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O pernambucano sabatinado hoje para ser ministro do STF: quem é Jorge Messias?

29/04/2026

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Hoje, dia 29/04, o Sr. Jorge Messias, sabatinado para uma vaga como ministro do STF, é nascido na capital pernambucana, é formado em direito pela Faculdade de Direito do Recife, UFPE, e possui os títulos de mestre e doutor pela Universidade de Brasília, UnB, onde lecionou como professor visitante. Ele é procurador concursado da Fazenda Nacional desde 2007. Durante o governo Dilma Rousseff, Messias foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República. O setor é responsável pelo assessoramento direto da presidente. Já desempenhou também as funções de secretário de Regulação e Supervisão do Ministério da Saúde e de consultor jurídico do Ministério da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Atuou, ainda, na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e na Procuradoria do Banco Central.

Indicado por Lula

O pernambucano Jorge Messias foi indicado pelo presidente Lula para ser ministro do Supremo Tribunal Federal, STF, em novembro do ano passa...

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Hoje, dia 29/04, o Sr. Jorge Messias, sabatinado para uma vaga como ministro do STF, é nascido na capital pernambucana, é formado em direito pela Faculdade de Direito do Recife, UFPE, e possui os títulos de mestre e doutor pela Universidade de Brasília, UnB, onde lecionou como professor visitante. Ele é procurador concursado da Fazenda Nacional desde 2007. Durante o governo Dilma Rousseff, Messias foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República. O setor é responsável pelo assessoramento direto da presidente. Já desempenhou também as funções de secretário de Regulação e Supervisão do Ministério da Saúde e de consultor jurídico do Ministério da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Atuou, ainda, na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e na Procuradoria do Banco Central.

Indicado por Lula

O pernambucano Jorge Messias foi indicado pelo presidente Lula para ser ministro do Supremo Tribunal Federal, STF, em novembro do ano passado. A indicação foi feita para a vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso, que anunciou aposentadoria antecipada e deixou a Suprema Corte no mês passado.

A demora

A indicação de Messias deflagrou uma crise com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, que buscava emplacar o colega e aliado de primeira hora, Rodrigo Pacheco. O movimento de Alcolumbre pela rejeição fez o governo adiar o envio da mensagem formalizando a indicação, o que aconteceu meses depois. Mesmo após o anúncio da sabatina, Alcolumbre se recusou a receber Messias em uma audiência oficial.

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Sabatina e Plenário

A sabatina está ocorrendo hoje, dia 29/04, há mais de 5 horas. Messias precisará da maioria dos votos favoráveis entre os presentes para ser aprovado. A disputa está sendo voto a voto entre o governo e a oposição. Independentemente de ser aprovada ou rejeitada na comissão, a indicação será votada no plenário do Senado, onde são necessários 41 votos favoráveis. Nas duas etapas, a votação será secreta. Ou seja, não será possível saber como cada parlamentar votou, apenas o placar geral do resultado.

Senadores da base governista projetam uma aprovação tranquila na CCJ e variam entre 43 e 48 votos na projeção do plenário.

Leia outras informações

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Entidades avisam: modelo de privatização da Compesa, anunciado por Raquel Teixeira Lyra, vai aumentar as tarifas

29/04/2026

Em uma cerimônia festiva na capital, como determina o seu marketing, a governadora Raquel Teixeira Lyra assinou, nesta quarta-feira, o contrato de concessão dos servicos de água e esgoto de 151 municípios do Estado. A empresa beneficiada é a BASA Saneamento Ambiental S.A. O acordo transfere a gestão dos serviços de água e esgoto de 151 municípios da Região Metropolitana do Recife, Agreste e Sertão para a iniciativa privada por um período de 35 anos. Preste atenção: 35 anos.

Entretanto

Por trás do aperto de mão oficial e do discurso de "modernização", o que se vê é a reedição de um roteiro já conhecido e criticado. O tema muda mas a essencia é a mesma: vender a transferência de ativos públicos como a única salvação para a negligência estatal. O que se trata é, apenas, abrir caminho para "parcerias" privadas, em detrimento da Compesa.



No Palácio

Ao entregar a distribuição de água de mais de 150 ci...

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Em uma cerimônia festiva na capital, como determina o seu marketing, a governadora Raquel Teixeira Lyra assinou, nesta quarta-feira, o contrato de concessão dos servicos de água e esgoto de 151 municípios do Estado. A empresa beneficiada é a BASA Saneamento Ambiental S.A. O acordo transfere a gestão dos serviços de água e esgoto de 151 municípios da Região Metropolitana do Recife, Agreste e Sertão para a iniciativa privada por um período de 35 anos. Preste atenção: 35 anos.

Entretanto

Por trás do aperto de mão oficial e do discurso de "modernização", o que se vê é a reedição de um roteiro já conhecido e criticado. O tema muda mas a essencia é a mesma: vender a transferência de ativos públicos como a única salvação para a negligência estatal. O que se trata é, apenas, abrir caminho para "parcerias" privadas, em detrimento da Compesa.



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No Palácio

Ao entregar a distribuição de água de mais de 150 cidades à BASA, a governadora ignora os alertas de especialistas e sindicatos sobre o risco de aumento de tarifas para a população mais pobre e a perda de soberania sobre um recurso essencial. O espetáculo montado no Recife serve para ocultar um fato incômodo: a dificuldade da gestão estadual em formular soluções que não passem pela entrega do patrimônio público ao capital privado.








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Exibindo imagem de IA com fuzil, Trump diz que cansou de ser "bonzinho" com Irã

29/04/2026

Trump voltou a ameaçar o Irã hoje, quarta-feira, 29/04, em meio ao impasse das negociações pelo fim do conflito no Oriente Médio. O republicano publicou uma imagem gerada por Inteligência Artificial em que aparece segurando uma arma, com explosões ao fundo, e a mensagem: "Chega de ser bonzinho".

No Post: "É melhor se apressarem"

No post, Trump disse que Teerã "não é capaz de se organizar". "Não sabem como assinar um acordo não nuclear. É melhor se apressarem", escreveu. Trump quer que as negociações em torno de um acordo nuclear sejam tratadas desde o início. Além disso, segundo reportagem do 'The Wall Street Journal', Trump não vê boa fé por parte dos iranianos e confia poder obrigar o país persa a suspender o enriquecimento de urânio por 20 anos e a aceitar restrições rigorosas.

Casa Branca

Na véspera, a Casa Branca anunciou que está analisando a proposta mais recente do Irã para reabrir o estreito de Hormuz, r...

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Trump voltou a ameaçar o Irã hoje, quarta-feira, 29/04, em meio ao impasse das negociações pelo fim do conflito no Oriente Médio. O republicano publicou uma imagem gerada por Inteligência Artificial em que aparece segurando uma arma, com explosões ao fundo, e a mensagem: "Chega de ser bonzinho".

No Post: "É melhor se apressarem"

No post, Trump disse que Teerã "não é capaz de se organizar". "Não sabem como assinar um acordo não nuclear. É melhor se apressarem", escreveu. Trump quer que as negociações em torno de um acordo nuclear sejam tratadas desde o início. Além disso, segundo reportagem do 'The Wall Street Journal', Trump não vê boa fé por parte dos iranianos e confia poder obrigar o país persa a suspender o enriquecimento de urânio por 20 anos e a aceitar restrições rigorosas.

Casa Branca

Na véspera, a Casa Branca anunciou que está analisando a proposta mais recente do Irã para reabrir o estreito de Hormuz, rota marítima por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo. Funcionários do governo Trump dizem que o presidente estaria insatisfeito com o plano apresentado. Ele, inclusive, teria ordenado à sua equipe que se prepare para um bloqueio prolongado dos portos iranianos, em uma tentativa de forçar Teerã a ceder.



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Proposta de Teerã

A proposta apresentada por Teerã prevê negociações em etapas. Um primeiro passo exigiria o fim da guerra e garantias de que os EUA não possam retomá-la. Em seguida, os negociadores tratariam do bloqueio naval americano aos portos iranianos e do futuro de Hormuz, que o Irã pretende reabrir sob seu controle. Somente depois disso as negociações abordariam outras questões, incluindo a disputa sobre o programa nuclear iraniano, com Teerã ainda buscando algum tipo de reconhecimento por parte dos EUA de seu direito de enriquecer urânio.




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Novo Desenrola: Lula pediu inclusão de endividados não inadimplentes

29/04/2026

O presidente Lula pediu à equipe econômica que inclua no novo Desenrola aquelas pessoas que estão muito endividadas, mas ainda não estão inadimplentes, ou seja, pagam as dívidas em dia. Uma preocupação do presidente é com os trabalhadores informais, um segmento do eleitorado que ainda preocupa o PT porque está insatisfeito com o governo. Integrantes do governo a par do assunto dizem que o pedido de Lula é para endossar o discurso que não vai deixar ninguém para trás. O programa deve ser anunciado ainda nesta semana.

Equipe econômica trabalha

A equipe econômica trabalha para incluir essas pessoas no novo programa, mas não descarta que elas fiquem para uma nova etapa do Desenrola 2.0. Isso porque a avaliação é que o público seria muito maior e que a operacionalização pode ser mais difícil.

Detalhes sem divulgação

Os detalhes, no entanto, ainda não foram divulgados, o que preocupa os bancos, por exemplo. Há um temor...

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O presidente Lula pediu à equipe econômica que inclua no novo Desenrola aquelas pessoas que estão muito endividadas, mas ainda não estão inadimplentes, ou seja, pagam as dívidas em dia. Uma preocupação do presidente é com os trabalhadores informais, um segmento do eleitorado que ainda preocupa o PT porque está insatisfeito com o governo. Integrantes do governo a par do assunto dizem que o pedido de Lula é para endossar o discurso que não vai deixar ninguém para trás. O programa deve ser anunciado ainda nesta semana.

Equipe econômica trabalha

A equipe econômica trabalha para incluir essas pessoas no novo programa, mas não descarta que elas fiquem para uma nova etapa do Desenrola 2.0. Isso porque a avaliação é que o público seria muito maior e que a operacionalização pode ser mais difícil.

Detalhes sem divulgação

Os detalhes, no entanto, ainda não foram divulgados, o que preocupa os bancos, por exemplo. Há um temor de que a proposta possa, no final das contas, incentivar o acúmulo de dívidas, mesmo que pagas em dia.




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Indicado por Lula ao STF: Messias diz ser contra o aborto e por dever pediu prisões no '8 de Janeiro'

29/04/2026

Durante a sabatina da CCJ do Senado, o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado por Lula a uma vaga no STF, afirmou ser contra o aborto e tentou aplacar críticas de bolsonaristas. Depois de se apresentar como um servo de Deus, Messias disse ser "totalmente contra o aborto, absolutamente" e afirmou aos senadores que não fará "qualquer tipo de ação ou ativismo" sobre o assunto. Ele destacou que, como evangélico, é pessoalmente contra a prática.

Messias: "competência exclusiva do Congresso Nacional"

Messias ainda disse que legislar sobre aborto é "competência exclusiva do Congresso Nacional". Apesar disso, afirmou ser preciso "olhar com humanidade" para "a mulher, a adolescente e à vida" ao destacar as "possibilidades restritas" que possibilitam a prática. Hoje, há possibilidade de aborto legal quando a gravidez é resultado de um estupro, quando a gestante está em risco de vida e em casos de anencefalia fetal.

Ressaltou que su...

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Durante a sabatina da CCJ do Senado, o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado por Lula a uma vaga no STF, afirmou ser contra o aborto e tentou aplacar críticas de bolsonaristas. Depois de se apresentar como um servo de Deus, Messias disse ser "totalmente contra o aborto, absolutamente" e afirmou aos senadores que não fará "qualquer tipo de ação ou ativismo" sobre o assunto. Ele destacou que, como evangélico, é pessoalmente contra a prática.

Messias: "competência exclusiva do Congresso Nacional"

Messias ainda disse que legislar sobre aborto é "competência exclusiva do Congresso Nacional". Apesar disso, afirmou ser preciso "olhar com humanidade" para "a mulher, a adolescente e à vida" ao destacar as "possibilidades restritas" que possibilitam a prática. Hoje, há possibilidade de aborto legal quando a gravidez é resultado de um estupro, quando a gestante está em risco de vida e em casos de anencefalia fetal.

Ressaltou que sua posição pessoal é contrária ao aborto

Messias respondeu a um questionamento a respeito de um parecer da AGU, de 2024, que opinou pela inconstitucionalidade de uma resolução do CFM, Conselho Federal de Medicina, que proibia o aborto legal em fetos com mais de 22 semanas. Na peça, a AGU argumenta que a resolução dificultava, na prática, o aborto legal em casos de estupro e que não cabe ao CFM impor um limite temporal para um procedimento que é direito das mulheres. O texto pretendeu disfarçadamente, diz o parecer, mudar a lei sobre o aborto, o que é uma atribuição dos congressistas. Em sua resposta, Messias defendeu o entendimento da AGU, mas ressaltou que sua posição pessoal é contrária ao aborto. Pouco antes disso, ele ressaltou que o Estado deve ser laico.



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Sobre o '8 de janeiro'

Jorge Messias afirmou que a AGU pediu a prisão em flagrante, e não preventiva, das pessoas que participaram dos ataques às sedes dos Poderes porque esse era seu dever constitucional. "Nunca vou me alegrar em adotar medidas constritivas de liberdade de alguém, eu fiz por obrigação, por dever de ofício. [...] Não fiz com alegria, fiz com dor", afirmou. Messias disse ainda que não zelar pelo patrimônio da União seria prevaricar e, portanto, adotou as providências jurídicas que lhe competiam. O advogado-geral não deixou de criticar a tentativa de retomada do poder pela força e destacou que Lula havia sido democraticamente eleito. "A violência nunca é uma opção para a democracia. [...] Isso não é democracia. Essa Casa foi invadida", disse. Messias também repetiu uma fala de Moraes em sabatina de 2017 ao defender limites à atuação do Judiciário, afirmando que todo Poder deve se sujeitar a contenções. (Com Folha de São Paulo)




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O Brasil Real: O Custo de Viver Virou Um Luxo. E Há Responsáveis Por Isso - Por Wellington Carneiro*

29/04/2026

Tenho 28 anos de casado. Há quase três décadas, faço as compras no supermercado. Sei o que é variação de preço. Já enfrentei momentos difíceis.

Mas o que estamos vivendo hoje é diferente. É mais grave.

Hoje, levei um choque: o garrafão de água mineral — um item básico, essencial — teve um aumento de cerca de 40%.

Água.

Não estamos falando de luxo. Estamos falando do mínimo para viver.

E isso não é isolado.

Veículos como G1, Folha de S.Paulo e O Globo vêm noticiando aquilo que o brasileiro já sente no bolso há meses: a disparada no preço dos alimentos e a perda real do poder de compra.



Carne inacessível.
Café cada vez mais caro.
Arroz e feijão pressionando o orçamento.

Enquanto isso, o governo federal, insiste em discursos que não correspondem à realidade das prateleiras.

Fala-se em recuperação econômica.
Fala-se em m...

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Tenho 28 anos de casado. Há quase três décadas, faço as compras no supermercado. Sei o que é variação de preço. Já enfrentei momentos difíceis.

Mas o que estamos vivendo hoje é diferente. É mais grave.

Hoje, levei um choque: o garrafão de água mineral — um item básico, essencial — teve um aumento de cerca de 40%.

Água.

Não estamos falando de luxo. Estamos falando do mínimo para viver.

E isso não é isolado.

Veículos como G1, Folha de S.Paulo e O Globo vêm noticiando aquilo que o brasileiro já sente no bolso há meses: a disparada no preço dos alimentos e a perda real do poder de compra.



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Carne inacessível.
Café cada vez mais caro.
Arroz e feijão pressionando o orçamento.

Enquanto isso, o governo federal, insiste em discursos que não correspondem à realidade das prateleiras.

Fala-se em recuperação econômica.
Fala-se em melhora de indicadores.
Mas o povo não compra indicador — o povo compra comida.
E está cada vez mais difícil.

A verdade é que política econômica tem consequência direta na vida das pessoas.
Gastos descontrolados, sinalizações equivocadas ao mercado, perda de confiança e aumento da carga indireta acabam chegando onde sempre chegam:
no caixa do supermercado.

E quem paga essa conta?

Não é quem está em Brasília.
Não é quem tem privilégios.
É o trabalhador.
É o pai e a mãe de família.
É quem precisa escolher o que vai deixar de levar.

O mais preocupante é a tentativa de normalizar o absurdo.

Querem transformar carestia em narrativa.
Querem convencer o povo de que está tudo sob controle.

Mas não está.

Quando a água sobe 40%, quando o básico pesa no orçamento, quando o carrinho diminui a cada mês, não estamos diante de uma percepção — estamos diante de um fato.

O Brasil real está gritando.

E ignorar isso não resolve.
Disfarçar isso não resolve.
Discursar sobre isso não resolve.

O que resolve é responsabilidade.
É gestão séria.
É compromisso com quem está na ponta.

Porque, no fim das contas, a pergunta continua ecoando na mesa de milhões de brasileiros:

até quando vamos pagar essa conta?


*Wellington Carneiro é advogado.

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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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Assinado hoje a concessão da Compesa pela BASA que ficará responsável por 151 municípios de Pernambuco

29/04/2026

Hoje, 29/04, foi assinado pelo Governo do Estado de PE, o contrato de concessão com a concessionária BASA Saneamento Ambiental S.A., que ficará responsável pelos serviços de saneamento de 151 municípios do estado.

Números do investimento da BASA

Segundo o estado, a BASA Saneamento Ambiental S.A. deve investir R$ 17,4 bilhões e pagar uma outorga de R$ 4 bilhões; do total, 60% (R$ 2,4 bilhões) serão pagos no ato da assinatura do contrato. Desse valor, R$ 1,3 bilhão será destinado aos municípios, sendo R$ 770 milhões no ato da assinatura. Já os 40% restantes da outorga serão divididos em 2 pagamentos, sendo 20% após o período de seis meses de transição e 20% dois anos após o início da operação.

Falou Raquel Teixeira Lyra

"Eu não tenho dúvida de que é o dia mais importante do governo de Pernambuco durante o nosso mandato, talvez da história, porque será um divisor de águas", salientou Raquel na solenidade realizada...

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Hoje, 29/04, foi assinado pelo Governo do Estado de PE, o contrato de concessão com a concessionária BASA Saneamento Ambiental S.A., que ficará responsável pelos serviços de saneamento de 151 municípios do estado.

Números do investimento da BASA

Segundo o estado, a BASA Saneamento Ambiental S.A. deve investir R$ 17,4 bilhões e pagar uma outorga de R$ 4 bilhões; do total, 60% (R$ 2,4 bilhões) serão pagos no ato da assinatura do contrato. Desse valor, R$ 1,3 bilhão será destinado aos municípios, sendo R$ 770 milhões no ato da assinatura. Já os 40% restantes da outorga serão divididos em 2 pagamentos, sendo 20% após o período de seis meses de transição e 20% dois anos após o início da operação.

Falou Raquel Teixeira Lyra

"Eu não tenho dúvida de que é o dia mais importante do governo de Pernambuco durante o nosso mandato, talvez da história, porque será um divisor de águas", salientou Raquel na solenidade realizada no Palácio do Campo das Princesas, no Recife. Ela assegurou que "não foi uma caminhada fácil" e agradeceu a todos os investidores parceiros. "Aqui, distante de bandeiras partidárias ou de questões ideológicas, nós estamos tratando de direito básico do povo pernambucano que não tem a cor da bandeira. Aqui não é sobre isso".



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Marco Legal do Saneamento

Ainda de acordo com o governo de Pernambuco, a concessão do saneamento tem como objetivo fazer com que Pernambuco cumpra as metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento. A expansão e universalização dos serviços prevê, até 2033, a cobertura de 99% do território nacional com serviços de abastecimento de água e 90% com serviços de coleta e tratamento de esgoto.




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"Novo atentado a Trump: contexto e significado" - Por Jarbas Beltrão*

29/04/2026

(Parte 2)

'O episódio de 25/04/2026'

O episódio planejado com ocorrência no dia 25/04 - tentativa de assassinsto contra Donald Trump - é mais um de tantos outros ocorridos na História americana pós-2a. guerra mundial. É parte de um processo - guerra em curso - que está acelerado desde o desmanche do "planeta socialista", a derrubada do "Heartland", que protegia os países do Pacto de Varsóvia , formado desde 1955.

'Processo'

Trata-se de um episódio dentro do processo que vem se desenrolando há tempos, mas só a partir da queda do comunismo, iniciado na Romênia em 1988, seguido pelos outros países da Cortina de Ferro nos anos - 1989/ 1991 - até que, finalmente, o país artificial denominado de União das Republicas Socialistas Soviéticas, disssolveu-se, esparramou-se, e da ex-União surgiu 15 Repúblicas "independentes".

'A ilusão Ocidental'

O Ocidente Liberal, declarou-se vitorios...

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(Parte 2)

'O episódio de 25/04/2026'

O episódio planejado com ocorrência no dia 25/04 - tentativa de assassinsto contra Donald Trump - é mais um de tantos outros ocorridos na História americana pós-2a. guerra mundial. É parte de um processo - guerra em curso - que está acelerado desde o desmanche do "planeta socialista", a derrubada do "Heartland", que protegia os países do Pacto de Varsóvia , formado desde 1955.

'Processo'

Trata-se de um episódio dentro do processo que vem se desenrolando há tempos, mas só a partir da queda do comunismo, iniciado na Romênia em 1988, seguido pelos outros países da Cortina de Ferro nos anos - 1989/ 1991 - até que, finalmente, o país artificial denominado de União das Republicas Socialistas Soviéticas, disssolveu-se, esparramou-se, e da ex-União surgiu 15 Repúblicas "independentes".

'A ilusão Ocidental'

O Ocidente Liberal, declarou-se vitorioso, com a queda da União Soviética, relachou sua segurança, um professor de Harvard chegou a declarar, "O fim da História". Mas não foi desta forma.

O cenário pós 2a. guerra mundial assistiu uma expansão do comunismo soviético. Oito países centro-europeus tornaram-se membros do Planeta Socialista Stalinista.
Lideranças Aliadas do Ocidente, não reagiram o suficiente contra aquela expansão - afinal, a União Soviética fez parte da frente para derrotar o nazismo (a partir de 1941 , Operação Barbarosssa) - que resultou na viabilidade da participação Soviética na Aliança anti-nazifascista.

O Ocidente, com o fim da guerra (1945) apostou na constituição do mercado econômico global. Enquanto a União Soviética formava sua fortaleza no centro-leste.

'Alerta de Patton'

Mas, àquela época, houve uma voz dissonante, que reagiu contra os Planos de Yalta (1944). Voz não ouvida ou simplesmente desprezada.

Era a voz de um general, nascido no Texas, comandante das tropas do 3° Exército americano, que em 1943, desembarcara no Norte da Africa. Preparando por ali, as vitórias dos Aliados.

Um general célebre por sua formação tradicional, sem muitas preocupações acadêmicas, era George Patton.

Patton trazia um alerta estratégico. Após a rendição alemã, era preciso conter o avanço soviético, avanço livre, conquistado pelo Exército Vermelho, a capital do Reich nazista - Berlim. Dali desceu para o sul.

"Não derrotamos o inimigo da vez, precisamos seguir para Moscou, precisamos de um confronto com Stalin". Disse Ostton

A proposta de Patton era, depois da rendição alemã, seguir para derrubar outro monstro Totalitário - o comunismo soviético -

Roosevelt não deu ouvidos. Os resultados obtidos na guerra, naquele momento de Yalta (1945 ), ja eram suficientes.

Churchill sabia que Patton tinha razão, mas fez ouvidos de mercador, afastou-se daquele "general açodado".

As forças militares aliadas estavam exaustas, a sociedade Ocidental não queria mais guerra, a moral vitoriosa Ocidental não admitia continuidade daquele conflito. A proposta de Patton, pensou o ministro britânico, poderia mergulhar o mundo na 3a. guerra Mundial.

Agora, chegara a vez das soluções diplomáticas, era um novo conflito, mais diplomático do que bélico, então, a opção aliada pela diplomacia marcaria a história da Humanidade nos anos seguintes: Guerra Fria, tensão belicista, mas com uma paz possível.

É certo que houve conflitos locais, regionais, corrida armamentista. Mas deu prá segurar/evitar uma confrontação bélica global, de 1945 até 1991. Embora uma preparação para um grande conflito continuasse.

'Revelações do agente-espião Ian Pacepa'

Ian Pacepa, General romeno que rompeu com o projeto comunista global, chefe da Agência de espionagem de seu pais - Securitate - viveu nos países do Oriente Médio e Próximo, como agente-espião.

Pacepa em sua obra geopolítica "A Desinformação", fez alerta ao mundo. "O comunismo internacional preparava/prepara a guerra contra a já frágil Democracia liberal ocidental". As armas da destruição seria de todo tipo: bélica, moral, terrorista, drogas etc. Mas a guerra cultural-ideológica se sobressaia no anúncio do agente romeno.

Yuri Besmenov, outro ex-agente, mas desta feita da KGB, palestrante, escritor, denunciante e desertor para o Ocidente, confirmou as denúncias de Pacepa, afirmando que o plano anti-Ocidente teria quatro etapas para construção de uma "nova Ordem": desmoralização, desestabilização, crise e normalização (nova Ordem).



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Pacepa, afirma na sua obra sibre espionagem global, que fez seu trabalho, influenciando os membros da Irmandade Muçulmana - Egito, Oriente Médio e Próximo, Palestina - introduziu e educou populações para uso do terrorismo como arma política. Daí, apoiou-se no dogmatismo/extremismo islamoconservador das populações rurais, classes pobres e médias urbanas.

Outro agente soviético, Vladislac Bittman - "A KGB e a desinformação Soviética" - confirmou o testemunho do ex-general romeno e da e engenharia de maquinações da KGB, contra-informações, desinformacões

Portanto, com o trabalho dos agentes do Planeta Socialista nascia um cenário pronto para aliança entre Jihad Islâmica e Marxismo cultural e revolucionário.

Aliança convergia para o mesmo propósito, destruição do Ocidente - Ordem burguesa.

'As previsões de Patton vão se realizando'

Pois é, quando se fala do terrorismo islâmico, nascido dentro da Irmandade Muçulmana do Egito, temos que encarar os perigos do mundo pós-moderno.

Patton tinha razão, Churchill, antes da morte, viveu grandes dramas de consciência, por não ter dado atenção devida ao general americano, conhecido por suas ousadias militares.

O velho ministro inglês, sofreu um profundo drama espiritual, sabia da verdade revelada por Patton. Mergulhou, então, com isso num aumento de seu consumo do seu bom whisky e de seus charutos.

Agora, o Ocidente vive a situação de "uma guerra en curso", o alerta de Patton, vusto como uma antecipação da 3a. guerra mundial, então adiada, tá ai batendo nas nossas portas, a conta tá chegando, atrasada, mas chegando.

A guerra vem sendo preparada há tempo, ou melhor ela prosseguiu com o Acordo de Yalta nela temisa mistura de interesses políticos, econômicos e principalmente ideológicos de caráter anti-ocidental.

A guerra atual entre Israel, Estados Unidos / Irã é aquele prolongamento da 2a. guerra mundial e no Oriente Médio temo um resultado da aliança, revelada pelo ex-general comunista romeno.

Na guerra do Oriente Médio e na Palestina, há atores ainda escondidos por trás da Cortina iraniana, são eles China e Federação Russa (esconderijo neobolchevique)

' Revelações sobre China e Federação Rússa'

Nos últimos dias de abril do nosso ano de 2026, foi apreendida uma embarcação chinesa no Golfo Pérsico, sua carga: urânio enriquecido, seu destino: República Islâmica do Iran.

O Ministro das Relações Exteriores do Iran, participou na Biblioteca do Palácio de São Petersburgo de Encontro com Putin.
No Encontro, o ditador Russo, eurasianista, neobolchevique, comprometeu-se com a construção de duas Usinas nucleares no Irã.

Neste emaranhado de informações, qual o significado de mais uma tentativa de atentado a Trump ? E qual o lugar do professor Universitário Colle Allen?
É guerra em curso.



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No caso do Prof. Collen? Seria aquele militante disposto a dar a vida pela causa? Seria mais um inocente útil, fanatizado e usado por uma propaganda cultural-ideológica. Ou as duas situações ao mesmo tempo?

E cenário de guerra, sem farda, sem confrontos armados. Preparar-se para tal e fundamental. Nossa mente é a nova e principal fronteira geopolítica desta guerra

(Fim da 2a. Parte. Vem mais por aí ).

Desde minha Gravatá.
Tenho dito


*Jarbas Beltrão é Historiador, professor de História da UPE. Mestre em Educação pela UFPB. MBA em Política Estratégia Defesa e Segurança pela Adesg e Faculdade Metropolitana São Carlos/SP. Vinculado ao MBA em Geopolítica e Novas Fronteiras, Cibernética e Inteligência Artificial pela Adesg (Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra) e Instituto Venturo. Membro associado Academy Ventury de Política e Estratégia.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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O Nordeste que Não Cabe na Planilha - A Alucinação de Gabinete, por Zé da Flauta

29/04/2026

O Brasil atual parece um ensaio de teatro onde o diretor enlouqueceu e decidiu que o público é obrigado a aplaudir o cenário caindo. Vivemos o auge de uma alucinação institucional: o sistema olha para o desastre e o chama de "ajuste", olha para a censura e a batiza de "proteção". Estamos atravessando o deserto do bom senso, onde a lógica foi trocada por uma narrativa de conveniência que muda conforme o vento que sopra das cortes superiores. Quem ousa apontar que o rei está nu é imediatamente acusado de atentar contra a alfaiataria oficial.

Exílio

A sensação que fica é a de que fomos exilados dentro do nosso próprio país. De um lado, a elite que decide o destino da nação em jantares regados a vinho caro, do outro, o cidadão que olha para o preço do supermercado e para a conta de luz com a angústia de quem está sendo assaltado à luz do dia por quem deveria protegê-lo. A emoção aqui é de uma solidão profunda, um cansaço de quem percebe que a "justiça"...

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O Brasil atual parece um ensaio de teatro onde o diretor enlouqueceu e decidiu que o público é obrigado a aplaudir o cenário caindo. Vivemos o auge de uma alucinação institucional: o sistema olha para o desastre e o chama de "ajuste", olha para a censura e a batiza de "proteção". Estamos atravessando o deserto do bom senso, onde a lógica foi trocada por uma narrativa de conveniência que muda conforme o vento que sopra das cortes superiores. Quem ousa apontar que o rei está nu é imediatamente acusado de atentar contra a alfaiataria oficial.

Exílio

A sensação que fica é a de que fomos exilados dentro do nosso próprio país. De um lado, a elite que decide o destino da nação em jantares regados a vinho caro, do outro, o cidadão que olha para o preço do supermercado e para a conta de luz com a angústia de quem está sendo assaltado à luz do dia por quem deveria protegê-lo. A emoção aqui é de uma solidão profunda, um cansaço de quem percebe que a "justiça" virou um conceito elástico, usado para esticar privilégios e encurtar liberdades. Como não percebemos antes que o sistema não está quebrado? Ele está funcionando perfeitamente, mas não para nós. Ele foi desenhado para ser esse labirinto onde a saída é sempre uma nova taxa ou um novo cala-boca.

Silêncio

Existe uma articulação pesada, quase cirúrgica, para transformar a indignação em ruído de fundo. A reflexão que se impõe é amarga: em que momento aceitamos que o Estado deixasse de ser o servidor para se tornar o dono da nossa voz? A soberania nacional está sendo negociada em balcões de negócios globais enquanto a gente se perde em discussões ruidosas sobre o que é "permitido" dizer. O perigo não é apenas o que eles fazem com o nosso dinheiro, mas o que estão fazendo com a nossa capacidade de discernir o fato da ficção. Quando a mentira é bem articulada, a verdade passa a ser tratada como um delírio coletivo.

Despertar

Mas o despertar, meu amigo, geralmente não vem por um decreto, ele vem pela realidade que bate à porta sem pedir licença. A ficha cai quando o leitor percebe que a liberdade não é um presente do governo, mas um direito que está sendo confiscado em parcelas suaves. A emoção final é o estalo da consciência: o sistema teme o seu despertar porque ele depende da sua passividade para continuar o banquete. Não se trata mais de política partidária, mas de uma luta existencial entre quem quer ser livre e quem quer ser senhor de escravos digitais e tributários. A soberania começa no momento em que você se recusa a aceitar a alucinação deles como sua única realidade.

Até a próxima!

Zé da Flauta é compositor e cronista



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Quando uma palavra basta, por Jorge Henrique de Freitas Pinho*

29/04/2026

O que se revela quando o Poder reage a uma palavra sem destinatário

O poder, quando se torna autoritário, não teme o grito; teme a palavra que encontra memória.


Em Presidente Prudente, interior de São Paulo, durante a preparação de um evento político ligado ao governo federal, um morador decidiu estender em sua sacada uma faixa simples, visível da rua e do entorno do ato. Nela, não havia nome, rosto ou frase elaborada. Havia apenas uma palavra: ladrão.


Dimensão

O que poderia ser ignorado como mais uma manifestação isolada ganhou outra dimensão quando agentes da Polícia Federal foram até o apartamento e pediram que a faixa fosse retirada, sob o argumento de que poderia ser interpretada como ofensiva ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estaria, ainda que indiretamente, ligado ao evento.

A partir desse momento, o que era apenas um pano com tinta passou a ser outra coisa. Tornou-se símbol...

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O que se revela quando o Poder reage a uma palavra sem destinatário

O poder, quando se torna autoritário, não teme o grito; teme a palavra que encontra memória.


Em Presidente Prudente, interior de São Paulo, durante a preparação de um evento político ligado ao governo federal, um morador decidiu estender em sua sacada uma faixa simples, visível da rua e do entorno do ato. Nela, não havia nome, rosto ou frase elaborada. Havia apenas uma palavra: ladrão.


Dimensão

O que poderia ser ignorado como mais uma manifestação isolada ganhou outra dimensão quando agentes da Polícia Federal foram até o apartamento e pediram que a faixa fosse retirada, sob o argumento de que poderia ser interpretada como ofensiva ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estaria, ainda que indiretamente, ligado ao evento.

A partir desse momento, o que era apenas um pano com tinta passou a ser outra coisa. Tornou-se símbolo. Tornou-se sintoma. Tornou-se prova involuntária de algo que o próprio gesto institucional revelou.

A cena é brutal em sua simplicidade. Um cidadão dentro de casa. Uma palavra solta, sem destinatário explícito. E o Estado à porta, não para investigar um crime concreto, mas para conter um significado possível.


Faixa isolada

A faixa, isolada, é ambígua. Pode ser protesto, pode ser ironia, pode ser excesso. Não acusa ninguém de forma direta. Não constrói narrativa. Não fecha sentido. É aberta. O que a fecha é o poder ao reagir. O morador escreveu um signo.

O aparato completou a frase. Ao tratar a palavra como se tivesse alvo certo, o próprio sistema escolheu esse alvo. A acusação não veio da sacada. Veio da interpretação oficial do incômodo.

E é aqui que a análise ganha carne. Porque esse tipo de reação não nasce do nada. Não é fruto de acaso, nem de excesso isolado de zelo. Ela emerge quando uma palavra encontra algo que já existe.


A palavra

A palavra ladrão, no Brasil, não é neutra quando orbita Lula. Não nasce no presente. Vem carregada de anos de escândalos, processos, condenações, anulações e disputas narrativas que nunca se dissolveram na consciência coletiva. Vem com mensalão, petrolão, Lava Jato, decisões judiciais e, sobretudo, com a memória social de tudo isso.

Quando essa palavra aparece no espaço público, ainda que sem nome, ela não chega vazia. Ela chega carregada, e quem está no centro dessa história sabe disso. Por isso reage.

O problema não está na existência da reação. Todo poder reage. O problema está na forma da reação. Porque, ao tentar retirar a faixa, o Estado fez mais do que proteger uma autoridade. Ele produziu um vínculo que não estava dado.

Ao agir como se tivesse sido diretamente acusado, assumiu o lugar de destinatário da palavra. A carapuça não foi vestida pelo cidadão. Foi assumida pela resposta institucional. E isso não é detalhe. Isso é revelação.


Efeito

O efeito é inevitável e quase irônico. A tentativa de conter a mensagem a amplifica. O vídeo circula, a cena se repete, a imagem se fixa. Um homem na sua casa. Uma palavra simples. E o poder batendo à porta. Não há discurso capaz de competir com essa imagem. Ela dispensa interpretação sofisticada. Ela fala direto ao instinto. Ela revela um Estado que, diante de uma palavra solta, age como se estivesse diante de uma acusação formal.

E, ao agir assim, transforma possibilidade em certeza simbólica.

Dir-se-á que foi prudência, que se buscou evitar conflito, que se tentou preservar a ordem de um evento político.


Prudência

Mas prudência não exige identificar-se como alvo de uma palavra sem destinatário. Prudência não exige mobilizar o peso institucional contra um pano estendido numa sacada. O que se viu ali não foi cálculo frio. Foi reflexo. E reflexo revela mais do que estratégia. Revela o ponto sensível. Revela onde a crítica encontra resistência não apenas por ser injusta, mas por ser reconhecível por quem observa de fora.

A partir daí, o episódio deixa de ser um caso isolado e passa a ser um retrato. Um retrato de como o poder lida com a linguagem quando já não controla sua recepção.

Há dois caminhos possíveis diante de um rótulo. Enfrentar ou conter. Enfrentar exige tempo, consistência, disposição para o desgaste.

Conter promete alívio imediato, mas cobra um preço alto. Porque toda tentativa de silenciamento seletivo cria um precedente psicológico perigoso.

A mensagem implícita deixa de ser apenas defesa de imagem e passa a ser outra: certas palavras não podem circular livremente quando se aproximam de determinadas figuras. E isso não fortalece o poder. Fragiliza.

O episódio de Presidente Prudente não provou que a palavra estava correta. Provou algo mais inquietante. Revelou que ela encontrava resistência.

Há uma velha anedota que ajuda a compreender o que ocorreu em Presidente Prudente. Um homem, em Cuba, caminhava pela rua repetindo “gobierno de mierda, gobierno de mierda”, até ser abordado por um policial que imediatamente lhe deu voz de prisão. Surpreso, perguntou o motivo. O policial respondeu que ele estava ofendendo o governo. O homem tentou se defender dizendo que falava do governo da Argentina. O policial encerrou a conversa com uma frase simples: “Está preso do mesmo jeito. Porque o único governo de mierda que eu conheço é o nosso.”

Um tempo

Houve um tempo em que, no exercício da função de Procurador-Geral do Estado, sustentei em juízo que críticas genéricas ao governo, veiculadas em outdoors por um Deputado estadual, deveriam ser contidas por atingirem indistintamente pessoas honestas.

À época, a tese parecia juridicamente sólida e institucionalmente necessária. Não bati à porta de ninguém com os policiais do Estado do Amazonas. Fui ao Poder Judiciário. Busquei uma resposta mediada, fundada em argumentos técnicos e sujeita ao contraditório.

Ainda assim, por coerência e compromisso com a verdade, ao revisitar aquele episódio, percebo algo que não enxergava então: o impulso de então era o mesmo que hoje critico neste ensaio — conter o alcance de uma palavra cuja força não estava em sua precisão, mas em sua capacidade de ecoar na percepção coletiva.


Alvo de ataques

Anos depois, quando retornei à posição de Procurador-Geral do Estado, fui alvo de ataques pessoais muito mais duros, lançados em praça pública com violência verbal e imputações graves, em meio a uma disputa que envolvia interesses econômicos relevantes no setor de gás no Amazonas, especialmente no entorno da CIGÁS, concessionária dos serviços de gás canalizado no Estado.

E, mesmo incentivado por políticos, empresários e membros do governo a buscar o Judiciário, não o fiz — nem em meu próprio nome, nem em defesa dos demais membros do governo.

Algo, ao longo dos anos, havia se modificado internamente em mim. Não porque a crítica fosse mais leve, mas porque não a reconheci como verdadeira. Não encontrei nela eco.

E, por isso, ela não me mobilizou. Intuí, ademais, que a manutenção do conflito apenas ampliaria seu alcance e lançaria dúvidas desnecessárias sobre a questão.


Algo essencial

Foi nesse contraste que compreendi algo essencial: não é a força da acusação nem a dimensão da ofensa que determinam a reação de quem está no poder, mas a medida em que ela encontra ressonância, ainda que incômoda, no campo da própria consciência.

Sigo, por isso, satisfeito com a postura que adotei. Os dois episódios perderam-se no tempo. Raríssimas pessoas se lembram deles. Ficaram no fundo das notícias que envelhecem e deixam de importar.

O que permaneceu, no entanto, foi algo mais valioso: a preservação dos vínculos. Tanto o deputado de então quanto os conselheiros mais recentes são pessoas que considero íntegras e amigas, com as quais mantenho convivência social.

A vida


A vida, em momentos distintos, nos colocou em posições opostas. E soubemos, com a serenidade que o tempo ensina, enfrentar os fatos e suas consequências sem romper o essencial.

Porque, no fim, não é a disputa que define os homens, mas a forma como atravessam o conflito sem perder aquilo que os torna dignos de permanecer.

É precisamente nesse ponto que o episódio de Presidente Prudente deixa de ser apenas um fato externo e passa a ser inteligível à luz da experiência.

Palavra solta

Porque o que ali se viu — uma palavra solta que provoca a reação do aparato estatal — não difere, em essência, do que vivi em momentos distintos da minha própria trajetória.

Em um momento, busquei, com os instrumentos da legalidade, conter a expansão de uma crítica genérica que me parecia injusta. Em outro, diante de acusações mais duras e pessoalizadas, optei por não reagir, por não lhes dar o peso que não reconhecia.

A diferença entre um e outro casos não estava na palavra, nem na sua intensidade, nem mesmo na sua forma de manifestação. Estava no modo como ela incidia sobre a consciência de quem a recebia.


O problema

Foi aí que compreendi que o problema nunca esteve propriamente na expressão — esteve, desde sempre, naquilo que ela encontra quando é lançada no espaço público.

A faixa com a palavra ‘ladrão’ não criou o seu destinatário. Assim como os outdoors do passado não criaram, por si, a sua força.

Em ambos os casos, foi a reação que completou o sentido. E é nesse movimento que a palavra deixa de ser mero signo e se converte em espelho. Um espelho imperfeito, muitas vezes injusto, mas ainda assim capaz de revelar, pela forma como é enfrentado, algo que não se deixa ocultar por inteiro.

E o medo, para aqueles que estão no poder ou orbitam seu entorno, quando se manifesta assim, não se dissipa. Ele se expande. Ele ganha forma. Porque, no fim, o que permanece não é a faixa, mas a imagem dos agentes do poder tentando arrancá-la.

E é essa imagem que passa a alimentar exatamente aquilo que se tentou conter. A palavra gera reação. A reação gera símbolo. O símbolo reforça a palavra.

Quando uma única palavra mobiliza o aparato de segurança institucional de um Presidente, o problema já não está na palavra. Está naquilo que ela encontrou.


Bom entendedor

Para o bom entendedor, meia palavra basta. Ao poder, por vezes, basta meia para revelar aquilo que ele próprio tenta ocultar — mas já não consegue.


(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.



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Pesquisador Guilherme Santiago fala hoje sobre história de Pernambuco e São Lourenço

29/04/2026

O programa é o 'TheNoiteCast'às 18:30, na Rádio Damata fm 98.5, ou nas redes sociais da emissora.
A data é hoje, quarta-feira, 29? de abril. O convidado é um nome dedicado à preservação da identidade cultural do município de São Lourenço e à memória de Pernambuco. Guilherme Santiago ( @guilherme_santiago64 ) é o atual diretor de História e Memória de São Lourenço da Mata.



Perfil


Nascido no Recife e reconhecido com o título de cidadão lourencense por sua contribuição à valorização da história local, Guilherme é
pesquisador ativo e comunicador da memória popular. Ele administra a página “São Lourenço da Mata no Passado” ( @slmpassado ) no Facebook e Instagram, onde resgata imagens, relatos e curiosidades que conectam gerações. Seu trabalho já ganhou destaque em produções jornalísticas, como a participação ao lado da repórter Beatriz Castro, da Rede Globo, nas filmagens realizadas nas ruínas do Mosteiro de São...

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O programa é o 'TheNoiteCast'às 18:30, na Rádio Damata fm 98.5, ou nas redes sociais da emissora.
A data é hoje, quarta-feira, 29? de abril. O convidado é um nome dedicado à preservação da identidade cultural do município de São Lourenço e à memória de Pernambuco. Guilherme Santiago ( @guilherme_santiago64 ) é o atual diretor de História e Memória de São Lourenço da Mata.



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Perfil


Nascido no Recife e reconhecido com o título de cidadão lourencense por sua contribuição à valorização da história local, Guilherme é
pesquisador ativo e comunicador da memória popular. Ele administra a página “São Lourenço da Mata no Passado” ( @slmpassado ) no Facebook e Instagram, onde resgata imagens, relatos e curiosidades que conectam gerações. Seu trabalho já ganhou destaque em produções jornalísticas, como a participação ao lado da repórter Beatriz Castro, da Rede Globo, nas filmagens realizadas nas ruínas do Mosteiro de São Bento, além de presença em reportagem sobre a tradicional lenda da “perna cabeluda”, tão marcante no imaginário pernambucano.



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No campo das ações culturais

Guilherme está à frente do monitoramento do tour histórico nas dependências do Paço Municipal durante o evento Natal Mágico, que recebeu 3.299 visitantes em 2024 e 2.150 visitantes em 2025, números que demonstram o interesse da população pela história da cidade. Atualmente, coordena o projeto Paço Cidadão, que às sextas-feiras recebe alunos das escolas municipais para visitas guiadas, promovendo educação patrimonial e consciência histórica desde cedo.

Além disso

Atua ministrando palestras e exposições em instituições de ensino, fortalecendo o vínculo entre juventude e memória coletiva. Seu trabalho já foi reconhecido com diversas homenagens, incluindo a Comenda de Mérito do Corpo de Bombeiros Militar, em reconhecimento à valorização dos bombeiros que marcaram a história do município.

A conversa

Destacará a importância de preservar o passado para compreender o presente e construir o futuro — um encontro entre história, cultura e cidadania.



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Confira mais

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