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É Findi - Quase um Poema - Por Romero Falcão*

30/10/2026

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o que é um poema?
hoje, é qualquer coisa?

um esconde-esconde
entre o visível e o invisível?

em que estado
o poema alcança o poeta?
quando está despido
das vestes bestiais:
comer, beber, dormir,
transar?

o poema tem força,
faísca, fascínio?
encara a escuridão,
o raio, o rio, o riso?

o poema apodrece
na primeira esquina
ou é imperecível ao tempo?

onde habita o poema?
o que ele come?
mora no pássaro tão leve
que explode
e se alimenta do ódio do homem?

o que fica
depois de ler um poema?
ele persiste, pesa, fere
ou vira anúncio de jornal?

o que seria um poema?
a beleza do estorvo,
ternura vigarista
de paletó e gravata?

isto aqui seria quase um poema
se não fosse
uma cabeça de cobra e imaginação pequena

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o que é um poema?
hoje, é qualquer coisa?

um esconde-esconde
entre o visível e o invisível?

em que estado
o poema alcança o poeta?
quando está despido
das vestes bestiais:
comer, beber, dormir,
transar?

o poema tem força,
faísca, fascínio?
encara a escuridão,
o raio, o rio, o riso?

o poema apodrece
na primeira esquina
ou é imperecível ao tempo?

onde habita o poema?
o que ele come?
mora no pássaro tão leve
que explode
e se alimenta do ódio do homem?

o que fica
depois de ler um poema?
ele persiste, pesa, fere
ou vira anúncio de jornal?

o que seria um poema?
a beleza do estorvo,
ternura vigarista
de paletó e gravata?

isto aqui seria quase um poema
se não fosse
uma cabeça de cobra e imaginação pequena


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda

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NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores.


O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.

Leia outras informações

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É Findi - Prédios Ícones de Pernambuco: Primeiro Santuário de Nossa Senhora de Fátima no Mundo - Alberto Salazar*

30/10/2026

Igreja do Colégio Nóbrega


As ordens religiosas católicas surgiram a partir do século VI, sendo considerada a primeira, a dos Beneditinos. Quase todas as ordens que foram sendo constituídas, além de formarem seus religiosos, abriram-se, depois, à formação religiosa e educacional áqueles que não se identificavam para o sacerdócio e/ou a vida monacal.

No Brasil, várias dessas ordens vieram ainda no século XVI. Em Pernambuco, foram os Carmelitas, Franciscanos, Oratorianos (recoletos de São Felipe Néri), Dominicanos, Beneditinos e Jesuítas. Essas ordens muito contribuíram para a evangelização do nativo, na formação sacerdotal e na educação de leigos.

Das ordens citadas, a dos Jesuítas, Companhia de Jesus, criada por Inácio de Loyola, um militar espanhol, foi uma das mais ativas. Eles atuavam em quase todos os rincões do Brasil. Fundaram grandes missões e aldeamentos, onde uma igreja, capela ou oratório era o centro social e religio...

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Igreja do Colégio Nóbrega


As ordens religiosas católicas surgiram a partir do século VI, sendo considerada a primeira, a dos Beneditinos. Quase todas as ordens que foram sendo constituídas, além de formarem seus religiosos, abriram-se, depois, à formação religiosa e educacional áqueles que não se identificavam para o sacerdócio e/ou a vida monacal.

No Brasil, várias dessas ordens vieram ainda no século XVI. Em Pernambuco, foram os Carmelitas, Franciscanos, Oratorianos (recoletos de São Felipe Néri), Dominicanos, Beneditinos e Jesuítas. Essas ordens muito contribuíram para a evangelização do nativo, na formação sacerdotal e na educação de leigos.

Das ordens citadas, a dos Jesuítas, Companhia de Jesus, criada por Inácio de Loyola, um militar espanhol, foi uma das mais ativas. Eles atuavam em quase todos os rincões do Brasil. Fundaram grandes missões e aldeamentos, onde uma igreja, capela ou oratório era o centro social e religioso da comunidade. Destacaram-se entre os primeiros jesuítas, Padre Manoel da Nóbrega, José de Anchieta e Padre Antônio Vieira.

Em meados do século XVIII, o Marquês de Pombal expulsou a Ordem de Portugal e de suas colônias. No século XIX a ordem volta ao Brasil, mas a questão religiosa do segundo reinado fez com que os Jesuítas, mais uma vez, deixassem o Brasil. Já no século XX, com o fim da monarquia em Portugal, muitos Jesuítas migraram para o Brasil e aqui, em Pernambuco, fundaram o colégio Nóbrega.

Em 13 de maio de 1917, no povoado de Fátima, na Leiria, três crianças, Lúcia Santos, 10 anos e seus primos, Francisco Marto, 9 anos e Jacinta Marto, 6 anos, estavam pastorando seu rebanho quando viram um clarão sobre uma árvore na entrada da cova da Iria e ali avistaram um brilho intenso e se depararam com uma moça que dizia se chamar Maria, e convida-os a rezarem juntos. Antes de ir embora, pediu que as crianças transmitissem uma mensagem ao povo, pedindo orações, penitências e conversão à fé católica. Essas aparições sucederam-se por mais seis vezes, sendo a última em 13 de outubro de 1917.

A devoção à Santa atraiu milhares de pessoas para visitarem o local das aparições,a cova da Iria. Só após investigações canônicas ocorridas em 1935 foi que se permitiu, oficialmente, o culto de Nossa Senhora de Fátima.

Os Jesuítas portugueses que aqui encontravam-se deram início a construção do Santuário em 1932, e foi concluído e inaugurado em 8 de setembro de 1935.

O arquiteto francês Georges Munier projetou a obra em estilo neogótico, em formato de cruz latina, utilizando na sua volumetria arcos ogivais góticos, também conhecidos como “parábolas” canônicas. Dada a magnitude do templo, o prazo de execução foi curto, sendo possível graças ao advento da tecnologia do concreto armado, tanto para moldagem dos arcos quanto para execução das marquises que contornam o templo externamente, da metade da nave e passando por trás do altar.

Destacam-se ainda a verticalidade acentuada da fachada, com torre única e o uso de vazados em concreto, numa similitude com o cobogó, elemento construtivo criado por engenheiros pernambucanos. A imagem da santa, medindo três metros de altura, foi criação do artista português Antônio da Paz.

Quando da inauguração, muito foi a repercussão positiva ne imprensa, que destacava “merece especial registro a recente inauguração do majestoso templo de Nossa Senhora de Fátima...., julgamos ser essa a primeira igreja que se ergue no mundo sob invocação da Virgem, com o título Nossa Senhora do Rosário de Fátima como se apresentou aos pastorinhos.... seus construtores.... foram de rara perícia em modelar em cimento armado uma obra moderníssima... de cunho artístico e consoante às leis litúrgicas e aspirações da igreja. A nossa capital vê assim, enriquecido seu patrimônio com tamanho monumento religioso, erguido pelos beneméritos padres jesuítas que se podem considerar introdutores da moderna arquitetura religiosa no Brasil.”

A colônia portuguesa local muito contribuiu financeiramente para o custeio da obra. A imprensa, à época, assim exaltou: “os portugueses foram decisivos.... conseguiram levantar recursos e ajudar os Jesuítas. Levaram a ideia adiante por isso essa igreja deve muito à colônia portuguesa em relação a tudo que foi feito.”

Neste templo está sepultado o Padre José Aparício da Silva, jesuíta português confessor da Irmã Lúcia, uma das pastorinhas, nascido em Aljustrel, na Beira em Portugal, em 14 de fevereiro de 1879 e falecido nesta cidade em 21 de maio de 1966.

Em 15 de março de 2010 o governador Eduardo Campos assinou o decreto de tombamento do templo, tendo sido inscrito como bem do Patrimônio Cultural Imaterial e Material dos Pernambucanos, e em 14 de outubro de 2026 o prefeito do Recife, Vitor Marques, sancionou a lei que institui o dia de Nossa Senhora de Fátima no calendário oficial de eventos do Recife.

Minha relação com o Santuário é hereditária e devocional, pois meu pai e seus irmãos foram alunos do Nóbrega, e mais, o meu pai, já dentista, teve muitos padres ou irmãos da Ordem como pacientes, tendo, inclusive, na sua missa de 7º dia, em 14 de fevereiro de 1995, realizada na igreja, a concelebração da mesma pelo bispo e mais de vinte padres, muitos deles jesuítas e ex pacientes.

Meu pai contava lembrar-se da construção do templo e de sua inauguração. Meus irmãos mais velhos também foram alunos do Nóbrega, e eu e meu irmão mais novo fomos alunos do Colégio Padre Abranches, também da ordem Jesuíta.

No nosso lar rezava-se o mês de maio, em todas as noites o terço e a ladainha, bem como na casa da minha sogra. No dia 13 de maio dos anos 1960 e início dos anos 1970, minha mãe organizava uma pequena procissão que saía da nossa casa na rua Gervásio Pires e contornava o quadrilátero formado pela rua dos Palmares, Sossego ou 13 de maio, Suassuna e fechando novamente na Gervásio Pires. A procissão era acompanhada por vizinhos, tias e primos, que vinham de outros bairros. Com o progresso, o centro da cidade se expandiu e as casas antes residenciais passaram a receber escritórios e consultórios.

Minha devoção à Nossa Senhora de Fátima permanece até hoje, e continuamos rezando o mês de maio.


*Alberto Salazar, é Engenheiro Civil, Membro do IAHGP.



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É Findi - Esquinas - Poema - Por Eduardo Albuquerque*

30/10/2026

Em cada esquina,
o que me fascina,
qual será a sina,
caminho, o destino.

O futuro é incerto,
sabe-se isso é certo,
sem dúvidas decerto,
é realidade concreta.



Por isso não me apresso,
meu passo tal o faço,
é assim, é assado.

Em ritmo de compasso,
a cada esquina dada,
ei-lo, o único espaço.


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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Em cada esquina,
o que me fascina,
qual será a sina,
caminho, o destino.

O futuro é incerto,
sabe-se isso é certo,
sem dúvidas decerto,
é realidade concreta.



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Por isso não me apresso,
meu passo tal o faço,
é assim, é assado.

Em ritmo de compasso,
a cada esquina dada,
ei-lo, o único espaço.


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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É Findi - A Lenda - Poema - Por Felipe Bezerra*

30/10/2026

Louvo a língua de quem diz,
cuspindo a verdade real,
que não somos mais um país,
mas apenas um esgoto moral,
após o pleito presidencial.


Recife, 29 de outubro de 2026.


*Felipe Bezerra, advogado e poeta. @felipebezerradesouza


NR - Os poemas assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.


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Louvo a língua de quem diz,
cuspindo a verdade real,
que não somos mais um país,
mas apenas um esgoto moral,
após o pleito presidencial.


Recife, 29 de outubro de 2026.


*Felipe Bezerra, advogado e poeta. @felipebezerradesouza


NR - Os poemas assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.


O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.




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É Findi - "José" - Por Josué Sena*

30/10/2026

Do poema de Drummond, "José”,
O que, em glosa, há de se dizer,
Diante da densidade com que ele é,
Ao encarar a decadência do ser?

Alguém Sentiu angústia igual?
Alguém assim, tão José, de fato existe,
Alguém assim descreveu em que consiste
A situação de perplexidade tal?

Tudo perder, o futuro, a mulher, ter chaves,
No entanto, não possuir casas?
Diante desses e outros existenciais entraves,

Que acicatam ao modo de brasas,
Como fazer poesia com longas asas,
E veementes tons agudos e graves?


*Josué Sena, poeta e desembargador do TJPE.



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Do poema de Drummond, "José”,
O que, em glosa, há de se dizer,
Diante da densidade com que ele é,
Ao encarar a decadência do ser?

Alguém Sentiu angústia igual?
Alguém assim, tão José, de fato existe,
Alguém assim descreveu em que consiste
A situação de perplexidade tal?

Tudo perder, o futuro, a mulher, ter chaves,
No entanto, não possuir casas?
Diante desses e outros existenciais entraves,

Que acicatam ao modo de brasas,
Como fazer poesia com longas asas,
E veementes tons agudos e graves?


*Josué Sena, poeta e desembargador do TJPE.



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É Findi - Lançamento do ‘Contraponto’ - Livro dos nossos AJ Fontes* e Ana Pottes*

30/10/2026

Um diálogo entre a crônica e a poesia


Desde antes da primeira troca de olhares, a escrita já fazia parte de nossas vidas. Em algum momento passou a ser uma atividade compartilhada que preenche boa parte dos dias. Lemos, ouvimos e falamos ao outro sobre os textos produzidos.

Coluna ‘É FINDI’

O JORNAL O PODER chegou ao nosso conhecimento, há três anos em meio às conversas com amigos trazidos pelas atividades literárias que nos apresentavam. Carinhosamente acolhidos por Vida e Zé Nivaldo vimos a oportunidade de publicar periodicamente. Decidimos apresentar, um a cada semana, crônicas, contos e poemas na coluna ‘É FINDI’.

‘Contraponto’

No início de 2026 nos demos conta da coleção de textos que dispúnhamos. Foi quando resolvemos selecionar alguns deles, analisamos o modo de disposição que entendemos ser o melhor, convidamos amigos queridos para nos apresentar, escolhemos uma editora, e ho...

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Um diálogo entre a crônica e a poesia


Desde antes da primeira troca de olhares, a escrita já fazia parte de nossas vidas. Em algum momento passou a ser uma atividade compartilhada que preenche boa parte dos dias. Lemos, ouvimos e falamos ao outro sobre os textos produzidos.

Coluna ‘É FINDI’

O JORNAL O PODER chegou ao nosso conhecimento, há três anos em meio às conversas com amigos trazidos pelas atividades literárias que nos apresentavam. Carinhosamente acolhidos por Vida e Zé Nivaldo vimos a oportunidade de publicar periodicamente. Decidimos apresentar, um a cada semana, crônicas, contos e poemas na coluna ‘É FINDI’.

‘Contraponto’

No início de 2026 nos demos conta da coleção de textos que dispúnhamos. Foi quando resolvemos selecionar alguns deles, analisamos o modo de disposição que entendemos ser o melhor, convidamos amigos queridos para nos apresentar, escolhemos uma editora, e hoje apresentamos o nosso ‘Contraponto’. Ele é a nossa visão de uma conversa entre a crônica e o poema.

Convite

Nessa terça-feira, dia 03/11, no Furdunço Café e Cultura (Rua Gildo Neto, 92 - Tamarineira), esperamos os amigos à partir das 18h00, para a chegada do nosso ‘Contraponto’.


*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’. @aj.fontes


*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem! @ana_pottes



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É Findi - Malude Maciel* Chegando em Dose Dupla

30/10/2026

Trovas


Viver não é só trabalhar
É saber qual é sua paixão
Sendo bom o tempo gastar
Com coisas do coração

Sabemos como é bom amar
Ter a alma leve e pura
Esquecer e perdoar
Desafetos com ternura

No mundo onde falta amor
Temos a luz da criança
Sua pureza e valor
É da paz a esperança.



Perdas e Ganhos


A palavra "perder" é verbo
Difícil de conjugar
Mesmo querendo ser forte
Custa muito assimilar
Aceitar uma derrota
Não é bom de degustar

Em qualquer competição
Sempre um perde e outro ganha
O perdedor sai chorando
Noutro há alegria tamanha

Em todo jogo há risco
Isto é muito natural
Tem que se estar preparado
Para o resultado final

Porém, existem outras perdas
De...

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Trovas


Viver não é só trabalhar
É saber qual é sua paixão
Sendo bom o tempo gastar
Com coisas do coração

Sabemos como é bom amar
Ter a alma leve e pura
Esquecer e perdoar
Desafetos com ternura

No mundo onde falta amor
Temos a luz da criança
Sua pureza e valor
É da paz a esperança.



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Perdas e Ganhos


A palavra "perder" é verbo
Difícil de conjugar
Mesmo querendo ser forte
Custa muito assimilar
Aceitar uma derrota
Não é bom de degustar

Em qualquer competição
Sempre um perde e outro ganha
O perdedor sai chorando
Noutro há alegria tamanha

Em todo jogo há risco
Isto é muito natural
Tem que se estar preparado
Para o resultado final

Porém, existem outras perdas
De cunho particular
Perdem-se: pessoas, coisas, afetos
Nem tudo dá pra guardar

Que nunca se perca a esperança
A vergonha e a coragem de viver
Com o restante a gente vence
No que tem que acontecer.


*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina. @malude.maciel



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É Findi – Alguns Fatos Relevantes Acontecidos no Recife - Por Carlos Bezerra Cavalcanti*

30/10/2026

30 Março de 1595 - O Pirata e Comerciante Inglês James de Lancaster invade o Recife e por aqui permanece por algumas semanas saqueando e cometendo outras arbitrariedades.

13 de agosto de 1636 - Criação do Primeiro Serviço de Extinção de Incêndios das Américas - Cia. dos Brandtmeester. No mesmo ano, no período holandês no Brasil, tivemos: A Primeira Assembleia Legislativa na América Latina, e o Primeiro Farol do Litoral Brasileiro.


28 de outubro de 1811 – Terremoto no Recife.

3 de março de 1895 - Assassinato do Dr. José Maria – Jornalista da Oposição.

17 de janeiro de1910 - Morte de José Maria.

8 de junho de 1912 - Morte do líder popular Dr. José Mariano.

11 de Agosto de 1913 - Assassinato do Jornalista da Oposição Trajano Chacon.



5 de junho de1922 – Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul Gago Coutinho e Sacadura Cabral.

22 de março de 193...

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30 Março de 1595 - O Pirata e Comerciante Inglês James de Lancaster invade o Recife e por aqui permanece por algumas semanas saqueando e cometendo outras arbitrariedades.

13 de agosto de 1636 - Criação do Primeiro Serviço de Extinção de Incêndios das Américas - Cia. dos Brandtmeester. No mesmo ano, no período holandês no Brasil, tivemos: A Primeira Assembleia Legislativa na América Latina, e o Primeiro Farol do Litoral Brasileiro.


28 de outubro de 1811 – Terremoto no Recife.

3 de março de 1895 - Assassinato do Dr. José Maria – Jornalista da Oposição.

17 de janeiro de1910 - Morte de José Maria.

8 de junho de 1912 - Morte do líder popular Dr. José Mariano.

11 de Agosto de 1913 - Assassinato do Jornalista da Oposição Trajano Chacon.



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5 de junho de1922 – Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul Gago Coutinho e Sacadura Cabral.

22 de março de 1930 – 1º Pouso do Dirigível Zeppelin no Continente Americano.

26 de julho de1930 – Assassinato de João Pessoa - Estopim da Revolução de Trinta.

3 de março de 1945 - Assassinato de Democrinho, líder estudantil.

17 de julho de 1956 - Desabamento do prédio da Loja 4 e 400.

25 de janeiro de 1961 – Capitão Galvão, opositor de Salazar, Sequestra o Navio Santa Maria, trazendo-o para o Recife.

20 de julho de1975 – Boato do Tapacurá.

12 de maio de 1985 – Incêndio no Navio Jatobá - Participação Heroica do Prático Nelcy da Silva Campos.


*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras e Sócio Benemérito do IAHGP.



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É Findi – A Nobre Missão de Escrever para Gente Miúda - Crônica - Por Xico Bizerra*

30/10/2026

É bom escrever. Para criança, melhor ainda. Dá-me a sensação de estar contribuindo, de alguma forma, para a formação intelectual e moral de um pequeno ser que tem algum escrito meu nas mãos. Na verdade, isto mais aumenta a responsabilidade de quem escreve para esse nicho do mercado. Disso, tenho consciência.

Vai além

Mas para mim, que brinco com letras e palavras, gratifica sobremaneira saber que a relevância de um livro infantil transcende os limites da simples contemplação de um bonito trabalho gráfico de capa ou de belas ilustrações internas. Ela não se exaure aí. Vai muito além e se expande em importância quando o adulto faz a leitura para seus filhos, netos ou alunos, fazendo das histórias contadas algo permanente pelo resto da vida, na cabecinha de quem as escutou. Quem de nós não lembra das histórias de Cinderela, Chapeuzinho Vermelho ou Joãozinho e o Pé de Feijão ouvidas quando éramos pequeninos? Como esquecer Monteiro Lobato, Ruth Rocha, Jo...

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É bom escrever. Para criança, melhor ainda. Dá-me a sensação de estar contribuindo, de alguma forma, para a formação intelectual e moral de um pequeno ser que tem algum escrito meu nas mãos. Na verdade, isto mais aumenta a responsabilidade de quem escreve para esse nicho do mercado. Disso, tenho consciência.

Vai além

Mas para mim, que brinco com letras e palavras, gratifica sobremaneira saber que a relevância de um livro infantil transcende os limites da simples contemplação de um bonito trabalho gráfico de capa ou de belas ilustrações internas. Ela não se exaure aí. Vai muito além e se expande em importância quando o adulto faz a leitura para seus filhos, netos ou alunos, fazendo das histórias contadas algo permanente pelo resto da vida, na cabecinha de quem as escutou. Quem de nós não lembra das histórias de Cinderela, Chapeuzinho Vermelho ou Joãozinho e o Pé de Feijão ouvidas quando éramos pequeninos? Como esquecer Monteiro Lobato, Ruth Rocha, José Mauro de Vasconcelos e Maria Clara Machado, precursores de todos aqueles que hoje desenvolvem a nobre missão de usar letras e palavras para encantar inocentes juízos.

Atividade enfraquecida

Uma pena que o acesso a esse tipo de leitura enfrente tantos entraves, impedindo que bons livros dedicados ao público infantil cheguem às mãos de potenciais leitores. O próprio sistema que habita nosso mundo moderno de hoje, com seus computadores, internets e estímulos a outros tipos de atividades que não a leitura, contribuem para que a atividade seja enfraquecida, no dia a dia.

Problemas

O que falta para a expansão da Literatura Infantil? O que desincentiva autores e editoras a investir neste mercado? Várias respostas podem ser oferecidas, de problemas de distribuição a pouco acesso aos editais de aquisição pública, do elevado custo de publicação ao desestímulo de bons autores em decorrência dos problemas a que nos aludimos. Além da falta de uma política pública com objetivos mais amplos, que tenha por tema e fim a formação de leitores, a disseminação da leitura entre as crianças.

É pouco

Seria injustiça, por outro lado, não reconhecer o esforço federal em contribuir com a difusão e a viabilidade econômica dos produtores de livros infantis, a exemplo do Programa Nacional do Livro e do Material Didático PNLD. Talvez precise apenas de alguns ajustes, aperfeiçoamentos, de uma desburocratização que permita às pequenas editoras participarem efetivamente do Programa. É pouco.

Dra. Eliane Maria Fernandes

Há iniciativas isoladas, louváveis, mas pouco representativas do ponto de vista conjuntural e efetividade prática. Conheço uma amiga aqui no Recife, Psicóloga infantil, Dra. Eliane Maria Fernandes Campos, que mantém em seu consultório uma espécie de biblioteca, onde disponibiliza, por empréstimo, livros infantis para seus pacientes mirins.

Louve-se, também, a iniciativa de algumas pequenas editoras regionais, a exemplo da Pó de Estrelas, a IMPEH e a Vacatussa, que, nadando contra a correnteza, continuam na boa batalha de cuidar de publicações para os pequenos, inobstante todas as dificuldades.

Xico para os miúdos

De minhas parte, que além de escrever para gente grande em Blogs e Jornais diversos e em mídias sociais, também me insiro no rol de escritores para os miúdos, já tendo registrado a publicação de alguns títulos da espécie, 12 no total, continuarei a missão de ‘formiguinha’, pelo simples prazer de ver meus netos, ao terem acesso a um livro meu, se contagiarem de alegria, floreando sorrisos no meu olhar de avô. Tomara que outras crianças também desfrutem desse sentimento. Para mim, isso basta.
(Texto escrito para a REVISTA ARAÇÁ, Edição nº 18, de 27.08.26)



*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico



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Comitê de Cultura em Pernambuco promove oficina para artesãos e artistas de Lagoa do Carro

30/10/2026

Uma oficina gratuita de construção de portfólio artístico será oferecida no próximo domingo, (01/11), no município de Lagoa do Carro, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. A formação disponibiliza 50 vagas para artesãs, artesãos, artistas, coletivos, grupos, instituições culturais, Pontos de Cultura e Patrimônios Vivos da cidade e região.

A atividade

A atividade acontece durante a 17ª Feira do Tapete e Artesanato de Lagoa do Carro (Fetalc). Os interessados em participar da capacitação devem se inscrever pelo www.instagram.com/comitecultura_pe.

A iniciativa

A iniciativa é do Comitê de Cultura em Pernambuco, com incentivo do Ministério da Cultura e do Governo do Brasil, por meio da Política Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC).

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Uma oficina gratuita de construção de portfólio artístico será oferecida no próximo domingo, (01/11), no município de Lagoa do Carro, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. A formação disponibiliza 50 vagas para artesãs, artesãos, artistas, coletivos, grupos, instituições culturais, Pontos de Cultura e Patrimônios Vivos da cidade e região.

A atividade

A atividade acontece durante a 17ª Feira do Tapete e Artesanato de Lagoa do Carro (Fetalc). Os interessados em participar da capacitação devem se inscrever pelo www.instagram.com/comitecultura_pe.

A iniciativa

A iniciativa é do Comitê de Cultura em Pernambuco, com incentivo do Ministério da Cultura e do Governo do Brasil, por meio da Política Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC).




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A revolução musical do maior disco instrumental do Brasil, por Zé da Flauta

30/10/2026

Em 1964, o Brasil prendia a respiração nos bastidores da política, mas, dentro do estúdio da CBS no Rio de Janeiro, uma revolução silenciosa e definitiva acontecia diante dos microfones. Ali nascia Edison Machado é Samba Novo, um vinil que rasgou a compostura comportada da Bossa Nova para libertar a fúria e a elegância do samba-jazz.

Edison não quis ser mero acompanhante no canto da sala; com as baquetas em rasteira e o pulso cravado no prato de condução, ele transformou a bateria num instrumento orquestral, solista e soberano. Foi o instante mágico em que o ritmo do morro e da gafieira ganhou asas de colibri e peso de tempestade, mudando para sempre a forma de tocar esse instrumento na caixa e no aro.

Seleção lendária

Para consumar essa profanação sagrada, Edison convocou para o estúdio o que havia de mais genial, refinado e visceral no instrumental brasileiro. Nascia ali uma seleção lendária: a rocha firme do contrabaixo de Tião Ne...

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Em 1964, o Brasil prendia a respiração nos bastidores da política, mas, dentro do estúdio da CBS no Rio de Janeiro, uma revolução silenciosa e definitiva acontecia diante dos microfones. Ali nascia Edison Machado é Samba Novo, um vinil que rasgou a compostura comportada da Bossa Nova para libertar a fúria e a elegância do samba-jazz.

Edison não quis ser mero acompanhante no canto da sala; com as baquetas em rasteira e o pulso cravado no prato de condução, ele transformou a bateria num instrumento orquestral, solista e soberano. Foi o instante mágico em que o ritmo do morro e da gafieira ganhou asas de colibri e peso de tempestade, mudando para sempre a forma de tocar esse instrumento na caixa e no aro.

Seleção lendária

Para consumar essa profanação sagrada, Edison convocou para o estúdio o que havia de mais genial, refinado e visceral no instrumental brasileiro. Nascia ali uma seleção lendária: a rocha firme do contrabaixo de Tião Neto, o toque percussivo e genial do piano de Tenório Júnior, cuja luz a ditadura argentina apagaria anos mais tarde em uma das páginas mais tristes da nossa história, e o lirismo avassalador dos sopros de Paulo Moura, J. T. Meirelles, Pedro Paulo Siqueira, Raul de Souza e Edson Maciel. Quando esse time de gigantes atacou a antológica "Nanã" (Coisa Nº 5), do nosso mestre pernambucano Moacir Santos, os metais urraram com tamanha força que o estúdio parecia pequeno demais para abrigar tanta vida.

Densidade

O repertório do álbum flutua entre a sofisticação harmônica do jazz urbano e a densidade mística das nossas raízes africanas. Sob a regência dos arranjos milimétricos de Moacir Santos e J. T. Meirelles, faixas como "Quintessência", "Coisa Nº 1" e releituras vertiginosas de Baden Powell ganharam uma pulsação inacreditável. Não era apenas música bem executada; era um descarrego de brasilidade, um diálogo em ritmo acelerado onde cada virada de caixa parecia um coração em sobressalto e cada frase de trombone soava como um grito de liberdade.

Criatividade

Aos ouvidos de quem ama a nossa cultura, Edison Machado é Samba Novo permanece como uma oração em acetato, um marco temporal que nos lembra do que fomos capazes de criar no auge da nossa inspiração. Sessenta anos depois, quando aquele prato de condução começa a soar e o naipe de metais entra rasgando o ar, é impossível conter o arrepio na pele. Edison Machado não gravou apenas um disco excelente; ele eternizou a própria alma do samba moderno, provando que enquanto houver ritmo, paixão e coragem, a música do Brasil será sempre imortal.

Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista



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