'Agora tem Especialistas' - Veneziano consegue carretas para Cabedelo, Catolé do Rocha e Massaranduba
01/09/2026
Catolé do Rocha
-saúde da mulher, contemplando 10 cidades: Catolé do Rocha, Belém do Brejo do Cruz, Bom Sucesso, Brejo do Cruz, Brejo dos Santos, Jericó, Mato Grosso, Riacho dos Cavalos, São Bento e São José do Brejo do Cruz.
Cabedelo
Saúde da mulher, contemplando 14 cidades: Cabedelo, Alhandra, Bayeux, Caaporã, Conde, Cruz do Espírito Santo, Lucena, Mari, Pitimbu, Riachão do Poço, Santa Rita, Sapé, Sobrado e João Pessoa.
Massaranduba
Catolé do Rocha
-saúde da mulher, contemplando 10 cidades: Catolé do Rocha, Belém do Brejo do Cruz, Bom Sucesso, Brejo do Cruz, Brejo dos Santos, Jericó, Mato Grosso, Riacho dos Cavalos, São Bento e São José do Brejo do Cruz.
Cabedelo
Saúde da mulher, contemplando 14 cidades: Cabedelo, Alhandra, Bayeux, Caaporã, Conde, Cruz do Espírito Santo, Lucena, Mari, Pitimbu, Riachão do Poço, Santa Rita, Sapé, Sobrado e João Pessoa.
Massaranduba
Carreta de imagem, com exames de tomografia e ultrassonografia, contemplando 15 cidades: Massaranduba, Assunção, Boa Vista, Campina Grande, Fagundes, Juazeirinho, Livramento, Olivedos, Pocinhos, Puxinanã, Santo André, Serra Redonda, Soledade, Taperoá e Tenório.
Esta ação de Veneziano
Já proporcionou o atendimento, através das carretas, em dezenas de cidades paraibanas, contemplando mais de 10 mil pessoas, com quase 20 mil procedimentos realizados. Segundo a Superintendente do Ministério da Saúde na Paraíba, Joelma Lira, as carretas de diagnóstico por imagem já atenderam 3.249 pessoas no estado, com a realização de 4.176 procedimentos; enquanto as da Saúde da Mulher atenderam 7.079 mulheres, com 15.168 procedimentos realizados.
Leia outras informações
Eleições 2026 - Datafolha divulga quinta-feira nova pesquisa sobre a corrida presidencial
01/09/2026
Cenário anterior
Além das intenções de voto para primeiro e segundo turno, o instituto pergunta sobre a rejeição aos candidatos, bem como a avaliação do governo Lula, PT. O levantamento está sendo feito desde ontem, segunda-feira, 31/08, e segue até quinta-feira com 1.204 eleitores. Na rodada anterior, divulgada em 21/08, Lula marcava 39% e Flávio Bolsonaro, PL, 33% no primeiro turno. Cury tinha...
Uma nova pesquisa Datafolha sobre o cenário da eleição presidencial será divulgada quinta-feira, 03/09. É o primeiro levantamento do instituto realizado após o primeiro debate presidencial, que foi transmitido pela Band no dia 23/08, e o início do horário eleitoral de rádio e televisão. A pesquisa também é a primeira feita pelo instituto após o crescimento de Augusto Cury, Avante, nas redes sociais e em outras pesquisas de intenção de voto, com a Nexus divulgada no início da semana, na qual o candidato registrou alta de 9 pontos percentuais.

Cenário anterior
Além das intenções de voto para primeiro e segundo turno, o instituto pergunta sobre a rejeição aos candidatos, bem como a avaliação do governo Lula, PT. O levantamento está sendo feito desde ontem, segunda-feira, 31/08, e segue até quinta-feira com 1.204 eleitores. Na rodada anterior, divulgada em 21/08, Lula marcava 39% e Flávio Bolsonaro, PL, 33% no primeiro turno. Cury tinha 2%. Em cenário de segundo turno entre os dois, o petista liderava por 47% a 43%.
A fábrica de desculpas - A dissonância cognitiva e a morte do fato, por Zé da Flauta*
01/09/2026
Laboratório de racionalizações
O processo funciona como uma defesa existencial. Quando uma ideologia, um dogma ou uma paixão política se funde à identidade do indivíduo, admitir o erro deixa de ser um mero ajuste intelectual e passa a soar como uma desintegração do próprio "eu". Para evitar o desconforto de encarar a ingenuidade ou a cumplicidade com o ab...
Existe um limite sutil entre a busca pela verdade e a proteção cega do próprio ego. Quando o psicólogo Leon Festinger cunhou o termo dissonância cognitiva na década de 1950, ele expôs uma das fraquezas mais profundas da mente humana: o pavor de estar errado. Diante de um fato irrefutável que desmonte uma crença de estimação, a reação natural de grande parte das pessoas não é a revisão de postura, mas a recalibragem do discurso. A realidade, por mais dura e transparente que se apresente, é solenemente atropelada por uma engrenagem de malabarismos mentais desenhados para proteger a própria narrativa.
Laboratório de racionalizações
O processo funciona como uma defesa existencial. Quando uma ideologia, um dogma ou uma paixão política se funde à identidade do indivíduo, admitir o erro deixa de ser um mero ajuste intelectual e passa a soar como uma desintegração do próprio "eu". Para evitar o desconforto de encarar a ingenuidade ou a cumplicidade com o absurdo, a mente aciona um laboratório de racionalizações. O fato incontestável vira "narrativa forjada", a prova documental vira "contexto tirado de ordem" e o desastre evidente vira um "mal necessário". O importante é que a crença saia ilesa do atropelamento factual.
Cegueira
Esse autoengano gera uma espiral cara. Quanto mais tempo, prestígio e energia uma pessoa investe na defesa de uma premissa falsa, maior se torna a dívida emocional de reconhecer o equívoco. Cria-se, então, uma arquitetura discursiva cada vez mais barroca e delirante, onde a pessoa prefere abraçar teorias conspiratórias a aceitar o óbvio que está diante de seus olhos. O indivíduo deixa de ser um observador do mundo para se tornar um advogado cego da própria ilusão, construindo puxadinhos lógicos para justificar cada nova contradição que surge no caminho.
Ginástica verbal
No entanto, a realidade permanece impassível, ignorando a ginástica verbal daqueles que tentam mascará-la. O abismo entre o fato e a fantasia não se fecha com retórica, apenas se alarga até que a queda seja inevitável. A verdadeira maturidade e a verdadeira liberdade de pensar não residem na capacidade de vencer todos os debates, mas na coragem quase revolucionária de olhar para o espelho, reconhecer o descompasso e dizer, sem rodeios: a realidade venceu, eu estava errado.
Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista

Recife é Comunista, por Roberto Vieira *
01/09/2026
Cristiano
O primeiro comunista no poder em nossa capital podia ter sido Cristiano Cordeiro. Natural da minha querida Limoeiro, Cristiano foi um dos nove fundadores do PCB em 1922. Bom escritor, excelente articulador, ele era o mais bem preparado intelectualmente do grupo dos nove.
Gregório
Gregório Bezerra não era um cara intelectual. Tinha muita coragem e isso ninguém jamais negou. Poderia vencer as eleições para prefeito se houvesse eleição para prefeito do Recife na segunda metade da década de 1940, mesmo sob o histórico de assassinato na Intentona de 1935. Porém, Gregório era muito mais...
Não sei se você sabia, eu tinha esquecido e meu filho me lembrou. O atual prefeito do Recife é Victor Marques, filiado ao PCdoB (Partido Comunista do Brasil). Ele assumiu o cargo em abril de 2026 após a renúncia do titular anterior. Após 122 anos da fundação do primeiro partido comunista no Brasil, o comunismo chegou ao poder.
Cristiano
O primeiro comunista no poder em nossa capital podia ter sido Cristiano Cordeiro. Natural da minha querida Limoeiro, Cristiano foi um dos nove fundadores do PCB em 1922. Bom escritor, excelente articulador, ele era o mais bem preparado intelectualmente do grupo dos nove.
Gregório
Gregório Bezerra não era um cara intelectual. Tinha muita coragem e isso ninguém jamais negou. Poderia vencer as eleições para prefeito se houvesse eleição para prefeito do Recife na segunda metade da década de 1940, mesmo sob o histórico de assassinato na Intentona de 1935. Porém, Gregório era muito mais um sujeito legislativo.
Paulo
Eu era e sou apaixonado pelo relato do livro O Caso Eu Conto Como o Caso Foi. Paulo Cavalcanti foi uma surpresa memorialista para minha geração dos anos 80, mas já não era o Paulo das 200 prisões. Também era muito mais um parlamentar do que um executivo.
Luciano
Alguém há de lembrar: mas o Luciano Siqueira foi vice-prefeito por muito tempo. Verdade. Luciano Siqueira foi um dos vice-prefeitos mais longevos da história do Recife, acumulando quatro mandatos (dois com João Paulo, do PT, e dois com Geraldo Julio, do PSB). Durante esses 16 anos, ele assumiu o comando da prefeitura dezenas de vezes, mas sempre de forma temporária ou interina. Ao que me consta.
Marx
Victor Marques não é Marx. Deve ter lido O Capital, mas não creio que tenha sonho bolchevique ou de revolução cultural como Mao — pois ele é do PCdoB e não do Partidão. Oficialmente, o partido se define como marxista-leninista, reatou com a China, mas deseja um socialismo brasileiro. Ou seja, absorveu o hábito pequeno burguês do século XXI. É um partido de comunistas que preferem ser chamados de socialistas. Recife é comunista, sim. Pero non mucho.
*Roberto Viera é médico e cronista
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.

1º de setembro de 1939: da conquista à devastação, por Sérgio Alves*
01/09/2026
Espaço vital
Nos anos que antecederam a guerra, Hitler afastou-se progressivamente da administração cotidiana para concentrar-se em assuntos militares, geopolíticos e internacionais. Seu objetivo central era conquistar o chamado espaço vital no Leste europeu, ideia já apresentada em seu livro Minha luta, escrito após o fracasso do golpe de Munique.
A pressa pela guerra
Meses antes da invasão, Hitler procurou justificar a urgência de suas decisões diante de oficiais da Wehrmacht. A expectativa de que o poder militar alemão ati...
Na madrugada de 1º de setembro de 1939, tropas alemãs invadiram a Polônia. Apoiada por ações aéreas e blindadas, a ofensiva marcou o início da Segunda Guerra Mundial na Europa. Em 3 de setembro, Grã-Bretanha e França declararam guerra à Alemanha, ampliando o conflito. A invasão concretizava um projeto expansionista desenvolvido durante anos por Adolf Hitler e pelo regime nacional-socialista.
Espaço vital
Nos anos que antecederam a guerra, Hitler afastou-se progressivamente da administração cotidiana para concentrar-se em assuntos militares, geopolíticos e internacionais. Seu objetivo central era conquistar o chamado espaço vital no Leste europeu, ideia já apresentada em seu livro Minha luta, escrito após o fracasso do golpe de Munique.
A pressa pela guerra
Meses antes da invasão, Hitler procurou justificar a urgência de suas decisões diante de oficiais da Wehrmacht. A expectativa de que o poder militar alemão atingisse o auge apenas por volta de 1941 contrastava com sua disposição de agir imediatamente. O receio de uma morte prematura e a convicção de possuir autoridade excepcional alimentavam o senso de urgência do ditador.
O medo da guerra
Enquanto Hitler acelerava os preparativos para o conflito, grande parte da sociedade alemã reagia com temor. Embora parcela expressiva da população tivesse apoiado, tolerado ou aceitado muitas iniciativas do regime em tempos de paz, em 1939 a propaganda já não bastava para dissipar o receio de uma nova conflagração europeia. A lembrança da derrota de 1918, da miséria e da crise permanecia viva.
Relatórios
Relatórios dos órgãos de inteligência do regime registravam essa inquietação. Amplos setores da população temiam que a guerra destruísse a prosperidade econômica e terminasse de forma catastrófica para o país.
Para muitos alemães, abandonar uma fase de estabilidade por uma guerra de resultado incerto parecia uma insensatez. Essa resistência, porém, não alterou os cálculos de Hitler e de asseclas.
Personalismo e Realpolitik
O líder nazista e seu círculo próximo parecem ter calculado que uma guerra limitada permitiria ampliar o espaço vital, reforçar a coesão nacional e consolidar a fidelidade ao regime. A ambição pessoal do ditador também pesava: ele tentaria inscrever seu nome na história como guerreiro.
Nem a experiência traumática nas frentes da Primeira Guerra Mundial conteve esse desejo de reconhecimento histórico. Hitler aspirava a ser lembrado como estadista, ideólogo e comandante militar invencível. Essa busca por consagração alimentava um ciclo de conquistas e novas exigências geopolíticas.
Guerra
Ele glorificava a guerra como experiência formadora e associava coragem, heroísmo e poder. Após a ocupação da Renânia, declarou que o mundo pertencia ao homem de coragem e que servir a Deus significava agir como herói. Essa exaltação da força refletia uma tradição de Realpolitik na qual a eficácia militar era tratada como a última razão dos governantes e se tornara parte da ideologia nacional alemã.
Do pacto à invasão
Essas convicções pessoais e ideológicas logo se traduziram em política externa. O prestígio acumulado por Hitler nos seis primeiros anos à frente do Reich reforçou a imagem de infalibilidade cultivada pelo regime. Nesse contexto, as reivindicações sobre Danzig — atual Gda?sk — e sobre uma faixa de ligação territorial deixaram o campo diplomático e passaram a integrar os preparativos militares.
Firmaram
Em agosto de 1939, Alemanha e União Soviética firmaram um pacto de não agressão acompanhado de um protocolo secreto que previa a divisão de áreas de influência no Leste europeu. O acordo abriu caminho para o ataque alemão e, mais tarde, para a invasão soviética da Polônia. Diante da ameaça, Grã-Bretanha e França mantiveram a garantia de apoio aos poloneses em caso de agressão.
Em discurso ao Parlamento alemão, Hitler apresentou a Alemanha como vítima e procurou legitimar a invasão como medida defensiva. No mesmo dia, os parlamentares aprovaram a incorporação de Danzig. Dois dias após a invasão da Polônia, Grã-Bretanha e França declararam guerra à Alemanha.
Crimes na ocupação
A campanha iniciada no território polonês transformou-se em conflito europeu; nas áreas ocupadas, os invasores promoveram a perseguição implacável e o assassinato sistemático de judeus e de outros grupos minoritários.
Violência
A violência da campanha militar rapidamente se estendeu à administração dos territórios ocupados. Em pouco tempo, foram registradas tensões entre o Exército e as forças paramilitares nazistas durante a ocupação. Embora os militares tentassem afastar de sua jurisdição as operações de limpeza étnica, unidades do próprio Exército também participaram de crimes contra civis, intelectuais, religiosos, membros da elite polonesa e comunidades judaicas.
O custo do expansionismo
A ocupação revelou desde cedo o custo humano do projeto expansionista. A própria Alemanha também seria conduzida à ruína: a guerra consumiu recursos, exauriu a população e ampliou continuamente a mobilização militar. O efetivo terrestre passou de cerca de 3,7 milhões de combatentes no primeiro ano para mais de 6 milhões no auge do conflito — uma escalada que expõe a dimensão humana e material do expansionismo nazista.
Marcou
O 1º de setembro de 1939 marcou o início de uma guerra que, ao longo de seis anos, deixaria dezenas de milhões de mortos e cidades destruídas. O projeto nazista de conquista terminaria em devastação para os povos ocupados, colapso para a Alemanha e ruptura profunda na história contemporânea.
*Sérgio Alves é o autor de O Estado do Líder
Os Dez Anos do Impeachment de Dilma Rousseff - Por José Ricardo de Souza*
01/09/2026
"Pedaladas fiscais"
Na justificativa para o pedido de impeachment, os juristas alegaram que a então presidente havia cometido crime de responsabilidade pela prática das chamadas "pedaladas fiscais", ou seja, atrasos no repasse de recursos do Tesouro aos bancos públicos responsáveis pelo pagamento de benefícios sociais, como o Plano Safra; e pela edição de decretos de abertura de crédito sem a autorização do Congresso. O resultado foi proclamado pelo p...
Na última quarta-feira de agosto de 2016, há exatamente dez anos, o Senado Federal aprovou por 61 a 20 o impeachment de Dilma Rousseff. O processo teve início em 2 de dezembro de 2015, quando o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha deu prosseguimento ao pedido dos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal. Com uma duração de 273 dias, o caso se encerrou em 31 de agosto de 2016, tendo como resultado a cassação do mandato, mas sem a perda dos direitos políticos de Dilma.
"Pedaladas fiscais"
Na justificativa para o pedido de impeachment, os juristas alegaram que a então presidente havia cometido crime de responsabilidade pela prática das chamadas "pedaladas fiscais", ou seja, atrasos no repasse de recursos do Tesouro aos bancos públicos responsáveis pelo pagamento de benefícios sociais, como o Plano Safra; e pela edição de decretos de abertura de crédito sem a autorização do Congresso. O resultado foi proclamado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que comandou o julgamento do processo no Senado, iniciado no dia 25 de agosto. No seu lugar ficou o vice-presidente Michael Temer que concluiu o mandato em 2018. Dilma Rousseff foi a segunda presidente brasileira a ser afastada do cargo. Em 1992 o presidente (atual senador) Fernando Collor de Melo também foi afastado do poder sob acusação de crimes de responsabilidade (definidos no artigo 85 da CF/1988). Em 1994, ele seria absolvido pelo S.T.F.

Alvo de debates
O processo de afastamento de Dilma Rousseff até hoje é alvo de debates acalorados. Se para alguns houve um processo legítimo e legal de impeachment embasado na legislação brasileira, para outros o impeachment não passou de um golpe "chapa branca" provocado pela resistência da presidenta em ceder à pressões de grupos do Congresso Nacional que articularam junto com seus pares a queda da mesma. Debates à parte, o que se sabe é que vários documentaristas registraram os últimos dias de Dilma na presidência.
Documentários
"Democracia em Vertigem" (2019) de Petra Costa, indicado para o oscar de melhor documentário em 2020; disponível na Netflix, e "O Processo" (2018) de Maria Ramos, são duas delas. Um terceiro documentário é "Alvorada" (2021) de Lô Politi e Anna Muylaert disponível no streaming do Telecine. Vários livros também revisitaram o tema do impeachment de 2016, a maioria deles, focando que se tratou de um golpe.
Dilma e Lula
O afastamento de Dilma Rousseff em 2016 e a prisão de Lula em 2018 por ordem do juiz Sérgio Moro foram fundamentais para a vitória de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais. Sem cargo público, a ex-presidente Dilma Rousseff declinou de aspirações eleitorais para 2022, preferindo viver seus dias apenas acompanhando a conturbada conjuntura política nacional. Atualmente Dilma é a presidente dos Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como o Banco dos BRICS, e mora em Xangai, onde fica localizada a a sede da instituição financeira.
*José Ricardo de Souza, é professor da rede pública estadual de ensino, historiador e escritor. Membro da ALAP, IAHGP, IHGAAP e UBE-Paulista. Criador do Projeto Muita História pra Contar. @josericardope01

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Inteligência Artificial e Soberania: O Brasil Começa a Organizar a Engenharia de seu Poder Estratégico - Por Amadeu Robalinho*
01/09/2026
Há atos administrativos que parecem, à primeira vista, apenas movimentos burocráticos. Existem, entretanto, portarias que revelam mudanças profundas na maneira como um Estado começa a organizar suas capacidades estratégicas.
A Portaria GM-MD nº 3.477, de 4 de agosto de 2025, publicada no Diário Oficial da União, pertence a essa segunda categoria.
O documento institui, no âmbito do Ministério da Defesa, um Grupo de Trabalho destinado a elaborar propostas para a Política e a Estratégia de Inteligência Artificial de Defesa, além de delinear critérios para uma ação orçamentária própria relacionada a essas políticas.
Mais do que criar um grupo de trabalho, a Portaria sinaliza que a Inteligência Artificial passou a ser tratada institucionalmente como componente da capacidade de Defesa do Estado brasileiro.
E essa mudança precisa ser compreend...
Soberania Nacional, Defesa, Estratégia e Engenharia de Soberania Estratégica
Há atos administrativos que parecem, à primeira vista, apenas movimentos burocráticos. Existem, entretanto, portarias que revelam mudanças profundas na maneira como um Estado começa a organizar suas capacidades estratégicas.
A Portaria GM-MD nº 3.477, de 4 de agosto de 2025, publicada no Diário Oficial da União, pertence a essa segunda categoria.
O documento institui, no âmbito do Ministério da Defesa, um Grupo de Trabalho destinado a elaborar propostas para a Política e a Estratégia de Inteligência Artificial de Defesa, além de delinear critérios para uma ação orçamentária própria relacionada a essas políticas.
Mais do que criar um grupo de trabalho, a Portaria sinaliza que a Inteligência Artificial passou a ser tratada institucionalmente como componente da capacidade de Defesa do Estado brasileiro.
E essa mudança precisa ser compreendida por uma perspectiva mais ampla: tecnologia, quando incorporada à estrutura de Defesa, deixa de ser apenas ferramenta e passa a integrar a arquitetura do poder nacional.
É exatamente nesse ponto que se encontra o conceito que venho desenvolvendo e defendendo: a Engenharia de Soberania e Estratégia.
Não Basta Comprar Tecnologia. É Preciso Construir Capacidade
A soberania tecnológica de uma nação não pode ser confundida com a simples aquisição de equipamentos, softwares ou sistemas produzidos no exterior.
Comprar tecnologia é importante.
Mas possuir capacidade para compreender, adaptar, integrar, desenvolver, produzir, proteger, atualizar e substituir tecnologias críticas é algo muito diferente.
A Engenharia de Soberania e Estratégia parte justamente dessa premissa.
Um Estado verdadeiramente soberano precisa transformar conhecimento científico, engenharia, indústria, infraestrutura, recursos humanos, orçamento, dados, energia, materiais estratégicos e capacidade produtiva em poder nacional efetivo.
No caso da Inteligência Artificial, essa questão torna-se ainda mais evidente.
Algoritmos dependem de dados. Dados dependem de infraestrutura. Infraestrutura depende de energia, semicondutores, redes, centros de processamento e sistemas de comunicação. Tudo isso depende de capital humano, indústria, pesquisa científica e capacidade de investimento.
Portanto, falar em Inteligência Artificial de Defesa é falar, simultaneamente, em uma cadeia muito maior de soberania.
Uma Estratégia de IA Não Pode Ser Apenas uma Estratégia de Software
A própria composição do Grupo de Trabalho instituído pela Portaria demonstra essa multidimensionalidade.
O colegiado reúne representantes do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, das áreas de Comando e Controle, Operações, Logística e Mobilização, Educação e Cultura e Assuntos Estratégicos. Também participam representantes ligados à Tecnologia da Informação e Comunicação, Ciência, Tecnologia e Inovação e Produtos de Defesa.
Marinha, Exército e Força Aérea também estão representados por suas áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação e de Tecnologia da Informação e Comunicação.
Há ainda a participação, como convidada, da área de defesa cibernética do Exército Brasileiro.
Essa arquitetura institucional é particularmente significativa.
Ela demonstra que Inteligência Artificial, no ambiente de Defesa, não pode ser tratada como assunto isolado de informática.
Ela atravessa comando e controle, operações, logística, mobilização, inteligência, cibernética, ciência, tecnologia, indústria e orçamento.
É, portanto, uma questão de engenharia sistêmica do poder nacional.
Da Dependência Tecnológica à Autonomia Estratégica
A história demonstra que a dependência tecnológica pode transformar-se em vulnerabilidade estratégica.
Um país pode possuir território, população, recursos naturais e forças militares, mas continuar estruturalmente dependente se não dominar tecnologias essenciais para sustentar suas capacidades de Defesa.
No século XXI, essa dependência pode assumir novas formas.
Ela pode estar nos semicondutores.
Pode estar nos sistemas operacionais.
Pode estar nos sensores.
Pode estar nos satélites.
Pode estar nos sistemas de comunicação.
Pode estar nos bancos de dados.
Pode estar nos modelos de Inteligência Artificial.
Pode estar no poder computacional.
Pode estar na capacidade de atualização dos sistemas.
E pode estar, sobretudo, na ausência de domínio sobre aquilo que está por trás da tecnologia aparentemente pronta.
É nesse ponto que a Engenharia de Soberania e Estratégia propõe uma mudança de paradigma.
Soberania não é possuir o produto final. Soberania é possuir capacidade nacional para sustentar o ciclo tecnológico estratégico.
O Orçamento Também é Instrumento de Soberania
Outro aspecto particularmente relevante da Portaria é a determinação para que sejam delineados critérios para uma ação orçamentária própria vinculada à Política e à Estratégia de Inteligência Artificial de Defesa.
Essa disposição merece atenção.
Porque estratégia sem orçamento transforma-se em intenção.
A construção de capacidade tecnológica exige continuidade de investimentos, planejamento de longo prazo e estabilidade institucional.
Não se constrói uma infraestrutura estratégica de Inteligência Artificial por meio de projetos episódicos.
É necessário pensar em décadas.
A Engenharia de Soberania e Estratégia, nesse sentido, aproxima planejamento estratégico, engenharia e política industrial.
O orçamento deixa de ser apenas uma ferramenta contábil e passa a ser compreendido como instrumento de construção de capacidades nacionais.
A Grande Questão: Quem Domina a Tecnologia Domina o Ciclo Estratégico
A Inteligência Artificial introduz uma transformação ainda mais profunda.
Durante grande parte da história militar, o poder estava associado principalmente à quantidade de plataformas, ao alcance das armas, à capacidade industrial e à disponibilidade de recursos humanos.
No século XXI, essas dimensões continuam fundamentais, mas passam a coexistir com uma nova camada de poder: a capacidade de transformar dados em conhecimento e conhecimento em decisão.
A velocidade do ciclo detectar, compreender, decidir e agir poderá determinar vantagens estratégicas.
Nesse ambiente, Inteligência Artificial aplicada à Defesa poderá interferir diretamente em comando e controle, inteligência, planejamento, logística, simulação, manutenção, consciência situacional e apoio à decisão.
Por isso, a discussão não pode ficar limitada à pergunta sobre qual sistema de IA o Brasil deve comprar.
A pergunta estratégica é outra:
O Brasil terá capacidade para desenvolver, controlar, auditar, proteger, atualizar e substituir seus próprios sistemas de Inteligência Artificial de interesse estratégico?
Essa é uma pergunta de soberania.
A Portaria é o Começo, Não o Ponto de Chegada
A Portaria estabelece que o Grupo de Trabalho terá 180 dias para concluir suas atividades, prazo prorrogável mediante justificativa, e determina posteriormente o encaminhamento de relatório e das propostas ao Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.
Portanto, o documento não apresenta ainda a Política ou a Estratégia de Inteligência Artificial de Defesa.
Ele estabelece o processo institucional para construí-las.
Essa distinção é fundamental.
O verdadeiro desafio estará naquilo que vier depois.
Será necessário transformar política em estratégia.
Estratégia em programas.
Programas em projetos.
Projetos em engenharia.
Engenharia em produtos.
E produtos em capacidade nacional de Defesa.
Essa cadeia precisa ser permanente.
Engenharia de Soberania e Estratégia
É exatamente nessa transição que situo a minha concepção de Engenharia de Soberania e Estratégia.
Não se trata simplesmente de produzir tecnologia nacional.
Trata-se de identificar quais capacidades tecnológicas são críticas para a soberania, compreender suas cadeias de dependência, estabelecer prioridades nacionais e organizar ciência, engenharia, indústria, infraestrutura, recursos humanos e orçamento para reduzir vulnerabilidades e ampliar a autonomia estratégica.
Em outras palavras:
Soberania precisa ser projetada.
Precisa ser planejada.
Precisa ser financiada.
Precisa ser construída.
Precisa ser mantida.
E, sobretudo, precisa ser tecnicamente sustentável.
Essa é a diferença entre possuir tecnologia e possuir capacidade tecnológica soberana.
O Desafio Brasileiro
O Brasil possui universidades, centros de pesquisa, empresas, engenheiros, cientistas, institutos tecnológicos, Forças Armadas e uma base industrial que podem formar os componentes de uma estratégia nacional de Inteligência Artificial de Defesa.
O desafio está em conectar essas capacidades.
É preciso construir pontes permanentes entre academia, Estado, Forças Armadas e indústria.
É preciso transformar conhecimento científico em produto.
Produto em sistema.
Sistema em capacidade operacional.
E capacidade operacional em dissuasão.
É esse encadeamento que transforma tecnologia em poder.
E é exatamente esse encadeamento que a Engenharia de Soberania e Estratégia procura interpretar e estruturar.
Soberania no Século XXI
A soberania do século XXI não será medida apenas pela extensão territorial ou pelo tamanho das Forças Armadas.
Será medida também pela capacidade de uma nação controlar as tecnologias que sustentam sua liberdade de decisão.
Um país que não domina tecnologias críticas pode possuir soberania jurídica, mas permanecer dependente no plano estratégico.
Por isso, a Inteligência Artificial de Defesa deve ser compreendida como parte de uma agenda maior de soberania tecnológica nacional.
A Portaria GM-MD nº 3.477/2025 representa, nesse sentido, um movimento institucional relevante: o Ministério da Defesa passa a organizar formalmente a construção de uma política e de uma estratégia específicas para Inteligência Artificial aplicada à Defesa.
Mas o verdadeiro resultado dependerá da capacidade de transformar essa iniciativa em uma política de Estado de longo prazo.
Porque, no mundo que está surgindo, quem controla os dados, os algoritmos, os semicondutores, a infraestrutura computacional, a energia, os sistemas de comunicação e a engenharia que integra tudo isso controla parcelas crescentes do seu próprio poder estratégico.
E a lição central da Engenharia de Soberania e Estratégia é justamente esta:
não existe soberania tecnológica sem engenharia, não existe autonomia estratégica sem capacidade industrial e não existe Defesa Nacional verdadeiramente autônoma sem domínio sobre as tecnologias críticas que sustentam o poder nacional.
A Inteligência Artificial é apenas uma das novas fronteiras.
A disputa maior é pela capacidade de decidir o próprio futuro.
E soberania, no século XXI, será cada vez mais uma questão de engenharia.
*Amadeu Robalinho, é Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Supostas Corrupções de Nabor e Hugo começam a afastar João Azevêdo e Lucas Ribeiro
01/09/2026
Uma operação batizada nos bastidores de Lisoform, foi estartada nessa terça, 1o de setembro, pelas equipes de marketing de Lucas e João. O objetivo é construir uma "muralha de contenção" para evitar que o incêndio que assola a campanha de Nabor contamine o restante da majoritária.
Chuva de escândalos
Desde o debate da TV Master, na segunda-feira da semana passada, os escândalos em que Nabor e Hugo Motta estão envolvidos ganharam proporções de difícil reversão. Esse alastramento pode chegar em Lucas e João. São muitos, vários e diversos. Nenhum esclarecido a contento.
Ontem
No debate da Arapuan, e hoje, durante uma entrevista no Bom Dia Paraíba a situação de Nabor se complicou, com desgaste imensurável.
Confira o vídeo
...
Blindar para nao contaminar. Essa é a ordem no comando das campanhas de Joao Azevedo e Hugo Ribeiro, confirme O Poder apurou com fontes confiáveis.
Uma operação batizada nos bastidores de Lisoform, foi estartada nessa terça, 1o de setembro, pelas equipes de marketing de Lucas e João. O objetivo é construir uma "muralha de contenção" para evitar que o incêndio que assola a campanha de Nabor contamine o restante da majoritária.
Chuva de escândalos
Desde o debate da TV Master, na segunda-feira da semana passada, os escândalos em que Nabor e Hugo Motta estão envolvidos ganharam proporções de difícil reversão. Esse alastramento pode chegar em Lucas e João. São muitos, vários e diversos. Nenhum esclarecido a contento.
Ontem
No debate da Arapuan, e hoje, durante uma entrevista no Bom Dia Paraíba a situação de Nabor se complicou, com desgaste imensurável.
Confira o vídeo
Nesta pergunta do entrevistador, Nabor se contorceu para fugir dos assuntos incômodos, mas não conseguiu. Pelo contrário. Em determinado bloco, acabou "entregando" o filho, avalista e suposto patrocinador da sua candidatura.
Assista e espalhe.
RockRibe reúne cinco bandas e celebra o rock pernambucano em sua 4ª edição
01/09/2026
Proposta
Com quatro edições e duas edições especiais, o RockRibe chega este ano com a proposta de fortalecer a cena do rock pernambucano e ampliar o espaço para artistas e bandas independentes.
Programação
A programação reúne diferentes vertentes do gênero. A Irrevert abre os shows com seu hardcore melódico influenciado pelos anos 1990 e 2000. Em seguida, a Ugly Boys apresenta uma mistura de punk rock, ska, hardcore e reggae, marcada por energia e letras de reflexão.
No palco
A A Ostenta leva ao palco seu rock autoral, i...
Shows, feira de gastronomia, moda e artesanato. Gratuito A 4ª edição do Festival RockRibe acontece no dia 12 de setembro, a partir das 17h, na Praça da Convenção de Beberibe, na Zona Norte do Recife. O evento reúne Irrevert, Ugly Boys, A Ostenta, United For Distortion e Dona Morgana, além de uma feira de gastronomia, moda e artesanato.
Proposta
Com quatro edições e duas edições especiais, o RockRibe chega este ano com a proposta de fortalecer a cena do rock pernambucano e ampliar o espaço para artistas e bandas independentes.
Programação
A programação reúne diferentes vertentes do gênero. A Irrevert abre os shows com seu hardcore melódico influenciado pelos anos 1990 e 2000. Em seguida, a Ugly Boys apresenta uma mistura de punk rock, ska, hardcore e reggae, marcada por energia e letras de reflexão.
No palco
A A Ostenta leva ao palco seu rock autoral, inspirado no rock nacional e britânico dos anos 1980, além de referências do rock clássico e hard rock. Na sequência, a United For Distortion representa o metal com thrash metal, riffs pesados e letras de crítica social.
Encerrando a programação, a Dona Morgana apresenta clássicos do rock nacional e internacional, com destaque para o tributo a Pitty, uma das atrações mais pedidas pelo público.
Gastronomia
Além da música, a feira de gastronomia, moda e artesanato amplia a programação e reúne iniciativas de empreendedores e produtores locais.
Movimentação da cena local
Ao alcançar a 6ª edição do evento, o RockRibe reafirma sua proposta de movimentar a cena independente, aproximar artistas e público e fortalecer a circulação do rock em Pernambuco. A realização na Praça da Convenção de Beberibe também contribui para a ocupação cultural da Zona Norte do Recife.
Local
O evento acontece na Praça da Convenção de Beberibe — Zona Norte do Recife.
PIB do Brasil cresce 0,5% no segundo trimestre, mostra IBGE
01/09/2026
No acumulado de quatro trimestres, o PIB teve expansão de 1,9%.
Os dados
Os dados foram divulgados hoje, terça-feira (01/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o instituto, o PIB chegou a R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.
No primeiro semestre, a economia expandiu 1,9% na comparação com a primeira metade de 2025.
O boletim Focus, sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro, divulgado nesta segunda-feira (31), projeta que 2026 deve terminar com crescimento do PIB de 1,92%.
Componentes
O PIB pode ser calculado pela ótica da produção (análise do desem...
A economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 na comparação com o primeiro trimestre. Em relação ao segundo trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB), conjunto dos bens e serviços produzidos no país, apresenta alta de 2%.
No acumulado de quatro trimestres, o PIB teve expansão de 1,9%.
Os dados
Os dados foram divulgados hoje, terça-feira (01/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o instituto, o PIB chegou a R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.
No primeiro semestre, a economia expandiu 1,9% na comparação com a primeira metade de 2025.
O boletim Focus, sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro, divulgado nesta segunda-feira (31), projeta que 2026 deve terminar com crescimento do PIB de 1,92%.
Componentes
O PIB pode ser calculado pela ótica da produção (análise do desempenho das atividades econômicas) ou do consumo (gastos e investimentos).
Pela ótica da produção, a agropecuária foi destaque, com variação positiva de 2,8% na passagem do primeiro para o segundo trimestre. Em 12 meses, a alta chega a 6,2%.
A indústria
A indústria variou positivamente 0,1% do primeiro para o segundo trimestre e 1,4% em 12 meses.
Dentro da indústria, o principal motor foi a indústria extrativa, que saltou 3,4% entre os trimestres seguidos.
Serviços
O setor de serviços, que mais emprega na economia, cresceu 0,2% entre os trimestres seguidos e 1,7% no acumulado de 12 meses.
Detalhando os dados do setor, os segmentos de serviços que mais cresceram foram informação e comunicação (2,1%), transporte, armazenagem e correio (1,1%) e atividades imobiliárias (0,2%). O comércio ficou estável, ou seja, variação nula (0%).
Variação
Houve variação negativa no segmento administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,4%) e em atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,3%).
A Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que representa os investimentos, cresceu 1,2% no trimestre.
Subiu
Pela ótica da demanda, o consumo do governo subiu 0,4%, enquanto o das famílias recuou (-0,4%).
No setor externo, as exportações caíram (-0,8%), e as importações subiram 1,8% em relação ao primeiro trimestre de 2026.
O que é o PIB
O PIB é o conjunto de todos os bens e serviços produzidos em uma localidade em determinado período. Com o dado, é possível traçar o comportamento da economia do país, estado ou cidade, assim como fazer comparações internacionais.
O PIB é calculado com o auxílio de diversas pesquisas setoriais, como comércio, serviços e indústria.
O cálculo
Durante o cálculo, há cuidados para não haver dupla contagem. Um exemplo: se um país produz R$ 100 de trigo, R$ 200 de farinha de trigo e R$ 300 de pão, o PIB será de R$ 300, pois os valores da farinha e do trigo já estão embutidos no valor do pão.
Os bens
Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos cobrados.
O PIB ajuda a compreender a realidade de um país, mas não expressa fatores como distribuição de renda e condição de vida. É possível, por exemplo, um país ter PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, assim como pode haver nação com PIB baixo e altíssima qualidade de vida.
Com Agência Brasil
“Homem-bomba” do suposto Gabinete do Ódio contratou candidato do Novo como advogado
01/09/2026
O advogado
Falará com a imprensa ainda hoje, terça-feira (1º/09), em frente à sede da Polícia Federal (PF), onde protocolará documentos e prestará esclarecimentos sobre as supostas milícias digitais na atual gestão do Governo de Pernambuco. No aviso à imprensa, o comunicado já classifica o caso como fruto de “narrativas do PSB”, antecipando o tom da entrevista.
Atualizando: O Poder foi informado, neste momento, que a entrevista está ocorrendo. Caso a manobra se confirme, o advogado, supostamente, driblou a imprensa independente e só avisou a mudança a quem lhe...
O servidor federal Amisadai Andrade contratou o ex-juiz Luiz Rocha como advogado para defendê-lo de acusações de integrar um suposto 'Gabinete do Ódio', que funcionaria vinculado ao governo Raquel Teixeira Lyra. O magistrado é candidato a deputado federal pelo Novo, partido que apoia a reeleição da governadora e faz oposição ao candidato a governador João Campos (PSB).
O advogado
Falará com a imprensa ainda hoje, terça-feira (1º/09), em frente à sede da Polícia Federal (PF), onde protocolará documentos e prestará esclarecimentos sobre as supostas milícias digitais na atual gestão do Governo de Pernambuco. No aviso à imprensa, o comunicado já classifica o caso como fruto de “narrativas do PSB”, antecipando o tom da entrevista.
Atualizando: O Poder foi informado, neste momento, que a entrevista está ocorrendo. Caso a manobra se confirme, o advogado, supostamente, driblou a imprensa independente e só avisou a mudança a quem lhe interessava.
Amisadai Andrade
É considerado o pivô de uma crise no Governo Raquel. Na semana passada, reportagem veiculada pela TV Record mostrou uma gravação em que ele aparece admitindo que esteve no Palácio do Campo das Princesas, no segundo semestre de 2024, para tratar de formas de “desidratar” João Campos, na época, já cotado como pré-candidato ao Governo de Pernambuco.
No período das reuniões
Amisadai era sócio do Portal de Prefeitura, veículo de comunicação que passou a atacar João Campos nas redes sociais. Em 2025, ele próprio ganhou um cargo comissionado no Governo Raquel Lyra, de onde só foi exonerado na última quarta-feira (27/08), depois que o escândalo veio à tona.