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Depois da Venezuela, na AL, terremoto atinge Afeganistão, no sul da Ásia

27/06/2026

Enquanto o mundo inteiro está voltado para ações humanitárias e de socorro à Venezuela, na América Latina, que foi alvo de dois terremotos na última quinta-feira (25/06), um terremoto de magnitude 6 atingiu o Afeganistão, país do sul da Ásia, neste sábado (27/06).

A informação foi confirmada pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) que informou que o tremor abalou províncias do leste, incluindo Khost e Nangarhar. O epicentro foi registrado no nordeste do Afeganistão, a uma profundidade de 208,3 quilômetros.

Mas o abalo também foi sentido na capital do Paquistão, Islamabad, e no distrito de Swat, na província de Khyber Pakhtunkhwa, no norte do Paquistão, onde moradores saíram correndo de suas casas em pânico. Ainda não há informações oficiais sobre vítimas nos dois países.

— Com Agências internacionais de notícias

Enquanto o mundo inteiro está voltado para ações humanitárias e de socorro à Venezuela, na América Latina, que foi alvo de dois terremotos na última quinta-feira (25/06), um terremoto de magnitude 6 atingiu o Afeganistão, país do sul da Ásia, neste sábado (27/06).

A informação foi confirmada pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) que informou que o tremor abalou províncias do leste, incluindo Khost e Nangarhar. O epicentro foi registrado no nordeste do Afeganistão, a uma profundidade de 208,3 quilômetros.

Mas o abalo também foi sentido na capital do Paquistão, Islamabad, e no distrito de Swat, na província de Khyber Pakhtunkhwa, no norte do Paquistão, onde moradores saíram correndo de suas casas em pânico. Ainda não há informações oficiais sobre vítimas nos dois países.

— Com Agências internacionais de notícias

Conar suspende anúncios de bets da CazéTV enquanto investiga denúncias de publicidade irregular

27/06/2026

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) determinou, em caráter liminar, a suspensão de peças publicitárias consideradas abusivas envolvendo apostas esportivas exibidas durante as transmissões da Copa do Mundo pela Cazé TV. A medida também envolve as empresas Bet 365 e KTO.

A decisão foi assinada na sexta-feira (26/6) pelo conselheiro relator Luiz Celso de Piratininga Jr. e tem natureza emergencial, já que o caso ainda não foi analisado de forma definitiva pelo Conselho de Ética da entidade. As empresas terão cinco dias úteis para informar quais providências adotaram para adequar suas campanhas às regras de publicidade responsável, incluindo ações voltadas à proteção de crianças e adolescentes.

Violação a código

Na avaliação do relator, as inserções comerciais podem ter descumprido o Anexo X do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária (CBAP), conjunto de normas específico para o mercado de apostas...

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) determinou, em caráter liminar, a suspensão de peças publicitárias consideradas abusivas envolvendo apostas esportivas exibidas durante as transmissões da Copa do Mundo pela Cazé TV. A medida também envolve as empresas Bet 365 e KTO.

A decisão foi assinada na sexta-feira (26/6) pelo conselheiro relator Luiz Celso de Piratininga Jr. e tem natureza emergencial, já que o caso ainda não foi analisado de forma definitiva pelo Conselho de Ética da entidade. As empresas terão cinco dias úteis para informar quais providências adotaram para adequar suas campanhas às regras de publicidade responsável, incluindo ações voltadas à proteção de crianças e adolescentes.

Violação a código

Na avaliação do relator, as inserções comerciais podem ter descumprido o Anexo X do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária (CBAP), conjunto de normas específico para o mercado de apostas em vigor desde dezembro de 2023.

O foco da apuração está em ações de merchandising realizadas ao longo das transmissões esportivas, nas quais narradores e comentaristas apresentavam ofertas de apostas em tempo real, com destaque para odds (cotações de apostas) consideradas improváveis de se concretizar.

Mais transparência

O documento também apontou que as inserções podem não deixar suficientemente claro ao espectador seu caráter publicitário, assim como destacar o uso de mensagens com senso de urgência para estimular apostas imediatas.

Além da exigência de esclarecimentos por parte das empresas envolvidas, o Conar informou que acompanhará de forma mais rigorosa as futuras transmissões do projeto esportivo. Caso sejam identificadas novas publicidades com características semelhantes às investigadas, o Conselho poderá instaurar um processo ético formal.

Alterações em curso

Em nota, a CazéTV iressaltou que já promoveu alterações na exibição de anúncios de plataformas de apostas após receber manifestações do público.

Segundo o comunicado emitido pelo canal, vai ser adotado "um padrão mais específico e conservador para ativações de marcas de apostas” para preservar “a espontaneidade que marca o canal em todos os demais segmentos”.

As outras duas empresas não se pronunciaram publicamente até o fechamento desta edição. O espaço continua aberto.

— Com Agências de Notícias

Mesmo com redução ao longo dos anos Judiciário brasileiro tem acervo de 75,5 milhões de processos, destaca estudo do CNJ

27/06/2026

O Poder Judiciário encerrou 2025 com 75,5 milhões de processos em tramitação, segundo dados consolidados do relatório Justiça em Números 2026 — espécie de censo nacional do Judiciário, divulgado em sua integralidade nesta sexta-feira (26/06). O resultado representa redução de 3,4 milhões de processos em relação ao ano anterior, queda de 4,3%, e deixa o acervo em patamar inferior ao registrado entre 2020 e 2023, período em que chegou a 84,3 milhões de processos.

Os dados, conforme informações de técnicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão responsável pelo levantamento, mostram que a redução do estoque ocorreu em um ano de alta demanda. Em 2025, ingressaram 40,9 milhões de processos judiciais, 1,4 milhão a mais do que em 2024. Esse foi o maior volume de casos novos da série histórica, iniciada em 2009. Quando consideradas apenas as ações originárias dos tribunais, os processos de conhecimento e as execuções extrajudiciais, o número de processos protocolados no J...

O Poder Judiciário encerrou 2025 com 75,5 milhões de processos em tramitação, segundo dados consolidados do relatório Justiça em Números 2026 — espécie de censo nacional do Judiciário, divulgado em sua integralidade nesta sexta-feira (26/06). O resultado representa redução de 3,4 milhões de processos em relação ao ano anterior, queda de 4,3%, e deixa o acervo em patamar inferior ao registrado entre 2020 e 2023, período em que chegou a 84,3 milhões de processos.

Os dados, conforme informações de técnicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão responsável pelo levantamento, mostram que a redução do estoque ocorreu em um ano de alta demanda. Em 2025, ingressaram 40,9 milhões de processos judiciais, 1,4 milhão a mais do que em 2024. Esse foi o maior volume de casos novos da série histórica, iniciada em 2009. Quando consideradas apenas as ações originárias dos tribunais, os processos de conhecimento e as execuções extrajudiciais, o número de processos protocolados no Judiciário em 2025 foi de 24,7 milhões.


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Atendimento à demanda

O Índice de Atendimento à Demanda ficou em 110,4%. O que significa que, para cada 100 processos que ingressaram no Judiciário em 2025, cerca de 110 foram baixados. O índice ficou acima do verificado nos países europeus acompanhados pela Comissão Europeia para a Eficiência da Justiça (Cepej), onde a média foi de 100,9%.

A taxa de congestionamento do Poder Judiciário foi de 62,6%, redução de 0,8 ponto percentual em relação a 2024. O indicador mostra a proporção de processos que permaneceram pendentes ao final do período em relação ao total que tramitou no ano. A taxa líquida, que desconsidera processos suspensos, sobrestados ou em arquivo provisório, caiu para 56,6%, o menor valor da série histórica.

Execuções fiscais

Um dos destaques da pesquisa esse ano está relacionado às execuções fiscais, que tiveram papel relevante na redução do acervo em 2025. Esse tipo de processo registrou queda de 4,4 milhões de casos, redução de 21,3%, especialmente na Justiça Estadual. No fim do ano, as execuções fiscais representavam aproximadamente 22% do total de casos pendentes e 45% das execuções pendentes no Poder Judiciário.

A taxa de congestionamento das execuções fiscais foi de 72,4% em 2025. Na prática, de cada 100 processos desse tipo que tramitaram no ano, 28 foram baixados. Sem as execuções fiscais, a taxa de congestionamento do Poder Judiciário cairia 2,3 pontos percentuais, de 62,6% para 60,3%.


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Presença do Judiciário

O relatório também traz dados sobre a presença do Judiciário no território nacional. Dos 5.571 municípios brasileiros, quase metade (2.564) são sedes de comarca na Justiça Estadual. Essas comarcas abrangem 89,3% da população residente no país.

Na comparação internacional, o Brasil tem 8,9 magistrados e magistradas por cem mil habitantes. A média é inferior à observada nos países europeus analisados pela Cepej, que registram 18 magistrados por cem mil habitantes. Ao mesmo tempo, a demanda por serviços de Justiça por cem habitantes é 4,18 vezes maior no Brasil do que na União Europeia.

A produtividade média brasileira também aparece acima da média europeia no relatório. Em 2025, a média de processos baixados por magistrado ativo no Brasil foi de 2.366. Nos países europeus, a média informada foi de 252.

— Com informações do CNJ


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Todo mundo livre para acompanhar o jogo Brasil X Japão? Preste atenção às regras do seu trabalho e se prepare

27/06/2026

O clima de animação e expectativa para o jogo entre Brasil e Japão, que será realizado na próxima segunda-feira (29/06), já é visível pelas bandeiras e camisas da seleção brasileira observadas nas ruas do país. Mas como será o expediente de trabalho no dia?

Para além de ser a primeira partida de mata-mata das equipes, há outra coisa que difere esse jogo dos demais: ele será o primeiro a acontecer em horário comercial de um dia útil, às 14h. Para quem quer acompanhar a trajetória da equipe canarinho rumo ao hexa, a partida no início da tarde pode ser um impeditivo por coincidir com o horário de trabalho de muitos brasileiros



Ponto facultativo para servidores

Nos órgãos públicos, a maioria deles decretou ponto facultativo ou liberou os serviores. O problema é que o dia de jogo da seleção não é feriado. A legislação não prevê nenhuma exceção específica para a Copa do Mundo, e a jornada regular de trabalho continua valendo...

O clima de animação e expectativa para o jogo entre Brasil e Japão, que será realizado na próxima segunda-feira (29/06), já é visível pelas bandeiras e camisas da seleção brasileira observadas nas ruas do país. Mas como será o expediente de trabalho no dia?

Para além de ser a primeira partida de mata-mata das equipes, há outra coisa que difere esse jogo dos demais: ele será o primeiro a acontecer em horário comercial de um dia útil, às 14h. Para quem quer acompanhar a trajetória da equipe canarinho rumo ao hexa, a partida no início da tarde pode ser um impeditivo por coincidir com o horário de trabalho de muitos brasileiros


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Ponto facultativo para servidores

Nos órgãos públicos, a maioria deles decretou ponto facultativo ou liberou os serviores. O problema é que o dia de jogo da seleção não é feriado. A legislação não prevê nenhuma exceção específica para a Copa do Mundo, e a jornada regular de trabalho continua valendo.

Ou seja, por lei, o expediente segue normalmente, independentemente do jogo, do horário ou da fase da competição. A liberação de funcionários, quando ocorre, depende exclusivamente da decisão da empresa. Muitos empregadores têm o costume de liberar a equipe durante os jogos, reduzir a jornada ou permitir que os funcionários assistam à partida no próprio ambiente de trabalho. Outras empresas mantêm o funcionamento normal e tratam o jogo como qualquer outra atividade externa ao expediente.

Folga remunerada

Quando a empresa decide liberar os funcionários sem desconto, a folga é considerada remunerada. Essa é uma prática comum em anos de Copa e pode ser adotada sem necessidade de acordo coletivo, desde que o empregador deixe clara a regra.

Em muitos casos, o expediente é suspenso por algumas horas e volta após a partida, o que exige organização interna para evitar prejuízos no atendimento ou no fluxo de trabalho. Já a falta injustificada em dias de jogo continua sendo considerada uma ausência comum. O trabalhador pode sofrer desconto das horas e perder o descanso semanal remunerado.

Advertências ou suspensões podem ocorrer em caso de reincidência, mas os especialistas reforçam que faltar apenas para assistir a uma partida, sem avisar ou negociar antes, não configura motivo para justa causa.


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Setores essenciais

Para quem trabalha em regime de escala ou atua em setores essenciais — como saúde, transporte, segurança e serviços de atendimento ao público — o esquema é ainda mais rígido. Setores com operação ininterrupta enfrentam limites porque “a empresa não pode comprometer atividades essenciais por causa da Copa”, o que exige planejamento prévio e diálogo para minimizar impactos.

Nessas situações, acordos individuais são mais comuns. Supervisores avaliam as condições operacionais e decidem caso a caso, o que torna fundamental que o trabalhador se antecipe e converse com antecedência.Zangiácomo também alerta que assistir ao jogo sem autorização, mesmo dentro do local de trabalho, pode ser interpretado como indisciplina.

Diálogo é melhor estratégia

De toda forma, advogados destacam ainda que, em qualquer cenário, o diálogo é a melhor estratégia.

Por isso, se vocês não foram liberados no horário, negociem com os colegas e os patrões, se organizem com o trânsito, avaliem onde será melhor acompanhar o jogo de onde estiverem, (já que se tiverem de voltar ao expediente logo depois, talvez seja melhor formar um grupo no ambiente de trabalho), preparem a animação, vistam a camisa e vamos incrementar a torcida. Vai lá Brasil!

— Com o G1


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Oriente médio: Menos de dez dias após cessar-fogo, EUA voltam a bombardear Estreito de Ormuz e Irã ataca bases norte-americanas

27/06/2026

Menos de dez dias após o fim da guerra, o cessar-fogo negociado no Oriente Médio ganhou um novo capítulo, nesta sexta-feira (26/06), com os Estados Unidos voltando a bombardear o Estreito de Ormuz. O argumento do governo norte-americano foi de represália ao ataque de drones iranianos a um navio cargueiro na quinta (25/06). A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) anunciou novos ataques.

De acordo com o Comando Central das Forças Armadas dos EUA, o bombardeio atingiu “locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos, além de estações de radar costeiras”. De acordo com a rede de notícias Al Jazeera, explosões foram ouvidas na cidade de Sirik, no sul do Irã, e a torre de comunicações de uma emissora local teria sido atingida.

Posições militares dos EUA

Em resposta aos ataques americanos, a IRGC anunciou que atingiu posições militares dos EUA na região, sem dar maiores detalhes. Em comunicado, as forças iranianas condenaram os bomba...

Menos de dez dias após o fim da guerra, o cessar-fogo negociado no Oriente Médio ganhou um novo capítulo, nesta sexta-feira (26/06), com os Estados Unidos voltando a bombardear o Estreito de Ormuz. O argumento do governo norte-americano foi de represália ao ataque de drones iranianos a um navio cargueiro na quinta (25/06). A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) anunciou novos ataques.

De acordo com o Comando Central das Forças Armadas dos EUA, o bombardeio atingiu “locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos, além de estações de radar costeiras”. De acordo com a rede de notícias Al Jazeera, explosões foram ouvidas na cidade de Sirik, no sul do Irã, e a torre de comunicações de uma emissora local teria sido atingida.

Posições militares dos EUA

Em resposta aos ataques americanos, a IRGC anunciou que atingiu posições militares dos EUA na região, sem dar maiores detalhes. Em comunicado, as forças iranianas condenaram os bombardeios norte-americanos e afirmaram que, em caso de novas agressões, “os ataques serão mais abrangentes”.

Nas redes sociais, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, acusou o Irã de violar o acordo firmado em 17 de junho. “O Irã assinou um acordo de cessar-fogo. Nós o cumprimos. Se eles tiverem desacordos sobre como o Memorando de Entendimento está sendo aplicado, podem pegar o telefone. Mas a violência será respondida com violência”, publicou.

Bombardeios por drones

Ainda não se sabe se o ataque de drones que motivou os bombardeios foi realmente feito por forças iranianas. As operações de evacuação de navios que ficaram retidos no Estreito de Ormuz durante a guerra entre EUA/Israel e Irã tiveram de ser interrompidas.

O secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI) das Nações Unidas, Arsenio Dominguez, afirmou que as operações foram temporariamente suspensas para reafirmar se as garantias de segurança continuam em vigor para os navios e marinheiros na região.

— Com Agências de Notícias

Dados da ONU apontam que cerca de 50 mil pessoas estão desaparecidas após terremoto na Venezuela

27/06/2026

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou oficialmente que a estimativa técnica feita por suas equipes que estão na Venezuela, ajudando o governo a socorrer a população após a ocorrência de dois terremotos nessa última semana, aponta que cerca de 50 mil pessoas ainda estão desaparecidas entre os escombros dos prédios e casas.

De acordo com o chefe de ajuda humanitária da entidade, Tom Fletcher, a catástrofe ganhou “proporções históricas” e a operação de resgate é “extremamente complexa”. Socorristas de vários países, incluindo o Brasil, acompanhados de cães farejadores e equipamentos, começaram a chegar a Caracas.



Missão brasileira

O Brasil enviou um avião KC-390 com 12 toneladas de equipamento, bombeiros, equipes da Defesa Civil e técnicos em telecomunicações. As autoridades decidiram militarizar o estado de La Guaira, localizado a 40km de Caracas (capital venezuelana) e considerado a área mais atingida pelo te...

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou oficialmente que a estimativa técnica feita por suas equipes que estão na Venezuela, ajudando o governo a socorrer a população após a ocorrência de dois terremotos nessa última semana, aponta que cerca de 50 mil pessoas ainda estão desaparecidas entre os escombros dos prédios e casas.

De acordo com o chefe de ajuda humanitária da entidade, Tom Fletcher, a catástrofe ganhou “proporções históricas” e a operação de resgate é “extremamente complexa”. Socorristas de vários países, incluindo o Brasil, acompanhados de cães farejadores e equipamentos, começaram a chegar a Caracas.


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Missão brasileira

O Brasil enviou um avião KC-390 com 12 toneladas de equipamento, bombeiros, equipes da Defesa Civil e técnicos em telecomunicações. As autoridades decidiram militarizar o estado de La Guaira, localizado a 40km de Caracas (capital venezuelana) e considerado a área mais atingida pelo terremoto. As entradas e saídas da região, afetada por saques, passaram a ser controladas pelas forças de segurança.

Por parte do Brasil, a mobilização brasileira foi organizada pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE). Conta com uma equipe de Busca e Resgate Urbano e reúne profissionais da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec/MIDR), militares dos Corpos de Bombeiros Militares de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de especialistas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Ajuda humanitária

Segundo a presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, entre as delegações que já se encontram no país estão, juntamente com a equipe do Brasil, representantes do México; Chile; El Salvador; Estados Unidos; Catar; Espanha; e demais membros da ONU. O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, viaja para lá na próxima semana para coordenar a ajuda humanitária brasileira.

Neste sábado (27/06), outro avião vai partir com médicos e um hospital de campanha. A sociedade civil também se mobiliza. Brasileiros e venezuelanos que moram em Roraima estão recolhendo doações.


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Susto: Tornozeleira de Bolsonaro parou de emitir sinais na noite desta sexta-feira (26) mas vistoria da PM constatou apenas falha no aparelho

27/06/2026

Hylda Cavalcanti*

Enquanto aguarda uma decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre se continua ou não em prisão domiciliar, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo, na noite desta sexta-feira (26/06), de mais uma polêmica. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) notificou o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma falha na emissão do sinal GPS da tornozeleira dele.

A falha, conforme detectou a PMDF, aconteceu por volta das 18h57, passando uma impressão errônea de que a tornozeleira teria sido rompida ou quebrada. De acordo com os agentes responsáveis pela segurança de Bolsonaro, uma equipe de monitoramento foi de imediato até a residência dele, no bairro do Jardim Botânico, em Brasília, para ver o que havia ocorrido.

Sem violação do equipamento

Segundo o relatório, não houve violação do equipamento. A equipe chegou à casa de Bolsonaro por volta das 20h04. Quando ficou constatado que o problema foi de ordem...

Hylda Cavalcanti*

Enquanto aguarda uma decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre se continua ou não em prisão domiciliar, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo, na noite desta sexta-feira (26/06), de mais uma polêmica. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) notificou o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma falha na emissão do sinal GPS da tornozeleira dele.

A falha, conforme detectou a PMDF, aconteceu por volta das 18h57, passando uma impressão errônea de que a tornozeleira teria sido rompida ou quebrada. De acordo com os agentes responsáveis pela segurança de Bolsonaro, uma equipe de monitoramento foi de imediato até a residência dele, no bairro do Jardim Botânico, em Brasília, para ver o que havia ocorrido.

Sem violação do equipamento

Segundo o relatório, não houve violação do equipamento. A equipe chegou à casa de Bolsonaro por volta das 20h04. Quando ficou constatado que o problema foi de ordem técnica, ele foi orientado a ir até a área externa da casa para testar o sinal Wi-Fi. Logo após uma reconfiguração, a tornozoleira voltou a funcionar e não precisou ser trocada.

"Na análise restou constatado estrutura do dispositivo intacta, leds acesos e com sinalização em cadência normal. Solicitação de deslocamento para vista de satélites, prontamente atendida pelo monitorado", informou o documento encaminhado ao STF.


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Defesa pede prorrogação de domiciliar

O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e outros crimes. Ele aguarda retorno do ministro Alexandre de Moraes, do STF, sobre pedido feito pelos seus advogados de defesa para ter prorrogado o prazo de prisão domiciliar em função de não ter ficado totalmente recuperado do seu estado de saúde.

O prazo para término da prisão domiciliar e retorno de Bolsonaro à Papuda acabou na última quarta-feira (24), mas como foi feita essa nova solicitação, aguarda-se resposta por parte do magistrado quanto ao pedido dos advogados. Nesta sexta-feira (25/06), a Procuradoria-Geral da República deu parecer favorável a que o prazo para prisão domiciliar do ex-presidente seja prorrogado.

*Hylda Cavalcanti é jornalista, editora de O Poder aos sábados

Muito estranho - Advocacia da União corre para socorrer bets na ação movida em Brasília por Antônio Campos

27/06/2026

O advogado Antônio Campos ajuizou ação popular, que tramita na 5a Vara Federal do DF. Objetivo da ação: que a União faça uma maior fiscalização quanto as bets e 'tigrinhos', bem como que determine a restrição da publicidade das bets, similar a legislação anti fumo. O advogado utiliza o princípio da analogia e a teoria dos princípios.

Estudos sobre o impacto

O autor juntou com a inicial estudos científicos e econômicos sobre o jogo abusivo e o impacto econômico e na saúde pública no Brasil, que é gigantesco.
O Juízo, inicialmente, mandou verificar se havia outra ação no mesmo sentido, na sede da União Federal, que é o Distrito Federal e não há. Com isso, a iniciativa passa a ser a ação pioneira para a matéria, em termos de ação popular ou ação civil pública. O que aumenta a importância da ação.

Pra onde vais com tanta pressa?

Antes de qualquer intimação, a Procuradoria Geral da União, 1a regiao, prot...

O advogado Antônio Campos ajuizou ação popular, que tramita na 5a Vara Federal do DF. Objetivo da ação: que a União faça uma maior fiscalização quanto as bets e 'tigrinhos', bem como que determine a restrição da publicidade das bets, similar a legislação anti fumo. O advogado utiliza o princípio da analogia e a teoria dos princípios.

Estudos sobre o impacto

O autor juntou com a inicial estudos científicos e econômicos sobre o jogo abusivo e o impacto econômico e na saúde pública no Brasil, que é gigantesco.
O Juízo, inicialmente, mandou verificar se havia outra ação no mesmo sentido, na sede da União Federal, que é o Distrito Federal e não há. Com isso, a iniciativa passa a ser a ação pioneira para a matéria, em termos de ação popular ou ação civil pública. O que aumenta a importância da ação.

Pra onde vais com tanta pressa?

Antes de qualquer intimação, a Procuradoria Geral da União, 1a regiao, protocolou petição no seguintes termos, o que demonstra a relevância da ação: "Requerer a regular intimação da Procuradoria-Regional da União da 1ª Região, a fim de que o ente público possa apresentar manifestação prévia acerca do pedido de tutela antecipatória da parte contrária, no prazo de 5 (cinco) dias, dada a relevância e potencial impacto jurídico da matéria; quando menos, pede-se a observância do art. 2º, da Lei nº 8.437/1992.” ou seja, tomando conhecimento pela imprensa da ação, a advocacia federal se antecipou e pediu para ser citada com urgência. As linhas e entrelinhas do texto dizem mais que qualquer proclamação sobre a oportunidade e a relevância do debate, na sociedade e nos tribunais. Confira o print abaixo.


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Assunto relevante

Realmente a matéria tratada é importante. A reação, injustificavel em tempos normais, anuncia uma discussão jurídica de alta relevância.
“É preciso dar um freio de arrumação na publicidade e nos jogos de bets e 'tigrinhos', fazendo valer a lei, a Constituição Federal, para proteger mais de 12 milhões de jogadores ativos no Brasil.”, disse o advogado Antônio Campos.

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Confira o vídeo. O assunto vai dar muito o que falar.






Mandato de resultados - Veneziano agiu e garantiu reconstrução de ponte entre Remígio e Barra de Santa Rosa

26/06/2026

Foi liberada para tráfego de veículos na tarde de hoje, sexta-feira (26/06) a Ponte sobre o Rio Piaba, que liga os municípios de Remígio e Barra de Santa Rosa. A obra estava paralisada havia mais de 10 anos e foi concretizada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes- DNIT, com recursos garantidos pelo Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). O investimento foi de aproximadamente R$ 2 milhões. O Deputado Estadual Anderson Monteiro também participou da entrega.

O senador que resolve

O Superintendwnre do DNIT na Paraíba, Arnaldo Monteiro, destacou a importância da participação de Veneziano para que a obra fosse concretizada. “Tive a felicidade de, ao assumir o DNIT, ter ao meu lado um Senador como Veneziano, que canalizou os recursos necessários para concretizar essa obra. Ele é um Senador que tem nos proporcionado fazer grandes obras, como a duplicação da BR 230, em Campina Grande; a triplicação da BR 230, em João Pessoa; a ponte...

Foi liberada para tráfego de veículos na tarde de hoje, sexta-feira (26/06) a Ponte sobre o Rio Piaba, que liga os municípios de Remígio e Barra de Santa Rosa. A obra estava paralisada havia mais de 10 anos e foi concretizada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes- DNIT, com recursos garantidos pelo Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). O investimento foi de aproximadamente R$ 2 milhões. O Deputado Estadual Anderson Monteiro também participou da entrega.

O senador que resolve

O Superintendwnre do DNIT na Paraíba, Arnaldo Monteiro, destacou a importância da participação de Veneziano para que a obra fosse concretizada. “Tive a felicidade de, ao assumir o DNIT, ter ao meu lado um Senador como Veneziano, que canalizou os recursos necessários para concretizar essa obra. Ele é um Senador que tem nos proporcionado fazer grandes obras, como a duplicação da BR 230, em Campina Grande; a triplicação da BR 230, em João Pessoa; a ponte de Piancó, dentre tantas outras”, destacou o Superintendente.

Veneziano

Afirmou que a construção da ponte foi resultado de uma ação conjunta, que contou com a participação de muitos atores. “Só temos a agradecer ao presidente Lula, ao companheiro Renan Filho, que quando estava no Ministério dos Transportes abraçou esta causa, e teve, também, a nossa modesta, mas decisiva participação, com a articulação necessária para que a ponte fosse reconstruída”.


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É Findi - São João: Memórias Acesas - Crônica - Por Maria Inês Machado*

26/06/2026

A festa de São João ocupa um lugar especial na minha caminhada terrestre.

Nasci no interior e conheci, desde cedo, o sabor da canjica, da pamonha, do milho cozido e do milho assado na fogueira. São lembranças que guardo com gratidão, aquecidas pela ternura da infância.

Uma das tradições mais bonitas do sertão era a escolha da madrinha da fogueira. Era coisa séria. Não tinha o aparato religioso do batizado, mas representava um compromisso firmado por escolha. Mandato do coração.

Ainda não tínhamos idade para os namoros quando deixamos a pequena cidade e fomos morar na cidade grande. O motivo era continuar os estudos, pois, naquela época, o interior não oferecia séries mais avançadas.

Todavia, as lembranças das moças casamenteiras permanecem viçosas na memória. Elas aguardavam, com ansiedade mal disfarçada, a chegada das festas juninas. Era tempo de quadrilhas, de olhares demorados e de corações acelerados. Muitas vezes, a dança...

A festa de São João ocupa um lugar especial na minha caminhada terrestre.

Nasci no interior e conheci, desde cedo, o sabor da canjica, da pamonha, do milho cozido e do milho assado na fogueira. São lembranças que guardo com gratidão, aquecidas pela ternura da infância.

Uma das tradições mais bonitas do sertão era a escolha da madrinha da fogueira. Era coisa séria. Não tinha o aparato religioso do batizado, mas representava um compromisso firmado por escolha. Mandato do coração.

Ainda não tínhamos idade para os namoros quando deixamos a pequena cidade e fomos morar na cidade grande. O motivo era continuar os estudos, pois, naquela época, o interior não oferecia séries mais avançadas.

Todavia, as lembranças das moças casamenteiras permanecem viçosas na memória. Elas aguardavam, com ansiedade mal disfarçada, a chegada das festas juninas. Era tempo de quadrilhas, de olhares demorados e de corações acelerados. Muitas vezes, a dança terminava em namoro e, não raro, em casamento.

As escolhas dos pares tinham suas regras. Quando as famílias eram afins e aprovavam o romance, a festa do casório acabava acontecendo. Outros pares ficavam apenas na paquera, palavra muito usada naquele tempo para nomear o intervalo entre a amizade e o namoro.

Sempre imaginei que, no mês de junho, Santo Antônio precisasse pedir ajuda aos outros santos. Eram tantas promessas, tantas simpatias e tantos pedidos dirigidos ao santo casamenteiro, que talvez necessitasse de alguns assessores para dar conta de tantos corações esperançosos.

Hoje recordo aquele tempo com as marcas da alegria. As brincadeiras ficaram gravadas no coração e na memória. Era dia de adivinhações, de quadrilhas, de vestidos rodados e de cabelos enfeitados com fitas coloridas. Minha irmã e eu usávamos vestidos parecidos, quase iguais. Costumes daquele tempo.

As quermesses eram animadas. A radiadora local, bem-posta no Círculo Operário, era instrumento precioso. Por meio dela, o locutor atendia aos rapazes que ofereciam músicas às moças. Era delicadeza que dispensava declarações grandiosas. Bastava a canção para dizer o que o coração ainda não tinha coragem de confessar.
À noite, a praça parecia um desfile. As meninas vestiam chita, mas também havia quem surgisse com golas de organdi, tecido áspero que machucava o pescoço.

O forró pé de serra embalava a festa. Seu Francisco comandava a sanfona, o senhor Joaquim fazia o pandeiro vibrar e Zeca Matuto arrancava do triângulo um som que parecia um diálogo com as estrelas.

As comidas típicas eram capítulos representativos da festa. O aluá de Dona Maria era famoso, e ninguém conseguia reproduzir seu sabor. As canjicas e as pamonhas de Dona Marieta pareciam abençoadas pelos céus. Qualquer tentativa de imitá-las era perda de tempo. Já o bolo de batata-doce de Dona Filomena disputava, em maciez e sabor, com o de Dona Jovem. Escolher entre os dois era tarefa impossível.

E assim a cidadezinha se vestia das cores da alegria.

Até os corações machucados encontravam consolo no esplendor da noite de São João. O céu, iluminado e repleto de estrelas, parecia pintado de balões.

Momentos de simplicidade revelavam o verdadeiro sabor adocicado do São João nordestino, feito de cores, de música e de afeto.

Era o tempo em que as moças faziam os mais curiosos pedidos a Santo Antônio. Algumas diziam, anos depois, que o tempo passara, a juventude se fora e o marido não aparecera. Ainda assim, a fé no santo casamenteiro não esmorecia. Os pedidos continuavam, agora pelas sobrinhas, pelas afilhadas e por todas aquelas que ainda sonhavam.

Assim era, e continua sendo, dentro de mim, a legítima festa junina nordestina. Celebração que chega ao coração do sertão sem precisar de disfarces, porque sua grandeza mora justamente na simplicidade.
Semelhante à brasa escondida sob as cinzas da fogueira, basta um sopro da memória para que tudo volte a se acender.


*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'. @mariainesmachadopsi


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É Findi - Recife, O Outro - Poema - Por Eduardo Albuquerque*

26/06/2026

Como está triste,
andar pelo Recife,
no centro do Recife,
na periferia do Recife.

Ruas esburacadas,
calçadas descuidadas,
o centro desabitado,
bairros abandonados.



Praças mal preservadas,
sem brinquedos pra criançada,
são abrigos dos desafortunados

João Cabral, Manuel Bandeira,
Carlos Pena, Ascenso Ferreira...
Onde a Veneza brasileira ...


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



Como está triste,
andar pelo Recife,
no centro do Recife,
na periferia do Recife.

Ruas esburacadas,
calçadas descuidadas,
o centro desabitado,
bairros abandonados.


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Praças mal preservadas,
sem brinquedos pra criançada,
são abrigos dos desafortunados

João Cabral, Manuel Bandeira,
Carlos Pena, Ascenso Ferreira...
Onde a Veneza brasileira ...


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99


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É Findi - Mais uma Copa do Mundo - Crônica - Por Malude Maciel*

26/06/2026

Nos meus tempos de solteira, na casa dos meus pais, o assunto sobre futebol era uma constante pois, meu pai apreciava muito essa modalidade esportiva, chegando a ser, por vários anos, presidente da Liga Desportista Caruaruense, a LDC e, torcia fervorosamente, pelo glorioso time: Patativa do Agreste, o Central Esporte Clube.

Copas do mundo

Os períodos das competições quadrienais das Copas do Mundo sempre foram muito participativos e vibrantes durante toda a minha vida, reunindo a família e amigos e torcendo fielmente pelo nosso amado Brasil, onde nascemos e vivemos e tendo o mesmo já conquistado cinco vezes o Campeonato Mundial, com galhardia.
Vejo essa competição futebolística como salutar torneio entre os países, onde cada um tem a chance de mostrar seu jogo e sair vitorioso, honradamente. Prefiro acreditar que tudo seja feito com lisura, constituindo uma maneira elegante de unir os povos no bom sentido de que: Vença o melhor! E o patriotism...

Nos meus tempos de solteira, na casa dos meus pais, o assunto sobre futebol era uma constante pois, meu pai apreciava muito essa modalidade esportiva, chegando a ser, por vários anos, presidente da Liga Desportista Caruaruense, a LDC e, torcia fervorosamente, pelo glorioso time: Patativa do Agreste, o Central Esporte Clube.

Copas do mundo

Os períodos das competições quadrienais das Copas do Mundo sempre foram muito participativos e vibrantes durante toda a minha vida, reunindo a família e amigos e torcendo fielmente pelo nosso amado Brasil, onde nascemos e vivemos e tendo o mesmo já conquistado cinco vezes o Campeonato Mundial, com galhardia.
Vejo essa competição futebolística como salutar torneio entre os países, onde cada um tem a chance de mostrar seu jogo e sair vitorioso, honradamente. Prefiro acreditar que tudo seja feito com lisura, constituindo uma maneira elegante de unir os povos no bom sentido de que: Vença o melhor! E o patriotismo é imprescindível para os verdadeiros torcedores que vibram em cada partida, com toda alma, exaltando sua Bandeira e suas cores pois, o objetivo é ampliar e desenvolver o futebol em si a nível mundial, além de interagir de várias maneiras entre os participantes.

Muita emoção

A parte mais emocionante é a execução dos respectivos Hinos, no início das partidas e na entrega dos troféus e, como se sabe, o Brasil tem o Hino Nacional mais lindo do mundo, com letra de: Joaquim Osório Duque Estrada e música de: Francisco Manoel da Silva. Esse ano, inclusive, conquistou reconhecimento internacional, ficando em primeiro lugar, competindo com os outros, de quarenta e oito seleções dessa Copa do Mundo em 2026, com destaque para a emocionante melodia, a força da letra e a marcante introdução instrumental, sendo admirado entre todas as Nações. Assim, o Hino Nacional Brasileiro foi eleito o mais bonito, pelo Jornal NY Times. É um privilégio!

História

Acompanho desde 1958, ainda criança e acho muito bom e interessante recordar as músicas que foram produzidas e cantadas, marcando individualmente cada Copa. Em 1858 foi: A taça do mundo é nossa. Em 1962: Frevo do Bi. Em 1970: Pra Frente, Brasil. Em 1974: Cem Milhões de Corações. Em 1978: Corrente 78. Em 1982: Povo Feliz. Em 1990: Papa Essa, Brasil. Em 1994: Coração Verde Amarelo. Em 2002: Festa. Em 2014: País do Futebol. Em 2018: Mostra Tua Força, Brasil. Em 2022: Faz Mais, Brasil. E agora, em 2026: Brasil com S .

Excelentes profissionais

Desnecessário mencionar todos os nossos jogadores destaques ao longo dos anos, porque alguns nomes serão eternamente lembrados na sua genialidade de craques,mesmo por quem nem os viu atuar, principalmente o fabuloso Pelé, melhor do mundo em todos os tempos e recebeu a alcunha de Rei do Futebol, com todos os méritos, sendo referenciado em todos os lugares.

Administrações oficiais

Duas grandes instituições fazem as normas e regem todos os acontecimentos dos grandiosos eventos entre nós, com as siglas: FIFA - Federation Internacional do Football Association (Federação Internacional e Futebol Associado) e a CBF - Confederação Brasileira de Futebol, nacional, com sede no Rio de Janeiro, entidade máxima que rege o esporte no país, organizando campeonatos e administrando as Seleções Brasileiras, tanto masculina como feminina, que é vice-campeã mundial. A FIFA organiza tanto futebol como futsal e futebol de areia e tem sua sede em Zurique, na Suíça, e seu atual presidente é o suíço-italiano : Gianni Infantino.

Equipe de apoio

Temos visto pela televisão que alguns dos nossos ex-atletas (Roberto Carlos, Kaká, Cafú, Bebeto, Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho, Romário, Taffarel, etc.), sempre famosos pelos seus desempenhos exitosos em outras Copas, estão comparecendo, dando força e apoio aos novos. Um gesto fraterno de mostrar unidade e companheirismo que devem ser outro ponto a ser desenvolvido num certame dessa categoria.

Dessa vez

Nos jogos que já aconteceram, temos visto o Brasil lutando e lembrando do que é torcer com esperança, amor e vontade de ver seu país cada vez mais enaltecido diante das confederações estrangeiras. Vale muito a pena essa união, esse desejo de vencer, sendo interessante que essa coesão não seja apenas no campo futebolístico, mas também no geral.

Penta campeão

A Seleção Brasileira já foi cinco vezes campeã do mundo: em 1958; 1962; 1970; 1994 e 2002, esperando este ano completar o hexa mas, uma pergunta não quer calar: Qual foi a melhor seleção brasileira?

Outro momento

É lógico que o momento político de eleições presidenciais no Brasil, em outubro próximo, tem outra conotação, uma dimensão maior para a qualidade de vida de todos os brasileiros, que inclusive, terão a chance de marcar seu gol de placa, com seu voto consciente depositado nas urnas porém, se tivermos à época o título de hexa campeões nessa Copa, estaremos bem mais felizes.
De uma forma ou de outra, precisamos almejar nosso melhor em todos os sentidos, porque somos um povo, uma Nação, abençoada por Deus e bonita por natureza.
Que venha o Japão!
Viva o Brasil!


*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina. @malude.maciel


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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É Findi - Soltas Memórias de Afetos Juninos - Crônica - Por Ana Pottes*

26/06/2026

As cidades e lugares do interior, com seus festejos ricos de tradições e de oralidade não fizeram parte da minha infância.

Sou cria da capital, de uma pequena família com parcos recursos, condição que colocava entraves a passeios para qualquer local que exigisse mais das nossas contadas finanças, sempre comprometidas com o básico dos básicos. Assim, durante anos fiquei sem acesso a essa riqueza cultural. As nossas festas dos ciclos natalino e junino eram contidas por esses controles.

Desconheço, na minha infância e adolescência, qualquer movimento festivo que envolvesse os três santos juninos.

Minto. A festa era na cozinha, com as poucas espigas de milho compradas na feira se transformando em canjica, pamonha e milho cozido. Gostava de ficar por perto, ouvindo o som do ralador nas quengas de coco e de beber um pouco daquela água, meio doce, meio salgada. Criança não podia fazer a mágica do coco ralado acontecer, por conta do risco de se fer...

As cidades e lugares do interior, com seus festejos ricos de tradições e de oralidade não fizeram parte da minha infância.

Sou cria da capital, de uma pequena família com parcos recursos, condição que colocava entraves a passeios para qualquer local que exigisse mais das nossas contadas finanças, sempre comprometidas com o básico dos básicos. Assim, durante anos fiquei sem acesso a essa riqueza cultural. As nossas festas dos ciclos natalino e junino eram contidas por esses controles.

Desconheço, na minha infância e adolescência, qualquer movimento festivo que envolvesse os três santos juninos.

Minto. A festa era na cozinha, com as poucas espigas de milho compradas na feira se transformando em canjica, pamonha e milho cozido. Gostava de ficar por perto, ouvindo o som do ralador nas quengas de coco e de beber um pouco daquela água, meio doce, meio salgada. Criança não podia fazer a mágica do coco ralado acontecer, por conta do risco de se ferir no ralador. Lembro da máquina de moer, instalada na ponta da mesa, por onde via os grãos de milho se transformando num caldo amarelo cremoso, de aroma a atiçar o apetite. O que me cabia era brincar com as bonecas de milho e esperar, vestida em um vestido novo costurado por minha mãe, a chegada das 18h para acender a pequena fogueira, construída com poucas lascas de madeira e gravetos, apanhados e juntados para o Santo João. Era a hora de soltar estrelinhas, cobrinhas, traques de massa e, quando muito, bombinhas, presentes da minha tia Nicinha.

Mais uns anos à frente, os festejos desse período envolviam as adivinhas e ritos para descobrir o futuro marido que, segundo contavam, os santos ajudavam a conhecer. Enfiar a faca na bananeira para descobrir a primeira letra do nome dele; colocar pedaços de papel dobradinhos dentro de uma bacia d’água com nomes de meninos. Aquele que abrisse primeiro seria o pretendido príncipe; amarrar uma aliança na ponta de um fio de cabelo, como um pêndulo, contar quantas vezes ela batia nas bordas de um copo, que era a idade de casar com o adorável dono daquele nome. Essas brincadeiras eram ensinadas e capitaneadas por minha Vó Yayá, sua diversão com as quase crianças-adolescentes.

E as quadrilhas? As danças brincantes do período? Conheci quadrilhas diferentes das atuais. As meninas se produziam, cada uma do seu jeito, com laços de fita na cabeça, rendas e fitinhas coloridas nos vestidos de chitão e lindamente maquiadas; os meninos vestiam camisas de xadrez, calças com remendos e chapéus de palha nas cabeças. Em roupagens diferentes tínhamos o padre, o soldado e o casal de noivos no capricho, para encenar a cerimônia do casamento de um noivo fujão. A quadrilha tinha início, sendo marcada por chamadas dos passos que os pares deviam dar: olha a chuva, choveu, passou; olha a cobra, hora do galope, balancê, alavantu, anarriê, desfile das damas, desfile dos cavalheiros, tudo ao som dos forrós tocados numa vitrola, quase sempre na voz do Rei do Baião.

Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha praquele balão multicor
Que lá no céu vai sumindo

Se o grupo de jovens conseguisse se cotizar, contratava um sanfoneiro, um tocador de triângulo e um zabumbeiro. Aí a festa era boa demais. Essas aconteciam quase sempre nos colégios onde se estudava ou na rua, a depender de quantos jovens morassem por lá.

Nunca dancei quadrilha. Na rua onde morava, esse reboliço não se fazia, e no colégio, também não me recordo dessas organizações. Minto novamente. Lembro de uma vez, acho que aos meus cinco anos, no grupo escolar, a professora estava organizando os pares de crianças para a dança. Recordo que o meu par, um menininho louro da minha idade, estava com umas feridas nas pernas, alergia ou sei lá o que era, só sei que eu morria de nojo daquele menino perebento perto de mim. Menininha tímida, só consegui dizer à professora que não queria dançar. Penso que a mestra atribuiu a decisão ao meu baixo nível de integração com os coleguinhas. Sem aceitar a negativa, passou a mostrar vantagens e alegrias que a brincadeira trazia e continuou investindo em minha socialização. Em um dos ensaios, creio que o último, o meu segundo cérebro resolveu se fazer ouvir e converti todo o mal-estar da proximidade com aquele garoto, centro do meu sofrimento, em desarranjo intestinal. A professora, mestra da minha socialização, se viu obrigada a suspender o ensaio para dar banho na criança, não sem antes acionar minha mãe para me trazer roupas limpas. Depois desse episódio destravei a coragem e, finalmente, verbalizei a causa de todo aquele desmantelo.

Resultado: no dia da apresentação, o meu par ficou sem par.


*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem! @ana_pottes


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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É Findi - Robôs me Abraçando - Crônica - Por Romero Falcão*

26/06/2026

Não havia academia nos meus dezoito anos. O muque avantajado era obra das marombas de lata e cimento feitas nos quintais e no primeiro andar de um sobrado centenário do Cais José Mariano, no centro do Recife, onde reinava o lendário fisioculturista Carmelo de Castro. Mas nunca me interessei por um chassi robusto. Levantar ferro não era minha praia, mesmo quando o culto ao corpo se impôs como peça de sedução.

O Franzino que Satisfaz

Continuei magricela, mas não fazia feio no meio da mulherada. Gordas e magras diziam que eu era o franzino que satisfaz.

A Geriatra Receitou Academia

Mas a idade chegou. Chegou com as carnes moles e trêmulas. Tudo despencando — que horror! A geriatra me receitou academia. Aquela história de saúde mental e física. Quem sabe puxando ferro não melhore também minha saúde literária?

Encarando o Troço

Olhei-me no espelho: até que o estrago não é tão grand...

Não havia academia nos meus dezoito anos. O muque avantajado era obra das marombas de lata e cimento feitas nos quintais e no primeiro andar de um sobrado centenário do Cais José Mariano, no centro do Recife, onde reinava o lendário fisioculturista Carmelo de Castro. Mas nunca me interessei por um chassi robusto. Levantar ferro não era minha praia, mesmo quando o culto ao corpo se impôs como peça de sedução.

O Franzino que Satisfaz

Continuei magricela, mas não fazia feio no meio da mulherada. Gordas e magras diziam que eu era o franzino que satisfaz.

A Geriatra Receitou Academia

Mas a idade chegou. Chegou com as carnes moles e trêmulas. Tudo despencando — que horror! A geriatra me receitou academia. Aquela história de saúde mental e física. Quem sabe puxando ferro não melhore também minha saúde literária?

Encarando o Troço

Olhei-me no espelho: até que o estrago não é tão grande. O buxo ainda não virou bola de basquete; consigo mijar encarando o troço — pelo menos isso.

Refletido nos Espelhos

Aula experimental. Atravesso a porta da academia, que parece entrada de shopping. Luzes, som alto, máquinas, suor. Músculos estourando camisetas apertadas. Os rapazes se olham enquanto erguem discos pesados. O afã de virar o incrível Hulk refletido nos espelhos. Pela careta, um homem parece aguentar toneladas.

Pernas Confiantes

No universo fitness, me sinto um cisne fora da lagoa. Aviso ao educador físico que não quero ficar parrudo. Meu negócio é deixar a carcaça mais firme, as pernas confiantes, o oxigênio mais solto e, quem sabe, diminuir o diabo do cortisol. Já a musculatura emocional o treino não pode fortalecer.


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Atmosfera da Academia

O maquinário é variado. Pela primeira vez me vejo cercado de aparelhos: roldanas, barras, cadeira extensora e pequenos elevadores que sobem e descem meus braços e pernas. Robôs me abraçando. A batida das caixas de som é um tapa na preguiça do músculo. É a atmosfera da academia.

Paixão Nacional

Corpos femininos feitos a ferro e fogo. A perfeita escultura do bumbum- paixão nacional-virou o éden. Há máquinas específicas para cada palmo de saúde e vaidade. Os olhos não largam o celular nem nos exercícios. E um desfile de garrafas d’água — cada uma mais classuda — tempera o molho do cronista. Cartazes suplicam ao bom e cordial brasileiro: "por favor mantenha o ambiente organizado, coloque os pesos nos lugares". Costume de casa vai à academia.

Padrões de Beleza

Há também vitrines cujas prateleiras sustentam enormes potes de suplemento. A propósito, o Brasil é o quarto país em consumo dessas substâncias. Existe uma obsessão por proteína e por tudo aquilo que faça o corpo entrar mais rápido nos padrões de beleza e da indústria. Procedimento estético, malhação, fórmulas, a corrida pela única volta. A volta da juventude.

Tenho Atenuantes

Começo levantando placas de quinze quilos — uma humilhação comparada à moça ao meu lado, que exibe trinta e cinco. Mas tenho atenuantes: idoso e neófito.

Feito de Aço

Uma hora de reclusão nas ferragens. Depois, trinta minutos de esteira. Outra vergonha diante do vizinho, que parece feito de aço. A esteira dele dispara; a minha continua tartaruga.


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Um Pacto

Dizem que o excepcional cronista Antônio Maria e o poetinha Vinicius de Moraes, ao verem um homem se exercitando no calçadão de Copacabana, fizeram um pacto:

— Nunca fazer nenhum exercício físico que não fosse absolutamente necessário.

Talvez levantar um copo de uísque fosse absolutamente necessário.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

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É Findi – Domingos de Sol Pleno e Alma Leve – Croniqueta, por Xico Bizerra*

26/06/2026

Não obstante sua disciplina de vida, ele abominava as burocracias da arte: não suportava ensaios, desprezava passagens de som e detestava partituras. A bem da verdade, ele estava bem acima disso tudo e não precisava dessas ‘bobagens’. Este o homem que aprendi a admirar ainda mais com a convivência próxima nos seus derradeiros anos de vida. Alguns, não sei o porquê, tentavam atribuir-lhe cores ideológicas. Perda de tempo: os bons de coração, os homens de bem, ainda que tenham preferências partidárias, suas qualidades como homem/artista se sobrepõem ao colorido dos partidos políticos, tornando-os, os partidos, menores ainda do que são.

Ele transpirava arte. Certa feita ousei perguntar-lhe quanto tempo ele, Sivuca e Oswaldinho ensaiaram para a gravação de CADA UM BELISCA UM POUCO e, ele, com um sorriso maroto do anjo que é, respondeu-me com toda a candura que só os doces anjos possuem, que não tinha havido necessidade de ensaio. Perguntei por perguntar: em se tratando d...

Não obstante sua disciplina de vida, ele abominava as burocracias da arte: não suportava ensaios, desprezava passagens de som e detestava partituras. A bem da verdade, ele estava bem acima disso tudo e não precisava dessas ‘bobagens’. Este o homem que aprendi a admirar ainda mais com a convivência próxima nos seus derradeiros anos de vida. Alguns, não sei o porquê, tentavam atribuir-lhe cores ideológicas. Perda de tempo: os bons de coração, os homens de bem, ainda que tenham preferências partidárias, suas qualidades como homem/artista se sobrepõem ao colorido dos partidos políticos, tornando-os, os partidos, menores ainda do que são.

Ele transpirava arte. Certa feita ousei perguntar-lhe quanto tempo ele, Sivuca e Oswaldinho ensaiaram para a gravação de CADA UM BELISCA UM POUCO e, ele, com um sorriso maroto do anjo que é, respondeu-me com toda a candura que só os doces anjos possuem, que não tinha havido necessidade de ensaio. Perguntei por perguntar: em se tratando dele e de seus dois companheiros, claro está que ensaios não passavam de mera formalidade, uma perda de tempo. O talento inato substituía qualquer ensaio.

Na fila de entrada do céu, passou na frente de um monte de gente e São Pedro, ao permitir sua entrada, o aplaudiu de pé. Aquele céu era o lugar merecido de quem na vida foi um exemplo de humildade, de quem viveu espalhando bondade e fazendo o bem. Era o sinônimo perfeito de generosidade com todos os que o rodeavam, eu, inclusive. Como exemplo, relato que recebi dele 12 cantigas e um pedido dele para que colocasse letra nas suas canções: missão mais honrosa? O resultado foi o LUAR AGRESTE NO CÉU CARIRI, disponível nas plataformas virtuais. Este, o Domingos que valia por todos os domingos do calendário, o músico e homem extraordinário de todos os dias da semana, de segundas a domingos. Salve Dominguinhos, sempre.


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico


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É Findi - Feliz Aniversário Dona Josepha! - Por Ina Melo*

26/06/2026

1896/1997

Hoje tem festa junina no céu, para Dona Josepha Serra, minha mãe, que fazia aniversário nesse dia de São João. Ela me dedicou durante 101 anos, o maior amor que recebi na vida! Quando nasceu minha primeira filha, abdicou por livre e expontânea vontade da sua vida, para viver a minha e a da minha família. Foram 42 anos de doação total a mim, ao meu marido e aos meus filhos! Uma mulher admirável, sem grandes estudos, mas com uma imensa sabedoria de vida, sabedoria essa que me norteou e me fez assimilar e aceitar os altos e baixos da vida, com fé em Deus e muito otimismo! Tudo que sou, agradeço a ela, mulher forte e guerreira. Adorava o São João e morreu nesse mesmo dia há 29 anos! Obrigada mãezinha por me ensinar a difícil arte de ser feliz.


*Ina Melo, é jornalista. Publicou poemas, contos e crônicas na Revista de Cultura do Estado do Ceará e em diversas antologias como "Crônicas e contos inesquecíveis" e "Contist...

1896/1997

Hoje tem festa junina no céu, para Dona Josepha Serra, minha mãe, que fazia aniversário nesse dia de São João. Ela me dedicou durante 101 anos, o maior amor que recebi na vida! Quando nasceu minha primeira filha, abdicou por livre e expontânea vontade da sua vida, para viver a minha e a da minha família. Foram 42 anos de doação total a mim, ao meu marido e aos meus filhos! Uma mulher admirável, sem grandes estudos, mas com uma imensa sabedoria de vida, sabedoria essa que me norteou e me fez assimilar e aceitar os altos e baixos da vida, com fé em Deus e muito otimismo! Tudo que sou, agradeço a ela, mulher forte e guerreira. Adorava o São João e morreu nesse mesmo dia há 29 anos! Obrigada mãezinha por me ensinar a difícil arte de ser feliz.


*Ina Melo, é jornalista. Publicou poemas, contos e crônicas na Revista de Cultura do Estado do Ceará e em diversas antologias como "Crônicas e contos inesquecíveis" e "Contistas do Terceiro Milênio". Graduada pela UFPE, com especialização em Antropologia Cultural, faz parte da Academia Internacional de Literatura e Artes. É autora dos livros: "Simone de Beauvoir - Mulher lúcida e livre", "Sonhos em dueto" e, pela Confraria do Vento, "Cartas de Paris". @inamelo2016


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É Findi – São João - Por Poeta Pica-Pau*

26/06/2026

O céu está iluminado
Com o clarão da fogueira
As estrelas admirando
As bandeirolas
A lua aparece festejando
Sua beleza mostrando
Na noite de são João
Um sanfoneiro arretado
Já preparado para mostrar seu baião
Um palhoção improvisado
Pronto pra nós dançar
Vamos mostrar
Que não há festa mais bonita
Onde o coração palpita
O jeito é forrozar
Vai ter canjica pamonha
Vai ter buchada
Uma quadrilha animada
Roqueira e foguetão
Nem carnaval, nem natal
Nem fim de ano
Estou certo não me engano
Vai custar ganhar
Pra festa de São João


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE. @poeta.picapau



O céu está iluminado
Com o clarão da fogueira
As estrelas admirando
As bandeirolas
A lua aparece festejando
Sua beleza mostrando
Na noite de são João
Um sanfoneiro arretado
Já preparado para mostrar seu baião
Um palhoção improvisado
Pronto pra nós dançar
Vamos mostrar
Que não há festa mais bonita
Onde o coração palpita
O jeito é forrozar
Vai ter canjica pamonha
Vai ter buchada
Uma quadrilha animada
Roqueira e foguetão
Nem carnaval, nem natal
Nem fim de ano
Estou certo não me engano
Vai custar ganhar
Pra festa de São João


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE. @poeta.picapau


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É Findi – Série: Boêmios que Marcaram Época no Recife Noturno - Eugênio Coimbra Júnior - Por Carlos Bezerra Cavalcanti*

26/06/2026

Nos próximos É FINDIs pretendo publicar considerações sobre cinco boêmios que marcaram época no Recife noturno: Ascenso Ferreira, Antônio Maria, Hugo da Peixa, Valdemar Marinheiro e Eugênio Coimbra. Hoje falaremos sobre Eugênio Coimbra Júnior.


“...Eugênio Coimbra Júnior, poeta que na sua grande imaginação, inspirado na paisagem do Capibaribe, sonhando ou mesmo acordado, tão bem contou em versos ou prosas esta nossa Veneza de quem, na verdade, já era ele mais que paisagem ...

Eugênio que não viveu somente para o trabalho, que nunca teve gana pelo dinheiro, que sempre reservou no seu cotidiano, horas para o lazer, para amar porque a boemia também é amor. É na boemia que o homem se despe e aparece como verdadeiramente é, cantando, amando a paisagem e procurando ser igual ao seu semelhante (quem já viu boêmio pobre de espirito ?).

Certa vez entra no Luso Brasileiro, bar na Rua do Imperador, pede ao garçom Expedito uma cerveja e vendo que...

Nos próximos É FINDIs pretendo publicar considerações sobre cinco boêmios que marcaram época no Recife noturno: Ascenso Ferreira, Antônio Maria, Hugo da Peixa, Valdemar Marinheiro e Eugênio Coimbra. Hoje falaremos sobre Eugênio Coimbra Júnior.


“...Eugênio Coimbra Júnior, poeta que na sua grande imaginação, inspirado na paisagem do Capibaribe, sonhando ou mesmo acordado, tão bem contou em versos ou prosas esta nossa Veneza de quem, na verdade, já era ele mais que paisagem ...

Eugênio que não viveu somente para o trabalho, que nunca teve gana pelo dinheiro, que sempre reservou no seu cotidiano, horas para o lazer, para amar porque a boemia também é amor. É na boemia que o homem se despe e aparece como verdadeiramente é, cantando, amando a paisagem e procurando ser igual ao seu semelhante (quem já viu boêmio pobre de espirito ?).

Certa vez entra no Luso Brasileiro, bar na Rua do Imperador, pede ao garçom Expedito uma cerveja e vendo que não tinha dinheiro necessário para pagar, fica preocupado e qual não é sua surpresa, quando verifica existir dentro do copo uma mosca. Chama Expedito e pergunta: “quando eu entrei aqui trouxe alguma mosca”? e quando teve a resposta negativa disse: “Não pago a cerveja pois a mosca não é minha e sim da casa”...

Sobre Eugênio Coimbra Júnior também se conta que: “num desses mimados dias, quando, os serviços da redação se prolongavam madrugada adentro, Eugênio veio passar pela Rua Direita, já com os primitivos raios de sol se fazendo anunciar do lado do mar, o vulto de mulher, embora já bastante difuso, ainda se projetara da janela.

Com o peito a pulsar, vencendo a primeira emoção, Eugênio subiu cautelosamente a escada de madeira que dava para o primeiro andar, onde se encontravam os olhos azuis por ele sonhados.

Tal não foi a surpresa do poeta ao ingressar na sala, olhando para a janela, à procura de sua amada, deu-se conta que havia se apaixonado por uma moringa, que passara a noite equilibrada no peitoril da janela, refrescada pelos ventos alísios e projetando a sua sombra no outro lado da estreita rua...

Voltando para a redação na Rua do Imperador, o poeta, ainda apaixonado, eterniza o acontecimento em soneto que assim começava:

Abro as mãos e não tenho as
Tuas mãos.
Para juntar às minhas e afagá-las.
Abro os olhos. Sumiste. Foste
um sonho.
Cabelos loiros voando em
minha vida
Os teus olhos azuis onde é
que estão.
Procuro-os. Vejo-os. Quero-os
e não os tenho.
Foste embora sem nunca
teres vindo
Sonho ou delírio, ou doce
Alumbramento”


*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras.


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Diário da Copa: A artilharia de Pernambucanos na Copa do Mundo, por Roberto Vieira

26/06/2026

Poucos estados brasileiros possuem uma tradição tão singular e contundente em Copas do Mundo quanto Pernambuco. O solo pernambucano, historicamente conhecido como o Eldorado, exportou talentos que definiram o destino da Seleção Brasileira nos maiores palcos do futebol global. O estado, com 10 milhões de habitantes, proporcionou 28 gols para o Brasil em Copas.

Ademir Menezes

O "Queixada", nascido no Recife, é a personificação do matador clássico. Sua participação na Copa de 1950 não foi apenas uma atuação individual; foi um assombro técnico. Com nove gols marcados, Ademir Menezes cravou seu nome na história, demonstrando uma capacidade de finalização que, até hoje, serve de exemplo para os centroavantes brasileiros.

Vavá

O "Peito de Aço", também recifense, é uma lenda bicampeã mundial. Vavá possui uma marca notável de nove gols, somando as edições de 1958 e 1962. Sua força física, aliada a um posicionamento impecá...

Poucos estados brasileiros possuem uma tradição tão singular e contundente em Copas do Mundo quanto Pernambuco. O solo pernambucano, historicamente conhecido como o Eldorado, exportou talentos que definiram o destino da Seleção Brasileira nos maiores palcos do futebol global. O estado, com 10 milhões de habitantes, proporcionou 28 gols para o Brasil em Copas.

Ademir Menezes

O "Queixada", nascido no Recife, é a personificação do matador clássico. Sua participação na Copa de 1950 não foi apenas uma atuação individual; foi um assombro técnico. Com nove gols marcados, Ademir Menezes cravou seu nome na história, demonstrando uma capacidade de finalização que, até hoje, serve de exemplo para os centroavantes brasileiros.

Vavá

O "Peito de Aço", também recifense, é uma lenda bicampeã mundial. Vavá possui uma marca notável de nove gols, somando as edições de 1958 e 1962. Sua força física, aliada a um posicionamento impecável dentro da área, foi fundamental para que o Brasil conquistasse seus primeiros títulos mundiais, provando que a coragem nordestina era um trunfo estratégico em campo. E olha que Vavá nem centroavante era.

Rivaldo

Nascido em Paulista, Rivaldo elevou o nível do futebol com uma genialidade técnica inalcançável. Com oito gols marcados nas edições de 1998 e 2002, ele foi o maestro da conquista do pentacampeonato. Sua perna esquerda mágica e a visão de jogo apurada fizeram dele um dos maiores camisas 10 da história do futebol mundial, honrando o legado pernambucano com maestria.

Juninho Pernambucano

O "Reizinho", natural do Recife e ex-aluno Marista, é um dos maiores especialistas em bolas paradas que o futebol já produziu. Na Copa de 2006, Juninho Pernambucano deixou sua marca, reafirmando sua técnica refinada. Sua capacidade de decidir jogos através de cobranças de falta precisas transformou a bola parada em um recurso letal para qualquer equipe que tivesse a honra de contar com seu talento.

Rildo

Rildo, recifense e lateral-esquerdo de técnica apurada, marcou seu gol na Copa de 1966. Integrando a galeria dos gols pernambucanos, ele representa a versatilidade do jogador nascido no estado, capaz de realizar funções defensivas com segurança e, ao mesmo tempo, aparecer no ataque para contribuir com momentos decisivos.

Futuro

O futuro do futebol pernambucano passa pela valorização da prata da casa. Homens como Bita, Ramon, Tará e Roberto Coração de Leão estão fazendo gols por aí em nosso estado. Aguardamos homens como Alexandre Borges, Capuano ou Valdomiro Silva, célebres artesãos da juventude no futebol, para se tornarem realidade. Mas tudo depende de nós torcedores e dos nossos dirigentes.

*Roberto Vieira é médico e cronista


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"Desculpe-me 'professor'... que se identifica como esquerdista" - Por Jarbas Beltrão*

26/06/2026

'Reação'

Não poderia deixar passar em branco. Me sinto na obrigação de apresentar publicamente minha reação em relação ao artigo editado pelo "O Poder" com título de: "Academias e escolas cívico-militares correias de transmissão do fascismo" (De 19/06/2206) cuja o autor sempre tem trazido colaboração para este jornal Digital. Doravante irei identificá-lo como 'professor'.

Conheci o 'professor', em questão, na minha época de docente de colégios e cursos nos anos 1970/1980; sei que ele fez mestrado e doutorado em Ciência Política, pela UFPE.

Apresento meus respeitos por sua pessoa, mas o mesmo não posso dizer das idéias que ele revela, na sua matéria, editada no jornal "O Poder".

O 'professor' desenvolve um texto, que não se afasta em momento algum da sua crença ideológica, que considero "anos luz" distante da realidade.

A crença ideológica do 'professor' é o marxismo-leninismo, que ele já revelou ter...

'Reação'

Não poderia deixar passar em branco. Me sinto na obrigação de apresentar publicamente minha reação em relação ao artigo editado pelo "O Poder" com título de: "Academias e escolas cívico-militares correias de transmissão do fascismo" (De 19/06/2206) cuja o autor sempre tem trazido colaboração para este jornal Digital. Doravante irei identificá-lo como 'professor'.

Conheci o 'professor', em questão, na minha época de docente de colégios e cursos nos anos 1970/1980; sei que ele fez mestrado e doutorado em Ciência Política, pela UFPE.

Apresento meus respeitos por sua pessoa, mas o mesmo não posso dizer das idéias que ele revela, na sua matéria, editada no jornal "O Poder".

O 'professor' desenvolve um texto, que não se afasta em momento algum da sua crença ideológica, que considero "anos luz" distante da realidade.

A crença ideológica do 'professor' é o marxismo-leninismo, que ele já revelou ter adotado, e se apresenta como dirigente de uma entidade que defende a implantação do socialismo (socialismo científico) no Brasil.

Socialismo que já fez muitos estragos aos povos e países, ao longo da História, sempre fracassando enquanto regime político e econômico.

O socialismo marxista se apoia em promessas de justiça e igualitarismo social; que já tive oportunidade de afirmar a partir de estudos/revelações da "escola austríaca de economia" que, aquela "engenharia social" é impossível de se realizar, mas, que sobrevive no âmbito do campo ideológico, onde a "ciência" tão decantada pelos mesmos marxistas, não tem vez.

Gorbachev, o último dos "czares soviéticos", tentou salvar o sistema que só conseguia satisfazer os anseios de sua delirante e cleoptocrática elite estatal/partidária, ou seja, construiu uma potência bélica e espacial, sem nenhum compromisso com uma sociedade de demandas comuns a qualquer sociedade, isto é, atender uma agenda de consumo de bens e serviços para sobrevivência e outras satisfações humanas.

Gorbachev, convidou o economista da "Escola Austríaca", Frederick Hayeck, para avaliar e buscar saídas para a crise soviética, o prêmio nobel de economia Hayeck, estudou e posteriormente informou ao dirigente comunista o resultado de seus estudos, como um diagnóstico para o último dos "czares soviéticos": "o socialismo é impossível de ser praticado enquanto sistema econômico. Senhor Gorbatchev desmonte essa engenharia". Eu chamaria de "geringonça".

0 'professor' no seu artigo mostrou fidelidade a sua escolha ideológica e, não a realidade histórica do passado e do presente; e mostra que não se libertou da "prisão cognitiva", que só enxerga o mundo como: A luta entre "explorados e exploradores" ...meu Deus, tende misericórdia. Demonstrando pouca preocupação com a "verdade histórica"; o 'professor' descamba para a construção de um cenário divorciado da realidade.

'A unção da classe operária'

O texto do 'professor' é uma confissão de fidelidade, a esse negócio de "visão classista", o indivíduo é enchotado do seu direito de pensar como ser individual, e se encaixa na classe social dos trabalhadores ou dos burgueses

Embora, o 'professor' seja pertencente as camadas de uma classe média, ele fala em nome de uma classe de proletários fabris, com imagens que vamos encontrar no século 19.

Classe fabril (operária), ungida por Marx, como aquela estrela que brilhará com sua luz, em direção ao futuro feliz da humanidade - o comunismo.

O proletário do século 19, era o que chamaríamos de "operário de chão de fábrica", todos reunidos num galpão trabalhando entre 14/16 horas dia a dia, dentro de um galpão, tomado pela fumaça dos fornos alimentados por pedras de carvão mineral.

Numa sala à frente em pequena espaço elevado, um homem gordo de cartola, fumando seu charuto caribenho, degustando seu Whisky escocês caro, usando seu terno de "brim ou casemira inglêsa, fiscalizava o trabalho dos explorados. Um vidro dessa sala superior, separava o burguês do galpão da produção, e o protegia da fumaça poluidora e do barulho das máquinas. Ainda é o cenário visto pela ortodoxia marxista. Alguns dirão, isto mudou, o cenário é moderno, mas a exploração continua a mesma

'Divórcio da realidade'

O divórcio da realidade é característica de quem abraçou/abraça a ideologia revolucionária, no caso o "marxismo leninismo/revolução socialista-comunista".


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As teses do respeitável 'professor' (suas "teses", não merecem a minima consideração, a não ser como testemunho de grau de sanidade mental), é um desfile de ofensas às idéias e instituições que estão do lado contrário ao que ele pensa; o que é a marca do ideal revolucionário moderno/contemporâneo, desde a Revolução Francesa (republicanismo Jacobinista) até chegar ao socialismo científico, revolucionário dos bolcheviques).

Sempre procurando um tom marcado por agressividade, o 'professor', carrega na sua mente um cenário histórico, que só serve para justificar seu "aprisionamento cognitivo", nenhum compromisso com a verdade histórica.

"Prisão cognitiva" gera bolhas de verdades construídas pelas mentes revolucionárias, que foi, e, é, marca por uma cultura que dominou gerações, formadas sob a orientação materialista de que: "a 'história' tem uma determinada trajetória e que vai culminar no futuro comunista, que necessita da intervenção revolucionária do proletariado"

'O fascismo como ofensa'

As idéias do artigo do 'professor' com a denominação: "Academias e escolas cívico-militares correias de transmissão do fascismo", é um material de confirmação de uma "doença juvenil (não infantil ) do esquerdismo", perigoso esquerdismo que já fez/faz/fará muitos estragos nas mentes de muitas gerações

O fascismo, empregado pelo 'professor', é uma repetição de acusações da "esquerda" em toda parte do mundo, e, já é palavra de um dicionário de ofensas pessoais ,e, também daqueles que não querem manter um debate franco, aberto, democrático, ou não se sentem com preparo intelectual para um debate sincero e consistente.

Diz nosso 'professor':

"O fascismo é a ditadura mais extremada dos monopólios capitalistas. Ditadura exercida pelos serviçais mais reacionários da direita e da burguesia. Não é mera contingência histórica da Itália de Mussolini".

Trata-se de simples/simplista retórica, sem fundamento histórico, se apresenta só com rotulações e com muito ódio, "classista" (?), porém de uma pessoa que não enxergou a vida, como ela é.

Desconhece até que Mussolini, o líder fascista italiano, foi leitor de quase toda obra de Karl Marx e tornou-se a seu modo um seguidor de Marx.

O 'professor' usando o "modus pensante' do marxismo ortodoxo, também da "ciência stalinista", retirou o fascismo daquele palco que lhe deu origem, ou seja, o burburinho de idéias e movimentos sindicalistas, socialistas, anarquistas, revolucionárias, nacionalistas, do final do século 19, algumas delas já vinham se desenvolvendo na segunda metade 18. Jogou-as no colo de uma fantasiosa "burguesia contemporânea, monolítica e exploradora dos trabalhadores. O que se encontra em qualquer mentalidade simplista de marxistas revolucionários, inspirados na "genialidade de Stalin".

'Ruinas da intelctualidade nazista e sua "diáspora". '

Segundo o 'professor', a nação potência americana "albergou", após a segunda guerra mundial, cientistas que ajudaram a produzir armamentos de destruição em massa, bomba atômica, usados pelos Estados Unidos para o exercício de sua "dominação imperialista" .

É verdade 'professor', muitas mentes foram usadas pela nação americana na sua produção científica e tecnológica, e de armas de dissuasão, principalmente depois do lançamento de bombas atômicas em solo japonês; mas a União Soviética fez o mesmo, e levou fábricas inteiras da Alemanha Oriental, para seu território.

A União Soviética, tinha uma importante e numerosa indústria de armamentos, blindados e aviação militar, antes da eclosão da segunda guerra , porém, indústria para atender demandas civis, "nota zero", só muita produção bélica no pré-2a.guerra e depois.

A União Soviética, ajudou a armar o Exército nazista.

O 'professor' diz que o engenheiro alemão/nazista/SS, responsável pelo projeto da bomba V2 do nazismo foi a base do projeto da "Nasa". Terá sido uma das bases, mas o destino do projeto "Nasa" foi diferente e diversificado, e muitíssimo além de apenas interesses bélicos.

A "Nasa" trouxe e tem trazido realizações científicas que tem beneficiado e muito a humanidade: satélites, avanços nas comunicacões, tecnologias de orientações em viagens aéreas e terrestres, naves espaciais e por aí segue.

A mente original de Von Braun, não foi muito além do V2, enquanto produção para destruição, porém foi base para novas e revolucionárias invenções no Ocidente.

Prosseguindo, nosso 'professor', afirma ,que o General alemão Franz Galder teria sido o inspirador das Academias militares pelo Ocidente.

Ora, essas Academias transformaram-se em centros de Estudos militares - não só militares - que são fundamentais para estudos de realidade nacionais e de pesquisa também permitiram a produção de mentalidades da Segurança Nacional, inerentes a qualquer Estado ou país.

A Alemanha foi berço de muitas das teorias de Defesa e Segurança Nacional e da Geopolítica - econômica e militar - que temos hoje. Daí citamos, Frederick Ratzel, o pai da Geopolítica. Temos também Karl Haushofer, e o grande inspirador das estratégias de guerra Clausevitz (germano- prussiano).

'Casamento União Soviética e Alemanha'

A União Soviética foi centro de fornecimento de armas à Alemanha nazista, e de grãos para alimentar a população na Alemannha nazista.

Armou a Alemanha, isso é omitido (ou desconhecido) pelo 'professor'. Porém, a União Soviética não evitou, bem depois o ataque militar nazista em seu território (Operação Barbarossa - 1941).

Nos anos anos 1930 e precisamente em 1939, o Tratado Molotov- Ribentrop, o Tratado de Amizade e não-agressão, os Protocolos secretos que permitiram a divisão/agressão à Polônia - invadida pelas tropas nazistas e o Exército Vermelho em setembro de 1939, esses tratados, confirmaram a Amizade do comunismo e nazismo.

A amizade dos dois regimes totalitários (comunismo e nazismo) permitiu para o lado Oriental polonês que o Exército Vermelho, realizasse a invasão sovietica; no momento em que ocorre a invasão do território no polonês, efetuou-se o criminoso "Massacre da floresta Katyn" que provocou a morte por fuzilamento de mais de 25 mil poloneses (militares, trabalhadores do campo e cidade, professores, cientistas e intelectuais), pelos comunistas.

(Prof. Jarbas em frente ao monumento em Homenagem as 25 mil vítimas do Massacre da Floresta de Katin. Foto tirada em 2025, Varsovia, Polônia.)


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Até a chegada da era Gorbachev, a União Soviética, negou o massacre da floresta de Katyn, colocou a responsabilidade na conta dos seus aliados (aliados até setembro de1939) os criminosos nazistas.

Com os últimos suspiros do governo da glasnost/ perestroika, Gorbachev reconheceu a culpa soviética, comprometendo-se a pagar indenização aos poloneses.

A abertura dos "Arquivos secretos de Moscou" permitiu a revelação do crime comunista.

'A Escola Superior de Guerra e as escolas civico-militares, visão do 'professor'. '

O 'professor' ao abordar sobre a Escola Superior de Guerra, afirma, o que é verdadeiro: "a mesma tem como objetivo declarado preparar militares e civis com funções diretivas, lideranças, em planejamento e assessoramento superior, com foco estratégico na segurança, defesa e desenvolvimento nacional" , depois o 'professor' afirma, de maneira pouco modesta, que:

"é propósito para inglês ver.

Logo depois o 'professor' desfere acusações (não críticas), à ESG, acusando a Instituição de ser "uma correia de transmissão da ideologia do alinhamento automático aos Estados Unidos, e da doutrina anticomunista".

Militares e civis 'intelectuais orgânicos' são ali formados e cooptados sob a batuta do império do Norte", digno de um panfleto de organização comunista.

No plano econômico,segundo o 'professor' , a Escola defende o liberalismo absoluto e abertura do mercado, leia-se o entreguísmo. Das riquezas nacionais. No plano político o alinhamento à geopolítica estadunidense na guerra ao comunismo e deslumbramento pelo capitalismo do “american way of life”.
Linguagem caracterista do "extremismo de esquerda".

O 'professor' joga pedra na ESG, não reconhece ser importante nosso mais importante Centro de estudos estratégicos de Estado, Segurança/Defesa Nacional base de produção de conhecimentos militares e civis para elaboração de projetos nacionais com seu sistema ESG/Adesg.

Além da ESG, ser importante, centro de formação de cérebros da Geopolítica, caso de intelectuais como, Meira Matos, Golbery do Couto e Silva, Terezinha de Castro e outros; além do sistema ESG/Adesg, ser promotor de inúmeros cursos centrados em estudos de Estado, Estratégias, Geopolítica, Cibernética, Economia Nacional e Internacional e outros.

A partir de afirmações do 'professor', percebe- se que ele vê o mundo como um confronto entre Estados Unidos e mundo comunista; fora dessa paisagem, ele não admite, comunismo, o mocinho e liberalismo dos Estados Unidos, o vilão.

'Comunismo mocinho, liberalismo vilão'

A postura de idéias do 'professor' pode ser facilmente encontrada também em lideranças estudantis secundaristas ou dos cursos de graduação universitária que temos por aí, com estudante não admitindo "vozes contrárias": "recua fascista," agressões a professores, e dirigentes.

No caso nos Estados Unidos, temos testemunhado atentados a vida dos opositores.

No nosso país já tá se chegando a este estágio avançado, com ameaças de morte aos que discordam das teses esquerdopatas

O 'professor', confirmando seu credo ideológico afirma que o Exército Vermelho, teve o mais importante papel na derrota aos nazistas.

Desconhece, o que hoje, tá revelado com a abertura dos Arquivos Secretos de Moscou (hoje fechados para muitos temas pelo ditador Putin).

A União Soviética, ajudou a Alemanha nazista com armas, alimentou a população alemã com grãos. Era aliada nazista até 1941, porém com a "Operação Barbarossa" (invasão nazista às terras da União Soviética, resultando na ocupação da Bessarábia na Romênia, Stalingrado, ex-Leningrado e Moscou), o lugar do governo stalinista mudou e aproximou-se das forças aliadas democráticas ocidentais (Estados Unidos e Inglaterra ).


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Com a Operação Barbarossa, o ditador Stalin, passou de aliado nazista a inimigo.

Mãos dadas até 1941; a partir de então Stalin, chamou "sua" guerra, de "Guerra Patriótica", convocou seu povo para enfrentamento aos inimigos alemães. Defender o socialismo, não dava prá mobilizar uma população, que já começara a desacreditar nas promessas que não se cumpriam do socialismo da justiça social.

"Guerra Patriótica sovietica" foi a guerra da "pátria soviética" contra o invasor alemão, não foi guerra em defesa da Democracia, da liberdade, vista por Churchill, Franklin Roosevelt, ou mesmo do bloqueado general americano Patton, que com a rendição nazista, afirmaria: " "vencemos um inimigo, que não era o da vez, sigamos para Moscou".

As Forças aliadas, Churchill , General Montgomery, Eisenhower estavam juntamente com suas tropas exaustos, ignoraram o alerta/ convocação, de Patton, chegara a hora de parar .

'Escolas cívico- militar"

Quanto as escolas cívico-militares que o 'professor' entende, também como "correia de transmissão do fascismo" é um modelo de escola, que seria um esforço de restauração de sentimentos perdidos nos últimos tempos nos modelos dominante da "escola de hoje". A proposta para essas escolas, seus revalorização da família, religião, disciplina, ordem, oral, pátria e por ai vai. Ora estrutura basilar de uma nação, mas odiada por quem quer sua desintegração, esquerda marxista e cultura Woke.

Na verdade não tinha necessidade de carregar essa denominação

Seria minha voz e meus sentimentos, sabendo que o 'professor', não conseguirá responder fora de "seu quadrado ideológico", ele não e indivíduo, ele e "classe trabalhadora".

Então seguirão as ofensas "classistas", e as fantasias ideológicas... fazer o quê?


Em defesa da verdade histórica


*Jarbas Beltrão é historiador e professor de História da Universidade de Pernambuco - UPE. Mestre em Educação pela UFPB. Especialista (MBA) em Política Estratégia Defesa e Segurança Nacional. (Adesg Famesc).Especialista (MBA) em Geopolítica/Novas Fronteiras/Cibernética e IA. (Adesg/Instituto Venturo)


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.

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