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Entre engenhos e tabernas - A Guerra dos Mascates na boca do povo, por Zé da Flauta

09/03/2026

A história costuma contar a Guerra dos Mascates como uma briga elegante entre senhores de engenho de Olinda e comerciantes do Recife, como se fosse duelo de gravata entre nobres ofendidos. Mas quem vivia nas ruas sabia que a história era bem mais barulhenta. No meio daquela disputa estavam carregadores do porto, carpinteiros de navio, vendedores de cachaça, escravos de ganho e toda a gente que fazia a cidade funcionar. Para essa gente simples, a guerra não era política, era confusão mesmo, daquelas que começavam em discurso e terminavam em empurrão.

Tabernas

Nas tavernas do Recife, onde o açúcar virava conversa e a conversa virava fofoca, o povo acompanhava a disputa como quem assiste a uma peça de teatro. Cada noite surgia um boato novo, um comerciante tinha sido insultado, um senhor de engenho tinha perdido a paciência, alguém prometia vingança. Entre um gole de aguardente e outro, marinheiros estrangeiros vendiam histórias e às vezes até armas es...

A história costuma contar a Guerra dos Mascates como uma briga elegante entre senhores de engenho de Olinda e comerciantes do Recife, como se fosse duelo de gravata entre nobres ofendidos. Mas quem vivia nas ruas sabia que a história era bem mais barulhenta. No meio daquela disputa estavam carregadores do porto, carpinteiros de navio, vendedores de cachaça, escravos de ganho e toda a gente que fazia a cidade funcionar. Para essa gente simples, a guerra não era política, era confusão mesmo, daquelas que começavam em discurso e terminavam em empurrão.

Tabernas

Nas tavernas do Recife, onde o açúcar virava conversa e a conversa virava fofoca, o povo acompanhava a disputa como quem assiste a uma peça de teatro. Cada noite surgia um boato novo, um comerciante tinha sido insultado, um senhor de engenho tinha perdido a paciência, alguém prometia vingança. Entre um gole de aguardente e outro, marinheiros estrangeiros vendiam histórias e às vezes até armas escondidas. A política ali não era discutida em tratados, era discutida em mesas de madeira, com risadas, exageros e muita imaginação.

Panfletos

Também havia humor no meio da confusão. Pelas ruas apareciam papéis satíricos ridicularizando os poderosos, versos debochados sobre mascates e olindenses, textos anônimos que circulavam de mão em mão como se fossem pequenas bombas de riso. O povo sempre teve esse talento, quando não pode mandar na história, pelo menos ri dela. Enquanto os grandes discutiam honra e autoridade, o homem comum transformava tudo em piada, porque rir às vezes é a forma mais elegante de sobreviver.

Memória

Talvez por isso a Guerra dos Mascates não tenha sido apenas um conflito de comerciantes contra senhores de engenho, mas também um espetáculo observado pelo povo das ruas. Eles não escreveram os livros, não assinaram tratados e raramente aparecem nos retratos da época, mas estavam ali, vendo tudo acontecer. No fundo, a história de Pernambuco também foi construída por esses olhos anônimos que assistiam às brigas dos poderosos enquanto continuavam carregando açúcar, remando jangadas e inventando histórias para contar depois.

Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista


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Quando a verdade se torna inconveniente, por Jorge Henrique de Freitas Pinho*

09/03/2026

Imprensa, diplomacia e a moral seletiva do nosso tempo

“A pior forma de injustiça é aquela que se apresenta com aparência de justiça.”


1 — A comparação impossível

Há momentos em que uma simples leitura de jornal é suficiente para provocar perplexidade intelectual. Foi exatamente essa sensação que experimentei ao ler a reportagem publicada pela BBC intitulada “Israel lança novos ataques contra Líbano e Irã; base da missão de paz da ONU é atingida: o que aconteceu até agora no 7º dia da guerra”.
(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp9r3v7y7n8o).


À primeira vista, o texto apresenta o que parece ser uma cobertura equilibrada do conflito envolvendo Irã e Israel. Relatos de civis assustados, descrições de explosões, números de mortos e declarações diplomáticas aparecem em sequência, criando a impressão de neutralidade jornalística. No entanto, basta uma leitura um pouco mais atenta para p...

Imprensa, diplomacia e a moral seletiva do nosso tempo

“A pior forma de injustiça é aquela que se apresenta com aparência de justiça.”


1 — A comparação impossível

Há momentos em que uma simples leitura de jornal é suficiente para provocar perplexidade intelectual. Foi exatamente essa sensação que experimentei ao ler a reportagem publicada pela BBC intitulada “Israel lança novos ataques contra Líbano e Irã; base da missão de paz da ONU é atingida: o que aconteceu até agora no 7º dia da guerra”.
(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp9r3v7y7n8o).


À primeira vista, o texto apresenta o que parece ser uma cobertura equilibrada do conflito envolvendo Irã e Israel. Relatos de civis assustados, descrições de explosões, números de mortos e declarações diplomáticas aparecem em sequência, criando a impressão de neutralidade jornalística. No entanto, basta uma leitura um pouco mais atenta para perceber algo profundamente estranho: diferenças fundamentais entre as ações dos atores envolvidos simplesmente desaparecem da narrativa.

O leitor é conduzido a concluir que estamos diante de mais um capítulo de uma guerra indistinta em que ambos os lados ocupam posições moralmente equivalentes. Israel ataca, o Irã responde, e o ciclo da violência se repete. Tudo parece caber dentro de uma mesma categoria moral indiferenciada.

Mas essa equivalência narrativa levanta uma pergunta inevitável. Quando ataques são dirigidos deliberadamente contra cidades e populações civis, enquanto operações militares são declaradamente orientadas contra infraestrutura estratégica e instalações militares, ainda faz sentido tratar ambas as ações como se pertencessem à mesma categoria moral?

É precisamente nesse ponto que a filosofia precisa intervir. Quando distinções fundamentais desaparecem sob o peso de uma narrativa aparentemente equilibrada, o pensamento crítico tem o dever de recuperar aquilo que a narrativa dissolveu: a capacidade de distinguir. Sem distinção, não existe julgamento. E sem julgamento, a própria ideia de responsabilidade moral começa a desaparecer.

2 — A engenharia narrativa da imprensa

Se a reportagem da BBC citada acima serve como ponto de partida, ela também revela algo mais profundo do que um simples problema de redação jornalística. Ela expõe um fenômeno recorrente da comunicação contemporânea: a engenharia narrativa através da qual fatos reais são organizados de maneira a conduzir o leitor a uma determinada interpretação.

Observe-se, por exemplo, a estrutura da matéria. O texto começa afirmando que o conflito atual teria sido desencadeado após o assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, em um ataque atribuído a Israel e aos Estados Unidos. Ao fazer isso, a narrativa estabelece imediatamente um ponto de partida específico para a história: o momento da ação israelense.

No entanto, conflitos internacionais raramente começam no ponto em que uma reportagem decide iniciar sua narrativa. Eles possuem antecedentes, tensões acumuladas, rivalidades ideológicas e estratégias regionais que se desenvolvem ao longo de décadas. Quando a história começa no momento da resposta militar de um dos atores, todo o contexto anterior desaparece da consciência do leitor.

Outro aspecto chama atenção. Grande parte dos testemunhos humanos presentes na reportagem descreve o sofrimento de civis no Irã ou no Líbano. Essas vozes são importantes e merecem ser ouvidas. Mas a ausência de relatos equivalentes de civis israelenses sob ataque cria uma distribuição assimétrica de empatia.

Nada disso exige falsificação de fatos. Basta escolher onde a história começa, quem fala e quais emoções são enfatizadas. Assim, a narrativa permanece aparentemente neutra, enquanto a interpretação do leitor já foi cuidadosamente orientada.

3 — A simetria moral artificial

É neste ponto que a narrativa jornalística começa a produzir um dos fenômenos mais perigosos do debate público contemporâneo: a simetria moral artificial. Trata-se de uma forma de apresentação dos fatos que coloca ações profundamente diferentes dentro de uma mesma categoria moral indistinta.

Na reportagem da BBC que mencionamos anteriormente, os ataques atribuídos a Israel aparecem lado a lado com as acusações do Irã sobre vítimas civis e destruição urbana. A sequência narrativa sugere que ambos os lados estariam engajados em práticas equivalentes dentro de uma mesma lógica de violência.

Mas essa equivalência ignora diferenças fundamentais. O regime iraniano construiu ao longo de décadas uma estratégia regional baseada no uso de milícias e grupos armados que operam deliberadamente a partir de áreas civis e que frequentemente dirigem ataques contra cidades israelenses. Mísseis disparados contra centros urbanos não têm como alvo quartéis ou instalações militares. Seu alvo é a população que vive nessas cidades.

Israel, por sua vez, declara explicitamente que suas operações militares são dirigidas contra infraestrutura estratégica, depósitos de armas, centros de comando e posições militares. Isso não significa que não existam tragédias humanas ou vítimas civis — guerras urbanas são tragicamente complexas. Mas significa que existe uma diferença essencial de princípio entre atacar deliberadamente populações civis e atacar instalações militares mesmo quando elas se encontram em áreas densamente povoadas.

A filosofia moral sempre insistiu que a intenção da ação importa. Quando essa distinção desaparece da narrativa pública, a análise deixa de ser moral e passa a ser apenas retórica. Sem distinguir quem toma civis como alvo e quem afirma buscar objetivos militares, a própria ideia de responsabilidade desaparece.

4 — A redução economicista da guerra

Uma explicação que aparece com frequência em debates políticos, reportagens e comentários acadêmicos procura reduzir conflitos internacionais a uma única causa: os interesses econômicos da indústria bélica. Segundo essa interpretação, guerras existiriam essencialmente porque empresas produtoras de armamentos lucram com a venda de armas e, portanto, teriam interesse em perpetuar conflitos.

Essa narrativa tornou-se particularmente popular em determinados ambientes intelectuais e políticos, onde funciona quase como uma explicação automática para qualquer crise internacional. Sempre que um conflito irrompe, surge rapidamente a mesma interpretação: tudo não passaria de mais um capítulo do negócio global das armas.

O problema dessa explicação não é apenas sua simplicidade. É sua incapacidade de explicar a realidade histórica.

Guerras existiam muito antes da existência de qualquer indústria moderna de armamentos. O Império Persa guerreou com as cidades gregas séculos antes de existir qualquer fabricante de mísseis. As Cruzadas mobilizaram reinos inteiros da Europa medieval por motivações religiosas e estratégicas que nada tinham a ver com mercados industriais. Mesmo no século XX, conflitos devastadores foram impulsionados por ideologias políticas, rivalidades nacionais e projetos de poder muito mais amplos do que qualquer cálculo comercial.

No caso específico do regime de Irã, a hostilidade declarada contra Israel não nasceu de interesses da indústria militar ocidental. Ela deriva de uma ideologia revolucionária consolidada após a Revolução Islâmica de 1979, que passou a tratar a eliminação do chamado “regime sionista” como parte de sua identidade política e estratégica.

Reduzir esse tipo de conflito a interesses econômicos é ignorar aquilo que a filosofia política sempre soube: guerras são frequentemente movidas por ambição, crença, identidade e projetos de poder. O dinheiro pode financiar a guerra, mas raramente explica sua origem.

Quando a análise abandona essas dimensões humanas e históricas, o resultado não é esclarecimento, mas simplificação. E simplificações confortáveis raramente ajudam a compreender conflitos complexos.

5 — O silêncio seletivo e a moral condicionada

Se a imprensa frequentemente constrói narrativas que produzem equivalências artificiais, a diplomacia internacional muitas vezes reforça essa confusão através de um fenômeno igualmente perturbador: o silêncio seletivo diante de certos regimes. Esse silêncio raramente é fruto apenas de prudência diplomática. Muitas vezes ele revela alinhamentos ideológicos que acabam condicionando a aplicação de princípios morais.

Tomemos como exemplo recente as declarações do presidente francês Emmanuel Macron. Ao comentar acontecimentos no Oriente Médio, Macron não hesitou em condenar publicamente ações militares atribuídas a Israel e reafirmar a necessidade de respeitar a soberania dos países da região. Esse tipo de posicionamento aparece frequentemente no discurso diplomático europeu e é apresentado como defesa consistente do direito internacional.

O problema surge quando se observa o contraste. O mesmo vigor moral raramente aparece quando se trata de denunciar a estratégia regional do regime de Irã, que há décadas financia e arma milícias que operam fora das estruturas formais do Estado e que frequentemente conduzem ataques contra populações civis.

Esse contraste torna-se ainda mais significativo quando consideramos o contexto político mais amplo. A postura internacional de Macron tem sido marcada por uma tentativa constante de afirmar autonomia estratégica europeia em relação à política externa dos Estados Unidos, especialmente sob governos que adotam posições mais firmes em relação ao regime iraniano. Nesse cenário, a crítica a Israel torna-se politicamente conveniente enquanto a condenação direta do Irã tende a ser suavizada.

Do ponto de vista filosófico, o problema não está no cálculo diplomático — ele sempre existiu na política internacional. O problema surge quando esse cálculo passa a determinar quais princípios morais serão invocados e quais serão silenciosamente ignorados.

Quando
a moral se torna dependente da conveniência ideológica, ela deixa de orientar a política e passa a servi-la. E nesse momento os princípios universais deixam de ser universais. Tornam-se apenas instrumentos retóricos de uma disputa política mais ampla.


6 — O pragmatismo diplomático e o verniz moral

Diante das inconsistências da narrativa internacional, muitos defensores da diplomacia contemporânea recorrem a um argumento conhecido: o pragmatismo político. Segundo essa visão, Estados não podem agir apenas guiados por princípios morais abstratos. Eles precisam considerar interesses nacionais, equilíbrio regional e riscos estratégicos. Essa lógica foi descrita de forma clássica por pensadores como Nicolau Maquiavel e continua a orientar grande parte da política internacional.

O problema não está no pragmatismo em si. O problema aparece quando esse cálculo estratégico passa a ser apresentado ao público sob a forma de uma moral universal que não corresponde à prática real.

Um exemplo recente ilustra essa contradição. Tanto Luiz Inácio Lula da Silva quanto Emmanuel Macron têm recorrido com frequência à linguagem do direito internacional e da proteção de civis para criticar operações militares de Israel. Esse discurso aparece em fóruns internacionais, pronunciamentos diplomáticos e entrevistas à imprensa.

No entanto, a mesma intensidade moral raramente aparece quando se trata de denunciar um elemento central da instabilidade regional: o apoio do regime de Irã a organizações armadas classificadas internacionalmente como terroristas, entre elas o Hezbollah e o Hamas. Esses grupos não escondem que seus ataques frequentemente têm como alvo populações civis e centros urbanos israelenses.

Esse contraste revela algo importante. O pragmatismo diplomático continua existindo, mas ele é revestido por uma linguagem moral seletiva. Certos princípios são invocados com vigor quando se trata de determinados atores, enquanto diante de regimes que patrocinam organizações terroristas o discurso se torna cauteloso ou silencioso.

Do ponto de vista filosófico, a consequência é clara. Quando princípios universais passam a depender da conveniência política do momento, eles deixam de orientar a política e passam apenas a justificá-la. O verniz moral permanece, mas a coerência desaparece.


7 — A lição de Sócrates e a coragem da verdade

Quando observamos as contradições entre discurso moral e prática política, a tradição filosófica oferece um exemplo que continua profundamente atual. A figura de Sócrates permanece um símbolo duradouro da coragem intelectual diante das conveniências do poder.

Sócrates viveu em uma Atenas que se orgulhava de sua democracia e de sua liberdade de pensamento. Ainda assim, foi justamente essa cidade que o condenou à morte. Seu crime não foi conspirar contra o Estado nem incitar violência. Seu crime foi algo muito mais simples e, ao mesmo tempo, muito mais perturbador: fazer perguntas que revelavam as contradições entre aquilo que os homens diziam defender e aquilo que realmente faziam.

O método socrático consistia precisamente em expor incoerências. Ele interrogava políticos, oradores e cidadãos influentes até que suas próprias palavras revelassem inconsistências internas. Não atacava pessoas por paixão ou ressentimento. Limitava-se a mostrar que certos discursos públicos não resistiam ao exame racional.

Essa postura acabou tornando-se intolerável para muitos dos que ocupavam posições de poder. Quando a verdade começa a desmontar narrativas convenientes, ela se transforma rapidamente em ameaça.

A lição de Sócrates permanece essencial porque nos lembra de algo que frequentemente esquecemos: a filosofia não existe apenas para produzir conceitos abstratos. Ela existe para examinar a vida pública e revelar quando princípios proclamados deixam de coincidir com a realidade.

Quando líderes invocam direitos humanos seletivamente, quando a imprensa dissolve distinções morais evidentes e quando a diplomacia prefere o silêncio à coerência, o espírito socrático nos recorda que a primeira tarefa do pensamento é simplesmente dizer aquilo que muitos preferem não ouvir.

8 — O dever do filósofo: nomear o erro à luz de princípios objetivos

Chegados a este ponto, a questão que permanece não pode ser reduzida a uma simples disputa de opiniões. A distinção entre ações legítimas e ilegítimas em conflitos armados não é uma invenção retórica de comentaristas ou filósofos. Ela está codificada em princípios objetivos do direito internacional humanitário, desenvolvidos ao longo de séculos e formalizados nas Convenções de Genebra.

Entre esses princípios, um dos mais fundamentais é o princípio da distinção: combatentes devem distinguir entre alvos militares e populações civis. Ataques deliberados contra civis não são apenas moralmente questionáveis; eles constituem violações diretas das normas que procuram limitar a barbárie da guerra.

Quando organizações armadas como Hamas ou Hezbollah dirigem ataques contra centros urbanos ou operam deliberadamente a partir de áreas civis, essas ações entram em conflito direto com esse princípio. O fato de esses grupos receberem apoio político, financeiro ou militar do regime de Irã torna essa realidade ainda mais relevante para qualquer análise séria do conflito regional.

Essas constatações não dependem de simpatias ideológicas nem de preferências políticas. Elas derivam de normas reconhecidas pela própria comunidade internacional. O problema surge quando essas normas passam a ser invocadas seletivamente, conforme o ator envolvido.

É precisamente nesse ponto que o papel do pensamento filosófico se torna indispensável. O filósofo não cria esses princípios; ele apenas lembra que eles existem e pergunta por que deixam de ser aplicados com consistência.

Sem essa exigência de coerência, o direito internacional torna-se linguagem diplomática vazia e a moral pública se dissolve em narrativas convenientes. E quando isso acontece, o que desaparece não é apenas a clareza do debate — é a própria autoridade das normas que pretendem proteger a vida humana em tempos de guerra.

9 — Guerra justa e Sharia: quando uma tradição é desvirtuada

Um dos equívocos mais recorrentes nas análises contemporâneas sobre o Oriente Médio consiste em tratar o conflito apenas como uma disputa geopolítica ou econômica. Essa abordagem ignora um elemento essencial: diferentes civilizações desenvolveram, ao longo dos séculos, princípios morais destinados a limitar a violência da guerra.

Na tradição ocidental, esses limites foram sistematizados na teoria da guerra justa, elaborada por pensadores como Santo Agostinho e Tomás de Aquino. Entre seus princípios centrais está a obrigação moral de distinguir entre combatentes e civis e a proibição de ataques deliberados contra populações inocentes.

O que raramente aparece no debate público é que a tradição jurídica islâmica também desenvolveu princípios semelhantes. Juristas muçulmanos clássicos estabeleceram limites claros para a condução da guerra, incluindo a proibição de matar mulheres, crianças, idosos e religiosos que não participassem das hostilidades. Essas normas aparecem em diferentes escolas da jurisprudência islâmica e mostram que a preocupação em conter a barbárie da guerra não pertence a uma única civilização.

É justamente por isso que a estratégia regional do regime de Irã levanta uma questão ainda mais grave. Ao financiar e armar organizações como Hezbollah e Hamas, cujas operações frequentemente atingem centros urbanos e populações civis, o regime iraniano não entra apenas em choque com normas do direito internacional moderno. Ele também se afasta de princípios reconhecidos pela própria tradição jurídica islâmica.

O problema, portanto, não é um choque inevitável entre civilizações. O problema é a distorção política de tradições morais que originalmente buscavam limitar a violência.
Quando uma tradição religiosa ou filosófica é reinterpretada para justificar estratégias que ignoram deliberadamente a distinção entre combatentes e civis, aquilo que se perde não é apenas coerência jurídica. Perde-se também a autoridade moral da própria tradição invocada.

10 — Conclusão: restaurar a distinção moral

Ao longo deste ensaio procuramos examinar um fenômeno que se tornou cada vez mais frequente no debate público contemporâneo: a dissolução das distinções morais fundamentais na análise dos conflitos internacionais.

Vimos como certas narrativas jornalísticas, mesmo quando baseadas em fatos reais, podem organizar esses fatos de maneira a produzir equivalências artificiais entre ações profundamente diferentes. Observamos também como a diplomacia contemporânea frequentemente recorre à linguagem universal dos direitos humanos enquanto aplica esses mesmos princípios de forma seletiva, conforme conveniências políticas momentâneas.

Esse fenômeno torna-se ainda mais problemático quando confrontado com normas objetivas já reconhecidas pela própria comunidade internacional. O direito humanitário consolidado nas Convenções de Genebra estabelece com clareza um princípio central: a obrigação de distinguir entre combatentes e populações civis.

Essa distinção não é um detalhe técnico. Ela representa uma das últimas barreiras morais erguidas pela civilização para limitar a violência da guerra.

Quando organizações como Hamas e Hezbollah dirigem ataques contra centros urbanos, ou quando populações civis se tornam deliberadamente instrumentos estratégicos em conflitos armados, essas ações entram diretamente em choque com esse princípio fundamental. E quando regimes como o do Irã financiam e armam essas estruturas, essa realidade não desaparece apenas porque certas narrativas preferem ignorá-la.

Ao mesmo tempo, quando operações militares dirigidas contra infraestrutura estratégica são automaticamente colocadas na mesma categoria moral que ataques deliberados contra civis, aquilo que desaparece
não é apenas a precisão do debate. Desaparece a própria capacidade de julgar.

A história da filosofia sempre insistiu que o primeiro passo da justiça é a distinção. Desde Aristóteles sabemos que julgar exige reconhecer diferenças reais entre ações diferentes. Quando tudo passa a parecer igual, responsabilidade e culpa tornam-se indistinguíveis.

É precisamente nesse ponto que a tarefa do pensamento filosófico se torna indispensável. Não para simplificar conflitos complexos nem para substituir a análise política pela indignação moral, mas para preservar aquilo que torna o julgamento humano possível: a capacidade de distinguir.
Sem essa distinção, a linguagem moral da política internacional torna-se apenas retórica. Com ela, ainda permanece aberta a possibilidade de que princípios universais voltem a orientar o mundo em vez de apenas justificar suas contradições.

Quando a distinção moral desaparece, a injustiça não precisa mais se esconder. Ela passa a se disfarçar na linguagem da própria justiça.

(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.


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Eduardo da Fonte trabalha para ampliacao imediata da oncologia pediátrica no Agreste de PE

09/03/2026

O deputado federal Eduardo (Dudu) da Fonte solicitou ao Ministério da Saúde a publicação da portaria que habilita o Instituto do Câncer Infantil do Agreste (ICIA), em Caruaru, como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) exclusiva em oncologia pediátrica no Sistema Único de Saúde (SUS). O pedido foi encaminhado ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O ICIA

Atua há mais de duas décadas no atendimento a crianças e adolescentes de 0 a 19 anos diagnosticados com câncer, oferecendo acompanhamento que inclui diagnóstico, tratamento, cirurgias, quimioterapia e cuidados paliativos. A instituição atende pacientes de diversas cidades do interior de Pernambuco e de regiões vizinhas.

Aprovação técnica

De acordo com o parlamentar, o processo de habilitação já cumpriu todas as etapas técnicas e regulatórias no Ministério da Saúde. A proposta recebeu aprovação técnica em 2025 e aguarda apenas a publi...

O deputado federal Eduardo (Dudu) da Fonte solicitou ao Ministério da Saúde a publicação da portaria que habilita o Instituto do Câncer Infantil do Agreste (ICIA), em Caruaru, como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) exclusiva em oncologia pediátrica no Sistema Único de Saúde (SUS). O pedido foi encaminhado ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O ICIA

Atua há mais de duas décadas no atendimento a crianças e adolescentes de 0 a 19 anos diagnosticados com câncer, oferecendo acompanhamento que inclui diagnóstico, tratamento, cirurgias, quimioterapia e cuidados paliativos. A instituição atende pacientes de diversas cidades do interior de Pernambuco e de regiões vizinhas.

Aprovação técnica

De acordo com o parlamentar, o processo de habilitação já cumpriu todas as etapas técnicas e regulatórias no Ministério da Saúde. A proposta recebeu aprovação técnica em 2025 e aguarda apenas a publicação da portaria para formalizar o reconhecimento da unidade no âmbito do SUS.

Atendimentos

Entre 2002 e 2025, o ICIA cadastrou mais de 4 mil novos pacientes e realizou milhares de atendimentos multiprofissionais, exames, cirurgias e sessões de quimioterapia. A instituição também desenvolve iniciativas como a Caravana do Diagnóstico Precoce, que capacitou profissionais de saúde em dezenas de municípios pernambucanos.

Fala Dudu

“O ICIA já realiza um trabalho essencial no atendimento a crianças e adolescentes com câncer no interior de Pernambuco. A habilitação como unidade de alta complexidade vai garantir mais estrutura, segurança e ampliação do atendimento. Nosso objetivo é fortalecer a rede de oncologia pediátrica e assegurar que essas famílias tenham acesso a tratamento digno e especializado perto de casa”, afirmou Eduardo da Fonte.

O Poder com o blog do Tavares Neto.

Pedro Campos destaca PEC da Segurança de Lula como resposta ao avanço do crime organizado, por Alberes Xavier*

09/03/2026

O deputado federal Pedro Campos (PSB) destacou, em entrevista exclusiva, a importância da chamada PEC da Segurança Pública, proposta enviada ao Congresso Nacional pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca fortalecer o enfrentamento ao crime organizado no país por meio de integração entre as forças de segurança e ampliação de recursos para o setor.

A proposta

Foi aprovada, na semana passada pela Câmara dos Deputados em dois turnos e agora segue para análise do Senado. O texto prevê maior coordenação nacional das políticas de segurança, além de fortalecer o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), que integra ações entre União, estados e municípios no combate à criminalidade.

A medida

Também busca ampliar investimentos na área e estruturar uma política mais articulada para enfrentar o avanço do crime organizado no Brasil.

Debate amplo

Pedro Campos l...

O deputado federal Pedro Campos (PSB) destacou, em entrevista exclusiva, a importância da chamada PEC da Segurança Pública, proposta enviada ao Congresso Nacional pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca fortalecer o enfrentamento ao crime organizado no país por meio de integração entre as forças de segurança e ampliação de recursos para o setor.

A proposta

Foi aprovada, na semana passada pela Câmara dos Deputados em dois turnos e agora segue para análise do Senado. O texto prevê maior coordenação nacional das políticas de segurança, além de fortalecer o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), que integra ações entre União, estados e municípios no combate à criminalidade.

A medida

Também busca ampliar investimentos na área e estruturar uma política mais articulada para enfrentar o avanço do crime organizado no Brasil.

Debate amplo

Pedro Campos lembrou que participou diretamente do debate da proposta na Câmara e ressaltou que a iniciativa pretende garantir recursos e integração entre as polícias para enfrentar o crescimento das organizações criminosas.

“Vale ressaltar que a PEC da Segurança é uma proposta do governo do presidente Lula. Eu fiz parte da Comissão Especial que debateu essa temática e a ideia é integrar as forças policiais e garantir recursos, inclusive a parte vinda do Fundo Social do Pré-Sal e também uma parte vinda da tributação das bets”, afirmou.

O parlamentar

Também avaliou que o avanço do crime organizado exige uma resposta coordenada do Estado brasileiro, com planejamento nacional e financiamento adequado para as políticas públicas de segurança.

“É uma iniciativa muito importante porque o crime organizado cada vez mais tem ganhado corpo nacionalmente e internacionalmente e para enfrentar isso a gente precisa de políticas articuladas, de integração nacional e de dinheiro. Então a PEC da Segurança responde a essas necessidades e dá uma resposta a esse objetivo”, disse.

Pedro Campos

Ainda citou outras iniciativas legislativas apresentadas pelo governo federal para enfrentar o avanço das facções criminosas no país.

“Como foi também o PL das facções do Governo do presidente Lula, que foi apresentado para poder enfrentar o crime organizado, que hoje é o grande problema da segurança pública do Brasil”, concluiu.

*Alberes Xavier é radialista e blogueiro. Comanda a Rede Pernambuco de Rádios.

(Edição de Jamerson Ramos e O Poder)


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Executivo Romero Raposo vai receber homenagem por case de reestruturação empresarial do Grupo João Santos

09/03/2026

Por Beto Lago*

O prêmio Executivo do Ano 2025, concedido pela seccional Pernambuco do IBEF (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças), lança luz sobre um dos mais emblemáticos processos de recuperação empresarial em curso no Brasil: o do Grupo João Santos.

Homenageado da edição

É o pernambucano Romero Raposo que integra, desde 2022, a Diretoria Administrativo-Financeira do conglomerado, participando ativamente da condução da quinta maior recuperação judicial do país. O processo envolve a reestruturação de passivos bilionários, a retomada de operações industriais estratégicas e a preservação de milhares de empregos diretos.

Sobre sua atuação

Destacam-se o cumprimento de obrigações financeiras, a reorganização do fluxo de caixa e o fortalecimento da governança corporativa — elementos essenciais para restabelecer a credibilidade junto ao mercado e aos credores.

A entre...

Por Beto Lago*

O prêmio Executivo do Ano 2025, concedido pela seccional Pernambuco do IBEF (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças), lança luz sobre um dos mais emblemáticos processos de recuperação empresarial em curso no Brasil: o do Grupo João Santos.

Homenageado da edição

É o pernambucano Romero Raposo que integra, desde 2022, a Diretoria Administrativo-Financeira do conglomerado, participando ativamente da condução da quinta maior recuperação judicial do país. O processo envolve a reestruturação de passivos bilionários, a retomada de operações industriais estratégicas e a preservação de milhares de empregos diretos.

Sobre sua atuação

Destacam-se o cumprimento de obrigações financeiras, a reorganização do fluxo de caixa e o fortalecimento da governança corporativa — elementos essenciais para restabelecer a credibilidade junto ao mercado e aos credores.

A entrega da premiação

Será nesta quarta-feira (11 de março), no Mar Hotel. O reconhecimento do IBEF-PE evidencia a importância de lideranças técnicas e estratégicas na condução de empresas em cenários de elevada complexidade econômica.

*Beto Lago é jornalista.

Foto de abertura: Társio Alves


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Equívocos sobre a Revolução de 1817 serão esclarecidos hoje na APL

09/03/2026

Por José Nivaldo Junior*

Na sexta-feira passada, 06/03/26, Pernambuco comemorou, com feriado e cerimônia político-militar burocrática, a denominada Data Magna. Criada por proposição da então deputada estadual Terezinha Nunes em 2017, no bicentenário do importantíssimo movimento denominado Revolução Pernambucana de 1817. A intenção da deputada foi a melhor possível. Infelizmente, não houve a subsequente adoção de uma política de governo para esclarecer a população em geral e especialmente os alunos das redes pública e privada sobre o significado do feriado. Assim, 99% das pessoas goza de um merecido descanso sem saber porque. O pior é a persistência de alguns equívocos sobre o movimento que comprometem a compreensão do que ocorreu, do seu sentido, da sua importância. E essa ignorância permeia os órgãos oficiais, as mais altas autoridades, praticamente a totalidade do stablisment intelectual brasileiro, especialmente os produtores de narrativas oficiais do Centro...

Por José Nivaldo Junior*

Na sexta-feira passada, 06/03/26, Pernambuco comemorou, com feriado e cerimônia político-militar burocrática, a denominada Data Magna. Criada por proposição da então deputada estadual Terezinha Nunes em 2017, no bicentenário do importantíssimo movimento denominado Revolução Pernambucana de 1817. A intenção da deputada foi a melhor possível. Infelizmente, não houve a subsequente adoção de uma política de governo para esclarecer a população em geral e especialmente os alunos das redes pública e privada sobre o significado do feriado. Assim, 99% das pessoas goza de um merecido descanso sem saber porque. O pior é a persistência de alguns equívocos sobre o movimento que comprometem a compreensão do que ocorreu, do seu sentido, da sua importância. E essa ignorância permeia os órgãos oficiais, as mais altas autoridades, praticamente a totalidade do stablisment intelectual brasileiro, especialmente os produtores de narrativas oficiais do Centro-Sul do país.

Hoje

A longa caminhada para restabelecer algumas verdades ganha um capítulo especial com a conferência do historiador George Cabral, hoje, segunda-feira 9/03/26, às 15h, na Academia Pernambucana de Letras - APL. George é uma das estrelas mais brilhantes da constelação dos historiadores brasileiros atuais. Pós-doutor, professor da UFPE, pesquisador do CNPq e autor de diversas obras de referência, é presidente do centenário Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano , Iahgp e integrante da própria APL. Sua palestra e o debate subsequente, tradição da Casa, deverão lançar luzes contra o preconceito e a ignorância.


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Preconceitos remanescentes

Pelo menos três distorções graves sobre 1817 devem ser combatidas sempre na tentativa de corrigi-las. A primeira e mais grave não é apenas distorção, é erro grosseiro de compreensão da própria História do Brasil. Costumam chamar 1817 de movimento anti-colonial, quando dois anos antes, em 1815, o Brasil deixou de ser colônia de Portugal e foi elevado à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarves. Isso se aprende ainda no ensino fundamental mas muitos escritores e intelectuais renomados, além de políticos, naturalmente, continuam ignorando fato de tamanha relevância. Além do mais, a sede do Reino Unido, a capital, ficava no Rio de Janeiro. Como falar em movimento anti-colonial?
A segunda, diz respeito ao separatismo. Insistem que a Revolução queria se separar do Brasil. Não é verdade. O movimento era contra o absolutismo, em sintonia com o republicanismo dos Estados Unidos, da América Latina e com os movimentos liberais europeus. Queria transformar o Brasil em República. A bandeira, que começou com uma estrela (PE) ganhou mais duas (PB e RN) e a proposta era agregar as das demais províncias, à medida que fossem aderindo à República.

O terceiro grande equívoco diz respeito à escravidão. Dizem os historiadores sulistas, seguidos por macaqueadores provincianos, que o movimento não incluía a abolição da escravatura. Falso. Começou decretando a liberdade dos escravos que se alistar-se nas forças armadas revolucionárias e iniciou a abolição gradativamente da escravidão. Com as naturais resistências da maioria dos senhores de engenho. Proposta inabalável, que dividiu o comando revolucionário e facilitou o seu esmagamento em 75 dias.

Tem muito mais

Por ora, fiquemos por aqui. Não sei que abordagem o professor George Cabral fará na sua palestra, que, antecipo, será brilhante, como sempre. E, espero, terá debate. Uma oportunidade a mais para que o sentido da Data Magna, que como registrado acima, ainda não chegou à sociedade, alcance mais alguns formadores de opinião, professores, multiplicadores naturais de verdades escondidas e propositadamente distorcidas. Para quem não conhece, a APL fica na Avenida Rui Barbosa, no Recife. Entrada e estacionamento gratuito pela Avenida Malaquias, logo após a AABB. E, lembrando, começa 15h. A APL tem tradição de pontualidade.

*José Nivaldo Junior é comunicador, Mestre em História, ex-professor da UFPE, diretor do Jornal O Poder.


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Coordenador de telescópio no Sertão da PB citado em relatório dos EUA nega que local seja base militar da China

09/03/2026

O Laboratório Conjunto China-Brasil para Radioastronomia e Tecnologia, instalado na Serra do Urubu, no município de Aguiar, no Sertão da Paraíba, foi mencionado em um relatório de um comitê do Congresso dos Estados Unidos que analisa possíveis instrumentos de espionagem da China na América Latina. O coordenador do projeto, o físico Élcio Abdalla, negou que o local seja uma base militar e reforçou o caráter científico do local.  

Três pesquisadores

Élcio Abdalla disse que apenas três pesquisadores de universidades do país asiático fazem parte da cúpula de comando e que o governo chinês entra apenas como apoio tecnológico e dos pesquisadores e que "se houver alguma influência, é uma influência brasileira".


Integra projeto

O laboratório instalado no Sertão da Paraíba integra o projeto internacional BINGO (Baryon Acoustic Oscillations in Neutral Gas Observations), voltado à pesquisa em radioastronomia. A in...

O Laboratório Conjunto China-Brasil para Radioastronomia e Tecnologia, instalado na Serra do Urubu, no município de Aguiar, no Sertão da Paraíba, foi mencionado em um relatório de um comitê do Congresso dos Estados Unidos que analisa possíveis instrumentos de espionagem da China na América Latina. O coordenador do projeto, o físico Élcio Abdalla, negou que o local seja uma base militar e reforçou o caráter científico do local.  

Três pesquisadores

Élcio Abdalla disse que apenas três pesquisadores de universidades do país asiático fazem parte da cúpula de comando e que o governo chinês entra apenas como apoio tecnológico e dos pesquisadores e que "se houver alguma influência, é uma influência brasileira".


Integra projeto

O laboratório instalado no Sertão da Paraíba integra o projeto internacional BINGO (Baryon Acoustic Oscillations in Neutral Gas Observations), voltado à pesquisa em radioastronomia. A iniciativa busca detectar oscilações acústicas bariônicas (BAO) por meio da observação de sinais em radiofrequência para averiguar a matéria e a energia escura do universo. O projeto reúne instituições do Brasil e da China, como o CESTNCRI, a UFCG, a UFPB e o Governo da Paraíba.


Mapeamento florestal

O coordenador disse também que uma das tecnologias do radiotelescópio pode ser usada para outros fins, inclusive de mapeamento de florestas brasileiras e segurança.

Essa tecnologia em questão é chamada de Phased array, que é um conjunto de antenas para, no caso, serem apontadas para o céu e conseguir dados sobre a energia escura e a matéria escura. Mas essas antenas podem ser usadas no mapeamento e outras finalidades.

O Secretário de Ciência e Tecnologia do Estado, Cláudio Furtado, também desmentiu a existência de uma base militar secreta chinesa na Paraíba, mas que só vai se posicionar após o Itamaraty.

Acusou

Em meio ao conflito no Oriente Médio, um relatório de uma comissão do Congresso dos EUA divulgado na semana passada acusou a China de operar uma rede de instalações espaciais na América Latina com potencial uso militar. Duas das instalações nomeadas no documento ficam no Brasil.


O documento

No documento, os deputados americanos mostram especial preocupação com a participação chinesa em uma estação na Bahia feita com uma empresa de satélites – e demonstram preocupação com uma potencial perda da hegemonia militar sobre a região, considerada como “esfera de influência” de Washington.

Estação terrestre


Além da estrutura no Sertão paraibano, o documento também menciona a Estação Terrestre de Tucano, localizada em Salvador, na Bahia.

Severino Lopes
O Poder


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Escritório de esposa de Moraes produziu 36 pareceres para Banco Master

09/03/2026

O escritório de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), produziu 36 pareceres jurídicos e opiniões legais para o Banco Master.


Os dados

Os dados foram divulgados pelo próprio escritório de advocacia, que prestou serviços para a empresa do banqueiro Daniel Vorcaro até o ano passado.

Nota

Em nota pública, a esposa do magistrado também ressalta que promoveu 79 reuniões semipresenciais na sede da instituição financeira, além de dois encontros por videoconferência. De acordo com a nota, o escritório foi contratado no período entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, pelo cliente Banco Master, "para o qual realizou ampla consultoria e atuação jurídica", informa.

Contratada

A banca de direito foi contratada de fevereiro de 2024 a novembro de 2025 pelo Banco Master e realizou “ampla consultoria e atuação jurídica”. O serviç...

O escritório de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), produziu 36 pareceres jurídicos e opiniões legais para o Banco Master.


Os dados

Os dados foram divulgados pelo próprio escritório de advocacia, que prestou serviços para a empresa do banqueiro Daniel Vorcaro até o ano passado.

Nota

Em nota pública, a esposa do magistrado também ressalta que promoveu 79 reuniões semipresenciais na sede da instituição financeira, além de dois encontros por videoconferência. De acordo com a nota, o escritório foi contratado no período entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, pelo cliente Banco Master, "para o qual realizou ampla consultoria e atuação jurídica", informa.

Contratada

A banca de direito foi contratada de fevereiro de 2024 a novembro de 2025 pelo Banco Master e realizou “ampla consultoria e atuação jurídica”. O serviço foi prestado por uma equipe composta por 15 advogados.

"Para a realização dos serviços, também contratou outros três escritórios especializados em consultoria, que ficaram sob sua coordenação", prossegue o texto.

Três escritórios

Ao todo, foram contratados ainda outros três escritórios especializados em consultoria, que ficaram sob sua coordenação.(O Poder)

Prefeitura detalha iniciativa para combater violência de gênero

09/03/2026

A prefeitura do Recife realiza, hoje, segunda-feira (09/03), a primeira reunião com as Secretarias envolvidas na iniciativa Clara IA – Inteligência Artificial a Serviço da Vida, ferramenta desenvolvida para apoiar profissionais da Atenção Básica na identificação precoce de mulheres em situação de risco de violência e feminicídio. Após a reunião, o prefeito João Campos atenderá a imprensa para detalhar a ferramenta.

A tecnologia


A tecnologia atua integrada ao prontuário eletrônico das unidades de saúde, analisando dados clínicos e históricos de atendimento e emitindo alertas para médicos, enfermeiros, dentistas e profissionais das equipes multidisciplinares quando forem identificados indícios compatíveis com situações de violência.

Ações

A agenda também apresentará outras ações voltadas ao fortalecimento da rede de proteção às mulheres no Recife. O evento será realizado na Sala de Monitoramento , no Gabin...

A prefeitura do Recife realiza, hoje, segunda-feira (09/03), a primeira reunião com as Secretarias envolvidas na iniciativa Clara IA – Inteligência Artificial a Serviço da Vida, ferramenta desenvolvida para apoiar profissionais da Atenção Básica na identificação precoce de mulheres em situação de risco de violência e feminicídio. Após a reunião, o prefeito João Campos atenderá a imprensa para detalhar a ferramenta.

A tecnologia


A tecnologia atua integrada ao prontuário eletrônico das unidades de saúde, analisando dados clínicos e históricos de atendimento e emitindo alertas para médicos, enfermeiros, dentistas e profissionais das equipes multidisciplinares quando forem identificados indícios compatíveis com situações de violência.

Ações

A agenda também apresentará outras ações voltadas ao fortalecimento da rede de proteção às mulheres no Recife. O evento será realizado na Sala de Monitoramento , no Gabinete do Prefeito.

Edson Vieira anuncia R$ 500 mil para a saúde de Sairé durante agenda no município

09/03/2026

O deputado estadual Edson Vieira esteve neste sábado (07) em Sairé, no Agreste pernambucano, onde participou da entrega de novos investimentos para a saúde do município. Na ocasião, foram inauguradas a Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Vale Verde e uma nova van que passa a reforçar o atendimento à população.

O evento, liderado pelo prefeito Gildo Dias, contou com as presenças do deputado federal Renildo Calheiros, além de vereadores, secretários municipais e moradores da cidade, que acompanharam de perto a entrega dos equipamentos e os anúncios realizados durante a agenda.

“Quero parabenizar o prefeito Gildo Dias pela entrega da UBS do Vale Verde e também da nova van, que vai reforçar o atendimento à população. São investimentos importantes que mostram o compromisso com a saúde do povo de Sairé. Aproveitamos esse momento para anunciar mais uma conquista fruto do nosso trabalho e da nossa articulação: R$ 500 mil para fortalecer ainda mais a saúde do m...

O deputado estadual Edson Vieira esteve neste sábado (07) em Sairé, no Agreste pernambucano, onde participou da entrega de novos investimentos para a saúde do município. Na ocasião, foram inauguradas a Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Vale Verde e uma nova van que passa a reforçar o atendimento à população.

O evento, liderado pelo prefeito Gildo Dias, contou com as presenças do deputado federal Renildo Calheiros, além de vereadores, secretários municipais e moradores da cidade, que acompanharam de perto a entrega dos equipamentos e os anúncios realizados durante a agenda.

“Quero parabenizar o prefeito Gildo Dias pela entrega da UBS do Vale Verde e também da nova van, que vai reforçar o atendimento à população. São investimentos importantes que mostram o compromisso com a saúde do povo de Sairé. Aproveitamos esse momento para anunciar mais uma conquista fruto do nosso trabalho e da nossa articulação: R$ 500 mil para fortalecer ainda mais a saúde do município. Seguimos fazendo política com parceria, responsabilidade e ações que melhoram a vida das pessoas”, destacou Edson Vieira.

O prefeito Gildo Dias comemorou a parceria e ressaltou a importância do apoio do deputado para o município.

“A parceria com o deputado Edson Vieira tem sido muito importante para Sairé. Esses recursos chegam para fortalecer a saúde e garantir mais estrutura e mais atendimento para a nossa população. Ficamos felizes em contar com esse apoio”, afirmou o prefeito.

Sport domina Náutico e amplia hegemonia no Campeonato Pernambucano

09/03/2026

46 vezes campeão pernambucano. Soberano. Um título para lavar a “alma” do torcedor ainda ressentido com o rebaixamento para a Série B do Brasileiro. Contra o tradicional rival Náutico, o Sport cresceu nas duas partidas finais, principalmente a da volta, nos Aflitos, neste domingo, colocando por terra os melhores números do alvirrubro no Pernambucano 2026 e conquistando sua 46ª taça.


Os títulos

São 17 títulos a mais que o segundo colocado na lista, o Santa Cruz, que tem 29, e quase o dobro da quantidade do Náutico, que tem 24. A estatística que comprova a hegemonia do Leão dentro do estado.

Foi soberano

Depois de um empate por 3 a 3 na Ilha do Retiro, em que erros individuais impediram a vitória, o Sport foi soberano neste domingo, nos Aflitos. Bateu o rival na casa dele por 3 a 0, com superioridade tática construída, principalmente, por conta das escolhas acertadas do técnico Roger Silva.

46 vezes campeão pernambucano. Soberano. Um título para lavar a “alma” do torcedor ainda ressentido com o rebaixamento para a Série B do Brasileiro. Contra o tradicional rival Náutico, o Sport cresceu nas duas partidas finais, principalmente a da volta, nos Aflitos, neste domingo, colocando por terra os melhores números do alvirrubro no Pernambucano 2026 e conquistando sua 46ª taça.


Os títulos

São 17 títulos a mais que o segundo colocado na lista, o Santa Cruz, que tem 29, e quase o dobro da quantidade do Náutico, que tem 24. A estatística que comprova a hegemonia do Leão dentro do estado.

Foi soberano

Depois de um empate por 3 a 3 na Ilha do Retiro, em que erros individuais impediram a vitória, o Sport foi soberano neste domingo, nos Aflitos. Bateu o rival na casa dele por 3 a 0, com superioridade tática construída, principalmente, por conta das escolhas acertadas do técnico Roger Silva.


Era divisor de águas

A finalíssima do Pernambucano era um divisor de águas. Derrota provavelmente definiria uma saída antes do início da Série B. Agora, com o título, ele entrou para a história do clube e ganhou fôlego para continuidade do trabalho.


O Poder
Foto: Marlon Costa/AGIF


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Aparelhos de ar condicionado ficaram mais econômicos e passaram a consumir menos energia nas últimas três décadas, afirmam especialistas

09/03/2026

Mesmo com as campanhas e várias palestras explicando que os aparelhos de ar condicionado não fazem mal à saúde das pessoas quando são bem instalados e passam por manutenção, ainda existe um segundo mito entre a população, de que esses equipamentos contribuem de maneira forte para o aumento da conta de luz. Um mito que membros da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) tentam desmistificar, e com razão.

De acordo com a entidade, ao contrário do que se pensa, a modernização de componentes nas últimas décadas transformou não apenas tais aparelhos em mais econômicos, como também muito mais saudáveis.

Quem explica bem a questão é um dos integrantes da Abrava, o hoje consultor e dono da empresa Pósitron Engenharia Arnaldo Lopes Parra, consultor na área referente a planos de manutenção, operação e controle desses equipamentos

Mais tecnológicos e sofisticados

Segundo ele, “é im...

Mesmo com as campanhas e várias palestras explicando que os aparelhos de ar condicionado não fazem mal à saúde das pessoas quando são bem instalados e passam por manutenção, ainda existe um segundo mito entre a população, de que esses equipamentos contribuem de maneira forte para o aumento da conta de luz. Um mito que membros da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) tentam desmistificar, e com razão.

De acordo com a entidade, ao contrário do que se pensa, a modernização de componentes nas últimas décadas transformou não apenas tais aparelhos em mais econômicos, como também muito mais saudáveis.

Quem explica bem a questão é um dos integrantes da Abrava, o hoje consultor e dono da empresa Pósitron Engenharia Arnaldo Lopes Parra, consultor na área referente a planos de manutenção, operação e controle desses equipamentos

Mais tecnológicos e sofisticados

Segundo ele, “é importante que as pessoas entendam que esses aparelhos estão cada vez mais tecnológicos, com sistemas mais sofisticados”. O engenheiro fez um paralelo interessante com o que aconteceu nos EUA na década de 90, quando foi lançada uma norma norte-americana, a norma Ashrae 90.1 — que estabeleceu novos parâmetros mínimos de eficiência energética no sistema de climatização e refrigeração.

“Estamos falando dos anos 90, mesmo assim, a partir de então os equipamentos que eram fabricados para os Estados Unidos passaram a ter um nível mínimo de eficiência, e foi estabelecido que equipamentos que não atingissem aquele limite mínimo de eficiência, seriam retirados do mercado. Dessa forma, se deu um grande salto tecnológico, porque as empresas passaram a buscar novos produtos, novas soluções, com maior eficiência. E isso se refletiu para vários países”, explicou.

Arnaldo Parra contou que à medida que as empresas passaram a investir em equipamentos de melhor performance, a indústria foi também direcionada para criar novos empregos, novas soluções e isso se tornou um círculo virtuoso. No Brasil, o reflexo desse movimento foi que começaram a chegar no país equipamentos com menor consumo de energia.

Paralelo com as lâmpadas

“Basta fazer um paralelo com o que aconteceu com as lâmpadas. As lâmpadas dos anos 90 eram lâmpadas incandescentes, com iluminação de 100 watts. Hoje para você ter uma lâmpada que forneça a mesma iluminação de 100 watts daquele tempo, basta uma lâmpada de 9 watts. E isso aconteceu por quê? Graças ao avanço tecnológico da indústria como um todo”, afirmou.

De acordo com ele, o mesmo aconteceu com os aparelhos de ar condicionado. Foram inseridos novos materiais, a microeletrônica entrou na elaboração da maioria dos equipamentos e nos sistemas de climatização como um fator de controle. Dessa forma, foram surgindo tecnologias que permitiram que os motores que movimentam os compressores e ventiladores desse sistema passassem a ter um outro design.

“Por meio destas inovações, os fabricantes disponibilizam produtos de menor consumo, o que significa fator de eficiência maior (Watt produzido por Watt consumido). Então, esse movimento permitiu que, primeiro, novos produtos fossem lançados, equipamentos com tecnologias superiores e uma diversidade maior de soluções. Em segundo lugar, a mudança barateou a indústria, na medida em que investimentos pesados na produção em massa desses equipamentos resultou em maior popularidade desses sistemas”, frisou o engenheiro.


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Mais econômicos e baratos

Arnaldo Parra citou como exemplo o caso do Mini Split (sistema de ar condicionado residencial e comercial leve que oferece soluções de climatização com boa relação custo-benefício), muito usado aqui no Brasil. “Na Ásia, principalmente, a produção dos Mini Splits atinge algo como 150 milhões de unidades por ano. Aqui no Brasil, temos uma previsão para 2026 atingir a marca de 6 milhões de unidades novas. Porque à medida que o tempo passa, a indústria aumenta a sua produção em série. Isso trouxe um custo menor de produção individual e permitiu que as pessoas pudessem adquirir sistemas cada vez mais econômicos quanto à energia e também cada vez mais baratos”, enfatizou.

Parra conta que as pessoas tinham ideia de que o ar condicionado consumia muito energia e, na verdade, consumia mesmo. Mas ressalta que a evolução da climatização foi grande. Para se ter ideia, ele relatou que em termos globais, um prédio construído 30 anos atrás, consumia um nível x em energia. Esse x tinha mais ou menos 45% ou até metade do seu total dedicado ao sistema de climatização, então era bastante energia.

“Hoje, um mesmo prédio, construído com o mesmo propósito, o mesmo tamanho, mesma ocupação, fabricado dos anos 2010 em diante, por exemplo, chega a consumir mais ou menos 70% a menos de energia com a climatização dos ambientes”, acentuou.

Outro exemplo explicativo apontado por Arnaldo Parra diz respeito à questão da quantidade de BTUs (sigla para British Thermal Unit), unidade que mede a potência de refrigeração do ar-condicionado, indicando sua capacidade de resfriar um ambiente.

Metade do consumo, mesmo aparelho

“Um equipamento de 18 mil BTUs, entre tamanho pequeno para médio, consumia nos anos 90 mais ou menos entre 14 a 15 Ampères (unidade de energia, corrente elétrica). Um equipamento de mesma capacidade hoje, consome na casa de 6 Ampères. Nós estamos falando em redução da metade do consumo de energia pelo mesmo tipo de aparelho em 30 anos”, acentuou.

Tudo isso, acrescentou Arnaldo Parra, tem um aspecto ambiental também. Menos consumo de energia leva a menor custo de implantação de usinas elétricas. Além disso, o fluido refrigerante R 22, que hoje está quase que entrando em proibição, encontra-se na sua fase final de distribuição. “Trata-se de um fluido excelente, do ponto de vista energético, mas que tem na sua composição o cloro, considerado um produto que prejudica a camada de ozônio. Então esse fluido está tendo seu uso banido pouco a pouco”, contou.

Melhor dos mundos

Na avaliação de Parra, o segmento está entrando “no melhor dos mundos, quanto aos aparelhos de refrigeração, com equipamento que possuem sistemas mais econômicos, com compressores; avanços em outros componentes, com controle mais preciso da temperatura; e mudanças também nos ventiladores ao longo do tempo”. “A evolução desses componentes somados produz equipamentos mais baratos, mais eficientes do ponto de vista de consumo energético e mais ecológicos do ponto de vista de impacto ambiental”, informou.


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Concursos em Pernambuco têm mais de 1,1 mil vagas com salários de até R$ 12,3 mil

09/03/2026

A semana começa com várias oportunidades de empregos e com bons salários. Pelo menos 1.120 vagas de emprego estão disponíveis em Pernambuco, em seleções simplificadas e concursos público. Os processos seletivos com inscrições abertas estão sendo realizados em diversas cidades do estado.

Vagas

Há vagas disponíveis para cargos de níveis fundamental, médio, técnico e superior, com salários que podem chegar a R$ 12,3 mil.

Confira:

Secretaria de Educação de Pernambuco
Inscrições até quinta-feira (12);
113 vagas para monitor de transporte escolar;
Salário de R$ 2 mil;

Universidade de Pernambuco
Inscrições até 22 de março;
387 vagas de níveis médio e superior;
Salários de até R$ 12,3 mil;

Guarda Municipal de Limoeiro
Inscrições até 29 de março;
20 vagas de nível médio;
Salário de R$ 1,8 mil;

Secretaria de...

A semana começa com várias oportunidades de empregos e com bons salários. Pelo menos 1.120 vagas de emprego estão disponíveis em Pernambuco, em seleções simplificadas e concursos público. Os processos seletivos com inscrições abertas estão sendo realizados em diversas cidades do estado.

Vagas

Há vagas disponíveis para cargos de níveis fundamental, médio, técnico e superior, com salários que podem chegar a R$ 12,3 mil.

Confira:

Secretaria de Educação de Pernambuco
Inscrições até quinta-feira (12);
113 vagas para monitor de transporte escolar;
Salário de R$ 2 mil;

Universidade de Pernambuco
Inscrições até 22 de março;
387 vagas de níveis médio e superior;
Salários de até R$ 12,3 mil;

Guarda Municipal de Limoeiro
Inscrições até 29 de março;
20 vagas de nível médio;
Salário de R$ 1,8 mil;

Secretaria de Educação de Olinda
Inscrições até 6 de abril;
600 vagas de nível médio;
Salário de R$ 1,6 mil;

Agora é só se inscrever e aguardar o resultado. (O Poder)

Obra do pernambucano Naná Vasconcelos que ganhou oito Grammys continua a inspirar gerações no Brasil

09/03/2026

Dez anos depois da partida, a obra do músico Naná Vasconcelos segue encantando Recife e inspirando gerações no Brasil e no mundo. Basta ver um megamural que chama atenção de quem passa pelo Centro do Recife, no bairro da Boa Vista. Ocupando 200 metros quadrados da fachada de um prédio próximo ao Parque Treze de Maio, uma pintura gigante retrata um artista de um legado ainda maior. Na imagem, Naná Vasconcelos, músico recifense que faleceu em 9 de março de 2016, é visto de olhos fechados, tocando um berimbau.



O instrumento

O instrumento de percussão que se tornou símbolo da sua arte também aparece em suas mãos numa estátua em sua homenagem no Marco Zero do Recife – local onde é montado o principal palco do carnaval da cidade. Após 10 anos de sua partida, Naná continua presente em pontos turísticos, centros de pesquisa, escolas e na vida e arte daqueles com quem conviveu.


O reconhecimento

O r...

Dez anos depois da partida, a obra do músico Naná Vasconcelos segue encantando Recife e inspirando gerações no Brasil e no mundo. Basta ver um megamural que chama atenção de quem passa pelo Centro do Recife, no bairro da Boa Vista. Ocupando 200 metros quadrados da fachada de um prédio próximo ao Parque Treze de Maio, uma pintura gigante retrata um artista de um legado ainda maior. Na imagem, Naná Vasconcelos, músico recifense que faleceu em 9 de março de 2016, é visto de olhos fechados, tocando um berimbau.


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O instrumento

O instrumento de percussão que se tornou símbolo da sua arte também aparece em suas mãos numa estátua em sua homenagem no Marco Zero do Recife – local onde é montado o principal palco do carnaval da cidade. Após 10 anos de sua partida, Naná continua presente em pontos turísticos, centros de pesquisa, escolas e na vida e arte daqueles com quem conviveu.


O reconhecimento

O reconhecimento de Naná vai além dos limites geográficos do Recife. O músico, que por 15 anos foi responsável pela abertura do carnaval da cidade, foi eleito nove vezes o melhor percussionista do mundo pela revista Down Beat e venceu oito Grammys, entre latinos e estadunidenses, incluindo a categoria de Melhor Disco Estrangeiro 


Acervo

Atualmente, a família mantém um acervo com vídeos, fotos, instrumentos e registros históricos de Naná Vasconcelos. Mas, mesmo após uma década de seu falecimento, ainda não há um espaço onde todo o material possa ser conservado e exposto ao público.
Uma parte do acervo está armazenado no Museu de Artes Afro-Brasil Rolando Toro, no Bairro do Recife. Outras, estão em exposições no Brasil e no exterior, ou em reservas da família. (O Poder)


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Delação de Vorcaro será discutida após extração de dados de celulares, essa e outras manchetes quentes da manhã

09/03/2026

Uma semana decisiva. Com perspectivas de novas declarações bombásticas no caso Master e na rede de contatos do banqueiro Daniel Vorcaro. Tem gente “grande” apreensiva. A possibilidade de delação premiada de Daniel Vorcaro tem ganhado força desde a última prisão do dono do Banco Master, na terceira fase da Operação Compliance Zero, na semana passada.



As chances

Nos bastidores, há quem aposte que as chances de acordo serão discutidas somente após a Polícia Federal extrair os dados de todos os telefones celulares apreendidos.



A PF

A PF quer ter a noção completa da dimensão do caso e dos envolvidos. Os investigadores recolheram mais três celulares com Vorcaro no momento da prisão dele em São Paulo, na quarta-feira (4/3).

Lacrados

Os aparelhos estão lacrados e ainda não passaram por perícia. Até o momento, são oito celulares do dono do Master...

Uma semana decisiva. Com perspectivas de novas declarações bombásticas no caso Master e na rede de contatos do banqueiro Daniel Vorcaro. Tem gente “grande” apreensiva. A possibilidade de delação premiada de Daniel Vorcaro tem ganhado força desde a última prisão do dono do Banco Master, na terceira fase da Operação Compliance Zero, na semana passada.


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As chances

Nos bastidores, há quem aposte que as chances de acordo serão discutidas somente após a Polícia Federal extrair os dados de todos os telefones celulares apreendidos.


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A PF

A PF quer ter a noção completa da dimensão do caso e dos envolvidos. Os investigadores recolheram mais três celulares com Vorcaro no momento da prisão dele em São Paulo, na quarta-feira (4/3).

Lacrados

Os aparelhos estão lacrados e ainda não passaram por perícia. Até o momento, são oito celulares do dono do Master para extração de material.

Colaboração

Há possibilidade de que a colaboração premiada também poderia ser firmada diretamente com a PF - e não com a Procuradoria-Geral da República (PGR). De acordo com a Lei das Organizações Criminosas, tanto o delegado de polícia quanto o Ministério Público podem celebrar o acordo.

Relações com autoridades

As primeiras análises nos celulares de Vorcaro mostram que ele mantinha contato próximo com autoridades dos Três Poderes. Um dos nomes citados é o do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Após a divulgação, o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, abriu inquérito para investigar o vazamento dos dados do celular de Vorcaro.

Investigar

Os investigadores da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR) responsáveis pelo caso do Banco Master vão priorizar, nesse primeiro momento, os inquéritos sobre crimes financeiros do banqueiro Daniel Vorcaro antes de começar a apurar as menções a políticos.


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- CPMI do INSS tem oitivas marcadas para esta segunda-feira

A CPMI (comissão parlamentar mista de inquérito) do INSS tem reunião marcada para a tarde desta segunda-feira (9). Entre os nomes que o colegiado espera ouvir está o do presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D'Avila Assumpção.

O presidente

A comissão ainda marcou para esta segunda a oitiva da presidente do Banco Crefisa, Leila Pereira, e do CEO do Banco C6 Consignado, Artur Ildefonso Brotto Azevedo. Ainda não há definição, entretanto, sobre quais nomes falarão à comissão.

Estava marcada

A oitiva do presidente da Dataprev estava marcada para a última quinta-feira (5), mas foi cancelada por conta de problema de saúde do relator Alfredo Gaspar (União-AL). O depoimento, então, passou para esta segunda.

Prazo perto do fim

A comissão parlamentar se aproxima do prazo para finalizar os trabalhos. Com data de encerramento em 28 de março, tanto a cúpula da comissão quanto membros da oposição têm pressionado o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), por uma prorrogação.

Não se posicionou

Alcolumbre, entretanto, até o momento não se posicionou sobre o assunto e o comando da comissão parlamentar já indicou que pode recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) caso não tenha uma resposta positiva.


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- Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, é escolhido líder supremo do Irã

O Irã elegeu Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, como novo líder supremo do país ontem, domingo (08/03), uma semana após o pai ser morto em ataque dos Estados Unidos e Israel.

A escolha

Mojtaba foi escolhido pela Assembleia de Peritos do Irã, um órgão composto por 88 clérigos eleitos de alto escalão encarregados de escolher o líder supremo. Até então, a Assembleia havia eleito um novo líder apenas uma vez desde a fundação da República Islâmica, em 1979. Foi quando Ali Khamenei foi escolhido às pressas após a morte do aiatolá Ruhollah Khomeini, há mais de três décadas.


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Quem é Mojtaba Khamenei?

Motjaba Khamenei, 56 anos, é o segundo filho do aiatolá Ali Khamenei e ocupa o cargo de clérigo de posição intermediária. Ele é conhecido por exercer influência significativa nos bastidores e por ter fortes ligações com a IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica), a força militar mais poderosa do país, bem como com a sua força paramilitar voluntária Basij.


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Pressionou

Segundo três autoridades, a Guarda pressionou por sua nomeação, argumentando que ele possuía as qualificações necessárias para conduzir o Irã neste momento de crise.

A semana começa quente no Brasil e no mundo. Teve aumento de petróleo. Reflexo da guerra. Vamos conferir o que a imprensa noticia nas primeiras horas desta segunda. O caso Master com as revelações do celular do banqueiro Vorcaro, domina as manchetes. Também tem muita notícia de guerra no Oriente Médio que avança em mais uma semana de bombardeios.


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-PF suspeita de crime financeiro e avança sobre risort ligado a Toffoli com quebra de sigilo
-PF e PGR vão fechar apuração de crime financeiros de Vorcaro antes de investigar menção a políticos
-Dilema de Vorcaro é apostar na nulidade das provas ou fazer delação premiada
- EUA ordenam que funcionários da embaixada deixem a Arábia Saudita
- Irã anuncia o aiatolá Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo
- Sucessor de Khamenei, filho do aiatolá tem laços com Guarda Revolucionária
- Base militar dos EUA no Iraque e refinaria de Bahrein são atingidas por drone


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E no futebol? Foi um domingo de decisões. O futebol brasileiro conheceu grande parte dos seus campeões estaduais. Domingo de capitães levantar a taça. Títulos conquistados nos pênaltis. Classificações dramáticas. E algumas polêmicas. No Rio, o Flamengo bateu o Fluminense no Maracanã e conquistou o tri campeonato carioca. Em Minas Gerais, o Cruzeiro é o novo campeão. E levantou a taça em cima do rival Atlético. 1 x 0 gol de Caio Jorge. A partida foi marcada por cenas lamentáveis. Pancadaria no final. Muita confusão. Soco para todo lado. Hulk bateu e apanhou.


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Em final marcada pela chuva, Palmeiras volta a vencer o Novorizontino e conquista o Paulistão.

Em Porto Alegre, o Grêmio é o novo campeão gaúcho. No Campeonato Paulista, o Palmeiras faturou mais um título. Venceu o Novorizontinho por 2 x 1.
No Recife deu Sport. O Leão massacrou o Náutico em pleno Aflitos. 3x0. É Campeão! Fortaleza vence o Ceará nos pênaltis e volta a conquistar o título do Cearense


Na Paraíba, o Sousa eliminou o Campinense nos pênaltis, após vencer a partida por 1 x 0 no tempo normal, e vai decidir o título com o Botafogo (PB).

- Vamos conferir as manchetes para alegrar o coração dos torcedores campeões. Aos perdedores, agora só resta esperar a próxima temporada.

- É tri! Com brilho de Rossi, Flamengo vence o Fluminense nos pênaltis e é campeão do Carioca
- Com briga no fim, Cruzeiro vence Atlético-MG e volta a conquistar o Mineiro
-Grêmio empata com Inter no Beira-Rio e é campeão Gaúcho
- Sport bate Náutico e conquista o Pernambucano
- Campanha sem um protagonista absoluto: Sport é campeão pernambucano na força do coletivo
-Sport chega ao seu terceiro tetra e ao 46º título do Pernambucano
- Torcida do Flamengo canta nome de Filipe Luís após título carioca


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A semana tá começando quente. Ao longo deste dia novidades devem surgir. O Poder segue acompanhando tudo. E conta tudo para os seus leitores. Bom dia a todos.


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Severino Lopes
O Poder

Entrevista — Analista político Marcelo Tognozzi*: “O Brasil aprisionou a prosperidade”

07/03/2026

O Poder — O senhor lembrou, em um artigo recente, que algo parecido com o que se observa hoje no Brasil foi previsto em 1840. Que previsão foi essa e feita por quem?

Marcelo S. Tognozzi — Em 1840, Alexis de Tocqueville terminou o segundo volume de ‘A Democracia na América’ descrevendo o que seria o Brasilzão de Lula. Falou de uma tirania não violenta, que não prende e não tortura, apenas tutela. Não quebra nem confronta vontades, as amolece. Não destrói, mas impede o progresso. Um poder a manter os cidadãos numa infância perpétua, provendo o suficiente para não se revoltarem e deixando tudo no mesmo lugar. Tocqueville batizou de despotismo suave. No Brasil do século 21, virou política social.

O Poder — Por que o senhor avalia o Brasil dessa forma?

Marcelo S. Tognozzi — Em 2025 o desemprego foi de 5,1%, registrado como o menor da série histórica do IBGE, iniciada em 2012. O número é real? Depende. A pesquisa não i...

O Poder — O senhor lembrou, em um artigo recente, que algo parecido com o que se observa hoje no Brasil foi previsto em 1840. Que previsão foi essa e feita por quem?

Marcelo S. Tognozzi — Em 1840, Alexis de Tocqueville terminou o segundo volume de ‘A Democracia na América’ descrevendo o que seria o Brasilzão de Lula. Falou de uma tirania não violenta, que não prende e não tortura, apenas tutela. Não quebra nem confronta vontades, as amolece. Não destrói, mas impede o progresso. Um poder a manter os cidadãos numa infância perpétua, provendo o suficiente para não se revoltarem e deixando tudo no mesmo lugar. Tocqueville batizou de despotismo suave. No Brasil do século 21, virou política social.

O Poder — Por que o senhor avalia o Brasil dessa forma?

Marcelo S. Tognozzi — Em 2025 o desemprego foi de 5,1%, registrado como o menor da série histórica do IBGE, iniciada em 2012. O número é real? Depende. A pesquisa não inclui quem desistiu de procurar emprego ou está entre os beneficiários de programas sociais, mais da metade dos brasileiros. Por baixo desse número pulsa outro terrível: a produtividade do brasileiro está travada há 40 e tantos anos. Dados publicados pelo Portal Poder 360 na sexta-feira (06/03) mostram a realidade nua e crua: nosso trabalhador produz quatro vezes menos do que o americano. Chilenos, uruguaios e argentinos produzem mais que nós. Num ranking de 131 países, o Brasil amarga um medíocre 78º lugar. Está na segunda divisão da estagnação.

O Poder — Poderia detalhar melhor o motivo pelo qual chegou a essa conclusão com dados comparativos?

Marcelo S. Tognozzi -Não se trata de mera tabela do campeonato mundial de produtividade, mas uma longa marcha à ré de 46 anos. Em 1950, a produtividade do trabalhador brasileiro era 24,5% da americana, maior que a de hoje. Em 1980, chegou a 46%. Em 2023, retornamos ao patamar de 1950, ou seja: regredimos 73 anos. Quase 1 século. Voltamos ao Brasil de Dutra, Getúlio e JK. Entre 2010 e 2023, a produtividade por hora trabalhada no Brasil cresceu apenas 0,3% ao ano. Só o agronegócio se salvou, com alta anual de 5,8%. O tal agro rotulado de fascista e atrasado.

O Poder — Mas o país tem um leque de benefícios sociais que ajudam a população a sair da linha da pobreza. Isso não melhora a condição de vida, não pode levar ao aumento da produtividade e, consequentemente, à prosperidade?

Marcelo S. Tognozzi — A profecia de Tocqueville virou realidade por aqui 186 anos depois. Em 2024, o Bolsa Família custou R$ 168,3 bilhões dados a 20,7 milhões de famílias. Deveria ser ajuda temporária até a pessoa largar as muletas do Estado. O Benefício de Prestação Continuada (BPC), de 1 salário-mínimo mensal, custou R$ 75,8 bilhões até julho de 2024. Em 2025 engordou 40% e foi a R$ 119,1 bilhões. Somente o Bolsa Família cresceu 500% nos últimos 20 anos, descontada a inflação. De 2020 até o fim de 2025, o Governo Federal pagou quase R$ 1,6 trilhão em benefícios assistenciais, mais do dobro do PIB da Argentina (US$ 633,27 bilhões em 2024). A pobreza continua sendo ativo político de primeira. O resultado é tocquevilleano: relação entre governante e governado não é representação, mas clientelismo. O benefício vira voto e garante o mandato. O mandato perpetua o benefício. O círculo se fecha e aprisiona a prosperidade. Adeus riqueza.

O Poder — Poderia dar exemplo de outros países que conseguiram virar esse jogo?

Marcelo S. Tognozzi — Um exemplo desbotado de tanto uso, mas que segue válido é a Coreia do Sul, que em 1960 era pobre. Apostou em educação de excelência, indústria de alto valor agregado e exposição à competição internacional. Hoje, sua produtividade a fez rica. O Vietnã vai pelo mesmo caminho. A Irlanda igual. Os governos do PT, entre 2003 e 2016, desprezaram oportunidades reais. O boom das commodities dos anos 2000 injetou muito dinheiro na economia brasileira. Ao invés de transformar a estrutura produtiva do país, como fez a Noruega com o petróleo, gastaram na expansão do consumo, subsídios a indústrias ineficientes via BNDES e assistencialismo. Quando o ciclo das commodities terminou, a recessão de 2014 revelou a fragilidade estrutural escondida debaixo do tapete.

O Poder — O que fez com que o Brasil não tivesse um crescimento maior?

Marcelo S. Tognozzi - O mais revelador desses dados é o aspecto salarial: empregados com carteira assinada tiveram ganhos reais de apenas 6,39% desde 2019. No mesmo período, informais e autônomos viram seus rendimentos subirem entre 25% e 31%. Para quem quer melhorar de vida, melhor ser MEI, Uber ou camelô.

O Poder — Mas isso passa por falta de formação técnica e profissional, não?

Marcelo S. Tognozzi — Sim. No Brasil, a maioria esmagadora da população tem baixa escolaridade, baixa capacidade cognitiva e baixa renda (menos de US$ 500 por mês em média). A cada eleição, a escolha racional de quem depende de um benefício foi votar em quem o mantém. Andamos para trás sem nos darmos conta. É a democracia delegada do cientista político argentino Guillermo O’Donnell: o eleitor entrega poder total ao eleito e a relação entre governante e governado é de tutela, não de representação. Os donos do poder agem como se tivessem direito natural ao governo, como se representar os pobres fosse um mandato permanente. As urnas apenas ratificam.

O Poder — Ao seu ver, o Brasil falhou na educação, então?

Marcelo S. Tognozzi — Não somente isso. O Brasil aprisionou a prosperidade. Escolheu encarcerá-la. Prosperidade é fruto de uma conjunção de fatores do ciclo de riqueza: educação, produtividade e crescimento. Formamos jovens que saem da faculdade sem saber português, incapazes de falar outras línguas e sem conseguir interpretar um texto. Não passariam num ditado. Tremenda pobreza num mundo onde a riqueza passou a ser o conhecimento. Estamos condenados à estagnação num mundo onde os povos se dividem entre prósperos e estagnados. Prosperidade é a riqueza permanente, sustentável (palavrinha muito na moda, mas mal-usada), capaz de gerar mais riqueza e assim sucessivamente. Estagnação é pobreza perene.

O Poder — Quais as grandes consequências dessa “estagnação” citada pelo senhor?

Marcelo S. Tognozzi — Ao retornamos aos patamares de 1950 viramos o refugo da História. Naquela época, o Brasil tinha mais jovens do que velhos, hoje é o contrário. Éramos 52 milhões, hoje somos 213 milhões. O mundo ouvia rádio, TV era um sonho, telefone coisa de rico e os jornais de papel. Sem prosperidade, iremos ao fundo do poço da subserviência aos donos do conhecimento. Se os portugueses seduziram nossos índios com espelhinhos e ferramentas, agora somos seduzidos pelas redes sociais, celulares e carros elétricos dos países prósperos. O texto de Tocqueville de tão realista dá arrepios: “É em vão que se pode encarregar esses mesmos cidadãos, tornados tão dependentes do poder central, de escolher os representantes desse poder. Esse emprego tão importante, não impedirá de perderam pouco a pouco a faculdade de pensar, de sentir e de agir por si mesmos, nem de caírem gradualmente abaixo do nível da humanidade”.

*Marcelo S. Tognozzi é jornalista, consultor e profissional de Relações Inter-Governamentais - RIG.

NR: Entrevista feita a partir de texto publicado no Poder 360

As aventuras de Cacimba 31 —Cacimba e a cidade que proibiu sonhos

07/03/2026

Por Zé da Flauta*

A cidade era organizada demais, pontual demais, silenciosa demais, produtiva demais.

Até que o prefeito anunciou na praça, com voz firme e papel carimbado:
— A partir de hoje, está proibido sonhar em horário impróprio.
O povo riu primeiro. Achou que era brincadeira.

Mas o decreto continuava:
“Sonhos improdutivos causam distração, queda de rendimento e atrasam o progresso.
Todo cidadão flagrado sonhando acordado será multado.”

A cidade não entendeu direito…
até o primeiro guarda abordar um menino parado olhando o céu.

— O que você está fazendo?
— Nada…
— Pensando em quê?
— Em voar.

Multa.

Nos dias seguintes, a coisa ficou séria.[

Uma costureira foi multada por imaginar vestidos que ainda não existiam.
Um pedreiro recebeu advertência por planejar uma casa diferente do padrão.
...

Por Zé da Flauta*

A cidade era organizada demais, pontual demais, silenciosa demais, produtiva demais.

Até que o prefeito anunciou na praça, com voz firme e papel carimbado:
— A partir de hoje, está proibido sonhar em horário impróprio.
O povo riu primeiro. Achou que era brincadeira.

Mas o decreto continuava:
“Sonhos improdutivos causam distração, queda de rendimento e atrasam o progresso.
Todo cidadão flagrado sonhando acordado será multado.”

A cidade não entendeu direito…
até o primeiro guarda abordar um menino parado olhando o céu.

— O que você está fazendo?
— Nada…
— Pensando em quê?
— Em voar.

Multa.

Nos dias seguintes, a coisa ficou séria.[

Uma costureira foi multada por imaginar vestidos que ainda não existiam.
Um pedreiro recebeu advertência por planejar uma casa diferente do padrão.
Um professor quase perdeu o emprego por incentivar os alunos a “imaginar futuros possíveis”.

A cidade começou a encolher por dentro.

Os olhos ficaram baixos.
As conversas ficaram objetivas.
As noites ficaram sem brilho.

E foi nesse clima que Cacimba chegou.

Chapéu firme, Camisa surrada e os dois macaquinhos atentos.
Simão, um dos macaquinhos cochichou:
— Aqui mataram o impossível.

O outro macaquinho, Sebastião respondeu:
— E quando matam o impossível… sobra o quê?

Cacimba sentiu o ar pesado. Perguntou a um homem na praça:

— E tu… não sonha mais?
O homem olhou para os lados antes de responder:
— Sonho dá multa.

Cacimba sorriu triste.
— Sonho reprimido não desaparece. Ele se transforma.


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Naquela noite, algo estranho começou a acontecer.
Sem sonho durante o dia… a cidade passou a ter pesadelos coletivos. As pessoas acordavam suadas, viam prédios caindo, viaturas voando e relógios perseguindo gente.

O prefeito convocou reunião urgente. — Isso é sabotagem emocional!

Um macaquinho comentou:
— A mente cobra o que o decreto tenta esconder.
O outro completou:
— Sonho é válvula. Sem ele, explode.

Cacimba subiu no coreto da praça: — Sonho não atrapalha produtividade. Sonho orienta direção.

O prefeito retrucou: — Sonho distrai!
Cacimba respondeu: — Não. Sonho revela o que ainda não existe.

Ele tirou o pife da cintura e tocou um som diferente. Não era música de festa, era uma melodia aberta e suspensa.

As pessoas começaram a fechar os olhos. Uma criança sorriu dormindo. Uma mulher viu o mar pela primeira vez dentro da cabeça, um homem imaginou pedir perdão.
O prefeito começou a suar. — Isso é ilegal!
Cacimba abriu os olhos.

Na madrugada seguinte, ninguém teve pesadelo. Teve sonho. E sonho compartilhado.
A cidade acordou diferente. Mais lenta talvez, mas, mais viva.

O prefeito, pressionado pelo próprio medo, revogou o decreto. Disse que era “ajuste técnico”.

Cacimba, antes de ir embora, falou:
— Cidade que não sonha vira máquina.
Máquina não erra…
mas também não cria.

Os macaquinhos bateram as mãos, satisfeitos.
E desde então, naquela cidade, quando alguém pára olhando o horizonte, ninguém pergunta mais:
“O que você está fazendo?”

Perguntam:
“Que sonho está nascendo aí?”

E a produtividade?
Curiosamente… melhorou.

Porque quem sonha constrói melhor.

*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.


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Série presidentes da República - Fernando Collor, o “caçador” cassado, por Natanael Sarmento*

07/03/2026

O primeiro presidente eleito pelo voto direto pós-golpe de 1964 Fenando Affonso Collor de Mello nasceu em 1949, no Rio de Janeiro. Herdeiro de bens e tradições políticas da família. Lindolfo Collor o avô foi deputado federal e ministro do Trabalho de Getúlio. Arnon de Mello, o pai, deputado federal, governador de Alagoas e senador biônico da Arena, além de empresário. Seguindo a tradição familiar, Fernando Collor foi Prefeito de Maceió (1980-1982), deputado federal (1983-1987), governador de Alagoas (1987-1989) e empossado presidente da República em 1990.



Chuva de candidaturas

Depois de décadas reprimidas, finalmente ocorreram as eleições presidenciais diretas, em 1979. Choveram candidatos. 22 postulantes: Affonso Camargo (PTB); Afif Domingos (PL); Antonio Pedreira (PPB); Antonio Corrêa (PMB); Aureliano Chaves (PFL); Celso Brandt (PMN); Enéias carneiro (PRONA); Eudes Matar (PLP);; Fernando Gabeira (PV); Leonel Brizola (PDT; Lívia M...

O primeiro presidente eleito pelo voto direto pós-golpe de 1964 Fenando Affonso Collor de Mello nasceu em 1949, no Rio de Janeiro. Herdeiro de bens e tradições políticas da família. Lindolfo Collor o avô foi deputado federal e ministro do Trabalho de Getúlio. Arnon de Mello, o pai, deputado federal, governador de Alagoas e senador biônico da Arena, além de empresário. Seguindo a tradição familiar, Fernando Collor foi Prefeito de Maceió (1980-1982), deputado federal (1983-1987), governador de Alagoas (1987-1989) e empossado presidente da República em 1990.


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Chuva de candidaturas

Depois de décadas reprimidas, finalmente ocorreram as eleições presidenciais diretas, em 1979. Choveram candidatos. 22 postulantes: Affonso Camargo (PTB); Afif Domingos (PL); Antonio Pedreira (PPB); Antonio Corrêa (PMB); Aureliano Chaves (PFL); Celso Brandt (PMN); Enéias carneiro (PRONA); Eudes Matar (PLP);; Fernando Gabeira (PV); Leonel Brizola (PDT; Lívia Maria (PN); Luiz Inácio Lula da Silva (PT); Manoel Affonso de Oliveira Horta (PDC do B); Mário Covas (PSDB); Marronzinho (PSP); Paulo Gontijo (PP); Paulo Maluf (PDS); Roberto Freire (PCB); Ulisses Guimarães ( PMDB) Zamir Teixeira ((PCN) e Fernando Collor (do nanico PRN).

Conjuntura

A conjuntura nacional era de crise econômica e desencanto político. A governança civil de José Sarney atolada em denúncias de corrupção, clientelismo e nepotismo, criava uma cultura de insatisfação e revolta, desejo de mudança.


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Elite

Naquele contexto, a burguesia brasileira temia a liderança do Lula e o crescimento do PT, muito embora distante de programáticas revolucionárias, não estava sob a tutela dos pesos pesados da indústria, bancos, agronegócio e bancos.

Novo?

O jovem governador de Alagoas cabia como luva no projeto neoliberal burguês. Era burguês e típico produto dessa classe, na política. Calhava aos magos do marketing criar uma imagem mítica de moralizador, modernizador e inovador. Somente o pequeno Estado de Alagoas conhecia que se tratava de herdeiro e continuador de uma oligarquia local com todos os vícios que dizia combater: autoritarismo, clientelismo, corrupção e nepotismo. Recorre-se aos ensinamentos de Maquiavel, “em política, nada é o que aparenta”.

Caçador de Marajás

A burguesia criou o mito do “Indiana Collor”, do jovem governador, herói ungido nacionalmente pela grande mídia (Rede Globo, especialmente), apresentado como moralista perseguidor de funcionários públicos privilegiados, dos altos salários dos “marajás”. O marketing da campanha eleitoral de 1889 apresentava o político “novo” e “moderno”.

Ironia

Fernando Collor de Mello, membro de oligarquia alagoana em grande parte pelas deformações e vícios do coronelismo, clientelismo e nepotismo em Alagoas, ironicamente, originário da velha política, vestia-se com a roupa da moralidade republicana de um Cícero e da modernidade de um Mauá.

Eleição

Nenhum dos postulantes obteve a maioria absoluta nas eleições diretas de 1989. As duas coligações mais votadas foram ao segundo turno: Frente Brasil Novo, liderada por Collor (PRN), e Frente Brasil Popular, liderada pelo Lula (PT).

Manipulações

Inauguravam-se os debates ao vivo em redes televisivas e radiofônicas para todo Brasil com alcance de milhões. Os âncoras dos principais canais de TV fantoches puxados pelos cordéis de bastidores levantavam a bola para Collor e deixavam o Lula em bolas divididas. As edições posteriores selecionavam os melhores momentos e a passionalidade em favor do candidato queridinho da elite foi algo “nunca vista na história deste país”. O resultado de tanta manipulação não poderia ser outro. Collor foi eleito com 53% dos votos no 2º turno.

Governança

A governança de Collor na presidência foi breve (março de 1990 a dezembro de 1992) e ao mesmo tempo tumultuada, com medidas drásticas para conter a hiperinflação, desmantelamento neoliberal do Estado e mar de lama da corrupção.

Economia

Pagando a conta dos financiadores da sua campanha, tratou de fazer a “abertura” da economia para o mercado, seguindo o receituário de satanizar o Estado – para congelar salário de funcionários demonizados, sucatear serviços públicos e para facilitar os leilões da pirataria das privatizações. Promoveu o confisco da poupança e congelamento de salários e preços, criou uma nova moeda, rebatizada de Cruzeiro.


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Casa da Dinda

Na imagem externa de economizar dinheiro público, Collor dispensou a residência oficial do Alvorada e ocupou a mansão da família no Largo Norte de 5.000 m², chamada de Casa da Dinda. Mas o gato deixou o rabo de fora. Não tardou e apareceram denúncias e escândalos de corrupção. A reforma da mansão particular custou 2,5 milhões de reais de esquemas fraudulentos com o tesoureiro de campanha, Paulo César Farias, o PC Farias. Utilizou-se de verbas públicas, R$ 40 mil mensais, para “manutenção” da mansão.

Casa de Vidro

Nem a célebre e literal “Casa de Vidro” de Lina Bardi em São Paulo atraiu mais atenção da imprensa e do público. A residência do jovem casal, foi um luxo, diria Clodovil. Regabofes com comensais influentes, tertúlias com celebridades e reuniões políticas difundidos amplamente como se fossem capítulos de uma seriado de contos de fadas. Sabia-se da marca do destilado escocês preferido do Collor. Do costureiro do modelo do vestido da primeira dama Rosane. A mídia rasa e sensacionalista fazia a festa. A Dinda teve os seus dias de glórias e deslumbrados provincianos. O inquérito policial da “Operação Uruguai” constou o esquema do PC Farias no patrocínio das despesas do casal.

Collor versus Collor

As denúncias públicas de Pedro Collor, irmão do presidente, sobre o esquema de corrupção Collor/ PC Farias tiveram efeito devastador, em 1992. Na refrega fraterna aparecem vendas de influência e lavagem de dinheiro. O telhado de vidro da Casa da Dinda desaba junto com o governo.

Elba

A efeméride do Fiat Elba, carro popular comprado com dinheiro do esquema de desvios, entrou na crônica da corrupção e virou símbolo da lama no fundo do poço.

Crise

A população reagiu com grandes mobilizações e protestos, de Norte a Sul do Brasil. A grande mídia não mais podia encobrir ou proteger o “caçador de Marajá” que ela ajudou a forjar.

Caras-pintadas

A juventude teve papel destacado nas mobilizações de ruas e na pressão popular que levaram o Congresso Nacional, pressionado, a pautar o pedido de impeachment. Os jovens “caras pintadas” – assim chamados porque pintavam os rostos com tintas verde-amarelo e preto (luto). Na véspera da votação do impedimento em 1992, Collor renunciou ao mandato, mas essa manobra não adiantou. Teve os direitos políticos cassados por oito anos.


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Contumácia

Depois de cumprir a punição dos oito anos sem poder eleger e ou ser eleito, Collor retornou à política em seu estado, Alagoas, e se elegeu senador. E voltou a confundir a fazenda pública com a privada e a ser punido e cassado, mais uma vez.

Condenação

Aos 75 anos Fernando Collor cumpre a condenação de oito anos e dez meses originalmente decretada em regime fechado. O Judiciário permutou para “prisão domiciliar”.

Vitória da fraude?

Podemos chamar de cumprimento de pena viver num apartamento de cobertura com 600 m², piscina privativa, bar, à beira mar de Maceió, onde a brisa abunda? Este simulacro de “prisão” nababesca reafirma privilégios de classe. Envergonha o sistema Judicial com seu caráter elitista e capitalista de organizador dos interesses da burguesia. Reproduz a imoral distinção social entre ricos e pobres, usando dois pesos e duas medidas para condenados reincidentes.

*Natanael Sarmento é professor e escritor. Do diretório nacional do partido Unidade Popular Pelo Socialismo -UP.


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Adeus, Neil Sedaka!, por Eduardo Albuquerque

07/03/2026

Quem não dançou... bailou
Apreciou sua voz ... tenor
Sua mestria ... compositor
Suas músicas mil ... cantou

“Laughter in the Rain”, “The Diary”
“Breaking Up Is Hard To Do”, “Oh! Carol”
“Love Will Key Us Togather”, “Calendar Girl”
“Land Do Rock and Roll”, “Bad Blood”

Éramos todos jovens ... então
Anos 50, 60, 70 ... singelos
Agora frequentes ... adeuses

Brilhastes aqui ... estrela
No Céu continuarás ... deus
E nós, a sós, dores ... solidão!

*Eduardo Albuquerque é poeta, cronista e escritor



Quem não dançou... bailou
Apreciou sua voz ... tenor
Sua mestria ... compositor
Suas músicas mil ... cantou

“Laughter in the Rain”, “The Diary”
“Breaking Up Is Hard To Do”, “Oh! Carol”
“Love Will Key Us Togather”, “Calendar Girl”
“Land Do Rock and Roll”, “Bad Blood”

Éramos todos jovens ... então
Anos 50, 60, 70 ... singelos
Agora frequentes ... adeuses

Brilhastes aqui ... estrela
No Céu continuarás ... deus
E nós, a sós, dores ... solidão!

*Eduardo Albuquerque é poeta, cronista e escritor


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Terceira guerra mundial já está aí, com novas estratégias tecnológicas e geopolíticas

07/03/2026

Por Redação de O Poder

O mundo já vive a terceira guerra mundial. Enquanto esse medo nas décadas de 1970 e 1980 era provocado pela chamada “guerra fria”, observada entre as principais potências antes da dissolução da União Soviética, agora o mundo vive literalmente uma “guerra quente”, com todos os equipamentos e avanços tecnológicos de que dispõe. Isso já acontece há quatro anos, desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia e a ampliação do conflito tem sido objeto de alerta por historiadores, diplomatas e autoridades de várias entidades, diante dos ataques observados em várias regiões nos últimos meses.

De um lado, Rússia e Ucrânia travam uma guerra iniciada em 2022 que, apesar das várias tentativas de negociação, continua sem sinais de que esteja perto de acabar. De outro, estão as guerras no Oriente Médio, com a mais recente interferência militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Aliás, os EUA estão investindo milita...

Por Redação de O Poder

O mundo já vive a terceira guerra mundial. Enquanto esse medo nas décadas de 1970 e 1980 era provocado pela chamada “guerra fria”, observada entre as principais potências antes da dissolução da União Soviética, agora o mundo vive literalmente uma “guerra quente”, com todos os equipamentos e avanços tecnológicos de que dispõe. Isso já acontece há quatro anos, desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia e a ampliação do conflito tem sido objeto de alerta por historiadores, diplomatas e autoridades de várias entidades, diante dos ataques observados em várias regiões nos últimos meses.

De um lado, Rússia e Ucrânia travam uma guerra iniciada em 2022 que, apesar das várias tentativas de negociação, continua sem sinais de que esteja perto de acabar. De outro, estão as guerras no Oriente Médio, com a mais recente interferência militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Aliás, os EUA estão investindo militarmente tanto nesse lado do mundo como também na América Latina, como aconteceu em janeiro, na Venezuela, com a retirada à força de Nicolás Maduro, então presidente daquele país, e seu envio direto para uma prisão em Nova Iorque.

Investidas de Israel

Enquanto isso, Israel, com os confrontos intermináveis na Faixa de Gaza, está sendo um agente de disseminação de conflitos em toda a área do Oriente Médio com o argumento de que, ao se envolver nos ataques dos EUA ao Irã, está contribuindo para exterminar grupos como o Hezbollah e o Hammas, há anos considerados inimigos do governo israelense.

A Rússia, por sua vez, embora mais contida, está ajudando o Irã. E a China, embora tentando manter uma postura diplomática, já deixa transparecer, por meio dos seus representantes, incômodos com as ações do presidente norte-americano Donald Trump em relação ao petróleo da Venezuela e do Irã.


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Grandes abastecedores

Venezuela e Irã são os dois grandes abastecedores de petróleo da China. A subida do preço do petróleo em 30% no mercado internacional, apenas esta semana, é um fator que desestabiliza a economia de muitos países, inclusive da China.

Como se não bastasse tudo isso, outros países também estão em tensão. Um dos exemplos é o Paquistão, que declarou "guerra aberta" ao governo Talibã do Afeganistão em fevereiro passado, após uma escalada intensa de confrontos fronteiriços e ataques mútuos.

Avanço cada dia maior

A terceira Guerra Mundial, portanto, já é uma realidade. E conta com a diferença de vir a ter aspectos totalmente novos. A guerra fria nunca escalou para um conflito militar total e direto entre as duas superpotências mundiais da sua época (EUA e URSS), o que teria resultado em uma guerra nuclear. Pode-se até dizer que "esquentou" em várias frentes indiretas, mas sem seguir adiante.

Já agora, os episódios observados desde 2022 apontam para cada vez mais possibilidade de um conflito mundial.


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Fase crítica

As notícias mais recentes de agências internacionais indicam que a guerra no Oriente Médio entrou em uma fase crítica nos últimos dias, com o avanço de operações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e o Líbano.

Dentre os principais desdobramentos, foram e continuam sendo observados ataques em grande escala, atingindo milhares de alvos. E, em segundo lugar, piorou o cenário, o anúncio, por parte de Israel, de que estão sendo intensificados bombardeios em Teerã e Beirute (capitais, respectivamente, do Irã e do Líbano). Há, também, registros de avanços terrestres em áreas estratégicas do Líbano.

A agência iraniana IRNA reportou mais de 1.000 mortes (civis e militares), e a ONU estima que mais de 100.000 pessoas já fugiram da capital iraniana. O conflito está desestabilizando internamente outros países da região e gerando impactos mundiais das mais diversas formas.


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Desculpas do Irã aos países vizinhos

Neste sábado (07/03), por volta de 10h (horário de Brasília) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que o Irã pediu desculpas aos seus vizinhos no Oriente Médio, prometendo que não os atacaria mais.

"Hoje, o Irã será duramente atingido! Áreas e grupos de pessoas que não eram considerados alvos até este momento estão sob séria consideração para destruição completa e morte certa, devido ao mau comportamento do Irã", escreveu Trump em seu perfil no Truth Social (sua rede social particular).

"O Irã não é mais o ‘valentão do Oriente Médio’, mas sim 'o perdedor do Oriente Médio', e continuará sendo por muitas décadas até se render ou, mais provavelmente, entrar em colapso total!", completou o presidente norte-americano.

"Essa promessa [do Irã aos países vizinhos] só foi feita por causa do ataque implacável dos EUA e de Israel. Eles buscavam dominar e governar o Oriente Médio. É a primeira vez em milhares de anos que o Irã perde para os países vizinhos do Oriente Médio", acrescentou ele.

Rendição incondicional é “sonho”

Mais cedo, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que as exigências do governo americano de que o país se renda incondicionalmente é “um sonho que eles deveriam levar para o túmulo". Mas o líder iraniano, de fato, pediu desculpas pelos ataques do Irã a países da região. Pezeshkian afirmou que os ataques seriam interrompidos e sugeriu que foram causados por falhas de comunicação dentro das fileiras.

— Com informações de Agências Internacionais de Notícias


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