Sem Lula e Flávio, Band realiza neste domingo (23) primeiro debate com os candidatos à presidência
22/08/2026
Está tudo pronto para a realização do primeiro debate da corrida presidencial, a ser realizado neste domingo (23/8), às 20h, nos estúdios da Band, em São Paulo. Ou melhor, quase tudo, porque apesar de terem sido convidados todos os candidatos à presidência da República nestas eleições, as equipes do presidente Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) avisaram que nenhum dos dois participará do evento.
Outro nome que não estará na bancada é o do empresário Pablo Marçal (PRTB), mas neste caso, porque ele foi impedido pela Justiça eleitoral. Marçal se cadastrou como candidato mas como é alvo de um processo que o mantém inelegível, até ser avaliado recurso apresentado por seus advogados de defesa, está proibido de fazer campanha política.
Nomes confirmados
Estão confirmadas, no entanto, as participações de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). A Band decidiu manter o formato originalm...
Está tudo pronto para a realização do primeiro debate da corrida presidencial, a ser realizado neste domingo (23/8), às 20h, nos estúdios da Band, em São Paulo. Ou melhor, quase tudo, porque apesar de terem sido convidados todos os candidatos à presidência da República nestas eleições, as equipes do presidente Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) avisaram que nenhum dos dois participará do evento.
Outro nome que não estará na bancada é o do empresário Pablo Marçal (PRTB), mas neste caso, porque ele foi impedido pela Justiça eleitoral. Marçal se cadastrou como candidato mas como é alvo de um processo que o mantém inelegível, até ser avaliado recurso apresentado por seus advogados de defesa, está proibido de fazer campanha política.
Nomes confirmados
Estão confirmadas, no entanto, as participações de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). A Band decidiu manter o formato originalmente previsto e deixará vazios os púlpitos reservados aos candidatos ausentes.
A cobertura da emissora terá início às 19h na internet, acompanhando a chegada dos presidenciáveis. Na televisão, a programação começa às 19h30, enquanto o debate está marcado para as 20h. BandNews, rádios do grupo e um pool formado por TV Cultura, TV Gazeta, Jovem Pan e Estadão também participarão da transmissão.
Três blocos
Conforme informaram neste sábado (22/08) os organizadores, o programa será dividido em três grandes blocos, incluindo duas etapas de confronto direto entre os candidatos. O debate será comandado pelos jornalistas Eduardo Oinegue e Adriana Araújo, com participação de outros profissionais da emissora. Em determinados momentos, os candidatos poderão circular pelo estúdio e confrontar os adversários sem mediação.
A assessoria do PT informou que a decisão de Lula de não participar faz parte da estratégia adotada pela campanha do presidente para os debates do primeiro turno. A avaliação é de que o presidente ficaria mais exposto a ataques dos adversários em um confronto sem equilíbrio político.
Críticas do PT
A campanha de Lula também questionou a participação de Renan Santos e Romeu Zema, argumentando que suas legendas não teriam presença obrigatória assegurada pela legislação eleitoral.
E colocou a possibilidade de que tais debates sirvam como plataforma para candidatos com menor intenção de voto, além da produção de episódios e cortes de vídeo capazes de ganhar grande repercussão nas redes sociais. Mas a expectativa é de que o presidente vá aos debates a serem programados para o segundo turno do pleito.
Flávio adota mesma linha
A mesma estratégia foi adotada pelo senador Flávio Bolsonaro. Sua equipe de campanha condicionou a presença dele nos debates do primeiro turno à participação de Lula. Sem o petista no estúdio, seus estrategistas avaliam que o candidato do PL poderia se tornar o principal alvo de adversários como Caiado, Zema e Renan, que disputam espaços dentro do eleitorado de direita.
Com isso, o primeiro grande confronto televisivo da campanha terá um cenário diferente do inicialmente esperado. Sem o embate direto entre Lula e Flávio, os quatro candidatos confirmados terão uma vitrine nacional para ampliar sua visibilidade, criticar a polarização e tentar se apresentar ao eleitorado como alternativa aos dois principais polos da disputa.
Regras foram negociadas
A emissora estabeleceu previamente regras negociadas com as campanhas. O formato prevê um minuto para a formulação das perguntas e quatro minutos administrados pelos próprios candidatos para resposta e eventual tréplica, buscando reduzir o engessamento do programa e permitir confrontos mais espontâneos.
Paralelamente, uma nova disputa chegou ao TSE. O partido Democracia Cristã (DC) pediu a inclusão de sua candidata, Clariana Barão, no debate. A legenda argumentou que a ausência de mulheres no encontro e os convites feitos a candidatos cuja participação não seria obrigatória configurariam tratamento desigual. Ainda não houve posição a respeito por parte do Tribunal até o fim da tarde deste sábado.
— Com Agências de Notícias
Comove Brasília, neste sábado (22), morte de veterinária atacada por cães que fazem a segurança do Senado Federal
22/08/2026
Repercutiu em todo o Distrito Federal a morte, neste sábado (22/08), da médica-veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha, atacada quando trabalhava como tratadora de animais no Serviço de Cinotecnia do Senado.
Em primeiro lugar, porque apesar de não ser uma informação omitida pela instituição, nem toda a população sabia que o Senado Federal também contava com cães para fazer a segurança de parlamentares e conter confrontos observados na área externa dessa casa legislativa. Muito menos que possuía um canil.
Em segundo lugar, pela ferocidade do episódio, que chocou muitos cidadãos. Com 36 anos de idade, aparentando ser mais nova, Vitória foi estagiária de Medicina Veterinária no Senado entre 2022 a 2024 e retornou posteriormente à instituição como profissional terceirizada, na prestação do serviço de cuidado dos animais.
Ração aos animais
Ela foi mordida no pescoço por um dos cães, um pastor-belga, na última terça-fe...
Repercutiu em todo o Distrito Federal a morte, neste sábado (22/08), da médica-veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha, atacada quando trabalhava como tratadora de animais no Serviço de Cinotecnia do Senado.
Em primeiro lugar, porque apesar de não ser uma informação omitida pela instituição, nem toda a população sabia que o Senado Federal também contava com cães para fazer a segurança de parlamentares e conter confrontos observados na área externa dessa casa legislativa. Muito menos que possuía um canil.
Em segundo lugar, pela ferocidade do episódio, que chocou muitos cidadãos. Com 36 anos de idade, aparentando ser mais nova, Vitória foi estagiária de Medicina Veterinária no Senado entre 2022 a 2024 e retornou posteriormente à instituição como profissional terceirizada, na prestação do serviço de cuidado dos animais.
Ração aos animais
Ela foi mordida no pescoço por um dos cães, um pastor-belga, na última terça-feira (18/08), quando entrou no canil para dar a ração deles. A veterinária ficou alguns minutos sozinha, machucada, até que um policial legislativo a encontrou deitada e sangrando.
O policial realizou os primeiros socorros e chamou uma ambulância que a encontrou em parada cardiorespiratória e a reanimou. A veterinária foi encaminhada ao Hospital de Base de Brasília, onde passou por uma cirurgia após sofrer mordidas na região do pescoço, que causaram hemorragia e a deixaram em estado grave.
A situação e as causas do ataque ainda estão sendo analisadas, uma vez que a profissional não era desconhecida dos cães, pelo contrário: atuava no manejo e cuidados de saúde desses animais há tempos. Inclusive, o cachorro que a atacou foi retirado do local e está em isolamento, para observação mais detalhada sobre sua saúde e seu comportamento.
Perplexidade e repercussão
Desde o anúncio do óbito, além da perplexidade das pessoas como um todo, não param de repercutir nos veículos de imprensa de Brasília e nas redes sociais notas de solidariedade e sentimentos aos colegas e à família da veterinária.
"Neste momento de dor, o Senado expressa sua solidariedade à família, amigos e colegas de trabalho de Vitória, lembrada pela dedicação com que sempre desempenhou suas atividades", ressaltou em nota oficial, a mesa diretora do Senado.
Também o Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindlegis) se manifestou. A entidade afirmou em nota que “expressa solidariedade à família, aos amigos e aos colegas de trabalho e coloca-se à disposição da família”. Além disso, reforçou que “devem prevalecer o respeito à memória de Vitória e o acolhimento daqueles que convivem com a dor de sua ausência".
Entrevista — “Atores políticos que antes não coexistiam, agora atuam sob os mesmos holofotes", afirma Marcelo S.Tognozzi
22/08/2026
Observador atento dos principais problemas do Brasil, o jornalista e analista político Marcelo S. Tognozzi critica, nesta entrevista, o fato de a Justiça trabalhista ter determinado ao grupo Casas Bahia — um dos maiores do país, que entrou em recuperação judicial na última semana — a suspensão das demissões.
Na contramão de muitos especialistas em relações de trabalho, ele é da opinião que o que está acontecendo no Brasil “não é muito diferente do que vivemos em um passado recente”. Só que, em sua avaliação, desta vez a crise econômica “trouxe para o centro do palco atores políticos que antes não coexistiam sob os mesmos holofotes, como é o caso do Poder Judiciário”.
O Poder — O senhor criticou o fato de a Justiça trabalhista ter determinado ao grupo Casas Bahia, que iniciou a semana pedindo recuperação judicial, a suspensão das demissões já feitas. Por que motivo?
Marcelo Tognozzi — O Brasil parece estar eternamente numa marc...
Observador atento dos principais problemas do Brasil, o jornalista e analista político Marcelo S. Tognozzi critica, nesta entrevista, o fato de a Justiça trabalhista ter determinado ao grupo Casas Bahia — um dos maiores do país, que entrou em recuperação judicial na última semana — a suspensão das demissões.
Na contramão de muitos especialistas em relações de trabalho, ele é da opinião que o que está acontecendo no Brasil “não é muito diferente do que vivemos em um passado recente”. Só que, em sua avaliação, desta vez a crise econômica “trouxe para o centro do palco atores políticos que antes não coexistiam sob os mesmos holofotes, como é o caso do Poder Judiciário”.
O Poder — O senhor criticou o fato de a Justiça trabalhista ter determinado ao grupo Casas Bahia, que iniciou a semana pedindo recuperação judicial, a suspensão das demissões já feitas. Por que motivo?
Marcelo Tognozzi — O Brasil parece estar eternamente numa marcha da insensatez e os fatos às vezes parecem ficção. O grupo Casas Bahia, empresa que pediu recuperação judicial, tem dívida de R$ 17,3 bilhões. Para continuar operando, precisa fechar 298 lojas e demitir entre 1,9 mil e 2 mil empregados. A Justiça do Trabalho aplicou o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), determinando que demissões em massa devem passar por uma negociação com os sindicatos, mas o problema é muito maior do que se imagina. Se a empresa está derretendo, precisa tomar medidas duras e amargas para sobreviver.
Impor o retorno dos demitidos sem que sejam obrigados a devolver as indenizações recebidas, não vai salvar o emprego de ninguém. Morrerão todos abraçados, empresa e trabalhadores.
O Poder — Mas o senhor não concorda com o que disseram alguns sindicalistas, que do ponto de vista social foi uma decisão acertada, pelo menos nesse período de reestruturação do grupo?
Marcelo Tognozzi — Não se atrapalha quem tenta sobreviver. Principalmente no cenário deste ano eleitoral, com a economia enfrentando muitos problemas, o governo gastando mais do que poderia e os impostos crescendo mais do que deveriam. De janeiro a abril deste ano, 602 empresas entraram em recuperação judicial e outras 234 faliram. No início deste segundo semestre havia 6.341 empresas em recuperação judicial no Brasil, um aumento de 65,8% sobre igual período de 2023, nos primeiros meses de Lula 3.
Os trabalhadores sabem que o grosso dos empregos são gerados pela iniciativa privada e que quanto menos empresas, a oferta de postos de trabalho cai e menos dinheiro circulará na economia. A crise chega em ondas, até se estabelecer de vez como aconteceu no Dilma 2.
O Poder — Então, ao seu ver, esses eventos alertam para uma repetição de fatos observados em um Brasil nem tão remoto?
Marcelo Tognozzi — Quem leu ‘Anatomia de um Desastre’, livro escrito pelos jornalistas Cláudia Safatle, João Borges e Ribamar Oliveira, sabe os detalhes e os bastidores de um dos piores momentos do Brasil. A crise dissecada no livro foi edificada a partir de intervenção desastrosa na economia, cujas consequências todos nós conhecemos bem no bolso e no lombo. O que está acontecendo agora não é muito diferente do que vivemos no passado recente, porque a crise foi se instalando ao longo dos últimos três anos e trouxe para o centro do palco atores políticos que antes não coexistiam sob os mesmos holofotes, como é o caso do Poder Judiciário. A crise do governo Dilma, ficou restrita ao Executivo e Legislativo, terminando em impeachment com o Supremo negociando para aliviar Dilma que, ao contrário de Fernando Collor, não perdeu os direitos políticos e se candidatou ao Senado por Minas em 2018. Desta vez a crise está escalando num volume jamais visto.
O Poder — Com base em quais fundamentos o senhor considera que a escalada está sendo pior?
Marcelo Tognozzi — O custo do dinheiro reduziu drasticamente a margem dos produtores rurais, que vivem um paradoxo. Eles colherão safra recorde de 354 milhões de toneladas, mas, ao mesmo tempo, devem muito. Há até R$ 100 bilhões em operações ligadas ao agro que podem entrar em renegociação. Parte disso, R$ 36,7 bilhões, são créditos inadimplentes, enquanto R$ 63,5 bilhões correspondem a operações prorrogadas ou renegociadas. Até 113 mil tomadores podem ser alcançados. No agro, como no comércio, as recuperações judiciais estão explodindo. Somente este ano já foram 517 pedidos de recuperação judicial, 33% a mais do que no mesmo período de 2025. Num cenário em que temos aumento dos preços dos fertilizantes provocado pela guerra no Irã e na Ucrânia, o custo para produzir alimentos tenderá a subir ainda mais em 2027.
O Poder — Muito dessa crise também não é interferência do cenário internacional?
Marcelo Tognozzi — O cenário geopolítico promete ser mais hostil em 2027, com os Estados Unidos e seus aliados latino-americanos batendo bumbo em volta do Brasil, mas também com o acirramento da polarização na Europa, onde a direita está crescendo sustentada pelo discurso anti-imigração. Na Inglaterra o conservador e garoto propaganda do Brexit Nigel Farage, do Reform UK, voltou ao parlamento com a narrativa de independência. Farage dificilmente será inquilino do número 10 de Downing Street, mas pode empurrar o eleitorado para a opção mais conservadora ou desequilibrar o jogo dos Trabalhistas no parlamento.
Na França, Marine Le Pen lidera as pesquisas com mais de 30% dos votos para as presidenciais de abril de 2027. Claro que tudo isso pode mudar, como mudou na última eleição, mas esta é a tendência do momento. A França, junto com a Irlanda, são os maiores adversários do acordo Mercosul-EU. E na Espanha, pesquisas indicam que a direta e centro-direita até agora são as preferidas do eleitorado nas eleições do ano que vem, com chances de levarem 186 cadeiras no parlamento, ficando com 10 a mais que o necessário para a maioria. Todo este cenário exigirá do Brasil uma atenção redobrada não apenas à diplomacia formal do Itamaraty, mas especialmente à diplomacia empresarial que tem na JBS e na Embraer seus maiores expoentes.
O Poder — O que o senhor imagina que pode ser feito, já que a situação está tão perto da que foi observada em 2015 e 2016?
Marcelo Tognozzi — Se temos uma economia com risco cada vez maior de repetir a crise econômica de 10 anos atrás, vamos precisar de muita negociação e muita paciência diante do quadro político-institucional que teremos pela frente.
Não adianta encurralar empresas, aumentar impostos e algemá-las, porque corremos o risco de perder capital e cérebros para nossos vizinhos, como já vem acontecendo com o Paraguai. E isso não acontece só aqui.
O Poder — Pode citar exemplos observados em outros países?
Marcelo Tognozzi — No início de agosto, a Câmara de Comércio da Flórida lançou campanha de agradecimento do prefeito socialista de Nova York Zohran Mamdani, chamando-o de maior incentivador da economia do estado, tantas foram as empresas que saíram da cidade rumo ao Sul dos Estados Unidos. Um outdoor foi erguido em Times Square em “homenagem” ao prefeito. “Nós queremos agradecer a ele pelos postos de trabalho, as empresas, as pessoas que ele empurrou para fora de Nova York e muitas delas vieram para a Flórida”, disse Mark Wilson, CEO da Câmara de Comércio numa reportagem publicada no New York Post.
O Poder — Não é uma contradição reclamar do prefeito de Nova York que terminou afastando empresas e postos de trabalho por suas medidas e achar ruim a Justiça brasileira suspender demissões de uma empresa em recuperação?
Marcelo Tognozzi — O Brasil precisa muito das empresas e empreendedores, mas ninguém segura emprego na marra. Quem acorda cedo todo dia para trabalhar sabe que sem economia sadia a vida vira um inferno. Aumenta a violência, a pobreza e todos perdem.
Quando você se deparar com uma medida que pode fazer empresários e trabalhadores morrerem abraçados, lembre do professor Mário Henrique Simonsen. Ele dizia que “os pobres ficam ainda mais pobres quando têm de sustentar os burocratas nomeados para supostamente enriquecê-los”.
Deputado Edson Vieira conquista mais apoios no município de Lajedo
22/08/2026
O deputado estadual Edson Vieira (Podemos), conhecido por sua capacidade de articulação, segue ampliando sua base de apoios no período eleitoral. Neste sábado (22/08), o parlamentar anunciou, por meio das redes sociais, a adesão do vereador Adelson Enfermeiro, do município de Lajedo, ao seu projeto político.
Adelson está no seu quinto mandato como vereador e, nas eleições de 2024, foi o segundo parlamentar mais votado do município. Em Lajedo, Edson Vieira já conta também com o apoio do experiente vereador Evandro Couto.
Expandindo a atuação
“Nossa candidatura é estadual e, graças ao nosso trabalho e à experiência comprovada, estamos conseguindo expandir a atuação. A responsabilidade aumenta cada vez mais, e estou pronto para representar Lajedo no parlamento”, destacou o deputado.
Nesta sexta-feira (21/08), Vieira já havia anunciado o apoio de Bel Galdino, que foi candidato à prefeito de Lajedo nas eleições de 2024. As...
O deputado estadual Edson Vieira (Podemos), conhecido por sua capacidade de articulação, segue ampliando sua base de apoios no período eleitoral. Neste sábado (22/08), o parlamentar anunciou, por meio das redes sociais, a adesão do vereador Adelson Enfermeiro, do município de Lajedo, ao seu projeto político.
Adelson está no seu quinto mandato como vereador e, nas eleições de 2024, foi o segundo parlamentar mais votado do município. Em Lajedo, Edson Vieira já conta também com o apoio do experiente vereador Evandro Couto.
Expandindo a atuação
“Nossa candidatura é estadual e, graças ao nosso trabalho e à experiência comprovada, estamos conseguindo expandir a atuação. A responsabilidade aumenta cada vez mais, e estou pronto para representar Lajedo no parlamento”, destacou o deputado.
Nesta sexta-feira (21/08), Vieira já havia anunciado o apoio de Bel Galdino, que foi candidato à prefeito de Lajedo nas eleições de 2024. As novas adesões reforçam a presença do deputado no município e a construção de sua trajetória rumo à reeleição.
Lula reitera meta de criar um Ministério de Segurança Pública, durante comício no Rio
22/08/2026
O presidente Lula reiterou neste sábado (22/08), a promessa de criar, caso seja eleito presidente pela quarta vez, o Ministério da Segurança Pública. A declaração foi feita no Estádio Moça Bonita, localizada em Bangu, Zona Oeste da capital fluminense.
“A gente tirou o papel do Governo Federal na segurança pública, porque o regime militar estava há 23 anos mandando na segurança e a gente resolveu transferir para o Estado. A União hoje tem um papel muito fraco. Eu enviei uma PEC [Proposta de Emenda à Constituição] da Segurança Pública para o Senado e, quando for votada, criarei o ministério. Vou preparar mais a Polícia Federal, preparar mais a Polícia Rodoviária”, afirmou Lula.
Território “do povo”
Numa crítica velada aos confrontos observados de 2024 até este ano no Rio, em função de diversas operações policiais que levaram à morte de vários integrantes da comunidade que não tinham envolvimento com as facções, Lula frisou: “Vamos devol...
O presidente Lula reiterou neste sábado (22/08), a promessa de criar, caso seja eleito presidente pela quarta vez, o Ministério da Segurança Pública. A declaração foi feita no Estádio Moça Bonita, localizada em Bangu, Zona Oeste da capital fluminense.
“A gente tirou o papel do Governo Federal na segurança pública, porque o regime militar estava há 23 anos mandando na segurança e a gente resolveu transferir para o Estado. A União hoje tem um papel muito fraco. Eu enviei uma PEC [Proposta de Emenda à Constituição] da Segurança Pública para o Senado e, quando for votada, criarei o ministério. Vou preparar mais a Polícia Federal, preparar mais a Polícia Rodoviária”, afirmou Lula.
Território “do povo”
Numa crítica velada aos confrontos observados de 2024 até este ano no Rio, em função de diversas operações policiais que levaram à morte de vários integrantes da comunidade que não tinham envolvimento com as facções, Lula frisou: “Vamos devolver o território ao povo do Rio de Janeiro. Não vamos fazer carnaval, pirotecnia, matar 1,2 mil. Vamos prender e dizer que a rua é do povo e não dos bandidos”.
O presidente também ressaltou o trabalho feito pelo governador interino do Estado, desembargador Ricardo Couto, desde março deste ano. “Ele está começando essa limpeza e você Paes, vai chegar e pegar o Estado já com uma limpeza boa para tocarmos nosso planejamento” disse, referindo-se a Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito da cidade e candidato ao governo estadual. “Você vai encontrar o Estado mais limpo”, acrescentou o presidente virando-se para Paes. Essa foi a primeira agenda de campanha do presidente no Rio.
— Com Agências de Notícias
Flávio Bolsonaro defende anistia, castração química e continuidade do Bolsa Família
22/08/2026
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) voltou a falar, durante o comício que realizou no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, neste sábado (22/08), em temas como castração química para estupradores, anistia para os condenados dos atos de depredação em 8 de janeiro de 2023 e continuação do programa Bolsa Família como algumas das suas prioridades, caso seja eleito.
Flávio destacou que pretende manter o programa, considerado uma marca do seu principal adversário, o presidente Lula. “Eu sei que muita gente precisa do Bolsa Família e nós vamos garantir que vocês recebam o programa. Mas vamos fazer muito mais”, frisou, ao dizer que o programa é um “direito adquirido que ninguém tem o direito de tocar ou acabar”. Ele, entretanto, reforçou a necessidade de serem feitas “manutenções” no programa.
Segurança pública
No tocante à segurança pública, o senador acentuou que se eleito pretende classificar o Primeiro Com...
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) voltou a falar, durante o comício que realizou no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, neste sábado (22/08), em temas como castração química para estupradores, anistia para os condenados dos atos de depredação em 8 de janeiro de 2023 e continuação do programa Bolsa Família como algumas das suas prioridades, caso seja eleito.
Flávio destacou que pretende manter o programa, considerado uma marca do seu principal adversário, o presidente Lula. “Eu sei que muita gente precisa do Bolsa Família e nós vamos garantir que vocês recebam o programa. Mas vamos fazer muito mais”, frisou, ao dizer que o programa é um “direito adquirido que ninguém tem o direito de tocar ou acabar”. Ele, entretanto, reforçou a necessidade de serem feitas “manutenções” no programa.
Segurança pública
No tocante à segurança pública, o senador acentuou que se eleito pretende classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as milícias como organizações terroristas. “Esses caras vão mofar na cadeia ou vão ser neutralizados pela nossa polícia“, afirmou.
O combate às organizações criminosas tem sido amplamente explorado pela campanha do senador, que aposta em um discurso radical de combate à criminalidade. Estiveram ao lado de flávio o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, além de aliados políticos do bolsonarismo no estado, como o ex-ministro da Saúde e candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro, Eduardo Pazuello (PL).
— Com Agências de Notícias
Silvio Costa Filho defende, em Brejo da Madre de Deus, ampliação de infraestrutura logística para impulsionar indústria da moda
22/08/2026
O ex-ministro de Portos e Aeroportos de Lula e candidato à reeleição como deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos) defendeu, neste sábado (22/08), a ampliação da infraestrutura logística de Brejo da Madre de Deus como estratégia para fortalecer a economia e impulsionar ainda mais a indústria da moda — tanto no município, como na região onde está localizado, no agreste pernambucano.
A defesa foi feita durante entrevista concedida por ele à Rádio Colinas, no município, ao lado do ex-candidato a prefeito Josevaldo Cowboy, seu aliado político e parceiro de longa data. Os dois discutiram alternativas para ampliar a estrutura necessária ao desenvolvimento econômico local, com destaque para a melhoria da infraestrutura aeroportuária.
Fortalecimento do aeroporto
Segundo Silvio, o fortalecimento do aeroporto é uma medida importante para ampliar a conectividade de Brejo Madre de Deus, facilitar a chegada de investimentos e criar melhores con...
O ex-ministro de Portos e Aeroportos de Lula e candidato à reeleição como deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos) defendeu, neste sábado (22/08), a ampliação da infraestrutura logística de Brejo da Madre de Deus como estratégia para fortalecer a economia e impulsionar ainda mais a indústria da moda — tanto no município, como na região onde está localizado, no agreste pernambucano.
A defesa foi feita durante entrevista concedida por ele à Rádio Colinas, no município, ao lado do ex-candidato a prefeito Josevaldo Cowboy, seu aliado político e parceiro de longa data. Os dois discutiram alternativas para ampliar a estrutura necessária ao desenvolvimento econômico local, com destaque para a melhoria da infraestrutura aeroportuária.
Fortalecimento do aeroporto
Segundo Silvio, o fortalecimento do aeroporto é uma medida importante para ampliar a conectividade de Brejo Madre de Deus, facilitar a chegada de investimentos e criar melhores condições para o crescimento da cadeia produtiva da moda no município e no estado como um todo.
“Brejo Madre de Deus tem uma economia forte, com uma indústria da moda que gera emprego, renda e oportunidades. Precisamos ampliar a infraestrutura logística para que essa produção possa crescer ainda mais. A melhoria do aeroporto é uma prioridade e, junto com Cowboy, vamos trabalhar para transformar essa estrutura em um instrumento de desenvolvimento para o município e toda a região”, afirmou o ex-ministro e candidato.
Luta pela Transnordestina
O deputado também destacou que a melhoria da logística precisa estar integrada a grandes projetos que ampliem as alternativas de escoamento da produção. Nesse sentido, afirmou que continuará trabalhando para garantir o avanço das obras da Ferrovia Transnordestina, considerada estratégica para a integração logística do Nordeste.
A ferrovia é apontada pelo Governo Federal como um importante corredor para reduzir custos e ampliar a competitividade da produção regional.
Melhorias estruturais
A parceria entre Silvio Costa Filho e Josevaldo Comboy, construída ao longo dos anos, reforça a articulação política em torno de uma agenda voltada para o desenvolvimento de Brejo Madre de Deus. A proposta tem como objetivo unir esforços para buscar investimentos e melhorias estruturais que acompanhem o crescimento da atividade econômica do município.
Cowboy ressaltou a atuação do deputado em defesa de Pernambuco e da cidade. “Silvio tem feito muito pelo nosso Estado e também por Brejo da Madre de Deus. É um parceiro de longa data, que conhece as necessidades da região e tem disposição para trabalhar por investimentos que possam gerar mais emprego, renda e desenvolvimento. Vamos continuar juntos nessa luta”, destacou.
As aventuras de Cacimba 55 — A festa, a feira e o trio de Cacimba, por Zé da Flauta*
22/08/2026
Carnaúba Seca acordou em clima de guerra declarada. Padre Severino, com a firmeza de quem se acha dono do céu e da terra, resolveu montar a grande quermesse da padroeira bem no meio da praça central. O problema é que o sábado era sagrado para outro altar: o da feira livre.
Se as barracas de quermesse ocupassem a praça, os feirantes não teriam onde arrumar as frutas, as rapaduras nem os panos. Ia ser prejuízo na certa para quem dependia daquele dia para botar comida na mesa, enquanto o cofre da paróquia saía estufado. A conversa corria solta e o clima estava quente, até que Cacimba chegou, amarrou seu jumento no pé de oiti e chamou Simão e Sebastião para o conselho.
— Mestre, pelas minhas contas na caderneta, a divisão do espaço tá gerando um déficit de diplomacia e um excesso de sermão, alertou Simão, ajeitando os óculos redondos.
— É o sagrado pisando na barriga do faminto! gritou Sebastião, saltando de um galho para...
Carnaúba Seca acordou em clima de guerra declarada. Padre Severino, com a firmeza de quem se acha dono do céu e da terra, resolveu montar a grande quermesse da padroeira bem no meio da praça central. O problema é que o sábado era sagrado para outro altar: o da feira livre.
Se as barracas de quermesse ocupassem a praça, os feirantes não teriam onde arrumar as frutas, as rapaduras nem os panos. Ia ser prejuízo na certa para quem dependia daquele dia para botar comida na mesa, enquanto o cofre da paróquia saía estufado. A conversa corria solta e o clima estava quente, até que Cacimba chegou, amarrou seu jumento no pé de oiti e chamou Simão e Sebastião para o conselho.
— Mestre, pelas minhas contas na caderneta, a divisão do espaço tá gerando um déficit de diplomacia e um excesso de sermão, alertou Simão, ajeitando os óculos redondos.
— É o sagrado pisando na barriga do faminto! gritou Sebastião, saltando de um galho para o outro.
Cacimba não disse uma palavra de cara. Tirou o pífano da sacola, soprou uma nota aguda que fez o Padre Severino interromper a medição das barracas e gritou para a praça toda:
— Na terra de Deus, a reza e o sustento comem na mesma mesa! Se a festa não vai até a feira, a feira vira a própria festa!
A solução foi de uma simplicidade genial: em vez de brigar pelo espaço da praça, Cacimba propôs transformar o corredor da feira no próprio caminho da procissão e dos festejos. Para selar a paz e animar o povo, montou ali mesmo o grupo mais inusitado do sertão.
Cacimba assumiu o pífano com suas melodias de encantar o vento. No ombro esquerdo, Simão levou a coisa a sério e assumiu a zabumba, batendo o ritmo com a precisão de um relógio e a caderneta ajeitada no cinto.
No ombro direito, Sebastião pegou o triângulo e meteu o sarrafo no metal, fazendo uma folia tão animada que não teve feirante compenetrado nem carola de terço na mão que resistisse.
Quando o primeiro baião ecoou entre as barracas de jerimum e os balcões de quermesse, o Padre Severino viu o povo dançando junto, comprando farinha e doando para a igreja no mesmo passo. Não teve prejuízo, não teve briga e a praça inteira virou um salão só.
No fim da tarde, com o bolso dos feirantes cheio e as doações do altar garantidas, o padre teve que tirar o chapéu para o trio. E Cacimba, guardando o pífano, piscou para os dois companheiros nos ombros: a razão da zabumba e a emoção do triângulo tinham salvo o sábado mais uma vez.
*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.
Com visitas e reuniões, Zé Queiroz e Iza Arruda cumprem agenda de campanha pelas ruas de Caruaru
22/08/2026
Candidato a deputado estadual nas eleições de 2026, o ex-parlamentar e ex-prefeito de Caruaru por vários mandatos José Queiroz (MDB) cumpriu, neste sábado (22/08), agenda de campanha ao lado de Iza Arruda (MDB), com quem forma dobradinha na disputa para a Câmara Federal. Queiroz e Iza iniciaram a manhã na Feira de Caruaru, no Parque 18 de Maio, onde percorreram corredores, cumprimentaram feirantes e visitantes e conversaram com a população.
Durante a passagem pela feira, os candidatos ouviram reclamações sobre as condições do espaço e também manifestações contrárias à transferência da Feira do Paraguai para outro local, anunciada recentemente pela Prefeitura de Caruaru. De lá, Queiroz e Iza seguiram para o centro da cidade, onde deram continuidade à agenda, sempre fazendo paradas e conversando com comerciantes, trabalhadores e eleitores.
Defesa dos interesses de PE
“Tenho feito um apelo ao povo de Caruaru para que poss...
Candidato a deputado estadual nas eleições de 2026, o ex-parlamentar e ex-prefeito de Caruaru por vários mandatos José Queiroz (MDB) cumpriu, neste sábado (22/08), agenda de campanha ao lado de Iza Arruda (MDB), com quem forma dobradinha na disputa para a Câmara Federal. Queiroz e Iza iniciaram a manhã na Feira de Caruaru, no Parque 18 de Maio, onde percorreram corredores, cumprimentaram feirantes e visitantes e conversaram com a população.
Durante a passagem pela feira, os candidatos ouviram reclamações sobre as condições do espaço e também manifestações contrárias à transferência da Feira do Paraguai para outro local, anunciada recentemente pela Prefeitura de Caruaru. De lá, Queiroz e Iza seguiram para o centro da cidade, onde deram continuidade à agenda, sempre fazendo paradas e conversando com comerciantes, trabalhadores e eleitores.
Defesa dos interesses de PE
“Tenho feito um apelo ao povo de Caruaru para que possamos ampliar os votos. Em cada cidade que vou, escuto as demandas da população e vou anotando. Na Alepe [Assembleia Legislativa de Pernambuco], quero defender os interesses de Pernambuco, mas com uma atenção especial para Caruaru, que é a minha cidade, a terra que eu amo. Sou um cara vital, tenho energia, faço musculação, cuido da minha saúde. Estou pronto para a luta”, destacou Zé Queiroz.
Entusiasmada com a receptividade da população nas ruas, Iza Arruda afirmou que, já em seu primeiro mandato, destinou recursos para Caruaru e ressaltou a parceria com Queiroz.
Presença nas ruas
“Hoje, temos a oportunidade de estar aqui com ele, que foi um grande prefeito e fez tanto pelo município. Ao lado de Zé Queiroz e com Wolney (filho de Zé Queiroz) ministro da Previdência, vamos trabalhar muito. Se já fizemos em nosso primeiro mandato, em pouco menos de quatro anos, imagine agora com essa grande dobradinha”, enfatizou a candidata a deputada federal.
Desde o último domingo (16/08), quando teve início oficialmente a campanha eleitoral, Zé Queiroz tem ampliado sua presença nas ruas, dialogando com as pessoas e ouvindo reivindicações e sugestões da população. O candidato também vem cumprindo agendas em outros municípios de Pernambuco, onde conta com apoios políticos e lideranças que integram o projeto de seu retorno à Assembleia Legislativa em 2027.
Ivan Moraes cobra de Raquel Teixeira Lyra câmeras corporais prometidas para a PM de Pernambuco
22/08/2026
O candidato da Coligação Frente Pernambuco de Luta (Federação PSOL/REDE e PCB), Ivan Moraes, criticou nesta sexta-feira (21/08) a atual governadora, Raquel Teixeira Lyra (PSD), por não ter comprado câmeras corporais para os policiais militares de Pernambuco, quando ela argumentou que que o Governo Federal já destinou verba para a aquisição dos equipamentos.
“Eu digo que a transparência é o escudo do bom gestor. A política tem que ser um aquário, todo mundo tem que ver o que é que o político está fazendo para poder saber se ele está fazendo direito ou errado. Se o cara está fazendo direito, é de boa que haja transparência. A polícia, a mesma coisa. Raquel, se o dinheiro está no cofre, bota a câmera! Que medo é esse?”, questionou Moraes.
Policiais na linha de frente
Em sua colocação, o candidato enfatizou que são os policiais — e não os governadores e as governadoras — que estão na linha de frente, correndo risco de vida e necessitando...
O candidato da Coligação Frente Pernambuco de Luta (Federação PSOL/REDE e PCB), Ivan Moraes, criticou nesta sexta-feira (21/08) a atual governadora, Raquel Teixeira Lyra (PSD), por não ter comprado câmeras corporais para os policiais militares de Pernambuco, quando ela argumentou que que o Governo Federal já destinou verba para a aquisição dos equipamentos.
“Eu digo que a transparência é o escudo do bom gestor. A política tem que ser um aquário, todo mundo tem que ver o que é que o político está fazendo para poder saber se ele está fazendo direito ou errado. Se o cara está fazendo direito, é de boa que haja transparência. A polícia, a mesma coisa. Raquel, se o dinheiro está no cofre, bota a câmera! Que medo é esse?”, questionou Moraes.
Policiais na linha de frente
Em sua colocação, o candidato enfatizou que são os policiais — e não os governadores e as governadoras — que estão na linha de frente, correndo risco de vida e necessitando da proteção conferida pelas câmeras corporais, que asseguram meios de provar a conduta adequada dos bons policiais.
“Policial não tem vida de videogame, não. O policial merece todo o respeito. A câmera protege, sim, e sempre protegerá o bom policial. Agora, não vai proteger o cara que trabalha errado”, afirmou o candidato.
De acordo com ele, sete meses após após a confirmação do repasse federal de R$ 24 milhões para a adesão de câmeras corporais para a Polícia Militar de Pernambuco, a Secretaria de Defesa Social (SDS-PE) ainda não abriu licitação para comprar os equipamentos.
R$ 23,9 milhões já destinados
Em fevereiro, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) destinou R$ 23,9 milhões ao estado de Pernambuco para a compra de 1.463 câmeras corporais para a Polícia Militar. À época, a SDS prometeu que 1.064 câmeras corporais seriam utilizadas pela PM na Região Metropolitana do Recife (RMR), e outras 399 iriam para municípios do interior pernambucano.
“Em setembro do ano passado, o secretário Alessandro Carvalho, que comanda a pasta da Defesa Social, prometeu que a PM de Pernambuco receberia as primeiras câmeras corporais em até seis meses, prazo que se esgotou em março deste ano. Estamos no final de agosto, chegou o período eleitoral e a governadora não deu ordem para a abertura da licitação para a compra das câmeras”, enfatizou Moraes.
Odisseia, de Nolan: um filme sem deuses, por Flávio Lúcio Vieira*
22/08/2026
Como grande interessado em mitologia grega e tendo escrito um livro inspirado na obra de Homero, cujo principal personagem se chama Ulisses, minha expectativa era imensa desde que as filmagens de Odisseia, de Christopher Nolan, foram anunciadas. Há 15 dias, assisti ao filme e só agora tive tempo de escrever a resenha que segue abaixo.
Comecemos assim. Quando entramos no cinema, ou mesmo antes disso, o que esperamos quando o filme que escolhemos assistir é uma adaptação de uma obra literária? Mais ainda, quando se trata de uma epopeia milenar, que não apenas estabelece os fundamentos da narrativa da literatura ocidental, mas é, ainda hoje, lido com grande interesse? De minha parte, espero que as adaptações à linguagem cinematográfica corrompam minimamente a obra e esta seja, nos trechos principais, uma manifestação visual do que construímos mentalmente durante a leitura.
Não são presentes assim que, normalmente, o cinema nos entrega. Há uma arbitrariedade q...
Como grande interessado em mitologia grega e tendo escrito um livro inspirado na obra de Homero, cujo principal personagem se chama Ulisses, minha expectativa era imensa desde que as filmagens de Odisseia, de Christopher Nolan, foram anunciadas. Há 15 dias, assisti ao filme e só agora tive tempo de escrever a resenha que segue abaixo.
Comecemos assim. Quando entramos no cinema, ou mesmo antes disso, o que esperamos quando o filme que escolhemos assistir é uma adaptação de uma obra literária? Mais ainda, quando se trata de uma epopeia milenar, que não apenas estabelece os fundamentos da narrativa da literatura ocidental, mas é, ainda hoje, lido com grande interesse? De minha parte, espero que as adaptações à linguagem cinematográfica corrompam minimamente a obra e esta seja, nos trechos principais, uma manifestação visual do que construímos mentalmente durante a leitura.
Não são presentes assim que, normalmente, o cinema nos entrega. Há uma arbitrariedade que é comum nos roteiros baseados em obras escritas, cujos direitos são vendidos pelos autores aos estúdios de cinema, que passam a dispor de enorme liberdade para fazer o que desejarem com elas. Lembro de uma manifestação de Rick Riordan sobre o roteiro de Percy Jackson e o ladrão de raios: "O trabalho de uma vida passando por um moedor de carne". Em pontos cruciais, o filme passa longe da história contada no livro.
Obviamente, não é esse o caso da Odisseia, o que, a meu ver, torna a situação ainda mais grave, já que a epopeia de Homero pertence há séculos à humanidade. Talvez seja esse o motivo para que a "adaptação" do diretor e roteirista Christopher Nolan tenha causado tanto desconforto aos estudiosos e apreciadores da obra de Homero. São tantas as "adaptações" que fica impossível abordá-las aqui uma a uma. Portanto, vou me deter nas que considero as mais relevantes.
Um homem freudiano
Vamos começar pela caracterização do guerreiro Odisseu (Ulisses), que Nolan transforma num homem freudiano, cheio de culpas, portanto, num típico homem moderno. Não que o Odisseu de Homero seja imune ao sofrimento, mas a noção de culpa moral moderna não bate bem com o protagonista da Odisseia, que se derrama em saudades ao longo de toda a obra, sobretudo quando o aedo cego Demódoco canta para a corte do rei feácio Alcínoo, que se reúne em homenagem ao até então desconhecido estrangeiro.
Odisseu quase havia se afogado depois que Poseidon lançou uma tempestade que destruiu a jangada na qual o rei de Ítaca saiu da ilha de Calipso, indo parar na praia onde Nausica, a filha de Alcínoo, o achou desacordado e nu. Depois de exibir suas habilidades atléticas, Odisseu chora ao ouvir sobre a Guerra de Troia e seu nome ser citado ao lado do de Aquiles. Assim como esse, tantos outros episódios foram cortados da Odisseia de Nolan.
A imagem que construímos de Odisseu depois de lermos a Odisseia pouco tem a ver com esse homem introspectivo e carregado de culpa, sentimento que, no filme, é onipresente e parece ter mais importância que seu desejo de voltar a Ítaca para reencontrar a esposa Penélope, o filho Telêmaco e recuperar seu reino. Vale lembrar o óbvio: o título do poema épico de Homero homenageia seu protagonista, sendo a narrativa clássica da jornada do herói Odisseu.
Cavalo de Troia
Nolan insere ao longo do filme inúmeros flashbacks das lembranças das mortes causadas por decisões de Odisseu, sobretudo nos minutos finais. Em vez de Penélope e Telêmaco, o Odisseu de Nolan parece não conseguir esquecer seus soldados e companheiros de viagem que morreram, sobretudo, seu papel central no massacre da população de Troia, que vivia no interior das muralhas — e que continuaria protegida por elas não fosse o ardil sugerido pelo rei de Ítaca depois de dez anos de guerra: a construção do célebre cavalo de madeira, deixado nas praias de Troia, sugerindo o reconhecimento da derrota e uma oferenda a Atena.
O ardil é uma síntese do personagem e de como Odisseu ficou imortalizado. Conseguir voltar para casa é a verdadeira glória de Odisseu. Por isso, Atena ser sua deusa de devoção não foi uma escolha aleatória: em contraponto à força e à violência da guerra, representadas por Ares, que atuou ao lado dos troianos, Atena é a deusa da sabedoria e da estratégia de guerra.
Portanto, sob outra perspectiva, a guerra é inseparável da personalidade de Odisseu, tanto na Ilíada quanto na Odisseia. O que o distingue dos outros heróis da Ilíada é a inteligência e a astúcia para alcançar suas vitórias. Porém, antes de tudo, Odisseu é um guerreiro. E ele não foi a Troia apenas para resgatar Helena — nem ele nem a coligação de reinos aqueus liderada por Agamêmnon.
Posição estratégica
Troia era uma cidade-estado rica e poderosa que ocupava uma posição geográfica estratégica na entrada do estreito de Dardanelos, na Turquia atual. Conquistá-la representava mais que um ato heroico a ser imortalizado, como foi por Homero e por outras obras que não chegaram até nós. Sua conquista rendeu riquezas aos vencedores — na Odisseia, as referências ao espólio trazido da guerra deixam evidente a importância material da conquista.
Outro epíteto pelo qual Odisseu ficou conhecido — o saqueador de cidades — demonstra o quanto foi arbitrária e anacrônica a escolha de Nolan para descrever a personalidade de Odisseu, uma espécie de soldado americano corroído pelas más lembranças de guerras como a do Vietnã. Essa escolha de Nolan não foi banal. Ela é o fio condutor da narrativa.
Se a intenção foi dar ao personagem mais profundidade e complexidade, considero que o efeito final foi o oposto. Dela emergiu um Odisseu insosso, triste, a não ser no episódio final em que nosso herói finalmente chega a Ítaca e, disfarçado de mendigo, mata as dezenas de pretendentes de Penélope — o melhor momento do filme, exatamente por ter sido o mais fiel à narrativa de Homero.
Mera projeção de Atena
O filme de Nolan é um filme sem deuses. Atena tem um papel central na Odisseia de Homero. Na de Nolan, é uma mera projeção, o alter ego de Odisseu que, quando surge na tela, o faz apenas para manifestar, com um olhar severo, sua reprovação aos atos de violência cometidos por seu mais dileto devoto. Até a ardente deusa Calipso foi transformada em psicanalista, e as areias das praias de Ogígia, em seu divã.
É a Calipso que Odisseu narra os episódios que o levaram até a ilha, e é de lá que o rei de Ítaca parte direto para seu reino, ficando assim suprimidos os belos episódios que transcorrem na corte do rei Alcínoo. Não há paixão entre Odisseu e Calipso, não há sexo, embora ele tenha passado sete anos, dos vinte que ficou longe de casa, ao lado da estonteante ninfa — certamente, os dois não passaram esse tempo apenas conversando.
Isso é relevante porque Nolan parece desejar que o público veja Odisseu como um castiço guerreiro. Odisseu desejava voltar para os braços da esposa, é certo, porém manteve durante sua permanência em Ogígia uma relação amorosa e sexual com Calipso. E nada desse tórrido romance é apresentado no filme. A relação entre Calipso e Odisseu se resume às narrações que servirão para quebrar a resistência da ninfa, que tentava manter o amado por perto, chegando mesmo a oferecer-lhe a imortalidade em troca.
A Calipso de Nolan é, ao mesmo tempo, capaz de usar a flor de lótus para ludibriar Odisseu — artimanha inventada por Nolan, provavelmente para justificar por que cargas-d'água nosso herói passou tanto tempo numa ilha paradisíaca com uma ninfa. Com isso, ele desejou justificar a não resistência de Odisseu às investidas de Calipso?
Sem Poseidon nem Hermes
Por outro lado, Calipso mostra generosidade e compreensão diante da tristeza do amado e libera-o para ele partir de volta para casa sem mais artifícios. Nada mais distante da atitude da Calipso de Homero, que só permitiu que Odisseu voltasse finalmente para casa depois que uma assembleia dos deuses, da qual não participou Poseidon, inimigo mortal do nosso herói e personagem central da Odisseia, determinou seu retorno — Poseidon também não tem lugar no filme. Hermes também. Foi o mensageiro de Zeus e de todo o Olimpo que voou à Ogígia para comunicar a decisão dos deuses, e Calipso, mesmo contrariada, teve de obedecer, o que também foi suprimido do filme. Hermes tem papel decisivo em outro episódio.
Sem sua advertência a Odisseu sobre o perigo de se encontrar com Circe sem consumir uma erva capaz de neutralizar o efeito da poção que ela ofereceu aos companheiros de Odisseu, transformando-os em porcos, nosso herói jamais teria retornado a Ítaca e estaria ainda hoje preso em alguma pocilga.
No episódio no qual atua Circe, a deusa de belas tranças, ressoa uma estética medieval, fazendo, a meu ver, uma referência ao arquétipo da bruxa, da mulher que vive sozinha na natureza e domina o uso das ervas para fazer poções e feitiços em caldeirões fumegantes. A Circe de Nolan não tem nada de sensual. É válido lembrar que, depois que Odisseu a ameaçou com sua espada, a Circe de Homero tentou levá-lo para a cama e fez suas servas banhá-lo. A Circe de Nolan mostra até certo desprezo pelos homens, que comem feito porcos até se transformarem neles.
Bom como entretenimento, decepcionante como adaptação
Enfim, com exceção de Calipso e Circe, deusas inferiores na escala que termina no panteão olímpico, os deuses não têm lugar na Odisseia de Nolan. Atena, por exemplo, tem importância decisiva na epopeia de Homero, intervindo em momentos-chave: atua para libertar Odisseu da ilha de Calipso e, nos corpos de Mentes e Mentor, convence Telêmaco a sair de Ítaca em busca de informações sobre o pai.
Enfim, como repeti em várias ocasiões ao longo deste texto, o que vi no cinema foi a Odisseia de Christopher Nolan, tais foram as "releituras", algumas anacrônicas — não fosse assim, não seria Hollywood, não é mesmo? — feitas pelo diretor, que é também roteirista do filme. Enfim, como entretenimento, Odisseia de Nolan é um bom filme. Como adaptação da obra mais importante da literatura ocidental, é decepcionante.
*Flávio Lúcio Vieira é doutor em Sociologia e professor do Departamento de História da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
NR - O texto recebeu intertítulos para se adaptar ao formato editorial de O Poder, sem interferência no seu conteúdo
Representantes de setores diversos debaterão, no Recife, caminhos e desafios da transição energética do país
22/08/2026
Representantes do setor público e segmentos importantes da economia como indústria, agronegócio, bioenergia, navegação e setor portuário se reúnem na próxima segunda-feira (24/08), no Recife, para participar de debate sobre os caminhos e desafios da transição energética no país.
O evento está previsto para acontecer a partir das 8h30, no Mar Hotel Conventions, no Recife. Será realizado pela Folha de Pernambuco e pelo Grupo EQM e marcará a quarta edição da Revista Folha Energia.
Tem como um dos destaques discutir o futuro da matriz energética brasileira, bem como os desafios e oportunidades que se abrem a partir da energia limpa e dos biocombustíveis.
Etanol e biocombustíveis
A programação contará com três painéis temáticos, que terão o etanol e os biocombustíveis como elementos centrais das discussões. E abordarão desde o uso do etanol no processo de transição energética da navegação até as possibilid...
Representantes do setor público e segmentos importantes da economia como indústria, agronegócio, bioenergia, navegação e setor portuário se reúnem na próxima segunda-feira (24/08), no Recife, para participar de debate sobre os caminhos e desafios da transição energética no país.
O evento está previsto para acontecer a partir das 8h30, no Mar Hotel Conventions, no Recife. Será realizado pela Folha de Pernambuco e pelo Grupo EQM e marcará a quarta edição da Revista Folha Energia.
Tem como um dos destaques discutir o futuro da matriz energética brasileira, bem como os desafios e oportunidades que se abrem a partir da energia limpa e dos biocombustíveis.
Etanol e biocombustíveis
A programação contará com três painéis temáticos, que terão o etanol e os biocombustíveis como elementos centrais das discussões. E abordarão desde o uso do etanol no processo de transição energética da navegação até as possibilidades de expansão do combustível e do biometano, além do mercado de motores estacionários movidos a etanol.
Para a vice-presidente da Folha de Pernambuco, Mariana Costa, a iniciativa está alinhada ao papel deste veículo de comunicação no sentido de colocar em discussão temas estratégicos para o desenvolvimento de Pernambuco, do Nordeste e do Brasil.
“Quando a gente fala em energia, está falando de futuro, de sustentabilidade e de impacto direto para as próximas gerações. A Folha entende que tem um papel importante em ampliar essa discussão, reunindo o setor produtivo, empresarial, o poder público e especialistas para entender quais são os desafios e, principalmente, quais são as oportunidades”, afirma.
Informação e debate
Segundo Mariana, a proposta do evento também é transformar informação e debate em conexões capazes de produzir resultados para a sociedade.
“A Folha, como veículo de comunicação, contribui por meio do jornalismo e dos eventos que promove, ouvindo especialistas, o setor público e o setor produtivo e traduzindo essas discussões para que a sociedade conheça e para que elas possam gerar impacto efetivo na vida das pessoas”, acrescenta.
Painéis previstos
O primeiro painel, intitulado “Transição energética da navegação: desafios e oportunidades para o etanol brasileiro”, será mediado pelo presidente e CEO da Datagro Consultoria, Plínio Nastari, e reunirá representantes da Maersk, Unica, Bioenergia Brasil, Sindaçúcar-AL e Sindaçúcar-PE.
Na sequência, o painel “Versatilidade do etanol e biometano” terá mediação do presidente do Sifaeg-GO, André Rocha, e participação de representantes da Marinha do Brasil, Grupo EQM, Ministério de Minas e Energia, Wartsila e Copersucar.
Motores estacionários
O terceiro debate, sobre o “Mercado de motores estacionários com uso de etanol”, será mediado pelo vice-presidente do Conselho Superior do Agronegócio do COSAG/FIESP, Jacyr Costa Filho, e reunirá representantes de Suape, UDOP, Unica, Porto do Recife e Energética Suape II.
A quarta edição da Revista Folha Energia tem o patrocínio de Banco do Nordeste, Copersucar, Copergás, Fertine, Maersk e Suape Energia. O evento conta com apoio da Prefeitura do Recife e da NovaBio.
— Com Folha de Pernambuco
Neste sábado (21) Lula e Flávio participam pela primeira vez de atos simultâneos numa mesma cidade: o Rio de Janeiro
22/08/2026
Principais candidatos na disputa pelo Palácio do Planalto, o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) cumprem agendas pela primeira vez na mesma cidade simultaneamente. Os dois estão desde o início da manhã deste sábado (21/08) no Rio de Janeiro, em eventos distantes cerca de 30 quilômetros um do outro.
Enquanto Lula participa de ato ao lado do ex-prefeito da cidade Eduardo Paes (PSD) e candidato ao governo estadual, no Estádio da Moça Bonita em Bangu, Zona Oeste do Rio, Flávio está em evento no Maracanãzinho, na Zona Norte da cidade, ao lado do seu candidato a governador, Douglas Ruas (PL).
Questionamento de petistas
Tanto Flávio como Lula ainda lidam com dificuldades nos palanques nesse Estado. O Rio de Janeiro é considerado o terceiro maior colégio eleitoral no Brasil e responsável por cerca de 8% de todos os votos no país.
Do lado de Lula, partidários do presidente questionam a chapa petista para o...
Principais candidatos na disputa pelo Palácio do Planalto, o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) cumprem agendas pela primeira vez na mesma cidade simultaneamente. Os dois estão desde o início da manhã deste sábado (21/08) no Rio de Janeiro, em eventos distantes cerca de 30 quilômetros um do outro.
Enquanto Lula participa de ato ao lado do ex-prefeito da cidade Eduardo Paes (PSD) e candidato ao governo estadual, no Estádio da Moça Bonita em Bangu, Zona Oeste do Rio, Flávio está em evento no Maracanãzinho, na Zona Norte da cidade, ao lado do seu candidato a governador, Douglas Ruas (PL).
Questionamento de petistas
Tanto Flávio como Lula ainda lidam com dificuldades nos palanques nesse Estado. O Rio de Janeiro é considerado o terceiro maior colégio eleitoral no Brasil e responsável por cerca de 8% de todos os votos no país.
Do lado de Lula, partidários do presidente questionam a chapa petista para o Senado formada pela deputada, ex-governadora e ex-senadora Benedita da Silva e pelo deputado federal Pedro Paulo (PSD) para a segunda vaga (ligado a Eduardo Paes) — considerado um nome polêmico.
Frustração para o PL
Por outro lado, apesar de ser considerado “berço do bolsonarismo”, o Rio é visto hoje como uma das grandes frustrações do PL. Isso porque toda a articulação política que havia sido construída para as eleições deste ano foram implodidas por decisões da Justiça e operações policiais.
Sobretudo, a decisão que considerou inelegível o então governador Cláudio Castro (PL). Ele só não teve o mandato cassado porque deixou o Palácio Guanabara em março. Em meio ao imbróglio, como o então presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Rodrigo Bacelar foi preso e perdeu seus direitos políticos, o governo passou a ser comandado pelo presidente do Tribunal de Justiça (TJRJ), o desembargador Ricardo Couto — terceiro na linha de sucessão.
— Com Agências de Notícias
Julgamento que será retomado pelo STF em setembro pode mudar cenário das eleições 2026; saiba o motivo
22/08/2026
Um julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) aguardado para as próximas três semanas pode mudar, de forma radical, o cenário eleitoral em muitos estados brasileiros. Isto porque, na noite desta sexta-feira (21/08) o ministro Gilmar Mendes, decano da Corte, liberou os autos da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7881 que discute as mudanças promovidas pelo Congresso Nacional na Lei da Ficha Limpa em 2022.
A retomada do julgamento no plenário virtual está marcada para o período entre os dias 11 e 18 de setembro de 2026, mas os ministros podem até formar maioria nos primeiros dias.
Entenda o caso
O que acontece é o seguinte: em setembro do ano passado, o Congresso Nacional aprovou, e o presidente Lula sancionou, com vetos, uma norma que altera a legislação que impede candidatos condenados de concorrerem a cargos públicos — a chamada Lei da Ficha Limpa.
As novas regras passaram a permitir que o p...
Um julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) aguardado para as próximas três semanas pode mudar, de forma radical, o cenário eleitoral em muitos estados brasileiros. Isto porque, na noite desta sexta-feira (21/08) o ministro Gilmar Mendes, decano da Corte, liberou os autos da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7881 que discute as mudanças promovidas pelo Congresso Nacional na Lei da Ficha Limpa em 2022.
A retomada do julgamento no plenário virtual está marcada para o período entre os dias 11 e 18 de setembro de 2026, mas os ministros podem até formar maioria nos primeiros dias.
Entenda o caso
O que acontece é o seguinte: em setembro do ano passado, o Congresso Nacional aprovou, e o presidente Lula sancionou, com vetos, uma norma que altera a legislação que impede candidatos condenados de concorrerem a cargos públicos — a chamada Lei da Ficha Limpa.
As novas regras passaram a permitir que o prazo para que políticos condenados ficassem inelegíveis começaria a ser contado a partir da decisão que determina a renúncia desse político, e não mais a partir do fim do mandato para o qual ele foi eleito, como ocorria anteriormente.
Na prática, a mudança reduziu o tempo de punição para políticos cassados, já que o período de inelegibilidade deixa de se estender até o fim do mandato original. A medida se aplica a parlamentares — deputados, senadores e vereadores —, além de governadores, prefeitos e seus respectivos vices.
Válidas ou inconstitucionais?
Por isso que o resultado dessa análise pode impactar diretamente campanhas de candidatos que já estão sendo questionadas na Justiça Eleitoral, uma vez que o STF definirá se as novas regras de inelegibilidade, aprovadas pelo Congresso em 2025, permanecem válidas ou se são inconstitucionais e, por isso, devem ser retomadas as regras anteriores.
O julgamento desse tema foi iniciado pelo Supremo em maio deste ano. E foi suspenso por um pedido de vistas feito por Gilmar Mendes. Pois bem: na noite de ontem, Mendes devolveu o processo. Com a liberação dos autos, o julgamento poderá seguir seu curso no plenário virtual da Corte, ambiente em que os ministros registram seus votos de forma eletrônica, sem necessidade de sessão presencial.
A ação já conta com dois votos contrários ao afrouxamento das regras. São do ministro Luiz Fux e da ministra Cármen Lúcia (aliás, a relatora da matéria). Faltam agora os votos dos demais ministros.
Arruda, Garotinho e outros
A ministra Cármen Lúcia, no seu voto, se posicionou no sentido de derrubar as alterações que anteciparam o início da contagem da inelegibilidade e também o teto de 12 anos. E considerou que as novas regras “poderiam fazer com que o impedimento eleitoral terminasse antes das consequências jurídicas de uma condenação e permitir que novas decisões deixassem de produzir efeitos eleitorais depois de atingido o limite máximo”. Luiz Fux acompanhou a relatora, deixando o placar em 2 a 0.
Se as regras forem alteradas, isto poderá permitir, por exemplo, o retorno às urnas, nas eleições deste ano, de políticos condenados como José Roberto Arruda (PSD), que tenta ser candidato a governador do Distrito Federal mas aguarda a decisão para saber se pode ou não entrar no pleito. E, da mesma forma, Anthony Garotinho (Republicanos), candidato a governador do Rio de Janeiro. Além deles, muitos outros políticos brasileiros.
A situação de cada candidato, porém, dependerá da análise individual de seu registro, considerando condenações, datas das decisões, recursos e eventuais outras causas de inelegibilidade, conforme já deixaram claro tanto o STF como a Justiça Eleitoral.
Arte Na Política, Tempos Bons - Por Walmir Chagas*
21/08/2026
Havia um tempo em que política vinha com trombone, confete e promessa de cotidiano. O comício não era só discurso; era espetáculo, e aquele espetáculo tinha elenco. Tinha o Véio Mangaba, com seu andar de quem conhecia a cidade inteira pelo som da sandália; tinha o Mané da China, figura torta e direta, capaz de desmontar vernáculos eleitorais com uma só careta; e tinha o tal do Reginaldo Rossi — que, quando pegava o microfone, transformava debate em refrão e prometia até eleição no ritmo do brega. A praça virava novela com intervalo comercial de saudade.
Agora tudo virou folder. A propaganda oficial entrou no ar como se fosse receita de bolo: foto do candidato, logo, slogan pronto pra mastigar. Nas ruas, santinhos: montanhas de papel que mais lembram lixo do que lembrança. Bandeira? Só se for de algum time de amigo invisível. O que antes era conversa acesa, cheia de riso e puxão de orelha, hoje é mensagem engessada — igual a remédio sem bula que ninguém to...
Havia um tempo em que política vinha com trombone, confete e promessa de cotidiano. O comício não era só discurso; era espetáculo, e aquele espetáculo tinha elenco. Tinha o Véio Mangaba, com seu andar de quem conhecia a cidade inteira pelo som da sandália; tinha o Mané da China, figura torta e direta, capaz de desmontar vernáculos eleitorais com uma só careta; e tinha o tal do Reginaldo Rossi — que, quando pegava o microfone, transformava debate em refrão e prometia até eleição no ritmo do brega. A praça virava novela com intervalo comercial de saudade.
Agora tudo virou folder. A propaganda oficial entrou no ar como se fosse receita de bolo: foto do candidato, logo, slogan pronto pra mastigar. Nas ruas, santinhos: montanhas de papel que mais lembram lixo do que lembrança. Bandeira? Só se for de algum time de amigo invisível. O que antes era conversa acesa, cheia de riso e puxão de orelha, hoje é mensagem engessada — igual a remédio sem bula que ninguém toma.
O engraçado é que a proibição de artista em palanque, ou a burocracia que transforma criatividade em papel timbrado, não resolveu nada; só tirou do povo o remédio que ele sabia melhor digerir. Quando o Véio Mangaba subia na caixa d’água improvisada e começava a falar, o candidato não podia escapar: as verdades vinham com piada, e a piada vinha com memória. Mané da China, com seu "ôxe" torto e olhar de quem já tinha comido muita lorota, fazia o cidadão rir e, no riso, entender. Reginaldo? Ah, o cara fazia até promessa virar samba-enredo — e quando a gente cantava, começava a acreditar, ou pelo menos a discutir entre os vizinhos sobre qual verso era mais furado.
Dizem que showmício era teatro demais. Dizem que o artista vendia a palavra. Mentira. O que se vendia era atenção. O artista dava corpo à ideia; transformava abstrato em cena. Enquanto o candidato falava "programa de governo", o Véio Mangaba mostrava uma fila no posto de saúde, com uma avó segurando receita rasgada. A política deixava de ser estatística e virava assunto de mesa-de-bar. E nisso havia cuidado: a sátira ensinava, a caricatura denunciava, a canção punha no ouvido. Não era mercadoria — era pedagogia de rua.
Hoje, em vez de personagem, tem bandeira sem sentido. Bandeiras com letras que parecem ter sido feitas por quem nunca viu uma tipografia decente, cores que brigam entre si, imagens que não dizem nada. A cidade vira tapete de papel, as calçadas se entopem, e o eleitor passa batido, pé no chão, pensando em outra coisa: "Quem é esse mesmo?" Ninguém lê; ninguém retém; só se faz limpa na praça depois, quando o caminhão de lixo coleta a vergonha impressa.
E o que dizer da proibição de atores? Um absurdo típico de quem pensa política como controle de catálogo.
Trancam o artista fora do palanque e chamam isso de ordem. Só que, na prática, o que se perde é linguagem. A arte dialoga com as falhas do poder com linguagem popular: trocadilho, graça, exagero. Tirar o palco é tirar o manual de instruções que o povo entende. Resultado: sobram boletins frios e faltam rostos que expliquem como as coisas batem no bolso.
Não estou pedindo que voltem os palhaços com patacoadas. Nem quero bandeira em cada poste. O recado é outro: a política precisa de personagens. Um personagem bem feito — não atorismo barato, mas construção de sentido — põe uma política na boca do povo. A sátira desmonta promessa vazia; a farsa aponta contradição; a conversa dramática mostra o problema sem precisar de jargões. E quando a cidade canta junto, quando a praça ri junto, a memória se forma; e memória é o que faz a gente lembrar na hora de votar.
Tem também o lado comercial — óbvio — de quem transformou showmício em mercadão de votos. Bandas que vinham por cachê, fogueira de brindes, candidato em cima do trio com o dedo em riste. Isso tinha excesso, claro; a linha que separa ato cultural de mercado é fina. Mas trocar o palco pelo panfleto é pior: o panfleto não discute, só exige. Nenhuma anedota, nenhum refrão, nenhuma pergunta que faça o sujeito voltar pra casa e contar a história pro vizinho. O panfleto se joga no chão e vira lixeira que nomeia a própria política: descartável.
Lembro de uma eleição que eu acompanhei — eu, atento como se fosse público de teatro — em que o Véio Mangaba, com um lenço no bolso e uma denúncia na ponta da língua, conseguiu desarmar um candidato que vinha com discurso pronto. O homem riu, o candidato se atrapalhou, e a promessa foi revista. No outro dia, a feira inteira falava nisso. Isso é educação política: a arte vira pergunta pública. Não é espetáculo vazio; é escola de rua.
Por isso proponho um pouco de insolência criativa: que se abra espaço, com regras claras, para quadros que ensinem e provoquem. Que se pague direito aos artistas locais, que se financiem roteiros curtos que expliquem propostas com humor e com peito. Que se troque parte do santinho por rádio de bairro, por microprograma que conte caso. E, por favor, menos bandeira, mais personagem. Menos lixo na calçada, mais história na cabeça.
No fim das contas, pode ser que a política precise mesmo de artista. Não para embelezar mentira, nem para fazer espetáculo vazio. Mas porque o artista tem o dom de transformar promessa em história — e história, meu amigo, é o que gruda na memória. A cidade precisa disso. Ou queremos que nossos filhos aprendam democracia lendo santinho no chão?
Se os velhos palcos voltarem, que voltem com sabedoria. E se o Véio Mangaba aparecer, que ochemos primeiro, porque o velho não conta história à toa. Ele conta voto, e às vezes, com um punhado de risada e um refrão do Reginaldo, a gente aprende o preço do que promete.
*Walmir Chagas, é multiartista e livre pensador.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
É Findi - O Fauno Dançante! - Por Ina Melo*
21/08/2026
É sempre nesse Jardim, entre flores e Deuses do Olimpo, que eu gosto de descansar das longas caminhadas que faço nesse cidade da minha paixão! Em todas as épocas que por aqui passei o encantamento continua. A primeira vez, foi numa manhã de Primavera quando a vida me sorria. Embriagada de Paris, deixei o pequeno Hotel da Rue des Ecoles e, leve como uma pluma levada pelo vento, fui parar nos Jardins de Luxemburgo. Indiferente aos passantes nas suas caminhadas matinais, flanava sem rumo e a sensação que tive foi de estar no Olimpo, pois a minha volta, moldados no frio mármore, estavam vários deuses meus conhecidos. Mas, um em especial, despertou a minha atenção naquela manhã primaveril. Era um jovem magro empunhando uma flauta e, não sei se alucinação ou não, ouvi uma música suave e fui ao seu encontro naquele pedestal! Logo estávamos dançando ao som de Vivaldi, numa consagração a Primavera! Desde então, costumo ir visita-lo, pois só assim retorno a um tempo perdido chamado juventude....
É sempre nesse Jardim, entre flores e Deuses do Olimpo, que eu gosto de descansar das longas caminhadas que faço nesse cidade da minha paixão! Em todas as épocas que por aqui passei o encantamento continua. A primeira vez, foi numa manhã de Primavera quando a vida me sorria. Embriagada de Paris, deixei o pequeno Hotel da Rue des Ecoles e, leve como uma pluma levada pelo vento, fui parar nos Jardins de Luxemburgo. Indiferente aos passantes nas suas caminhadas matinais, flanava sem rumo e a sensação que tive foi de estar no Olimpo, pois a minha volta, moldados no frio mármore, estavam vários deuses meus conhecidos. Mas, um em especial, despertou a minha atenção naquela manhã primaveril. Era um jovem magro empunhando uma flauta e, não sei se alucinação ou não, ouvi uma música suave e fui ao seu encontro naquele pedestal! Logo estávamos dançando ao som de Vivaldi, numa consagração a Primavera! Desde então, costumo ir visita-lo, pois só assim retorno a um tempo perdido chamado juventude. Hoje, atravessando o outono invernoso da vida, entre folhas mortas e brumas, vejo-me saindo de uma tela de Monet, para ir ao encontro do Fauno Dançante!
*Ina Melo, é jornalista. Publicou poemas, contos e crônicas na Revista de Cultura do Estado do Ceará e em diversas antologias como "Crônicas e contos inesquecíveis" e "Contistas do Terceiro Milênio". Graduada pela UFPE, com especialização em Antropologia Cultural, faz parte da Academia Internacional de Literatura e Artes. É autora dos livros: "Simone de Beauvoir - Mulher lúcida e livre", "Sonhos em dueto" e, pela Confraria do Vento, "Cartas de Paris". @inamelo2016
O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.
É Findi - Foice e Martelo - Por Marcelo Mário de Melo*
21/08/2026
Faço da foice e martelo
interrogações que exclamam
exclamações que interrogam
cicatrizes que declamam.
Queimo cartilhas mofadas
clareio temor e espanto
recolho frutos saudáveis
e os envolvo num manto.
Ponho no arquivo morto
todo o caldo transitório
datado e localizado
repelente e inglório.
Passando o pente fino
que predomine o presente
em ciranda e mutirão
numa espiral crescente.
Que a foice e o martelo
exclamando e interrogando
lavrem em novas colheitas
semeando agora o quando.
*Marcelo Mário de Melo, ex-preso político, jornalista e poeta. Seu lema é: "Só ultrapasse pela esquerda". @marcelommm
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Faço da foice e martelo
interrogações que exclamam
exclamações que interrogam
cicatrizes que declamam.
Queimo cartilhas mofadas
clareio temor e espanto
recolho frutos saudáveis
e os envolvo num manto.
Ponho no arquivo morto
todo o caldo transitório
datado e localizado
repelente e inglório.
Passando o pente fino
que predomine o presente
em ciranda e mutirão
numa espiral crescente.
Que a foice e o martelo
exclamando e interrogando
lavrem em novas colheitas
semeando agora o quando.
*Marcelo Mário de Melo, ex-preso político, jornalista e poeta. Seu lema é: "Só ultrapasse pela esquerda". @marcelommm
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É Findi - Catarse - Poema - Por Eduardo Albuquerque*
21/08/2026
Poesia, poesias!
Sois fantasias!?
Fantasmagorias?
Sossegas, me alivia!
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Poesia, poesias!
Sois fantasias!?
Fantasmagorias?
Sossegas, me alivia!
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É Findi - Série História de Pernambuco - O Brasil Holandês era maior que Pernambuco? - Por Alfredo Cabral de Melo*
21/08/2026
Enquanto Recife se transformava sob Nassau, a Companhia das Índias Ocidentais controlava territórios muito diferentes entre si. Olhar para além de Pernambuco ajuda a compreender a dimensão, e os limites, daquela conquista.
Quando se fala no Brasil Holandês, é quase inevitável pensar em Pernambuco. Foi aqui que a Companhia das Índias Ocidentais encontrou uma de suas principais bases de atuação, em uma região onde a produção de açúcar tinha enorme importância econômica e onde, durante o governo de Maurício de Nassau, Recife passou por transformações que marcariam a história da cidade.
Mas o domínio neerlandês não terminava em Pernambuco.
A partir da conquista iniciada em 1630, os holandeses avançaram sobre outros territórios do Norte. Paraíba, Rio Grande do Norte, Itamaracá e, posteriormente, áreas mais ao sul e ao norte passaram, em diferentes momentos, a fazer parte da área de atuação da Companhia. O Maranhão foi ocupado em 1641, embora sua...
Enquanto Recife se transformava sob Nassau, a Companhia das Índias Ocidentais controlava territórios muito diferentes entre si. Olhar para além de Pernambuco ajuda a compreender a dimensão, e os limites, daquela conquista.
Quando se fala no Brasil Holandês, é quase inevitável pensar em Pernambuco. Foi aqui que a Companhia das Índias Ocidentais encontrou uma de suas principais bases de atuação, em uma região onde a produção de açúcar tinha enorme importância econômica e onde, durante o governo de Maurício de Nassau, Recife passou por transformações que marcariam a história da cidade.
Mas o domínio neerlandês não terminava em Pernambuco.
A partir da conquista iniciada em 1630, os holandeses avançaram sobre outros territórios do Norte. Paraíba, Rio Grande do Norte, Itamaracá e, posteriormente, áreas mais ao sul e ao norte passaram, em diferentes momentos, a fazer parte da área de atuação da Companhia. O Maranhão foi ocupado em 1641, embora sua experiência sob domínio neerlandês tenha sido breve.
Isso significa que não existiu uma única experiência chamada simplesmente de “Brasil Holandês”. Havia territórios com economias, populações, condições militares e importância estratégica diferentes. A historiografia mais recente tem ampliado justamente o estudo das chamadas Capitanias do Norte, mostrando que a compreensão desse período não pode permanecer restrita ao Recife, mas tendo Pernambuco ao centro.
A importância de Pernambuco não foi casual. A região reunia uma expressiva produção açucareira, engenhos, portos e uma estrutura econômica que interessava diretamente à Companhia.
Depois da conquista, os neerlandeses concentraram sua presença no Recife, que oferecia melhores condições de defesa e acesso ao porto. A produção dos engenhos, entretanto, permanecia espalhada pelo território e dependia do controle de uma área muito mais ampla.
A conquista, portanto, não podia significar apenas ocupar uma cidade. Era necessário controlar caminhos, rios, áreas produtoras, pontos de defesa e populações espalhadas pelo território. Foi nesse processo que outras capitanias passaram a ter importância.
Paraíba: mais que uma extensão de Pernambuco
A Paraíba estava próxima do núcleo pernambucano e possuía uma economia vinculada à produção açucareira. Sua conquista fez parte da expansão territorial neerlandesa nos primeiros anos da ocupação. Ocorre que a experiência paraibana não foi simplesmente uma repetição da pernambucana.
A ocupação de um território não significava automaticamente o controle completo de sua população e de seus espaços rurais. A guerra, as alianças e as resistências continuavam presentes, enquanto a Companhia precisava distribuir homens e recursos por uma área cada vez maior. Assim, novo território significava, portanto, novas necessidades de defesa, abastecimento e administração.
Rio Grande: quando o território também importava
No Rio Grande do Norte, encontramos uma realidade que ajuda a perceber essa diversidade.
Ali, a presença neerlandesa não pode ser compreendida apenas pela lógica dos engenhos. A posição territorial, as comunicações, a circulação e as possibilidades de abastecimento também tinham importância. É justamente essa diversidade que pode desaparecer quando toda a história é contada a partir do Recife.
O Brasil Holandês era uma conquista extensa, mas extensão territorial não significava ocupação homogênea. Ademais, controlar uma fortificação, uma cidade ou um ponto estratégico era diferente de exercer controle efetivo sobre todo o território ao redor e essa diferença seria importante nos anos seguintes.
E o Maranhão? O avanço para o norte mostra até onde chegou à expansão da Companhia.
Em 1641, os neerlandeses ocuparam São Luís, no Maranhão. A presença, porém, foi breve, e os portugueses retomaram a região em 1644, no mesmo ano em que Nassau deixou o governo do Brasil Holandês. Tendo este episódio revelado uma característica importante daquela expansão: conquistar novos territórios significava também assumir novas necessidades de defesa, abastecimento e administração, ou seja, quanto mais extensa era a área alcançada, mais complexa se tornava sua manutenção.
*Alfredo Cabral de Melo, é Advogado, Historiador, Jornalista, e Membro do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e do Instituto Histórico do Maranhão (IHGM). @alfredo.cabral.de.melo
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É Findi - Depois - Crônica - Por Ana Pottes*
21/08/2026
Impossível resistir à verdade de que nossa única certeza chega devagar. Ela não avisa nem manda recados. Somos pegos por um tênue fio de cabelo no momento do nosso surgir. No trajeto da vida ele vai se alongando e esticando até onde der. Quando toca no limite, retesa forte e, sem qualquer elasticidade ou sustentação, arrebenta. Se parte. Curioso é que, desse jeito, a gente nem se dá conta do tamanho do tempo. No mais das vezes, jogamos fora doces e sagrados minutos por medo, por pura ignorância ou mesmo por vaidades tolas.
O imponderável é o caminho deles a se esvair por entre os nossos dedos. Lembra da ampulheta? Aquele objeto antigo, tal o sinal do infinito que quase nos faz acreditar em nosso poder de recuperar os grãos de areia e, da mesma maneira, o próprio tempo. Afinal, basta virar para se encher novamente. A realidade é diferente, pois os grãos vão se soltando, de pouquinho, e a gente se perde neles, olhando para eles, e os tempos se vão.
É um tanto malu...
Impossível resistir à verdade de que nossa única certeza chega devagar. Ela não avisa nem manda recados. Somos pegos por um tênue fio de cabelo no momento do nosso surgir. No trajeto da vida ele vai se alongando e esticando até onde der. Quando toca no limite, retesa forte e, sem qualquer elasticidade ou sustentação, arrebenta. Se parte. Curioso é que, desse jeito, a gente nem se dá conta do tamanho do tempo. No mais das vezes, jogamos fora doces e sagrados minutos por medo, por pura ignorância ou mesmo por vaidades tolas.
O imponderável é o caminho deles a se esvair por entre os nossos dedos. Lembra da ampulheta? Aquele objeto antigo, tal o sinal do infinito que quase nos faz acreditar em nosso poder de recuperar os grãos de areia e, da mesma maneira, o próprio tempo. Afinal, basta virar para se encher novamente. A realidade é diferente, pois os grãos vão se soltando, de pouquinho, e a gente se perde neles, olhando para eles, e os tempos se vão.
É um tanto maluco esse pensar!
Essa levada temporal implacável me fez lembrar de pessoas amigas com quem não falo há tempos, sem ter porquês. As ligações foram escasseando, os chamados para um programa desaparecendo. Antes, eram presenças constantes e, aos pouquinhos, foram se tornando ausências. Quase a ponto de a memória esquecer os jeitos e trejeitos delas, perdidos lá no fundo do baú das recordações.
Indago: isso é a ausência de amizade? Falta de gostar? Penso que não. Continuo amiga, nutro a mesma admiração de antes, e, às vezes, sinto falta daquele passeio, daquele final de tarde num café, das risadas soltas sobre um fato ou um acontecido, das conversas sobre o dia a dia, da ligação só para saber como as coisas estão. É uma saudade miúda chovendo sobre mim. Mas o rodopio da vida traçou outras trilhas para os nossos pés.
Assim refletindo, eis que surge outra dúvida. E se acontecer de dona Parca chamar para seguir com ela naquele caminho? Aquele do qual nada sabemos tampouco queremos saber. Se o chamado for bem no meio do despencar lentificado da ampulheta, cujo nome é agora, qual lembrança ficará marcada? Qual palavra não falada, presa na garganta? Que abraço e carinho terão permanecido suspensos no ar?
Tanta coisa deixamos em estado de suspensão pelo hábito simples de dizer: “Depois a gente fala”.
Depois?
*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem! @ana_pottes
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Sem Lula e Flávio, Band realiza neste domingo (23) primeiro debate com os candidatos à presidência
22/08/2026
Está tudo pronto para a realização do primeiro debate da corrida presidencial, a ser realizado neste domingo (23/8), às 20h, nos estúdios da Band, em São Paulo. Ou melhor, quase tudo, porque apesar de terem sido convidados todos os candidatos à presidência da República nestas eleições, as equipes do presidente Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) avisaram que nenhum dos dois participará do evento.
Outro nome que não estará na bancada é o do empresário Pablo Marçal (PRTB), mas neste caso, porque ele foi impedido pela Justiça eleitoral. Marçal se cadastrou como candidato mas como é alvo de um processo que o mantém inelegível, até ser avaliado recurso apresentado por seus advogados de defesa, está proibido de fazer campanha política.
Nomes confirmados
Estão confirmadas, no entanto, as participações de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). A Band decidiu manter o formato originalm...
Está tudo pronto para a realização do primeiro debate da corrida presidencial, a ser realizado neste domingo (23/8), às 20h, nos estúdios da Band, em São Paulo. Ou melhor, quase tudo, porque apesar de terem sido convidados todos os candidatos à presidência da República nestas eleições, as equipes do presidente Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) avisaram que nenhum dos dois participará do evento.
Outro nome que não estará na bancada é o do empresário Pablo Marçal (PRTB), mas neste caso, porque ele foi impedido pela Justiça eleitoral. Marçal se cadastrou como candidato mas como é alvo de um processo que o mantém inelegível, até ser avaliado recurso apresentado por seus advogados de defesa, está proibido de fazer campanha política.
Nomes confirmados
Estão confirmadas, no entanto, as participações de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). A Band decidiu manter o formato originalmente previsto e deixará vazios os púlpitos reservados aos candidatos ausentes.
A cobertura da emissora terá início às 19h na internet, acompanhando a chegada dos presidenciáveis. Na televisão, a programação começa às 19h30, enquanto o debate está marcado para as 20h. BandNews, rádios do grupo e um pool formado por TV Cultura, TV Gazeta, Jovem Pan e Estadão também participarão da transmissão.
Três blocos
Conforme informaram neste sábado (22/08) os organizadores, o programa será dividido em três grandes blocos, incluindo duas etapas de confronto direto entre os candidatos. O debate será comandado pelos jornalistas Eduardo Oinegue e Adriana Araújo, com participação de outros profissionais da emissora. Em determinados momentos, os candidatos poderão circular pelo estúdio e confrontar os adversários sem mediação.
A assessoria do PT informou que a decisão de Lula de não participar faz parte da estratégia adotada pela campanha do presidente para os debates do primeiro turno. A avaliação é de que o presidente ficaria mais exposto a ataques dos adversários em um confronto sem equilíbrio político.
Críticas do PT
A campanha de Lula também questionou a participação de Renan Santos e Romeu Zema, argumentando que suas legendas não teriam presença obrigatória assegurada pela legislação eleitoral.
E colocou a possibilidade de que tais debates sirvam como plataforma para candidatos com menor intenção de voto, além da produção de episódios e cortes de vídeo capazes de ganhar grande repercussão nas redes sociais. Mas a expectativa é de que o presidente vá aos debates a serem programados para o segundo turno do pleito.
Flávio adota mesma linha
A mesma estratégia foi adotada pelo senador Flávio Bolsonaro. Sua equipe de campanha condicionou a presença dele nos debates do primeiro turno à participação de Lula. Sem o petista no estúdio, seus estrategistas avaliam que o candidato do PL poderia se tornar o principal alvo de adversários como Caiado, Zema e Renan, que disputam espaços dentro do eleitorado de direita.
Com isso, o primeiro grande confronto televisivo da campanha terá um cenário diferente do inicialmente esperado. Sem o embate direto entre Lula e Flávio, os quatro candidatos confirmados terão uma vitrine nacional para ampliar sua visibilidade, criticar a polarização e tentar se apresentar ao eleitorado como alternativa aos dois principais polos da disputa.
Regras foram negociadas
A emissora estabeleceu previamente regras negociadas com as campanhas. O formato prevê um minuto para a formulação das perguntas e quatro minutos administrados pelos próprios candidatos para resposta e eventual tréplica, buscando reduzir o engessamento do programa e permitir confrontos mais espontâneos.
Paralelamente, uma nova disputa chegou ao TSE. O partido Democracia Cristã (DC) pediu a inclusão de sua candidata, Clariana Barão, no debate. A legenda argumentou que a ausência de mulheres no encontro e os convites feitos a candidatos cuja participação não seria obrigatória configurariam tratamento desigual. Ainda não houve posição a respeito por parte do Tribunal até o fim da tarde deste sábado.
— Com Agências de Notícias
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