Seleção viaja para os EUA em avião que foi utilizado pelos Rolling Stones, de mais de R$ 1 bilhão
01/06/2026
A seleção brasileira viaja hoje, segunda-feira, 01/06, para os Estados Unidos, com voo previsto para as 22h00 no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão. A delegação da CBF decolará num Boeing 767-300ER, de matrícula ZS-NEX, da companhia sul-africana Aeronexus, avião que atendeu aos Rolling Stones em algumas turnês, entre elas a de comemoração dos 60 anos da banda, em 2022. Avaliada em R$ 1,19 bilhão, a aeronave oferece serviço vip, com 96 assentos de primeira classe, e também já serviu à Seleção, em compromisso das Eliminatórias da Copa do Mundo, em 2023.
Pouso nos EUA
Jogadores e comissão da seleção brasileira pousarão no Aeroporto de Newark na amanhã, terça-feira, 02/06, antes de se alojarem no Centro de Treinamento do New York Red Bulls, na cidade de Morristown, em Nova Jersey. O avião recebeu adesivagem especial com as marcas da Azul Linhas Aéreas, parceira da Confederação Brasileira de Futebol, CBF, na operação.
A seleção brasileira viaja hoje, segunda-feira, 01/06, para os Estados Unidos, com voo previsto para as 22h00 no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão. A delegação da CBF decolará num Boeing 767-300ER, de matrícula ZS-NEX, da companhia sul-africana Aeronexus, avião que atendeu aos Rolling Stones em algumas turnês, entre elas a de comemoração dos 60 anos da banda, em 2022. Avaliada em R$ 1,19 bilhão, a aeronave oferece serviço vip, com 96 assentos de primeira classe, e também já serviu à Seleção, em compromisso das Eliminatórias da Copa do Mundo, em 2023.
Pouso nos EUA
Jogadores e comissão da seleção brasileira pousarão no Aeroporto de Newark na amanhã, terça-feira, 02/06, antes de se alojarem no Centro de Treinamento do New York Red Bulls, na cidade de Morristown, em Nova Jersey. O avião recebeu adesivagem especial com as marcas da Azul Linhas Aéreas, parceira da Confederação Brasileira de Futebol, CBF, na operação.
"O fim da História" - Por Jarbas Beltrão*
01/06/2026
"O fim da Humanidade"
A humanidade, ao longo de seus milhares de anos de existência, sempre viveu momentos críticos sobretudo quando alguns humanos em determinada época pensavam que, daqueles momentos críticos seguir-se-ia para o "fim do mundo", claro, leia-se o fim da humanidade.
Situações de guerras e epidemias, sempre trouxeram para a humanidade o pensamento que tais situações desafiadoras, colocavam em xeque a continuidade da vida humana, no planeta Terra.
Entretanto, aquelas situações sempre terminaram representando o fim de um ciclo e surgimento de uma nova era.
'A guerra atômica, a destruição em massa'
A situação daquela "idéia de superação" que se viveu até o final da 2a guerra, foi superada com o lançamento das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki - Japão agosto de 1945 - que provocou a morte de mais de 400 mil humanos, e a eliminação da capacidade produtiva da natureza em alguns dos lo...
"O fim da Humanidade"
A humanidade, ao longo de seus milhares de anos de existência, sempre viveu momentos críticos sobretudo quando alguns humanos em determinada época pensavam que, daqueles momentos críticos seguir-se-ia para o "fim do mundo", claro, leia-se o fim da humanidade.
Situações de guerras e epidemias, sempre trouxeram para a humanidade o pensamento que tais situações desafiadoras, colocavam em xeque a continuidade da vida humana, no planeta Terra.
Entretanto, aquelas situações sempre terminaram representando o fim de um ciclo e surgimento de uma nova era.
'A guerra atômica, a destruição em massa'
A situação daquela "idéia de superação" que se viveu até o final da 2a guerra, foi superada com o lançamento das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki - Japão agosto de 1945 - que provocou a morte de mais de 400 mil humanos, e a eliminação da capacidade produtiva da natureza em alguns dos locais atingidos.
A bomba atômica trazia uma novidade, matança em massa em questão de segundos. O perigo agora era outro, colocava-se em risco à vida humana, isto quem estivesse ou não no palco do conflito. Uma nova modalidade de guerra surgira, a guerra atômica.
Gerações inteiras passaram a temer a guerra, ato contínuo, uso de armas atômicas, morte em massa em questão de segundos. Esse era, quase com exclusividade, o pavor que passou a dominar as mentes dos humanos.
Enquanto isso, outros perigos eram gerados. Perigos que traziam como tema central, a fome. Não aquela fome sazonal, por acidentes naturais, falta de alimentos e por aí segue.
Se o tema era fome, o desafio passou a ser visto de outra forma, a fome não estrutural, como era denunciado pelos declaradamente opositores do sistema econômico "capitalista", de desigual distribuição da riqueza produzida,
O "capitalismo" não atendia a demanda plena por alimentos.
O " capitalismo" estruturalmente não atendia a sustentação da sociedade.
Aquele sistema econômico, gerado a partir do capital, apoiado sobre a propriedade privada, organizado a partir das demandas sociais, que historicamente formou o livre mercado e geração desigualdades era produtor de injustiças.
O mercado, efeito do sistema, é aquele palco, onde atores diversos comparecem num sistema de trocas (compra e venda) e ali satisfazem as diversas necessidades, sonhos, desejos, vaidades, possibilidades e por aí vai. Neste mercado se manifesta a "satânica" desigualdade social.
'O mercado, consequências'
Mas, uma das consequências da operacionalidade do mercado - sempre em constante mudanças dos anseios e posses dos consumidores - é que geram a busca de inovações científicas e tecnológicas que resultam em lucros, ampliação do capital, novos investimentos, novos gostos, necessidades, novos produtores, novos consumidores.
O mercado se organiza com o formato de uma mola, mas uma mola de desenho piramidal. Os anéis da mola se articulam entre si e vão se estreitando. Sem sua articulação o corpo social não se movimenta, morre.
A estruturação da sociedade, economia, mercado, abriga satisfações e insatisfações, mudanças nessa movimentação nunca deixarão de ocorrer, alguns se mexem dentro da mola de anéis articulados, para cima ou para baixo.
A insatisfação, quanto aos resultados, pode se abrigar em muitas mentes, algumas delas chamadas de socialismo.
Surge aquele socialismo, que apenas formula reparos sobre o que entende por "injusta distribuição da produção", chamado de socialismo idealista ou utópico, no caso desse último, gerado nas mentes de "boa vontade". O socialismo utópico idealizou os falanstérios, comunidades fraternas
No entanto, dentro da mente socialista gestou-se um "vírus" destruidor, então transformou-se de socialismo idealista e/ou utópico, para o formato presunçoso de "socialismo científico".
'O socialismo científico'
Esse socialismo atacava/ataca, os principais pilares da economia, historicamente forjada: "capital", "mercado", "propriedade privada", lucro, todos envolvendo muitas variáveis.
O "socialismo científico" (marxismo- leninismo) que implantou-se a partir da Revolução (golpe) bolchevique de 1917, gestou um sistema que nega os pilares mencionados.
Resultado da fórmula: fome, caos, terror, administrado por um estado terrorista, sob direção de um partido único.
A longo prazo a fórmula do "socialismo científico", faz o efeito de uma bomba atômica, só que de efeito pausado, nas como a bomba atômica, produz destruição. É a fatalidade do equívoco do socialismo/comunismo.
A diversidade do consumo em níveis desiguais, gostos desiguais, sonhos desiguais é a própria razão de ser do mercado, da economia, que seus críticos chamam de "capitalismo".
Aqueles pilares é a própria e natural economia. Se forem eliminados, elimina-se a vida econômica que foram formados ao longo da história.
Sem economia, elimina-se a vida humana, como entendida até hoje.
O consumo representa, poder de comprar, ofertar, poder atender gostos variados de riquezas variadas, vaidades, etc. Sem essas premissas. A História morre.
'Um mundo sem mercado'
Passemos para outro desafio do mundo moderno, o desenvolvimento científico-tecnológico, que gestou a "inteligência artificial". O estágio atual do desenvolvimento tecnológico.
A "inteligência artificial" tende para eliminação do emprego/renda/ trabalho, sem isso o mercado some.
'Eliminação da economia, morre a vida'
Está eliminação da renda reduz o consumo/mercado, encolhem .
Morre, pausadamente a vida econômica, morre a humanidade. Morre a História.
Nos dois casos não é apenas a fome que diretamente representa o desafio para a sobrevivência humana.
Mas a ausência de ceras ocupações econômicas - senão a maioria dessaz ocupações.
Com isso, segue um cenário futuro propício à revolta das turbas, enlouquecidas em busca de renda/ sobrevivência e fuga da fome.
Formações bárbaras atacarão as elites médias e superiores, para tomar-lhes o que aquelas classes possuem, e assim alcançarem a sobrevivência.
'O futuro sem propriedade, sem mercado'
O cenário futuro de fome, gestou a incoerência dá mentalidade pseudo-científica do Fórum de Davos (Suíça), Agenda 2030.
Segunda a elite de Davos: "no futuro ninguém será dono de nada, mas todos serão felizes". "Para todos uma renda mínima universal". Representa o mesmo que: "sem propriedade privada'; "sem livre mercado/consumo".
Se o Fórum fala num mundo sem propriedade como a humanidade vai buscar prosperidade ?
Também, o Encontro fala em "renda mínima básica/universal". O que acontecerá com o mercado/consumo?
Mercado consumo de forma "de uma mola piramidal" - como dissemos - precisa ter como base a desigualdade, porque a mesma alimenta seu funcionamento que se caracteriza por diversidade.
Ora, "renda mínima/básica universal" é como implodir o mercado, implodir a vida econômica, implodir a História como ela é. Todos, uniformemente, consumiriam sem variações as mesmas ofertas. (proposta do "socialismo cientifico")
'Reação da elite'
Portanto, quando hoje se fala que há uma elite, gastando parte de suas fortunas construindo "bunckeres", estocando suprimentos, não se deve isto, a busca de proteção contra guerra atômica, ou mesmo proteção de uma fome sazonal.
As elites sabem que a rebelião incontrolável das massas, representa um perigo igual ou maior que a destruição atômica.
E a produção sem consumidores, vida sem emprego e renda, consumo uniforme, sinal que o "fim" pode está próximo.
Fim que virá com guerra, fome ou destruição do sistema econômico, não do que chamam "capitalismo".
"Capitalismo" e próprio sistema, que abrigar mudanças e ganhará novas formatações.
As regras econômicas se constituiram historicamente, a partir das comunidades primitivas, formações de ordens econômicas de diversas naturezas.
Essa diversas ordens se encontram num processo de "emulação histórica" até se chegar a esta ordem, onde, hoje, o capital é o fator ordenador dessa vida .
A "engenharia social" é um grande equivoco da mentalidade do socialismo científico. Ele não respeita a voluntariedade humana.
*Jarbas Beltrão é historiador e professor de História. MBA em Política Estratégia em Defesa e Segurança Nacional. Especialista em Geopolítica Novas Fronteiras Cibernética e IA.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Trump garante cessar-fogo e diz que não haverá tropas de Israel em Beirute
01/06/2026
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse hoje, segunda-feira, 01/06, que conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e com representantes do Hezbollah. Ele garantiu que um cessar-fogo está em vigor entre as partes no Líbano e que Netanyahu concordou em não mover tropas de Israel em direção a Beirute. Trump disse também hoje que "as conversas seguem, em um ritmo rápido, com a República Islâmica do Irã". Horas antes, ele havia minimizado uma possível interrupção no diálogo para um acordo de paz duradouro.
Trump e Netanyahu
"Tive uma conversa muito produtiva com o primeiro-ministro israelense, Bibi Netanyahu, e não haverá tropas a caminho de Beirute. Quaisquer tropas que estivessem a caminho já foram impedidas de entrar", disse Trump, na sua rede social, a Truth Social.
Trump e Hezbollah
"Da mesma forma, por meio de representantes de alto escalão, tive uma conver...
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse hoje, segunda-feira, 01/06, que conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e com representantes do Hezbollah. Ele garantiu que um cessar-fogo está em vigor entre as partes no Líbano e que Netanyahu concordou em não mover tropas de Israel em direção a Beirute. Trump disse também hoje que "as conversas seguem, em um ritmo rápido, com a República Islâmica do Irã". Horas antes, ele havia minimizado uma possível interrupção no diálogo para um acordo de paz duradouro.
Trump e Netanyahu
"Tive uma conversa muito produtiva com o primeiro-ministro israelense, Bibi Netanyahu, e não haverá tropas a caminho de Beirute. Quaisquer tropas que estivessem a caminho já foram impedidas de entrar", disse Trump, na sua rede social, a Truth Social.
Trump e Hezbollah
"Da mesma forma, por meio de representantes de alto escalão, tive uma conversa muito boa com o Hezbollah, e eles concordaram que todos os disparos cessarão — que Israel não os atacará e que eles não atacarão Israel", diz o post.
Tensão em Teerã
Mais cedo, segundo a agência de notícias iraniana Tasnim, Teerã decidiu parar com a troca de mensagens com os mediadores sobre o memorando de entendimento com os EUA após os novos ataques de Israel ao Líbano, inclusive com ordens de evacuação e alertas de bombardeio à capital, Beirute, hoje, 01/06.
Criança mordida por tubarão em Piedade tem perna amputada no HR
01/06/2026
A criança de 11 anos que foi mordida por um tubarão na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, segue internada no Hospital da Restauração, HR, localizado no centro da capital pernambucana. De acordo com o médico-cirurgião Petrus Andrade Lima, o menino passou por cirurgia e precisou amputar a perna esquerda.
Falou o médico
Em entrevista coletiva na unidade de saúde, o médico também disse que João Lucas Nemezio fraturou uma das mãos e segue intubado, mas o quadro é considerado estável. “Ele já saiu daquele período mais grave que foi da hemorragia, continua intubado em ventilação mecânica. Ele está se mexendo e a proposta é tirarmos a sedação, e se ele acordar bem, tiramos a ventilação mecânica”, afirmou o médico.
Risco de infecção dos ferimentos
Ainda segundo o cirurgião, há risco de infecção dos ferimentos. “A ferida é muito extensa e decorrente de mordida de animal. Toda...
A criança de 11 anos que foi mordida por um tubarão na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, segue internada no Hospital da Restauração, HR, localizado no centro da capital pernambucana. De acordo com o médico-cirurgião Petrus Andrade Lima, o menino passou por cirurgia e precisou amputar a perna esquerda.
Falou o médico
Em entrevista coletiva na unidade de saúde, o médico também disse que João Lucas Nemezio fraturou uma das mãos e segue intubado, mas o quadro é considerado estável. “Ele já saiu daquele período mais grave que foi da hemorragia, continua intubado em ventilação mecânica. Ele está se mexendo e a proposta é tirarmos a sedação, e se ele acordar bem, tiramos a ventilação mecânica”, afirmou o médico.
Risco de infecção dos ferimentos
Ainda segundo o cirurgião, há risco de infecção dos ferimentos. “A ferida é muito extensa e decorrente de mordida de animal. Toda ferida decorrente de mordida de animal tem alta chance de infecção. Existe o tratamento para essa infecção, exatamente para impedir que a gente tenha mais problemas com essa fratura da mão”. No momento, João Lucas Nemezio está na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) pediátrica do hospital.
Este é o terceiro incidente com tubarão registrado em Pernambuco, em 2026.
Difusão Prateada - PF quer Daniel Vorcaro na lista da Interpol para rastrear bens no exterior
01/06/2026
A PF quer incluir o nome do ex-banqueiro Daniel Vorcaro na Difusão Prateada. Diferente da vermelha, de foragidos internacionais, essa é para encontrar bens e imóveis de um investigado que estejam fora do Brasil e são frutos de crime, na avaliação de investigadores. A medida pode esclarecer quantos bens Vorcaro comprou fora do Brasil antes de sua prisão. A investigação já estuda pedir cooperação internacional nos EUA para rastrear valores e trusts em solo norte-americano.
Inclusão na lista
Para que seu nome seja incluído nessa lista, porém, é necessária uma análise da Interpol, a organização internacional de cooperação policial. O procedimento prevê que a Polícia Federal solicite a inclusão, cabendo à entidade avaliar se o pedido atende aos critérios para ser aceito. Se houver o aceite, as polícias de outros países compartilham informações de registros de imóveis, compra de quadros, joias, por exemplo. E endereços de onde os bens estão para posterior...
A PF quer incluir o nome do ex-banqueiro Daniel Vorcaro na Difusão Prateada. Diferente da vermelha, de foragidos internacionais, essa é para encontrar bens e imóveis de um investigado que estejam fora do Brasil e são frutos de crime, na avaliação de investigadores. A medida pode esclarecer quantos bens Vorcaro comprou fora do Brasil antes de sua prisão. A investigação já estuda pedir cooperação internacional nos EUA para rastrear valores e trusts em solo norte-americano.
Inclusão na lista
Para que seu nome seja incluído nessa lista, porém, é necessária uma análise da Interpol, a organização internacional de cooperação policial. O procedimento prevê que a Polícia Federal solicite a inclusão, cabendo à entidade avaliar se o pedido atende aos critérios para ser aceito. Se houver o aceite, as polícias de outros países compartilham informações de registros de imóveis, compra de quadros, joias, por exemplo. E endereços de onde os bens estão para posterior bloqueio judicial.
Difusão Prateada
Quando a Difusão Prateada foi lançada, em janeiro do ano passado, Valdecy Urquiza, secretário-geral da Interpol, afirmou: "Privar criminosos e suas redes dos lucros ilegais é uma das formas mais poderosas de combater o crime organizado transnacional, especialmente considerando que 99% dos bens criminais não são recuperados. Ao focar nos ganhos financeiros, a Interpol trabalha para desmantelar redes criminosas e reduzir seu impacto nas comunidades ao redor do mundo." Já houve, inclusive, conversas entre a Polícia Federal e Urquiza. (Com o Valor Econômico)
O Guarda-Chuva Guarda História - Crônica - Por Romero Falcão*
01/06/2026
Dentro do ônibus, sacudo o guarda-chuva, retiro o excesso de água. Em vez de colocá-lo na mochila, como sempre faço, caio na burrice de encostá-lo nos pés. Foi tiro e queda — ou melhor, descer e deixá-lo. Já perdi um monte deles, dos invernos da adolescência às tempestades da velhice.
Centro do Recife
Não posso expor os pulmões às pancadas de chuva. Haja vista a onda de pneumonia. Então sigo para o centro do Recife em busca de um bom guarda-chuva.
Forte Pingo Colegial
Antes mesmo de subir no ônibus, ainda na parada, esta crônica ganha as primeiras gotas. O forte pingo colegial sobre a cabeça de um Recife transformado pelo tempo.
Sorvete era no Gêmba. Bolsa de madame na Sloper. Sapato fino na Sapataria Inglesa. Sandália feminina, artesanal, despojada, na Esquisita. Guarda-chuva na Tebas, Leite Bastos — é para lá que vamos, leitor.
Geração Z
Lembro do meu primeiro...
Dentro do ônibus, sacudo o guarda-chuva, retiro o excesso de água. Em vez de colocá-lo na mochila, como sempre faço, caio na burrice de encostá-lo nos pés. Foi tiro e queda — ou melhor, descer e deixá-lo. Já perdi um monte deles, dos invernos da adolescência às tempestades da velhice.
Centro do Recife
Não posso expor os pulmões às pancadas de chuva. Haja vista a onda de pneumonia. Então sigo para o centro do Recife em busca de um bom guarda-chuva.
Forte Pingo Colegial
Antes mesmo de subir no ônibus, ainda na parada, esta crônica ganha as primeiras gotas. O forte pingo colegial sobre a cabeça de um Recife transformado pelo tempo.
Sorvete era no Gêmba. Bolsa de madame na Sloper. Sapato fino na Sapataria Inglesa. Sandália feminina, artesanal, despojada, na Esquisita. Guarda-chuva na Tebas, Leite Bastos — é para lá que vamos, leitor.
Geração Z
Lembro do meu primeiro guarda-chuva, quando comecei a pegar ônibus para o colégio. Era um preto que amparava minha carne magra de doze anos. Comprado na tradicional Leite Bastos, na Avenida Nossa Senhora do Carmo. Fui com meu pai. Entramos pela Rua Duque de Caxias. Ah, leitor da geração Z, você não imagina o quanto aquela rua vicejava nas décadas de 60, 70.
Camponesa de Vestido Rodado
Logo no início, as saudosas Casas Maias — lustres, material elétrico — e a Poveirinha, dona da melhor cartola do centro. Recordo, na entrada da lanchonete, uma camponesa de vestido rodado num painel de azulejos azuis e brancos.
Cidade Pujante
O Recife pulsava num comércio radioso. Barbeiros, alfaiates, engraxates, estudantes. A gravata elegante dos bancários e os vestidos bem cortados das senhoras revelavam uma cidade pujante.
Fantasmas me Encarando
Marcha claudicante, olhos entristecidos — assim caminho hoje pela Rua Duque de Caxias. Agora deserta, feia, esquecida, apagada. Lojas de portas cerradas. A pichação escreve abandono na sepultura. Algumas ainda resistem, exibem manequins nas calçadas — fantasmas me encarando.
Barato e Frágil
Testo um guarda-chuva do camelô. Abro, examino o cabo, a armação, o tecido, as hastes. Barato e frágil. Aguenta um inverno?
Com um em ponto de chuva, o vendedor garante a mercadoria e ainda diz que protege um casal.
— Se brincar, um filho também — tiro onda.
Leite Derramado
Procuro o guarda-chuva que conta história. O guarda-chuva da Leite Bastos. Leite derramado. Fabricado numa época em que as coisas eram feitas para durar.
Volto para casa de mãos vazias e a decadência pesando dentro dos olhos.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda
Adeus, Edgar Morin! - Poema - Por Eduardo Albuquerque*
01/06/2026
O filósofo, sociólogo, humanista,
do cotidiano, do complexo, exegeta,
inigualável nas reflexões do planeta,
o francês-caleidoscópico, universalista:
“Teoria da Complexidade”,
“Educação e Pensamento Complexo”,
“Sociologia, Cinema e Educação”,
“Memórias e Reflexões Finais”.
O cimo da montanha, qual águia, pousa:
analisa, amiúde, tanto o cotidiano difuso,
quanto o imperscrutável porvir, confuso;
o mundo viveu-o, em sua universalidade,
a vida, viveu-a, em sua complexidade,
sobremaneira, compreendeu a desumanidade!
Evolução ou Mutilação?- O deserto cultural da sociedade , por Zé da Flauta*
01/06/2026
Ver o ser humano moderno transformar a convivência em uma engrenagem burocrática nos força a encarar se estamos apenas evoluindo ou caminhando para o pior. Antigamente, os laços brotavam do nada: um papo furado no balcão do café ou um riso compartilhado na praça de forma espontânea. Hoje, nos isolamos com fones de ouvido e telas brilhantes, trocando o calor do imprevisto pela conveniência fria do controle tecnológico. Não se trata de uma mera transição de costumes, mas da perda da nossa própria humanidade, onde até universidades precisam ensinar adultos a conversar.
Mutilação
Essa escassez de conexões reais expõe uma fratura na existência, onde o esvaziamento dos espaços públicos é maquiado pelo eco estéril de curtidas virtuais. Substituímos a presença física pelo isolamento doméstico e pelo apego aos bichos, usando o afeto controlado para evitar o risco de sermos rejeitados por outra pessoa. O convívio deixou de ser a estrutura do cotidiano e virou...
Ver o ser humano moderno transformar a convivência em uma engrenagem burocrática nos força a encarar se estamos apenas evoluindo ou caminhando para o pior. Antigamente, os laços brotavam do nada: um papo furado no balcão do café ou um riso compartilhado na praça de forma espontânea. Hoje, nos isolamos com fones de ouvido e telas brilhantes, trocando o calor do imprevisto pela conveniência fria do controle tecnológico. Não se trata de uma mera transição de costumes, mas da perda da nossa própria humanidade, onde até universidades precisam ensinar adultos a conversar.
Mutilação
Essa escassez de conexões reais expõe uma fratura na existência, onde o esvaziamento dos espaços públicos é maquiado pelo eco estéril de curtidas virtuais. Substituímos a presença física pelo isolamento doméstico e pelo apego aos bichos, usando o afeto controlado para evitar o risco de sermos rejeitados por outra pessoa. O convívio deixou de ser a estrutura do cotidiano e virou um artigo de luxo que só acontece se sobrar tempo na planilha de metas. Se o progresso nos afasta do abraço, ele deixa de ser evolução e passa a ser uma mutilação silenciosa da nossa alma.
Arrependimento
O silêncio que se instala nas mesas individuais esconde um peso devastador, uma dor que rói o peito e agride o corpo tanto quanto o vício de fumar quinze cigarros por dia. O eco mais pungente desse vazio surge no desabafo daqueles que chegam ao fim da jornada e choram, com os olhos marejados e o coração partido, pelo distanciamento dos velhos companheiros. É o arrependimento tardio de quem percebeu, tarde demais na penumbra de um quarto de hospital, que passou a vida acumulando cifrões, mas permitiu que o tempo engolisse os únicos braços que poderiam confortá-los na despedida.
Sentido
A felicidade duradoura não se constrói em gabinetes isolados; o segredo de uma vida saudável está na solidez dos relacionamentos próximos, no olho no olho que cura. A verdadeira amizade exige o sacrifício do cultivo diário: o perdão sincero, o telefonema inesperado na madrugada e a coragem de gastar o tempo sem pressa. No fim das contas, a jornada só ganha sentido quando temos com quem dividir o peso dos dias e a beleza do horizonte, mantendo acesos os laços que nos salvam de morrer sozinhos no deserto que nós mesmos criamos.
Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista
A Camisa 10, por Roberto Vieira
01/06/2026
Neymar será pela quarta vez o camisa 10 da seleção igualando Pelé (58/62/66/70). Camisa com número em Copa só existe desde a Copa de 1950 quando Jair Rosa Pinto foi camisa 10 em todos os jogos menos um - Ademir Menezes vestiu esse número em um dos jogos. Tudo porque todo time ia do 1 ao 11. Fim de papo.
Pinga
O craque Pinga que era abstêmio, estou faltando sério, foi o 10 na Copa de 1954, quando a camisa 10 era de Puskas mas não queria dizer muita coisa.
Pelé
O Rei foi 10 em 58 por questão alfabética. Edson era o décimo em ordem alfabética na seleção. Porém, com Pelé, o 10 virou mitologia. Curiosamente, o mentor de Pelé no Santos era o velho Jair Rosa Pinto, o 10 de 50. Lembra?
Craque
A camisa 10 após 1958 virou coisa muito importante. O melhor do time era o 10. E foi assim com Rivelino e Zico. Depois com Rivaldo e Neymar. Apesar do 14 de Cruyff e do 5 de Beckenbauer. Talvez p...
Neymar será pela quarta vez o camisa 10 da seleção igualando Pelé (58/62/66/70). Camisa com número em Copa só existe desde a Copa de 1950 quando Jair Rosa Pinto foi camisa 10 em todos os jogos menos um - Ademir Menezes vestiu esse número em um dos jogos. Tudo porque todo time ia do 1 ao 11. Fim de papo.
Pinga
O craque Pinga que era abstêmio, estou faltando sério, foi o 10 na Copa de 1954, quando a camisa 10 era de Puskas mas não queria dizer muita coisa.
Pelé
O Rei foi 10 em 58 por questão alfabética. Edson era o décimo em ordem alfabética na seleção. Porém, com Pelé, o 10 virou mitologia. Curiosamente, o mentor de Pelé no Santos era o velho Jair Rosa Pinto, o 10 de 50. Lembra?
Craque
A camisa 10 após 1958 virou coisa muito importante. O melhor do time era o 10. E foi assim com Rivelino e Zico. Depois com Rivaldo e Neymar. Apesar do 14 de Cruyff e do 5 de Beckenbauer. Talvez porque Maradona foi 10 também. E Messi.
Pernambuco
Pernambuco viu número em camisa pela primeira vez, contou-me Mestre Lucídio, na excursão do Vasco da Gama de Ademir e Heleno de Freitas ao Recife em 1949. Tem fotos nos jornais da época. Eram números mixurucas. Tentativa brasileira de se adequar aos ingleses que usavam número desde 1933, na final da Copa da Inglaterra. Ou desde os anos 1920, aleatoriamente, com Chelsea e Arsenal. Reza lenda, o América carioca usou mais cedo também, copiando os suditos britânicos.
Seven
Curiosamente, na velha Albion, bom mesmo era o 7. Tudo por causa do espetacular Stanley Matthews, do não menos genial George Best e do razoável Keegan. Além daquele rapaz simpático chamado David Beckham. Imaginem se Garrincha tivesse nascido em Liverpool... 7 ia ser colocado na Union Jack.
Roberto Vieira é médico e cronista
Quando a soberania atravessa o oceano carregada de cocaína PCC, Comando Vermelho e o momento em que um problema nacional atravessa fronteiras; por Jorge Henrique de Freitas Pinho*
01/06/2026
A soberania permanece íntegra enquanto um país consegue administrar suas próprias consequências. Quando as consequências atravessam fronteiras, a soberania passa a ser disputada por quem sofre os efeitos.
Existe uma frase que marcou gerações de estudantes brasileiros nas antigas aulas de Moral e Cívica: o direito de um termina onde começa o direito do outro.
Embora simples, ela encerra uma das ideias mais profundas da vida em sociedade. Liberdade nunca significou ausência de limites. Significou responsabilidade pelos efeitos produzidos por nossas escolhas.
Enquanto as consequências permanecem sob nosso controle, a autonomia conserva sua legitimidade. No instante em que passam a atingir terceiros, surge inevitavelmente uma nova relação de direitos, deveres e responsabilidades.
O mesmo princípio que orienta a convivência entre indivíduos ajuda a compreender um dos dilemas centrais da geopolítica contemporânea.
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A soberania permanece íntegra enquanto um país consegue administrar suas próprias consequências. Quando as consequências atravessam fronteiras, a soberania passa a ser disputada por quem sofre os efeitos.
Existe uma frase que marcou gerações de estudantes brasileiros nas antigas aulas de Moral e Cívica: o direito de um termina onde começa o direito do outro.
Embora simples, ela encerra uma das ideias mais profundas da vida em sociedade. Liberdade nunca significou ausência de limites. Significou responsabilidade pelos efeitos produzidos por nossas escolhas.
Enquanto as consequências permanecem sob nosso controle, a autonomia conserva sua legitimidade. No instante em que passam a atingir terceiros, surge inevitavelmente uma nova relação de direitos, deveres e responsabilidades.
O mesmo princípio que orienta a convivência entre indivíduos ajuda a compreender um dos dilemas centrais da geopolítica contemporânea.
A soberania
A soberania dos Estados repousa sobre lógica semelhante. Ela permanece sólida enquanto um país consegue administrar as consequências produzidas dentro de suas próprias fronteiras.
O problema surge quando essas consequências atravessam oceanos, alcançam outras sociedades e passam a afetar interesses que já não pertencem apenas ao país de origem.
É sob essa perspectiva que a controvérsia envolvendo PCC, Comando Vermelho, Estados Unidos e Europa será examinada neste ensaio.
Quase uma tonelada de cocaína escondida em carregamentos de açúcar atravessa o Atlântico e é apreendida no Porto de Leixões, em Portugal.
À primeira vista, trata-se apenas de mais uma operação policial bem-sucedida. Uma notícia entre tantas outras que diariamente atravessam os noticiários internacionais.
Contudo, certos acontecimentos possuem uma capacidade singular: revelam muito mais do que aparentam. Funcionam como uma pequena fissura através da qual se torna possível enxergar a estrutura inteira.
O que desembarcou naquele porto português não foi apenas cocaína. O que chegou à Europa foi a demonstração concreta de uma capacidade logística sofisticada, capaz de integrar produtores, operadores financeiros, transportadores, empresas de fachada e distribuidores espalhados por diferentes continentes.
O que atravessou o oceano não foi simplesmente uma mercadoria ilícita. Foi a manifestação concreta de uma rede criminosa capaz de operar muito além das fronteiras nacionais.
Ao longo das últimas semanas, grande parte do debate público concentrou-se na reação americana. Discutiram-se as decisões de Washington, as declarações de Marco Rubio, as respostas diplomáticas de Brasília, os riscos à soberania nacional e as consequências jurídicas da classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas globais.
Todas essas questões seriam efetivamente relevantes em outro cenário.
Entretanto, a centralidade conferida à reação acabou obscurecendo uma pergunta mais profunda: o que aconteceu para que organizações criminosas nascidas dentro do sistema prisional brasileiro passassem a ser percebidas por uma potência global como uma questão de segurança internacional?
Antes de discutir o que os Estados Unidos decidiram fazer, convém compreender o que aconteceu para que organizações criminosas nascidas dentro do sistema prisional brasileiro passassem a ser percebidas por uma potência global como uma questão de segurança internacional.
Essa pergunta nos conduz ao acontecimento histórico que está na origem da atual controvérsia.
Durante décadas, grande parte da sociedade brasileira acostumou-se a imaginar essas organizações como fenômenos essencialmente locais.
A imagem predominante era a do traficante armado ocupando uma favela, do líder encarcerado comandando atividades ilícitas a partir de um presídio ou de grupos disputando territórios específicos dentro das fronteiras nacionais.
Hoje, essa imagem já não corresponde à realidade. O PCC e o Comando Vermelho continuam utilizando violência, continuam recrutando soldados e continuam exercendo controle territorial. Contudo, sua importância estratégica deixou de residir apenas nesses elementos.
Ao longo dos anos, transformaram-se em estruturas capazes de operar cadeias logísticas internacionais, movimentar recursos por intermédio de mecanismos financeiros sofisticados e estabelecer conexões simultâneas em diferentes continentes.
A reação americana é consequência dessa transformação. A mutação do fenômeno é a causa.
A compreensão desse processo exige um retorno à própria natureza do conceito de soberania.
Desde a consolidação da ordem política moderna, especialmente após a Paz de Westfália, os Estados legitimaram sua existência mediante uma promessa fundamental.
Em troca da obediência às leis e da renúncia à violência privada, os cidadãos receberiam segurança, estabilidade e proteção.
Com isso o Estado torna-se o detentor legítimo da força porque assume a responsabilidade de impedir que outras forças ocupem esse espaço.
Por essa razão, soberania nunca foi apenas um conceito jurídico. Sempre foi uma realidade concreta sustentada pela capacidade efetiva de administrar as consequências produzidas dentro das próprias fronteiras.
Enquanto um Estado consegue controlar seus problemas, sua soberania raramente é questionada. O desafio surge quando esses problemas passam a produzir efeitos relevantes além do espaço nacional.
A partir desse instante ocorre uma mudança silenciosa, mas decisiva. O fenômeno continua nascendo dentro de determinadas fronteiras, porém suas consequências já não permanecem confinadas a elas.
Quando passam a afetar mercados, rotas comerciais, sistemas financeiros e estruturas de segurança de outras nações, a questão deixa de ser apenas doméstica. A geografia do problema se amplia e seu alcance político se transforma.
A discussão já não pertence exclusivamente ao país onde tudo começou, porque suas consequências passaram a integrar a realidade de terceiros.
É exatamente isso que estamos observando. O mundo contemporâneo tornou-se uma rede. A globalização reduziu distâncias, integrou mercados, conectou sistemas financeiros e criou cadeias logísticas de alcance planetário.
A mesma infraestrutura que transporta alimentos transporta drogas. Os mesmos mecanismos que permitem a circulação legítima de mercadorias podem ser utilizados para atividades ilícitas.
As organizações criminosas compreenderam rapidamente essa lógica. Perceberam que o verdadeiro poder não estava apenas no controle da produção ou da distribuição local, mas no domínio das conexões.
Nesse sentido, o Atlântico não desapareceu fisicamente, mas politicamente.
A distância entre Santos, Lisboa, Roterdã ou Miami já não pode ser medida apenas em quilômetros. Deve ser medida em conectividade logística. Quando uma organização criminosa alcança essa compreensão, deixa de ser um problema localizado e passa a integrar a própria dinâmica do sistema internacional.
É por essa razão que a apreensão ocorrida em Portugal possui significado muito maior do que uma simples operação policial. Ela representa a materialização de uma realidade que há muito vinha se formando silenciosamente.
Essa transformação ajuda a compreender a divergência entre Brasília e Washington. O governo brasileiro continua enquadrando o fenômeno prioritariamente dentro da esfera da segurança pública.
Sob essa perspectiva, trata-se de organizações criminosas que devem ser enfrentadas por polícias, sistemas penitenciários e instituições judiciais nacionais.
Os Estados Unidos observam a questão por outro ângulo. Mais do que a origem dessas organizações, interessa-lhes a extensão de seus efeitos. À medida que suas atividades passaram a conectar diferentes continentes e a produzir impactos que alcançam mercados, sistemas financeiros e estruturas de segurança fora do Brasil, a percepção do fenômeno também se transformou.
A própria justificativa apresentada por Washington parte exatamente desse raciocínio. A classificação anunciada por Marco Rubio não tem por base apenas a violência exercida dentro do território brasileiro. Apoia-se na avaliação de que as redes do PCC e do Comando Vermelho ultrapassaram as fronteiras nacionais e passaram a integrar circuitos internacionais de tráfico, lavagem de dinheiro e abastecimento de mercados ilícitos que alcançam diferentes regiões do mundo, inclusive os próprios Estados Unidos.
Quando uma potência passa a perceber que os efeitos de determinado fenômeno já chegam ao interior de sua própria esfera de segurança, a discussão deixa de ser apenas sobre a origem do problema. Passa a ser sobre suas consequências.
A partir desse raciocínio, a classificação como ameaça à segurança nacional americana torna-se compreensível, independentemente de concordarmos ou não com ela.
A discussão torna-se ainda mais interessante quando observamos os instrumentos efetivamente utilizados pelas grandes potências contemporâneas.
A imaginação popular continua associando poder internacional a porta-aviões, tropas e mísseis.
O século XXI funciona de maneira distinta. O poder mais eficaz tornou-se silencioso. Quando uma organização é enquadrada em determinadas categorias jurídicas internacionais, o primeiro impacto relevante não ocorre no campo militar.
O impacto ocorre nos fluxos financeiros. Contas passam a ser monitoradas, intermediários tornam-se vulneráveis, empresas reavaliam relações comerciais e instituições financeiras ampliam mecanismos de controle.
O objetivo não consiste em ocupar territórios, mas em aumentar os custos de funcionamento da rede.
Dinheiro é o oxigênio dessas estruturas.
Além disso, sem circulação segura de recursos, a mobilidade diminui, a influência enfraquece e a capacidade de expansão torna-se
mais limitada.
É justamente por isso que a reação brasileira não pode ser compreendida apenas como uma divergência jurídica.
Por outro lado, existe uma dimensão simbólica e política mais profunda. Quando uma potência afirma que determinadas organizações deixaram de representar apenas um problema doméstico e passaram a constituir uma ameaça internacional, ela está emitindo uma mensagem sobre a natureza do fenômeno.
Nenhum Estado erra por defender sua soberania. O erro ocorre quando a defesa da soberania se transforma em prioridade superior ao enfrentamento das estruturas que corroem, na prática, a própria soberania que se pretende proteger.
Ao acompanhar parte da cobertura jornalística sobre o tema, chamou-me a atenção outro aspecto da controvérsia.
Em muitos momentos, a discussão concentrou-se quase exclusivamente nos riscos produzidos pela reação americana. Debateram-se soberania, extraterritorialidade, ingerência externa e ampliação do poder de Washington. São temas legítimos. Merecem atenção. Entretanto, a hierarquia das preocupações também importa.
Em determinado momento discutia-se o risco de corrupção de militares que eventualmente viessem a participar mais intensamente do enfrentamento ao narcotráfico. Em outro, o aumento do preço da cocaína surgia como consequência digna de preocupação. Não me chamou a atenção o mérito dessas observações.
Chamou-me a atenção a direção para a qual apontavam. O foco parecia deslocar-se continuamente para os desconfortos produzidos pelo combate enquanto a expansão das próprias organizações criminosas permanecia em segundo plano.
A preocupação concentrava-se nos custos de enfrentar o problema quando o verdadeiro espanto deveria residir na dimensão alcançada pelo problema que passou a exigir enfrentamento.
Existe uma antiga sabedoria popular segundo a qual devemos colocar as barbas de molho quando a casa do vizinho pega fogo. A força dessa imagem não reside no medo. Reside na atenção. Reside na capacidade de reconhecer sinais antes que se transformem em crises irreversíveis.
Quando organizações criminosas brasileiras passam a operar em múltiplos continentes, quando governos estrangeiros mobilizam instrumentos extraordinários para enfrentá-las e quando o problema deixa de ser apenas brasileiro para ingressar definitivamente no campo da segurança internacional, a primeira pergunta não deveria ser apenas sobre a natureza da reação. Deveria ser também sobre a dimensão do fenômeno que tornou essa reação possível.
No final, toda discussão sobre soberania retorna à mesma questão que acompanha a humanidade desde as primeiras cidades e os primeiros impérios. Quem governa efetivamente a realidade? Os governos podem formular narrativas.
Os diplomatas podem redigir comunicados. As instituições podem reivindicar autoridade. Mas é sempre a realidade que produz o julgamento definitivo.
E a realidade parece estar dizendo algo que já não pode ser ignorado: quando as consequências atravessam o oceano, a soberania deixa de ser apenas um direito. Torna-se também uma responsabilidade. E toda responsabilidade, cedo ou tarde, acaba sendo medida pelos fatos.
(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas
NR - Os textos assinados expressam a opiniões dos seus autores. Pessoas ou instituições
Intuições citadas tem espaço garantido para suas versões.
Livro do Nordeste II será lançado amanhã em Brasília
01/06/2026
O livro
Busca atualizar o histórico Livro do Nordeste, organizado por Gilberto Freyre, passando pelos 100 anos tratados no primeiro Livro, mas focando, especialmente, no período que vai de 1925 a 2025. Para isso, foram convidados intelectuais renomados não só de Pernambuco, mas também de outros estados do Brasil e de Portugal.
O Diário de Pernambuco
Completou 100 anos em novembro de 1925. Durante as comemorações, o sociólogo Gilberto Freyre organizou o Livro da Nordeste para marcar a data com uma obra inédita e referencial. O intuito era discutir histórica, antropológica e sociologicamente a cultura, geografia e economia da região.
Marco do regionalismo
Com textos feitos especialmente para o livro, como a Evocação do Recife, de Manuel Bandeira, a publicação passou a ser apontada por jornalistas e escritores, a exemplo de Mauro Mota, como um marco que funcionaria como um "manifesto a priori d...
O livro
Busca atualizar o histórico Livro do Nordeste, organizado por Gilberto Freyre, passando pelos 100 anos tratados no primeiro Livro, mas focando, especialmente, no período que vai de 1925 a 2025. Para isso, foram convidados intelectuais renomados não só de Pernambuco, mas também de outros estados do Brasil e de Portugal.
O Diário de Pernambuco
Completou 100 anos em novembro de 1925. Durante as comemorações, o sociólogo Gilberto Freyre organizou o Livro da Nordeste para marcar a data com uma obra inédita e referencial. O intuito era discutir histórica, antropológica e sociologicamente a cultura, geografia e economia da região.
Marco do regionalismo
Com textos feitos especialmente para o livro, como a Evocação do Recife, de Manuel Bandeira, a publicação passou a ser apontada por jornalistas e escritores, a exemplo de Mauro Mota, como um marco que funcionaria como um "manifesto a priori do Movimento Regionalista".
Continuidade
Ideia tão boa quanto a primeira, foi essa, agora, de retomar e atualizar o projeto. Se a obra coordenada por Gilberto Freire oferecia uma retrospectiva dos primeiros cem anos do DP e plantou as sementes do futuro, agora esse titulo inspira o lançamento do Livro do Nordeste II, organizado pelo diplomata e historiador André Heráclio do Rêgo e pelo jornalista e arqueólogo Múcio Aguiar. Desta vez, o volume busca reconstituir a trajetória do Diário de Pernambuco nos seus 200 anos, transcorridos no último dia 7 de novembro, passado.
A nova obra
Busca atualizar o histórico Livro do Nordeste, organizado por Gilberto Freyre, passando pelos 100 anos tratados no primeiro Livro, mas focando, especialmente, no período que vai de 1925 a 2025. Para isso, foram convidados intelectuais renomados não só de Pernambuco, mas também de outros estados do Brasil e de Portugal.
Capítulos
O trabalho se inicia com o artigo 'O centenário de um diário americano', de Manuel de Oliveira Lima, publicado no jornal argentino La Prensa, em 28 fevereiro de 1926. Trata-se da resenha do próprio Livro, na forma de artigo laudatório, escrito pelo grande intelectual Oliveira Lima, comentando o livro. O restante dos textos são todos inéditos, assinados pelos próprios co-autores e por intelectuais renomados da atualidade da lusofonia. São eles Margarida Cantarelli e Maria Lecticia Monteiro Cavalcanti, respectivamente presidente e vice da Academia Pernambucana de Letras (APL), Gilberto Freyre Neto, Marcos Galindo, Mario Helio Gomes (integrante da APL) Marcus Prado, Lincoln de Abreu Penna, João Palmeiro, Carlos André Silva de Moura, Gustavo Maia Gomes, Bernardo Peixoto, Padre Marcelo Arruda Firmo, Paulo Roberto de Almeida, Paulo Henrique Fontes Cadena, José Nivaldo Junior (também da APL), Thales Castro e Maria Vitória Claudino, além dos próprios organizadores.
Da série Presidentes da República - Gaspar Dutra, um governo “made in USA”
01/06/2026
Por Natanael Sarmento*
O General Eurico Gaspar Dutra nasceu em Cuiabá, Mato Grosso, 1883. Foi presidente do Brasil entre 1946 e 1951. Ingressa na Escola Militar da Praia Vermelha em 1094. O Cadete participa do golpe liderado pelo senador Lauro Sodré contra o Presidente Rodrigues Alves e é expulso. Anistiado no ano seguinte volta ao colégio militar. Em 1930 recusou a Aliança Liberal e foi destacado pelo governo com o 15º Regimento de Cavalaria à região de Três Rios para combater as tropas rebeldes em Minas.
De novo, governo
A notícia da deposição de Washington Luís aborta sua missão que perdia o objeto antes de qualquer combate. Dutra não reage e abraça a nova legalidade dos “revolucionários de 30”. Participa das posições defensivas do Vale do Paraíba do Exército do Leste contra a Revolução Paulista de 1932, sob ordens do general Góis Monteiro, para impedir o avanço de tropas rebeladas para outros estados. Faz amizade e par...
Por Natanael Sarmento*
O General Eurico Gaspar Dutra nasceu em Cuiabá, Mato Grosso, 1883. Foi presidente do Brasil entre 1946 e 1951. Ingressa na Escola Militar da Praia Vermelha em 1094. O Cadete participa do golpe liderado pelo senador Lauro Sodré contra o Presidente Rodrigues Alves e é expulso. Anistiado no ano seguinte volta ao colégio militar. Em 1930 recusou a Aliança Liberal e foi destacado pelo governo com o 15º Regimento de Cavalaria à região de Três Rios para combater as tropas rebeldes em Minas.
De novo, governo
A notícia da deposição de Washington Luís aborta sua missão que perdia o objeto antes de qualquer combate. Dutra não reage e abraça a nova legalidade dos “revolucionários de 30”. Participa das posições defensivas do Vale do Paraíba do Exército do Leste contra a Revolução Paulista de 1932, sob ordens do general Góis Monteiro, para impedir o avanço de tropas rebeladas para outros estados. Faz amizade e parceria ideológica com o General fascista Góes Monteiro. Chega ao generalato. Juntos conspiram e participam dos golpes de 1937 e de 1945. Foi um dos conspiradores golpistas de 1964.
Um plano das Arábias
O “Plano Cohen” foi a fraude preparatória do golpe de 1937, montada pelo Generais Góis Monteiro (chefe do Estado Maior) e Eurico Dutra (Ministro da Guerra) de Getúlio Vargas. O Plano dos golpistas foi apresentado oficialmente como documento da Internacional Comunista apreendido pelo Serviço Secreto do Exército. A grande fraude detalhava o “plano comunista” para assassinar autoridades, bombardear a sede do governo e tomar o poder. Vargas faz-se de vítima em apelo dramático na Voz do Brasil. Os jornais e emissoras radiofônicas alardeiam a falsificação com sinete oficial. Dutra, Ministro da Guerra apela ao Congresso a decretação do Estado de Guerra.
A farsa deu certo
Durante o periodo do Sítio, Getúlio bateu o prego: interrompeu a sucessão presidencial. E virou a ponta com o golpe da Ditadura do Estado Novo, em 10 de novembro de 1937.
“Perigo comunista”?
Em nome da “garantia da ordem nacional” face a “ameaça comunista” atropelava-se a frágil constitucionalidade burguesa e mergulhava-se a nação numa ditadura. Comandada por Getúlio com poderes de Consul romano respaldado pelas forças armadas. Fecha-se o Congresso, os partidos, censura-se a imprensa, persegue-se os opositores, cometem-se os mais atrozes crimes, torturas, assassinatos e banimentos do “Estado Novo”.
Redemocratização?
A historiografia fantasia o período seguinte ao golpe militar de 1945 que derrubou Getúlio Vargas e marcou o fim do Estado Novo. Chamada de redemocratização, como se Getúlio fosse derrubado pelo fato de ser ditador e os anos seguintes tivessem sido o céu de brigadeiro da democracia. Nem uma coisa, nem outra. Getúlio foi deposto pela política econômica nacionalista de fortalecimento da indústria de base que contrariava os interesses dos monopólios estadunidenses. A conspiração da derrubada de Vargas passou pela embaixada dos EUA, Adolf Berle, entreguistas e golpistas da UDN e das forças armadas, Eduardo Gomes, Góes Monteiro, Eurico Dutra et caterva. Com os tanques cercando o Catete Góes Monteiro (chefe do Estado Maior) deu o ultimato da deposição. Obviamente, as massas exploradas e as vítimas do Estado Novo desconhecendo os bastidores das “forças ocultas”, celebraram o fim da ditadura e o advento da “nova era” democrática.
Eleições gerais
Convocam-se eleições presidencial e gerais, elege-se a Assembleia Constituinte com ampla liberdade partidária, inclusive dos comunistas. Como toda mentira, essa festa democrática teve vida curta, em menos de um ano a nova Carta de 1946 era violada “na forma da lei”.
A virada Eleitoral
Eduardo Gomes (UDN) despontava como favorito. Dutra vira o jogo mediante o apoio de Vargas, dos queremistas e da coligação de novos partidos PSD/PTB/PR/PDC/PL. Obteve 55,18 % dos votos; o brigadeiro teve 34,66. Yedo Fiúza do Partido Comunista em terceiro com 10,19%. O PC elege numerosa bancada Constituinte - Prestes senador e 17 deputados federais, mais de 40 deputados estaduais e centenas de vereadores. As classes dominantes se assustam com tamanha aceitação das “ideias exóticas”. A Casa Branca tendo o Brasil como seu maior quintal da América Latina aciona seus esbirros.
O governo
A governança de Dutra é marcada pela subserviência aos
interesses da Casa Branca. Washington teve nele procurador fiel,
para a oposição, servil e entreguista.
A “Comissão Abbink”
Nome “Abbink” da comissão “técnica” de brasileiros e estadunidenses criada para elaborar o planejamento estratégico de desenvolvimento do Brasil fala por si. O relatório final, a “Abbink” concluiu que o melhor para o Brasil era deixar os investimentos da industrialização pesada de base - ferro, aço, energia - das estatais para particulares (leia-se, empresas monopolistas americanas). Calhava ao Tesouro Nacional investir recursos na “vocação agrária do país”, desenvolver a produção de bens primários – café, açúcar, algodão, couro, borracha, pecuária.
Plano Salte
Festejado como primeiro “planejamento estratégico governamental” o Salte – Saúde, Alimentação, Logística, Transporte e Energia – foi um fracasso administrativo e financeiro. O calhamaço praticamente não saiu do papel. Na real, o “Salte” foi um pulo para o nada. A desculpa pelos pífios resultados foi a “escassez de financiamentos”. Os pífios resultados são atribuídos à falta de investimentos. E as toneladas de ouro das reservas acumuladas durante a guerra?
Supérfluos
O governo esmerilou as fantásticas reservas de 708 milhões de dólares – 360 toneladas de ouro com importações de produtos supérfluos de consumo dos EUA – bugigangas de plástico, automóveis e eletrodomésticos.
Política Externa
Na vassalagem aos EUA Dutra rompe as relações diplomáticas Brasil/URSS. Os suseranos estadunidenses cobram e o governo começa campanha na imprensa para mandar tropas do Brasil à Guerra imperialista estadunidense na Coreia: “dever moral de combater o perigo comunista globalmente, além de consolidar o papel do Brasil na primeira linha dos aliados das grandes potências ocidentais”.
Nacionalismo à esquerda
Trava-se a batalha ideológica da direita entreguista e a esquerda nacional-desenvolvimentista. Destaca-se nessa luta a forte oposição dos comunistas atuando na clandestinidade, mas influenciando movimentos políticos e sociais, sindicatos, a UNE, unificam a palavra de ordem: “Nenhum soldado na Coréia”. Forma-se um forte sentimento contra o “derramar sangue de brasileiros na guerra da península asiática para defender interesses imperialistas norte-americanos”.
As táticas diferem
A direita atuava no Congresso, nos palácios e na imprensa. A esquerda ocupava às ruas, abria comitês populares pela paz, promovia manifestações massivas. Diante da rejeição e forte da pressão das ruas, Dutra recua do envio das tropas. Porém, nos bastidores, escancarava o território brasileiro à exploração das riquezas minerais estratégicas pelas potências estrangeiras, mormente os EUA, abolindo as leis limitadoras dessa exploração mineral.
Política Interna
No leque das arbitrariedades e mudanças das regras do jogo, o governo recorreu às chicanas jurídicas para cassar o registro do PCB e mandatos obtidos pelo voto popular. A bancada comunista de Constituintes foi cassada. 17 deputados federais. 01 senador. 43 deputados estaduais. Centenas de vereadores: 18 da câmara do DF/RJ; 14 de Santos; 13 São Paulo Capital; 13 em Santo André; 12 da câmara de 25 vereadores do Recife.
Ofidário do fascismo
A Escola Superior de Guerra - ESG, foi fundada em 1949 a partir das “tratativas” do alto comando das forças armadas brasileira com os conselheiros militares do Pentágono. O objetivo declarado: “preparar militares e civis com funções de direção, planejamento e assessoramento superior no foco estratégico da segurança, defesa e desenvolvimento nacional”. O objetivo oculto e real: desenvolver e sedimentar uma cultura anticomunista nas elites brasileiras tornando-as alinhadas e confiáveis aos interesses dos EUA, no contexto da Guerra Fria. Os EUA patrocinaram a ESG e definiram a ideologia política de sua pedagogia seguindo o modelo doutrinal do NWC – National War College. Isso explica o General Juracy Magalhães em missão do governo brasileiro nos EUA declarar “patrioticamente”: “o que é bom para os Estados Unidos, é bom para o Brasil”.
Esbirros de 1964
A ESG, ofidário da Doutrina de Segurança Nacional, copiada da War Scholl, muda o foco das forças armadas da defesa da soberania para o “combate ao inimigo interno”. Na lavagem cerebral dos “ideólogos” golpistas de 1964, quais Golbery, Meira Matos et caterva.
Quem são os Inimigos?
Comunistas defendem a soberania nacional, empresas estatais, exploração das riquezas nacionais do solo e do trabalho em favor do povo brasileiro. Os fascistas militares e civis são entreguistas, serviçais do imperialismo. Dissipadores das reservas financeiras e naturais da Nação. Fantoches dos capitalistas e da Casa Branca. Simples assim. Na história dos vencedores, por enquanto, os verdadeiros heróis do povo são tratados como vilões. E os vilões e traidores são festejados no Panteão dos heróis da pátria.
*Natanael Sarmento é professor e escritor. Do diretório Nacional do Partido Unidade Popular Pelo Socialismo - UP.
Irã diz que cessar-fogo inclui Líbano e culpa EUA e Israel por violações
01/06/2026
O cessar-fogo já em vigor entre o Irã e os Estados Unidos é inequivocamente um cessar-fogo em todas as frentes, inclusive no Líbano, afirmou o principal diplomata iraniano hoje, segunda-feira (01/06), após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenar ataques aos subúrbios do sul de Beirute, controlados pelo Hezbollah.
"Uma violação em uma frente é uma violação do cessar-fogo em todas as frentes. Os EUA e Israel são responsáveis ??pelas consequências de qualquer violação", escreveu o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, em uma publicação no X.
Ordenou
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou ataques contra os subúrbios do sul de Beirute, capital do Líbano, controlados pelo grupo Hezbollah, nesta segunda-feira (1º), sinalizando uma escalada ainda maior da guerra que tem complicado a mediação para a resolução do conflito entre os Estados Unidos e o Irã.
O porta-voz ...
O cessar-fogo já em vigor entre o Irã e os Estados Unidos é inequivocamente um cessar-fogo em todas as frentes, inclusive no Líbano, afirmou o principal diplomata iraniano hoje, segunda-feira (01/06), após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenar ataques aos subúrbios do sul de Beirute, controlados pelo Hezbollah.
"Uma violação em uma frente é uma violação do cessar-fogo em todas as frentes. Os EUA e Israel são responsáveis ??pelas consequências de qualquer violação", escreveu o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, em uma publicação no X.
Ordenou
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou ataques contra os subúrbios do sul de Beirute, capital do Líbano, controlados pelo grupo Hezbollah, nesta segunda-feira (1º), sinalizando uma escalada ainda maior da guerra que tem complicado a mediação para a resolução do conflito entre os Estados Unidos e o Irã.
O porta-voz
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta segunda-feira que os ataques israelenses no Líbano estão entre os fatores que causam atraso no processo diplomático para o fim da guerra entre Teerã e Washington, reiterando que um cessar-fogo no Líbano é parte integrante de qualquer acordo.
A ordem
Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, ordenaram que as forças armadas israelenses atacassem "alvos terroristas" nos subúrbios do sul de Beirute, conhecidos como Dahiyeh, após as "repetidas violações" do cessar-fogo pelo Hezbollah e os "ataques contra nossas cidades e cidadãos", segundo um comunicado do gabinete do primeiro-ministro israelense.
Após ter bombardeado Dahiyeh nas primeiras semanas da guerra, Israel realizou apenas dois ataques na região desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo no Líbano em 16 de abril, mesmo com as hostilidades em curso no sul do país.
Israel captura castelo de 900 anos
A ordem surge após a intensificação das hostilidades no sul do país durante o fim de semana, com tropas israelenses capturando o Castelo de Beaufort, com 900 anos de história, e Netanyahu ordenando que as forças armadas expandissem as operações terrestres.
Afirmam
As autoridades libanesas afirmam que mais de 3.370 pessoas foram mortas no país em decorrência de ataques israelenses desde 2 de março, quando o Hezbollah abriu fogo contra Israel em apoio ao Irã, que estava sob ataque conjunto americano e israelense.
Israel afirma que 24 de seus soldados e quatro civis foram mortos no mesmo período.
Israel estabeleceu uma zona de segurança autodeclarada no sul do Líbano, onde vem arrasando aldeias, alegando que o objetivo é proteger o norte de Israel de militantes do Hezbollah infiltrados em áreas civis.
A guerra
A guerra no Líbano tem sido o desfecho mais sangrento do conflito dos EUA e de Israel contra o Irã, forçando mais de um milhão de pessoas a fugir de suas casas, segundo as autoridades libanesas.
Operação mira Prefeitura de SP por elo com produtora de filme de Bolsonaro
01/06/2026
A Polícia Civil realizou na manhã de hoje, segunda-feira (01/06) a Operação Wi-Fi Livre por uma possível relação entre a Prefeitura de São Paulo e o ICB (Instituto Conhecer Brasil), de Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora Go Up Entertainment, que fez o filme "Dark Horse", do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A investigação
A investigação apura fraudes em licitação da prefeitura no valor de R$ 108 milhões. A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital verifica eventuais irregularidades na implantação, operação e manutenção de 5.000 pontos de acesso à rede de wi-fi pública em comunidades do município, no contexto do programa WiFi Livre SP.
Os crimes
A investigação apura "crimes de frustração do caráter competitivo de procedimento licitatório, fraude na execução de contrato administrativo e emprego irregular de verbas ou rendas", segundo nota da SSP (Secretaria de Segurança Públic...
A Polícia Civil realizou na manhã de hoje, segunda-feira (01/06) a Operação Wi-Fi Livre por uma possível relação entre a Prefeitura de São Paulo e o ICB (Instituto Conhecer Brasil), de Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora Go Up Entertainment, que fez o filme "Dark Horse", do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A investigação
A investigação apura fraudes em licitação da prefeitura no valor de R$ 108 milhões. A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital verifica eventuais irregularidades na implantação, operação e manutenção de 5.000 pontos de acesso à rede de wi-fi pública em comunidades do município, no contexto do programa WiFi Livre SP.
Os crimes
A investigação apura "crimes de frustração do caráter competitivo de procedimento licitatório, fraude na execução de contrato administrativo e emprego irregular de verbas ou rendas", segundo nota da SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo, enviada à reportagem no último dia 19 de maio.
O Poder
Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta segunda-feira 01/06/2026
01/06/2026
Errata - Radar Ativaweb DataLab
No destaque 4??, o Radar identificou Lindbergh Farias como senador. A informação está incorreta.
Lindbergh Farias é deputado federal após deixar o Senado, foi eleito deputado pelo PT-RJ nas eleições de 2022 e segue no cargo.
Pedimos desculpas pelo erro.
A estratégia está na leitura. Vamos lá
Síntese Analítica — Pesquisa Presidencial Brasil - Realtime BigData | Junho 2026
O cenário aparente
Lula lidera com 38% na intenção estimulada de voto, Flávio Bolsonaro aparece em segundo com 31%, e no segundo turno simulado o placar atual é 45% a 40% em favor de Lula, vantagem dentro da margem de erro acumulada, portanto tecnicamente ainda indefinida.
O que a superfície esconde
Flávio Bolsonaro atingiu 44% no segundo turno simulado em maio e recuou para 40% em junho, queda de 4 pontos em um único mês. No mesmo período L...
Errata - Radar Ativaweb DataLab
No destaque 4??, o Radar identificou Lindbergh Farias como senador. A informação está incorreta.
Lindbergh Farias é deputado federal após deixar o Senado, foi eleito deputado pelo PT-RJ nas eleições de 2022 e segue no cargo.
Pedimos desculpas pelo erro.
A estratégia está na leitura. Vamos lá
Síntese Analítica — Pesquisa Presidencial Brasil - Realtime BigData | Junho 2026
O cenário aparente
Lula lidera com 38% na intenção estimulada de voto, Flávio Bolsonaro aparece em segundo com 31%, e no segundo turno simulado o placar atual é 45% a 40% em favor de Lula, vantagem dentro da margem de erro acumulada, portanto tecnicamente ainda indefinida.
O que a superfície esconde
Flávio Bolsonaro atingiu 44% no segundo turno simulado em maio e recuou para 40% em junho, queda de 4 pontos em um único mês. No mesmo período Lula subiu de 43% para 45%. A reunião com Trump, amplamente noticiada, foi avaliada como positiva por apenas 29% dos eleitores, com outros 42% indiferentes e 29% com avaliação negativa. O evento que deveria funcionar como trunfo de campanha acabou neutro ou desfavorável para a maioria do eleitorado.
Renan Santos apresenta um fenômeno analítico relevante. Na intenção espontânea aparece com apenas 2%, mas na estimulada salta para 6% e é apontado por 26% dos eleitores como o representante da terceira via, o maior índice entre todos os candidatos nessa pergunta específica. Ele tem imagem construída mas baixíssima lembrança espontânea, o que significa que sua viabilidade depende inteiramente de exposição midiática e presença em debates televisionados.
Ronaldo Caiado é o único adversário que tecnicamente empata Lula num segundo turno simulado, com 43% para cada lado. Mas sua rejeição múltipla chega a 39%, a quarta maior da pesquisa, acima de Zema e bem acima de Renan Santos. Ele é simultaneamente o candidato mais competitivo e o mais arriscado para o campo conservador, pois concentra rejeição justamente entre eleitores que deveriam compor sua base natural numa coligação ampla.
A assimetria que mais importa
Quando perguntados sobre seu segundo voto caso o candidato preferido não concorresse, os eleitores de Flávio se redistribuem de forma concentrada e previsível, Caiado com 23%, Zema com 20%, Renan com 17%, dentro do mesmo campo político. Os eleitores de Lula, por outro lado, apresentam dispersão elevada: 28% declaram nulo ou branco e 23% não sabem. Os que migram se distribuem entre Aldo Rebelo, Caiado e Joaquim Barbosa, perfis politicamente heterogêneos sem nenhuma lógica ideológica comum.
A leitura direta é que o lulismo é um voto de pessoa, não de projeto. A saída de Lula do cenário colapsa a esquerda. A saída de Flávio reorganiza a direita com relativa fluidez. Essa assimetria é uma das informações mais estratégicas da pesquisa e passou despercebida na cobertura convencional.
A polarização como problema estrutural não resolvido
Lula e Flávio Bolsonaro compartilham exatamente 48% de rejeição múltipla cada, o maior índice de toda a pesquisa. Isso significa que quase metade do eleitorado rejeita os dois principais candidatos ao mesmo tempo. Paralelamente, 48% dos entrevistados declaram estar cansados da polarização e desejarem uma terceira via nessas eleições. Existe portanto uma demanda real e mensurável de mercado eleitoral não atendida. A contradição central do momento é que essa demanda existe mas nenhum candidato tem ainda escala suficiente para capturá-la de forma decisiva.
O dado sobre a escala 6x1 que ninguém comentou
Numa pauta que dominou as redes sociais por semanas, 52% dos entrevistados declararam não saber ou não souberam responder quem seria o responsável pela mudança da escala de trabalho de 6x1 para 5x2. Dos que responderam, 22% creditam ao presidente Lula e 13% ao Congresso Nacional. Isso revela que o eleitorado médio permanece amplamente desconectado do processo legislativo mesmo em pautas de alta mobilização digital. Candidatos que constroem estratégia baseada em engajamento online podem estar sistematicamente superestimando sua penetração no eleitorado real, especialmente considerando que 46% da amostra tem renda de até dois salários mínimos.
Quadro síntese estratégico
Lula tem como principal força o voto fiel de baixa renda e lidera em todas as faixas etárias acima de 35 anos. Sua vulnerabilidade está na rejeição de 48% e aprovação negativa, com 50% desaprovando o governo.
Flávio Bolsonaro apresenta voto conservador coeso e uma base de segundo voto bem organizada, mas perdeu momentum em junho e a aproximação com Trump não gerou dividendos eleitorais consistentes.
Ronaldo Caiado é o único adversário que tecnicamente empata Lula num segundo turno, mas carrega rejeição alta demais para quem precisaria unir o campo conservador de forma ampla.
Renan Santos é percebido por 26% do eleitorado como o representante da terceira via e tem a menor rejeição entre os nomes relevantes, mas permanece invisível na intenção espontânea de voto.
Romeu Zema mantém uma base conservadora fiel como segundo voto, mas não consegue crescer além do nicho e acumula rejeição crescente fora dele.
Leitura final
A pesquisa não retrata uma eleição definida. Retrata uma janela de oportunidade estrutural ainda não capturada. Existe um eleitor de terceira via com perfil identificável, classe média, escolaridade intermediária, concentrado nas regiões Sul e Sudeste, que rejeita os dois polos e ainda não encontrou um nome capaz de mobilizá-lo com força. Quem resolver essa equação de visibilidade antes de outubro tem potencial real de reconfigurar o resultado final.
Após goleada, Seleção Brasileira viaja aos EUA nesta segunda
01/06/2026
Um dia após a vitória sobre o Panamá, no Maracanã, a Seleção Brasileira embarca para Nova Jersey, nos Estados Unidos, cidade que servirá como base da delegação durante a Copa do Mundo de 2026.
Os jogadores
Os jogadores se reapresentam às 16h (de Brasília) de hoje, segunda-feira (01/06) no Hotel Hilton Barra, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Em seguida, o grupo seguirá para a sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) antes de embarcar rumo aos EUA.
A saída
A saída para o Aeroporto Internacional Tom Jobim está prevista para as 20h, enquanto o voo para Nova Jersey tem decolagem programada para as 22h.
Em território norte-americano, a delegação ficará hospedada no The Ridge Hotel, na região de Basking Ridge.
Escolha
A escolha foi estratégica: o local está a cerca de 15 minutos do Columbia Park Training Facility, centro de treinamento que será utilizado pela Seleção d...
Um dia após a vitória sobre o Panamá, no Maracanã, a Seleção Brasileira embarca para Nova Jersey, nos Estados Unidos, cidade que servirá como base da delegação durante a Copa do Mundo de 2026.
Os jogadores
Os jogadores se reapresentam às 16h (de Brasília) de hoje, segunda-feira (01/06) no Hotel Hilton Barra, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Em seguida, o grupo seguirá para a sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) antes de embarcar rumo aos EUA.
A saída
A saída para o Aeroporto Internacional Tom Jobim está prevista para as 20h, enquanto o voo para Nova Jersey tem decolagem programada para as 22h.
Em território norte-americano, a delegação ficará hospedada no The Ridge Hotel, na região de Basking Ridge.
Escolha
A escolha foi estratégica: o local está a cerca de 15 minutos do Columbia Park Training Facility, centro de treinamento que será utilizado pela Seleção durante o torneio, e a aproximadamente 30 minutos do MetLife Stadium, onde o Brasil fará a estreia contra o Marrocos, no dia 13 de junho.
Último amistoso
Antes do primeiro compromisso no Mundial, porém, a equipe comandada por Carlo Ancelotti viajará para Cleveland, onde disputará o último amistoso preparatório contra o Egito, em 6 de junho.
A Seleção Brasileira integra o Grupo C da competição, ao lado de Marrocos, Escócia e Haiti.
O Poder
Pernambuco transfere ponto facultativo de Corpus Christi para véspera do São João
01/06/2026
O governo de Pernambuco transferiu o ponto facultativo de Corpus Christi, celebrado neste ano na quinta-feira (04/06), para a véspera de São João, em 23 de junho. A decisão foi publicada na edição do Diário Oficial do Estado.
A medida
Segundo o governo estadual, a medida vale para repartições públicas estaduais e entidades da administração direta e indireta. Os serviços considerados essenciais serão mantidos para garantir a continuidade do atendimento à população.
Expediente normal
Com a mudança, haverá expediente normal nos órgãos estaduais no dia 4 de junho. Já no dia 23, véspera de São João, o funcionamento será facultativo para os servidores estaduais. A medida também foi adotada pela prefeitura do Recife. No município, haverá expediente normal, na quinta-feira, para os órgãos da administração direta e indireta da cidade.
A folga
A folga ocorrerá no dia 23...
O governo de Pernambuco transferiu o ponto facultativo de Corpus Christi, celebrado neste ano na quinta-feira (04/06), para a véspera de São João, em 23 de junho. A decisão foi publicada na edição do Diário Oficial do Estado.
A medida
Segundo o governo estadual, a medida vale para repartições públicas estaduais e entidades da administração direta e indireta. Os serviços considerados essenciais serão mantidos para garantir a continuidade do atendimento à população.
Expediente normal
Com a mudança, haverá expediente normal nos órgãos estaduais no dia 4 de junho. Já no dia 23, véspera de São João, o funcionamento será facultativo para os servidores estaduais. A medida também foi adotada pela prefeitura do Recife. No município, haverá expediente normal, na quinta-feira, para os órgãos da administração direta e indireta da cidade.
A folga
A folga ocorrerá no dia 23 de junho, "com exceção daqueles serviços cujo funcionamento seja indispensável, a juízo do chefe imediato do órgão".
O Poder
Criança mordida por tubarão na Praia de Piedade é a 24ª vítima no mesmo local
01/06/2026
A mordida de tubarão sofrida pelo menino de 11 anos ontem, domingo (31/05) foi o 24º incidente registrado na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Segundo o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), com a última ocorrência, chegou a 83 o número de casos em Pernambuco desde 1992, início da série histórica.
Maiores números
Ainda segundo o Cemit, as praias de Piedade e de Boa Viagem, essa última no Recife, tiveram, cada, os maiores números de incidentes com tubarão. Foram 24 casos em cada uma.
Uma criança de 11 anos foi mordida por um tubarão neste domingo (31), em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. O incidente aconteceu na Praia de Piedade, um dos locais que concentram o maior número de ataques em Pernambuco, com 24 ocorrências desde 1992, início da série histórica.
A mordida
O garoto foi mordido no quadril e na mão, do lado esquerdo do...
A mordida de tubarão sofrida pelo menino de 11 anos ontem, domingo (31/05) foi o 24º incidente registrado na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Segundo o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), com a última ocorrência, chegou a 83 o número de casos em Pernambuco desde 1992, início da série histórica.
Maiores números
Ainda segundo o Cemit, as praias de Piedade e de Boa Viagem, essa última no Recife, tiveram, cada, os maiores números de incidentes com tubarão. Foram 24 casos em cada uma.
Uma criança de 11 anos foi mordida por um tubarão neste domingo (31), em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. O incidente aconteceu na Praia de Piedade, um dos locais que concentram o maior número de ataques em Pernambuco, com 24 ocorrências desde 1992, início da série histórica.
A mordida
O garoto foi mordido no quadril e na mão, do lado esquerdo do corpo. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o menino recebeu atendimento pré-hospitalar ainda na praia e, de lá, foi inicialmente levado para o Hospital da Aeronáutica, no mesmo bairro, para avaliação e cuidados especializados.
83 incidentes
Pernambuco concentra 83 incidentes com tubarão desde 1992, quando começou o monitoramento dessas ocorrências. Piedade e Boa Viagem tiveram, desde então, 24 casos cada, segundo o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit).
O Poder
Concursos em Pernambuco têm 809 vagas e salários de até R$ 35,8 mil
01/06/2026
Oportunidades para conquistar o sonhado emprego público. Ao menos 809 vagas em concursos públicos e seleções simplificadas estão com inscrições abertas em Pernambuco. As oportunidades são destinadas a candidatos com níveis médio, técnico e superior, com salários que podem chegar a R$ 35,8 mil.
As vagas
As vagas estão distribuídas em diferentes cidades e órgãos do estado, incluindo prefeituras, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que oferece vagas para juiz, e a Universidade de Pernambuco (UPE), com oportunidades para professor temporário.
Confira:
Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE)
Inscrições a partir de segunda-feira (1º) até 10 de julho;
30 vagas de nível superior;
Salário de R$ 35,8 mil;
Prefeitura de Petrolina
Inscrições até terça-feira (2);
71 vagas de níveis médio, técnico e superior;
Salário de até R$ 2,3 mil;
Oportunidades para conquistar o sonhado emprego público. Ao menos 809 vagas em concursos públicos e seleções simplificadas estão com inscrições abertas em Pernambuco. As oportunidades são destinadas a candidatos com níveis médio, técnico e superior, com salários que podem chegar a R$ 35,8 mil.
As vagas
As vagas estão distribuídas em diferentes cidades e órgãos do estado, incluindo prefeituras, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que oferece vagas para juiz, e a Universidade de Pernambuco (UPE), com oportunidades para professor temporário.
Confira:
Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE)
Inscrições a partir de segunda-feira (1º) até 10 de julho;
30 vagas de nível superior;
Salário de R$ 35,8 mil;
Prefeitura de Petrolina
Inscrições até terça-feira (2);
71 vagas de níveis médio, técnico e superior;
Salário de até R$ 2,3 mil;
Prefeitura Abreu e Lima
Inscrições até terça-feira (2);
228 vagas de níveis médio, técnico e superior;
Salário de até R$ 8 mil;
Prefeitura de Santa Filomena
Inscrições até 8 de junho;
209 vagas de níveis fundamental, médio e superior;
Salário de até R$ 12 mil;
Prefeitura de Moreno
Inscrições até 8 de junho;
30 vagas de níveis médio e superior;
Salário de até R$ 3,8 mil;
Universidade de Pernambuco (UPE)
Inscrições até 10 de junho;
37 vagas de nível superior;
Salário de R$ 2,9 mil;
Secretaria de Defesa Social
Inscrições até 12 de junho;
16 vagas de nível superior;
Salário de R$ 5,2 mil;
Prefeitura de Cedro
Inscrições até 14 de junho;
142 vagas de níveis médio, técnico e superior;
Salário de até R$ 6 mil;
Câmara Municipal de Pombos
Inscrições até 15 de junho;
4 vagas de nível médio;
Salário de R$ 1,6 mil;
Prefeitura de Salgueiro
Inscrições até 21 de julho;
42 vagas de níveis médio, técnico e superior;
Salário de até R$ 3,2 mil;
O Poder
Paraíba tem mais de 1,2 mil vagas abertas em concursos com salários de mais de R$ 8 mil
01/06/2026
A Paraíba começa o mês de junho com oito editais de concursos públicos com vagas abertas neste mês de maio. São mais de 1.228 oportunidades em diferentes áreas. Os salários podem chegar a R$ 8 mil. Os concursos estão sendo oferecidos pela Prefeitura de Campina Grande, Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), e pelas prefeituras de refeitura de Mãe D'Água, Triunfo e Cajazeiras.
Confira detalhes dos certames:
Concurso da Prefeitura de Campina Grande
Vagas: 955 vagas
Nível: médio, técnico e superior
Salários: de R$ 1,6 mil a R$ 8,8 mil
Inscrições: 15 de maio a 15 de junho
Provas objetivas: 29 e 30 de agosto
Resultado final: 26 de novembro de 2026
Concurso da UEPB
Vagas: 8
Nível: fundamental, médio/técnico
Salário: de R$ 2.104,23 a R$ 3.768,36
Inscrições: de 26 de maio a 12 de julho
Provas objetivas: 23 de agosto de 2026
Provas práticas: 18 d...
A Paraíba começa o mês de junho com oito editais de concursos públicos com vagas abertas neste mês de maio. São mais de 1.228 oportunidades em diferentes áreas. Os salários podem chegar a R$ 8 mil. Os concursos estão sendo oferecidos pela Prefeitura de Campina Grande, Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), e pelas prefeituras de refeitura de Mãe D'Água, Triunfo e Cajazeiras.
Confira detalhes dos certames:
Concurso da Prefeitura de Campina Grande
Vagas: 955 vagas
Nível: médio, técnico e superior
Salários: de R$ 1,6 mil a R$ 8,8 mil
Inscrições: 15 de maio a 15 de junho
Provas objetivas: 29 e 30 de agosto
Resultado final: 26 de novembro de 2026
Concurso da UEPB
Vagas: 8
Nível: fundamental, médio/técnico
Salário: de R$ 2.104,23 a R$ 3.768,36
Inscrições: de 26 de maio a 12 de julho
Provas objetivas: 23 de agosto de 2026
Provas práticas: 18 de outubro
Resultado final: 28 de outubro
Concurso da prefeitura de Mãe D'Água
Vagas: 91
Nível: fundamental, médio, técnico e superior
Salário: de R$ 1.621 a R$ 7.272
Inscrições: de 26 de maio a 28 de junho
Provas objetivas: 2 de agosto
Provas práticas: 27 de setembro
Resultado final: 9 de outubro
Concurso da STTP de Campina Grande
Vagas: 40 vagas
Nível: superior
Salário: R$ 3.170,83
Inscrições: 19 de maio a 22 de junho
Taxa de inscrição: R$ 150,00
Prova objetiva: 30 de agosto
Resultado final: a ser divulgado pela STTP
Concurso da Prefeitura de Triunfo
Vagas: 102
Nível: fundamental incompleto, médio/técnico e superior
Salário: de R$ 1.621 a R$ 7 mil
Inscrições: 27 de maio a 30 de junho
Prova objetiva: 30 de agosto
Resultado final: 7 de dezembro
Concurso da Prefeitura de Cajazeiras
Vagas: 32
Nível: médio
Salário: R$ 3.242,00
Inscrições: de 25 de maio a 28 de junho
Prova objetiva: 26 de julho
Resultado final: 30 de setembro
O Poder
Seleção viaja para os EUA em avião que foi utilizado pelos Rolling Stones, de mais de R$ 1 bilhão
01/06/2026
A seleção brasileira viaja hoje, segunda-feira, 01/06, para os Estados Unidos, com voo previsto para as 22h00 no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão. A delegação da CBF decolará num Boeing 767-300ER, de matrícula ZS-NEX, da companhia sul-africana Aeronexus, avião que atendeu aos Rolling Stones em algumas turnês, entre elas a de comemoração dos 60 anos da banda, em 2022. Avaliada em R$ 1,19 bilhão, a aeronave oferece serviço vip, com 96 assentos de primeira classe, e também já serviu à Seleção, em compromisso das Eliminatórias da Copa do Mundo, em 2023.
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Pouso nos EUA
Jogadores e comissão da seleção brasileira pousarão no Aeroporto de Newark na amanhã, terça-feira, 02/06, antes de se alojarem no Centro de Treinamento do New York Red Bulls, na cidade de Morristown, em Nova Jersey. O avião recebeu adesivagem especial com as marcas da Azul Linhas Aéreas, parceira da Confederação Brasileira de Futebol, CBF, na operação.
A seleção brasileira viaja hoje, segunda-feira, 01/06, para os Estados Unidos, com voo previsto para as 22h00 no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão. A delegação da CBF decolará num Boeing 767-300ER, de matrícula ZS-NEX, da companhia sul-africana Aeronexus, avião que atendeu aos Rolling Stones em algumas turnês, entre elas a de comemoração dos 60 anos da banda, em 2022. Avaliada em R$ 1,19 bilhão, a aeronave oferece serviço vip, com 96 assentos de primeira classe, e também já serviu à Seleção, em compromisso das Eliminatórias da Copa do Mundo, em 2023.
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Pouso nos EUA
Jogadores e comissão da seleção brasileira pousarão no Aeroporto de Newark na amanhã, terça-feira, 02/06, antes de se alojarem no Centro de Treinamento do New York Red Bulls, na cidade de Morristown, em Nova Jersey. O avião recebeu adesivagem especial com as marcas da Azul Linhas Aéreas, parceira da Confederação Brasileira de Futebol, CBF, na operação.
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