Assine O PODER

É GRÁTIS!

Preencha o formulário e seja o nosso assinante!

Indignação seletiva - Raquel Teixeira Lyra cala quando a vítima de importunação sexual não é sua aliada

10/03/2026

Sempre disposta a dizer frases bombásticas sobre sexismo e acusar adversários de discriminá-la por ser mulher, a governadora de Pernambuco, Raquel Teixeira Lyra, se cala quando a vítima não segue sua cartilha política. Às vésperas do dia internacional da mulher, na sexta-feira 06/03, a vereadora e secretária municipal do Recife, Andreza de Romero, foi vítima de importunação sexual no Beach Park, em Aquiraz, CE. A vereadora denunciou a agressão nas suas redes sociais e a notícia foi veiculada com destaque em vários dos principais portais e veículos de comunicação do país. Políticos, homens e mulheres de praticamente todos os partidos, além de personalidades públicas e representativas dos direitos das mulheres se manifestaram Brasil afora. A governadora, que tinha acabado de fazer uma manifestação sobre a proteção à mulher durante ato público em Brasília, manteve-se em silêncio. Revelando mais uma vez que seu discurso é seletivo. E a "indignação" que demonstra em episódios de agressão c...

Sempre disposta a dizer frases bombásticas sobre sexismo e acusar adversários de discriminá-la por ser mulher, a governadora de Pernambuco, Raquel Teixeira Lyra, se cala quando a vítima não segue sua cartilha política. Às vésperas do dia internacional da mulher, na sexta-feira 06/03, a vereadora e secretária municipal do Recife, Andreza de Romero, foi vítima de importunação sexual no Beach Park, em Aquiraz, CE. A vereadora denunciou a agressão nas suas redes sociais e a notícia foi veiculada com destaque em vários dos principais portais e veículos de comunicação do país. Políticos, homens e mulheres de praticamente todos os partidos, além de personalidades públicas e representativas dos direitos das mulheres se manifestaram Brasil afora. A governadora, que tinha acabado de fazer uma manifestação sobre a proteção à mulher durante ato público em Brasília, manteve-se em silêncio. Revelando mais uma vez que seu discurso é seletivo. E a "indignação" que demonstra em episódios de agressão contra mulheres é seletiva: não se aplica a adversários políticos.
O marido da governadora, o deputado estadual Romero Albuquerque, também gravou um vídeo cobrando uma atitude da governadora. Em vão. Raquel Teixeira Lyra continuou fazendo ouvidos de mercador para a agressão, como se dizia antigamente.


imagem2


O caso

A vereadora e secretária da Defesa dos Animais do Recife, Andreza Romero, foi vítima de importunação sexual na tarde da última sexta-feira, 06/03, dentro do Beach Park, em Aquiraz (CE), onde passou o feriado e fim de semana, acompanhando a família.

O crime ocorreu por volta das 15h na área infantil do parque aquático, especificamente na fila de acesso à atração “Aqua Show”, brinquedo frequentado majoritariamente por crianças e famílias. A parlamentar estava acompanhada de sua filha Maria, de apenas 3 anos, quando um monitor do parque passou a mão de uma nádega a outra da vereadora, a apalpando, ao subir a escadaria para assumir seu posto de trabalho.

A escada onde o abuso ocorreu possui largura suficiente para que qualquer pessoa transite sem contato físico com quem está ao lado, segundo o relato de Andreza postado em suas redes sociais.

Imediatamente após o ocorrido, ainda em estado de choque, a vereadora enviou mensagens e áudios de WhatsApp a uma amiga relatando o incidente. Em seu relato, Andreza ainda disse que, mesmo após sair do brinquedo, o funcionário a observava da parte superior da atração.

O crime aconteceu a apenas dois dias do Dia Internacional da Mulher, data que deveria celebrar conquistas e denunciar as violências que ainda atingem mulheres de todas as classes, profissões e idades. O episódio reforça que nenhum espaço, nem mesmo um parque aquático de lazer familiar, está livre da violência de gênero.

A vereadora registrou Boletim de Ocorrência junto à autoridade policial competente, com pedido de instauração de inquérito policial e solicitação formal ao Beach Park para preservação imediata das imagens de segurança da atração, entre 14h e 17h.

No Recife, Andreza é autora do Protocolo Violeta, uma política pública de combate à violência de gênero e importunação sexual em bares, restaurantes, hotéis, casas noturnas, arenas esportivas e eventos, e outros estabelecimentos. Em sua fala, ainda visivelmente chocada, ela registrou que foi eleita com o compromisso de defender e dar voz às mulheres vítimas de violência sexual e não poderia se omitir quando a vítima é ela própria.


imagem3


Romero indignado

O deputado Romero Albuquerque divulgou um vídeo afirmando: "Minha esposa Andreza foi vítima de importunação sexual. Vocês já viram o relato dela. Eu não vou repetir, eu quero falar de uma outra coisa. A governadora Raquel Lyra não se manifestou. E antes que alguém diga, talvez ela não soube, o caso foi capa de todos os portais do Brasil. Lideranças de todos os lados se pronunciaram.
Até do partido dela. Até gente que nunca viu Andreza na vida. A governadora viu, só que escolheu o silêncio. E, para ela, está tudo bem", denunciou Romero.

E prosseguiu: "Agora, eu preciso que vocês prestem atenção no que eu vou dizer, porque se vocês entenderem isso, vocês nunca mais vão olhar para esse governo do mesmo jeito. Três dias antes da minha esposa ser violentada, a governadora estava em Brasília recebendo o prêmio Mulheres Exponenciais.
Subiu no palco e disse, eu anotei aqui. 'Não podemos ter medo de sair nas ruas por questão de gênero'. Pernambuco teve 88 feminicídios em 2025, o maior número em oito anos. Primeiro lugar do Brasil em mortes de violência, em mortes de mulheres por violência.
Sete mulheres estupradas por dia. É o primeiro lugar do Brasil, sete por dia. No estado que a governadora ganhou o prêmio da Mulher Exponencial. Dois dias antes, no Palácio, ela anunciou 4 milhões e 600 mil reais. É de taxa para a protecao das mulheres. E aí eu fiz uma conta que eu não queria ter feito. Divide 4 milhões e 600 por 88 feminicídios.
Sabe qual é a conta que dá? R$ 52 mil reais por mulher assassinada. 52 mil reais. Esse é o valor que o governo de Pernambuco investe por cada mulher que morre.
E a governadora chama isso de política pública".

Romero disse ainda que na véspera do Dia Internacional da Mulher, uma mulher do estado da propria governadora, vereadora, secretária, mãe, com a filha de três anos, que estava do lado segurando sua mão, é vítima de violência sexual. O país inteiro fala e a governadora se cala. "Isso não é esquecimento. É o mesmo silêncio de quando as chuvas devastaram o sertão, que deixaram 900 famílias sem teto. É o mesmo silêncio de sempre.
A governadora, aparece quando tem holofote e se cala quando tem dor", assinalou.

O deputado disse ainda que se as pessoas de Pernambuco soubessem o que esses números significam de verdade, sete mulheres estupradas por dia, 88 mortas no ano, números mais altos do País, ninguém se contentaria com um prêmio em Brasília e um silêncio no dia seguinte. E concluiu: "Para quem afinal Raquel LYra está governando?".

E agora

Com a palavra a governadora Raquel Teixeira Lyra.


imagem4

IA vai ajudar profissionais de saúde a identificar vítimas de violência doméstica no Recife

10/03/2026

Uma ferramenta que usa inteligência artificial vai ajudar profissionais de saúde a identificar possíveis vítimas de violência doméstica no Recife.

Tecnologia


Chamada "ClarIA", a tecnologia já está sendo utilizada na atenção básica e, de acordo com Luciana Albuquerque, secretária de saúde do município, até julho toda a rede estará apta para usar o sistema.


Emite alerta

Segundo a secretária, a ferramenta emite um alerta no prontuário eletrônico da paciente para médicos, enfermeiros, dentistas e profissionais das equipes multidisciplinares (E-Multi) da rede municipal quando há suspeita de que a mulher esteja sendo vítima de violência.

Notificar

A partir do alerta, o profissional deve notificar o caso e encaminhar a mulher para a rede de proteção, para que ela receba o suporte necessário. Segundo Luciana Albuquerque, a decisão sobre denunciar ou não a situação c...

Uma ferramenta que usa inteligência artificial vai ajudar profissionais de saúde a identificar possíveis vítimas de violência doméstica no Recife.

Tecnologia


Chamada "ClarIA", a tecnologia já está sendo utilizada na atenção básica e, de acordo com Luciana Albuquerque, secretária de saúde do município, até julho toda a rede estará apta para usar o sistema.


Emite alerta

Segundo a secretária, a ferramenta emite um alerta no prontuário eletrônico da paciente para médicos, enfermeiros, dentistas e profissionais das equipes multidisciplinares (E-Multi) da rede municipal quando há suspeita de que a mulher esteja sendo vítima de violência.

Notificar

A partir do alerta, o profissional deve notificar o caso e encaminhar a mulher para a rede de proteção, para que ela receba o suporte necessário. Segundo Luciana Albuquerque, a decisão sobre denunciar ou não a situação continua sendo da vítima.

O Poder

Trump diz estar disposto a negociar com o Irã, mas reitera críticas ao novo líder do país

10/03/2026

Uma esperança para o fim da guerra. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou à Fox News hoje, terça-feira (10/03), que estaria disposto a conversar com o Irã, dependendo dos termos.

Grande interesse

Em entrevista , Trump disse ter ouvido que Teerã teria grande interesse em negociar.
O republicano também reiterou sua insatisfação com o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei.

“Não acredita que ele possa viver em paz”, declarou o presidente.

Uma esperança para o fim da guerra. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou à Fox News hoje, terça-feira (10/03), que estaria disposto a conversar com o Irã, dependendo dos termos.

Grande interesse

Em entrevista , Trump disse ter ouvido que Teerã teria grande interesse em negociar.
O republicano também reiterou sua insatisfação com o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei.

“Não acredita que ele possa viver em paz”, declarou o presidente.

Projeto de regulamentação de trabalho por aplicativos relatado por deputado de PE, será debatido na Câmara dos Deputados

10/03/2026

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), marcou para a manhã de hoje, terça-feira (10/03), uma reunião para debater o projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos.


Participação


O encontro será na Residência Oficial da Câmara. Entre os convidados estão os ministros Guilherme Boulos (Secretaria-Geral), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Luiz Marinho (Trabalho), o relator do projeto, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE) e o presidente da comissão especial responsável pela análise da proposta, deputado Joaquim Passarinho (PL-PA).


O projeto

O projeto foi citado pelo presidente da Câmara, na abertura do ano legislativo, como uma das prioridades da Casa para este ano. A proposta é de autoria do deputado Luiz Gastão (PSD-CE) e o parecer do relator foi apresentado em dezembro do ano passado.

Principal ponto

O prin...

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), marcou para a manhã de hoje, terça-feira (10/03), uma reunião para debater o projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos.


Participação


O encontro será na Residência Oficial da Câmara. Entre os convidados estão os ministros Guilherme Boulos (Secretaria-Geral), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Luiz Marinho (Trabalho), o relator do projeto, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE) e o presidente da comissão especial responsável pela análise da proposta, deputado Joaquim Passarinho (PL-PA).


O projeto

O projeto foi citado pelo presidente da Câmara, na abertura do ano legislativo, como uma das prioridades da Casa para este ano. A proposta é de autoria do deputado Luiz Gastão (PSD-CE) e o parecer do relator foi apresentado em dezembro do ano passado.

Principal ponto

O principal ponto de divergência entre o relator e o governo é o valor mínimo das corridas ou entregas, que está em R$ 8,50 no relatório, enquanto o governo insiste na elevação para R$ 10.


Define

O projeto define que 75% do que o trabalhador recebe – por corrida ou entrega – é indenização de custos, ou seja, isenta de tributos. Apenas 25% é renda tributável, que servirá de base para o INSS. O trabalhador pagará 5% de INSS sobre a base tributável, que será retido na fonte pela plataforma.


As plataformas

Já as plataformas vão recolher à Previdência um volume de 20% sobre um quarto do valor repassado aos trabalhadores, além de uma alíquota de 2% para custeio de benefícios por acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.

Prevê

A proposta prevê contrato formal com regras claras sobre remuneração, suspensão e algoritmos. A plataforma deve explicar os fatores que influenciam a distribuição de corridas e a pontuação do trabalhador. O substitutivo também mantém a cobrança máxima de 30% referente a intermediação da plataforma.


Grupo de trabalho

No Palácio do Planalto, está em andamento um grupo de trabalho criado para consolidar diretrizes que orientem a atuação do Executivo e contribuam para a tramitação do projeto de lei no Congresso.(O Poder)


imagem2

Filme O Agente Secreto será exibido em sessão inclusiva no Cine Teatro do Recife

10/03/2026

Representante do Brasil no Oscar 2026, o filme O Agente Secreto está nas telas do Recife. O filme do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho, será exibido na manhã de hoje, terça-feira (10/03), às 10h no Cine Teatro do Parque, em uma sessão inclusiva.



Recursos

A exibição contará com recursos de acessibilidade, como audiodescrição, interpretação em Libras e legendas descritivas, permitindo que pessoas com deficiência, pessoas idosas e o público em geral acompanhem o filme no mesmo ambiente.

Audiodescrição

A exibição terá audiodescrição, recurso que descreve cenários, expressões faciais, figurinos e ações do filme. Também haverá interpretação em Libras e legendas descritivas exibidas na tela.
Com esses recursos, pessoas cegas, surdas, com deficiência intelectual, pessoas sem deficiência e público com 60 anos ou mais poderão assistir ao filme no mesmo ambiente.



Representante do Brasil no Oscar 2026, o filme O Agente Secreto está nas telas do Recife. O filme do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho, será exibido na manhã de hoje, terça-feira (10/03), às 10h no Cine Teatro do Parque, em uma sessão inclusiva.


imagem2


Recursos

A exibição contará com recursos de acessibilidade, como audiodescrição, interpretação em Libras e legendas descritivas, permitindo que pessoas com deficiência, pessoas idosas e o público em geral acompanhem o filme no mesmo ambiente.

Audiodescrição

A exibição terá audiodescrição, recurso que descreve cenários, expressões faciais, figurinos e ações do filme. Também haverá interpretação em Libras e legendas descritivas exibidas na tela.
Com esses recursos, pessoas cegas, surdas, com deficiência intelectual, pessoas sem deficiência e público com 60 anos ou mais poderão assistir ao filme no mesmo ambiente.



Realização

A iniciativa é realizada pela Secretaria de Direitos Humanos e Juventude em parceria com a Fundação de Cultura Cidade do Recife e contará com a presença do prefeito João Campos.


Os convidados

Os convidados para a sessão são usuários acompanhados por serviços das secretarias municipais de Direitos Humanos e Juventude, Assistência Social e Combate à Fome e Saúde, além da Rede Compaz.


O filme


O Agente Secreto" recebeu quatro indicações ao Oscar 2026 e empatou com o recorde de "Cidade de Deus", em 2004. A cerimônia dos melhores do cinema acontece em 15 de março, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Assim como em 2025, a 98ª edição da premiação americana vai contar com o comediante Conan O'Brien como apresentador.

O longa


Ambientado no Recife, o longa de Kleber Mendonça Filho é um thriller de atmosfera densa que acerta ao transformar o carnaval e a paisagem urbana em um cenário de vigilância e paranoia, funcionando como um jogo de gato e rato onde as lendas locais e o medo da ditadura se misturam, entregando uma obra que é, ao mesmo tempo, um drama familiar comovente e um suspense pop de tirar o fôlego.

SL

O Poder


imagem3

Show internacional "Romances" do Venezuelano Armando Fuentes, movimenta shopping de Paulista

10/03/2026

A segunda edição da Seresta do shopping Nohrt Way está chegando e desta vez o evento recebe na sua grade de shows o espetáculo internacional "ROMANCES", do artista Venezuelano Armando Fuentes


Músicas imortais

No evento o artista apresentara um espetáculo com músicas imortais e premiadas pelo Grammy e Bilboard, destacando o Bolero, o Tango, as Baladas e o Pop Latino Internacional em Espanhol.


Dois finais de semana

Serão dois finais de semana, sábado(14/03) e domingo (15/03), com atrações locais, sábado (2/03) com atrações regionais e no domingo (25/03), que específico dás 20h até às 22h o Armando Fuentes.

Repertório

Ele entrará em cena com repertório em espanhol, português e inglês, apresentando um espetáculo com músicas imortais e premiadas pelo Grammy e Bilboard, destacando o Bolero, o Tango, as Baladas e o Pop Latino Internacional num clima de músicas in...

A segunda edição da Seresta do shopping Nohrt Way está chegando e desta vez o evento recebe na sua grade de shows o espetáculo internacional "ROMANCES", do artista Venezuelano Armando Fuentes


Músicas imortais

No evento o artista apresentara um espetáculo com músicas imortais e premiadas pelo Grammy e Bilboard, destacando o Bolero, o Tango, as Baladas e o Pop Latino Internacional em Espanhol.


Dois finais de semana

Serão dois finais de semana, sábado(14/03) e domingo (15/03), com atrações locais, sábado (2/03) com atrações regionais e no domingo (25/03), que específico dás 20h até às 22h o Armando Fuentes.

Repertório

Ele entrará em cena com repertório em espanhol, português e inglês, apresentando um espetáculo com músicas imortais e premiadas pelo Grammy e Bilboard, destacando o Bolero, o Tango, as Baladas e o Pop Latino Internacional num clima de músicas inesquecíveis, com toque caliente no fechamento do grande evento.

" Me sinto honrado por participar de um festival que premia a execelencia musical, como a segunda edição da "Seresta do shopping Norht Way". Estar ao lado de artistas locais e regionais de Pernambuco é um privilégio".

Reitera

Ainda sobre o a segunda Edição do evento o artista reitera que entregará o melhor de si nessa noite a um público tão distinto como o do Nordeste.

“O Pernambucano, sabe receber e tem bom gosto musical, me sinto bem ao poder cantar para o amor e para os Paulistenses. O shopping Nohrt Way está de para parabéns por promover essa iniciativa tão relevante para oferecem boa cultura as pessoas do belo Município que é a Capital do Litoral Norte e que se chama Paulista neste belo Estado de Pernambuco", conclui Fuentes.


imagem2

Inmet renova alerta de perigo potencial de chuvas intensas para mais de 170 cidades da Paraíba

10/03/2026

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, um alerta amarelo válido para 175 cidades da Paraíba. O novo alerta é válido até as 23h59 de hoje, terça-feira (10/03).


Alerta amarelo

Para os municípios que estão sob o alerta amarelo de perigo potencial de chuvas intensas, pode chover entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, com ventos intensos entre 40 e 60 km/h. Segundo o Inmet, há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

Recomenda

Em todos os casos, o Inmet recomenda que as pessoas não se abriguem debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas. É solicitado também para não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda e a evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

O Poder

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, um alerta amarelo válido para 175 cidades da Paraíba. O novo alerta é válido até as 23h59 de hoje, terça-feira (10/03).


Alerta amarelo

Para os municípios que estão sob o alerta amarelo de perigo potencial de chuvas intensas, pode chover entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, com ventos intensos entre 40 e 60 km/h. Segundo o Inmet, há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

Recomenda

Em todos os casos, o Inmet recomenda que as pessoas não se abriguem debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas. É solicitado também para não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda e a evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

O Poder

Guerra no Irã mexe no cenário econômico do Brasil, e corte na Selic vira dúvida, essa e outras manchetes quentes da manhã

10/03/2026

O desdobramento da guerra ameaça mexer com a política e a economia brasileira. A escalada do conflito no Oriente Médio e a inflação acima das expectativas colocaram em xeque os planos do Banco Central (BC) de reduzir os juros na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 17 e 18 de março. A queda da Selic é uma prioridade da atual gestão Lula, que ganhou ainda mais peso neste ano eleitoral.



O barril de petróleo

Com o barril de petróleo tipo Brent acima de US$ 80, e o Estreito de Ormuz — por onde passa mais de 20% do petróleo mundial — bloqueado, o BC enfrenta um choque externo que pressiona o câmbio e a inflação ao mesmo tempo. A questão já não é sobre a magnitude do corte: é se cortar agora ainda é seguro.
O preço do barril de pet Brent, referência internacional, chegou a US$ 87,87 após ter chegado a quase US$ 120.



Avaliam

Desde o início dos...

O desdobramento da guerra ameaça mexer com a política e a economia brasileira. A escalada do conflito no Oriente Médio e a inflação acima das expectativas colocaram em xeque os planos do Banco Central (BC) de reduzir os juros na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 17 e 18 de março. A queda da Selic é uma prioridade da atual gestão Lula, que ganhou ainda mais peso neste ano eleitoral.


imagem2


O barril de petróleo

Com o barril de petróleo tipo Brent acima de US$ 80, e o Estreito de Ormuz — por onde passa mais de 20% do petróleo mundial — bloqueado, o BC enfrenta um choque externo que pressiona o câmbio e a inflação ao mesmo tempo. A questão já não é sobre a magnitude do corte: é se cortar agora ainda é seguro.
O preço do barril de pet Brent, referência internacional, chegou a US$ 87,87 após ter chegado a quase US$ 120.


imagem3


Avaliam

Desde o início dos bombardeios, analistas avaliam se a cautela global causada pela escalada da guerra no Oriente Médio pode respingar na política monetária brasileira e atrasar o processo de corte dos juros pelo BC (Banco Central) e deixar a Selic em patamar mais elevado que o projetado pelo mercado.

Incerto

Para os economistas, o cenário ainda é bastante incerto e que efeitos mais práticos dependem de uma série de variáveis, sobretudo a extensão das hostilidades.

Epicentro

Epicentro de conflitos, embates geopolíticos e disputas político-religiosas, o Oriente Médio mantém o resto do planeta em constante estado de tensão. O Brasil não é diferente. Na última semana, os ataques das forças de Israel e dos Estados Unidos ao Irã funcionaram como um despejo de gasolina de alta octanagem a um braseiro gigante – e as chamas ainda ardem e têm proporções desconhecidas.


imagem4


- Trump diz que guerra contra o Irã acabará 'em breve', mas indica que ataques seguirão até 'vitória final'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de ontem, segunda-feira (09/03) que a guerra contra o Irã deve acabar em breve e está “praticamente concluída”.

Afirmou

Em entrevista, Trump voltou a afirmar que a guerra terminará “muito em breve”, mas negou que seja nesta semana. O republicano também disse que, quando o conflito terminar, o Irã não terá mais capacidade bélica para usar contra os EUA, Israel ou aliados americanos, “por muito tempo”.

O conflito

O conflito no Oriente Médio entrou no 11º dia nesta terça-feira (10/03). Em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram um ataque contra o Irã, Trump disse que a guerra poderia durar até cinco semanas.

Sem cessar-fogo

O governo do Irã descartou nesta segunda-feira a possibilidade de um cessar-fogo no conflito com Israel e Estados Unidos. Em entrevista coletiva, o porta-voz Esmail Baghaei afirmou que "não faz sentido falar de nada além de defesa e retaliação contra os inimigos".


imagem5


- Haddad deixará o Ministério da Fazenda na semana que vem para disputar o Governo do SP

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deixa o governo na semana que vem e será o candidato de Lula ao governo de São Paulo. A saída está sendo programada para quarta ou quinta-feira da próxima semana.

A decisão

A decisão sobre a candidatura vinha sendo amadurecida em sucessivas conversas entre o presidente e o ministro, mas a pesquisa Datafolha deste fim de semana, que mostra o petista com bom desempenho para enfrentar o governador Tarcísio de Freitas, praticamente selou a decisão


imagem6


- Contratação de Viviane pelo Master é incompatível com os valores de mercado, dizem especialistas

Após três meses de silêncio desde que veio à tona um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, a advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, apresentou uma nota na qual descreve os serviços prestados à instituição do banqueiro Daniel Vorcaro, preso preventivamente desde o dia 4 de março.

Consultou

O Estadão consultou, sob condição de anonimato, 13 escritórios de advocacia nas áreas penal e de compliance, todos de renome nacional.


imagem7


Os valores

Para a grande maioria deles, os valores praticados no contrato estão muito acima do que é cobrado pela média do mercado de elite nas áreas em que Viviane afirma ter atuado em nome do Master. Procurado para falar sobre a questão dos valores, o escritório Barci de Moraes informou apenas já ter se manifestado “por meio de nota pública sobre o escopo dos serviços prestados ao Banco Master” .


imagem8


- É manhã de terça-feira. O mundo na expectativa pelo fim dos conflitos no Oriente Médio. A guerra aliás, já afeta a economia global. O petróleo subiu como reflexo do conflito, que segue dominando as manchetes. Aliás a gangorra do preço do barril de petróleo tem sido controlada pelas falas conturbadas do presidente Trump. O que o homem fala da Casa Branca, abala a economia global.
Vamos conferir o que a imprensa noticia nas primeiras horas desta terça.

- Lulinha enfrenta nova ofensiva na CPMI do INSS; O surgimento de indícios contra Fábio Luís da Silva, o "Lulinha", levou o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a se tornar um dos focos das investigações da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS, no Congresso Nacional.


imagem9


- Israel realiza uma nova onda de ataques contra o Hezbollah no Líbano; drones são interceptados na Arábia Saudita
- Trump anuncia que EUA vão retirar sanções de petróleo de "alguns países"
-Petróleo cai após Trump dizer que guerra no Irã 'praticamente acabou'
- Trump sobre Cuba: 'Pode ser uma tomada de controle amigável ou não'
- Irã sob um novo Khamenei: a profunda divisão entre os iranianos sobre o futuro do país com novo líder supremo
-PL de socorro ao BRB será sancionado nesta terça-feira (10/3), afirma Ibaneis


imagem10


Muito bem. Por enquanto tá bom. Daqui a pouco tem mais. O dia promete com notícias quentes. Vamos ficar atentos. O que acontecer, a gente conta tudo. Com detalhes. É só continuar acompanhando O Poder. Só um spoiler. As colunas hoje prometem. Nossos colunistas sempre sintonizados com os principais assuntos do momento. Bom dia a todos.

Severino Lopes
O Poder


imagem11

Consequências da Guerra: Petróleo supera limite dos US$100 pela primeira vez em quatro anos. Novidades para o seu Papo da Noite

09/03/2026

O conflito entre Irã, EUA e Israel dá reflexos no preço do petróleo. O que é referência mundial de preço, está custando US$ 118, um valor que não era visto desde o começo da guerra entre Rússia e Ucrânia, em fevereiro de 2022. Antes do início da guerra deste ano, o valor era de US$70. Analistas avaliam que o preço deve flutuar em níveis elevados pelas próximas semanas.

O fechamento do Estreito de Ormuz, tem importante participação no aumento. Grandes empresas de gás e petróleo estão apelando a circunstâncias imprevistas e extraordinárias para anular obrigações contratuais

- União Europeia alerta para "grande choque inflacionário" caso guerra no Oriente Médio se prolongue. O conflito já causa abalos nas bolsas mundiais e, principalmente, no petróleo

- Consequências da Guerra: Lula diz que preço dos combustíveis deve subir com guerra no Oriente Médio. Presidente fala em reforçar defesa contra invasões estrangeiras
<...

O conflito entre Irã, EUA e Israel dá reflexos no preço do petróleo. O que é referência mundial de preço, está custando US$ 118, um valor que não era visto desde o começo da guerra entre Rússia e Ucrânia, em fevereiro de 2022. Antes do início da guerra deste ano, o valor era de US$70. Analistas avaliam que o preço deve flutuar em níveis elevados pelas próximas semanas.

O fechamento do Estreito de Ormuz, tem importante participação no aumento. Grandes empresas de gás e petróleo estão apelando a circunstâncias imprevistas e extraordinárias para anular obrigações contratuais

- União Europeia alerta para "grande choque inflacionário" caso guerra no Oriente Médio se prolongue. O conflito já causa abalos nas bolsas mundiais e, principalmente, no petróleo

- Consequências da Guerra: Lula diz que preço dos combustíveis deve subir com guerra no Oriente Médio. Presidente fala em reforçar defesa contra invasões estrangeiras


imagem2


- Relações Internacionais: Lula recebeu, hoje, 09/03, o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, para reuniões de trabalho no Palácio do Planalto

A expectativa é que, durante o encontro, os dois líderes assinem ao menos três acordos para ampliar a cooperação entre Brasil e África do Sul. A reunião faz parte da estratégia do governo brasileiro de diversificar parceiros comerciais após o tarifaço anunciado pelos EUA. As negociações envolvem acordos nas áreas de turismo, comércio, investimento e cultura.

- Lula sancionou o projeto de lei que reforça a proteção de crianças menores de 14 anos que são vítimas de estupro. A presunção de vulnerabilidade da vítima é absoluta

- Em um momento de alta no endividamento das famílias, Governo prepara medidas para reduzir os juros dos empréstimos consignados para o setor privado: trabalhadores CLT e aposentados do INSS


imagem3


- Defesa de Vorcaro pede que visita não seja gravada, o que não é permitido em presídio federal. Segundo advogados, comunicação reservada com cliente constitui "garantia essencial do direito de defesa"

- Contratação por Vorcaro: Mulher de Moraes diz que equipe teve 94 reuniões de trabalho com Master. Escritório afirmou que nunca conduziu nenhuma causa para o banco no âmbito do STF


imagem4


- Metrô do Recife: Primeiros seis trens seminovos, já com cerca de 40 anos, chegarão nas próximas semanas

Os primeiros trens seminovos acordados no processo de concessão do Metrô do Recife virão do RS, entre o fim de março e início de abril. Terão o mesmo tamanho e tempo de uso que parte do maquinário atual do sistema, mas com algumas diferenças significativas: ausência de ar-condicionado e um sistema de ventilação diferente. O maquinário é composto por quatro carros, com 1.036 passageiros, seguindo a regulamentação de ocupação de no máximo 6 passageiros/m². A CBTU, informa que mesmo com 40 anos de uso, estão em condições melhores por rodarem em malhas ferroviárias menores no Rio Grande do Sul.

- Comissão de Ética da Câmara do Recife analisa denúncia de Chico Kiko contra Eduardo Moura por 'chifrinhos'


imagem5


- O Recife e o Oscar 2026: Prefeitura do Recife promove sessão inclusiva do filme 'O Agente Secreto'

A Prefeitura do Recife, ampliando o acesso das pessoas com deficiência à cultura e ao lazer no município, vai promover uma sessão inclusiva do filme brasileiro indicado ao Oscar, 'O Agente Secreto'. A exibição gratuita ocorrerá amanhã, terça-feira, 10/03, às 09h30, no Teatro do Parque, no bairro da Boa Vista. Os recursos inclusivos serão disponibilizados de forma conjunta. Durante a sessão de cinema, haverá audiodescrição, detalhando cenários, expressões faciais, roupas e ações ocorridas no longa; interpretação em LIBRAS, além de legendas descritivas na tela. Dessa forma, pessoas cegas, surdas, com deficiências intelectuais, pessoas sem deficiência e o público 60+ poderão acompanhar o filme juntos.

- Prefeitura do Recife: lança ferramenta de IA para identificação de mulheres em situação violência em unidades de saúde

- Escolas da rede estadual de PE terão núcleo de enfrentamento à violência contra mulher

- Irã emite alerta de chuva ácida após bombardeio a instalações de petróleo: o alerta ocorreu após o bombardeio de 4 instalações de petróleo na capital do Irã


imagem6


- Trump e Guerra ‘só dele’: Dólar hoje cai 1,5%, a R$ 5,16, após Trump citar guerra "praticamente concluída"


imagem7


- Israel sobre novo líder supremo do Irã: "Mãos de Mojtaba Khamenei já estão manchadas de sangue"

O Ministério das Relações Exteriores de Israel se pronunciou hoje, segunda-feira, 09/03, sobre a escolha do novo líder supremo do Irã. A pasta publicou nas redes uma imagem do aiatolá Mojtaba Khamenei e do seu pai Ali Khamenei segurando armas com a legenda "A maçã não cai longe do pé". O ditado é equivalente ao "filho de peixe, peixinho é" e faz referência à escolha do filho do aiatolá morto como o novo líder supremo. "As mãos de Mojtaba Khamenei já estão manchadas com o sangue que definiu o governo de seu pai. Outro tirano para continuar a brutalidade do regime iraniano", diz o post.

- Homem tenta detonar dispositivo na frente da residência do prefeito de Nova York. Procuradora-geral chamou os dois detidos de "terroristas inspirados pelo Estado Islâmico" em rede social

- Fogo em loja de cigarros eletrônicos causa incêndio de grandes proporções na Escócia. Fogo atinge principal estação de Glasgow

- Trump comprou mais de US$ 1,1 milhão em títulos de Netflix e Warner no auge da disputa com a Paramount. Segundo o governo americano, compras foram feitas nos últimos 3 meses

- Consequências da Guerra: mais de 1.700 pessoas morreram no Oriente Médio desde o início da guerra


imagem8


- Vladimir Putin reforça parceria com o Irã, e parabeniza o novo líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei

Putin, presidente da Rússia, parabenizou o novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Hosseini Khamenei. Seu nome foi anunciado pela Assembleia dos Peritos ontem, 08/03. Ele sucede o pai, Ali Khamenei, que foi morto. De acordo com o Kremlin, Putin enviou uma mensagem desejando parabéns e expressando confiança quanto ao trabalho a ser exercido pelo novo líder. “Em um momento em que o Irã enfrenta uma agressão armada, seus esforços nesta posição de destaque exigirão, sem dúvida, muita coragem e dedicação. Estou confiante que você continuará, de forma honrosa, o trabalho do seu pai e unirá o povo iraniano diante de uma imensa provação”, declarou Vladimir Putin.

O novo terminal de contêineres da APM recebe equipamentos para ampliar a movimentação de Suape

09/03/2026

O ministro Silvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos, participou nesta segunda-feira, do ato de entrega dos equipamentos do novo terminal de contêineres da APM Terminals, no Complexo Portuário e Industrial de Suape. A entrega dos guindastes marca o início da etapa final das obras do novo terminal, cuja previsão para iniciar as atividades está marcada para o segundo semestre. A governadora Raquel Teixeira Lyra também esteve presente.

Ainda este ano

As autoridades e executivos da empresa visitaram as instalações do novo terminal para conhecer o andamento das obras, que estão sendo viabilizadas pela Maersk.

A nova fase marca um passo importante para a conclusão de um dos projetos portuários mais modernos e sustentáveis da América Latina. Os equipamentos começaram a desembarcar nos últimos dias e fazem parte da estrutura necessária para o funcionamento do terminal.

O empreendimento já recebeu mais de R$ 2 bilhões em in...

O ministro Silvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos, participou nesta segunda-feira, do ato de entrega dos equipamentos do novo terminal de contêineres da APM Terminals, no Complexo Portuário e Industrial de Suape. A entrega dos guindastes marca o início da etapa final das obras do novo terminal, cuja previsão para iniciar as atividades está marcada para o segundo semestre. A governadora Raquel Teixeira Lyra também esteve presente.

Ainda este ano

As autoridades e executivos da empresa visitaram as instalações do novo terminal para conhecer o andamento das obras, que estão sendo viabilizadas pela Maersk.

A nova fase marca um passo importante para a conclusão de um dos projetos portuários mais modernos e sustentáveis da América Latina. Os equipamentos começaram a desembarcar nos últimos dias e fazem parte da estrutura necessária para o funcionamento do terminal.

O empreendimento já recebeu mais de R$ 2 bilhões em investimentos e gerou mais de 2 mil empregos diretos durante sua implantação. O terminal foi autorizado como Terminal de Uso Privado (TUP) pelo Ministério de Portos e Aeroportos, abrindo caminho para um novo ciclo de investimentos e modernização da logística portuária na região.

Novo patamar

Para o ministro Silvio Costa Filho, o empreendimento reforça o papel estratégico de Pernambuco no cenário logístico nacional. "A vinda do novo terminal de contêineres para o porto de Suape será fundamental para aumentar a competitividade. Eu não tenho dúvida que com essa grande obra vamos ampliar a movimentação do Porto, gerando mais negócios, emprego e renda. Esperamos que até agosto essa obra esteja concluída para o novo terminal começar as operações", disse Costa Filho.

Foto: Wesley D'Almeida


imagem2

Efeitos da Guerra: Petróleo sobe, mas Gasolina e Diesel seguem 'Quase' estáveis

09/03/2026

Apesar da alta recorde do petróleo com o início da guerra no Irã, os preços dos combustíveis registraram leve aumento no Brasil nos últimos dias. Segundo a ANP Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 07/03, enquanto o diesel aumentou de R$ 6,03 para R$ 6,08 no mesmo período.

Opinião de especialistas

Segundo especialistas, a alta do petróleo no mercado internacional poderia gerar reajustes maiores nos combustíveis. No entanto, esses aumentos não costumam ocorrer de forma imediata, devido a política atual da Petrobras permite reduzir parte das oscilações externas no curto prazo.



Ajuste de preços de forma gradual

Desde 2023, quando o governo Lula abandonou a política de paridade de importação, PPI, a Petrobras passou a adotar um modelo de preços que considera fatores como cotações internacionais, custo...

Apesar da alta recorde do petróleo com o início da guerra no Irã, os preços dos combustíveis registraram leve aumento no Brasil nos últimos dias. Segundo a ANP Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 07/03, enquanto o diesel aumentou de R$ 6,03 para R$ 6,08 no mesmo período.

Opinião de especialistas

Segundo especialistas, a alta do petróleo no mercado internacional poderia gerar reajustes maiores nos combustíveis. No entanto, esses aumentos não costumam ocorrer de forma imediata, devido a política atual da Petrobras permite reduzir parte das oscilações externas no curto prazo.


imagem2


Ajuste de preços de forma gradual

Desde 2023, quando o governo Lula abandonou a política de paridade de importação, PPI, a Petrobras passou a adotar um modelo de preços que considera fatores como cotações internacionais, custos de produção e condições do mercado interno. Por isso, a companhia ajusta os preços de forma gradual, sem seguir automaticamente as oscilações do mercado internacional. Na prática, isso significa que altas ou quedas do petróleo nem sempre são repassadas de imediato ao consumidor.

Ministério da Saúde: vírus 'Mpox' já registrou cerca de 90 casos e pode ser fatal para 3 ‘grupos de risco’

09/03/2026

Em 2026, o país já registrou cerca de 90 casos confirmados da doença, enquanto outros mais de 170 seguem em investigação. Especialistas reforçam que, apesar de muitos pacientes se recuperarem sem complicações, a evolução da mpox depende de fatores como a condição imunológica e a idade da pessoa infectada. A mpox, doença viral causada por um vírus da mesma família da varíola, voltou a acender o alerta das autoridades sanitárias no Brasil. Embora a maioria dos casos apresente evolução leve, o Ministério da Saúde destaca que a infecção pode se tornar grave e até fatal para alguns grupos específicos da população.



Grupos de riscos

De acordo com o Ministério da Saúde, 3 grupos exigem atenção especial por apresentarem maior risco de complicações causadas pelo vírus. O primeiro é o de pessoas imunocomprometidas, como pacientes com HIV não controlado ou indivíduos em tratamentos que afetam o sistema imunológico. Nessas situações, o organismo...

Em 2026, o país já registrou cerca de 90 casos confirmados da doença, enquanto outros mais de 170 seguem em investigação. Especialistas reforçam que, apesar de muitos pacientes se recuperarem sem complicações, a evolução da mpox depende de fatores como a condição imunológica e a idade da pessoa infectada. A mpox, doença viral causada por um vírus da mesma família da varíola, voltou a acender o alerta das autoridades sanitárias no Brasil. Embora a maioria dos casos apresente evolução leve, o Ministério da Saúde destaca que a infecção pode se tornar grave e até fatal para alguns grupos específicos da população.


imagem2


Grupos de riscos

De acordo com o Ministério da Saúde, 3 grupos exigem atenção especial por apresentarem maior risco de complicações causadas pelo vírus. O primeiro é o de pessoas imunocomprometidas, como pacientes com HIV não controlado ou indivíduos em tratamentos que afetam o sistema imunológico. Nessas situações, o organismo pode ter mais dificuldade para combater a infecção. As gestantes também estão entre os grupos de maior vulnerabilidade, já que a doença pode provocar complicações durante a gravidez e trazer riscos ao bebê. Outro grupo que demanda cuidado são as crianças, especialmente as mais novas, cujo sistema imunológico ainda está em desenvolvimento.


imagem3


Os quadros mais graves da 'mpox'

Nos quadros mais graves, a mpox pode causar infecções secundárias, pneumonia e inflamações em diferentes órgãos. Por isso, as autoridades de saúde reforçam a importância de procurar atendimento médico diante de sintomas suspeitos e evitar o contato direto com lesões de pessoas infectadas. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões na pele, secreções corporais ou objetos contaminados, além de contato próximo e prolongado com pessoas infectadas. Entre os sintomas mais comuns estão febre, dores no corpo, cansaço, inchaço dos gânglios e o surgimento de lesões cutâneas que podem aparecer em diversas partes do corpo.

EUA quer classificar PCC e CV como 'organizações terroristas'. Governo brasileiro tenta barrar

09/03/2026

O Governo Federal iniciou uma ofensiva para reagir à possibilidade de os EUA classificarem o PCC e o Comando Vermelho, CV, como organizações terroristas. A medida, em análise pela gestão de Trump, preocupa o Palácio do Planalto e o Itamaraty por suas implicações jurídicas e de soberania. O governo teme o que poderia ampliar o alcance de sanções e permitir uma atuação mais agressiva de Washington no combate ao narcotráfico na região. Há o receio de que o enquadramento das facções como terroristas seja usado para justificar operações militares ou outras ações unilaterais fora do território norte-americano. A possível designação dos grupos brasileiros segue uma linha adotada recentemente pelo governo Trump em relação a outras organizações criminosas da América Latina. Nos últimos meses, Washington incluiu em sua lista de organizações terroristas estrangeiras cartéis e grupos envolvidos com narcotráfico na região.



Vieira e Rubio

Diante d...

O Governo Federal iniciou uma ofensiva para reagir à possibilidade de os EUA classificarem o PCC e o Comando Vermelho, CV, como organizações terroristas. A medida, em análise pela gestão de Trump, preocupa o Palácio do Planalto e o Itamaraty por suas implicações jurídicas e de soberania. O governo teme o que poderia ampliar o alcance de sanções e permitir uma atuação mais agressiva de Washington no combate ao narcotráfico na região. Há o receio de que o enquadramento das facções como terroristas seja usado para justificar operações militares ou outras ações unilaterais fora do território norte-americano. A possível designação dos grupos brasileiros segue uma linha adotada recentemente pelo governo Trump em relação a outras organizações criminosas da América Latina. Nos últimos meses, Washington incluiu em sua lista de organizações terroristas estrangeiras cartéis e grupos envolvidos com narcotráfico na região.


imagem2


Vieira e Rubio

Diante do avanço do tema em Washington, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou por telefone com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. O chanceler brasileiro buscou discutir o assunto diretamente e expressar a posição contrária do Brasil à classificação. A avaliação do governo é que PCC e CV são organizações criminosas voltadas ao lucro obtido com atividades ilícitas, sem motivação política ou ideológica, elemento associado à definição de terrorismo no direito internacional. Por isso, o Itamaraty argumenta que o enquadramento das facções como grupos terroristas não seria adequado.


imagem3


Lula na Casa Branca ainda este mês?

A questão deve ser uma das pautas de uma possível reunião entre o presidente Lula e Trump na Casa Branca. O encontro ainda não tem data definida, mas é esperado ainda para este mês.

Trump sobre Mojtaba Khamenei: "Não vou dizer a vocês, mas não estou satisfeito com ele"

09/03/2026

Donald Trump, o presidente dos EUA, disse hoje, segunda-feira, 09/03, que está "longe de" ordenar uma missão terrestre no Irã, mas que "não está feliz" com a escolha de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do país, em entrevista ao "New York Post". Questionado se tinha planos para o envio de tropas americanas ao Irã com o objetivo de proteger as instalações subterrâneas de enriquecimento de urânio, Trump afirmou que falta consenso dentro de seu governo sobre que atitude tomar, mas revelou que uma missão terrestre não deve ocorrer em um futuro próximo. "Não tomamos nenhuma decisão sobre isso. Estamos longe de chegar a um acordo", admitiu.



Sobre o filho do aiatolá morto

Sobre Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá morto no primeiro dia de ataques dos EUA e Israel a Teerã, que foi validado como substituto do pai, Trump não quis comentar: "Não vou dizer a vocês, mas não estou satisfeito com ele". Em outra entrevista à NBC News, ele falou...

Donald Trump, o presidente dos EUA, disse hoje, segunda-feira, 09/03, que está "longe de" ordenar uma missão terrestre no Irã, mas que "não está feliz" com a escolha de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do país, em entrevista ao "New York Post". Questionado se tinha planos para o envio de tropas americanas ao Irã com o objetivo de proteger as instalações subterrâneas de enriquecimento de urânio, Trump afirmou que falta consenso dentro de seu governo sobre que atitude tomar, mas revelou que uma missão terrestre não deve ocorrer em um futuro próximo. "Não tomamos nenhuma decisão sobre isso. Estamos longe de chegar a um acordo", admitiu.


imagem2


Sobre o filho do aiatolá morto

Sobre Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá morto no primeiro dia de ataques dos EUA e Israel a Teerã, que foi validado como substituto do pai, Trump não quis comentar: "Não vou dizer a vocês, mas não estou satisfeito com ele". Em outra entrevista à NBC News, ele falou sobre a escolha e disse que é "cedo demais" para falar sobre a apreensão do petróleo do Irã, mas não descarta a possibilidade: "Acho que eles cometeram um grande erro".

Trump sobre o sucessor de Khamenei: "Ele vai ter que obter nossa aprovação”

Ontem, domingo, 08/03, antes de o regime iraniano nomear Mojtaba Khamenei como o sucessor de Ali Khamenei, Trump declarou que o próximo líder supremo do Irã não iria durar muito se Teerã não obtiver sua aprovação. "Ele vai ter que obter nossa aprovação”, disse Trump ao ABC News. "Se ele não obtiver nossa aprovação, não vai durar muito". “O filho de Khamenei é inaceitável para mim. Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã. Eles estão perdendo tempo. O filho de Khamenei é um peso morto”.


imagem3

"Civilização Ocidental, Guerras e crise da (pós) modernidade" - Por Jarbas Beltrão*

09/03/2026

'Limites'

Por muitos momentos pensemos nos limites de como abordar o tema da crise global da atualidade, como enxergamos a mesma. O cenário de polarização ideológica que se tem hoje, nos impõe esses limites, abordar fora de certos "patrões ideológicos, pode nos expor a reações de agressões às mais diversas.

Caminhos que devemos percorrer, devem ser aqueles de não sermos muito direto e que podem chegar no ponto de golpear a mentalidade de alguns, que já está chegando à muitos, dominados por uma " matrix" de ideologias dominadas por fanatismos.

Tomamos coragem e as ideias saíram da nossa cabeça. Vitória sobre nossos receios.

'Guerras'

É sobre guerra mundial que queremos falar. Chamamos de guerras mundiais aquelas confrontações bélicas, em solo, mar e ar, que se estendem com participação de muitos povos dos continentes.

Os motivos dessas guerras mundiais sempre nos foi mostrado como enf...

'Limites'

Por muitos momentos pensemos nos limites de como abordar o tema da crise global da atualidade, como enxergamos a mesma. O cenário de polarização ideológica que se tem hoje, nos impõe esses limites, abordar fora de certos "patrões ideológicos, pode nos expor a reações de agressões às mais diversas.

Caminhos que devemos percorrer, devem ser aqueles de não sermos muito direto e que podem chegar no ponto de golpear a mentalidade de alguns, que já está chegando à muitos, dominados por uma " matrix" de ideologias dominadas por fanatismos.

Tomamos coragem e as ideias saíram da nossa cabeça. Vitória sobre nossos receios.

'Guerras'

É sobre guerra mundial que queremos falar. Chamamos de guerras mundiais aquelas confrontações bélicas, em solo, mar e ar, que se estendem com participação de muitos povos dos continentes.

Os motivos dessas guerras mundiais sempre nos foi mostrado como enfrentamentos de interesses econômicos, predominanemente, o que não são errados e, significavam ambições quanto a conquistas territoriais e riquezas naturais.

1a. GM (1914-1918) na base daquele confronto encontramos as rivalidades entre Impérios Europeus na intenção de conquistas coloniais - Germânico, Britânico, Francês - e correndo pelas beiradas, os Impérios Russo e Otomano.

O final dessa chamada grande guerra foi o desaparecimento dos Impérios tradicionais com redefinição do mapa geopolítico do mundo (Europa, Ásia e África ).

2a. GM (1939 - 1945), Na base dos conflitos, encontramos: reconfiguração de fronteiras nacionais, ressentimentos gerados pelas soluções pós- 1a. GM, nacionalismos e totaltarismos.

Com o término da 2a. GM, o mapa geopolítico do mundo ganhou novo formato:

Bipolaridade (Socialismo X Capitalismo), guerra fria (militar, diplomática, cultural, ideológica, econômica).

A bipolaridade é encerrada em 1991 com desmonte da União Soviética. O desmonte representou o fim da guerra econômica, mas ainda sobreviveu a guerra cultural-ideológica.

"Fim da História e Choque das Civilizações"

Francis Fukuyama, pesquisador da Universidade de Harvard, chutou, falou o fim da Historia, com a queda do socialismo soviético e europeu. O chute nem na trave bateu, a bola foi pra fora.

Samuel Hutington , fez gol de placa, a luta de classes foi substituída pelo 'Choque das Civilizações', muitas civilizações.

O chamado "Fim da História" deixou em aberto a luta ideológia, padrão guerra fria. "Esquerda" e "direita", os lados não conseguem convivência pacífica. Sejamos realistas, esquerda marxista e extremada ("Com a direita nenhum diálogo", dizia um professor de nossas Universidades e até citava Bertold Brecht: "para os conservadores: uma boa arma, uma boa bala, um boa cova". A promessa, tá por aí segue cumprindo.

Quanto as Civilizações, não conseguem acomodar uma convivência pacífica. No fundamentalismo religioso que é base civilizacional e tendência dominante de uma civilização a convivência é dificultada, "No mundo só há lugar para um único Reino, o Reino de Alah".

Século XXI, 3a. (?) GM, uma combinação de guerra ideológica - padrão guerra fria - com o conflito de civilizações: Ocidente judáico-cristão versus Islamismo fundamentalista.

"Queda da bipolaridade"

Com a quebra da bipolaridade, e o desaparecimento da confrontação - padrão clássico guerra fria - Socialismo X Capitalismo, o espaço ficou vazio.

Surgiu uma unipolaridade americana no caso (Ocidente judáico-cristão) convivendo com muito ódio, vindo com uma guerra ideológica, cultural, tendo o Ocidente - alvo a ser atingido - um guerra que vai fundo no sentido de desmerecer a História de raízes judáico-cristãs.

"A cultura Ocidental é denunciada como a raiz de todo mal e, Estados Unidos guardião dessa 'cultura satânica".
O combate à civilização ocidental, vem de todos os lados.

'Guerra Cultural'

Esquerdismo, wokismo, feminismo, gayzismo, racismo, igualitarismo, são os movimentos anti-cultura judáico-cristã que surgem por dentro de um marxismo da pós-modernidade (Escola de Frankfurt), e a Teoria Crítico-Social

Imaginem, os pensadores dessa nova escola marxista, chamam a sociedade Ocidental de facista, mas se refugiaram nela em fuga contra o nazismo.

Imaginem, a Escola de Frankfurt (Adorno, Benjamin, Hockeheimer, Marcuse), viam fascismo no formato dos valores ocidentais burgueses-família, pátria, religião , propriedade, moral e por aí segue - Essa escola foi cunhada de Maxismo Cultural - o fundamento da teoria crítico-social.

Esse movimentos e chamado também de marxismo cultural, somado com o fundamentalismo islâmico resultou na arma perfeita para combater a hegemonia da cultura Ocidental; que pode ser entendida como o "softpower" do Ocidente.

A reação a cultura Ocidental judaico cristã é uma das bases do atual conflito que tem tendência de se espalhar pelo mundo.

Não assumimos uma posição sem fundamento ou mesmo leviana. Chamo atenção pra duas falas de políticos americanos de grande densidade: Marco Rubio (Secretário de Estado) e Donald Trump (Presidente dos Estados Unidos).


imagem2


Rubio, em fevereiro deb 2026, na Conferência de Segurança de Munique, fez as seguintes chamadas:

Necessidade de uma ação dos líderes mundiais com formação de uma liderança transatlântica vp uma postura mais forte contra ameaças globais.

Não se deve em limitar-se em Alianças técnicas, mas sim, (uhn!) em defesa de um modo de vida e uma civilização (Ocidental).

A relação com a China deve ser com cautela, sempre priorizando interesses nacionais.

Em relação ao conflito da Ucrânia, criticou a Rússia (ficou calada) e apoiou a Ucrânia.

Defendeu controle das fronteiras americanas como exigência da soberania.

Reconstrução da indústria americana e ocidental.

Em relação a parceria EUA e Europa, o Secretário acentuou que a América é uma extensão da Europa, com suas conquistas e colonizações, das quais a América tem muito orgulho.

Bateu firme nas variáveis da Teoria Crítico Social do Marxismo Cultural. Destacou a importância cultural e histórica e o Ocidente não tem que se desculpar e sim se orgulhar da sua História.

Recado dado?


imagem3


Vamos para Trump, na sua fala anual - Estado da União - no Capitólio, Presidente foi curto e grosso. O Estado Americano, existe para a defesa do cidadão americano e não para a defesa de imigrantes ilegais - reforçando, imigrantes ilegais.

Prosseguiu, quem concorda nesta Casa que fique de pé, quem não concorda permaneça sentado. Os do Partido Democrata, ficaram sentados. Trump reagiu: "Vocês são uma vergonha, traidores da nossa História".

Mais adiante, Trump resgatou a figura do "Herói Americano" com entregas de Honrarias. Homenagem a um Herói ainda centenário, combatente da 2a. GM e para um jovem soldado, ferido na invasão do Palácio Miraflores em Caracas, que capturou o ocupante de Miraflores, Nicolas Maduro; acusado de narcotraficante internacional.

Pois é a 3a.(?) GM, tem um forte traço cultural-ideológico.

A fala de Rubio e Trump são testemunhos que mesmo usando as armas o que está na base do conflito atual e a Guerra cultural, o Ocidente seu alvo.


Recado dado.


Tenho dito


*Jarbas Beltrão é Historiador, professor de História da UPE. Mestre em Educação pela UFPB. MBA em Política Estratégia Defesa e Segurança pela Adesg e Faculdade Metropolitana São Carlos/SP. Vinculado ao MBA em Geopolítica e Novas Fronteiras, Cibernética e Inteligência Artificial pela Adesg (Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra) e Instituto Venturo. Membro associado Academy Ventury de Política e Estratégia.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


imagem4

Doutor - Crônica - Por, Romero Falcão*

09/03/2026

Há poucos dias vi na telinha do celular um intelectual contando um piti que deu no consultório médico.

Na marcação da consulta, por telefone, avisou à atendente:

— Às 9h preciso estar na universidade.
— Não se preocupe, o senhor será o primeiro. O doutor fulano chega cedo, às 8h em ponto.

Quinze para as oito, o erudito estava na clínica. Às 8h, o médico atravessa a sala de espera e entra no consultório. Daí se passam dez, vinte, trinta minutos e nada. O professor se levanta, vai até o corredor, não bate na porta — abre com tudo:

— O que houve? O senhor passou mal? Estou agendado para às 8h e tenho compromisso.

— Eu primeiro vejo meus e-mails para depois começar a atender. E o senhor não entre assim, pois está diante de um doutor.

— O senhor tem doutorado ou é bacharel em medicina?
O médico baixou a crista. O professor não baixou a guarda, nem apelou para o surrado "estou pagando". Fo...

Há poucos dias vi na telinha do celular um intelectual contando um piti que deu no consultório médico.

Na marcação da consulta, por telefone, avisou à atendente:

— Às 9h preciso estar na universidade.
— Não se preocupe, o senhor será o primeiro. O doutor fulano chega cedo, às 8h em ponto.

Quinze para as oito, o erudito estava na clínica. Às 8h, o médico atravessa a sala de espera e entra no consultório. Daí se passam dez, vinte, trinta minutos e nada. O professor se levanta, vai até o corredor, não bate na porta — abre com tudo:

— O que houve? O senhor passou mal? Estou agendado para às 8h e tenho compromisso.

— Eu primeiro vejo meus e-mails para depois começar a atender. E o senhor não entre assim, pois está diante de um doutor.

— O senhor tem doutorado ou é bacharel em medicina?
O médico baixou a crista. O professor não baixou a guarda, nem apelou para o surrado "estou pagando". Foi cirúrgico no calcanhar de Aquiles — a vaidade:

— Doutor, sou eu: tenho doutorado, e muito mais estudo do que o senhor.

O médico não esperava tal reação, porque a população geralmente se encolhe diante do molho na sala de espera — afinal, é o doutor. É o doutor.

Mas comigo aconteceu o inverso. Já na consulta, avistei nas costas do homem de gravata e jaleco uma placa pregada na parede fria: Doutor Fulano — e uma saraivada de títulos nacionais e internacionais. Especialista disso, mestre naquilo, doutor pela universidade de pantanho, cirurgião do diabo a quatro.

Ele observava meus olhos fixos no extenso currículo, até quê:

— Em que posso ajudá-lo?
— Espere, estou lendo seu invejável currículo.

Ele ficou todo, todo.

Mas o exame clínico não correspondeu à propaganda que dizem ser a alma do negócio. Nem sempre a moldura vistosa é sinal de um quadro de valor. Entretanto, pelo menos, o ego do doutor foi massageado — jamais curado.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


imagem2

Poema homenageando o grande escritor português António Lobo Antunes encantado dia 05 - Por, Eduardo Albuquerque*

09/03/2026

Adeus, António Lobo Antunes!


Na sagrada Igreja de Belém
Choram os sinos, blém, blém
Sem consolo toda sua gente
Se despede, sofrida, silente



Quatro décadas eternizadas
Sua literatura inda perturba Revolucionário escritor, soberbo
Vinte e nove romances, o legado

“Memória de Elefante”, “As Naus”
“Fado Alexandrino”, “Auto dos Danados”
“Cus de Judas”, “O Esplendor de Portugal”
“Manual dos Inquisidores”, “A Morte de Carlos Gardel”



Como ninguém jamais ousou
Mixou o romance psicológico
À narrativa do fato histórico
Esteta da palavra, a elevou!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.



Adeus, António Lobo Antunes!


Na sagrada Igreja de Belém
Choram os sinos, blém, blém
Sem consolo toda sua gente
Se despede, sofrida, silente


imagem2


Quatro décadas eternizadas
Sua literatura inda perturba Revolucionário escritor, soberbo
Vinte e nove romances, o legado

“Memória de Elefante”, “As Naus”
“Fado Alexandrino”, “Auto dos Danados”
“Cus de Judas”, “O Esplendor de Portugal”
“Manual dos Inquisidores”, “A Morte de Carlos Gardel”


imagem3


Como ninguém jamais ousou
Mixou o romance psicológico
À narrativa do fato histórico
Esteta da palavra, a elevou!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.


imagem4

Entre engenhos e tabernas - A Guerra dos Mascates na boca do povo, por Zé da Flauta

09/03/2026

A história costuma contar a Guerra dos Mascates como uma briga elegante entre senhores de engenho de Olinda e comerciantes do Recife, como se fosse duelo de gravata entre nobres ofendidos. Mas quem vivia nas ruas sabia que a história era bem mais barulhenta. No meio daquela disputa estavam carregadores do porto, carpinteiros de navio, vendedores de cachaça, escravos de ganho e toda a gente que fazia a cidade funcionar. Para essa gente simples, a guerra não era política, era confusão mesmo, daquelas que começavam em discurso e terminavam em empurrão.

Tabernas

Nas tavernas do Recife, onde o açúcar virava conversa e a conversa virava fofoca, o povo acompanhava a disputa como quem assiste a uma peça de teatro. Cada noite surgia um boato novo, um comerciante tinha sido insultado, um senhor de engenho tinha perdido a paciência, alguém prometia vingança. Entre um gole de aguardente e outro, marinheiros estrangeiros vendiam histórias e às vezes até armas es...

A história costuma contar a Guerra dos Mascates como uma briga elegante entre senhores de engenho de Olinda e comerciantes do Recife, como se fosse duelo de gravata entre nobres ofendidos. Mas quem vivia nas ruas sabia que a história era bem mais barulhenta. No meio daquela disputa estavam carregadores do porto, carpinteiros de navio, vendedores de cachaça, escravos de ganho e toda a gente que fazia a cidade funcionar. Para essa gente simples, a guerra não era política, era confusão mesmo, daquelas que começavam em discurso e terminavam em empurrão.

Tabernas

Nas tavernas do Recife, onde o açúcar virava conversa e a conversa virava fofoca, o povo acompanhava a disputa como quem assiste a uma peça de teatro. Cada noite surgia um boato novo, um comerciante tinha sido insultado, um senhor de engenho tinha perdido a paciência, alguém prometia vingança. Entre um gole de aguardente e outro, marinheiros estrangeiros vendiam histórias e às vezes até armas escondidas. A política ali não era discutida em tratados, era discutida em mesas de madeira, com risadas, exageros e muita imaginação.

Panfletos

Também havia humor no meio da confusão. Pelas ruas apareciam papéis satíricos ridicularizando os poderosos, versos debochados sobre mascates e olindenses, textos anônimos que circulavam de mão em mão como se fossem pequenas bombas de riso. O povo sempre teve esse talento, quando não pode mandar na história, pelo menos ri dela. Enquanto os grandes discutiam honra e autoridade, o homem comum transformava tudo em piada, porque rir às vezes é a forma mais elegante de sobreviver.

Memória

Talvez por isso a Guerra dos Mascates não tenha sido apenas um conflito de comerciantes contra senhores de engenho, mas também um espetáculo observado pelo povo das ruas. Eles não escreveram os livros, não assinaram tratados e raramente aparecem nos retratos da época, mas estavam ali, vendo tudo acontecer. No fundo, a história de Pernambuco também foi construída por esses olhos anônimos que assistiam às brigas dos poderosos enquanto continuavam carregando açúcar, remando jangadas e inventando histórias para contar depois.

Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista


imagem2

Quando a verdade se torna inconveniente, por Jorge Henrique de Freitas Pinho*

09/03/2026

Imprensa, diplomacia e a moral seletiva do nosso tempo

“A pior forma de injustiça é aquela que se apresenta com aparência de justiça.”


1 — A comparação impossível

Há momentos em que uma simples leitura de jornal é suficiente para provocar perplexidade intelectual. Foi exatamente essa sensação que experimentei ao ler a reportagem publicada pela BBC intitulada “Israel lança novos ataques contra Líbano e Irã; base da missão de paz da ONU é atingida: o que aconteceu até agora no 7º dia da guerra”.
(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp9r3v7y7n8o).


À primeira vista, o texto apresenta o que parece ser uma cobertura equilibrada do conflito envolvendo Irã e Israel. Relatos de civis assustados, descrições de explosões, números de mortos e declarações diplomáticas aparecem em sequência, criando a impressão de neutralidade jornalística. No entanto, basta uma leitura um pouco mais atenta para p...

Imprensa, diplomacia e a moral seletiva do nosso tempo

“A pior forma de injustiça é aquela que se apresenta com aparência de justiça.”


1 — A comparação impossível

Há momentos em que uma simples leitura de jornal é suficiente para provocar perplexidade intelectual. Foi exatamente essa sensação que experimentei ao ler a reportagem publicada pela BBC intitulada “Israel lança novos ataques contra Líbano e Irã; base da missão de paz da ONU é atingida: o que aconteceu até agora no 7º dia da guerra”.
(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp9r3v7y7n8o).


À primeira vista, o texto apresenta o que parece ser uma cobertura equilibrada do conflito envolvendo Irã e Israel. Relatos de civis assustados, descrições de explosões, números de mortos e declarações diplomáticas aparecem em sequência, criando a impressão de neutralidade jornalística. No entanto, basta uma leitura um pouco mais atenta para perceber algo profundamente estranho: diferenças fundamentais entre as ações dos atores envolvidos simplesmente desaparecem da narrativa.

O leitor é conduzido a concluir que estamos diante de mais um capítulo de uma guerra indistinta em que ambos os lados ocupam posições moralmente equivalentes. Israel ataca, o Irã responde, e o ciclo da violência se repete. Tudo parece caber dentro de uma mesma categoria moral indiferenciada.

Mas essa equivalência narrativa levanta uma pergunta inevitável. Quando ataques são dirigidos deliberadamente contra cidades e populações civis, enquanto operações militares são declaradamente orientadas contra infraestrutura estratégica e instalações militares, ainda faz sentido tratar ambas as ações como se pertencessem à mesma categoria moral?

É precisamente nesse ponto que a filosofia precisa intervir. Quando distinções fundamentais desaparecem sob o peso de uma narrativa aparentemente equilibrada, o pensamento crítico tem o dever de recuperar aquilo que a narrativa dissolveu: a capacidade de distinguir. Sem distinção, não existe julgamento. E sem julgamento, a própria ideia de responsabilidade moral começa a desaparecer.

2 — A engenharia narrativa da imprensa

Se a reportagem da BBC citada acima serve como ponto de partida, ela também revela algo mais profundo do que um simples problema de redação jornalística. Ela expõe um fenômeno recorrente da comunicação contemporânea: a engenharia narrativa através da qual fatos reais são organizados de maneira a conduzir o leitor a uma determinada interpretação.

Observe-se, por exemplo, a estrutura da matéria. O texto começa afirmando que o conflito atual teria sido desencadeado após o assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, em um ataque atribuído a Israel e aos Estados Unidos. Ao fazer isso, a narrativa estabelece imediatamente um ponto de partida específico para a história: o momento da ação israelense.

No entanto, conflitos internacionais raramente começam no ponto em que uma reportagem decide iniciar sua narrativa. Eles possuem antecedentes, tensões acumuladas, rivalidades ideológicas e estratégias regionais que se desenvolvem ao longo de décadas. Quando a história começa no momento da resposta militar de um dos atores, todo o contexto anterior desaparece da consciência do leitor.

Outro aspecto chama atenção. Grande parte dos testemunhos humanos presentes na reportagem descreve o sofrimento de civis no Irã ou no Líbano. Essas vozes são importantes e merecem ser ouvidas. Mas a ausência de relatos equivalentes de civis israelenses sob ataque cria uma distribuição assimétrica de empatia.

Nada disso exige falsificação de fatos. Basta escolher onde a história começa, quem fala e quais emoções são enfatizadas. Assim, a narrativa permanece aparentemente neutra, enquanto a interpretação do leitor já foi cuidadosamente orientada.

3 — A simetria moral artificial

É neste ponto que a narrativa jornalística começa a produzir um dos fenômenos mais perigosos do debate público contemporâneo: a simetria moral artificial. Trata-se de uma forma de apresentação dos fatos que coloca ações profundamente diferentes dentro de uma mesma categoria moral indistinta.

Na reportagem da BBC que mencionamos anteriormente, os ataques atribuídos a Israel aparecem lado a lado com as acusações do Irã sobre vítimas civis e destruição urbana. A sequência narrativa sugere que ambos os lados estariam engajados em práticas equivalentes dentro de uma mesma lógica de violência.

Mas essa equivalência ignora diferenças fundamentais. O regime iraniano construiu ao longo de décadas uma estratégia regional baseada no uso de milícias e grupos armados que operam deliberadamente a partir de áreas civis e que frequentemente dirigem ataques contra cidades israelenses. Mísseis disparados contra centros urbanos não têm como alvo quartéis ou instalações militares. Seu alvo é a população que vive nessas cidades.

Israel, por sua vez, declara explicitamente que suas operações militares são dirigidas contra infraestrutura estratégica, depósitos de armas, centros de comando e posições militares. Isso não significa que não existam tragédias humanas ou vítimas civis — guerras urbanas são tragicamente complexas. Mas significa que existe uma diferença essencial de princípio entre atacar deliberadamente populações civis e atacar instalações militares mesmo quando elas se encontram em áreas densamente povoadas.

A filosofia moral sempre insistiu que a intenção da ação importa. Quando essa distinção desaparece da narrativa pública, a análise deixa de ser moral e passa a ser apenas retórica. Sem distinguir quem toma civis como alvo e quem afirma buscar objetivos militares, a própria ideia de responsabilidade desaparece.

4 — A redução economicista da guerra

Uma explicação que aparece com frequência em debates políticos, reportagens e comentários acadêmicos procura reduzir conflitos internacionais a uma única causa: os interesses econômicos da indústria bélica. Segundo essa interpretação, guerras existiriam essencialmente porque empresas produtoras de armamentos lucram com a venda de armas e, portanto, teriam interesse em perpetuar conflitos.

Essa narrativa tornou-se particularmente popular em determinados ambientes intelectuais e políticos, onde funciona quase como uma explicação automática para qualquer crise internacional. Sempre que um conflito irrompe, surge rapidamente a mesma interpretação: tudo não passaria de mais um capítulo do negócio global das armas.

O problema dessa explicação não é apenas sua simplicidade. É sua incapacidade de explicar a realidade histórica.

Guerras existiam muito antes da existência de qualquer indústria moderna de armamentos. O Império Persa guerreou com as cidades gregas séculos antes de existir qualquer fabricante de mísseis. As Cruzadas mobilizaram reinos inteiros da Europa medieval por motivações religiosas e estratégicas que nada tinham a ver com mercados industriais. Mesmo no século XX, conflitos devastadores foram impulsionados por ideologias políticas, rivalidades nacionais e projetos de poder muito mais amplos do que qualquer cálculo comercial.

No caso específico do regime de Irã, a hostilidade declarada contra Israel não nasceu de interesses da indústria militar ocidental. Ela deriva de uma ideologia revolucionária consolidada após a Revolução Islâmica de 1979, que passou a tratar a eliminação do chamado “regime sionista” como parte de sua identidade política e estratégica.

Reduzir esse tipo de conflito a interesses econômicos é ignorar aquilo que a filosofia política sempre soube: guerras são frequentemente movidas por ambição, crença, identidade e projetos de poder. O dinheiro pode financiar a guerra, mas raramente explica sua origem.

Quando a análise abandona essas dimensões humanas e históricas, o resultado não é esclarecimento, mas simplificação. E simplificações confortáveis raramente ajudam a compreender conflitos complexos.

5 — O silêncio seletivo e a moral condicionada

Se a imprensa frequentemente constrói narrativas que produzem equivalências artificiais, a diplomacia internacional muitas vezes reforça essa confusão através de um fenômeno igualmente perturbador: o silêncio seletivo diante de certos regimes. Esse silêncio raramente é fruto apenas de prudência diplomática. Muitas vezes ele revela alinhamentos ideológicos que acabam condicionando a aplicação de princípios morais.

Tomemos como exemplo recente as declarações do presidente francês Emmanuel Macron. Ao comentar acontecimentos no Oriente Médio, Macron não hesitou em condenar publicamente ações militares atribuídas a Israel e reafirmar a necessidade de respeitar a soberania dos países da região. Esse tipo de posicionamento aparece frequentemente no discurso diplomático europeu e é apresentado como defesa consistente do direito internacional.

O problema surge quando se observa o contraste. O mesmo vigor moral raramente aparece quando se trata de denunciar a estratégia regional do regime de Irã, que há décadas financia e arma milícias que operam fora das estruturas formais do Estado e que frequentemente conduzem ataques contra populações civis.

Esse contraste torna-se ainda mais significativo quando consideramos o contexto político mais amplo. A postura internacional de Macron tem sido marcada por uma tentativa constante de afirmar autonomia estratégica europeia em relação à política externa dos Estados Unidos, especialmente sob governos que adotam posições mais firmes em relação ao regime iraniano. Nesse cenário, a crítica a Israel torna-se politicamente conveniente enquanto a condenação direta do Irã tende a ser suavizada.

Do ponto de vista filosófico, o problema não está no cálculo diplomático — ele sempre existiu na política internacional. O problema surge quando esse cálculo passa a determinar quais princípios morais serão invocados e quais serão silenciosamente ignorados.

Quando
a moral se torna dependente da conveniência ideológica, ela deixa de orientar a política e passa a servi-la. E nesse momento os princípios universais deixam de ser universais. Tornam-se apenas instrumentos retóricos de uma disputa política mais ampla.


6 — O pragmatismo diplomático e o verniz moral

Diante das inconsistências da narrativa internacional, muitos defensores da diplomacia contemporânea recorrem a um argumento conhecido: o pragmatismo político. Segundo essa visão, Estados não podem agir apenas guiados por princípios morais abstratos. Eles precisam considerar interesses nacionais, equilíbrio regional e riscos estratégicos. Essa lógica foi descrita de forma clássica por pensadores como Nicolau Maquiavel e continua a orientar grande parte da política internacional.

O problema não está no pragmatismo em si. O problema aparece quando esse cálculo estratégico passa a ser apresentado ao público sob a forma de uma moral universal que não corresponde à prática real.

Um exemplo recente ilustra essa contradição. Tanto Luiz Inácio Lula da Silva quanto Emmanuel Macron têm recorrido com frequência à linguagem do direito internacional e da proteção de civis para criticar operações militares de Israel. Esse discurso aparece em fóruns internacionais, pronunciamentos diplomáticos e entrevistas à imprensa.

No entanto, a mesma intensidade moral raramente aparece quando se trata de denunciar um elemento central da instabilidade regional: o apoio do regime de Irã a organizações armadas classificadas internacionalmente como terroristas, entre elas o Hezbollah e o Hamas. Esses grupos não escondem que seus ataques frequentemente têm como alvo populações civis e centros urbanos israelenses.

Esse contraste revela algo importante. O pragmatismo diplomático continua existindo, mas ele é revestido por uma linguagem moral seletiva. Certos princípios são invocados com vigor quando se trata de determinados atores, enquanto diante de regimes que patrocinam organizações terroristas o discurso se torna cauteloso ou silencioso.

Do ponto de vista filosófico, a consequência é clara. Quando princípios universais passam a depender da conveniência política do momento, eles deixam de orientar a política e passam apenas a justificá-la. O verniz moral permanece, mas a coerência desaparece.


7 — A lição de Sócrates e a coragem da verdade

Quando observamos as contradições entre discurso moral e prática política, a tradição filosófica oferece um exemplo que continua profundamente atual. A figura de Sócrates permanece um símbolo duradouro da coragem intelectual diante das conveniências do poder.

Sócrates viveu em uma Atenas que se orgulhava de sua democracia e de sua liberdade de pensamento. Ainda assim, foi justamente essa cidade que o condenou à morte. Seu crime não foi conspirar contra o Estado nem incitar violência. Seu crime foi algo muito mais simples e, ao mesmo tempo, muito mais perturbador: fazer perguntas que revelavam as contradições entre aquilo que os homens diziam defender e aquilo que realmente faziam.

O método socrático consistia precisamente em expor incoerências. Ele interrogava políticos, oradores e cidadãos influentes até que suas próprias palavras revelassem inconsistências internas. Não atacava pessoas por paixão ou ressentimento. Limitava-se a mostrar que certos discursos públicos não resistiam ao exame racional.

Essa postura acabou tornando-se intolerável para muitos dos que ocupavam posições de poder. Quando a verdade começa a desmontar narrativas convenientes, ela se transforma rapidamente em ameaça.

A lição de Sócrates permanece essencial porque nos lembra de algo que frequentemente esquecemos: a filosofia não existe apenas para produzir conceitos abstratos. Ela existe para examinar a vida pública e revelar quando princípios proclamados deixam de coincidir com a realidade.

Quando líderes invocam direitos humanos seletivamente, quando a imprensa dissolve distinções morais evidentes e quando a diplomacia prefere o silêncio à coerência, o espírito socrático nos recorda que a primeira tarefa do pensamento é simplesmente dizer aquilo que muitos preferem não ouvir.

8 — O dever do filósofo: nomear o erro à luz de princípios objetivos

Chegados a este ponto, a questão que permanece não pode ser reduzida a uma simples disputa de opiniões. A distinção entre ações legítimas e ilegítimas em conflitos armados não é uma invenção retórica de comentaristas ou filósofos. Ela está codificada em princípios objetivos do direito internacional humanitário, desenvolvidos ao longo de séculos e formalizados nas Convenções de Genebra.

Entre esses princípios, um dos mais fundamentais é o princípio da distinção: combatentes devem distinguir entre alvos militares e populações civis. Ataques deliberados contra civis não são apenas moralmente questionáveis; eles constituem violações diretas das normas que procuram limitar a barbárie da guerra.

Quando organizações armadas como Hamas ou Hezbollah dirigem ataques contra centros urbanos ou operam deliberadamente a partir de áreas civis, essas ações entram em conflito direto com esse princípio. O fato de esses grupos receberem apoio político, financeiro ou militar do regime de Irã torna essa realidade ainda mais relevante para qualquer análise séria do conflito regional.

Essas constatações não dependem de simpatias ideológicas nem de preferências políticas. Elas derivam de normas reconhecidas pela própria comunidade internacional. O problema surge quando essas normas passam a ser invocadas seletivamente, conforme o ator envolvido.

É precisamente nesse ponto que o papel do pensamento filosófico se torna indispensável. O filósofo não cria esses princípios; ele apenas lembra que eles existem e pergunta por que deixam de ser aplicados com consistência.

Sem essa exigência de coerência, o direito internacional torna-se linguagem diplomática vazia e a moral pública se dissolve em narrativas convenientes. E quando isso acontece, o que desaparece não é apenas a clareza do debate — é a própria autoridade das normas que pretendem proteger a vida humana em tempos de guerra.

9 — Guerra justa e Sharia: quando uma tradição é desvirtuada

Um dos equívocos mais recorrentes nas análises contemporâneas sobre o Oriente Médio consiste em tratar o conflito apenas como uma disputa geopolítica ou econômica. Essa abordagem ignora um elemento essencial: diferentes civilizações desenvolveram, ao longo dos séculos, princípios morais destinados a limitar a violência da guerra.

Na tradição ocidental, esses limites foram sistematizados na teoria da guerra justa, elaborada por pensadores como Santo Agostinho e Tomás de Aquino. Entre seus princípios centrais está a obrigação moral de distinguir entre combatentes e civis e a proibição de ataques deliberados contra populações inocentes.

O que raramente aparece no debate público é que a tradição jurídica islâmica também desenvolveu princípios semelhantes. Juristas muçulmanos clássicos estabeleceram limites claros para a condução da guerra, incluindo a proibição de matar mulheres, crianças, idosos e religiosos que não participassem das hostilidades. Essas normas aparecem em diferentes escolas da jurisprudência islâmica e mostram que a preocupação em conter a barbárie da guerra não pertence a uma única civilização.

É justamente por isso que a estratégia regional do regime de Irã levanta uma questão ainda mais grave. Ao financiar e armar organizações como Hezbollah e Hamas, cujas operações frequentemente atingem centros urbanos e populações civis, o regime iraniano não entra apenas em choque com normas do direito internacional moderno. Ele também se afasta de princípios reconhecidos pela própria tradição jurídica islâmica.

O problema, portanto, não é um choque inevitável entre civilizações. O problema é a distorção política de tradições morais que originalmente buscavam limitar a violência.
Quando uma tradição religiosa ou filosófica é reinterpretada para justificar estratégias que ignoram deliberadamente a distinção entre combatentes e civis, aquilo que se perde não é apenas coerência jurídica. Perde-se também a autoridade moral da própria tradição invocada.

10 — Conclusão: restaurar a distinção moral

Ao longo deste ensaio procuramos examinar um fenômeno que se tornou cada vez mais frequente no debate público contemporâneo: a dissolução das distinções morais fundamentais na análise dos conflitos internacionais.

Vimos como certas narrativas jornalísticas, mesmo quando baseadas em fatos reais, podem organizar esses fatos de maneira a produzir equivalências artificiais entre ações profundamente diferentes. Observamos também como a diplomacia contemporânea frequentemente recorre à linguagem universal dos direitos humanos enquanto aplica esses mesmos princípios de forma seletiva, conforme conveniências políticas momentâneas.

Esse fenômeno torna-se ainda mais problemático quando confrontado com normas objetivas já reconhecidas pela própria comunidade internacional. O direito humanitário consolidado nas Convenções de Genebra estabelece com clareza um princípio central: a obrigação de distinguir entre combatentes e populações civis.

Essa distinção não é um detalhe técnico. Ela representa uma das últimas barreiras morais erguidas pela civilização para limitar a violência da guerra.

Quando organizações como Hamas e Hezbollah dirigem ataques contra centros urbanos, ou quando populações civis se tornam deliberadamente instrumentos estratégicos em conflitos armados, essas ações entram diretamente em choque com esse princípio fundamental. E quando regimes como o do Irã financiam e armam essas estruturas, essa realidade não desaparece apenas porque certas narrativas preferem ignorá-la.

Ao mesmo tempo, quando operações militares dirigidas contra infraestrutura estratégica são automaticamente colocadas na mesma categoria moral que ataques deliberados contra civis, aquilo que desaparece
não é apenas a precisão do debate. Desaparece a própria capacidade de julgar.

A história da filosofia sempre insistiu que o primeiro passo da justiça é a distinção. Desde Aristóteles sabemos que julgar exige reconhecer diferenças reais entre ações diferentes. Quando tudo passa a parecer igual, responsabilidade e culpa tornam-se indistinguíveis.

É precisamente nesse ponto que a tarefa do pensamento filosófico se torna indispensável. Não para simplificar conflitos complexos nem para substituir a análise política pela indignação moral, mas para preservar aquilo que torna o julgamento humano possível: a capacidade de distinguir.
Sem essa distinção, a linguagem moral da política internacional torna-se apenas retórica. Com ela, ainda permanece aberta a possibilidade de que princípios universais voltem a orientar o mundo em vez de apenas justificar suas contradições.

Quando a distinção moral desaparece, a injustiça não precisa mais se esconder. Ela passa a se disfarçar na linguagem da própria justiça.

(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.


imagem2

Eduardo da Fonte trabalha para ampliacao imediata da oncologia pediátrica no Agreste de PE

09/03/2026

O deputado federal Eduardo (Dudu) da Fonte solicitou ao Ministério da Saúde a publicação da portaria que habilita o Instituto do Câncer Infantil do Agreste (ICIA), em Caruaru, como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) exclusiva em oncologia pediátrica no Sistema Único de Saúde (SUS). O pedido foi encaminhado ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O ICIA

Atua há mais de duas décadas no atendimento a crianças e adolescentes de 0 a 19 anos diagnosticados com câncer, oferecendo acompanhamento que inclui diagnóstico, tratamento, cirurgias, quimioterapia e cuidados paliativos. A instituição atende pacientes de diversas cidades do interior de Pernambuco e de regiões vizinhas.

Aprovação técnica

De acordo com o parlamentar, o processo de habilitação já cumpriu todas as etapas técnicas e regulatórias no Ministério da Saúde. A proposta recebeu aprovação técnica em 2025 e aguarda apenas a publi...

O deputado federal Eduardo (Dudu) da Fonte solicitou ao Ministério da Saúde a publicação da portaria que habilita o Instituto do Câncer Infantil do Agreste (ICIA), em Caruaru, como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) exclusiva em oncologia pediátrica no Sistema Único de Saúde (SUS). O pedido foi encaminhado ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O ICIA

Atua há mais de duas décadas no atendimento a crianças e adolescentes de 0 a 19 anos diagnosticados com câncer, oferecendo acompanhamento que inclui diagnóstico, tratamento, cirurgias, quimioterapia e cuidados paliativos. A instituição atende pacientes de diversas cidades do interior de Pernambuco e de regiões vizinhas.

Aprovação técnica

De acordo com o parlamentar, o processo de habilitação já cumpriu todas as etapas técnicas e regulatórias no Ministério da Saúde. A proposta recebeu aprovação técnica em 2025 e aguarda apenas a publicação da portaria para formalizar o reconhecimento da unidade no âmbito do SUS.

Atendimentos

Entre 2002 e 2025, o ICIA cadastrou mais de 4 mil novos pacientes e realizou milhares de atendimentos multiprofissionais, exames, cirurgias e sessões de quimioterapia. A instituição também desenvolve iniciativas como a Caravana do Diagnóstico Precoce, que capacitou profissionais de saúde em dezenas de municípios pernambucanos.

Fala Dudu

“O ICIA já realiza um trabalho essencial no atendimento a crianças e adolescentes com câncer no interior de Pernambuco. A habilitação como unidade de alta complexidade vai garantir mais estrutura, segurança e ampliação do atendimento. Nosso objetivo é fortalecer a rede de oncologia pediátrica e assegurar que essas famílias tenham acesso a tratamento digno e especializado perto de casa”, afirmou Eduardo da Fonte.

O Poder com o blog do Tavares Neto.

Telefone/Whatsapp

Brasília

(61) 99667-4410

Recife

(81) 99967-9957

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nosso site.
Ao utilizar nosso site e suas ferramentas, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

Jornal O Poder - Política de Privacidade

Esta política estabelece como ocorre o tratamento dos dados pessoais dos visitantes dos sites dos projetos gerenciados pela Jornal O Poder.

As informações coletadas de usuários ao preencher formulários inclusos neste site serão utilizadas apenas para fins de comunicação de nossas ações.

O presente site utiliza a tecnologia de cookies, através dos quais não é possível identificar diretamente o usuário. Entretanto, a partir deles é possível saber informações mais generalizadas, como geolocalização, navegador utilizado e se o acesso é por desktop ou mobile, além de identificar outras informações sobre hábitos de navegação.

O usuário tem direito a obter, em relação aos dados tratados pelo nosso site, a qualquer momento, a confirmação do armazenamento desses dados.

O consentimento do usuário titular dos dados será fornecido através do próprio site e seus formulários preenchidos.

De acordo com os termos estabelecidos nesta política, a Jornal O Poder não divulgará dados pessoais.

Com o objetivo de garantir maior proteção das informações pessoais que estão no banco de dados, a Jornal O Poder implementa medidas contra ameaças físicas e técnicas, a fim de proteger todas as informações pessoais para evitar uso e divulgação não autorizados.

fechar