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O homem que roubou Portugal e o escândalo do Banco Master: paralelos de uma mesma engrenagem, por Antônio Campos*

23/02/2026

A história econômica é pródiga em personagens que desafiam o sistema financeiro não apenas pela audácia, mas pela capacidade de explorar suas fragilidades estruturais. Em 'O homem que roubou Portugal', Murray Teigh Bloom narra o caso de Artur Virgílio Alves Reis, responsável por um dos maiores golpes financeiros do século XX. Quase um século depois, o escândalo do Banco Master, associado ao nome de Daniel Vorcaro, reacende o debate sobre governança, regulação e os limites entre ousadia empresarial e risco sistêmico.

Alves Reis não era um ladrão comum

Ele percebeu que o Banco de Portugal operava sob um regime de moeda fiduciária frágil, com controles internos imperfeitos. Seu golpe não consistiu em falsificar notas grosseiras, mas em mandar imprimi-las na própria gráfica oficial que produzia o papel-moeda português. Criou, na prática, um “banco central paralelo”, emitindo milhões de escudos como se fossem legítimos.

Impacto

A história econômica é pródiga em personagens que desafiam o sistema financeiro não apenas pela audácia, mas pela capacidade de explorar suas fragilidades estruturais. Em 'O homem que roubou Portugal', Murray Teigh Bloom narra o caso de Artur Virgílio Alves Reis, responsável por um dos maiores golpes financeiros do século XX. Quase um século depois, o escândalo do Banco Master, associado ao nome de Daniel Vorcaro, reacende o debate sobre governança, regulação e os limites entre ousadia empresarial e risco sistêmico.

Alves Reis não era um ladrão comum

Ele percebeu que o Banco de Portugal operava sob um regime de moeda fiduciária frágil, com controles internos imperfeitos. Seu golpe não consistiu em falsificar notas grosseiras, mas em mandar imprimi-las na própria gráfica oficial que produzia o papel-moeda português. Criou, na prática, um “banco central paralelo”, emitindo milhões de escudos como se fossem legítimos.

Impacto

O prefácio da edição brasileira destaca que o impacto de sua fraude foi macroeconômico, chegando a representar cerca de 2,6% do PIB português da época. Não se tratava apenas de crime individual, mas de um abalo institucional. A moeda, símbolo da soberania, foi capturada por um particular.
No caso do Banco Master, as proporções e os mecanismos são distintos, mas as analogias estruturais são evidentes. A instituição ganhou notoriedade ao captar recursos com taxas elevadas, expandindo rapidamente sua base de ativos e assumindo posições consideradas arriscadas por parte do mercado.

Debate do modelo

Como em outros episódios bancários contemporâneos, a discussão não gira apenas em torno de ilegalidade, mas de modelo de negócio, exposição a risco e confiança do sistema.
Alves Reis justificava-se como um “desenvolvimentista”, afirmando que sua emissão clandestina visava fomentar Angola e dinamizar a economia portuguesa. A retórica é conhecida: a inovação financeira seria instrumento de progresso, mesmo que os meios fossem questionáveis. O empresário se via quase como um reformador monetário.
Também no Brasil recente, discursos de modernização financeira, crédito alternativo e soluções “fora do padrão” acompanharam a ascensão de bancos médios e independentes. O argumento da eficiência contra a ortodoxia reaparece. A linha entre empreendedorismo financeiro e imprudência regulatória torna-se tênue.


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Outro ponto de contato

A confiança. O sistema bancário é, essencialmente, um pacto de fé coletiva. No caso português, o Banco de Portugal sequer possuía controles adequados para detectar duplicidade de numeração de notas. A falha institucional abriu espaço para o golpe. A engrenagem funcionava, mas com parafusos frouxos.
No Brasil, o debate sobre o Banco Master também passa pela supervisão. A atuação do Banco Central, os limites prudenciais, as garantias do FGC e a transparência das operações tornam-se centrais. Sempre que um banco cresce aceleradamente apoiado em estruturas complexas, o mercado pergunta: o regulador está enxergando tudo?
Outra analogia reside na figura do personagem. Alves Reis era carismático, articulado, capaz de convencer empresários e investidores estrangeiros da legitimidade de seu contrato forjado. Criou uma narrativa de grandeza e oportunidade histórica. O fascínio pessoal foi parte do motor do golpe.
Escândalos financeiros contemporâneos também costumam orbitar líderes que concentram poder decisório e constroem reputações de ousadia.

Semelhanças e diferenças

A personalização excessiva da gestão pode transformar a instituição em extensão da vontade de um indivíduo, reduzindo filtros internos.
Há, porém, diferenças importantes. Alves Reis cometeu falsificação deliberada e consciente, forjando documentos e assinaturas. Seu ato era criminal na essência. Já os episódios bancários modernos geralmente transitam na zona cinzenta da regulação: estruturas agressivas, mas formalmente amparadas por normas até que a autoridade determine o contrário.
Ainda assim, o efeito simbólico é semelhante. Quando a moeda ou o crédito são percebidos como manipuláveis por interesses privados, a confiança sistêmica se abala. Em Portugal, o escândalo contribuiu para instabilidade política e institucional. No Brasil, cada crise bancária reabre a discussão sobre risco moral e socialização de prejuízos.

Constante histórica

Ambos os casos revelam uma constante histórica: sistemas financeiros complexos dependem menos de genialidade individual e mais de mecanismos de controle eficazes. Onde há lacunas, surgem aventureiros — ou inovadores — dispostos a testá-las.
O homem que roubou Portugal não apenas imprimiu dinheiro; imprimiu uma lição sobre os limites da confiança institucional. O episódio do Banco Master, ainda que em contexto diverso, recorda que a solidez bancária é construída sobre prudência, transparência e fiscalização contínua.
Entre a audácia e a imprudência, a história ensina que o verdadeiro risco não está apenas no indivíduo, mas na arquitetura que permite que ele avance.
O escândalo do Banco Master demonstra a necessidade do aprimoramento do sistema de controle bancário e financeiro no Brasil. No final, quem paga a conta é a União, ou seja, o cidadão. É preciso punição exemplar, dando o devido processo legal.

*Antônio Campos é advogado e escritor.


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Morte de 'El Mencho': onda de violência no México mata 25 membros da Guarda Nacional

23/02/2026

A onda de violência que tomou regiões do México após morte do narcotraficante El Mencho matou 25 membros da Guarda Nacional, segundo o governo. Os agentes foram mortos em 6 ataques distintos em Jalisco. Também morreram 34 suspeitos e outras 3 pessoas. Ao todo, mortes chegam a 73, segundo agências de notícias e a imprensa mexicana.



'El Mencho'

Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como 'El Mencho', foi morto durante uma operação militar ontem, domingo, 22/02. Ele comandava o cartel Jalisco Nova Geração, que trafica cocaína, metanfetamina, fentanil aos EUA, e era o criminoso mais procurado do país.



Ministro da Segurança do México

Em coletiva de imprensa hoje, segunda-feira, 23/02, o ministro da Segurança do México, Omar García Harfuch, revelou que os militares morreram em ataques em Jalisco. Também morreram um agente penitenciário, um integrante do Ministério Público estadual e uma...

A onda de violência que tomou regiões do México após morte do narcotraficante El Mencho matou 25 membros da Guarda Nacional, segundo o governo. Os agentes foram mortos em 6 ataques distintos em Jalisco. Também morreram 34 suspeitos e outras 3 pessoas. Ao todo, mortes chegam a 73, segundo agências de notícias e a imprensa mexicana.


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'El Mencho'

Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como 'El Mencho', foi morto durante uma operação militar ontem, domingo, 22/02. Ele comandava o cartel Jalisco Nova Geração, que trafica cocaína, metanfetamina, fentanil aos EUA, e era o criminoso mais procurado do país.


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Ministro da Segurança do México

Em coletiva de imprensa hoje, segunda-feira, 23/02, o ministro da Segurança do México, Omar García Harfuch, revelou que os militares morreram em ataques em Jalisco. Também morreram um agente penitenciário, um integrante do Ministério Público estadual e uma mulher não identificada. Harfuch afirmou ainda que cerca de 30 suspeitos de integrar organizações criminosas foram mortos em Jalisco e outros 4 foram mortos em Michoacán. 70 pessoas foram presas, em 7 estados, durante os atos violentos deste domingo, organizados por partidários do cartel. "Estamos monitorando de perto qualquer tipo de reação ou reestruturação dentro do cartel que possa levar à violência", garantiu o secretário de Segurança.

PEC da Segurança quer manter pena integral em feminicídio e pedofilia

23/02/2026

O relator da PEC da Segurança Pública, o deputado Mendonça Filho, vai propor que haja possibilidade constitucional de redução, ou eliminação, da progressão de pena para condenados por feminicídio e pedofilia, mantendo o cumprimento integral da sentença para esses casos. A proposta já fazia essa sugestão para líderes de facções criminosas. Caso seja aprovada, a PEC permitirá que leis que proponham a redução, ou extinção, da progressão de pena não corram risco de questionamento e invalidação judicial para esses casos. Ou seja, a PEC não acabará com a progressão, mas abrirá espaço constitucional para a legislação brasileira fazer isso.

Feminicídio, pedofilia ou chefes de facção

Na prática, com a emenda aprovada, a proposta permitirá que deputados votem projetos de lei que reduzam, ou extinguam, a progressão de pena para condenados por feminicídio, pedofilia ou chefes de facção. A progressão de pena transfere os apenados para um regime menos rigoroso e...

O relator da PEC da Segurança Pública, o deputado Mendonça Filho, vai propor que haja possibilidade constitucional de redução, ou eliminação, da progressão de pena para condenados por feminicídio e pedofilia, mantendo o cumprimento integral da sentença para esses casos. A proposta já fazia essa sugestão para líderes de facções criminosas. Caso seja aprovada, a PEC permitirá que leis que proponham a redução, ou extinção, da progressão de pena não corram risco de questionamento e invalidação judicial para esses casos. Ou seja, a PEC não acabará com a progressão, mas abrirá espaço constitucional para a legislação brasileira fazer isso.

Feminicídio, pedofilia ou chefes de facção

Na prática, com a emenda aprovada, a proposta permitirá que deputados votem projetos de lei que reduzam, ou extinguam, a progressão de pena para condenados por feminicídio, pedofilia ou chefes de facção. A progressão de pena transfere os apenados para um regime menos rigoroso e é um direito garantido a todos os condenados. Para o benefício, o juiz deve analisar se o preso preenche requisitos da lei, segundo o TSDFT, Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. Segundo a Lei de Execução Penal, "o apenado somente terá direito à progressão de regime se ostentar boa conduta carcerária, comprovada pelo diretor do estabelecimento, e pelos resultados do exame criminológico".


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Quando será analisada

A previsão é que a PEC seja analisada na comissão especial no início de março e, tão logo aprovada, siga para o plenário. Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, o texto pode ser votado mesmo com a pauta trancada. O projeto Antifacção tramita com urgência constitucional e pode passar a trancar a pauta nos próximos dias. A proposta já foi aprovada pelos deputados, mas passou por um série de mudanças no Senado e retornou para a análise da Câmara. Para Mendonça Filho, a PEC da Segurança precisa ser votada antes do PL Antifacção. A discussão sobre a pauta da Casa, no entanto, ainda deve ser definida por Hugo Motta e líderes partidários.

Senado marca votação da “OAB da Medicina”. Após votação pode seguir direto para a Câmara

23/02/2026

A Comissão de Assuntos Sociais, CAS, do Senado marcou, para quarta-feira, 25/02, a votação do projeto de lei que cria o Exame Nacional de Proficiência em Medicina, ‘Profimed’, que ficou conhecido como “OAB da Medicina”, em referência à prova feita por bacharéis em Direito, obrigatória para a obtenção do registro de advogado no Brasil. A proposta ganhou tração após os resultados desanimadores da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica, ‘Enamed’. Ao todo, 30% dos mais de 300 cursos avaliados pelo MEC foram reprovados. A maioria deles serão alvos de penalidades por terem notas “1” e “2” em uma escala até 5.



‘Profimed’

O Profimed busca avaliar as competências profissionais e éticas de egressos de medicina de forma semestral. A sua realização será obrigatória para o exercício da medicina no Brasil. A prova será coordenada, regulamentada e aplicada pelo CFM, competência que enfrenta resistência de alguns parlamen...

A Comissão de Assuntos Sociais, CAS, do Senado marcou, para quarta-feira, 25/02, a votação do projeto de lei que cria o Exame Nacional de Proficiência em Medicina, ‘Profimed’, que ficou conhecido como “OAB da Medicina”, em referência à prova feita por bacharéis em Direito, obrigatória para a obtenção do registro de advogado no Brasil. A proposta ganhou tração após os resultados desanimadores da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica, ‘Enamed’. Ao todo, 30% dos mais de 300 cursos avaliados pelo MEC foram reprovados. A maioria deles serão alvos de penalidades por terem notas “1” e “2” em uma escala até 5.


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‘Profimed’

O Profimed busca avaliar as competências profissionais e éticas de egressos de medicina de forma semestral. A sua realização será obrigatória para o exercício da medicina no Brasil. A prova será coordenada, regulamentada e aplicada pelo CFM, competência que enfrenta resistência de alguns parlamentares, que defendem que seja o MEC quem aplique a prova. A iniciativa tramita na comissão em caráter terminativo, ou seja, não precisa passar pelo plenário e pode ir direto para a Câmara.

Comissão: MEC e pelo Ministério da Saúde

Em contrapartida, será criada uma comissão de apoio, composta pelo MEC e pelo Ministério da Saúde, para tratar da prova, que será estabelecida em ato pelo CFM. O projeto ainda cria regras para a ampliação de novas vagas na residência médica para garantir que médicos recém-formados se especializem. O MEC e o Ministério da Saúde deverão apresentar um plano conjunto para atingir a proporção mínima de 0,75 vaga por egresso até 2035.

Academia Pernambucana de Letras inicia comemoração do centenário do Congresso Regionalista de 1926

23/02/2026

O Congresso Regionalista foi um movimento de valorização cultural, que buscava defender as tradições, a cultura e a identidade do Nordeste brasileiro diante da modernização acelerada e da influência estrangeira. Do Congresso resultou o Manifesto Regionalista de 1926, escrito pelo então jovem intelectual revolucionário Gilberto Freyre.



Sessão emocionante

A Academia Pernambucana de Letras, presidida por Margarida Cantarelli, promove na tarde de hoje sessão em homenagem ao centenário do evento. O ato está em andamento, neste momento. (15h40). A acadêmica Maria Lecticia Cavalcanti, com extraordinário brilhantismo, faz a introdução ao tema. Ainda vai falar o intelectual, consultor empresarial e intelectual Gilberto Freyre Neto, descendente direto do maior gênio da cultura Pernambucana.

O Manifesto

Escrito por Gilberto Freyre, inserido no contexto modernista, mas com um viés tradicionalista, propõe um...

O Congresso Regionalista foi um movimento de valorização cultural, que buscava defender as tradições, a cultura e a identidade do Nordeste brasileiro diante da modernização acelerada e da influência estrangeira. Do Congresso resultou o Manifesto Regionalista de 1926, escrito pelo então jovem intelectual revolucionário Gilberto Freyre.


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Sessão emocionante

A Academia Pernambucana de Letras, presidida por Margarida Cantarelli, promove na tarde de hoje sessão em homenagem ao centenário do evento. O ato está em andamento, neste momento. (15h40). A acadêmica Maria Lecticia Cavalcanti, com extraordinário brilhantismo, faz a introdução ao tema. Ainda vai falar o intelectual, consultor empresarial e intelectual Gilberto Freyre Neto, descendente direto do maior gênio da cultura Pernambucana.

O Manifesto

Escrito por Gilberto Freyre, inserido no contexto modernista, mas com um viés tradicionalista, propõe um contraponto ao modernismo paulista de 1922.
Defende a Cultura e Tradição; a cultura nordestina, com foco na tradição rural (casa-grande e senzala) e na valorização das expressões locais.
Também o Urbanismo e Ecologia, com crítica aos "engenheiros simplistas" e ao uso excessivo de cimento armado, defendendo um urbanismo mais adequado ao meio, valorizando as ruas estreitas e sobrados. Também valorização da "Autenticidade": Busca pela "autenticidade brasileira" no passado rural e na cultura popular nordestina.

Recepção

O movimento teve influência em outras regiões brasileiras e gerou debates sobre a modernidade e tradição, com Mário de Andrade, por exemplo, expressando entusiasmo com a iniciativa, apesar de inicialmente contrário ao regionalismo.


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Imunização contra Bronquiolite: Maternidades do Recife iniciam imunização de bebês amanhã

23/02/2026

Dez unidades de saúde localizadas no Recife passam a aplicar o imunizante 'niservimabe', até então só disponível na rede privada e agora incorporado ao SUS, a partir de amanhã, terça-feira, 24/02. O objetivo das vacinações é proteger os bebês contra o vírus sincicial respiratório, VSR, causador da bronquiolite, infecção respiratória bastante comum em crianças menores de dois anos. Conforme orientação do Ministério da Saúde, o público-alvo dessa ação são recém-nascidos prematuros (nascidos no período de até 36 semanas e 6 dias de gestação) e bebês (até 1 ano, 11 meses e 19 dias) com comorbidades específicas: cardiopatia congênita, doença pulmonar grave ou crônica da prematuridade (DPCP), imunocomprometidos graves, síndrome de Down, fibrose cística, doença neuromusculares graves e anomalias congênitas das vias aéreas.

Locais de Vacinação

O imunizante, administrado em apenas uma dose, será aplicado nas seguintes maternidades localizadas na cidade do Re...

Dez unidades de saúde localizadas no Recife passam a aplicar o imunizante 'niservimabe', até então só disponível na rede privada e agora incorporado ao SUS, a partir de amanhã, terça-feira, 24/02. O objetivo das vacinações é proteger os bebês contra o vírus sincicial respiratório, VSR, causador da bronquiolite, infecção respiratória bastante comum em crianças menores de dois anos. Conforme orientação do Ministério da Saúde, o público-alvo dessa ação são recém-nascidos prematuros (nascidos no período de até 36 semanas e 6 dias de gestação) e bebês (até 1 ano, 11 meses e 19 dias) com comorbidades específicas: cardiopatia congênita, doença pulmonar grave ou crônica da prematuridade (DPCP), imunocomprometidos graves, síndrome de Down, fibrose cística, doença neuromusculares graves e anomalias congênitas das vias aéreas.

Locais de Vacinação

O imunizante, administrado em apenas uma dose, será aplicado nas seguintes maternidades localizadas na cidade do Recife: Professor Barros Lima (Casa Amarela), Professor Bandeira Filho (Afogados), Professor Arnaldo Marques (Ibura), Hospital da Mulher (Curado), todos da rede municipal de saúde; o Imip (Coelhos), da rede filantrópica, e os hospitais Barão de Lucena (Cordeiro), Clínicas (Cidade Universitária), Agamenon Magalhães (Casa Amarela) e Cisam (Encruzilhada), vinculadas à rede estadual.


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A Vacina

Diferentemente da vacina tradicional, o 'nirsevimabe' é um anticorpo já pronto que age imediatamente após a aplicação, sem a necessidade de estimular o sistema imunológico a desenvolver uma resposta ao longo do tempo. Ele garante proteção por 5 a 6 meses após a administração. Sua incorporação ao SUS reforça a estratégia de prevenir os casos graves de bronquiolite e pneumonias em bebês. No final do ano passado, o SUS passou a disponibilizar a vacina contra VSR para gestantes a partir da 28ª semana, protegendo o bebê já antes do parto. Dessa forma, além de imunizar gestantes, há aplicação do imunobiológico na criança, reforçando o sistema de defesa. Também podem receber o imunizante as crianças com comorbidades e prematuras nascidas entre agosto de 2025 e janeiro de 2026.

"O Acordo de Yalta e o desenho geopolítico do mundo pós - 1945" - Por Jarbas Beltrão*

23/02/2026

'Yalta, o paraíso'

Yalta é cidade localizada ao sul da Península da Criméia, às margens do Mar Negro, Ucrânia.

Yalta, sul da Criméia, tem às suas margens belas praias, e hoje, muitos resorts, sempre com frequência de representantes das elites russas. Ali se encontram as águas mornas, que o Mar Báltico ao norte não possui.

Yalta, sempre foi o lugar de férias da elite czarista russa e depois das elites soviéticas...

Pela Ucrânia, às margens do Rio Volga, há importante via de penetração no território russo, é caminho usado para transportes de petróleo, e comunicações. Por ali, os alemães penetraram em território soviético, com a execução da Operação Barbarossa durante a 2a. GM.

O Rio Volga, é/foi estratégico para se chegar na cidade, cujo batismo que perdurou até a morte do ditador em 1953, foi conhecida como Stalingrado, antes chamava-se, Tsartisyng.

Conquistar e humilhar Stalingrado, er...

'Yalta, o paraíso'

Yalta é cidade localizada ao sul da Península da Criméia, às margens do Mar Negro, Ucrânia.

Yalta, sul da Criméia, tem às suas margens belas praias, e hoje, muitos resorts, sempre com frequência de representantes das elites russas. Ali se encontram as águas mornas, que o Mar Báltico ao norte não possui.

Yalta, sempre foi o lugar de férias da elite czarista russa e depois das elites soviéticas...

Pela Ucrânia, às margens do Rio Volga, há importante via de penetração no território russo, é caminho usado para transportes de petróleo, e comunicações. Por ali, os alemães penetraram em território soviético, com a execução da Operação Barbarossa durante a 2a. GM.

O Rio Volga, é/foi estratégico para se chegar na cidade, cujo batismo que perdurou até a morte do ditador em 1953, foi conhecida como Stalingrado, antes chamava-se, Tsartisyng.

Conquistar e humilhar Stalingrado, era questão de honra para o ditador nazista; afinal, a cidade carregava o nome de seu ex-aliado, agora (1941) inimigo.

Admiração, o líder nazista manteve em relação a Marx e Lenin. Mas, o socialismo internacionalista dos dois, era odiado pelo líder do Partido da Suástica.

Em 2013, o ditador Putin, achou conveniente voltar chamar a cidade de Stalingrado, para a preservação da memória da vitória na "grande guerra patriótica". Hoje é mistura de Volgogrado e Stalingrado.

'Stalingrado e a rendição nazista'

Com a derrota nazista em Stalingrado, somada a derrota no Norte da África - Batalha de El Alamein - os exércitos nazistas passaram, então, a só experimentar derrotas, isto até o final do grande conflito.

Sobre a Batalha de Stalingrado, a mesma ocorreu no ano de 1942, resultado da Operação Barbarossa (nazista) - ruptura da Aliança Soviéticos e Nazistas - a derrota e humilhação nazista teve assinatura da rendição pelo General Von Paulus, contrariando os desígnios de Hitler. As tropas alemãs esgotadas deveriam reagir até alcançar à morte.

A invasão alemã ao território Soviético foi o "ponto de virada" do governo soviético; antes aliado do nazismo.

O Tratado de 1939 - Amizade e Não-agressão - entre Alemanha e União Soviética - rompido pela Alemanha nazista, trouxe a partir de então o ditador Stalin à inclinar-se para o lado dos Aliados Ocidentais - Estados Unidos, Inglaterra e o governo francês no exílio.

'Acordo de Yalta'

Em fevereiro de 1945, ainda transcorria a guerra na Europa e no Pacífico, entretanto, a Alemanha nazista já estava derrotada, quando ocorreu o Acordo de 1945, entre as Lideranças Aliadas.

As lideranças Aliadas: Churchill, Roosevelt e mais o ditador Stalin se reuniram na cidade de Yalta, balneário da Criméia, para pensar o que viria depois daquela verdadeira demolição européia deixada pela 2a. GM.


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Na cidade Penínsular, as três lideranças reuniram-se para definir a "Nova Ordem Mundial", que viria com o término do conflito. A Ordem de Yalta, se sustentaria até 1991.

Naquela reunião foi selada a sorte do continente europeu e do mundo.

Churchil foi um pouco escanteado na Reunião pelas duas nações, Estados Unidos e União Soviética. Os destinos do mundo passaram a ser definidos fora do continente europeu - Estados Unidos (América) e União Soviética (Euro-Asia), Roosevelt e Stalin respectivamente.

Já em 1944 um Acordo - Bretton Woods - reconhecia a moeda américana - o Dólar- como meio de troca universal, que colocava a nação americana na dianteira econômica do mundo.

Dianteira americana, já vinha se constituindo antes do conflito.

'A União Soviética beneficiada'

O Acordo de Yalta trouxe o novo mapa geopolítico que dominaria a Ordem Global, repercutindo no continente Euopeu.

Soviéticos ficariam com leste do continente e o Ocidente liberal ficaria com hegemonia americana.

Berlim, a capital do Reich seria divididida entre as quatro forças que combateram na Europa: O mundo liberal - Estados Unidos, Inglaterra a França libertada.- e a União Soviética do lado comunista.

'Reações ao Acordo de Yalta'

Churchil, primeiro ministro britânico reagiu ao Acordo. Na verdade, ele via a fatia dos Soviéticos como concessão perigosa - e na verdade foi - e afirmava, a Europa seria separada por uma "Cortina de Ferro", plataforma para a expansão do totalitarismo que vindo da União Soviética se espalharia pelo mundo.

Churchill afirmava: fazer acordo com ditadores é como fazer "carícias em fera selvagem, com a cabeça dentro da boca do animal".

Churchill queria dar continuidade a guerra dirigindo-se para Moscou. Mas, as tropas estavam exaustas, os gastos com a guerra, já sufocavam a economia e a vida das sociedades democráticas.

Por sua parte, Roosevelt pressionado pelos americanos visava terminar a guerra a qualquer preço. Ainda, a guerra do Pacífico consumia as reservas dos cofres da jovem potência americana.

'O "Heartland" passou a ser soviético'

Na teoria geopolítica, o "Heartland" - o coração do globo, ficou com os comunistas - no crntro-leste europeu, as futuras Repúblicas socialstas - o miocárdio deste coração era Yalta, na Criméia.

O General americano Patton, morto num acidente banal num acampamento dos Aliados fez voz com Churchill. O General anti-comunista ferrenho, impetuoso afirmara: "vencemos o inimigo errado, o nazismo não era o inimigo da vez, sigamos para apanhá-lo em Moscou".

Mas, sem volta, o Acordo de Yalta estava definido, e a História pós-Yalta, seguiu os passos até 1991.

'O fim do Acordo de Yalta'

Queda da União Soviética, antes disso das ditaduras socialistas, caíram como um castelo de cartas, a partir de 1989.

A queda do Muro de Berlim significava a ruína do Planeta Socialista Europeu.


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Quando a URSS, dissolveu-se, com o ato de Gorbachev, em dezembro de 1991, o socialismo real sumiu por um sopro; a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, as suas 15 Repúblicas, pelos menos teoricamente "ganharam soberanias".

O paraíso dourado do futuro da humanidade já não mais existia Desmentia-se aquela arrogância de Leonid Brejnev - "o socialismo já está consolidado", mas confirmava-se a avaliação do economista da Escola Austríaca Frederich Hayeck, prêmio Nobel de Economia, O socialismo é inviável, ele parte de bases falsas, rejeita a espontaneidade e liberdade econômica, e acredita que só Planos estatais provocam alavancagem econômica.
Enfim, o erro fatal da teoria coletivista comunista perdera terreno.

A teoria dos Planos econômicos coletivistas, olha a História como sucessão de engrenagens dos modos de produção ficara "sem chão".

'As duas Europas'

O mundo pós2a GM, durante período de 1945- 1991, foi dominado por permanente clima de tensão com pintura de um conflito mundial nuclear. Uma Ordem bipolar definia o destino das nações.

O Ocidente sob comando de uma economia de mercado de direção norte-americana através de um Plano de recuperação-econômica-Plano Marshall - trazia de volta as democracias europeia, países receberam ajudas econômicas e foi formado um mercado de circulação de variadas mercadorias de consumo. Bens de uso pessoal, domésticos consistiam na economia liberal européia - Americam Way of Life. Países como: Portugal, Itália, Alemanha Federal, França, Inglaterra, Noruega, Dinamarca, Holanda, Suíça, foram beneficiados com o Plano Econômico

O Plano Marshal foi a base para construção de um mercado livre.

Paralelo ao Plano Econômico, as elites ocidentais pensaram numa Organização de Defesa Militar, nasceu daí a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Defesa contra aquela expansão totalitária vinda de Moscou.

A Europa Leste sob comando da União Soviética. Aí dentro coube as Repúblicas Socialistas, denominadas
Democracias Populares. Polônia, Tchecoesloquia, Hungria, Bulgária, Romênia. Iuguslávia, Albânia e Alemanha Democrática.

O lado leste adotou modelo econômico centralizado (estatizado) e estrutura política sob controle de um Partido Único. Parou no tempo. Modelo burocrático esgotou; e desmanchou-se 1889/1991...

O Leste europeu criou um Estado distanciado da Sociedade. Resultado paralisia econômica e ditaduras terroristas.


A partir de 1989, as ditaduras foram caindo embora permaneçam ranços. Estive em set/out de 2025 na República Tcheca, visitei a cidade de Brnoi, ainda preserva um ar cinza do comunismo.

'A Novissima Ordem Mundial'

A partir 1991 com o desmonte do "Planeta socialista', a Ordem torna-se unipolar, com a hegemonia Norte americana. Porém, desde os últimos anos de 1980, uma nova potência vai surgindo no extremo Oriente - a República Popular da China - um mix de ditadura comunista e economia de mercado - (socialismo de características chinesas). Uma economia de mercado, não doméstico, sob controle da burocracia estatal/ partidária.


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Com a China, então fruto da ambição da economia de mercado ocidental, cumpriu-se as "profecias" do economista Shumpter - "capital persegue seu máximo lucro". Essa otimização de ganhos, a partir de 1980 migra para o extremo oriente comunista: China, Vietnã, Laos, Cambodja. Aí Kissinger, Nixon deram um empurrãozinho para o "Ocidente ser traído".


Tenho Dito.


Desde minha Gravatá, com degustação de uma boa dose de Old Par, on The Rocks.


*Jarbas Beltrão é Historiador, professor de História da UPE. Mestre em Educação pela UFPB. MBA em Política Estratégia Defesa e Segurança pela Adesg e Faculdade Metropolitana São Carlos/SP. Vinculado ao MBA em Geopolítica e Novas Fronteiras, Cibernética e Inteligência Artificial pela Adesg (Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra) e Instituto Venturo. Membro associado Academy Ventury de Política e Estratégia.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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Vende-se Prédios do Diário de Pernambuco: o preço é menor que o cachê de artista famoso - Por, Emanuel Silva*

23/02/2026

O fato precisa ser dito logo de início: o Governo Federal está leiloando um imóvel histórico ligado ao Diário de Pernambuco — o jornal mais antigo em circulação da América Latina — por cerca de R$ 750 mil.

Esse é o valor pedido, já com desconto de quase 300 mil do valor de avaliação, para arrematar um dos ícones do jornalismo nacional, que testemunhou quase dois séculos de história, da Independência do Brasil aos dias atuais. Ou seja, o Governo Federal está vendendo a história com desconto, para se ver livre rapidamente.

O dado ganha contornos ainda mais simbólicos quando se observa que o mesmo governo, por meio da Lei Rouanet, assistiu à expansão da captação de recursos via renúncia fiscal para cifras bilionárias destinadas ao financiamento de espetáculos, shows e outras atrações culturais.

Diante desse contraste, a pergunta impõe-se de forma direta:

qual a razão de tamanho descaso com a memória histórica?

A m...

O fato precisa ser dito logo de início: o Governo Federal está leiloando um imóvel histórico ligado ao Diário de Pernambuco — o jornal mais antigo em circulação da América Latina — por cerca de R$ 750 mil.

Esse é o valor pedido, já com desconto de quase 300 mil do valor de avaliação, para arrematar um dos ícones do jornalismo nacional, que testemunhou quase dois séculos de história, da Independência do Brasil aos dias atuais. Ou seja, o Governo Federal está vendendo a história com desconto, para se ver livre rapidamente.

O dado ganha contornos ainda mais simbólicos quando se observa que o mesmo governo, por meio da Lei Rouanet, assistiu à expansão da captação de recursos via renúncia fiscal para cifras bilionárias destinadas ao financiamento de espetáculos, shows e outras atrações culturais.

Diante desse contraste, a pergunta impõe-se de forma direta:

qual a razão de tamanho descaso com a memória histórica?

A memória histórica mais barata que um show de duas horas

O preço mínimo estabelecido no leilão federal para os edifícios localizado na Praça da Independência, nº 36 e 40, Santo Antônio, Recife/PE, que ajudaram a narrar a trajetória política, social e cultural do Brasil, é irrisório quando comparado aos cachês milionários pagos pelo setor público para a promoção de eventos festivos.

Em 2023, a Lei Rouanet captou aproximadamente R$ 2,35 bilhões; em 2024, o total alcançou R$ 3,04 bilhões; e, em 2025, chegou a R$ 3,41 bilhões, recorde histórico desde a criação do mecanismo. Ainda assim, um prédio histórico está indo a leilão por valor inferior ao montante captado para turnês de determinados artistas famosos, inclusive alguns velhos conhecidos que, por sinal, se tornaram muito ricos. Ou bem menos que a escola de samba do Rio de Janeiro obteve para contar a historia de Lula no Carnaval 2025.
O contraste é objetivo:

o que dura poucas horas custa mais do que aquilo que resistiu por quase duzentos anos.
Não se trata de recurso retórico, mas de um diagnóstico claro sobre a hierarquia de prioridades adotada pelo Estado brasileiro.


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A inversão de valores no Brasil: quando um espetáculo vale mais que a memória de 200 anos.

Não está em debate a legitimidade do financiamento a espetáculos culturais.

Os eventos artísticos integram a vida cultural brasileira e devem ser valorizados.

Entretanto, uma política cultural equilibrada pressupõe também:

• preservação do patrimônio histórico;
• sustentação de instituições de memória;
• proteção de acervos, bibliotecas e arquivos.

No contexto brasileiro recente, observa-se uma inversão:

o efêmero ganha centralidade, enquanto o permanente perde prioridade.

O espetáculo gera visibilidade imediata, repercussão midiática, capital simbólico e... possível voto. A memória, por sua natureza silenciosa e duradoura, não produz retorno instantâneo.

Por isso, o desequilíbrio deixa de ser apenas cultural e assume dimensão política, especialmente quando cifras bilionárias convivem com o abandono material de um dos marcos históricos da imprensa nacional.

O abandono que antecedeu o leilão

Nenhum patrimônio histórico chega ao leilão de forma repentina.

Antes disso, ocorre um processo silencioso de deterioração institucional e social:

• ausência de manutenção contínua;
• fragilidade de políticas públicas de preservação;
• desinteresse institucional;
• redução da história a simples ativo imobiliário registrado sob matrícula nº 12.567, processo nº 0810590-50.2023.4.05.8300.

Esse roteiro é repetido em diversas regiões do país.

Um símbolo de relevância é colocado à venda pelo Governo Federal por um valor inferior ao salário anual de determinados altos cargos públicos, sem que se perceba plenamente a dimensão da perda envolvida.

Uma pergunta incômoda e um apelo ao comprador

Quando o poder público financia amplamente eventos artísticos — por recursos diretos ou incentivados — e, simultaneamente, coloca à venda um símbolo vivo da história brasileira, surge uma indagação inevitável:

a prioridade é preservar a cultura ou ampliar a visibilidade política em períodos eleitorais?

Não se trata de conjectura, mas de análise objetiva de prioridades:

• bilhões de reais destinados a espetáculos via renúncia fiscal;
• menos de um milhão para manter um patrimônio que representa quase dois séculos do jornalismo do país.

Nesse contexto, impõe-se também um chamado à sensibilidade dos próprios concorrentes da imprensa.

Se o Governo adota tamanho nível de desprezo institucional em relação a uma instituição com cerca de 200 anos de história editorial, qual será o destino, no futuro, com a memória daqueles que possuem apenas algumas décadas de existência?

Por fim, o dado mais eloquente de todos:

uma parte da história brasileira, embora pequena, foi reduzida a anúncio de leilão com prazo de encerramento.

Quem desejar arrematar esta fração concreta da história nacional, que de tão desvalorizada pelo Governo Federal, está com desconto de 30%, basta acessar:
https:// comprei.pgfn.gov.br /anuncio/detalhe/65362
Resta somente 14 dias. E o apelo para quem arrematar: Veja que os prédios não são paredes antigas, em localização central, mas são quase dois séculos de memória jornalística nacional. Ao menos preserve e respeite


*Emanuel Silva, é Professor e Cronista


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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Mudança de tempo ou tempo de mudança? - Por, Zé da Flauta

23/02/2026

Sempre que o mundo parece acelerar demais, alguém pergunta se estamos vivendo uma mudança de tempo ou apenas trocando a decoração do mesmo velho cenário. Desta vez, porém, a sensação é diferente. Os paradigmas realmente se moveram. A tecnologia não bate mais à porta: ela já sentou na sala, abriu o notebook e começou a produzir. As inteligências artificiais padronizam textos, imagens, músicas, relatórios. Fazem rápido, fazem bem, e fazem igual. O que antes era diferencial técnico virou commodity em silêncio.

Coração

Durante muito tempo, o valor humano foi medido pelo músculo. Depois, pelo cérebro. Quem aguentava mais, produzia mais, quem pensava mais rápido, decidia melhor. Agora, curiosamente, essas duas métricas já não bastam. Máquinas superam o músculo. Algoritmos superam a lógica. O que sobra de verdadeiramente humano começa a emergir como novo critério, o coração. Não no sentido romântico piegas, mas no sentido ético, relacional, sensível.
...

Sempre que o mundo parece acelerar demais, alguém pergunta se estamos vivendo uma mudança de tempo ou apenas trocando a decoração do mesmo velho cenário. Desta vez, porém, a sensação é diferente. Os paradigmas realmente se moveram. A tecnologia não bate mais à porta: ela já sentou na sala, abriu o notebook e começou a produzir. As inteligências artificiais padronizam textos, imagens, músicas, relatórios. Fazem rápido, fazem bem, e fazem igual. O que antes era diferencial técnico virou commodity em silêncio.

Coração

Durante muito tempo, o valor humano foi medido pelo músculo. Depois, pelo cérebro. Quem aguentava mais, produzia mais, quem pensava mais rápido, decidia melhor. Agora, curiosamente, essas duas métricas já não bastam. Máquinas superam o músculo. Algoritmos superam a lógica. O que sobra de verdadeiramente humano começa a emergir como novo critério, o coração. Não no sentido romântico piegas, mas no sentido ético, relacional, sensível.

Precisão

O que passa a valer é o que não se automatiza com facilidade. O interesse genuíno pelas pessoas. A escuta real. O sorriso que não vem do manual de atendimento. A empatia que percebe o não dito. A simpatia que cria ambiente, não performance. Num mundo de respostas perfeitas, o erro humano, quando vem acompanhado de verdade, pode ser mais confiável do que a precisão fria de uma máquina.

Paradoxo

As empresas que entenderem isso primeiro sairão na frente. Não porque terão mais tecnologia, mas porque saberão usá-la sem desumanizar tudo ao redor. O diferencial não estará nos sistemas, mas nas pessoas que os operam. Não no discurso bonito sobre “valores”, mas nas relações cotidianas. Talvez este seja o paradoxo do nosso tempo, quanto mais inteligentes as máquinas ficam, mais precioso se torna aquilo que só o humano sabe fazer, cuidar, acolher, criar vínculos. Se for isso mesmo, não estamos apenas mudando de tempo. Estamos sendo convidados a mudar de postura.

Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista


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O casamento de Miguel e João, por Roberto Vieira

23/02/2026

Os tempos mudam, mas templos continuam sendo o palco onde o poder e o afeto se encontram sob o olhar da eternidade. Em 1962, um sábado de chuva no Rio de Janeiro testemunhou o "sim" de Miguel Arraes e Madalena Saboia Fiuza na Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

Viúvo

Arraes, viúvo e pai de oito filhos, vencia a pecha de ateu e marxista ao se ajoelhar perante o altar. O evento, guardado por alto-falantes que proibiam a imprensa, foi relatado pela pena jovem de Fausto Wolff, antes mesmo dos anos de chumbo e do exílio na Argélia e em Paris.

João

Décadas depois, a história se repete com novas cores e a mesma intensidade política. O prefeito do Recife, João Campos, bisneto de Arraes, uniu-se a Tabata Amaral em uma cerimônia que parou as redes sociais. Se em 1962 o Chevrolet branco partia para a incerteza do golpe militar, em 2026 o enlace acontece sob as luzes de autoridades da República, como o Ministro Alexandre de...

Os tempos mudam, mas templos continuam sendo o palco onde o poder e o afeto se encontram sob o olhar da eternidade. Em 1962, um sábado de chuva no Rio de Janeiro testemunhou o "sim" de Miguel Arraes e Madalena Saboia Fiuza na Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

Viúvo

Arraes, viúvo e pai de oito filhos, vencia a pecha de ateu e marxista ao se ajoelhar perante o altar. O evento, guardado por alto-falantes que proibiam a imprensa, foi relatado pela pena jovem de Fausto Wolff, antes mesmo dos anos de chumbo e do exílio na Argélia e em Paris.

João

Décadas depois, a história se repete com novas cores e a mesma intensidade política. O prefeito do Recife, João Campos, bisneto de Arraes, uniu-se a Tabata Amaral em uma cerimônia que parou as redes sociais. Se em 1962 o Chevrolet branco partia para a incerteza do golpe militar, em 2026 o enlace acontece sob as luzes de autoridades da República, como o Ministro Alexandre de Moraes, e o som de valsas sertanejas.

Pop

Cerca de 200 convidados no Leme abraçaram Miguel. Hoje, o alcance digital das imagens de João e Tabata ultrapassa a marca de 1 milhão de visualizações por postagem. Amor é bom. Com mídia é melhor.

Paradoxo

O legado de Madalena Arraes é indissociável da resistência. Ela, que brilhou na Sorbonne e comungava todos os domingos em Paris, foi a rocha de Arraes durante o exílio. Tabata Amaral, por sua vez, carrega o simbolismo da "feminista de branco", casando old fashion numa quebra de paradigmas que ecoa a modernidade de Madalena, que em 62 ousou um vestido curto para a época. Tabata ainda sonhava com um vestido de noiva. Quem diria?

Política

A política e o casamento andam juntos na dinastia Arraes-Campos. Do altar do Rosário ao altar da atualidade, a liturgia do poder exige o sagrado. Ontem, Madalena enfrentava militares para defender o esposo preso; hoje, Tabata e João desenham o futuro político do país entre o palanque e o altar, provando que, na história de Pernambuco, o amor é sempre um ato político. Nunca passa em branco, seja de branco ou saia curta.

Roberto Vieira é médico e cronista


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A Síntese e o Palco, por Jorge Henrique de Freitas Pinho

23/02/2026

Rebaixamento, rejeição e o limite do espetáculo na República

“O conflito não destrói a comunidade. O que a destrói é esquecer que o palco é comum.”


1. A avenida depois da apuração

Dedico esta reflexão a Marcos Veloso, cuja leitura generosa de O Teatro dos Opostos provocou-me a tocar o concreto. A filosofia que não pisa a realidade corre o risco de tornar-se arquitetura suspensa no ar.

Uma escola de samba homenageia o Presidente da República em ano pré-eleitoral. A festa ocorre sob luz nacional. Ao final da apuração, vem o rebaixamento. O fato pertence ao regulamento do Carnaval. O significado extrapola o regulamento e instala-se no campo simbólico.

Não estamos analisando notas técnicas. Estamos observando o que acontece quando cultura e poder se aproximam em ambiente de polarização aguda. O palco cultural passa a ser lido como extensão do palco político. E, nesse instante, a interpretação deixa de ser es...

Rebaixamento, rejeição e o limite do espetáculo na República

“O conflito não destrói a comunidade. O que a destrói é esquecer que o palco é comum.”


1. A avenida depois da apuração

Dedico esta reflexão a Marcos Veloso, cuja leitura generosa de O Teatro dos Opostos provocou-me a tocar o concreto. A filosofia que não pisa a realidade corre o risco de tornar-se arquitetura suspensa no ar.

Uma escola de samba homenageia o Presidente da República em ano pré-eleitoral. A festa ocorre sob luz nacional. Ao final da apuração, vem o rebaixamento. O fato pertence ao regulamento do Carnaval. O significado extrapola o regulamento e instala-se no campo simbólico.

Não estamos analisando notas técnicas. Estamos observando o que acontece quando cultura e poder se aproximam em ambiente de polarização aguda. O palco cultural passa a ser lido como extensão do palco político. E, nesse instante, a interpretação deixa de ser estética para tornar-se plebiscitária.

2. O símbolo que não pede licença

Em tempos de erosão de popularidade, nenhum gesto público do governante permanece neutro. A presença converte-se em mensagem implícita. A vaia passa a ser lida como diagnóstico político. O aplauso transforma-se em prova de vitalidade.

O símbolo não pede licença. Ele opera no terreno das percepções coletivas, onde intenção e efeito raramente coincidem.

A homenagem pode ter sido concebida como expressão cultural legítima. A presença presidencial pode ter sido pensada como gesto de aproximação popular.

Contudo, quando o ambiente institucional atravessa tensão, cada imagem pública é absorvida por narrativas maiores.

Quando a estética vira plebiscito, o palco cultural perde parte de sua função integradora. O que deveria suspender diferenças passa a reproduzi-las.

3. O rebaixamento como metáfora involuntária

O regulamento é técnico. A narrativa é política.

Não há necessidade de insinuar causalidade entre homenagem e resultado. Seria intelectualmente desonesto fazê-lo.

O que importa é o fenômeno interpretativo. O fato ocorre e, imediatamente, é apropriado por discursos já polarizados.

Para alguns, o rebaixamento simboliza rejeição.

Para outros, sinaliza perseguição.

Para muitos, é apenas coincidência instrumentalizada.

O evento é único. As leituras são múltiplas.
O problema não reside no resultado em si, mas na leitura que o antecede.

Quando o palco cultural é percebido como extensão de um projeto de poder, cada tropeço artístico converte-se em argumento político. O símbolo deixa de integrar e passa a classificar.

4. Legitimidade formal e legitimidade simbólica

A política mede-se por votos, mas sustenta-se por vínculos. O mandato confere legitimidade formal. A confiança sustenta legitimidade simbólica.

Pesquisas indicam aumento de rejeição e queda de popularidade. Não se trata aqui de instrumentalizar números, mas de reconhecer sintoma estrutural: algo no vínculo entre governante e parcela significativa da sociedade encontra-se tensionado.

O mandato permanece juridicamente íntegro. O capital simbólico, porém, oscila. E capital simbólico é aquilo que permite governar além do mínimo institucional. Ele transforma decisão técnica em gesto compreendido, política pública em confiança compartilhada.

Quando o vínculo enfraquece, a intensificação estética pode parecer caminho de reconstrução.

Contudo, em ambiente polarizado, maior exposição não garante maior adesão. Pode evidenciar dissonância entre forma e circunstância.

5. O regulamento invisível do debate

Se a avenida é o palco visível, as redes sociais são o palco invisível da República.

Propostas de restringir impulsionamento pago de críticas na pré-campanha sob o argumento de proteger o processo democrático trazem à tona questão estrutural: quem define a fronteira entre crítica legítima e ataque abusivo?

Combater desinformação é dever institucional. Conter dissenso é outra coisa.

Democracia não se sustenta por ausência de conflito, mas por conflito regulado. O risco não está na fricção intensa, mas na assimetria das regras que a organizam.
Quando o regulamento invisível parece inclinado, a confiança enfraquece.

O rito eleitoral precisa ser mais estável que os governos transitórios.

6. Amor herdado e amor adquirido

Em reflexão recente em aula de geopolítica, distingui dois modos de pertencimento que ajudam a compreender nossa tensão atual.

Amor herdado é vínculo anterior à escolha: memória, tradição, continuidade histórica.
Amor adquirido é adesão consciente a um projeto político, a um pacto institucional, a uma convicção racional.

Parte da sociedade reage por apego ao projeto. Outra reage por apego à forma, ao limite, à continuidade institucional.

Quando o amor adquirido despreza o herdado, produz abstração sem chão. Quando o herdado despreza o adquirido, gera nostalgia sem direção.

A coesão nacional exige ambos: memória e projeto, tradição e escolha.

7. Brasil e Estados Unidos: origens distintas

Os Estados Unidos nasceram de ruptura revolucionária e fundaram identidade sobre pacto constitucional. Ali predomina o amor adquirido. Quando a polarização atinge o significado do pacto fundador, a disputa assume dimensão ontológica.

O Brasil nasceu de continuidade adaptada. A independência não destruiu o Estado; transformou-o. O período monárquico consolidou unidade antes da radicalização partidária. Desenvolvemos forte componente de amor herdado político.

Nossa polarização é intensa, mas ainda disputa projeto, não existência nacional. Essa distinção, contudo, depende da preservação do reconhecimento mútuo como parte da mesma comunidade histórica.

8. A Dorsal Mesoatlântica

No fundo do Atlântico, placas tectônicas afastam-se lentamente e nova crosta emerge. A Dorsal não simboliza colapso, mas geração.

A tensão não é patologia. É vitalidade.
O problema não é a fricção. É a ausência de forma.

Fricção com estrutura cria.

Fricção sem estrutura destrói.

Na República, a forma chama-se rito: eleições periódicas, alternância legítima, autonomia entre poderes, liberdade de crítica, estabilidade de regras.
Sem rito preservado, polarização desliza para guerra simbólica.

Com rito sólido, pode produzir maturidade coletiva.

9. A eleição como rito civilizador

Síntese não é conciliação superficial. É superação que preserva o verdadeiro de cada polo e abandona seus excessos.

A eleição é o rito civilizador dessa superação. Permite que a tensão encontre forma institucional. Permite escolher direção sem suprimir o adversário.

Mas pode também converter-se em plebiscito existencial.

A urna decide governo; não decide quem é cidadão legítimo. Decide direção administrativa; não decide quem tem direito à voz.

Se vivida como mecanismo de maturidade institucional, a polarização pode elevar o debate. Se vivida como combate final, corroerá confiança.

10. O palco e os guardiões do rito

Queremos continuar juntos. O desafio é aprender como continuar sob fricção intensa.

O Tribunal Superior Eleitoral é guardião do rito. Sua autoridade depende da confiança coletiva. A memória de 2022 permanece no debate público.

Percepção não é sentença jurídica, mas influencia a estabilidade simbólica do processo.

O Judiciário como um todo deve permanecer acima da arena que organiza. Não se exige silêncio, mas sobriedade proporcional ao poder exercido.

A democracia não exige unanimidade social. Exige neutralidade estrutural das regras.

Se os guardiões forem percebidos como equânimes, a fricção criará maturidade.
Se forem vistos como parte da disputa, a fricção corroerá confiança.

O teatro continuará.

A questão decisiva não é quem vencerá o próximo ato. É se o palco continuará sendo reconhecido como comum depois dele.

(*) O autor é advogado e ensaísta.


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Sem sexo, Farra e Rock And Roll - Crônicaa, por Romero Falcão*

23/02/2026

Não gosto de shopping; vou por necessidade: comprar um troço em promoção, ir a uma consulta médica. Entro por uma porta e saio por outra. Semana passada peguei carona com um colega, o qual me avisou que passaria no shopping. Enquanto ele desenrolava as guerras, fiquei de bobeira, perambulando. Atento, porém, para pescar uma crônica. Quem sabe o Deus do consumo estava pra peixe.

Escolhi três coroas dondocas numa cafeteria. Rita Lee me perdoe: dondoca nunca será uma espécie em extinção. Uma delas tinha na orelha um brinco de aproximadamente dez centímetros e, no pulso, um Cartier. Sobre a mesa, uma bolsa Louis Vuitton.



Sentei próximo, no intuito de arranjar material pra escrita. Mas nada surgia que desse beliscão ou cascudo no leitor. Elas conversavam sobre a festa de fulana, a viagem de ciclano. Coisa de madame, cardápio ostentação. Eu olhava o relógio do celular; meu colega estipulou trinta minutos para resolver a parada. Até agora, nem um...

Não gosto de shopping; vou por necessidade: comprar um troço em promoção, ir a uma consulta médica. Entro por uma porta e saio por outra. Semana passada peguei carona com um colega, o qual me avisou que passaria no shopping. Enquanto ele desenrolava as guerras, fiquei de bobeira, perambulando. Atento, porém, para pescar uma crônica. Quem sabe o Deus do consumo estava pra peixe.

Escolhi três coroas dondocas numa cafeteria. Rita Lee me perdoe: dondoca nunca será uma espécie em extinção. Uma delas tinha na orelha um brinco de aproximadamente dez centímetros e, no pulso, um Cartier. Sobre a mesa, uma bolsa Louis Vuitton.


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Sentei próximo, no intuito de arranjar material pra escrita. Mas nada surgia que desse beliscão ou cascudo no leitor. Elas conversavam sobre a festa de fulana, a viagem de ciclano. Coisa de madame, cardápio ostentação. Eu olhava o relógio do celular; meu colega estipulou trinta minutos para resolver a parada. Até agora, nem um fiapo de frase pra trançar texto.

Quando menos espero, uma delas solta um bicho graúdo:

— Meus dois filhos não querem que eu namore. Argumentam que uma mulher na minha idade, com dois netos, tem que baixar o fogo. Dizem que essa fase já passou; agora o foco são os netinhos. Levar pra psicóloga, pediatra, nutricionista, shopping. Fazer companhia ao casal de pets na medida em que os filhos e noras viajam.

Eu me contorcia na cadeira, quase queimei os lábios na xícara de café. Pois a tal mulher que os filhos querem apagar é bonita, não deve passar dos sessenta e cinco anos, é sexy, tem veneno no olhar. Muita lenha pra queimar.


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Uma das amigas interveio:

— Ah, isso é ciúme, é normal.
Já a outra não passou pano, botou pra torar:

— E por que, quando eles eram solteiros — há quatro anos —, diziam pra você arrumar namorado?

— Isso, minha filha, é egoísmo. Querem você à disposição, e homem no meio atrapalha.

Vovó com todo o gás represado, sem sexo, farra e Rock and Roll.


*Romero Falcão é um cronista que se arrisca a fazer poema torto.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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Reforma Tributária 55: Cashback religioso e a ampliação das imunidade na EC n.°132/2023 - Por Rosa Freitas*

23/02/2026

A imunidade tributária para "templos de qualquer culto" (Art. 150, VI, "b" da CF/88) é uma garantia da liberdade religiosa. Ela impede que o governo cobre impostos sobre o patrimônio, a renda e os serviços ligados às finalidades essenciais das igrejas.

1. O que o STF decidiu (Jurisprudência)

O Supremo Tribunal Federal ampliou o alcance dessa proteção, consolidando que a imunidade não é apenas para o "prédio da igreja", mas para tudo o que sustenta sua missão:

Imóveis Alugados: São imunes ao IPTU, desde que o valor do aluguel seja revertido para as atividades da igreja (Súmula Vinculante 52).

Cemitérios e Veículos: Cemitérios sem fins lucrativos e veículos da entidade também não pagam IPTU/IPVA.

Importações e Compras: Bens importados (como papel para Bíblias) e aquisição de imóveis (ITBI) possuem proteção se destinados ao culto ou assistência social.

O que NÃO é imune: As entidades pagam tax...

A imunidade tributária para "templos de qualquer culto" (Art. 150, VI, "b" da CF/88) é uma garantia da liberdade religiosa. Ela impede que o governo cobre impostos sobre o patrimônio, a renda e os serviços ligados às finalidades essenciais das igrejas.

1. O que o STF decidiu (Jurisprudência)

O Supremo Tribunal Federal ampliou o alcance dessa proteção, consolidando que a imunidade não é apenas para o "prédio da igreja", mas para tudo o que sustenta sua missão:

Imóveis Alugados: São imunes ao IPTU, desde que o valor do aluguel seja revertido para as atividades da igreja (Súmula Vinculante 52).

Cemitérios e Veículos: Cemitérios sem fins lucrativos e veículos da entidade também não pagam IPTU/IPVA.

Importações e Compras: Bens importados (como papel para Bíblias) e aquisição de imóveis (ITBI) possuem proteção se destinados ao culto ou assistência social.

O que NÃO é imune: As entidades pagam taxas (lixo, iluminação pública) e contribuições de melhoria. A Maçonaria, por decisão do STF, não é considerada "templo" para fins de imunidade.

2. O Critério da Afetação e Limites

Para manter o benefício, a entidade deve provar a afetação: o uso do recurso para o fim religioso ou social:

Desvio de Finalidade: Se o patrimônio for usado para fins comerciais particulares ou lucro pessoal dos líderes, a imunidade é cancelada.

Salários: Pastores e funcionários continuam pagando Imposto de Renda sobre seus ganhos (prebenda/salário), pois a imunidade não se estende à pessoa física.

3. A Reforma Tributária (EC nº 132/2023)

A reforma manteve a proteção e criou mecanismos para o novo sistema de consumo (IVA Dual: CBS e IBS):

Desoneração Indireta: Busca evitar que impostos "escondidos" nos produtos aumentem o custo das igrejas.

Entidades Assistenciais: A imunidade foi reforçada para creches, asilos e instituições sociais mantidas por igrejas.

Doações (ITCMD): Isenção garantida para doações a entidades de relevante interesse social.

O "Cashback" Religioso: Uma inovação onde a igreja paga o imposto ao comprar um produto ou serviço e recebe a restituição posterior, garantindo que a carga tributária na cadeia produtiva não atinja suas atividades essenciais.

4. O Desafio do Compliance

Com a digitalização (Reforma e Leis Complementares 214/2024 e 227/2026), a transparência é obrigatória. Para garantir a imunidade e o cashback, as entidades precisam de: CPPJ Ativo e regular.

Escrituração Contábil Digital (ECD) completa.

Gestão transparente que comprove que cada centavo economizado ou recebido foi aplicado na finalidade institucional.

Conclusão:

A Reforma Tributária não retirou direitos, mas modernizou a forma como a imunidade é aplicada. O foco agora sai apenas da "isenção na nota" para um modelo de recuperação de créditos, exigindo profissionalismo na contabilidade das instituições.
As Igrejas também vão precisar informar à Receita Federal os imóveis, mónveis, salários dos pastores e membros remunerados para o IRPF. Também foram abertas as portas para a fiscalização.lembrem- de que as taxas e demais tributos não têm Cashback.

Referências

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
BRASIL. Emenda Constitucional nº 116, de 17 de fevereiro de 2022.
BRASIL. Emenda Constitucional nº 132, de 20 de dezembro de 2023.
Supremo Tribunal Federal. Recurso Extraordinário nº 325.822/SP. Rel. Min. Ilmar Galvão. Julgamento em 18 dez. 2002.


*Rosa Freitas é advogada, doutora em direito e autora de artigos e livros jurídicos, dentre eles 'A nova dogmática da tributação de serviços no Brasil'.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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FPF quer finais do Pernambucano entre Náutico e Sport na Arena, e finalistas garantem vaga na Copa do Nordeste

23/02/2026

O Campeonato Pernambucano 2026 já sabe quem serão os finalistas, além das datas e horários dos jogos, que acontecerão nos dia 1º e 8 de março, às 18h. Donos das melhores campanhas, Náutico e Sport vão decidir o título do Campeonato Pernambucano de 2026. Assim, o “Clássico dos Clássicos” chega a 21 finais na história. Até hoje foram 13 taças para o Sport e 7 taças para o Náutico.


O local

Os times agora querem saber o local da partida De acordo com o presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro Carvalho, as partidas podem acontecer na Arena de Pernambuco e com torcida mista. Já alvirrubros e rubro-negros não abrem mão de jogar em seus respectivos estádios.



Histórico



13 vezes

Náutico e Sport já se enfrentaram 13 vezes na Arena de Pernambuco e o equilíbrio é o sinônimo dos Clássicos dos Clássicos em São Lourenço da Mata. São quatro vitórias par...

O Campeonato Pernambucano 2026 já sabe quem serão os finalistas, além das datas e horários dos jogos, que acontecerão nos dia 1º e 8 de março, às 18h. Donos das melhores campanhas, Náutico e Sport vão decidir o título do Campeonato Pernambucano de 2026. Assim, o “Clássico dos Clássicos” chega a 21 finais na história. Até hoje foram 13 taças para o Sport e 7 taças para o Náutico.


O local

Os times agora querem saber o local da partida De acordo com o presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro Carvalho, as partidas podem acontecer na Arena de Pernambuco e com torcida mista. Já alvirrubros e rubro-negros não abrem mão de jogar em seus respectivos estádios.


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Histórico



13 vezes

Náutico e Sport já se enfrentaram 13 vezes na Arena de Pernambuco e o equilíbrio é o sinônimo dos Clássicos dos Clássicos em São Lourenço da Mata. São quatro vitórias para cada lado, além de cinco empates. O confronto mais recente foi justamente em uma final estadual entre os clubes, em 2024. O resultado terminou 0x0. Suficiente para o Leão ser campeão, após vencer o Timbu por 2x0, na ida, nos Aflitos. 

Copa do Nordeste

Após eliminarem Santa Cruz e Retrô nas semifinais, respectivamente, os clubes garantiram vaga na decisão e também presença na Copa do Nordeste 2027.

Atualmente, Pernambuco tem direito a duas vagas no Nordestão. Em 2026, Sport e Retrô - campeão e vice do último estadual - representam o estado. Se o formato não sofrer alterações, os finalistas da atual edição participam do torneio regional no ano que vem.


Maior vencedor

Entre os clubes do estado de Pernambuco, o Sport é o que tem mais títulos: três (1994, 2000 e 2014). O Santa Cruz levantou a taça uma vez, em 2016. Nenhum outro time pernambucano conseguiu vencer o torneio regional.

O Leão também é o pernambucano que mais participou da Copa do Nordeste: 20 vezes. Porto, de Caruaru, e Salgueiro, são os únicos times do interior que estiveram presentes na fase de grupos do campeonato.

Severino Lopes

O Poder


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CPMI do INSS muda agenda e convoca empresária após ausência de Vorcaro

23/02/2026

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS ouve, hoje, segunda-feira (23/02), a empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos.


A convocação

A convocação ocorre após o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, cancelar o depoimento que estava previsto para a mesma data.

Chamada

Ingrid foi chamada a prestar esclarecimentos por ser apontada, em requerimentos apresentados por parlamentares, como destinatária de recursos considerados ilícitos supostamente oriundos da Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil). A entidade é alvo de investigação por descontos indevidos aplicados a aposentadorias e pensões de segurados do INSS.


Repassados

De acordo com as apurações, valores teriam sido inicialmente repassados a Cícero Marcelino de Souza Santos e, posteriormente, transferidos à esposa, Ingr...

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS ouve, hoje, segunda-feira (23/02), a empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos.


A convocação

A convocação ocorre após o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, cancelar o depoimento que estava previsto para a mesma data.

Chamada

Ingrid foi chamada a prestar esclarecimentos por ser apontada, em requerimentos apresentados por parlamentares, como destinatária de recursos considerados ilícitos supostamente oriundos da Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil). A entidade é alvo de investigação por descontos indevidos aplicados a aposentadorias e pensões de segurados do INSS.


Repassados

De acordo com as apurações, valores teriam sido inicialmente repassados a Cícero Marcelino de Souza Santos e, posteriormente, transferidos à esposa, Ingrid Pikinskeni. Para os autores do pedido de convocação, os repasses não apresentam justificativa lícita ou contratual, o que levantaria suspeitas de tentativa de ocultação da destinação final dos recursos desviados. Cícero Marcelino prestou depoimento à CPMI em outubro do ano passado.


Reconheceu

Na ocasião, ele reconheceu que suas empresas mantiveram elevado volume de transações financeiras com a Conafer, mas alegou não conseguir detalhar as operações porque documentos e equipamentos teriam sido apreendidos pela Polícia Federal.


Apura

A CPMI do INSS apura um esquema de descontos ilegais diretamente na folha de pagamento de aposentados e pensionistas, revelado em abril do ano passado após operação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU). As investigações apontam que, entre 2019 e 2024, as entidades envolvidas teriam arrecadado cerca de R$ 6,3 bilhões de forma irregular.


Pode ser ouvido

Embora tenha desistido de depor na CPMI, Daniel Vorcaro ainda pode ser ouvido por outro colegiado do Senado. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), acompanha o caso e prevê a oitiva do banqueiro amanhã, terça-feira (24/02), após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que tornou facultativo o comparecimento à CPMI.

Treze demite Roberto Fernandes após eliminação precoce no Campeonato Paraibano de 2026

23/02/2026

A queda do Treze ainda na primeira fase do Campeonato Paraibano desencadeou na demissão do técnico Roberto Fernandes. A diretoria do Galo anunciou a saída do treinador horas após a derrota para o Nacional de Patos, por 2 a 1, em pleno Amigão.


Não era unanimidade

Apesar de ter figurado no G-4 durante quase toda a disputa do Paraibano, Roberto Fernandes não era unanimidade na alta cúpula trezeana, uma vez que o desempenho dentro das quatro linhas não era satisfatório. O Galo perdeu todos os clássicos que disputou contra Campinense e Botafogo (PB). Com isso, a avaliação interna foi de que se fazia necessária uma reformulação imediata no comando do futebol.

6º lugar

O Treze terminou a competição em 6º lugar com 12 pontos, tendo sido eliminado de forma precoce ainda na primeira fase. Agora o Galo foca na Série D do Brasileiro, onde conquistou a classificação por meio o ranking.

Quatro me...

A queda do Treze ainda na primeira fase do Campeonato Paraibano desencadeou na demissão do técnico Roberto Fernandes. A diretoria do Galo anunciou a saída do treinador horas após a derrota para o Nacional de Patos, por 2 a 1, em pleno Amigão.


Não era unanimidade

Apesar de ter figurado no G-4 durante quase toda a disputa do Paraibano, Roberto Fernandes não era unanimidade na alta cúpula trezeana, uma vez que o desempenho dentro das quatro linhas não era satisfatório. O Galo perdeu todos os clássicos que disputou contra Campinense e Botafogo (PB). Com isso, a avaliação interna foi de que se fazia necessária uma reformulação imediata no comando do futebol.

6º lugar

O Treze terminou a competição em 6º lugar com 12 pontos, tendo sido eliminado de forma precoce ainda na primeira fase. Agora o Galo foca na Série D do Brasileiro, onde conquistou a classificação por meio o ranking.

Quatro meses

Anunciado em outubro, Roberto Fernandes permaneceu pouco mais de quatro meses no comando técnico da equipe da Rainha da Borborema. À frente do Galo, encerra sua passagem com nove jogos, quatro vitórias e cinco derrotas.

Severino Lopes

O Poder

Concursos em Pernambuco oferecem mais de 785 vagas com salários de até R$ 13,2 mil

23/02/2026

A semana começa com várias oportunidades de emprego em Pernambuco. O Estado reúne, ao menos, 785 vagas de emprego em seleções simplificadas e concursos públicos. Os processos seletivos com inscrições abertas estão sendo realizados em diversas cidades do estado.

Vagas

Há vagas disponíveis para cargos de níveis fundamental, médio, técnico e superior, com salários que podem chegar a R$ 13,2 mil.


Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho
Inscrições até 23 de fevereiro;
672 vagas de níveis fundamental, médio, técnico e superior;
Salários de até R$ 12,1 mil;


Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf)
Inscrições até 25 de fevereiro;
45 vagas para professor em diversas áreas do conhecimento;
Salários de até R$ 13,2 mil;

Prefeitura de Petrolina
Inscrições até 26 de fevereiro;
19 vagas de nível fundamental, médio e superior;
Sa...

A semana começa com várias oportunidades de emprego em Pernambuco. O Estado reúne, ao menos, 785 vagas de emprego em seleções simplificadas e concursos públicos. Os processos seletivos com inscrições abertas estão sendo realizados em diversas cidades do estado.

Vagas

Há vagas disponíveis para cargos de níveis fundamental, médio, técnico e superior, com salários que podem chegar a R$ 13,2 mil.


Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho
Inscrições até 23 de fevereiro;
672 vagas de níveis fundamental, médio, técnico e superior;
Salários de até R$ 12,1 mil;


Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf)
Inscrições até 25 de fevereiro;
45 vagas para professor em diversas áreas do conhecimento;
Salários de até R$ 13,2 mil;

Prefeitura de Petrolina
Inscrições até 26 de fevereiro;
19 vagas de nível fundamental, médio e superior;
Salários de até R$ 2,7 mil;

Prefeitura de Terezinha
Inscrições até 2 de março;
49 vagas de níveis médio, técnico e superior;
Salários de até R$ 3,7 mil;

O Poder

Galo Gigante é desmontado na Ponte Duarte Coelho após 11 dias de 'reinado' no carnaval do Recife

23/02/2026

Após onze dias "reinando absoluto" no carnaval do Recife, e ter arrastado mais de 2 milhões de foliões no desfile, o Galo Gigante de 2026 foi desmontado ontem, domingo (22/02). Com isso, a Ponte Duarte Coelho, onde a alegoria de 32 metros de altura recebeu foliões de vários lugares do mundo durante a festa, foi liberada para a circulação de veículos 


A escultura

Neste ano, a escultura de 8 toneladas, um dos principais símbolos da festa da cidade, teve como tema "Galo Folião Fraterno" e homenageou o arcebispo emérito de Olinda e Recife, Dom Helder Câmara.

A operação

Segundo a prefeitura, a operação começou pela manhã e foi concluída por volta das 16h30. Imagens cedidas pelo Grupo Efraim e pelo ateliê de Leopoldo Nóbrega, artista responsável pela obra, mostram trabalhadores retirando peças da estrutura que estava no local.

Entre as partes do Galo que as imagens sendo retiradas, estão os pés...

Após onze dias "reinando absoluto" no carnaval do Recife, e ter arrastado mais de 2 milhões de foliões no desfile, o Galo Gigante de 2026 foi desmontado ontem, domingo (22/02). Com isso, a Ponte Duarte Coelho, onde a alegoria de 32 metros de altura recebeu foliões de vários lugares do mundo durante a festa, foi liberada para a circulação de veículos 


A escultura

Neste ano, a escultura de 8 toneladas, um dos principais símbolos da festa da cidade, teve como tema "Galo Folião Fraterno" e homenageou o arcebispo emérito de Olinda e Recife, Dom Helder Câmara.

A operação

Segundo a prefeitura, a operação começou pela manhã e foi concluída por volta das 16h30. Imagens cedidas pelo Grupo Efraim e pelo ateliê de Leopoldo Nóbrega, artista responsável pela obra, mostram trabalhadores retirando peças da estrutura que estava no local.

Entre as partes do Galo que as imagens sendo retiradas, estão os pés da alegoria e as sombrinhas de frevo acopladas à cauda.

Galo Folião Fraterno

Neste ano, a escultura, desenvolvida pelo artista plástico Leopoldo Nóbrega, teve como tema "Galo Folião Fraterno", em homenagem a Dom Helder Câmara, líder católico que foi arcebispo de Olinda e Recife entre 1964 e 1985 e atuou na resistência à ditadura militar instalada nesse período.


A estrutura

A estrutura foi produzida com técnicas como mosaico, upcycling, pontilhismo e impressões 3D e contou com a participação de cerca de 100 profissionais. Nos pés da alegoria, foram colocadas biojoias produzidas por artesãos da comunidade da Ilha de Deus, na área central do Recife.
O Galo Gigante começou a ser montado na noite de 7 de fevereiro e recebeu a última peça no dia 10: o "coração" de Dom Helder, que ficou exposto na parte externa do peito da alegoria.

O Poder

Paraíba tem 473 vagas abertas em concursos com salários de mais de R$ 14 mil

23/02/2026

A semana começa com várias oportunidades de emprego em diversos concursos e seleções. Ao todo são 473 oportunidades em diferentes áreas. Os salários podem chegar a mais de R$ 14 mil. A maioria dos certames estão sendo ofertados por prefeituras, mas também tem concurso da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Confira:

Concurso para professor da UFPB
Vagas: 32
Nível: superior com doutorado
Salário: de R$ 5.367,43 até R$ 14.288,85
Inscrições: até 2 de março de 2026
Provas objetivas: datas específicas para cada departamento


Concurso da prefeitura de Nova Floresta
Vagas: 136
Nível: fundamental, médio, técnico e superior
Salário: de R$ 1,5 mil a R$ 14 mil
Inscrições: até 22 de fevereiro de 2026
Provas objetivas: 12 de abril de 2026
Resultado final: 29 de maio de 2026


Concurso da prefeitura de Cuité
Vagas: 142
Nível: fun...

A semana começa com várias oportunidades de emprego em diversos concursos e seleções. Ao todo são 473 oportunidades em diferentes áreas. Os salários podem chegar a mais de R$ 14 mil. A maioria dos certames estão sendo ofertados por prefeituras, mas também tem concurso da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Confira:

Concurso para professor da UFPB
Vagas: 32
Nível: superior com doutorado
Salário: de R$ 5.367,43 até R$ 14.288,85
Inscrições: até 2 de março de 2026
Provas objetivas: datas específicas para cada departamento


Concurso da prefeitura de Nova Floresta
Vagas: 136
Nível: fundamental, médio, técnico e superior
Salário: de R$ 1,5 mil a R$ 14 mil
Inscrições: até 22 de fevereiro de 2026
Provas objetivas: 12 de abril de 2026
Resultado final: 29 de maio de 2026


Concurso da prefeitura de Cuité
Vagas: 142
Nível: fundamental, médio, técnico e superior
Salário: de R$ 1,5 mil a R$ 6 mil
Inscrições: até 22 de fevereiro de 2026
Provas objetivas: 15 de março de 2026
Resultado final: 30 de abril de 2026

Concurso da prefeitura de São Bento para professor EJA
Vagas: 120
Nível: médio e superior
Salário: R$ 2.850,00
Inscrições: 19 a 23 de fevereiro
Provas objetivas: 22 de março

Concurso da prefeitura de São José dos Cordeiros
Vagas: 43 vagas
Nível: fundamental, médio e superior
Salários: de R$1.621,00 a R$4.345,07
Inscrições: até 23h59 de 8 de março
Aplicação das provas objetivas: 19 de abril
Resultado final: 18 de junho

O Poder

FPF define esta semana, detalhes das semifinais do Campeonato Paraibano 2026

23/02/2026

Com os quatro semifinalista do Campeonato Paraibano 2026 definidos, a Federação Paraibana de Futebol (FPF-PB) vai detalhar esta semana, as datas e horários dos jogos de ida e volta da competição. Já está certo que Botafogo e Campinense decidirão a classificação diante de suas torcidas, beneficiados pelas melhores campanhas na fase inicial.

A última rodada

Como já era esperado, a última rodada da primeira fase do Campeonato Paraibano, foi tensa, de tirar o fôlego e definiu os quatro clubes classificados para as semifinais da competição. Estão classificados o Botafogo, o Campinense, o Sousa e o Serra Branca.



Os resultados

Os resultados da 9ª rodada também definiram os confrontos da próxima fase: o Botafogo-PB, 1º lugar com 16 pontos, vai encarrar o Serra Branca que terminou em 4º lugar com 14 pontos. Já o Campinense, que perdeu a liderança na última rodada, terminou na 2ª colocação com 15 pontos...

Com os quatro semifinalista do Campeonato Paraibano 2026 definidos, a Federação Paraibana de Futebol (FPF-PB) vai detalhar esta semana, as datas e horários dos jogos de ida e volta da competição. Já está certo que Botafogo e Campinense decidirão a classificação diante de suas torcidas, beneficiados pelas melhores campanhas na fase inicial.

A última rodada

Como já era esperado, a última rodada da primeira fase do Campeonato Paraibano, foi tensa, de tirar o fôlego e definiu os quatro clubes classificados para as semifinais da competição. Estão classificados o Botafogo, o Campinense, o Sousa e o Serra Branca.


imagem2


Os resultados

Os resultados da 9ª rodada também definiram os confrontos da próxima fase: o Botafogo-PB, 1º lugar com 16 pontos, vai encarrar o Serra Branca que terminou em 4º lugar com 14 pontos. Já o Campinense, que perdeu a liderança na última rodada, terminou na 2ª colocação com 15 pontos e vai encarar o Sousa, 3º colocado também com 15 pontos, mas levando desvantagens no critério de desempate.

Decepção

A decepção ficou por conta do Treze que com a derrota por 2 x1 para o Nacional de Patos, em pleno Amigão, foi eliminado e terminou a competição na 6ª colocação com 12 pontos.

Os rebaixados

Se a classificação trouxe festa para alguns, também confirmou a queda dos dois clubes para a 2ª divisão. Com os resultados da rodada, Confiança-PB e Pombal estão matematicamente rebaixados para a 2ª divisão do Campeonato Paraibano do ano que vem.

A rodada

A 9ª rodada do Campeonato Paraibano foi disputada de forma simultânea e movimentou estádios em diferentes regiões do estado. No Amigão, em Campina Grande, Treze e Nacional de Patos se enfrentaram, e o Naça vendeu por 2 a 1. Em João Pessoa, no Almeidão, Botafogo-PB e Serra Branca empataram por 1 a 1, em confronto direto do G-4.

Jogos no Sertão

No Sertão, no José Cavalcanti, em Patos, o Esporte venceu o Campinense por 1 a 0 e se livrou do rebaixamento. Já no Marizão, em Sousa, venceu o Pombal por 2 a 0 e garantiu a classificação graças ao tropeço do Galo. E em Cajazeiras, o Atlético-PB que ainda tinha chances remotas de classificação, perdeu por 2 x 0 o lanterna Confiança-PB.

Vai detalhar


Severino Lopes
O Poder


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