'Fórum de Davos - Histórico'
O Fórum de Davos é um evento realizado anualmente sempre no mês de janeiro, reune líderes políticos, empresários e especialistas de todo o mundo para discutir questões globais importantes.
O Fórum se reúne desde 1971, tendo sido organizado por Klaus Schwab, um professor de negócios suíço, com o objetivo de reunir líderes europeus para discutir questões econômicas e políticas.
A partir, sim, do ano de 1975, o Fórum se tornou um evento anual, com a participação de líderes de governos e empresas de todo o mundo.
Na década de 1980, o Encontro incluiu lideranças de países em desenvolvimento e temas como segurança e meio ambiente foram incluídos. O último passou a ocupar grande parte da Agenda do "meeting".
O Fórum tornou-se um dos principais eventos globais, com a participação de líderes como Bill Clinton, Nelson Mandela e Boris Yeltsin.
No seculo XXI, a reunião passou a abordar temas como globalização, terrorismo e mudanças climáticas.
No ano de 2020, o Fórum de Davos continuou em expansão, tornando-se um dos principais eventos globais, com a participação de líderes como Joe Biden, Xi Jinping e Greta Thunberg.
O Fórum de Davos é conhecido por suas discussões informais e não vinculativas, que visam promover a cooperação global em busca de soluções para os desafios do mundo.
Os temas tomaram direção de distribuição das riquezas produzidas e elegeram a necessidade de uma "governança global" gerindo plataformas visando o bem comum, investimentos sustentáveis e renovação das gestões empresariais.
'O Fórum e Covid 19'
Em 2020 no Fórum repercutiu os efeitos da pandemia do Covid 19.
A coordenação do Encontro viu no Evento oportunidade de reavaliação do que entendia como prioridades globais.
Dominada pela mentalidade da planificação, surgiu dentro do Fórum o espírito da oportunidade para uma grande reinicialização no mundo, um "Great Reset" e reinício revelado no documento "Covid 19 - The Great Reset" de autoria de Klauss Shwab e Thierry Malerret.
O documento tem (tinha) a pretensão de trazer a solução perfeita para todas feridas do mundo imvestigados em temas como: meio ambiente, saúde, desigualdades, guerras, educação, governança global, a Revolução científico-tecnológica e por aí segue.
'Agenda 2030'
A "Agenda 2030" Plano da ONU se inspirou num plano de ação de 2015 e foi a inspiração para o documento de " The Great Reset" - a grande reinicialização do Fórum de Davos.
'O futuro planejado'
O texto faz lembrar os sonhos revolucionários das Revoluções do Século XX, "socialistas sim senhor", que teve início com o "putch Bolchevique de 1917".
Só que a construção na Rússia se daria à partir de um golpe, acompanhado de muito sangue. O socialismo de Davos se daria com planejamento de Gabinetes com ar refrigerados e consultores de gravata.
O Plano do futuro arquitetado em Davos é marcado, entre outras definições, por:
"Ninguém será dono de nada; mas todos serão felizes"
"Todos terão direito a uma renda mínima universal".
"Não haverá fronteiras nacionais, tudo será compartilhado por todos"
"Desaparecerá hegemonia de uma nação, substituída por uma multipolaridade"
"Desaparecerá o dinheiro físico, substituído por moeda digital e universal".
"Os governos nacionais serão substituídos por uma Governança Global"
....e por aí segue.
Eureka! É um sofisticado Plano Comunista, compartilhado pela ONU, Fórum de Davos, e está sempre presente nos discursos do secretário do PCCh XiJiping.
Enfim; trata-se de umaengenharia social que mistura socialismo, como estrutura de poder e capitalismo de grupos de interesses. Aquele modelo que se desenvolve na República Popular da China.
'O discurso de Trump'
O "laranjão" no seu discurso no Encontro do ano em curso, abordou vários temas:
Retomada do prestígio da OTAN e anexação da Groenlândia para fortalecer a Aliança.
Ofensiva contra a Rússia e a China.
Chamou o ambientalismo de Davos de maior farsa da história, afirmando ser o mesmo destruidor de empregos e responsável por tornar a energia mais cara.
Acusou a China de usar dupla postura, ou seja, usar fontes de energia de efeito estufa; ao mesmo tempo estimular fontes alternativas e se beneficiando com produção e comercialização de equipamentos geradores daquelas fontes alternativas.
O mandatário americano criticou na sua fala a política migratória européia de portas abertas facilitadora das migrações ilegais e de criminosos .
Defendeu intervenções do governo federal americano na segurança pública.
Sobre a OTAN; cobrou mais respeito aos EUA, que foi o país que mais fez pela Aliança.
'A fala de Millei'
Milei já é bem conhecido, também como um político anti-globalista e defensor do liberalismo econômico que tem na Escola Austríaca de Economia - Megel, Mises, Hayeck e Friedman - seus representantes.
Millei reproduziu a marca de seu pensamento econômico - liberal austriaco - foi participante da "Operação Society" do megaespeculador da esquerda globalista George Soros.
Millei depois se distanciou daquela tendência.
O mandatário argentino não poupou críticas ao comunismo coletivista e elogiou o capitalismo de livre comércio como a solução para o combate à miséria. Ele afirmou que "o capitalismo de livre comércio é o único sistema justo" e que "o socialismo soa lindo, mas termina mal".
Milei também criticou a agenda "woke" e os "parásitos socialistas", e defendeu a importância da liberdade, propriedade privada e paz. Ele destacou as conquistas de sua gestão, incluindo as reformas estruturais que permitiram o crescimento econômico hoje na Argentina.
Enfim, o discurso de Milei em Davos foi visto como defesa do capitalismo libertário e uma crítica ao socialismo. Também enfatizou a importância de retomar os valores judeocristãos para salvar o Ocidente.
'Síntese das falas dos dois mandatários'
Foram falas dissonantes em relação ao projeto do Fórum de Davos, de certa forma, compartilhado pela ONU, uma sintonia direta .
As falas devem representar um "ponto de virada" da postura do Encontro Anual de Davos.
Documentos como "Agenda 2030" da ONU (que já passou prá 2040) e "The Great Reset" adotado pelo Fórum Anual (A grande reinicialização, seria começo de uma Nova Ordem Mundial a partir do Zero).
Os dois governantes empurraram para as cordas os globalistas de Davos
Fica Dito.
Dos ares da Serra das Russas - Gravatá.
*Jarbas Beltrão é Historiador, professor de História da UPE. Mestre em Educação pela UFPB. MBA em Política Estratégia Defesa e Segurança pela Adesg e Faculdade Metropolitana São Carlos/SP. Vinculado ao MBA em Geopolítica e Novas Fronteiras, Cibernética e Inteligência Artificial pela Adesg (Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra) e Instituto Venturo. Membro associado Academy Ventury de Política e Estratégia.
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