'Pesadelo'
Não se pode dormir tranquilo quando se ouve/ouviu, falas de membros da Alta Corte de Justiça.
Argumentos, que seriam colocados como defesa de um Tribunal Constitucional, foram revelações de que seus membros, perderam a noção da missão "Suprema", ou seja, agir como força de equilíbrio entre desentendimentos dentro do Estado/União, ou mesmo, descumprimentos das prerrogativas constitucionais praticadas por cidadãos, entidades e poderes.
'Até a máfia...'
Prestem atenção ao que diz um dos ministros:
"Não se pode expor um dos "colegas ", mesmo que esteja "errado".
Para esse ministro, a "lealdade ao colega" - "colega" é assim que este senhor dirige-se aos seus pares - é muito mais importante que a "lealdade/fidelidade" às regras da instituição que ele foi escolhido para fazer parte.
Lealdade/fidelidade, que rigorosamente significa(m) respeito ao Estado, que é uma instituição que se apoia em cima do trabalho produtivo da sociedade
Até a "máfia tem ética", afirma o ministro. Esse mesmo ministro se dirige ao "colega" da seguinte forma: não se deve considerar a "desfaçatez desse sujeito".
Amigo, isso parece mais uma briga de vizinhança ou de um salão de botequim.
"Parem o avião..."
Parem o avião, que eu quero descer, meu Deus. O Ministro acusador, encara a mais Alta Corte do país, como uma reunião de "colegas", que deve(m) estar unidos por laços de "amizade", como comandados por um "pacto de fidelidade/lealdade, onde ninguém solta a mão de ninguém", afinal "somos uma sociedade/corporação" onde não deve haver lugar para "covardes" e "traidores", fora aqueles que não assimilaram o "pacto". O "nosso Pacto"
A situação é simplesmente muito mais que inaceitável ... muito mesmo..., quando o ministro em questão assume papel de defensor de um grupo criminoso - "máfia" - onde, segundo o senhor ministro, ali havia/há, um código de conduta dos membros. Não tenho condições de acreditar que isto seja verdade...
verdadeiramene...
verdade.
Parece que aquele senhor, teria expectativa de que, ao menos seus pares se comportassem como uma "organização criminosa", aquela que ele cita" "máfia"- onde todos pelo menos são "fiéis" e "honestos".
O membro-ministro em questão identifica "honestidade" na organização criminosa. Lealdade aos princípios dela, então, tudo OK!
"Honestos", "honestidade" ao "código de ética", não aquilo que nós "simples mortais", consideramos - mas que com nosso trabalho mantemos esses semi-deuses - temos como sentimento de honestidade, ou seja, a honestidade fundamentada em princípios e tradições - morais, religiosas, familiares - que vem perdendo espaço, mas que tem conseguido manter em pé a sobrevivência da civilização.
Tais palavras pronunciadas por um membro com responsabilidade de zelar pelas leis, moralidade, podem ser consideradas ataque a civilização.
'Outro ministro'
Um outro ministro, chega a reconhecer, expõe com muita clareza, que o poder judiciário, o mais "erudito", o "mais "polido" dos poderes, está todo contaminado, todo corrompido...e como nunca, assim se expressa, este outro senhor ministro. Mas mesmo assim parece sair em defesa de um dos ministros, alvo de acusações, de ter declinado às ofertas de suborno e corrupção.
Um outro(a) membro da referida Corte, faz uma "mea culpa" e diz que em alguns momentos declinou ao "canto da sereia", postou-se do lado, onde não deveria ter estado - inclusive em situação anterior, diria eu, defendeu o errado, afirmando que naquele momento perdoava o errado - agora procurou reparar o erro.
Existem erros, crimes, que ultrapassam o "cercado" imposto pela cultura do perdão.
Segundo o(a) mesmo (a) poderia ter feito alguma coisa; para que a situação não chegasse ao ponto que chegou. Reconheceu sua parcela de culpa neste pecado que não foi pequeno, mas que trouxe/ trará uma repercussão altamente deletéria para todos contribuintes, foi além do 'cercado", vai ter mais tempo de hospedagem na "pousada do purgatório" sem ter conhecimento preciso do que virá depois.
'Orgão policial peita o Poder Judiciário'
Por fim, um ministro, acusa o mais importante órgão policial da República, polícia com vínculo ao Ministério da Justiça.
O ministro ao acusar o órgão policial, trás acusações. É um órgão com duas faces, uma face da "legalidade" e uma outra da "criminalidade".
A da criminalidade, foi/é incitada "a peitar um ministro", se "peita" o ministro peita o "poder judiciário", desmoralizando-o.
Lembra a Wermatch alemã dos tempos de Hitler, um parte legal que tentou derrubar o nazismo - não conseguiu - a outra permaneceu fiel a Alemanha, e fracassou com a tentativa de golpe de assassinar o ditador.
Com o fracasso foram julgados, e sem direito à defesa, a acusacao era suficiente. Em algumas horas, ouviram a sentença de morte por fuzilamento.
'O vírus contaminou outros poderes'
O vírus da destruição invadiu, outros poderes do Estado, poderes que poderiam ter evitado tal situação, nada fizeram, engavetaram procedimentos de contenção. Enfim, a República, a Democracia, foram esgarçadas, violentadas e já faz bom tempo.
'A sociedade não enxerga integralmente o que se passa'
As vozes da sociedade foram caladas, desde o cidadão até as esferas das Instituições sociais.
Quem chegou, aonde chegou, não recuará facilmente.
Para onde vamos? O trabalho de destruição moral dobra sociedade já dura bom tempo.
"Parem o avião que eu quero descer" se desço não encontro o chão de imediato... Antes de chegar já perdeu-se a vida pelos ares.
Tenho dito.
*Jarbas Beltrão é historiador e professor de História da Universidade de Pernambuco - UPE. Mestre em Educação pela UFPB. Especialista (MBA) em Política Estratégia Defesa e Segurança Nacional. (Adesg Famesc).Especialista (MBA) em Geopolítica/Novas Fronteiras/Cibernética e IA. (Adesg/Instituto Venturo)
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