PERNAMBUCANO JOSÉ DELANO PRONTO PARA ESTREAR NO UFC NESTE SÁBADO
03/04/2026
O prospecto José Delano, de 29 anos, bateu o peso de 66kg hoje e está totalmente preparado para entrar em combate amanhã no UFC Fight Night: Moicano vs. Duncan, transmitido pelo streaming da Paramount a partir das 18:00 no Brasil.
O COMEÇO
Delano inicou sua carreira com objetivo de perder peso, pegou gosto pelo esporte de combate e começou a lutar MMA em 2014, no Estadl de Pernambuco. Com 16 vitórias e 3 derrotas na carreira, vem de grandes eventos como o brasileiro Shooto e o americano LFA. Treina a alguns anos no Rio de Janeiro sob orientação do ex-campeão do UFC Murilo Bustamente, na Brazilian Top Team.
O ADVERSÁRIO
O polonês Robert Ruchala , de 27 anos tem 11 vitórias de 2 derrotas e construiu sua carreira no grande evento KSW. Estreou no UFC em 2025 com derrota por pontos e está na pressão de mostrar resultado na organização americana.
PERNAMBUCANA TAMBÉM LUTA NO CARD
A judoca Dione Barbosa,...
O prospecto José Delano, de 29 anos, bateu o peso de 66kg hoje e está totalmente preparado para entrar em combate amanhã no UFC Fight Night: Moicano vs. Duncan, transmitido pelo streaming da Paramount a partir das 18:00 no Brasil.
O COMEÇO
Delano inicou sua carreira com objetivo de perder peso, pegou gosto pelo esporte de combate e começou a lutar MMA em 2014, no Estadl de Pernambuco. Com 16 vitórias e 3 derrotas na carreira, vem de grandes eventos como o brasileiro Shooto e o americano LFA. Treina a alguns anos no Rio de Janeiro sob orientação do ex-campeão do UFC Murilo Bustamente, na Brazilian Top Team.
O ADVERSÁRIO
O polonês Robert Ruchala , de 27 anos tem 11 vitórias de 2 derrotas e construiu sua carreira no grande evento KSW. Estreou no UFC em 2025 com derrota por pontos e está na pressão de mostrar resultado na organização americana.
PERNAMBUCANA TAMBÉM LUTA NO CARD
A judoca Dione Barbosa, radicada nos EUA, fará a segunda luta do evento contra a brasileira Melissa Gatto, 29 anos, com cartel de 9 vitórias, 2 derrotas e 2 empates.
TRANSMISSÃO
O evento será transmitido no Brasil pelo aplicativo da Paramout a partir das 18:00.
É Findi - Recordes do País de Caruaru - Artigo, por Valéria Barbalho*
03/04/2026
Dia desses fui a Caruaru e peguei um engarrafamento danado. Levei trinta minutos para percorrer menos de cem metros, até conseguir fazer um retorno e me livrar daquele trânsito. Motivo do transtorno: uma carreta transportando uma cuscuzeira gigante, seguida por um trio elétrico, cheio de forrozeiros, e um carro de som anunciando a festa do maior cuscuz do mundo. Ocorreu-me, então, relacionar os inúmeros recordes da minha terra.
Procurei me informar, com o meu conterrâneo Walmiré Dimeron, sobre esses e descobri que a tal cuscuzeira tem quatro metros de altura e capacidade para fazer um cuscuz com 600 quilos, só de flocos de milho. E que existe a variação: o maior “quarenta” do mundo (cuscuz nordestino que mistura fubá com charque, linguiça e outros ingredientes). Nosso recordista leva 300 quilos só de carne. Existem outros exageros culinários: canjica gigante (feita com três mil espigas de milho), maior pamonha (300kg), maior xerém (200kg), maior pé de mol...
Dia desses fui a Caruaru e peguei um engarrafamento danado. Levei trinta minutos para percorrer menos de cem metros, até conseguir fazer um retorno e me livrar daquele trânsito. Motivo do transtorno: uma carreta transportando uma cuscuzeira gigante, seguida por um trio elétrico, cheio de forrozeiros, e um carro de som anunciando a festa do maior cuscuz do mundo. Ocorreu-me, então, relacionar os inúmeros recordes da minha terra.
Procurei me informar, com o meu conterrâneo Walmiré Dimeron, sobre esses e descobri que a tal cuscuzeira tem quatro metros de altura e capacidade para fazer um cuscuz com 600 quilos, só de flocos de milho. E que existe a variação: o maior “quarenta” do mundo (cuscuz nordestino que mistura fubá com charque, linguiça e outros ingredientes). Nosso recordista leva 300 quilos só de carne. Existem outros exageros culinários: canjica gigante (feita com três mil espigas de milho), maior pamonha (300kg), maior xerém (200kg), maior pé de moleque (15 metros), maior bolo de milho (250kg), maior bolo de macaxeira (160kg), maior cozido de espigas de milho (2.200 unidades), maior quentão (300 litros), maior chocolate quente (450 litros de leite e 100 quilos de chocolate), maior pipoca (12.300 saquinhos), maior festival de tareco e mariola (100kg de biscoito e 2.000 docinhos), maior arroz doce (360kg) e a maior tapioca doce (100kg). Fora essas calorias, temos a maior fogueira do Nordeste (madeira de reflorestamento) e as maiores “drilhas” (grupos de danças juninas modernas), que, juntas, somam 20 mil componentes.
Em 2011, durante o Festival de Fogueteiros, os participantes, mostrando seus trabalhos, pipocaram, durante duas horas, a maior girândola do mundo. No dia 24 de junho, a maior concentração de bacamarteiros do mundo desfila pela cidade. Cerca de 700 homens, vestidos a caráter, portando seus bacamartes, festejam o seu dia. Dispomos, ainda, do maior número de bandas de pífanos, sendo, atualmente, a de maior evidência a do Mestre João do Pife, que já se apresentou em mais de 30 países.
Todos esses recordes, junto com a multidão que lota nosso mega pátio de forró Luiz Gonzaga, fazem o maior São João do mundo. Além desses inusitados e divertidos recordes, lembrei de outros não juninos: a maior feira ao ar livre do mundo, a Feira de Caruaru, patrimônio imaterial do Brasil, famosa também pela música do compositor caruaruense Onildo Almeida, gravada pelo Rei do Baião. Somos a cidade do interior mais cantada do país, segundo pesquisa feita, em 2010, pelo Dr. Emanuel Leite, que identificou 1.020 músicas que citam Caruaru em suas letras. O Alto do Moura, lugar de Vitalino, o Mestre do Barro, é considerado o mais importante centro de arte figurativa do Brasil. Temos o jornal mais antigo do interior do Brasil, que circula, sem interrupção, desde 1º de maio de 1932: Vanguarda, fundado pelo jornalista caruaruense José Carlos Florêncio.
Sem bairrismos, mas lembrando dos inúmeros filhos talentosos da Capital do Forró, conhecidos nacional e internacionalmente, acho que, como cidade do interior, também somos recorde. Mas, isso é assunto para outro artigo. Vixe! Em se tratando de bater recordes, o País de Caruaru parece até uma Olimpíada. Inté!
*Valéria Barbalho é filha do escritor e historiador Nelson Barbalho. É médica pediatra, cronista.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
É Findi - Viva O Meu País - Crônica, por AJ Fontes*
03/04/2026
Não foi a primeira vez, o povo brasileiro completou o hino depois do som ser cortado. Quem assistiu Brasil X Croácia na última terça-feira sabe.
Cá entre nós, pernambucanos, o calor sentido no peito nesse instante tem um cheirinho de coentro fresco no feijão e cuscuz com ovo no café da manhã.
Junto ao gosto de usar a bandeira estampada em tudo quanto é lugar, o de cantar nosso hino foi elevado aos pícaros lá pelos anos de 1970, com publicidades televisivas. Desde então, é bastante ouvir o primeiro verso que o segundo, o terceiro e o restante saltarão nas vozes dos tantos de nós presentes; independente do lugar onde estejamos. Os assuntos e atenções serão desviados, nesse momento, pelo hino de Pernambuco.
É gostoso pertencer a um grupo nacional fortalecido por seus símbolos. Os nossos estão presentes desde 1817. Chegou e ficou cravado no coração de cada pernambucano e transborda para os quatrocentos cantos do mundo cantado e explicado na pint...
Não foi a primeira vez, o povo brasileiro completou o hino depois do som ser cortado. Quem assistiu Brasil X Croácia na última terça-feira sabe.
Cá entre nós, pernambucanos, o calor sentido no peito nesse instante tem um cheirinho de coentro fresco no feijão e cuscuz com ovo no café da manhã.
Junto ao gosto de usar a bandeira estampada em tudo quanto é lugar, o de cantar nosso hino foi elevado aos pícaros lá pelos anos de 1970, com publicidades televisivas. Desde então, é bastante ouvir o primeiro verso que o segundo, o terceiro e o restante saltarão nas vozes dos tantos de nós presentes; independente do lugar onde estejamos. Os assuntos e atenções serão desviados, nesse momento, pelo hino de Pernambuco.
É gostoso pertencer a um grupo nacional fortalecido por seus símbolos. Os nossos estão presentes desde 1817. Chegou e ficou cravado no coração de cada pernambucano e transborda para os quatrocentos cantos do mundo cantado e explicado na pintura que representa o meu Estado e foi a bandeira cravada no chão de uma nação.
Trouxemos o sentimento de pátria para todos, responsáveis pela formação desse povo: originários e europeus, africanos, asiáticos chegados nesse canto do novo mundo, nas mais distintas condições. Construímos uma gente nova, diferente, capaz de inventar palavras, habitações, comidas, músicas, danças e sentimentos. Há quem chame de brasilidade.
Somos brasileiros de várias estaturas, cores e sotaques. Amamos, sentimos e arengamos, cada qual com seu jeito. Somos pernambucanos: brancos, galegos, negros ou de olhos puxados, mas inseridos em nossa pátria e dispomos, aos irmãos, nossos altos coqueiros para defesa que se faça necessária ou para, tomando as palavras de um baiano famoso, o refrigério de nossas praias.
Isso tudo é nada, apenas alguns ditos de um sujeito do povo mais bairrista em linha reta do mundo.
*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
É Findi - Chuvas no Sertão! - Poema - Por, Eduardo Albuquerque*
03/04/2026
Chuvas torrenciais no sertão!
Bençãos que caem no chão
Ardente, ressequido do verão,
Aplacando a vil sede malsã
Do sertanejo, a sós, em seu afã.
A esperança se faz presente.
Agora tudo será diferente:
De manhã, já se vê toda gente
Que, talvez, se pense indolente,
Numa animação fremente!
Pouco antes do Sol nascente,
Se dirige qual inusitada corrente:
Filhos, noras, mãe e o pai à frente;
No caminho da roça, seu oásis,
Aquela que lhes trará a doce paz!
A comida no prato será abundante,
Roupa no corpo, sorriso exultante.
Antes de tudo um forte ... que gente!
Não importam eventuais senões:
Esquecem-nos ... chova no sertão!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Chuvas torrenciais no sertão!
Bençãos que caem no chão
Ardente, ressequido do verão,
Aplacando a vil sede malsã
Do sertanejo, a sós, em seu afã.
A esperança se faz presente.
Agora tudo será diferente:
De manhã, já se vê toda gente
Que, talvez, se pense indolente,
Numa animação fremente!
Pouco antes do Sol nascente,
Se dirige qual inusitada corrente:
Filhos, noras, mãe e o pai à frente;
No caminho da roça, seu oásis,
Aquela que lhes trará a doce paz!
A comida no prato será abundante,
Roupa no corpo, sorriso exultante.
Antes de tudo um forte ... que gente!
Não importam eventuais senões:
Esquecem-nos ... chova no sertão!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
É Findi - Florescer - Poema, por Maria Inês Machado*
03/04/2026
A janela da sala entreaberta,
o clarão da noite envolve o aposento.
As lágrimas percorrem caminho
silencioso.
Saudade de um tempo pulsante,
quase tangível, que respira na alma.
Os pensamentos sussurram, ecoam,
mas algo dentro os silencia.
Uma voz firme, ergue alegria entre ruínas.
Não há cárcere.
Nem angústia.
Só alça voo
quem prepara as próprias asas.
O passado, às vezes, pesa.
Mas o presente chama.
Desperto. A vida acelera.
Conforme afirmação do poeta/cantor Gonzaguinha,
Fé na vida.
E no que virá.
*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'.
...
A janela da sala entreaberta,
o clarão da noite envolve o aposento.
As lágrimas percorrem caminho
silencioso.
Saudade de um tempo pulsante,
quase tangível, que respira na alma.
Os pensamentos sussurram, ecoam,
mas algo dentro os silencia.
Uma voz firme, ergue alegria entre ruínas.
Não há cárcere.
Nem angústia.
Só alça voo
quem prepara as próprias asas.
O passado, às vezes, pesa.
Mas o presente chama.
Desperto. A vida acelera.
Conforme afirmação do poeta/cantor Gonzaguinha,
Fé na vida.
E no que virá.
*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
É Findi - Ocaso - Crônica em Prosa Poética - Por, Ana Pottes*
03/04/2026
Há momentos em que o espírito se desliga e se deixa conduzir por entre poeiras do pensamento. O corpo fica estático, os olhos em pesquisa, enquanto um novo mundo explode. São cores, sons, texturas, sabores, tudo em sinestésicas percepções.
Um fogaréu se deita por entre portas, janelas, prédios e árvores, refletido nas vidraças dos edifícios mais altos e se adensa, despretensioso, por entre as nuvens.
Ainda é possível ver roupas brancas e multicoloridas, finas e esvoaçantes, dançando nos varais.
Lá de cima, um mundo em observação: ruas por onde vidas passam alheias, regressam rápidas, buzinas cantam ansiedades, correrias. Nos parques, por entre galhos frondosos, trinam canções; favelas, concretos, palafitas – concretude da existência esbarrando em tortas antenas das aldeias globais.
Há um inspirar e expirar ofegante em vidas condensadas. Os verdes teimam em se mostrar por entre os cinzas que, a cada segundo, crescem, e as chamas segu...
Há momentos em que o espírito se desliga e se deixa conduzir por entre poeiras do pensamento. O corpo fica estático, os olhos em pesquisa, enquanto um novo mundo explode. São cores, sons, texturas, sabores, tudo em sinestésicas percepções.
Um fogaréu se deita por entre portas, janelas, prédios e árvores, refletido nas vidraças dos edifícios mais altos e se adensa, despretensioso, por entre as nuvens.
Ainda é possível ver roupas brancas e multicoloridas, finas e esvoaçantes, dançando nos varais.
Lá de cima, um mundo em observação: ruas por onde vidas passam alheias, regressam rápidas, buzinas cantam ansiedades, correrias. Nos parques, por entre galhos frondosos, trinam canções; favelas, concretos, palafitas – concretude da existência esbarrando em tortas antenas das aldeias globais.
Há um inspirar e expirar ofegante em vidas condensadas. Os verdes teimam em se mostrar por entre os cinzas que, a cada segundo, crescem, e as chamas seguem amainando: sombras despertam, se espreguiçam, resmungam em outros passos; aromas e essências envolventes emanam das janelas das casas. O belo e o encantado ocupam espaços comuns em lusco-fusco.
Um segue se esvaindo e o outro renasce em brilhos suaves, iluminando o ocaso.
*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem!
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
É Findi – Casamento Matuto – Contículo, por Xico Bizerra*
03/04/2026
O fato aconteceu no Cartório de Registro Civil de uma cidadezinha chamada Crato, lá pras bandas do sul do Ceará, na beira da Serra do Araripe. Era semana pré-carnavalesca e o Anjo da Guarda de Bastião, ainda que de ressaca, nesse dia ‘tava' de prontidão vigiando os foliões retardatários. Foi ele quem segurou a mão de seu Bené de Dora, já se coçando em procura da lambe-suvaco amolada, um monte de polegadas nos cós, deixando à mostra só o cabo da bendita. O ‘bigodim de beiço de gato mijado' do caba fazedor da mal à filha de Seu Bené chega arrepiou-se todinho, imaginando aquela peixeira fina nas brenhas de seu intestino grosso. E Francisquim, ali quieto no útero de Ceiça, embuchado que fora já há cinco meses, só assistindo, de camarote, à solenidade.
O cabra do Cartório, já meio invocado com o lero-lero do vigário, falando da riqueza e da pobreza, da doença e da saúde, aquele papo que rola em todo casório, a tudo assistia por dever de ofício. Foi quando Padr...
O fato aconteceu no Cartório de Registro Civil de uma cidadezinha chamada Crato, lá pras bandas do sul do Ceará, na beira da Serra do Araripe. Era semana pré-carnavalesca e o Anjo da Guarda de Bastião, ainda que de ressaca, nesse dia ‘tava' de prontidão vigiando os foliões retardatários. Foi ele quem segurou a mão de seu Bené de Dora, já se coçando em procura da lambe-suvaco amolada, um monte de polegadas nos cós, deixando à mostra só o cabo da bendita. O ‘bigodim de beiço de gato mijado' do caba fazedor da mal à filha de Seu Bené chega arrepiou-se todinho, imaginando aquela peixeira fina nas brenhas de seu intestino grosso. E Francisquim, ali quieto no útero de Ceiça, embuchado que fora já há cinco meses, só assistindo, de camarote, à solenidade.
O cabra do Cartório, já meio invocado com o lero-lero do vigário, falando da riqueza e da pobreza, da doença e da saúde, aquele papo que rola em todo casório, a tudo assistia por dever de ofício. Foi quando Padre Luiz, afinal, perguntou se tinha alguém contra aquele casamento. Francisquim arretou-se, levantou a venta, e de dedo em riste dentro do bucho da buchuda, cutucou o umbigo de Ceiça, a mãe menininha do Crato, e gritou em alto e bom som pra todo o sertão do Araripe escutar: 'tem não, seu Pade, e se avexe, acabe logo esse babado' que eu ‘tô querendo descansar um tiquim'. Descansou por mais quatro meses, e, sonolento e preguiçoso, desembuchou. Faz quase 20 anos e hoje está aí, contando história, fazendo poesia bonita que só a gota serena e aumentando a prole. Benedito Neto que o diga. E até hoje Bigodim e Ceiça são felizes que só a mulesta! Seu Bené, bisavô igual nunca se viu!
*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
É Findi – Lolita - Por, Carlos Bezerra Cavalcanti*
03/04/2026
Figura pitoresca da chamada Z B M - Zona do Baixo Meretrício, que costumava dizer – quem não conhece Lolita, não conhece o Recife! Fazia, rotineiramente, imitações bem humoradas de cantoras como Ângela Maria, na frente, principalmente, da estudantada - será que sou feia? - não é não senhor. - então eu sou linda? - você é um amor... Para o deleite dos estudantes. No entanto, quando estava “zangada”, costumava desafiar e brigar com uma guarnição inteira da Rádio Patrulha, sendo, logicamente massacrado. Conta-se que em determinada ocasião, nas costumeiras arruaças que provocava, principalmente depois de bêbado e drogado, gritou para o policial que o surrava: Bate! Bate neste corpo que já foi teu... Para o delírio dos transeuntes...
Seu apelido vem do clássico “Lolita”, que fez sucesso com a exibição cinematográfica, aqui no Recife
Na realidade, tratava-se de — Ivo Alves da Silva, de quem, através de reportagem do Jornal da Cidade, publicada em 6 de julho de 1975, tem...
Figura pitoresca da chamada Z B M - Zona do Baixo Meretrício, que costumava dizer – quem não conhece Lolita, não conhece o Recife! Fazia, rotineiramente, imitações bem humoradas de cantoras como Ângela Maria, na frente, principalmente, da estudantada - será que sou feia? - não é não senhor. - então eu sou linda? - você é um amor... Para o deleite dos estudantes. No entanto, quando estava “zangada”, costumava desafiar e brigar com uma guarnição inteira da Rádio Patrulha, sendo, logicamente massacrado. Conta-se que em determinada ocasião, nas costumeiras arruaças que provocava, principalmente depois de bêbado e drogado, gritou para o policial que o surrava: Bate! Bate neste corpo que já foi teu... Para o delírio dos transeuntes...
Seu apelido vem do clássico “Lolita”, que fez sucesso com a exibição cinematográfica, aqui no Recife
Na realidade, tratava-se de — Ivo Alves da Silva, de quem, através de reportagem do Jornal da Cidade, publicada em 6 de julho de 1975, temos as seguintes informações:
Veio ainda adolescente para o Recife, onde passou a trabalhar como servente e cozinheiro. Por sua irreverência, e dotes, passou a participar de alguns programas de calouro na Rádio local, porém, adquiriu sua verdadeira popularidade quando caiu nas graças da estudantada.
Homossexual assumido, era a estrela das meretrizes
Viveu vários anos cantando e dando pequenos shows pelas ruas do Recife, aglomerando curiosos e fãs, motivo normalmente da presença de truculentos policiais que subiam as escadas das pensões que funcionavam, geralmente, nos andares superiores aos bares, chamados para contê-lo.
*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
É Findi - Fui Condenado a Comprar um Terno - Crônica - Por, Romero Falcão*
03/04/2026
Nunca me vi metido dentro de um terno, meu corpo reage como se estivesse preso a uma armadura de luxo. Peço encarecidamente a quem me jogar no buraco, por favor, não me vista com a mortalha de paletó e gravata que me apertará por toda a eternidade. Facilitem o apetite dos vermes: ponham-me uma calça jeans surrada e uma camisa de pano simples.
Subiu de Paletó
Nunca tive um terno, nunca me interessou a vestimenta dos homens da lei. Dizem que dá um ar de respeito, probidade, retidão. Nas poucas ocasiões em que meu pescoço foi laçado por uma gravata, contei com o auxílio de um amigo gentil, que me emprestava o casacudo vestuário. No entanto, um facínora mandou meu amigo para o céu. Certamente subiu de paletó.
Cheio de Pompa
Agora estou desamparado: sem amigo, sem terno. Resta partir para o aluguel ou juntar minhas economias e comprar um daqueles estilosos, com flor na lapela, cheio de pompa —...
Nunca me vi metido dentro de um terno, meu corpo reage como se estivesse preso a uma armadura de luxo. Peço encarecidamente a quem me jogar no buraco, por favor, não me vista com a mortalha de paletó e gravata que me apertará por toda a eternidade. Facilitem o apetite dos vermes: ponham-me uma calça jeans surrada e uma camisa de pano simples.
Subiu de Paletó
Nunca tive um terno, nunca me interessou a vestimenta dos homens da lei. Dizem que dá um ar de respeito, probidade, retidão. Nas poucas ocasiões em que meu pescoço foi laçado por uma gravata, contei com o auxílio de um amigo gentil, que me emprestava o casacudo vestuário. No entanto, um facínora mandou meu amigo para o céu. Certamente subiu de paletó.
Cheio de Pompa
Agora estou desamparado: sem amigo, sem terno. Resta partir para o aluguel ou juntar minhas economias e comprar um daqueles estilosos, com flor na lapela, cheio de pompa — como se fôssemos alguma coisa importante. “Uma gravata bem atada é o primeiro passo sério na vida”, disse Oscar Wilde.
High Society
Fui condenado a comprar um terno e entrar numa igreja para um casamento de família high society. Não posso recusar a solene encomenda. A noiva, grande amiga, contou-me a história dos pombinhos — como se conheceram, os altos e baixos do relacionamento e, por fim, as alturas, decidiram voar juntos, felizes.
Sem Paletó
Daí me pediu que colocasse no papel uma síntese com doses de lirismo, romantismo e pitadas de irreverência — é aí que mora o perigo. Que Deus me ajude na empreitada e, um dia, me receba sem paletó.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
É Findi – Colheita de Esperança - Por, Poeta Pica-Pau*
03/04/2026
Quando eu vi florescer
A semente que plantei
O tempo que esperei
Fez o amor renascer
Se a chuva aparecer
Pra chover nosso roçado
O mundo é transformado
E entre lágrimas e sorriso
Forma-se um jardim de riso
Ao relembrar o passado
Quem planta com esperança
Sabe colher com amor
Se no peito tinha dor
Hoje só resta lembrança
Dentro da perseverança
A fé é quem ganha espaço
No viver não há fracasso
Pra quem vive pra amar
É só pra comemorar
E correr para o abraço
Delegando minha história
Seguindo a passo lento
Reguei com o pensamento
Para florir na memória
Festejando uma vitória
Que o coração conquistou
Pois a dor que já passou
Virou perfume pra vida
E a esperança florida
Foi o amor que ficou
*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.
Quando eu vi florescer
A semente que plantei
O tempo que esperei
Fez o amor renascer
Se a chuva aparecer
Pra chover nosso roçado
O mundo é transformado
E entre lágrimas e sorriso
Forma-se um jardim de riso
Ao relembrar o passado
Quem planta com esperança
Sabe colher com amor
Se no peito tinha dor
Hoje só resta lembrança
Dentro da perseverança
A fé é quem ganha espaço
No viver não há fracasso
Pra quem vive pra amar
É só pra comemorar
E correr para o abraço
Delegando minha história
Seguindo a passo lento
Reguei com o pensamento
Para florir na memória
Festejando uma vitória
Que o coração conquistou
Pois a dor que já passou
Virou perfume pra vida
E a esperança florida
Foi o amor que ficou
*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.
É Findi - Malude Maciel* Em Dose Dupla
03/04/2026
Afinidades - Poema
Cada um tem seu apego
Cada um tem seu xodó
Todos gostam de carinho
Ninguém pretende ser só
Não se sabe porque gosta
Nem de onde vem a atração
O sentimento existe
Preenchendo o coração
Alguém que traz alegria
Alguém que nos dá prazer
Sempre boa energia
Ajudando a viver
"Alma gêmea", como diz
O ditado popular
Sempre um encontro feliz
Quando junto se estar
De repente,
Seja como for,
Surge mútua simpatia
Nasce grande amizade,
Também cresce o amor.
Virar a página - Poemeto
Diante dos percalços
Da vida
Da injustiça
Sofrida
A gente chora
Mas, para recomeçar
A gente ri
Faz o sorriso acordar
Pois, o coração diz
Fundamental
É...
Afinidades - Poema
Cada um tem seu apego
Cada um tem seu xodó
Todos gostam de carinho
Ninguém pretende ser só
Não se sabe porque gosta
Nem de onde vem a atração
O sentimento existe
Preenchendo o coração
Alguém que traz alegria
Alguém que nos dá prazer
Sempre boa energia
Ajudando a viver
"Alma gêmea", como diz
O ditado popular
Sempre um encontro feliz
Quando junto se estar
De repente,
Seja como for,
Surge mútua simpatia
Nasce grande amizade,
Também cresce o amor.
Virar a página - Poemeto
Diante dos percalços
Da vida
Da injustiça
Sofrida
A gente chora
Mas, para recomeçar
A gente ri
Faz o sorriso acordar
Pois, o coração diz
Fundamental
É ser feliz.
*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Cristãos iniciam com celebração do Lava Pés e Ceia do Senhor, Tríduo Pascal
02/04/2026
Semana Santa. Os católicos iniciam hoje, Quinta-feira Santa (02/04) o Tríduo Pascal, período de três dias que celebra a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Para os cristãos, o tríduo é o momento mais importante do ano litúrgico, começando com a Missa da Ceia do Senhor, passando pela Paixão na Sexta-feira, e estendendo-se até a Vigília Pascal no sábado santo, e o Domingo de Páscoa, destacando a instituição da Eucaristia, do sacerdócio, do amor e o serviço.
Celebrações
Na Arquidiocese da Paraíba, em João Pessoa, e na Diocese de Campina Grande, a Celebração do Lava Pés e da Ceia do Senhor, serão rezadas às 17h. Em João Pessoa, a missa da Ceia do Senhor que marca do tríduo pascal será presidida pelo arcebispo do Manoel Delson, enquanto que em Campina Grande, preside a Eucaristia, o bispo diocesano dom Dulcênio Fontes de Matos.
Todas as paróquias programaram Missas, a maioria delas, as 17h e algumas às 19h30.
Semana Santa. Os católicos iniciam hoje, Quinta-feira Santa (02/04) o Tríduo Pascal, período de três dias que celebra a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Para os cristãos, o tríduo é o momento mais importante do ano litúrgico, começando com a Missa da Ceia do Senhor, passando pela Paixão na Sexta-feira, e estendendo-se até a Vigília Pascal no sábado santo, e o Domingo de Páscoa, destacando a instituição da Eucaristia, do sacerdócio, do amor e o serviço.
Celebrações
Na Arquidiocese da Paraíba, em João Pessoa, e na Diocese de Campina Grande, a Celebração do Lava Pés e da Ceia do Senhor, serão rezadas às 17h. Em João Pessoa, a missa da Ceia do Senhor que marca do tríduo pascal será presidida pelo arcebispo do Manoel Delson, enquanto que em Campina Grande, preside a Eucaristia, o bispo diocesano dom Dulcênio Fontes de Matos.
Todas as paróquias programaram Missas, a maioria delas, as 17h e algumas às 19h30.
Recife
À noite, a partir das 19h, na Matriz do Sagrado Coração Eucarístico de Jesus, no Espinheiro, será realizada a Missa da Ceia do Senhor, também conhecida como ‘Lava-pés’. O momento rememora a última ceia e o gesto de serviço de Jesus.
O gesto
Durante a celebração, o rito do Lava-pés, o bispo recorda o gesto de humildade e serviço de Jesus com os discípulos, simbolizando o mandamento do amor.
Memorial
Memorial do Sacrifício Para os cristão, a Ceia do Senhor não é apenas uma lembrança simbólica, mas a atualização do sacrifício de Jesus na cruz. Com a Santa Missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde ou na noite da Quinta-feira Santa, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e faz memória da Última Ceia, quando Jesus, na noite em que foi traído, ofereceu ao Pai o Seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou aos apóstolos para que os tomassem, mandando-os também oferecer aos seus sucessores.
O significado
A palavra “Eucaristia” provém de duas palavras gregas “eu-cháris”, que significa “ação de graças”, e designa a presença real e substancial de Jesus Cristo sob as aparências de Pão e Vinho.
O tríduo
O tríduo pascal é considerado uma celebração única porque é uma sequência litúrgica que comemora a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.
Dom Dulcênio ressaltou o profundo desejo de Jesus em partilhar a última ceia com os discípulos.
“O coração humano, embora deseje a salvação, não possui ardor maior do que aquele que brota do amor de Deus, que sempre nos supera com a Sua misericórdia. Esta ansiedade do Divino Coração, condensada nestes dias grandiosos, vem expressa principalmente pela Eucaristia, hoje instituída para que o homem, nutrido de Deus, viva a vida de Cristo, com a força do amor que brota da Cruz”, destacou.
A Sexta-feira
A Sexta-feira santa (03/04) é um dia de silêncio, jejum e contemplação pela morte de Jesus Cristo. A Igreja Católica não celebra a Eucaristia, focando na adoração da Cruz, que será contemplada a partir das 15h, na Catedral da Sé de Olinda.
A Vigília
No Sábado de Aleluia (04/04) será realizada a mais importante celebração da Igreja: a Vigília Pascal, momento em que é anunciada a Ressurreição de Jesus Cristo. A solenidade será realizada pela Arquidiocese às 18h, na Matriz do Sagrado Coração Eucarístico do Jesus, no Espinheiro. A Igreja vai acender e abençoar o Círio Pascal, que representa a luz de Cristo.
Severino Lopes
O Poder
No Lado Escondido - Crônica - Por, Romero Falcão*
02/04/2026
Ligo a TV e vejo um foguete posicionado. Não, não se trata da vergonhosa guerra. É o bicho a caminho da Lua. Vai dar um giro ao redor dela. A missão Artemis II, além de ser o primeiro quarteto a entrar num foguete em direção à Lua, traz, pela primeira vez, um homem negro e uma mulher na tripulação — reflexo da diversidade pretérita. No presente, seria carta fora do baralho — ou melhor, fora do foguete.
Assisto ao foguete decolar. O fogo ganha o espaço, rasga a atmosfera numa velocidade impressionante. À medida que sobe, parece correr da Terra — um planeta atacado e perturbado pelos paletós brilhantes. O foguete — longe dos seus primos de combate —, em vez de atacar, foge. Foge da estupidez humana. Risca o céu num rastro de fumaça, como se escrevesse: isto aqui virou um rastro de pólvora. Por sua vez, o disco de prata se apavora com mais uma visita do homem.
No dia seguinte, levanto a bola na parada de ônibus:
— O senh...
Ligo a TV e vejo um foguete posicionado. Não, não se trata da vergonhosa guerra. É o bicho a caminho da Lua. Vai dar um giro ao redor dela. A missão Artemis II, além de ser o primeiro quarteto a entrar num foguete em direção à Lua, traz, pela primeira vez, um homem negro e uma mulher na tripulação — reflexo da diversidade pretérita. No presente, seria carta fora do baralho — ou melhor, fora do foguete.
Assisto ao foguete decolar. O fogo ganha o espaço, rasga a atmosfera numa velocidade impressionante. À medida que sobe, parece correr da Terra — um planeta atacado e perturbado pelos paletós brilhantes. O foguete — longe dos seus primos de combate —, em vez de atacar, foge. Foge da estupidez humana. Risca o céu num rastro de fumaça, como se escrevesse: isto aqui virou um rastro de pólvora. Por sua vez, o disco de prata se apavora com mais uma visita do homem.
No dia seguinte, levanto a bola na parada de ônibus:
— O senhor viu? Um foguete viajou para a Lua.
— E já não foi? Vão fazer o quê lá de novo? — retruca o cidadão.
— Dessa vez, não vai pousar como antes. Vai passear ao redor da Lua, inclusive no lado escondido, o lado que a gente não vê — explico.
Uma mulher de meia-idade entra na encrenca:
— Esse povo não tem o que fazer, não?
Um homem de boné concorda com a cabeça.
Mas o melhor estava por vir.
Um barbudo alto.
— Ninguém pisou na Lua.
— Pois é. E ainda dizem que a Lua é redonda - provoco.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Até logo, Wal - um cara diferente e diferenciado, que vive e faz história
02/04/2026
Por José Nivaldo Junior*
Desculpem começar personalizando. Mas não resisto a compartilhar as memórias provocadas pela decisão, para mim surpreendente, do deputado Waldemar Borges, de desistir de tentar a reeleição. Wal, como é carinhosamente tratado, não é uma pessoa comum. Nossa convivência, constante embora nunca muito aprofundada, vem dos anos sombrios do exílio de Miguel Arraes e do estado de terror implantado pelo golpe de 1o de abril de 1964. Naquele tempo, não se perguntava muito sobre a participação política das pessoas. Mesmo assim, aprendi a respeitar Deminha, o Waldemar pai, que passei a admirar como um guerreiro incansável da liberdade, um arraesista fiel nos momentos mais difíceis. Apesar da diferença de idade, nossa relação era de afeto e respeito. Como herdeiro genético e político, o carinho e a admiração por Wal foram instantâneas. Ao longo de sua carreira de guerreiro que sabe cumprir uma missão na História e na vida, nenhum deslize, nenhuma inco...
Por José Nivaldo Junior*
Desculpem começar personalizando. Mas não resisto a compartilhar as memórias provocadas pela decisão, para mim surpreendente, do deputado Waldemar Borges, de desistir de tentar a reeleição. Wal, como é carinhosamente tratado, não é uma pessoa comum. Nossa convivência, constante embora nunca muito aprofundada, vem dos anos sombrios do exílio de Miguel Arraes e do estado de terror implantado pelo golpe de 1o de abril de 1964. Naquele tempo, não se perguntava muito sobre a participação política das pessoas. Mesmo assim, aprendi a respeitar Deminha, o Waldemar pai, que passei a admirar como um guerreiro incansável da liberdade, um arraesista fiel nos momentos mais difíceis. Apesar da diferença de idade, nossa relação era de afeto e respeito. Como herdeiro genético e político, o carinho e a admiração por Wal foram instantâneas. Ao longo de sua carreira de guerreiro que sabe cumprir uma missão na História e na vida, nenhum deslize, nenhuma incoerência, nenhuma mudança de rota. Atualizando-se sempre, Wal, combinando a dignidade, a coerência, o compromisso histórico, foi fiel a Arraes, Eduardo e mais recentemente João Campos, de cuja causa continua soldado.
Respeitamos a decisão de Wal. Os motivos estão explicados na nota que transcrevemos a seguir. Só posso dizer que Wal garantiu seu lugar no panteão dos grandes guerreiros da democracia, da justiça social, da liberdade. E expressar a certeza de que, em qualquer trincheira, ele prosseguirá lutando pela mesma causa, libertária e popular.
A nota de Wal
"Amigos e amigas,
Após um longo período de dedicação à vida pública — desde a retomada do processo democrático no país, passando pelos quatro mandatos como vereador do Recife e quatro mandatos como deputado estadual — decidi seguir contribuindo com a política e com a vida pública em outras funções, sem disputar, neste momento, um novo mandato eletivo.
A decisão foi construída a partir de reflexões compartilhadas com familiares, amigos/as de militância, além do nosso líder João Campos. Há um entendimento comum de que este é um momento de priorizar a saúde, estar mais próximo da família e dos amigos, e também de contribuir com a campanha majoritária de João, sem necessariamente participar do processo eleitoral na condição de candidato.
Minha experiência, compromisso e empenho na vida pública seguirão presentes em todas as missões que venha a assumir. Vamos continuar trabalhando para a consolidação da democracia, que há pouco tempo ainda foi ameaçada.
Expresso aqui minha gratidão a todos e todas que, ao longo desses últimos 40 anos, construíram uma bela trajetória de atuação pública e parlamentar em Pernambuco, da qual, com muito orgulho, fiz parte.
Waldemar Borges
Deputado Estadual".
*José Nivaldo Junior é diretor de O Poder.
História de Pernambuco: 209 anos da bênção das bandeiras por José Ricardo de Souza*
02/04/2026
Num dia como hoje, 2 de abril, há 209 anos, o Deão da Sé Bernardo Luiz Ferreira Portugal, responsável pelo bispado na Capitania de Pernambuco, realizou no antigo Campo do Erário, logo depois chamado de Campo da Honra (atual Praça da República) a Bênção das Bandeiras que representavam os revolucionários republicanos de 1817. A bandeira fora feita pelo padre e maçom João Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro e ela foi executada em tela pelo pintor Antônio Alvares.
A cena histórica ficou eternizada na pintura em tela à óleo "Bênção Solene das Bandeiras", pintada por Antônio Diogo da Silva Parreiras, natural de Niterói, Rio de Janeiro; e atualmente está exposta no salão de eventos do Arquivo Público Estadual João Emerenciano na rua do Imperador D. Pedro II, centro do Recife.
A bandeira bicolor, predominando as cores azul e branca com sol, um arco-íris, uma cruz e três estrelas que representavam Pernambuco, a Paraíba e o Rio Grande do Norte. À medid...
Num dia como hoje, 2 de abril, há 209 anos, o Deão da Sé Bernardo Luiz Ferreira Portugal, responsável pelo bispado na Capitania de Pernambuco, realizou no antigo Campo do Erário, logo depois chamado de Campo da Honra (atual Praça da República) a Bênção das Bandeiras que representavam os revolucionários republicanos de 1817. A bandeira fora feita pelo padre e maçom João Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro e ela foi executada em tela pelo pintor Antônio Alvares.
A cena histórica ficou eternizada na pintura em tela à óleo "Bênção Solene das Bandeiras", pintada por Antônio Diogo da Silva Parreiras, natural de Niterói, Rio de Janeiro; e atualmente está exposta no salão de eventos do Arquivo Público Estadual João Emerenciano na rua do Imperador D. Pedro II, centro do Recife.
A bandeira bicolor, predominando as cores azul e branca com sol, um arco-íris, uma cruz e três estrelas que representavam Pernambuco, a Paraíba e o Rio Grande do Norte. À medida que outras províncias se libertassem novas estrelas seriam acrescentadas. Em 1917 foi oficializada pelo governador de Pernambuco Manuel Antônio Pereira Borba como bandeira oficial do Estado com a sanção doi decreto 459 de 23 de feveriro de 1917 – com algumas modificações: o desenho do Sol que tinha um rosto, o arco íris que teve a cor branca trocada pela verde, e apenas uma estrela em lugar de três.
Frei Caneca esteve presente no ato da bênção das bandeiras defendendo um confrade acusado de ser antirrevolucionário. Era sua primeira aparição naquela que seria a única revolta colonial brasileira que conseguiu tomar o poder e manter a independência de uma capitania antes do 7 de setembro e do pretensioso Grito do Ipiranga de D. Pedro. A Revolução Pernambucana de 1817 entrou para a história como a Revolução dos Padres, e Frei Caneca e um deles, ao lado de João Ribeiro, Padre Roma, Frei Miguelinho, Vigário Tenório, etc.
Em 2020, o Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (Iahgp) trouxe ao conhecimento do Governo do Estado um estudo de normatização e readequação histórica (definindo o layout da bandeira de Pernambuco, a disposição detalhada de seus elementos, definição de proporções e cores para uso impresso e virtual) realizado pelo designer Pedro de Albuquerque Xavier, pois o tempo e a tradição mostraram que a reprodução usada até este momento carecia de um detalhamento técnico e tinha múltiplos desenhos em uso, reproduções com variações entre elas, portanto dependia da criação de um parâmetros fixos.
Nilo de Souza Coelho, então governador de Pernambuco, em 30 de março de 1967, assinou o Decreto nº 1.405, considerando também o dia 2 de abril como o dia da Bandeira do Estado de Pernambuco; decisão esta ratificada pelo governador Eduardo Campos em abril de 2007 (mensagem Nº 20/2007 enviada a ALEPE). No dia 28 de dezembro de 2020, o governador Paulo Câmara sancionou a lei n° 17.139, que define as normas técnicas para reprodução da bandeira de Pernambuco, que aliás, é ou não é a mais bonita do Brasil?
*O autor é professor da rede estadual de ensino, historiador e escritor. Sócio do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (Iahgp) e da Academia de Letras e Artes da Cidade do Paulista (ALAP). Criador do projeto Muita História pra Contar. @josericardope01 nas principais redes sociais.
Dia do Fico - Saiba porque Wolney Queiroz não vai sair do ministério
02/04/2026
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, comunicou, no início da tarde, que adia o projeto de disputa eleitoral e permanece à frente do Ministério da Previdência Social. A decisão atende a um pedido direto do Presidente Lula para que o ministro priorize a continuidade da missão de cuidar dos nossos aposentados. Com o foco voltado à integridade do sistema, ao combate rigoroso às fraudes e à redução das filas da Previdência Social, Wolney Queiroz reafirma seu compromisso com a gestão técnica e social da pasta.
Motivos
O Ministério foi alvo, este ano, de um dos maiores escândalos de todos os tempos. Um escândalo muito escandaloso, um dos mais vergonhosos da história, que implicava, basicamente, o roubo de um pedaço das aposentadorias do INSS por uma enorme e diversificada quadrilha, como todo mundo está careca de saber. Wolney assumiu o ministério no meio do furacão. Conseguiu, com muita habilidade, reequilibrar a pasta, repor o INSS nos tr...
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, comunicou, no início da tarde, que adia o projeto de disputa eleitoral e permanece à frente do Ministério da Previdência Social. A decisão atende a um pedido direto do Presidente Lula para que o ministro priorize a continuidade da missão de cuidar dos nossos aposentados. Com o foco voltado à integridade do sistema, ao combate rigoroso às fraudes e à redução das filas da Previdência Social, Wolney Queiroz reafirma seu compromisso com a gestão técnica e social da pasta.
Motivos
O Ministério foi alvo, este ano, de um dos maiores escândalos de todos os tempos. Um escândalo muito escandaloso, um dos mais vergonhosos da história, que implicava, basicamente, o roubo de um pedaço das aposentadorias do INSS por uma enorme e diversificada quadrilha, como todo mundo está careca de saber. Wolney assumiu o ministério no meio do furacão. Conseguiu, com muita habilidade, reequilibrar a pasta, repor o INSS nos trilhos, sem caça às bruxas e sem provocar traumas internos. Facilitou o trabalho da polícia e das instâncias de investigação. Atravessou incólume a CPI do INSS. O cara certo no lugar certo. O presidente não quis arriscar uma mudança em ministério tão sensível. Pediu. Wolney atendeu. Está ciente de que cumpre uma missão histórica e não vale a pena interromper e comprometer o trabalho.
Entrada de Mendonça Filho no PL bolsonariza de vez a chapa da governadora
02/04/2026
Se já estava cercada de bolsonaristas por todos os lados, a governadora Raquel Teixeira Lyra bolsonarizou de vez. O PL, partido de Jair e Flávio Bolsonaro foi a opção do deputado Mendonça Filho, que ontem assinou a ficha ao lado de Anderson, Flávio e Waldemar Costa Neto. Como o principal ícone do bolsonarismo em Pernambuco, o ex-ministro Gilson Machado Neto já está no Podemos, dos irmãos Gouveia, aliados próximas da governadora, o ciclo está completo.
Mendonça Filho
Raquelista roxo, ostenta um currículo invejável. Poucos deputados do país têm tanto para mostrar. É um reforço e tanto para o PL de Pernambuco e fortalece os laços de Raquel Teixeira Lyra com o bolsonarismo.
Assista ao comentário.
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Se já estava cercada de bolsonaristas por todos os lados, a governadora Raquel Teixeira Lyra bolsonarizou de vez. O PL, partido de Jair e Flávio Bolsonaro foi a opção do deputado Mendonça Filho, que ontem assinou a ficha ao lado de Anderson, Flávio e Waldemar Costa Neto. Como o principal ícone do bolsonarismo em Pernambuco, o ex-ministro Gilson Machado Neto já está no Podemos, dos irmãos Gouveia, aliados próximas da governadora, o ciclo está completo.
Mendonça Filho
Raquelista roxo, ostenta um currículo invejável. Poucos deputados do país têm tanto para mostrar. É um reforço e tanto para o PL de Pernambuco e fortalece os laços de Raquel Teixeira Lyra com o bolsonarismo.
Assista ao comentário.
Cícero Lucena oficializa saída da prefeitura de JP e nome de Diogo Cunha Lima é favorito para vice na disputa do governo na Paraíba
02/04/2026
Digo sim à Paraíba! Com essa frase, o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), formalizou na manhã de hoje, quinta-feira (02/04) a sua renúncia ao cargo para a disputa do governo do Estado. Ele convocou a imprensa para fazer o anúncio. Cícero Lucena lidera as pesquisas eleitorais em todos os cenários na Paraíba.
Ouviu aliados
Em coletiva de imprensa, o gestor confirmou que sua decisão foi tomada após ouvir aliados e sentir o apoio popular, apontado em pesquisas de opinião
Destacou
Lucena destacou que permanecer na Prefeitura seria “fácil, cômodo e tranquilo”, mas afirmou que o momento exige coragem e compromisso com o futuro do estado.
“Convoco inclusive os demais candidatos para que a pauta principal dessa eleição seja o futuro da Paraíba. Isso não é uma guerra, é a afirmação de um propósito de ajudar principalmente os que precisam, multiplicar oportunidades e mostrar que a gestão pública pode ser e...
Digo sim à Paraíba! Com essa frase, o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), formalizou na manhã de hoje, quinta-feira (02/04) a sua renúncia ao cargo para a disputa do governo do Estado. Ele convocou a imprensa para fazer o anúncio. Cícero Lucena lidera as pesquisas eleitorais em todos os cenários na Paraíba.
Ouviu aliados
Em coletiva de imprensa, o gestor confirmou que sua decisão foi tomada após ouvir aliados e sentir o apoio popular, apontado em pesquisas de opinião
Destacou
Lucena destacou que permanecer na Prefeitura seria “fácil, cômodo e tranquilo”, mas afirmou que o momento exige coragem e compromisso com o futuro do estado.
“Convoco inclusive os demais candidatos para que a pauta principal dessa eleição seja o futuro da Paraíba. Isso não é uma guerra, é a afirmação de um propósito de ajudar principalmente os que precisam, multiplicar oportunidades e mostrar que a gestão pública pode ser eficiente, competente e humanizada”, declarou.
Papel
Lucena também destacou o papel de seu vice-prefeito, Leo Bezerra, que assumirá a Prefeitura.
“Tenho a felicidade de construir esse projeto junto com o próximo prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra, que vai emprestar toda sua energia e capacidade para a continuidade desse trabalho. A única coisa que pedi a ele foi: seja um prefeito melhor do que eu”, disse.
Passará o cargo
Ele passará o bastão para Léo Bezerra (PSB) no próximo sábado (04/04), em evento festivo no último dia para a desincompatibilização, segundo o calendário eleitoral.
O vice
O nome do vice não deve ser anunciado ainda, mas aliados do gestor pessoense dizem que o mais forte para o posto é Diogo Cunha Lima. Ele é empresário de sucesso e foi bastante elogiado pelo prefeito nesta semana, citado como alguém que “trabalha”, “produz” e carrega a “representatividade” do clã Cunha Lima.
Lembranças
Aliados dizem que Diogo seria para Cícero o mesmo que o hoje prefeito foi para Ronaldo Cunha Lima (já falecido) em 1990. A lembrança é a de que Cícero era um jovem empresário da capital quando foi escolhido pelo avô de Diogo para vice na chapa vitoriosa daquela eleição.
Os favoritos
Os nomes favoritos para o posto, até agora, eram os de Pedro Cunha Lima (PSD) e Romero Rodrigues (Podemos), mas ambos apresentaram resistência. O primeiro se considera um ex-político e pretende se dedicar à carreira acadêmica. O segundo quer disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados.
A chapa
Com isso, Cícero deve encabeçar a chapa que tem ainda o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), como candidato à reeleição.
Severino Lopes
O Poder
Irã alerta para ataques "mais destrutivos" até “rendição” dos EUA e Israel
02/04/2026
O alerta foi dado. A tensão aumenta. E a escalada da guerra no Oriente Médio parece não ter fim. Teerã continuará com a guerra no Oriente Médio até que os Estados Unidos e Israel enfrentem "humilhação, desgraça, arrependimento duradouro e rendição", disse hoje, quinta-feira (02/04) o porta-voz do comando unificado das forças armadas iranianas, segundo a agência de notícias Tasnim.
Ameaça
A ameaça surgiu após comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, de que Washington atacaria o Irã "com extrema força" dentro de algumas semanas, embora o Irã estivesse "essencialmente dizimado" e os Estados Unidos estivessem no caminho certo para atingir seus objetivos militares.
Respondeu
Ebrahim Zolfaqari, porta-voz da sede central do Khatam al-Anbiya, respondeu que as avaliações dos EUA e de Israel sobre as capacidades militares do Irã eram "incompletas".
O Poder
O alerta foi dado. A tensão aumenta. E a escalada da guerra no Oriente Médio parece não ter fim. Teerã continuará com a guerra no Oriente Médio até que os Estados Unidos e Israel enfrentem "humilhação, desgraça, arrependimento duradouro e rendição", disse hoje, quinta-feira (02/04) o porta-voz do comando unificado das forças armadas iranianas, segundo a agência de notícias Tasnim.
Ameaça
A ameaça surgiu após comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, de que Washington atacaria o Irã "com extrema força" dentro de algumas semanas, embora o Irã estivesse "essencialmente dizimado" e os Estados Unidos estivessem no caminho certo para atingir seus objetivos militares.
Respondeu
Ebrahim Zolfaqari, porta-voz da sede central do Khatam al-Anbiya, respondeu que as avaliações dos EUA e de Israel sobre as capacidades militares do Irã eram "incompletas".
O Poder
Secretários, procurador e comandante da PM são exonerados do Governo da PB
02/04/2026
Secretários de pastas como Educação, Turismo e Procuradoria Geral do Estado, além do Comandante-Geral da Polícia Militar da Paraíba foram exonerados de seus cargos. As exonerações foram publicadas na edição de hoje, quinta-feira (02/04) do Diário Oficial do Estado (DOE-PB).
Principais exonerações
Entre as principais exonerações estão do então Secretário de Educação, Wilson Filho; da Secretária de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Rosália Lucas; do Secretário de Estado da Juventude, Esporte e Lazer, Lindolfo Pires; do Procurador Geral do Estado, Fábio Brito Ferreira, e do Comandante-geral da Polícia Militar da Paraíba, Sérgio Fonseca.
O Poder
Secretários de pastas como Educação, Turismo e Procuradoria Geral do Estado, além do Comandante-Geral da Polícia Militar da Paraíba foram exonerados de seus cargos. As exonerações foram publicadas na edição de hoje, quinta-feira (02/04) do Diário Oficial do Estado (DOE-PB).
Principais exonerações
Entre as principais exonerações estão do então Secretário de Educação, Wilson Filho; da Secretária de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Rosália Lucas; do Secretário de Estado da Juventude, Esporte e Lazer, Lindolfo Pires; do Procurador Geral do Estado, Fábio Brito Ferreira, e do Comandante-geral da Polícia Militar da Paraíba, Sérgio Fonseca.
O Poder
PERNAMBUCANO JOSÉ DELANO PRONTO PARA ESTREAR NO UFC NESTE SÁBADO
03/04/2026
O prospecto José Delano, de 29 anos, bateu o peso de 66kg hoje e está totalmente preparado para entrar em combate amanhã no UFC Fight Night: Moicano vs. Duncan, transmitido pelo streaming da Paramount a partir das 18:00 no Brasil.
O COMEÇO
Delano inicou sua carreira com objetivo de perder peso, pegou gosto pelo esporte de combate e começou a lutar MMA em 2014, no Estadl de Pernambuco. Com 16 vitórias e 3 derrotas na carreira, vem de grandes eventos como o brasileiro Shooto e o americano LFA. Treina a alguns anos no Rio de Janeiro sob orientação do ex-campeão do UFC Murilo Bustamente, na Brazilian Top Team.
O ADVERSÁRIO
O polonês Robert Ruchala , de 27 anos tem 11 vitórias de 2 derrotas e construiu sua carreira no grande evento KSW. Estreou no UFC em 2025 com derrota por pontos e está na pressão de mostrar resultado na organização americana.
PERNAMBUCANA TAMBÉM LUTA NO CARD
A judoca Dione Barbosa,...
O prospecto José Delano, de 29 anos, bateu o peso de 66kg hoje e está totalmente preparado para entrar em combate amanhã no UFC Fight Night: Moicano vs. Duncan, transmitido pelo streaming da Paramount a partir das 18:00 no Brasil.
O COMEÇO
Delano inicou sua carreira com objetivo de perder peso, pegou gosto pelo esporte de combate e começou a lutar MMA em 2014, no Estadl de Pernambuco. Com 16 vitórias e 3 derrotas na carreira, vem de grandes eventos como o brasileiro Shooto e o americano LFA. Treina a alguns anos no Rio de Janeiro sob orientação do ex-campeão do UFC Murilo Bustamente, na Brazilian Top Team.
O ADVERSÁRIO
O polonês Robert Ruchala , de 27 anos tem 11 vitórias de 2 derrotas e construiu sua carreira no grande evento KSW. Estreou no UFC em 2025 com derrota por pontos e está na pressão de mostrar resultado na organização americana.
PERNAMBUCANA TAMBÉM LUTA NO CARD
A judoca Dione Barbosa, radicada nos EUA, fará a segunda luta do evento contra a brasileira Melissa Gatto, 29 anos, com cartel de 9 vitórias, 2 derrotas e 2 empates.
TRANSMISSÃO
O evento será transmitido no Brasil pelo aplicativo da Paramout a partir das 18:00.
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