Energia, Soberania Estratégica e Defesa Nacional - Artigo de Opinião - Por Amadeu Robalinho*
20/10/2026
A história da energia é, em essência, a história da expansão do poder humano, da transformação econômica e da capacidade de organização dos Estados. Desde a utilização da biomassa nas sociedades pré-industriais até a atual expansão da inteligência artificial, dos centros de processamento de dados e das infraestruturas digitais, cada salto tecnológico ampliou a necessidade de energia e modificou as relações de poder entre as nações. A energia nunca foi apenas um insumo econômico. É um elemento estruturante da soberania, da defesa nacional, da autonomia industrial e da capacidade de um país determinar o próprio futuro.
A evolução histórica do consumo energético dos Estados Unidos, representada no gráfico dos 250 anos de transição energética entre 1775 e 2025, ilustra uma realidade frequentemente negligenciada nos debates contemporâneos: a diversificação das f...
A história da energia é, em essência, a história da expansão do poder humano, da transformação econômica e da capacidade de organização dos Estados. Desde a utilização da biomassa nas sociedades pré-industriais até a atual expansão da inteligência artificial, dos centros de processamento de dados e das infraestruturas digitais, cada salto tecnológico ampliou a necessidade de energia e modificou as relações de poder entre as nações. A energia nunca foi apenas um insumo econômico. É um elemento estruturante da soberania, da defesa nacional, da autonomia industrial e da capacidade de um país determinar o próprio futuro.
A evolução histórica do consumo energético dos Estados Unidos, representada no gráfico dos 250 anos de transição energética entre 1775 e 2025, ilustra uma realidade frequentemente negligenciada nos debates contemporâneos: a diversificação das fontes de energia não significa, necessariamente, a substituição absoluta de uma fonte por outra. Em períodos de expansão econômica e tecnológica, diferentes fontes podem crescer simultaneamente, porque a demanda total aumenta e as necessidades dos sistemas produtivos se tornam mais complexas.
Da biomassa ao carvão, do carvão ao petróleo, da eletricidade à energia nuclear, do gás natural às fontes renováveis, a trajetória energética moderna foi marcada pela incorporação de novas capacidades, pela transformação das tecnologias de conversão e pela ampliação da infraestrutura. Em diferentes momentos, determinadas fontes perderam participação relativa, enquanto outras ganharam importância. Isso, entretanto, não significa que todas tenham desaparecido ou que a transição tenha ocorrido de maneira linear.
A interpretação estratégica desse processo exige distinguir duas variáveis: o crescimento absoluto do consumo de uma fonte e sua participação percentual na matriz energética. Uma fonte pode perder participação relativa e, ainda assim, continuar fornecendo grandes volumes de energia. Da mesma forma, uma fonte emergente pode crescer rapidamente sem conseguir, isoladamente, atender ao incremento da demanda nacional.
Essa distinção é fundamental para compreender a realidade energética do século XXI. A questão não consiste em escolher uma fonte considerada ideal para todas as circunstâncias, mas em construir uma matriz diversificada, resiliente, economicamente competitiva e tecnologicamente segura, capaz de sustentar o desenvolvimento nacional mesmo diante de crises internacionais, conflitos, interrupções logísticas ou mudanças abruptas no mercado de energia.
Da Revolução Industrial à inteligência artificial: a energia como infraestrutura do poder
A Revolução Industrial consolidou o carvão como um dos principais fundamentos da capacidade produtiva das economias modernas. A expansão das ferrovias, da siderurgia, da mineração e da indústria pesada exigiu volumes crescentes de energia, transformando a disponibilidade de recursos minerais em vantagem econômica e estratégica.
Posteriormente, o petróleo adquiriu posição central na mobilidade, na mecanização agrícola, na indústria química e, sobretudo, na capacidade militar. O desenvolvimento dos motores de combustão interna transformou a logística terrestre, a aviação e o poder naval. No século XX, a disponibilidade de combustíveis líquidos passou a influenciar diretamente a autonomia operacional das Forças Armadas, a segurança das rotas marítimas e a capacidade de sustentação de operações prolongadas.
O gás natural ampliou as possibilidades de geração elétrica, aquecimento e utilização industrial, enquanto a energia nuclear introduziu uma forma de produção de eletricidade de elevada densidade energética, com capacidade de operação contínua e baixa emissão operacional de carbono. Paralelamente, a energia hidrelétrica consolidou-se como componente relevante dos sistemas elétricos, e as tecnologias eólica e solar expandiram as alternativas de geração.
O desenvolvimento dessas fontes não ocorreu em um ambiente de demanda estática. Ao contrário, cada nova tecnologia ampliou atividades econômicas, criou mercados e estimulou a construção de infraestruturas adicionais. A eletrificação permitiu o surgimento de novas cadeias industriais; a expansão do transporte motorizado elevou o consumo de combustíveis; e a digitalização criou uma infraestrutura de processamento e transmissão de informações que depende continuamente de energia elétrica.
O princípio histórico permanece válido: quando a população cresce, a renda aumenta, a indústria se expande e novas tecnologias são incorporadas à economia, a demanda energética pode crescer em ritmo suficiente para justificar a expansão simultânea de diferentes fontes.
Isso não significa que toda fonte necessariamente aumentará em todos os países ou em todos os períodos. Políticas públicas, eficiência energética, preços, disponibilidade de recursos, condições ambientais e características dos sistemas elétricos determinam os resultados concretos. O ponto central é que a transição energética precisa responder à evolução da demanda real, e não apenas a objetivos isolados de substituição tecnológica.
A nova fronteira energética: inteligência artificial, data centers e competitividade nacional
A expansão dos centros de processamento de dados representa uma mudança estrutural na relação entre energia e tecnologia. A inteligência artificial, a computação em nuvem, os sistemas de defesa digital, as telecomunicações e as plataformas de análise de grandes volumes de dados dependem de infraestrutura elétrica confiável, sistemas de refrigeração, redes de transmissão e capacidade computacional disponível continuamente.
Os data centers deixaram de ser apenas instalações de tecnologia da informação. São infraestruturas estratégicas que sustentam serviços financeiros, cadeias industriais, pesquisas científicas, sistemas governamentais, operações militares e atividades essenciais à sociedade contemporânea.
Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), o consumo mundial de eletricidade dos data centers deverá aproximadamente dobrar entre 2025 e 2030, passando de 485 TWh para cerca de 950 TWh, conforme sua projeção central mais recente. A organização também destaca que os centros de dados dedicados à inteligência artificial apresentam crescimento particularmente acelerado.
Esse cenário demonstra que a transformação digital possui uma dimensão física incontornável. Por trás de cada modelo de inteligência artificial, de cada operação de computação em nuvem e de cada sistema de comando e controle existe uma cadeia de equipamentos, instalações, cabos, redes elétricas e fontes de energia.
Não existe soberania digital sem infraestrutura material. E não existe infraestrutura computacional de grande escala sem energia disponível em quantidade, qualidade, estabilidade e custo compatível com a atividade econômica.
O crescimento populacional também amplia a demanda por eletricidade, mobilidade, abastecimento de água, climatização, saneamento, produção de alimentos e serviços públicos. Quando acompanhado pelo aumento da renda, da industrialização e do produto interno bruto (PIB), esse processo tende a intensificar a necessidade de energia. A eletrificação de transportes e processos industriais acrescenta outra dimensão: atividades antes dependentes diretamente de combustíveis passam a exigir mais capacidade de geração e distribuição elétrica.
É nesse contexto que a diversificação energética adquire importância estratégica. A energia solar pode ampliar rapidamente a capacidade de geração em determinadas condições; a energia eólica oferece potencial relevante em regiões de bons recursos naturais; a hidreletricidade contribui para a geração e, conforme as características dos reservatórios e do sistema, para a flexibilidade operacional; a energia nuclear pode fornecer eletricidade firme de baixa emissão de carbono; e o gás natural pode desempenhar funções de geração controlável e suporte ao sistema, embora envolva emissões e riscos de dependência de combustível.
Essas fontes apresentam características técnicas distintas. Não são perfeitamente intercambiáveis, nem possuem os mesmos custos, prazos de implantação, necessidades de armazenamento, impactos ambientais ou requisitos de infraestrutura. A política energética precisa reconhecer essas diferenças e combiná-las segundo as necessidades efetivas do país.
O relatório Electricity 2025, da IEA, identificou o crescimento da indústria, da climatização, da eletrificação e dos data centers como fatores relevantes para a expansão mundial da demanda elétrica. Suas projeções também apontaram contribuições importantes das fontes renováveis, do gás natural e da energia nuclear para atender ao consumo adicional.
O desafio não é apenas produzir mais energia. É assegurar que a oferta acompanhe a demanda com confiabilidade, que as redes suportem novos grandes consumidores, que os investimentos sejam economicamente sustentáveis e que o sistema resista a falhas técnicas, eventos climáticos extremos e ameaças deliberadas.
Diversificação energética como instrumento de soberania nacional
Sob a perspectiva da Engenharia de Soberania e Estratégia, a energia deve ser compreendida como uma capacidade estruturante do Estado. A autonomia nacional não decorre simplesmente da existência de recursos naturais, mas da capacidade de transformá-los em energia útil, infraestrutura operacional, conhecimento científico, produtos industriais e poder de decisão.
Um país pode possuir grandes reservas de petróleo, potencial hidrelétrico, excelentes condições para geração eólica e solar e, ainda assim, apresentar vulnerabilidades se depender excessivamente de equipamentos importados, tecnologias críticas estrangeiras, cadeias logísticas concentradas ou combustíveis sujeitos a interrupções externas.
A soberania energética, portanto, exige uma abordagem sistêmica, que considere pelo menos cinco dimensões.
A primeira é a segurança do abastecimento. O Estado precisa reduzir a exposição a choques internacionais, restrições comerciais, conflitos geopolíticos e interrupções de infraestrutura. A diversificação de fontes, fornecedores, rotas de transporte e tecnologias pode reduzir vulnerabilidades, desde que acompanhada de planejamento e capacidade operacional.
A segunda é a autonomia tecnológica. Não basta instalar equipamentos. É necessário desenvolver competências em engenharia, fabricação, manutenção, automação, materiais, armazenamento, sistemas de potência e gestão de redes. A dependência externa de componentes essenciais pode comprometer a continuidade de serviços estratégicos mesmo quando existe energia primária disponível no território nacional.
A terceira é a resiliência da infraestrutura crítica. Usinas, subestações, linhas de transmissão, sistemas de controle, instalações de armazenamento, terminais de combustíveis e redes de comunicação precisam ser projetados e operados para suportar falhas, ataques cibernéticos e perturbações físicas. A redundância, a segmentação de redes, a proteção de instalações e a capacidade de recuperação são tão relevantes quanto a expansão da geração.
A quarta é a competitividade industrial. Energia confiável e economicamente acessível influencia a instalação de fábricas, centros de pesquisa, data centers, unidades de processamento mineral e empreendimentos de alta tecnologia. A disponibilidade energética pode converter recursos naturais em valor agregado, empregos qualificados e capacidade de exportação.
A quinta é a liberdade de decisão estratégica. Um Estado com alternativas energéticas, domínio técnico e infraestrutura resiliente dispõe de maior margem de manobra diante de crises externas. A dependência excessiva de uma única fonte, de uma única rota logística ou de um fornecedor dominante pode transformar uma vulnerabilidade econômica em instrumento de pressão geopolítica.
Diversificar, nesse sentido, não significa multiplicar indiscriminadamente empreendimentos energéticos. Significa organizar um portfólio de capacidades que reduza riscos sistêmicos e responda às características territoriais, industriais, ambientais e estratégicas da nação.
Energia e Defesa Nacional: a sustentação material do poder militar
A relação entre energia e defesa ultrapassa o abastecimento convencional de viaturas, aeronaves e embarcações. As Forças Armadas modernas dependem de eletricidade e combustíveis para operar radares, centros de comando, sistemas de vigilância, comunicações seguras, sensores, instalações de manutenção, bases militares e estruturas logísticas.
A crescente digitalização dos conflitos amplia essa dependência. A inteligência artificial aplicada à análise de informações, à manutenção preditiva, ao planejamento operacional e à fusão de dados exige capacidade computacional. Sistemas de vigilância espacial, operações cibernéticas e redes de comando e controle também dependem de infraestrutura energética e digital disponível mesmo em condições adversas.
A energia constitui, assim, um componente da capacidade de combate e da continuidade operacional do Estado.
Uma interrupção prolongada no fornecimento elétrico de uma instalação crítica pode afetar simultaneamente comunicações, logística, processamento de informações e serviços essenciais. Por isso, instalações de defesa e outras infraestruturas estratégicas devem considerar redundância de alimentação, geração de emergência, armazenamento, micro-redes quando tecnicamente justificadas, proteção cibernética e planos de recuperação.
A diversificação também tem implicações para o poder marítimo. A segurança energética depende de portos, terminais, rotas de navegação, refinarias, instalações offshore e sistemas de comunicação submarina. Em um país de dimensões continentais e extensa costa como o Brasil, a proteção dessas estruturas demanda integração entre engenharia, inteligência, planejamento logístico e capacidades de defesa.
A discussão energética não pode, portanto, ficar restrita à geração de eletricidade ou às metas ambientais. Deve integrar a política industrial, a proteção de infraestruturas críticas, a segurança marítima, a pesquisa científica e o planejamento de defesa.
O Brasil diante de uma oportunidade estratégica
O Brasil reúne condições relevantes para construir uma matriz energética diversificada. Sua base hidrelétrica, o potencial eólico, a expansão da energia solar, a cadeia de petróleo e gás, a produção de biocombustíveis e a experiência acumulada na área nuclear oferecem possibilidades complementares.
Entretanto, a existência desses recursos não elimina desafios. A expansão de fontes variáveis exige investimentos em transmissão, flexibilidade operacional, armazenamento quando necessário, previsão meteorológica, gestão da demanda e integração entre regiões. A geração hidrelétrica está sujeita às condições hidrológicas, enquanto o petróleo e o gás envolvem questões de mercado, logística, emissões e segurança de abastecimento. A energia nuclear requer elevados padrões de segurança, qualificação profissional, planejamento de longo prazo e capacidade tecnológica especializada.
O planejamento nacional precisa considerar também a localização dos novos grandes consumidores. Um data center não demanda apenas eletricidade: exige conectividade, refrigeração, segurança física, disponibilidade hídrica conforme a tecnologia adotada e acesso a uma rede capaz de fornecer potência com elevado grau de confiabilidade.
Instalar infraestrutura computacional em território brasileiro pode ampliar a capacidade nacional de processamento de dados e reduzir determinadas dependências externas. Porém, o benefício estratégico depende de fatores como domínio tecnológico, formação de profissionais, segurança da informação, integração com a indústria nacional e sustentabilidade do fornecimento energético.
O País precisa evitar que uma eventual expansão da economia digital resulte em novas dependências estruturais, nas quais a energia seja produzida nacionalmente, mas os equipamentos essenciais, as plataformas tecnológicas e o conhecimento crítico permaneçam concentrados no exterior.
A mesma lógica se aplica à indústria de defesa. A disponibilidade de energia e o domínio de tecnologias associadas podem fortalecer a construção naval, a indústria aeronáutica, a fabricação de materiais avançados, a pesquisa nuclear, a automação industrial e os sistemas de comando e controle.
O objetivo estratégico deve ser transformar vantagens naturais em capacidades nacionais permanentes.
A transição energética exige engenharia, planejamento e pragmatismo
Um dos equívocos mais frequentes no debate energético consiste em apresentar a transição como uma disputa simplificada entre fontes antigas e novas. A história demonstra que a incorporação de novas tecnologias ocorre dentro de sistemas econômicos que continuam demandando energia de diferentes formas.
Isso não significa defender a expansão ilimitada de todas as fontes, nem ignorar a eficiência energética, os impactos ambientais ou a necessidade de reduzir emissões. Significa reconhecer que as decisões precisam considerar a demanda futura, a confiabilidade, o custo total do sistema, o tempo de implantação, a disponibilidade de recursos e as vulnerabilidades estratégicas.
A eficiência energética deve ser tratada como capacidade adicional: reduzir desperdícios permite atender a uma parcela da demanda com menor necessidade de geração. A gestão inteligente do consumo pode deslocar cargas para períodos mais favoráveis, enquanto o armazenamento e a modernização das redes podem contribuir para a integração de fontes variáveis.
Da mesma forma, a pesquisa e o desenvolvimento em reatores avançados, combustíveis sustentáveis, redes inteligentes, baterias, hidrogênio de baixa emissão e sistemas de controle podem ampliar as opções disponíveis no futuro. Essas tecnologias, entretanto, devem ser avaliadas conforme seu estágio de maturidade, seus custos e suas aplicações reais, sem confundir potencial científico com capacidade comercial já consolidada.
A engenharia tem papel central nesse processo porque transforma objetivos políticos em sistemas concretos. É ela que dimensiona a geração, projeta redes, estabelece critérios de confiabilidade, integra equipamentos, avalia riscos e determina se uma solução é tecnicamente viável e economicamente sustentável.
A estratégia nacional precisa, por sua vez, estabelecer prioridades, articular instituições, fomentar a indústria, garantir estabilidade regulatória e proteger os interesses permanentes do Estado.
Conclusão: energia é capacidade de decidir o próprio destino
Os 250 anos da evolução energética norte-americana ilustram uma lição de alcance universal: as sociedades modificam suas matrizes à medida que mudam suas necessidades, suas tecnologias e suas estruturas produtivas. A expansão de novas fontes não elimina automaticamente as anteriores, e o crescimento econômico pode ampliar simultaneamente diferentes demandas energéticas.
No século XXI, essa dinâmica assume uma nova dimensão. Além da população, da indústria, dos transportes e da urbanização, a inteligência artificial, os data centers e a digitalização de serviços estratégicos acrescentam pressões sobre os sistemas elétricos e sobre as cadeias globais de tecnologia.
Para o Brasil, a resposta não deve ser a adesão irrefletida a uma fonte específica, tampouco a manutenção passiva de estruturas existentes. Deve ser a construção de uma política energética de Estado, sustentada por ciência, engenharia, diversificação, autonomia tecnológica, proteção de infraestruturas críticas e planejamento de longo prazo.
Na perspectiva da Engenharia de Soberania e Estratégia, a energia ocupa uma posição fundamental porque sustenta os demais instrumentos do poder nacional. Sem abastecimento confiável, a indústria perde competitividade; sem infraestrutura resiliente, a tecnologia fica vulnerável; sem capacidade industrial e científica, a defesa amplia sua dependência externa; e sem autonomia decisória, os recursos naturais não se convertem plenamente em soberania.
A questão estratégica não é escolher entre desenvolver novas fontes e preservar as capacidades existentes. É construir um sistema energético capaz de sustentar o crescimento, absorver novas tecnologias e resistir às incertezas de um mundo marcado pela competição econômica e geopolítica.
Uma nação que pretende ocupar posição relevante no sistema internacional precisa planejar sua energia com a mesma seriedade com que planeja sua defesa, sua infraestrutura e sua base industrial. Afinal, a soberania não se limita ao controle territorial ou à posse de recursos naturais. Ela se materializa na capacidade de produzir, transformar, proteger e utilizar esses recursos em benefício dos interesses nacionais.
Referências para fundamentação
* U.S. ENERGY INFORMATION ADMINISTRATION (EIA). The 250-year history of U.S. energy consumption. 30 jun. 2026. [Consultar a análise histórica da EIA](https://www.eia.gov/todayinenergy/detail.php?id=67824&utm_source=chatgpt.com).
* INTERNATIONAL ENERGY AGENCY (IEA). Energy and AI. Paris: IEA, 2025. [Consultar o relatório sobre energia e inteligência artificial](https://www.iea.org/reports/energy-and-ai?utm_source=chatgpt.com).
* INTERNATIONAL ENERGY AGENCY (IEA). Electricity 2025: Executive Summary. Paris: IEA, 2025. [Consultar as projeções de demanda elétrica](https://www.iea.org/reports/electricity-2025/executive-summary?utm_source=chatgpt.com).
* INTERNATIONAL ENERGY AGENCY (IEA). Key Questions on Energy and AI: Executive Summary.
*Amadeu Robalinho, é Pesquisador independente e autor interdisciplinar, associado à Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
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A ferrovia Transnordestina é um tema antigo, recorrente e essencial para o futuro. Não apenas de Pernambuco, mas inclui Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte como Estados diretamente beneficiados - ou prejudicados, a depender do encaminhamento.
A mudança
Sem maiores detalhes, na última semana do governo Jair Bolsonaro, aconteceu uma virada de mesa nas regras vigentes sobre a ferrovia. A empresa concessionária, que tinha a obrigação de fazer os trechos para o Porto de Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco, simplesmente "abriu mão" do trecho pernambucano. Sem oposição do governo. E sem reação posterior do governo de Raquel Teixeira Lyra. A governadora, no seu estilo de quando não quer resolver, fez alguns movimentos pirotécnicos mas nenhuma ação efetiva.
O governo Lula
Assumiu o compromisso de fazer o trecho. Ai começaram as dificuldades do além e do aquém. A ferrovia esta pronta para começar a sair do papel. Salvo engano, três lotes, perfazendo 150 km estão contratados. A trava, agora, está no TCU. Uma fiscalização, meio sem pé nem cabeça, retém todo o processo. Quando o TCU liberar, as obras começam de imediato. A depender do governo Federal, claro.
Por isso
Seria fundamental saber a opiniao de Flávio sobre a Transnordestina. Ainda melhor, seria um compromisso claro, direto e objetivo da sua parte. A obra tem mais importância para o futuro do que supõem os estrategistas do bolsonarismo.que persistem com graves dificuldades de entender a região e sua gente. Como, aliás, as declarações de cardeais da corte flavista deixam transparecer. Continuam, repetimos, sem entender o Nordeste. O vídeo de Nikolas Ferreira, divulgado ontem, é prova irrefutável dessa deficiência da compreensão regional.
E o governo do Estado?
Tem tido uma atuação lamentável, cuja natureza a vitória eleitoral não muda. Mas é assunto para mais adiante.
A pergunta do momento
Lula quer a obra. A trajetória dele mostra isso, embora o tema não tenha sido prioridade na campanha. E Flávio? Tem quatro dias para tocar no assunto. Ou, vamos votar no escuro sobre um tema fundamental para o futuro da região.
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Acompanho eleições presidenciais desde a de 1989 e posso dizer, sem receio de exagerar, que o segundo turno de 2026 carrega até agora um ineditismo que o distingue de todos os anteriores, inclusive o de 1989, o que mais mobilizou o eleitorado para derrotar o candidato das “elites”.
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Para a esquerda, são dois os ineditismos. O primeiro é a combinação poderosa de povo na rua e uso eficiente das redes sociais para a mobilização, o debate político e o esclarecimento do eleitorado. O segundo são as ruas ocupadas, empurrando a liderança para a esquerda e encorajando-a a ir além. Juntos, pela primeira vez, nos colocam em condições de enfrentar a extrema-direita.
Movimento tardio
Um movimento tardio, já que não aconteceu no primeiro turno? Só saberemos quando os votos forem contados no domingo, mas o resultado até agora é animador, seja para enfrentar um novo governo bolsonarista, seja para manter e aprofundar as mudanças reclamadas pelo povo.
Emergência
Desde a emergência das redes sociais, esse instrumento de debate político jamais foi tão útil para a esquerda como agora. Mas quem pensa que foram as redes que produziram o atual estado de mobilização pró-Lula está enganado. Foram os estudantes da UFF, em Niterói, que primeiro saíram às ruas e acenderam o rastilho de pólvora que se espalhou por todo o país. As redes sociais lulistas, que já estavam em ativação, fizeram seu trabalho para um movimento nacional que, na origem e considerando a quantidade de jovens mobilizados, tem muito de espontâneo.
Evitar erro
Para evitar o erro da louvação a-histórica da técnica, isto é, da tecnologia das redes sociais, é necessário deixar claro que não são elas que geram mobilização popular. Se gerassem, os bolsonaristas dominariam as ruas hoje, e não os apoiadores de Lula. Como técnica que tem dono, as redes não são neutras. Mas continuam sendo técnica: o que determina o seu caráter é o seu uso.
Primeiro ineditismo
E esse é o primeiro ineditismo desta eleição. As redes sociais revolucionaram a política, mas não acabaram com a ágora, o espaço público onde pessoas reais se encontram para debater e mudar o mundo real, como pensavam muitos, inclusive aqueles que se elegeram sem sair da frente do computador ou largar o celular. Até hoje, nos acostumamos com a constatatação de que as redes quase sempre beneficiavam a extrema-direita, para citar acontecimentos bem próximos de nós: o impeachment de Dilma Rousseff, a prisão de Lula e a eleição de Jair Bolsonaro, em 2018.
Técnica
Era como se a técnica tivesse alma de extrema-direita. Na verdade, ela é programada para um uso, mas não pode escolher o resultado. O algoritmo pode ser manipulado, e é, mas não tem vida própria: é criado para atingir resultados e, para as empresas que o controlam, o que interessa é o lucro. E lucro é alcance. E, no Brasil, a esquerda tem a metade de um país de 220 milhões de pessoas.
Bolha
Em 2026, a esquerda conseguiu ir além de sua bolha. E como conseguiu? Na rua. Foi a rua que ajudou a furar a bolha das redes sociais e, acredito, sem elas, permaneceríamos falando para nós mesmos. Foi a rua que gerou engajamento. Então, rua e rede se encontraram.
Imobilismo foi desatado
E nó do imobilismo foi desatado. E esse é o segundo ineditismo das campanhas da esquerda desde 1989: as ruas ocupadas. Foram elas que encorajaram Lula a ir além.
Que 2026 vá além e não seja um relâmpago em dia de sol.
*Flavio Lúcio é cientista político, doutor em sociologia, historiador, professor da UFPB.

Nenhum candidato apresentou projeto para o Nordeste. Até agora
21/10/2026
Segurança
Assunto fundamental. A ideia de Lula é criar um sistema nacional, que nunca deu certo em nenhuma República continental e federativa. A de Flávio é vigiar as fronteiras, missão impossível sem uma reforma profunda das Forças Armadas. Começando pelo contingente, armamento, equipamentos e treinamento. Quatro anos é pouco tempo para isso. Programas sociais, não resolvem a violência, como não resolveram até agora. A questão só tem se agravado neste terceiro milênio. A politica de mais armas e etc, tambem...
A rigor, nem para o Nordeste, nem para qualquer regiao. Muito menos para o país como um todo. Faltando quatro dias para o voto e com um debate pelo meio correndo risco de não acontecer, nenhum dos dois candidatos apresentou algo que se possa rotular de projeto para o país. Muito menos para o Nordeste. Ambos trataram de problemas pontuais, específicos, que são medidas importantes mas não refletem um caminho, um conjunto, uma proposta de país.
Segurança
Assunto fundamental. A ideia de Lula é criar um sistema nacional, que nunca deu certo em nenhuma República continental e federativa. A de Flávio é vigiar as fronteiras, missão impossível sem uma reforma profunda das Forças Armadas. Começando pelo contingente, armamento, equipamentos e treinamento. Quatro anos é pouco tempo para isso. Programas sociais, não resolvem a violência, como não resolveram até agora. A questão só tem se agravado neste terceiro milênio. A politica de mais armas e etc, tambem carece de eficácia. O que resolve não está nos planos: a efetiva melhoria do problema da desigualdade social extrema e das condições de vida do povo.
No restante
É mais do mesmo. Cada qual com seu jeito prometido de fazer. Algo estruturante, de ampla repercussão sobre o perfil da sociedade, não tem. Flávio fala em criar o ministério do progresso. Como a história republicana mais que comprova, progresso não é desenvolvimento. Lula fala em comprar a dívida dos endividados, mas isto é muito pouco e insuficiente. A questão é como evitar esse endividamento. Do povo e do país.
Para o Nordeste
Nenhuma proposta palpável para mudar os indicadores sociais negativos. Nem sequer a transposição entrou na agenda. Já a Transnordestina...
Ninguém diz nada
A ferrovia merece um capítulo a parte. No apagar das luzes do governo Bolsonaro, semana entre o Natal e o Ano Novo, foi feita feita uma mudança fundamental. A concessionária simplesmente entregou, sem resistência do governo, o trecho Salgueiro/Suape, mantendo o acesso ao Porto cearense de Pecém. Um escândalo assombroso, que não teve maior espaço sequer na mídia regional. O trecho Salgueiro/Suape permitiria, também, a interligação com a malha ferroviária que, sem alarde, vai sendo desenhada para o país. O governo Lula tem simpatia pela obra mas não contou com o governo de Pernambuco. A governadora nem fez a sua parte (iniciar as obras dentro do poligono do porto, atribuição estadual) nem comandou uma mobilização política para desatar os nós que dificultam a retomada da obra.
E assim
O eleitor vai eleger alguém sem sequer conhecer para onde o país e o Nordeste vão caminhar.
TSE pede parecer do MP Eleitoral sobre medidas adotadas pela Meta
21/10/2026
Atuação questionada
A big tech, responsável pelo WhatsApp, Instagram e Facebook, teve atuação questionada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por suposto favorecimento ao seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL).
Tem negado
A Meta tem negado qualquer interferência no processo eleitoral ou favorecimento político e atribuiu os problemas relatados a questões técnicas. Relator do caso, Bellizze se reuniu, ontem, terça-feira (20/10), com representantes da empresa.
A reunião foi solicitada após a empresa prestar informações no âmbito da decisão do TSE, que exigiu tratamento igualitário entre as candidaturas nas plataformas digitais.
O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), pediu parecer para o Ministério Público Eleitoral sobre o cumprimento pela Meta de medidas de isonomia no processo eleitoral. Ele estabeleceu prazo de 24 horas para o envio da manifestação.
Atuação questionada
A big tech, responsável pelo WhatsApp, Instagram e Facebook, teve atuação questionada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por suposto favorecimento ao seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL).
Tem negado
A Meta tem negado qualquer interferência no processo eleitoral ou favorecimento político e atribuiu os problemas relatados a questões técnicas. Relator do caso, Bellizze se reuniu, ontem, terça-feira (20/10), com representantes da empresa.
A reunião foi solicitada após a empresa prestar informações no âmbito da decisão do TSE, que exigiu tratamento igualitário entre as candidaturas nas plataformas digitais.
Questionamentos
Após questionamentos sobre possível favorecimento, a big tech foi intimada a apresentar, em 24 horas, informações sobre as medidas adotadas para garantir igualdade na distribuição e veiculação de conteúdos.
Apontou falhas
Apesar do posicionamento oficial da empresa, o Comitê de Supervisão da Meta – que tem atuação independente – apontou falhas no controle de conteúdo e avaliou que faltou transparência na operação da plataforma no Brasil.
A quatro dias do 2º turno, Flávio e Lula buscam indecisos em estados-chave
21/10/2026
Flávio
Nesta quarta-feira (21), o senador vai a Guarulhos, em São Paulo, enquanto o presidente e candidato à reeleição participa de um ato em Belo Horizonte, Minas Gerais.
São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com 34,1 milhões de eleitores aptos a votar. Minas Gerais aparece em segundo lugar, com 16,4 milhões. Os dois estados concentram, respectivamente, 21,48% e 10,32% do eleitorado brasileiro.
Evento
Pela manhã, às 11h, Flávio participa de um evento com o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e aliados paulistas no Espaço Inter, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Esta deve ser a última agenda do se...
Reta final de campanha, últimas estratégias e busca pelo voto dos indecisos. A quatro dias do segundo turno das eleições, os candidatos à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cumprem agendas de campanha em estados decisivos.
Flávio
Nesta quarta-feira (21), o senador vai a Guarulhos, em São Paulo, enquanto o presidente e candidato à reeleição participa de um ato em Belo Horizonte, Minas Gerais.
São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com 34,1 milhões de eleitores aptos a votar. Minas Gerais aparece em segundo lugar, com 16,4 milhões. Os dois estados concentram, respectivamente, 21,48% e 10,32% do eleitorado brasileiro.
Evento
Pela manhã, às 11h, Flávio participa de um evento com o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e aliados paulistas no Espaço Inter, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Esta deve ser a última agenda do senador no estado durante a campanha eleitoral. Também devem comparecer ao evento prefeitos da região metropolitana, deputados e lideranças políticas paulistas.
Agenda no Nordeste
Depois do compromisso em Guarulhos, Flávio viaja ao Ceará, no Nordeste, região em que Lula mantém uma base de apoio consolidada.
Fortaleza
Às 19h, o candidato do PL participa de um evento em Fortaleza organizado pelo deputado federal André Fernandes (PL-CE), aliado do senador. Fernandes tem promovido carreatas e bloquinhos pelo estado em apoio à candidatura de Flávio neste segundo turno. Esta deve ser a última agenda do senador no Nordeste durante a campanha.
O Ceará tem 6.998.494 eleitores aptos a votar, o equivalente a 4,41% do eleitorado nacional. O estado ocupa a oitava posição entre os maiores colégios eleitorais do país.
Lula
Lula vai a Belo Horizonte, onde fará uma caminhada pelo centro da capital mineira, a partir das 15h. O presidente estará acompanhado de aliados no estado, entre eles a senadora eleita Marília Campos (PT).
Estado estratégico
Minas Gerais é considerado um estado estratégico nas eleições presidenciais. Desde a redemocratização, em 1989, todos os candidatos eleitos à Presidência também venceram no estado.
Após receber 43,33% dos votos válidos em Minas Gerais no primeiro turno, contra 48,24% de Flávio, Lula tenta ampliar seu apoio no estado em sua sexta visita durante a campanha eleitoral.
Perdão de dívidas de MEIs
Além do ato em Belo Horizonte, Lula sanciona nesta quarta-feira, em Brasília, a lei que prevê o perdão de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) e eleva o teto de faturamento anual da categoria.
Pacote
A medida integra um pacote anunciado pelo governo durante a campanha eleitoral. O texto prevê aumentar o limite de faturamento do MEI de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.
Prevê
A iniciativa também prevê o perdão de dívidas da categoria com a União, com potencial para beneficiar 3,6 milhões de microempreendedores. A medida faz parte das ações que Lula apresenta na reta final da campanha, em meio à tentativa de ampliar o diálogo com trabalhadores autônomos e pequenos empreendedores.
O Poder com CNN
Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta quarta-feira Por Alek Maracajá
21/10/2026
ATENÇÃO, ATENÇÃO, NÃO PARE DE LER! Cheguei … faltam 4 dias para o 2º turno, e Brasília acordou no modo maratona: PF, CPMI, pedido de cassação dos dois lados e o algoritmo depondo no TSE. Se você piscar, perde uma temporada inteira
A Meio/Ideia traz Flávio com 51,1% × Lula 48,9% dos válidos: empate técnico. No digital da Ativaweb, Lula tem 18,2 milhões de seguidores; Flávio tem quase o dobro de engajamento, 6,04% × 3,27%.
O dia traz a PF apontando pagamento para apagar links sobre Willer Tomaz, a CPMI com 100 assinaturas, o Novo pedindo a cassação de Lula e Alckmin e as duas campanhas brigando com o algoritmo.
Resumo da manhã: não é sobre quem grita mais alto. É sobre quem transforma barulho em voto. E isso ninguém mede antes de domingo
Termômetro Eleitoral: meio/ideia × digital
51,1% × 48,9%: empate técnico na reta final
...
Brasília, quarta-feira, 21 de outubro de 2026
ATENÇÃO, ATENÇÃO, NÃO PARE DE LER! Cheguei … faltam 4 dias para o 2º turno, e Brasília acordou no modo maratona: PF, CPMI, pedido de cassação dos dois lados e o algoritmo depondo no TSE. Se você piscar, perde uma temporada inteira
A Meio/Ideia traz Flávio com 51,1% × Lula 48,9% dos válidos: empate técnico. No digital da Ativaweb, Lula tem 18,2 milhões de seguidores; Flávio tem quase o dobro de engajamento, 6,04% × 3,27%.
O dia traz a PF apontando pagamento para apagar links sobre Willer Tomaz, a CPMI com 100 assinaturas, o Novo pedindo a cassação de Lula e Alckmin e as duas campanhas brigando com o algoritmo.
Resumo da manhã: não é sobre quem grita mais alto. É sobre quem transforma barulho em voto. E isso ninguém mede antes de domingo
Termômetro Eleitoral: meio/ideia × digital
51,1% × 48,9%: empate técnico na reta final
Votos válidos: Flávio 51,1% × Lula 48,9%.
Votos totais: Flávio 48% × Lula 46%. Brancos e nulos 3,4%; não sabem 2,6%.
São 1.500 entrevistas, de 15 a 19 de outubro, margem de 2,5 pontos (registro BR-08251/2026). A diferença de 2 pontos nos totais está dentro da margem: empate técnico.
Leitura: Flávio está numericamente à frente, mas a régua não deixa chamar isso de vantagem.
Dois pontos de diferença e dois e meio de margem: a matemática já decidiu que ninguém vai dormir tranquilo
Termômetro Digital — Ativaweb Datalab
Termômetro Eleitoral 2026 · últimos 7 dias
Lula: +1.020.000 novos seguidores, cerca de +5,9%
Flávio: +983.000 novos seguidores, cerca de +7,0%
Soma: cerca de 2.003.000 novos seguidores em uma semana, 50,9% para Lula.
33,2 milhões de seguidores somados
Lula tem 18,2 milhões e engajamento de 3,27%. Flávio tem 15 milhões e engajamento de 6,04%, cerca de 1,8 vez mais interação proporcional. Nas últimas 24 horas, o crescimento dos dois foi praticamente igual.
Leitura: Lula tem a maior audiência e ganhou mais seguidores em números absolutos. Flávio cresce proporcionalmente mais e faz a base reagir com mais intensidade.
"Seguidor é estoque, engajamento é fluxo. Na última semana, quem tem estoque precisa ativar, e quem tem fluxo precisa ampliar."
Um milhão de seguidores novos por lado em sete dias. O algoritmo pediu férias e o TSE negou
Principais movimentos
R$ 9 mil para faxinar o google
Segundo O Globo, a PF encontrou no celular do advogado Willer Tomaz mensagens e uma planilha que indicam a contratação de um serviço para remover ou desindexar 12 links. Entre eles, reportagens sobre a amizade dele com Flávio. O preço caiu de R$ 12 mil para R$ 9 mil. É indício em inquérito no STF, não condenação.
Tomaz diz que acionou a Justiça contra o Google para tirar "conteúdos antigos e desatualizados" e nega ter tentado se afastar de Flávio, a quem chama de amigo. Flávio classifica as informações da investigação como "fake news".
O episódio transforma reputação digital em pauta policial a quatro dias da urna.
Na internet nada se apaga. No máximo, a gente paga para esconder, e alguém acha mesmo assim
CPMI com 100 assinaturas, mas faltam 98
O pedido de CPMI para investigar Flávio e Willer Tomaz chegou a 100 assinaturas: 85 deputados e 15 senadores. Precisa de 171 e 27, e depois da leitura por Davi Alcolumbre. No Senado, Randolfe Rodrigues coleta apoio para pedir a cassação de Flávio no Conselho de Ética, citando US$ 12,33 milhões enviados a um fundo nos EUA ligado ao filme Dark Horse.
São alegações ainda em coleta de assinaturas. Nas reportagens consultadas, Flávio não comentou os dois pedidos.
A oposição ao candidato do PL tenta manter o caso no noticiário até domingo.
Faltam 98 assinaturas e 4 dias. Em Brasília, isso não é prazo, é corrida de 100 metros com papelada
35 medidas e um pedido de cassação
O Novo pediu ao TSE a cassação da chapa Lula e Alckmin e 8 anos de inelegibilidade, alegando abuso de poder político. Cita 35 medidas de 2026, 12 delas no período eleitoral, como desconto em combustível, Desenrola e Bolsa Família pago na véspera do 2º turno. O pedido depende de julgamento e não comprova abuso por si só.
Procurada pelo Poder360, a campanha de Lula não respondeu até a publicação.
O pedido de cassação agora vale para os dois lados: nenhuma campanha chega a domingo sem processo.
Pedido de cassação virou figurinha repetida no álbum de 2026. Já tem gente querendo trocar
O algoritmo sentou no banco do TSE
A Meta disse ao TSE que, se o sistema automático bloquear a conta de anúncios de um candidato do 2º turno, uma equipe humana revisa em até 2 horas. A empresa nega favorecer qualquer lado. Do outro front, a campanha de Flávio pediu ao TSE dados sobre o impulsionamento de páginas pró-Lula e sobre o canal "Exército do Lula", que passou de 6 milhões de seguidores. A campanha de Lula não comentou o pedido.
E o cientista político Marcos Nobre, da Unicamp e do Cebrap, disse à BBC News Brasil que o bolsonarismo opera um "partido digital", enquanto a esquerda ainda atua em ilhas.
A disputa pelo alcance já virou disputa judicial, e as duas campanhas acusam a plataforma ou o rival de desequilíbrio.
Em 2026, o algoritmo tem advogado, prazo e revisão humana. Só falta pedir para votar em trânsito
Leitura estratégica Ativaweb Datalab
Eleitoral: Meio/Ideia em empate técnico, com Flávio numericamente à frente nos válidos e nos totais.
Digital: Lula soma mais seguidores (18,2 milhões) e mais novos seguidores; Flávio tem engajamento de 6,04% e crescimento proporcional maior.
Narrativo: Flávio fala em "fake news" sobre a investigação; Lula responde com a pauta do sigilo e da "mudança continua".
Institucional: TSE no centro de duas ações de cassação, da disputa com a Meta e do pedido sobre o canal de Janones.
Algoritmo: as duas campanhas acusam alguém de manipular o alcance. Quem perde espaço no feed vai ao tribunal.
PF, CPMI, Conselho de Ética, TSE e Meta. A última semana tem mais siglas que debate tem réplica
Alerta Ativaweb
Barulho não é tendência. Investigação não é condenação, pedido de cassação não é mandato perdido, e engajamento alto não é voto garantido.
Hoje Flávio tem mais intensidade por seguidor e Lula tem mais audiência. A Meio/Ideia mostra empate técnico. Os três números são verdadeiros ao mesmo tempo, e nenhum deles prevê o resultado. Correlação não é conclusão.
Pesquisa mede intenção.
Digital mede atenção e interação.
Urna mede voto.
Fechamento
A história desta quarta é processo, plataforma e precisão.
Flávio aparece com 51,1% dos válidos na Meio/Ideia, em empate técnico, e lidera o engajamento. Lula tem 18,2 milhões de seguidores e ganhou 1,02 milhão em uma semana.
No meio do caminho, links apagados viram inquérito, a CPMI busca assinaturas, o Novo pede cassação e o algoritmo presta contas. Nada disso está decidido. A urna é que decide.
Faltam 4 dias para o 2º turno.
A pesquisa fotografa. O digital acelera. O tribunal analisa. A urna espera
Alek Maracajá
Cientista de Dados | Ativaweb DataLab
Veneziano destaca legado das políticas públicas de-Lula durante ato em João Pessoa
21/10/2026
Ressaltou
Durante sua fala, Veneziano ressaltou a necessidade de respeito à diversidade e lembrou que só o presidente Lula tem a responsabilidade de concretizar políticas públicas que beneficiem e incluam as minorias. A deputada federal reeleita por São Paulo, Érika Hilton (Psol); e o deputado federal eleito pela Paraíba, Ricardo Coutinho (PT), também estavam presentes.
“Não podemos baixar a guarda. O Brasil precisa de Lula para que as políticas públicas não sejam penalizadas. Vamos para o Bora Lula e Vira Lula”, afirmou Veneziano.
A mobilização
A mobilização começou por volta das...
A cinco dias do segundo turno das eleições presidenciais, o senador reeleito Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) participou, na noite de ontem, terça-feira (20/10), em João Pessoa, de um ato em favor da reeleição do presidente Luíz Inácio Lula da Silva (PT), em frente ao Hotel Globo, no Ponto de Cem Reis, que ficou lotado.
Ressaltou
Durante sua fala, Veneziano ressaltou a necessidade de respeito à diversidade e lembrou que só o presidente Lula tem a responsabilidade de concretizar políticas públicas que beneficiem e incluam as minorias. A deputada federal reeleita por São Paulo, Érika Hilton (Psol); e o deputado federal eleito pela Paraíba, Ricardo Coutinho (PT), também estavam presentes.
“Não podemos baixar a guarda. O Brasil precisa de Lula para que as políticas públicas não sejam penalizadas. Vamos para o Bora Lula e Vira Lula”, afirmou Veneziano.
A mobilização
A mobilização começou por volta das 17h e contou com a presença da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). Outros apoiadores de Lula na Paraíba, como o deputado estadual eleito Flávio Brasileiro (PT-PB), também marcaram presença no ato.

Inimigos da democracia danificam estátua de João Goulart
21/10/2026
Família de Jango critica
Em uma publicação no Instagram, familiares de João Goulart repudiaram a depredação e relacionaram o episódio ao avanço da extrema-direita no país e aos eleitores de Bolsonaro. A família também informou que adotará medidas administrativas para restaurar o monumento.
“Eu pergunto: Jango merece isso? É esse o destino que o Brasil quer?”, diz um trecho da manifestação, que recorda a trajetória política do ex-presidente e sua atuação em defesa dos direitos dos trabalhadores.
Convocaram
Na publicação, os familiares também c...
A estátua em homenagem ao ex-presidente João Goulart (1919-1976), deposto pelo golpe militar de 1964, foi depredada ontem, terça-feira (20/10), na orla do Guaíba, em Porto Alegre (RS). Nas proximidades do monumento, inaugurado em 2024, foram encontradas bandeiras e cartazes com a imagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República.
Família de Jango critica
Em uma publicação no Instagram, familiares de João Goulart repudiaram a depredação e relacionaram o episódio ao avanço da extrema-direita no país e aos eleitores de Bolsonaro. A família também informou que adotará medidas administrativas para restaurar o monumento.
“Eu pergunto: Jango merece isso? É esse o destino que o Brasil quer?”, diz um trecho da manifestação, que recorda a trajetória política do ex-presidente e sua atuação em defesa dos direitos dos trabalhadores.
Convocaram
Na publicação, os familiares também convocaram os seguidores a se posicionarem politicamente nas eleições de 25 de outubro. A mensagem apresenta a disputa como uma escolha entre a democracia e o autoritarismo.
A escultura
A escultura, criada pelo artista Otto Dumovich, homenageia o ex-presidente que propôs as chamadas Reformas de Base. As iniciativas previam mudanças nas áreas agrária, urbana, educacional, bancária, fiscal e eleitoral, com o objetivo de combater as desigualdades sociais.
2022
Esta não foi a primeira vez que a estátua de João Goular foi alvo de depredação. Em 2022 a estátua do ex-presidente em São Borja, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, foi danificada. Imagens na época mostraram um grupo de pessoas pulando sobre o monumento.
Quem foi João Goulart
João Belchior Marques Goulart nasceu em São Borja, em 1919. Herdeiro político de Getúlio Vargas, natural da mesma cidade, Jango, como era conhecido, foi vice-presidente nos governos de Juscelino Kubitschek e Jânio Quadros, entre 1956 e 1961.
Assumiu a presidência
Depois da renúncia de Jânio, o gaúcho assumiu a presidência, após a Campanha da Legalidade, liderada pelo cunhado e então governador do RS, Leonel Brizola.
Deposto
João Goulart foi deposto em 2 de abril de 1964. Naquele dia, o Congresso Nacional fez uma sessão que declarou vaga a presidência da República. O então presidente do Congresso, senador Auro de Moura Andrade, argumentou que o presidente tinha deixado o governo. Jango, contudo, estava no Rio Grande do Sul em busca de apoio de aliados, uma vez que estava na iminência de ser detido.
O Poder

Milei disse esperar que a campanha de Lula não utilize "artimanha" para "roubar a eleição". Itamaraty reage. Confira as novidades para o seu Papo da Noite
20/10/2026
O Itamaraty afirmou hoje, terça-feira, 20/10, que recentes declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, contra as eleições do Brasil configuram "nova e inaceitável tentativa de ingerência externa no processo democrático brasileiro". A nota é uma reação a uma postagem de Milei nas redes sociais, em que o argentino comenta um trecho de uma entrevista de Lula e diz esperar que "a última artimanha suja da campanha" do petista "não envolva roubar a eleição". Para o Itamaraty, a postura de Milei é antidemocrática e incompatível com o comportamento esperado de um líder de país vizinho e amigo. "A decisão sobre o futuro do Brasil cabe exclusivamente ao povo brasileiro, que se manifestará livremente nas urnas, e sem qualquer tipo de ingerência externa, no domingo, dia 25", pontua o comunicado do Itamaraty. Segundo a pasta, o sistema brasileiro de voto eletrônico é comprovadamente seguro, nunca registrou irregularidades e teve a sua lisura confirmada por observadores internacionais de diversas partes do mundo logo no 1o turno das eleições.
- Direitista, o presidente da Argentina, Javier Milei, é apoiador de Flávio Bolsonaro, PL.
- Crise Diplomática: As novas críticas de Milei ocorrem a poucos dias do 2o turno das eleições brasileiras e são mais um atrito diplomático entre os países.
- Eleições 2026: Mãe de Luciano Huck declara voto em Lula e fala de perseguição ao filho Fernando Grostein, cineasta, que é gay e meio-irmão do apresentador Globo. Marta Dora Grostein diz que viveu a ditadura e vê risco de retrocesso de políticas sociais com Flávio Bolsonaro. Relato menciona ataques de apoiadores de Jair Bolsonaro contra o diretor que hoje mora nos EUA.
- Eleições 2026: eleitores não podem ser presos a partir de hoje, terça-feira, 20/10. Restrição segue até 48 horas após o segundo turno, em 27 de outubro. Lei prevê exceções, como prisão em flagrante, sentença criminal e salvo-conduto.

- Eleições 2026: O escritório de advocacia do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, PL, emitiu pelo menos R$ 13,7 milhões em notas fiscais entre janeiro de 2023 e julho de 2026, período em que ele exercia mandato parlamentar. Segundo investigação, a PF abriu um inquérito para examinar as movimentações financeiras da empresa, após identificar indícios de uma possível ligação bancária entre o senador e o advogado Willer Tomaz. (Com UOL)

- Eleições 2026: Conselho da Meta aponta falhas 'recorrentes' na moderação de conteúdo eleitoral. Declaração é divulgada no mesmo dia em que empresa responde ao TSE
O Conselho de Supervisão da Meta apontou falhas “recorrentes” nos esforços da empresa para garantir a integridade eleitoral e afirmou que a plataforma precisa tornar mais transparentes e consistentes as regras de moderação de conteúdo durante as eleições. Em comunicado de hoje, terça-feira, 20/10, o órgão citou restrições técnicas que atingiram contas do candidato à reeleição Lula à Presidência no Brasil e de seus apoiadores, e deram origem a acusações de interferência eleitoral. A declaração dos copresidentes do Conselho: “O Conselho de Supervisão está preocupado com as falhas recorrentes na aplicação das regras pela Meta em seus esforços para garantir a integridade eleitoral”, afirma o comunicado. Segundo o órgão, os problemas de moderação durante eleições e períodos de tensão política costumam ocorrer de duas formas: a aplicação excessivamente rigorosa das regras, que suprime manifestações políticas, e; a aplicação insuficiente, que compromete a integridade eleitoral. O Conselho cobrou medidas para avaliar publicamente a eficácia dos mecanismos de moderação da empresa. “Embora a Meta cite frequentemente indicadores gerais de atividade, como o número de anúncios armazenados ou de contas removidas, a empresa ainda não estabeleceu métricas públicas que avaliem de forma transparente a eficácia de suas medidas de aplicação das regras, ou as lacunas críticas nesse processo. Isso precisa mudar”, diz a declaração. O comunicado do Conselho foi divulgado no mesmo dia em que a Meta respondeu ao TSE sobre as medidas adotadas para garantir igualdade na distribuição de conteúdos políticos e na veiculação de anúncios eleitorais durante o 2o turno.
- Eleições 2026: Vice de Flávio ironiza desafio de quebra de sigilos e acusa Lula de ter dinheiro sujo e laranjas. Durante evento político em Belo Horizonte, Alfredo Gaspar respondeu ao desafio do presidente para que Flávio Bolsonaro abra as contas.
- A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, mantém um comitê de supervisão chamado de Oversight Board, um órgão independente, que funciona como uma espécie de alta corte em que usuários podem apelar sobre a remoção ou recolocação de conteúdo no Facebook e no Instagram.
- CPMI para investigar Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz reúne 100 assinaturas. Para ser instalada, a comissão precisa de 198. Governistas cobram que oposição assine pedido e afirmam ter apoiado abertura de um colegiado para investigar Lulinha e Roberta Luchsinger. Advogado amigo de Flávio movimentou R$ 5 bilhões em bets em 2025, diz Fazenda. Ministério afirma que Willer Thomaz foi o maior apostador do país e sacou mais de R$ 200 milhões.
- Eleições 2026: O vice-presidente Geraldo Alckmin, PSB, afirmou hoje, terça-feira, 20/10, que o presidente Lula, PT, tem “espírito republicano” e respeitará os resultados das eleições, independentemente dos partidos vencedores nos Estados e municípios. Em coletiva de imprensa, Alckmin criticou o adversário Flávio Bolsonaro, PL, que associou à extrema direita e à “barbárie”.

- Eleições 2026: Lula disse hoje que é sua última campanha presidencial. "Quero que esse mandato seja histórico”
O presidente e candidato à reeleição Lula, PT, disse hoje, terça-feira, 20/10, durante ato de campanha em São Luís/MA, que esta é a sua última disputa presidencial e, por isso, ele quer que seu próximo mandato seja “histórico”. “Sou muito grato por tudo que vocês fizeram por mim nos anos em que fui candidato e fui presidente. É minha última campanha para presidente agora, e quero que esse mandato seja histórico”, discursou a apoiadores. Nesse sentido, o presidente disse que no próximo mandato pretende universalizar o programa Pé-de-Meia para todos os estudantes do ensino médio do País, e também criar uma modalidade do programa para os estudantes universitários. “Vamos continuar criando emprego de qualidade e formando profissionais. Porque nos próximos quatro anos, o Brasil vai investir muito na indústria digital, indústria verde e indústria criativa”, disse Lula. Ao final do discurso ele também pontuou que quer que seu próximo mandato também seja marcado pela proteção às mulheres e o combate à violência.
- Lula anuncia no Maranhão que o Prospera MEI será sancionado amanhã, quarta-feira, 21/10. Programa criado pelo governo federal prevê perdão de dívidas, aumento do limite de faturamento, incentivos para contratação, apoio financeiro e redução de burocracia.
- Eleições 2026: Se eleito, Flávio Bolsonaro promete volta do Perse, benefício a eventos. Candidato pelo PL afirmou hoje, terça-feira, 20/10, que pretende retomar o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos, lançado durante a pandemia e encerrado em 2025.
- Feminicídio: Brasil tem queda de 4,5% nos feminicídios em 2026. Tentativas sobem e chegam a 12 casos por dia. Dados de janeiro a setembro são reunidos pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A redução das mortes foi puxada pelos recuos registrados no segundo e no terceiro trimestres.

- Acontece em PE: Exército prende mulher que confessou ter ajudado soldado a fugir. Pedro Bezerra de 20 anos teria fugido do 7º Depósito de Suprimento no último sábado, 17/10, com um fuzil calibre 7,62 e de 20 munições.
- Eleições 2026 em PE: Sem Flávio Bolsonaro, aliados apostam em Alfredo Gaspar e Nikolas Ferreira nos atos em Pernambuco. Caravana, Bloquinho 22 e carreatas fazem parte da agenda da ala bolsonarista em Pernambuco nesta última semana de campanha.
- Eleições 2026: Mais de 130 creches da Prefeitura do Recife abrem no 2º turno das eleições para facilitar votação de pais e responsáveis. Unidades vão funcionar das 08h00 às 13h00 para receber alunos da rede municipal. É preciso fazer cadastro prévio para participar.
- Acontece em PE: Criança de 7 anos é encontrada com 116 pedras de crack na mochila em escola de Belo Jardim. A PM localizou a droga na mochila do aluno após receber denúncia e o caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
- Eleições 2026 em PE: Vereador do PL protocola projeto de lei para alterar nome do Parque Dona Lindu. Thiago Medina quer que o equipamento tenha o nome da mãe de Jair Bolsonaro. Jô Cavalcanti critica.
- Eleições 2026 em PE: Trânsito já começa a ficar lento em Petrolina e Juazeiro devido a ato com Lula.

- Eleições 2026 em PE: Flávio busca aproximação com Raquel Lyra. Em vídeo ao lado de Gilson Machado, Podemos, o senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou que pretende atender às demandas dos pernambucanos independentemente das escolhas partidárias da governadora Raquel Lyra, PSD, que não declarou apoio a nenhum candidato no primeiro ou no segundo turno da eleição.
- Acontece em Fernando de Noronha: Casos de dengue aumentam 252% em Fernando de Noronha em um ano. Ilha registrou 60 casos entre janeiro e outubro de 2026, contra 17 no mesmo período de 2025, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.
- Dólar cai a R$ 5,01 e Bolsa sobe firme influenciados por eleição. Petróleo fecha em queda com possível avanço diplomático no Oriente Médio.

- Eleições 2026: Trump diz que América do Sul está mudando de rumo político, afirmou que região trocou a esquerda pela direita
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou hoje, terça-feira, 20/10, que a América do Sul está passando por uma mudança de orientação política, com o avanço da direita. A declaração foi feita no Salão Oval da Casa Branca, durante uma conversa com jornalistas. Trump foi questionado sobre a possibilidade de apoiar Marine Le Pen na eleição presidencial da França, prevista para o ano que vem. Ele disse que não conhece a política francesa pessoalmente, mas aproveitou a resposta para comentar o cenário sul-americano. “Se você olhar para o que está acontecendo na América do Sul, as pessoas não acreditariam”, disse Trump. “Estava tudo pendendo muito para a esquerda. Agora está tudo à direita.” Trump afirmou ainda que todos os candidatos que apoiou na região venceram as eleições. Como exemplo, citou o presidente eleito da Colômbia, a quem elogiou.
- O Brasil não foi citado. O presidente dos EUA ainda não declarou apoio formal a nenhum candidato à Presidência do Brasil. Após o primeiro turno, ele afirmou que Flávio Bolsonaro teve uma vitória “apertada, mas impressionante”.
- Ontem, 19/10, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, também comentou o avanço de governos alinhados aos EUA na América Latina. Em entrevista ao site conservador Breitbart News, ele atribuiu parte dessa mudança à reformulação da política de ajuda externa do governo Trump. O Brasil foi citado pelo entrevistador, que mencionou as eleições presidenciais no país. Rubio, no entanto, não comentou o pleito.
- Manifestações na França: Governo decreta toque de recolher em bairros de Paris pela segunda noite consecutiva. Governo francês prepara operação de segurança de grande escala para manifestações convocadas para sábado, após dias de confrontos e saques. Paris, Lyon e Marselha adotaram restrições noturnas.
- Eleições nos EUA: Democratas lideram a participação na votação antecipada nos EUA. Democratas representam fatia maior dos eleitores antecipados em estados-chave em comparação a dois anos atrás.
- Eleições nos EUA: Trump diz que gastará R$ 2 bilhões até o dia da eleição nos EUA. Americanos vão às urnas em 03/11 para eleger deputados, senadores e 36 governadores, em uma eleição crucial para o presidente dos EUA.

- Ebola: Nigéria confirma primeiro caso de ebola após voo vindo de Uganda
A Nigéria anunciou, hoje, terça-feira, 20/10, o registro do primeiro caso de ebola em seu território. Uma mulher que viajou de avião de Uganda para a capital, Abuja. Trata-se de um novo foco de uma epidemia que começou em maio na República Democrática do Congo e que já provocou nove casos no Quênia "A paciente, uma mulher que chegou recentemente à Nigéria em um voo internacional vindo de Uganda, foi internada em um hospital privado" em Abuja, "onde recebeu atendimento médico durante vários dias antes de o diagnóstico ser confirmado", declarou, em um comunicado, o ministro da Saúde nigeriano, Muhamad Ali Pate. O governo orientou "todos os centros de saúde públicos e privados do país a permanecerem em estado de alerta máximo". O ministro da Saúde nigeriano informou que "até o momento foram identificados 44 contatos próximos" e que as equipes de saúde pública trabalham para identificar e monitorar as pessoas que podem ter sido expostas, incluindo profissionais de saúde, pacientes, cuidadores e pessoas que interagiram com a paciente durante a viagem.
- Desde maio, a República Democrática do Congo enfrenta o 17º surto da doença pelo vírus ebola em sua história, um surto que, em poucos meses, tornou-se o mais letal já registrado nesse país da África Central. Até o momento, o surto ultrapassou 9.000 casos e causou 4.381 mortes, segundo um balanço das autoridades sanitárias congolesas.
Eleições 2026 - MPT registra 674 denúncias de assédio eleitoral em outubro
20/10/2026
De janeiro a outubro
No balanço de janeiro a outubro de 2026 até a publicação desta reportagem, foram registradas 1.492 denúncias. O estado com maior número de casos é São Paulo, com 252, seguido por Minas Gerais, com 165, Rio de Janeiro, com 129, e Paraná, com 119 denúncias.
Eleições anteriores
Os números mostram uma alta em relação às eleições anteriores. Em sete...
O MPT, Ministério Público do Trabalho, registrou 674 denúncias de assédio eleitoral em outubro, uma média de 34 casos por dia. O levantamento inclui os dados registrados até às 12h24 de hoje, 20/10. Segundo o MPT, é considerado assédio eleitoral no trabalho a prática de coação, intimidação, ameaça, humilhação ou constrangimento associados a determinado pleito eleitoral, no intuito de influenciar ou manipular o voto, apoio, orientação ou manifestação política de trabalhadores e trabalhadoras no local de trabalho ou em situações relacionadas ao trabalho.
De janeiro a outubro
No balanço de janeiro a outubro de 2026 até a publicação desta reportagem, foram registradas 1.492 denúncias. O estado com maior número de casos é São Paulo, com 252, seguido por Minas Gerais, com 165, Rio de Janeiro, com 129, e Paraná, com 119 denúncias.
Eleições anteriores
Os números mostram uma alta em relação às eleições anteriores. Em setembro, foram contabilizadas 552 denúncias, contra 68 no mesmo período de 2022, quando houve as últimas eleições gerais. O resultado representa um crescimento de 713%. No total de 2022, foram registradas 3.373 denúncias de assédio eleitoral, sendo 2.641 em outubro, mês da votação.

Assédio eleitoral
O assédio eleitoral pode ocorrer no local de trabalho ou em situações relacionadas ao trabalho, tais como: publicações em redes sociais, sites, grupos de mensagem automática, deslocamentos, locais de treinamentos ou capacitações, eventos sociais, enfim, em qualquer circunstância ou ambiente presencial ou virtual que se relacionem com o trabalho das pessoas envolvidas na prática do assédio. Ele pode ocorrer em espaços públicos ou privados, bem como no trabalho formal ou informal. Abrange pessoas com contrato de trabalho formal direto com o assediador, independente da modalidade, a saber, empregadas, servidoras públicas, estagiárias, aprendizes, bem como as pessoas que prestam serviços por meio de empresa interposta (terceirizadas e fornecedoras), ou mesmo na qualidade de autônomas ou voluntárias, bem ainda aquelas que buscam trabalho. (Com a CNN)