É Findi - O Suor que Constrói a Nação - Poema Feito por IA em Homenagem ao Dia do Trabalhador - Por Vida Hare, editoria de O Poder*
30/04/2026
E na mente que inventa o amanhã,
Ouvi-se o primeiro estalo
Do sol que desponta na manhã.
Do operário no andaime ao céu,
Ao mestre que ensina o saber,
Cada um cumpre o seu papel,
Fazendo a esperança crescer.
É o campo que brota o sustento,
A fábrica que molda o metal,
O serviço que vence o momento,
No esforço que é universal.
Primeiro de Maio, memória,
De lutas, conquistas e união,
Pois quem faz a nossa história
É quem trabalha de coração.
Que o descanso seja merecido,
Que o direito seja o norte e a luz,
Pois todo valor é erguido
Pelo braço que a vida conduz.
Viva aquele que planta a semente,
E aquele que a engrenagem faz girar,
Pois o progresso da gente
Vem do brio de quem sabe lutar.
*Vida Hare, editoria de O Poder, e a IA prepararam um p...
E na mente que inventa o amanhã,
Ouvi-se o primeiro estalo
Do sol que desponta na manhã.
Do operário no andaime ao céu,
Ao mestre que ensina o saber,
Cada um cumpre o seu papel,
Fazendo a esperança crescer.
É o campo que brota o sustento,
A fábrica que molda o metal,
O serviço que vence o momento,
No esforço que é universal.
Primeiro de Maio, memória,
De lutas, conquistas e união,
Pois quem faz a nossa história
É quem trabalha de coração.
Que o descanso seja merecido,
Que o direito seja o norte e a luz,
Pois todo valor é erguido
Pelo braço que a vida conduz.
Viva aquele que planta a semente,
E aquele que a engrenagem faz girar,
Pois o progresso da gente
Vem do brio de quem sabe lutar.
*Vida Hare, editoria de O Poder, e a IA prepararam um poema que celebra a força, a história e a dignidade de quem constrói o Brasil todos os dias, desde o campo até a cidade.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.

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É Findi - Herança - Poema - Por Ana Pottes*
30/04/2026
se o ar continua ferindo
narizes de perdigueiros.
Pra que tanta vontade,
se nas filas ninguém vê
dias iguais, repetidos?
Indago se é pra ir
buscar o quê?
A carroça me serve —
foi de pai, que se foi.
Faz tempo, nem lembro.
Puxo.
Empurro.
Pobre.
Preto.
Analfabeto.
Burro sem rabo.
Sigo...
*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem!
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Sei não pra que isso,
se o ar continua ferindo
narizes de perdigueiros.
Pra que tanta vontade,
se nas filas ninguém vê
dias iguais, repetidos?
Indago se é pra ir
buscar o quê?
A carroça me serve —
foi de pai, que se foi.
Faz tempo, nem lembro.
Puxo.
Empurro.
Pobre.
Preto.
Analfabeto.
Burro sem rabo.
Sigo...
*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem!
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi - Trabalhador versus Empregador - Poema em Homenagem ao Dia do Trabalho - Por Eduardo Albuquerque*
30/04/2026
muito, muito menos, se lhe oferece
por quaisquer tarefas, em contraparte;
nessas relações, elo fraco, só se parte.
É cambalacho, puro melaço, um feio trato
se faz, às vezes, com o desditoso empregado
quase sempre pelas necessidades encurralado:
ele acuado, sem opções, cede ao patronato.
Esse, por seu lado, tem a riqueza como missão.
Faz-se necessária uma estratégia equilibrada,
que permeie um acordo, digno de louvor.
Essa fricção, tal embate, entre trabalhador
versus patrão, deve, pois, ser mediada
salomonicamente, eis a melhor solução!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Do trabalhador, se cobra em excesso:
muito, muito menos, se lhe oferece
por quaisquer tarefas, em contraparte;
nessas relações, elo fraco, só se parte.
É cambalacho, puro melaço, um feio trato
se faz, às vezes, com o desditoso empregado
quase sempre pelas necessidades encurralado:
ele acuado, sem opções, cede ao patronato.

Esse, por seu lado, tem a riqueza como missão.
Faz-se necessária uma estratégia equilibrada,
que permeie um acordo, digno de louvor.
Essa fricção, tal embate, entre trabalhador
versus patrão, deve, pois, ser mediada
salomonicamente, eis a melhor solução!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
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É Findi – Jornais de Ontem – Croniqueta, por Xico Bizerra*
30/04/2026
Teimoso que sou, comprei até um minicomputador exclusivamente para exercitar meu vício diário, minha leitura matutina antes de abandonar a rede rumo ao café da manhã. Não é a mesma coisa, definitivamente. Livros, também, com seus cheiros peculiares, estão por desaparecer. Quem nunca sentiu o...
Esta semana bateu uma saudade danada dos jornais de antigamente. Daqueles que às vezes até sujava as nossas mãos com a mistura de tinta e cola, mas que emanava um odor que agradava meu olfato. Jornal, eu amava pelo cheiro, acho. Como faz falta aquele emaranhado de letras a nos encantar com as notícias do dia anterior, sem a velocidade da internet dos dias de hoje. Era grande o prazer de folhear, uma a uma, as páginas e colunas de um tablóide, isso desde os tempos de O PASQUIM e do OPINIÃO, sem falar da Folha de São Paulo, da qual fui assinante e do JORNAL DOS SPORTS, com suas folhas cor-de-rosa (nunca consegui entender o porquê daquela cor). Hoje, não mais existem jornais de papel.
Teimoso que sou, comprei até um minicomputador exclusivamente para exercitar meu vício diário, minha leitura matutina antes de abandonar a rede rumo ao café da manhã. Não é a mesma coisa, definitivamente. Livros, também, com seus cheiros peculiares, estão por desaparecer. Quem nunca sentiu o cheiro de um livro, que atire a primeira página. Até as livrarias estão sumindo, já não as vemos como antigamente. Em seu lugar, igrejas evangélicas e farmácias, experts em explorar nossas parcas economias. Acho que estou ficando velho com essa saudade besta que sinto dos livros e jornais.
Também sinto saudades dos CDs, das capas, dos seus encartes, das letras ali inseridas, do nome de quem fez as músicas e de quem as tocou. Aliás, para ser sincero, detesto essas tais de plataformas virtuais. Estou ultrapassado, tanto quanto os jornais de antigamente. Espero a manchete estampada na primeira página do jornal que leio no tablete: estarão de volta os jornais impressos, a partir de amanhã. Quando será o amanhã? Quero lê-los ouvindo o último CD do meu cantor preferido.
*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi - Duv(Idoso), poema, por Felipe Bezerra*
30/04/2026
Quem de nós,
nos dias atuais,
ainda se importa
com regras gramaticais,
esse luxo extremo,
se a Constituição foi morta
pelas mãos do Supremo?
*Felipe Bezerra, advogado e poeta.
Imagem feita por IA
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Realidade atroz.
Quem de nós,
nos dias atuais,
ainda se importa
com regras gramaticais,
esse luxo extremo,
se a Constituição foi morta
pelas mãos do Supremo?
*Felipe Bezerra, advogado e poeta.
Imagem feita por IA
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi - A Escala do Sol - Conto para o Dia do Trabalho - Por Romero Falcão*
30/04/2026
Durante o longo percurso, pensa na vida... que vida?
— É isso, vou passar o resto dos meus dias naquela linha de montagem, vestindo, aprontando carro, enquanto não tenho tempo nem para o batom. Até para mijar é sufoco. O luxo suga a última gota. Quanto tempo sem abrir um livro, sem um copo de cultura. Qual o propósito, significado de apertar botão, calibrar braço de robô?
Mas você tem emprego, sua idiota, agradeça aos céus. E, além do mais, livro não bota feijão na mesa. Cultura não cultiva arroz.
Desce do ônibus carregando o fantasma do desemprego. Trabalhar é preciso, viver não é preciso.
Palé está de...
Mara pulou da cama, jogou água no rosto. Nem deu chuveiro. Engoliu um pão com ovo e meia xícara de café da noite passada. É preciso correr para o ponto de ônibus. Quem sabe tem sorte: um banco vazio às cinco da manhã. Que nada — ela se espreme no meio de corpos que também saíram sem banho.

Durante o longo percurso, pensa na vida... que vida?
— É isso, vou passar o resto dos meus dias naquela linha de montagem, vestindo, aprontando carro, enquanto não tenho tempo nem para o batom. Até para mijar é sufoco. O luxo suga a última gota. Quanto tempo sem abrir um livro, sem um copo de cultura. Qual o propósito, significado de apertar botão, calibrar braço de robô?
Mas você tem emprego, sua idiota, agradeça aos céus. E, além do mais, livro não bota feijão na mesa. Cultura não cultiva arroz.
Desce do ônibus carregando o fantasma do desemprego. Trabalhar é preciso, viver não é preciso.
Palé está desempregado, se vira fazendo bicos. Há duas semanas não arruma nada. Então botou a enxada no ombro, na esperança de levar pão para três filhos no barraco e o quarto na barriga da companheira. De repente, Deus ajuda a quem trabalha. Um senhor num carrão, fita Palé e a enxada.
— Ô, moreno, tenho dois terrenos cheios de mato, quer limpar?
— Agora mesmo, doutor.
— Entra aí. Tá vendo? É moleza. Numa manhã você dá conta. Pago cinquenta reais.
— Doutor, é muito pouco. O mato está alto e os terrenos são grandes, vou levar uns três dias.
— Tá maluco, é? Nem parece que precisa de dinheiro.
Palé bate em retirada, com o sol no espinhaço e a barriga chorando.

Enquanto enrola o volante, fazendo a volta, o senhor pensa, indignado: vai, vai, vai ganhar a tua Mesada Social, vagabundo.
Mas eis que surge um paletó chique, microfone na mão, preparando-se para subir no palanque:
— Senhoras e senhores, atenção, tenho um projeto para a nação. Vou revolucionar a CLT, que se chamará FFF. Força, Fé e Foco. A escala do sol. Só os fortes entenderão.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi – A Lancha da C.T.U. - Por Carlos Bezerra Cavalcanti*
30/04/2026
Sobre ela temos importantes dados colhidos em “Recife do Corpo Santo”, pág. 303, baseados em informações fornecidas aos jornalistas pelo então presidente daquela companhia, General Viriato de Medeiros:
“A CTU (Companhia de Transportes Urbanos) acabara de adquirir na Holanda uma embarcação a motor com capacidade para oitenta e seis pessoas, destinada ao transporte de passageiros no Capibaribe. A lancha será embarcada em dois de outubro (ou seja embarcou anteontem), devendo chagar a Pernambuco dentro de dez dias. A embarcação tipo “Amsterdã”, fabricada nos estaleiros J. H. Bergman tem dezesseis metros de comprimento por quatro de largura. Seu calado é de cinquenta e oito centímetros, linha d’águas de um metro e setenta centímetros, pesa vinte toneladas e...
A vinda dessa embarcação para a “Veneza Americana” foi uma das poucas tentativas do Governo de valorizar o potencial aquático do Recife e que, por falta de maior empenho ou até de cultura, não deu certo.
Sobre ela temos importantes dados colhidos em “Recife do Corpo Santo”, pág. 303, baseados em informações fornecidas aos jornalistas pelo então presidente daquela companhia, General Viriato de Medeiros:
“A CTU (Companhia de Transportes Urbanos) acabara de adquirir na Holanda uma embarcação a motor com capacidade para oitenta e seis pessoas, destinada ao transporte de passageiros no Capibaribe. A lancha será embarcada em dois de outubro (ou seja embarcou anteontem), devendo chagar a Pernambuco dentro de dez dias. A embarcação tipo “Amsterdã”, fabricada nos estaleiros J. H. Bergman tem dezesseis metros de comprimento por quatro de largura. Seu calado é de cinquenta e oito centímetros, linha d’águas de um metro e setenta centímetros, pesa vinte toneladas e desenvolve uma velocidade de dezoito nós horários” — o barco seria o primeiro de uma série de outros a serem adquiridos pela CTU no referido país, dentro do programa destinado a facilitar o transporte de passageiros aos diferentes pontos da cidade. “As informações prestadas pelo general Viriato de Medeiros adiantam ainda que o primeiro barco vai fazer o transporte de Brasília Teimosa para a Praça 17, e que o seu custo foi de 25.000,00 dólares, mas que com as despesas de fretes e impostos, subirá a 30.000,00 dólares. Como uma defesa prévia contra os pensamentos de alguns derrotistas, as informações explicam porque o barco ou barcos foram comprados na Holanda, em vez de fabricados no Brasil, explicações justas e convincentes visto que nossos estaleiros, preocupados com o programa de construção naval, não puderam atender às solicitações da CTU. Adianta, ainda a informação que “ a lancha adquirida poderá ser empregada também, como turismo e servirá para passeios aos domingos e feriados”, pois se trata de uma embarcação das mais modernas que se conhece no gênero, com visão panorâmica e foi adquirida através de facilidades proporcionadas pelo City Bank do Recife.”

Em tempos não muito distantes, quase em frente ao pequeno cais, onde atracava aquela lancha e onde hoje temos o prédio da Procuradoria Geral do Estado
*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi – 1º de Maio — Mãos que Constroem o Mundo - Por Poeta Pica-Pau*
30/04/2026
Mãos calejadas, de luta marcada.
O suor que escorre jamais é em vão,
É semente viva brotando no chão.
Cada ofício carrega um valor,
Do simples gesto ao grande labor.
Há dignidade em todo fazer,
Há força imensa em não desistir e viver.
O trabalhador ergue cidades inteiras,
Constrói pontes, caminhos e beiras.
No campo, na fábrica, no lar ou na rua,
Há sempre uma história que o tempo perpetua.
Que neste dia se faça memória
De quem transforma a vida em vitória.
Que nunca falte respeito e pão
A quem move o mundo com o coração.
Pois todo trabalho, grande ou pequeno,
É fio que tece o futuro sereno.
E em cada jornada, com fé e valor,
Nasce um amanhã cheio de esplendor
Feliz Dia , dia do Trabalhador!
*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.
No nascer do sol, já há passos na estrada,
Mãos calejadas, de luta marcada.
O suor que escorre jamais é em vão,
É semente viva brotando no chão.
Cada ofício carrega um valor,
Do simples gesto ao grande labor.
Há dignidade em todo fazer,
Há força imensa em não desistir e viver.
O trabalhador ergue cidades inteiras,
Constrói pontes, caminhos e beiras.
No campo, na fábrica, no lar ou na rua,
Há sempre uma história que o tempo perpetua.
Que neste dia se faça memória
De quem transforma a vida em vitória.
Que nunca falte respeito e pão
A quem move o mundo com o coração.
Pois todo trabalho, grande ou pequeno,
É fio que tece o futuro sereno.
E em cada jornada, com fé e valor,
Nasce um amanhã cheio de esplendor
Feliz Dia , dia do Trabalhador!
*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.
Imagem feita por IA
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

Entenda por que Raquel Teixeira Lyra não consegue passar segurança
30/04/2026
Novo espetáculo hoje na Arena Pernambuco
A governadora tem feito das posses de novos policiais militares (como os mais de 2 mil recém-formados em abril de 2026) verdadeiros eventos de campanha. Mas a matemática da segurança é cruel e não aceita apenas "novas tropas":
Apesar das sucessivas formaturas, Pernambuco ainda...
A segurança pública em Pernambuco tornou-se, na gestão de Raquel Teixeira Lyra, um exercício de estética política. As cerimônias grandiosas na Arena Pernambuco, repletas de fardas novas, drones e discursos entusiastas, tentam vender a imagem de um estado sob controle. No entanto, ao retirar a maquiagem do marketing oficial, o que se revela é uma estrutura que ainda luta contra um déficit histórico e uma violência que não se resolve apenas com fotos em eventos de formatura. Para o cidadão que espera o ônibus no subúrbio do Recife ou para o agricultor no Sertão, o espetáculo de armamentos na capital não se traduz em tranquilidade.
Novo espetáculo hoje na Arena Pernambuco
A governadora tem feito das posses de novos policiais militares (como os mais de 2 mil recém-formados em abril de 2026) verdadeiros eventos de campanha. Mas a matemática da segurança é cruel e não aceita apenas "novas tropas":
Apesar das sucessivas formaturas, Pernambuco ainda convive com um déficit de efetivo que ultrapassa os 35%. O que a propaganda chama de "reforço histórico" é, na verdade, uma tentativa tardia de estancar a sangria de anos de aposentadorias e saídas sem reposição.
Cobertor Curto
Como apontado por parlamentares e especialistas, muitas vezes o novo efetivo serve apenas para preencher lacunas de unidades que já operavam no limite. Inaugurar batalhões ou patrulhas sem um aumento real e líquido do número de agentes é "trocar seis por meia dúzia", desguarnecendo uma área para fingir presença em outra.
Armamentos modernos em estruturas sucateadas. O anúncio de compras de helicópteros, fuzis e drones gera imagens impactantes para as redes sociais, mas ignora a base do sistema.
Delegacias Fantasmas
Enquanto se gasta milhões em equipamentos de ponta, há denúncias, inclusive na Assembleia Legislativa, de licitações milionárias para mobiliar unidades que sequer foram concluídas ou que funcionam em condições precárias.
A segurança moderna exige investigação e inteligência. O foco excessivo na "exposição da tropa" remete a um modelo de policiamento ostensivo que, embora necessário para a sensação de segurança, pouco faz para desmantelar as facções que controlam o tráfico de drogas e elevam os índices de homicídios no estado.
Daniela prometeu ao PT/PB fidelidade eterna a Lula e traiu na primeira oportunidade
30/04/2026
Porém
No primeiro teste de fogo, que foi a votação, ontem, 29/04, do indicado de Lula, Jorge Messias, para uma vaga no STF, a senadora mostrou a sua verdadeira natureza. Não apenas traiu a indicação de Lula, votando contra. Se agarrou aos abraços e beijos (literalmente) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Naquele momento, o inimigo número 1 do presidente.
Situação constrangedora...
O PT, todos sabem, é um partido complexo, com alas, grupos e respeito a instâncias internas. Dentro dessa perspectiva, a senadora Daniela Ribeiro, com DNA direitista que remonta ao antigo e super reacionário "grupo Ribeiro da Varzea", seduziu a presidente do PT /PB para apoiar o filho, Lucas Ribeiro(PP) ao governo da PB. Com juras de fidelidade eterna ao projeto de Lula e, claro, gordas benesses através de cargos no governo estadual e outros penduricalhos. E assim se desenhou a estranha aliança no Estado, casamento de Jacaré e cobra d'água.
Porém
No primeiro teste de fogo, que foi a votação, ontem, 29/04, do indicado de Lula, Jorge Messias, para uma vaga no STF, a senadora mostrou a sua verdadeira natureza. Não apenas traiu a indicação de Lula, votando contra. Se agarrou aos abraços e beijos (literalmente) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Naquele momento, o inimigo número 1 do presidente.
Situação constrangedora
A reação no partido local foi durissima. A presidente teve que enfrentar o descontentamento da base, um manifesto de figuras importantes e até desistência de candidatura a deputado. A expectativa é se tudo vai ficar por isso mesmo ou se o constrangimento monumental vai provocar uma mudança na decisão de apoio a Lucas. Que no primeiro teste se mostrou totalmente equivocada.
O Fim do Cheque em Branco - O "Não" que Atravessou o Século, por Zé da Flauta
30/04/2026
Resposta
O episódio marcou o fim da alucinação de que o poder é uma propriedade privada e vitalícia. O recado foi um soco no estômago da arrogância: a harmonia entre os poderes não é um contrato de adesão, mas uma const...
O silêncio que se instalou no plenário do Senado naquele 29 de abril de 2026 não foi um vazio, mas o som ensurdecedor de um divórcio litigioso entre o Palácio do Planalto e a realidade. A rejeição de Jorge Messias, por um placar de 42 a 34, quebrou um tabu de 132 anos e revelou que a deferência cega, essa espécie de "amém" institucional ao qual o Executivo se acostumou, finalmente encontrou o seu limite. O governo entrou no baile achando que tinha o par garantido e saiu de lá dançando sozinho com o próprio eco, enquanto o Senado trocava a etiqueta de "carimbador" pela de "protagonista". Foi o dia em que o "Bessias" descobriu que, na política, o papel assinado só vale se a caneta do outro lado também quiser escrever a mesma história.
Resposta
O episódio marcou o fim da alucinação de que o poder é uma propriedade privada e vitalícia. O recado foi um soco no estômago da arrogância: a harmonia entre os poderes não é um contrato de adesão, mas uma construção frágil e diária. Ao barrar o nome de Messias, o Legislativo aplicou uma lição de equilíbrio de forças que muitos pensavam estar esquecida nos livros de Montesquieu. O sistema, que tantas vezes pareceu um monólogo de terno e gravata, subitamente lembrou ao país que a dúvida é o oxigênio da democracia. Se a verdade de gabinete tentou se impor, o Senado respondeu com a crueza do voto secreto, provando que nem toda articulação política sobrevive ao sol da autonomia parlamentar.
Surpresa
Há uma emoção profunda e quase palpável em ver a soberania de uma instituição ser retomada em meio ao caos da polarização. Para o cidadão que assiste ao teatro de Brasília com o cansaço de quem já viu de tudo, esse "não" histórico trouxe um sopro de esperança, não por uma questão de nomes, mas pela saúde das engrenagens. Sentir que o "cheque em branco" foi finalmente cancelado gera um estalo na alma nacional, o despertar para o fato de que ninguém é intocável. Ver a surpresa no rosto dos articuladores do governo foi o ápice de um drama que mostrou que, por trás das narrativas de "unidade", existe um povo representado por parlamentares que, por tática ou convicção, resolveram dizer que o Brasil não é um quintal particular.
Lição amarga
A reflexão que fica, entre as cinzas dessa derrota governista, é sobre a qualidade do que entregamos ao futuro. O Senado não apenas rejeitou um indicado; ele sinalizou que nomes puramente militantes ou umbilicalmente ligados à "cozinha" do poder não passarão mais sem o crivo da independência. A pergunta que deve ecoar em cada esquina é: "Como não percebemos antes que o equilíbrio era tão necessário?". A lição é amarga para quem perdeu, mas pedagógica para a nação. A soberania não se pede, se exerce. E naquele dia, enquanto o Dragão do Planalto tentava entender onde errou a conta, o país viu que a democracia respira melhor quando o "não" é dito com a mesma firmeza que um dia se usou para o "sim".
Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista
