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Após alegações de Flávio, Trump segura comunicado reconhecendo resultado da Eleição

26/10/2026

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O governo de Donald Trump segurou a publicação de comunicado parabenizando a população do Brasil pela eleição presidencial de ontem, domingo, 25/10, após Flávio Bolsonaro declarar que não reconhecia a vitória de Lula e pedir a anulação do pleito.

Rascunho pronto

O rascunho estava pronto no Departamento de Estado dos EUA, como é de praxe em eleições ao redor do mundo, mas houve orientação para adiar a publicação e "avaliar" a situação após Flávio afirmar, em entrevista na noite de domingo, que houve irregularidades devido à decisão do ministro do Supremo Cristiano Zanin de prorrogar o horário da votação.

Silêncio de Trump

O silêncio do presidente Donald Trump, contrasta com a rapidez de Washington em pleitos anteriores e com a reação de vários líderes estrangeiros, entre eles governantes de direita da América Latina, que já cumprimentaram Lula e reconheceram o resultado das urnas no Brasil. Especialistas disseram...

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O governo de Donald Trump segurou a publicação de comunicado parabenizando a população do Brasil pela eleição presidencial de ontem, domingo, 25/10, após Flávio Bolsonaro declarar que não reconhecia a vitória de Lula e pedir a anulação do pleito.

Rascunho pronto

O rascunho estava pronto no Departamento de Estado dos EUA, como é de praxe em eleições ao redor do mundo, mas houve orientação para adiar a publicação e "avaliar" a situação após Flávio afirmar, em entrevista na noite de domingo, que houve irregularidades devido à decisão do ministro do Supremo Cristiano Zanin de prorrogar o horário da votação.

Silêncio de Trump

O silêncio do presidente Donald Trump, contrasta com a rapidez de Washington em pleitos anteriores e com a reação de vários líderes estrangeiros, entre eles governantes de direita da América Latina, que já cumprimentaram Lula e reconheceram o resultado das urnas no Brasil. Especialistas disseram que a demora de Trump em reconhecer o resultado pode refletir uma "frustração política" e que o presidente americano "pode estar digerindo uma derrota política para um aliado". Desde a volta de Trump à Casa Branca, uma série de presidentes de direita ou próximos a ele foram eleitos na região. A vitória de Lula interrompe essa sequência e frustra a expectativa de alinhamento regional atribuída a Washington.

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Eleições anteriores

Em 2002, 2014, 2018 e 2022, Washington reconheceu o vencedor da eleição brasileira com rapidez. Em 2022, Joe Biden parabenizou Lula por uma vitória em eleições "livres, justas e confiáveis", antes mesmo de Jair Bolsonaro admitir formalmente a derrota. Na eleição anterior, em 2018, Trump ligou para Bolsonaro na noite do domingo do segundo turno. Em 2014, Barack Obama felicitou Dilma Rousseff no dia seguinte à votação. Em 2002, George W. Bush telefonou a Lula cerca de um dia depois da eleição. (Com BBC)

Leia outras informações

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Acontece Hoje - Israel vai às urnas, votação é a primeira desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023

27/10/2026

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, líder do partido Likud, e sua esposa, Sara Netanyahu, votaram para as eleições de Israel em Jerusalém na manhã de hoje, terça-feira, 27/10. Detentor do recorde de maior tempo no cargo de primeiro-ministro de Israel, Netanyahu concorre a um sétimo mandato, um feito inédito. “É um momento muito emocionante e decisivo. Minha esposa e eu estamos impressionados... Sabemos muito bem o que está em jogo e, como não posso ser explícito, direi apenas: votem corretamente”, afirmou Netanyahu hoje, ao depositar seu voto na urna. “É isso que estamos fazendo pelo futuro do Estado de Israel.” Ele tenta se manter no cargo em meio a críticas de rivais políticos. Essa é a primeira vez desde 1988 que uma legislatura consegue completar o tempo integral do mandato, sem uma dissolução antecipada. A última rodada de pesquisas pré-eleitorais em Israel mostra que o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não deve conseguir maioria nas eleições.

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, líder do partido Likud, e sua esposa, Sara Netanyahu, votaram para as eleições de Israel em Jerusalém na manhã de hoje, terça-feira, 27/10. Detentor do recorde de maior tempo no cargo de primeiro-ministro de Israel, Netanyahu concorre a um sétimo mandato, um feito inédito. “É um momento muito emocionante e decisivo. Minha esposa e eu estamos impressionados... Sabemos muito bem o que está em jogo e, como não posso ser explícito, direi apenas: votem corretamente”, afirmou Netanyahu hoje, ao depositar seu voto na urna. “É isso que estamos fazendo pelo futuro do Estado de Israel.” Ele tenta se manter no cargo em meio a críticas de rivais políticos. Essa é a primeira vez desde 1988 que uma legislatura consegue completar o tempo integral do mandato, sem uma dissolução antecipada. A última rodada de pesquisas pré-eleitorais em Israel mostra que o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não deve conseguir maioria nas eleições.

Conheça Gadi Eisenkot

Eisenkot talvez seja o próximo primeiro-ministro de Israel e promete reconciliar um país profundamente dividido. "Nosso objetivo não é que um lado prevaleça sobre o outro", declarou ele diante de seus apoiadores. "Trabalharemos para reunir novamente todos os israelenses, aqueles que votaram em nós e aqueles que não votaram", prometeu. Os levantamentos também sugerem que o principal rival do premiê, o ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Gadi Eisenkot, também não deve conseguir maioria e, provavelmente, precisará contar com o apoio dos partidos árabes para tirar Netanyahu do poder. A pesquisa do Channel 13 News aponta que o bloco de Netanyahu cairia de seus atuais 64 assentos para 50 no Knesset, que possui 120 cadeiras. Militar de carreira, Eisenkot construiu uma trajetória ascendente dentro das Forças Armadas de Israel. Ele iniciou sua trajetória na Brigada Golani, unidade conhecida por sua atuação no Líbano, onde serviu como soldado antes de percorrer todos os postos da hierarquia militar até chegar ao comando da força. Eisenkot deixou o governo em junho de 2024, acusando Netanyahu de ter comprometido deliberadamente as negociações para a libertação dos reféns mantidos em Gaza. Segundo ele, o primeiro-ministro cedeu à pressão exercida por seus aliados da extrema direita. Em 2025, fundou o partido Yashar (algo como “direto ao ponto”, em tradução livre).




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Lula completa hoje 81 anos, dois dias após sua reeleição para o quarto mandato

27/10/2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT, completa 81 anos hoje, terça-feira, 27/10, dois dias após conquistar seu quarto mandato à frente do Palácio do Planalto. Nascido em 27 de outubro de 1945, o petista iniciará o próximo governo, em 2027, ampliando seu próprio recorde como o presidente mais velho a tomar posse no Brasil. Lula venceu o senador Flávio Bolsonaro, PL, no segundo turno com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. O adversário recebeu 59.826.041, ou 48,21%. A diferença foi de 4.430.191 votos, segundo apuração concluída do TSE, Tribunal Superior Eleitoral.

Primeira vitória

O aniversário também marca os 24 anos de sua primeira vitória presidencial. Em 27 de outubro de 2002, quando completou 57 anos, Lula derrotou José Serra, PSDB, no segundo turno e foi eleito para comandar o país pela primeira vez.



Recordes

Lula já havia estabelecido o recorde de idade na posse...

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT, completa 81 anos hoje, terça-feira, 27/10, dois dias após conquistar seu quarto mandato à frente do Palácio do Planalto. Nascido em 27 de outubro de 1945, o petista iniciará o próximo governo, em 2027, ampliando seu próprio recorde como o presidente mais velho a tomar posse no Brasil. Lula venceu o senador Flávio Bolsonaro, PL, no segundo turno com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. O adversário recebeu 59.826.041, ou 48,21%. A diferença foi de 4.430.191 votos, segundo apuração concluída do TSE, Tribunal Superior Eleitoral.

Primeira vitória

O aniversário também marca os 24 anos de sua primeira vitória presidencial. Em 27 de outubro de 2002, quando completou 57 anos, Lula derrotou José Serra, PSDB, no segundo turno e foi eleito para comandar o país pela primeira vez.



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Recordes

Lula já havia estabelecido o recorde de idade na posse ao iniciar seu terceiro mandato, em janeiro de 2023, aos 77 anos. Em 2024, tornou-se também a pessoa mais velha a exercer a Presidência, ultrapassando Michel Temer, MDB, que deixou o cargo aos 78. No ano seguinte, foi o primeiro presidente brasileiro a chegar aos 80 anos durante o exercício do mandato. Com a vitória de domingo, 25/10, o petista também superou sua maior votação anterior. Em 2022, havia recebido 60.345.999 votos contra Jair Bolsonaro, PL. Agora, ultrapassou os 64 milhões e se tornou o primeiro candidato a vencer uma eleição presidencial brasileira após terminar o primeiro turno em segundo lugar.



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Trajetória

Lula nasceu em uma localidade que, à época, pertencia a Garanhuns, em Pernambuco, e hoje integra o município de Caetés. Ainda criança, mudou-se com a família para o estado de São Paulo. Formou-se torneiro mecânico pelo Senai e trabalhou em fábricas antes de ingressar no movimento sindical. Em 1975, assumiu a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Ganhou projeção nas greves do ABC Paulista no fim daquela década e participou da fundação do PT, em 1980. Seis anos depois, foi eleito deputado federal e integrou a Assembleia Nacional Constituinte. Sua primeira disputa pelo Planalto ocorreu em 1989, quando perdeu para Fernando Collor. Voltou a concorrer em 1994 e 1998, eleições vencidas por Fernando Henrique Cardoso, PSDB, antes de conquistar a Presidência em 2002. Foi reeleito em 2006, contra Geraldo Alckmin, então no PSDB e hoje seu vice. Retornou ao cargo após derrotar Jair Bolsonaro em 2022. A eleição de 2026 foi sua sétima disputa presidencial nas urnas e garantiu o quarto mandato, que começara aos 81 anos.




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A vitória de Lula ou nós, o povo brasileiro, por Flavio Lucio Vieira

27/10/2026

Ao longo do segundo turno da eleição presidencial, encerrado ontem, o que mais ouvi de certos “analistas” foi a lenga-lenga, em tom de torcida disfarçada, de que nenhum candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno venceu a eleição. Esse tipo de leitura desconsiderava duas coisas.

A primeira

A primeira é que alguns candidatos que ficaram em segundo cresceram mais no segundo do que o primeiro colocado. Em 1989, Lula foi de 17,19% para 46,97%; em 2014, Aécio Neves foi de 33,55% para 48,36%; em 2018, Fernando Haddad foi de 29,28% para 44,87%. A segunda era a mais óbvia de todas, e bastava uma simples conferência: em nenhuma eleição anterior a diferença entre o primeiro e o segundo colocados no primeiro turno foi tão pequena quanto em 2026, de apenas 1,87 ponto percentual.

Maior desafio

O maior desafio para a virada de Lula não era, portanto, a diferença de votos a ser superada. O problema era um conjunto de...

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Ao longo do segundo turno da eleição presidencial, encerrado ontem, o que mais ouvi de certos “analistas” foi a lenga-lenga, em tom de torcida disfarçada, de que nenhum candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno venceu a eleição. Esse tipo de leitura desconsiderava duas coisas.

A primeira

A primeira é que alguns candidatos que ficaram em segundo cresceram mais no segundo do que o primeiro colocado. Em 1989, Lula foi de 17,19% para 46,97%; em 2014, Aécio Neves foi de 33,55% para 48,36%; em 2018, Fernando Haddad foi de 29,28% para 44,87%. A segunda era a mais óbvia de todas, e bastava uma simples conferência: em nenhuma eleição anterior a diferença entre o primeiro e o segundo colocados no primeiro turno foi tão pequena quanto em 2026, de apenas 1,87 ponto percentual.

Maior desafio

O maior desafio para a virada de Lula não era, portanto, a diferença de votos a ser superada. O problema era um conjunto de fatores que só ficou evidente com o resultado do primeiro turno: uma campanha burocrática, claramente controlada pelos marqueteiros, que não falava diretamente ao povo. Faltavam à campanha, sobretudo, mobilização e gente na rua.

Frase

Ontem, postei nas redes sociais um card com a frase: “o povo carregou Lula no colo”. Foi exatamente o que aconteceu no segundo turno, e começou com os estudantes da UFF (Universidade Federal Fluminense), que deixaram de lado as lamentações derrotistas, saíram das salas de aula e ocuparam as ruas para denunciar o vislumbre fascista e mostrar o abismo que a nação encarava. Começava ali a ser revelada a verdadeira face de Flávio Bolsonaro, um candidato que era um verdadeiro combo de desvios de caráter.

Exemplo

O exemplo da UFF se espalhou pelo país em manifestações que levaram milhões às ruas, e não apenas estudantes. Era o povo carregando Lula no colo rumo à vitória, em um movimento que começou com os jovens e terminou ontem com “os velhos e os muito velhos”, expressão que uma grande liderança petista me lembrou, saindo de casa para votar 13.

Movimento

Esse movimento se combinou com a entrada em cena do deputado André Janones, o general que organizou a militância lulista nas redes sociais e criou uma verdadeira ordem unida para o que ele chamou de “exército de Lula”. A atuação orgânica da militância nas redes injetou ânimo, forneceu argumentos e, pela primeira vez, ocupou um território dominado pelo bolsonarismo. O cerco do algoritmo não resistiu, e a hegemonia bolsonarista desabou como um castelo de cartas.

Foi histórico

Por essa razão, o que nós, o povo brasileiro, fizemos ontem foi histórico em muitos sentidos. Depois de uma sucessão de vitórias da extrema-direita na América Latina, em que governos fora da órbita dos EUA foram sendo derrotados um a um, faltava a cereja do bolo: vencer no maior país da América do Sul, que reúne riquezas incomensuráveis, principalmente no subsolo, um mercado consumidor gigantesco e o maior fornecedor de commodities do mundo.

Estratégico

Derrotar Lula, portanto, tornou-se estratégico e, cada vez mais, um desafio internacional para os EUA, uma batalha de caráter geopolítico, uma disputa em que estava em jogo a preservação de nossa soberania, cada vez mais abalada. Só por esses ângulos podemos ter uma ideia aproximada do tamanho da vitória de Lula e do que ela representa como exemplo para o mundo.

Reação

A reação à escalada fascista pode ter começado no Brasil, na mobilização popular, nas ruas e nas redes sociais. O tamanho e o significado de Lula no mundo apontarão, pelos próximos anos, os rumos dessa disputa civilizatória. Manter a mobilização será decisivo, tanto para preservar e ampliar conquistas quanto para preservar Lula no poder, pois os bolsonaristas vão tentar derrubá-lo, vão tentar transformar o governo em um inferno.

Além mostrar a outros povos que continuamos resistindo, pois não esqueçamos Brecht: a cadela do fascismo está sempre no cio.

Venceremos.
*Flavio Lúcio é cientista político, doutor em sociologia, historiador, professor da UFPB.




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IV Fórum Nacional de Umbanda debate a Humanidade, a Ética e a humanidade no Recife

27/10/2026

O Recife será palco da quarta edição do Fórum Nacional de Umbanda, que será realizado nos dias 7 e 8 de novembro, das 9h às 17h, no Museu da Abolição. Com o tema “Humanidade e Ética na Espiritualidade”, o evento reunirá participantes para momentos de reflexão, diálogo e troca de conhecimentos sobre a tradição umbandista. A entrada é gratuita.

A programação

Na programação, estão previstas diversas palestras e atividades, lançamento do livro “O Jardim de Aruanda”, do Pai Rodrigo de Luca, além de uma feirinha típica, com venda de itens religiosos e de artesanato.



Destinado

O evento é destinado aos umbandistas, dirigentes, médiuns e integrantes de terreiros, mas quem quiser pode ir. “Toda a sociedade está convidada a participar, conhecer, ouvir e refletir conosco sobre ética, respeito, convivência e liberdade religiosa”, afirma a presidente do Fórum Nacional de Umbanda, Mãe Adriana B.

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O Recife será palco da quarta edição do Fórum Nacional de Umbanda, que será realizado nos dias 7 e 8 de novembro, das 9h às 17h, no Museu da Abolição. Com o tema “Humanidade e Ética na Espiritualidade”, o evento reunirá participantes para momentos de reflexão, diálogo e troca de conhecimentos sobre a tradição umbandista. A entrada é gratuita.

A programação

Na programação, estão previstas diversas palestras e atividades, lançamento do livro “O Jardim de Aruanda”, do Pai Rodrigo de Luca, além de uma feirinha típica, com venda de itens religiosos e de artesanato.



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Destinado

O evento é destinado aos umbandistas, dirigentes, médiuns e integrantes de terreiros, mas quem quiser pode ir. “Toda a sociedade está convidada a participar, conhecer, ouvir e refletir conosco sobre ética, respeito, convivência e liberdade religiosa”, afirma a presidente do Fórum Nacional de Umbanda, Mãe Adriana B.

Dirigentes

Estarão presentes 32 dirigentes de Umbanda, representando 23 cidades, com participantes dos estados de Roraima, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Norte, além de integrantes de diferentes municípios do interior de Pernambuco.

Intolerância religiosa

Durante o encontro, Mãe Adriana B. apresentará questões relacionadas ao enfrentamento da intolerância religiosa, especialmente as dificuldades enfrentadas por fiéis e terreiros na utilização dos serviços de transporte por aplicativo.



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Promover

Segundo ela, as empresas de transporte precisam promover capacitação e orientação de seus motoristas para o respeito à diversidade e à liberdade religiosa, garantindo o deslocamento dos fiéis aos seus espaços de fé e também facilitando a chegada de doações destinadas às ações sociais realizadas pelos terreiros.

Novidade

A novidade deste ano é o lançamento do aplicativo gratuito No Axé Tem, disponível para iOS e Android. A plataforma, desenvolvida por médiuns da Casa de São Lázaro, a pedido de Mãe Adriana B., é única no Brasil. O aplicativo possui mapa de localização de terreiros, chat e classificados de voluntariado e de serviços diversos, como advocacia, turismo e aulas de música. A comunidade poderá consultar e contratar os serviços oferecidos.

O Poder



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Análise - Zé Nivaldo explica de onde vieram os votos de Lula e as altas chances de governabilidade

27/10/2026

Durante entrevista ao programa Frente a Frente da Rede Nordeste de Rádio, que foi ao ar ontem, segunda-feira 26/10, o publicitário especializado em marketing político , José Nivaldo Junior, diretor do Jornal O Poder, passou a limpo duas questões que desafiavam os analistas. A primeira: de onde vieram os votos de Lula que cresceram 10 milhões no 2o turno. A segunda: como Lula vai conseguir governar com um congresso de oposição?

Zé esclarece

Depois da fala, reproduzida a seguir, não resta mais espaço para dúvida. Confira.
Com a palavra José Nivaldo Junior, entrevistado por Magno Martins.

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Durante entrevista ao programa Frente a Frente da Rede Nordeste de Rádio, que foi ao ar ontem, segunda-feira 26/10, o publicitário especializado em marketing político , José Nivaldo Junior, diretor do Jornal O Poder, passou a limpo duas questões que desafiavam os analistas. A primeira: de onde vieram os votos de Lula que cresceram 10 milhões no 2o turno. A segunda: como Lula vai conseguir governar com um congresso de oposição?

Zé esclarece

Depois da fala, reproduzida a seguir, não resta mais espaço para dúvida. Confira.
Com a palavra José Nivaldo Junior, entrevistado por Magno Martins.








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Após não reconhecer vitória de Lula, Flávio Bolsonaro desiste de pedir anulação da eleição. Confira as novidades para o seu Papo da Noite

26/10/2026

O senador Flávio Bolsonaro, PL, foi convencido a desistir de pedir na Justiça a anulação da eleição de Lula, menos de 24 horas depois de anunciar a iniciativa. Em reuniões nas últimas horas, aliados e advogados argumentaram que ele não deve insistir nesse caminho. Dois pontos pesaram: um a fragilidade jurídica da tentativa de anular a vitória de Lula, que inclui a falta de argumentos concretos e a configuração desfavorável a ele no TSE e no STF. Diversos senadores e governadores defenderam junto a Flávio um recuo, entre eles o de SP, Tarcísio de Freitas. Eles argumentaram que a eleição é "página virada". No lugar do pedido de anulação, a campanha de Flávio deve entrar com uma AIJE, Ação de Investigação Judicial Eleitoral, pedindo a cassação da chapa de Lula por abuso de poder econômico, em razão das medidas eleitoreiras anunciadas pelo presidente.

- Após vitória: Lula se reúne com chanceler, assessores da área internacional e ministro da Defesa. Segundo diplomatas...

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O senador Flávio Bolsonaro, PL, foi convencido a desistir de pedir na Justiça a anulação da eleição de Lula, menos de 24 horas depois de anunciar a iniciativa. Em reuniões nas últimas horas, aliados e advogados argumentaram que ele não deve insistir nesse caminho. Dois pontos pesaram: um a fragilidade jurídica da tentativa de anular a vitória de Lula, que inclui a falta de argumentos concretos e a configuração desfavorável a ele no TSE e no STF. Diversos senadores e governadores defenderam junto a Flávio um recuo, entre eles o de SP, Tarcísio de Freitas. Eles argumentaram que a eleição é "página virada". No lugar do pedido de anulação, a campanha de Flávio deve entrar com uma AIJE, Ação de Investigação Judicial Eleitoral, pedindo a cassação da chapa de Lula por abuso de poder econômico, em razão das medidas eleitoreiras anunciadas pelo presidente.

- Após vitória: Lula se reúne com chanceler, assessores da área internacional e ministro da Defesa. Segundo diplomatas, presidente recebeu ligações de vários líderes mundiais hoje, segunda-feira, 26/10.

- Eleições no Brasil: O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a votação para presidente do Brasil "pareceu mais uma eleição fraudada", mas destacou que gosta de Lula, e que se dá bem com o petista.

- Eleições no Brasil: Delcy Rodríguez, parabeniza Lula por eleição e diz que Brasil deu lição contra extremismos. Líder da Venezuela se manifesta após colegas latino-americanos sobre pleito brasileiro. Planalto reconheceu Delcy à frente do país no mesmo dia da captura de Maduro.



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- Quarto Mandato: Lula sinaliza a aliados que pode indicar Rafael Fonteles para o Ministério da Fazenda

O presidente Lula, PT, sinalizou a aliados que quer o governador do Piauí, Rafael Fonteles, em sua equipe no quarto mandato, e a vaga mais cotada é o comando do Ministério da Fazenda. Lula considera que ele é politicamente preparado para o cargo, e auxiliares do presidente afirmam que o governador reeleito do PI reúne preparo técnico e densidade eleitoral para ocupar a pasta, considerada a mais importante da Esplanada dos Ministérios. Fonteles já sinalizou a pessoas próximas de Lula que toparia renunciar ao cargo, apesar da votação expressiva nas eleições em seu estado. Não houve, até agora, nenhuma decisão de Lula. O vice-presidente Geraldo Alckmin também é um nome citado para a função, em caso de fracasso da opção Fonteles, e não se descarta até um nome de mercado. Aliados do governador afirmam que ele é pragmático e tem como vice-governador na chapa vitoriosa um amigo de confiança, facilitando uma eventual saída do cargo. Na função de um dos coordenadores da campanha presidencial no 2o turno, Fonteles foi quem orientou Lula nos debates ao lado do senador Camilo Santana e de Sidônio Palmeira.

- Ex-presidenciável Augusto Cury parabeniza Lula, mas critica 4º mandato: “Dificulta renovação”. Cury respeitou vitória histórica de Lula nas urnas e pediu responsabilidade fiscal, diálogo e atenção a famílias endividadas.

- Após longo silêncio de Trump sobre o resultado da eleição no Brasil: O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, viajará aos EUA para participar da reunião de chanceleres do G20, marcada para sexta-feira, 30/10, e sábado, 31/10, em Atlanta, na Geórgia. Durante a viagem, o chanceler brasileiro deve se encontrar com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em meio às incertezas sobre a postura da Casa Branca diante da reeleição de Lula.

- Lula recebe Motta e Alcolumbre no Alvorada após vitória sobre Flávio nas eleições. Presidente retornou a Brasília na madrugada de hoje, segunda-feira, 26/10, e permaneceu no Alvorada.



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- Após derrota nas Urnas, Flávio visita Jair Bolsonaro em dia de tensão por intimação para entregar passaportes

O senador Flávio Bolsonaro, PL, foi intimado hoje, segunda-feira, 26/10, pela Polícia Federal, PF, para que entregue seus passaportes. A ordem foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Em vídeo publicado em suas redes sociais, o parlamentar disse ter sido abordado no meio da rua, após deixar o condomínio onde mora, no Lago Sul, em Brasília, a caminho da casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. "Hoje de manhã eu fui visitar o meu pai, como vocês sabem, ele tá em prisão domiciliar. E quando eu tava saindo, a Polícia Federal do Lula tava na porta da casa dele e no meio da rua eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também tô proibido de deixar o país. A decisão do Alexandre de Moraes se baseou numa fala do Eduardo de 23/10 que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição", afirmou Flávio, em vídeo nas redes sociais. Na sexta-feira passada, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, PL, defendeu que, em caso de derrota nas urnas, Flávio deveria deixar o país.
- *Hoje parlamentares anunciaram iniciativas para tentar impedir que Flávio deixe o país.* A deputada federal Duda Salabert, Psol, afirmou ter solicitado a apreensão do documento. O deputado Otoni de Paula, PSD, declarou ter acionado a PGR com pedido de medidas cautelares, incluindo a proibição de saída do Brasil e a retenção do passaporte. O deputado Rogério Correia, PT, também anunciou que pretende levar o pedido ao STF. Nos bastidores do PL, a possibilidade de novas medidas judiciais contra o senador acrescenta tensão ao momento posterior à disputa presidencial.

- Eleições 2026: Horas após resultado das eleições, Flávio agradece votos que recebeu. Flávio Bolsonaro, PL, publicou um vídeo nas redes sociais hoje, segunda-feira, 26/10, e agradeceu aos eleitores.

- Quarto Mandato: Camilo Santana ganhou força, após a reeleição de Lula, para assumir a Casa Civil. Faria parte de um plano para projetar Camilo e Rafael Fonteles para sucessão de Lula em 2030.

- Eleições 2026: Mesmo com prorrogação, só 34,7 mil votos foram registrados após as 17h00, menos do que em 2022. Segundo levantamento do Monitor do Debate Político da USP, votos tardios no 2o turno representaram apenas 0,8% da vantagem que Lula, PT, obteve sobre Flávio Bolsonaro, PL.

- Eleição em PE: Pernambuco registra redução na abstenção no segundo turno da eleição para presidente. Ao todo, o estado contabilizou 15,18% de não comparecimento às urnas, o que representa uma queda de cerca de 3% em relação ao primeiro turno.



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- Eleição Brasileira no Exterior: Lula venceu em 62 países. Flávio, em 38. Lula vira em Nova York, e Flávio vence em Orlando e 5 cidades.

- Após vitória de Lula: Ações de bancos brasileiros desabam e reduzem em US$ 10 bilhões fortuna de banqueiros em ranking de bilionários. BC e Tesouro tiveram que atuar no mercado.

- Após vitória de Lula: Ações de bancos despencam após a reeleição de Lula. Perdas superam 30%. XP e BTG registram o maior tombo. Desvalorização das ações da XP passa de 47% e queda do BTG beira os 40% no fim da manhã de hoje, segunda-feira, 26/10.



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- Eleições no Brasil: Um admirador declarado do presidente Lula, PT, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, felicitou o petista por sua reeleição e disse, entre outras coisas, que a vitória é um sinal de que "o povo unido jamais será vencido". Mamdani falava durante entrevista coletiva na cidade, na manhã de hoje, segunda-feira, 26/10. "Minha total admiração a tudo que Lula fez pelo povo trabalhador", disse o prefeito, que é um democrata socialista. Ele mencionou nominalmente o fim da escala 6x1, que já havia elogiado na semana passada. "Esse é o tipo de coisa que o povo trabalhador busca, uma vida mais digna, com mais descanso, com tempo para respirar.""



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- Após a vitória de Lula nas eleições: O dólar encerrou o pregão de hoje, segunda-feira, 26/10, com a maior alta diária desde janeiro de 1999, no início do regime de câmbio flutuante no país. A moeda americana terminou o dia em alta de 8,41%, a R$ 5,409. Um avanço tão intenso não era registrado desde 15 de janeiro de 1999, quando o dólar subiu 11% em uma única sessão.



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- Eleições no Brasil: O presidente argentino, Javier Milei não se pronunciou até o momento sobre a vitória de Lula. Milei reúne gabinete, saúda papa e 'farma aura', mas não cumprimenta Lula. Ultraliberal foi o único líder sul-americano a não parabenizar petista nas redes sociais ou por meio da chancelaria.

- Eleições no Brasil: O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, postou uma foto no Instagram com Lula em Brasília para celebrar a vitória do presidente brasileiro. "Parabéns ao meu querido amigo, o presidente Lula, por sua expressiva vitória na reeleição", escreveu Modi. No X, o líder indiano declarou que espera "trabalhar em estreita colaboração" com Lula para aprofundar a parceria entre Índia e Brasil.

- Eleições no Brasil: No Reino Unido, as felicitações a Lula vieram do ministro das Relações Exteriores, Ed Miliband. Membro do governo trabalhista de Andy Burnham, ele declarou que os governos britânico e brasileiro "têm promovido valores compartilhados de democracia, justiça social e ação climática desde 2024". " Esperamos continuar fazendo isso". Para Miliband, a vitória de Lula "é uma conquista histórica para o movimento progressista global'.

- Eleições no Brasil: O bilionário Elon Musk, dono do X e da Tesla, e grande apoiador de Trump, contestou o resultado das urnas no Brasil. No X, ele republicou uma conta que mostrava quantos votos cada candidato ganhou no 1o e no 1o turno e escreveu: "a conta não fecha".

- Eleições no Brasil: O presidente russo, Vladimir Putin, elogiou a liderança de Lula e a parceria estratégica entre os dois países. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a democracia e o multilateralismo venceram no Brasil, enquanto a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, defendeu o aprofundamento da cooperação bilateral.



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- Eleições no Brasil: Claudia Sheinbaum, presidente do México, Diz que Lula ganhar é sopro de ar fresco, e "faz o L”

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, comemorou hoje, segunda-feira, 26/10, a vitória de Lula, PT, nas eleições presidenciais e disse que o resultado é um “sopro de ar fresco” para a América Latina e o Caribe. A líder mexicana começou a coletiva de imprensa que dá todas as manhãs fazendo um “L” com os dedos, dizendo sorridente: “Estamos felizes”. "[Estamos] muito contentes com o triunfo do Lula no Brasil. Muitas, muitas felicidades para o presidente Lula, para o povo do Brasil, é um sopro de ar fresco para a América Latina e o Caribe”, afirmou ela aos jornalistas. Sheinbaum já havia postado nas redes sociais, na noite de ontem, 25/10, uma mensagem em que dizia: “Viva a democracia, o povo do Brasil ganhou. Felicidades, presidente Lula!”, escreveu. A presidente mexicana é uma das poucas chefes de Estado de esquerda que ainda governam a região.




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Eleições 2026 - Ex-presidenciáveis se pronunciaram após a vitória de Lula no segundo turno

26/10/2026

O presidente Lula foi reeleito no segundo turno das eleições presidenciais neste domingo, obteve 51,79%, após superar Flávio Bolsonaro, que somou 48,21%. Enquanto os ex-candidatos Renan Santos, Missão, e Ronaldo Caiado, PSD, reconheceram o resultado das urnas, Romeu Zema, Novo, acusou um suposto golpe na condução do pleito. O coordenador do MBL, Movimento Brasil Livre, e presidente do partido Missão usou as redes sociais para classificar a campanha de Lula no segundo turno como "colossal".



Renan Santos

Apesar de apontar que, do lado de Flávio Bolsonaro, PL, também teve mobilizações de grandes proporções, Renan aponta que a estratégia acabou atingindo mais o eleitorado interno. "Não teve fraude na eleição, todo mundo que viu a campanha do segundo turno sabe que a campanha do petismo foi colossal. E a do Bolsonaro também foi, mas parece que teve alguma coisa de errado, que foi grande para dentro. A do Lula aumentou o antibolsonarismo,...

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O presidente Lula foi reeleito no segundo turno das eleições presidenciais neste domingo, obteve 51,79%, após superar Flávio Bolsonaro, que somou 48,21%. Enquanto os ex-candidatos Renan Santos, Missão, e Ronaldo Caiado, PSD, reconheceram o resultado das urnas, Romeu Zema, Novo, acusou um suposto golpe na condução do pleito. O coordenador do MBL, Movimento Brasil Livre, e presidente do partido Missão usou as redes sociais para classificar a campanha de Lula no segundo turno como "colossal".



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Renan Santos

Apesar de apontar que, do lado de Flávio Bolsonaro, PL, também teve mobilizações de grandes proporções, Renan aponta que a estratégia acabou atingindo mais o eleitorado interno. "Não teve fraude na eleição, todo mundo que viu a campanha do segundo turno sabe que a campanha do petismo foi colossal. E a do Bolsonaro também foi, mas parece que teve alguma coisa de errado, que foi grande para dentro. A do Lula aumentou o antibolsonarismo, foi um negócio colossal", disse. Renan analisou que a campanha de Lula demonstrou que o antibolsonarismo se estende para além da família de Jair Bolsonaro, PL, mas sim de outros políticos que fazem parte desse grupo político. No entanto, Renan ressaltou a força que os políticos desse grupo possuem no Congresso e no comando de estados.



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Ronaldo Caiado

O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, falou com a imprensa após o TSE chancelar o resultado das urnas. Durante a entrevista, o político falou que trabalhou por "uma mudança", mas pregou o respeito "à decisão da maioria" e o respeito ao processo. "Como democratas que somos, nos curvamos à decisão da maioria e à decisão da apuração. Essa sempre foi a nossa característica, nós nunca tivemos uma posição que não fosse de respeito, seja o painel no Congresso Nacional, seja das urnas no final da sua apuração", declarou.



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Romeu Zema

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, fez acusações de um suspeito golpe no pleito e, em especial, à decisão do ministro do STF Cristiano Zanin, que prorrogou o encerramento da votação até às 19h00. "Essa foi a eleição mais alarmante que eu já vi no Brasil. Mas se é pra somar pro lado deles vale tudo. Lamento muito, a vida do brasileiro vai continuar estagnada. Que Deus tenha misericórdia de todos nós", disse.



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Cury sem pronunciamento

Augusto Cury, Avante, ainda não se pronunciou sobre a vitória de Lula. Dos quatro ex-candidatos à Presidência da República mais bem posicionados no primeiro turno, o escritor foi o único a não emitir um parecer do resultado.




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IAHGP Recebe Palestra - ‘As Fontes da Música Armorial’

26/10/2026

No próximo sábado dia 31/10, o Ciclo de Palestras do IAHGP recebe o jornalista e crítico musical Carlos Eduardo Amaral.

Palestra

Com a palestra ‘As fontes da música armorial’, Carlos Eduardo fará uma abordagem histórica e sociológica das origens do movimento armorial na música.

Carlos Eduardo Amaral

O palestrante também é pesquisador, escritor, editor, compositor e arranjador, além de colaborar com a Revista Continente e coordenar o projeto Música na APL, da Academia Pernambucana de Letras.


Serviço

Ciclo de Palestras do IAHGP: ‘As Fontes da Música Armorial’
Quando: 31/10 - Sábado
Hora: 10h00
Onde: Auditório do IAHGP (Rua do Hospício, 130, Boa Vista, Recife/PE)
Entrada gratuita



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No próximo sábado dia 31/10, o Ciclo de Palestras do IAHGP recebe o jornalista e crítico musical Carlos Eduardo Amaral.

Palestra

Com a palestra ‘As fontes da música armorial’, Carlos Eduardo fará uma abordagem histórica e sociológica das origens do movimento armorial na música.

Carlos Eduardo Amaral

O palestrante também é pesquisador, escritor, editor, compositor e arranjador, além de colaborar com a Revista Continente e coordenar o projeto Música na APL, da Academia Pernambucana de Letras.


Serviço

Ciclo de Palestras do IAHGP: ‘As Fontes da Música Armorial’
Quando: 31/10 - Sábado
Hora: 10h00
Onde: Auditório do IAHGP (Rua do Hospício, 130, Boa Vista, Recife/PE)
Entrada gratuita



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A Política Do Ódio Ao Diferente - Crônica Poética - Por Walmir Chagas*

26/10/2026

A extrema-direita tem uma mania curiosa: diz que defende o povo, mas só aceita o povo que parece com ela mesma. O resto vira “inimigo”. O diferente vira perigo. Quem pensa diferente vira traidor. Quem sofre vira preguiçoso. Quem reivindica direito vira “esquerdistão”. É como um clube que diz estar aberto a todos, mas na porta coloca uma placa: “Entrada permitida somente a quem já é igual a mim”.

A professora Marilena Chauí ajuda a entender isso. Para ela, a extrema-direita se alimenta do medo e do ódio ao outro. Não é uma política que quer conversar, comparar ideias ou melhorar a vida de todos. É uma política que precisa de inimigos para existir. Sem inimigo, ela fica sem assunto. Sem “ameaça”, ela perde a força. Por isso, ela transforma diferença em crime e diversidade em doença.

O humanista diz: “O outro é gente”. A extrema-direita responde: “O outro é problema”. O liberal moderado diz: “Todos têm direitos”. A extrema-direita responde: “Direitos são priv...

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A extrema-direita tem uma mania curiosa: diz que defende o povo, mas só aceita o povo que parece com ela mesma. O resto vira “inimigo”. O diferente vira perigo. Quem pensa diferente vira traidor. Quem sofre vira preguiçoso. Quem reivindica direito vira “esquerdistão”. É como um clube que diz estar aberto a todos, mas na porta coloca uma placa: “Entrada permitida somente a quem já é igual a mim”.

A professora Marilena Chauí ajuda a entender isso. Para ela, a extrema-direita se alimenta do medo e do ódio ao outro. Não é uma política que quer conversar, comparar ideias ou melhorar a vida de todos. É uma política que precisa de inimigos para existir. Sem inimigo, ela fica sem assunto. Sem “ameaça”, ela perde a força. Por isso, ela transforma diferença em crime e diversidade em doença.

O humanista diz: “O outro é gente”. A extrema-direita responde: “O outro é problema”. O liberal moderado diz: “Todos têm direitos”. A extrema-direita responde: “Direitos são privilégio de quem eu aprovo”. A esquerda, nas suas várias correntes, diz: “A sociedade pode ser mais justa”. A extrema-direita responde: “Justiça social é comunismo”. É um debate estranho, porque um lado fala de gente e o outro fala de monstros.

Mas a história tem uma ironia danada. Muita coisa que a extrema-direita hoje critica foi conquistada por gente que ela chama de perigosa. A semana de trabalho limitada, o descanso semanal, as férias, a proibição do trabalho infantil, a aposentadoria, o salário mínimo, o direito de se organizar em sindicato — nada disso caiu do céu. Foi fruto de luta de trabalhadores, de socialistas, de social-democratas, de liberais decentes, de cristãos de verdade e de muita gente que acreditava que ser humano não podia custar tão pouco.

A saúde pública, a escola para todos, o voto direto, o direito das mulheres, o fim legal da escravidão, a proteção do trabalhador, o direito à moradia, a defesa dos povos indígenas, a luta contra o racismo — tudo isso foi, em algum momento, chamado de exagero, de ameaça, de “coisa de esquerda”. Hoje, porém, até políticos de direita democrática precisam dizer que defendem a escola, a saúde, a aposentadoria e o salário mínimo. Não porque mudaram de alma, mas porque essas conquistas viraram parte da vida do povo. Quando uma ideia fica boa demais, a direita tenta roubar o crédito.

A social-democracia, por exemplo, mostrou que é possível ter economia, trabalho e, ao mesmo tempo, proteção social. Não é preciso escolher entre ter emprego e ter hospital. Não é preciso escolher entre crescer e cuidar. Países que investiram em educação, saúde, moradia e direitos trabalhistas provaram que sociedade mais justa não é país mais pobre. É país menos violento, menos doente e menos humilhado.

Os liberais moderados também tiveram sua parte. Não todo liberal é inimigo do povo. Houve liberais que defenderam a liberdade de imprensa, o fim de privilégios, o Estado de direito, a limitação do poder dos governantes e a igualdade diante da lei. São ideias que a extrema-direita diz amar no discurso, mas abandona na prática. Ela quer liberdade para mandar, não liberdade para todos viverem.

A esquerda, com todos os seus erros e discussões internas, teve um papel enorme nesse processo. Foi ela que insistiu em perguntar: por que uns têm tanto e outros não têm nada? Por que o trabalhador produz riqueza e morre sem aposentadoria? Por que a terra fica nas mãos de poucos enquanto famílias passam fome? Essas perguntas incomodam. E a extrema-direita odeia pergunta. Prefere resposta pronta, inimigo fácil e silêncio obediente.

Ela também adora falar em nome da família. Mas que família? Uma família em que o pai manda, a mãe obedece, o filho não pergunta e ninguém pode ser diferente. Uma família que parece mais com um quartel do que com um lar. O amor, ali, vem com farda. A afetividade vem com regra. E quem sai da linha é expulso da mesa.

O curioso é que essa gente fala tanto em “liberdade”. Liberdade para quê? Liberdade para o rico pagar menos imposto, para o empresário explorar mais, para o preconceito sair do armário e dar entrevista. Mas quando o trabalhador pede aumento, a liberdade acaba. Quando a mulher denuncia violência, a liberdade vira “ideologia”. Quando o negro fala de racismo, a liberdade vira “vitimismo”. Liberdade, para a extrema-direita, é como um cardápio de restaurante caro: só serve para quem já pode pagar a conta.

Ela fala de Deus, mas muitas vezes esquece o que Deus ensinou. Fala de fé, mas confunde fé com ódio. Fala de moral, mas defende a violência contra quem é pobre, migrante, negro, mulher, indígena ou diferente. É uma moral muito prática: moral para os outros, perdão para os amigos e cadeia para quem pensa diferente.

No Brasil, isso ganha um tempero especial. A extrema-direita fala de “povo”, mas tem medo do povo de verdade. Gosta do povo quando ele aplaude, quando ele canta o hino, quando ele aceita ser mandado. Mas se o povo pede escola, saúde, terra, emprego e respeito, aí o povo virou “massa manipulada”. O povo bonito é o que fica quieto. O povo perigoso é o que faz pergunta.

Chauí mostra que esse discurso não nasceu ontem. Ele vem de uma velha ideia de país: a de que o Brasil seria uno, harmônico e pacífico. Como se não tivesse existido escravidão, como se não existisse fome, como se não houvesse desigualdade. A extrema-direita pega essa mentira, pinta de verde e amarelo e vende como patriotismo. Mas patriotismo de verdade não é odiar o vizinho. É cuidar do país inteiro, inclusive de quem sempre foi deixado de fora.

A extrema-direita também tem uma relação esquisita com o Estado. Diz que o Estado não deve mexer na economia, que o mercado resolve tudo, que menos Estado é mais liberdade. Mas quando se trata de polícia, prisão, censura e controle dos corpos, ela quer Estado forte, presente e armado. Menos Estado para o rico, mais Estado para vigiar o pobre. É uma conta que não fecha nem no mercadinho da esquina.

E há o anticomunismo. Ah, o anticomunismo! É o curinga da extrema-direita. Escola boa? Comunismo. Saúde pública? Comunismo. Direito da mulher? Comunismo. Respeito ao indígena? Comunismo. Professor que ensina história? Comunismo. Até quem vende água ou pipoca no metrô, se olhar muito para uma pessoa bem vestida ou, pode ser taxado de comunista. É uma palavra que virou guarda-chuva: serve para cobrir qualquer medo, qualquer ignorância e qualquer falta de argumento.

O que a extrema-direita chama de “ordem” costuma ser silêncio. Ordem é quando ninguém reclama. Ordem é quando o pobre aceita a fome. Ordem é quando a mulher volta para casa machucada e diz que está tudo bem. Ordem é quando o negro sabe o seu lugar. Ordem é quando o trabalhador agradece pelo emprego que o explora. Isso não é ordem. Isso é violência vestida de gravata.

Por isso, a luta contra a extrema-direita não é só eleitoral. É uma luta pelo direito de existir. É defender que o outro não é ameaça, mas companheiro de estrada. É defender que a escola ensine a pensar, e não a obedecer. É defender que a saúde seja para todos, que a terra produza vida e não lucro para poucos, que a polícia proteja e não aterrorize.

No fim, a escolha é simples, embora dolorosa. De um lado, a política do ódio: fechar, separar, culpar, punir. Do outro, a política da gente: abrir, escutar, cuidar, repartir. A extrema-direita quer um país de iguais — iguais entre si, e diferentes de todos os demais. Os humanistas, os liberais moderados, os social-democratas e as esquerdas, cada um do seu jeito, querem algo mais difícil e mais bonito: um país onde ser diferente não seja motivo de medo.

E talvez seja essa a maior ironia: quem grita tanto contra o “inimigo” geralmente tem medo de uma coisa muito pequena — a possibilidade de que o outro também seja gente.


*Walmir Chagas, é multiartista e livre pensador.



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NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.




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Information Fusion Center Atlântico Sul: Inteligência Marítima, Soberania Nacional e Engenharia de Soberania e Estratégia - Por Amadeu Robalinho*

26/10/2026

A soberania de uma nação não se limita à ocupação de seu território, à delimitação de suas fronteiras ou à capacidade de emprego de seu poder militar. No século XXI, a soberania também depende da capacidade de conhecer, monitorar, interpretar e proteger os espaços estratégicos nos quais circulam os fluxos de energia, comércio, dados, recursos naturais e informações essenciais ao funcionamento do Estado. Nesse contexto, o domínio do conhecimento sobre o ambiente marítimo constitui um dos fundamentos da Defesa Nacional e da autonomia estratégica brasileira.

No início de outubro de 2026, durante o III Simpósio Transatlântico de Segurança Marítima, realizado em Lagos, na Nigéria, a Marinha do Brasil anunciou o processo de criação do Information Fusion Center (IFC) Atlântico Sul, iniciativa vinculada ao Comando de Operações Marítimas e Proteção da Amazônia Azul (COMPAAz). A proposta busca ampliar a integração de informações entre forças navais, instituições da comunidade marí...

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A soberania de uma nação não se limita à ocupação de seu território, à delimitação de suas fronteiras ou à capacidade de emprego de seu poder militar. No século XXI, a soberania também depende da capacidade de conhecer, monitorar, interpretar e proteger os espaços estratégicos nos quais circulam os fluxos de energia, comércio, dados, recursos naturais e informações essenciais ao funcionamento do Estado. Nesse contexto, o domínio do conhecimento sobre o ambiente marítimo constitui um dos fundamentos da Defesa Nacional e da autonomia estratégica brasileira.

No início de outubro de 2026, durante o III Simpósio Transatlântico de Segurança Marítima, realizado em Lagos, na Nigéria, a Marinha do Brasil anunciou o processo de criação do Information Fusion Center (IFC) Atlântico Sul, iniciativa vinculada ao Comando de Operações Marítimas e Proteção da Amazônia Azul (COMPAAz). A proposta busca ampliar a integração de informações entre forças navais, instituições da comunidade marítima regional e centros internacionais, fortalecendo a capacidade de acompanhamento das dinâmicas que influenciam a segurança e os interesses estratégicos dos países do Atlântico Sul.

Mais do que uma estrutura de compartilhamento de dados, o IFC representa uma oportunidade de evolução na arquitetura de inteligência marítima brasileira. Sua relevância está na possibilidade de transformar informações dispersas em conhecimento operacional qualificado, capaz de subsidiar decisões, antecipar ameaças e ampliar a compreensão do ambiente marítimo. Trata-se de um processo diretamente associado à Consciência Situacional Marítima (CSM), entendida, no âmbito da Política Marítima Nacional, como a compreensão de fatos ou circunstâncias relacionados aos ambientes marinho, marítimo e fluviolacustre que sejam relevantes para a segurança marítima, a economia e a proteção ambiental.

A dimensão desse desafio é expressiva. O Atlântico Sul abrange aproximadamente 40,3 milhões de quilômetros quadrados, enquanto a Amazônia Azul compreende cerca de 5,7 milhões de quilômetros quadrados de espaços marítimos sob diferentes regimes jurídicos, nos quais o Brasil exerce direitos de soberania, jurisdição ou outras competências previstas no Direito Internacional. Monitorar essa extensão exige mais do que a presença física de navios e aeronaves. Requer sistemas integrados de sensoriamento, comunicações, análise de dados, inteligência, vigilância e coordenação interinstitucional.

É precisamente nessa convergência que a Engenharia de Soberania e Estratégia encontra aplicação prática. Como abordagem voltada à articulação de recursos, infraestrutura, tecnologia, informação e capacidades de defesa em favor dos interesses nacionais, esse framework permite compreender a Consciência Situacional Marítima não apenas como uma atividade de monitoramento, mas como uma capacidade estratégica do Estado. O valor da informação reside em sua conversão em conhecimento útil, e o valor do conhecimento está em sua capacidade de orientar decisões e produzir efeitos concretos na proteção dos interesses brasileiros.

Sob essa perspectiva, o IFC Atlântico Sul poderá contribuir para o acompanhamento das Linhas de Comunicação Marítimas, essenciais ao comércio exterior e ao abastecimento nacional, bem como para a identificação de embarcações suspeitas, práticas de pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, atividades ilícitas transnacionais e incidentes ambientais de origem antrópica. A integração de informações também poderá favorecer a identificação de padrões de comportamento, a análise de riscos e a antecipação de situações capazes de comprometer a segurança das rotas marítimas e a integridade dos recursos sob responsabilidade brasileira.

A questão central, entretanto, não está apenas na quantidade de dados disponíveis, mas na capacidade de transformá-los em inteligência confiável, tempestiva e operacionalmente relevante. Sistemas de informação fragmentados, padrões incompatíveis, limitações de conectividade e dificuldades de compartilhamento podem comprometer a eficiência de qualquer arquitetura de vigilância. Por isso, a consolidação do IFC deverá considerar interoperabilidade tecnológica, padronização de procedimentos, proteção cibernética, governança da informação, confiabilidade das fontes e definição clara das responsabilidades institucionais.

A integração de dados também precisa ser acompanhada de investimentos em infraestrutura nacional e capacitação de pessoal. Sensores, satélites, radares costeiros, sistemas de identificação de embarcações, plataformas de análise e recursos de inteligência artificial podem ampliar a capacidade de detectar anomalias e correlacionar eventos. Entretanto, nenhuma tecnologia substitui a necessidade de critérios de validação, supervisão humana, segurança da informação e autonomia nacional sobre os sistemas críticos. A dependência excessiva de plataformas, equipamentos ou serviços controlados por terceiros pode criar vulnerabilidades incompatíveis com os objetivos de soberania tecnológica.

Nesse sentido, a Engenharia de Soberania e Estratégia propõe uma leitura sistêmica: a proteção marítima depende da articulação entre infraestrutura, energia, comunicações, tecnologia, inteligência e defesa. A capacidade de conhecer o ambiente marítimo é condicionada pela disponibilidade de meios de observação e transmissão; a capacidade de interpretar esse ambiente depende de recursos técnicos, doutrina e pessoal especializado; e a capacidade de agir depende da integração entre conhecimento, comando e meios operacionais. A soberania emerge, portanto, da coordenação dessas capacidades, e não da existência isolada de qualquer uma delas.

A dimensão internacional do projeto é igualmente estratégica. A vastidão do Atlântico Sul e a natureza transnacional de diversas ameaças demonstram que a segurança marítima não pode ser tratada como responsabilidade exclusiva de um único Estado. O intercâmbio de informações e a cooperação entre instituições podem ampliar a cobertura informacional, reduzir lacunas de monitoramento e favorecer respostas coordenadas a situações que ultrapassem fronteiras jurisdicionais.

Nesse cenário, a cooperação regional deve ser compreendida como instrumento de fortalecimento da capacidade nacional, e não como substituição das responsabilidades soberanas de cada país. O intercâmbio de dados precisa respeitar os ordenamentos jurídicos aplicáveis, a proteção de informações sensíveis e os interesses estratégicos dos participantes. A efetividade de uma rede cooperativa depende tanto da confiança mútua quanto da capacidade de preservar a integridade e a segurança das informações compartilhadas.

A iniciativa também dialoga com os objetivos da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS), mecanismo que valoriza a cooperação regional e a manutenção da paz nessa área de interesse estratégico. Ao favorecer o diálogo entre países costeiros e instituições marítimas, o IFC poderá contribuir para a construção de uma percepção mais abrangente dos riscos e das oportunidades existentes no Atlântico Sul, desde que sua implementação esteja alinhada às prioridades nacionais e às particularidades geopolíticas da região.

Para o Brasil, a proteção das Águas Jurisdicionais Brasileiras exige uma arquitetura de Consciência Situacional Marítima capaz de integrar informações provenientes de diferentes fontes, produzir avaliações consistentes e apoiar a atuação coordenada dos órgãos competentes. Essa arquitetura deve considerar não apenas as ameaças convencionais, mas também os riscos híbridos, as vulnerabilidades cibernéticas, a proteção de infraestruturas críticas e a segurança das rotas utilizadas pelo comércio internacional.

A questão assume importância ainda maior quando se considera a dependência das economias contemporâneas em relação às infraestruturas submarinas. Cabos de telecomunicações, sistemas de energia e outras estruturas instaladas no leito marinho integram uma rede física cuja continuidade é essencial à economia digital, à comunicação internacional e ao funcionamento de serviços estratégicos. A proteção desses ativos exige conhecimento do ambiente marítimo, capacidade de identificar vulnerabilidades e coordenação entre os setores de Defesa, ciência, tecnologia, comunicações e infraestrutura.

O IFC Atlântico Sul poderá constituir um componente relevante dessa arquitetura, ampliando a capacidade de correlação entre eventos marítimos e riscos associados às infraestruturas críticas. Para isso, sua evolução deverá ser acompanhada pela definição de prioridades operacionais, indicadores de desempenho, mecanismos seguros de compartilhamento e procedimentos de resposta. A integração informacional somente produzirá resultados estratégicos consistentes quando estiver vinculada à capacidade efetiva de prevenir, detectar, avaliar e enfrentar ameaças.

Em última análise, a Consciência Situacional Marítima é uma expressão concreta da capacidade de um Estado conhecer o espaço no qual exerce seus direitos e protege seus interesses. Para o Brasil, cuja dimensão continental se projeta sobre uma extensa área marítima e uma posição geográfica relevante no Atlântico Sul, o desenvolvimento dessa capacidade não constitui apenas uma necessidade operacional da Marinha, mas uma prioridade de Estado.

O Information Fusion Center Atlântico Sul poderá representar um avanço nessa direção, desde que sua implantação seja acompanhada de continuidade institucional, recursos adequados, interoperabilidade, proteção de dados e fortalecimento das capacidades tecnológicas nacionais. Seu êxito deverá ser medido não apenas pelo volume de informações compartilhadas, mas pela qualidade do conhecimento produzido, pela redução das lacunas de vigilância e pela contribuição efetiva à proteção dos interesses brasileiros.

A Engenharia de Soberania e Estratégia oferece, nesse contexto, uma perspectiva para integrar inteligência, infraestrutura, tecnologia e defesa em uma estrutura orientada à autonomia estratégica. A soberania marítima contemporânea exige capacidade de observar, compreender e agir. Em um ambiente internacional marcado pela competição entre potências, pela crescente relevância das infraestruturas críticas e pela disputa por recursos e posições estratégicas, conhecer o mar significa ampliar a capacidade de decidir sobre o próprio destino.

A soberania começa pelo conhecimento do território e se consolida pela capacidade de protegê-lo. No Atlântico Sul, transformar informação marítima em inteligência estratégica é uma condição para fortalecer a Defesa Nacional, preservar os interesses brasileiros e construir autonomia tecnológica.


*Amadeu Robalinho, é Pesquisador independente e autor interdisciplinar, associado à Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho


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