Governadora abre etapa da Clipe mas Bônus Livro continua direcionado para livrarias privilegiadas
22/04/2026
Críticas
Desde a primeira edição o evento é alvo de críticas e suspeitas. Especialmente no tocante ao 'Bônus Livro' que destaca um valor relevante para aquisição de livros e material didático por profissionais da educação. O problema é que as compras só podem ser feitas durante o evento ou em livrarias participantes deles. A pergunta que O Poder faz há dois anos sem resposta: por que não ampliar o leque e permitir aos professores e outros agentes da educação adquirirem seus livros em locais da sua conveniência e escolha?
Cor...

Críticas
Desde a primeira edição o evento é alvo de críticas e suspeitas. Especialmente no tocante ao 'Bônus Livro' que destaca um valor relevante para aquisição de livros e material didático por profissionais da educação. O problema é que as compras só podem ser feitas durante o evento ou em livrarias participantes deles. A pergunta que O Poder faz há dois anos sem resposta: por que não ampliar o leque e permitir aos professores e outros agentes da educação adquirirem seus livros em locais da sua conveniência e escolha?
Corrupção?
Tudo o que é esquisito, esquisito é. Parlamentares da oposição, a exemplo do deputado estadual Waldemar Borges, apontam suspeitas até hoje não esclarecidas de irregularidades como contratos sem licitação, por valor acima da realidade do mercado e também sobre o 'Bônus Livro'. Além da limitação injustificável dos lugares de aquisição, sugerindo favorecimentos, pairam dúvidas sobre o valor total desembolsado pelo Estado o o valor efetivamente gasto.
Nota da Redação- Todas as pessoas e instituições citadas têm espaço imediato para suas versões.
Leia outras informações
Depois de Epstein e do Sicário, súbita doença de Vorcaro levanta suspeitas de queima de arquivo
22/04/2026
Nao colou a versão oficial de suicídio. Não justificável por falhas de vigilância, por mais inacreditáveis que fossem. As “little grey cells” duvidam.
No Brasil
A tradição para esse tipo de suicídio cinicamente forjado parecia que tinha ficado para trás, nos tempos da ditadura, cujo maior exemplo é o caso de Vladimir Herzog. Até que veio o Sicário, operador chave da suposta milícia de Vorcaro. Tenta se enforcar duas vezes...
Três casos, um padrão internacional que pode se tornar inquietante. Primeiro, em uma prisão norte-americana de maxima segurança, em cela vigiada 24h, Jeffrey Epstein, o homem das conexões perigosas com as elites, é encontrado enforcado. Como foi possível, entra na conta do "ninguém sabe, ninguém viu, entrou na perna do Pato, saiu na perna do pinto" e ficou tudo por isso mesmo, como em tantos outros casos sombrios.
Nao colou a versão oficial de suicídio. Não justificável por falhas de vigilância, por mais inacreditáveis que fossem. As “little grey cells” duvidam.
No Brasil
A tradição para esse tipo de suicídio cinicamente forjado parecia que tinha ficado para trás, nos tempos da ditadura, cujo maior exemplo é o caso de Vladimir Herzog. Até que veio o Sicário, operador chave da suposta milícia de Vorcaro. Tenta se enforcar duas vezes na cela da PF em Belo Horizonte. Tudo filmado. Socorrido, morre dias depois com morte encefálica. Oficialmente, suicídio.
Agora
Todo mundo com a pulga atrás da orelha, o caso Master pegando fogo e ameaçando devastar figuras graúdas da República, eis que Daniel Vorcaro, o cérebro do esquema, urina sangue na cela da PF em Brasília. Passa mal e a defesa pede transferência para hospital. Pode não ser nada de mais, talvez estresse agudo. Mas parece muita coincidência. E aí não faltam especulações sobre suposto "mais um elo na corrente". Figuras centrais, operadores importantes e o principal investigado sofrem “acidentes” ou problemas graves enquanto presos. Em dois casos, enforcamento. No terceiro, sangue. Sempre antes de delações ou revelações maiores.
As coincidências
São como os bigodes de Hercule Poirot, personagem de Agatha Christie. Quanto mais perfeitas, mais suspeitas se tornam. Ou, "Quanto mais perfeitas as coincidências, mais perfeitas são", frase atribuída ao escritor, jornalista e cronista brasileiro Otto Lara Resende. Ou ainda nosso diretor, José Nivaldo Junior, no seu romance 'O Atestado da Donzela 2': "Coincidência é uma coisa que até existe mas você deve desconfiar sempre que se deparar com uma".
Aguardemos
As cenas dos próximos capítulos.
Nação Dividida e Exausta - Quando a Polarização Assume o Controle, por Sérgio Alves*
22/04/2026
Reconfiguração do debate
Desde pelo menos as eleições de 2014, observam-se, de maneira crescente, alterações nas formas de circulação e organização do debate político no Brasil. O que se discute menos são programas e propostas. O que cresce é a presença de conteúdos de caráter mais sintético e visual, como slogans, imagens, trechos de vídeos e mensagens curtas em plataformas digitais.
Nesse contexto, formatos concisos tendem a alcançar maior visibilidade do que exposições mais longas, como entrevistas, documentos técnicos ou debates exte...
O Brasil não está apenas dividido. Está exausto. Exausto de um embate permanente. Um embate que, em vez de esclarecer escolhas, converte a vida pública numa disputa contínua por identidade, pertencimento e vitória simbólica. As redes sociais potencializaram essa lógica de que dominar uma narrativa rende mais do que sustentar um argumento. O efeito aparece todos os dias nas telas, nas ruas e nas instituições.
Reconfiguração do debate
Desde pelo menos as eleições de 2014, observam-se, de maneira crescente, alterações nas formas de circulação e organização do debate político no Brasil. O que se discute menos são programas e propostas. O que cresce é a presença de conteúdos de caráter mais sintético e visual, como slogans, imagens, trechos de vídeos e mensagens curtas em plataformas digitais.
Nesse contexto, formatos concisos tendem a alcançar maior visibilidade do que exposições mais longas, como entrevistas, documentos técnicos ou debates extensos. Trechos isolados de falas em transmissões parlamentares, debates eleitorais ou decisões judiciais, por exemplo, costumam circular de forma destacada em redes sociais, acompanhados de comentários ou interpretações resumidas. A repetição desses fragmentos contribui para a fixação de determinadas leituras dos acontecimentos, influenciando a dinâmica do debate público ao privilegiar sínteses rápidas em detrimento de análises mais abrangentes.
Radicalização como método
Com o tempo, a narrativa deixou de cumprir função explicativa e se transformou em arma. A disputa pública passou a produzir não apenas adversários, mas inimigos morais. Divergências legítimas foram traduzidas como ameaças existenciais. Adota-se a lógica perversa do “nós contra eles”. Não se debate especificamente uma política econômica ou um relatório de CPI, ou uma decisão judicial: discute-se a ideia de que “eles querem nos destruir”. O país passou a operar em modo de engajamento permanente. As avaliações sobre a atuação de representantes de órgãos do Executivo, Judiciário ou Legislativo são feitas menos com base em fatos e mais conforme a identidade político-ideológica. Essa lógica do enquadramento tende a converter problemas reais em batalhas identitárias.
Fato importa menos que o lado
Uma mesma notícia pode ser recebida como escândalo, justiça ou prova de conluio — a interpretação depende do lado de quem lê. Esse padrão se manifesta com especial nitidez no ambiente digital. Vídeos performáticos, com forte apelo emocional, podem acumular milhões de visualizações em poucos dias e acabam pautando o debate público antes mesmo que investigações, sentenças ou documentos sejam conhecidos em sua íntegra. A vida pública assume contornos de espetáculo.
Crise de mediação
A erosão da confiança nas instituições se aprofunda. Grande parte da população brasileira desconfia do sistema jurídico, do governo, e da representatividade congressual. E quando algumas decisões de autoridades dos três Poderes da República passam a ser questionadas ou têm seus propósitos sob suspeita, de antemão, isso reflete uma relação desgastada no interior do Estado e entre este e a sociedade. Estamos diante de uma perigosa crise de mediação institucional. Nesse cenário, a convivência torna-se conflituosa, negociar vira sinal de fraqueza e o impasse passa a se impor como regra.
Mudança de percepção
A grande imprensa também sente esse impacto. Reportagens são descartadas como “parciais” antes mesmo da leitura. A percepção pública sobre a idoneidade de matérias jornalísticas mudou substancialmente desde a década passada. O jornalismo nos grandes veículos de comunicação, tradicional mediador do debate público - a despeito dos seus equívocos e vieses - passa a ser tratado como mais um ator do conflito.
É o efeito colateral de um ambiente em que o espaço público deixou de ser disputa de ideias para se tornar afirmação identitária. O pertencimento a determinado grupo político-partidário pesa mais do que o convencimento.
Círculo vicioso
Por fim, forma-se um círculo vicioso: narrativas simplificam; inimigos simbólicos inflamam; a arena pública vira identidade; instituições perdem confiança; o espaço para o esclarecimento factual se estreita. A emoção ganha peso frente ao argumento racional.
Narrativas são inevitáveis. Democracias convivem com elas. O que é imperativo evitar-se é transformar a disputa política em guerra permanente. Defender regras comuns não elimina embates, mas impede que eles destruam o próprio terreno onde deveriam ser resolvidos.
Convivência no dissenso
Em um país fraturado e cansado de gritar, o desafio mais urgente não é silenciar diferenças, mas recuperar o básico: um piso mínimo de convivência no dissenso - fatos verificáveis, regras de conduta e valores éticos compartilhados. Acima de tudo, ter a disposição de reconhecer que o adversário político não é um inimigo a ser eliminado — apenas alguém a ser derrotado, ou não, dentro do jogo democrático.
*Sérgio Alves é professor e autor de 'O Estado do Líder', disponível no Amazon.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula e acolha o contraditório.

Pagamento de 1 trilhão de juros da dívida todo ano reestruturação sem calote
22/04/2026
O Brasil vive uma das mais graves crises fiscais de sua história recente. O crescimento acelerado da dívida pública, aliado aos juros elevados, tem comprimido o orçamento federal, reduzido investimentos e ampliado a instabilidade econômica. O cenário atual exige coragem, responsabilidade institucional e soluções técnicas, não improvisações.
Hoje
O país chega a gastar cerca de 1 trilhão de reais por ano apenas com juros da dívida pública. Esse valor representa algo próximo de 10 por cento do PIB brasileiro, um dos maiores custos financeiros do mundo. Esse peso elevado compromete diretamente a capacidade do governo de investir em áreas essenciais como saúde, educação, segurança, infraestrutura e geração de empregos. Em outras palavras, uma parte significativa da riqueza nacional está sendo direcionada apenas para pagar juros da dívida pública.
Modelo insustentável
O ciclo...
Por Antônio Campos*
O Brasil vive uma das mais graves crises fiscais de sua história recente. O crescimento acelerado da dívida pública, aliado aos juros elevados, tem comprimido o orçamento federal, reduzido investimentos e ampliado a instabilidade econômica. O cenário atual exige coragem, responsabilidade institucional e soluções técnicas, não improvisações.
Hoje
O país chega a gastar cerca de 1 trilhão de reais por ano apenas com juros da dívida pública. Esse valor representa algo próximo de 10 por cento do PIB brasileiro, um dos maiores custos financeiros do mundo. Esse peso elevado compromete diretamente a capacidade do governo de investir em áreas essenciais como saúde, educação, segurança, infraestrutura e geração de empregos. Em outras palavras, uma parte significativa da riqueza nacional está sendo direcionada apenas para pagar juros da dívida pública.
Modelo insustentável
O ciclo é conhecido. Juros altos elevam a dívida. A dívida maior aumenta o risco fiscal e, consequentemente, os juros voltam a subir. O resultado é um país refém do endividamento, com menos recursos para políticas públicas e crescimento econômico.
A crise fiscal e o governo Lula
No atual cenário, a crise fiscal se aprofundou. A trajetória de crescimento da dívida pública durante o atual governo tem gerado preocupação entre especialistas, economistas e juristas. A expansão dos gastos, combinada com juros elevados, pressiona ainda mais o orçamento federal e compromete o futuro fiscal do país.
A dívida pública
Tornou-se uma âncora fiscal. O custo da rolagem cresce continuamente e o contribuinte acaba pagando a conta. O Brasil passa a gastar mais com juros da dívida do que com investimentos estruturantes, o que limita o crescimento econômico e amplia a instabilidade fiscal.
Nossa proposta de reestruturação sem calote
Diante desse cenário, defendo uma reestruturação parcial da dívida pública, sem calote, com responsabilidade institucional e técnica. A proposta, apresentada no livro 'A Dívida Pública do Governo Federal Um Desafio Necessário', aponta que existe saída para a crise fiscal brasileira, desde que o país enfrente o problema com coragem e planejamento.
Entre os pontos que defendemos
-Reestruturação parcial da dívida pública;
-Alongamento dos prazos da dívida;
-Redução gradual dos juros;
-Melhor gestão do perfil da dívida;
-Maior transparência fiscal;
-Apoio técnico do Tribunal de Contas da União.
Papel do TCU
O Tribunal de Contas da União possui capacidade técnica e institucional para auxiliar nesse processo, garantindo segurança jurídica e credibilidade ao processo.
Reestruturação não significaria calote, mas sim uma reorganização responsável dos compromissos financeiros do país, semelhante ao que diversas economias já fizeram em momentos de crise.
Uma saída possível
A crise da dívida pública não é apenas um problema econômico. É também um problema social. Quando o país gasta cerca de 1 trilhão por ano em juros, sobram menos recursos para investimentos e políticas públicas. Para comparar. Um ano dos juros supera 25 anos de gastos do Bolsa Família. A reestruturação responsável da dívida, com apoio técnico e transparência, pode aliviar a pressão fiscal, reduzir juros e abrir espaço para o crescimento econômico.
O Brasil ainda tem tempo para agir
Adiar a solução apenas tornará a crise mais profunda e mais difícil de resolver.
A reestruturação parcial da dívida pública, sem calote, pode ser não apenas uma alternativa, mas uma necessidade para o futuro fiscal do Brasil.
*Antônio Campos é advogado e escritor. Autor do livro 'A Dívida Pública do Governo Federal Um Desafio Necessário'.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

O Alferes e o Marketing: Quem foi Tiradentes? por Zé da Flauta
22/04/2026
O propagandista
A Inconfidência Mineira, para começo de conversa, não foi um levante popular pelo bem dos pobres. Foi uma revolta de elite, de gente grande que estava com a corda no pescoço por causa de dívidas de impostos, a famosa Derrama. Tiradentes era o "pau para toda obra" do grupo. Um Alferes esforçado, dentista prático e um propagandista entusiasmado demais para o seu próprio bem.
O traidor
O Tiradentes real não tinha barba de profeta, tinha o rosto limpo de militar. Ele não foi o líder intelectual do movimento, mas foi o...
Na história oficial do Brasil, existe um personagem que parece saído de uma pintura sacra: barba longa, olhar piedoso e uma corda no pescoço. Mas se a gente baixar o volume do hino e olhar para os registros coloniais, o ruído entre o mito e o homem é ensurdecedor. Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, não foi o santo que a República inventou, nem o vilão que a Coroa tentou apagar.
O propagandista
A Inconfidência Mineira, para começo de conversa, não foi um levante popular pelo bem dos pobres. Foi uma revolta de elite, de gente grande que estava com a corda no pescoço por causa de dívidas de impostos, a famosa Derrama. Tiradentes era o "pau para toda obra" do grupo. Um Alferes esforçado, dentista prático e um propagandista entusiasmado demais para o seu próprio bem.
O traidor
O Tiradentes real não tinha barba de profeta, tinha o rosto limpo de militar. Ele não foi o líder intelectual do movimento, mas foi o único que teve a coragem, ou a ingenuidade, de não se esconder atrás de privilégios. Quando a casa caiu e a traição de Silvério dos Reis selou o destino do grupo, os ricos e influentes trataram de salvar a própria pele. Tiradentes, por ser o mais "descamisado" da turma, foi entregue ao carrasco para servir de exemplo.
Conveniência
A República, anos depois, precisava de um mártir que o povo pudesse abraçar. Pegaram o Alferes e o pintaram como um Cristo cívico. Criaram um herói de conveniência para esconder a realidade de que a nossa independência foi negociada entre elites, e não conquistada nas ruas.
Símbolo
Joaquim José foi um homem comum, com falhas e ambições, que acabou pagando a conta sozinho por um crime que muitos cometeram. Sua verdadeira heresia não foi querer a liberdade, mas ter sido o único a não ter dinheiro ou influência para escapar da sentença. No fim, Tiradentes é o símbolo perfeito do Brasil: um país onde, na hora da conta chegar, o castigo raramente atinge quem realmente assinou o cheque.
Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista

O desejo e o fluxo: da pobreza da alma à arquitetura do ser, por Jorge Henrique de Freitas Pinho*
22/04/2026
1. Preâmbulo — O gesto que provoca
Nem todo texto chega como informação. Alguns chegam como convite. Outros, mais raros, como deslocamento.
Foi nesse último registro que recebi, de meu amigo Carlos Kerbes, uma reflexão atribuída a Platão: a pobreza não nasce dos desejos.
A frase, à primeira leitura, parece conter uma sabedoria suficiente.
Mas toda frase que parece suficiente demais carrega, quase sempre, um silêncio não resolvido. E é nesse silêncio que a filosofia começa.
2. O problema mal formulado
A ideia de que o excesso de desejos empobrece o homem tornou-se quase um lugar-comum em tempos de consumismo desenfreado. Repetida, aceita, transmitida. Mas raramente examinada.
Porque há aqui uma pergunta anterior que precisa ser feita...
Há uma forma de riqueza que acumula e empobrece, e uma forma de vida que, ao compreender o fluxo e compartilhá-lo, torna-se plenitude.
1. Preâmbulo — O gesto que provoca
Nem todo texto chega como informação. Alguns chegam como convite. Outros, mais raros, como deslocamento.
Foi nesse último registro que recebi, de meu amigo Carlos Kerbes, uma reflexão atribuída a Platão: a pobreza não nasce dos desejos.
A frase, à primeira leitura, parece conter uma sabedoria suficiente.
Mas toda frase que parece suficiente demais carrega, quase sempre, um silêncio não resolvido. E é nesse silêncio que a filosofia começa.
2. O problema mal formulado
A ideia de que o excesso de desejos empobrece o homem tornou-se quase um lugar-comum em tempos de consumismo desenfreado. Repetida, aceita, transmitida. Mas raramente examinada.
Porque há aqui uma pergunta anterior que precisa ser feita: o que é o desejo?
Se o desejo fosse apenas um impulso acessório, talvez bastasse reduzi-lo. Se fosse um ruído da alma, talvez bastasse silenciá-lo.
Mas a tradição filosófica mais profunda, e aqui a Cabala oferece uma chave decisiva, conduz a um ponto mais radical: o homem não possui desejos. Ele é, em sua própria estrutura, um desejo de receber.
E, sendo assim, o problema não pode estar no desejo em si. Negá-lo seria negar a própria condição de existir.
3. A raiz ontológica — o ser como desejo
Na linguagem cabalística, o ser humano é um recipiente, um kli, formado para receber a luz que emana de uma fonte cuja essência é dar.
Essa assimetria não é um defeito. É a própria condição da criação.
Mas esse ponto exige um passo adicional de precisão. Aquilo que chamamos de Criador não pode ser reduzido a categorias humanas como desejo, vontade ou intenção, sob pena de projetarmos sobre o infinito os limites da criatura.
Ainda assim, a criação revela uma direção inequívoca: tudo o que existe manifesta uma dinâmica de doação contínua, como se a própria realidade fosse sustentada por um impulso permanente de compartilhar.
O ser humano, portanto, não é apenas um ente que deseja. Ele é um desejo de receber estruturado em relação a uma origem cuja natureza se expressa como doação incessante.
E é exatamente dessa relação — entre receber e compartilhar — que emerge a tensão fundamental da existência.
O que está em jogo, portanto, não é a presença do desejo, mas a sua orientação.
Quando o desejo reconhece sua origem, ele se prolonga em fluxo e encontra sentido; quando se fecha em si, interrompe esse movimento e se converte, pouco a pouco, em vazio.
E é nesse ponto que o problema deixa de ser psicológico ou moral e se revela em sua verdadeira natureza: uma questão de coerência com a própria estrutura do ser.
4. A ruptura do fluxo
Receber, por si só, não constitui problema algum. A dificuldade surge quando o receber deixa de ser passagem e tenta tornar-se destino.
Toda a realidade, quando observada em sua profundidade, revela uma ordem silenciosa que se sustenta em movimento.
A vida não se fixa, circula. A energia não se acumula, transforma-se. O sentido não se impõe, emerge da relação. Há, portanto, uma lógica anterior à vontade humana, um princípio de continuidade que não se interrompe sem custo.
É nesse ponto que o desejo, ao fechar-se sobre si mesmo, entra em desalinho com a própria estrutura do real.
Não se trata de um desvio moral no sentido estreito, mas de uma incongruência mais radical: tentar converter fluxo em retenção é como tentar sustentar a vida fora das condições que a tornam possível.
O desejo autocentrado acredita ampliar-se ao acumular, como se a plenitude pudesse ser medida pelo que se retém.
No entanto, à medida que se concentra, perde exatamente aquilo que buscava preservar.
A experiência não se aprofunda, rarefaz-se. O acúmulo cresce, mas a vivência diminui.
Porque aquilo que poderia preenchê-lo depende, silenciosamente, do movimento que ele interrompe.
A imagem não é apenas ilustrativa, é estrutural: viver apenas de inspiração, sem jamais permitir a expiração, não conduz ao excesso de vida, mas à sua asfixia.
Aquilo que, à primeira vista, parecia intensificação revela-se ruptura.
E é nesse ponto que a pobreza deixa de ser ausência e passa a ser consequência de uma escolha mal orientada: não a de desejar, mas a de interromper o fluxo que poderia dar sentido ao próprio desejo.
Pois o que se revela, em sua forma mais profunda, não é o excesso de querer, mas a forma como se quer.
A partir do momento em que o desejo se orienta apenas para si mesmo, ele deixa de ser passagem e tenta converter o que recebe em fim.
Ao fazê-lo, rompe silenciosamente a lógica que poderia sustentá-lo, transformando o receber em retenção e o impulso em fechamento.
Essa lógica pode ser observada de forma quase silenciosa na própria natureza. Ao longo do Rio Amazonas, os lagos que se formam em suas margens dependem do movimento das cheias e vazantes para permanecerem vivos.
Quando o fluxo se mantém, tornam-se espaço de geração, sustentam a vida e alimentam o entorno, mas, ao se isolarem, perdem densidade, secam e deixam de cumprir sua função.
Não se trata de um fenômeno local, mas da expressão concreta de um princípio mais profundo: a vida não se sustenta onde o fluxo é interrompido.
5. A pobreza invisível
É nesse ponto que a formulação atribuída a Platão revela sua força — e também o seu limite.
A intuição permanece válida, mas exige ser deslocada para um plano mais profundo, onde a pobreza deixa de ser pensada como escassez e passa a ser compreendida como desconexão.
O que está em jogo não é a ausência de bens, mas a incapacidade de inscrever o que se recebe em um movimento que o transcenda.
Quando o desejo se fecha e já não se prolonga em relação, aquilo que deveria ampliar a experiência começa, silenciosamente, a rarefazer-se.
A abundância permanece na superfície, mas perde densidade à medida que deixa de circular.
Nesse estado, o homem pode cercar-se de tudo o que é mensurável e, ainda assim, experimentar uma forma sutil de carência que não se resolve por adição.
Já não lhe falta objeto; falta-lhe continuidade, pois aquilo que o homem possui não se converte em vida quando não se integra a nada além de si mesmo.
É por isso que essa pobreza não se apresenta como falta evidente, mas como um esvaziamento progressivo da experiência — uma forma silenciosa de empobrecimento do espírito.
Ela não grita, não se impõe, não se denuncia. Apenas se instala — e, ao fazê-lo, transforma o acúmulo em isolamento e a posse em insuficiência.
E talvez seja exatamente por isso que ela se torna mais difícil de reconhecer: porque pode coexistir com tudo aquilo que, à primeira vista, pareceria negá-la.
6. A desordem da alma e a quebra do recipiente
Na República, Platão apresenta a justiça não como um arranjo externo, mas como uma ordem interior na qual cada parte da alma ocupa o seu lugar próprio, permitindo que o conjunto se sustente em harmonia.
Há, nessa concepção, uma arquitetura silenciosa: a razão orienta, a vontade sustenta, os apetites encontram medida.
Quando essa ordem se mantém, o homem não apenas age com justiça — ele se torna justo.
A tradição cabalística, ao abordar a condição humana por outro caminho, alcança um ponto que aprofunda essa mesma intuição.
Ao falar da Shevirat haKelim, a quebra dos recipientes, não descreve um episódio distante, mas uma condição que atravessa a própria experiência de existir.
O desejo, ao separar-se da intenção que o vinculava à sua origem, passa a operar como se fosse suficiente a si mesmo, perdendo a referência do fluxo que lhe conferia sentido.
O que emerge, então, não é apenas uma desordem funcional, mas uma espécie de desalinhamento mais profundo, em que aquilo que deveria receber para continuar passa a reter como se pudesse encerrar em si o movimento que o constitui.
A ruptura não se manifesta de imediato como erro evidente, mas como deslocamento gradual, quase imperceptível, no modo como o ser se relaciona com o que recebe.
Sob linguagens distintas, ambas as tradições tocam o mesmo ponto: a desordem não nasce da existência do desejo, mas do momento em que ele perde sua orientação e passa a mover-se fora da estrutura que poderia sustentá-lo.
O que, em Platão, aparece como desarmonia da alma, na Cabala se revela como quebra do recipiente.
Em ambos os casos, trata-se do mesmo fenômeno visto por ângulos diferentes: a perda da medida que torna possível a continuidade.
7. O Tikún do desejo
Se a ruptura se instala quando o desejo se fecha e tenta reter para si aquilo que deveria atravessá-lo, a correção não pode consistir em negá-lo, mas em devolver-lhe a direção.
Não se trata de diminuir a força que move o ser, mas de reconduzi-la ao eixo que a torna inteligível.
É nesse sentido que a tradição cabalística fala em Tikún: não como supressão do desejo, mas como sua restituição à lógica do fluxo.
O que estava desordenado não é eliminado, mas reorientado. E aquilo que se convertera em retenção reencontra a possibilidade de continuidade.
Nesse movimento, algo se recompõe de modo quase imperceptível.
O desejo já não se encerra no ato de receber, porque reconhece que o que chega não lhe pertence como fim, mas como passagem.
O gesto de acolher deixa de ser apropriação e passa a ser participação em um movimento mais amplo, no qual o que entra se prolonga e encontra destino além de si.
Não há aqui renúncia no sentido empobrecedor, mas transformação na forma de se relacionar com o que se recebe.
A ansiedade que antes nascia da necessidade de reter começa a ceder lugar a uma experiência mais estável, em que o sentido não depende do acúmulo, mas da capacidade de manter o fluxo vivo.
E é nesse ponto que o desejo, antes percebido como fonte de tensão, revela sua verdadeira natureza: não como carência a ser contida, mas como potência a ser orientada.
O que parecia falta reorganiza-se como movimento.
E o ser, ao invés de se esvaziar ao desejar, passa a encontrar, no próprio desejo, o caminho de sua reconciliação.
8. A convergência das tradições
Quando Platão descreve a necessidade de ordenar a alma e a Cabala propõe a correção do desejo, não estamos diante de doutrinas concorrentes, mas de perspectivas que, por caminhos distintos, se aproximam de um mesmo núcleo.
O que varia é a linguagem; o que permanece é a intuição de que há uma medida inscrita na própria realidade, e que o homem, ao afastar-se dela, desorganiza não apenas suas ações, mas a sua própria experiência de ser.
Essa aproximação não se sustenta em categorias morais no sentido superficial, como se se tratasse de impor limites externos ao comportamento.
O que está em jogo é mais exigente: uma coerência que não depende de normas, mas da correspondência entre o interior humano e a estrutura que o torna possível.
Quando essa correspondência se perde, o desvio não precisa ser evidente para produzir seus efeitos; basta que o movimento deixe de se alinhar ao princípio que o sustenta.
É por isso que a plenitude não se alcança por adição.
O acúmulo pode expandir o domínio sobre as coisas, mas não aprofunda a experiência de quem as possui.
O que verdadeiramente amplia o ser é a capacidade de não interromper o fluxo que o atravessa, permitindo que o receber não se encerre em si mesmo, mas encontre continuidade.
Nesse ponto, o que parecia divergência revela-se convergência silenciosa: sob nomes diferentes, ambas as tradições indicam que a vida se torna inteligível quando o homem deixa de se colocar como centro de retenção e passa a sustentar, em si, o movimento que o excede.
9. Conclusão — a pergunta que permanece
A frase que deu origem a esta reflexão preserva sua força, mas já não pode ser acolhida sem o ajuste que o próprio percurso exigiu.
O que empobrece o homem não é a multiplicação dos desejos, mas o modo como ele se relaciona com eles quando perde a referência do fluxo que lhes confere sentido.
Nesse ponto, a questão deixa de ser teórica e assume um caráter inevitavelmente pessoal.
Não se trata de avaliar o que possuímos, mas de compreender o que fazemos com aquilo que nos atravessa.
O desejo, quando se fecha, tende a converter o que recebe em limite; quando se orienta, permite que o que chega encontre continuidade e se transforme em experiência viva.
A pergunta que permanece não admite delegação nem resposta pronta. Ela se insinua em cada escolha, em cada gesto, em cada forma de relação com o mundo: somos ponto de retenção ou de passagem?
Porque, ao final, a medida daquilo que chamamos riqueza não se define pelo que acumulamos, mas pela capacidade de não interromper o movimento que nos constitui, permitindo que o receber não se esgote em si mesmo, mas se converta em circulação e sentido.
10. Epílogo — o lugar da amizade
Este ensaio não nasceu de uma tese, mas de um gesto. E não de um gesto qualquer, mas daquele que, ao compartilhar algo aparentemente simples, abre espaço para que o pensamento se mova e se transforme.
Há envios que se esgotam no conteúdo que carregam. Outros, mais raros, prolongam-se para além de si e se tornam ocasião de encontro. Foi nesse segundo registro que este texto encontrou sua origem.
Talvez resida aí uma expressão silenciosa de tudo o que se buscou compreender: quando o que recebemos não se encerra, mas encontra forma em reflexão e retorna como palavra, algo se completa sem se fechar. O fluxo não apenas continua — ele se torna consciente de si.
E, nesse breve instante em que o pensamento circula entre consciências sem se fixar em nenhuma, aquilo que chamamos de pobreza perde sua força, não porque tenha sido superada por acúmulo, mas porque, simplesmente, deixou de fazer sentido.
Gratidão, querido Carlos Kerbes.
(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas

O Arroz Crioulo e sua bela revolução, por Virginia Pignot
22/04/2026
Os brasileiros foram confrontados a uma alta de preço, e até a uma penúria ou falta de arroz no comércio depois que o maior estado produtor brasileiro foi acometido em 2024, pela catástrofe climática das chuvas e inundações. Somado ao problema climático, o Rio Grande do Sul foi vitima da negligência do governo do estado e de alguns prefeitos, que não realizaram obras de dragagem, de manutenção de digas que estavam previstas no orçamento.
O estado
O estado produzia 70% da produção de arroz nacional, e os centros de reserva e estocagem de grãos construídos no Brasil pelos governos do PT anteriores, não estavam operacionais, tendo sido abandonados no governo Bolsonaro. Foi neste contexto de penúria de arroz que o Presidente Lula lançou a encomenda de programa de favorecimento e reativação de circuitos tradicionais de plantação de arroz, que já existiam Brasil afora com pr...
Política pública de suporte à agricultura familiar
Os brasileiros foram confrontados a uma alta de preço, e até a uma penúria ou falta de arroz no comércio depois que o maior estado produtor brasileiro foi acometido em 2024, pela catástrofe climática das chuvas e inundações. Somado ao problema climático, o Rio Grande do Sul foi vitima da negligência do governo do estado e de alguns prefeitos, que não realizaram obras de dragagem, de manutenção de digas que estavam previstas no orçamento.
O estado
O estado produzia 70% da produção de arroz nacional, e os centros de reserva e estocagem de grãos construídos no Brasil pelos governos do PT anteriores, não estavam operacionais, tendo sido abandonados no governo Bolsonaro. Foi neste contexto de penúria de arroz que o Presidente Lula lançou a encomenda de programa de favorecimento e reativação de circuitos tradicionais de plantação de arroz, que já existiam Brasil afora com produção limitada. Foi desta encomenda que nasceu o programa batizado de “Arroz da Gente”, belo projeto econômico e de cultura alimentar que merece ser conhecido. Vamos la.
Como funciona
O programa faz parte de um conjunto de ações para criar um sistema de abastecimento que garanta o direito à alimentação e à soberania alimentar e contribua ao desenvolvimento socioeconômico da população produtora, anunciadas em 16/10/24 pelo então Ministro do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar Paulo Teixeira. O governo financia a produção de arroz, o acesso à maquinaria para facilitar a colheita, estocagem,empacotamento do produto; facilita a comercialização do produto e/ou garante a sua compra, com preço pré-fixado. Com financiamento inicial de $ R. 17 milhões, o programa conta com aportes suplementares de parceiros financiadores.
Promover
Por exemplo, como o governo quer promover a substituição de agrotóxicos já proibidos na Europa que ainda são usados no Brasil, o BNDES e o Banco do Brasil financiam treinamentos nos quais os agricultores e agricultoras do programa, aprendem a substituir agrotóxicos por bio insumos desenvolvidos nas nossas universidades.
Uma produção que não envenene a terra, a água, as pessoas
A presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e nutricional (CONSEA) Elisabetta Recine chama a atenção de medidas que podem ser tomadas para melhorar a qualidade da alimentação: é preciso uma produção que não envenene a terra, a água, as pessoas, que dialogue com a natureza e com a nossa biodiversidade. Neste sentido o incentivo à agricultura familiar orgânica é mais que bem vinda, pois sabemos que grandes empresários do agronegócio brasileiro recebem gordos incentivos do governo pelo Plano Safra, não sei se pagam impostos à altura proporcional do que ganham com a exportação, e muitos deles, nas plantações de soja, por exemplo, praticam queimadas, desflorestação e uso de agrotóxicos, contribuindo à crise climática e à contaminação do meio ambiente.
Aspectos históricos e culturais do arroz brasileiro
No Programa Fala FADS (Frente Ampla Democrática Socioambiental) da TV GGN descobrimos com a Coordenadora Nacional do Programa “Arroz da Gente” a agrônoma e mestra Maria Kazé,
que a produção de arroz já existia no Brasil seis mil anos atrás, como demonstraram escavações e estudos arqueológicos em Sao Baqui de Monte Castelo, Roraima, demonstrando que comunidades indígenas já cultivavam o arroz em terras inundadas há aproximadamente seis mil anos. Ela lembra que o arroz é um dos alimentos mais importantes do mundo, justificando sua presença em uma politica publica estratégica e robusta.
O Programa Arroz da Gente
Ancorado em quatro planos estratégicos do governo brasileiro, o Plano Nacional Nacional de Abastecimento Alimentar, o Plano agroecologia e produção orgânica, o plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (iniciativa do plano Safra da agricultura familiar 24/25), e o Plano Clima, o programa tem despertado muito interesse.
Funcionamento
Com apenas 10 meses de funcionamento, o numero de famílias envolvidas quase dobrou, e segue crescendo. Vamos ouvir a experiência de Neneide Lima, presidente da Cooperxique e assentada da reforma agraria no assentamento Mulunguzinho, próximo de Mossoró. Ela conta como os pequenos produtores de arroz da região ficavam “nas mãos” daqueles que faziam a colheita, dos atravessadores, que os pagavam a um preço bastante inferior àquele da venda no comércio. Não tendo maquinas de colheita, empacotadeiras à vácuo, etc, eles só podiam vender o excedente nas feiras locais.
Adquiriu
Agora o governo adquiriu máquinas de pequeno porte, por exemplo, 72 colheitadeiras, além de empacotadoras que ficam no espaço de governança de cada território do programa, e que são emprestadas aos agricultores. No caso da Cooperativa em questão, depois de assegurar o autoabastecimento dos participantes do programa, eles estão vendendo para cozinhas do estado, e para a CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) do Ceará. Agora que têm bela embalagem e etiqueta do produto à vácuo da cooperativa poderão, se aumentarem a produção, satisfazer os turistas que perguntam quando o arroz vermelho do sertão do Apodi chegará às prateleiras de S. Paulo.
Políticas públicas e sua revolução pacífica e democrática
Quando os agricultores trabalham para grandes fazendeiros, muitas vezes o lucro fica com os patrões, para os trabalhadores sobram migalhas. Com o avanço da reforma agraria e seus assentamentos, com a reunião de famílias de pequenos proprietários, de comunidades quilombolas ou indígenas em cooperativas, e com a existência de políticas públicas que levam apoios financeiros e técnicos, não somente para os grandes empresários do agronegócio, mas também para os pequenos produtores, cria-se possibilidades de melhor produtividade e menor punibilidade do trabalho rural. As pessoas podem viver dignamente desta profissão nobre, principal provedora da alimentação, do nosso “prato na mesa”.
O problema
O pequeno agricultor tendo mais lucro entra na classe média, vamos ter menos imigrantes econômicos perdidos nas grandes cidades, e sendo alvos potenciais de traficantes e outras organizações criminosas. Com pouco desemprego, os grandes empresários praticam melhores salários se quiserem guardar seus funcionários. Ganhamos todos com a redução da desigualdade.
*Virgínia Pignot é médica e articulista.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. Pessoas e instituições citadas têm o mais amplo espaço para suas manifestações.
A primeira derrota do Império estadunidense na América Latina, por Natanael Sarmento*
22/04/2026
Humilhação do terrorismo imperialista
A bravura e resistência do povo cubano em defesa da sua soberania e da revolução é um momento icônico da primeira e mais humilhante derrota dos Eua na América latina considerada quintal pelos terroristas e imperialistas dos Eua. Cuba resistiu aos bombardeios aéreos dos Eua e a invasão por terra na Praia de Girón. E até hoje resiste ao criminoso bloqueio econômico imperialista, o mais longo entre países, da história humana.
Terroristas, mafiosos e criminosos da Cia
A Cia – agência de espionagem e terrorismo do governo imperialista recrutou, financiou e treinos os “gusanos”, bandidos e marginais, sicários, torturadores e colaboradores do regime ditatorial de Fulgêncio Batista derrubado pela revolução...
Celebramos os 65 anos da vitória de Cuba contra os Eua, vitória de Davi contra Golias, na Baía dos Porcos em Cuba, entre 17 e 19 de abril de 1961.
Humilhação do terrorismo imperialista
A bravura e resistência do povo cubano em defesa da sua soberania e da revolução é um momento icônico da primeira e mais humilhante derrota dos Eua na América latina considerada quintal pelos terroristas e imperialistas dos Eua. Cuba resistiu aos bombardeios aéreos dos Eua e a invasão por terra na Praia de Girón. E até hoje resiste ao criminoso bloqueio econômico imperialista, o mais longo entre países, da história humana.
Terroristas, mafiosos e criminosos da Cia
A Cia – agência de espionagem e terrorismo do governo imperialista recrutou, financiou e treinos os “gusanos”, bandidos e marginais, sicários, torturadores e colaboradores do regime ditatorial de Fulgêncio Batista derrubado pela revolução, com objetivo de desestabilizar o governo revolucionário liderado por Fidel e restaurar o poder antigo poder serviçal dos capitalistas e das máfias estadunidenses. A Operação Plutão/Mangusto: A CIA custeou a Brigada 2506 com mais de 1.500 marginais e entreguistas contrarrevolucionários apoiadores da ditadura de Batista para sabotar, aterrorizar e invadir Cuba.
Nome errado da operação da Cia
A Cia batizou de “Operação Plutão”, na mitologia romana “Plutão” o deus do submundo dos mortos e guardião das riquezas minerais ocultadas na Terra. Nada mais impróprio à invasão de saqueadores. Calhava chamar de “Operação Procusto. Do saqueador perverso que mutilava suas vítimas cortando-as ou esticando-as para se ajustarem ao tamanho da cama imposta pelo pervertido criminoso.
Farsa desmascarada
O plano da Cia, autorizado pelo presidente Kennedy, pretendia desestabilizar o governo popular liderado por Fidel Castro, após a revolucionária do povo Cubano em 1959 que derrubou a Ditadura de Fulgência Batista testa de ferros dos mafiosos e capitalistas estadunidenses. Pretendiam simular clima de rebelião e revolta popular e assim criar condições ao intervencionismo e golpe para instalação na Ilha de um governo fantoche da Casa Branca como o anterior deposto pelos revolucionários.
Bombardeios aéreos
Em 15 de abril, os aviões e terroristas da Cia camuflados com insígnias cubanas invadem o espaço aéreo de Cuba, violam a sua soberania e atacam os aeroportos da ilha visando destruir a força aérea do país invadido. “Se grito adiantasse, porco não morria”
A invasão
Tropas mercenárias, milhares de gusanos da chamada “Brigada 2506” tentaram invadir Cuba pela Praia Larga, na Baía dos Porcos. O povo cubano em defesa do país e da revolução, comandado bravamente por líder Fidel Castro, Che, Raul e outros heróis nacionais, rechaçou à bala aquela malta invasora com o ímpeto revolucionário do povo que decide o próprio destino e não aceita o assalto criminoso do Procusto Cia/Eua.
Humilhação Internacional
A derrota desastrosa das maiores organizações terroristas mundiais – Cia/Governo dos Eua teve ampla repercussão mundialmente. Foi a maior humilhação internacional para o governo estadunidense de John Kennedy até se completar a vergonha mundial com a debandada de Saigon na derrota da Guerra do Vietnã.
Afirmação
A bravura dos cubanos na defesa da autodeterminação soberana consolida o caminho do socialista e revolucionário de Cuba.
Memorial
A data é celebrada por todos os antifascistas e anti-imperialistas do mundo e em Cuba, no local da batalha da “Praia Girón” o governo revolucionário edificou um Museu para perpetuar a vitória da soberania nacional e da revolução socialista.
Cuba, território livre das Américas
A vitória do povo revolucionário da pequena ilha caribenha contra o gigante imperialista tornou-se símbolo e inspiração para todos os povos explorados do mundo subjugados pelos impérios neocoloniais imperialistas. Especialmente para os povos e combatentes pela emancipação nacional e pelo socialismo na América Latina até hoje considerada quintal pelos americanos do Norte da doutrina Monroe de 1823 “América para os Americanos”. Imperial do Norte, fique claro. Haja vista as ações criminosas do governo Trump no sequestro do Presidente da Venezuela, no estrangulamento do bloqueio do petróleo contra Cuba para causar o caos energético. Cuba não sofre porque é socialista. Sofre porque é vítima do criminoso bloqueio capitalista e imperialista imposto há mais de 60 anos pelos Eua. Viva Cuba e o bravo povo cubano, livre e soberano contra o terror Norte Americano.
Natanael Sarmento é professor e escritor. Do Diretório Nacional do Partido Unidade Popular Pelo Socialismo -UP
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. Pessoas e instituições citadas têm o mais amplo espaço para suas manifestações.
O fator Zema - Seguidores apostam que fenômeno de 2018 pode se repetir. Confira
22/04/2026
O que aconteceu em 2018
Zema partiu lá atrás em MG, contra dois candidatos muito fortes e que pareciam já dominar a disputa. Arrancou na reta final. Dois dias antes do primeiro turno era o terceiro nas pesquisas. Nas urnas, passou para o segundo turno e acabou eleito. Confira a fantástica evolução.
Cruzada em campo
Enquanto Lula discursava na Europa, o governador mineiro Romeu Zema (Novo) fez e aconteceu com sua campanha contra os 'Intocáveis' (Como denomina os ministros do STF). Filmes curtos com bonecos do estilo Vila Sezamo zoaram de Lula, Gilmar, Moraes e Toffoli. Agora...
O raio não cai duas vezes no mesmo lugar. As circunstâncias são outras. Mas talvez, quem sabe? Os partidários do pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), acreditam que o cara é bom de chegada. Não se preocupam com a polarização atual, acham que muita coisa vai acontecer e Zema pode ser o grande fato novo na reta final.
O que aconteceu em 2018
Zema partiu lá atrás em MG, contra dois candidatos muito fortes e que pareciam já dominar a disputa. Arrancou na reta final. Dois dias antes do primeiro turno era o terceiro nas pesquisas. Nas urnas, passou para o segundo turno e acabou eleito. Confira a fantástica evolução.

Cruzada em campo
Enquanto Lula discursava na Europa, o governador mineiro Romeu Zema (Novo) fez e aconteceu com sua campanha contra os 'Intocáveis' (Como denomina os ministros do STF). Filmes curtos com bonecos do estilo Vila Sezamo zoaram de Lula, Gilmar, Moraes e Toffoli. Agora dobrou a aposta após ser alvo de ação no STF, com o ministro Gilmar Mendes querendo incluí-lo em inquérito por críticas aos ministros. Inquérito das Fake News, instrumento do Supremo para constranger quem ousa criticar a Corte. Zema intensificou o discurso contra o “poder demais” do Supremo, voltou a publicar conteúdos polêmicos e transformou o confronto em bandeira. Resultado digital explosivo: ganhou quase 100 mil seguidores em um único dia (21/04), segundo números que circulam forte nas mídias sociais.
Enquetes informais nas redes mostram Zema ganhando tração entre nomes da direita.
Trapalhada
No mesmo front interno, o governo e o STF levaram mais um revés com o caso do delegado da PF Marcelo Ivo de Carvalho, oficial de ligação nos EUA. Reportagens independentes de David Ágape revelam que o delegado vivia de forma nababesca em Miami, em apartamento de luxo no SLS Lux (Brickell), a menos de 70 metros de imóvel ligado ao dono do Banco Master (Daniel Vorcaro). Ele promovia festas privadas, com fotos cercadas de mulheres e estilo de vida que destoava do salário de policial federal. O agente, que parecia inspirado em filme de espionagem, um James Bond tupiniquim, com discrição zero, foi expulso dos EUA e o episódio complica ainda mais a narrativa oficial de colaboração para a prisao de Ramagem.
Complicado mesmo
Esses episódios contribuem para algo que é fundamental em qualquer disputa eleitoral: posicionamento. Zema parece ter encontrado sua trincheira.
(Emanuel Silva exclusivo com equipe O Poder).

43 anos: Senador Veneziano destaca ações em favor do bairro de Mangabeira em João Pessoa
22/04/2026
Ações
Durante o evento, Veneziano ressaltou que seu mandato gerou ações importantes no bairro e reafirmou seu compromisso com os moradores.
“Durante a gestão operosa e diferenciada de Cícero, enquanto prefeito, e agora com Leo, pudemos fazer alguns direcionamentos das nossas ações e emendas, afinal de contas, são deveres nossos à frente do mandato que exercemos. E assim continuaremos, por Mangabeira, por João Pessoa e por toda a Paraíba”, destacou.
Outros participantes
Importância<...
O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) participou na manhã de hoje, quarta-feira (22/04) das comemorações alusivas aos 43 anos do bairro de Mangabeira, em João Pessoa. Ele estava acompanhado da esposa e pré-candidata a deputada estadual Ana Claudia (MDB) e foi recebido pelo prefeito da capital, Leo Bezerra; e pelo ex-prefeito e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena.

Ações
Durante o evento, Veneziano ressaltou que seu mandato gerou ações importantes no bairro e reafirmou seu compromisso com os moradores.

“Durante a gestão operosa e diferenciada de Cícero, enquanto prefeito, e agora com Leo, pudemos fazer alguns direcionamentos das nossas ações e emendas, afinal de contas, são deveres nossos à frente do mandato que exercemos. E assim continuaremos, por Mangabeira, por João Pessoa e por toda a Paraíba”, destacou.
Outros participantes

Importância
O presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, vereador Dinho Dowsley, outros parlamentares, lideranças políticas do bairro e o povo em geral também prestigiaram. Ao falar aos presentes, durante café da manhã que abriu a programação, em frente ao Restaurante Popular da Prefeitura, Veneziano disse aos moradores que estava no “bairro cidade de Mangabeira”, em alusão ao tamanho e importância histórica e econômica do bairro para João Pessoa.

Exclusivo - Perdas de US$ 500 milhões por dia no Irã racham regime e Guarda Revolucionária tenta assumir o controle
22/04/2026
Sem conversas
As negociações com os EUA praticamente pararam. O IRGC, mais linha-dura, parece estar impondo sua agenda de não ceder no urânio e no estreito. Porém Trump estendeu o 'ceasefire', mas o bloqueio naval segue firme provocando perdas de bilhões de dólares ao regime iraniano. Difícil será sobreviver sem o dinheiro do petróleo.
(Professor Emanue...
Nas últimas 24 horas, as ações promovidas por Donald Trump causaram ao Irã perdas de US$ 500 milhões por dia por causa do bloqueio naval americano aos portos iranianos e ao Estreito de Hormuz. A pressão econômica extrema está expondo rachaduras profundas no sistema: relatos de diversas fontes na mídia internacional indicam que a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) parece ter assumido controle maior, impedindo voos de negociadores, colocando figuras como o presidente Pezeshkian, o presidente do Parlamento Qalibaf e o negociador Araghchi em situação de isolamento ou prisão domiciliar.
Sem conversas
As negociações com os EUA praticamente pararam. O IRGC, mais linha-dura, parece estar impondo sua agenda de não ceder no urânio e no estreito. Porém Trump estendeu o 'ceasefire', mas o bloqueio naval segue firme provocando perdas de bilhões de dólares ao regime iraniano. Difícil será sobreviver sem o dinheiro do petróleo.
(Professor Emanuel Silva, especial para O Poder).