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Exclusivo - Nas cordas após revelações de Amisadai, Raquel tenta acionar Polícia Civil para criar fato novo político

28/08/2026

O Poder é sempre bem informado, nessa área. Nossas fontes principais, as paredes do Palácio das Princesas, não falham. Informações apontam para possível ofensiva da Polícia Civil, que estariam sendo organizadas na correria contra páginas e influenciadores críticos à governadora. A operação esta encontrando fortes resistências no interior da própria corporação. E eventual investigação de crimes eleitorais está sujeita às competências definidas pela legislação e à atuação da Polícia Federal. Nenhuma policia estadual pode se meter nisso.

A notícia exclusiva

Pressionada pelas sucessivas revelações atribuídas a Amisadai Andrade sobre a existência e o funcionamento de uma suposta estrutura de ataques a adversários políticos, a governadora Raquel Lyra estaria buscando uma reação capaz de mudar o centro do debate público. A informação que circula nos bastidores é de que setores da Polícia Civil de Pernambuco estariam se movimentando para realizar buscas e...

O Poder é sempre bem informado, nessa área. Nossas fontes principais, as paredes do Palácio das Princesas, não falham. Informações apontam para possível ofensiva da Polícia Civil, que estariam sendo organizadas na correria contra páginas e influenciadores críticos à governadora. A operação esta encontrando fortes resistências no interior da própria corporação. E eventual investigação de crimes eleitorais está sujeita às competências definidas pela legislação e à atuação da Polícia Federal. Nenhuma policia estadual pode se meter nisso.

A notícia exclusiva

Pressionada pelas sucessivas revelações atribuídas a Amisadai Andrade sobre a existência e o funcionamento de uma suposta estrutura de ataques a adversários políticos, a governadora Raquel Lyra estaria buscando uma reação capaz de mudar o centro do debate público. A informação que circula nos bastidores é de que setores da Polícia Civil de Pernambuco estariam se movimentando para realizar buscas e apreensões envolvendo páginas e influenciadores conhecidos por fazer críticas à gestão estadual.

A eventual ofensiva

Chama atenção não apenas pelo momento político em que ocorreria, mas principalmente pela necessidade de observar os limites legais de competência de cada instituição. Caso as diligências estejam relacionadas diretamente à disputa eleitoral ou à apuração de crimes eleitorais, a atuação investigativa deve respeitar as atribuições da Polícia Federal e o controle da Justiça Eleitoral. Qualquer medida de busca e apreensão, além disso, depende de fundamentação e autorização judicial.

O movimento

Caso confirmado, ocorreria justamente quando Raquel enfrenta uma das situações politicamente mais delicadas de sua campanha. As declarações atribuídas a Amisadai passaram a alimentar questionamentos sobre sua relação com uma suposta rede digital dedicada a atacar adversários. Reportagens recentes também trouxeram novos elementos sobre encontros e circulação do personagem em ambientes ligados ao Governo do Estado.

Nesse contexto

Uma operação contra vozes críticas ao governo inevitavelmente seria submetida a forte escrutínio público. Mais do que o conteúdo das investigações, entrariam em discussão a origem das apurações, sua fundamentação jurídica, a autoridade responsável e, sobretudo, se existe alguma interferência política sobre a atuação da Polícia Civil.

A questão central

É simples: investigação policial não pode funcionar como instrumento de reação a uma crise política nem como mecanismo para produzir uma nova agenda eleitoral. Se houver indícios concretos de crimes, eles devem ser apurados pelas autoridades competentes, dentro da lei, com independência e controle judicial. Se não houver, qualquer tentativa de mobilizar a estrutura estatal contra críticos da governadora poderá abrir uma crise ainda maior do que aquela que se pretendia superar.






É Findi - O que é o amor sem a cólera? - Crônica - Por AJ Fontes*

28/08/2026

Pela manhã, um comentarista de rádio falou sobre o amor e comecei a pensar na atenção que reservamos a esse assunto. Passei o dia ouvindo, lendo e vendo notícias, mas apenas aquela com o mote do amor.

Mergulhei nessa onda de malfeitos contra a sociedade. Trocas de bombas tecnológicas, dores no ciático e pensei na condição do amigo que não vejo faz tempo e o que acontece com o filho que mora longe.

Emerjo desse mar de aflições e pelejas mais ou menos próximas arfando em busca de alívio para a mente e para o enrijecer dos músculos. O desafogo se apresenta no sorriso da companheira ao falar de um momento nosso; no abraço suado daquele filho no meio de uma brincadeira; na conversa sobre livros com o amigo desaparecido.

Assim, alimentado pela endorfina e outras “inas”, participo das conversas com o vizinho sobre o amigo de quatro patas que resolveu aliviar a bexiga no vaso da nossa plantinha predileta na porta do apartamento; também ouço os comen...

Pela manhã, um comentarista de rádio falou sobre o amor e comecei a pensar na atenção que reservamos a esse assunto. Passei o dia ouvindo, lendo e vendo notícias, mas apenas aquela com o mote do amor.

Mergulhei nessa onda de malfeitos contra a sociedade. Trocas de bombas tecnológicas, dores no ciático e pensei na condição do amigo que não vejo faz tempo e o que acontece com o filho que mora longe.

Emerjo desse mar de aflições e pelejas mais ou menos próximas arfando em busca de alívio para a mente e para o enrijecer dos músculos. O desafogo se apresenta no sorriso da companheira ao falar de um momento nosso; no abraço suado daquele filho no meio de uma brincadeira; na conversa sobre livros com o amigo desaparecido.

Assim, alimentado pela endorfina e outras “inas”, participo das conversas com o vizinho sobre o amigo de quatro patas que resolveu aliviar a bexiga no vaso da nossa plantinha predileta na porta do apartamento; também ouço os comentários sobre a invasão de um país do outro lado do mundo onde ocorrem mortes sem conta.

Como seriam os meus dias sem essas contrariedades? Será que teria um excesso de “inas” no organismo? Nem sei da necessidade de tantas e o que faria com tanta coisa boa em mim. Talvez ocorram para contrariarem os aborrecimentos.

Com o excedente poderia sair por aí, espalhando frases como: o amor é lindo ou fazendo o bem sem olhar a quem. Mas aparece uma muriçoca e me pica, ou recebo a notícia da morte de um amigo ou parente querido, e aí, fico aborrecido, triste.

A danada da muriçoca e as más notícias, ou os sentimentos que trazem, me levam à busca de novas doses que me façam, como diz Gonzaguinha: não ter a vergonha de ser feliz.

O reabastecimento desses químicos valiosos me torna capaz de passar por atribulações futuras e me faz prosseguir na busca da eterna felicidade – se é que ela existe!


*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’. @aj.fontes


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É Findi - Meiguices - Poema - Por Eduardo Albuquerque*

28/08/2026

Voos de beija-flores,
céleres viagens,
de flor em flor:
paisagens!

No azul celestial,
são cintilantes,
quais cristais,
diamantes.



Circulares rodopios,
paradas marginais,
volteios.

São vivas romarias,
devaneios jamais,
enleios!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.

Voos de beija-flores,
céleres viagens,
de flor em flor:
paisagens!

No azul celestial,
são cintilantes,
quais cristais,
diamantes.


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Circulares rodopios,
paradas marginais,
volteios.

São vivas romarias,
devaneios jamais,
enleios!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99


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O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.

É Findi - Série Prédios Ícones de Pernambuco - Colégio Diocesano de Garanhuns - Por Silvio Amorim*

28/08/2026

O Colégio Diocesano de Garanhuns faz parte de um remanescente e seleto grupo de instituições de ensino que visa ao conhecimento aliado à formação integral do aluno: humana, cívica e, por sua origem, religiosa.
Foi nesse Colégio em que tive uma das grandes experiências da minha vida. Interno ao longo de três anos, onde fiz o "admissão", primeiro e segundo ano ginasial.
Fundado em 1915, sob a responsabilidade da Diocese de Garanhuns, fez história através dos seus sete diretores, centenas de professores, colaboradores e milhares de alunos e ex-alunos.

Referências

Entre esses, um destaque especial ao Monsenhor Adelmar da Mota Valença, o mais longevo diretor, que marcou época pelo seu carisma e compromisso social, autoridade moral e ética perante sua comunidade e, principalmente, diante dos alunos internos e externos.
Referências do magistério que são lembrados até hoje: Levino Epaminondas de França, Almira Valença, Maria José Ferrei...

O Colégio Diocesano de Garanhuns faz parte de um remanescente e seleto grupo de instituições de ensino que visa ao conhecimento aliado à formação integral do aluno: humana, cívica e, por sua origem, religiosa.
Foi nesse Colégio em que tive uma das grandes experiências da minha vida. Interno ao longo de três anos, onde fiz o "admissão", primeiro e segundo ano ginasial.
Fundado em 1915, sob a responsabilidade da Diocese de Garanhuns, fez história através dos seus sete diretores, centenas de professores, colaboradores e milhares de alunos e ex-alunos.

Referências

Entre esses, um destaque especial ao Monsenhor Adelmar da Mota Valença, o mais longevo diretor, que marcou época pelo seu carisma e compromisso social, autoridade moral e ética perante sua comunidade e, principalmente, diante dos alunos internos e externos.
Referências do magistério que são lembrados até hoje: Levino Epaminondas de França, Almira Valença, Maria José Ferreira, Luzinete Laporte. Instrutores:
Carlos Lins, Fernando Berenguer e João de Barros, dentre tantos outros marcados pela dedicação.

Centenário

O Colégio Diocesano de Garanhuns pontifica durante mais de 100 anos em uma das cidades mais agradáveis de Pernambuco, não só pelo excelente clima, como também pelo seu povo acolhedor, que recebeu milhares de estudantes de outras localidades. Poderíamos, assim, dizer que Garanhuns não é só a "Suíça Pernambucana", mas também a nossa "Coimbra". Durante mais de cinquenta anos, o Colégio Diocesano de Garanhuns, chamado carinhosamente de Diocesano, manteve o sistema de internato. Ora, alunos para quem os pais buscavam um melhor ensino para os filhos.

Ora, alunos cujos pais já tinham esgotado as possibilidades da boa convivência com os livros e a disciplina (até hoje não sei onde me classificaram).

Solidários

Vinham estudantes de várias partes de Pernambuco e estados vizinhos e de diversas camadas sociais e econômicas.
Conviviam diuturnamente, dormindo em três grandes dormitórios, tomando café da manhã com mungunzá, assistindo às aulas, almoçando, fazendo bancas de estudos, jantando, eventualmente em pé, pagando castigo ou recreando na área e na quadra. Eram, aproximadamente, duzentos filhos de comerciantes, comerciários, industriais, operários, governador e outros servidores públicos, índios, profissionais liberais, parlamentares, trabalhadores rurais, agricultores, jornalistas, promotores, juízes e apenados, esses os de que me lembro.

Diferença

Era uma vivência e convivência educadora para a vida, de que tive a oportunidade de usufruir durante três anos, depois de haver passado quase um ano interno no Colégio Cristo Rei, em Pesqueira. Muitas histórias, parcerias e amizades foram consolidadas por aqueles que tiveram a oportunidade de participar dessa grande "aventura" de crescimento para tornarem-se pessoas melhores.
Por se tratar o Diocesano de Garanhuns de uma das poucas instituições culturais centenárias do estado de Pernambuco e com grandes serviços prestados à educação, ser seu ex-aluno faz a diferença.

Reencontro

A repercussão do Diocesano em nossa Região foi exponencial. Durante esses mais de 100 anos, considerando que a educação, como política pública, não foi prioridade no país, a participação das ordens religiosas assumiu dimensões gigantescas, minimizando a ausência estatal.
Essas escolas mantiveram o ideal da educação e da formação integral de parte da juventude, formando uma bela salada social, cultural e econômica. Por tudo isso, vida longa ao nosso "Gynásio" de Garanhuns. E aos que por lá passaram, lembramos que 12 de outubro será sempre uma data memorável, será o dia do nosso grande reencontro, sempre lá, na antiga Praça da Bandeira, hoje Praça
Monsenhor Adelmar da Mota Valença.


*Silvio Amorim é advogado e orgulhoso ex-aluno interno do Colégio Diocesano de Garanhuns. Faz parte da associação Teatro de Amadores de Pernambuco.


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O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.

É Findi - Série História de Pernambuco - Depois de Nassau: quando o equilíbrio começou a se romper - Por Alfredo Cabral de Melo*

28/08/2026

A saída de Nassau não criou os problemas do domínio neerlandês, mas marcou uma nova etapa para uma administração que já enfrentava dificuldades econômicas e políticas.

Quando Maurício de Nassau deixou Pernambuco, em maio de 1644, não terminou apenas um período de governo. Encerrava-se também uma experiência administrativa que havia procurado conciliar interesses bastante diferentes dentro da conquista neerlandesa.

Como vimos no artigo anterior, Pernambuco ocupava posição central em uma estrutura que ultrapassava seus limites. A Companhia das Índias Ocidentais dependia da produção açucareira, dos engenhos e do comércio para sustentar sua presença no Brasil, enquanto os proprietários precisavam de crédito, de trabalhadores escravizados e de condições que lhes permitissem manter a produção. Entre esses interesses estavam comerciantes, credores, administradores e outros grupos ligados, de diferentes maneiras, à economia açucareira.

Nassau govern...

A saída de Nassau não criou os problemas do domínio neerlandês, mas marcou uma nova etapa para uma administração que já enfrentava dificuldades econômicas e políticas.

Quando Maurício de Nassau deixou Pernambuco, em maio de 1644, não terminou apenas um período de governo. Encerrava-se também uma experiência administrativa que havia procurado conciliar interesses bastante diferentes dentro da conquista neerlandesa.

Como vimos no artigo anterior, Pernambuco ocupava posição central em uma estrutura que ultrapassava seus limites. A Companhia das Índias Ocidentais dependia da produção açucareira, dos engenhos e do comércio para sustentar sua presença no Brasil, enquanto os proprietários precisavam de crédito, de trabalhadores escravizados e de condições que lhes permitissem manter a produção. Entre esses interesses estavam comerciantes, credores, administradores e outros grupos ligados, de diferentes maneiras, à economia açucareira.

Nassau governou dentro dessa realidade. Sua administração procurou organizar a conquista e estabelecer relações com os moradores, mas não eliminou as dificuldades que já existiam. Por isso, sua saída não deve ser vista como o momento em que todos os problemas começaram. Ela marcou, antes, uma mudança na maneira como essas dificuldades seriam enfrentadas.

Uma economia que já carregava problemas

O açúcar continuava sendo uma das principais fontes de riqueza da região, mas sua produção exigia muito mais do que terras adequadas ao cultivo da cana. Um engenho dependia de equipamentos, animais, trabalhadores escravizados, abastecimento e, sobretudo, recursos para manter toda essa estrutura funcionando.

O crédito fazia parte dessa engrenagem. Os proprietários assumiam compromissos para produzir, enquanto comerciantes e credores esperavam receber de volta os valores emprestados ou adiantados. Quando a produção não correspondia às expectativas ou as condições do comércio se tornavam desfavoráveis, o endividamento podia se agravar.

Essa situação já era conhecida durante o governo de Nassau. Documentos reunidos por José Antônio Gonsalves de Mello registram negociações envolvendo dívidas de senhores de engenho e acordos destinados a preservar propriedades e sua capacidade produtiva. A questão, portanto, não era simplesmente cobrar ou deixar de cobrar. A Companhia precisava recuperar seus recursos sem comprometer uma estrutura econômica da qual ela própria dependia.

Esse equilíbrio era difícil e não desapareceu com a saída de Nassau.

O que mudou depois de 1644?

A administração que sucedeu a Nassau encontrou uma situação que exigia respostas. A Companhia das Índias Ocidentais havia realizado uma conquista dispendiosa e precisava recuperar seus investimentos, enquanto muitos moradores estavam profundamente envolvidos em relações de crédito e endividamento.

O problema estava justamente nessa dependência mútua. Para a Companhia, era necessário obter receitas e recuperar créditos. Para os proprietários, qualquer cobrança que comprometesse suas terras, seus equipamentos ou sua capacidade de produzir poderia tornar ainda mais difícil o pagamento das próprias dívidas.

Não se tratava, portanto, de uma simples oposição entre holandeses e portugueses. As relações econômicas haviam aproximado pessoas de origens e interesses diferentes, e alguns moradores haviam permanecido em Pernambuco durante o domínio neerlandês, negociando com a nova administração. Outros, entretanto, continuavam ligados à ordem política portuguesa ou mantinham razões para se opor ao domínio da Companhia.

Essa diversidade é importante porque ajuda a compreender por que a Restauração Pernambucana não pode ser explicada por uma única causa.

João Fernandes Vieira e a complexidade das relações

A trajetória de João Fernandes Vieira é particularmente reveladora desse ambiente. Sua relação com o domínio neerlandês não pode ser compreendida apenas pela posição que assumiria posteriormente na Insurreição.

Antes de se tornar uma das principais figuras da Restauração, Vieira esteve inserido na vida econômica do Pernambuco neerlandês e manteve relações de negócios e de crédito. A documentação reunida por Gonsalves de Mello permite acompanhar parte dessas relações e perceber como interesses econômicos e posições políticas podiam mudar ao longo do tempo.

Sua trajetória ajuda também a evitar uma interpretação simplificada, segundo a qual os moradores teriam permanecido, desde o início da ocupação, divididos em dois grupos perfeitamente definidos. A realidade era mais móvel. Havia aproximações, negócios, conflitos e mudanças de posição, determinadas pelas circunstâncias e pelos interesses envolvidos.

A futura revolta, portanto, não nasceu de uma sociedade que estivesse simplesmente esperando o momento de expulsar os neerlandeses.

Nassau não era a solução para tudo

É nesse ponto que a imagem de Nassau precisa ser observada com algum cuidado.

Seu governo foi marcado por iniciativas importantes na administração do território, na organização do Recife e nas relações com diferentes setores da sociedade. Isso, porém, não significa que tenha resolvido os problemas econômicos e políticos que estavam na base da presença neerlandesa.

As próprias negociações relacionadas às dívidas dos engenhos demonstram que essas dificuldades permaneciam. Nassau podia administrar conflitos, negociar interesses e procurar preservar a produção, mas governava dentro das limitações impostas pela Companhia das Índias Ocidentais e pelas circunstâncias da própria conquista.

Sua saída, portanto, não criou a crise. Retirou do cenário uma forma de administrá-la que, apesar de suas limitações, havia procurado conciliar interesses diferentes.

É justamente por isso que 1644 merece atenção. O ano não representa uma ruptura absoluta entre duas histórias diferentes, mas uma mudança de etapa dentro de um processo que já vinha se desenvolvendo.

Da dificuldade econômica à tensão política

Nos meses que antecederam a Insurreição, questões econômicas passaram a se encontrar cada vez mais com questões políticas. A cobrança de dívidas, a situação dos engenhos e os interesses da Companhia não estavam separados das disputas pelo controle do território e das lealdades políticas.

Ainda assim, seria precipitado afirmar que o endividamento dos senhores de engenho provocou, sozinho, a Restauração. A guerra que começaria em 1645 envolveu outros fatores e outros grupos, e sua duração demonstra que não se tratava apenas de uma reação de devedores contra credores.

O que podemos perceber é que a economia ajudou a formar o ambiente no qual a crise política se desenvolveu. Quando relações que dependiam de negociação começaram a se tornar mais difíceis, diminuiu também o espaço para acomodar interesses divergentes.

É nesse ambiente que Pernambuco se aproximou de 1645.

A questão já não era somente como manter os engenhos funcionando, recuperar dívidas ou administrar uma conquista. Aos poucos, tornou-se necessário discutir quem teria autoridade para continuar governando aquele território e em que condições essa autoridade seria aceita pelos seus moradores.

É a partir dessa mudança que podemos compreender melhor o que aconteceria.


*Alfredo Cabral de Melo, é Advogado, Historiador, Jornalista, e Membro do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e do Instituto Histórico do Maranhão (IHGM). @alfredo.cabral.de.melo


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O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.

É Findi - Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras - ACACCIL - Crônica - Por Malude Maciel*

28/08/2026

"A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás mas, deve ser vivida, olhando-se para frente."

De quando em vez, torna-se imprescindível remexer o passado em busca da origem das coisas, da nossa indentidade, numa curiosidade benéfica de saber como algo começou, quando e como foram os primeiros passos, tendo explicações e dando um mergulho na História, tal qual um garimpeiro procurando preciosidades ou como um arqueólogo decifrando evidências num quebra-cabeça de peças raras encontradas, encaixando os achados para formar um mosaico perfeito, pelo prazer de reconstituir, resgatar acontecimentos históricos importantes. Isto é fascinante!

A Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras - ACACCIL, que este ano completou 44 anos de existência, funciona à Rua XV de Novembro, 215, no centro da cidade de Caruaru, tendo sido fundada em 18 de maio de 1982 (data aniversária da cidade), em sede provisória do Centro de Cultura Popular Luísa Maciel, BR 232-Km...

"A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás mas, deve ser vivida, olhando-se para frente."

De quando em vez, torna-se imprescindível remexer o passado em busca da origem das coisas, da nossa indentidade, numa curiosidade benéfica de saber como algo começou, quando e como foram os primeiros passos, tendo explicações e dando um mergulho na História, tal qual um garimpeiro procurando preciosidades ou como um arqueólogo decifrando evidências num quebra-cabeça de peças raras encontradas, encaixando os achados para formar um mosaico perfeito, pelo prazer de reconstituir, resgatar acontecimentos históricos importantes. Isto é fascinante!

A Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras - ACACCIL, que este ano completou 44 anos de existência, funciona à Rua XV de Novembro, 215, no centro da cidade de Caruaru, tendo sido fundada em 18 de maio de 1982 (data aniversária da cidade), em sede provisória do Centro de Cultura Popular Luísa Maciel, BR 232-Km 131 depois de muito trabalho de cinco pessoas altamente capazes e determinadas que por longo período, lutaram para ver seu sonho realizado. Estas personalidades que marcaram época e foram pioneiras naquele empreendimento de sucesso, foram chamadas de "visionárias" porque viam o futuro, tinham uma visão privilegiada de algo além e pensaram grande, sonharam alto pois, muitos não acreditavam que seu sonho se tornasse realidade. Era um grupo seleto e abnegado, formado por três professores e advogados: Amaro Matias Silva; Mário Menezes e Walter Augusto de Andrade; um odontólogo: Emmanuel de Souza Leite e uma artista plástica: Luísa Cavalcanti Maciel.

Antes

É certo que a ideia inicial havia sido lançada alguns anos atrás, pelo professor e folclorista Aleixo Leite Filho e, naquele momento estava tomando forma, concretizando-se a ferro e fogo nas mãos do quinteto incontestável dos sócios acadêmicos fundadores, fiéis escudeiros, que permaneceram atuantes e fortes como colunas de mármore esculpidas pelo destino até a morte, pela vontade divina e soberana de Deus, que tudo pode e faz como Ele quer. Atualmente, todos eles já partiram para a eternidade deixando seu legado incomum e valioso para toda uma comunidade.

Tarefa árdua

Como se sabe, não foi um trabalho fácil; havia reuniões e mais reuniões, sempre na residência da pintora e artista plástica, Luísa Maciel, única mulher no grupo, a qual não media esforços em prol de tal empreendimento de real importância para a Capital do Agreste que deveria crescer mais e, já dera ao mundo artístico, Cultural e Literário as figuras eminentes de seus filhos: Austregésilo de Attayde, os irmãos Condé , Álvaro Lins, Limeira Tejo, Nelson Barbalho, Mestre Vitalino, etc. alguns deles à época já participavam da Academia Brasileira de Letras e brilhavam no cenário intelectual de todo país e do exterior para orgulho de seus conterrâneos e daqueles visionários que se inspiravam em tais exemplos de bravura, inteligência e capacidade.
O árduo trabalho daquele grupo, coeso e decidido chegava à exaustão, examinando as inúmeras dificuldades que deveriam ser superadas para que, em uma cidade do interior pernambucano, existisse uma réplica da academia maior do Brasil. Até parecia, algumas vezes, impossível, mas o tempo e a vitória mostraram que valeu a pena não vacilar e lutar por aquele ideal de toda uma população ansiosa pelo seu desenvolvimento no mundo das Artes, das Letras e da Ciência.

Primeiro Presidente

Após todos os acertos, a primeira presidência coube ao advogado e professor Mário Menezes, também Diretor da Faculdade de Filosofia de Caruaru - FAFICA, tendo como Secretária, a tão vibrante colaboradora, pintora de renome, Luísa Maciel, que faria centenário de nascimento neste ano. Naquela mesma data foi aprovado o Estatuto que ainda hoje rege os destinos de nossa querida ACACCIL, cuja trajetória sempre foi eminente até os dias atuais e, já em 25 de fevereiro de 1983, quando foi realizada a sua terceira Assembleia Geral, foi deliberada a solicitação de uma sede, um local permanente, aberto ao público, para os demais eventos e reuniões que se fizessem necessários, ao então Prefeito do Município de Caruaru, Dr. José Queiroz de Lima, o que veio a se concretizar em 18 de maio de 1988, com a inauguração da atual sede, que recebeu o título de: "Casa Geminiano Campos", em homenagem ao médico que residiu no local; o fato aconteceu na gestão do acadêmico Ivan Brandão. Ademais, no dia 13 de abril de 1983, a quarta Assembleia Geral aprovou os seguintes nomes como titulares das Cadeiras instituídas: Kermógenes Dias; Monsenhor Bernardino de Carvalho; Demóstenes Veras; Azael Leitão; Aguinaldo Fagundes; Onildo Almeida; Nelson Barbalho; Janduhy Filizola; Aureliano Alves; Carlos Alberto Toscano de Carvalho; Luiz Garcia da Silva; Ivan Brandão; Agostinho Batista; Arary Marrocos e Artur Tabosa porém, somente a acadêmica Arary permanece entre nós.

Presidentes

Até o presente estiveram presidência desta importante instituição os seguintes acadêmicos: O primeiro Presidente na gestão 18.5.82-84 Mário Menezes; segundo: Amaro Matias; terceiro: Ivan Brandão; quarto: Carlos Toscano; quinto: outra vez Ivan Brandão; sexto: outra vez Amaro Matias; sétimo: Antônio Cláudio Pedrosa (na época diretor do Colégio Municipal; oitavo: Luiz Garcia; nono: Argemiro Pascoal; décimo: outra vez Argemiro Pascoal; décimo primeiro: Ernesto Queiroz Jr. ; décimo segundo: Arary Marrocos; décimo segundo: Walter Andrade; décimo terceiro: outra vez Walter Andrade; décimo quarto: Onildo Almeida; décimo quinto: outra vez Onildo Almeida; décimo sexto: Maria de Lourdes Sousa Maciel (Malude); décimo sétimo: outra vez Arary Marrocos; décimo oitavo: Agildo Galdino Ferreira; sendo reeleito para o novo biênio mas, sofreu acometimento da pandemia do corona vírus e renunciou em favor do seu vice: José Severino do Carmo; décimo nono: Paulo Muniz Lopes que permanece no cargo atualmente, tendo sido reeleito para sua terceira gestão, sendo o mesmo, Reitor da Asces-Unita.

Convidando

Um breve resumo da história da ACADEMIA Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras que continua atuando dignamente , de portas abertas para receber, tanto os visitantes como os habitantes de nossa "Terrinha Santa"para juntos compartilharmos as programações anuais, abraçando os valores literários de nossa gente, nosso torrão natal que devemos amar e respeitar com muito fervor.

Sabe-se que um povo sem memória histórica, sem culto ao passado, não tem futuro. Assim, temos uma bela história de conquista, talento e perseverança pois, a esperança não é um sonho, é uma maneira de transforma sonhos em realidade.


ACACCIL cátedra número 15 - patronesse: Professora Sinhazinha.


*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina. @malude.maciel


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É Findi – Um Homem Nu - Croniqueta - Por Xico Bizerra*

28/08/2026

Nem Deus, nem Diabo, nem estrela, nem breu. Apenas um homem, nu, se esconde na rua, na escuridão de um dia que amanheceu sem sol. Na noite, num caminho só de ida, o homem nu vagueou buscando a si mesmo. Não se encontrou.

Sozinho, perdido, abraçou o vazio e lhe ofereceu o braço. De mãos dadas, ele e o vazio, saem em busca da lua e de um clarão, de um infinito longínquo, cada vez mais longe de Deus. Em pouco tempo encontrarão, ermos, o nada além dos céus, a solidão das galáxias distantes e inalcançáveis. E o homem nu assim permanecerá até que o dia vista sua roupa e cumpra sua missão de abrigar os homens nus que por aqui vagueiam ...


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico



O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.

Nem Deus, nem Diabo, nem estrela, nem breu. Apenas um homem, nu, se esconde na rua, na escuridão de um dia que amanheceu sem sol. Na noite, num caminho só de ida, o homem nu vagueou buscando a si mesmo. Não se encontrou.

Sozinho, perdido, abraçou o vazio e lhe ofereceu o braço. De mãos dadas, ele e o vazio, saem em busca da lua e de um clarão, de um infinito longínquo, cada vez mais longe de Deus. Em pouco tempo encontrarão, ermos, o nada além dos céus, a solidão das galáxias distantes e inalcançáveis. E o homem nu assim permanecerá até que o dia vista sua roupa e cumpra sua missão de abrigar os homens nus que por aqui vagueiam ...


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico


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O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.

É Findi - Pelo Outro Lado da Margem - Crônica - Por Romero Falcão*

28/08/2026

"O pensamento delira o mundo" - Deleuze.


É comum conversar com as pessoas e ouvir:

— Faz muito tempo que não vou ao centro do Recife. Fazer o quê por entre ruas inseguras, fedendo a mijo?

Rua do Hospício

Quando muito, a classe média — média? — dá um pulo no carnaval ou no Recife Antigo, nos fins de semana. Uma amiga me disse que fazia anos que não passava pela Rua do Hospício.

Vagabundo

Pela outra margem do rio, tiro um ou dois dias do mês — durante a semana — para perambular pela cidade vazia. Vagabundo, sem propósito, meta ou GPS.

Livros nos Sebos

Enquanto uma massa humana abandonava o Marrocos em direção a Ceuta, eu caminhava tranquilo pela Rua do Corredor do Bispo. Enquanto, na Ucrânia, drones explodiam soldados, eu folheava livros nos sebos.

Cão sem Plumas

O que se pode fazer com essa sorte — longe da guerra? O que se pode...

"O pensamento delira o mundo" - Deleuze.


É comum conversar com as pessoas e ouvir:

— Faz muito tempo que não vou ao centro do Recife. Fazer o quê por entre ruas inseguras, fedendo a mijo?

Rua do Hospício

Quando muito, a classe média — média? — dá um pulo no carnaval ou no Recife Antigo, nos fins de semana. Uma amiga me disse que fazia anos que não passava pela Rua do Hospício.

Vagabundo

Pela outra margem do rio, tiro um ou dois dias do mês — durante a semana — para perambular pela cidade vazia. Vagabundo, sem propósito, meta ou GPS.

Livros nos Sebos

Enquanto uma massa humana abandonava o Marrocos em direção a Ceuta, eu caminhava tranquilo pela Rua do Corredor do Bispo. Enquanto, na Ucrânia, drones explodiam soldados, eu folheava livros nos sebos.

Cão sem Plumas

O que se pode fazer com essa sorte — longe da guerra? O que se pode fazer desta cidade? Escrever uma crônica, forçar um devaneio, fingir preocupação social, observar o rio e só ver rio ou o Cão sem Plumas, de João Cabral? Comprar uma bermuda para hibernar na gaveta? Evitar olhar os moradores de rua- ninguém olha para eles de verdade-? Voltar para casa arrependido de ter vindo?

O que se faz, afinal?

Entro numa igreja. Fazia tempo que não dobrava os joelhos sob uma grande nave — a da Igreja da Penha. Mais do que a metafísica, o que me enche os olhos é a arte dos templos.

Deus, Tomara!

Estou agora ao lado do Mercado de São José. A igreja foi restaurada; o mercado está em processo de revitalização. Ouvi dizer alguma coisa parecida com o Mercadão de São Paulo, com mezanino e tudo. Deus, tomara!

Papa de Sagu

Vagueio pelo entorno. Sinto saudade do lambe-lambe, com seu tripé, paletó e a cabeça escondida sob um pano preto, capturando fotografias. Vejo-me menino, levado pelo meu pai aos sábados, carregando sacola de feira, melando a boca de papa de sagu.


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Jibóia

Também me vem, com nitidez, o homem da mala que guardava uma jiboia e, quando não estava na Dantas Barreto, estirava o bicho no Largo de São José.

Peixe Elétrico

O peixe elétrico também fazia sucesso na calçada, diante do medo dos meninos que exploravam, pela primeira vez, o velho Recife.

Saio do delírio do século passado e volto às ruas insípidas, mortas.


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Miragem

Mas alguma coisa acontece no coração da esperança quando estico os passos e vejo, ainda de longe, feito miragem, o magnífico prédio do Liceu de Artes e Ofícios restaurado.

Quanto mais me aproximo, mais olho para ele. Todo. De ponta a ponta.

Remoçado

Como me doía ver uma arquitetura daquela tão debilitada, abandonada na Praça da República, aos pés do Teatro Santa Isabel. Agora está belo, remoçado, vivo. As escadas, o gradil, o arco das janelas. O brilho da tinta fresca.

Ressuscite

Há poucos dias, li neste periódico que os carros voltarão a fazer o sangue circular pela Rua da Imperatriz. Quem sabe o santo ajude e o sobrado onde morou Clarice Lispector, na Praça Maciel Pinheiro, ressuscite com uma nova cidade.

Quem poderá tirar o delírio do meu Recife?


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda


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O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.

É Findi – Clube Náutico Capibaribe - Por Carlos Bezerra Cavalcanti*

28/08/2026

Tratamos, agora, do Náutico:

Por proposta do remador João Alfarra, foi criado, em fins do ano de 1898, no antigo Largo do Corpo Santo, nas imediações do atual Marco Zero, o Clube Náutico Capibaribe, ainda com o nome de “Recreio Fluvial”. O seu registro, no entanto, só viria ocorrer em 7 de abril de 1901, data oficial de criação do clube, que nessa época passou a ocupar a casa nº 1 do Cais José Mariano, sua primeira sede, com o objetivo único da prática do elitizado remo, daí, o seu nome e seu escudo: dois remos cruzados. Sua segunda sede foi na rua da Aurora, próximo ao cinema São Luís, na esquina da Rua Clube Náutico. Depois a garagem de seus barcos foi transferida para as atuais instalações, na mesma rua, ao lado do seu rival, o Clube de Remo Almirante Barroso.

Só em 1906 é que o NÁUTICO, com um time basicamente de ingleses, começou a prática de futebol, vindo a ser campeão pernambucano, pela primeira vez, vinte e oito anos depois, em 1934, já na fase...

Tratamos, agora, do Náutico:

Por proposta do remador João Alfarra, foi criado, em fins do ano de 1898, no antigo Largo do Corpo Santo, nas imediações do atual Marco Zero, o Clube Náutico Capibaribe, ainda com o nome de “Recreio Fluvial”. O seu registro, no entanto, só viria ocorrer em 7 de abril de 1901, data oficial de criação do clube, que nessa época passou a ocupar a casa nº 1 do Cais José Mariano, sua primeira sede, com o objetivo único da prática do elitizado remo, daí, o seu nome e seu escudo: dois remos cruzados. Sua segunda sede foi na rua da Aurora, próximo ao cinema São Luís, na esquina da Rua Clube Náutico. Depois a garagem de seus barcos foi transferida para as atuais instalações, na mesma rua, ao lado do seu rival, o Clube de Remo Almirante Barroso.

Só em 1906 é que o NÁUTICO, com um time basicamente de ingleses, começou a prática de futebol, vindo a ser campeão pernambucano, pela primeira vez, vinte e oito anos depois, em 1934, já na fase de profissionalismo.

Suas cores são o vermelho e branco, o símbolo, o timbu e o hino o famoso Come e Dorme que destaca o grito de guerra : N. A. U. T. I. C. O.

Na década de 60, chegou ao inigualável título de hexa-campeão do futebol pernambucano. Dispunha, nessa ocasião, de uma brilhante equipe composta por grandes pebolistas como os irmãos Bita e Nado, Salomão, Ivan, Lula e Lala, entre outros, que chegaram ao vice-campeonato brasileiro, em plena era Pelé, tendo vencido o Santos, dentro da Vila Belmiro, pelo placar de 5x3, com Bita marcando 3 tentos no goleiro Gilmar.

A sede social e o estádio de futebol estão situados na mesma área onde uma placa registra na entrada das instalações:

A pedra fundamental da nova sede foi lançada em 7 de abril de 1950 e inaugurada três anos depois, com grande empenho de um de seus principais baluartes, o empresário Eládio de Barros Carvalho.

O carnaval do Clube Náutico é um dos mais tradicionais do Recife, com seus fabulosos bailes noturnos e matinês em sua sede social, onde se destacava, na década de 60, nas sextas-feiras, as famosas tertúlias, semelhantes aos encontros de brotos aos domingos, no Clube Internacional.


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O Clube tem como evento tradicional o maracatu, depois Bloco Timbu Coroado que existe desde 1929. Começou quando um grupo de remadores saiam da garagem de remo para brincar pela rua da Aurora. Conta a lenda que eles deixavam o remo de lado, no período momesco e matavam timbus que apareciam aos montes nas cercanias da garagem, para fazer “tira gosto” da cachaça carnavalesca.

O bloco foi crescendo, passou a desfilar pelas ruas que circundam a sede social do clube e se tornou atração oficial do carnaval do Recife. Anualmente são escolhidos o rei e a rainha do timbu coroado.


*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras e Sócio Benemérito do IAHGP.


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É Findi - Altitude - Por Marcelo Mário de Melo*

28/08/2026

Morro
Morro
Morro.

O Morro
da saudade
é muito alto


*Marcelo Mário de Melo, ex-preso político, jornalista e poeta. Seu lema é: "Só ultrapasse pela esquerda". @marcelommm



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Morro
Morro
Morro.

O Morro
da saudade
é muito alto


*Marcelo Mário de Melo, ex-preso político, jornalista e poeta. Seu lema é: "Só ultrapasse pela esquerda". @marcelommm


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É Findi – Tetracampeão - Por Pica-Pau*

28/08/2026

Por amor a nossa soberania
Respeitando e seguindo
nossa constituição
Vamos firme abraçar e dá as mãos
E eleger lula tetra campeão
Tem jeito não tem jeito não
Lula da Silva será tetra campeão
Tem jeito não tem jeito não lula da Silva será tetra campeão

Tá falando um nordestino meu irmão
Que o nordeste estará sempre na frente
Esperando o dia da eleição
Para votar lula nosso presidente
Tem jeito não tem jeito não
Em vinte seis lula tetra campeão
Tem jeito não tem jeito não
Em vinte seis lula tetra campeão.
Com a força do povo nordestino
E o querer do resto da nação, tem jeito não tem jeito não
Em vinte e seis Lula é tetra campeão
Tem jeito não tem jeito não
Lula da Silva será tetra campeão

Viva o Brasil .
Viva a democracia.
Viva lula da Silva


*Pica-Pau é poeta. Vive em P...

Por amor a nossa soberania
Respeitando e seguindo
nossa constituição
Vamos firme abraçar e dá as mãos
E eleger lula tetra campeão
Tem jeito não tem jeito não
Lula da Silva será tetra campeão
Tem jeito não tem jeito não lula da Silva será tetra campeão

Tá falando um nordestino meu irmão
Que o nordeste estará sempre na frente
Esperando o dia da eleição
Para votar lula nosso presidente
Tem jeito não tem jeito não
Em vinte seis lula tetra campeão
Tem jeito não tem jeito não
Em vinte seis lula tetra campeão.
Com a força do povo nordestino
E o querer do resto da nação, tem jeito não tem jeito não
Em vinte e seis Lula é tetra campeão
Tem jeito não tem jeito não
Lula da Silva será tetra campeão

Viva o Brasil .
Viva a democracia.
Viva lula da Silva


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE. @poeta.picapau


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Eleições 2026 PB - “Veneziano é o candidato de Lula e do PT”, declarou Charliton Machado, coordenador da campanha Lula na Paraíba

28/08/2026

Jackson Macêdo, ex-presidente do PT da Paraíba: “Quem vota em Lula, tem de votar em Veneziano para o Senado Federal”

Em uma entrevista ao programa Estúdio 15 ao lado do coordenador da campanha de Lula na Paraíba, Charliton Machado, e do ex-presidente do PT da Paraíba, Jackson Macêdo. Ao longo da conversa, debatemos as eleições de 2026, o futuro da relação do parlamento federal com Lula — caso o atual presidente vença Flávio Bolsonaro — e a necessidade de eleger uma bancada, sobretudo no Senado, que dê sustentação e ofereça estabilidade ao próximo governo.

Falou Jackson Macêdo

Jackson Macêdo foi o primeiro a destacar a trajetória de Veneziano Vital: “Veneziano tem sido um aliado do nosso projeto, não só em período eleitoral, mas bem antes. Desde a crise que vivemos com a tentativa de golpe em nosso país, Veneziano, quando assumiu a presidência do Senado, esteve ao nosso lado e ao lado da democracia brasileira.” O que Jackson acr...

Jackson Macêdo, ex-presidente do PT da Paraíba: “Quem vota em Lula, tem de votar em Veneziano para o Senado Federal”

Em uma entrevista ao programa Estúdio 15 ao lado do coordenador da campanha de Lula na Paraíba, Charliton Machado, e do ex-presidente do PT da Paraíba, Jackson Macêdo. Ao longo da conversa, debatemos as eleições de 2026, o futuro da relação do parlamento federal com Lula — caso o atual presidente vença Flávio Bolsonaro — e a necessidade de eleger uma bancada, sobretudo no Senado, que dê sustentação e ofereça estabilidade ao próximo governo.

Falou Jackson Macêdo

Jackson Macêdo foi o primeiro a destacar a trajetória de Veneziano Vital: “Veneziano tem sido um aliado do nosso projeto, não só em período eleitoral, mas bem antes. Desde a crise que vivemos com a tentativa de golpe em nosso país, Veneziano, quando assumiu a presidência do Senado, esteve ao nosso lado e ao lado da democracia brasileira.” O que Jackson acrescentou em seguida precisa ser destacado, pois resume a trajetória de Veneziano na defesa da Constituição e na relação com Lula: “A relação política que temos com Veneziano não é uma relação construída para essa eleição. Trata-se de um projeto que tem muita história, por tudo que ele representa, mas também tem muito futuro na relação com o presidente Lula.”

Falou Charliton Machado

Por sua vez, o coordenador da campanha de Lula na Paraíba, Charliton Machado, afirmou:
“Hoje, Veneziano reúne duas condições fundamentais. Primeiro, é um senador experiente, foi vice-presidente do Senado. Circula bem entre todos os segmentos que compõem a mesa e as lideranças partidárias. Então, você tem alguém que consegue levar a voz do governo, do debate político, das demandas das políticas públicas que também são fundamentais.”

Continua Charliton Machado

Charliton continuou a elencar os atributos e virtudes de Veneziano que justificam o apoio de Lula e o merecimento do voto do eleitor paraibano: “A segunda coisa que eu acho mais importante ainda é a lealdade. Não a lealdade a Lula, a lealdade às instituições democráticas, que são maiores que o próprio Lula, maiores que um governo.”

O coordenador estadual da campanha de Lula também fez um alerta:

“A eleição de um nome como o de Veneziano é uma segurança para nós. É uma segurança de que nós vamos ter no Senado não só uma voz de fidelidade à democracia, às instituições democráticas, mas também uma voz de respeito, que é ouvida não só na Paraíba, mas também no Brasil.”

Recado de Jackson Macêdo

Ao final da entrevista, Jackson Macêdo mandou um recado à militância do PT: “Eu queria mandar um recado para toda a base militante do PT, os filiados do nosso partido, os eleitores do presidente Lula: abram o celular, deem um Google e pesquisem Veneziano Vital do Rêgo durante aquele período que vivemos de tentativa de golpe no Brasil. Pesquisem e vejam onde estava Veneziano — ao lado do presidente Lula, ao lado da democracia brasileira, na defesa da Constituição do nosso país. Vejam onde estavam os outros candidatos. Em cima do muro, não apareciam, não expunham sua opinião sobre aquele momento difícil que o Brasil vivia. Mas Veneziano, como vice-presidente do Senado, deu a cara a tapa, defendeu o Brasil, defendeu a democracia, defendeu o projeto liderado pelo presidente Lula.”


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Finalizou Jackson Macêdo

“Quem vota em Lula, tem de votar em Veneziano para o Senado Federal.”

Eleições 2026 PB - Veneziano garante destinar recursos para a 2ª etapa da duplicação da BR 230, entre Cajazeiras a Sousa

28/08/2026

E focará no segundo mandato em mais dois grandes projetos rodoviários na BR 104


O Senador e candidatado à reeleição ao Senado Federal Veneziano Vital do Rêgo (MDB) disse que, reeleito, dará continuidade ao projeto de duplicação da BR 230, garantindo os recursos necessários para duplicar o trecho de 48 km entre Cajazeiras e Sousa. Foi durante entrevista à Rádio Pop FM, em João Pessoa.

Primeiro mandato

Em seu primeiro mandato como Senador, Veneziano garantiu R$ 267 milhões para a execução do 1º trecho, entre Campina Grande e a Praça do Meio do Mundo, na Comunidade Farinha. O trecho duplicado, cujas obras estão em fase final e com todos os recursos já alocados por Veneziano para a sua conclusão, tem uma extensão de 32 km. “Agora nós vamos garantir os recursos para o segundo trecho, dessa vez começando por Cajazeiras, duplicando a BR até a cidade de Sousa”, disse Veneziano.

Foco do segundo mandato

E focará no segundo mandato em mais dois grandes projetos rodoviários na BR 104


O Senador e candidatado à reeleição ao Senado Federal Veneziano Vital do Rêgo (MDB) disse que, reeleito, dará continuidade ao projeto de duplicação da BR 230, garantindo os recursos necessários para duplicar o trecho de 48 km entre Cajazeiras e Sousa. Foi durante entrevista à Rádio Pop FM, em João Pessoa.

Primeiro mandato

Em seu primeiro mandato como Senador, Veneziano garantiu R$ 267 milhões para a execução do 1º trecho, entre Campina Grande e a Praça do Meio do Mundo, na Comunidade Farinha. O trecho duplicado, cujas obras estão em fase final e com todos os recursos já alocados por Veneziano para a sua conclusão, tem uma extensão de 32 km. “Agora nós vamos garantir os recursos para o segundo trecho, dessa vez começando por Cajazeiras, duplicando a BR até a cidade de Sousa”, disse Veneziano.

Foco do segundo mandato

O Senador também confirmou que, reeleito, focará seu 2º mandato no Senado em outros dois grandes projetos rodoviários: as duplicações dos trechos da BR 104 entre Campina Grande e Quimadas e outro entre Campina Grande e Remígio. “Na eleição passada firmávamos compromissos que foram efetivamente cumpridos. Agora, o eleitor paraibano tem a certeza de que eu posso e vou fazer. Por isso venho aos paraibanos garantir que, reconduzido para um segundo mandato no Senado, com as graças de Deus, poderemos fazer muito mais”, afirmou Veneziano.

Jethro Tull - A Poética da Sátira involuntária, por Zé da Flauta*

28/08/2026

A ironia é uma das ferramentas mais bonitas da arte, principalmente quando ela escapa das mãos do próprio criador. Em 1972, Ian Anderson acordou disposto a pregar uma peça no mundo. Irritado com a crítica especializada que insistia em enxergar conceitos profundos onde só havia um punhado de boas canções, ele decidiu construir a paródia definitiva do rock progressivo.

Inventou um menino-prodígio de oito anos, redigiu um jornal inteiro com notícias absurdas e gravou uma única música gigante dividida em dois lados de vinil. Era para ser uma piada afiada, um deboche escancarado sobre a pretensão da época. O problema e a genialidade, foi que a piada ficou perfeita demais.

Arquitetura sonora

É fascinante pensar no trabalho braçal que exigia fazer uma traquinagem desse porte nos anos setenta. Sem computador ou edição digital, costurar dezenas de trocas de tempo, temas de flauta, órgãos psicodélicos e violões folk em uma suíte contínua era u...

A ironia é uma das ferramentas mais bonitas da arte, principalmente quando ela escapa das mãos do próprio criador. Em 1972, Ian Anderson acordou disposto a pregar uma peça no mundo. Irritado com a crítica especializada que insistia em enxergar conceitos profundos onde só havia um punhado de boas canções, ele decidiu construir a paródia definitiva do rock progressivo.

Inventou um menino-prodígio de oito anos, redigiu um jornal inteiro com notícias absurdas e gravou uma única música gigante dividida em dois lados de vinil. Era para ser uma piada afiada, um deboche escancarado sobre a pretensão da época. O problema e a genialidade, foi que a piada ficou perfeita demais.

Arquitetura sonora

É fascinante pensar no trabalho braçal que exigia fazer uma traquinagem desse porte nos anos setenta. Sem computador ou edição digital, costurar dezenas de trocas de tempo, temas de flauta, órgãos psicodélicos e violões folk em uma suíte contínua era um exercício de arquitetura sonora artesanal.

O Jethro Tull entrou no estúdio para rir da pompa dos outros e acabou entregando uma das maiores obras-primas da história da música. Tentar fazer algo ruim ou exagerado quando se tem um talento colossal é um risco enorme: a beleza acaba vazando pelas frestas do cinismo.

Irredutível

Por trás dos risos e da genialidade instrumental, a letra traz uma reflexão que continua nos cutucando cinco décadas depois. A expressão thick as a brick, algo como "duro como um tijolo" ou irredutível na própria ignorância, desenha a forma como a sociedade molda e endurece as pessoas.

O sistema pega a infância com sua curiosidade viva e a vai lapidando até transformá-la num tijolo uniforme, pronto para erguer as paredes da conformidade, da burocracia e do militarismo. A poesia do garoto fictício Gerald Bostock nada mais era do que o espelho da nossa própria metamorfose em adultos engravatados e sem imaginação.

Ápice da forma

A história de Thick as a Brick nos ensina sobre a humildade diante da criação. Às vezes a gente tenta controlar a narrativa, quer apenas pregar uma peça ou fazer um desabafo irônico, mas a música toma o seu próprio rumo e encontra seu próprio peso.

O Jethro Tull quis provar que o rock progressivo podia ser ridículo, mas acabou provando que, quando a inspiração está afiada e os músicos jogam juntos no ápice da forma, até a mais elaborada das piadas pode se transformar num templo sagrado do som.

Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista


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Da Série Mistérios do Aquém: A incrível tática defensiva nacional de abertura de fronteiras para tropas estrangeiras “muy amigas” – Por Natanael Sarmento*

28/08/2026

O Presidente dos EUA Donald Trump é aliado da extrema-direita tupiniquim. Fez declarações publicas declarações contra instituições judiciárias brasileiras, em defesa da impunidade do líder dos golpistas de 8 janeiro. Faz pressão diplomática. Adotou sanções individuais contra autoridades brasileiras (Lei Magnitsk). Promoveu retaliação comercial do tarifaço de aumento das alíquotas até 50% sobre produtos brasileiros.

“Muy amigo”

Diante dessas retaliações unilaterais, dessas interferências indevidas em assuntos internos do Brasil, considerar o atual governo estadunidense amigo nos lembra o quadro de humor. Refiro-me ao sarcástico personagem Gardelón, do Jô Soares, do malandro que topava tudo para ganhar dinheiro e ao cabo soltava o bordão:“ muy amigo”.

Se é bom para os Estados Unidos...

Os Estados Unidos participam diretamente do golpe de 1964 no Brasil. Política, econômica, ideológica e militarmente. Washington de...

O Presidente dos EUA Donald Trump é aliado da extrema-direita tupiniquim. Fez declarações publicas declarações contra instituições judiciárias brasileiras, em defesa da impunidade do líder dos golpistas de 8 janeiro. Faz pressão diplomática. Adotou sanções individuais contra autoridades brasileiras (Lei Magnitsk). Promoveu retaliação comercial do tarifaço de aumento das alíquotas até 50% sobre produtos brasileiros.

“Muy amigo”

Diante dessas retaliações unilaterais, dessas interferências indevidas em assuntos internos do Brasil, considerar o atual governo estadunidense amigo nos lembra o quadro de humor. Refiro-me ao sarcástico personagem Gardelón, do Jô Soares, do malandro que topava tudo para ganhar dinheiro e ao cabo soltava o bordão:“ muy amigo”.

Se é bom para os Estados Unidos...

Os Estados Unidos participam diretamente do golpe de 1964 no Brasil. Política, econômica, ideológica e militarmente. Washington desestabilizou o governo de João Goulart com restrições diplomáticas e financiamentos de partidos contrários às Reformas de Base. Cortaram empréstimos do governo federal. Abriram os cofres para a oposição na guerra contra as leis brasileiras de remessa de lucros. No campo ideológico, a CIA e o Departamento de Estado atuaram na grande imprensa em campanhas anticomunistas e financiamentos do IBAD e o IPES, na construção do “perigo comunista! e da “proteção da democracia e da propriedade privada”. No campo militar, Washington prestou assessoria estratégica, doutrinária e deslocou na Operação Brother Sam a força-tarefa naval com porta-aviões, munição e combustível à costa brasileira. Para invadir o Brasil em caso de resistência ao golpe de deposição do Jango.

Afilhado da ditadura

José Múcio Monteiro, Ministro da Defesa do governo do Lula do PT, é historicamente ligado aos golpistas e a ditadura militar. Iniciou sua vide pública na ARENA, em 1966 - partido de sustentação da ditadura. Seguiu a sucessão dessa tradição reacionária no PDS e PFL, herdeiros da finada ARENA.

Surpresa

Surpresa foi o “companheiro” Lula I nomear o “companheiro José Múcio” chefe da SRI – Secretaria de Relações Internacionais e depois Ministro do TCU. Numa relação de confiança que o leva ao Ministério da Defesa no governo Lula III, iniciado em 2023.

Qual democracia, Cara pálida?

O Ministro Múcio classificou “manifestações da democracia" os acampamentos nas portas dos quartéis. E depois dos atentados terroristas da tentativa de golpe manifestou-se, publicamente, favorável à concessão de anistia para os golpistas com participações "leves" nos atentados em Brasília do 8 de janeiro.

Zé prometeu

O Sr. Ministro da defesa disse que abria as portas do Brasil, em caso de ataque dos EUA, em 4 de agosto de 2026. José Múcio Monteiro declarou em colóquio de empresários da CNI: “"Se os EUA invadirem o Brasil, a gente terá que abrir o portão. O Brasil não tem equipamento para enfrentá-lo, nem tem dinheiro para consertar o portão."

Zé explicou

O Ministro Guardião da Defesa Nacional explicou a abertura da porteira: "Abro o portão, porque a gente não tem equipamento para enfrentá-los... Eu prefiro abrir o portão."

Zé tem palavra

Na quarta-feira passada, dia 26 de agosto, o Ministro da defesa do Brasil, Dr. José Múcio formalizou a publicação no DOU a autorização de permanência “temporária” de 115 militares estrangeiros (55 dos Estados Unidos, 40 da França e 20 do Paraguai) com armamentos, munições e sistemas optrônicos, para exercícios militares nas regiões de Goiás e do Distrito Federal.

Dúvidas

Dúvidas atrozes atormentam os brasileiros: José Múcio é Ministro da Defesa, do governo do Brasil ou dos EUA? O Presidente da República Federativa do Brasil tem poder constitucional para nomeia e exonerar Ministros, ou justo o contrário? Por menos peripécias já vi Ministro ir pro brejo, mas no caso em foco, parece que os coices da égua não afasta o jumento.

Tática militar inovadora

Sun Tzu dos rabiscos nos bambus da Arte da Guerra, Júlio César das Guerras Gálicas, Napoleão Bonaparte e outros gênios militares jamais alcançam a expertise de defesa militar do estrategista do Planalto José Múcio.

Diálogo imaginário (Nyguen Giap e Zé)

O lendário herói vietnamita general Vo Nguyen Giap dizimou divisões francesas em Dien Bien Phu e colocou de joelhos o maior impérios militar global, os EUA. Surpreso com a tática do Ministro da defesa do Brasil, perguntou:

—Excelência, falou o vietnamita, se os Estados Unidos impõem sanções comerciais contra o seu país, ameaçam sua economia com tarifas punitivas e ameaçam usar a própria legislação para estender a jurisdição sobre o seu território do seu país alegando combate ao crime organizado, como vossa excelência responde a tanta agressão à soberania do seu país?

Em seu gabinete ministerial, altivo e soberbo, o Ministro pigarreia, ajusta a gravata e responde: -“ É a tática da hospitalidade ativa! Assinamos o despacho dia 26 e liberando a entrada de cinquenta e cinco fuzileiros americanos armados até os dentes, com munição real e visores noturnos de última geração. Ora, se o inimigo quer invadir, nós o convidamos, antes que o faça! E pagamos a diária do hotel militar em Formosa!”
César, Aníbal, Napoleão tremeram nas tumbas, mas o paciente Giap quis ouvir o gênio da defesa militar brasileira: - —Mas seu país não sofre achaques geopolíticos e ameaças de intervenção militar estadunidense sob o pretexto da "guerra às drogas"?

Incomodado, o homem da confiança do Presidente Lula-não deixa por menos: -“ É a dialética da geopolítica. Da diplomacia! Abrimos as pernas, digo, as fronteiras e evitamos confrontos e derramamento de sangue à toa”. Veja você, Giap, com esse seu gênio nacionalista passou vinte anos no mato comendo raiz e lutando. É verdade que ao cabo venceu a guerra. Mas nós derrotamos o imperialismo com o jeitinho patriótico brasileiro, da polidez, dizemos: "Venham, rapazes, tragam seus blindados e sistemas optrônicos, vamos treinar a defesa do nosso território juntinhos e misturados".

Giap suspira e desiste. O clássico livro das grandes doutrinas de Clausewitz e a heroica resistência de Hanói foram sumariamente superadas pela mais revolucionária doutrina de defesa da história humana: da Rendição Preventiva com honras da casa.

Quinta coluna

Em conversa informal sobre sucessão presidencial certo interlocutor defendeu o “voto útil” no Lula para derrotar o fascismo. Outro aduziu que a insistência da candidatura de Samara Martins da UP subtraía votos da esquerda, que por isso, embora sem acreditar, parecia coisa de quinta coluna. A UP de Samara Martins pontua nas pesquisas em campanha do tostão contra milhão, sem tempo de TV, sem participar de debates, sem dinheiro de fundo partidário. Não vejo essa esquerda “democrática” defender o direito da candidata e do partido apresentar o seu programa para o país. E faz alianças até com os iluminados do Edir Macedo, pelo voto. Com uma esquerda dessa não precisamos de direita. De quinta coluna essa esquerda conciliadora de classes tem exemplos sobrando: Roberto Freire, Palocci, Delcídio, Aldo Rebelo...


*Natanael Sarmento é professor e escritor, e integrante do Diretório Nacional da UP. @sarmentonatanael


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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.

Serra Verde: Quando a Mineração de Terras Raras Deixa de Ser Negócio e Passa a Ser Questão de Soberania Nacional - Por Amadeu Robalinho*

28/08/2026

A aquisição da mina de Minaçu pelos Estados Unidos revela a nova geopolítica dos minerais críticos, e coloca o Brasil diante de uma escolha estratégica

Por Amadeu Robalinho Dantas da Gama Neto

Análise de Soberania Nacional, Defesa, Estratégia e Engenharia de Soberania Estratégica

Há negócios que podem ser avaliados simplesmente pela lógica financeira.

E há negócios que precisam ser compreendidos pela lógica do poder.

A aquisição da Serra Verde, proprietária do projeto Pela Ema, em Minaçu, Goiás, pela norte-americana USA Rare Earth, pertence claramente à segunda categoria.

A operação foi estruturada em aproximadamente US$ 2,8 bilhões e envolve a transferência de 100% da Serra Verde para a companhia norte-americana. Mais importante que o valor financeiro é aquilo que está por trás da operação, a disputa internacional pelo controle das cadeias de suprimento de terras raras e minerais críticos.
...

A aquisição da mina de Minaçu pelos Estados Unidos revela a nova geopolítica dos minerais críticos, e coloca o Brasil diante de uma escolha estratégica

Por Amadeu Robalinho Dantas da Gama Neto

Análise de Soberania Nacional, Defesa, Estratégia e Engenharia de Soberania Estratégica

Há negócios que podem ser avaliados simplesmente pela lógica financeira.

E há negócios que precisam ser compreendidos pela lógica do poder.

A aquisição da Serra Verde, proprietária do projeto Pela Ema, em Minaçu, Goiás, pela norte-americana USA Rare Earth, pertence claramente à segunda categoria.

A operação foi estruturada em aproximadamente US$ 2,8 bilhões e envolve a transferência de 100% da Serra Verde para a companhia norte-americana. Mais importante que o valor financeiro é aquilo que está por trás da operação, a disputa internacional pelo controle das cadeias de suprimento de terras raras e minerais críticos.

Não estamos diante apenas de uma mina.

Estamos diante de um ativo tecnológico, industrial e militar de valor estratégico.

O negócio e a atualização necessária

É necessário corrigir uma informação importante frequentemente divulgada sobre essa operação.

O investimento de US$ 750 milhões realizado pelo governo dos Estados Unidos, por intermédio do Departamento de Guerra, não corresponde simplesmente à compra direta da Serra Verde. O valor integra uma estrutura financeira mais ampla de aproximadamente US$ 1,55 bilhão destinada à consolidação de uma cadeia estratégica de terras raras.

Essa estrutura inclui o investimento governamental de US$ 750 milhões, um compromisso de compra de aproximadamente US$ 300 milhões da produção futura da Serra Verde e cerca de US$ 500 milhões em financiamento privado para viabilizar a operação.

Portanto, a interpretação correta é que os Estados Unidos estão estruturando uma plataforma estratégica de abastecimento de minerais críticos, utilizando a Serra Verde como um dos principais ativos dessa arquitetura industrial e geopolítica.

O minério que virou instrumento de poder

As terras raras ocupam uma posição singular na economia contemporânea.

São utilizadas na fabricação de ímãs permanentes de alto desempenho, motores elétricos, equipamentos eletrônicos, sistemas de geração de energia e tecnologias indispensáveis à indústria de defesa.

Neodímio, praseodímio, disprósio e térbio deixaram de representar apenas elementos químicos.

Hoje representam capacidade industrial, autonomia tecnológica e poder estratégico.

Os Estados Unidos compreenderam essa realidade ao investir diretamente na construção de cadeias de suprimento independentes do domínio chinês.

A Serra Verde passa, portanto, a integrar uma estratégia muito maior do que a mineração brasileira.

Ela passa a ocupar posição relevante na segurança econômica e industrial norte-americana.

A China continua no centro da disputa

Durante décadas, a China construiu uma posição dominante no processamento e na transformação industrial das terras raras.

Não basta extrair o minério.

É necessário dominar as etapas de separação, refino, metalização, fabricação de ligas e produção de ímãs permanentes.

É justamente nessas etapas que reside o maior valor tecnológico.

Os Estados Unidos procuram construir uma cadeia alternativa, capaz de reduzir vulnerabilidades estratégicas e assegurar fornecimento para suas indústrias civis e militares.

É nesse contexto que Minaçu ganha importância mundial.

O Brasil possui o recurso, mas precisa dominar a cadeia

Possuir reservas minerais não significa possuir soberania tecnológica.

A verdadeira soberania mineral depende da capacidade nacional de transformar recursos naturais em produtos de elevado valor agregado.

A cadeia estratégica começa na jazida e termina nos sistemas tecnológicos.

Jazida, mineração, beneficiamento, separação, óxidos, metais, ligas, ímãs, motores, sensores e sistemas de defesa fazem parte de uma mesma arquitetura industrial.

Se o Brasil permanecer apenas na condição de fornecedor de matéria-prima, continuará importando produtos fabricados com recursos extraídos de seu próprio território.

Esse é um dos maiores desafios estratégicos nacionais.

A dimensão da defesa nacional

A indústria de defesa moderna depende profundamente dos minerais críticos.

Radares, aeronaves, mísseis, sistemas de orientação, plataformas navais, veículos militares, sensores e equipamentos eletrônicos incorporam materiais produzidos a partir das terras raras.

Por essa razão, grandes potências passaram a considerar esses minerais como componentes de sua infraestrutura de segurança nacional.

A mineração deixou de ser apenas atividade econômica.

Transformou-se em instrumento de projeção de poder.

A posição brasileira

O governo federal descartou uma intervenção direta na venda da Serra Verde.

A decisão baseia-se na compreensão de que a operação ocorre dentro das regras jurídicas e empresariais vigentes, preservando a segurança jurídica dos investimentos.

O CADE também arquivou o procedimento relacionado à operação por entender que não havia obrigatoriedade de notificação prévia conforme os critérios legais aplicáveis.

Contudo, uma questão jurídica encerrada não significa uma discussão estratégica concluída.

O debate sobre soberania começa exatamente onde termina a análise puramente concorrencial.

Engenharia de Soberania Estratégica

É nesse ponto que surge o conceito de Engenharia de Soberania Estratégica.

Uma nação soberana não é apenas aquela que possui recursos naturais.

É aquela capaz de conhecer, desenvolver, produzir, manter e substituir tecnologias essenciais à sua independência estratégica.

Para isso, o Brasil precisa estruturar uma política nacional baseada em cinco pilares fundamentais.

Soberania geológica, conhecimento integral das reservas nacionais.

Soberania mineral, capacidade de mineração e beneficiamento.

Soberania tecnológica, domínio da separação, refino e metalurgia avançada.

Soberania industrial, fabricação nacional de ímãs, motores e componentes.

Soberania de defesa, integração dos minerais críticos à Base Industrial de Defesa.

Somente assim os recursos minerais poderão transformar-se em poder nacional.

O paradoxo de Minaçu

Minaçu encontra-se diante de uma oportunidade histórica.

O município abriga um dos mais importantes projetos de terras raras do Ocidente e passa a integrar diretamente a disputa geopolítica entre grandes potências.

O paradoxo brasileiro é evidente.

Possuímos o recurso estratégico, mas ainda buscamos consolidar a capacidade industrial necessária para dominar toda a cadeia tecnológica.

A grande pergunta não é quem comprou a mina.

A verdadeira pergunta é qual será o papel do Brasil na economia estratégica das terras raras nas próximas décadas.

Conclusão

A aquisição da Serra Verde pela USA Rare Earth deve ser interpretada como um marco da nova geopolítica dos minerais críticos.

Não se trata apenas de uma operação empresarial de US$ 2,8 bilhões.

Trata-se da incorporação de um ativo mineral brasileiro a uma estratégia internacional de segurança econômica, indústria avançada e defesa nacional.

O desafio brasileiro não está necessariamente em impedir investimentos estrangeiros.

O verdadeiro desafio consiste em garantir que esses investimentos produzam desenvolvimento científico, industrial, tecnológico e estratégico dentro do território nacional.

Soberania não significa isolamento.

Soberania significa capacidade.

Capacidade de transformar riqueza mineral em conhecimento, conhecimento em tecnologia e tecnologia em poder nacional.

Essa é a verdadeira lição estratégica de Minaçu.


*Amadeu Robalinho, é Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

Peças com Fernanda Torres e Marcos Caruso, show de Marina Sena, exposições e musical sobre Alceu, movimentam agenda cultural no Grande Recife

28/08/2026

Mais um final de semana de intensa atividade cultural. Música, tetro e dança. E muitas exposições. Gratuitas. Na semana que marca o fim de agosto e o início de setembro, o Grande Recife tem várias atrações culturais. Entre elas, tem show de Marina Sena e as peças "Intimidade Indecente", com Eliane Giardini e Marcos Caruso, e "O começo do fim", com Isabel Filardis.

Destaques

Outros destaques do teatro são o monólogo "A Casa dos Budas Ditosos", com Fernanda Torres, e o espetáculo "Anunciação — o musical de Alceu Valença". A programação conta, ainda, com a festa "Barzim da Tay 2.0", comandado pela cantora Tayara Andreza com convidados. Também há diversas exposições em cartaz.



25 anos da Cia. Etc.

A Cia. Etc. celebra 25 anos de trajetória com uma ocupação cultural entre julho e agosto, reunindo espetáculos, intervenções urbanas e mostra de videodança. As atividades acontecem em diferentes espaços pelo...

Mais um final de semana de intensa atividade cultural. Música, tetro e dança. E muitas exposições. Gratuitas. Na semana que marca o fim de agosto e o início de setembro, o Grande Recife tem várias atrações culturais. Entre elas, tem show de Marina Sena e as peças "Intimidade Indecente", com Eliane Giardini e Marcos Caruso, e "O começo do fim", com Isabel Filardis.

Destaques

Outros destaques do teatro são o monólogo "A Casa dos Budas Ditosos", com Fernanda Torres, e o espetáculo "Anunciação — o musical de Alceu Valença". A programação conta, ainda, com a festa "Barzim da Tay 2.0", comandado pela cantora Tayara Andreza com convidados. Também há diversas exposições em cartaz.


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25 anos da Cia. Etc.

A Cia. Etc. celebra 25 anos de trajetória com uma ocupação cultural entre julho e agosto, reunindo espetáculos, intervenções urbanas e mostra de videodança. As atividades acontecem em diferentes espaços pelo Grande Recife com uma programação que revisita obras centrais do repertório da companhia pernambucana, marcada pela pesquisa entre dança, audiovisual e arte sonora.
25 anos da Cia. Etc. Programação:
"Involuntário"
Sábado (22), às 9h
Praça da Várzea
Dia 28, às 12h
Centro de Artes e Comunicação (CAC) da Universidade Federal de Pernambuco: Avenida da Arquitetura, s/n, Cidade Universitária - Recife

Dia 29, às 10h
Mercado São José: Praça Dom Vital, s/n, São José - Recife
Gratuito

Espetáculo "A Receita"

O espetáculo teatral “A Receita” tem atuação solo de Naná Sodré. Com texto e direção de Samuel Santos, a montagem aborda temas como violência doméstica, gênero, identidade racial e classe social por meio de uma tragicomédia centrada em uma mulher anônima e invisibilizada.
Espetáculo “A Receita”
Dias 28 e 29 de agosto, sempre às 19h
Espaço O Poste: Rua do Riachuelo, 641, Boa Vista – Recife


Sarau 9 anos Cobogó das Artes
O evento reúne cinema, música, literatura e teatro em uma edição comemorativa de aniversário. A programação apresenta trabalhos de alunos e professores da escola ao longo de três dias, com exibição de curtas-metragens, leituras de textos, shows e peças teatrais.
Sarau 9 anos Cobogó das Artes
Sexta (28), a partir das 19h; e sábado (29) e domingo (30), a partir das 17h
Teatro Apolo: Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife


Espetáculo "A boba: uma jornada"
O espetáculo faz curta temporada no Recife com atuação e dramaturgia de Luíza Fontes. A peça acompanha a palhaça Gardênia em uma busca por autoconhecimento, em uma trajetória inspirada na jornada do “Louco”, do tarot, e nas tradições populares. Com linguagem voltada para todas as idades, a montagem reúne elementos da palhaçaria, do teatro e da manipulação de bonecos e objetos.
Espetáculo "A boba: uma jornada"
Sexta-feira (28), às 19h, sábado (29) e domingo (30), às 17h
Teatro Hermilo Borba: Cais do Apolo, 142, Bairro do Recife


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Peça "Farsa da boa preguiça"
O grupo Célula de Teatro estreia uma montagem inédita de “Farsa da Boa Preguiça”, clássico de Ariano Suassuna, antecipando as celebrações do centenário do escritor, em 2027. Fiel ao texto original, o espetáculo, dirigido por Domingos Soares, retoma uma comédia que articula auto popular, literatura de cordel e tradição oral nordestina para tratar de temas como arte, sobrevivência, ética, fé e poder.
Peça "Farsa da boa preguiça"
Sexta (28) e sábado (29), às 19h30
Teatro do Parque: Rua do Hospício, 81, Boa Vista - Recife



Peça "Intimidade indecente", com Eliane Giardini e Marcos Caruso
A peça de comédia tem Eliane Giardini e Marcos Caruso no elenco. Escrita por Leilah Assumpção e dirigida por Guilherme Leme Garcia, a montagem acompanha um casal que decide se separar aos 60 anos, mas segue se reencontrando ao longo das décadas. A montagem trata de amor, envelhecimento, desejo e afeto.
Peça "Intimidade indecente"
Sexta-feira (28), às 20h; sábado (29), às 21h; domingo (30), às 17h
Teatro Luiz Mendonça: Av. Boa Viagem, s/n, Boa Viagem - Recife

Peça "O Começo do Fim"
A peça “O Começo do Fim” chega ao Recife com uma história sobre amor, ruptura e recomeços. Protagonizado por Isabel Fillardis e Well Aguiar, o espetáculo acompanha um casal diante das transformações de um vínculo afetivo e dos desafios da guarda compartilhada do filho. Com dramaturgia de Denise Crispun, a montagem aborda temas como saúde mental, relações inter-raciais e racismo estrutural. A encenação intimista também incorpora princípios sustentáveis em cenário e figurinos.
O Começo do Fim
Sexta (28) e sábado (29), às 20h; e domingo (30), às 19h
Teatro Santa Isabel: Praça da República, s/n, Recife - Pernambuco


Show de Marina Sena
A cantora e compositora Marina Sena apresenta sua turnê “Coisas Naturais”. O repertório reúne faixas do disco, como “Numa Ilha”, “Lua Cheia”, “Desmitificar”, “Doçura” e “Ouro de Tolo”, além de canções de outros álbuns da artista. O evento conta ainda com shows de Totô de Babalong, Taj Ma House e os DJs Allana Marques, Davs e Pedro Afonsu.
Show de Marina Sena
Sexta-feira (28), a partir das 21h
Pavilhão do Centro de Convenções de Pernambuco: Av. Prof. Andrade Bezerra, s/n, Salgadinho - Olinda


Projeto “Na Pisada do Cavalo Marinho Boi Estrela: Intercâmbio de Tradições”

O projeto “Na Pisada do Cavalo-Marinho Boi Estrela: Intercâmbio de Tradições” realiza uma programação gratuita de oficinas e apresentações voltada ao diálogo entre diferentes manifestações culturais pernambucanas. A iniciativa reúne cavalo-marinho, caboclinho, maracatu e dança afro em encontros entre grupos, mestres, comunidades e público.
Na pisada do cavalo-marinho boi estrela: intercâmbio de tradições
Programação:
Aulas de cavalo marinho: de 29 de agosto; e 5 de setembro, das 14h às 17h
Apresentação Boi estrela: 12 de setembro, das 16h às 17h
Na sede do Centro de Educação e Cultura Daruê Malungo: Rua Passarela, 18A, Chão de Estrelas – Recife

Espetáculo "Como Sobreviver à Própria Família?"
O humorista pernambucano Flávio Andradde apresenta o espetáculo “Como Sobreviver à Própria Família?”. O show propõe uma leitura bem-humorada das relações familiares e das situações cotidianas vividas dentro de casa. A noite ainda terá abertura dos humoristas Alex Alves e Marcílio Rodrigues.
Espetáculo "Como Sobreviver à Própria Família?"
Sábado (29), às 21h
Teatro Guararapes: Av. Prof. Andrade Bezerra, S/N, Salgadinho - Olinda


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Caravana do Samba Recife
A Caravana do Samba Recife começa com programação gratuita em bairros da capital pernambucana. A ação antecede o festival Samba Recife e propõe levar música para diferentes regiões da cidade. Na estreia, o público acompanha shows do cantor Ellyson e da banda Beleza Pura, em uma programação aberta ao público na Mustardinha.
Caravana do Samba Recife
Domingo (30), a partir das 14h
Praça do ABC: bairro da Mustardinha - Recife
Espetáculo "O mundo mágico de Peter Pan"
O musical infantil acompanha os personagens Peter Pan, Sininho e os irmãos Darling em uma aventura pela Terra do Nunca, com músicas originais de Davis Pasqua. Com adaptação teatral e direção de Ivaldo Cunha Filho, o espetáculo revisita a história do menino que se recusa a crescer em uma encenação voltada para todas as idades.

Espetáculo "O mundo mágico de Peter Pan"
Domingo (30), às 16h
Teatro Barreto Júnior: R. Est. Jeremias Bastos, Pina - Recife

Espetáculo de Mágica com Rodrigo Lima
O espetáculo de mágica com Rodrigo Lima mistura ilusionismo, humor e participação do público, com proposta voltada para pais e filhos. Um dos destaques do show é a participação do personagem Zeca, um papagaio de ventriloquia que interage com a plateia. O encerramento traz um número inédito inspirado na relação entre pais e filhos.
Espetáculo de Mágica com Rodrigo Lima
Todos os domingos de agosto, às 17h
Rooftop do Shopping Tacaruna: Avenida Governador Agamenon Magalhães, 153, Santo Amaro - Recife


Exposição "Futuro do Pretérito", de Guilherme Rakim

A primeira exposição individual de Guilherme Rakim reúne obras que articulam memória, ancestralidade, futurismo e tecnologia. Nascido em 2004 e morador da Mustardinha, no Recife, o artista apresenta pinturas construídas a partir de referências da cultura pernambucana, da oralidade, do misticismo e de narrativas afetivas, além de dialogar com conceitos como afrociberdelia e tecnoperiferia.
Exposição "Futuro do Pretérito", de Guilherme Rakim
Até 31 de agosto
Umbral das Artes: Rua Ulhôa Cintra, 122, Santo Antônio – Recife

Exposição “MANMAN DILO – uma herança comum brasileira-guianense”
A exposição reúne trabalhos da artista visual NouN e do compositor e intérprete T2i, ambos da Guiana Francesa. A mostra propõe um diálogo entre ancestralidade, cultura hip-hop, preservação das águas e representação feminina a partir da figura mítica de Manman Dilo, guardiã das águas e da memória. A circulação do projeto pelas Alianças Francesas do Brasil também busca aproximar Brasil e Guiana Francesa por meio da arte contemporânea.
Exposição “MANMAN DILO – uma herança comum brasileira-guianense”
De terça (1º) a 21 de setembro; visitação de segunda a sexta, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 12h. Vernissage na terça (1º), às 19h
Auditório da Aliança Francesa Recife – Pernambuco: Rua Amaro Bezerra, 466, Derby, Recife – PE


"Anunciação – O musical de Alceu Valença"
“Anunciação – O musical de Alceu Valença” celebra os 80 anos do artista pernambucano em uma montagem que transforma sua obra em uma experiência cênica. Com direção geral de Miguel Colker e direção artística de Duda Maia, o espetáculo constrói uma narrativa, com oito intérpretes sem personagens fixos, a partir da “mitologia valenciana”, guiada por cerca de 35 canções. Entre elas, estão “Anunciação”, “La Belle de Jour”, “Tropicana” e “Como Dois Animais”.
"Anunciação – O musical de Alceu Valença"
De quarta (2) a sexta-feira (4), às 20h; dias 5 e 6 de setembro, às 18h
Teatro do Parque: Rua do Hospício, 81, Boa Vista - Recife


Peça 'A Casa dos Budas Ditosos', com Fernanda Torres

Fernanda Torres volta aos palcos com “A Casa dos Budas Ditosos”, adaptação teatral da obra de João Ubaldo Ribeiro com direção de Domingos de Oliveira. A comédia acompanha o depoimento de uma libertina baiana de 68 anos e aposta em uma encenação centrada no texto, na atuação e em poucos elementos cênicos. Com 23 anos de trajetória, a montagem já se aproxima de 3 milhões de espectadores e rendeu a Fernanda o Prêmio Shell de Melhor Atriz.
A Casa dos Budas Ditosos
Quarta (2) e quinta-feira (3), às 21h
Teatro Guararapes: Centro de Convenções de Pernambuco


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Exposição “Bicho Feira”

A primeira exposição individual de Hugo Sá transforma a Feira de Caruaru em ponto de partida para uma produção que articula memória, cultura popular e arte contemporânea. Com curadoria de Paula Borghi, “Bicho Feira” reúne pinturas e esculturas inspiradas em personagens, paisagens e objetos do Agreste pernambucano. Natural de Caruaru, o artista revisita lembranças da infância e cria uma linguagem visual que transita entre figuração e abstração.
Exposição “Bicho Feira”
Visitação até 4 de setembro, de segunda a sexta, das 10h às 19h
Número Galeria: Rua Professor Eduardo Wanderley Filho, 187, térreo, Boa Viagem - Recife


O Circuito Faísca apresenta uma programação voltada a publicações experimentais e a exposição “Quem Leu Leu”, do artista e designer de linguagem Preto Matheus. A mostra foi montada a partir de uma experimentação, lançada como "livro de artista" com páginas soltas reunidas numa caixa. Na exposição, as páginas se transformam em painéis de grandes dimensões, convidando as pessoas a decifrar um enigma visual.
Exposição "Quem Leu Leu", de Preto Matheus
Visitação até 13 de setembro
A Casa do Cachorro Preto: Rua Treze de Maio, 99, Carmo - Olinda


Exposição "Tropeço do Passista"
O artista pernambucano Lu Ferreira apresenta a exposição “Tropeço do Passista” com curadoria de Elizabeth Bandeira. A mostra reúne pinturas que incorporam o risco e o erro como elementos do processo criativo, em diálogo com referências do frevo, da música e da atmosfera artística de Olinda.
Exposição “Tropeço do Passista”, de Lu Ferreira
Em cartaz até 20 de setembro. Visitação de terça a sexta, das 9h às 17h; sábados e domingos, das 14h às 16h
Sala Laura Nigro – Museu Regional de Olinda: Rua do Amparo, 128, Amparo - Olinda


Exposição "O céu não cabe em nenhum paraíso"
A exposição individual de Ramonn Vieitez reúne cerca de 30 obras inéditas e destaca a pesquisa recente do artista sobre o gesto, a luz e a matéria. Com curadoria de Yuri Quevedo, a mostra apresenta paisagens atravessadas por tensão, mistério e pela ideia de recomeço, em trabalhos que articulam pintura, estrutura e suporte como uma linguagem única. A exposição também conta com obras de alumínio, com referências na arte medieval.
Exposição "O céu não cabe em nenhum paraíso", de Ramonn Vieitez
Até 25 de setembro, de segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 17h
Galeria Marco Zero: Av. Domingos Ferreira, 3393, Boa Viagem – Recife

Exposição "Recife Anda Luz"
A exposição “Recife Anda Luz”, das artistas e designers Maria Eduarda Belém e Sofia Lobo, apresenta 27 painéis de MDF recortado a laser a partir de referências da arquitetura e da paisagem gráfica do Recife. Grades residenciais, vitrais, pisos e fachadas de espaços da cidade aparecem reorganizados em composições que exploram a relação entre desenho, luz e sombra.
Exposição "Recife Anda Luz"
Visitação até 26 de setembro. De quarta-feira a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Sábado das 10h às 17h
Museu Murillo La Greca: Rua Leonardo Bezerra Cavalcanti, 366, Parnamirim - Recife


Exposição "Terravulta"
A exposição “Terravulta” reúne trabalhos inéditos dos artistas Anti Ribeiro e Cristiano Lenhardt, com curadoria de Rita Vênus. A proposta destaca processos artísticos marcados pela experimentação, pela materialidade e pela ação do tempo sobre as superfícies.
Visitação até 26 de setembro. De segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 15h
Galeria Amparo 60: Rua Professor Eduardo Wanderley Filho, 187, Boa Viagem – Recife

Exposição "Letras da Ilha"

A exposição “Letras da Ilha” apresenta a arte dos pintores letristas de Itamaracá e propõe um recorte da memória gráfica da ilha. A mostra reúne fotografias, vídeos, obras, langanhos e letreiros produzidos por artistas que transformam madeira, tinta e tipografia popular em expressão cultural. Resultado de uma pesquisa iniciada em 2020 por Lili Nascimento, o projeto também destaca nomes como Tuca Pintor, Dilza Fernanda, John Alex e Edilson Catanha.
Exposição "Letras da Ilha"
Visitação até 4 de outubro
Embaixada da Ciranda Lia de Itamaracá: Avenida Benigno Cordeiro Galvão, 559, Jaguaribe, Ilha de Itamaracá

Exposição “Mestre Zezinho – Casa Amarela Tem”
A exposição homenageia a vida e a obra de Mestre Zezinho de Casa Amarela, referência da cultura do coco em Pernambuco. A mostra, que também inclui produção audiovisual, apresenta a trajetória do artista a partir de três eixos: artista, sagrado e brincante.
Exposição “Mestre Zezinho – Casa Amarela Tem”
Visitação até outubro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h
Sesc Casa Amarela: Av. Norte, 4490, Mangabeira - Recife


36ª Bienal de São Paulo – Itinerância Recife

A Oficina Francisco Brennand recebe a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo, que retorna à capital pernambucana depois de 15 anos. A exposição "Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática" reúne obras de 14 artistas com referências culturais de Pernambuco, como o Manguebeat e o estuário dos rios Beberibe e Capibaribe.
A inauguração da mostra também marcou a abertura do espaço expositivo "Ateliê Francisco Brennand - Uma janela para o mundo”, nos Salões de Esculturas da Oficina, com o mobiliário original e a disposição dos objetos da forma que eram utilizados por Francisco Brennand. Essa mostra será permanente.
36ª Bienal de São Paulo – Itinerância Recife
Até 18 de outubro. Visitação de terça a domingo, das 9h às 17h (última entrada às 16h)
Oficina Francisco Brennand: Rua Diogo de Vasconcelos, s/n, Propriedade Santos Cosme e Damião, Várzea – Recife

Exposição "Saudades no Varal"
O artista visual Rômulo Jackson expõe suas telas com pinturas que retratam o cotidiano urbano do Grande Recife. São 29 telas em natureza morta e uma estação interativa onde o público pode escrever cartas das suas memórias. Entre as imagens retratadas com tinta, tela e pincel, o artista traz embalagens de lanches, cenas do carnaval e do quintal de casa.
Exposição "Saudades no Varal"
Até 19 de outubro. Visitação das 9h às 17h
Sesc Santo Amaro: Praça do Campo Santo, 1-101, Santo Amaro - Recife

Exposição “Dança das Plantas”
A exposição “Dança das Plantas”, da arquiteta e artista visual Sheyla Camargo, reúne 30 obras inéditas entre colagens e tapeçarias inspiradas em formas orgânicas da natureza e em referências como Henri Matisse, Roberto Burle Marx e Oscar Niemeyer. Primeira individual da artista, a exposição marca a consolidação da colagem como principal linguagem de sua produção.
Exposição “Dança das Plantas”
Até 24 de outubro. Visitação de quarta a sábado, das 10h às 16h
Instituto Ploeg: Rua da Santa Cruz, 190, Boa Vista – Recife

Exposição "Esse é Sérvulo Esmeraldo"
A Caixa Cultural Recife recebe a exposição “Esse é Sérvulo Esmeraldo”, dedicada à trajetória do artista cearense que é apontado como expoente da arte cinética brasileira. A mostra reúne 50 obras, entre esculturas, pinturas, gravuras e desenhos, produzidas ao longo de quase 70 anos de carreira. Com curadoria de Dodora Guimarães Esmeraldo, a seleção apresenta diferentes fases da produção do artista.
Exposição "Esse é Sérvulo Esmeraldo"
Visitação até 25 de outubro. De terça a sábado, das 10h às 20h, e domingos e feriados, das 10h às 18h
Caixa Cultural Recife: Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife

Exposições “Que herança você vai poder?” e “Restituir o possível”
O Museu da Abolição abre duas exposições que marcam uma nova etapa do projeto museográfico da instituição após a reforma concluída em 2022. As mostras abordam memória, resistência e herança afro-brasileira, a partir de obras contemporâneas e de um recorte do acervo de cultura material africana do museu. “Que herança você vai poder?” reúne 26 artistas e 31 obras em torno dos desdobramentos da abolição no Brasil. Já “Restituir o possível” apresenta peças de 12 países africanos e insere o museu no debate sobre restituição de bens culturais.
Exposições “Que herança você vai poder?” e “Restituir o possível”
Sem prazo determinado. Visitação de segunda a sexta, das 9h às 17h; sábado, das 13h às 17h
Museu da Abolição: Rua Benfica, 1150, Madalena -Recife

Exposição “Escolas do Barro”
O Museu de Arte Popular do Recife (MAP) celebra 40 anos de atividades com a exposição “Escolas do Barro”. A mostra traz a diversidade e a tradição da produção cerâmica pernambucana com 109 obras de importantes artistas como Mestre Vitalino, Ana das Carrancas e Zé do Carmo.
Exposição “Escolas do Barro”
Até 2027. Visitação de quarta a domingo, das 10h às 16h
Museu de Arte Popular: casa 49, Pátio de São Pedro, São José – Recife

Com vasta programação, agora é só se programar e aproveitar.

O Poder


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Operação mira grupo de bets que movimentou R$ 5 bilhões e cumpre mandado em João Pessoa, São Paulo e Recife

28/08/2026

O Ministério Público Federal (MPF) e a Receita Federal deflagraram hoje, sexta-feira (28/08) a Operação Jogo de Sombras para apurar suspeitas de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro ligadas à exploração de apostas esportivas de quota fixa, conhecidas como bets.

Seis mandados

São cumpridos seis mandados de busca e apreensão em João Pessoa (PB), Recife (PE) e São Paulo (SP).
Segundo o MPF e a Receita, a investigação tem como foco um grupo empresarial responsável por uma plataforma de apostas esportivas que "teria movimentado mais de R$ 5 bilhões apenas no ano de 2025".

Indícios

Segundo a Receita Federal e o MPF, há indícios de que o grupo criou uma empresa de fachada em Curaçao — ilha do Caribe — para simular que a operação da plataforma ocorria fora do Brasil antes da regulamentação do setor.

Os investigadores

Os investigadores suspeitam, porém, que...

O Ministério Público Federal (MPF) e a Receita Federal deflagraram hoje, sexta-feira (28/08) a Operação Jogo de Sombras para apurar suspeitas de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro ligadas à exploração de apostas esportivas de quota fixa, conhecidas como bets.

Seis mandados

São cumpridos seis mandados de busca e apreensão em João Pessoa (PB), Recife (PE) e São Paulo (SP).
Segundo o MPF e a Receita, a investigação tem como foco um grupo empresarial responsável por uma plataforma de apostas esportivas que "teria movimentado mais de R$ 5 bilhões apenas no ano de 2025".

Indícios

Segundo a Receita Federal e o MPF, há indícios de que o grupo criou uma empresa de fachada em Curaçao — ilha do Caribe — para simular que a operação da plataforma ocorria fora do Brasil antes da regulamentação do setor.

Os investigadores

Os investigadores suspeitam, porém, que empresas brasileiras ligadas ao grupo eram as verdadeiras responsáveis pelas atividades no país.
Os órgãos também investigam a suspeita de envio de recursos para o exterior seguido do retorno de parte desse dinheiro ao Brasil por meio de pagamentos por serviços.

Modelo

Segundo os investigadores, o modelo poderia ter sido usado para justificar a entrada de recursos anteriormente remetidos para fora do país.
As investigações apontam ainda o possível uso de "contas bolsão", modelo que concentra recursos de diferentes clientes em uma mesma conta.

As suspeitas

Segundo a Receita e o MPF, as suspeitas não se limitam ao período anterior à regulamentação das apostas esportivas.
A investigação apura se parte das estruturas utilizadas anteriormente foi adaptada para continuar permitindo mecanismos de sonegação fiscal após a entrada em vigor das novas regras do setor.

Medidas judiciais

Paralelamente às medidas judiciais, a Receita Federal instaurou 11 procedimentos fiscais para aprofundar a apuração das suspeitas.
Segundo o órgão, a recuperação potencial de tributos é estimada em cerca de R$ 300 milhões.


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Presidenciáveis tem agenda de campanha movimentada nesta sexta, com caminhadas, entrevistas e atos políticos; confira

28/08/2026

Os candidatos à Presidência da República têm uma agenda movimentada hoje, sexta-feira (28/08), com compromissos espalhados por diferentes regiões do país. Entre as atividades previstas estão entrevistas, encontros com lideranças, reuniões com apoiadores, debates e participação em eventos. A programação foi informada pelas campanhas e pode sofrer alterações ao longo do dia.

Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem compromisso de campanha na Bahia. Na pauta do dia está a participação do chefe do Executivo em um ato político de rua na capital baiana, acompanhado do overnador Jerônimo Rodrigues (PT), candidato à reeleição ao governo estadual.

Participa de caminhada em Salvador (BA) ao lado do governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues, às 16h.


Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro (PL) terá como principal compromisso uma entrevista ao vivo na TV Globo, no Rio de Ja...

Os candidatos à Presidência da República têm uma agenda movimentada hoje, sexta-feira (28/08), com compromissos espalhados por diferentes regiões do país. Entre as atividades previstas estão entrevistas, encontros com lideranças, reuniões com apoiadores, debates e participação em eventos. A programação foi informada pelas campanhas e pode sofrer alterações ao longo do dia.

Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem compromisso de campanha na Bahia. Na pauta do dia está a participação do chefe do Executivo em um ato político de rua na capital baiana, acompanhado do overnador Jerônimo Rodrigues (PT), candidato à reeleição ao governo estadual.

Participa de caminhada em Salvador (BA) ao lado do governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues, às 16h.


Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro (PL) terá como principal compromisso uma entrevista ao vivo na TV Globo, no Rio de Janeiro, marcada para 21h30.

Renan Santos (Missão)
O candidato do Partido Missão cumpre agenda em Belo Horizonte (MG):
14h - Visita à Favela do Taquaril
15h - Ação com candidatos e apoiadores no Centro, ao lado da área militar
19h30 - Coletiva de imprensa - Minas Ouro Hotel
20h – Evento da Missão - Minas Ouro Hotel

Ronaldo Caiado (PSD)
O candidato do Partido Social Democrático (PSD) cumpre agenda na cidade do Rio de Janeiro e Barretos (SP):
8h30 - 24º “Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros”, no Centro de Convenções Expo, localizado no Rio
10h - “Rio Pelo Brasil - Encontro com Presidenciáveis 2026” - evento promovido por ACRJ, Firjan e Fecomércio-RJ, na Associação Comercial do Rio de Janeiro
11h30 - Coletiva de Imprensa - exibição do primeiro filme da propaganda eleitoral, na Associação Comercial do Rio de Janeiro
12h45 - Reunião com o Sindicato Nacional das Empresas de Combustíveis e de Lubrificantes, no Restaurante Cais do Oriente, no centro do Rio
19h30 - Visita à 71ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos

Romeu Zema (Novo)
O candidato do Novo cumpre agenda no Rio Grande do Sul:
13h15 - Zema participa de entrevista ao vivo na Rádio Guaíba
13h40 - Zema se encontra com lideranças religiosas em Porto Alegre, na Rua Dom Pedro II, 1376
18h20 - Encontro com Candidatos do Novo

Augusto Cury (Avante)
O candidato do Avante cumpre agendas nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro:
10h30 - Sabatina promovida pelo “O Globo”, “CBN” e “Valor Econômico”, no Rio de Janeiro (RJ)
13h- 4º Encontro Estadual de Mulheres do Agro em Ribeirão Preto (SP)
18h – Visita à 71ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos (SP)

Clariana Brandão (DC)
Até a publicação desta matéria, a equipe da candidata do Democracia Cristã não havia divulgado a agenda da presidenciável.

Hertz Dias (PSTU)
O candidato do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) cumpre agenda no Rio Grande do Norte:
12h – Panfletagem na parada do circular do Via Direta , no bairro Capim Macio, em Natal (RN)
16h – Evento partidário na Cidade Alta, em Natal (RN)
18h – Encontro com apoiadores na sede do PSTU na capital potiguar

Rui Costa Pimenta (PCO)
Até a publicação desta matéria, a equipe do candidato não havia divulgado a agenda do presidenciável.

Samara (UP)
A candidata do União Popular cumpre agenda na capital paulista:
17h – Mesa de debate sobre segurança pública e violência de Estado

Veterinário Wilson Grassi (Democrata)
Até a publicação desta matéria, a equipe do candidato não havia divulgado a agenda do presidenciável.

Edmilson Costa (PCB)
Até o momento, a equipe do candidato não havia divulgado a agenda do presidenciável.

O Poder

Estreia de Lula na TV vai "comparar biografias"; Flávio focará em segurança

28/08/2026

As estreias de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV amanhã, sábado (29/08) terão como foco propostas e polêmicas que giram em torno das candidaturas ao Palácio do Planalto.

Apresentar

Lula vai apresentar uma “comparação de biografias” entre o mandatário e Flávio, de acordo com fontes próximas à campanha.
O programa eleitoral de 5 minutos e 31 segundos apresentará a trajetória de Lula da infância pobre aos três mandatos no Palácio do Planalto. Ao falar sobre o senador fluminense e candidato do PL, o vídeo mencionará suspeitas de rachadinha e o caso “Dark Horse”.

As conversas

As conversas em que Flávio pede dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar filme sobre parte da vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), são peça central da artilharia petista nas eleições deste ano.

Soberania nacional

As estreias de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV amanhã, sábado (29/08) terão como foco propostas e polêmicas que giram em torno das candidaturas ao Palácio do Planalto.

Apresentar

Lula vai apresentar uma “comparação de biografias” entre o mandatário e Flávio, de acordo com fontes próximas à campanha.
O programa eleitoral de 5 minutos e 31 segundos apresentará a trajetória de Lula da infância pobre aos três mandatos no Palácio do Planalto. Ao falar sobre o senador fluminense e candidato do PL, o vídeo mencionará suspeitas de rachadinha e o caso “Dark Horse”.

As conversas

As conversas em que Flávio pede dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar filme sobre parte da vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), são peça central da artilharia petista nas eleições deste ano.

Soberania nacional

De acordo com relatos, a estreia também focará a defesa da soberania nacional e do empoderamento feminino – duas bandeiras da campanha de Lula à reeleição. Os temas vêm aparecendo recorrentemente em comícios do petista.

Pec 6x1

Lula voltará ainda a defender o fim da escala 6x1. O aceno é considerado crucial às vésperas de a PEC (proposta de emenda à Constituição) que trata do tema ser apreciada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado.

O tempo

Flávio terá 4 minutos e 20 segundos. O candidato do PL, em seu programa, falará de segurança pública e explorará as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o ex-chefe do gabinete presidencial Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola.

O Poder

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