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O Brasil na ONU: "não podemos aceitar que fins justifiquem os meios"

05/01/2026

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No Conselho de Segurança da ONU, hoje, 05/01, o Brasil voltou a criticar, em discurso a intervenção dos EUA na Venezuela, iniciada dia 03/01, com o bombardeio americano em território venezuelano que culminou na captura de Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores. O embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, disse durante reunião de urgência, que "não podemos aceitar que os fins justifiquem os meios", ao comentar os ataques contra a Venezuela. Danese reforçou a ilegalidade dos ataques e da ocupação militar dos EUA na Venezuela. Entretanto, evitou citar Maduro ou Trump nominalmente. “O Brasil categoricamente rejeita a intervenção armada no território da Venezuela, violando em flagrante o tratado das Nações Unidas e a lei internacional. Os bombardeios no território venezuelano e a captura de seu presidente cruzam uma linha inaceitável. Esses atos constituem uma afronta muito séria à soberania da Venezuela e cria um precedente extremamente perigoso para a comunidade internacional”, d...

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No Conselho de Segurança da ONU, hoje, 05/01, o Brasil voltou a criticar, em discurso a intervenção dos EUA na Venezuela, iniciada dia 03/01, com o bombardeio americano em território venezuelano que culminou na captura de Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores. O embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, disse durante reunião de urgência, que "não podemos aceitar que os fins justifiquem os meios", ao comentar os ataques contra a Venezuela. Danese reforçou a ilegalidade dos ataques e da ocupação militar dos EUA na Venezuela. Entretanto, evitou citar Maduro ou Trump nominalmente. “O Brasil categoricamente rejeita a intervenção armada no território da Venezuela, violando em flagrante o tratado das Nações Unidas e a lei internacional. Os bombardeios no território venezuelano e a captura de seu presidente cruzam uma linha inaceitável. Esses atos constituem uma afronta muito séria à soberania da Venezuela e cria um precedente extremamente perigoso para a comunidade internacional”, discursou.

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Normas que regem a convivência e Genocídio em Gaza

De acordo com Danese, “o Brasil sustentou em reiteradas oportunidades que as normas que regem a convivência entre os estados são obrigatórias e universais”. “As normas não admitem exceções baseadas em interesses e projetos ideológicos, geopolíticos e econômicos, ou de qualquer outro tipo, nem admitem que a exploração de recursos naturais ou econômicos justifiquem o uso da força ou a mudança ilegal de governante”, acrescentou. Danese citou o genocídio em Gaza como uma exemplo da escalada da violência vivida em todo o mundo. Segundo o diplomata, há 117 milhões de pessoas em situação de catástrofe humanitária no mundo, e 61 conflitos armados ativos, um recorde desde a Segunda Guerra Mundial. Os gastos militares globais se aproximam de US$ 2,7 bilhões. “A aceitação de atos dessa natureza iriam, inexoravelmente, levar a cenários de violência, desordem e erosão do multilateralismo, para detrimento das leis e instituições internacionais. Os efeitos do enfraquecimento da governança internacional e mecanismos de cooperação já são evidentes”, afirmou.

Danese cobrou

Ao cobrar atitudes da ONU, Danese afirmou que cabe ao conselho a "responsabilidade" de reagir com "determinação, clareza e obediência à determinação internacional". "O Brasil acredita na estrutura do direito internacional", reiterou.

Leia outras informações

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Lula vetou o PL da Dosimetria. Saiba os próximos passos

08/01/2026

Cabe agora ao Congresso Nacional decidir se mantém ou derruba o veto do presidente. Para derrubar o veto, é preciso o voto de 257 deputados e 41 senadores, em sessão conjunta. Se isso ocorrer, a proposta entra em vigor. De acordo com a Constituição de 1988, no âmbito federal, o presidente tem a prerrogativa de vetar, no todo ou em parte, um projeto de lei aprovado pelo Congresso, caso o considere inconstitucional ou, segundo sua avaliação, contrário ao interesse público. Neste caso, Lula vetou o texto de forma integral. O veto deve ser publicado no DOU e a Presidência da República precisa encaminhar uma mensagem ao Congresso Nacional, em até 48 horas, especificando suas razões e argumentos. Os deputados e senadores têm 30 dias para deliberar sobre a pauta. Ela deverá ser colocado na ordem do dia e, para rejeição é necessária a maioria absoluta dos votos de Deputados e Senadores. Se for registrada uma quantidade inferior de votos em uma das Casas, o veto é mantido.

Cas...

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Cabe agora ao Congresso Nacional decidir se mantém ou derruba o veto do presidente. Para derrubar o veto, é preciso o voto de 257 deputados e 41 senadores, em sessão conjunta. Se isso ocorrer, a proposta entra em vigor. De acordo com a Constituição de 1988, no âmbito federal, o presidente tem a prerrogativa de vetar, no todo ou em parte, um projeto de lei aprovado pelo Congresso, caso o considere inconstitucional ou, segundo sua avaliação, contrário ao interesse público. Neste caso, Lula vetou o texto de forma integral. O veto deve ser publicado no DOU e a Presidência da República precisa encaminhar uma mensagem ao Congresso Nacional, em até 48 horas, especificando suas razões e argumentos. Os deputados e senadores têm 30 dias para deliberar sobre a pauta. Ela deverá ser colocado na ordem do dia e, para rejeição é necessária a maioria absoluta dos votos de Deputados e Senadores. Se for registrada uma quantidade inferior de votos em uma das Casas, o veto é mantido.

Caso da PL da Dosimetria

No caso específico do PL da Dosimetria, que tem origem na Câmara dos Deputados, a votação se inicia na Câmara mesmo e depois vai para o Senado Federal. Se o veto for derrubado pelo Congresso, o texto volta para a Presidência da República, que tem o dever de promulgá-lo.



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Votação ainda em janeiro?

Os políticos, sob iniciativa da deputada Carol De Toni (PL), já apresentaram, inclusive, um requerimento para pedir a realização ainda em janeiro de uma sessão do Congresso Nacional para derrubar a decisão presidencial. O líder de oposição no Senado, Rogério Marinho (PL), disse que trabalhará para derrubar o veto. Na mesma linha publicou o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante. No lado contrário, o líder do PT na Câmara, Lindberh Farias, anunciou uma mobilização contra a derrubada do veto.




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Bomba, talvez atômica - EUA planejam reocupar Fernando de Noronha, Natal e o Recife onde manteve bases na II Guerra

08/01/2026

O governo Trump nunca tem argumentos legítimos para ações imperialistas. Então, inventa. Agora, com base em “direito histórico”, os
Estados Unidos agora miram territórios no Brasil como forma de expansão dos seus domínios militares na América do Sul.

A notícia

Vem do site especializado DefesaNet. Diplomatas ligados ao Partido Republicano nos Estados Unidos estariam articulando, em estágio ainda informal, informal, o acesso ao Aeroporto de Fernando de Noronha e à Base Aérea de Natal. O Recife nao esta fora das especulacões.



Segundo a publicação

O argumento usado pelos norte-americanos é o de um “direito histórico de retorno operacional”, sustentado por investimentos feitos durante a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria. A lógica já teria sido aplicada pelo governo Donald Trump em debates sobre o Canal do Panamá.



Natal e Fernando de Noronha

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O governo Trump nunca tem argumentos legítimos para ações imperialistas. Então, inventa. Agora, com base em “direito histórico”, os
Estados Unidos agora miram territórios no Brasil como forma de expansão dos seus domínios militares na América do Sul.

A notícia

Vem do site especializado DefesaNet. Diplomatas ligados ao Partido Republicano nos Estados Unidos estariam articulando, em estágio ainda informal, informal, o acesso ao Aeroporto de Fernando de Noronha e à Base Aérea de Natal. O Recife nao esta fora das especulacões.



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Segundo a publicação

O argumento usado pelos norte-americanos é o de um “direito histórico de retorno operacional”, sustentado por investimentos feitos durante a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria. A lógica já teria sido aplicada pelo governo Donald Trump em debates sobre o Canal do Panamá.



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Natal e Fernando de Noronha

Duas estruturas são consideradas estratégicas: Fernando de Noronha pela posição privilegiada no Atlântico Sul, e Natal como ponto logístico para operações transatlânticas. Especialistas citados pelo site apontam que ambas teriam valor para ações de vigilância, inteligência e apoio aéreo. O Recife, como aconteceu na II Guerra, oferece equipamentos militares e de infra estrutura especiais, além do apoio de uma malha de equipamentos urbanísticos e comerciais invejáveis.



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Reuniões

O DefesaNet afirma ainda que a proposta teria sido mencionada em reuniões reservadas com interlocutores brasileiros. O Itamaraty não comentou o assunto.

A Constituição brasileira

Proíbe a cessão de instalações militares a forças estrangeiras sem autorização prévia do Congresso Nacional.



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Mano comemora: cesta básica mais barata em Jaboatão

08/01/2026

O preço da cesta básica em Jaboatão dos Guararapes apresentou queda significativa no mês de janeiro de 2026. De acordo com levantamento divulgado pelo PROCON Municipal hoje, quinta-feira, 08/01, o custo médio dos itens essenciais teve redução de 51,78% em comparação com o mês anterior, passando a custar, em média, R$ 259,65.



Produtos que contribuíram para a redução

Entre os produtos que mais contribuíram para a redução estão itens de limpeza e alimentos básicos. A lã de aço registrou queda de 69,81%, seguida pelo sabão em pó (-68,84%), cará (-68,81%), banana (-68,11%) e tomate (-67,48%), em relação aos preços praticados no mês anterior.

Destacou o PROCON

Segundo o PROCON Jaboatão, a iniciativa tem como objetivo oferecer uma visão ampla da variação de preços no município, incentivando a pesquisa antes da compra e o consumo consciente. “Acompanhar a evolução dos preços ajuda as famílias a planejar o...

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O preço da cesta básica em Jaboatão dos Guararapes apresentou queda significativa no mês de janeiro de 2026. De acordo com levantamento divulgado pelo PROCON Municipal hoje, quinta-feira, 08/01, o custo médio dos itens essenciais teve redução de 51,78% em comparação com o mês anterior, passando a custar, em média, R$ 259,65.



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Produtos que contribuíram para a redução

Entre os produtos que mais contribuíram para a redução estão itens de limpeza e alimentos básicos. A lã de aço registrou queda de 69,81%, seguida pelo sabão em pó (-68,84%), cará (-68,81%), banana (-68,11%) e tomate (-67,48%), em relação aos preços praticados no mês anterior.

Destacou o PROCON

Segundo o PROCON Jaboatão, a iniciativa tem como objetivo oferecer uma visão ampla da variação de preços no município, incentivando a pesquisa antes da compra e o consumo consciente. “Acompanhar a evolução dos preços ajuda as famílias a planejar o orçamento e fortalece a transparência no mercado local”, destacou o órgão.

Lista completa com a Prefeitura e PROCON

A lista completa com os valores pesquisados está disponível no site, nas redes sociais e nos canais oficiais de divulgação da Prefeitura e do PROCON. A população também é orientada a denunciar eventuais abusos de preços e a buscar informações sobre seus direitos como consumidores. O PROCON Jaboatão permanece à disposição para esclarecimentos e atendimento à população.



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A Pesquisa

A pesquisa foi realizada nos dias 5, 6 e 07/01, em 13 estabelecimentos comerciais distribuídos em diferentes regiões do município, incluindo supermercados e atacarejos como Compras Mix Atacarejo (Centro), Pernambucano (Centro), Novo Atacarejo (Guararapes), Mix Mateus (Guararapes), Atacarejo Du Povo (Curado IV), Leve Mais (Barra de Jangada), Atacadão (Prazeres), Cavaleiro Express (Cavaleiro), Mercado Extra (Candeias), Arco Mix, Rende Mais, SuperNordeste e Assaí, todos localizados em Piedade.




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Defesa de Bolsonaro pede autorização de Moraes para reduzir a pena lendo livros

08/01/2026

A defesa Jair Bolsonaro pediu autorização ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, para que ele participe do programa de remição de pena pela leitura. Na prática, o programa permite o abatimento de 4 dias da pena para cada obra lida e avaliada, conforme regras do sistema prisional. O pedido ainda será analisado pelo ministro. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe. Em dezembro, Moraes autorizou o general Paulo Sérgio Nogueira, apontado como integrante do chamado "núcleo crucial" da trama golpista, a trabalhar, ler livros e fazer cursos para reduzir a pena de 19 anos de prisão.



Lista de livros que podem ser lidos e resenhados para a redução da pena

'Ainda estou aqui', livro biográfico de Marcelo Rubens Paiva: o escritor revira as próprias memórias e narra momentos marcantes na vida de suas irmãs, mãe e seu pai, o Rubens Paiva, ex-deputado federal assassinado durante a ditadura militar; 'Democracia...

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A defesa Jair Bolsonaro pediu autorização ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, para que ele participe do programa de remição de pena pela leitura. Na prática, o programa permite o abatimento de 4 dias da pena para cada obra lida e avaliada, conforme regras do sistema prisional. O pedido ainda será analisado pelo ministro. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe. Em dezembro, Moraes autorizou o general Paulo Sérgio Nogueira, apontado como integrante do chamado "núcleo crucial" da trama golpista, a trabalhar, ler livros e fazer cursos para reduzir a pena de 19 anos de prisão.



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Lista de livros que podem ser lidos e resenhados para a redução da pena

'Ainda estou aqui', livro biográfico de Marcelo Rubens Paiva: o escritor revira as próprias memórias e narra momentos marcantes na vida de suas irmãs, mãe e seu pai, o Rubens Paiva, ex-deputado federal assassinado durante a ditadura militar; 'Democracia', de Philip Bunting: apresenta o conceito de democracia, sua história e responde questões sobre cidadania, política, acesso à informação, uso da internet e das mídias sociais. Recomendado para leitores a partir de 9 anos; 'Crime e castigo', de Fiódor Dostoiévski: conta a história de um estudante que, impulsionado pela teoria de que "pessoas extraordinárias" têm o direito de cometer crimes, mata uma agiota e é atormentado pela culpa, paranoia e insônia.

Remição de pena pela leitura

A previsão de usar o trabalho e os estudos para reduzir a pena foi incluída na Lei de Execuções Penais em 2011 e vale para todos os presos em regime fechado ou semiaberto do país, mas exige autorização da Justiça para cada detento. A lei autoriza: reduzir 1 dia de pena a cada 12 horas de frequência escolar (ensino fundamental, médio, profissionalizante ou superior); reduzir 1 dia de pena a cada 3 dias de trabalho. Além de cortar o tempo total de punição, as atividades agilizam a progressão para o regime semiaberto e a concessão de liberdade condicional. A remição de pena pela leitura é definida em uma resolução do Conselho Nacional de Justiça de 2021. O preso pode ler e resenhar até 12 obras por ano, cada 1 abate 4 dias da pena.




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Ricardo Lewandowski entrega carta de demissão e deixa Ministério da Justiça

08/01/2026

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, entregou ao presidente Lula hoje, 08/01, a carta de saída do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ele havia assumido o cargo em fevereiro do ano passado, após se aposentar do Supremo Tribunal Federal, STF. Lewandowski deve deixar a pasta ainda hoje. A saída ocorre em um momento de protagonismo do tema da segurança pública no Brasil e na América Latina, em meio ao avanço de organizações criminosas, a episódios de violência associados a disputas entre facções.

Órgãos vinculados e substituto

Estão vinculados ao Ministério da Justiça a Polícia Federal, PF; a Polícia Rodoviária Federal, PRF; e a Força Nacional, acionada para atuar nos estados em situações de crise e reforço da segurança pública. O substituto de Lewandowski ainda não foi anunciado pelo governo. Secretário-executivo do Ministério da Justiça, Manoel Almeida, deve ficar como ministro interino.



PEC...

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O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, entregou ao presidente Lula hoje, 08/01, a carta de saída do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ele havia assumido o cargo em fevereiro do ano passado, após se aposentar do Supremo Tribunal Federal, STF. Lewandowski deve deixar a pasta ainda hoje. A saída ocorre em um momento de protagonismo do tema da segurança pública no Brasil e na América Latina, em meio ao avanço de organizações criminosas, a episódios de violência associados a disputas entre facções.

Órgãos vinculados e substituto

Estão vinculados ao Ministério da Justiça a Polícia Federal, PF; a Polícia Rodoviária Federal, PRF; e a Força Nacional, acionada para atuar nos estados em situações de crise e reforço da segurança pública. O substituto de Lewandowski ainda não foi anunciado pelo governo. Secretário-executivo do Ministério da Justiça, Manoel Almeida, deve ficar como ministro interino.



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PEC da Segurança Pública e motivo da saída

Lewandowski deixa o Ministério da Justiça sem conseguir aprovar a PEC da Segurança Pública no Congresso. Essa é a principal proposta do governo Lula na área e prevê maior participação da União em ações de combate ao crime organizado. Entre os motivos que levaram Lewandowski a antecipar a sua saída do cargo, está a retomada das articulações no governo Lula para dividir a pasta que Lewandowski chefia em 2 ministérios: um da Justiça e outro da Segurança Pública. (Com O Globo)




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"A trajetória de um fracasso ou a tragédia de uma morte anunciada" - 2a. Parte - Por Jarbas Beltrão*

08/01/2026

'A queda do socialismo no leste europeu'

A queda do Muro de Berlim, foi um ponto de virada do socialismo do Leste europeu. A partir de então caíram as ditaduras socialistas européias formadas após a 2a.GM.

A dissolução da União Soviética em 1991 selou o fim do "sonho" socialista nascido em 1917, no solo do continente europeu.

Como já dito, as ditaduras caíram, embora, muitos comunistas arrumaram uma "boquinha" na nova Ordem pós-socialismo. Mas em outras situações o comunismo/socialismo foi rejeitado, e até proibido com todos seus símbolos.

'Cuba e sobrevivência'

Cuba na América Latina, China na Ásia foram preservadas. Cuba permaneceu com os princípios de sua revolução de 1959. China deu um chega prá lá na economia estatizante centralizadora, optou pela economia de mercado, mas sem seguir as regras clássicas, seu mercado não era o doméstico e sim exportações; permaneceu o poder político sob control...

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'A queda do socialismo no leste europeu'

A queda do Muro de Berlim, foi um ponto de virada do socialismo do Leste europeu. A partir de então caíram as ditaduras socialistas européias formadas após a 2a.GM.

A dissolução da União Soviética em 1991 selou o fim do "sonho" socialista nascido em 1917, no solo do continente europeu.

Como já dito, as ditaduras caíram, embora, muitos comunistas arrumaram uma "boquinha" na nova Ordem pós-socialismo. Mas em outras situações o comunismo/socialismo foi rejeitado, e até proibido com todos seus símbolos.

'Cuba e sobrevivência'

Cuba na América Latina, China na Ásia foram preservadas. Cuba permaneceu com os princípios de sua revolução de 1959. China deu um chega prá lá na economia estatizante centralizadora, optou pela economia de mercado, mas sem seguir as regras clássicas, seu mercado não era o doméstico e sim exportações; permaneceu o poder político sob controle do PCChinês, agora com mais partidos, porém satélites controlados pela burocracia tecnocrática do Partido controlador, apresentou avanços de modernizações na economia, transformando-se na segunda maior economia do mundo.

A ditadura cubana, perdera as fontes de recursos para sua manutenção, com a quebra do "Planeta socialista" europeu.

Sem muitas opções, se comparada à China, Cuba não conseguiu virar seu jogo econômico. Permaneceu no seu modelo econômico paralisante, terceirizando seu atraso, culpando o "bloqueio imperialista", retórica cansada.

A economia pré-revolucionária cubana tinha com bons índices de crescimento, mas foi desmontada pelas nacionalizações e estatizações dos socialistas. Horizonte curto pela frente.

Teve promessas de uma "Cuba melhor" com "justiça social", não aconteceu.

'Sonho global socialista'

Uma esquerda mundial mantém o sonho de sua "engenharia social" ( socialismo ). Continua a defrontar-se com a economia natural, o modo de produção que resultou no que Marx, chamou de "capitalismo". O nome de batismo pegou.

Os fiéis ao credo socialista continuaram a revelar as falhas do "capitalismo" e apontam para o que entendem como a "solução perfeita" - o socialismo - aquela engenharia social do mundo futuro e de felicidades, sem "exploração do homem pelo homem". Só que agora a engenharia social não pode contar mais com o proletariado como vanguarda, a "classe revolucionaria" foi assimilada pelo "capitalismo".

Quanto a China, não faz mais distinção entre os dois sistemas, tá tudo junto e misturado. Burocracia tecnocrática comunista, de mãos dadas com o capitalismo de grupos de interesses ( monopólios ).

'Cuba socialista'

O caminho que restava para Cuba de Fidel, com a quebra do socialismo, era insistir no seu modelo estatizante e procurar novas fontes de receita, já que socialismo não produz riquezas.

'O Foro de São Paulo'.

Como a esquerda procurou reinventar-se. A solução veio com a uma receita global ortodoxa, em especial a latino-americana, revelada em Encontro no Brasil - "Foro de São Paulo" em 1992 - à época o Encontro esteve sob comando do Ditador cubano Fidel Castro, ícone da Revolução Internacionalista dos anos 1960/70, se apagando nos anos 1980, afinal a "justiça social" prometida prá Cuba, não chegara.

A esquerda continental latino-americana reunida num "Assembleiona" - Foro de São Paulo - declarou o resgate dos postulados socialistas. O socialismo / comunismo não morrera com a tragédia européia, tudo estava vivo, e bem vivo e a América Latina seria o território de uma sonhada URSAL - União das Repúblicas Socialistas da América Latina - e o Foro de Sao Paulo tornara-se o Gabinete de fomento da Revolução social, a Engenharia social socialista.

A nova Decolagem seria feita a partir da América Latina.

O "Gabinete" juntou tudo aquilo que é entendido como "revolucionário" ou que ajuda na Revolução Social , seguia-se a regra de Saul Alinsky, revolucionário norte americano: "a questão, não é a questão, a questão é a revolução" segundo seu livro " Regras para radicais".

Todos juntos agora, grupos guerrilheiros terroristas - Farc, ELN, Partidos de esquerda, Grupos do Narcoterrorismo (Cartéis de drogas mexicanos, colombianos e venezuelanos), grupos wokistas (LGBTQ +, feministas, "antifascistas", "antiracistas" e outras tribos fantasiosas e frustadas com a vida e suas "injustiças"); todas já estavam misturadas bem antes, agora estavam mais próximas. Faziam parte do jogo geopolítico de dominação, e construção de uma Nova Ordem Mundial e aí misturava-se: China, Federação Russa e Iran, estes tiravam e tiram proveitos ... bons proveitos.

Afinal, "tudo por uma causa justa" - e bota justiça nisso.

'Venezuela'

No início do Século XXI, na rica e próspera Venezuela ganha o poder por via eleitoral o comandante Hugo Chavez, no momento em que a maior riqueza venezuelana, ganha preços e demandas espetaculares.

Chavez surfou na onda, de valorização do petróleo, muita grana, aí fez muita distribuição através de Planos de assistencialismo social e poucos investimentos produtivos.



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O Poder bolivariano conseguirá se manter com essa equação: muita grana (x) aplicação em fundos sociais (x) quase nada para o setor produtivo, combinados com a aceitação do eleitorado das classes médias e povão.

A PDVSA, Companhia Petrolifera Venezuelana, acumulando e mandando grana para os aliados socialistas latino-americanos. Grana engordada mais ainda pela receitas dos cartéis de drogas (Los Soles, Trem de Arágua etc).

Como nem tudo é céu de brigadeiro, veio a queda de preços e da demanda, a Venezuela entra num declínio que é herdado pelo líder bolivariano, ex- motorista de ônibus, Nicolas Maduro.

A cocaína e fentanil, antes complementaridade de orçamento, aos poucos foi substituindo a falta da receita formal - às vezes não tão formal - e vai segurando o orçamento do Estado, e o doméstico dos militares. Afinal , só de generais são quase 1.800, mais que Estados Unidos, no Brasil eles são, aproximadamente 150. E vida de luxo dos chefões, muito luxo e luxúria.

'Estado bolivariano'

Descrevemos o cenário de progresso do Estado venezuelano, Bolivariano (?), socialista do século XXI e praticamente aberto ao Eixo Autoritário (Rússia, China e Iran) onde cidadão é força de trabalho e obediência e manutenção das elites do Estado.

O países do eixo autoritário surfaram nas ondas e ofereceram as condições necessárias para preservação da Cuba Socialista, em parte claro. Venezuela o mais destacado parceiro.

O Estado bolivariano passou a ter como seus agentes de segurança e de informações, Pessoal (funcionários) cubano. China, Rússia e Iran eram os parceiros da nova ordem política de Caracas, isto nos campos político, militar, econômico.

Grupos terroristas Hezbolah e Hamas atuando, se organizaram, em células neste corpo da Ordem Bolivariana.

'A agenda do Estado bolivariano'

A agenda do Estado bolivariano revelada por Carvajal é inundar o Ocidente, em especial Estados Unidos, com drogas: cocaína, fentanil, para desestabilizar Estados Unidos e a contaminada Ordem Ocidental.

A agenda pode ser confirmada na Carta Denúncia do ex-homem de segurança de Chavez e Maduro, o já citado Coronel Hugo Carvajal , atualmente preso em Nova Iorque. O ex-agente bolivariano será julgado no dia 29 de janeiro de 2026.

'Prisão de Maduro'

Agora com a prisão de Maduro (1a. fase da desmontagem da rede anti-!Ocidental) pode ocorrer mudanças e mais revelações juntadas as de Hugo Carvajal.

A prisão de Maduro, não foi acompanhada do desmonte do bolivarianismo. Afinal, não se quiz derrubar o regime ( nesta 1a. Fase ) o que se tinha como projeto era a prisão um narcotraficante internacional.

A máquina chavista tá lá, capengando mais tá de pé, com comando da vice Delcy Rodrigues, Diosdado Cabello e Padrino Lopes. A máquina repressora continua operando, muitas prisões e continua a manutenção de prisioneiros da época de Maduro e Chaves.

Maduro com intenção de reduzir sua condenação deverá "cantar" mais denúncias. A prisão do Ditador e sua companheira Cilia foi fundamental para descortinar mais ainda a rede de cartéis e a Conspiração contra Ordem Ocidental. Ordem que alimenta o eixo autoritário, mas quer destruí-la.

Cuba, a miserável Cuba, perderá sua última oportunidade de manutenção. As causas de seu atraso sempre afirmada pela esquerda como resultado do "bloqueio econômico" americano e ocidental, parece não cessar.



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'Economistas liberais e Cuba'

Como diria a Escola Austríaca, com Hayeck, "a causa do atraso cubano, como dos países que optaram pelo socialismo marxista, é o socialismo, estatizante e centralizador".

O mesmo economista, Prêmio Nobel de Economia, convidado por Gobachev, para diagnosticar a economia Soviética, mesmo com a Perestróika, concluiu: "O problema econômico desse país (União Soviética) é o socialismo".

'O fracasso venezuelana é novamente o modelo socialista'

Não se pode entender a questão venezuelana, apenas com a derrubada do Ditador Maduro, dentro da ótica superada do "colonialismo (versus) "imperialismo", como uma certa ortodoxia teórica só consegue enxergar .

O olhar deve ser dirigido para uma Ordem baseada a partir da visão da liberdade econômica e política, e principalmente, dentro de um mundo de novas tecnologias. Sem esquecer o fracasso dos planos de "engenharia sócio-econômica", máquina planifica que retira a liberdade política e economica com seus momentos de espontaneidade inerente a ação humana.

"O problema é o socialismo, carajo" - adaptado da declaração de Javier Millei.

Fica Dito

*Jarbas Beltrão é Historiador, professor de História da UPE. Mestre em Educação pela UFPB, MBA em Política, Estratégia, Defesa e Segurança pela Adesg (Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra) e Faculdade Metropolitana de São Carlos/SP.



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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




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Lula veta PL da Dosimetria de forma integral e veto segue para análise do Congresso

08/01/2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou hoje, quinta-feira (08/01) o texto do PL (projeto de lei) da Dosimetria, que promovia a redução de penas dos condenados por participarem dos atos do 8 de Janeiro.

A proposta

Aprovado pelo Congresso em dezembro do ano passado, a proposta também beneficiava aqueles que participaram da elaboração de um plano de golpe para tirar Lula do poder e manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Presidência.

Três anos

De forma simbólica o veto foi assinado durante o evento marcou os três anos do 8 de Janeiro, quando manifestantes invadiram e depredaram os prédios dos Três Poderes pedindo por uma intervenção federal.

Objetivo

O evento, que tem como objetivo “reforçar os valores da democracia”, se dá em um momento em que políticos de direita do país defendem a redução de penas.

Condenados

Com mais de...

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou hoje, quinta-feira (08/01) o texto do PL (projeto de lei) da Dosimetria, que promovia a redução de penas dos condenados por participarem dos atos do 8 de Janeiro.

A proposta

Aprovado pelo Congresso em dezembro do ano passado, a proposta também beneficiava aqueles que participaram da elaboração de um plano de golpe para tirar Lula do poder e manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Presidência.

Três anos

De forma simbólica o veto foi assinado durante o evento marcou os três anos do 8 de Janeiro, quando manifestantes invadiram e depredaram os prédios dos Três Poderes pedindo por uma intervenção federal.

Objetivo

O evento, que tem como objetivo “reforçar os valores da democracia”, se dá em um momento em que políticos de direita do país defendem a redução de penas.

Condenados

Com mais de 800 condenações pelo STF (Supremo Tribunal Federal), os julgamentos relacionados ao plano de golpe de Estado também resultaram na prisão de Bolsonaro, considerado o maior nome da direita brasileira, e de generais das Forças Armadas.




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Por uma bússola moral para o País, por Ives Gandra*

08/01/2026

Uma especialidade do terceiro mandato do governo Lula é gerar déficits, o que faz permanentemente. O governo anterior gerava superávits, tanto que suas contas públicas eram equilibradas. Já este governo, apesar dos empréstimos e do aumento de tributação, tem gerado déficits. O déficit do mês de novembro, por exemplo, foi muito mais grave porque o mercado esperava um saldo negativo de 13 bilhões de reais, mas ele foi de 20 bilhões.

Gastos

Ainda assim, o governo continua expandindo os gastos. Os Correios, por exemplo, que chegaram a dar lucro durante o governo Bolsonaro, têm apresentado enormes prejuízos: pediram 12 bilhões de reais, estão solicitando mais 8 bilhões e é possível que necessitem, ainda, de mais aportes. Esse cenário gera intranquilidade no mercado financeiro.

Benefícios

É interessante notar que também aumentam, com grande frequência, os benefícios destinados aos mais diversos setores. Um exemplo é o...

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Uma especialidade do terceiro mandato do governo Lula é gerar déficits, o que faz permanentemente. O governo anterior gerava superávits, tanto que suas contas públicas eram equilibradas. Já este governo, apesar dos empréstimos e do aumento de tributação, tem gerado déficits. O déficit do mês de novembro, por exemplo, foi muito mais grave porque o mercado esperava um saldo negativo de 13 bilhões de reais, mas ele foi de 20 bilhões.

Gastos

Ainda assim, o governo continua expandindo os gastos. Os Correios, por exemplo, que chegaram a dar lucro durante o governo Bolsonaro, têm apresentado enormes prejuízos: pediram 12 bilhões de reais, estão solicitando mais 8 bilhões e é possível que necessitem, ainda, de mais aportes. Esse cenário gera intranquilidade no mercado financeiro.

Benefícios

É interessante notar que também aumentam, com grande frequência, os benefícios destinados aos mais diversos setores. Um exemplo é o Poder Judiciário brasileiro, que é o mais caro do mundo. Enquanto a média mundial de gastos com o Judiciário é da ordem de 0,28% do PIB, levantamentos recentes mostram que o sistema brasileiro custa 1,55% do PIB, ou seja, cinco vezes mais do que a média global.

Gastar dinheiro

É possível perceber, portanto, que continuamos a gastar dinheiro que não temos. Por isso, na minha tese de doutoramento, defendida em 1982 — a primeira da Universidade Mackenzie —, afirmei que o tributo é uma norma de rejeição social. Pagamos ao Estado para que este realize serviços públicos em prol do próprio Estado: em primeiro lugar, para beneficiar os detentores do poder; em segundo lugar, para cobrir a corrupção, que é, muitas vezes, o destino do dinheiro que somos compelidos a pagar.

INSS

Outro exemplo emblemático é o INSS, em que, na prática, nós, contribuintes, entregamos nossos recursos ao governo, mas grupos específicos se aproveitam do sistema previdenciário. Agora, em vez de se reaver o montante daqueles que se locupletaram, penaliza-se novamente os contribuintes para se ressarcir os lesados. É por essa razão que o tributo se manifesta como uma norma de rejeição social: o cidadão é duplamente onerado para cobrir a ineficiência ou o dolo na gestão pública.

Pagar tributos

Todos somos compelidos a pagar tributos em patamares muito superiores ao que o Estado necessitaria para a prestação de serviços públicos essenciais. Esse excedente sustenta benesses e privilégios dos detentores do poder, além de alimentar o ralo da corrupção. Afinal, a realidade dos fatos desmente qualquer narrativa de integridade, especialmente quando confrontada com o volume de recursos desviados em esquemas como o Petrolão, o Mensalão e os revelados pela Operação Lava Jato.


Provas

Embora determinadas provas tenham sido anuladas por tecnicismos ou questões estritamente processuais, a materialidade dos fatos permanece incontestável: os registros e as evidências continuam a existir. Esse ciclo de impunidade e privilégio se renova em episódios recentes, como os que envolvem o INSS. Observamos, mais uma vez, a ascensão daqueles que orbitam as esferas do poder, beneficiando-se de contratos milionários firmados sob o manto da influência e da proximidade com o Estado.

Na minha tese de doutoramento, sustentei a premissa de que o tributo configura, em essência, uma norma de rejeição social. Esta tese não nega a imprescindibilidade do imposto para a manutenção da sociedade: o tributo é necessário e fundamental.

Rejeição

Contudo, a rejeição nasce da percepção de que o cidadão é compelido a pagar muito além do que seria justo, apenas para alimentar uma máquina pública perdulária e ineficiente. Pagamos para ter um Estado prestador de serviços, pois essa é a contrapartida ética e jurídica do sistema tributário, mas o que recebemos é o fardo de sustentar uma estrutura que consome recursos sem devolver o devido amparo à cidadania.

Tese

A tese, originalmente apresentada em 1982, continua atual, lembrando-se a obra organizada por Marcelo Magalhães Peixoto, que reuniu cinquenta professores em homenagem aos meus 90 anos — incluindo dois ministros do Supremo Tribunal Federal — para debatê-lo. O ponto central dessas discussões é a premissa de que o tributo deve ser compreendido como uma “norma de rejeição social” e de imposição tributária, um conceito que continua a desafiar e a pautar a doutrina jurídica nacional.

Diferente do que pregava no século XIX, a questão não é meramente afirmar que o tributo é sempre devido por uma obrigação. É evidente que o tributo é devido; todavia, sua importância reside no fato de ser um instrumento necessário e fundamental para que o Estado possa prover serviços à sociedade.

Carga tributária

Contudo, o que enfrentamos hoje é uma carga tributária desmedida. Existe uma parcela da arrecadação destinada, de fato, ao custeio dos serviços públicos essenciais; entretanto, há uma fração considerável que serve apenas para sustentar mordomias e privilegiar a entourage do governo. É esse sistema que permite que grupos de influência se aposentem ou se locupletem através de contratos milionários, transformando o sacrifício do contribuinte em fonte de enriquecimento para uma casta protegida.

Chaga

Somado a isso, enfrentamos a chaga da corrupção que, embora tenha sido alvo de um enfrentamento vigoroso em passado recente, esbarrou na resistência tenaz daqueles que se recusam a combatê-la. A força do estamento que se beneficia do status quo foi tão avassaladora que os movimentos de combate sistêmico à corrupção — outrora celebrados internacionalmente como exemplos de avanço institucional — acabaram neutralizados. No cenário doméstico, esse esforço resultou em um vazio de impunidade.

Consciente

Estou perfeitamente consciente de que estas palavras emanam de um simples professor de província. No entanto, falo como alguém que dedicou — e continua dedicando — 62 anos de sua vida à cátedra universitária, orgulhando-me profundamente de ser, antes de tudo, um professor universitário.


Manifestações

Minhas manifestações podem parecer um clamor isolado no deserto, insurgindo-se contra uma realidade que, infelizmente, golpeia a dignidade de todos os brasileiros. Contudo, enquanto não me calarem, persistirei na defesa intransigente da moralidade pública.

Alicerce

Refiro-me ao alicerce escrito no artigo 37 da nossa Constituição: o princípio da eficiência, que exige resultados; o da publicidade, para que a luz do escrutínio popular penetre as entranhas do governo; e o da impessoalidade, que veda o uso da máquina pública para favorecer pessoas próximas ao poder. Estes não são meros conceitos abstratos, mas os pilares fundamentais da nossa Carta Magna estabelecidos pelos constituintes para balizar o dever de quem administra a coisa pública.

Voz

Em suma, continuarei a erguer a minha voz. Tenho plena consciência de que ela ressoa como um clamor isolado no deserto. No entanto, encontro alento nos leitores e amigos que, com fidelidade, acompanham minhas reflexões e manifestações. São mentes atentas que, independentemente da minha idade, caminham ao meu lado nesta jornada.

Compromisso

Reitero o meu compromisso inabalável com a defesa dos referidos princípios. Faço-o, porém, sob uma premissa inegociável: não ataco pessoas, mas sim fatos; não critico indivíduos, critico atos, pois a minha luta não é movida por ressentimentos pessoais, mas pelo dever de restaurar a moralidade pública.

Minha esperança é que essas mesmas pessoas, cujas ações e fatos hoje sou forçado a criticar, possam, enfim, despertar para uma reflexão mais profunda sobre o amanhã. Que elas compreendam que o futuro exige o desprendimento das vaidades imediatas e a renúncia aos interesses particulares. Aspiro o dia em que o bem comum deixe de ser um conceito abstrato para se tornar a bússola que orienta aqueles que detêm o destino do nosso País.
 
Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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Livro documenta a história e a identidade cultural do município de Passira, Pernambuco – Por, Ana Maria Castelo Branco*

08/01/2026

Há cidades que se apresentam ao visitante por meio de dados estatísticos, mapas e números. Outras, mais raras, se revelam pela palavra, pela memória partilhada e pelo cuidado em registrar aquilo que o tempo insiste em apagar. Passira, município do Agreste pernambucano, pertence a esse segundo grupo. E é justamente essa Passira, viva, múltipla, afetiva, que se apresenta no livro Retratos históricos, geográficos e culturais de Passira, da escritora Ana Maria Castelo Branco.



Projeto cultural

A obra não nasce do acaso, tampouco de um olhar apressado. Resulta de um projeto cultural aprovado pela Secretaria de Cultura do município, por meio da Lei Aldir Blanc, política pública que tem permitido que vozes locais registrem suas próprias histórias. O livro, distribuído gratuitamente em formato digital e com exemplares físicos destinados às escolas e bibliotecas municipais, cumpre uma função que vai além da literatura: atua como documento, arq...

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Há cidades que se apresentam ao visitante por meio de dados estatísticos, mapas e números. Outras, mais raras, se revelam pela palavra, pela memória partilhada e pelo cuidado em registrar aquilo que o tempo insiste em apagar. Passira, município do Agreste pernambucano, pertence a esse segundo grupo. E é justamente essa Passira, viva, múltipla, afetiva, que se apresenta no livro Retratos históricos, geográficos e culturais de Passira, da escritora Ana Maria Castelo Branco.



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Projeto cultural

A obra não nasce do acaso, tampouco de um olhar apressado. Resulta de um projeto cultural aprovado pela Secretaria de Cultura do município, por meio da Lei Aldir Blanc, política pública que tem permitido que vozes locais registrem suas próprias histórias. O livro, distribuído gratuitamente em formato digital e com exemplares físicos destinados às escolas e bibliotecas municipais, cumpre uma função que vai além da literatura: atua como documento, arquivo e gesto de pertencimento.

“Terra do Bordado Manual e do Milho”

Passira surge, logo nas primeiras páginas, como território de resistência e delicadeza. Conhecida como a “Terra do Bordado Manual e do Milho”, a cidade carrega em sua formação marcas profundas da relação entre trabalho, fé e cultura popular. Sua história se entrelaça à Serra da Passira, ao rio Capibaribe, à antiga Malhada do boi, à capela erguida no século XIX e às transformações sociais que culminaram na emancipação política em 1963. Esses dados, no entanto, não aparecem como mera enumeração cronológica. São apresentados como fios de uma trama maior, em que geografia, memória e identidade se costuram mutuamente.

O grande mérito do livro está na escolha de seu foco: as comunidades.

Ao percorrer sítios, povoados e vilas como: Olho d’Água de Figueira, Caçatuba, Poço do Pau, Carrapicho, Cutias, Camarada, Várzea da Passira, Tamanduá, Riacho de Pedra, Taquari, entre tantas outras, a autora constrói uma cartografia humana de Passira. Cada nome carrega uma história, quase sempre nascida da oralidade: uma figueira que dava sombra, uma criança perdida na mata, um poço formado ao redor de uma árvore, um apelido carinhoso que virou topônimo. São narrativas simples apenas à primeira vista; mas nelas repousa a lógica profunda de como os territórios se constituem simbolicamente.



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Protagonismo das mulheres

Há, ainda, um cuidado evidente em registrar dimensões frequentemente invisibilizadas nos relatos oficiais: o protagonismo das mulheres, especialmente nas comunidades rurais; a força do bordado como prática econômica e cultural; a presença quilombola e as marcas do racismo estrutural; a religiosidade plural; os saberes tradicionais ligados à terra, à água, ao parto, à cura. Ao fazê-lo, o livro evita tanto o tom laudatório quanto a nostalgia vazia. O que se oferece ao leitor é um retrato honesto, complexo e respeitoso.

Linguagem é acessível

Ana Maria Castelo Branco escreve como quem escuta. Sua linguagem é acessível, mas não simplificadora; poética, sem abandonar o rigor do registro. O texto dialoga com fotografias, documentos, símbolos municipais, hino, brasão e bandeira, compondo um mosaico que permite ao leitor compreender Passira não apenas como espaço físico, mas como experiência histórica e cultural. Trata-se de uma escrita comprometida com a preservação da memória coletiva, consciente de que aquilo que não se registra tende a desaparecer.

O livro se dirige a todos que desejam compreender o Brasil

Ao final da leitura, fica evidente que o livro não se destina apenas aos passirenses, embora a eles pertença de modo especial. Ele se dirige a todos que desejam compreender o Brasil para além dos grandes centros, a partir das pequenas cidades onde se formam identidades, se preservam tradições e se reinventam modos de existir. Passira, nesse sentido, funciona como espelho de muitos outros municípios brasileiros que só agora começam a se ver representados em narrativas próprias.



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Passira é um convite à pausa, à escuta e à curiosidade

Em tempos de aceleração e esquecimento, Retratos históricos, geográficos e culturais de Passira é um convite à pausa, à escuta e à curiosidade. Curiosidade por conhecer a cidade, suas comunidades, suas paisagens e, sobretudo, seu povo. Curiosidade também por acessar o livro, disponível gratuitamente ao público, gesto que reafirma o compromisso da cultura com o acesso democrático ao conhecimento.

Ler este livro é, em última instância, aceitar o convite para caminhar pelas estradas de terra, sentar à sombra das árvores antigas, ouvir histórias ao pé do fogão e compreender que a história do Brasil também se escreve e se borda em lugares como Passira. J. D. Castelo Branco

Link Para Acesso Ao Livro Gratuitamente: https://drive.google.com/file/d/1ZYJs-PUpMLxhfhZ0H3FkkOyIK6d1uk8I/view?usp=drive_link

*Ana Maria Castelo Branco é natural de Passira, Pernambuco, Brasil. Mestra em Letras pela UFPE, Professora da Educação básica, escritora, poetisa e contadora de histórias. Organiza e também participa de antologias e coletâneas. Possui 9 livros de literatura infanto-juvenil publicados. Em 2022 publicou o Cordel das Anas, homenageando todas as mulheres que se chamam Ana ou têm Ana em seus nomes. Já escreveu artigos de opinião para o Diário de Pernambuco, o jornal mais antigo em circulação da América Latina. Criou com o esposo um estilo de poema minimalista denominado Castelovers. Ministra oficina de escrita literária e foi premiada diversas vezes com as suas poesias. Acredita em Deus, no Amor e na Vida Eterna. Instagram: @anamariacastelobranco1



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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




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Veneziano se encontra com Lula em Ato pela Democracia e agradece reafirmação do apoio à sua reeleição para o Senado

08/01/2026

O Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), Líder da Maioria no Senado Federal, está em Brasília, onde participa do Ato pela Democracia, que marca os três anos da invasão das sedes dos poderes.


Agradeceu


Ele esteve com o Presidente Luís Inácio Lula da Silva (-PT) e agradeceu a reafirmação do apoio à sua reeleição para o Senado, nas eleições deste ano.

“Há três anos nós sofremos um ataque sem precedentes contra as nossas instituições, contra a nossa República, inclusive eu estava como Presidente do Senado Federal. Mas demonstramos, através do envolvimento da sociedade civil, os três poderes, todos nós brasileiros, não abrimos mão de viver sob a democracia, de viver num regime democrático. ”, disse Veneziano.

Momento simbólico

Para ele, trata-se de “um momento simbólico em que também renovou o seu agradecimento pelo pelo apoio ao projeto de reeleição”.

Conversou

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O Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), Líder da Maioria no Senado Federal, está em Brasília, onde participa do Ato pela Democracia, que marca os três anos da invasão das sedes dos poderes.


Agradeceu


Ele esteve com o Presidente Luís Inácio Lula da Silva (-PT) e agradeceu a reafirmação do apoio à sua reeleição para o Senado, nas eleições deste ano.

“Há três anos nós sofremos um ataque sem precedentes contra as nossas instituições, contra a nossa República, inclusive eu estava como Presidente do Senado Federal. Mas demonstramos, através do envolvimento da sociedade civil, os três poderes, todos nós brasileiros, não abrimos mão de viver sob a democracia, de viver num regime democrático. ”, disse Veneziano.

Momento simbólico

Para ele, trata-se de “um momento simbólico em que também renovou o seu agradecimento pelo pelo apoio ao projeto de reeleição”.

Conversou

Antes do Ato, Veneziano esteve pessoalmente com o presidente Lula e conversou sobre o processo eleitoral na Paraíba. Na oportunidade, Lula reafirmou seu apoio incondicional à reeleição de Veneziano, por entender que a sua recondução ao Senado será benéfica para o estado da Paraíba, considerando tudo o que Veneziano tem feito pelos paraibanos. “Vené, você é o nosso Senador na Paraíba”, reafirmou Lula.




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