Entre a Constituição e a conveniência política - Por Wellington Carneiro*
07/05/2026
E não é apenas a crise econômica. Não é apenas a degradação moral da política. Nem mesmo o aparelhamento ideológico das instituições.
O que deveria preocupar qualquer cidadão lúcido é o avanço silencioso do domínio político sobre o Judiciário.
A Justiça existe para proteger a Constituição e o ordenamento jurídico. Não para disputar protagonismo político. Não para tutelar a sociedade. E muito menos para substituir a vontade popular.
Quando ministros passam a agir como atores políticos, quando decisões judiciais começam a produzir efeitos eleitorais, quando interpretações constitucionais parecem seguir conveniências ideológicas, a democracia deixa de respirar normalmente.
Porque o Judiciário foi concebido para ser árbitro. Nunca jogador.
O problema é que, no Brasil de hoje, cresce a sensação de que determinadas Cortes abandonaram a postura de equ...
E não é apenas a crise econômica. Não é apenas a degradação moral da política. Nem mesmo o aparelhamento ideológico das instituições.
O que deveria preocupar qualquer cidadão lúcido é o avanço silencioso do domínio político sobre o Judiciário.
A Justiça existe para proteger a Constituição e o ordenamento jurídico. Não para disputar protagonismo político. Não para tutelar a sociedade. E muito menos para substituir a vontade popular.
Quando ministros passam a agir como atores políticos, quando decisões judiciais começam a produzir efeitos eleitorais, quando interpretações constitucionais parecem seguir conveniências ideológicas, a democracia deixa de respirar normalmente.
Porque o Judiciário foi concebido para ser árbitro. Nunca jogador.
O problema é que, no Brasil de hoje, cresce a sensação de que determinadas Cortes abandonaram a postura de equilíbrio institucional para assumir um papel ativo na condução do país.
E isso é gravíssimo.
A própria discussão pública sobre “código de ética” para ministros e os alertas sobre politização dentro do sistema revelam que a preocupação já ultrapassou a crítica popular e passou a existir dentro das próprias estruturas do Judiciário.
Nenhuma democracia madura sobrevive quando a população começa a desconfiar da imparcialidade de seus juízes.
Sem confiança no Judiciário, o cidadão perde a última trincheira contra os abusos do poder.
E aqui reside o ponto central: não se trata de defender governo ou oposição. Trata-se de defender limites.
Porque toda instituição que perde seus freios acaba se tornando parte do problema que deveria combater.
O Brasil assiste, há anos, a uma escalada perigosa: decisões monocráticas com impactos nacionais; interpretações elásticas da Constituição; interferências sucessivas entre os Poderes; e um ambiente onde discordar de certas posições passou a ser tratado quase como afronta institucional.
Isso não fortalece a democracia. Isso enfraquece a República.
A independência entre os Poderes não foi criada para ornamentar discursos. Foi criada para impedir concentrações excessivas de autoridade.
Quando um Poder começa a ultrapassar suas fronteiras naturais, os demais deixam de funcionar em equilíbrio. E o resultado é exatamente o que vemos hoje: instabilidade institucional permanente.
O mais preocupante é que muitos dos que antes defendiam limites ao poder agora silenciam diante dos excessos, desde que estes atinjam seus adversários ideológicos.
Mas a história mostra algo simples: todo poder sem controle eventualmente se volta contra a própria sociedade.
Não existe democracia sólida onde juízes sejam tratados como líderes políticos. Não existe liberdade duradoura quando interpretações constitucionais passam a oscilar conforme o clima ideológico do momento.
A Justiça precisa voltar a ser previsível. Precisa voltar a ser técnica. Precisa voltar a ser respeitada não pelo medo, mas pela credibilidade.
Porque quando o cidadão começa a enxergar influência política onde deveria existir apenas imparcialidade, o que entra em colapso não é apenas a confiança nas Cortes.
É a própria ideia de Justiça.
*Wellington Carneiro é advogado. @pastorwellingtoncarneiro
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.

Leia outras informações
Master - Operação contra o senador Ciro Nogueira reduz chance de fechar delação de Vorcaro
07/05/2026
Celulares e caminhos do esquema
Para conseguir um acordo, Vorcaro teria que apresentar provas e elementos novos para o esclarecimento da fraude financeira bilionária. A avaliação, porém, é que o vasto conteúdo dos aparelhos celulares de Daniel Vorcaro e outros investigados indica o caminho do esquema e da rede de proteção que o ex-banqueiro formou por meio da relação com autoridades. Segundo interlocutores com acesso...
A quinta fase da Operação 'Compliance Zero', que teve como um dos alvos o presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PP-PI), reduz ainda mais as chances do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, fechar um acordo de colaboração premiada. A avaliação de fontes a par da investigação é que já há dados consistentes sobre a fraude financeira, o que permitiu à PF deflagrar uma operação contra o chamado "andar de cima" da política. A ação de hoje foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, relator da ação penal do caso Master.
Celulares e caminhos do esquema
Para conseguir um acordo, Vorcaro teria que apresentar provas e elementos novos para o esclarecimento da fraude financeira bilionária. A avaliação, porém, é que o vasto conteúdo dos aparelhos celulares de Daniel Vorcaro e outros investigados indica o caminho do esquema e da rede de proteção que o ex-banqueiro formou por meio da relação com autoridades. Segundo interlocutores com acesso às informações, há citações a políticos de direita, de esquerda, mas principalmente de centro na proposta de delação.

André Mendonça
O ministro André Mendonça relatou a interlocutores ver manipulação da defesa do banqueiro e seletividade de informações. Em consequência, teria passado a avaliar uma revisão de sua estratégia para o caso. O dono do Master narra datas, horários e cidades em que realizou encontros, reuniões, festas e viagens com políticos.
Ciro Nogueira
O senador Ciro Nogueira, alvo da operação de hoje, é um líder do Centrão. Presidente do PP, ele foi ministro da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro. Tomou posse no dia 4 de agosto de 2021, prometendo ser um "extintor" das crises no Palácio do Planalto. Ciro está proibido de manter contato com testemunhas e demais investigados na operação. A PF apontou, em relatório enviado ao STF, que o senador recebeu "vantagens indevidas" de Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master. Segundo o documento, o parlamentar teria apresentado uma emenda com o objetivo de ampliar a cobertura do FGC, Fundo Garantidor de Crédito, de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Segundo investigadores, o instrumento teria sido elaborado com participação de integrantes do Banco Master. (com a CNN)

André Gadelha diz na cara de Hugo Motta que inimigo dos empresários não é escala 5X2 mas impostos e corrupção
07/05/2026
Problemas reais
Temos que enfrentar os problemas reais. Defendo a escala 5 X 2, hoje já vitoriosa, com um período de transição para setores mais sensíveis, onde deve prevalecer a liberdade de negociação patrões/empregados. Mas nada resolve com esses níveis de impostos e, principalmente, a corrupção instalada no país. A corrupção desvia recursos que deveriam resolver problemas reais do povo para golpes milionários, farras, privilégios e e abusos de autoridade, como verificamos recentem...
Em sessão especial da Assembleia Legislativa da Paraíba, com a presença do presidente da Câmara, Hugo Motta, diversos deputados importantes, empresários e autoridades, para tratar do fim da escala 6X 1, o pré-candidato ao Senado, André Gadelha (MDB), botou o dedo no ponto crucial. Ele disse que o Brasil não pode ir na contramão do mundo onde todos vivem melhor. Ali, os trabalhadores trabalham menos, os impostos são muito mais baixos e a corrupção em níveis irrisórios.
Problemas reais
Temos que enfrentar os problemas reais. Defendo a escala 5 X 2, hoje já vitoriosa, com um período de transição para setores mais sensíveis, onde deve prevalecer a liberdade de negociação patrões/empregados. Mas nada resolve com esses níveis de impostos e, principalmente, a corrupção instalada no país. A corrupção desvia recursos que deveriam resolver problemas reais do povo para golpes milionários, farras, privilégios e e abusos de autoridade, como verificamos recentemente, embutiu na sua fala.
Hugo Motta
Segundo testemunhos, corou quando André mencionou a corrupção.
Confira
Assista a trecho do vídeo da fala de André Gadelha.
Última - Trump elogia reunião e fala que novos encontros ocorrerão. Diz que Lula é "muito dinâmico"
07/05/2026
O presidente Trump, elogiou a reunião que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O norte-americano avaliou o encontro como “muito bom”. Em uma rede social, Trump disse que os dois discutiram temas como comércio e tarifas. Segundo ele, novas conversas entre representantes dos dois países já estão previstas para avançar em pontos considerados estratégicos. “Acabo de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Discutimos muitos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas”, diz o texto. “A reunião foi muito boa. Nossos representantes devem se reunir para tratar de alguns pontos-chave. Novos encontros serão marcados nos próximos meses, conforme necessário.” (Com G1)
Última - Trump e Lula cancelam entrevista à imprensa na Casa Branca
07/05/2026
Os presidentes dos EUA, Donald Trump, e Lula cancelaram a entrevista conjunta que dariam à imprensa na Casa Branca hoje, quinta-feira, 07/05. A Casa Branca ainda não havia confirmado a informação até os últimos momentos, mas assessores da Presidência presentes na Casa Branca disseram que o presidente Lula já deixou o local em direção à Embaixada do Brasil em Washington, onde falaria à imprensa. A informação é da equipe da TV Globo no local. (Com o G1)

Brasil suspende exigência de visto para chineses até 2026. Decisão em reciprocidade à China
07/05/2026
O acordo
Alckmin afirmou também que, mesmo com a exigência de vistos, o número de turistas chineses cresceu 35% no ano passado. A expectativa é de um crescimento ainda maior com a queda do visto. O acordo que suspende a exigência de vistos permanece em vigor at...
O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, oficializou hoje, quinta-feira, 07/05, o acordo que suspende a exigência de vistos para entrada de cidadãos chineses no Brasil em viagens de curta duração. A medida, que entra em vigor na próxima segunda-feira, 11/05, foi adotada em reciprocidade à China, que suspendeu a exigência de visto para cidadãos brasileiros entrarem no país em junho de 2025. A decisão foi publicada no DOU de hoje e anunciada por Alckmin em Fortaleza durante a abertura da 10ª edição do Salão do Turismo, evento promovido pelo Ministério do Turismo. Em discurso, Alckmin destacou o potencial de crescimento do número de turistas vindos da China, país com 1,3 bilhão de habitantes.
O acordo
Alckmin afirmou também que, mesmo com a exigência de vistos, o número de turistas chineses cresceu 35% no ano passado. A expectativa é de um crescimento ainda maior com a queda do visto. O acordo que suspende a exigência de vistos permanece em vigor até 31 de dezembro de 2026 e é válido para viagens de até 30 dias para turismo, negócios, trânsito, além da participação em atividades artísticas ou esportivas.

Decisão de suspender
A decisão de suspender a exigência de visto foi anunciada pelo presidente Lula em 23/01. No dia anterior, Lula havia comunicado a decisão ao líder chinês Xi Jinping em conversa por telefone. O Brasil vive um momento de ascensão na entrada de turistas vindos de outros países. Em 2025, o Brasil alcançou o recorde de 9,2 milhões de turistas estrangeiros. No primeiro trimestre de 2026, 3,4 milhões de visitantes internacionais entraram no país.
'O discurso da desigualdade social' - Por Jarbas Beltrão*
07/05/2026
Tornou-se lugar comum na fala das pessoas, sobretudo das camadas médias de classes médias prá baixo, bem como dos discursos políticos, principalmente em tempos pré-eleitorais, o argumento de condenação da "injustiça social" , produto da desigualdade social.
Políticos, demagogicamente, apresentam suas promessas de acabar com as "condenáveis desigualdades sociais" ou pelo menos reduzí-las.
A desigualdade social é o "mote" que serve de apoio para os mais absurdos e demagógicos argumentos, principalmente, dos que professam fé "esquerdista" (populistas, socialistas, comunistas, social-democratas e outros). Embora, dentro dos que professam as crenças "direitistas", isto não deixe de acontecer.
A ingenuidade no campo da "esquerda" como da "direita" é o produto da desinformação.
'Esquerda e desigualdade social'
A "Esquerda" é o alvo que pretendemos abordar, por...
'Todos falam da desigualdade'
Tornou-se lugar comum na fala das pessoas, sobretudo das camadas médias de classes médias prá baixo, bem como dos discursos políticos, principalmente em tempos pré-eleitorais, o argumento de condenação da "injustiça social" , produto da desigualdade social.
Políticos, demagogicamente, apresentam suas promessas de acabar com as "condenáveis desigualdades sociais" ou pelo menos reduzí-las.
A desigualdade social é o "mote" que serve de apoio para os mais absurdos e demagógicos argumentos, principalmente, dos que professam fé "esquerdista" (populistas, socialistas, comunistas, social-democratas e outros). Embora, dentro dos que professam as crenças "direitistas", isto não deixe de acontecer.
A ingenuidade no campo da "esquerda" como da "direita" é o produto da desinformação.
'Esquerda e desigualdade social'
A "Esquerda" é o alvo que pretendemos abordar, porque dela surge principalmente o argumento de que a base encontra-se na teoria da "mais valia". O "malvadão capitalista" se apropria da maior parte da riqueza produzida, deixando para os trabalhadores só o suficiente para sua manutenção/ reprodução.
Quem, na verdade, produz é o trabalhador, diz a mente esquerdista, comprometendo seu suor e sangue. O trabalhador do campo e da cidade é o herdeiro dos desapropriados, desde quando, surgiu a propriedade privada, fruto da expropriação e daí nasce a desigualdade social. Nesse contexto teórico, o trabalhador é aquele que encontra-se na ponta da cadeia do trabalho. Equívoco tremendo.
Com base neste argumento surgiu o contexto de relações humanas de que, "se um grupo ganha o outro só faz perder".
Ora, a medida que as sociedades humanas, se complexificam, isto é o efeito da complexificação estrutural de um modo geral, economia, política, cultura e por aí vai.
'Organizações de trabalho'
O mundo do trabalho é cada vez mais ocupado por inúmeras (já agora infinitas) organizações, onde as pessoas atuam, e de suas atuações tiram suas sobrevivência. Organizações na cidade e no campo.
Dentro das organizações, há uma inevitável hierarquia organizacional, onde pessoas e grupos exercem papéis e funções diversos.
De acordo com as posições a participação na riqueza é diferente e desigual.
O capital é o responsável econômico pela organização da produção e a produção é baseada numa demanda social, explicada pela escassez da mesma.

Quanto ao Estado, o mesmo vai se complexificanfo à medida que demandas vão empurrando para tal complexidade. Atua, ou deveria atuar, como moderador, regulador das relações
A relação capital X trabalho não é uma relação de, quem ganha arranca a riqueza de quem "produz", mas uma relação de ganhos desiguais.
Numa sociedade de consumo, democrática, os que num certo momento histórico não são os organizadores - às vezes ocupam lugares na hierarquia organizacional/ social - em outros momentos alcançam condições para serem os organizadores.
Se o consumo pressiona o capital para planejar a produção é ai que reside o progresso humano.
O socialismo marxista transfere para a Planificação estatal, a organização, ou mesmo para as cooperativas de produção e consumo.
Neste caso, a liberdade de iniciativa econômica fica tolhida. Se fica tolhida, a escassez, não é suprida, não há atendimento da demanda, fica reprimida, inovação não ocorre.
A paralisia econômica é a marca da Planificação, e a fome, se não total, poderá ocorrer em alguns grupos.
O Estado asfixia a liberdade econômica e centraliza a produção/consumo. A produção voltada para os interesses do Estado ( militar e infra-estrutura) passa a ser a razão da vida econômica neste contexto.
Então, União Soviética, Leste da Europa, Cuba e Venezuela tiveram seus sistemas quebrados por conta dessa "geringonça" econômica, burocrática/ estatal/ partidária, controlando e sendo a alavancagem. Coreia do Norte tá se aguentando.

China, Vietnã conseguiram, até agora a superação da "escassez", optaram por uma alavancagem econômica baseada na abertura para capitais ocidentais e produção para exportação - mercado. A produção para exportação gerou ocupações de trabalho a partir de uma hierarquia organizacional. Mas tais modelos preservam o controle estatal/ partidário. Até quando seguirá, é a questão.
Então, senhores políticos, a temporada de promessas, que não serão cumpridas, tá aberta. O público na sua maioria é desinformado. O Estado é apresentado como grande"casa de caridade", sempre , ainda, tem lugar para os programas sociais que não param de crescer. Bola prá frente. Grande parte da turma não gosta lá de muito trabalho. E quer lugar no assistencialismo, só não sabe de onde vem "tanta grana".
Fica dito
*Jarbas Beltrão é Historiador, professor de História da UPE. Mestre em Educação pela UFPB. MBA em Política Estratégia Defesa e Segurança pela Adesg e Faculdade Metropolitana São Carlos/SP. Vinculado ao MBA em Geopolítica e Novas Fronteiras, Cibernética e Inteligência Artificial pela Adesg (Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra) e Instituto Venturo. Membro associado Academy Ventury de Política e Estratégia.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
O fim do Plim-Plim: Como a internet estilhaçou o púlpito da doutrinação, por Zé da Flauta
07/05/2026
Quebra-cabeça
A internet não foi apenas uma ferramenta técnica, mas um "Big Bang" cognitivo que estilhaçou o espelho único da realidade. Saímos da caverna platônica onde as sombras eram projetadas em 4K para um campo aberto e caótico, onde cada indivíduo virou seu próprio emissor e curador. Se antes a verdade era uma mercadoria entregue em domicílio com horário marcado, hoje ela é um quebra-cab...
Antigamente, o brasileiro acordava com o plim-plim e dormia com o "boa noite" solene que ditava o que era bom, o que era belo e quem era o vilão da semana. Viver no Brasil era como habitar um imenso auditório onde a Rede Globo e as cartilhas escolares formavam um dueto de doutrinação cultural impecável, regendo o coro de milhões com a batuta de um monopólio invisível. Passamos décadas achando que tínhamos opinião própria, quando na verdade estávamos apenas repetindo o roteiro escrito por meia dúzia de iluminados em salas com ar-condicionado no Rio de Janeiro.
Quebra-cabeça
A internet não foi apenas uma ferramenta técnica, mas um "Big Bang" cognitivo que estilhaçou o espelho único da realidade. Saímos da caverna platônica onde as sombras eram projetadas em 4K para um campo aberto e caótico, onde cada indivíduo virou seu próprio emissor e curador. Se antes a verdade era uma mercadoria entregue em domicílio com horário marcado, hoje ela é um quebra-cabeça infinito, forçando o cidadão a abandonar a passividade de espectador para assumir o risco, e a vertigem, de pensar por conta própria.
Reencontro
A emoção desse novo tempo transborda no alívio de quem finalmente ouve vozes que antes eram abafadas pelo chiado do silêncio imposto. É o desabafo de gerações que viram sua cultura, seus valores e suas dores serem ignorados ou caricaturados pelas lentes de quem se achava dono da narrativa nacional. Ver esse monopólio ruir é como assistir à queda de um muro que separava o Brasil real do Brasil oficial; é o reencontro emocionante de um povo com a sua própria diversidade, sem o filtro higienizador dos "doutores" da cultura.
trilha sonora
Refletindo sobre o amanhã, percebemos que a liberdade de expressão não é um porto seguro, mas um mar revolto que exige novos músculos mentais. A mudança é irreversível: a escola e a TV perderam o púlpito sagrado, e agora precisam aprender a dialogar em vez de apenas ditar. A internet quebrou a mordaça, mas cabe a nós garantir que essa nova polifonia não se torne um barulho vazio, e sim a trilha sonora de uma nação que prefere o risco da liberdade ao conforto da doutrinação.
Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista

A amputação do termômetro: informação, poder e o medo da realidade, por Jorge Henrique de Freitas Pinho*
07/05/2026
1. O fato revelador
O mesmo governo que liberou, regulamentou e passou a arrecadar com apostas esportivas massificadas, as chamadas bets, agora invoca o discurso da proteção social para restringir plataformas de previsão política como a Polymarket.
A contradição não é lateral nem meramente técnica. Ela revela uma diferença profunda entre aquilo que oficialmente se afirma e aquilo que estruturalmente parece incomodar.
As bets operam pela compulsão emocional coletiva. Capturam atenção, estimulam repetição, exploram impulso e já produzem efeitos sociais amplamente debatidos sobre o orçamento das famílias brasileiras, sobretudo entre os mais vulneráveis. Ainda assim, foram institucionalmente incorporadas ao ambiente arrecadatório do Estado.
Já os mercados preditivos possuem natureza distinta. Seu público é menor, mais analít...
Quando o poder deixa de suportar o diagnóstico, passa a combater o instrumento que o revela.
1. O fato revelador
O mesmo governo que liberou, regulamentou e passou a arrecadar com apostas esportivas massificadas, as chamadas bets, agora invoca o discurso da proteção social para restringir plataformas de previsão política como a Polymarket.
A contradição não é lateral nem meramente técnica. Ela revela uma diferença profunda entre aquilo que oficialmente se afirma e aquilo que estruturalmente parece incomodar.
As bets operam pela compulsão emocional coletiva. Capturam atenção, estimulam repetição, exploram impulso e já produzem efeitos sociais amplamente debatidos sobre o orçamento das famílias brasileiras, sobretudo entre os mais vulneráveis. Ainda assim, foram institucionalmente incorporadas ao ambiente arrecadatório do Estado.
Já os mercados preditivos possuem natureza distinta. Seu público é menor, mais analítico e menos movido pela excitação do jogo do que pela leitura de cenários sob risco financeiro. Se o critério central fosse realmente o dano social, a direção regulatória provavelmente seria inversa.
Mas não é.
E talvez exatamente aí esteja o núcleo real da questão.
2. Quando o problema deixa de ser o fato e passa a ser sua medição
Há momentos em que a tensão entre realidade e narrativa deixa de ser apenas interpretativa e se transforma numa incompatibilidade estrutural entre aquilo que o poder deseja projetar e aquilo que instrumentos independentes começam a revelar.
O conflito deixa então de residir apenas nos fatos e passa a concentrar-se nos mecanismos capazes de medi-los publicamente.
O processo costuma seguir uma sequência relativamente previsível. Primeiro tenta-se interpretar a realidade de maneira favorável. Depois procura-se reorganizá-la simbolicamente por meio de linguagem, enquadramento e mediação narrativa. Por fim, quando a distância entre discurso e percepção já não pode ser suficientemente acomodada, surge a tentação de limitar os instrumentos que expõem essa discrepância.
É nesse ponto que a discussão sobre plataformas como a Polymarket deixa de ser apenas regulatória e passa a adquirir dimensão política.
3. O erro de categoria
A justificativa formal para restrições normalmente recorre a um argumento familiar: proteger o cidadão contra riscos financeiros. O problema é que essa equivalência não se sustenta integralmente.
A aposta tradicional opera essencialmente como entretenimento de risco. Seu valor está na emoção do resultado, não na qualidade da previsão.
Já o mercado preditivo transforma percepção em preço, convicção em exposição patrimonial e expectativa em sinal agregado de informação.
Essa diferença altera a própria natureza do fenômeno. Enquanto o jogo passivo consome expectativa, o mercado de previsão a produz. Enquanto um se encerra no evento, o outro antecipa tendências.
Confundir ambos não representa apenas erro técnico de classificação. Revela uma dificuldade mais profunda de compreender o papel contemporâneo da informação na dinâmica do poder.
4. Quando a opinião passa a ter custo
Os mercados preditivos funcionam de maneira distinta das pesquisas tradicionais porque não perguntam apenas o que as pessoas dizem acreditar. Eles agregam posições financeiras reais assumidas por participantes dispostos a ganhar ou perder dinheiro conforme o cenário projetado se confirme ou fracasse.
Em outras palavras, não se trata apenas de opinião declarada, mas de convicção submetida a risco.
Cada participante passa a precificar probabilidades futuras com base em percepção econômica, humor social, dinâmica política, popularidade, rejeição, força eleitoral e expectativa coletiva de tendência.
O preço formado pelo mercado não representa verdade absoluta nem previsão infalível. Mercados erram, exageram e também sofrem oscilações emocionais. Ainda assim, funcionam como mecanismos descentralizados de agregação de expectativa.
E foi exatamente aí que o problema político parece ter começado.
Quando plataformas como a Polymarket passaram a indicar, em determinados cenários, Luiz Inácio Lula da Silva atrás de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial, o mercado deixou de produzir apenas curiosidade estatística e passou a emitir um sinal simbolicamente devastador para o governo.
Nesee contexto, a coincidência temporal entre a crescente repercussão desses sinais políticos e o endurecimento discursivo contra plataformas preditivas passou a produzir, para muitos observadores, a percepção de que o incômodo talvez não estivesse apenas no mecanismo, mas também no conteúdo político que ele começava a revelar.
Porque não se tratava apenas de um número.
Tratava-se da percepção crescente de desgaste político do Lula 3 sendo precificada publicamente por agentes dispostos a colocar dinheiro nessa leitura da realidade.
É precisamente nesse ponto que a tentativa de restrição passou a soar, para muitos observadores, menos como preocupação regulatória legítima e mais como tentativa de conter um indicador politicamente desconfortável.
5. A amputação do termômetro
A força dos mercados preditivos repousa sobre um princípio simples e intelectualmente desconfortável para ambientes excessivamente dependentes de controle narrativo: quem está disposto a errar paga pelo erro.
Essa estrutura cria um filtro inexistente em espaços puramente discursivos. Pesquisas capturam percepções declaradas. Mercados capturam convicções submetidas a risco financeiro.
Isso obviamente não os torna infalíveis. Nenhum mecanismo humano o é. Mas os torna estruturalmente mais resistentes à manipulação superficial.
Distorcer artificialmente um mercado descentralizado exige capital contínuo, coordenação persistente e disposição permanente de absorver prejuízo. Quanto maior a tentativa de afastar o preço da percepção predominante, maior tende a tornar-se o custo necessário para sustentar a distorção.
E talvez seja exatamente aqui que emerge o ponto mais sensível de toda a discussão.
Alterar organicamente a percepção pública exige melhorar a própria realidade política. Exige recuperação econômica, estabilidade institucional, confiança social e capacidade concreta de reorganizar expectativas.
Já restringir instrumentos que medem essas expectativas parece, no curto prazo, muito mais simples.
Não se altera a febre. Reduz-se a visibilidade do termômetro.
6. O medo do sinal
O contraste entre bets e mercados preditivos acaba adquirindo valor simbólico inevitável.
As bets operam pela repetição emocional de massa, capturam impulso contínuo e possuem potencial social destrutivo amplamente superior. Ainda assim, foram normalizadas, regulamentadas e integradas ao sistema arrecadatório estatal.
Os mercados preditivos, ao contrário, produzem algo muito mais delicado para estruturas políticas fragilizadas: sinal descentralizado de percepção.
E sinais tornam-se perigosos quando começam a divergir persistentemente da narrativa dominante.
Durante décadas, a formação de expectativa política esteve concentrada em poucos vetores socialmente legitimados. Grandes veículos de imprensa, institutos de pesquisa e estruturas tradicionais de mediação narrativa exerciam papel quase monopolístico na organização da percepção pública.
Mercados descentralizados alteram essa geometria porque não dependem de autorização institucional para existir, não necessitam de validação editorial e tampouco obedecem integralmente aos antigos centros de curadoria simbólica.
Funcionam como sistemas dispersos de agregação de expectativa.
E exatamente por isso passam a se tornar politicamente inconvenientes quando começam a refletir sinais desconfortáveis para o poder.
7. O termômetro aponta febre
Nas últimas semanas, veículos como CNN Brasil e Estado de S. Paulo passaram a repercutir probabilidades atribuídas por mercados internacionais a cenários eleitorais futuros.
Em determinados recortes, plataformas como a Polymarket passaram a indicar vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Luiz Inácio Lula da Silva.
O dado isoladamente não determina o futuro. Eleições permanecem abertas, cenários mudam e mercados podem errar.
Mas talvez o ponto central esteja em outro lugar.
O que esses mercados passaram a refletir foi algo politicamente muito mais sensível do que um simples número eleitoral: a crescente percepção de desgaste, fadiga e perda de popularidade do governo Lula 3.
E é precisamente por isso que a tentativa de restringir tais instrumentos soa, para muitos, menos como política legítima de proteção social e mais como esforço simbólico para tapar o sol com uma peneira.
Porque proibir mecanismos de leitura não altera a realidade que eles procuram captar.
Apenas reduz temporariamente sua visibilidade interna.
8. O sinal atravessa fronteiras
Existe ainda um limite estrutural que torna essa tentativa particularmente frágil.
Mercados descentralizados não dependem integralmente de uma única jurisdição para operar. Plataformas internacionais continuam funcionando fora do alcance regulatório doméstico, acessadas por meios indiretos e sustentadas por arquitetura digital distribuída.
A restrição local não elimina o fenômeno. Apenas o desloca.
O sinal não desaparece.
Continua existindo fora das fronteiras institucionais que tentam contê-lo.
E isso produz um paradoxo revelador: quanto mais se tenta controlar a percepção por meios restritivos, mais evidente se torna o desconforto estrutural do próprio poder diante da realidade que emerge.
9. Epílogo — o medo da realidade
Talvez esse seja um dos traços mais delicados das democracias contemporâneas em tempos de erosão narrativa.
O poder já não teme apenas a oposição tradicional. Passa progressivamente a temer instrumentos independentes de medição da realidade, sobretudo quando eles começam a produzir sinais incompatíveis com a imagem que o sistema deseja projetar de si mesmo.
O problema é que governos, instituições e civilizações raramente se fortalecem combatendo mecanismos de diagnóstico.
Toda estrutura política atravessa momentos de desgaste. A fragilidade começa quando governos passam a investir mais energia em administrar sinais do que em enfrentar as causas que os produzem.
Frequentemente começam a se fragilizar exatamente quando confundem controle da percepção com superação efetiva da crise.
Nesse ponto, o problema já não está no termômetro.
Está na febre.
10. Pós-escrito — quando a realidade deixa de pedir autorização
Existe uma questão ainda mais profunda atravessando silenciosamente toda essa discussão.
O poder ainda consegue controlar a percepção coletiva quando a própria sociedade passa a produzir sistemas descentralizados de leitura da realidade?
Durante grande parte do século XX, a formação da percepção pública dependia de estruturas relativamente concentradas de mediação. Grandes jornais, emissoras, institutos de pesquisa, universidades, partidos e governos funcionavam como centros privilegiados de interpretação social.
A própria ideia de realidade pública dependia, em larga medida, da existência desses filtros.
Mas a arquitetura informacional contemporânea começa progressivamente a alterar essa lógica.
Mercados preditivos, redes distribuídas, inteligência artificial, análise descentralizada de dados e sistemas digitais de agregação coletiva passaram a produzir sinais paralelos de percepção social que já não dependem integralmente da validação dos antigos centros institucionais.
E talvez seja exatamente aí que resida uma das maiores tensões políticas do nosso tempo.
Porque estruturas de poder historicamente acostumadas a disputar narrativas passam agora a enfrentar algo mais difícil: ecossistemas autônomos de leitura da realidade.
Nesse novo ambiente, controlar integralmente a percepção coletiva torna-se progressivamente mais complexo.
Não porque o poder tenha desaparecido. Mas porque o monopólio da mediação começou a se fragmentar.
(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.

O mundo aguarda versão da conversa Trump e Lula
07/05/2026
Fala a Agência Brasil
Segundo a agência oficial do governo, o encontro vinha sendo negociado pelas equipes dos dois presidentes e foi fechado há alguns dias. Participam equipes ministeriais e autoridades dos dois países. Não foi mencionado a intensa...
A imagem da TV Globo não deixa margens a dúvidas. O presidente Donald Trump recebeu Lula na casa Branca com honras, salameleques e tapete vermelho. O que se passou a portas fechadas é, até agora, um mistério. A conversa estava prevista para ser curta, apesar da profusão dos temas, nem sempre convergentes. Até agora, 14h05 desta quinta-feira, 07/05, nada foi divulgado oficialmente. Acontece que Lula pediu mudança em protocolo de encontro com Trump para reunião fechada ser antes de atendimento à imprensa. O brasileiro pediu que os dois se reunissem a portas fechadas antes de falarem com a imprensa. Por conta da solicitação, o atendimento aos jornalistas está atrasado em mais de uma hora. Então, aguardar.
Fala a Agência Brasil
Segundo a agência oficial do governo, o encontro vinha sendo negociado pelas equipes dos dois presidentes e foi fechado há alguns dias. Participam equipes ministeriais e autoridades dos dois países. Não foi mencionado a intensa participação de grandes empresários, apurada e confirmada por O Poder. Inclusive da turma dos frigoríficos, leia-se os notórios irmãos da JBS. Carne não faz parte da agenda oficial mas é o assunto do momento nos Estados Unidos. Muito mais efervescente do que terras raras ou crime organizado.
A expectativa
É de que, durante o encontro, temas como comércio e combate ao crime organizado estejam sendo abordados, assim como questões geopolíticas e a discussão sobre terras raras e minerais críticos.
No mês passado
Brasil e Estados Unidos anunciaram um acordo de cooperação mútua visando combater o tráfico internacional de armas e drogas. A parceria prevê o compartilhamento de informações sobre apreensões feitas nas aduanas dos dois países, de forma a viabilizar uma investigação célere de padrões, rotas e vínculos entre remetentes e destinatários de produtos ilícitos.
Assessores inexpressivos
Fazem parte da comitiva presidencial brasileira os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira; da Justiça e Segurança Pública, Wellington César; da Fazenda, Dario Durigan; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Pelo menos metade deles o povo brasileiro não sabe quem é nem o que apita.
Imagem: G1.
Exclusivo - Estudo inédito Ativaweb DataLab mostra que corrida presidencial começa no digital
07/05/2026
A Ativaweb DataLab analisou a presença digital dos principais pré-candidatos - Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado, no Instagram e identificou quatro movimentos distintos na largada digital da disputa presidencial de 2026.
O estudo
mostra que Lula tem o maior patrimônio digital, com a maior base de seguidores; Flávio Bolsonaro aparece como a maior força de mobilização em escala; Romeu Zema é o grande fenômeno de crescimento do período, com avanço expressivo de seguidores e engajamento; e Ronaldo Caiado mantém força regional, mas ainda precisa ampliar sua presença nacional.
Mais do que medir seguidores
O levantamento cruza crescimento, engajamento, força territorial, cidades, estados, idade, sexo, qualidade da audiência e índices próprios da Ativaweb DataL...
O estudo, publicado agita em O Poder com exclusividade, mede força, crescimento e engajamento dos pré-candidatos.
A Ativaweb DataLab analisou a presença digital dos principais pré-candidatos - Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado, no Instagram e identificou quatro movimentos distintos na largada digital da disputa presidencial de 2026.

O estudo
mostra que Lula tem o maior patrimônio digital, com a maior base de seguidores; Flávio Bolsonaro aparece como a maior força de mobilização em escala; Romeu Zema é o grande fenômeno de crescimento do período, com avanço expressivo de seguidores e engajamento; e Ronaldo Caiado mantém força regional, mas ainda precisa ampliar sua presença nacional.
Mais do que medir seguidores
O levantamento cruza crescimento, engajamento, força territorial, cidades, estados, idade, sexo, qualidade da audiência e índices próprios da Ativaweb DataLab.
Fala Alek Maracajá
“A Ativaweb DataLab não faz monitoramento. Vai além: decifra comportamento, interpreta dados públicos e transforma números em leitura estratégica de cenário, audiência em mapa de influência, território em força competitiva e engajamento em poder real de decisão”, afirma Alek Maracajá, diretor da empresa.
A leitura
Revela que a corrida presidencial já começou antes da urna: começou na atenção, na narrativa e na capacidade de transformar audiência em influência.
O estudo completo
Apresenta rankings, comparativos, forças, fraquezas e o mapa digital dos pré-candidatos à Presidência.
