Silvio Costa Filho percorre a Mata Sul e consolida apoios importantes em três municípios
11/09/2026
Ex-ministro do governo Lula e candidato à reeleição para deputado federal, Silvio Costa Filho, iniciou sua agenda de final de semana percorrendo municípios da Mata Sul de Pernambuco. Nesta sexta-feira, o parlamentar esteve em Catende, Ribeirão e Gameleira, onde manteve encontros com lideranças políticas e recebeu manifestações de apoio de aliados e da população.
Em Catende, Silvio esteve ao lado do vereador Bilu e de seu grupo político. Em Ribeirão, a agenda contou com a participação do vereador Leimisson Cravo. Já em Gameleira, o deputado foi recebido pela vereadora Loide, reforçando a articulação política construída pelo parlamentar em diferentes regiões do Estado.
A passagem pela Mata Sul reforça a estratégia de Silvio Costa Filho de manter uma atuação próxima às bases e ampliar o diálogo com lideranças e comunidades. Com presença política do litoral ao sertão, o deputado vem fortalecendo alianças em Pernambuco e consolidando uma rede de apoios para a d...
Ex-ministro do governo Lula e candidato à reeleição para deputado federal, Silvio Costa Filho, iniciou sua agenda de final de semana percorrendo municípios da Mata Sul de Pernambuco. Nesta sexta-feira, o parlamentar esteve em Catende, Ribeirão e Gameleira, onde manteve encontros com lideranças políticas e recebeu manifestações de apoio de aliados e da população.
Em Catende, Silvio esteve ao lado do vereador Bilu e de seu grupo político. Em Ribeirão, a agenda contou com a participação do vereador Leimisson Cravo. Já em Gameleira, o deputado foi recebido pela vereadora Loide, reforçando a articulação política construída pelo parlamentar em diferentes regiões do Estado.
A passagem pela Mata Sul reforça a estratégia de Silvio Costa Filho de manter uma atuação próxima às bases e ampliar o diálogo com lideranças e comunidades. Com presença política do litoral ao sertão, o deputado vem fortalecendo alianças em Pernambuco e consolidando uma rede de apoios para a disputa pela renovação do mandato na Câmara Federal.
Além dos encontros políticos, a agenda também foi marcada pela proximidade com moradores dos municípios visitados. Para Silvio, a receptividade encontrada na região representa o reconhecimento de um trabalho construído ao longo dos últimos anos.
“Quero agradecer de coração a todos os amigos, lideranças e à população de Catende, Ribeirão e Gameleira pela recepção e pelo carinho. É muito importante estar perto das pessoas, ouvir as demandas de cada município e poder construir, junto com nossas lideranças, um Pernambuco cada vez mais forte. Tenho muita gratidão por cada apoio e por cada gesto de confiança. Ao lado de Bilu, Leimisson e Loide vamos trabalhar muito por Catende, Ribeirão e Gameleira nos próximos anos”, afirmou Silvio Costa Filho.
A agenda na Mata Sul faz parte de uma série de visitas que o deputado vem realizando pelo Estado, mantendo o contato direto com aliados e fortalecendo sua caminhada rumo à reeleição.
Foto: Wesley D'Almeida
É Findi - Retrovisor. Sorrimos Juntos. - Crônica - Por AJ Fontes*
11/09/2026
Passei o dia olhando o indicador de combustível. Lembrava e esquecia de abastecer até que aconteceu.
Retornávamos para casa e senti a força se esvair pelo asfalto bem no cruzamento da Cruz Cabugá com a Avenida Norte. Àquela hora o trânsito estava livre e contamos com a ajuda de um sopro, vindo de algum lugar, nos empurrou para o outro lado. Eu e Ana espichamos olhares ao longo da avenida vazia.
Aí que a gente atenta para o retrovisor e surgem os feitos e não feitos. Desde a alimentação do motor do carro, atravessando pelas escolhas diárias que montam nosso tempo nesse lugar.
Com um copo de cerveja na mão, sentado na varanda ouvindo os latidos em volta do sítio e lembrando do que havia programado para a aposentadoria. Uma longa viagem.
Não contava com o surgimento dela: Ana.
Chegou entre poemas e contos tomou conta de um dia, depois do outro e no sete daquele setembro, enredados em poemas, contos. Naquele di...
Passei o dia olhando o indicador de combustível. Lembrava e esquecia de abastecer até que aconteceu.
Retornávamos para casa e senti a força se esvair pelo asfalto bem no cruzamento da Cruz Cabugá com a Avenida Norte. Àquela hora o trânsito estava livre e contamos com a ajuda de um sopro, vindo de algum lugar, nos empurrou para o outro lado. Eu e Ana espichamos olhares ao longo da avenida vazia.
Aí que a gente atenta para o retrovisor e surgem os feitos e não feitos. Desde a alimentação do motor do carro, atravessando pelas escolhas diárias que montam nosso tempo nesse lugar.
Com um copo de cerveja na mão, sentado na varanda ouvindo os latidos em volta do sítio e lembrando do que havia programado para a aposentadoria. Uma longa viagem.
Não contava com o surgimento dela: Ana.
Chegou entre poemas e contos tomou conta de um dia, depois do outro e no sete daquele setembro, enredados em poemas, contos. Naquele dia a convidei para me acompanhar na visita ao amigo Antônio Carlos. Dias antes, combinamos um carteado, na sua casa. Depois, começamos a mostrar nossos dias, nossos sorrisos e corações. Já não bastava o encontro semanal na Oficina de Escrita do mestre Paulo Caldas. Passaram a fazer parte de nossa rotina em comum conhecer uma casa de café, assistir um bom filme no ETC ou passear no calçadão de Boa Viagem.
Minha programação foi para o Beleléu. Embora insistisse em fazer o caminho de Santiago de Compostela, titubeei quanto à viagem pela Europa. Alguma coisa não combinava como antes. Acho que por baixo das vontades antigas os movimentos do coração iniciaram um processo de abertura para a nova.
O dia da partida se chegava e a certeza do distanciamento também. Mas aconteceu o espanto. A notícia se espalhou rápido e veja isso: não precisou de edição extraordinária na TV - Todos precisam estar em casa. Serão alguns dias, até que se normalize a questão mundial da doença. Foram dias transformados em meses. Eu já estava em uma pequena casa da zona rural na Serra das Russas onde resolvemos passar esse tempo. Pelo retrovisor vejo a sorte de termos um ao outro em um período de tanto isolamento e tristeza.
Desde aquele Sete de Setembro, um viajamos, escrevemos, brincamos, arengamos e sorrimos. Juntos.
O Caminho de Santiago? Quem sabe um dia faremos. Juntos.
*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’. @aj.fontes
É Findi - Meu Pirapora - Poema - Por Eduardo Albuquerque*
11/09/2026
Talhado do Pirapora,
águas abundantes;
tempos de infante,
eras deslumbrante!
Não fostes s’imbora,
voltastes ind’agora,
como foras outrora:
puras, nosso tesouro
Recordo de memória,
tantas belas histórias:
A Sereia do Pirapora...
Resgates da adolescência,
mantidos na senescência;
jamais serão ausências,
pois inerentes vivências.
Apesar do vil homem, Pirapora,
não se deixes fenecer, insista!
Enterneces-nos, és benquista,
Oh! Não, não, nunca vá s'imbora!
O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.
Talhado do Pirapora,
águas abundantes;
tempos de infante,
eras deslumbrante!
Não fostes s’imbora,
voltastes ind’agora,
como foras outrora:
puras, nosso tesouro
Recordo de memória,
tantas belas histórias:
A Sereia do Pirapora...
Resgates da adolescência,
mantidos na senescência;
jamais serão ausências,
pois inerentes vivências.
Apesar do vil homem, Pirapora,
não se deixes fenecer, insista!
Enterneces-nos, és benquista,
Oh! Não, não, nunca vá s'imbora!
O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.
É Findi - O Importante é Participar - Crônica - Por Malude Maciel*
11/09/2026
Recebi um convite interessante pra ver o primeiro jogo de futsal da minha neta mais nova, que está com oito anos de idade, estreando nos Jogos Escolares do Município e, não me fiz de rogada. Quando dei por mim, já estava na arquibancada da quadra esportiva da Caixa Econômica Federal, onde disputaram os times do Colégio Diocesano de Caruaru contra o time de Sapucarana, zona rural do Distrito de Bezerros. Eu não poderia faltar pois, faço questão de acompanhar as atividades das minhas quatro netas, recordando o que fiz, anos atrás, com meus três filhos.
Talvez eu fosse a única avó ali presente, na torcida. Mas, isso é simplesmente gratificante!
Competições
Os Jogos Escolares são por demais positivos na vida estudantil. Criam o hábito de competir, saber vencer e saber perder dignamente, sem drama; coisa fundamental na formação do alunado, sendo prática fundamental no dia a dia, tanto agora como também num futuro próximo, quando a idade adulta che...
Recebi um convite interessante pra ver o primeiro jogo de futsal da minha neta mais nova, que está com oito anos de idade, estreando nos Jogos Escolares do Município e, não me fiz de rogada. Quando dei por mim, já estava na arquibancada da quadra esportiva da Caixa Econômica Federal, onde disputaram os times do Colégio Diocesano de Caruaru contra o time de Sapucarana, zona rural do Distrito de Bezerros. Eu não poderia faltar pois, faço questão de acompanhar as atividades das minhas quatro netas, recordando o que fiz, anos atrás, com meus três filhos.
Talvez eu fosse a única avó ali presente, na torcida. Mas, isso é simplesmente gratificante!
Competições
Os Jogos Escolares são por demais positivos na vida estudantil. Criam o hábito de competir, saber vencer e saber perder dignamente, sem drama; coisa fundamental na formação do alunado, sendo prática fundamental no dia a dia, tanto agora como também num futuro próximo, quando a idade adulta chegar com seus problemas mais sérios que precisarão ser resolvidos com sabedoria. É preciso treino.
Torcer é preciso
A torcida é um item essencial que ajuda muito aos atletas de quaisquer campeonatos. Uma torcida vibrante e organizada é capaz de levar à vitória um time que esteja em risco de ser desclassificado.
Os times dessa tarde
No geral, ambos os times dessa competição estavam em forma. Todavia, quem joga em casa já tem grandes vantagens e quem vem de fora tem algumas inconveniências como: locomoção, cansaço de viagem, a falta de torcedores à altura do adversário e aquele nervosismo de enfrentar algo que julga superior.
Nisso, o Diocesano saiu vitorioso e estava bem preparado, mas as jogadoras de Sapucarana tiveram também seus méritos. Eram maiores e mais fortes fisicamente e algumas meninas se destacaram. Havia um ímpeto de ganhar, um esforço comum.
O placar marcou 3X2 mas, não foi desonroso. Naturalmente que eu estava torcendo pelo time local que foi o vencedor. Bravo!
Babação
Essa minha neta que estava na quadra com a camisa 10, chama-se Pérola (nasceu na data do meu aniversário) e, parece polivalente, ainda não definiu a área esportiva que quer abraçar definitivamente, e também participa da modalidade de Karatê onde, recentemente, recebeu a medalha de bronze, enquanto sua irmã de dez anos, Pétala, ficou em primeiro lugar, levando para o Colégio a medalha de ouro. Fico muito satisfeita com esses resultados e até admirada porque de minha parte não costumava participar em torneios esportivos. Minha dedicação era para os estudos e ganhei prêmios referentes à competições literárias e atualmente, vejo que as meninas da família são craques nas duas situações. Tanto recebem boas notas (tendo a mais velha concluído o Curso de Medicina), como também têm se revelado em outras áreas. Marina, aos doze anos, está produzindo lindas telas só mesmo tempo que mantém a tradição de primeira de classe.
Minhas escusas
Desculpem, toda avó é coruja , tem essa mania de alardear os feitos de seus pimpolhos, porém é salutar esse laço de ligação entre as gerações. A própria Ciência aconselha, para um melhor equilíbrio emocional, que haja troca de conhecimentos e afetividades entre os familiares, principalmente os avós maternos e paternos.
Aprovado
No meu caso é preciso vigilância para não interferir na vida de quem amo tanto pois, se deixar sem controle, o apego, o amor extraordinário, poderá prejudicar.
Assim, é importante participar, no entanto, nunca influenciar demasiadamente, querendo educar, porque essa tarefa é dos pais. É preciso cautela.
Amor incondicional
Amo minhas netas e, diariamente rogo a Deus pelos seres maravilhosos que me presenteou.
Viva os avós!
*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina. @malude.maciel
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É Findi - Série Prédios Ícones de Pernambuco - Forte do Brum - Por André Gustavo de Pinho Monteiro*
11/09/2026
Forte do Brum: quatro séculos de história de Pernambuco
Há lugares que fazem parte da paisagem de uma cidade. Outros fazem parte de sua identidade. O Forte do Brum pertence às duas categorias. Erguido em posição estratégica na entrada do Porto do Recife, é uma das mais antigas testemunhas da história de Pernambuco.
As origens da importância militar do local remontam a 1595, quando o corsário inglês James Lancaster, durante o ataque ao Recife, estabeleceu ali uma pequena bateria de canhões para proteger sua posição contra possíveis contra-ataques.
Novo
Em 1629, Matias de Albuquerque determinou a construção de uma fortificação no mesmo local, inicialmente denominada Forte Diogo Paes. Quando os holandeses invadiram Pernambuco, em 1630, a obra ainda não estava concluída. Os invasores ocuparam a posição e deram continuidade à construção entre 1630 e 1631. Entre os engenheiros envolvidos estava Pieter van Bueren, autor de uma...
Forte do Brum: quatro séculos de história de Pernambuco
Há lugares que fazem parte da paisagem de uma cidade. Outros fazem parte de sua identidade. O Forte do Brum pertence às duas categorias. Erguido em posição estratégica na entrada do Porto do Recife, é uma das mais antigas testemunhas da história de Pernambuco.
As origens da importância militar do local remontam a 1595, quando o corsário inglês James Lancaster, durante o ataque ao Recife, estabeleceu ali uma pequena bateria de canhões para proteger sua posição contra possíveis contra-ataques.
Novo
Em 1629, Matias de Albuquerque determinou a construção de uma fortificação no mesmo local, inicialmente denominada Forte Diogo Paes. Quando os holandeses invadiram Pernambuco, em 1630, a obra ainda não estava concluída. Os invasores ocuparam a posição e deram continuidade à construção entre 1630 e 1631. Entre os engenheiros envolvidos estava Pieter van Bueren, autor de uma planta da fortificação.
Construído inicialmente com terra e faxina — feixes de galhos usados para reforçar estruturas de terra —, o forte apresentava configuração abaluartada, com dois baluartes completos e dois meios-baluartes, ligados por cortinas. Durante a ocupação holandesa surgiu o nome Bruyne, em referência a Johan Bruyne, posteriormente aportuguesado pela população para Brum.
Após a expulsão dos holandeses, em 1654, o forte passou por sucessivas obras de reconstrução. As principais foram concluídas em 1690, com o emprego de pedra e cal, embora os trabalhos prosseguissem até 1715. Sobre o portão, a inscrição “Coutinho Almotacé-Mor do Reino. Ano de 1690” refere-se a António Luís Coutinho da Câmara, então Governador do Estado do Brasil e Almotacé-Mor do Reino, cargo ligado ao abastecimento da Corte. Também foi construída a capela de São João Batista.
Palco de outros fatos
Ao longo dos séculos, o Forte esteve ligado a importantes acontecimentos de Pernambuco, como a Revolução Pernambucana de 1817, a Confederação do Equador, em 1824, a Abrilada, em 1832, e a Revolução Praieira. Em 15 de dezembro de 1859, recebeu D. Pedro II, que registrou em seu diário as instalações, a capela, as prisões e a artilharia existente.
Em 1938, foi tombado pelo então SPHAN, atual IPHAN. Restaurado em 1985, passou a abrigar, em 5 de janeiro de 1987, o Museu Militar do Forte do Brum, dedicado à história militar brasileira, especialmente à trajetória do Soldado Nordestino.
Quando minha história se encontrou com a do Forte
Minha história com o Forte começou muitas décadas depois de sua construção. Em 2016, cheguei ao Forte do Brum para assumir a direção do Museu Militar, função que exerci durante dez anos, até 2026.
Foram dez anos de convivência diária com suas muralhas, seus espaços, seus objetos e, principalmente, com as pessoas que ajudaram a construir sua história. Recebi veteranos, militares, pesquisadores, estudantes, professores, turistas e famílias, sempre buscando aproximar o Forte da sociedade e das novas gerações.
Ser diretor do Museu significou muito mais que exercer uma função administrativa. Foi assumir a responsabilidade de cuidar de um lugar que já existia muito antes de mim e que continuará existindo depois da minha passagem.
Quando cheguei, em 2016, suas pedras já contavam quase quatro séculos. Ao encerrar minha trajetória, em 2026, elas continuavam ali, testemunhando o presente e guardando novas histórias.
O Forte mudou de bandeira, de nome e de função. Seus canhões já não defendem o Recife. Hoje, seus portões se abrem para o conhecimento e para o encontro entre passado e presente.
Ter dedicado dez anos da minha vida ao Forte do Brum foi uma honra, uma responsabilidade e um dos capítulos mais significativos da minha trajetória.
*André Gustavo de Pinho Monteiro, Coronel da Reserva do Exército Brasileiro e Mestre em Operações Militares. Foi diretor do Museu Militar do Forte do Brum e é membro honorário do IAHGP.
O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.
É Findi - Série História de Pernambuco - Uma guerra feita por muitos - Por Alfredo Cabral de Melo*
11/09/2026
A insurreição que começou a tomar forma em Pernambuco, em 1645, rapidamente mostrou que não seria uma luta conduzida apenas pelos senhores de engenho que estavam descontentes com o domínio neerlandês. À medida que a guerra avançava, homens de diferentes origens e condições passaram a integrar as forças da Restauração. Entre eles estavam portugueses, moradores da terra, indígenas, negros livres, libertos e escravizados, além de soldados que já haviam participado das primeiras guerras contra os neerlandeses.
Essa composição, entretanto, não significa que todos estivessem lutando pelas mesmas razões. A sociedade colonial era marcada por diferenças profundas, e essas diferenças também apareciam nas escolhas feitas durante a guerra. Havia interesses econômicos e políticos, vínculos familiares e religiosos, relações de dependência, experiências militares e, para alguns, a possibilidade de conquistar liberdade ou reconhecimento. Por isso, compreender quem participou da Insurrei...
A insurreição que começou a tomar forma em Pernambuco, em 1645, rapidamente mostrou que não seria uma luta conduzida apenas pelos senhores de engenho que estavam descontentes com o domínio neerlandês. À medida que a guerra avançava, homens de diferentes origens e condições passaram a integrar as forças da Restauração. Entre eles estavam portugueses, moradores da terra, indígenas, negros livres, libertos e escravizados, além de soldados que já haviam participado das primeiras guerras contra os neerlandeses.
Essa composição, entretanto, não significa que todos estivessem lutando pelas mesmas razões. A sociedade colonial era marcada por diferenças profundas, e essas diferenças também apareciam nas escolhas feitas durante a guerra. Havia interesses econômicos e políticos, vínculos familiares e religiosos, relações de dependência, experiências militares e, para alguns, a possibilidade de conquistar liberdade ou reconhecimento. Por isso, compreender quem participou da Insurreição é também compreender que não existia uma única razão para combater.
Entre os indígenas, essa realidade aparece de maneira particularmente clara. Filipe Camarão tornou-se um dos principais comandantes das forças da Restauração, enquanto outros indígenas permaneceram ao lado dos neerlandeses. Pedro Poti e Antônio Paraupaba são exemplos importantes dessa divisão. A existência desses diferentes posicionamentos mostra que os povos indígenas não constituíam um grupo uniforme diante da guerra e que suas escolhas estavam relacionadas às experiências políticas, religiosas e militares acumuladas desde os primeiros anos da presença portuguesa e neerlandesa.
Essa divisão pode ser percebida em documentos excepcionais. Em 1645, Filipe Camarão e Pedro Poti trocaram cartas escritas em tupi, nas quais aparecem não apenas argumentos relacionados à guerra, mas também referências ao parentesco, à religião e às experiências vividas por seus povos. Poti, que permanecera ligado aos neerlandeses, lembrava as violências praticadas pelos portugueses contra os potiguaras. A correspondência revela, assim, que a escolha de um lado não podia ser explicada simplesmente por uma suposta fidelidade natural aos portugueses ou aos holandeses.
A presença negra na guerra também exige o mesmo cuidado. Henrique Dias tornou-se a principal liderança negra das forças da Restauração e construiu uma trajetória militar que lhe trouxe reconhecimento da Coroa portuguesa. Sua participação remonta aos primeiros anos da luta contra os neerlandeses e ganhou maior importância com a Insurreição de 1645.
Mas a trajetória de Henrique Dias não pode ser utilizada para representar, indistintamente, todos os negros que viviam naquele período. Havia homens livres, libertos e escravizados, e suas relações com os dois lados do conflito não foram necessariamente iguais. A documentação e os estudos historiográficos mostram que também houve negros que permaneceram ligados aos neerlandeses ou que estabeleceram relações de cooperação com eles.
Para aqueles que viviam sob a escravidão, a guerra podia assumir ainda outro significado. A possibilidade de liberdade estava presente nas relações de recrutamento e recompensa, e houve casos em que a participação nos combates esteve associada à alforria. Isso ajuda a explicar por que alguns homens escravizados poderiam encontrar na guerra uma oportunidade que dificilmente teriam em outras circunstâncias. Não significa, porém, que a participação negra na Restauração possa ser reduzida à busca pela liberdade, nem que a vitória sobre os neerlandeses tenha alterado a estrutura escravista da sociedade colonial.
A própria guerra produzia novas relações. Homens que demonstravam capacidade militar podiam adquirir prestígio e autoridade, enquanto comandantes procuravam reunir forças suficientes para enfrentar um adversário que ainda controlava Recife e importantes posições fortificadas. Nesse contexto, a experiência de indígenas e negros não era apenas complementar à atuação dos demais combatentes. Eles faziam parte da estrutura militar que sustentava a resistência.
É justamente por isso que a narrativa posterior sobre a Restauração precisa ser observada com cuidado. Em épocas posteriores, tornou-se comum apresentar a luta contra os neerlandeses como uma união de portugueses, indígenas e negros em defesa de uma mesma ideia de pátria. A participação desses grupos é um fato histórico, mas suas motivações e escolhas foram muito mais complexas do que essa imagem permite perceber.
Em 1645, ainda não existia a ideia de nação brasileira nos termos em que hoje a compreendemos. Havia homens defendendo interesses próprios, comunidades tentando sobreviver, grupos indígenas disputando espaços e alianças, escravizados procurando possibilidades de mudança de condição e senhores de engenho tentando recuperar posições econômicas e políticas. Todos estavam inseridos em uma guerra contra o domínio neerlandês, mas isso não significa que todos enxergassem aquele conflito da mesma maneira.
Essa diversidade ajuda a explicar a própria força que a Insurreição começaria a adquirir. A revolta, que inicialmente dependia de articulações políticas e do apoio de determinados grupos locais, precisava agora transformar-se em uma força militar capaz de ocupar o território, controlar caminhos e enfrentar as tropas neerlandesas em combates cada vez mais organizados.
A guerra, portanto, estava mudando de natureza. Já não bastava reunir homens dispostos a se rebelar. Era necessário formar tropas, obter armas e mantimentos, estabelecer posições e escolher onde enfrentar o inimigo. O movimento iniciado em 1645 começava a abandonar a condição de revolta para assumir as características de uma guerra prolongada.
E quando a insurreição passou a contar com forças mais organizadas, surgiu uma nova questão: como enfrentar militarmente os neerlandeses em seu próprio território e transformar uma revolta em uma campanha capaz de ameaçar o domínio que ainda mantinham sobre Pernambuco?
*Alfredo Cabral de Melo, é Advogado, Historiador, Jornalista, e Membro do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e do Instituto Histórico do Maranhão (IHGM). @alfredo.cabral.de.melo
O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.
É Findi – Reino da Zoada Pouca - Croniqueta - Por Xico Bizerra*
11/09/2026
Estou no reino da zoada pouca, onde só se ouve a sinfonia de sapos e grilos, o coro das cigarras, os solos de sabiás e o contracanto de capotes misturando canções várias. Tudo na mais perfeita harmonia. Sou feliz. Estou onde quero estar, numa casa na serra, sem rádio e sem notícias das terras civilizadas. Aqui, nada se sabe, de quantos mataram, de quantos morreram, de quantos roubaram e de quanto se roubou. Sabe-se, apenas, que continuam matando, morrendo e roubando. Cada vez mais. Importa muito mais ver-me anoitecendo cedo para amanhecer-me mais cedo ainda, a tempo de ver a troca de plantões entre os raios da lua e o clarão do sol, um chegando, outro se indo, cada qual com sua beleza peculiar. Estou numa casinha na serra com as portas do sorrir escancaradas. Sem buzinas, sem motores, sem zoada. Sou vizinho, parede-e-meia, da paz. Esta, a casa onde mora a felicidade.
*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico
...
Estou no reino da zoada pouca, onde só se ouve a sinfonia de sapos e grilos, o coro das cigarras, os solos de sabiás e o contracanto de capotes misturando canções várias. Tudo na mais perfeita harmonia. Sou feliz. Estou onde quero estar, numa casa na serra, sem rádio e sem notícias das terras civilizadas. Aqui, nada se sabe, de quantos mataram, de quantos morreram, de quantos roubaram e de quanto se roubou. Sabe-se, apenas, que continuam matando, morrendo e roubando. Cada vez mais. Importa muito mais ver-me anoitecendo cedo para amanhecer-me mais cedo ainda, a tempo de ver a troca de plantões entre os raios da lua e o clarão do sol, um chegando, outro se indo, cada qual com sua beleza peculiar. Estou numa casinha na serra com as portas do sorrir escancaradas. Sem buzinas, sem motores, sem zoada. Sou vizinho, parede-e-meia, da paz. Esta, a casa onde mora a felicidade.
*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico
O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.
É Findi - Josué Sena* em Dose Dupla
11/09/2026
Pernambuco livre, primeiro
Da Independência, amanhã será o festivo dia,
Sim. Será um dia bem brasileiro,
Lembremos, que Pernambuco libertou-se primeiro,
Do absolutismo português, Todavia.
Sim, a Junta Governativa de Goiana
Expulsou, que fato incomum,
Do comando da terra pernambucana,
O tirano Luiz do Rego, em mil oitocentos e vinte um.
Por decorrência, vivas, a partir daí,
Antes, do Ipiranga, do grito,
Governaram Pernambuco os daqui.
Portanto, eu, verso, concito,
Por tudo que da História li,
A também louvar o nosso ato de Independência tão bonito.
O poema homenageia as, assim chamadas, Junta Governativa de Goiana, ou simplesmente Junta de Goiana, e a Convenção do Beberibe, que, antes do grito do Ipiranga, deram a Pernambuco a liberdade do absolutismo português. O movimento teve início no Engenho Tamataúpe das Flores, e...
Pernambuco livre, primeiro
Da Independência, amanhã será o festivo dia,
Sim. Será um dia bem brasileiro,
Lembremos, que Pernambuco libertou-se primeiro,
Do absolutismo português, Todavia.
Sim, a Junta Governativa de Goiana
Expulsou, que fato incomum,
Do comando da terra pernambucana,
O tirano Luiz do Rego, em mil oitocentos e vinte um.
Por decorrência, vivas, a partir daí,
Antes, do Ipiranga, do grito,
Governaram Pernambuco os daqui.
Portanto, eu, verso, concito,
Por tudo que da História li,
A também louvar o nosso ato de Independência tão bonito.
O poema homenageia as, assim chamadas, Junta Governativa de Goiana, ou simplesmente Junta de Goiana, e a Convenção do Beberibe, que, antes do grito do Ipiranga, deram a Pernambuco a liberdade do absolutismo português. O movimento teve início no Engenho Tamataúpe das Flores, em Nazaré da Mata, pelo coronel de milícias Manuel Inácio Vieira de Melo, assessorado pelo revolucionário de 1817, Felipe Mena Calado da Fonseca, português e antigo escrivão da correição no Ceará, os quais seguiram para Goiana, onde estavam instalados vários liberais que haviam sido presos em 1817, e anistiados em 1821, preferiram vir para esta cidade, fronteira com a Paraíba, menos vigiada pelo governador militar de Pernambuco, Luiz do Rego. Em 29 de agosto de 1821, então, foi formada a Junta Provisória de Goiana, Enviaram os insurgentes, em seguida, notificação a todas as Câmaras da Província, inclusive a do Recife, acompanhada de uma intimação a Rego Barreto, para que este reconhecesse o novo governo e partisse para Portugal. Depois de várias negociações, ante a negativa de Luiz do Rego de demitir-se do poder, foi decidido o enfrentamento militar do governo régio português. Assim, formado um contingente de mais de 3.000 combatentes, reunindo mais tropas às arregimentadas pelos habitantes de Goiana, marcharam eles sob o comando do goianense José Camelo Pessoa de Melo (cavaleiro da Ordem de Cristo, capitão-mor da Várzea, coronel de ordenanças de Olinda e capitão-mor da vila de Goiana, onde foi senhor do engenho Boa Vista) em direção à Olinda, ocupando-a, após combate, onde firmaram, em 05 de outubro de 1821, a denominada Convenção do Beberibe, que findou pela eleição da Junta Governativa presidida por Gervásio Pires e a queda e retirada de Luiz do Rego para Portugal. Os episódios encontram-se descritos pelo historiador Manuel Correia de Andrade, em seu livro “Pernambuco Imortal” (pp.137-139). Nilo Pereira, por sua vez, ao tratar do pioneirismo autonomista pernambucano, em “Pernambucanidade” (vol. I, pp.200-201), assim se expressa: “A Convenção do Beberibe, instalada em 5 de outubro de 1821, cria em Pernambuco, quase um ano antes da Independência, um governo autônomo, que a Independência encontra ao ser proclamada em 1822”. À frente da Junta de Goiana, acrescente-se, estava o probo e devotado goianense Francisco de Paula Gomes dos Santos (que também presidiu, mais tarde, por alguns dias, a Junta Governativa de Pernambuco que substituiu a de Gervásio Pires, em 1822), antes um rico plantador, perdera tudo, ou quase isso, em 1817, passando, anos após a independência do país, a ganhar a vida como advogado. Formavam-na, ainda, Joaquim Martins da Cunha Souto Maior, capitão-mor de Goiana e senhor do engenho Cangaú; Padre Manoel Silvestre de Araújo, proprietário e agricultor; Manuel dos Reis Curado, professor de Latim; Antônio Máximo de Souza, senhor do engenho Terra Nova; José Victoriano Delgado de Borba Cavalcanti e Albuquerque; Bernardo Pereira do Carmo, vereador da Câmara de Goiana; José Camelo Pessoa de Mello, revolucionário de 1817, eleito para comandar as tropas; Felipe Mena Callado da Fonseca, secretário (“Almanach de Goyanna”, p.18). Tiveram, ainda, meritória participação no movimento e nas lutas que se seguiram, os goianenses Ignácio Cavalcante de Albuquerque Lacerda e seu filho, Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque Lacerda (biografado por Pereira da Costa em “Dicionário Biográfico de Pernambucanos Célebres”, pp. 372-377), também revolucionários de 1817. Ainda do “Almanach de Goyanna” (pp.16-17) colho o seguinte depoimento de Edmundo Jordão: “O levante de Goyanna, contra o governo de Luiz de Rego, é o facto culminante da história goyannense (e por que não dizer?) da história pernambucana. Graças a elle fundou-se nesta cidade no dia 29 de Agosto de 1821 a primeira junta constitucional que houve no Brasil.”. Também, transcrevo do “Analecto Goianense” (tomo V, p.176) o seguinte excerto da biografia de José Camelo: “O illustre soldado da liberdade, o valente patriota José Camello Pessoa de Mello, morreu encanecido pelos annos, e legou à posteridade um nome legendário e memorável, por seus feitos de patriotismo, por sua bravura e distincção e pelo seu acrysolado amor da pátria.” Lady Maria Dundas Graham Callcot (1785 - 1842), mais conhecida no Brasil como Maria Graham, escritora britânica e notável pintora, desenhista e ilustradora, em “Journal of a Voyage to Brazil”, quando esteve em Recife de 21 de setembro a 14 de outubro de 1821, a bordo da fragata Dóris. comandada por seu marido Thomas Graham, capitão da Marinha Real inglesa, descreve a cidade assediada pelos patriotas goianenses, e um encontro entre comissão da tripulação da fragata inglesa, em que viajava, e os revoltosos em seus postos avançados, Rio Capibaribe acima. Manuel Bandeira, o grande poeta pernambucano, em “Seleta de Prosa” (p.52), com base na referida autora, assim descreve o episódio: “No quartel general dos revolucionários, em face dos membros da junta do governo provisório um homenzinho muito smart, que servia de intérprete, em francês passável, começou, a propósito daquela reclamação sobre barrela de roupa, um longo discurso de ataque à injustiça do governo português para com o Brasil em geral e para com os pernambucanos em particular. Os ingleses não pescavam quase nada, mas Maria Graham sentiu que a respeitável junta fazia a mais alta idéia do talento e da eloqüência do orador. Depois do discurso, a negociação sobre a roupa foi rápida e os estrangeiros obtiveram não só o que pretendiam como outros grandes favores e provas de cortesia.” Felipe Mena Calado da Fonseca, aludido acima, publicou a história desse movimento por meio da Typografia Mercantil, em Recife, em 1873, sob o título “Movimento Revolucionário de Goiana em 1817”. Ainda sobre a importância da participação de Goiana na deposição de Luiz do Rego, o depoimento do historiador Severino Vicente da Silva no trabalho intitulado “Pesquisa sobre a História dos Municípios da Mata Norte Pernambucana”, divulgado in profbiuvicente.blogspot.com/2008/06/textos-sobre-mata-norte-de-pernambuco: “Convém destacar a participação da vila na revolução constitucionalista de 1821. A união de tropas com as tropas oriundas de outras vilas, Paudalho, Nazaré, Tracunhaém e Limoeiro, resultou na formação do “Governo Constitucional Provisório da Província de Pernambuco” a 29 de agosto de 1821. A junta posteriormente, através de ofício, impõe ao governador Luiz do Rego Barreto que entregasse o poder à junta eleita e convocasse eleições legítimas. A escolha de uma Junta composta pelo então governador, composta e por membros do antigo Conselho e afetos pessoais, é recusada pelos goianenses. A luta diplomática é substituída por embate militar, que culmina com a vitória de Goiana, após o cerco do Recife. Luiz do Rego assina o Termo de Capitulação a 05 de outubro, que ficou conhecido como Convenção de Beberibe. Tal processo estabeleceu um governo independente na província e resultou na expulsão do último governador português, antecipando a independência política da província.” Finalmente, dos “Anais Pernambucanos” (volume VII, p.490), transcreve-se, alusiva à deposição de Luiz do Rego, o seguinte trecho da letra de uma canção de júbilo muito entoada na época pelos pernambucanos: “Luís do Rego foi guerreiro/ Sete campanhas venceu,/Mas na oitava de Goiana/ Luís do Rego esmoreceu/ Luiz do Rego foi chamado/ De raiva ficou maluco/ Sete campanhas que tinha/ As perdeu em Pernambuco,/ Luiz do Rego já dizia/ Que Pernambuco era seu/ Perdeu tudo quanto tinha/ O braço lhe esmoreceu/ A mulher de Luiz do Rego/ Não comia senão galinha;/ Inda não era princesa/ Já queria ser rainha”
Obstinação e Neruda
Se, lira, não és larga estrada,
Sê bem cuidada trilha.
Se de sol não és chamada,
Como planeta então brilha.
Cogito não ser preciso
Alcançar o melhor em tudo
Deve-se doar à meta, contudo,
O melhor do próprio siso.
Daí os poemas que abraço
Constantemente emendo,
Não sei se o ótimo faço
Ou se de poesia mal entendo,
Mas faço, desfaço e refaço,
Na obstinação do “não me rendo!”
*Josué Sena, poeta e desembargador do TJPE.
O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.
É Findi - Onde Você Estava no 11 de Setembro de 2001? - Crônica - Por Romero Falcão*
11/09/2026
O que me inspirou a escrever esta crônica foi um artigo publicado na Folha de S.Paulo, da jornalista Lúcia Guimarães, que vive em Nova York desde 1985. Eis os dois primeiros parágrafos:
Quando uma pequena multidão se reunir no memorial do 11 de setembro nesta sexta-feira, no sul de Manhattan, pela primeira vez, um sétimo sino será ouvido. Os seis primeiros marcam a hora exata, há 25 anos, da queda dos quatro aviões e do desabamento das duas torres.
Cada toque de sino é sucedido pela leitura solene dos nomes das 2.977 vítimas, e o sétimo toque vai relembrar milhares de mortos por suicídio, câncer e outras doenças associadas ao ar tóxico na área dos escombros. Estima-se que mais 5.000 pessoas morreram de problemas de saúde decorrentes do trabalho de resgate e por morar na vizinhança dos escombros.»
Pela leitura acima, o 11 de Setembro tem desdobramentos tão tenebrosos quanto os próprios aviões transformados em armas e lançados...
O que me inspirou a escrever esta crônica foi um artigo publicado na Folha de S.Paulo, da jornalista Lúcia Guimarães, que vive em Nova York desde 1985. Eis os dois primeiros parágrafos:
Quando uma pequena multidão se reunir no memorial do 11 de setembro nesta sexta-feira, no sul de Manhattan, pela primeira vez, um sétimo sino será ouvido. Os seis primeiros marcam a hora exata, há 25 anos, da queda dos quatro aviões e do desabamento das duas torres.
Cada toque de sino é sucedido pela leitura solene dos nomes das 2.977 vítimas, e o sétimo toque vai relembrar milhares de mortos por suicídio, câncer e outras doenças associadas ao ar tóxico na área dos escombros. Estima-se que mais 5.000 pessoas morreram de problemas de saúde decorrentes do trabalho de resgate e por morar na vizinhança dos escombros.»
Pela leitura acima, o 11 de Setembro tem desdobramentos tão tenebrosos quanto os próprios aviões transformados em armas e lançados contra o coração dos Estados Unidos.
Mas, pela veia da crônica, surge outra pergunta:
Onde você estava no 11 de Setembro de 2001, caro leitor, estimada leitora?
Eu estava dentro do meu Fusca, sem o banco do carona, carregando sacos de cimento para "erguer no patamar quatro paredes sólidas.Tijolo com tijolo num desenho lógico".
Na hora do almoço, entrei num bar de chão de poeira. A televisão transmitia as imagens das Torres Gêmeas em chamas. Aviões haviam sido sequestrados e usados como armas. Eu não entendia bulhufas daquilo. O garçom, de olhos arregalados, resumiu a tragédia:
— É bomba até umas horas.
Enquanto meus caninos estraçalhavam um galeto, as notícias chegavam à tela. Aos poucos, os fregueses iam sacando a gravidade da desgraça.
Depois de limpar a boca com as costas das mãos e pagar a conta, dirigi-me à construção.
Na entrada, o mestre de obra me abordou:
— Doutor, começou o fim do mundo.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda
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É Findi - Quem Diria? - Poema - Por Felipe Bezerra*
11/09/2026
Que tirar um criminoso da cadeia,
colocando-o na Presidência,
sem declaração de inocência
Com o Supremo tramando a teia,
dessa manobra de indecência,
com o aval de Suas Excelências
Que desequilibraram a concorrência,
com censura, "missão dada" e imprensa,
viraria uma crise sem precedência?
Eis a dura realidade:
não há espanto nem novidade,
é só a triste consequência.
*Felipe Bezerra, advogado e poeta. @felipebezerradesouza
O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.
Que tirar um criminoso da cadeia,
colocando-o na Presidência,
sem declaração de inocência
Com o Supremo tramando a teia,
dessa manobra de indecência,
com o aval de Suas Excelências
Que desequilibraram a concorrência,
com censura, "missão dada" e imprensa,
viraria uma crise sem precedência?
Eis a dura realidade:
não há espanto nem novidade,
é só a triste consequência.
*Felipe Bezerra, advogado e poeta. @felipebezerradesouza
O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.
O Poder antecipa o DataFolha: João cresce. Eleição indefinida
11/09/2026
Marcada para 18h45, o DataFolha está duvulgando uma nova rodada de pesquisas. Em Pernambuco, o resultado deve confirmar a tendência que já havia aparecido na Quaest, empate técnico.
Um cresce, a outra para
João cresceu dois pontos e Raquel ficou estabilizada, fazendo a diferença cair de 7 para 5 pontos.
Na espontânea
Raquel caiu 2 pontos e João cresceu 4 pontos.
O resultado mostra que a eleição está aberta e que o candidato do PSB vive um momento muito positivo.
A metodologia
Será publicada assim que divulgada pelo instituto. A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram entrevistadas 1.204 pessoas entre os dias 8 e 10 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é PE-04411/2026.
Marcada para 18h45, o DataFolha está duvulgando uma nova rodada de pesquisas. Em Pernambuco, o resultado deve confirmar a tendência que já havia aparecido na Quaest, empate técnico.
Um cresce, a outra para
João cresceu dois pontos e Raquel ficou estabilizada, fazendo a diferença cair de 7 para 5 pontos.
Na espontânea
Raquel caiu 2 pontos e João cresceu 4 pontos.
O resultado mostra que a eleição está aberta e que o candidato do PSB vive um momento muito positivo.
A metodologia
Será publicada assim que divulgada pelo instituto. A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram entrevistadas 1.204 pessoas entre os dias 8 e 10 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é PE-04411/2026.
Saiba porque Raquel TEIXEIRA Lyra desistiu do debate da TV Nova
11/09/2026
Tudo marcado, tudo anunciado, tudo confirmado.
De repente, depois de levar uma surra de argumentos e não conseguir engrenar uma resposta sequer esclarecedora e incontestável, a governadora correu com a sela. Desistiu sem justificativa do debate da TV Nova Nordeste, marcado para a noite do hoje, sexta-feira, 11/09/26.
É que
Entre os comentários, muito mal alinhavado da governadora, ela jogou contra ela mesma na questão dos ganhos acima do teto constitucional. Citou uma lei estadual que, como qualquer estagiário de direito sabe, não se sobrepõe à Constituição. E a Carta Magna é clara: o teto do funcionalismo é o salário de Presidente da República. Raquel fatura bem mais no governo de Pernambuco. Infringindo a lei, logo ela, ex-delegada e procuradora estadual.
Porém
Teve outro detalhe que poucos perceberam. A própria governadora levantou um tema de suposta corrupção de uma empresa, assunto muito perigoso para...
Tudo marcado, tudo anunciado, tudo confirmado.
De repente, depois de levar uma surra de argumentos e não conseguir engrenar uma resposta sequer esclarecedora e incontestável, a governadora correu com a sela. Desistiu sem justificativa do debate da TV Nova Nordeste, marcado para a noite do hoje, sexta-feira, 11/09/26.
É que
Entre os comentários, muito mal alinhavado da governadora, ela jogou contra ela mesma na questão dos ganhos acima do teto constitucional. Citou uma lei estadual que, como qualquer estagiário de direito sabe, não se sobrepõe à Constituição. E a Carta Magna é clara: o teto do funcionalismo é o salário de Presidente da República. Raquel fatura bem mais no governo de Pernambuco. Infringindo a lei, logo ela, ex-delegada e procuradora estadual.
Porém
Teve outro detalhe que poucos perceberam. A própria governadora levantou um tema de suposta corrupção de uma empresa, assunto muito perigoso para ela. O caso respinga no círculo mais íntimo, próximo e de confiança da própria Raquel Teixeira.
Bem
Cada qual sabe o pote que aguenta quando pega a rodilha. O Poder apenas procura comentar aspectos diferentes dos assuntos que aborda. Esse espanta porque é muito diferente mesmo.
A Geometria do caos em Slave Mass, por Zé da Flauta*
11/09/2026
Quando Hermeto Pascoal desembarcou nos estúdios da Paramount em Los Angeles, no verão americano de 1976, ele não trazia apenas partituras; trazia uma concepção de mundo onde a fronteira entre o ruído e a sinfonia simplesmente não existe.
Slave Mass, lançado no ano seguinte, é um daqueles eventos raros na história da arte em que a técnica instrumental mais apurada se dobra diante da força de uma natureza primitiva. Para quem transita entre arranjos, pautas e a física do som, o álbum é uma aula aberta de como a sofisticação harmônica pode andar de mãos dadas com o instinto.
O Porco, e a mágica rítmica
Há uma estética profunda no modo como Hermeto constrói a faixa-título. Inserir o grunhido de porcos no meio de uma massa de sopros e vocais líricos não foi uma provocação barata ou um truque de estúdio; foi um manifesto estético. Ao lado de gigantes como Airto Moreira, Flora Purim, Raúl de Souza, Chester Thompson e Alphonso Johnson, o "Br...
Quando Hermeto Pascoal desembarcou nos estúdios da Paramount em Los Angeles, no verão americano de 1976, ele não trazia apenas partituras; trazia uma concepção de mundo onde a fronteira entre o ruído e a sinfonia simplesmente não existe.
Slave Mass, lançado no ano seguinte, é um daqueles eventos raros na história da arte em que a técnica instrumental mais apurada se dobra diante da força de uma natureza primitiva. Para quem transita entre arranjos, pautas e a física do som, o álbum é uma aula aberta de como a sofisticação harmônica pode andar de mãos dadas com o instinto.
O Porco, e a mágica rítmica
Há uma estética profunda no modo como Hermeto constrói a faixa-título. Inserir o grunhido de porcos no meio de uma massa de sopros e vocais líricos não foi uma provocação barata ou um truque de estúdio; foi um manifesto estético. Ao lado de gigantes como Airto Moreira, Flora Purim, Raúl de Souza, Chester Thompson e Alphonso Johnson, o "Bruxo" provou que o jazz tradicional e a música erudita ocidental eram teto, e não chão.
Em faixas como "Lustosa" e "Viajando pelo Brasil", a polirritmia do Nordeste, o baião, o frevo e o xote, é desacelerada e torcida até revelar uma geometria secreta, onde cada nota de flauta ou piano elétrico parece ocupar o único lugar possível no espaço.
Desconcertando o mundo
O impacto de Slave Mass no mercado internacional foi o de um cometa. Numa época em que o fusion americano corria o risco de se tornar uma exibição técnica fria e virtuosística, Hermeto injetou a carne, o suor e a terra molhada do Brasil.
O disco não pedia licença para ser aceito pelo público estrangeiro; ele impunha uma linguagem própria, provando que a nossa riqueza melódica e rítmica não precisava passar pelo filtro do hemisfério norte para ser universal. Cada tema é um mapa afetivo de um país profundo, retratado sem o exotismo caricato, mas com a fúria criativa de quem enxerga música em qualquer canto do planeta.
A lição que fica
Quase meio século após o seu lançamento, Slave Mass permanece como um farol para qualquer criador. Ele nos lembra que a verdadeira genialidade não está em dominar os manuais, mas em ter a coragem de rasgá-los para inventar a própria regra. Hermeto nos ensina que o som está vivo, esperando para ser libertado de uma pedra, de um pedaço de madeira, de um sopro de flauta ou do silêncio entre duas notas. Ouvir essa obra hoje é renovar a fé na capacidade humana de transformar o caos do cotidiano em pura beleza e transcendência.
Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista
Jena Agra lança livro organizado por Eduardo Shinyashiki na Bienal de São Paulo
11/09/2026
‘Faça do possível o extraordinário’. Este é o livro que será lançado no próximo domingo (13/09), às 10h, pela educadora financeira, Jena Agra na Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
Reunião de Autores
Organizada por Eduardo Shinyashiki, a obra da Editora Gente reúne 23 autores que abordam o extraordinário por diferentes caminhos, com experiências reais, reflexões e práticas aplicáveis à vida pessoal e profissional.
A riqueza é uma escolha, e o extraordinário é uma construção
Jena Agra, empresária, mentora, palestrante e criadora do Método INTEF®?, mostra no capítulo com o título ‘A riqueza é uma escolha, e o extraordinário é uma construção’, que ganhar mais dinheiro nem sempre produz segurança, liberdade ou tranquilidade. A autora investiga comportamentos, urgências e crenças herdadas que influenciam escolhas financeiras sem que sejam percebidos.
...
‘Faça do possível o extraordinário’. Este é o livro que será lançado no próximo domingo (13/09), às 10h, pela educadora financeira, Jena Agra na Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
Reunião de Autores
Organizada por Eduardo Shinyashiki, a obra da Editora Gente reúne 23 autores que abordam o extraordinário por diferentes caminhos, com experiências reais, reflexões e práticas aplicáveis à vida pessoal e profissional.
A riqueza é uma escolha, e o extraordinário é uma construção
Jena Agra, empresária, mentora, palestrante e criadora do Método INTEF®?, mostra no capítulo com o título ‘A riqueza é uma escolha, e o extraordinário é uma construção’, que ganhar mais dinheiro nem sempre produz segurança, liberdade ou tranquilidade. A autora investiga comportamentos, urgências e crenças herdadas que influenciam escolhas financeiras sem que sejam percebidos.
Prosperidade
O capítulo convida o leitor a observar o que os recursos que possui revelam sobre prioridades e qual futuro está sendo construído pelas decisões atuais que toma. Ao ampliar o significado de riqueza, a leitura mostra que prosperidade envolve direção, coerência e consciência, e pode começar muito antes de grandes conquistas materiais.
Eduardo Shinyashiki
O organizador do livro, Eduardo Shinyashiki é neuropsicólogo, mestre em liderança educadora, palestrante, treinador internacional, mentor e escritor. Dedica-se ao desenvolvimento humano há mais de quatro décadas, inspirando milhares de pessoas no Brasil e na Europa a expandirem o poder pessoal, a inteligência emocional e a capacidade de comunicar com autenticidade.
Debate - Constrangida, Raquel derrapa e não responde pergunta de Ivan Moraes sobre governo Bolsonaro
11/09/2026
Raquel Lyra (PSD) evitou, mais uma vez, entrar no terreno da política nacional. Durante o debate promovido pela Rádio Cidade, na manhã de hoje, sexta-feira (11/09), em Caruaru, Ivan Moraes (PSOL) pediu que a governadora fizesse uma avaliação do governo Jair Bolsonaro. A pergunta foi direta. A resposta não.
Fique no muro
Ivan, inclusive, fez questão de afastar a saída que Raquel costuma usar quando questionada sobre a eleição presidencial. “Eu não vou tentar lhe tirar desse muro nesse momento. Eu queria uma opinião sua sobre o governo Bolsonaro”.
Pandemia
Ele lembrou que Raquel era prefeita de Caruaru durante a pandemia e perguntou como ela avaliava aquele período para o Brasil, estados e municípios.
Raquel
Sequer citou Bolsonaro. Usou praticamente todo o tempo para fazer um balanço do próprio governo e voltou à ideia de que pretende ser uma governadora “pernambuquista”.
Raquel Lyra (PSD) evitou, mais uma vez, entrar no terreno da política nacional. Durante o debate promovido pela Rádio Cidade, na manhã de hoje, sexta-feira (11/09), em Caruaru, Ivan Moraes (PSOL) pediu que a governadora fizesse uma avaliação do governo Jair Bolsonaro. A pergunta foi direta. A resposta não.
Fique no muro
Ivan, inclusive, fez questão de afastar a saída que Raquel costuma usar quando questionada sobre a eleição presidencial. “Eu não vou tentar lhe tirar desse muro nesse momento. Eu queria uma opinião sua sobre o governo Bolsonaro”.
Pandemia
Ele lembrou que Raquel era prefeita de Caruaru durante a pandemia e perguntou como ela avaliava aquele período para o Brasil, estados e municípios.
Raquel
Sequer citou Bolsonaro. Usou praticamente todo o tempo para fazer um balanço do próprio governo e voltou à ideia de que pretende ser uma governadora “pernambuquista”.
Na réplica
Ivan apontou o desvio. “Que carreira medonha que tu deste agora”, reagiu. Em seguida, reforçou que não havia perguntado em quem Raquel votaria nem pedido que ela “saísse do muro”. Queria apenas saber como a governadora avaliava a passagem de Bolsonaro pela Presidência.
O candidato do PSOL
Fez então a própria crítica ao período, citando pandemia, fome, desemprego e a condução do governo federal.
Raquel
Ganhou mais um minuto para responder. E, novamente, não avaliou o governo Bolsonaro.
O debate desta sexta reuniu, pela primeira vez nesta campanha, em um mesmo encontro, Raquel Teixeira Lyra, João Campos e Ivan Moraes. Realizado no Teatro do Shopping Difusora, em Caruaru, o programa é transmitido pela Rádio Cidade e por uma rede de veículos parceiros.
No fim, Ivan fez uma pergunta duas vezes. Não perguntou em quem Raquel vai votar para presidente. Não pediu apoio a Lula. Pediu apenas uma avaliação sobre o governo Bolsonaro. E saiu do bloco sem ouvi-la.
O Outro Onze de Setembro - Por José Ricardo de Souza*
11/09/2026
No mundo inteiro hoje, dia 11 de setembro, serão lembrados os vinte e cinco anos dos ataques terroristas aos Estados Unidos da América, quando dois aviões tomados por terroristas foram direcionados contra as Torres Gêmeas do World Trade Center na ilha de Manhattan (em Nova York), um terceiro contra o Pentágono, e um quarto foi derrubado pelos próprios tripulantes caiu em um campo próximo à cidade de Shansksville, no estado da Pensilvania.
A autoria dos atentados em série foi reivindicada por Osama Bin Laden, líder da Al Qaeda, uma organização terrorista de cunho fundamentalista islâmica. As cenas dos ataques puderam serem assistidas ao vivo por milhares de pessoas em centenas de TVs espalhadas pelo planeta. Foi o pior ataque externo aos Estados Unidos desde o ataque nipônico de Pearl Harbor na Segunda Guerra Mundial em 7 de dezembro de 1941
No entanto, um outro onze de setembro nunca é citado nos livros de História ou lembrado pelos grandes noticiários int...
No mundo inteiro hoje, dia 11 de setembro, serão lembrados os vinte e cinco anos dos ataques terroristas aos Estados Unidos da América, quando dois aviões tomados por terroristas foram direcionados contra as Torres Gêmeas do World Trade Center na ilha de Manhattan (em Nova York), um terceiro contra o Pentágono, e um quarto foi derrubado pelos próprios tripulantes caiu em um campo próximo à cidade de Shansksville, no estado da Pensilvania.
A autoria dos atentados em série foi reivindicada por Osama Bin Laden, líder da Al Qaeda, uma organização terrorista de cunho fundamentalista islâmica. As cenas dos ataques puderam serem assistidas ao vivo por milhares de pessoas em centenas de TVs espalhadas pelo planeta. Foi o pior ataque externo aos Estados Unidos desde o ataque nipônico de Pearl Harbor na Segunda Guerra Mundial em 7 de dezembro de 1941
No entanto, um outro onze de setembro nunca é citado nos livros de História ou lembrado pelos grandes noticiários internacionais, e sequer é mencionado nas efemérides desta data. Apagado, esquecido, invisibilizado, este outro onze de setembro é o começo de uma história nefasta, dolorosa e tortuosa de um país da nossa querida América Latina. Foi nesta data fatídica que se instalou no Chile a ditadura de Augusto Pinochet, um das mais cruéis e sanguinárias do continente, marcada por prisões, torturas, assassinatos e muita repressão.
Era manhã de 11 de setembro de 1973, e o Palácio de La Moneda, no centro de Santiago, capital do Chile, estava sob ataque. Tanques e aviões Hawer Hunter da Força Aérea bombardavam o edifício cercado por tanques. O presidente Salvador Allende chegou por volta de 7:30h, acompanhado por assessores. Alguns minutos antes das dez horas, tanques militares cercaram o palácio e às 10:15h Allende fez seu último discurso pelas ondas da Rádio Magallanes. Em suas palavras ecoava a voz de um líder eleito democraticamente pelo povo e que vivia seus últimos momentos de vida. A defesa da democracia foi sua última bandeira a ser levantada. Ele sabia que não sairia vivo dali. A voz de um cordeiro a ser imolado pelo pecado social de um sistema que privilegiava poucos privilegiados e excluía a maioria era num tom de despedida.
No começo da tarde, Allende pediu para que seus apoiadores abandonassem La Moneda, e por volta de 14:20h seu corpo é encontrado sem vida dentro do palácio. A versão oficial: suicídio. A versão oficiosa: assassinato. A verdade? Sufocada entre a disputa de narrativas entre defensores do golpe de Estado e aqueles que lutam para que a memória dos mortos e desaparecidos da ditadura chilena não caíam no esquecimento.
As chamas que arderam na fachada do palácio de La Moneda, queimando até mesmo a bandeira chilena, eram os augúrios do que estava por vir nos próximos anos no Chile: mais de 3000 pessoas foram mortas ou desapareceram, 30000 pessoas foram torturadas e 200000 chilenos foram forçados ao exílio. O país viveu neste período prisões em massa, execuções sumárias, censura imediata e um clima de terror coletivo.
O Estádio Nacional de Santiago foi transformado pelos golpistas em centro de detenção, onde prisioneiros eram interrogados e torturados, dentre eles o caso mais emblemático foi o do cantor, poeta, compositor e ativista chileno Víctor Jara, símbolo da Nueva Canción Chilena. Jara foi preso logo após o golpe de 11 de setembro e levado ao Estádio Chile, que hoje leva seu nome. Teve as mãos fraturadas, foi espancado e humilhado. Em 16 de setembro de 1973 foi assassinado com mais de 40 tiros e seu corpo abandonado nas ruas de Santigo. Sua morte se tornou símbolo da violência da ditadura chilena e suas canções, como "Te Recuerdo Amanda" e "El Dercho de Vivir em Paz" são hinos da luta por liberdade e justiça social.
Durante 17 anos, o Chile viveu seus piores momentos, com um governo autoritário e aliado dos Estados Unidos da América. Não por acaso, muitos dos golpes militares que aconteceram aqui na América Latina foram planejados nas salas e dependências do World Trade Center por militares, banqueiros e empresários ianques. A ditadura de Pinochet terminou em 5 de outubro de 1988, quando num plesbicito 55,99% da população votaram "Não" à sua permanência no poder. Após a presidência, ele continuou como como comandante do exército até 1988 e depois como senador vitalício até sua morte em 10 de dezembro de 2006, aos 91 anos, na capital chilena.
É muito provável que hoje, 11 de setembro de 2026, você ouça alguma notícia sobre as celebrações às vítimas dos ataques terroristas aos Estados Unidos, mas dificilmente alguém falará de Salvador Allende, do ataque ao palácio de La Monera, do assassinato cruel de Víctor Jara ou das centenas de mortos nos cárceres chilenos da ditadura de Pinochet. O que aconteceu no Chile precisa ser contado, para que não seja repetido.
Pela memória dos mortos e desaparecidos políticos da ditadura de Augusto Pinochet e pelo 11 de setembro chileno, está é uma história que precisa ser contada! A exaltação de um fato histórico e o esquecimento de outro fato histórico, ambos importantes, que aconteceram na mesma data (em anos diferentes) mostra que a escrita da História pode ser seletiva, mas os fatos que a ela remetem teimam em sair do ostracismo a que foram condenados. Não por medo, mas por coragem. Com a ousadia de dar voz àqueles que tiveram sua vida ceifada em nome da democracia chilena.
*Prof. José Ricardo de Souza, da rede pública estadual de ensino, historiador, e escritor. Membro da Academia de Letras e Artes da Cidade do Paulista (ALAP), sócio honorário do Instituto Arqueológico, Histórico, Geográfico Pernambucano (IAHGP) e fundador do Instituto Histórico, Geográfico, Arqueológico, Antropológico da Cidade do Paulista (IHGAAP). Criador do projeto Muita História pra Contar. @josericardope01 nas principais redes sociais.
*José Ricardo de Souza, é professor da rede pública estadual de ensino, historiador e escritor. Membro da ALAP, IAHGP, IHGAAP e UBE-Paulista. Criador do Projeto Muita História pra Contar. @josericardope01
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Raquel Fura Teto: com penduricalhos, governadora recebeu R$ 2,2 milhões no mandato, bem acima do limite constitucional
11/09/2026
A declaração de Raquel Lyra (PSD) sobre ter apenas R$ 1 em uma conta bancária, que gerou polêmica no início da campanha eleitoral em Pernambuco, contrasta com os ganhos da governadora, que vêm superando R$ 70 mil por mês. Nos 32 meses em que teve vencimentos, mandato, ela já recebeu R$ 2,2 milhões em salários, mais de seis vezes o valor que declarou possuir em bens ao registrar recentemente sua candidatura à reeleição junto à Justiça Eleitoral. Os embolsos também superam em quase três vezes a remuneração que ela deveria receber como governadora, medida que pode ser considerada inconstitucional, levar a candidata a ser acusada de improbidade administrativa e a uma condenação de ressarcimento aos cofres públicos.
De onde vem
Os ganhos de Raquel acima do teto constitucional são provenientes de seu cargo como procuradora do estado. Pouco depois de assumir o cargo, em 2023, ela remeteu à Assembleia Legislativa um projeto de lei aumentando o subsídio de...
A declaração de Raquel Lyra (PSD) sobre ter apenas R$ 1 em uma conta bancária, que gerou polêmica no início da campanha eleitoral em Pernambuco, contrasta com os ganhos da governadora, que vêm superando R$ 70 mil por mês. Nos 32 meses em que teve vencimentos, mandato, ela já recebeu R$ 2,2 milhões em salários, mais de seis vezes o valor que declarou possuir em bens ao registrar recentemente sua candidatura à reeleição junto à Justiça Eleitoral. Os embolsos também superam em quase três vezes a remuneração que ela deveria receber como governadora, medida que pode ser considerada inconstitucional, levar a candidata a ser acusada de improbidade administrativa e a uma condenação de ressarcimento aos cofres públicos.
De onde vem
Os ganhos de Raquel acima do teto constitucional são provenientes de seu cargo como procuradora do estado. Pouco depois de assumir o cargo, em 2023, ela remeteu à Assembleia Legislativa um projeto de lei aumentando o subsídio de governadora para R$ 22 mil, mas optou pelo soldo de sua carreira efetiva na Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que é quase três vezes maior. Entre janeiro de 2023 e junho de 2026, Raquel embolsou R$ 2.211.744,08. Desde junho de 2026, por exemplo, ela ganha um salário de R$ 50,7 mil mensais, fora R$ 10,1 mil em penduricalhos, o que soma R$ 60,8 mil por mês. Os dados são do Portal da Transparência do Governo de Pernambuco.
A conta
Se a governadora ja recebeu mais de 2,2 milhões em 32 meses, o ganho mensal chega a R$ 70 mil, salvo erro da máquina de calcular.
A Constituição Federal
Permite que governadores que sejam concursados mantenham o vínculo efetivo com seu órgão de origem enquanto desempenham o mandato eletivo, mas não abre margem para que optem pela maior remuneração, como ocorre com prefeitos e vereadores. A Lei Estadual 6.123/1968, que trata do Estatuto dos Funcionários Públicos Civis de Pernambuco, também veda a prática. “Perderá o vencimento do cargo efetivo o funcionário: (...) em exercício de mandato eletivo remunerado, federal, estadual ou municipal”, exceto prefeitos e vereadores.
R$ 1,00
Mesmo com esses ganhos ao longo de quase quatro anos, a governadora declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que só “enriqueceu” R$ 19 mil entre a eleição de 2022 e a de agora, acumulando um patrimônio de R$ 359 mil, o que representa um sexto de tudo o que ela recebeu em salários no período. Entre seus bens, estão um apartamento em Jaboatão dos Guararapes, aplicações de R$ 69 mil e o saldo de apenas R$ 1 em uma conta bancária, o que virou motivo de críticas no início da campanha eleitoral.
PF aponta Flávio como “interlocutor direto” de Vorcaro sobre Dark Horse
11/09/2026
A PF (Polícia Federal) aponta que há elementos indicando que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, aparece como "interlocutor direto" do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em tratativas relacionadas ao financiamento da produção do filme Dark Horse, incluindo "cobranças de pagamentos, reuniões presenciais e acompanhamento do andamento das gravações".
A informação
A informação consta em representação da Polícia Federal enviada ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), dentro do inquérito que investiga os crimes relacionados ao caso do Banco Master. Os documentos tiveram o sigilo retirado na noite de hoje, quinta-feira (10/09).
A representação
Na representação, encaminhada no dia de 8 julho ao gabinete do ministro, a corporação comenta sobre indícios de participação de Flávio Bolsonaro na viabilização e cobranças dos aportes do Dark Horse. O filme conta a história po...
A PF (Polícia Federal) aponta que há elementos indicando que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, aparece como "interlocutor direto" do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em tratativas relacionadas ao financiamento da produção do filme Dark Horse, incluindo "cobranças de pagamentos, reuniões presenciais e acompanhamento do andamento das gravações".
A informação
A informação consta em representação da Polícia Federal enviada ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), dentro do inquérito que investiga os crimes relacionados ao caso do Banco Master. Os documentos tiveram o sigilo retirado na noite de hoje, quinta-feira (10/09).
A representação
Na representação, encaminhada no dia de 8 julho ao gabinete do ministro, a corporação comenta sobre indícios de participação de Flávio Bolsonaro na viabilização e cobranças dos aportes do Dark Horse. O filme conta a história política e pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Shows de Peninha e Pablo, diversos festivais, espetáculos e exposições, movimentam agenda cultural no Grande Recife; confira
11/09/2026
Uma agenda de intensa atividade cultural. Diversos festivais, exposições e espetáculos. Muitos gratuitos. O fim de semana no Grande Recife reúne opções para todos os públicos, com shows, espetáculos, festivais e eventos gratuitos. Entre as atrações, estão o Projeto Seis e Meia, com show de Peninha, as apresentações de Maurício Manieri e da Budega do Pablo, com Conde Só Brega e Zezo, e o AFROPUNK Experience, com Linn da Quebrada e Lia de Itamaracá.
Musical
A agenda também inclui o musical "Francisco — Um Instrumento de Paz", além da programação especial pelos 80 anos do Sesc e das comemorações do Dia Nacional do Frevo, celebrado em 14 de setembro. No domingo (13), a 25ª Parada da Diversidade de Pernambuco movimenta o Parque Dona Lindu, na Zona Sul do Recife.
Confira:
Cinderela — “35 anos de sucesso!”
A exposição “35 anos de sucesso!” celebra a trajetória da peça “Cinderela - A História Que S...
Uma agenda de intensa atividade cultural. Diversos festivais, exposições e espetáculos. Muitos gratuitos. O fim de semana no Grande Recife reúne opções para todos os públicos, com shows, espetáculos, festivais e eventos gratuitos. Entre as atrações, estão o Projeto Seis e Meia, com show de Peninha, as apresentações de Maurício Manieri e da Budega do Pablo, com Conde Só Brega e Zezo, e o AFROPUNK Experience, com Linn da Quebrada e Lia de Itamaracá.
Musical
A agenda também inclui o musical "Francisco — Um Instrumento de Paz", além da programação especial pelos 80 anos do Sesc e das comemorações do Dia Nacional do Frevo, celebrado em 14 de setembro. No domingo (13), a 25ª Parada da Diversidade de Pernambuco movimenta o Parque Dona Lindu, na Zona Sul do Recife.
Confira:
Cinderela — “35 anos de sucesso!”
A exposição “35 anos de sucesso!” celebra a trajetória da peça “Cinderela - A História Que Sua Mãe Não Contou”, um dos sucessos do teatro pernambucano. A mostra reúne fotos, figurinos, matérias, críticas e curiosidades sobre o espetáculo, além de uma linha do tempo com momentos marcantes da montagem. O acervo também homenageia artistas que passaram pela peça e inclui a boneca gigante da personagem Cindy, conhecida nos carnavais de Olinda
Exposição “35 anos de sucesso!”
De sexta-feira (11) a 30 de setembro. Visitação de segunda a sábado, das 9h às 22h, e aos domingos, das 12h às 21h
Praça Olinda, no Shopping Tacaruna
Peça "O mal eu não desejo, mas o fim eu hei de ver"
A peça satiriza os bastidores do fazer cênico em uma comédia metalinguística que mistura ficção e realidade. A trama acompanha um grupo teatral que tenta montar uma radionovela, enquanto conflitos, disputas de poder e neuroses dos artistas passam a atravessar a própria criação. O texto é de Gildon Oliveira e a direção de Eduardo Machado.
Peça "O mal eu não desejo, mas o fim eu hei de ver"
De sexta-feira (11) a 26 de setembro, nas sextas e sábados, às 19h
Teatro Arraial Ariano Suassuna: R. da Aurora, 457, Boa Vista - Recife
Festival Dia Nacional do Frevo
O Paço do Frevo celebra o Dia Nacional do Frevo, comemorado em 14 de setembro, com um festival. A programação reúne feira, oficina, espetáculo, arrastão e visitação gratuita, destacando diferentes expressões do patrimônio cultural. Entre os destaques estão a edição especial do Arrastão do Frevo com Eu Acho É Pouco e Minhocão de Olinda, além do show da Orquestra Malassombro e da apresentação do Grupo Fuzuê de Dança.
Festival Dia Nacional do Frevo
Paço do Frevo: Praça do Arsenal da Marinha, 91 - Bairro do Recife
Projeto Seis e Meia com Peninha
O cantor e compositor Peninha é a atração de setembro do Projeto Seis e Meia. No espetáculo “Minhas Canções”, o artista interpreta composições que marcaram a música brasileira e foram gravadas por nomes como Caetano Veloso, Tim Maia, Fábio Júnior e Alexandre Pires. O repertório inclui sucessos como “Sozinho”, “Alma Gêmea”, “Sonhos” e “Adoro Amar Você”. A abertura da noite será de Geraldo Maia e Renato Bandeira.
Projeto Seis e Meia com Peninha
Sexta-feira (11), às 18h30
Teatro do Parque: Rua do Hospício, 81, Boa Vista - Recife
Rock ao Piano - Especial Queen
O pianista curitibano Bruno Hrabovsky volta ao Recife com duas apresentações do projeto “Rock ao Piano - Especial Queen”. O concerto em cartaz há 13 anos pelo Brasil faz uma homenagem à banda britânica em um programa organizado em ordem cronológica, percorrendo diferentes fases da trajetória do grupo e incluindo composições de seus quatro integrantes.
Rock ao Piano - Especial Queen
Sexta-feira (11) e sábado (12), às 19h
Teatro de Santa Isabel: Praça da República, s/n, Santo Antônio - Recife
Cine Apipucos
O Cine Apipucos promove uma programação com filmes nacionais, clássicos e produções voltadas a diferentes públicos.
Cine Apipucos
Parque Apipucos: Rua Apipucos, s/n, Apipucos - Recife
Entrada gratuita
Espetáculo “Ombela”
Há mais de dez anos em cartaz, “Ombela” volta aos palcos com uma nova temporada no Recife. A montagem do grupo O Poste Soluções Luminosas reúne textos do escritor angolano Manuel Rui e trechos na língua africana Umbundo, em uma encenação que aborda arquétipos do universo feminino e a ancestralidade africana. O espetáculo tem atuação de Agrinez Melo e Naná Sodré, trilha sonora com direção musical de Isaar e preparação musical de Surama Ramos.
Espetáculo “Ombela”
Apresentações nos dias 11, 12, 18, 19, 25 e 26 de setembro, às 19h
Espaço O Poste: Rua do Riachuelo, 641, Boa Vista - Recife
Show de Maurício Manieri
Maurício Manieri apresenta a nova etapa da turnê “Classics - Tour Inesquecível”. O show reúne sucessos da carreira do cantor e compositor, como “Minha Menina”, “Bem Querer”, “Classic” e “Pensando em Você”, além de releituras de clássicos nacionais e internacionais.
Maurício Manieri apresenta “Classics - Tour Inesquecível”
Sexta-feira (11), a partir das 21h
Teatro Guararapes - Centro de Convenções de Pernambuco: Avenida Professor Andrade Bezerra, s/n, Salgadinho - Olinda
Projeto “Na Pisada do Cavalo Marinho Boi Estrela: Intercâmbio de Tradições”
O projeto “Na Pisada do Cavalo-Marinho Boi Estrela: Intercâmbio de Tradições” encerra a programação gratuita de oficinas e apresentações voltada ao diálogo entre diferentes manifestações culturais pernambucanas com apresentação do Boi Estrela.
Na pisada do cavalo-marinho boi estrela: intercâmbio de tradições
Sábado (12), das 16h às 17h
Na sede do Centro de Educação e Cultura Daruê Malungo: Rua Passarela, 18A, Chão de Estrelas - Recife
Musical “Francisco — Um Instrumento de Paz”
O musical volta ao palco em apresentação única para celebrar um ano de estreia e os 800 anos da morte de Francisco de Assis. Com texto e direção geral de Roberto Costa, a montagem acompanha a transformação de Giovanni di Pietro di Bernardone em Francisco de Assis, destacando sua conversão e a escolha por uma vida de humildade e fraternidade. Vencedor de três prêmios no 32º Janeiro de Grandes Espetáculos, o trabalho reúne 22 artistas em cena entre atores, cantores e músicos.
Musical “Francisco — Um Instrumento de Paz”
Sábado (12), às 16h
Teatro do Parque: Rua do Hospício, 81, Boa Vista – Recife
AFROPUNK Experience Recife
O AFROPUNK Experience Recife chega pela primeira vez a Pernambuco com proposta de celebrar a diversidade sonora, a cultura e a identidade. A programação reúne Lia de Itamaracá & Daúde, Ebony, Linn da Quebrada, Barbarize, Boneka e Marley no Beat, em um encontro entre artistas consagrados e nomes da nova geração. O evento itinerante já passou pelo Rio de Janeiro e estreia no Recife com foco em diferentes vertentes da música negra e urbana.
AFROPUNK Experience Recife
Sábado (12), a partir das 17h
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE): Av. Prof. Moraes Rego, 1235, Cidade Universitária - Recife
Bodega do Pablo
O cantor Pablo comanda no Recife a “Budega do Pablo”, projeto que revisita diferentes momentos da carreira do artista. Conhecido pelo arrocha e por canções ligadas ao amor e à desilusão, o cantor divide a programação com Conde Só Brega e Zezo, em uma noite dedicada à música romântica nordestina.
Bodega do Pablo
Sábado (12), a partir das 20h
Classic Hall: Avenida Governador Agamenon Magalhães, s/n, Salgadinho – Olinda
Espetáculo “Por um fio”
A artista pernambucana MAJU estreia o espetáculo cênico-musical “Por um fio”, que reúne música, poesia, teatro, dança e performance. Cantora, compositora, poeta e pesquisadora do corpo, MAJU desenvolve uma produção marcada pelo diálogo entre diferentes linguagens artísticas enquanto propõe uma travessia sobre memória, ausência, sobrevivência e transformação.
Espetáculo “Por um fio”
Sábado (12), às 20h
Espaço Cênicas: Rua Vigário Tenório, 199 - Bairro do Recife
25ª Parada da Diversidade de Pernambuco
A 25ª Parada da Diversidade de Pernambuco terá uma programação concentrada no Parque Dona Lindu, na Zona Sul do Recife, com apresentações culturais, performances, shows, pronunciamentos e ações de mobilização política e social. Este ano, o evento não terá o tradicional desfile de trios elétricos pela Avenida Boa Viagem. Segundo a organização, a decisão foi tomada após diálogo com o poder público e órgãos de segurança e mobilidade, diante das obras de revitalização da orla.
25ª Parada da Diversidade de Pernambuco
Domingo (13), das 8h às 17h
Parque Dona Lindu: Avenida Boa Viagem, s/n, Boa Viagem - Recife
Samba da Estação
A primeira edição do Samba da Estação reúne uma roda de samba comandada por Gerlane Lops, nome do samba pernambucano, e participação de Ju Moraes. O encontro também inclui opções gastronômicas da casa, com prato assinado pelo chef Danilo Vieira e outros itens preparados por Alex Silva.
Samba da Estação
Sábado (12), a partir das 15h
Casa Estação da Luz: Rua Prudente de Morais, 313, Carmo - Olinda
Festival Internacional de Dança do Recife
O 29º Festival Internacional de Dança do Recife se estende por dez dias, com mais de 30 espetáculos e performances de grupos nacionais e estrangeiros. Entre as atrações, está a estreia latino-americana do espetáculo "Famulus 4.0", do coletivo espanhol Iron Skull Co. Nesta edição, o evento homenageia o coreógrafo, bailarino e professor Airton Tenório, que morreu em julho deste ano, aos 77 anos; e a Escola de Frevo do Recife, no bairro da Encruzilhada, na Zona Norte da cidade.
29º Festival Internacional de Dança do Recife
Até domingo (13). Veja programação
Em diversos espaços culturais do Recife
Festival 80 anos do Sesc
O Sesc Pernambuco celebra os 80 anos da instituição com uma programação que reúne cerca de 40 atividades para toda a família, com shows, ações de saúde, recreação, atividades literárias, vivências circenses e feira de economia criativa e gastronomia. O evento também arrecada alimentos não perecíveis para instituições sociais e realiza sorteios de prêmios para o público.
Festival 80 anos Sesc
Sítio Trindade: Estrada do Arraial, 3259, bairro de Casa Amarela - Recife
Espetáculo "Aventura Caninossáurica"
O espetáculo infantil propõe uma aventura pré-histórica com filhotes de cães em uma missão para proteger dinossauros em uma ilha misteriosa. A montagem reúne música, dança, humor e interação com o público, convidando crianças e adultos a participar da história. A sessão também terá um momento para fotos com os personagens antes da apresentação.
"Aventura Caninossáurica"
Domingo (13), às 16h
Teatro Barreto Júnior: Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina - Recife
50ª edição do Mercado Capitão
O Mercado Capitão chega à 50ª edição reunindo arte, economia criativa, gastronomia e música no Centro do Recife. O artista convidado desta edição é Raoni Assis, que apresenta quadrinhos, quadros, estudos e fará desenhos ao vivo. A programação também inclui oficina gratuita de papel machê com o Coletivo Mãos Talentosas e apresentação musical de Heitor Costa. Ao longo de 50 encontros, o projeto vem aproximando o público de artistas, artesãos, designers e pequenos empreendedores.
50ª edição do Mercado Capitão
Domingo (13), das 10h às 19h
Casa Capitão: Rua Capitão Lima, 124, Santo Amaro, Recife
Aniversário do Grupo Sassarico
O Grupo Sassarico comemora 30 anos de trajetória com uma festa dedicada ao samba e ao pagode. A programação reúne shows do próprio Sassarico e de Telmo Santiago, Luika Ketilyn, Excesso de Bagagem e Sem Razão. O evento também contará com camarote open bar e ação com entrada gratuita para mulheres até determinado horário.
Aniversário do Grupo Sassarico
Domingo (13), às 14h
Arena Viva Eventus: Av. Belmiro Correia, 449 - Camaragibe
Exposição "Quem leu leu"
O Circuito Faísca apresenta uma programação voltada a publicações experimentais e a exposição “Quem Leu Leu”, do artista e designer de linguagem Preto Matheus. A mostra foi montada a partir de uma experimentação, lançada como "livro de artista" com páginas soltas reunidas numa caixa. Na exposição, as páginas se transformam em painéis de grandes dimensões, convidando as pessoas a decifrar um enigma visual.
Exposição "Quem Leu Leu", de Preto Matheus
Visitação até domingo (13)
A Casa do Cachorro Preto: Rua Treze de Maio, 99, Carmo - Olinda
Festival Igarassu de Cinema
O I Festival Igarassu de Cinema apresenta exibições de filmes, ações formativas e atividades de intercâmbio cultural. Com mais de 20 curtas-metragens e documentários, além de promover debates com realizadores, rodas de conversa e ações em escolas públicas. Nesta primeira edição, o festival homenageia a atriz Hermila Guedes e a cineasta Tauana Uchôa, e contará com três mostras competitivas dedicadas à ficção pernambucana, a filmes nacionais e a documentários de todo o país.
Festival Igarassu de Cinema
De 15 a 18 de setembro
Centro de Artes de Igarassu Mestre Narciso Feliz de Araújo; Museu de Igarassu; e escolas de Igarassu
Gratuito
Exposição "Da arte em vidro - Mar de Transparências 2026 Brasil - Portugal, Mundos de LUZ, COR e CRIATIVIDADE”
A exposição “Da arte em vidro - Mar de Transparências 2026 Brasil - Portugal, Mundos de LUZ, COR e CRIATIVIDADE” propõe um intercâmbio artístico entre as cidades de Lisboa, em Portugal, e Recife, no Brasil, a partir do vidro artístico. A mostra reúne trabalhos dos alunos de um workshop ministrado por Fernando Quintas, professor da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, e pela arquiteta, artista plástica e curadora Rozze Domingues. A iniciativa integra o Programa Arte na Biblioteca e também contará com apresentação musical de Marina Acioli na abertura oficial.
De 15 a 30 de setembro de 2026, das 8h às 20h45; abertura no dia 15 de setembro, às 15h
Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco (hall de entrada e Salão de Eventos da BPE): Rua João Lira, S/N, Santo Amaro - Recife
Espetáculo “As cores da América Latina”
A Caixa Cultural Recife recebe pela primeira vez em Pernambuco o espetáculo amazonense “As cores da América Latina”. A montagem da companhia Panorando mistura dança e teatro para revisitar manifestações populares do Brasil, Chile e Peru, em uma encenação marcada por musicalidade, máscaras e referências ritualísticas. A obra foi premiada no Prêmio Shell de Teatro e no Prêmio Cenym do Teatro Nacional, além de ter conquistado prêmios no Festival de Teatro da Amazônia.
Espetáculo “As cores da América Latina”
De 16 a 19 de setembro, às 19h30
Caixa Cultural Recife: Avenida Alfredo Lisboa, 505 - Bairro do Recife
Exposição “Linhas de Fuga”, de Sator
A Galeria Maurício Redig recebe a “Linhas de Fuga”, exposição individual do artista paulistano Sator com curadoria de Beth da Matta. A mostra reúne dez obras recentes que dialogam com os princípios do movimento concretista, a tradição geométrica brasileira, a arquitetura modernista e o design industrial. A produção do artista articula planos, linhas, perspectivas e relações de cor, além de incorporar a marchetaria como parte da pesquisa visual. A exposição propõe uma experiência construída no encontro entre forma, espaço e matéria.
Exposição “Linhas de Fuga”, de Sator
Até 17 de setembro. Visitação de segunda sexta, das 9h às 18h, e aos sábados, das 10h às 14h
Galeria Maurício Redig: Empresarial Marcela Dubeux Priori - Avenida Eng. Domingos Ferreira, 604, Boa Viagem - Recife
Gratuito
Exposição "Tropeço do Passista"
O artista pernambucano Lu Ferreira apresenta a exposição “Tropeço do Passista” com curadoria de Elizabeth Bandeira. A mostra reúne pinturas que incorporam o risco e o erro como elementos do processo criativo, em diálogo com referências do frevo, da música e da atmosfera artística de Olinda.
Exposição “Tropeço do Passista”, de Lu Ferreira
Até 20 de setembro. Visitação de terça a sexta, das 9h às 17h; sábados e domingos, das 14h às 16h
Sala Laura Nigro – Museu Regional de Olinda: Rua do Amparo, 128, Amparo - Olinda
Gratuito
Exposição “O Mar que nos Move – Do Mangue ao Oceano: Cultura, Memória e Preservação”
A exposição “O Mar que nos Move” reúne cultura, memória e preservação ambiental. Realizada pelo Instituto Cabanga, a mostra parte da relação do Recife com os manguezais, rios e oceano para apresentar fotografias, vídeos, textos e objetos ligados ao universo náutico. A programação também inclui experiência de realidade virtual em uma embarcação e atividades de educação ambiental com o Centro Escola Mangue.
Exposição “O Mar que nos Move – Do Mangue ao Oceano: Cultura, Memória e Preservação”
Até 20 de setembro. Visitação de segundas a sábados, das 9h às 22h; domingos, das 12h às 21h
RioMar Recife, no Piso L1: Avenida República do Líbano, 251, Pina - Recife
Gratuito
Exposição “MANMAN DILO – uma herança comum brasileira-guianense”
A exposição reúne trabalhos da artista visual NouN e do compositor e intérprete T2i, ambos da Guiana Francesa. A mostra propõe um diálogo entre ancestralidade, cultura hip-hop, preservação das águas e representação feminina a partir da figura mítica de Manman Dilo, guardiã das águas e da memória. A circulação do projeto pelas Alianças Francesas do Brasil também busca aproximar Brasil e Guiana Francesa por meio da arte contemporânea.
Exposição “MANMAN DILO – uma herança comum brasileira-guianense”
Até 21 de setembro. Visitação de segunda a sexta, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 12h
Auditório da Aliança Francesa Recife: Rua Amaro Bezerra, 466, Derby - Recife
Exposição "O céu não cabe em nenhum paraíso"
A exposição individual de Ramonn Vieitez reúne cerca de 30 obras inéditas e destaca a pesquisa recente do artista sobre o gesto, a luz e a matéria. Com curadoria de Yuri Quevedo, a mostra apresenta paisagens atravessadas por tensão, mistério e pela ideia de recomeço, em trabalhos que articulam pintura, estrutura e suporte como uma linguagem única. A exposição também conta com obras de alumínio, com referências na arte medieval.
Exposição "O céu não cabe em nenhum paraíso", de Ramonn Vieitez
Até 25 de setembro. Visitação de segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 17h
Galeria Marco Zero: Avenida Domingos Ferreira, 3393, Boa Viagem - Recife
Gratuito
Exposição "Recife Anda Luz"
A exposição “Recife Anda Luz”, das artistas e designers Maria Eduarda Belém e Sofia Lobo, apresenta 27 painéis de MDF recortado a laser a partir de referências da arquitetura e da paisagem gráfica do Recife. Grades residenciais, vitrais, pisos e fachadas de espaços da cidade aparecem reorganizados em composições que exploram a relação entre desenho, luz e sombra.
Exposição "Recife Anda Luz"
Até 26 de setembro. Visitação de quarta-feira a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Sábado das 10h às 17h
Museu Murillo La Greca: Rua Leonardo Bezerra Cavalcanti, 366, Parnamirim - Recife
Exposição "Terravulta"
A exposição “Terravulta” reúne trabalhos inéditos dos artistas Anti Ribeiro e Cristiano Lenhardt, com curadoria de Rita Vênus. A proposta destaca processos artísticos marcados pela experimentação, pela materialidade e pela ação do tempo sobre as superfícies.
Exposição "Terravulta"
Até 26 de setembro. Visitação de segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 15h
Galeria Amparo 60: Rua Professor Eduardo Wanderley Filho, 187, Boa Viagem - Recife
Recife Burger Gourmet
A sétima edição do Recife Burger Gourmet by Restaurant Week reúne 17 hamburguerias e restaurantes da capital pernambucana. Para o festival, os estabelecimentos participantes oferecem receitas autorais em dois combos com preços fixos. O Combo Standard custa R$ 49,90, enquanto o Combo Plus sai por R$ 59,90. As opções incluem hambúrguer preparado com até três blends de carne, acompanhamentos e bebida.
Recife Burger Gourmet by Restaurant Week
Até 4 de outubro. Veja lista de participantes.
Em diferentes hamburguerias e restaurantes do Recife
Exposição “Mestre Zezinho – Casa Amarela Tem”
A exposição homenageia a vida e a obra de Mestre Zezinho de Casa Amarela, referência da cultura do coco em Pernambuco. A mostra, que também inclui produção audiovisual, apresenta a trajetória do artista a partir de três eixos: artista, sagrado e brincante.
Exposição “Mestre Zezinho – Casa Amarela Tem”
Visitação até outubro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h
Sesc Casa Amarela: Av. Norte, 4490, Mangabeira - Recife
Gratuito
Exposição "Letras da Ilha"
A exposição “Letras da Ilha” apresenta a arte dos pintores letristas de Itamaracá e propõe um recorte da memória gráfica da ilha. A mostra reúne fotografias, vídeos, obras, langanhos e letreiros produzidos por artistas que transformam madeira, tinta e tipografia popular em expressão cultural. Resultado de uma pesquisa iniciada em 2020 por Lili Nascimento, o projeto também destaca nomes como Tuca Pintor, Dilza Fernanda, John Alex e Edilson Catanha.
Exposição "Letras da Ilha"
Visitação até 4 de outubro
Embaixada da Ciranda Lia de Itamaracá: Avenida Benigno Cordeiro Galvão, 559, Jaguaribe, Ilha de Itamaracá
Exposição “Pernambuco: Folclore e Folguedos"
A exposição “Pernambuco: Folclore e Folguedos”, do multiartista Pedro Índio, reúne pinturas inspiradas em manifestações da cultura popular pernambucana, como maracatu, frevo, pastoril e ciranda.
Exposição “Pernambuco: Folclore e Folguedos”
Até 4 de outubro, com visitação diária, das 9h às 17h
Galeria Pedra do Reino – Compaz Ariano Suassuna: Avenida General San Martin, 1208, Cordeiro - Recife
36ª Bienal de São Paulo – Itinerância Recife
A Oficina Francisco Brennand recebe a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo, que retorna à capital pernambucana depois de 15 anos. A exposição "Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática" reúne obras de 14 artistas com referências culturais de Pernambuco, como o Manguebeat e o estuário dos rios Beberibe e Capibaribe.
A inauguração da mostra também marcou a abertura do espaço expositivo "Ateliê Francisco Brennand - Uma janela para o mundo”, nos Salões de Esculturas da Oficina, com o mobiliário original e a disposição dos objetos da forma que eram utilizados por Francisco Brennand. Essa mostra será permanente.
36ª Bienal de São Paulo – Itinerância Recife
Exposição "Saudades no Varal"
O artista visual Rômulo Jackson expõe suas telas com pinturas que retratam o cotidiano urbano do Grande Recife. São 29 telas em natureza morta e uma estação interativa onde o público pode escrever cartas das suas memórias. Entre as imagens retratadas com tinta, tela e pincel, o artista traz embalagens de lanches, cenas do carnaval e do quintal de casa.
Exposição "Saudades no Varal"
Até 19 de outubro. Visitação das 9h às 17h
Sesc Santo Amaro: Praça do Campo Santo, 1-101, Santo Amaro - Recife
Gratuito
Exposição “Dança das Plantas”
A exposição “Dança das Plantas”, da arquiteta e artista visual Sheyla Camargo, reúne 30 obras inéditas entre colagens e tapeçarias inspiradas em formas orgânicas da natureza e em referências como Henri Matisse, Roberto Burle Marx e Oscar Niemeyer. Primeira individual da artista, a exposição marca a consolidação da colagem como principal linguagem de sua produção.
Exposição “Dança das Plantas”
Até 24 de outubro. Visitação de quarta a sábado, das 10h às 16h
Instituto Ploeg: Rua da Santa Cruz, 190, Boa Vista - Recife
Exposição "Esse é Sérvulo Esmeraldo"
A Caixa Cultural Recife recebe a exposição “Esse é Sérvulo Esmeraldo”, dedicada à trajetória do artista cearense que é apontado como expoente da arte cinética brasileira. A mostra reúne 50 obras, entre esculturas, pinturas, gravuras e desenhos, produzidas ao longo de quase 70 anos de carreira. Com curadoria de Dodora Guimarães Esmeraldo, a seleção apresenta diferentes fases da produção do artista.
Até 25 de outubro. Visitação de terça a sábado, das 10h às 20h, e domingos e feriados, das 10h às 18h
Caixa Cultural Recife: Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife
Exposição “Imersão e Origem — 20 anos ATO I", de Gabriel Wickbold
O artista carioca Gabriel Wickbold apresenta sua primeira exposição individual no estado. “Imersão e Origem — 20 anos ATO I” reúne cerca de 60 obras e percorre diferentes fases de sua trajetória, articulando temas como corpo, identidade, memória, transformação e tecnologia. A mostra inclui séries como “Brasileiros”, “Sexual Colors”, “Naïve” e “Maze”, além do inédito “Maze ID”, que aproxima a pesquisa do artista dos debates sobre inteligência artificial e biometria.
Exposição “Imersão e Origem — 20 anos ATO I", de Gabriel Wickbold
Até 27 de outubro. Visitação de terça a sexta-feira, das 09h às 17h; aos sábados e domingos, das 14h às 17h
Museu do Estado de Pernambuco (MEPE): Avenida Rui Barbosa, 960, Graças – Recife
Exposições “Que herança você vai poder?” e “Restituir o possível”
O Museu da Abolição abre duas exposições que marcam uma nova etapa do projeto museográfico da instituição após a reforma concluída em 2022. As mostras abordam memória, resistência e herança afro-brasileira, a partir de obras contemporâneas e de um recorte do acervo de cultura material africana do museu. “Que herança você vai poder?” reúne 26 artistas e 31 obras em torno dos desdobramentos da abolição no Brasil. Já “Restituir o possível” apresenta peças de 12 países africanos e insere o museu no debate sobre restituição de bens culturais.
Exposições “Que herança você vai poder?” e “Restituir o possível”
Sem prazo determinado. Visitação de segunda a sexta, das 9h às 17h; sábado, das 13h às 17h
Museu da Abolição: Rua Benfica, 1150, Madalena -Recif
Exposição “Escolas do Barro”
O Museu de Arte Popular do Recife (MAP) celebra 40 anos de atividades com a exposição “Escolas do Barro”. A mostra traz a diversidade e a tradição da produção cerâmica pernambucana com 109 obras de importantes artistas como Mestre Vitalino, Ana das Carrancas e Zé do Carmo.
Exposição “Escolas do Barro”
Até 2027. Visitação de quarta a domingo, das 10h às 16h
Museu de Arte Popular: casa 49, Pátio de São Pedro, São José - Recife
Gratuito
Exposição "ALLER et RETOUR"
A exposição “ALLER et RETOUR” marca o retorno de Maurício Silva ao Recife com uma mostra individual que transforma em obra sua trajetória entre Pernambuco e França. Radicado em Meudon, nos arredores de Paris, desde 2005, o artista reúne mais de 50 trabalhos entre pinturas, gravuras, múltiplos e outras experimentações produzidas em diferentes momentos da carreira. A mostra apresenta núcleos construídos a partir de bilhetes de metrô e ônibus usados na França, imagens recortadas de revistas francesas de arte e referências à memória afetiva pernambucana.
ALLER et RETOUR
Sem prazo determinado
Galeria Número: Rua Professor Eduardo Wanderley Filho, 187, térreo, Boa Viagem – Recife
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O Poder
Nabor Wanderley avança em base de João Azevedo em busca de segundo voto para o Senado na Paraíba
11/09/2026
A eleição para as duas vagas no Senado na Paraíba, virou uma verdadeira salve-se quem puder. Não existe nem negócio de chapa fechada: cada candidato corre atrás de voto onde puder, mesmo que isso signifique dividir palanque com adversário.
O problema
O problema é que o movimento de Nabor Wanderley (Republicanos), candidato ao senado vai além da simples busca pelo segundo voto. O candidato vem avançando diretamente sobre a base daquele, que, em tese, é o seu aliado: João Azevedo (PSB).
Na última semana
Somente na última semana cinco prefeitos que estavam com João anunciaram apoio a Nabor: Chico Nazário´, de Caapor; Jeferson Carnaúba de São Bento, Luquinha de Marizopolis; Lucas Pereira de Paulista e Deda de Serginho de Baia da Traição.
O movimento
E o movimento não começou agora. Desde abril pelo menos dez prefeitos ligados a João Azevedo, migraram ou passaram a declarar apoio a...
A eleição para as duas vagas no Senado na Paraíba, virou uma verdadeira salve-se quem puder. Não existe nem negócio de chapa fechada: cada candidato corre atrás de voto onde puder, mesmo que isso signifique dividir palanque com adversário.
O problema
O problema é que o movimento de Nabor Wanderley (Republicanos), candidato ao senado vai além da simples busca pelo segundo voto. O candidato vem avançando diretamente sobre a base daquele, que, em tese, é o seu aliado: João Azevedo (PSB).
Na última semana
Somente na última semana cinco prefeitos que estavam com João anunciaram apoio a Nabor: Chico Nazário´, de Caapor; Jeferson Carnaúba de São Bento, Luquinha de Marizopolis; Lucas Pereira de Paulista e Deda de Serginho de Baia da Traição.
O movimento
E o movimento não começou agora. Desde abril pelo menos dez prefeitos ligados a João Azevedo, migraram ou passaram a declarar apoio a Nabor: Tintin Guedes (Aguiar), Laurinho Maia (Catolé do Rocha), Manoel Moleque (São José de Caiana), Jeferson Carnaúba (São Bento), Marcelo Rodrigues (Alhandra), Samuel Lacerda (Conceição), Bá Barros (Pedra de Fogo), Laelson (São Miguel de Taipu), Wencelau Marques ( Teixeira) e Lucas Pereira (Paulista).
A pergunta
Agora fica a pergunta: se João Azevedo fizesse o mesmo de Nabor, qual seria a reação do candidato do Republicano?
Silvio Costa Filho percorre a Mata Sul e consolida apoios importantes em três municípios
11/09/2026
Ex-ministro do governo Lula e candidato à reeleição para deputado federal, Silvio Costa Filho, iniciou sua agenda de final de semana percorrendo municípios da Mata Sul de Pernambuco. Nesta sexta-feira, o parlamentar esteve em Catende, Ribeirão e Gameleira, onde manteve encontros com lideranças políticas e recebeu manifestações de apoio de aliados e da população.
Em Catende, Silvio esteve ao lado do vereador Bilu e de seu grupo político. Em Ribeirão, a agenda contou com a participação do vereador Leimisson Cravo. Já em Gameleira, o deputado foi recebido pela vereadora Loide, reforçando a articulação política construída pelo parlamentar em diferentes regiões do Estado.
A passagem pela Mata Sul reforça a estratégia de Silvio Costa Filho de manter uma atuação próxima às bases e ampliar o diálogo com lideranças e comunidades. Com presença política do litoral ao sertão, o deputado vem fortalecendo alianças em Pernambuco e consolidando uma rede de apoios para a d...
Ex-ministro do governo Lula e candidato à reeleição para deputado federal, Silvio Costa Filho, iniciou sua agenda de final de semana percorrendo municípios da Mata Sul de Pernambuco. Nesta sexta-feira, o parlamentar esteve em Catende, Ribeirão e Gameleira, onde manteve encontros com lideranças políticas e recebeu manifestações de apoio de aliados e da população.
Em Catende, Silvio esteve ao lado do vereador Bilu e de seu grupo político. Em Ribeirão, a agenda contou com a participação do vereador Leimisson Cravo. Já em Gameleira, o deputado foi recebido pela vereadora Loide, reforçando a articulação política construída pelo parlamentar em diferentes regiões do Estado.
A passagem pela Mata Sul reforça a estratégia de Silvio Costa Filho de manter uma atuação próxima às bases e ampliar o diálogo com lideranças e comunidades. Com presença política do litoral ao sertão, o deputado vem fortalecendo alianças em Pernambuco e consolidando uma rede de apoios para a disputa pela renovação do mandato na Câmara Federal.
Além dos encontros políticos, a agenda também foi marcada pela proximidade com moradores dos municípios visitados. Para Silvio, a receptividade encontrada na região representa o reconhecimento de um trabalho construído ao longo dos últimos anos.
“Quero agradecer de coração a todos os amigos, lideranças e à população de Catende, Ribeirão e Gameleira pela recepção e pelo carinho. É muito importante estar perto das pessoas, ouvir as demandas de cada município e poder construir, junto com nossas lideranças, um Pernambuco cada vez mais forte. Tenho muita gratidão por cada apoio e por cada gesto de confiança. Ao lado de Bilu, Leimisson e Loide vamos trabalhar muito por Catende, Ribeirão e Gameleira nos próximos anos”, afirmou Silvio Costa Filho.
A agenda na Mata Sul faz parte de uma série de visitas que o deputado vem realizando pelo Estado, mantendo o contato direto com aliados e fortalecendo sua caminhada rumo à reeleição.
Foto: Wesley D'Almeida
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