PGR pede ao Supremo suspensão de exigência de autorização para transporte de indígenas nas eleições deste domingo (25)
24/10/2026
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que a medida pode dificultar o acesso de milhares de indígenas às urnas no segundo turno, marcado para este domingo (25/10), diante do curto prazo para cumprir os procedimentos burocráticos.
Aumento da abstenção
Segundo a PGR, a abstenção entre eleitores indígenas chegou a 26% no primeiro turno, realizado em 4 de outubro, enquanto a média nacional foi de 20%.
Para Gonet, a exigência de autorização individual pode comprometer o exercício do direito ao voto, especialmente em comunidades distantes dos locais de votação e que dependem...
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que a medida pode dificultar o acesso de milhares de indígenas às urnas no segundo turno, marcado para este domingo (25/10), diante do curto prazo para cumprir os procedimentos burocráticos.
Aumento da abstenção
Segundo a PGR, a abstenção entre eleitores indígenas chegou a 26% no primeiro turno, realizado em 4 de outubro, enquanto a média nacional foi de 20%.
Para Gonet, a exigência de autorização individual pode comprometer o exercício do direito ao voto, especialmente em comunidades distantes dos locais de votação e que dependem de transporte fluvial para se deslocar. O procurador-geral sustenta que a controvérsia envolve garantias constitucionais e a efetividade do processo eleitoral.
Aprovação da autoridade eleitoral
Na sexta-feira (23/10), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou que cada operação de transporte fosse expressamente aprovada pela autoridade eleitoral competente. O ministro considerou insuficiente a simples comunicação dos itinerários, horários e pontos de embarque.
A PGR quer restabelecer até a abertura das urnas o entendimento da Justiça Federal, que permite o transporte mediante comunicação prévia das informações sobre os deslocamentos, sem exigir autorização específica para cada operação.

Identificação dos veículos, mas sem burocracia
O pedido de Gonet, no entanto, não elimina os mecanismos de fiscalização. A proposta prevê a identificação dos veículos e condutores, o registro dos trajetos e a proibição de propaganda eleitoral durante o transporte.
As operações, conforme o documento da PGR, também poderão ser impedidas pela Justiça Eleitoral caso haja risco concreto à regularidade da votação.

Leia outras informações
Pesquisa Gerp: Flávio tem 52% e Lula com 48% dos votos válidos
24/10/2026
Votos totais
Nos votos totais, Flávio aparece com 49% das intenções de voto e Lula, com 46%. Outros 1% dos entrevistados afirmaram que não votariam em nenhum dos candidatos, e 3% afirmam que não sabem quem escolher das opções apresentadas.
2,4 mil ouvidos
A pesquisa ouviu 2,4 mil eleitores nas cinco regiões do país, entre 21 e 24 de outubro. O nível de confiança informado é de 95,55%, com margem de erro estimada em 2,04 pontos percentuais.
Rejeição
Sobre a rejeição, Lula registra 48%, enquanto Flávio tem 45%, configurando e...
A pesquisa do Instituto Gerp divulgada neste sábado (24/10) sobre o segundo turno da eleição presidencial de 2026 aponta Flávio com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula. O cálculo dos votos válidos exclui as respostas "não sabe" e "nenhum deles". A disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) será decidida neste domingo (25/10).
Votos totais
Nos votos totais, Flávio aparece com 49% das intenções de voto e Lula, com 46%. Outros 1% dos entrevistados afirmaram que não votariam em nenhum dos candidatos, e 3% afirmam que não sabem quem escolher das opções apresentadas.
2,4 mil ouvidos
A pesquisa ouviu 2,4 mil eleitores nas cinco regiões do país, entre 21 e 24 de outubro. O nível de confiança informado é de 95,55%, com margem de erro estimada em 2,04 pontos percentuais.
Rejeição
Sobre a rejeição, Lula registra 48%, enquanto Flávio tem 45%, configurando empate técnico. Entre homens, a rejeição de Lula alcança 54% e a de Flavio, 38%. Já entre as mulheres, 51% rejeitam Flávio e 42%, Lula.
Metodologia
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09327/2026, a pesquisa foi realizada com seleção dos entrevistados por cotas de sexo, idade, renda do chefe do domicílio e área de residência. O levantamento foi custeado pela própria Gerp Mercadologia Ltda., ao custo declarado de R$ 15 mil.
— Com Agências de Notícias
Pesquisa BTG/Nexus aponta 50,5% dos votos válidos para Flávio e 49,5% para Lula
24/10/2026
Conforme informações divulgadas pelos responsáveis, no levantamento anterior da BTG/Nexus, Flávio Bolsonaro tinha 50,3% dos votos válidos, ante 49,7% de Lula. No cenário estimulado, que considera as respostas dos entrevistados incluindo brancos, nulos e indecisos, o senador registrava 46,5% das intenções de voto, contra 45,9% do presidente.
Margem de erro
De acordo com a pesquisa, a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Ban...
Divulgada por volta das 18h15 deste sábado (24/10), a pesquisa BTG/Nexus, contratada pelo Banco BTG Pactual, aponta 50,5% dos votos válidos para o senador Flávio Bolsonaro (PL) e 49,5% para o presidente Lula (PT). O levantamento foi realizado nestas sexta-feira e sábado, respectivamente dias 23 e 24 de outubro, com 2.000 entrevistados. Está registrado sob o número BR-08234/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Conforme informações divulgadas pelos responsáveis, no levantamento anterior da BTG/Nexus, Flávio Bolsonaro tinha 50,3% dos votos válidos, ante 49,7% de Lula. No cenário estimulado, que considera as respostas dos entrevistados incluindo brancos, nulos e indecisos, o senador registrava 46,5% das intenções de voto, contra 45,9% do presidente.
Margem de erro
De acordo com a pesquisa, a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Banco BTG Pactual, ao custo de R$ 164.888,89. Tem, como estatístico responsável, Neale Ahmed El Dash.
A pesquisa BTG/Nexus (conduzida pelo instituto Nexus sob contratação do Banco BTG Pactual) adota as seguintes diretrizes metodológicas para os seus levantamentos nacionais, com destaque para esta última rodada de outubro de 2026: pesquisa quantitativa com amostragem probabilística e por cotas; e entrevistas telefônicas assistidas por computador.
27 unidades da Federação
Foram ouvidos 2 mil eleitores com 16 anos ou mais, distribuídos pelas 27 unidades da federação (todos os estados e Distrito Federal). Além disso, para garantir a representatividade da população brasileira, as entrevistas seguem proporções de controle baseadas em variáveis demográficas.
A amostragem utiliza dados oficiais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc/IBGE) e estatísticas atualizadas de eleitorado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A margem de erro geralmente é fixada em 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.
— Com Instituto Nexus e Agências de Notícias
Brasileiros já começaram a votar na Nova Zelândia
24/10/2026
Conforme informações do Ministério das Relações Exteriores, a votação no exterior respeita o horário local, com as seções abertas às 8 horas e encerradas às 17 horas. O Brasil tem 918,8 mil eleitores aptos a votar em seções fora do país, este ano. Mas as regras continuam as mesmas: os eleitores que estão no exterior somente podem votar para presidente.
As seções de São Francisco, Los Angeles (ambas nos Estados Unidos) e Vancouver (Canadá) serão as últimas a serem abertas e encerradas. Isto porque essas localidades estão 4 horas atrás do horário de Brasília.
Maior número de eleitores
Segundo...
O segundo turno das eleições presidenciais já começou fora do país. Os brasileiros que vivem na Nova Zelândia foram os primeiros a depositarem seus votos. Lá, as urnas foram abertas às 16 horas deste sábado (horário de Brasília) nas cinco seções de Wellington, capital neozelandesa. Existem 3,1 mil eleitores brasileiros aptos a votar.
Conforme informações do Ministério das Relações Exteriores, a votação no exterior respeita o horário local, com as seções abertas às 8 horas e encerradas às 17 horas. O Brasil tem 918,8 mil eleitores aptos a votar em seções fora do país, este ano. Mas as regras continuam as mesmas: os eleitores que estão no exterior somente podem votar para presidente.
As seções de São Francisco, Los Angeles (ambas nos Estados Unidos) e Vancouver (Canadá) serão as últimas a serem abertas e encerradas. Isto porque essas localidades estão 4 horas atrás do horário de Brasília.
Maior número de eleitores
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os 918,9 mil eleitores brasileiros pelo mundo que vão às urnas estão espalhados por 186 cidades. O maior posto de votação está em Lisboa, capital de Portugal, com 78 mil brasileiros registrados para votar. A capital portuguesa é seguida por Boston, nos Estados Unidos, e Porto, também em Portugal.
Com 265 mil eleitores registrados, os Estados Unidos têm o maior número de brasileiros aptos a votar. Portugal conta com 134 mil eleitores brasileiros, e o Japão, 88,3 mil. Na outra ponta, tanto na Coreia do Norte quanto em Bangladesh. há somente um eleitor brasileiro registrado para votar.
Contingente cresceu mais de 30%
Há quatro anos, 697 mil brasileiros ao redor do mundo estavam registrados para votar. O contingente cresceu mais de 30% desde as últimas eleições, chegando à máxima histórica desde quando os dados passaram a ser computados, em 2010.
O eleitorado no exterior é marcado por altas taxas de abstenção. No primeiro turno, 63% dos eleitores registrados ao redor do mundo não foram votar. Em 2022, o índice foi de 51%, enquanto em 2018 e em 2014, a abstenção chegou a 59%.
— Com MRE, TSE e Agências de Notícias
Pesquisa do Instituto Colectta aponta 50,3% dos votos válidos para Lula e 49,7% para Flávio
24/10/2026
A diferença de apenas 0,6 ponto percentual configura empate técnico, considerada a margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Na intenção de voto estimulada, que inclui votos brancos, nulos e indecisos, Lula registra 46,5%, enquanto Flávio tem 46%.
Outros 4,4% pretendem votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum candidato. Os que não sabem ou não responderam somam 3,1%.
Metodologia
A pesquisa foi protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o seguinte registro: BR-05601/2026. A metodologia da pesquisa realizada pelo Instituto Colectta e encomendada pela revista Brazil Economy.
Sua metodo...
Mais uma pesquisa foi divulgada na tarde deste sábado (24/10). Desta vez pelo Instituto Colectta encomendada pelo Portal Brazil Economy. Conforme a mais recente pesquisa, o presidente Lula (PT) aparece com 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% do senador Flávio Bolsonaro (PL).
A diferença de apenas 0,6 ponto percentual configura empate técnico, considerada a margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Na intenção de voto estimulada, que inclui votos brancos, nulos e indecisos, Lula registra 46,5%, enquanto Flávio tem 46%.
Outros 4,4% pretendem votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum candidato. Os que não sabem ou não responderam somam 3,1%.
Metodologia
A pesquisa foi protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o seguinte registro: BR-05601/2026. A metodologia da pesquisa realizada pelo Instituto Colectta e encomendada pela revista Brazil Economy.
Sua metodologia baseia-se nos seguintes parâmetros técnicos e operacionais: entrevistas presenciais com 3 mil eleitores em 101 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 955.
Os resultados podem ser ponderados por variáveis como sexo e idade, caso haja divergência entre o planejamento amostral e o público efetivamente ouvido. Também contam com auditoria de pelo menos 20% das entrevistas, com conferência de questionários, cotas, consistência de dados, além de uso de geolocalização por GPS, registro de horário/duração e gravação de áudio.
Expectativas diferentes
Apesar do equilíbrio nas intenções de voto, os entrevistados demonstram expectativas diferentes sobre o resultado da eleição. Para 50,3%, Flávio Bolsonaro será o próximo presidente da República, enquanto 39,7% acreditam na reeleição de Lula. Outros 9,7% não souberam responder.
Entre os eleitores do senador, 89,3% acreditam na vitória de Flávio. Já entre os apoiadores de Lula, 76,1% apostam na reeleição do presidente, mas 13,9% consideram que o adversário vencerá.
"Por enquanto, a diferença entre os candidatos é estatisticamente insuficiente para apontar um favorito", afirmou Rafael Adib, CEO do Instituto Colectta. Segundo ele, o resultado evidencia que intenção de voto e expectativa de vitória não necessariamente caminham juntas.
Preferências consolidadas
A pesquisa revela, também, que a disputa chega à reta final com as preferências praticamente consolidadas. Entre os entrevistados que escolheram um dos candidatos, 94,8% afirmam que seu voto é definitivo. Apenas 4,9% admitem mudar de escolha até domingo (25).
O índice de convicção é semelhante nas duas campanhas: 94,8% entre os eleitores de Lula e 94,9% entre os de Flávio.
A possibilidade de mudança é maior entre os jovens de 16 a 24 anos. Nessa faixa, 10,8% dos apoiadores de Flávio admitem rever o voto, contra 7,3% dos eleitores de Lula.
Identificação com o candidato
Outro dado mostra que a identificação com o candidato é o principal motivo da escolha para 64,7% dos entrevistados. Já 22,1% dizem votar principalmente para impedir a vitória do adversário.
O voto motivado pela rejeição é mais frequente entre os apoiadores de Flávio: 26,3% afirmam escolher o senador para evitar a reeleição de Lula. Entre os eleitores do presidente, 18% dizem votar para impedir a vitória de Flávio.
Com tão poucos eleitores dispostos a mudar de candidato, a mobilização das campanhas pode ganhar importância. Segundo o levantamento, 92,6% dos entrevistados afirmam que certamente comparecerão às urnas.
— Com informações do Instituto Colectta e o Portal Congresso Em Foco
Lula se emociona e diz que campanha cresceu com “participação espontânea da sociedade”
24/10/2026
Eleição contra Collor
Na de 1989, ele disputou com Collor a presidência e a campanha ficou marcada por ser a primeira eleição para a Presidência da República após 20 anos de regime militar. "Estamos terminando uma campanha de segundo turno que tem só uma similar, a de 1989. A campanha de 1989 foi a campanha possivelmente mais emocionante, pela participação da sociedade”, ressaltou.
Povo assumiu a responsabilidade
“Neste segundo turno, a sociedade brasileira resolveu assumir a responsabilidade de dizer que a eleição não é uma coisa de partido político, que a eleição é de pessoas...
O presidente Lula afirmou, durante seu último ato de campanha, na Avenida Paulista, em São Paulo, na tarde deste sábado (24/10), que só uma campanha da qual ele participou teve um clima de segundo turno parecido com a deste ano: a de 1989. Isto, devido à adesão e apoios espontâneos que ele tem conseguido por parte da população brasileira.
Eleição contra Collor
Na de 1989, ele disputou com Collor a presidência e a campanha ficou marcada por ser a primeira eleição para a Presidência da República após 20 anos de regime militar. "Estamos terminando uma campanha de segundo turno que tem só uma similar, a de 1989. A campanha de 1989 foi a campanha possivelmente mais emocionante, pela participação da sociedade”, ressaltou.
Povo assumiu a responsabilidade
“Neste segundo turno, a sociedade brasileira resolveu assumir a responsabilidade de dizer que a eleição não é uma coisa de partido político, que a eleição é de pessoas que se preocupam com o país, que se preocupam com o dia a dia de outras pessoas, de pessoas que não querem que miliciano vá para o Palácio do Planalto", acrescentou Lula.

Manifestações espontâneas
O presidente ressaltou que “há muitos anos, mesmo os mais velhos, que fazem campanha política há décadas, não tinham visto uma mobilização da sociedade como vimos a desse segundo turno”. E lembrou que hoje, em vários municípios, nos mais variados estados, está tendo mobilização. “Isso é o povo que está organizando, e não os partidos", frisou.
Sem retrocessos
O presidente disse ainda estar convencido de que ganhará as eleições neste domingo (25/10), pois acredita que “a sociedade brasileira quer o Brasil caminhando no caminho certo, não quer retrocesso”. Conforme informações iniciais dos órgãos de segurança, o ato — que ainda não acabou — conta com cerca de 72 mil pessoas.
Carro aberto na Paulista
O presidente está em um carro aberto, por onde segue devagar, passando pelos manifestantes. Por questões de segurança e em função do grande número de pessoas presentes, em vez da passeata que estava prevista, a coordenação da campanha transformou o evento num passeio de Lula em carro aberto, onde ele segue, devagar, e cumprimentando as pessoas. Ao lado dele estão a primeira-dama do país, Janja da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin, ao lado da sua esposa, Lu Alckmin, e demais políticos.
Flávio agradece apoios e pede a todos que não deixem de votar. “Cada voto importa”, ressalta
24/10/2026
Ao lado do pai
Ele reiterou que não vai subir a rampa do Palácio do Planalto para tomar posse sozinho, mas ao lado do pai, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (atualmente, cumprindo prisão domiciliar por ter sido condenado por tentativa de golpe de Estado).
Oração durante ato
O senador teve como retorno da sua fala aplausos e a frase “volta, Bolsonaro!” entoada pelos manifestantes. Em outro momento do ato, o locutor que conduziu a mobilização puxou uma oração do Pai-Nosso e, ao final, adaptou o trecho da prece para dizer “Livrai-nos do PT”. O gesto repetiu o ato realizado na última sexta-feira (22/10).
Todos às urnas
O candi...
Durante os atos que realizou neste sábado (24/10) — em Minas Gerais durante a manhã e, agora a tarde, no Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro lembrou aos eleitores, em tom de provocação, que “falta apenas um dia para a gente aposentar o Lula”.
Ao lado do pai
Ele reiterou que não vai subir a rampa do Palácio do Planalto para tomar posse sozinho, mas ao lado do pai, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (atualmente, cumprindo prisão domiciliar por ter sido condenado por tentativa de golpe de Estado).
Oração durante ato
O senador teve como retorno da sua fala aplausos e a frase “volta, Bolsonaro!” entoada pelos manifestantes. Em outro momento do ato, o locutor que conduziu a mobilização puxou uma oração do Pai-Nosso e, ao final, adaptou o trecho da prece para dizer “Livrai-nos do PT”. O gesto repetiu o ato realizado na última sexta-feira (22/10).
Todos às urnas
O candidato à presidência pelo PL pediu aos apoiadores que não deixem de votar neste domingo e que “tentem convencer eleitores que se abstiveram no primeiro turno a comparecer às urnas”. “Não deixem de sair de casa para votar, cada voto é muito importante. Arrumem mais um votinho para a gente e compareçam a esses eventos que estão acontecendo”, destacou.
Políticos presentes
Flávio esteve durante todo o dia acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e do governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos). A mobilização do Rio de Janeiro ainda não se encerrou.

As aventuras de Cacimba 65 — A segunda expulsão de João Parrudo, por Zé da Flauta*
24/10/2026
A paciência do comércio durou até o dia em que os comerciantes se uniram e, em bando, botaram João Parrudo para fora da cidade sob vaias e xingamentos.
Passaram-se quatro anos. Certo dia, Parrudo apareceu de volta, de terno limpo e chapéu na mão, dizendo que era outro homem. Garantia que não queria confusão, que a idade tinha lhe dado juízo e que não enrolaria mais ninguém. Nos primeiros dias, tentou ser simpático, deu bom-dia a todo mundo e pagou dois cafés à vi...
Na juventude, João Parrudo fez fama por onde passou. Homem de braço grosso e cara fechada, tinha sido estivador no Porto do Recife, onde aprendeu a carregar peso no lombo e a resolver qualquer contenda na base do murro. Quando resolveu sentar praça em Carnaúba Seca, trouxe a valentia e o hábito feio de calotear. Devia ao Hotel Central, à padaria, às bancas da feira e até na venda de Dona Elvira. Quando alguém criava coragem para cobrar o fiado, Parrudo fechava o tempo e ameaçava surrar o cobrador.
A paciência do comércio durou até o dia em que os comerciantes se uniram e, em bando, botaram João Parrudo para fora da cidade sob vaias e xingamentos.
Passaram-se quatro anos. Certo dia, Parrudo apareceu de volta, de terno limpo e chapéu na mão, dizendo que era outro homem. Garantia que não queria confusão, que a idade tinha lhe dado juízo e que não enrolaria mais ninguém. Nos primeiros dias, tentou ser simpático, deu bom-dia a todo mundo e pagou dois cafés à vista.
Mas bastou encostar no balcão do Boteco do Gordo e tomar a primeira cachaça para a antiga casca estalar. Em menos de um mês, a valentia voltou, as ameaças recomeçaram e o caderno de fiado do Gordo já tinha três páginas dobradas só com a conta dele.

A virada aconteceu numa tarde abafada, no bar de Seu Abílio, onde ficava o único bilhar da rua principal. Parrudo estava lá, de taco na mão, se exibindo e gritando alto, quando Mestre Cacimba cruzou a porta. O silêncio caiu como uma marreta. O barulho dos copos parou e o ar ficou pesado. João Parrudo sentiu o clima mudar na hora.
Cacimba não levantou a voz. Caminhou até a mesa, escolheu um taco reto no fardo, gizou a ponta devagar e olhou bem no fundo dos olhos do gigante:
— Parrudo, a cidade já lhe deu uma segunda chance e você jogou no lixo. Vamos resolver isso na bola verde. Desafio você para uma partida de sinuca. Quem perder, pega o rumo da estrada imediatamente e não pisa mais em Carnaúba Seca.
Parrudo deu uma risada amarela, achando facilidade, e aceitou.
Ao verem o desafio posto, Simão e Sebastião entraram em pavoroso sobressalto. Simão pedia calma na caderneta, calculando o risco do Mestre enfrentar um sujeito bruto; Sebastião corria pelas calçadas batendo no triângulo e alertando o povo. Em questão de minutos, a notícia correu feito facho de pólvora. A população inteira largou o que estava fazendo e correu para o bar de Seu Abílio, apertando-se pelas janelas e portas para torcer por Cacimba.
A partida foi de roer as unhas. Parrudo jogava com força, mas o nervosismo fazia sua mão tremer. Cacimba, calmo como quem bebe água na fonte, calculava cada efeito com a precisão do pífano. Na última bola verde, Cacimba encaçapou num tique suave e cravou a vitória. A multidão do lado de fora urrou de alegria.
Só que homem safado não guarda palavra. Vendo-se derrotado, Parrudo começou a inventar desculpas esfarrapadas: disse que o taco estava empenado, que o pio do passarinho na janela o atrapalhou e que não ia embora coisa nenhuma.
Mas Carnaúba Seca não era mais a mesma. Num domingo de sol escaldante, a feira estava lotada quando Mestre Cacimba se colocou à frente do povo. Como uma onda que se forma no mar, centenas de trabalhadores, feirantes, mulheres e idosos se juntaram atrás do Mestre. Cercaram João Parrudo no meio da feira livre.
Não precisou levantar uma pedra. A força do olhar coletivo e os gritos em coro de "FORA!" empurraram o valente, passo a passo, até a saída da vila. Parrudo, diminuído e envergonhado, sentiu no fundo do peito a dor amarga da rejeição popular. Dobrou o espinhaço e pegou a poeira da estrada para nunca mais voltar.
De volta à sombra da jaqueira, Mestre Cacimba guardou o chapéu, olhou para Simão e Sebastião e disse ao povo que comemorava:
— Tem coisa ruim na vida que entra tão fundo no costume que, para nos deixar em paz de verdade, a gente precisa ter a coragem de expulsar duas vezes da nossa frente.
**Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.

Workshop internacional discutirá produção, qualidade e competitividade da manga no Vale do São Francisco
24/10/2026
Promovido pela Valeexport em parceria com a National Mango Board (NMB) — entidade de fomento ligada ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos — com o apoio técnico de entidades como Embrapa Semiárido, Univasf, Frutvasf, Sebrae e ADAB, o Workshop vai permitir a atualização técnica e o intercâmbio de conhecimentos entre profissionais do segmento. A exemplo de produtores, exportadores, responsáveis técnicos, engenheiros agrônomos, pesquisadores e consultores.
Floração, manejo e tratamentos
De acordo com o gerente executivo da Valexport, Tássio Lustoza, serão abordados...
A produção, qualidade, fitossanidade e competitividade da manga brasileira e as perspectivas do mercado norte-americano para a fruta, serão os temas principais do XVI Workshop Internacional da National Mango Board no Vale do São Francisco, que será realizado no Nobile Hotel, em Petrolina-PE, na próxima quarta-feira (28/10), no período das 8h às 18h.
Promovido pela Valeexport em parceria com a National Mango Board (NMB) — entidade de fomento ligada ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos — com o apoio técnico de entidades como Embrapa Semiárido, Univasf, Frutvasf, Sebrae e ADAB, o Workshop vai permitir a atualização técnica e o intercâmbio de conhecimentos entre profissionais do segmento. A exemplo de produtores, exportadores, responsáveis técnicos, engenheiros agrônomos, pesquisadores e consultores.

Floração, manejo e tratamentos
De acordo com o gerente executivo da Valexport, Tássio Lustoza, serão abordados no evento temas ligados à floração e produção da mangueira, manejo integrado de doenças e irradiação de frutas com tratamento fitossanitário.
“Além de informações e perspectivas relacionadas ao mercado norte-americano. Um bloco especial será dedicado às moscas-das-frutas, tema estratégico para a fruticultura regional e para a manutenção e ampliação das exportações brasileiras, incluindo uma avaliação dos impactos dos programas da National Mango Board no consumo de manga nos EUA”, afirmou ele.

Condições para produção da manga
A expectativa dos organizadores do evento é de que, além da troca de conhecimento, intercâmbio de experiências e discussão sobre os principais desafios da atividade, o workshop também possibilitará maior compreensão sobre os impactos das condições climáticas na produção de manga. Assim como as estratégias de prevenção e manejo de doenças.

As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas. Os interessados podem se inscrever e consultar a programação completa e outras informações sobre o evento pelo site https://doity.com.br/workshop-nmb-2026.

Qualquer que seja o resultado da eleição, Nikolas e Janones sairão maiores do que entraram, avalia Marcelo S. Tognozzi*
24/10/2026
Colocaram em prática as lições de Claude Shannon (sim, a IA da Anthropic se chama Claude por causa dele), que há quase 80 anos publicou sua Teoria Matemática da Comunicação. Shannon (1916-2001), iria se deliciar vendo Nikolas trabalhar para Flávio Bolsonaro e Janones para Lula.
O que os eles fizeram neste 2º turno não foi improviso, mas a aplicação, consciente ou intuitiva, da tese deste engenheiro americano do MIT que nunca fez política, muito menos pisou num palanque, e tudo que queria s...
Os maiores vencedores desta eleição são jovens, mineiros, nasceram pobres, venceram pelo próprio talento e se tornaram símbolo da nova política. Nikolas Ferreira, 30 anos, nasceu na favela Pai Tomaz em Belo Horizonte. André Janones, 42 anos, é de Ituiutaba, no Pontal do Triângulo Mineiro, pai cadeirante e mãe empregada doméstica. Seu primeiro emprego foi como cobrador de ônibus. Brilharam neste 2º turno, dando aula de comunicação eficiente. Algo raro e bonito de se ver.
Colocaram em prática as lições de Claude Shannon (sim, a IA da Anthropic se chama Claude por causa dele), que há quase 80 anos publicou sua Teoria Matemática da Comunicação. Shannon (1916-2001), iria se deliciar vendo Nikolas trabalhar para Flávio Bolsonaro e Janones para Lula.
O que os eles fizeram neste 2º turno não foi improviso, mas a aplicação, consciente ou intuitiva, da tese deste engenheiro americano do MIT que nunca fez política, muito menos pisou num palanque, e tudo que queria saber era como fazer a mensagem ir de um ponto a outro sem se perder no caminho. Nikolas e Janones souberam fazer isso.
Teoria de Shannon
A Teoria Matemática da Comunicação de Shannon tem 3 ideias simples. A 1ª: informação é surpresa. A mensagem vale mais quanto menos previsível for, porque o que todos já esperam nada informa. A 2ª: todo canal tem ruído e ruído destrói mensagens. A 3ª: vencer o ruido falando com muita clareza, produzindo redundância capaz de fazer a mensagem sobreviver mesmo se parte dela se perder. Surpresa para capturar a atenção, redundância para resistir ao ruído. Cada deputado dominou uma metade dessa equação.
Nikolas Ferreira é produtor de surpresas em escala industrial. Seu vídeo "O Nordeste que foi esquecido", publicado dia 20 de outubro, passou de 100 milhões de visualizações em 8 horas. “Nikolas não precisa impulsionar. Sua audiência é tão grande que o próprio algoritmo do Instagram se encarrega de dar relevância aos seus conteúdos”, explica o cientista de dados Alek Maracajá da Ativaweb.
O segredo está no improvável. O jovem bolsonarista mineiro ouvindo eleitores baianos num reduto lulista é exatamente o tipo de mensagem que ninguém espera, e, por isso, carrega muita informação, exatamente como observou Shannon lá nos idos de 1948. O formato também surpreende pelo enfoque humano, pessoas falando da sua própria realidade, do tempo que passou e a vida não mudou.
A surpresa e o canal
Nikolas sofisticou ao transformar ruído em sinal. Quando o áudio do vídeo foi cortado por questões de direitos autorais, ele converteu o silêncio em mensagem. O mote "não calem os nordestinos" bateu recordes entre os assuntos mais comentados na internet. O piá soube fazer do limão uma limonada.
Se Nikolas é a surpresa, André Janones é o canal. Seu "Exército do Lula", criado no WhatsApp dia 5 de outubro, 24 horas após o 1º turno, tem mais de 8 milhões de seguidores, muito maior que a "Tropa do Flávio" montada por Nikolas. Janones não precisa de mensagens brilhantes. Quer eficiência, fazendo com que as mensagens sejam repetidas por milhões de pessoas, em milhões de grupos, chegando ao destino no melhor estilo empacota e manda.
É o que Shannon chamou de redundância aplicada. A mesma ordem, "compartilhem", replicada em cascata, faz a mensagem sobreviver às perdas pelo caminho. A grande vantagem estratégica é a mensagem partir de um canal fechado, tanto que a campanha de Flávio admitiu não conseguir controlar o que circulava no Exército de Lula.
Ruído na Justiça Eleitoral
A prova de robustez e resiliência do canal de Janones veio do forte ruído provocado pela Justiça Eleitoral. O Exército foi suspenso, restabelecido e suspenso novamente em poucos dias. Voltou a operar normalmente em 14 de outubro, com Janones comemorando a chegada de novos milhões de seguidores. Nem o piripaque provocado pelo estresse e a internação de Janones na UTI, após o debate da Band, fez a máquina perder tração.
Qualquer que seja o vencedor da eleição, Flávio ou Lula, o certo é que Nikolas e Janones sairão maiores do que entraram. De acordo com Alek Maracajá, o engajamento de Nikolas cresceu mais de 514% depois do 1º turno, e o de Janones, quase 272%. No ecossistema evangélico, Nikolas somou 50,7 milhões de interações, mais do que o próprio Flávio. Janones concentrou quase metade das interações de todo o campo governista.
Relevância medida pela ação contra ambos
Nikolas foi o rosto da campanha de Flávio nas ruas e nas telas, levando os "bloquinhos" de Minas para o Nordeste. Janones, que mal apareceu no primeiro turno, virou o sistema nervoso da militância lulista. Se Janones tivesse criado seu exército no 1º turno, certamente não teria apenas 78.780 votos, mas rivalizaria com os mais de 3 milhões de Nikolas.
A relevância da ação política dos mineiros pode ser medida pelas ações contra ambos no TSE, fazendo valer o velho ditado segundo o qual ninguém chuta cachorro morto. Se Flávio vencer dividirá a vitória com Nikolas. Igual Lula terá de fazer com Janones. Mesmo na derrota, continuarão sendo ativos valiosos para a próxima eleição.
Mensagens chegam aos destinos
O fato de trabalharem com competência e eficiência, não faz deles anjinhos ou demônios. Apenas políticos em busca de votos para vencer a eleição. Como ensinou Shannon, mensagens verdadeiras ou falsas valem o mesmo, desde que cheguem intactas ao destino. A Justiça Eleitoral mandou Nikolas remover conteúdo considerado desinformação, e a campanha de Flávio acusa o canal de Janones de distribuir links enganosos. O bom resultado de ambos esbarra nessa zona cinzenta.
Nunca é demais lembrar que visualizações medem transmissão, não convencimento, já que mensagem bem entregue necessariamente não muda a opinião de quem a recebe.
Na disputa pela atenção, maior valor da eleição moderna, o resultado já está dado. Nikolas aprendeu ser imprevisível, Janones a ser indestrutível. Nenhum deles virou vencedor por acaso.
*Marcelo S. Tognozzi é jornalista e consultor. Uma das principais referências da imprensa brasileira contemporânea.
NR - Autorizada a postagem do artigo, originalmente publicado no Poder 360. O título foi mudado e os intertítulos inseridos à revelia do autor.
Pesquisa CNT/MDA aponta 50,7% dos votos válidos para Flávio e 49,3% para Lula
24/10/2026
Metodologia
A metodologia da Pesquisa CNT/MDA baseia-se em levantamentos quantitativos por amostragem, com a realização de entrevistas presenciais (domiciliares e em pontos de fluxo). O estudo é realizado pelo Instituto MDA sob encomenda da Confederação Nacional do Transporte (CNT).
Empate técnico
A diferença de 1,4 ponto percentual mantém os candidatos em empate técnico, considerada a margem de erro de 2,2 pontos para mais ou para menos. Na rodada anterior da mesma pesquisa, realizada entre 13 e 15 de outubro, Flávio tinha...
A segunda das várias pesquisas programadas para terem os resultados apresentados neste sábado (24/10), a da CNT/MDA, divulgada por volta de 11h40, aponta que os dois presidenciáveis continuam em empate técnico. Conforme os dados apresentados, publicados inicialmente pela Revista Veja, Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 50,7% dos votos válidos, contra 49,3% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Metodologia
A metodologia da Pesquisa CNT/MDA baseia-se em levantamentos quantitativos por amostragem, com a realização de entrevistas presenciais (domiciliares e em pontos de fluxo). O estudo é realizado pelo Instituto MDA sob encomenda da Confederação Nacional do Transporte (CNT).
Empate técnico
A diferença de 1,4 ponto percentual mantém os candidatos em empate técnico, considerada a margem de erro de 2,2 pontos para mais ou para menos. Na rodada anterior da mesma pesquisa, realizada entre 13 e 15 de outubro, Flávio tinha 50,5% dos votos válidos e Lula, 49,5%. O senador oscilou 0,2 ponto para cima e o presidente, 0,2 ponto para baixo, preservando o cenário de equilíbrio.
Eleitores ouvidos
O cálculo dos votos válidos considera apenas as intenções de voto atribuídas aos candidatos, excluindo brancos, nulos e indecisos. A nova rodada ouviu 2.032 eleitores entre 21 e 23 de outubro.
Disputa dos votos totais
Conforme os coordenadores da pesquisa CNT/MDA, no cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Flávio registra 46,3% das intenções de voto, enquanto Lula tem 45%. Brancos e nulos somam 5,8%, e os indecisos representam 2,9%.
Candidatos oscilaram para baixo
Na pesquisa anterior, o senador aparecia com 46,8% e o presidente, com 45,9%. Ambos oscilaram para baixo: Flávio recuou numericamente 0,5 ponto, e Lula, 0,9 ponto. As variações estão dentro da margem de erro. No mesmo período, a parcela que declara voto branco ou nulo passou de 4,9% para 5,8%, enquanto os indecisos foram de 2,4% para 2,9%.
Mudanças de votos
A pesquisa mostra que 92,7% dos entrevistados consultados sobre a firmeza da escolha consideram sua decisão definitiva. Outros 7,3% afirmam que ainda podem mudar de opinião até a eleição.
Entre os eleitores de Lula, 95% dizem que a escolha está definida, enquanto 5% admitem mudança. No eleitorado de Flávio, os percentuais são de 93% e 7%, respectivamente. A possibilidade de mudança é maior entre aqueles que pretendem votar em branco ou anular: 31% afirmam que ainda podem rever a decisão, enquanto 69% a consideram definitiva.
Potencial de voto e rejeição
Os dois candidatos também apresentam percentuais próximos no potencial de voto, indicador que reúne os entrevistados que votariam com certeza ou poderiam votar em cada um. Lula tem potencial de 50,8%: 43,1% afirmam que votariam nele com certeza e 7,7% dizem que poderiam escolhê-lo. Outros 47,4% declaram que não votariam no presidente.
Flávio registra potencial de 50,5%, formado por 42,5% que votariam nele com certeza e 8% que poderiam votar. A parcela que afirma não votar no senador é de 47,3%. Essas perguntas são feitas separadamente para cada candidato e medem a disposição dos entrevistados em considerá-los, além da escolha declarada no confronto direto.