Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta quinta-feira
13/08/2026
Brasília, 13 de agosto de 2026
Cheguei Brasil vamos ?
Brasília acordou nesta quinta-feira com inteligência artificial no TSE, bilhões atravessando o teto, salários também atravessando o teto, Discord na mira da ANPD e campanha eleitoral praticamente na porta. Lula e Alcolumbre ensaiam uma reaproximação, Flávio Bolsonaro espera uma definição sobre como poderá usar a imagem do pai e o STF continua com agenda suficiente para não deixar ninguém entediado.
Em resumo: faltam poucos dias para a campanha começar oficialmente, mas Brasília claramente não recebeu o memorando pedindo para esperar.
TSE discute IA: a campanha de 2026 ganha seu primeiro grande teste digital
Os ministros do TSE se reúnem nesta quinta-feira para buscar um entendimento sobre os limites do uso de inteligência artificial nas eleições. A discussão ganhou urgência após o caso envolvendo um vídeo gerado por IA no qual Jair Bolsonaro man...
Cheguei Brasil vamos ?
Brasília acordou nesta quinta-feira com inteligência artificial no TSE, bilhões atravessando o teto, salários também atravessando o teto, Discord na mira da ANPD e campanha eleitoral praticamente na porta. Lula e Alcolumbre ensaiam uma reaproximação, Flávio Bolsonaro espera uma definição sobre como poderá usar a imagem do pai e o STF continua com agenda suficiente para não deixar ninguém entediado.
Em resumo: faltam poucos dias para a campanha começar oficialmente, mas Brasília claramente não recebeu o memorando pedindo para esperar.
TSE discute IA: a campanha de 2026 ganha seu primeiro grande teste digital
Os ministros do TSE se reúnem nesta quinta-feira para buscar um entendimento sobre os limites do uso de inteligência artificial nas eleições. A discussão ganhou urgência após o caso envolvendo um vídeo gerado por IA no qual Jair Bolsonaro manifesta apoio ao filho Flávio. A tendência relatada é de restrição a deepfakes, sem necessariamente impedir o uso de fotos e vídeos reais de arquivo. A definição terá impacto muito além de uma candidatura: poderá estabelecer o primeiro grande marco prático da Justiça Eleitoral sobre conteúdo sintético na campanha de 2026.
A eleição começa nas ruas no domingo. No algoritmo, ela começou faz tempo.
Flávio espera o TSE – E o TSE pode definir mais que uma propaganda
A campanha de Flávio Bolsonaro acompanha diretamente a reunião da Corte porque pretende definir, a partir dela, como poderá explorar eleitoralmente a imagem de Jair Bolsonaro. O episódio é estratégico: a discussão não envolve apenas tecnologia, mas também transferência de capital político, memória visual, emoção e mobilização da militância. Uma imagem verdadeira de arquivo e uma imagem artificial podem produzir efeitos semelhantes sobre o eleitor, embora juridicamente sejam coisas completamente diferentes.
Leitura AtivaWeb: este pode ser um dos primeiros grandes embates entre legislação eleitoral e engenharia de narrativa de 2026.
O desafio da Justiça não será regular apenas a IA. Será regular uma campanha em que o real e o artificial disputarão atenção na mesma tela.
Domingo tem largada oficial – mais os presidenciáveis já estão aquecendo o motor
Os candidatos começam oficialmente a campanha no próximo domingo com estratégias bastante diferentes: eventos, atos públicos, carreatas e agendas regionais. Lula também grava nesta quinta vídeos de apoio a candidatos estaduais, sinal de que a nacionalização das disputas locais já entrou na estratégia eleitoral.
A partir do fim de semana, o que hoje ainda parece movimentação de pré-campanha vira disputa oficial por agenda, imagem, emoção e alcance digital.
A campanha começa domingo. A disputa pelo algoritmo não teve período de silêncio.
Lula + Alcolumbre: Em Brasília, reconciliação também pode ter planilha eleitoral
Lula e Davi Alcolumbre voltaram a conversar em um movimento interpretado nos bastidores como reaproximação política. Há interesses dos dois lados: Lula pensa em governabilidade caso seja reeleito, enquanto Alcolumbre observa sua própria permanência no comando do Senado em 2027, diante da movimentação de nomes ligados à oposição. O encontro ocorre depois de desgastes importantes entre Planalto e Senado e mostra que, em Brasília, alianças raramente morrem; às vezes apenas entram em modo avião.
Leitura estratégica: mais importante que uma declaração pública de apoio será acompanhar votações, composição de alianças estaduais e sinalizações da bancada do Senado.
Na política, reaproximação não precisa de abraço. Às vezes basta matemática.
Congresso libera até R$ 7,5 bilhões fora do teto – e o fiscal ganha novo capítulo
Com apoio do governo, Câmara e Senado aprovaram dispositivo que permite retirar do limite fiscal despesas estratégicas da Defesa Nacional. O texto autoriza até R$ 5 bilhões, com possibilidade de ampliação em 50%, chegando a R$ 7,5 bilhões em 2026. O governo argumenta que o projeto também cria mecanismos capazes de reduzir despesas obrigatórias em 2027.
Politicamente, porém, a manchete é fácil de entender e ainda mais fácil de transformar em conteúdo nas redes: “gasto acima do teto”. Esse enquadramento tende a alimentar a disputa entre responsabilidade fiscal, investimentos estratégicos e narrativa eleitoral.
Em Brasília, teto fiscal aparentemente também precisa acompanhar a expansão do imóvel.
462 pagamentos acima do limite: o teto do Judiciário volta ao debate
Levantamento divulgado nesta quinta mostra que tribunais superiores fizeram, entre abril e julho, 426 pagamentos acima dos R$ 78,8 mil estabelecidos como limite pelo STF para remunerações com adicionais. Entre eles, 176 contracheques ultrapassaram R$ 100 mil. (CNN Brasil??)
O assunto reúne todos os ingredientes de alto potencial digital: dinheiro público, funcionalismo, privilégios e Judiciário. Mesmo quando há justificativas jurídicas ou indenizatórias para parcelas específicas, a comunicação pública do tema é extremamente difícil porque o cidadão compara imediatamente os valores com sua própria renda.
Potencial de repercussão: muito alto.
Quando o número precisa de três dígitos antes do “mil”, a explicação jurídica costuma perder para o print.
ANPD manda discord suspender lives – proteção infantil encontra a fronteira da tecnologia
A ANPD determinou que o Discord suspenda no Brasil sua funcionalidade de transmissões ao vivo, o GoLive, dando prazo de três dias úteis para a adequação. A medida ocorre após investigação envolvendo riscos graves para crianças e adolescentes e críticas aos mecanismos de verificação de idade da plataforma. O Discord permanece funcionando normalmente nas demais funções.
O caso abre um debate maior sobre responsabilidade das plataformas, criptografia, proteção de menores, aferição de idade e capacidade regulatória do Estado. Especialistas já discutem possíveis consequências da decisão para sistemas protegidos por criptografia.
Leitura AtivaWeb: este assunto pode ultrapassar rapidamente o universo técnico e se transformar numa discussão nacional sobre soberania digital e limites regulatórios das plataformas.
A internet deixou de perguntar apenas “o que é possível fazer?”. Agora precisa responder “quem é responsável quando dá errado?”.
Fux tenta destravar R$ 6,6 bilhões para o BRB
O ministro Luiz Fux realiza nesta quinta-feira nova audiência envolvendo GDF, União e Fundo Garantidor de Créditos para discutir um empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado à recomposição patrimonial do BRB, em meio aos desdobramentos relacionados às operações com o Banco Master.
O tema merece atenção porque conecta Judiciário, governo local, sistema financeiro e um caso que já possui forte sensibilidade política e digital. Qualquer nova informação envolvendo BRB ou Banco Master tende a ser imediatamente incorporada às narrativas políticas em circulação.
Quando política, banco e bilhões aparecem na mesma manchete, o algoritmo costuma pedir a pipoca.
PGR defende manutenção das restrições de visitas a Bolsonaro
A Procuradoria-Geral da República defendeu que o STF mantenha as atuais restrições de visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. O tema volta a conectar Justiça e campanha eleitoral porque Bolsonaro continua exercendo forte influência sobre a mobilização política da direita e sobre a candidatura do filho.
Cada decisão envolvendo visitas, comunicação ou exposição pública tende a ultrapassar rapidamente o campo jurídico e virar combustível para as duas grandes narrativas: de um lado, cumprimento das decisões judiciais; do outro, restrição política ao principal símbolo do bolsonarismo.
Bolsonaro pode estar fora das ruas, mas continua muito dentro da campanha.
Novo poso para médicos e dentistas avança no Senado
A Comissão de Assuntos Econômicos aprovou proposta de novo piso salarial para médicos e dentistas, com previsão de implantação gradual. O tema ainda precisa percorrer etapas legislativas, mas possui grande potencial de mobilização por envolver remuneração profissional, orçamento público e impacto sobre sistemas de saúde.
A discussão deverá colocar de um lado a valorização das categorias e, de outro, o impacto financeiro para municípios, estados e instituições de saúde.
No Congresso, todo piso salarial vem acompanhado de uma pergunta inevitável: quem paga a conta?













