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PGR pede ao Supremo suspensão de exigência de autorização para transporte de indígenas nas eleições deste domingo (25)

24/10/2026

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde deste sábado (24/10), a suspensão de uma exigência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que condiciona o transporte de eleitores indígenas localizados em todo o país por órgãos públicos à autorização prévia da Justiça Eleitoral para cada operação.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que a medida pode dificultar o acesso de milhares de indígenas às urnas no segundo turno, marcado para este domingo (25/10), diante do curto prazo para cumprir os procedimentos burocráticos.

Aumento da abstenção

Segundo a PGR, a abstenção entre eleitores indígenas chegou a 26% no primeiro turno, realizado em 4 de outubro, enquanto a média nacional foi de 20%.

Para Gonet, a exigência de autorização individual pode comprometer o exercício do direito ao voto, especialmente em comunidades distantes dos locais de votação e que dependem...

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde deste sábado (24/10), a suspensão de uma exigência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que condiciona o transporte de eleitores indígenas localizados em todo o país por órgãos públicos à autorização prévia da Justiça Eleitoral para cada operação.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que a medida pode dificultar o acesso de milhares de indígenas às urnas no segundo turno, marcado para este domingo (25/10), diante do curto prazo para cumprir os procedimentos burocráticos.

Aumento da abstenção

Segundo a PGR, a abstenção entre eleitores indígenas chegou a 26% no primeiro turno, realizado em 4 de outubro, enquanto a média nacional foi de 20%.

Para Gonet, a exigência de autorização individual pode comprometer o exercício do direito ao voto, especialmente em comunidades distantes dos locais de votação e que dependem de transporte fluvial para se deslocar. O procurador-geral sustenta que a controvérsia envolve garantias constitucionais e a efetividade do processo eleitoral.

Aprovação da autoridade eleitoral

Na sexta-feira (23/10), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou que cada operação de transporte fosse expressamente aprovada pela autoridade eleitoral competente. O ministro considerou insuficiente a simples comunicação dos itinerários, horários e pontos de embarque.

A PGR quer restabelecer até a abertura das urnas o entendimento da Justiça Federal, que permite o transporte mediante comunicação prévia das informações sobre os deslocamentos, sem exigir autorização específica para cada operação.


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Identificação dos veículos, mas sem burocracia

O pedido de Gonet, no entanto, não elimina os mecanismos de fiscalização. A proposta prevê a identificação dos veículos e condutores, o registro dos trajetos e a proibição de propaganda eleitoral durante o transporte.

As operações, conforme o documento da PGR, também poderão ser impedidas pela Justiça Eleitoral caso haja risco concreto à regularidade da votação.

Lula se emociona e diz que campanha cresceu com “participação espontânea da sociedade”

24/10/2026

O presidente Lula afirmou, durante seu último ato de campanha, na Avenida Paulista, em São Paulo, na tarde deste sábado (24/10), que só uma campanha da qual ele participou teve um clima de segundo turno parecido com a deste ano: a de 1989. Isto, devido à adesão e apoios espontâneos que ele tem conseguido por parte da população brasileira.

Eleição contra Collor

Na de 1989, ele disputou com Collor a presidência e a campanha ficou marcada por ser a primeira eleição para a Presidência da República após 20 anos de regime militar. "Estamos terminando uma campanha de segundo turno que tem só uma similar, a de 1989. A campanha de 1989 foi a campanha possivelmente mais emocionante, pela participação da sociedade”, ressaltou.

Povo assumiu a responsabilidade

“Neste segundo turno, a sociedade brasileira resolveu assumir a responsabilidade de dizer que a eleição não é uma coisa de partido político, que a eleição é de pessoas...

O presidente Lula afirmou, durante seu último ato de campanha, na Avenida Paulista, em São Paulo, na tarde deste sábado (24/10), que só uma campanha da qual ele participou teve um clima de segundo turno parecido com a deste ano: a de 1989. Isto, devido à adesão e apoios espontâneos que ele tem conseguido por parte da população brasileira.

Eleição contra Collor

Na de 1989, ele disputou com Collor a presidência e a campanha ficou marcada por ser a primeira eleição para a Presidência da República após 20 anos de regime militar. "Estamos terminando uma campanha de segundo turno que tem só uma similar, a de 1989. A campanha de 1989 foi a campanha possivelmente mais emocionante, pela participação da sociedade”, ressaltou.

Povo assumiu a responsabilidade

“Neste segundo turno, a sociedade brasileira resolveu assumir a responsabilidade de dizer que a eleição não é uma coisa de partido político, que a eleição é de pessoas que se preocupam com o país, que se preocupam com o dia a dia de outras pessoas, de pessoas que não querem que miliciano vá para o Palácio do Planalto", acrescentou Lula.


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Manifestações espontâneas

O presidente ressaltou que “há muitos anos, mesmo os mais velhos, que fazem campanha política há décadas, não tinham visto uma mobilização da sociedade como vimos a desse segundo turno”. E lembrou que hoje, em vários municípios, nos mais variados estados, está tendo mobilização. “Isso é o povo que está organizando, e não os partidos", frisou.

Sem retrocessos

O presidente disse ainda estar convencido de que ganhará as eleições neste domingo (25/10), pois acredita que “a sociedade brasileira quer o Brasil caminhando no caminho certo, não quer retrocesso”. Conforme informações iniciais dos órgãos de segurança, o ato — que ainda não acabou — conta com cerca de 72 mil pessoas.

Carro aberto na Paulista

O presidente está em um carro aberto, por onde segue devagar, passando pelos manifestantes. Por questões de segurança e em função do grande número de pessoas presentes, em vez da passeata que estava prevista, a coordenação da campanha transformou o evento num passeio de Lula em carro aberto, onde ele segue, devagar, e cumprimentando as pessoas. Ao lado dele estão a primeira-dama do país, Janja da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin, ao lado da sua esposa, Lu Alckmin, e demais políticos.

Flávio agradece apoios e pede a todos que não deixem de votar. “Cada voto importa”, ressalta

24/10/2026

Durante os atos que realizou neste sábado (24/10) — em Minas Gerais durante a manhã e, agora a tarde, no Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro lembrou aos eleitores, em tom de provocação, que “falta apenas um dia para a gente aposentar o Lula”.

Ao lado do pai

Ele reiterou que não vai subir a rampa do Palácio do Planalto para tomar posse sozinho, mas ao lado do pai, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (atualmente, cumprindo prisão domiciliar por ter sido condenado por tentativa de golpe de Estado).

Oração durante ato

O senador teve como retorno da sua fala aplausos e a frase “volta, Bolsonaro!” entoada pelos manifestantes. Em outro momento do ato, o locutor que conduziu a mobilização puxou uma oração do Pai-Nosso e, ao final, adaptou o trecho da prece para dizer “Livrai-nos do PT”. O gesto repetiu o ato realizado na última sexta-feira (22/10).

Todos às urnas

O candi...

Durante os atos que realizou neste sábado (24/10) — em Minas Gerais durante a manhã e, agora a tarde, no Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro lembrou aos eleitores, em tom de provocação, que “falta apenas um dia para a gente aposentar o Lula”.

Ao lado do pai

Ele reiterou que não vai subir a rampa do Palácio do Planalto para tomar posse sozinho, mas ao lado do pai, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (atualmente, cumprindo prisão domiciliar por ter sido condenado por tentativa de golpe de Estado).

Oração durante ato

O senador teve como retorno da sua fala aplausos e a frase “volta, Bolsonaro!” entoada pelos manifestantes. Em outro momento do ato, o locutor que conduziu a mobilização puxou uma oração do Pai-Nosso e, ao final, adaptou o trecho da prece para dizer “Livrai-nos do PT”. O gesto repetiu o ato realizado na última sexta-feira (22/10).

Todos às urnas

O candidato à presidência pelo PL pediu aos apoiadores que não deixem de votar neste domingo e que “tentem convencer eleitores que se abstiveram no primeiro turno a comparecer às urnas”. “Não deixem de sair de casa para votar, cada voto é muito importante. Arrumem mais um votinho para a gente e compareçam a esses eventos que estão acontecendo”, destacou.

Políticos presentes

Flávio esteve durante todo o dia acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e do governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos). A mobilização do Rio de Janeiro ainda não se encerrou.


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As aventuras de Cacimba 65 — A segunda expulsão de João Parrudo, por Zé da Flauta*

24/10/2026

Na juventude, João Parrudo fez fama por onde passou. Homem de braço grosso e cara fechada, tinha sido estivador no Porto do Recife, onde aprendeu a carregar peso no lombo e a resolver qualquer contenda na base do murro. Quando resolveu sentar praça em Carnaúba Seca, trouxe a valentia e o hábito feio de calotear. Devia ao Hotel Central, à padaria, às bancas da feira e até na venda de Dona Elvira. Quando alguém criava coragem para cobrar o fiado, Parrudo fechava o tempo e ameaçava surrar o cobrador.

A paciência do comércio durou até o dia em que os comerciantes se uniram e, em bando, botaram João Parrudo para fora da cidade sob vaias e xingamentos.

Passaram-se quatro anos. Certo dia, Parrudo apareceu de volta, de terno limpo e chapéu na mão, dizendo que era outro homem. Garantia que não queria confusão, que a idade tinha lhe dado juízo e que não enrolaria mais ninguém. Nos primeiros dias, tentou ser simpático, deu bom-dia a todo mundo e pagou dois cafés à vi...

Na juventude, João Parrudo fez fama por onde passou. Homem de braço grosso e cara fechada, tinha sido estivador no Porto do Recife, onde aprendeu a carregar peso no lombo e a resolver qualquer contenda na base do murro. Quando resolveu sentar praça em Carnaúba Seca, trouxe a valentia e o hábito feio de calotear. Devia ao Hotel Central, à padaria, às bancas da feira e até na venda de Dona Elvira. Quando alguém criava coragem para cobrar o fiado, Parrudo fechava o tempo e ameaçava surrar o cobrador.

A paciência do comércio durou até o dia em que os comerciantes se uniram e, em bando, botaram João Parrudo para fora da cidade sob vaias e xingamentos.

Passaram-se quatro anos. Certo dia, Parrudo apareceu de volta, de terno limpo e chapéu na mão, dizendo que era outro homem. Garantia que não queria confusão, que a idade tinha lhe dado juízo e que não enrolaria mais ninguém. Nos primeiros dias, tentou ser simpático, deu bom-dia a todo mundo e pagou dois cafés à vista.

Mas bastou encostar no balcão do Boteco do Gordo e tomar a primeira cachaça para a antiga casca estalar. Em menos de um mês, a valentia voltou, as ameaças recomeçaram e o caderno de fiado do Gordo já tinha três páginas dobradas só com a conta dele.


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A virada aconteceu numa tarde abafada, no bar de Seu Abílio, onde ficava o único bilhar da rua principal. Parrudo estava lá, de taco na mão, se exibindo e gritando alto, quando Mestre Cacimba cruzou a porta. O silêncio caiu como uma marreta. O barulho dos copos parou e o ar ficou pesado. João Parrudo sentiu o clima mudar na hora.

Cacimba não levantou a voz. Caminhou até a mesa, escolheu um taco reto no fardo, gizou a ponta devagar e olhou bem no fundo dos olhos do gigante:

— Parrudo, a cidade já lhe deu uma segunda chance e você jogou no lixo. Vamos resolver isso na bola verde. Desafio você para uma partida de sinuca. Quem perder, pega o rumo da estrada imediatamente e não pisa mais em Carnaúba Seca.

Parrudo deu uma risada amarela, achando facilidade, e aceitou.

Ao verem o desafio posto, Simão e Sebastião entraram em pavoroso sobressalto. Simão pedia calma na caderneta, calculando o risco do Mestre enfrentar um sujeito bruto; Sebastião corria pelas calçadas batendo no triângulo e alertando o povo. Em questão de minutos, a notícia correu feito facho de pólvora. A população inteira largou o que estava fazendo e correu para o bar de Seu Abílio, apertando-se pelas janelas e portas para torcer por Cacimba.

A partida foi de roer as unhas. Parrudo jogava com força, mas o nervosismo fazia sua mão tremer. Cacimba, calmo como quem bebe água na fonte, calculava cada efeito com a precisão do pífano. Na última bola verde, Cacimba encaçapou num tique suave e cravou a vitória. A multidão do lado de fora urrou de alegria.

Só que homem safado não guarda palavra. Vendo-se derrotado, Parrudo começou a inventar desculpas esfarrapadas: disse que o taco estava empenado, que o pio do passarinho na janela o atrapalhou e que não ia embora coisa nenhuma.

Mas Carnaúba Seca não era mais a mesma. Num domingo de sol escaldante, a feira estava lotada quando Mestre Cacimba se colocou à frente do povo. Como uma onda que se forma no mar, centenas de trabalhadores, feirantes, mulheres e idosos se juntaram atrás do Mestre. Cercaram João Parrudo no meio da feira livre.

Não precisou levantar uma pedra. A força do olhar coletivo e os gritos em coro de "FORA!" empurraram o valente, passo a passo, até a saída da vila. Parrudo, diminuído e envergonhado, sentiu no fundo do peito a dor amarga da rejeição popular. Dobrou o espinhaço e pegou a poeira da estrada para nunca mais voltar.

De volta à sombra da jaqueira, Mestre Cacimba guardou o chapéu, olhou para Simão e Sebastião e disse ao povo que comemorava:

— Tem coisa ruim na vida que entra tão fundo no costume que, para nos deixar em paz de verdade, a gente precisa ter a coragem de expulsar duas vezes da nossa frente.

**Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.


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Workshop internacional discutirá produção, qualidade e competitividade da manga no Vale do São Francisco

24/10/2026

A produção, qualidade, fitossanidade e competitividade da manga brasileira e as perspectivas do mercado norte-americano para a fruta, serão os temas principais do XVI Workshop Internacional da National Mango Board no Vale do São Francisco, que será realizado no Nobile Hotel, em Petrolina-PE, na próxima quarta-feira (28/10), no período das 8h às 18h.

Promovido pela Valeexport em parceria com a National Mango Board (NMB) — entidade de fomento ligada ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos — com o apoio técnico de entidades como Embrapa Semiárido, Univasf, Frutvasf, Sebrae e ADAB, o Workshop vai permitir a atualização técnica e o intercâmbio de conhecimentos entre profissionais do segmento. A exemplo de produtores, exportadores, responsáveis técnicos, engenheiros agrônomos, pesquisadores e consultores.



Floração, manejo e tratamentos

De acordo com o gerente executivo da Valexport, Tássio Lustoza, serão abordados...

A produção, qualidade, fitossanidade e competitividade da manga brasileira e as perspectivas do mercado norte-americano para a fruta, serão os temas principais do XVI Workshop Internacional da National Mango Board no Vale do São Francisco, que será realizado no Nobile Hotel, em Petrolina-PE, na próxima quarta-feira (28/10), no período das 8h às 18h.

Promovido pela Valeexport em parceria com a National Mango Board (NMB) — entidade de fomento ligada ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos — com o apoio técnico de entidades como Embrapa Semiárido, Univasf, Frutvasf, Sebrae e ADAB, o Workshop vai permitir a atualização técnica e o intercâmbio de conhecimentos entre profissionais do segmento. A exemplo de produtores, exportadores, responsáveis técnicos, engenheiros agrônomos, pesquisadores e consultores.


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Floração, manejo e tratamentos

De acordo com o gerente executivo da Valexport, Tássio Lustoza, serão abordados no evento temas ligados à floração e produção da mangueira, manejo integrado de doenças e irradiação de frutas com tratamento fitossanitário.

“Além de informações e perspectivas relacionadas ao mercado norte-americano. Um bloco especial será dedicado às moscas-das-frutas, tema estratégico para a fruticultura regional e para a manutenção e ampliação das exportações brasileiras, incluindo uma avaliação dos impactos dos programas da National Mango Board no consumo de manga nos EUA”, afirmou ele.


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Condições para produção da manga

A expectativa dos organizadores do evento é de que, além da troca de conhecimento, intercâmbio de experiências e discussão sobre os principais desafios da atividade, o workshop também possibilitará maior compreensão sobre os impactos das condições climáticas na produção de manga. Assim como as estratégias de prevenção e manejo de doenças.


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As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas. Os interessados podem se inscrever e consultar a programação completa e outras informações sobre o evento pelo site https://doity.com.br/workshop-nmb-2026.


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Qualquer que seja o resultado da eleição, Nikolas e Janones sairão maiores do que entraram, avalia Marcelo S. Tognozzi*

24/10/2026

Os maiores vencedores desta eleição são jovens, mineiros, nasceram pobres, venceram pelo próprio talento e se tornaram símbolo da nova política. Nikolas Ferreira, 30 anos, nasceu na favela Pai Tomaz em Belo Horizonte. André Janones, 42 anos, é de Ituiutaba, no Pontal do Triângulo Mineiro, pai cadeirante e mãe empregada doméstica. Seu primeiro emprego foi como cobrador de ônibus. Brilharam neste 2º turno, dando aula de comunicação eficiente. Algo raro e bonito de se ver.

Colocaram em prática as lições de Claude Shannon (sim, a IA da Anthropic se chama Claude por causa dele), que há quase 80 anos publicou sua Teoria Matemática da Comunicação. Shannon (1916-2001), iria se deliciar vendo Nikolas trabalhar para Flávio Bolsonaro e Janones para Lula.

O que os eles fizeram neste 2º turno não foi improviso, mas a aplicação, consciente ou intuitiva, da tese deste engenheiro americano do MIT que nunca fez política, muito menos pisou num palanque, e tudo que queria s...

Os maiores vencedores desta eleição são jovens, mineiros, nasceram pobres, venceram pelo próprio talento e se tornaram símbolo da nova política. Nikolas Ferreira, 30 anos, nasceu na favela Pai Tomaz em Belo Horizonte. André Janones, 42 anos, é de Ituiutaba, no Pontal do Triângulo Mineiro, pai cadeirante e mãe empregada doméstica. Seu primeiro emprego foi como cobrador de ônibus. Brilharam neste 2º turno, dando aula de comunicação eficiente. Algo raro e bonito de se ver.

Colocaram em prática as lições de Claude Shannon (sim, a IA da Anthropic se chama Claude por causa dele), que há quase 80 anos publicou sua Teoria Matemática da Comunicação. Shannon (1916-2001), iria se deliciar vendo Nikolas trabalhar para Flávio Bolsonaro e Janones para Lula.

O que os eles fizeram neste 2º turno não foi improviso, mas a aplicação, consciente ou intuitiva, da tese deste engenheiro americano do MIT que nunca fez política, muito menos pisou num palanque, e tudo que queria saber era como fazer a mensagem ir de um ponto a outro sem se perder no caminho. Nikolas e Janones souberam fazer isso.

Teoria de Shannon

A Teoria Matemática da Comunicação de Shannon tem 3 ideias simples. A 1ª: informação é surpresa. A mensagem vale mais quanto menos previsível for, porque o que todos já esperam nada informa. A 2ª: todo canal tem ruído e ruído destrói mensagens. A 3ª: vencer o ruido falando com muita clareza, produzindo redundância capaz de fazer a mensagem sobreviver mesmo se parte dela se perder. Surpresa para capturar a atenção, redundância para resistir ao ruído. Cada deputado dominou uma metade dessa equação.

Nikolas Ferreira é produtor de surpresas em escala industrial. Seu vídeo "O Nordeste que foi esquecido", publicado dia 20 de outubro, passou de 100 milhões de visualizações em 8 horas. “Nikolas não precisa impulsionar. Sua audiência é tão grande que o próprio algoritmo do Instagram se encarrega de dar relevância aos seus conteúdos”, explica o cientista de dados Alek Maracajá da Ativaweb.

O segredo está no improvável. O jovem bolsonarista mineiro ouvindo eleitores baianos num reduto lulista é exatamente o tipo de mensagem que ninguém espera, e, por isso, carrega muita informação, exatamente como observou Shannon lá nos idos de 1948. O formato também surpreende pelo enfoque humano, pessoas falando da sua própria realidade, do tempo que passou e a vida não mudou.

A surpresa e o canal

Nikolas sofisticou ao transformar ruído em sinal. Quando o áudio do vídeo foi cortado por questões de direitos autorais, ele converteu o silêncio em mensagem. O mote "não calem os nordestinos" bateu recordes entre os assuntos mais comentados na internet. O piá soube fazer do limão uma limonada.

Se Nikolas é a surpresa, André Janones é o canal. Seu "Exército do Lula", criado no WhatsApp dia 5 de outubro, 24 horas após o 1º turno, tem mais de 8 milhões de seguidores, muito maior que a "Tropa do Flávio" montada por Nikolas. Janones não precisa de mensagens brilhantes. Quer eficiência, fazendo com que as mensagens sejam repetidas por milhões de pessoas, em milhões de grupos, chegando ao destino no melhor estilo empacota e manda.

É o que Shannon chamou de redundância aplicada. A mesma ordem, "compartilhem", replicada em cascata, faz a mensagem sobreviver às perdas pelo caminho. A grande vantagem estratégica é a mensagem partir de um canal fechado, tanto que a campanha de Flávio admitiu não conseguir controlar o que circulava no Exército de Lula.

Ruído na Justiça Eleitoral

A prova de robustez e resiliência do canal de Janones veio do forte ruído provocado pela Justiça Eleitoral. O Exército foi suspenso, restabelecido e suspenso novamente em poucos dias. Voltou a operar normalmente em 14 de outubro, com Janones comemorando a chegada de novos milhões de seguidores. Nem o piripaque provocado pelo estresse e a internação de Janones na UTI, após o debate da Band, fez a máquina perder tração.

Qualquer que seja o vencedor da eleição, Flávio ou Lula, o certo é que Nikolas e Janones sairão maiores do que entraram. De acordo com Alek Maracajá, o engajamento de Nikolas cresceu mais de 514% depois do 1º turno, e o de Janones, quase 272%. No ecossistema evangélico, Nikolas somou 50,7 milhões de interações, mais do que o próprio Flávio. Janones concentrou quase metade das interações de todo o campo governista.

Relevância medida pela ação contra ambos

Nikolas foi o rosto da campanha de Flávio nas ruas e nas telas, levando os "bloquinhos" de Minas para o Nordeste. Janones, que mal apareceu no primeiro turno, virou o sistema nervoso da militância lulista. Se Janones tivesse criado seu exército no 1º turno, certamente não teria apenas 78.780 votos, mas rivalizaria com os mais de 3 milhões de Nikolas.

A relevância da ação política dos mineiros pode ser medida pelas ações contra ambos no TSE, fazendo valer o velho ditado segundo o qual ninguém chuta cachorro morto. Se Flávio vencer dividirá a vitória com Nikolas. Igual Lula terá de fazer com Janones. Mesmo na derrota, continuarão sendo ativos valiosos para a próxima eleição.

Mensagens chegam aos destinos

O fato de trabalharem com competência e eficiência, não faz deles anjinhos ou demônios. Apenas políticos em busca de votos para vencer a eleição. Como ensinou Shannon, mensagens verdadeiras ou falsas valem o mesmo, desde que cheguem intactas ao destino. A Justiça Eleitoral mandou Nikolas remover conteúdo considerado desinformação, e a campanha de Flávio acusa o canal de Janones de distribuir links enganosos. O bom resultado de ambos esbarra nessa zona cinzenta.

Nunca é demais lembrar que visualizações medem transmissão, não convencimento, já que mensagem bem entregue necessariamente não muda a opinião de quem a recebe.

Na disputa pela atenção, maior valor da eleição moderna, o resultado já está dado. Nikolas aprendeu ser imprevisível, Janones a ser indestrutível. Nenhum deles virou vencedor por acaso.

*Marcelo S. Tognozzi é jornalista e consultor. Uma das principais referências da imprensa brasileira contemporânea.

NR - Autorizada a postagem do artigo, originalmente publicado no Poder 360. O título foi mudado e os intertítulos inseridos à revelia do autor.

Pesquisa CNT/MDA aponta 50,7% dos votos válidos para Flávio e 49,3% para Lula

24/10/2026

A segunda das várias pesquisas programadas para terem os resultados apresentados neste sábado (24/10), a da CNT/MDA, divulgada por volta de 11h40, aponta que os dois presidenciáveis continuam em empate técnico. Conforme os dados apresentados, publicados inicialmente pela Revista Veja, Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 50,7% dos votos válidos, contra 49,3% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Metodologia

A metodologia da Pesquisa CNT/MDA baseia-se em levantamentos quantitativos por amostragem, com a realização de entrevistas presenciais (domiciliares e em pontos de fluxo). O estudo é realizado pelo Instituto MDA sob encomenda da Confederação Nacional do Transporte (CNT).

Empate técnico

A diferença de 1,4 ponto percentual mantém os candidatos em empate técnico, considerada a margem de erro de 2,2 pontos para mais ou para menos. Na rodada anterior da mesma pesquisa, realizada entre 13 e 15 de outubro, Flávio tinha...

A segunda das várias pesquisas programadas para terem os resultados apresentados neste sábado (24/10), a da CNT/MDA, divulgada por volta de 11h40, aponta que os dois presidenciáveis continuam em empate técnico. Conforme os dados apresentados, publicados inicialmente pela Revista Veja, Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 50,7% dos votos válidos, contra 49,3% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Metodologia

A metodologia da Pesquisa CNT/MDA baseia-se em levantamentos quantitativos por amostragem, com a realização de entrevistas presenciais (domiciliares e em pontos de fluxo). O estudo é realizado pelo Instituto MDA sob encomenda da Confederação Nacional do Transporte (CNT).

Empate técnico

A diferença de 1,4 ponto percentual mantém os candidatos em empate técnico, considerada a margem de erro de 2,2 pontos para mais ou para menos. Na rodada anterior da mesma pesquisa, realizada entre 13 e 15 de outubro, Flávio tinha 50,5% dos votos válidos e Lula, 49,5%. O senador oscilou 0,2 ponto para cima e o presidente, 0,2 ponto para baixo, preservando o cenário de equilíbrio.

Eleitores ouvidos

O cálculo dos votos válidos considera apenas as intenções de voto atribuídas aos candidatos, excluindo brancos, nulos e indecisos. A nova rodada ouviu 2.032 eleitores entre 21 e 23 de outubro.

Disputa dos votos totais

Conforme os coordenadores da pesquisa CNT/MDA, no cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Flávio registra 46,3% das intenções de voto, enquanto Lula tem 45%. Brancos e nulos somam 5,8%, e os indecisos representam 2,9%.

Candidatos oscilaram para baixo

Na pesquisa anterior, o senador aparecia com 46,8% e o presidente, com 45,9%. Ambos oscilaram para baixo: Flávio recuou numericamente 0,5 ponto, e Lula, 0,9 ponto. As variações estão dentro da margem de erro. No mesmo período, a parcela que declara voto branco ou nulo passou de 4,9% para 5,8%, enquanto os indecisos foram de 2,4% para 2,9%.

Mudanças de votos

A pesquisa mostra que 92,7% dos entrevistados consultados sobre a firmeza da escolha consideram sua decisão definitiva. Outros 7,3% afirmam que ainda podem mudar de opinião até a eleição.

Entre os eleitores de Lula, 95% dizem que a escolha está definida, enquanto 5% admitem mudança. No eleitorado de Flávio, os percentuais são de 93% e 7%, respectivamente. A possibilidade de mudança é maior entre aqueles que pretendem votar em branco ou anular: 31% afirmam que ainda podem rever a decisão, enquanto 69% a consideram definitiva.

Potencial de voto e rejeição

Os dois candidatos também apresentam percentuais próximos no potencial de voto, indicador que reúne os entrevistados que votariam com certeza ou poderiam votar em cada um. Lula tem potencial de 50,8%: 43,1% afirmam que votariam nele com certeza e 7,7% dizem que poderiam escolhê-lo. Outros 47,4% declaram que não votariam no presidente.

Flávio registra potencial de 50,5%, formado por 42,5% que votariam nele com certeza e 8% que poderiam votar. A parcela que afirma não votar no senador é de 47,3%. Essas perguntas são feitas separadamente para cada candidato e medem a disposição dos entrevistados em considerá-los, além da escolha declarada no confronto direto.

Dia será marcado pela divulgação de pesquisas. A primeira, do Instituto França, aponta 51,4% dos votos válidos para Flávio e 48,6% para Lula*

24/10/2026

Este sábado (24/10) será marcado por grande número de pesquisas a serem divulgadas ao longo do dia. Estão sendo esperadas pelo menos 11 delas, elaboradas por institutos diversos, dentre os quais AtlasIntel, Colectta, Datafolha, Futura/Apex, Gerp, Instituto França, CNT/MDA, Nexus/FSB/BTG, Palver, Quaest e Simplex.

Metodologia detalhada

Todas, com metodologia detalhada e devidamente registradas na Justiça Eleitoral. Os levantamentos têm amostras, períodos de coleta e custos distintos. O primeiro resultado, do Instituto FranÇa, apontou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 51,4% das intenções de voto contra 48,6% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste 2º turno da eleição, considerando os votos válidos.

Tecnicamente empatados

Como a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, os candidatos estão tecnicamente empatados. Nesse cenário, a pesquisa desconsidera os votos brancos e nulos...

Este sábado (24/10) será marcado por grande número de pesquisas a serem divulgadas ao longo do dia. Estão sendo esperadas pelo menos 11 delas, elaboradas por institutos diversos, dentre os quais AtlasIntel, Colectta, Datafolha, Futura/Apex, Gerp, Instituto França, CNT/MDA, Nexus/FSB/BTG, Palver, Quaest e Simplex.

Metodologia detalhada

Todas, com metodologia detalhada e devidamente registradas na Justiça Eleitoral. Os levantamentos têm amostras, períodos de coleta e custos distintos. O primeiro resultado, do Instituto FranÇa, apontou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 51,4% das intenções de voto contra 48,6% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste 2º turno da eleição, considerando os votos válidos.

Tecnicamente empatados

Como a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, os candidatos estão tecnicamente empatados. Nesse cenário, a pesquisa desconsidera os votos brancos e nulos.

1.537 entrevistados

A pesquisa ouviu 1.537 eleitores brasileiros de 21 a 23 de outubro de 2026. O grau de confiança é de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04863/2026. O estudo custou R$ 50.000, pagos com recursos próprios.

Preceitos estatísticos

A metodologia do Instituto França (Instituto França – Pesquisa, Inteligência e Opinião) baseia-se em preceitos estatísticos rigorosos voltados para pesquisas quantitativas de opinião pública, eleitorais e mercadológicas que levam em conta público-alvo, tamanho da amostra, margem de erro e nível de confiança.

Abertura de sigilo dos dois candidatos sobe no telhado: MP eleitoral pede extinção do processo

24/10/2026

Faltando menos de 24 horas para o início da abertura das urnas para o segundo turno das eleições, tudo indica que subiu no telhado a questão da abertura dos sigilos fiscais, bancários, telefônicos e telemáticos dos presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Isto porque os dois candidatos se enroscaram em polêmicas com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao fazerem a exigência de que gostariam de uma autoridade que funcionasse como espécie de mediador, para fazer a checagem sobre a veracidade e correição dos documentos apresentados. Para completar, neste sábado (24/10) o Ministério Público (MP) Eleitoral defendeu a extinção do processo.

Desafio dos sigilos

O chamado “desafio dos sigilos” foi proposto pelo candidato do PT, durante o debate da TV Bandeirantes, no último domingo (17/10). A manifestação ocorreu após Lula ter enviado ao TSE um requerimento autorizando o levantamento de seus sigilos e dos de se...

Faltando menos de 24 horas para o início da abertura das urnas para o segundo turno das eleições, tudo indica que subiu no telhado a questão da abertura dos sigilos fiscais, bancários, telefônicos e telemáticos dos presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Isto porque os dois candidatos se enroscaram em polêmicas com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao fazerem a exigência de que gostariam de uma autoridade que funcionasse como espécie de mediador, para fazer a checagem sobre a veracidade e correição dos documentos apresentados. Para completar, neste sábado (24/10) o Ministério Público (MP) Eleitoral defendeu a extinção do processo.

Desafio dos sigilos

O chamado “desafio dos sigilos” foi proposto pelo candidato do PT, durante o debate da TV Bandeirantes, no último domingo (17/10). A manifestação ocorreu após Lula ter enviado ao TSE um requerimento autorizando o levantamento de seus sigilos e dos de seus familiares, incluindo seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Na ocasião, o presidente desafiou Flávio Bolsonaro a fazer o mesmo.

No dia seguinte, Flávio enviou à Corte Eleitoral uma autorização para o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, condicionada à ampliação do alcance das medidas por Lula.

Entre as exigências, estavam a divulgação de dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, dos registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto e dos sigilos de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula.

Logo depois, a coordenação da campanha de Lula afirmou que o candidato havia aceitado as condições do adversário.

Sem intervenção da Justiça eleitoral

No parecer deste sábado, o vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, argumentou que “não há, na ação, elementos que justifiquem a intervenção da Justiça Eleitoral, sobretudo porque não há matéria estritamente eleitoral a ser equacionada”.

O documento destacou que “o sigilo dos dados é garantido pela Constituição, em decorrência do direito à intimidade e à privacidade”. Também ressaltou que a legislação busca proteger o cidadão da “indevida devassa de terceiros em relação a dados bancários, fiscais ou telefônicos que se inserem como expressão do direito de personalidade”.

Titulares podem fazer abertura voluntária

O MP Eleitoral acentuou, ainda, que não há impedimento para que o titular divulgue suas informações de forma voluntária. A manifestação está alinhada à decisão do ministro André Mendonça, do TSE, que afirmou que os candidatos podem divulgar seus dados sem precisarem do aval da Justiça.

“Em síntese, a inexistência de pretensão resistida traduz a ausência de interesse jurídico de buscar a tutela jurisdicional. Como bem apontado pelo ministro relator, ‘não cabe à Justiça Eleitoral definir o que cada candidato quer ou não divulgar. O que se quiser divulgar é escolha de cada um, e avaliar essa escolha cabe ao eleitor’”, enfatizou Espinoza. Ele pediu a extinção do processo sem resolução do mérito.

— Com Agências de Notícias

Saiba quais serão os últimos atos de campanha dos candidatos à Presidência

24/10/2026

O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) realizam, neste sábado (24/10) os seus últimos atos de campanha com agendas de rua em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Lula começou o dia com uma caminhada em Copacabana, no Rio, às 10h, antes de seguir para São Paulo, onde fará seu último ato na Avenida Paulista, às 16h. Flávio, por sua vez, participa do chamado “Bloco do 22” em Belo Horizonte, durante a manhã, e encerrará a campanha na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, no Rio, às 14h.

Reversões e convencimentos

Os dois apostam em reversão de votos e convencimento aos indecisos em três dos principais colégios eleitorais do país. São Paulo é o maior deles, com 34,1 milhões de eleitores, enquanto o Rio de Janeiro reúne 12,8 milhões. Juntos, os dois estados representam quase 30% do eleitorado brasileiro. Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral, soma outros 16,4 milhões de votantes.

Última oport...

O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) realizam, neste sábado (24/10) os seus últimos atos de campanha com agendas de rua em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Lula começou o dia com uma caminhada em Copacabana, no Rio, às 10h, antes de seguir para São Paulo, onde fará seu último ato na Avenida Paulista, às 16h. Flávio, por sua vez, participa do chamado “Bloco do 22” em Belo Horizonte, durante a manhã, e encerrará a campanha na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, no Rio, às 14h.

Reversões e convencimentos

Os dois apostam em reversão de votos e convencimento aos indecisos em três dos principais colégios eleitorais do país. São Paulo é o maior deles, com 34,1 milhões de eleitores, enquanto o Rio de Janeiro reúne 12,8 milhões. Juntos, os dois estados representam quase 30% do eleitorado brasileiro. Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral, soma outros 16,4 milhões de votantes.

Última oportunidade

A programação deste sábado será a última oportunidade para os candidatos participarem de caminhadas e carreatas antes da votação. Segundo o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a distribuição de material gráfico e a realização de caminhadas, carreatas e passeatas estão permitidas até as 22h de hoje.

Onde votarão

Neste domingo, Lula votará em São Bernardo do Campo e acompanhará a apuração em São Paulo. Flávio votará na capital fluminense e seguirá para Brasília, onde pretende acompanhar a contagem dos votos ao lado de familiares e aliados.

Debate deu “empate técnico” e não ajudou a influenciar eleitores, avaliam jornalistas e analistas políticos — por Hylda Cavalcanti*

24/10/2026

A avaliação de vários jornalistas, analistas políticos e cientistas sociais sobre o último debate presidencial das eleições deste ano, transmitido pela TV Globo na noite desta sexta-feira (23/10), permitiu aos dois candidatos — presidente Lula e senador Flávio Bolsonaro — apresentarem com mais clareza suas visões de Brasil. Mas não contribuiu para mudar o cenário eleitoral observado hoje, no qual as pesquisas apontam “empate técnico”.

Apesar de a maioria dos que se pronunciaram nesta reportagem terem citado pontos positivos e negativos observados nas falas de Lula e Flávio Bolsonaro ontem, a avaliação principal deles é de que ambos alternaram momentos de destaque com grandes tropeços. O que os levou à avaliação de que o debate pouco influiu no ambiente das eleições.



Diferença de postura

O jornalista Carlos Alexandre de Souza, do Correio Braziliense, destacou a diferença de postura dos adversários no estúdio. Segundo el...

A avaliação de vários jornalistas, analistas políticos e cientistas sociais sobre o último debate presidencial das eleições deste ano, transmitido pela TV Globo na noite desta sexta-feira (23/10), permitiu aos dois candidatos — presidente Lula e senador Flávio Bolsonaro — apresentarem com mais clareza suas visões de Brasil. Mas não contribuiu para mudar o cenário eleitoral observado hoje, no qual as pesquisas apontam “empate técnico”.

Apesar de a maioria dos que se pronunciaram nesta reportagem terem citado pontos positivos e negativos observados nas falas de Lula e Flávio Bolsonaro ontem, a avaliação principal deles é de que ambos alternaram momentos de destaque com grandes tropeços. O que os levou à avaliação de que o debate pouco influiu no ambiente das eleições.


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Diferença de postura

O jornalista Carlos Alexandre de Souza, do Correio Braziliense, destacou a diferença de postura dos adversários no estúdio. Segundo ele, enquanto o presidente Lula usou o espaço para defender seu legado e propor a continuidade de políticas públicas, Flávio apostou na crítica à atual gestão e na apresentação de promessas para o futuro.

No campo econômico, de acordo com Carlos Alexandre, Flávio teve bons momentos ao focar no custo de vida e no endividamento das famílias, mas pecou ao acenar com garantias de reajustes que geraram ruídos com o mercado financeiro e ao ficar sem resposta quando questionado sobre o patamar do salário mínimo.

Já Lula, pecou ao explorar pouco determinados programas como o "Desenrola", mas foi bem-sucedido no embate direto, ao cobrar posições sobre temas sociais e ao relembrar falhas na gestão da pandemia. O bloco final e as trocas de acusações pessoais, classificadas pelo avaliador como um "futebol de várzea", segundo o jornalista, explicitaram o ambiente de profunda polarização que o país atravessa.

Promessas desfeitas e grosserias

Para a colunista política Denise Rothenburg, cuja coluna é publicada em vários veículos, dois pontos em especial chamaram a atenção. Em primeiro lugar, o fato de Flávio ter desfeito promessas anteriores e a grosseria ao mencionar Lula como “9 dedos”. Em segundo, o fato de o candidato do PL ter desfeito promessas repetidas no início da campanha.

“Foram tantas promessas feitas nesse debate que eu ouvi que houve ali um divórcio de Flávio em relação ao mercado. Porque ele desfez todas aquelas promessas que tinha feito, como ‘nós não vamos estourar a dívida pública, nós vamos controlar tudo’. E o mercado quer que se controle especialmente aumento de previdência, aumento de salário mínimo”, observou Denise.

“Nesses pontos, Flávio foi muito na linha do que o PT já faz, ou seja, ele fez essas promessas ao vivo e a cores para todo o país. E fica a dúvida: ele vai atender o mercado ou ele vai atender as pessoas? Eu acho que é alguma coisa que vai deixar o eleitor na dúvida até domingo”, acentuou a colunista.

Caso da menina Ana Clara

Sobre a questão do “9 dedos”, Denise citou o episódio como um dos dois pontos onde Lula se saiu muito bem. O primeiro deles foi quando Flávio foi obrigado a pedir desculpas pela forma como se pronunciou em relação ao presidente. Outro ponto foi em relação à morte da menina de 5 anos, Ana Clara. Ao se referir a ela em pergunta a Flávio, Lula fez seu adversário se confundir, chamando a mãe da menina de Ana Clara. Ao sair dos estúdios da Globo, a mãe deu uma entrevista dizendo que a versão apontada pelo senador não é verdadeira.

De acordo com Denise Rothenburg, os dois candidatos terminaram empatados. “Só por esse debate, fica difícil para quem está indeciso tomar uma decisão por um ou outro, porque os dois tiveram pontos altos e pontos baixos”, frisou.

“Ninguém saiu nocauteado”

O jornalista William Waack, colunista do Jornal Estado de São Paulo, afirmou que “ninguém saiu nocauteado, o que era exatamente a proposta da campanha de Flávio”. “Três perguntas deveriam ter sido respondidas ontem: Alguém conseguiu virar o voto de alguém? Alguém sentiu ter cometido um erro ao ter escolhido no primeiro turno o candidato que escolheu? Alguém se sentiu mais motivado a comparecer às urnas no domingo? A resposta às três perguntas é ‘não’”.

Waak ressaltou que, ao seu ver, a impressão produzida foi de que o debate não consistiu em um evento determinante do que sairá das urnas daqui a pouco mais de 24 horas. “É óbvio que cada lado dirá que seu candidato foi excelente, ótimo e massacrou o oponente. E somará pontinhos nesta resposta ou naquela pergunta. Ocorre que esse tipo de acontecimento político não é decidido por pontos, como numa luta de boxe. Ele é decidido pelas emoções ? ou impressões ? que acaba deixando nos dois lados”.

De acordo com ele, a aposta da campanha de Flávio foi cumprida à risca: falar para frente, falar de segurança e custo de vida. E ficou para Lula o papel do “ideológico”, do “rico” contra “pobre”, do enaltecimento de um passado.


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Escorregão que pode fazer estragos

Ricardo Corrêa, também colunista político do Estadão, considerou que apesar de Flávio ter falado mais de futuro do que Lula, o candidato do PL escorregou ao debochar da deficiência do petista. “Em tese, ao tratar do que pretende fazer, Flávio teria mais elementos para convencer o eleitor. Mas o senador se viu em situação difícil ao ter que pedir desculpas por ter debochado do fato de o presidente ter um dedo a menos por conta de um acidente de trabalho. Foi um escorregão que pode provocar estragos”.

O analista destacou, também, que desde o início, Lula deixou clara a estratégia de focar nos eleitores mais pobres, enfatizando melhorias no salário mínimo, combate à fome, presença das parcelas de menor poder aquisitivo nas universidades e necessidade de reajuste da aposentadoria. Para isso, chegou a repetir uma frase de 1989, eleição dos tempos em que a campanha do PT era totalmente voltada à luta de classes.

Objetivo era superar má impressão

O analista político Fabiano Lana, por outro lado, viu vantagem para Flávio no debate. “Flávio tinha um objetivo claro. Superar a má-impressão, principalmente entre os eleitores indecisos, que deixou no debate do último domingo, em que praticamente boicotou o andamento do programa. Agora veio treinado e programado para recuperar o figurino de moderado, que por um triz deixou escapar”, destacou.

De acordo com ele, se esse esforço será suficiente para barrar uma suposta "onda Lula" que cresceu nas duas últimas semanas, só será possível saber na noite de domingo.

Demarcação de diferenças

O jornalista político Francisco Leali, que já passou por vários veículos do país, considerou que se o primeiro confronto entre Lula e Flávio, no primeiro debate, foi “de querer esquecer”, o segundo demarcou as diferenças entre os dois candidatos, expondo o que fizeram até aqui e o que ainda podem fazer, caso vençam a eleição no próximo domingo.

“O debate na TV Globo começou com um subtexto: a diferença de idade entre Lula e Flávio. O senador do PL disse que o petista não escutava direito, depois falou que não entendia o que o presidente falava. Já Lula chamou o senador de jovem como a indicar que pouco sabe”, analisou.

“Ato falho ou não, Flávio começou sua participação falando na gestão do pai Jair Bolsonaro e comentou: ‘nós pegamos o Brasil lá em 2019…’ Voltou a citar o governo do pai outras vezes. A gestão passada que o senador elogiou foi lembrada por Lula para que o eleitor não se esqueça de que os erros do pai não sejam repetidos pelo filho”.

Para Francisco Leali, o embate mais duro entre os dois veio justamente quando não havia tema pré-definido, ou seja, “quando as regras do debate permitem, ambos se esquecem de falar de projetos e propostas e jogam na mesa o que acham que há de podre contra o adversário”. “Ao final, os dois se apresentaram numa versão repaginada para tentar corrigir os erros cometidos no primeiro debate”.
* Hylda Cavalcanti é jornalista, editora de O Poder aos sábados


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É Findi - Decifra-me ou te devoro - Crônica - Por Maria Inês Machado*

23/10/2026

Radiadoras anunciam os números da sorte. Quais? Notícias turbulentas.

Relações de benfeitorias grudam nos muros da cidade. Francisco, Joaquim, Palmira, Antônio... Até o Sr. Silva, sem conhecer as letras, curioso, quer saber.

Lá no fim da rua, comício. Fala bonita. Moço colorido fala bonito. Promessas!
Vixe! É noite. Cadê os aplausos?
Os morcegos foram avisados. Os ratos saem em corrida desenfreada. Aplaudem um velho cansado, sem novidades.
Exaustão...
No quintal da cidade, os cordeiros sem pele.
O que houve? Pergunta, inquieta, uma voz.
Falta resposta.
A resposta enigmática surge.
De quem?
Sei lá! Voou e parou aqui.
Não sei! Vi apenas os lobos num processo de tosquia, deixando-os neste estado.
Vixe! Mundo grandão!
Lobos espalhados.

Zé Maraco olhou desconfiado, mas tem resposta:

— Passaram por aqui. Abraços, gritos, gargalhadas. Eita, comício bo...

Radiadoras anunciam os números da sorte. Quais? Notícias turbulentas.

Relações de benfeitorias grudam nos muros da cidade. Francisco, Joaquim, Palmira, Antônio... Até o Sr. Silva, sem conhecer as letras, curioso, quer saber.

Lá no fim da rua, comício. Fala bonita. Moço colorido fala bonito. Promessas!
Vixe! É noite. Cadê os aplausos?
Os morcegos foram avisados. Os ratos saem em corrida desenfreada. Aplaudem um velho cansado, sem novidades.
Exaustão...
No quintal da cidade, os cordeiros sem pele.
O que houve? Pergunta, inquieta, uma voz.
Falta resposta.
A resposta enigmática surge.
De quem?
Sei lá! Voou e parou aqui.
Não sei! Vi apenas os lobos num processo de tosquia, deixando-os neste estado.
Vixe! Mundo grandão!
Lobos espalhados.

Zé Maraco olhou desconfiado, mas tem resposta:

— Passaram por aqui. Abraços, gritos, gargalhadas. Eita, comício bom! Até dona Josefina, banguela, foi abraçada.
— E a dentadura prometida?
— Sei lá! Deve ter se perdido no esgoto que ronda a sua casa.
— Conversa feia, Astrogildo! Rua de Calçamento, saneamento feito.
— Vixe! Tô vendo, não!
— Cadê os teus óculos de grau? Prometidos e recebidos!
— Sei lá!
— Fica quieto! Quero ouvir o comício.


*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'. @mariainesmachadopsi


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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É Findi - Eu e a psicóloga - Poema - Por Eduardo Albuquerque*

23/10/2026

Muita é a gratidão!
Eu, filho do sertão,
da Serra dos Matões
e de Olinda por concessão.

Sinto-me honrado,
pelo poema ofertado,
da amiga psicóloga,
com quem bem dialogo:

Desvelo memórias,
descrevo histórias,
revejo as trajetórias.

Eis que saio do escuro,
e de cima do muro:
vejo quão belo é o futuro!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99


O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.



Muita é a gratidão!
Eu, filho do sertão,
da Serra dos Matões
e de Olinda por concessão.

Sinto-me honrado,
pelo poema ofertado,
da amiga psicóloga,
com quem bem dialogo:

Desvelo memórias,
descrevo histórias,
revejo as trajetórias.

Eis que saio do escuro,
e de cima do muro:
vejo quão belo é o futuro!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99


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É Findi – Bares do Recife de Ontem - Por Carlos Bezerra Cavalcanti*

23/10/2026

Como se sabe ou é sabido, a palavra “bar” vem da língua inglesa onde significa um ponto de encontro obrigatório, assim como “pub”, que também é originado do idioma saxônico é uma forma sincopada de “public” (público), franqueado a todos. Da balaustrada ou da barra que existe entre o balcão e o cliente é que veio o nome bar propriamente dito.

“Muitos eventos e fatos importantes de uma cidade acontecem nos bares ou “pubs”, eles existem isoladamente ou agregados, às vezes fazendo parte de um hotel, de uma instituição, de um teatro, etc...”

No Recife, foram-se embora os bares mais tradicionais. Fazia gosto ir a eles, dizem os mais antigos, confundiam-se e identificavam-se com os lugares e seus tempos. Por isso marcaram época nesta cidade, influenciando na sai vida e na sua história. Entre eles o “The British Shipchandler” que fechou há pouco era o mais antigo, o pioneiro entre os bares do Recife, sua origem remonta aos anos de 1865, quando foi criado pelo...

Como se sabe ou é sabido, a palavra “bar” vem da língua inglesa onde significa um ponto de encontro obrigatório, assim como “pub”, que também é originado do idioma saxônico é uma forma sincopada de “public” (público), franqueado a todos. Da balaustrada ou da barra que existe entre o balcão e o cliente é que veio o nome bar propriamente dito.

“Muitos eventos e fatos importantes de uma cidade acontecem nos bares ou “pubs”, eles existem isoladamente ou agregados, às vezes fazendo parte de um hotel, de uma instituição, de um teatro, etc...”

No Recife, foram-se embora os bares mais tradicionais. Fazia gosto ir a eles, dizem os mais antigos, confundiam-se e identificavam-se com os lugares e seus tempos. Por isso marcaram época nesta cidade, influenciando na sai vida e na sua história. Entre eles o “The British Shipchandler” que fechou há pouco era o mais antigo, o pioneiro entre os bares do Recife, sua origem remonta aos anos de 1865, quando foi criado pelo sueco Herman Theodor Ludgren com o objeto de abastecer navios (como o próprio nome diz), depois ele passou a “abastecer,” também, os marujos da nossa “zona” portuária.

Saindo do domínio inglês, pois pertencera antes de fechar a Jack Ayres, estabelecido com a firma Jack Ayres Son Ltda, as instalações do “Shipchandler” foram adquiridas por Valdemar Marinheiro que, mostrando que – “raposa também cria galinha”, deu continuidade as atividades etílicas com um novo estilo brasileiro embora o estabelecimento passasse a se chamar “Bar Internacional”, num ambiente mais simples descrito como a “alma do Valdemar, mas a síntese original permaneceu: a de ser o lugar de Ponto de Encontro de velhos amigos num papo regado a uísque legítimo e mais barato, eleita a bebida oficial do lugar.

Ainda hoje o Bar de Valdemar conserva as mesmas cadeiras de cem anos atrás e o mesmo espírito inglês de reunir os amigos para uma boa conversa, sempre a mesma que povoou a vida de Valdemar Marinheiro. Segundo ele, não dá para viver sem o Bar.

“se eu vendo, um mês depois eu morro”. Acostumado à companhia dos fregueses e relembrando o passado, ele diz “só sentir saudade do tesão que já foi embora”.

Apesar do Bar estar localizado em uma das mais antigas zonas de prostituição do Recife, Valdemar garante que lá as prostitutas não entravam. “Nem na época em que funcionava nos moldes populares. As prostitutas faziam ponto no estabelecimento onde não era permitida a entrada de mulheres, desacompanhadas. Tanto elas quanto os estrangeiros, que costumavam frequentar bares como o “OK”, “Gambrinus”, “Adila´s Palace”, entre outros, situados nas avenidas Marquês de Olinda e Rio Branco.

Seguindo a tradição de acomodar num mesmo espaço as figuras de renome da cidade, no passado se poderiam encontrar os poetas Carlos Pena Filho e Ascenso Ferreira. Silvio Caldas, ao vir ao Recife, não deixava de visitar o Bar.

Outro Bar que funcionou nas décadas de 1940/60 foi o Bar do Chileno que se localizava no início da Rua do Bom Jesus, quase em frente do prédio da Associação Comercial. Era frequentado, principalmente, por marujos e funcionários das Docas, que preferiam a orla portuária, ou seja, os bares e casas de “diversão” da Alfredo Lisboa e adjacências.

Entre as décadas de 1930 a 50 existiu o Cassino Imperial, freqüentado por figurões da cidade. Toalhas de linho, porcelana fina, comida e bebida de primeira. Nela apresentavam-se grandes orquestras e atrações do Sul do País que lotavam o dancing. Localizava-se no antigo prédio depois ocupado pelo Banco do Brasil e hoje, depois de completamente descaracterizado, abriga o Grupo João Santos.

Possuía várias roletas onde o jogo corria solto, aliás, no Recife de antanho os chamados jogos de azar (para a maioria) era muito praticado, no Pina, antes mesmo do Cassino Americano, existiu um outro conhecido como Cassino do Pina aquele local onde se jogava muito, era o Taco de Ouro.

Muitos bares recifenses, no entanto surgiram no período da II Guerra Mundial como foi ocaso do Bar OK, para suprir a demanda dos militares norte-americanos disputados pelos garçons e prostitutas. Esse estabelecimento funcionava no térreo de um prédio da Marques de Olinda sendo que, nos andares superiores, instalavam-se as pensões. Por falar em pensão, cada uma delas tinha a sua cafetina, que aliciavam as jovens vindas principalmente do interior ou de outros estados do Nordeste, quase sempre expulsas de casa por punição paterna. As mulheres mais velhas, com mais “tempo de serviço” iam se afastando da Marques de Olinda onde iniciavam sua “difícil vida fácil” indo para as pensões mais populares, normalmente na famigerada rua da Guia.

A Pensão de Alzira era a mais famosa e naquele tempo até a mais elegante das pensões, a mais fina. Ficava na Vigário Tenório. os quartos cheios de cortinas. As mulheres eram finas e a clientela de alta classe.

Mas voltemos aos Bares: nessa época existiam ainda, cada um com sua característica: o “Silver Star”, o “Texas Bar”, freqüentado por vários intelectuais, políticos e jornalistas, o “Escandinávia”, na Alfredo Lisboa, o “Vitória”, na Rua da Moeda, o “Cubano” que depois passou a ser o “Tropical”, o “Duas Américas”, o “Buraco da Onça”, o “Bar da Charque”, o ‘Flamengo”, o “Bar da Cuia”, o “Astória”, o “Lambreta”, o “Para Todos”, o “Califórnia”, o “Lanche Porto”, o “Ibiá”, o “Rosa Amarela”, na Cobertura do Jornal do Commercio, o “Phoeniz” , na Rua da Palma e, mais recentemente, o “Black Tie” e o “Tony´s Drinks”, ambos na Marques de Olinda.

Na Avenida Alfredo Lisboa, nas imediações do Armazém 11, dois bares seguem o mesmo estilo, um teve origem do outro, são: O Scoth Blar ll0e o Bar do 28 ambos l0servem uísque bom, de 0lgosto e de preço, porém o primeiro deles l0l0foi o “Schot Bar”, pouca gente sabe que 0l“28” era o número da plaqueta do carregador 0lde malas no cais do porto, Sr. Antônio 0lCandido que fundou o 0l0“Schot” no entanto , o pessoal quando resolvia 0l00ir ao estabelecimento costumava dizer: vamos l0ao bar do “28”. Atualmente o Sr. Cândido l0é o dono do Bar 28 e seu filho, José Antônio l0lCardoso é o 0l00proprietário do Schot l0Bar.

Os bares como vimos têm de "per si" as suas características e por elas são procurados, um de características bem peculiares era o “Bar do Espanhol” criado no início apenas para receber alguns amigos e convidados destes. Pertenceu ao Espanhol José Pontes e funcionava na Rua da Aurora, residência do proprietário, onde posteriormente funcionou o Restaurante “Buraco de Otília”, antiga cozinheira do espanhol que, por sua vez, fora garçom do Grande Hotel.

Posteriormente, motivado pelos dotes culinários de sua esposa e conterrânea, José Pontes abriu um Bar que servia não somente pratos espanhóis como da terra que o acolheu. O estabelecimento chamava-se então de Porta Larga e ficava na Camboa do Carmo, onde depois funcionou o Galo d´ouro. Tempos depois, já conhecido como “Bar do Espanhol”, passou a funcionar na Rua do Lima e aí, com a frequência costumeira de alguns artistas da Rádio Clube e depois do Jornal do Commercio localizadas nas proximidades, surgiram os violões, os cantores e as cantoras que ali se reuniam prolongando as tarde de sábado, com um almoço de comida típica regado a boas bebidas. Tempos depois o Bar foi para a av. Cruz Cabugá e aí viveu seus últimos dias, até o falecimento do Sr. Joel Pontes.

Outros Bares também marcaram época no Recife como aqueles dois do Parque Treze de Maio – O Torre de Londres e a Cabana. O primeiro era um misto de Bar e Restaurante que pertenceu a Júlio Jesun de Carvalho, o Julinho, ponta esquerda do América, na década de 1950 e que foi proprietário da Rádio Veneza.

A torre era excêntrica e dava um ar aristocrático ao Parque Treze de Maio, lembrava sua similar na Capital Inglesa. Funcionava com uma clientela um pouco diferente de sua vizinha, a “Cabana”, que foi fundada por Evanildo Coelho. Situava-se por trás da atual Câmara Municipal do Recife, depois pertenceu ao Sr. Mário Gouveia. Era frequentada, principalmente, por estudantes da vizinha Faculdade de Direito e viveu seus melhores dias na época da Festa da Mocidade.

Ainda no final dos anos 1950 e por toda a década de 60 existiram no Recife alguns bares que deixaram suas marcas como o “Brama Chopp”, localizado no térreo do edifício Seguradora, voltado para a Dantas Barreto, com suas cadeiras e mesas na calçada, no estilo do Savoy- esse – foi, sem dúvidas o mais famoso do Recife. Surgiu em 1º de Julho de 1944, em pleno movimento dos americanos aqui estabelecidos com a Quarta Frota, durante a Segunda Grande Guerra. A época, portanto era mais do que oportuna para a criação de um Bar de sua natureza, ali bem pertinho do Edifício dos Bancários, quartel General dos Ianques. Na época, as notícias de derrotas dos nazistas eram efusivamente festejadas pincipalmente pelos Estudantes Universitários.

No Dia da queda da Ditadura de Getúlio, o proprietário Manuel Álvares fez servir champanhe e vinho por conta da casa. “Mas frequentador do Savoy que se preza vais mesmo é de chope” sublinha o Jornalista Edilbertot Coutinho. Naquela ocasião, tudo de cambulhada (os mais velhos contam) valia qualquer coisa e se as mesas do bar contassem, teríamos então que se (sic) acrescentar muitas histórias à crônica do Savoy. Discursos e urras prolongados comemoravam o término de uma época repressiva...


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Os grupos boêmios intelectualizados da calçada do Savoy já não mais existem (1977), porém a tradição cultural do bar, na medida do possível, continua a ser preservada por Joaquim Esteves Pereira, para isso, ele criou na sobreloja o canto do Poeta. Nas paredes, além dos versos de Pena, Mauro Mota e Eugênio Coimbra Júnior, belas fotos do Recife antigo, por Edmont Dansot”.

_ Esteves comprou o Bar Savoy, em 1970, aos irmãos Simões, que o mantiveram por algum tempo. Posteriormente eles se dividiram: um abriu o “Café Nicola”, que tinha grande frequência, principalmente às segundas-feiras, para os comentários e checagem das apostas dos jogos de futebol do domingo. O outro fundou o Bar Irapuru, no térreo do Hotel Guararapes.

Porém o Bar Savoy seguiu, indelével, sua trajetória no tempo, viajando na “Nau Boêmia”, sobre um mar de saudades.

De suas lembranças mais tangíveis, algumas podem ainda ser vistas em suas paredes registrando um passado presente, mas impossível de ser revivido, a mais famosa delas é, sem dívidas, a de Carlos Pena Filho:

Na Avenida Guararapes
O Recife vem marchando
O Bairro de Santo Antonio
Tanto se foi transformando
Que, agora, às cinco da tarde
Mais se assemelha a um festim
Nas mesas do Bar Savoy
O refrão tem sido assim
São trinta copos de chope
São trinta homens sentados
Trezentos desejos presos
Trinta mil sonhos frustrados.


*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras e Sócio Benemérito do IAHGP.


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É Findi - Série Prédios Ícones de Pernambuco - Câmara Municipal do Recife - Por Silvio Amorim*

23/10/2026

Um prédio com o DNA do Ensino. Na Rua Princesa Isabel, ao lado do Parque Treze de Maio, no bairro da Boa Vista, ergue-se um dos edifícios mais representativos da história política do Recife. De linhas arquitetônicas ecléticas e presença marcante na paisagem urbana, a construção que hoje abriga a Câmara Municipal do Recife possui uma trajetória anterior à sua destinação ao Poder Legislativo. Antes de receber vereadores e sediar debates sobre os rumos da capital pernambucana, o imóvel foi concebido para servir à educação.
Inaugurado em 1920, o prédio foi construído para abrigar a Escola Normal Oficial de Pernambuco, instituição dedicada à formação de professores. Sua presença naquele trecho da cidade acompanha um período de expansão dos equipamentos públicos e de consolidação da Boa Vista como área de atividades educacionais, culturais e administrativas.
A Escola Normal contribuiu para a formação de gerações de educadores e para a organização do ensino em Pernambuco. A cons...

Um prédio com o DNA do Ensino. Na Rua Princesa Isabel, ao lado do Parque Treze de Maio, no bairro da Boa Vista, ergue-se um dos edifícios mais representativos da história política do Recife. De linhas arquitetônicas ecléticas e presença marcante na paisagem urbana, a construção que hoje abriga a Câmara Municipal do Recife possui uma trajetória anterior à sua destinação ao Poder Legislativo. Antes de receber vereadores e sediar debates sobre os rumos da capital pernambucana, o imóvel foi concebido para servir à educação.
Inaugurado em 1920, o prédio foi construído para abrigar a Escola Normal Oficial de Pernambuco, instituição dedicada à formação de professores. Sua presença naquele trecho da cidade acompanha um período de expansão dos equipamentos públicos e de consolidação da Boa Vista como área de atividades educacionais, culturais e administrativas.
A Escola Normal contribuiu para a formação de gerações de educadores e para a organização do ensino em Pernambuco. A construção também integrou o processo de urbanização do entorno do Parque Treze de Maio, cuja implantação acompanhou as transformações da área central do Recife na primeira metade do século XX.
Em 1962, começaram as providências para a transferência da Câmara Municipal para o local. O vereador Liberato Costa Junior participou ativamente da conquista desse espaço para a Câmara. No ano seguinte, as novas instalações do Legislativo foram oficialmente inauguradas, durante a Prefeitura de Arthur Lima Cavalcanti.

A origem da Câmara: o nascimento de uma vila

A história da Câmara Municipal do Recife é muito mais antiga do que a do edifício que atualmente a abriga. Suas origens remontam ao período colonial, quando a organização administrativa das povoações brasileiras seguia as instituições e as normas da Coroa portuguesa. Em 15 de fevereiro de 1710, por determinação régia, o Recife foi elevado à categoria de vila e instalou sua Câmara Municipal. A criação do governo local representava um passo importante na afirmação política do povoado, cuja atividade comercial e portuária já lhe conferia crescente relevância econômica. Na estrutura administrativa portuguesa, as câmaras exerciam atribuições que iam além das funções legislativas atuais. Participavam da administração cotidiana, cuidavam do abastecimento, das posturas, da organização dos espaços públicos e de outros interesses da comunidade, dentro dos limites do sistema colonial.
A instalação da Câmara ocorreu em meio a fortes disputas entre os recifenses e os grupos dominantes de Olinda. A elevação do Recife à condição de vila contrariava interesses estabelecidos e acirrou rivalidades que culminaram em episódios de violência.
Em 17 de novembro de 1710, adversários da nova vila invadiram o Recife, derrubaram o pelourinho e atacaram a sede do Legislativo, interrompendo suas atividades. Documentos e registros foram destruídos, e vereadores sofreram agressões.
A crise prolongou-se até 1711, quando a ordem foi restabelecida e a estrutura administrativa da vila começou a ser recomposta. Em novembro daquele ano, o pelourinho foi reconstituído nas proximidades da antiga Igreja do Corpo Santo, marco da área portuária. Desde o início, portanto, a trajetória da Câmara esteve ligada às disputas pelo poder, à autonomia local e ao reconhecimento político do Recife.

De instituição colonial a representação democrática

Ao longo dos séculos, a Câmara atravessou profundas mudanças políticas e institucionais. A Independência do Brasil, em 1822, a organização do Império, a Proclamação da República, em 1889, e as sucessivas alterações constitucionais modificaram as atribuições dos municípios e a composição de seus órgãos de governo. Com a República, as estruturas administrativas municipais foram reorganizadas, e a instituição recifense passou por mudanças de denominação, funcionamento e prerrogativas.
O século XX foi particularmente difícil para o Poder Legislativo municipal. Em períodos autoritários, a autonomia das câmaras foi restringida e suas atividades, interrompidas.

Período difícil para o Legislativo Municipal

Durante o governo de Getúlio Vargas, as câmaras municipais foram fechadas em 1937, no contexto da implantação do Estado Novo. No Recife, a instituição havia retomado suas atividades em 1936, mas voltou a ser atingida pela ruptura democrática de novembro daquele ano. Mas com a redemocratização e a Constituição de 1946, o Legislativo municipal voltou a funcionar. Entretanto, a recuperação das liberdades políticas não impediu novas perseguições. Em 1948, a Lei Federal nº 211 determinou a cassação dos mandatos de parlamentares acusados de ligações com o comunismo ou o socialismo. Entre os vereadores atingidos no Recife estavam Carlos Duarte e Júlia Santiago. Naquele período, a Câmara funcionava no Edifício Alfredo Fernandes, na Avenida Barbosa Lima, no Bairro do Recife. O local ficou conhecido como Câmara da Rua da Guia. A transferência para o prédio da antiga Escola Normal, em 1963, inaugurou uma nova etapa. Pouco depois, o golpe militar de 1964 voltou a impor restrições à vida política brasileira. A Câmara do Recife não foi fechada naquele momento, mas vereadores e representantes de correntes de oposição sofreram perseguições e cassações. Essa trajetória mostra que a existência do parlamento municipal depende de condições políticas capazes de assegurar liberdade de expressão, participação popular e autonomia institucional.

A Casa de José Mariano

A Câmara Municipal do Recife é tradicionalmente conhecida como Casa de José Mariano, em homenagem a José Mariano Carneiro da Cunha, importante abolicionista e figura da vida política pernambucana.
Seu nome remete ao período em que a luta contra a escravidão e a defesa de direitos mobilizavam diferentes setores da sociedade. A homenagem associa a instituição a um personagem ligado a transformações sociais decisivas para Pernambuco.
O edifício da Rua Princesa Isabel acrescenta outra dimensão a essa trajetória. Antes de receber os representantes eleitos, foi espaço de formação de professores. Sua história reúne, portanto, duas funções públicas fundamentais: educar e representar.

A Câmara e o desenvolvimento da cidade

Como Poder Legislativo municipal, a Câmara elabora e aprova leis de interesse local, discute e vota o orçamento, fiscaliza os atos do Executivo e acompanha a aplicação dos recursos públicos. Nesse espaço são debatidas questões diretamente relacionadas à vida da população, como mobilidade urbana, patrimônio histórico, educação, saúde, habitação, ordenamento urbano, proteção ambiental, acessibilidade e qualidade dos serviços públicos. Essas decisões influenciam a forma como o Recife cresce, enfrenta desigualdades e planeja seu futuro. A fiscalização exige que a administração pública preste contas, justifique suas escolhas e demonstre como os recursos arrecadados são utilizados. Já a representação depende do diálogo com bairros, comunidades e diferentes segmentos sociais, cujas demandas devem chegar às discussões legislativas.

Nossa participacão na Constituinte Municipal, na Lei Orgânica do Recife e no Plano Diretor da Cidade do Recife

A Constituição Federal de 1988 fortaleceu a autonomia municipal no sistema federativo brasileiro. Nesse contexto, a Lei Orgânica do Município do Recife, promulgada em 1990, tornou-se instrumento fundamental para a organização política e administrativa da capital. A Câmara participa desse sistema como espaço de debate, deliberação e controle, contribuindo para o equilíbrio entre os Poderes e para a defesa do interesse público. Nesse período tive a oportunidade de ser eleito pelo voto livre dos recifenses. Foi um período muito importante. Duas pecas importantes teriam de ser elaboradas e que definiriam o ordenamento, o planejamento e o futuro urbanístico do Recife, onde foram criados instrumentos que dariam segurança para um desenvolvimento ordenado e socialmente justo.
O Recife elegeu uma bancada que deu conta desse importante trabalho. Foi uma Câmara muito representativa. Todos setores da sociedade estavam presentes. Políticos importantes voltaram as urnas para participar daquele momento, como o ex-governador Gustavo Krause e dois ex prefeitos, Liberato Costa Junior e Augusto Lucena. Muitos desses participantes prosseguiram na política ocupando importantes espaços no Município, no Estado e Pais. Penso que vale a pena recordar esses participantes: José Neves, presidente da Comissão da Lei Orgânica do Recife e Gustavo Krause, relator; Silvio Amorim, relator do Plano Diretor da Cidade do Recife; André de Paula; André Campos; Fred Oliveira; Augusto Costa; Rafael de Menezes; Augusto Lucena; Byron Sarinho; Carlos Eduardo Cadoca; Homero Lacerda; João Braga; João Paulo; Liberato Costa Junior; Geralda Farias; Miguel Batista; Rivaldo Allain Teixeira; Romario Dias; Waldemar Borges; Otavio Augusto; Aristófanes de Andrade; Paulo Rubens Santiago; Renildo Calheiros; Romildo Gomes; Vicente André Gomes; Newton Carneiro Filho; Eclésio Meneses; Claudio Borba; Sergio Magalhaes; Alpheu Cesse; Jose Carolino; Antônio Santana; Mauro Godoy; Murilo Mendonca e Waldomiro Ferreira da Silva

Patrimônio histórico e responsabilidade com o futuro

O prédio que abriga a Câmara integra o patrimônio arquitetônico do Recife e reúne referências da história da educação e da política pernambucanas. A história da Câmara Municipal do Recife acompanha a trajetória da capital pernambucana. Nascida no período colonial, atingida por conflitos, submetida a interrupções autoritárias e reconstruída em momentos de abertura política, a instituição participou das mudanças que transformaram o Recife. Uma cidade que conhece sua história compreende melhor o presente e se prepara com mais consciência para construir o futuro.


*Silvio Amorim é advogado, foi Vereador e Secretário de Educação do Recife. É membro do Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano - IAHGP.


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É Findi – Recordação - Por Poeta Pica-Pau*

23/10/2026

Composição do poeta Pica-pau, gravação Suno


Pra recordar o tempo do passado
Escavaquei no fundo de um borná
Encontrei nele uma baladeira
Que costumava com ela passarinhar
Encontrei a pena de um Tiziu
Umas sementes de mamona que serviu
De munição na hora de ir caçar

Encontrei em um baú empoeirado
A minha cartilha do ABC
Aí lembrei da primeira professora
Aquela que me ensinou a ler
Entre castigos e palmatória
O ensino mostrou o meu destino
Naquele tempo eu menino
Hoje adulto recordando minha história

Vi uma foto tirada lá na escola
E a bandeira do Brasil nela estampada
Essa era a primeira identidade
Era amor de verdade
Pela nossa pátria amada

Revi uma foto desbotada
Que o tempo com o tempo maltratou
Nela meus pais e meus irmãos
Resultado de um fotógrafo que pa...

Composição do poeta Pica-pau, gravação Suno


Pra recordar o tempo do passado
Escavaquei no fundo de um borná
Encontrei nele uma baladeira
Que costumava com ela passarinhar
Encontrei a pena de um Tiziu
Umas sementes de mamona que serviu
De munição na hora de ir caçar

Encontrei em um baú empoeirado
A minha cartilha do ABC
Aí lembrei da primeira professora
Aquela que me ensinou a ler
Entre castigos e palmatória
O ensino mostrou o meu destino
Naquele tempo eu menino
Hoje adulto recordando minha história

Vi uma foto tirada lá na escola
E a bandeira do Brasil nela estampada
Essa era a primeira identidade
Era amor de verdade
Pela nossa pátria amada

Revi uma foto desbotada
Que o tempo com o tempo maltratou
Nela meus pais e meus irmãos
Resultado de um fotógrafo que passou
Essa foto é a única herança
Que ganhei ainda quando criança
Presente que no presente ficou

Essa foto é a única herança
Que ganhei ainda quando criança
Presente que no presente ficou
Presente que no presente ficou


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE. @poeta.picapau


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É Findi – Estrelas: Milhões e Bilhões Delas - Croniqueta - Por Xico Bizerra*

23/10/2026

As estrelas, são milhões e bilhões, bilhões e milhões, as estrelas. Elas barroam umas nas outras até que se dão as mãos e dançam uma ciranda, alegres e felizes. E aí até a Lua entra na dança, bela e cintilante. Ainda cedo, aproveitando os últimos raios do sol, deixam-se refletir com sua luz e resplandecem junto às estrelinhas menores. Aí, é quando o céu se clareia de lua e a terra fica feliz com tanta beleza. Depois, finda a noite, as estrelinhas dormem, descansando para o recomeço do logo mais. É quando a estrela maior, dona do dia, mais uma vez surgirá no horizonte anunciando a manhã que se achega com todo o seu fulgor. É a dança dos astros, coreografia das estrelas num cenário de Deus. Logo mais meu chão será salpicado de milhões e bilhões de estrelas, bilhões e milhões delas. Serão benvindas.


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico


O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder.

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As estrelas, são milhões e bilhões, bilhões e milhões, as estrelas. Elas barroam umas nas outras até que se dão as mãos e dançam uma ciranda, alegres e felizes. E aí até a Lua entra na dança, bela e cintilante. Ainda cedo, aproveitando os últimos raios do sol, deixam-se refletir com sua luz e resplandecem junto às estrelinhas menores. Aí, é quando o céu se clareia de lua e a terra fica feliz com tanta beleza. Depois, finda a noite, as estrelinhas dormem, descansando para o recomeço do logo mais. É quando a estrela maior, dona do dia, mais uma vez surgirá no horizonte anunciando a manhã que se achega com todo o seu fulgor. É a dança dos astros, coreografia das estrelas num cenário de Deus. Logo mais meu chão será salpicado de milhões e bilhões de estrelas, bilhões e milhões delas. Serão benvindas.


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico


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É Findi - Que Ela Nunca Saiba - Crônica - Por Romero Falcão*

23/10/2026

“A cadela do fascismo está sempre no cio.” — Bertolt Brecht.


Frida, minha cadela, está no cio, mas, até agora, não deu sinais de latidos fascistas. Amém. Tem dado um trabalho danado. Solteira, sem namorido, se vira como pode. Pela brecha do portão, solta seus feromônios. A cachorrada faz ponto, agita-se na calçada. Frida tem sangue de pitbull e vira-lata, mas não dá para qualquer um, mesmo nesses dias de agonia.

O cio, porém, não abalou sua valentia nem a perseguição implacável a tudo que voa: mosca, pombo, passarinho, avião e pipa. É impressionante sua concentração para abocanhar uma mosca no ar. Fica imóvel, olhos no alto, acompanhando a trajetória do inseto. Aguarda a aproximação. A mosca pousa num móvel. Frida se prepara, arma-se feito onça. Avança num rastejar baixo. Para. A mosca levanta voo. Já era. A cadela vai buscá-la a um metro de altura.

Voltando à cachorrada, Frida tem seu preferido, uma paquera que batizei de Bra...

“A cadela do fascismo está sempre no cio.” — Bertolt Brecht.


Frida, minha cadela, está no cio, mas, até agora, não deu sinais de latidos fascistas. Amém. Tem dado um trabalho danado. Solteira, sem namorido, se vira como pode. Pela brecha do portão, solta seus feromônios. A cachorrada faz ponto, agita-se na calçada. Frida tem sangue de pitbull e vira-lata, mas não dá para qualquer um, mesmo nesses dias de agonia.

O cio, porém, não abalou sua valentia nem a perseguição implacável a tudo que voa: mosca, pombo, passarinho, avião e pipa. É impressionante sua concentração para abocanhar uma mosca no ar. Fica imóvel, olhos no alto, acompanhando a trajetória do inseto. Aguarda a aproximação. A mosca pousa num móvel. Frida se prepara, arma-se feito onça. Avança num rastejar baixo. Para. A mosca levanta voo. Já era. A cadela vai buscá-la a um metro de altura.

Voltando à cachorrada, Frida tem seu preferido, uma paquera que batizei de Branquinho. Cachorro de rua — perdão, cão de comunidade. Como é difícil papagaio velho aprender fala nova!

Já tentaram trancá-lo num apartamento, fazer dele um pet, mas Branquinho é arredio aos novos tempos. Não quer casa, motorista, roupa lavada. Só quer rua, liberdade.

Tem dias em que o encontro na frente da padaria, do supermercado. Outras vezes, caminha pela praia, solitário. Entra no mar, nada, sacode o pelo molhado. Gosta de tirar uma soneca debaixo de um carro. Perito na travessia por entre motos enlouquecidas. À noite, desaparece. Dizem que já o viram na porta de uma gafieira.

Frida está de castigo enquanto dura o cio. Passear, nem pensar. Não pode nem de longe namorar Branquinho. Ela se revolta, olha-me fundo, como se dissesse: "ou me solta para eu matar quem está me matando ou perco o juízo e levanto uma bandeira".

Que ela nunca saiba que tenho um Falcão no sobrenome.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda


NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores.


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É Findi - Dose Dupla de Josué Sena* para este Findi

23/10/2026

Goiana Sempre Doce


Goianense doçura de longa tradição,
Resultante da cultura da cana,
Que povoa nossa topografia plana,
E do açúcar de usinas que ora inativas são.

Lembro o pirulito e sorvete de rua em Goiana,
E o famoso caldo picado de Chuchu.
Lembro as usinas Maravilhas, Santa Tereza e a destilaria Ubu,
Esta a fabricar a água que a mágoa engana.

Açúcar, na comida, sucos, café e bebida,
Servida em meiota, quartinha e dose.
Cidade como se de mel toda fosse,

Sumo a atenuar amarguras da vida.
Mel do puxa-puxa e do algodão-doce.
Açúcar a elevar taxas de glicose.




Dois poetas e a morte


Pediu o poeta Mário Sá-Carneiro
Latas batendo quando da morte.
Pediu um burro para do ataúde o transporte,
E palhaços e acrobatas no percurso derradeiro.

En...

Goiana Sempre Doce


Goianense doçura de longa tradição,
Resultante da cultura da cana,
Que povoa nossa topografia plana,
E do açúcar de usinas que ora inativas são.

Lembro o pirulito e sorvete de rua em Goiana,
E o famoso caldo picado de Chuchu.
Lembro as usinas Maravilhas, Santa Tereza e a destilaria Ubu,
Esta a fabricar a água que a mágoa engana.

Açúcar, na comida, sucos, café e bebida,
Servida em meiota, quartinha e dose.
Cidade como se de mel toda fosse,

Sumo a atenuar amarguras da vida.
Mel do puxa-puxa e do algodão-doce.
Açúcar a elevar taxas de glicose.



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Dois poetas e a morte


Pediu o poeta Mário Sá-Carneiro
Latas batendo quando da morte.
Pediu um burro para do ataúde o transporte,
E palhaços e acrobatas no percurso derradeiro.

Encerrou a incrédula vida
Tendo a campa por noiva amada,
O casamento foi a ação suicida,
Entre solitárias paredes realizada.

Há dessemelhança e arranjos,
Nessa obstinação em falecer,
Com a visão de Augusto dos Anjos

Sobre a negra dama do anoitecer.
Mário abraçou Tânatos sem susto.
Dos Anjos, da pneumonia, pagou o lento custo.


*Josué Sena, poeta e desembargador do TJPE.


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Às Vésperas das Eleições 2026 - TSE atende a campanha de Lula e barra suspensão de canal 'Exército do Lula'

23/10/2026

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, atendeu hoje, sexta-feira, 23/10 a campanha do presidente Lula, PT, e barrou a suspensão do canal 'Exército do Lula', no WhatsApp. Mais cedo, a campanha de Lula havia entrado com um pedido ao TSE para tentar impedir uma nova suspensão do canal, pois havia temos, nos bastidores, de que Kassio Nunes Marques, presidentdo tribunal, voltasse a derrubar o grupo. O canal aberto e conduzido pelo deputado federal André Janones, Rede, alcançou hoje, sexta-feira, 23/10, 9 milhões de seguidores. Janones afirmou hoje, no canal 'Exército do Lula', que o TSE poderia suspender o 'Exército do Lula'.



Nunes Marques e Flávio

O mandado de segurança contestava decisões tomadas pela presidência da corte, sob o comando de Kassio Nunes Marques, que fixaram prazos de 24 horas para as plataformas digitais apresentarem pareceres técnicos sobre o funcionamento do veículo. A equipe petista acusou o senador Flávio Bo...

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, atendeu hoje, sexta-feira, 23/10 a campanha do presidente Lula, PT, e barrou a suspensão do canal 'Exército do Lula', no WhatsApp. Mais cedo, a campanha de Lula havia entrado com um pedido ao TSE para tentar impedir uma nova suspensão do canal, pois havia temos, nos bastidores, de que Kassio Nunes Marques, presidentdo tribunal, voltasse a derrubar o grupo. O canal aberto e conduzido pelo deputado federal André Janones, Rede, alcançou hoje, sexta-feira, 23/10, 9 milhões de seguidores. Janones afirmou hoje, no canal 'Exército do Lula', que o TSE poderia suspender o 'Exército do Lula'.


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Nunes Marques e Flávio

O mandado de segurança contestava decisões tomadas pela presidência da corte, sob o comando de Kassio Nunes Marques, que fixaram prazos de 24 horas para as plataformas digitais apresentarem pareceres técnicos sobre o funcionamento do veículo. A equipe petista acusou o senador Flávio Bolsonaro, PL, de promover litigância predatória ao abrir frentes judiciais repetitivas sobre o mesmo tema com o objetivo de forçar uma sanção às vésperas da votação. A interlocutores, no entanto, Kassio Nunes Marques vinha afirmando que se trata de uma narrativa de blindagem, acrescentando que todos estão submetidos à lei. Ao mesmo tempo, o magistrado pontua ainda não ter recebido informações da Meta a respeito do tema.

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