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Gilson Machado Neto encomendou e já distribui adesivos dizendo que ‘O Nordeste está com Flávio Bolsonaro’

17/01/2026

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O ex-ministro do Turismo Gilson Machado Neto, colaborador de primeira hora do ex-presidente Jair Bolsonaro em sua campanha de 2018 e ao longo do seu governo, está seguindo o mesmo caminho de apoio ao bolsonarista e seu grupo com a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — que se lançou extra oficialmente candidato à presidência da República este ano, em substituição ao pai.

Machado Neto foi a primeira pessoa a encomendar, por conta própria, um adesivo com o título “O Nordeste está com Flávio Bolsonaro”, no qual consta uma foto do senador dando um beijo no pai, Jair Messias.

Link para acesso

Gilson Neto ainda divulgou nas suas redes sociais um link onde qualquer cidadão que desejar fazer o adesivo ou imprimir a imagem para postar no seu carro ou algum outro local poderá obtê-lo e providenciar a impressão.

E anunciou aos que não conseguirem ter acesso que não se preocupem, porque a sua intenção é disparar os adesiv...

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O ex-ministro do Turismo Gilson Machado Neto, colaborador de primeira hora do ex-presidente Jair Bolsonaro em sua campanha de 2018 e ao longo do seu governo, está seguindo o mesmo caminho de apoio ao bolsonarista e seu grupo com a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — que se lançou extra oficialmente candidato à presidência da República este ano, em substituição ao pai.

Machado Neto foi a primeira pessoa a encomendar, por conta própria, um adesivo com o título “O Nordeste está com Flávio Bolsonaro”, no qual consta uma foto do senador dando um beijo no pai, Jair Messias.

Link para acesso

Gilson Neto ainda divulgou nas suas redes sociais um link onde qualquer cidadão que desejar fazer o adesivo ou imprimir a imagem para postar no seu carro ou algum outro local poderá obtê-lo e providenciar a impressão.

E anunciou aos que não conseguirem ter acesso que não se preocupem, porque a sua intenção é disparar os adesivos “por todos os cantos do Nordeste”. “Aos que não conseguirem, não se preocupem porque em breve começaremos a fazer adesivaços por aí”, frisou.

União da direita

O ex-ministro esclareceu que fez questão de não colocar nem seu nome, nem sua foto e nem menção a qualquer partido partido político, porque, conforme assegurou, “minha função é trabalhar pela nossa união”. “A direita unida, a esquerda treme”, provocou.

O link divulgado por ele para baixar o adesivo segue aqui:
https://drive.google.com/drive/folders/105lmJX-MjPRodhK-7jaO7e_i0rFkqEKP

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Lula é convidado para integrar 'Conselho de Paz em Gaza' organizado por Donald Trump; mas ainda não disse se aceitará

17/01/2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado para fazer parte do chamado “Conselho da Paz” para Gaza. O convite foi feito pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump que anunciou a organização do grupo, com o objetivo de encerrar a guerra no território palestino. O presidente brasileiro ainda não aceitou o convite.

Outros convidados por Trump para integrar o conselho foram o presidente da Argentina Javier Milei; o secretário de Estado americano, Marco Rubio; o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair; o empresário bilionário americano Marc Rowan e o assessor de Trump que atua no Conselho de Segurança Nacional. O presidente norte-americano é quem vai presidir o órgão.

“Maior e mais prestigiado”, diz Trump

“Posso dizer com certeza que é o maior e mais prestigiado conselho já reunido em qualquer momento e lugar”, disse o governante dos EUA, ao fazer o anúncio nas redes sociais.

Segundo a Casa Branca, o conselh...

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado para fazer parte do chamado “Conselho da Paz” para Gaza. O convite foi feito pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump que anunciou a organização do grupo, com o objetivo de encerrar a guerra no território palestino. O presidente brasileiro ainda não aceitou o convite.

Outros convidados por Trump para integrar o conselho foram o presidente da Argentina Javier Milei; o secretário de Estado americano, Marco Rubio; o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair; o empresário bilionário americano Marc Rowan e o assessor de Trump que atua no Conselho de Segurança Nacional. O presidente norte-americano é quem vai presidir o órgão.

“Maior e mais prestigiado”, diz Trump

“Posso dizer com certeza que é o maior e mais prestigiado conselho já reunido em qualquer momento e lugar”, disse o governante dos EUA, ao fazer o anúncio nas redes sociais.

Segundo a Casa Branca, o conselho de paz vai discutir questões como "fortalecimento da capacidade de governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, financiamento em larga escala e mobilização de capital".

Nova força policial

O presidente dos EUA também designou o major-general americano Jasper Jeffers para dirigir a Força Internacional de Estabilização (ISF, na sigla em inglês) em Gaza, que terá a missão de manter a segurança no território palestino e treinar uma nova força policial para suceder ao Hamas.

— Com Agências de Notícias




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Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez demite ministro da Indústria, ligado a Nicolás Maduro

17/01/2026

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, demitiu nesta sexta-feira (16) o empresário Alex Saab do cargo de ministro da Indústria. Saab é acusado de atuar como testa de ferro do presidente deposto Nicolás Maduro, com quem Delcy ganhou a eleição como vice-presidente (considerada fraudada).

A presidente disse, ao fazer o anúncio, que o ministério será fundido com a pasta do Comércio e agradeceu a Saab “pelos serviços prestados à pátria”. A mudança ocorre em meio à pressão dos EUA junto ao país, após a operação militar de 3 de janeiro, que derrubou Maduro.

‘Novas responsabilidades’

Segundo ela, o empresário passará a assumir novas responsabilidades. Saab esteve preso e foi libertado em 2023, durante uma troca de prisioneiros entre Venezuela e Estados Unidos. Ele foi nomeado ministro por Maduro em 2024.

Delcy tem defendido a retomada do diálogo com os EUA, em uma mudança de tom em relação à retórica historicament...

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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, demitiu nesta sexta-feira (16) o empresário Alex Saab do cargo de ministro da Indústria. Saab é acusado de atuar como testa de ferro do presidente deposto Nicolás Maduro, com quem Delcy ganhou a eleição como vice-presidente (considerada fraudada).

A presidente disse, ao fazer o anúncio, que o ministério será fundido com a pasta do Comércio e agradeceu a Saab “pelos serviços prestados à pátria”. A mudança ocorre em meio à pressão dos EUA junto ao país, após a operação militar de 3 de janeiro, que derrubou Maduro.

‘Novas responsabilidades’

Segundo ela, o empresário passará a assumir novas responsabilidades. Saab esteve preso e foi libertado em 2023, durante uma troca de prisioneiros entre Venezuela e Estados Unidos. Ele foi nomeado ministro por Maduro em 2024.

Delcy tem defendido a retomada do diálogo com os EUA, em uma mudança de tom em relação à retórica historicamente tensa entre os dois países. Ela ressaltou recentemente que, se precisar viajar aos Estados Unidos, irá “andando com os próprios pés, não arrastada até lá”.

Plano para 2026

Destacou, ainda, que tem um plano para 2026 e que pretende “forjar uma nova política na Venezuela” embora em suas falas sempre faça elogios a diversos integrantes antigos do governo.

— Com Agência de Notícias




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Giogia Meloni é a verdadeira protagonista do acordo Mercosul-EU, analisa Marcelo S. Tognozzi*

17/01/2026

Quando tinha 3 anos de idade, Giogia Meloni e a irmã Ariana, de 4, brincavam com fósforos escondidas da mama Ana. Acabaram botando fogo na casa. Uma tragédia. A família perdeu tudo. Foram morar em Garbatella, bairro de classe média baixa na periferia de Roma. Quando Giorgia tinha 11 anos, seu pai Francesco, abandonou a família e foi viver com uma espanhola nas ilhas Canárias. Ela e a irmã nunca mais o veriam.

A vida da primeira-ministra da Itália, que na última quinta-feira dia 15 de janeiro completou 49 anos, tem sido desde sempre uma sucessão de desafios. Esta baixinha feroz e invocada aprendeu a lutar sozinha e faz política desde os 15 anos, quando entrou para a ala direita do movimento estudantil. Começou a trabalhar cedo, primeiro como babá, depois garçonete da casa noturna de Roma Piper Club. Assim, ela conseguiu ajudar nas contas da casa e pagar seus estudos.

Protagonista do acordo Mercosul-UE

Neste sábado, 17 de janeiro, quan...

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Quando tinha 3 anos de idade, Giogia Meloni e a irmã Ariana, de 4, brincavam com fósforos escondidas da mama Ana. Acabaram botando fogo na casa. Uma tragédia. A família perdeu tudo. Foram morar em Garbatella, bairro de classe média baixa na periferia de Roma. Quando Giorgia tinha 11 anos, seu pai Francesco, abandonou a família e foi viver com uma espanhola nas ilhas Canárias. Ela e a irmã nunca mais o veriam.

A vida da primeira-ministra da Itália, que na última quinta-feira dia 15 de janeiro completou 49 anos, tem sido desde sempre uma sucessão de desafios. Esta baixinha feroz e invocada aprendeu a lutar sozinha e faz política desde os 15 anos, quando entrou para a ala direita do movimento estudantil. Começou a trabalhar cedo, primeiro como babá, depois garçonete da casa noturna de Roma Piper Club. Assim, ela conseguiu ajudar nas contas da casa e pagar seus estudos.

Protagonista do acordo Mercosul-UE

Neste sábado, 17 de janeiro, quando o acordo Mercosul-União Europeia será finalmente assinado, Giogia Meloni, mesmo ausente, será protagonista. A primeira-ministra da Itália, única mulher até hoje a sentar naquela cadeira, adiou a assinatura do acordo de caso pensado, tirando de Lula a oportunidade de aparecer presidindo a cerimônia de assinatura do acordo.

Meloni é de direita. Não a direita radical, fascista, embora tentem a todo tempo carimbá-la como tal. É uma versão italiana de Margareth Tatcher, a dama de ferro que colocou a Inglaterra nos trilhos. Meloni é hoje a principal líder da direita europeia, muito mais pelos seus méritos e o talento de negociadora.

Ela soube se posicionar, quando em dezembro anunciou que ainda tinha dúvidas sobre o acordo e conseguiu arrancar 45 bilhões de euros (quase R$ 300 bilhões) para os agricultores italianos prometidos pela presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen. Meloni e von der Leyen falam a mesma língua na política. E nenhuma delas morre de amores por Lula e seus aliados da esquerda europeia.

A atitude de Meloni, ao garantir para o Paraguai do conservador Santiago Peña os holofotes da assinatura do acordo, acabou expondo o presidente francês Emmanuel Macron, depois de a França liderar manobras frustradas para melar o acordo. Nos últimos anos, Macron manteve com Lula uma relação quase íntima, recheada de mesuras e trocas e afagos, abrindo caminho para a venda de helicópteros militares franceses para nossas Forças Armadas y otras cositas más. Mas na hora de fazer valer a amizade, prevaleceu o interesse da falida agropecuária francesa, que hoje não consegue sequer abastecer seu mercado interno com manteiga. Nem um “ne me quitte pas” Lula poderá pedir a Macron, que o abandonou à própria sorte.

Nova direita europeia

Meloni é da nova safra de políticos europeus, de uma nova direita que surge com propostas sedutoras de mais empregos, menos imigração e uma diplomacia pró Ocidente. Segue a mesma linha das políticas espanholas Isabel Dias Ayuso (PP), presidente da Comunidade de Madrid e Cayetana Alvarez de Toledo, deputada pelo PP, filha de marquês, carismática e boa de palanque. As duas têm movimentado a política espanhola, enfrentando a esquerda como opositoras do primeiro-ministro Pedro Sánchez (PSOE). Ayuso é campeã de votos e na última eleição derrotou o PSOE em redutos tradicionais da esquerda.

Em setembro de 2016 Giogia deu à luz Ginevra. Ela anunciou o nascimento da filha num post emocionado nas redes sociais, comemorando a chegada da irmãzinha da Itália, numa referência ao seu partido Fratelli di Italia (Irmãos da Itália), fundado por ela e cujo nome veio do hino nacional italiano. Nesta época, já era uma política experiente. Teve um casamento de uma década com o jornalista Andrea Giambruno, de quem se separou em 2023. Giambruno, deslumbrado com a ascensão da mulher ao poder, acabou se expondo com comportamentos inconvenientes.

Iniciou a carreira aos 21 anos, em 1998, se elegendo vereadora em Roma. Em 2006, chegou pela primeira vez ao parlamento italiano e 2 anos depois, com 31 anos, era nomeada ministra da Juventude por Silvio Berlusconi. Ficou no ministério até 2011. Em 2016 disputou a eleição para a prefeitura de Roma contra o candidato de Berlusconi, agora seu adversário político.

‘Somos pessoas, não códigos’

A baixinha, dona de um par de olhos azuis faiscantes, se mostrou imparável e começou a ser percebida como a grande novidade da política italiana. Em 2018, voltou ao parlamento e, em 2019, fez um discurso que rendeu muitos votos, marcando sua posição: "Somos pessoas, não códigos, e vamos defender nossa identidade. Eu sou Giorgia: sou mulher, sou mãe, sou italiana, sou cristã […]. Tenho vergonha de um Estado que nada faz pelas famílias italianas. Tenho vergonha de um Estado que defende os direitos dos homossexuais. Um Estado justo cuida dos mais fracos, daqueles que não podem defender-se".

Em outubro de 2022, Meloni assumiu o cargo de primeira-ministra da Itália. Berlusconi tentou bombardear, chamando-a de arrogante e condescendente. Não colou. Depois, Berlusconi tentou barrar a candidatura de Ignazio La Russa, aliado de Meloni, a presidente do Senado, e foi derrotado. La Russa venceu com 116 votos dos 206 senadores. Berlusconi morreria meses depois, em junho de 2023, levando com ele o passado e abrindo caminho para a consolidação da nova direita italiana.

Giorgia Meloni, mãe solteira, cristã e conservadora, primeira mulher a comandar a Itália, aquela que aos 3 anos incendiou a própria casa, agora cuida do lar de 59 milhões de italianos. Ela é um dos símbolos do poder neste século 21.

*Marcelo S. Tognozzi é jornalista e consultor. Uma das principais referências da imprensa brasileira contemporânea.

NR - Autorizada a postagem do artigo, originalmente publicado no Poder360. O título foi mudado e os intertítulos inseridos à revelia do autor.




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O pastor deputado Sóstenes e o motorista da vez, por Natanael Sarmento*

17/01/2026

Deputado federal (RJ) e evangélico, o militante bolsonarista pastor Sóstenes Cavalcante deve ser escolhido das Alturas dentre tantos deste mundão de Deus — pois mui poucos se permitem esquecer 430 mil num saco de lixo em flat alugado — e do seu motorista movimentar 11 milhões de reais em operações bancárias. Para explicar tais milagres, o iluminado está na mira da investigação da PF que apura desvio de verbas e lavagem de dinheiro.

Trajetória

O pastor iluminado começou na política impulsionado pelo Malafaia da igreja Assembleia de Deus. Embalado pelos votos do rebanho, estreou como deputado federal em 2014 pelo PSD, mudando para o DEM, depois o PSE e enfim albergou-se no PL do Jair Bolsonaro. Está no terceiro mandato consecutivo com a graça e os votos dos irmãos, seus irmãos de fé.

Reacionário e golpista

Líder da bancada da bíblia, votou no golpe empresarial-parlamentar-midiático que derrubou Dilma Russeff e abr...

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Deputado federal (RJ) e evangélico, o militante bolsonarista pastor Sóstenes Cavalcante deve ser escolhido das Alturas dentre tantos deste mundão de Deus — pois mui poucos se permitem esquecer 430 mil num saco de lixo em flat alugado — e do seu motorista movimentar 11 milhões de reais em operações bancárias. Para explicar tais milagres, o iluminado está na mira da investigação da PF que apura desvio de verbas e lavagem de dinheiro.

Trajetória

O pastor iluminado começou na política impulsionado pelo Malafaia da igreja Assembleia de Deus. Embalado pelos votos do rebanho, estreou como deputado federal em 2014 pelo PSD, mudando para o DEM, depois o PSE e enfim albergou-se no PL do Jair Bolsonaro. Está no terceiro mandato consecutivo com a graça e os votos dos irmãos, seus irmãos de fé.

Reacionário e golpista

Líder da bancada da bíblia, votou no golpe empresarial-parlamentar-midiático que derrubou Dilma Russeff e abriu caminho para a boiada da pauta neoliberal e fascista contra os trabalhadores passar: ascensão de Temer, reforma trabalhista que retirou direitos de trabalho, corte de “gastos públicos” que retirou recursos de políticas públicas para os mais necessitados.

Armas

Pastores da teologia da prosperidade transitam da “bancada da bíblia” à da “bala” com facilidade que até Deus duvida. O aliado de Malafaia se tornou armamentista e declarou publicamente que o “cidadão brasileiro deveria ter o direito de comprar armas de grosso calibre”. No evangelho bíblico do Sóstenes a vida é sagrada. Uma criança de doze anos estuprada e grávida não pode fazer aborto porque a vida é dádiva de Deus e só ele pode tirar. No moralismo de conveniência, é autor do projeto que criminaliza o aborto legal (casos de estupro e de alto risco de vida da gestante).

Teologia da prosperidade

Não podemos concluir genericamente que igrejas pequenas ou grandes sejam grandes negócios, apenas. Tampouco podemos tapar o Sol com a peneira que muitas delas se tornaram e seus ministros se tornaram milionários. Se não fosse fato, a revista Forbes — dos EUA, que fofoca sobre os ricaços — não publicaria a lista dos pastores mais afortunados: Edir Macedo, Valdomiro Santiago, Silas Malafaia, RR Soares e o casal Estevam e Sônia Hernandes. Igrejas têm imunidade tributária. Alguns templos são de riqueza salomônica. Algumas possuem carros de luxo e até aviões. Por via das dúvidas, fico com a lição do outro: “avião só vira notícia quando cai”.

*Natanael Sarmento é professor e escritor. Do Diretório Nacional do Partido Unidade Popular Pelo Socialismo

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




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As aventuras de Cacimba 25 — Cacimba e a palavra que não tinha significado Por Zé da Flauta*

17/01/2026

A palavra apareceu do nada, como coisa que não pede licença.

Ninguém sabe quem falou primeiro. Uns dizem que foi um menino correndo pela praça. Outros juram que saiu da boca de uma velha dormindo na calçada. Teve até quem dissesse que a palavra escapou de dentro do sino da igreja quando bateu errado.

O fato é que ela apareceu.
— Liravéu.

Era assim que soava. Curta. Redonda. Estranha.
— O que é liravéu? perguntaram.

Ninguém sabia explicar. Mas todo mundo sentia alguma coisa quando ouvia.

Dona Maroquinha sentiu vontade de chorar sem tristeza. Seu Zé do Açúcar sentiu um alívio besta, como quando a dor passa sem avisar. Um menino riu sem saber por quê.
Outro ficou quieto, olhando pro chão, como se tivesse lembrado de algo importante. O problema começou quando a palavra se espalhou.

O povo começou a usar “liravéu” pra tudo:

— Hoje acordei meio liravéu.
— Is...

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A palavra apareceu do nada, como coisa que não pede licença.

Ninguém sabe quem falou primeiro. Uns dizem que foi um menino correndo pela praça. Outros juram que saiu da boca de uma velha dormindo na calçada. Teve até quem dissesse que a palavra escapou de dentro do sino da igreja quando bateu errado.

O fato é que ela apareceu.
— Liravéu.

Era assim que soava. Curta. Redonda. Estranha.
— O que é liravéu? perguntaram.

Ninguém sabia explicar. Mas todo mundo sentia alguma coisa quando ouvia.

Dona Maroquinha sentiu vontade de chorar sem tristeza. Seu Zé do Açúcar sentiu um alívio besta, como quando a dor passa sem avisar. Um menino riu sem saber por quê.
Outro ficou quieto, olhando pro chão, como se tivesse lembrado de algo importante. O problema começou quando a palavra se espalhou.

O povo começou a usar “liravéu” pra tudo:

— Hoje acordei meio liravéu.
— Isso que tu disse foi liravéu demais.
— Esse silêncio tá liravéu.

Cada um sentia uma coisa diferente, e ninguém concordava com ninguém.

— Palavra assim dá confusão, disse um.
— Palavra assim liberta, disse outro.
— Palavra assim não presta, resmungou o padre.

Chamaram Cacimba.
Ele chegou mastigando pensamento, chapéu baixo, os dois macaquinhos atentos. Um deles já tava incomodado.

— Isso aí não tem definição, cochichou o macaquinho da emoção.
— E quem disse que precisa? retrucou o da razão.



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Cacimba sorriu de canto.
— Pois é… palavra que não cabe em dicionário costuma morar na gente.

Cacimba pediu pra alguém falar a palavra bem alto.
— Liravéu!

O som bateu na praça e voltou diferente. Uns suspiraram. Outros se arrepiaram. Teve quem sentisse raiva sem alvo. Um macaquinho agitou:
— Tá vendo? Cada um sente uma coisa. Isso desorganiza.

O outro respondeu calmo: — Não. Isso revela!
Cacimba coçou o queixo.
— Palavra com significado único manda. Palavra sem significado… pergunta.

O povo não entendeu nada, mas sentiu. Uma mulher se aproximou:
— Cacimba… quando escuto essa palavra, lembro de quem eu fui antes de ficar dura.

Um homem falou logo depois: — Eu sinto medo. Mas é um medo bom. Tipo começo.

Cacimba bateu o pé no chão. — Pronto. Agora eu sei. Ele explicou:
— Essa palavra não veio pra dizer nada. Veio pra escutar. Cada um completa com o que tá faltando por dentro.

Um macaquinho resmungou:
— Mas isso dá bagunça.

O outro apertou a mão dele:
— Bagunça é começo de ordem nova.

Cacimba decidiu: — Palavra assim não pode virar moda nem regra. Tem que virar espelho.
Ele tocou o pife. Um som curto, aberto, sem final. E a palavra foi ficando mais baixa, mais rara, até virar sussurro.

No outro dia, ninguém mais dizia “liravéu”. Mas todo mundo parecia diferente. Mais atento. Mais estranho. Mais vivo.
Cacimba foi embora, dizendo pros macaquinhos: — Nem toda palavra nasce pra explicar. Algumas nascem pra acordar.

E até hoje, quando alguém sente algo que não sabe nomear, o povo diz: — Isso é coisa daquela palavra…
— Aquela… — A que não tinha significado.

E ninguém tenta explicar.

*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.


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Mais de 50 anos depois, homem poderá retornar à Lua

17/01/2026

A NASA [agência governamental dos Estados Unidos responsável pela pesquisa e exploração espacial] começou a preparar o foguete gigante Space Launch System (SLS) para a missão que fará o primeiro sobrevoo lunar de astronautas em mais de meio século. Os astronautas, no entanto, não irão orbitar a Lua nem pousar nela. A viagem de ida e volta poderá começar já em fevereiro.

O foguete, que mede 98 metros e pesa mais de 5 milhões de quilos, seguiu para a plataforma de lançamento neste sábado (17). A previsão é que o trajeto, de seis quilômetros, seja feito até o anoitecer.

Veículo modernizado

O foguete e a cápsula tripulada Orion, que estava em cima dele, foram transportados a bordo de um enorme veículo de transporte usado durante as eras Apollo e dos ônibus espaciais. Ele foi modernizado para suportar o peso extra do foguete SLS.

O primeiro e único outro lançamento do SLS — que enviou uma cápsula Orion vazia para a órbita...

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A NASA [agência governamental dos Estados Unidos responsável pela pesquisa e exploração espacial] começou a preparar o foguete gigante Space Launch System (SLS) para a missão que fará o primeiro sobrevoo lunar de astronautas em mais de meio século. Os astronautas, no entanto, não irão orbitar a Lua nem pousar nela. A viagem de ida e volta poderá começar já em fevereiro.

O foguete, que mede 98 metros e pesa mais de 5 milhões de quilos, seguiu para a plataforma de lançamento neste sábado (17). A previsão é que o trajeto, de seis quilômetros, seja feito até o anoitecer.

Veículo modernizado

O foguete e a cápsula tripulada Orion, que estava em cima dele, foram transportados a bordo de um enorme veículo de transporte usado durante as eras Apollo e dos ônibus espaciais. Ele foi modernizado para suportar o peso extra do foguete SLS.

O primeiro e único outro lançamento do SLS — que enviou uma cápsula Orion vazia para a órbita da Lua — ocorreu em novembro de 2022.



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Missão diferente

"Esta missão é muito diferente, colocar a tripulação no foguete e levá-la ao redor da Lua", disse John Honeycutt, da NASA, na véspera do lançamento do foguete. Danos no escudo térmico e outros problemas na cápsula durante o voo de teste inicial exigiram análises e testes extensivos, adiando esta primeira missão tripulada à Lua até agora.

A expectativa é que os astronautas apenas orbitem e pousem na Lua no terceiro voo da série Artemis, daqui a alguns anos.

Equipe já montada

O comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover e Christina Koch — astronautas veteranos da NASA com experiência em voos espaciais — serão acompanhados na missão de 10 dias pelo astronauta canadense Jeremy Hansen, um ex-piloto de caça que aguarda sua primeira viagem em um foguete.

Eles serão os primeiros humanos a ir à Lua desde que Gene Cernan e Harrison Schmitt, da Apollo 17, encerraram com sucesso o programa de pouso lunar em 1972. Doze astronautas caminharam pela superfície lunar, começando com Neil Armstrong e Buzz Aldrin em 1969.


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Dinamarqueses vão às ruas para protestar contra ameaças dos EUA à Groenlândia

17/01/2026

Milhares de manifestantes se reuniram em toda a Dinamarca neste sábado (17/01) em solidariedade à Groenlândia, em meio à ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de anexar a ilha do Ártico, pertencente hoje àquele país, aos Estados Unidos.

Desde o início do ano Trump vem demonstrando interesse na Groenlândia, sendo que na última quinta-feira (15/01) o presidente escreveu numa rede social que considera a ilha “vital para a segurança dos Estados Unidos devido à sua localização estratégica e à grande quantidade de minerais que possui”. Ele também não descartou o uso da força para conquistá-la.

Reforço militar

Nações europeias enviaram militares à ilha a pedido do governo da Dinamarca e, nos protestos, os manifestantes gritaram "a Groenlândia não está à venda", exibindo faixas com slogans "Tirem as mãos da Groenlândia", ao lado da bandeira vermelha e branca da Groenlândia ("Erfalasorput").

"Sou muito grata pelo enorme...

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Milhares de manifestantes se reuniram em toda a Dinamarca neste sábado (17/01) em solidariedade à Groenlândia, em meio à ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de anexar a ilha do Ártico, pertencente hoje àquele país, aos Estados Unidos.

Desde o início do ano Trump vem demonstrando interesse na Groenlândia, sendo que na última quinta-feira (15/01) o presidente escreveu numa rede social que considera a ilha “vital para a segurança dos Estados Unidos devido à sua localização estratégica e à grande quantidade de minerais que possui”. Ele também não descartou o uso da força para conquistá-la.

Reforço militar

Nações europeias enviaram militares à ilha a pedido do governo da Dinamarca e, nos protestos, os manifestantes gritaram "a Groenlândia não está à venda", exibindo faixas com slogans "Tirem as mãos da Groenlândia", ao lado da bandeira vermelha e branca da Groenlândia ("Erfalasorput").

"Sou muito grata pelo enorme apoio que nós, groenlandeses, recebemos... também estamos enviando uma mensagem ao mundo de que todos vocês precisam acordar", disse Julie Rademacher, presidente da Uagut, uma organização para groenlandeses na Dinamarca.

Crise diplomática

As repetidas declarações de Trump sobre a ilha desencadearam uma crise diplomática sem precedentes entre os Estados Unidos e a Dinamarca, ambos membros fundadores da aliança militar da OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte}, e foram amplamente condenadas na Europa.

O território da Groenlândia, com 57 mil habitantes, conquistou uma autonomia significativa desde 1979, mas permanece parte do Reino da Dinamarca, que controla a defesa e a política externa e financia grande parte de sua administração.

Todos os cinco partidos políticos eleitos para o parlamento da Groenlândia são, em última análise, favoráveis ??à independência, mas discordam quanto ao cronograma para essa mudança e, nos últimos dias, afirmaram que preferem permanecer parte da Dinamarca a se unir aos Estados Unidos.




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Um dia depois de cancelar 800 enforcamentos, líder do Irã chama Donald Trump de “criminoso”

17/01/2026

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, admitiu neste sábado (17/01), durante uma cerimônia registrada via TVs e redes sociais, que os protestos observados no país nos últimos dias tiveram "milhares" de mortos. Além disso, ele chamou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de “criminoso” por estimular os manifestantes.

A fala do aiatolá aconteceu um dia depois de Trump ter adotado um tom conciliatório em relação àquele país, pelo fato de o Irã ter cancelado o enforcamento de mais de 800 pessoas. "Respeito muito o fato de terem cancelado", declarou o presidente norte-americano.

Encorajou os manifestantes

Mas no pronunciamento de hoje, o aiatolá afirmou que “nessa revolta, o presidente dos EUA fez declarações pessoalmente, encorajou os manifestantes a prosseguirem e disse que os apoiaria militarmente'”. Khamenei, autor do pronunciamento, é quem tem a palavra final em todos os assuntos de Estado no país.

O...

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O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, admitiu neste sábado (17/01), durante uma cerimônia registrada via TVs e redes sociais, que os protestos observados no país nos últimos dias tiveram "milhares" de mortos. Além disso, ele chamou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de “criminoso” por estimular os manifestantes.

A fala do aiatolá aconteceu um dia depois de Trump ter adotado um tom conciliatório em relação àquele país, pelo fato de o Irã ter cancelado o enforcamento de mais de 800 pessoas. "Respeito muito o fato de terem cancelado", declarou o presidente norte-americano.

Encorajou os manifestantes

Mas no pronunciamento de hoje, o aiatolá afirmou que “nessa revolta, o presidente dos EUA fez declarações pessoalmente, encorajou os manifestantes a prosseguirem e disse que os apoiaria militarmente'”. Khamenei, autor do pronunciamento, é quem tem a palavra final em todos os assuntos de Estado no país.

O aiatolá reiterou, ainda, que os EUA buscam dominar os recursos econômicos e políticos do Irã. “Consideramos o presidente dos EUA um criminoso, devido às vítimas e aos danos, devido às acusações contra a nação iraniana”, frisou.

“Soldados rasos dos EUA”

Ali Khamenei descreveu os manifestantes como “soldados rasos dos Estados Unidos” e afirmou que eles destruíram mesquitas e centros educacionais “ao ferir pessoas e matar milhares delas”.

Desde 28 de dezembro, milhares de iranianos têm ido às ruas em manifestações de protesto que têm como pano de fundo a. crise econômica com a desvalorização da moeda local. Em um ano, o rial perdeu 56% do valor frente ao dólar, e o preço dos alimentos teve um aumento médio de 72%.

— Com agências de notícias internacionais




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Presidente do INSS estuda criação de uma “fila nacional” de atendimentos, para reduzir a demora de perícias e outros pedidos

17/01/2026

O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller, anunciou que a entidade está estudando a possibilidade de reduzir a fila de espera para recebimento de benefícios, que é criticada há décadas em todo o país.

Ele sugeriu a instituição de uma listagem nacional, por meio da qual a análise, seja qual for o tipo, possa ser feita por servidores de qualquer lugar do país, não apenas onde o processo foi aberto.

Alternativa para problemas

O presidente do instituto deixou claro que a medida ainda está em estudo, mas na prática, pode ser uma boa alternativa para amenizar os problemas que a população brasileira tem com essa fila de espera.

Segundo Waller, a prioridade de análise serão os pedidos de Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguidos de auxílio por incapacidade temporária e salário-maternidade, que, conforme ressaltou, “consistem em casos em que realmente o segurado não consegue trabalhar...

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O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller, anunciou que a entidade está estudando a possibilidade de reduzir a fila de espera para recebimento de benefícios, que é criticada há décadas em todo o país.

Ele sugeriu a instituição de uma listagem nacional, por meio da qual a análise, seja qual for o tipo, possa ser feita por servidores de qualquer lugar do país, não apenas onde o processo foi aberto.

Alternativa para problemas

O presidente do instituto deixou claro que a medida ainda está em estudo, mas na prática, pode ser uma boa alternativa para amenizar os problemas que a população brasileira tem com essa fila de espera.

Segundo Waller, a prioridade de análise serão os pedidos de Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguidos de auxílio por incapacidade temporária e salário-maternidade, que, conforme ressaltou, “consistem em casos em que realmente o segurado não consegue trabalhar e precisa do amparo".

500 novos peritos

"Os benefícios serão analisados pelo tempo de espera", acrescentou. No último mês de novembro, o INSS contratou 500 novos peritos médicos, o que na visão do presidente do órgão, deve contribuir para acelerar as perícias.

Waller disse, ainda, que o sistema do INSS será paralisado por três dias ainda neste mês de janeiro, para uma modernização que o tornará "mais confiável".




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Acordo entre Mercosul e UE é formalizado hoje (17) sem Lula, mas presidente brasileiro é tido como o grande protagonista de sua oficialização

17/01/2026

Pode parecer um paradoxo, mas a diplomacia brasileira apresentou vários argumentos plausíveis para o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, não ter participado da assinatura do acordo de livre comércio entre Mercosul e a União Europeia, realizada durante ato oficial neste sábado (17), em Assunção, no Paraguai.

Lula não participou da solenidade mas é considerado por todos como um dos seus maiores protagonistas, e antecipou-se à celebração ao receber, ontem, a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, para uma reunião no Rio de Janeiro. O encontro entre eles, no Palácio do Itamaraty, foi interpretado como uma forma de destacar a preponderância do Brasil nas negociações.

Ausência reflete insatisfações

O encontro com a presidente da CE embute, também, uma insatisfação. O Paraguai, que agora preside o Mercosul, havia convocado para a celebração da assinatura apenas os ministros de Relações Exteriores dos países...

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Pode parecer um paradoxo, mas a diplomacia brasileira apresentou vários argumentos plausíveis para o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, não ter participado da assinatura do acordo de livre comércio entre Mercosul e a União Europeia, realizada durante ato oficial neste sábado (17), em Assunção, no Paraguai.

Lula não participou da solenidade mas é considerado por todos como um dos seus maiores protagonistas, e antecipou-se à celebração ao receber, ontem, a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, para uma reunião no Rio de Janeiro. O encontro entre eles, no Palácio do Itamaraty, foi interpretado como uma forma de destacar a preponderância do Brasil nas negociações.

Ausência reflete insatisfações

O encontro com a presidente da CE embute, também, uma insatisfação. O Paraguai, que agora preside o Mercosul, havia convocado para a celebração da assinatura apenas os ministros de Relações Exteriores dos países do bloco e mudou os planos na última hora para incluir os presidentes, o que desagradou Lula — que decidiu não comparecer. Mas esse não foi o único motivo.

O presidente do Brasil fez questão de deixar claro, por conta da reunião com Van der Leyen e a ausência na celebração em Assunção, alguns aspectos. O primeiro é que o Brasil é o grande fiador do acordo, uma vez que países como Argentina e Uruguai em vários momentos demonstraram desinteresse em que Mercosul e UE se acertassem. Outro é que, por causa desse descaso, a assinatura do acordo não foi celebrada na presidência brasileira do Mercosul, encerrada em dezembro do ano passado.

A cerimônia chegou a ser convocada para coincidir com a cúpula do bloco, mas foi adiada após novos entraves impostos por países como a França e a Irlanda.

Gesto de protesto com a Itália

Por fim, a ausência do presidente brasileiro tem mais dois motivos de protesto em relação aos parceiros que aparecerão na foto oficial que marcará o fechamento do acordo. Uma é que foi ele, pessoalmente, quem trabalhou junto à primeira-ministra italiana Giorgia Meloni para virar os votos da Itália, que inicialmente apoiava, mas, depois, se colocou contra o acerto.

A mudança teve peso decisivo e o voto italiano na UE abriu a porta para que os dois blocos finalmente se entendessem — deixando França e Irlanda isolados.

Invasão da Venezuela

Há, ainda, o desconforto de Lula com a invasão da Venezuela pelos Estados Unidos e o sequestro do ditador Nicolás Maduro e da mulher dele, Cilia Flores, no tocante à postura de alguns países latino-americanos. Enquanto a Argentina elogiou a operação militar ordenada pelo presidente norte-americano Donald Trump e o Paraguai concordou com ela timidamente, o Brasil condenou a agressão e deixou claro que trata-se de “uma ameaça a todos os países do continente”.

Depois do encontro, Lula e Von der Leyen fizeram um pronunciamento conjunto no qual Lula destacou que os benefícios do acerto são uma clara declaração de apoio às relações multilaterais — em contraponto ao que vem pregando internacionalmente o governo de Trump.

Bom para todos, diz Lula

"O acordo que será assinado em Assunção, no Paraguai, é bom para o Brasil, é bom para o Mercosul, é bom para a Europa e é muito bom, sobretudo, para o mundo democrático e para o multilateralismo. A UE e o Mercosul compartilham valores como o respeito à democracia, ao Estado de Direito e aos direitos humanos. Mais diálogo político e mais cooperação vão garantir padrões elevados de respeito aos direitos trabalhistas e a defesa do meio ambiente", frisou o presidente brasileiro.

Para a presidente da CE, a oficialização do acordo ocorre devido ao esforço do governante brasileiro. "O compromisso pessoal e a paixão que o senhor (Lula) mostrou nas últimas semanas (para assinar o acordo), caro presidente, foram realmente enormes. Muito obrigada por direcionar e entregar esse acordo histórico", afirmou Von der Leyen.

Fortalecimento de relação entre continentes

A representante europeia afirmou, ainda, que o acordo comercial fortalecerá a relação entre os continentes na área de investimentos em recursos minerais. "Saúdo o fato de a Europa e o Brasil estarem avançando em direção a um acordo político muito importante sobre matérias-primas críticas”, enfatizou.

“Ele (o acordo Mercosul-UE) enquadrará nossa cooperação em projetos de investimento conjunto em lítio, níquel e terras raras", enumerou. Ursula Von der Leyen salientou que os investimentos relacionados às terras raras e a minerais vão fomentar a transição energética para uma matriz mais ‘limpa’ no planeta como um todo”, acrescentou. O Brasil foi representado no Paraguai pelo ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira.

— Com agências de notícias




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