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PF e Fachin confirmam que rede contratada pelo governo Raquel era usada para jogo sujo contra João

03/10/2026 - Jornal O Poder

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Em política, nada resiste tanto tempo à realidade. Uma hora, a retórica perde espaço para a vida real. O Supremo Tribunal Federal apurou por ninguém menos que o seu próprio presidente, Edson Fachin, que analisou detalhadamente investigações da Polícia Federal. Ficou claro que perfis nas redes sociais utilizados para gerenciar os perfis da governadora Raquel Lyra também cuidavam da disseminação, dentro do Palácio do Campo das Princesas, de ataques coordenados contra adversários, a exemplo do ex-prefeito e seu adversário político na campanha deste ano, João Campos.

A confirmação chancelada pelo Supremo Tribunal Federal de que a própria Raquel Lyra é alvo direto de investigação da PF por associação criminosa, corrupção e desvio de verbas públicas não é apenas mais um desgaste de campanha. É a implosão de um projeto de poder que operava, nos subterrâneos, exatamente aquilo que condenava nos palanques.

O laudo técnico da perícia federal é implacável e dispensa...

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Em política, nada resiste tanto tempo à realidade. Uma hora, a retórica perde espaço para a vida real. O Supremo Tribunal Federal apurou por ninguém menos que o seu próprio presidente, Edson Fachin, que analisou detalhadamente investigações da Polícia Federal. Ficou claro que perfis nas redes sociais utilizados para gerenciar os perfis da governadora Raquel Lyra também cuidavam da disseminação, dentro do Palácio do Campo das Princesas, de ataques coordenados contra adversários, a exemplo do ex-prefeito e seu adversário político na campanha deste ano, João Campos.

A confirmação chancelada pelo Supremo Tribunal Federal de que a própria Raquel Lyra é alvo direto de investigação da PF por associação criminosa, corrupção e desvio de verbas públicas não é apenas mais um desgaste de campanha. É a implosão de um projeto de poder que operava, nos subterrâneos, exatamente aquilo que condenava nos palanques.

O laudo técnico da perícia federal é implacável e dispensa meias-palavras: postagens da conta oficial de Raquel Lyra e de perfis clandestinos criados para difamar sistematicamente seus adversários partiam do primeiríssimo endereço IP, contratado e mantido pela Agência Estadual de Tecnologia da Informação (ATI). A máquina pública pernambucana, bancada pelo dinheiro dos impostos de quem acorda cedo para trabalhar, virou provedora e escudo de uma suposta milícia virtual de ataques orquestrados.

A gravidade do quadro salta aos olhos não apenas pelos ataques no ambiente digital, mas pelo volume do crime desenrolado que supostamente ocorria nos bastidores da Secretaria de Comunicação. O que o envio do inquérito ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) consolida é a suspeita material de que contratos e licitações de publicidade estatal podem ter sido canalizados para abastecer uma rede clandestina com mais de 300 perfis, cujo único objetivo era envenenar o debate público e fraudar a igualdade da disputa política.

Chegar à véspera da eleição com a chefe do Executivo formalmente enquadrada sob a supervisão do STJ por condutas que envolvem peculato e crime eleitoral é o mais duro veredito sobre uma gestão que se dizia diferente de tudo o que estava aí.
Pernambuco acorda neste 2 de outubro diante de um espelho incômodo: a governadora que prometeu transparência e modernidade instalou no coração do Estado um bunker de desinformação financiado com recursos públicos.

Não se trata de perseguição de adversários, mas de dados forenses, IPs oficiais e despachos judiciais. A governadora que debochava das investigações, dizendo que a Polícia Federal ia até a sua casa para tomar café da manhã, agora tem encontro marcado com a Justiça e não haverá mesa de café da manhã capaz de disfarçar as digitais que ficaram no Campo das Princesas.






Leia outras informações

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Em Pernambuco, Lula tem 61% dos votos e Flávio 25% no primeiro turno, aponta Datafolha

03/10/2026

Uma nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (02/10) revela a situação da disputa presidencial entre eleitores de Pernambuco no primeiro turno. No estado, o presidente Lula (PT) tem 61% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 25%.

O levantamento mostra uma oscilação positiva dos candidatos dentro da margem de erro, que neste caso é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Na última pesquisa, divulgada no dia 25 de setembro, Lula tinha 60%, enquanto Flávio tinha 24%. As informações são do Diário de Pernambuco.

Demais presidenciáveis

Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) marcaram 3%. Ronaldo Caiado (PSD) alcançou 1%. Os demais candidatos não pontuaram. Brancos, nulos e os eleitores que não pretendem votar em nenhum candidato somam 4% (eram 5%). Indecisos se mantiveram em 2%.

Foram entrevistadas 1.204 pessoas entre 28 de setembro e 1º de outubro e o nível de confi...

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Uma nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (02/10) revela a situação da disputa presidencial entre eleitores de Pernambuco no primeiro turno. No estado, o presidente Lula (PT) tem 61% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 25%.

O levantamento mostra uma oscilação positiva dos candidatos dentro da margem de erro, que neste caso é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Na última pesquisa, divulgada no dia 25 de setembro, Lula tinha 60%, enquanto Flávio tinha 24%. As informações são do Diário de Pernambuco.

Demais presidenciáveis

Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) marcaram 3%. Ronaldo Caiado (PSD) alcançou 1%. Os demais candidatos não pontuaram. Brancos, nulos e os eleitores que não pretendem votar em nenhum candidato somam 4% (eram 5%). Indecisos se mantiveram em 2%.

Foram entrevistadas 1.204 pessoas entre 28 de setembro e 1º de outubro e o nível de confiança é de 95%. Os números de registro da pesquisa são PE-06822/2026 e BR-02676/2026.

— Com o Blog do Magno




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EUA, Austrália e Canadá fecham provisoriamente embaixadas, alegando preocupação com eleições; TSE investigará tentativa de interferência norte-americana no pleito

03/10/2026

Da Redação

Em um movimento liderado pelos Estados Unidos, pelo menos três países decidiram fechar suas representações diplomáticas no Brasil por temor de violência com a realização do primeiro turno das eleições. O governo norte-americano emitiu o comunicado durante a madrugada de sexta-feira (02/10), mas não citou o motivo exato, o que provocou especulações e alertas no Executivo brasileiro.

Seguindo a decisão dos EUA, Austrália e Canadá também anunciaram a suspensão das atividades diplomáticas em Brasília. O Reino Unido adotou um tom mais moderado e alertou seus cidadãos para evitarem participação em comícios políticos.

Padrão diferente do observado

Em comunicado, os Estados Unidos disseram que a decisão de interromper os serviços diplomáticos teria validade imediata, mas não deram prazo para que as atividades normais sejam retomadas. A ordem para suspender as atividades consulares em todas as representações d...

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Da Redação

Em um movimento liderado pelos Estados Unidos, pelo menos três países decidiram fechar suas representações diplomáticas no Brasil por temor de violência com a realização do primeiro turno das eleições. O governo norte-americano emitiu o comunicado durante a madrugada de sexta-feira (02/10), mas não citou o motivo exato, o que provocou especulações e alertas no Executivo brasileiro.

Seguindo a decisão dos EUA, Austrália e Canadá também anunciaram a suspensão das atividades diplomáticas em Brasília. O Reino Unido adotou um tom mais moderado e alertou seus cidadãos para evitarem participação em comícios políticos.

Padrão diferente do observado

Em comunicado, os Estados Unidos disseram que a decisão de interromper os serviços diplomáticos teria validade imediata, mas não deram prazo para que as atividades normais sejam retomadas. A ordem para suspender as atividades consulares em todas as representações diplomáticas no Brasil, às vésperas das eleições, foge do padrão adotado por Washington em episódios semelhantes nas últimas décadas.

Historicamente, paralisações dessa dimensão estiveram associadas, sobretudo, a ameaças terroristas ou a riscos concretos à segurança de instalações norte-americanas no Oriente Médio, no Norte da África e em partes da Ásia.

“Questões de segurança”

No Brasil, a interrupção alcança a Embaixada dos EUA, em Brasília, e os consulados em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Recife e em Porto Alegre. O comunicado norte-americano cita apenas "questões de segurança", sem detalhar a natureza do risco nem estabelecer prazo para a retomada dos atendimentos. Norte-americanos que necessitem de assistência emergencial foram orientados a não comparecer às instalações e procurar os oficiais consulares de plantão.

Em nota à imprensa, o Departamento de Estado norte-americano disse que a gestão do presidente Donald Trump colocou a segurança de cidadãos dos EUA como prioridade e confirmou a interlocução com o governo do Brasil. “Estamos trabalhando em estreita cooperação com nossas contrapartes brasileiras para tratar de questões de segurança”, diz um trecho da nota.



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Batalhão Rio Branco destacou equipes

O Departamento de Estado norte-americano, no entanto, não detalhou quais ameaças ou informações específicas embasaram o movimento. A pasta ressaltou que embaixadas e consulados norte-americanos utilizam regularmente o Smart Traveler Enrollment Program (STEP) para comunicar cidadãos dos EUA sobre alterações no cenário dos países onde estão.

O Batalhão Rio Branco, da Polícia Militar do Distrito Federal, deslocou equipes especializadas para proteger prédios diplomáticos. A decisão ocorre por conta da eleição polarizada, com atenção global para o Brasil neste momento e preocupações com eventuais atos de violência. O reforço no policiamento não tem prazo para terminar, mas deve ser encerrado quando ficar avaliado que terminou o cenário de insegurança em razão das eleições.

Em meio à interrupção dos serviços norte-americanos em território nacional, a Polícia Federal realizou buscas no Entorno do Distrito Federal e em São Paulo por supostos riscos de investidas contra instalações diplomáticas dos EUA. No entanto, a corporação afirmou que as diligências ocorreram apenas de maneira preventiva. Conforme a corporação, nenhuma ameaça foi detectada.



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Sem riscos

“As medidas pertinentes foram prontamente adotadas, não tendo sido verificados até o momento elementos que corroborassem os riscos inicialmente apontados, tampouco identificados quaisquer suspeitos de envolvimento com organizações criminosas”, acrescentou. De acordo com a PF, “as investigações prosseguem com a análise dos equipamentos de comunicação e mídias apreendidos e eventuais outras providências necessárias”. A Embaixada da Austrália em Brasília limitou-se a dizer que a suspensão deve-se a “preocupações com a segurança”.

Na noite de ontem, a campanha do presidente Lula pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que inclua a suspensão dos serviços consulares dos Estados Unidos nas investigações sobre interferência externa nas eleições brasileiras. A campanha destaca que a medida é tomada a dois dias do primeiro turno das eleições gerais. E afirma que tal iniciativa "projeta instabilidade sobre o ambiente do pleito".

Um dos argumentos usados pela campanha é uma carta escrita por três senadores estadunidenses na qual eles demonstram preocupação com ações do governo dos EUA que "ameaçam a aliança estratégica com o Brasil e enfraquecem a segunda maior democracia do Hemisfério Ocidental". De acordo com os senadores, as ações mais recentes "apontam para um esforço de interferir — e potencialmente minar — a eleição geral do Brasil".

— Com Agências de Notícias



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Brasileiros já começam a votar para presidente em outros países

03/10/2026

Por Hylda Cavalcanti*

Começaram as eleições. Calma! Ainda não estamos falando daqui e sim, do exterior. Devido à diferença de fusos horários, a votação dos brasileiros já começou em países da Oceania e da Ásia e se estende por mais de 29 horas globais. Conforme dados da Justiça Eleitoral, mais de 918 mil brasileiros (um aumento de cerca de 32% em relação a 2022) estão aptos a votar e já começam a percorrer embaixadas e postos específicos onde foram montadas seções eleitorais, com maior concentração nos Estados Unidos, Portugal e Japão.

É importante destacar que, para quem está fora do Brasil, só é possível votar para presidente e vice-presidente da República. Os votos estão sendo feitos nos horários das 8h às 17h, respeitando o fuso horário local de cada região (começando na Nova Zelândia e encerrando na Costa Oeste dos Estados Unidos).

Nova Zelândia: os primeiros

Os primeiros brasileiros que começam a votar são...

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Por Hylda Cavalcanti*

Começaram as eleições. Calma! Ainda não estamos falando daqui e sim, do exterior. Devido à diferença de fusos horários, a votação dos brasileiros já começou em países da Oceania e da Ásia e se estende por mais de 29 horas globais. Conforme dados da Justiça Eleitoral, mais de 918 mil brasileiros (um aumento de cerca de 32% em relação a 2022) estão aptos a votar e já começam a percorrer embaixadas e postos específicos onde foram montadas seções eleitorais, com maior concentração nos Estados Unidos, Portugal e Japão.

É importante destacar que, para quem está fora do Brasil, só é possível votar para presidente e vice-presidente da República. Os votos estão sendo feitos nos horários das 8h às 17h, respeitando o fuso horário local de cada região (começando na Nova Zelândia e encerrando na Costa Oeste dos Estados Unidos).

Nova Zelândia: os primeiros

Os primeiros brasileiros que começam a votar são os que moram em Wellington, na Nova Zelândia. Em 2022, a capital neozelandesa iniciou a votação às 16h do sábado, no horário de Brasília – 8h de domingo, no país da Oceania. Depois, votam brasileiros que estão na Austrália, Japão, Coreia do Sul e demais países da Ásia, seguidos de Europa, África e Américas, conforme os fusos de cada país.

Os “últimos” da fila, por sua vez, são os brasileiros que moram em cidades da Costa Oeste dos Estados Unidos, como Los Angeles e São Francisco, e também em Vancouver, no Canadá. Por lá, a votação acaba às 21h de domingo pelo horário de Brasília.



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População maior que estados como RR, AP e AC

Esse ano, o número de brasileiros que estão aptos a votar no exterior é maior do que os dos eleitores de estados como Roraima, Amapá e Acre. Os brasileiros estão distribuídos por 186 cidades de todos os continentes Geralmente, as seções funcionam em consulados e embaixadas, mas também podem ser instaladas em hotéis, escolas e outros espaços.

“A votação acontece na sede das embaixadas e consulados e, por conta do aumento do eleitorado, também pode ocorrer em alguns outros locais que são disponibilizados para o Estado brasileiro”. explicou José Eduardo Virgolino, do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF).

Segundo ele, a logística é feita com o apoio do Ministério das Relações Exteriores, que faz o envio das urnas eletrônicas por avião para os países onde estão os brasileiros.

Perfil do eleitorado no exterior

Números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que o eleitorado brasileiro no exterior passou de 697,1 mil para cerca de 918,9 mil pessoas. As mulheres seguem como maioria, com 57,4% dos registros, embora o eleitorado masculino tenha apresentado o maior crescimento proporcional. A faixa etária de 40 a 44 anos é a mais numerosa, enquanto o grupo de 45 a 49 anos cresceu 44,6% e passou a ocupar a segunda posição.

A cidade com maior aumento no número de brasileiros aptos a votar em relação às eleições de 2022 é Lisboa, em Portugal. Passou de 45,3 mil para mais de 78 mil deles, um crescimento de 74,1%. Isso acontece principalmente por causa da imigração. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE) de Portugal, os brasileiros são a maioria entre os imigrantes regulares do país. Até o fim de 2025, eram pelo menos 574.195, conforme relatório divulgado em junho deste ano.



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Maior número continua nos EUA

Ainda assim, considerando todas as cidades, os Estados Unidos continuam sendo o país com o maior número de eleitores brasileiros cadastrados. Eram 182.986 em 2022, e neste ano são 265.437. Portugal e Estados Unidos dominam a lista, refletindo os dois principais destinos históricos da emigração brasileira. Mas a presença de brasileiros em Nagóia e Tóquio chama atenção: as duas cidades japonesas, somadas a Hamamatsu (13,7 mil eleitores, 25ª colocada), reúnem quase 89 mil eleitores.

Os dez maiores locais de votação fora do país concentram 424.714 eleitores, o equivalente a 46,2% de todo o eleitorado brasileiro no exterior. Considerando os 20 maiores, a proporção sobe para 66,7%. Ao todo, os registros do TSE abrangem 186 localidades fora do país.

Pela ordem, a lista dos países com maior percentual de eleitores brasileiros é a seguinte: Estados Unidos: 265,4 mil eleitores (28,89% do total); Portugal: 134,7 mil (14,67%); Japão: 88,4 mil (9,62%); Canadá: 46,5 mil (5,06%); Alemanha: 41,5 mil (4,52%); Espanha: 40,8 mil (4,44%); Itália: 38,8 mil (4,23%); Reino Unido: 37,6 mil (4,09%); França: 29,7 mil (3,24%) e Suíça: 27 mil (2,94%).

— Com Agências de Notícias

*Hylda Cavalcanti é editora de O Poder aos sábados



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Saiba como serão os últimos atos de encerramento de campanha dos presidenciáveis neste sábado (3)

03/10/2026

Faltando pouco menos de 24 horas para a abertura dos portões das seções de votação, os presidenciáveis cumprem suas últimas agendas neste sábado (09/10), seguidas das restrições da Justiça eleitoral. Os principais candidatos, o presidente Lula (PT) e o senador Flavio Bolsonaro (PL) participam de atos em São Paulo, no encerramento da campanha para o primeiro turno.

Lula vai finalizar a campanha com uma caminhada na Avenida Paulista, na capital de São Paulo. O estado é considerado prioritário para a campanha do petista, onde iniciou sua vida política e onde morou desde que migrou de Pernambuco para o Sudeste, ainda menino. Lula tenta aumentar a votação entre a população paulista e também puxar votos para seu candidato ao governo do estado, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad.

Flávio, por sua vez, passará por vários estados. Agora pela manhã, o senador participa de uma moto-carreata entre Santa Bárbara d’Oeste e Americana, no interior paulista, ao lad...

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Faltando pouco menos de 24 horas para a abertura dos portões das seções de votação, os presidenciáveis cumprem suas últimas agendas neste sábado (09/10), seguidas das restrições da Justiça eleitoral. Os principais candidatos, o presidente Lula (PT) e o senador Flavio Bolsonaro (PL) participam de atos em São Paulo, no encerramento da campanha para o primeiro turno.

Lula vai finalizar a campanha com uma caminhada na Avenida Paulista, na capital de São Paulo. O estado é considerado prioritário para a campanha do petista, onde iniciou sua vida política e onde morou desde que migrou de Pernambuco para o Sudeste, ainda menino. Lula tenta aumentar a votação entre a população paulista e também puxar votos para seu candidato ao governo do estado, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad.

Flávio, por sua vez, passará por vários estados. Agora pela manhã, o senador participa de uma moto-carreata entre Santa Bárbara d’Oeste e Americana, no interior paulista, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição. À tarde, ele segue para a capital fluminense, onde participa de outro ato entre Campo Grande e Bangu, na Zona Oeste do Rio — o último antes da votação.

Estratégias diferentes

Na reta final, os dois principais candidatos têm adotado estratégias diferentes. Lula tenta convencer os eleitores indecisos e pedido aos idosos para que não deixem de ir às urnas neste domingo.

Já Flávio, tem pedido para as pessoas optarem pelo voto útil e para que pensem bem na possibilidade de deixar de votar em outros candidatos que não têm chance de vitória no primeiro turno.

Caiado, Dias e Cury

Ronaldo Caiado (PSD) participará de caminhada e carreatas em Goiânia (GO), ao longo do dia, e segue a partir das 17h, para o município de Trindade, também em Goiás, onde encerrará oficialmente sua campanha. Augusto Cury (Avante) também participa de caminhada em São Paulo, mas apenas esta manhã, no centro da Capital.

Hertz Dias (PSTU) participa pela manhã de reunião on-line com apoiadores de todo o país e a partir das 16h, participará do Ato-festa ‘Pane no sistema”, que marcará o encerramento da sua campanha na sede do Sindicato dos Metroviários de São Paulo.

Outros candidatos

Samara Martins (UP) encerra sua campanha em Natal (RN) por meio de uma caminhada com a militância e apoiadores durante a manhã, na área próxima à Praça do Relógio, no bairro de Alecrim.

Os candidatos Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Wilson Grassi (Democrata), Edmilson Costa (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Clariana Barão (DC) não divulgaram agenda para este último dia.




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Meta tem seis horas para remover robôs que atacaram Veneziano

02/10/2026

Liminar aponta fortes indícios de ataque artificial e determina fornecimento de dados para identificar responsáveis. Grande passo no combate à pirataria digital nas eleições.

A notícia

A Justiça Eleitoral determinou hoje, sexta-feira (02/10) que a Meta remova, em até seis horas, os comentários feitos por perfis apontados como inautênticos nas cinco publicações de Veneziano Vital do Rêgo atingidas por um ataque coordenado no Instagram. Segundo levantamento da campanha, a medida alcança cerca de 1,2 mil comentários.

A decisão

É da juíza auxiliar da Propaganda Eleitoral Renata Barros de Assunção Paiva, do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Ao analisar as provas, a magistrada reconheceu a existência de “fortes indícios de comportamento não espontâneo e de possível amplificação artificial” contra o candidato.

O ataque

Ocorreu na manhã desta sexta-feira. A documentação...

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Liminar aponta fortes indícios de ataque artificial e determina fornecimento de dados para identificar responsáveis. Grande passo no combate à pirataria digital nas eleições.

A notícia

A Justiça Eleitoral determinou hoje, sexta-feira (02/10) que a Meta remova, em até seis horas, os comentários feitos por perfis apontados como inautênticos nas cinco publicações de Veneziano Vital do Rêgo atingidas por um ataque coordenado no Instagram. Segundo levantamento da campanha, a medida alcança cerca de 1,2 mil comentários.

A decisão

É da juíza auxiliar da Propaganda Eleitoral Renata Barros de Assunção Paiva, do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Ao analisar as provas, a magistrada reconheceu a existência de “fortes indícios de comportamento não espontâneo e de possível amplificação artificial” contra o candidato.

O ataque

Ocorreu na manhã desta sexta-feira. A documentação apresentada à Justiça registrou centenas de comentários semelhantes disparados praticamente ao mesmo tempo, com repetição de emojis e atuação simultânea de vários perfis. Em uma das amostras, seis comentários foram publicados em apenas 13 segundos.

Estado artificial

Na decisão, a juíza afirma que os elementos indicam possível uso de engajamento inautêntico para “forjar artificialmente um estado de rejeição popular generalizada contra o candidato às vésperas do pleito”.

Rumo a identificar a origem

Além de retirar os comentários, a Meta terá de preservar os dados das contas e, em até 24 horas, fornecer informações técnicas que possam ajudar a identificar os responsáveis, incluindo endereços IP e registros de acesso. O descumprimento injustificado da decisão pode gerar multa diária de R$ 20 mil.




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É Findi Eleição - O Dramalhão do Domingo de Votação - Poema Bem-humorado - Por IA*

02/10/2026

No domingo bem cedo o alarme já toca,

E na mente a dúvida logo se apoca.

Procura a colinha, procura a caneta,

O título digital abre em outro planeta.

Sai pela rua com passo apertado,

Encontra o vizinho de humor alterado.

É fila pra lá, falação para cá,

E o tiozinho na frente não sabe onde está.

Olho pro alto e pergunto cismado:

Quem será o presidente, meu Deus do céu?

É tanto discurso, promessa, confusão e debate, debate??? e teve???

Que a gente só torce pra não dar empate!

Chega a sua vez, encara o mesário,

Assina o livro, que é o ritual diário.

Na frente da urna, um minuto de paz,

Digita os dígitos, confirma e faz:

Piii-ri-ri! Barulhinho sagrado,

Dever cumprido, eleitor liberado!

Volta pra casa correndo pro almoço,

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No domingo bem cedo o alarme já toca,

E na mente a dúvida logo se apoca.

Procura a colinha, procura a caneta,

O título digital abre em outro planeta.

Sai pela rua com passo apertado,

Encontra o vizinho de humor alterado.

É fila pra lá, falação para cá,

E o tiozinho na frente não sabe onde está.

Olho pro alto e pergunto cismado:

Quem será o presidente, meu Deus do céu?

É tanto discurso, promessa, confusão e debate, debate??? e teve???

Que a gente só torce pra não dar empate!

Chega a sua vez, encara o mesário,

Assina o livro, que é o ritual diário.

Na frente da urna, um minuto de paz,

Digita os dígitos, confirma e faz:

Piii-ri-ri! Barulhinho sagrado,

Dever cumprido, eleitor liberado!

Volta pra casa correndo pro almoço,

Pois votar com o estômago 'roncando' é um grande sufoco.


A Editoria - Criado por IA*

Abaixo: as 'colinhas'



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É Findi - Série História de Pernambuco - Guararapes: quando o cerco apertou - Por Alfredo Cabral de Melo*

02/10/2026

Depois das vitórias de Tabocas e Casa Forte, a situação dos neerlandeses em Pernambuco havia mudado. O Recife continuava sob o domínio da Companhia das Índias Ocidentais, protegido por suas fortificações e ainda capaz de receber homens, armas e mantimentos. Fora da cidade, porém, o cenário era outro. As forças da restauração haviam conquistado posições importantes e mantinham pressão sobre as áreas que permaneciam sob controle neerlandês.

A guerra entrava, assim, em uma fase diferente. Os homens que haviam iniciado a luta em 1645 já tinham adquirido experiência nos combates e conheciam melhor os caminhos do interior. Do outro lado, a Companhia das Índias Ocidentais precisava demonstrar que ainda tinha condições de recuperar o terreno perdido. A chegada de novos reforços vindos da Europa, no início de 1648, contribuiu com essa possibilidade.

Cerca de seis mil combatentes chegaram a Pernambuco naquele período, fortalecendo consideravelmente a posição militar...

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Depois das vitórias de Tabocas e Casa Forte, a situação dos neerlandeses em Pernambuco havia mudado. O Recife continuava sob o domínio da Companhia das Índias Ocidentais, protegido por suas fortificações e ainda capaz de receber homens, armas e mantimentos. Fora da cidade, porém, o cenário era outro. As forças da restauração haviam conquistado posições importantes e mantinham pressão sobre as áreas que permaneciam sob controle neerlandês.

A guerra entrava, assim, em uma fase diferente. Os homens que haviam iniciado a luta em 1645 já tinham adquirido experiência nos combates e conheciam melhor os caminhos do interior. Do outro lado, a Companhia das Índias Ocidentais precisava demonstrar que ainda tinha condições de recuperar o terreno perdido. A chegada de novos reforços vindos da Europa, no início de 1648, contribuiu com essa possibilidade.

Cerca de seis mil combatentes chegaram a Pernambuco naquele período, fortalecendo consideravelmente a posição militar neerlandesa. A intenção era utilizar esses homens para romper o cerco que vinha sendo formado ao redor do Recife e recuperar áreas importantes para o abastecimento e para as comunicações. O conflito, que durante algum tempo parecera favorecer cada vez mais as forças da restauração, voltava a apresentar uma situação de incerteza.

Francisco Barreto de Menezes havia sido designado por D. João IV para assumir o comando geral das tropas da restauração. Ao seu lado estavam homens que já conheciam aquela guerra havia anos, entre eles João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros, Antônio Dias Cardoso, Henrique Dias e Filipe Camarão. Eram trajetórias diferentes e nem sempre ligadas pelos mesmos interesses, mas que naquele momento se encontravam no esforço de combater o domínio neerlandês.

No lado contrário, Sigismund Von Schkoppe recebeu a responsabilidade de conduzir a operação. O objetivo era sair do Recife, avançar pelo território e alcançar áreas que poderiam contribuir para o abastecimento das tropas. O movimento levava em direção ao sul, passando por uma região que, naquele momento, ainda não carregava o significado que receberia nos séculos seguintes.

Os Montes Guararapes ficavam no atual município de Jaboatão dos Guararapes. Para quem observa hoje a paisagem a partir da cidade que cresceu ao seu redor, pode ser difícil imaginar a importância que aquelas elevações tinham para a movimentação de um exército no século XVII. Naquele tempo, o relevo, a vegetação e as áreas alagadas interferiam diretamente na passagem de grandes contingentes.

Para os homens que já haviam lutado em Pernambuco, conhecer o terreno representava uma vantagem. Tabocas havia mostrado isso. A escolha de um lugar adequado podia reduzir a vantagem numérica do adversário e permitir que uma força menor enfrentasse um contingente mais numeroso em condições menos desfavoráveis.

Quando a movimentação neerlandesa se aproximou dos Guararapes, as forças da restauração se prepararam para enfrentá-la. Na noite de 18 de abril, os homens comandados por Barreto de Menezes marcharam em direção aos montes. No dia seguinte, os dois contingentes se encontraram.

A batalha não aconteceu em um campo aberto. O terreno obrigava os soldados a se movimentarem entre elevações, vegetação e áreas de difícil passagem. A superioridade numérica dos neerlandeses, acompanhada de artilharia e de soldados experientes, não desaparecia por causa disso, mas também não podia ser utilizada com a mesma facilidade que teria em uma área mais ampla.

O combate foi intenso. Houve disparos de armas de fogo, avanços, recuos e luta corpo a corpo. Os homens procuravam aproveitar as características do terreno enquanto os neerlandeses tentavam manter sua capacidade de combate diante de uma tropa que conhecia melhor aquelas condições.

Entre os comandantes da restauração estavam João Fernandes Vieira e André Vidal de Negreiros, enquanto Henrique Dias e Filipe Camarão conduziam seus respectivos terços. Antônio Dias Cardoso também participou da operação. Francisco Barreto de Menezes exercia o comando geral.

Sabemos desses acontecimentos não apenas por narrativas escritas posteriormente. Existem documentos produzidos em torno da própria campanha. José Antônio Gonsalves de Mello identificou as partes oficiais dos dois comandantes adversários, Francisco Barreto de Menezes e Sigismund Von Schkoppe. Há ainda o relato de Filipe Bandeira de Melo, tenente de Barreto, dirigido ao rei e datado de 19 de maio de 1648, cujo original se encontrava anexado a uma consulta do Conselho Ultramarino. Do lado neerlandês, existe o relato de Cornelius Van Der Brande, coronel de um dos regimentos e substituto de Schkoppe.

Esses documentos não contam necessariamente a mesma história. Cada comandante tinha suas próprias razões para apresentar o combate de determinada maneira. O vencedor procurava destacar o êxito de suas armas; o derrotado precisava explicar a razão da retirada. É justamente por isso que o confronto entre os relatos é tão importante. A história não precisa escolher uma narrativa pronta quando é possível colocar as versões lado a lado.

Também existe a narrativa de Diogo Lopes Santiago, contemporâneo dos acontecimentos e autor da mais extensa descrição conhecida das batalhas dos Guararapes. Segundo a apresentação de José Antônio Gonsalves de Mello, seu manuscrito foi encontrado na Biblioteca Municipal do Porto e publicado posteriormente. Sua narrativa pode ser confrontada com as partes dos comandantes, permitindo perceber tanto as coincidências quanto as diferenças entre as versões.

Ao final do combate, os neerlandeses recuaram em direção ao Recife. A vitória das forças da restauração foi importante, mas seus limites precisam ser preservados. O Recife continuava nas mãos da Companhia das Índias Ocidentais, suas fortificações permaneciam intactas e os reforços recém-chegados ainda representavam uma ameaça.

Guararapes, portanto, não expulsou os neerlandeses de Pernambuco. Tampouco encerrou a guerra. O que ocorreu foi uma derrota importante para uma tentativa de romper o cerco e recuperar o espaço que a Companhia das Índias Ocidentais vinha perdendo desde os primeiros anos da insurreição.

A batalha também colocou novamente em evidência homens que já haviam aparecido nos episódios anteriores. Vieira, Vidal de Negreiros, Henrique Dias, Filipe Camarão e Antônio Dias Cardoso não surgiram em Guararapes como personagens de uma história pronta. Suas trajetórias vinham sendo construídas ao longo de anos de conflito, com diferentes origens, interesses e experiências.

Foi somente muito depois que aquela composição passou a receber outro significado. A presença de portugueses, moradores da terra, indígenas e negros nos combates seria transformada em símbolo de uma suposta união das três raças na formação do Brasil. A participação desses grupos é um fato histórico. O significado que posteriormente lhe foi atribuído pertence, porém, a outra camada da história, sendo necessário separar essas duas coisas.

Em 1648, não havia ainda o Brasil independente que conheceríamos no século XIX. Os homens que estavam nos Guararapes viviam em uma sociedade colonial e estavam envolvidos em uma guerra que reunia interesses políticos, econômicos, religiosos, militares e pessoais. Alguns defendiam a restauração portuguesa; outros haviam escolhido permanecer ligados aos neerlandeses. As razões que levaram cada um deles ao combate não podem ser reduzidas a uma única explicação.

Talvez seja justamente essa distância entre o acontecimento e a memória posterior que torne Guararapes tão interessante. Os homens que lutaram naquele 19 de abril não poderiam saber o significado que seus atos receberiam séculos mais tarde. Para eles, a questão era bem mais imediata: vencer ou ser derrotado em uma guerra que ainda estava longe de terminar.

Naquele dia, os neerlandeses recuaram para o Recife. As forças da restauração haviam conseguido impedir o avanço e manter a pressão sobre a praça. Mas a cidade continuava de pé, e a Companhia das Índias Ocidentais ainda tinha recursos para continuar lutando.

A primeira batalha dos Guararapes havia terminado. A guerra, não e os mesmos montes ainda voltariam a receber os dois lados.


Fontes


Evaldo Cabral de Mello. Olinda Restaurada: guerra e açúcar no Nordeste, 1630–1654.

Evaldo Cabral de Mello. Rubro Veio: o imaginário da restauração pernambucana.

José Antônio Gonsalves de Mello. Fontes para a História do Brasil Holandês.

José Antônio Gonsalves de Mello. João Fernandes Vieira: mestre de campo do terço de infantaria de Pernambuco.

José Antônio Gonsalves de Mello. Fontes para a história das duas batalhas, estudo publicado em 1959, com identificação das partes e relatos relativos aos combates dos Guararapes.

Diogo Lopes Santiago. História da Guerra de Pernambuco.

Francisco Augusto Pereira da Costa. Anais Pernambucanos, vol. 3.

Documentação da primeira batalha dos Guararapes, incluindo as partes de Francisco Barreto de Menezes e Sigismund Von Schkoppe, o relato de Filipe Bandeira de Melo e o de Cornelius Van Der Brande.


*Alfredo Cabral de Melo, é Advogado, Historiador, Jornalista, e Membro do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e do Instituto Histórico do Maranhão (IHGM). @alfredo.cabral.de.melo



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É Findi - Véus - Poema - Por Ana Pottes*

02/10/2026

Escolhas pesadas
Em véus embrulhadas
Disfarçam desejos
Afagam anseios

Palavras faladas
Veladas por atos
Mascaram os fatos
Expressam prisões

Nos céus profecias
Demarcam caminhos
Definem destinos
Em nuvens pintados
E acolhem incautos

Direitos
Deveres
Favores insanos?

Por fim o que resta
De tanta bondade?
Uma réstia de vida
Numa sobrevida
Descobre a crueza
De quase morrer


*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem! @ana_pottes



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Escolhas pesadas
Em véus embrulhadas
Disfarçam desejos
Afagam anseios

Palavras faladas
Veladas por atos
Mascaram os fatos
Expressam prisões

Nos céus profecias
Demarcam caminhos
Definem destinos
Em nuvens pintados
E acolhem incautos

Direitos
Deveres
Favores insanos?

Por fim o que resta
De tanta bondade?
Uma réstia de vida
Numa sobrevida
Descobre a crueza
De quase morrer


*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem! @ana_pottes



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É Findi Eleição - Entre Capitanias e Dinastias - Poema - Por Eduardo Albuquerque*

02/10/2026

Que País é este, Brasil?
O que sonhamos, varonil,
agora está andrajoso e senil,
sem perspectiva, já servil!

Quinhentos anos de história,
nada que se agregue à memória;
o tempo se esvai, célere e inglório...
Líderes? Mais parecem escória!

Piores que as capitanias hereditárias,
vejam suas vis e recorrentes trajetórias,
que se perpetuam quais sombras merencórias:



na Bahia, os Magalhães;
os Sarney, no Maranhão;
os Barbalho, no Pará;
os Ferreira Gomes, no Ceará;
os Caiado, em Goiás;
em Alagoas, os Calheiros;
em Pernambuco, os Arraes e os Campos...

Tudo, tudo ao Deus-dará!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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Que País é este, Brasil?
O que sonhamos, varonil,
agora está andrajoso e senil,
sem perspectiva, já servil!

Quinhentos anos de história,
nada que se agregue à memória;
o tempo se esvai, célere e inglório...
Líderes? Mais parecem escória!

Piores que as capitanias hereditárias,
vejam suas vis e recorrentes trajetórias,
que se perpetuam quais sombras merencórias:



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na Bahia, os Magalhães;
os Sarney, no Maranhão;
os Barbalho, no Pará;
os Ferreira Gomes, no Ceará;
os Caiado, em Goiás;
em Alagoas, os Calheiros;
em Pernambuco, os Arraes e os Campos...

Tudo, tudo ao Deus-dará!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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É Findi - Série Prédios Ícones de Pernambuco - Mercado da Madalena - Antônio Tibúrcio Cavalcanti Filho*

02/10/2026

O mercado

O Mercado da Madalena surgiu em 1925. Foi inaugurado mais especificamente no dia 19 de outubro daquele ano. Completou, portanto, um século de existência. No início, ele era conhecido como Mercado do Bacurau, porque fechava muito tarde. Os boxes funcionavam até às dez da noite.

Antigamente, os restaurantes viravam a madrugada, porque vinha gente do Internacional, de festas, bailes de Carnaval etc. Ali tinha um sarapatel muito famoso. O pessoal gostava muito de sarapatel, ia comer no mercado, e ia todo mundo de terno para o mercado.

Houve grandes reformas ao longo do tempo. Destaco a do período em que Gustavo Krause foi prefeito e mandou colocar azulejo em todos os boxes, porque, por mais a gente que pintasse, ficava um negócio feio. Outra foi a da gestão de Roberto Magalhães, que deu origem à praça da alimentação externa e requalificou a Praça Solange Pinto Melo, onde o mercado se encontra.

Havia muita fiscaliz...

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O mercado

O Mercado da Madalena surgiu em 1925. Foi inaugurado mais especificamente no dia 19 de outubro daquele ano. Completou, portanto, um século de existência. No início, ele era conhecido como Mercado do Bacurau, porque fechava muito tarde. Os boxes funcionavam até às dez da noite.

Antigamente, os restaurantes viravam a madrugada, porque vinha gente do Internacional, de festas, bailes de Carnaval etc. Ali tinha um sarapatel muito famoso. O pessoal gostava muito de sarapatel, ia comer no mercado, e ia todo mundo de terno para o mercado.

Houve grandes reformas ao longo do tempo. Destaco a do período em que Gustavo Krause foi prefeito e mandou colocar azulejo em todos os boxes, porque, por mais a gente que pintasse, ficava um negócio feio. Outra foi a da gestão de Roberto Magalhães, que deu origem à praça da alimentação externa e requalificou a Praça Solange Pinto Melo, onde o mercado se encontra.

Havia muita fiscalização, não era bagunçado. Você não podia botar um rádio alto, ou fazer qualquer algazarra. Se tivesse uma malandragem, pegavam, prendiam e botavam ali na parte onde ficava a administração. Aí chamavam a polícia, e quando a polícia vinha ela torava no meio, o pau cantava.

Nas quartas-feiras, chegava muita mercadoria para ser vendida aos locatários. Muitas frutas e verduras, muito açougue. Era um movimento grande: o que você quisesse encontrar, achava lá. E tinha também aquelas carrocinhas. Os comerciantes de verduras compravam as coisas lá no mercado, botavam nos carrinhos e saíam buzinando pela Madalena, que sempre foi um bairro nobre.

A sapataria

A Sapataria Trovão é de 1943. Foi fundada por meu pai, Antônio Tibúrcio Cavalcanti, que nasceu em Campo Alegre, uma localidade de Lagoa do Carro. O pai dele, meu avô, era fazendeiro e tinha muitas propriedades. Mas meu pai decidiu fugir para o Recife em uma “sopa”, um daqueles ônibus improvisados em chassis de caminhão.

Ele passou um tempo em Olinda, aprendeu o ofício de sapateiro e conseguiu pagar por um box na Madalena. Casou com minha mãe e teve dois filhos: eu, o primeiro, e minha irmã. Por isso, minha infância foi toda na sapataria. Ele tinha mais de dez empregados e quis que eu trabalhasse lá com ele.

Eu relutei. Tinha vergonha. Casei pela primeira vez e fui embora morar em Boa Viagem. Queria montar uma oficina de conserto de calçados no Edifício Califórnia, mas disseram a mim que ali não era bom porque “ali não presta, não; aquilo é mesmo que um cabaré”. Voltei então para a Trovão e comecei a crescer.

Meu pai se aposentou e passou o negócio para mim e minha irmã. Nós registramos a firma no CNPJ em 1978 e fui comprar maquinário e material no Sul e no Sudeste, sem incentivo fiscal ou financeiro nenhum. O preconceito era grande: “Essas máquinas são de alta produção. Para que você comprar essas máquinas se você não tem dinheiro?”. Eu respondia: “Eu tenho”. E comprava.

Minha relação com o mercado

Completei 79 anos e estou aposentado há quatro. Consertei sapato para três gerações. Chegava menino e moça que eu vi quando crianças, filhos dos meus clientes antigos. Daqui a pouco chegavam esses filhos, já grandes, e diziam: “Toinho, o meu filho aqui”. Eram os netos dos primeiros.

Em 1981, fiz um curso de aperfeiçoamento em Novo Hamburgo (RS), com bolsa do Senai PE (passagens aéreas e ajuda de custo). Passei seis dias lá e fiquei maravilhado em conhecer uma fábrica de calçados. Me chamaram para ficar por lá, mas não quis. Quis ficar na Trovão.
Tive como clientes Dr. Ricardo Brennand; Dr. Osvaldo Coelho, ex-deputado federal; Fred Oliveira, ex-presidente da Federação Pernambucana de Futebol; Dr. João Davi de Souza Filho, juiz; Doutor Geraldo Magela Danta] Campos, desembargador; o ex-prefeito e ex-governador Gustavo Krause, e o pai dele, Bido Krause.

Eu organizava uma missa todo ano, na frente da Sapataria Trovão. Arrecadava mais 700 quilos de mercadoria e levava tudo para a Igreja do Perpétuo Socorro, ali pertinho. Quem contribuía eram os meus clientes, que eu convidava, porque no mercado o pessoal não dava quase nada, dava besteira. Sou pioneiro mesmo: passei 50 anos lá dentro. E papai também passou 50 anos, até se aposentar.


*Antônio Tibúrcio Cavalcanti Filho é sócio-proprietário da Sapataria Trovão, estabelecimento mais antigo ainda em atividade no Mercado da Madalena



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