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É Findi - Adeus, Zuenir Ventura! - Poema - Por Eduardo Albuquerque*

25/09/2026

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Nossa homenagem ao escritor Zuenir Ventura


Encantou-se o Mestre Zu!
Ensombrou-se o céu azul,
esmaeceu o brilho da luz...
agora só tristeza, tudo nu.

A Vida perdeu Zuenir!
Dela zarpou sem desnir,
o mineiro de espírito carioca:
cordial, generoso a toda hora.



Seus livros são memórias,
retratos vivos da História:
Chico Mendes: crime e castigo,

1968: o Ano Que Não Terminou,
sua Magnum Opus nos fincou...
dor e saudade do velho amigo!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.

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Nossa homenagem ao escritor Zuenir Ventura


Encantou-se o Mestre Zu!
Ensombrou-se o céu azul,
esmaeceu o brilho da luz...
agora só tristeza, tudo nu.

A Vida perdeu Zuenir!
Dela zarpou sem desnir,
o mineiro de espírito carioca:
cordial, generoso a toda hora.

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Seus livros são memórias,
retratos vivos da História:
Chico Mendes: crime e castigo,

1968: o Ano Que Não Terminou,
sua Magnum Opus nos fincou...
dor e saudade do velho amigo!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99

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Resumo do dia: quem vota em Lula vota em João

25/09/2026

Pernambuco viveu nesta sexta-feira (25/09) um dos dias mais marcantes da história das campanhas eleitorais. O Centro do Recife recebeu uma multidão incalculável, formada por gente vinda de todos os cantos do estado, do Sertão ao litoral, passando pelo Agreste, pela Mata Norte, pela Mata Sul e pela Região Metropolitana, além da própria capital.

Força popular

As imagens são impressionantes.
Foi um retrato da diversidade e da força política de um povo que se fez presente em peso, ocupando cada trecho do percurso entre o Cais de Santa Rita e o Marco Zero.



O presidente

Luiz Inácio Lula da Silva caminhou e esteve no carro ao lado de João Campos durante todo o trajeto, em meio ao povo, sem qualquer distância protocolar. A caminhada reuniu, ao redor dos dois, uma quantidade de pessoas impossível de mensurar, e que testemunhas descrevem como a maior concentração popular já vista durante disputa ele...

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Pernambuco viveu nesta sexta-feira (25/09) um dos dias mais marcantes da história das campanhas eleitorais. O Centro do Recife recebeu uma multidão incalculável, formada por gente vinda de todos os cantos do estado, do Sertão ao litoral, passando pelo Agreste, pela Mata Norte, pela Mata Sul e pela Região Metropolitana, além da própria capital.

Força popular

As imagens são impressionantes.
Foi um retrato da diversidade e da força política de um povo que se fez presente em peso, ocupando cada trecho do percurso entre o Cais de Santa Rita e o Marco Zero.



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O presidente

Luiz Inácio Lula da Silva caminhou e esteve no carro ao lado de João Campos durante todo o trajeto, em meio ao povo, sem qualquer distância protocolar. A caminhada reuniu, ao redor dos dois, uma quantidade de pessoas impossível de mensurar, e que testemunhas descrevem como a maior concentração popular já vista durante disputa eleitoral em Pernambuco.

Chapa completa. E fechada

Ao lado da dupla, também esteve presente a chapa completa, tanto majoritária quanto proporcional, reforçando o tamanho e a organização do grupo político que sustenta a candidatura. A presença conjunta de todos os nomes da chapa em um mesmo ato demonstrou coesão e alinhamento em torno de um projeto único para o estado.



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João é Lula, Lula é João

Mais do que um ato de campanha, o dia de hoje consolidou uma mensagem clara para o eleitorado pernambucano: quem vota em Lula vota em João. A imagem dos dois lado a lado, cercados por uma multidão de todas as regiões do estado, tornou essa associação concreta, visível e difícil de ser ignorada. Em um momento especial, Lula falou que João seria eleito com o voto das mulheres de Pernambuco e as mulheres responderam cantando seu nome.

Fica registrado

Que Pernambuco testemunhou hoje um marco desta eleição, um dia em que a união entre o presidente da República e o candidato ao governo do estado ganhou forma nas ruas, diante de um público incalculável. Lula e João em Pernambuco, são um só.



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Morreu o Luquel

Quem esta com Lula e Raquel, sofreu a maior derrota. Todos desautorizado pela voz de Lula, na rua, a usarem seu nome fora do projeto Lula/João. Quem tá nessa linha e tentou se infiltrar, foi escorraçado pela massa. Venceu a coerência e a unidade. Quem não entender a mensagem, bom, não entendeu. Fazer o que, nesses casos?

Por TonyLucas, chefe de reportagem de O Poder.








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É Findi - A barreira invisível. - Crônica - Por AJ Fontes*

25/09/2026

Depois das quatro da tarde, bate um friozinho gostoso no sítio. O sol ainda clareia, mas a gente sente que árvores e bichos começam a se aconchegarem. Tudo fica mais lento e bate uma leseira. É o início do fim do dia.

O torpor não me deixou entender de imediato, mas peguei no tranco e percebi o som frenético e surdo de asas.

Era um beija-flor.

Ele acertou na única porta aberta no momento, atravessou a sala e bateu no janelão alto da cozinha.

Àquela hora ele buscava o néctar das flores a fim de saciar a necessidade de acumular energia para voar e voar para buscar mais néctar.

Nada diferente de outros animais. Por exemplo, Jung.

O gato, só gato, não o estudioso de mentes e almas. Embora dormisse no escritório, colocou-se na posição que lhe cabia. Não importava se já tinha saciado a fome com boa ração oferecida em um recipiente lavado diariamente e de uso exclusivo. Não importava se tinha um lugar c...

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Depois das quatro da tarde, bate um friozinho gostoso no sítio. O sol ainda clareia, mas a gente sente que árvores e bichos começam a se aconchegarem. Tudo fica mais lento e bate uma leseira. É o início do fim do dia.

O torpor não me deixou entender de imediato, mas peguei no tranco e percebi o som frenético e surdo de asas.

Era um beija-flor.

Ele acertou na única porta aberta no momento, atravessou a sala e bateu no janelão alto da cozinha.

Àquela hora ele buscava o néctar das flores a fim de saciar a necessidade de acumular energia para voar e voar para buscar mais néctar.

Nada diferente de outros animais. Por exemplo, Jung.

O gato, só gato, não o estudioso de mentes e almas. Embora dormisse no escritório, colocou-se na posição que lhe cabia. Não importava se já tinha saciado a fome com boa ração oferecida em um recipiente lavado diariamente e de uso exclusivo. Não importava se tinha um lugar confortável e seguro e um humano com quem brincava e satisfazia suas vontades.

Com sofreguidão, o pequeno batia no vidro, atravessava o vão até o janelão da sala e repetia o processo. As árvores e tudo que conhecia estavam lá. Ele via, mas a barreira invisível não deixava sair.

O caçador pulava para cima da geladeira, dos móveis. Pulava no ar com as garras prontas enquanto eu afastava a presa jogando a toalha de enxugar pratos, a camisa ou qualquer pano que estivesse ao meu alcance.

Sai Jung! Não Jung!

Ele voava para um lado, o gato corria e eu atrás. Ficamos nesse vai e vem até que resolvi trancar o bichano no banheiro.

Sem a ameaça imediata, abri janelas e portas, acendi as luzes da varanda e enxotei o pássaro na tentativa de levá-lo para fora. Creio que cansado do esforço, pousou em uma linha de madeira da coberta. O miado desesperado vindo da prisão temporária, levou o estressado a retomar as tentativas de atravessar uma das janelas.

O sol já avermelhava os contornos dos morros e todos nós estávamos calados e quietos, a ponto de pensar que o pequeno conseguira encontrar a saída. Resolvi abrir a porta do banheiro e me encaminhei para o sofá, cansado.

Foi quando ouvi um guincho estridente.

Jung, solta!

O gato estava agarrado ao beiral do janelão com o beija-flor na boca. Corri, subi em um banco segurei o predador e levei para o chão. Não me atrevi a tirar da boca a presa que guinchava desesperada, apenas ordenei: solte, solte!

Ao invés disso, seguiu para o jardim. Ele caminhava agachado, procurando um lugar seguro para consumar o mando instintivo. Segui e o segurei pelo couro da “nuca”. Balancei e repeti a ordem. Atendeu ou não suportou o movimento, não sei. O certo foi ver o pequeno voar e desaparecer rapidamente.

Acalentei o amigo que ficou sem entender, buscando no ar pelo regalo gastronômico. Afaguei sua cabeça e o convidei a comer alguma coisa.
Ele me seguiu até o comedor onde renovei a ração escolhida por mim e aprovada por ele. Parecia deliciosa.

Fui para o sofá onde me deixei relaxar.

A luz da lua já se anunciava quando me peguei pensando.

Estou pronto para suceder o Secretário-Geral da ONU.


*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’. @aj.fontes



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É Findi - Os ventos fortes de agosto em Atenas, capital de todos os Deuses - Por Ina Melo*

25/09/2026

Os ventos fortes de agosto rugiam e derrubavam tudo o que encontravam pela frente. Chuvas desciam como lágrimas de dor pelas vidraças, deixando a noite fria e triste. No apartamento silencioso, um homem fumava placidamente um cigarro. Vestia um robe de chambre azul marinho. De pé junto à janela via a chuva cair e, como num espelho, dos seus olhos gotas d’água escorriam pela face. Ele não sabia porque chorava. Talvez o silêncio da madrugada o tornasse melancólico. No escuro da sala, com o rosto colado à vidraça, presenciava o espetáculo da natureza. O mar furioso batia nos arrecifes, espalhando nuvens brancas de espuma na areia da praia. Sob a luz bruxuleante, as águas tornavam-se amarelas. As estrelas tinham se recolhido, cobertas pelo manto escuro da noite. A rua vazia e os prédios com alguns pontos de luz nas janelas não sentiam a presença da tempestade. Nenhum ruído a não ser o barulho dos ventos perturbando o silêncio da noite. Ainda assim, ele não podia dormir e começou a lembrar...

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Os ventos fortes de agosto rugiam e derrubavam tudo o que encontravam pela frente. Chuvas desciam como lágrimas de dor pelas vidraças, deixando a noite fria e triste. No apartamento silencioso, um homem fumava placidamente um cigarro. Vestia um robe de chambre azul marinho. De pé junto à janela via a chuva cair e, como num espelho, dos seus olhos gotas d’água escorriam pela face. Ele não sabia porque chorava. Talvez o silêncio da madrugada o tornasse melancólico. No escuro da sala, com o rosto colado à vidraça, presenciava o espetáculo da natureza. O mar furioso batia nos arrecifes, espalhando nuvens brancas de espuma na areia da praia. Sob a luz bruxuleante, as águas tornavam-se amarelas. As estrelas tinham se recolhido, cobertas pelo manto escuro da noite. A rua vazia e os prédios com alguns pontos de luz nas janelas não sentiam a presença da tempestade. Nenhum ruído a não ser o barulho dos ventos perturbando o silêncio da noite. Ainda assim, ele não podia dormir e começou a lembrar da última vez que enfrentrara uma tempestade.

Estava numa viagem de negócios a Europa e aproveitou o fim de semana para visitar Atenas, capital de todos os Deuses. Quando chegou deixou seus pertences no Hotel e fez o que todo turista faz. Tomou um táxi e foi ao Parthernon render homenagem aos poderosos habitantes do Olimpo. Ao chegar ao pé da famosa montanha, viu pessoas descendo apressadas. Não se importou. Começou a subida. Um vento forte fustigava o seu rosto. Lá em cima sentiu-se pequeno ante a grandeza do templo. O mar de um azul forte contrastava com o céu escuro, prenunciando uma forte tempestade. Respirava o ar com força, como se quisesse retornar a um mundo mágico e distante. De repente ouviu o ribombar de um trovão e viu ao longe raios romperem-se sobre o mar. Foi então que se deu conta da tempestade. Logo mais ela chegaria. Fechou o sobretudo e apressou-se a descer as legendarias escadarias. Os trovões bramiam e uma chuva grossa começou a cair.

Pensou: acho que os deuses não gostaram da minha visita. Falava em voz alta que sumia ante os estampidos da natureza. O mundo escureceu. Não via nem o céu e nem o mar. Estava mergulhado nas trevas. Desceu correndo perseguido pelas pesadas chuvas. Foi assim que, aos pés do monte sagrado, encontrou a sua deusa. Ela também tinha escolhido aquela manhã para visitar o Templo e fora apanhada pela fúria dos seus antecessores. Foi um encontro diferente de todos os outros que tivera até então. Eles se chocaram, pois caminhavam com as mãos na testa, protegendo o rosto da chuva. Segurando-a pelo braço, evitou que caíssem num monte de pedras e ervas daninhas. Enormes olhos verdes molhados pela chuva deixaram-no atordoado. A fragilidade do corpo, os lábios trêmulos e os cabelos em desalinho, fizeram a mulher parecer uma pequena Circe. No seu pensamento ela não podia ser real. Abraçados foram se refugiar num dos pequenos restaurantes que circundavam o famoso Monte. Ali chegando, tomaram uma bebida forte e pediram um táxi. Segurando-lhe as mãos, apertou-as fortemente, como se assim lhe prometesse proteção contra a fúria dos deuses. Foram mais de três horas de fortes trovoadas. Ate hoje ele não sabe como conseguiram chegar ao Hotel. A cidade estava inundada e as águas corriam barrentas pelas ruas de Atenas. Agora, vendo pela vidraça a chuva caindo, sentiu saudades de um corpo sob os lençóis. Dormindo, ela parecia um ser irreal, no entanto, quando fizeram amor, transformou-se numa fúria ávida de prazer e luxúria. Amaram-se intensamente nos dias que passaram na Grécia. Passearam, visitaram Museus, renderam culto ao deus Eros e a Vênus e navegaram se amando pelos mares azuis cheios de lendas. Depois disso, ele e sua deusa nunca mais se encontraram. Passados tantos anos, agora o seu coração batia forte e lágrimas corriam dos seus olhos. Voltou para a cama e foi ao encontro da saudade! Julho/2004



*Ina Melo, é jornalista. Publicou poemas, contos e crônicas na Revista de Cultura do Estado do Ceará e em diversas antologias como "Crônicas e contos inesquecíveis" e "Contistas do Terceiro Milênio". Graduada pela UFPE, com especialização em Antropologia Cultural, faz parte da Academia Internacional de Literatura e Artes. É autora dos livros: "Simone de Beauvoir - Mulher lúcida e livre", "Sonhos em dueto" e, pela Confraria do Vento, "Cartas de Paris". @inamelo2016



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É Findi - Série História de Pernambuco - Quando a Guerra Ganhou Reforços - Por Alfredo Cabral de Melo*

25/09/2026

A vitória do Monte das Tabocas, havia mostrado que a insurreição pernambucana podia enfrentar as tropas da Companhia das Índias Ocidentais. Mas os homens que haviam vencido aquela batalha ainda necessitavam de armas, munições, soldados e de uma estrutura capaz de sustentar a campanha por mais tempo.

Enquanto João Fernandes Vieira permanecia à frente das tropas que haviam combatido em Tabocas, outro movimento já acontecia no sul da capitania. André Vidal de Negreiros e Martim Soares Moreno haviam desembarcado em Tamandaré no final de julho, vindos da Bahia com homens, armas e munições. Não se tratava, portanto, de uma força que chegava depois da batalha de Tabocas. Ela já estava em Pernambuco quando o combate aconteceu e começava a atuar em outra frente.

A presença dessas tropas fazia parte das articulações que vinham sendo conduzidas entre a Bahia e Pernambuco. Vidal não era um recém-chegado àquele conflito. Tinha experiência militar desde os primeiros ano...

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A vitória do Monte das Tabocas, havia mostrado que a insurreição pernambucana podia enfrentar as tropas da Companhia das Índias Ocidentais. Mas os homens que haviam vencido aquela batalha ainda necessitavam de armas, munições, soldados e de uma estrutura capaz de sustentar a campanha por mais tempo.

Enquanto João Fernandes Vieira permanecia à frente das tropas que haviam combatido em Tabocas, outro movimento já acontecia no sul da capitania. André Vidal de Negreiros e Martim Soares Moreno haviam desembarcado em Tamandaré no final de julho, vindos da Bahia com homens, armas e munições. Não se tratava, portanto, de uma força que chegava depois da batalha de Tabocas. Ela já estava em Pernambuco quando o combate aconteceu e começava a atuar em outra frente.

A presença dessas tropas fazia parte das articulações que vinham sendo conduzidas entre a Bahia e Pernambuco. Vidal não era um recém-chegado àquele conflito. Tinha experiência militar desde os primeiros anos da ocupação neerlandesa e já participara da resistência anterior. Agora retornava à capitania à frente do seu próprio terço, acompanhado por Martim Soares Moreno, trazendo homens que poderiam dar à revolta uma capacidade militar maior do que aquela existente nos primeiros meses do levante.

A primeira movimentação importante ocorreu em direção a Sirinhaém. Vidal e Moreno cercaram a praça e, depois de várias negociações, conseguiram sua rendição em agosto. A conquista ampliava o espaço controlado pelas forças da restauração e criava possibilidades para as operações no sul. Documentos preservados nos arquivos da antiga Companhia das Índias Ocidentais registram a correspondência trocada por Vidal, Moreno e os comandantes neerlandeses durante aqueles dias.

Enquanto isso, no Recife e em seus arredores, as tropas neerlandesas procuravam reorganizar-se depois da derrota de Tabocas. O coronel Hendrick Van Haus reuniu seus homens e recuou em direção à região da Várzea. O engenho Casa Forte, então ligado à propriedade de Anna Paes e situado às margens do Capibaribe, acabou servindo de ponto de concentração para essas tropas.

A permanência naquele local, entretanto, deixava a tropa exposta à aproximação dos revoltosos. Ao mesmo tempo, a movimentação de Vidal e Moreno pelo sul aproximava forças que até então atuavam em frentes diferentes. Foi nesse momento que a situação começou a mudar.


Depois de Tabocas, os homens da restauração já não se limitavam a resistir às tropas que saíam do Recife. Começavam a ocupar posições, tomar fortificações e procurar caminhos para enfraquecer o domínio neerlandês sobre o interior. A presença de Vidal acrescentava a esse movimento uma força militar mais organizada e experiente.

Nos dias que antecederam o combate de Casa Forte, as tropas de Vidal e Vieira acabaram se aproximando. Na noite de 16 de agosto, Vidal decidiu marchar em direção às tropas de Van Haus. Nas proximidades da Várzea, chegou a notícia de que o comandante neerlandês estava instalado no engenho Casa Forte.

Pouco antes do amanhecer, a marcha foi retomada. Depois de atravessar o Capibaribe, os homens encontraram a tropa neerlandesa, que teve tempo para recolher-se à casa do engenho. O combate começou ali e durou algumas horas. A resistência terminou quando os neerlandeses perceberam que a posição poderia ser incendiada.

A batalha de 17 de agosto não teve as mesmas características de Tabocas. No Monte das Tabocas, o terreno havia sido utilizado para preparar emboscadas e surpreender uma tropa em movimento. Em Casa Forte, os neerlandeses estavam concentrados dentro da casa do engenho, enquanto as tropas da restauração cercavam a posição.

Entre os homens que participaram do combate estavam João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros, Henrique Dias e Filipe Camarão. A documentação e as narrativas posteriores registram também a presença de Antônio Dias Cardoso, cuja experiência militar havia sido importante em Tabocas. A composição dessas tropas mostra novamente que a revolta reunia homens de diferentes origens e trajetórias.

A rendição trouxe um resultado importante. Centenas de homens da tropa neerlandesa foram feitos prisioneiros, entre eles o próprio Van Haus. O número exato dos combatentes e das baixas varia conforme as fontes utilizadas, razão pela qual é mais coerente não os assegurar. O que não oferece dúvida é que a derrota foi significativa e que a posição neerlandesa no interior ficou ainda mais enfraquecida.

Casa Forte também teve uma dimensão humana que não pode ser ignorada. Antes do combate, soldados neerlandeses haviam prendido mulheres ligadas a famílias dos principais líderes da revolta e as levado para o engenho. Entre elas estava Ana Bezerra, sogra de João Fernandes Vieira. A notícia da prisão chegou às tropas da restauração e aparece nas narrativas da batalha relacionada ao avanço sobre o engenho.

É importante, entretanto, não reduzir o combate a um episódio de resgate. Casa Forte ocorreu dentro de uma movimentação militar mais ampla. A tomada de Sirinhaém, a presença das tropas vindas da Bahia, a derrota de Tabocas e a marcha em direção ao Recife faziam parte de uma transformação que já estava em curso. A revolta começava a deixar de ser uma ação localizada e adquiria capacidade para atuar em diferentes pontos do território.

Depois da vitória, essa mudança ficou ainda mais evidente. Vieira permaneceu nas proximidades do Recife, mantendo a pressão sobre a praça, enquanto Vidal seguiu para o sul com parte de suas tropas. A guerra começava a se dividir em diferentes frentes, e o domínio neerlandês sobre o interior de Pernambuco sofria novos abalos.

É nesse ponto que a narrativa de Francisco Manuel de Melo ganha interesse. Escrita poucos anos depois dos acontecimentos, sua Epanáfora Triunfante, que pertence a uma tradição narrativa que procurava registrar os sucessos da restauração portuguesa. Seu relato não deve ser lido como testemunho de quem esteve presente nos combates, mas ajuda a perceber como aquela guerra começou a ser apresentada muito cedo como uma sequência de vitórias das armas portuguesas.

Quando confrontada com a documentação e com a análise posterior de historiadores como Evaldo Cabral de Mello e José Antônio Gonsalves de Mello, a obra se torna ainda mais útil. Ela permite observar não apenas os acontecimentos, mas também a maneira como eles começaram a ser narrados poucos anos depois de terem ocorrido.
Tabocas havia mostrado que os homens da revolta podiam vencer. Casa Forte revelou que essa capacidade podia ser acompanhada por uma movimentação militar mais ampla, envolvendo tropas vindas da Bahia, forças locais e diferentes comandantes. O Recife continuava nas mãos dos neerlandeses, mas o espaço que o cercava começava a mudar.

A guerra, porém, ainda estava longe de terminar. Depois de duas grandes e importantes vitórias, surgia uma nova questão. Como manter a pressão sobre o Recife e transformar o controle progressivo do interior em uma ameaça real ao principal centro do poder neerlandês?


*Alfredo Cabral de Melo, é Advogado, Historiador, Jornalista, e Membro do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e do Instituto Histórico do Maranhão (IHGM). @alfredo.cabral.de.melo



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É Findi - Série Prédios Ícones de Pernambuco - Teatro de Santa Isabel - Carlos Eduardo Amaral*

25/09/2026

O Teatro

É preciso fazer uma introdução mínima sobre o edifício inicialmente denominado Teatro de Pernambuco, erigido no então Campo do Erário, hoje Praça da República. Foi um ex-governador de nossa província, Honório Hermeto Carneiro Leão, o Marquês do Paraná (1801-1856), que decidiu homenagear sua alteza imperial a princesa Isabel de Bragança (1846-1921).

Ele deixaria o governo dez dias antes da inauguração do edifício, a 18 de maio de 1850, tendo permanecido pouco mais de dez meses no cargo. Ela completaria quatro anos de idade no dia 29 de julho seguinte. Honório garantiu seu nome na história por esse feito, esse agrado ao imperador D. Pedro II (1825-1891), por meio do onomástico da filha (fico devendo qual deles: a parenta de Nossa Senhora, a rainha da Hungria ou a rainha de Portugal).

Contudo, vale ressaltar, foi um de seus antecessores, Fernando de Rego Barros, o conde da Boa Vista (1802-1870), que em 1839 assinou a lei autoriz...

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O Teatro

É preciso fazer uma introdução mínima sobre o edifício inicialmente denominado Teatro de Pernambuco, erigido no então Campo do Erário, hoje Praça da República. Foi um ex-governador de nossa província, Honório Hermeto Carneiro Leão, o Marquês do Paraná (1801-1856), que decidiu homenagear sua alteza imperial a princesa Isabel de Bragança (1846-1921).

Ele deixaria o governo dez dias antes da inauguração do edifício, a 18 de maio de 1850, tendo permanecido pouco mais de dez meses no cargo. Ela completaria quatro anos de idade no dia 29 de julho seguinte. Honório garantiu seu nome na história por esse feito, esse agrado ao imperador D. Pedro II (1825-1891), por meio do onomástico da filha (fico devendo qual deles: a parenta de Nossa Senhora, a rainha da Hungria ou a rainha de Portugal).

Contudo, vale ressaltar, foi um de seus antecessores, Fernando de Rego Barros, o conde da Boa Vista (1802-1870), que em 1839 assinou a lei autorizando a construção do Teatro de Pernambuco.

O engenheiro escolhido para elaborar o projeto arquitetônico e conduzir a equipe de trabalho, o francês Louis Vauthier (1815-1901), chegou ao Recife em setembro de 1840, mas teve de esperar até abril do ano seguinte a fim de instalar o campo de obras, porque o primeiro orçamento que apresentara havia sido rejeitado pelo Poder Público.

Vauthier não suportou a campanha difamatória da qual foi vítima por tabela, por causa dos ataques a Rego Barros, deposto em 1844. O projetista do Teatro de Pernambuco voltou à França em 1846, onde iniciou carreira política e chegou a ser preso em 1849. Porém manteve laços tão frutíferos no Recife que retornou para cuidar da finalização do já rebatizado Santa Isabel (bem como da reconstrução após o incêndio de 1869).

Ele igualmente deixou legado em outras edificações recifenses que por demais conhecemos, a exemplo do Mercado de São José, ou do solar do barão João José Rodrigues Mendes (1827-1893), sede da Academia Pernambucana de Letras desde 1966. Menciono ainda o casarão onde residiu o ex-prefeito de Olinda Eufrásio Barbosa, hoje morada de Tânia Carneiro Leão, viúva de Carlos Pena Filho (1929-1960) e querida amiga.

Sobre este último marco, quando você passar novamente pela Rua Prudente de Morais, no trecho entre a praça João Alfredo (a da Igreja de São Pedro Mártir de Verona) e os Quatro Cantos, siga pela calçada esquerda e repare na casa logo antes da Estação da Luz, vizinha parede com parede a esta. Nela há um brasão da República Oriental do Uruguai na fachada, porque também funciona como sede do consulado-geral daquele país em Pernambuco.

Palco de concertos e óperas

A introdução, que prometeu ser mínima, passou do ponto porque um pernambucano não consegue falar de um símbolo de sua terra sem o associar a outro e a outro e a outro... Mas está para se dar o mesmo com esta série de O Poder, “É Findi”: Sílvio Amorim pensou em 60 pontos históricos e já me disse que cogita ampliá-los para 100. Estou indulgenciado, portanto.

O Teatro de Santa Isabel, voltemos, é indissoluvelmente ligado à história de nosso estado — não apenas no campo das artes. Preciso recorrer à Wikipédia para lembrar que nosso teatro-mor recebeu D. Pedro II e testemunhou discursos a favor da abolição da escravatura proferidos por Joaquim Nabuco (1849-1910).

Mas sei muito bem da importância dele na trajetória de Euclides Fonseca (1853-1929), que ali regeu Leonor, sua primeira ópera, em 1883. Leonor havia sido escrita por incentivo do confrade de ofício Carlos Gomes (1836-1896) e teve como spalla da estreia um aluno vindo do Ceará: Alberto Nepomuceno (1864-1920), que se juntaria aos dois primeiros no panteão dos grandes mestres da música sinfônica nacional.

Sei também da Sociedade de Concertos Populares, entidade da qual nasceu a Orquestra Sinfônica do Recife e responsável por trazer alguns dos maiores cantores e instrumentistas do mundo ao Santa Isabel enquanto esteve ativa. E saberia dizer uma infinidade de grandes nomes locais que ali brilhou: Valdemar de Oliveira, Cussy de Almeida, Elyanna Caldas, Josefina Aguiar, Marlos Nobre (todos in memoriam) e um gigantesco et cetera.

Notem o quanto de eventos ocorrem no Santa Isabel mês a mês, a contar a divulgação oficial feita via Instagram: do Janeiro de Grandes Espetáculos aos concertos de Natal. Assim vem sendo desde o século XIX: concertos, peças, premiações, conferências... Mas delimito meu recorte à música de concerto e à ópera, meus campos de atuação.

No presente século, podemos pinçar os festivais e instituições que mais acorreram àquela casa. Virtuosi, Mimo, Conservatório Pernambucano de Música, Departamento de Música da UFPE, Orquestra Criança Cidadã (dentre outros projetos sociais de ensino musical), Festival de Ópera de Pernambuco (e montagens avulsas que vêm aumentando ano após ano nesta década) e, claro, a Orquestra Sinfônica do Recife.

Minha relação com o teatro

Hoje, entro com a mesma satisfação tanto pelo hall principal quanto pela porta dos fundos. Coxia, palco, plateia; café, camarins, salão nobre; jardins, frisas e fosso: circulo com igual naturalidade por todos os ambientes, transformando cada ida ao Santa Isabel em um programa social completo, não somente de apreciação artística.

Admiro a presença constante de Romildo Moreira, cuidadoso e receptivo como a saudosa Lêda Alves; o pessoal de apoio, que se desdobra, nos bastidores, para auxiliar os profissionais de produção de cada evento; os funcionários de recepção, que indicam o lugar de cada espectador.

Quantas obras não tive a emoção de escutar pela primeira vez ali (e que eu só conhecia em CD)? Quantas não vi serem estreadas (algumas, de amigos meus)? Quantas vezes não apostei nos aplausos inadvertidos, entre movimentos de uma sinfonia ou concerto, ou puxei os de cenas emocionantes em óperas? E quantas mais me abusei, pelos celulares satânicos soando no silêncio de um solo (sem falar nos cochichos, muxoxos, achaques e queixas de quem pouco se lixa pra arte)?

Melhores assentos

Com o passar dos anos, meu particular desafio foi analisar os melhores lugares para se apreciar um concerto no Santa Isabel. E a resposta varia. No geral, considero as primeiras filas da plateia (A a C) como ruins, porque você fica abaixo da linha dos músicos, isto é, olhando-os de baixo para cima.

Quando se trata de uma orquestra, perde-se completamente a visão de dois terços dela, ou seja, você fica alheio à atuação de madeiras, metais, percussão, piano, harpa e parte das cordas. Com grupos de câmara, essa limitação pode ser atenuada até por completo.

As filas de J em diante (busquem o mapa do Santa Isabel via Google) são mais amigáveis para orquestras. Ajuda quando os naipes estão separados por praticáveis de altura gradual. Pelo sim, pelo não, prefira frisas e camarotes (em particular, as cinco cabines mais centrais para cada lado, pois as mais laterais fazem o espectador perder o contato visual com o lado oposto do fundo do palco).

Mesmo assim, aquela sentença sobre as primeiras filas não é taxativa: elas são ideais para quem quer ver solistas de perto, apreciando dedilhados e sonoridades sutis, ou acompanhar a atuação da orquestra no fosso, no caso das óperas.

Quando o solista é um pianista e você quer acompanhar ou contemplar o desempenho dele ao teclado, convém realmente estar mais distante, e em uma cadeira entre o centro e o lado esquerdo (de numeração par, nos ingressos). Se for para escolher uma frisa, foque nas cabines de 22 a 08 ou nos Camarotes A de 40 a 26.

Por fim, as últimas cadeiras das cabines laterais dos Camarotes B são os piores lugares. Prepare-se para assistir a tudo de pé ou negociar um arranjo de assentos ingrato e desconfortável. Mas não maldigam nosso templo artístico mais eminente por conta disso. Toda casa operística tem suas peculiaridades: já sofri no Colón, em Buenos Aires, e no Champs Elysées, em Paris.

Ao contrário, aproveitem os gabaritos de quem ama e vive o Santa Isabel e agradeçam a Louis Vauthier e ao conde da Boa Vista por essa herança da qual desfrutamos.

*Carlos Eduardo Amaral é jornalista, compositor e crítico de música clássica; colaborador da revista Continente desde 2006 e autor do catálogo da Cepe Editora



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(Crédito foto: Gleyson Ramos/Divulgação)


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É Findi - Malude Maciel* chegando neste Findi em Dupla Dose

25/09/2026

Bi-Campeonato Em Caruaru - Crônica


Em conversa com nosso dileto amigo Dorgival Francisco de Melo, ex-colega de faculdade de Direito, companheiro Leão no Lions Clube de Caruaru, vizinho de prédio e pessoa de nossa mais alta estima e consideração, casado com a querida amiga e companheira Lioness, Luzinete Alves Melo, e pai de quatro honrados cidadãos caruaruenses: Dorgival Jr. ; Alfredinho, Alexandre e Gustavo), conhecido por todos nesta cidade pela alcunha de Nobreza, pela sua fidalguia, intelectualidade, simplicidade, modéstia e dom da oratória, tivemos uma aula sobre fatos históricos que marcam o universo da capital do Agreste. Esta atitude é de grande valor pois, se sabe que: "Um povo que não preserva a sua identidade é um povo sem raiz".

De cor e salteado

Nosso amigo, com sua privilegiada memória, além de seus cuidadosos arquivos, já se tornou uma enciclopédia viva da história de Caruaru. Ele sempre nos brinda com r...

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Bi-Campeonato Em Caruaru - Crônica


Em conversa com nosso dileto amigo Dorgival Francisco de Melo, ex-colega de faculdade de Direito, companheiro Leão no Lions Clube de Caruaru, vizinho de prédio e pessoa de nossa mais alta estima e consideração, casado com a querida amiga e companheira Lioness, Luzinete Alves Melo, e pai de quatro honrados cidadãos caruaruenses: Dorgival Jr. ; Alfredinho, Alexandre e Gustavo), conhecido por todos nesta cidade pela alcunha de Nobreza, pela sua fidalguia, intelectualidade, simplicidade, modéstia e dom da oratória, tivemos uma aula sobre fatos históricos que marcam o universo da capital do Agreste. Esta atitude é de grande valor pois, se sabe que: "Um povo que não preserva a sua identidade é um povo sem raiz".

De cor e salteado

Nosso amigo, com sua privilegiada memória, além de seus cuidadosos arquivos, já se tornou uma enciclopédia viva da história de Caruaru. Ele sempre nos brinda com relíquias que o tempo não foi capaz de destruir; inclusive tendo tudo documentado com fotografias da época.

Desta feita, o assunto em pauta foi a célebre vitória futebolística nos idos 1961 e 1963, quando a seleção caruaruense de futebol conquistou o título inédito de bi-campeã do interior, enfrentando a seleção de Limoeiro, sendo o time alvi-negro, consagrado campeão e homenageado com brilhante festa no então, Estádio Pedro Victor de Albuquerque, com as presenças dos expoentes máximos que fizeram jus a tal mérito. A cidade inteira comemorou com muita alegria o grande feito e o título recebido pelo Central.



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Lembranças particulares

Como éramos adolescentes, recordamos apenas que nossa irmã, Victória Maria, hoje médica pediatra, residente no Recife, aos cinco anos de idade, foi a mascote do time, dando o chute inicial da partida. Papai, José Victor de Sousa Nascimento, era o presidente da Liga Desportiva Caruaruense, à época.

Flámula comemorativa

Existe uma flâmula daquela ocasião, como também fotografias que trazem os seguintes registros:

I Copa realizada em 1961 - presidente da LDC - Gercino Pereira Tabosa
II Copa realizada em 1963 - presidente da LDC - José Victor de Sousa Nascimento.
Comissão técnica: presidente - Modestino Ferreira; Cordovil Dantas; Dorgival Melo; Silvano Soares; Nilo Ferreira Costa; Clóvis Pacas e Yipiranga Augusto.
Departamento médico: dr. Antônio Amorim; dr. Maurílio Apolônio; dr. Edilásio Campelo e dr. João Miranda.
Preparador físico: Berto.
Treinador: Paulo Leal.
Equipe de jogadores da I Copa em 1961:
- Curau; Leça; Mário; Berto; Airton I; Pereira; Da Silva; Alemão; Da Cunha; Airton II; Maurício; Maurílio; Fernando; Adriano; Adão; Tonho; Mariano; Pachico; Felica e Arnor.
- Massagista: Zé Luiz.
Equipe da II Copa em 1963:
- Jurandyr ; Zé Magro; Tonho; Lucas; Lala; Hércio; Lima; João; Saulo; Bosco; Nino; Agrestina; Celedino; Cilo; Pachico; Micinho; Cícero; Elói; Salê e Paquinha.
- Massagista: Djalma.

Atualmente

Não tenho conhecimento de como está a Liga Desportista Caruaruense, com outros presidentes, novos clubes e novas realizações, sendo assim que deve ser, porém naquele tempo, com papai envolvido com a causa, lá em casa, nós, crianças, respirávamos futebol.



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Tudo passa

No entanto, aquele campeonato com as cidades do interior, nos meados dos anos sessenta, onde participaram os clubes de: Pesqueira; Gravatá; Escada; Petrolina; Vitória de Santo Antão; Limoeiro; Catende; Olinda e a vencedora Caruaru, deixou uma marca indelével na história do esporte caruaruense, com o Central a frente dos clubes, sendo até hoje de fundamental importância e que aquela conquista seja transmitida às novas gerações para orgulho dos amantes do futebol de ontem, de hoje, que não devem esquecer das glórias de um passado não muito distante e de amanhã dando continuidade com o mesmo entusiasmo, dedicação, força, trabalho, confiança e amor, a fim de melhorar cada vez mais nossos resultados.

Porque: "O ser humano que não honra a sua terra, não honra a si mesmo".



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A hora e a vez dos patinetes - Crônica


Estou vendo minha cidade repleta de patinetes azuis, modernos, elétricos. Muito interessante!
Lembro que eram apenas brincadeira de crianças mas, hoje, viraram meio de transporte em muitas cidades do mundo. Tanto Nova York como São Paulo, lançaram moda e agora, em todo lugar, se vê naturalmente, os patinetes em pleno trânsito. Diferenciando dos modelos antigos, a eles foram acrescentados motores elétricos e apetrechos do agrado dos jovens. Muito bem.

Os americanos sempre à frente

Nos Estados Unidos registram-se um aumento considerável no uso desse meio de locomoção por ser uma opção agradável, rápida, não poluente, barato, com trânsito livre e fácil estacionamento. Porém, ainda não existem normas regulando os usuários dessa modalidade por ser relativamente nova. Quando isso acontecer, trará pós e contras, pois tudo ficará mais caro devido aos tributos, mas, é necessário um controle, sim.

Brasileiros

No Brasil, pegou como epidemia, alastrando-se e virando costume para todas as faixas etárias, fazendo-se necessária regulamentação, porque metade dos acidentes com patinetes resulta em lesões na cabeça por falta de capacetes. Essa, como outras proteções devem ser codificadas e exigidas. Algumas mortes por atropelamentos têm sido registradas devido essa experiência, bem parecida com o início da utilização das bicicletas, que atualmente têm as ciclovias ao seu favor.

Controle

Em outros países são variadas as proibições: uns permitem uso de patinetes apenas em vias públicas e não nas calçadas; em outros é o contrário: podem transitar somente nas calçadas. Portanto, tem ainda muita coisa a se ajustar nesse pormenor.

Cuidados não são demais

Talvez para passeios fossem os patinetes mais apropriados, tendo em vista a violência de condutores de veículos urbanos que, apesar das leis, cometem toda sorte de atrocidade, favorecendo nos hospitais, as estatísticas de mortos e acidentados por automóveis, motos e demais tipos de motorizados. Todavia os patinetes já seguiram um caminho sem volta, invadiram as ruas e avenidas na maior força de aceitação pela população carente de alternativas de condução. Uma moda útil e agradável, mas, já tomamos conhecimento de acidentes com mortes, mesmo aqui, no interior.

Divulgação nos meios de comunicação

Olhando imagens de patinetes na TV , minhas netas simpatizaram com a novidade, mas competem com as amiguinhas, na garagem, e mesmo assim do modelo antigo. Não há necessidade de se arriscar. Importante é que servem para ambos os sexos. Antes, apenas os meninos aproveitavam, com a desculpa de que não era coisa para meninas.

Competições

Há ainda aqueles modelos próprios para competição entre os jovens. O que tem aumentado o número de participantes e faz parte das modalidades esportivas.
O maior exemplo e pioneirismo e muitas medalhas vem da atleta chamada Larissa, cujo cognome é ou era: Fadinha, pois desde pequena conquistou os primeiros lugares nos campeonatos.



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Futuro

Creio que num futuro próximo veremos outros meios de veículos que nem imaginarmos possam existir porque as invenções não param de acontecer e o público alvo logo se adapta.
Assim, tratemos de receber esses novos hábitos com louvor, não deixando de promover estatutos e subsídios de proteção dos usuários, na maioria jovens, livrando-os de situações desastrosas e inoportunas.


*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina. @malude.maciel



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É Findi - O Dique de Casa Caiada - Crônica - Por Romero Falcão*

25/09/2026

Dez anos, pé na areia, pelada, bola salgada. Eram meus dias de moleque na praia de Casa Caiada, em Olinda

Mansidão e Fúria

Ah, aquele mar de meio século atrás, alternando suas marés entre mansidão e fúria. Tão lindos os peixinhos coloridos, miúdos, brincando ao meu redor nas pequenas piscinas de pedra que a natureza construía durante a maré seca. Quando a maré enchia, tudo mudava. Grandes ondas faziam a festa dos surfistas, em suas pranchas de resina, calções floridos, “corpo aberto no espaço”.

Jacaré

Minha prancha era de isopor. Quando o mar furioso a cortava ao meio, eu pegava jacaré: braços esticados para a frente e o sarrabulho no raso, rolando feito tronco de coqueiro.

Voltava para casa feliz, com água no ouvido e areia no bolso do calção.



Azul- Turquesa

No outro dia, tudo se repetia. Quatro marés, quatro Marias, ora calmas, ora bravas. Era um presente do céu...

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Dez anos, pé na areia, pelada, bola salgada. Eram meus dias de moleque na praia de Casa Caiada, em Olinda

Mansidão e Fúria

Ah, aquele mar de meio século atrás, alternando suas marés entre mansidão e fúria. Tão lindos os peixinhos coloridos, miúdos, brincando ao meu redor nas pequenas piscinas de pedra que a natureza construía durante a maré seca. Quando a maré enchia, tudo mudava. Grandes ondas faziam a festa dos surfistas, em suas pranchas de resina, calções floridos, “corpo aberto no espaço”.

Jacaré

Minha prancha era de isopor. Quando o mar furioso a cortava ao meio, eu pegava jacaré: braços esticados para a frente e o sarrabulho no raso, rolando feito tronco de coqueiro.

Voltava para casa feliz, com água no ouvido e areia no bolso do calção.



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Azul- Turquesa

No outro dia, tudo se repetia. Quatro marés, quatro Marias, ora calmas, ora bravas. Era um presente do céu desfrutar daquele ondulante azul-turquesa.

Netuno

Mas o homem avançou sobre os aposentos de Netuno. Construiu, aterrou, tapou, tomou o que era do mar. Enquanto eu mergulhava naquele paraíso de ondas de franjas brancas, não imaginava o que viria.

A Engenharia

A ira de Netuno não tardou. As ondas arrancaram muros, derrubaram coqueiros, sacudiram a ostentação humana de morar cada vez mais perto do mar. Era preciso conter aquela força que ameaçava levar tudo. A engenharia entrou em ação.

Estrondo

Certa manhã de 1977, acordei com um estrondo, como se alguma coisa pesada tivesse despencado das alturas. Era um caminhão caçamba descarregando as primeiras pedras enormes que marcariam o início das obras do dique de Casa Caiada.

Quando ouvi dos vizinhos, “Começaram as obras do dique!”, corri para a praia.

Vi a fila de caminhões, decididos, fumacentos, chegando feito tanques de guerra. Despejavam pedras, bombas sobre mim.

Era o começo do fim.

Do fim da magia entre o menino e o mar.



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As Ondas indo Embora

Durante o final da década de 70, aqueles caminhões trabalhariam feito formigas, carregando e despejando pedras, enquanto a muralha avançava sobre a praia. À medida que o dique crescia no horizonte, eu via, com tristeza, as ondas indo embora.

Os adultos comentavam:

— Aproveita enquanto tem onda. Vai acabar.

Vazio

Caminhões iam e vinham todos os dias, erguendo uma cerca pedregosa, represando a água, abrindo um vazio no meu peito infantil.

Enquanto isso, na beira-mar, os prédios subiam indiferentes, cada vez mais altos.

Eu me despedia dos últimos peixinhos, do mar límpido, das ondas que seriam expulsas dali.

Pescadores

Não me lembro quanto tempo levou para terminar a muralha que dividiu o mar em dois. De um lado, ficou a água parada, suja, muda, inerte; do outro, o mar aberto, para os pescadores

Até que veio a última carrada de pedras.

Era o sepultamento da prancha de isopor, do jacaré, do cheiro de mar.

O mar de Casa Caiada paralisou.

Tomou aspecto de lago artificial, morto, com aroma de lama, muito longe do que havia sido um dia e muito perto da contrução do homem

Dorival Caymmi cantou:

“No Abaeté tem uma lagoa escura, arrodeada de areia branca.”

Eu vos digo: Casa Caiada teve uma linda praia, habitada por ondas brancas

Hormônios

Depois, veio a adolescência , os fervilhantes hormônios, e meus olhos descobriram outra praia: o curtíssimo biquíni das moças que desfilavam pela areia de Casa Caiada.

Mas agora, homem velho, viro pirralho. Escrevo, mergulho nas noites de insônia.

Nos mares da infância.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda



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É Findi - Lar dos Mortos - Por Josué Sena*

25/09/2026

Se em rimas expressar posso,
Ou ironizar sobre assunto sério,
Diria que o soturno cemitério
É o silencioso lar dos ossos.

Goiana nas Quintas. Além da sábia definição,
De Roberto, nosso confrade imortal,
Caberia, talvez, a inscrição, à Dante, no portal,
De desesperança aos que chegam num caixão.

Quanto aos vivos, tristeza e quanta dor.
Quanta saudade e “saldade”.
Quanta fé confrontada com a perplexidade.

Quanta súplica para Nosso Senhor
E, dos mortos, quanto corpo a se decompor,
Atendendo dos vermes, à voracidade.


*Josué Sena, poeta e desembargador do TJPE.



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Se em rimas expressar posso,
Ou ironizar sobre assunto sério,
Diria que o soturno cemitério
É o silencioso lar dos ossos.

Goiana nas Quintas. Além da sábia definição,
De Roberto, nosso confrade imortal,
Caberia, talvez, a inscrição, à Dante, no portal,
De desesperança aos que chegam num caixão.

Quanto aos vivos, tristeza e quanta dor.
Quanta saudade e “saldade”.
Quanta fé confrontada com a perplexidade.

Quanta súplica para Nosso Senhor
E, dos mortos, quanto corpo a se decompor,
Atendendo dos vermes, à voracidade.


*Josué Sena, poeta e desembargador do TJPE.



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É Findi – Poeta Pica-Pau* em Dose Dupla pra vocês

25/09/2026

A voz do Brasil na ONU


Foi no discurso da ONU
que mostrou ser estadista
e com pose de artista
criticou a própria ONU.
Teve quem perdesse o sono, quando ele foi mais além
e com a coragem que tem disse em palavra viril,
mostrando que o Brasil
não é quintal de ninguém.

Falou em defesa da paz, sempre condenando a guerra.
Cabrito que é bom não berra
e discursou muito mais.
E com a bagagem que traz
e com a voz do coração,
quis dizer a toda nação,
dentro da ética e na linha,
que troca a pólvora por farinha
e o chumbo por feijão.

Defendeu a democracia
e foi ovacionado
em defesa do Estado
e a forte soberania.
Ficou gravado esse dia
em registro e em nossa mente.
O mundo está consciente
do estilo firme e prático
do discurso diplomático
de Lula, nosso presidente.

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A voz do Brasil na ONU


Foi no discurso da ONU
que mostrou ser estadista
e com pose de artista
criticou a própria ONU.
Teve quem perdesse o sono, quando ele foi mais além
e com a coragem que tem disse em palavra viril,
mostrando que o Brasil
não é quintal de ninguém.

Falou em defesa da paz, sempre condenando a guerra.
Cabrito que é bom não berra
e discursou muito mais.
E com a bagagem que traz
e com a voz do coração,
quis dizer a toda nação,
dentro da ética e na linha,
que troca a pólvora por farinha
e o chumbo por feijão.

Defendeu a democracia
e foi ovacionado
em defesa do Estado
e a forte soberania.
Ficou gravado esse dia
em registro e em nossa mente.
O mundo está consciente
do estilo firme e prático
do discurso diplomático
de Lula, nosso presidente.



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Tribunal da Poesia


No tribunal da poesia,
não precisa de doutor.
O juiz é a inspiração,
o verso é o defensor.
Não existe petição,
entra sem procuração.
Na rima, mostra razão
e o poeta é vencedor.

No tribunal da poesia,
a sentença é diferente.
Não tem vara, não tem fórum,
nem advogado presente.
Quem julga é o coração,
que com a voz da razão
liberta um monte de gente.

Quando o martelo é batido,
é que a sentença valeu
para quem está ouvindo
e para quem escreveu.
O caso está encerrado,
mas outra vez vaiser julgado
por quem não o entendeu.


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE. @poeta.picapau



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É Findi - Vale Rever e Pensar nas Palavras da Doce e Indignada - Poetisa de Caruaru e seus versos de repúdio ao "faz sem ela saber" de Raquel Teixeira Lyra

25/09/2026

O nome dela é Aline Sales. Considerada uma importante poetisa, cordelista e professora de Língua Portuguesa e Literatura. Atua fortemente na cena cultural de Caruaru, em Pernambuco. Ela é uma voz ativa na preservação e renovação da literatura popular e da poesia nordestina.

Além do talento

Aline ocupou a presidência da União Brasileira de Trovadores (UBT-Caruaru) em 2021, liderando o grupo de trovadores locais. Participa do Movimento Cordelista e Trova. Aline transita com muita naturalidade entre a literatura de cordel e a trova (composição poética de quatro versos).

Projetos Culturais

Aline participa ativamente de iniciativas e eventos literários no Agreste pernambucano, como o Expocordel e o projeto Mulheres do Cordel. Também promove rodas de leitura e vivências artísticas com foco na filosofia e na sabedoria popular do sertão.

E

Fiquem com o talento de Aline. A indignação s...

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O nome dela é Aline Sales. Considerada uma importante poetisa, cordelista e professora de Língua Portuguesa e Literatura. Atua fortemente na cena cultural de Caruaru, em Pernambuco. Ela é uma voz ativa na preservação e renovação da literatura popular e da poesia nordestina.

Além do talento

Aline ocupou a presidência da União Brasileira de Trovadores (UBT-Caruaru) em 2021, liderando o grupo de trovadores locais. Participa do Movimento Cordelista e Trova. Aline transita com muita naturalidade entre a literatura de cordel e a trova (composição poética de quatro versos).

Projetos Culturais

Aline participa ativamente de iniciativas e eventos literários no Agreste pernambucano, como o Expocordel e o projeto Mulheres do Cordel. Também promove rodas de leitura e vivências artísticas com foco na filosofia e na sabedoria popular do sertão.

E

Fiquem com o talento de Aline. A indignação se expressa em versos firmes e doídos, brotados da alma da mulher nordestina.


Foi publicado dia 23/09/2026 em O Poder








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