Lula diz que alertou Trump que EUA pararam de investir no Brasil e espaço foi ocupado pela China. Siga com tópicos abordados em reunião hoje para o seu Papo da Noite
07/05/2026
Lula afirmou que disse ao presidente dos EUA, Donald Trump, que o país parou de investir no Brasil e o espaço foi ocupado pela China. Lula discursou durante uma coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil após seu encontro na Casa Branca com Donald Trump. "Disse ao presidente Trump de que é importante que os Estados Unidos voltem a ter interesse nas coisas do Brasil. Por exemplo, eu disse para ele que muitas vezes nós fazemos licitações internacionais para fazer uma rodovia, uma ferrovia, e os Estados Unidos não participam da licitação, quem participa são os chineses", disse Lula.
O presidente lembrou que os Estados Unidos foi o maior parceiro comercial do Brasil no século passado.
"Eu disse para ele que durante um bom tempo, tantos Estados Unidos deixaram de olhar para a América Latina, só olhava com o olhar de combate ao narcotráfico, como é o Brasil. A União Europeia deixou de olhar para a América Latina por conta da conquista do leste europeu e...
O presidente lembrou que os Estados Unidos foi o maior parceiro comercial do Brasil no século passado.
"Eu disse para ele que durante um bom tempo, tantos Estados Unidos deixaram de olhar para a América Latina, só olhava com o olhar de combate ao narcotráfico, como é o Brasil. A União Europeia deixou de olhar para a América Latina por conta da conquista do leste europeu e deixou de olhar para a África também. E agora as pessoas perceberam a importância outra vez da América Latina nesse mundo conturbado", disse.
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- Imprensa internacional repercute encontro de Lula com Trump
O jornal norte-americano NYT cobriu o evento em tempo real. O NYT afirmou que o encontro ocorreu em um clima de “trégua frágil” após meses de tensão diplomática, marcados por tarifas americanas contra produtos brasileiros, críticas públicas e divergências sobre o processo contra Jair Bolsonaro. O jornal destacou que a reunião na Casa Branca durou cerca de três horas, mas terminou sem a coletiva de imprensa conjunta prevista. A BBC News também cobriu a reunião em tempo real. Afirmou que houve surpresa entre os jornalistas que cobrem a Casa Branca após Lula deixar a reunião com Trump sem participar da tradicional aparição diante das câmeras no Salão Oval, algo comum em encontros com líderes estrangeiros. Segundo a emissora, ainda não está claro o que isso revela sobre a conversa entre os 2 presidentes, embora Trump tenha dito que a reunião “correu muito bem”. A expectativa da imprensa era ouvir mais detalhes em uma coletiva posterior de Lula na embaixada brasileira em Washington. A BBC descreveu o dia como um “jogo de espera” para os jornalistas. O horário oficial da agenda da Casa Branca já costuma atrasar, mas, desta vez, os repórteres esperaram cerca de 3 horas sem receber orientações até descobrirem que Lula estava deixando o local.
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- Lula diz que facções não foi tema em conversa com Trump
Lula afirmou que o enfrentamento ao crime organizado e ao tráfico de drogas exige a superação de temas considerados tabus e a adoção de uma estratégia internacional baseada em alternativas econômicas, e não apenas em ações militares. "Como você vai fazer um país deixar de produzir coca se você não oferece alternativa de outro produto para que alguém possa plantar a ganhar dinheiro? E nós temos que incentivar o plantio de outra coisa e sermos os compradores para que as pessoas possam sobreviver. Enquanto houver gente necessitada de recursos e consumidores, não vamos parar de ter o mundo cheio de droga por tudo quanto é lado", disse o presidente. Segundo Lula, não discutiram a situação das facções brasileiras serem declaradas como grupos terroristas, possibilidade levantada nos EUA. "Não discutimos facção criminosa e terrorismo com o presidente Trump, partindo dele falar de alguma facção no Brasil", afirmou Lula.
- "Amor à primeira vista, química", diz Lula sobre relação com Trump. Após encontro na Casa Branca, presidente brasileiro afirmou que tem interesse em fazer "os melhores acordos" com os EUA. "Nossa relação é muito boa"

- Terra raras: Lula diz que terras raras são questão de "soberania nacional"
O presidente Lula disse que falou com Trump sobre a proposta que trata de minerais críticos, aprovada pela Câmara dos Deputados ontem, 06/05, e que trata o tema como "soberania nacional". "Disse ao presidente [Donald] Trump que não só fizemos uma coisa extraordinária aprovando na Câmara ontem a lei sobre a questão dos minerais críticos, como a aprovação de um Conselho sob a coordenação da Presidência da República, tratando a questão dos minerais críticos como uma questão de soberania nacional", disse Lula.
- Lula disse ainda que não quer que o Brasil seja apenas um exportador de minerais críticos e sim que "seja o grande ganhador dessa riqueza que a natureza nos deu".
- Lula sobre encontro com Trump: “Almoço teve boa salada e boa carne”. O presidente brasileiro também brincou sobre a refeição. “Ele reclamou que não gosta de laranja na salada e foi retirando a laranja da salada”, afirmou Lula ao comentar a postura de Trump durante o almoço.

- "Trump não vai mudar o jeito dele de ser por causa de uma reunião comigo", diz Lula ao comentar guerras
Lula afirmou que não espera mudanças na postura de Donald Trump em relação a conflitos internacionais após a reunião de quase três horas entre os dois na Casa Branca. Afirmou que há diferenças claras de visão entre os dois sobre a geopolítica internacional, mas disse que evitou adotar um tom de confronto. Para o presidente, Trump disse que acredita que as questões do Irã e Venezuela estão resolvidas. O presidente declarou ainda que não pretende entrar em embates com Trump por causa de divergências sobre guerras. Lula defendeu que o caminho para resolver crises internacionais passa pelo diálogo, e não pelo uso da força. “Trump não vai mudar o jeito dele de ser por causa de uma reunião de três horas comigo”, disse. “Conversar é muito mais barato. Não tem morte, não tem vítima.” Lula disse ainda que falou com Trump sobre a necessidade de reformar o Conselho de Segurança da ONU.
-Lula sobre Trump e Venezuela: "Ele acha que na Venezuela está tudo resolvido. Eu espero que esteja. Eu lido com a Venezuela desde 2002. Eu acho que a Venezuela... Eu espero que a Venezuela resolva seus problemas, porque o povo venezuelano precisa ter uma chance na vida de viver bem", comentou.
- Lula sobre Trump e Irã: "Invasão do Irã" vai causar mais prejuízo do que Trump imagina
Lula afirmou que a guerra do Irã vai causar muito mais prejuízo para os EUA do que Donald Trump "imagina". "O que eu fiz questão de dizer para ele é o que eu penso das coisas que eu acho que podem ser feitas. Eu acredito muito mais no diálogo do que na guerra. Eu acho que a invasão do Irã vai causar mais prejuízo do que ele está imaginando", afirmou Lula. "Mas tem várias suposições. Ele acha que a guerra já acabou, não é o real. Mas ele acha, eu não vou ficar brigando com ele por causa da visão que ele tem da guerra", adicionou.
- Trump diz que Irã "não pode ter arma nuclear" após conversa com UE. Presidente dos EUA fez declaração após uma conversa com Ursula von der Leyen, Presidente da Comissão Europeia, hoje à tarde.

- Dólar hoje termina pregão estável, a R$ 4,92, com foco em notícias da guerra no Irã
- Líbano e Israel farão nova rodada de negociações nos EUA em meio a frágil trégua. Encontro nos dias 14 e 15 será o terceiro entre os países, que não têm relações diplomáticas formais.

- ONU condena ataques de Israel contra centros médicos no Líbano
A ONU condenou os ataques israelenses contra centros médicos e paramédicos, alertando que tais ataques “prejudicam o acesso das pessoas aos cuidados de saúde e colocam em risco tanto os pacientes quanto os profissionais que atuam na linha de frente”. Instalações de saúde foram atacadas pelo menos 151 vezes, informou a Organização Mundial da Saúde.


















