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Exposição sobre Chaves, cortejo em homenagem a Alceu e Peça com Letícia Sabatella e Daniel Dantas: confira agenda cultural no Grande Recife

26/06/2026

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Música, teatro e dança. E várias exposições abordando temas diversos. Além dos shows de São João, com Elba Ramalho, Jorge de Altinho e Mestre Ambrósio, a programação cultural do Grande Recife neste fim de semana reúne atrações para diferentes públicos.

Os destaques

Entre os destaques, estão a peça "Ilíada", estrelada por Letícia Sabatella e Daniel Dantas, um cortejo em homenagem a Alceu Valença. A agenda também inclui um passeio ciclístico pela Rota do Brasil Holandês, uma exposição que celebra os 40 anos da estreia do programa Chaves no Brasil e um apresentação de balé da Aria Social.


São João no Grande Recife

A programação do São João chega ao último fim de semana de junho, com shows e apresentações culturais, em celebração a São Pedro, em diversas cidades do Grande Recife. Entre as atrações na capital, estão Elba Ramalho, Silvério Pessoa, Jorge de Altinho e Mestre Ambrósio.
São João do Recife

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Música, teatro e dança. E várias exposições abordando temas diversos. Além dos shows de São João, com Elba Ramalho, Jorge de Altinho e Mestre Ambrósio, a programação cultural do Grande Recife neste fim de semana reúne atrações para diferentes públicos.

Os destaques

Entre os destaques, estão a peça "Ilíada", estrelada por Letícia Sabatella e Daniel Dantas, um cortejo em homenagem a Alceu Valença. A agenda também inclui um passeio ciclístico pela Rota do Brasil Holandês, uma exposição que celebra os 40 anos da estreia do programa Chaves no Brasil e um apresentação de balé da Aria Social.


São João no Grande Recife

A programação do São João chega ao último fim de semana de junho, com shows e apresentações culturais, em celebração a São Pedro, em diversas cidades do Grande Recife. Entre as atrações na capital, estão Elba Ramalho, Silvério Pessoa, Jorge de Altinho e Mestre Ambrósio.
São João do Recife
Sexta (26) a domingo (28)
Recife, Itamaracá, Cabo de Santo Agostinho e Itapissuma

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"Cartografia Junina: percursos de memória e celebração"

O projeto "Cartografia Junina" tem uma programação voltada à cultura popular. Promovido pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), o projeto busca valorizar o ciclo junino como patrimônio cultural do estado e aproximar o público de espaços de memória e preservação.
Cartografia Junina: percursos de memória e celebração
Sexta-feira (26) e sábado (27). Confira programação:
Sexta-feira (26), às 14h, no Espaço Pasárgada (Rua da União, 263, Boa Vista - Recife): Boi Bombá do Hemetério
Sábado (27), às 16h, no Museu Regional de Olinda: Cortejo Junino até o Museu de Arte Sacra de Pernambuco, com o Acorda Povo de Seu Manoel

Cine Apipucos

Projeto realizado pela Viva do Brasil, empresa que gere parques públicos do Recife, o "Cine Apipucos" promove exibição de filmes a céu aberto com almofadas, cadeiras e organização em formato de plateia. Durante as sessões, a "Cine Feira" oferece opções de lanches no local.

Cine Apipucos
Sexta (26) a domingo (28). Confira programação:
Sexta-feira (26), às 18h - "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança" (1h48, 14 anos, drama)
Sábado (27), às 18h - "E.T. - O Extraterrestre" (1h55, livre, ficção científica)
Domingo (28), às 16h30 - "Procurando Nemo" (1h41, livre, animação)
Parque Apipucos: Rua de Apipucos, s/n, Apipucos - Recife

Peça "Ilíada", com Letícia Sabatella e Daniel Dantas
Baseado nos cantos 1 e 20 do poema de Homero, o espetáculo “Ilíada” chega ao Recife com Letícia Sabatella e Daniel Dantas no elenco. A montagem parte da Guerra de Troia para abordar sentimentos que atravessam gerações, com foco nas dúvidas, impulsos e escolhas dos personagens. Em cena, o texto destaca aspectos humanos do mito, como coragem, raiva, orgulho e finitude. A tradução apresentada no palco é de Manoel Odorico Mendes.
Espetáculo "Ilíada", com Letícia Sabatella e Daniel Dantas
Sexta-feira (26), às 20h, e sábado (27), às 18h
Teatro do Parque: Rua do Hospício, 81, Boa Vista – Recife

Passeio ciclístico "Rota do Brasil Holandês"
A segunda edição do passeio ciclístico Rota do Brasil Holandês, realizado pela La Ursa Tours, propõe um trajeto sob duas rodas por pontos ligados à presença holandesa no Recife no século XVII. O roteiro é baseado no livro “Guia do Brasil Holandês”, do historiador Daniel Breda, que também fará a mediação da atividade. O percurso passa por áreas históricas dos bairros de Santo Antônio e do Recife, com paradas em locais como a Rua do Bom Jesus, a Sinagoga Kahal Zur Israel, o Bairro do Pilar e o Forte do Brum.

Passeio ciclístico "Rota do Brasil Holandês"
Sábado (27), das 14h às 17h
Início na Estação Bike PE da Praça do Arsenal e encerramento na Estação Bike PE do Cais de Santa Rita, no Recife

Espetáculo "O açougueiro"

O monólogo pernambucano “O açougueiro” será apresentado em mais uma edição do projeto Ocupa Cena. Com texto e direção de Samuel Santos e atuação e produção de Alexandre Guimarães, o espetáculo aborda temas como amor, preconceito e feminicídio. A montagem acompanha a história de Antônio, homem que tenta escapar da fome e de um casamento marcado por conflitos. Premiada, a peça celebra dez anos de circulação por cidades de Pernambuco e de outros estados.
Espetáculo "O açougueiro"
Sábado (27), às 15h
Sesc Piedade: Rua Goiana, 40, Piedade - Jaboatão dos Guararapes
Um quilo de alimento não perecível

Espetáculo "O que nos move”

O espetáculo anual do projeto Aria Social reúne balé clássico, moderno e contemporâneo. Dividida em dois atos, a montagem parte da dança como forma de expressão para refletir sobre sentimentos, valores e conexões humanas.
Espetáculo "O que nos move”
Domingo (28), às 17h
Teatro de Santa Isabel: Praça da República, s/n, Santo Antônio – Recife

Cortejo "80 anos de Alceu Valença"

A prefeitura de Olinda e a Troça Carnavalesca Pitombeira dos Quatro Cantos promovem um cortejo especial em homenagem aos 80 anos do artista pernambucano Alceu Valença. O cantor, que recentemente percorreu o país com a turnê "80 Girassóis", revisitando sua trajetória desde a década de 1970 até os dias atuais, é morador do Sítio Histórico de Olinda, por onde o cortejo vai passar.
Cortejo "80 anos de Alceu Valença"
Quarta-feira (1º), às 18h
Sede da Pitombeira: Rua 27 de Janeiro, 128, Carmo – Olinda

A exposição “Lagarta Richelieu – Agreste em linhas e lacês” propõe uma imersão no universo da Renda Renascença, um dos principais patrimônios culturais do Nordeste. A mostra reúne fotografias, materiais audiovisuais, instalações e objetos da multiartista e curadora Lenice Queiroga, que explora a memória, os saberes e os processos dessa tradição artesanal. Resultado de mais de uma década de pesquisa autoral, o trabalho destaca também as mestras rendeiras e os territórios onde a prática se mantém viva.
Exposição “Lagarta Richelieu – Agreste em Linhas e Lacês”
Visitação até 28 de junho. De terça a sexta, das 9h às 17h; sábado e domingo, das 14h às 17h

Exposição “Açúcar: sabores, cheiros e memórias”

Estimular um olhar sensível sobre a presença do açúcar na formação cultural, afetiva e cotidiana da sociedade brasileira. Este é o objetivo da exposição “Açúcar: sabores, cheiros e memórias”, realizada pela Fundação Gilberto Freyre. Inspirada numa obra de Gilberto Freyre publicada em 1939, a mostra explora elementos ligados a sabores, aromas, hábitos, objetos e memórias em torno da cultura açucareira, reunindo diversos itens do acervo da instituição compartilhados pela primeira vez.
Exposição “Açúcar: sabores, cheiros e memórias”
Visitação até 30 de junho. De segunda a sábado, das 9h às 22h, e aos domingos e feriados, das 12h às 21h
Piso L4 do Plaza Shopping: Rua Dr. João Santos Filho, 255, Parnamirim - Recife

Exposição "O Reinado do Riso"
A Caixa Cultural Recife recebe a exposição “O Reinado do Riso”, que apresenta como o riso e a brincadeira atravessam tradições como o carnaval, o Bumba Meu Boi, a Folia de Reis, o teatro de bonecos e outras expressões. Entre os artistas pernambucanos presentes estão nomes como Bajado, Julião das Máscaras, Silvio Botelho e Mestre Solon, além de registros fotográficos de manifestações culturais do estado.
Exposição "O Reinado do Riso"
Visitação até 5 de julho. De terça a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 18h
Caixa Cultural Recife: Avenida Alfredo Lisboa, 505, Recife

Exposição "Tempo"
A primeira exposição individual da artista visual Tereza Perman reúne 45 obras. As peças artísticas, feitas com pintura tradicional e digitais, são divididas em três séries: Identidade, Dissolvida e Retratos de Memória. A mostra foi criada a partir das experiências da artista no convívio familiar.
Exposição "Tempo", de Tereza Perman
Visitação até 6 de julho
Instituto Ploeg: Rua da Santa Cruz, 190, Boa Vista - Recife

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Exposição “Manto dos Campeões: Lendas da Copa”
A exposição “Manto dos Campeões: Lendas da Copa” reúne 20 camisas clássicas de 13 seleções, como Brasil, Argentina, Espanha e Holanda. As peças pertencem ao colecionador pernambucano Antonio Botelho e inclui peças usadas por jogadores como Ricardo Rocha, Bebeto, Ronaldo, Maradona, Van Persie e Iniesta.

Exposição “Manto dos Campeões: Lendas da Copa”
Visitação até 19 de julho. De segunda a sábado, das 9h às 21h; e domingo, das 11h às 19h
Shopping Boa Vista: Rua do Giriquiti, 48, Boa Vista - Recife

Exposição "Carta ao desejo"
A mostra coletiva “Carta ao Desejo”, com obras de 22 artistas e curadoria de Rebeka Monita, reúne obras que exploram imaginação, fantasia e utopias, usando a poesia como forma de reflexão e transformação. Na abertura, o artista Edson Barrus Atikum apresenta a performance “cercaviva”.
Além da mostra, as exposições “...Aquele Cheiro do Tempo”, de Luciana Borre, sobre memória e práticas têxteis; e “Garateia: Onde Ancora a Memória”, de Shell Osmo, inspirada nas vivências ribeirinhas da bacia do Pina, no Recife, fazem parte da programação do MAMAM, na capital pernambucana.

Exposição "Carta ao desejo"
Visitação até 19 de julho. De quarta a sexta-feira, das 10h às 17h; sábados e domingos, das 10h às 16h
Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM): Rua da Aurora, 265, Boa Vista – Recife

Exposição “Gigantes do Gelo”
A exposição “Gigantes do Gelo” tem proposta imersiva e educativa sobre a Era Glacial. A mostra reúne 26 réplicas de animais pré-históricos, incluindo 14 "animatrônicos" com movimentos e sons, em uma experiência voltada para crianças, jovens e adultos. Entre os destaques, estão exemplares em tamanho real de espécies como mamute, tigre-dente-de-sabre e rinoceronte-lanudo.

Exposição “Gigantes do Gelo”
Visitação até 1º de agosto. De segunda a sábado, das 9h às 22h, e aos domingo, das 12h às 21h
Piso L1 do Shopping RioMar: Avenida República do Líbano, 251, Pina - Recife
Entrada gratuita, com inscrições pelo App do RioMar Recife

"Chaves: a exposição"

“Chaves: a exposição” é a maior mostra já realizada em homenagem ao personagem criado por Roberto Gómez Bolaños. A experiência celebra os 40 anos de estreia do programa no Brasil e reúne cenários do seriado, figurinos, elementos cênicos, roteiros, bonecos em tamanho real e objetos originais, como a marreta do Chapolin. A proposta também inclui espaços interativos, informações sobre elenco e dubladores e acesso a “episódios perdidos”.
"Chaves: a exposição"
Visitação até 2 de agosto. De terça a sexta, das 12h às 21h, aos sábados, das 10h às 22h, e aos domingos e feriados, das 12h às 21h
RioMar Recife, piso L3: Avenida República do Líbano, 251, Pina - Recife

Exposição "De lá e de cá"
A exposição imersiva “De lá e de cá” tem como proposta aproximar as tradições juninas de Pernambuco e de Portugal. A mostra reúne fotografias, objetos, sons e aromas em um percurso que apresenta origens, costumes e manifestações ligadas ao São João nos dois territórios. Entre os elementos abordados estão tradições portuguesas, como o manjerico, as rusgas e as sardinhas, e referências pernambucanas, como o forró, a quadrilha, as bandeirinhas e as comidas de milho.

Exposição "De lá e de cá"
Visitação até 2 de agosto. De terça a sexta, das 10h às 18h, e sábado e domingo, das 11h às 19h
Paço do Frevo: Praça do Arsenal da Marinha, 91, Bairro do Recife – Recife

Exposição "Vereda Interior"

Nesta mostra, o fotógrafo pernambucano Gustavo Pimentel alterna entre o registro espontâneo de situações do cotidiano e a construção de cenas que evocam suas memórias. As imagens revelam um sertão contemporâneo, distante dos estereótipos, e apresentam uma leitura poética do território. A exposição fotográfica reúne imagens feitas ao longo de duas décadas.

Exposição "Vereda Interior"
Visitação até 16 de agosto. De terça a sexta-feira, das 10h às 17h, e aos sábados e domingos, das 14h às 18h
Torre Malakoff: Praça do Arsenal, s/n, Bairro do Recife – Recife

Exposição "Hoje eu subi numa pilha de livros pra estar à sua altura"
Em sua primeira exposição individual, a artista visual Carolina Drahomiro propõe uma reflexão sobre a força de trabalho da mulher no contexto social.

Exposição "Hoje eu subi numa pilha de livros pra estar à sua altura"
Visitação até 16 de agosto. De terça a sexta-feira, das 10h às 17h, e aos sábados e domingos, das 14h às 18h
Torre Malakoff: Praça do Arsenal, s/n, Bairro do Recife – Recife

Exposições “Que herança você vai poder?” e “Restituir o possível”

O Museu da Abolição abre duas exposições que marcam uma nova etapa do projeto museográfico da instituição após a reforma concluída em 2022. As mostras abordam memória, resistência e herança afro-brasileira, a partir de obras contemporâneas e de um recorte do acervo de cultura material africana do museu. “Que herança você vai poder?” reúne 26 artistas e 31 obras em torno dos desdobramentos da abolição no Brasil. Já “Restituir o possível” apresenta peças de 12 países africanos e insere o museu no debate sobre restituição de bens culturais.

Exposições “Que herança você vai poder?” e “Restituir o possível”
Sem prazo determinado. Visitação de segunda a sexta, das 9h às 17h; sábado, das 13h às 17h
Museu da Abolição: Rua Benfica, 1150, Madalena -Recife
Gratuito

Exposição "Maracatu - Antropologia Visual"
O Paço do Frevo recebe a exposição temporária “Maracatu – Antropologia Visual”, dedicada à história e à força cultural do maracatu em Pernambuco. A mostra, com curadoria e design de Augusto Lins Soares, reúne 40 fotografias de Lula Cardoso Ayres, Katarina Real, Fred Jordão e July P., além de vídeos, obras de arte, capas de discos e indumentárias ligadas ao universo do maracatu. A abertura contará com apresentações do Maracatu Nação Estrela Brilhante do Recife e do Maracatu de Baque Solto Cruzeiro do Forte.

Exposição ‘Maracatu - Antropologia Visual’
Sem prazo determinado. Visitação de terça a sexta, das 10h às 18h; sábado e domingo, das 11h às 19h
Paço do Frevo: Praça do Arsenal da Marinha, 91, Bairro do Recife

Exposição "A cor que habita o ser"
Na exposição "A cor que habita o ser", o artista plástico carioca Gabriel Wickbold destaca o uso do vermelho, associado à intensidade, ao desejo e à vida, para trabalhar temas como identidade, corpo e comportamento humano. A mostra marca a inauguração da galeria M.Reding Art Gallery, na Zona Sul do Recife.
Exposição "A cor que habita o ser"
Sem prazo determinado. Visitação de segunda a quinta-feira, das 9h às 17h
M.Reding Art Gallery: Edifício Marcela Dubeux Priori, Av. Domingos Ferreira, 604, Pina - Recife

Exposição coletiva “Em obras”
A exposição coletiva “Em obras” reúne 26 artistas em uma proposta que relaciona arte, trabalho e direitos. A mostra apresenta obras em diferentes linguagens, como pintura, escultura, desenho, grafite e intervenções, abordando temas como sustento, dignidade, organização social e condições de trabalho.

Exposição coletiva “Em obras”
Sem prazo determinado. Visitação de quinta-feira a sábado, das 17h às 00h. Domingo das 17h às 23h
Casa do Cachorro Preto: Rua Treze de Maio, 99, Sítio Histórico - Olinda

Agora é só se programar e aproveitar.

O Poder

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Leia outras informações

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Oriente médio: Menos de dez dias após cessar-fogo, EUA volta a bombardear Estreito de Ormuz e Irã ataca bases norte-americanas

27/06/2026

Menos de dez dias após o fim da guerra, o cessar-fogo negociado no Oriente Médio ganhou um novo capítulo, nesta sexta-feira (26/06), com os Estados Unidos voltando a bombardear o Estreito de Ormuz. O argumento do governo norte-americano foi de represália ao ataque de drones iranianos a um navio cargueiro na quinta (25/06). A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) anunciou novos ataques.

De acordo com o Comando Central das Forças Armadas dos EUA, o bombardeio atingiu “locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos, além de estações de radar costeiras”. De acordo com a rede de notícias Al Jazeera, explosões foram ouvidas na cidade de Sirik, no sul do Irã, e a torre de comunicações de uma emissora local teria sido atingida.

Posições militares dos EUA

Em resposta aos ataques americanos, a IRGC anunciou que atingiu posições militares dos EUA na região, sem dar maiores detalhes. Em comunicado, as forças iranianas condenaram os bomba...

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Menos de dez dias após o fim da guerra, o cessar-fogo negociado no Oriente Médio ganhou um novo capítulo, nesta sexta-feira (26/06), com os Estados Unidos voltando a bombardear o Estreito de Ormuz. O argumento do governo norte-americano foi de represália ao ataque de drones iranianos a um navio cargueiro na quinta (25/06). A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) anunciou novos ataques.

De acordo com o Comando Central das Forças Armadas dos EUA, o bombardeio atingiu “locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos, além de estações de radar costeiras”. De acordo com a rede de notícias Al Jazeera, explosões foram ouvidas na cidade de Sirik, no sul do Irã, e a torre de comunicações de uma emissora local teria sido atingida.

Posições militares dos EUA

Em resposta aos ataques americanos, a IRGC anunciou que atingiu posições militares dos EUA na região, sem dar maiores detalhes. Em comunicado, as forças iranianas condenaram os bombardeios norte-americanos e afirmaram que, em caso de novas agressões, “os ataques serão mais abrangentes”.

Nas redes sociais, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, acusou o Irã de violar o acordo firmado em 17 de junho. “O Irã assinou um acordo de cessar-fogo. Nós o cumprimos. Se eles tiverem desacordos sobre como o Memorando de Entendimento está sendo aplicado, podem pegar o telefone. Mas a violência será respondida com violência”, publicou.

Bombardeios por drones

Ainda não se sabe se o ataque de drones que motivou os bombardeios foi realmente feito por forças iranianas. As operações de evacuação de navios que ficaram retidos no Estreito de Ormuz durante a guerra entre EUA/Israel e Irã tiveram de ser interrompidas.

O secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI) das Nações Unidas, Arsenio Dominguez, afirmou que as operações foram temporariamente suspensas para reafirmar se as garantias de segurança continuam em vigor para os navios e marinheiros na região.

— Com Agências de Notícias




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Dados da ONU apontam que cerca de 50 mil pessoas estão desaparecidas após terremoto na Venezuela

27/06/2026

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou oficialmente que a estimativa técnica feita por suas equipes que estão na Venezuela, ajudando o governo a socorrer a população após a ocorrência de dois terremotos nessa última semana, aponta que cerca de 50 mil pessoas ainda estão desaparecidas entre os escombros dos prédios e casas.

De acordo com o chefe de ajuda humanitária da entidade, Tom Fletcher, a catástrofe ganhou “proporções históricas” e a operação de resgate é “extremamente complexa”. Socorristas de vários países, incluindo o Brasil, acompanhados de cães farejadores e equipamentos, começaram a chegar a Caracas.



Missão brasileira

O Brasil enviou um avião KC-390 com 12 toneladas de equipamento, bombeiros, equipes da Defesa Civil e técnicos em telecomunicações. As autoridades decidiram militarizar o estado de La Guaira, localizado a 40km de Caracas (capital venezuelana) e considerado a área mais atingida pelo te...

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A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou oficialmente que a estimativa técnica feita por suas equipes que estão na Venezuela, ajudando o governo a socorrer a população após a ocorrência de dois terremotos nessa última semana, aponta que cerca de 50 mil pessoas ainda estão desaparecidas entre os escombros dos prédios e casas.

De acordo com o chefe de ajuda humanitária da entidade, Tom Fletcher, a catástrofe ganhou “proporções históricas” e a operação de resgate é “extremamente complexa”. Socorristas de vários países, incluindo o Brasil, acompanhados de cães farejadores e equipamentos, começaram a chegar a Caracas.



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Missão brasileira

O Brasil enviou um avião KC-390 com 12 toneladas de equipamento, bombeiros, equipes da Defesa Civil e técnicos em telecomunicações. As autoridades decidiram militarizar o estado de La Guaira, localizado a 40km de Caracas (capital venezuelana) e considerado a área mais atingida pelo terremoto. As entradas e saídas da região, afetada por saques, passaram a ser controladas pelas forças de segurança.

Por parte do Brasil, a mobilização brasileira foi organizada pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE). Conta com uma equipe de Busca e Resgate Urbano e reúne profissionais da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec/MIDR), militares dos Corpos de Bombeiros Militares de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de especialistas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Ajuda humanitária

Segundo a presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, entre as delegações que já se encontram no país estão, juntamente com a equipe do Brasil, representantes do México; Chile; El Salvador; Estados Unidos; Catar; Espanha; e demais membros da ONU. O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, viaja para lá na próxima semana para coordenar a ajuda humanitária brasileira.

Neste sábado (27/06), outro avião vai partir com médicos e um hospital de campanha. A sociedade civil também se mobiliza. Brasileiros e venezuelanos que moram em Roraima estão recolhendo doações.



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Susto: Tornozeleira de Bolsonaro parou de emitir sinais na noite desta sexta-feira (26) mas vistoria da PM constatou apenas falha no aparelho

27/06/2026

Hylda Cavalcanti*

Enquanto aguarda uma decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre se continua ou não em prisão domiciliar, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo, na noite desta sexta-feira (26/06), de mais uma polêmica. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) notificou o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma falha na emissão do sinal GPS da tornozeleira dele.

A falha, conforme detectou a PMDF, aconteceu por volta das 18h57, passando uma impressão errônea de que a tornozeleira teria sido rompida ou quebrada. De acordo com os agentes responsáveis pela segurança de Bolsonaro, uma equipe de monitoramento foi de imediato até a residência dele, no bairro do Jardim Botânico, em Brasília, para ver o que havia ocorrido.

Sem violação do equipamento

Segundo o relatório, não houve violação do equipamento. A equipe chegou à casa de Bolsonaro por volta das 20h04. Quando ficou constatado que o problema foi de ordem...

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Hylda Cavalcanti*

Enquanto aguarda uma decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre se continua ou não em prisão domiciliar, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo, na noite desta sexta-feira (26/06), de mais uma polêmica. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) notificou o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma falha na emissão do sinal GPS da tornozeleira dele.

A falha, conforme detectou a PMDF, aconteceu por volta das 18h57, passando uma impressão errônea de que a tornozeleira teria sido rompida ou quebrada. De acordo com os agentes responsáveis pela segurança de Bolsonaro, uma equipe de monitoramento foi de imediato até a residência dele, no bairro do Jardim Botânico, em Brasília, para ver o que havia ocorrido.

Sem violação do equipamento

Segundo o relatório, não houve violação do equipamento. A equipe chegou à casa de Bolsonaro por volta das 20h04. Quando ficou constatado que o problema foi de ordem técnica, ele foi orientado a ir até a área externa da casa para testar o sinal Wi-Fi. Logo após uma reconfiguração, a tornozoleira voltou a funcionar e não precisou ser trocada.

"Na análise restou constatado estrutura do dispositivo intacta, leds acesos e com sinalização em cadência normal. Solicitação de deslocamento para vista de satélites, prontamente atendida pelo monitorado", informou o documento encaminhado ao STF.



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Defesa pede prorrogação de domiciliar

O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e outros crimes. Ele aguarda retorno do ministro Alexandre de Moraes, do STF, sobre pedido feito pelos seus advogados de defesa para ter prorrogado o prazo de prisão domiciliar em função de não ter ficado totalmente recuperado do seu estado de saúde.

O prazo para término da prisão domiciliar e retorno de Bolsonaro à Papuda acabou na última quarta-feira (24), mas como foi feita essa nova solicitação, aguarda-se resposta por parte do magistrado quanto ao pedido dos advogados. Nesta sexta-feira (25/06), a Procuradoria-Geral da República deu parecer favorável a que o prazo para prisão domiciliar do ex-presidente seja prorrogado.

*Hylda Cavalcanti é jornalista, editora de O Poder aos sábados




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Muito estranho - Advocacia da União corre para socorrer bets na ação movida em Brasília por Antônio Campos

27/06/2026

O advogado Antônio Campos ajuizou ação popular, que tramita na 5a Vara Federal do DF. Objetivo da ação: que a União faça uma maior fiscalização quanto as bets e 'tigrinhos', bem como que determine a restrição da publicidade das bets, similar a legislação anti fumo. O advogado utiliza o princípio da analogia e a teoria dos princípios.

Estudos sobre o impacto

O autor juntou com a inicial estudos científicos e econômicos sobre o jogo abusivo e o impacto econômico e na saúde pública no Brasil, que é gigantesco.
O Juízo, inicialmente, mandou verificar se havia outra ação no mesmo sentido, na sede da União Federal, que é o Distrito Federal e não há. Com isso, a iniciativa passa a ser a ação pioneira para a matéria, em termos de ação popular ou ação civil pública. O que aumenta a importância da ação.

Pra onde vais com tanta pressa?

Antes de qualquer intimação, a Procuradoria Geral da União, 1a regiao, prot...

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O advogado Antônio Campos ajuizou ação popular, que tramita na 5a Vara Federal do DF. Objetivo da ação: que a União faça uma maior fiscalização quanto as bets e 'tigrinhos', bem como que determine a restrição da publicidade das bets, similar a legislação anti fumo. O advogado utiliza o princípio da analogia e a teoria dos princípios.

Estudos sobre o impacto

O autor juntou com a inicial estudos científicos e econômicos sobre o jogo abusivo e o impacto econômico e na saúde pública no Brasil, que é gigantesco.
O Juízo, inicialmente, mandou verificar se havia outra ação no mesmo sentido, na sede da União Federal, que é o Distrito Federal e não há. Com isso, a iniciativa passa a ser a ação pioneira para a matéria, em termos de ação popular ou ação civil pública. O que aumenta a importância da ação.

Pra onde vais com tanta pressa?

Antes de qualquer intimação, a Procuradoria Geral da União, 1a regiao, protocolou petição no seguintes termos, o que demonstra a relevância da ação: "Requerer a regular intimação da Procuradoria-Regional da União da 1ª Região, a fim de que o ente público possa apresentar manifestação prévia acerca do pedido de tutela antecipatória da parte contrária, no prazo de 5 (cinco) dias, dada a relevância e potencial impacto jurídico da matéria; quando menos, pede-se a observância do art. 2º, da Lei nº 8.437/1992.” ou seja, tomando conhecimento pela imprensa da ação, a advocacia federal se antecipou e pediu para ser citada com urgência. As linhas e entrelinhas do texto dizem mais que qualquer proclamação sobre a oportunidade e a relevância do debate, na sociedade e nos tribunais. Confira o print abaixo.



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Assunto relevante

Realmente a matéria tratada é importante. A reação, injustificavel em tempos normais, anuncia uma discussão jurídica de alta relevância.
“É preciso dar um freio de arrumação na publicidade e nos jogos de bets e 'tigrinhos', fazendo valer a lei, a Constituição Federal, para proteger mais de 12 milhões de jogadores ativos no Brasil.”, disse o advogado Antônio Campos.

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Confira o vídeo. O assunto vai dar muito o que falar.








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Mandato de resultados - Veneziano agiu e garantiu reconstrução de ponte entre Remígio e Barra de Santa Rosa

26/06/2026

Foi liberada para tráfego de veículos na tarde de hoje, sexta-feira (26/06) a Ponte sobre o Rio Piaba, que liga os municípios de Remígio e Barra de Santa Rosa. A obra estava paralisada havia mais de 10 anos e foi concretizada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes- DNIT, com recursos garantidos pelo Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). O investimento foi de aproximadamente R$ 2 milhões. O Deputado Estadual Anderson Monteiro também participou da entrega.

O senador que resolve

O Superintendwnre do DNIT na Paraíba, Arnaldo Monteiro, destacou a importância da participação de Veneziano para que a obra fosse concretizada. “Tive a felicidade de, ao assumir o DNIT, ter ao meu lado um Senador como Veneziano, que canalizou os recursos necessários para concretizar essa obra. Ele é um Senador que tem nos proporcionado fazer grandes obras, como a duplicação da BR 230, em Campina Grande; a triplicação da BR 230, em João Pessoa; a ponte...

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Foi liberada para tráfego de veículos na tarde de hoje, sexta-feira (26/06) a Ponte sobre o Rio Piaba, que liga os municípios de Remígio e Barra de Santa Rosa. A obra estava paralisada havia mais de 10 anos e foi concretizada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes- DNIT, com recursos garantidos pelo Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). O investimento foi de aproximadamente R$ 2 milhões. O Deputado Estadual Anderson Monteiro também participou da entrega.

O senador que resolve

O Superintendwnre do DNIT na Paraíba, Arnaldo Monteiro, destacou a importância da participação de Veneziano para que a obra fosse concretizada. “Tive a felicidade de, ao assumir o DNIT, ter ao meu lado um Senador como Veneziano, que canalizou os recursos necessários para concretizar essa obra. Ele é um Senador que tem nos proporcionado fazer grandes obras, como a duplicação da BR 230, em Campina Grande; a triplicação da BR 230, em João Pessoa; a ponte de Piancó, dentre tantas outras”, destacou o Superintendente.

Veneziano

Afirmou que a construção da ponte foi resultado de uma ação conjunta, que contou com a participação de muitos atores. “Só temos a agradecer ao presidente Lula, ao companheiro Renan Filho, que quando estava no Ministério dos Transportes abraçou esta causa, e teve, também, a nossa modesta, mas decisiva participação, com a articulação necessária para que a ponte fosse reconstruída”.



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É Findi - São João: Memórias Acesas - Crônica - Por Maria Inês Machado*

26/06/2026

A festa de São João ocupa um lugar especial na minha caminhada terrestre.

Nasci no interior e conheci, desde cedo, o sabor da canjica, da pamonha, do milho cozido e do milho assado na fogueira. São lembranças que guardo com gratidão, aquecidas pela ternura da infância.

Uma das tradições mais bonitas do sertão era a escolha da madrinha da fogueira. Era coisa séria. Não tinha o aparato religioso do batizado, mas representava um compromisso firmado por escolha. Mandato do coração.

Ainda não tínhamos idade para os namoros quando deixamos a pequena cidade e fomos morar na cidade grande. O motivo era continuar os estudos, pois, naquela época, o interior não oferecia séries mais avançadas.

Todavia, as lembranças das moças casamenteiras permanecem viçosas na memória. Elas aguardavam, com ansiedade mal disfarçada, a chegada das festas juninas. Era tempo de quadrilhas, de olhares demorados e de corações acelerados. Muitas vezes, a dança...

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A festa de São João ocupa um lugar especial na minha caminhada terrestre.

Nasci no interior e conheci, desde cedo, o sabor da canjica, da pamonha, do milho cozido e do milho assado na fogueira. São lembranças que guardo com gratidão, aquecidas pela ternura da infância.

Uma das tradições mais bonitas do sertão era a escolha da madrinha da fogueira. Era coisa séria. Não tinha o aparato religioso do batizado, mas representava um compromisso firmado por escolha. Mandato do coração.

Ainda não tínhamos idade para os namoros quando deixamos a pequena cidade e fomos morar na cidade grande. O motivo era continuar os estudos, pois, naquela época, o interior não oferecia séries mais avançadas.

Todavia, as lembranças das moças casamenteiras permanecem viçosas na memória. Elas aguardavam, com ansiedade mal disfarçada, a chegada das festas juninas. Era tempo de quadrilhas, de olhares demorados e de corações acelerados. Muitas vezes, a dança terminava em namoro e, não raro, em casamento.

As escolhas dos pares tinham suas regras. Quando as famílias eram afins e aprovavam o romance, a festa do casório acabava acontecendo. Outros pares ficavam apenas na paquera, palavra muito usada naquele tempo para nomear o intervalo entre a amizade e o namoro.

Sempre imaginei que, no mês de junho, Santo Antônio precisasse pedir ajuda aos outros santos. Eram tantas promessas, tantas simpatias e tantos pedidos dirigidos ao santo casamenteiro, que talvez necessitasse de alguns assessores para dar conta de tantos corações esperançosos.

Hoje recordo aquele tempo com as marcas da alegria. As brincadeiras ficaram gravadas no coração e na memória. Era dia de adivinhações, de quadrilhas, de vestidos rodados e de cabelos enfeitados com fitas coloridas. Minha irmã e eu usávamos vestidos parecidos, quase iguais. Costumes daquele tempo.

As quermesses eram animadas. A radiadora local, bem-posta no Círculo Operário, era instrumento precioso. Por meio dela, o locutor atendia aos rapazes que ofereciam músicas às moças. Era delicadeza que dispensava declarações grandiosas. Bastava a canção para dizer o que o coração ainda não tinha coragem de confessar.
À noite, a praça parecia um desfile. As meninas vestiam chita, mas também havia quem surgisse com golas de organdi, tecido áspero que machucava o pescoço.

O forró pé de serra embalava a festa. Seu Francisco comandava a sanfona, o senhor Joaquim fazia o pandeiro vibrar e Zeca Matuto arrancava do triângulo um som que parecia um diálogo com as estrelas.

As comidas típicas eram capítulos representativos da festa. O aluá de Dona Maria era famoso, e ninguém conseguia reproduzir seu sabor. As canjicas e as pamonhas de Dona Marieta pareciam abençoadas pelos céus. Qualquer tentativa de imitá-las era perda de tempo. Já o bolo de batata-doce de Dona Filomena disputava, em maciez e sabor, com o de Dona Jovem. Escolher entre os dois era tarefa impossível.

E assim a cidadezinha se vestia das cores da alegria.

Até os corações machucados encontravam consolo no esplendor da noite de São João. O céu, iluminado e repleto de estrelas, parecia pintado de balões.

Momentos de simplicidade revelavam o verdadeiro sabor adocicado do São João nordestino, feito de cores, de música e de afeto.

Era o tempo em que as moças faziam os mais curiosos pedidos a Santo Antônio. Algumas diziam, anos depois, que o tempo passara, a juventude se fora e o marido não aparecera. Ainda assim, a fé no santo casamenteiro não esmorecia. Os pedidos continuavam, agora pelas sobrinhas, pelas afilhadas e por todas aquelas que ainda sonhavam.

Assim era, e continua sendo, dentro de mim, a legítima festa junina nordestina. Celebração que chega ao coração do sertão sem precisar de disfarces, porque sua grandeza mora justamente na simplicidade.
Semelhante à brasa escondida sob as cinzas da fogueira, basta um sopro da memória para que tudo volte a se acender.


*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'. @mariainesmachadopsi



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É Findi - Recife, O Outro - Poema - Por Eduardo Albuquerque*

26/06/2026

Como está triste,
andar pelo Recife,
no centro do Recife,
na periferia do Recife.

Ruas esburacadas,
calçadas descuidadas,
o centro desabitado,
bairros abandonados.



Praças mal preservadas,
sem brinquedos pra criançada,
são abrigos dos desafortunados

João Cabral, Manuel Bandeira,
Carlos Pena, Ascenso Ferreira...
Onde a Veneza brasileira ...


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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Como está triste,
andar pelo Recife,
no centro do Recife,
na periferia do Recife.

Ruas esburacadas,
calçadas descuidadas,
o centro desabitado,
bairros abandonados.



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Praças mal preservadas,
sem brinquedos pra criançada,
são abrigos dos desafortunados

João Cabral, Manuel Bandeira,
Carlos Pena, Ascenso Ferreira...
Onde a Veneza brasileira ...


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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É Findi - Mais uma Copa do Mundo - Crônica - Por Malude Maciel*

26/06/2026

Nos meus tempos de solteira, na casa dos meus pais, o assunto sobre futebol era uma constante pois, meu pai apreciava muito essa modalidade esportiva, chegando a ser, por vários anos, presidente da Liga Desportista Caruaruense, a LDC e, torcia fervorosamente, pelo glorioso time: Patativa do Agreste, o Central Esporte Clube.

Copas do mundo

Os períodos das competições quadrienais das Copas do Mundo sempre foram muito participativos e vibrantes durante toda a minha vida, reunindo a família e amigos e torcendo fielmente pelo nosso amado Brasil, onde nascemos e vivemos e tendo o mesmo já conquistado cinco vezes o Campeonato Mundial, com galhardia.
Vejo essa competição futebolística como salutar torneio entre os países, onde cada um tem a chance de mostrar seu jogo e sair vitorioso, honradamente. Prefiro acreditar que tudo seja feito com lisura, constituindo uma maneira elegante de unir os povos no bom sentido de que: Vença o melhor! E o patriotism...

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Nos meus tempos de solteira, na casa dos meus pais, o assunto sobre futebol era uma constante pois, meu pai apreciava muito essa modalidade esportiva, chegando a ser, por vários anos, presidente da Liga Desportista Caruaruense, a LDC e, torcia fervorosamente, pelo glorioso time: Patativa do Agreste, o Central Esporte Clube.

Copas do mundo

Os períodos das competições quadrienais das Copas do Mundo sempre foram muito participativos e vibrantes durante toda a minha vida, reunindo a família e amigos e torcendo fielmente pelo nosso amado Brasil, onde nascemos e vivemos e tendo o mesmo já conquistado cinco vezes o Campeonato Mundial, com galhardia.
Vejo essa competição futebolística como salutar torneio entre os países, onde cada um tem a chance de mostrar seu jogo e sair vitorioso, honradamente. Prefiro acreditar que tudo seja feito com lisura, constituindo uma maneira elegante de unir os povos no bom sentido de que: Vença o melhor! E o patriotismo é imprescindível para os verdadeiros torcedores que vibram em cada partida, com toda alma, exaltando sua Bandeira e suas cores pois, o objetivo é ampliar e desenvolver o futebol em si a nível mundial, além de interagir de várias maneiras entre os participantes.

Muita emoção

A parte mais emocionante é a execução dos respectivos Hinos, no início das partidas e na entrega dos troféus e, como se sabe, o Brasil tem o Hino Nacional mais lindo do mundo, com letra de: Joaquim Osório Duque Estrada e música de: Francisco Manoel da Silva. Esse ano, inclusive, conquistou reconhecimento internacional, ficando em primeiro lugar, competindo com os outros, de quarenta e oito seleções dessa Copa do Mundo em 2026, com destaque para a emocionante melodia, a força da letra e a marcante introdução instrumental, sendo admirado entre todas as Nações. Assim, o Hino Nacional Brasileiro foi eleito o mais bonito, pelo Jornal NY Times. É um privilégio!

História

Acompanho desde 1958, ainda criança e acho muito bom e interessante recordar as músicas que foram produzidas e cantadas, marcando individualmente cada Copa. Em 1858 foi: A taça do mundo é nossa. Em 1962: Frevo do Bi. Em 1970: Pra Frente, Brasil. Em 1974: Cem Milhões de Corações. Em 1978: Corrente 78. Em 1982: Povo Feliz. Em 1990: Papa Essa, Brasil. Em 1994: Coração Verde Amarelo. Em 2002: Festa. Em 2014: País do Futebol. Em 2018: Mostra Tua Força, Brasil. Em 2022: Faz Mais, Brasil. E agora, em 2026: Brasil com S .

Excelentes profissionais

Desnecessário mencionar todos os nossos jogadores destaques ao longo dos anos, porque alguns nomes serão eternamente lembrados na sua genialidade de craques,mesmo por quem nem os viu atuar, principalmente o fabuloso Pelé, melhor do mundo em todos os tempos e recebeu a alcunha de Rei do Futebol, com todos os méritos, sendo referenciado em todos os lugares.

Administrações oficiais

Duas grandes instituições fazem as normas e regem todos os acontecimentos dos grandiosos eventos entre nós, com as siglas: FIFA - Federation Internacional do Football Association (Federação Internacional e Futebol Associado) e a CBF - Confederação Brasileira de Futebol, nacional, com sede no Rio de Janeiro, entidade máxima que rege o esporte no país, organizando campeonatos e administrando as Seleções Brasileiras, tanto masculina como feminina, que é vice-campeã mundial. A FIFA organiza tanto futebol como futsal e futebol de areia e tem sua sede em Zurique, na Suíça, e seu atual presidente é o suíço-italiano : Gianni Infantino.

Equipe de apoio

Temos visto pela televisão que alguns dos nossos ex-atletas (Roberto Carlos, Kaká, Cafú, Bebeto, Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho, Romário, Taffarel, etc.), sempre famosos pelos seus desempenhos exitosos em outras Copas, estão comparecendo, dando força e apoio aos novos. Um gesto fraterno de mostrar unidade e companheirismo que devem ser outro ponto a ser desenvolvido num certame dessa categoria.

Dessa vez

Nos jogos que já aconteceram, temos visto o Brasil lutando e lembrando do que é torcer com esperança, amor e vontade de ver seu país cada vez mais enaltecido diante das confederações estrangeiras. Vale muito a pena essa união, esse desejo de vencer, sendo interessante que essa coesão não seja apenas no campo futebolístico, mas também no geral.

Penta campeão

A Seleção Brasileira já foi cinco vezes campeã do mundo: em 1958; 1962; 1970; 1994 e 2002, esperando este ano completar o hexa mas, uma pergunta não quer calar: Qual foi a melhor seleção brasileira?

Outro momento

É lógico que o momento político de eleições presidenciais no Brasil, em outubro próximo, tem outra conotação, uma dimensão maior para a qualidade de vida de todos os brasileiros, que inclusive, terão a chance de marcar seu gol de placa, com seu voto consciente depositado nas urnas porém, se tivermos à época o título de hexa campeões nessa Copa, estaremos bem mais felizes.
De uma forma ou de outra, precisamos almejar nosso melhor em todos os sentidos, porque somos um povo, uma Nação, abençoada por Deus e bonita por natureza.
Que venha o Japão!
Viva o Brasil!


*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina. @malude.maciel


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi - Soltas Memórias de Afetos Juninos - Crônica - Por Ana Pottes*

26/06/2026

As cidades e lugares do interior, com seus festejos ricos de tradições e de oralidade não fizeram parte da minha infância.

Sou cria da capital, de uma pequena família com parcos recursos, condição que colocava entraves a passeios para qualquer local que exigisse mais das nossas contadas finanças, sempre comprometidas com o básico dos básicos. Assim, durante anos fiquei sem acesso a essa riqueza cultural. As nossas festas dos ciclos natalino e junino eram contidas por esses controles.

Desconheço, na minha infância e adolescência, qualquer movimento festivo que envolvesse os três santos juninos.

Minto. A festa era na cozinha, com as poucas espigas de milho compradas na feira se transformando em canjica, pamonha e milho cozido. Gostava de ficar por perto, ouvindo o som do ralador nas quengas de coco e de beber um pouco daquela água, meio doce, meio salgada. Criança não podia fazer a mágica do coco ralado acontecer, por conta do risco de se fer...

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As cidades e lugares do interior, com seus festejos ricos de tradições e de oralidade não fizeram parte da minha infância.

Sou cria da capital, de uma pequena família com parcos recursos, condição que colocava entraves a passeios para qualquer local que exigisse mais das nossas contadas finanças, sempre comprometidas com o básico dos básicos. Assim, durante anos fiquei sem acesso a essa riqueza cultural. As nossas festas dos ciclos natalino e junino eram contidas por esses controles.

Desconheço, na minha infância e adolescência, qualquer movimento festivo que envolvesse os três santos juninos.

Minto. A festa era na cozinha, com as poucas espigas de milho compradas na feira se transformando em canjica, pamonha e milho cozido. Gostava de ficar por perto, ouvindo o som do ralador nas quengas de coco e de beber um pouco daquela água, meio doce, meio salgada. Criança não podia fazer a mágica do coco ralado acontecer, por conta do risco de se ferir no ralador. Lembro da máquina de moer, instalada na ponta da mesa, por onde via os grãos de milho se transformando num caldo amarelo cremoso, de aroma a atiçar o apetite. O que me cabia era brincar com as bonecas de milho e esperar, vestida em um vestido novo costurado por minha mãe, a chegada das 18h para acender a pequena fogueira, construída com poucas lascas de madeira e gravetos, apanhados e juntados para o Santo João. Era a hora de soltar estrelinhas, cobrinhas, traques de massa e, quando muito, bombinhas, presentes da minha tia Nicinha.

Mais uns anos à frente, os festejos desse período envolviam as adivinhas e ritos para descobrir o futuro marido que, segundo contavam, os santos ajudavam a conhecer. Enfiar a faca na bananeira para descobrir a primeira letra do nome dele; colocar pedaços de papel dobradinhos dentro de uma bacia d’água com nomes de meninos. Aquele que abrisse primeiro seria o pretendido príncipe; amarrar uma aliança na ponta de um fio de cabelo, como um pêndulo, contar quantas vezes ela batia nas bordas de um copo, que era a idade de casar com o adorável dono daquele nome. Essas brincadeiras eram ensinadas e capitaneadas por minha Vó Yayá, sua diversão com as quase crianças-adolescentes.

E as quadrilhas? As danças brincantes do período? Conheci quadrilhas diferentes das atuais. As meninas se produziam, cada uma do seu jeito, com laços de fita na cabeça, rendas e fitinhas coloridas nos vestidos de chitão e lindamente maquiadas; os meninos vestiam camisas de xadrez, calças com remendos e chapéus de palha nas cabeças. Em roupagens diferentes tínhamos o padre, o soldado e o casal de noivos no capricho, para encenar a cerimônia do casamento de um noivo fujão. A quadrilha tinha início, sendo marcada por chamadas dos passos que os pares deviam dar: olha a chuva, choveu, passou; olha a cobra, hora do galope, balancê, alavantu, anarriê, desfile das damas, desfile dos cavalheiros, tudo ao som dos forrós tocados numa vitrola, quase sempre na voz do Rei do Baião.

Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha praquele balão multicor
Que lá no céu vai sumindo

Se o grupo de jovens conseguisse se cotizar, contratava um sanfoneiro, um tocador de triângulo e um zabumbeiro. Aí a festa era boa demais. Essas aconteciam quase sempre nos colégios onde se estudava ou na rua, a depender de quantos jovens morassem por lá.

Nunca dancei quadrilha. Na rua onde morava, esse reboliço não se fazia, e no colégio, também não me recordo dessas organizações. Minto novamente. Lembro de uma vez, acho que aos meus cinco anos, no grupo escolar, a professora estava organizando os pares de crianças para a dança. Recordo que o meu par, um menininho louro da minha idade, estava com umas feridas nas pernas, alergia ou sei lá o que era, só sei que eu morria de nojo daquele menino perebento perto de mim. Menininha tímida, só consegui dizer à professora que não queria dançar. Penso que a mestra atribuiu a decisão ao meu baixo nível de integração com os coleguinhas. Sem aceitar a negativa, passou a mostrar vantagens e alegrias que a brincadeira trazia e continuou investindo em minha socialização. Em um dos ensaios, creio que o último, o meu segundo cérebro resolveu se fazer ouvir e converti todo o mal-estar da proximidade com aquele garoto, centro do meu sofrimento, em desarranjo intestinal. A professora, mestra da minha socialização, se viu obrigada a suspender o ensaio para dar banho na criança, não sem antes acionar minha mãe para me trazer roupas limpas. Depois desse episódio destravei a coragem e, finalmente, verbalizei a causa de todo aquele desmantelo.

Resultado: no dia da apresentação, o meu par ficou sem par.


*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem! @ana_pottes


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi - Robôs me Abraçando - Crônica - Por Romero Falcão*

26/06/2026

Não havia academia nos meus dezoito anos. O muque avantajado era obra das marombas de lata e cimento feitas nos quintais e no primeiro andar de um sobrado centenário do Cais José Mariano, no centro do Recife, onde reinava o lendário fisioculturista Carmelo de Castro. Mas nunca me interessei por um chassi robusto. Levantar ferro não era minha praia, mesmo quando o culto ao corpo se impôs como peça de sedução.

O Franzino que Satisfaz

Continuei magricela, mas não fazia feio no meio da mulherada. Gordas e magras diziam que eu era o franzino que satisfaz.

A Geriatra Receitou Academia

Mas a idade chegou. Chegou com as carnes moles e trêmulas. Tudo despencando — que horror! A geriatra me receitou academia. Aquela história de saúde mental e física. Quem sabe puxando ferro não melhore também minha saúde literária?

Encarando o Troço

Olhei-me no espelho: até que o estrago não é tão grand...

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Não havia academia nos meus dezoito anos. O muque avantajado era obra das marombas de lata e cimento feitas nos quintais e no primeiro andar de um sobrado centenário do Cais José Mariano, no centro do Recife, onde reinava o lendário fisioculturista Carmelo de Castro. Mas nunca me interessei por um chassi robusto. Levantar ferro não era minha praia, mesmo quando o culto ao corpo se impôs como peça de sedução.

O Franzino que Satisfaz

Continuei magricela, mas não fazia feio no meio da mulherada. Gordas e magras diziam que eu era o franzino que satisfaz.

A Geriatra Receitou Academia

Mas a idade chegou. Chegou com as carnes moles e trêmulas. Tudo despencando — que horror! A geriatra me receitou academia. Aquela história de saúde mental e física. Quem sabe puxando ferro não melhore também minha saúde literária?

Encarando o Troço

Olhei-me no espelho: até que o estrago não é tão grande. O buxo ainda não virou bola de basquete; consigo mijar encarando o troço — pelo menos isso.

Refletido nos Espelhos

Aula experimental. Atravesso a porta da academia, que parece entrada de shopping. Luzes, som alto, máquinas, suor. Músculos estourando camisetas apertadas. Os rapazes se olham enquanto erguem discos pesados. O afã de virar o incrível Hulk refletido nos espelhos. Pela careta, um homem parece aguentar toneladas.

Pernas Confiantes

No universo fitness, me sinto um cisne fora da lagoa. Aviso ao educador físico que não quero ficar parrudo. Meu negócio é deixar a carcaça mais firme, as pernas confiantes, o oxigênio mais solto e, quem sabe, diminuir o diabo do cortisol. Já a musculatura emocional o treino não pode fortalecer.



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Atmosfera da Academia

O maquinário é variado. Pela primeira vez me vejo cercado de aparelhos: roldanas, barras, cadeira extensora e pequenos elevadores que sobem e descem meus braços e pernas. Robôs me abraçando. A batida das caixas de som é um tapa na preguiça do músculo. É a atmosfera da academia.

Paixão Nacional

Corpos femininos feitos a ferro e fogo. A perfeita escultura do bumbum- paixão nacional-virou o éden. Há máquinas específicas para cada palmo de saúde e vaidade. Os olhos não largam o celular nem nos exercícios. E um desfile de garrafas d’água — cada uma mais classuda — tempera o molho do cronista. Cartazes suplicam ao bom e cordial brasileiro: "por favor mantenha o ambiente organizado, coloque os pesos nos lugares". Costume de casa vai à academia.

Padrões de Beleza

Há também vitrines cujas prateleiras sustentam enormes potes de suplemento. A propósito, o Brasil é o quarto país em consumo dessas substâncias. Existe uma obsessão por proteína e por tudo aquilo que faça o corpo entrar mais rápido nos padrões de beleza e da indústria. Procedimento estético, malhação, fórmulas, a corrida pela única volta. A volta da juventude.

Tenho Atenuantes

Começo levantando placas de quinze quilos — uma humilhação comparada à moça ao meu lado, que exibe trinta e cinco. Mas tenho atenuantes: idoso e neófito.

Feito de Aço

Uma hora de reclusão nas ferragens. Depois, trinta minutos de esteira. Outra vergonha diante do vizinho, que parece feito de aço. A esteira dele dispara; a minha continua tartaruga.



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Um Pacto

Dizem que o excepcional cronista Antônio Maria e o poetinha Vinicius de Moraes, ao verem um homem se exercitando no calçadão de Copacabana, fizeram um pacto:

— Nunca fazer nenhum exercício físico que não fosse absolutamente necessário.

Talvez levantar um copo de uísque fosse absolutamente necessário.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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