimento.
Principal questão
A principal questão, segundo integrantes do governo, é descobrir onde Flávio este...
O governo brasileiro busca dimensionar a participação dos governos da Argentina e dos Estados Unidos na saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil, após sua derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial.
Avaliação
Na avaliação de integrantes da gestão petista, ainda há lacunas importantes sobre o deslocamento do senador e de sua família até a chegada ao estado americano da Flórida, nesta quarta-feira (28). A PF (Polícia Federal) já apura a rota percorrida pelo parlamentar.
Carta
Em carta divulgada ontem, quarta-feira (28/10), já em território americano, Flávio agradeceu ao presidente argentino, Javier Milei, pela "coragem, senso de justiça e legalidade", e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo acolhimento.
Principal questão
A principal questão, segundo integrantes do governo, é descobrir onde Flávio esteve entre a madrugada de segunda para terça-feira (27/10) e a noite de terça, quando teria atravessado a fronteira com a Argentina. Na definição de uma fonte do governo brasileiro, trata-se de "um quebra-cabeça que tem que ser montado".
Quer confirmar
O governo também quer confirmar se o senador realmente cruzou a fronteira às 22h50 de terça-feira, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, acompanhado da mulher e das duas filhas, conforme informação da Direção Nacional de Migrações da Argentina. Além disso, busca identificar onde permaneceu antes desse deslocamento.
As questões
Entre as questões que o governo brasileiro quer esclarecer estão quem eventualmente ajudou Flávio e se houve participação de brasileiros ou argentinos em seu deslocamento ou na disseminação de desinformação.
Outra frente
Outra frente será esclarecer se houve articulação prévia com o governo americano para receber Flávio e em que momento foram concedidas as autorizações necessárias para sua entrada nos Estados Unidos.
Por se tratar de um episódio que envolve governos estrangeiros, o governo brasileiro adota cautela e busca evitar antecipar conclusões.
Orientação
A orientação oficial no Itamaraty é agir com cautela e deixar que o caso seja resolvido pela Justiça. Já na esfera política, a orientação é que ministros evitem declarações sobre a saída de Flávio do país para não dar palco ao senador.
Com CNN
Veneziano destaca atuação dos servidores públicos nas esferas municipal, estadual e federal
29/10/2026
O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) ocupou o microfone de aparte do Plenário do Senado Federal na sessão de ontem, quarta-feira (28/10) para enaltecer a importância do trabalho dos servidores públicos nas esferas municipal, estadual e federal.
Lembrou
Ele lembrou que, muitas vezes, os servidores são criticados, mas que na hora da necessidade que o cidadão tem do serviço público é que se percebe a importância dessas pessoas.
“Hoje é dia do servidor público e eu gostaria muito de saudar os milhares de brasileiros e brasileiras que servem aos estados, aos municípios, que servem à União. São pessoas fundamentais para o funcionamento da máquina pública, que muitas das vezes são tidos, de maneira injusta, como pessoas que fazem pesar a estrutura administrativa, mas que quando nós precisamos são eles e são elas que lá se apresentam”, disse o Senador.
Importância
Veneziano lembrou que, como ex-pr...
O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) ocupou o microfone de aparte do Plenário do Senado Federal na sessão de ontem, quarta-feira (28/10) para enaltecer a importância do trabalho dos servidores públicos nas esferas municipal, estadual e federal.
Lembrou
Ele lembrou que, muitas vezes, os servidores são criticados, mas que na hora da necessidade que o cidadão tem do serviço público é que se percebe a importância dessas pessoas.
“Hoje é dia do servidor público e eu gostaria muito de saudar os milhares de brasileiros e brasileiras que servem aos estados, aos municípios, que servem à União. São pessoas fundamentais para o funcionamento da máquina pública, que muitas das vezes são tidos, de maneira injusta, como pessoas que fazem pesar a estrutura administrativa, mas que quando nós precisamos são eles e são elas que lá se apresentam”, disse o Senador.
Importância
Veneziano lembrou que, como ex-prefeito de Campina Grande por dois mandatos, sabe bem a importância da dedicação e do apreço pelo trabalho de cada servidor.
“Não me permitiria e não me perdoaria se deixasse de fazer essas saudações aos servidores públicos, até em face de ter sido prefeito de Campina Grande e de ter vivido essa relação direta e saber o quão importantes eles são” destacou.
Menos ruim - Flavio recuou de se proclamar presidente
28/10/2026
Após a surpreendente carta que lançou nos Estados Unidos, se proclamando o verdadeiro e legítimo presidente do Brasil, Flávio Bolsonaro divulgou outra versão onde o trecho foi extirpado. No lugar, ele disse ser o verdadeiro líder, o que é uma coisa bem diferente.
A errata
Mostra que as divisões no bolsonarismo chegaram aos Estados Unidos. Segundo fontes internacionais de O Poder, a carta foi preparada pela turma de Marco Rubio e ja estava pronta. Flavio apenas referendou.
A proclamação
Provocou forte reação nos altos círculos diplomáticos do governo Trump. Queiram ou não queiram os radicais, o Brasil não é uma republiquei de bananas. Apoiar a oposição, é uma coisa. Confrontar um governo eleito e com apoio popular, outra. Muito diferente.
Pelo sim pelo não
Jogaram água fria na fervura. Melhor assim.
Após a surpreendente carta que lançou nos Estados Unidos, se proclamando o verdadeiro e legítimo presidente do Brasil, Flávio Bolsonaro divulgou outra versão onde o trecho foi extirpado. No lugar, ele disse ser o verdadeiro líder, o que é uma coisa bem diferente.
A errata
Mostra que as divisões no bolsonarismo chegaram aos Estados Unidos. Segundo fontes internacionais de O Poder, a carta foi preparada pela turma de Marco Rubio e ja estava pronta. Flavio apenas referendou.
A proclamação
Provocou forte reação nos altos círculos diplomáticos do governo Trump. Queiram ou não queiram os radicais, o Brasil não é uma republiquei de bananas. Apoiar a oposição, é uma coisa. Confrontar um governo eleito e com apoio popular, outra. Muito diferente.
Pelo sim pelo não
Jogaram água fria na fervura. Melhor assim.
Carta em que Flávio se diz presidente eleito tinha brasão com 'Brazil' escrito com ‘Z’. Confira as novidades para o seu Papo da Noite
28/10/2026
Carta golpista em que Flávio se diz presidente eleito tinha brasão com 'Brazil' escrito com ‘Z’ na primeira versão. Como O Poder mostrou a pouco, uma carta do senador Flávio Bolsonaro, PL, e divulgada por seus aliados hoje, quarta-feira, 28/10, na qual ele se declara presidente eleito do Brasil apesar de ter perdido a eleição para Lula, circulou em 2 versões com brasões diferentes da República.
- Fuga de Flávio: Empresa de jatinho usado por Flávio Bolsonaro é investigada por esquema envolvendo irmã de Milei. De acordo com jornal 'Perfil', Baires Fly, empresa proprietária do avião que transportou senador e sua família para os EUA, é investigada dentro de um processo que apura um suposto esquema de suborno na Agência Nacional de Deficiência. Irmã de Milei foi acusada de integrar esquema.
- Lula quer negociar indicação de Rodrigo Pacheco ao STF com Davi Alcolumbre
Lula deve negociar direto com o presidente do Senad...
Carta golpista em que Flávio se diz presidente eleito tinha brasão com 'Brazil' escrito com ‘Z’ na primeira versão. Como O Poder mostrou a pouco, uma carta do senador Flávio Bolsonaro, PL, e divulgada por seus aliados hoje, quarta-feira, 28/10, na qual ele se declara presidente eleito do Brasil apesar de ter perdido a eleição para Lula, circulou em 2 versões com brasões diferentes da República.
- Fuga de Flávio: Empresa de jatinho usado por Flávio Bolsonaro é investigada por esquema envolvendo irmã de Milei. De acordo com jornal 'Perfil', Baires Fly, empresa proprietária do avião que transportou senador e sua família para os EUA, é investigada dentro de um processo que apura um suposto esquema de suborno na Agência Nacional de Deficiência. Irmã de Milei foi acusada de integrar esquema.
- Lula quer negociar indicação de Rodrigo Pacheco ao STF com Davi Alcolumbre
Lula deve negociar direto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a próxima indicação ao STF. A avaliação de integrantes do governo é que o ideal seria concluir a escolha ainda neste ano, aproveitando a atual composição do Congresso e o momento de reaproximação entre o Planalto e o comando do Senado. A escolha deve ser pelo ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, atualmente ministro do Tribunal de Contas da União, TCU. Para aliados de Lula no Senado, Pacheco ainda reúne boa aceitação da classe política, capaz de reunir os votos necessários para a aprovação no Senado e evitar um novo desgaste entre os Poderes. Para integrantes do governo, o cenário atual oferece condições mais favoráveis para uma negociação. A indicação de Pacheco também tem respaldo de uma ala do Supremo. A relação entre Lula e Alcolumbre foi marcada por atritos depois que o presidente insistiu na indicação de Jorge Messias ao Supremo, contrariando a preferência do senador por Pacheco. O nome de Messias acabou rejeitado pelo Senado, em abril, por 42 votos a 34. Atualmente, o nome dele para a mesma vaga tem sido descartado pelo governo.
- STF, Kassio Nunes Marques dá 10 dias para PGR opinar sobre revisão criminal de Jair Bolsonaro. Defesa do ex-presidente tenta reverter condenação por tentativa de golpe de Estado. Após parecer da Procuradoria-Geral da República, relator poderá analisar o pedido apresentado ao STF.
- Clã Bolsonaro: Nas redes sociais, Carlos Bolsonaro relata pedido de desculpa a Jair em visita: "A gente falhou"
Carlos Bolsonaro, PL, senador eleito por SC e irmão do candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro, PL, afirmou que visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, PL, na manhã de hoje, quarta-feira, 28/10, em meio à fuga de Flávio aos EUA após o resultado do pleito de domingo, 25/10. Em vídeo nas redes sociais, Carlos disse que conversou por duas horas com Jair, que estaria tentando assimilar os últimos acontecimentos. "Ele está forte, sabe que a vida continua, ainda não acabou", relatou. Na gravação, Carlos disse que teria se emocionado durante o encontro e se desculpado com o pai pela derrota do irmão. "Falei: 'Desculpa, pai, a gente falhou'. Ele: 'Negativo, levanta a cabeça, vamos embora'. Ainda no vídeo reforçou que o pai seria um "preso político" dos atos de 8 de Janeiro de 2023 e declarou que continuará a atuar pela liberdade de Jair e pelos outros bolsonaristas que participaram da tentativa de golpe de Estado. "Vamos nessa, pessoal. Um dia de cada vez, não acabou ainda. Vamos tocando a vida, tranquilo. Tenho sorte de ter um pai vivo, que me dá sempre o suporte que eu preciso e, inacreditavelmente, ele que me deu suporte hoje, mais uma vez", finalizou.
- PEC Eleitoral? Câmara dos Deputados irá discutir este ano voto distrital misto para 2034, diz Hugo Motta. Presidente da Câmara reuniu líderes e presidentes de partidos para alinhar PEC para mudar sistema eleitoral com o fim de "puxadores de voto". A proposta pleiteia mudar a forma como são eleitos deputados federais, deputados estaduais e distritais; e vereadores.
- Eleições 2026: Lula pretende fazer pronunciamento na TV sobre quarto mandato até dia 02/11, após 'descansar' a voz
O presidente Lula pretende fazer um pronunciamento em rede de TV nos próximos dias, para falar sobre as eleições e seus planos para o futuro. A ideia é que ele dê recados sobre o que pretende cumprir em seu quarto mandato. A data da fala ainda não foi definida, mas a ideia é que seja antes do feriado de Finados, na próxima segunda-feira, 02/11. Para isso, Lula está "descansando" a voz, que foi afetada pela fase final da campanha eleitoral e pelos discursos que ele fez após confirmada a vitória sobre Flávio Bolsonaro, PL, no domingo, 25/10. Segundo aliados próximos, o presidente tirou esses primeiros dias após a reeleição para uma "descompressão" após uma campanha exaustiva. Ele deve começar a pensar na composição de seu novo governo na semana que vem.
- Dólar tem sessão volátil e fecha estável com noticiário político e exterior no radar. À vista fechou com variação negativa de 0,04%, a R$5,3466.
- Flávio nos EUA: Deputados democratas criticam governo Trump por conceder visto a Flávio e família
Deputados democratas dos EUA criticaram o governo Trump pela decisão de conceder vistos a Flávio Bolsonaro, PL, derrotado na eleição presidencial brasileira, e cobraram explicações sobre a possível participação da administração na saída do congressistra do Brasil. As manifestações ocorreram após uma autoridade do Departamento de Estado confirmar, ontem, 27/10, que o governo americano concederá vistos ao senador e família. Os democratas da Comissão de Relações Exteriores americana também criticaram a decisão, traçando um paralelo entre o tratamento oferecido ao senador e as restrições impostas pela administração americana a pessoas que buscam proteção contra conflitos armados. "Não há asilo para pessoas que fogem da guerra no Sudão ou do conflito no Haiti, mas Rubio estende o tapete vermelho para Bolsonaro", escreveu o perfil oficial dos democratas do colegiado, em referência ao secretário de Estado americano, Marco Rubio. "Aparentemente, fugir da violência não é suficiente para se qualificar. Negar resultados eleitorais, sim", acrescentou a publicação, feita hoje, quarta-feira, 28/10. O deputado Joaquin Castro, do Texas, ironizou a decisão do governo americano. "Perder uma eleição não é motivo para asilo". Em publicação nas redes sociais, Castro afirmou que o governo Trump está oferecendo abrigo ao senador brasileiro, investigado por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. "O governo Trump deve explicações ao Congresso sobre seu papel em ajudar Bolsonaro a fugir do Brasil em violação à legislação brasileira", escreveu o parlamentar.
- Outro deputado democrata, Shri Thanedar, de Michigan, acusou Flávio de tentar escapar de investigações no Brasil após perder a disputa contra o presidente Lula, PT. "Depois de perder uma eleição, em vez de enfrentar as acusações pendentes de fraude e corrupção, Bolsonaro está fugindo do Brasil", escreveu Thanedar. "Rubio poderia barrar Bolsonaro como um fugitivo internacional, mas duvido que tenha coragem", afirmou.
- The New York Times: Morre aos 92 anos juiz que conduzia caso de Maduro em NY. Magistrado federal também supervisionou processos decorrentes dos atentados de 11 de Setembro.
- Tragédia na Espanha: Líderes europeus expressam condolências às vítimas após acidente na Espanha. Representantes de Portugal, França, Itália e União Europeia lamentaram episódio em Toledo e ofereceram ajuda. Ao menos 68 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em acidente com trem de alta velocidade.
- Eleições em Israel: Partido de Netanyahu acusa grupos árabes de fraudar eleições em Israel sem apresentar provas
O Likud, partido do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou os partidos árabes de fraudarem as eleições do país que ocorreram ontem, terça-feira, 27/10. Segundo a denúncia, as siglas operaram compra de votos, intimidação de eleitores e manipulação de cédulas. Não foram apresentadas provas. O partido pede que a Justiça investigue a atuação dos grupos políticos e suas atuações na última campanha, segundo o jornal "The Jerusalem Post". A acusação ocorre após os partidos árabes conseguirem votações sem precedentes no país, conquistando de 17 a 18 das 120 cadeiras do parlamento israelense. Foram as primeiras eleições no país após o atentado de 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza. O Likud anunciou que entregará centenas de depoimentos e provas à polícia israelense, ao serviço de inteligência interna do país e ao Comitê Central Eleitoral. A legenda afirma ter identificado irregularidades em seções eleitorais de comunidades árabes. Entre as supostas irregularidades citadas pelo partido estão: Milhares de envelopes com dinheiro junto a cédulas de votação para o Ra'am, partido árabe-israelense; Ameaças e agressões contra integrantes de comissões eleitorais; Entrada simultânea de vários eleitores nas cabines de votação; Uso de identidades duplicadas. O Likud pediu que a polícia investigue o que classificou como roubo das eleições e responsabilizem os envolvidos.
Medo - Poema - Por Romero Falcão*
29/10/2026
Tenho medo
tenho medo
da escrita comportada
sem aço, sem espada.
Tenho medo do pássaro
voando na página
voando feito avião.
Tenho medo das rosas
que nunca rosnam
e dos espinhos extraviados.
Tenho medo dos bichos
dos deuses
que perderam o uivo primitivo.
Tenho medo
da fé que não se abala,
da luz que não se curva
Tenho medo
da felicidade de tela
cauda de pavão.
Tenho medo do ferro da ponte
que já não pesa sobre os poetas
e da lama que lambe
a voz do rio
Tenho medo de que o medo
já não se espante
diante das crostas do meu espírito
Tenho medo
do meu homem de bem
sem contradição
nem sombra
Tenho medo
Tenho medo deste poeminha
que se veste de indomável.
*Romero Falcã...
Tenho medo
tenho medo
da escrita comportada
sem aço, sem espada.
Tenho medo do pássaro
voando na página
voando feito avião.
Tenho medo das rosas
que nunca rosnam
e dos espinhos extraviados.
Tenho medo dos bichos
dos deuses
que perderam o uivo primitivo.
Tenho medo
da fé que não se abala,
da luz que não se curva
Tenho medo
da felicidade de tela
cauda de pavão.
Tenho medo do ferro da ponte
que já não pesa sobre os poetas
e da lama que lambe
a voz do rio
Tenho medo de que o medo
já não se espante
diante das crostas do meu espírito
Tenho medo
do meu homem de bem
sem contradição
nem sombra
Tenho medo
Tenho medo deste poeminha
que se veste de indomável.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda
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NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores.
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