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Pela primeira vez nesta campanha, João Campos, Raquel Lyra e Ivan Morais, participam de debates juntos; confira agenda desta sexta

11/09/2026

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Pela primeira vez nesta campanha, os candidatos ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), Raquel Lyra (PSD) e Ivan Moraes (PSOL) participam, juntos, de um debate. A agenda dos postulantes ao Palácio do Campo das Princesas hoje, sexta-feira (11/09), também inclui, entrevistas, encontros e caminhadas.

Raquel Lyra (PSD)

A candidata Raquel Lyra inicia os compromissos diários às 9h, em Caruaru, onde participa ao vivo de debate transmitido pela Rádio Cidade. Em seguida, às 11h30, cumpre agenda institucional na mesma cidade ao se reunir com mães no Hospital da Mulher do Agreste, situado na Avenida José Rodrigues de Jesus, no bairro de Santa Rosa.

Entrevista

No turno da tarde, às 14h, concede entrevista ao vivo durante a Sabatina Veja em ambiente virtual. Encerrando a agenda, às 17h, faz caminhada "porta a porta" com a militância na comunidade Entra a Pulso, em Boa Viagem, no Recife, com ponto de concentração e...

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Pela primeira vez nesta campanha, os candidatos ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), Raquel Lyra (PSD) e Ivan Moraes (PSOL) participam, juntos, de um debate. A agenda dos postulantes ao Palácio do Campo das Princesas hoje, sexta-feira (11/09), também inclui, entrevistas, encontros e caminhadas.

Raquel Lyra (PSD)

A candidata Raquel Lyra inicia os compromissos diários às 9h, em Caruaru, onde participa ao vivo de debate transmitido pela Rádio Cidade. Em seguida, às 11h30, cumpre agenda institucional na mesma cidade ao se reunir com mães no Hospital da Mulher do Agreste, situado na Avenida José Rodrigues de Jesus, no bairro de Santa Rosa.

Entrevista

No turno da tarde, às 14h, concede entrevista ao vivo durante a Sabatina Veja em ambiente virtual. Encerrando a agenda, às 17h, faz caminhada "porta a porta" com a militância na comunidade Entra a Pulso, em Boa Viagem, no Recife, com ponto de concentração em frente à Academia Cristã de Boa Viagem, na Avenida Visconde de Jequitinhonha.
Sexta-feira (11/09/2026)
9h – Debate Rádio Cidade, em Caruaru (Ao vivo)
11h30 – Encontro com mães no Hospital da Mulher do Agreste
Endereço: Avenida José Rodrigues de Jesus, Santa Rosa, Caruaru-PE
14h – Sabatina Veja – Online (Ao vivo)
17h – Porta a Porta na comunidade Entra a Pulso
Endereço: Avenida Visconde de Jequitinhonha, 355, Boa Viagem,
Recife-PE (Concentração em frente a Academia Cristã de Boa Viagem)

João Campos desta sexta-feira (11/09)

O candidato João Campos cumpre agenda em três municípios da Região Metropolitana do Recife e do Agreste ao longo do dia. Pela manhã, às 9h, participa de debate transmitido pela Rádio Cidade, realizado no Teatro Difusora, no bairro Maurício de Nassau, em Caruaru.

Caminhada

À tarde, às 14h30, realiza caminhada do tipo "porta a porta" na Rua Arca de Noé, localizada no bairro Brejo da Guabiraba, no Recife. À noite, encerra compromissos às 21h em outro debate, promovido pela TV Nova, no bairro de Ouro Preto, em Olinda.
09h00: Debate – Rádio Cidade
Local: Teatro Difusora Av. Agamenon Magalhães, 444 – Maurício de Nassau, Caruaru
14h30: Porta a Porta
Local: Rua Arca de Noé, 92 – Brejo da Guabiraba, Recife
21h00: Debate – TV Nova
Local: Rua Morro do Peludo, 903, Ouro Preto,

Ivan Morais

O candidato Ivan Moraes cumpre agenda dividida entre os municípios de Caruaru e Olinda. No período da manhã, às 9h, participa do debate presencial promovido pela Rádio Cidade 99.7 FM, na Estrada do Alto do Moura, em Caruaru. No período da noite, às 21h, comparece ao debate promovido pela TV Nova Nordeste, na Rua Morro do Peludo, no bairro de Ouro Preto, em Olinda.

Ivan Moraes participa do debate da Rádio Cidade 99.7 FM Caruaru
9h
Local: Teatro Difusora Av. Agamenon Magalhães, 444 – Maurício de Nassau, Caruaru
Ivan Moraes participa do debate da TV Nova Nordeste
21h
Rua Morro do Peludo, n° 903, bairro de Ouro Preto, Olinda-PE.

As atividades de ontem

Todos os oito candidatos ao governo de Pernambuco nas eleições de 2026 cumpriram agenda de campanha nesta quinta-feira (10), em diferentes municípios do estado. Entre os compromissos, participação em debate, sabatinas, panfletagens e encontros com eleitores.

Guilherme Fonseca (PSTU)

De acordo com a agenda do candidato, Guilherme Fonseca do PSTU fez panfletagem e acompanhou a assembleia dos trabalhadores dos Correios na sede do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos de Pernambuco (Sintect-PE), no bairro de Santo Amaro, área central do Recife.

Ivan Moraes (PSOL)

O ex-vereador do Recife gravou material para a campanha eleitoral pela manhã. Na sequência, Ivan Moraes visitou a sede da Aliança Medicinal, em Olinda, no Grande Recife. O espaço trabalha com o cultivo de cannabis para uso medicinal. À noite, de acordo com a agenda, o candidato viajou para a cidade de Caruaru, no Agreste.

João Campos (PSB)

O ex-prefeito do Recife teve dois compromissos oficiais de campanha nesta quinta-feira. Pela manhã, ele participou de debate na sede do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol - PE), no bairro de Santo Amaro, na área central da capital. À noite, o candidato do PSB participou de uma minicarreata pelas ruas do bairro do Ibura, na Zona Sul do Recife.


Professora Camila (UP)

Pela manhã, a candidata da Unidade Popular fez panfletagem e conversou com comerciantes do centro de Camaragibe, no Grande Recife. Conforme a agenda da candidata, ela também fez panfletagem em frente ao Shopping Boa Vista, na área central da cidade, e participou de sabatina na Rádio Polo FM, em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste do estado.

Professor Jeremias do Banco (Democrata)
Segundo a agenda do partido, o candidato ao governo de Pernambuco pelo Democrata cumpriu agenda de campanha em quatro municípios da Zona da Mata Sul. Ele participou de encontros com lideranças em Água Preta e Joaquim Nabuco e também visitou Tamandaré e Rio Formoso.

Informou

À tarde, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) informou que indeferiu o registro de candidatura do candidato. Segundo o tribunal, o indeferimento ocorreu por irregularidades na composição do diretório estadual do partido, que não estava devidamente registrado no Sistema de Gerenciamento de Informações Partidárias (SGIP), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Raquel Lyra (PSD)

A governadora e candidata à reeleição teve dois compromissos de campanha nesta quinta-feira. Pela manhã, ela gravou material para o guia eleitoral. À tarde, a candidata do PSD participou de sabatina na Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (Acic), no Agreste.

Durante a sabatina, Raquel Lyra respondeu a perguntas sobre saúde, educação, segurança, economia, geração de emprego e renda, infraestrutura, capacidade de investimento do estado, turismo e cultura.


O Poder

Leia outras informações

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Agenda dos presidenciáveis nesta sexta será marcada por entrevistas, encontros e atos políticos em diversas cidades do Brasil

11/09/2026

Com as proximidades das eleições, será mais uma sexta-feira de intensa atividade política em diversas cidades do Brasil. Os candidatos à Presidência da República têm compromissos eleitorais previstos para hoje, sexta-feira (11/09) em diferentes pontos do país. As atividades incluem entrevistas, reuniões políticas, encontros com apoiadores e participação em eventos.

Confira:

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Lula tem agenda institucional em Brasília no início da manhã e, em seguida, viaja para o Rio Grande do Sul:

14h10: Chegada a Canoas (RS);
14h20: Reunião sobre o Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos;
16h40: Intervenções no contexto da visita ao Campus Viamão do Instituto Federal do Rio Grande do Sul;


Flávio Bolsonaro (PL)
Manaus (AM)
9h (hora local) | 10h (hora de Brasília): Visita à unidade fabril da M...

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Com as proximidades das eleições, será mais uma sexta-feira de intensa atividade política em diversas cidades do Brasil. Os candidatos à Presidência da República têm compromissos eleitorais previstos para hoje, sexta-feira (11/09) em diferentes pontos do país. As atividades incluem entrevistas, reuniões políticas, encontros com apoiadores e participação em eventos.

Confira:

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Lula tem agenda institucional em Brasília no início da manhã e, em seguida, viaja para o Rio Grande do Sul:

14h10: Chegada a Canoas (RS);
14h20: Reunião sobre o Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos;
16h40: Intervenções no contexto da visita ao Campus Viamão do Instituto Federal do Rio Grande do Sul;


Flávio Bolsonaro (PL)
Manaus (AM)
9h (hora local) | 10h (hora de Brasília): Visita à unidade fabril da Moto Honda
Local: Portaria 4 – Av. Jutaí, 111 – Distrito Industrial I
17h (hora local) | 18h (hora de Brasília): Grande Encontro da Força da Direita do Amazonas
Local: Dulcila Festas e Convenções – Av. Coronel Teixeira, 5982, bairro Ponta Negra

Romeu Zema (Novo)
Fortaleza (CE)
8h15 – Zema e Girão conhecem o bairro fantasma Vila Velha em Fortaleza.
Local: Rua do Papoco, Vila Velha.

Renan Santos (Missão)
São Paulo (SP)
11:00 – Sabatina – UOL e Folha de S.Paulo – São Paulo (SP).
Local: Alameda Barão de Limeira, 425 – Campos Elíseos, São Paulo – SP, 01202-001, Brasil
14:00 – Entrevista – Manhattan Connection – Online
16:00 – Gravação Entrevista Record – Domingo Espetacular – São Paulo (SP).
Local: R. da Várzea, 300 – Várzea da Barra Funda, São Paulo – SP, 01140-080, Brasil
18:30 – Bienal do Livro – São Paulo (SP).
Local: Rua Massinet Sorcinelli, 83 – Parque Anhembi, São Paulo – SP, 02009-020, Brasil

Ronaldo Caiado (PSD)
Sem agendas públicas nesta sexta-feira.


Augusto Cury (Avante)
São Paulo (SP)
14h00 – 15h00: Gravação para o programa Domingo Espetacular, da Record.
Local: Rua da Várzea, 300, Barra Funda
18h45 – 21h15: Participação na sabatina do SBT em Osasco (SP)
Local: Av. das Comunicações, 1147, Industrial Anhanguera

Wilson Grassi (Democrata)
10h: Reunião com a equipe de comunicação da campanha.
19h30: Apresenta a palestra “Gestão sem Manual” no evento Semana da Administração.
Local: Universidade Anhanguera – Unidade Itaquera.


Hertz Dias (PSTU)
Recife (PE)
8h – Entrevista na rádio Projeção FM em Jaboatão dos Guararapes
9h – Panfletagem na feira do centro de Jaboatão dos Guararapes
19h – Roda de conversa sobre arte e cultura no mezanino do edifício Ambassador, no bairro Boa Vista, em Recife

Edmilson Costa (PCB)
Equipe não informou agenda pública nesta sexta-feira.

Samara Martins (UP)
Equipe não informou agenda pública nesta sexta-feira.

Rui Costa Pimenta (PCO)
Equipe não informou agenda pública nesta sexta-feira.
Clariana Barão (DC)
Equipe não informou agenda pública nesta sexta-feira.

O Poder




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Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta sexta-feira Por Alek Maracajá

11/09/2026

Brasília, 11 de setembro de 2026

Vamos lá

O caso Banco Master entrou em uma nova fase. A retirada do sigilo de 14 procedimentos e do processo principal colocou contratos milionários, mensagens, relações institucionais e suspeitas envolvendo Daniel Vorcaro, Banco Central, MPF e Alexandre de Moraes no centro do debate público.

Fachin tenta reorganizar o STF, Mendonça responde à pressão por transparência, Moraes enfrenta uma nova onda de exposição e a Polícia Federal passa a falar diretamente por meio dos documentos divulgados.

Brasília pediu transparência. Mendonça abriu os arquivos. Agora o problema não é mais o que estava escondido é o que todo mundo começou a ler.

Os 8 principais movimentos do dia


Fachin mandou abrir. Mendonça abriu. acabou o “sigiloso”

Edson Fachin solicitou a retirada do sigilo dos procedimentos ligados ao Banco Master, e Andr...

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Brasília, 11 de setembro de 2026

Vamos lá

O caso Banco Master entrou em uma nova fase. A retirada do sigilo de 14 procedimentos e do processo principal colocou contratos milionários, mensagens, relações institucionais e suspeitas envolvendo Daniel Vorcaro, Banco Central, MPF e Alexandre de Moraes no centro do debate público.

Fachin tenta reorganizar o STF, Mendonça responde à pressão por transparência, Moraes enfrenta uma nova onda de exposição e a Polícia Federal passa a falar diretamente por meio dos documentos divulgados.

Brasília pediu transparência. Mendonça abriu os arquivos. Agora o problema não é mais o que estava escondido é o que todo mundo começou a ler.

Os 8 principais movimentos do dia


Fachin mandou abrir. Mendonça abriu. acabou o “sigiloso”

Edson Fachin solicitou a retirada do sigilo dos procedimentos ligados ao Banco Master, e André Mendonça atendeu ainda durante a noite. Foram liberados 14 procedimentos, além do processo principal, permanecendo reservados apenas os materiais considerados indispensáveis ao andamento das investigações.

O processo continua técnico. A repercussão, porém, já entrou em modo eleitoral.

R$ 131 milhões não cabem em nota de rodapé

Entre os documentos divulgados está o contrato do Banco Master com o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, que previa pagamentos de R$ 131 milhões. O serviço incluía compliance e consultoria estratégica perante órgãos públicos. O escritório afirma que não houve impedimento legal e que Moraes nunca julgou ações envolvendo o banco.

No digital, R$ 131 milhões não entram discretamente: chegam como manchete, vídeo e combustível político.

Vorcaro teria sabido antes até quem conduziria o caso

Relatório da Polícia Federal tornado público aponta que Daniel Vorcaro teria recebido antecipadamente informações sobre a operação, a vara responsável, o juiz e integrantes da equipe encarregada da investigação. A suspeita desloca o debate da influência política para a possível circulação de informações confidenciais.

Em Brasília, informação antecipada vale ouro até o dia em que aparece nos autos.

Banco Central entra na crise e não como espectador

Documentos atribuídos à PF descrevem possíveis pagamentos de até R$ 760 mil ao então chefe da supervisão do Banco Central, a compra de imóvel pertencente a um ex-diretor e ao irmão dele e a indicação de que um projeto relacionado a Vorcaro seria tratado como “prioridade absoluta”. As alegações ainda precisarão passar pelo devido processo legal.

O Master deixou de ser apenas problema de banco. Agora pressiona também quem deveria vigiar os bancos.

A investigação fez escala na Disney

A Polícia Federal aponta que Vorcaro teria viabilizado uma viagem de um diretor do Banco Central à Disney. O episódio reúne autoridade pública, benefício privado e um destino mundialmente conhecido — combinação perfeita para gerar memes e simplificar uma investigação complexa nas redes.

A viagem foi para a Disney, mas o roteiro político está longe de ser conto de fadas.

Logins do MPF aparecem em acessos sigilosos

Os relatórios divulgados também apontam o possível uso de credenciais vinculadas ao Ministério Público Federal para acessar informações protegidas. Se confirmada, a suspeita amplia a crise para além do STF e do Banco Central e alcança a segurança dos próprios sistemas de investigação.

A pergunta já não é somente quem sabia. É quem entrou, como entrou e quem tinha a senha.

Estudo Ativaweb PF atravessa 69 milhões de menções e mantém 82,3% de confiança

Levantamento exclusivo da Ativaweb DataLab, repercutido pela VEJA, identificou mais de 69 milhões de menções, ocorrências e interações digitais relacionadas à crise entre 1º e 10 de setembro. Mesmo exposta, questionada e transformada em personagem central, a Polícia Federal terminou o período com 82,3% das manifestações em campo favorável, associadas a confiança, credibilidade, autonomia e continuidade das investigações.

A PF entrou na crise como investigadora, virou personagem e saiu do primeiro round como a instituição mais preservada.

Estudo Ativaweb Mendonça perdeu apoio, reagiu e voltou para o jogo

Após a repercussão negativa de sua decisão envolvendo o comando da Polícia Federal, André Mendonça passou a concentrar maioria crítica no ambiente digital. Em apenas 24 horas, porém, mensagens de confiança e defesa de sua atuação voltaram a predominar, impulsionadas por expressões como “vai fazer justiça” e “homem de Deus”. A retirada do sigilo tende a fortalecer essa recuperação entre seus apoiadores.

No digital, Mendonça caiu, reagiu e voltou ao jogo antes que Brasília terminasse de contar os votos.

Bastidores de Brasília


Fachin se movimenta para definir o rito da sessão do dia 15 e reduzir a temperatura dentro do STF. A preocupação, porém, não é apenas jurídica: ministros temem que falas, votos e confrontos do plenário sejam recortados e transformados em material de campanha.

Ao pedir transparência e obter a abertura dos procedimentos, Fachin fortalece sua posição de árbitro. Mendonça reduz momentaneamente a pressão sobre si, mas transfere o peso político para o conteúdo dos documentos. Moraes, por sua vez, enfrentará uma exposição ainda maior à medida que contratos e mensagens ganharem interpretações públicas.

O Supremo tenta definir o rito da sessão. As campanhas já estão preparando os cortes para as redes.


Leitura estratégica Ativaweb


A retirada do sigilo altera a natureza da crise. Até ontem, a disputa era principalmente sobre vazamentos, versões e acusações. Agora existem documentos públicos que poderão ser fragmentados, interpretados e usados politicamente por todos os lados.

Mendonça recupera apoio ao atender à cobrança por transparência. Fachin assume o papel de organizador institucional. A Polícia Federal fortalece sua imagem de independência. Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro permanecem como os principais polos de rejeição e pressão digital.

O risco para o STF é perder
definitivamente o controle da narrativa. A Corte poderá controlar o processo jurídico, mas dificilmente controlará a velocidade com que cada página será transformada em vídeo, manchete, meme e discurso eleitoral.

Quando o documento aparece, a narrativa deixa de depender apenas do narrador.


Alerta Ativaweb


O maior erro estratégico agora será olhar somente para o volume total de menções. A nova fase exige acompanhar quais documentos ganham velocidade, quais nomes passam a ser associados diretamente às suspeitas e quem consegue traduzir relatórios técnicos em mensagens simples.

O contrato de R$ 131 milhões possui enorme potencial de viralização porque combina valor expressivo, relação familiar, Banco Master e Supremo Tribunal Federal em uma única narrativa. Mesmo que a explicação jurídica seja mais complexa, o ambiente digital costuma premiar a versão mais curta, emocional e fácil de compartilhar.

Também será necessário observar se a recuperação de Mendonça se sustenta ou se novas revelações voltam a deslocá-lo para o campo crítico.

No digital, origem explica a intenção. Circulação revela o impacto.


Fechamento

Brasília amanheceu sem sigilo, mas ainda cercada de dúvidas. Fachin abriu o caminho institucional, Mendonça abriu os documentos, a PF abriu seus relatórios e o ambiente digital abriu uma nova temporada da crise.

Agora, cada página poderá produzir uma manchete; cada mensagem, um corte; e cada nome, uma nova frente de pressão. A crise deixou de ser apenas reputacional e institucional. Ela passou a disputar diretamente a agenda da eleição de 2026.

O sigilo caiu durante a madrugada. A verdade jurídica levará tempo mas a sentença do algoritmo já começou a circular.

Alek Maracajá é Ceo da Ativaweb DataLab. Cientista de dados. Professor ESPM-SP. Pesquisador UFPB




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Polícia Federal aponta pagamentos de até R$ 760 mil a chefe da supervisão do BC

11/09/2026

A investigação da Polícia Federal sobre Daniel Vorcaro aponta pagamentos de até R$ 760 mil a Belline Santana, chefe de supervisão do Banco Central do Brasil.

A informação

A informação veio a público após o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), retirar o sigilo de 15 procedimentos relacionados ao caso Master. A medida foi tomada na noite de ontem, quinta-feira (10/09), após solicitação do presidente da Corte, Edson Fachin.

O relatório

Segundo relatório da corporação, em 9 de janeiro de 2024, Fabiano Zettel enviou uma mensagem para Vorcaro na qual consta um pagamento pendente para Belline.
No dia 30 de janeiro, Zettel afirma que realizará, entre outros pagamentos, aquele destinado a Belline.

Mensagem

Segundo a investigação, meses depois, em 2 de outubro de 2024, Zettel envia outra mensagem a Vorcaro, pontuando que parte do dinheiro enviado a Leonardo...

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A investigação da Polícia Federal sobre Daniel Vorcaro aponta pagamentos de até R$ 760 mil a Belline Santana, chefe de supervisão do Banco Central do Brasil.

A informação

A informação veio a público após o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), retirar o sigilo de 15 procedimentos relacionados ao caso Master. A medida foi tomada na noite de ontem, quinta-feira (10/09), após solicitação do presidente da Corte, Edson Fachin.

O relatório

Segundo relatório da corporação, em 9 de janeiro de 2024, Fabiano Zettel enviou uma mensagem para Vorcaro na qual consta um pagamento pendente para Belline.
No dia 30 de janeiro, Zettel afirma que realizará, entre outros pagamentos, aquele destinado a Belline.

Mensagem

Segundo a investigação, meses depois, em 2 de outubro de 2024, Zettel envia outra mensagem a Vorcaro, pontuando que parte do dinheiro enviado a Leonardo Palhares destina-se, na verdade, a Belline, que receberia o valor de R$ 760 mil.

Enviou

Ainda de acordo com a PF, em 10 de dezembro de 2024, Daniel Vorcaro enviou uma mensagem a Ana Claudia Queiroz de Paiva, que explicou o fluxo de dinheiro até o chefe de supervisão do BC.

Lista

Em 2 de janeiro de 2025, Zettel envia para Vorcaro uma lista de pagamentos que estariam em aberto. O nome de Belline está associado ao valor de R$ 750 mil.
Em setembro de 2025, há também a discriminação de um pagamento a Belline no valor de R$ 500 mil.



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Na velhice ou sofrimento, vale a pena insistir em viver, por Paulo André Leitão*

10/09/2026

Que conexões podem ser feitas entre o livro escrito por uma pessoa de 82 anos doente de câncer e o filme que será apresentado ao público mais de 50 anos depois de ter sido exibido para pouquíssimas pessoas? A nova edição da Revista Araçá sugere respostas para esta pergunta no artigo do jornalista e cineasta Paulo Cunha sobre "Luciana, a comerciária" e na entrevista com o escritor Marcelo Mário de Melo. 

"Poesia, Humor, Doença, Velhice e Morte - Pandemia e mais", o novo livro de Marcelo é uma bem-humorada reflexão sobre os limites do corpo, as dores da velhice, a luta contra o câncer e, sobretudo, o apego à vida. Coordenada por amigos - são muitos os amigos de Marcelo -, a pré-venda do livro tem ajudado a custear as despesas do seu tratamento. O "idoso canceroso", como se define, opta pelo riso e contornos poéticos da existência para prolongar a7 permanência no que chama de "corredor da morte". 

"Luciana, a comerciária" parecia ter sido condenada ao tal cor...

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Que conexões podem ser feitas entre o livro escrito por uma pessoa de 82 anos doente de câncer e o filme que será apresentado ao público mais de 50 anos depois de ter sido exibido para pouquíssimas pessoas? A nova edição da Revista Araçá sugere respostas para esta pergunta no artigo do jornalista e cineasta Paulo Cunha sobre "Luciana, a comerciária" e na entrevista com o escritor Marcelo Mário de Melo. 

"Poesia, Humor, Doença, Velhice e Morte - Pandemia e mais", o novo livro de Marcelo é uma bem-humorada reflexão sobre os limites do corpo, as dores da velhice, a luta contra o câncer e, sobretudo, o apego à vida. Coordenada por amigos - são muitos os amigos de Marcelo -, a pré-venda do livro tem ajudado a custear as despesas do seu tratamento. O "idoso canceroso", como se define, opta pelo riso e contornos poéticos da existência para prolongar a7 permanência no que chama de "corredor da morte". 

"Luciana, a comerciária" parecia ter sido condenada ao tal corredor, mas, felizmente, era só um sono profundo e prolongado. O sonho do diretor Mozart Cintra tornou-se real com o renascimento da película de 35 milímetros nova em folha. A Cinemateca Brasileira salvou o longa-metragem, que será exibido no próximo dia 20, no Cinema da Fundação. 

A resposta que encontrei é esta: livro e filme proclamam que vale a pena insistir em viver. 

A Revista Araçá tem mais, muito mais. Tem a apresentação do primeiro romance de João Câmara, "Rondó da Lagoa dos Irerês", pelo escritor Sidney Rocha. A programação de shows deste fim de semana e a estreia do AFROPUNK no Recife dão o molho musical. A foto que Gustavo Bettini nunca esquece e a exposição de Gabriel Wickbold no Museu do Estado proporcionam o prazer visual indispensável a uma revista de arte e cultura.  

A coluna de crítica literária Corte&Costura, do escritor Cristiano Santiago Ramos, nos leva a conversar com Carlos Drummond, Adélia Prado e Guimarães Rosa. 

A insistência de viver retratada no livro de Marcelo e no ressurgimento de "Luciana, a comerciária" encontra ressonância no dia a dia da Revista Araçá. Jornalismo cultural em Pernambuco tem sido o nosso trabalho, semanalmente ininterrupto, há 20 edições.

Acesse www.aracarevista.com.br e divida com a gente o prazer da leitura sobre arte e cultura pernambucanas.

*Jornalista, intelectual, cara do bem, diretor-geral da Revista Araçá.



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Deu na imprensa: Teto desaba na Restauração e deixa uma pessoa ferida

10/09/2026

Captamos no blog do Magno: O blog foi informado, há pouco, de que parte do teto do Hospital da Restauração (HR), no Recife, desabou nesta quinta-feira (10/09) e deixou uma pessoa ferida. O vídeo obtido pelo blog não mostra o momento da queda, mas registra a vítima sendo levada para atendimento após o ocorrido. Ainda não há informações sobre o estado de saúde da pessoa atingida nem detalhes sobre as circunstâncias do desabamento. Em breve, traremos mais informações.

Observação do Poder

Pela pouco que se percebe da aparência dos trajes do ferido em atendimento, não se trata de paciente e sim de acompanhante, ou mais provavelmente, trabalhador. Esperamos que seja liberado em breve.

Em vídeo

O nosso diretor Zé Nivaldo Junior analisa, com muita seriedade, até onde vai e porque a responsabilidade direta é da governadora Raquel Teixeira Lyra.
Exclusivo.
Leia e compartilhe.

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Captamos no blog do Magno: O blog foi informado, há pouco, de que parte do teto do Hospital da Restauração (HR), no Recife, desabou nesta quinta-feira (10/09) e deixou uma pessoa ferida. O vídeo obtido pelo blog não mostra o momento da queda, mas registra a vítima sendo levada para atendimento após o ocorrido. Ainda não há informações sobre o estado de saúde da pessoa atingida nem detalhes sobre as circunstâncias do desabamento. Em breve, traremos mais informações.

Observação do Poder

Pela pouco que se percebe da aparência dos trajes do ferido em atendimento, não se trata de paciente e sim de acompanhante, ou mais provavelmente, trabalhador. Esperamos que seja liberado em breve.

Em vídeo

O nosso diretor Zé Nivaldo Junior analisa, com muita seriedade, até onde vai e porque a responsabilidade direta é da governadora Raquel Teixeira Lyra.
Exclusivo.
Leia e compartilhe.








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Debate Sinpol-PE hoje - João Campos apresentou propostas para segurança pública, mesmo com ausência de Raquel Teixeira Lyra

10/09/2026

Mesmo com o não comparecimento de Raquel Teixeira Lyra ao importante debate, João Campos, PSB, participou, hoje, quinta-feira, 10/09, do debate promovido pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco, Sinpol-PE, na sede da entidade, na área central do Recife, acompanhado do seu candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos). Na abertura do evento, o presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, confirmou formalmente a ausência da gestora, momento em que parte do público presente reagiu com vaias. Aos jornalistas, Cisneiros falou sobre o não comparecimento da candidata à reeleição.



O presidente do Sinpol falou sobre a ausência de Raquel Teixeira Lyra

"A gente gostaria de ter feito o debate. A governadora não veio. Isso, infelizmente, diminui muito o debate. Mas a proposta do Sinpol é uma proposta de diálogo, debate por uma segurança pública melhor para o povo pernambucano. E nada melhor do que discutir segurança pública com os p...

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Mesmo com o não comparecimento de Raquel Teixeira Lyra ao importante debate, João Campos, PSB, participou, hoje, quinta-feira, 10/09, do debate promovido pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco, Sinpol-PE, na sede da entidade, na área central do Recife, acompanhado do seu candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos). Na abertura do evento, o presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, confirmou formalmente a ausência da gestora, momento em que parte do público presente reagiu com vaias. Aos jornalistas, Cisneiros falou sobre o não comparecimento da candidata à reeleição.



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O presidente do Sinpol falou sobre a ausência de Raquel Teixeira Lyra

"A gente gostaria de ter feito o debate. A governadora não veio. Isso, infelizmente, diminui muito o debate. Mas a proposta do Sinpol é uma proposta de diálogo, debate por uma segurança pública melhor para o povo pernambucano. E nada melhor do que discutir segurança pública com os policiais. E os policiais civis. Mesmo assim, fizemos a sabatina com os temas centrais a serem resolvidos pelos candidatos e colocamos para o candidato João Campos nossos temas e a nossa valorização também."

João e a saúde mental e o bem-estar dos profissionais de segurança

João Campos apresentou propostas voltadas para a segurança pública, valorização profissional e reestruturação da categoria. O encontro também foi marcado por cobranças dos policiais civis do estado sobre déficit de efetivo, condições de trabalho e demandas salariais históricas. Um dos temas defendidos pelo candidato da Frente Popular foi a criação de uma estrutura voltada para o cuidado com a saúde mental e o bem-estar dos profissionais de segurança. Na ocasião, Campos fez um paralelo com iniciativas adotadas durante a sua gestão na Prefeitura do Recife, afirmando que o governo estadual precisa priorizar o atendimento psicológico, psiquiátrico e médico para a polícia. "Os estudos apontam que esse grande desafio do cuidado com a saúde mental tem indicadores muito mais graves quando tratamos de profissionais de segurança, que lidam o dia todo com questões de vida ou morte, muito delicadas e de alto risco", pontuou.



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João e a defasagem de efetivo

Sobre a defasagem de efetivo apontada pela categoria, o candidato do PSB propôs a criação de uma esteira permanente de contratações associada a um plano de remuneração de 4 anos. Segundo ele, a gestão estadual não pode tratar as pautas de recomposição de pessoal e de reajuste salarial como excludentes. "O que a gente precisa é combinar o jogo. Se um governo diz que, se contratar mais gente, não pode aumentar salário, e vice-versa, isso é uma tática clara de quem não quer resolver. Vamos primeiro recompor e, em seguida, ajustar a remuneração, dialogando sem litígio."

João e o comando da SDS

Questionado sobre a escolha do comando da Secretaria de Defesa Social (SDS) na sua gestão, caso seja eleito governador, e sobre demandas judiciais dos policiais, como o pleito referente à carga horária e reajustes, João Campos reforçou que a escolha do responsável pela pasta priorizará critérios técnicos e a capacidade de diálogo. Ademais, ele se comprometeu a discutir a Lei Orgânica da Polícia Civil logo no primeiro ano de governo, buscando construir um pacto de cooperação de longo prazo com os servidores. "A polícia fica e os servidores vão ficar na ativa por muitos anos, muito mais tempo do que vários mandatos de governador. Se construirmos uma lei orgânica bem feita e equilibrarmos o planejamento de quatro anos, garantiremos um ambiente de harmonia e ânimo para trabalhar."

participantes

Sobre a lista de participantes, o sindicato esclareceu que o candidato Ivan Moraes não foi convidado para o confronto de propostas. De acordo com a direção do Sinpol, o critério adotado para o envio dos convites restringiu a participação apenas a postulantes que atingiram a marca de 5% ou mais nas pesquisas de intenção de voto.




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Banco Master e crise no STF - Moraes preparou defesa pública, mas adiou fala após conselhos de aliados

10/09/2026

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, preparou uma defesa pública a respeito das suspeitas que o colocaram como um dos vértices da crise institucional da corte, mas adiou o pronunciamento após ser aconselhado por magistrados aliados. Os colegas recomendaram que Moraes aproveitasse as atenções voltadas à operação da PF sobre o filme "Dark Horse", autorizada pelo ministro Flávio Dino hoje, quinta-feira, 10/09, e aguardasse mais um tempo para se manifestar. A assessoria de imprensa do STF informou às 7h40 que Moraes faria um pronunciamento às 11h00. Às 8h45, no entanto, um novo comunicado foi divulgado, apontando para o cancelamento da fala, com remarcação "para data oportuna".

Texto rebatendo Mendonça

Moraes leria um texto com explicações a respeito da sua atuação e traria argumentos para rebater o ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master e seu principal antagonista no STF. Um ministro próximo a Moraes, contudo, ponder...

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF, preparou uma defesa pública a respeito das suspeitas que o colocaram como um dos vértices da crise institucional da corte, mas adiou o pronunciamento após ser aconselhado por magistrados aliados. Os colegas recomendaram que Moraes aproveitasse as atenções voltadas à operação da PF sobre o filme "Dark Horse", autorizada pelo ministro Flávio Dino hoje, quinta-feira, 10/09, e aguardasse mais um tempo para se manifestar. A assessoria de imprensa do STF informou às 7h40 que Moraes faria um pronunciamento às 11h00. Às 8h45, no entanto, um novo comunicado foi divulgado, apontando para o cancelamento da fala, com remarcação "para data oportuna".

Texto rebatendo Mendonça

Moraes leria um texto com explicações a respeito da sua atuação e traria argumentos para rebater o ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master e seu principal antagonista no STF. Um ministro próximo a Moraes, contudo, ponderou que tudo o que ele eventualmente deixasse sem explicação poderia assombrá-lo até a sessão da próxima terça-feira, 15/09, quando o plenário vai se reunir para discutir a crise pela primeira vez. Também foi considerada a possibilidade de que as falas de Moraes pudessem agravar as tensões com Mendonça. (Folha de S.Paulo)




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Em meio à crise no STF, Fachin volta a cancelar sessão plenária de hoje

10/09/2026

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, STF, cancelou a sessão plenária de hoje, quinta-feira, 10/09, em meio ao agravamento de uma crise entre ministros da própria Corte. Fachin já havia cancelado a sessão de ontem, horas depois de o ministro Flávio Dino ter determinado a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da PF, revertendo decisão do dia anterior do ministro André Mendonça, que havia afastado o delegado de suas funções. A guerra de liminares é o episódio mais recente de um embate público entre duas alas do Supremo, uma aliada a Mendonça e outra ao ministro Alexandre de Moraes.

Julgamento terça

Ao cancelar as sessões plenárias desta semana, Fachin evita um encontro público entre os ministros do Supremo antes do julgamento que marcou para a próxima terça-feira, 15/09, sobre um relatório da Polícia Federal, PF, que vincula Moraes ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Desde a semana passada, Mendonça e Moraes protagoni...

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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, STF, cancelou a sessão plenária de hoje, quinta-feira, 10/09, em meio ao agravamento de uma crise entre ministros da própria Corte. Fachin já havia cancelado a sessão de ontem, horas depois de o ministro Flávio Dino ter determinado a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da PF, revertendo decisão do dia anterior do ministro André Mendonça, que havia afastado o delegado de suas funções. A guerra de liminares é o episódio mais recente de um embate público entre duas alas do Supremo, uma aliada a Mendonça e outra ao ministro Alexandre de Moraes.

Julgamento terça

Ao cancelar as sessões plenárias desta semana, Fachin evita um encontro público entre os ministros do Supremo antes do julgamento que marcou para a próxima terça-feira, 15/09, sobre um relatório da Polícia Federal, PF, que vincula Moraes ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Desde a semana passada, Mendonça e Moraes protagonizaram um embate público sem precedentes na história recente do STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigação.




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Plutocracia, acesso à Justiça e custas judiciais: Para Onde Caminha o STF? - Por Rosa Freitas*

10/09/2026

Resumo da ADC 80

No julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 80, o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu novos parâmetros objetivos para a concessão da gratuidade de justiça em quase todo o Poder Judiciário brasileiro. Afastando o critério anterior da Reforma Trabalhista (que limitava o benefício a 40% do teto do RGPS), a Corte fixou que pessoas com renda mensal de até R$ 5 mil possuem presunção relativa de hipossuficiência, garantindo o direito automático ao benefício sem burocracia excessiva inicial. Por outro lado, para aqueles que recebem acima desse patamar, a concessão deixou de ser automática, exigindo comprovação concreta e detalhada da insuficiência financeira. A decisão também conferiu ao magistrado ampla autonomia para exigir documentos adicionais e indeferir o pedido caso identifique patrimônio ou renda familiar incompatíveis, aplicando-se a todos os ramos da Justiça, com exceção dos Juizados Especiais.

1. A C...

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Resumo da ADC 80

No julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 80, o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu novos parâmetros objetivos para a concessão da gratuidade de justiça em quase todo o Poder Judiciário brasileiro. Afastando o critério anterior da Reforma Trabalhista (que limitava o benefício a 40% do teto do RGPS), a Corte fixou que pessoas com renda mensal de até R$ 5 mil possuem presunção relativa de hipossuficiência, garantindo o direito automático ao benefício sem burocracia excessiva inicial. Por outro lado, para aqueles que recebem acima desse patamar, a concessão deixou de ser automática, exigindo comprovação concreta e detalhada da insuficiência financeira. A decisão também conferiu ao magistrado ampla autonomia para exigir documentos adicionais e indeferir o pedido caso identifique patrimônio ou renda familiar incompatíveis, aplicando-se a todos os ramos da Justiça, com exceção dos Juizados Especiais.

1. A Conceituação de Plutocracia: O Direito dos Ricos

Em sua essência, a plutocracia caracteriza-se pelo governo ou domínio dos ricos, um sistema onde o poder político, institucional e econômico concentra-se nas mãos daqueles que detêm o capital.
Quando aplicada ao sistema de justiça, a plutocracia se manifesta no momento em que o custo para movimentar a máquina estatal torna-se um filtro econômico. Em vez de um serviço público essencial garantido pela Constituição, a jurisdição passa a operar sob a lógica de mercado: tem acesso quem pode pagar. Ao impor barreiras financeiras e comprovações excessivas a quem ganha mais de um salário relativamente baixo (R$ 5 mil), o Estado empurra o ônus da cidadania para o bolso do jurisdicionado, transformando direitos fundamentais em mercadorias de alto valor.

2. Acesso à Justiça sob a Ótica de Cappelletti e Garth

Para compreender a gravidade do cenário, é fundamental recorrer aos juristas Mauro Cappelletti e Bryant Garth que, em sua obra clássica de 1978, definiram o Acesso à Justiça não como um mero acesso formal aos tribunais, mas como um direito social fundamental que exige igualdade efetiva de resultados.

Os autores estruturaram a teoria das Ondas Renovatórias, sendo a 1ª Onda exatamente a Assistência Judiciária para os Pobres, voltada a remover os obstáculos econômicos que impedem o cidadão vulnerável de litigar.

Quando o STF impõe barreiras financeiras e exige comprovações probatórias complexas da classe média baixa e de trabalhadores que ganham pouco acima do teto estipulado, o modelo estatal ataca diretamente a essência da primeira onda renovatória. O sistema retorna perigosamente a um padrão excludente, onde a barreira econômica silencia o hipossuficiente e desvirtua o papel garantidor do Estado democrático de direito.

3. Litigantes Habituais: Os Maiores Beneficiários do Sistema

Enquanto o cidadão comum e o trabalhador enfrentam um rigor probatório severo para demonstrar que custear um processo inviabiliza seu sustento, os litigantes habituais (grandes corporações, bancos, seguradoras e o próprio Estado) saem fortalecidos.

* Efeito Deterrente: O risco financeiro de arcar com custas judiciais e honorários de sucumbência funciona como um desestímulo implacável para que trabalhadores e consumidores busquem seus direitos na Justiça.

* Assimetria de Poder: Grandes empresas possuem departamentos jurídicos estruturados e capacidade financeira para absorver custos processuais, utilizando o litígio de massa como estratégia. Para elas, a nova barreira imposta pelo STF reduz o volume de ações e protege seus caixas, sufocando reclamações legítimas antes mesmo de chegarem ao judiciário.

4. Acesso Limitado para os Pobres e a "Classe Média Vulnerável"

Embora a decisão mantenha a gratuidade automática para quem ganha até R$ 5 mil, a fixação de um patamar rígido cria um abismo para a imensa parcela da população brasileira que sobrevive com rendas ligeiramente superiores, mas vive em total vulnerabilidade financeira nas metrópoles.

* O Ônus da Prova Impossível: Para quem ganha acima de R$ 5 mil, a exigência de demonstrar "insuficiência de recursos" de forma complexa e com documentação adicional cria um escrutínio burocrático desproporcional.

* Exclusão Silenciosa: O trabalhador que ganha um pouco acima do limite, mas possui alto endividamento familiar, despesas médicas crônicas ou vive em regiões de altíssimo custo de vida, é penalizado por um critério cego à realidade socioeconômica do país. O resultado é a inibição do direito constitucional de ação, consagrando a justiça não como um direito de todos, mas como um privilégio para quem consegue comprovar a miséria absoluta ou para quem tem recursos de sobra para pagar as custas.

Conclusões Principais

1. Fragilização do Acesso à Justiça: A fixação de um teto rígido de R$ 5 mil e a exigência de comprovação complexa criam barreiras financeiras que desestimulam o litígio por parte de trabalhadores e consumidores de baixa e média renda, agredindo os postulados da primeira onda renovatória de Cappelletti e Garth.

2. Assimetria Processual e Vitória dos Litigantes Habituais: Grandes corporações e instituições financeiras beneficiam-se da redução do fluxo de ações, utilizando o fator financeiro como escudo contra responsabilizações em massa.

3. Viés Plutocrático: A transição de um modelo de assistência jurídica integral amparado na autodeclaração para um modelo de restrição econômica institucionaliza uma justiça censitária, onde a tutela jurisdicional passa a ser proporcional ao capital do litigante.

Referências

BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 80. Relator: Min. Gilmar Mendes. Julgado em: 03 set. 2026.

CAPPELLETTI, Mauro; GARTH, Bryant. Acesso à Justiça. Tradução de Mauro Barbosa de Almeida. Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris Editor, 1988.

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF). STF fixa renda de até R$ 5 mil como critério para concessão da justiça gratuita. Brasília, 4 set. 2026. Disponível em: https://www.tjrj.jus.br/web/portal-conhecimento/noticias/noticia/-/visualizar-conteudo/5736540/406715750. Acesso em: 8 set. 2026.

MIGALHAS. STF fixa renda de R$ 5 mil para Justiça gratuita trabalhista. São Paulo, 3 set. 2026. Disponível em: https://www.migalhas.com.br/quentes/463873/stf-fixa-renda-de-r-5-mil-para-justica-gratuita-trabalhista. Acesso em: 8 set. 2026.

CÂMARA BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO (CBIC). Radar Trabalhista: STF define critérios para concessão da justiça gratuita em todo o Judiciário. Brasília, 8 set. 2026. Disponível em: https://cbic.org.br/radar-trabalhista-stf-define-criterios-para-concessao-da-justica-gratuita-em-todo-o-judiciario/. Acesso em: 8 set. 2026.


*Profa. Rosa Freitas, é Advogada – Direito Tributário e Direito de Energia - Consultoria Jurídica e Regulatória. @profa.dra.rosafreitas e Advrosafreitas@gmail.com



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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.




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Errar É Humano: Quando a Inteligência Artificial Começa a Esconder o Erro Humano - Por Amadeu Robalinho*

10/09/2026

Há uma contradição silenciosa no modo como a sociedade contemporânea começa a utilizar a Inteligência Artificial. Criamos máquinas capazes de produzir textos, imagens, análises, códigos, sínteses e respostas em poucos segundos, mas, ao mesmo tempo, começamos a utilizá-las não apenas para ampliar o conhecimento humano, mas para esconder as limitações, os erros e, em alguns casos, a própria ausência de conhecimento de quem as utiliza.

Errar é humano. O problema começa quando passamos a utilizar a tecnologia para eliminar não o erro, mas os vestígios que permitem identificá-lo.

Estamos diante de uma questão que ultrapassa a tecnologia. Trata-se de uma questão científica, educacional, cultural e, sobretudo, estratégica.

A Inteligência Artificial generativa pode representar uma das maiores ferramentas de ampliação da capacidade humana já desenvolvidas. Entretanto, ela não transforma automaticamente informação em conhecimento, nem conhecimento em...

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Há uma contradição silenciosa no modo como a sociedade contemporânea começa a utilizar a Inteligência Artificial. Criamos máquinas capazes de produzir textos, imagens, análises, códigos, sínteses e respostas em poucos segundos, mas, ao mesmo tempo, começamos a utilizá-las não apenas para ampliar o conhecimento humano, mas para esconder as limitações, os erros e, em alguns casos, a própria ausência de conhecimento de quem as utiliza.

Errar é humano. O problema começa quando passamos a utilizar a tecnologia para eliminar não o erro, mas os vestígios que permitem identificá-lo.

Estamos diante de uma questão que ultrapassa a tecnologia. Trata-se de uma questão científica, educacional, cultural e, sobretudo, estratégica.

A Inteligência Artificial generativa pode representar uma das maiores ferramentas de ampliação da capacidade humana já desenvolvidas. Entretanto, ela não transforma automaticamente informação em conhecimento, nem conhecimento em ciência. Uma resposta bem escrita não significa necessariamente uma resposta verdadeira. Uma argumentação elegante não é sinônimo de profundidade. Uma linguagem sofisticada não comprova domínio intelectual.

O Próprio ²NIST, ao tratar dos riscos da IA generativa, identifica o fenômeno denominado “confabulação”, quando sistemas produzem informações falsas ou incorretas apresentadas com elevado grau de confiança. O problema torna-se ainda mais grave quando o usuário passa a confiar na aparência de precisão produzida pela máquina.

É nesse ponto que surge uma nova prática que merece atenção: utilizar uma ferramenta de Inteligência Artificial para produzir determinado conteúdo e, posteriormente, utilizar outra ferramenta de IA para “humanizar” o texto.

A pergunta estratégica é inevitável: estamos humanizando a máquina ou artificializando o ser humano?

A diferença não é meramente semântica.

Quando um indivíduo pesquisa, interpreta, confronta fontes, formula hipóteses, erra, corrige, escreve e reescreve, existe um processo intelectual. O resultado final é consequência de uma trajetória cognitiva. O erro, nesse contexto, não é apenas uma falha. Ele pode ser parte do próprio processo de aprendizagem.

Quando, entretanto, alguém delega à máquina a pesquisa, a estruturação das ideias, a redação, a revisão, a correção gramatical, a adequação estilística e, finalmente, utiliza outra máquina para retirar do texto os sinais de que ele foi produzido artificialmente, corre-se o risco de criar uma espécie de circuito fechado.

A máquina produz.

Outra máquina aperfeiçoa.

Uma terceira pode verificar.

E o ser humano apenas publica.

É possível que estejamos construindo uma fábrica de perpetuação da produção de ninguém.

Esse talvez seja um dos paradoxos mais importantes da era da Inteligência Artificial. Quanto mais sofisticadas forem as ferramentas utilizadas para produzir textos aparentemente humanos, maior poderá ser a dificuldade de identificar onde termina o pensamento original e onde começa a reprodução estatística de padrões existentes.

A consequência pode ser uma produção intelectual de enorme volume, mas de reduzida originalidade.

Muita superfície e pouca profundidade.

Muito conteúdo e pouco conhecimento.

Muita publicação e pouca descoberta.

Muita informação e pouca inteligência.

O problema assume proporções ainda maiores quando essa dinâmica alcança a produção científica.

A ciência não evolui simplesmente porque produz mais textos. Ela evolui quando produz novas perguntas, novas hipóteses, novos métodos, novas evidências e novas explicações para fenômenos ainda não suficientemente compreendidos.

Se milhões de pesquisadores passarem a utilizar sistemas semelhantes, treinados sobre conjuntos de dados semelhantes, orientados por padrões semelhantes e solicitados a escrever de maneira semelhante, poderemos enfrentar um fenômeno paradoxal: uma tecnologia criada para ampliar a diversidade intelectual poderá contribuir, se utilizada de maneira inadequada, para a padronização do pensamento.

A questão não é afirmar que isso necessariamente ocorrerá, mas reconhecer que o risco existe e merece investigação.

A própria ¹ UNESCO chama atenção para os impactos da IA sobre o pensamento humano, a educação, as ciências, a cultura e a comunicação, defendendo princípios como diversidade, supervisão humana, responsabilidade, transparência e preservação da diversidade cultural.

E aqui chegamos a uma questão ainda mais profunda: o que acontecerá com a cultura clássica?

O conhecimento humano não nasceu dos algoritmos.

A ciência moderna foi construída sobre séculos de leitura, debate, experimentação, discordância, observação e transmissão de conhecimento. Filosofia, matemática, literatura, história, engenharia, física, química, direito e medicina foram desenvolvidos por homens e mulheres que precisaram pensar antes de perguntar às máquinas.

A leitura de um livro não era apenas uma forma de obter informação. Era um exercício de concentração.

A escrita não era apenas uma forma de comunicar. Era um exercício de organização do pensamento.

A pesquisa não era apenas uma busca por respostas. Era um exercício de formulação de perguntas.

O risco contemporâneo está em transformar essas três atividades em simples comandos.

Perguntar à máquina pode ser extremamente eficiente. Pensar antes de perguntar continua sendo indispensável.

Essa diferença é fundamental para a soberania de uma nação.

Uma sociedade que perde a capacidade de produzir conhecimento próprio torna-se progressivamente dependente daqueles que controlam as plataformas, os modelos, os dados, a infraestrutura computacional, os semicondutores, os centros de processamento, os sistemas de comunicação e os mecanismos de treinamento da inteligência artificial.

Portanto, a discussão sobre IA não pode ficar restrita à produtividade.

Ela precisa ser incorporada à agenda de soberania nacional.

Quem controla a infraestrutura de inteligência controla uma parcela crescente da capacidade de produzir, interpretar e distribuir conhecimento. Quem controla os dados possui uma vantagem estratégica. Quem controla os modelos possui capacidade de influenciar processos cognitivos. E quem depende integralmente de sistemas externos para produzir conhecimento estratégico corre o risco de terceirizar parte de sua própria autonomia intelectual.

Isso é Defesa.

Isso é Estratégia.

Isso é Soberania.

Uma nação tecnologicamente dependente pode possuir território, população, recursos naturais e forças militares, mas continuar vulnerável se não possuir capacidade própria de produzir conhecimento, tecnologia e inteligência.

Por isso, a questão não deve ser “usar ou não usar Inteligência Artificial”.

Essa é uma falsa escolha.

A pergunta correta é: como utilizar a Inteligência Artificial sem entregar a ela aquilo que constitui a essência da capacidade humana de pensar?

A resposta passa por educação, cultura científica, formação crítica, domínio tecnológico e responsabilidade intelectual.

A IA deve ser instrumento de ampliação da inteligência humana, não substituta da inteligência humana.

Deve acelerar cálculos, comparar grandes volumes de dados, auxiliar pesquisas, identificar padrões, apoiar simulações, contribuir para engenharia, medicina, defesa, indústria e planejamento estratégico.

Mas a responsabilidade pela hipótese, pela decisão, pela interpretação e pela consequência precisa continuar sendo humana.

Não se trata de combater a tecnologia.

Trata-se de impedir que a tecnologia combata silenciosamente a capacidade humana de pensar.

Existe ainda uma pergunta provocativa: essa cobra vai engolir o próprio robô?

Se os sistemas de Inteligência Artificial passarem a ser treinados cada vez mais sobre conteúdos produzidos por outras Inteligências Artificiais, poderemos entrar em um ciclo de retroalimentação no qual a máquina começa a aprender progressivamente com aquilo que ela mesma, ou sistemas semelhantes, produziram.

A consequência pode ser uma espécie de erosão da diversidade informacional.

Se o conhecimento original diminui e a reprodução sintética aumenta, o sistema pode produzir cada vez mais conteúdo e, simultaneamente, reduzir a proporção de novidade existente nesse conteúdo.

É a multiplicação da cópia com aparência de criação.

É a industrialização da repetição.

É a possibilidade de termos uma gigantesca biblioteca digital repleta de textos, mas progressivamente contaminada por uma pergunta fundamental: quem realmente pensou tudo isso?

Essa pergunta não é uma ameaça à Inteligência Artificial.

É uma exigência de maturidade diante dela.

A verdadeira revolução da IA não estará em produzir milhões de textos indistinguíveis entre si. Estará em permitir que seres humanos capazes façam aquilo que antes era impossível: compreender sistemas complexos, formular hipóteses mais sofisticadas, desenvolver tecnologias, antecipar riscos, proteger sociedades e ampliar as fronteiras do conhecimento.

O verdadeiro salto tecnológico não será substituir o pesquisador.

Será aumentar a capacidade do pesquisador.

Não será eliminar o erro.

Será permitir que o erro seja identificado mais rapidamente.

Não será retirar o ser humano do processo.

Será tornar o ser humano mais capaz dentro dele.

Porque uma sociedade que não aceita mais errar pode também deixar de experimentar.

E uma sociedade que deixa de experimentar pode deixar de descobrir.

O erro humano, quando reconhecido, analisado e corrigido, é uma das engrenagens do progresso científico. O perigo está em utilizar a tecnologia para mascará-lo, escondê-lo e transformá-lo em uma produção aparentemente perfeita.

A perfeição artificial pode ser intelectualmente estéril.

A imperfeição humana pode ser cientificamente fértil.

É nesse equilíbrio que estará uma das grandes disputas estratégicas do século XXI.

Não entre homem e máquina, mas entre conhecimento autêntico e reprodução automatizada.

Entre pensamento e padrão.

Entre ciência e aparência de ciência.

Entre soberania intelectual e dependência tecnológica.

A Inteligência Artificial poderá ser uma das maiores ferramentas de emancipação intelectual da humanidade.

Mas também poderá se transformar em uma máquina extraordinariamente eficiente de produzir respostas sem necessariamente produzir conhecimento.

A escolha não será feita pelos algoritmos.

Será feita por nós.

E talvez a maior demonstração de inteligência humana, diante da Inteligência Artificial, seja continuar tendo coragem para fazer aquilo que nenhuma máquina pode fazer em nosso lugar: pensar, duvidar, questionar, discordar, experimentar, errar, corrigir e, finalmente, descobrir algo que ainda não existia.

Porque, no final, a questão não é saber se a máquina consegue escrever como um ser humano.

A questão realmente estratégica é saber se o ser humano continuará sendo capaz de pensar como um ser humano.

Notas:

¹ UNESCO— Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. É uma agência especializada da ONU, criada em 1945. Atua em educação, ciência, cultura, comunicação e patrimônio. Na área de IA, trabalha especialmente com ética, educação, direitos humanos, diversidade cultural e impactos sociais da tecnologia.
² NIST— National Institute of Standards and Technology (Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia). É uma instituição científica e tecnológica do governo dos Estados Unidos, vinculada ao Departamento de Comércio. Desenvolve padrões, métodos e orientações técnicas para áreas como cibersegurança, inteligência artificial, engenharia, metrologia e gestão de riscos.


*Amadeu Robalinho, é Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho


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