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Reflexão política Lulista, por Ubirajara Ramos*

08/10/2026

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Vamos começar, desta feita, com nossa tradicional NR (Nota da Redação). Os textos assinados refletem a opiniao dos seis autores. O Poder estimula o livre confronto de pensamento e o contraditório. Evitamos textos de militância explicita e doutrinação, seja política, religiosa, esportiva ou de qualquer setor. Acolhemos qualquer texto que defenda a candidatura de Lula, Flávio ou de quem quer que seja, no nível das ideias.
Dito isto, vamos ao texto de Ubirajara Ramos.

Repense

Se você faz parte dos 33,4 milhões de brasileiros que não votaram; dos 9,3 milhões que votaram nos candidatos da ‘terceira via’; dos 3,6 milhões que anularam o voto; dos 2,2 milhões que votaram em branco; ou dos que, simplesmente, votaram em Flávio por ódio a Lula ou ao PT; abaixo, alguns tópicos para sua reflexão.

Rachadinhas e chocolates

Estudante e residente no Rio de Janeiro, Flávio iniciou sua vida profissional como funcionário f...

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Vamos começar, desta feita, com nossa tradicional NR (Nota da Redação). Os textos assinados refletem a opiniao dos seis autores. O Poder estimula o livre confronto de pensamento e o contraditório. Evitamos textos de militância explicita e doutrinação, seja política, religiosa, esportiva ou de qualquer setor. Acolhemos qualquer texto que defenda a candidatura de Lula, Flávio ou de quem quer que seja, no nível das ideias.
Dito isto, vamos ao texto de Ubirajara Ramos.

Repense

Se você faz parte dos 33,4 milhões de brasileiros que não votaram; dos 9,3 milhões que votaram nos candidatos da ‘terceira via’; dos 3,6 milhões que anularam o voto; dos 2,2 milhões que votaram em branco; ou dos que, simplesmente, votaram em Flávio por ódio a Lula ou ao PT; abaixo, alguns tópicos para sua reflexão.

Rachadinhas e chocolates

Estudante e residente no Rio de Janeiro, Flávio iniciou sua vida profissional como funcionário fantasma da Câmara dos Deputados na liderança do PPB, em Brasília. Alguns anos depois, deputado estadual, levou essa prática para o seu gabinete na Alerj, contratando assessores fantasmas e ficando com parte dos seus salários, as famosas ‘rachadinhas’. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), a lavagem do dinheiro era operada por Fabrício Queiroz, que fez 1.512 depósitos na loja de chocolates de Flávio, totalizando cerca de R$ 1,6 milhão!

Vorcaro, Brazão&Cia

O deputado Rodrigo Bacellar e o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, estão presos por crimes ligados ao Comando Vermelho; o miliciano Ronnie Lessa e os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão estão presos, respectivamente, como executor e mandantes dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes; e Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel estão presos por fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master num rombo de mais de R$ 86 bilhões!

O que têm em comum?

Assim como Adriano da Nóbrega, o miliciano chefe do ‘Escritório do Crime’, morto em confronto com policiais na Bahia, que Flávio homenageou na prisão e empregou a esposa e a mãe dele no seu gabinete na Alerj, todos integram o grupo político bolsonarista. Então, se Flávio chegar ao poder, essas facções criminosas chegarão ao poder junto com ele, mormente no Rio de Janeiro.

Mentiroso contumaz

Flávio negou qualquer relação ou contato com Vorcaro, negou que tivesse pedido dinheiro e negou que tivesse laços e encontros com ele. Contudo, investigado pela Polícia Federal por suspeitas de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no escândalo do Banco Master, descobriu-se registros de dezenas de mensagens, ligações telefônicas e encontros presenciais com Vorcaro, que transferiu R$ 61 milhões para o fundo Havengate Development Fund, nos Estados Unidos, administrado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. Flávio diz que foi pro filme Dark Horse... Nele, não dá pra confiar!

O 'Tesouraço'

Se nada disso te incomoda, saiba que as propostas de Flávio são inspiradas no corte radical dos gastos públicos e no desmonte da estrutura estatal da ‘Motosserra’ do presidente Javier Milei, que levou a economia da Argentina a uma forte recessão econômica, com 31.342 empresas fechadas e a perda de mais de 245.000 empregos formais, deixando 32,3% da população na pobreza e 7,5% na miséria! Flávio prevê um corte de até R$ 300 bilhões, com a desvinculação das aposentadorias, pensões e do BPC (Benefício de Prestação Continuada) do salário mínimo; a redução de Direitos Trabalhistas; das Políticas Sociais e do Orçamento da Saúde e da Educação.

Neocolonialismo ou soberania

Como se tudo isso fosse pouco, nossa economia, nosso petróleo e nossas terras raras serão explorados contra nossa soberania segundo os interesses econômicos dos Estados Unidos, transformando o Brasil numa neocolônia desindustrializada e extrativista. Não foi pra isso que, há mais de 200 anos, heróis como Tiradentes e Frei Caneca foram enforcados e fuzilados.

Repense!

*Ubirajara Ramos é auditor fiscal aposentado, pesquisador independente, ativista pró-legalização da Cannabis. Autor do livro 'Tá todo o mundo enganado', sobre a maconha e a política de guerra às drogas mundial.

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Leia outras informações

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Regularização Fundiária e Usucapião Especial Urbano: Guia Estratégico e Prático - Por Rosa Freitas*

09/10/2026

A regularização fundiária e a usucapião urbana são instrumentos essenciais para transformar a posse informal em propriedade formal e plena, garantindo segurança jurídica, dignidade e desenvolvimento socioeconômico para cidades e famílias.

1. Importância e Benefícios da Regularização

A formalização de imóveis urbanos vai muito além da obtenção de um documento; ela destrava o potencial econômico e social do patrimônio imobiliário.
• Segurança Jurídica: Proteção contra despejos, garantia da posse legal e preservação do direito à herança para as próximas gerações.
• Acesso a Crédito e Financiamentos: Com a matrícula individualizada em cartório, o imóvel torna-se garantia real para empréstimos bancários (como financiamentos para construção, reforma ou aquisição de bens).
• Valorização Imobiliária: Imóveis regulares chegam a valer 30% a 50% a mais no mercado formal, facilitando negociações de compra, venda e locação.
• Integraç...

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A regularização fundiária e a usucapião urbana são instrumentos essenciais para transformar a posse informal em propriedade formal e plena, garantindo segurança jurídica, dignidade e desenvolvimento socioeconômico para cidades e famílias.

1. Importância e Benefícios da Regularização

A formalização de imóveis urbanos vai muito além da obtenção de um documento; ela destrava o potencial econômico e social do patrimônio imobiliário.
• Segurança Jurídica: Proteção contra despejos, garantia da posse legal e preservação do direito à herança para as próximas gerações.
• Acesso a Crédito e Financiamentos: Com a matrícula individualizada em cartório, o imóvel torna-se garantia real para empréstimos bancários (como financiamentos para construção, reforma ou aquisição de bens).
• Valorização Imobiliária: Imóveis regulares chegam a valer 30% a 50% a mais no mercado formal, facilitando negociações de compra, venda e locação.
• Integração Urbana e Melhorias: Facilita a chegada de investimentos públicos em infraestrutura básica (saneamento, pavimentação, iluminação, coleta de regular de lixo) e serviços postais.

2. Tipos de Usucapião Urbana e Modalidades

A usucapião é a aquisição da propriedade pela posse prolongada, mansa e pacífica. No âmbito urbano, destacam-se as seguintes modalidades:
• Especial Urbana (Individual): Requer posse mansa, pacífica e ininterrupta por 5 anos de área urbana de até 250 m^2, utilizando o imóvel para moradia própria ou da família, desde que o possuidor não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.
• Especial Coletiva: Aplicada a áreas urbanas superiores a 250 m^2, ocupadas por população de baixa renda para sua moradia por mais de 5 anos, onde os autores não possam ser identificados individualmente. A fração ideal é calculada de forma igualitária para cada possuidor.
• Ordinária: Exige posse contínua por 10 anos, exercida com justo título (ex: contrato de compra e venda) e boa-fé. O prazo cai para 5 anos se houver aquisição onerosa baseada em registro cancelado e houver investimento de interesse social/econômico no local.
• Extraordinária: Não exige título nem boa-fé. O prazo de posse ininterrupta é de 15 anos, reduzindo-se para 10 anos se o possuidor houver estabelecido no imóvel sua moradia habitual ou realizado obras/serviços de caráter produtivo.
• Familiar (por Abandono do Lar): Voltada para o cônjuge ou companheiro que permanece no imóvel residencial de até 250 m^2 por 2 anos ininterruptos, após o abandono voluntário do lar pelo ex-cônjuge, exercendo posse exclusiva e sem possuir outro imóvel.
• "Hereditária" (Transmissão da Posse / Accessio Possessionis): Na prática jurídica, é a possibilidade de somar o tempo de posse dos antecessores (como herdeiros ou antecessores legítimos) ao seu próprio tempo, preenchendo os requisitos temporais exigidos para qualquer modalidade de usucapião.

3. Caminhos de Regularização: Judicial vs. Extrajudicial

• Via Judicial: Processo tradicional perante o Poder Judiciário, indispensável quando há litígio (contestação de herdeiros ou confrontantes), intervenção de incapazes ou quando a via administrativa encontra barreiras intransponíveis. Costuma ser mais demorada devido à sobrecarga dos tribunais.
• Via Extrajudicial (Diretamente em Cartório): Regulamentada pelo art. 216-A da Lei de Registros Públicos (Lei nº 6.015/75), é realizada diretamente no Cartório de Registro de Imóveis competente. Vantagens: Maior agilidade e desoneração do Judiciário, exigindo a assistência de advogado ou defensor público, além de ata notarial lavrada por tabelião, planta e memorial descritivo assinados por profissional habilitado.

4. Facilitações Recentes e Instrumentos de Apoio

Nos últimos anos, o arcabouço normativo brasileiro (especialmente impulsionado pela REURB - Lei nº 13.465/2017 e atualizações subsequentes) trouxe desburocratizações significativas para acelerar a regularização:
• Registro com Contrato de Compra e Venda / Justo Título: Instrumentos particulares antigos ou compromissos de compra e venda sem formalização cartorária passaram a ser amplamente aproveitados como base documental para fundamentar pedidos de usucapião extrajudicial ou reconhecimento de direito real.
• Dispensa de "Habite-se" Rigoroso: Em muitos procedimentos de regularização fundiária urbana de interesse social (REURB-S) ou regularizações simplificadas, a ausência de habite-se municipal não impede o registro da construção consolidada, priorizando-se a segurança da edificação e a realidade fática.
• Direito de Laje (Lei nº 13.434/2017): Permite a abertura de matrícula própria e desmembramento dos pavimentos superiores (construções sobrepostas, como "puxadinhos" ou andares verticais independentes), viabilizando que o proprietário da laje superior tenha seu próprio registro imobiliário, IPTU individualizado e acesso a financiamentos para reformas e ampliações de forma autônoma.

5. Relação com Obras Públicas e Intervenções Urbanísticas

A regularização fundiária e a execução de obras públicas caminham lado a lado no planejamento e na transformação das cidades:
• Desapropriação e Implantação de Infraestrutura: A Administração Pública pode utilizar institutos de desapropriação e regularização integrada para abrir vias, implantar redes de saneamento, praças e equipamentos comunitários em áreas informais.
• Valorização do Espaço Urbano: A realização de obras públicas de saneamento e pavimentação em áreas regularizadas eleva o padrão de salubridade, reduz vulnerabilidades climáticas e impulsiona a economia local.
• Segurança para Desapropriações Justas: Áreas regularizadas garantem que, em caso de futuras intervenções públicas necessárias, os verdadeiros proprietários recebam as indenizações justas devidas por lei.

6. Conclusão: 7 Pontos fundamentais

1. Transformação Social: A regularização fundiária converte a mera posse em propriedade formal, garantindo dignidade e cidadania.
2. Segurança e Herança: Protege o cidadão contra remoções arbitrárias e assegura a transmissão legal do patrimônio familiar.
3. Desenvolvimento Econômico: Abre portas para o crédito bancário, financiamentos imobiliários e expressiva valorização comercial dos imóveis.
4. Diversidade de Caminhos: Oferece múltiplas modalidades de usucapião (urbana, coletiva, familiar, ordinária e extraordinária) adaptadas a cada realidade fática.
5. Desburocratização Cartorária: A via extrajudicial e o uso de instrumentos como contratos de compra e venda e o direito de laje tornaram os processos muito mais céleres.
6. Parceria com o Poder Público: A integração com obras públicas e programas municipais viabiliza a chegada de infraestrutura urbana de qualidade às comunidades.
7. Sustentabilidade Urbana: Promove cidades mais integradas, organizadas e juridicamente seguras para as presentes e futuras gerações.

7. Referências Normativas

• Constituição Federal de 1988: Artigos 182 e 183 (Política Urbana e Usucapião Especial Urbana).
• Código Civil Brasileiro (Lei nº 10.406/2002): Artigos referentes à posse, propriedade e modalidades de usucapião (Ordinária e Extraordinária).
• Lei de Registros Públicos (Lei nº 6.015/1973): Artigo 216-A (Usucapião Extrajudicial).
• Lei da REURB (Lei nº 13.465/2017): Dispõe sobre a Regularização Fundiária Urbana no Brasil.
• Marco do Direito de Laje (Lei nº 13.434/2017): Inclusão do direito real de laje no Código Civil.


Rosa Freitas é Doutora em Direito e pelo PPGD/UFPE, servidora pública, com 20 anos de experiência nas áreas pública e privada, Pós-Graduada em Transição Energética e novos Negócios pela PUC-PR, autora de livros e artigos jurídicos, dentre '"A nova dogmáticada da tributação de serviçosno Brasil" pela Editora Ponto a Ponto.

*Profa. Rosa Freitas, é Advogada – Direito Tributário e Direito de Energia - Consultoria Jurídica e Regulatória. @profa.dra.rosafreitas e Advrosafreitas@gmail.com



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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.




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O Mínimo como Mandato: Uma Reflexão nas Eleições Gerais de 2026 - Por Amadeu Robalinho*

09/10/2026

Enquanto a política vender sobrevivência como conquista, o povo vai agradecer pelo mínimo em vez de cobrar pelo máximo.

A frase acima pode parecer, à primeira vista, apenas uma provocação política. Mas ela encerra uma questão muito mais profunda sobre a relação entre Estado, sociedade e cidadania.

Nas eleições gerais de 4 de outubro de 2026, o Brasil escolherá presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais. Não se trata, portanto, de uma eleição limitada à administração cotidiana das cidades. O que estará em disputa é a direção política, econômica, institucional e estratégica do País para os próximos anos.

É nesse contexto que precisamos discutir uma questão que ultrapassa governos e partidos: qual é o tamanho daquilo que o cidadão brasileiro deve exigir do Estado?

Quando o voto encolhe o horizonte.

Eleger um presidente, governador, senador ou deputado não significa si...

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Enquanto a política vender sobrevivência como conquista, o povo vai agradecer pelo mínimo em vez de cobrar pelo máximo.

A frase acima pode parecer, à primeira vista, apenas uma provocação política. Mas ela encerra uma questão muito mais profunda sobre a relação entre Estado, sociedade e cidadania.

Nas eleições gerais de 4 de outubro de 2026, o Brasil escolherá presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais. Não se trata, portanto, de uma eleição limitada à administração cotidiana das cidades. O que estará em disputa é a direção política, econômica, institucional e estratégica do País para os próximos anos.

É nesse contexto que precisamos discutir uma questão que ultrapassa governos e partidos: qual é o tamanho daquilo que o cidadão brasileiro deve exigir do Estado?

Quando o voto encolhe o horizonte.

Eleger um presidente, governador, senador ou deputado não significa simplesmente escolher quem entregará uma obra, concederá um benefício ou anunciará uma medida emergencial.

Significa escolher representantes que participarão de decisões capazes de afetar a estrutura tributária, o orçamento público, a educação, a saúde, a segurança, a infraestrutura, a política industrial, a energia, a defesa nacional, a ciência, a tecnologia e a própria capacidade estratégica do Estado brasileiro.

Quando o eleitor é levado a avaliar um governo exclusivamente pelo benefício imediato que recebeu, existe o risco de reduzir a dimensão do mandato político.

O benefício emergencial pode ser necessário. A transferência de renda pode ser necessária. A obra pública pode ser necessária. O atendimento de uma necessidade imediata pode ser indispensável.

Mas nenhuma dessas ações deveria representar o limite da ambição nacional.

O Estado não pode transformar a superação da emergência em substituto para a construção de um futuro.

Uma sociedade que passa a considerar excepcional aquilo que deveria ser básico corre o risco de inverter sua própria escala de prioridades. O cidadão deixa de perguntar quanto o Estado pode construir e passa a agradecer simplesmente porque alguma coisa foi entregue.

É nesse ponto que o mínimo pode transformar-se em mandato.

A Política da Escassez.

Existe uma dinâmica política que pode surgir quando a precariedade se torna normalizada.

Primeiro, problemas estruturais permanecem durante décadas. Depois, governos apresentam medidas pontuais para amenizar suas consequências. Em seguida, essas medidas são transformadas em símbolos de realização administrativa. Finalmente, aquilo que deveria ser apenas uma etapa da política pública passa a ser apresentado como conquista extraordinária.

O problema não está necessariamente na existência dessas políticas. Muitas delas são legítimas e indispensáveis.

O problema aparece quando a emergência passa a substituir a estratégia.

Uma nação não pode estabelecer como horizonte permanente apenas a redução da pobreza, sem discutir a geração de riqueza. Não pode limitar sua política industrial à manutenção de estruturas existentes, sem buscar autonomia tecnológica. Não pode tratar infraestrutura como simples reparação de danos, quando deveria concebê-la como instrumento de desenvolvimento e soberania.

Da mesma forma, não pode discutir segurança pública apenas depois que a violência se instala, nem discutir energia somente quando surge uma crise de abastecimento.

O Estado estratégico trabalha antes da crise.

O Brasil tem de começar a pensar grande.

As Eleições gerais de 2026 deveriam ser também uma oportunidade para discutir qual projeto de País pretendemos construir.

Que política industrial será adotada?

Qual será o papel da ciência e da tecnologia no desenvolvimento nacional?

Como o Brasil pretende ampliar sua infraestrutura crítica?

Qual será o futuro da matriz energética?

Como proteger ativos estratégicos, sistemas de comunicação, redes de energia, portos, ferrovias, sistemas de abastecimento e cabos submarinos?

Qual será o nível de investimento em defesa nacional?

Como enfrentar organizações criminosas que ultrapassam fronteiras estaduais e assumem características cada vez mais complexas?

Como transformar educação em capacidade produtiva, tecnológica e científica?

Essas perguntas não pertencem a um único governo ou a um único partido. Pertencem ao Estado brasileiro.

E é justamente por isso que o debate eleitoral não deveria se limitar à disputa entre nomes.

Soberania também é ter sabedoria e liberdade para escolher.

Não existe soberania plena quando uma nação não possui capacidade suficiente para produzir, proteger, pesquisar, inovar e decidir.

Soberania não é apenas possuir território.

É possuir capacidade energética.

É possuir infraestrutura.

É possuir indústria.

É possuir conhecimento científico.

É dominar tecnologias críticas.

É proteger suas comunicações.

É garantir segurança à população.

É possuir capacidade de defesa.

É conseguir tomar decisões estratégicas sem depender permanentemente de capacidades externas.

Por isso, a discussão sobre desenvolvimento não pode ser separada da discussão sobre soberania.

Um País que apenas administra suas carências pode sobreviver.

Um País que desenvolve capacidades estratégicas pode transformar sua realidade.

O Voto é um contrato de administação.

O voto não deveria ser entendido apenas como uma escolha de pessoas.

É também uma escolha sobre prioridades.

O Eleitor pode perguntar ao candidato quanto será destinado a determinada política pública, mas também precisa perguntar qual problema estrutural aquela política pretende resolver.

Pode perguntar quanto será investido, mas também deve perguntar qual capacidade nacional será construída.

Pode perguntar qual benefício será entregue, mas também deve perguntar qual será o resultado daqui a dez ou vinte anos.

Essa mudança de perspectiva é fundamental.

Porque uma nação não se constrói apenas com respostas para as emergências do presente. Constrói-se com planejamento, conhecimento, infraestrutura, tecnologia, educação, energia, segurança e capacidade estratégica.

Não se trata de pedir menos. Trata-se de exigir mais.

A grande questão das eleições gerais de 2026 não deveria ser apenas quem promete entregar mais benefícios.

Deveria ser também qual projeto de Estado pretende construir capacidades permanentes.

O Cidadão brasileiro não deve ser tratado apenas como beneficiário de políticas públicas. É titular de direitos e integrante de uma sociedade que financia o Estado e possui o direito de exigir resultados.

O mínimo pode ser necessário para garantir dignidade.

Mas o mínimo não pode ser transformado em teto de expectativa nacional.

Uma democracia madura não deve ensinar o cidadão a agradecer indefinidamente pela sobrevivência. Deve criar condições para que ele possa exigir desenvolvimento, segurança, educação, saúde, infraestrutura, oportunidades e prosperidade.

O Brasil possui território, população, recursos naturais, capacidade científica, indústria, universidades, forças de segurança, Forças Armadas e uma posição geopolítica singular.

A questão fundamental é transformar esses ativos em capacidade nacional.

É nesse ponto que o debate eleitoral precisa alcançar uma dimensão maior.

Não se trata apenas de escolher quem administrará o Estado.

Trata-se de decidir qual Estado queremos construir.

Porque uma nação que aceita o mínimo como destino corre o risco de transformar a exceção em regra.

E uma nação que compreende sua própria capacidade pode começar a exigir do Estado não apenas a administração da escassez, mas a construção das condições necessárias para a abundância, o desenvolvimento e a soberania.

Em outubro de 2026, o Brasil escolherá seus representantes.

Mas, muito além disso, terá a oportunidade de decidir qual será o tamanho de sua própria ambição nacional.


*Amadeu Robalinho, é Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




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O Ódio que Cheira a Ignorância - Crônica Poética - Por Walmir Chagas*

09/10/2026

Há um cheiro ruim no ar. Não é esgoto, não é lixo acumulado na esquina. É o fedor do medo. O medo que os poderosos da ultra direita têm de um povo que lê, que pensa, que questiona. Porque povo que estuda é povo que não se curva. Povo que conhece sua história não aceita ser tratado como gado. E é exatamente isso que eles querem: gado. Gado que vota, gado que trabalha, gado que cala.

Para essa gente, tudo que cheire a cultura é suspeito. Teatro é doutrinação. Cinema é propaganda. Universidade é ninho de comunistas. Arte é desperdício de tempo. Já ouviram dizer que “ensino de artes nas escolas é uma perda de tempo”. Já ouviram dizer que “as universidades são centros de doutrinação ideológica”. Essas frases poderiam ter saído da boca de Goebbels, o ministro da propaganda de Hitler. Mas saíram de boca de gente que se diz cristã, que se diz patriota.

O fascismo sempre teve ódio da cultura. Os nazistas queimaram livros. Fecharam teatros. Perseguiram artistas. O q...

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Há um cheiro ruim no ar. Não é esgoto, não é lixo acumulado na esquina. É o fedor do medo. O medo que os poderosos da ultra direita têm de um povo que lê, que pensa, que questiona. Porque povo que estuda é povo que não se curva. Povo que conhece sua história não aceita ser tratado como gado. E é exatamente isso que eles querem: gado. Gado que vota, gado que trabalha, gado que cala.

Para essa gente, tudo que cheire a cultura é suspeito. Teatro é doutrinação. Cinema é propaganda. Universidade é ninho de comunistas. Arte é desperdício de tempo. Já ouviram dizer que “ensino de artes nas escolas é uma perda de tempo”. Já ouviram dizer que “as universidades são centros de doutrinação ideológica”. Essas frases poderiam ter saído da boca de Goebbels, o ministro da propaganda de Hitler. Mas saíram de boca de gente que se diz cristã, que se diz patriota.

O fascismo sempre teve ódio da cultura. Os nazistas queimaram livros. Fecharam teatros. Perseguiram artistas. O que vemos hoje no Brasil não é diferente. É a mesma lógica. A mesma estratégia. Manter o povo na ignorância para que ele não perceba que está sendo roubado, humilhado, explorado.

Nas últimas semanas, vimos candidatos da extrema direita invadindo universidades. Apagando murais. Ameaçando estudantes. Dizendo que vão “acabar com essa palhaçada”. Que vão “fechar essas fábricas de doutrinamento”. O alvo? As ciências humanas. Filosofia. Sociologia. História. Artes. Porque é exatamente nessas áreas que se ensina a pensar. A questionar. A não aceitar mentiras como verdade.

Um candidato a deputado federal, Wilker Leão, invadiu o Instituto de Artes da Universidade de Brasília e apagou manifestações artísticas dos estudantes. Disse que aquilo era “lixo”. Que aquilo era “doutrinação”. Os estudantes tiveram que repintar o muro. Mas o muro não é o importante. O importante é a mensagem: eles têm medo da arte. Têm medo da criatividade. Têm medo de um povo que sabe se expressar.
Enquanto atacam a cultura brasileira, esses mesmos poderosos se curvam aos Estados Unidos. Tudo que vem de lá é bom. Tudo que vem daqui é suspeito. Querem privatizar a Petrobras. Querem entregar o pré-sal. Querem transformar o Brasil em um quintal dos EUA. Enquanto isso, o povo continua pobre. Continua sem saúde. Continua sem educação. Mas eles estão felizes. Porque o importante não é o Brasil. O importante é agradar o patrão lá de cima.

Bolsonaro representa exatamente isso. As forças do atraso. Da mentira. Da subserviência. Durante seu governo, o orçamento da educação foi sangrado. Universidades foram sucateadas. Professores foram perseguidos. A cultura foi tratada como inimiga. E o resultado? Um país mais ignorante. Mais dividido. Mais fácil de manipular.

Do outro lado, temos Lula. E com ele, as forças progressistas. Que acreditam na educação como direito. Na cultura como expressão de um povo. Na universidade como espaço de pensamento crítico. Durante seu governo, os recursos para universidades e institutos federais foram recompostos. O ensino em tempo integral foi retomado. A cultura voltou a ser valorizada.

Não é perfeito. Não é o fim da história. Mas é a direção certa. Porque um país que investe em educação é um país que investe no futuro. Um país que valoriza a cultura é um país que valoriza sua alma. Um país que respeita suas universidades é um país que respeita o pensamento.

De um lado, as forças do progresso. Que querem um país soberano. Que querem um povo educado. Que querem uma cultura viva. Do outro, as forças do atraso. Que querem um país subserviente. Que querem um povo ignorante. Que querem uma cultura morta.

A escolha é clara. Ou somos um país que pensa. Ou somos um país que obedece. Ou somos um país que cria. Ou somos um país que copia. Ou somos um país que lê. Ou somos um país que cala.

No fim, tudo se resume a isso: medo. Medo de um povo que sabe. Medo de um povo que lê. Medo de um povo que pensa. Porque povo que sabe não aceita ser enganado. Povo que lê não aceita ser manipulado. Povo que pensa não aceita ser tratado como gado.

E é por isso que eles atacam a cultura. É por isso que atacam a educação. É por isso que atacam as universidades. Porque sabem que um povo que estuda é um povo que se liberta. E isso, eles não podem permitir.

Mas nós podemos permitir. Nós devemos permitir. Porque um país sem cultura é um país sem alma. Um país sem educação é um país sem futuro. Um país sem pensamento crítico é um país sem liberdade.

E é aqui que entramos nós. Os que acreditam na cultura. Os que acreditam na educação. Os que acreditam no pensamento. Somos a resistência. Somos o antídoto. Somos o futuro.

Porque enquanto houver um teatro aberto. Enquanto houver um livro sendo lido. Enquanto houver uma universidade de pé. Enquanto houver um professor ensinando. Enquanto houver um artista criando. Enquanto houver um estudante questionando. Enquanto houver um povo pensando.

Enquanto houver isso, eles não venceram. Enquanto houver isso, a liberdade respira. Enquanto houver isso, o futuro é nosso.

Há outro cheiro no ar. Não é o fedor do medo. É o aroma da esperança. É o cheiro de um país que está acordando. De um povo que está abrindo os olhos. De uma nação que está dizendo: basta.

Basta de ignorância. Basta de subserviência. Basta de medo. Queremos educação. Queremos cultura. Queremos liberdade. Queremos pensar. Queremos criar. Queremos ser.

E é por isso que lutamos. Não por um partido. Não por um candidato. Mas por um país. Um país que acredita no seu povo. Um país que investe no seu futuro. Um país que respeita sua cultura. Um país que valoriza sua educação. Um país que pensa.

No fim, tudo se resume a uma palavra: liberdade. Liberdade para pensar. Liberdade para criar. Liberdade para ser. E é isso que eles querem nos tirar. É isso que querem nos roubar. É isso que querem nos negar.

Mas nós não vamos deixar. Porque um povo que sabe sua história não aceita ser apagado. Um povo que conhece sua cultura não aceita ser silenciado. Um povo que pensa não aceita ser calado.

Somos a resistência. Somos a esperança. Somos o futuro. E enquanto houver um livro sendo lido. Enquanto houver um teatro aberto. Enquanto houver uma universidade de pé. Enquanto houver um povo pensando.

Nós venceremos. Porque a ignorância pode até tentar nos calar. Mas a liberdade sempre encontrará uma voz. E essa voz será a nossa.


*Walmir Chagas, é multiartista e livre pensador.



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"Eleições e sinuca de bico para metacapitalistas e esquerdoglobalistas" - Por Jarbas Beltrão*

09/10/2026

Eleições realizadas, apurações concluídas. Resultados, como em qualquer Democracia, questionados. Já são vários os questionamentos, o mais polêmico, diz respeito à escolha presidencial, ou seja, apoiadores do candidato de oposição e o candidato à reeleição.

Questionamentos "cabulosos". Os eleitores têm seus votos seguidos para a urna e posterior apuração de maneira uniforme. Deputado estadual, deputado federal, senadores, governador e presidente da República.

Diz os questionamentos, a contagem teria de seguir uniforme prá todos os cargos. Só que em certo momento, a contagem seguia a trajetória normal, porém o cargo para presidente parou.

Se a contagem seguia regular e a do cargo de presidente foi paralisada, como se explica o fenômeno. Isto teria acontecido quando a apuração alcançara dois terços e o candidato da "oposição", chamado de "direita" se aproximava dos "perigosos" cinquenta por cento.

Enquanto isso, o candidato di...

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Eleições realizadas, apurações concluídas. Resultados, como em qualquer Democracia, questionados. Já são vários os questionamentos, o mais polêmico, diz respeito à escolha presidencial, ou seja, apoiadores do candidato de oposição e o candidato à reeleição.

Questionamentos "cabulosos". Os eleitores têm seus votos seguidos para a urna e posterior apuração de maneira uniforme. Deputado estadual, deputado federal, senadores, governador e presidente da República.

Diz os questionamentos, a contagem teria de seguir uniforme prá todos os cargos. Só que em certo momento, a contagem seguia a trajetória normal, porém o cargo para presidente parou.

Se a contagem seguia regular e a do cargo de presidente foi paralisada, como se explica o fenômeno. Isto teria acontecido quando a apuração alcançara dois terços e o candidato da "oposição", chamado de "direita" se aproximava dos "perigosos" cinquenta por cento.

Enquanto isso, o candidato dito da "esquerda" que tentava a reeleição ficava em quarenta e dois por cento. A '"prisão de ventre" das urnas, que não era total, mas só para o cargo de presidente, já alcançava incômodos 45 minutos. Entretanto; desengasgou, soltou o gás orgânico, que impedia a passagem de um "bolo fecal" represado.

Após a superação do impasse, as urnas passaram a funcionar plenamente. Porém para desespero dos que apoiavam o candidato da "direita", que tinha seu candidato na frente frente da corrida, observavam com muita surpresa, eventos, como: quem estava na frente apresentava, agora, uma pequena queda, quem estava na perda, apresentava uma pequena subida.

A partir, da liberação do engasgo, a coisa foi se equilibrando e o resultado apurado passou a apontar para um segundo turno. Segundo turno já visto pelos dois lados como um resultado apenas adiado.

Enquanto isso, na 2a. feira dia 05 de outubro os mercados de investimentos e o câmbio se manifestavam.

A Bolsa de Valores que havia "patinado", nos últimos meses, entre 170 mil até 185 mil pontos, acordou. Acordou de um sono que parecia que iria ficar por muito mais tempo.

Pois é, neste dia seguinte, a Bolsa foi além da casa dos 207 mil pontos, mostrando que os investidores de todos os tamanhos eram dominados pelo medo; medo de perda de investimentos aplicados. O índice Ibovespa que com muita dificuldade alcançava 1,0%, alcancançou inacreditáveis 7,5%.

Ultrapassaram a barreira e o fluxo de capitais ressurgiu com força nesta 2a.feira, e analistas de finanças já falam em fechamento anual superior a 230 mil pontos.

O "dólar" e o "euro" em queda. Começaram à entrar, a chegar. O "dólar" pressionado pra baixo, subordinado ao aumento de oferta da moeda. Diria a turma da "canhota", são uns reacionários. Nisso, foi ficando transparente que, uma certa turma da Faria Lima, passou a desacreditar no atual governo, mas metacapitalistas e globalistas tão ainda se segurando no barco, mas com salva-vidas no corpo.

De repente, o país Brasil, poderá se afastar do globalismo metacapitalista da "Turma de Davos" e do "Clube de Bildeberg" e o Bloco russo-chines-iraniano, pensando como sair, se for o caso, de uma provável "sinuca de bico".


Fica o recado.


*Jarbas Beltrão é historiador e professor de História da Universidade de Pernambuco - UPE. Mestre em Educação pela UFPB. Especialista (MBA) em Política Estratégia Defesa e Segurança Nacional. (Adesg Famesc).Especialista (MBA) em Geopolítica/Novas Fronteiras/Cibernética e IA. (Adesg/Instituto Venturo)



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NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.




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Repense! - Por Ubirajara Ramos*

09/10/2026

Se você faz parte dos 33,4 milhões de brasileiros que não votaram; dos 9,3 milhões que votaram nos candidatos da ‘terceira via’; dos 3,6 milhões que anularam o voto; dos 2,2 milhões que votaram em branco; ou dos que, simplesmente, votaram em Flávio por ódio a Lula ou ao PT; abaixo, alguns tópicos para sua reflexão.

‘Rachadinhas’ e Chocolates

Estudante e residente no Rio de Janeiro, Flávio iniciou sua vida profissional como funcionário fantasma da Câmara dos Deputados na liderança do PPB, em Brasília. Alguns anos depois, deputado estadual, levou essa prática para o seu gabinete na Alerj, contratando assessores fantasmas e ficando com parte dos seus salários, as famosas ‘rachadinhas’. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), a lavagem do dinheiro era operada por Fabrício Queiroz, que fez 1.512 depósitos na loja de chocolates de Flávio, totalizando cerca de R$ 1,6 milhão!

Vorcaro, Brazão & Cia

O deput...

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Se você faz parte dos 33,4 milhões de brasileiros que não votaram; dos 9,3 milhões que votaram nos candidatos da ‘terceira via’; dos 3,6 milhões que anularam o voto; dos 2,2 milhões que votaram em branco; ou dos que, simplesmente, votaram em Flávio por ódio a Lula ou ao PT; abaixo, alguns tópicos para sua reflexão.

‘Rachadinhas’ e Chocolates

Estudante e residente no Rio de Janeiro, Flávio iniciou sua vida profissional como funcionário fantasma da Câmara dos Deputados na liderança do PPB, em Brasília. Alguns anos depois, deputado estadual, levou essa prática para o seu gabinete na Alerj, contratando assessores fantasmas e ficando com parte dos seus salários, as famosas ‘rachadinhas’. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), a lavagem do dinheiro era operada por Fabrício Queiroz, que fez 1.512 depósitos na loja de chocolates de Flávio, totalizando cerca de R$ 1,6 milhão!

Vorcaro, Brazão & Cia

O deputado Rodrigo Bacellar e o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, estão presos por crimes ligados ao Comando Vermelho; o miliciano Ronnie Lessa e os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão estão presos, respectivamente, como executor e mandantes dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes; e Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel estão presos por fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master num rombo de mais de R$ 86 bilhões!

O que têm em Comum?

Assim como Adriano da Nóbrega, o miliciano chefe do ‘Escritório do Crime’, morto em confronto com policiais na Bahia, que Flávio homenageou na prisão e empregou a esposa e a mãe dele no seu gabinete na Alerj, todos integram o grupo político bolsonarista. Então, se Flávio chegar ao poder, essas facções criminosas chegarão ao poder junto com ele, mormente no Rio de Janeiro.

Mentiroso Contumaz

Flávio negou qualquer relação ou contato com Vorcaro, negou que tivesse pedido dinheiro e negou que tivesse laços e encontros com ele. Contudo, investigado pela Polícia Federal por suspeitas de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no escândalo do Banco Master, descobriu-se registros de dezenas de mensagens, ligações telefônicas e encontros presenciais com Vorcaro, que transferiu R$ 61 milhões para o fundo Havengate Development Fund, nos Estados Unidos, administrado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. Flávio diz que foi pro filme Dark Horse... Nele, não dá pra confiar!

O ‘Tesouraço’

Se nada disso te incomoda, saiba que as propostas de Flávio são inspiradas no corte radical dos gastos públicos e no desmonte da estrutura estatal da ‘Motosserra’ do presidente Javier Milei, que levou a economia da Argentina a uma forte recessão econômica, com 31.342 empresas fechadas e a perda de mais de 245.000 empregos formais, deixando 32,3% da população na pobreza e 7,5% na miséria! Flávio prevê um corte de até R$ 300 bilhões, com a desvinculação das aposentadorias, pensões e do BPC (Benefício de Prestação Continuada) do salário mínimo; a redução de Direitos Trabalhistas; das Políticas Sociais e do Orçamento da Saúde e da Educação.

Neocolônia ou Soberania

Como se tudo isso fosse pouco, nossa economia, nosso petróleo e nossas terras raras serão explorados contra nossa soberania segundo os interesses econômicos dos Estados Unidos, transformando o Brasil numa neocolônia desindustrializada e extrativista. Não foi pra isso que, há mais de 200 anos, heróis como Tiradentes e Frei Caneca foram enforcados e fuzilados.
Repense!


*Ubirajara Ramos, é Auditor fiscal aposentado, pesquisador independente, ativista pró-legalização da Cannabis, autor do livro 'Tá Todo O Mundo Enganado!' - Sobre a Maconha e a Política de Guerra às Drogas Mundial, ex-diretor das associações Aliança e AMME Medicinal, é membro da Comissão Especial de Políticas sobre Drogas da OAB-PE e palestrante internacional.



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NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.


(Foto Flávio: Reprodução Instagram/PLATÔBR)




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Baralho Embaralhado - Crônica Poética - Por Romero Falcão*

09/10/2026

Um general votou no poeta
a bala votou contra a pistola
A barata votou na sandália
A árvore votou na motosserra
O burocrata votou em Kafka

O algoritmo pirou
tadinho, não sabe qual
rebanho alimentar

A polarização, sua meta
fez o baralho se embaralhar

Mas o padre que votou no ateu prometeu a Deus mudar o voto


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda



NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.

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Um general votou no poeta
a bala votou contra a pistola
A barata votou na sandália
A árvore votou na motosserra
O burocrata votou em Kafka

O algoritmo pirou
tadinho, não sabe qual
rebanho alimentar

A polarização, sua meta
fez o baralho se embaralhar

Mas o padre que votou no ateu prometeu a Deus mudar o voto


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda



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Shows de Marcelo D2, Leonardo e Bruno e Marrone, comédia de Tom Cavalcante, exposições e espetáculos, movimentam agenda cultural no Grande Recife

09/10/2026

Música, teatro, dança e artes plásticas. A programação cultural no Grande Recife está diversificada nesta segunda semana de outubro. Entre as atrações, estão um show de música sertaneja com o cantor Leonardo e a dupla Bruno & Marrone, em Olinda, e a apresentação do humorista Tom Cavalcante, na mesma cidade, com a turnê “O Tom Tá On”.

A turnê

A turnê “Batuke do Pretinho”, com Marcelo D2 e Taiguara Borges, e o espetáculo “Pink Floyd Symphonic” também integram a programação. Além disso, o público pode conferir exposições como a 36ª Bienal de São Paulo – Itinerância Recife e “A dança matemática das cores”, de José Patrício.

Várias exposições estão em cartaz e várias espetáculos serão realizados.

Confira:
Exposição “A dança matemática das cores”, de José Patrício
A mostra “A dança matemática das cores” de José Patrício tem curadoria de Diego Matos e reúne 12 obras inéditas produzidas nos últimos cinco a...

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Música, teatro, dança e artes plásticas. A programação cultural no Grande Recife está diversificada nesta segunda semana de outubro. Entre as atrações, estão um show de música sertaneja com o cantor Leonardo e a dupla Bruno & Marrone, em Olinda, e a apresentação do humorista Tom Cavalcante, na mesma cidade, com a turnê “O Tom Tá On”.

A turnê

A turnê “Batuke do Pretinho”, com Marcelo D2 e Taiguara Borges, e o espetáculo “Pink Floyd Symphonic” também integram a programação. Além disso, o público pode conferir exposições como a 36ª Bienal de São Paulo – Itinerância Recife e “A dança matemática das cores”, de José Patrício.

Várias exposições estão em cartaz e várias espetáculos serão realizados.

Confira:
Exposição “A dança matemática das cores”, de José Patrício
A mostra “A dança matemática das cores” de José Patrício tem curadoria de Diego Matos e reúne 12 obras inéditas produzidas nos últimos cinco anos, com trabalhos feitos a partir de botões e peças de quebra-cabeça, em séries que exploram relações entre cor, movimento, sequência e composição.
Exposição “A dança matemática das cores”, de José Patrício
De sexta-feira (9) até 28 de novembro. Visitação de segunda a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 15h
Galeria Amparo 60: Rua Professor Eduardo Wanderley, 187, 3º andar, Boa Viagem - Recife



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Mirante do Samba
O Mirante do Paço, no Recife Antigo, recebe dois dias de programação musical neste fim de semana. Na sexta-feira, a proposta é uma noite dançante com shows de Cezzinha, Super Oara e Los Nocturnos. No sábado, o espaço abre as portas para o “Mirante do Samba”, com apresentações de Taiguara, De Cara com o Samba e Arria Samba.
Mirante do Samba
Sexta-feira (9), a partir das 19h, e sábado (10), a partir das 16h
Mirante do Paço: Tv. do Amorim, 75 - 4º andar, Bairro do Recife

Show "Cabaré – O Último Encontro", com Leonardo e Bruno e Marrone
Leonardo e Bruno & Marrone se apresentam no Recife com a turnê “Cabaré – O Último Encontro”, que marca a despedida dessa formação dos palcos. O show reúne sucessos das carreiras dos artistas em um repertório que atravessa décadas da música sertaneja. A apresentação também celebra a trajetória do projeto, que se consolidou com centenas de shows e milhões de espectadores ao longo dos últimos anos.
Cabaré – O Último Encontro
Sexta-feira (9), às 20h
Classic Hall: Av. Gov. Agamenon Magalhães, S/N, Salgadinho - Olinda

Espetáculo "Pink Floyd Symphonic"
O espetáculo “Pink Floyd Symphonic”, da ATOM Pink Floyd, reúne banda e orquestra ao vivo. A apresentação celebra os dez anos de trajetória do grupo e revisita diferentes fases da obra do Pink Floyd, com repertório que passa pela fase psicodélica dos anos 1960 e por álbuns como “The Dark Side of the Moon”, “Wish You Were Here”, “Animals” e “The Wall”. Projeções, iluminação e cenografia completam a proposta do show, que integra a turnê comemorativa de 2026.
Espetáculo "Pink Floyd Symphonic"
Sexta-feira (9), às 21h
Teatro Guararapes: Avenida Professor Andrade Bezerra, s/n, Salgadinho - Olinda



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Tom Cavalcante em "O Tom Tá ON"
O humorista Tom Cavalcante apresenta o show “O Tom Tá ON”, em que reúne humor, improviso e imitações de personagens marcantes da carreira. No espetáculo, o comediante mistura observações sobre comportamento, comentários sobre a política nacional e paródias de nomes da música e da TV. Entre os seus personagens confirmados estão João Canabrava, Jarilene, Tomberto Carlos, Caetano e Ana Maria Bela.
Tom Cavalcante em "O Tom Tá ON"
Sábado (10), às 21h
Teatro Guararapes - Centro de Convenções de Pernambuco: Avenida Professor Andrade Bezerra, s/n, Salgadinho - Olinda

Super Manhã de Sol
O Clube das Pás promove o evento Super Manhã de Sol com programação voltada para música e dança. A festa reúne shows de Condinho, Banda Luminar, Will Nuance e Orquestra das Pás, além de intervalos comandados pelo DJ Luciano Silva. O público também poderá aproveitar a pista com a companhia de dançarinos profissionais.
Super Manhã de Sol
Domingo (11), a partir das 13h
Clube das Pás: Rua Odorico Mendes, nº 263, Campo Grande - Recife

Batuke do Pretinho com Marcelo D2 e Taiguara Borges
O projeto “Batuke do Pretinho da Serrinha” chega a Olinda como parte da primeira turnê nacional do evento, conhecido por reunir artistas de diferentes gerações e estilos em torno do samba. Nesta edição, Pretinho da Serrinha recebe Taiguara Borges e Marcelo D2 em uma apresentação que aposta em encontros musicais, novas leituras de sucessos e homenagens a nomes que marcaram a trajetória do projeto.
Batuke do Pretinho com Marcelo D2 e Taiguara Borges
Domingo (11), com abertura dos portões às 16h e início às 18h
Mansão Matuta: Rua do Bonfim, 82, Carmo - Olinda

Mundo Marinho Tacaruna
A mostra interativa “Mundo Marinho Tacaruna” transforma a Praça de Eventos do Shopping Tacaruna em um espaço de imersão no universo dos mares e oceanos. A atração reúne réplicas gigantes de animais marinhos, algumas com movimento, além de informações sobre as espécies e atividades voltadas ao público infantil. A programação inclui ainda playground temático, oficinas de colorir, óculos de realidade virtual e jogo da memória.
Mundo Marinho Tacaruna
Até segunda-feira (12); segunda a sábado, das 9h às 22h, e aos domingos, das 12h às 21h
Praça de Eventos do Shopping Tacaruna: Av. Gov. Agamenon Magalhães, 153, Santo Amaro - Recife
Programação de outubro da Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco
A Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco (BPE) realiza, ao longo de outubro, uma programação com exposições, mostra bibliográfica, atividades literárias, apresentações musicais, oficinas e roda de conversa. As ações fazem parte da agenda voltada a crianças, adolescentes e adultos, com destaque para a Semana do Livro e da Biblioteca, que neste ano tem como tema “Livro: protagonista e patrimônio coletivo da sociedade”.
Programação de outubro da Biblioteca Pública do Es
Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco (BPE): Rua João Líra, s/n , Santo Amaro - Recife
Gratuito
.
Espetáculo "Serendiptia"
O Grupo Quina apresenta o espetáculo de animação “Serendiptia”. Premiado no Festival Janeiro de Grandes Espetáculos deste ano na modalidade Cenas Curtas, o grupo utiliza a técnica Humanette, que combina os corpos dos atores e atrizes aos dos bonecos. A montagem acompanha cinco criaturas do planeta Serendiptia que, após a queda de uma nave na terra, tentam sobreviver no universo dos humanos.
Espetáculo "Serendiptia"
Quarta-feira (14), às 15h
Teatro Fernando Santa Cruz, no Mercado Eufrásio Barbosa: Avenida Joaquim Nabuco, s/n, Varadouro - Olinda


ART.PE — Feira de Arte Contemporânea de Pernambuco
A quinta edição da ART.PE reúne 75 expositores entre galerias, projetos especiais, instituições culturais e editoras/livrarias. A feira de arte contemporânea apresenta obras de diferentes linguagens, como pintura, escultura, arte têxtil, fotografia, gravura, objetos e instalações, além de promover encontros entre artistas, galeristas, colecionadores e público. A programação inclui ainda visitas mediadas, lançamentos editoriais, conversas abertas, leituras de portfólio, premiações e espaço gastronômico.
ART.PE — Feira de Arte Contemporânea de Pernambuco
De quarta-feira (14) até 18 de outubro
Recife Expo Center: Cais Santa Rita, 446, São José - Recife

Espetáculo “A Vida é uma Paródia: 35 anos de Cinderela”
Cinderela comemora 35 anos de trajetória com o espetáculo inédito “A Vida é uma Paródia”, estrelado por Jeison Wallace. A montagem transforma passagens do cotidiano, memórias, fofocas e desabafos em músicas autorais com humor, reunindo também canções conhecidas do público em novas versões. O show marca a celebração da trajetória da personagem criada em 1991 para a peça “Cinderela: A história que sua mãe não contou”, que segue como um dos marcos do teatro e do humor pernambucanos.
Espetáculo “A Vida é uma Paródia: 35 anos de Cinderela”
Quinta-feira (15), às 20h
Alma Arte Café: Ladeira da Misericórdia, 106, Olinda


Exposição “Onde o céu e o mar se tocam”
As galerias Garrido, do Recife, e Cave, de Fortaleza, se unem pela primeira vez na exposição “Onde o céu e o mar se tocam”, com curadoria de Lucas Dilacerda. A mostra reúne mais de 40 artistas, entre nomes representados pelas duas galerias, convidados e obras de acervo, em um recorte que aproxima diferentes gerações, territórios e linguagens da produção artística brasileira. A curadoria propõe uma leitura do Nordeste para além de imagens estereotipadas, colocando em diálogo temas como paisagem, memória, ancestralidade, espiritualidade, corpo, abstração e cultura popular.
Exposição “Onde o céu e o mar se tocam”
De 16 de outubro a 10 de dezembro. Visitação de segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 14h
Garrido Galeria: Rua Samuel de Farias, 245, Casa Forte - Recife

Exposição “Fragmentos de uma história familiar”, de Nita Monteiro
A artista visual Nita Monteiro realiza sua primeira exposição individual no Recife com "Fragmentos de uma história familiar”. A mostra tem curadoria de Paula Borghi e reúne obras em técnica mista, com base têxtil, que investigam memória, família e os vestígios deixados por casas e histórias em desaparecimento. A exposição também inclui uma obra sonora feita com áudios da infância da artista e ruídos ligados ao ambiente doméstico.
Exposição “Fragmentos de uma história familiar”, de Nita Monteiro
De 16 de outubro a 22 de novembro. Visistação de segunda a sexta, das 10h às 18h
Christal Galeria: Rua Estudante Jeremias Bastos, 266, Pina - Recife

36ª Bienal de São Paulo – Itinerância Recife
A Oficina Francisco Brennand recebe a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo, que retorna à capital pernambucana depois de 15 anos. A exposição "Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática" reúne obras de 14 artistas com referências culturais de Pernambuco, como o Manguebeat e o estuário dos rios Beberibe e Capibaribe.
A inauguração da mostra também marcou a abertura do espaço expositivo "Ateliê Francisco Brennand - Uma janela para o mundo”, nos Salões de Esculturas da Oficina, com o mobiliário original e a disposição dos objetos da forma que eram utilizados por Francisco Brennand. Essa mostra será permanente.
36ª Bienal de São Paulo – Itinerância Recife
Até 18 de outubro. Visitação de terça a domingo, das 9h às 17h (última entrada às 16h)
Oficina Francisco Brennand: Rua Diogo de Vasconcelos, s/n, Propriedade Santos Cosme e Damião, Várzea - Recife

Exposição "Saudades no Varal"
O artista visual Rômulo Jackson expõe suas telas com pinturas que retratam o cotidiano urbano do Grande Recife. São 29 telas em natureza morta e uma estação interativa onde o público pode escrever cartas das suas memórias. Entre as imagens retratadas com tinta, tela e pincel, o artista traz embalagens de lanches, cenas do carnaval e do quintal de casa.
Exposição "Saudades no Varal"
Até 19 de outubro. Visitação das 9h às 17h
Sesc Santo Amaro: Praça do Campo Santo, 1-101, Santo Amaro - Recife



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Exposição “Dança das Plantas”
A exposição “Dança das Plantas”, da arquiteta e artista visual Sheyla Camargo, reúne 30 obras inéditas entre colagens e tapeçarias inspiradas em formas orgânicas da natureza e em referências como Henri Matisse, Roberto Burle Marx e Oscar Niemeyer. Primeira individual da artista, a exposição marca a consolidação da colagem como principal linguagem de sua produção.
Exposição “Dança das Plantas”
Até 24 de outubro. Visitação de quarta a sábado, das 10h às 16h
Instituto Ploeg: Rua da Santa Cruz, 190, Boa Vista - Recife

Exposição "Esse é Sérvulo Esmeraldo"
A Caixa Cultural Recife recebe a exposição “Esse é Sérvulo Esmeraldo”, dedicada à trajetória do artista cearense que é apontado como expoente da arte cinética brasileira. A mostra reúne 50 obras, entre esculturas, pinturas, gravuras e desenhos, produzidas ao longo de quase 70 anos de carreira. Com curadoria de Dodora Guimarães Esmeraldo, a seleção apresenta diferentes fases da produção do artista.
Exposição "Esse é Sérvulo Esmeraldo"
Até 25 de outubro. Visitação de terça a sábado, das 10h às 20h, e domingos e feriados, das 10h às 18h
Caixa Cultural Recife: Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife

Exposição “Imersão e Origem — 20 anos ATO I", de Gabriel Wickbold
O artista carioca Gabriel Wickbold apresenta sua primeira exposição individual no estado. “Imersão e Origem — 20 anos ATO I” reúne cerca de 60 obras e percorre diferentes fases de sua trajetória, articulando temas como corpo, identidade, memória, transformação e tecnologia. A mostra inclui séries como “Brasileiros”, “Sexual Colors”, “Naïve” e “Maze”, além do inédito “Maze ID”, que aproxima a pesquisa do artista dos debates sobre inteligência artificial e biometria.
Exposição “Imersão e Origem — 20 anos ATO I", de Gabriel Wickbold
Até 27 de outubro. Visitação de terça a sexta-feira, das 09h às 17h; aos sábados e domingos, das 14h às 17h
Museu do Estado de Pernambuco (MEPE): Avenida Rui Barbosa, 960, Graças –
A exposição “Rua”, de Rogério Alves, transforma a Rua da Imperatriz em uma galeria a céu aberto com fotografias de artistas, performances e cenas urbanas. A mostra reúne imagens produzidas ao longo de mais de três décadas de trajetória do artista, em um recorte de sua relação com a produção cultural pernambucana e com a ocupação dos espaços públicos. A proposta desloca a fotografia do ambiente tradicional de exibição e insere as obras no cotidiano do Centro do Recife, em diálogo com comerciantes, fachadas e pedestres.

Exposição "Rua"
Até 10 de novembro
Rua da Imperatriz, bairro da Boa Vista, próxima à Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Militares

Exposição "Ogunhê", de Luiz Martins
A Galeria Base Recife recebe “Ogunhê”, primeira exposição individual de Luiz Martins na cidade. A mostra parte de referências a Ogum para reunir obras que articulam memória, religiosidade, matéria e trajetória pessoal do artista mineiro. Em trabalhos com elementos como ferro, madeira e terra, Martins mobiliza lembranças da infância, heranças familiares e questões ligadas à história, identidade e travessia.
Exposição "Ogunhê", de Luiz Martins
Até 13 de novembro; segunda a sexta, das 9h às 18h
Galeria Base Recife: Rua Professor José Brandão, 163, Boa Viagem - Recife

Exposição "Padrão Reativo"
A mostra “Padrão Reativo” reúne Christina Machado, José Paulo e Mauricio Castro em torno de painéis de cerâmica vitrificada produzidos a partir de encontros semanais no Atelier das Águas Belas. Com curadoria de Julio Cavani, a exposição articula experimentação, trabalho coletivo e linguagens individuais, em obras marcadas pela relação entre repetição geométrica e reações físico-químicas do material. A trajetória dos três artistas também atravessa a mostra, que destaca pesquisas ligadas à cerâmica, à pintura, ao desenho e a outras linguagens visuais.
Exposição "Padrão Reativo"
Até 15 de novembro: de terça a sexta, das 10h às 17h; sábados e domingos, das 14h às 18h
Torre Malakoff: Praça do Arsenal, s/n, Bairro do Recife

Exposição "Degas/Borges"
A exposição reúne, pela primeira vez no Recife, obras originais de Edgar Degas em diálogo com fotografias da artista paulista Sofia Borges. A mostra apresenta 40 esculturas em bronze do artista francês, incluindo “Bailarina de catorze anos”, e propõe um encontro entre escultura, fotografia, corpo e movimento. A expografia também apresenta os cavaletes de cristal concebidos por Lina Bo Bardi para o MASP.
Exposição "Degas/Borges"
Até 10 de janeiro de 2027. Visitação terça e quarta, das 13h às 17h; quinta a domingo, das 10h às 17h
Pinacoteca do Instituto Ricardo Brennand: Rua Mário Campelo, 700, Várzea – Recife

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O Poder




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Na TV, Flávio dirá que é "mudança"; Lula apontará senador como "risco"

09/10/2026

No retorno do horário eleitoral na TV e rádio, hoje, sexta-feira (09/10), o senador Flávio Bolsonaro (PL) se apresentará como uma "mudança" para o país; enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmará que o adversário é um "risco" para a população brasileira.

Flávio

Flávio voltará a se apresentar como o candidato da "mudança" e "renovação". O senador indicará preocupação com o chamado “Brasil real” e falará de endividamento da população, inflação, juros, queda do poder aquisitivo e insegurança pública.

Convencer

A estratégia segue sendo convencer indecisos que estejam insatisfeitos com a vida sob o governo Lula.

Rebater

O programa vai ainda tentar rebater supostas notícias falsas de que quer interromper programas sociais. Essa é uma das principais preocupações do QG do senador — que até lançou um portal na internet para rebater alegações.

Lula

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No retorno do horário eleitoral na TV e rádio, hoje, sexta-feira (09/10), o senador Flávio Bolsonaro (PL) se apresentará como uma "mudança" para o país; enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmará que o adversário é um "risco" para a população brasileira.

Flávio

Flávio voltará a se apresentar como o candidato da "mudança" e "renovação". O senador indicará preocupação com o chamado “Brasil real” e falará de endividamento da população, inflação, juros, queda do poder aquisitivo e insegurança pública.

Convencer

A estratégia segue sendo convencer indecisos que estejam insatisfeitos com a vida sob o governo Lula.

Rebater

O programa vai ainda tentar rebater supostas notícias falsas de que quer interromper programas sociais. Essa é uma das principais preocupações do QG do senador — que até lançou um portal na internet para rebater alegações.

Lula

Já Lula reforçará aquele que vem sendo seu principal discurso para o segundo turno: de que Flávio supostamente é ameaça à continuidade de programas sociais do governo e à segurança do brasileiro. A campanha explorará um vídeo viralizado em que uma criança segura uma arma em celebração bolsonarista após o primeiro turno.

Mostra

Em um de seus trechos roteirizados, o programa mostra um garoto observando seu pai lustrando uma arma. Depois, o mesmo menino leva o objeto para a escola e se ouve um disparo em sua classe. O locutor então diz: "os Bolsonaros colocaram mais de um milhão de armas nas casas das pessoas".

Comparações

O PT também fará supostas comparações entre os governos de Lula e Bolsonaro e falará de segurança pública em um tom mais duro. O petista, para o segundo turno, adotou como "slogan" para a área: "aos trabalhadores, proteção, e aos criminosos, a prisão".

Com CNN




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IPCA: Inflação sobe 0,82% em setembro, com alta da energia elétrica

09/10/2026

A inflação no Brasil subiu 0,82% setembro, segundo dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) hoje, sexta-feira (09/10).

A alta

A alta foi puxada pelo encarecimento da energia elétrica, com variação de 7,98%, com o o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto, informou o IBGE.

Os grupos

Todos os grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram variação positiva em setembro. Habitação registrou a maior alta e impacto (2,31%), seguido de Transportes (0,89%) e Alimentação e bebidas (0,83%).

O indicador

Em 12 meses, o indicador soma avanço de 4,58%, enquanto no acumulado do ano a alta é de 3,95%. O Banco Central persegue meta de inflação de 3%, com 1,5 ponto de tolerância para cima (4,5%) ou para baixo (1,5%).

O resultado
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A inflação no Brasil subiu 0,82% setembro, segundo dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) hoje, sexta-feira (09/10).

A alta

A alta foi puxada pelo encarecimento da energia elétrica, com variação de 7,98%, com o o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto, informou o IBGE.

Os grupos

Todos os grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram variação positiva em setembro. Habitação registrou a maior alta e impacto (2,31%), seguido de Transportes (0,89%) e Alimentação e bebidas (0,83%).

O indicador

Em 12 meses, o indicador soma avanço de 4,58%, enquanto no acumulado do ano a alta é de 3,95%. O Banco Central persegue meta de inflação de 3%, com 1,5 ponto de tolerância para cima (4,5%) ou para baixo (1,5%).

O resultado

O resultado de setembro mostra reversão ante agosto, quando o IPCA registrou deflação de 0,32%. A prévia da inflação de setembro mostrou alta de 0,7%, segundo dados do IBGE publicados no fim do último mês, puxada pela variação da conta de energia.
O mesmo fator influenciou o resultado consolidado do índice de inflação do mês passado.

Outros grupos

Nos outros grupos mais afetados, como Transporte, a alta reflete o aumento nas passagens aéreas de 9,66%, além da variação positiva nos combustíveis (1,41%), com avanço nos preços do etanol (3,16%), do óleo diesel (1,69%), da gasolina (1,21%) e do gás veicular (0,10%).

Alimentação

Por fim, o grupo Alimentação e bebidas apresentou variação positiva pela primeira vez depois de três recuos consecutivos. A alimentação em domicílio subiu 0,96%, impulsionada pelas altas do tomate (37,76%), da batata-inglesa (24,07%), da cebola (10,14%), do arroz (4,56%) e das carnes (0,63%).

Avanço

Fora do domicílio, o avanço de 0,48% foi puxada pela refeição, que saiu de 0,18% em agosto para 0,49% em setembro.
O mercado, por sua vez, aumentou as expectativas para o IPCA nas últimas semanas, segundo números do Boletim Focus, publicado pelo Banco Central. A última edição mostrou que a projeção para a inflação ao fim deste ano está em 5,01%, a terceira semana seguida de revisão para cima.

Com CNN




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Banda Caroço de Manga comemora 20 anos com a terceira Passeata Raulseixista

09/10/2026

Chegou o dia. Um novo tributo a Raul Seixas. A Banda Caroço de Manga se apresenta amanhã, sábado (10/10) em Recife, durante a terceira Passeata Raulseixista e comemoração de 20 anos do grupo.

Concentração

A concentração será a partir das 14h na Praça do Arsenal da Marinha, Recife – PE, na rua da Aurora, em direção à Feira da Aurora. Show em tributo a Raul Seixas com a Banda Caroço de Manga Toca Raul, convidados especiais e participações de outros músicos raulseixistas.

Repertório

Segundo os integrantes da banca, será um dia inesquecível com um repertório incrível com sucessos de Raul Seixas. O evento também marca os 3 anos da Feira da Aurora e as comemorações do dia das crianças.

O Poder

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Chegou o dia. Um novo tributo a Raul Seixas. A Banda Caroço de Manga se apresenta amanhã, sábado (10/10) em Recife, durante a terceira Passeata Raulseixista e comemoração de 20 anos do grupo.

Concentração

A concentração será a partir das 14h na Praça do Arsenal da Marinha, Recife – PE, na rua da Aurora, em direção à Feira da Aurora. Show em tributo a Raul Seixas com a Banda Caroço de Manga Toca Raul, convidados especiais e participações de outros músicos raulseixistas.

Repertório

Segundo os integrantes da banca, será um dia inesquecível com um repertório incrível com sucessos de Raul Seixas. O evento também marca os 3 anos da Feira da Aurora e as comemorações do dia das crianças.

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