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É Findi - Travessia - Poema - Por Felipe Bezerra*

12/06/2026

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O que tu fazes
nesse exato instante
é absolutamente insignificante
da eternidade diante

Exceto para ti, teus familiares
e para a humanidade,
que, a partir do teu ato,
não serão como antes

A vida exige coragem,
o amor a única chave,
a mentira não supera a verdade,
e o caminho é ser caminhante.


*Felipe Bezerra, advogado e poeta. @felipebezerradesouza

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O que tu fazes
nesse exato instante
é absolutamente insignificante
da eternidade diante

Exceto para ti, teus familiares
e para a humanidade,
que, a partir do teu ato,
não serão como antes

A vida exige coragem,
o amor a única chave,
a mentira não supera a verdade,
e o caminho é ser caminhante.


*Felipe Bezerra, advogado e poeta. @felipebezerradesouza

Leia outras informações

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Ministério Público/PB pede bloqueio de bens da secretária de Lucas por desvios no caso Hospital Padre Zé

12/06/2026

Uma personagem da confiança de João Azevedo, ex, e Lucas Ribeiro, atual governador. Um rolo antigo, o escândalo do Hospital Padre Zé. O Ministério Público da Paraíba pediu à Justiça o bloqueio de bens de Poliana Dutra no âmbito de uma nova ação civil de improbidade administrativa que apura supostos desvios de recursos públicos ligados ao Hospital Padre Zé e ao Instituto São José. A ação tem valor de causa de R$ 31.174.100,00 e tramita na 4ª Vara de Fazenda Pública da Capital.

Quem é

Pollyanna é veterinária, gestora pública e política. Foi auxiliar de confiança de João Azevêdo. Atualmente, exerce a função de secretária de Estado do Desenvolvimento Humano (SEDH) da Paraíba, no governo Lucas Ribeiro.

Na petição inicial

O Ministério Público afirma que Poliana Dutra integrou o chamado núcleo político-administrativo do esquema investigado. Segundo a acusação, a ex-secretária teria anuído com a continuidade das irregul...

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Uma personagem da confiança de João Azevedo, ex, e Lucas Ribeiro, atual governador. Um rolo antigo, o escândalo do Hospital Padre Zé. O Ministério Público da Paraíba pediu à Justiça o bloqueio de bens de Poliana Dutra no âmbito de uma nova ação civil de improbidade administrativa que apura supostos desvios de recursos públicos ligados ao Hospital Padre Zé e ao Instituto São José. A ação tem valor de causa de R$ 31.174.100,00 e tramita na 4ª Vara de Fazenda Pública da Capital.

Quem é

Pollyanna é veterinária, gestora pública e política. Foi auxiliar de confiança de João Azevêdo. Atualmente, exerce a função de secretária de Estado do Desenvolvimento Humano (SEDH) da Paraíba, no governo Lucas Ribeiro.

Na petição inicial

O Ministério Público afirma que Poliana Dutra integrou o chamado núcleo político-administrativo do esquema investigado. Segundo a acusação, a ex-secretária teria anuído com a continuidade das irregularidades e ajustado o recebimento de propinas que, conforme o MP, teriam chegado a R$ 70 mil em espécie.

O pedido é pesado

O Ministério Público quer a decretação da indisponibilidade de bens, contas bancárias, veículos e demais ativos financeiros dos acionados, de forma solidária, até o limite necessário para garantir o ressarcimento ao erário. O valor provisório apontado para bloqueio é de R$ 11.174.100,00, montante que, segundo a peça, corresponde ao dano material consolidado pelo Tribunal de Contas da Paraíba.

A ação

Também pede a condenação dos envolvidos ao pagamento de R$ 20 milhões por dano moral coletivo, sob o argumento de que os supostos desvios atingiram não apenas os cofres públicos, mas a confiança da sociedade na destinação de recursos voltados a pessoas em situação de vulnerabilidade.

O caso

Tem como figura central o padre Egídio, apontado pelo Ministério Público como principal beneficiário de um esquema de desvio e apropriação de recursos públicos e privados destinados a ações sociais, alimentação e atendimento de pessoas carentes. A acusação sustenta que verbas públicas repassadas por meio de convênios eram desviadas por meio de triangulações bancárias, pagamentos simulados, notas fiscais suspeitas e repasses em espécie.

Em relação a Poliana Dutra

O Ministério Público afirma que sua conduta não teria sido mera falha administrativa, mas participação dolosa em um esquema que dependia de blindagem política e administrativa para seguir operando. A peça sustenta que agentes públicos teriam atuado para permitir a liberação e a manutenção de repasses milionários sem o devido controle sobre a execução dos convênios.

O MP também pede

A perda de eventual função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa civil, proibição de contratar com o poder público e ressarcimento integral dos valores apontados como desviados.

Direito de defesa

A ação ainda será analisada pela Justiça. Poliana Dutra e padre Egídio poderão apresentar defesa no processo.

NR - Todos os citados terão o mais amplo espaço para suas manifestações, caso queiram.




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É Findi - Crônica de um Dia Frio - Por Ana Pottes*

12/06/2026

O mês de maio findou há tão poucas luas e se foi meio chorado, entregando um junho torrencial. Manhãs cinzentas e horas que escoam tal qual as águas das chuvas. Os dias seguem seu ritmo, quando me dou conta de que já se foram sete deles. Em tempos de ventos fortes e frios, a alma pede refúgio nos sonhos de verão, para se aquecer.

Chove. Gosto de ouvir o som dos pingos nas janelas desse apartamento do sétimo andar. O barulho desperta o desejo de me aquietar entre o macio e o morno das cobertas, com o pensamento a despencar no vazio.

Nesses tempos os dias amanhecem mais tarde e me deixo invadir pela letargia da preguiça, enquanto as noites antecipam o entardecer embalando os meus sonos, juntamente com o das galinhas – as de antigamente.

Não há TV ou qualquer outro eletrônico que me abra os olhos. Aliás, eles têm um efeito sonífero sobre mim. Cochilo enrolada em um cantinho do sofá enquanto o som da TV invade meus sonhos, inventando história...

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O mês de maio findou há tão poucas luas e se foi meio chorado, entregando um junho torrencial. Manhãs cinzentas e horas que escoam tal qual as águas das chuvas. Os dias seguem seu ritmo, quando me dou conta de que já se foram sete deles. Em tempos de ventos fortes e frios, a alma pede refúgio nos sonhos de verão, para se aquecer.

Chove. Gosto de ouvir o som dos pingos nas janelas desse apartamento do sétimo andar. O barulho desperta o desejo de me aquietar entre o macio e o morno das cobertas, com o pensamento a despencar no vazio.

Nesses tempos os dias amanhecem mais tarde e me deixo invadir pela letargia da preguiça, enquanto as noites antecipam o entardecer embalando os meus sonos, juntamente com o das galinhas – as de antigamente.

Não há TV ou qualquer outro eletrônico que me abra os olhos. Aliás, eles têm um efeito sonífero sobre mim. Cochilo enrolada em um cantinho do sofá enquanto o som da TV invade meus sonhos, inventando histórias mirabolantes. Quando desperto, com o livro da vez nas mãos, entre uma linha e outra, vou empurrando o tempo frio para a frente. Agora releio Cora Coralina, cujo poemar me aquece o coração, enquanto escuto os risos e gritos da euforia infantil no parquinho do prédio vizinho. Penso que as mães descansam os ouvidos e o juízo e seguem implorando que a segunda-feira chegue mais rápido.

A chuva deu uma trégua. Hoje é um dia cinza e frio. Os gatos dormem enroscados nas suas caminhas. Em algum momento eles acordam, se espreguiçam feito elástico e, vagarosamente, vão até o potinho da ração. Comem. Depois andam até o bebedouro, saciam a sede e ficam olhando o tempo. Às vezes acredito que enxergam os segundos, minutos e as horas deslizando por sobre o piso e as paredes desse nosso espaço de convivência. Creio que esse é o estopim para as brincadeiras, pois do nada desatam em corridas desenfreadas pelo corredor, quartos e outros lugares da casa. Um é o perseguidor e, quando retornam, a perseguição se inverteu. O revezamento prossegue até que, depois de um tempo, como se concluíssem um ritual felino, se acomodam buscando cantinhos para dormitar e ronronar. Às vezes separados, mas quase sempre enovelados, buscando o calor do aconchego.

Hoje é domingo. Uma tarde de junho. Um dia frio.

Em dias assim gosto de seguir o conselho de Djavan...


*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem! @ana_pottes



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É Findi - Minha Ninfa - Poema - Por Eduardo Albuquerque*

12/06/2026

Um poeta quisera ser,
em versos descrever,
tua beleza, minha paixão,
as carícias de tuas meigas mãos.

A sutileza dos beijos teus,
meus lábios acariciando;
lindas palavras murmurando,
como se eu fora disfarçado Zeus.



Teus seios, meu regaço,
minha fonte de prazer;
me deleito, é completo o êxtase.

Do Olimpo te abduzi:
jamais posso te perder;
és meu amor, meu desiderato.


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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Um poeta quisera ser,
em versos descrever,
tua beleza, minha paixão,
as carícias de tuas meigas mãos.

A sutileza dos beijos teus,
meus lábios acariciando;
lindas palavras murmurando,
como se eu fora disfarçado Zeus.



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Teus seios, meu regaço,
minha fonte de prazer;
me deleito, é completo o êxtase.

Do Olimpo te abduzi:
jamais posso te perder;
és meu amor, meu desiderato.


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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É Findi - A beleza das Cartas de Amor… - Por Ina Melo*

12/06/2026

Carta de Rodin a Camille Claudel


“Eu te beijo as mãos, minha amiga, tu que me proporcionas prazeres tão elevados e tão ardentes. Perto de ti, minha alma se torna forte e poderosa e apesar dessa fúria amorosa, te respeito mais que tudo na vida. Respeito o teu caráter, Camille querida. És a razão da minha paixão. Não me trates com tanta impiedade, eu te peço tão pouco.”()


Com essas belas palavras de um grande amante, escrevo essas divagações para que levem a esperança e a fé, aquelas pessoas tristes que não acreditam no amor. Parem e olhem, ele estar à nossa volta no riso puro e inocente das crianças, no toque gelado dos idosos abandonados, no brilho do sol, nas nuances coloridas das ondas do mar, na face iluminada da lua e na imensidão do céu estrelado. O amor é vida, é música, é uma flor brotando da terra em plena Primavera. Assim, nunca digam que ele não existe, pois é o Amor de Deus que nos mantém vivos nesse mundo.

...

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Carta de Rodin a Camille Claudel


“Eu te beijo as mãos, minha amiga, tu que me proporcionas prazeres tão elevados e tão ardentes. Perto de ti, minha alma se torna forte e poderosa e apesar dessa fúria amorosa, te respeito mais que tudo na vida. Respeito o teu caráter, Camille querida. És a razão da minha paixão. Não me trates com tanta impiedade, eu te peço tão pouco.”()


Com essas belas palavras de um grande amante, escrevo essas divagações para que levem a esperança e a fé, aquelas pessoas tristes que não acreditam no amor. Parem e olhem, ele estar à nossa volta no riso puro e inocente das crianças, no toque gelado dos idosos abandonados, no brilho do sol, nas nuances coloridas das ondas do mar, na face iluminada da lua e na imensidão do céu estrelado. O amor é vida, é música, é uma flor brotando da terra em plena Primavera. Assim, nunca digam que ele não existe, pois é o Amor de Deus que nos mantém vivos nesse mundo.


*Ina Melo, é jornalista. Publicou poemas, contos e crônicas na Revista de Cultura do Estado do Ceará e em diversas antologias como "Crônicas e contos inesquecíveis" e "Contistas do Terceiro Milênio". Graduada pela UFPE, com especialização em Antropologia Cultural, faz parte da Academia Internacional de Literatura e Artes. É autora dos livros: "Simone de Beauvoir - Mulher lúcida e livre", "Sonhos em dueto" e, pela Confraria do Vento, "Cartas de Paris". @inamelo2016



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É Findi - Falando de Namoro e da Copa, Romero Falcão* e suas Crônicas em Dose Dupla

12/06/2026

Para o Dia dos Namorados - Crônica Poética


Namoro
Namorido
Namoro pra todas as tribos

Namoro cabeludo
Namoro compartilhado, assumido
Namoro não mais escondido
Namoro mais humano, divertido

Namoro irreverente, diferente,
quando foge da forma da gente
Casado com tesão de namoro
Namoro papai com mamãe decente

Namoro bagunçado,
mas selvagem como deve ser
Cavalo disparado,
galopando a lua ao amanhecer

Namoro comportado,
predestinado como antigamente
Cobra sem veneno,
suave ao dente

Namoro para o Dia dos Namorados
Namorados mais amados,
seja com quem for
O dia é só calendário
no amor que faz do pântano
um escândalo de flor



39 Copos de Copa - Crônica


A bola rolou
E a bala parou de matar?

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Para o Dia dos Namorados - Crônica Poética


Namoro
Namorido
Namoro pra todas as tribos

Namoro cabeludo
Namoro compartilhado, assumido
Namoro não mais escondido
Namoro mais humano, divertido

Namoro irreverente, diferente,
quando foge da forma da gente
Casado com tesão de namoro
Namoro papai com mamãe decente

Namoro bagunçado,
mas selvagem como deve ser
Cavalo disparado,
galopando a lua ao amanhecer

Namoro comportado,
predestinado como antigamente
Cobra sem veneno,
suave ao dente

Namoro para o Dia dos Namorados
Namorados mais amados,
seja com quem for
O dia é só calendário
no amor que faz do pântano
um escândalo de flor



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39 Copos de Copa - Crônica


A bola rolou
E a bala parou de matar?

Confesso, leitor, já fui torcedor
daquele irracional , infantil
que até pede a Deus pela seleção do Brasil

Na Copa do Mundo o santo é forte
futebol e religião viram norte
Não sei qual opinião do Papa
Só sei que não sou cronista esportivo
e trago este alívio de poder escrever besteira

Mas prometo me programar
Entrar no modo Copa do Mundo
Comprar uma TV 75 polegadas
em doze prestações
Sofrer
testar o músculo cardíaco
Assistir ao mundial
com ufana euforia
Cultuar o sagrado verde e amarelo
Coração patriota
A bola o botão da camisa
tudo enfeitado numa combinação precisa

E durante os 39 dias de torcedor feliz
serei fábrica de sorrisos
um exemplar cidadão do mundo
Não lerei um único livro
Nem política no jornal
Não quero saber de guerra
Nem das maldades dos podres poderosos
Não irei ao cinema
Não tomarei vinho
Só 39 copos de Copa
e depois da ressaca, tudo que fica
é a lembrança da marca que o mercado glorifica


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda



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É Findi – A Maior Invenção de Deus – Croni-poema, por Xico Bizerra*

12/06/2026

A casa toda arrumada, aquela coisa chata de cada coisa em seu lugar. É sexta e eles só chegam amanhã. O riso de alegria já começa no canto do olho: sei o que é isso quando me olho no espelho, nas minhas manhãs do sábado, à espera de LEONARDO, VINÍCIUS e BERNARDO.

Neto é a maior invenção de Deus. Acho até que, impossível, eles deveriam vir antes dos filhos para nos pegar mais jovem, possibilitando melhor curtição dos risos, corre-corres e guerra de almofadas que promovem. Na segunda, Quando a casa retoma o tamanho antigo, a gente abraça a saudade rezando para que o outro fim-de-semana seja amanhã e que eles estejam de volta.

Para eles eu fiz LÉOS, VINAS e BERNARDOS, também no repertório de nosso disco de Samba, em gestação, MEU SAMBA É ASSIM. Eu digo:

o amanhã é de vocês: Léo, Vinícius e Bernardo,
voem livres, soltos, sem cordas ou cadeados

que cresçam felizes, sem medos, temores,
cantando amores, a...

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A casa toda arrumada, aquela coisa chata de cada coisa em seu lugar. É sexta e eles só chegam amanhã. O riso de alegria já começa no canto do olho: sei o que é isso quando me olho no espelho, nas minhas manhãs do sábado, à espera de LEONARDO, VINÍCIUS e BERNARDO.

Neto é a maior invenção de Deus. Acho até que, impossível, eles deveriam vir antes dos filhos para nos pegar mais jovem, possibilitando melhor curtição dos risos, corre-corres e guerra de almofadas que promovem. Na segunda, Quando a casa retoma o tamanho antigo, a gente abraça a saudade rezando para que o outro fim-de-semana seja amanhã e que eles estejam de volta.

Para eles eu fiz LÉOS, VINAS e BERNARDOS, também no repertório de nosso disco de Samba, em gestação, MEU SAMBA É ASSIM. Eu digo:

o amanhã é de vocês: Léo, Vinícius e Bernardo,
voem livres, soltos, sem cordas ou cadeados

que cresçam felizes, sem medos, temores,
cantando amores, andando e sorrindo,
falando de flores, seguindo a canção,
a paz ganhadora vencendo o canhão

o vinho amargo será derramado,
presente abraçado, futuro porvir,
sabendo que o céu se escuro se vê
é um dia mais claro que está por nascer


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico



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É Findi – No Dia dos Namorados, Iraquitan Palmares* chega em Dose Dupla

12/06/2026

Tatuagem


Queria
Escrever-te
Um poema hoje
Falando do
Meu amor por ti

Como não
Encontrei
Palavras
Suficientemente
Adequadas

Decidi
Entregar-te
Minh'alma
Com teu nome
Tatuado



Palmares 147 anos, Parabéns!


É da tua natureza
Ser resistência
É da tua natureza
Ser bravura!

E da tua natureza
Ser o amor que aplaca
À alma da gente
Como tatuagem que
Marca nossa existência...

É da tua natureza
Resistir e sobreviver
Às intempéries do tempo
E aos governantes vís

Tudo passa!
Todos passam!
E tu, imponente!
Com garbo completas hoje
147 anos de pura lealdade
A tua natureza!

Natureza de ser
Terra de Cultur...

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Tatuagem


Queria
Escrever-te
Um poema hoje
Falando do
Meu amor por ti

Como não
Encontrei
Palavras
Suficientemente
Adequadas

Decidi
Entregar-te
Minh'alma
Com teu nome
Tatuado



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Palmares 147 anos, Parabéns!


É da tua natureza
Ser resistência
É da tua natureza
Ser bravura!

E da tua natureza
Ser o amor que aplaca
À alma da gente
Como tatuagem que
Marca nossa existência...

É da tua natureza
Resistir e sobreviver
Às intempéries do tempo
E aos governantes vís

Tudo passa!
Todos passam!
E tu, imponente!
Com garbo completas hoje
147 anos de pura lealdade
A tua natureza!

Natureza de ser
Terra de Cultura
E de grandeza!


*Iraquitan Palmares, pernambucano de Palmares erradicado na região metropolitana de Brasília-DF há 21 anos, poeta, teatrólogo atuando como ator e professor de teatro no Grupo Cultural Obará no DF, com oito livros publicados e com três no prelo para publicação. @iraquitanoliveirada



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É Findi - Malude Maciel* chega hoje em Dose Dupla com Homenagem aos Namorado

12/06/2026

Primeiro amor - Poema pelo Dia dos namorados


O amor aparece
Oh! Quanta alegria!
Chegou o grande dia
Da maior ventura
Promete que dura
Toda a eternidade
Parece verdade
Essa coisa pura.

É luz,
Estrela,
Toda claridade,
Sonho benfazejo,
Felicidade.

Primeiro beijo

Hoje lhe dei
Um beijo
Como meu primeiro:
Meio tímido
Meio apressado
Desajeitado
Meio suado
Meio adoçado
Deslumbrado
Meio louco
Meio culpado
Apaixonado
Para sempre
Relembrado.




Histórias Verídicas - Crônica


As histórias que a vida nos conta são interessantes e memoráveis, o inconsciente grava para sempre os pormenores e, de vez em quando, chega aquela memória como se tivesse acontecido naquele instante, pois...

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Primeiro amor - Poema pelo Dia dos namorados


O amor aparece
Oh! Quanta alegria!
Chegou o grande dia
Da maior ventura
Promete que dura
Toda a eternidade
Parece verdade
Essa coisa pura.

É luz,
Estrela,
Toda claridade,
Sonho benfazejo,
Felicidade.

Primeiro beijo

Hoje lhe dei
Um beijo
Como meu primeiro:
Meio tímido
Meio apressado
Desajeitado
Meio suado
Meio adoçado
Deslumbrado
Meio louco
Meio culpado
Apaixonado
Para sempre
Relembrado.



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Histórias Verídicas - Crônica


As histórias que a vida nos conta são interessantes e memoráveis, o inconsciente grava para sempre os pormenores e, de vez em quando, chega aquela memória como se tivesse acontecido naquele instante, pois o subconsciente está no presente o tempo todo. Há lembranças de fatos que vivenciamos ou ouvimos dizer que carregamos por toda a existência.
Comigo essas coisas foram marcantes porque meus pais costumavam contar ocorrências de suas próprias vidas, nas conversas cotidianas, principalmente meu pai. Ele, às vezes, repetia tais depoimentos, e nós, com mentes férteis, assimilávamos, com detalhes, tais relatos.

Registros fiéis

Ainda hoje, depois de tantos anos, sou capaz de relembrar de alguns fatos que me foram contados com fidelidade por quem exercia uma autoridade paternal e constituía a figura mais emblemática no meu psiquismo infantil. São muitas narrativas guardadas, mas irei me deter numa simples recordação que hoje me veio à baila.

Fatos expostos

Na época, o jovem casal (papai e mamãe), recém-casados, tendo apenas a primogênita, que era eu, residíamos na rua Dr. José Mariano, em Caruaru, e ali pertinho havia a rua Júlio de Melo onde era localizado o Grupo Escolar Prof. Vicente Monteiro (onde depois vim a estudar o curso primário), com um enorme terreno em frente, onde atualmente existe a Praça das crianças, tendo ao lado a Fábrica de caroá, hoje Espaço Cultural Tancredo Neves. Era o local escolhido e propício para a armação de companhias circenses que visitavam a cidade.
Contaram-me que numa certa vez a família foi ver um tal Circo (daqueles feitos de lona), que teria se instalado no determinado local, tendo antes percorrido as artérias adjacentes na sua propaganda chamativa de público com palhaços dançando e cantando: "hoje tem espetáculo? Tem sim, senhor" e isso havia despertado o interesse dos meus genitores que me levaram no colo, como bebê que eu era.

Mascotes do circo

À época ainda eram utilizados vários animais nas apresentações circenses e, como tal, alguns deles figuravam em suas jaulas e correntes, bem à vista dos curiosos. O mais destacado era um casal de elefantes e nesse pormenor fica o suspense do fato curioso.
Não sei o porquê do domador inventar de separar o macho da fêmea naquela ocasião, mas um estava a alguns metros de distância, cada qual acorrentado supondo-se segurança.

A multidão

O povo, na curiosidade e confiando nos cuidados do pessoal do circo, ficava o mais próximo possível, admirando não somente os elefantes, mas também os leões, as zebras, os cavalos, etc. Meus pais se achavam numa calçada aproximada, observando o movimento.
Eis que de repente, houve um alvoroço total e as pessoas corriam, desencontradas, como num: "salve-se quem puder", deixando uma interrogação no ar e algumas afirmativas apavorantes, dando conta de que o elefante macho estava solto, quebrara as amarras e seguia livremente sem controle. A grita foi geral!

Correria

Meu pai, apavorado, tomando conta da esposa e da filha pequena, correu em busca de abrigo numa residência próxima, até que os ânimos esfriaram e se pôde saber, na verdade, o que se passou.

Constatação

Após o grande susto, constataram que o elefante não gostando da separação imposta à sua parceira, simplesmente cortou a frágil atadura e saiu, tranquilo, para o lado da companheira. Talvez uma coisa banal, no entanto, quem poderia saber o que aquele gigantesco animal seria capaz de aprontar, diante de uma multidão de estranhos?
Pernas, pra que lhes quero?
Vamos em frente que atrás vem gente.


*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina. @malude.maciel



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É Findi – Lírica Ascensiana - Por Poeta Pica-Pau*

12/06/2026

Mestre Carlos, Mestre Carlos, um passarinho verde me contou
Qui o sinhô na força da lua cheia você vai despachar um catimbó?

Oxente Ome! pois num é
Mestre Carlos, mestre Carlos, vá mas num vá só,se eu pudesse tava lá, já que não da
leva Nana Nanana, e a mulata sarará, pode deixar, pode deixar
oh mestre Carlos, se eu pudesse também ia

É despacho de amor? Não, não, não sinhô
É pra Oropa, França e Bahia
é qui tem uma flor fenecida Qui no turno noturno nós ressuscita,
E com a história pátria que vivi na minha escola negramente
Caboclamente, portuguesamente, nós ia pra roça, e na magia do toré a safra era boa

E lá nós sirria, sirria, das bordaduras da saia das morenas dos cabelos Csacheados
Bate a inxada ome limpa o mato

É q'eu tô na filosofia arretada de boa, só pernas pru ar, já sei, qué vadiar

Oxente! Tem coisa...

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Mestre Carlos, Mestre Carlos, um passarinho verde me contou
Qui o sinhô na força da lua cheia você vai despachar um catimbó?

Oxente Ome! pois num é
Mestre Carlos, mestre Carlos, vá mas num vá só,se eu pudesse tava lá, já que não da
leva Nana Nanana, e a mulata sarará, pode deixar, pode deixar
oh mestre Carlos, se eu pudesse também ia

É despacho de amor? Não, não, não sinhô
É pra Oropa, França e Bahia
é qui tem uma flor fenecida Qui no turno noturno nós ressuscita,
E com a história pátria que vivi na minha escola negramente
Caboclamente, portuguesamente, nós ia pra roça, e na magia do toré a safra era boa

E lá nós sirria, sirria, das bordaduras da saia das morenas dos cabelos Csacheados
Bate a inxada ome limpa o mato

É q'eu tô na filosofia arretada de boa, só pernas pru ar, já sei, qué vadiar

Oxente! Tem coisa mió tem?, sei não

Vamos pra sucessão de São Pedro? já tá pra chegar, tô sabendo, tô sabendo

Vai ter pega de boi, maracatu, xenheeem, e cavalhada

A festa é grande a farra é boa, bora cambada. taca perfume qui a farra é boa

A final nossa predestinação é forrozar, Deus te ouça

Oxente ome visse assombração, seu sacana?

Vi Ascenso num partido de cana caiana correndo atrás do trem de alagoas

Vixe Maria, meu deus! Nós num tamo só

Tem um trem carregado de poemas, saudades e lembranças

De Ascenso Ferreira, o poeta maior. que disse

Adeus, eu voltarei, ao sol da primavera.


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE. @poeta.picapau



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É Findi - Luiz Berto, Contista de Palmares - Um Soneto em Homenagem ao Escritor Luiz Berto - Por Poeta Tony Antunes de Palmares*

12/06/2026

Luiz Berto nasceu das águas mansas,
Que o Rio Una levou para o mar;
Trouxe nos olhos velhas esperanças,
E fez da vida um jeito de contar.

Na Besta Fubana fez moradia,
Para o riso, o espanto e o sonhador;
Misturou assombração e poesia,
Como quem planta flores e humor.

Depois cantou, na doce Serenata,
A lua branca sobre a velha mata,
E um amor passeando em coração.

Palmares vive em cada pensamento,
Pois Berto fez do povo um monumento,
Guardado para sempre em emoção!


*Poeta Tony Antunes, é natural de Recife, mas palmarino há quarenta anos. É Professor de Teoria da Literatura na Faculdade de Formação de Professores da Mata Sul, no Curso de Letras. É membro da Academia Palmarense de Letras.



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Luiz Berto nasceu das águas mansas,
Que o Rio Una levou para o mar;
Trouxe nos olhos velhas esperanças,
E fez da vida um jeito de contar.

Na Besta Fubana fez moradia,
Para o riso, o espanto e o sonhador;
Misturou assombração e poesia,
Como quem planta flores e humor.

Depois cantou, na doce Serenata,
A lua branca sobre a velha mata,
E um amor passeando em coração.

Palmares vive em cada pensamento,
Pois Berto fez do povo um monumento,
Guardado para sempre em emoção!


*Poeta Tony Antunes, é natural de Recife, mas palmarino há quarenta anos. É Professor de Teoria da Literatura na Faculdade de Formação de Professores da Mata Sul, no Curso de Letras. É membro da Academia Palmarense de Letras.



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