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É Findi - Josué Sena* em Dose Dupla

11/09/2026

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Pernambuco livre, primeiro


Da Independência, amanhã será o festivo dia,
Sim. Será um dia bem brasileiro,
Lembremos, que Pernambuco libertou-se primeiro,
Do absolutismo português, Todavia.

Sim, a Junta Governativa de Goiana
Expulsou, que fato incomum,
Do comando da terra pernambucana,
O tirano Luiz do Rego, em mil oitocentos e vinte um.

Por decorrência, vivas, a partir daí,
Antes, do Ipiranga, do grito,
Governaram Pernambuco os daqui.

Portanto, eu, verso, concito,
Por tudo que da História li,
A também louvar o nosso ato de Independência tão bonito.


O poema homenageia as, assim chamadas, Junta Governativa de Goiana, ou simplesmente Junta de Goiana, e a Convenção do Beberibe, que, antes do grito do Ipiranga, deram a Pernambuco a liberdade do absolutismo português. O movimento teve início no Engenho Tamataúpe das Flores, e...

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Pernambuco livre, primeiro


Da Independência, amanhã será o festivo dia,
Sim. Será um dia bem brasileiro,
Lembremos, que Pernambuco libertou-se primeiro,
Do absolutismo português, Todavia.

Sim, a Junta Governativa de Goiana
Expulsou, que fato incomum,
Do comando da terra pernambucana,
O tirano Luiz do Rego, em mil oitocentos e vinte um.

Por decorrência, vivas, a partir daí,
Antes, do Ipiranga, do grito,
Governaram Pernambuco os daqui.

Portanto, eu, verso, concito,
Por tudo que da História li,
A também louvar o nosso ato de Independência tão bonito.


O poema homenageia as, assim chamadas, Junta Governativa de Goiana, ou simplesmente Junta de Goiana, e a Convenção do Beberibe, que, antes do grito do Ipiranga, deram a Pernambuco a liberdade do absolutismo português. O movimento teve início no Engenho Tamataúpe das Flores, em Nazaré da Mata, pelo coronel de milícias Manuel Inácio Vieira de Melo, assessorado pelo revolucionário de 1817, Felipe Mena Calado da Fonseca, português e antigo escrivão da correição no Ceará, os quais seguiram para Goiana, onde estavam instalados vários liberais que haviam sido presos em 1817, e anistiados em 1821, preferiram vir para esta cidade, fronteira com a Paraíba, menos vigiada pelo governador militar de Pernambuco, Luiz do Rego. Em 29 de agosto de 1821, então, foi formada a Junta Provisória de Goiana, Enviaram os insurgentes, em seguida, notificação a todas as Câmaras da Província, inclusive a do Recife, acompanhada de uma intimação a Rego Barreto, para que este reconhecesse o novo governo e partisse para Portugal. Depois de várias negociações, ante a negativa de Luiz do Rego de demitir-se do poder, foi decidido o enfrentamento militar do governo régio português. Assim, formado um contingente de mais de 3.000 combatentes, reunindo mais tropas às arregimentadas pelos habitantes de Goiana, marcharam eles sob o comando do goianense José Camelo Pessoa de Melo (cavaleiro da Ordem de Cristo, capitão-mor da Várzea, coronel de ordenanças de Olinda e capitão-mor da vila de Goiana, onde foi senhor do engenho Boa Vista) em direção à Olinda, ocupando-a, após combate, onde firmaram, em 05 de outubro de 1821, a denominada Convenção do Beberibe, que findou pela eleição da Junta Governativa presidida por Gervásio Pires e a queda e retirada de Luiz do Rego para Portugal. Os episódios encontram-se descritos pelo historiador Manuel Correia de Andrade, em seu livro “Pernambuco Imortal” (pp.137-139). Nilo Pereira, por sua vez, ao tratar do pioneirismo autonomista pernambucano, em “Pernambucanidade” (vol. I, pp.200-201), assim se expressa: “A Convenção do Beberibe, instalada em 5 de outubro de 1821, cria em Pernambuco, quase um ano antes da Independência, um governo autônomo, que a Independência encontra ao ser proclamada em 1822”. À frente da Junta de Goiana, acrescente-se, estava o probo e devotado goianense Francisco de Paula Gomes dos Santos (que também presidiu, mais tarde, por alguns dias, a Junta Governativa de Pernambuco que substituiu a de Gervásio Pires, em 1822), antes um rico plantador, perdera tudo, ou quase isso, em 1817, passando, anos após a independência do país, a ganhar a vida como advogado. Formavam-na, ainda, Joaquim Martins da Cunha Souto Maior, capitão-mor de Goiana e senhor do engenho Cangaú; Padre Manoel Silvestre de Araújo, proprietário e agricultor; Manuel dos Reis Curado, professor de Latim; Antônio Máximo de Souza, senhor do engenho Terra Nova; José Victoriano Delgado de Borba Cavalcanti e Albuquerque; Bernardo Pereira do Carmo, vereador da Câmara de Goiana; José Camelo Pessoa de Mello, revolucionário de 1817, eleito para comandar as tropas; Felipe Mena Callado da Fonseca, secretário (“Almanach de Goyanna”, p.18). Tiveram, ainda, meritória participação no movimento e nas lutas que se seguiram, os goianenses Ignácio Cavalcante de Albuquerque Lacerda e seu filho, Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque Lacerda (biografado por Pereira da Costa em “Dicionário Biográfico de Pernambucanos Célebres”, pp. 372-377), também revolucionários de 1817. Ainda do “Almanach de Goyanna” (pp.16-17) colho o seguinte depoimento de Edmundo Jordão: “O levante de Goyanna, contra o governo de Luiz de Rego, é o facto culminante da história goyannense (e por que não dizer?) da história pernambucana. Graças a elle fundou-se nesta cidade no dia 29 de Agosto de 1821 a primeira junta constitucional que houve no Brasil.”. Também, transcrevo do “Analecto Goianense” (tomo V, p.176) o seguinte excerto da biografia de José Camelo: “O illustre soldado da liberdade, o valente patriota José Camello Pessoa de Mello, morreu encanecido pelos annos, e legou à posteridade um nome legendário e memorável, por seus feitos de patriotismo, por sua bravura e distincção e pelo seu acrysolado amor da pátria.” Lady Maria Dundas Graham Callcot (1785 - 1842), mais conhecida no Brasil como Maria Graham, escritora britânica e notável pintora, desenhista e ilustradora, em “Journal of a Voyage to Brazil”, quando esteve em Recife de 21 de setembro a 14 de outubro de 1821, a bordo da fragata Dóris. comandada por seu marido Thomas Graham, capitão da Marinha Real inglesa, descreve a cidade assediada pelos patriotas goianenses, e um encontro entre comissão da tripulação da fragata inglesa, em que viajava, e os revoltosos em seus postos avançados, Rio Capibaribe acima. Manuel Bandeira, o grande poeta pernambucano, em “Seleta de Prosa” (p.52), com base na referida autora, assim descreve o episódio: “No quartel general dos revolucionários, em face dos membros da junta do governo provisório um homenzinho muito smart, que servia de intérprete, em francês passável, começou, a propósito daquela reclamação sobre barrela de roupa, um longo discurso de ataque à injustiça do governo português para com o Brasil em geral e para com os pernambucanos em particular. Os ingleses não pescavam quase nada, mas Maria Graham sentiu que a respeitável junta fazia a mais alta idéia do talento e da eloqüência do orador. Depois do discurso, a negociação sobre a roupa foi rápida e os estrangeiros obtiveram não só o que pretendiam como outros grandes favores e provas de cortesia.” Felipe Mena Calado da Fonseca, aludido acima, publicou a história desse movimento por meio da Typografia Mercantil, em Recife, em 1873, sob o título “Movimento Revolucionário de Goiana em 1817”. Ainda sobre a importância da participação de Goiana na deposição de Luiz do Rego, o depoimento do historiador Severino Vicente da Silva no trabalho intitulado “Pesquisa sobre a História dos Municípios da Mata Norte Pernambucana”, divulgado in profbiuvicente.blogspot.com/2008/06/textos-sobre-mata-norte-de-pernambuco: “Convém destacar a participação da vila na revolução constitucionalista de 1821. A união de tropas com as tropas oriundas de outras vilas, Paudalho, Nazaré, Tracunhaém e Limoeiro, resultou na formação do “Governo Constitucional Provisório da Província de Pernambuco” a 29 de agosto de 1821. A junta posteriormente, através de ofício, impõe ao governador Luiz do Rego Barreto que entregasse o poder à junta eleita e convocasse eleições legítimas. A escolha de uma Junta composta pelo então governador, composta e por membros do antigo Conselho e afetos pessoais, é recusada pelos goianenses. A luta diplomática é substituída por embate militar, que culmina com a vitória de Goiana, após o cerco do Recife. Luiz do Rego assina o Termo de Capitulação a 05 de outubro, que ficou conhecido como Convenção de Beberibe. Tal processo estabeleceu um governo independente na província e resultou na expulsão do último governador português, antecipando a independência política da província.” Finalmente, dos “Anais Pernambucanos” (volume VII, p.490), transcreve-se, alusiva à deposição de Luiz do Rego, o seguinte trecho da letra de uma canção de júbilo muito entoada na época pelos pernambucanos: “Luís do Rego foi guerreiro/ Sete campanhas venceu,/Mas na oitava de Goiana/ Luís do Rego esmoreceu/ Luiz do Rego foi chamado/ De raiva ficou maluco/ Sete campanhas que tinha/ As perdeu em Pernambuco,/ Luiz do Rego já dizia/ Que Pernambuco era seu/ Perdeu tudo quanto tinha/ O braço lhe esmoreceu/ A mulher de Luiz do Rego/ Não comia senão galinha;/ Inda não era princesa/ Já queria ser rainha”


Obstinação e Neruda


Se, lira, não és larga estrada,
Sê bem cuidada trilha.
Se de sol não és chamada,
Como planeta então brilha.

Cogito não ser preciso
Alcançar o melhor em tudo
Deve-se doar à meta, contudo,
O melhor do próprio siso.

Daí os poemas que abraço
Constantemente emendo,
Não sei se o ótimo faço

Ou se de poesia mal entendo,
Mas faço, desfaço e refaço,
Na obstinação do “não me rendo!”


*Josué Sena, poeta e desembargador do TJPE.

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Silvio Costa Filho percorre a Mata Sul e consolida apoios importantes em três municípios

11/09/2026

Ex-ministro do governo Lula e candidato à reeleição para deputado federal, Silvio Costa Filho, iniciou sua agenda de final de semana percorrendo municípios da Mata Sul de Pernambuco. Nesta sexta-feira, o parlamentar esteve em Catende, Ribeirão e Gameleira, onde manteve encontros com lideranças políticas e recebeu manifestações de apoio de aliados e da população.

Em Catende, Silvio esteve ao lado do vereador Bilu e de seu grupo político. Em Ribeirão, a agenda contou com a participação do vereador Leimisson Cravo. Já em Gameleira, o deputado foi recebido pela vereadora Loide, reforçando a articulação política construída pelo parlamentar em diferentes regiões do Estado.

A passagem pela Mata Sul reforça a estratégia de Silvio Costa Filho de manter uma atuação próxima às bases e ampliar o diálogo com lideranças e comunidades. Com presença política do litoral ao sertão, o deputado vem fortalecendo alianças em Pernambuco e consolidando uma rede de apoios para a d...

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Ex-ministro do governo Lula e candidato à reeleição para deputado federal, Silvio Costa Filho, iniciou sua agenda de final de semana percorrendo municípios da Mata Sul de Pernambuco. Nesta sexta-feira, o parlamentar esteve em Catende, Ribeirão e Gameleira, onde manteve encontros com lideranças políticas e recebeu manifestações de apoio de aliados e da população.

Em Catende, Silvio esteve ao lado do vereador Bilu e de seu grupo político. Em Ribeirão, a agenda contou com a participação do vereador Leimisson Cravo. Já em Gameleira, o deputado foi recebido pela vereadora Loide, reforçando a articulação política construída pelo parlamentar em diferentes regiões do Estado.

A passagem pela Mata Sul reforça a estratégia de Silvio Costa Filho de manter uma atuação próxima às bases e ampliar o diálogo com lideranças e comunidades. Com presença política do litoral ao sertão, o deputado vem fortalecendo alianças em Pernambuco e consolidando uma rede de apoios para a disputa pela renovação do mandato na Câmara Federal.

Além dos encontros políticos, a agenda também foi marcada pela proximidade com moradores dos municípios visitados. Para Silvio, a receptividade encontrada na região representa o reconhecimento de um trabalho construído ao longo dos últimos anos.

“Quero agradecer de coração a todos os amigos, lideranças e à população de Catende, Ribeirão e Gameleira pela recepção e pelo carinho. É muito importante estar perto das pessoas, ouvir as demandas de cada município e poder construir, junto com nossas lideranças, um Pernambuco cada vez mais forte. Tenho muita gratidão por cada apoio e por cada gesto de confiança. Ao lado de Bilu, Leimisson e Loide vamos trabalhar muito por Catende, Ribeirão e Gameleira nos próximos anos”, afirmou Silvio Costa Filho.

A agenda na Mata Sul faz parte de uma série de visitas que o deputado vem realizando pelo Estado, mantendo o contato direto com aliados e fortalecendo sua caminhada rumo à reeleição.

Foto: Wesley D'Almeida




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É Findi - Retrovisor. Sorrimos Juntos. - Crônica - Por AJ Fontes*

11/09/2026

Passei o dia olhando o indicador de combustível. Lembrava e esquecia de abastecer até que aconteceu.

Retornávamos para casa e senti a força se esvair pelo asfalto bem no cruzamento da Cruz Cabugá com a Avenida Norte. Àquela hora o trânsito estava livre e contamos com a ajuda de um sopro, vindo de algum lugar, nos empurrou para o outro lado. Eu e Ana espichamos olhares ao longo da avenida vazia.

Aí que a gente atenta para o retrovisor e surgem os feitos e não feitos. Desde a alimentação do motor do carro, atravessando pelas escolhas diárias que montam nosso tempo nesse lugar.

Com um copo de cerveja na mão, sentado na varanda ouvindo os latidos em volta do sítio e lembrando do que havia programado para a aposentadoria. Uma longa viagem.

Não contava com o surgimento dela: Ana.

Chegou entre poemas e contos tomou conta de um dia, depois do outro e no sete daquele setembro, enredados em poemas, contos. Naquele di...

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Passei o dia olhando o indicador de combustível. Lembrava e esquecia de abastecer até que aconteceu.

Retornávamos para casa e senti a força se esvair pelo asfalto bem no cruzamento da Cruz Cabugá com a Avenida Norte. Àquela hora o trânsito estava livre e contamos com a ajuda de um sopro, vindo de algum lugar, nos empurrou para o outro lado. Eu e Ana espichamos olhares ao longo da avenida vazia.

Aí que a gente atenta para o retrovisor e surgem os feitos e não feitos. Desde a alimentação do motor do carro, atravessando pelas escolhas diárias que montam nosso tempo nesse lugar.

Com um copo de cerveja na mão, sentado na varanda ouvindo os latidos em volta do sítio e lembrando do que havia programado para a aposentadoria. Uma longa viagem.

Não contava com o surgimento dela: Ana.

Chegou entre poemas e contos tomou conta de um dia, depois do outro e no sete daquele setembro, enredados em poemas, contos. Naquele dia a convidei para me acompanhar na visita ao amigo Antônio Carlos. Dias antes, combinamos um carteado, na sua casa. Depois, começamos a mostrar nossos dias, nossos sorrisos e corações. Já não bastava o encontro semanal na Oficina de Escrita do mestre Paulo Caldas. Passaram a fazer parte de nossa rotina em comum conhecer uma casa de café, assistir um bom filme no ETC ou passear no calçadão de Boa Viagem.

Minha programação foi para o Beleléu. Embora insistisse em fazer o caminho de Santiago de Compostela, titubeei quanto à viagem pela Europa. Alguma coisa não combinava como antes. Acho que por baixo das vontades antigas os movimentos do coração iniciaram um processo de abertura para a nova.

O dia da partida se chegava e a certeza do distanciamento também. Mas aconteceu o espanto. A notícia se espalhou rápido e veja isso: não precisou de edição extraordinária na TV - Todos precisam estar em casa. Serão alguns dias, até que se normalize a questão mundial da doença. Foram dias transformados em meses. Eu já estava em uma pequena casa da zona rural na Serra das Russas onde resolvemos passar esse tempo. Pelo retrovisor vejo a sorte de termos um ao outro em um período de tanto isolamento e tristeza.

Desde aquele Sete de Setembro, um viajamos, escrevemos, brincamos, arengamos e sorrimos. Juntos.

O Caminho de Santiago? Quem sabe um dia faremos. Juntos.


*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’. @aj.fontes




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É Findi - Meu Pirapora - Poema - Por Eduardo Albuquerque*

11/09/2026

Talhado do Pirapora,
águas abundantes;
tempos de infante,
eras deslumbrante!

Não fostes s’imbora,
voltastes ind’agora,
como foras outrora:
puras, nosso tesouro

Recordo de memória,
tantas belas histórias:
A Sereia do Pirapora...



Resgates da adolescência,
mantidos na senescência;
jamais serão ausências,
pois inerentes vivências.

Apesar do vil homem, Pirapora,
não se deixes fenecer, insista!
Enterneces-nos, és benquista,
Oh! Não, não, nunca vá s'imbora!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.

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Talhado do Pirapora,
águas abundantes;
tempos de infante,
eras deslumbrante!

Não fostes s’imbora,
voltastes ind’agora,
como foras outrora:
puras, nosso tesouro

Recordo de memória,
tantas belas histórias:
A Sereia do Pirapora...



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Resgates da adolescência,
mantidos na senescência;
jamais serão ausências,
pois inerentes vivências.

Apesar do vil homem, Pirapora,
não se deixes fenecer, insista!
Enterneces-nos, és benquista,
Oh! Não, não, nunca vá s'imbora!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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É Findi - O Importante é Participar - Crônica - Por Malude Maciel*

11/09/2026

Recebi um convite interessante pra ver o primeiro jogo de futsal da minha neta mais nova, que está com oito anos de idade, estreando nos Jogos Escolares do Município e, não me fiz de rogada. Quando dei por mim, já estava na arquibancada da quadra esportiva da Caixa Econômica Federal, onde disputaram os times do Colégio Diocesano de Caruaru contra o time de Sapucarana, zona rural do Distrito de Bezerros. Eu não poderia faltar pois, faço questão de acompanhar as atividades das minhas quatro netas, recordando o que fiz, anos atrás, com meus três filhos.
Talvez eu fosse a única avó ali presente, na torcida. Mas, isso é simplesmente gratificante!

Competições

Os Jogos Escolares são por demais positivos na vida estudantil. Criam o hábito de competir, saber vencer e saber perder dignamente, sem drama; coisa fundamental na formação do alunado, sendo prática fundamental no dia a dia, tanto agora como também num futuro próximo, quando a idade adulta che...

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Recebi um convite interessante pra ver o primeiro jogo de futsal da minha neta mais nova, que está com oito anos de idade, estreando nos Jogos Escolares do Município e, não me fiz de rogada. Quando dei por mim, já estava na arquibancada da quadra esportiva da Caixa Econômica Federal, onde disputaram os times do Colégio Diocesano de Caruaru contra o time de Sapucarana, zona rural do Distrito de Bezerros. Eu não poderia faltar pois, faço questão de acompanhar as atividades das minhas quatro netas, recordando o que fiz, anos atrás, com meus três filhos.
Talvez eu fosse a única avó ali presente, na torcida. Mas, isso é simplesmente gratificante!

Competições

Os Jogos Escolares são por demais positivos na vida estudantil. Criam o hábito de competir, saber vencer e saber perder dignamente, sem drama; coisa fundamental na formação do alunado, sendo prática fundamental no dia a dia, tanto agora como também num futuro próximo, quando a idade adulta chegar com seus problemas mais sérios que precisarão ser resolvidos com sabedoria. É preciso treino.

Torcer é preciso

A torcida é um item essencial que ajuda muito aos atletas de quaisquer campeonatos. Uma torcida vibrante e organizada é capaz de levar à vitória um time que esteja em risco de ser desclassificado.

Os times dessa tarde

No geral, ambos os times dessa competição estavam em forma. Todavia, quem joga em casa já tem grandes vantagens e quem vem de fora tem algumas inconveniências como: locomoção, cansaço de viagem, a falta de torcedores à altura do adversário e aquele nervosismo de enfrentar algo que julga superior.
Nisso, o Diocesano saiu vitorioso e estava bem preparado, mas as jogadoras de Sapucarana tiveram também seus méritos. Eram maiores e mais fortes fisicamente e algumas meninas se destacaram. Havia um ímpeto de ganhar, um esforço comum.
O placar marcou 3X2 mas, não foi desonroso. Naturalmente que eu estava torcendo pelo time local que foi o vencedor. Bravo!

Babação

Essa minha neta que estava na quadra com a camisa 10, chama-se Pérola (nasceu na data do meu aniversário) e, parece polivalente, ainda não definiu a área esportiva que quer abraçar definitivamente, e também participa da modalidade de Karatê onde, recentemente, recebeu a medalha de bronze, enquanto sua irmã de dez anos, Pétala, ficou em primeiro lugar, levando para o Colégio a medalha de ouro. Fico muito satisfeita com esses resultados e até admirada porque de minha parte não costumava participar em torneios esportivos. Minha dedicação era para os estudos e ganhei prêmios referentes à competições literárias e atualmente, vejo que as meninas da família são craques nas duas situações. Tanto recebem boas notas (tendo a mais velha concluído o Curso de Medicina), como também têm se revelado em outras áreas. Marina, aos doze anos, está produzindo lindas telas só mesmo tempo que mantém a tradição de primeira de classe.

Minhas escusas

Desculpem, toda avó é coruja , tem essa mania de alardear os feitos de seus pimpolhos, porém é salutar esse laço de ligação entre as gerações. A própria Ciência aconselha, para um melhor equilíbrio emocional, que haja troca de conhecimentos e afetividades entre os familiares, principalmente os avós maternos e paternos.

Aprovado

No meu caso é preciso vigilância para não interferir na vida de quem amo tanto pois, se deixar sem controle, o apego, o amor extraordinário, poderá prejudicar.

Assim, é importante participar, no entanto, nunca influenciar demasiadamente, querendo educar, porque essa tarefa é dos pais. É preciso cautela.

Amor incondicional

Amo minhas netas e, diariamente rogo a Deus pelos seres maravilhosos que me presenteou.
Viva os avós!


*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina. @malude.maciel



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É Findi - Série Prédios Ícones de Pernambuco - Forte do Brum - Por André Gustavo de Pinho Monteiro*

11/09/2026

Forte do Brum: quatro séculos de história de Pernambuco

Há lugares que fazem parte da paisagem de uma cidade. Outros fazem parte de sua identidade. O Forte do Brum pertence às duas categorias. Erguido em posição estratégica na entrada do Porto do Recife, é uma das mais antigas testemunhas da história de Pernambuco.
As origens da importância militar do local remontam a 1595, quando o corsário inglês James Lancaster, durante o ataque ao Recife, estabeleceu ali uma pequena bateria de canhões para proteger sua posição contra possíveis contra-ataques.

Novo

Em 1629, Matias de Albuquerque determinou a construção de uma fortificação no mesmo local, inicialmente denominada Forte Diogo Paes. Quando os holandeses invadiram Pernambuco, em 1630, a obra ainda não estava concluída. Os invasores ocuparam a posição e deram continuidade à construção entre 1630 e 1631. Entre os engenheiros envolvidos estava Pieter van Bueren, autor de uma...

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Forte do Brum: quatro séculos de história de Pernambuco

Há lugares que fazem parte da paisagem de uma cidade. Outros fazem parte de sua identidade. O Forte do Brum pertence às duas categorias. Erguido em posição estratégica na entrada do Porto do Recife, é uma das mais antigas testemunhas da história de Pernambuco.
As origens da importância militar do local remontam a 1595, quando o corsário inglês James Lancaster, durante o ataque ao Recife, estabeleceu ali uma pequena bateria de canhões para proteger sua posição contra possíveis contra-ataques.

Novo

Em 1629, Matias de Albuquerque determinou a construção de uma fortificação no mesmo local, inicialmente denominada Forte Diogo Paes. Quando os holandeses invadiram Pernambuco, em 1630, a obra ainda não estava concluída. Os invasores ocuparam a posição e deram continuidade à construção entre 1630 e 1631. Entre os engenheiros envolvidos estava Pieter van Bueren, autor de uma planta da fortificação.
Construído inicialmente com terra e faxina — feixes de galhos usados para reforçar estruturas de terra —, o forte apresentava configuração abaluartada, com dois baluartes completos e dois meios-baluartes, ligados por cortinas. Durante a ocupação holandesa surgiu o nome Bruyne, em referência a Johan Bruyne, posteriormente aportuguesado pela população para Brum.
Após a expulsão dos holandeses, em 1654, o forte passou por sucessivas obras de reconstrução. As principais foram concluídas em 1690, com o emprego de pedra e cal, embora os trabalhos prosseguissem até 1715. Sobre o portão, a inscrição “Coutinho Almotacé-Mor do Reino. Ano de 1690” refere-se a António Luís Coutinho da Câmara, então Governador do Estado do Brasil e Almotacé-Mor do Reino, cargo ligado ao abastecimento da Corte. Também foi construída a capela de São João Batista.

Palco de outros fatos

Ao longo dos séculos, o Forte esteve ligado a importantes acontecimentos de Pernambuco, como a Revolução Pernambucana de 1817, a Confederação do Equador, em 1824, a Abrilada, em 1832, e a Revolução Praieira. Em 15 de dezembro de 1859, recebeu D. Pedro II, que registrou em seu diário as instalações, a capela, as prisões e a artilharia existente.
Em 1938, foi tombado pelo então SPHAN, atual IPHAN. Restaurado em 1985, passou a abrigar, em 5 de janeiro de 1987, o Museu Militar do Forte do Brum, dedicado à história militar brasileira, especialmente à trajetória do Soldado Nordestino.

Quando minha história se encontrou com a do Forte

Minha história com o Forte começou muitas décadas depois de sua construção. Em 2016, cheguei ao Forte do Brum para assumir a direção do Museu Militar, função que exerci durante dez anos, até 2026.
Foram dez anos de convivência diária com suas muralhas, seus espaços, seus objetos e, principalmente, com as pessoas que ajudaram a construir sua história. Recebi veteranos, militares, pesquisadores, estudantes, professores, turistas e famílias, sempre buscando aproximar o Forte da sociedade e das novas gerações.
Ser diretor do Museu significou muito mais que exercer uma função administrativa. Foi assumir a responsabilidade de cuidar de um lugar que já existia muito antes de mim e que continuará existindo depois da minha passagem.
Quando cheguei, em 2016, suas pedras já contavam quase quatro séculos. Ao encerrar minha trajetória, em 2026, elas continuavam ali, testemunhando o presente e guardando novas histórias.
O Forte mudou de bandeira, de nome e de função. Seus canhões já não defendem o Recife. Hoje, seus portões se abrem para o conhecimento e para o encontro entre passado e presente.
Ter dedicado dez anos da minha vida ao Forte do Brum foi uma honra, uma responsabilidade e um dos capítulos mais significativos da minha trajetória.


*André Gustavo de Pinho Monteiro, Coronel da Reserva do Exército Brasileiro e Mestre em Operações Militares. Foi diretor do Museu Militar do Forte do Brum e é membro honorário do IAHGP.



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É Findi - Série História de Pernambuco - Uma guerra feita por muitos - Por Alfredo Cabral de Melo*

11/09/2026

A insurreição que começou a tomar forma em Pernambuco, em 1645, rapidamente mostrou que não seria uma luta conduzida apenas pelos senhores de engenho que estavam descontentes com o domínio neerlandês. À medida que a guerra avançava, homens de diferentes origens e condições passaram a integrar as forças da Restauração. Entre eles estavam portugueses, moradores da terra, indígenas, negros livres, libertos e escravizados, além de soldados que já haviam participado das primeiras guerras contra os neerlandeses.

Essa composição, entretanto, não significa que todos estivessem lutando pelas mesmas razões. A sociedade colonial era marcada por diferenças profundas, e essas diferenças também apareciam nas escolhas feitas durante a guerra. Havia interesses econômicos e políticos, vínculos familiares e religiosos, relações de dependência, experiências militares e, para alguns, a possibilidade de conquistar liberdade ou reconhecimento. Por isso, compreender quem participou da Insurrei...

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A insurreição que começou a tomar forma em Pernambuco, em 1645, rapidamente mostrou que não seria uma luta conduzida apenas pelos senhores de engenho que estavam descontentes com o domínio neerlandês. À medida que a guerra avançava, homens de diferentes origens e condições passaram a integrar as forças da Restauração. Entre eles estavam portugueses, moradores da terra, indígenas, negros livres, libertos e escravizados, além de soldados que já haviam participado das primeiras guerras contra os neerlandeses.

Essa composição, entretanto, não significa que todos estivessem lutando pelas mesmas razões. A sociedade colonial era marcada por diferenças profundas, e essas diferenças também apareciam nas escolhas feitas durante a guerra. Havia interesses econômicos e políticos, vínculos familiares e religiosos, relações de dependência, experiências militares e, para alguns, a possibilidade de conquistar liberdade ou reconhecimento. Por isso, compreender quem participou da Insurreição é também compreender que não existia uma única razão para combater.

Entre os indígenas, essa realidade aparece de maneira particularmente clara. Filipe Camarão tornou-se um dos principais comandantes das forças da Restauração, enquanto outros indígenas permaneceram ao lado dos neerlandeses. Pedro Poti e Antônio Paraupaba são exemplos importantes dessa divisão. A existência desses diferentes posicionamentos mostra que os povos indígenas não constituíam um grupo uniforme diante da guerra e que suas escolhas estavam relacionadas às experiências políticas, religiosas e militares acumuladas desde os primeiros anos da presença portuguesa e neerlandesa.

Essa divisão pode ser percebida em documentos excepcionais. Em 1645, Filipe Camarão e Pedro Poti trocaram cartas escritas em tupi, nas quais aparecem não apenas argumentos relacionados à guerra, mas também referências ao parentesco, à religião e às experiências vividas por seus povos. Poti, que permanecera ligado aos neerlandeses, lembrava as violências praticadas pelos portugueses contra os potiguaras. A correspondência revela, assim, que a escolha de um lado não podia ser explicada simplesmente por uma suposta fidelidade natural aos portugueses ou aos holandeses.

A presença negra na guerra também exige o mesmo cuidado. Henrique Dias tornou-se a principal liderança negra das forças da Restauração e construiu uma trajetória militar que lhe trouxe reconhecimento da Coroa portuguesa. Sua participação remonta aos primeiros anos da luta contra os neerlandeses e ganhou maior importância com a Insurreição de 1645.

Mas a trajetória de Henrique Dias não pode ser utilizada para representar, indistintamente, todos os negros que viviam naquele período. Havia homens livres, libertos e escravizados, e suas relações com os dois lados do conflito não foram necessariamente iguais. A documentação e os estudos historiográficos mostram que também houve negros que permaneceram ligados aos neerlandeses ou que estabeleceram relações de cooperação com eles.

Para aqueles que viviam sob a escravidão, a guerra podia assumir ainda outro significado. A possibilidade de liberdade estava presente nas relações de recrutamento e recompensa, e houve casos em que a participação nos combates esteve associada à alforria. Isso ajuda a explicar por que alguns homens escravizados poderiam encontrar na guerra uma oportunidade que dificilmente teriam em outras circunstâncias. Não significa, porém, que a participação negra na Restauração possa ser reduzida à busca pela liberdade, nem que a vitória sobre os neerlandeses tenha alterado a estrutura escravista da sociedade colonial.

A própria guerra produzia novas relações. Homens que demonstravam capacidade militar podiam adquirir prestígio e autoridade, enquanto comandantes procuravam reunir forças suficientes para enfrentar um adversário que ainda controlava Recife e importantes posições fortificadas. Nesse contexto, a experiência de indígenas e negros não era apenas complementar à atuação dos demais combatentes. Eles faziam parte da estrutura militar que sustentava a resistência.

É justamente por isso que a narrativa posterior sobre a Restauração precisa ser observada com cuidado. Em épocas posteriores, tornou-se comum apresentar a luta contra os neerlandeses como uma união de portugueses, indígenas e negros em defesa de uma mesma ideia de pátria. A participação desses grupos é um fato histórico, mas suas motivações e escolhas foram muito mais complexas do que essa imagem permite perceber.

Em 1645, ainda não existia a ideia de nação brasileira nos termos em que hoje a compreendemos. Havia homens defendendo interesses próprios, comunidades tentando sobreviver, grupos indígenas disputando espaços e alianças, escravizados procurando possibilidades de mudança de condição e senhores de engenho tentando recuperar posições econômicas e políticas. Todos estavam inseridos em uma guerra contra o domínio neerlandês, mas isso não significa que todos enxergassem aquele conflito da mesma maneira.

Essa diversidade ajuda a explicar a própria força que a Insurreição começaria a adquirir. A revolta, que inicialmente dependia de articulações políticas e do apoio de determinados grupos locais, precisava agora transformar-se em uma força militar capaz de ocupar o território, controlar caminhos e enfrentar as tropas neerlandesas em combates cada vez mais organizados.

A guerra, portanto, estava mudando de natureza. Já não bastava reunir homens dispostos a se rebelar. Era necessário formar tropas, obter armas e mantimentos, estabelecer posições e escolher onde enfrentar o inimigo. O movimento iniciado em 1645 começava a abandonar a condição de revolta para assumir as características de uma guerra prolongada.

E quando a insurreição passou a contar com forças mais organizadas, surgiu uma nova questão: como enfrentar militarmente os neerlandeses em seu próprio território e transformar uma revolta em uma campanha capaz de ameaçar o domínio que ainda mantinham sobre Pernambuco?


*Alfredo Cabral de Melo, é Advogado, Historiador, Jornalista, e Membro do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e do Instituto Histórico do Maranhão (IHGM). @alfredo.cabral.de.melo



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O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.




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É Findi – Reino da Zoada Pouca - Croniqueta - Por Xico Bizerra*

11/09/2026

Estou no reino da zoada pouca, onde só se ouve a sinfonia de sapos e grilos, o coro das cigarras, os solos de sabiás e o contracanto de capotes misturando canções várias. Tudo na mais perfeita harmonia. Sou feliz. Estou onde quero estar, numa casa na serra, sem rádio e sem notícias das terras civilizadas. Aqui, nada se sabe, de quantos mataram, de quantos morreram, de quantos roubaram e de quanto se roubou. Sabe-se, apenas, que continuam matando, morrendo e roubando. Cada vez mais. Importa muito mais ver-me anoitecendo cedo para amanhecer-me mais cedo ainda, a tempo de ver a troca de plantões entre os raios da lua e o clarão do sol, um chegando, outro se indo, cada qual com sua beleza peculiar. Estou numa casinha na serra com as portas do sorrir escancaradas. Sem buzinas, sem motores, sem zoada. Sou vizinho, parede-e-meia, da paz. Esta, a casa onde mora a felicidade.


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico



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Estou no reino da zoada pouca, onde só se ouve a sinfonia de sapos e grilos, o coro das cigarras, os solos de sabiás e o contracanto de capotes misturando canções várias. Tudo na mais perfeita harmonia. Sou feliz. Estou onde quero estar, numa casa na serra, sem rádio e sem notícias das terras civilizadas. Aqui, nada se sabe, de quantos mataram, de quantos morreram, de quantos roubaram e de quanto se roubou. Sabe-se, apenas, que continuam matando, morrendo e roubando. Cada vez mais. Importa muito mais ver-me anoitecendo cedo para amanhecer-me mais cedo ainda, a tempo de ver a troca de plantões entre os raios da lua e o clarão do sol, um chegando, outro se indo, cada qual com sua beleza peculiar. Estou numa casinha na serra com as portas do sorrir escancaradas. Sem buzinas, sem motores, sem zoada. Sou vizinho, parede-e-meia, da paz. Esta, a casa onde mora a felicidade.


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico



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É Findi - Onde Você Estava no 11 de Setembro de 2001? - Crônica - Por Romero Falcão*

11/09/2026

O que me inspirou a escrever esta crônica foi um artigo publicado na Folha de S.Paulo, da jornalista Lúcia Guimarães, que vive em Nova York desde 1985. Eis os dois primeiros parágrafos:

Quando uma pequena multidão se reunir no memorial do 11 de setembro nesta sexta-feira, no sul de Manhattan, pela primeira vez, um sétimo sino será ouvido. Os seis primeiros marcam a hora exata, há 25 anos, da queda dos quatro aviões e do desabamento das duas torres.

Cada toque de sino é sucedido pela leitura solene dos nomes das 2.977 vítimas, e o sétimo toque vai relembrar milhares de mortos por suicídio, câncer e outras doenças associadas ao ar tóxico na área dos escombros. Estima-se que mais 5.000 pessoas morreram de problemas de saúde decorrentes do trabalho de resgate e por morar na vizinhança dos escombros.»



Pela leitura acima, o 11 de Setembro tem desdobramentos tão tenebrosos quanto os próprios aviões transformados em armas e lançados...

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O que me inspirou a escrever esta crônica foi um artigo publicado na Folha de S.Paulo, da jornalista Lúcia Guimarães, que vive em Nova York desde 1985. Eis os dois primeiros parágrafos:

Quando uma pequena multidão se reunir no memorial do 11 de setembro nesta sexta-feira, no sul de Manhattan, pela primeira vez, um sétimo sino será ouvido. Os seis primeiros marcam a hora exata, há 25 anos, da queda dos quatro aviões e do desabamento das duas torres.

Cada toque de sino é sucedido pela leitura solene dos nomes das 2.977 vítimas, e o sétimo toque vai relembrar milhares de mortos por suicídio, câncer e outras doenças associadas ao ar tóxico na área dos escombros. Estima-se que mais 5.000 pessoas morreram de problemas de saúde decorrentes do trabalho de resgate e por morar na vizinhança dos escombros.»



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Pela leitura acima, o 11 de Setembro tem desdobramentos tão tenebrosos quanto os próprios aviões transformados em armas e lançados contra o coração dos Estados Unidos.

Mas, pela veia da crônica, surge outra pergunta:

Onde você estava no 11 de Setembro de 2001, caro leitor, estimada leitora?

Eu estava dentro do meu Fusca, sem o banco do carona, carregando sacos de cimento para "erguer no patamar quatro paredes sólidas.Tijolo com tijolo num desenho lógico".

Na hora do almoço, entrei num bar de chão de poeira. A televisão transmitia as imagens das Torres Gêmeas em chamas. Aviões haviam sido sequestrados e usados como armas. Eu não entendia bulhufas daquilo. O garçom, de olhos arregalados, resumiu a tragédia:

— É bomba até umas horas.

Enquanto meus caninos estraçalhavam um galeto, as notícias chegavam à tela. Aos poucos, os fregueses iam sacando a gravidade da desgraça.

Depois de limpar a boca com as costas das mãos e pagar a conta, dirigi-me à construção.

Na entrada, o mestre de obra me abordou:

— Doutor, começou o fim do mundo.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda



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É Findi - Quem Diria? - Poema - Por Felipe Bezerra*

11/09/2026

Que tirar um criminoso da cadeia,
colocando-o na Presidência,
sem declaração de inocência

Com o Supremo tramando a teia,
dessa manobra de indecência,
com o aval de Suas Excelências

Que desequilibraram a concorrência,
com censura, "missão dada" e imprensa,
viraria uma crise sem precedência?

Eis a dura realidade:
não há espanto nem novidade,
é só a triste consequência.


*Felipe Bezerra, advogado e poeta. @felipebezerradesouza


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Que tirar um criminoso da cadeia,
colocando-o na Presidência,
sem declaração de inocência

Com o Supremo tramando a teia,
dessa manobra de indecência,
com o aval de Suas Excelências

Que desequilibraram a concorrência,
com censura, "missão dada" e imprensa,
viraria uma crise sem precedência?

Eis a dura realidade:
não há espanto nem novidade,
é só a triste consequência.


*Felipe Bezerra, advogado e poeta. @felipebezerradesouza


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O Poder antecipa o DataFolha: João cresce. Eleição indefinida

11/09/2026

Marcada para 18h45, o DataFolha está duvulgando uma nova rodada de pesquisas. Em Pernambuco, o resultado deve confirmar a tendência que já havia aparecido na Quaest, empate técnico.

Um cresce, a outra para

João cresceu dois pontos e Raquel ficou estabilizada, fazendo a diferença cair de 7 para 5 pontos.

Na espontânea

Raquel caiu 2 pontos e João cresceu 4 pontos.

O resultado mostra que a eleição está aberta e que o candidato do PSB vive um momento muito positivo.

A metodologia

Será publicada assim que divulgada pelo instituto. A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram entrevistadas 1.204 pessoas entre os dias 8 e 10 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é PE-04411/2026.

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Marcada para 18h45, o DataFolha está duvulgando uma nova rodada de pesquisas. Em Pernambuco, o resultado deve confirmar a tendência que já havia aparecido na Quaest, empate técnico.

Um cresce, a outra para

João cresceu dois pontos e Raquel ficou estabilizada, fazendo a diferença cair de 7 para 5 pontos.

Na espontânea

Raquel caiu 2 pontos e João cresceu 4 pontos.

O resultado mostra que a eleição está aberta e que o candidato do PSB vive um momento muito positivo.

A metodologia

Será publicada assim que divulgada pelo instituto. A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram entrevistadas 1.204 pessoas entre os dias 8 e 10 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é PE-04411/2026.




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