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Morre Márcio Chaer, fundador do site Conjur, considerado uma das maiores referências em jornalismo jurídico do Brasil

03/10/2026

Hylda Cavalcanti

O jornalista Márcio Chaer, diretor do Portal Consultor Jurídico, Conjur, morreu no início da tarde deste sábado (02/10), em São Paulo, aos 71 anos. Ele sofreu um mal súbito durante um assalto no centro da cidade e não resistiu.

Chaer fez carreira em grandes veículos de imprensa até fundar o ConJur, em 1997. O site, pioneiro na cobertura especializada do Judiciário no Brasil, fez do jornalista uma das grandes referências nacionais na área.

Ao longo de quase três décadas, o ConJur tornou-se referência para advogados, magistrados, integrantes do Ministério Público, estudantes, professores e jornalistas.

Equipe integrada e bem preparada

Chaer formou uma importante redação, reuniu articulistas de diferentes correntes de pensamento, acompanhou de perto as grandes transformações do Judiciário brasileiro e construiu, ainda, um extraordinário acervo de notícias, análises e artigos jurídic...

Hylda Cavalcanti

O jornalista Márcio Chaer, diretor do Portal Consultor Jurídico, Conjur, morreu no início da tarde deste sábado (02/10), em São Paulo, aos 71 anos. Ele sofreu um mal súbito durante um assalto no centro da cidade e não resistiu.

Chaer fez carreira em grandes veículos de imprensa até fundar o ConJur, em 1997. O site, pioneiro na cobertura especializada do Judiciário no Brasil, fez do jornalista uma das grandes referências nacionais na área.

Ao longo de quase três décadas, o ConJur tornou-se referência para advogados, magistrados, integrantes do Ministério Público, estudantes, professores e jornalistas.

Equipe integrada e bem preparada

Chaer formou uma importante redação, reuniu articulistas de diferentes correntes de pensamento, acompanhou de perto as grandes transformações do Judiciário brasileiro e construiu, ainda, um extraordinário acervo de notícias, análises e artigos jurídicos.

Com a produção dos Anuários da Justiça, revistas que trazem retrospectivas amplas sobre processos julgados e interpretação nos tribunais brasileiros, o Conjur passou a dar outra contribuição relevante à memória e à compreensão das instituições judiciais do país.

O jornalista e empresário deixa uma legião de amigos entre profissionais da comunicação, magistrados, advogados e demais operadores do Direito.

O que aconteceu

Chaer estava na companhia de outras pessoas, inclusive do filho, dentro de um veículo, quando ocorreu o assalto. Em seguida, ele teria corrido atrás do ladrão, na tentativa de retomar um celular que havia sido levado.

No entanto, começou a se sentir mal durante a perseguição e desmaiou. As equipes de resgate foram chamadas, mas não conseguiram restabelecer os sinais vitais do comunicador.

Em publicações feitas nas redes sociais, vários magistrados, advogados e jornalistas lamentaram a perda. Dentre eles, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin e o advogado Alberto Zacharias Toron.

O caso aconteceu por volta das 14h e os procedimentos de perícia ainda estão sendo realizados.

— Com Agências de Notícias

Lula fala em defesa da soberania, força da democracia e expectativa de ganhar no 1º turno

03/10/2026

“Estamos trabalhando contra crime organizado. Por isso, nós vamos precisar da força de vocês. Nós precisamos definir essa parada amanhã”, afirmou o presidente Lula (PT) neste sábado (093/10), durante ato realizado na avenida Paulista, que marca o encerramento da campanha.

Lula voltou a falar em defesa da democracia e da soberania e ressaltou, sem citar nomes, que o lado de seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), significa a "barbárie".

“Acabaram com tudo e reconstruímos”

"Eles acabaram com tudo, e nós reconstruímos. Vamos à urna amanhã com muita tranquilidade, sabendo o que está em jogo. De um lado, a democracia e a soberania. Do outro lado, a barbárie e a corrupção. Estamos trabalhando contra chefes de quadrilha”, disse.

O presidente voltou a afirmar que foi em seu governo que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, foi preso.Também voltou a mencionar orgias, ao citar o caso. "Eles [adversários] estão...

“Estamos trabalhando contra crime organizado. Por isso, nós vamos precisar da força de vocês. Nós precisamos definir essa parada amanhã”, afirmou o presidente Lula (PT) neste sábado (093/10), durante ato realizado na avenida Paulista, que marca o encerramento da campanha.

Lula voltou a falar em defesa da democracia e da soberania e ressaltou, sem citar nomes, que o lado de seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), significa a "barbárie".

“Acabaram com tudo e reconstruímos”

"Eles acabaram com tudo, e nós reconstruímos. Vamos à urna amanhã com muita tranquilidade, sabendo o que está em jogo. De um lado, a democracia e a soberania. Do outro lado, a barbárie e a corrupção. Estamos trabalhando contra chefes de quadrilha”, disse.

O presidente voltou a afirmar que foi em seu governo que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, foi preso.Também voltou a mencionar orgias, ao citar o caso. "Eles [adversários] estão com medo porque cada dia aparece uma coisa nova. Só falta aparecerem os participantes da orgia”.

Expectativa de ganhar no 1º turno

Lula também destacou que vai vencer a disputa no primeiro turno e convocou os apoiadores a voltarem à avenida Paulista neste domingo (04/10), após o resultado das eleições.

“Não podemos permitir que eles transformem a Avenida a Paulista num palanque da extrema direita. A Paulista não é da direita, é do povo brasileiro”, acrescentou.
O ato final da campanha de reeleição de Lula teve tensão com a polícia ainda antes de seu início, por causa de uma obstrução provocada pela Polícia Militar, que terminou sendo desfeita.

Problema inicial com a PM

A concentração da passeata ocorreu na esquina da Paulista com a rua Augusta, onde Lula realizou ato semelhante em 2022. Por volta das 10h30, homens da Polícia Militar se aproximaram dos trios elétricos para cobrar a desobstrução da Paulista. Houve uma discussão entre o comandante da operação e o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula no estado. Os trios elétricos, então, foram movidos por cerca de cem metros na Augusta, aumentando o espaço para apoiadores na rua.

O presidente participa do ato (que ainda está acontecendo), ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB); o candidato petista ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, e seu vice, Márcio França (PSB); as candidatas ao Senado da chapa, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede); e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.


— Com Agências de Notícias

Flávio ergue fotos do pai, diz que espera “grande resposta das urnas” e que ajustará “muitas coisas que precisam de arrumação no Brasil”

03/10/2026

Durante os atos que marcaram o encerramento de sua campanha, neste sábado (03/10), o senador Flávio Bolsonaro ergueu fotos do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em cumprimento de prisão em regime domiciliar, disse que espera “grande resposta das urnas” neste domingo (04/10) e que tentará “ajustar muitas coisas que estão precisando de arrumação no Brasil”.

A jornalistas, Flávio voltou a afirmar que, caso eleito, não vai tentar a reeleição. “Eu sou o único candidato que está abrindo mão de tentar uma reeleição porque quero, em um mandato só, me concentrar nos problemas da população brasileira e ajudar de verdade a resolvê-los da forma mais rápida possível”, afirmou o candidato.

Sobre vitória no 1º Turno

Ele ainda falou sobre a possibilidade de vencer no primeiro turno e prometeu fazer um governo de pacificação, ao mesmo tempo em que criticou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atrelando-os a Lula.

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Durante os atos que marcaram o encerramento de sua campanha, neste sábado (03/10), o senador Flávio Bolsonaro ergueu fotos do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em cumprimento de prisão em regime domiciliar, disse que espera “grande resposta das urnas” neste domingo (04/10) e que tentará “ajustar muitas coisas que estão precisando de arrumação no Brasil”.

A jornalistas, Flávio voltou a afirmar que, caso eleito, não vai tentar a reeleição. “Eu sou o único candidato que está abrindo mão de tentar uma reeleição porque quero, em um mandato só, me concentrar nos problemas da população brasileira e ajudar de verdade a resolvê-los da forma mais rápida possível”, afirmou o candidato.

Sobre vitória no 1º Turno

Ele ainda falou sobre a possibilidade de vencer no primeiro turno e prometeu fazer um governo de pacificação, ao mesmo tempo em que criticou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atrelando-os a Lula.

“Quero fazer um governo de pacificação. Temos que ajustar muitas coisas no Brasil, o poder está completamente desequilibrado (…) Ministros não podem ser assessores. Ministros do STF não podem ser agentes políticos do governo Lula e nem de um movimento que é ideológico. Está tudo depravado nesse país, é por isso que eu peço que o eleitor vá pra rua e dê o seu voto de protesto”, frisou.

“Montamos um time”, diz Tarcísio

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que também é candidato à reeleição, também falou da possibilidade de encerrar a eleição estadual em primeiro turno. “Conseguimos trazer mais gente, ter mais prefeitos do nosso lado. Montamos realmente um time que vai continuar colocando São Paulo na direção certa. Esse estado aqui é extraordinário, e vai continuar nos orgulhando muito”, afirmou;

A princípio, o evento ocorreria na capital, e seria uma motociata. O ato chegou a ser anunciado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) na semana passada, mas aliados analisaram os percursos e encontraram problemas logísticos e de segurança. Segundo a Lei Eleitoral, os candidatos podem promover eventos até as 22h de hoje, véspera da eleição.

Gratidão e reforço de apoio

“Estou muito grato dessa caminhada até aqui, com a convicção de que, a gente tem tudo para ganhar essa eleição já no primeiro turno”, acentuou, ainda, Flávio.
Além do governador, Flávio participou de motocarreata no interior paulista acompanhado do governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e dos candidatos ao Senado pelo estado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP).

— Com Agências de Notícias

Lei seca funcionará de acordo com regra estabelecida por cada estado

03/10/2026

Pelo menos 12 estados terão restrição de venda de bebida alcoólica no primeiro turno das eleições gerais, que ocorrem neste domingo (04/10). Alguns também já estenderam a proibição a um possível segundo turno. Em sete deles, a decisão vale para todo o território do estado, enquanto em outros cinco, a proibição vale apenas para algumas zonas eleitorais, por decisão dos juízos locais.

Contam com lei seca em todo o território os estados do Pará, Amazonas, Amapá, Acre, Roraima, Piauí e Maranhão. Por outro lado, terão lei seca apenas em regiões específicas os estados da Bahia, Tocantins, Sergipe, Mato Grosso e Goiás.

Enquanto estão livres de lei seca os estados de Alagoas, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, Paraíba, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e o Distrito Federal. Ainda estão com situação indefinida os estados do Rio Grande do Sul, Rondônia, Ceará e Rio Grande do Norte.

Regras locais
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Pelo menos 12 estados terão restrição de venda de bebida alcoólica no primeiro turno das eleições gerais, que ocorrem neste domingo (04/10). Alguns também já estenderam a proibição a um possível segundo turno. Em sete deles, a decisão vale para todo o território do estado, enquanto em outros cinco, a proibição vale apenas para algumas zonas eleitorais, por decisão dos juízos locais.

Contam com lei seca em todo o território os estados do Pará, Amazonas, Amapá, Acre, Roraima, Piauí e Maranhão. Por outro lado, terão lei seca apenas em regiões específicas os estados da Bahia, Tocantins, Sergipe, Mato Grosso e Goiás.

Enquanto estão livres de lei seca os estados de Alagoas, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, Paraíba, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e o Distrito Federal. Ainda estão com situação indefinida os estados do Rio Grande do Sul, Rondônia, Ceará e Rio Grande do Norte.

Regras locais

No Pará, a Polícia Civil decidiu que a partir do primeiro minuto dos dias de votação (primeiro turno e eventual segundo turno) até as 18h do mesmo dia, estão proibidas a venda, distribuição e fornecimento, ainda que gratuito, de bebidas.

No Amazonas, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e a Secretaria de Segurança Pública do estado estabeleceram, de forma conjunta, a proibição do consumo de bebidas alcoólicas em estabelecimentos e locais abertos ao público, das 2h às 17h, nos dias de votação.

Também por meio de portaria conjunta, o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) e a Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública decidiram proibir venda, fornecimento, entrega e consumo de bebidas alcoólicas em áreas públicas e estabelecimentos desde as 22h de sábado (3) até as 18h de domingo (4). A restrição se aplica também ao segundo turno, se houver.

Acre e Roraima

O Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) proibiu a venda, fornecimento gratuito e consumo em estabelecimentos ou locais públicos desse tipo de produto, a partir dos primeiros minutos do dia de votação até as 16h do mesmo dia. Entregas de bebidas em domicílio também estão proibidas.

Em Roraima, a Secretaria de Segurança Pública proibiu venda, fornecimento e consumo de bebidas alcoólicas das 23h de sábado às 17h de domingo.

Região Nordeste

No Nordeste, as secretarias de Segurança do Piauí e Maranhão publicaram portarias decretando Lei Seca. No Maranhão, a proibição da venda, fornecimento e consumo de qualquer tipo de bebida alcoólica ou de substâncias de efeitos semelhantes, em locais públicos ou de acesso público, vale da 0h até as 22h de domingo.

No Piauí, a compra e venda de bebidas alcoólicas está proibida das 18h de sábado até as 18h de domingo.

Já no Mato Grosso, Goiás, Bahia, Sergipe e Tocantins não há uma regra válida para todo o estado. Nesses locais, a proibição ficou a cargo dos juízes de algumas seções eleitorais.

Revogação em Alagoas

A Secretaria de Segurança Pública de Alagoas chegou a proibir a venda de bebidas alcoólicas no dia da votação, em uma portaria do dia 25 de setembro, mas na última quinta-feira (1º) revogou o documento, suspendendo a Lei Seca no estado.

Situações indefinidas

Em Rondônia, onde a decisão cabe aos juízes eleitorais, não há nenhuma decisão de proibição até o momento. Em São Paulo e no Paraná, as secretarias de Segurança pediram à reportagem para entrar em contato com a Justiça Eleitoral. Já os TREs de ambos estados informaram que a responsabilidade pela restrição de venda de bebidas alcoólicas cabe às secretarias de Segurança.

O TRE do Rio Grande do Sul informou que não há nenhuma decisão expressa da Justiça Eleitoral para decretar Lei Seca no estado, mas que eventualmente juízes podem definir restrições em suas zonas eleitorais. Estão indefinidas as situações no Ceará e no Rio Grande do Norte, até o fim do dia.

— Com Agência Brasil

As aventuras de Cacimba 61 — A cabeça, o coração e o voto da razão

03/10/2026

Por Zé da Flauta*

A véspera da eleição no Sindicato do Povo fez Carnaúba Seca amanhecer num burburinho grosso. Pelas esquinas, nas bancas da feira e sob a sombra das jaqueiras, a dúvida queimava feito pimenta no bucho. Dois candidatos disputavam a cadeira do sindicato, e o povo trabalhador estava travado no meio do caminho.

De um lado estava o veterano, figura manjada e de conversa mole. Distribuía chapéus de palha, camisas estampadas e tapinhas nas costas. Todo mundo na cidade conhecia o rastro dele: já tinha presidido o sindicato outras vezes e a cantiga da perua era sempre a mesma, verbas sumidas, contas sem explicação e promessas que mofavam no papel. Mas ele carregava a fama e aquela lábia que fazia muito matuto pensar: "É ruim, mas a gente já se acostumou..."

Do outro lado, surgia o candidato jovem. Sem dinheiro para distribuir santinho ou pagar carro de som, ele andava a pé, de peito aberto e olhar limpo, prometendo o que o pov...

Por Zé da Flauta*

A véspera da eleição no Sindicato do Povo fez Carnaúba Seca amanhecer num burburinho grosso. Pelas esquinas, nas bancas da feira e sob a sombra das jaqueiras, a dúvida queimava feito pimenta no bucho. Dois candidatos disputavam a cadeira do sindicato, e o povo trabalhador estava travado no meio do caminho.

De um lado estava o veterano, figura manjada e de conversa mole. Distribuía chapéus de palha, camisas estampadas e tapinhas nas costas. Todo mundo na cidade conhecia o rastro dele: já tinha presidido o sindicato outras vezes e a cantiga da perua era sempre a mesma, verbas sumidas, contas sem explicação e promessas que mofavam no papel. Mas ele carregava a fama e aquela lábia que fazia muito matuto pensar: "É ruim, mas a gente já se acostumou..."

Do outro lado, surgia o candidato jovem. Sem dinheiro para distribuir santinho ou pagar carro de som, ele andava a pé, de peito aberto e olhar limpo, prometendo o que o povo há muito não via: trabalho duro, desenvolvimento para a categoria e transparência de cada tostão que entrasse no caixa.

A praça dividida não sabia para onde pender. O medo do novo empurrava uns para o velho conhecido; o cansaço da velhacaria empurrava outros para a mudança. Sem saber em quem fiar o futuro, uma comissão de agricultores e feirantes subiu a ladeira e foi bater na calçada de Mestre Cacimba.

O velho os recebeu com a calma do sertão. Sentou no banco de carnaúba, ajeitou o chapéu de couro e acendeu o cachimbo. Ao seu lado, os dois macaquinhos observavam a aflição do povo.

— Mestre, desabafou Seu Chico, calejado da enxada —, a cabeça diz que o jovem é o certo, mas o coração fica cabreiro com o incerto. Como é que o homem escolhe sem errar?

Antes que Cacimba falasse, Simão saltou para cima da mesa. Ajeitou os óculos redondos no focinho, abriu sua caderneta e, com o lápis de carvão, começou a apontar para os números anotados. Em gestos precisos e analíticos, Simão mostrava os prejuízos dos anos anteriores, o rombo nos cofres e a matemática limpa do futuro. Pela razão pura e seca, não havia cálculo que justificasse votar em quem já tinha provado ser desonesto.

Foi aí que Sebastião pulou agitado, colocou as patinhas no peito e apontou para o rosto angustiado dos trabalhadores. Bateu suavemente no seu triângulo, fazendo ressoar uma nota quente que fez o peito de todos vibrar. Com a emoção à flor da pele, Sebastião mostrava que a esperança não vive de números soltos, mas da coragem e da dignidade que o brilho nos olhos do jovem acendia no povo.

Mestre Cacimba olhou para a peleja filosófica dos dois companheiros, deu uma risada baixa e acolhedora, e olhou bem no fundo dos olhos de cada trabalhador presente. O silêncio na calçada ficou tão fundo que dava para ouvir o vento nas folhas do juazeiro.

— Vocês estão aperreados porque estão tentando separar a cabeça do coração, como se o homem pudesse viver dividido pela metade — começou Cacimba, com a voz pausada e serena.


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— A cabeça sem o coração vira frieza e cálculo de esperteza, e é exatamente aí que mora a velhacaria desse que distribui chapéu para cobrir o juízo que ele tirou de vocês. Mas o coração sem a cabeça vira ingenuidade, que aceita qualquer abraço caloroso na véspera do voto.

O Mestre se levantou, colocou a mão no peito e completou com um brilho forte nos olhos, enchendo a calçada de autoridade e carisma:

— O voto não é um favor que se paga com camisa usada, nem é aposta no escuro. O voto é a semente do pão dos seus filhos amanhã. O coração dá a coragem para mudar, e a cabeça dá a direção para não cair no mesmo buraco. Não votem pelo medo de perder o pouco que sobrou; votem pelo direito de construir o muito que vocês merecem. Quando a razão limpa o caminho e o coração guia o passo, o povo nunca erra o rumo!

Aquelas palavras bateram no peito da comissão feito uma benção. As dúvidas se dissolveram como poeira ao vento.

No dia seguinte, as urnas falaram alto: a mudança venceu de lavar a égua. O jovem assumiu o sindicato sob a vigilância atenta da caderneta de Simão, enquanto na praça, Mestre Cacimba tirava uma toada de vitória no pífano, acompanhado pelo ritmo animado da zabumba e do triângulo de Sebastião.

*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.


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STJ confirma recebimento de material sobre “gabinete do ódio” de PE; entenda motivo que fez Fachin enviar caso do STF para a outra Corte

03/10/2026

Conforme o jornal O Poder publicou na manhã deste sábado (03/11), por meio de apuração junto a fontes, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin analisou pessoalmente a investigação feita sobre um suposto “gabinete do ódio” em Pernambuco e encaminhou o processo ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Pois bem: No início da tarde, fontes da área processual do STJ confirmaram que a peça jurídica já está na Corte e seguiu para distribuição.

Em outras palavras: o que era uma notícia do jornal, agora é informação oficial e os trâmites começam a andar a partir da próxima semana. Os documentos com detalhes sobre o caso, que envolvem possíveis condutas irregulares da governadora e candidata à reeleição de Pernambuco Raquel Teixeira Lyra (PSD) — RTL — contra seus adversários, foram encaminhadas pela Polícia Federal (PF) ao STF. Mas o ministro Fachin entendeu que a investigação deve tramitar no STJ.

O que acontece?

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Conforme o jornal O Poder publicou na manhã deste sábado (03/11), por meio de apuração junto a fontes, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin analisou pessoalmente a investigação feita sobre um suposto “gabinete do ódio” em Pernambuco e encaminhou o processo ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Pois bem: No início da tarde, fontes da área processual do STJ confirmaram que a peça jurídica já está na Corte e seguiu para distribuição.

Em outras palavras: o que era uma notícia do jornal, agora é informação oficial e os trâmites começam a andar a partir da próxima semana. Os documentos com detalhes sobre o caso, que envolvem possíveis condutas irregulares da governadora e candidata à reeleição de Pernambuco Raquel Teixeira Lyra (PSD) — RTL — contra seus adversários, foram encaminhadas pela Polícia Federal (PF) ao STF. Mas o ministro Fachin entendeu que a investigação deve tramitar no STJ.

O que acontece?

Isto acontece porque, quando o STF identifica que não possui competência para investigar ou julgar um governador por crimes comuns, o processo é encaminhado ao STJ, que é o Tribunal superior definido pela Constituição Federal para processar e julgar originariamente os governadores de Estado e do Distrito Federal em infrações penais comuns. Assim, por regra de foro por prerrogativa de função, o juízo natural para essas autoridades é a Corte Especial do STJ (cujo colegiado é formado pelos 15 ministros mais antigos do Tribunal).

Mas mesmo com advogados e magistrados sabendo que situações relacionadas a governantes devem ser julgadas pelo STJ — como os dados da PF sobre as apurações envolvendo RTL —, tais autos chegam inicialmente ao STF quando é identificada alguma conexão ou continência com investigados que possuem foro exclusivo no Supremo, como deputados federais ou senadores.

Por isso, quando o STF atrai o caso por causa de outras autoridades, a situação do governador é reavaliada. Foi o que aconteceu em relação a Pernambuco.

STF tem duas opções

Normalmente, se o STF reconhecer que não deve julgar o governador — seja por incompetência própria ou por pedido da defesa questionando a competência —, os autos referentes ao chefe do Executivo estadual são remetidos ao STJ. Mas podem seguir também um outro caminho, que é de o processo ser desmembrado (separado), mantendo no STF os réus com foro na Corte máxima e enviando a parte do governador diretamente ao STJ

A investigação sobre um suposto "gabinete do ódio" em Pernambuco começou após deputados estaduais relatarem à Polícia Federal, ainda em 2025, indícios de uso de contratos de publicidade da Secretaria de Comunicação para atacar opositores. Outra coisa importante de se ressaltar: Fachin enviou o caso ao STJ por entender que o tribunal é competente para conduzir a investigação em função dos fatos estarem supostamente relacionados à governadora, mas a decisão não representa julgamento sobre o mérito das suspeitas nem oferecimento de denúncia.

Notas das campanhas de Campos e de RTL

A campanha do candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB), ao saber da chegada dos documentos ao STJ, afirmou que a investigação reforça a denúncia feita e pediu rigor na apuração de possíveis desvios de recursos públicos. Por sua vez, a campanha de Raquel Teixeira Lyra disse que a decisão trata apenas de competência e que não há denúncia apresentada contra a governadora. A coligação informou, ainda, que a equipe jurídica prestará todos os esclarecimentos no processo.

Segundo as informações que foram enviadas pela PF ao STF e do STF encaminhadas para o STJ, foram descobertos pelos policiais federais “indícios de que o governo teria utilizado contratos e licitações de publicidade da Secretaria de Comunicação (Secom) para "fomentar a rede coordenada de ataques, em desfavor de opositores políticos, com objetivo de influenciar o pleito eleitoral de Pernambuco em 2026".

"Os elementos colhidos indicam que subsistem indícios relativos a suposta prática de conduta ilícita por parte da governadora do Estado, autoridade cujo processo e julgamento por crimes comuns cabem originariamente ao STJ, nos termos do artigo 105, I, “a”, da Constituição", afirmou o ministro Fachin, na decisão proferida, de encaminhamento dos autos ao STJ.

Crimes eleitorais e “delitos conexos”

O presidente do STF afirmou também, que, se os fatos investigados envolverem, de fato, “desvio de recursos públicos com finalidade eleitoral, a competência do STJ alcança os crimes eleitorais e os delitos conexos”.

"Considerando que os fatos podem envolver desvio de recursos com possível finalidade eleitoral, registro que a competência do Superior Tribunal de Justiça para o processamento dos crimes comuns também alcança os crimes eleitorais e aqueles que lhes sejam conexos. Cabe, portanto, àquela Corte de Justiça a continuidade da investigação e o exame dos pedidos formulados nestes autos e ainda pendentes de apreciação", destacou ministro Fachin, no documento.

— Com informações do STF e do STJ

‘Qual nosso projeto de nação? Para onde vamos? Quem tem projeto de Brasil para apresentar?’ questiona o analista político Marcelo Tognozzi*

03/10/2026

Antes de votar amanhã, pense. Você acha que está tudo fora do lugar, mas onde está escrito que o Brasil tinha de dar certo? No livro de Stefan Zweig, ‘Brasil, País do Futuro’? Ali não foi registrada previsão, mas mera possibilidade. O Brasil trata mal seu povo desde 1500. O conceito de nação e de povo nunca existiu de fato e mesmo depois da Independência demorou a aparecer. Enquanto o Peru inaugurou a Universidade de San Marcos em 1551, a Faculdade de Direito do Recife é de 1827 e a Universidade do Paraná, a primeira do Brasil, nasceu em 1912.

Stefan Zweig, escritor austríaco refugiado do nazismo, encontrou no Brasil de Getúlio Vargas o que chamou de país do futuro, porque o presente do Estado Novo era duro de digerir. Ficou encantado com o Rio, pelo brasileiro cordial, ironia de Sergio Buarque de Holanda, e terminou seus dias em Petrópolis, no verão de 1942.

O Brasil está prestes a virar um país de velhos. Pior; de velhos pobres e ignorantes, totalmente d...

Antes de votar amanhã, pense. Você acha que está tudo fora do lugar, mas onde está escrito que o Brasil tinha de dar certo? No livro de Stefan Zweig, ‘Brasil, País do Futuro’? Ali não foi registrada previsão, mas mera possibilidade. O Brasil trata mal seu povo desde 1500. O conceito de nação e de povo nunca existiu de fato e mesmo depois da Independência demorou a aparecer. Enquanto o Peru inaugurou a Universidade de San Marcos em 1551, a Faculdade de Direito do Recife é de 1827 e a Universidade do Paraná, a primeira do Brasil, nasceu em 1912.

Stefan Zweig, escritor austríaco refugiado do nazismo, encontrou no Brasil de Getúlio Vargas o que chamou de país do futuro, porque o presente do Estado Novo era duro de digerir. Ficou encantado com o Rio, pelo brasileiro cordial, ironia de Sergio Buarque de Holanda, e terminou seus dias em Petrópolis, no verão de 1942.

O Brasil está prestes a virar um país de velhos. Pior; de velhos pobres e ignorantes, totalmente dependentes do estado e sem nunca terem experimentado riqueza. Eleitores com 60 anos ou mais já são 23%. Em 2030, serão 30% e poderão decidir a eleição. Qual será a escolha deles? Seguiremos assim, nas nossas lendas, nesse nosso estilo de nunca perder a oportunidade de perder uma oportunidade? Se em pouco tempo poderão decidir as eleições, temem a ousadia, justamente por serem velhos. Mas não avançaremos sem ousadia. Ao contrário, retrocederemos. Pense nisso quando for votar amanhã.

Qual nosso projeto de nação? Para onde vamos? Quem tem projeto de Brasil para apresentar ao respeitável público? Meu amigo Aldo Rebelo? Ou ele se inspira no projeto de José Bonifácio, patriarca da Independência, esquecido, cancelado, escondido nalguma gaveta da História?

Território ocupado e explorado

O Brasil nasceu território a ser ocupado e explorado. Até o nome veio de mercadoria: a madeira, matéria-prima da tinta vermelha para tingir tecidos. Depois veio o açúcar, o ouro e os diamantes de Minas. A borracha, ergueu palácios e o Teatro de Ópera em Manaus para logo decair. Café, minério de ferro, soja, petróleo abundante. Sem refinarias para transformá-lo em diesel e gasolina, é vendido e volta como combustível.
Agora são as terras raras. O Brasil tem a segunda maior reserva do Planeta. Mas sua produção é nada diante do total mundial. O filme é conhecido: extrair minério, embarcá-lo e depois importar componentes, equipamentos e produtos de alto valor agregado fabricados a partir da matéria-prima por nós vendida.

Mudam os produtos, os compradores, contratos e tecnologias. Permanece a imensa incapacidade, bem brasileira, de transformar abundância de recursos naturais em conhecimento, produtividade e prosperidade.

Seria fake news dizer que nada mudou desde 1500. Mudou e muito. O Brasil fez agricultura de alta tecnologia, indústria complexa, sistema financeiro de primeira, universidades, centros de pesquisa e empresas capazes de competir internacionalmente. O difícil tem sido converter riqueza, escala econômica e capacidade produtiva em capital humano, mobilidade social e qualidade de vida para a maioria.

Amazônia: retrato dessa contradição

A Amazônia talvez seja o pior retrato dessa contradição. Mais de 75% da população não tem saneamento básico. Durante décadas, nos vendemos ao mundo como guardiães da maior floresta tropical do planeta. Tudo espuma.

Hoje, quem manda na Amazônia é o crime. Dos narcos aos contrabandistas de tudo o que possa valer dinheiro. Desde gente até pedras preciosas, animais, plantas, madeira. E, pasmem, há locais onde nem o Exército entra; só as ONGs. Soberania é presença, discurso some no vento.

É possível o país dar certo se a maioria da população é incapaz de fazer corretamente as quatro operações ou passar num simples teste de ditado? Enquanto isso, o debate sobre a qualidade do ensino é diluído por disputas ideológicas, salários medíocres, greves, modelos pedagógicos e outras bobagens incapazes de tirar a educação do atoleiro. Pense nisso quando for votar amanhã.

Vida na escuridão

País sem educação está condenado a viver na escuridão. A produtividade, pilar da prosperidade, cresce muito pouco por falta de capacitação dos trabalhadores. E não existe minério capaz de compensar indefinidamente população mal-educada. Não há terra rara que substitua capital humano. No século 21, o conhecimento é a maior riqueza. E a ignorância a maior das misérias.
O custo da ignorância é o Estado capturado por corporações improdutivas, incapazes de gerar emprego e renda, mas muito bem sustentadas pelos impostos. Sem um voto sequer, mandam e desmandam em tudo e todos.

No Brasil há sempre umas forças ocultas para levar a culpa. O colonizador, o imperialismo, o mercado, as elites, o Congresso, o Supremo, o governo anterior, os Estados Unidos, a China, a conjuntura internacional. O político culpa o antecessor. O empresário culpa o governo. O governo culpa o mercado. O mercado culpa a insegurança jurídica. O eleitor culpa o político que ele próprio ajudou a eleger. São muitos e criativos álibis. Enquanto isso, a burocracia mata o empreendedor com tributos escorchantes, faz o país arrecadar como Europa e entregar como África. É o pior dos mundos.

O que significa dar certo?

Mas afinal, o que significa dar certo? Dar certo não é ser a 8ª, 9a ou 10ª economia do planeta. Dar certo é quando não há criança sem escola e nem escola sem criança, a lei funciona para o poderoso e para o motoboy, o pagador de impostos pode andar na rua sem medo, a qualquer hora, com ou sem celular e o Estado devolve em serviços, eficiência e obras de qualidade o que arrecadou. E, principalmente, quando governantes entendem que seu papel principal é não roubar, não deixar roubar e pôr na cadeia quem rouba.

O mundo está cheio de países ricos em recursos naturais e pobres em instituições. Estes são os eternos fracassados. Os que deram certo fizeram o dever de casa. Zweig, tão grato pela acolhida, morreu no seu país do futuro encharcado de barbitúrico, numa noite de verão, abraçado a Lotta, amor da sua vida, companheira na viagem para eternidade. E o Brasil do futuro, virou devedor de si mesmo.

Marcelo Tognozzi* é jornalista e consultor. Uma das principais referências da imprensa brasileira contemporânea.

NR - Autorizada a postagem do artigo, originalmente publicado no Poder360. O título foi mudado e os intertítulos inseridos à revelia do autor.

Os cinemas do Recife — O teatro foi quem mais contribuiu para a divulgação da ‘Sétima Arte’

03/10/2026

Por Carlos Bezerra*

No principal teatro de Pernambuco, o portentoso Santa Isabel, a partir de 1895, passaram a funcionar as companhias itinerantes, como, por exemplo a “Cinematográfico Herver” procedente de Paris, que já em meados de 1908, fazia sua terceira apresentação na Veneza Brasileira. Exibia algumas fitas como o onipresente e indefectível “Paixão de Cristo” e os flagrantes da Exposição Nacional do Rio de Janeiro, conforme consta na obra “Clã do Açúcar”, de Lemos Filho, 1960.

As sessões de cinema foram, por várias décadas, no Recife um dos “pontos de encontro” mais importantes, responsáveis por românticos namoros tanto reais, nas salas, e redondezas como irreais, nas telas. Os reais eram continuados nas sorveterias e nos parques. Os irreais, através de revistas e de notícias hollywoodianas das “mocinhas”e principalmente, dos galãs: Rodolfo Valentino, [Clark] Glabe, Tony Kurtis e Elvis Presley, entre outros.

O cinema teve nos...

Por Carlos Bezerra*

No principal teatro de Pernambuco, o portentoso Santa Isabel, a partir de 1895, passaram a funcionar as companhias itinerantes, como, por exemplo a “Cinematográfico Herver” procedente de Paris, que já em meados de 1908, fazia sua terceira apresentação na Veneza Brasileira. Exibia algumas fitas como o onipresente e indefectível “Paixão de Cristo” e os flagrantes da Exposição Nacional do Rio de Janeiro, conforme consta na obra “Clã do Açúcar”, de Lemos Filho, 1960.

As sessões de cinema foram, por várias décadas, no Recife um dos “pontos de encontro” mais importantes, responsáveis por românticos namoros tanto reais, nas salas, e redondezas como irreais, nas telas. Os reais eram continuados nas sorveterias e nos parques. Os irreais, através de revistas e de notícias hollywoodianas das “mocinhas”e principalmente, dos galãs: Rodolfo Valentino, [Clark] Glabe, Tony Kurtis e Elvis Presley, entre outros.

O cinema teve nos “animatógrafos”, um de seus ancestrais. As primeiras salas de projeção das películas cinematográficas no Recife surgiram, por volta de 1909, com as inaugurações na Rua Nova dos três primeiros:

O Royal, o Pathe e o Vitória

Conforme declara Edvaldo Arrelio em “Recife de ontem e de hoje”- "Embora houvesse boa doze de ceticismo por parte do povo, quanto ao sucesso da sétima arte entre nós, meses depois da inauguração do “Pathe”, o primeiro cinema permanente do Recife, foi inaugurado também na Rua Barão da Vitória, hoje Nova, o Cinema Royal e logo após surgiu o Cine Vitória, destinado a um público menos exigente.

Cineteatro-helvética

Misto de teatro, café concerto e bar-restaurante, foi inaugurado em 26 de junho de 1910. Localizava-se no prédio número 50 da Rua da Imperatriz e era propriedade de “Girot & Cia”. Local dos mais “chics” e bem frequentados da época, durante a primeira metade do século, testemunho de grandes acontecimentos sociais e políticos como o atentado seguido de morte do Jornalista Trajano Chacon, durante a campanha Dautista X Rosista, em 1913.

No final da tarde de 9 de janeiro de 1920, sofreu um grandioso incêndio que causou sérios danos ao estabelecimento. Após as necessárias reformas foi reaberto. Por volta de 1928 era o Cineteatro novamente restaurado e entregue ao público, com pomposa festa, exibindo na oportunidade o filme “The Big Parade” de King Vedor.

Finalmente em 24 de março de 1930 era essa casa transformada no “Cemegal” um centro de diversões. O Helvética, com modificações em suas atividades, funcionou até o início da década de 60.

Cine Polytheama

Inaugurado em 25 de outubro de 1911 era dirigido por Eustórgio Vanderley. Se localizava na Rua Barão de São Borja. Em 1932, quando já pertencia a Empresa Severiano Ribeiro, inaugurou seu aparelho sonoro, o Kenetophone.

Cine Moderno

Inaugurado em 15 de maio de 1913, na Praça da Concórdia, depois Praça Joaquim Nabuco, pertenceu inicialmente ao Coronel Agostinho Bezerra Cavalcanti (homônimo do herói da Confederação do Equador) e a Carneiro da Cunha. No começo funcionava apenas como teatro, depois como cineteatro, em 1915 instalou o Kinetophone ou a máquina falante, como era popularmente conhecida.

Em 1933 o Moderno pertencia à firma Fernandes Marques & Cia (Cinearte VII – 1933, página 37). Segundo o Sr. Alcides Pimentel, antigo representante da U.F.A no Nordeste, possivelmente o segundo proprietário desse estabelecimento foi a firma Libório & Risdel quando surgiu a edição do “Moderno Jornal”.

Nos anos 20, o Moderno passava para as mãos de novos proprietários: Alfredo e Tancredo Bandeira. Nessa ocasião, mais precisamente em 19 de julho, o Moderno realizava o primeiro espetáculo cinematográfico, promovido pelo “The Noving Picture Exibition of Bristish Industries”.

Em 1929, houve um desentendimento entre Bandeira e Alfredo, tendo o segundo se afastado para tentar (e conseguiu) o arrendamento do Teatro do Parque, por um período de 25 anos (Fonte Diário de Pernambuco de 12/04/1929).

Em 1930, após um breve período de desativação, é reintegrado em 17 de junho, e, nessa ocasião, foi exibido, pela primeira vez, um filme sonoro “Folies 1929”. Em 1934, esse cinema foi arrendado a Luiz Severiano Ribeiro.

Cine Ideal

Era situado no Pátio do Terço, nº 61, Bairro de São José, pertencia a Manoel S. Ramos, foi inaugurado em 15 de novembro de 1915. Esse cinema tinha uma peculiaridade interessante, possuía 1ª classe, com 250 assentos e 2ª classe com 217.

Em 1930, pertencia ao Sr. Álvaro Ferreira Leite. Foi o primeiro cinema de classe popular a aparelhar-se para a exibição de filmes sonoros, o que ocorreu em julho de 1930 com o filme “Inocentes em Paris”.

Cinema do Parque

Sobre essa casa de diversões tratamos, quando dissertamos sobre os Teatros no Recife. Essa abordagem, no entanto, é feita sob o ponto de vista cinematográfico. Inaugurado em 24 de novembro de 1921, localizado como vimos na Rua do Hospício nº 81. A sua festa de inauguração angariou fundos para construção de uma maternidade. Em 1929 foi reformado pela empresa Luiz Severiano Ribeiro, a quem passou a pertencer. É um dos mais antigos do Recife, sendo contemporâneo ao Helvética na Rua da Imperatriz e ao Royal e o Pathe, da Rua Nova.

A edição do Jornal Pequeno de 22 de fevereiro de 1930, notícia o grande sucesso alcançado pelo Parque com a sincronização às canções do filme “Volga Volga”, com uma eletrola Victor. Esta eletrola, segundo Fernando Spencer, era do modelo igual ao do Cine Polyteama que substituiu, definitivamente, a orquestra controlada.


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Cine Glória

Das salas de projeção, esta era sem dúvidas, a mais popular e tradicional, entre os cinemas do centro do Recife. Famoso pelas suas sessões da tarde, tinha seu público bastante influenciado pelos freqüentadores do Mercado de São José e da Praça D. Vital. Foi inaugurado em 4 de setembro de 1926 com a exibição do filme “Flores Mulheres e Perfumes” e possuía 233 lugares.

Localizado na Rua Direita, 123/127, Bairro de São José, com sua frente voltada para a Praça D. Vital, teve seu edifício tombado em 28 de fevereiro de 1983 pelo Patrimônio Histórico Estadual, através de decreto estadual.

Em 1990, já sob a administração da filha de seu fundador, Maria José Ferreira Leite, era quase um empreendimento familiar, mantendo tradições há muito desaparecidas, como o “programa duplo”, a exibição de fitas de gosto popular à preferência de espectadores locais.

O tombamento do Cinema Glória, segundo equipe de exame técnica da Fundarpe, visou garantir a permanência daquela antiga casa de exibição do Recife, ameaçada de extinção, como ocorreu com 32 cinemas da cidade nos últimos 25 anos.

Cinemas do Recife em 1922

A partir do início do ano de 1922 funcionavam no Recife os seguintes cinemas: Parque, na Rua do Hospício; Moderno, na Praça Joaquim Nabuco; Helvética, na Rua da Imperatriz; Royal, na Rua Nova com dois salões: Salão das Rosas e Salão Chrsysonthemos; Polythema na Rua Barão de São Borja; Ideal, no Largo do Terço; e São José, no Largo de São José.

Em 2 de novembro de 1932, a Revista Cinearte divulgava a existência de 15 cinemas a saber: Glória, São José, Parque, Moderno, Royal, Polytheama, Espinheirense, Encruzilhada, Pina, Central, Real, São Paulo, Casa Forte e Ideal, todos sonoros. No entanto, começaram a surgir novos cinemas, principalmente no centro do Recife.

Art Palácio

Inaugurado em 16 de maio de 1940, de propriedade de Hugo Sorrentei, localizado na rua da Palma, durante sua inauguração se fizeram presentes o governador Agamenon Magalhães e o Prefeito Novais Filho. Nessa ocasião foi exibido o filme “Noites Anadaluzes” da U.F.A. Lamentavelmente, no entanto, a exemplo de tantos outros, essa casa de projeção fechou, no ano de 1993.


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Trianon

Inaugurado cinco anos depois do seu vizinho, o Art Palácio, localizado no início da Avenida Guararapes, teve como primeiro proprietário o mesmo Hugo Sorrentino. Durante as últimas décadas de sua existência era, justamente com o Art Palácio, os únicos cinemas de primeira linha, que não pertenciam ao grupo Severiano Ribeiro. Atualmente se cogita a construção de um “Shopping Center”, utilizando-se todo o prédio onde funcionava essa tradicional sala de projeção.

São Luís

Operando desde 6 de setembro de 1952 no térreo do edifício Duarte Coelho, na esquina da Rua da Aurora, com a Conde da Boa Vista, onde outrora existiu o Templo dos Ingleses, constitui-se na maior sala de projeção do Recife, com 1.400 poltronas. Um dos mais belos e majestosos cinemas de nossa capital é de propriedade do grupo Severiano Ribeiro. Até o início da década de 60, era obrigatório o uso de paletó entre os seus frequentadores.

Em suas dependências funcionava em meados da década de 60, o cinema de Arte, que exibia uma sessão com filmes de alto nível, nos sábados pela manhã, bastante frequentada por estudantes adolescentes.

Surgiram mais recentemente três cinemas no centro do Recife. O Cine Veneza, instalado num grande prédio da Rua do Hospício, 333. Também pertence ao grupo de Luiz Severiano Ribeiro, foi inaugurado em 15 de dezembro de 1970 com o filme “Äeroporto”. Foi um dos mais luxuosos e bem aparelhado do Recife, com 800 poltronas estofadas.

Posteriormente foram inaugurados mais dois, ambos na esquina da Rua do Hospício com a Avenida Visconde de Suassuna, são o Ritz e o Astor.

“Círculo do Recife”

Segundo informações colhidas em “Recife de Ontem e de Hoje”, de Edvaldo Arlego, diante do sucesso do cinema, o Recife se aventurou à empresa cinematográfica, criando o “Circulo do Recife”, quando várias produções locais foram realizadas e algumas delas chegaram a impressionar pela sua qualidade, como foi o caso do filme “A Filha do Advogado”, estreado por Jota Soares, que se tornou a figura mais expressiva de nossa cinematografia.

“Com o advento da TV e mais aproximadamente com o vídeo cassete as casas exibidoras sofreram grande abalo, chegando a acabar a maioria dos cinemas de bairro.

Cinemas que fecharam as portas

Assim, fecharam suas portas os cinemas: Real, Torre, Modelo, na Madalena; Dicui, no Monteiro; Eden, Encruzilhada; Espinheirense e Recife, na Encruzilhada; Beberibe no Bairro do mesmo nome; Rivoli, Casa Amarela; Luan, em Casa Forte; Império em Água Fria; Vera Cruz em Campo Grande; Coliseu na Tamarineira; Eldorado e Pathe, em Afogados; Cordeiro, Caxangá, Brasil e Iputinga, na Avenida Caxangá; e Boa Vista, Politeama e Soledade na Boa Vista.

Além dos cinemas São José e Ideal, no bairro de São José, Guararapes em Areias; Santo Amaro no bairro do mesmo nome e ainda o Olímpia, o Ipojuca, o Pompéia, o High Life e o Panteon, entre outros.

Mas, como Fênix a ressurgir das próprias cinzas, os exibidores adaptaram suas casas às novas condições criando salas menores, reduzindo o custo operacional de investimentos e, com isso, o cinema vem se revigorando, para o bem dos aficionados da “ sétima arte” (a.ob. cits.). (Neste capítulo recebemos valiosas informações de Fernando Spencer).

*Carlos Bezerra é Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras e Membro Benemérito do Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP)


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26,5 mil integrantes das Forças Armadas atuam na logística e segurança das eleições, de norte a sul do país

03/10/2026

De regiões isoladas da Amazônia a grandes centros urbanos, as Forças Armadas vão apoiar a Justiça Eleitoral para que a votação e a apuração ocorram com segurança no 1º turno das Eleições Gerais de 2026, cujo primeiro turno acontece neste domingo (04/10). A atuação mobiliza 26,5 mil militares em ações de Garantia da Votação e da Apuração (GVA), além de atividades de apoio logístico em localidades de difícil acesso.

Na GVA, as Forças Armadas atuarão em 482 municípios de 12 estados, abrangendo 8.827 locais de votação. O emprego, conforme informações do Ministério da Defesa, ocorre mediante requisição da Justiça Eleitoral e com autorização presidencial, para contribuir para a preservação da ordem pública, a normalidade dos trabalhos eleitorais e o livre exercício do voto.?

Atuação coordenada

A atuação é realizada de forma coordenada com os órgãos de segurança pública e sob orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Durante as oper...

De regiões isoladas da Amazônia a grandes centros urbanos, as Forças Armadas vão apoiar a Justiça Eleitoral para que a votação e a apuração ocorram com segurança no 1º turno das Eleições Gerais de 2026, cujo primeiro turno acontece neste domingo (04/10). A atuação mobiliza 26,5 mil militares em ações de Garantia da Votação e da Apuração (GVA), além de atividades de apoio logístico em localidades de difícil acesso.

Na GVA, as Forças Armadas atuarão em 482 municípios de 12 estados, abrangendo 8.827 locais de votação. O emprego, conforme informações do Ministério da Defesa, ocorre mediante requisição da Justiça Eleitoral e com autorização presidencial, para contribuir para a preservação da ordem pública, a normalidade dos trabalhos eleitorais e o livre exercício do voto.?

Atuação coordenada

A atuação é realizada de forma coordenada com os órgãos de segurança pública e sob orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Durante as operações, integrantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica executam ações de presença e patrulhamento em áreas previamente definidas pela Justiça Eleitoral, o que contribui para um ambiente seguro para eleitores, mesários e demais profissionais envolvidos no processo eleitoral.

Além das ações de GVA — que tomam como base o código eleitoral — as Forças Armadas prestarão apoio logístico à Justiça Eleitoral em 121 localidades distribuídas por 44 municípios de oito estados. A missão tem como objetivo assegurar que urnas eletrônicas, equipamentos, materiais e equipes eleitorais cheguem aos locais de votação com segurança e dentro dos prazos estabelecidos, especialmente em regiões de difícil acesso.

Meios aéreos, terrestres e fluviais

Para isso, serão empregados meios aéreos, terrestres e fluviais, incluindo-se aeronaves, helicópteros, embarcações e viaturas militares. Tais recursos permitem o atendimento de comunidades isoladas, terras indígenas, localidades ribeirinhas e outras áreas remotas onde as condições geográficas dificultam a logística convencional.

O apoio das Forças Armadas à Justiça Eleitoral ocorre tradicionalmente em regiões que apresentam desafios de acesso e mobilidade. A atuação nas Eleições 2026 foi autorizada pelo decreto 13.073/2026 e pode ser alterada conforme demanda do TSE.?

—Com informações do Ministério da Defesa e do TSE

Se não puder votar, saiba como justificar ausência às urnas pelo celular neste domingo (4)

03/10/2026

Eleitores que estiverem fora do município onde votam neste domingo (04/11) poderão justificar a ausência às urnas pelo celular, por meio do aplicativo e-Título. O recurso ficará disponível durante o horário de votação e permite fazer a justificativa sem a necessidade de comparecer presencialmente a uma seção eleitoral.

Para realizar o procedimento, o eleitor deve abrir o e-Título, acessar a opção “Mais opções” e selecionar “Justificativa de ausência”. No dia da eleição, não será necessário anexar documentos para comprovar o motivo da ausência.

Geolocalização do celular

O aplicativo utiliza a geolocalização do celular para verificar se o eleitor está fora do município de seu domicílio eleitoral. Por isso, é necessário manter a localização do aparelho ativada e permitir que o e-Título tenha acesso ao recurso. A Justiça Eleitoral também recomenda que o aplicativo esteja atualizado antes da votação.

Quem não puder utilizar...

Eleitores que estiverem fora do município onde votam neste domingo (04/11) poderão justificar a ausência às urnas pelo celular, por meio do aplicativo e-Título. O recurso ficará disponível durante o horário de votação e permite fazer a justificativa sem a necessidade de comparecer presencialmente a uma seção eleitoral.

Para realizar o procedimento, o eleitor deve abrir o e-Título, acessar a opção “Mais opções” e selecionar “Justificativa de ausência”. No dia da eleição, não será necessário anexar documentos para comprovar o motivo da ausência.

Geolocalização do celular

O aplicativo utiliza a geolocalização do celular para verificar se o eleitor está fora do município de seu domicílio eleitoral. Por isso, é necessário manter a localização do aparelho ativada e permitir que o e-Título tenha acesso ao recurso. A Justiça Eleitoral também recomenda que o aplicativo esteja atualizado antes da votação.

Quem não puder utilizar o aplicativo também poderá justificar a ausência presencialmente no dia da eleição. Nesse caso, será necessário preencher o Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE) e apresentá-lo, junto com um documento oficial com foto, em uma Mesa Receptora de Votos ou em uma Mesa

Validade só para 1º Turno

A justificativa apresentada no dia da eleição é válida somente para o turno em que o eleitor não compareceu. Caso também deixe de votar em um eventual segundo turno, será necessário fazer uma nova justificativa.

Quem não conseguir justificar a ausência no dia da votação poderá realizar o procedimento posteriormente pelo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral – Título Net ou presencialmente em um cartório eleitoral. Para o primeiro turno das Eleições 2026, realizado em 4 de outubro, o prazo para apresentar a justificativa vai até 3 de dezembro de 2026.

A Justiça Eleitoral considera cada turno uma eleição diferente para fins de justificativa. O eleitor que deixar de votar em três eleições consecutivas, sem justificar a ausência ou pagar as respectivas multas, poderá ter a inscrição eleitoral cancelada.

— Com informações da Justiça Eleitoral

Crimes eleitorais: Balanço da PF aponta que já foram abertos 1.224 inquéritos e apreendidos R$ 33 milhões

03/10/2026

Da Redação

Os tempos podem ser mais modernos, mas os crimes eleitorais continuam existindo. Muitos deles, no velho estilo de distribuição de dinheiro em cash e bens. Balanço da Polícia Federal divulgado ontem (02/10) e atualizado neste sábado (03/10) constatou que foram abertos 1.224 inquéritos relacionados a esses tipos de crime nas eleições deste ano.

O volume de bens e valores apreendidos em ações relacionadas a possíveis ilícitos eleitorais já ultrapassava R$ 33 milhões. Desse montante, aproximadamente R$ 21 milhões correspondiam especificamente a dinheiro em espécie. A PF ressalta que os números são dinâmicos e podem mudar com novas operações e atualizações dos sistemas.

Amazonas e Amapá

Somente no Amazonas, uma operação realizada em 1º de outubro resultou na apreensão de R$ 1,64 milhão em espécie após saques de alto valor em uma agência bancária de Manaus. Duas pessoas foram presas em flagrante, e a PF inv...

Da Redação

Os tempos podem ser mais modernos, mas os crimes eleitorais continuam existindo. Muitos deles, no velho estilo de distribuição de dinheiro em cash e bens. Balanço da Polícia Federal divulgado ontem (02/10) e atualizado neste sábado (03/10) constatou que foram abertos 1.224 inquéritos relacionados a esses tipos de crime nas eleições deste ano.

O volume de bens e valores apreendidos em ações relacionadas a possíveis ilícitos eleitorais já ultrapassava R$ 33 milhões. Desse montante, aproximadamente R$ 21 milhões correspondiam especificamente a dinheiro em espécie. A PF ressalta que os números são dinâmicos e podem mudar com novas operações e atualizações dos sistemas.

Amazonas e Amapá

Somente no Amazonas, uma operação realizada em 1º de outubro resultou na apreensão de R$ 1,64 milhão em espécie após saques de alto valor em uma agência bancária de Manaus. Duas pessoas foram presas em flagrante, e a PF investiga a origem e a destinação dos recursos.

No Amapá, outra investigação encontrou mais de R$ 1,8 milhão em espécie, além de valores em euros e dólares. O caso apura possível utilização irregular de programa social com finalidade eleitoral, suspeitas de compra de votos e coação eleitoral.


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Ceará, Sergipe e Alagoas

No Ceará, a PF informou que, desde o início da propaganda eleitoral, em 16 de agosto, quatro operações haviam sido deflagradas, com o cumprimento de 36 mandados de busca e apreensão. As ações resultaram na apreensão de aproximadamente R$ 1,09 milhão em espécie e em uma prisão em flagrante.

Em Sergipe, policiais federais apreenderam R$ 500 mil logo após um saque realizado em uma agência bancária de Aracaju. Outros R$ 5,7 mil foram encontrados com o suspeito, e as investigações apuram eventual falsidade ideológica eleitoral e corrupção eleitoral.

Em Alagoas, mais de R$ 500 mil em espécie foram apreendidos em uma investigação sobre suspeitas de corrupção eleitoral e lavagem de capitais. Segundo a PF, movimentações financeiras atípicas de aproximadamente R$ 750 mil estão sendo investigadas por possível relação com financiamento irregular de campanha e aliciamento de eleitores.

Fiscalização mobilizada

As apreensões, por si só, não significam que todo o dinheiro encontrado tenha origem criminosa ou estivesse necessariamente destinado à compra de votos. Cabe às investigações determinar a procedência e a destinação dos recursos e identificar eventual ligação com crimes eleitorais.

Com a proximidade da votação, a fiscalização permanece mobilizada em diferentes estados. Os dados oficiais confirmam um cenário de operações intensificadas e grandes volumes de dinheiro sob investigação, enquanto a PF continua apurando individualmente cada caso para determinar eventuais responsabilidades criminais e eleitorais.

— Com informações da PF e Agências


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Em Pernambuco, Lula tem 61% dos votos e Flávio 25% no primeiro turno, aponta Datafolha

03/10/2026

Uma nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (02/10) revela a situação da disputa presidencial entre eleitores de Pernambuco no primeiro turno. No estado, o presidente Lula (PT) tem 61% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 25%.

O levantamento mostra uma oscilação positiva dos candidatos dentro da margem de erro, que neste caso é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Na última pesquisa, divulgada no dia 25 de setembro, Lula tinha 60%, enquanto Flávio tinha 24%. As informações são do Diário de Pernambuco.

Demais presidenciáveis

Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) marcaram 3%. Ronaldo Caiado (PSD) alcançou 1%. Os demais candidatos não pontuaram. Brancos, nulos e os eleitores que não pretendem votar em nenhum candidato somam 4% (eram 5%). Indecisos se mantiveram em 2%.

Foram entrevistadas 1.204 pessoas entre 28 de setembro e 1º de outubro e o nível de confi...

Uma nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (02/10) revela a situação da disputa presidencial entre eleitores de Pernambuco no primeiro turno. No estado, o presidente Lula (PT) tem 61% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 25%.

O levantamento mostra uma oscilação positiva dos candidatos dentro da margem de erro, que neste caso é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Na última pesquisa, divulgada no dia 25 de setembro, Lula tinha 60%, enquanto Flávio tinha 24%. As informações são do Diário de Pernambuco.

Demais presidenciáveis

Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) marcaram 3%. Ronaldo Caiado (PSD) alcançou 1%. Os demais candidatos não pontuaram. Brancos, nulos e os eleitores que não pretendem votar em nenhum candidato somam 4% (eram 5%). Indecisos se mantiveram em 2%.

Foram entrevistadas 1.204 pessoas entre 28 de setembro e 1º de outubro e o nível de confiança é de 95%. Os números de registro da pesquisa são PE-06822/2026 e BR-02676/2026.

— Com o Blog do Magno

EUA, Austrália e Canadá fecham provisoriamente embaixadas, alegando preocupação com eleições; TSE investigará tentativa de interferência norte-americana no pleito

03/10/2026

Da Redação

Em um movimento liderado pelos Estados Unidos, pelo menos três países decidiram fechar suas representações diplomáticas no Brasil por temor de violência com a realização do primeiro turno das eleições. O governo norte-americano emitiu o comunicado durante a madrugada de sexta-feira (02/10), mas não citou o motivo exato, o que provocou especulações e alertas no Executivo brasileiro.

Seguindo a decisão dos EUA, Austrália e Canadá também anunciaram a suspensão das atividades diplomáticas em Brasília. O Reino Unido adotou um tom mais moderado e alertou seus cidadãos para evitarem participação em comícios políticos.

Padrão diferente do observado

Em comunicado, os Estados Unidos disseram que a decisão de interromper os serviços diplomáticos teria validade imediata, mas não deram prazo para que as atividades normais sejam retomadas. A ordem para suspender as atividades consulares em todas as representações d...

Da Redação

Em um movimento liderado pelos Estados Unidos, pelo menos três países decidiram fechar suas representações diplomáticas no Brasil por temor de violência com a realização do primeiro turno das eleições. O governo norte-americano emitiu o comunicado durante a madrugada de sexta-feira (02/10), mas não citou o motivo exato, o que provocou especulações e alertas no Executivo brasileiro.

Seguindo a decisão dos EUA, Austrália e Canadá também anunciaram a suspensão das atividades diplomáticas em Brasília. O Reino Unido adotou um tom mais moderado e alertou seus cidadãos para evitarem participação em comícios políticos.

Padrão diferente do observado

Em comunicado, os Estados Unidos disseram que a decisão de interromper os serviços diplomáticos teria validade imediata, mas não deram prazo para que as atividades normais sejam retomadas. A ordem para suspender as atividades consulares em todas as representações diplomáticas no Brasil, às vésperas das eleições, foge do padrão adotado por Washington em episódios semelhantes nas últimas décadas.

Historicamente, paralisações dessa dimensão estiveram associadas, sobretudo, a ameaças terroristas ou a riscos concretos à segurança de instalações norte-americanas no Oriente Médio, no Norte da África e em partes da Ásia.

“Questões de segurança”

No Brasil, a interrupção alcança a Embaixada dos EUA, em Brasília, e os consulados em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Recife e em Porto Alegre. O comunicado norte-americano cita apenas "questões de segurança", sem detalhar a natureza do risco nem estabelecer prazo para a retomada dos atendimentos. Norte-americanos que necessitem de assistência emergencial foram orientados a não comparecer às instalações e procurar os oficiais consulares de plantão.

Em nota à imprensa, o Departamento de Estado norte-americano disse que a gestão do presidente Donald Trump colocou a segurança de cidadãos dos EUA como prioridade e confirmou a interlocução com o governo do Brasil. “Estamos trabalhando em estreita cooperação com nossas contrapartes brasileiras para tratar de questões de segurança”, diz um trecho da nota.


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Batalhão Rio Branco destacou equipes

O Departamento de Estado norte-americano, no entanto, não detalhou quais ameaças ou informações específicas embasaram o movimento. A pasta ressaltou que embaixadas e consulados norte-americanos utilizam regularmente o Smart Traveler Enrollment Program (STEP) para comunicar cidadãos dos EUA sobre alterações no cenário dos países onde estão.

O Batalhão Rio Branco, da Polícia Militar do Distrito Federal, deslocou equipes especializadas para proteger prédios diplomáticos. A decisão ocorre por conta da eleição polarizada, com atenção global para o Brasil neste momento e preocupações com eventuais atos de violência. O reforço no policiamento não tem prazo para terminar, mas deve ser encerrado quando ficar avaliado que terminou o cenário de insegurança em razão das eleições.

Em meio à interrupção dos serviços norte-americanos em território nacional, a Polícia Federal realizou buscas no Entorno do Distrito Federal e em São Paulo por supostos riscos de investidas contra instalações diplomáticas dos EUA. No entanto, a corporação afirmou que as diligências ocorreram apenas de maneira preventiva. Conforme a corporação, nenhuma ameaça foi detectada.


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Sem riscos

“As medidas pertinentes foram prontamente adotadas, não tendo sido verificados até o momento elementos que corroborassem os riscos inicialmente apontados, tampouco identificados quaisquer suspeitos de envolvimento com organizações criminosas”, acrescentou. De acordo com a PF, “as investigações prosseguem com a análise dos equipamentos de comunicação e mídias apreendidos e eventuais outras providências necessárias”. A Embaixada da Austrália em Brasília limitou-se a dizer que a suspensão deve-se a “preocupações com a segurança”.

Na noite de ontem, a campanha do presidente Lula pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que inclua a suspensão dos serviços consulares dos Estados Unidos nas investigações sobre interferência externa nas eleições brasileiras. A campanha destaca que a medida é tomada a dois dias do primeiro turno das eleições gerais. E afirma que tal iniciativa "projeta instabilidade sobre o ambiente do pleito".

Um dos argumentos usados pela campanha é uma carta escrita por três senadores estadunidenses na qual eles demonstram preocupação com ações do governo dos EUA que "ameaçam a aliança estratégica com o Brasil e enfraquecem a segunda maior democracia do Hemisfério Ocidental". De acordo com os senadores, as ações mais recentes "apontam para um esforço de interferir — e potencialmente minar — a eleição geral do Brasil".

— Com Agências de Notícias


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Brasileiros já começam a votar para presidente em outros países

03/10/2026

Por Hylda Cavalcanti*

Começaram as eleições. Calma! Ainda não estamos falando daqui e sim, do exterior. Devido à diferença de fusos horários, a votação dos brasileiros já começou em países da Oceania e da Ásia e se estende por mais de 29 horas globais. Conforme dados da Justiça Eleitoral, mais de 918 mil brasileiros (um aumento de cerca de 32% em relação a 2022) estão aptos a votar e já começam a percorrer embaixadas e postos específicos onde foram montadas seções eleitorais, com maior concentração nos Estados Unidos, Portugal e Japão.

É importante destacar que, para quem está fora do Brasil, só é possível votar para presidente e vice-presidente da República. Os votos estão sendo feitos nos horários das 8h às 17h, respeitando o fuso horário local de cada região (começando na Nova Zelândia e encerrando na Costa Oeste dos Estados Unidos).

Nova Zelândia: os primeiros

Os primeiros brasileiros que começam a votar são...

Por Hylda Cavalcanti*

Começaram as eleições. Calma! Ainda não estamos falando daqui e sim, do exterior. Devido à diferença de fusos horários, a votação dos brasileiros já começou em países da Oceania e da Ásia e se estende por mais de 29 horas globais. Conforme dados da Justiça Eleitoral, mais de 918 mil brasileiros (um aumento de cerca de 32% em relação a 2022) estão aptos a votar e já começam a percorrer embaixadas e postos específicos onde foram montadas seções eleitorais, com maior concentração nos Estados Unidos, Portugal e Japão.

É importante destacar que, para quem está fora do Brasil, só é possível votar para presidente e vice-presidente da República. Os votos estão sendo feitos nos horários das 8h às 17h, respeitando o fuso horário local de cada região (começando na Nova Zelândia e encerrando na Costa Oeste dos Estados Unidos).

Nova Zelândia: os primeiros

Os primeiros brasileiros que começam a votar são os que moram em Wellington, na Nova Zelândia. Em 2022, a capital neozelandesa iniciou a votação às 16h do sábado, no horário de Brasília – 8h de domingo, no país da Oceania. Depois, votam brasileiros que estão na Austrália, Japão, Coreia do Sul e demais países da Ásia, seguidos de Europa, África e Américas, conforme os fusos de cada país.

Os “últimos” da fila, por sua vez, são os brasileiros que moram em cidades da Costa Oeste dos Estados Unidos, como Los Angeles e São Francisco, e também em Vancouver, no Canadá. Por lá, a votação acaba às 21h de domingo pelo horário de Brasília.


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População maior que estados como RR, AP e AC

Esse ano, o número de brasileiros que estão aptos a votar no exterior é maior do que os dos eleitores de estados como Roraima, Amapá e Acre. Os brasileiros estão distribuídos por 186 cidades de todos os continentes Geralmente, as seções funcionam em consulados e embaixadas, mas também podem ser instaladas em hotéis, escolas e outros espaços.

“A votação acontece na sede das embaixadas e consulados e, por conta do aumento do eleitorado, também pode ocorrer em alguns outros locais que são disponibilizados para o Estado brasileiro”. explicou José Eduardo Virgolino, do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF).

Segundo ele, a logística é feita com o apoio do Ministério das Relações Exteriores, que faz o envio das urnas eletrônicas por avião para os países onde estão os brasileiros.

Perfil do eleitorado no exterior

Números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que o eleitorado brasileiro no exterior passou de 697,1 mil para cerca de 918,9 mil pessoas. As mulheres seguem como maioria, com 57,4% dos registros, embora o eleitorado masculino tenha apresentado o maior crescimento proporcional. A faixa etária de 40 a 44 anos é a mais numerosa, enquanto o grupo de 45 a 49 anos cresceu 44,6% e passou a ocupar a segunda posição.

A cidade com maior aumento no número de brasileiros aptos a votar em relação às eleições de 2022 é Lisboa, em Portugal. Passou de 45,3 mil para mais de 78 mil deles, um crescimento de 74,1%. Isso acontece principalmente por causa da imigração. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE) de Portugal, os brasileiros são a maioria entre os imigrantes regulares do país. Até o fim de 2025, eram pelo menos 574.195, conforme relatório divulgado em junho deste ano.


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Maior número continua nos EUA

Ainda assim, considerando todas as cidades, os Estados Unidos continuam sendo o país com o maior número de eleitores brasileiros cadastrados. Eram 182.986 em 2022, e neste ano são 265.437. Portugal e Estados Unidos dominam a lista, refletindo os dois principais destinos históricos da emigração brasileira. Mas a presença de brasileiros em Nagóia e Tóquio chama atenção: as duas cidades japonesas, somadas a Hamamatsu (13,7 mil eleitores, 25ª colocada), reúnem quase 89 mil eleitores.

Os dez maiores locais de votação fora do país concentram 424.714 eleitores, o equivalente a 46,2% de todo o eleitorado brasileiro no exterior. Considerando os 20 maiores, a proporção sobe para 66,7%. Ao todo, os registros do TSE abrangem 186 localidades fora do país.

Pela ordem, a lista dos países com maior percentual de eleitores brasileiros é a seguinte: Estados Unidos: 265,4 mil eleitores (28,89% do total); Portugal: 134,7 mil (14,67%); Japão: 88,4 mil (9,62%); Canadá: 46,5 mil (5,06%); Alemanha: 41,5 mil (4,52%); Espanha: 40,8 mil (4,44%); Itália: 38,8 mil (4,23%); Reino Unido: 37,6 mil (4,09%); França: 29,7 mil (3,24%) e Suíça: 27 mil (2,94%).

— Com Agências de Notícias

*Hylda Cavalcanti é editora de O Poder aos sábados


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Saiba como serão os últimos atos de encerramento de campanha dos presidenciáveis neste sábado (3)

03/10/2026

Faltando pouco menos de 24 horas para a abertura dos portões das seções de votação, os presidenciáveis cumprem suas últimas agendas neste sábado (09/10), seguidas das restrições da Justiça eleitoral. Os principais candidatos, o presidente Lula (PT) e o senador Flavio Bolsonaro (PL) participam de atos em São Paulo, no encerramento da campanha para o primeiro turno.

Lula vai finalizar a campanha com uma caminhada na Avenida Paulista, na capital de São Paulo. O estado é considerado prioritário para a campanha do petista, onde iniciou sua vida política e onde morou desde que migrou de Pernambuco para o Sudeste, ainda menino. Lula tenta aumentar a votação entre a população paulista e também puxar votos para seu candidato ao governo do estado, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad.

Flávio, por sua vez, passará por vários estados. Agora pela manhã, o senador participa de uma moto-carreata entre Santa Bárbara d’Oeste e Americana, no interior paulista, ao lad...

Faltando pouco menos de 24 horas para a abertura dos portões das seções de votação, os presidenciáveis cumprem suas últimas agendas neste sábado (09/10), seguidas das restrições da Justiça eleitoral. Os principais candidatos, o presidente Lula (PT) e o senador Flavio Bolsonaro (PL) participam de atos em São Paulo, no encerramento da campanha para o primeiro turno.

Lula vai finalizar a campanha com uma caminhada na Avenida Paulista, na capital de São Paulo. O estado é considerado prioritário para a campanha do petista, onde iniciou sua vida política e onde morou desde que migrou de Pernambuco para o Sudeste, ainda menino. Lula tenta aumentar a votação entre a população paulista e também puxar votos para seu candidato ao governo do estado, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad.

Flávio, por sua vez, passará por vários estados. Agora pela manhã, o senador participa de uma moto-carreata entre Santa Bárbara d’Oeste e Americana, no interior paulista, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição. À tarde, ele segue para a capital fluminense, onde participa de outro ato entre Campo Grande e Bangu, na Zona Oeste do Rio — o último antes da votação.

Estratégias diferentes

Na reta final, os dois principais candidatos têm adotado estratégias diferentes. Lula tenta convencer os eleitores indecisos e pedido aos idosos para que não deixem de ir às urnas neste domingo.

Já Flávio, tem pedido para as pessoas optarem pelo voto útil e para que pensem bem na possibilidade de deixar de votar em outros candidatos que não têm chance de vitória no primeiro turno.

Caiado, Dias e Cury

Ronaldo Caiado (PSD) participará de caminhada e carreatas em Goiânia (GO), ao longo do dia, e segue a partir das 17h, para o município de Trindade, também em Goiás, onde encerrará oficialmente sua campanha. Augusto Cury (Avante) também participa de caminhada em São Paulo, mas apenas esta manhã, no centro da Capital.

Hertz Dias (PSTU) participa pela manhã de reunião on-line com apoiadores de todo o país e a partir das 16h, participará do Ato-festa ‘Pane no sistema”, que marcará o encerramento da sua campanha na sede do Sindicato dos Metroviários de São Paulo.

Outros candidatos

Samara Martins (UP) encerra sua campanha em Natal (RN) por meio de uma caminhada com a militância e apoiadores durante a manhã, na área próxima à Praça do Relógio, no bairro de Alecrim.

Os candidatos Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Wilson Grassi (Democrata), Edmilson Costa (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Clariana Barão (DC) não divulgaram agenda para este último dia.

PF e Fachin confirmam que rede contratada pelo governo Raquel era usada para jogo sujo contra João

03/10/2026 - Jornal O Poder

Em política, nada resiste tanto tempo à realidade. Uma hora, a retórica perde espaço para a vida real. O Supremo Tribunal Federal apurou por ninguém menos que o seu próprio presidente, Edson Fachin, que analisou detalhadamente investigações da Polícia Federal. Ficou claro que perfis nas redes sociais utilizados para gerenciar os perfis da governadora Raquel Lyra também cuidavam da disseminação, dentro do Palácio do Campo das Princesas, de ataques coordenados contra adversários, a exemplo do ex-prefeito e seu adversário político na campanha deste ano, João Campos.

A confirmação chancelada pelo Supremo Tribunal Federal de que a própria Raquel Lyra é alvo direto de investigação da PF por associação criminosa, corrupção e desvio de verbas públicas não é apenas mais um desgaste de campanha. É a implosão de um projeto de poder que operava, nos subterrâneos, exatamente aquilo que condenava nos palanques.

O laudo técnico da perícia federal é implacável e dispensa...

Em política, nada resiste tanto tempo à realidade. Uma hora, a retórica perde espaço para a vida real. O Supremo Tribunal Federal apurou por ninguém menos que o seu próprio presidente, Edson Fachin, que analisou detalhadamente investigações da Polícia Federal. Ficou claro que perfis nas redes sociais utilizados para gerenciar os perfis da governadora Raquel Lyra também cuidavam da disseminação, dentro do Palácio do Campo das Princesas, de ataques coordenados contra adversários, a exemplo do ex-prefeito e seu adversário político na campanha deste ano, João Campos.

A confirmação chancelada pelo Supremo Tribunal Federal de que a própria Raquel Lyra é alvo direto de investigação da PF por associação criminosa, corrupção e desvio de verbas públicas não é apenas mais um desgaste de campanha. É a implosão de um projeto de poder que operava, nos subterrâneos, exatamente aquilo que condenava nos palanques.

O laudo técnico da perícia federal é implacável e dispensa meias-palavras: postagens da conta oficial de Raquel Lyra e de perfis clandestinos criados para difamar sistematicamente seus adversários partiam do primeiríssimo endereço IP, contratado e mantido pela Agência Estadual de Tecnologia da Informação (ATI). A máquina pública pernambucana, bancada pelo dinheiro dos impostos de quem acorda cedo para trabalhar, virou provedora e escudo de uma suposta milícia virtual de ataques orquestrados.

A gravidade do quadro salta aos olhos não apenas pelos ataques no ambiente digital, mas pelo volume do crime desenrolado que supostamente ocorria nos bastidores da Secretaria de Comunicação. O que o envio do inquérito ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) consolida é a suspeita material de que contratos e licitações de publicidade estatal podem ter sido canalizados para abastecer uma rede clandestina com mais de 300 perfis, cujo único objetivo era envenenar o debate público e fraudar a igualdade da disputa política.

Chegar à véspera da eleição com a chefe do Executivo formalmente enquadrada sob a supervisão do STJ por condutas que envolvem peculato e crime eleitoral é o mais duro veredito sobre uma gestão que se dizia diferente de tudo o que estava aí.
Pernambuco acorda neste 2 de outubro diante de um espelho incômodo: a governadora que prometeu transparência e modernidade instalou no coração do Estado um bunker de desinformação financiado com recursos públicos.

Não se trata de perseguição de adversários, mas de dados forenses, IPs oficiais e despachos judiciais. A governadora que debochava das investigações, dizendo que a Polícia Federal ia até a sua casa para tomar café da manhã, agora tem encontro marcado com a Justiça e não haverá mesa de café da manhã capaz de disfarçar as digitais que ficaram no Campo das Princesas.






Meta tem seis horas para remover robôs que atacaram Veneziano

02/10/2026

Liminar aponta fortes indícios de ataque artificial e determina fornecimento de dados para identificar responsáveis. Grande passo no combate à pirataria digital nas eleições.

A notícia

A Justiça Eleitoral determinou hoje, sexta-feira (02/10) que a Meta remova, em até seis horas, os comentários feitos por perfis apontados como inautênticos nas cinco publicações de Veneziano Vital do Rêgo atingidas por um ataque coordenado no Instagram. Segundo levantamento da campanha, a medida alcança cerca de 1,2 mil comentários.

A decisão

É da juíza auxiliar da Propaganda Eleitoral Renata Barros de Assunção Paiva, do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Ao analisar as provas, a magistrada reconheceu a existência de “fortes indícios de comportamento não espontâneo e de possível amplificação artificial” contra o candidato.

O ataque

Ocorreu na manhã desta sexta-feira. A documentação...

Liminar aponta fortes indícios de ataque artificial e determina fornecimento de dados para identificar responsáveis. Grande passo no combate à pirataria digital nas eleições.

A notícia

A Justiça Eleitoral determinou hoje, sexta-feira (02/10) que a Meta remova, em até seis horas, os comentários feitos por perfis apontados como inautênticos nas cinco publicações de Veneziano Vital do Rêgo atingidas por um ataque coordenado no Instagram. Segundo levantamento da campanha, a medida alcança cerca de 1,2 mil comentários.

A decisão

É da juíza auxiliar da Propaganda Eleitoral Renata Barros de Assunção Paiva, do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Ao analisar as provas, a magistrada reconheceu a existência de “fortes indícios de comportamento não espontâneo e de possível amplificação artificial” contra o candidato.

O ataque

Ocorreu na manhã desta sexta-feira. A documentação apresentada à Justiça registrou centenas de comentários semelhantes disparados praticamente ao mesmo tempo, com repetição de emojis e atuação simultânea de vários perfis. Em uma das amostras, seis comentários foram publicados em apenas 13 segundos.

Estado artificial

Na decisão, a juíza afirma que os elementos indicam possível uso de engajamento inautêntico para “forjar artificialmente um estado de rejeição popular generalizada contra o candidato às vésperas do pleito”.

Rumo a identificar a origem

Além de retirar os comentários, a Meta terá de preservar os dados das contas e, em até 24 horas, fornecer informações técnicas que possam ajudar a identificar os responsáveis, incluindo endereços IP e registros de acesso. O descumprimento injustificado da decisão pode gerar multa diária de R$ 20 mil.

É Findi Eleição - O Dramalhão do Domingo de Votação - Poema Bem-humorado - Por IA*

02/10/2026

No domingo bem cedo o alarme já toca,

E na mente a dúvida logo se apoca.

Procura a colinha, procura a caneta,

O título digital abre em outro planeta.

Sai pela rua com passo apertado,

Encontra o vizinho de humor alterado.

É fila pra lá, falação para cá,

E o tiozinho na frente não sabe onde está.

Olho pro alto e pergunto cismado:

Quem será o presidente, meu Deus do céu?

É tanto discurso, promessa, confusão e debate, debate??? e teve???

Que a gente só torce pra não dar empate!

Chega a sua vez, encara o mesário,

Assina o livro, que é o ritual diário.

Na frente da urna, um minuto de paz,

Digita os dígitos, confirma e faz:

Piii-ri-ri! Barulhinho sagrado,

Dever cumprido, eleitor liberado!

Volta pra casa correndo pro almoço,

No domingo bem cedo o alarme já toca,

E na mente a dúvida logo se apoca.

Procura a colinha, procura a caneta,

O título digital abre em outro planeta.

Sai pela rua com passo apertado,

Encontra o vizinho de humor alterado.

É fila pra lá, falação para cá,

E o tiozinho na frente não sabe onde está.

Olho pro alto e pergunto cismado:

Quem será o presidente, meu Deus do céu?

É tanto discurso, promessa, confusão e debate, debate??? e teve???

Que a gente só torce pra não dar empate!

Chega a sua vez, encara o mesário,

Assina o livro, que é o ritual diário.

Na frente da urna, um minuto de paz,

Digita os dígitos, confirma e faz:

Piii-ri-ri! Barulhinho sagrado,

Dever cumprido, eleitor liberado!

Volta pra casa correndo pro almoço,

Pois votar com o estômago 'roncando' é um grande sufoco.


A Editoria - Criado por IA*

Abaixo: as 'colinhas'


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É Findi - Série História de Pernambuco - Guararapes: quando o cerco apertou - Por Alfredo Cabral de Melo*

02/10/2026

Depois das vitórias de Tabocas e Casa Forte, a situação dos neerlandeses em Pernambuco havia mudado. O Recife continuava sob o domínio da Companhia das Índias Ocidentais, protegido por suas fortificações e ainda capaz de receber homens, armas e mantimentos. Fora da cidade, porém, o cenário era outro. As forças da restauração haviam conquistado posições importantes e mantinham pressão sobre as áreas que permaneciam sob controle neerlandês.

A guerra entrava, assim, em uma fase diferente. Os homens que haviam iniciado a luta em 1645 já tinham adquirido experiência nos combates e conheciam melhor os caminhos do interior. Do outro lado, a Companhia das Índias Ocidentais precisava demonstrar que ainda tinha condições de recuperar o terreno perdido. A chegada de novos reforços vindos da Europa, no início de 1648, contribuiu com essa possibilidade.

Cerca de seis mil combatentes chegaram a Pernambuco naquele período, fortalecendo consideravelmente a posição militar...

Depois das vitórias de Tabocas e Casa Forte, a situação dos neerlandeses em Pernambuco havia mudado. O Recife continuava sob o domínio da Companhia das Índias Ocidentais, protegido por suas fortificações e ainda capaz de receber homens, armas e mantimentos. Fora da cidade, porém, o cenário era outro. As forças da restauração haviam conquistado posições importantes e mantinham pressão sobre as áreas que permaneciam sob controle neerlandês.

A guerra entrava, assim, em uma fase diferente. Os homens que haviam iniciado a luta em 1645 já tinham adquirido experiência nos combates e conheciam melhor os caminhos do interior. Do outro lado, a Companhia das Índias Ocidentais precisava demonstrar que ainda tinha condições de recuperar o terreno perdido. A chegada de novos reforços vindos da Europa, no início de 1648, contribuiu com essa possibilidade.

Cerca de seis mil combatentes chegaram a Pernambuco naquele período, fortalecendo consideravelmente a posição militar neerlandesa. A intenção era utilizar esses homens para romper o cerco que vinha sendo formado ao redor do Recife e recuperar áreas importantes para o abastecimento e para as comunicações. O conflito, que durante algum tempo parecera favorecer cada vez mais as forças da restauração, voltava a apresentar uma situação de incerteza.

Francisco Barreto de Menezes havia sido designado por D. João IV para assumir o comando geral das tropas da restauração. Ao seu lado estavam homens que já conheciam aquela guerra havia anos, entre eles João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros, Antônio Dias Cardoso, Henrique Dias e Filipe Camarão. Eram trajetórias diferentes e nem sempre ligadas pelos mesmos interesses, mas que naquele momento se encontravam no esforço de combater o domínio neerlandês.

No lado contrário, Sigismund Von Schkoppe recebeu a responsabilidade de conduzir a operação. O objetivo era sair do Recife, avançar pelo território e alcançar áreas que poderiam contribuir para o abastecimento das tropas. O movimento levava em direção ao sul, passando por uma região que, naquele momento, ainda não carregava o significado que receberia nos séculos seguintes.

Os Montes Guararapes ficavam no atual município de Jaboatão dos Guararapes. Para quem observa hoje a paisagem a partir da cidade que cresceu ao seu redor, pode ser difícil imaginar a importância que aquelas elevações tinham para a movimentação de um exército no século XVII. Naquele tempo, o relevo, a vegetação e as áreas alagadas interferiam diretamente na passagem de grandes contingentes.

Para os homens que já haviam lutado em Pernambuco, conhecer o terreno representava uma vantagem. Tabocas havia mostrado isso. A escolha de um lugar adequado podia reduzir a vantagem numérica do adversário e permitir que uma força menor enfrentasse um contingente mais numeroso em condições menos desfavoráveis.

Quando a movimentação neerlandesa se aproximou dos Guararapes, as forças da restauração se prepararam para enfrentá-la. Na noite de 18 de abril, os homens comandados por Barreto de Menezes marcharam em direção aos montes. No dia seguinte, os dois contingentes se encontraram.

A batalha não aconteceu em um campo aberto. O terreno obrigava os soldados a se movimentarem entre elevações, vegetação e áreas de difícil passagem. A superioridade numérica dos neerlandeses, acompanhada de artilharia e de soldados experientes, não desaparecia por causa disso, mas também não podia ser utilizada com a mesma facilidade que teria em uma área mais ampla.

O combate foi intenso. Houve disparos de armas de fogo, avanços, recuos e luta corpo a corpo. Os homens procuravam aproveitar as características do terreno enquanto os neerlandeses tentavam manter sua capacidade de combate diante de uma tropa que conhecia melhor aquelas condições.

Entre os comandantes da restauração estavam João Fernandes Vieira e André Vidal de Negreiros, enquanto Henrique Dias e Filipe Camarão conduziam seus respectivos terços. Antônio Dias Cardoso também participou da operação. Francisco Barreto de Menezes exercia o comando geral.

Sabemos desses acontecimentos não apenas por narrativas escritas posteriormente. Existem documentos produzidos em torno da própria campanha. José Antônio Gonsalves de Mello identificou as partes oficiais dos dois comandantes adversários, Francisco Barreto de Menezes e Sigismund Von Schkoppe. Há ainda o relato de Filipe Bandeira de Melo, tenente de Barreto, dirigido ao rei e datado de 19 de maio de 1648, cujo original se encontrava anexado a uma consulta do Conselho Ultramarino. Do lado neerlandês, existe o relato de Cornelius Van Der Brande, coronel de um dos regimentos e substituto de Schkoppe.

Esses documentos não contam necessariamente a mesma história. Cada comandante tinha suas próprias razões para apresentar o combate de determinada maneira. O vencedor procurava destacar o êxito de suas armas; o derrotado precisava explicar a razão da retirada. É justamente por isso que o confronto entre os relatos é tão importante. A história não precisa escolher uma narrativa pronta quando é possível colocar as versões lado a lado.

Também existe a narrativa de Diogo Lopes Santiago, contemporâneo dos acontecimentos e autor da mais extensa descrição conhecida das batalhas dos Guararapes. Segundo a apresentação de José Antônio Gonsalves de Mello, seu manuscrito foi encontrado na Biblioteca Municipal do Porto e publicado posteriormente. Sua narrativa pode ser confrontada com as partes dos comandantes, permitindo perceber tanto as coincidências quanto as diferenças entre as versões.

Ao final do combate, os neerlandeses recuaram em direção ao Recife. A vitória das forças da restauração foi importante, mas seus limites precisam ser preservados. O Recife continuava nas mãos da Companhia das Índias Ocidentais, suas fortificações permaneciam intactas e os reforços recém-chegados ainda representavam uma ameaça.

Guararapes, portanto, não expulsou os neerlandeses de Pernambuco. Tampouco encerrou a guerra. O que ocorreu foi uma derrota importante para uma tentativa de romper o cerco e recuperar o espaço que a Companhia das Índias Ocidentais vinha perdendo desde os primeiros anos da insurreição.

A batalha também colocou novamente em evidência homens que já haviam aparecido nos episódios anteriores. Vieira, Vidal de Negreiros, Henrique Dias, Filipe Camarão e Antônio Dias Cardoso não surgiram em Guararapes como personagens de uma história pronta. Suas trajetórias vinham sendo construídas ao longo de anos de conflito, com diferentes origens, interesses e experiências.

Foi somente muito depois que aquela composição passou a receber outro significado. A presença de portugueses, moradores da terra, indígenas e negros nos combates seria transformada em símbolo de uma suposta união das três raças na formação do Brasil. A participação desses grupos é um fato histórico. O significado que posteriormente lhe foi atribuído pertence, porém, a outra camada da história, sendo necessário separar essas duas coisas.

Em 1648, não havia ainda o Brasil independente que conheceríamos no século XIX. Os homens que estavam nos Guararapes viviam em uma sociedade colonial e estavam envolvidos em uma guerra que reunia interesses políticos, econômicos, religiosos, militares e pessoais. Alguns defendiam a restauração portuguesa; outros haviam escolhido permanecer ligados aos neerlandeses. As razões que levaram cada um deles ao combate não podem ser reduzidas a uma única explicação.

Talvez seja justamente essa distância entre o acontecimento e a memória posterior que torne Guararapes tão interessante. Os homens que lutaram naquele 19 de abril não poderiam saber o significado que seus atos receberiam séculos mais tarde. Para eles, a questão era bem mais imediata: vencer ou ser derrotado em uma guerra que ainda estava longe de terminar.

Naquele dia, os neerlandeses recuaram para o Recife. As forças da restauração haviam conseguido impedir o avanço e manter a pressão sobre a praça. Mas a cidade continuava de pé, e a Companhia das Índias Ocidentais ainda tinha recursos para continuar lutando.

A primeira batalha dos Guararapes havia terminado. A guerra, não e os mesmos montes ainda voltariam a receber os dois lados.


Fontes


Evaldo Cabral de Mello. Olinda Restaurada: guerra e açúcar no Nordeste, 1630–1654.

Evaldo Cabral de Mello. Rubro Veio: o imaginário da restauração pernambucana.

José Antônio Gonsalves de Mello. Fontes para a História do Brasil Holandês.

José Antônio Gonsalves de Mello. João Fernandes Vieira: mestre de campo do terço de infantaria de Pernambuco.

José Antônio Gonsalves de Mello. Fontes para a história das duas batalhas, estudo publicado em 1959, com identificação das partes e relatos relativos aos combates dos Guararapes.

Diogo Lopes Santiago. História da Guerra de Pernambuco.

Francisco Augusto Pereira da Costa. Anais Pernambucanos, vol. 3.

Documentação da primeira batalha dos Guararapes, incluindo as partes de Francisco Barreto de Menezes e Sigismund Von Schkoppe, o relato de Filipe Bandeira de Melo e o de Cornelius Van Der Brande.


*Alfredo Cabral de Melo, é Advogado, Historiador, Jornalista, e Membro do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e do Instituto Histórico do Maranhão (IHGM). @alfredo.cabral.de.melo


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O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.

É Findi - Véus - Poema - Por Ana Pottes*

02/10/2026

Escolhas pesadas
Em véus embrulhadas
Disfarçam desejos
Afagam anseios

Palavras faladas
Veladas por atos
Mascaram os fatos
Expressam prisões

Nos céus profecias
Demarcam caminhos
Definem destinos
Em nuvens pintados
E acolhem incautos

Direitos
Deveres
Favores insanos?

Por fim o que resta
De tanta bondade?
Uma réstia de vida
Numa sobrevida
Descobre a crueza
De quase morrer


*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem! @ana_pottes



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Escolhas pesadas
Em véus embrulhadas
Disfarçam desejos
Afagam anseios

Palavras faladas
Veladas por atos
Mascaram os fatos
Expressam prisões

Nos céus profecias
Demarcam caminhos
Definem destinos
Em nuvens pintados
E acolhem incautos

Direitos
Deveres
Favores insanos?

Por fim o que resta
De tanta bondade?
Uma réstia de vida
Numa sobrevida
Descobre a crueza
De quase morrer


*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem! @ana_pottes


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