"Um olhar sobre 31 de março de 1964" - Por Jarbas Beltrão*
30/03/2026
O período que antecede o 31 de março de 1964 é marcado por um insistente cenário de crise institucional. Aquele cenário já vinha se desenhando desde a "era varguista", iniciada com a Revolução de 1930.
'Intervalos'
A 2a. GM com participação brasileira, o crescimento econômico do período dentro de 1937/1945 alavancado por uma indústria de base e uma economia de inspiração nacionalista, cujo maior exemplo foi a "futura" (anos 1950) criação da PETROBRAS - esta última filha dos movimentos nacional-populistas - foram fatos que possibilitaram um certo respiro otimista na trajetória de nossa República.
O Cenário em referência, somado ao desenvolvimento dos anos JK (1955- 1960 - Plano de Metas) de certa forma preparou o fim desse intervalo, de um otimismo desenvolvimentista, mas é a preparação para o mergulho numa crise originada desde o periodo inicial da "era Varguista" - a Revolução de...
O período que antecede o 31 de março de 1964 é marcado por um insistente cenário de crise institucional. Aquele cenário já vinha se desenhando desde a "era varguista", iniciada com a Revolução de 1930.
'Intervalos'
A 2a. GM com participação brasileira, o crescimento econômico do período dentro de 1937/1945 alavancado por uma indústria de base e uma economia de inspiração nacionalista, cujo maior exemplo foi a "futura" (anos 1950) criação da PETROBRAS - esta última filha dos movimentos nacional-populistas - foram fatos que possibilitaram um certo respiro otimista na trajetória de nossa República.
O Cenário em referência, somado ao desenvolvimento dos anos JK (1955- 1960 - Plano de Metas) de certa forma preparou o fim desse intervalo, de um otimismo desenvolvimentista, mas é a preparação para o mergulho numa crise originada desde o periodo inicial da "era Varguista" - a Revolução de 30 à Redemocratização de 1946 com o Governo Dutra
'Desenvolvimentismo do período JK'
O desenvolvimentismo do período JK foi seguido pelo sucessor desastroso, o governo populista do Jânio Quadros, que em menos de um ano de governo renuncia ao seu mandato
'A renúncia de Jânio'
A renúncia de Jânio (1961), permitiu que a situação caótica retorne com força.
A ascensão do vice de Quadros, o populista varguista Goulart; dá lugar a um cenário mais acelerado da crise político - institucional que teimava em sobreviver.
Grupos, entendiam, em relação ao Estado, que a crise político-administrativa seria desacelerada com a então saída de Goulart do Poder, o que ocorreria com novas forças assumindo o controle político do Estado Brasileiro.
'Crise sem condições de superação'
Dentro da Estrutura dos Poderes do Estado, nenhum dos três (Legislativo, Executivo, Judiciário) tinha força suficiente para apontar caminhos de superação - proximidade com o que temos hoje 2026 - seus atores se deixavam comandar por seus projetos pessoais.
O Espaço institucional estava aberto a golpes; mas a incerteza rondava, e faltavam iniciativas dos diversos grupos de atores.
A crise "patinava" num lamaçal de intrigas, corrupção, planos golpistas, saídos de todos os grupos "ideológicos"

'Os vazios críticos-institucionais'
'Vazios institucionais vividos na estrutura do Estado deixavam tudo pronto para terem ocupação'
Segundo Valdir Pires (político baiano), ator próximo à Jango, naquele estágio atual da República, o caminho já estava asfaltado para se chegar a uma República Popular.
Choques de Interesses pessoais dentro de grupos não permitiam o certeiro golpe de morte na " velha República".
Por outro lado, outras forças contrárias àquela situação se mobilizavam, se organizavam, para contenção daqueles caminhos críticos seguidos pelo regime Goulart.
As forças civis e militares contrárias ao que denominavam de caminho para construção de uma República esquerdista, populista, nacionalista, com vinculação ao não-alinhamento terceiro mundista - Só que esse não alinhamento se aproximava cada vez mais ao bloco soviético - defendiam que a superação da crise se daria com um afastamento das forças nacionais que instigavam as seguintes situações desestabilizadoras: aprofundamento da crise nas FFAA com ruptura da hierarquia e disciplina militar. Movimentos sociais pro-reformas: Reformas de base!(Agrária, bancária, política).
Daí emergem movimentos, tipo: Ligas Camponesas, sindicalismo agressivo - greves urbanas sob comando da CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores ) e por aí vai.
As greves constantes geravam quedas de produtividade, interrupções de investimentos econômicos e incitações a desentendimentos entre classes e grupos sociais.
'A presença da esquerda sindicalista e política'
Os atos de desentendimentos revelavam forte presença da esquerda sindicalista e política, quase que exclusivamente, com vinculação ao Partido Comunista Brasileiro ( PCB).
A influência da esquerda tradicional ligada ao PCB, formado sob a égide da Internacional Comunista em 1922 - o Estatuto do Partido assim se denominava: "Partido Comunista do Brasil (PCB) Seção brasileira da Internacional Comunista" - começara a ser dividida com grupos castristas (Revolução Cubana de 1959) Ligas Camponesas, Frente Nacional de Libertação.
No âmbito continental latino-americana foi grande a influência da Revolução Cubana, influenciou os movimentos revolucionários no continente e quebrou um certo monopólio dos Partidos Comunistas, sob influência Soviética.
O movimento de esquerda marxista no Brasil, à partir da influência cubana experimentou uma série de rupturas no bloco socialista, com surgimento de vários novos grupos, que em sua maioria confessavam-se adeptos da luta armada e que foi prosperando ao longo da década de 1960/1970.
Com foco no Brasil, foi revelado em 1961 um Plano de tomada do poder pelos grupos que tinham aderido às correntes inspiradas na experiência cubana.
O Plano revolucionário foi entregue ao Presidente Goulart.
Recebido o Plano estratégico revolucionário, o nosso governante devolveu o mesmo ao Governo comunista de Castro. O que significou um afrouxamento de vigilância, quanto a soberania nacional.

'Novas fontes de pesquisa'
Hoje com abertura dos arquivos da KGB, Securitate, Stb, Stasi , muitas revelações vieram à tona, o que deixaram a crise institucional vivida no país com maiores fontes para pesquisadores
A crise institucional aprofundada pos renúncia de Jânio é reveladora do oportunismo dos agentes do Estado Brasileiro, quando a matéria era superação daquela crise. Os agentes estavam praticamente engessados , incapazes de iniciativas de superação engalfinhados por seus projetos particulares.
Nas ruas, os grupos tanto os considerados "direita", quanto "esquerda" exigiram ao seu modo a solução para o caos vivido.
Dentro do Estado a solução parecia impossível.
Tropas do Exército saiam de Minas, Tropas do Sul, se movimentavam para tomarem o poder com apoio de lideranças civis de peso (Lacerda, Magalhães Pinto, Carrvalho Pinto, Ademar de Barros e outros).

'Movimentos de Goulart'
Mesmo assim era incerto o caminho que esses "opositores" do esquema Goulart seguiriam. Mas, as pressões surtiram efeito sobre o já frágil presidente, que abandona a cadeira presidencial sem renunciar.
A cadeira presidencial vazia, o então Presidente da Câmara de Deputados - Aldo de Moura Andrade - declara a vacância do posto e convoca, os representantes parlamentares para solucionar o que se precisava - a ocupação da Chefia do Estado e Chefia do Governo.
Eis que surge a escolha do Presidente do Senado Federal, Ranieri Mazzile que ficará temporiamente no posto, até o Congresso escolher aquele que exerceria o "mandato tampão'.
Para alívio de alguns atores políticos, o abandono de Goulart, a postura de Aldo Andrade, declarando a vacância do cargo, a escolha de Mazilli, permitiu a abertura para uma saída legal para a crise.
A depender do Congresso (Senado e Camara) e do Supremo Tribunal Federal, que só olhavam, majoritamente, pra seus umbigos a crise não seria superada.
A posse de Mazilli e posterior escolha pelo Congresso Nacional do Marechal Castelo Branco para ocupar um mandato Provisório - o que foi além de tampão - fazia um elo entre a crise e sua solução.
Nascia assim a 4a República, que pavimentava o caminho para 21 anos de Governos Militares - 1964/ 1985.
O novo período; não venceu com facilidade as incertezas que comprometiam o destino republicano brasileiro.
Foram 21 anos de incertezas políticas, marchas e contramarchas, golpes e contragolpes.
A repressão política existente recaiu principalmente sobre grupos identificados como de esquerda, mas os governos civis-militares deixaram uma válvula de escape para os excluídos politicamente - a cultura, as Universidades - depois de fazerem a varredura considerada necessária.
No campo econômico, o período experimentou grande expansão com crescimento do PNB de até dois dígitos, o país tornou-se membro das 10 maiores economias do mundo. O pais modernizou-se
Uma sociedade urbana, moderna surgiu e emerge a presença de influente classe média de setores tanto público, como privado.
Uma posterior agricultura de agro-negócios punjante e altamente tecnológica, hoje encontra-se entre as cinco maiores economias agrícolas do mundo, foi substituindo a agricultora tradicional monopolista, exportadora.
Grupos de oficiais superiores e generais dividiram o poder com tecnocratas civis. A Escola Superior de Guerra, criada nos anos 1950 foi centro da formação de uma tecnocracia civil e militar tendo sido aquela inteligência que esteve a frente da nova etapa da vida Republicana Brasileira.
O regime pelos seus movimentos desde a chegada de Castelo Branco procurou do ponto de vista constitucional se amparar na legalidade e daí construir sua legitimidade.
O monopólio dos grupos de esquerda se apossaram das versões histórico- teóricas, ideologizando ao extremo e dificultando as investigações e produções mais recentes, surgidas com aberturas de Arquivos dos antigos países socialistas. Dentre as obras, citamos:
" A Revolução Impossível" - Luiz Mir
" A Grande Mentira" - General Agnaldo Del Nero Augusto
" 1964 -O Elo Perdido" baseado nos Arquivos Secretoe da Stb Tcheco-eslováquia" - Mauro Abranches ve Vladimir Petrilak.
E a trilogia de Elio Gaspari, sobre o período.
Sites do Stb Internet. E outros
Fica dito
Jarbas Beltrão é Historiador e professor de História da Universidade de Pernambuco - UPE Mestre em Educação pela UFPB Especialista (MBA) em Política Estratégia Defesa Nacional e Segurança Pública ( Adesg/Famesc).
Vinculado ao MBA em Geopolitica e Novas Fronteiras e Cibernética e IA (Adesg e Instituto Venturo )
Membro da Comunidade Acadêmica Venturo.
*Jarbas Beltrão é Historiador, professor de História da UPE. Mestre em Educação pela UFPB. MBA em Política Estratégia Defesa e Segurança pela Adesg e Faculdade Metropolitana São Carlos/SP. Vinculado ao MBA em Geopolítica e Novas Fronteiras, Cibernética e Inteligência Artificial pela Adesg (Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra) e Instituto Venturo. Membro associado Academy Ventury de Política e Estratégia.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

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Waldemar Borges de volta ao ninho para disputar pelo PSB
30/03/2026
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Com trajetória histórica ligada ao campo socialista em Pernambuco, Waldemar reassume espaço em uma legenda com a qual já construiu parte importante de sua atuação parlamentar.
O deputado estadual Waldemar Borges voltou a integrar os quadros do Partido Socialista Brasileiro (PSB). A mudança ocorre no contexto da janela partidária e reforça o apoio à candidatura de João Campos ao Governo do Estado.
Histórico
Com trajetória histórica ligada ao campo socialista em Pernambuco, Waldemar reassume espaço em uma legenda com a qual já construiu parte importante de sua atuação parlamentar.
Raquel tem um pré-candidato a presidente para chamar de seu: Caiado
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A surpresa do dia foi a firmeza de Gilberto Kassab em bater forte no presidente Lula. Com um pé no governo de Tarcísio de Freitas e cargos importantes no governo federal, inclusive o ministro André de Paula cuja promoção da Pesca para a Agricultura está anunciada, Kassab não aliviou. Apesar de reconhecer, segundo o portal Terra, que o presidente Lula tem programas sociais "em que você não pode negar que o Brasil avançou", por outro lado "não promoveu as reformas que eu penso que são o melhor para o Brasil. Tem a questão do equilíbrio fiscal que é algo que sempre foi comprometido nas suas gestõ...
O governador Ronaldo Caiado (PSD) está sendo anunciado neste momento, oficialmente, por Gilberto Kassab, o todo poderoso do partido, como pré-candidato a presidente da República. Com isso, a governadora de Pernambuco já tem o seu pré-candidato. Ronaldo Caiado, que vem com o propósito de quebrar a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Kassab bateu forte
A surpresa do dia foi a firmeza de Gilberto Kassab em bater forte no presidente Lula. Com um pé no governo de Tarcísio de Freitas e cargos importantes no governo federal, inclusive o ministro André de Paula cuja promoção da Pesca para a Agricultura está anunciada, Kassab não aliviou. Apesar de reconhecer, segundo o portal Terra, que o presidente Lula tem programas sociais "em que você não pode negar que o Brasil avançou", por outro lado "não promoveu as reformas que eu penso que são o melhor para o Brasil. Tem a questão do equilíbrio fiscal que é algo que sempre foi comprometido nas suas gestões", disse.
Kassab continuou: "(Lula) Não fez nada nesses cinco mandatos para tentar trazer mais transparência, trazer o voto distrital, fazer a reforma administrativa. Ao contrário, porque, para ter recursos e investir na infraestrutura do País, não pode aumentar a carga tributária. Vocês sabem o que foi esse governo Lula e o aumento brutal da carga tributária".
Em relação a Bolsonaro
O presidente do PSD fez críticas à condução de políticas de saúde pública durante a pandemia do coronavírus. "Seja no campo social, com as suas ações realmente lamentáveis no campo da saúde, no momento da covid-19, sejam algumas ações de ministérios que em nada contribuíram para um Estado mais eficiente", declarou.
Via PSD
Kassab também rechaçou novamente o título de terceira via para Caiado. Em declarações recentes, ele já havia afirmado que seu candidato será "a melhor via" da disputa.
A decisão
Caso vingue, o que nunca se sabe em se tratando de Kassab, a governadora Raquel Teixeira Lyra resolveu suas dúvidas sobre quem apoiar e quem estará no seu palanque em 2026.
E
É o jogo sendo jogado, com emoções a cada dia
Eleições 2026: Candidatos têm até dia 04 de abril para deixar seus Cargos Atuais
30/03/2026
Prazo também para outros cargos
A exigência também se aplica a magistrados, secretários estaduais, integrantes de Tribunais de Contas da União, TCU, dos Estados e do Distrito Federal, além de dirigentes de empresas públicas, fundações e outras entidades vinculadas ao poder público. Caso o afastamento não seja realizado dentro do prazo, o pré-candidato poderá ser considerado inelegível.
TSE
De acordo com o TSE, a desincompatibilização deve ocorrer até seis meses antes do primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro de 2026. Os prazos podem variar conforme o cargo ocupado e a função pretendida pelo candidato.
Estão fora da R...
Ministros, governadores e prefeitos que pretendem disputar as eleições deste ano têm até sábado, 04/04, para renunciar aos cargos que ocupam atualmente. O prazo segue a regra de desincompatibilização eleitoral estabelecida pelo Tribunal Superior Eleitoral, TSE.
Prazo também para outros cargos
A exigência também se aplica a magistrados, secretários estaduais, integrantes de Tribunais de Contas da União, TCU, dos Estados e do Distrito Federal, além de dirigentes de empresas públicas, fundações e outras entidades vinculadas ao poder público. Caso o afastamento não seja realizado dentro do prazo, o pré-candidato poderá ser considerado inelegível.
TSE
De acordo com o TSE, a desincompatibilização deve ocorrer até seis meses antes do primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro de 2026. Os prazos podem variar conforme o cargo ocupado e a função pretendida pelo candidato.
Estão fora da Regra
Parlamentares, como deputados federais, distritais e senadores, estão dispensados dessa regra e podem concorrer à reeleição ou a outros cargos sem necessidade de deixar seus mandatos.
João Campos vive sua última semana como Prefeito do Recife, com entregas
30/03/2026
Últimas entregas
Ontem, domingo, 29/03, o último de João Campos como prefeito, começou com atividades de rotina e vistorias técnicas. Logo cedo, o quase-ex-prefeito da capital pernambucana utilizou suas redes sociais para compartilhar uma corrida pelo Parque da Tamarineira, onde aproveitou para fiscalizar o equipamento público, que teve a segunda etapa entregue na quinta-feira, 27/03. Em tom de despedida, o prefeito declarou: “Último final de semana como prefeito e a saudade chegou chegando. Mas ainda tem muito trabalho...
João Campos (PSB) vive a sua última semana como prefeito do Recife. O gestor se prepara para o processo de desincompatibilização do cargo, passo necessário para dar continuidade à sua pré-candidatura ao governo de Pernambuco, oficializada no dia 20/03. Com uma agenda que promete ser intensa até o último dia, Campos sinaliza que pretende manter o ritmo de entregas antes de se dedicar integralmente à campanha eleitoral.

Últimas entregas
Ontem, domingo, 29/03, o último de João Campos como prefeito, começou com atividades de rotina e vistorias técnicas. Logo cedo, o quase-ex-prefeito da capital pernambucana utilizou suas redes sociais para compartilhar uma corrida pelo Parque da Tamarineira, onde aproveitou para fiscalizar o equipamento público, que teve a segunda etapa entregue na quinta-feira, 27/03. Em tom de despedida, o prefeito declarou: “Último final de semana como prefeito e a saudade chegou chegando. Mas ainda tem muito trabalho pra fazer”.

Habitacional Paris
Ainda ontem, o compromisso oficial de maior destaque foi na Imbiribeira, na Zona Sul do Recife, onde João Campos, acompanhado do vice-prefeito Victor Marques, assinou a autorização para o início das obras do Habitacional Paris. O empreendimento, viabilizado pelo programa 'ProMorar', com investimento de R$ 18,7 milhões, beneficiará 80 famílias das comunidades de Dancing Days, Sítio das Mangueiras e Ayrton Senna. O prefeito destacou: “Vamos garantir uma solução habitacional para as famílias que vivem em áreas de risco, ao mesmo tempo em que executamos obras importantes de drenagem, com impacto em toda a cidade”. Ele ainda reforçou que há muito a ser feito em seus últimos dias no cargo: “Mas olha, ainda tem muita entrega pra fazer e muita coisa pra contar pra vocês essa semana, viu? Fiquem ligados!” (Fotos: Redes Sociais e PCR)
Dino exige mais explicações de Carlos Viana sobre 'emendas PIX' para igreja
30/03/2026
Ex-presidente da CPMI do INSS e Senado
Em 19/03, o ministro determinou que o senador Carlos Viana e o Senado Federal prestassem esclarecimentos sobre supostas irregularidades na destinação de R$ 3,6 milhões enviados via “emendas PIX” para a fundação. A determinação ocorreu após os deputados Pastor Henrique Vieira e Rogério Correia acionarem o Supremo e apontarem que Viana — que presidiu a CMPI do INSS, concluída na última semana, fez os repasses à Fundação Oasis.
Lacunas e Decisão de Dino
Embora o Senado e o...
O ministro Flávio Dino, do STF, apontou hoje, segunda-feira, 30/03, insuficiência de transparência e rastreabilidade de "emendas PIX" destinadas à Fundação Oasis, braço social da Igreja Batista da Lagoinha, liderada pelo pastor André Valadão. Dino também determinou a abertura de uma investigação dentro do Supremo que, a depender dos elementos reunidos, poderá ser enviada à Polícia Federal, PF.
Ex-presidente da CPMI do INSS e Senado
Em 19/03, o ministro determinou que o senador Carlos Viana e o Senado Federal prestassem esclarecimentos sobre supostas irregularidades na destinação de R$ 3,6 milhões enviados via “emendas PIX” para a fundação. A determinação ocorreu após os deputados Pastor Henrique Vieira e Rogério Correia acionarem o Supremo e apontarem que Viana — que presidiu a CMPI do INSS, concluída na última semana, fez os repasses à Fundação Oasis.

Lacunas e Decisão de Dino
Embora o Senado e o parlamentar tenham negado ilegalidades, o ministro identificou lacunas nos esclarecimentos e determinou a coleta de novos documentos junto ao governo federal e às prefeituras mineiras de Belo Horizonte e Capim Branco. O objetivo é assegurar a rastreabilidade dos recursos públicos e verificar se houve desvio de finalidade ou favorecimento pessoal nas indicações orçamentárias. Para sustentar seu parecer, Dino cita um relatório da CGU, que indica evidências de "múltiplas irregularidades" nas emendas destinadas por Viana. "Diante da insuficiência de transparência e rastreabilidade das emendas sob exame, impõe-se a necessidade de requisição de documentos junto às prefeituras envolvidas, ao Governo Federal e à própria Fundação Oásis", diz a decisão de Dino desta segunda.
Guerra no Irã: Israel ataca universidade do Irã responsável pelo desenvolvimento de armas
30/03/2026
Mensagem
"A instituição é comandada por Mohammad Reza Hassani Shahnegari, oficial sênior da IRGC com patente equivalente a general de brigada. Shahnegari supervisiona as atividades da universidade, lidera o treinamento de oficiais e é responsável pela formação de forças", diz a mensagem. Foram revelados os alvos destruídos: Túneis de vento construídos sob a universidade, usados para testes e desenvolvimento de mísseis balísticos; O centro de química da Universidade Imam Hossein, ut...
Israel anunciou hoje, segunda-feira, 30/03, que fez ataques contra o complexo da Universidade Imam Hossein, principal instituição acadêmica militar da Guarda Revolucionária do Irã, nos últimos dias. Segundo comunicado divulgado nas redes sociais, o local abrigava pesquisas e desenvolvimentos de armamentos avançados e o objetivo da ofensiva israelense foi "causar danos significativos às capacidades de produção e desenvolvimento de armas do regime" iraniano.

Mensagem
"A instituição é comandada por Mohammad Reza Hassani Shahnegari, oficial sênior da IRGC com patente equivalente a general de brigada. Shahnegari supervisiona as atividades da universidade, lidera o treinamento de oficiais e é responsável pela formação de forças", diz a mensagem. Foram revelados os alvos destruídos: Túneis de vento construídos sob a universidade, usados para testes e desenvolvimento de mísseis balísticos; O centro de química da Universidade Imam Hossein, utilizado para pesquisa e desenvolvimento de armas químicas; O centro de tecnologia e engenharia do grupo de mecânica e desenvolvimento, complexo central usado para o desenvolvimento de mísseis balísticos e outros armamentos.
Moraes dá 24 horas para Bolsonaro explicar vídeo citado por Eduardo
30/03/2026
Pedido de Moraes
No pedido de esclarecimentos de hoje, segunda-feira, 30/03, Moraes cita trecho de uma participação de Eduardo Bolsonaro em um evento conservador realizado no Texas, nos EUA, no último fim de semana. O ex-deputado está morando nos EUA desde fevereiro do ano passado.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro explique, no prazo de 24 horas, uma postagem em que o filho dele Eduardo Bolsonaro afirma estar gravando um vídeo e mostrando ao pai, preso em regime domiciliar. Bolsonaro está detido em casa desde a última sexta-feira, 27/03, após passar duas semanas internado em um hospital particular em Brasília, para tratar um quadro de broncopneumonia. Quando Moraes converteu a prisão em regime domiciliar, ele determinou que o ex-presidente está sujeito a medidas cautelares. Entre elas, tem de usar tornozeleira eletrônica e está proibido de usar celular e redes sociais.
Pedido de Moraes
No pedido de esclarecimentos de hoje, segunda-feira, 30/03, Moraes cita trecho de uma participação de Eduardo Bolsonaro em um evento conservador realizado no Texas, nos EUA, no último fim de semana. O ex-deputado está morando nos EUA desde fevereiro do ano passado.

Vídeo e falas de Eduardo
No vídeo, Eduardo aparece segurando o aparelho celular, e afirma que está gravando um vídeo para mostrar ao ex-presidente. "Vocês sabem por que eu estou gravando este vídeo? Porque eu estou mostrando ele ao meu pai. E vou provar a todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento prendendo de forma injusta o líder desse movimento", diz o ex-parlamentar. A fala de Eduardo gerou repercussão nas redes sociais antes mesmo da decisão de Moraes. O ex-deputado rebateu as críticas em uma publicação, e afirmou que é o caso de uma "grande controvérsia". "Gravei minha entrada no CPAC e disse que meu pai veria as imagens. Eis o 'crime', pois argumentam que meu pai não pode ter acesso a redes sociais, e olha que nem disse quando ele as veria. Não se surpreenda", escreveu.

O dia em que o Brasil quase começou antes - A descoberta que não entrou na história, por Zé da Flauta
30/03/2026
Chegada
Há quem diga que Pinzón tocou terras do Brasil meses antes de Pedro Álvares Cabral. Teria avistado o litoral do atual Nordeste, sentido o cheiro da terra, visto o verde intenso surgindo depois de semanas de água e horizonte. Não houve cerimônia, não houve cruz erguida nem carta enviada ao rei com festa e trombeta. Foi uma chegada silenciosa, quase como um segredo que o próprio mar tratou de guardar.
Disputa
Mas a história não vive só de quem chega, vive de q...
Antes de qualquer bandeira fincada, antes de qualquer carta oficial, o mar já guardava seus segredos. No final do século XV, navegadores cruzavam o Atlântico movidos por ambição, fé e curiosidade. Entre eles estava Vicente Yáñez Pinzón, homem experiente, marinheiro de instinto, daqueles que não esperam autorização da história para navegar. O oceano não reconhece tratados, e quem se lança nele às vezes chega antes, mesmo sem deixar registro definitivo.
Chegada
Há quem diga que Pinzón tocou terras do Brasil meses antes de Pedro Álvares Cabral. Teria avistado o litoral do atual Nordeste, sentido o cheiro da terra, visto o verde intenso surgindo depois de semanas de água e horizonte. Não houve cerimônia, não houve cruz erguida nem carta enviada ao rei com festa e trombeta. Foi uma chegada silenciosa, quase como um segredo que o próprio mar tratou de guardar.
Disputa
Mas a história não vive só de quem chega, vive de quem registra. O Tratado de Tordesilhas já dividia o mundo entre Portugal e Espanha, e reconhecer aquela descoberta poderia significar conflito direto. Talvez por isso a presença de Pinzón tenha sido empurrada para as margens da narrativa, como uma sombra que aparece e desaparece conforme a conveniência. Porque às vezes a história não esquece, ela escolhe o que lembrar.
Memória
Ficou a dúvida, ele chegou primeiro ou não? E talvez essa nem seja a pergunta mais importante. O que fica é a sensação de que o Brasil pode ter começado antes do começo oficial, num instante perdido entre ondas e silêncio. Porque o mar tem esse costume antigo, ele revela caminhos, mas não garante testemunhas.
Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista

A Páscoa de 64, por Roberto Vieira
30/03/2026
Palmeiras
No campo esportivo, a "Classe do Palmeiras" ignorava o clima de apreensão nacional. O time paulista, então campeão estadual, desembarcou no Recife para um amistoso contra o Sport Club do Recife na Ilha do Retiro. O placar de 4 x 1 para o Alviverde refletiu a superioridade técnica de um elenco que contava com o lendário Djalma Santos. O público presente, alheio à movimentação das tropas que ocorreria horas depois...
A semana de Páscoa de 1964 em Pernambuco foi marcada por um silêncio sepulcral que antecedeu a tempestade política. O jornal Ultima Hora trazia em letras garrafais as tensões que dividiam o país: "Nem golpes contra o governo, nem golpe contra o povo". No entanto, a calmaria do feriado era apenas a cortina de fumaça para o que se articulava em São Paulo e Minas Gerais. Dom Helder Câmara preparava suas malas para assumir o arcebispado em Recife, mergulhando em um cenário onde a fé e a ideologia estavam prestes a colidir frontalmente.
Palmeiras
No campo esportivo, a "Classe do Palmeiras" ignorava o clima de apreensão nacional. O time paulista, então campeão estadual, desembarcou no Recife para um amistoso contra o Sport Club do Recife na Ilha do Retiro. O placar de 4 x 1 para o Alviverde refletiu a superioridade técnica de um elenco que contava com o lendário Djalma Santos. O público presente, alheio à movimentação das tropas que ocorreria horas depois, testemunhou a estreia amarga do técnico Betancor no comando rubro-negro.
Complô
A tragédia política desenhava-se em manchetes que denunciavam um complô para assassinar o governador Miguel Arraes em Alagoas, uma trama que envolveria emboscadas na fronteira entre os estados.
Logística
Em São Paulo, o governador Ademar de Barros já articulava o apoio logístico para as tropas que marchariam contra o governo de João Goulart. O legado desse período ficou impresso nas páginas amareladas que misturavam anúncios de "Super-Carnets" do América do Recife premiados com jipes e geladeiras à iminente ruptura democrática.
Ironia
A Páscoa de 64 não trouxe a renovação esperada, mas sim o início de um longo período de exceção que transformaria a face política e social do Brasil por décadas. Foi a Páscoa menos Páscoa da história, feita ironicamente para preservar o direito das pessoas a poder comemorar a Páscoa. Dois dias depois da Páscoa, veio o golpe.
Roberto Vieira é médico e cronista
