Do litoral ao Sertão- Insegurança toma conta dos perímetros irrigados de Petrolina
20/06/2026
O encontro
Contou com a presença de representantes da Câmara de Vereadores de Petrolina e do Distrito de Irrigação Senador Nilo Coelho (DINC), que debateram a necessidade de uma atuação mais efetiva das forças policiais nas áreas rurais.
Segundo Jailson Lira
Os projetos irrigados Nilo Coelho, Maria Tereza e Bebedouro concentram atualmente uma população próxima de 100 mil habitantes, exigindo uma atenção especial do poder público. "A escalada da violência tem sido ascendente e precisamos alertar os poderes públicos para que olhem de forma especial para esses núcleos de irrigação, garantindo mais segurança aos produtores, trabalhadores e a to...
O encontro
Contou com a presença de representantes da Câmara de Vereadores de Petrolina e do Distrito de Irrigação Senador Nilo Coelho (DINC), que debateram a necessidade de uma atuação mais efetiva das forças policiais nas áreas rurais.
Segundo Jailson Lira
Os projetos irrigados Nilo Coelho, Maria Tereza e Bebedouro concentram atualmente uma população próxima de 100 mil habitantes, exigindo uma atenção especial do poder público. "A escalada da violência tem sido ascendente e precisamos alertar os poderes públicos para que olhem de forma especial para esses núcleos de irrigação, garantindo mais segurança aos produtores, trabalhadores e a todos que circulam e vivem nesses ambientes", afirmou.
Assassinato cruel
Embora a preocupação seja mais ampla, o dirigente reconheceu que o assassinato do produtor rural Walter dos Santos Rocha, de 63 anos, ocorrido no Projeto Maria Tereza, contribuiu para ampliar o alerta entre as entidades representativas da região. Walter foi executado a tiros dentro da própria propriedade no dia 25 de maio deste ano. Além de produtor de frutas, ele exercia papel de liderança no setor, atuando como presidente do Conselho Fiscal do DINC e diretor da Cooperativa dos Produtores de Manga da Região de Petrolina (Cooper Manga). O caso segue sendo investigado pela 25ª Delegacia de Homicídios de Petrolina.
Te liga, Raquel
A reunião promovida pelo Sindicato dos Produtores Rurais busca mobilizar autoridades e representantes da sociedade para a construção de ações que ampliem a presença das forças de segurança nos perímetros irrigados, considerados estratégicos para a economia do Vale do São Francisco.
Leia outras informações
Botei Fé no Goleiro, uma crônica futebolista pir Romero Falcão*
20/06/2026
Mas ainda resta uma linha de magia, literatura inexplicável. A pelota que extrai poesia das ruínas. Na bombardeada e miserável Gaza, onde um café foi destruído, uma tenda improvisada abriga torcedores.
Um bico de energia movida por um gerador antigo leva as imagens da Copa para um telão o qual fazem meninos e adultos esquecerem por 90 minutos os infernos da guerra. Eis o poder dos deuses das arenas. Mas dee repente o gerador apaga. Mesmo assim a bola continua iluminando a escuridão.
Longe das explosões do Oriente Médio e perto das bombas da vizin...
Tem gente que não gosta de futebol. Nem na Copa do Mundo, apesar dos apelos emocionalmente mercadológicos, acompanha os jogos. Continua achando perda de tempo ver 22 sujeitos correndo atrás de uma bola. Graciliano Ramos e Lima Barreto também não viam graça nisso. Imagino se eles vissem um técnico de futebol vestido de terno na beira do campo. Foi aí que o futebol começou a perder ternura.
Mas ainda resta uma linha de magia, literatura inexplicável. A pelota que extrai poesia das ruínas. Na bombardeada e miserável Gaza, onde um café foi destruído, uma tenda improvisada abriga torcedores.
Um bico de energia movida por um gerador antigo leva as imagens da Copa para um telão o qual fazem meninos e adultos esquecerem por 90 minutos os infernos da guerra. Eis o poder dos deuses das arenas. Mas dee repente o gerador apaga. Mesmo assim a bola continua iluminando a escuridão.
Longe das explosões do Oriente Médio e perto das bombas da vizinhança, assisto Brasil e Haiti pela veia antipatriota. Vou explicar, caro leitor. Não se trata de elemento subversivo. É o viés humanista que me faz torcer pelo time mais fraco. Não é à toa que torço pelo meu sofrido Náutico.
Pois bem, assim como Gaza, os atletas do Haiti carregam no uniforme o peso dos conflitos, das mortes, da peregrinação dos refugiados, do desastre econômico e político.
Então diante do limitadíssimo time do Haiti, botei fé no goleiro. Quem sabe não fecharia o arco como fez "Vozinha"- arqueiro do inexpressivo Cabo Verde- que pegou tudo contra a campeã Espanha. Aliás, Vozinha deu a volta por cima no depreciativo "Criado com Vó" e se tornou figura emblemática do mundial. Um eletricista que dividia os fios com as redes.
Gol do Brasil. Três vezes o couro levanta braços e bandeiras. Gritos e fogos na rua. Termina a partida, nem um gol de honra do Haiti. Cantarolei baixinho:
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque com a pureza de meninos uniformizados
"Pense no Haiti
Reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui "
Caetano Veloso e Gilberto Gil
*Romero Falcão é cronista. Colaborador de O Poder.
Prazo para quem teve descontos indevidos da aposentadoria pedir ressarcimento ao INSS termina à meia noite deste sábado (20)
20/06/2026
Segundo informações da instituição, depois que a contestação for aprovada, os beneficiários poderão aderir ao acordo e receber na conta os valores corrigidos em até três dias úteis. Até o momento, mais de R$3,2 bilhões foram devolvidos a 4,7 milhões de beneficiários em todo o Brasil.
Para aderir ao acordo, é preciso verificar se houve desconto irregular, entre março de 2020 e março de 2025, pelo Meu INSS, que pode ser acessado no telefone 135 ou nos Correios. Em seguida, registrar a contestação informando a cobrança não autorizada. Depois, aguardar a anális...
Termina neste sábado (20/06) o prazo estabelecido para que aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) possam contestar descontos associativos indevidos feitos nos seus pagamentos. A medida é necessária para aderir ao acordo de ressarcimento oferecido pelo Governo Federal. O pedido pode ser registrado pelo aplicativo ‘Meu INSS’ até a meia noite ou nas agências dos Correios.
Segundo informações da instituição, depois que a contestação for aprovada, os beneficiários poderão aderir ao acordo e receber na conta os valores corrigidos em até três dias úteis. Até o momento, mais de R$3,2 bilhões foram devolvidos a 4,7 milhões de beneficiários em todo o Brasil.
Para aderir ao acordo, é preciso verificar se houve desconto irregular, entre março de 2020 e março de 2025, pelo Meu INSS, que pode ser acessado no telefone 135 ou nos Correios. Em seguida, registrar a contestação informando a cobrança não autorizada. Depois, aguardar a análise.
Entenda o caso
A Operação Sem Desconto, deflagrada em conjunto pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) — cujas apurações ainda não foram encerradas — investiga um esquema bilionário de descontos associativos não autorizados nas contas de aposentados e pensionistas do INSS. Atuando em diversas fases, a ação apura desvios estimados em cerca de R$ 6,3 bilhões ocorridos entre 2019 e 2024.
O esquema era formado por descontos abusivos, por meio dos quais entidades de classe e associações de fachada usavam acordos de cooperação técnica com o INSS para aplicar mensalidades diretamente na folha de pagamento dos segurados, sem o consentimento deles.
Além disso, 97% dos beneficiários nunca haviam autorizado tais cobranças. Também ficou comprovado que o grupo responsável pelos descontos ilegais contava com a facilitação de servidores e ex-funcionários do INSS, que vazavam dados cadastrais e as margens de ganho dos segurados.
Estão sendo apurados crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção, e atos de ocultação e dilapidação patrimonial (lavagem de dinheiro) por parte dos responsáveis — muitos deles presos, afastados dos cargos e demitidos.
Polêmica que envolve plataformas dos EUA, STF e AGU ganha novos contornos
20/06/2026
A polêmica que envolve a justiça norte-americana, o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Advocacia-Geral da União (AGU) ganhou novos capítulos nos últimos dias. Isto porque segunda-feira (15/06), a AGU pediu a prescrição do processo contra o ministro Alexandre de Moraes que tramita em uma Corte dos EUA. E quinta-feira (18/06), advogados do grupo Trump Media e da plataforma Rumble solicitaram ao Tribunal da Flórida que Moraes seja julgado à revelia na ação que ambas movem contra o magistrado.
A questão já está sendo tratada por muitos juristas como um debate sobre soberania entre países, longe de enfoques políticos. Por meio dos seus advogados, ambas empresas ressaltaram no processo que moveram contra Moraes que a restrição e bloqueio de postagens determinada pelo ministro por meio de decisão do STF, violam garantias constitucionais dos EUA. E disseram que tiveram, até agora, “tentativas frustradas de efetivar a citação do ministr...
Hylda Cavalcanti*
A polêmica que envolve a justiça norte-americana, o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Advocacia-Geral da União (AGU) ganhou novos capítulos nos últimos dias. Isto porque segunda-feira (15/06), a AGU pediu a prescrição do processo contra o ministro Alexandre de Moraes que tramita em uma Corte dos EUA. E quinta-feira (18/06), advogados do grupo Trump Media e da plataforma Rumble solicitaram ao Tribunal da Flórida que Moraes seja julgado à revelia na ação que ambas movem contra o magistrado.
A questão já está sendo tratada por muitos juristas como um debate sobre soberania entre países, longe de enfoques políticos. Por meio dos seus advogados, ambas empresas ressaltaram no processo que moveram contra Moraes que a restrição e bloqueio de postagens determinada pelo ministro por meio de decisão do STF, violam garantias constitucionais dos EUA. E disseram que tiveram, até agora, “tentativas frustradas de efetivar a citação do ministro, devido à evasão do réu”.
Petição protocolada pela AGU
“Moraes foi devidamente notificado por um método autorizado por um juiz federal. O prazo de 21 dias para responder expirou. Ele não compareceu, não respondeu nem pediu mais tempo. O Governo do Brasil tentou intervir na décima primeira hora, mas esclareceu que não representa Moraes”, declarou a veículos de imprensa o advogado Martin de Luca, que representa o Rumble e o Trump Media.
Ao mesmo tempo, a petição protocolada pela AGU no Tribunal da Flórida, onde tramita o processo, afirma, em sua justificativa, que o mesmo deve ser encerrado. Conforme nota publicada pela AGU, “a medida tem por objetivo promover a defesa dos interesses do Estado Brasileiro”.
A AGU é o órgão responsável por representar e defender juridicamente o Governo Federal e a União e funciona como a “advocacia” do Estado brasileiro. Enfatiza, na nota, que “decisões judiciais proferidas pela Suprema Corte do Brasil não podem ser questionadas perante tribunais de Estados estrangeiros”.
Contestações a decisões do Supremo
Segundo a lei brasileira, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não podem ser processados ou responsabilizados pessoalmente por decisões tomadas no exercício de suas funções. Mas apesar disso, as duas empresas têm buscado reverter determinações de Alexandre de Moraes na Justiça dos Estados Unidos.
Como a ação foi apresentada pelas empresas apenas contra Moraes, a AGU solicitou o ingresso formal do Estado brasileiro no processo. Na petição, o governo sustenta que o Brasil é a parte efetivamente interessada no caso, não apenas o ministro, uma vez que a disputa envolve decisões tomadas pelo STF no exercício de suas atribuições constitucionais.
Sistema judicial brasileiro
A AGU também pediu que a justiça norte-americana não considere que Moraes não se manifestou nem apresentou defesa sobre o caso, uma vez que foi formalizado, antes disso, o pedido para que o órgão o represente enquanto integrante do Estado brasileiro.
Entre os pontos citados apresentados está o de que a análise de decisões judiciais brasileiras por tribunais de outro país violaria o “princípio da imunidade de jurisdição”, previsto no Direito Internacional e reconhecido pela legislação norte-americana.
De acordo com esse princípio, atos praticados por autoridades de um Estado soberano não podem ser julgados por cortes estrangeiras sem o seu consentimento. O documento afirma, ainda, que o Brasil “não consentiu e não consentirá” com a revisão de decisões de sua Suprema Corte por juízes de outros países. E ressaltou que “eventuais questionamentos a decisões do STF devem ser feitos exclusivamente dentro do sistema judicial brasileiro”.
*Do HJur, com informações da AGU e Agências de Notícias
Brasil e Haiti: da "Missão de Paz" ao jogo de ontem, por Natanael Sarmento*
20/06/2026
Gramados
O campo do Brasil é continental e mede 8,5 milhões de quilômetros quadrados. O insular haitiano tem 27 mil quilômetros quadrados – área equivalente à de Alagoas. O Haiti ocupa 1/3 de ilha caribenha os outros 2/3 são da Republica Dominicana.
Torcidas
A população brasileira aproxima-se de 220 milhões e a haitiana é de 12 milhões, equivale à cidade de São Paulo.
Renda do jogo
O PIB brasileiro alcança 2,3 trilhões de dólares. Os ilhéus caribenhos 39 bilhões, equivale a bola que rola na Eletrobrás, e é menor que empresas e autarquias quais Petrobrás, Banco do Brasil e INSS.
Dieta nutricional
O governo atual festeja a retirada do Bras...
Ontem, sexta-feira 19 de hunho de 2026 a seleção de futebol da CBF venceu Haiti por 3 a 0. Um placar “elástico” no jargão futebolístico. E a “pátria de chuteiras” enfim, dormiu, sem o uso do “Rivotril”.
Gramados
O campo do Brasil é continental e mede 8,5 milhões de quilômetros quadrados. O insular haitiano tem 27 mil quilômetros quadrados – área equivalente à de Alagoas. O Haiti ocupa 1/3 de ilha caribenha os outros 2/3 são da Republica Dominicana.
Torcidas
A população brasileira aproxima-se de 220 milhões e a haitiana é de 12 milhões, equivale à cidade de São Paulo.
Renda do jogo
O PIB brasileiro alcança 2,3 trilhões de dólares. Os ilhéus caribenhos 39 bilhões, equivale a bola que rola na Eletrobrás, e é menor que empresas e autarquias quais Petrobrás, Banco do Brasil e INSS.
Dieta nutricional
O governo atual festeja a retirada do Brasil do “mapa da fome”. O país entrou nesse ranking miserável no governo Bolsonaro. Mas ainda assim temos 5% da população na fome. O Haiti a fome crônica alcança 50% da população.
A bola rolando
A ONU deslocou em 2004 a Force Commander da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti. Seu primeiro comandante foi General Augusto Heleno.
Beque cabeça de bagre
Na linha de frente do time da paz o General Heleno jogou como caceteiro zagueiro de usina, cabeça de bagre, estilo “da cabeça para baixo tudo é canela”. Na jogada da invasão da área da favela da Cité Soleil, com extrema e desproporcional força e uso de armas pesadas. Provoca uma chacina em Porto Príncipe. Mais de 60 mortos, para capturar um chefe de gangue, o "Dread Wilme".A estupidez do beque de fazenda foi denunciada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos CIDH.
Do mesmo time
Outro destacado nesse jogo “amistoso” da missão de paz da ONU no Haiti foi Tarcísio de Freitas. Atual governador dos paulistas. Pelos méritos em campo recebeu o troféu de denuncia no Tribunal Penal Internacional, por “crimes contra a humanidade”.
Notas do jogo
O comentarista desportivo Ralfe de Carvalho faz análises táticas e atribui notas de 0 a 10 pelo desempenho dos individualmente. Brasil e Haiti de ontem, ousamos imitar o reputado comentarista, damos nota 8,5 para Lucas Cunha (2 gols); 8,0 para dois, Vinícius Jr. e Paquetá; os demais, recebem de 6 abaixo e nos escusamos de nominar pela vergonha alheia.
Resenha do outro jogo
E na Missão de apaziguar?
Pelo jogo da missão de paz no Haiti damos nota zero ao General Heleno. Pelo campeonato brasileiro, escusamos pois ele já recebeu nota do STF: condenação a pena de 21 de prisão, pelos atentados contra os estado de direito e tentativa de golpe de estado do 8 de janeiro de 2023.
O outro
Tarcísio de Freitas, governador armador da polícia brucutu de São Paulo, pela jogadas no Haiti e Brasil, faltas táticas contra direitos humanos, malandragens e cartões amarelos das inúmeras denúncias de corrupção e favorecimento, pelas jogadas que mereciam expulsão direta nas privatizações como a da Dabesp recorremos a amigos discípulos de Pitágoras para dosimetria da nota certa Tendo que o carniceiro está no jogo candidato a reeleição fixamos -1. A justificativa está na reta numérica negativa: quanto mais próximo de zero, maior é o número. Não existe número inexistência entre 1 e 0 e a nota é menos 1.
*Natanael Sarmento é professor e escritor. Integra o diretório nacional do Partido Unidade Popular Pelo Socialismo –UP.

Acaba quarta-feira (24) o prazo concedido a Bolsonaro para prisão domiciliar; Moraes o convoca para depor na terça (23)
20/06/2026
Por enquanto, nem os advogados de Bolsonaro nem o gabinete do ministro se manifestaram a respeito, mas é provável que outro pedido para que o prazo seja prorrogado já tenha sido apresentado nesta sexta-feira (19/06), acompanhado de laudos médicos — uma vez que nas últimas semanas o ex-presidente teve crises constantes de soluções que chegaram até a levantar a hipótese de que ele precisaria ser hospitalizado novamente, mas isso não chegou a acontecer.
Oitiva sobre arma de fogo
Por outro lado, Alexandre de Moraes a...
Acaba na próxima quarta-feira, dia 24 de junho, o prazo estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o ex-presidente Jair Bolsonaro fique em prisão domiciliar em caráter humanitário. Caso não seja confirmada necessidade de ele continuar o tratamento ao qual está sendo submetido em sua própria residência até lá, ele poderá ser encaminhado de volta ao Complexo Prisional da Papuda.
Por enquanto, nem os advogados de Bolsonaro nem o gabinete do ministro se manifestaram a respeito, mas é provável que outro pedido para que o prazo seja prorrogado já tenha sido apresentado nesta sexta-feira (19/06), acompanhado de laudos médicos — uma vez que nas últimas semanas o ex-presidente teve crises constantes de soluções que chegaram até a levantar a hipótese de que ele precisaria ser hospitalizado novamente, mas isso não chegou a acontecer.
Oitiva sobre arma de fogo
Por outro lado, Alexandre de Moraes autorizou nesta sexta-feira (19/6) que a Polícia Civil ouça o ex-presidente sobre a apreensão de uma arma de fogo durante uma abordagem policial no Distrito Federal. O depoimento, porém, não poderá ser realizado por videoconferência e será tomado de forma presencial, na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.
Está programado para a próxima terça-feira (23/06), ou seja: a véspera do prazo que Moraes tem para dizer se prorroga ou encaminha Bolsonaro de volta para a Papuda.
A decisão de tomar o depoimento do ex-presidente nada tem a ver com o fim do prazo da sua prisão domiciliar, mas está sendo interpretada como uma ótima oportunidade para que seja avaliada, de fato, a situação do ex-presidente.
Arma encontrada com policial
Na verdade, foi proferida após a Polícia Civil do Distrito Federal instaurar inquérito que investiga a apreensão de uma pistola Glock calibre 9mm com carregador que estava com um dos policiais que fazem a segurança na casa dele.
A arma, segundo registro de ocorrência, foi encontrada na noite de 15 de junho de 2026, por volta das 23h30, e comunicada oficialmente à polícia às 0h14 do dia seguinte. A propriedade do armamento foi atribuída a Bolsonaro com base em consulta ao sistema SIGMA, do Exército Brasileiro.
Sem videoconferência
No despacho, Moraes autorizou que o ex-presidente seja ouvido terça-feira, às 15h, no próprio local onde cumpre a prisão domiciliar. O ministro justificou a recusa ao uso de videoconferência citando restrições legais para comunicações eletrônicas no contexto da medida judicial.
O magistrado também determinou que a defesa apresente esclarecimentos adicionais sobre a rotina de segurança de Jair Bolsonaro. Entre os pontos solicitados está a confirmação de que os agentes de proteção cedidos em razão do cargo público são dispensados durante o período noturno.
Saúde do ex-presidente
Outro eixo da decisão trata do acompanhamento de saúde dentro da residência. Moraes pediu informações sobre a eventual contratação de profissionais qualificados para assistência no período noturno, após questionamentos sobre a indicação de um acompanhante sem formação técnica na área da saúde.
A defesa havia sugerido o nome de Carlos Eduardo Antunes Torres, descrito como integrante da família e pessoa de confiança, mas sem comprovação de qualificação profissional como enfermeiro ou técnico de enfermagem. O pedido para sua permanência no local já havia sido negado anteriormente pelo ministro, que reiterou a necessidade de comprovação técnica para eventual atuação na função.
Em função de tudo isso, os próximos dias são de suspense entre os políticos, sobretudo os mais ligados ao ex-presidente. Até porque tudo pode acontecer, inclusive Moraes prorrogar o prazo de autorização para que ele permaneça mais um pouco em sua residência.
— Com Agências de Notícias
Zema em Caruaru adota o "raquelês". Tavares Neto pergunta. Ele foge da pergunta sobre a cidade e fala sobre o Brasil
20/06/2026
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O pré-candidato a presidente da República, o ex-governador de Minas, Romeu Zema, visitou Pernambuco por esses dias e esteve em Caruaru. O experiente repórter Tavares Neto fez uma pergunta direta: quais os planos dele para a cidade? Zema provavelmente, além do São João, não conhece nada de Caruaru e do Agreste de Pernambuco. Porém, usando a estratégia frequentemente utilizada pela caruaruense Raquel Teixeira Lyra, não respondeu ao que foi perguntado. Escapuliu da pergunta e falou dos seus planos para o Brasil. Alguns até interessantes. Vale a máxima raquelista: você pergunta o que quer, eu respondo o que me interessa. Confira o vídeo
Ataque hacker envia falsa mensagem de alerta da defesa civil para milhares de celulares do país
20/06/2026
Milhares de celulares receberam alertas sonoros como se fossem uma sirene de emergência com a mensagem “Alerta Extremo — 'misantropia' (palavra que significa ódio à humanidade).
Plataforma tirada do ar
O Executivo Federal já descobriu que a plataforma de envio de alertas da Defesa Civil foi tirada do ar às 1h30 e que as mensagens foram enviadas de forma remota. Logo no início da manhã foi divulgada uma nota conjunta pela Defesa Civil Nacional e o Ministério do Desenvolvimento Regional, informando que a Polícia Federal foi acionada e está investigando o caso.
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, que faz parte do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regi...
Em meio às comemorações pela vitória do jogo do Brasil na Copa do Mundo, a madrugada deste sábado (20/06) terminou sendo marcada em várias partes do país por um grande susto entre a população, em o que está sendo investigado como um ataque hacker.
Milhares de celulares receberam alertas sonoros como se fossem uma sirene de emergência com a mensagem “Alerta Extremo — 'misantropia' (palavra que significa ódio à humanidade).
Plataforma tirada do ar
O Executivo Federal já descobriu que a plataforma de envio de alertas da Defesa Civil foi tirada do ar às 1h30 e que as mensagens foram enviadas de forma remota. Logo no início da manhã foi divulgada uma nota conjunta pela Defesa Civil Nacional e o Ministério do Desenvolvimento Regional, informando que a Polícia Federal foi acionada e está investigando o caso.
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, que faz parte do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, informou ainda que tomará as providências para religar o sistema de alertas o mais rápido possível.
Paraná recebeu maior número de mensagens
Órgãos de Defesa Civil local rapidamente começaram a se manifestar, informando que o alerta era falso. No Paraná, o número de mensagens foi um dos maiores, tanto que o governo daquele estado também acionou a Agência Nacional de Telefonia (Anatel).
Já a Defesa Civil de São Paulo afirmou que o alerta foi enviado pela tecnologia via "tecnologia Cell Broadcast", mas que não seguiu "os protocolos oficiais de comunicação de emergências". O órgão também confirmou que o sistema foi desligado.
Dia será de apurações
Mesmo de madrugada, o assunto se tornou um dos mais comentados nas redes sociais. Termos como "Defesa Civil", "Recebi" e "Hacker" eram alguns dos mais buscados.
O ator e comediante Paulo Vieira comentou que também recebeu o aviso. "O celular fez um barulho muito doido que eu nunca escutei na vida", afirmou.
Informações do Palácio do Planalto são de que, a depender do resultado das investigações, outra nota com dados sobre o episódio podem ser divulgadas até o final do dia e que a PF está em busca dos responsáveis pelo ato criminoso.
— Com agências de Notícias
Facções criminosas dominam em Porto de Galinhas e arredores - Confira
20/06/2026
Facções ditam as leis
Mais fortes que a polícia, a justiça, o governo e os legislativos, as facções ditam as leis, sobre a legislação vigente. A foto que ilustra a matéria é exemplar: " Proibido roubar na favela". Hermenêutica: fora da favel...
As Marcas do poder das facções em Porto de Galinhas e praias próximas não é só nas pichações dentro das comunidades. As marcas deixadas pelas facções no litoral sul de Pernambuco servem como demarcação de território, aviso para gangues rivais e imposição do medo para os moradores. Os símbolos mais comuns pintados em muros, portões e casas de municípios como Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho incluem iniciais e siglas: Pichações com as letras CLS (Comando Litoral Sul), CV (Comando Vermelho, aliado nacional) ou as antigas siglas (Trem Bala) e BDM (Bonde dos Malucos). Alusões ao Trem Bala: Desenhos ou menções explícitas a trens em alta velocidade, que simbolizam a rapidez e a força da facção em atropelar os rivais.
Facções ditam as leis
Mais fortes que a polícia, a justiça, o governo e os legislativos, as facções ditam as leis, sobre a legislação vigente. A foto que ilustra a matéria é exemplar: " Proibido roubar na favela". Hermenêutica: fora da favela, pode roubar à vontade.

Recado Dado
Avisos para a Comunidade: Frases pintadas em paredes ordenando que motoristas e motociclistas "baixem os vidros", "retirem o capacete" e "liguem o pisca alerta" ao entrar na comunidade. Punições desenhadas, símbolos de silêncio ou frases como "proibido roubar na favela" ou "quem colar com a polícia vai morrer", estabelecem o código de conduta imposto pelo tráfico. Integrantes costumam tatuar as iniciais da facção, desenhos de palhaços (que no jargão do crime associam-se a matadores de policiais), curingas ou armas de grande porte.
Acordo ou Gesto?
As forças de segurança do estado frequentemente realizam mutirões para apagar essas pichações logo após operações policiais, como forma de retomar simbolicamente a presença do Estado na região. Isso foi feito recentemente, após a repercussão de agressão a turistas do Paraná, em todos os lugares onde tenha mais movimentos ou praças de esporte, que são os lugares preferidos das facções, também há um acordo com comerciantes locais.

Sem Permissão não Entra
As pichações são comuns dentro das comunidades e fomos aconselhados pela força policial a não entrar em alguns lugares para filmar ou fazer fotos, isso após perguntar sobre a atuação das facções no lugar.
Coincidência ou não, eles se encontravam em um protesto por causa do desaparecimento de um rapaz, que segundo a polícia foi exterminado pelos mandatários do tráfico. O movimento causou um engarrafamento enorme ontem, sexta-feira (19/06), em Porto de Galinhas.

Sem Autorização não Fala
A polícia não pode falar, dar entrevista sem autorização superior, é o que foi dito pelo comandante, Tenente Mendes, que no momento estava na operação para desfazer o protesto. Segundo o mesmo comandante, eles não podem usar da força para desfazer protestos pacíficos, deve haver negociação, não importa o tempo que leve. Tentamos conversar sobre a atuação das facções na cidade mas ninguém, absolutamente ninguém, fala sobre o assunto. Até se afastam para que não haja mais contato. Não precisa falar mais nada, não só em Porto de Galinhas, mas em todo Estado a atuação das facções é evidente.

NR - A reportagem não pode ingressar nas comunidades onde estão as pichacões com palavras de ordem e comandos aos moradores porque O Poder se recusa a negociar com facções criminosas e com representantes do narcoestado que está dominando vastas áreas de Pernambuco.
Assistam ao vídeo
Projetos estratégicos de infraestrutura viária avançam no governo federal
19/06/2026
O diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT, Alex Azevêdo, participou, nesta sexta-feira, de reunião promovida pela Infra S.A., em Brasília. O encontro tratou dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) de projetos estratégicos de infraestrutura. O evento reuniu representantes do setor para discutir o andamento dos estudos e alinhar iniciativas voltadas ao fortalecimento da logística e ao desenvolvimento da malha de transportes no país.

É Findi - É São João! - Crônica - Por AJ Fontes*
19/06/2026
Mais uma semana e a mágica se completa. Uma mesa onde estão, junto das comidas já faladas, o pé-de-moleque, a cerveja, a cachaça e outras bebidas enxeridas, metidas a besta, mas que estão, por convite ou conveniência. Essa é uma parte importante da festa, embora as demais não se escondam, ao contrário se exibem.
A música sai de um canto do alpendre para o trio não parar, no caso de chover. O sanfoneiro puxa o fole e entoa o hino: “A fogueira está queimando em homenagem a São João”. Zabumba e triângulo acompanham. Seguem tocando forró, baião e, lá pelas tantas, quando o suor escorrer pelos rostos, ensopando as camisas e vestidos que envolvem os corações aos pulos, um xote.
Eita! É tudo junto e mis...
O milho ainda está no pé. Mais uns dias e o povo do sítio irá quebrar as espigas que serão transformadas em pamonha, canjica; e, basta apenas a água fervente com um tantinho de sal, ela cozinha; ou, deixa sobre uma grelha acima de um braseiro, assa.
Mais uma semana e a mágica se completa. Uma mesa onde estão, junto das comidas já faladas, o pé-de-moleque, a cerveja, a cachaça e outras bebidas enxeridas, metidas a besta, mas que estão, por convite ou conveniência. Essa é uma parte importante da festa, embora as demais não se escondam, ao contrário se exibem.
A música sai de um canto do alpendre para o trio não parar, no caso de chover. O sanfoneiro puxa o fole e entoa o hino: “A fogueira está queimando em homenagem a São João”. Zabumba e triângulo acompanham. Seguem tocando forró, baião e, lá pelas tantas, quando o suor escorrer pelos rostos, ensopando as camisas e vestidos que envolvem os corações aos pulos, um xote.
Eita! É tudo junto e misturado.
Não deu para separar as partes da festa. Você viu que falei da fogueira. O dono da casa, de olho no céu, com cara de quem pergunta a São Pedro se vai abrir a torneira, segura um pedaço de bucha, uma garrafa de querosene e uma fosforeira, prestes a queimar os gravetos sobre a lenha seca, guardada há dias. Ele consegue as primeiras línguas de fogo quando os convidados começam a chegar.
Tem o pau-de-sebo em um canto, lambuzado de gordura de porco e enfeitado com bandeirolas de tudo que é cor. Elas passam pela varanda à frente da casa, enrolam as colunas que seguram a coberta, fazem a volta no juazeiro depois da fogueira e arrodeiam o terreiro de chão batido, onde a matutada dança. Aqui e ali um balão pendurado no meio delas. Deram um trabalho danado à patroa, às filhas e aos pirralhos da casa. Desde antes de ontem cuidam de fazer os enfeites além das comidas.
Trabalho nada!
Eles fazem isso tudo, todos os anos e com muito gosto, no meio de conversas sem fim, ajuntadas às risadas e arengas. Tudo para receber os moradores dos sítios vizinhos, também os da cidade, difícil de aparecer por essas bandas.
O frege se estica até Deus ter dó dos pés e do fígado dos presentes.
No dia seguinte, a casa acorda tarde. Os corpos ainda dançam e ouvem as músicas, gritos, risos e fogos que explodiram horas antes. A fogueira é só brasa e fumaça; as bandeiras, parte delas, espalhadas no chão de barro molhado, marcado de chinelas e botas.
A moça mais nova suspira e nem precisa dizer o porquê do sorriso, pois todos viram que dançou a noite toda com o rapazinho de uma família da rua enquanto a mais velha, arrastando o chinelo, ajuda a mãe no feitio do café para o povo todo da casa.
O pai, aprumado que só uma vara, embora nos costados já lhe batam mais de sessenta dessas festas, resolve se assentar no banco de tronco embaixo do juazeiro. Por conta do ressonado dos acordes da sanfona, das batidas da zabumba e do tililingue do triângulo na cabeça; da mistura de cheiros: fumaça, milho assado, cachaça, perfume e mais coisa que nem é bom saber; não dá conta do amigo de longas datas passando no lombo do burrinho.
— Ôpa! Festa boa danada, essa, num foi mermo?
De começo, ele balança a cabeça, levanta o queixo perguntando “o quê?” O amigo repete. Espertando daquele torpor, ele levanta o dedo, procura no vento uma resposta, encara o amigo e diz.
— Seu João...
É São João!
*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’. @aj.fontes
