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Dom Limacêdo: Quando um bispo é atacado ao pedir por democracia, isso diz muito mais sobre o país do que sobre ele

08/08/2026

Por Hylda Cavalcanti*

Que o Brasil vive uma polarização entre esquerda e direita há mais de 10 anos todos nós sabemos. Mas quando um bispo conhecido por suas ações de apoio aos pobres e elogiado por todas as paróquias por onde passou — pelo seu jeito de integrar os anseios da sociedade com o que diz a igreja e buscar o bem da população — começa a ser alvo de ataques por defender, acreditem, valores como a democracia, aí complicou.

Isso diz muito mais sobre a sociedade do que sobre a conduta do religioso em questão.

Escrevo isso em referência ao episódio de críticas e ataques digitais feitos nos últimos dias a Dom Limacêdo Antônio da Silva, atual bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, localizada no Sertão do Pajeú, em Pernambuco. Ele foi nomeado para o cargo pelo Papa Francisco em outubro de 2023. Tomou posse em dezembro do mesmo ano e eu o entrevisto desde meus 20 anos, motivo pelo qual posso resumir um pouco do seu perfil.
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Por Hylda Cavalcanti*

Que o Brasil vive uma polarização entre esquerda e direita há mais de 10 anos todos nós sabemos. Mas quando um bispo conhecido por suas ações de apoio aos pobres e elogiado por todas as paróquias por onde passou — pelo seu jeito de integrar os anseios da sociedade com o que diz a igreja e buscar o bem da população — começa a ser alvo de ataques por defender, acreditem, valores como a democracia, aí complicou.

Isso diz muito mais sobre a sociedade do que sobre a conduta do religioso em questão.

Escrevo isso em referência ao episódio de críticas e ataques digitais feitos nos últimos dias a Dom Limacêdo Antônio da Silva, atual bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, localizada no Sertão do Pajeú, em Pernambuco. Ele foi nomeado para o cargo pelo Papa Francisco em outubro de 2023. Tomou posse em dezembro do mesmo ano e eu o entrevisto desde meus 20 anos, motivo pelo qual posso resumir um pouco do seu perfil.

Quem é Limacêdo

De origem humilde, muito educado, com personalidade forte (típica dos que possuem consciência social) e ao mesmo tempo cordial, sempre foi amigo das comunidades onde atuou e uma pessoa simples no pensar e no agir. Além disso, não se trata de um religioso despreparado, muito pelo contrário.

Iniciou sua trajetória em 1986, quando tornou-se padre em Limoeiro. Na área acadêmica, cursou Filosofia em Nova Iguaçu (RJ) e Teologia na Escola Teológica São Bento de Olinda (PE), além de possuir pós-graduação em Dogmática pela Universidade Pontifícia Gregoriana, em Roma.

Bispo auxiliar do Recife

Limacêdo, ao longo desse período, atuou na paróquia de Vertentes e, depois, na diocese de Nazaré, com histórico de forte ligação à defesa das causas sociais, como a situação de agricultores em períodos de seca, catadores de recicláveis e outros trabalhadores em situação de vulnerabilidade.

No período entre 2018 a 2023 foi bispo auxiliar do hoje arcebispo emérito de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido.

Ele não é do tipo que somente realiza missas, ora, acolhe e orienta as pessoas. Mas um religioso que junta-se a elas nas reivindicações e nas defesas das suas questões mais urgentes. Segue caminhos que foram igualmente percorridos por bispos como Dom Hélder, Dom Paulo Evaristo Arns e Dom Raimundo Damasceno, somente para ficar nesses três.

Opção pelos pobres

Quem o conhece e atesta sua integridade sabe que a organização de uma caravana pela democracia não é novidade para alguém que tem praticado e participado de gestos semelhantes desde os anos 1990.

Sei de muitas pessoas que o presenciaram com os pés calejados após tantas horas de caminhada e poderia escrever muito mais sobre sua trajetória. Mas não é isso que está em questão aqui.

O que está em questão é: quando um religioso da igreja católica se torna alvo de ataques de uma ala também católica mais ligada à direita por ter realizado, no fim de semana passado, uma caravana pela democracia no sertão de Pernambuco, é preciso perguntar que tipo de democracia essas pessoas querem.

Queremos uma democracia?

Ou melhor: será que essas pessoas querem mesmo que o Brasil continue sendo um país democrático? tenho minhas dúvidas. O ato inter-religioso de Dom Limacêdo, para além da Igreja Católica, reuniu diversas entidades civis e movimentos populares e contou com centenas de participantes.

Nas redes sociais da diocese, muitas pessoas reclamaram do que classificaram como desvirtuamento do propósito eclesial e chamaram o bispo de “militante de esquerda”.

Em tom diplomático, ele minimizou as críticas e disse em entrevista ao Portal UOL que tais críticas “fazem parte da mesma democracia que defendo”. Ao mesmo tempo, afirmou que a igreja precisa atuar como “formadora de consciência” e que “a ignorância só interessa aos ditadores”.

“Jesus não falava só do céu. Jesus falava das questões terrenas, da fome, da justiça, da maldade. Muitas vezes querem colocar uma religião somente do céu. Religião é aqui, é o religar, aproximar as pessoas”, enfatizou.

Pregação do evangelho

De acordo com o relato dele, a ideia da caravana nasceu de um gesto de solidariedade de amigos e de movimentos sociais que o acompanham. Mas apesar de dizer que as hostilidades ficaram restritas apenas ao ambiente virtual, ao mesmo tempo Limacêdo passou seu recado sobre o significa exatamente, pregar o evangelho.

“A defesa do sistema democrático está diretamente ligada à palavra de Deus”. “A democracia supõe a participação. Deus quer dialogar com seu filho”, explicou, citando ainda o Papa João Paulo 2º para acentuar que “Deus não é solidão, Deus é família”.

Diretrizes da CNBB

Aos críticos que se preocuparam com a grande repercussão do episódio, podem ficar tranquilos. Sobre as eleições deste ano, Dom Limacêdo já afirmou que sua atuação não será baseada em opiniões pessoais e que seguirá as diretrizes institucionais da Igreja Católica a serem definidas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

“A tarefa da igreja é formar consciências. A igreja aponta critérios, eu não vou apresentar um critério meu, um pensamento só meu. Vou apresentar o pensamento colegiado dos bispos dessa grande nação, os critérios apresentados pela CNBB”, destacou.

Em resumo, não estamos falando de um medíocre que tomou alguma iniciativa desastrada ou irresponsável. E sim, de um religioso bem preparado social e academicamente, cumpridor dos seus deveres, afinado com o que prega a CNBB e mais do que isso: um personagem conhecedor das desigualdades do país.

Características que faltam, com todo o respeito, a muitos líderes de outras religiões e a muitos políticos.

— Com informações do UOL

*Hylda Cavalcanti é editora de O Poder aos domingos e o texto acima expressa sua própria opinião.

NR - O Poder estimula o livre debate de ideias e acolhe pensamentos divergentes da sua linha editorial. Pessoas e instituições citadas, direta ou indiretamente, têm assegurado espaço para suas manifestações.


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As aventuras de Cacimba 53 — O voto da liberdade, por Zé da Flauta*

08/08/2026

A época de eleição chegou a Carnaúba Seca e, com ela, a quentura de uma disputa que fez a vila ferver mais do que sol do meio-dia.

O atual prefeito, desesperado para segurar a cadeira e a chave do cofre, mandou pintar o nome em cada muro e distribuir santinho até para os jumentos da praça. Mas o povo, vacinado contra conversas fiadas, só tinha um nome na boca: Cacimba.

A ideia de ter o mestre do pífano na prefeitura virou febre, e isso fez o prefeito perder o sono e começar uma perseguição descarada, mandando a polícia fiscalizar até o fumo de rolo do velho sob o pretexto de subversão. O que o prefeito e sua cambada não entendiam é que a política passava a léguas dos pensamentos de Cacimba.

Ele nunca pediu um voto, nunca disse uma palavra sobre o cargo e achava uma doidice sem tamanho essa ideia de virar autoridade. No alpendre, a dúvida do povo virou debate entre seus dois conselheiros.

Sebastião, a emoção pura, dava pulo...

A época de eleição chegou a Carnaúba Seca e, com ela, a quentura de uma disputa que fez a vila ferver mais do que sol do meio-dia.

O atual prefeito, desesperado para segurar a cadeira e a chave do cofre, mandou pintar o nome em cada muro e distribuir santinho até para os jumentos da praça. Mas o povo, vacinado contra conversas fiadas, só tinha um nome na boca: Cacimba.

A ideia de ter o mestre do pífano na prefeitura virou febre, e isso fez o prefeito perder o sono e começar uma perseguição descarada, mandando a polícia fiscalizar até o fumo de rolo do velho sob o pretexto de subversão. O que o prefeito e sua cambada não entendiam é que a política passava a léguas dos pensamentos de Cacimba.

Ele nunca pediu um voto, nunca disse uma palavra sobre o cargo e achava uma doidice sem tamanho essa ideia de virar autoridade. No alpendre, a dúvida do povo virou debate entre seus dois conselheiros.

Sebastião, a emoção pura, dava pulos de alegria na cabeça do mestre, implorando para ele aceitar: "Aceita, Cacimba! Tu já tá eleito, o povo te ama, a gente ajeita a vida de todo mundo e bota festa na praça todo domingo!".

Mas Simão, a razão implacável, ajeitou os óculos na ponta do nariz, sacou a caderneta e desaconselhou com peso: "Não caia nessa armadilha, mestre. Assinar o papel da prefeitura é assinar a venda da própria alma para a burocracia, para os conchavos e para a vaidade que corrompe o homem."

A pressão aumentava de todos os lados, com o povo pedindo um salvador e o prefeito ameaçando botar fogo no coreto. Prudentíssimo como ele só, Cacimba esperou o sol baixar, pegou seu pífano e caminhou até a praça cheia. Subiu no mesmo palanque que os políticos usavam para mentir e fez um discurso de tirar o fôlego da multidão.


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Olhando nos olhos de cada morador, do mais rico ao mais miserável, o velho falou com o peito aberto: "Vocês estão me oferecendo uma faixa e uma cadeira macia, mas para me sentar nela eu teria que deixar de ser o Cacimba de vocês. A política divide o que o amor une. Se eu virar prefeito hoje, amanhã metade da vila me olha feio porque não ganhou um favor, e a outra metade me bajula esperando alguma vantagem."

A emoção tomou conta do terreiro e fez até o prefeito, que espiava escondido atrás da porta da farmácia, engolir seco de vergonha.

Sebastião, vendo as lágrimas nós olhos do povo, abraçou o pescoço do mestre em silêncio, enquanto Simão guardava a caderneta com um aceno de cabeça satisfeito. Cacimba continuou, com a voz embargada, mas firme como aroeira:

"Eu prefiro continuar sendo o que sempre fui e mais nada. Sem faixa, sem gabinete e sem poder sobre a vida de ninguém. Porque é desse jeito, no chão da praça e no sopro do meu pífano, que eu posso continuar sendo amigo de todos vocês, sem precisar escolher lado na hora em que o sol se põe."

O silêncio que se fez na praça valia mais do que qualquer salva de palmas. O povo entendeu que a maior liderança de Cacimba era justamente a sua recusa ao poder.

Ao entardecer, de volta ao seu alpendre enquanto a vila votava em paz, o mestre tirou umas notas suave do instrumento e deixou a lição para a posteridade:

"O homem que busca o poder para ser respeitado já nasceu escravo do orgulho, mas aquele que sabe o valor da sua liberdade não troca o seu sossego por coroa nenhuma no mundo.

A verdadeira autoridade não se vota numa urna e nem se compra com promessas; ela mora no respeito que a gente cultiva andando de cabeça erguida, sem dever nada a ninguém."

E assim, Carnaúba Seca aprendeu que o melhor prefeito da cidade era aquele que preferia continuar sendo apenas o seu poeta.

*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.


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Sem poder pedir voto, Lula aproveita evento em SP para exaltar Haddad, Marina e Tebet

08/08/2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou neste sábado (08/08) do encontro do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) no município de Taboão da Serra (SP) e exaltou os seus ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). Os três são candidatos, respectivamente, a governador e senadoras por São Paulo.

Lula está impedido de pedir votos. Segundo o calendário eleitoral deste ano, candidatos só podem exibir números e pedir votos a partir do dia 16 de agosto. Às 19h do dia 15, encerra-se o prazo para registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Multa do TRE-SP

Além disso, no final de julho, o presidente foi multado por propaganda eleitoral antecipada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que o condenou Lula a pagar multa de R$ 15 mil por ter pedido votos para Simone e Marina durante um evento do governo, em 19 de maio. Ainda cabe recurso da decisão.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou neste sábado (08/08) do encontro do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) no município de Taboão da Serra (SP) e exaltou os seus ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). Os três são candidatos, respectivamente, a governador e senadoras por São Paulo.

Lula está impedido de pedir votos. Segundo o calendário eleitoral deste ano, candidatos só podem exibir números e pedir votos a partir do dia 16 de agosto. Às 19h do dia 15, encerra-se o prazo para registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Multa do TRE-SP

Além disso, no final de julho, o presidente foi multado por propaganda eleitoral antecipada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que o condenou Lula a pagar multa de R$ 15 mil por ter pedido votos para Simone e Marina durante um evento do governo, em 19 de maio. Ainda cabe recurso da decisão.

No evento de hoje, o presidente saudou as presenças de Haddad, Tebet e Marina e afirmou que foi graças a eles que conseguiu aprovar projetos nesse seu governo.

— Com Agências de Notícias

Primeiro evento de Flávio Bolsonaro como candidato oficial foi em Itapetininga (SP) neste sábado (08)

08/08/2026

O senador Flávio Bolsonaro, candidato a presidente pelo partido Liberal (PL), participou de um comício em Itapetininga, no interior de São Paulo, voltado ao eleitorado feminino, na manhã deste sábado (08/08). O encontro, intitulado ‘ Café Entre Elas’ foi promovido pela deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), ex-prefeita da cidade.

Foi anunciado como um ato com o objetivo de “discutir políticas públicas para as mulheres, com as mulheres”, apesar de ter muitos homens entre os presentes. O evento consistiu no primeiro comício de fim-de-semana em que o senador compareceu desde que anunciou o candidato a vice-presidente em sua chapa, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL).

Desafio do voto feminino

O voto feminino tem sido um desafio para Flávio Bolsonaro nas pesquisas, especialmente depois de Michele Bolsonaro (PL-DF), sua madrasta, tê-lo criticado em um vídeo. A ex-primeira-dama selou as pazes com o candidato de maneira protocolar depois d...

O senador Flávio Bolsonaro, candidato a presidente pelo partido Liberal (PL), participou de um comício em Itapetininga, no interior de São Paulo, voltado ao eleitorado feminino, na manhã deste sábado (08/08). O encontro, intitulado ‘ Café Entre Elas’ foi promovido pela deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), ex-prefeita da cidade.

Foi anunciado como um ato com o objetivo de “discutir políticas públicas para as mulheres, com as mulheres”, apesar de ter muitos homens entre os presentes. O evento consistiu no primeiro comício de fim-de-semana em que o senador compareceu desde que anunciou o candidato a vice-presidente em sua chapa, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL).

Desafio do voto feminino

O voto feminino tem sido um desafio para Flávio Bolsonaro nas pesquisas, especialmente depois de Michele Bolsonaro (PL-DF), sua madrasta, tê-lo criticado em um vídeo. A ex-primeira-dama selou as pazes com o candidato de maneira protocolar depois do episódio, mas tem evitado aparecer em público ao seu lado.

Com dificuldade de articular eventos com o PL Mulher, programa do partido liderado por Michele para atrair candidaturas femininas, Flávio fez seu primeiro evento voltado a mulheres com o PP, que tem sua própria iniciativa de gênero, o Mulheres Progressistas, do qual Simone Marquetto faz parte.

O partido da deputada, que não fechou aliança com o PL para palanques nacionais, também não tem mulheres concorrendo a cargos majoritários em São Paulo. O evento em Itapetininga contou com políticos e prefeitos do sudoeste de São Paulo.

— Com Agências de Notícias

Entre letras e memórias, Antônio Campos participa e elogia 10ª edição da Flipelô, que acontece em Salvador

08/08/2026

O advogado, escritor e curador da Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto) Antônio Campos, enalteceu e parabenizou os organizadores da edição deste ano da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), que está em sua 10ª edição.

Trata-se de um evento cultural literário idealizado e realizado pela Fundação Casa de Jorge Amado anualmente no Pelourinho,em Salvador (BA), que termina neste domingo (09/08) e conta com a presença dos mais importantes nomes das artes e da literatura do país.



Carlos Pena Filho

Campos, presente a vários paineis, definiu o evento como “uma bela festa literária!”. “Este ano, em que celebramos os 110 anos de Zélia Gattai, completados no último dia 2 de julho, a Fundação Casa de Jorge Amado faz uma mesa especial sobre a vida, a obra e a memória do poeta luso-brasileiro Carlos Pena Filho, e sua relação com Jorge Amado” destacou ele.

O advogado e escritor lembr...

O advogado, escritor e curador da Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto) Antônio Campos, enalteceu e parabenizou os organizadores da edição deste ano da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), que está em sua 10ª edição.

Trata-se de um evento cultural literário idealizado e realizado pela Fundação Casa de Jorge Amado anualmente no Pelourinho,em Salvador (BA), que termina neste domingo (09/08) e conta com a presença dos mais importantes nomes das artes e da literatura do país.


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Carlos Pena Filho

Campos, presente a vários paineis, definiu o evento como “uma bela festa literária!”. “Este ano, em que celebramos os 110 anos de Zélia Gattai, completados no último dia 2 de julho, a Fundação Casa de Jorge Amado faz uma mesa especial sobre a vida, a obra e a memória do poeta luso-brasileiro Carlos Pena Filho, e sua relação com Jorge Amado” destacou ele.

O advogado e escritor lembrou que Carlos Pena Filho tem um belo poema sobre Paloma Amado (filha do casal Jorge e Zélia) publicado em 1959, intitulado "Só para Paloma". E acentuou que considerou uma grande honra participar do evento.

Aproximação com os autores

Para a jornalista, professora e escritora Kátia Borges, uma das coordenadoras do festival, a Flipelô e outras festas literárias funcionam como elemento de encontro fundamental, não apenas do ponto de vista cultural.

“As Festas Literárias nos aproximam. Não só do livro, mas como dos seus autores. Então, elas sempre têm essa incrível função”, frisou.

Lucas Ribeiro no primeiro debate: fugir pela tangente é uma arte?, por Flávio Lúcio*

08/08/2026

O primeiro debate entre os candidatos ao governo da Paraíba aconteceu ontem à noite (sexta-feira, 08/08). Esse certamente foi o debate de estreia de Lucas Ribeiro, candidato do Progressistas, já que o governador jamais disputou um cargo majoritário na condição de titular do mandato — foi candidato a vice de Bruno Cunha Lima, em 2020, e de João Azevêdo, em 2022.

O que dizer do desempenho de Ribeiro? A impressão que ficou, ao final, foi a de que Cícero Lucena e Efraim Filho estão diante de um candidato de laboratório, de gestos ensaiados e discurso pronto. Sobretudo, de saídas pela tangente para escapar de perguntas incômodas e difíceis de responder.

A primeira escapadela aconteceu na resposta à pergunta de Efraim Filho sobre a denúncia do Ministério Público, já acatada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), contra Pollyanna Werton e Tibério Limeira, acusados de receber propina no rumoroso caso envolvendo desvios no Hospital Padre Zé. Os dois ex-secretá...

O primeiro debate entre os candidatos ao governo da Paraíba aconteceu ontem à noite (sexta-feira, 08/08). Esse certamente foi o debate de estreia de Lucas Ribeiro, candidato do Progressistas, já que o governador jamais disputou um cargo majoritário na condição de titular do mandato — foi candidato a vice de Bruno Cunha Lima, em 2020, e de João Azevêdo, em 2022.

O que dizer do desempenho de Ribeiro? A impressão que ficou, ao final, foi a de que Cícero Lucena e Efraim Filho estão diante de um candidato de laboratório, de gestos ensaiados e discurso pronto. Sobretudo, de saídas pela tangente para escapar de perguntas incômodas e difíceis de responder.

A primeira escapadela aconteceu na resposta à pergunta de Efraim Filho sobre a denúncia do Ministério Público, já acatada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), contra Pollyanna Werton e Tibério Limeira, acusados de receber propina no rumoroso caso envolvendo desvios no Hospital Padre Zé. Os dois ex-secretários de João Azevêdo e do próprio Lucas Ribeiro são réus no processo.

O governador não respondeu por que João Azevêdo não afastou os dois secretários suspeitos nem por que ele próprio os manteve na equipe. Efraim lembrou que ambos continuam fazendo parte do palanque governista.

Confuso, Lucas Ribeiro fugiu da pergunta e passou a defender políticas de maior transparência, o que soou como uma crítica ao próprio João Azevêdo, a quem ele apresenta como responsável por uma obra administrativa que pretende continuar. Nervosismo? Falta de preparo?

Na pergunta seguinte, feita pelo candidato do MDB, Cícero Lucena, sobre a Paraíba pagar o segundo pior salário à Polícia Militar, Lucas Ribeiro utilizou o mesmo artifício empregado por João Azevêdo no enfrentamento com Pedro Cunha Lima, quatro anos atrás: refugiou-se no passado para não responder a perguntas incômodas — embora verdadeiras.

No embate com Efraim Filho, Lucas Ribeiro perguntou qual seria a política de geração de empregos do candidato do PL e afirmou que a Paraíba gerou mais empregos nos últimos meses. O governador esqueceu de lembrar que, na geração de empregos, segundo os dados consolidados de 2024 do próprio Caged, a economia de João Pessoa foi responsável por quase metade dos postos de trabalho criados na Paraíba (49,7%). Se somarmos os empregos gerados em Campina Grande e Santa Rita, esse percentual chega a 70,3%.

É claro que o governo do Estado tem sua participação nesse resultado. Mas as prefeituras das duas maiores cidades do Estado certamente também têm papel decisivo, sobretudo por meio de investimentos e políticas de estímulo ao turismo, ao comércio e às obras públicas.

O ponto alto do debate foi a discussão, levantada corajosamente por Cícero Lucena, sobre o leilão, realizado às pressas e de maneira quase escondida, para a concessão de um dos serviços mais lucrativos e necessários da Cagepa: o saneamento. O leilão aconteceu na Bolsa de Valores de São Paulo, em maio deste ano.

A pergunta de Cícero foi direta: “O senhor tem todas as informações necessárias sobre o que está contemplado nesse projeto. Por que o senhor condenou Campina Grande a 25 anos sem investimentos em esgotamento sanitário?”

Lucas, mais uma vez, tergiversou e voltou a falar do passado — esquecendo que foi no governo Cássio Cunha Lima que a Paraíba mais avançou no saneamento básico.

Num lapso fora do script, Lucas usou primeiro a expressão “leilão”, depois “pregão” e, por último, lembrando-se do ensaio, chamou o negócio de PPP. O governador também não explicou que os cerca de R$ 3 bilhões previstos em investimentos pela empresa vencedora do leilão serão distribuídos ao longo de 25 anos — o equivalente a R$ 120 milhões por ano, aproximadamente o mesmo valor do lucro líquido da Cagepa projetado para 2026.

Enfim, são episódios de um debate que mostram que um candidato pode ser fabricado, ensaiado e preparado para seguir um roteiro. Há inúmeros exemplos desse fenômeno espalhados pelo país — o mais conhecido talvez seja o de Fernando Collor de Mello, na eleição de 1989.

E todo mundo sabe no que deu aquele experimento feito pelo eleitorado.

*Flávio Lúcio é cientista político. Professor de História da UFPB. Doutor em Sociologia.


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Órgão consultivo criado pelo TSE em 2017 e extinto logo depois, volta a funcionar nestas eleições

08/08/2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), resolveu reformular um órgão consultivo criado em 2017 pela Corte, na época em que era presidente o ministro Gilmar Mendes, para as eleições deste ano, sob a gestão do ministro Kassio Nunes Marques.

O objetivo é acompanhar riscos ligados à desinformação, mas o grupo terá como foco, mesmo em meio às várias parcerias firmadas pela Corte com plataformas digitais e instituições de pesquisa, ficar com foco fixo nos riscos ligados a qualquer tipo de irregularidade por uso indevido da inteligência artificial (IA).

Não era esperado

A reestruturação do órgão não era tida como certa em função dos vários memorandos de entendimento firmados entre órgãos diversos nos últimos meses para tratar do assunto. Mas depois de debate sobre o tema na sessão mais recente, o colegiado do TSE achou pertinente retomá-lo.

Segundo informaram assessores do Tribunal, essa será a primeira vez que o órgão ficará re...

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), resolveu reformular um órgão consultivo criado em 2017 pela Corte, na época em que era presidente o ministro Gilmar Mendes, para as eleições deste ano, sob a gestão do ministro Kassio Nunes Marques.

O objetivo é acompanhar riscos ligados à desinformação, mas o grupo terá como foco, mesmo em meio às várias parcerias firmadas pela Corte com plataformas digitais e instituições de pesquisa, ficar com foco fixo nos riscos ligados a qualquer tipo de irregularidade por uso indevido da inteligência artificial (IA).

Não era esperado

A reestruturação do órgão não era tida como certa em função dos vários memorandos de entendimento firmados entre órgãos diversos nos últimos meses para tratar do assunto. Mas depois de debate sobre o tema na sessão mais recente, o colegiado do TSE achou pertinente retomá-lo.

Segundo informaram assessores do Tribunal, essa será a primeira vez que o órgão ficará responsável por monitorar riscos ligados à IA, além da manipulação de conteúdo digital e à disseminação coordenada de informações falsas ou descontextualizadas, ampliando as atribuições do conselho.

Conselho consultivo

O anúncio foi feito pela corte nesta sexta-feira (07/09) e o grupo instituído será chamado “Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional e Eleições 2026”. Servirá para assessorar o presidente da corte sobre os temas, mas não terá caráter deliberativo –ou seja, não terá poder de decisão.

Na portaria que o instituiu, fica definido que cabe a esse conselho apresentar “recomendações com o objetivo de melhorar ações de prevenção e enfrentamento à desinformação eleitoral”.

As reuniões do órgão vão começar a partir deste mês, ainda sem uma data para a primeira delas. A frequência de encontros deve ser mensal, com funcionamento da estrutura até 31 de dezembro deste ano. Há possibilidade de prorrogação do prazo, o que também será definido pela presidência.

Resoluções da Corte

Resoluções instituídas pelo TSE desde o início do ano sobre as eleições já proibem, por exemplo, o uso de deepfakes (vídeos e áudios não autorizados que emulam candidatos ou outras figuras públicas) e restringe o uso de robôs no contato com eleitores.

Entre os riscos mapeados pelo Tribunal em relação ao uso desta ferramenta no pleito estão a disseminação de nudes falsos (indicativo de violência política de gênero), a responsabilização de influenciadores criados artificialmente e o uso de óculos inteligentes na hora de votar.

Um dia dos pais sem visita de filhos para Jair Bolsonaro, decide o ministro Moraes, do STF

08/08/2026

Em prisão domiciliar humanitária e impedido de se manifestar de qualquer forma por redes sociais, telefonemas ou outros tipos de contatos, o ex-presidente Jair Bolsonaro vai sentir na pele, neste domingo (09/08,) o resultado de ter tentado driblar as medidas cautelares contra ele e escrito uma carta em apoio ao filho, Flávio Bolsonaro, divulgada durante live no último dia 11 de julho.

Como consequência implícita, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou neste sábado (08/08) pedido feito pelos filhos para visitá-lo em função do Dia dos Pais. O ministro afirmou que considerou o pedido “prejudicado”, uma vez que “salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, os demais contatos com Bolsonaro estão “suspensos”.

Caráter excepcional da data

Na solicitação, os advogados de defesa do ex-presidente argumentaram o "caráter absolutamente excepcional" da data comemorativa e pediram...

Em prisão domiciliar humanitária e impedido de se manifestar de qualquer forma por redes sociais, telefonemas ou outros tipos de contatos, o ex-presidente Jair Bolsonaro vai sentir na pele, neste domingo (09/08,) o resultado de ter tentado driblar as medidas cautelares contra ele e escrito uma carta em apoio ao filho, Flávio Bolsonaro, divulgada durante live no último dia 11 de julho.

Como consequência implícita, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou neste sábado (08/08) pedido feito pelos filhos para visitá-lo em função do Dia dos Pais. O ministro afirmou que considerou o pedido “prejudicado”, uma vez que “salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, os demais contatos com Bolsonaro estão “suspensos”.

Caráter excepcional da data

Na solicitação, os advogados de defesa do ex-presidente argumentaram o "caráter absolutamente excepcional" da data comemorativa e pediram a restituição das visitas de Carlos Bolsonaro (PL), Jair Renan Bolsonaro (PL) e Flávio para "preservar os vínculos familiares e importante dimensão da convivência entre pai e filhos". Eduardo Bolsonaro não consta na lista porque está nos Estados Unidos.

Bolsonaro cumpre, no próprio domicílio, em Brasília, ?a pena de 27 anos por tentativa ?de golpe de ?Estado. Ele não pode receber visitas de caráter "político-eleitoral" por ordem do ministro do STF até o final das eleições de 2026.

Descumprimento de medidas

O ministro considerou que a carta do ex-presidente divulgada durante uma live pelo filho Flávio “configurou um desvio de finalidade do direito de visita e um descumprimento da proibição do uso das redes sociais por Bolsonaro”. Em função disso, em 17 de julho, Flávio teve as visitas ao pai suspensas por três meses.

Ao barrar as visitas de Flávio, Moraes proibiu ?também a divulgação de manifestos político-eleitorais, "inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado" e ameaçou com a possibilidade de "adoção de medidas mais gravosas, inclusive a reversão da prisão domiciliar humanitária em regime fechado".

— Com informações do STF e Agências de Notícias

Candidatura de Campos protocola representação no TRE-PE contra suposto “gabinete do ódio” financiado por RTL

08/08/2026

O PSB, partido do ex-prefeito do Recife e candidato ao governo de Pernambuco João Campos, protocolou representação no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) nesta sexta-feira (07/09) contra um suposto gabinete do ódio financiado com recursos públicos do governo do estado, comandado pela atual governadora e candidata à reeleição, Raquel Teixeira Lyra (PSD).

O movimento consiste em uma reação ao fato de a governadora ter acionado a Justiça Eleitoral e denunciado suposto uso de robôs para atuar contra sua gestão. Os responsáveis pela campanha de Campos relembram que, ao contrário disso, as acusações feitas por eles contra Lyra são antigas e que, no final do ano passado, deputados chegaram até mesmo a acionar a Polícia Federal pedindo para serem investigadas denúncias de que um assessor de RTL estaria comandando uma milícia digital.

Investigação Judicial Eleitoral

A ação quer preservar os conteúdos postados nas redes para uma...

O PSB, partido do ex-prefeito do Recife e candidato ao governo de Pernambuco João Campos, protocolou representação no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) nesta sexta-feira (07/09) contra um suposto gabinete do ódio financiado com recursos públicos do governo do estado, comandado pela atual governadora e candidata à reeleição, Raquel Teixeira Lyra (PSD).

O movimento consiste em uma reação ao fato de a governadora ter acionado a Justiça Eleitoral e denunciado suposto uso de robôs para atuar contra sua gestão. Os responsáveis pela campanha de Campos relembram que, ao contrário disso, as acusações feitas por eles contra Lyra são antigas e que, no final do ano passado, deputados chegaram até mesmo a acionar a Polícia Federal pedindo para serem investigadas denúncias de que um assessor de RTL estaria comandando uma milícia digital.

Investigação Judicial Eleitoral

A ação quer preservar os conteúdos postados nas redes para uma eventual Ação de Investigação Judicial Eleitoral, que pode ser protocolada com o início oficial da campanha, em 16 de agosto.

"Novas ações se tornaram necessárias, uma vez os conteúdos removidos reapareceram e outros perfis passaram a reproduzir o mesmo material, porque a engrenagem não cessava quando uma única URL era retirada do ar", afirma um trecho do documento encaminhado ao TRE.

Ataques concentrados ao ex-prefeito

Segundo a campanha de Campos, perfis que antes exploravam humor e gastronomia, por exemplo, passaram a concentrar ataques no ex-prefeito do Recife. A peça alega possível relação com o aumento de despesas de publicidade do governo de Pernambuco.

“Estrutura profissional de comunicação, possível sustentação econômica e utilização coordenada de perfis digitais aparentemente independentes. É justamente essa combinação que diferencia o gabinete do ódio da simples militância política espontânea”, diz a representação.

Procurada, a campanha de RTL diz ter recebido a iniciativa “com tranquilidade”, que não se opõe à preservação dos dados e que confia na Justiça Eleitoral.

— Com informações da Folha de São Paulo

Com o fim das convenções, Lula e Flávio buscam ampliação de palanques nos maiores colégios eleitorais do país

08/08/2026

Passado o fim das convenções partidárias, os dois principais candidatos à presidência da República, Lula e Flávio Bolsonaro, enfrentam agora o desafio de ampliar os palanques que foram definidos nos oito maiores colégios eleitorais do Brasil. Lula se articula para crescer no Sudeste, principalmente em São Paulo e Minas Gerais, enquanto Flávio busca ganhar votos no Nordeste, onde o petista tem tradicionalmente maioria dos votos.

Os oito maiores palanques eleitorais do país consistem nos estados de: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará. Juntos, somam mais de 100 milhões de eleitores e correspondem a quase 70% do total de brasileiros aptos a votar neste ano.

Nordeste e Sudeste

Lula, conforme cientistas políticos, atua para crescer no Sudeste, principalmente em São Paulo e Minas Gerais, que contam com os dois maiores eleitorados do país, enquanto Flávio busca ganhar votos no Nordes...

Passado o fim das convenções partidárias, os dois principais candidatos à presidência da República, Lula e Flávio Bolsonaro, enfrentam agora o desafio de ampliar os palanques que foram definidos nos oito maiores colégios eleitorais do Brasil. Lula se articula para crescer no Sudeste, principalmente em São Paulo e Minas Gerais, enquanto Flávio busca ganhar votos no Nordeste, onde o petista tem tradicionalmente maioria dos votos.

Os oito maiores palanques eleitorais do país consistem nos estados de: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará. Juntos, somam mais de 100 milhões de eleitores e correspondem a quase 70% do total de brasileiros aptos a votar neste ano.

Nordeste e Sudeste

Lula, conforme cientistas políticos, atua para crescer no Sudeste, principalmente em São Paulo e Minas Gerais, que contam com os dois maiores eleitorados do país, enquanto Flávio busca ganhar votos no Nordeste, onde o petista é tradicionalmente mais bem votado.

A neutralidade de partidos como Republicanos, Podemos e da federação formada por União Brasil e PP abriu caminho para Lula ganhar espaço, principalmente em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, reduto de Flávio.

Primeiros debates

Por sua vez, Flávio escolheu um vice — o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) — do Nordeste, com o objetivo de ganhar terreno e diminuir a vantagem histórica de Lula entre os nordestinos. Em 2022, quando enfrentou Jair Bolsonaro, Lula teve 69,34% dos votos válidos da região.

Os dois candidatos já avisaram que não participarão do primeiro debate programado entre os presidenciáveis, pelo canal Globonews.

— Com Agência de Notícias

Silvio Costa Filho visita Sertão do Estado e amplia apoios

08/08/2026

Com uma base política consolidada tanto no Agreste quanto no Sertão pernambucano, o deputado federal e candidato à reeleição Silvio Costa Filho chega ao período eleitoral fortalecendo alianças e ampliando sua presença nas principais regiões do interior do Estado. Ele intensificou, nesta sexta-feira (07/08), sua agenda política no Sertão de Pernambuco, onde visitou vários municípios.

A movimentação reforça a estratégia do parlamentar, ex-ministro de Portos e Aeroportos do Governo Lula, de fortalecer ainda mais sua base eleitoral no interior do Estado e ampliar sua presença em municípios considerados estratégicos para as eleições deste ano.

Programação intensa

Durante a agenda, Silvio esteve em Betânia, onde foi recebido pelo grupo político liderado pelo ex-prefeito Mário Flor. Em Santa Cruz da Baixa Verde, participou de encontros com o prefeito Dr. Ismael e com o ex-prefeito Tássio, reafirmando a parceria política com importantes lide...

Com uma base política consolidada tanto no Agreste quanto no Sertão pernambucano, o deputado federal e candidato à reeleição Silvio Costa Filho chega ao período eleitoral fortalecendo alianças e ampliando sua presença nas principais regiões do interior do Estado. Ele intensificou, nesta sexta-feira (07/08), sua agenda política no Sertão de Pernambuco, onde visitou vários municípios.

A movimentação reforça a estratégia do parlamentar, ex-ministro de Portos e Aeroportos do Governo Lula, de fortalecer ainda mais sua base eleitoral no interior do Estado e ampliar sua presença em municípios considerados estratégicos para as eleições deste ano.

Programação intensa

Durante a agenda, Silvio esteve em Betânia, onde foi recebido pelo grupo político liderado pelo ex-prefeito Mário Flor. Em Santa Cruz da Baixa Verde, participou de encontros com o prefeito Dr. Ismael e com o ex-prefeito Tássio, reafirmando a parceria política com importantes lideranças do município.

O roteiro também incluiu reuniões com grupos políticos de Santa Terezinha, São José do Egito e Serra Talhada, fortalecendo o diálogo com lideranças locais e ampliando o arco de apoios em todo o Sertão.

Em Verdejante, Silvio esteve com o candidato a prefeito da última eleição, Carrapicho. Na região, o ex-ministro participou de uma reunião com o grupo político de Carrapicho, em um encontro marcado pela defesa da união das forças políticas em favor do desenvolvimento regional. A agenda terminou em Salgueiro, onde ele se reuniu com o grupo político de George Arraes, candidato a deputado.

Capilaridade do projeto político

As visitas e reuniões diversas demonstram a capilaridade do projeto político liderado pelo deputado federal, que vem recebendo manifestações de apoio de prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias de vários pontos do Estado. Ao agradecer a receptividade durante a agenda, Silvio destacou a importância das parcerias construídas.

"Quero agradecer, de coração, a todos os prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, lideranças e amigos que nos receberam com tanto carinho. Cada apoio fortalece ainda mais o nosso compromisso de continuar trabalhando por Pernambuco”, destacou.

“Seguiremos unidos, dialogando e levando investimentos, ações e resultados para o Sertão, o Agreste e todas as regiões do nosso Estado. Essa confiança aumenta ainda mais a nossa responsabilidade de representar o povo pernambucano em Brasília com dedicação e muito trabalho.", acrescentou. Sílvio Costa Filho continua agenda na região neste sábado.

É Findi - Jornada - Por Marcelo Mário de Melo*

07/08/2026

Temperamos com sonho
nossos passos andantes
costurando trilhas
entre vaga-lumes e estrelas.

E atritando pedras do caminho
fazemos fogo
para aquecer
a esperança com frio.


*Marcelo Mário de Melo, ex-preso político, jornalista e poeta. Seu lema é: "Só ultrapasse pela esquerda". @marcelommm



Temperamos com sonho
nossos passos andantes
costurando trilhas
entre vaga-lumes e estrelas.

E atritando pedras do caminho
fazemos fogo
para aquecer
a esperança com frio.


*Marcelo Mário de Melo, ex-preso político, jornalista e poeta. Seu lema é: "Só ultrapasse pela esquerda". @marcelommm


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É Findi - A Noite - Poema - Por Eduardo Albuquerque*

07/08/2026

Temo a noite, eis a hora;
peremptória, ela se anuncia,
imanente, nada a esvazia,
a mim devora, já agora.

Ainda, mesmo tênue penumbra,
me traz angústia deveras profunda,
quando a si própria desnuda;
assim é, pois decerto nada muda.



Inexiste o supérfluo, nela
tudo se anela, afivela;
são injunções, é sina.

Se perpetua, é destino,
O nada luminoso caminho;
no final, estaremos sozinhos.


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



Temo a noite, eis a hora;
peremptória, ela se anuncia,
imanente, nada a esvazia,
a mim devora, já agora.

Ainda, mesmo tênue penumbra,
me traz angústia deveras profunda,
quando a si própria desnuda;
assim é, pois decerto nada muda.


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Inexiste o supérfluo, nela
tudo se anela, afivela;
são injunções, é sina.

Se perpetua, é destino,
O nada luminoso caminho;
no final, estaremos sozinhos.


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99


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É Findi - Silêncios - Poema - Por Felipe Bezerra*

07/08/2026

Para Melson, Tomás e Guilherme


Estamos de certa forma despertos,
sonâmbulos, em sonho pleno,
suspensos no bolsão de oxigênio,
atravessando o deserto do tempo,
na imensa floresta das circunstâncias,
construindo caminhos incertos,
na esperança da transação perfeita.

Seguindo lideranças suspeitas,
muitas vezes, sorvemos desacertos,
cizânias, censuras e abismos,
em sucessivas sinapses desconexas,
na busca do supremo sentido,
que só se estabelece no próximo,
como ensinou há milênios o Cristo.

É salutar, às vezes, descalçar os sapatos
das ambições desmedidas, desconectar
as imposições desarrazoadas das redes,
para cessar a sensação de urgência.

As sinuosas estradas das escolhas,
nas decisões essenciais da vida,
exigem serenidade e sapiência,
mas também ação exata e precisa.

Se não, pai...

Para Melson, Tomás e Guilherme


Estamos de certa forma despertos,
sonâmbulos, em sonho pleno,
suspensos no bolsão de oxigênio,
atravessando o deserto do tempo,
na imensa floresta das circunstâncias,
construindo caminhos incertos,
na esperança da transação perfeita.

Seguindo lideranças suspeitas,
muitas vezes, sorvemos desacertos,
cizânias, censuras e abismos,
em sucessivas sinapses desconexas,
na busca do supremo sentido,
que só se estabelece no próximo,
como ensinou há milênios o Cristo.

É salutar, às vezes, descalçar os sapatos
das ambições desmedidas, desconectar
as imposições desarrazoadas das redes,
para cessar a sensação de urgência.

As sinuosas estradas das escolhas,
nas decisões essenciais da vida,
exigem serenidade e sapiência,
mas também ação exata e precisa.

Se não, paisagens são sufocadas
por entulhos e desejos supérfluos,
sem volta ao instante específico
da oportunidade lançada ao vento.

Somente quem se encontra consigo
consegue servir aos seus e ao próximo,
sem esperar o imediato regozijo
do materialismo ilusório dos sentidos.

Saibamos aplacar as sedes, sabendo
que as ondas insondáveis do universo
sempre regressam ao ponto de partida,
trazendo, em dobro, a essência emitida.


Recife, 6 de agosto de 2026. Semana de Dia dos Pais.


*Felipe Bezerra, advogado e poeta. @felipebezerradesouza


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É Findi - Série História de Pernambuco: Quando o Açúcar Entrou na Guerra - Por Alfredo Cabral de Melo*

07/08/2026

Como a crise dos engenhos ajuda a compreender a Restauração Pernambucana


Se os holandeses conquistaram Pernambuco por causa do açúcar, por que tiveram tanta dificuldade para manter a colônia? A resposta começa longe dos campos de batalha. Ela está nos engenhos, que reuniam terras, equipamentos, mão de obra, crédito e comércio, formando o coração da economia pernambucana. Quando essa estrutura foi atingida pela guerra, toda a capitania sentiu seus efeitos.

A destruição de propriedades açucareiras, o abandono de canaviais e as dificuldades para manter a produção afetaram muito mais do que os proprietários. Comerciantes reduziram seus negócios, credores passaram a enfrentar dificuldades para receber e a Companhia das Índias Ocidentais viu comprometida a atividade que justificava o elevado investimento na conquista de Pernambuco. Em uma economia dependente do açúcar, qualquer interrupção da produção repercutia em toda a sociedade.

Os reg...

Como a crise dos engenhos ajuda a compreender a Restauração Pernambucana


Se os holandeses conquistaram Pernambuco por causa do açúcar, por que tiveram tanta dificuldade para manter a colônia? A resposta começa longe dos campos de batalha. Ela está nos engenhos, que reuniam terras, equipamentos, mão de obra, crédito e comércio, formando o coração da economia pernambucana. Quando essa estrutura foi atingida pela guerra, toda a capitania sentiu seus efeitos.

A destruição de propriedades açucareiras, o abandono de canaviais e as dificuldades para manter a produção afetaram muito mais do que os proprietários. Comerciantes reduziram seus negócios, credores passaram a enfrentar dificuldades para receber e a Companhia das Índias Ocidentais viu comprometida a atividade que justificava o elevado investimento na conquista de Pernambuco. Em uma economia dependente do açúcar, qualquer interrupção da produção repercutia em toda a sociedade.

Os registros reunidos por Pereira da Costa, nos Anais Pernambucanos, preservam referências a engenhos atingidos pelos conflitos, confiscos, destruições e mudanças de posse durante a ocupação holandesa. Reunidas a partir de documentos e registros históricos, essas informações revelam que a guerra transformou profundamente a vida econômica da capitania, muito além dos episódios militares que costumam ocupar maior espaço na memória coletiva.

Conquistar Pernambuco, portanto, era apenas parte do desafio. Era preciso manter funcionando uma economia que dependia de estabilidade, crédito, transporte, mão de obra e acesso aos mercados consumidores. A guerra comprometia cada um desses elementos, tornando lenta e difícil a recuperação da produção açucareira.

É nesse contexto que a crise dos engenhos se relaciona com a Restauração Pernambucana. Durante muito tempo, difundiu-se a ideia de que a insurreição teria sido apenas uma reação de senhores de engenho endividados contra os holandeses. A historiografia contemporânea, entretanto, demonstra que essa interpretação é insuficiente. O endividamento de parte da elite açucareira foi um fator importante, mas se somou a questões políticas, religiosas, militares e econômicas que, em conjunto, desgastaram o domínio neerlandês.

Também seria um equívoco reduzir o conflito a uma simples oposição entre portugueses e holandeses. Proprietários permaneceram em suas terras durante a ocupação, comerciantes buscaram preservar seus negócios, financiadores tentavam recuperar seus créditos e autoridades procuravam manter a arrecadação. Em muitos momentos, interesses econômicos aproximaram grupos que, em outras circunstâncias, estariam em lados opostos.

Enquanto isso, o Recife permanecia ligado ao destino da economia açucareira. O açúcar produzido no interior seguia para o porto e, dali, abastecia os mercados europeus. A prosperidade da cidade dependia diretamente dessa circulação, assim como os produtores dependiam da estrutura portuária para escoar sua produção. Campo e porto formavam uma única engrenagem econômica.

Toda essa atividade era sustentada pelo trabalho compulsório de milhares de pessoas escravizadas. A guerra não eliminou essa realidade, mas alterou seu funcionamento, provocando deslocamentos, escassez de mão de obra em determinadas regiões e novas dificuldades para uma economia que dependia da continuidade da produção. A história dos engenhos, portanto, não pode ser compreendida sem reconhecer a centralidade da escravidão na formação da sociedade pernambucana do século XVII.

Quando a Insurreição Pernambucana começou, em 1645, o domínio holandês já enfrentava dificuldades que ultrapassavam o campo militar. A manutenção da colônia tornava-se cada vez mais onerosa, a recuperação econômica avançava de forma limitada e as tensões entre parte da administração neerlandesa e setores da elite local se intensificavam. Esse conjunto de circunstâncias ajuda a compreender por que a expulsão dos holandeses não pode ser explicada apenas pelas vitórias militares. As batalhas foram decisivas, mas ocorreram em um contexto de desgaste econômico e político que também contribuiu para o desfecho da ocupação.

Foi nos engenhos que se produziu a riqueza que tornou Pernambuco uma das regiões mais cobiçadas do Atlântico. Também foi ali que a guerra revelou seus efeitos mais profundos, alterando patrimônios, relações econômicas e a própria organização da sociedade. Compreender essa realidade é perceber que a história do Brasil Holandês começou muito antes das batalhas e continuou muito depois delas.

Nos Anais Pernambucanos

Ao longo dos Anais Pernambucanos, Pereira da Costa reuniu documentos, registros administrativos e notícias que hoje constituem uma das mais importantes compilações sobre a história de Pernambuco. Confrontados com a historiografia contemporânea, esses registros ajudam a compreender como a guerra afetou o cotidiano dos engenhos e da economia açucareira, revelando aspectos que muitas vezes permanecem à margem das narrativas centradas apenas nos grandes acontecimentos militares.

Na próxima semana: quem foi, afinal, Maurício de Nassau? Muito além das pontes e dos palácios, conheceremos o administrador que encontrou uma economia fragilizada pela guerra e precisou conciliar interesses políticos, militares e comerciais para preservar a mais importante colônia da Companhia das Índias Ocidentais nas Américas.


*Alfredo Cabral de Melo, é Advogado, Historiador, Jornalista, e Membro do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e do Instituto Histórico do Maranhão (IHGM). @alfredo.cabral.de.melo


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É Findi – Os Anjos e as Penas de Araras Coloridas - Crônica - Por Xico Bizerra*

07/08/2026

Quando o primeiro anjo pousou em frente a nossa casa a grama ao redor ficou mais verdinha. Ele aquietou-se ali, perto do pé de manacá e fingiu ser estátua. O melhor dos anjos, quando eles fingem ser estátua, é não resistirem às cócegas no nariz, com penas de araras coloridas. Eles, por um instante, se permitem mexer um pouco, depois se mexem mais e põem-se a rir, mas nem por isso abdicam de ser doces anjos: apenas deixam de ser imóveis esculturas. Passam a ser estátuas alegres, sorridentes querubins.

Que a grama de nossas casas continuem sempre da cor que deve ser e o todo resto desarrumado: a cama, com seus travesseiros fofos, bagunçada. Que as coisas mexidas, sala, varanda, quartos e cozinha, assim permaneçam, desde que o autor das peraltices tenha nome, forma e cheiro de anjo, dos mais celestiais possíveis. Aqui em casa acontecia isto, quando apenas um anjo tomava conta de tudo e promovia a bagunça boa. Ouvi dizer que o nome dele é Bernardo.

Aí, dois ou...

Quando o primeiro anjo pousou em frente a nossa casa a grama ao redor ficou mais verdinha. Ele aquietou-se ali, perto do pé de manacá e fingiu ser estátua. O melhor dos anjos, quando eles fingem ser estátua, é não resistirem às cócegas no nariz, com penas de araras coloridas. Eles, por um instante, se permitem mexer um pouco, depois se mexem mais e põem-se a rir, mas nem por isso abdicam de ser doces anjos: apenas deixam de ser imóveis esculturas. Passam a ser estátuas alegres, sorridentes querubins.

Que a grama de nossas casas continuem sempre da cor que deve ser e o todo resto desarrumado: a cama, com seus travesseiros fofos, bagunçada. Que as coisas mexidas, sala, varanda, quartos e cozinha, assim permaneçam, desde que o autor das peraltices tenha nome, forma e cheiro de anjo, dos mais celestiais possíveis. Aqui em casa acontecia isto, quando apenas um anjo tomava conta de tudo e promovia a bagunça boa. Ouvi dizer que o nome dele é Bernardo.

Aí, dois outros anjos se achegaram, ainda muito pequenos, se ajuntando a Bernardo na boa bagunça ... Final de semana, Bernardo, Vinícius e Leonardo, três das maiores invenções de Deus, tomam conta da ‘zona’ em que se transforma nossa casa com a chegada deles. Uma ‘zona’ arretada de boa! Viva a bagunça que eles promovem! Que Deus olhe sempre pelos anjos sorridentes e felizes. Pra que foi inventá-los?


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico


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É Findi - Café com Amizade e Miséria - Crônica - Por Romero Falcão*

07/08/2026

O celular toca, quem é que ainda liga pra alguém? É golpe? Um dia desses ouvi no rádio o especialista: se atender, não fale. Apenas escute, porque podem gravar sua voz e pedir dinheiro pelo Zap aos amigos. Não, não era 171 digital, era um amigo querendo marcar um encontro num mercado para tomarmos o café da manhã. Que coisa rara, raríssima. Pois assim aconteceu.

Muito Ocupados

Numa manhã chuvosa, ele conseguiu tempo entre seus afazeres, a esposa, a filha - menina quase moça - e o gato. Troço inusitado no tempo em que o Zap acolhe todos e todas num retângulo de vidro. E estão todos muito, muito ocupados. Compromisso, compromisso. Abrir mão da esposa, da filha e do gato para dividir uma garrafa de café, um prato de cuscuz e galinha guisada — em vez de tira-gosto e garrafa de cerveja — com este elemento que vos escreve, é fora da cuia.

Cadê o Talão?

Sempre educado, um lord: veio de carro me apanhar. Somos filhos da...

O celular toca, quem é que ainda liga pra alguém? É golpe? Um dia desses ouvi no rádio o especialista: se atender, não fale. Apenas escute, porque podem gravar sua voz e pedir dinheiro pelo Zap aos amigos. Não, não era 171 digital, era um amigo querendo marcar um encontro num mercado para tomarmos o café da manhã. Que coisa rara, raríssima. Pois assim aconteceu.

Muito Ocupados

Numa manhã chuvosa, ele conseguiu tempo entre seus afazeres, a esposa, a filha - menina quase moça - e o gato. Troço inusitado no tempo em que o Zap acolhe todos e todas num retângulo de vidro. E estão todos muito, muito ocupados. Compromisso, compromisso. Abrir mão da esposa, da filha e do gato para dividir uma garrafa de café, um prato de cuscuz e galinha guisada — em vez de tira-gosto e garrafa de cerveja — com este elemento que vos escreve, é fora da cuia.

Cadê o Talão?

Sempre educado, um lord: veio de carro me apanhar. Somos filhos da doçura de 64. Festejo o cabeludo danado, culto, irônico, que curte boa música, cinema, livros. Seguimos para o Mercado da Encruzilhada. Estacionou na zona azul. Cadê o talão? Não, não há mais talão, agora é no aplicativo. Abre o aplicativo. Disse que a esposa tinha deixado uns créditos. Mexe no celular, mexe, mexe — o diabo do crédito aparece, mas como ativá-lo?

Humilhação Diária

Tento ajudar, mas me embaraço. Cai o sinal da internet. Um flanelinha dá a dica: "O bagulho aqui é doido. Ali do outro lado pega melhor". O celular ri dos dois idosos que apanham da tecnologia. Já escrevi neste jornal sobre isso. O imortal da ABL, Ruy Castro, também escreveu na Folha de São Paulo: "A Humilhação Diária". Mexe pra lá, mexe pra cá, até que conseguimos fazer o Pix. O Pix que deixa o Tio Sam zangado.

Cheiro de Infância

Entramos no conhecido Mercado. Água na boca. Sinto-me feito o cão de Pavlov - salivando - condicionado ao sabor do melhor bolinho de bacalhau da capital pernambucana. Caminhamos pelos corredores rodeados de espanador, arupema, rala coco, filtro de barro, hospital das panelas, sapateiro, barras de queijo coalho e manteiga, sacos de feijão, arroz e farinha. Cheiro de infância.

Milagre

Puxamos as cadeiras, pedimos o cardápio — ainda de papel, sem QR code — e o garçom não é um robô. Pedimos cuscuz com galinha guisada. Enquanto esperávamos, enfiamos os smartphones no bolso. Iniciamos a preciosa e escassa conversa olho no olho, escuta atenta, sem a interrupção do algoritmo. Milagre.


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Duas Xícaras de Café

Por três horas, abrimos sorrisos, umedecemos olhos.
Cada qual desbridando feridas, expondo provações. Depois rindo, tirando onda na mais alta ironia. O café vem farto. Travessas de alumínio carregadas de pedaços de galinha mergulhados no molho e cuscuz. Duas xícaras de café. É quentinho, é gostoso. Tudo é agradável quando estamos dentro da nossa confortável bolha.

Vazio Entre os Dentes

Uma pedinte ronda a mesa, como rondam os carros no trânsito, as mesas dos bares, as portas das lojas, das igrejas, as calçadas do sol e da lua. Não olho o rosto dela — por que não me interesso pela sua face? Está ao meu lado, pede comida. Sei que é muito magra, esquálida, muito magra, a ponta dos ossos. Meu Deus! Mas o rosto, o rosto, me recuso a ver os olhos. Vejo a boca, o vazio entre os dentes. O vermelho nos lábios, pequena tisna de vaidade na cara da miséria. O garçom embala a comida. Ela recebe, vai embora fitando-me como se sentisse o que eu sentia.

O Peso da Desigualdade

Despeço-me do meu amigo com um abraço apertado e o peso da desigualdade que assola a cidade, o país e o mundo. Que os deuses da periferia deem uma mãozinha.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda


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É Findi - Série Prédios Ícones de Pernambuco - Hospital Pedro II - Por Alex Caminha*

07/08/2026

Hospital Pedro II: História, Renascimento e o Polo Médico do Recife


Poucos monumentos no Brasil sintetizam de forma tão marcante e grandiosa quanto o Hospital Pedro II, no Recife. Erguido no século XIX, o imponente monumento no bairro da Boa Vista não é apenas um marco físico da cidade; é o berço e a própria certidão de nascimento da medicina social e hospitalar moderna em Pernambuco e no Nordeste.

Vanguardismo Arquitetônico e Celeiro da Medicina

O Hospital Pedro II nasceu para ser grande: na estrutura física, na causa a que se destinava e pelos profissionais que a ele se dedicaram. Grande como seu patrono, D. Pedro II — estadista culto, patrono das letras, protetor das artes e entusiasta da ciência e da inovação. Ele exerceu um papel central no apoio ao saber científico e na modernização cultural do país no século XIX.

A história deste hospital é tão longa, rica e pitoresca em detalhes que nem de longe é...

Hospital Pedro II: História, Renascimento e o Polo Médico do Recife


Poucos monumentos no Brasil sintetizam de forma tão marcante e grandiosa quanto o Hospital Pedro II, no Recife. Erguido no século XIX, o imponente monumento no bairro da Boa Vista não é apenas um marco físico da cidade; é o berço e a própria certidão de nascimento da medicina social e hospitalar moderna em Pernambuco e no Nordeste.

Vanguardismo Arquitetônico e Celeiro da Medicina

O Hospital Pedro II nasceu para ser grande: na estrutura física, na causa a que se destinava e pelos profissionais que a ele se dedicaram. Grande como seu patrono, D. Pedro II — estadista culto, patrono das letras, protetor das artes e entusiasta da ciência e da inovação. Ele exerceu um papel central no apoio ao saber científico e na modernização cultural do país no século XIX.

A história deste hospital é tão longa, rica e pitoresca em detalhes que nem de longe é intenção sequer resumi-la, pois seria tarefa impossível. Projetado pelo engenheiro e arquiteto pernambucano José Mamede Alves Ferreira — autor de marcos como o Ginásio Pernambucano, a Casa de Detenção (atual Casa da Cultura), o Cemitério de Santo Amaro e o Teatro de Santa Isabel — o Hospital Pedro II foi inaugurado em 10 de março de 1861, após 14 anos de obras, sob a administração das Irmãs de Caridade da Santa Casa de Misericórdia. Com 22 mil metros quadrados de área construída, foi o primeiro prédio do Estado concebido com destinação exclusivamente hospitalar.

Sua edificação neoclássica, com traços que remetem ao Hospital Lariboisière (1854), em Paris, impressiona pelo estilo imponente, no qual se destacam as marcantes arcadas romanas e o pórtico ornamentado pela figura da Caridade, esculpida em cantaria fina de Lisboa. Esse desenho, rompeu com os velhos modelos claustrofóbicos dos antigos hospitais coloniais ao adotar a tipologia pavilhonar, o primeiro nosocômio construído no Brasil inspirado nos preceitos higienistas do médico francês Jacques-René Tenon, estruturando-se em blocos autônomos e paralelos integrados por galerias abertas. Essa configuração garantia ventilação natural, iluminação abundante, separação dos doentes por sexo, dimensionamento rigoroso do espaço e circulação cruzada de ar, isolando as enfermarias por pátios para extinguir a umidade, conter a propagação de epidemias e assegurar a salubridade, marcando uma verdadeira revolução na arquitetura de saúde no país.

Antes mesmo de sua inauguração, em 22 de dezembro de 1859, o elegante edifício serviu como salão de recepção imperial e foi palco de um pomposo e concorrido baile beneficente oferecido pela Associação Comercial de Pernambuco em homenagem a D. Pedro II e à Imperatriz D. Teresa Cristina. Considerado um dos eventos sociais mais comentados do século XIX no Brasil, o acontecimento reuniu cerca de duas mil pessoas da alta sociedade e foi crucial para angariar fundos e acelerar a conclusão das obras, ocorrida pouco mais de um ano depois.

Mais tarde, a partir de 1920, impulsionada pela visão do Dr. Octávio de Freitas, a nobre estrutura passou a abrigar a Faculdade de Medicina do Recife, ocasião em que o Pedro II assumiu formalmente o papel de hospital-escola. Durante seis décadas — atuando como Hospital das Clínicas até 1982 — foi centro de excelência e vanguarda na formação médica pernambucana e nordestina, sendo pioneiro em diversos procedimentos, como a primeira cirurgia sob anestesia geral no estado (inicialmente com éter e, posteriormente, com clorofórmio), a primeira cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea do Norte-Nordeste, as primeiras hemodiálises no estado e as primeiras cirurgias complexas de grande porte de Pernambuco e da região.

Grandes expoentes da medicina regional integraram o corpo clínico deste renomado hospital — verdadeiro templo de formação de elites médicas. Ao moldar gerações de mestres, clínicos e cirurgiões que definiram a prática sanitária no estado, a instituição colocou-se na vanguarda da medicina brasileira na segunda metade do século XX.

O Longo Deserto de 28 Anos e a Visão de Antônio Carlos Figueira

A transferência das atividades acadêmicas para o novo Hospital das Clínicas, em 1982, inaugurou um capítulo crítico de incertezas. Teve início um deserto assistencial de 28 anos, período em que a edificação secular enfrentou a degradação, o risco de perda patrimonial e até propostas descabidas de conversão em centro comercial. O salão imperial onde dançaram nobres viu a poeira e o esquecimento ameaçarem sua vocação original.

Durante essa fase, o Pedro II foi parcialmente ocupado por repartições públicas: abrigou o Museu da Medicina e, na gestão de Cyro de Andrade Lima como Secretário Estadual de Saúde, sediou a estrutura administrativa da I Regional de Saúde, além de acolher o Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva (NESC) da Fiocruz.

A paralisia assistencial à população só foi rompida graças à liderança arrojada, visionária e decisiva do médico e gestor Antônio Carlos Figueira. À frente do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), e demonstrando uma capacidade ímpar de pactuação e governança, ele identificava a restauração não como um mero resgate saudosista, mas como um ato de responsabilidade pública e sanitária.

No final de dezembro de 2006, mediante pactuação com a Santa Casa de Misericórdia, interveniência da Cúria Metropolitana e sob a regência arquitetônica de Jorge Passos, Figueira comandou um ousado Projeto de Restauro e Modernização do Hospital Pedro II para resgatar sua finalidade secular original. Iniciado em março de 2007, o empreendimento contou com apoio financeiro dos governos federal, estadual e municipal, de empresas privadas e de doações individuais e de apoios diversos.

A muitos, a decisão de Antônio Carlos parecia utópica. No entanto, em agosto de 2010, após três anos e meio de um trabalho exaustivo e minucioso, o IMIP devolveu à sociedade um monumento vivo, renascido e harmonizado: a mais emblemática estrutura médica já construída em Pernambuco, com sua importância histórica preservada e sua arquitetura resgatada fielmente em suas linhas originais.

O Hospital Pedro II nasceu, por assim dizer, sob o signo da filantropia. Antes mesmo de acolher o primeiro enfermo, o edifício já havia servido para mobilizar a sociedade em proveito da saúde pública. Cento e cinquenta anos depois, quando Antônio Carlos Figueira liderou sua restauração e o devolveu à assistência e ao ensino médico, retomou-se o seu ciclo histórico: o prédio secular que nascera como uma esperança para a medicina pernambucana voltou a cumprir exatamente a missão para a qual fora concebido — uma semiótica particularmente expressiva no cuidar de pessoas.

Com seu ressurgimento e integração ao Complexo Hospitalar do IMIP, o Pedro II uniu a tradição de sua fundação à inovação da medicina moderna — em uma recuperação definitivamente indissociável da figura de Antônio Carlos Figueira. Equipado com um avançado parque tecnológico, modernos recursos e ambientes humanizados, o restaurado hospital foi reaberto integrando serviços de saúde de alta complexidade, espaços culturais e áreas acadêmicas. Assim, ao ofertar serviços avançados — como transplantes, radioterapia e ensino médico —, reafirmou sua vocação ao continuar formando profissionais competentes e assistindo de modo eficiente à comunidade, fortalecendo o Recife como o segundo maior polo médico do Brasil e devolvendo a dignidade ao berço da medicina pernambucana e nordestina.

Tutela Patrimonial e a Coragem da Continuidade

Por iniciativa do IMIP, a preservação do edifício foi chancelada por seu tombamento pelo Conselho Estadual de Cultura/Fundarpe em 2008, além de seu enquadramento como Zona Especial de Preservação do Patrimônio Histórico-Cultural (ZEPH 18).

Contudo, a complexa restauração do prédio monumental foi apenas o seu primeiro enfrentamento; o segundo, permanente e igualmente árduo, é a sua manutenção diária. É preciso enaltecer com vigor as gestões sustentáveis do IMIP sucessoras a Antônio Carlos Figueira. Mesmo diante dos elevados custos operacionais de um imóvel histórico tombado e das recorrentes restrições orçamentárias da saúde pública, o IMIP tem mantido com coragem e rigor a excelência dos serviços estratégicos ali prestados, inclusive com a importante participação da sociedade pernambucana e apoios diversos. Manter as portas do Hospital Pedro II abertas à comunidade usuária do SUS é um triunfo contínuo do patrimônio, da ciência e da cidadania.

Há um simbolismo particularmente forte nesse episódio: ao assumir a recuperação do Hospital Pedro II, Antônio Carlos Figueira não apenas restaurou um prédio histórico; ele reconectou duas tradições da medicina pernambucana. O edifício que havia formado gerações de médicos voltou a ser um hospital-escola, agora integrado ao IMIP. Assim, um patrimônio do século XIX passou a servir à formação dos profissionais de saúde do século XXI, preservando sua memória e renovando sua missão. Esse resgate representa um dos legados mais duradouros de Antônio Carlos Figueira para a medicina, o ensino e o patrimônio histórico de Pernambuco.

Um Laço Indissolúvel com o Pedro II

Minha história com o Hospital Pedro II é marcada pelo afeto, pela memória, pelo compromisso com a saúde pública e pela defesa da vida. Vi de perto a grandiosidade daquele templo da medicina nos meus tempos de estudante e, anos mais tarde, convivi com o desconforto à distância ao testemunhar o seu sensível "período cinza" de semiabandono e inércia de finalidade.

No entanto, o destino me reservou o privilégio de participar da gestão do IMIP no momento exato em que resgatamos a sua dignidade. Participar e ser testemunha do seu admirável restauro e modernização foi mais do que a integração a um enorme desafio institucional; foi um reencontro com as minhas raízes e história. Afinal, ver o gigante renascer não foi apenas restaurar o passado, mas devolver o futuro à saúde do nosso povo.

Mais um ato de amor do IMIP a Pernambuco. E, parodiando o padre jesuíta Antônio Vieira: "Nós somos o que fazemos. O que não fazemos não existe. Portanto, só existimos nos dias em que fazemos. Nos dias em que não fazemos, apenas duramos". Podemos dizer: o IMIP fez e faz. O Pedro II está vivo e pulsante.


*Alex Caminha, é médico, formado pela UFPE, é Chefe de Gabinete da Superintendência Geral do IMIP.


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É Findi – Clube Internacional do Recife - Por Carlos Bezerra Cavalcanti*

07/08/2026

Fundado em 17 de julho de 1885 no primeiro andar da casa nº 11 do antigo Largo do Corpo Santo, no bairro do Recife.

Transferiu-se no final do século retrasado para a Rua da Aurora nº 265, vindo em 1938 para a sua atual sede da Madalena.

O Clube é dos mais tradicionais da cidade. Promoveu, durante várias décadas, principalmente na primeira metade deste século, grandiosos bailes e animadas festas carnavalescas todos os dias do período do mesmo exceto na Segunda-feira, que era reservada para a matinê da gurizada, “Os demais clubes, entre eles o Sport e o Náutico, faziam também animados carnavais, alguns com manhãs de sol, mas perdendo em quantidade e principalmente em elitismo para o Internacional. Os Encontros de Brotos eram muito concorridos, o "Maitre" Catolé chefiava o atendimento dos garçons e a festa fechava a semana, por sua vez, lá nos Aflitos, tínhamos uma bela exibição do Náutico, com Nado, Bita, Ivan, Salomão e Lala.


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Fundado em 17 de julho de 1885 no primeiro andar da casa nº 11 do antigo Largo do Corpo Santo, no bairro do Recife.

Transferiu-se no final do século retrasado para a Rua da Aurora nº 265, vindo em 1938 para a sua atual sede da Madalena.

O Clube é dos mais tradicionais da cidade. Promoveu, durante várias décadas, principalmente na primeira metade deste século, grandiosos bailes e animadas festas carnavalescas todos os dias do período do mesmo exceto na Segunda-feira, que era reservada para a matinê da gurizada, “Os demais clubes, entre eles o Sport e o Náutico, faziam também animados carnavais, alguns com manhãs de sol, mas perdendo em quantidade e principalmente em elitismo para o Internacional. Os Encontros de Brotos eram muito concorridos, o "Maitre" Catolé chefiava o atendimento dos garçons e a festa fechava a semana, por sua vez, lá nos Aflitos, tínhamos uma bela exibição do Náutico, com Nado, Bita, Ivan, Salomão e Lala.


*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras.


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É Findi - Malude Maciel* Chega Hoje em Dose Tripla

07/08/2026

Regresso Triunfante - Crônica


O mês de julho terminou com mais uma aventura, começando agosto, bem a gosto.

Voltando à cidade de Triunfo, no Sertão pernambucano, tive a feliz oportunidade de realizar diversos passeios esplêndidos e rever pontos turísticos importantes que não via há anos, apesar de que, minha mãe nasceu ali, no "Oásis do Sertão", embora tenha vivido em Calumbi, antes denominada: São Serafim. De qualquer forma esse vínculo sentimental permanece bem presente, apesar de tudo isso estar num passado distante.

Conhecimento nunca é demais

Para quem não conhece, aconselho visitar aquela bela e aprazível cidade pois, é um lugar muitíssimo agradável e interessante e o turismo está acelerado naquela região, com serviços específicos e mapas dos pontos principais a serem vistos com sucesso. Por exemplo: o Theatro Guarany; Sociedade Triunfense de Cultura; Pátio de eventos maestro Madureira; convento São Boa...

Regresso Triunfante - Crônica


O mês de julho terminou com mais uma aventura, começando agosto, bem a gosto.

Voltando à cidade de Triunfo, no Sertão pernambucano, tive a feliz oportunidade de realizar diversos passeios esplêndidos e rever pontos turísticos importantes que não via há anos, apesar de que, minha mãe nasceu ali, no "Oásis do Sertão", embora tenha vivido em Calumbi, antes denominada: São Serafim. De qualquer forma esse vínculo sentimental permanece bem presente, apesar de tudo isso estar num passado distante.

Conhecimento nunca é demais

Para quem não conhece, aconselho visitar aquela bela e aprazível cidade pois, é um lugar muitíssimo agradável e interessante e o turismo está acelerado naquela região, com serviços específicos e mapas dos pontos principais a serem vistos com sucesso. Por exemplo: o Theatro Guarany; Sociedade Triunfense de Cultura; Pátio de eventos maestro Madureira; convento São Boa Ventura; Centro Histórico; igreja São Luiz Gonzaga; igreja matriz Nossa Senhora das Dores; Museu do Cangaço; Centro Criativo da Cultura; pedalinho do lago; e muito mais.
Ficamos no hotel do SESC (centro de turismo e lazer), ao qual parabenizo pela excelência no acolhimento, espaço, alimentação e atendimento. De lá, usamos o teleférico e atravessamos sobre o lago João Barbosa Sitônio até o Polo Gastronômico e de Animação, do outro lado da cidade. Uma beleza!

O Pico do Papagaio

Constitui o ponto mais elevado do Estado de Pernambuco e fomos olhar; como também a "furna dos holandeses" que habitaram o tal lugar depois da expulsão dos mesmos do Recife na Insurreição Pernambucana em 1654, quando muitos escaparam pelo Sertão.

Engenhos

O famoso engenho São Pedro, onde se fabrica cachaça, rapaduras batidas e alfinim, é parada obrigatória e ver o "pôr do sol" depois do banho na Cachoeira do Pinga é algo imperdível.
Ainda estivemos no Parque das Esculturas onde se harmonizam: Arte, Natureza, História e Profecias bíblicas, tendo a presença do artista plástico Beto, fazendo as explanações.

Local de abrigo de Lampião

A chamada Casa Grande das Almas é uma propriedade localizada entre Pernambuco e Paraíba, pertencia à família Thomázio de um juiz com muitas posses e ali se refugiava Rei do Cangaço com seus cabras ao derredor, existindo um sótão para seu descanso.

Clima maravilhoso

Triunfo tem um clima ameno, muita água e vegetação verdejante, nem parece que se está no Sertão. As ruas são acidentadas, ladeirosas e pedregosas e os muros das residências, tanto no centro como na zona rural foram feitos com pedras, num trabalho organizado e bonito; existem muitas cachoeiras, poços, lagoas e água corrente sempre, apesar da altura.

Caretas

O símbolo da cidade é o chamado: "Careta", um tipo característico dos antigos carnavais quando jovens da sociedade adotaram fantasia, usando máscaras e relhos para não serem reconhecidos e esse personagem ficou como referência e figura maior do folclore de Triunfo.

O nome da cidade

O nome Triunfo veio devido à vitória conseguida perante a cidade de Flores, a quem pertencia como Sítio Baixa Verde que tornou-se uma importante feira, criando desavenças e daí a disputa da qual houve a separação e o triunfo em si.


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Ainda os Pets ou Amor à primeira vista - Poema


Um dia ele vira e late
E pode até virar uma lata
Mas, não é um vira-lata
É um cão de raça nobre
Bonito e charmoso
Com pelo lindo, maravilhoso
Volta do pet banhado e cheiroso
É elegante, educado e carinhoso
Muito sensível e esperto
Admirado e amado
Companheiro e brincalhão
Quando fica sozinho
É uma tristeza só
Ao meu retorno
A alegria não tem tamanho
Eu até nem gostava de cão
Fui conquistado
E estou encantado, apaixonado.
"Eu não sou cachorro, não".


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Época da pandemia - Usar ou não usar a máscara, eis a questão


Nossos lábios buscavam um colorido
Vermelho, lilás, cintilantes batons
Sorrisos lindos como arco-íris
Palavras ecoando em diversos sons

Com máscaras horrendas escondendo faces
Por causa de um vírus, ocultando rostos
Femininos desejos de fazer mil artes
No entanto, presos em reais desgostos

Período difícil por dois longos anos
Doenças, mortes, tremendos sofrimentos
Não foram poucos nossos desenganos
Encarando mil coisas nesses desalentos

Porém, tudo está passando agora
Com Deus, esperança num feliz futuro
Sem máscaras, vivemos outra hora
Melhor tempo, alegre e seguro.


*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina. @malude.maciel


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