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É Findi - Catarina de Bragança e o Chá - Por Josué Sena*

04/09/2026

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Se alguém disser Catarina de França
Ou homônima inglesa no século XVII, decerto erra.
Foi a lusa Catarina de Bragança,
Rainha consorte da Inglaterra

(Falam, e anoto, da distância,
Dos séculos que a História encerra),
Figura relevante na mudança
Ou inovação de hábito daquela terra.

Entre eles o que hoje se diz tão inglês,
O consumo do chá, que gerou o ritual das cinco,
Seguido ali com tanto afinco.

O uso do chá que na corte bretã fez
A rainha em cuja historia os olhos finco,
Portanto tem um tanto de viés português.


Em 1662, Catarina de Bragança, princesa portuguesa, casou-se com o rei Charles II e tornou-se rainha da Inglaterra. Acostumada a beber chá, Catarina levou esse hábito para a corte britânica, ajudando a popularizar a bebida entre a aristocracia.

Portugal já mantinha fortes relações comerciais com a China por meio de Macau...

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Se alguém disser Catarina de França
Ou homônima inglesa no século XVII, decerto erra.
Foi a lusa Catarina de Bragança,
Rainha consorte da Inglaterra

(Falam, e anoto, da distância,
Dos séculos que a História encerra),
Figura relevante na mudança
Ou inovação de hábito daquela terra.

Entre eles o que hoje se diz tão inglês,
O consumo do chá, que gerou o ritual das cinco,
Seguido ali com tanto afinco.

O uso do chá que na corte bretã fez
A rainha em cuja historia os olhos finco,
Portanto tem um tanto de viés português.


Em 1662, Catarina de Bragança, princesa portuguesa, casou-se com o rei Charles II e tornou-se rainha da Inglaterra. Acostumada a beber chá, Catarina levou esse hábito para a corte britânica, ajudando a popularizar a bebida entre a aristocracia.

Portugal já mantinha fortes relações comerciais com a China por meio de Macau, o que facilitava o acesso ao chá.

Mas o tradicional “chá das cinco” só surgiu muito depois. Em 1840, a duquesa de Bedford, Anna Maria Russell, começou a tomar chá com pequenos lanches no final da tarde para aliviar a fome entre as refeições.

O costume se espalhou e acabou se tornando um dos maiores símbolos da cultura britânica.

Assim, antes de o chá virar tradição inglesa, ele já fazia parte dos hábitos de uma princesa portuguesa.


*Josué Sena, poeta e desembargador do TJPE.

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Justiça manda PF investigar a fundo de onde surgiu a foto de panfleto contra Raquel

04/09/2026

Também determina a preservação de dados do site Bastidor.PE.
A decisão acolhe integralmente pedido da Frente Popular, manda portal entregar arquivo original em 48 horas e determina apuração para saber quem produziu e enviou a imagem e se o cartaz realmente existiu ou foi resultado de montagem ou fabricação digital. Agora, vai.

A Justiça Eleitoral

Não foi outra, foi ela quem
determinou que a Polícia Federal aprofunde a investigação sobre a origem da fotografia de um panfleto com ataques à governadora Raquel Teixeira Lyra, publicada inicialmente pelo portal Bastidor.PE. Em decisão proferida hoje sexta-feira (04/09), a juíza eleitoral Anamaria de Farias Borba Lima Silva acolheu integralmente parecer favorável do Ministério Público Eleitoral e deferiu os pedidos apresentados pela Coligação Frente Popular de Pernambuco.

A decisão

Abre uma frente de investigação para esclarecer não apenas quem produziu...

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Também determina a preservação de dados do site Bastidor.PE.
A decisão acolhe integralmente pedido da Frente Popular, manda portal entregar arquivo original em 48 horas e determina apuração para saber quem produziu e enviou a imagem e se o cartaz realmente existiu ou foi resultado de montagem ou fabricação digital. Agora, vai.

A Justiça Eleitoral

Não foi outra, foi ela quem
determinou que a Polícia Federal aprofunde a investigação sobre a origem da fotografia de um panfleto com ataques à governadora Raquel Teixeira Lyra, publicada inicialmente pelo portal Bastidor.PE. Em decisão proferida hoje sexta-feira (04/09), a juíza eleitoral Anamaria de Farias Borba Lima Silva acolheu integralmente parecer favorável do Ministério Público Eleitoral e deferiu os pedidos apresentados pela Coligação Frente Popular de Pernambuco.

A decisão

Abre uma frente de investigação para esclarecer não apenas quem produziu e divulgou a fotografia, mas uma questão central para o episódio: se o cartaz chegou efetivamente a existir e ser afixado em espaço público ou se a imagem publicada nas redes foi resultado de edição, montagem, manipulação ou fabricação digital. A PF deverá identificar o autor da fotografia, quando e onde ela foi produzida, quem encaminhou o arquivo ao Bastidor.PE e quais intervenções foram feitas antes da publicação. Também foi determinado exame pericial do arquivo original.

A Frente Popular

Levou à Justiça a informação de que, aparentemente, existiria uma única fotografia originária do material, publicada inicialmente pelo perfil @bastidor.pe no Instagram. A petição também apontou vínculos profissionais entre integrantes do portal e a equipe de comunicação da governadora, destacando a atuação de Léo Malafaia como videomaker da campanha de Raquel Lyra.

Outro ponto considerado pela Justiça

Foram as alterações que, segundo a petição, ocorreram no site Bastidor.PE depois que essas relações vieram a público. De acordo com a decisão, foram relatadas a retirada do nome de Léo Malafaia da relação de autores e a exclusão de matérias anteriormente atribuídas a ele. Para a magistrada, as modificações descritas caracterizam “risco concreto de perecimento ou alteração de elementos probatórios armazenados em ambiente digital”.

Bastidor.PE terá 48 horas para entregar arquivo original

A ordem judicial determina que o Bastidor.PE e seus administradores entreguem à Polícia Federal, em até 48 horas, o arquivo digital original da fotografia publicada em 30 de agosto, em formato nativo e sem conversão, compressão ou qualquer alteração adicional. O portal também terá de fornecer metadados, dados EXIF eventualmente existentes, data e horário de criação, equipamento utilizado, coordenadas geográficas, histórico de modificações e software empregado.

A Justiça

Também quer saber quem produziu, enviou, recebeu, selecionou, editou e publicou a imagem, além do meio pelo qual o arquivo chegou ao portal, incluindo conta, e-mail, telefone, perfil ou usuário remetente. A determinação alcança ainda arquivos intermediários ou derivados utilizados durante a edição e publicação.

Preservar para não sumir

Além da entrega do material, o portal, seus administradores e o provedor de hospedagem deverão preservar registros de acesso, endereços IP, históricos de edição, versões anteriores de páginas alteradas ou excluídas, backups e dados dos usuários responsáveis por inserções, edições ou exclusões. A ordem menciona especificamente os registros relacionados à inclusão ou retirada do nome de Léo Malafaia da lista de autores e conteúdos modificados ou excluídos a partir de 2 de setembro.

Justiça também determina preservação de dados do Instagram

A decisão alcança ainda a Meta, responsável pelo Instagram. A empresa deverá preservar o arquivo original enviado ao perfil @bastidor.pe, data e horário do carregamento, endereços IP, sessões relacionadas à publicação, histórico de edições e exclusões, identificação técnica da conta responsável e outros registros relacionados à postagem.

A juíza

Ressaltou que as medidas têm caráter de preservação e não autorizam, neste momento, acesso indiscriminado a comunicações privadas. Caso a Polícia Federal considere necessária a apreensão e perícia de celulares ou computadores utilizados na produção, recepção, edição ou publicação da fotografia, deverá apresentar novo pedido à Justiça, individualizando pessoas, endereços, equipamentos e dados pretendidos.

Ao fundamentar a decisão,

A magistrada afirmou que a documentação apresentada contém “elementos concretos que justificam a pronta intervenção judicial para preservação das fontes de prova”. Para a Justiça, o fato de o Bastidor.PE ter sido apontado como primeiro veículo a divulgar a fotografia torna necessária a obtenção do arquivo original e a reconstrução da cadeia de recebimento, edição e publicação.

As determinações

Deverão ser cumpridas com urgência. Depois das diligências iniciais, a Polícia Federal terá de encaminhar relatório ao Juízo informando as providências adotadas e se há necessidade de novas medidas investigativas.

Nossa posição

Apoio ao esclarecimento cabal desse nebuloso e envergonhante episódio. Doa a quem doer.








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É Findi - Série História de Pernambuco - Quando a tensão virou insurreição - Por Alfredo Cabral de Melo*

04/09/2026

A saída de Maurício de Nassau, em maio de 1644, não resolveu os problemas que vinham se acumulando no Brasil Holandês. A Companhia das Índias Ocidentais precisava recuperar os recursos investidos na conquista, os senhores de engenho continuavam enfrentando dificuldades financeiras e a relação entre os moradores e o governo neerlandês tornava-se cada vez mais difícil. O que havia sido administrado com certa capacidade de negociação durante o governo de Nassau entrou em uma fase de maior tensão depois de sua partida.

Foi nesse ambiente que a ideia de uma insurreição começou a ganhar forma. Não é possível precisar quando ela começou a ser articulada, tampouco identificar com segurança quem teria sido seu primeiro articulador. A historiografia registra diferentes versões sobre a origem do movimento e, como observa José Antônio Gonsalves de Mello, não há fundamento documental suficiente para atribuir sua concepção inicial a uma única pessoa. João Fernandes Vieira e André Vida...

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A saída de Maurício de Nassau, em maio de 1644, não resolveu os problemas que vinham se acumulando no Brasil Holandês. A Companhia das Índias Ocidentais precisava recuperar os recursos investidos na conquista, os senhores de engenho continuavam enfrentando dificuldades financeiras e a relação entre os moradores e o governo neerlandês tornava-se cada vez mais difícil. O que havia sido administrado com certa capacidade de negociação durante o governo de Nassau entrou em uma fase de maior tensão depois de sua partida.

Foi nesse ambiente que a ideia de uma insurreição começou a ganhar forma. Não é possível precisar quando ela começou a ser articulada, tampouco identificar com segurança quem teria sido seu primeiro articulador. A historiografia registra diferentes versões sobre a origem do movimento e, como observa José Antônio Gonsalves de Mello, não há fundamento documental suficiente para atribuir sua concepção inicial a uma única pessoa. João Fernandes Vieira e André Vidal de Negreiros, entretanto, aparecem entre os principais personagens da articulação que levaria à guerra.

Também não se pode compreender esse processo olhando apenas para Pernambuco. A Bahia desempenhou papel importante nos acontecimentos que antecederam o levante, embora sua participação tenha ocorrido de maneira discreta. Antônio Teles da Silva, governador-geral do Estado do Brasil, manteve contatos com os envolvidos e permitiu o deslocamento de forças que estavam na região do rio Real em direção a Pernambuco. Henrique Dias, que comandava um terço de homens negros, e Filipe Camarão, à frente de forças indígenas, chegaram à região pernambucana nesse contexto. Documento citado na historiografia registra que Henrique Dias marchou do rio Real com seu terço por ordem de Teles da Silva e já se encontrava em Pernambuco em 1º de junho de 1645.

A participação baiana, contudo, precisa ser compreendida dentro da delicada situação política daquele momento. Portugal havia restaurado sua independência em 1640, mas ainda mantinha relações diplomáticas com as Províncias Unidas. Uma intervenção aberta contra os neerlandeses poderia comprometer essas negociações. Por isso, o apoio à insurreição ocorreu de forma velada. A correspondência da época revela que o governo da Bahia procurava apresentar determinados movimentos de tropas como medidas destinadas a conter os revoltosos, enquanto, na prática, homens e recursos eram direcionados para reforçar a resistência em Pernambuco.

A própria documentação permite perceber a dimensão dessa articulação. Em 1645, uma força comandada por Jerônimo Serrão de Paiva partiu da Bahia levando tropas de André Vidal de Negreiros e Martim Soares Moreno. O deslocamento fazia parte de uma operação que pretendia reforçar as forças da restauração e, ao mesmo tempo, preservar a aparência de que Portugal não estava intervindo diretamente na guerra. A manobra acabou provocando forte reação neerlandesa e criou dificuldades diplomáticas para a Coroa portuguesa.

Enquanto essas articulações aconteciam, em Pernambuco o movimento ganhava forma própria. João Fernandes Vieira, que já possuía posição econômica e social de destaque na capitania, assumiu papel de liderança ao lado de André Vidal de Negreiros. Não se tratava, portanto, de uma revolta surgida de maneira repentina. Havia descontentamentos acumulados, contatos entre diferentes grupos e preparação militar, enquanto as autoridades neerlandesas recebiam informações sobre a possibilidade de uma rebelião.

Em maio de 1645, na Várzea do Capibaribe, ocorreu um dos primeiros atos formais conhecidos da insurreição. João Fernandes Vieira e Antônio Cavalcanti participaram da organização das forças e da distribuição de postos militares. O documento produzido naquela ocasião utilizava uma linguagem que combinava referências religiosas e políticas e registrava a disposição de enfrentar o domínio neerlandês. Pouco depois, em junho, o movimento passou à luta aberta.

A partir daí, a situação mudou completamente. O que vinha sendo preparado por meio de contatos, deslocamentos e articulações passou a exigir homens, armas, alimentos e organização militar. A reação neerlandesa também se intensificou, e o conflito que começara como uma revolta localizada rapidamente ganhou dimensão mais ampla.

É importante, porém, não antecipar para 1645 uma interpretação que só seria construída posteriormente. A ideia de que diferentes grupos da população teriam se unido desde o início em torno de um sentimento nacional, tal como essa história seria contada em épocas posteriores, simplifica uma realidade muito mais complexa. Havia portugueses, moradores da terra, senhores de engenho, soldados, indígenas, negros escravizados e libertos, mas suas razões para participar do conflito não eram necessariamente as mesmas.

É justamente essa diversidade que ajuda a compreender a guerra que começava. Alguns chegaram ao conflito por suas relações com os senhores de engenho; outros, por vínculos militares ou políticos; havia ainda aqueles que buscavam recuperar posições perdidas ou escapar de situações de dependência. Entre indígenas e negros, as escolhas também não foram uniformes, e algumas delas envolveram interesses próprios, experiências anteriores de violência, alianças e expectativas de liberdade.

A insurreição, portanto, havia deixado de ser apenas uma questão entre a Companhia das Índias Ocidentais e os grandes proprietários de Pernambuco. A guerra começava a envolver homens de diferentes origens e condições, cada qual carregando suas próprias razões para escolher um lado.

E é justamente aí que surge uma pergunta que a história tradicional nem sempre enfrentou: o que levou indígenas, negros, escravizados e libertos a participar dessa guerra, e por que alguns deles lutaram pelos portugueses enquanto outros permaneceram ao lado dos neerlandeses?


*Alfredo Cabral de Melo, é Advogado, Historiador, Jornalista, e Membro do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e do Instituto Histórico do Maranhão (IHGM). @alfredo.cabral.de.melo



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É Findi - Série Prédios Ícones de Pernambuco - Igreja de Santa Isabel, Rainha de Portugal - Por Prof. José Ricardo de Souza*

04/09/2026

Quem entra na Igreja de Santa Isabel, na avenida Floriano Peixoto, no centro da cidade do Paulista (região metropolitana do Recife), é envolto numa esfera com muitas camadas, que vão além da religiosidade católica. A edificação eclética que mistura estilos romano, neoclássico e neogótico, construída com a técnica dos tijolos aparentes, que aliás caracteriza também o conjunto conhecido como casario da família Lundgren, que fica bem próximo à Igreja de Santa Isabel, é um convite ao passado do período fabril da cidade, quando a Companhia de Tecidos Paulista (C.T.P.) empregava centenas de pessoas num dos complexos têxteis mais bem sucedidos da história econômica de Pernambuco no século passado.

Doação do terreno

Onde hoje se encontra o templo deveria ser construído o sindicato dos tecelões que trabalhavam nas fábricas da C.P.T., mas o Coronel Frederico Lundgren interveio junto ao Arcebispo Dom Miguel de Lima Valverde, que por sua vez, fez o pedido de do...

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Quem entra na Igreja de Santa Isabel, na avenida Floriano Peixoto, no centro da cidade do Paulista (região metropolitana do Recife), é envolto numa esfera com muitas camadas, que vão além da religiosidade católica. A edificação eclética que mistura estilos romano, neoclássico e neogótico, construída com a técnica dos tijolos aparentes, que aliás caracteriza também o conjunto conhecido como casario da família Lundgren, que fica bem próximo à Igreja de Santa Isabel, é um convite ao passado do período fabril da cidade, quando a Companhia de Tecidos Paulista (C.T.P.) empregava centenas de pessoas num dos complexos têxteis mais bem sucedidos da história econômica de Pernambuco no século passado.

Doação do terreno

Onde hoje se encontra o templo deveria ser construído o sindicato dos tecelões que trabalhavam nas fábricas da C.P.T., mas o Coronel Frederico Lundgren interveio junto ao Arcebispo Dom Miguel de Lima Valverde, que por sua vez, fez o pedido de doação do terreno para Agamenon Magalhães, então governador de Pernambuco. A ideia era desarticular o movimento operário dos tecelões, já que o sindicato ficaria praticamente na entrada da fábrica Arthur. Agamenon doou outro terreno para a construção do sindicato e foi homenageado com o nome da praça principal que fica em frente à Igreja de Santa Isabel.

A Igreja de Santa Isabel foi construída pelos irmãos Lundgren em homenagem à matriarca da família, Dona Elizabeth Lundgren. A Igreja primeiro foi nomeada como Igreja de Santa Elizabeth Regina, porém, como não existe santa católica com este nome, o templo foi dedicado a Santa Isabel, rainha de Portugal. A pedra fundamental da Igreja foi lançada no dia 13 de janeiro de 1946 com a presença do Arcebispo Dom Miguel de Lima Valverde em visita pastoral à Paróquia de Nossa Senhora dos Prazeres.

Arquitetura

O principal templo católico da cidade tem 60 metros de altura, possui três portas e uma única torre sineira no centro do seu frontão, duas tribunas e um coro, nave única e arcadas com janelas em vitrais. Seu altar-mor é simples, ladeado por dois altares laterais. No altar do arco-cruzeiro se vê a inscrição: Santa Elisabeth Regina. A pintura de fundo dos altares é do artista plástico Hildebrando Eugênio, que também é autor da bandeira da cidade do Paulista. As imagens que fazem parte desses altares são doações de comerciantes, operários, devotos e da família Lundgren. As janelas, originalmente em vitrais, foram restauradas, em 1988 pelo Padre Geraldo Leite, S.C.J, e atualmente foram substituídas por basculantes. As portas da Igreja são de responsabilidade dos operários marceneiros da Fábrica Arthur Lundgren.

Sua inauguração ocorreu em 29 de junho de 1950 com procissão e missa concelebrada pelo bispo arquidiocesano. Após a inauguração, a família Lundgren repassou o templo para a administração da Paróquia Nossa Senhora dos Prazeres, tendo como administrador o Padre Norberto Verholvew. Naquele ano a doação fora registrada no Cartório da cidade, porém o registro da doação não pode ser mais encontrado no Cartório Municipal.

Em 17 de novembro de 2016, os Lundgren decidiram entregar a igreja à Arquidiocese de Olinda e Recife, num empréstimo gratuito, por meio de um contrato de comodato, conferindo à cúria a responsabilidade de administrar o monumento católico, por um período de dois mil anos. O ato aconteceu no Palácio dos Manguinhos, sede da AOR, no bairro das Graças, no Recife. O contrato foi assinado pelos principais representantes das duas partes, o então arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, e o patriarca da família, Nilson Lundgren.

Memória

Nela também repousam os restos mortais dos principais membros da família Lundgren, além do crânio do padre João Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro, heroi da Revolução Pernambucana de 1817, que foi sepultado em 29 de outubro de 2001 num túmulo à esquerda de quem entra na igreja. A sepultura dele é lacrada por uma placa de granito. Do lado esquerdo fica uma placa de bronze, contando a história da luta do religioso, e, no lado direito, um brasão em bronze com representações das Armas e Honras do Estado de Pernambuco, feito pelo escultor Jobson Figueiredo.

Tombamento

Em 2018 a edificação religiosa foi tombada pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC) e escolhida como o cartão-postal da cidade numa consulta popular realizada em 2008, pelo Movimento Pró-Museu, que realizou dois abraços em torno da Igreja, em 2013 e 2014, para pressionar o Conselho Estadual de Cultura a realizar o tombamento.

Durante sessenta anos a Igreja de Santa Isabel ficou sendo a sede provisória da Paróquia de Nossa Senhora dos Prazeres de Maranguape, até 27 de janeiro de 2019, quando foi criada a sétima paróquia paulistense: a de Santa Isabel Rainha de Portugal, formada por cinco comunidades: Paulista Centro (sede paroquial), Nobre, Maranguape I, Jardim Maranguape e Jaguaribe. Seu primeiro pároco foi o Padre Adriano Chagas. A paróquia faz parte do Vicariato Paulista da Arquidiocese de Olinda e Recife, e tem como atual pároco o Padre Douglas Severo de Moraes e como Vigário Paroquial o Padre Ricardo Paulo Luiz.

Os paulistenses guardam boas memórias das milhares de cerimônias religiosas realizadas nesta igreja, que vão dos batizados, aos casamentos, passando pelas missas de sétimo dia, até mesmo atos festivos como as missas em ação de graças das escolas locais. Sempre nas quartas-feiras, ao meio-dia, centenas de fieis se concentram para a missa da hora da graça, muito frequentada por pessoas que buscam na fé um alívio, conforto e resignação para suas dores e sofrimentos. Como se trata de uma edificação com 76 anos de construção, a Igreja de Santa Isabel demanda serviços de manutenção e preservação, que são custeadas com dízimos e contribuições dos fieis.

Santa Isabel Rainha de Portugal foi acolhida como co-padroeira do município do Paulista, por meio do Projeto de Lei nº 061/2022, de autoria do vereador Raul Silva (a padroeira é Nossa Senhora dos Prazeres de Maranguape). O mesmo edil conseguiu aprovar por unanimidade na Casa de Torres Galvão em 17 de agosto deste ano, exatamente no dia nacional do patrimônio histórico, o Projeto de Lei nº 146/2026, que oficializa a Igreja Matriz de Santa Isabel Rainha de Portugal como Patrimônio Histórico, Cultural e Material do município do Paulista.

Especial

A Igreja Matriz de Santa Isabel também faz parte da lista dos Imóveis Especiais de Preservação (IEPs) desde o ano de 2006, além de ser o principal cartão postal da cidade, e um dos primeiros patrimônios históricos a serem citados pelos paulistenses quando perguntados sobre qual é a edificação que melhor lembra a cidade. As visitações à igreja podem ser feitas, sempre no horário comercial, das segundas aos sábados, e a entrada é gratuita.


*Prof. José Ricardo de Souza, da rede pública estadual de ensino, historiador, e escritor. Membro da Academia de Letras e Artes da Cidade do Paulista (ALAP), sócio honorário do Instituto Arqueológico, Histórico, Geográfico Pernambucano (IAHGP) e fundador do Instituto Histórico, Geográfico, Arqueológico, Antropológico da Cidade do Paulista (IHGAAP). Criador do projeto Muita História pra Contar. @josericardope01



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É Findi - Assim Eram... - Poema - Por Eduardo Albuquerque*

04/09/2026

Tempos das quitandas...
‘da velha caderneta’,
a dita ‘capa preta’;
tempos da confiança!

Também as ditas bodegas...
‘da pronta entrega’;
boas eram as conversas,
ao doce sabor das balas!



Ou as chamadas vendas...
‘fio do bigode não é lenda’;
quase tudo ia pra balança,
quão boas essas lembranças!

Ou se dizia mercearias....
‘havia de tudo um pouco’;
ali das notícias se sabia, vinham pela boca do povo!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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Tempos das quitandas...
‘da velha caderneta’,
a dita ‘capa preta’;
tempos da confiança!

Também as ditas bodegas...
‘da pronta entrega’;
boas eram as conversas,
ao doce sabor das balas!



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Ou as chamadas vendas...
‘fio do bigode não é lenda’;
quase tudo ia pra balança,
quão boas essas lembranças!

Ou se dizia mercearias....
‘havia de tudo um pouco’;
ali das notícias se sabia, vinham pela boca do povo!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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É Findi - A teimosia de Existir - Crônica - Por Ana Pottes*

04/09/2026

E no corre dos dias e meses deste ano, agosto se despediu entregando a setembro as cores da vida. Os ipês ganharam tintas, a rosa-do-deserto se pintou florida e aquela bromélia resolveu acordar tal qual o lírio-da-paz. A primavera entrou pelas manhãs de setembro em uma expressão de boas energias, trazendo a teimosia de existir.

Nesse clima, o mês lança o convite de um olhar para os lados: em nosso entorno, à nossa frente ou por aquele espelho deformado a nos conduzir ao passado. Circular a atenção para desprender a luz que pulsa e vibra, a pedir renovação dentro de nós.

É. A vida é colorida e, sendo assim, tinge os dias com seus diversos tons: há alguns pintados em cores vibrantes, outros são esmaecidos e uns, nem tanto assim. Os primeiros nos seduzem, enquanto os assim-assim tendem a escurecer o olhar a ponto de encobrir as belezas das pinturas que existem. Mas elas permanecem ali, mesmo nos momentos mais sombrios.

Certo mesmo é que, em a...

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E no corre dos dias e meses deste ano, agosto se despediu entregando a setembro as cores da vida. Os ipês ganharam tintas, a rosa-do-deserto se pintou florida e aquela bromélia resolveu acordar tal qual o lírio-da-paz. A primavera entrou pelas manhãs de setembro em uma expressão de boas energias, trazendo a teimosia de existir.

Nesse clima, o mês lança o convite de um olhar para os lados: em nosso entorno, à nossa frente ou por aquele espelho deformado a nos conduzir ao passado. Circular a atenção para desprender a luz que pulsa e vibra, a pedir renovação dentro de nós.

É. A vida é colorida e, sendo assim, tinge os dias com seus diversos tons: há alguns pintados em cores vibrantes, outros são esmaecidos e uns, nem tanto assim. Os primeiros nos seduzem, enquanto os assim-assim tendem a escurecer o olhar a ponto de encobrir as belezas das pinturas que existem. Mas elas permanecem ali, mesmo nos momentos mais sombrios.

Certo mesmo é que, em alguns períodos, é necessário alguém por perto com uma lanterna na mão para um apoio. O Setembro Amarelo ressalta a importância das lanternas para os dias mais escuros e, o facho necessário para iluminar o breu da vida é a palavra. Falar sobre os males, as dores, os achares esquisitos e que se tornaram incompreensíveis, é a maneira mais eficiente para deixar fluir as novas cores.

Uma pessoa amiga com uma boa escuta é o início do processo. Depois, levar sua palavra para aquele profissional que sabe não só receber, como o amigo, mas com o acesso ao adubo certo para fazer brotar as novas sementes. Os profissionais da saúde mental, psicólogos e psiquiatras, utilizam e tratam a palavra que lhes é entregue, através de uma escuta silente. E, tal qual jardineiros eficazes, ajudam a compreender os apoios adequados para revolver a terra seca, arrancar ervas daninhas e matinhos teimosos, colocar o melhor adubo e dar o melhor tratamento ao terreno do existir, para o ressurgir das rosas e lírios-da-paz no nosso jardim.

Pois é. A vida necessita de cuidados constantes e o ato de viver é um eterno processo a nos pedir teimosia e coragem desassombrada.


*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem! @ana_pottes



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É Findi - Prosa Poética para a Lua! - Por Ina Melo*

04/09/2026

O homem solitário, esperava a bela e misteriosa mulher vestida de nuvens para fazer amor, lembrando de quantas e quantas vezes ela o tinha enganado, prometendo vir e sumia para outros céus distantes, deixando-o triste. A Lua, certa da louca paixão que seu corpo branco, divino,sem alma e coração inspirava, queria apenas brincar com o mortal que por ela se apaixonasse. Lá de cima, revestida numa couraça de gelo, tentava as pobres criaturas que ousassem algo mais do que vê-la distante e indiferente aos sentimentos dos sonhadores! Nessa noite porém, o poeta jurou possuí-la, nem que, em troca ficasse indiferente a todas as mulheres do mundo. E assim aconteceu. Estava ele numa praia deserta a deriva, embriagado de vinho e desejo, quando viu surgir à sua frente uma nuvem de prata transparente. Esfregou os olhos e fixando o que pensava ser apenas um sonho, deixou-se levar pelas mãos geladas da mulher. Enquanto seguiam por uma estrada iluminada o toque das peles fez despertar a sua força vi...

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O homem solitário, esperava a bela e misteriosa mulher vestida de nuvens para fazer amor, lembrando de quantas e quantas vezes ela o tinha enganado, prometendo vir e sumia para outros céus distantes, deixando-o triste. A Lua, certa da louca paixão que seu corpo branco, divino,sem alma e coração inspirava, queria apenas brincar com o mortal que por ela se apaixonasse. Lá de cima, revestida numa couraça de gelo, tentava as pobres criaturas que ousassem algo mais do que vê-la distante e indiferente aos sentimentos dos sonhadores! Nessa noite porém, o poeta jurou possuí-la, nem que, em troca ficasse indiferente a todas as mulheres do mundo. E assim aconteceu. Estava ele numa praia deserta a deriva, embriagado de vinho e desejo, quando viu surgir à sua frente uma nuvem de prata transparente. Esfregou os olhos e fixando o que pensava ser apenas um sonho, deixou-se levar pelas mãos geladas da mulher. Enquanto seguiam por uma estrada iluminada o toque das peles fez despertar a sua força viril. Avermelhou, mesmo sabendo não ser visto por ninguém.

Continuou se deixando levar para o abismo, do qual talvez, nunca mais voltasse. A estrada era longa e sem obstáculos. As estrelas agrupadas os guiavam para o infinito. Ela, a mulher radiante e fria, tão cobiçada pelos homens da terra o seguia indiferente. De repente tudo mudou. A fantasia transformou-a numa fogosa fêmea deixando-se cavalgar pelo ardente cavalheiro que a atingiu no âmago do seu ser, gelado e indiferente. Raios romperam no céu e ela a indiferente, se abriu deixando-o mergulhar nos seus mistérios. Depois de várias idas e vindas um grito ecoou no silêncio da noite. Assim, o homem solitário despertou a fêmea escondida que existia naquela lua fria, branca e misteriosa. Ina Melo. 04/021


*Ina Melo, é jornalista. Publicou poemas, contos e crônicas na Revista de Cultura do Estado do Ceará e em diversas antologias como "Crônicas e contos inesquecíveis" e "Contistas do Terceiro Milênio". Graduada pela UFPE, com especialização em Antropologia Cultural, faz parte da Academia Internacional de Literatura e Artes. É autora dos livros: "Simone de Beauvoir - Mulher lúcida e livre", "Sonhos em dueto" e, pela Confraria do Vento, "Cartas de Paris". @inamelo2016



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É Findi - Poema em Dose Dupla - Por Felipe Bezerra*

04/09/2026

Imorais


Impedido ninguém é mais,
mesmo sendo suspeitos principais
das investigações,
a exemplo de Gonet e Moraes.

O país não aguenta mais,
tanta desfaçatez,
escárnio, manobras ilegais
e violações constitucionais.

Sangram o Supremo,
o Ministério Público,
o Senado e outras
instituições nacionais.

A omissão dos bons
é tão perversa,
ou mais abjeta,
que os investigados pecados capitais.

Basta! Não mais!


Em Suma


Teori tinha nada que ir a Paraty;
nem o hacker ver os nudes da Sra. Temer.

Agora tá essa suruba espalhada por aí,
e muitos ainda têm o que temer.


*Felipe Bezerra, advogado e poeta. @felipebezerradesouza


O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. At...

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Imorais


Impedido ninguém é mais,
mesmo sendo suspeitos principais
das investigações,
a exemplo de Gonet e Moraes.

O país não aguenta mais,
tanta desfaçatez,
escárnio, manobras ilegais
e violações constitucionais.

Sangram o Supremo,
o Ministério Público,
o Senado e outras
instituições nacionais.

A omissão dos bons
é tão perversa,
ou mais abjeta,
que os investigados pecados capitais.

Basta! Não mais!


Em Suma


Teori tinha nada que ir a Paraty;
nem o hacker ver os nudes da Sra. Temer.

Agora tá essa suruba espalhada por aí,
e muitos ainda têm o que temer.


*Felipe Bezerra, advogado e poeta. @felipebezerradesouza


O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.




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É Findi – Vale do Catimbau - Croniqueta - Por Xico Bizerra*

04/09/2026

Eu vi o Vale do Catimbau e é verdade tudo o que dele se diz. Visto de cima e de tão longe nada parece tão intensamente verde como é. Do alto, o cinza azulado (ou o azul acinzentado, como queiram) domina o horizonte visual, composto de pedra, mato e muito silêncio. Durante todo o tempo a Paz ali faz morada. Permanente. Ao final do dia, um resquício de luz aparta-se do ocaso deixando uma réstia de vida naquele lugar tão belo quanto isolado. E o vale dorme, aproveita o não-barulho e se ornamenta com toda a pouca claridade que ainda lhe chega, como em reverência pela beleza do lugar. Dia seguinte, o azul acinzentado (ou o cinza azulado, como queiram) volta a encantar tantos outros que, como eu, descobriram o lindo Vale, no meio do Agreste, beirando o Sertão.

Vê-lo, vale a pena. Se vale! Lindo Vale!


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico



O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclus...

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Eu vi o Vale do Catimbau e é verdade tudo o que dele se diz. Visto de cima e de tão longe nada parece tão intensamente verde como é. Do alto, o cinza azulado (ou o azul acinzentado, como queiram) domina o horizonte visual, composto de pedra, mato e muito silêncio. Durante todo o tempo a Paz ali faz morada. Permanente. Ao final do dia, um resquício de luz aparta-se do ocaso deixando uma réstia de vida naquele lugar tão belo quanto isolado. E o vale dorme, aproveita o não-barulho e se ornamenta com toda a pouca claridade que ainda lhe chega, como em reverência pela beleza do lugar. Dia seguinte, o azul acinzentado (ou o cinza azulado, como queiram) volta a encantar tantos outros que, como eu, descobriram o lindo Vale, no meio do Agreste, beirando o Sertão.

Vê-lo, vale a pena. Se vale! Lindo Vale!


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico



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É Findi – Sport Clube do Recife - Por Carlos Bezerra Cavalcanti*

04/09/2026

Finalizando a série sobre os Clubes Sociais da cidade tratamos hoje do Sport que constitui-se numa das mais importantes entidades esportivas do Brasil, com um invejável patrimônio distribuído pelos doze hectares de sua Vila Olímpica.

Dotado de infra-estrutura adequada às necessidades do seu quadro associativo, o clube dispõe de ampla e moderna sede social, utilizada principalmente nas festas carnavalescas. Restaurante de luxo; estádio de futebol com capacidade para mais de cinquenta mil pessoas; dois ginásios cobertos; quadras de tênis e de patinação; gigantesco parque aquático; apart-hotel, com estrutura de três estrelas; colégio de 1º grau com oitocentos alunos; garagem de remo e estaleiro móvel, que fabrica barcos para diversos estados do país. Tem como símbolo um leão. Seu lema é “casá casá” e as cores, vermelha e preta.

É o mais antigo clube de futebol de Pernambuco e o maior detentor de títulos estaduais, 40 (2014), sendo o campeão brasileiro de...

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Finalizando a série sobre os Clubes Sociais da cidade tratamos hoje do Sport que constitui-se numa das mais importantes entidades esportivas do Brasil, com um invejável patrimônio distribuído pelos doze hectares de sua Vila Olímpica.

Dotado de infra-estrutura adequada às necessidades do seu quadro associativo, o clube dispõe de ampla e moderna sede social, utilizada principalmente nas festas carnavalescas. Restaurante de luxo; estádio de futebol com capacidade para mais de cinquenta mil pessoas; dois ginásios cobertos; quadras de tênis e de patinação; gigantesco parque aquático; apart-hotel, com estrutura de três estrelas; colégio de 1º grau com oitocentos alunos; garagem de remo e estaleiro móvel, que fabrica barcos para diversos estados do país. Tem como símbolo um leão. Seu lema é “casá casá” e as cores, vermelha e preta.

É o mais antigo clube de futebol de Pernambuco e o maior detentor de títulos estaduais, 40 (2014), sendo o campeão brasileiro de 1987.

*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras e Sócio Benemérito do IAHGP.



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É Findi – Marli, Meu Cachorro Menino - Por Pica-Pau*

04/09/2026

Para Pedro Sales e Marli


Não era um simples cachorro, era um companheiro, amigo.
Parecia um menino em forma de cachorro.
Um cachorro menino tão inteligente que entendia quando eu estava carente de companhia.
Seu olhar fixo mostrava preocupação, e começava a fazer traquinagem para me incentivar e me fazer sorrir.
Assim era Marli, meu cachorro menino.

Para aumentar sua euforia bastava gritar: "Olha o pão!"
Pronto! Era tudo o que ele queria, pois era seu lanche preferido.
Sem falar em dia de chuva, que era aí que ele mostrava que realmente era um cachorro menino.
Me lembrava bem os meninos do interior: correndo, brincando, se lameando enquanto durasse a chuva.

Tinha uma audição bem aguçada.
Metros além da nossa casa ele conhecia a buzina do meu carro,
e ficava numa ansiedade capaz de derrubar o portão, sabendo que eu estava chegando.

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Para Pedro Sales e Marli


Não era um simples cachorro, era um companheiro, amigo.
Parecia um menino em forma de cachorro.
Um cachorro menino tão inteligente que entendia quando eu estava carente de companhia.
Seu olhar fixo mostrava preocupação, e começava a fazer traquinagem para me incentivar e me fazer sorrir.
Assim era Marli, meu cachorro menino.

Para aumentar sua euforia bastava gritar: "Olha o pão!"
Pronto! Era tudo o que ele queria, pois era seu lanche preferido.
Sem falar em dia de chuva, que era aí que ele mostrava que realmente era um cachorro menino.
Me lembrava bem os meninos do interior: correndo, brincando, se lameando enquanto durasse a chuva.

Tinha uma audição bem aguçada.
Metros além da nossa casa ele conhecia a buzina do meu carro,
e ficava numa ansiedade capaz de derrubar o portão, sabendo que eu estava chegando.

Isso era Marli.
Meu cachorro menino que, desde sua chegada — especificamente no dia vinte e nove de julho de 2021 — só me trouxe alegrias, apesar das travessuras.
Coisas de cachorro brincalhão. Tudo era maravilhoso.
Me apeguei demais a Marli, como já falei: era meu companheiro, amigo.

Mas diz um ditado popular: "Tudo que é bom dura pouco",
e "tudo que existe tem fim".
É aí que vem a parte triste da história.
Meu Marli começou a ficar triste, sem apresentar mais aquela disposição que tinha.
Preocupado, levei ao veterinário, mas era uma doença rara.
E antes que descobrisse, meu Marli se foi.

E no dia vinte e seis de março de 2026,
acabou-se minha alegria.
Meu cachorro menino me deixou,
ainda suspirando nos meus braços.

Se foi Marli, meu companheiro, meu amigo.
Marli não era meu cachorro, era meu menino.

Brincalhão, guardião, travesso, inteligente.
Assim era meu cachorro menino


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE. @poeta.picapau



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