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Alerta Eleitoral - O “Jogo das Datas” na Reforma Tributária e os Riscos para o Caixa das Empresas - Por Rosa Freitas*

19/10/2026

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Anterioridade tributária, calendário eleitoral, definição de alíquotas e insegurança jurídica: por que o tempo das decisões fiscais pode afetar o planejamento empresarial?

Você sabia que a diferença de um dia na publicação de uma norma tributária pode influenciar a data em que determinada majoração de tributo poderá começar a ser cobrada?

Com a implementação da Reforma Tributária, instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentada, entre outras normas, pela Lei Complementar nº 214/2025, o ambiente empresarial brasileiro enfrenta o desafio de acompanhar não apenas as mudanças na estrutura dos tributos, mas também os prazos constitucionais, as regulamentações e as exigências operacionais decorrentes do novo sistema.

Nesse contexto, o calendário legislativo e as negociações políticas podem ampliar a incerteza sobre a aplicação de determinadas regras. Para as empresas, o problema ultrapassa a discussão jurídica: envolve fluxo de c...

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Anterioridade tributária, calendário eleitoral, definição de alíquotas e insegurança jurídica: por que o tempo das decisões fiscais pode afetar o planejamento empresarial?

Você sabia que a diferença de um dia na publicação de uma norma tributária pode influenciar a data em que determinada majoração de tributo poderá começar a ser cobrada?

Com a implementação da Reforma Tributária, instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentada, entre outras normas, pela Lei Complementar nº 214/2025, o ambiente empresarial brasileiro enfrenta o desafio de acompanhar não apenas as mudanças na estrutura dos tributos, mas também os prazos constitucionais, as regulamentações e as exigências operacionais decorrentes do novo sistema.

Nesse contexto, o calendário legislativo e as negociações políticas podem ampliar a incerteza sobre a aplicação de determinadas regras. Para as empresas, o problema ultrapassa a discussão jurídica: envolve fluxo de caixa, formação de preços, contratos, sistemas de emissão de documentos fiscais e planejamento tributário.

A questão central é compreender como funcionam as anterioridades constitucionais, quais são as particularidades da CBS e do Imposto Seletivo e de que maneira decisões tomadas próximo ao encerramento do exercício podem repercutir sobre a atividade econômica.

1. O Relógio Constitucional: Anterioridade Anual e Noventena

A Constituição Federal estabelece limitações temporais ao poder de tributar. Essas garantias buscam impedir que determinados tributos sejam instituídos ou majorados de maneira inesperada, assegurando ao contribuinte um período mínimo para se adaptar às novas exigências.

Duas regras merecem atenção especial.

Anterioridade anual: prevista no art. 150, III, “b”, da Constituição Federal, impede, ressalvadas as exceções constitucionais, a cobrança de tributo no mesmo exercício financeiro em que tenha sido publicada a lei que o instituiu ou aumentou. Quando aplicável, exige a passagem para o exercício financeiro seguinte.

Anterioridade nonagesimal: prevista no art. 150, III, “c”, da Constituição Federal, impede, observadas as exceções aplicáveis, a cobrança antes de decorridos 90 dias da publicação da norma que instituiu ou majorou o tributo.

Quando as duas anterioridades são exigidas cumulativamente, a cobrança somente pode ocorrer depois de cumpridos ambos os prazos.

Por que o dia 2 de outubro merece atenção?

Para uma norma publicada em determinado ano produzir efeitos tributários a partir de 1º de janeiro do ano seguinte, quando sujeita simultaneamente às anterioridades anual e nonagesimal, a publicação precisa ocorrer com antecedência suficiente para que os 90 dias tenham transcorrido até essa data.

Em uma contagem ordinária, 2 de outubro é a data-limite usualmente utilizada como referência, considerando-se a contagem do prazo a partir do dia seguinte à publicação. A verificação concreta, entretanto, exige conferir a data efetiva da publicação e as regras jurídicas aplicáveis.

Se a publicação ocorrer em 3 de outubro, os 90 dias, em regra, não estarão completos em 1º de janeiro. Consequentemente, se ambas as anterioridades forem aplicáveis, a cobrança não poderá começar nessa data.

É importante destacar que esse prazo não constitui uma regra universal para todos os tributos. A conclusão depende do tributo envolvido, da natureza da alteração legislativa e das exceções constitucionais pertinentes.

A data de publicação pode ser decisiva para o planejamento tributário, mas não basta, isoladamente, para determinar o início da cobrança.

2. A Neutralidade Fiscal e o Controle das Alíquotas de Referência

A Reforma Tributária foi estruturada com mecanismos destinados a orientar a transição para o novo modelo de tributação do consumo e a evitar que a substituição dos tributos resulte em aumento ou redução deliberada da arrecadação agregada em relação aos parâmetros legalmente estabelecidos.

Essa diretriz está relacionada à neutralidade arrecadatória da reforma e aos mecanismos constitucionais de fixação e revisão das alíquotas de referência.

Entretanto, é necessário fazer uma distinção: a neutralidade arrecadatória não significa que cada empresa, setor econômico ou contribuinte pagará exatamente o mesmo valor de tributos antes e depois da reforma.

A distribuição da carga tributária pode mudar conforme a atividade econômica, a estrutura de custos, o regime de apuração, a possibilidade de apropriação de créditos, os tratamentos diferenciados e as características das operações realizadas.

A definição das alíquotas de referência envolve estimativas, avaliações técnicas e deliberações institucionais, de acordo com as competências estabelecidas na Constituição e na legislação complementar.

Em linhas gerais, esse processo compreende:

• Estimativas e informações fiscais: a Receita Federal e os órgãos competentes produzem informações e avaliações necessárias à implementação do novo sistema, conforme suas atribuições legais.
• Avaliação e controle institucional: o Tribunal de Contas da União exerce as competências de fiscalização e controle que lhe são atribuídas, inclusive no acompanhamento dos aspectos fiscais pertinentes à reforma.
• Fixação das alíquotas de referência: o Senado Federal exerce as competências constitucionais relacionadas à fixação dessas alíquotas, observados os procedimentos e instrumentos normativos previstos na legislação.

Esse fluxo não deve ser interpretado como uma sequência administrativa única e invariável para todas as decisões. As competências e os procedimentos específicos dependem da espécie de alíquota, da etapa da transição e da norma aplicável.

Para as empresas, a consequência é objetiva: acompanhar a publicação das normas e a consolidação dos parâmetros oficiais é indispensável para projetar corretamente a tributação das operações.

3. O Novo e o Antigo Sistema: Cbs, Ipi e Imposto Seletivo

A Reforma Tributária promove uma transformação estrutural na tributação brasileira sobre o consumo, com a introdução da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto Seletivo (IS), além de mudanças relevantes na disciplina do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

CBS — Contribuição sobre Bens e Serviços

De competência federal, a CBS substitui as contribuições ao PIS e à Cofins.

Em relação à anterioridade, aplica-se, em regra, a noventena prevista no art. 195, § 6º, da Constituição Federal, sem exigência de anterioridade anual. Assim, a instituição ou majoração deve respeitar o prazo constitucional de 90 dias, observadas as disposições aplicáveis ao caso concreto.

IPI — Imposto sobre Produtos Industrializados

A Reforma prevê a redução a zero das alíquotas do IPI, ressalvadas as hipóteses constitucionais, especialmente as relacionadas à preservação da competitividade da Zona Franca de Manaus.

A aplicação concreta depende dos produtos abrangidos e da legislação pertinente. As alterações relativas ao IPI devem ser analisadas de acordo com as regras constitucionais específicas e com o cronograma de implementação da reforma.

IS — Imposto Seletivo

De competência federal, o Imposto Seletivo incide sobre bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, conforme os critérios constitucionais e legais.

Sua finalidade é predominantemente extrafiscal, embora também produza efeitos arrecadatórios. A instituição ou majoração deve observar o regime constitucional de anterioridade aplicável.

O Imposto Seletivo não gera créditos nos moldes da não cumulatividade da CBS. Sua incidência conjunta com outros tributos deve ser examinada conforme a legislação, sem presumir uma proibição geral de toda e qualquer tributação simultânea.

A distinção entre esses tributos é fundamental para o planejamento empresarial. Cada um possui características próprias, e a análise da data de início da cobrança exige verificar a legislação específica, as regras constitucionais e o cronograma de implementação.

4. Calendário Eleitoral, Segundo Turno e Decisões Tributárias

A tramitação de normas fiscais pode sofrer influência do calendário político. Em períodos eleitorais, propostas relacionadas à tributação de combustíveis, veículos, bebidas, atividades econômicas e regimes diferenciados podem gerar disputas entre governo, Congresso Nacional, setores produtivos e grupos de interesse.

Três fatores merecem atenção.

1. Custo político das decisões fiscais

Alterações tributárias que afetam preços, margens empresariais e renda disponível podem provocar desgaste político. Esse cenário pode influenciar a prioridade conferida a determinadas matérias legislativas.

2. Negociações entre os atores institucionais

A aprovação de medidas tributárias depende de articulações políticas, construção de maiorias e negociação de interesses. Em ano eleitoral, essas negociações podem se tornar mais complexas.

3. Risco de concentração das decisões no fim do ano

Quando matérias relevantes são adiadas, a regulamentação e a publicação de atos podem ficar concentradas no último trimestre. Isso reduz o tempo disponível para que contribuintes, contadores, advogados e empresas avaliem as mudanças e adaptem seus procedimentos.

É necessário, porém, distinguir análise de risco de afirmação factual. O calendário eleitoral pode influenciar o processo decisório, mas não permite concluir, sem evidências específicas, que o governo esteja deliberadamente adiando normas para contornar a anterioridade ou que todas as decisões tributárias dependam do segundo turno.

O problema jurídico surge quando uma norma é publicada e sua produção de efeitos não respeita os prazos constitucionais aplicáveis.

5. Insegurança Jurídica e Riscos para o Caixa das Empresas

A combinação entre alterações legislativas, regulamentação progressiva e necessidade de adaptação tecnológica exige atenção especial do setor privado.

Contencioso tributário e risco de cobranças antecipadas

Quando uma lei institui ou majora tributo sem respeitar a anterioridade aplicável, o contribuinte pode questionar judicialmente a exigência.

A possibilidade de obter uma medida liminar, contudo, depende dos requisitos processuais e da demonstração dos fundamentos jurídicos no caso concreto. Não se deve presumir que toda publicação tardia produzirá automaticamente decisões favoráveis aos contribuintes.

A prevenção começa com a análise antecipada das normas e dos seus efeitos temporais.

Sistemas ERP, NF-e e parametrização fiscal

A implementação da reforma exige adaptação dos sistemas de gestão empresarial, emissão de documentos fiscais, motores de cálculo e controles internos.

A depender da atividade, também será necessário revisar cadastros, classificação de operações, regras de apropriação de créditos, contratos e procedimentos financeiros.

Mudanças normativas divulgadas com pouca antecedência podem elevar o risco de inconsistências, recolhimentos incorretos, retrabalho e autuações.

Formação de preços e planejamento orçamentário

A incerteza sobre alíquotas, créditos e regras de transição dificulta a projeção de margens e a negociação de contratos de médio e longo prazo.

Empresas que não revisarem suas premissas de cálculo poderão enfrentar diferenças entre o custo tributário projetado e aquele efetivamente aplicável às operações.

O impacto não será necessariamente uniforme: empresas com diferentes estruturas de custos, cadeias de fornecedores e possibilidades de crédito poderão experimentar efeitos distintos.

Contratos e fluxo de caixa

Contratos de fornecimento continuado, prestação de serviços, locação e operações de longo prazo merecem atenção especial.

É recomendável avaliar cláusulas de revisão de preços, repartição de encargos tributários, reequilíbrio econômico-financeiro quando juridicamente cabível e procedimentos para adequação dos documentos fiscais.

A análise deve considerar o regime tributário de cada parte, a natureza da operação e a distribuição contratual dos riscos.

6. Como as Empresas podem Se Preparar

Diante desse cenário, a melhor estratégia não é aguardar a definição de todas as regras para iniciar a preparação. É construir um processo contínuo de acompanhamento e revisão.

Entre as principais medidas recomendadas estão:

1. Monitorar a legislação: acompanhar leis, atos regulamentares, resoluções e orientações oficiais sobre CBS, IPI e Imposto Seletivo.
2. Validar as datas de exigibilidade: verificar a data de publicação de cada norma e as anterioridades aplicáveis antes de incorporar novas cobranças ao planejamento.
3. Simular cenários tributários: elaborar projeções com diferentes premissas de alíquotas, créditos e custos operacionais.
4. Revisar sistemas fiscais: mapear as adaptações necessárias nos ERPs, nas rotinas de emissão de NF-e e nos controles de apuração.
5. Reexaminar contratos: identificar cláusulas que possam exigir revisão diante de alterações tributárias legalmente relevantes.
6. Integrar as áreas da empresa: aproximar os setores jurídico, tributário, contábil, financeiro, comercial e de tecnologia.
7. Documentar as decisões: registrar as premissas utilizadas nas simulações, as normas consultadas e as providências adotadas, facilitando auditorias e a defesa de posições fiscais.

O objetivo é transformar a adaptação à reforma em uma atividade de gestão de riscos, e não em uma reação emergencial a cada publicação normativa.

7. Conclusão: Sete Pontos para Fixação

1. Anterioridade é garantia constitucional. A cobrança de determinados tributos deve respeitar os prazos anual e nonagesimal, conforme o regime aplicável.

2. O dia 2 de outubro é uma referência, não uma regra universal. Quando ambas as anterioridades são exigidas, a publicação precisa ocorrer com antecedência suficiente para que os 90 dias sejam cumpridos até 1º de janeiro.

3. A CBS possui regime temporal próprio. Como contribuição social, submete-se à noventena pertinente, sem exigência de anterioridade anual, observadas as regras constitucionais aplicáveis.

4. IPI e Imposto Seletivo exigem análise específica. A redução das alíquotas do IPI e a instituição ou majoração do Imposto Seletivo devem ser avaliadas de acordo com as disposições constitucionais e legais pertinentes.

5. Neutralidade arrecadatória não significa carga individual invariável. A reforma contempla mecanismos de calibração da arrecadação, mas os efeitos sobre cada empresa podem variar significativamente.

6. O calendário político pode aumentar a incerteza, mas não substitui a análise jurídica. A influência das eleições sobre as decisões fiscais deve ser demonstrada em cada situação, sem presumir intenções governamentais.

7. Planejamento tributário também é proteção do caixa. Monitoramento legislativo, simulações financeiras, revisão contratual e adequação dos sistemas são medidas essenciais para reduzir riscos na transição.

Mensagem Final

A Reforma Tributária não representa apenas uma mudança na estrutura dos tributos. Ela exige uma nova forma de planejar operações, contratos, preços e fluxo de caixa.

O calendário legislativo importa. A data de publicação importa. Os prazos constitucionais importam. Mas a segurança jurídica depende, sobretudo, da correta interpretação das normas e da preparação antecipada dos contribuintes.

No novo sistema tributário, acompanhar o tempo da legislação será tão importante quanto compreender o conteúdo da lei.

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Referências Bibliográficas


BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 17 out. 2026.

BRASIL. Emenda Constitucional nº 132, de 20 de dezembro de 2023. Altera o Sistema Tributário Nacional. Brasília, DF: Presidência da República, 2023.

BRASIL. Lei Complementar nº 214, de 16 de janeiro de 2025. Institui o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo (IS); cria o Comitê Gestor do IBS e altera a legislação tributária. Brasília, DF: Presidência da República, 2025.

CARRAZZA, Roque Antonio. Curso de direito constitucional tributário. 35. ed. São Paulo: JusPodivm, 2024.

CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de direito tributário. 30. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2019.

MACHADO SEGUNDO, Hugo de Brito. Reforma tributária comentada e comparada: Emenda Constitucional 132, de 20 de dezembro de 2023. Barueri, SP: Atlas, 2024.

PAULSEN, Leandro. Reforma tributária: o sistema tributário nacional após a EC 132/2023 e a LC 214/2025. São Paulo: Thomson Reuters, 2025.


*Profa. Rosa Freitas, é Doutora em Direito e pelo PPGD/UFPE, servidora pública, com 20 anos de experiência nas áreas pública e privada, Pós-Graduada em Transição Energética e novos Negócios pela PUC-PR, autora de livros e artigos jurídicos, dentre "A nova dogmáticada da tributação de serviçosno Brasil" pela Editora Ponto a Ponto. @profa.dra.rosafreitas e Advrosafreitas@gmail.com


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.

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Análise - a cinco dias do voto as chances de Flávio e Lula

20/10/2026

Os dois lados fazem propaganda de suas possibilidades.
A cinco dias do 2º turno, circulam dois números que não conversam entre si. Em vídeo que corre as redes sociais, um "simulador eleitoral" dá a Flávio Bolsonaro 99,2% de chance de vencer. Do outro lado, supostos estudos internos projetam Lula vencendo por dois a quatro pontos. Tudo isso é propaganda. O que existe de real, hoje, é outra coisa: Flávio tem perto de três chances em quatro. Pelas pesquisas e pelas bolsas de aposta, mundo afora.

O simulador X o apostador

O Global Election Simulator é um site de simulação eleitoral. A Agência Lupa testou a ferramenta e mostrou que o próprio usuário consegue alterar os percentuais. o site avisa que seus números não são previsão. Na segunda-feira, ele projetou Flávio com 53,5% dos válidos. Dois pontos e meio acima da média das pesquisas, primeiro erro. Para transformar isso em 99%, é preciso supor que a urna não se afaste mais de três pontos da p...

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Os dois lados fazem propaganda de suas possibilidades.
A cinco dias do 2º turno, circulam dois números que não conversam entre si. Em vídeo que corre as redes sociais, um "simulador eleitoral" dá a Flávio Bolsonaro 99,2% de chance de vencer. Do outro lado, supostos estudos internos projetam Lula vencendo por dois a quatro pontos. Tudo isso é propaganda. O que existe de real, hoje, é outra coisa: Flávio tem perto de três chances em quatro. Pelas pesquisas e pelas bolsas de aposta, mundo afora.

O simulador X o apostador

O Global Election Simulator é um site de simulação eleitoral. A Agência Lupa testou a ferramenta e mostrou que o próprio usuário consegue alterar os percentuais. o site avisa que seus números não são previsão. Na segunda-feira, ele projetou Flávio com 53,5% dos válidos. Dois pontos e meio acima da média das pesquisas, primeiro erro. Para transformar isso em 99%, é preciso supor que a urna não se afaste mais de três pontos da projeção. As pesquisas brasileiras já erraram mais do que isso. Segundo erro.
O mercado não compra o 99%.

Na bolsa de apostas

Na Polymarket, onde quase 190 milhões de dólares já foram apostados, Lula tem uma em quatro chances de vencer.

O que significa uma em quatro

Dadas as condições atuais, repetindo-se teoricamente o quadro, Lula venceria 26 a cada 100 eleiçoes, com a reta final em condicoes semelhantes. Ou seja, uma a cada quatro eleições. A de Lula pode ser esta. Ou não. Flávio, venceria três em quatro. Pode não ser dessa vez.

Cada qual com sua certeza

Um lado vende a certeza da vitória; o outro, a certeza da virada. A matemática não vende certeza. Ela diz que Flávio é o favorito, com perto de 75% de chance, e que Lula é o azarão, com perto de 25%.

Quem vai ganhar?

A pergunta do momento tem duas respostas que não se confundem. Uma é a resposta da intenção de voto: quantos por cento cada um tem. Flávio tem, em média, dois a três pontos de vantagem. A outra é a resposta da chance: qual a probabilidade de cada um vencer. Flávio tem três em quatro.

Ninguém desiste

Favorito não é vencedor. Quem tem 75% não conquistou o direito de dormir tranquilo. Para quem tem 25% de chances, inexistem razões para jogar a toalha. Nas urnas, como na vida, a probabilidade é um indicativo, não uma sentença. Eleição, como o 1o turno mostrou mais uma vez, se decide no dia. Os cem por cento só vão existir no domingo à noite.

Equipe O Poder, com assessoria de Claude de Tal e Qual, pseudônimo de leitor que trabalha com dados e IA e não quer se identificar








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Meta nega favorecer candidatos e diz ao TSE ter cumprido determinações

20/10/2026

A Meta negou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) hoje, terça-feira (20/10) que esteja descumprindo ordens da Corte durante a eleição ou favorecendo candidaturas em suas redes sociais.


Apresentada

A manifestação foi apresentada após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltar a acionar o TSE, na segunda-feira (19), sob a alegação de que a plataforma continua favorecendo a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL).


Segundo a campanha petista, a empresa segue produzindo e distribuindo conteúdos favoráveis a Flávio por meio de sua ferramenta de inteligência artificial, o que, na avaliação do grupo, compromete a isonomia entre os candidatos.

Documento


No documento enviado ao TSE, porém, a empresa rebate as acusações, detalha as medidas adotadas para cumprir as diretrizes eleitorais e solicita uma reunião com o ministro Marco Aurélio Belizze, ainda nesta t...

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A Meta negou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) hoje, terça-feira (20/10) que esteja descumprindo ordens da Corte durante a eleição ou favorecendo candidaturas em suas redes sociais.


Apresentada

A manifestação foi apresentada após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltar a acionar o TSE, na segunda-feira (19), sob a alegação de que a plataforma continua favorecendo a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL).


Segundo a campanha petista, a empresa segue produzindo e distribuindo conteúdos favoráveis a Flávio por meio de sua ferramenta de inteligência artificial, o que, na avaliação do grupo, compromete a isonomia entre os candidatos.

Documento


No documento enviado ao TSE, porém, a empresa rebate as acusações, detalha as medidas adotadas para cumprir as diretrizes eleitorais e solicita uma reunião com o ministro Marco Aurélio Belizze, ainda nesta terça-feira. Ele é o relator do caso na Corte Eleitoral.

Regras

Segundo a Meta, as plataformas sob sua gestão (Facebook, Instagram e WhatsApp) aplicam as mesmas regras de distribuição de conteúdo para todos os candidatos e têm adotado uma série de medidas para evitar abusos.

Entre elas, a empresa cita a criação de uma lista de permissões para anúncios, que restringe a veiculação de propaganda eleitoral paga a candidatos, partidos, coligações e federações oficialmente cadastrados no TSE.


Afirma

A empresa também afirma que, caso o sistema automatizado limite ou bloqueie alguma conta de anúncios dos candidatos do segundo turno, uma equipe humana revisa a decisão em até duas horas.
Outra medida mencionada pela Meta é a fiscalização de conteúdos produzidos com inteligência artificial. Segundo a empresa, foram analisadas 1.204 publicações, das quais 720 foram suspensas por não informarem o uso de inteligência artificial ou de conteúdo sintético, conforme exigido pela regulamentação eleitoral.

Meta e eleições

Na semana passada, depois de a equipe de Lula acionar o tribunal alegando interferência da empresa nas campanhas e de a Meta se reunir com o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, para apresentar explicações, o TSE determinou que ela não interfira na distribuição de conteúdo político-eleitoral. A ordem vale até o fim do segundo turno, em 25 de outubro, sob pena de multa diária de R$ 500 mil.

A decisão


Pela decisão, a Meta não pode reduzir a distribuição, excluir da recomendação, restringir a busca ou ajustar métricas de conteúdo político-eleitoral de nenhuma das duas candidaturas. Há três exceções: políticas da plataforma divulgadas previamente e aplicadas de forma idêntica a Lula e a Flávio; a regra do TSE que retira os perfis oficiais dos candidatos dos sistemas de recomendação; e ordens judiciais.




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Meta derruba vídeo de Flávio José em apoio à reeleição de Lula; ato levanta polêmica nas redes

20/10/2026

A Meta, empresa responsável pelo Instagram e Facebook, derrubou um vídeo envolvendo o cantor e sanfoneiro Flávio José, um dos principais nomes da música nordestina e natural de Monteiro, no Cariri paraibano. No vídeo, Flávio José declarava apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A exclusão

A exclusão da postagem foi efetuada pela Meta, empresa detentora das plataformas Instagram, Facebook e WhatsApp. Flávio José é um dos principais nomes da música nordestina e natural de Monteiro, no Cariri paraibano.


Revelada

A derrubada do conteúdo foi revelada pela cantora Lara Amélia, filha do artista. Em suas redes virtuais, Lara divulgou uma captura de tela mostrando a notificação oficial enviada pela plataforma informando sobre a retirada do material do ar.

Justificativa da plataforma

De acordo com o comunicado emitido pelo Instagram, a publicação foi...

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A Meta, empresa responsável pelo Instagram e Facebook, derrubou um vídeo envolvendo o cantor e sanfoneiro Flávio José, um dos principais nomes da música nordestina e natural de Monteiro, no Cariri paraibano. No vídeo, Flávio José declarava apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A exclusão

A exclusão da postagem foi efetuada pela Meta, empresa detentora das plataformas Instagram, Facebook e WhatsApp. Flávio José é um dos principais nomes da música nordestina e natural de Monteiro, no Cariri paraibano.


Revelada

A derrubada do conteúdo foi revelada pela cantora Lara Amélia, filha do artista. Em suas redes virtuais, Lara divulgou uma captura de tela mostrando a notificação oficial enviada pela plataforma informando sobre a retirada do material do ar.

Justificativa da plataforma

De acordo com o comunicado emitido pelo Instagram, a publicação foi moderada sob a justificativa de descumprimento dos termos de uso da empresa.
“Removemos este vídeo porque ele infringe nossas Políticas da empresa sobre conteúdo que incita violência, ódio, desinformação ou outro conteúdo que não é permitido no Instagram”, informou a plataforma.


Não especificou

A Meta não especificou publicamente qual trecho do vídeo ou qual elemento visual provocou a sanção, tampouco detalhou se a regra aplicada referia-se a direitos autorais, imagens do 8 de janeiro ou diretrizes eleitorais. Além do aviso automatizado disponibilizado na conta do artista, a empresa não emitiu pronunciamentos adicionais sobre o caso.

O Poder



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TRE-PE orienta eleitores de Pernambuco a consultarem locais de seções no 2° turno

20/10/2026

Algumas seções eleitorais terão mudanças em Pernambuco para o 2º turno das eleições 2026, que está marcado para o próximo domingo (25/10). Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, os locais que tiveram alterações ficam em Buíque e Tacaimbó, no Agreste, e em Floresta, no Sertão.


As transferências

As transferências são definidas pelo TRE, por meio dos seus cartórios eleitorais. Segundo o órgão, as mudanças "observam as necessidades de acessibilidade, conforto e locomoção dos eleitores, além da melhor estrutura para os trabalhos que envolvem a votação". Inicialmente, o tribunal divulgou somente as mudanças em Buíque e Floresta. Porém, na tarde de ontem segunda-feira (19/10), o órgão informou as mudanças de Tacaimbó.

Buíque

De acordo com o TRE-PE, em Buíque, as seções 005 e 006 foram realocadas provisoriamente. Antes localizadas na Secretaria Municipal de Assistência Social, na Avenida Jonas Cam...

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Algumas seções eleitorais terão mudanças em Pernambuco para o 2º turno das eleições 2026, que está marcado para o próximo domingo (25/10). Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, os locais que tiveram alterações ficam em Buíque e Tacaimbó, no Agreste, e em Floresta, no Sertão.


As transferências

As transferências são definidas pelo TRE, por meio dos seus cartórios eleitorais. Segundo o órgão, as mudanças "observam as necessidades de acessibilidade, conforto e locomoção dos eleitores, além da melhor estrutura para os trabalhos que envolvem a votação". Inicialmente, o tribunal divulgou somente as mudanças em Buíque e Floresta. Porém, na tarde de ontem segunda-feira (19/10), o órgão informou as mudanças de Tacaimbó.

Buíque

De acordo com o TRE-PE, em Buíque, as seções 005 e 006 foram realocadas provisoriamente. Antes localizadas na Secretaria Municipal de Assistência Social, na Avenida Jonas Campelo de Almeida, nº 40, agora funcionarão na Câmara Municipal de Buíque, na Rua Doutor João Hiecênio Alves Maciel, nº 111.

Floresta

Em Floresta, as seções 68, 91, 121 e 123 estavam localizadas na Unidade Básica de Saúde Dr. Cantidiano Valgueiro de Carvalho, na Avenida Antônio de Souza Jota, nº 01, e agora foram transferidas para a Creche Municipal Professora Nair Diniz Ferraz, na Rua Adalberto Emílio Novaes, sem número.


Tacaimbó

Em Tacaimbó, as seções eleitorais de número 107 e 112, que estavam lotadas na Escola Manoel Martins de Lima, localizada na Vila Igrejinha, zona rural do município, funcionarão na Escola Maria Luíza Pereira, localizada na Rua Velha, nº 13, Centro.

Dúvidas

O eleitor que tiver dúvidas sobre seu local de votação pode consultar a seção eleitoral pelo Disque-Eleitor, no número (81) 3194-9400, disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O mesmo número atende pelo WhatsApp por meio da assistente virtual Júlia.

Como consultar local de votação

Quem vai votar no segundo turno das eleições de 2026 pode consultar o local de votação pela internet. A consulta é gratuita e pode ser feita pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral, sem necessidade de comparecer ao cartório eleitoral.


Os dados

Os dados estão disponíveis no Autoatendimento Eleitoral (Título Net) e no aplicativo e-Título (disponível na App Store e na Google Play).

Pelo sistema, o eleitor pode descobrir onde vai votar nas eleições de 2026. Na opção "Onde votar", basta preencher os dados solicitados para visualizar

Como descobrir o número do título de eleitor

Quem esqueceu o número do título pode recuperá-lo pelo Autoatendimento Eleitoral, serviço disponível no portal da Justiça Eleitoral.

O Poder




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Polícia Civil investiga causas de incêndio que deixou ônibus escolar destruído na Zona da Mata Norte de Pernambuco

20/10/2026

A Polícia Civil investiga as causas de um incêndio que deixou um ônibus escolar destruído na Zona da Mata Norte de Pernambuco. O ônibus escolar pegou fogo no Centro de Nazaré da Mata.


Transportava

Segundo testemunhas, o veículo transportava estudantes de comunidades rurais e saiu de Lagoa do Ramos, na zona rural do município. Ninguém ficou ferido.


Corpo de Bombeiros

O Corpo de Bombeiros enviou duas viaturas para o controle das chamas. O incêndio aconteceu no bairro do Juá, quando o veículo estava na Rua Coelho Neto, que ficou bloqueada enquanto os bombeiros apagavam o fogo. 


Nota

A prefeitura de Nazaré da Mata informou, por meio de nota, que o ônibus escolar havia sido substituído pela empresa responsável no sábado (16/10) e entrou em operação ontem, segunda-feira (19/10). A gestão municipal também afirmou que vai prestar a assistência necessária aos...

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A Polícia Civil investiga as causas de um incêndio que deixou um ônibus escolar destruído na Zona da Mata Norte de Pernambuco. O ônibus escolar pegou fogo no Centro de Nazaré da Mata.


Transportava

Segundo testemunhas, o veículo transportava estudantes de comunidades rurais e saiu de Lagoa do Ramos, na zona rural do município. Ninguém ficou ferido.


Corpo de Bombeiros

O Corpo de Bombeiros enviou duas viaturas para o controle das chamas. O incêndio aconteceu no bairro do Juá, quando o veículo estava na Rua Coelho Neto, que ficou bloqueada enquanto os bombeiros apagavam o fogo. 


Nota

A prefeitura de Nazaré da Mata informou, por meio de nota, que o ônibus escolar havia sido substituído pela empresa responsável no sábado (16/10) e entrou em operação ontem, segunda-feira (19/10). A gestão municipal também afirmou que vai prestar a assistência necessária aos moradores e às residências afetadas pela fumaça do incêndio.

O Poder




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Lula visita São Luiz e Pernambuco; Flávio tem atividades em São Paulo e Goiânia

20/10/2026

A 5 dias do 2º turno das eleições presidenciais, os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumprem, hoje, terça-feira (20/10), compromissos de campanha em São Luiz, Pernambuco, São Paulo e Goiânia.


Confira:


Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

São Luís 
10h – caminhada em São Luís
Petrolina e Juazeiro (PE) 
16h – caminhada Petrolina-Juazeiro (PE)


Flávio Bolsonaro (PL)
Flávio fará gravações para a propaganda eleitoral em São Paulo (SP) e Goiânia (GO).
Sem agendas públicas – gravações para a campanha


O Poder

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A 5 dias do 2º turno das eleições presidenciais, os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumprem, hoje, terça-feira (20/10), compromissos de campanha em São Luiz, Pernambuco, São Paulo e Goiânia.


Confira:


Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

São Luís 
10h – caminhada em São Luís
Petrolina e Juazeiro (PE) 
16h – caminhada Petrolina-Juazeiro (PE)


Flávio Bolsonaro (PL)
Flávio fará gravações para a propaganda eleitoral em São Paulo (SP) e Goiânia (GO).
Sem agendas públicas – gravações para a campanha


O Poder




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Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta terça-feira Por Alek Maracajá

20/10/2026

Brasília, 20 de outubro de 2026

vamos lá… terça-feira, faltam 5 dias para o 2º turno, e antes do café vai um conselho de amigo: na dúvida, não compartilhe. Notícia sem fonte é como pesquisa sem registro no TSE: pode até parecer séria, mas não vale nada.

Quatro pesquisas recentes colocam Flávio numericamente à frente, de 50,3% a 52% dos válidos, duas delas em empate técnico. No digital, Lula passou de 18 milhões de seguidores no Instagram e ganhou 245 mil nas 24 horas do debate, contra 194 mil de Flávio.

O dia traz R$ 20,3 milhões em doações privadas para Flávio, a campanha de Lula partindo para cima da Meta no TSE, o MPE cobrando aviso aos eleitores que mudaram de seção e as maiores Assembleias de Deus fechando com o candidato do PL.

Resumo da manhã: a pesquisa aponta, o feed amplifica, e quem não confere a fonte acaba trabalhando de graça para o boato


Termômetro Eleitoral: pesquisas × digita...

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Brasília, 20 de outubro de 2026

vamos lá… terça-feira, faltam 5 dias para o 2º turno, e antes do café vai um conselho de amigo: na dúvida, não compartilhe. Notícia sem fonte é como pesquisa sem registro no TSE: pode até parecer séria, mas não vale nada.

Quatro pesquisas recentes colocam Flávio numericamente à frente, de 50,3% a 52% dos válidos, duas delas em empate técnico. No digital, Lula passou de 18 milhões de seguidores no Instagram e ganhou 245 mil nas 24 horas do debate, contra 194 mil de Flávio.

O dia traz R$ 20,3 milhões em doações privadas para Flávio, a campanha de Lula partindo para cima da Meta no TSE, o MPE cobrando aviso aos eleitores que mudaram de seção e as maiores Assembleias de Deus fechando com o candidato do PL.

Resumo da manhã: a pesquisa aponta, o feed amplifica, e quem não confere a fonte acaba trabalhando de graça para o boato


Termômetro Eleitoral: pesquisas × digital

Flávio à frente nas quatro, mas em duas é empate técnico


Votos válidos no 2º turno:
BTG/Nexus: Flávio 50,3% × Lula 49,7%, margem de 2 pontos: empate técnico.
Real Time Big Data: Flávio 52% × Lula 48%. Nos totais, 48% × 45%, margem de 2 pontos: empate técnico.

AtlasIntel: Flávio 51,1% × Lula 48,9%. Nos totais, 49,8% × 47,6%, margem de 1 ponto: Flávio à frente fora da margem.

PoderData/Aya: Flávio 52% × Lula 48%, margem de 1,8 ponto: Flávio à frente fora da margem.

São métodos, amostras e margens diferentes, com campos entre 13 e 19 de outubro. Cada uma é uma fotografia, não uma previsão.

Leitura: a direção é a mesma em todos os institutos; a distância é que muda conforme a régua.

Quatro institutos, quatro fotos e uma só certeza: ninguém no comitê vai dormir antes de domingo



Termômetro Digital — Ativaweb Datalab


Termômetro Eleitoral 2026 · 24 horas que incluíram o debate da Band

Lula: +245 mil novos seguidores, base acima de 18 milhões
Flávio: +194 mil novos seguidores

Soma: cerca de 439 mil novos seguidores em um dia, 55,8% para Lula.


Cortes do debate: 71,2 milhões × 17,9 milhões

Os vídeos de Lula somaram 71,2 milhões de visualizações; os de Flávio, 17,9 milhões. São cerca de 80% do alcance em vídeo desse recorte para o petista.

Leitura: Lula tem a maior audiência e, no pós-debate, também ganhou mais seguidores em números absolutos. Alcance, porém, mede quem viu, não quem vai votar.

"Seguidor novo é porta aberta, não voto garantido. Na última semana, a disputa é para transformar audiência em confiança, e confiança não se constrói com conteúdo sem fonte." — Alek Maracajá

Setenta milhões de visualizações e nenhuma delas tem título de eleitor. O algoritmo assiste, mas quem vota é você

Principais movimentos

R$ 20,3 milhões: o segundo turno virou caixa alta

Prestações de contas parciais entregues à Justiça Eleitoral mostram R$ 20,3 milhões em doações privadas para Flávio no 2º turno, cerca de 76% de pessoas físicas. Lula registrou R$ 709,1 mil em doações privadas, 29 vezes menos, e se apoia em R$ 20 milhões do Fundo Eleitoral repassados pelo PT. O agronegócio responde por pelo menos R$ 7,8 milhões das doações a Flávio.
No 2º turno, os caixas estão na mesma faixa (R$ 26,8 milhões × R$ 20,7 milhões); o que muda é a origem: uma vem do empresariado, a outra do fundo público.
Um lado passou o chapéu no agro, o outro passou no fundo partidário. No fim, a conta de luz do comitê é igual para os dois


Meta no banco dos réus digitais

A campanha de Lula anunciou na noite de segunda que vai pedir ao TSE uma ação de investigação contra a Meta. Alega que a empresa descumpre a ordem de não restringir alcance, citando mensagens de funcionários reveladas pela Folha e respostas da Meta AI que negariam imagens de Lula. É alegação: a Meta tem negado viés e atribui episódios anteriores a falhas técnicas. A ordem do TSE vale até domingo, com multa de R$ 500 mil por dia.
A disputa pelo algoritmo virou tão estratégica quanto a disputa pelo voto.
Pela primeira vez, uma campanha quer que o algoritmo preste depoimento. Só falta ele pedir para falar só em juízo

Eção nova, endereço novo, susto velho


O Ministério Público Eleitoral pediu ao TSE que avise por WhatsApp ou SMS os eleitores que tiveram o local de votação alterado para o 2º turno. O ofício também pede avisos nos locais antigos no dia 25 e revisão do transporte público. Os TREs atribuem as mudanças a eventos climáticos, infraestrutura e segurança, e prometem divulgar a lista completa.

Em eleição apertada, eleitor perdido no endereço errado é abstenção que ninguém planejou.
Confira no e-Título ou no site do TSE. O grupo da família, por mais carinhoso que seja, não é cartório eleitoral
Assembleias fecham com Flávio, universal fica no banco


Lideranças das maiores Assembleias de Deus explicitaram apoio a Flávio, entre elas a Convenção Fraternal de São Paulo, ligada ao pastor José Wellington, e Samuel Ferreira, de Madureira. A Igreja Universal orientou seus pastores a não apoiar publicamente nenhum candidato, mesmo com o Republicanos aliado a Flávio. Apoio de dirigente, vale lembrar, não é ordem de voto para o fiel.

Flávio ganha capilaridade nas redes religiosas, justamente onde o WhatsApp corre mais rápido.
Na reta final, até a Universal resolveu praticar o mandamento mais difícil da eleição: ficar em silêncio


Leitura estratégica Ativaweb Datalab

Eleitoral: quatro pesquisas com Flávio numericamente à frente; BTG/Nexus e Real Time Big Data em empate técnico, AtlasIntel e PoderData fora da margem.

Digital: Lula com 55,8% dos novos seguidores do dia e cerca de 80% das visualizações dos cortes do debate.

Narrativo: Lula transformou o sigilo bancário em bandeira e diz que autorizará a quebra do próprio sigilo; Flávio reforça nas redes que não vai acabar com o Bolsa Família.

Institucional: TSE no centro de tudo, da Meta aos locais de votação; no Rio, Zanin deu cinco dias ao TSE para explicar a anulação dos votos de Garotinho, sem liminar.

Mobilização: para o CEO da Nexus, a abstenção ameaça mais Lula, já que 21 estados, com 92% do eleitorado, não terão 2º turno para governador.

Dinheiro, algoritmo, púlpito e endereço de seção: a última semana tem mais frentes do que debate tem réplica




Alerta Ativaweb

Na reta final, o boato corre mais que o fato. Corte fora de contexto, print sem data e "pesquisa" sem registro aparecem justamente quando a diferença é pequena.

Antes de repassar, três perguntas: quem publicou, quando e onde dá para conferir. Pesquisa séria tem número de registro no TSE; notícia séria tem veículo, data e autor.

E lembre que os termômetros medem coisas diferentes. Lula lidera o alcance digital e Flávio lidera as pesquisas, e isso não é contradição. Correlação não é conclusão.

Pesquisa mede intenção.
Digital mede atenção e interação.
Urna mede voto.


Fechamento

A história desta terça é caixa, algoritmo e endereço.

Flávio segue à frente nas pesquisas, com duas delas em empate técnico, e soma R$ 20,3 milhões em doações privadas. Lula lidera a audiência digital, com 245 mil novos seguidores e 71,2 milhões de visualizações nos cortes.

No meio do caminho, a Meta vai ao TSE, eleitores mudam de seção e as igrejas escolhem lado. Antes de compartilhar qualquer uma dessas histórias, confira a fonte.

Faltam 5 dias para o 2º turno

A pesquisa fotografa. O digital acelera. A fonte confirma. A urna espera

Alek Maracajá
Cientista de Dados | Ativaweb DataLab




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Polícia Federal combate abuso sexual infantojuvenil na Paraíba

20/10/2026

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (20/10), a Operação Laço Azul 4, com o objetivo de reprimir crimes cibernéticos praticados em desfavor de crianças e adolescentes, no município de Campina Grande.

A investigação

Durante a investigação, apurou-se que o investigado estaria armazenando, por meio digital, imagens e vídeos com cenas de abuso sexual infantojuvenil.
A ação cumpriu um mandado de busca e apreensão, expedido pela 4ª Vara Regional de Garantias da Comarca de Campina Grande.


Reforça

A Polícia Federal reforça a importância da prevenção e orienta pais e responsáveis a acompanhar o uso da internet por crianças e adolescentes, como forma de reduzir riscos e proteger possíveis vítimas. O diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital e a orientação para que crianças e adolescentes comuniquem situações suspeitas também são medidas importantes de proteção.

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A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (20/10), a Operação Laço Azul 4, com o objetivo de reprimir crimes cibernéticos praticados em desfavor de crianças e adolescentes, no município de Campina Grande.

A investigação

Durante a investigação, apurou-se que o investigado estaria armazenando, por meio digital, imagens e vídeos com cenas de abuso sexual infantojuvenil.
A ação cumpriu um mandado de busca e apreensão, expedido pela 4ª Vara Regional de Garantias da Comarca de Campina Grande.


Reforça

A Polícia Federal reforça a importância da prevenção e orienta pais e responsáveis a acompanhar o uso da internet por crianças e adolescentes, como forma de reduzir riscos e proteger possíveis vítimas. O diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital e a orientação para que crianças e adolescentes comuniquem situações suspeitas também são medidas importantes de proteção.




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MP pede ao TSE divulgação ampla de mudanças em locais de votação

20/10/2026

O Ministério Público Eleitoral (MPE) enviou ontem, segunda-feira (19/10) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido para que o tribunal determine a divulgação ampla das mudanças em mais de 400 locais de votação para o segundo turno das eleições, no próximo domingo (25/10).
A medida foi tomada após os tribunais regionais eleitorais (TREs) informarem que cerca de 130 mil eleitores de 22 estados tiveram os locais de votação alterados.

Pede

O MPE pede que os eleitores sejam notificados pelo aplicativo E-título, pelos sites da Justiça Eleitoral e divulgação no rádio, TV e redes sociais.
O órgão também quer a fixação de cartazes nos antigos locais de votação para informar ao eleitor a mudança de endereço.


"O segundo turno se realiza em 25 de outubro, intervalo reduzido para que o eleitor atingido tome conhecimento do novo endereço, de modo que potenciais efeitos das alterações devem ser mitigados por ampla divulgaç...

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O Ministério Público Eleitoral (MPE) enviou ontem, segunda-feira (19/10) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido para que o tribunal determine a divulgação ampla das mudanças em mais de 400 locais de votação para o segundo turno das eleições, no próximo domingo (25/10).
A medida foi tomada após os tribunais regionais eleitorais (TREs) informarem que cerca de 130 mil eleitores de 22 estados tiveram os locais de votação alterados.

Pede

O MPE pede que os eleitores sejam notificados pelo aplicativo E-título, pelos sites da Justiça Eleitoral e divulgação no rádio, TV e redes sociais.
O órgão também quer a fixação de cartazes nos antigos locais de votação para informar ao eleitor a mudança de endereço.


"O segundo turno se realiza em 25 de outubro, intervalo reduzido para que o eleitor atingido tome conhecimento do novo endereço, de modo que potenciais efeitos das alterações devem ser mitigados por ampla divulgação, proporcional à exiguidade do tempo até o pleito e ao número de pessoas impactadas", justificou o MPE. 


As mudanças

De acordo com os TREs, as mudanças nos locais de votação ocorreram em função do impacto das chuvas, problemas de fornecimento de energia elétrica, riscos estruturais e para melhorar a acessibilidade para pessoas com deficiência. Novas alterações de endereço ainda podem ser determinadas.




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Gol confirma suspensão de voos diretos entre Campina Grande e Salvador a partir de fevereiro de 2027

20/10/2026

A companhia aérea Gol confirmou que vai suspender a rota entre Campina Grande, na Paraíba, e Salvador, na Bahia, a partir do mês de fevereiro de 2027.

A decisão

A decisão faz parte de uma reestruturação da malha aérea da empresa, que prevê a redução ou suspensão de voos em alguns trechos diante da alta no preço do combustível de aviação.

Deixa de operar

De acordo com dados da Aena Brasil, empresa que administra o Aeroporto de Campina Grande, com a suspensão dos voos para Salvador, a companhia aérea Gol deixa de operar no aeroporto.

O Poder

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A companhia aérea Gol confirmou que vai suspender a rota entre Campina Grande, na Paraíba, e Salvador, na Bahia, a partir do mês de fevereiro de 2027.

A decisão

A decisão faz parte de uma reestruturação da malha aérea da empresa, que prevê a redução ou suspensão de voos em alguns trechos diante da alta no preço do combustível de aviação.

Deixa de operar

De acordo com dados da Aena Brasil, empresa que administra o Aeroporto de Campina Grande, com a suspensão dos voos para Salvador, a companhia aérea Gol deixa de operar no aeroporto.

O Poder




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