Expectativa de aumento de insumos com guerra no Oriente Médio preocupa setor de ar condicionado
13/04/2026
Um dos efeitos disso, de acordo com relatório divulgado recentemente pela Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA), é que o Produto Interno Bruto do País (PIB), deve desacelerar ainda mais que o previsto em virtude do conflito.
Crise de fluxo de energia
O momento, conforme explicou Toribio Rolon, Diretor do Departamento de Economia e Estatística da ABRAVA , lembra o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, mas com diferenças significativas.
Segundo ele explicou, no conflito entre Rússia e Ucrânia foi observada uma crise de "matérias-primas fís...
Um dos efeitos disso, de acordo com relatório divulgado recentemente pela Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA), é que o Produto Interno Bruto do País (PIB), deve desacelerar ainda mais que o previsto em virtude do conflito.
Crise de fluxo de energia
O momento, conforme explicou Toribio Rolon, Diretor do Departamento de Economia e Estatística da ABRAVA , lembra o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, mas com diferenças significativas.
Segundo ele explicou, no conflito entre Rússia e Ucrânia foi observada uma crise de "matérias-primas físicas". O mundo descobriu a dependência de metais russos e grãos ucranianos. Porém, para a construção civil e a indústria automotiva, o aumento do aço e do níquel foi o golpe mais duro.
Por sua vez, na guerra entre EUA e Irã o que se está sendo observada é uma crise de “fluxo e energia". “O impacto é mais transversal: o diesel mais caro encarece desde a entrega da última milha até a operação de máquinas pesadas”, informou.
Custos logísticos
Além disso, conforme explicou Toribio , o fechamento de rotas marítimas vitais cria um "problema logístico" que aumenta o custo de qualquer insumo importado, independentemente da sua origem.
“Para o Brasil, o conflito no Irã tende a ser mais inflacionário no curto prazo devido à política de preços de combustíveis e à dependência de fertilizantes daquela região, afetando o custo de produção de alimentos e o frete industrial. Já a guerra na Ucrânia teve um impacto mais estrutural em setores específicos como o imobiliário (custo do aço) e tecnológico”, acentuou.
Um dos pontos preocupantes do conflito é a elevação dos custos de produção de insumos. Isto porque a forte desvalorização do real em relação ao dólar em 2024 foi parcialmente revertida em 2025, reduzindo os custos dos insumos. Mas agora, fatores conjunturais e geopolíticos geraram incertezas sobre commodities, como o preço do cobre, essencial para o setor AVACR.
Previsões ainda incertas
“As previsões para os custos dos insumos em 2026 ainda são incertas, devido à complexa geopolítica . A principal preocupação do momento entre as empresas deste segmento da economia é com o aumento dos fretes para o Brasil.
Em relação aos custos, dados da consultoria Solve Shipping (março/2026), apontaram que o valor do frete para um contêiner de 40 pés na rota Ásia–Brasil saltou para aproximadamente US$ 3.100. Este valor representa três vezes a média registrada em fevereiro de 2026, antes da escalada das hostilidades no Oriente Médio.
Uma das principais causas disso foi a suspensão de trânsitos pelo Estreito de Ormuz e as interrupções no Canal de Suez, que forçaram os navios a contornar o Cabo da Boa Esperança (África), adicionando cerca de 3.500 milhas náuticas e US$ 1 milhão em custos de combustível por viagem.
Cobre e alumínio
Em relação ao cobre especificamente, com base nos dados mais recentes da London Metal Exchange (LME) e do mercado de futuros, o cobre apresentou uma trajetória de forte valorização nos últimos 12 meses (de março de 2025 a março de 2026), impulsionada pela demanda em setores de energia renovável e inteligência artificial.
Já em relação ao alumínio, com base nos dados mais recentes da London Metal Exchange (LME) e do mercado de commodities, o alumínio apresentou uma tendência de valorização constante nos últimos 12 meses (março de 2025 a março de 2026), impulsionada por gargalos na produção e pelo aumento da demanda em setores de transporte e embalagens.
Leia outras informações
Seminário debaterá nesta terça-feira (14), em Campinas (SP), parques como motores de desenvolvimento urbano
13/04/2026
Alan van Capelle, diretor executivo da Friends of the High Line, Kira Strong, diretora sênior da High Line Network, e o arquiteto paisagista Neil Porter, sócio do escritório londrino GP+B, estarão no país nesta terça-feira (14/04) para participar do seminário intitulado ‘Arq.Futuro – Novas Centralidades Urbanas’, a ser realizado no Teatro Oficina do Estudante Iguatemi, em Campinas (SP).
Terceira edição
Promovido pela plataforma Arq.Futuro, o seminário chega à terceira edição com o objetivo de discutir como as áreas verdes vêm sendo reconhecidas como elementos estratégicos para a qualidade de vida, adaptação climática e dinamização econômica dos centros urbanos. Segundo T...
Pela primeira vez no Brasil, especialistas diretamente envolvidos na concepção e gestão de parques urbanos que são hoje alguns dos projetos mais influentes do mundo contemporâneo participam de um debate público sobre o papel dos parques na transformação das cidades.
Alan van Capelle, diretor executivo da Friends of the High Line, Kira Strong, diretora sênior da High Line Network, e o arquiteto paisagista Neil Porter, sócio do escritório londrino GP+B, estarão no país nesta terça-feira (14/04) para participar do seminário intitulado ‘Arq.Futuro – Novas Centralidades Urbanas’, a ser realizado no Teatro Oficina do Estudante Iguatemi, em Campinas (SP).
Terceira edição
Promovido pela plataforma Arq.Futuro, o seminário chega à terceira edição com o objetivo de discutir como as áreas verdes vêm sendo reconhecidas como elementos estratégicos para a qualidade de vida, adaptação climática e dinamização econômica dos centros urbanos. Segundo Tomas Alvim, cofundador do Arq.Futuro e organizador do evento, o debate ganha urgência diante dos desafios contemporâneos das cidades.
“Os parques deixaram de ser apenas espaços de lazer e passaram a integrar a infraestrutura urbana. Em um cenário de crescimento populacional, pressão ambiental e desigualdade territorial, esses espaços tornam-se instrumentos fundamentais de planejamento, integração e desenvolvimento das cidades”, afirma. Com patrocínio máster da Iguatemi S.A. e do bairro Casa Figueira, o evento será gratuito e aberto ao público.
Plataforma brasileira
Criado em 2011, o Arq.Futuro é uma plataforma brasileira para discutir o futuro das cidades. Ao longo dos últimos anos, foram convidados pensadores proeminentes nos campos de Design, Arquitetura, Urbanismo, Economia, Saúde pública, entre outros setores, para trocar ideias sobre os caminhos coletivos em direção a espaços urbanos mais equitativos, inclusivos, ecológicos, inovadores e belos.
Uma parceria firmada em 2019 com o Insper resultou no Laboratório Arq.Futuro de Cidades. Estruturado em núcleos temáticos, o laboratório tem na interdisciplinaridade e na inovação a orientação para o ensino e a pesquisa sobre os desafios do desenvolvimento urbano, com a missão de contribuir para o impacto real na vida de sua população.
Golaço - Crônica - Por, Romero Falcão*
13/04/2026
Bandeiras em Punho.
Mais uma eleição. Fogueiras serão acesas. Fogos de artifício. Pirotecnia nos céus. A plateia se prepara, veste camisas, bandeiras em punho. Euforia nas arenas.
A Mãozinha da IA
Grupos de Zap renovam força, fé e ódio. Adicionam ressentidos. Vai começar a partida — a guerra de fake news. Dessa vez, com a mãozinha da IA, que pinta e borda o disfarce. O juiz é prevenido, bolso carregado de cartão vermelho.
Único Uniforme
No entanto, antes da bola rolar, é imperativo fugir da geral, ampliar a visão, olhar do alto. Do avião, a faixa: todos pela educação. E se, ao invés do Fla-Flu, o país se unisse, vestisse um único uniforme — educação de qualidade no ensino fundamental?
Quebra- Quebra de Neurônios
É investindo no dente de leite que s...
Ligo o rádio, a televisão: faltam tantos dias para a Copa do Mundo... faltam tantos para o São João.
Bandeiras em Punho.
Mais uma eleição. Fogueiras serão acesas. Fogos de artifício. Pirotecnia nos céus. A plateia se prepara, veste camisas, bandeiras em punho. Euforia nas arenas.

A Mãozinha da IA
Grupos de Zap renovam força, fé e ódio. Adicionam ressentidos. Vai começar a partida — a guerra de fake news. Dessa vez, com a mãozinha da IA, que pinta e borda o disfarce. O juiz é prevenido, bolso carregado de cartão vermelho.
Único Uniforme
No entanto, antes da bola rolar, é imperativo fugir da geral, ampliar a visão, olhar do alto. Do avião, a faixa: todos pela educação. E se, ao invés do Fla-Flu, o país se unisse, vestisse um único uniforme — educação de qualidade no ensino fundamental?
Quebra- Quebra de Neurônios
É investindo no dente de leite que se forma uma grande equipe. Singapura e Coreia do Sul viraram o jogo, sem jogar para a torcida. Por que não jogamos no nível dos orientais? De que adianta apenas xingar o juiz e o adversário? Debater-se em um quebra-quebra de neurônios? E tudo se repete, como Copa do Mundo — a cada quatro anos.
É Possível Fazer Diferente
Quem dera se os deuses da política fizessem como o camisa 10 na Copa de 70: Pelé dispara na diagonal, sem bola; o goleiro do Uruguai — Mazurkiewicz — cai na faísca do gênio. Mas o couro não entra no gol. O mundo se levanta, boquiaberto. É possível fazer diferente. Sim, é possível criar, ir além do feijão com arroz. A educação marca um golaço.

Linhas Filosóficas
Todavia, antes de entrar no campo da urna eletrônica, não se deve esquecer o fundamento das quatro linhas filosóficas:
Em ano eleitoral, a fé precisa mais da razão do que da religião.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.

Fraudes no INSS: PF convida amiga de Lulinha para depor em inquérito
13/04/2026
Alvo de busca e apreensão
Roberta foi alvo de busca e apreensão em uma das fases da operação Sem Desconto, em dezembro passado, depois que a PF detectou que ela recebeu pagamentos de R$ 1,5 milhão do “Careca do INSS”, suspeito de liderar o esquema de desvios. O possível depoimento da amiga de Lulinha faz parte de uma força-tarefa montada pela PF para colher 35 depoimentos restantes no caso.
Defesa de Roberta
A defesa de Roberta disse que recebeu um e-mail indagando se ela gostaria de p...
A PF enviou um convite à empresária Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente Lula, questionando se ela gostaria de prestar depoimento no âmbito das investigações das fraudes bilionárias do INSS. Roberta trabalhou para Antonio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Em relatório da PF, foram apontados indícios de que ela seria a intermediária entre Antunes e Lulinha, que seria um sócio oculto do “Careca do INSS”.

Alvo de busca e apreensão
Roberta foi alvo de busca e apreensão em uma das fases da operação Sem Desconto, em dezembro passado, depois que a PF detectou que ela recebeu pagamentos de R$ 1,5 milhão do “Careca do INSS”, suspeito de liderar o esquema de desvios. O possível depoimento da amiga de Lulinha faz parte de uma força-tarefa montada pela PF para colher 35 depoimentos restantes no caso.
Defesa de Roberta
A defesa de Roberta disse que recebeu um e-mail indagando se ela gostaria de prestar depoimento pessoal. Não foi marcada uma data para o interrogatório. “Esclarecemos que ela havia prestado minuciosos esclarecimentos por escrito e que estava à disposição para prestar qualquer esclarecimento suplementar que fosse necessário”, explicou o advogado Bruno Salles.

Convites e intimações
Os convites, e algumas intimações, foram enviados após a PF fechar a delação premiada do empresário Mauricio Camisotti, apontado como centro financeiro do esquema de descontos associativos nos contracheques de aposentados e pensionistas. O conteúdo da colaboração foi enviado na semana passada ao STF.
Última: Ex-deputado Alexandre Ramagem é preso nos EUA pelo ICE
13/04/2026
Fuga e lista da Interpol
Segundo as investigações da PF, ele deixou o Brasil de forma clandestina antes do término do julgamento, atravessando a fronteira de Roraima com a Guiana para evitar a prisão, seguindo depois para os EUA. Em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição foi formalmente encaminhado ao governo norte-americano. A Embaixada do Brasil em Washington enviou a documentação ao Departamento de Estado dos EUA em 30 de dezembro de 2025. O ministro Alexandre de Moraes determinou a inclusão do nome de Ramagem na lista da Interpol, o que viabilizou a possibilidade de ele ser detido por autoridades estrangeiras.
Al...
O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA, ICE, dos EUA prendeu o ex-deputado federal Alexandre Ramagem. A informação foi confirmada pela Polícia Federal. Ramagem foi condenado pelo STF a uma pena de 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Fuga e lista da Interpol
Segundo as investigações da PF, ele deixou o Brasil de forma clandestina antes do término do julgamento, atravessando a fronteira de Roraima com a Guiana para evitar a prisão, seguindo depois para os EUA. Em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição foi formalmente encaminhado ao governo norte-americano. A Embaixada do Brasil em Washington enviou a documentação ao Departamento de Estado dos EUA em 30 de dezembro de 2025. O ministro Alexandre de Moraes determinou a inclusão do nome de Ramagem na lista da Interpol, o que viabilizou a possibilidade de ele ser detido por autoridades estrangeiras.
Aliados do ex-deputado diziam que Ramagem pretendia solicitar asilo político nos Estados Unidos.
Lula, Arraes e Jarbas, por Roberto Vieira
13/04/2026
Jarbas
Em 1998, o cenário político pernambucano testemunhou um terremoto de proporções históricas. Jarbas Vasconcelos, então embalado por uma gestão modernizadora na prefeitura do Recife, desafiou a aura de invencibilidade que cercava Miguel Arraes. Com uma coligação que unia o PMDB ao PFL, Jarbas impôs uma derrota acachapante ao "Velho Arraes", conquistando o Palácio do Campo das Princesas com uma maioria de votos que encerrou um ciclo de hegemonia e consolidou uma nova força política no estado.
Traição
A derrota de 1998 não foi apenas um revés eleitoral, mas um golpe profundo no legado de Arraes. Ao lado de seu neto, o então jovem Eduardo Campos, Arraes viu sua imagem de mi...
Lula tem duas opções. Tentar o quarto mandato ou dizer adeus após o tricampeonato nas eleições presidenciais. Mas Lula dorme pensando no companheiro Miguel Arraes que perdeu sua última eleição em 1998. Abandonado até pelo próprio PT de Lula.
Jarbas
Em 1998, o cenário político pernambucano testemunhou um terremoto de proporções históricas. Jarbas Vasconcelos, então embalado por uma gestão modernizadora na prefeitura do Recife, desafiou a aura de invencibilidade que cercava Miguel Arraes. Com uma coligação que unia o PMDB ao PFL, Jarbas impôs uma derrota acachapante ao "Velho Arraes", conquistando o Palácio do Campo das Princesas com uma maioria de votos que encerrou um ciclo de hegemonia e consolidou uma nova força política no estado.
Traição
A derrota de 1998 não foi apenas um revés eleitoral, mas um golpe profundo no legado de Arraes. Ao lado de seu neto, o então jovem Eduardo Campos, Arraes viu sua imagem de mito invencível ruir diante do pragmatismo das urnas. O isolamento foi acentuado pelo abandono estratégico de antigos aliados, incluindo setores do próprio PT, que já miravam novos horizontes nacionais e locais, deixando o líder histórico de Pernambuco enfrentar o crepúsculo de sua carreira política em uma solidão institucional inesperada.
Ostras
Para Lula, a história de Arraes serve como um espelho incômodo. O presidente se equilibra entre o desejo de um quarto mandato e a preservação de sua biografia como tricampeão. O risco de um ocaso semelhante ao do companheiro pernambucano materializa-se na figura de Flávio Bolsonaro. O adversário, vindo de Rio das Ostras como um elemento inesperado no xadrez nacional, representa a ameaça de uma derrota final que poderia manchar o retrospecto vitorioso de Lula, transformando o sonho da continuidade em um melancólico adeus.
Pelé
Lula talvez devesse aceitar o exemplo do sábio Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. Tricampeão do mundo, cheio de puxa saco pedindo pra ele jogar a Copa de 1974 - inclusive Médici e Geisel - o Rei disse não. E escapou da Laranja Mecânica. A inesperada ostra daqueles tempos.
Roberto Vieira é médico e cronista

Veneziano garante voto e articulação pela aprovação do piso nacional dos Garis
13/04/2026
O evento
O evento foi promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e Borborema - Sintab em Campina Grande. Veneziano estava acompanhado da pre-candidata a deputada estadual Ana Claudia e da vereadora campinense Pâmela Vital.
Reafirmou
Durante o encontro, Veneziano reafirmou seu apoio e o trabalho de articulação pela aprovação do Piso Nacional dos Garis (PL 4146/2020) e do Piso Nacional do Apoio (PL 2531/2021). As duas matérias foram aprovados na Câmara dos Deputados e seguiram para análise e votação no Senado Federal.
Lembrou
Veneziano lembrou que sua luta em favor das duas categorias e dos servidores públicos em geral vem desde a época em que era prefeito de Campina Grande.
“Nosso ap...
O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) participou hoje, segunda-feira (13/04) do Encontro Estadual dos Garis e Pessoal de Apoio.

O evento
O evento foi promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e Borborema - Sintab em Campina Grande. Veneziano estava acompanhado da pre-candidata a deputada estadual Ana Claudia e da vereadora campinense Pâmela Vital.
Reafirmou
Durante o encontro, Veneziano reafirmou seu apoio e o trabalho de articulação pela aprovação do Piso Nacional dos Garis (PL 4146/2020) e do Piso Nacional do Apoio (PL 2531/2021). As duas matérias foram aprovados na Câmara dos Deputados e seguiram para análise e votação no Senado Federal.
Lembrou
Veneziano lembrou que sua luta em favor das duas categorias e dos servidores públicos em geral vem desde a época em que era prefeito de Campina Grande.
“Nosso apoio às diversas categorias de servidores públicos tem acompanhado a nossa história, ao longo dos anos. Da mesma forma como conseguimos o piso nacional de categorias como os Agentes Comunitários de Saúde, os Agentes de Combate às Endemias, vamos trabalhar para que essa luta de todos aqui seja coroada de pleno êxito, afinal de contas, é uma luta mais do que justa. Já conversamos com o presidente Davi Alcolumbre (do Senado) e estamos viabilizando ao votos necessários à aprovação”, declarou Veneziano.

A Padaria de Promessas e o banquete das migalhas, por Zé da Flauta
13/04/2026
Suor
Já o capitalismo é aquele que não te dá bom dia de graça, mas te oferece um emprego na oficina dele. Ele não quer saber se você leu Marx ou se acredita em fadas, ele quer saber se você sabe consertar um cano ou fritar um ovo. É o sistema que entende que o motor do mundo não é a caridade de gabinete, mas a vontade do sujeito de comprar um sapato novo. No mercado, o "lucro" não é pecado, é simplesmente o combustível que faz a padaria ab...
O socialismo é aquele que faz um churrasco enorme com o dinheiro dos outros, mas esquece de comprar a carne e acaba servindo apenas o discurso. Ele adora falar em dividir o pão, mas o problema é que, no final das contas, o pão some e só sobra a fila. É a tentativa de transformar o Estado num pai eterno que, de tanto abraçar o filho, acaba sufocando qualquer chance de o coitado aprender a andar sozinho. É uma igualdade tão absoluta que todo mundo acaba ficando igualzinho: sem nada no bolso e com a barriga roncando.
Suor
Já o capitalismo é aquele que não te dá bom dia de graça, mas te oferece um emprego na oficina dele. Ele não quer saber se você leu Marx ou se acredita em fadas, ele quer saber se você sabe consertar um cano ou fritar um ovo. É o sistema que entende que o motor do mundo não é a caridade de gabinete, mas a vontade do sujeito de comprar um sapato novo. No mercado, o "lucro" não é pecado, é simplesmente o combustível que faz a padaria abrir às cinco da manhã sem precisar de um decreto governamental para isso.
Fuga
Onde o Estado mete muito o bico, a riqueza foge pela janela. É cômico, se não fosse trágico, ver intelectuais de poltrona defendendo regimes que distribuem pobreza enquanto eles mesmos não abrem mão do celular de última geração. A lógica é implacável, sem o incentivo de ganhar a vida, a nossa vida entra em modo "descanso de tela". O socialismo produz especialistas em formulários e filas, enquanto o mercado produz gente que resolve problemas. Um regime oferece um peixe podre por semana e o outro te deixa ser o dono da rede.
Reação
A verdadeira revolução não acontece em palanques ou salões regados a whisky, mas no balcão de quem decide empreender apesar de toda a burocracia. Soberania de verdade é poder pagar as contas sem dever favores a nenhum político de estimação. A reação necessária é trocar o "coitadismo" pela livre iniciativa, deixando o povo criar, vender e prosperar em paz. Afinal, a melhor política social que existe ainda é a carteira assinada ou o lucro de um negócio próprio, porque dignidade a gente não recebe de esmola, a gente conquista com o próprio talento.
Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista

Os 195 anos do Hino Nacional Brasileiro, por José Ricardo de Souza*
13/04/2026
A melodia
A melodia tornou-se bastante conhecida e já teve três letras diferentes. A primeira, de autoria de Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva, tratava da abdicação de D. Pedro I (1831). Sua primeira execução aconteceu naquele ano, portanto há 195 anos atrás, no cais do Largo do Paço (ex-Cais Pharoux, atual Praça 15 de Novembro, no Rio de Janeiro). Um dos trechos da letra era assim: "Os bronzes da tirania/Já no Brasil não rouquejam/Os monstros que o escravizavam/Já entre nós não vicejam".
...
Em 13 de abril de 1831, foi executado pela primeira vez o Hino Nacional do Brasil, no Teatro São Pedro, no Rio de Janeiro; na data em que o núcleo da família imperial deixou o solo brasileiro para regressar a Portugal. A música, composta por Francisco Manuel da Silva, era inicialmente chamada de "Marcha Triunfal", composta em 1822 para comemorar a Independência do Brasil, ela foi refeita em 1831 para se tornar o "Hino da Abdicação.
A melodia
A melodia tornou-se bastante conhecida e já teve três letras diferentes. A primeira, de autoria de Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva, tratava da abdicação de D. Pedro I (1831). Sua primeira execução aconteceu naquele ano, portanto há 195 anos atrás, no cais do Largo do Paço (ex-Cais Pharoux, atual Praça 15 de Novembro, no Rio de Janeiro). Um dos trechos da letra era assim: "Os bronzes da tirania/Já no Brasil não rouquejam/Os monstros que o escravizavam/Já entre nós não vicejam".
Coroação
Com a posterior coroação de Dom Pedro II, em 1841, sua letra foi trocada e a composição passou a ser considerada o hino nacional brasileiro, embora de maneira não oficial. A melodia serviu de inspiração ao músico norte-americano Louis Moreau Gottschalk para a sua magistral "Fantasia Triunfal sobre o Hino Nacional Brasileiro", dedicado à princesa Isabel e apresentado no Rio de Janeiro em 1869.
Proclamação da República
Após a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, o governo provisório liderado pelo marechal Deodoro da Fonseca convidou o maestro Carlos Gomes (1836-1896), à época compositor brasileiro de projeção internacional, a compor o que seria o Hino Nacional do Brasil. A letra já estava escolhida: seria um poema de Medeiros e Albuquerque publicado no jornal Diário do Comércio, do Rio de Janeiro, em 26 de novembro de 1889. Carlos Gomes recusou o convite, por isso fez-se um concurso para a escolha do Hino Nacional republicano.
Nove músicos
No dia 4 de janeiro de 1890, vinte e nove músicos apresentaram seus hinos, entre os quais escolheram-se quatro. O vencedor foi Leopoldo Miguez, com a letra já conhecida, de autoria de Medeiros de Albuquerque. No entanto, o presidente marechal Deodoro da Fonseca disse que “dava preferência ao velho”, referindo-se à melodia de Francisco Manuel da Silva. Por isso, o hino nacional foi criado por decreto de 20 de janeiro de 1890, o qual estabelecia que se usaria a composição de Francisco Manuel da Silva.
Composição
Como a composição de Francisco Manuel da Silva não tinha letra, Joaquim Osório Duque Estrada escreveu-a especialmente, mas apenas em 1909. Portanto, o hino nacional da República continuou a usar a música composta no Império, em 1831. Além de tudo, marcou a postura pouco democrática do então presidente marechal Deodoro.
A obra
A obra de Miguez acabou se tornando o Hino da Proclamação da República. Durante o centenário da Proclamação da Independência, em 1922, a letra escrita pelo poeta e jornalista Joaquim Osório Duque Estrada em 1909 finalmente tornou-se oficial pelo presidente Epitácio Pessoa e permanece até hoje. A Lei Nº 12.031, de 21 de setembro de 2009, tornou-se obrigatória a execução do hino nacional ao menos uma vez por semana nas escolas de ensino fundamental do Brasil. O Hino Nacional Brasileiro é um dos quatro símbolos oficiais da República Federativa do Brasil, conforme estabelece a Constituição.
*O autor é professor da rede pública estadual de ensino; historiador e escritor. Sócio do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e da Academia de Letras e Artes da Cidade do Paulista (ALAP). Criador do projeto Muita História pra Contar. @josericardope01 nas principais redes sociais.
Série presidentes da República: Prudente de Morais, o triunfo do baronato do café, por Natanael Sarmento*
13/04/2026
Prudente José de Morais Barros nasceu numa vila de Itu, São Paulo, em 1841. Bacharelou-se advogado em 1863 e mudou-se para Piracicaba onde exerceu advocacia por dois anos e casou-se com uma herdeira da aristocracia cafeeira local. No Partido Liberal da monarquia elegeu-se vereador a partir de 1864 por várias legislaturas. 1887 troca os Liberais pelo PRP, o Partido Republicano Paulista, elege-se Deputado Provincial – estadual - em duas legislaturas. Elege-se deputado Geral da Assembleia imperial em 1885. Foi nomeado governador de SP pelo governo provisório de Deodoro, após o golpe contra a Monarquia. Elege-se senador em 1990. Na liderança do PRP presidiu a Assembleia Nacional Constituinte da República, em 1891. Concorreu e perdeu a eleição presidencial para Deodoro na votação indireta do Congresso Nacional. Elegeu seu vice- Presidente Marechal Floriano Peixoto que derrotou o vice da chapa de Deodoro. Retomou a cadeira do senado e completou o mandato. Em 1884 disputou e venceu a primeira eleição presidencial direta apoiado pelo baronato do café e por Floriano Peixoto presidente com a renúncia de Deodoro em 1891.

Primeira eleição direta
Na primeira eleição direta presidencial qualquer eleitor brasileiro podia votar e ser votado presidente, livremente. Dos 205 “votados” mais de cem com voto único, quase todos com votações pífias. A disputa nacional ficou entre as oligarquias de São Paulo e Minas Gerais: Prudente de Morais do “café” e mineiro Affonso Pena do “leite”. O café venceu com 276.588 votos. 0,8% da população nacional estimada em 15 milhões de habitantes.
Governança
Procurou ampliar favores e privilégios dos fazendeiros exportadores do café, com políticas protecionistas. A chamada política de “Valorização do café”. Transformou as demandas do “Convênio de Taubaté” dos barões do café em Lei Federal. O Tesouro Nacional pagava preço fixo pelo café, independente do preço no mercado mundial. Na guerra, as importações caíram e os preços despencaram. Os lucros dos cafeicultores exportadores, ao contrário, aumentavam, com medida governamental de desvalorização a moeda nacional. O valor do câmbio baixo empurrava o preço do café despencavam mas os fazendeiros lucravam fortunas na conversão do valor de moedas fortes estrangeira para a moeda fraca dos “mil-réis”. O mecanismo contábil inflava o valor de troca no ágio especulativo do preço do café que correspondia a 65% de todas as exportações brasileiras.

Esbórnia do café
A “política de valorização” aumentava a dívida pública nacional, enriquecia os barões e endividava a nação. Com déficit no orçamento o governo brasileiro recorria aos empréstimos junto aos bancos ingleses. Os Rothschilds liberaram 10 mil libras esterlinas nos chamados “Funding Loan” - empréstimos de consolidação. Grande parte dessa dinheirama voltava para os bancos credores para pagamento de juros e correções dos empréstimos feitos pelo Brasil entre 1898 e 1901. Nessa ciranda financeira a dívida pública externa só aumentava. Boa parte do dinheiro esmerilado na manutenção da máquina burocrática ademais dos gastos extraordinários nas gigantescas campanhas militares destinadas a exterminar o arruado de camponeses pobres conhecido como Arraial de “Canudos", nos confins dos Sertões da Bahia. O “glorioso exército” nacional mobilizou nada menos de doze mil soldados e precisou de cinco expedições para destruir e devastar Canudos.
Externamente
A política externa pautou o chamado “pragmatismo defensivo”. Com mediações da Inglaterra e da Suíça resolveu conflitos territoriais no Amapá com a Guiana Francesa e com a própria Inglaterra, lembremos, dos empréstimos bancários, na solução da Ilha Trindade do litoral do Espírito Santo pretendida pela Grã-Bretanha. Destacamos o reatamento de relações diplomáticas com Portugal e facilitação da imigração japonesa.
Transição ou continuação?
A historiografia oficial considera sua governança como transição da república de “espada” para a das “oligarquias”. Bazófias. O poder na República Velha com militar ou civil nunca saiu dos latifúndios do grandes fazendeiros e industriais, banqueiros e comerciantes exportadores. Não é o rabo que balança o cachorro. O capitão-do- mato tem papel importante no regime escravista mas não manda na fazenda nem é dono dos escravos. Na obra “A ideologia Alemã” Marx e Engels explicam: “A classe que tem os meios de produção à sua disposição tem também o controle do Estado e dos meios de produção intelectual”. O poder do Estado brasileiro e a legalidade burguesa funcionava para assegurar a propriedade dos ricos e promover o desenvolvimento econômico voltado para esses ricos latifundiários e burgueses valorizando as oligarquias paulistas e mineiras. O aparato repressivo da legalidade estatal aparecia com o fiscal da receita e a polícia e exército para reprimir pobres e trabalhadores, com os movimentos sociais tratados como “caso de polícia”.

Estadualismo
A maior autonomia dos estados decorrente do federalismo da Constituição de 1891 fortaleceu as oligarquias regionais. Institucionalmente, Prudente de Morais deu os primeiros pontos do babado da chamada “política dos governadores”. Do mecanismo político que foi fundamental e característico de toda República Velha – 1889-1930. Que propiciava a troca de favores recíprocos entre governos estaduais e a União Federal. Apelidada pelo vulgo de política “Café com Leite”.
Atentado
Militares descontentes e próximos de Floriano Peixoto faziam cerrada oposição cerrada ao governo, posto que alijados do Paço. O atentado contra a vida do Presidente de Morais é atribuído a “florianistas”. O soldado Marcelino Bispo de Mello autor do atentado acaba matando o Ministro da Guerra Marechal Bittencourt. O soldado Marcelino apareceu enforcamento na prisão. Réu morto e inquérito arquivado. Prudente de Morais com mamão e açúcar para decretar Estado de Sítio e suspender garantias constitucionais. Com poderes de Consul romano, o coronel barão do café governava a sua fazenda, e “tudo ficava como dantes, no quartel de Abrantes”.
A morte
Prudente de Morais faleceu em 1902, na cidade de Piracicaba, com tuberculose, aos 61 anos.
*Natanael Sarmento é professor e escritor. Da direção nacional da UP - Partido da Unidade Popular.
NR - Os textos assinados refletem a opinião dos seus autores.

PL animado - Coronel Meira projeta vitória de Flávio Bolsonaro e articula chapa forte em Pernambuco
13/04/2026
afirmou ao repórter Alberes Xavier que o partido acompanha os números “com tranquilidade” e reforçou o discurso de mudança no país.
Povo cansado
“Isso a gente já vem acompanhando há muito tempo. O povo brasileiro está cansado, principalmente com a insegurança e com a corrupção. Há um clamor por mudança”, declarou. Coronel Meira também destacou que o PL aposta no fortalecimento da pauta de segurança pública como eixo central de debate, citando inclusive a proposta de criação de um ministério específico para a área em um eventual novo governo.
No cenário estadual
O deputado reforçou o nome de Anderson Ferreira como prioridade do partido na disputa pelo Senado e demonstrou confiança no cre...
Os resultados das últimas pesquisas eleitorais divulgadas, mostrando Flávio Bolsonaro (PL) em condição de empate técnico com o presidente Lula, animaram o bolsonarismo em todo o país. O deputado federal Coronel Meira (PL)
afirmou ao repórter Alberes Xavier que o partido acompanha os números “com tranquilidade” e reforçou o discurso de mudança no país.
Povo cansado
“Isso a gente já vem acompanhando há muito tempo. O povo brasileiro está cansado, principalmente com a insegurança e com a corrupção. Há um clamor por mudança”, declarou. Coronel Meira também destacou que o PL aposta no fortalecimento da pauta de segurança pública como eixo central de debate, citando inclusive a proposta de criação de um ministério específico para a área em um eventual novo governo.
No cenário estadual
O deputado reforçou o nome de Anderson Ferreira como prioridade do partido na disputa pelo Senado e demonstrou confiança no crescimento da legenda no estado. “Pernambuco vai ter um PL forte. Estamos trabalhando para ampliar nossa bancada e construir uma chapa competitiva, com homens e mulheres preparados para representar o povo”, afirmou.
2o voto
Questionado sobre o segundo voto para o Senado em 2026, Coronel Meira afirmou que a definição ainda dependerá das estratégias do partido, especialmente em relação à disputa pelo Governo do Estado. No entanto, deixou claro que o posicionamento político do PL será determinante nas alianças. "O partido vai definir isso no momento certo. Mas há um ponto claro: não estaremos ao lado de candidatos que estejam alinhados ao governo federal. Estamos trabalhando para aglutinar forças e apresentar o melhor projeto para Pernambuco”, concluiu.