
Adeus, Veríssimo!
30/08/2025 -
Foram-se o refino, tão fina ironia
Singelas crônicas, contos, poesia.
Afinal tudo se defenestra um dia
Eis a Indesejada das gentes, à revelia
E agora, heterodoxo Analista de Bagé?
E agora, ácida Velhinha de Taubaté?
Detetive Ed Mort, As Cobras...e agora?
Família Brasil, Dora Avante... e agora?
Sempre leve, também profundo
Afirmastes não ser mau o mundo
Deveras seus frequentadores sim, imundos
Desvelastes como ninguém as mazelas
Agora nos deixas, adeus quimeras
Vais tocar em outras bandas teu jazz!
Eduardo Albuquerque.
Muro Alto, 30/08/2025.