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Marca histórica - Maternidade de São Lourenço alcança de 5 mil nascimentos

15/07/2026

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O Hospital e Maternidade Petronila Campos, unidade municipal em São Lourenço da Mata, alcançou uma marca histórica: o nascimento do bebê de número 5.000 desde a reabertura da maternidade. O feito consolida a unidade como uma importante referência em assistência materno-infantil na Região Metropolitana do Recife.

Atuação regional

Além de atender a população de São Lourenço da Mata, a maternidade recebe gestantes de diversos municípios. Um dos números que mais chama atenção é o de Camaragibe, com 1.361 bebês nascidos na unidade, o equivalente a 26% de todos os partos realizados no período.

Os dados

Reforçam o papel regional do Hospital e Maternidade Petronila Campos, que segue garantindo atendimento humanizado e de qualidade para milhares de famílias.

Raquel ausente

A gestão municipal também destaca que, nos últimos três anos e meio, o Governo de Pernambuco não firmou nenhum co...

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O Hospital e Maternidade Petronila Campos, unidade municipal em São Lourenço da Mata, alcançou uma marca histórica: o nascimento do bebê de número 5.000 desde a reabertura da maternidade. O feito consolida a unidade como uma importante referência em assistência materno-infantil na Região Metropolitana do Recife.

Atuação regional

Além de atender a população de São Lourenço da Mata, a maternidade recebe gestantes de diversos municípios. Um dos números que mais chama atenção é o de Camaragibe, com 1.361 bebês nascidos na unidade, o equivalente a 26% de todos os partos realizados no período.

Os dados

Reforçam o papel regional do Hospital e Maternidade Petronila Campos, que segue garantindo atendimento humanizado e de qualidade para milhares de famílias.

Raquel ausente

A gestão municipal também destaca que, nos últimos três anos e meio, o Governo de Pernambuco não firmou nenhum convênio para custear ou fortalecer os serviços da maternidade. Mesmo assim, a Prefeitura de São Lourenço da Mata manteve os investimentos necessários para assegurar o funcionamento da unidade e atender à crescente demanda regional.

Compromisso

A marca de 5 mil nascimentos reafirma o compromisso da gestão municipal com uma saúde pública de qualidade e com o cuidado às mães e aos recém-nascidos de toda a região.

Parabéns

O Poder parabeniza o prefeito Vinícius Lapenda e sua equipe e todos os dedicados e competentes profissionais que compõem os quadros da maternidade.

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Leia outras informações

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Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta quinta-feira

16/07/2026

Brasília, 16 de julho de 2026

Pegue seu café …

Brasília acordou em modo “guerra comercial”. O tarifaço dos Estados Unidos ganhou novos capítulos, agora envolvendo Pix, desmatamento e etanol, enquanto o governo prepara a resposta com a Lei da Reciprocidade. Nos bastidores da eleição de 2026, Flávio Bolsonaro enfrenta pressão para ampliar seu discurso além da própria base, e um estudo da Ativaweb DataLab mostra que Nikolas Ferreira segue como o maior motor digital da oposição. No Brasil hiperconectado, a disputa internacional já virou disputa de narrativas.

Tarifaço 2.0 Agora até o Pix entrou na conversa

Os Estados Unidos oficializaram uma nova rodada de medidas comerciais contra o Brasil, citando temas como Pix, desmatamento, etanol e barreiras comerciais entre os argumentos utilizados. O movimento amplia o conflito iniciado com a tarifa adicional de 25% e desloca a discussão do campo exclusivamente econô...

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Brasília, 16 de julho de 2026

Pegue seu café …

Brasília acordou em modo “guerra comercial”. O tarifaço dos Estados Unidos ganhou novos capítulos, agora envolvendo Pix, desmatamento e etanol, enquanto o governo prepara a resposta com a Lei da Reciprocidade. Nos bastidores da eleição de 2026, Flávio Bolsonaro enfrenta pressão para ampliar seu discurso além da própria base, e um estudo da Ativaweb DataLab mostra que Nikolas Ferreira segue como o maior motor digital da oposição. No Brasil hiperconectado, a disputa internacional já virou disputa de narrativas.

Tarifaço 2.0 Agora até o Pix entrou na conversa

Os Estados Unidos oficializaram uma nova rodada de medidas comerciais contra o Brasil, citando temas como Pix, desmatamento, etanol e barreiras comerciais entre os argumentos utilizados. O movimento amplia o conflito iniciado com a tarifa adicional de 25% e desloca a discussão do campo exclusivamente econômico para um debate político e regulatório. A tendência é que o tema domine tanto a agenda diplomática quanto as redes sociais durante os próximos dias.

“Hoje a guerra não é apenas comercial. É também uma guerra de narrativas.”


Lei da Reciprocidade: Lula prepara o contra-ataque

O Palácio do Planalto confirmou que utilizará a Lei da Reciprocidade Econômica para responder às medidas adotadas pelos EUA. Washington já sinalizou que poderá ampliar novas sanções caso haja retaliação brasileira, elevando o nível de tensão entre os dois países. O mercado acompanha cada declaração porque qualquer escalada pode afetar investimentos, exportações e o câmbio.

“Na diplomacia moderna, um tweet pode pesar tanto quanto uma tarifa.”


Pix vira tema internacional

O Pix, considerado um dos maiores cases mundiais de inovação financeira, passou a aparecer oficialmente entre os pontos questionados pelos Estados Unidos. O debate deixa de ser apenas tecnológico e passa a envolver competição econômica, regulação financeira e soberania digital. A tendência é que o assunto gere forte mobilização nacional nas redes.

“Quando até o Pix entra na disputa, a tecnologia vira geopolítica.”


Quaest acende o sinal amarelo para Flávio

Novos levantamentos indicam preocupação dentro da campanha de Flávio Bolsonaro com a dificuldade de ampliar apoio além do eleitorado mais fiel. A avaliação é que o discurso continua extremamente eficiente para mobilizar sua base, mas enfrenta dificuldades para alcançar mulheres e eleitores de centro. O desafio passa a ser crescer sem perder identidade.

“Mobilizar a bolha é importante. Ganhar eleição exige sair dela.”


Nikolas continua sendo o maior motor digital da direita

Levantamento da Ativaweb DataLab, repercutido nacionalmente, mostra que Nikolas Ferreira liderou a amplificação das críticas direcionadas ao STF e ao ministro Alexandre de Moraes. O estudo identificou que sua capacidade de engajamento superou inclusive outros nomes relevantes do campo conservador, demonstrando que patrimônio digital hoje vale tanto quanto tempo de televisão.

“Na política digital, influência não se mede apenas em seguidores, mas em capacidade de mobilização.”

Rubio cobra “Boa-fé” nas negociações

O secretário de Estado norte-americano afirmou que o governo brasileiro não teria negociado “de boa-fé” sobre as tarifas comerciais. A declaração reforça o endurecimento do discurso diplomático e deve alimentar novos posicionamentos tanto do governo quanto da oposição.

“Na diplomacia, as palavras costumam preparar o terreno para as próximas decisões.”


Governo e Bolsonaristas disputam a autoria da crise

Enquanto integrantes do governo atribuem o tarifaço à atuação internacional da família Bolsonaro, lideranças da oposição responsabilizam Lula pela deterioração das relações com Washington. O resultado é uma disputa política que deve dominar o debate público muito além da economia.

“Antes de encontrar soluções, Brasília tenta encontrar culpados.”


Mais de 2 mil produtos escapam das tarifas

Apesar do impacto político da decisão americana, milhares de categorias de produtos brasileiros permaneceram fora da nova taxação. O dado reduz parte dos efeitos econômicos imediatos, mas não diminui o desgaste político produzido pela medida.

“Nem todo produto entrou na tarifa. Mas toda narrativa entrou na disputa.”

STF continua no centro das narrativas
As decisões recentes envolvendo


Alexandre de Moraes seguem alimentando enorme volume de debates digitais. O tema permanece entre os maiores polos de polarização política do país, especialmente após a atuação coordenada de influenciadores conservadores.

“No Brasil conectado, decisões judiciais também disputam audiência.”

Eleição 2026 já começou nas redes

Embora a campanha oficial ainda esteja distante, o ambiente digital mostra movimentações permanentes dos principais grupos políticos. Crescimento de seguidores, produção de conteúdo e capacidade de viralização já fazem parte da disputa eleitoral diária.

“Quem dominar a narrativa antes da campanha larga vários passos à frente.”




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A Transnordestina não é inviável. Inviável é a falta de visão sobre o futuro de Pernambuco, por Antônio Campos

16/07/2026

Confesso que me preocupa ver, mais uma vez, Pernambuco tendo que provar o óbvio. A decisão do Tribunal de Contas da União de manter o veto ao início das obras físicas da Transnordestina, mesmo liberando licitações e contratos, parte de uma premissa que merece ser questionada: será que o problema é realmente a viabilidade da ferrovia ou a incapacidade de enxergar seu papel estratégico para o desenvolvimento do Estado?

Pergunta

Faço essa pergunta porque os próprios estudos apresentados pela Sudene desmontam a tese da inviabilidade. O levantamento aponta Valor Social Presente Líquido positivo de R$ 4,76 bilhões e Taxa de Retorno Econômico de 15,53%. Além disso, estima movimentação entre 18 e 24 milhões de toneladas de cargas por ano, geração de milhares de empregos e impactos positivos para mais de 400 municípios nordestinos. Se esses números não demonstram viabilidade, o que mais será necessário?

Rigor

A impressã...

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Confesso que me preocupa ver, mais uma vez, Pernambuco tendo que provar o óbvio. A decisão do Tribunal de Contas da União de manter o veto ao início das obras físicas da Transnordestina, mesmo liberando licitações e contratos, parte de uma premissa que merece ser questionada: será que o problema é realmente a viabilidade da ferrovia ou a incapacidade de enxergar seu papel estratégico para o desenvolvimento do Estado?

Pergunta

Faço essa pergunta porque os próprios estudos apresentados pela Sudene desmontam a tese da inviabilidade. O levantamento aponta Valor Social Presente Líquido positivo de R$ 4,76 bilhões e Taxa de Retorno Econômico de 15,53%. Além disso, estima movimentação entre 18 e 24 milhões de toneladas de cargas por ano, geração de milhares de empregos e impactos positivos para mais de 400 municípios nordestinos. Se esses números não demonstram viabilidade, o que mais será necessário?

Rigor

A impressão que fica é que Pernambuco está sendo submetido a um rigor que não se vê em outras grandes obras de infraestrutura. Nenhuma ferrovia estruturante nasce com toda a demanda consolidada. Ela existe justamente para criar desenvolvimento, atrair empresas, reduzir custos logísticos e gerar novos fluxos econômicos. É assim no mundo inteiro.

A pergunta que faço é simples: se aplicássemos esse mesmo critério a Suape, ele teria sido construído? E a Transamazônica? E tantas rodovias federais que abriram novas fronteiras econômicas? Obras estruturadoras não podem ser avaliadas apenas pela fotografia do presente. Elas precisam ser julgadas pelo futuro que ajudam a construir.

Outro aspecto

Outro aspecto me chama atenção. Enquanto Pernambuco ainda discute estudos, o Ceará avança rapidamente com seu trecho da Transnordestina. O Porto do Pecém ganha investimentos, amplia sua competitividade e atrai novos negócios. Já Suape, um dos maiores ativos econômicos de Pernambuco, continua esperando que Brasília decida se merece ou não estar conectado à principal ferrovia do Nordeste.

A ferrovia


Não consigo aceitar a ideia de que a ferrovia seria limitada ao transporte de gesso ou grãos. O novo estudo demonstra exatamente o contrário. Combustíveis, fertilizantes, cimento, contêineres, cargas industriais e mercadorias destinadas ao mercado consumidor nordestino passam a integrar a matriz logística do projeto. Isso fortalece Suape, reduz custos para empresas e amplia a competitividade da economia pernambucana.

Mobilização política

Também me pergunto onde está a mobilização política de Pernambuco. Onde estão as vozes unidas da bancada federal, do setor produtivo, das universidades e da sociedade civil? Um projeto dessa dimensão não pode depender apenas de pareceres técnicos. Precisa de liderança política, de articulação institucional e de defesa firme dos interesses do Estado.

Perdendo protagonismo

Não podemos aceitar que Pernambuco continue perdendo protagonismo para outros estados por falta de capacidade de defender seus projetos estratégicos. A Transnordestina não é apenas uma ferrovia. Ela representa integração regional, geração de empregos, desenvolvimento do Semiárido, fortalecimento de Suape e redução das desigualdades.

A obra

Insistir em tratar essa obra apenas como uma equação financeira é um erro histórico. O verdadeiro risco não é construir a Transnordestina. O verdadeiro risco é Pernambuco continuar esperando enquanto os trilhos do desenvolvimento seguem, mais uma vez, em direção a outros estados.

Antonio Campos e advogado e escritor



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Veneziano trata com ministro de liberações para municípios atingidos pelas chuvas na Paraíba e início das obras do 3º Eixo da Transposição

16/07/2026

O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) esteve reunido ontem, quarta-feira (15/07), em Brasília, com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Goes. Na pauta do encontro, dois temas de grande importância para os paraibanos: a liberação de recursos para municípios e o cronograma para início das obras do 3º Eixo da Transposição do São Francisco, no Vale do Piancó.



Os recursos

Os recursos que serão liberados fazem parte da assistência destinada pelo Ministerio aos municípios atingidos pelas chuvas na Paraíba, entre os meses de maio e junho. Veneziano havia estado com o ministro Waldez Goes em algumas audiências, das quais também participaram os prefeitos das cidades mais atingidas, solicitando o apoio do ministério para o socorro aos municípios. Na reunião desta quarta, o ministro garantiu as liberações.



Trataram

Veneziano e Waldez Góes também trataram do crono...

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O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) esteve reunido ontem, quarta-feira (15/07), em Brasília, com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Goes. Na pauta do encontro, dois temas de grande importância para os paraibanos: a liberação de recursos para municípios e o cronograma para início das obras do 3º Eixo da Transposição do São Francisco, no Vale do Piancó.



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Os recursos

Os recursos que serão liberados fazem parte da assistência destinada pelo Ministerio aos municípios atingidos pelas chuvas na Paraíba, entre os meses de maio e junho. Veneziano havia estado com o ministro Waldez Goes em algumas audiências, das quais também participaram os prefeitos das cidades mais atingidas, solicitando o apoio do ministério para o socorro aos municípios. Na reunião desta quarta, o ministro garantiu as liberações.



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Trataram

Veneziano e Waldez Góes também trataram do cronograma de execução das obras do 3º Eixo da Transposição de águas do Rio São Francisco para a Paraíba, no Vale do Piancó. Segundo Veneziano, a obra, orçada em R$ 350 milhões, faz parte do Plano de Aceleração do Crescimento - PAC.


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“A boa notícia é que estamos aguardando apenas a licença prévia do Ibama e a autorização da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) para que a obra seja iniciada. E a expectativa nossa é do governo do presidente Lula é de que até o final do ano isso aconteça” afirmou Veneziano, após a reunião com o ministro.



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Brasil diz que novo tarifaço é "marco lastimável" e que usará Lei da reciprocidade, confira essa e outras manchetes da manhã

16/07/2026

Uma guerra comercial que inevitavelmente deixa as relações de dois importantes países da América estremecidas. O que era uma ameaça virou realidade. E o governo dos EUA parece estar irredutível. Um golpe na economia do País. A reação do Planalto em favor da soberania nacional, foi imediata e no mesmo tom. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) garantiu que o dia 15 de julho "passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável" na relação entre os dois países, após o governo de Donald Trump confirmar a aplicação de tarifas 25% sobre produtos brasileiros.



Instrumentos

“Olho por olho, dente por dente”. O Planalto reagiu e anunciou que usará instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade contra as novas cobranças impostas por Washington. Segundo comunicado divulgado pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), a medida entra em vigor em 22 de j...

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Uma guerra comercial que inevitavelmente deixa as relações de dois importantes países da América estremecidas. O que era uma ameaça virou realidade. E o governo dos EUA parece estar irredutível. Um golpe na economia do País. A reação do Planalto em favor da soberania nacional, foi imediata e no mesmo tom. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) garantiu que o dia 15 de julho "passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável" na relação entre os dois países, após o governo de Donald Trump confirmar a aplicação de tarifas 25% sobre produtos brasileiros.



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Instrumentos

“Olho por olho, dente por dente”. O Planalto reagiu e anunciou que usará instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade contra as novas cobranças impostas por Washington. Segundo comunicado divulgado pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), a medida entra em vigor em 22 de julho.



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- Novo tarifaço de 25% dos EUA contra o Brasil começa a valer na próxima quarta



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O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com uma extensa lista de itens isentos. A medida entra em vigor em 22 de julho.



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Resultado

A decisão é resultado de uma investigação comercial do USTR que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países.



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- Pré-campanha de Lula tem disputa interna, e aliados travas embates do jurídico à comunicação

A cerca de um mês do começo oficial da corrida presidencial, a pré-campanha do presidente Lula (PT) vive disputas por espaço no núcleo de decisões de seu comitê eleitoral. Segundo a Folha, a briga por poder vai da equipe de comunicação à definição do plano de governo para um eventual Lula 4, passando ainda pelo jurídico.

Os embates

Os embates ocorrem no momento em que o presidente consolida sua vantagem em relação a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e tem uma recuperação na aprovação do governo. A comunicação tem sido alvo de disputas constantes no núcleo do petista, a ponto de o ministro da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência), Sidônio Palmeira, e o chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, terem travado um debate diante do presidente sobre os rumos da campanha.



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- Foto com Sicário é novo abalo na campanha de Flávio ao Planalto

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República sofreu seu segundo revés em menos de dois meses. O parlamentar aparece em uma foto ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, apontado pela Polícia Federal (PF) como o braço operacional de confiança do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Quinta-feira, 16 de julho. O que era uma ameaça, e o governo brasileiro tinha esperança de impedir no diálogo com a Casa Branca, virou realidade. O presidente Trump cumpriu a ameaça e impôs tarifa de 25% a produtos brasileiros. Confirma a ampla repercussão da decisão de impor ao Brasil, o tarifaço. O Planalto já avisou que vai usar a Lei da Reciprocidade.


- Planalto anuncia que usará Lei da reciprocidade contra tarifaço dos EUA
- EUA decidem taxar produtos do Brasil em 25% após investigação comercial sob Pix e etanol
-Governo Trump anuncia tarifa de 25% contra Brasil após investigação sobre Pix, corrupção e etanol, e governo Lula diz que adotará reciprocidade
-Tarifaço: USTR encerra investigação e mira Pix, etanol e desmatamento
-EUA impõem sanções contra grupos acusados de auxiliar Irã a adquirir armas
- Tarifaço dos EUA terá 864 exceções: terras-raras, suco de laranja, carne, café, entre outros
-Tarifaço de Trump: EUA confirmam nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros
- Trump cumpre ameaça e impõe tarifa de 25% a produtos brasileiros
-Fim da escala 6x1: sete em cada dez brasileiros são favoráveis à proposta, diz pesquisa
-'Olho por olho, dente por dente?' O que diz a Lei de Reciprocidade que Lula quer usar contra novo tarifaço dos EUA, explica BBC News
-Rubio acusa Lula de não negociar tarifas: 'Colocou o próprio ego à frente de um acordo'
- Governo pede prazo para rever impacto de PEC dos agentes da Saúde
-Alcolumbre segura PEC do fim da escala 6x1 para o segundo semestre
-Irã ameaça ampliar ofensiva na região após EUA realizarem nova onda de ataques



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- E no futebol? Argentina e Espanha vão decidir a 23a Copa do Mundo. Será uma final inédita. E promete ser eletrizante. A Argentina conquistou a classificação após uma virada épica e inacreditável pra cima da Inglaterra. E mais uma atuação quase “impecável” de Messi. Eliminadas, França e Inglaterra vão disputar o terceiro lugar como “prêmio de consolação”. Vamos conferir as novidades da Copa.



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-Messi avança à final e iguala recorde histórico de Cafu em Copas do Mundo
-Argentina vira nos acréscimos, elimina a Inglaterra e vai à final da Copa
- Argentina derruba ferrolho da Inglaterra, consegue virada épica e vai à final da Copa do Mundo
Com outra virada incrível, Argentina despacha Inglaterra e vai à final



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-Argentina aproveita covardia de técnico da Inglaterra, faz virada épica e vai à final
-Argentinos provocam a Inglaterra com faixa após virada na semi da Copa: ‘Malvinas são argentinas’
-Memes da virada relâmpago da Argentina sobre a Inglaterra deixam brasileiros incrédulos: 'Não acredito'
-Messi e Yamal se encontram em final da Copa do Mundo anos após foto icônica

Por enquanto é isso. O 16 de julho está apenas começando. E começa quente com as repercussões da decisão dos EUA de taxar em 25% os produtos brasileiros. Ao longo do dia, a decisão de Trump deve esquentar os debates no Congresso Nacional. A pré-campanha para Presidência da República, também está “pegando fogo” com divergências internas dos dois lados. Que seja um 16 de julho de boas notícias. Continuem acompanhando O Poder. Bom dia a todos.

Severino Lopes




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CRO-PE e AGE garantem linha de crédito de até R$ 500 mil para fortalecer a Odontologia pernambucana

15/07/2026

Abrir um consultório próprio é um dos maiores desafios enfrentados pelos cirurgiões-dentistas, especialmente pelos profissionais em início de carreira. Pensando em transformar essa realidade, o Conselho Regional de Odontologia de Pernambuco (CRO-PE), em parceria com a Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE), lançou, nesta terça-feira (15), no estande da AGE na Fenearte, em Olinda, a ODONTOage, uma linha de crédito exclusiva voltada ao fortalecimento da Odontologia pernambucana.

A iniciativa permitirá que os profissionais tenham acesso a recursos para a montagem ou ampliação de consultórios, reforma de clínicas, aquisição de equipamentos, incorporação de novas tecnologias e investimentos em qualificação profissional, com condições diferenciadas e taxas a partir de 0,89% ao mês, conforme análise da AGE.

Para o presidente do CRO-PE, João Godoy, a iniciativa representa um passo importante na valorização da categoria. “Muitos colegas acabam adiando o so...

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Abrir um consultório próprio é um dos maiores desafios enfrentados pelos cirurgiões-dentistas, especialmente pelos profissionais em início de carreira. Pensando em transformar essa realidade, o Conselho Regional de Odontologia de Pernambuco (CRO-PE), em parceria com a Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE), lançou, nesta terça-feira (15), no estande da AGE na Fenearte, em Olinda, a ODONTOage, uma linha de crédito exclusiva voltada ao fortalecimento da Odontologia pernambucana.

A iniciativa permitirá que os profissionais tenham acesso a recursos para a montagem ou ampliação de consultórios, reforma de clínicas, aquisição de equipamentos, incorporação de novas tecnologias e investimentos em qualificação profissional, com condições diferenciadas e taxas a partir de 0,89% ao mês, conforme análise da AGE.

Para o presidente do CRO-PE, João Godoy, a iniciativa representa um passo importante na valorização da categoria. “Muitos colegas acabam adiando o sonho do consultório próprio porque não conseguem o investimento inicial necessário e, por isso, ficam limitados a trabalhar para terceiros, muitas vezes em condições que não refletem o verdadeiro valor da Odontologia. Com essa linha de crédito, queremos oferecer um caminho diferente: permitir que o cirurgião-dentista seja protagonista da sua própria história, monte ou amplie seu consultório, invista em tecnologia, gere empregos e exerça uma Odontologia ética, digna e de excelência”, destacou.

A linha de crédito disponibiliza financiamento de até R$ 21 mil para pessoas físicas, com prazo de até 36 meses para pagamento e carência de até seis meses. Para pessoas jurídicas, o crédito pode chegar a R$ 500 mil, com prazo de até 48 meses e taxas a partir de 0,89% ao mês, conforme análise da AGE. “Assinamos essa parceria no último dia 2 de julho e aproveitamos o sucesso da Fenearte para lançar oficialmente esse convênio, que amplia as oportunidades de acesso ao crédito e fortalece a Odontologia pernambucana”, ressaltou a diretora-presidente da AGE, Carla Novaes.

Os interessados já podem realizar o pré-cadastro no portal da AGE ou obter mais informações pelos canais oficiais da instituição. A parceria reforça a atuação do CRO-PE na criação de políticas voltadas ao fortalecimento da profissão, estimulando o empreendedorismo, a inovação e a ampliação do acesso dos cirurgiões-dentistas pernambucanos ao crédito produtivo.




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Série: Mistérios do Aquém: A incrível história da joia da Marinha que afundou o Erário e virou sucata Por Natanael Sarmento*

15/07/2026

JK com a proverbial esperteza política mineira pagou em dinheiro para exercer o seu mandato presidencial, livre de golpe militar.

Suborno

Controlou a caserna agitada. Comprou um navio-aeródromo para a Marinha e os Almirantes esqueceram as veleidades golpistas. Assim Jango cumpriu todo mandato constitucional, sem morrer na praia.

Embaixadas

Diplomatas dos EUA tentavam dissuadir JK do péssimo negócio com a sucata de guerra, em 1956. Também os amigos do Norte tinham sucatas de guerra, gatos para vender por lebre. JK estava acossado pelos militares brasileiros e foi direto: “"Sei que este é um brinquedo inútil, um navio que não serve para nada. Mas a Marinha tentou impedir a minha posse. Se o preço da submissão da Marinha à Constituição é o porta-aviões, acho que vale a pena."

Pechincha?

A banheira flutuante custou a “pechincha” de 1 milhão e cem libras esterlinas. Equivalente a...

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JK com a proverbial esperteza política mineira pagou em dinheiro para exercer o seu mandato presidencial, livre de golpe militar.

Suborno

Controlou a caserna agitada. Comprou um navio-aeródromo para a Marinha e os Almirantes esqueceram as veleidades golpistas. Assim Jango cumpriu todo mandato constitucional, sem morrer na praia.

Embaixadas

Diplomatas dos EUA tentavam dissuadir JK do péssimo negócio com a sucata de guerra, em 1956. Também os amigos do Norte tinham sucatas de guerra, gatos para vender por lebre. JK estava acossado pelos militares brasileiros e foi direto: “"Sei que este é um brinquedo inútil, um navio que não serve para nada. Mas a Marinha tentou impedir a minha posse. Se o preço da submissão da Marinha à Constituição é o porta-aviões, acho que vale a pena."

Pechincha?

A banheira flutuante custou a “pechincha” de 1 milhão e cem libras esterlinas. Equivalente a 82 bilhões de cruzeiros na moeda da época. O músico Juca Chaves podia ser preso, ser perder a piada de cantarolar: "Brasil já vai à guerra, comprou porta-aviões. Um viva pra Inglaterra de oitenta e dois bilhões. Ah, mas que ladrões!"

Nau Capitânia

A joia Nau Capitânia da briosa Armada foi o primeiro Porta-Aviões da MB. Media 212 metros de comprimentos. Projetada para tripulação de 1.300 e 48 aeronaves. Um paquiderme flutuante imponente.

Oneroso

As obras de manutenção, reparos e melhoramentos do paquiderme flutuante, compras de aeronaves, limaram alguns de bilhões no balanço do mar.

Inoperante

O vetusto Porta- aviões Minas Gerais glória da MB passou 97% da sua longa e dispendiosa vida parado. 17 anos e 5 meses em serviços, no estaleiros, atracado no Arsenal de Marinha do RJ, na Ilha das Cobras ou docas para reformas intermináveis. No total, navegava a média de 11, 4 dias dos 365 dias do ano.

“Belo Antonio”

O apelido popular “Belo Antonio” cabia como luva. Personagem da comédia italiana com Marcelo Mastroianni no papel de homenzarrão bonito, assediado pelas mulheres, mas impotente. A MB não divulga detalhes dos gastos desses reparos, houve até incêndio, no Belo Antonio. Gastos bancados pela “Viúva”.

Serviços

Na história dos pescadores, durante mais de 40 anos a Nau Capitânia, berço da “aviação embarcada”, orgulho da frota de guerra “antissubmarino” prestou relevantes serviços à nação. Mas o mar nem sempre foi calmo para a Nau Capitânia.

Discórdia

O brinquedo caro causou ruídos nas Forças Armadas, foi pomo de discórdia. Na "Questão da Aviação Embarcada". O sururu entre a MB e a FAB que perdurou por anos.

“Aviação Embarcada"

A FAB detinha o monopólio das aeronaves militares. Com a compra do Navio-aeródromo a MB avocava para si aviões da própria frota aeronaval. A FAB quis o controle da zona de voos, das aeronaves e pilotos. A porca torceu o rabo nesse cabo-de-guerra onde cada força puxava a sardinha para si com razões e contrarrazões. Discussões acaloradas, atos de sabotagem e ameaças. Na Base de São Pedro da Aldeia faltou um triz para tiroteio.

Paz romana

A paz romana só foi selada em 1965, por Decreto de Castelo Branco com seus poderes ditarias de Cônsul Imperial. Salomônico, determinou que os aviões de asa fixa são operados pela FAB e os de asas rotatórias (helicópteros) pela Marinha.

Leilão

Dispendiosa e inútil, a Joia da coroa da MB acabou levada à leilão. Arrematada a preço de uma lancha, 2 milhões U$S.

Final

O destino final da Nau Capitânia da MB foi parar no maior “cemitério de navios” do mundo, na Índia. Cortado em pedaços para ser vendido no peso como qualquer fero velho. No resumo dessa opereta, como sói acontecer, é o povo que paga a conta e fica à ver navios.

*Natanael Sarmento é professor e escritor. Integrante do diretório nacional do Partido Unidade Popular Pelo Socialismo - UP




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Série Nós, o Povo (10). O Custo da Inércia ou O Fim da Omissão, por Edson Mendes

15/07/2026

O Brasil assiste, entre a apatia e o espanto, a uma metástase institucional que corrói as bases da República. Não se trata apenas de um soluço econômico ou de uma gestão fiscal errática; o que enfrentamos é um descalabro sistêmico que sangra o país em frentes múltiplas. Da burocracia que asfixia o empreendedorismo à anemia cultural que desertifica nossa identidade, passando pela degradação da educação e do capital humano, o cenário é de uma capitulação civilizatória.

A inércia física

Diferente da unificação alemã de von Bismarck, nossa urgência não demanda “sangue e ferro”, mas o fim da inércia cívica. A batalha contemporânea exige o uso da voz e da ação coordenada para estancar essa hemorragia financeira e social. Cruzar os braços diante da falência do Estado e da corrosão dos valores não é um ato de neutralidade, mas de cumplicidade. No estágio atual de nossa desintegração, quem se exime de participar e prefere o conforto do silêncio abdica da pró...

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O Brasil assiste, entre a apatia e o espanto, a uma metástase institucional que corrói as bases da República. Não se trata apenas de um soluço econômico ou de uma gestão fiscal errática; o que enfrentamos é um descalabro sistêmico que sangra o país em frentes múltiplas. Da burocracia que asfixia o empreendedorismo à anemia cultural que desertifica nossa identidade, passando pela degradação da educação e do capital humano, o cenário é de uma capitulação civilizatória.

A inércia física

Diferente da unificação alemã de von Bismarck, nossa urgência não demanda “sangue e ferro”, mas o fim da inércia cívica. A batalha contemporânea exige o uso da voz e da ação coordenada para estancar essa hemorragia financeira e social. Cruzar os braços diante da falência do Estado e da corrosão dos valores não é um ato de neutralidade, mas de cumplicidade. No estágio atual de nossa desintegração, quem se exime de participar e prefere o conforto do silêncio abdica da própria dignidade. A omissão, hoje, é o refúgio dos fracos e a marca indelével dos inúteis.

No campo econômico, a sangria é técnica e moral. O descalabro fiscal não é um conceito abstrato; ele se traduz na asfixia do investimento e no imposto inflacionário que castiga os mais pobres. Vivemos sob uma burocracia bizantina que não apenas tributa o consumo, mas pune a inovação e recompensa o rentismo político. É um sistema criado para manter o privilégio de poucos sobre a paralisia de muitos.

No lado cultural

No flanco artístico e cultural, a tragédia é outra: a substituição do talento pela militância e da estética pelo panfleto. A cultura, que deveria ser o pulmão da nação, tornou-se, em muitos casos, um balcão de negócios ideológicos ou um deserto de criatividade financiado pelo erário. Quando a arte deixa de questionar para apenas adular o poder, o espírito humano definha.

O descalabro social e humano se manifesta na falência da segurança e na erosão do ensino. Não formamos cidadãos, mas sobreviventes de um sistema educacional anacrônico. Ignorar essa realidade, sob o pretexto de uma “neutralidade” higiênica, é o ápice da covardia. A omissão é o combustível que alimenta a fornalha onde incineramos nosso futuro.

A passividade não é prudência

A passividade brasileira diante desse cenário não é prudência; é suicídio cívico. Enquanto o país sangra em suas finanças e definha em sua alma cultural, a classe média e a elite intelectual se refugiam em um silêncio que beira a cumplicidade. A história não perdoa nações que assistem ao próprio desmonte com a docilidade de um rebanho. Não portamos os sabres de Bismarck, portamos a palavra, o voto e a capacidade de interrupção do caos através da pressão incessante sobre as instituições.

Quem hoje se cala

Quem hoje se cala, sob o pretexto de que “nada mudará” ou de que a política é um pântano indigno, assume o papel de figurante do próprio desastre. Diante da urgência de estancar essa hemorragia burocrática, social e humana, a neutralidade é uma ficção perversa. Omitir-se agora não é um direito; é uma declaração pública de irrelevância. Meu primo Tonho disse que, no tribunal do futuro, aquele que nada fez para deter o descalabro terá de se declarar o que de fato é: um beócio alienado, um idiota moral ou, na melhor das hipóteses, um covarde.

*Edson Mendes é poeta, professor e filósofo




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Ei, olha só. Hoje é o dia do homem, por Romero Falcão*

15/07/2026

Dia do Homem

Hoje é dia do homem,
não do homem abjeto,
que faz da vida
viril rocha sem nexo.

Hoje é dia do homem
que chora e ri de si mesmo,
que faz da criança um verso
e do rouxinol, realejo.

Hoje é dia do homem,
arquiteto de outra dimensão,
luminoso e solitário astro,
cintilante cauda de pavão.

Hoje é dia do homem
que faz do banco da feira
estrela de carne, esperança e pão;
e de todas as mulheres,
clareira na escuridão.

*Romero Falcão, poeta e cronista.

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Dia do Homem

Hoje é dia do homem,
não do homem abjeto,
que faz da vida
viril rocha sem nexo.

Hoje é dia do homem
que chora e ri de si mesmo,
que faz da criança um verso
e do rouxinol, realejo.

Hoje é dia do homem,
arquiteto de outra dimensão,
luminoso e solitário astro,
cintilante cauda de pavão.

Hoje é dia do homem
que faz do banco da feira
estrela de carne, esperança e pão;
e de todas as mulheres,
clareira na escuridão.

*Romero Falcão, poeta e cronista.




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O modelo administrativo de São Paulo vai ser julgado pelo eleitor - Por Virginia Pignot*

15/07/2026

São Paulo já teve governadores, prefeitos e prefeitas progressistas, mas o governo do estado está nas mãos de conservadores há varias décadas. Persistem problemas como o baixo crescimento econômico, a precarização dos serviços públicos, as desigualdades, a insegurança, o custo de vida. A eleição de 2026 é a oportunidade de decidir se o estado continuará seguindo um modelo baseado na privatização do patrimonio publico e na redução do papel do estado, ou se buscará um projeto voltado para o investimento publico, a reindustrialização, a valorização dos serviços essenciais, a redução das desigualdades.

Para alimentar o debate vamos utilizar trechos de pronunciamentos públicos dos dois pré-candidatos, dados econômicos do IBGE, opiniões na imprensa, desmentidos que corrigem informações falsas. A disputa se dará provavelmente, entre o atual governador, Tarcísio de Freitas, e o ex prefeito de S. Paulo Fernando Haddad. E que o eleitor seja bem informado para fazer sua escolha.<...

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São Paulo já teve governadores, prefeitos e prefeitas progressistas, mas o governo do estado está nas mãos de conservadores há varias décadas. Persistem problemas como o baixo crescimento econômico, a precarização dos serviços públicos, as desigualdades, a insegurança, o custo de vida. A eleição de 2026 é a oportunidade de decidir se o estado continuará seguindo um modelo baseado na privatização do patrimonio publico e na redução do papel do estado, ou se buscará um projeto voltado para o investimento publico, a reindustrialização, a valorização dos serviços essenciais, a redução das desigualdades.

Para alimentar o debate vamos utilizar trechos de pronunciamentos públicos dos dois pré-candidatos, dados econômicos do IBGE, opiniões na imprensa, desmentidos que corrigem informações falsas. A disputa se dará provavelmente, entre o atual governador, Tarcísio de Freitas, e o ex prefeito de S. Paulo Fernando Haddad. E que o eleitor seja bem informado para fazer sua escolha.

Propostas de Haddad para a Segurança publica

Cuidar da violência doméstica, do feminicídio, da violência a idosos, do abuso de menor, criando uma rede de proteção, numa integração dos serviços públicos de saúde, de educação e de segurança, para acompanhar a queixa da criança que falou de abuso, de violência doméstica na escola, para transmitir a suspeita de maltrato da mulher que chegou com traços de violência no posto de saúde, para poder prevenir o crime.
Recuperar o espaço publico, a ocupação do território- Instalar câmaras não é suficiente, não funciona, mas a formação e utilização do banco de dados nacional de boletins de ocorrência é muito útil. Alguém que cometera feminicídio em um estado e se refugiara em outro estado onde não era procurado, pode ser capturado com o compartilhamento de dados.
Cuidar do andar de cima, e alfinetada nos métodos retrógados da Segurança Publica de S. Paulo.
Cuidar do andar de cima, seguir o dinheiro dos chefes da organização criminosa, da droga, da utilização ilícita de postos de gasolina como fazia o Fundo REAG e o PCC, para asfixiar financeiramente a organização, instituindo uma parceria federativa, um gabinete permanente presidido pelo governador com as forças de segurança publica, e com participação dos órgãos federais como Policia Federal, receita federal, COAF, e mesmo MPF, no mesmo modelo da Operação Carbono Oculto.

Na entrevista dada nas redes ao “Barão de Itararé” Haddad alfineta a gestão de Tarcísio: “Apesar de ser o estado mais rico, S. Paulo usa métodos da Idade da Pedra em termos de Segurança Publica.” Haddad critica também Derrite, o secretario de Segurança Publica escolhido por Tarcísio, que retirou o crime de colarinho branco da lei antifacção.
O projeto da direita, o projeto dos des.
O ano passado, antes da indicação de Flávio por Bolsonaro para a eleição presidencial, Tarcísio era pressentido como pré candidato bolsonarista à presidência da Republica e foi falar a operadores do mercado financeiro.

Ele disse: “Paulo Guedes falava muito dos ‘des’ : desregular, desvincular, desindexar… Segundo Tarcísio esta é a formula do sucesso de um projeto de governo:... O jornalista Reinaldo de Azevedo faz uma critica desta proposta na Bandnewstv:
“D do desinvestimento, da venda de patrimonio publico?
Desregulação, do mercado de trabalho, mais ainda? Desregular a proteção do meio ambiente?
Desvinculação, diminuir verba de saúde e educação?
Desindexação, desindexar salario mínimo da inflação, aposentadoria do salario mínimo, depauperar os pobres?” Ele conclui: “D da desinstitucionalização, da desordem, de ‘Darcísio’.”

São Paulo esta ficando para traz

Em entrevista recente à Jovem Pan o pré-candidato Fernando Haddad traz dados e criticas à gestão de Tarcísio de Freitas: a taxa de crescimento de um estado nordestino como o Piauí, bem mais pobre que S. Paulo, esta maior que a de S. Paulo. O PIB do Piaui em 2025 cresceu 7% em relação ao ano anterior, enquanto em S.Paulo a expectativa da SEADE em agosto de 2025 era de um crescimento do PIB entre 2 e 2,5% em relação ao ano anterior.

A economia nacional vai melhor que a economia paulista: em 2025 o PIB Nacional cresceu 2,3%, em relação ao ano anterior, mais que o PIB paulista, que teve crescimento de 1,6% no mesmo período segundo dados do SEADE e do IBGE.
Propaganda Enganosa
Uma postagem do deputado Bruno Zambelli em junho 2024, reproduzida pela sua irma Carla Zambelli falava de Pibão do governo de Tarcísio em S. Paulo, e de Pibinho Nacional, do governo Lula.

Reportagem do Estadão de 07/06/2024 verifica que a informação é enganosa: “Pib do Brasil cresceu mais que o de S.Paulo; postagem engana ao comparar dados diferentes”. Quando a comparação é feita entre percentagens que têm o mesmo referencial descobre-se o oposto.

Contra ou à favor das privatizações?

A água de S. Paulo foi colocada nas mãos de um Fundo especulativo, o Equatorial, que ganhou a licitação feita sob medida pelo governo Tarcisio para ela. O governador disse que a conta da água ia baixar, ela aumentou. Disse que o Serviço ia melhorar, ele piorou. Realizando trabalhos na rede de águas sem a prudência necessária, a empresa foi responsável por um vazamento e explosão de gás que causou morte em S. Paulo, destruiu habitações e deixou mais de cem pessoas desabrigadas. A pesquisa não foi feita, mas é possível que a maioria da população de direita e de esquerda seja contra a privatização, que Tarcísio apresentou como uma vitoria.

Rebatendo criticas e trecho da introdução para concluir

Na entrevista à Jovem Pan, jornalista transmite criticas feitas ao governo Lula, e ao ex ministro da Fazenda F. Haddad de aumento da carga tributaria, nas redes ele foi batizado de “Taxad”. Haddad esclarece: existe uma emenda constitucional apoiada por todos os partidos determinando ao Ministério da Fazenda de rever benefícios fiscais. Cobrar imposto de BETS, de casas de aposta que ganham milhões espoliando o povo trabalhador, não é aumentar imposto, cobrar 10% de imposto de bilionário que paga 2% de imposto enquanto o professor paga 27,7%, é homogenizar as regras, reduzindo privilégios injustos. Quanto à taxa das blusinhas, foi os governadores que decidiram cobrá-la, e os deputados apoiaram a medida por unanimidade. Ele alfineta: nenhum juornalista pergunta à Tarcísio por que ele cobra até hoje a taxa das blusinhas, preferem criticar Haddad.

A eleição de 2026 é a oportunidade de decidir se o estado continuará seguindo um modelo baseado na privatização do patrimonio publico e na redução do papel do estado, ou se buscará um projeto voltado para o investimento publico, a reindustrialização, a valorização dos serviços essenciais.

*Virgínia Pignot é médica e articulista. Brasileira de Surubim e mora em Toulouse, França, desde os anos 1980.




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As duas margens do mesmo rio, por Zé da Flauta*

15/07/2026

Quem observava o movimento portuário de Cuba e do Peru no século dezenove estava, na verdade, testemunhando o nascimento de um disfarce sofisticado para uma engrenagem muito antiga.

O mundo celebrava o fim do tráfico transatlântico como a alvorada de uma era de homens livres, mas a necessidade econômica dos grandes impérios agrícolas recusava-se a abrir mão da submissão absoluta da mão de obra.

Sob o verniz de contratos assinados e falsas promessas de prosperidade, desenhou-se o sistema dos trabalhadores coolies, uma armadilha onde o indivíduo trocava a liberdade jurídica por uma servidão por dívidas intransponíveis.

A ilusão de cidadania ruía no primeiro porto, onde o trabalhador descobria que o direito ao próprio suor havia sido confiscado por uma contabilidade circular, na qual ele já nasci...

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Quem observava o movimento portuário de Cuba e do Peru no século dezenove estava, na verdade, testemunhando o nascimento de um disfarce sofisticado para uma engrenagem muito antiga.

O mundo celebrava o fim do tráfico transatlântico como a alvorada de uma era de homens livres, mas a necessidade econômica dos grandes impérios agrícolas recusava-se a abrir mão da submissão absoluta da mão de obra.

Sob o verniz de contratos assinados e falsas promessas de prosperidade, desenhou-se o sistema dos trabalhadores coolies, uma armadilha onde o indivíduo trocava a liberdade jurídica por uma servidão por dívidas intransponíveis.

A ilusão de cidadania ruía no primeiro porto, onde o trabalhador descobria que o direito ao próprio suor havia sido confiscado por uma contabilidade circular, na qual ele já nascia, trabalhava e morria devendo ao mesmo senhor.

Mesma lógica

Essa engenharia do cerco pelo estômago deságua em um controle social absoluto, uma fôrma que o século vinte viu se repetir com fidelidade assustadora quando o poder mudou de mãos e vestiu a farda dos comitês centrais comunistas.

O modelo que a revolução impôs ao povo de Cuba operou sob a mesmíssima lógica dos antigos barões do açúcar: o Estado transformou-se no patrão único, no distribuidor exclusivo das cotas de subsistência e no dono do teto de cada cidadão.

A promessa de segurança social e do prato garantido passou a ser cobrada na moeda da obediência cega. Nesses regimes, perder a simpatia do partido significa ter a caderneta de racionamento recolhida e perder o direito ao trabalho, revelando que a centralização econômica total consegue ser tão eficiente no confinamento dos homens quanto as velhas correntes de ferro.

Pretexto de proteger

Esse enredo de sujeição vigiada projeta sua sombra muito além das páginas do passado, alcançando os debates que moldam o asfalto e as telas do Brasil contemporâneo.

No cenário atual, os receios direcionados às políticas do governo Lula caminham justamente nessa linha de fratura, onde o inchaço da máquina pública, o aumento sufocante de impostos e o avanço de regulamentações sobre a iniciativa privada ameaçam asfixiar a autonomia individual.

O temor latente de grande parte da sociedade é que, sob o pretexto de proteger os mais vulneráveis através de auxílios estatais e subsídios centralizados, crie-se uma engrenagem de dependência crônica.

Quando o cidadão perde a capacidade de empreender, produzir e prosperar pelas próprias pernas, ele deixa de ser o dono do seu destino para se tornar refém do assistencialismo de turno.

Dependência

A pergunta que ecoa nas esquinas da realidade atual é se já não estamos nos transformando nos coolies modernos, operando sob um sistema que confisca a riqueza através de tributos para depois devolvê-la em forma de concessões burocráticas.

Compreender o passado da servidão contratada e dos regimes totalitários é perceber que as correntes mais eficientes da atualidade não machucam os tornozelos, mas cercam o direito ao pensamento e à escolha através da dependência absoluta do bolso.

A história dessas experiências autoritárias fica como um marco de aviso na paisagem: quando a sobrevivência diária de um povo passa a depender inteiramente da autorização ou do auxílio de um único painel de controle estatal, a liberdade deixa de ser um chão seguro para virar apenas um adorno esquecido nos discursos de ocasião.

Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista



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