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Continua repercutindo programa de governo apresentado pela chapa Lula-Alckmin ao TSE

08/08/2026

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Continua repercutindo o programa de governo apresentado na noite desta sexta-feira (07/08) pela chapa consolidada entre o presidente Lula (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para disputar a reeleição à Presidência da República. A aliança é formada por PT, PSB, PCdoB, PSOL, PDT, Rede e PV.

Intitulado “Diretrizes para o programa de transformação do Brasil: um país soberano, democrático, desenvolvido, sustentável e criativo”, o documento reúne 13 eixos distribuídos em 84 páginas e foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) perto da meia noite de ontem.

Entre as diretrizes que mais se destacam estão a defesa da soberania nacional e a ampliação do protagonismo internacional do Brasil, pauta que tem sido defendida com mais afinco nos últimos meses pelo presidente, devido às tarifas aplicadas pelo governo americano ao Brasil.

Segurança pública e combate à desigualdade

Além delas, destaca-se também o forta...

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Continua repercutindo o programa de governo apresentado na noite desta sexta-feira (07/08) pela chapa consolidada entre o presidente Lula (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para disputar a reeleição à Presidência da República. A aliança é formada por PT, PSB, PCdoB, PSOL, PDT, Rede e PV.

Intitulado “Diretrizes para o programa de transformação do Brasil: um país soberano, democrático, desenvolvido, sustentável e criativo”, o documento reúne 13 eixos distribuídos em 84 páginas e foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) perto da meia noite de ontem.

Entre as diretrizes que mais se destacam estão a defesa da soberania nacional e a ampliação do protagonismo internacional do Brasil, pauta que tem sido defendida com mais afinco nos últimos meses pelo presidente, devido às tarifas aplicadas pelo governo americano ao Brasil.

Segurança pública e combate à desigualdade

Além delas, destaca-se também o fortalecimento da segurança pública, com uma atuação mais eficiente e integrada. O documento prevê, ainda, a valorização de diferentes formas de trabalho, o combate à desigualdade e a defesa dos direitos e da vida das mulheres.

Outros temas são propostas voltadas à modernização do Estado, à proteção da vida e do bem-estar animal e ao fortalecimento de áreas como segurança, educação e saúde, bem como a defesa do fim da escala de trabalho 6×1.

A elaboração do plano contou com a coordenação do ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli. E teve a participação de integrantes do governo e do PT, dentre eles os ministros Miriam Belchior (Casa Civil_, Dario Durigan (Fazenda) , Bruno Moretti (Planejamento), Edinho Silva (presidente nacional do PT) e Aloizio Mercadante (presidente do BNDES).

— Com Agências de Notícias

Leia outras informações

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“Trump tem agido com Lula como um toureiro”, afirma o analista político Marcelo S. Tognozzi*

08/08/2026

Tem 91 anos um dos maiores toureiros de todos os tempos. Se chama Manuel Benitez, mais conhecido como El Cordobés, e ganhou fama impondo um estilo diferente de tudo o que já tinha sido visto nas arenas espanholas. Seu espetáculo começava quando quebrava as banderilhas, deixando-as pouco maiores que um lápis e, depois de um drible de corpo, as cravava atrás do chifre esquerdo. Normalmente são fincadas no lombo do animal, mas El Cordobés mudou a regra, levando o público ao delírio nos anos 1960 e 1970, quando esteve no auge.

Tourear é uma arte. Não é força; é jeito. Não basta coragem, mas acima de tudo astúcia. Ele conseguia dominar um touro de 600 quilos, aos poucos, a cada passada. Muitas vezes parecia que o animal iria atropelar El Cordobés, mas ele esquivava, quase bailando como num tablado flamenco.

Correlação de forças

As touradas vieram dos tempos em que os árabes dominavam a Andaluzia, ainda no século 12. A lida foi sofisticand...

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Tem 91 anos um dos maiores toureiros de todos os tempos. Se chama Manuel Benitez, mais conhecido como El Cordobés, e ganhou fama impondo um estilo diferente de tudo o que já tinha sido visto nas arenas espanholas. Seu espetáculo começava quando quebrava as banderilhas, deixando-as pouco maiores que um lápis e, depois de um drible de corpo, as cravava atrás do chifre esquerdo. Normalmente são fincadas no lombo do animal, mas El Cordobés mudou a regra, levando o público ao delírio nos anos 1960 e 1970, quando esteve no auge.

Tourear é uma arte. Não é força; é jeito. Não basta coragem, mas acima de tudo astúcia. Ele conseguia dominar um touro de 600 quilos, aos poucos, a cada passada. Muitas vezes parecia que o animal iria atropelar El Cordobés, mas ele esquivava, quase bailando como num tablado flamenco.

Correlação de forças

As touradas vieram dos tempos em que os árabes dominavam a Andaluzia, ainda no século 12. A lida foi sofisticando e evoluindo, O filósofo José Ortega y Gasset (1883-1955), adorava touradas e entendia a correlação de forças entre o toureiro e o touro como um reflexo da política cotidiana. No seu livro ‘A caça e os touros’, o filósofo escreve que o grande toureiro não vence pela força física, mas pela capacidade de antecipar movimentos, entender claramente a situação e estar no lugar certo e na hora certa. Ou seja: alguém proativo, ao invés de reativo, que enxerga antes dos outros, domina a circunstância e age com precisão, não por impulso.

Trump tem agido com Lula como o toureiro de Ortega y Gasset. A lida dos dois presidentes começa em junho de 2024, quando Lula apoiou Joe Biden e criticou Trump. Depois, em novembro, pouco antes da eleição, disse para a imprensa francesa que torcia por Kamala Harris, porque Trump era o fascismo e o nazismo com outra cara. Trump venceu e Lula baixou a bola. Desde então, Trump começou a tourear Lula no estilo de El Cordobés.

A tática parece estar fazendo efeito. Bailaram, entre tapas e beijos, trocaram elogios, voltaram a se estranhar. A estratégia de Trump é claríssima: quer derrotar Lula pelo cansaço. O presidente americano não tem a ansiedade da reeleição, sabe que não ficará. Não parece estar tão preocupado assim com sua popularidade. Foca no seu programa de governo. Quer recuperar o protagonismo econômico dos Estados Unidos. É como a família numa casa em reforma. O incômodo é grande, a demora maior ainda, mas quando a reforma acaba a vida fica melhor do que antes.

Discurso da soberania

Lula está amarrado ao discurso da soberania como o touro se fixa no pano vermelho. Tem sido reativo ao invés de proativo. Vai para cima, enquanto Trump o surpreende a cada momento. Foi assim com o cancelamento do visto da embaixadora em Washington Maria Luiza Viotti, que virou ilegal do dia para a noite. Se sair dos Estados Unidos, não voltará. Está na mesma situação dos ilegais perseguidos pela polícia, uma humilhação. Algo terrível, jamais visto em 200 anos de diplomacia.

Lula caiu no jogo de Trump e age exatamente como ele quer. É previsível, quando deveria surpreender. Enfrenta o presidente americano, ao mesmo tempo em que dá sinais de aproximação maior com a China, que já domina grande parte do mercado brasileiro, e a Rússia, em guerra com a Ucrânia. Tem falado em armas nucleares. Outro dia disse que se arrependia de ter votado a favor do artigo 21 da Constituição, que restringe a tecnologia nuclear para fins pacíficos.

Enquanto isso, Trump segue estressando o touro. Lula ficou cercado por governos de direita na nossa América do Sul. Ao invés de diplomacia racional, técnica, optou por desprezar os presidentes eleitos. Não foi à posse de Kast, Milei, Keiko Fujimori, Noboa e não irá à Colômbia para a posse de Abelardo de La Espriella. Lula só deu o ar da graça na posse do paraguaio Santiago Peña. Em compensação, enviou seu vice Geraldo Alkmin para a investidura do presidente iraniano Masoud Pezeshkian, e ele acabou aparecendo ao lado dos líderes do Hammas.

Tourada a todo vapor

Enquanto Lula e o embaixador Celso Amorim contaminam a diplomacia brasileira com ideologia, recusando a indicação da diplomata Vivian Aisen para o consulado de Israel em São Paulo (ela será embaixadora na Colômbia), e fazendo corpo mole para aceitar Daniel Perez, indicado por Trump para a embaixada do Brasil, a tourada segue a todo vapor.

Lula quer passar ao respeitável público a sensação de que é capaz de escapar do isolamento imposto pelo fato de termos vizinhos que pensam diferente e da pressão de Trump. Tratou de aparecer com coreanos e japoneses falando de acordos comerciais. O problema é que o Japão negocia com o Brasil US$ 10 bilhões por ano e a Coréia US$ 11 bilhões. Com os Estados Unidos os coreanos negociam US$ 241 bilhões e os japoneses US$ 319 bilhões. Eles trocarão e parceiro facilmente? A China aprendeu a produzir frango com o Brasil e hoje é a terceira maior exportadora. Virou nossa concorrente.

No dia 5 de agosto, o principal assessor de Vladimir Putin para defesa, Nicolai Patruchev, veio para um encontro com o embaixador Celso Amorim. Ninguém sabe direito o que foi tratado e, estranhamente, o ministro da Defesa José Múcio não participou do encontro, apenas o comandante da Marinha Marcos Sampaio Olsen. Lula tem agido mais com o fígado do que com a cabeça, deixando de lado as ferramentas que o tornaram negociador de primeira linha. O Brasil já teve embaixadores capazes de tourear os americanos, como Oswaldo Aranha e Paulo Tarso Flecha de Lima. Mas isso passou. O presidente precisa colocar o fígado na geladeira e agir com a cabeça. Do contrário, corre o risco de terminar cansado, esgotado, como os touros que enfrentaram El Cordobés. Ele era tão ousado e destemido, que diante daquela fera de 600 quilos completamente exausta, ante de meter a espada na escápula e dar-lhe uma morte rápida, beijava o touro entre os chifres.

*Marcelo S. Tognozzi é jornalista e consultor. Referência na imprensa brasileira contemporânea.

NR - Autorizada a postagem do artigo, originalmente publicado no Poder360. O título foi mudado e os intertítulos inseridos à revelia do autor.



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Dom Limacêdo: Quando um bispo é atacado ao pedir por democracia, isso diz muito mais sobre o país do que sobre ele

08/08/2026

Por Hylda Cavalcanti*

Que o Brasil vive uma polarização entre esquerda e direita há mais de 10 anos todos nós sabemos. Mas quando um bispo conhecido por suas ações de apoio aos pobres e elogiado por todas as paróquias por onde passou — pelo seu jeito de integrar os anseios da sociedade com o que diz a igreja e buscar o bem da população — começa a ser alvo de ataques por defender, acreditem, valores como a democracia, aí complicou.

Isso diz muito mais sobre a sociedade do que sobre a conduta do religioso em questão.

Escrevo isso em referência ao episódio de críticas e ataques digitais feitos nos últimos dias a Dom Limacêdo Antônio da Silva, atual bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, localizada no Sertão do Pajeú, em Pernambuco. Ele foi nomeado para o cargo pelo Papa Francisco em outubro de 2023. Tomou posse em dezembro do mesmo ano e eu o entrevisto desde meus 20 anos, motivo pelo qual posso resumir um pouco do seu perfil.
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Por Hylda Cavalcanti*

Que o Brasil vive uma polarização entre esquerda e direita há mais de 10 anos todos nós sabemos. Mas quando um bispo conhecido por suas ações de apoio aos pobres e elogiado por todas as paróquias por onde passou — pelo seu jeito de integrar os anseios da sociedade com o que diz a igreja e buscar o bem da população — começa a ser alvo de ataques por defender, acreditem, valores como a democracia, aí complicou.

Isso diz muito mais sobre a sociedade do que sobre a conduta do religioso em questão.

Escrevo isso em referência ao episódio de críticas e ataques digitais feitos nos últimos dias a Dom Limacêdo Antônio da Silva, atual bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, localizada no Sertão do Pajeú, em Pernambuco. Ele foi nomeado para o cargo pelo Papa Francisco em outubro de 2023. Tomou posse em dezembro do mesmo ano e eu o entrevisto desde meus 20 anos, motivo pelo qual posso resumir um pouco do seu perfil.

Quem é Limacêdo

De origem humilde, muito educado, com personalidade forte (típica dos que possuem consciência social) e ao mesmo tempo cordial, sempre foi amigo das comunidades onde atuou e uma pessoa simples no pensar e no agir. Além disso, não se trata de um religioso despreparado, muito pelo contrário.

Iniciou sua trajetória em 1986, quando tornou-se padre em Limoeiro. Na área acadêmica, cursou Filosofia em Nova Iguaçu (RJ) e Teologia na Escola Teológica São Bento de Olinda (PE), além de possuir pós-graduação em Dogmática pela Universidade Pontifícia Gregoriana, em Roma.

Bispo auxiliar do Recife

Limacêdo, ao longo desse período, atuou na paróquia de Vertentes e, depois, na diocese de Nazaré, com histórico de forte ligação à defesa das causas sociais, como a situação de agricultores em períodos de seca, catadores de recicláveis e outros trabalhadores em situação de vulnerabilidade.

No período entre 2018 a 2023 foi bispo auxiliar do hoje arcebispo emérito de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido.

Ele não é do tipo que somente realiza missas, ora, acolhe e orienta as pessoas. Mas um religioso que junta-se a elas nas reivindicações e nas defesas das suas questões mais urgentes. Segue caminhos que foram igualmente percorridos por bispos como Dom Hélder, Dom Paulo Evaristo Arns e Dom Raimundo Damasceno, somente para ficar nesses três.

Opção pelos pobres

Quem o conhece e atesta sua integridade sabe que a organização de uma caravana pela democracia não é novidade para alguém que tem praticado e participado de gestos semelhantes desde os anos 1990.

Sei de muitas pessoas que o presenciaram com os pés calejados após tantas horas de caminhada e poderia escrever muito mais sobre sua trajetória. Mas não é isso que está em questão aqui.

O que está em questão é: quando um religioso da igreja católica se torna alvo de ataques de uma ala também católica mais ligada à direita por ter realizado, no fim de semana passado, uma caravana pela democracia no sertão de Pernambuco, é preciso perguntar que tipo de democracia essas pessoas querem.

Queremos uma democracia?

Ou melhor: será que essas pessoas querem mesmo que o Brasil continue sendo um país democrático? tenho minhas dúvidas. O ato inter-religioso de Dom Limacêdo, para além da Igreja Católica, reuniu diversas entidades civis e movimentos populares e contou com centenas de participantes.

Nas redes sociais da diocese, muitas pessoas reclamaram do que classificaram como desvirtuamento do propósito eclesial e chamaram o bispo de “militante de esquerda”.

Em tom diplomático, ele minimizou as críticas e disse em entrevista ao Portal UOL que tais críticas “fazem parte da mesma democracia que defendo”. Ao mesmo tempo, afirmou que a igreja precisa atuar como “formadora de consciência” e que “a ignorância só interessa aos ditadores”.

“Jesus não falava só do céu. Jesus falava das questões terrenas, da fome, da justiça, da maldade. Muitas vezes querem colocar uma religião somente do céu. Religião é aqui, é o religar, aproximar as pessoas”, enfatizou.

Pregação do evangelho

De acordo com o relato dele, a ideia da caravana nasceu de um gesto de solidariedade de amigos e de movimentos sociais que o acompanham. Mas apesar de dizer que as hostilidades ficaram restritas apenas ao ambiente virtual, ao mesmo tempo Limacêdo passou seu recado sobre o que significa exatamente, pregar o evangelho.

“A defesa do sistema democrático está diretamente ligada à palavra de Deus”. “A democracia supõe a participação. Deus quer dialogar com seu filho”, explicou, citando ainda o Papa João Paulo 2º para acentuar que “Deus não é solidão, Deus é família”.

Diretrizes da CNBB

Aos críticos que se preocuparam com a grande repercussão do episódio, podem ficar tranquilos. Sobre as eleições deste ano, Dom Limacêdo já afirmou que sua atuação não será baseada em opiniões pessoais e que seguirá as diretrizes institucionais da Igreja Católica a serem definidas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

“A tarefa da igreja é formar consciências. A igreja aponta critérios, eu não vou apresentar um critério meu, um pensamento só meu. Vou apresentar o pensamento colegiado dos bispos dessa grande nação, os critérios apresentados pela CNBB”, destacou.

Em resumo, não estamos falando de um medíocre que tomou alguma iniciativa desastrada ou irresponsável. E sim, de um religioso bem preparado social e academicamente, cumpridor dos seus deveres, afinado com o que prega a CNBB e mais do que isso: um personagem conhecedor das desigualdades do país.

Características que faltam, com todo o respeito, a muitos líderes de outras religiões e a muitos políticos.

— Com informações do UOL

*Hylda Cavalcanti é editora de O Poder aos sábados e o texto acima expressa sua própria opinião.

NR - O Poder estimula o livre debate de ideias e acolhe pensamentos divergentes da sua linha editorial. Pessoas e instituições citadas, direta ou indiretamente, têm assegurado espaço para suas manifestações.



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As aventuras de Cacimba 53 — O voto da liberdade, por Zé da Flauta*

08/08/2026

A época de eleição chegou a Carnaúba Seca e, com ela, a quentura de uma disputa que fez a vila ferver mais do que sol do meio-dia.

O atual prefeito, desesperado para segurar a cadeira e a chave do cofre, mandou pintar o nome em cada muro e distribuir santinho até para os jumentos da praça. Mas o povo, vacinado contra conversas fiadas, só tinha um nome na boca: Cacimba.

A ideia de ter o mestre do pífano na prefeitura virou febre, e isso fez o prefeito perder o sono e começar uma perseguição descarada, mandando a polícia fiscalizar até o fumo de rolo do velho sob o pretexto de subversão. O que o prefeito e sua cambada não entendiam é que a política passava a léguas dos pensamentos de Cacimba.

Ele nunca pediu um voto, nunca disse uma palavra sobre o cargo e achava uma doidice sem tamanho essa ideia de virar autoridade. No alpendre, a dúvida do povo virou debate entre seus dois conselheiros.

Sebastião, a emoção pura, dava pulo...

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A época de eleição chegou a Carnaúba Seca e, com ela, a quentura de uma disputa que fez a vila ferver mais do que sol do meio-dia.

O atual prefeito, desesperado para segurar a cadeira e a chave do cofre, mandou pintar o nome em cada muro e distribuir santinho até para os jumentos da praça. Mas o povo, vacinado contra conversas fiadas, só tinha um nome na boca: Cacimba.

A ideia de ter o mestre do pífano na prefeitura virou febre, e isso fez o prefeito perder o sono e começar uma perseguição descarada, mandando a polícia fiscalizar até o fumo de rolo do velho sob o pretexto de subversão. O que o prefeito e sua cambada não entendiam é que a política passava a léguas dos pensamentos de Cacimba.

Ele nunca pediu um voto, nunca disse uma palavra sobre o cargo e achava uma doidice sem tamanho essa ideia de virar autoridade. No alpendre, a dúvida do povo virou debate entre seus dois conselheiros.

Sebastião, a emoção pura, dava pulos de alegria na cabeça do mestre, implorando para ele aceitar: "Aceita, Cacimba! Tu já tá eleito, o povo te ama, a gente ajeita a vida de todo mundo e bota festa na praça todo domingo!".

Mas Simão, a razão implacável, ajeitou os óculos na ponta do nariz, sacou a caderneta e desaconselhou com peso: "Não caia nessa armadilha, mestre. Assinar o papel da prefeitura é assinar a venda da própria alma para a burocracia, para os conchavos e para a vaidade que corrompe o homem."

A pressão aumentava de todos os lados, com o povo pedindo um salvador e o prefeito ameaçando botar fogo no coreto. Prudentíssimo como ele só, Cacimba esperou o sol baixar, pegou seu pífano e caminhou até a praça cheia. Subiu no mesmo palanque que os políticos usavam para mentir e fez um discurso de tirar o fôlego da multidão.



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Olhando nos olhos de cada morador, do mais rico ao mais miserável, o velho falou com o peito aberto: "Vocês estão me oferecendo uma faixa e uma cadeira macia, mas para me sentar nela eu teria que deixar de ser o Cacimba de vocês. A política divide o que o amor une. Se eu virar prefeito hoje, amanhã metade da vila me olha feio porque não ganhou um favor, e a outra metade me bajula esperando alguma vantagem."

A emoção tomou conta do terreiro e fez até o prefeito, que espiava escondido atrás da porta da farmácia, engolir seco de vergonha.

Sebastião, vendo as lágrimas nós olhos do povo, abraçou o pescoço do mestre em silêncio, enquanto Simão guardava a caderneta com um aceno de cabeça satisfeito. Cacimba continuou, com a voz embargada, mas firme como aroeira:

"Eu prefiro continuar sendo o que sempre fui e mais nada. Sem faixa, sem gabinete e sem poder sobre a vida de ninguém. Porque é desse jeito, no chão da praça e no sopro do meu pífano, que eu posso continuar sendo amigo de todos vocês, sem precisar escolher lado na hora em que o sol se põe."

O silêncio que se fez na praça valia mais do que qualquer salva de palmas. O povo entendeu que a maior liderança de Cacimba era justamente a sua recusa ao poder.

Ao entardecer, de volta ao seu alpendre enquanto a vila votava em paz, o mestre tirou umas notas suave do instrumento e deixou a lição para a posteridade:

"O homem que busca o poder para ser respeitado já nasceu escravo do orgulho, mas aquele que sabe o valor da sua liberdade não troca o seu sossego por coroa nenhuma no mundo.

A verdadeira autoridade não se vota numa urna e nem se compra com promessas; ela mora no respeito que a gente cultiva andando de cabeça erguida, sem dever nada a ninguém."

E assim, Carnaúba Seca aprendeu que o melhor prefeito da cidade era aquele que preferia continuar sendo apenas o seu poeta.

*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.



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Sem poder pedir voto, Lula aproveita evento em SP para exaltar Haddad, Marina e Tebet

08/08/2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou neste sábado (08/08) do encontro do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) no município de Taboão da Serra (SP) e exaltou os seus ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). Os três são candidatos, respectivamente, a governador e senadoras por São Paulo.

Lula está impedido de pedir votos. Segundo o calendário eleitoral deste ano, candidatos só podem exibir números e pedir votos a partir do dia 16 de agosto. Às 19h do dia 15, encerra-se o prazo para registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Multa do TRE-SP

Além disso, no final de julho, o presidente foi multado por propaganda eleitoral antecipada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que o condenou Lula a pagar multa de R$ 15 mil por ter pedido votos para Simone e Marina durante um evento do governo, em 19 de maio. Ainda cabe recurso da decisão.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou neste sábado (08/08) do encontro do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) no município de Taboão da Serra (SP) e exaltou os seus ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). Os três são candidatos, respectivamente, a governador e senadoras por São Paulo.

Lula está impedido de pedir votos. Segundo o calendário eleitoral deste ano, candidatos só podem exibir números e pedir votos a partir do dia 16 de agosto. Às 19h do dia 15, encerra-se o prazo para registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Multa do TRE-SP

Além disso, no final de julho, o presidente foi multado por propaganda eleitoral antecipada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que o condenou Lula a pagar multa de R$ 15 mil por ter pedido votos para Simone e Marina durante um evento do governo, em 19 de maio. Ainda cabe recurso da decisão.

No evento de hoje, o presidente saudou as presenças de Haddad, Tebet e Marina e afirmou que foi graças a eles que conseguiu aprovar projetos nesse seu governo.

— Com Agências de Notícias




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Primeiro evento de Flávio Bolsonaro como candidato oficial foi em Itapetininga (SP) neste sábado (08)

08/08/2026

O senador Flávio Bolsonaro, candidato a presidente pelo partido Liberal (PL), participou de um comício em Itapetininga, no interior de São Paulo, voltado ao eleitorado feminino, na manhã deste sábado (08/08). O encontro, intitulado ‘ Café Entre Elas’ foi promovido pela deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), ex-prefeita da cidade.

Foi anunciado como um ato com o objetivo de “discutir políticas públicas para as mulheres, com as mulheres”, apesar de ter muitos homens entre os presentes. O evento consistiu no primeiro comício de fim-de-semana em que o senador compareceu desde que anunciou o candidato a vice-presidente em sua chapa, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL).

Desafio do voto feminino

O voto feminino tem sido um desafio para Flávio Bolsonaro nas pesquisas, especialmente depois de Michele Bolsonaro (PL-DF), sua madrasta, tê-lo criticado em um vídeo. A ex-primeira-dama selou as pazes com o candidato de maneira protocolar depois d...

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O senador Flávio Bolsonaro, candidato a presidente pelo partido Liberal (PL), participou de um comício em Itapetininga, no interior de São Paulo, voltado ao eleitorado feminino, na manhã deste sábado (08/08). O encontro, intitulado ‘ Café Entre Elas’ foi promovido pela deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), ex-prefeita da cidade.

Foi anunciado como um ato com o objetivo de “discutir políticas públicas para as mulheres, com as mulheres”, apesar de ter muitos homens entre os presentes. O evento consistiu no primeiro comício de fim-de-semana em que o senador compareceu desde que anunciou o candidato a vice-presidente em sua chapa, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL).

Desafio do voto feminino

O voto feminino tem sido um desafio para Flávio Bolsonaro nas pesquisas, especialmente depois de Michele Bolsonaro (PL-DF), sua madrasta, tê-lo criticado em um vídeo. A ex-primeira-dama selou as pazes com o candidato de maneira protocolar depois do episódio, mas tem evitado aparecer em público ao seu lado.

Com dificuldade de articular eventos com o PL Mulher, programa do partido liderado por Michele para atrair candidaturas femininas, Flávio fez seu primeiro evento voltado a mulheres com o PP, que tem sua própria iniciativa de gênero, o Mulheres Progressistas, do qual Simone Marquetto faz parte.

O partido da deputada, que não fechou aliança com o PL para palanques nacionais, também não tem mulheres concorrendo a cargos majoritários em São Paulo. O evento em Itapetininga contou com políticos e prefeitos do sudoeste de São Paulo.

— Com Agências de Notícias




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Entre letras e memórias, Antônio Campos participa e elogia 10ª edição da Flipelô, que acontece em Salvador

08/08/2026

O advogado, escritor e curador da Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto) Antônio Campos, enalteceu e parabenizou os organizadores da edição deste ano da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), que está em sua 10ª edição.

Trata-se de um evento cultural literário idealizado e realizado pela Fundação Casa de Jorge Amado anualmente no Pelourinho,em Salvador (BA), que termina neste domingo (09/08) e conta com a presença dos mais importantes nomes das artes e da literatura do país.



Carlos Pena Filho

Campos, presente a vários paineis, definiu o evento como “uma bela festa literária!”. “Este ano, em que celebramos os 110 anos de Zélia Gattai, completados no último dia 2 de julho, a Fundação Casa de Jorge Amado faz uma mesa especial sobre a vida, a obra e a memória do poeta luso-brasileiro Carlos Pena Filho, e sua relação com Jorge Amado” destacou ele.

O advogado e escritor lembr...

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O advogado, escritor e curador da Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto) Antônio Campos, enalteceu e parabenizou os organizadores da edição deste ano da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), que está em sua 10ª edição.

Trata-se de um evento cultural literário idealizado e realizado pela Fundação Casa de Jorge Amado anualmente no Pelourinho,em Salvador (BA), que termina neste domingo (09/08) e conta com a presença dos mais importantes nomes das artes e da literatura do país.



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Carlos Pena Filho

Campos, presente a vários paineis, definiu o evento como “uma bela festa literária!”. “Este ano, em que celebramos os 110 anos de Zélia Gattai, completados no último dia 2 de julho, a Fundação Casa de Jorge Amado faz uma mesa especial sobre a vida, a obra e a memória do poeta luso-brasileiro Carlos Pena Filho, e sua relação com Jorge Amado” destacou ele.

O advogado e escritor lembrou que Carlos Pena Filho tem um belo poema sobre Paloma Amado (filha do casal Jorge e Zélia) publicado em 1959, intitulado "Só para Paloma". E acentuou que considerou uma grande honra participar do evento.

Aproximação com os autores

Para a jornalista, professora e escritora Kátia Borges, uma das coordenadoras do festival, a Flipelô e outras festas literárias funcionam como elemento de encontro fundamental, não apenas do ponto de vista cultural.

“As Festas Literárias nos aproximam. Não só do livro, mas como dos seus autores. Então, elas sempre têm essa incrível função”, frisou.




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Lucas Ribeiro no primeiro debate: fugir pela tangente é uma arte?, por Flávio Lúcio*

08/08/2026

O primeiro debate entre os candidatos ao governo da Paraíba aconteceu ontem à noite (sexta-feira, 08/08). Esse certamente foi o debate de estreia de Lucas Ribeiro, candidato do Progressistas, já que o governador jamais disputou um cargo majoritário na condição de titular do mandato — foi candidato a vice de Bruno Cunha Lima, em 2020, e de João Azevêdo, em 2022.

O que dizer do desempenho de Ribeiro? A impressão que ficou, ao final, foi a de que Cícero Lucena e Efraim Filho estão diante de um candidato de laboratório, de gestos ensaiados e discurso pronto. Sobretudo, de saídas pela tangente para escapar de perguntas incômodas e difíceis de responder.

A primeira escapadela aconteceu na resposta à pergunta de Efraim Filho sobre a denúncia do Ministério Público, já acatada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), contra Pollyanna Werton e Tibério Limeira, acusados de receber propina no rumoroso caso envolvendo desvios no Hospital Padre Zé. Os dois ex-secretá...

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O primeiro debate entre os candidatos ao governo da Paraíba aconteceu ontem à noite (sexta-feira, 08/08). Esse certamente foi o debate de estreia de Lucas Ribeiro, candidato do Progressistas, já que o governador jamais disputou um cargo majoritário na condição de titular do mandato — foi candidato a vice de Bruno Cunha Lima, em 2020, e de João Azevêdo, em 2022.

O que dizer do desempenho de Ribeiro? A impressão que ficou, ao final, foi a de que Cícero Lucena e Efraim Filho estão diante de um candidato de laboratório, de gestos ensaiados e discurso pronto. Sobretudo, de saídas pela tangente para escapar de perguntas incômodas e difíceis de responder.

A primeira escapadela aconteceu na resposta à pergunta de Efraim Filho sobre a denúncia do Ministério Público, já acatada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), contra Pollyanna Werton e Tibério Limeira, acusados de receber propina no rumoroso caso envolvendo desvios no Hospital Padre Zé. Os dois ex-secretários de João Azevêdo e do próprio Lucas Ribeiro são réus no processo.

O governador não respondeu por que João Azevêdo não afastou os dois secretários suspeitos nem por que ele próprio os manteve na equipe. Efraim lembrou que ambos continuam fazendo parte do palanque governista.

Confuso, Lucas Ribeiro fugiu da pergunta e passou a defender políticas de maior transparência, o que soou como uma crítica ao próprio João Azevêdo, a quem ele apresenta como responsável por uma obra administrativa que pretende continuar. Nervosismo? Falta de preparo?

Na pergunta seguinte, feita pelo candidato do MDB, Cícero Lucena, sobre a Paraíba pagar o segundo pior salário à Polícia Militar, Lucas Ribeiro utilizou o mesmo artifício empregado por João Azevêdo no enfrentamento com Pedro Cunha Lima, quatro anos atrás: refugiou-se no passado para não responder a perguntas incômodas — embora verdadeiras.

No embate com Efraim Filho, Lucas Ribeiro perguntou qual seria a política de geração de empregos do candidato do PL e afirmou que a Paraíba gerou mais empregos nos últimos meses. O governador esqueceu de lembrar que, na geração de empregos, segundo os dados consolidados de 2024 do próprio Caged, a economia de João Pessoa foi responsável por quase metade dos postos de trabalho criados na Paraíba (49,7%). Se somarmos os empregos gerados em Campina Grande e Santa Rita, esse percentual chega a 70,3%.

É claro que o governo do Estado tem sua participação nesse resultado. Mas as prefeituras das duas maiores cidades do Estado certamente também têm papel decisivo, sobretudo por meio de investimentos e políticas de estímulo ao turismo, ao comércio e às obras públicas.

O ponto alto do debate foi a discussão, levantada corajosamente por Cícero Lucena, sobre o leilão, realizado às pressas e de maneira quase escondida, para a concessão de um dos serviços mais lucrativos e necessários da Cagepa: o saneamento. O leilão aconteceu na Bolsa de Valores de São Paulo, em maio deste ano.

A pergunta de Cícero foi direta: “O senhor tem todas as informações necessárias sobre o que está contemplado nesse projeto. Por que o senhor condenou Campina Grande a 25 anos sem investimentos em esgotamento sanitário?”

Lucas, mais uma vez, tergiversou e voltou a falar do passado — esquecendo que foi no governo Cássio Cunha Lima que a Paraíba mais avançou no saneamento básico.

Num lapso fora do script, Lucas usou primeiro a expressão “leilão”, depois “pregão” e, por último, lembrando-se do ensaio, chamou o negócio de PPP. O governador também não explicou que os cerca de R$ 3 bilhões previstos em investimentos pela empresa vencedora do leilão serão distribuídos ao longo de 25 anos — o equivalente a R$ 120 milhões por ano, aproximadamente o mesmo valor do lucro líquido da Cagepa projetado para 2026.

Enfim, são episódios de um debate que mostram que um candidato pode ser fabricado, ensaiado e preparado para seguir um roteiro. Há inúmeros exemplos desse fenômeno espalhados pelo país — o mais conhecido talvez seja o de Fernando Collor de Mello, na eleição de 1989.

E todo mundo sabe no que deu aquele experimento feito pelo eleitorado.

*Flávio Lúcio é cientista político. Professor de História da UFPB. Doutor em Sociologia.



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Órgão consultivo criado pelo TSE em 2017 e extinto logo depois, volta a funcionar nestas eleições

08/08/2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), resolveu reformular um órgão consultivo criado em 2017 pela Corte, na época em que era presidente o ministro Gilmar Mendes, para as eleições deste ano, sob a gestão do ministro Kassio Nunes Marques.

O objetivo é acompanhar riscos ligados à desinformação, mas o grupo terá como foco, mesmo em meio às várias parcerias firmadas pela Corte com plataformas digitais e instituições de pesquisa, ficar com foco fixo nos riscos ligados a qualquer tipo de irregularidade por uso indevido da inteligência artificial (IA).

Não era esperado

A reestruturação do órgão não era tida como certa em função dos vários memorandos de entendimento firmados entre órgãos diversos nos últimos meses para tratar do assunto. Mas depois de debate sobre o tema na sessão mais recente, o colegiado do TSE achou pertinente retomá-lo.

Segundo informaram assessores do Tribunal, essa será a primeira vez que o órgão ficará re...

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), resolveu reformular um órgão consultivo criado em 2017 pela Corte, na época em que era presidente o ministro Gilmar Mendes, para as eleições deste ano, sob a gestão do ministro Kassio Nunes Marques.

O objetivo é acompanhar riscos ligados à desinformação, mas o grupo terá como foco, mesmo em meio às várias parcerias firmadas pela Corte com plataformas digitais e instituições de pesquisa, ficar com foco fixo nos riscos ligados a qualquer tipo de irregularidade por uso indevido da inteligência artificial (IA).

Não era esperado

A reestruturação do órgão não era tida como certa em função dos vários memorandos de entendimento firmados entre órgãos diversos nos últimos meses para tratar do assunto. Mas depois de debate sobre o tema na sessão mais recente, o colegiado do TSE achou pertinente retomá-lo.

Segundo informaram assessores do Tribunal, essa será a primeira vez que o órgão ficará responsável por monitorar riscos ligados à IA, além da manipulação de conteúdo digital e à disseminação coordenada de informações falsas ou descontextualizadas, ampliando as atribuições do conselho.

Conselho consultivo

O anúncio foi feito pela corte nesta sexta-feira (07/09) e o grupo instituído será chamado “Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional e Eleições 2026”. Servirá para assessorar o presidente da corte sobre os temas, mas não terá caráter deliberativo –ou seja, não terá poder de decisão.

Na portaria que o instituiu, fica definido que cabe a esse conselho apresentar “recomendações com o objetivo de melhorar ações de prevenção e enfrentamento à desinformação eleitoral”.

As reuniões do órgão vão começar a partir deste mês, ainda sem uma data para a primeira delas. A frequência de encontros deve ser mensal, com funcionamento da estrutura até 31 de dezembro deste ano. Há possibilidade de prorrogação do prazo, o que também será definido pela presidência.

Resoluções da Corte

Resoluções instituídas pelo TSE desde o início do ano sobre as eleições já proibem, por exemplo, o uso de deepfakes (vídeos e áudios não autorizados que emulam candidatos ou outras figuras públicas) e restringe o uso de robôs no contato com eleitores.

Entre os riscos mapeados pelo Tribunal em relação ao uso desta ferramenta no pleito estão a disseminação de nudes falsos (indicativo de violência política de gênero), a responsabilização de influenciadores criados artificialmente e o uso de óculos inteligentes na hora de votar.




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Um dia dos pais sem visita de filhos para Jair Bolsonaro, decide o ministro Moraes, do STF

08/08/2026

Em prisão domiciliar humanitária e impedido de se manifestar de qualquer forma por redes sociais, telefonemas ou outros tipos de contatos, o ex-presidente Jair Bolsonaro vai sentir na pele, neste domingo (09/08,) o resultado de ter tentado driblar as medidas cautelares contra ele e escrito uma carta em apoio ao filho, Flávio Bolsonaro, divulgada durante live no último dia 11 de julho.

Como consequência implícita, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou neste sábado (08/08) pedido feito pelos filhos para visitá-lo em função do Dia dos Pais. O ministro afirmou que considerou o pedido “prejudicado”, uma vez que “salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, os demais contatos com Bolsonaro estão “suspensos”.

Caráter excepcional da data

Na solicitação, os advogados de defesa do ex-presidente argumentaram o "caráter absolutamente excepcional" da data comemorativa e pediram...

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Em prisão domiciliar humanitária e impedido de se manifestar de qualquer forma por redes sociais, telefonemas ou outros tipos de contatos, o ex-presidente Jair Bolsonaro vai sentir na pele, neste domingo (09/08,) o resultado de ter tentado driblar as medidas cautelares contra ele e escrito uma carta em apoio ao filho, Flávio Bolsonaro, divulgada durante live no último dia 11 de julho.

Como consequência implícita, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou neste sábado (08/08) pedido feito pelos filhos para visitá-lo em função do Dia dos Pais. O ministro afirmou que considerou o pedido “prejudicado”, uma vez que “salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, os demais contatos com Bolsonaro estão “suspensos”.

Caráter excepcional da data

Na solicitação, os advogados de defesa do ex-presidente argumentaram o "caráter absolutamente excepcional" da data comemorativa e pediram a restituição das visitas de Carlos Bolsonaro (PL), Jair Renan Bolsonaro (PL) e Flávio para "preservar os vínculos familiares e importante dimensão da convivência entre pai e filhos". Eduardo Bolsonaro não consta na lista porque está nos Estados Unidos.

Bolsonaro cumpre, no próprio domicílio, em Brasília, ?a pena de 27 anos por tentativa ?de golpe de ?Estado. Ele não pode receber visitas de caráter "político-eleitoral" por ordem do ministro do STF até o final das eleições de 2026.

Descumprimento de medidas

O ministro considerou que a carta do ex-presidente divulgada durante uma live pelo filho Flávio “configurou um desvio de finalidade do direito de visita e um descumprimento da proibição do uso das redes sociais por Bolsonaro”. Em função disso, em 17 de julho, Flávio teve as visitas ao pai suspensas por três meses.

Ao barrar as visitas de Flávio, Moraes proibiu ?também a divulgação de manifestos político-eleitorais, "inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado" e ameaçou com a possibilidade de "adoção de medidas mais gravosas, inclusive a reversão da prisão domiciliar humanitária em regime fechado".

— Com informações do STF e Agências de Notícias




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Candidatura de Campos protocola representação no TRE-PE contra suposto “gabinete do ódio” financiado por RTL

08/08/2026

O PSB, partido do ex-prefeito do Recife e candidato ao governo de Pernambuco João Campos, protocolou representação no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) nesta sexta-feira (07/09) contra um suposto gabinete do ódio financiado com recursos públicos do governo do estado, comandado pela atual governadora e candidata à reeleição, Raquel Teixeira Lyra (PSD).

O movimento consiste em uma reação ao fato de a governadora ter acionado a Justiça Eleitoral e denunciado suposto uso de robôs para atuar contra sua gestão. Os responsáveis pela campanha de Campos relembram que, ao contrário disso, as acusações feitas por eles contra Lyra são antigas e que, no final do ano passado, deputados chegaram até mesmo a acionar a Polícia Federal pedindo para serem investigadas denúncias de que um assessor de RTL estaria comandando uma milícia digital.

Investigação Judicial Eleitoral

A ação quer preservar os conteúdos postados nas redes para uma...

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O PSB, partido do ex-prefeito do Recife e candidato ao governo de Pernambuco João Campos, protocolou representação no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) nesta sexta-feira (07/09) contra um suposto gabinete do ódio financiado com recursos públicos do governo do estado, comandado pela atual governadora e candidata à reeleição, Raquel Teixeira Lyra (PSD).

O movimento consiste em uma reação ao fato de a governadora ter acionado a Justiça Eleitoral e denunciado suposto uso de robôs para atuar contra sua gestão. Os responsáveis pela campanha de Campos relembram que, ao contrário disso, as acusações feitas por eles contra Lyra são antigas e que, no final do ano passado, deputados chegaram até mesmo a acionar a Polícia Federal pedindo para serem investigadas denúncias de que um assessor de RTL estaria comandando uma milícia digital.

Investigação Judicial Eleitoral

A ação quer preservar os conteúdos postados nas redes para uma eventual Ação de Investigação Judicial Eleitoral, que pode ser protocolada com o início oficial da campanha, em 16 de agosto.

"Novas ações se tornaram necessárias, uma vez os conteúdos removidos reapareceram e outros perfis passaram a reproduzir o mesmo material, porque a engrenagem não cessava quando uma única URL era retirada do ar", afirma um trecho do documento encaminhado ao TRE.

Ataques concentrados ao ex-prefeito

Segundo a campanha de Campos, perfis que antes exploravam humor e gastronomia, por exemplo, passaram a concentrar ataques no ex-prefeito do Recife. A peça alega possível relação com o aumento de despesas de publicidade do governo de Pernambuco.

“Estrutura profissional de comunicação, possível sustentação econômica e utilização coordenada de perfis digitais aparentemente independentes. É justamente essa combinação que diferencia o gabinete do ódio da simples militância política espontânea”, diz a representação.

Procurada, a campanha de RTL diz ter recebido a iniciativa “com tranquilidade”, que não se opõe à preservação dos dados e que confia na Justiça Eleitoral.

— Com informações da Folha de São Paulo




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