1º de setembro de 1939: da conquista à devastação, por Sérgio Alves*
01/09/2026
Espaço vital
Nos anos que antecederam a guerra, Hitler afastou-se progressivamente da administração cotidiana para concentrar-se em assuntos militares, geopolíticos e internacionais. Seu objetivo central era conquistar o chamado espaço vital no Leste europeu, ideia já apresentada em seu livro Minha luta, escrito após o fracasso do golpe de Munique.
A pressa pela guerra
Meses antes da invasão, Hitler procurou justificar a urgência de suas decisões diante de oficiais da Wehrmacht. A expectativa de que o poder militar alemão ati...
Espaço vital
Nos anos que antecederam a guerra, Hitler afastou-se progressivamente da administração cotidiana para concentrar-se em assuntos militares, geopolíticos e internacionais. Seu objetivo central era conquistar o chamado espaço vital no Leste europeu, ideia já apresentada em seu livro Minha luta, escrito após o fracasso do golpe de Munique.
A pressa pela guerra
Meses antes da invasão, Hitler procurou justificar a urgência de suas decisões diante de oficiais da Wehrmacht. A expectativa de que o poder militar alemão atingisse o auge apenas por volta de 1941 contrastava com sua disposição de agir imediatamente. O receio de uma morte prematura e a convicção de possuir autoridade excepcional alimentavam o senso de urgência do ditador.
O medo da guerra
Enquanto Hitler acelerava os preparativos para o conflito, grande parte da sociedade alemã reagia com temor. Embora parcela expressiva da população tivesse apoiado, tolerado ou aceitado muitas iniciativas do regime em tempos de paz, em 1939 a propaganda já não bastava para dissipar o receio de uma nova conflagração europeia. A lembrança da derrota de 1918, da miséria e da crise permanecia viva.
Relatórios
Relatórios dos órgãos de inteligência do regime registravam essa inquietação. Amplos setores da população temiam que a guerra destruísse a prosperidade econômica e terminasse de forma catastrófica para o país.
Para muitos alemães, abandonar uma fase de estabilidade por uma guerra de resultado incerto parecia uma insensatez. Essa resistência, porém, não alterou os cálculos de Hitler e de asseclas.
Personalismo e Realpolitik
O líder nazista e seu círculo próximo parecem ter calculado que uma guerra limitada permitiria ampliar o espaço vital, reforçar a coesão nacional e consolidar a fidelidade ao regime. A ambição pessoal do ditador também pesava: ele tentaria inscrever seu nome na história como guerreiro.
Nem a experiência traumática nas frentes da Primeira Guerra Mundial conteve esse desejo de reconhecimento histórico. Hitler aspirava a ser lembrado como estadista, ideólogo e comandante militar invencível. Essa busca por consagração alimentava um ciclo de conquistas e novas exigências geopolíticas.
Guerra
Ele glorificava a guerra como experiência formadora e associava coragem, heroísmo e poder. Após a ocupação da Renânia, declarou que o mundo pertencia ao homem de coragem e que servir a Deus significava agir como herói. Essa exaltação da força refletia uma tradição de Realpolitik na qual a eficácia militar era tratada como a última razão dos governantes e se tornara parte da ideologia nacional alemã.
Do pacto à invasão
Essas convicções pessoais e ideológicas logo se traduziram em política externa. O prestígio acumulado por Hitler nos seis primeiros anos à frente do Reich reforçou a imagem de infalibilidade cultivada pelo regime. Nesse contexto, as reivindicações sobre Danzig — atual Gda?sk — e sobre uma faixa de ligação territorial deixaram o campo diplomático e passaram a integrar os preparativos militares.
Firmaram
Em agosto de 1939, Alemanha e União Soviética firmaram um pacto de não agressão acompanhado de um protocolo secreto que previa a divisão de áreas de influência no Leste europeu. O acordo abriu caminho para o ataque alemão e, mais tarde, para a invasão soviética da Polônia. Diante da ameaça, Grã-Bretanha e França mantiveram a garantia de apoio aos poloneses em caso de agressão.
Em discurso ao Parlamento alemão, Hitler apresentou a Alemanha como vítima e procurou legitimar a invasão como medida defensiva. No mesmo dia, os parlamentares aprovaram a incorporação de Danzig. Dois dias após a invasão da Polônia, Grã-Bretanha e França declararam guerra à Alemanha.
Crimes na ocupação
A campanha iniciada no território polonês transformou-se em conflito europeu; nas áreas ocupadas, os invasores promoveram a perseguição implacável e o assassinato sistemático de judeus e de outros grupos minoritários.
Violência
A violência da campanha militar rapidamente se estendeu à administração dos territórios ocupados. Em pouco tempo, foram registradas tensões entre o Exército e as forças paramilitares nazistas durante a ocupação. Embora os militares tentassem afastar de sua jurisdição as operações de limpeza étnica, unidades do próprio Exército também participaram de crimes contra civis, intelectuais, religiosos, membros da elite polonesa e comunidades judaicas.
O custo do expansionismo
A ocupação revelou desde cedo o custo humano do projeto expansionista. A própria Alemanha também seria conduzida à ruína: a guerra consumiu recursos, exauriu a população e ampliou continuamente a mobilização militar. O efetivo terrestre passou de cerca de 3,7 milhões de combatentes no primeiro ano para mais de 6 milhões no auge do conflito — uma escalada que expõe a dimensão humana e material do expansionismo nazista.
Marcou
O 1º de setembro de 1939 marcou o início de uma guerra que, ao longo de seis anos, deixaria dezenas de milhões de mortos e cidades destruídas. O projeto nazista de conquista terminaria em devastação para os povos ocupados, colapso para a Alemanha e ruptura profunda na história contemporânea.
*Sérgio Alves é o autor de O Estado do Líder
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Eleições 2026 - Com empresários, Lula é cobrado por equilíbrio fiscal e a redução da taxa de juros
01/09/2026
Família Bolsonaro
O presidente pediu ajuda para que empresários convencessem outros agentes econômicos a acreditarem que um eventual novo governo Lula seguirá essa agenda. Segundo integrantes do encontro, o presidente tentou, a todo tempo, mostrar que era a melhor solução para o país dentre todos os candidatos. Em dado momento, disse que a família Bolsonaro não tinha gabarito para governar o Brasil e pediu também uma comparação entre os candidatos a vice-presidente, como outra forma de mostrar que sua ch...
Empresários que se reuniram com o presidente Lula, PT, em um jantar no Palácio da Alvorada, ontem, cobraram do presidente equilíbrio fiscal e a redução da taxa de juros em um eventual novo governo. Essas foram as duas grandes mensagens, de acordo com fontes que participaram do encontro, considerado ameno e positivo. Tanto o presidente quanto seus auxiliares presentes ao encontro disseram concordar com a agenda e prometeram se empenhar nesse sentido.
Família Bolsonaro
O presidente pediu ajuda para que empresários convencessem outros agentes econômicos a acreditarem que um eventual novo governo Lula seguirá essa agenda. Segundo integrantes do encontro, o presidente tentou, a todo tempo, mostrar que era a melhor solução para o país dentre todos os candidatos. Em dado momento, disse que a família Bolsonaro não tinha gabarito para governar o Brasil e pediu também uma comparação entre os candidatos a vice-presidente, como outra forma de mostrar que sua chapa é a melhor.

Lula e Galípolo
Lula minizou atrito com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Apesar disso, disse estar “puto” com Galípolo por juros altos. “Falam que eu tô puto com o Galípolo. Que ele me traiu, que me deu uma punhalada nas costas. Não é verdade. Eu tô puto com ele com os juros altos, mas ele [Galípolo] não deixa de vir aqui”, disse Lula. Aos 16 empresários, convidados para o jantar ontem, o presidente disse entender o que o presidente do BC precisa fazer e afirmou respeitar as regras. Segundo Lula, Galípolo tem um mandato na autoridade monetária e isso será cumprido e respeitado.
Eleições 2026 - TSE inicia hoje julgamento sobre vídeo de IA de Bolsonaro na convenção do PL
01/09/2026
Decisão servirá de referência
A Corte Eleitoral deve fixar entendimento e parâmetros sobre o uso de deepfake na propaganda política. Os ministros vão avaliar se a publicação configurou propaganda irregular e se provocou desinformação ao eleitor. A decisão do tribunal servirá como referência jurídica para as próximas disputas eleitorais no país.
O Tribunal Superior Eleitoral, TSE, inicia hoje, terça-feira, 01/09, o julgamento de uma ação do Partido dos Trabalhadores, PT, contra a veiculação de conteúdo manipulado por inteligência artificial durante a convenção nacional do Partido Liberal, PL, em 25/07. Durante o evento, o partido usou um vídeo feito por inteligência artificial, IA, com a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, dando apoio ao filho, Flávio Bolsonaro.
Decisão servirá de referência
A Corte Eleitoral deve fixar entendimento e parâmetros sobre o uso de deepfake na propaganda política. Os ministros vão avaliar se a publicação configurou propaganda irregular e se provocou desinformação ao eleitor. A decisão do tribunal servirá como referência jurídica para as próximas disputas eleitorais no país.
Além de levantar o sigilo do processo, Mendonça pede "sessão pública" do STF sobre Moraes e Vorcaro
01/09/2026
Mendonça
“Diante do teor das informações apresentadas pela autoridade policial, independentemente de qual venha a ser a manifestação exarada pela douta Procuradoria-Geral da República, o caminho inevitável dos presentes autos leva ao Plenário deste Supremo Tribunal Federal”, escreveu o ministro. Mendonça afirmou ainda que a deliberação deverá ocorrer de forma “pública e transparente, em sessão presencial”, em data a ser definida pelo presidente...
O ministro André Mendonça, do STF, indicou hoje, terça-feira, 01/09, que levará ao plenário da Corte os novos elementos apresentados pela Polícia Federal sobre a suposta rede de monitoramento e influência atribuída ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O relatório, que teve o sigilo levantado nesta terça, reúne mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Segundo Mendonça, a análise pelo colegiado ocorrerá independentemente da manifestação que vier a ser apresentada pela PGR.
Mendonça
“Diante do teor das informações apresentadas pela autoridade policial, independentemente de qual venha a ser a manifestação exarada pela douta Procuradoria-Geral da República, o caminho inevitável dos presentes autos leva ao Plenário deste Supremo Tribunal Federal”, escreveu o ministro. Mendonça afirmou ainda que a deliberação deverá ocorrer de forma “pública e transparente, em sessão presencial”, em data a ser definida pelo presidente do STF, Edson Fachin. O despacho foi proferido na ação aberta após a PF encaminhar um relatório com dados extraídos do celular de Vorcaro. O material reúne mensagens e outros elementos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e pessoas citadas nas comunicações do banqueiro. A PF identificou, entre outros pontos, que Vorcaro produzia anotações em seu celular e, segundos depois, enviava mensagens a um número salvo como “Alexandre de Moraes BRASILIA”.

Abriu vista à PGR
Em uma das notas, Vorcaro afirmou ter recebido “informações informais e em confidencia de turma do banco central” e escreveu ser “importante reforçar com Andrei e Paulo” para evitar uma medida que pudesse prejudicá-lo. A PF aponta que as referências podem ser ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Após receber o relatório, Mendonça determinou que os novos elementos fossem retirados da investigação original e reunidos em uma petição autônoma no Supremo. O ministro também abriu vista à PGR para manifestação. Hoje, Mendonça decidiu ainda levantar o sigilo do processo. Segundo ele, diante da previsão de análise pelo plenário, o interesse público nas informações justificava que o caso passasse a tramitar de forma aberta.
Eleições 2026 - Flávio Bolsonaro se nega a explicar repasse extra de Vorcaro para ‘Dark Horse’
01/09/2026
Contradição
O novo repasse contradiz uma declaração anterior do senador. Em ent...
O senador Flávio Bolsonaro, PL, candidato à Presidência da República, evitou hoje, terça-feira, 01/09, responder sobre um novo repasse de Daniel Vorcaro para Dark Horse, filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro. A revista piauí revelou que um relatório do Coaf registra uma transferência de 1,6 milhão de dólares para o Havengate Development Fund, fundo usado para administrar os recursos da produção, em 16 de setembro de 2025. Questionado por jornalistas no Senado, Flávio afirmou que não trata dos pagamentos e transferiu à produtora a responsabilidade pelos esclarecimentos. “Essas informações eu não tenho como saber porque eu não trato disso, gente. Tem que perguntar para a produtora”, disse. Em seguida, afirmou que o valor já estaria contemplado na prestação de contas. “Pergunte para a produtora que parcela é essa. O valor está na prestação de contas”, afirmou.

Contradição
O novo repasse contradiz uma declaração anterior do senador. Em entrevista à GloboNews, em maio, depois que o Intercept Brasil revelou a relação financeira entre Vorcaro e Dark Horse, Flávio afirmou que o último pagamento do banqueiro havia sido feito naquele mês. O registro do Coaf mostra, porém, que houve uma nova transferência 4 meses depois. A data do pagamento também coincide com uma cobrança feita pelo próprio Flávio. Oito dias antes da transferência, o senador havia enviado um áudio a Vorcaro cobrando parcelas atrasadas. “Como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso […]. A gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui.” A relação de Flávio com o financiamento do filme já havia provocado mudanças em suas explicações. Inicialmente, ele negou ter procurado Vorcaro. Depois que mensagens e áudios vieram a público, admitiu ter buscado o banqueiro para captar recursos para o filme. Em maio, também prometeu apresentar uma prestação de contas do filme em até 30 dias. O prazo terminou sem a divulgação dos dados prometidos. Em agosto, Flávio passou a afirmar que a prestação de contas havia sido feita pela produtora e disse que o episódio era uma “página virada”. Depois, afirmou que não cabia a ele prestar contas sobre o filme e passou a atribuir à produtora a responsabilidade pelos esclarecimentos.

Flávio não deu esclarecimentos
Hoje, diante da nova informação sobre o dinheiro de Vorcaro, Flávio repetiu essa estratégia. Em vez de explicar o repasse ou esclarecer por que havia afirmado que os pagamentos haviam terminado em maio de 2025, disse que não tinha condições de falar sobre o assunto e a resposta deveria ser dada pela produtora. A assessoria do senador também não apresentou esclarecimentos.
Eleições 2026 - Datafolha divulga quinta-feira nova pesquisa sobre a corrida presidencial
01/09/2026
Cenário anterior
Além das intenções de voto para primeiro e segundo turno, o instituto pergunta sobre a rejeição aos candidatos, bem como a avaliação do governo Lula, PT. O levantamento está sendo feito desde ontem, segunda-feira, 31/08, e segue até quinta-feira com 1.204 eleitores. Na rodada anterior, divulgada em 21/08, Lula marcava 39% e Flávio Bolsonaro, PL, 33% no primeiro turno. Cury tinha...
Uma nova pesquisa Datafolha sobre o cenário da eleição presidencial será divulgada quinta-feira, 03/09. É o primeiro levantamento do instituto realizado após o primeiro debate presidencial, que foi transmitido pela Band no dia 23/08, e o início do horário eleitoral de rádio e televisão. A pesquisa também é a primeira feita pelo instituto após o crescimento de Augusto Cury, Avante, nas redes sociais e em outras pesquisas de intenção de voto, com a Nexus divulgada no início da semana, na qual o candidato registrou alta de 9 pontos percentuais.

Cenário anterior
Além das intenções de voto para primeiro e segundo turno, o instituto pergunta sobre a rejeição aos candidatos, bem como a avaliação do governo Lula, PT. O levantamento está sendo feito desde ontem, segunda-feira, 31/08, e segue até quinta-feira com 1.204 eleitores. Na rodada anterior, divulgada em 21/08, Lula marcava 39% e Flávio Bolsonaro, PL, 33% no primeiro turno. Cury tinha 2%. Em cenário de segundo turno entre os dois, o petista liderava por 47% a 43%.
A fábrica de desculpas - A dissonância cognitiva e a morte do fato, por Zé da Flauta*
01/09/2026
Laboratório de racionalizações
O processo funciona como uma defesa existencial. Quando uma ideologia, um dogma ou uma paixão política se funde à identidade do indivíduo, admitir o erro deixa de ser um mero ajuste intelectual e passa a soar como uma desintegração do próprio "eu". Para evitar o desconforto de encarar a ingenuidade ou a cumplicidade com o ab...
Existe um limite sutil entre a busca pela verdade e a proteção cega do próprio ego. Quando o psicólogo Leon Festinger cunhou o termo dissonância cognitiva na década de 1950, ele expôs uma das fraquezas mais profundas da mente humana: o pavor de estar errado. Diante de um fato irrefutável que desmonte uma crença de estimação, a reação natural de grande parte das pessoas não é a revisão de postura, mas a recalibragem do discurso. A realidade, por mais dura e transparente que se apresente, é solenemente atropelada por uma engrenagem de malabarismos mentais desenhados para proteger a própria narrativa.
Laboratório de racionalizações
O processo funciona como uma defesa existencial. Quando uma ideologia, um dogma ou uma paixão política se funde à identidade do indivíduo, admitir o erro deixa de ser um mero ajuste intelectual e passa a soar como uma desintegração do próprio "eu". Para evitar o desconforto de encarar a ingenuidade ou a cumplicidade com o absurdo, a mente aciona um laboratório de racionalizações. O fato incontestável vira "narrativa forjada", a prova documental vira "contexto tirado de ordem" e o desastre evidente vira um "mal necessário". O importante é que a crença saia ilesa do atropelamento factual.
Cegueira
Esse autoengano gera uma espiral cara. Quanto mais tempo, prestígio e energia uma pessoa investe na defesa de uma premissa falsa, maior se torna a dívida emocional de reconhecer o equívoco. Cria-se, então, uma arquitetura discursiva cada vez mais barroca e delirante, onde a pessoa prefere abraçar teorias conspiratórias a aceitar o óbvio que está diante de seus olhos. O indivíduo deixa de ser um observador do mundo para se tornar um advogado cego da própria ilusão, construindo puxadinhos lógicos para justificar cada nova contradição que surge no caminho.
Ginástica verbal
No entanto, a realidade permanece impassível, ignorando a ginástica verbal daqueles que tentam mascará-la. O abismo entre o fato e a fantasia não se fecha com retórica, apenas se alarga até que a queda seja inevitável. A verdadeira maturidade e a verdadeira liberdade de pensar não residem na capacidade de vencer todos os debates, mas na coragem quase revolucionária de olhar para o espelho, reconhecer o descompasso e dizer, sem rodeios: a realidade venceu, eu estava errado.
Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista

Recife é Comunista, por Roberto Vieira *
01/09/2026
Cristiano
O primeiro comunista no poder em nossa capital podia ter sido Cristiano Cordeiro. Natural da minha querida Limoeiro, Cristiano foi um dos nove fundadores do PCB em 1922. Bom escritor, excelente articulador, ele era o mais bem preparado intelectualmente do grupo dos nove.
Gregório
Gregório Bezerra não era um cara intelectual. Tinha muita coragem e isso ninguém jamais negou. Poderia vencer as eleições para prefeito se houvesse eleição para prefeito do Recife na segunda metade da década de 1940, mesmo sob o histórico de assassinato na Intentona de 1935. Porém, Gregório era muito mais...
Não sei se você sabia, eu tinha esquecido e meu filho me lembrou. O atual prefeito do Recife é Victor Marques, filiado ao PCdoB (Partido Comunista do Brasil). Ele assumiu o cargo em abril de 2026 após a renúncia do titular anterior. Após 122 anos da fundação do primeiro partido comunista no Brasil, o comunismo chegou ao poder.
Cristiano
O primeiro comunista no poder em nossa capital podia ter sido Cristiano Cordeiro. Natural da minha querida Limoeiro, Cristiano foi um dos nove fundadores do PCB em 1922. Bom escritor, excelente articulador, ele era o mais bem preparado intelectualmente do grupo dos nove.
Gregório
Gregório Bezerra não era um cara intelectual. Tinha muita coragem e isso ninguém jamais negou. Poderia vencer as eleições para prefeito se houvesse eleição para prefeito do Recife na segunda metade da década de 1940, mesmo sob o histórico de assassinato na Intentona de 1935. Porém, Gregório era muito mais um sujeito legislativo.
Paulo
Eu era e sou apaixonado pelo relato do livro O Caso Eu Conto Como o Caso Foi. Paulo Cavalcanti foi uma surpresa memorialista para minha geração dos anos 80, mas já não era o Paulo das 200 prisões. Também era muito mais um parlamentar do que um executivo.
Luciano
Alguém há de lembrar: mas o Luciano Siqueira foi vice-prefeito por muito tempo. Verdade. Luciano Siqueira foi um dos vice-prefeitos mais longevos da história do Recife, acumulando quatro mandatos (dois com João Paulo, do PT, e dois com Geraldo Julio, do PSB). Durante esses 16 anos, ele assumiu o comando da prefeitura dezenas de vezes, mas sempre de forma temporária ou interina. Ao que me consta.
Marx
Victor Marques não é Marx. Deve ter lido O Capital, mas não creio que tenha sonho bolchevique ou de revolução cultural como Mao — pois ele é do PCdoB e não do Partidão. Oficialmente, o partido se define como marxista-leninista, reatou com a China, mas deseja um socialismo brasileiro. Ou seja, absorveu o hábito pequeno burguês do século XXI. É um partido de comunistas que preferem ser chamados de socialistas. Recife é comunista, sim. Pero non mucho.
*Roberto Viera é médico e cronista
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.

Os Dez Anos do Impeachment de Dilma Rousseff - Por José Ricardo de Souza*
01/09/2026
"Pedaladas fiscais"
Na justificativa para o pedido de impeachment, os juristas alegaram que a então presidente havia cometido crime de responsabilidade pela prática das chamadas "pedaladas fiscais", ou seja, atrasos no repasse de recursos do Tesouro aos bancos públicos responsáveis pelo pagamento de benefícios sociais, como o Plano Safra; e pela edição de decretos de abertura de crédito sem a autorização do Congresso. O resultado foi proclamado pelo p...
Na última quarta-feira de agosto de 2016, há exatamente dez anos, o Senado Federal aprovou por 61 a 20 o impeachment de Dilma Rousseff. O processo teve início em 2 de dezembro de 2015, quando o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha deu prosseguimento ao pedido dos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal. Com uma duração de 273 dias, o caso se encerrou em 31 de agosto de 2016, tendo como resultado a cassação do mandato, mas sem a perda dos direitos políticos de Dilma.
"Pedaladas fiscais"
Na justificativa para o pedido de impeachment, os juristas alegaram que a então presidente havia cometido crime de responsabilidade pela prática das chamadas "pedaladas fiscais", ou seja, atrasos no repasse de recursos do Tesouro aos bancos públicos responsáveis pelo pagamento de benefícios sociais, como o Plano Safra; e pela edição de decretos de abertura de crédito sem a autorização do Congresso. O resultado foi proclamado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que comandou o julgamento do processo no Senado, iniciado no dia 25 de agosto. No seu lugar ficou o vice-presidente Michael Temer que concluiu o mandato em 2018. Dilma Rousseff foi a segunda presidente brasileira a ser afastada do cargo. Em 1992 o presidente (atual senador) Fernando Collor de Melo também foi afastado do poder sob acusação de crimes de responsabilidade (definidos no artigo 85 da CF/1988). Em 1994, ele seria absolvido pelo S.T.F.

Alvo de debates
O processo de afastamento de Dilma Rousseff até hoje é alvo de debates acalorados. Se para alguns houve um processo legítimo e legal de impeachment embasado na legislação brasileira, para outros o impeachment não passou de um golpe "chapa branca" provocado pela resistência da presidenta em ceder à pressões de grupos do Congresso Nacional que articularam junto com seus pares a queda da mesma. Debates à parte, o que se sabe é que vários documentaristas registraram os últimos dias de Dilma na presidência.
Documentários
"Democracia em Vertigem" (2019) de Petra Costa, indicado para o oscar de melhor documentário em 2020; disponível na Netflix, e "O Processo" (2018) de Maria Ramos, são duas delas. Um terceiro documentário é "Alvorada" (2021) de Lô Politi e Anna Muylaert disponível no streaming do Telecine. Vários livros também revisitaram o tema do impeachment de 2016, a maioria deles, focando que se tratou de um golpe.
Dilma e Lula
O afastamento de Dilma Rousseff em 2016 e a prisão de Lula em 2018 por ordem do juiz Sérgio Moro foram fundamentais para a vitória de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais. Sem cargo público, a ex-presidente Dilma Rousseff declinou de aspirações eleitorais para 2022, preferindo viver seus dias apenas acompanhando a conturbada conjuntura política nacional. Atualmente Dilma é a presidente dos Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como o Banco dos BRICS, e mora em Xangai, onde fica localizada a a sede da instituição financeira.
*José Ricardo de Souza, é professor da rede pública estadual de ensino, historiador e escritor. Membro da ALAP, IAHGP, IHGAAP e UBE-Paulista. Criador do Projeto Muita História pra Contar. @josericardope01

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Inteligência Artificial e Soberania: O Brasil Começa a Organizar a Engenharia de seu Poder Estratégico - Por Amadeu Robalinho*
01/09/2026
Há atos administrativos que parecem, à primeira vista, apenas movimentos burocráticos. Existem, entretanto, portarias que revelam mudanças profundas na maneira como um Estado começa a organizar suas capacidades estratégicas.
A Portaria GM-MD nº 3.477, de 4 de agosto de 2025, publicada no Diário Oficial da União, pertence a essa segunda categoria.
O documento institui, no âmbito do Ministério da Defesa, um Grupo de Trabalho destinado a elaborar propostas para a Política e a Estratégia de Inteligência Artificial de Defesa, além de delinear critérios para uma ação orçamentária própria relacionada a essas políticas.
Mais do que criar um grupo de trabalho, a Portaria sinaliza que a Inteligência Artificial passou a ser tratada institucionalmente como componente da capacidade de Defesa do Estado brasileiro.
E essa mudança precisa ser compreend...
Soberania Nacional, Defesa, Estratégia e Engenharia de Soberania Estratégica
Há atos administrativos que parecem, à primeira vista, apenas movimentos burocráticos. Existem, entretanto, portarias que revelam mudanças profundas na maneira como um Estado começa a organizar suas capacidades estratégicas.
A Portaria GM-MD nº 3.477, de 4 de agosto de 2025, publicada no Diário Oficial da União, pertence a essa segunda categoria.
O documento institui, no âmbito do Ministério da Defesa, um Grupo de Trabalho destinado a elaborar propostas para a Política e a Estratégia de Inteligência Artificial de Defesa, além de delinear critérios para uma ação orçamentária própria relacionada a essas políticas.
Mais do que criar um grupo de trabalho, a Portaria sinaliza que a Inteligência Artificial passou a ser tratada institucionalmente como componente da capacidade de Defesa do Estado brasileiro.
E essa mudança precisa ser compreendida por uma perspectiva mais ampla: tecnologia, quando incorporada à estrutura de Defesa, deixa de ser apenas ferramenta e passa a integrar a arquitetura do poder nacional.
É exatamente nesse ponto que se encontra o conceito que venho desenvolvendo e defendendo: a Engenharia de Soberania e Estratégia.
Não Basta Comprar Tecnologia. É Preciso Construir Capacidade
A soberania tecnológica de uma nação não pode ser confundida com a simples aquisição de equipamentos, softwares ou sistemas produzidos no exterior.
Comprar tecnologia é importante.
Mas possuir capacidade para compreender, adaptar, integrar, desenvolver, produzir, proteger, atualizar e substituir tecnologias críticas é algo muito diferente.
A Engenharia de Soberania e Estratégia parte justamente dessa premissa.
Um Estado verdadeiramente soberano precisa transformar conhecimento científico, engenharia, indústria, infraestrutura, recursos humanos, orçamento, dados, energia, materiais estratégicos e capacidade produtiva em poder nacional efetivo.
No caso da Inteligência Artificial, essa questão torna-se ainda mais evidente.
Algoritmos dependem de dados. Dados dependem de infraestrutura. Infraestrutura depende de energia, semicondutores, redes, centros de processamento e sistemas de comunicação. Tudo isso depende de capital humano, indústria, pesquisa científica e capacidade de investimento.
Portanto, falar em Inteligência Artificial de Defesa é falar, simultaneamente, em uma cadeia muito maior de soberania.
Uma Estratégia de IA Não Pode Ser Apenas uma Estratégia de Software
A própria composição do Grupo de Trabalho instituído pela Portaria demonstra essa multidimensionalidade.
O colegiado reúne representantes do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, das áreas de Comando e Controle, Operações, Logística e Mobilização, Educação e Cultura e Assuntos Estratégicos. Também participam representantes ligados à Tecnologia da Informação e Comunicação, Ciência, Tecnologia e Inovação e Produtos de Defesa.
Marinha, Exército e Força Aérea também estão representados por suas áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação e de Tecnologia da Informação e Comunicação.
Há ainda a participação, como convidada, da área de defesa cibernética do Exército Brasileiro.
Essa arquitetura institucional é particularmente significativa.
Ela demonstra que Inteligência Artificial, no ambiente de Defesa, não pode ser tratada como assunto isolado de informática.
Ela atravessa comando e controle, operações, logística, mobilização, inteligência, cibernética, ciência, tecnologia, indústria e orçamento.
É, portanto, uma questão de engenharia sistêmica do poder nacional.
Da Dependência Tecnológica à Autonomia Estratégica
A história demonstra que a dependência tecnológica pode transformar-se em vulnerabilidade estratégica.
Um país pode possuir território, população, recursos naturais e forças militares, mas continuar estruturalmente dependente se não dominar tecnologias essenciais para sustentar suas capacidades de Defesa.
No século XXI, essa dependência pode assumir novas formas.
Ela pode estar nos semicondutores.
Pode estar nos sistemas operacionais.
Pode estar nos sensores.
Pode estar nos satélites.
Pode estar nos sistemas de comunicação.
Pode estar nos bancos de dados.
Pode estar nos modelos de Inteligência Artificial.
Pode estar no poder computacional.
Pode estar na capacidade de atualização dos sistemas.
E pode estar, sobretudo, na ausência de domínio sobre aquilo que está por trás da tecnologia aparentemente pronta.
É nesse ponto que a Engenharia de Soberania e Estratégia propõe uma mudança de paradigma.
Soberania não é possuir o produto final. Soberania é possuir capacidade nacional para sustentar o ciclo tecnológico estratégico.
O Orçamento Também é Instrumento de Soberania
Outro aspecto particularmente relevante da Portaria é a determinação para que sejam delineados critérios para uma ação orçamentária própria vinculada à Política e à Estratégia de Inteligência Artificial de Defesa.
Essa disposição merece atenção.
Porque estratégia sem orçamento transforma-se em intenção.
A construção de capacidade tecnológica exige continuidade de investimentos, planejamento de longo prazo e estabilidade institucional.
Não se constrói uma infraestrutura estratégica de Inteligência Artificial por meio de projetos episódicos.
É necessário pensar em décadas.
A Engenharia de Soberania e Estratégia, nesse sentido, aproxima planejamento estratégico, engenharia e política industrial.
O orçamento deixa de ser apenas uma ferramenta contábil e passa a ser compreendido como instrumento de construção de capacidades nacionais.
A Grande Questão: Quem Domina a Tecnologia Domina o Ciclo Estratégico
A Inteligência Artificial introduz uma transformação ainda mais profunda.
Durante grande parte da história militar, o poder estava associado principalmente à quantidade de plataformas, ao alcance das armas, à capacidade industrial e à disponibilidade de recursos humanos.
No século XXI, essas dimensões continuam fundamentais, mas passam a coexistir com uma nova camada de poder: a capacidade de transformar dados em conhecimento e conhecimento em decisão.
A velocidade do ciclo detectar, compreender, decidir e agir poderá determinar vantagens estratégicas.
Nesse ambiente, Inteligência Artificial aplicada à Defesa poderá interferir diretamente em comando e controle, inteligência, planejamento, logística, simulação, manutenção, consciência situacional e apoio à decisão.
Por isso, a discussão não pode ficar limitada à pergunta sobre qual sistema de IA o Brasil deve comprar.
A pergunta estratégica é outra:
O Brasil terá capacidade para desenvolver, controlar, auditar, proteger, atualizar e substituir seus próprios sistemas de Inteligência Artificial de interesse estratégico?
Essa é uma pergunta de soberania.
A Portaria é o Começo, Não o Ponto de Chegada
A Portaria estabelece que o Grupo de Trabalho terá 180 dias para concluir suas atividades, prazo prorrogável mediante justificativa, e determina posteriormente o encaminhamento de relatório e das propostas ao Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.
Portanto, o documento não apresenta ainda a Política ou a Estratégia de Inteligência Artificial de Defesa.
Ele estabelece o processo institucional para construí-las.
Essa distinção é fundamental.
O verdadeiro desafio estará naquilo que vier depois.
Será necessário transformar política em estratégia.
Estratégia em programas.
Programas em projetos.
Projetos em engenharia.
Engenharia em produtos.
E produtos em capacidade nacional de Defesa.
Essa cadeia precisa ser permanente.
Engenharia de Soberania e Estratégia
É exatamente nessa transição que situo a minha concepção de Engenharia de Soberania e Estratégia.
Não se trata simplesmente de produzir tecnologia nacional.
Trata-se de identificar quais capacidades tecnológicas são críticas para a soberania, compreender suas cadeias de dependência, estabelecer prioridades nacionais e organizar ciência, engenharia, indústria, infraestrutura, recursos humanos e orçamento para reduzir vulnerabilidades e ampliar a autonomia estratégica.
Em outras palavras:
Soberania precisa ser projetada.
Precisa ser planejada.
Precisa ser financiada.
Precisa ser construída.
Precisa ser mantida.
E, sobretudo, precisa ser tecnicamente sustentável.
Essa é a diferença entre possuir tecnologia e possuir capacidade tecnológica soberana.
O Desafio Brasileiro
O Brasil possui universidades, centros de pesquisa, empresas, engenheiros, cientistas, institutos tecnológicos, Forças Armadas e uma base industrial que podem formar os componentes de uma estratégia nacional de Inteligência Artificial de Defesa.
O desafio está em conectar essas capacidades.
É preciso construir pontes permanentes entre academia, Estado, Forças Armadas e indústria.
É preciso transformar conhecimento científico em produto.
Produto em sistema.
Sistema em capacidade operacional.
E capacidade operacional em dissuasão.
É esse encadeamento que transforma tecnologia em poder.
E é exatamente esse encadeamento que a Engenharia de Soberania e Estratégia procura interpretar e estruturar.
Soberania no Século XXI
A soberania do século XXI não será medida apenas pela extensão territorial ou pelo tamanho das Forças Armadas.
Será medida também pela capacidade de uma nação controlar as tecnologias que sustentam sua liberdade de decisão.
Um país que não domina tecnologias críticas pode possuir soberania jurídica, mas permanecer dependente no plano estratégico.
Por isso, a Inteligência Artificial de Defesa deve ser compreendida como parte de uma agenda maior de soberania tecnológica nacional.
A Portaria GM-MD nº 3.477/2025 representa, nesse sentido, um movimento institucional relevante: o Ministério da Defesa passa a organizar formalmente a construção de uma política e de uma estratégia específicas para Inteligência Artificial aplicada à Defesa.
Mas o verdadeiro resultado dependerá da capacidade de transformar essa iniciativa em uma política de Estado de longo prazo.
Porque, no mundo que está surgindo, quem controla os dados, os algoritmos, os semicondutores, a infraestrutura computacional, a energia, os sistemas de comunicação e a engenharia que integra tudo isso controla parcelas crescentes do seu próprio poder estratégico.
E a lição central da Engenharia de Soberania e Estratégia é justamente esta:
não existe soberania tecnológica sem engenharia, não existe autonomia estratégica sem capacidade industrial e não existe Defesa Nacional verdadeiramente autônoma sem domínio sobre as tecnologias críticas que sustentam o poder nacional.
A Inteligência Artificial é apenas uma das novas fronteiras.
A disputa maior é pela capacidade de decidir o próprio futuro.
E soberania, no século XXI, será cada vez mais uma questão de engenharia.
*Amadeu Robalinho, é Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Supostas Corrupções de Nabor e Hugo começam a afastar João Azevêdo e Lucas Ribeiro
01/09/2026
Uma operação batizada nos bastidores de Lisoform, foi estartada nessa terça, 1o de setembro, pelas equipes de marketing de Lucas e João. O objetivo é construir uma "muralha de contenção" para evitar que o incêndio que assola a campanha de Nabor contamine o restante da majoritária.
Chuva de escândalos
Desde o debate da TV Master, na segunda-feira da semana passada, os escândalos em que Nabor e Hugo Motta estão envolvidos ganharam proporções de difícil reversão. Esse alastramento pode chegar em Lucas e João. São muitos, vários e diversos. Nenhum esclarecido a contento.
Ontem
No debate da Arapuan, e hoje, durante uma entrevista no Bom Dia Paraíba a situação de Nabor se complicou, com desgaste imensurável.
Confira o vídeo
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Blindar para nao contaminar. Essa é a ordem no comando das campanhas de Joao Azevedo e Hugo Ribeiro, confirme O Poder apurou com fontes confiáveis.
Uma operação batizada nos bastidores de Lisoform, foi estartada nessa terça, 1o de setembro, pelas equipes de marketing de Lucas e João. O objetivo é construir uma "muralha de contenção" para evitar que o incêndio que assola a campanha de Nabor contamine o restante da majoritária.
Chuva de escândalos
Desde o debate da TV Master, na segunda-feira da semana passada, os escândalos em que Nabor e Hugo Motta estão envolvidos ganharam proporções de difícil reversão. Esse alastramento pode chegar em Lucas e João. São muitos, vários e diversos. Nenhum esclarecido a contento.
Ontem
No debate da Arapuan, e hoje, durante uma entrevista no Bom Dia Paraíba a situação de Nabor se complicou, com desgaste imensurável.
Confira o vídeo
Nesta pergunta do entrevistador, Nabor se contorceu para fugir dos assuntos incômodos, mas não conseguiu. Pelo contrário. Em determinado bloco, acabou "entregando" o filho, avalista e suposto patrocinador da sua candidatura.
Assista e espalhe.