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Projetos estratégicos de infraestrutura viária avançam no governo federal

19/06/2026

O diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT, Alex Azevêdo, participou, nesta sexta-feira, de reunião promovida pela Infra S.A., em Brasília. O encontro tratou dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) de projetos estratégicos de infraestrutura. O evento reuniu representantes do setor para discutir o andamento dos estudos e alinhar iniciativas voltadas ao fortalecimento da logística e ao desenvolvimento da malha de transportes no país.



O diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT, Alex Azevêdo, participou, nesta sexta-feira, de reunião promovida pela Infra S.A., em Brasília. O encontro tratou dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) de projetos estratégicos de infraestrutura. O evento reuniu representantes do setor para discutir o andamento dos estudos e alinhar iniciativas voltadas ao fortalecimento da logística e ao desenvolvimento da malha de transportes no país.


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É Findi - É São João! - Crônica - Por AJ Fontes*

19/06/2026

O milho ainda está no pé. Mais uns dias e o povo do sítio irá quebrar as espigas que serão transformadas em pamonha, canjica; e, basta apenas a água fervente com um tantinho de sal, ela cozinha; ou, deixa sobre uma grelha acima de um braseiro, assa.

Mais uma semana e a mágica se completa. Uma mesa onde estão, junto das comidas já faladas, o pé-de-moleque, a cerveja, a cachaça e outras bebidas enxeridas, metidas a besta, mas que estão, por convite ou conveniência. Essa é uma parte importante da festa, embora as demais não se escondam, ao contrário se exibem.

A música sai de um canto do alpendre para o trio não parar, no caso de chover. O sanfoneiro puxa o fole e entoa o hino: “A fogueira está queimando em homenagem a São João”. Zabumba e triângulo acompanham. Seguem tocando forró, baião e, lá pelas tantas, quando o suor escorrer pelos rostos, ensopando as camisas e vestidos que envolvem os corações aos pulos, um xote.

Eita! É tudo junto e mis...

O milho ainda está no pé. Mais uns dias e o povo do sítio irá quebrar as espigas que serão transformadas em pamonha, canjica; e, basta apenas a água fervente com um tantinho de sal, ela cozinha; ou, deixa sobre uma grelha acima de um braseiro, assa.

Mais uma semana e a mágica se completa. Uma mesa onde estão, junto das comidas já faladas, o pé-de-moleque, a cerveja, a cachaça e outras bebidas enxeridas, metidas a besta, mas que estão, por convite ou conveniência. Essa é uma parte importante da festa, embora as demais não se escondam, ao contrário se exibem.

A música sai de um canto do alpendre para o trio não parar, no caso de chover. O sanfoneiro puxa o fole e entoa o hino: “A fogueira está queimando em homenagem a São João”. Zabumba e triângulo acompanham. Seguem tocando forró, baião e, lá pelas tantas, quando o suor escorrer pelos rostos, ensopando as camisas e vestidos que envolvem os corações aos pulos, um xote.

Eita! É tudo junto e misturado.

Não deu para separar as partes da festa. Você viu que falei da fogueira. O dono da casa, de olho no céu, com cara de quem pergunta a São Pedro se vai abrir a torneira, segura um pedaço de bucha, uma garrafa de querosene e uma fosforeira, prestes a queimar os gravetos sobre a lenha seca, guardada há dias. Ele consegue as primeiras línguas de fogo quando os convidados começam a chegar.

Tem o pau-de-sebo em um canto, lambuzado de gordura de porco e enfeitado com bandeirolas de tudo que é cor. Elas passam pela varanda à frente da casa, enrolam as colunas que seguram a coberta, fazem a volta no juazeiro depois da fogueira e arrodeiam o terreiro de chão batido, onde a matutada dança. Aqui e ali um balão pendurado no meio delas. Deram um trabalho danado à patroa, às filhas e aos pirralhos da casa. Desde antes de ontem cuidam de fazer os enfeites além das comidas.

Trabalho nada!

Eles fazem isso tudo, todos os anos e com muito gosto, no meio de conversas sem fim, ajuntadas às risadas e arengas. Tudo para receber os moradores dos sítios vizinhos, também os da cidade, difícil de aparecer por essas bandas.

O frege se estica até Deus ter dó dos pés e do fígado dos presentes.

No dia seguinte, a casa acorda tarde. Os corpos ainda dançam e ouvem as músicas, gritos, risos e fogos que explodiram horas antes. A fogueira é só brasa e fumaça; as bandeiras, parte delas, espalhadas no chão de barro molhado, marcado de chinelas e botas.

A moça mais nova suspira e nem precisa dizer o porquê do sorriso, pois todos viram que dançou a noite toda com o rapazinho de uma família da rua enquanto a mais velha, arrastando o chinelo, ajuda a mãe no feitio do café para o povo todo da casa.

O pai, aprumado que só uma vara, embora nos costados já lhe batam mais de sessenta dessas festas, resolve se assentar no banco de tronco embaixo do juazeiro. Por conta do ressonado dos acordes da sanfona, das batidas da zabumba e do tililingue do triângulo na cabeça; da mistura de cheiros: fumaça, milho assado, cachaça, perfume e mais coisa que nem é bom saber; não dá conta do amigo de longas datas passando no lombo do burrinho.

— Ôpa! Festa boa danada, essa, num foi mermo?

De começo, ele balança a cabeça, levanta o queixo perguntando “o quê?” O amigo repete. Espertando daquele torpor, ele levanta o dedo, procura no vento uma resposta, encara o amigo e diz.

— Seu João...

É São João!


*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’. @aj.fontes


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É Findi - São João - Poema - Por Eduardo Albuquerque*

19/06/2026

Brinca, ô meu Santo, brinca,
com as bandeirolas em trinca:
azuis, verdes, vermelhas, lindas,
se assemelham, bem-vindas;



Enfeitam o salão festeiro,
partes das brincadeiras,
do São João, o padroeiro,
que se engalana, faceiro.

Que festa mais arretada:
a sanfona abre-e-fecha,
nas mãos do sanfoneiro,
o fole se abre por inteiro.



E o triângulo diz: pois sim!
acompanhando até o fim,
a zabumba em seu desfecho.
Eu, a noite, a sós, encantados!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



Brinca, ô meu Santo, brinca,
com as bandeirolas em trinca:
azuis, verdes, vermelhas, lindas,
se assemelham, bem-vindas;


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Enfeitam o salão festeiro,
partes das brincadeiras,
do São João, o padroeiro,
que se engalana, faceiro.

Que festa mais arretada:
a sanfona abre-e-fecha,
nas mãos do sanfoneiro,
o fole se abre por inteiro.


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E o triângulo diz: pois sim!
acompanhando até o fim,
a zabumba em seu desfecho.
Eu, a noite, a sós, encantados!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99


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É Findi – Série: Boêmios que Marcaram Época no Recife Noturno - Antônio Maria - Por Carlos Bezerra Cavalcanti*

19/06/2026

Nos próximos É FINDIs pretendo publicar considerações sobre cinco boêmios que marcaram época no Recife noturno: Ascenso Ferreira, Antônio Maria, Hugo da Peixa, Valdemar Marinheiro e Eugênio Coimbra. Hoje falaremos sobre Antônio Maria.


Outro grande personagem da boemia recifense e posteriormente, do Rio de Janeiro, foi Antônio Maria, classificado por algumas mulheres da época como um jovem galã, culto, educado e atencioso.

Segundo matéria publicada no Jornal do Commercio de 15 de outubro de 1994: “Nasceu no Recife em 17 de março de 1921, filho do usineiro Inocêncio Ferreira de Morais e Diva Araújo de Morais. Já em 1938, com apenas 17 anos dá início à sua brilhante carreira no rádio-jornalismo ao ingressar na famosa PRA-8, Rádio Clube de Pernambuco.

Inteligente e irreverente, como seus companheiros de boemia recifense Ascenso Ferreira e Coimbra Júnior, Antônio Maria, já em 1948, era diretor de produção da Radio Tupi do Rio e cronist...

Nos próximos É FINDIs pretendo publicar considerações sobre cinco boêmios que marcaram época no Recife noturno: Ascenso Ferreira, Antônio Maria, Hugo da Peixa, Valdemar Marinheiro e Eugênio Coimbra. Hoje falaremos sobre Antônio Maria.


Outro grande personagem da boemia recifense e posteriormente, do Rio de Janeiro, foi Antônio Maria, classificado por algumas mulheres da época como um jovem galã, culto, educado e atencioso.

Segundo matéria publicada no Jornal do Commercio de 15 de outubro de 1994: “Nasceu no Recife em 17 de março de 1921, filho do usineiro Inocêncio Ferreira de Morais e Diva Araújo de Morais. Já em 1938, com apenas 17 anos dá início à sua brilhante carreira no rádio-jornalismo ao ingressar na famosa PRA-8, Rádio Clube de Pernambuco.

Inteligente e irreverente, como seus companheiros de boemia recifense Ascenso Ferreira e Coimbra Júnior, Antônio Maria, já em 1948, era diretor de produção da Radio Tupi do Rio e cronista de “O Jornal”.
Em 1951, compõe a primeira letra de música “Frevo No 1 do Recife”, gravada por Luiz Bandeira. Logo em seguida grava com Araci de Almeida, o samba “Querer Bem”. Depois assina o maior contrato de rádio brasileira na época: 50 contos de réis, por mês.

Em 1952, lança a cantora Nora Ney, que grava “Menino Grande”. A RCA Vítor lança “Ninguém me Ama”. Continua escrevendo belas composições, principalmente com Dolores Duran e Luiz Bonfá ( Manhã de Carnaval).
Em 1964, na madrugada de 15 de outubro, Antônio Maria dava adeus, precocemente, à vida e à boemia.

Alguns meses antes de seu desaparecimento deu as seguintes informações sobre ele próprio:

“Brasileiro, Cansado, 43 anos, Cardisplicente ( isto é: homem que desdenha do próprio coração) Profissão: esperança. Outros dados pessoais- Epítetos: Tombinha. Tomba e o Gordo. Traços marcante: feiúra ( só soube quando amou pela primeira vez) obesidade, ver auto-retrato) e preguiça ( apesar de confessá-la e de professá-la, trabalhava como um cão).

Ocupação, radialista, cronista, produtor de jingles, redator de programas de televisão, compositor. Hábitos: noitevagos: boemia e solidão. Locais que freqüenta: no Recife-Cassino Imperial e Restaurante Gambrinus. No Rio de Janeiro: Boates de Copacabana, todas. Endereço fixo: Le Rond Point (à noite), restaurante Os Pescadores (de madrugada).

Companhias habituais: mulheres- todas, qualquer uma. Cantoras, dançarinas, socialites, não importando classe social mas o apetite sexual., nomes para verificação: Danusa Leão, Nora Ney, Maysa, Dolores Duran. Homens- companheiros de profissão e de fé no amor e na boemia e tipos populares. Nomes par verificação: Vinícius, Zé Aparecido, Di, Caymme, Ivan Lessa, Murilo de Almeida, Niemeyer, entre tantos e tantos outros quanto grande for a noite em que viveu.


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Um aviso: “se me encontrar dormindo, deixe. Morto, acorde-me.

Antecedente criminais: amor demais a tudo e a todos. Causa da morte: amor demais.

Provando seu amor pela cidade onde nasceu e vivenciou belos dias, noitadas e madrugadas, fez várias composições para o Recife e, em uma delas disse:

“Sou do Recife com orgulho e com saudade
Sou do Recife com vontade de chorar
O rio passa levando barcaça pro alto do mar
E em mim não passa essa vontade de voltar

Recife mandou me chamar
Capiba e Zumba essa hora onde é que estão
Inês e Rosa em que reinado reinarão
Ascenso disse me mande um cartãoRua antiga da Harmonia
Da Amizade, da Saudade da União
São lembranças noite e dia

Nelson Ferreira toque aquela introdução. Conta-se que uma certa vez, em sua fase áurea, na radio carioca, ele foi procurado por uma fã que só o conhecia por sua, nesse dia, ele não se encontrava na Emissora, um colega então se fez passar por ele.e saiu com a garota, posteriormente, Antônio Maria soube e foi falar com o cara que lhe disse:

É, realmente eu saí com a garota, agora tem um detalhe, VOCÊ BROXOU...


*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras.


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É Findi – Gordinhos e Felizes – Croniqueta, por Xico Bizerra*

19/06/2026

Para justificar o mau hábito alimentar próprio das crianças de minha época – doces, chocolates e afins, dizíamos, em alto e bom som, que ‘o que não mata, engorda’. Hoje, conscientes de que a alimentação saudável é responsável pelo ‘esticamento’ da vida, uma ‘garantia estendida’ do bom viver, dizemos o contrário: ‘o que engorda, mata’. E haja regimes, caminhadas, academias, remédios e renúncias alimentares. Uma dobradinha ou uma picanha das boas são sinônimos de veneno. A endocrinologista é como uma delegada da Polícia Federal investigando deslizes alimentares para nos condenar à distância das mesas fartas e saborosas, usando tornozeleira estomacal.

E vamos, nós, camaleões humanos, nos empanturrando de verduras, nos enchendo do verde, de nutrientes essenciais (carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, minerais). ‘Alimentos in natura, frutas, vegetais, legumes e grãos integrais são bons’, dizem os entendidos. E o paladar reclamando de sua não satisfação. Nada de açúca...

Para justificar o mau hábito alimentar próprio das crianças de minha época – doces, chocolates e afins, dizíamos, em alto e bom som, que ‘o que não mata, engorda’. Hoje, conscientes de que a alimentação saudável é responsável pelo ‘esticamento’ da vida, uma ‘garantia estendida’ do bom viver, dizemos o contrário: ‘o que engorda, mata’. E haja regimes, caminhadas, academias, remédios e renúncias alimentares. Uma dobradinha ou uma picanha das boas são sinônimos de veneno. A endocrinologista é como uma delegada da Polícia Federal investigando deslizes alimentares para nos condenar à distância das mesas fartas e saborosas, usando tornozeleira estomacal.

E vamos, nós, camaleões humanos, nos empanturrando de verduras, nos enchendo do verde, de nutrientes essenciais (carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, minerais). ‘Alimentos in natura, frutas, vegetais, legumes e grãos integrais são bons’, dizem os entendidos. E o paladar reclamando de sua não satisfação. Nada de açúcar ou sal. Bebida, nem pensar. Em compensação, a diabetes e a obesidades demorarão alguns dias, apenas alguns dias, até nos fazer a visita inescapável e indesejada.

Eu mando às favas os conselhos médicos, à merda os compêndios tratando do assunto. Agora mesmo vou ali na feijoada de Candeias, tomar minha cervejinha e saborear a feijoada bem temperada. Com muito bacon, por favor. Depois, a madorna tradicional, também condenada por especialistas, todos escravos do peso exato das balanças, mas infelizes por completo. Pode ser coincidência, mas eu percebo dificuldade dos magrinhos para sorrir. Nunca vejo um magrinho sorridente, ao contrário dos gordinhos, sempre alegres, sorridentes e felizes. Coincidência ou não, prefiro ser feliz.


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico


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É Findi - Malude Maciel* Chega em Clima de São João em Dose Dupla

19/06/2026

Festival dos Fogueteiros - Crônica

A "noite dos fogueteiros" fez parte da programação das festas juninas do maior e melhor São João do mundo, em Caruaru, porém há anos os caruaruenses e toda uma gama de turistas que aqui circulam, não vêem o belíssimo show pirotécnico, infelizmente. Também foi extinto o animado passeio do trem do forró, que tanto alegrou o povo desta cidade há alguns anos e sentimos muita falta.

Um lindo espetáculo

Houve um tempo que a Associação dos Fogueteiros do Nordeste, apoiada pelo governo do Estado, pela Secretaria do Turismo, Fundação de Cultura da Prefeitura Municipal de Caruaru e indústrias de fogos de todo o país reuniram as forças e mostraram do que são capazes, trazendo ao campo do Central Sport Clube, com entrada franca, mais uma das atrações juninas da Capital do Agreste.
Com a participação de diversas cidades, como: Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe, Limoeiro, Chá Grande, etc. além de outras d...

Festival dos Fogueteiros - Crônica

A "noite dos fogueteiros" fez parte da programação das festas juninas do maior e melhor São João do mundo, em Caruaru, porém há anos os caruaruenses e toda uma gama de turistas que aqui circulam, não vêem o belíssimo show pirotécnico, infelizmente. Também foi extinto o animado passeio do trem do forró, que tanto alegrou o povo desta cidade há alguns anos e sentimos muita falta.

Um lindo espetáculo

Houve um tempo que a Associação dos Fogueteiros do Nordeste, apoiada pelo governo do Estado, pela Secretaria do Turismo, Fundação de Cultura da Prefeitura Municipal de Caruaru e indústrias de fogos de todo o país reuniram as forças e mostraram do que são capazes, trazendo ao campo do Central Sport Clube, com entrada franca, mais uma das atrações juninas da Capital do Agreste.
Com a participação de diversas cidades, como: Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe, Limoeiro, Chá Grande, etc. além de outras de São Paulo e Minas, mostraram ao público um dos mais belos espetáculos de luzes e cores em fogos artesanais.

Multidão

O Estádio Lacerdão ficou repleto e as pessoas alegres aplaudindo cada número que se exibia com detalhes harmoniosos e impressionantes no céu acinzentado, onde até a chuva dava passagem à tão linda fantasia colorida. Ultrapassava de uma hora o tempo total da apresentação mas, era uma pena que cada cena durasse apenas poucos minutos de euforia e se extinguisse no ar de fumaça.

Magia

São aqueles momentos mágicos que, se muito, podem ser gravados nas filmagens e nas lembranças inesquecíveis, tanto dos adultos como das crianças que ali se concentravam ávidos por mais uma demonstração de fogos pipocando e desenhando no alto, figuras geométricas e raras em diversas nuances. Coisas que valem a pena e ficam gravadas nas memórias e nos corações de quem teve o privilégio de presenciar, sendo testemunha da História dos acontecimentos marcantes da cultura de um povo.

Finalmente

Quando todos os grupos mostraram seus belos trabalhos, ainda saía o lindo desfile dos "bacamarteiros", como símbolo tipicamente regional, pelo gramado do glorioso Central, a Patativa do Agreste, enquanto do morro do Bom Jesus, surgiam girândolas fabulosamente deslumbrantes clareando ainda mais o ambiente já tão iluminado e colorido e aí, os olhares se direcionavam para o cume do monte, logo atrás do estádio, como pano de fundo de um cenário resplandecente e calorosamente aquecido pelo fogo e pelo calor humano das palmas e vivas.
As faíscas reluzentes cortavam a atmosfera e a plateia vibrava envolvida pela nuvem prateada de um sonho encantador que, num piscar de olhos, já se foi, num rápido e raro instante, como tudo na vida.

Recordações

Certamente cada alma privilegiada que vivenciou o Festival dos Fogueteiros, saiu satisfeita, sentindo o clarão das luzes e envolvida pela energia contagiante oriunda das também tradicionais fogueiras das festas juninas tão cantadas e proclamadas em nossa terra natal.
Nossas mentes guardarão as imagens das: "estrelinhas" e "lágrimas" junto com a vontade de repetir a dose, como se o tempo já catalogasse novo show como algo certo no amanhã.
Agradeçamos pois, ao bom Deus por esse momento tão especial.



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Forró Dog


Acredito que muitas pessoas lembrarão dos fatos que terei o prazer de recordar e que, de uma forma ou de outra, marcaram períodos vivenciados na Capital do Agreste. Senão, vamos ao relato dos acontecimentos.
Em junho de 2001, em plena festa de São João em Caruaru, aconteceu a apresentação do desfile da única quadrilha junina de cães em todo o mundo.

Uma multidão

Mais de trezentos cães vestindo roupas matutas eram as estrelas da sexta edição do chamado: "ForróDog" que animava as ruas da cidade num lindo desfile, com sucesso total, ao som do trio elétrico Cheiro Baiano, tendo como destaque o cantor e compositor Jailson Rosset que esteve acompanhado da Banda: " Os Compadecidos". Era uma apresentação diferente que atraia muita gente curiosa para aplaudir a elite da cachorrada que tomava conta da Av. Agamenon Magalhães com um desfile sui gêneres dos fofinhos forrozeiros, numa avalanche de latidos eufóricos.

Parecendo gente

Três carros alegóricos chamavam a atenção do público em geral, especialmente da criançada tão ávida pelos cãezinhos todos enfeitados a caráter. Muito interessante!
Naturalmente, em meio a tanta algazarra, alguns deles estranhavam e latiam desesperadamente, mas isso também fazia parte do show.

Assistência

Havia uma tenda da Secretaria de Saúde do município, onde uma equipe formada por médicos veterinários e voluntários, realizava consultas grátis e dava toda assistência necessária como também orientava os criadores como ter um pet bonito e saudável.

Ponto máximo

Porém, a apoteose do evento aconteceu quando os participantes chegaram ao Parque de Eventos Luiz Lua Gonzaga e a coordenação da festa sorteou brindes doados pelos estabelecimentos comerciais com o público, todos queriam ser contemplados. Daquela ocasião, o diretor-presidente da Ebecal, José Rodrigues Filho, à época, distribuiu duzentos quilos de ração da marca Guabi. Uma sensação!

Fotografias

Inúmeras fotos registraram o tal acontecimento e os jornais publicaram as notícias da ocorrência, dando ênfase às belas fantasias ostentadas pelos caninos, tendo seus donos os mais orgulhos.
Como se sabe, tem crescido o interesse na criação de animais nas famílias que, na verdade, são muito cativantes e, muitas coisas que antes eram apenas para humanos, atualmente vão se adaptando na inclusão dos mascotes. É o caso do desfile junino que acabo de relatar.

Uma gracinha!


*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina. @malude.maciel


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É Findi – Né Não? - Por Poeta Pica-Pau*

19/06/2026

Um caboclo certo dia
Veio a mim e perguntou
O que é que você acha
Me responda Por favor
Do homem que casado é
E troca sua mulher
Por outra que arranjou?

Eu respondi esse cabra
é um grande irresponsável
Não tem moral nem caráter
um imbecil imprestável
Merece vagar nas ruas
Sentindo frio e fome
Porque o homem que é homem
Não troca, fica cas duas


Né não?


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE. @poeta.picapau



Um caboclo certo dia
Veio a mim e perguntou
O que é que você acha
Me responda Por favor
Do homem que casado é
E troca sua mulher
Por outra que arranjou?

Eu respondi esse cabra
é um grande irresponsável
Não tem moral nem caráter
um imbecil imprestável
Merece vagar nas ruas
Sentindo frio e fome
Porque o homem que é homem
Não troca, fica cas duas


Né não?


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE. @poeta.picapau


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É Findi - São João Sem João - Crônica-poema - Por Romero Falcão*

19/06/2026

Tudo apagou de repente
Já não sei acender fogueira
O fogo fugiu minha gente

Até os fogos calaram na escuridão
O colorido mudo é mais bonito?
Sei lá
Só sei que ficou esquisito o meu São João

Ainda pode assar milho?
Fazer Pé de Moleque de rapadura?
Ou será que a espiga virou ativista
e o moleque mirando a judicatura?

O ponto da canjica
pode ser problemático
ofender o caroço do angu
eis o junino buruçu burocrático

A rainha do milho também protestou
por que não rainha da palha?
Tudo ralha o que mamãe deixou
O que prestou não é coisa que o valha

E balão bailando no céu
bola de incendiar
Ah, mundo cruel
mundo pinel
mundo de matar

Caro leitor, não repare a asa quebrada
Não sei se é da idade ou falta de inspiração
quem sabe um prego torto num...

Tudo apagou de repente
Já não sei acender fogueira
O fogo fugiu minha gente

Até os fogos calaram na escuridão
O colorido mudo é mais bonito?
Sei lá
Só sei que ficou esquisito o meu São João

Ainda pode assar milho?
Fazer Pé de Moleque de rapadura?
Ou será que a espiga virou ativista
e o moleque mirando a judicatura?

O ponto da canjica
pode ser problemático
ofender o caroço do angu
eis o junino buruçu burocrático

A rainha do milho também protestou
por que não rainha da palha?
Tudo ralha o que mamãe deixou
O que prestou não é coisa que o valha

E balão bailando no céu
bola de incendiar
Ah, mundo cruel
mundo pinel
mundo de matar

Caro leitor, não repare a asa quebrada
Não sei se é da idade ou falta de inspiração
quem sabe um prego torto num canto
esperando a prometida navalha

Sei que meu texto é chinfrim
não causa beleza nem espanto
Gonzaga só pra mim
nenhum trago pro santo

Vem o som forasteiro
invade a festa de Antônio, João e Pedro
Não há sanfona nem pandeiro
Batida que não bate com João
mas faz ouro da diversa distração
e faz coro com o alegre cidadão

Mas trago o meu Recife
Embora comece com re
É fogueira de sol
Um rio sustenido
querido amigo si bemol


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda


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É Findi - Em homenagem ao São João, Ina Melo* chega em Dose Dupla

19/06/2026

Lembranças das noites de São João


É natural aos bem vividos, que em determinadas épocas do ano, no silêncio aconchegante do seu refúgio, abrir o baú das saudades e reviver, através de fotos as lembranças da juventude. Ah! O meu primeiro São João! Não aquele da festa no quintal da casa em torno da fogueira, ouvindo a música melosa das sanfonas e soltando inocentes estrelinhas e traques de massa! Mas o do primeiro encontro social, num
Clube repleto de jovens de todas as idades. Como uma flor que se abre para abraçar a Primavera, vejo-me no auge dos meus dezoito anos, usando uma roupa matuta de bolinhas coloridas, tranças naturais envoltas em laços de fitas vermelhas e o rosto pintado com sinais. Diante do espelho, eu não era eu, e sim uma caricatura das alegres e sorridentes meninas da roça! O primeiro baile a gente nunca esquece, principalmente quando nos acompanha o tal do Príncipe Encantado, também vestido á caráter e não como nos contos de fadas....

Lembranças das noites de São João


É natural aos bem vividos, que em determinadas épocas do ano, no silêncio aconchegante do seu refúgio, abrir o baú das saudades e reviver, através de fotos as lembranças da juventude. Ah! O meu primeiro São João! Não aquele da festa no quintal da casa em torno da fogueira, ouvindo a música melosa das sanfonas e soltando inocentes estrelinhas e traques de massa! Mas o do primeiro encontro social, num
Clube repleto de jovens de todas as idades. Como uma flor que se abre para abraçar a Primavera, vejo-me no auge dos meus dezoito anos, usando uma roupa matuta de bolinhas coloridas, tranças naturais envoltas em laços de fitas vermelhas e o rosto pintado com sinais. Diante do espelho, eu não era eu, e sim uma caricatura das alegres e sorridentes meninas da roça! O primeiro baile a gente nunca esquece, principalmente quando nos acompanha o tal do Príncipe Encantado, também vestido á caráter e não como nos contos de fadas. Vejo-me num grande salão cheio de balões coloridos, bandeirinhas e alegres grupos de sanfoneiros a tocar e cantar. A noite de céu límpido e estrelado e no
imenso pateo, a fogueira queimando em brasas, numa magia nunca imaginada. Foi assim, rodopiando nos asas do sonho que ouvia a canção vinda de longe que dizia… “olha pro céu meu amor, vê como ele está lindo/olha pra aquele balão multicor que lá no céu vai subindo/foi numa noite igual a essa que tu me deste o teu coração o céu estava assim em festa, pois era noite de São João/Havia balões no ar Xote e baião no salão
e no terreiro, o teu olhar
Que incendiou meu coração… Quantos e quantos São Joãos festejamos nessa longa vida! Uma coisa que nunca entendi. Por que não tínhamos bailes de Santo Antônio, justamente aquele que nos prometia o amor? Agora, somos apenas um amontoado de lembranças felizes! Viva Santo Antônio, viva o São João! Viva São Pedro!


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O atribulado São João dos felinos!


Na Mansão dos Gatos Felizes, os festejos juninos causaram o maior reboliço, com a turma dorminhoca a correr e se esconder por todos os cantos da casa, por conta do ribombar dos fogos lá fora em volta da fogueira. Que tumulto os bichanos causaram, a pular e correr, cada um procurando um buraco para fugir do barulho das bombas! A mãe humana deles todos, junto com as outras pessoas da casa, pegava um, que escorregava das suas mãos e até Lulu a Matriarca, sempre doce e tranquila, fugia correndo indo se entocar em qualquer esconderijo em que pudesse meter a cabeça. E assim foram os outros, até mesmo os dois senhores Simba e Freddie, na sua eterna maciez, se agitaram com o alvoroço felino da alegre e festiva noite de São João. O mais preocupante foi a chegada dos caçulas Lampião e Caju, jovens fujões que entraram como furacões, causando a maior zueira entre as meninas Manu, Sprite, Chiara e até a pobre cegueta Ninon, que ouvindo o pipocar dos fogos, juntou-se a deficiente Sukita e ficaram as duas sem saber o que se passava, mas solidárias com os colegas. Enquanto rolava a confusão com correrias e pula pula, a Tom Tom, agarrou-se com Lampião, seu xodó, dizendo que até lágrimas ele estava derramando de medo. Bem, quando deu meia-noite o tiroteio acabou e todos exaustos, dormiram, “como gatos na goteira”. (Para Tonha, a mais amorosa mãe da Gatolandia aldeiense.)


*Ina Melo, é jornalista. Publicou poemas, contos e crônicas na Revista de Cultura do Estado do Ceará e em diversas antologias como "Crônicas e contos inesquecíveis" e "Contistas do Terceiro Milênio". Graduada pela UFPE, com especialização em Antropologia Cultural, faz parte da Academia Internacional de Literatura e Artes. É autora dos livros: "Simone de Beauvoir - Mulher lúcida e livre", "Sonhos em dueto" e, pela Confraria do Vento, "Cartas de Paris". @inamelo2016


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Veneziano destaca emoção ao ver avanço do VLT em Campina Grande - Uma das marcas de sua vida pública

19/06/2026

O senador Veneziano Vital do Rêgo voltou a comentar o avanço das obras do Veículo Leve sobre Trilhos , VLT, em Campina Grande e destacou o sentimento de expectativa ao ver o projeto, idealizado ainda em sua gestão como prefeito, finalmente sair do papel após mais de uma década.

Quando ainda era prefeito

Durante entrevista, Veneziano lembrou que a implantação do VLT é uma pauta que acompanha sua trajetória desde 2011, quando esteve à frente da Prefeitura de Campina Grande, e afirmou que o projeto sempre foi considerado viável, apesar dos períodos de interrupção ao longo dos anos. “Eu ainda tô aqui naquele grau de ansiedade, porque vem desde 2011. Não é brincadeira, né? A gente sustentou essa obra, sempre se mostrou viável. Aí houve esse interregno que não pôde ser sequenciado. Houve essa retomada agora”, afirmou.

Avanços importantes

O senador demonstrou otimismo com o ritmo atual dos trabalhos e projetou avanços...

O senador Veneziano Vital do Rêgo voltou a comentar o avanço das obras do Veículo Leve sobre Trilhos , VLT, em Campina Grande e destacou o sentimento de expectativa ao ver o projeto, idealizado ainda em sua gestão como prefeito, finalmente sair do papel após mais de uma década.

Quando ainda era prefeito

Durante entrevista, Veneziano lembrou que a implantação do VLT é uma pauta que acompanha sua trajetória desde 2011, quando esteve à frente da Prefeitura de Campina Grande, e afirmou que o projeto sempre foi considerado viável, apesar dos períodos de interrupção ao longo dos anos. “Eu ainda tô aqui naquele grau de ansiedade, porque vem desde 2011. Não é brincadeira, né? A gente sustentou essa obra, sempre se mostrou viável. Aí houve esse interregno que não pôde ser sequenciado. Houve essa retomada agora”, afirmou.

Avanços importantes

O senador demonstrou otimismo com o ritmo atual dos trabalhos e projetou avanços importantes nos próximos meses. Segundo ele, a parte estrutural da obra pode ser concluída até o fim de novembro, enquanto outras etapas seguem em paralelo. “É muito provável que a parte estrutural seja entregue até o final do mês de novembro. Existem outras duas ações que correm paralelas: a construção das estações e a aquisição dos elementos rodantes, que são os trens”, explicou.

Antigo sonho realizado

Para Veneziano, a chegada do VLT representa a concretização de um antigo sonho para a mobilidade urbana de Campina Grande, somando-se a outras obras estruturantes em andamento na região. Ele também citou projetos como a duplicação da BR-230 e iniciativas em áreas sociais e de saúde, como o Hospital de Amor, destacando o conjunto de ações como parte de sua atuação política. “Vai ser um sonho, assim, indescritível. Junto à obra da BR-230 e sua duplicação, eu não quero esquecer das outras ações que nós desenvolvemos”, afirmou.

Marca da sua vida pública

O parlamentar ainda reforçou que o VLT simboliza uma das principais marcas de sua participação na vida pública, especialmente no que diz respeito a investimentos estruturantes para Campina Grande e o desenvolvimento regional.

ABRAVA alerta para que aumento de gripes e resfriados em crianças nas férias deixe de ser tratado como “rotina”

19/06/2026

O aumento de gripes, resfriados, crises de rinite, asma e outras infecções respiratórias entre crianças no inverno costuma ser tratado como parte inevitável da rotina escolar. Não deveria. O alerta é feito por especialistas diversos em saúde, engenharia e qualidade do ar interior, principalmente os integrantes da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA).

Representantes da entidade, como o presidente, engenheiro Leonardo Cozak, alertam que ambientes educacionais fechados, mal ventilados ou com sistemas de climatização sem manutenção adequada podem favorecer a transmissão de vírus e agravar quadros respiratórios em alunos, professores e funcionários.

Ambientes sensíveis

Cozak ressaltou pesquisas nacionais e internacionais que apontam a escola como um dos ambientes mais sensíveis para a circulação de agentes respiratórios. As crianças passam horas em salas apertadas, em contato próximo e f...

O aumento de gripes, resfriados, crises de rinite, asma e outras infecções respiratórias entre crianças no inverno costuma ser tratado como parte inevitável da rotina escolar. Não deveria. O alerta é feito por especialistas diversos em saúde, engenharia e qualidade do ar interior, principalmente os integrantes da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA).

Representantes da entidade, como o presidente, engenheiro Leonardo Cozak, alertam que ambientes educacionais fechados, mal ventilados ou com sistemas de climatização sem manutenção adequada podem favorecer a transmissão de vírus e agravar quadros respiratórios em alunos, professores e funcionários.

Ambientes sensíveis

Cozak ressaltou pesquisas nacionais e internacionais que apontam a escola como um dos ambientes mais sensíveis para a circulação de agentes respiratórios. As crianças passam horas em salas apertadas, em contato próximo e frequente com diferentes grupos. No frio, portas e janelas tendem a ficar fechadas, reduzindo a renovação do ar.

O engenheiro destacou que exemplo disso é a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, a PeNSE, divulgada em sua 5ª edição este ano, pelo IBGE, em parceria com os ministérios da Saúde e da Educação. O trabalho mostrou que uma parcela relevante dos estudantes brasileiros de 13 a 17 anos avalia a própria saúde como ruim ou muito ruim.

Os maiores percentuais aparecem no Rio Grande do Norte, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Acre e Alagoas.

Qualidade do ar interior

Embora o Brasil ainda não tenha dados detalhados por estado que relacionem diretamente adoecimento escolar e qualidade do ar interior, os estudos disponíveis reforçam a necessidade de tratar o tema como política de prevenção.

Outros exemplos levantados por Cozac são estudos da Unicamp, da USP, da Fiocruz e de periódicos internacionais, segundo os quais há uma ligação entre ambiente fechado, circulação viral, poluentes, baixa ventilação e aumento de doenças respiratórias.

Para o presidente da ABRAVA não basta avaliar se a sala tem ar-condicionado, ventilador ou janelas. “É preciso observar se há renovação do ar, filtragem adequada, manutenção periódica dos equipamentos e cumprimento de normas técnicas”, frisou ele.

Sem renovação adequada

O professor Antonio Luís de Campos Mariani, da Escola Politécnica da USP, afirma que muitos ambientes climatizados, especialmente os que utilizam aparelhos do tipo split, não contam com renovação adequada do ar interior. Segundo ele, a boa qualidade do ambiente interno depende da combinação entre filtragem eficiente e entrada controlada de ar externo.

A questão tem impacto direto sobre saúde e aprendizagem. Ambientes com baixa qualidade do ar podem contribuir para mal-estar, sintomas respiratórios, crises alérgicas e maior transmissão de doenças dentro das instituições de ensino.

Falsa normalidade

Médicos também chamam a atenção para a falsa sensação de normalidade em torno da criança que volta para as aulas ainda sintomática. O uso de medicamentos pode mascarar febre e outros sinais, mas não significa que o aluno tenha deixado de transmitir vírus ou que esteja totalmente recuperado.

A prevenção passa por medidas conhecidas, mas ainda pouco sistemáticas: manter crianças sintomáticas em casa, reforçar a vacinação, higienizar mãos e superfícies, evitar salas fechadas por longos períodos e garantir ventilação adequada. Quando houver ar-condicionado, a recomendação é que o equipamento tenha manutenção regular e seja associado à renovação do ar.

No Brasil, o tema também se conecta à sazonalidade. Dados recentes do boletim InfoGripe, da Fiocruz, apontaram crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em diferentes regiões ainda nos primeiros meses de 2026. Crianças estão entre os grupos mais vulneráveis, tanto pelo sistema imunológico em desenvolvimento quanto pela exposição prolongada em escolas e creches.


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Quem escolhe o que a gente engole? - Nossa história torrada e moída, por Zé da Flauta*

19/06/2026

Tem coisas que mexem direto no brio do trabalhador, e mexer no café da manhã é uma delas. O sujeito pode passar o dia aperreado, mas aquele cafezinho preto, quente e forte, logo cedo, é o que bota o homem de pé para encarar o batente. É o companheiro de todas as horas, testemunha de tanta conversa boa de final de tarde nas calçadas. Mas vá hoje ao supermercado para ver o susto. O quilo do pó virou artigo de luxo, daqueles de olhar para a prateleira e pensar duas vezes antes de botar no carrinho. É uma ironia danada: a gente acorda e descobre que até para manter o juízo acordado está custando os olhos da cara.

Lógica torta

O que quase ninguém para para lembrar, enquanto espreme os trocados no caixa, é a história que corre junto com essa água fervente. O café já mandou e desmandou neste país, ergueu impérios de barões, abriu ferrovias e desenhou as linhas da nossa política. O Brasil cresceu carregando esse grão nas costas. Mas a grande jogada do merca...

Tem coisas que mexem direto no brio do trabalhador, e mexer no café da manhã é uma delas. O sujeito pode passar o dia aperreado, mas aquele cafezinho preto, quente e forte, logo cedo, é o que bota o homem de pé para encarar o batente. É o companheiro de todas as horas, testemunha de tanta conversa boa de final de tarde nas calçadas. Mas vá hoje ao supermercado para ver o susto. O quilo do pó virou artigo de luxo, daqueles de olhar para a prateleira e pensar duas vezes antes de botar no carrinho. É uma ironia danada: a gente acorda e descobre que até para manter o juízo acordado está custando os olhos da cara.

Lógica torta

O que quase ninguém para para lembrar, enquanto espreme os trocados no caixa, é a história que corre junto com essa água fervente. O café já mandou e desmandou neste país, ergueu impérios de barões, abriu ferrovias e desenhou as linhas da nossa política. O Brasil cresceu carregando esse grão nas costas. Mas a grande jogada do mercado, que vem desde o tempo do Império e que continua firme e forte, é uma lógica meio torta: a gente produz o melhor café do mundo, mas o grão graúdo, aquele tipo exportação, vai todo embora de navio para adoçar a boca dos europeus e americanos.

Roendo ossos

É aí que o peito aperta de verdade. Para o povo que racha o espinhaço no sol para colher, o que sobra nos pacotes das gôndolas é o resto, o grão miúdo, quebrado, misturado com impureza para render e torrado até virar carvão para disfarçar o gosto ruim. O brasileiro é induzido a acreditar que café bom é aquele preto como breu e amargo como o diabo, quando, na verdade, fomos acostumados a beber a sobra do banquete que nós mesmos servimos. Vendemos o filé e roemos o osso, com aquela pose de quem está conformado com o que dão para a gente.

Desdém

Olhar para a nossa xícara diária com lucidez é perceber que o café é o maior espelho da nossa própria gente. Ele carrega a nossa riqueza, a nossa história e a nossa capacidade de resistência, mas também escancara como o nosso próprio mercado nos trata com desdém. Proteger o juízo hoje em dia é não aceitar essa imbecilização cotidiana, é entender que o trabalhador que planta merece, sim, tomar do melhor caldo. Enquanto o bule chiar no fogo, a gente vai saboreando a nossa teimosia, sabendo que manter a mente clara e o brio de pé, mesmo com o preço azedando o bolso, é o que nos mantém livres e donos do nosso próprio destino.

Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista


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Labanca inaugura mais um equipamento na área da saúde. João Campos foi prestigiar o amigo

19/06/2026

São Lourenço da Mata, que possui a melhor Atenção Básica do Brasil entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, também se destaca pelos investimentos realizados na média complexidade. Com uma política pública voltada à descentralização dos serviços de saúde, o município inaugurou, no distrito de Matriz da Luz, uma moderna Clínica de Fisioterapia, com capacidade para atender até 800 pessoas por mês.

O evento

Também chamou atenção pela presença de João Campos, que esteve no município para acompanhar de perto a entrega do novo equipamento de saúde na zona rural.

Durante a solenidade

João Campos parabenizou o prefeito Vinícius Labanca e destacou a importância dos investimentos na área. “Saúde é prioridade máxima em qualquer gestão. Conte comigo sempre que precisar”, afirmou.

Vinícius Labanca

Relembrou o apoio recebido em um dos momentos mais difíceis enfrentados pelo municí...

São Lourenço da Mata, que possui a melhor Atenção Básica do Brasil entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, também se destaca pelos investimentos realizados na média complexidade. Com uma política pública voltada à descentralização dos serviços de saúde, o município inaugurou, no distrito de Matriz da Luz, uma moderna Clínica de Fisioterapia, com capacidade para atender até 800 pessoas por mês.

O evento

Também chamou atenção pela presença de João Campos, que esteve no município para acompanhar de perto a entrega do novo equipamento de saúde na zona rural.

Durante a solenidade

João Campos parabenizou o prefeito Vinícius Labanca e destacou a importância dos investimentos na área. “Saúde é prioridade máxima em qualquer gestão. Conte comigo sempre que precisar”, afirmou.

Vinícius Labanca

Relembrou o apoio recebido em um dos momentos mais difíceis enfrentados pelo município. “No ano passado, quando São Lourenço da Mata viveu um período desafiador, foi João Campos quem levou nossa demanda ao presidente Lula e ajudou a garantir mais de R$ 10 milhões para manter o custeio da saúde da cidade”, destacou.

Cobrança

Labanca também voltou a cobrar maior apoio do Governo do Estado ao Hospital e Maternidade Petronila Campos, unidade que realiza cerca de 1.400 partos por ano. Segundo o prefeito, o hospital não recebeu convênios estaduais durante o período citado.

Descaso do Estado

“Se dependesse exclusivamente do Estado para manter o funcionamento do hospital, ele estaria hoje de portas fechadas. Felizmente, conseguimos mantê-lo funcionando com muito esforço e responsabilidade”, afirmou.

Rumo ao Sertão

Após a agenda em São Lourenço da Mata, João Campos seguiu para compromissos no Sertão de Pernambuco.

Especial - Fim da Escala 6X1 e o mito da baixa produtividade brasileira

19/06/2026

Por Cláudio Gurgel*

Uma proposta de redução da jornada de trabalho, nascida da situação concreta de um trabalhador, balconista de farmácia no Rio de Janeiro, Ricardo Azevedo – hoje vereador e autor da proposta original – tornou-se projeto de Emenda constitucional. Debatido, reduzido em suas pretensões iniciais (jornada 4x3), foi votado e aprovado na Câmara dos deputados. A Emenda, que institui a jornada 5x2, se encontra no Senado, passando pelos procedimentos, sempre arriscados, definidos pelo Alcolumbre, a título de seguir os trâmites normais.

Circunstâncias objetivas

É uma singular vitória dos trabalhadores, extraordinária, entre outras razões, porque venceu o “congresso inimigo do povo”, como se diz nas ruas. Isso, graças à vizinhança das eleições em que os deputados pretendem renovar, alguns apenas repetir, os seus mandatos. Provavelmente, se ocorresse essa votação em fevereiro de 2023, o projeto seria rejeitado.

Por Cláudio Gurgel*

Uma proposta de redução da jornada de trabalho, nascida da situação concreta de um trabalhador, balconista de farmácia no Rio de Janeiro, Ricardo Azevedo – hoje vereador e autor da proposta original – tornou-se projeto de Emenda constitucional. Debatido, reduzido em suas pretensões iniciais (jornada 4x3), foi votado e aprovado na Câmara dos deputados. A Emenda, que institui a jornada 5x2, se encontra no Senado, passando pelos procedimentos, sempre arriscados, definidos pelo Alcolumbre, a título de seguir os trâmites normais.

Circunstâncias objetivas

É uma singular vitória dos trabalhadores, extraordinária, entre outras razões, porque venceu o “congresso inimigo do povo”, como se diz nas ruas. Isso, graças à vizinhança das eleições em que os deputados pretendem renovar, alguns apenas repetir, os seus mandatos. Provavelmente, se ocorresse essa votação em fevereiro de 2023, o projeto seria rejeitado.
Há muitos anos, desde 1988, quando a jornada de trabalho foi reduzida de 48 para 44 horas, na Constituição Federal, os trabalhadores não tinham motivo para celebrar, diante das relações contratuais de trabalho. Antes, o contrário. Nesses quase 40 anos, foram sucessivas perdas, desde as contrarreformas da previdência, dos cortes de direitos, até as mudanças legais do Temer, e do Bolsonaro. Nessas mudanças, a Nova CLT e a Lei da Liberdade econômica, para quem a liberdade serviu à desigualdade, deu-se a prevalência do negociado (entre patrões e empregados) sobre o legislado e a redução a quase nada da fiscalização trabalhista, dentre outros danos.

Inversão de rumo

O fim do regime 6x1 é portanto um fato que rompe a sequência de mudanças para pior, a se crer que o Senado não rejeite o projeto ou o distorça.
A despeito dos deputados o terem aprovado, evitando aparecerem no filme eleitoral como efetivamente “inimigos do povo”, há uma orquestra patronal tocando contra o projeto. Confederações e federações, da Indústria, do Comércio, da Agricultura, grande parte da mídia comercial e das redes sociais, “pobres de direita”, arquirreacionários de vários matizes, pastores, padres e rabinos de extrema-direita, enfim, a caterva histórica já conhecida, fazem discursos sucessivos, com os argumentos “técnicos” tradicionais.

O PIB e os mitos cultivados

Os mais frequentes discursos falam que o PIB cairá, que os pequenos negócios fecharão, que a produtividade do Brasil é baixa, que haverá muito desemprego, etc, etc
Bem, de uma maneira mais geral, podemos dizer que se o PIB e os pequenos negócios dependem de uma escala em que os trabalhadores não têm tempo para outra coisa, senão cumprir a jornada 6x1 e viajar nos ônibus, metrôs e trens lotados, por 2, 3, 4 horas, já é tempo de rever isto.
Para tanto, há ajustes internos, redistribuição da força de trabalho e, a bem da verdade, ganhos, oriundos relativos da redução do turnover e do absenteísmo ou do menor número de afastamentos por adoecimento. Neste último caso, muito associado às relações de trabalho, com jornadas extenuantes e assédio moral. Pode-se falar de uma epidemia de patologias no campo da saúde mental – o burnout cresceu 800% de 2021 para cá, no Brasil. Certamente isso vai ser melhor enfrentado com a redução da jornada e um mínimo de distensão no cotidiano do trabalhador e principalmente da trabalhadora, com sua dupla jornada. Sem falar, das repercussões nas vendas/compras de um público que não tem tempo para sair pelas ruas nos finais de semana e viver um pouco do lazer que hoje se oferece em praias, praças, museus, estádios e shoppings.

O mito da baixa produtividade

Pontualmente, temos um dos argumentos como central: a baixa produtividade no Brasil. Seria dessa baixa produtividade que emergem outros argumentos contra a redução da jornada 6x1. A queda do PIB, por exemplo, se daria porque, com a redução da jornada, a produção cairia vertiginosamente, dado que o trabalhador teria reduzida, na mesma proporção, a sua produção, que já é baixa, segundo esses argumentos. Na mesma linha de argumentos, os pequenos negócios não suportariam se o trabalhador, cuja produtividade é baixa, deixar de comparecer um dia a mais, além do domingo. Isso provocaria perda semelhante na produção da pequena confecção ou em empresas de construção civil.

Brasil, campeão de produtividade

Essa manchetinha acima soa estranha, certamente, a quem só tem ouvido falar e ler o contrário: a baixa produtividade do Brasil.
Mas a verdade é que o Brasil é um líder na produtividade da agricultura. Os estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, IPEA, testemunham isso. É o caso da pesquisa de Fornazier e Vieira Filho, que citando outros pesquisadores reportam taxas bem superiores de produtividade do Brasil, há décadas, vale dizer.

Vamos comparar?

Comparação de ganhos de produtividade na agricultura (Em %) -
Estados Unidos (1999-2002): 1,38
Brasil (1975-2005): 2,51
Brasil (2000-205): 3,87
Fonte: Adaptação do Quadro 1, de Gasques, Bastos e Bacchi (2008).

Brasil X EUA

Foi observando esses resultados, produto de estudos anteriores, dentre eles o estudo de Virgil Eldon Ball, sobre a agricultura dos EUA, que permitiu a Fornazier e Vieira Filho dizerem, à p. 11 do seu texto, que “a média de crescimento anual nos últimos trinta anos no Brasil foi de 2,51%, taxa superior à observada por Ball (2006) para os Estados Unidos”. Segundo Ball, a produtividade média dos EUA não passa de 1,38%, considerando o período de 1999 a 2002, época em que o Brasil registrava 3,87% de produtividade.
Portanto, há muitos anos que os pesquisadores brasileiros, os políticos e a imprensa sabem ou poderiam saber que a produtividade brasileira é superior.
O estudo recente do IPEA, 2022, realizado por Gasques, Bastos, Bacchi e Vieira Filho, confirma esse desempenho, entre os 15 países de melhor produtividade agrícola, dentre um total de 187 países, em geral. Nessa pesquisa, à p. 13, pode-se ver uma grande tabela, a Tabela 3, onde pontifica o Brasil, desde 1961 até 2019, com taxas de produtividade média superiores à taxa mundial e mais que o dobro da taxa dos EUA. Entre 1961 e 2019, o Brasil tem taxa média de 3,75%, contra 2,32% mundial e 1,48% dos estadunidenses.

China X Brasil

Só a China conseguiu nos bater, com a taxa média no período de 4,41%. Mais recentemente, 2010 a 2019, afetado pelas políticas neoliberais de precarização do trabalho, parte dos países, inclusive o Brasil, sofreu queda de produtividade. Entretanto, manteve-se o Brasil (2,30%) entre os cinco países mais produtivos, ao lado da Índia (3,22%), Canadá (3,18%), Ucrânia (2,85%) e Argentina (2,32), superando bem os EUA (1,48%) e permanecendo acima da média mundial (2,21%).

Produtividade no agro

Estamos falando da PTF da agricultura, onde se encontra o agronegócio. A PTF é a Produtividade Total dos Fatores, estando aí, obviamente, todos os materiais e as forças produtivas, homens e máquinas – a melhor forma de medir a produtividade. Porque a produtividade depende dos meios usados – a força de trabalho e os recursos técnicos e materiais, em geral.
Ao longo de muitos anos temos trabalhado no regime 6x1 e encontramos essa colossal produtividade brasileira na agricultura. Não a encontramos na indústria, onde as taxas oscilam ao sabor das condições gerais, como em todo o mundo.
Melhor dizendo, na indústria há uma variedade de resultados, que dependem dos demais meios, além da força de trabalho.
Para ter uma boa ideia disso, consultem o texto do IEDI, Instituto Econômico de Desenvolvimento Industrial, publicado em 2023, Evolução da produtividade do trabalho em 2014-2020. O IEDI é uma entidade do empresariado brasileiro, em sua maioria grandes empresas.
Ali se lê, na primeira página: “A rigor, tudo o que influencia o valor agregado influencia a produtividade, o que inclui a qualidade do ambiente de negócios, o sistema tributário, a adequação da infraestrutura, o grau de integração internacional e a qualidade da educação, bem como a renovação do estoque de capital, adoção de melhores práticas de gestão, uso de tecnologias digitais e desenvolvimento de novos produtos com maior agregação de valor etc.”.

Nem quem diz, acredita

O texto esqueceu de falar no mínimo de bem-estar do trabalhador. Mas nos deu uma suficiente visão de que nem o patronato acredita no que diz, quando anuncia a tragédia nacional da produtividade e do PIB, caso a jornada de trabalho seja reduzida.
A propósito, o citado estudo do IPEA, em sua p. 9, diz: “O índice de insumos tem crescido a taxas média de 0,45%, no período 1975-2020, bem como as produtividades da mão de obra e da terra que crescem a taxas elevadas”. E explica, no mesmo parágrafo: ”A melhoria da qualificação e a qualidade dos equipamentos têm sido decisivos para o aumento da produtividade do trabalho”.
Esse mesmo estudo, em suas Considerações finais, destaca que “há um longo tempo, o Brasil tem feito reformas no seu sistema de pesquisa e financiamento da produção [...] com ênfase no crédito de investimento, criando linhas de financiamento [...] investimentos em pesquisa e a criação de novos sistemas de produção”.

Ação do governo

Nessas últimas referências, vale lembrar o Plano Safra, do governo da União, que destinou à agricultura, no período 2025/26, R$ 516 bilhões, dos quais 87% foram destinados aos grandes produtores, especialmente ao agronegócio. Nas palavras da Agência Brasil: “O crédito vai apoiar grandes produtores rurais e cooperativas com R$ 447 bilhões, e produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) com R$ 69,1 bilhões”. Também, ao se falar em pesquisa, não é possível esquecer a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, EMBRAPA, e sua constante contribuição à agricultura brasileira.
Isso tudo coincide com o que dizem os grandes empresários da indústria brasileira, na primeira página do estudo publicado pelo IEDI: “A produtividade é resultante de uma equação complexa de fatores de diferentes naturezas, tanto cíclicos como estruturais e externa, bem como internamente às empresas”.

Conclusão

Não há, portanto, como medir melhor a produtividade senão considerando os fatores que se fazem presentes na produção. Por isso, não é justo nem verdadeiro apontar para a produtividade brasileira como baixa, atribuindo ao trabalhador a responsabilidade.
Nem é razoável tentar obstruir um avanço de humanidade, com evidentes benefícios para milhões de brasileiros - a redução da jornada de trabalho - com o argumento de que vai promover queda do PIB, devido a baixa produtividade do trabalhador. Isso não é verdade.
Se o argumento se der pelo interesse dos grupos econômicos, procurando manter seus ganhos e sua taxa de lucro, seu conforto, seus privilégios, seus automóveis, suas casas de campo, suas mansões, seus jatos particulares, seu turismo extraordinário, suas festas colossais, padrão Vorcaro, podemos entender. Tudo isso é bom, confortável e saboroso.
Mas igualmente é tempo de pensar em quem tem uma vida e atividades diárias penosas; moradia, transporte, alimentação e condições gerais de existência extremamente difíceis.

*Cláudio Gurgel é economista.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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São João: CRO-PE orienta população sobre cuidados com a saúde bucal durante as festas juninas

19/06/2026

Com a chegada do período junino, marcado pelas tradicionais comidas típicas e pelas celebrações em todo o Nordeste, o Conselho Regional de Odontologia de Pernambuco (CRO-PE) orienta a população sobre a importância dos cuidados com a saúde bucal durante as festividades. Durante essa época do ano, é comum o aumento no consumo de alimentos ricos em açúcar e de maior rigidez, como pé de moleque, milho, cocada, pipoca e maçã do amor, que podem provocar problemas como fraturas dentárias, quebra de restaurações e danos em aparelhos ortodônticos.

O presidente do CRO-PE, João Godoy, destaca que é possível aproveitar o São João sem abrir mão dos cuidados com a saúde bucal. “As festas juninas fazem parte da nossa cultura e são um momento de confraternização muito importante para os pernambucanos. Mas é fundamental que a população tenha atenção ao consumo excessivo de alimentos muito duros e açucarados, além de manter a rotina de higiene bucal mesmo durante os festejos”, afirmou.

Com a chegada do período junino, marcado pelas tradicionais comidas típicas e pelas celebrações em todo o Nordeste, o Conselho Regional de Odontologia de Pernambuco (CRO-PE) orienta a população sobre a importância dos cuidados com a saúde bucal durante as festividades. Durante essa época do ano, é comum o aumento no consumo de alimentos ricos em açúcar e de maior rigidez, como pé de moleque, milho, cocada, pipoca e maçã do amor, que podem provocar problemas como fraturas dentárias, quebra de restaurações e danos em aparelhos ortodônticos.

O presidente do CRO-PE, João Godoy, destaca que é possível aproveitar o São João sem abrir mão dos cuidados com a saúde bucal. “As festas juninas fazem parte da nossa cultura e são um momento de confraternização muito importante para os pernambucanos. Mas é fundamental que a população tenha atenção ao consumo excessivo de alimentos muito duros e açucarados, além de manter a rotina de higiene bucal mesmo durante os festejos”, afirmou.

O CRO-PE reforça que a escovação após as refeições, o uso diário do fio dental e a ingestão adequada de água ajudam a prevenir problemas como cáries, inflamações gengivais e mau hálito. A orientação também vale para pacientes que utilizam próteses, facetas, lentes de contato dental e aparelhos ortodônticos, já que esses casos exigem ainda mais cuidado na mastigação de alimentos mais rígidos.

O Conselho também alerta que, em situações de dor, fraturas dentárias ou qualquer outra urgência odontológica durante o período junino, a recomendação é procurar um cirurgião-dentista regularmente inscrito no CRO-PE. “A prevenção continua sendo o melhor caminho para garantir um São João tranquilo, com saúde e qualidade de vida”, completou João Godoy.

Polos descentralizados do Recife têm shows de Petrúcio, Spok, Martins e Almir Rouche; confira programação

19/06/2026

Forró em toda parte da cidade. É São João. A programação dos seis primeiros polos descentralizados do São João do Recife começa no próximo domingo (21/06). Ao todo, 87 atrações se apresentam até a véspera do feriado, na terça (23/06).

Os artistas

Os artistas foram escolhidos por meio de uma votação popular na internet. A programação também conta com apresentações nomes como Petrúcio Amorim, Maestro Spok e Almir Rouch.

13 polos

A festa na capital pernambucana tem, no total, 13 polos, incluindo os do Sítio Trindade, na Zona Norte; Rio Branco, no Bairro do Recife; e Pátio de São Pedro, no Centro. Nesses três principais, a festa conta com shows de Elba Ramalho, Santanna e Capim com Mel, entre outras atrações.

Barro
Rua Manoel Salvador, s/n, Barro - esquina com a Rua Paulo Afonso
Segunda-feira (22)
17h - Quadrilha Junina Raízes do Pinho
18h - Forró do Munguzá - Zuza M...

Forró em toda parte da cidade. É São João. A programação dos seis primeiros polos descentralizados do São João do Recife começa no próximo domingo (21/06). Ao todo, 87 atrações se apresentam até a véspera do feriado, na terça (23/06).

Os artistas

Os artistas foram escolhidos por meio de uma votação popular na internet. A programação também conta com apresentações nomes como Petrúcio Amorim, Maestro Spok e Almir Rouch.

13 polos

A festa na capital pernambucana tem, no total, 13 polos, incluindo os do Sítio Trindade, na Zona Norte; Rio Branco, no Bairro do Recife; e Pátio de São Pedro, no Centro. Nesses três principais, a festa conta com shows de Elba Ramalho, Santanna e Capim com Mel, entre outras atrações.

Barro
Rua Manoel Salvador, s/n, Barro - esquina com a Rua Paulo Afonso
Segunda-feira (22)
17h - Quadrilha Junina Raízes do Pinho
18h - Forró do Munguzá - Zuza Miranda e Thaís
19h10 - Maestro Danda e Orquestra Forró
20h10 - Danny Brasil - Forró das Antigas
20h40 - Vandson Novaes
22h10 - A Malvadona
23h40 - Almir Rouche
DJ Renna nos intervalos

Terça-feira (23)
17h - Forró Sensação
18h - César Michiles (participação Jota Michiles)
19h10 - Forró Vumbora
20h40 - Allan Dibôa
22h10 - Yuri Pressão
23h40 - Arrochados do Forró
DJ Renna nos intervalos

Campo Grande
Rua Gonçalves Dias, s/n, Campo Grande (ao lado da Praça de Campo Grande)

Segunda-feira (22)
16h - Quadrilha Junina Tradição
17h - Muniz do Arrasta-pé
18h - Jorge Silva
19h10 - Gustavo Travassos
20h40 - Henrique Brandão
22h10 - PV Calado
23h40 - MC Thayk
DJ Nadejda nos intervalos

Terça-feira (23)
17h - Coco de Mestre Biu
18h - Malou Marinho
19h10 - Ciel Santos
20h40 - Romero Ferro
22h10 - Chama do Brega
23h40 - Banda Forretrô
DJ Nadejda nos intervalos

Cordeiro
Rua Gregório Júnior, s/n, Cordeiro (em frente ao nº 489)

Segunda-feira (22)
16h - Quadrilha Junina Balancê
17h - Coco das Estrelas
18h - Walmir Chagas - Véio Mangada
19h10 - Andrezza Formiga
20h40 - Banda Quenga de Coco
22h10 - Gerlane Lops
23h40 - André Rio
DJ Renato L nos intervalos

Terça-feira (23)
17h - Mateus e Katilinda & Banda
18h - Allan Carlos
19h10 - Edilza Aires
20h40 - Lara Couto
22h10 - Banda Sanfonada
23h40 - Maestro Spok e Orquestra Forrobodó
DJ Renato L nos intervalos

Lagoa do Araçá

Rua Nova Verona, s/n, Lagoa do Araçá
Segunda-feira (22)
16h - Quadrilha Junina Traque
17h - Adiel Luna e o Coco Camará
18h - Caná Caiana
19h10 - Dudu do Acordeon
20h40 - PC Silva
22h10 - Maciel Melo
23h40 - Internacionais do Forró
DJ Ari Falcão nos intervalos

Terça-feira (23)
17h - Forró Culé de Xá
18h - Alex Mono
19h10 - Charles Theone
20h40 - Petrúcio Amorim
22h10 - Tribo Cordel
23h40 - Derico Alves
DJ Ari Falcão nos intervalos

Parque das Graças

Domingo (21)
15h - Quadrilha Junina Recriada Deveras
15h40 - Mestres do Coco de Pernambuco
16h40 - Tonfil
17h50 - Karol Maciel
19h10 - Cascabulho
20h30 - Natasha Falcão
DJ Incidental nos intervalos

Terça-feira (23)
17h - Dona Cila do Coco
18h - Iran Carlos
19h10 - Som da Terra
20h40 - Bia Villa Chan
22h10 - Forró Bolsa de Madame
23h40 - Forró Vumbora
DJ Chell nos intervalos

O Poder

Academias e escolas cívico-militares: correias de transmissão do fascismo - Por Natanael Sarmento*

19/06/2026

O fascismo é a ditadura mais extremada dos monopólios capitalistas. Ditadura exercida pelos serviçais mais reacionários da direita e da burguesia. Não é mera contingência histórica da Itália de Mussolini. Processo histórico universalizado pelo imperialismo, a fase superior do capitalismo monopolista.

Mudança de seis para meia dúzia

O fascismo muda nomes, líderes, retóricas, mas conserva sua essência totalitária, conservadora e reacionária a serviço do capital. Inimigos do povo, que usam o patriotismo, a religião e o anticomunismo como ferramentas para oprimir a classe trabalhadora e perseguir os seus principais defensores. Foram traços comuns das ditaduras: Alemanha (Hitler), Portugal (Salazar), Espanha (Franco), Chile(Pinochet), Brasil (Médici et alli). E qualquer semelhança com os USA de Donald Trump é mera coincidência.

Nazistas Vip

Os EUA albergaram nazistas da guerra. Seletivo, “very important person”. A “Op...

O fascismo é a ditadura mais extremada dos monopólios capitalistas. Ditadura exercida pelos serviçais mais reacionários da direita e da burguesia. Não é mera contingência histórica da Itália de Mussolini. Processo histórico universalizado pelo imperialismo, a fase superior do capitalismo monopolista.

Mudança de seis para meia dúzia

O fascismo muda nomes, líderes, retóricas, mas conserva sua essência totalitária, conservadora e reacionária a serviço do capital. Inimigos do povo, que usam o patriotismo, a religião e o anticomunismo como ferramentas para oprimir a classe trabalhadora e perseguir os seus principais defensores. Foram traços comuns das ditaduras: Alemanha (Hitler), Portugal (Salazar), Espanha (Franco), Chile(Pinochet), Brasil (Médici et alli). E qualquer semelhança com os USA de Donald Trump é mera coincidência.

Nazistas Vip

Os EUA albergaram nazistas da guerra. Seletivo, “very important person”. A “Operação Paperclip” registra 1.600 engenheiros, técnicos, cientistas e oficiais da SS bem recebidos nos United Stats.

NASA

Wernher Von Brau liderou o programa espacial da NASA da corrida espacial americana na contraprestação do livramento do Tribunal de Nuremberg com direito a casa, comida e bom salário. O alemão desenvolveu os mísseis americanos de longo alcance usados contra os russos na Guerra Fria.

War Scholl

O General Franz Halder do Estado Maior nazista foi o mentor pedagogo do “Foering Military Studies” -1950-60. Catedrático da doutrina do “aufstragstakitik” e redator dos manuais dos “War Collegers” e “US Army Schooll of the Americas”.

Ex-cadetedra

Expertise ex-cátedra testada e comprovada no holocausto. Sobre a organização e método dos nazistas assimilados pelos americanos sobre espionagem, informação e contrainformação, propaganda, torturas, assassinatos, sabotagens...

Da War Scholl à Escola Superior de Guerra – ESG.

Das “tratativas entre governos e militares do Brasil e USA surge a ESG, em 1949. Correia de transmissão do anticomunismo nazista reciclado nas Escolas de Guerra dos EUA. O império planejou, financiou, treinou e deslocou “conselheiros” do Pentágono e da Cia para o Brasil. Quem paga a banda, escolhe a música.

Para inglês ver

O objetivo declarado da ESG de “preparar militares e civis com funções diretivas, lideranças, em planejamento e assessoramento superior, com foco estratégico na segurança, defesa e desenvolvimento nacional” é para inglês ver. É uma corria de transmissão da ideologia do alinhamento automático aos EUA e da doutrina anticomunista. Militares e civis “intelectuais orgânicos” formados e cooptados sob a batuta do império do Norte. No plano econômico o liberalismo absoluto e abertura do mercado, leia-se o entreguísmo das riquezas nacionais. No plano político o alinhamento à geopolítica estadunidense na guerra ao comunismo e deslumbramento pelo capitalismo do “american way of life”.

A história

Soldados da URSS, USA, Reino Unido, da resistência francesa e da FEB combateram nos campos da Europa, na 2ª Guerra, contra o nazi-fascismo. Do Exército Vermelho da URSS morreram 15 milhões de soldados. Quase mil soldados brasileiros morreram nos combates em terra, mar e ar. A humanidade celebrou a queda de Berlim, a derrota do nazismo. O emblemático triunfo da bandeira vermelha da vitória erguida pelo soldado soviético sobre o Reichstag no fim da Batalha de Berlim, correu e emocionou o mundo. Segundo Ernest Hemingway: “ Todo ser humano que ama a liberdade deve ao Exército Vermelho mais do que conseguirá pagar em uma vida”.

A ironia

Os exércitos dos EUA e do Brasil receberem em suas academias militares treinamentos e base ideológica dos nazistas que combateram na guerra.

Patriotismo de fachada

É o patriotismo dos desfiles, firulas e salamaleques, sem conteúdo real. Meramente retórico. Usado por vendilhões da soberania e entregadores das riquezas nacionais, americanófilos anticomunistas. Adestrados na doutrina fascista do “inimigo interno” da ideologia de “Segurança Nacional” importada do NWC – National War College e plantada na ESG e demais academias e escolas militares.

Bizarros

Seria cômico, se não fosse trágico, o produto desta ideologia nazi-americana. Patuscadas de fazer vergonha. Do Presidente brasileiro bater continência à bandeira dos EUA; De General brasileiro em missão do governo nos EUA declarar: “o que é bom para os Estados Unidos, é bom para o Brasil”. De Senador brasileiro viajar aos EUA para conspirar retaliação econômica daquele país contra o Brasil. De manifestantes “patriotas” - ou idiotas - desfilarem com bandeira dos EUA nas celebrações do dia 7 de Setembro da Independência brasileira. A alentada trilogia do “Festival de Besteira que assola o país” do Stanislaw Ponte Preta é pinto, livreto de cordel.

Escolas “cívico-militares”

A educação fascista aliena a juventude. Educação não inclusiva, destinada a jovens saudáveis, obedientes, acríticos. Para as falanges que recebem ordens, sem pensar, capazes de torturar e matar os “inimigos da pátria” definidos pelos superiores. Numa pedagogia de adestramento típico de estribarias: condicionamento acrítico. Primado da ordem, hierarquia e disciplina, e obediência sobreposta ao desenvolvimento do pensamento crítico e criativo do educando. Não por acaso as “Escolas cívico-militares” foram criadas sob o fatídico governo fascista de Bolsonaro. Custos mais elevados que das escolas tradicionais e resultados pífios. Não podia ser diferente. Educação alienante. Exclusivista. Elitista. Mais voltada à rigidez de regras sobre corte do cabelo, fardamentos e comportamentos que com a inclusão e a criatividade. Sem formação crítica e humanista, desprezo pela cultura universal da filosofia, história e sociologia. Geridas por militares aposentados e ignorantes em pedagogia e ensino. Eficientes adestradores e fracassados educadores, desqualificados, umas bestas quadradas.

Conclusão

O capitalismo da fase imperialista usa o fascismo como arma política e ideológica de combate ao comunismo e a todos os movimentos sociais de inclusão e de libertação dos trabalhadores e segmentos vulneráveis da sociedade. Essa ideologia excludente, de supremacia social, étnica, religiosa exclusivista tem conexões com correias de transmissão: escolas, igrejas, imprensa. A ESG é uma correia de transmissão estratégica do fascismo, no ensino superior, As escolas cívico-militares no ensino médio. Simples assim. O fascismo não está vencido. Como bem adverte Bertold Brechet: “a cadela fascista está sempre no cio.”


*Natanael Sarmento é professor e escritor, e integrante do Diretório Nacional da UP. @sarmentonatanael


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores. O Poder estimula e acolhe o livre debate de ideias.


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Endrick é 'escalado' para seleção de bonecos gigantes e reforça torcida pelo hexa do Brasil no Refie

19/06/2026

Vini Jr., Carlo Ancelotti e Neymar como bonecos gigantes. O melhor da Seleção Brasileira no Recife e os pernambucanos reforçando a torcida pelo hexa.


O técnico Carlo Ancelotti pode até não ter escalado ainda, mas Endrick, promessa da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, já entrou em campo. Pelo menos na torcida em Pernambuco, onde está virando boneco gigante. A estreia do jovem futebolista no mundial é alvo de um verdadeiro clamor popular, e pode ocorrer no jogo hoje, sexta-feira (1/069) contra o Haiti.

O escultor

A réplica gigante do atacante foi confeccionada pelo escultor Guilherme Paz. Para isso ele, analisou fotos, modelou barro, tentando reproduzir uma das características mais marcantes do atacante que é o olhar. E, para isso, vale até pedir ajuda à inteligência artificial.

Apontado

Mesmo sem ser titular absoluto da Seleção Brasileira, Endrick, de 19 anos, é apontado por muitos torced...

Vini Jr., Carlo Ancelotti e Neymar como bonecos gigantes. O melhor da Seleção Brasileira no Recife e os pernambucanos reforçando a torcida pelo hexa.


O técnico Carlo Ancelotti pode até não ter escalado ainda, mas Endrick, promessa da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, já entrou em campo. Pelo menos na torcida em Pernambuco, onde está virando boneco gigante. A estreia do jovem futebolista no mundial é alvo de um verdadeiro clamor popular, e pode ocorrer no jogo hoje, sexta-feira (1/069) contra o Haiti.

O escultor

A réplica gigante do atacante foi confeccionada pelo escultor Guilherme Paz. Para isso ele, analisou fotos, modelou barro, tentando reproduzir uma das características mais marcantes do atacante que é o olhar. E, para isso, vale até pedir ajuda à inteligência artificial.

Apontado

Mesmo sem ser titular absoluto da Seleção Brasileira, Endrick, de 19 anos, é apontado por muitos torcedores como uma das principais promessas do futebol nacional, ao ponto de ser chamado de "o novo Pelé".


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Revelado

Revelado pelo Palmeiras e atualmente no Real Madrid (mas emprestado ao Lyon), ele ganhou destaque pela personalidade em campo, pelos gols decisivos e pela identificação que criou com parte da torcida brasileira, que vê no jogador um símbolo da renovação da Seleção.

Embaixada

A responsável pela homenagem a Endrick é a Embaixada dos Bonecos Gigantes, que todos os anos leva às ladeiras de Olinda, no carnaval, um verdadeiro elenco de personalidades em suas versões gigantescas.

Quinta Copa

Esta é a quinta Copa do Mundo em que os bonecos da Embaixada são "escalados". A primeira foi a da África do Sul, em 2010. O primeiro personagem ligado a futebol foi o narrador Galvão Bueno, que, segundo Leandro Castro, se encantou pelo próprio boneco. Em seguida, veio o rei Pelé.

O sucesso

O sucesso foi tão grande que Leandro foi convidado para participar do Programa do Jô, do saudoso Jô Soares — que naquele ano também ganhou boneco gigante.
A Copa seguinte, de 2014, foi a do Brasil, e teve até jogo de futebol com bonecos na Praia de Boa Viagem

Sucesso

Na Copa de 2022, por exemplo, fez sucesso o boneco do atacante Richarlison, que não foi convocado para o campeonato deste ano. Na época, a aparência do gigante virou piada na internet e motivou até uma "harmonização facial" para ficar mais parecido com o jogador.

O Poder
Fotos: Pedro Alves


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Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta sexta-feira

19/06/2026

Brasília, 19 de junho de 2026

Brasília amanheceu sob os escombros de mais uma crise política de alta voltagem. O Caso Master já não é apenas uma investigação financeira: virou uma disputa nacional de narrativas envolvendo Congresso, governo, Polícia Federal e eleições de 2026. Nos bastidores, muitos lembram que o sucesso de Daniel Vorcaro em Brasília sempre foi associado à capacidade de construir relacionamentos, circular entre diferentes grupos de poder e compreender como funcionam os mecanismos de influência, prestígio e acesso no ambiente político. Agora, o que antes era bastidor virou manchete e as redes sociais transformaram o caso em uma das maiores tempestades digitais do ano.

O fator Jaques: a crise chega ao coração do Planalto

O senador Jaques Wagner se transformou em um dos assuntos políticos mais comentados do país após os novos desdobramentos do Caso Banco Master. Levantamento da Ativaweb DataLab identificou 28.45...

Brasília, 19 de junho de 2026

Brasília amanheceu sob os escombros de mais uma crise política de alta voltagem. O Caso Master já não é apenas uma investigação financeira: virou uma disputa nacional de narrativas envolvendo Congresso, governo, Polícia Federal e eleições de 2026. Nos bastidores, muitos lembram que o sucesso de Daniel Vorcaro em Brasília sempre foi associado à capacidade de construir relacionamentos, circular entre diferentes grupos de poder e compreender como funcionam os mecanismos de influência, prestígio e acesso no ambiente político. Agora, o que antes era bastidor virou manchete e as redes sociais transformaram o caso em uma das maiores tempestades digitais do ano.

O fator Jaques: a crise chega ao coração do Planalto

O senador Jaques Wagner se transformou em um dos assuntos políticos mais comentados do país após os novos desdobramentos do Caso Banco Master. Levantamento da Ativaweb DataLab identificou 28.454.322 menções em apenas nove horas, colocando o tema entre os maiores eventos digitais de 2026. O episódio elevou a temperatura política em Brasília, ampliou a pressão sobre o núcleo de articulação do governo e abriu uma nova frente de desgaste para aliados do Planalto.

Polícia Federal é a grande vencedora das últimas 24 horas

Se existe um vencedor claro na narrativa digital do Caso Master, é a Polícia Federal. Análise da Ativaweb DataLab sobre 27,3 milhões de menções em 24 horas mostra que a PF foi o único protagonista da crise a registrar predominância de manifestações positivas, alcançando 68% de sentimento favorável. Enquanto políticos e partidos enfrentaram desgaste reputacional, a instituição recebeu apoio expressivo nos comentários, sendo associada a independência, fiscalização e combate à corrupção.

Resumo das quatro ondas:

Ciro Nogueira — 87% negativo
Flávio Bolsonaro — 73% negativo
Davi Alcolumbre — 76% negativo
Hugo Motta — 74% pressão reputacional
Jaques Wagner — 61% sentimento misto

Polícia Federal — 68% positivo
“Em crises políticas, raramente a instituição investigadora sai mais fortalecida do que os investigados.”

Governo tenta deslocar Lula da crise
A movimentação nos bastidores já mudou de tom. Lideranças governistas passaram a defender uma separação clara entre a imagem do presidente Lula e os desdobramentos envolvendo Jaques Wagner. O objetivo é evitar que o Caso Master ultrapasse a esfera policial e passe a contaminar diretamente a narrativa eleitoral de 2026.

“Na política, o primeiro movimento diante da crise é medir o tamanho do raio de contaminação.”

A Emenda Master vira nova dor de cabeça de Brasília

A chamada “Emenda Master” entrou definitivamente no radar político após aparecer nos documentos analisados pela Polícia Federal. O tema amplia o debate sobre a relação entre recursos públicos, articulação política e interesses privados. Nos corredores do Congresso, a palavra de ordem agora é acompanhar os próximos capítulos antes de fazer apostas.

“Quando uma emenda ganha apelido, Brasília sabe que a história está apenas começando.”

STF retoma julgamento sobre anistia a partidos

O Supremo Tribunal Federal retomou o julgamento envolvendo a anistia concedida a partidos que descumpriram regras de cotas eleitorais. A decisão possui potencial de impacto direto sobre o sistema partidário, financiamento de campanhas e futuras disputas eleitorais.
Lula desembarca em Minas e tenta organizar o tabuleiro
O presidente visita Minas Gerais em meio ao impasse sobre a formação dos palanques estaduais. O estado continua sendo considerado estratégico para qualquer projeto presidencial e a movimentação reforça que a pré-campanha já acontece muito antes do calendário oficial.
“Quem quer chegar ao Planalto sabe que precisa passar por Minas.”

Acordo entre EUA e Irã dá fôlego `a diplomacia

O Brasil comemorou o entendimento firmado entre Estados Unidos e Irã e voltou a defender soluções negociadas para conflitos internacionais. Lula busca reforçar sua imagem internacional enquanto o cenário global continua marcado por instabilidade e tensões geopolíticas.

“No mundo da diplomacia, diálogo continua sendo a moeda mais valiosa.”

Competitividade volta ao centro do debate econômico

Mesmo com indicadores positivos de emprego, o Brasil perdeu posições em rankings internacionais de competitividade. O resultado reacende discussões sobre produtividade, ambiente regulatório, inovação, infraestrutura e capacidade de atração de investimentos.

“Emprego mostra o presente. Competitividade revela o futuro.”

Mei Maior, conta maior
A proposta de ampliação do teto do MEI avança em Brasília, mas os cálculos da equipe econômica apontam impacto fiscal próximo de R$ 50 bilhões. O tema mobiliza milhões de empreendedores e deve continuar presente na pauta econômica das próximas semanas.

“Toda renúncia fiscal tem apoio. O desafio é encontrar quem pagará a conta.”

PL e Eduardo Bolsonaro enfrentam novo desafio jurídico

A possibilidade de Eduardo Bolsonaro integrar uma chapa ao Senado como suplente já desperta debates jurídicos e eleitorais. O tema reforça que as disputas de 2026 começam muito antes das convenções partidárias.

“No Brasil, algumas eleições começam nos tribunais antes de chegarem às urnas.”

Governistas alinham discurso para descolar imagem de Lula de Jaques Wagner

19/06/2026

Parlamentares da base têm buscado alinhar o discurso depois que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), foi alvo da PF (Polícia Federal) que investiga o Banco Master. Aliados de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a tentar desvincular a imagem do senador da figura presidente da República.

Esforço

O esforço imediato é a redução de danos para que as investigações não impactem a campanha de Lula, que busca a reeleição nas eleições de outubro deste ano. A tendência é individualizar o senador e outros eventuais investigados para preservar Lula.

Vice líder

Um dos primeiros a se manifestar neste sentido foi o deputado Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara. De acordo com ele, Wagner deveria deixar o cargo de liderança. O deputado fez questão de reforçar o compromisso de Lula nas apurações feitas pela Polícia Federal.

“O presidente Lula sempre disse: doa a quem doer, a in...

Parlamentares da base têm buscado alinhar o discurso depois que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), foi alvo da PF (Polícia Federal) que investiga o Banco Master. Aliados de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a tentar desvincular a imagem do senador da figura presidente da República.

Esforço

O esforço imediato é a redução de danos para que as investigações não impactem a campanha de Lula, que busca a reeleição nas eleições de outubro deste ano. A tendência é individualizar o senador e outros eventuais investigados para preservar Lula.

Vice líder

Um dos primeiros a se manifestar neste sentido foi o deputado Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara. De acordo com ele, Wagner deveria deixar o cargo de liderança. O deputado fez questão de reforçar o compromisso de Lula nas apurações feitas pela Polícia Federal.

“O presidente Lula sempre disse: doa a quem doer, a investigação precisa ser feita até o fim! Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar à sua defesa, resguardada a presunção de inocência. A Polícia Federal está fazendo seu trabalho, e quem cometeu irregularidades deve responder por elas”, publicou nas redes sociais.

Oposição

Parlamentares da oposição e aliados do governo partiram para a ofensiva e viram uma oportunidade de reverter o quadro político-eleitoral depois que o pré-candidato à Presidência pelo PL, o senador Flávio Bolsonaro (RJ), teve áudios vazados expondo uma relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O Poder

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