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Chuvas na Zona da Mata mineira deixam 70 mortos e mais de 8 mil desabrigados. Executivo Federal instalará gabinete de crise na área

28/02/2026

Equipes de resgate de Minas Gerais e estados próximos realizam, neste sábado (28/02), o quinto dia de buscas por desaparecidos em função dos estragos provocados pelas chuvas, com deslizamentos de terras e enxurradas na Zona da Mata do estado. Conforme informações divulgadas no início da tarde, o número de mortos subiu para 70. Mais de 8 mil pessoas estão desabrigadas e desalojadas.

O balanço, atualizado no início da tarde, aponta no total, 64 mortos e 1 desaparecido em Juiz de Fora e mais seis mortos e dois desaparecidos no município próximo de Ubá. Dos mortos, 60 corpos foram resgatados pelos bombeiros, outros pelos moradores. Conforme informações de técnicos e agentes públicos que estão no local, a região enfrenta grandes volumes de chuva que, além de desaparecimentos e acidentes.

Áreas de risco

Juiz de Fora é a nona cidade do Brasil com maior população em áreas de risco de desastres naturais. O balanço mais recente do início da t...

Equipes de resgate de Minas Gerais e estados próximos realizam, neste sábado (28/02), o quinto dia de buscas por desaparecidos em função dos estragos provocados pelas chuvas, com deslizamentos de terras e enxurradas na Zona da Mata do estado. Conforme informações divulgadas no início da tarde, o número de mortos subiu para 70. Mais de 8 mil pessoas estão desabrigadas e desalojadas.

O balanço, atualizado no início da tarde, aponta no total, 64 mortos e 1 desaparecido em Juiz de Fora e mais seis mortos e dois desaparecidos no município próximo de Ubá. Dos mortos, 60 corpos foram resgatados pelos bombeiros, outros pelos moradores. Conforme informações de técnicos e agentes públicos que estão no local, a região enfrenta grandes volumes de chuva que, além de desaparecimentos e acidentes.

Áreas de risco

Juiz de Fora é a nona cidade do Brasil com maior população em áreas de risco de desastres naturais. O balanço mais recente do início da tarde também confirmou o número de desabrigados e desalojados em 8.584 pessoas. Enquanto 2.367 ocorrências foram registradas pela Defesa Civil desde a última segunda-feira (23/02).

Segundo meteorologistas, o acumulado de chuvas na região é o maior observado desde 1961. O presidente Lula sobrevoou a região esta manhã para ver as áreas atingidas pelas chuvas.

Gabinete de crise

Ficou decidido que o Governo Federal vai organizar um gabinete de crise no município de Juiz de Fora para auxiliar em todas as ações humanitárias e de reconstrução da Zona da Mata mineira.

Caberá ao ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, coordenar as ações de resposta ao desastre e manter o gabinete ativo até que a normalidade seja completamente restabelecida nos municípios afetados. A equipe federal esteve, além de Juiz de Fora, também nos municípios de Ubá e Matias Barbosa, onde a situação é mais grave.


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Resgate das vítimas

O Executivo Federal anunciou a liberação de R$ 3,4 milhões para as prefeituras de Juiz de Fora e Ubá, cidades mais atingidas. Segundo o ministro, a orientação do Governo Lula é auxiliar no resgate imediato das vítimas, prestar assistência às famílias e também mapear obras necessárias para a reconstrução das cidades: “Pontes reconstruídas, estradas, comunicação restabelecida, energia, tudo que for necessário”, disse ele.

— Com agências de notícias


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Conheça detalhes dos motivos que levaram TCE a suspender licitação milionária de Raquel Teixeira Lyra para reformas de escolas

28/02/2026

O conselheiro do Tribunal de Contas de Pernambuco - TCE, Rodrigo Novaes, relator do caso das suspeitas de preços muito além do padrão normal em licitação da Secretaria de Educação do governo de Raquel Teixeira Lyra determinou liminarmente ao Secretário que modifique ou anule o edital para reforma de unidades escolares em todo o estado. As reformas abrangem astronômica cifra superior a R$ 400 milhões.

O que o conselheiro determinou

Em documento bem fundamentado, ao qual O Poder teve acesso, o conselheiro Rodrigo Novaes, apontou itens comprometedores, considerados impossíveis de serem retificados.

Muitos deles são espantosos, como por exemplo serviços de limpeza de telhas cerâmica por cerca de R$ 66,00 por m2 para obras realizadas em alguns locais e os mesmos serviços ao custo de mais de R$ 655,00 em outros. Dez vezes mais. O relatório apontou, ainda, dentre as irregularidades principais da licitação, possível duplicidade interna de...

O conselheiro do Tribunal de Contas de Pernambuco - TCE, Rodrigo Novaes, relator do caso das suspeitas de preços muito além do padrão normal em licitação da Secretaria de Educação do governo de Raquel Teixeira Lyra determinou liminarmente ao Secretário que modifique ou anule o edital para reforma de unidades escolares em todo o estado. As reformas abrangem astronômica cifra superior a R$ 400 milhões.

O que o conselheiro determinou

Em documento bem fundamentado, ao qual O Poder teve acesso, o conselheiro Rodrigo Novaes, apontou itens comprometedores, considerados impossíveis de serem retificados.

Muitos deles são espantosos, como por exemplo serviços de limpeza de telhas cerâmica por cerca de R$ 66,00 por m2 para obras realizadas em alguns locais e os mesmos serviços ao custo de mais de R$ 655,00 em outros. Dez vezes mais. O relatório apontou, ainda, dentre as irregularidades principais da licitação, possível duplicidade interna de insumos e potencial sobreposição de escopo com dupla/tripla contagem de custos.

Licitação suspensa

A licitação, elaborada pelo governo de Raquel Teixeira Lyra, está suspensa aguardando a decisão do TCE. A licitação tem como objetivo contratar empresas para manutenção predial da sede da Secretaria de Educação, de escolas e de instalações onde funcionam as Gerências Regionais de Educação.

Inconsistências relevantes

De acordo com a posição do relator, após perícia feita pela área técnica do TCE, foram identificados em alguns itens indícios de sobrepreço no orçamento-base que considerou “inconsistências relevantes”, identificados pelas comparações entre lotes e pela estrutura das composições.

O relator

Acrescentou que, primeiramente, o mesmo serviço foi estimado com preços unitários distintos, sem alteração do objeto, método executivo ou condições de execução. E citou como principal exemplo o item lavagem de telha cerâmica, em que se aponta num lote o preço unitário de R$ 66,52 por metro quadrado, enquanto em outros dois lotes o preço unitário apontado é de R$ 655,42 por metro quadrado.

“Sem justificativa plausível”

“Isto é cerca de dez vezes superior, sem justificativa plausível”, ressalta o conselheiro. Novaes destacou que foi apresentada como causa concreta para tal discrepância a divergência de coeficientes de insumos, como ácido muriático e escova de aço, o que teriam levado a erro material de escala/unidade.

Pareceres técnicos fundamentam decisão

Na sua avaliação, feita a partir de relatórios técnicos da área, esses dados “podem comprometer a competitividade e a economicidade do certame, levando à contratação a ser feita por valores muito superiores aos efetivamente necessários com risco de dano ao erário”.

Não é mera incorreção

“Por essas razões, não se mostra adequado enquadrar este item como mera incorreção a ser sanada sem reflexos na condução da licitação. A providência adequada seria a suspensão do certame com vistas à correção das planilhas orçamentárias e do valor estimado da contratação, com a necessária republicação do edital, de modo a possibilitar a reformulação das propostas pelas licititantes”, frisou.

A secretaria reconheceu as falhas

O conselheiro lembrou que após notificação inicial feita pelo TCE a secretaria de Educação reconheceu as inconsistências materiais na licitação. O conselheiro relator decidiu, ao final das considerações, que uma mera retificação do edital de licitação seria impossível. É necessário a republicação dentro dos padrões técnicos e éticos recomendáveis.

Cabe recurso
Da decisão do conselheiro, cabe recurso ao próprio TCE.

Análise - E o esperado acontece: tem início o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã

28/02/2026

Por Ricardo Rodrigues*

Parafraseando Gabriel Garcia Marques, o mundo assiste hoje a uma crônica de um conflito anunciado. Não poderia ser diferente. A escalada da mobilização de aparatos bélicos promovida pelos Estados Unidos nas proximidades do Irã tornava um recuo norte-americano extremamente improvável. Estamos falando de 16 navios de guerra, incluindo 2 enormes porta-aviões, equipados com mísseis Tomahawk, entre outros. Estamos falando também de mais de 100 modernos jatos, entre aeronaves de caça e de ataque aéreo, como os modernos F-35 e F-22, além de 100 aviões de reabastecimento, 200 aviões militares de carga e vários aviões de radar destinados a operações de alerta precoce. Somente o custo de uma mobilização militar dessa magnitude inviabilizaria qualquer recuo. Só se faz esse tipo de mobilização quando se tem a certeza da eclosão de um conflito.

Ataques esperados

Assim, o início das hostilidades hoje de manhã era...

Por Ricardo Rodrigues*

Parafraseando Gabriel Garcia Marques, o mundo assiste hoje a uma crônica de um conflito anunciado. Não poderia ser diferente. A escalada da mobilização de aparatos bélicos promovida pelos Estados Unidos nas proximidades do Irã tornava um recuo norte-americano extremamente improvável. Estamos falando de 16 navios de guerra, incluindo 2 enormes porta-aviões, equipados com mísseis Tomahawk, entre outros. Estamos falando também de mais de 100 modernos jatos, entre aeronaves de caça e de ataque aéreo, como os modernos F-35 e F-22, além de 100 aviões de reabastecimento, 200 aviões militares de carga e vários aviões de radar destinados a operações de alerta precoce. Somente o custo de uma mobilização militar dessa magnitude inviabilizaria qualquer recuo. Só se faz esse tipo de mobilização quando se tem a certeza da eclosão de um conflito.

Ataques esperados

Assim, o início das hostilidades hoje de manhã era mais do que esperado. Certamente não pegou as autoridades iranianas de surpresa. Sabiam perfeitamente que, com o fiasco das negociações diplomáticas desta semana em Genebra, um ataque americano poderia acontecer a qualquer momento. Preparado, o Irã não tardou em retaliar os ataques em Teerã e outras cidades do país levados à cabo pelo Estados Unidos e Israel.
Vale lembrar que em resposta à Operação Martelo da Meia-noite, que bombardeou instalações nucleares iranianas o ano passado, o Irã levou 18 horas para retaliar uma única base americana, no Qatar. Hoje, além de ser dirigida a várias bases americanas espalhadas na região, a retaliação iraniana foi quase que imediata. Mísseis balísticos do Irã foram lançados contra bases no Barein, nos Emirados Árabes, no Catar e no Kuwait.

Decapitação

Tudo indica que, com as investidas de hoje, os Estados Unidos e Israel almejam provocar uma mudança de regime no Irã. Os ataques foram dirigidos a alvos militares muito específicos. A ideia foi atingir principalmente depósitos de mísseis balísticos.
Além disso, segundo relatos de analistas, alguns desses ataques visaram aniquilar lideranças políticas, religiosas e militares do Irã. Ainda não se sabe se esses primeiros ataques atingiram os seus objetivos de decapitação de lideranças. Informações sobre o que está acontecendo em Teerã são escassas até porque o governo silenciou a internet no país.
Numa mensagem de vídeo divulgada hoje de manhã, Trump deixou claro que a operação, denominada Fúria Épica, realmente visa à mudança de regime. Dirigindo-se aos iranianos, ele exortou o povo a “tomar o governo”, assim que cessem os ataques. Nas palavras de Trump, “a liberdade está próxima” e “talvez essa seja a única chance que vocês terão pelas próximas gerações”.

Ameaça existencial

Para o Irã, o conflito representa uma ameaça existencial. As lideranças iranianas enxergam esse conflito como uma luta de tudo ou nada. Ao não ceder às exigências maximalistas dos emissários americanos nas negociações em Omã e em Genebra, eles tinham consciência de que o conflito era inevitável e se prepararam para o pior.
Eles têm consciência de que uma vitória contra o poderio militar americano é remotíssima. Assim, o objetivo das forças militares iranianas é tornar o conflito o mais custoso possível para Donald Trump. A ideia é causar danos e fatalidades aos americanos de forma a gerar um custo político doméstico para Donald Trump. Caso consigam produzir mortes de soldados americanos, a imagem de corpos retornando aos Estados Unidos em sacos mortuários poderia aumentar a desaprovação do governo americano nas pesquisas de opinião.

Riscos políticos

Os riscos políticos para o Presidente Donald Trump não são nada triviais. Cabe lembrar que Trump elegeu-se com a promessa de não envolver o país em guerras. Seu envolvimento da Guerra de 12 Dias e na captura de Maduro na Venezuela já haviam alienado alguns de seus apoiadores de primeira hora. É o caso do jornalista Tucker Carlson, para quem Donald Trump tem se deixado manipular por Benjamim Netanyahu. O famoso movimento MAGA, responsável pela sustentação política de Trump é completamente contrário a investidas como a de hoje.
O risco político torna-se ainda mais significativo quando sabe-se que Trump enfrentará este ano uma eleição parlamentar no meio de seu mandato. Caso os republicanos não se saiam bem na eleição, Trump pode ter que lidar com problemas de governabilidade, quando não uma ameaça de impeachment.
Se as forças americanas conseguirem replicar a experiência na Venezuela, isto é, atingir os objetivos militares rapidamente, Trump teria como convencer sua base de apoiadores da importância da operação iniciada hoje. Mas dificilmente a operação da Venezuela será replicada. O Irã não é a Venezuela.
Tudo leva a crer que esse conflito não será rápido e causará fatalidades entre os americanos. Quanto a isso, o próprio Trump admite.

*Ricardo Rodrigues é analista de política internacional e cenários de conflito. Colaborador de O Poder.


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Brasil externa em nota “grave preocupação” com o conflito e pede “respeito ao direito internacional"

28/02/2026

O governo brasileiro divulgou, por meio do Ministério de Relações Exteriores (Itamaraty), nota oficial a qual ressalta grave preocupação com os ataques realizados neste sábado (28/2) pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos no Irã. O Brasil afirmou que a ofensiva ocorre em meio a um processo de negociação entre as partes e defendeu que o diálogo é o “único caminho viável para a paz”. Além disso, ressaltou que a escalada militar pode comprometer os esforços diplomáticos em curso.

“O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”, diz a nota.

Embaixadas acompanham tudo

O governo também informou que as embaixadas brasileiras nos países da região acompanham os desdobramentos das ações militares, com atenção especial às comunidades brasileiras que vivem ou estão de passagem p...

O governo brasileiro divulgou, por meio do Ministério de Relações Exteriores (Itamaraty), nota oficial a qual ressalta grave preocupação com os ataques realizados neste sábado (28/2) pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos no Irã. O Brasil afirmou que a ofensiva ocorre em meio a um processo de negociação entre as partes e defendeu que o diálogo é o “único caminho viável para a paz”. Além disso, ressaltou que a escalada militar pode comprometer os esforços diplomáticos em curso.

“O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”, diz a nota.

Embaixadas acompanham tudo

O governo também informou que as embaixadas brasileiras nos países da região acompanham os desdobramentos das ações militares, com atenção especial às comunidades brasileiras que vivem ou estão de passagem pelos locais afetados.

Além disso, destacou que o embaixador do Brasil em Teerã mantém contato direto com a comunidade brasileira para transmitir atualizações sobre a situação e orientações de segurança.

Orientações e comunicados oficiais

É recomendado que brasileiros no Oriente Médio sigam rigorosamente as orientações das autoridades locais e permaneçam atentos aos comunicados oficiais.

Em relação aos impactos do conflito no Brasil, uma das primeiras informações é de que a assessoria do Aeroporto Internacional de Guarulhos informou que dois voos que estavam previstos para os Emirados Árabes e Catar, que seguiram durante a madrugada, retornaram ao aeroporto.

— Com Agência Brasil

Situação do Aiatolá Ali Khamenei, chefe máximo do Irã, suscita dúvidas entre países

28/02/2026

Apesar das Forças Armadas de Israel não terem confirmado se o aiatolá Ali Khamenei, chefe supremo iraniano, foi um dos atingidos pelos ataques contra o país neste sábado (28/02), representantes do governo israelense confirmaram que “altas autoridades foram eliminadas”.

No momento, segundo a imprensa internacional, há especulações sobre o paradeiro do aiatolá e seu estado de saúde, uma vez que os locais onde ele trabalha e reside foram fortemente bombardeados. O Conselho de Segurança do Irã, entretanto, afirma que Khamenei foi devidamente retirado e está protegido em local seguro.

Autoridades mortas

Informações divulgadas pela Agência Reuters são de que o ataque conjunto de Estados Unidos e Israel contra o Irã teve como principal objetivo matar o aiatolá e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. A informação foi atribuída a uma autoridade israelense.

Mesmo sem confirmação sobre como estão o aiatolá e o presidente do p...

Apesar das Forças Armadas de Israel não terem confirmado se o aiatolá Ali Khamenei, chefe supremo iraniano, foi um dos atingidos pelos ataques contra o país neste sábado (28/02), representantes do governo israelense confirmaram que “altas autoridades foram eliminadas”.

No momento, segundo a imprensa internacional, há especulações sobre o paradeiro do aiatolá e seu estado de saúde, uma vez que os locais onde ele trabalha e reside foram fortemente bombardeados. O Conselho de Segurança do Irã, entretanto, afirma que Khamenei foi devidamente retirado e está protegido em local seguro.

Autoridades mortas

Informações divulgadas pela Agência Reuters são de que o ataque conjunto de Estados Unidos e Israel contra o Irã teve como principal objetivo matar o aiatolá e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. A informação foi atribuída a uma autoridade israelense.

Mesmo sem confirmação sobre como estão o aiatolá e o presidente do país, o governo iraniano confirmou que vários comandantes da Guarda Revolucionária do Irã e autoridades políticas teriam sido mortas na ação.

Local do escritório destruído

Uma das dúvidas sobre a situação dos principais comandantes do país se dá porque o jornal The New York Times, dos EUA, publicou uma foto de satélite que mostra danos e fumaça preta em uma área que pertenceria ao complexo de segurança de Khamenei.

A imagem, capturada pelo sistema de satélite da Airbus na manhã de sábado, mostra edifícios destruídos no local, que costuma abrigar o Líder Supremo iraniano.

Patrocinador do terrorismo, diz Trump

Durante pronunciamento feito há pouco, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã é o maior patrocinador do terrorismo do mundo e, por isso, ele fará o possível para que os iranianos jamais tenham uma arma nuclear.

O ataque teve como principais motivos oficiais, o aumento do estoque de mísseis por parte do governo do Irã, investimentos feitos junto ao grupo Hezbollah e a tentativa de retomada do programa nuclear iraniano.

— Com Agências de Notícias internacionais

Irã adota medidas para abastecimento e pede que pessoas deixem Teerã; escolas e universidades são fechadas

28/02/2026

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã orientou a população a evitar áreas atingidas e informou que o governo adotou medidas prévias para garantir o abastecimento de itens essenciais.

Conforme informações de agências internacionais de notícias, a capital iraniana, Teerã, registrou cenas de caos, com trânsito congestionado, pais retirando crianças das escolas e filas em caixas eletrônicos.

Escolas e universidades

As autoridades determinaram o fechamento de escolas e universidades em todo o país. Os bancos permaneceram em funcionamento. Repartições públicas passaram a operar com 50% da capacidade.

O conselho também recomendou que moradores deixem Teerã, diante da expectativa de novos bombardeios israelenses e norte-americanos na capital. Até o momento, não há informações confirmadas sobre mortos ou feridos no Irã, em Israel ou nas bases norte-americanas. Os Estados Unidos mantêm 36 instalações militares no Orie...

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã orientou a população a evitar áreas atingidas e informou que o governo adotou medidas prévias para garantir o abastecimento de itens essenciais.

Conforme informações de agências internacionais de notícias, a capital iraniana, Teerã, registrou cenas de caos, com trânsito congestionado, pais retirando crianças das escolas e filas em caixas eletrônicos.

Escolas e universidades

As autoridades determinaram o fechamento de escolas e universidades em todo o país. Os bancos permaneceram em funcionamento. Repartições públicas passaram a operar com 50% da capacidade.

O conselho também recomendou que moradores deixem Teerã, diante da expectativa de novos bombardeios israelenses e norte-americanos na capital. Até o momento, não há informações confirmadas sobre mortos ou feridos no Irã, em Israel ou nas bases norte-americanas. Os Estados Unidos mantêm 36 instalações militares no Oriente Médio.

Espaço aéreo fechado

O governo iraniano fechou o espaço aéreo, pediu que a população evite aeroportos e suspendeu temporariamente os serviços de internet e telefonia. A conexão telefônica já foi restabelecida. A imprensa iraniana afirma que todo o território do país sofreu ataques. Israel relata a destruição de dezenas de alvos militares.

Irã acusa Estados Unidos e Israel de violar a soberania do país e regras da ONU

28/02/2026

Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou os ataques dos Estados Unidos e de Israel a várias cidades iranianas, incluindo a capital Teerã, como “uma violação da integridade territorial e da soberania nacional do país”. Afirmou que “o Irã não buscava guerra nem escalada” e acusou as ofensivas de “desprezo pelas normas do Direito Internacional”.

O ministério declarou que o ataque viola a Carta da Organização das Nações Unidas (ONU) e pediu que a ONU e seus membros adotem medidas urgentes diante da ameaça à paz e à segurança internacionais. O governo iraniano reiterou, ainda, que a resposta militar constitui um “direito legítimo” e prometeu agir com determinação para defender seus interesses nacionais.

Ataque durante o Ramadã

A nota destacou como dois dos pontos mais graves para os iranianos, o fato de os ataques ocorreram durante o Ramadã, mês sagrado do Islã, e às vésperas do Noruz, o Ano Novo persa, cele...

Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou os ataques dos Estados Unidos e de Israel a várias cidades iranianas, incluindo a capital Teerã, como “uma violação da integridade territorial e da soberania nacional do país”. Afirmou que “o Irã não buscava guerra nem escalada” e acusou as ofensivas de “desprezo pelas normas do Direito Internacional”.

O ministério declarou que o ataque viola a Carta da Organização das Nações Unidas (ONU) e pediu que a ONU e seus membros adotem medidas urgentes diante da ameaça à paz e à segurança internacionais. O governo iraniano reiterou, ainda, que a resposta militar constitui um “direito legítimo” e prometeu agir com determinação para defender seus interesses nacionais.

Ataque durante o Ramadã

A nota destacou como dois dos pontos mais graves para os iranianos, o fato de os ataques ocorreram durante o Ramadã, mês sagrado do Islã, e às vésperas do Noruz, o Ano Novo persa, celebrado em 21 de março.

O comunicado reconheceu danos a infraestruturas defensivas e militares e a outros pontos em diferentes cidades, sem detalhar os alvos. “A história mostra que o povo iraniano nunca se rendeu diante da agressão”, afirmou o documento do ministério. Segundo o texto, os responsáveis “se arrependerão de seus atos hostis”.

Lançamento de mísseis

O contra-ataque iraniano começou com o lançamento de mísseis e drones contra Israel. Em seguida, o Irã passou a atingir instalações militares norte-americanas no Bahrein, no Kuwait, no Catar e nos Emirados Árabes Unidos. Explosões foram ouvidas ao longo da manhã em diferentes pontos do Golfo Pérsico.

A ação iraniana recebeu confirmação oficial das Forças de Defesa de Israel e do próprio governo iraniano, por meio das agências estatais Fars e Tasnim. Militares israelenses anunciaram que a Força Aérea atua para interceptar e neutralizar as ameaças em curso.

Mundo em crise após ataques dos EUA ao Irã na madrugada. Governo iraniano anuncia retaliação e clima é tenso no Oriente Médio

28/02/2026

O mundo está em crise, com vários locais sendo evacuados no Irã, em Israel e nos Emirados Árabes. Tudo isso depois dos ataques feitos pelos Estados Unidos ao Irã durante a madrugada deste sábado (28/02). Em resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques sem precedentes em todo o Oriente Médio, com explosões ouvidas em diversos países que abrigam bases militares americanas, entre eles Israel, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Os Estados Unidos bombardearam pelo menos cinco cidades iranianas: Isfahan, Qom, Karaj, Kermanshah e a capital, Teerã. O governo iraniano anunciou que dará uma “resposta esmagadora”.

Ministro da defesa eliminado

O governo de Israel anunciou que no ataque norte-americano a Teerã foi eliminado o ministro da Defesa do Irã. Há pouco, as Forças de Defesa de Israel anunciaram o recrutamento de 70.000 reservistas em meio à situação crescente em torno do Irã, enquanto a Rússia, out...

O mundo está em crise, com vários locais sendo evacuados no Irã, em Israel e nos Emirados Árabes. Tudo isso depois dos ataques feitos pelos Estados Unidos ao Irã durante a madrugada deste sábado (28/02). Em resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques sem precedentes em todo o Oriente Médio, com explosões ouvidas em diversos países que abrigam bases militares americanas, entre eles Israel, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Os Estados Unidos bombardearam pelo menos cinco cidades iranianas: Isfahan, Qom, Karaj, Kermanshah e a capital, Teerã. O governo iraniano anunciou que dará uma “resposta esmagadora”.

Ministro da defesa eliminado

O governo de Israel anunciou que no ataque norte-americano a Teerã foi eliminado o ministro da Defesa do Irã. Há pouco, as Forças de Defesa de Israel anunciaram o recrutamento de 70.000 reservistas em meio à situação crescente em torno do Irã, enquanto a Rússia, outro inimigo do governo iraniano, pediu aos seus cidadãos que saiam daquele país por meio da Arménia e do Azerbaijão.Existem aviões-tanque no espaço aéreo do Mediterrâneo oriental.

Explosões também ecoam em Dubai, nos Emirados Árabes. A evacuação de pessoas do Burj Khalifa, um dos maiores arranha-céus do mundo (localizado em Dubai) está em curso. Os Emirados Árabes informaram que vão contra atacar e, neste momento, o espaço aéreo da Arábia Saudita está fechado


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Irã: momento era de negociações

No Irã, além da destruição em várias áreas, o país enfrenta um apagão na internet. O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã afirmou que os ataques ocorreram "mais uma vez durante negociações" com Washington e que muitas respostas serão observadas.

O Ministério das Relações Exteriores persa afirmou em comunicado que, embora o Irã estivesse ciente das "intenções" dos EUA e de Israel de realizar ataques, participou das negociações com Washington mesmo assim. A pasta ressaltou que os ataques ocorreram "enquanto o Irã e os Estados Unidos estavam em meio a um processo diplomático".

A terceira rodada de negociações
nucleares indiretas entre o Irã e os EUA foi realizada há dois dias, em 26 de fevereiro, em Genebra, sem grandes avanços. O Irã e os EUA também realizaram cinco rodadas de negociações que não obtiveram resultado em maio do ano passado.
Trump chama ataque de “prevenção”

Em um vídeo postado nas redes sociais, o presidente americano, Donald Trump, confirmou que "grandes operações de combate" estão em andamento no Irã e que a ação consiste, segundo ele, em “uma forma de prevenção contra o programa nuclear iraniano”.

“O Irã tentou reconstruir seu programa nuclear e continuar desenvolvendo mísseis de longo alcance que agora podem ameaçar nossos bons amigos e aliados na Europa, nossas tropas estacionadas no exterior e que em breve poderiam atingir o território americano", disse o presidente norte-americano.

Estímulo para que iranianos tomem o poder

Trump ainda acrescentou que “os EUA vão reduzir a indústria de mísseis do Irã a pó e aniquilar sua Marinha”.

Ele instou os iranianos a usarem o momento para derrubar o regime clerical do país. "Quando terminarmos, tomem o poder. Será de vocês. Esta será provavelmente a única chance que terão por gerações", declarou. Trump também disse aos membros das forças de segurança iranianas que eles receberiam "imunidade" se depusessem as armas, ou então "enfrentariam morte certa".


*Mais informações serão divulgadas ao longo do dia por O Poder

— Com Agências internacionais de notícias


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É Findi - Romero Falcão* e suas Crônicas em Ping-pong

28/02/2026

Conforto Sobre Quatro Rodas - Crônica


Sinto falta dos cronistas aguerridos. Dos que escreviam com o aço de um Lima Barreto, a faca Graciliana, a foice de João do Rio. Mas não adianta chorar, esfregar, caro leitor: o gênio não sai mais da garrafa.



Aqui, por exemplo, em Mucambera, a preocupação dos cronistas é escrever sobre o passarinho que se recusa a ser chamado de beija-flor. Sobre o pet que refuga banho de rio, com receio de pegar a doença do caramujo — esquistossomose. Ah! Se o velho Graça soubesse disso, imagino a crônica do dia seguinte.

Deixando de lado minha chatice sessentona, quero moer assunto sobre os confortáveis ônibus da folia, que me impressionaram bastante. O sonho começou quando apanhei um no shopping. Ao subir, deparei-me com um busão novinho, bebê cheirando a leite. O ar-condicionado gelando até a alma do mais quente carnaval.



Acostumado à sofrível frota que fr...

Conforto Sobre Quatro Rodas - Crônica


Sinto falta dos cronistas aguerridos. Dos que escreviam com o aço de um Lima Barreto, a faca Graciliana, a foice de João do Rio. Mas não adianta chorar, esfregar, caro leitor: o gênio não sai mais da garrafa.


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Aqui, por exemplo, em Mucambera, a preocupação dos cronistas é escrever sobre o passarinho que se recusa a ser chamado de beija-flor. Sobre o pet que refuga banho de rio, com receio de pegar a doença do caramujo — esquistossomose. Ah! Se o velho Graça soubesse disso, imagino a crônica do dia seguinte.

Deixando de lado minha chatice sessentona, quero moer assunto sobre os confortáveis ônibus da folia, que me impressionaram bastante. O sonho começou quando apanhei um no shopping. Ao subir, deparei-me com um busão novinho, bebê cheirando a leite. O ar-condicionado gelando até a alma do mais quente carnaval.


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Acostumado à sofrível frota que frita o passageiro no dia a dia, não hesitei: só pode ser um sonho. No entanto, altas horas da madrugada, voltando do frege — conforto sobre quatro rodas. O coletivo novíssimo, o cronista péssimo, e o ar-condicionado que, num minuto, enxuga meu suor.

Quem me dera se o carnaval durasse o ano inteiro. Abri o olho na escuridão do calor. Faltou luz


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Valor Sentimental, O Filme - Crônica


Li na imprensa: "Valor Sentimental" (2025/2026), dirigido por Joachim Trier, é um aclamado drama familiar que recebeu 9 indicações ao Oscar 2026, incluindo Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Atriz (Renate Reinsve) e Melhor Filme Internacional. A obra também acumulou 8 indicações ao Globo de Ouro e 8 ao BAFTA — prestigioso prêmio concedido pela Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas."

Fui conferir a película na tela da minha sala, aboletado no sofá.

Olhar do Garoto

No filme "Ainda Estou Aqui", uma das cenas que me tocou foi quando a família de Rubens Paiva começa a desocupar a casa do Leblon. Os cômodos sendo esvaziados, os móveis subindo no caminhão de mudança. O lar se transformando em vazio. É comovente o olhar do garoto — Marcelo Rubens Paiva — despedindo-se do sobrado. A casa, a rua, o bairro: cabeça, corpo, membro e alma.

Ao iniciar "Valor Sentimental", um sentimento da infância me fisga lá dentro. As cenas de uma casa antiga, juntamente com as primeiras legendas que traduzem do francês:

O Narrador Fosse Um Objeto

"Quando a escola pediu para a personagem Nora escrever uma redação em que o narrador fosse um objeto, ela escolheu a casa da sua família sem hesitar". Nora se perguntava se a casa preferia estar vazia ou iluminada. A casa estava bamba por causa de uma rachadura. O que a casa não suportava, mais do que barulho, era o silêncio."

Estrutura Sem Roupa

Meus olhos em silêncio, a memória buscando — tal qual o filme — a casa que viu o menino crescer, brincar, sofrer com a perda da mãe e escrever redações na escola, que descreviam paredes e pisos inacabados. Uma grande estrutura sem roupa, mas com braços generosos que guardavam o ninho dos Falcões.

A Casa de Casa Caiada

Feito a redação de Nora, no meu abrigo também havia rachaduras e infiltrações. Vistosa por fora, modesta por dentro, a casa de Casa Caiada não existe mais, mas daria um excelente narrador. Afinal, quem não teve uma casa que respirava alegria e tristeza, que testemunhou vitórias, fracassos, luzes e sombras?


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Realidade e Arte

"Valor Sentimental" merece todos os prêmios. No drama familiar — mal-estar nas melhores e piores famílias — não há lugar para o surrado vilão e herói, para a dicotomia bem versus mal. Há, sim, realidade e arte na veia. As atrocidades da guerra, a delícia perversa do espírito humano pela crueldade, tortura. Os conflitos e transtornos emocionais entre pais e filhos.

Sem Ser Piegas

Como escreveu Nelson Rodrigues: "A vida como ela é". No entanto, o cineasta Joachim Trier transforma, sem ser piegas, os espinhos da casa — espinha dorsal do filme — numa bela rosa de reconciliação, compaixão e perdão.


*Romero Falcão é um cronista que se arrisca a fazer poema torto.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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É Findi - Eduardo Albuquerque* também Chega Hoje em Dose Dupla

28/02/2026

Os Galos - Poema


Ah, os galos...
Suas clarinadas
Nas madrugadas
E eu, danado!



Ficar deitado
Como amava
Tapuerama...
Rede, mortalha

Faz cruviana!
Não me engana
Seu galo sacana!



Galo, seu galo
Fica calado
Perde o embalo!



Adeus, João Adolfo Hansen! - Poema

Grande tristeza, eu registro
Lancinante lamento, e grito
Encantou-se o insigne mentor
O tão versátil, vetusto professor

Estudioso dos mais esmerados
Nos deixou inestimável legado
Gregório de Matos, suas sátiras
Desvendou-as, idiossincrático



Vide a sua obra magistral
“A Sátira e o Engenho ...”
Um desvencilhar sem igual
Da obra do “Boca do Inferno”

De sua sábia lavra, “O ó”
“Grande Se...

Os Galos - Poema


Ah, os galos...
Suas clarinadas
Nas madrugadas
E eu, danado!


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Ficar deitado
Como amava
Tapuerama...
Rede, mortalha

Faz cruviana!
Não me engana
Seu galo sacana!


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Galo, seu galo
Fica calado
Perde o embalo!


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Adeus, João Adolfo Hansen! - Poema

Grande tristeza, eu registro
Lancinante lamento, e grito
Encantou-se o insigne mentor
O tão versátil, vetusto professor

Estudioso dos mais esmerados
Nos deixou inestimável legado
Gregório de Matos, suas sátiras
Desvendou-as, idiossincrático


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Vide a sua obra magistral
“A Sátira e o Engenho ...”
Um desvencilhar sem igual
Da obra do “Boca do Inferno”

De sua sábia lavra, “O ó”
“Grande Sertão: veredas”, o maior
Foi desvendado o mito rosiano
João Guimarães Rosa, mor

Literaturas colonial e moderna
O libertário, liberal, libertino
Gregório de Matos e Guerra, poeta
A João Guimarães Rosa, o esteta

Abissalmente ele se aprofunda
Chega mesmo ao fóssil, vai fundo
O estudioso-pesquisador, primevo
Quem o ler, ou conheceu, enlevos


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Sua pluralidade intelectual
Sua diversidade cultural ...
Metaforizou complexos conceitos
Racionalizou-os em expeditos excertos.


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.


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É Findi – O Construtor - Por Fernando Tavares*

28/02/2026

Construo o próprio absurdo
escrevendo em poucas linhas.

Ganhos e danos
estão ocultos nas entrelinhas.

Em curto texto
em um contexto
o surreal comigo
o tempo todo
não me deixa ser inteiro.

Sou um simples passageiro
no espaço e na hora.

Fico preso no agora.

Sendo simples sonho
simples pulsão
ou mera quimera
mera paixão.


*Fernando Tavares é Médico psiquiatra; Psicólogo Clínico; Escritor e Poeta. Já publicou 04 livros de poemas. Membro da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores.



Construo o próprio absurdo
escrevendo em poucas linhas.

Ganhos e danos
estão ocultos nas entrelinhas.

Em curto texto
em um contexto
o surreal comigo
o tempo todo
não me deixa ser inteiro.

Sou um simples passageiro
no espaço e na hora.

Fico preso no agora.

Sendo simples sonho
simples pulsão
ou mera quimera
mera paixão.


*Fernando Tavares é Médico psiquiatra; Psicólogo Clínico; Escritor e Poeta. Já publicou 04 livros de poemas. Membro da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores.


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É Findi – Xico Bizerra* Chega Dobrado feito Tapioca

28/02/2026

Seu Francisco e Seu Luiz, Seu Luiz e Seu Francisco - Crônica

O universo político de Gonzaga era incolor, totalmente desprovido de matiz ideológico. Discutível, dizem alguns. Não importa muito diante de seu baião, sua música, seu talento, uma bandeira desfraldada acima de qualquer regime dominante à sua época. Amizades e compromissos por ele assumidos durante a ditadura devem ser atribuídos à inconsistência de sua formação política e à vontade de, através de apoios pontuais, trazer ao seu chão progressos por ele desejados. Conseguiu. Nunca misturei essas querelas tão pequenas com a grandeza artística do Rei. Nem acho que se deva misturar. São coisas distintas, a meu modesto ver.

Transportando para os dias atuais, diante da imensidão da obra poética e literária de Chico Buarque, é de se perguntar: seu conceito diminui ou cresce ante o posicionamento político por ele adotado?

Nem uma coisa nem outra. Lógico que não se pode desprezar a c...

Seu Francisco e Seu Luiz, Seu Luiz e Seu Francisco - Crônica

O universo político de Gonzaga era incolor, totalmente desprovido de matiz ideológico. Discutível, dizem alguns. Não importa muito diante de seu baião, sua música, seu talento, uma bandeira desfraldada acima de qualquer regime dominante à sua época. Amizades e compromissos por ele assumidos durante a ditadura devem ser atribuídos à inconsistência de sua formação política e à vontade de, através de apoios pontuais, trazer ao seu chão progressos por ele desejados. Conseguiu. Nunca misturei essas querelas tão pequenas com a grandeza artística do Rei. Nem acho que se deva misturar. São coisas distintas, a meu modesto ver.

Transportando para os dias atuais, diante da imensidão da obra poética e literária de Chico Buarque, é de se perguntar: seu conceito diminui ou cresce ante o posicionamento político por ele adotado?

Nem uma coisa nem outra. Lógico que não se pode desprezar a convicção ideológica do Buarque, homem de esquerda, defensor consciente e intransigente de pautas favoráveis ao povo brasileiro. Mas pouco importa a cor de seu coração partidário. Ele, por sua obra, é imenso e muito maior que qualquer discrepância de princípios. Como imenso seria se outra preferência tivesse seu poético coração. Francisco e Luiz, cabeças e pensamentos talvez conflitantes, diferentes entre si, são imensamente iguais no talento.

Viva Chico, Viva Luiz, corações semelhantes, talentos similares"


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Chegadas e Partidas - Croniqueta


Ele habita, como ave silenciosa e solitária, os céus do Porto em que acontecem chegadas e partidas. Assiste a alegrias e tristezas, lágrimas e sorrisos, 'adeuses' chorosos e bem-vindos apertos de mãos. É testemunha da bênção sentida da mãe que vê seu filho partir para outros chãos, sem nenhuma certeza da volta. Da mesma forma testemunha o abraço apertado do pai no filho pródigo que ao seu lar retorna. Do alto, sente o cheiro da saudade e se embriaga com o sabor dos sonhos bons que mora em cada um dos corações dos que por ali transitam, para buscar ou para deixar esperanças, desejos e vontades. No olho lacrimejado de alguém ele percebe um brilho diferente do que se observa no olho de quem mantém um sorriso que vai de canto a canto do rosto. É o riso e o pranto desenhando o momento de cada um. Ao final, destino definido, a vida seguirá e outras chegadas e partidas acontecerão no porto da vida. Do alto, como ave solitária e silenciosa, ele a tudo assiste. Lágrimas e sorrisos se sucederão e um Deus silencioso vela por nós.


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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É Findi – Xereta - Por Poeta Pica-Pau*

28/02/2026

Quem vigia meus passos
Segue sem saber chegar
Esquece da própria estrada
E vive pra xeretar
Não planta, não colhe nada
Mas insiste em opinar

Enquanto sigo meu rumo
Com fé no meu caminhar
Mesmo com pedra na estrada
Não deixo de semear
Porque quem planta em silêncio
Tem história pra contar

Não ligo pra falatório
Não quero nem escutar
Quem vive pra falar dos outros
Nunca pode se encontrar
Pois quem tem esse destino
Vive no desatino
Não sabe onde quer chegar

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*E tem mais...*


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.



Quem vigia meus passos
Segue sem saber chegar
Esquece da própria estrada
E vive pra xeretar
Não planta, não colhe nada
Mas insiste em opinar

Enquanto sigo meu rumo
Com fé no meu caminhar
Mesmo com pedra na estrada
Não deixo de semear
Porque quem planta em silêncio
Tem história pra contar

Não ligo pra falatório
Não quero nem escutar
Quem vive pra falar dos outros
Nunca pode se encontrar
Pois quem tem esse destino
Vive no desatino
Não sabe onde quer chegar







*E tem mais...*


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.


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É Findi - Belinha e Orelha: A face do Amor e da Crueldade - Conto, por Maria Inês Machado*

28/02/2026

Estela parecia não registrar a aspereza do momento. O seu nome, na instituição à qual era integrada, chamava-se trabalho. Embora fosse voluntária, sem as cédulas do mundo, o amor que a envolvia não tinha dimensão. Organizar as dependências da instituição causava-lhe alegria. Ali, o canteiro que precisava de água, e as plantas agradeciam. A vassoura fora do lugar parecia sorrir com o cuidado de guardá-la no armário.

Fazer a limpeza da cantina, que coordenava com outras voluntárias, tinha sabor de alegria. Não se queixava do serviço. O cheiro de eucalipto no chão parecia renovar a disposição para as atividades. Aprendera a fazer coxinhas e folheados, e os bolos de rotina eram apreciados pelos fregueses que chegavam à noite para o lanche habitual. O trabalho no Bem era a sua meta, e os contratempos áridos eram amortecidos pela perseverança. Chegara ao serviço na instituição muito jovem, porém soubera administrar as adversidades com sabedoria.

Era um dia comum...

Estela parecia não registrar a aspereza do momento. O seu nome, na instituição à qual era integrada, chamava-se trabalho. Embora fosse voluntária, sem as cédulas do mundo, o amor que a envolvia não tinha dimensão. Organizar as dependências da instituição causava-lhe alegria. Ali, o canteiro que precisava de água, e as plantas agradeciam. A vassoura fora do lugar parecia sorrir com o cuidado de guardá-la no armário.

Fazer a limpeza da cantina, que coordenava com outras voluntárias, tinha sabor de alegria. Não se queixava do serviço. O cheiro de eucalipto no chão parecia renovar a disposição para as atividades. Aprendera a fazer coxinhas e folheados, e os bolos de rotina eram apreciados pelos fregueses que chegavam à noite para o lanche habitual. O trabalho no Bem era a sua meta, e os contratempos áridos eram amortecidos pela perseverança. Chegara ao serviço na instituição muito jovem, porém soubera administrar as adversidades com sabedoria.

Era um dia comum, desses que começam sem anúncio de mudança. Estela abriu a lanchonete, organizou o que precisava e limpou o interior com o zelo de sempre. Quando levou a vassoura para a área externa, encontrou Belinha ali, como se aquele chão também fosse casa.

Belinha, uma cachorrinha de rua acolhida pelos moradores. Vira-lata, sim, mas havia nela uma elegância quieta, de quem não pede licença e, ainda assim, não invade. O pelo branco, mesmo marcado pela vida ao relento, tinha maciez inesperada, quase sedosa, como se a manhã a tivesse penteado com cuidado. A graciosidade vinha junto: um jeito leve de ocupar o espaço, o andar discreto, a doçura que não precisava de pedigree para ser reconhecida.

Estela se aproximou com a vassoura e falou baixo, como quem pede mais do que ordena.
Belinha, dá um passinho para a calçada? Só um pouquinho, eu vou varrer aqui.
Belinha não se mexeu. Deitou-se devagar, inclinou a cabeça para o lado e olhou, sem atender ao pedido. Parecia entender cada sílaba e, ao mesmo tempo, decidir permanecer no local. O rabinho balançava, manso e constante, e, naquele gesto, havia uma resposta inteira: confiança, charme, o não que era também convite.
Estela parou. A vassoura perdeu a autoridade.

Não era teimosia, cheiro de pertencimento. A pretensão da limpeza acabou cedendo ao que realmente importava. Ajoelhou-se, passou a mão no dorso de Belinha e sentiu, entre os dedos, a suavidade do pelo branco, quente de sol e de vida. Belinha fechou os olhos, entregue. O carinho selou um pacto silencioso, desses que a gente não assina, mas cumpre.

Desde então, a cachorrinha passou a ocupar lugar definitivo no coração de Estela. Ao chegar à instituição, quase sempre a encontrava. A recepção vinha em alegria contida, em voltinhas apressadas, em olhares fiéis. Era amizade sincera entre humano e animal, e isso bastava. Porque o amor pelos animais, quando é verdadeiro, não precisa de justificativa; ele simplesmente acontece, vem de um lugar antigo da alma.

Com o tempo, circunstâncias adversas à vontade de Estela levaram-na ao afastamento dos trabalhos voluntários da instituição. Não foi uma despedida simples. Algumas partidas exigem que a gente processe por dentro, não em papéis, mas no coração e na alma: reorganizar afetos, aceitar ausências, trabalhar o perdão, carregar lembranças como quem carrega água nas mãos.

Morte de Orelha. Recordações de Belinha.

A notícia chegou, semelhante a uma lâmina atravessando a manhã: Orelha estava morto.
Ao recordar o fato do indefeso animal, maltratado por adolescentes, a lembrança de Belinha foi revivida. Amparada na simplicidade de um bairro simples, crianças, adolescentes, adultos e idosos abraçaram Belinha com o amor que a simplicidade revela. Tinha liberdade para circular nas redondezas, sem maltratos ou hostilidades, mas com cuidado e muito amor. O mesmo amor que envolvia Orelha na atenção e no carinho dos moradores locais.

No mesmo bairro onde se cultivava afeto como quem rega trigo, cresceram também ervas daninhas, invisíveis, silenciosas, até se tornarem veneno. Orelha desconhecia a maldade humana. Aceito e cuidado por mãos generosas, era indefeso e não conhecia a dimensão da perversidade que pode fluir de almas violentas.

O cachorrinho de Florianópolis, vítima de maus-tratos cometidos por adolescentes, tornou-se uma ferida coletiva. Seu nome atravessou conversas, indignações e silêncios. Orelha passou a representar aquilo que preferimos não ver e, ainda assim, precisamos encarar: a violência como sintoma de uma falha maior, humana, moral e social.

Porque há coisas que o dinheiro compra, e há coisas que ele jamais alcança. Nenhuma viagem, nenhum conforto, nenhuma vitrine conseguem amaciar a maldade. O que corrige a perversidade não é luxo, mas educação, limites e responsabilidade. Valores nascem no lar e se testam na rua, na maneira pela qual alguém trata o que é menor, frágil e indefeso.

Foi impossível não pensar em Orelha.

Estela não precisava de detalhes para sentir o peso. Bastava saber que um animal, que só tinha o próprio corpo por defesa, foi reduzido a alvo. Bastava imaginar o medo e lembrar, por contraste, do olhar confiado de Belinha. Orelha deixou marcas na mente e no coração das pessoas, marcas que o tempo não apaga, porque lembram uma pergunta incômoda: que tipo de gente estamos formando?

Ao acariciar Belinha, sentindo a maciez branca sob a palma da mão, a serenidade no gesto e a graça sem esforço, a nobre senhora entendia que amar um animal também é um ato de resistência. Um cuidado pequeno, mas civilizatório. O sim dado à ternura, quando o mundo insiste em oferecer o contrário.

Belinha era a prova de que o afeto encontra abrigo.

Orelha, a lembrança de que a crueldade precisa ser enfrentada com educação, justiça e consciência.

E os dois, cada um à sua maneira, ensinaram o mesmo: a medida da nossa humanidade aparece, muitas vezes, no modo como tratamos quem não pode se defender.


*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'.


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É Findi - Entre Ponteiros, Crônica, por AJ Fontes*

28/02/2026

Puxa vida! É um tal de puxar tempo para cá e para lá. Chico Bezerra, Ana Pottes e eu mesmo. Passamos o tempo falando do próprio, fazendo-o passar, levando nossas histórias para cantos sem conta.

Manter o equilíbrio no fio do presente nos afasta do passado e aproxima do futuro, entre tiques e taques. É o que fazemos nesse átimo que leva a corda do Relógio de Chico e traz o movimento do braço de Ana. É o momento que imprime uma transformação em cada um de nós. Nele, mantemos ou modificamos o caminho seguido em outro: novo e desconhecido. Bom? Não saberemos até vivenciá-lo. Creio ser este, o instante de total ausência, quando a corda do Relógio acaba, quando é necessário balançar o pulso ou girar o pino.


*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’.



Puxa vida! É um tal de puxar tempo para cá e para lá. Chico Bezerra, Ana Pottes e eu mesmo. Passamos o tempo falando do próprio, fazendo-o passar, levando nossas histórias para cantos sem conta.

Manter o equilíbrio no fio do presente nos afasta do passado e aproxima do futuro, entre tiques e taques. É o que fazemos nesse átimo que leva a corda do Relógio de Chico e traz o movimento do braço de Ana. É o momento que imprime uma transformação em cada um de nós. Nele, mantemos ou modificamos o caminho seguido em outro: novo e desconhecido. Bom? Não saberemos até vivenciá-lo. Creio ser este, o instante de total ausência, quando a corda do Relógio acaba, quando é necessário balançar o pulso ou girar o pino.


*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’.


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É Findi – O Zeppelin - por Carlos Bezerra Cavalcanti*

28/02/2026

Recife Pioneiro

Em 22 de maio de 1930, o Recife teve o privilégio de receber o primeiro pouso do dirigível Zeppelin, no hemisfério sul.



A Torre de Atracação

Como testemunha tangível, a torre de atracação, uma estrutura piramidal em treliças de ferro, com altura de 19 metros, a única do mundo que ainda se encontra “plantada”, está lá, no local inicial, atual Bairro do Jiquiá.

Instalações Apropriadas

Os passageiros eram recepcionados em instalações apropriadas, um pavilhão para 100 pessoas, dotado de bar, sala de imprensa, cozinha, refeitório, dormitório de tripulantes, estação de rádio, etc. Um fato surpreendente para todo o Brasil e, principalmente, para o nordestino que cantava o sucesso de Jackson do Pandeiro: "Eu vou pra lua, eu vou morá lá, vou no meu Sputinik no campo do Jiquiá". Em 1937, com o incêndio do dirigível “Hindemburg”, em Nova Jersey...

Recife Pioneiro

Em 22 de maio de 1930, o Recife teve o privilégio de receber o primeiro pouso do dirigível Zeppelin, no hemisfério sul.


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A Torre de Atracação

Como testemunha tangível, a torre de atracação, uma estrutura piramidal em treliças de ferro, com altura de 19 metros, a única do mundo que ainda se encontra “plantada”, está lá, no local inicial, atual Bairro do Jiquiá.

Instalações Apropriadas

Os passageiros eram recepcionados em instalações apropriadas, um pavilhão para 100 pessoas, dotado de bar, sala de imprensa, cozinha, refeitório, dormitório de tripulantes, estação de rádio, etc. Um fato surpreendente para todo o Brasil e, principalmente, para o nordestino que cantava o sucesso de Jackson do Pandeiro: "Eu vou pra lua, eu vou morá lá, vou no meu Sputinik no campo do Jiquiá". Em 1937, com o incêndio do dirigível “Hindemburg”, em Nova Jersey, a festa acabou.


*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras


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É Findi - O Salto Triplo de Malude Maciel*

28/02/2026

Crônica - É Coisa Nossa


Lembro que nos programas de Sílvio Santos, um dos maiores comunicadores do Brasil, era utilizado um slogan que celebrava a brasilidade das coisas, enfatizando a Cultura nacional. Com uma frase curta, de grande efeito e fácil de gravar e compreender, era enaltecido o que pertence ao país: "É coisa nossa".

Isso era musicado, cantado, repetido e transmitido ao vivo, fazendo um coro que o público vibrava, porque o patriotismo é inerente aos nativos.

Várias homenagens

Às vezes, o carnaval era mencionado, outras vezes, o futebol, e assim por diante... sempre finalizando com a mensagen: "É coisa nossa".

Gosto não se discute

Acompanhando o raciocínio, também gosto de conhecer lugares diferentes por esse rincão afora. É gratificante acrescentar conhecimento do que existe além da fronteira doméstica.



Nesses dias, fomos visitar o parque...

Crônica - É Coisa Nossa


Lembro que nos programas de Sílvio Santos, um dos maiores comunicadores do Brasil, era utilizado um slogan que celebrava a brasilidade das coisas, enfatizando a Cultura nacional. Com uma frase curta, de grande efeito e fácil de gravar e compreender, era enaltecido o que pertence ao país: "É coisa nossa".

Isso era musicado, cantado, repetido e transmitido ao vivo, fazendo um coro que o público vibrava, porque o patriotismo é inerente aos nativos.

Várias homenagens

Às vezes, o carnaval era mencionado, outras vezes, o futebol, e assim por diante... sempre finalizando com a mensagen: "É coisa nossa".

Gosto não se discute

Acompanhando o raciocínio, também gosto de conhecer lugares diferentes por esse rincão afora. É gratificante acrescentar conhecimento do que existe além da fronteira doméstica.


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Nesses dias, fomos visitar o parque aquático: Sundown Park, localizado no município pernambucano de Saloá, inserido no Planalto da Borborema e, considerei excelente passeio. Local de clima ameno, cercado pela bacia hidrográfica do rio Ipanema e grande variedade de plantas, sem dúvida é muito agradável, especialmente para a criançada. O terreno é acidentado, com altos e baixos na passagem de uma atividade pra outra, dificultando a locomoção de idosos, mas há bastante opções às diversas faixas etárias.

Uma construção primorosa

No meio do nada, edificaram uma colossal arquitetura de entretenimento que vem agradando demais, pois está sempre cheio de pessoas em busca de aventuras, no entanto não sentimos o ambiente superlotado porque os grupos de espalham buscando suas preferências.

Dinossauros

Carregando o título de: melhor parque aquático do país, onde parece ser verão todos os dias, aquele espaço de diversão consta de uma área denominada: "Reino dos dinossauros", encontrando-se ali, imagens perfeitas desse tipo de animais existentes nos primórdios, com características ambientais próprias e áudios bilíngues explicando a respeito. Sendo muito interessante e propício para fotos.

Demais diversões

Há divertimento garantido para toda a família: várias piscinas, aquecidas ou não, e também com ondas; passeio em bóias no rio lento; banho de balde gigante; tubos de escorregar nas águas, em vários tamanhos e alturas, etc. Fica até difícil enumerar, mas precisamos registrar que há estrutura de banheiros, sanitários, armários de guardar pertences, praça de alimentação e sobretudo, muita limpeza e cuidados.

Aprovado com restrição

Apenas uma coisa eu mudaria: o título deveria ser em português, dando prioridade ao idioma local, sim; uma maravilha que ficaria marcada como 'coisa nossa', sem carregar imitação americana e muito estrangeirismo.

Porém, infelizmente, muita gente valoriza mais as coisas de fora.

Orgulho

Do contrário, poderíamos dizer: o Parque aquático de Saloá é 'coisa nossa'!


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Crônica - Entre a Cruz e a Espada


Elas ainda estão por toda parte.
Talvez, agora mais do que nunca.

Basta você estacionar, obrigatoriamente, num sinal de trânsito, fica logo rodeado por crianças carentes, pedindo dinheiro. Chegando bem à janela do seu carro, com semblantes de tristeza e miséria, dizendo que estão com fome. Quem tem fome, tem pressa. Qual o coração que pode resistir a tamanho clamor? Especialmente coração de mãe, mulher que, queira ou não, é bem mais sensível e quer dar jeito em tudo.

Apesar dos Conselhos

Esse fato é gravíssimo, mas é uma faca de dois gumes, ou seja, você fica entre a cruz e a espada, pois se de um lado existe a pedagogia esclarecendo que não devemos contribuir, com moedas, viciando inocentes a pedir, induzindo-os à mendicância que poderá acompanhá-los pela vida afora, por outro lado, constatamos a penúria e necessidade urgente que envolvem aquela criançada.

Para sermos bonzinhos e libertarmos nossas consciências, cedemos ao impulso natural de ajudar, de alguma forma e aí, ficamos naquela de nos sentir culpados, pelo futuro daqueles entes humanos ( futuro este que talvez nem consigam ter). Fica uma angústia ao pensar no que fazer, embora a solução não seja exatamente essa.

Problema social

Está longe de ser solucionado esse dilema por vários motivos e o pior é que os menores continuam nas ruas, apesar das normas, dos papéis assinados pelas autoridades.

Situação complicada

Não é fácil encarar a situação, pois sabemos que o hábito faz o monge e, a atitude repetida durante toda a infância, dificilmente se modificará na vida adulta, justamente porque numa época de formação da personalidade e, sem educação adequada, sem trato, nem alimentação, muito menos carinho e direcionamento correto, inevitavelmente, estão sendo criados novos delinquentes até que o mal seja arrancado pena raíz, não dando o peixe, mas ensinando a pescar.

Responsabilidade

Os governantes têm responsabilidade, sim. Precisam dedicar-se à educação básica porque a cada dia o problema se agrava. Os meios de comunicação, cumprindo seu dever, denunciam exploração sexual de crianças nesse país e não se pode fechar os olhos, banalizando tal situação deplorável.

Cidadão

Ao cidadão comum cabe avaliar, questionar, cobrar soluções para o assunto, como estou fazendo agora, afinal, estamos numa Democracia. Observar os resultados do funcionamento das instituições que se dizem atuantes em sanar tais problemas, no entanto, cada um de nós se depara com os mesmos erros sem soluções, anos a fio, entram governantes, saem outros e nada muda realmente.

O que fazer?

Ficamos apavorados, tanto pelos menores, permanecendo ao léu, quanto pela sociedade, ameaçada de tanta vulnerabilidade a que se expõe cotidianamente.

Eu mesma já fui surpreendida por três garotões que se diziam com fome e era verdade, mas me fizeram um medo terrível, diante de tanta violência que encontramos passo a passo. Dar uma esmola, com certeza não resolve nada.

Tem sido um eterno dilema para as pessoas de bem, cristãs que se preocupam querem praticar a caridade, porém ficam desnorteadas, pois têm consciência que somente a partir do poder governamental essa coisa poderá melhorar, mas na verdade, ao invés de haver interesse primordial em sanar tais chagas da sociedade, os gestores se envolvem nas corrupções, falcatruas e infidelidades gerais, causando descrença tão profunda que tira o ânimo de todo e qualquer indivíduo íntegro e pensante deste planeta.

Uma vergonha

Enquanto estamos preocupados com esses desafios do dia a dia da população, os nossos representantes nas altas cúpulas, se engalfinham entre si, com denúncias e mais denúncias, mentiras e mais mentiras, CPIs que terminam em pizza, etc. Infelizmente não se vê os culpados pelos roubos nas cadeias, devolvendo o dinheiro roubado pra ser empregado em soluções pela vida.
"Não vos conformeis com as mazelas do mundo. Permaneceis puros, fortes, fiéis e seguros nos caminhos de Deus".


Poema - Utopia


Felicidade!
Doce ilusão
Que move o mundo
Em cada coração
Há desejo profundo
De possuir tal entidade
Prendê- la nos braços
De verdade
Pela eternidade
Ninguém consegue
Essa façanha
Por todo tempo,
Íntima e passageira,
Inebriante,
Sedutora,
Inconstante,
Conquistada por instante,
Sonhada e amada
Dissipa-se inadvertidamente
Pra outra vez
E sempre
Ser desejada.


*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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Raquel Teixeira Lyra é obrigada a suspender licitação milionária por indícios de sobrepreço

27/02/2026

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco notificou o governo Raquel Lyra sobre indícios de sobrepreço em uma licitação de R$ 404,7 milhões. A gestão estadual adiou o processo por tempo indeterminado.

O certame

Buscava contratar empresas para manutenção predial da sede da Secretaria de Educação, de escolas, e de instalações onde funcionam as Gerências Regionais de Educação.

"Inconformidades"

A pedido do relator do caso, Rodrigo Novaes, a Gerência de Fiscalização em Licitações de Obras do TCE analisou o caso e entendeu haver procedência parcial na denúncia feita pela empresa Processo Engenharia Ltda., de inconformidades nas planilhas fornecidas pelo governo. É mais uma licitação travada na gestão por suspeitas de graves irregularidades.

(O Poder com informações do Vero Notícias)

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco notificou o governo Raquel Lyra sobre indícios de sobrepreço em uma licitação de R$ 404,7 milhões. A gestão estadual adiou o processo por tempo indeterminado.

O certame

Buscava contratar empresas para manutenção predial da sede da Secretaria de Educação, de escolas, e de instalações onde funcionam as Gerências Regionais de Educação.

"Inconformidades"

A pedido do relator do caso, Rodrigo Novaes, a Gerência de Fiscalização em Licitações de Obras do TCE analisou o caso e entendeu haver procedência parcial na denúncia feita pela empresa Processo Engenharia Ltda., de inconformidades nas planilhas fornecidas pelo governo. É mais uma licitação travada na gestão por suspeitas de graves irregularidades.

(O Poder com informações do Vero Notícias)

Entregue obras de asfalto na cidade de Areia, executadas com recursos destinados por Veneziano

27/02/2026

O Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) participou na manhã de hoje, sexta-feira (27/07) da entrega de mais de 3 quilômetros de asfalto na cidade de Areia, no brejo paraibano.



A obra

A obra teve cerca de R$ 2 milhões investidos, através de recursos destinados pelo Senador paraibano. Segundo a prefeita de Areia, Dra. Silvia, a estrada ligando o distrito de Muquem à estrada principal, no distrito de Chã do Jardim, era uma antiga reivindicação da comunidade local.

“É momento de agradecer esta importante parceria que temos em Areia com o Senador Veneziano, que tem rendido obras importantes para a nossa cidade, como está aqui”, afirmou a Prefeita. “Um dos melhores momentos da vida política é quando a gente entrega resultados, vê o trabalho acontecer e melhorar a vida das pessoas, como está acontecendo aqui hoje”, destacou o deputado Estadual Anderson Monteiro, que também participou da entrega.



O Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) participou na manhã de hoje, sexta-feira (27/07) da entrega de mais de 3 quilômetros de asfalto na cidade de Areia, no brejo paraibano.


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A obra

A obra teve cerca de R$ 2 milhões investidos, através de recursos destinados pelo Senador paraibano. Segundo a prefeita de Areia, Dra. Silvia, a estrada ligando o distrito de Muquem à estrada principal, no distrito de Chã do Jardim, era uma antiga reivindicação da comunidade local.

“É momento de agradecer esta importante parceria que temos em Areia com o Senador Veneziano, que tem rendido obras importantes para a nossa cidade, como está aqui”, afirmou a Prefeita. “Um dos melhores momentos da vida política é quando a gente entrega resultados, vê o trabalho acontecer e melhorar a vida das pessoas, como está acontecendo aqui hoje”, destacou o deputado Estadual Anderson Monteiro, que também participou da entrega.


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Renovou compromisso

Ao participar do evento, o senador Veneziano destacou a importância da obra e reafirmou o seu compromisso em continuar destinando recursos para o município, como tem feito em outras cidades paraibanas.


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“Que dia de grandes alegrias e emoções estamos vivendo hoje aqui em Areia, porque ações como essa melhoram a vida das pessoas. São centenas de famílias que desfrutarão dessa nova realidade, quase dois milhões de recursos demandados por Silvinha e Anderson, e hoje estamos aqui a entregar essa obra maravilhosa, graças a essa gestão séria, eficiente e que entrega realmente os benefícios que a população precisa”, destacou Veneziano.


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Série presidentes da República - Sarney, o que não era pra ter sido mas foi, por Natanael Sarmento*

27/02/2026

José Ribamar Sarney Ferreira da Costa tem longa carreira política. Dezenas de mandatos de deputado federal, senador, governador e presidente da República. Bacharel em direito, jornalista e escritor. Simboliza o “político camaleão” das mudanças de lado e de partidos. Iniciou a carreira em 1954, suplente de deputado Federal pelo então PSD (Muito diferente do homônimo atual) assumindo o mandato em 1955. Reelegeu-se deputado por outro partido PST, em 1958. Muda para a arquirrival UDN e se elege Governador do Maranhão. Com o golpe de 1964 ingressa na Arena governista da qual se torna uma das lideranças nacionais. No casuísmo da reforma partidária da Ditadura para escapar das eleições plebiscitárias ingressa no PDS. Nos “últimos dias de Pompéia” da ditatura, salta da canoa furada e entra na articulação dos “dissidentes” da chamada Frente Liberal. Das raposas engordadas na Ditadura filiadas a Arena/PDS que se bandearam para apoiar Aliança Democrática da oposição liderada por Tancredo Neves...

José Ribamar Sarney Ferreira da Costa tem longa carreira política. Dezenas de mandatos de deputado federal, senador, governador e presidente da República. Bacharel em direito, jornalista e escritor. Simboliza o “político camaleão” das mudanças de lado e de partidos. Iniciou a carreira em 1954, suplente de deputado Federal pelo então PSD (Muito diferente do homônimo atual) assumindo o mandato em 1955. Reelegeu-se deputado por outro partido PST, em 1958. Muda para a arquirrival UDN e se elege Governador do Maranhão. Com o golpe de 1964 ingressa na Arena governista da qual se torna uma das lideranças nacionais. No casuísmo da reforma partidária da Ditadura para escapar das eleições plebiscitárias ingressa no PDS. Nos “últimos dias de Pompéia” da ditatura, salta da canoa furada e entra na articulação dos “dissidentes” da chamada Frente Liberal. Das raposas engordadas na Ditadura filiadas a Arena/PDS que se bandearam para apoiar Aliança Democrática da oposição liderada por Tancredo Neves e Ulisses Guimarães e outros. Sarney foi o nome indicado por esses “liberais” dissidentes para vice-presidente da chapa. Com a morte de Tancredo assumiu a presidência. Depois do mandato presidencial elege-se senador pelo PMDB em sucessivos mandatos, inclusive do Estado do Amapá – elevado à Estado na sua presidência, considerado manobra pois o “domicílio eleitoral” distava do Maranhão sua base quase mil quilômetros. Esse longevo político sistêmico despediu-se do Senado em 2014, com quase seis décadas de mandatos, para se dedicar à vida privada e à literatura pois é um dos imortais da Academia Brasileira de Letras.

*Natanael Sarmento é professor, escritor, da direção nacional da Unidade Popular - UP.

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