"Terceira GM (?) é Guerra Cultural -ideológica, é guerra de sobrevivência" - Por Jarbas Beltrão*
17/03/2026
Tive oportunidade de revelar no nosso último encontro aqui n'O Poder o meu pensamento sobre o que ocorre no mundo, em relação aos conflitos armados, diplomáticos, ideológicos e questões geoeconômicas. Alguns chamam de um percurso para a 3a. (?) GM.
As chamadas guerras mundiais do Século XX, como foi dito, naquele nosso encontro da semana passada, foram guerras de conquistas territoriais, de interesses geoeconômicos.
Tendo sido eventos movidos por interesses geopolíticos e geoconômicos quase que exclusivamente; aqueles conflitos trouxeram sempre uma nova configuração geográfica do mundo, após os entendimentos diplomáticos que culminaram em cessar fogo.
Os Acordos podem ser chamados de cessar fogo, porque foram mais para um baixar as armas temporariamente, do que Acordos de Paz, que pressupõem longa duração.
'Guerras imperialistas'
As condições das guerras foram...
Tive oportunidade de revelar no nosso último encontro aqui n'O Poder o meu pensamento sobre o que ocorre no mundo, em relação aos conflitos armados, diplomáticos, ideológicos e questões geoeconômicas. Alguns chamam de um percurso para a 3a. (?) GM.
As chamadas guerras mundiais do Século XX, como foi dito, naquele nosso encontro da semana passada, foram guerras de conquistas territoriais, de interesses geoeconômicos.
Tendo sido eventos movidos por interesses geopolíticos e geoconômicos quase que exclusivamente; aqueles conflitos trouxeram sempre uma nova configuração geográfica do mundo, após os entendimentos diplomáticos que culminaram em cessar fogo.
Os Acordos podem ser chamados de cessar fogo, porque foram mais para um baixar as armas temporariamente, do que Acordos de Paz, que pressupõem longa duração.
'Guerras imperialistas'
As condições das guerras foram as motivações que gestaram cenário com de denominações de "guerras imperialistas".
" Guerras imperialistas" explicadas por situações de escassez de matérias primas, que potências econômicas-militares viviam ou poderiam viver em seus futuros previstos. As matérias primas que explicavam/explicam as razões para que a roda da economia pudesse girar. Por isso, tiveram a denominação se guerras modernas de conquistas.
'As guerras hoje'
Na oportunidade em que expus minhas idéias, deixei transparecer que a guerra que hoje se vive, é uma guerra com forte fundamento cultural/ideológico.
Nas guerras clássicas esses componentes ideológicos também estiveram presentes, entretanto, sem a importância do que se verifica hoje.
Havia a prática, também de uma guerra - como há - chamada psicológica, que consistia numa ação de trazer o inimigo para um campo de apoio de um dos lados. Essa guerra, era um complemento do conflito armado, o que não é o que temos hoje, com a guerra com predominância de natureza cultural-ideológica.
Então neste último caso, podemos afirmar que, o conflito armado faz a complementação do conflito ideológico, que teria seu início bem antes
Certas situações de escassez de matérias- primas prioritárias não estã "integralmente visível" na base desses conflitos atuais. Alguns falam de possível escassez de Petróleo, inclusive com fechamento do Estreito de Ormuz, passagem de 25% de cargueiros petrolíferos.
Mas Estados Unidos e Israel juntaram reservas suficientes de petróleo que podem dispensar aquele petróleo que passa pelo sul do Golfo Pérsico - o Estreito de Ormuz
No Golfo Pérsico, Estados Unidos bombardeou a Ilha de Kharg, nais importante lugar de instalações militares e petrolíferas iranianas, colocou tudo abaixo; a Ilha situa-se nO centro do Golfo Pérsico, inclusive, trata-se de petróleo iraniano com destino às Américas passa por aqueles portos.
É bom que se diga que ao longo do Golfo Pérsico o
tráfego passam embarcações com carregamento do petróleo iraniano; o Estreito de Ormuz é a única entrada pelo sul para esse Golfo e esse Golfo, é toda a costa iraniana, e o outro lado é a Península Arábica.
Quando o Estreito e fechado prejudica o carregamento que por ali passa - "algo estranho acontece, embarcações chinesas não são interceptadas.
'Fechamamento de Ormuz'
Fechamento de rotas, obstáculos comerciais, não descontroem a idéia de que não estamos - acredito modestamente - diante de uma guerra de conquistas, ou seja imperialista, na verdade os movimentos do Oriente Médio, mostram que é um 'odio civilizacional" é o item mais importante do conflito.
A China, a Russia com seus interesses econômicos pegam carona na viagem.
As velhas versões de guerra imperialista, movida pelo "capitalismo malvadão" perde força; eles só enxergam o mundo pela ótica econômica, materialista. Pode até estar presente, mas não é o elemento principal.

Volto a afirmar, trata-se de um guerra de predominância de raiz cultural- ideológica. Por ser dessa natureza a que me refiro, é uma guerra de sobrevivência, não de conquistas territoriais,
mas de conquistas de corações e mentes.
'Blocos em confronto '
Um bloco, diríamos Ocidental judáico-cristão e o outro lado um Bloco marxista cultural/fundamentalista islâmico (Aliança provisória); são os dois blocos em confronto.
Ocidente
O Bloco judáico-cristão tem na frente, Estados Unidos e Israel e a seu favor uma espetacular superioridade cientifico-tecnologica, que coloca a sua disposição um Arsenal militar como nunca visto na História humana, e pelo menos momentâneamente em condições de invencibilidade.
Sob a liderança de Trump, alguns dias atrás foi feito Encontro " Escudo das Américas" juntando todos países de todas as partes do continente americano - de fora Brasil, México, Colômbia.

O Escudo das Américas é uma iniciativa e aviso para União Européia de se juntar na guerra contra os inimigos ideológicos do Ocidente.
O Ocidente tem sido desde a década de 1980 um amontoado de nações sem clareza de seus destinos, resultado da guerra ideológica que chegou até Ocidente pelos ideólogos da Escola de Frankfurt ' - wokeismo, recismo- gayzismo, identitarismo social, igualitarismo de todo verniz, ateísmo e por ai vai.
A propaganda anti-ocidentsl que antes chegava com a ortodoxia marxista da Revolução do Proletariado, foi substituída pelo ideia de Hegemonia cultural - é o marxismo cultural.
O marxismo cultural tem feito estragos e nas colunas da cultura judáico-cristã, a ferrugem toma conta.
Rússia, China, Iran
Ja o Bloco Russo-Chines Iraniano tem condições de obter maior unidade. Tem apoo de um grupo burgues-globalista; que renunciou a livre competição de mercados e se apos na Economia Socialista de mercado ou socialismo de mercado com caracteristicas chinesas.
O fundamentalismo islâmico Xiita Iraniano, traz pra dentro desse bloco - também chamamos Bloco Autoritário, chamado até de " Eixo do mal" - os grupos terroristas, como Hezbolah, Hamas, Houthis, Jihad Islâmica, Al Qaeda e outros.
Acentuando, também que nesse colchão o narcotráfico global e terrorista dorme em berço esplêndido.
A Aliança desse eixo tende a ser temporária, sua principal contradição é a crença religiosa, China atéia, Rússia Cristã Ortodoxa. Mesmo assim, as lideranças xiitas acreditam num comunismo, abençoado por Alah.
'Aliança anti- ocidental comprovada'
Encerro, aqui , minhas digitações, trazendo lembranças de acontecimentos que comprovam a grande aproximação dos membros desse Bloco:
Basha Al Assad derrubado na Síria, fugiu para a Rússia. Esta escondido por lá e encontra-se sumido. Putin deve está usando a fortuna de Assad, que o ajuda a sair do sufoco.
A China é único país que circula com liberdade pela passagem pelo Estreito de Ormuz.
O sucessor do falecido Ali Khamenei, seu filho - indesejável, por sinal, como substituto - Mojtaba Kamenei, em situação física desesperadora, sem uma perna, cego, rosto deformado foi retirado por um avião russo e seguiu para Hospital de Moscou.
Na cerimônia de juramento de fidelidade dos membros da Guarda Revolucionária Iraniana ao seu chefe revolucionário religioso, os soldados juraram na frente de um boneco de papelão e foram obrigados a beija-lo.
Fica dito
*Jarbas Beltrão é Historiador, professor de História da UPE. Mestre em Educação pela UFPB. MBA em Política Estratégia Defesa e Segurança pela Adesg e Faculdade Metropolitana São Carlos/SP. Vinculado ao MBA em Geopolítica e Novas Fronteiras, Cibernética e Inteligência Artificial pela Adesg (Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra) e Instituto Venturo. Membro associado Academy Ventury de Política e Estratégia.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Leia outras informações
FIFA mantém jogos da Copa do Mundo nos EUA e nega pedido do Irã
17/03/2026
Comunicado da FIFA
Em comunicado oficial divulgado hoje, terça-feira, 17/03, a entidade máxima do futebol reafirmou o compromisso com o planejamento estabelecido e descartou, ao menos por enquanto, a possibilidade de levar os confrontos para solo mexicano. Ainda de acordo com a entidade, o desejo é que todas as seleções “compitam conforme o calendário de partidas anunciado em 6 de dezembro de 2025”, frustrando o plano do Irã de buscar refúgio em uma das outras sedes da competição.
O Irã alega falta de garantias de proteção
O anúncio é um balde de água fria nas pretensões da federação iraniana, que alega falta de garantias de proteção para seus atletas e membros da comissão técnica em território estadunidense.
A FIFA negou o pedido da seleção do Irã que pretendia transferir os jogos contra Bélgica, Egito e Nova Zelândia, disputados originalmente nos EUA, para o México.
Comunicado da FIFA
Em comunicado oficial divulgado hoje, terça-feira, 17/03, a entidade máxima do futebol reafirmou o compromisso com o planejamento estabelecido e descartou, ao menos por enquanto, a possibilidade de levar os confrontos para solo mexicano. Ainda de acordo com a entidade, o desejo é que todas as seleções “compitam conforme o calendário de partidas anunciado em 6 de dezembro de 2025”, frustrando o plano do Irã de buscar refúgio em uma das outras sedes da competição.

O Irã alega falta de garantias de proteção
O anúncio é um balde de água fria nas pretensões da federação iraniana, que alega falta de garantias de proteção para seus atletas e membros da comissão técnica em território estadunidense.
Eleições 2026: saiba como tirar o primeiro Título de Eleitor, atualizar ou regularizar pela internet
17/03/2026
Serviços do Título Net
O Autoatendimento Eleitoral, Título Net é a plataforma online da Justiça Eleitoral que permite aos cidadãos acessar diversos serviços sem precisar se deslocar até um cartório. Por meio do sistema, é possível: Alterar dados pessoais; Apresentar justificativa; Atualizar endereço; Consultar e trocar o local de votação; Consultar situação do título; Incluir o nome social; Regularizar título cancelado; Tirar o primeiro título (alistamento); Transferir domicílio eleitoral.
Para usar o Título Net e solicitar os serviços, o eleitor deve seguir alguns passos simples. Primeiro, é necessário verificar s...
O prazo para os cidadãos regularizarem o título de eleitor em 2026 vai até o dia 06/05. Além dos tradicionais postos de atendimento, serviços como tirar o primeiro título, atualizar informações pessoais, transferir domicílio eleitoral ou regularizar o documento cancelado podem ser feitos também via internet.

Serviços do Título Net
O Autoatendimento Eleitoral, Título Net é a plataforma online da Justiça Eleitoral que permite aos cidadãos acessar diversos serviços sem precisar se deslocar até um cartório. Por meio do sistema, é possível: Alterar dados pessoais; Apresentar justificativa; Atualizar endereço; Consultar e trocar o local de votação; Consultar situação do título; Incluir o nome social; Regularizar título cancelado; Tirar o primeiro título (alistamento); Transferir domicílio eleitoral.
Para usar o Título Net e solicitar os serviços, o eleitor deve seguir alguns passos simples. Primeiro, é necessário verificar se há débitos com a Justiça Eleitoral, referentes a eleições passadas com ausências não justificadas. Durante o preenchimento: Acesse o Autoatendimento Eleitoral – Título Net pelo site do TSE; Escolha o serviço que deseja; Preencha o formulário com as informações pedidas; Prepare os documentos exigidos (Identificação, comprovante de vínculo, certidão de nascimento ou casamento e outros documentos pessoais se desejar); Digitalize-os em formato PNG (foto), JPG (foto) ou PDF, com tamanho máximo de 10 MB; Faça uma selfie segurando a identificação oficial, sem óculos, bonés ou adereços que cubram o rosto. Para que a solicitação seja aprovada sem imprevistos, é importante que os documentos estejam legíveis e que a selfie siga as orientações do sistema. Em caso de dúvidas ou urgência, o eleitor pode entrar em contato diretamente com a zona eleitoral responsável, cujos dados estão disponíveis no portal do TSE.

Aplicativo E-título: não funciona para quem tem o título cancelado
Já o aplicativo E-título, que está disponível para aparelhos celulares Android ou iOS, permite justificar ausência, consultar locais de votação, emitir certidões e declarações eleitorais, cadastrar mesários voluntários e até pagar débitos eleitorais por Pix ou boleto. No entanto, ele não funciona para quem tem o título cancelado.
Dieese aponta: Recifense precisou trabalhar 83 horas para comprar cesta básica em fevereiro
17/03/2026
Ranking nacional
De acordo com o levantamento do Dieese, o Recife ocupa a 24ª posição entre as capitais brasileiras no ranking de tempo de trabalho necessário para comprar a cesta básica. Isso significa que, em comparação com outras cidades do país, o trabalhador da capital pernambucana precisa de menos horas de trabalho do que em grande parte...
Segundo levantamento do Dieese, o custo da cesta básica no Recife chegou a R$ 611,98 em fevereiro de 2026. Para adquirir os produtos considerados essenciais, um trabalhador que recebe salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 83 horas e 4 minutos no mês. Considerando uma jornada padrão de 8 horas por dia, esse tempo corresponde a aproximadamente 10 dias e meio de trabalho apenas para garantir a compra da cesta básica. Em janeiro de 2026, eram necessárias 81 horas e 26 minutos de trabalho. Já em fevereiro de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518, o tempo necessário era maior: 90 horas e 38 minutos.
Ranking nacional
De acordo com o levantamento do Dieese, o Recife ocupa a 24ª posição entre as capitais brasileiras no ranking de tempo de trabalho necessário para comprar a cesta básica. Isso significa que, em comparação com outras cidades do país, o trabalhador da capital pernambucana precisa de menos horas de trabalho do que em grande parte das capitais para adquirir os produtos essenciais.
Elevação menor que 2025
Apesar da elevação mensal, o valor ainda é menor do que o registrado no mesmo período do ano passado. Na comparação com fevereiro de 2025, quando os produtos estavam mais caros, houve queda de 2,13%. Já no acumulado de 2026, entre dezembro de 2025 e fevereiro deste ano, o custo da cesta básica subiu 2,66%.

Produtos que mais subiram
Entre janeiro e fevereiro de 2026, 5 dos 12 itens que compõem a cesta básica tiveram aumento no preço médio. O destaque foi o tomate, que registrou a maior alta do período, com 24,06%. Também apresentaram aumento:
Feijão carioca: 10,18%; Farinha de mandioca: 1,64%; Carne bovina de primeira: 1,11%; Leite integral: 0,35%.

Itens que ficaram mais baratos
Por outro lado, 7 produtos registraram queda de preço no período analisado. A banana teve a maior redução, com recuo de 9,95%. Também ficaram mais baratos: Arroz agulhinha: -3,19%; Café em pó: -1,65%; Pão francês: -1,46%; Óleo de soja: -1,33%; Açúcar cristal: -0,75%; Manteiga: -0,38%.
Em Percentuais
O estudo também mostra o impacto direto desse custo no orçamento das famílias. Após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o trabalhador precisou comprometer 40,81% do salário mínimo líquido para comprar a cesta básica. No mês anterior, esse percentual era de 40,02%, enquanto em fevereiro de 2025 representava 44,53% da renda líquida. Ainda segundo o levantamento, o custo da cesta básica no Recife registrou alta de 1,98% em fevereiro de 2026 na comparação com janeiro.
Segundo Boletim Médico hoje, Bolsonaro teve nova melhora
17/03/2026
Boletim
"Ontem [segunda], no período vespertino, foi transferido para uma nova acomodação em terapia intensiva, mais adequada para o quadro clínico atual. Manteve melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, com nova queda nos marcadores inflamatórios", afirma o documento. De acordo com o estabelecimento de saúde, o ex-presidente permanece internado e sem previsão de alta da UTI até o momento. Segundo a equipe médica, o ex-presidente continua realizando sessões de fisioterapia respiratória e motora.
Bolsonaro foi internado na sexta-feira, 13/03, pela manhã para tratamento de pneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiraç...
Jair Bolsonaro continua apresentando melhora do estado de saúde, segundo boletim médico divulgado hoje, terça-feira, 17/03, pelo hospital DF Star, em Brasília. Segundo o hospital, o ex-presidente foi transferido hoje para uma nova acomodação classificada como "mais adequada" para o tratamento.
Boletim
"Ontem [segunda], no período vespertino, foi transferido para uma nova acomodação em terapia intensiva, mais adequada para o quadro clínico atual. Manteve melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, com nova queda nos marcadores inflamatórios", afirma o documento. De acordo com o estabelecimento de saúde, o ex-presidente permanece internado e sem previsão de alta da UTI até o momento. Segundo a equipe médica, o ex-presidente continua realizando sessões de fisioterapia respiratória e motora.
Bolsonaro foi internado na sexta-feira, 13/03, pela manhã para tratamento de pneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração. (Foto: Carlos Bolsonaro)
Pernambuco na Tela para o Mundo - Crônica - Por, Romero Falcão*
17/03/2026
Camisa Amarela
Não, não era final de Copa do Mundo — foi a camisa amarela do clube carnavalesco Pitombeira que se fez personagem do filme e espalhou, pelo Brasil, Berlim, Paris, Los Angeles, mundo afora, a arte de Olinda. É o orgulho do brasileiro, do pernambucano, de ser reconhecido pela sétima arte.
Colunas de Mármore
Quem de nós, nativos do Capibaribe, não se emocionou ao ver, em O Agente Secreto, o quintal da infância: Opala, Karmann Ghia, Gordini sobre a Ponte Duarte Coelho, cuja cabeceira repousa diante das imponentes colunas de mármore do Cinema São Luiz — primoroso ator da...
Pego carona no “Pernambuco falando para o mundo”, da Rádio Jornal. Entro no Fusca amarelo conduzido pelo personagem de Wagner Moura, que não levantou a estatueta, mas exibiu aos gringos a rica cultura pernambucana — sem falar nos inúmeros prêmios que O Agente Secreto conquistou com a força do talento de Kleber Mendonça.

Camisa Amarela
Não, não era final de Copa do Mundo — foi a camisa amarela do clube carnavalesco Pitombeira que se fez personagem do filme e espalhou, pelo Brasil, Berlim, Paris, Los Angeles, mundo afora, a arte de Olinda. É o orgulho do brasileiro, do pernambucano, de ser reconhecido pela sétima arte.
Colunas de Mármore
Quem de nós, nativos do Capibaribe, não se emocionou ao ver, em O Agente Secreto, o quintal da infância: Opala, Karmann Ghia, Gordini sobre a Ponte Duarte Coelho, cuja cabeceira repousa diante das imponentes colunas de mármore do Cinema São Luiz — primoroso ator da película, o cine de rua mais bonito do mundo.
Quem não viajou no tempo dos antigos letreiros das lojas e dos cinemas, dos jornais nas esquinas estampando a manchete da Perna Cabeluda?
Não ganhamos o Oscar — o adversário, "Valor Sentimental", de altíssimo nível, brilhou no tapete vermelho. Porém, O Agente Secreto ergue mais um pilar na construção de Ainda Estou Aqui. E, apesar do tempo distante, dialoga com "Uma Batalha Após a Outra"- que levou seis estatuetas — sobre o poder autoritário e doente.

Pernambuco é grande. Lançou uma ponte para o mundo. Pernambuco nas estrelas.
Festejemos!
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

STF suspeita de vazamento seletivo para prejudicar caso Master
17/03/2026
Parlamentares
As suspeitas recaem sobre parlamentares e assessores que acessaram o local desde a última sexta-feira (13/03), quando a sala-cofre foi liberada aos parlamentares membros da CPMI, suplentes e a assessores.
As desconfianças
As desconfianças levaram o ministro relator do caso no STF, André Mendonça, a vedar o acesso às informações, além de determinar que a PF retire todos os equipamentos em que o conteúdo está armazenado e separe os dados existentes para retirar o que se refere a aspectos da vida privada de investigações.
Lista
A CPMI tem a lista de to...
O STF (Supremo Tribunal Federal) suspeita de vazamento seletivo de conteúdo da vida íntima de Daniel Vorcaro para prejudicar o caso Master. A Corte foi alertada sobre tentativas de acesso à sala-cofre de CPMI com equipamentos de gravação, como canetas, óculos com dispositivo de gravação ou câmeras escondidas no corpo.
Parlamentares
As suspeitas recaem sobre parlamentares e assessores que acessaram o local desde a última sexta-feira (13/03), quando a sala-cofre foi liberada aos parlamentares membros da CPMI, suplentes e a assessores.
As desconfianças
As desconfianças levaram o ministro relator do caso no STF, André Mendonça, a vedar o acesso às informações, além de determinar que a PF retire todos os equipamentos em que o conteúdo está armazenado e separe os dados existentes para retirar o que se refere a aspectos da vida privada de investigações.
Lista
A CPMI tem a lista de todos que acessaram o local e novas providências podem ser tomadas pelo Supremo. O acesso à sala-cofre era feito após o uso de detectores de metais e permitido somente com o uso de papel e caneta. Também há no espaço câmeras de monitoramento e um livro de registro, com data, hora e motivo do acesso.
O Petróleo e os Generais, por Roberto Vieira
17/03/2026
Calma
Enquanto o governo tentava acalmar a população afirmando que a alta "não ia afetar o preço atual de gêneros" alimentícios — sob o argumento de que o transporte de carga dependia do diesel e não da gasolina — a realidade nos bastidores era de pânico. Em Pernambuco, líderes empresariais como José Fernando Lobo e Miguel Vita tentavam conter a inflação psicológica, mas o mundo já via o racionamento na Inglaterra e a redução da circulação de ônibus em Los Angeles.
A economia global enfrenta hoje a volatilidade dos preços dos combustíveis, mas nenhuma oscilação contemporânea se compara ao trauma de 1973. Papai usava gasolina azul, mas em 14 de novembro daquele ano, as manchetes do Diário de Pernambuco anunciavam o início do fim de uma ilusão: "Gasolina sobe 10% e crise afeta o mundo". O anúncio do Conselho Nacional de Petróleo (CNP) não era apenas um reajuste, mas a onda de choque da Guerra do Yom Kippur atingindo as praias brasileiras.
Calma
Enquanto o governo tentava acalmar a população afirmando que a alta "não ia afetar o preço atual de gêneros" alimentícios — sob o argumento de que o transporte de carga dependia do diesel e não da gasolina — a realidade nos bastidores era de pânico. Em Pernambuco, líderes empresariais como José Fernando Lobo e Miguel Vita tentavam conter a inflação psicológica, mas o mundo já via o racionamento na Inglaterra e a redução da circulação de ônibus em Los Angeles.
Estatísticas
O barril de petróleo, que custava cerca de 3 dólares, quadruplicou de preço em meses. A dependência externa de energia era o calcanhar de Aquiles do projeto militar. O país importava mais de 80% do petróleo que consumia, e a conta de importações simplesmente implodiu o balanço de pagamentos nacional.
Milagre
O crescimento do PIB, que chegava a marca histórica de 10% a 14% ao ano durante o auge do Milagre Econômico, começou a definhar. O regime viu-se obrigado a endividar o país pesadamente para manter os investimentos em infraestrutura e cobrir o rombo energético, plantando as sementes da hiperinflação que devastaria as décadas seguintes.
OPEP
A OPEP, ao fechar as torneiras, encerrou o "Milagre Brasileiro". O que se seguiu foi uma tentativa desesperada de sobrevivência econômica que culminou no segundo choque do petróleo em 1979/1980. Se o primeiro choque feriu o regime, o segundo o nocauteou. A inflação galopante e a dívida externa impagável corroeram a base de apoio da Ditadura Militar.
Economia
A economia foi o carrasco final do autoritarismo. Sem o crescimento acelerado para legitimar o poder, o sistema desmoronou sob o peso de juros internacionais e preços de bomba. O legado desse período permanece nas páginas amareladas dos jornais de 1973: a prova de que nenhum "milagre" resiste à realidade de um mercado global interconectado e à fragilidade de uma matriz energética dependente.
Roberto Vieira é médico e cronista

Populismo não gera produtividade, por Ives Gandra da Silva Martins
17/03/2026
Tecnologia
Em tecnologia e no campo da inteligência artificial, por exemplo, estamos muito aquém da evolução dos grandes mercados em ascensão e dos blocos industrializados, enquanto estudos indicam que, nas próximas duas décadas, cerca de 60% da força de trabalho humana atual poderá ser substituída pela automação e por sistemas inteligentes. Diante dessa rápida evolução tecnológica, o papel do ensino torna-se ainda mais vital para o de senvolvimento global.
Impressionou
O que me impressionou em recente palestra do embaixador Rubens Barbosa no Conselho de Assuntos Estratégicos da Fiesp — órgão presidido pelo ex-presidente da República Michel Temer e do qual sou conselheiro — foi a constatação de que, embora o Bra...
O Brasil é um dos países com menor produtividade entre as economias emergentes mais importantes e as nações desenvolvidas, razão pela qual se discute como poderemos alavancar o crescimento do Estado.
Tecnologia
Em tecnologia e no campo da inteligência artificial, por exemplo, estamos muito aquém da evolução dos grandes mercados em ascensão e dos blocos industrializados, enquanto estudos indicam que, nas próximas duas décadas, cerca de 60% da força de trabalho humana atual poderá ser substituída pela automação e por sistemas inteligentes. Diante dessa rápida evolução tecnológica, o papel do ensino torna-se ainda mais vital para o de senvolvimento global.
Impressionou
O que me impressionou em recente palestra do embaixador Rubens Barbosa no Conselho de Assuntos Estratégicos da Fiesp — órgão presidido pelo ex-presidente da República Michel Temer e do qual sou conselheiro — foi a constatação de que, embora o Brasil seja uma potência na agricultura e no agronegócio, o País ainda está muito aquém do esperado no desenvolvimento industrial e no campo da inteligência artificial.
Apoio do governo
O apoio do governo à jornada 6x1 como modelo único é um equívoco: grande parte dos setores já adota a escala 5x2 — como na área de serviços e na advocacia. Há, contudo, setores específicos, como o de restaurantes, onde o maior volume de trabalho ocorre aos fins de semana, tornando a manutenção do esquema 6x1 justificável. É interessante notar a insistência nessa jornada como regra geral, ignorando que os setores com viabilidade para a escala 5x2 já a conquistaram por negociações coletivas, e não por imposição nacional que desconsidera as necessidades de segmentos distintos na indústria, no comércio ou servi& ccedil;os.
Jornada 6 x 1
O apoio do governo à jornada 6x1 como modelo único é um equívoco: grande parte dos setores já adota a escala 5x2 — como na área de serviços e na advocacia. Há, contudo, setores específicos, como o de restaurantes, onde o maior volume de trabalho ocorre aos sábados e domingos, tornando a manutenção do esquema 6x1 justificável.
Insistência
É interessante notar a insistência nessa jornada como regra geral, ignorando que os setores com viabilidade para a escala 5x2 já a conquistaram por negociações coletivas, e não por imposição nacional que desconsidera as necessidades de segmentos distintos na indústria, no comércio ou nos serviços.
O Congresso
O Congresso não deve ceder a essa proposta populista, cabendo a cada setor definir a jornada mais adequada. A imposição de um modelo único, além de demagógico, ignora princípios básicos da economia; a padronização rígida é inviável para o desenvolvimento do País.
Modelo
É preciso alertar que este modelo retardará o progresso nacional e, conforme previsões de economistas e federações — incluindo a Faesp —, a medida deve gerar um impacto de 6,2% na inflação. Esse aumento no “Custo Brasil” prejudica nossa competitividade, já fragilizada pela baixa produtividade e pelo déficit na educaç ão, áreas onde o governo deveria concentrar seus maiores investimentos.
Falta de projetos
A falta de projetos claros em educação impede nossa evolução tecnológica; afinal, diante de um mercado global ágil, o ensino é o único caminho para acompanhar o desenvolvimento moderno. Certas atitudes populistas, embora eficazes para vencer eleições, trazem mais prejuízos do que benefícios reais ao País, pois o sucesso nas urnas não se traduz, necessariamente, em prosperidade para a nação.
Necessidade
Há uma necessidade premente de um projeto de País que nunca tivemos com o presidente Lula, pois falta-nos o pragmatismo do modelo chinês, a determinação demonstrada pela Índia e a clareza de propósito que permitiu à Europa evoluir com um norte definido.
Projetos estratégicos
Diante da ausência de uma agenda de projetos estratégicos, e em vez de priorizarmos o interesse da nação, estamos imersos em um embate de cunho estritamente ideológico, onde a retórica política sobrepõe-se ao projeto para o País. Sabemos e conhecemos o valor daqueles que antecipam o futuro: para quem possui visão estratégica, a economia é um tabuleiro de xadrez, onde cada movimento é calculado; já para quem carece de discernimento, ela não passa de uma mesa de pôquer, onde o blefe tenta mascarar a falta de competência.
Planejamento
A substituição de um planejamento estratégico de longo prazo por propostas de caráter imediatista, eleitoreiro e visando à reeleição desvirtua a função do Executivo. Ao priorizar o debate populista em detrimento das reformas essenciais, o governo converte a gestão pública em um instrumento de campanha, esvaziando a agenda de desenvolvimento do País e a criação de projetos que coloquem o Brasil no radar da competitividade mundial.
Discute
Enquanto o mundo discute e avança tecnologicamente, ainda desperdiçamos na área da educação muito do nosso potencial, apesar da abundância de recursos hídricos, campos produtivos e sol o a no todo. O que não temos, no momento, é um projeto que transforme todas as nossas vantagens em riqueza real para o povo e para o País.
Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região.
Fotos: Andreia Tarelow
Série presidentes da Republica - FHC, de exilado a Cavalo de Troia do neoliberalismo, por Natanael Sarmento*
17/03/2026
Fernando Henrique Cardoso – FHC, sociólogo, acadêmico, escritor e político, nasceu no Rio de Janeiro em 1931. Em família de tradição política e militar. O bisavô foi General e político do Partido Conservador - deputado, senador e presidente provincial de Goiás. O avô e o pai foram generais e atuaram na política brasileira. FHC formou-se em ciências sociais na USP, 1953 e se casa-se com Ruth Cardoso, antropóloga. Na década de 1960 ganha notabilidade acadêmica na obra “Dependência e Desenvolvimento no América Latina” com o recorte sociológico da “teoria da dependência” que interpreta o capitalismo nos países da periferia. Perseguido pelo golpe de 1964, exila-se no Chile e depois em Paris. No exterior, lecionou em universidades importantes. Retornou ao Brasil em 1968, é cassado da cátedra. Conheceu períodos intercalados de exílios. No país, coordenou campanhas eleitorais do MDB. Em 1978 elegeu-se suplente do senador de Franco Montoro. Assumiu a cadeira com a eleição do Montoro ao governo paulistano. Participou da campanha das “Diretas, já,” mediador do Congresso Nacional e dos movimentos de mobilização nas ruas, com outros opositores quais Ulisses Guimarães, Mário Covas e Lula. Em 1985 concorreu à prefeitura de São Paulo e perdeu para Jânio Quadros. Ano seguinte elegeu-se senador. Em 1988/9 junta-se a dissidentes do MDB – Mário Covas, Montoro, etc. com os quais funda o Partido da Social Democracia Brasileira - PSDB. Após o impeachment de Fernando Collor, Itamar na presidência o nomeia Ministro das Relações Exteriores e depois da Fazenda (1993/94). No Ministério da Fazenda forma equipe de economistas vinculados ao mercado financeiro e à FIESPE. Adota o Plano Real e implementa medidas neoliberais. Sobre as contradições com as teses dos livros que lhe deram fama renegou o passado terceiro mundista nacional desenvolvimentista: “esqueçam o que escrevi”. Vive em Paris.

Pai do Plano Real
O prestígio da estabilização da economia, fim da hiperinflação que superava 2.000%, para menos de 10%, foi capitalizado pelo Ministro da Fazenda. FHC coordenou a equipe econômica pagou a dívida dos banqueiros quebrados salvando o mercado financeiro, estabilizou a economia e soube aproveitar a imagem de “pai do Plano Real”.
Dois mandatos
O primeiro mandato presidencial (1994/98), sob os ecos do “pai do real”, recebeu apoio dos pesos pesados da indústria e do mercado financeiro. O vice da chapa foi Marco Maciel (PFL). Oito concorrentes são derrotados no primeiro turno, entre os quais, Lula (PT), Leonel Brizola (PDT) e Enéias (PRONA). FHC/MM alcançam 54% dos votos. Lula, o segundo obteve 27%. Aprovou no CN a Emenda Constitucional da reeleição. FHC/MM repetem a chapa PSDB/PFL e formam ampla coalização partidária inclusive com o PMDB. É reeleito com 53,06% dos votos. Lula(PT)/Brizola (PDT) ficam em segundo com 31.71%. O terceiro a chapa do PPS Ciro Gomes/Roberto Freire, 10,9% dos votos.

Governança
FHC promoveu concessões e vendas do patrimônio público inclusive empresas estatais estratégicas. O Estado nacional passava ás mãos de investidores privados o patrimônio público e a exploração de riquezas e controle das tarifas. A mídia burguesa manipulava opinião abertamente favorável às privatizações, sem oportunidade democrática das críticas e contrapontos. Vendeu-se a ideia de medidas de “modernização e abertura da economia”. Nessa farra do boi neoliberal entregou-se a Eletrobrás, Telebrás e a Companhia Vale do Rio Doce - as vítimas Brumadinho da Vale privatizada não se esquecem. A maioria da população foi prejudicada com serviços mais precários – salvo serviços de comunicações- e tarifas mais altas.
Supressão de direitos trabalhistas e previdenciários.
Seguindo a cartilha neoliberal da grande burguesia a governança FHC suprimiu mais de 50 direitos do mundo do trabalho - público e privado. Com a cumplicidade do Congresso, aprovou as Emendas Constitucionais 19 e 20, em 1998, respectivamente da Reforma Administrativa e Previdência Social. No desmonte do Estado tal pacote acabou com o Regime Jurídico Único do Servidor Público – abriu o poder público às contratações pela CLT - , acabou com a estabilidade funcional; dificultou a aposentadoria - por tempo de serviço e também por idade aumentada em 5 anos”; passou a cobrar contribuição dos inativos e pensionistas; reduziu o valor-final das aposentadorias; suspendeu as incorporação de gratificações congelou salários por 6 anos; suspendeu concursos públicos. Seguiu ao pé da letra a cartilha do “arrocho fiscal” determinado pelo FMI. O FMI instrumento de presidente imperialista no campo econômico juntamente com Banco Mundial e outros com a cumplicidade da burguesia entreguista chama de “responsabilidade fiscal” essa sangria dos povos endividados, visando fazer superávit primário e ter dinheiro sobrando para pagar juros e serviços de dívidas. Em resumo, coloca-se a corda no pescoço dos trabalhadores para enriquecer ainda mais os banqueiros e investidores.
A bolsa banqueiro
Bancos privados brasileiros - Nacional, Econômico, Bamerindus e outros - estavam atolados em dívidas com credores externos. FHC, Robin Hood às avessas, assumiu a dívida dos banqueiros particulares tornando-a dívida pública brasileira. Estima-se em 28 bilhões da fazenda pública desviados para este fim. Enquanto isso, na sala de injustiças, faltava dinheiro para educação, saúde e moradia popular. O saque dessa pirataria do Estado burguês contra o povo brasileiro foi batizado oficialmente com o nome pomposo: Programa de estímulo à Reestruturação do Sistema Financeiro Nacional – Proer, em 1995.

Quem ganhou e quem perdeu?
FHC e Marco Maciel, que apoiou o golpe e foi governador biônico do regime militar em Pernambuco – obviamente têm seus admiradores e cultores, até hoje. Na perspectiva da minoria burguesa ambos prestaram enorme serviço à Nação: estabilizam a economia, evitam o colapso do sistema financeiro, modernizam e abrem a economia. Na perspectiva dos trabalhadores eles retiraram retiram direitos históricos e desfalcam a Fazenda Nacional de verbas que deviam servir à maioria da população brasileira com serviços públicos de saúde e educação de qualidade, entre outros. No frigir dos ovos, a dívida pública saltou de 24,5% para 42%. O governo reduziu investimentos sociais e as condições de vida dos mais necessitados pioram, em geral.
Cavalo de Troia
Intelectual renomado, histórico democrático e aura de perseguido da Ditadura, arquétipo ideal a ser usado pelos capitalistas como Cavalo de Troia capaz de transpor as reformas neoliberais que garantiram mais lucros, concessões, privatizações e acumulação. Suprimir direitos históricos e desfalcar o patrimônio nacional com reformas antinacionais e antipopulares em condições normais ou outra correlação do cenário global seriam impossíveis. Mas o avanço global do neoliberalismo, o lobby capitalista junto a maioria reacionária, fisiológica e vendida do Congresso Nacional, o controle midiático e a descarada manipulação da opinião pública, somados ao protagonismo da presidência da República garantiram esse sucesso. Com efeito, as duas governanças de FHC e Marco Maciel viabilizaram os objetivos da burguesia de desmanche do setor público. Na assunção de dívidas privadas, na retirada dos direitos laborais e previdenciários, nas concessões e privatizações de empresas estatais do cardápio neoliberal à gosto de banqueiros, investidores e grandes empresários. Com as sobras os altos executivos e serviçais que asseguraram o butim do Estado. O povo ficou à ver navio.

Hoje
FHC hoje, aos 96 anos, tem domicílio em Paris de onde preside sua própria fundação e presta consultorias a United Nations Foudation, Clinton Global Initiative, U. Brown. As redes sociais noticiaram, recentemente, um suposto testamento, desmentido como fake news. Sobre falsificações, tiramos o chapéu: o emérito professor tem panos nas mangas para pontificar Ex cathedra.
*Natanael Sarmento é professor e escritor. Do diretório nacional da Unidade Popular Pelo Socialismo – UP.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores. O Poder acolhe o contraditório e estimula o livre debate de ideias.
Receita exigirá declaração de ganhos com bets no Imposto de Renda
17/03/2026
A obrigação
De acordo com o Fisco, a obrigação vale para quem recebeu mais de R$ 28.467,20 em prêmios ao longo de 2025 em apostas de quota fixa, modalidade que inclui as plataformas digitais de apostas e algumas loterias.
Segundo o supervisor do Imposto de Renda da Receita, José Carlos da Fonseca, os apostadores devem apurar os ganhos e registrar as informações na declaração anual.
Campo específico
A Receita também criou campos específicos no sistema da declaração para informar os rendimentos obtidos em plataformas de apostas.
Os valores...
O contribuinte terá de informar ao Fisco os ganhos obtidos em 2025 com apostas esportivas e plataformas de jogos online, conhecidas como “bets”, que deverão ser declarados no Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026. Além dos prêmios recebidos, os contribuintes também precisarão informar os saldos mantidos nas contas dessas plataformas no fim do ano passado.
A obrigação
De acordo com o Fisco, a obrigação vale para quem recebeu mais de R$ 28.467,20 em prêmios ao longo de 2025 em apostas de quota fixa, modalidade que inclui as plataformas digitais de apostas e algumas loterias.
Segundo o supervisor do Imposto de Renda da Receita, José Carlos da Fonseca, os apostadores devem apurar os ganhos e registrar as informações na declaração anual.
Campo específico
A Receita também criou campos específicos no sistema da declaração para informar os rendimentos obtidos em plataformas de apostas.
Os valores devem ser registrados de duas formas: - ganhos com apostas, informados como rendimento tributável; - saldo mantido nas contas das plataformas, declarado na ficha de “Bens e Direitos”.
O saldo
O saldo existente em 31 de dezembro de 2025 precisa ser informado quando ultrapassar R$ 5 mil.
Para facilitar o preenchimento, as plataformas devem oferecer ao usuário um documento chamado “ComprovaBet”, que reúne o histórico de movimentações e prêmios obtidos ao longo do ano.
Tributação
Segundo as regras atuais, o imposto incide sobre o ganho líquido anual, ou seja, a diferença entre o total de prêmios recebidos e o valor gasto nas apostas.
Caso o lucro anual ultrapasse R$ 28.467,20, o valor excedente será tributado com alíquota de 15%.
Mudanças
A declaração dos ganhos com bets é uma das principais mudanças na declaração deste ano. As outras novidades são as seguintes: declaração pré-preenchida ampliada: o sistema terá mais dados automáticos, facilitando o envio das informações; restituições em quatro lotes: o pagamento das restituições será feito em quatro lotes, e não mais em cinco como em anos anteriores e restituição automática para pequenos contribuintes.
Prazo da declaração
O prazo de envio da declaração do IR 2026 será de 23 de março a 29 de maio. O programa para preenchimento poderá ser baixado pelos contribuintes a partir de sexta-feira (20/03), apenas para preenchimento, com as transmissões começando na segunda-feira (23) às 8h.
Multa
Quem entregar a declaração após o prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.
A Receita Federal estima receber cerca de 44 milhões de declarações do Imposto de Renda em 2026.