STF - Flávio Bolsonaro é surpreendido com impedimento de Nunes Marques, um voto a menos
15/09/2026
Três votos contra e Cármen
Enquanto isso, os ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin devem votar contra a abertura do processo. O voto da ministra Cármen Lúcia é uma incógnita.

Três votos contra e Cármen
Enquanto isso, os ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin devem votar contra a abertura do processo. O voto da ministra Cármen Lúcia é uma incógnita.
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Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta quarta-feira Por Alek Maracajá
16/09/2026
A sessão de ontem expôs justamente o que Fachin precisava administrar: uma Corte dividida diante de uma investigação que pode alcançar um de seus integrantes. Por 4 votos a 3, o plenário se inclinou a manter separados os casos de Alexandre de Moraes e André Mendonça. Flávio Dino pediu vista antes da conclusão, e o STF não chegou à questão central sobre Moraes. O prazo regimental para devolver o processo é de até 90 dias. Agência Brasil??
Resumo da manhã: o Supremo entrou para decidir como enfrentar a crise. Saiu precisando decidir como continuará a sessão.
Leitura qualitativa: estes são temas com potencial de repercussão, não um ranking de volume medido hoje pela Ativaweb.
Quando o grupo do STF começa a produzir manchetes próprias, a crise já saiu da pauta do processo.
Principais movimentos
Sessão extraordinária, re...
Brasília, 16 de setembro de 2026
A sessão de ontem expôs justamente o que Fachin precisava administrar: uma Corte dividida diante de uma investigação que pode alcançar um de seus integrantes. Por 4 votos a 3, o plenário se inclinou a manter separados os casos de Alexandre de Moraes e André Mendonça. Flávio Dino pediu vista antes da conclusão, e o STF não chegou à questão central sobre Moraes. O prazo regimental para devolver o processo é de até 90 dias. Agência Brasil??
Resumo da manhã: o Supremo entrou para decidir como enfrentar a crise. Saiu precisando decidir como continuará a sessão.
Leitura qualitativa: estes são temas com potencial de repercussão, não um ranking de volume medido hoje pela Ativaweb.
Quando o grupo do STF começa a produzir manchetes próprias, a crise já saiu da pauta do processo.
Principais movimentos
Sessão extraordinária, resposta adiada
O pedido de vista de Dino interrompeu a discussão sobre reunir ou separar os casos de Moraes e Mendonça. O placar de 4 a 3 é parcial; ainda não houve decisão definitiva sobre essa questão nem análise do ponto central referente a Moraes. A sessão prevista para discutir a atuação de Mendonça no dia 23 também pode ser afetada pelo impasse. CNN Brasil??
O STF ganhou prazo no processo e deixou aberta a disputa pela narrativa.
Cármen lúcia disse o que a sessão mostrou
Cármen Lúcia pediu desculpas à população e afirmou que a situação da Corte provocou um “mal-estar cívico”. Sua fala deu nome ao problema institucional: espera-se serenidade de um tribunal que julga conflitos, mas o país viu seus integrantes protagonizarem um. UOL??
A fala mais importante da sessão talvez tenha sido o reconhecimento de que o STF também precisa responder pelo ambiente que criou.
Gilmar foi bloqueado no whatsapp
Reportagens revelaram que Kassio Nunes Marques bloqueou Gilmar Mendes após uma troca ríspida de mensagens ocorrida antes da sessão. Gilmar também se desentendeu por mensagem com Luiz Fux. Kassio declarou-se impedido de participar do julgamento. As conversas mostram que a divisão exibida no plenário já estava instalada nos bastidores. Poder360: Kassio e Gilmar??; Poder360: Fux e Gilmar??
Brasília sempre soube bloquear uma articulação. Agora bloqueia também o contato.
Lula procura distância de Moraes
A campanha de Lula tenta evitar que a crise do ministro seja confundida com a posição do presidente. A orientação relatada por aliados é defender investigação e preservar o funcionamento das instituições, sem assumir uma defesa pessoal de Moraes. A dificuldade é que uma fotografia política construída ao longo de anos não desaparece com um comunicado. CNN Brasil??
Lula quer discutir instituições. Seus adversários querem discutir quem aparece ao lado de quem.
Flávio quer levar o STF para a campanha
Flávio Bolsonaro tenta associar Lula à crise do Supremo. Em sua campanha, há também discussão sobre como impedir que Moraes assuma a presidência da Corte no futuro, embora seus aliados divirjam sobre o caminho. A aposta é transformar o caso Master em argumento eleitoral duradouro; ainda não se pode concluir que a repercussão política vá se converter em votos. Folha: disputa eleitoral??; Folha: estratégia da campanha??
A campanha presidencial descobriu uma segunda eleição para comentar: a futura presidência do STF.
Gonet terá um capítulo no MPF
O Conselho Superior do MPF marcou para 25 de setembro a análise do procedimento sobre mensagens que mencionam o procurador-geral Paulo Gonet. Ele nega amizade ou interesse pessoal nos processos de Vorcaro. A existência do procedimento pede esclarecimento; por si só, não demonstra conduta ilícita. CNN Brasil??
Vorcaro saiu dos autos para ocupar a agenda de quase todas as instituições de Brasília.
CPI do master segue como pressão sobre o Congresso
O senador Eduardo Girão acionou o STF para pressionar pela instalação da CPI do Banco Master. Se a comissão avançar, a crise poderá ganhar um palco contínuo de depoimentos e disputas políticas no Senado. Por enquanto, pressão pela CPI não é CPI instalada. Poder360??
O Master já ocupa STF, PF, PGR e campanhas. O Congresso quer saber se ainda cabe mais uma cadeira na mesa.
Bastidores de Brasília
Fachin precisa conduzir os processos e recompor condições mínimas de diálogo entre os ministros. A sessão teve confronto aberto; fora dos microfones, vieram à tona mensagens ásperas e até um bilhete passado por Mendonça a Toffoli no plenário. Nenhum desses episódios decide o mérito, mas todos ajudam a explicar por que uma resposta institucional se tornou tão difícil. Metrópoles??
Fachin convocou uma sessão extraordinária. Terminou administrando também uma reunião de condomínio com toga.
Leitura estratégica Ativaweb Datalab
A pergunta decisiva mudou. Antes era: o que deve ser apurado sobre Moraes? Agora, o país também pergunta: o STF consegue definir um caminho claro para examinar suspeitas envolvendo seus próprios integrantes?
O pedido de vista é um instrumento regular do julgamento. Seu efeito político, neste contexto, é prolongar uma crise já exposta ao público. Cada dia sem resposta abre espaço para que campanhas e grupos nas redes expliquem o adiamento conforme seus interesses. A crítica necessária à Corte é esta: procedimento, transparência e prazo precisam ser compreensíveis também para quem está fora do plenário.
Na eleição, Lula tenta separar sua imagem da de Moraes; Flávio trabalha para uni-las. Atenção digital e disputa narrativa não medem intenção de voto. O efeito eleitoral dependerá das próximas pesquisas e de quanto tempo o tema permanecer relevante para os eleitores.
Alerta Ativaweb
O risco para o STF é deixar que a demora seja entendida como incapacidade de investigar a si próprio. Essa percepção pode se espalhar mais rápido do que qualquer explicação processual posterior.
O Supremo ganhou tempo nos autos. Agora precisa mostrar ao país o que fará com ele.
Fechamento
A notícia deste 16 de setembro é a ausência de uma decisão. O STF expôs suas divisões, Cármen Lúcia reconheceu o mal-estar que a Corte causou e o caso Master continua avançando sobre instituições e campanhas.
Brasília acordou com uma pergunta séria: como restaurar confiança quando quem precisa dar a resposta ainda discute como chegar a ela?
E, depois de sessão extraordinária, bate-boca e bloqueio no WhatsApp, uma coisa é certa: o celular mais comentado da crise já não é apenas o de Vorcaro.
Alek Maracajá
Cientista de Dados | Ativaweb DataLab
Flávio Bolsonaro cumpre agenda de campanha no Recife nesta quarta-feira
16/09/2026
Caminhada
Na capital pernambucana, o presidenciável participa de uma caminhada pelo Bairro do Recife e, em seguida, de um comício no Cais da Alfândega.
A programação
A programação aberta ao público tem início às 17h30, com concentração no Marco Zero. O percurso previsto seguirá pela Avenida Rio Branco até o Cais da Alfândega, onde está previsto o comício, marcado para as 18h30, nas proximidades da Livraria Jaqueira.
Marco Zero
O principal evento acontece no Marco Zero, às 16h22. A mobilização deve reunir eleitores, apoiadores e lideranças políticas de diferentes regiões de Pernambuco.
Expectativa
A expectativa é de participação de nomes ligados ao PL e d...
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) cumpre agenda de campanha no Recife hoje, quarta-feira (16/09), durante uma passagem pelo Nordeste.
Caminhada
Na capital pernambucana, o presidenciável participa de uma caminhada pelo Bairro do Recife e, em seguida, de um comício no Cais da Alfândega.
A programação
A programação aberta ao público tem início às 17h30, com concentração no Marco Zero. O percurso previsto seguirá pela Avenida Rio Branco até o Cais da Alfândega, onde está previsto o comício, marcado para as 18h30, nas proximidades da Livraria Jaqueira.
Marco Zero
O principal evento acontece no Marco Zero, às 16h22. A mobilização deve reunir eleitores, apoiadores e lideranças políticas de diferentes regiões de Pernambuco.
Expectativa
A expectativa é de participação de nomes ligados ao PL e de outros grupos que integram o campo político de direita no estado.
Os nomes
Entre os nomes com presença prevista está Mendonça Filho (PL), candidato ao Senado por Pernambuco, que participa da agenda ao lado de Flávio. O deputado federal André Ferreira e o candidato a deputado federal Anderson Ferreira, também do PL, estão entre os aliados que poderão acompanhar o ato no Recife.
O Poder
Com STF dividido, pedido de vista de Dino joga caso Morais para pós-eleição
16/09/2026
Antes do fim da sessão da Corte realizada ontem, terça-feira (1509) e em meio a um bate-boca entre os ministros, Dino pediu vista do caso, suspendendo o julgamento por até 90 dias.
Questão de ordem
Logo no início da sessão, depois da leitura do relatório do presidente do STF, Edson Fachin, Gilmar Mendes apresentou uma questão de ordem sobre a condução do caso. A discussão acabou dominando o julgamento e colocou o próprio presidente no centro dos questionamentos dos colegas.
Fachin votou para rejeitar a proposta ao argumentar que os procedimentos têm objetos distintos e defendeu a continuidade separada dos julgamentos. Sustentou ainda que cabe à Presidência do STF relatar o caso quando surgem indí...
O processo sobre a relação entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro pode ficar parado no STF (Supremo Tribunal Federal) até pelo menos o mês de dezembro, considerando o pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Antes do fim da sessão da Corte realizada ontem, terça-feira (1509) e em meio a um bate-boca entre os ministros, Dino pediu vista do caso, suspendendo o julgamento por até 90 dias.
Questão de ordem
Logo no início da sessão, depois da leitura do relatório do presidente do STF, Edson Fachin, Gilmar Mendes apresentou uma questão de ordem sobre a condução do caso. A discussão acabou dominando o julgamento e colocou o próprio presidente no centro dos questionamentos dos colegas.
Fachin votou para rejeitar a proposta ao argumentar que os procedimentos têm objetos distintos e defendeu a continuidade separada dos julgamentos. Sustentou ainda que cabe à Presidência do STF relatar o caso quando surgem indícios contra um ministro da Corte e que a questão precisava ser submetida ao plenário.
Ala oposta
Junto a Fachin, estiveram André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Na ala oposta, acompanharam Gilmar os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. Com isso, o STF terminou o dia com 4 votos a 3 para manter a análise separada dos casos sobre Moraes e Mendonça. No início do julgamento, Kassio Nunes Marques se declarou impedido e Dias Toffoli declarou suspeição por foro íntimo; os dois ficaram fora da votação.
O pedido de vista
Com o pedido de vista de Dino, os 90 dias de intervalo começam a contar. O ministro, pode, se desejar, devolver o caso ao plenário antes de dezembro, quando o prazo limite se encerra. De toda forma, o instrumento que suspendeu a análise do STF coloca a data de julgamentos sobre Moraes e Mendonça em xeque.
A discussão
A discussão processual impediu que o plenário chegasse ao tema que motivou originalmente a sessão: a ideia era que a Corte decidisse primeiro sobre a nulidade apontada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e, caso ela fosse rejeitada, definisse se a apuração contra Moraes poderia prosseguir.
Justiça determina que Folha de São Paulo publique Direito de Resposta de Veneziano
16/09/2026
Manchete distorcida induz ao erro
A decisão do juiz auxiliar Aluizio Bezerra Filho considerou que a chamada “Senador envia R$ 210 milhões em emendas para obra de ex-funcionário” ultrapassou o limite de uma simples síntese jornalística e suprimiu etapas importantes da cadeia de fatos descrita na própria reportagem — como a atuação dos consórcios responsáveis pela obra e a posterior contratação de empresas — e passou a transmitir uma relação direta entre os recursos indicados por Veneziano e uma suposta “obra de ex-funcionário”.
O Tribunal entendeu
Essa form...
Restabelecer a verdade, totalmente distorcida por contorcionismos editoriais. Foi nesse sentido que o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) concedeu direito de resposta ao Senador e candidato à reeleição ao Senado Federal Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) em relação à matéria publicada na edição impressa da Folha de S.Paulo do último dia 9 de setembro.
Manchete distorcida induz ao erro
A decisão do juiz auxiliar Aluizio Bezerra Filho considerou que a chamada “Senador envia R$ 210 milhões em emendas para obra de ex-funcionário” ultrapassou o limite de uma simples síntese jornalística e suprimiu etapas importantes da cadeia de fatos descrita na própria reportagem — como a atuação dos consórcios responsáveis pela obra e a posterior contratação de empresas — e passou a transmitir uma relação direta entre os recursos indicados por Veneziano e uma suposta “obra de ex-funcionário”.
O Tribunal entendeu
Essa formulação era capaz de projetar sobre o candidato uma suspeita de favorecimento pessoal ou de utilização da função pública em benefício de alguém ligado ao seu círculo profissional. O que nem de longe aconteceu. A decisão classificou o conteúdo como objetivamente apto a atingir a honra objetiva de Veneziano perante o eleitorado. Logo Vené, um dos políticos mais honestos que pisam a face da terra.
Publicação
O direito de resposta deverá ser publicado pelo jornal no mesmo veículo, espaço, local e página em que a manchete considerada ofensiva foi veiculada, com tamanho e destaque equivalentes, em até dois dias.
A decisão
Destacou que Veneziano enviou recursos atraves de emendas parlamentares para a duplicacão da BR 230, que liga Campina Grande ao Sertao da Paraíba. E fim. Não participou da escolha de fornecedores, não indicou empresas, não dirigiu nem influenciou subcontratações privadas relacionadas à execução da obra.
Conteúdo
O TRE-PB também fixou o conteúdo da resposta, que deverá conter as seguintes afirmações:
“O senador Veneziano Vital do Rêgo indicou emendas parlamentares para a BR-230. Isso é verdade, é público”
“Não houve indicação de fornecedores. Não houve qualquer comunicação entre o gabinete parlamentar e os consórcios sobre quais empresas contratar”.
“Veneziano não dirigiu, não influenciou e não conhecia as subcontratações privadas descritas na reportagem”.
Depois muita polêmica, pedido de vista do ministro Flávio Dino suspende julgamento do STF
15/09/2026
Depois de seis horas e meia, terminou sem resultado a sessão de julgamento programada para esta terça-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que foi aguardada com muita expectativa por todo o país nos últimos dias. Isto porque, ao final dos trabalhos, o ministro Flávio Dino pediu vista da matéria, o que suspendeu os trabalhos.
Na prática, depois de bate-bocas, contestações entre os ministros, reclamações sobre prerrogativas de cada integrante da Corte e até regras regimentais, o que foi votado durante a tarde não foi se o STF iria julgar a conduta do ministro Alexandre de Moraes — o objeto da sessão era avaliar se Moraes deveria ou não ser investigado por ter sido alvo de mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro do Master, Daniel Vorcaro.
Julgamento conjunto ou em separado
Os ministros tiveram de votar primeiro se acolhiam ou não uma questão de ordem apresentada pelo decano da Corte,...
Hylda Cavalcanti/Do HJur
Depois de seis horas e meia, terminou sem resultado a sessão de julgamento programada para esta terça-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que foi aguardada com muita expectativa por todo o país nos últimos dias. Isto porque, ao final dos trabalhos, o ministro Flávio Dino pediu vista da matéria, o que suspendeu os trabalhos.
Na prática, depois de bate-bocas, contestações entre os ministros, reclamações sobre prerrogativas de cada integrante da Corte e até regras regimentais, o que foi votado durante a tarde não foi se o STF iria julgar a conduta do ministro Alexandre de Moraes — o objeto da sessão era avaliar se Moraes deveria ou não ser investigado por ter sido alvo de mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro do Master, Daniel Vorcaro.
Julgamento conjunto ou em separado
Os ministros tiveram de votar primeiro se acolhiam ou não uma questão de ordem apresentada pelo decano da Corte, Gilmar Mendes, para que os dois casos, de avaliação da conduta de Moraes e também da conduta do ministro André Mendonça, fossem julgados de forma conjunta, na próxima quarta-feira (23/09).
Com o pedido de vista de Dino, não se sabe quando o processo será devolvido por Dino e nem mesmo se a sessão de quarta-feira será realizada.
Estratégia adotada por Dino
A sessão terminou com 4 votos a 3 para que os julgamentos sejam realizados de forma separada. Votaram para que seja mantida a separação os ministros Edson Fachin, Luiz Fux, André Mendonça e Cármen Lúcia. E votaram para que sejam realizados conjuntamente os magistrados Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes.
Enquanto os ministros Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli se consideraram impedidos de participar do julgamento.
Caso não tivesse havido pedido de vista, o placar teria ficado empatado em 4 a 4 e caberia ao presidente da Corte, o ministro Fachin, dar o seu voto de minerva, que seria pela votação em separado. Assim, o ministro Flávio Dino adotou a estratégia de retirar o seu voto e fazer um pedido de vista com o argumento de avaliar melhor a questão.
Fachin foi contra a sugestão do decano
O presidente do STF se posicionou tanto contra a questão de ordem apresentada por Mendes, defendendo o julgamento conjunto dos relatórios com informações da Polícia Federal sobre os dois ministros, como também contra a proposta de redistribuição do relatório sobre Alexandre de Moraes — relatoria esta, que ele puxou para o seu gabinete.
Gilmar Mendes defendeu também que seja realizado um sorteio para a definição de novo relator, alegando que é isto que está previsto no Regimento Interno da Corte. Outro ponto com o qual Fachin não concordou.
Moraes: sem bases fáticas
"Quero, desde logo, me manifestar no sentido de manter não apenas a separação entre os julgamentos. Portanto, voto no sentido de prosseguir o julgamento de hoje, bem como, de não levar a efeito o apensamento [reunião] dos feitos mencionados e, por via de consequência, fica prejudicada a redistribuição na forma regimental", disse Fachin.
O ministro André Mendonça, que acompanhou o voto de Fachin, disse entender que não existem as mesmas bases fáticas para realização de um julgamento em conjunto.
Moraes: risco de tumulto processual
“O que há, em relação a mim, é um suposto relatório de inteligência, um relatório ilegal, com monitoramento e coleta seletiva de dados de ministros do STF e de outras autoridades, em uma atividade própria de uma PF paralela. Documento ilegal, que o próprio documento fala que é sem valor probatório. São questões fáticas e jurídicas totalmente distintas", afirmou.
Posteriormente, Alexandre de Moraes se posicionou pela análise conjunta da sua situação com a do ministro André Mendonça. “Nós estamos com um risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual, julgando as mesmas coisas, só que com o sinal invertido, os mesmos fundamentos, cada qual de um lado, com sinal invertido hoje e na próxima quarta-feira”, frisou, referindo-se a Mendonça.
— Com Agências de Notícias
Crise no Supremo - STF encerra julgamento sem determinar como e quando casos de Alexandre de Moraes e André Mendonça serão analisados.
15/09/2026
Flávio Dino pede vista, Luiz Fux e Cármen Lúcia adiantam votos e seguem Edson Fachin para julgar ações de ministros separadamente.
O PGR, Paulo Gonet, nega ter relação de proximidade com Daniel Vorcaro
15/09/2026
Paulo Gonet
"Gostaria de fazer uma pontuação aqui que me parte muito importante, tendo em vista a menção ao meu nome e ao cargo de procurador-geral da República também procurador-geral da República só pode ser investigado depois da autorização do órgão próprio do Ministério Público Federal, mas eu fico feliz que o ministro André Mendonça tenha...
O Procurador-Geral da República, PGR, Paulo Gonet, afirmou hoje, terça-feira, 15/09, que não teve relacionamento de proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro. "E eu gostaria de deixar isso claro até para evitar mal entendidos, ser objetivos, não existe, nem tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro. O único encontro que eu tive com o seu Vorcaro se deu com várias autoridades em abril de 2024 a única ligação, intermediada por advogado foi brevíssima e banal". A fala aconteceu durante sessão do plenário do STF que discute a validade de um relatório da PF envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.
Paulo Gonet
"Gostaria de fazer uma pontuação aqui que me parte muito importante, tendo em vista a menção ao meu nome e ao cargo de procurador-geral da República também procurador-geral da República só pode ser investigado depois da autorização do órgão próprio do Ministério Público Federal, mas eu fico feliz que o ministro André Mendonça tenha reconhecido que não havia nada do que foi colhido que pudesse induzir a alguma prática de ilícito por parte do procurador-geral da República".
Dino critica ameaça dos EUA de invocar Magnitsky contra STF - Moraes, ele e Gilmar podem ser sancionados
15/09/2026
Dino, Gilmar e Moraes
Dino vota a questão de ordem apresenta...
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, STF, disse hoje, terça-feira, 15/09, na retomada do julgamento que decide se a Corte autoriza uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, que os ministros estão envoltos sob uma pressão que vem, inclusive, de fora do país. Dino citou uma reportagem do site UOL mostrando que os EUA cogitam voltar a aplicar a Lei Magnitsky contra Moraes, e que ele e Gilmar Mendes, aliados do ministro, também estariam na mira das sanções. A Magnitsky permite bloquear contas mantidas por uma pessoa física no sistema financeiro dos EUA, incluindo movimentações em cartões de crédito. “Eu, presidente, reputo isso como de enorme gravidade jurídica e constitucional. Isso daqui é o tribunal supremo de um país soberano. Portanto, esse ambiente de pressão ilegítima deve constituir alvo da indignação não do tribunal, mas de todos os brasileiros", afirmou.
Dino, Gilmar e Moraes
Dino vota a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes para o processo contra Moraes, aquele que acusa o relator André Mendonça de ter cometido irregularidades na fase pré-processual. O ministro minimizou eventuais críticas da opinião pública ao processo. “Há essa ideia falsa de que o tribunal deve se submeter a pressões. Ora, se um órgão técnico se submete a maiorias ocasionais ou a órgãos de poder, sejam públicos ou privados, ele não serve para nada", disse.
Mais uma testemunha detalha pagamentos pix para atacar João e elogiar Raquel
15/09/2026
Antes, foi o Metrópoles
O novo relato que o Brasil 247 teve acesso aponta que os grupos eram administrados por pessoas ligadas à Aposta Ganha, casa de apostas sediada em Caruaru, reduto eleitoral de Raquel, e com relações comerciais com eventos da cidade. A Aposta Ganha é patrocinador
master do São João de Caruaru.
Segundo a testemunha
O grupo era usado desde 2024 para impulsionar publicações no Instagram em defesa da governadora e para desgastar João Campos com antecedência em relação...
O Gabinete que "não existe" continua acumulando evidências bem existentes. Mais uma testemunha que participou de um grupo de WhatsApp voltado a ações de engajamento político nas redes sociais detalhou ao site Brasil 247 como funcionaria o pagamento por pix a jovens recrutados para publicar comentários favoráveis à governadora de Pernambuco, Raquel Teixeira Lyra (PSD), e críticos ao ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).
Antes, foi o Metrópoles
O novo relato que o Brasil 247 teve acesso aponta que os grupos eram administrados por pessoas ligadas à Aposta Ganha, casa de apostas sediada em Caruaru, reduto eleitoral de Raquel, e com relações comerciais com eventos da cidade. A Aposta Ganha é patrocinador
master do São João de Caruaru.
Segundo a testemunha
O grupo era usado desde 2024 para impulsionar publicações no Instagram em defesa da governadora e para desgastar João Campos com antecedência em relação à disputa estadual de 2026.
Depoimento
'A gente tinha que comentar as postagens dela e as postagens que tinham o nome dela no meio – tanto para falar bem, positivamente, como para falar mal de alguém”, afirmou a mulher.
Ataques a João Campos
A testemunha disse que os integrantes recebiam links de postagens e instruções sobre o tipo de comentário a ser feito. As mensagens deveriam ser longas, com elogios a Raquel Teixeira Lyra, críticas a João Campos e uso recorrente do coração roxo, símbolo associado à militância da governadora.
As novas informações
Reforçam a suspeita de uma operação organizada para remunerar engajamento político nas redes sociais em Pernambuco. O relato da testemunha, somado aos prints, comprovantes de pix e vínculos empresariais citados, amplia a pressão sobre a campanha de Raquel Teixeira Lyra e coloca sob suspeita a atuação de funcionários e empresas ligadas ao ecossistema da Aposta Ganha.
Os acusados
A empresa e a governadora, negaram. O espaço aqui é garantido para manifestação, sem edição, de todos os citados.
STF - Imprensa internacional repercute a sessão que decide sobre a abertura de investigação contra Moraes
15/09/2026
The Washington Post
O jornal norte-americano The Washington Post citou a gravidade da crise no STF, que também está afetando a eleição presidencial brasileira, segundo a reportagem. O jornal ainda relacionou os ministros à situação política atual do país, o que fez com que "muitos brasileiros tenham passado a manhã (e tarde) grudados na televisão". Complementou, ainda, que "Os dois ministros (Moraes e Mendonça) do maior tribunal brasileiro são tidos como representantes dos lados opostos do polarizado espectro político brasileiro".
Reuters
A agência de notícias britânica Reuters afirmou que o mérito da sessão no Supremo é "sem precedentes" e...
A imprensa internacional repercute a sessão de hoje, terça-feira, 15/09, no Supremo Tribunal Federal, STF, que decidirá sobre a abertura de uma investigação contra o ministro da Corte, Alexandre de Moraes, por um suposto envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
The Washington Post
O jornal norte-americano The Washington Post citou a gravidade da crise no STF, que também está afetando a eleição presidencial brasileira, segundo a reportagem. O jornal ainda relacionou os ministros à situação política atual do país, o que fez com que "muitos brasileiros tenham passado a manhã (e tarde) grudados na televisão". Complementou, ainda, que "Os dois ministros (Moraes e Mendonça) do maior tribunal brasileiro são tidos como representantes dos lados opostos do polarizado espectro político brasileiro".
Reuters
A agência de notícias britânica Reuters afirmou que o mérito da sessão no Supremo é "sem precedentes" e que o julgamento contribuirá para aprofundar a crise no mais alto tribunal brasileiro a poucas semanas das eleições presidenciais. O veículo ainda classificou Moraes como “um dos ministros mais poderosos” do STF.

ABC News
O jornal norte-americano ABC News afirmou em reportagem nesta terça que "uma crise sem precedentes chacoalha" a Corte brasileira. O veículo destacou que "o caos que tomou conta do tribunal deriva do colapso do Banco Master" e que “vários políticos importantes e integrantes do Judiciário foram ligados ao caso”.
The Economist
Já o jornal britânico The Economist afirmou que "o Supremo Tribunal Federal do Brasil está em crise", e que Moraes está no centro dela. A reportagem ainda descreve o embate entre Moraes e André Mendonça, que se deu após o escândalo do caso Master vir à tona.

A AFP
A Agência France-Presse, AFP, destacou o julgamento como o exame dos laços de Moraes, que classificou como “uma das figuras mais poderosas do Brasil”, com um banqueiro preso, se referindo a Vorcaro. O veículo estabeleceu, ainda, uma linha do tempo com a sequência de fatos que marcaram o ambiente da Corte nas últimas duas semanas, desde que Mendonça levantou o sigilo do relatório da PF relativo às investigações, culminando na sessão de hoje.