Assine O PODER

É GRÁTIS!

Preencha o formulário e seja o nosso assinante!

Pesquisa Quaest - Os eleitores do Brasil têm mais receio do retorno de um Bolsonaro que de um novo mandato de Lula. Confira as novidades para o seu Papo da Noite

21/10/2026

Pesquisa Quaest divulgada hoje, quarta-feira, 21/10, mostra que 44% dos brasileiros têm mais medo de uma eventual Presidência de Flávio Bolsonaro, PL, contra 42% que temem um quarto mandato de Lula, PT. É a primeira vez desde agosto que o receio de um governo Bolsonaro supera numericamente o de uma nova gestão petista. A rejeição a Lula caiu de 53% para 47% em uma semana. Essa é a primeira vez desde a pesquisa da Quaest divulgada no dia 14/08 em que, numericamente, há mais medo de uma presidência de um Bolsonaro do que de Lula. Na pesquisa da semana passada, as taxas referentes a ambos os candidatos estavam empatadas em 43%.

- Rejeição: Em uma semana, a rejeição ao presidente Lula caiu 6 pontos percentuais, passando de 53% para 47%. Considerando a margem de erro de 2%, isso coloca a rejeição ao petista como abaixo da metade do eleitorado. Já os eleitores que afirmam que não votariam de jeito nenhum em Flávio caíram de 54% para 52%, variação dentro da margem de err...

Pesquisa Quaest divulgada hoje, quarta-feira, 21/10, mostra que 44% dos brasileiros têm mais medo de uma eventual Presidência de Flávio Bolsonaro, PL, contra 42% que temem um quarto mandato de Lula, PT. É a primeira vez desde agosto que o receio de um governo Bolsonaro supera numericamente o de uma nova gestão petista. A rejeição a Lula caiu de 53% para 47% em uma semana. Essa é a primeira vez desde a pesquisa da Quaest divulgada no dia 14/08 em que, numericamente, há mais medo de uma presidência de um Bolsonaro do que de Lula. Na pesquisa da semana passada, as taxas referentes a ambos os candidatos estavam empatadas em 43%.

- Rejeição: Em uma semana, a rejeição ao presidente Lula caiu 6 pontos percentuais, passando de 53% para 47%. Considerando a margem de erro de 2%, isso coloca a rejeição ao petista como abaixo da metade do eleitorado. Já os eleitores que afirmam que não votariam de jeito nenhum em Flávio caíram de 54% para 52%, variação dentro da margem de erro.

- Intenções de Voto: O senador do PL registra 45% das intenções de voto e o presidente do PT tem 44%. Como a margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois candidatos estão tecnicamente empatados.

- STF e as Eleições 2026: Democracia exige que perdedor respeite as regras do jogo, diz Fachin. Ministro acrescentou que a democracia depende do respeito às decisões judiciais bem fundamentadas, embora com frequência, em tempos de polarização política.

- Eleições 2026: TSE manda suspender propaganda que diz que Lula é a favor da "saidinha". O ministro Marco Aurélio Bellizze entendeu que peça pode induzir eleitor a associar presidente a crime cometido por preso beneficiado pela saída temporária.

- Eleições 2026: Campanha de Lula, PT, formaliza pedido de checagem em tempo real em debate da TV Globo, que será realizado na sexta-feira, 23/10.


imagem2


- Eleições 2026: Distância afasta brasileiros que vivem no exterior das urnas e eleva abstenção

A distância do centro de votação é um dos principais fatores que afastam o eleitor brasileiro no exterior das urnas para a votação para presidente, a única da qual se pode participar fora do Brasil. No 1o turno destas eleições, no último dia 04/10, 62,7% dos aptos a votar no exterior se ausentaram das urnas, um aumento de seis pontos percentuais em relação a 2022. São mais de 574 mil pessoas. O número é quase o triplo do da abstenção em território brasileiro — 21%. Apatia com a política e esquecer de transferir o título de eleitor também são ingredientes importantes para esse resultado. Mas funcionários consulares, especialistas e, em especial, os próprios eleitores, elencam a distância das urnas como o fator preponderante. As eleições são organizadas por 146 postos (consulados, embaixadas) em 167 locais de votação. Os dados mais recentes do Itamaraty mostram que a maior parte da comunidade brasileira no exterior está nos EUA (mais de 2 milhões de pessoas), com Portugal na sequência (628 mil). No caso dos EUA, um fator adicional se somou à abstenção: o medo de alguns brasileiros que, vivendo no país em situação irregular, poderiam encontrar o ICE, a polícia migratória, no caminho. Brasileiros, mesmo sem status imigratório regular, podem votar para presidente do Brasil. (Com a Folha de S.Paulo)

- Eleições no Exterior: O presidente Lula, PT, foi quem recebeu mais votos no exterior, com 47,57%, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro, PL, com 43,49%.

- Eleições 2026: Sidônio Palmeira diz que Lula adotará estratégia para evitar que Flávio fique atrás dele no debate da Globo, na sexta-feira.

- Eleições 2026: Camilo Santana, PT, propõe ‘Lei Ana Clara’ para impedir parlamentar de atuar como advogado em crimes contra vida. Proposta foi apresentada após Lula questionar Flávio no debate e tema liderar buscas nas redes.


imagem3


- Eleições 2026: Flávio diz ao TSE aceitar abrir sigilo de 20 anos, mas cria lista de condições. Lula aceita as condições

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, PL, afirmou, em petição apresentada hoje, quarta-feira, 21/10, ao TSE, que autoriza a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico referentes aos últimos 20 anos. O senador condicionou, porém, a medida à divulgação de informações financeiras e registros de pessoas próximas ao presidente Lula, PT, além de dados sobre gastos e agendas do governo federal. Na manifestação, Flávio respondeu à iniciativa de Lula de autorizar a abertura dos próprios sigilos e dos de familiares, além dos registros da empresa L.I.L.S.. O presidente havia condicionado a medida à adoção de procedimento semelhante pelo adversário. Flávio afirmou que também não se opõe à divulgação de mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Estendeu a autorização às empresas das quais é sócio ou administrador e aos familiares citados por Lula. Alegou, no entanto, que a abertura de seus dados deve ocorrer simultaneamente à divulgação de informações que, segundo ele, permitiriam esclarecer suspeitas envolvendo pessoas próximas a Lula. Exigências: a divulgação de registros de reuniões de Lula com Vorcaro, em dezembro de 2024, e de entradas do banqueiro e de intermediários nos Palácios do Planalto e da Alvorada. O senador também pediu informações sobre reuniões do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega com integrantes do governo e registros de voos de uma aeronave atribuída a Vorcaro. O documento ainda solicitou a abertura de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de pessoas relacionadas a investigações sobre as fraudes do INSS. Entre os nomes “Lulinha”, e “Marcola”, ex-chefe de gabinete de Lula. Flávio solicitou também a divulgação integral das despesas do cartão corporativo da Presidência.

- Eleições 2026: Campanha diz que Lula não se opõe a condições de Flávio Bolsonaro para quebra de sigilo.

- Eleições 2026: PF aponta suspeita de que Flávio Bolsonaro era sócio de Willer Tomaz. Advogado e candidato do PL são investigados por suposta evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

- Eleições 2026 e Quaest: Pesquisa diz que 60% das medidas anunciadas pelo governo Lula são eleitoreiras. Entre quem soube de algum anúncio, 32% veem iniciativas como necessárias. Bolsa Família é a mais lembrada.


imagem4


- Eleições 2026: Na TV, Lula critica 'tesouraço' de Flávio Bolsonaro e exibe depoimento de ex-ministro de Jair Bolsonaro. candidato do PL trata de mulheres e relembra debate. Lula destacou obras do Novo PAC e propostas em infraestrutura. Candidato do PL retomou propostas para mulheres e exibiu trechos do debate da Band com críticas à fala de Lula sobre saidinhas e imagens de atos de apoio.

- Eleições 2026: SBT anuncia que Flávio Bolsonaro recusou participar de sabatina. De acordo com a emissora, Flávio Bolsonaro alegou que a recusa se deu devido a compromissos de campanha. Lula participou da sabatina no dia 19/10.

- Acontece em PE: Justiça torna mãe, dono e salva-vidas réus por morte de menino em parque aquático de Olinda. A mãe do garoto, que morreu afogado em 25/07, responde por abandono de incapaz que resultou em morte, enquanto o dono do Parque Aquático Via Park, em Olinda, responde por homicídio com dolo eventual.


imagem5


- Câmara Municipal do Recife elege Samuel Salazar, MDB, como novo presidente da Casa. A votação que definiu a composição e condução administrativa do Legislativo da capital pernambucana foi realizada na tarde de hoje, quarta-feira, 21/10.

- Transformação Digital, Ciência e Tecnologia: Prefeitura do Recife lança 3ª edição do Prêmio Recife de Inovação com novas categorias.

- Crise diplomática: Espanha critica 'interferência externa' argentina após Milei chamar primeiro-ministro de 'ditador' e 'corrupto'. Presidente argentino chamou Pedro Sánchez de 'ditador', 'ladrão' e 'corrupto' durante visita a Madri. Governo espanhol acusou Milei de tentar fomentar 'polarização e violência'.

- Dólar hoje: cotação sobe para R$ 5,03 nesta quarta-feira, 21/10. Moeda teve alta de 0,18% em relação ao fechamento anterior.


imagem6


- The New York Times e o governo dos EUA: Trump quer expulsar imprensa da Casa Branca e transformar sala em piscina


Durante uma das últimas reuniões com Karoline Leavitt, então secretária de imprensa da Casa Branca, o presidente Trump lhe apresentou uma ideia. Disse a ela que retirasse os jornalistas da sala de imprensa James S. Brady, o que, na prática, tiraria as organizações de mídia da Casa Branca. Seria, segundo ele, o seu "último legado". A proposta nunca avançou enquanto ela estava no cargo. O presidente havia feito o pedido a ela várias vezes ao longo dos meses, segundo 3 pessoas com conhecimento das discussões que não estavam autorizadas a falar publicamente. Leavitt deixou oficialmente o cargo de secretária de imprensa da Casa Branca em 27/08. Trump disse a assessores que preferiria reabrir a piscina interna que o presidente Franklin D. Roosevelt instalou em 1933 como parte do tratamento para as pernas afetadas pela poliomielite. Embora a retirada da mídia da Casa Branca possa parecer um debate relativamente pequeno diante dos ataques mais amplos de Trump aos jornalistas, a medida teria um forte caráter simbólico. Trump já havia levantado a ideia de expulsar os jornalistas antes, desde seu primeiro mandato, e nunca chegou a abandoná-la completamente. Trump chegou a mostrar imagem da sala de imprensa transformada em piscina dourada.

- A proximidade dos jornalistas com a sede do Poder Executivo dos EUA há muito representa um reconhecimento da importância de uma imprensa livre em uma democracia constitucional.

- Saúde do Papa: Leão XIV não precisará de outros tratamentos após cirurgia de câncer. Informação foi divulgada por médicos do Vaticano. Pontífice passou por operação no dia 13/10, após exames detectarem um nódulo no pulmão. Durante o procedimento, o lobo inferior do pulmão direito do líder da Igreja Católica também foi removido.


imagem7


- Justiça dos EUA: Suprema Corte mantém acesso de presos trans a tratamentos, em derrota rara para Trump

A Suprema Corte dos Estados Unidos, de maioria conservadora, rejeitou hoje, quarta-feira, 21/10, um recurso apresentado pelo governo do presidente Donald Trump para restabelecer imediatamente uma política destinada a restringir tratamentos e acompanhamentos oferecidos a pessoas transgênero detidas em prisões federais. Em uma decisão breve e sem justificativa detalhada, os magistrados mantiveram em vigor uma ordem de instância inferior que havia bloqueado a medida enquanto a disputa judicial continua tramitando nos tribunais. Apenas os juízes Clarence Thomas e Samuel Alito, considerados os membros mais conservadores da corte, manifestaram publicamente discordância da decisão. Embora não represente uma decisão definitiva sobre o mérito do caso, o resultado constitui uma derrota incomum para a administração Trump em um tema que se tornou central na agenda política conservadora desde seu retorno à Casa Branca. O litígio tem origem em uma série de medidas adotadas após a posse presidencial, em 2025. No 1o dia de governo, Trump assinou um decreto segundo o qual a administração federal passaria a reconhecer exclusivamente dois sexos, masculino e feminino, definidos no nascimento.

Eleições 2026 - Especialistas da ONU alertam para desequilíbrio digital nas eleições brasileiras

21/10/2026

Especialistas independentes da ONU pediram hoje, quarta-feira, 21/10, que a Meta avalie se seus sistemas de moderação, recomendação e inteligência artificial restringiram de forma desproporcional um dos lados da disputa presidencial. Também cobraram da empresa explicações e reparação a quem foi afetado. O comunicado não cita candidatos nominalmente. Fala em “um dos candidatos” e em “um dos lados” da corrida. O 2º turno entre o presidente Lula, PT, e o senador Flávio Bolsonaro, PL, está marcado para 25/10.



Manifestação e os Relatores

A manifestação veio diante de uma série de acusações do PT contra a Meta. A campanha de Lula diz que a empresa tenta interferir a favor de Flávio. Entre os relatos, o perfil de Lula ficou impedido de impulsionar conteúdos no feed do Instagram entre dias 09/10 e a manhã de 10/10. O texto afirma que relatos de restrição à expressão política legítima nas plataformas da Meta preocupam. Os especialistas citam...

Especialistas independentes da ONU pediram hoje, quarta-feira, 21/10, que a Meta avalie se seus sistemas de moderação, recomendação e inteligência artificial restringiram de forma desproporcional um dos lados da disputa presidencial. Também cobraram da empresa explicações e reparação a quem foi afetado. O comunicado não cita candidatos nominalmente. Fala em “um dos candidatos” e em “um dos lados” da corrida. O 2º turno entre o presidente Lula, PT, e o senador Flávio Bolsonaro, PL, está marcado para 25/10.


imagem2


Manifestação e os Relatores

A manifestação veio diante de uma série de acusações do PT contra a Meta. A campanha de Lula diz que a empresa tenta interferir a favor de Flávio. Entre os relatos, o perfil de Lula ficou impedido de impulsionar conteúdos no feed do Instagram entre dias 09/10 e a manhã de 10/10. O texto afirma que relatos de restrição à expressão política legítima nas plataformas da Meta preocupam. Os especialistas citam liberdade de expressão, associação, participação política e igualdade de tratamento entre posições políticas. Assinam o texto os relatores especiais Leopoldo Maldonado Gutiérrez (liberdade de expressão), Margaret Satterthwaite (independência de juízes e advogados), Gina Romero (reunião pacífica e associação) e Andrea Bolaños Vargas (defensores de direitos humanos). Também assina o Grupo de Trabalho sobre Empresas e Direitos Humanos.


imagem3


Relatos dos especialistas

Interrupções temporárias da conta de campanha de um candidato; diferenças de engajamento, alcance e contagem de visualizações; restrições a publicações da campanha no Instagram; diferenças entre os principais partidos na geração de imagens por IA, nas buscas de canais do WhatsApp e nos Stories. Os especialistas dizem que os monitoramentos mostram milhares de contas e publicações com suspensões, perda de visibilidade e limites de compartilhamento. Entre elas há contas de jornalistas, defensores de direitos humanos e criadores de conteúdo. Segundo o texto, informações, inclusive de funcionários da Meta, sugerem que contas ligadas a um dos lados foram afetadas de forma desproporcional. “Algoritmos, sistemas de IA e decisões de moderação de conteúdo não devem se tornar árbitros invisíveis da discussão política”, disseram. O grupo pede que a Meta aplique as regras de forma consistente e sem discriminação. Também cobra diálogo transparente com a sociedade civil e que as reclamações sejam tratadas durante o período eleitoral.

Especialistas da ONU

Os especialistas são nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas atuam de forma voluntária e independente. Não são funcionários da organização, e as opiniões expressas não representam necessariamente a posição da ONU.

Empate Técnico na Quaest para 2º turno - Flávio Bolsonaro, 45% e Lula, 44%

21/10/2026

Pesquisa Quaest do segundo turno, divulgada hoje, quarta-feira, 21/10, mostra Flávio Bolsonaro, PL, com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula, PT. A situação é de empate técnico, com 1 ponto de diferença entre os dois candidatos. Em relação à pesquisa Quaest anterior, divulgada há uma semana, no dia 14/10, Flávio Bolsonaro oscilou um ponto para baixo (tinha 46%) e Lula manteve os 44%. A situação já era de empate técnico e assim se manteve. O percentual de votos em branco, nulos e de pessoas que não vão votar se manteve em 9%. Os indecisos passaram de 1% para 2%. Para o diretor da Quaest e professor da Fundação Getúlio Vargas, FGV, Felipe Nunes, a pesquisa mostra um cenário de disputa "muito acirrada".

Os números

Flávio Bolsonaro (PL): 45% (eram 46% há uma semana);
Lula (PT): 44% (eram 44%);
Branco/nulo/não vai votar: 9% (eram 9%);
Indecisos: 2% (era 1%).



Metodologia

A...

Pesquisa Quaest do segundo turno, divulgada hoje, quarta-feira, 21/10, mostra Flávio Bolsonaro, PL, com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula, PT. A situação é de empate técnico, com 1 ponto de diferença entre os dois candidatos. Em relação à pesquisa Quaest anterior, divulgada há uma semana, no dia 14/10, Flávio Bolsonaro oscilou um ponto para baixo (tinha 46%) e Lula manteve os 44%. A situação já era de empate técnico e assim se manteve. O percentual de votos em branco, nulos e de pessoas que não vão votar se manteve em 9%. Os indecisos passaram de 1% para 2%. Para o diretor da Quaest e professor da Fundação Getúlio Vargas, FGV, Felipe Nunes, a pesquisa mostra um cenário de disputa "muito acirrada".

Os números

Flávio Bolsonaro (PL): 45% (eram 46% há uma semana);
Lula (PT): 44% (eram 44%);
Branco/nulo/não vai votar: 9% (eram 9%);
Indecisos: 2% (era 1%).


imagem2


Metodologia

A pesquisa Quaest de 21/10 ouviu 2.154 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20/10. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como BR-08535/2026.

Rejeição

De uma semana para outra, a rejeição a Lula caiu de 53% para 47%. A rejeição a Flávio Bolsonaro oscilou dois pontos para baixo, de 54% para 52%. A rejeição a Flávio é maior entre os beneficiários do Bolsa Família: 68% afirmam que não votariam nele. Nesse grupo, 27% rejeitam Lula.

Decisão de voto

A Quest perguntou aos eleitores se a decisão de voto deles era definitiva ou se ainda podia mudar. Veja o que os entrevistados responderam: É definitiva: 90%; Pode mudar: 10%. Entre eleitores de Lula, 90% dizem que a decisão é definitiva e 9%, que ainda podem mudar o voto. Entre eleitores de Flávio Bolsonaro, os números são 93% e 7%, respectivamente.

Transportes - ANTT debate caminhos para ampliar sustentabilidade e responsabilidade social, da infraestrutura de transportes

21/10/2026

A infraestrutura de transportes vai além da conexão entre cidades e regiões. Seus efeitos alcançam comunidades, influenciam as economias locais e impactam o meio ambiente. Nesse contexto, como assegurar que o desenvolvimento da infraestrutura seja acompanhado de uma atuação responsável diante de seus impactos sociais e ambientais? Essa foi a reflexão central do evento Territórios que Transformam, promovido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), nesta terça-feira, 20/10, em Brasília.

Presentes

O encontro reuniu representantes da Agência e do setor regulado para compartilhar experiências e discutir como integrar a da sustentabilidade e da responsabilidade social à operação de rodovias e ferrovias.

Oito concessionárias tiveram projetos selecionados para apresentação em três painéis temáticos: desenvolvimento territorial e justiça social; economia circular; e diversidade, equidade e inclusão.

Agenda de s...

A infraestrutura de transportes vai além da conexão entre cidades e regiões. Seus efeitos alcançam comunidades, influenciam as economias locais e impactam o meio ambiente. Nesse contexto, como assegurar que o desenvolvimento da infraestrutura seja acompanhado de uma atuação responsável diante de seus impactos sociais e ambientais? Essa foi a reflexão central do evento Territórios que Transformam, promovido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), nesta terça-feira, 20/10, em Brasília.

Presentes

O encontro reuniu representantes da Agência e do setor regulado para compartilhar experiências e discutir como integrar a da sustentabilidade e da responsabilidade social à operação de rodovias e ferrovias.

Oito concessionárias tiveram projetos selecionados para apresentação em três painéis temáticos: desenvolvimento territorial e justiça social; economia circular; e diversidade, equidade e inclusão.

Agenda de sustentabilidade

A iniciativa integra a agenda de sustentabilidade da ANTT e reforça o papel da regulação na promoção de uma infraestrutura que considere não apenas a eficiência logística e operacional, mas também a prevenção e a mitigação de impactos, o respeito aos direitos das comunidades e a construção de relações responsáveis com os territórios.

Sustentabilidade na prática

Na abertura, o diretor da ANTT Alex Azevedo destacou iniciativas que aproximam a infraestrutura das necessidades da população. Entre os exemplos, citou o Corredor Verde do Paraná, uma experiência de concessionária em Minas Gerais voltada à segurança viária em escolas públicas e o potencial da conectividade rodoviária para beneficiar comunidades, unidades de saúde e propriedades rurais próximas às vias. Alex também ressaltou a importância da governança, com foco na ética, na transparência e no respeito à sociedade. Segundo o diretor, os benefícios da infraestrutura devem alcançar não apenas os usuários das rodovias, mas também as populações que dependem das condições de acesso, segurança e conectividade dos territórios.

Regulação e responsabilidade social

A superintendente de Sustentabilidade, Pessoas e Inovação da ANTT, Cynthia Ruas, destacou a necessidade de ampliar a compreensão sobre os efeitos da infraestrutura na vida das pessoas. Nesse contexto, a regulação deve estimular iniciativas que deixem contribuições positivas para as comunidades, conciliando o desenvolvimento dos transportes com a responsabilidade socioambiental. Cynthia também valorizou a participação das concessionárias e a troca de experiências também contribuem para disseminar práticas responsáveis e fortalecer a incorporação da sustentabilidade às atividades cotidianas do setor regulado.

Essa agenda envolve desafios como a prevenção de impactos socioambientais, a proteção da biodiversidade, a adaptação às mudanças climáticas e o relacionamento com as comunidades afetadas pelos empreendimentos.

Entre os instrumentos adotados pela ANTT está o Programa de Sustentabilidade para Infraestrutura (PSI), instituído pela Resolução nº 6.057/2024. O programa estabelece parâmetros para avaliar práticas sustentáveis nas rodovias e ferrovias federais reguladas pela Agência, acompanhar a evolução das concessionárias e incentivar melhorias contínuas.

Desenvolvimento territorial: a infraestrutura além da passagem

O primeiro painel, “O território não é só passagem”, discutiu como rodovias e ferrovias podem contribuir para a geração de emprego e renda, o empreendedorismo local e o fortalecimento das comunidades.

Participaram a especialista em ESG, desenvolvimento territorial e direitos humanos da Ecorodovias, Jaqueline Reis; a analista de Meio Ambiente da Motiva Costeira, Ana Carolina Alves Diniz Ariete; e a analista de Territórios da Estrada de Ferro Carajás (EFC), Suzana Maria Costa Ericeira. A mediação foi conduzida pelo especialista em Regulação da ANTT, Silvio Barbosa.

O debate destacou a importância de compreender as características econômicas e sociais de cada território.

A discussão também evidenciou a relevância de estabelecer relações responsáveis com as comunidades, considerando suas necessidades, potencialidades e participação nos processos relacionados à infraestrutura.

Economia circular: eficiência e geração de valor

O segundo painel, “Do resíduo ao recurso”, abordou a economia circular como estratégia para reduzir impactos ambientais, aproveitar materiais e estimular cadeias produtivas sustentáveis.

O debate contou com o coordenador de Relacionamento Institucional da MRS, Lucas Fernandes; o coordenador Socioambiental da Via Cristais, Marco Aurélio Schneider Ristow; o gerente de Gente, Gestão e Cultura da Bioenergética Aroeira, Danilo Santos; e a coordenadora de Relações Governamentais e Políticas Públicas da eureciclo, Luana Carasek. A mediação ficou a cargo da especialista em Governança e Gestão Sustentável, Adriana Moreira Tostes Ribeiro.

Entre os temas discutidos estiveram o reaproveitamento de materiais, a logística reversa e a inovação, com foco em transformar resíduos em oportunidades de geração de valor econômico, trabalho e renda. Essas práticas demonstram como a responsabilidade socioambiental pode contribuir para a eficiência das operações e para o fortalecimento de iniciativas sustentáveis nos territórios.

Diversidade e inclusão na agenda de sustentabilidade

O terceiro painel “A diversidade como recurso, a inclusão e a equidade como valores”, abordou iniciativas voltadas à diversidade, equidade e inclusão, destacando a importância de ampliar a participação de diferentes grupos e o acesso às oportunidades econômicas e sociais.

Participaram o especialista de Diversidade, Equidade e Inclusão da Motiva, Angelo Celdon de Sordi Junior; a consultora de Diversidade e Inclusão da MRS, Juliana Carlos; e a gerente-geral de Sustentabilidade e Comunicação da VLI, Danny Marchesi de Almeida. A mediação foi realizada pela coordenadora-geral de Políticas e Ações Estratégicas do Ministério da Igualdade Racial, Mariana Barroso.

A discussão reforçou que o desenvolvimento sustentável também depende do reconhecimento das diferentes realidades sociais, enfrentar barreiras de participação e promover ambientes e oportunidades mais inclusivas das pessoas que vivem e trabalham nos territórios atendidos pela infraestrutura.

ANTT

Ao reunir experiências do setor regulado, a ANTT fortalece o diálogo sobre a incorporação da sustentabilidade e da responsabilidade social à regulação e à gestão da infraestrutura de transportes.

A iniciativa reforça a importância de uma atuação que vá além da eficiência operacional, considerando os impactos socioambientais dos empreendimentos, o diálogo com os territórios e a adoção de práticas responsáveis. O desafio é conciliar o desenvolvimento da infraestrutura com o respeito às pessoas e ao meio ambiente, estimulando resultados duradouros e contribuindo para um desenvolvimento territorial mais inclusivo e sustentável. (Com Gov.br / Foto: Comunicação ANTT)

Faltam Quatro Dias para o 2o Turno das Eleições - Lula sanciona perdão de dívida de MEIs

21/10/2026

O presidente Lula, PT, sancionou, hoje, quarta-feira, 21/10, a lei que cria o Prospera MEI. O pacote de medidas já havia sido anunciado em 13/10 e deve custar R$ 16,7 bilhões aos pagadores de impostos. “Não tem por que o governo ter uma dívida ativa que chega quase a R$ 18 bilhões. Essas pessoas estão com o nome sujo no Serasa, essas pessoas não conseguem mais financiamento e é um dinheiro que a gente sabia que a gente não ia receber”, disse o presidente durante a sanção, realizada no Palácio do Planalto. O presidente anunciou um pacote de medidas para a redução do endividamento e a ampliação do acesso a recursos dos MEIs. Entre elas, a principal novidade foi o perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas com a União. A medida passa a valer em 1º de janeiro de 2027 com o perdão automático das dívidas. O empreendedor deverá manter em dia os pagamentos devidos por pelo menos 6 meses após a entrada em vigor da lei. Segundo o governo, a medida pode beneficiar mais de 3,6 milhões de MEIs.
<...

O presidente Lula, PT, sancionou, hoje, quarta-feira, 21/10, a lei que cria o Prospera MEI. O pacote de medidas já havia sido anunciado em 13/10 e deve custar R$ 16,7 bilhões aos pagadores de impostos. “Não tem por que o governo ter uma dívida ativa que chega quase a R$ 18 bilhões. Essas pessoas estão com o nome sujo no Serasa, essas pessoas não conseguem mais financiamento e é um dinheiro que a gente sabia que a gente não ia receber”, disse o presidente durante a sanção, realizada no Palácio do Planalto. O presidente anunciou um pacote de medidas para a redução do endividamento e a ampliação do acesso a recursos dos MEIs. Entre elas, a principal novidade foi o perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas com a União. A medida passa a valer em 1º de janeiro de 2027 com o perdão automático das dívidas. O empreendedor deverá manter em dia os pagamentos devidos por pelo menos 6 meses após a entrada em vigor da lei. Segundo o governo, a medida pode beneficiar mais de 3,6 milhões de MEIs.

Medidas

Perdão de dívidas; Compra de dívidas bancárias; Pix MEI, com auxílio de até R$ 5.000; Teto do MEI; Dispensa de nota fiscal; Fomento produtivo de R$ 5 bilhões.

Teto

Além disso, o governo enviou ao Congresso, em 29/06, o Projeto de Lei Complementar 186 de 2026, para elevar o teto de R$ 81.000 para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil a partir de 2028. O texto também permite que o MEI contrate até 2 funcionários, ante o limite atual de 1 empregado.

Servidão Financeira e a Necessidade de Reestruturar a Dívida Pública sem Calote, por Antônio Campos*

21/10/2026

Existe servidão financeira quando um país passa a comprometer parcela excessiva de sua riqueza com os encargos da dívida pública, restringindo sua capacidade de investir em saúde, educação, segurança, infraestrutura e desenvolvimento. Essa é uma das mais graves contradições do Brasil contemporâneo: uma nação de extraordinárias potencialidades econômicas, mas aprisionada por um sistema de endividamento cujo custo cresce em velocidade preocupante.

Os números de 2026 são alarmantes

Segundo os dados do Banco Central referentes a agosto, a dívida bruta do Governo Geral alcançou R$ 11,1 trilhões, equivalentes a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB). A dívida líquida do setor público chegou a R$ 9,2 trilhões, ou 69,3% do PIB.

Mais grave ainda

Os juros nominais acumulados em doze meses atingiram R$ 1,182 trilhão, aproximadamente 8,86% do PIB.
São números que exigem reflexão nacional. O Brasil está consumindo recurs...

Existe servidão financeira quando um país passa a comprometer parcela excessiva de sua riqueza com os encargos da dívida pública, restringindo sua capacidade de investir em saúde, educação, segurança, infraestrutura e desenvolvimento. Essa é uma das mais graves contradições do Brasil contemporâneo: uma nação de extraordinárias potencialidades econômicas, mas aprisionada por um sistema de endividamento cujo custo cresce em velocidade preocupante.

Os números de 2026 são alarmantes

Segundo os dados do Banco Central referentes a agosto, a dívida bruta do Governo Geral alcançou R$ 11,1 trilhões, equivalentes a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB). A dívida líquida do setor público chegou a R$ 9,2 trilhões, ou 69,3% do PIB.

Mais grave ainda

Os juros nominais acumulados em doze meses atingiram R$ 1,182 trilhão, aproximadamente 8,86% do PIB.
São números que exigem reflexão nacional. O Brasil está consumindo recursos extraordinários para sustentar o próprio endividamento, enquanto persistem carências estruturais que comprometem sua competitividade e a qualidade de vida da população.

A taxa Selic

Que chegou a 15% em 2025 e permaneceu em torno de 14% durante parte de 2026, encontra-se em 13,75% ao ano. Continua elevada, com consequências para o custo da dívida, o financiamento das empresas, o crédito às famílias e os investimentos produtivos.
O problema não se limita ao endividamento interno. Há também a dimensão externa, com estimativas de dívida externa bruta brasileira da ordem de US$ 651 bilhões, abrangendo obrigações de diferentes setores da economia. É importante distinguir essa dívida externa total da dívida soberana do Governo Federal, mas ambas integram o cenário de vulnerabilidades que exige acompanhamento permanente.

Em artigo publicado na Folha de Pernambuco

Em 21 de outubro de 2026, sob o título "A desorientada Dívida Pública Brasileira: por que ela cresce tanto e como não enfrentá-la", o consultor empresarial Paulo Roberto Cannizzaro apresenta reflexão sobre a questão.
Cannizzaro destaca que o crescimento da dívida não pode ser atribuído exclusivamente ao déficit fiscal primário. O custo dos juros possui papel decisivo no agravamento do problema. Segundo sua análise, a dinâmica dos encargos financeiros explica parcela expressiva da expansão recente do endividamento, alimentando o chamado efeito bola de neve.

Essa constatação merece atenção especial

Enquanto o debate político brasileiro frequentemente se concentra na contenção de despesas sociais, na criação de tributos e na disputa por receitas adicionais, o crescimento dos encargos financeiros permanece insuficientemente enfrentado.
Não se trata de negar a importância do equilíbrio fiscal. Um Estado que gasta sem planejamento também compromete as gerações futuras. Trata-se, porém, de compreender que responsabilidade fiscal não pode significar apenas controlar despesas primárias, ignorando o custo estrutural da dívida pública.

É necessário

Enfrentar simultaneamente os dois lados do problema: a qualidade e a sustentabilidade do gasto público e a racionalidade financeira do endividamento.
Cannizzaro identifica duas grandes correntes de pensamento econômico. A primeira enfatiza a disciplina fiscal, o cumprimento das metas, a reforma administrativa e a previsibilidade das contas públicas. A segunda atribui maior importância à política monetária, ao custo dos juros e aos efeitos negativos de ajustes excessivos sobre o crescimento econômico.

É indispensável

Combinar disciplina fiscal, eficiência administrativa, combate a desperdícios, política monetária responsável e uma estratégia nacional de gerenciamento da dívida.
Não haverá solução duradoura apenas com aumento de impostos. Tampouco haverá solução com cortes indiscriminados em saúde, educação, ciência, cultura e infraestrutura. O país necessita de crescimento econômico, produtividade, segurança jurídica e juros compatíveis com uma trajetória sustentável das contas públicas.

A primeira medida

Deveria ser uma ampla auditoria do sistema da dívida pública brasileira, com independência técnica, transparência e participação institucional. A participação da área técnica do TCU é muito importante.
Não se trata de questionar indiscriminadamente obrigações legítimas. Trata-se de conhecer, com profundidade, a origem, a composição, os encargos, os beneficiários, os prazos, os mecanismos de refinanciamento e os custos efetivos do sistema.

Participação

O Tribunal de Contas da União, o Congresso Nacional, o Banco Central, o Tesouro Nacional e especialistas independentes deveriam participar, respeitadas as respectivas competências institucionais, dessa avaliação abrangente.
A sociedade brasileira tem o direito de saber quanto custa financiar o Estado, por que a dívida cresce tanto e quais alternativas existem para reduzir os encargos sem comprometer a credibilidade do país.

A auditoria

Não deve ser confundida com moratória, suspensão de pagamentos ou ruptura contratual. Ao contrário, poderá fortalecer a confiança pública e a transparência fiscal.
A segunda medida é promover uma reestruturação responsável do perfil da dívida pública, sem calote.
Reestruturar não significa necessariamente deixar de pagar. Pode significar alongar vencimentos, reduzir riscos de refinanciamento, aperfeiçoar a composição dos títulos, diminuir gradualmente a exposição a juros elevados e estabelecer condições mais favoráveis para a sustentabilidade fiscal.

Tudo isso

Deve ocorrer por mecanismos legais, transparentes e, quando necessário, voluntários e negociados, preservando contratos, direitos dos credores e a credibilidade do Tesouro Nacional.
Experiências internacionais demonstram que a gestão responsável do endividamento exige planejamento de longo prazo. Os casos de Portugal, Irlanda, Grécia e Equador, embora distintos entre si, oferecem lições sobre auditoria, renegociação, ajustes fiscais e os riscos de crises de confiança.

O Brasil

Deve aprender com essas experiências, sem reproduzir seus erros.
A terceira medida envolve uma agenda efetiva de reformas estruturais. É necessário modernizar a administração pública, combater fraudes previdenciárias, rever privilégios e distorções, melhorar a eficiência dos investimentos estatais e estabelecer um planejamento fiscal plurianual consistente.

A política monetária

Também precisa ser debatida com maior profundidade. O combate à inflação é indispensável, especialmente para proteger os mais pobres. Contudo, juros persistentemente elevados têm custos sociais e fiscais relevantes, que não podem permanecer fora do centro das decisões nacionais.

As projeções para a próxima década

Acentuam a gravidade do desafio. Conforme registra Cannizzaro, cenários de diferentes instituições apontam trajetórias bastante divergentes para a dívida pública até 2035, algumas próximas de 88% do PIB, outras chegando a 117,7%. Independentemente das diferenças metodológicas, os cenários evidenciam a necessidade de respostas estruturais.

O problema é também político

Não bastam promessas genéricas de responsabilidade fiscal ou de ampliação de programas governamentais. É necessário demonstrar como financiar o Estado, administrar seus passivos e recuperar a capacidade de investimento sem transferir indefinidamente a conta às próximas gerações.

O Governo Lula 3

Chega ao final de seu mandato sem ter resolvido esse problema estrutural. A responsabilidade, contudo, não é exclusiva de um governo. O endividamento brasileiro resulta de políticas acumuladas ao longo de décadas, de decisões fiscais e monetárias, de deficiências institucionais e de dificuldades históricas para construir um projeto consistente de desenvolvimento.

O próximo governo

A partir de 2027, herdará um desafio de enormes proporções.
Adiar o enfrentamento da dívida significa ampliar o risco de ajustes mais dolorosos no futuro. A omissão de hoje pode produzir a crise de amanhã.
É por isso que defendo uma política nacional de auditoria, transparência e reestruturação responsável do endividamento público brasileiro, acompanhada de reformas administrativas, fiscais e de medidas de estímulo à economia produtiva.
O Brasil precisa deixar de tratar a dívida como assunto exclusivo de economistas, banqueiros e autoridades monetárias. Trata-se de tema que envolve soberania, democracia, justiça social e o futuro do desenvolvimento nacional.

A dívida pública

Deve servir ao financiamento do Estado e ao desenvolvimento do país, e não transformar o Estado em instrumento permanentemente subordinado à sua própria dívida.
Não defendo calote, ruptura contratual ou aventuras econômicas. Defendo uma revisão responsável dos mecanismos de endividamento, capaz de conciliar segurança jurídica, sustentabilidade fiscal e justiça social.
A dívida deve ser administrada com inteligência, não convertida em uma forma permanente de servidão financeira.

É hora

De enfrentar o dragão da dívida com firmeza, serenidade e coragem.
O Brasil não pode continuar tratando uma enfermidade estrutural de tamanha gravidade com medidas paliativas, como se bastasse administrar os sintomas enquanto a doença avança.
Auditar, reformar e reestruturar sem calote: esse deve ser um compromisso nacional para 2027 e para as próximas gerações.

*Antônio Campos é
advogado e escritor.

Velocidade sem Método: O Papel da Governança e da Engenharia na Era da IA - Por Amadeu Robalinho*

21/10/2026

A Velocidade não é sinônimo de progresso. Em engenharia, tecnologia e desenvolvimento de sistemas, talvez essa seja uma das lições mais importantes da atual transformação provocada pela inteligência artificial.

Durante décadas, diferentes metodologias foram desenvolvidas para organizar a construção de produtos, sistemas e soluções complexas. A engenharia sequencial, representada pelo modelo Waterfall, parte de uma lógica conhecida: compreender requisitos, projetar, construir, testar e entregar. É uma abordagem particularmente adequada quando os requisitos são estáveis, as mudanças possuem alto custo e os riscos precisam ser controlados desde as primeiras etapas.

O Problema surge quando essa lógica é aplicada indistintamente a ambientes caracterizados pela incerteza, pela rápida transformação tecnológica e pela necessidade de aprendizado contínuo. É nesse espaço que a metodologia ágil ganhou força, propondo entregas incrementais, ciclos de desenvolvimento e...

A Velocidade não é sinônimo de progresso. Em engenharia, tecnologia e desenvolvimento de sistemas, talvez essa seja uma das lições mais importantes da atual transformação provocada pela inteligência artificial.

Durante décadas, diferentes metodologias foram desenvolvidas para organizar a construção de produtos, sistemas e soluções complexas. A engenharia sequencial, representada pelo modelo Waterfall, parte de uma lógica conhecida: compreender requisitos, projetar, construir, testar e entregar. É uma abordagem particularmente adequada quando os requisitos são estáveis, as mudanças possuem alto custo e os riscos precisam ser controlados desde as primeiras etapas.

O Problema surge quando essa lógica é aplicada indistintamente a ambientes caracterizados pela incerteza, pela rápida transformação tecnológica e pela necessidade de aprendizado contínuo. É nesse espaço que a metodologia ágil ganhou força, propondo entregas incrementais, ciclos de desenvolvimento e utilização sistemática do feedback. Em vez de esperar pelo produto completamente acabado, desenvolve-se uma versão funcional, avalia-se o resultado e avança-se progressivamente.

A Inteligência artificial introduziu uma nova variável nessa equação. Pela primeira vez, tornou-se possível transformar uma ideia em um protótipo visual ou funcional em uma velocidade que, em determinadas situações, supera amplamente os ciclos tradicionais de desenvolvimento. A IA pode produzir código, arquiteturas preliminares, interfaces, modelos, documentação e protótipos em uma fração do tempo anteriormente necessário.

Mas existe uma diferença fundamental entre construir rapidamente e construir corretamente.

O protótipo pode funcionar e, ainda assim, não estar pronto para o mundo real.

É justamente nesse ponto que a discussão sobre construção com inteligência artificial precisa ultrapassar o entusiasmo tecnológico. A velocidade de geração cria uma perigosa ilusão de maturidade. Aquilo que parece um produto acabado pode ser apenas uma demonstração sofisticada de uma ideia. Quando o sistema deixa o ambiente controlado do protótipo e encontra situações-limite, requisitos de segurança, integração com outros sistemas, restrições de desempenho, manutenção, escalabilidade e responsabilidades jurídicas, surgem problemas que a velocidade inicial não eliminou.

A Inteligência Artificial acelera a construção. Ela não elimina a Engenharia.

Essa distinção torna-se ainda mais importante quando entramos no território do chamado Vibe Coding, em que o desenvolvedor utiliza ferramentas de IA para produzir software de maneira extremamente rápida, muitas vezes orientado mais pelo resultado imediato do que pela construção sistemática da arquitetura. O problema não está na utilização da ferramenta. O problema aparece quando a ferramenta passa a substituir o processo.

Um sistema pode começar como um automóvel funcional e, progressivamente, receber novas funcionalidades, novos módulos, novas integrações e novas camadas de código. Se não existir uma arquitetura, uma governança técnica e uma direção clara, aquilo que inicialmente parecia produtividade pode transformar-se em complexidade acumulada.

É a diferença entre evolução e acúmulo.

Na engenharia, não basta acrescentar componentes. É necessário compreender como eles se relacionam, quais são suas dependências, quais riscos introduzem e quais consequências produzem sobre o sistema como um todo.

Essa questão assume uma dimensão ainda maior quando tratamos de sistemas críticos. Infraestrutura energética, telecomunicações, sistemas industriais, plataformas financeiras, defesa, segurança pública, sistemas navais, aeronáuticos, espaciais e nucleares não podem ser tratados simplesmente como aplicações que precisam ser entregues rapidamente. Nesses ambientes, falhas podem significar interrupção de serviços essenciais, perdas econômicas, comprometimento operacional ou, em determinadas circunstâncias, riscos à própria segurança nacional.

Por isso, a grande questão do século XXI não será escolher entre engenharia sequencial, metodologia ágil, inteligência artificial ou novas formas de desenvolvimento. O verdadeiro desafio será saber quando utilizar cada abordagem e como integrá-las dentro de uma arquitetura de engenharia capaz de controlar complexidade, risco e mudança.

A IA pode acelerar o ciclo. A metodologia ágil pode aproximar o desenvolvimento do usuário. A Engenharia tradicional pode proporcionar disciplina, rastreabilidade e controle. Nenhuma dessas ferramentas, isoladamente, resolve o problema.

O que determina o resultado é a existência de direção.

Tecnologia sem arquitetura produz complexidade. Velocidade sem método produz desperdício. Inteligência artificial sem engenharia pode produzir sistemas impressionantes, mas frágeis. E inovação sem governança pode transformar uma vantagem tecnológica em uma vulnerabilidade.

A verdadeira revolução, portanto, não está simplesmente em construir mais rápido. Está em construir melhor, com capacidade de compreender o sistema antes de perder o controle sobre ele.

Em uma época em que uma máquina pode transformar uma ideia em código em poucos segundos, a competência estratégica deixa de estar apenas na capacidade de produzir. Passa a estar, cada vez mais, na capacidade de decidir o que deve ser produzido, por que deve ser produzido, sob quais requisitos, dentro de quais limites e com quais consequências.

No final, a tecnologia pode acelerar a caminhada.

Mas somente a engenharia sabe para onde estamos indo.


*Amadeu Robalinho, é Pesquisador independente e autor interdisciplinar, associado à Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

Quanto Mais Debate, Mais Indecisos - Crônica - Por Romero Falcão*

21/10/2026

Há uma máxima que diz: quer conhecer alguém de verdade, viaje com ela. A ideia é boa, tem consistência. Por mais que o viajante finja ser um homem de bem, em algum momento o santo se espedaça: trata mal o garçom, nega um bom-dia, ridiculariza um pedinte à porta de uma loja chique. No convívio, revela-se o doce monstro.

Não é de espantar que, após o grotesco debate presidencial do último domingo, tenha crescido o número de eleitores indecisos. Nem foi preciso fazer a viagem. Bastaram alguns minutos de câmera e um constrangedor balé. Até meu surrado sofá ficou envergonhado: não ouviu propostas consistentes, à altura da realidade brasileira, nem viu os candidatos travarem um embate no campo das ideias, dentro das quatro linhas da civilidade.



Schopenhauer

O filósofo alemão Arthur Schopenhauer escreveu 'Como Vencer um Debate sem Precisar Ter Razão'. Mostra como alguém pode perder uma discussão mesmo apresentando argumentos...

Há uma máxima que diz: quer conhecer alguém de verdade, viaje com ela. A ideia é boa, tem consistência. Por mais que o viajante finja ser um homem de bem, em algum momento o santo se espedaça: trata mal o garçom, nega um bom-dia, ridiculariza um pedinte à porta de uma loja chique. No convívio, revela-se o doce monstro.

Não é de espantar que, após o grotesco debate presidencial do último domingo, tenha crescido o número de eleitores indecisos. Nem foi preciso fazer a viagem. Bastaram alguns minutos de câmera e um constrangedor balé. Até meu surrado sofá ficou envergonhado: não ouviu propostas consistentes, à altura da realidade brasileira, nem viu os candidatos travarem um embate no campo das ideias, dentro das quatro linhas da civilidade.


imagem2


Schopenhauer

O filósofo alemão Arthur Schopenhauer escreveu 'Como Vencer um Debate sem Precisar Ter Razão'. Mostra como alguém pode perder uma discussão mesmo apresentando argumentos convincentes, derrotado pelas mágicas da retórica. Algumas dessas feitiçarias: atacar o adversário em vez do argumento; desviar o foco da pergunta, golpeando o interlocutor; distorcer o sentido do questionamento; reduzir problemas complexos a soluções rasas , mas de forte apelo emocional, construir raciocínios sobre dados duvidosos.

Vale até recorrer ao sofisma, por mais estúpido que seja. Exemplo hipotético: um país que respira capitalismo selvagem vira comunista na boca do sofista.

Todavia, Schopenhauer não contava com o estratagema de 2026. Quanto mais baixo o nível, maior o espaço para a retórica lacrar, festejada pela força bruta das redes sociais e assistida, com assombro, pelos eternos indecisos.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda


NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.


imagem3

As mães da tempestade - A fibra invisível que fez Pernambuco, por Zé da Flauta*

21/10/2026

Se Pernambuco aprendeu a erguer a cabeça diante de impérios e a encarar tempestades de frente, esse aprumo não veio por acaso. Está no sangue, na poeira da história e, acima de tudo, na espinha dorsal de um grupo que os livros oficiais muitas vezes preferem citar de passagem: as mulheres.

Muito antes das grandes revoluções e dos discursos inflamados na praça, foram elas que seguraram o rojão, geriram a crise, enfrentaram invasores e guardaram a fé no segredo do lar quando a fogueira da intolerância ameaçava queimar tudo.

Pioneirismo

A história da nossa terra começou a ser gravada no pulso firme de Brites de Albuquerque. Quando a Capitania de Pernambuco ainda era um matagal bruto e incerto, e Duarte Coelho precisou cruzar o Atlântico de volta a Portugal, quem assumiu as rédeas do governo foi Brites. Primeira governadora das Américas, ela não reinou em berço de ouro: administrou o nascimento da economia açucareira, pacificou conflitos,...

Se Pernambuco aprendeu a erguer a cabeça diante de impérios e a encarar tempestades de frente, esse aprumo não veio por acaso. Está no sangue, na poeira da história e, acima de tudo, na espinha dorsal de um grupo que os livros oficiais muitas vezes preferem citar de passagem: as mulheres.

Muito antes das grandes revoluções e dos discursos inflamados na praça, foram elas que seguraram o rojão, geriram a crise, enfrentaram invasores e guardaram a fé no segredo do lar quando a fogueira da intolerância ameaçava queimar tudo.

Pioneirismo

A história da nossa terra começou a ser gravada no pulso firme de Brites de Albuquerque. Quando a Capitania de Pernambuco ainda era um matagal bruto e incerto, e Duarte Coelho precisou cruzar o Atlântico de volta a Portugal, quem assumiu as rédeas do governo foi Brites. Primeira governadora das Américas, ela não reinou em berço de ouro: administrou o nascimento da economia açucareira, pacificou conflitos, combateu levantes e garantiu que o chão pernambucano continuasse de pé. Uma mulher de comando e visão num século que só reservava às mulheres o silêncio e o bastidor.

Fúria

Anos mais tarde, quando os holandeses tentaram se apropriar da nossa costa e a Insurreição estourou, o heroísmo vestiu saia e pegou em armas. Em Tejucupapo, quando os homens da vila estavam longe no front e os soldados batavos surgiram no horizonte esperando vitória fácil, encontraram a fúria das mulheres do povoado.

Lideradas por guerreiras como Maria da Conceição e Maria da Penha, armaram-se com foices, paus e panelas de água fervente com pimenta. Defenderam o chão, a casa e a honra com tamanha bravura que pintaram o terror nos invasores e imortalizaram Tejucupapo como trincheira da coragem popular.

Matriarcas

Mas a resistência pernambucana também se fez no silêncio e na fé subterrânea. Enquanto o Recife holandês fervilhava entre a opulência dos comerciantes e a guerra ao redor, as mulheres judaicas e neófitas (cristãs-novas) travavam a sua própria batalha diária pela sobrevivência e pela memória. Vigiadas pela sombra do preconceito e pelo medo da Inquisição, foram elas que mantiveram o judaísmo vivo sob o teto de casa. Cabia a essas matriarcas, na linhagem de coragem simbolizada por figuras como Branca Dias, guardar os rituais, ensinar as orações em segredo e manter a chama da identidade acesa.

Quando o Recife caiu em 1654 e veio a expulsão, foram essas mães que sustentaram o pavor do desterro nos navios rumo ao Caribe e a Nova Amsterdã, semeando na dor a fundação do que viria a ser a própria cidade de Nova York.

Para Refletir

Seja na coragem política de Bárbara de Alencar, que pagou com a prisão o crime de sonhar com uma república livre em 1817, seja na compaixão estratégica de Dona Olegarinha, que transformou os bastidores do Recife abolicionista num porto seguro para os libertos, o fato é um só: Pernambuco não foi feito apenas pelo ferro e pela espada dos homens. Foi parido, protegido e sustentado no peito por mulheres de fibra inquebrável.

Se até hoje a gente não curva a espinha para qualquer tempestade, a quem mais devemos essa teimosia senão a essas matriarcas que nos ensinaram a resistir sorrindo no meio do fogo?

Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista


imagem2

O 'lulopetismo' sobreviverá a Lula? - Por Sérgio Alves*

21/10/2026

O 'lulopetismo' é uma força político-eleitoral organizada em torno de Lula, do PT e das organizações submetidas à sua liderança. Nessa centralidade residem sua força e seu vício de origem: embora disponha de partidos e organizações, sua unidade depende de uma autoridade pessoal que jamais se converteu plenamente em mecanismos institucionais de coordenação e arbitragem. Sem converter essa autoridade pessoal em mecanismos institucionais, a saída de Lula liberará divergências capazes de fragmentar o movimento e comprometer sua sobrevivência.

A força do comando pessoal

Essa dependência do comando pessoal aproxima o 'lulopetismo' do populismo: o líder ocupa o centro, fala diretamente aos seguidores e reúne demandas heterogêneas sob sua direção. Sua estrutura, porém, é mais complexa: Lula comanda por meio de um partido, de organizações sociais e de correntes ideológicas em conflito. Ao definir-se na Cúpula do G7, em junho de 2026, como “um dirigente sindi...

O 'lulopetismo' é uma força político-eleitoral organizada em torno de Lula, do PT e das organizações submetidas à sua liderança. Nessa centralidade residem sua força e seu vício de origem: embora disponha de partidos e organizações, sua unidade depende de uma autoridade pessoal que jamais se converteu plenamente em mecanismos institucionais de coordenação e arbitragem. Sem converter essa autoridade pessoal em mecanismos institucionais, a saída de Lula liberará divergências capazes de fragmentar o movimento e comprometer sua sobrevivência.

A força do comando pessoal

Essa dependência do comando pessoal aproxima o 'lulopetismo' do populismo: o líder ocupa o centro, fala diretamente aos seguidores e reúne demandas heterogêneas sob sua direção. Sua estrutura, porém, é mais complexa: Lula comanda por meio de um partido, de organizações sociais e de correntes ideológicas em conflito. Ao definir-se na Cúpula do G7, em junho de 2026, como “um dirigente sindical com boas relações internacionais”, condensou a própria trajetória numa identidade pessoal e relegou a segundo plano a engrenagem política dependente de sua liderança.

A unidade sob pressão

Nem o desgaste nem as controvérsias retiraram Lula do centro do 'lulopetismo'. Embora distintas, decisões estratégicas, crises políticas e judiciais e disputas sobre políticas públicas revelam o mesmo padrão: nenhuma outra liderança adquiriu capacidade comparável para mediar as correntes internas e impor-lhes uma direção comum.

O PT recusou apoio a Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, em 1985; votou contra o texto final da Constituição, em 1988; e se opôs ao Plano Real, em 1994, e à Lei de Responsabilidade Fiscal, em 2000. Em contextos diversos, essas posições expuseram a tensão entre identidade partidária, cálculo eleitoral e adaptação institucional — sempre com Lula no núcleo das decisões.

Depois vieram o Mensalão, entre 2005 e 2013; a Lava Jato, iniciada em 2014; e os processos contra Lula, entre 2016 e 2021, cujas condenações foram anuladas. Mesmo sob forte abalo, Lula permaneceu como principal referência eleitoral e principal organizador do movimento. Sua permanência indica que a unidade lulopetista repousa menos numa doutrina comum ou numa máquina partidária autônoma do que no poder pessoal de seu líder.

As divergências também chegaram às políticas públicas: o lulopetismo se opôs ao teto de gastos, em 2016; ao Marco Legal do Saneamento, aprovado em 2020; e à autonomia do Banco Central, em 2021. A questão sucessória nasce desse arranjo: sem Lula, será preciso criar outro mecanismo capaz de preservar a unidade.

O impasse do carisma

Esse padrão exige uma explicação que vá além dos episódios. A tipologia de Max Weber torna explícito o impasse: na dominação tradicional, obedece-se ao costume; na racional-legal, a regras impessoais; na carismática, às qualidades atribuídas ao líder e à missão que encarna. O lulopetismo combina entidades partidárias e sociais com uma liderança carismática, mas suas estruturas não substituem a direção política e a mediação concentradas em Lula. Resta institucionalizar essas funções — ou arcar com a desagregação.

A legitimidade não se herda

É justamente por ser carismática que a liderança de Lula não pode ser simplesmente transferida. Desde o sindicalismo dos anos 1970 e a fundação do PT, em 1980, ela combina carisma, força eleitoral e articulação — atributos que nenhum sucessor reúne na mesma medida. Para sobreviver, o lulopetismo terá de distribuir entre partidos, dirigentes e organizações as funções de representação, mobilização, negociação e arbitragem hoje monopolizadas pelo líder.

A idade de Lula elimina a desculpa para adiar a sucessão, embora a próxima eleição possa alterar o calendário. Uma derrota antecipará a disputa; uma vitória apenas a postergará e multiplicará os pretendentes. Autoridade não se transfere por decreto, nem capacidade de mobilização se recebe por herança.

A indicação de Lula pode abrir caminho, mas não transferirá legitimidade. O escolhido terá de mobilizar militantes, conquistar eleitores e submeter sua liderança ao julgamento do PT e das entidades que sustentam o movimento. Sem força própria, será apenas um nome ungido — e vulnerável à guerra interna desencadeada pela saída do líder.

Institucionalizar ou fragmentar-se

Se a indicação de um nome não transfere legitimidade, a saída está menos na escolha de um herdeiro do que na transformação do próprio movimento. O carisma pertence ao líder e perde eficácia com sua ausência, a menos que se converta em instituições. Weber chama de “rotinização do carisma” essa passagem da autoridade pessoal a práticas, regras, cargos ou tradições reconhecidas pelo grupo. A saída de Lula imporá, assim, uma escolha: converter lealdade pessoal em organização estável ou assistir à disputa por seu espólio.

A disputa ultrapassará o PT e alcançará sindicatos, partidos, movimentos e associações subordinados à liderança de Lula. Para impedir a dispersão, será preciso agir em três frentes: redefinir a relação das organizações-satélites e dos partidos auxiliares com o PT; romper a acomodação discursiva e formular nova agenda; e estabelecer regras de sucessão reconhecidas pelas correntes. Nada disso reproduzirá o carisma, mas poderá converter funções personalizadas em procedimentos coletivos.

A institucionalização não é um aperfeiçoamento desejável: é a condição de sobrevivência do 'lulopetismo'. Com a saída de Lula, seu carisma deixará de produzir unidade, e a herança política que hoje agrega poderá tornar-se objeto de saque entre correntes rivais. Ou o movimento cria regras legítimas e instâncias eficazes de representação, mobilização, negociação e arbitragem, ou trocará a sucessão por uma guerra de espólio. Sem instituições capazes de limitar os pretendentes, ordenar os conflitos e sustentar um rumo comum, não haverá 'lulopetismo' depois de Lula — apenas os fragmentos do poder que ele concentrou.


*Sérgio Alves é o autor de 'O Estado do Líder'


NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.


imagem2

Amazônia chega ao Recife antigo com exposição que une arte, território e ancestralidade

21/10/2026

A Amazônia chega às paredes da Galeria de Arte Raiz, no Recife Antigo, a partir do dia 24 de outubro de 2026, com a exposição AMAZONIART — O FEITIO DA MATA. A mostra reúne diferentes olhares sobre o território amazônico a partir de quatro dimensões presentes em sua proposta: arte, território, ancestralidade e gastronomia.



Abertura e visitação

A abertura será às 18h na Galeria RAIZ do @coletivoraizpe Rua da Moeda, 71, Térreo – Recife Antigo. A visitação segue até o dia 06 de dezembro, de quarta-feira a domingo das 14h às 17h.
Imagens

Mais do que representar a Amazônia apenas pela imagem da floresta, a exposição propõe uma aproximação com sua diversidade, contemplando paisagens, fauna, flora, memórias, conhecimentos e relações entre pessoas e território.



Conduz

O próprio título da mostra conduz um dos principais conceitos da proposta. “Feitio” é entendido com...

A Amazônia chega às paredes da Galeria de Arte Raiz, no Recife Antigo, a partir do dia 24 de outubro de 2026, com a exposição AMAZONIART — O FEITIO DA MATA. A mostra reúne diferentes olhares sobre o território amazônico a partir de quatro dimensões presentes em sua proposta: arte, território, ancestralidade e gastronomia.


imagem2


Abertura e visitação

A abertura será às 18h na Galeria RAIZ do @coletivoraizpe Rua da Moeda, 71, Térreo – Recife Antigo. A visitação segue até o dia 06 de dezembro, de quarta-feira a domingo das 14h às 17h.
Imagens

Mais do que representar a Amazônia apenas pela imagem da floresta, a exposição propõe uma aproximação com sua diversidade, contemplando paisagens, fauna, flora, memórias, conhecimentos e relações entre pessoas e território.


imagem3


Conduz

O próprio título da mostra conduz um dos principais conceitos da proposta. “Feitio” é entendido como o fazer, o modo de fazer e aquilo que ganha forma por meio da ação, da experiência, do conhecimento e da transformação da matéria. Fazer também é transmitir, preservar, experimentar e reinventar.


imagem4


Os artistas

Participam da mostra os artistas: Alda Cavendish, Ana Maria Veras, André Luiz Santana, Antônio Henrique, Báw Pernambuco, Ceça Nunes, Clélia Barqueta, Clériston, Déborah Freitas, Diana Tenório, Diogo Alves, Dirce Camargo, Elielce Soares, Gileno Gomes, Harlan Charlles, Heleno Neves, Inês Castro, Kati Gama, Leniée Campos, Murilo Maia, Musta, Nunes de Figueiredo, Pedro Lapa, Rachel Rangel, Robertson Rodrigues, Rodrigo Ferrario, Sandra Buarque, Valdson Silva, Valéria Vital, Vânia Notaro, Victor Dreyer, Virgínia Lucas e Zélito Passavante.

O Poder


imagem5

Transnordestina - o que Flávio pensa sobre o trecho Salgueiro Suape?

21/10/2026

A ferrovia Transnordestina é um tema antigo, recorrente e essencial para o futuro. Não apenas de Pernambuco, mas inclui Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte como Estados diretamente beneficiados - ou prejudicados, a depender do encaminhamento.

A mudança

Sem maiores detalhes, na última semana do governo Jair Bolsonaro, aconteceu uma virada de mesa nas regras vigentes sobre a ferrovia. A empresa concessionária, que tinha a obrigação de fazer os trechos para o Porto de Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco, simplesmente "abriu mão" do trecho pernambucano. Sem oposição do governo. E sem reação posterior do governo de Raquel Teixeira Lyra. A governadora, no seu estilo de quando não quer resolver, fez alguns movimentos pirotécnicos mas nenhuma ação efetiva.

O governo Lula

Assumiu o compromisso de fazer o trecho. Ai começaram as dificuldades do além e do aquém. A ferrovia esta pronta para começar a sair do papel. S...

A ferrovia Transnordestina é um tema antigo, recorrente e essencial para o futuro. Não apenas de Pernambuco, mas inclui Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte como Estados diretamente beneficiados - ou prejudicados, a depender do encaminhamento.

A mudança

Sem maiores detalhes, na última semana do governo Jair Bolsonaro, aconteceu uma virada de mesa nas regras vigentes sobre a ferrovia. A empresa concessionária, que tinha a obrigação de fazer os trechos para o Porto de Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco, simplesmente "abriu mão" do trecho pernambucano. Sem oposição do governo. E sem reação posterior do governo de Raquel Teixeira Lyra. A governadora, no seu estilo de quando não quer resolver, fez alguns movimentos pirotécnicos mas nenhuma ação efetiva.

O governo Lula

Assumiu o compromisso de fazer o trecho. Ai começaram as dificuldades do além e do aquém. A ferrovia esta pronta para começar a sair do papel. Salvo engano, três lotes, perfazendo 150 km estão contratados. A trava, agora, está no TCU. Uma fiscalização, meio sem pé nem cabeça, retém todo o processo. Quando o TCU liberar, as obras começam de imediato. A depender do governo Federal, claro.

Por isso

Seria fundamental saber a opiniao de Flávio sobre a Transnordestina. Ainda melhor, seria um compromisso claro, direto e objetivo da sua parte. A obra tem mais importância para o futuro do que supõem os estrategistas do bolsonarismo.que persistem com graves dificuldades de entender a região e sua gente. Como, aliás, as declarações de cardeais da corte flavista deixam transparecer. Continuam, repetimos, sem entender o Nordeste. O vídeo de Nikolas Ferreira, divulgado ontem, é prova irrefutável dessa deficiência da compreensão regional.

E o governo do Estado?

Tem tido uma atuação lamentável, cuja natureza a vitória eleitoral não muda. Mas é assunto para mais adiante.

A pergunta do momento

Lula quer a obra. A trajetória dele mostra isso, embora o tema não tenha sido prioridade na campanha. E Flávio? Tem quatro dias para tocar no assunto. Ou, vamos votar no escuro sobre um tema fundamental para o futuro da região.

Segundo turno das eleições de 2026 carrega até agora um ineditismo, por Flávio Lúcio*

21/10/2026

Acompanho eleições presidenciais desde a de 1989 e posso dizer, sem receio de exagerar, que o segundo turno de 2026 carrega até agora um ineditismo que o distingue de todos os anteriores, inclusive o de 1989, o que mais mobilizou o eleitorado para derrotar o candidato das “elites”.

Esquerda

Para a esquerda, são dois os ineditismos. O primeiro é a combinação poderosa de povo na rua e uso eficiente das redes sociais para a mobilização, o debate político e o esclarecimento do eleitorado. O segundo são as ruas ocupadas, empurrando a liderança para a esquerda e encorajando-a a ir além. Juntos, pela primeira vez, nos colocam em condições de enfrentar a extrema-direita.

Movimento tardio

Um movimento tardio, já que não aconteceu no primeiro turno? Só saberemos quando os votos forem contados no domingo, mas o resultado até agora é animador, seja para enfrentar um novo governo bolsonarista, seja para manter e aprofundar as...

Acompanho eleições presidenciais desde a de 1989 e posso dizer, sem receio de exagerar, que o segundo turno de 2026 carrega até agora um ineditismo que o distingue de todos os anteriores, inclusive o de 1989, o que mais mobilizou o eleitorado para derrotar o candidato das “elites”.

Esquerda

Para a esquerda, são dois os ineditismos. O primeiro é a combinação poderosa de povo na rua e uso eficiente das redes sociais para a mobilização, o debate político e o esclarecimento do eleitorado. O segundo são as ruas ocupadas, empurrando a liderança para a esquerda e encorajando-a a ir além. Juntos, pela primeira vez, nos colocam em condições de enfrentar a extrema-direita.

Movimento tardio

Um movimento tardio, já que não aconteceu no primeiro turno? Só saberemos quando os votos forem contados no domingo, mas o resultado até agora é animador, seja para enfrentar um novo governo bolsonarista, seja para manter e aprofundar as mudanças reclamadas pelo povo.

Emergência

Desde a emergência das redes sociais, esse instrumento de debate político jamais foi tão útil para a esquerda como agora. Mas quem pensa que foram as redes que produziram o atual estado de mobilização pró-Lula está enganado. Foram os estudantes da UFF, em Niterói, que primeiro saíram às ruas e acenderam o rastilho de pólvora que se espalhou por todo o país. As redes sociais lulistas, que já estavam em ativação, fizeram seu trabalho para um movimento nacional que, na origem e considerando a quantidade de jovens mobilizados, tem muito de espontâneo.

Evitar erro

Para evitar o erro da louvação a-histórica da técnica, isto é, da tecnologia das redes sociais, é necessário deixar claro que não são elas que geram mobilização popular. Se gerassem, os bolsonaristas dominariam as ruas hoje, e não os apoiadores de Lula. Como técnica que tem dono, as redes não são neutras. Mas continuam sendo técnica: o que determina o seu caráter é o seu uso.


Primeiro ineditismo

E esse é o primeiro ineditismo desta eleição. As redes sociais revolucionaram a política, mas não acabaram com a ágora, o espaço público onde pessoas reais se encontram para debater e mudar o mundo real, como pensavam muitos, inclusive aqueles que se elegeram sem sair da frente do computador ou largar o celular. Até hoje, nos acostumamos com a constatatação de que as redes quase sempre beneficiavam a extrema-direita, para citar acontecimentos bem próximos de nós: o impeachment de Dilma Rousseff, a prisão de Lula e a eleição de Jair Bolsonaro, em 2018.

Técnica

Era como se a técnica tivesse alma de extrema-direita. Na verdade, ela é programada para um uso, mas não pode escolher o resultado. O algoritmo pode ser manipulado, e é, mas não tem vida própria: é criado para atingir resultados e, para as empresas que o controlam, o que interessa é o lucro. E lucro é alcance. E, no Brasil, a esquerda tem a metade de um país de 220 milhões de pessoas.

Bolha

Em 2026, a esquerda conseguiu ir além de sua bolha. E como conseguiu? Na rua. Foi a rua que ajudou a furar a bolha das redes sociais e, acredito, sem elas, permaneceríamos falando para nós mesmos. Foi a rua que gerou engajamento. Então, rua e rede se encontraram.

Imobilismo foi desatado

E nó do imobilismo foi desatado. E esse é o segundo ineditismo das campanhas da esquerda desde 1989: as ruas ocupadas. Foram elas que encorajaram Lula a ir além.

Que 2026 vá além e não seja um relâmpago em dia de sol.
*Flavio Lúcio é cientista político, doutor em sociologia, historiador, professor da UFPB.


imagem2

Nenhum candidato apresentou projeto para o Nordeste. Até agora

21/10/2026

A rigor, nem para o Nordeste, nem para qualquer regiao. Muito menos para o país como um todo. Faltando quatro dias para o voto e com um debate pelo meio correndo risco de não acontecer, nenhum dos dois candidatos apresentou algo que se possa rotular de projeto para o país. Muito menos para o Nordeste. Ambos trataram de problemas pontuais, específicos, que são medidas importantes mas não refletem um caminho, um conjunto, uma proposta de país.

Segurança

Assunto fundamental. A ideia de Lula é criar um sistema nacional, que nunca deu certo em nenhuma República continental e federativa. A de Flávio é vigiar as fronteiras, missão impossível sem uma reforma profunda das Forças Armadas. Começando pelo contingente, armamento, equipamentos e treinamento. Quatro anos é pouco tempo para isso. Programas sociais, não resolvem a violência, como não resolveram até agora. A questão só tem se agravado neste terceiro milênio. A politica de mais armas e etc, tambem...

A rigor, nem para o Nordeste, nem para qualquer regiao. Muito menos para o país como um todo. Faltando quatro dias para o voto e com um debate pelo meio correndo risco de não acontecer, nenhum dos dois candidatos apresentou algo que se possa rotular de projeto para o país. Muito menos para o Nordeste. Ambos trataram de problemas pontuais, específicos, que são medidas importantes mas não refletem um caminho, um conjunto, uma proposta de país.

Segurança

Assunto fundamental. A ideia de Lula é criar um sistema nacional, que nunca deu certo em nenhuma República continental e federativa. A de Flávio é vigiar as fronteiras, missão impossível sem uma reforma profunda das Forças Armadas. Começando pelo contingente, armamento, equipamentos e treinamento. Quatro anos é pouco tempo para isso. Programas sociais, não resolvem a violência, como não resolveram até agora. A questão só tem se agravado neste terceiro milênio. A politica de mais armas e etc, tambem carece de eficácia. O que resolve não está nos planos: a efetiva melhoria do problema da desigualdade social extrema e das condições de vida do povo.

No restante

É mais do mesmo. Cada qual com seu jeito prometido de fazer. Algo estruturante, de ampla repercussão sobre o perfil da sociedade, não tem. Flávio fala em criar o ministério do progresso. Como a história republicana mais que comprova, progresso não é desenvolvimento. Lula fala em comprar a dívida dos endividados, mas isto é muito pouco e insuficiente. A questão é como evitar esse endividamento. Do povo e do país.

Para o Nordeste

Nenhuma proposta palpável para mudar os indicadores sociais negativos. Nem sequer a transposição entrou na agenda. Já a Transnordestina...

Ninguém diz nada

A ferrovia merece um capítulo a parte. No apagar das luzes do governo Bolsonaro, semana entre o Natal e o Ano Novo, foi feita feita uma mudança fundamental. A concessionária simplesmente entregou, sem resistência do governo, o trecho Salgueiro/Suape, mantendo o acesso ao Porto cearense de Pecém. Um escândalo assombroso, que não teve maior espaço sequer na mídia regional. O trecho Salgueiro/Suape permitiria, também, a interligação com a malha ferroviária que, sem alarde, vai sendo desenhada para o país. O governo Lula tem simpatia pela obra mas não contou com o governo de Pernambuco. A governadora nem fez a sua parte (iniciar as obras dentro do poligono do porto, atribuição estadual) nem comandou uma mobilização política para desatar os nós que dificultam a retomada da obra.

E assim

O eleitor vai eleger alguém sem sequer conhecer para onde o país e o Nordeste vão caminhar.






TSE pede parecer do MP Eleitoral sobre medidas adotadas pela Meta

21/10/2026

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), pediu parecer para o Ministério Público Eleitoral sobre o cumprimento pela Meta de medidas de isonomia no processo eleitoral. Ele estabeleceu prazo de 24 horas para o envio da manifestação.

Atuação questionada

A big tech, responsável pelo WhatsApp, Instagram e Facebook, teve atuação questionada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por suposto favorecimento ao seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

Tem negado

A Meta tem negado qualquer interferência no processo eleitoral ou favorecimento político e atribuiu os problemas relatados a questões técnicas. Relator do caso, Bellizze se reuniu, ontem, terça-feira (20/10), com representantes da empresa.
A reunião foi solicitada após a empresa prestar informações no âmbito da decisão do TSE, que exigiu tratamento igualitário entre as candidaturas nas plataformas digitais.

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), pediu parecer para o Ministério Público Eleitoral sobre o cumprimento pela Meta de medidas de isonomia no processo eleitoral. Ele estabeleceu prazo de 24 horas para o envio da manifestação.

Atuação questionada

A big tech, responsável pelo WhatsApp, Instagram e Facebook, teve atuação questionada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por suposto favorecimento ao seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

Tem negado

A Meta tem negado qualquer interferência no processo eleitoral ou favorecimento político e atribuiu os problemas relatados a questões técnicas. Relator do caso, Bellizze se reuniu, ontem, terça-feira (20/10), com representantes da empresa.
A reunião foi solicitada após a empresa prestar informações no âmbito da decisão do TSE, que exigiu tratamento igualitário entre as candidaturas nas plataformas digitais.


Questionamentos

Após questionamentos sobre possível favorecimento, a big tech foi intimada a apresentar, em 24 horas, informações sobre as medidas adotadas para garantir igualdade na distribuição e veiculação de conteúdos.

Apontou falhas

Apesar do posicionamento oficial da empresa, o Comitê de Supervisão da Meta – que tem atuação independente – apontou falhas no controle de conteúdo e avaliou que faltou transparência na operação da plataforma no Brasil.

A quatro dias do 2º turno, Flávio e Lula buscam indecisos em estados-chave

21/10/2026

Reta final de campanha, últimas estratégias e busca pelo voto dos indecisos. A quatro dias do segundo turno das eleições, os candidatos à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cumprem agendas de campanha em estados decisivos.

Flávio

Nesta quarta-feira (21), o senador vai a Guarulhos, em São Paulo, enquanto o presidente e candidato à reeleição participa de um ato em Belo Horizonte, Minas Gerais.
São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com 34,1 milhões de eleitores aptos a votar. Minas Gerais aparece em segundo lugar, com 16,4 milhões. Os dois estados concentram, respectivamente, 21,48% e 10,32% do eleitorado brasileiro.

Evento

Pela manhã, às 11h, Flávio participa de um evento com o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e aliados paulistas no Espaço Inter, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Esta deve ser a última agenda do se...

Reta final de campanha, últimas estratégias e busca pelo voto dos indecisos. A quatro dias do segundo turno das eleições, os candidatos à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cumprem agendas de campanha em estados decisivos.

Flávio

Nesta quarta-feira (21), o senador vai a Guarulhos, em São Paulo, enquanto o presidente e candidato à reeleição participa de um ato em Belo Horizonte, Minas Gerais.
São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com 34,1 milhões de eleitores aptos a votar. Minas Gerais aparece em segundo lugar, com 16,4 milhões. Os dois estados concentram, respectivamente, 21,48% e 10,32% do eleitorado brasileiro.

Evento

Pela manhã, às 11h, Flávio participa de um evento com o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e aliados paulistas no Espaço Inter, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Esta deve ser a última agenda do senador no estado durante a campanha eleitoral. Também devem comparecer ao evento prefeitos da região metropolitana, deputados e lideranças políticas paulistas.

Agenda no Nordeste

Depois do compromisso em Guarulhos, Flávio viaja ao Ceará, no Nordeste, região em que Lula mantém uma base de apoio consolidada.

Fortaleza

Às 19h, o candidato do PL participa de um evento em Fortaleza organizado pelo deputado federal André Fernandes (PL-CE), aliado do senador. Fernandes tem promovido carreatas e bloquinhos pelo estado em apoio à candidatura de Flávio neste segundo turno. Esta deve ser a última agenda do senador no Nordeste durante a campanha.

O Ceará tem 6.998.494 eleitores aptos a votar, o equivalente a 4,41% do eleitorado nacional. O estado ocupa a oitava posição entre os maiores colégios eleitorais do país.

Lula

Lula vai a Belo Horizonte, onde fará uma caminhada pelo centro da capital mineira, a partir das 15h. O presidente estará acompanhado de aliados no estado, entre eles a senadora eleita Marília Campos (PT).

Estado estratégico

Minas Gerais é considerado um estado estratégico nas eleições presidenciais. Desde a redemocratização, em 1989, todos os candidatos eleitos à Presidência também venceram no estado.

Após receber 43,33% dos votos válidos em Minas Gerais no primeiro turno, contra 48,24% de Flávio, Lula tenta ampliar seu apoio no estado em sua sexta visita durante a campanha eleitoral.

Perdão de dívidas de MEIs

Além do ato em Belo Horizonte, Lula sanciona nesta quarta-feira, em Brasília, a lei que prevê o perdão de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) e eleva o teto de faturamento anual da categoria.

Pacote

A medida integra um pacote anunciado pelo governo durante a campanha eleitoral. O texto prevê aumentar o limite de faturamento do MEI de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.

Prevê

A iniciativa também prevê o perdão de dívidas da categoria com a União, com potencial para beneficiar 3,6 milhões de microempreendedores. A medida faz parte das ações que Lula apresenta na reta final da campanha, em meio à tentativa de ampliar o diálogo com trabalhadores autônomos e pequenos empreendedores.

O Poder com CNN

Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta quarta-feira Por Alek Maracajá

21/10/2026

Brasília, quarta-feira, 21 de outubro de 2026

ATENÇÃO, ATENÇÃO, NÃO PARE DE LER! Cheguei … faltam 4 dias para o 2º turno, e Brasília acordou no modo maratona: PF, CPMI, pedido de cassação dos dois lados e o algoritmo depondo no TSE. Se você piscar, perde uma temporada inteira

A Meio/Ideia traz Flávio com 51,1% × Lula 48,9% dos válidos: empate técnico. No digital da Ativaweb, Lula tem 18,2 milhões de seguidores; Flávio tem quase o dobro de engajamento, 6,04% × 3,27%.

O dia traz a PF apontando pagamento para apagar links sobre Willer Tomaz, a CPMI com 100 assinaturas, o Novo pedindo a cassação de Lula e Alckmin e as duas campanhas brigando com o algoritmo.

Resumo da manhã: não é sobre quem grita mais alto. É sobre quem transforma barulho em voto. E isso ninguém mede antes de domingo

Termômetro Eleitoral: meio/ideia × digital

51,1% × 48,9%: empate técnico na reta final
...

Brasília, quarta-feira, 21 de outubro de 2026

ATENÇÃO, ATENÇÃO, NÃO PARE DE LER! Cheguei … faltam 4 dias para o 2º turno, e Brasília acordou no modo maratona: PF, CPMI, pedido de cassação dos dois lados e o algoritmo depondo no TSE. Se você piscar, perde uma temporada inteira

A Meio/Ideia traz Flávio com 51,1% × Lula 48,9% dos válidos: empate técnico. No digital da Ativaweb, Lula tem 18,2 milhões de seguidores; Flávio tem quase o dobro de engajamento, 6,04% × 3,27%.

O dia traz a PF apontando pagamento para apagar links sobre Willer Tomaz, a CPMI com 100 assinaturas, o Novo pedindo a cassação de Lula e Alckmin e as duas campanhas brigando com o algoritmo.

Resumo da manhã: não é sobre quem grita mais alto. É sobre quem transforma barulho em voto. E isso ninguém mede antes de domingo

Termômetro Eleitoral: meio/ideia × digital

51,1% × 48,9%: empate técnico na reta final

Votos válidos: Flávio 51,1% × Lula 48,9%.
Votos totais: Flávio 48% × Lula 46%. Brancos e nulos 3,4%; não sabem 2,6%.
São 1.500 entrevistas, de 15 a 19 de outubro, margem de 2,5 pontos (registro BR-08251/2026). A diferença de 2 pontos nos totais está dentro da margem: empate técnico.

Leitura: Flávio está numericamente à frente, mas a régua não deixa chamar isso de vantagem.

Dois pontos de diferença e dois e meio de margem: a matemática já decidiu que ninguém vai dormir tranquilo

Termômetro Digital — Ativaweb Datalab

Termômetro Eleitoral 2026 · últimos 7 dias

Lula: +1.020.000 novos seguidores, cerca de +5,9%
Flávio: +983.000 novos seguidores, cerca de +7,0%

Soma: cerca de 2.003.000 novos seguidores em uma semana, 50,9% para Lula.

33,2 milhões de seguidores somados

Lula tem 18,2 milhões e engajamento de 3,27%. Flávio tem 15 milhões e engajamento de 6,04%, cerca de 1,8 vez mais interação proporcional. Nas últimas 24 horas, o crescimento dos dois foi praticamente igual.

Leitura: Lula tem a maior audiência e ganhou mais seguidores em números absolutos. Flávio cresce proporcionalmente mais e faz a base reagir com mais intensidade.

"Seguidor é estoque, engajamento é fluxo. Na última semana, quem tem estoque precisa ativar, e quem tem fluxo precisa ampliar."

Um milhão de seguidores novos por lado em sete dias. O algoritmo pediu férias e o TSE negou

Principais movimentos

R$ 9 mil para faxinar o google

Segundo O Globo, a PF encontrou no celular do advogado Willer Tomaz mensagens e uma planilha que indicam a contratação de um serviço para remover ou desindexar 12 links. Entre eles, reportagens sobre a amizade dele com Flávio. O preço caiu de R$ 12 mil para R$ 9 mil. É indício em inquérito no STF, não condenação.
Tomaz diz que acionou a Justiça contra o Google para tirar "conteúdos antigos e desatualizados" e nega ter tentado se afastar de Flávio, a quem chama de amigo. Flávio classifica as informações da investigação como "fake news".

O episódio transforma reputação digital em pauta policial a quatro dias da urna.
Na internet nada se apaga. No máximo, a gente paga para esconder, e alguém acha mesmo assim

CPMI com 100 assinaturas, mas faltam 98

O pedido de CPMI para investigar Flávio e Willer Tomaz chegou a 100 assinaturas: 85 deputados e 15 senadores. Precisa de 171 e 27, e depois da leitura por Davi Alcolumbre. No Senado, Randolfe Rodrigues coleta apoio para pedir a cassação de Flávio no Conselho de Ética, citando US$ 12,33 milhões enviados a um fundo nos EUA ligado ao filme Dark Horse.
São alegações ainda em coleta de assinaturas. Nas reportagens consultadas, Flávio não comentou os dois pedidos.
A oposição ao candidato do PL tenta manter o caso no noticiário até domingo.
Faltam 98 assinaturas e 4 dias. Em Brasília, isso não é prazo, é corrida de 100 metros com papelada

35 medidas e um pedido de cassação

O Novo pediu ao TSE a cassação da chapa Lula e Alckmin e 8 anos de inelegibilidade, alegando abuso de poder político. Cita 35 medidas de 2026, 12 delas no período eleitoral, como desconto em combustível, Desenrola e Bolsa Família pago na véspera do 2º turno. O pedido depende de julgamento e não comprova abuso por si só.
Procurada pelo Poder360, a campanha de Lula não respondeu até a publicação.
O pedido de cassação agora vale para os dois lados: nenhuma campanha chega a domingo sem processo.
Pedido de cassação virou figurinha repetida no álbum de 2026. Já tem gente querendo trocar

O algoritmo sentou no banco do TSE

A Meta disse ao TSE que, se o sistema automático bloquear a conta de anúncios de um candidato do 2º turno, uma equipe humana revisa em até 2 horas. A empresa nega favorecer qualquer lado. Do outro front, a campanha de Flávio pediu ao TSE dados sobre o impulsionamento de páginas pró-Lula e sobre o canal "Exército do Lula", que passou de 6 milhões de seguidores. A campanha de Lula não comentou o pedido.
E o cientista político Marcos Nobre, da Unicamp e do Cebrap, disse à BBC News Brasil que o bolsonarismo opera um "partido digital", enquanto a esquerda ainda atua em ilhas.
A disputa pelo alcance já virou disputa judicial, e as duas campanhas acusam a plataforma ou o rival de desequilíbrio.
Em 2026, o algoritmo tem advogado, prazo e revisão humana. Só falta pedir para votar em trânsito

Leitura estratégica Ativaweb Datalab


Eleitoral: Meio/Ideia em empate técnico, com Flávio numericamente à frente nos válidos e nos totais.
Digital: Lula soma mais seguidores (18,2 milhões) e mais novos seguidores; Flávio tem engajamento de 6,04% e crescimento proporcional maior.
Narrativo: Flávio fala em "fake news" sobre a investigação; Lula responde com a pauta do sigilo e da "mudança continua".
Institucional: TSE no centro de duas ações de cassação, da disputa com a Meta e do pedido sobre o canal de Janones.
Algoritmo: as duas campanhas acusam alguém de manipular o alcance. Quem perde espaço no feed vai ao tribunal.

PF, CPMI, Conselho de Ética, TSE e Meta. A última semana tem mais siglas que debate tem réplica

Alerta Ativaweb

Barulho não é tendência. Investigação não é condenação, pedido de cassação não é mandato perdido, e engajamento alto não é voto garantido.

Hoje Flávio tem mais intensidade por seguidor e Lula tem mais audiência. A Meio/Ideia mostra empate técnico. Os três números são verdadeiros ao mesmo tempo, e nenhum deles prevê o resultado. Correlação não é conclusão.

Pesquisa mede intenção.
Digital mede atenção e interação.
Urna mede voto.

Fechamento

A história desta quarta é processo, plataforma e precisão.

Flávio aparece com 51,1% dos válidos na Meio/Ideia, em empate técnico, e lidera o engajamento. Lula tem 18,2 milhões de seguidores e ganhou 1,02 milhão em uma semana.

No meio do caminho, links apagados viram inquérito, a CPMI busca assinaturas, o Novo pede cassação e o algoritmo presta contas. Nada disso está decidido. A urna é que decide.

Faltam 4 dias para o 2º turno.

A pesquisa fotografa. O digital acelera. O tribunal analisa. A urna espera

Alek Maracajá
Cientista de Dados | Ativaweb DataLab

Veneziano destaca legado das políticas públicas de-Lula durante ato em João Pessoa

21/10/2026

A cinco dias do segundo turno das eleições presidenciais, o senador reeleito Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) participou, na noite de ontem, terça-feira (20/10), em João Pessoa, de um ato em favor da reeleição do presidente Luíz Inácio Lula da Silva (PT), em frente ao Hotel Globo, no Ponto de Cem Reis, que ficou lotado.

Ressaltou

Durante sua fala, Veneziano ressaltou a necessidade de respeito à diversidade e lembrou que só o presidente Lula tem a responsabilidade de concretizar políticas públicas que beneficiem e incluam as minorias. A deputada federal reeleita por São Paulo, Érika Hilton (Psol); e o deputado federal eleito pela Paraíba, Ricardo Coutinho (PT), também estavam presentes.

“Não podemos baixar a guarda. O Brasil precisa de Lula para que as políticas públicas não sejam penalizadas. Vamos para o Bora Lula e Vira Lula”, afirmou Veneziano.

A mobilização

A mobilização começou por volta das...

A cinco dias do segundo turno das eleições presidenciais, o senador reeleito Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) participou, na noite de ontem, terça-feira (20/10), em João Pessoa, de um ato em favor da reeleição do presidente Luíz Inácio Lula da Silva (PT), em frente ao Hotel Globo, no Ponto de Cem Reis, que ficou lotado.

Ressaltou

Durante sua fala, Veneziano ressaltou a necessidade de respeito à diversidade e lembrou que só o presidente Lula tem a responsabilidade de concretizar políticas públicas que beneficiem e incluam as minorias. A deputada federal reeleita por São Paulo, Érika Hilton (Psol); e o deputado federal eleito pela Paraíba, Ricardo Coutinho (PT), também estavam presentes.

“Não podemos baixar a guarda. O Brasil precisa de Lula para que as políticas públicas não sejam penalizadas. Vamos para o Bora Lula e Vira Lula”, afirmou Veneziano.

A mobilização

A mobilização começou por volta das 17h e contou com a presença da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). Outros apoiadores de Lula na Paraíba, como o deputado estadual eleito Flávio Brasileiro (PT-PB), também marcaram presença no ato.


imagem2

Inimigos da democracia danificam estátua de João Goulart

21/10/2026

A estátua em homenagem ao ex-presidente João Goulart (1919-1976), deposto pelo golpe militar de 1964, foi depredada ontem, terça-feira (20/10), na orla do Guaíba, em Porto Alegre (RS). Nas proximidades do monumento, inaugurado em 2024, foram encontradas bandeiras e cartazes com a imagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República.

Família de Jango critica

Em uma publicação no Instagram, familiares de João Goulart repudiaram a depredação e relacionaram o episódio ao avanço da extrema-direita no país e aos eleitores de Bolsonaro. A família também informou que adotará medidas administrativas para restaurar o monumento.

“Eu pergunto: Jango merece isso? É esse o destino que o Brasil quer?”, diz um trecho da manifestação, que recorda a trajetória política do ex-presidente e sua atuação em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Convocaram

Na publicação, os familiares também c...

A estátua em homenagem ao ex-presidente João Goulart (1919-1976), deposto pelo golpe militar de 1964, foi depredada ontem, terça-feira (20/10), na orla do Guaíba, em Porto Alegre (RS). Nas proximidades do monumento, inaugurado em 2024, foram encontradas bandeiras e cartazes com a imagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República.

Família de Jango critica

Em uma publicação no Instagram, familiares de João Goulart repudiaram a depredação e relacionaram o episódio ao avanço da extrema-direita no país e aos eleitores de Bolsonaro. A família também informou que adotará medidas administrativas para restaurar o monumento.

“Eu pergunto: Jango merece isso? É esse o destino que o Brasil quer?”, diz um trecho da manifestação, que recorda a trajetória política do ex-presidente e sua atuação em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Convocaram

Na publicação, os familiares também convocaram os seguidores a se posicionarem politicamente nas eleições de 25 de outubro. A mensagem apresenta a disputa como uma escolha entre a democracia e o autoritarismo.

A escultura

A escultura, criada pelo artista Otto Dumovich, homenageia o ex-presidente que propôs as chamadas Reformas de Base. As iniciativas previam mudanças nas áreas agrária, urbana, educacional, bancária, fiscal e eleitoral, com o objetivo de combater as desigualdades sociais.

2022

Esta não foi a primeira vez que a estátua de João Goular foi alvo de depredação. Em 2022 a estátua do ex-presidente em São Borja, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, foi danificada. Imagens na época mostraram um grupo de pessoas pulando sobre o monumento.

Quem foi João Goulart

João Belchior Marques Goulart nasceu em São Borja, em 1919. Herdeiro político de Getúlio Vargas, natural da mesma cidade, Jango, como era conhecido, foi vice-presidente nos governos de Juscelino Kubitschek e Jânio Quadros, entre 1956 e 1961.

Assumiu a presidência

Depois da renúncia de Jânio, o gaúcho assumiu a presidência, após a Campanha da Legalidade, liderada pelo cunhado e então governador do RS, Leonel Brizola.

Deposto

João Goulart foi deposto em 2 de abril de 1964. Naquele dia, o Congresso Nacional fez uma sessão que declarou vaga a presidência da República. O então presidente do Congresso, senador Auro de Moura Andrade, argumentou que o presidente tinha deixado o governo. Jango, contudo, estava no Rio Grande do Sul em busca de apoio de aliados, uma vez que estava na iminência de ser detido.

O Poder


imagem2

Milei disse esperar que a campanha de Lula não utilize "artimanha" para "roubar a eleição". Itamaraty reage. Confira as novidades para o seu Papo da Noite

20/10/2026

O Itamaraty afirmou hoje, terça-feira, 20/10, que recentes declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, contra as eleições do Brasil configuram "nova e inaceitável tentativa de ingerência externa no processo democrático brasileiro". A nota é uma reação a uma postagem de Milei nas redes sociais, em que o argentino comenta um trecho de uma entrevista de Lula e diz esperar que "a última artimanha suja da campanha" do petista "não envolva roubar a eleição". Para o Itamaraty, a postura de Milei é antidemocrática e incompatível com o comportamento esperado de um líder de país vizinho e amigo. "A decisão sobre o futuro do Brasil cabe exclusivamente ao povo brasileiro, que se manifestará livremente nas urnas, e sem qualquer tipo de ingerência externa, no domingo, dia 25", pontua o comunicado do Itamaraty. Segundo a pasta, o sistema brasileiro de voto eletrônico é comprovadamente seguro, nunca registrou irregularidades e teve a sua lisura confirmada por observadores internacionais de d...

O Itamaraty afirmou hoje, terça-feira, 20/10, que recentes declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, contra as eleições do Brasil configuram "nova e inaceitável tentativa de ingerência externa no processo democrático brasileiro". A nota é uma reação a uma postagem de Milei nas redes sociais, em que o argentino comenta um trecho de uma entrevista de Lula e diz esperar que "a última artimanha suja da campanha" do petista "não envolva roubar a eleição". Para o Itamaraty, a postura de Milei é antidemocrática e incompatível com o comportamento esperado de um líder de país vizinho e amigo. "A decisão sobre o futuro do Brasil cabe exclusivamente ao povo brasileiro, que se manifestará livremente nas urnas, e sem qualquer tipo de ingerência externa, no domingo, dia 25", pontua o comunicado do Itamaraty. Segundo a pasta, o sistema brasileiro de voto eletrônico é comprovadamente seguro, nunca registrou irregularidades e teve a sua lisura confirmada por observadores internacionais de diversas partes do mundo logo no 1o turno das eleições.

- Direitista, o presidente da Argentina, Javier Milei, é apoiador de Flávio Bolsonaro, PL.

- Crise Diplomática: As novas críticas de Milei ocorrem a poucos dias do 2o turno das eleições brasileiras e são mais um atrito diplomático entre os países.

- Eleições 2026: Mãe de Luciano Huck declara voto em Lula e fala de perseguição ao filho Fernando Grostein, cineasta, que é gay e meio-irmão do apresentador Globo. Marta Dora Grostein diz que viveu a ditadura e vê risco de retrocesso de políticas sociais com Flávio Bolsonaro. Relato menciona ataques de apoiadores de Jair Bolsonaro contra o diretor que hoje mora nos EUA.

- Eleições 2026: eleitores não podem ser presos a partir de hoje, terça-feira, 20/10. Restrição segue até 48 horas após o segundo turno, em 27 de outubro. Lei prevê exceções, como prisão em flagrante, sentença criminal e salvo-conduto.


imagem2


- Eleições 2026: O escritório de advocacia do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, PL, emitiu pelo menos R$ 13,7 milhões em notas fiscais entre janeiro de 2023 e julho de 2026, período em que ele exercia mandato parlamentar. Segundo investigação, a PF abriu um inquérito para examinar as movimentações financeiras da empresa, após identificar indícios de uma possível ligação bancária entre o senador e o advogado Willer Tomaz. (Com UOL)


imagem3


- Eleições 2026: Conselho da Meta aponta falhas 'recorrentes' na moderação de conteúdo eleitoral. Declaração é divulgada no mesmo dia em que empresa responde ao TSE

O Conselho de Supervisão da Meta apontou falhas “recorrentes” nos esforços da empresa para garantir a integridade eleitoral e afirmou que a plataforma precisa tornar mais transparentes e consistentes as regras de moderação de conteúdo durante as eleições. Em comunicado de hoje, terça-feira, 20/10, o órgão citou restrições técnicas que atingiram contas do candidato à reeleição Lula à Presidência no Brasil e de seus apoiadores, e deram origem a acusações de interferência eleitoral. A declaração dos copresidentes do Conselho: “O Conselho de Supervisão está preocupado com as falhas recorrentes na aplicação das regras pela Meta em seus esforços para garantir a integridade eleitoral”, afirma o comunicado. Segundo o órgão, os problemas de moderação durante eleições e períodos de tensão política costumam ocorrer de duas formas: a aplicação excessivamente rigorosa das regras, que suprime manifestações políticas, e; a aplicação insuficiente, que compromete a integridade eleitoral. O Conselho cobrou medidas para avaliar publicamente a eficácia dos mecanismos de moderação da empresa. “Embora a Meta cite frequentemente indicadores gerais de atividade, como o número de anúncios armazenados ou de contas removidas, a empresa ainda não estabeleceu métricas públicas que avaliem de forma transparente a eficácia de suas medidas de aplicação das regras, ou as lacunas críticas nesse processo. Isso precisa mudar”, diz a declaração. O comunicado do Conselho foi divulgado no mesmo dia em que a Meta respondeu ao TSE sobre as medidas adotadas para garantir igualdade na distribuição de conteúdos políticos e na veiculação de anúncios eleitorais durante o 2o turno.

- Eleições 2026: Vice de Flávio ironiza desafio de quebra de sigilos e acusa Lula de ter dinheiro sujo e laranjas. Durante evento político em Belo Horizonte, Alfredo Gaspar respondeu ao desafio do presidente para que Flávio Bolsonaro abra as contas.

- A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, mantém um comitê de supervisão chamado de Oversight Board, um órgão independente, que funciona como uma espécie de alta corte em que usuários podem apelar sobre a remoção ou recolocação de conteúdo no Facebook e no Instagram.

- CPMI para investigar Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz reúne 100 assinaturas. Para ser instalada, a comissão precisa de 198. Governistas cobram que oposição assine pedido e afirmam ter apoiado abertura de um colegiado para investigar Lulinha e Roberta Luchsinger. Advogado amigo de Flávio movimentou R$ 5 bilhões em bets em 2025, diz Fazenda. Ministério afirma que Willer Thomaz foi o maior apostador do país e sacou mais de R$ 200 milhões.

- Eleições 2026: O vice-presidente Geraldo Alckmin, PSB, afirmou hoje, terça-feira, 20/10, que o presidente Lula, PT, tem “espírito republicano” e respeitará os resultados das eleições, independentemente dos partidos vencedores nos Estados e municípios. Em coletiva de imprensa, Alckmin criticou o adversário Flávio Bolsonaro, PL, que associou à extrema direita e à “barbárie”.


imagem4


- Eleições 2026: Lula disse hoje que é sua última campanha presidencial. "Quero que esse mandato seja histórico”

O presidente e candidato à reeleição Lula, PT, disse hoje, terça-feira, 20/10, durante ato de campanha em São Luís/MA, que esta é a sua última disputa presidencial e, por isso, ele quer que seu próximo mandato seja “histórico”. “Sou muito grato por tudo que vocês fizeram por mim nos anos em que fui candidato e fui presidente. É minha última campanha para presidente agora, e quero que esse mandato seja histórico”, discursou a apoiadores. Nesse sentido, o presidente disse que no próximo mandato pretende universalizar o programa Pé-de-Meia para todos os estudantes do ensino médio do País, e também criar uma modalidade do programa para os estudantes universitários. “Vamos continuar criando emprego de qualidade e formando profissionais. Porque nos próximos quatro anos, o Brasil vai investir muito na indústria digital, indústria verde e indústria criativa”, disse Lula. Ao final do discurso ele também pontuou que quer que seu próximo mandato também seja marcado pela proteção às mulheres e o combate à violência.

- Lula anuncia no Maranhão que o Prospera MEI será sancionado amanhã, quarta-feira, 21/10. Programa criado pelo governo federal prevê perdão de dívidas, aumento do limite de faturamento, incentivos para contratação, apoio financeiro e redução de burocracia.

- Eleições 2026: Se eleito, Flávio Bolsonaro promete volta do Perse, benefício a eventos. Candidato pelo PL afirmou hoje, terça-feira, 20/10, que pretende retomar o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos, lançado durante a pandemia e encerrado em 2025.

- Feminicídio: Brasil tem queda de 4,5% nos feminicídios em 2026. Tentativas sobem e chegam a 12 casos por dia. Dados de janeiro a setembro são reunidos pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A redução das mortes foi puxada pelos recuos registrados no segundo e no terceiro trimestres.


imagem5


- Acontece em PE: Exército prende mulher que confessou ter ajudado soldado a fugir. Pedro Bezerra de 20 anos teria fugido do 7º Depósito de Suprimento no último sábado, 17/10, com um fuzil calibre 7,62 e de 20 munições.

- Eleições 2026 em PE: Sem Flávio Bolsonaro, aliados apostam em Alfredo Gaspar e Nikolas Ferreira nos atos em Pernambuco. Caravana, Bloquinho 22 e carreatas fazem parte da agenda da ala bolsonarista em Pernambuco nesta última semana de campanha.

- Eleições 2026: Mais de 130 creches da Prefeitura do Recife abrem no 2º turno das eleições para facilitar votação de pais e responsáveis. Unidades vão funcionar das 08h00 às 13h00 para receber alunos da rede municipal. É preciso fazer cadastro prévio para participar.

- Acontece em PE: Criança de 7 anos é encontrada com 116 pedras de crack na mochila em escola de Belo Jardim. A PM localizou a droga na mochila do aluno após receber denúncia e o caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

- Eleições 2026 em PE: Vereador do PL protocola projeto de lei para alterar nome do Parque Dona Lindu. Thiago Medina quer que o equipamento tenha o nome da mãe de Jair Bolsonaro. Jô Cavalcanti critica.

- Eleições 2026 em PE: Trânsito já começa a ficar lento em Petrolina e Juazeiro devido a ato com Lula.


imagem6


- Eleições 2026 em PE: Flávio busca aproximação com Raquel Lyra. Em vídeo ao lado de Gilson Machado, Podemos, o senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou que pretende atender às demandas dos pernambucanos independentemente das escolhas partidárias da governadora Raquel Lyra, PSD, que não declarou apoio a nenhum candidato no primeiro ou no segundo turno da eleição.

- Acontece em Fernando de Noronha: Casos de dengue aumentam 252% em Fernando de Noronha em um ano. Ilha registrou 60 casos entre janeiro e outubro de 2026, contra 17 no mesmo período de 2025, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.

- Dólar cai a R$ 5,01 e Bolsa sobe firme influenciados por eleição. Petróleo fecha em queda com possível avanço diplomático no Oriente Médio.


imagem7


- Eleições 2026: Trump diz que América do Sul está mudando de rumo político, afirmou que região trocou a esquerda pela direita

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou hoje, terça-feira, 20/10, que a América do Sul está passando por uma mudança de orientação política, com o avanço da direita. A declaração foi feita no Salão Oval da Casa Branca, durante uma conversa com jornalistas. Trump foi questionado sobre a possibilidade de apoiar Marine Le Pen na eleição presidencial da França, prevista para o ano que vem. Ele disse que não conhece a política francesa pessoalmente, mas aproveitou a resposta para comentar o cenário sul-americano. “Se você olhar para o que está acontecendo na América do Sul, as pessoas não acreditariam”, disse Trump. “Estava tudo pendendo muito para a esquerda. Agora está tudo à direita.” Trump afirmou ainda que todos os candidatos que apoiou na região venceram as eleições. Como exemplo, citou o presidente eleito da Colômbia, a quem elogiou.

- O Brasil não foi citado. O presidente dos EUA ainda não declarou apoio formal a nenhum candidato à Presidência do Brasil. Após o primeiro turno, ele afirmou que Flávio Bolsonaro teve uma vitória “apertada, mas impressionante”.

- Ontem, 19/10, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, também comentou o avanço de governos alinhados aos EUA na América Latina. Em entrevista ao site conservador Breitbart News, ele atribuiu parte dessa mudança à reformulação da política de ajuda externa do governo Trump. O Brasil foi citado pelo entrevistador, que mencionou as eleições presidenciais no país. Rubio, no entanto, não comentou o pleito.

- Manifestações na França: Governo decreta toque de recolher em bairros de Paris pela segunda noite consecutiva. Governo francês prepara operação de segurança de grande escala para manifestações convocadas para sábado, após dias de confrontos e saques. Paris, Lyon e Marselha adotaram restrições noturnas.

- Eleições nos EUA: Democratas lideram a participação na votação antecipada nos EUA. Democratas representam fatia maior dos eleitores antecipados em estados-chave em comparação a dois anos atrás.

- Eleições nos EUA: Trump diz que gastará R$ 2 bilhões até o dia da eleição nos EUA. Americanos vão às urnas em 03/11 para eleger deputados, senadores e 36 governadores, em uma eleição crucial para o presidente dos EUA.


imagem8


- Ebola: Nigéria confirma primeiro caso de ebola após voo vindo de Uganda

A Nigéria anunciou, hoje, terça-feira, 20/10, o registro do primeiro caso de ebola em seu território. Uma mulher que viajou de avião de Uganda para a capital, Abuja. Trata-se de um novo foco de uma epidemia que começou em maio na República Democrática do Congo e que já provocou nove casos no Quênia "A paciente, uma mulher que chegou recentemente à Nigéria em um voo internacional vindo de Uganda, foi internada em um hospital privado" em Abuja, "onde recebeu atendimento médico durante vários dias antes de o diagnóstico ser confirmado", declarou, em um comunicado, o ministro da Saúde nigeriano, Muhamad Ali Pate. O governo orientou "todos os centros de saúde públicos e privados do país a permanecerem em estado de alerta máximo". O ministro da Saúde nigeriano informou que "até o momento foram identificados 44 contatos próximos" e que as equipes de saúde pública trabalham para identificar e monitorar as pessoas que podem ter sido expostas, incluindo profissionais de saúde, pacientes, cuidadores e pessoas que interagiram com a paciente durante a viagem.

- Desde maio, a República Democrática do Congo enfrenta o 17º surto da doença pelo vírus ebola em sua história, um surto que, em poucos meses, tornou-se o mais letal já registrado nesse país da África Central. Até o momento, o surto ultrapassou 9.000 casos e causou 4.381 mortes, segundo um balanço das autoridades sanitárias congolesas.

Telefone/Whatsapp

Brasília

(61) 99667-4410

Recife

(81) 99967-9957

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nosso site.
Ao utilizar nosso site e suas ferramentas, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

Jornal O Poder - Política de Privacidade

Esta política estabelece como ocorre o tratamento dos dados pessoais dos visitantes dos sites dos projetos gerenciados pela Jornal O Poder.

As informações coletadas de usuários ao preencher formulários inclusos neste site serão utilizadas apenas para fins de comunicação de nossas ações.

O presente site utiliza a tecnologia de cookies, através dos quais não é possível identificar diretamente o usuário. Entretanto, a partir deles é possível saber informações mais generalizadas, como geolocalização, navegador utilizado e se o acesso é por desktop ou mobile, além de identificar outras informações sobre hábitos de navegação.

O usuário tem direito a obter, em relação aos dados tratados pelo nosso site, a qualquer momento, a confirmação do armazenamento desses dados.

O consentimento do usuário titular dos dados será fornecido através do próprio site e seus formulários preenchidos.

De acordo com os termos estabelecidos nesta política, a Jornal O Poder não divulgará dados pessoais.

Com o objetivo de garantir maior proteção das informações pessoais que estão no banco de dados, a Jornal O Poder implementa medidas contra ameaças físicas e técnicas, a fim de proteger todas as informações pessoais para evitar uso e divulgação não autorizados.

fechar