EUA e Irã chegam a acordo para encerrar guerra e reabrir Hormuz, assinatura está marcada para sexta, confira essa e outras manchetes quentes da manhã
15/06/2026
O anúncio
O anúncio foi feito na noite de ontem, domingo (14/06) pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e confirmado em seguida pelo presidente americano, Donald Trump, e por autoridades iranianas.
- Irã exige liberação de bilhões dos EUA para negociar programa nuclear
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã disse ontem, domingo (14/06) que as negociações de 60 dias entre Teerã e Washington, após a assinatura de sexta-feira (19) do memorando de entendimento, dependerão do cumprimento, pelos Estados Unidos, de três compromissos, especialmente a liberação de bilhões de dólares em fundos ir...

O anúncio
O anúncio foi feito na noite de ontem, domingo (14/06) pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e confirmado em seguida pelo presidente americano, Donald Trump, e por autoridades iranianas.

- Irã exige liberação de bilhões dos EUA para negociar programa nuclear
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã disse ontem, domingo (14/06) que as negociações de 60 dias entre Teerã e Washington, após a assinatura de sexta-feira (19) do memorando de entendimento, dependerão do cumprimento, pelos Estados Unidos, de três compromissos, especialmente a liberação de bilhões de dólares em fundos iranianos congelados.
Os compromissos
A mídia oficial iraniana cita Kazem Gharibabadi dizendo que esses compromissos incluem: a suspensão e o fim do bloqueio naval; o fim do estado de guerra e das operações militares, e a liberação dos fundos iranianos congelados.

- Guerra contra o Irã consolida a perda de influência dos Estados Unidos no Oriente Médio
Há mais de cem dias, a maior potência militar do mundo entrou em guerra contra o Irã com o objetivo declarado de eliminar o programa nuclear iraniano, destruir suas capacidades militares e — ao menos na retórica inicial — derrubar o regime em Teerã. Nenhum desses objetivos foi atingido.
Sem sinais
Pelo contrário: não há sinais claros de que Teerã tenha de fato interrompido seu programa nuclear; as forças armadas iranianas seguem capazes de atacar territórios vizinhos em retaliação aos ataques dos Estados Unidos; e o regime iraniano, antes fragilizado e pressionado pelas grandes manifestações populares em janeiro, passou por um processo de renovação e radicalização em resposta à guerra. Quem parece acuado não é Teerã, e sim Washington.

- Preços do petróleo despencam, e bolsas asiáticas sobem após acordo entre Irã e EUA
Impacto na economia global. Os preços do petróleo caíram cerca de 4% na abertura do mercado asiático nesta segunda-feira, após os Estados Unidos e o Irã anunciarem um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio.
O preço
Por volta das 00h45 GMT de hoje, segunda-feira (21h45 de domingo em Brasília), o preço do petróleo Brent do Mar do Norte para entrega em agosto, referência global do mercado, caiu 4,03%, para US$ 83,81 por barril.

-Irã celebra vitória na guerra contra os Estados Unidos e Israel, diz Brasil 247
O Irã passou a apresentar o acordo de paz com os Estados Unidos como uma vitória política, diplomática e militar, após mais de três meses de guerra que abalaram o Oriente Médio, interromperam o tráfego no Estreito de Ormuz e provocaram forte instabilidade nos mercados globais de energia.
Afirmaram
As informações foram divulgadas pela Al Jazeera, em reportagem de Mohamed Vall, direto de Teerã. Segundo a emissora, autoridades e interlocutores iranianos afirmam que o país não foi forçado a aceitar o acordo e que o entendimento é resultado de um longo processo de negociações difíceis, conduzidas durante semanas com mediação do Paquistão e, mais recentemente, do Catar.

-Lula prepara último pacote de medidas populares antes das restrições eleitorais
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se prepara para promover até o fim de junho os últimos anúncios de grande porte focados em ações com apelo popular, enquanto se aproximam as restrições legais do período eleitoral, após forte aumento no volume de eventos neste semestre.
A agenda
A agenda de Lula, que pretende buscar a reeleição em outubro, contou com mais de 100 compromissos relacionados a anúncios de medidas e investimentos, inaugurações, cerimônias comemorativas e visitas a obras e fábricas entre janeiro deste ano e esta semana, quase o dobro do observado em período equivalente de 2025.

- Cantor Oliver Tree é um dos 6 mortos em acidente aéreo no Rio
O cantor norte-americano Oliver Tree é uma das seis vítimas do acidente envolvendo dois helicópteros no Rio de Janeiro. O acidente aconteceu ontem, domingo (14/06). As aeronaves colidiram e caíram no Recreio dos Bandeirantes. A informação foi confirmada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Segunda-Feira, 15 de junho. A semana começa com a notícia dando conta dos avanços para um acordo entre os EUA e o Irã para o encerramento da guerra no Oriente Médio, e a reabertura do Estreito de Ormuz. O mundo espera que desta vez o acordo vingue e que os bombardeios cessem de vez. O anúncio do fim da guerra já causa impacto positivo na economia global. Durante a madrugada, o preço do barril do petróleo despencou. Alívio e um bombardeio de notícias. Vamos conferir as primeiras quentes do dia:
- Irã e EUA chegam a acordo de paz para cessar-fogo imediato e reabertura total do estreito de Ormuz
-EUA e Irã chegam a acordo de paz para reabrir Estreito de Ormuz
-EUA e Irã confirmam acordo para encerrar a guerra 'em todas as frentes'; plano inclui reabertura de Ormuz
- EUA e Irã acertam acordo de paz, mas reabertura de Estreito de Ormuz não deve ser imediata
-EUA e Irã anunciam acordo e fim ‘permanente’ das operações militares
-EUA e Irã anunciam fim da guerra e acordo será assinado na sexta
-Entorno de Vorcaro aponta que PF nunca quis fazer delação premiada
-Queda de helicópteros no Rio de Janeiro deixa 6 mortos
- Rope Jump: criador da modalidade morreu por falha no sistema de cordas
Gaspi, influenciador argentino, está entre as vítimas de colisão de helicópteros no RJ
Queda de avião deixa 12 mortos nos Estados Unidos
-Semana atípica: previsão é de chuvas incomuns e frio rigoroso

E no futebol? Teve dia de Alemanha nos EUA. 7x1. Os Germânicos estrearam na Copa com uma sonora goleada. Foram cruéis e implacáveis. Vieram buscar o penta. Olho neles. E a Seleção Brasileira? Dois dias após a estreia com o placar de 1 x 1 diante do Marrocos, ficou a sensação de que o time poderia ter jogado mais. Mesmo assim, a torcida brasileira segue firme acreditando no hexa. Vamos conferir as manchetes:

-Autor de golaço da Coreia do Sul "imita" comemoração de Ronaldo Fenômeno
-Suécia goleia a Tunísia e assume a liderança do Grupo F da Copa
-Ataque brilha, Suécia goleia a Tunísia e larga na frente no Grupo F
-Feras da Copa: Mohamed Salah, o faraó artilheiro do Egito
-Mesmo sem condição de jogo, Neymar vira sombra para Ancelotti e seu elenco

-Vinícius Júnior admite atuação ruim do Brasil: "Precisamos melhorar"
-'Lá vem eles de novo': pavor brasileiro com novo 7 a 1, gesto de supremacia branca e lousa japonesa marcam 4º dia de Copa
-Japão busca empate com a Holanda, comprova novo status e liga alerta para o Brasil

-Copa do Mundo 2026: Costa do Marfim marca no final, vence e encerra invencibilidade do Equador
- Ancelotti diz que Seleção jogou com 'alegria e orgulho de representar o Brasil' após empate com Marrocos

Por enquanto é isso. O dia está apenas começando. É São João no Nordeste. E Copa do Mundo nos Estados Unidos, Canadá e México. No Nordeste e no Sul a semana começa com previsão de chuva. Em Brasília, a temperatura é sempre quente. No mundo, além da Copa, as expectativas são para a assinatura do acordo com encerra a guerra no Oriente Médio. Que seja um 15 de junho produtivo e de boas notícias. Continuem acompanhando O Poder. Bom dia a todos.

Severino Lopes
Leia outras informações
Se o celular não é um bem essencial, o que é? - Por Lucas Almeida*
15/06/2026
No julgamento do Recurso Especial (REsp) Nº 2.226.610, originado de uma Ação Civil Pública proposta pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro contra grandes operadoras, o Tribunal definiu que as empresas de telefonia e fabricantes de celulares não são obrigadas a realizar a troca imediata de um aparelho celular que apresente defeito (vício) de fabricação.
Prevaleceu a divergência inaugurada pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que afastou a presunção de essencialidade do smartphone. Segundo a tese vencedora, impor a troca imediata de forma irrestrita geraria altos...
A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) formou maioria recentemente para decidir uma questão que afeta diretamente o bolso e a rotina de milhões de brasileiros: afinal, o aparelho celular é ou não um produto essencial? Para o Tribunal, a resposta é “não”. Mas essa decisão levanta um debate profundo sobre o descompasso entre o Direito e a realidade da sociedade contemporânea.
No julgamento do Recurso Especial (REsp) Nº 2.226.610, originado de uma Ação Civil Pública proposta pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro contra grandes operadoras, o Tribunal definiu que as empresas de telefonia e fabricantes de celulares não são obrigadas a realizar a troca imediata de um aparelho celular que apresente defeito (vício) de fabricação.
Prevaleceu a divergência inaugurada pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que afastou a presunção de essencialidade do smartphone. Segundo a tese vencedora, impor a troca imediata de forma irrestrita geraria altos custos operacionais, o que fatalmente encareceria o produto final.
Dessa forma, definiu-se que a essencialidade deve ser comprovada caso a caso, mantendo-se a prerrogativa legal do fornecedor de tentar consertar o aparelho no prazo de 30 dias.
Código de Defesa do Consumidor
Para entender o impacto prático dessa decisão, é preciso revisitar o Código de Defesa do Consumidor (CDC). O artigo 18 do CDC consagra a regra geral de que, quando um produto apresenta defeito (vício), o fornecedor tem o prazo máximo de 30 dias para saná-lo.
Somente se o problema não for resolvido nesse período é que nasce, para o consumidor o direito de exigir, à sua escolha: pela substituição do produto por outro da mesma espécie em perfeitas condições (1); pela restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada (2); ou pelo abatimento proporcional do preço (3).
Apesar disso, o parágrafo 3º do mesmo artigo traz uma exceção preciosa: o consumidor pode fazer uso imediato dessas três alternativas, sem ter de amargar os 30 dias de espera, caso se trate de um “produto essencial”. O legislador, no entanto, não criou uma lista do que seria essa essencialidade, deixando para a doutrina (juristas) e a jurisprudência (Poder Judiciário) o papel de moldar o conceito à realidade de cada época.
Essencialidade do celular
Em especial, porque o CDC é de 1990 e de lá para cá tivemos inúmeras mudanças do que é essencial ou não no cotidiano. Mas a realidade é inegável: o celular é, sim, essencial.
Argumentar contra isso nos dias de hoje exige certa dose de negacionismo tecnológico. Como bem destacou a relatora do caso, ministra Nancy Andrighi — que restou vencida —, a importância do aparelho se projeta de forma generalizada na sociedade.
O celular, hoje chamado de smartphone, deixou de ser um mero instrumento de ligações de voz há mais de uma década. Ele foi convertido em um componente de multifuncionalidade incontestável. A decisão da 3ª Turma nos obriga a colocar em xeque a própria definição jurídica de essencialidade. Se um dispositivo que concentra o nosso dinheiro, a nossa identidade, a nossa capacidade de trabalhar e estudar e de nos comunicarmos com o mundo não é considerado essencial pelo STJ, o que mais sobraria nessa categoria? Apenas a geladeira e o fogão?
A tese vencedora cria, ainda, um equívoco prático ao exigir que a essencialidade seja aferida “caso a caso”. Na vida real, como o consumidor fará essa prova? Como bem questionou Nancy Andrighi: onde o cidadão vai ajuizar uma ação e conseguir uma audiência ou decisão em menos de 30 dias para provar que precisa do celular? A resposta de que o consumidor "deve procurar o Poder Judiciário" arrancou um sussurro de “coitado” da relatora. E com razão.
Transferir ao consumidor — a parte vulnerável da relação de consumo — o ônus de provar em Juízo que necessita de um smartphone para viver dignamente enquanto aguarda o conserto é uma inversão de valores. É fechar os olhos para o fato de que a privação do celular, ainda que por poucos dias, gera um prejuízo imediato na esfera pessoal e profissional de qualquer brasileiro nos dias atuais.
Interface do indivíduo com a sociedade
A moral da história é que, ao proteger os custos de logística das gigantes da tecnologia e das operadoras de telefonia, o STJ estabeleceu um precedente que flerta com o anacronismo. O celular não é um luxo acessório e dispensável, é a principal interface do indivíduo com a sociedade civil do século XXI. Negar isso é julgar com base em uma realidade que já não existe mais.
Em última análise, ao mercantilizar um item que se consolidou como a espinha dorsal do cotidiano, o fornecedor atrai para si o ônus irrenunciável de solucionar qualquer vício de forma imediata. Aquele que lucra com a fabricação e a comercialização dessa tecnologia de ponta assume o risco do próprio negócio.
Um defeito de fábrica não é uma fatalidade repassável ao consumidor, mas um fortuito interno inerente à atividade econômica, cujos custos logísticos e operacionais para a troca devem ser considerados previamente e integralmente suportados pela empresa.
Até porque, convenhamos, estamos lidando com um mercado de cifras astronômicas, no qual os aparelhos chegam a custar mais de R$ 10 mil. Exigir que o cidadão pague o preço alto de um smartphone e ainda seja obrigado a suportar passivamente o ônus da espera é, no mínimo, rasgar o princípio da vulnerabilidade que deveria nortear toda a proteção consumerista.
*Lucas Almeida é advogado formado pela PUC-SP, integrante do escritório Abreu Sampaio de Advocacia

Ônibus com time de basquete de escola capota e deixa 7 mortos no Ceará
15/06/2026
As vítimas
Segundo os Bombeiros, as vítimas faziam parte de um time de basquete e vinham de Sobral com destino à Juazeiro do Norte para uma competição esportiva.
O torneio
Segundo a Prefeitura de Sobral, o torneio era realizado pela associação de basquete Bodes Negros.
As equipes foram acionadas por volta das 3h24 para uma ocorrência com diversas vítimas feridas, inclusive algumas presas às ferragens.
O Poder
Tragédia na estrada. Um ônibus com estudantes da rede municipal de Juazeiro do Norte, no Ceará, capotou, na manhã de hoje, segunda feira (15/06), na CE-187, nas proximidades do distrito de Santa Teresa, no município de Tauá. Até o momento, há sete mortos e 30 feridos.
As vítimas
Segundo os Bombeiros, as vítimas faziam parte de um time de basquete e vinham de Sobral com destino à Juazeiro do Norte para uma competição esportiva.
O torneio
Segundo a Prefeitura de Sobral, o torneio era realizado pela associação de basquete Bodes Negros.
As equipes foram acionadas por volta das 3h24 para uma ocorrência com diversas vítimas feridas, inclusive algumas presas às ferragens.
O Poder
Apoio de Lula à reeleição de Veneziano reafirma solidez de parceria que já dura anos
15/06/2026
Mensagem
Na mensagem, Lula não apenas reafirma a aliança política com o parlamentar paraibano, como também pede sua recondução ao Senado Federal nas eleições deste ano.
Conhece
No vídeo, divulgado pelo próprio Veneziano, Lula diz conhecê-lo há muito tempo, afirma que poucas vezes teve um senador com uma relação tão boa com o governo, que ele nunca lhe faltou e que é preciso reconduzi-lo ao Senado nas eleiç...
Apoio reafirmado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) garantiu ontem, domingo (14/06), momentos antes de embarcar para uma viagem na França, onde se reúne com integrantes do G7, apoio à reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB). Lula gravou um vídeo sobre o seu posicionamento na disputa pelo Senado na Paraíba declarando apoio à reeleição do senador Veneziano. O apoio de Lula à reeleição de Veneziano reafirma a solidez da parceria que já dura anos, desde que ele era prefeito de Campina Grande.
Mensagem
Na mensagem, Lula não apenas reafirma a aliança política com o parlamentar paraibano, como também pede sua recondução ao Senado Federal nas eleições deste ano.
Conhece
No vídeo, divulgado pelo próprio Veneziano, Lula diz conhecê-lo há muito tempo, afirma que poucas vezes teve um senador com uma relação tão boa com o governo, que ele nunca lhe faltou e que é preciso reconduzi-lo ao Senado nas eleições deste ano. Veneziano é vice-presidente do Senado e irmão do presidente do Tribunal de Contas da União, Vital do Rego Filho, antigo aliado de Lula.
Movimentação política
A manifestação do presidente ocorre em meio às movimentações políticas e aos debates sobre quais candidatos ao Senado teriam o respaldo do Palácio do Planalto na Paraíba. Nos últimos meses, diferentes grupos políticos tentaram associar suas candidaturas à imagem de Lula, alimentando especulações sobre o posicionamento do chefe do Executivo federal.
“Eu não preciso dizer para vocês da minha relação com o senador Veneziano. Eu conheço Veneziano há muito tempo e posso dizer para vocês que poucas vezes na vida eu, como presidente da República, tive um senador com uma relação honesta e comprometida de ajudar o governo que eu tenho com o Veneziano. Ele não faltou uma, uma ajuda que o governo precisou”, disse Lula.
O Poder
Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta segunda-feira
15/06/2026
Brasília amanheceu no modo “semana decisiva”. STF e Big Techs seguem disputando os holofotes, a soberania digital ganha espaço nas discussões de Estado, Lula desembarca no G7 de olho na geopolítica internacional, o Congresso continua testando a capacidade de articulação do governo e o Caso Master insiste em permanecer no centro das atenções. Nas redes, o algoritmo já escolheu seus temas favoritos antes mesmo do café da manhã.
STF e o BIG Techs: nem o Supremo conseguiu fechar a conta
O julgamento sobre a responsabilização das plataformas digitais entrou na reta final, mas o STF precisou adiar a proclamação definitiva da tese para ajustes de redação. A Corte apresentou divergências importantes e ainda analisará recursos complementares nos próximos dias.
A decisão poderá redefinir o funcionamento das redes sociais no Brasil, impactando moderação de conteúdo, responsabilidade das plataf...
Brasília, 15 de junho de 2026
Brasília amanheceu no modo “semana decisiva”. STF e Big Techs seguem disputando os holofotes, a soberania digital ganha espaço nas discussões de Estado, Lula desembarca no G7 de olho na geopolítica internacional, o Congresso continua testando a capacidade de articulação do governo e o Caso Master insiste em permanecer no centro das atenções. Nas redes, o algoritmo já escolheu seus temas favoritos antes mesmo do café da manhã.
STF e o BIG Techs: nem o Supremo conseguiu fechar a conta
O julgamento sobre a responsabilização das plataformas digitais entrou na reta final, mas o STF precisou adiar a proclamação definitiva da tese para ajustes de redação. A Corte apresentou divergências importantes e ainda analisará recursos complementares nos próximos dias.
A decisão poderá redefinir o funcionamento das redes sociais no Brasil, impactando moderação de conteúdo, responsabilidade das plataformas e liberdade de expressão.
“Se até o STF precisou de mais tempo para fechar a tese, imagine o tamanho da conta que as plataformas terão de fazer.”
Soberania Digital: o debate que saiu dos bastidores
A discussão sobre dependência tecnológica e armazenamento de dados em estruturas controladas por grandes empresas globais ganha força em Brasília.
O tema vai muito além da tecnologia. Envolve segurança nacional, inteligência artificial, infraestrutura crítica e autonomia estratégica. Em um mundo movido por dados, a questão passa a ser tratada como assunto de Estado.
“No século XXI, petróleo gera riqueza. Dados geram poder.”
Lula e Trump: a foto mais aguardada do G7
Lula chegou à França para participar do G7 e o governo brasileiro trabalha nos bastidores para viabilizar um encontro com Donald Trump.
Mesmo sem agenda oficial confirmada, a possibilidade domina parte das conversas diplomáticas. O encontro teria forte simbolismo político e econômico em meio às recentes tensões comerciais.
“Às vezes uma fotografia produz mais impacto político do que uma reunião inteira.”
Alcolumbre segue no modo “não estou ouvindo”
A relação entre o Senado e o Palácio do Planalto continua distante dos melhores momentos. Alcolumbre mantém sua autonomia e avança com pautas que preocupam a equipe econômica.
Nos bastidores, cresce a percepção de que o governo precisará reconstruir pontes políticas para evitar novas derrotas ainda neste semestre.
“Em Brasília, silêncio também é forma de negociação.”
Lula apoia Veneziano e entra no tabuleiro contra o pai de Hugo
Lula gravou vídeo declarando apoio ao senador Veneziano Vital do Rêgo para a reeleição ao Senado em 2026. O movimento ganhou peso político porque Veneziano terá como adversário Nabor Wanderley, pai do presidente da Câmara, Hugo Motta.
A sinalização do presidente movimenta a política paraibana e cria uma leitura delicada em Brasília: mesmo com Hugo Motta ocupando uma posição estratégica na Câmara, Lula decidiu reforçar publicamente o palanque de Veneziano. Aliados de Motta tentam minimizar o episódio, mas o gesto mostra que a disputa na Paraíba já entrou no radar nacional.
“Na Paraíba, até vídeo de apoio vira recado para Brasília.”
Fundo Eleitoral: R$ 4,9 bilhões e a corrida pelo clique
O TSE prepara a distribuição de quase R$ 5 bilhões do Fundo Eleitoral. A expectativa é que boa parte dos recursos seja direcionada para impulsionamento digital, comunicação, produção audiovisual e estratégias de redes sociais.
O tamanho do investimento mostra que a disputa eleitoral de 2026 será cada vez mais digital.
“O horário eleitoral continua importante. Mas hoje o algoritmo também pede orçamento.”
Caso Master: mais um episódio da série que Brasília não cosnegue parar de assistir
O STF aguarda parecer da PGR sobre novos desdobramentos envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master.
Enquanto isso, investigadores mantêm avaliação de que o caso continua produzindo fatos políticos, financeiros e jurídicos relevantes.
“Se Brasília produzisse streaming, o Caso Master já teria renovação garantida para mais uma temporada.”
STF, Itália e a repercussão internacional
O presidente do STF, Edson Fachin, voltou a defender a atuação da Corte após repercussões internacionais envolvendo decisões brasileiras.
A movimentação mostra como temas internos passaram a produzir efeitos globais quase instantaneamente.
“Hoje uma decisão nacional pode gerar repercussão internacional em questão de minutos.”
Ativaweb Datalab na Veja: quem domina as redes no Brasil?
Estudo da Ativaweb DataLab destacado pela Veja mostrou como direita e esquerda ocupam espaços distintos nas plataformas digitais brasileiras.
A pesquisa reforça uma tendência observada há anos: não existe mais uma internet única. Existem ambientes digitais diferentes, públicos distintos e narrativas que se fortalecem de formas diferentes em cada rede.
“A política disputa votos nas urnas, mas disputa atenção todos os dias nos algoritmos.”
STF e o cerco sobre a Faria Lima
Movimentações recentes da Corte aumentam a pressão sobre o governo para avançar em medidas relacionadas à indústria de fundos e ao mercado financeiro.
O tema envolve bilhões de reais e pode gerar impactos relevantes para investidores, bancos e grandes grupos econômicos.
“Quando STF, governo e Faria Lima entram na mesma conversa, ninguém muda de assunto.”
Governo tenta destravar a fila do INSS
O governo aposta em bônus e incentivos para acelerar análises e reduzir a fila de benefícios do INSS.
A medida busca atacar um dos problemas que mais afetam diretamente a percepção da população sobre eficiência do serviço público.
“O cidadão não mede gestão por discurso. Mede pelo tempo que espera na fila.”
Irã, EUA e o mundo de olho no petróleo
As negociações entre Estados Unidos e Irã seguem sendo acompanhadas pelos mercados globais.
Qualquer avanço ou recuo pode afetar preços internacionais, inflação e perspectivas econômicas em diversos países.
“Quando o Oriente Médio muda de humor, o mercado mundial muda de planilha.”
Manutenção deixa 36 bairros sem água no Grande Recife
15/06/2026
A lista
Na lista, estão bairros atendidos pelo Sistema Botafogo, incluindo alguns bastante populosos como Jardim Atlântico (36.245 habitantes), Rio Doce (35.172 habitantes), Peixinhos (34.865 habitantes) e Pau Amarelo (31.393 habitantes).
Em Olinda, os bairros afetados serão:
1. Alto da Bondade;
2. Alto da Nação;
3. Alto da Macaíba;
4. Alto da Sucupira;
5. Alto da Manguba;
6. Bairro Novo;
7. Bonsucesso;
8. Bultrins;
9. Casa Caiada;
10. Cohab;
11. Guadalupe;
12. Jardim Atlântico;
...
Abastecimento temporariamente suspento. Trinta e seis bairros e comunidades de Olinda e Paulista, no Grande Recife, vão ter o abastecimento de água temporariamente interrompido entre hoje, segunda-feira (15/06) e amanhã, terça-feira (16/06), para serviços simultâneos da Neoenergia Pernambuco e da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa).
A lista
Na lista, estão bairros atendidos pelo Sistema Botafogo, incluindo alguns bastante populosos como Jardim Atlântico (36.245 habitantes), Rio Doce (35.172 habitantes), Peixinhos (34.865 habitantes) e Pau Amarelo (31.393 habitantes).
Em Olinda, os bairros afetados serão:
1. Alto da Bondade;
2. Alto da Nação;
3. Alto da Macaíba;
4. Alto da Sucupira;
5. Alto da Manguba;
6. Bairro Novo;
7. Bonsucesso;
8. Bultrins;
9. Casa Caiada;
10. Cohab;
11. Guadalupe;
12. Jardim Atlântico;
13. Monte;
14. Nova Olinda;
15. Peixinhos;
16. Rio Doce;
17. Sítio Fragoso;
18. Tabajara;
19. Santa Tereza;
20. Varadouro;
21. Sítio Histórico;
22. Carmo;
23. Umuarama;
24. Vila Popular;
25. e V8.
Na cidade de Paulista, serão afetados os bairros de:
1. Vila Torres Galvão;
2. Alameda;
3. Jaguarana;
4. Jaguaribe;
5. Maranguape II;
6. Artur Lundgren I;
7. Aurora;
8. Centro;
9. Pau Amarelo;
10. Jardim Paulista;
11 Mirueira.
O serviço
O serviço preventivo na rede elétrica será feito pela Neoenergia. A data, porém, foi combinada com a Compesa, para que a companhia de água aproveite a parada para instalar novos equipamentos e fazer uma manutenção no Sistema Botafogo.
A retomada
De acordo com a Compesa, após a conclusão das duas intervenções, o abastecimento desses bairros será retomado de forma gradual. O retorno da água, porém, vai levar em consideração o calendário de distribuição de cada local.
O Poder
Concursos em Pernambuco têm 275 vagas e salários de até R$ 35,8 mil
15/06/2026
As vagas
As vagas estão distribuídas em diferentes cidades e órgãos do estado, incluindo o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que oferece vagas para juiz.
Confira:
Prefeitura de Cedro
Inscrições até este domingo (14);
42 vagas de níveis médio, técnico e superior;
Salário de até R$ 6 mil;
Câmara Municipal de Pombos
Inscrições até segunda-feira (15);
4 vagas de nível médio;
Salário de R$ 1,6 mil;
Prefeitura de Dormentes
• Inscrições até quinta-feira (18);
• 57 vagas de nível superior;
• Salário de até R$ 4 mil;
• C...
Oportunidades. cinco concursos públicos e seleções simplificadas estão com inscrições abertas em Pernambuco e oferecem, ao menos, 275 vagas de emprego. As oportunidades são para cargos que exigem níveis médio, técnico e superior, com salários de até R$ 35,8 mil.
As vagas
As vagas estão distribuídas em diferentes cidades e órgãos do estado, incluindo o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que oferece vagas para juiz.
Confira:
Prefeitura de Cedro
Inscrições até este domingo (14);
42 vagas de níveis médio, técnico e superior;
Salário de até R$ 6 mil;
Câmara Municipal de Pombos
Inscrições até segunda-feira (15);
4 vagas de nível médio;
Salário de R$ 1,6 mil;
Prefeitura de Dormentes
• Inscrições até quinta-feira (18);
• 57 vagas de nível superior;
• Salário de até R$ 4 mil;
• Confira o edital.
Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE)
Inscrições até 10 de julho;
30 vagas de nível superior;
Salário de R$ 35,8 mil;
Prefeitura de Salgueiro
Inscrições até 21 de julho;
42 vagas de níveis médio, técnico e superior;
Salário de até R$ 3,2 mil;
O Poder
Paraíba tem mais de 1,3 mil vagas abertas em concursos com salários de mais de R$ 8 mil
15/06/2026
Confirma os detalhes dos certames:
Concurso da Prefeitura de Campina Grande
Vagas: 955 vagas
Nível: médio, técnico e superior
Salários: de R$ 1,6 mil a R$ 8,8 mil
Inscrições: 15 de maio a 15 de junho
Provas objetivas: 29 e 30 de agosto
Resultado final: 26 de novembro de 2026
Concurso da UEPB
Vagas: 8
Nível: fundamental, médio/técnico
Salário: de R$ 2.104,23 a R$ 3.768,36
Inscrições: de 26 de mai...
A Paraíba começa a semana com 10 editais de concursos públicos com vagas abertas neste mês de junho. São mais de 1.318 oportunidades em diferentes áreas. Os salários podem chegar a R$ 8 mil. Os concursos estão sendo oferecidos pela Prefeitura Municipal de Campina Grande (PMCG), Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP), Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), e pelas prefeituras de Mãe D'Água, Triunfo, e Cajazeiras, Zabelê, Assunção
Confirma os detalhes dos certames:
Concurso da Prefeitura de Campina Grande
Vagas: 955 vagas
Nível: médio, técnico e superior
Salários: de R$ 1,6 mil a R$ 8,8 mil
Inscrições: 15 de maio a 15 de junho
Provas objetivas: 29 e 30 de agosto
Resultado final: 26 de novembro de 2026
Concurso da UEPB
Vagas: 8
Nível: fundamental, médio/técnico
Salário: de R$ 2.104,23 a R$ 3.768,36
Inscrições: de 26 de maio a 12 de julho
Provas objetivas: 23 de agosto de 2026
Provas práticas: 18 de outubro
Resultado final: 28 de outubro
Concurso da prefeitura de Mãe D'Água
Vagas: 91
Nível: fundamental, médio, técnico e superior
Salário: de R$ 1.621 a R$ 7.272
Inscrições: de 26 de maio a 28 de junho
Provas objetivas: 2 de agosto
Provas práticas: 27 de setembro
Resultado final: 9 de outubro
Concurso da STTP de Campina Grande
Vagas: 40 vagas
Nível: superior
Salário: R$ 3.170,83
Inscrições: 19 de maio a 22 de junho
Taxa de inscrição: R$ 150,00
Prova objetiva: 30 de agosto
Resultado final: a ser divulgado pela STTP
Concurso da Prefeitura de Triunfo
Vagas: 102
Nível: fundamental incompleto, médio/técnico e superior
Salário: de R$ 1.621 a R$ 7 mil
Inscrições: 27 de maio a 30 de junho
Prova objetiva: 30 de agosto
Resultado final: 7 de dezembro
Concurso da Prefeitura de Cajazeiras
Vagas: 32
Nível: médio
Salário: R$ 3.242,00
Inscrições: de 25 de maio a 28 de junho
Prova objetiva: 26 de julho
Resultado final: 30 de setembro
Concurso da Prefeitura de Zabelê
Vagas: 40
Nível: fundamental, médio/técnico e superior
Salário: entre R$ 1.621 e R$ 8 mil
Inscrições: 1.º de junho até 5 de julho
Prova objetiva: 26 de julho
Resultado final: 9 de outubro
Concurso da Prefeitura de Assunção
Vagas: 50
Nível: fundamental, médio/técnico e superior
Salário: de R$ 1.621 a R$ 4.554
Inscrições: 1º a 30 de junho
Prova objetiva: 30 de agosto de 2026.
Resultado final: 27 de novembro
O Poder
Paraíba tem média de uma mulher estuprada por dia em 2026
15/06/2026
O mês
O mês mais violento foi o de março, com 28 casos, seguido de abril, com 21 vítimas, janeiro com 20 e fevereiro, com 15 casos.
Nordeste
Em relação ao Nordeste, a Paraíba fica atrás da Bahia, que registrou, no mesmo período, 387 casos, Pernambuco, com 182 vítimas, Maranhão, com 127, Rio Grande do Norte e Ceará, com 102 e 101 vítimas respectivamente.
No ano passado
No mesmo período do ano passado, o número era ainda maior. De janeiro a abril de 2025, 85 mulheres foram vítimas de estupros na Paraíba.
Em relação a estupro de vulnerável, os números crescem exponencialmente. São, em média...
Números absurdos que preocupam e atestam o crescimento da violência contra a mulher. Pelo menos uma mulher é vítima de estupro por dia, na Paraíba, em 2026. De janeiro a abril, 79 casos foram registrados contra mulheres. Os dados são do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O mês
O mês mais violento foi o de março, com 28 casos, seguido de abril, com 21 vítimas, janeiro com 20 e fevereiro, com 15 casos.
Nordeste
Em relação ao Nordeste, a Paraíba fica atrás da Bahia, que registrou, no mesmo período, 387 casos, Pernambuco, com 182 vítimas, Maranhão, com 127, Rio Grande do Norte e Ceará, com 102 e 101 vítimas respectivamente.
No ano passado
No mesmo período do ano passado, o número era ainda maior. De janeiro a abril de 2025, 85 mulheres foram vítimas de estupros na Paraíba.
Em relação a estupro de vulnerável, os números crescem exponencialmente. São, em média, três vítimas por dia na Paraíba, com 372 casos, no total, registrados nos quatro primeiros meses do ano de 2026.
O Poder
Vídeo de Lula deixa claro quem lhe ajuda - preciso de Veneziano no Senado
15/06/2026
Lula diz
Que tem uma relação antiga e de confiança com Veneziano. "Ele não faltou uma, uma, ajuda que o governo precisou" . E faz um pedido ao povo da Paraíba para apoiar a caminhada de Veneziano. E afirma que, com Veneziano no Senado, ele terá mais tranquilidade para governar o Brasil. Confira.
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A relação de amizade e confiança do presidente Lula com o Senador Veneziano é antiga e sólida. Nesta fase da pré-campanha, tem muita gente querendo pegar carona no popularidade do presidente e confundir o eleitorado. Para deixar tudo em pratos limpos, o presidente gravou ontem, domingo, 14/06/26, um depoimento exclusivo. Deixando claro quem é o pré-candidato ao Senado que sempre esteve ao seu lado.
Lula diz
Que tem uma relação antiga e de confiança com Veneziano. "Ele não faltou uma, uma, ajuda que o governo precisou" . E faz um pedido ao povo da Paraíba para apoiar a caminhada de Veneziano. E afirma que, com Veneziano no Senado, ele terá mais tranquilidade para governar o Brasil. Confira.
2027, o ano que pode nem terminar, por Marcelo S. Tognozzi*
14/06/2026
Ela rebentará
E no colo do vencedor, seja quem for. Não se trata de pessimismo, muito menos de catastrofismo. Basta não brigar com a realidade e ler os sinais emitidos por um Brasil cada vez mais próximo da tempestade perfeita criada por dilemas econômicos, fiscais e institucionais.
Quem olha adiante
Enxerga a crise de 2027 como os navegadores percebem as tempestades em alto mar. O tempo é de sol e brisa, porém milhas adiante está o bloco de nuvens negras, com ventos fortes e chuva. Ela virá. Será preciso sabedoria para se proteger e sobreviver. As pr...
Já vimos este filme. Como em 2018, temos um ex-presidente preso e um candidato por ele nomeado para enfrentar e derrotar tudo o que está aí. Há ainda o risco real do crescimento avassalador de Renan Santos (Missão), outsider que tudo tem a ganhar e nada a perder. Nos últimos 8 anos seguimos polarizados, mas agora temos novo ingrediente: a crise a caminho virá forte.
Ela rebentará
E no colo do vencedor, seja quem for. Não se trata de pessimismo, muito menos de catastrofismo. Basta não brigar com a realidade e ler os sinais emitidos por um Brasil cada vez mais próximo da tempestade perfeita criada por dilemas econômicos, fiscais e institucionais.
Quem olha adiante
Enxerga a crise de 2027 como os navegadores percebem as tempestades em alto mar. O tempo é de sol e brisa, porém milhas adiante está o bloco de nuvens negras, com ventos fortes e chuva. Ela virá. Será preciso sabedoria para se proteger e sobreviver. As projeções do mercado apontam crescimento em torno de 1,7% para 2027. Vamos andar de lado, sem melhorar a renda da população ou arrecadação suficiente para bancar demandas como segurança, educação e saúde. Ao mesmo tempo, as expectativas para a inflação permanecem em torno de 4%, acima da meta perseguida pelo Banco Central, enquanto a Selic projetada continua em 2 dígitos.
O mercado enxerga riscos
Se os investidores acreditassem em mudanças para melhor, os juros futuros estariam caindo ao invés de se manterem acima de 14% nos curto e médio prazos. Se assim o é, significa que o mercado enxerga riscos relevantes adiante. Basta olhar as contas do governo. O déficit público permanece próximo de 8% do PIB. A dívida bruta aproxima-se de 80% do PIB e subindo. Ao mesmo tempo, a maior parte do orçamento federal são despesas obrigatórias. Sobra pouco ou quase nada para investir. E ainda temos o saco de bondades de R$ 227 bilhões aberto pelo governo neste ano eleitoral. A conta vai chegar salgada e reluzente no ano que vem.
Falta dinheiro para o básico
O Brasil já não consegue pagar o básico. Em 2025, o MEC ficou sem dinheiro para comprar livros didáticos e teve de pedir R$ 1 bilhão a mais. A penúria das agências reguladoras é grande. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) avisou que os cortes afetaram atividades essenciais de certificação, fiscalização e supervisão. A Agência Nacional do Petróleo (ANP), não tem dinheiro para fiscalizar e mandou parte do pessoal trabalhar em casa. Estão ao deus dará mais de 40 mil postos de combustíveis, além de refinarias, distribuidoras e bases de armazenamento Brasil afora.
Presente e futuro
Isso não pauta a eleição, mas revela a vida como ela é fora da campanha eleitoral. O governo bate seguidos recordes de arrecadação, mas sempre falta dinheiro. A economia segue vulnerável a riscos externos. O agronegócio tem segurado a balança comercial, mas amarga fragilidades, porque importa 85% dos fertilizantes consumidos a cada safra. Em 2025, foram 45 milhões de toneladas, recorde histórico. O preço médio dos fertilizantes importados explodiu. Alguns subiram mais de 30% em março. Aumenta o preço da comida, gera inflação e mais juros. O petróleo ficou cada vez mais caro e mesmo que a guerra no Irã acabe amanhã ainda demorará até tudo voltar ao normal. E o presidente eleito em 2026 terá de fazer das tripas coração para governar.
O sociólogo Michael Mann
Em sua obra sobre as fontes do poder social, ensina que as sociedades raramente entram em crise por falta de recursos ou por ausência de instituições. As crises surgem quando os diversos centros de poder deixam de atuar de forma coordenada e passam a responder prioritariamente às suas próprias lógicas. O olhar de Mann ajuda a entender o que vem por aí. O Brasil tem instituições fortes. Congresso influente e autônomo, o Supremo Tribunal Federal ampliou seu protagonismo político e o Executivo segue poderoso. Mas todos esses centros de poder produzem cada vez menos decisões convergentes.
Os três poderes
O Executivo perdeu capacidade de coordenação. O Congresso ampliou seu controle sobre o orçamento. O Supremo tornou-se árbitro permanente de conflitos com a judicialização da política promovida pelo Executivo com minoria parlamentar.
Alexandre de Moraes, presidente
Em setembro de 2027, teremos ator político extremamente relevante entrando em cena. O ministro Alexandre de Moraes será presidente do Supremo. Na corte existem 3 ministros com vocação e preparo para o exercício do poder. Gilmar Mendes, Flávio Dino e Moraes. Cada qual ao seu estilo, todos se enquadram na definição do ex-governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães: “o poder é só para quem tem apetite. Quem não tem, pode usufruir das mais diferentes oportunidades de mando que não vai conseguir mandar”. O ministro exercerá o poder ocupando a pista toda. Não sobrará um milímetro sequer.
O exemplo da República da Roma Antiga
No século 1 a.C., a República Romana era a maior potência do mundo conhecido. Rica, militarmente dominante e politicamente sofisticada, não enfrentava crise de pobreza. O problema era outro. Senado, tribunos, magistrados e generais acumulavam poder e influência, mas não administravam bem os conflitos entre eles. As instituições permaneciam de pé. O sistema continuava funcionando. Mas a capacidade de governar diminuía progressivamente. O Brasil não é Roma e estamos no século 21. Mas às vezes o passado ajuda a entender o presente e suas consequências. Sociedades raramente entram em dificuldades por falta de recursos, mas por falhas nos mecanismos de decisão quando as crises surgem.
Nada será como antes
O ano de 2027 tem todos os ingredientes para o fim do ciclo do Brasil na encruzilhada. Zuenir Ventura viu isso quando escreveu 1968: O Ano que Não Terminou. O livro é o testemunho de alguém com sensibilidade para entender que certos anos não terminam quando o calendário acaba. Continuam vivos na memória coletiva, influenciando gerações presentes e futuras. Já se vão quase 50 anos. Fique atento a 2027. Não porque a crise seja inevitável, muito menos a instabilidade econômica, mas porque tem tudo para ser palco de algo que nos tocará fundo, seja ruptura ou consenso. Pode ser que nada seja como antes, igual em 1968.
*Marcelo S. Tognozzi é jornalista, consultor de Relações Inter Governamentais e analista político.
