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Imóvel de três andares desaba e idoso é resgatado dos escombros em Olinda

16/04/2026

Por pouco não foi uma tragédia na manhã de hoje, quinta-feira (16/04). Um imóvel de três andares desabou em Olinda, no Grande Recife, e um idoso de 72 anos foi resgatado dos escombros por bombeiros. A estrutura da residência ruiu à 1h55 na Rua Ayrton Senna do Brasil, no bairro de Jardim Atlântico.

A vítima

A vítima, de nome não divulgado, foi levada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital da Restauração, no bairro do Derby, na área central do Recife. A unidade de saúde não informou qual é o quadro clínico do idoso, mas a prefeitura de Olinda afirmou que ele "sofreu escoriações leves".

A estrutura

Segundo o Corpo de Bombeiros, a estrutura era sustentada por pilastras que estavam com vigas aparentes. Após o acidente, o local ficou com grades retorcidas, canos e tijolos amontoados.

Viaturas

O Corpo de Bombeiros encaminhou cinco viaturas ao local do d...

Por pouco não foi uma tragédia na manhã de hoje, quinta-feira (16/04). Um imóvel de três andares desabou em Olinda, no Grande Recife, e um idoso de 72 anos foi resgatado dos escombros por bombeiros. A estrutura da residência ruiu à 1h55 na Rua Ayrton Senna do Brasil, no bairro de Jardim Atlântico.

A vítima

A vítima, de nome não divulgado, foi levada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital da Restauração, no bairro do Derby, na área central do Recife. A unidade de saúde não informou qual é o quadro clínico do idoso, mas a prefeitura de Olinda afirmou que ele "sofreu escoriações leves".

A estrutura

Segundo o Corpo de Bombeiros, a estrutura era sustentada por pilastras que estavam com vigas aparentes. Após o acidente, o local ficou com grades retorcidas, canos e tijolos amontoados.

Viaturas

O Corpo de Bombeiros encaminhou cinco viaturas ao local do desabamento. "As informações repassadas por moradores apontam que o imóvel estava abandonado e que o idoso utilizava o local como abrigo", disse a corporação militar em nota.

O dono

Ainda segundo a administração municipal, o dono do imóvel "havia assumido o compromisso de demolir a residência para a construção de uma nova edificação de acordo com as normas legais da engenharia civil". (O Poder)


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O sistema financeiro, a ética e a democracia, por Paulo Rubem Santiago*

16/04/2026

São a cada dia mais e mais frequentes as pressões e o assédio midiático das empresas financeiras sobre os cidadãos comuns. Via e-mails, mensagens pelo WhatsApp, por SMS ou agressivas publicações pelo Instagram, a promessa de ganhos extraordinários, as armadilhas do crédito fácil e de um consumo alargado a partir de um simples toque na tela do celular ou num teclado de computador têm alcançado a cada dia milhões e milhões de pessoas físicas e suas famílias, ora comemorando-se uma “bancarização” nunca antes atingida. Ora se impondo a financeirização e o endividamento em níveis recordes, atingindo 80,4% das famílias em março de 2026 segundo a Confederação Nacional do Comércio. Isso como alternativa a mais e melhores salários para os trabalhadores.

Nesse contexto

Além dos juros extorsivos revelados regularmente na tabela publicada pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças (www.anefac.org.br) e pelo portal do Professor Ladislau Dowbor (www.do...

São a cada dia mais e mais frequentes as pressões e o assédio midiático das empresas financeiras sobre os cidadãos comuns. Via e-mails, mensagens pelo WhatsApp, por SMS ou agressivas publicações pelo Instagram, a promessa de ganhos extraordinários, as armadilhas do crédito fácil e de um consumo alargado a partir de um simples toque na tela do celular ou num teclado de computador têm alcançado a cada dia milhões e milhões de pessoas físicas e suas famílias, ora comemorando-se uma “bancarização” nunca antes atingida. Ora se impondo a financeirização e o endividamento em níveis recordes, atingindo 80,4% das famílias em março de 2026 segundo a Confederação Nacional do Comércio. Isso como alternativa a mais e melhores salários para os trabalhadores.

Nesse contexto

Além dos juros extorsivos revelados regularmente na tabela publicada pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças (www.anefac.org.br) e pelo portal do Professor Ladislau Dowbor (www.dowbor.org) destacam-se ainda as facilidades oferecidas para a disseminação do crédito consignado aos servidores públicos, com dívidas repactuadas no atual governo em até 96 meses, um autêntico sequestro da renda dessas pessoas pelo sistema financeiro, estratégia agressiva para que o capital financeiro mantenha e aumente suas margens de lucro. Sobretudo porque os oitos incisos e os três parágrafos previstos no último desses incisos para sua regulamentação, nos termos do artigo 192 da Constituição de 1988, foram todos revogados pela Emenda Constitucional 40, de 2003. Deixando o sistema financeiro nadando de braçada, com um poder imperial sobre a oferta de crédito, a fixação de taxas de juros e a movimentação de fundos com nebulosas atuações na economia do país, como apontado pelas investigações da Operação Carbono Oculto junto às fintecs instaladas na Avenida Faria Lima, em São Paulo. Bem como pelo Banco Master e suas ramificações em outros bancos e corretoras.

Vivemos o vale-tudo financeiro

Tudo pela acumulação, para a qual a ética nos negócios e a democracia como espaço de produção de mecanismos regulatórios não têm qualquer importância, sobretudo quando se multiplicam as evidências de inúmeras transferências desse banco para membros do parlamento nacional, familiares de Ministros do STF, justificadas sempre como pagamento por prestação de “consultorias”. Como se diz na linguagem popular, o importante é “enricar”, custe o que custar, preferencialmente à margem da legalidade, da ética, da regulação e do equilíbrio entre a renda e o endividamento das famílias.

Sem dúvida

Por tudo isso, estamos diante de uma pauta extremamente importante para as disputas nas eleições de 2026. Que propostas para enfrentar tais desmandos e absurdos serão apresentadas para os mandatos majoritários e proporcionais na esfera federal? Basta confiar na sacrossanta autonomia do Banco Central, mesmo depois da constatação do pagamento de propinas do Banco Master a dois de seus diretores? Enfrentar essa estrutura perversa e criminosa é urgente, pois enquanto os investimentos para a promoção dos direitos sociais são submetidos há 26 anos a limites nos orçamentos públicos, não há tetos nem controles para o lucro derivado das despesas financeiras do estado, nem para o do endividamento das famílias.

*Paulo Rubem Santiago é professor da UFPE. Doutor em Educação. Dirigente Nacional da Rede Sustentabilidade.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. Todos os citados, pessoas físicas ou jurídicas, têm espaço garantido para suas manifestações.

Mendonça vê indícios de que ex-presidente do BRB foi mandatário de Vorcaro

16/04/2026

O ministro André Mendonça, d STF (Supremo Tribunal Federal), apontou que existem "fortes indícios" de que Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, atuava como um "verdadeiro mandatário" de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.



Determinou

Mendonça determinou a prisão preventiva de Costa, atendendo a pedido da Polícia Federal (PF), na quarta fase da Operação Compliance Zero.

Para o ministro, existem indícios dos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e ilícitos contra o sistema financeiro nacional.

O Poder



O ministro André Mendonça, d STF (Supremo Tribunal Federal), apontou que existem "fortes indícios" de que Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, atuava como um "verdadeiro mandatário" de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.


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Determinou

Mendonça determinou a prisão preventiva de Costa, atendendo a pedido da Polícia Federal (PF), na quarta fase da Operação Compliance Zero.

Para o ministro, existem indícios dos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e ilícitos contra o sistema financeiro nacional.

O Poder


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Jaboatão recebe III Festival da Macaxeira da agricultura familiar

16/04/2026

Música e culinária. O fortalecimento e o estímulo à agricultura familiar do Jaboatão dos Guararapes e à gastronomia local estarão novamente em destaque, a partir de amanhã, sexta-feira (17/04), e sábado, (18/04), r, durante a realização do III Festival da Macaxeira do município.

Reunirá

Promovido das 13h às 19h ao lado da Praça do Rosário, no estacionamento da Casa da Cultura, em Jaboatão Centro, o evento reunirá mais de 250 agricultores de 17 engenhos da Zona Rural, comercializando a raiz in natura e também receitas que têm a macaxeira como ingrediente principal.

Shows

Executado pela Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes, por meio da Secretaria Executiva de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Turismo, e em parceria com o Sebrae Pernambuco, o festival, em área aberta para toda a população, contará ainda com iniciativa da cozinha show com a apresentação de receitas ao vivo - conduzida pelo Instituto César S...

Música e culinária. O fortalecimento e o estímulo à agricultura familiar do Jaboatão dos Guararapes e à gastronomia local estarão novamente em destaque, a partir de amanhã, sexta-feira (17/04), e sábado, (18/04), r, durante a realização do III Festival da Macaxeira do município.

Reunirá

Promovido das 13h às 19h ao lado da Praça do Rosário, no estacionamento da Casa da Cultura, em Jaboatão Centro, o evento reunirá mais de 250 agricultores de 17 engenhos da Zona Rural, comercializando a raiz in natura e também receitas que têm a macaxeira como ingrediente principal.

Shows

Executado pela Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes, por meio da Secretaria Executiva de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Turismo, e em parceria com o Sebrae Pernambuco, o festival, em área aberta para toda a população, contará ainda com iniciativa da cozinha show com a apresentação de receitas ao vivo - conduzida pelo Instituto César Santos, apresentações culturais de grupos de forró pé-de-serra, e brinquedos infláveis, pipoca e algodão-doce para as crianças.


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Culinária

Na área dos estandes da culinária, os frequentadores poderão adquirir produtos tradicionais como bolo de macaxeira, manuê, beiju, além de receitas feitas especialmente para o festival deste ano, que foram desenvolvidas pelos chefes do Instituto César Santos em oficinas de beneficiamento com os agricultores na própria Zona Rural do Jaboatão. Já na comercialização do alimento in natura, o público poderá adquirir o produto recém-tirado da terra a preços especiais.

Trabalho

Para o prefeito Mano Medeiros, a terceira edição do Festival da Macaxeira é o resultado de um forte trabalho construído de acompanhamento junto à área rural.

"São centenas de famílias no município que vivem da agricultura e, nos últimos anos, contam com o apoio muito presente do poder público. O Festival da Macaxeira representa uma dessas consequências diretas do olhar da gestão com a agricultura familiar do Jaboatão, onde os produtores podem comercializar diretamente ao consumidor final, vendem os derivados, aprendem novas receitas, aumentam a renda e celebram com as atrações culturais", declarou o gestor.

Cultura

Para o especialista do Sebrae/PE, Emanoela Toscano, esta “e uma cultura relevante que está no dia a dia da economia da cidade”.

Então, a nossa estratégia é a de valorização desse alimento, ressaltando a presença das famílias que vivem dessa atividade econômica e sempre trazendo o estímulo ao turismo gastronômico. O Festival movimenta a cadeia completa de um segmento que pode ser cada vez mais forte e, por isso, se consolidou no calendário da cidade”, destacou. (O Poder)


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Polícia Federal deflagra a 4ª fase da Operação Compliance Zero e prende ex-diretor do BRB

16/04/2026

A Polícia Federal (PF) está nas ruas cumprindo mandados judiciais dentro da 4ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga esquema de lavagem de dinheiro para o pagamento de vantagens indevidas que teriam sido destinadas a agentes públicos.

Cumprem mandados

Desde as primeiras horas da manhã de hoje quinta-feira (16/04) os policiais federais cumprem dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados no Distrito Federal e em São Paulo.

As ordens

As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal. De acordo com a PF, “estão sendo investigados crimes financeiros, além de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa”.

Compliance Zero

Na terceira fase da Operação Compliance Zero, em março, a PF cumpriu o mandado de prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O STF determinou também afastame...

A Polícia Federal (PF) está nas ruas cumprindo mandados judiciais dentro da 4ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga esquema de lavagem de dinheiro para o pagamento de vantagens indevidas que teriam sido destinadas a agentes públicos.

Cumprem mandados

Desde as primeiras horas da manhã de hoje quinta-feira (16/04) os policiais federais cumprem dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados no Distrito Federal e em São Paulo.

As ordens

As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal. De acordo com a PF, “estão sendo investigados crimes financeiros, além de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa”.

Compliance Zero

Na terceira fase da Operação Compliance Zero, em março, a PF cumpriu o mandado de prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O STF determinou também afastamento de cargos públicos de alguns investigados, além de sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões.

Prisão

Na Nova fase da Operação, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.O executivo é suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios com o Banco Master sem lastro.

O Poder


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Recife decreta ponto facultativo na véspera do feriado de Tiradentes

16/04/2026

A prefeitura do Recife decretou ponto facultativo na segunda-feira (20/04), véspera do feriado de Tiradentes. Com isso, os servidores municipais terão a folga estendida para quatro dias consecutivos, a partir do sábado (18/04).

O decreto

O decreto foi publicado pelo Diário Oficial e assinado pelo secretário de Articulação Política e Social, Gustavo Queiroz Monteiro.

"O dia 20 de abril será considerado ponto facultativo nas repartições públicas e entidades da administração direta e indireta do município, com exceção daqueles serviços cujo funcionamento seja indispensável, a juízo do chefe do órgão", informa o texto.(O Poder)

A prefeitura do Recife decretou ponto facultativo na segunda-feira (20/04), véspera do feriado de Tiradentes. Com isso, os servidores municipais terão a folga estendida para quatro dias consecutivos, a partir do sábado (18/04).

O decreto

O decreto foi publicado pelo Diário Oficial e assinado pelo secretário de Articulação Política e Social, Gustavo Queiroz Monteiro.

"O dia 20 de abril será considerado ponto facultativo nas repartições públicas e entidades da administração direta e indireta do município, com exceção daqueles serviços cujo funcionamento seja indispensável, a juízo do chefe do órgão", informa o texto.(O Poder)

Paraíba terá ponto facultativo na véspera do feriado de Tiradentes para servidores públicos

16/04/2026

Apenas serviços essenciais funcionando. O Governo da Paraíba determinou ponto facultativo nas repartições públicas estaduais na próxima segunda-feira (20/04), véspera do feriado de Tiradentes. A decisão será oficializada por meio de portaria da Secretaria de Administração, com publicação prevista no Diário Oficial do Estado de hoje, quinta-feira (16/04).

Campina Grande e João Pessoa

As prefeituras de João Pessoa e Campina Grande também adotaram a medida para a segunda-feira (20), ampliando a suspensão de expediente no setor público municipal.
Na capital, o prefeito Leo Bezerra decretou ponto facultativo e, com isso, os servidores terão um período sem expediente que se estende até o feriado de terça-feira (21), retornando às atividades na quarta-feira (22).
O funcionamento

A gestão municipal informou que, mesmo sem funcionamento interno nas repartições, os serviços essenciais seguem mantidos.

O decreto

Apenas serviços essenciais funcionando. O Governo da Paraíba determinou ponto facultativo nas repartições públicas estaduais na próxima segunda-feira (20/04), véspera do feriado de Tiradentes. A decisão será oficializada por meio de portaria da Secretaria de Administração, com publicação prevista no Diário Oficial do Estado de hoje, quinta-feira (16/04).

Campina Grande e João Pessoa

As prefeituras de João Pessoa e Campina Grande também adotaram a medida para a segunda-feira (20), ampliando a suspensão de expediente no setor público municipal.
Na capital, o prefeito Leo Bezerra decretou ponto facultativo e, com isso, os servidores terão um período sem expediente que se estende até o feriado de terça-feira (21), retornando às atividades na quarta-feira (22).
O funcionamento

A gestão municipal informou que, mesmo sem funcionamento interno nas repartições, os serviços essenciais seguem mantidos.

O decreto

Já em Campina Grande, o decreto assinado pelo prefeito Bruno Cunha Lima na última terça-feira (14), também estabelece ponto facultativo nas repartições municipais na véspera do feriado. A prefeitura informou que a medida permite ajustes no funcionamento da administração pública sem comprometer os serviços essenciais.

Regular

Com a medida, órgãos estaduais e municipais não terão expediente regular na data. O governo informou que serviços considerados essenciais continuam funcionando normalmente para evitar interrupções no atendimento à população. Áreas como saúde e segurança seguem operando.

O Poder

Idoso é encontrado em condições análogas à escravização em operação no Recife

16/04/2026

Um idoso encontrado em condições análogas à escravização foi resgatado por auditores-fiscais do trabalho no bairro da Mustardinha, na Zona Oeste do Recife. O resgate foi realizado numa operação que teve como objetivo fiscalizar, erradicar práticas degradantes e regularizar os vínculos empregatícios.

Fiscalização

Durante a fiscalização, duas pessoas responsáveis pela contratação do trabalhador e pelo imóvel onde ele atuava foram presas em flagrante. Elas chegaram a ser detidas, mas foram liberadas por decisão da 4ª Vara Federal em Pernambuco.

As investigações

Segundo as investigações, a vítima tem cerca de 70 anos e atuava como cuidador de outro idoso, cujo filho é um dos suspeitos presos. O contratante morava no andar superior da casa onde ele vivia e trabalhava.

A residência

A residência da vítima foi descrita como um ambiente "insalubre, com forte mau cheiro e estrutura prec...

Um idoso encontrado em condições análogas à escravização foi resgatado por auditores-fiscais do trabalho no bairro da Mustardinha, na Zona Oeste do Recife. O resgate foi realizado numa operação que teve como objetivo fiscalizar, erradicar práticas degradantes e regularizar os vínculos empregatícios.

Fiscalização

Durante a fiscalização, duas pessoas responsáveis pela contratação do trabalhador e pelo imóvel onde ele atuava foram presas em flagrante. Elas chegaram a ser detidas, mas foram liberadas por decisão da 4ª Vara Federal em Pernambuco.

As investigações

Segundo as investigações, a vítima tem cerca de 70 anos e atuava como cuidador de outro idoso, cujo filho é um dos suspeitos presos. O contratante morava no andar superior da casa onde ele vivia e trabalhava.

A residência

A residência da vítima foi descrita como um ambiente "insalubre, com forte mau cheiro e estrutura precária" e ficava no térreo do imóvel. Já o filho do idoso morava em condições melhores, no pavimento de cima.

Pesquisa Datafolha sobre sucessão em PE novamente sob suspeita

16/04/2026

Não é de agora. Desde a saída de Mauro Paulino do comando técnico, o ainda renomado instituto de pesquisa Datafolha vem acumulando contestações e suspeitas que põem em risco a credibilidade construída ao longo de anos. No último fim de semana, a nível nacional, por exemplo, publicou uma pesquisa apontando
empate técnico de três candidatos com Lula, no 2o turno da corrida presidencial. Resultado que, como demonstramos cabalmente, aqui em O Poder, não existe no mundo real. E também registramos nossa discordância "de métodos e metodologias" atualmente utilizados pelo Instituto.

Terceiriza o campo

Um dos métodos que O Poder contesta é a terceirização dos trabalhos de campo. Todos os institutos de pesquisa de opinião pública, ou pelo menos a maioria deles, não têm equipes fixas. Os pesquisadores são contratados a cada pesquisa. Isso é costumeiro no mercado. O que não é normal é a contratação de outro instituto de "porteira fechada", porque nes...

Não é de agora. Desde a saída de Mauro Paulino do comando técnico, o ainda renomado instituto de pesquisa Datafolha vem acumulando contestações e suspeitas que põem em risco a credibilidade construída ao longo de anos. No último fim de semana, a nível nacional, por exemplo, publicou uma pesquisa apontando
empate técnico de três candidatos com Lula, no 2o turno da corrida presidencial. Resultado que, como demonstramos cabalmente, aqui em O Poder, não existe no mundo real. E também registramos nossa discordância "de métodos e metodologias" atualmente utilizados pelo Instituto.

Terceiriza o campo

Um dos métodos que O Poder contesta é a terceirização dos trabalhos de campo. Todos os institutos de pesquisa de opinião pública, ou pelo menos a maioria deles, não têm equipes fixas. Os pesquisadores são contratados a cada pesquisa. Isso é costumeiro no mercado. O que não é normal é a contratação de outro instituto de "porteira fechada", porque nesses casos a metodologia da pesquisa vem junto. O processo das entrevistas, chamado de "trabalho de campo", no jargão das pesquisas, incluindo os questionários e a apuração de resultados, são conduzidos por outra empresa. Ai mora o perigo.

Pesquisa de hoje

Hoje, quinta-feira 16/04/26, o Datafolha deve divulgar pesquisa sobre a corrida sucessória em Pernambuco. O Poder evita discutir resultados de levantamentos de opinião. Principalmente quando ainda sequer os números foram divulgados. Exatamente por isso fazemos o alerta antes. A imprensa publica hoje que o Datafolha contratou um instituto local, que vem tendo seus resultados seguidamente contestados, para fazer o trabalho que deveria ser seu. Caso isso seja confirmado, das duas, uma: ou o Datafolha contratou um trabalho sabendo antecipadamente o resultado ou está emprestando sua grife para dar suporte a resultados sob suspeita. Lamentável, repetimos, se comprovado, em qualquer caso.

STF quer impor regras mais rígidas sobre quebras de sigilo e provas em CPI após embate com relator, confira essa e outras manchetes quentes da manhã

16/04/2026

Choque entre os poderes e novas polêmicas. Após a crise desencadeada pelo relatório da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) querem impor ao Congresso Nacional regras mais rigorosas sobre quebras de sigilo e custódia das provas em investigações parlamentares.



Delimitam

As diretrizes incluiriam delimitar um intervalo temporal para quebras de sigilo (por exemplo, proibir que CPIs acessem dados de cinco ou dez anos para trás), confiar o acesso a essas informações apenas à cúpula das comissões (presidente e relator) e vetar que pessoas alheias ao objeto da comissão sejam convocadas a depor.



- Congresso enterra CPIs mas pelo menos 15 investigações ainda apuram o caso Master

O Congresso Nacional enterrou duas CPIs que investigavam o caso Master: a do INSS e a do Crime Organizado, além de ter evitado a implementação de...

Choque entre os poderes e novas polêmicas. Após a crise desencadeada pelo relatório da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) querem impor ao Congresso Nacional regras mais rigorosas sobre quebras de sigilo e custódia das provas em investigações parlamentares.


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Delimitam

As diretrizes incluiriam delimitar um intervalo temporal para quebras de sigilo (por exemplo, proibir que CPIs acessem dados de cinco ou dez anos para trás), confiar o acesso a essas informações apenas à cúpula das comissões (presidente e relator) e vetar que pessoas alheias ao objeto da comissão sejam convocadas a depor.


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- Congresso enterra CPIs mas pelo menos 15 investigações ainda apuram o caso Master

O Congresso Nacional enterrou duas CPIs que investigavam o caso Master: a do INSS e a do Crime Organizado, além de ter evitado a implementação de uma comissão específica sobre o assunto.
Mesmo assim, pelo menos outras 15 frentes de investigação continuam se debruçando sobre o esquema em diversos órgãos, como a Polícia Federal, Tribunal de Contas da União (TCU), Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.


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-Fim da escala 6x1: Hugo Motta prevê votação da PEC até final de maio

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), reforçou o apoio à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) pelo fim da escala 6x1 que tramita na Casa. Para agilizar a aprovação, serão realizadas sessões até hoje, sexta-feira (17/04), de modo que o texto seja votado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na próxima quarta-feira (22). A expectativa do deputado é votar a matéria em plenário até o final de maio.
A medida de Hugo vem na esteira de um pedido de vista coletivo feito na CCJ nesta quarta pelas lideranças do PL e do PSDB.


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- Negociações entre Israel e Líbano acontecem nesta quinta-feira, diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações de cessar-fogo entre Israel e Líbano acontecerão hoje, quinta-feira (16/04).
Em uma publicação nas redes sociais, realizada no final da noite de ontem, quarta-feira (15/04), Trump diz que está "tentando criar um pouco de espaço para respirar entre Israel e Líbano. Já faz muito tempo que os dois líderes não conversam, uns 34 anos. Isso vai acontecer amanhã. Ótimo!"


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- Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717 em 2027

O governo federal propôs um salário mínimo de R$ 1.717 para o ano que vem, com aumento nominal de 5,92%. O valor consta do Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, enviado ontem, quarta-feira (15/04) ao Congresso Nacional.
O reajuste segue a projeção de 3,06% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para os 12 meses terminados em novembro mais o crescimento da economia em 2025, limitado ao crescimento de gastos de 2,5% acima da inflação, determinado pelo arcabouço fiscal. A estimativa para o INPC também consta do PLDO.


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-Alexandre Ramagem é solto após ficar dois dias preso nos EUA


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O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi solto nesta quarta-feira, 15, após passar dois dias preso nos Estados Unidos, onde está foragido das autoridades brasileiras.


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- Ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso

O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa foi preso, na manhã de hoje, quinta-feira (16/04), em nova fase da operação Compliance Zero deflagrada pela PF (Polícia Federal).
A quarta fase da operação cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão. A PF ainda não deflagrou o quantitativo.

Quinta-feira. Mais um dia de notícias quentes. O Fim da escala 6x1 tem dado o que falar. O presidente Lula chegou a pedir uma mobilização para aprovar o projeto. E o choque entre os poderes após a polêmica do relatório da CPI do Crime Organizado. O STF prepara novo contra-ataque contra o relator. Gilmar Mendes já acionou a PGR. Vamos conferir as primeiras manchetes deste 16 de abril.

-Fim da escala 6x1 opõe Congresso e governo
-Lula pede mobilização a centrais sindicais para fim da escala 6x1
-Mendes pede à PGR investigação contra senador Alessandro Vieira
-Ramagem é solto nos EUA dois dias após detenção por situação migratória irregular
-BC alertou “embrião” do Master sobre risco de liquidação em 2020
-Gilmar Mendes pede que PGR investigue relator da CPI do Crime Organizado


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E no futebol? Vários jogos pela Libertadores. O Timão venceu mais uma. Já são duas vitórias seguidas na Libertadores na era Fernando Diniz. Quem está na bronca é a torcida do Flu. Já o Botafogo (RJ), aos trancos e barrancos segue firme a caminhada em busca da Glória Eterna. Pela Liga dos Campeões, o Real Madrid está fora. Hoje tem Flamengo e Palmeiras em campo.


-Gustavo Henrique brilha, e Corinthians vence o Santa Fe na Libertadores
-Fluminense definha em meio a lambanças e mergulha no momento de maior pressão em 2026
-Botafogo aproveita ligações diretas, e novo brilho de Danilo garante vitória sobre o Racing


Por enquanto é isso. Mas tem muita coisa para acontecer nesta quarta-feira. Que seja um 16 de abril com boas notícias. Continuem acompanhando O Poder. Bom dia a todos.

Severino Lopes

“Me recusei a receber Vorcaro diversas vezes”, disse hoje Fernando Haddad, ex-Fazenda. Siga lendo mais novidades para o seu Papo da Noite

15/04/2026

O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse hoje, quarta-feira, 15/04, que se recusou por diversas vezes a receber o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. "Eu, que sou lá da Fazenda, e não tenho nada a ver com supervisão bancária, tinha uma equipe lá analisando o balanço do Master e eu me recusei diversas vezes a receber essa figura [Daniel Vorcaro], porque todo mundo me alertava que aquilo ali era nitroglicerina. E eu não o recebi", declarou Haddad. (Com CNN)

- Governo confirma meta de superávit fiscal de 0,50% do PIB para 2027. Além disso, prevê 39% dos precatórios no alvo

- Flávio Bolsonaro diz que Lula usa “coleguinhas” para intimidar, mas não conseguirá. Declaração foi dada depois que Alexandre de Moraes autorizou abertura de inquérito contra o senador por calúnia contra Lula

- Comissão da Câmara adia votação da PEC da escala 6 X 1. Deputados pediram mais tempo para analisar proposta


O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse hoje, quarta-feira, 15/04, que se recusou por diversas vezes a receber o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. "Eu, que sou lá da Fazenda, e não tenho nada a ver com supervisão bancária, tinha uma equipe lá analisando o balanço do Master e eu me recusei diversas vezes a receber essa figura [Daniel Vorcaro], porque todo mundo me alertava que aquilo ali era nitroglicerina. E eu não o recebi", declarou Haddad. (Com CNN)

- Governo confirma meta de superávit fiscal de 0,50% do PIB para 2027. Além disso, prevê 39% dos precatórios no alvo

- Flávio Bolsonaro diz que Lula usa “coleguinhas” para intimidar, mas não conseguirá. Declaração foi dada depois que Alexandre de Moraes autorizou abertura de inquérito contra o senador por calúnia contra Lula

- Comissão da Câmara adia votação da PEC da escala 6 X 1. Deputados pediram mais tempo para analisar proposta


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- Presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, entrega hoje relatório final a Fux e Mendonça

O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, entregará hoje, o relatório final da comissão aos ministros do STF, Luiz Fux e André Mendonça. A CPMI foi encerrada em 28/03. O relatório do deputado Alfredo Gaspar foi rejeitado por 19 votos a 12, em vitória da base de apoio ao governo. O documento, com mais de 4.000 páginas, pedia o indiciamento de 216 pessoas, entre elas, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula. Ele é citado nas investigações por ter elo com o 'Careca do INSS'. Além de Lulinha, também constavam no relatório pedidos de indiciamentos de 2 ex-ministros da Previdência Social: Carlos Lupi – governo Lula; José Carlos Oliveira – governo Bolsonaro. O documento indicava 216 pedidos de indiciamento. O relatório pedia o indiciamento por crimes como estelionato, organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva.

- Lula hoje: "Se o BC olhar para nós, ele vai baixar a taxa de juros", disse durante uma cerimônia sobre investimentos no setor habitacional. "O Banco Central precisa olhar o que o Tesouro fez, o que o Planejamento fez. Quando o Galípolo voltar da viagem dele na Europa, eu vou falar: aqui, ó, os meninos da gastança estão reduzindo o dinheiro."

- Lula defendeu: o padrão das casas contempladas no 'Minha Casa, Minha Vida', para que o programa possa atender também famílias de classe média, além de diminuir os juros dos financiamentos.


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- Prefeitura do Recife amplia o 'Adota PET' com a participação popular e passa a permitir doação de filhotes por cidadãos: qualquer cidadão recifense pode cadastrar filhotes de até 6 meses para adoção na plataforma 'Adota PET': https://adotapet.recife.pe.gov.br (Foto: PCR)

- Prefeitura do Recife e China articulam Grupo de Trabalho para ampliar cooperação. A iniciativa, de caráter técnico e colaborativo, surge com o objetivo de aproximar atores estratégicos e mapear oportunidades de cooperação entre o Recife e a China.


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- BNB supera R$ 2 bilhões em fundos de previdência de servidores públicos e amplia atuação no setor público

O Banco do Nordeste, BNB, superou, em 2026, a marca de R$ 2 bilhões de fundos de previdência de servidores públicos sob gestão. Os recursos pertencem a Regimes Próprios de Previdência Social, RPPS, que são sistemas de previdência exclusivos para servidores públicos efetivos da União, estados, Distrito Federal e municípios. Entre os maiores saldos, destacam-se os sistemas do Ceará, com depósitos de R$ 542,4 milhões, Pernambuco com R$ 523,6 milhões, Paraíba com R$ 229,4 milhões e Piauí com R$ 170,7 milhões. O BNB também vem se tornando opção para investimentos de entidades públicas.


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- Seleção Brasileira vivendo fase conturbada: apenas 29% da população acredita que o Brasil pode ser hexacampeão, de acordo com levantamento feito pelo Datafolha, divulgado hoje, 15/04


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- Indicado ao Oscar de Melhor Ator por O Agente Secreto: Wagner Moura é eleito uma das 100 personalidades mais influentes do mundo pela revista 'Time'

- Bolsa de Valores supera recorde real depois de 18 anos Ibovespa atingiu 199.232 pontos na máxima de hoje, 15/04

- Dólar hoje fecha estável e abaixo dos R$ 5, com mercado atento ao Oriente Médio. Após baixas recentes, o dólar iniciou a sessão perto da estabilidade


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- EUA divulgam áudio de bloqueio no Estreito de Ormuz: "Dê meia-volta; usaremos a força"

O Comando Central dos Estados Unidos, CENTCOM, divulgou hoje, quarta-feira, 15/04, áudios de navios norte-americanos que fazem o bloqueio naval no Estreito de Ormuz. A gravação mostra os militares americanos dando ordem para navios "darem meia-volta" e para se prepararem para ser "abordados". “Se você não cumprir este bloqueio, usaremos a força. Toda a Marinha dos Estados Unidos está pronta para impor o cumprimento pela força", afirma a gravação. A divulgação dos áudios acontece 2 dias após começar a valer o bloqueio dos EUA a navios que circulem pelo Estreito de Ormuz saindo ou chegando a portos iranianos. Com a medida, os EUA querem pressionar financeiramente o Irã. Isso porque, mesmo com restrições, o estreito nunca esteve completamente fechado.

- Os poderes de Guerra de Trump: Senado dos EUA nega, pela 4a vez, restringir poderes de guerra de Trump

- Irã ordena suspensão de exportações petroquímicas e cita danos da guerra. Teerã é um dos principais exportadores de polímeros, como o polietileno e o polipropileno, além de outros produtos petroquímicos utilizados na fabricação de plásticos

- Após nova 'cutucada' de Trump, papa Leão XIV diz que ricos e poderosos ameaçam a paz. Horas antes, Trump provocou o papa nas redes sociais, onde pediu para "alguém avisar" o pontífice sobre as mortes de manifestantes ocorridas no Irã


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- Execução no Irã: Bita Hemmati a primeira mulher condenada à morte no Irã por conta dos protestos ocorridos no país

O Irã anunciou que mais 4 manifestantes foram condenados à morte por causa dos protestos ocorridos no país no início do ano. Um deles é Bita Hemmati, primeira mulher que será enforcada por sua participação no levante popular contra o regime iraniano. Bita, que teve a condenação anunciada junto com a do marido, Mohammadreza Majidi Asl, e outros 2 homens, que moravam no mesmo prédio do casal, na capital iraniana, Teerã, é acusada de inúmeros crimes: uso de explosivos e armas, agressão às forças que patrulhavam o local, arremesso de objetos, incluindo garrafas, blocos de concreto e materiais incendiários, dos telhados de edifícios, destruição de propriedade pública, participação em manifestações de protesto, entoação de slogans de protesto, perturbação da segurança nacional, conexão com grupos hostis, envio de conteúdo com o objetivo de minar a segurança. Em comunicado à imprensa, o Conselho Nacional da Resistência do Irã, CNRI, de oposição, pediu ajuda à ONU e outros órgãos internacionais para tentar salvar os 4, além de outros prisioneiros, e deu mais informações sobre a condenação. "Mohammadreza Majidi Asl, de 34 anos, sua esposa Bita Hemmati, Behrouz Zamaninezhad e Kourosh Zamaninezhad foram presos durante a revolta em Teerã e submetidos a tortura e interrogatório. Eles foram sumariamente condenados à morte e tiveram todos os seus bens confiscados pela 26ª Vara do Tribunal Revolucionário de Teerã", afirmou.

STF: Flávio Bolsonaro será investigado pela PF por suposta "calúnia" contra Lula

15/04/2026

O STF ordenou a abertura de inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário do presidente Lula nas eleições de outubro, por uma publicação nas redes sociais que associava o presidente ao tráfico de drogas e a Nicolás Maduro. O senador, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), denunciou a decisão como "uma tentativa clara de cercear a liberdade de expressão".



Ordens de investigação

Segundo o documento, obtido hoje, quarta-feira, 15/04, o ministro Alexandre de Moraes ordenou à PF que investigue se o senador cometeu o crime de "calúnia" contra Lula na publicação, feita em 03/01 na rede social X, após a operação militar dos EUA em Caracas que levou à queda do presidente venezuelano. Maduro foi capturado e está preso em Nova York, onde enfrenta acusações de tráfico de drogas na Justiça americana. Moraes ordenou "a instauração de inquérito em face de Flávio Nantes Bolsonaro, para apuração da suposta prática do cri...

O STF ordenou a abertura de inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário do presidente Lula nas eleições de outubro, por uma publicação nas redes sociais que associava o presidente ao tráfico de drogas e a Nicolás Maduro. O senador, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), denunciou a decisão como "uma tentativa clara de cercear a liberdade de expressão".


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Ordens de investigação

Segundo o documento, obtido hoje, quarta-feira, 15/04, o ministro Alexandre de Moraes ordenou à PF que investigue se o senador cometeu o crime de "calúnia" contra Lula na publicação, feita em 03/01 na rede social X, após a operação militar dos EUA em Caracas que levou à queda do presidente venezuelano. Maduro foi capturado e está preso em Nova York, onde enfrenta acusações de tráfico de drogas na Justiça americana. Moraes ordenou "a instauração de inquérito em face de Flávio Nantes Bolsonaro, para apuração da suposta prática do crime de calúnia", conforme definido no Código Penal, de acordo com o documento. A abertura do inquérito foi solicitada pelo Ministério da Justiça e teve o aval da Procuradoria-Geral da República, que considerou que a publicação "atribui falsamente, de maneira pública e vexatória, fatos delituosos ao Presidente da República". A Polícia Federal terá 60 dias para realizar as diligências iniciais.


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Publicação de Flávio: "Lula será delatado"

Na publicação, Flávio Bolsonaro associou uma imagem de Lula à de Maduro e a acompanhou com o texto "Lula será delatado", vinculando-o a "tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas".

Declaração de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro declarou em comunicado que não cederá "a intimidações ou ao uso do aparato policial e judiciário para silenciar a oposição". "O governo Lula deve explicações sobre suas relações com a ditadura venezuelana, e nenhuma pressão impedirá nosso dever constitucional de fiscalizar e defender as liberdades fundamentais dos brasileiros", acrescentou.

Indicado ao STF: Sabatina de Jorge Messias é antecipada na CCJ do Senado

15/04/2026

A Comissão de Constituição e Justiça, CCJ, do Senado deu início, hoje, 15/04, à tramitação da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal,STF. O parecer do relator, senador Weverton Rocha, foi apresentado, mas um pedido de vista coletiva adiou a deliberação. Com isso, a sabatina e a votação foram reagendadas para 28/04, um dia antes do previsto inicialmente, em razão de ajustes no calendário legislativo diante de um feriado. No relatório, Weverton destacou o perfil conciliador de Messias à frente da Advocacia-Geral da União, AGU, ressaltando a adoção de práticas voltadas à resolução de conflitos e à “segurança jurídica”. Segundo o senador, a gestão do advogado priorizou acordos judiciais e extrajudiciais como instrumento de política pública.



Ainda o Relator

O relator também enfatizou resultados atribuídos à atuação de Messias, como a redução de riscos fiscais e o impacto nas contas públicas. Entre os dados mencionados,...

A Comissão de Constituição e Justiça, CCJ, do Senado deu início, hoje, 15/04, à tramitação da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal,STF. O parecer do relator, senador Weverton Rocha, foi apresentado, mas um pedido de vista coletiva adiou a deliberação. Com isso, a sabatina e a votação foram reagendadas para 28/04, um dia antes do previsto inicialmente, em razão de ajustes no calendário legislativo diante de um feriado. No relatório, Weverton destacou o perfil conciliador de Messias à frente da Advocacia-Geral da União, AGU, ressaltando a adoção de práticas voltadas à resolução de conflitos e à “segurança jurídica”. Segundo o senador, a gestão do advogado priorizou acordos judiciais e extrajudiciais como instrumento de política pública.


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Ainda o Relator

O relator também enfatizou resultados atribuídos à atuação de Messias, como a redução de riscos fiscais e o impacto nas contas públicas. Entre os dados mencionados, estão a diminuição de passivos judiciais e a queda no volume de precatórios projetados para os próximos anos. “Com o Comitê de Riscos Fiscais Judiciais reduzindo em R$ 1,25 trilhão os riscos nos 3 primeiros anos, articulando AGU, Fazenda e Planejamento”

Resistência de Alcolumbre atrasou em 5 meses

A análise do nome indicado pelo presidente Lula ocorre após um intervalo de quase 5 meses desde o anúncio. Nos bastidores, a demora refletiu resistências dentro do Senado, especialmente por parte do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, que defendia outro nome para a vaga aberta com a saída do então ministro Luís Roberto Barroso.


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O indicado Jorge Messias

A trajetória do indicado, Jorge Messias, reúne formação acadêmica e experiência no serviço público. Graduado em direito pela Universidade Federal de Pernambuco, UFPE, ele concluiu mestrado e doutorado na Universidade de Brasília, UnB, com foco em desenvolvimento e cooperação internacional. Também atuou como professor e acumula produção acadêmica na área jurídica. Na carreira, ingressou na Advocacia-Geral da União em 2006, após passagem pela Caixa Econômica Federal. Ao longo dos anos, ocupou funções em diferentes órgãos do governo federal, incluindo ministérios e a Casa Civil. Desde 2023, comanda a AGU.

A sabatina na CCJ é a etapa seguinte do processo de indicação ao Supremo. Caso seja aprovado pelos senadores, o nome de Jorge Messias seguirá para votação no plenário da Casa.

Governo Federal quer aplicação imediata do fim da 'Escala 6 X 1'

15/04/2026

O Governo Federal defendeu hoje, 15/04, que o projeto de lei enviado pelo presidente Lula para acabar com a escala 6 X 1 não precisa de período de adaptação para as empresas. A posição contraria setores do Congresso que pedem regras de transição antes da mudança.

Falou o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho

“A proposta do governo é aplicação imediata”, disse Marinho a jornalistas no Palácio do Planalto. Ressaltou, no entanto, que o Congresso tem autonomia para alterar o texto: “Compete ao governo fazer a defesa do seu projeto.” O ministro explicou que o desenho do PL permite diferentes formatos de organização da jornada, como a escala 5 X 2, com 8 horas diárias, ou a 4 X 3, com 10 horas diárias, a depender de negociação coletiva entre empresas e trabalhadores.

Jornada limitada a 40 horas semanais

O governo quer uma jornada limitada a 40 horas semanais, com manutenção dos salários e 2 dias de descanso por semana. A...

O Governo Federal defendeu hoje, 15/04, que o projeto de lei enviado pelo presidente Lula para acabar com a escala 6 X 1 não precisa de período de adaptação para as empresas. A posição contraria setores do Congresso que pedem regras de transição antes da mudança.

Falou o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho

“A proposta do governo é aplicação imediata”, disse Marinho a jornalistas no Palácio do Planalto. Ressaltou, no entanto, que o Congresso tem autonomia para alterar o texto: “Compete ao governo fazer a defesa do seu projeto.” O ministro explicou que o desenho do PL permite diferentes formatos de organização da jornada, como a escala 5 X 2, com 8 horas diárias, ou a 4 X 3, com 10 horas diárias, a depender de negociação coletiva entre empresas e trabalhadores.

Jornada limitada a 40 horas semanais

O governo quer uma jornada limitada a 40 horas semanais, com manutenção dos salários e 2 dias de descanso por semana. A implementação imediata, sem prazo de adaptação, é considerada pelo Planalto como uma forma de simplificar o texto e evitar negociações prolongadas. Argumenta que o impacto nos custos seria compensado pela melhora da produtividade. Marinho citou o exemplo de um estabelecimento comercial em Brasília que teria zerado o número de faltas diárias, antes em 24, depois de migrar espontaneamente da 6 X 1 para a 5 X 2, ainda sem esperar a aprovação da lei. A motivação da empresa, segundo o ministro, não foi altruísta. O estabelecimento não conseguia preencher vagas porque trabalhadores recusavam empregos na escala anterior.


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Estudo Ipea

“Quando falava que a escala é 6 por 1, a pessoa falava: ‘eu não posso, porque eu tenho filho para cuidar, estou fazendo um curso’“, relatou o ministro, reproduzindo o que ouviu de um recrutador num feirão de empregos da Esplanada. Já Boulos citou estudo do Ipea que avaliou setor a setor. Da construção civil ao comércio, a conclusão foi que o impacto sobre as empresas seria semelhante ao de um aumento real do salário mínimo. A medida já é incorporada à política econômica do governo. O próprio estudo traz uma ressalva: para setores intensivos em mão de obra, como vigilância e limpeza, o impacto pode chegar a 6,5% do custo operacional. Nesses casos, sugere transição gradual e contratações em meio período para absorver a mudança.

Sobre o rito legislativo, o Ministro Marinho explicou que a lógica de usar um PL em vez de esperar a PEC é avançar. O projeto de lei, por não alterar a Constituição, só exige maioria simples e tramita mais rápido. Com o regime de urgência, o prazo máximo é de 45 dias em cada Casa. A PEC seguirá em paralelo, com função de blindar a medida no futuro.

Mais uma do 'Conecta Recife': Prefeitura do Recife anuncia coleta agendada de móveis, entulhos e resíduos de pequenas obras

15/04/2026

A Prefeitura do Recife anunciou, hoje, 15/04, um novo serviço de agendamento para recolhimento de entulhos domésticos, como metralhas de pequenas obras e móveis velhos. O lançamento aconteceu na Emlurb e contou com a presença do prefeito da cidade, Victor Marques.

Falou o prefeito

“Essa é uma ação importante do ponto de vista da limpeza urbana da cidade. Agora, pelo 'Conecta Recife', já é possível agendar a coleta de móveis velhos, eletrodomésticos e resíduos de pequenas obras diretamente da sua casa, visando acabar com o descarte irregular. Hoje, o município investe mais de R$ 10 milhões para lidar com esse problema, então, se todo mundo fizer sua parte, os recursos vão ser otimizados e destinados da melhor forma para o cidadão”, afirmou o prefeito do Recife.

Agendamento pelo 'Conecta Recife'

O agendamento poderá ser feito por meio do 'Conecta Recife', na Carta de Serviços, ou pelo site. Além das 16 ecoestações...

A Prefeitura do Recife anunciou, hoje, 15/04, um novo serviço de agendamento para recolhimento de entulhos domésticos, como metralhas de pequenas obras e móveis velhos. O lançamento aconteceu na Emlurb e contou com a presença do prefeito da cidade, Victor Marques.

Falou o prefeito

“Essa é uma ação importante do ponto de vista da limpeza urbana da cidade. Agora, pelo 'Conecta Recife', já é possível agendar a coleta de móveis velhos, eletrodomésticos e resíduos de pequenas obras diretamente da sua casa, visando acabar com o descarte irregular. Hoje, o município investe mais de R$ 10 milhões para lidar com esse problema, então, se todo mundo fizer sua parte, os recursos vão ser otimizados e destinados da melhor forma para o cidadão”, afirmou o prefeito do Recife.

Agendamento pelo 'Conecta Recife'

O agendamento poderá ser feito por meio do 'Conecta Recife', na Carta de Serviços, ou pelo site. Além das 16 ecoestações já em funcionamento na cidade, a iniciativa tem o intuito de enfrentar o descarte irregular de entulho e grandes objetos nas ruas, reduzir pontos críticos de acúmulo de resíduos e evitar que o material acabe sendo descartado em canais, rios e áreas públicas. Ao todo, a iniciativa contará com 40 equipes de trabalhadores, distribuídas nos turnos da manhã e da noite, trabalhando, buscando garantir o recolhimento efetivo dos materiais descartados de maneira irregular.


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Pequenos geradores

O serviço será executado pela Emlurb, sendo exclusivo para pequenos geradores (moradores residenciais e pequenos comércios). Cada imóvel poderá realizar até dois agendamentos por mês, com limite de até 1 metro cúbico por solicitação, ou optar por um único agendamento mensal de até 2 metros cúbicos.

O atendimento é vedado a médios e grandes geradores. Além disso, o pedido deverá ser solicitado pelo 'Conecta Recife' ou pelo site oficial do serviço. Após a solicitação, será realizada vistoria técnica e a confirmação do agendamento, com definição do dia e turno da coleta, em até três dias úteis.

Instruções

“O usuário vai abrir a página de login do Conecta Recife, entrar com a sua senha e acessar o Agendamento de Coleta. Você tem a opção de agilizar seu agendamento, basta informar que o endereço para a coleta é o mesmo do cadastro, preenchendo automaticamente. Caso não seja para você, ou seja, para alguém que precise de auxílio, você vai inserir os dados e as informações de contato da pessoa. Depois de adicionar uma foto do material, a sua solicitação entrará em análise e nossa equipe vai definir o dia e o turno em que o entulho será recolhido”, explicou o diretor de Limpeza Urbana, José Mário.


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Local e tipos de materiais

Até a data agendada, o material deverá permanecer armazenado em recipientes, tonéis ou sacos resistentes e guardado em área interna do imóvel. A colocação em área externa será permitida apenas no dia confirmado para a retirada. Entre os objetos que poderão ser recolhidos, além dos entulhos de pequenas obras, estão: sofás, colchões, móveis, eletrodomésticos de grande porte, galhadas, restos de poda , resíduos de pequenas obras e materiais recicláveis.

Com a medida, a prefeitura pretende organizar a destinação de resíduos em pequenas quantidades e ampliar o controle e a rastreabilidade dos fluxos, reduzindo os impactos ambientais e urbanos provocados pelo descarte irregular.

Projeto do PSD, partido de Raquel, é substituir concursos públicos pelo critério QI - Quem Indicou

15/04/2026

O Poder divulgou, com exclusividade, uma fala do presidente nacional do PSD, o partido da governadora Raquel Teixeira Lyra. A frase, injusta e preconceituosa, não foi dita por acaso. Esconde, na verdade, um projeto para os três poderes e todas as instâncias- federal, estadual e municipal. Um regresso ao tempo em que até o cargo delegado de polícia era preenchido por indicação. Com essa proposta de retrocesso, políticos mal intencionados querem voltar a ter controle pessoal e direto sobre o funcionalismo público.

Para conseguir isso

O plano é demonizar os funcionários e abolir os concursos, que garante. Oportunidades iguais para todos.

Olho vivo

Começa assim. Elegendo parlamentares comprometidos com esse atraso, não demora e o tema entra na pauta do Congresso. Pense nisso.

Confira no vídeo a seguir

A análise do nosso diretor José Nivaldo Junior.

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O Poder divulgou, com exclusividade, uma fala do presidente nacional do PSD, o partido da governadora Raquel Teixeira Lyra. A frase, injusta e preconceituosa, não foi dita por acaso. Esconde, na verdade, um projeto para os três poderes e todas as instâncias- federal, estadual e municipal. Um regresso ao tempo em que até o cargo delegado de polícia era preenchido por indicação. Com essa proposta de retrocesso, políticos mal intencionados querem voltar a ter controle pessoal e direto sobre o funcionalismo público.

Para conseguir isso

O plano é demonizar os funcionários e abolir os concursos, que garante. Oportunidades iguais para todos.

Olho vivo

Começa assim. Elegendo parlamentares comprometidos com esse atraso, não demora e o tema entra na pauta do Congresso. Pense nisso.

Confira no vídeo a seguir

A análise do nosso diretor José Nivaldo Junior.






No dia 17, o STF vai mandar embora os cientistas de 75 anos? - Crônica-denúncia - Por, Emanuel Silva*

15/04/2026

O julgamento que parece técnico — mas não é

No dia 17 de abril de 2026, ao que parece, o Supremo Tribunal Federal retomará o julgamento do Tema 1390 da repercussão geral, que discute se a regra da Emenda Constitucional 103/2019 deve ser aplicada de forma imediata aos empregados públicos que completam 75 anos de idade.
Em termos simples, o que está em debate é se esses profissionais — inclusive cientistas e pesquisadores — devem ser retirados compulsoriamente do vínculo, ainda que permaneçam plenamente ativos e produtivos.

A lógica é direta: completou 75 anos, sai. Não se pergunta se o profissional lidera pesquisas, orienta doutorandos, coordena bases de dados ou domina uma linha científica estratégica.
Pergunta-se apenas a idade. Tem 75? Vá embora.

O problema é que essa decisão, embora tratada como previdenciária, é profundamente estrutural.
No Brasil, o núcleo da produção científica está concentrado no setor...

O julgamento que parece técnico — mas não é

No dia 17 de abril de 2026, ao que parece, o Supremo Tribunal Federal retomará o julgamento do Tema 1390 da repercussão geral, que discute se a regra da Emenda Constitucional 103/2019 deve ser aplicada de forma imediata aos empregados públicos que completam 75 anos de idade.
Em termos simples, o que está em debate é se esses profissionais — inclusive cientistas e pesquisadores — devem ser retirados compulsoriamente do vínculo, ainda que permaneçam plenamente ativos e produtivos.

A lógica é direta: completou 75 anos, sai. Não se pergunta se o profissional lidera pesquisas, orienta doutorandos, coordena bases de dados ou domina uma linha científica estratégica.
Pergunta-se apenas a idade. Tem 75? Vá embora.

O problema é que essa decisão, embora tratada como previdenciária, é profundamente estrutural.
No Brasil, o núcleo da produção científica está concentrado no setor público — universidades, institutos e empresas estatais. Assim, não se trata apenas de encerrar contratos de trabalho. Trata-se de definir se o país continuará se beneficiando da sua inteligência acumulada no momento em que ela é mais valiosa. E já há 3 votos para mandar embora a turma dos cientistas sêniores.

75 anos não é o fim — é o auge da maturidade intelectual

Os dados mostram que a regra está desconectada da realidade, pois o Brasil envelheceu e a expectativa de vida já alcança 76,6 anos, e o número de pessoas com 65 anos ou mais cresceu 57,4% entre 2010 e 2022, ultrapassando 22 milhões de brasileiros. Além disso, cerca de 1 em cada 4 idosos continua trabalhando, evidenciando que envelhecimento não é sinônimo de improdutividade.

Na ciência, essa desconexão é ainda mais evidente, pois um pesquisador não se forma em uma década. Sua trajetória envolve graduação, mestrado, doutorado, pós-doutorado e décadas de pesquisa. São 30 ou 40 anos de construção contínua. Em áreas como agricultura, saúde, energia e clima, o conhecimento mais valioso não está apenas nos dados, mas na capacidade de interpretá-los — algo que só o tempo oferece.

Por isso, quando alguém é afastado aos 75 anos, não se perde apenas um profissional, se perde o que economistas chamam de capital intangível e o que, na prática, é memória viva.

Essa realidade é evidente em instituições como a Embrapa e o Instituto Agronômico de Pernambuco, onde o conhecimento acumulado pelos pesquisadores envolve décadas de observação de biomas, ciclos produtivos, clima e adaptação regional. Certo que um jovem pesquisador pode ser altamente qualificado, mas não substitui rapidamente quem levou décadas construindo esse domínio.
Por isso, o desligamento automático não é renovação. É uma amputação institucional.

O mundo faz o contrário — e o Brasil pode errar sozinho

Enquanto o Brasil discute o afastamento automático por idade, outros países seguem caminho oposto. Nos Estados Unidos, a Age Discrimination in Employment Act estabelece que o emprego deve ser avaliado com base na capacidade, e não na idade. No Reino Unido, a aposentadoria compulsória padrão foi abolida. No Canadá, a aposentadoria obrigatória foi proibida no âmbito federal. Na Austrália, a legislação considera ilegal discriminar trabalhadores por idade.

O padrão é claro: idade não pode ser critério automático de exclusão.

Os países que levam ciência a sério procuram reter seus profissionais mais experientes, criando mecanismos de permanência, adaptação e aproveitamento. Isso não é altruísmo — é estratégia. O conhecimento acumulado é ativo econômico.

O Brasil, ao contrário, está caminhando, com o auxílio do STF, para institucionalizar o descarte desse ativo.

E isso ocorre em um cenário já frágil, com dependência do setor público para pesquisa e dificuldades históricas na retenção de talentos.

Se essa interpretação se consolidar, o país não estará apenas desalinhado com boas práticas internacionais, mas estará adotando um modelo que reduz sua própria capacidade competitiva em ciência e tecnologia.

A decisão, o silêncio e o custo futuro

Se o STF confirmar esse entendimento no dia 17, o impacto será concreto e imediato, pois linhas de pesquisa podem ser interrompidas, grupos consolidados podem perder liderança e as instituições podem perder densidade técnica e memória institucional.

E há uma diferença fundamental nesta lógica: máquinas se substituem, prédios se reformam, leis se moldam, editais se reabrem. Mas uma trajetória científica de 40 anos não se recompõe por decreto ou por sentença.
E talvez o dado mais inquietante seja o silêncio.

Alguém escutou alguma mobilização proporcional? Quais sindicatos reagiram? O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações assumiu protagonismo compatível com o impacto? O debate político foi limitado ou cerceado?
Um tema estrutural está sendo tratado como detalhe técnico, enquanto narrativas se constroem cantando loas a uma política questionável de ciência e tecnologia. Mas em defesa dos cientistas +75...veja bem...
No fim, a decisão não será apenas jurídica, mas será estratégica.

A imposição automática aos 75 anos deixará de parecer modernização para revelar o que de fato é:
um grande descarte burocrático da inteligência nacional.

Se isso ocorrer, a crítica terá endereço claro: o STF prestará um enorme desserviço ao país. E, quando os efeitos aparecerem — na forma de perda de memória científica, ruptura de linhas de pesquisa e enfraquecimento institucional — não haverá dúvida sobre a origem da decisão e dos seus parceiros.

Resta, então, a pergunta mais incômoda:

Os jovens cientistas permanecerão em um país onde sabem que serão descartados ao atingir 75 anos?


*Emanuel Silva, é Professor e Cronista


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.


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Diários de uma nação à deriva - A verdade não cabe em manchete de jornal velho, por Zé da Flauta

15/04/2026

Assistir à política brasileira hoje é como ver um grande mestre de xadrez jogando com as peças amarradas, enquanto os adversários mudam as regras no meio da partida e juram que é para "salvar a democracia". Tentaram isolar a maior força popular do país em um cercado jurídico, mas esqueceram que ideias não se prendem com cadeados enferrujados. O sistema, esse polvo de mil tentáculos que une a velha imprensa e os gabinetes sombrios, achou que ao "devolver" o antigo inquilino ao poder, tudo voltaria ao normal. Só não contavam que o normal de antes é o pesadelo de agora, e que a resiliência de quem não se dobra às pressões acaba virando um combustível imparável.

Herança

Quando o alarme do sistema toca e a luz vermelha começa a piscar, o desespero de quem achava que tinha o controle da situação vira um espetáculo de humor involuntário. Ver o filho do homem despontar no topo das pesquisas é o golpe de misericórdia no ego de quem desenhou o roteiro da excl...

Assistir à política brasileira hoje é como ver um grande mestre de xadrez jogando com as peças amarradas, enquanto os adversários mudam as regras no meio da partida e juram que é para "salvar a democracia". Tentaram isolar a maior força popular do país em um cercado jurídico, mas esqueceram que ideias não se prendem com cadeados enferrujados. O sistema, esse polvo de mil tentáculos que une a velha imprensa e os gabinetes sombrios, achou que ao "devolver" o antigo inquilino ao poder, tudo voltaria ao normal. Só não contavam que o normal de antes é o pesadelo de agora, e que a resiliência de quem não se dobra às pressões acaba virando um combustível imparável.

Herança

Quando o alarme do sistema toca e a luz vermelha começa a piscar, o desespero de quem achava que tinha o controle da situação vira um espetáculo de humor involuntário. Ver o filho do homem despontar no topo das pesquisas é o golpe de misericórdia no ego de quem desenhou o roteiro da exclusão. É a prova de que o carisma e a conexão com o povo não são mercadorias que se compram em bancas de jornal ou se apagam com editoriais tendenciosos. A força que emana desse grupo não é medida em verbas publicitárias, mas no suor de quem se sente representado por alguém que, mesmo sob ataque pesado, continua derrubando os gigantes de barro do sistema, um a um.

Silêncio

A velha imprensa, essa dama cansada que finge imparcialidade enquanto segura a alça do caixão da verdade, tenta esconder o sol com a peneira. Eles se calam sobre as injustiças, ignoram o sentimento das ruas e tentam vender a imagem de um país que só existe no ar-condicionado das redações. Mas a emoção de quem vê o "capitão" resistir cria uma onda que atravessa as telas dos celulares e as conversas de boteco. É a luta entre a ficção fabricada pelo poder e a realidade nua e crua vivida por quem trabalha. O sistema pode até tentar ditar o ritmo, mas quem ainda rege a orquestra da esperança é quem não se vendeu.

Horizonte

O desespero agora tem CEP e telefone, e ele atende pelo nome de "pesquisa eleitoral". Ver os planos de perpetuação do poder derreterem diante de um sobrenome que eles tentaram enterrar é a maior reflexão sobre a soberania popular dos últimos tempos. O sistema está acuado, agindo como um bicho ferido que ataca para todos os lados, mas só consegue acertar o próprio pé. A força de Bolsonaro provou ser imensurável porque não depende da permissão de juízes ou de jornalistas; ela mora no peito de quem entendeu que a liberdade é um negócio que a gente defende com unhas e dentes, ou acaba virando migalha no banquete dos hipócritas.


Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista


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A falácia da mediocridade: Estado, seleção e a inversão do diagnóstico público, por Jorge Henrique de Freitas Pinho*

15/04/2026

Quando o juízo abandona a realidade, não é a realidade que se torna falsa, mas o juízo que se converte em ideologia.


1. Introdução — Entre a impressão e a realidade

Este ensaio nasce de uma provocação pública recente e intelectualmeknte saudável, oriunda do jornal O Poder de Pernambuco, do qual tenho a honra de ser articulista, por generosidade de meu estimado José Nivaldo.

Ao ecoar a declaração de Gilberto Kassab sobre a suposta mediocridade do serviço público, a provocação condensou, em poucas palavras, uma visão amplamente difundida, mas raramente submetida ao rigor que merece.

Peço, desde já, a indulgência do leitor pela extensão. O tema não se resolve na superfície.

A afirmação de que “só vão para o serviço público os piores” produz impacto imediato, pois se apoia na força sedutora das simplificações. Quando confrontada com a realidade histórica e institucional brasileira, porém, revela fragilidade....

Quando o juízo abandona a realidade, não é a realidade que se torna falsa, mas o juízo que se converte em ideologia.


1. Introdução — Entre a impressão e a realidade

Este ensaio nasce de uma provocação pública recente e intelectualmeknte saudável, oriunda do jornal O Poder de Pernambuco, do qual tenho a honra de ser articulista, por generosidade de meu estimado José Nivaldo.

Ao ecoar a declaração de Gilberto Kassab sobre a suposta mediocridade do serviço público, a provocação condensou, em poucas palavras, uma visão amplamente difundida, mas raramente submetida ao rigor que merece.

Peço, desde já, a indulgência do leitor pela extensão. O tema não se resolve na superfície.

A afirmação de que “só vão para o serviço público os piores” produz impacto imediato, pois se apoia na força sedutora das simplificações. Quando confrontada com a realidade histórica e institucional brasileira, porém, revela fragilidade. Sua evidência é retórica; sua consistência, limitada.

O problema não está apenas no conteúdo, mas no método. Ao reduzir um fenômeno complexo a uma fórmula generalizante, o discurso ignora transformações profundas ocorridas nas últimas décadas.

No Amazonas, por exemplo, a experiência revela uma inversão histórica significativa. Durante as décadas de 1970 e 1980, sob o impulso da Zona Franca de Manaus, o setor privado oferecia remunerações substancialmente superiores às do Estado.

Os melhores quadros — especialmente nas carreiras jurídicas — permaneciam na advocacia privada, atraídos por maior retorno financeiro e autonomia profissional.

O serviço público, longe de ser um polo de atração, exigia renúncia econômica e disposição para atuar em condições menos favoráveis, oferecendo sobretudo a promessa de estabilidade futura.

A leitura que hoje se difunde não apenas simplifica esse percurso; ela o inverte mediante uma falácia de generalização apressada, confundindo a aparência do presente com a essência do processo histórico e atribuindo aos indivíduos falhas que decorrem, em grande medida, do próprio sistema.

Kassab atira no que vê — o desconforto difuso com o Estado —, mas acerta apenas de forma indireta aquilo que não vê: as distorções estruturais que não se explicam pela suposta mediocridade de seus quadros, mas pela forma como o próprio sistema se organiza, se expande e, por vezes, se desregula.

2. Quando o melhor estava fora do Estado

A compreensão desse equívoco exige retornar a um tempo em que o serviço público não ocupava o lugar que hoje ocupa no imaginário coletivo.

Minha própria trajetória ilustra esse cenário. Em 1988, ao ser aprovado para Procurador do Estado, eu ganhava mais no escritório privado do que receberia no cargo público. A decisão de assumir não foi automática. Implicava perda financeira concreta.

A permanência só se tornou viável porque pude continuar advogando. Foi essa renda privada que sustentou, na prática, minha atuação como procurador.

Não foi uma escolha por conveniência. Foi uma aposta — institucional, profissional e pessoal — em um ambiente que ainda não oferecia as condições hoje associadas à carreira pública.

Com o tempo, essa aposta se justificou. Tive a honra de integrar uma geração de procuradores que atuou em um período decisivo, contribuindo para a estabilidade institucional e o avanço da economia regional.

Esse percurso revela uma fase em que o serviço público não atraía por vantagens evidentes, mas pela disposição de seus quadros em assumir responsabilidades que transcendiam o retorno imediato.

3. Um Estado que mal conseguia sustentar seus próprios quadros

Para afastar qualquer impressão subjetiva, basta um dado concreto.

Em 1989, já no Governo Gilberto Mestrinho, foi necessário pagar 200% de produtividade para que a remuneração final não ficasse abaixo do salário mínimo. Esse fato, registrado nos contracheques da época, revela o grau de fragilidade estrutural do Estado.

À luz do presente, parece improvável. Mas não se trata de mudança no perfil dos servidores, e sim de transformação nas bases econômicas do país.

Naquele contexto, assumir o serviço público implicava alto custo de oportunidade. A remuneração era baixa, e a permanência exigia perseverança rara.

4. A lição da Polícia Militar

Na Polícia Militar, essa realidade era ainda mais evidente. Era, praticamente, uma das últimas carreiras a serem perseguidas por cidadão.

Não havia concursos altamente disputados. O ingresso ocorria por recrutamento de jovens oriundos do serviço militar, refletindo a baixa capacidade de atração do Estado.

O mais revelador, porém, era a permanência. Muitos deixavam a corporação em poucos dias, atraídos por salários até dez vezes maiores na segurança privada do Distrito Industrial.

O problema não era excesso de privilégio público, mas incapacidade de competir com uma economia privada mais dinâmica.

Hoje, o cenário se inverteu. Os concursos tornaram-se altamente concorridos, e a carreira passou a atrair candidatos qualificados. A elevação do nível de exigência é consequência direta dessa mudança.

5. O ponto de inflexão

A mudança se consolida a partir de 1994, com o Plano Real.

A estabilidade monetária transformou o salário público em referência de previsibilidade, alterando a lógica das escolhas profissionais. O serviço público passou a reunir estabilidade, segurança e remuneração competitiva.

O resultado foi a reorganização do fluxo de talentos.

No Amazonas, isso se refletiu no aumento da competitividade dos concursos e na elevação do nível técnico dos aprovados, inclusive com atração de profissionais de diversos estados do país.

Esse fenômeno não se compatibiliza com a ideia de mediocridade. Indica, ao contrário, disputa qualificada por posições relevantes.

6. Os espaços de fragilidade: onde o mérito não é o filtro predominante

Uma análise honesta exige reconhecer que as fragilidades do serviço público não se concentram, em regra, nas carreiras estruturadas por concurso, mas nos espaços em que o ingresso não se submete a filtros objetivos e rigorosos.

O campo político-eleitoral é o exemplo mais evidente. Presidentes, Governadores, Prefeitos e parlamentares são escolhidos pelo voto, instrumento indispensável à democracia, mas incapaz, por si só, de aferir capacidade administrativa, maturidade institucional ou densidade moral.

A decisão coletiva pode ser capturada por fatores emocionais, narrativos, partidários e culturais.

Algo semelhante ocorre em certas nomeações para funções de cúpula do Estado, inclusive no Supremo Tribunal Federal.

O modelo constitucional lhes confere legitimidade, e seria incorreto negar que algumas escolhas se mostram adequadas.

Ainda assim, na ausência de critérios seletivos estritamente técnicos e impessoais, abre-se espaço para oscilações de qualidade.

Essas oscilações não se limitam ao plano intelectual. Frequentemente decorrem do enfraquecimento de critérios como caráter, senso de responsabilidade institucional e compromisso com valores que transcendem a conjuntura.

Onde o mérito é sistematicamente aferido, a qualidade tende a se estabilizar; onde ele se dilui, a variação se amplia e a previsibilidade se reduz.

7. Concurso público, mérito e o limite da técnica

Convém reconhecer, sem ambiguidade, um ponto raramente contestável: o concurso público permanece como um dos mecanismos mais eficazes de seleção técnica já consolidados no Brasil.

Ao submeter o ingresso a critérios objetivos, reduz o favoritismo e impõe um filtro baseado em disciplina, preparo e consistência intelectual.

Há, nisso, um efeito adicional importante. A formação exigida para enfrentar concursos complexos tende a produzir indivíduos mais disciplinados, mais conscientes da vida social e menos vulneráveis à improvisação irresponsável.

A educação, por si só, não garante virtude, mas sua ausência frequentemente amplia a desordem intelectual e a fragilidade de julgamento.

Ainda assim, o concurso não esgota o problema da formação humana. Ele mede conhecimento, mas não alcança plenamente o modo como esse conhecimento será utilizado. Capta a inteligência instrumental, mas não necessariamente a estatura ética.


Daí a necessidade de amadurecer o debate sobre dimensões filosóficas, éticas e humanísticas nos processos seletivos, sobretudo em funções de maior impacto institucional.

A administração pública exige competência, mas não se sustenta apenas nela; exige também consciência do peso das decisões e responsabilidade diante de seus efeitos coletivos.

8. A inversão silenciosa no mercado de trabalho

Há um aspecto frequentemente omitido no debate contemporâneo: em diversos setores, a iniciativa privada passou a oferecer remunerações menos competitivas e vínculos mais instáveis do que o serviço público, o que dificulta a retenção de profissionais qualificados.

Não se trata de inferioridade estrutural da empresa privada, mas de alteração concreta nas condições de mercado.

Quando salários são comprimidos, a previsibilidade se reduz e a rotatividade se intensifica, o ambiente se torna menos propício à formação e à permanência de quadros altamente preparados.

Nesse cenário, o serviço público deixa de ser visto como refúgio e passa a representar, para muitos, uma alternativa mais estruturada.

O resultado é uma inversão silenciosa: em vez de concentrar os menos preparados, passa a atrair indivíduos que atravessaram processos seletivos rigorosos e buscam estabilidade para desenvolver suas trajetórias.

Essa realidade pode contrariar certas narrativas, mas continua a se impor como dado observável.

9. Conclusão — a crítica que distingue: entre o excesso do Estado e a dignidade de seus quadros

A análise do serviço público brasileiro exige uma distinção que não é apenas técnica, mas filosófica.

Há, de um lado, um Estado que, em muitos aspectos,
se expandiu além do necessário; de outro, um corpo de servidores que, sobretudo nas carreiras estruturadas por concurso, foi selecionado sob critérios de crescente rigor.

Confundir essas dimensões é o erro central de diagnósticos apressados.

A crítica ao Estado é legítima e necessária. O desenho institucional precisa ser revisto e reequilibrado.

Mas a desqualificação genérica dos servidores não encontra respaldo na realidade concreta.

Magistrados, militares, policiais, procuradores, membros do Ministério Público, auditores fiscais e técnicos fazendários compõem, em larga medida, um conjunto qualificado, responsável por funções essenciais ao funcionamento da ordem jurídica e econômica.

É esse conjunto que sustenta a engrenagem silenciosa do Estado. Sem ele, a máquina não apenas perde eficiência; ela deixa de funcionar.

Ainda assim, a análise não pode parar aí. Recordo-me da provocação feita pelo pai de uma colega procuradora: não seria excessivo um salário inicial que, à época, girava em torno de cinco mil dólares? À época, defendi a remuneração pela relevância institucional da carreira. Hoje, a pergunta retorna como sintoma de algo maior.

Talvez tenhamos construído uma sólida “República dos Bacharéis”, enquanto áreas estratégicas como ciência e tecnologia não receberam o mesmo impulso — nem mesmo em instituições criadas para isso, como a Universidade do Estado do Amazonas.

Não se trata de opor nem de diminuir saberes, mas de reconhecer um desequilíbrio que se inscreve na própria ordem de existência do Estado.

O problema não está na excelência de determinadas carreiras, mas na assimetria com que se distribuem prestígio e recursos.

Um corpo técnico altamente preparado, se desconectado de prioridades civilizacionais, pode contribuir para o agigantamento da máquina e para a concentração excessiva de recursos.

O desafio não é escolher entre criticar o Estado ou defender seus servidores. É distinguir com precisão. Um Estado pode ser excessivo sem que seus quadros sejam medíocres — e quadros qualificados podem operar em estruturas ainda desbalanceadas.

Reencontrar a medida justa exige, talvez, deslocar parte de nosso esforço coletivo para aquilo que ainda não fizemos com igual intensidade: investir na formação científica, tecnológica e produtiva, sem a qual nenhuma estrutura jurídica, por mais sofisticada, sustentará o futuro.
10. Epílogo — Quando o poder perde a forma

Talvez seja na Polícia Federal do Brasil que o Estado revele, com maior nitidez, suas tensões mais profundas.

A chefia da instituição sempre foi uma escolha política. O que se alterou não foi o ato, mas o critério de julgamento.

No episódio envolvendo Alexandre Ramagem, a nomeação foi tratada como risco institucional.

No cenário atual, porém, reportagens de veículos como Poder360 e Revista Oeste registraram a presença de autoridades centrais — como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Benedito Gonçalves, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues — em evento privado de alto luxo no exterior, sem reação proporcional.

Relatos dessas coberturas mencionam ainda um detalhe simbólico: a distribuição de broches como códigos de interação no ambiente do evento.

Mais do que o fato em si, o que importa é o símbolo — a transformação do espaço institucional em circuito relacional fechado, onde proximidades diluem a distância necessária entre autoridade e objeto de sua atuação.

Nesse ponto, o problema deixa de ser apenas jurídico ou político. Torna-se civilizacional. A independência já não repousa apenas em estruturas formais, mas na capacidade individual de resistir ao ambiente.

A assimetria de reações revela um deslizamento mais profundo: quando princípios deixam de ser universais, tornam-se instrumentos. E instrumentos corroem aquilo que deveriam proteger.

Ainda assim, algo resiste. Apesar da proximidade da cúpula com o poder, delegados e agentes continuam a conduzir investigações que alcançam o próprio centro da estrutura estatal.

Isso só é possível porque não devem sua origem funcional ao poder que investigam — foram selecionados por concurso público.

A pergunta permanece: o que sustenta essa independência? Valores enraizados ou a consciência de que a própria legitimidade da carreira depende dela?

Talvez ambas as forças coexistam. Talvez seja essa tensão que impeça o colapso.
No fundo, o que se revela é um deslocamento da própria forma do poder.

E, enquanto subsistirem estruturas impessoais de ingresso e indivíduos capazes de sustentá-las, permanecerá aberta a possibilidade — silenciosa, mas real — de que o Estado ainda imponha limites ao poder, em vez de apenas servi-lo.

(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.


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Pesquisa Quaest: Lula e Flávio empatados no 2o turno

15/04/2026

O cenário de polarização continua inalterado. Mais uma pesquisa nacional, dessa vez da Quaest, aponta que, no segundo turno, se as eleições fossem por esses dias, a margem de erro que separou Lula de Jair Bolsonaro, em 2022, continua perdurando. A diferença, irrelevante, é que agora Flávio Bolsonaro (PL) aparece com dois pontos percentuais à frente do presidente - 42 X 40, dentro da margem de erro, portanto. 16% declaram Nulo, branco ou assumem que não vão votar. Indecisos, 2%. Esses dois grupos não vão decidir nada. Correspondem à abstenção que em todo eleição se verifica.

O que significa?

O embate será travado no campo de cada um. Lula tem que avançar sobre parte do eleitor bolsonarista e vice-versa. Um jogo equilibrado onde, simplesmente, nenhum dos dois pode errar.

Na espontânea

Aí, predomina o número de indecisos, o que acende uma falsa esperança para os demais candidatos que, juntos, todos eles, somam...

O cenário de polarização continua inalterado. Mais uma pesquisa nacional, dessa vez da Quaest, aponta que, no segundo turno, se as eleições fossem por esses dias, a margem de erro que separou Lula de Jair Bolsonaro, em 2022, continua perdurando. A diferença, irrelevante, é que agora Flávio Bolsonaro (PL) aparece com dois pontos percentuais à frente do presidente - 42 X 40, dentro da margem de erro, portanto. 16% declaram Nulo, branco ou assumem que não vão votar. Indecisos, 2%. Esses dois grupos não vão decidir nada. Correspondem à abstenção que em todo eleição se verifica.

O que significa?

O embate será travado no campo de cada um. Lula tem que avançar sobre parte do eleitor bolsonarista e vice-versa. Um jogo equilibrado onde, simplesmente, nenhum dos dois pode errar.

Na espontânea

Aí, predomina o número de indecisos, o que acende uma falsa esperança para os demais candidatos que, juntos, todos eles, somam 5% nesse item. Lula tem 19%, Flávio 13% e Jair, que não é candidato, aparece com um por cento.

1o turno

No cenário mais provável do primeiro turno, Lula aparece com 37, Flávio Bolsonaro com 32. No distante terceiro lugar, Ronaldo Caiado (PSD) tem 6%, em seguida Romeu Zema (Novo) tem três e os demais registram 2% ou 1%, conforme você confere na tabela a seguir.


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Desaprovação de Lula

Como se diz na gíria das pesquisas, "a boca do Jacaré" está abrindo. Ou seja, a desaprovação aumenta. Nove pontos separam agora os dois grupos. 42% aprovam, 53% desaprovam. Confira a evolução negativa no gráfico a seguir. Também preocupante para o PT é a persistência da percepção sobre o quarto mandato de Lula. 59% dos entrevistados acham que ele não merece continuar no cargo. 38% respondem que sim, ele merece.


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Metodologia

Confira a seguir.


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Telefone/Whatsapp

Brasília

(61) 99667-4410

Recife

(81) 99967-9957

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