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Marechal Castelo Branco, primeiro ditador de 64, por Natanael Sarmento*

08/01/2026

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Trajetória

Humberto de Alencar Castelo Branco nasceu em Fortaleza (CE) em 1827. A carreira militar de Castelo Branco começou em 1918, aspirante a oficial. Na Guerra, com as Forças Expedicionárias na Itália, tinha patente de Capitão do Exército. Cursou escolas militares no Brasil e exterior - França e Eua. Dirigiu escolas militares. Comandou Exércitos nas regiões Norte e Nordeste. Com patente de General foi Chefe do Estado Maior das Forças Armadas – EMFA, em 1963, nomeado pelo Presidente Jango contra quem conspirou e ajudar a depor em 1º de abril de 1964. Comandava o 4º Exército/NE no golpe. É promovido a Marechal em 1964, pouco antes de assumir a Presidência.

Influências ideológicas

Na década de 1930 foi atraído pelo proselitismo fascista da Ação Integralista Brasileira - AIB –do Plínio Salgado, copia nativa do nazifascista Estado nacional forte militarismo e anticomunismo no Estado “integral”. Na École Supérieure de Guerre d...

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Trajetória

Humberto de Alencar Castelo Branco nasceu em Fortaleza (CE) em 1827. A carreira militar de Castelo Branco começou em 1918, aspirante a oficial. Na Guerra, com as Forças Expedicionárias na Itália, tinha patente de Capitão do Exército. Cursou escolas militares no Brasil e exterior - França e Eua. Dirigiu escolas militares. Comandou Exércitos nas regiões Norte e Nordeste. Com patente de General foi Chefe do Estado Maior das Forças Armadas – EMFA, em 1963, nomeado pelo Presidente Jango contra quem conspirou e ajudar a depor em 1º de abril de 1964. Comandava o 4º Exército/NE no golpe. É promovido a Marechal em 1964, pouco antes de assumir a Presidência.

Influências ideológicas

Na década de 1930 foi atraído pelo proselitismo fascista da Ação Integralista Brasileira - AIB –do Plínio Salgado, copia nativa do nazifascista Estado nacional forte militarismo e anticomunismo no Estado “integral”. Na École Supérieure de Guerre da França estudou táticas e técnicas sociopolíticas, propaganda e métodos de censura. No Fort Leavenworth War School dos Eua aprimorou táticas e estratégias militares da doutrinação anticomunista estadunidense.

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“Eleição” presidencial

Na farsa eleitoral da votação indireta foi eleito Presidente com 361 votos do Congresso Nacional equilibrado na ponta das baionetas.

“Caça às bruxas”

Inicia imediatamente a “caça às bruxas” dos aliados do governo deposto visando destruir qualquer força de oposição e ao mesmo tempo sedimentar o projeto autoritário do golpe militar-empresarial.

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Repressão

A nova ordem suprime liberdades públicas e privadas; persegue opositores; cassa mandatos eletivos; fecha o Congresso Nacional assim como a Central Geral dos Trabalhadores Cgt , a União Nacional dos Estudantes - Une; extingue os Partidos e promove a devassa contra funcionários públicos nos Inquéritos Policiais Militares -IPMs; impõe a censura; restringe a liberdade de imprensa e expressão na Lei 5.250/67; proíbe as greves - Lei 4.330/64; banaliza sequestros, torturas, assassinatos e exílios.

Institucionalização

Com o Congresso em “recesso”, Castelo decreta os primeiros Atos Institucionais visando institucionalizar a ordem do novo regime.

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Ministério

A “staff” ministerial escolhido a dedo entre os entreguistas, militares e civis, todos, alinhados com as ordens da Casa Branca. Entre outros, os Generais Costa e Silva, Cordeiro de Farias, Juracy Magalhães, Juarez Távora, Ernesto Geisel, Brigadeiro Eduardo Gomes e os paisanos Roberto Campos, Magalhães Pinto, Otávio Bulhões.

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Antinacional

São revogadas leis nacionalistas de proteção do sistema financeiro e da exploração do solo e subsolo. Abre-se a porteira para a boiada do capital estrangeiro e das multinacionais. Os empréstimos externos aumentam exponencialmente a dívida saindo de 4 bilhões de dólares em 1960 para 64 bilhões, em 1980. Hipoteca-se nos bancos a soberania e aumenta-se a dependência econômica. Favorece-se megaprojetos de exploração mineral, 90% das mineradoras estrangeiras, em áreas maiores que muitos países, leiloa-se as riquezas estratégicas do país.

“Ouro de tolo”

A burguesia internacional e nacional, setores das camadas médias abastadas se beneficiavam do acessos aos créditos e ao bens de consumo, estas faziam festa por “ganharem 4 mil cruzeiros por mês e conseguir comprar um corcel 73”” como ironizava Raul Seixas.

Mão-de-ferro

Para garantir os lucros elevados da burguesia a ditadura usou mão-de-ferro contra os trabalhadores. Promoveu brutal arrocho salarial, retirou direitos. Suprimiu a “estabilidade” e aumentou a rotatividade e o “exército de reserva”. No andar de cima, lucros fabulosos, no de baixo, salários aviltados. Acentuava-se a concentração de renda e as desigualdades sociais. Sindicatos amordaçados, líderes cassados, intervenção dos “pelegos” nomeados. Criminalização das greves e dos movimentos sociais. Censura da imprensa e banalização da espionagens, sequestros, torturas e assassinatos.

Sni et alli

Em 1964 foi criado o Serviço Nacional de Informações – Sni, com instrutores, equipamentos e financiamento da Cia. Órgão estatal de “monitoramento e segurança interna”, a compor a gigantesca rede de espionagem - Centro de Informações do Exército (Cie); Marinha (Cenimar); Aeronáutica (Cenimar), Departamentos de Operações Policiais Estratégicas (Dops); Departamentos de Operações e Informações (Doi); Centro de Operações de Defesa Interna (Codi) ademais dos grupos clandestinos quais Comando de Caça aos Comunistas (Ccc) e Esquadrões da Morte, na confusão de criminalidade com segurança pública sob o terrorismo de Estado existente.

Desnacionalização

O golpe soterrou o projeto nacionalista desenvolvimentista do país. A política liberal da “abertura ao capital estrangeiro”, todavia, desenvolvia contradições. Embora mantivesse controle estatal de setores estratégicos – Petrobrás, Eletrobrás – estava sempre ameaçado e a economia nacional foi hegemonizada pelas grandes multinacionais, a política econômica ditada pelo FMI, BM a custa dos empréstimos externos – alienação crescente da soberania e da dependência.

Concentração

Os números falam por si na concentração de renda do Brasil do período: 10% da população rica detinha 39% do PIB em 1960 e elevou para 51% em 1980. Os mais pobres 40% do PIB em 1960 reduzem a fatia para 21% em 1976. Delfim Neto falava em “fazer o bolo crescer, para depois dividi-lo”, virava a ponta do prego batida pelo Ministro anterior, Bob Field do governo Castelo, de governar para a burguesia e o imperialismo em detrimento dos trabalhadores e da maioria do povo brasileiro, dos pobres.

Reformas

Roberto Campos, o popularmente conhecido Bob Field, promoveu as reformas tributária e financeira visando “modernização e eficiência”. Com centralização fiscal e mudanças no sistema bancário para facilitar créditos e entradas de capitais externos.

“Justiça tributária”

Na narrativa do Bob Field era “melhor arrecadar menos de mais, que mais de menos”. Ampliando-se a base de arrecadação e reduzindo-se a tributação, na escola do Bob significava a justiça social: “imposto mais justo não é o que mais distribui rendas”, ele dizia com todas as letras. Nessa “justiça tributária” os mais ricos, proporcionalmente, pagavam menos impostos, que trabalhadores e camadas médias, proporcionalmente.

Reforma bancária

A festa dos banqueiros ganha suporte na burocracia estatal com a criação do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional, do Banco Nacional de Habitação (Bnh) e do Sistema Financeiro de Habitação. Sistema que avalizavam e intermediavam os empréstimos internos e externos. O Fmi monitorava a política de juros do Bacem, fixava as metas de crescimento, da inflação, o valor aquisitivo salarial a forçava novos pedidos de empréstimos. Os bancos expandem, não obstante, a crise inflacionária e a instabilidade macroeconômica, aumentam 78% em 1970 a 1980; em 110% de 1980 a 1990.

Centralização

Unificou os diversos institutos de previdência - Iapi, Iapc, Iaptec no regime geral unificado do Instituto Nacional de Previdência Social - Inps, atual Inss.

Atos institucionais

Castelo decretou os quatro primeiros Atos Institucionais (AI) dos 17 da “base jurídica da ditadura”: AI-1 cassa mandatos e suspende direitos políticos; AI-2 extingue os partidos e cria o bipartidarismo - Arena e Mdb; AIº 3 estabelece eleições indiretas nacionais, estaduais e municipais; AI 4º convoca o Congresso para o simulacro de voto da Constituição (1967).

Caráter do regime

O regime antidemocrático imposto pelo golpe militar de 64 caracteriza-se pela natureza autoritária, antinacional, antipopular e militarista fascista.

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Ensaísta

Escreveu ensaios de doutrina política de organização, táticas e estratégias militares. No ensaio sobre Guerra (1962) diz que o “imperialismo nazi-comunista da guerra fria foi concebida por Lenin objetivando a conquista revolucionária do mundo”. E que a doutrina comunista “ameaça regimes fracos” e as “democracias”, em suma, aula de estupidez e manipulação ideológica.

O perigo comunista

As organizações militares são doutrinadas ideologicamente no anticomunismo gestado na Guerra fria pelos Eua. Na justificativa “legitimadora” da ditadura Castelo oculta o caráter entreguista e faz confusão, pois foi ele e não os comunistas que traiu as armas que lhe foram confiadas com um golpe contra a Constituição e implantou uma ditadura, aduzindo: “As Forças Armadas não podem atraiçoar o Brasil. Defender privilégios de classes ricas está na mesma linha antidemocrática de servir a ditaduras fascistas ou sindico-comunistas”. O ditador fascista não diz a quem servia, e servia a ditadura do capital.

Moderado?

Nas palavras do General General Newton Cruz o cearense Castelo Branco representava a “linha moderada” das Forças Armadas, enquanto Costa e Silva e ele próprio, a linha “mais autêntica da revolução”, leia-se “dura”. Castelo não apoiava Costa e Silva à sucessão. Estava propenso à devolver o governo civil, sob vigilância dos militares. Essa narrativa não corresponde a prática da governança de Castelo de 1964 a 1967. Sua governança foi de autêntico ditador “linha-dura”.

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Morte

Logo depois passar a presidência a Costa e Silva, Castelo morreu num acidente aéreo, em 1967, aos 69 anos. As lacunas dos inquéritos sobre tal acidente levantam suspeitas. Castelo viajava num bimotor que foi atingido “acidentalmente” por outro avião, caça da FAB. O caça prosseguiu o voo, com avarias, pousa na Base Aérea de Fortaleza. Do bimotor só os destroços no solo. Para uns, tem boi na linha do acidente, para outros, isso é a velha “teoria da conspiração” à gosto dos intrigantes. No popular, praga do urubu não mata cavalo gordo, contudo, onde tem carniça, urubu festeja.

*Natanael Sarmento é professor e escritor. Do Diretório Nacional do Partido Unidade Popular Pelo Socialismo/UP.

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NR - Os artigos assinados refletem a opinião dos seus autores.

Leia outras informações

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O cruel e desumano tratamento a Jair Bolsonaro, por Cristiana Altino*

11/01/2026

A situação clínica de Jair Bolsonaro impõe uma revisão imediata das condições em que vem sendo mantido. Trata-se de um paciente com doenças crônicas documentadas, histórico de múltiplas cirurgias abdominais, episódios recorrentes de complicações infecciosas, distúrbios hidroeletrolíticos, dor crônica, além de impacto nutricional e metabólico progressivo. Essas condições configuram um quadro de alta complexidade clínica, incompatível com manejo improvisado, restritivo ou não especializado.

Do ponto de vista médico

A manutenção de um paciente com esse perfil fora de um ambiente controlado, com acesso contínuo a especialistas, monitorização adequada e suporte multiprofissional, aumenta objetivamente o risco de descompensações agudas, intercorrências infecciosas graves, deterioração funcional e sofrimento evitável. Não se trata de privilégio, mas de boa prática médica, baseada em princípios elementares da clínica, da ética e da segurança do paciente.

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A situação clínica de Jair Bolsonaro impõe uma revisão imediata das condições em que vem sendo mantido. Trata-se de um paciente com doenças crônicas documentadas, histórico de múltiplas cirurgias abdominais, episódios recorrentes de complicações infecciosas, distúrbios hidroeletrolíticos, dor crônica, além de impacto nutricional e metabólico progressivo. Essas condições configuram um quadro de alta complexidade clínica, incompatível com manejo improvisado, restritivo ou não especializado.

Do ponto de vista médico

A manutenção de um paciente com esse perfil fora de um ambiente controlado, com acesso contínuo a especialistas, monitorização adequada e suporte multiprofissional, aumenta objetivamente o risco de descompensações agudas, intercorrências infecciosas graves, deterioração funcional e sofrimento evitável. Não se trata de privilégio, mas de boa prática médica, baseada em princípios elementares da clínica, da ética e da segurança do paciente.

A alternativa tecnicamente adequada

É clara: tratamento domiciliar (home care), com supervisão direta da família, enfermagem 24 horas, acompanhamento regular por especialistas (cirurgia, clínica médica, gastroenterologia, infectologia, nutrição, fisioterapia) e protocolos bem definidos para intercorrências. Esse modelo é amplamente utilizado em pacientes graves ou frágeis, inclusive no sistema público, quando há indicação clínica objetiva — como é o caso.

Negar ou retardar

Protelar esse tipo de assistência não tem respaldo científico nem humanitário. A medicina moderna não admite que restrições administrativas ou decisões alheias ao ato médico se sobreponham à necessidade de cuidado adequado. A insistência em condições que agravam o quadro clínico pode configurar negligência assistencial, com consequências previsíveis e potencialmente irreversíveis.

Exigir mudanças

Não é retórica política. É responsabilidade médica, ética e civilizatória. A preservação da vida, da dignidade e da integridade física de qualquer paciente — independentemente de quem seja — é um dever inegociável. A adoção imediata de tratamento domiciliar com suporte integral é uma medida técnica, proporcional e necessária diante da gravidade do quadro apresentado.

*Dra. Cristiana Altino de Almeida é médica, Phd, professora e defensora incondicional da ética e da soberania médica no tratamento clínico.




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Retrato de uma ditadura trágica, mas também ridícula — entrevista com José Nivaldo

11/01/2026

O publicitário e escritor José Nivaldo Júnior revisita, no seu romance intitulado ‘O Julgamento de Deus’ os tensos momentos de abril de 64 e retrata uma ditadura trágica e cruel, mas também ridícula, como o regime de exceção. A declaração é do jornalista Maurício Melo Júnior, que fez uma entrevista longa com o escritor José Nivaldo Júnior, autor da obra, pela TV Senado, veiculada em 15/05/2014 (ano do lançamento) e muito acessada até hoje pelos leitores e telespectadores.

‘O julgamento de Deus’ narra o encadeamento de fatos enigmáticos e acontecimentos políticos que envolveram o inédito julgamento e o seu desfecho. Um evento que, a partir de uma cidade do interior, repercutiu, dividiu e apaixonou o mundo.

A obra, um romance, é considerado pela crítica nacional “inovadora, divertida, polêmica e surpreendente da primeira à última página”.

Acesse abaixo a entrevista de José Nivaldo veiculada pela TV Senado:

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O publicitário e escritor José Nivaldo Júnior revisita, no seu romance intitulado ‘O Julgamento de Deus’ os tensos momentos de abril de 64 e retrata uma ditadura trágica e cruel, mas também ridícula, como o regime de exceção. A declaração é do jornalista Maurício Melo Júnior, que fez uma entrevista longa com o escritor José Nivaldo Júnior, autor da obra, pela TV Senado, veiculada em 15/05/2014 (ano do lançamento) e muito acessada até hoje pelos leitores e telespectadores.

‘O julgamento de Deus’ narra o encadeamento de fatos enigmáticos e acontecimentos políticos que envolveram o inédito julgamento e o seu desfecho. Um evento que, a partir de uma cidade do interior, repercutiu, dividiu e apaixonou o mundo.

A obra, um romance, é considerado pela crítica nacional “inovadora, divertida, polêmica e surpreendente da primeira à última página”.

Acesse abaixo a entrevista de José Nivaldo veiculada pela TV Senado:







Para quem quiser, seguem na sequência link de acesso ao texto e QR code.

Acesso via link

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Muito lembrado nos últimos dias, livro ‘O Julgamento de Deus’ continua sendo bastante procurado

11/01/2026

Relembrado nos últimos dias em função dos livros polêmicos sugeridos para ao ex-presidente Jair Bolsonaro, cujos advogados pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF), que seja inserido no programa de remição de pena por meio de leitura de 12 livros por ano, o livro intitulado ‘O Julgamento de Deus’, do historiador, jornalista, publicitário e acadêmico José Nivaldo Junior está a venda na Amazon e continua sendo bastante procurado.

A obra, de 2014, é considerada sucesso absoluto de crítica no Brasil e no Exterior e foi lançada em vários países para a comunidade de língua portuguesa, numa distribuição digital que sufocou as vendas físicas.

A ficção consagrou José Nivaldo Junior, já reconhecido desde os anos 1990 como um dos autores mais importantes de todos os tempos sobre Maquiavel, também como romancista.



Vingança pessoal

O livro surpreende e diverte. "É minha vingança pessoal contra a ditadura. Detesto...

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Relembrado nos últimos dias em função dos livros polêmicos sugeridos para ao ex-presidente Jair Bolsonaro, cujos advogados pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF), que seja inserido no programa de remição de pena por meio de leitura de 12 livros por ano, o livro intitulado ‘O Julgamento de Deus’, do historiador, jornalista, publicitário e acadêmico José Nivaldo Junior está a venda na Amazon e continua sendo bastante procurado.

A obra, de 2014, é considerada sucesso absoluto de crítica no Brasil e no Exterior e foi lançada em vários países para a comunidade de língua portuguesa, numa distribuição digital que sufocou as vendas físicas.

A ficção consagrou José Nivaldo Junior, já reconhecido desde os anos 1990 como um dos autores mais importantes de todos os tempos sobre Maquiavel, também como romancista.



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Vingança pessoal

O livro surpreende e diverte. "É minha vingança pessoal contra a ditadura. Detesto ditaduras. Não compactuo com nenhuma. Ideologia não justifica confisco de liberdades", chegou a afirmar o autor.
Muitos políticos da direita que ainda hoje cultuam o Golpe de 1º de abril de 1964, odeiam o livro. Outros, conseguem rir e se divertir mesmo discordando da abordagem do autor.

Alguns que elogiam a obra de José Nivaldo são o senador Espiridião Amin (PP-SC) e o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.

“Livro de comunista”

Já o ex-presidente Jair Bolsonaro, que na época era deputado federal, avisou durante o lançamento do livro no Congresso que não iria lê-lo porque se tratava de “livro de comunista”.

O certo é que o historiador que recorreu à ficção para contar livremente a história do golpe conseguiu fazer um libelo ao mesmo tempo firme e divertido.
Para quem quiser, seguem na sequência link de acesso ao texto e QR code.

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Brasil anuncia que deixará de custodiar embaixada da Argentina na Venezuela

10/01/2026

O governo brasileiro comunicou neste sábado (09/01) à Argentina que deixará a custódia da embaixada do país na Venezuela. A gestão da presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, também foi informada sobre a decisão. A pedido do presidente argentino, Javier Milei, o Brasil assumiu a representação diplomática da Argentina na Venezuela em agosto de 2024, após o então presidente venezuelano Nicolás Maduro expulsar os diplomatas argentinos do país.

Na época, o Itamaraty informou que assumiria a representação dos interesses de cidadãos argentinos no território venezuelano e que esta representação seria feita pela Embaixada do Brasil em Caracas.

Missão cumprida

Conforme informações do Itamaraty, passados 17 meses, o entendimento do governo é de que o Brasil “já fez a sua parte” em relação ao episódio, contribuindo para defender a “inviolabilidade da residência da Argentina” enquanto esteve à frente da representação dos interesses do pa...

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O governo brasileiro comunicou neste sábado (09/01) à Argentina que deixará a custódia da embaixada do país na Venezuela. A gestão da presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, também foi informada sobre a decisão. A pedido do presidente argentino, Javier Milei, o Brasil assumiu a representação diplomática da Argentina na Venezuela em agosto de 2024, após o então presidente venezuelano Nicolás Maduro expulsar os diplomatas argentinos do país.

Na época, o Itamaraty informou que assumiria a representação dos interesses de cidadãos argentinos no território venezuelano e que esta representação seria feita pela Embaixada do Brasil em Caracas.

Missão cumprida

Conforme informações do Itamaraty, passados 17 meses, o entendimento do governo é de que o Brasil “já fez a sua parte” em relação ao episódio, contribuindo para defender a “inviolabilidade da residência da Argentina” enquanto esteve à frente da representação dos interesses do país na Venezuela.

Além disso, o Brasil, que apesar de ter sido contrário à confirmação das últimas eleições de Nicolás Maduro por denúncias de fraude, se posicionou contrário à sua retirada do cargo e sequestro por parte do governo norte-americano, no último dia 3. E considerou o gesto como um atentado à soberania da Venezuela cometido pelos EUA.

Comemoração de Milei

O gesto, que contou com protestos de praticamente toda a América Latina, teve comemorações em sentido contrário por parte do presidente argentino, Javier Milei, ligado ideologicamente a Donald Trump.

Embora o governo brasileiro não tenha mencionado a comemoração no anúncio, diplomatas apontam em reservado que a intenção de o Brasil deixar a embaixada da Argentina na Venezuelana já vinha sendo estudada, mas que o principal motivo que culminou com a decisão, referendada nos últimos dias, foi a posição de Milei em relação à invasão dos EUA ao país.

— Com informações do G1 e do Itamaraty




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Manifestantes protestam nos EUA contra morte de poeta por policiais da imigração

10/01/2026

Este sábado (10/01) está sendo de protestos nos estados norte-americanos de Nova York e Minnesota em função morte a tiros, por um policial da imigração, da poeta americana Renee Macklin Good em Minneapolis, capital daquele estado, na última quarta-feira (07/01). Macklin Good foi assassinada por ter sido confundida com uma imigrante ilegal durante ação que foi considerada “a maior operação do Departamento de Segurança Interna (DHS) de todos os tempos", organizada por agentes da imigração norte-americana.

Nos protestos, os manifestantes empunharam faixas e cartazes com as palavras “vergonha” e pedidos aos agentes de imigração de “deixem seu emprego”.

Ações contra imigrantes

A operação do DHS em Minnesota que resultou na morte da poeta — bastante conhecida em sua comunidade, — faz parte das ações de repressão nacional do governo norte-americano aos imigrantes.

A secretária do DHS, Kristi Noem, classificou o incidente com...

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Este sábado (10/01) está sendo de protestos nos estados norte-americanos de Nova York e Minnesota em função morte a tiros, por um policial da imigração, da poeta americana Renee Macklin Good em Minneapolis, capital daquele estado, na última quarta-feira (07/01). Macklin Good foi assassinada por ter sido confundida com uma imigrante ilegal durante ação que foi considerada “a maior operação do Departamento de Segurança Interna (DHS) de todos os tempos", organizada por agentes da imigração norte-americana.

Nos protestos, os manifestantes empunharam faixas e cartazes com as palavras “vergonha” e pedidos aos agentes de imigração de “deixem seu emprego”.

Ações contra imigrantes

A operação do DHS em Minnesota que resultou na morte da poeta — bastante conhecida em sua comunidade, — faz parte das ações de repressão nacional do governo norte-americano aos imigrantes.

A secretária do DHS, Kristi Noem, classificou o incidente como “um ato de terrorismo doméstico cometido por uma mulher que teria tentado atropelar policiais e colidi-los com seu veículo”, levando o agente a atirar em legítima defesa. Ela afirmou que “um oficial experiente seguiu seu treinamento com um ato de legítima defesa”. Mas conforme rebatem manifestantes e apontam em vídeo sobre o episódio, a mulher — que era americana — estava estacionando no seu carro e tentou dar ré para sair da confusão, sem ferir ninguém, quando o policial se aproximou e atirou nela.

“Provocação desnecessária”

O governador de Minnesota, Tim Walz, e o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, contestam a versão do governo federal e culpam o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump pelo que chamaram de “uma provocação desnecessária ao implantar a aplicação da lei federal”.

Em suas redes sociais, Macklin Good se descrevia como “poeta, escritora, esposa e mãe”. Ela havia deixado o filho de seis anos na escola naquela manhã e voltava para casa com o atual companheiro quando encontraram um grupo de agentes do ICE em uma rua de Minneapolis. As cidades de Minneapolis e St. Paul, conhecidas como Twin Cities, são os alvos mais recentes das operações migratórias do governo dos EUA, que resultaram em milhares de detenções e confrontos violentos entre agentes de imigração e manifestantes.

— Com agências de notícias




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Cacimba e o dia em que o passado pediu desculpa

10/01/2026

Por Zé da Flauta*

Foi num fim de tarde morno, desses em que o sol demora a ir embora como quem ainda tem coisa a dizer, que o passado resolveu voltar à vila.

Não voltou como lembrança, não.
Voltou em pessoa.

Primeiro foi Dona Lurdinha, que viu o marido falecido sentado na calçada, chapéu no colo, olhando o chão. Não era assombração, tinha peso, tinha sombra, tinha cheiro de gente antiga.
— Vim pedir desculpa, disse ele, sem levantar a cabeça. — Por tudo que calei.
Dona Lurdinha não respondeu. Sentou ao lado. Chorou em silêncio. O homem desapareceu como quem cumpre tarefa.

Depois foi um rapaz que encontrou o próprio eu de dez anos atrás, segurando um estilingue e um medo grande nos olhos.
— Desculpa por eu ter te abandonado, disse o homem adulto. — Eu endureci demais.
O menino ouviu, assentiu e virou poeira de fim de tarde.

A vila entrou em alvoroço.

Teve p...

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Por Zé da Flauta*

Foi num fim de tarde morno, desses em que o sol demora a ir embora como quem ainda tem coisa a dizer, que o passado resolveu voltar à vila.

Não voltou como lembrança, não.
Voltou em pessoa.

Primeiro foi Dona Lurdinha, que viu o marido falecido sentado na calçada, chapéu no colo, olhando o chão. Não era assombração, tinha peso, tinha sombra, tinha cheiro de gente antiga.
— Vim pedir desculpa, disse ele, sem levantar a cabeça. — Por tudo que calei.
Dona Lurdinha não respondeu. Sentou ao lado. Chorou em silêncio. O homem desapareceu como quem cumpre tarefa.

Depois foi um rapaz que encontrou o próprio eu de dez anos atrás, segurando um estilingue e um medo grande nos olhos.
— Desculpa por eu ter te abandonado, disse o homem adulto. — Eu endureci demais.
O menino ouviu, assentiu e virou poeira de fim de tarde.

A vila entrou em alvoroço.

Teve passado pedindo desculpa por:

amores que não souberam ficar,
palavras ditas com raiva,
sonhos largados no caminho,
filhos não escutados,
amigos esquecidos sem querer.

Mas teve também quem não quis ouvir. — Isso é invenção da cabeça, dizia um. Passado não tem que voltar, gritava outro. — Quem perdoa demais adoece, cochichavam.

Foi aí que chamaram Cacimba.

Ele chegou com o passo calmo de quem já conhece o tempo de trás pra frente. Chapéu firme, os dois macaquinhos atentos, um triste, o outro desconfiado.



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Cacimba ficou no meio da praça observando a cena:
passados pedindo desculpa, presentes fugindo.
— É… disse ele. — Nem todo mundo quer cura.

Um homem se aproximou, nervoso:
— Cacimba, meu passado apareceu… mas eu mandei ele embora. Fiz certo?

Cacimba respondeu sem pressa:

— Depende.
Tu mandou embora por coragem… ou por medo?
Naquele instante, o passado do homem voltou. Não falou nada. Só olhou.
O homem desabou.

— Eu não sabia como pedir perdão… disse o passado. — Então vim aprender contigo.
Cacimba tocou o pife. Um som curto, quase um suspiro.

Os passados começaram a se despedir, não com rancor, mas com respeito.

Antes de ir embora, o último deles falou em voz alta, para todos ouvirem:
— A gente não volta pra prender ninguém. A gente volta pra aliviar.

Quando a noite caiu, a vila estava diferente. Mais silenciosa. Mais leve. Mais cansada, mas de um cansaço bom.

Cacimba ajeitou o chapéu, os macaquinhos subiram nos ombros e ele disse, quase rindo:
— Quem não escuta o passado… acaba repetindo ele com mais força.

E sumiu na estrada, deixando atrás de si um rastro de perdão recém-aprendido.

Desde esse dia, quando alguém sente um aperto estranho no peito sem motivo, o povo comenta baixinho:
— O passado tá querendo conversa…
E ninguém duvida.

*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.




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Intelectuais farão périplo por locais que mantêm lembranças de Joaquim Nabuco no Recife, no próximo dia 17

10/01/2026

Com o objetivo de relembrar e solenizar a data de 17 de janeiro de 2016 (o próximo sábado), quando se completam 115 anos do falecimento do tribuno, político e abolicionista Joaquim Nabuco, um grupo de intelectuais, escritores, historiadores e profissionais, vinculados a diversas instituições e agremiações, estão promovendo um “Périplo” por alguns locais do Recife que mantêm acesas as lembranças dessa importante personalidade nascida na cidade.



O grupo, conforme informou o médico Luiz Barreto, um dos dirigentes da Sociedade Brasileira de Médicos (Sobrames), se reunirá às 9h do dia 17 na frente do prédio nº 221, da Rua da Imperatriz, local onde nasceu, no segundo andar, Joaquim Nabuco, em 19 de agosto de 1849. Na ocasião, eles pretendem abordar questões como aspectos de utilização desse imóvel, restauração e sua adequada ocupação.



Avaliação de lápides e monumentos

Também será tratada a situação das diver...

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Com o objetivo de relembrar e solenizar a data de 17 de janeiro de 2016 (o próximo sábado), quando se completam 115 anos do falecimento do tribuno, político e abolicionista Joaquim Nabuco, um grupo de intelectuais, escritores, historiadores e profissionais, vinculados a diversas instituições e agremiações, estão promovendo um “Périplo” por alguns locais do Recife que mantêm acesas as lembranças dessa importante personalidade nascida na cidade.



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O grupo, conforme informou o médico Luiz Barreto, um dos dirigentes da Sociedade Brasileira de Médicos (Sobrames), se reunirá às 9h do dia 17 na frente do prédio nº 221, da Rua da Imperatriz, local onde nasceu, no segundo andar, Joaquim Nabuco, em 19 de agosto de 1849. Na ocasião, eles pretendem abordar questões como aspectos de utilização desse imóvel, restauração e sua adequada ocupação.



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Avaliação de lápides e monumentos

Também será tratada a situação das diversas lápides que foram afixadas nas paredes do prédio, em três oportunidades, registrando a data de nascimento e morte de Joaquim Nabuco. A primeira lápide, em mármore, foi trabalhada pelo artista Francisco Além, tendo sido colocada no local em 13 de maio de 1911 (foto anexa). A segunda, em bronze, em 1977, e a última, em azulejo, colocada pelo Instituto Arqueológico.

Em seguida, o grupo partirá para a Praça Joaquim Nabuco em visita ao monumento à Joaquim Nabuco, de autoria do escultor de Pedro Mayor, inaugurado em 28/9/1915. E depois, ao local do painel em azulejos, em homenagem ao abolicionista, de autoria de Abelardo da Hora.

Roteiro e homenagem

Como última etapa, o grupo irá ao cemitério de Santo Amaro para uma visita ao túmulo de Joaquim Nabuco, um mausoléu do escultor Giovani Nicolini, inaugurado em 10/11/1914. Será entregue aos participantes um roteiro do périplo, e uma síntese histórica de Joaquim Nabuco e locais visitados.

Têm confirmada participação nesta caminhada Hildo Azevedo, Silvio Caldas, Luiz Barreto, Renato Câmara, Moisés Wolfenson, George Cabral, Silvio Amorim, Erivelton Souza, Juliana e Nelson Barreto, dentre vários outros nomes.




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Resultado do Enem será divulgado no dia 16 de janeiro

10/01/2026

A semana que se inicia neste domingo (11/01) é de expectativa para muitos estudantes do país. Isto porque os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) serão divulgados no próximo dia 16 de janeiro. O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Camilo Santana.

Segundo o titular da pasta, as notas individuais podem ser consultadas na página do participante, que pode ser acessada tanto no site do próprio Ministério da Educação como em outros canais do governo.

Nota da redação e pontuação

Os candidatos poderão conferir a nota da redação e a pontuação em cada área de conhecimento avaliada (linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; matemática e ciências da natureza). Já boletim individual dos participantes será publicado posteriormente.

Os estudantes podem usar as notas para ingressar no ensino superior por meio de uma vaga pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A inscriçõe...

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A semana que se inicia neste domingo (11/01) é de expectativa para muitos estudantes do país. Isto porque os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) serão divulgados no próximo dia 16 de janeiro. O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Camilo Santana.

Segundo o titular da pasta, as notas individuais podem ser consultadas na página do participante, que pode ser acessada tanto no site do próprio Ministério da Educação como em outros canais do governo.

Nota da redação e pontuação

Os candidatos poderão conferir a nota da redação e a pontuação em cada área de conhecimento avaliada (linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; matemática e ciências da natureza). Já boletim individual dos participantes será publicado posteriormente.

Os estudantes podem usar as notas para ingressar no ensino superior por meio de uma vaga pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A inscrições poderão ser feitas entre os dias 19 e 23 de janeiro.

Eles também podem ganhar uma bolsa de estudo pelo Programa Universidade para Todos (Prouni) — com inscrições de 26 a 29 de janeiro — ou acessar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).




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Vital do Rêgo atua como bombeiro em polêmica e garante: TCU não reverte nada relacionado ao BC

10/01/2026

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo Filho, reiterou que a Corte máxima de Contas do país não vai reverter a liquidação extrajudicial do Banco Master determinada pelo Banco Central (BC). De acordo com ele, o processo de fiscalização a ser conduzido pelo ministro Jhonatan de Jesus, ainda pendente de ser aprovado no plenário do Tribunal, será concluído rapidamente.

A entrevista de Rêgo Filho acalmou o clima de ansiedade no mercado financeiro, observado nos últimos dias, depois de uma decisão monocrática (unilateral) do ministro Jhonatan de Jesus de autorizar inspeção, por parte do TCU, no Banco Central.

Recurso acolhido

Os advogados do BC apresentaram recurso ao Tribunal logo em seguida, pedindo que a possibilidade dessa inspeção seja avaliada por todo o colegiado após a reabertura dos trabalhos da Corte — por se tratar de uma posição vista como iniciativa que “descredibiliza a entidadade monetária”...

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O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo Filho, reiterou que a Corte máxima de Contas do país não vai reverter a liquidação extrajudicial do Banco Master determinada pelo Banco Central (BC). De acordo com ele, o processo de fiscalização a ser conduzido pelo ministro Jhonatan de Jesus, ainda pendente de ser aprovado no plenário do Tribunal, será concluído rapidamente.

A entrevista de Rêgo Filho acalmou o clima de ansiedade no mercado financeiro, observado nos últimos dias, depois de uma decisão monocrática (unilateral) do ministro Jhonatan de Jesus de autorizar inspeção, por parte do TCU, no Banco Central.

Recurso acolhido

Os advogados do BC apresentaram recurso ao Tribunal logo em seguida, pedindo que a possibilidade dessa inspeção seja avaliada por todo o colegiado após a reabertura dos trabalhos da Corte — por se tratar de uma posição vista como iniciativa que “descredibiliza a entidadade monetária”.

Em tom habilidoso, Vital do Rêgo Filho anunciou que não apenas o recurso do BC foi acolhido e o tema, conforme pedido, será tratado pelo colegiado do Tribuna, como garantiu: não compete ao TCU reverter nada em relação ao Banco Central.

Banco Master

A inspeção foi solicitada especificamente em relação aos atos que levaram o BC a determinar a liquidação extrajudicial do Banco Master, mas terminou levando a muita polêmica e até a uma nota por parte de diversas instituições financeiras depositando plena confiança no Banco Central.

Vital do Rêgo Filho, então, amainou os ânimos, ao dizer que “a autoridade monetária agiu corretamente em sua função reguladora”, e que “o que cabe ao TCU apenas é entender os ‘atos motivacionais’ e a legalidade do procedimento, sem discutir o mérito da decisão técnica de liquidar a instituição bancária”.

Posição do TCU junto ao BC

“Quem tinha que liquidar ou não o Banco Master era o Banco Central. O TCU não entra nessa história. O TCU tem competência para fiscalizar todos os entes da administração direta, indireta e autárquica. Então, nós somos fiscalizadores de segunda ordem. O TCU não entra nessa discussão do liquidante, mas entra na discussão da legalidade do processo. E não cabe ao TCU fazer uma reversão na liquidação”, afirmou o ministro.

Para alinhar as prerrogativas de fiscalização com a autonomia do BC, Vital do Rêgo confirmou que terá uma reunião com o presidente da instituição, Gabriel Galípolo, na próxima segunda-feira (12/01), às 14h. O objetivo do encontro, segundo o ministro, é criar um modelo em que “a nossa interrogativa de fiscalização esteja sendo cumprida, e a autonomia do BC esteja preservada, porque é uma instituição que possui autonomia sobre todo o mercado financeiro”, explicou.

— Com agências de notícias




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Embora interino, Manoel Almeida Neto é formalizado por Lula como novo ministro da Justiça

10/01/2026

Ainda em busca de nomes para substituir o recém-saído ministro de Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski, que entregou sua carta de demissão na última quinta-feira (08/01), alegando motivos pessoais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou formalmente, no fim dessa sexta-feira (09/01) o então secretário executivo da pasta, advogado Manoel Carlos de Almeida Neto, para o cargo.

Almeida Neto é elogiado dentro do ministério, alinhado com os projetos iniciados por Lewandowski e detentor de um bom currículo, mas mesmo entre os círculos mais internos da pasta mas não se dá como certo que fique muito tempo num cargo tão importante, sobretudo num ano de eleições presidenciais. Principalmente, por ter perfil eminentemente técnico.

Os indicados

Por enquanto as bolsas de apostas dão como nomes mais indicados o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), o atual diretor-presidente da Policia Federal, Andrei Rodrigues e o ex-secretário de Assu...

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Ainda em busca de nomes para substituir o recém-saído ministro de Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski, que entregou sua carta de demissão na última quinta-feira (08/01), alegando motivos pessoais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou formalmente, no fim dessa sexta-feira (09/01) o então secretário executivo da pasta, advogado Manoel Carlos de Almeida Neto, para o cargo.

Almeida Neto é elogiado dentro do ministério, alinhado com os projetos iniciados por Lewandowski e detentor de um bom currículo, mas mesmo entre os círculos mais internos da pasta mas não se dá como certo que fique muito tempo num cargo tão importante, sobretudo num ano de eleições presidenciais. Principalmente, por ter perfil eminentemente técnico.

Os indicados

Por enquanto as bolsas de apostas dão como nomes mais indicados o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), o atual diretor-presidente da Policia Federal, Andrei Rodrigues e o ex-secretário de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil no início do governo Wellington César Lima e Silva.

O presidente, porém, tem outra questão para resolver. A cobrança por parte de vários integrantes do seu governo de divisão do ministério em duas pastas. Uma somente para a Justiça e outra destinada apenas à Segurança Púbica — conforme aconteceu no governo de Michel Temer.

PEC da Segurança

O problema é que Lula tinha dito a pessoas próximas que gostaria de fazer essa divisão apenas após a reforma ministerial ampla que será feita até o final de abril, quando terão de sair do governo os ministros que pretendem ser candidatos a algum cargo nas eleições deste ano.

E também porque se espera que, até lá, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, em tramitação no Congresso, já tenha sido totalmente votada e esteja promulgada.

Lewandowski pediu demissão ao chefe do Executivo sem qualquer surpresa. Quando foi convidado para a pasta, em substituição a Flávio Dino, ele acertou com o presidente que ficaria no cargo por apenas um ano. Ficou por quase dois deles. Lula, entretanto, confidenciou a assessores próximos que tinha esperanças de demovê-lo da ideia e mantê-lo no cargo até dezembro.




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