A imortalidade dos anônimos, por Jorge Henrique de Freitas Pinho*
13/07/2026
O faraó deseja que ninguém esqueça seu nome; o homem da tradição deseja que aquilo que recebeu não termine nele.
Aos sessenta e dois anos, recebi o diagnóstico de uma gastrite autoimune. Não foi sentença, nem anúncio de morte próxima. Foi algo mais discreto e, justamente por isso, mais profundo: tornou menos abstrata a minha finitude. Há diagnósticos que não nos colocam diante da morte, mas nos retiram a comodidade de esquecê-la.
Desde então, uma pergunta ocupa lugar central. Não quanto tempo ainda me resta, mas o que farei com o tempo que me foi entregue, e o que não deve desaparecer comigo.
Filosofia
Muito antes de a filosofia formulá-lo racionalmente, a poesia já havia encarnado esse drama na figura de Ulisses.
Entre suas inúmeras aventuras, dois e...
O faraó deseja que ninguém esqueça seu nome; o homem da tradição deseja que aquilo que recebeu não termine nele.
Aos sessenta e dois anos, recebi o diagnóstico de uma gastrite autoimune. Não foi sentença, nem anúncio de morte próxima. Foi algo mais discreto e, justamente por isso, mais profundo: tornou menos abstrata a minha finitude. Há diagnósticos que não nos colocam diante da morte, mas nos retiram a comodidade de esquecê-la.
Desde então, uma pergunta ocupa lugar central. Não quanto tempo ainda me resta, mas o que farei com o tempo que me foi entregue, e o que não deve desaparecer comigo.
Filosofia
Muito antes de a filosofia formulá-lo racionalmente, a poesia já havia encarnado esse drama na figura de Ulisses.
Entre suas inúmeras aventuras, dois episódios condensam, por movimentos opostos, as tentações permanentes da alma humana: descer abaixo da própria condição, entregando-se ao governo dos impulsos, ou pretender elevar-se artificialmente acima dela, recusando os limites que a constituem.
Circe reduz os homens à animalidade: sob seu encanto, os companheiros de Ulisses perdem a forma humana e se tornam porcos, e nessa metamorfose manifesta-se o domínio dos apetites soltos de qualquer governo.
Calipso oferece o movimento inverso, e é dela que quero falar aqui. Não pretende rebaixar Ulisses, mas elevá-lo acima da própria condição: oferece-lhe juventude permanente, prazer, segurança, imortalidade, tudo aquilo que a carne mortal jamais poderia sustentar por si mesma.
Circe ameaça o homem com a animalização. Calipso o seduz com a divinização. Depois de atravessar guerras, monstros e naufrágios, Ulisses chega à ilha dessa deusa, onde recebe a oferta que tantos homens desejariam. Pode deixar de morrer.
Mas, para isso, precisaria deixar de ser quem é, abandonar Penélope, Telêmaco, Laertes, sua casa, seu povo, sua história. Preservaria o corpo e perderia a biografia.
Ele escolhe regressar. Não porque Ítaca prometa felicidade sem sofrimento, pois ali o aguardam envelhecimento, deveres, conflitos e, ao fim, a morte, mas porque compreende algo que nenhuma eternidade poderia oferecer: a duração conserva a existência; o pertencimento é que lhe confere sentido.
Eternidade
Calipso oferece uma eternidade fora da sucessão. Ítaca oferece uma mortalidade fecunda.
Esse mesmo drama atravessa a história humana sob formas diversas. Os faraós tentaram vencer a morte pela pedra.
As pirâmides não são apenas túmulos grandiosos; são declarações contra o desaparecimento, e nelas se manifesta, em escala incomparável, o desejo humano de impedir que a morte tenha a última palavra.
Mas há aqui uma ironia amarga: as pirâmides preservaram o nome de poucos faraós, e não conservaram os nomes dos milhares de homens que efetivamente as construíram. A glória concentrou-se num único nome; o esforço dissolveu-se numa multidão sem rosto.
Alexandre tentou vencer a morte pelo território, ampliando o espaço ocupado pelo próprio nome a cada conquista, e seu império se fragmentou nas disputas entre seus sucessores assim que ele desapareceu.
O conquistador pode ampliar o espaço de seu poder, mas não consegue ampliar por decreto o tempo de sua existência.
Os filósofos tentaram vencer a morte pela ideia, e aqui há uma diferença decisiva entre aquele que usa a verdade para eternizar o próprio nome e aquele que aceita que seu nome seja apenas instrumento para que a verdade prossiga.
Sócrates não deixou obra escrita nem monumento; sua permanência decorre de ter vivido, até o fim, de maneira coerente com aquilo que buscava.
Há uma diferença entre desejar que o mundo se lembre de mim e entregar ao mundo algo digno de ser lembrado.
O mundo moderno
O mundo moderno, sob a lógica das redes sociais, apenas democratizou essa antiga vaidade faraônica. Cada indivíduo pode hoje levantar diariamente uma pequena pirâmide de imagens em homenagem a si mesmo.
Por trás disso existe, com frequência, algo mais fundo que vaidade: uma súplica silenciosa, a de que alguém testemunhe que eu estive aqui.
A sociedade contemporânea privilegia o que aparece. A civilização, porém, depende do que permanece mesmo sem aparecer.
Também o escritor precisa fazer essa pergunta a si mesmo, e não apenas aos outros. Uma obra pode representar uma vitória sobre a dispersão do tempo, mas pode igualmente converter-se em nova Calipso, quando o autor deixa de escrever para comunicar uma verdade e passa a escrever para impedir que seu nome desapareça.
A obra deixa de ser ponte e transforma-se em espelho. Não há nisso pecado em querer ser lido e lembrado; a deformação começa quando a verdade, o leitor e a própria obra passam a existir apenas como instrumentos de glorificação pessoal.
Nesse diapasão, a obra verdadeira não é simplesmente aquela que impede o autor de morrer, mas aquela que continua servindo quando o autor já não está.
Entretanto, impõe-se indagar: o que permanece do homem comum, daquele que não ergueu monumentos, não escreveu sistemas nem conquistou territórios?
Há duas formas de grandeza. Uma é vertical, visível, excepcional: a pirâmide, o império, o livro, o nome registrado pela História.
A outra é horizontal, e distribui-se silenciosamente ao longo das gerações: a família mantida, a palavra cumprida, a casa preservada, o filho educado, o trabalho honesto, o sacrifício que ninguém registrou.
A primeira impressiona. A segunda sustenta. A palavra "mediano" merece ser questionada aqui, porque uma vida pode ser estatisticamente comum e moralmente extraordinária.
Criar um filho, cumprir uma palavra, preservar uma casa, cuidar de um enfermo, ensinar um ofício são atos comuns porque ocorrem diariamente.
Mas não são pequenos. O cotidiano não é o contrário da grandeza. É o lugar em que a maior parte da grandeza humana acontece.
Os anônimos não são imortais porque seus nomes tenham sido preservados. São imortais porque suas vidas foram incorporadas à continuidade humana. O agricultor permanece na terra cultivada. O artesão, no ofício transmitido. A mãe, na segurança emocional dos filhos. O professor, nas perguntas que ensinou seus alunos a fazer.
Essa permanência não é absoluta, pois tudo o que é humano continua sujeito ao esquecimento, mas mesmo quando o nome desaparece, os efeitos de uma vida podem continuar integrados ao mundo.
Virtudes
Carregamos virtudes cuja origem já não conseguimos identificar. Repetimos gestos aprendidos de pessoas que, por sua vez, os receberam de outras. O anônimo permanece justamente porque aceitou não ser o centro daquilo que transmitiu.
Penso, ao escrever isso, em meus próprios ancestrais. Não aparecem nas páginas da história oficial. Foram homens e mulheres cuja caminhada atravessou gerações até chegar a mim: deixaram uma terra, cruzaram o oceano, trabalharam, formaram famílias, preservaram nomes, adquiriram casas, empreenderam negócios e transmitiram valores sem imaginar que um descendente, muitas décadas depois, procuraria compreender sua trajetória.
Recordá-los é realizar uma forma de justiça contra o esquecimento. A casa herdada não é somente um bem econômico; é matéria impregnada de tempo, e suas paredes testemunharam vidas, escolhas, ausências e retornos.
A tradição, aliás, não é repetição mecânica do passado. Cada geração recebe um patrimônio material, moral e espiritual que precisa examinar, purificar e transmitir. Receber não significa conservar tudo. Transmitir não significa repetir tudo.
A tradição começa quando o homem deixa de considerar-se proprietário absoluto daquilo que, na verdade, recebeu sob a forma de custódia. O homem não é apenas herdeiro: é também antepassado em formação.
Um dia, nós também seremos os mortos de alguém.
Agora, quando o corpo começa a recordar ao espírito aquilo que a juventude permitia esquecer, também eu olho para minha própria Ítaca: minha esposa, meus filhos, os nomes que recebi, as casas que preservo, os livros que escrevo.
Não sei se alguma dessas coisas conservará meu nome, nem por quanto tempo. Nem sei se deveria desejá-lo excessivamente.
Não construí pirâmides, não conquistei impérios e não imagino que meus livros possam vencer o tempo. Sou um homem que recebeu um nome, uma família, uma casa interior, algumas memórias e a possibilidade de acrescentar palavras à longa conversa humana.
Se alguma coisa do que recebi alcançar meus filhos, meus leitores e aqueles que ainda não nasceram, minha passagem não terá sido inútil.
Esse retorno guarda afinidade com o antigo preceito délfico: conhece-te a ti mesmo. Não para adorar o próprio eu, mas para reconhecer que ele não é sua própria origem, não constitui sua própria medida e não pode conceder a si mesmo o sentido último da existência.
Descobrir
Conhecer-se é descobrir, sob a multiplicidade dos desejos e das máscaras, o centro a partir do qual a consciência volta a orientar-se para algo maior do que ela.
O faraó ergue uma pirâmide e ordena ao futuro: não esqueças meu nome. O homem da tradição contempla os que vieram antes dele, volta-se para os que virão depois e formula um pedido mais humilde e mais profundo: que aquilo que recebi não termine em mim.
(*) O Autor é advogado e ensaísta.

Leia outras informações
Republicanos marca convenção para oficializar candidaturas e indicação de vice da Frente Popular em Pernambuco
14/07/2026
Durante a convenção, o partido irá oficializar os candidatos e candidatas que disputarão os cargos de deputado federal e deputado estadual, além de deliberar sobre a proposta de coligação para a eleição majoritária.
Outro ponto de destaque da pauta será a oficialização da indicação do advogado Carlos Costa para compor a chapa da Frente Popular como candidato a vice-governador.
A convenção reunirá filiados, dirigentes e lideranças da legenda, marcando mais uma etapa do calendário eleitoral e consolidando a estratégia do Republicanos para o pleito deste ano.
O partido aposta numa chapa competitiva, qualificada e diversificada por todas as regiões do estado para crescer nessa...
O diretório estadual do Republicanos em Pernambuco confirmou a realização da convenção estadual da legenda para as eleições de 2026. O encontro acontecerá no próximo dia 21 de julho, no Flat Metropolis, localizado na Ilha do Leite, no Recife, das 14h às 17h.
Durante a convenção, o partido irá oficializar os candidatos e candidatas que disputarão os cargos de deputado federal e deputado estadual, além de deliberar sobre a proposta de coligação para a eleição majoritária.
Outro ponto de destaque da pauta será a oficialização da indicação do advogado Carlos Costa para compor a chapa da Frente Popular como candidato a vice-governador.
A convenção reunirá filiados, dirigentes e lideranças da legenda, marcando mais uma etapa do calendário eleitoral e consolidando a estratégia do Republicanos para o pleito deste ano.
O partido aposta numa chapa competitiva, qualificada e diversificada por todas as regiões do estado para crescer nessas eleições. A expectativa é de eleger de três a quatro deputados federais, além de uma bancada estadual de três a quatro parlamentares estaduais.
Foto: Wesley D'Almeida
Festival Juá Literária coloca Juazeiro no centro da cena cultural brasileira
14/07/2026
As atrações
Mais de 180 atrações envolvendo cerca de 200 artistas e escritores distribuídos em 10 espaços na cidade e no interior. Está tudo praticamente pronto em Juazeiro-BA, para a realização da segunda edição do Juá Literária, que vai movimentar o Vale do São Francisco de 20 a 25 de julho.
Começa
O festival começa às 9h da segunda-feira (20/07), na Carreta Literária, com uma apresentação das escolas da rede pública municipal. Daí em diante, um leque diversificado de atrações promete mobilizar o público com a participação de artistas de renome nacional em roda...
Com Oswaldo Montenegro, Adriana Calcanhoto, Bob Fernandes e Daniel Munduruku, o Festival Juá Literária coloca Juazeiro no centro da cena cultural brasileira. O Festival acontece de 20 a 25 de julho com cerca de 200 artistas e escritores, distribuídos em dez espaços da cidade e do interior, integrando a programação dos 148 anos de Juazeiro
As atrações
Mais de 180 atrações envolvendo cerca de 200 artistas e escritores distribuídos em 10 espaços na cidade e no interior. Está tudo praticamente pronto em Juazeiro-BA, para a realização da segunda edição do Juá Literária, que vai movimentar o Vale do São Francisco de 20 a 25 de julho.

Começa
O festival começa às 9h da segunda-feira (20/07), na Carreta Literária, com uma apresentação das escolas da rede pública municipal. Daí em diante, um leque diversificado de atrações promete mobilizar o público com a participação de artistas de renome nacional em rodas de conversa; mesas; oficinas; teatro; contação de histórias; lançamentos e shows musicais.
Nomes
Nomes representativos no segmento literário, a exemplo de Bob Fernandes e Daniel Munduruku, além de Osvaldo Montenegro e Adriana Calcanhoto, no cenário musical nacional, irão se revezar em ações como a Tenda das Palavras e Canções do Rio, numa super estrutura montada na Orla Nova do município, à beira do Rio São Francisco, no Centro de Cultura João Gilberto e na Casa do Artesão.
Amplia
E a grade do festival amplia o leque cultural com propostas acessíveis a públicos de todas as idades. Ainda são exemplos ações como as Embarcações de Poesias, Cais da Palavra, Flijuá (Feira de Literatura de Juazeiro), Leve e Leia e a Praça do Zé Livrório, que estende o evento para localidades do interior do município, integrando oficialmente o calendário de aniversário de 148 anos de Juazeiro.
Celebrar
Para a secretária municipal de Educação, Maeve Melo, o momento é de celebrar a força das palavras neste que já é considerado o maior Festival de literatura do Vale do São Francisco. “O Juá Literária vem aí trazendo muita arte, literatura, conhecimento e inspiração para todas as idades; a riqueza da nossa cultura e o encanto das histórias que nos unem”, concluiu.
Realização
O Festival Juá Literária é uma realização da Prefeitura Municipal de Juazeiro, por meio da Secretaria de Educação, dentro do Programa Juá Literária, com apoio da Editora IMEPH, Andelivros, Governo do Estado da Bahia e Fundação Pedro Calmon, e produção da Carranca Produções e Entre Versos e Canções Produções.
O Poder

Calor extremo na Europa transforma ar-condicionado em questão de saúde pública e acelera debate mundial
14/07/2026
Embora o consenso sobre a gravidade do problema seja crescente, ainda existem divergências quanto ao papel do ar-condicionado diante das mudanças climáticas. De um lado, especialistas defendem políticas públicas que ampliem o acesso à climatização em residências, escolas, hospitais e ambientes de trabalho, especialmente para proteger idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. De outro, críticos alertam par...
As sucessivas ondas de calor registradas em diferentes regiões do planeta, especialmente no Hemisfério Norte, acompanhadas pelo aumento das internações, da mortalidade e dos prejuízos econômicos, consolidaram a climatização como um tema estratégico de saúde pública. Diante desse cenário, governos, universidades, centros de pesquisa e o setor produtivo intensificaram o debate sobre a ampliação do acesso aos sistemas de climatização, ao mesmo tempo em que aceleram o desenvolvimento de tecnologias voltadas à eficiência energética e à redução dos impactos ambientais.
Embora o consenso sobre a gravidade do problema seja crescente, ainda existem divergências quanto ao papel do ar-condicionado diante das mudanças climáticas. De um lado, especialistas defendem políticas públicas que ampliem o acesso à climatização em residências, escolas, hospitais e ambientes de trabalho, especialmente para proteger idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. De outro, críticos alertam para o aumento da demanda por energia e impactos ambientais decorrentes desses aparelhos.
Pesquisadores destacam, entretanto, que a discussão não deve ser limitada ao consumo de energia. A prioridade deve ser preservar vidas por meio da adoção de soluções cada vez mais eficientes, sustentáveis e tecnologicamente avançadas.
Qualidade do ar passa a ocupar posição central
Para a Sociedade Brasileira de Meio Ambiente e Controle da Qualidade do Ar de Interiores (Brasindoor) — sociedade científica sem fins lucrativos cujo objetivo é promover estudos, pesquisas e o desenvolvimento de políticas públicas e normas técnicas relacionadas à qualidade do ar em ambientes fechados — os desafios impostos pelo calor extremo vão além do conforto térmico. A qualidade do ar interior tornou-se um fator determinante para a saúde coletiva, sobretudo porque a população permanece aproximadamente 90% do tempo em ambientes fechados.
Considerando que um adulto respira mais de 10 mil litros de ar diariamente, a renovação adequada do ar e a correta filtragem de contaminantes deixam de representar apenas requisitos de conforto para se transformarem em medidas essenciais de prevenção de doenças respiratórias, aumento da produtividade e promoção do bem-estar.
Segundo a entidade, sistemas de climatização projetados conforme as normas técnicas vigentes, associados à renovação mecânica do ar, à filtragem eficiente e à manutenção periódica dos equipamentos, contribuem significativamente para reduzir a concentração de partículas, microrganismos e poluentes presentes nos ambientes internos.
A Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) também ressalta que, durante períodos de baixa umidade relativa do ar, a utilização criteriosa de umidificadores pode contribuir para o conforto respiratório, desde que os equipamentos sejam higienizados regularmente e utilizados conforme as orientações dos fabricantes.

Evolução tecnológica mudou o conceito de eficiência energética
Para o presidente do Departamento Nacional de Ar-Condicionado (DNAC) da ABRAVA, o engenheiro João Manuel Aureliano, especialista em engenharia de climatização, a percepção de que o ar-condicionado representa necessariamente um grande consumidor de energia já não corresponde à realidade tecnológica do setor.
Segundo ele, a ampla adoção da tecnologia inverter marcou uma transformação significativa na eficiência dos equipamentos. “Os modernos sistemas de climatização utilizam compressores e motores acionados por inversores de frequência, que ajustam continuamente sua capacidade conforme a carga térmica do ambiente. Isso elimina ciclos constantes de liga e desliga, reduz expressivamente o consumo de energia elétrica e proporciona maior estabilidade operacional”, explicou.
Aureliano destacou que essa evolução foi acompanhada por avanços importantes na engenharia dos equipamentos. “Compressores de alta precisão, novas geometrias de trocadores de calor, ventiladores mais eficientes, controles eletrônicos sofisticados e fluidos refrigerantes com menor impacto ambiental elevaram significativamente o desempenho energético dos sistemas atuais”.
Complementando, ele acentuou que a inteligência artificial representa a mais recente etapa dessa transformação tecnológica. “Sensores inteligentes monitoram continuamente temperatura, umidade, qualidade do ar, ocupação dos ambientes e padrões de utilização. Essas informações permitem ajustes automáticos capazes de maximizar o conforto térmico, reduzir o consumo energético e aumentar a vida útil dos equipamentos.”
O diretor acrescentou que os sistemas de climatização deixaram de operar de forma isolada. “A climatização passou a integrar o ecossistema energético das edificações. Hoje, os equipamentos se comunicam com sistemas prediais inteligentes, redes elétricas e plataformas de automação, contribuindo para uma gestão energética mais eficiente e sustentável.”
Para o especialista, o antigo estigma de que o ar-condicionado é um dos grandes vilões da conta de energia vem sendo progressivamente superado pela inovação tecnológica e pela evolução dos critérios de eficiência energética.
Calor extremo exige respostas imediatas
O aumento da frequência e da intensidade das ondas de calor levou diversos países a tratarem a climatização como infraestrutura essencial para a proteção da saúde pública. Na França, autoridades sanitárias vêm alertando para o crescimento das mortes registradas durante episódios de calor extremo, sobretudo entre idosos e pessoas em situação de maior vulnerabilidade que permanecem em residências sem climatização adequada.
Situação semelhante também vem sendo observada na Itália, na Alemanha, no Reino Unido e em outros países europeus, que discutem medidas para ampliar o acesso à climatização em escolas, hospitais, instituições de longa permanência e moradias populares.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que os eventos climáticos extremos tendem a se tornar cada vez mais frequentes, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas à adaptação das cidades, à proteção das populações vulneráveis e à melhoria da infraestrutura urbana.
Brasil também acelera ações
No Brasil, o Ministério da Saúde anunciou a elaboração de um plano nacional para fortalecer a capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos impactos provocados pelas mudanças climáticas, incluindo investimentos previstos de R$ 9,8 bilhões. Entre as medidas estudadas estão protocolos específicos para enfrentamento das ondas de calor, ampliação das ações preventivas e fortalecimento das orientações destinadas à população.
A preocupação é justificada pelos resultados de estudo conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Universidade Federal da Bahia, que estimou que mais de 120 mil mortes ocorridas entre 2000 e 2019 estiveram associadas às ondas de calor no país. Segundo a pesquisadora Beatriz Oliveira, da Fiocruz, o trabalho inovou ao integrar, em escala nacional, a frequência, a intensidade e a duração das ondas de calor com análises detalhadas sobre seus impactos nas internações hospitalares e na mortalidade.
Os resultados reforçam evidências científicas já consolidadas e demonstram que o calor extremo deixou de representar apenas um desafio climático para se tornar uma das principais questões de saúde pública deste século.
Nesse contexto, investir em climatização eficiente, qualidade do ar interior, inovação tecnológica e infraestrutura resiliente significa, acima de tudo, investir na preservação da vida. Motivo pelo qual o Brasil também tem seu Plano Nacional de Qualidade do Ar Interior - o PNQAI.

Número de vítimas de acidentes de moto socorridas pelo Samu cresce 57% em três anos no Grande Recife
14/07/2026
Maior número
Na capital pernambucana, o maior número foi registrado em dezembro do ano passado. Ao todo, 600 pessoas ficaram feridas, com cerca de 20 atendimentos diários.
Duas vítimas
Segundo o coordenador geral do Samu Metropolitano, Leonardo Gomes, o aumento no número de casos tem impactado o atendimento prestado pela instituição porque, em muitos casos, esse tipo de ocorrência envolve pelo menos duas vítimas.
Fator humano
Para reduzir o número de sinistros envolvendo motocicletas, algumas medidas segundo ele, podem ser adotadas. Entre elas, mudanças no comportamento dos...
Perigo sob duas rodas. Dados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) mostram que, entre 2022 e 2025, houve um aumento de 57,69% nos atendimentos de urgência a vítimas de acidentes envolvendo motocicletas no Grande Recife. Só no ano passado, o Samu registrou 11.231 casos, incluindo atropelamento.
Maior número
Na capital pernambucana, o maior número foi registrado em dezembro do ano passado. Ao todo, 600 pessoas ficaram feridas, com cerca de 20 atendimentos diários.
Duas vítimas
Segundo o coordenador geral do Samu Metropolitano, Leonardo Gomes, o aumento no número de casos tem impactado o atendimento prestado pela instituição porque, em muitos casos, esse tipo de ocorrência envolve pelo menos duas vítimas.
Fator humano
Para reduzir o número de sinistros envolvendo motocicletas, algumas medidas segundo ele, podem ser adotadas. Entre elas, mudanças no comportamento dos próprios condutores, o chamado fator humano.
O Poder
Estado de Hugo Motta, Paraíba recebeu sem transparência 43% das “emendas de liderança” de seu partido
14/07/2026
Identificou
O relatório da Transparência Brasil identificou 260 repasses de emendas de comissão assinadas pela liderança partidária - sem identificar o autor parlamentar - feitas pelo Republicanos, partido de Motta, totalizando R$ 218,4 milhões. Procurado, o presidente da Câmara ainda não se manifestou.
Para a Paraíba
Segundo o levantamento, o Republicanos, partido do presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), destinou R$ 218,4 milhões por meio de 260 emendas assinadas apenas pela liderança partidária.
O total
Desse total, R$ 95,1 milhões — cerca de 43% dos recursos — tiveram como destino a P...
A Paraíba, estado do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), recebeu quase a metade (43%) de todas as "emendas de liderança", que funcionam de forma similar ao orçamento secreto, indicadas pelo Republicanos em 2025, aponta estudo feito pela Transparência Brasil.
Identificou
O relatório da Transparência Brasil identificou 260 repasses de emendas de comissão assinadas pela liderança partidária - sem identificar o autor parlamentar - feitas pelo Republicanos, partido de Motta, totalizando R$ 218,4 milhões. Procurado, o presidente da Câmara ainda não se manifestou.
Para a Paraíba
Segundo o levantamento, o Republicanos, partido do presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), destinou R$ 218,4 milhões por meio de 260 emendas assinadas apenas pela liderança partidária.
O total
Desse total, R$ 95,1 milhões — cerca de 43% dos recursos — tiveram como destino a Paraíba, estado de Motta. Entre os casos citados está um empenho de R$ 10,5 milhões destinado à Codevasf para obras de pavimentação.
Executou
Ao todo, a Câmara dos Deputados executou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão em 2025 sem identificar nominalmente os parlamentares responsáveis pelas indicações dos recursos. O dado consta em levantamento divulgado, nesta segunda-feira, pela Transparência Brasil.
Identificadas
Ao todo, foram identificadas 1.341 emendas registradas apenas em nome de líderes partidários, o equivalente a 16% do total executado pelas comissões permanentes da Câmara.
O estudo
O estudo afirma que a indicação teria sido feita pelo presidente da Câmara, mas a documentação da execução informa apenas a superintendência responsável pela obra, sem especificar os municípios beneficiados. Motta não se manifestou sobre o estudo.
Total
No total, o montante indicado sob a assinatura dos líderes partidários corresponde a 16% dos R$ 7,9 bilhões destinados pela Câmara dos Deputados em 2026.
Necessidade
Para a Transparência Brasil, os casos reforçam a necessidade de ampliar os mecanismos de controle sobre a destinação das verbas públicas. A entidade observa que, apesar das decisões do STF exigindo a identificação nominal dos autores das emendas e a publicidade das deliberações das comissões, a prática permanece praticamente inalterada.
Com Correio Brasiliense
Dudu da Fonte senador - PP fecha questão e bota Raquel no canto da parede
14/07/2026
A nota
Está na coluna do blog de hoje, terça-feira 14/07.
Corre nos bastidores de Brasília que o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, avisou que, se Eduardo da Fonte não tiver...
A governadora Raquel Teixeira Lyra plantou vento e está colhendo tempestade. Destratou o PP e os deputados Eduardo (Dudu) e Lula da Fonte. Do nada, ou seja, por raiva pessoal, demitiu os indicados por eles de todos os cargos que ocupavam. Tentativa vã de desmoralizar a dupla. E, ainda por cima, a governadora garantiu a Miguel Coelho uma das vagas para o Senado. Agora, o PP nacional fecha questão e o presidente da legenda, o senador Ciro Nogueira, bate na mesa. Em outras palavras, disse que quem indica o representante do federação União Progressista na chapa de Raquel é o PP. Pegar ou largar. E para o parceiro de federação, o União Brasil, mandou o seu recado. Sem apoio em Pernambuco, não tem apoio na Bahia. As informações a seguir são do blog Dantas Barreto.
A nota
Está na coluna do blog de hoje, terça-feira 14/07.
Corre nos bastidores de Brasília que o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, avisou que, se Eduardo da Fonte não tiver aval do União Brasil para ser candidato a senador em Pernambuco na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), não permitirá que os progressistas apoiem ACM Neto (UB) na Bahia.
E agora?
Com mais promessas do que vagas, Raquel está, no que o povo chama, camisa de sete varas. Kassab, presidente nacional do partido da governadora, o PDS, convidou Túlio Gadelha para ingressar na legenda. Com aval de Raquel, garantiu ao deputado que a vaga da legenda para o Senado seria dele. A própria Raquel atraiu o apoio de Miguel Coelho com o compromisso de que o senador "dela" seria ele, Miguel. Ao mesmo tempo, garantiu a Ciro Nogueira, presidente nacional do PP uma das vagas. E ainda fidelizou o senador Fernando Dueire com o aceno de outra vaga para senador. Bem, só ai, são quatro promessas. Mas como quatro não cabem em duas vagas, a governadora vai empurrando o anúncio da chapa, talvez até o dia da convenção, para evitar algum movimento dos dois preteridos. Dos quatro, dois inevitavelmente, vão se sentir traídos por Raquel.
A Copa das Despedidas, por Romero Falcão
14/07/2026
Pelé se despediu do verde-amarelo na Copa de 70, aos vinte e nove anos. Messi tem trinta e nove; Cristiano Ronaldo, quarenta e um. Acompanhando o aumento da expectativa de vida, os jogadores também se aposentam mais velhos.
Graças à evolução da medicina esportiva e à consciência de que o corpo é seu instrumento de trabalho, os torcedores puderam ver seus craques brilharem em seis Copas do Mundo — caso de Messi e Cristiano Ronaldo.
Mas agora chegou a hora do adeus. E quero me concentrar no maior de todos: Messi.
E como é difícil vê-los indo embora, numa época em que a f...
É bem provável que, no Mundial de 2030, não tenhamos mais Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo, Luka Modri? e tantos outros atletas que agora fecham o ciclo das Copas. Dos quatro, três já foram para casa. Messi tem mais três jogos para escrever o último capítulo de sua trajetória em copas do mundo. Aconteça o que acontecer, salvo lesão, só da adeus no fim de semana.
Pelé se despediu do verde-amarelo na Copa de 70, aos vinte e nove anos. Messi tem trinta e nove; Cristiano Ronaldo, quarenta e um. Acompanhando o aumento da expectativa de vida, os jogadores também se aposentam mais velhos.
Graças à evolução da medicina esportiva e à consciência de que o corpo é seu instrumento de trabalho, os torcedores puderam ver seus craques brilharem em seis Copas do Mundo — caso de Messi e Cristiano Ronaldo.
Mas agora chegou a hora do adeus. E quero me concentrar no maior de todos: Messi.
E como é difícil vê-los indo embora, numa época em que a fonte do homem-gol excepcional parece ter secado. Não importa o time, o país, a rivalidade. O que faz o mundo se acomodar no sofá para assistir a uma partida do Mundial é a certeza de que veremos os pés de Messi brincarem com a bola, cortarem o vento, desafiarem a lógica e a gravidade. E, num giro improvável, vararem a meta do goleiro.
Os olhos não acompanham. É preciso esperar o replay para entender como ele conseguiu, num metro quadrado de grama e cercado por três, quatro marcadores, decidir o jogo. Então vem o som, a explosão na arena: Messi, Messi, Messi!
Apesar da genialidade, ele permanece tranquilo. A fama, a glória, não lhe sobem à cabeça diante de um campo florido de grandes ostentações e vaidades. A joia que brilha vem de dentro: simples, discreta, silenciosa e surpreendente.
Como é triste assistir à última Copa desse menino-prodígio. Como é que a gente fica? Como é que a bola fica?
Pelota tão tecnológica. Será que ela sente? Sofre com o último toque de Messi? Será capaz de manter a alegria, de atravessar o espaço sem os passes Messi?
Não sei quanto resta de couro. Tomara que essa bola robótica não perca o mistério, o arrepio da pele.
*Romero Falcão é cronista e poeta.

"A Revolução Francesa (1789), e a realidade sanguinária do terror".
14/07/2026
Preâmbulo: Quando narrativas/ficção suplantam a verdadeira realidade histórica, aí temos a confirmação da previsão orweliana ("1984") se impondo na interpretação da realidade. Os controladores das massas reconstroem a História.
'As promessas da Revolução"
Costumamos acreditar na Revolução de 1789 como o início de uma "nova era da História".
Aquele Movimento foi o ponto de partida da modernidade na política. A educação ocidental cravou certas "verdades" sobre o 1789, colocou para o lado outras tantas inconvenientes para quem tem o controle das narrativas,e, praticamente tornou impossível a revelação
do caráter da Revolução.
A propagação dos ideais revolucionários tomou conta da mentalidade ocidental; mentalidade consolidada a partir daquilo que os revolucionários faziam suas defesas e colocavam como demandas populares.
O iluminismo foi a base teórica/filos...
Por Jarbas Beltrão*
Preâmbulo: Quando narrativas/ficção suplantam a verdadeira realidade histórica, aí temos a confirmação da previsão orweliana ("1984") se impondo na interpretação da realidade. Os controladores das massas reconstroem a História.
'As promessas da Revolução"
Costumamos acreditar na Revolução de 1789 como o início de uma "nova era da História".
Aquele Movimento foi o ponto de partida da modernidade na política. A educação ocidental cravou certas "verdades" sobre o 1789, colocou para o lado outras tantas inconvenientes para quem tem o controle das narrativas,e, praticamente tornou impossível a revelação
do caráter da Revolução.
A propagação dos ideais revolucionários tomou conta da mentalidade ocidental; mentalidade consolidada a partir daquilo que os revolucionários faziam suas defesas e colocavam como demandas populares.
O iluminismo foi a base teórica/filosófica/ideológica da Revolução; ideal revolucionário calcado em cima da "razão", da oposição às "crendices" e ao poder político absoluto do monarca; daí o lema da Revolução: Igualdade, Liberdade, Fraternidade.
Com dez anos (1799) de Revolução, o que se viu foi um quadro inverso da proposta revolucionária: violência, morte, terror, tudo sob comando da intolerância e da guilhotina.

' A queda da Bastilha'
O símbolo da "vitória revolucionária" é "a queda da Bastilha", uma fortaleza medieval usada como presídio pelo Estado francês.
A Bastilha quando da sua queda já não era um presídio que tivesse superlotação, pelo contrário, fala-se de sete presos.
Presídio tinha pequena guarnição sob comando de um velho oficial francês; não tinha prisioneiros políticos, no auge de sua população carcerária, nem 1% da mesma era de prisioneiros políticos; mal-feitores sempre foram maioria.
Quando do 1789, o que havia eram prisioneiros familiares, colocados ali para recuperação de suas personalidades depravadas.
No 1789, a massa dos presidiários já estava solta, maioria criminosos e ladrões de alta periculosidade; infestavam as ruas de Paris causando terror e infernizando a vida da população.
Ajudaram na criação de um clima pre-revolucionário, numa "Ordem política" caótica com um monarca frágil e desinteressado pelos problemas da sociedade, principalmente das cidades. O campo tinha uma parcial autonomia em relação à cidade
A Revolução isolou-se em
Paris, palco de um clima infernal. A partir das tomada da Bastilha, seguiu- se aumento dos casos de saques, roubos, assaltos, quebradeiras, estrupos, embriaguez seguidas de brigas, serviços públicos paralisados, manifestações com aglomerações violentas.

' A Revolução sai de Paris '
A Revolução saiu de Paris só no início de outubro do ano do "golpe revolucionário" - golpe do Terceiro Estado, declarando-se como Estado Geral, excluindo, nobreza, clero e parte da burguesia - três meses depois do julho da revolução.
Os revolucionários tentaram uma "monarquia constitucional", de traços britânicos. Luis XVI, reagiu e o modelo deu errado.
A postura do monarca custou- lhe posteriormente a prisão no decadente e mal-cuidado Palácio das Tulherias. A multidão retirou o Rei de Versalhes, com a famosa "marchadas mulheres," que marcharam vinte quilômetros até o Palácio Real, exibindo paus, enviadas, foices.
Das Tulherias, Luis XVI, tenta a fuga para a Áustria, descoberto em Varenes, fronteira austríaca é preso, juntamente com sua esposa Maria Antonieta.
Da nova prisão são condenados à morte, colocando em funcionamento "grande símbolo" revolucionário - a guilhotina.
A França com a morte dos monarcas, já estava dominada pela histeria do terror revolucionário, era os tempos da República Jacobina - o "Reino da Guilhotina", com as regras da insanidade dominando a França.
Segue com a morte do monarca o "Reino do Terror"
1793 é o auge do terror revolucionário, as vítimas foram aqueles que a Junta de Salvação Nacional, considerava inimigos da Revolução e inimigos da "razão".
Sofreram principalmente os camponeses, uma certa nobreza e os cristãos; a França passou a viver um processo de "descristanização".

'A profanação da Basílica de Saint Denis"
Na Basílica de Saint Denis
encontrava-se os túmulos dos monarcas e nobres franceses.
A histeria do terror entendia que a memória dos mesmos tinha de ser apagada, afinal era o símbolo máximo do "ancien regime". Próximo do que fazem hoje os baderneiros, queimando estátuas de heróis ou derrespeitando símbolos e templos.
A "Convenção Republicana" decretou que todos túmulos de Saint Denis, deveriam ser profanados.
A Basílica foi invadida, abertos 51 túmulos e jazigos, os corpos retirados e jogados em valas cavadas ao lado de onde se encontravam
Estátuas, coroas, cetros e ornamentos foram derretidos pra virar moedas e financiar a guerra revolucionária.
Os corpos que
jaziam em caixões de chumbo foram retirados dos caixões, o material dos caixões viraram balas.
A profanação de Saint-Denis foi um ato muito simbólico, dizia os revolucionários, "acabou o direito divino dos reis. Eles viram pó igual a todo mundo".
'A profanação da Notre Dame de Paris'
Com a "descristanização" a icônica Basílica de Notre Dame de Paris foi alvo de profanações
Com os jacobinos no poder, Paris virou um caos, a "capital da insanidade mental".
O movimento pra "descristianizar" a França. teria de trocar o catolicismo pela "Culto à Razão".
Basílica de Notre-Dame, símbolo maior do catolicismo parisiense e francês, virou "Templo da Razão", conforme decreto da Convenção Republicana.
Da Basílica foram retiradas todas as cruzes, estátuas de santos e símbolos católicos; no altar colocaram uma estátua representando a "Deusa Razão" - uma mulher vestida de branco com o corpo à mostra; foram feitos festivais cívicos lá dentro com bandeiras tricolores da Revolução.
Túmulos reais que estavam na catedral foram abertos.
O tesouro, sinos e objetos de ouro/prata foram derretidos.pra financiar, também, a guerra revolucionária, a famosa coroa de espinhos sobreviveu porque foi escondida.
'As Carmelitas de Compiègne. As freiras guilhotinadas na Revolução Francesa'
É uma das histórias mais marcantes do terror revolucionário republicano.
Dezesseis freiras carmelitas do convento de Compiègne - sempre frequentado pela rainha Maria Antonieta - localizado entre Paris e Versalhes, foi invadido por revolucionários.
O grupo das religiosas carmelitas tinha entre 29 a 78 anos.
Com a Revolução, em 1792, todos os conventos foram fechados e as religiosas expulsas. Quanto as carmelitas se recusaram a deixar a vida religiosa e passaram a viver juntas numa casa alugada.
Denunciadas como "fanáticas"e "inimigas da Revolução". Seu crime real: continuar rezando, usando hábitos e escondendo objetos religiosos.
No Tribunal Revolucionário isso era "conspiração contra o povo"; é histórico, os revolucionários, sempre se arvoram no direito a falar em nome do povo.
A execução das freiras ocorreu na Praça da Nação, Paris. Foram levadas de carroça e, seguiam cantando hinos, e o _Salve Regina_. Subiram no cadafalso uma por uma, cantando até a última. A mais nova, Irmã Constança, tinha 29 anos e cantou até o fim.
Foram 10 dias antes da Queda de Robespierre. Elas foram as últimas vítimas do Terror.
O Papa Pio X beatificou, as religiosas em 1906 e ficaram conhecidas como "Mártires de Compiègne".
'As mortes e o terror '
O ano de 1794 foi o pico do terror. Mais de 2.600 pessoas foram guilhotinadas só em Paris em 45 dias.
As carmelitas viraram símbolo das vítimas religiosas da Revolução.
Pois é..... a História precisa ser resgatada de seus grilhões cognitivos.
Fica Dito
*Jarbas Beltrão é professor de História da UPE.
Mestre em Educação.
MBA em Geopolítica Política Estratégia Defesa Nacional e Segurança Pública.
NR - Os textos assinados expressam as opiniões dos seus autores.

EDITAL - Unidade Popular Pernambuco – CNPJ: 36.321.802/0001-40
14/07/2026
Recife/PE 13 de julho de 2026
Thiago de Oliveira Santos
Presidente
A executiva do Partido Unidade Popular, pelo presente, convoca a Convenção estadual a ser realizada no dia 21/07/2026, às 13h. O endereço será divulgado nas redes digitais do Partido até o dia 19/07/2026, nos termos do Estatuto, para deliberar sobre: I. Escolher os candidatos majoritários; II – Decidir sobre coligação estadual; III – Deliberar sobre a plataforma de governo; IV – Escolher os candidatos proporcionais; V – Delegar poderes à executiva estadual para adotar os encaminhamentos necessários.
Recife/PE 13 de julho de 2026
Thiago de Oliveira Santos
Presidente
Campanha de Flávio calcula prejuízos com proibição de visitas e vê impacto em estratégias, confira essa e outras manchetes da manhã
14/07/2026
O prejuízo
Interlocutores do senador afirmam que o prejuízo eleitoral é evidente, ao impedir que o pré-candidato discuta a campanha com seu pai, trace estratégias e opine sobre as decisões. Mas veem a proibição sendo derrubada porque ela viola a democracia.
- Moraes aguarda defesa de Bolsonaro para explicar divulgação de carta por Flávio
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), aguarda a manifestação da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre a divulgação, pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de uma carta escrita pelo ex-presidente e lida nas redes s...
A pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para derrubar a decisão do ministro Alexandre de Moraes de proibir, até depois do primeiro turno da eleição, o contato entre o senador e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar.

O prejuízo
Interlocutores do senador afirmam que o prejuízo eleitoral é evidente, ao impedir que o pré-candidato discuta a campanha com seu pai, trace estratégias e opine sobre as decisões. Mas veem a proibição sendo derrubada porque ela viola a democracia.

- Moraes aguarda defesa de Bolsonaro para explicar divulgação de carta por Flávio
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), aguarda a manifestação da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre a divulgação, pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de uma carta escrita pelo ex-presidente e lida nas redes sociais. Os advogados de Bolsonaro têm 48 horas para apresentar uma resposta ao STF.
A decisão
Na decisão, assinada ontem, segunda-feira, (13/07), Moraes questiona se Bolsonaro tinha ciência prévia de que o texto seria divulgado nas redes sociais do filho, o que poderia configurar novo descumprimento da medida cautelar que o proíbe de utilizar redes sociais, diretamente ou por meio de terceiros.

- Flávio acusa morais de interferir nas eleições ao vetar visita a Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira, 13, que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes tenta interferir nas eleições com sua decisão que proibiu, por 90 dias, que o pré-candidato à presidência da República visite seu pai, Jair Bolsonaro, na prisão domiciliar.
“O que o Alexandre de Moraes faz agora é claramente deixar o meu pai incomunicável”, disse Flávio em transmissão nas redes sociais.

- Alcolumbre se irrita com governo Lula após ofensiva da PF, e PT inicia campanha #AprovaSenado
A cúpula do PT iniciou uma ofensiva nas redes sociais para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a pautar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pelo fim da escala 6x1 até o próximo dia 16, antes do recesso parlamentar.
Piorar
Mas as duas operações da Polícia Federal que fecharam o cerco contra o orçamento secreto das emendas parlamentares, na semana passada, tendem a piorar a já desgastada relação do Palácio do Planalto com o Congresso.
A irritação
Apesar de só o presidente da Câmara Hugo Motta ter divulgado até agora uma nota de repúdio à ação da PF - mesmo porque a operação atingiu apenas ex-deputados federais - , Alcolumbre não escondeu sua irritação com o episódio, em conversas reservadas. No Congresso, o comandante do Senado é apontado como um dos artífices do orçamento secreto, prática revelada pelo Estadão.

- Na Câmara, emendas sem autor somam R$ 1,3 bilhão
A Câmara dos Deputados executou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão em 2025 sem identificar nominalmente os parlamentares responsáveis pelas indicações dos recursos. O dado consta em levantamento divulgado, nesta segunda-feira, pela Transparência Brasil.
Identificadas
Ao todo, foram identificadas 1.341 emendas registradas apenas em nome de líderes partidários, o equivalente a 16% do total executado pelas comissões permanentes da Câmara. Segundo o levantamento , Republicanos, partido do presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), destinou R$ 218,4 milhões por meio de 260 emendas assinadas apenas pela liderança partidária.

-Irã realiza nova ofensiva contra instalações dos EUA na Jordânia e no Golfo
A escalada da guerra no Oriente Médio, após a quebra do cessar-fogo. Uma base aérea dos Estados Unidos na Jordânia foi alvo de mísseis balísticos iranianos nesta terça-feira (14), informou a IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) em um comunicado divulgado pela agência de notícias Fars, conclamando o povo jordaniano a desmantelar as bases americanas em seu país.

Afirma
A Jordânia afirma ter interceptado e abatido quatro mísseis que entraram no espaço aéreo jordaniano vindos do território iraniano. O Irã também lançou várias ondas de ataques contra outros países do Golfo Pérsico nas últimas horas. Sirenes soaram no Bahrein pela terceira vez na manhã de terça-feira.

- Bloqueio naval dos EUA ao Irã começa nesta terça; Trump diz que cobrará 20% de 'pedágio' sobre cargas em Ormuz
O bloqueio naval anunciado pelos Estados Unidos para impedir o tráfego de embarcações ligadas ao Irã começa hoje, terça-feira (14/07). Segundo a Marinha americana, a operação terá início às 17h pelo horário de Brasília.
A medida
A medida entrará em vigor um dia depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que pretende assumir o controle do Estreito de Ormuz. Em uma publicação na rede Truth Social, Trump disse que os EUA serão os "guardiões" da via marítima e que cobrarão 20% sobre toda carga transportada pelo estreito.
Terça-feira, 14 de julho. A manhã começa com a repercussão da decisão do ministro do STF, Alexandre Moraes de proibir visitas de Flávio a Bolsonaro por 90 dias após divulgação de carta. O senador e pré-candidato à presidência da República, acusa Morales de tentar interferir nas eleições. Vamos conferir as primeiras quentes do dia:
-Campanha de Flávio diz que decisão de Moraes é "ilegal e inconstitucional"
-Governo deve aumentar etanol na gasolina para 32%; veja quais carros podem sentir os efeitos
-Semana começa sob expectativa de novo tarifaço; Planalto avalia reação
-Master consultou escritório da família Moraes sobre operação com fundos de previdência, diz Metrópolis
-A medida de Trump que pode facilitar acesso do CV e do PCC a fuzis americanos, diz BBC News
-Bolsonaro pode voltar à Papudinha após carta divulgada por Flávio?, indaga R7
-Moraes proíbe visitas de Flávio a Bolsonaro por 90 dias após divulgação de carta
-Acontecimentos em pré-campanhas abrem espaço para 3ª via, diz Think Policy
-Planilhas de bicheiro indicam R$ 29,3 mi para políticos, diz PF
-Câmara destina R$ 1,3 bi em emendas sem identificar parlamentares e abre espaço para novo orçamento secreto
-Brasil envia ajuda humanitária a Cuba em meio ao cerco dos EUA
- ECA completa 36 anos entre avanços e desafios para proteger crianças

E no futebol? Será conhecida hoje, a primeira Seleção finalista da Copa do Mundo 2026. França e Espanha fazem um duelo que promete parar o mundo. Para muitos, será uma final antecipada. Para os outros, a campeã deve sair do duelo de amanhã na outra semifinal, entre Argentina e Inglaterra.

-França e Espanha se enfrentam nesta terça-feira pelas semifinais da Copa do Mundo.
-Senegal descobre que médico que acompanhava a seleção na Copa era ginecologista
-Messi revela bastidores da seleção da Argentina durante a Copa do Mundo
-Lamine Yamal x Mbappé: rivalidade chega à Copa do Mundo pela 1ª vez
- Haaland desembarca na Noruega com guaxinim empalhado de R$ 3,8 mil
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Por enquanto é isso. O 14 de julho está apenas começando. Quente em Brasília. E a temperatura deve subir ainda mais no Congresso. Muita coisa deve acontecer neste dia, na política, na economia e nos esportes. Pela Copa do Mundo, se não houver prorrogação e pênaltis, por volta das 18h, saberemos qual será a primeira seleção finalista do Mundial. Que seja um grande duelo. Preferencialmente com muitos gols. Continuem acompanhando O Poder. Bom dia a todos.
Severino Lopes