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Brasil No Espelho - Por Elimar Pinheiro do Nascimento*

09/02/2026

Resenha do livro de Felipe Nunes

O Brasil é um país de transições. Sofremos profundas mudanças nos últimos 50 anos. Deixamos de ser um pais rural, assistimos a desaceleração do crescimento populacional e um acentuado envelhecimento. Nos industrializamos e já adentramos uma economia digital. As mulheres ganharam autonomia e protagonismo, hoje a maioria no sistema escolar, que era para poucos. A família tradicional, monogâmica e patriarcal, conhece novos formatos. Nossas ruas transformaram-se em áreas de perigo, quando antes eram espaços de socialização. De um país sob regime ditatorial, nos transformamos em um país democrático, embora precário. Somos uma potência alimentar, energética, com a modernização de nossa agricultura, da infraestrutura e dos transportes. Adotamos um sistema único de saúde de uma dimensão inexistente no mundo. Na digitalização financeira, inventamos o PIX e na ampliação democrática, a urna eletrônica.

Nossa imagem no mundo ta...

Resenha do livro de Felipe Nunes

O Brasil é um país de transições. Sofremos profundas mudanças nos últimos 50 anos. Deixamos de ser um pais rural, assistimos a desaceleração do crescimento populacional e um acentuado envelhecimento. Nos industrializamos e já adentramos uma economia digital. As mulheres ganharam autonomia e protagonismo, hoje a maioria no sistema escolar, que era para poucos. A família tradicional, monogâmica e patriarcal, conhece novos formatos. Nossas ruas transformaram-se em áreas de perigo, quando antes eram espaços de socialização. De um país sob regime ditatorial, nos transformamos em um país democrático, embora precário. Somos uma potência alimentar, energética, com a modernização de nossa agricultura, da infraestrutura e dos transportes. Adotamos um sistema único de saúde de uma dimensão inexistente no mundo. Na digitalização financeira, inventamos o PIX e na ampliação democrática, a urna eletrônica.

Nossa imagem no mundo também mudou: não somos mais o país do carnaval ou do futebol; somos o país do PIX e do vídeo (novela, publicidade, filmes). A imagem de um povo preguiçoso, indolente e ignorante é, aos poucos, substituída pela imagem de um povo consumidor de novidades e ansioso por aprendizagem. Um Brasil de cultura e valores contraditórios por excelência; um país ambíguo, como dizia Roberto DaMatta em seus escritos das décadas de 1970/1980.

Em face dessas mudanças nada mais natural que nos perguntemos o que somos, quais as nossas especificidades e os valores que nos guiam. Enfim, o que nos define? É a essas questões que tenta responder o livro Brasil no Espelho.

Publicado em novembro de 2025, o livro de Felipe Nunes, socio fundador da Quaest, ocupou, na lista geral do Nielsen-PublishNews de 14 de dezembro de 2025, o 17º lugar, e, na lista de não ficção especialista, o quinto. Neste caso, perde ainda para o incansável Byung-Chul Han com seu livro A Sociedade do Cansaço — autor que já publicou no Brasil cerca de 30 livros nos últimos 10 anos. No ranking da Veja de 19/12/2025, no segmento de não ficção, o livro do sócio fundador da Quaest (3º lugar) ganha do livro do filósofo sul-coreano (7º lugar).

Como tudo no livro, o lançamento em novembro, às vésperas da Black Friday e perto do Natal, foi planejado. Contudo, a pressa é inimiga da perfeição, o que propiciou "cochilos" dos revisores. Por algumas poucas vezes, o texto e a tabela comentada não são condizentes. Na apresentação dos nove segmentos sociais em que o autor descreve o Brasil, o número 9 não aparece na listagem, em troca da repetição do 8.

Nada disso, no entanto, retira a qualidade do livro financiado e publicado pela Globo, que analisa um survey de 9.994 questionários aplicados em 340 municípios nas 27 entidades subnacionais. Contudo, um survey, por maior que seja, não consegue produzir um "imagem de alta definição" do Brasil — um país continental, diverso e complexo. Nenhuma boa imagem do Brasil pode esquecer os povos originários e as comunidades tradicionais com suas múltiplas facetas, dos pescadores artesanais aos quilombos. Infelizmente, ausentes no livro. Apesar destes representarem um percentual populacional maior do que o segmento de extrema-direita (3%).

O sucesso do livro deve-se não apenas a uma das maiores investigações sociológicas recentes do país — inédita por sua amostra e vastidão de questões abordadas —, mas também ao prestígio de seus promotores (Globo/Quaest) e de seu autor, cujo livro anterior, escrito com o jornalista Thomas Traumann, Biografia do Abismo, teve boa repercussão. Acrescente-se a equipe de bons profissionais participantes na condução e análise da pesquisa.

Os achados principais da investigação são resumidos na conclusão em 12 traços da sociedade brasileira que podem ser adensados em 10:

1. Fé e apego familiar: Deus acima de tudo (96%), fé acima da ciência (86%) e família em primeiro lugar, sendo reconhecida gradativamente em seus múltiplos formatos.

2. Pluralização evangélica: que substitui serviços estatais e influencia agendas morais, sobretudo nas periferias urbanas.

3. Ordem estatal e punitivismo: o desejo de ordem é estatal, mas o punitivismo generalizado baseia-se no medo e na desconfiança na Justiça e no próximo — a falta de confiança entre os brasileiros é um obstáculo ao desenvolvimento.

4. O "jeitinho brasileiro": é uma instituição nacional com diversas interpretações, visto em geral como negativo, mas valorizado como criatividade em determinadas circunstâncias.

5. Autoidentificação ideológica: é geral (96%), mas sem compromissos programáticos.

6. Moral do merecimento: apoia as políticas sociais — ajudar quem merece é visto como um dever da sociedade e do Estado.

7. Racismo: o Brasil é hoje reconhecido como um país racista, e os mais jovens abominam este racismo, defendendo políticas de ações afirmativas.

8. Insegurança e cansaço: a insegurança pública, o medo e o cansaço são traços marcantes do cotidiano dos brasileiros, diz o autor.

9. Ambiente digital: os brasileiros anseiam por informações e buscam aprender, mas são levados a enganos em ambientes digitais confusos, alimentados pela intensa polarização política.

10. Nova moldura analítica: é preciso uma nova tipologia que combine valores, crenças e experiências singulares, por vezes contraditórias, para entender o País.

Para melhor aproveitar a leitura do livro o leitor deve desconfiar de afirmações genéricas e singulares como "a sociedade", "o povo" ou "os jovens são isso e aquilo", que são sempre alavancas para uma visão simplista e falsa da realidade, comum no jornalismo e no livro. Como deve se prevenir dos modismos de dividir as gerações em segmentos de valores comuns. Se um indivíduo nasceu em 1963 é da geração Bossa Nova, mas se nasceu em 1965 é da geração Ordem e Progresso, segundo o livro. O que tem de comum alguém que nasceu em 1963 com alguém que nasceu em 1946 para serem agrupados? Afinal, gerações não são grupos sociais mas categorias sociais. Diferença essencial.

Os modelos são instrumentos que auxiliam a pensar o real, complexo e contraditório. Facilitam, mas deformam. Como as estatísticas que revelam por vezes coisas que não conhecemos, mas que podem esconder o essencial ou dizer coisas que não têm muito sentido. Se a margem de erro de uma pesquisa dessa magnitude é boa, o mesmo não ocorre quando a fragmento. Por exemplo, em afirmações peremptórias sobre cada uma das 27 unidades da Federação brasileira. Convido o leitor a fazer o cálculo para saber quantos questionários foram feitos no Amapá.

O livro contém uma síntese interessante de nossas percepções sobre o nosso País, mas está repleto de falsos ineditismos. Muitos dos achados, apresentados como inéditos, são há muito conhecidos e objetos de estudos das ciências sociais (aqui ausentes). Por exemplo: o sentimento de insegurança urbana, o crescimento das correntes evangélicas, a ambiguidade do jeitinho, a ajuda estatal meritocrática, o racismo estrutural, o aumento do empreendedorismo, a desconfiança social, a desigualdade (esta tida como "natural"), a adesão política sem cunho programático, a hegemonia do conservadorismo e a precarização do trabalho, entre outros.

Vide, por exemplo, a questão do modo de vida denominado pelo autor como "sobrevivência" como se fosse uma novidade, quando a literatura dos anos 1980 está repleta de estudos sobre "estratégias de sobrevivência". Literatura aqui ausente. Ou então, a afirmação de que o brasileiro ama o seu país e desconfia de seu povo. Achado inédito? Um “chiste” dos anos 50 já dizia isso: quando Deus concluiu a construção do mundo, os anjos reclamaram do país que não tinha ciclones, terremotos ou desertos, mas sim natureza abundante e água a rodo. "Uma injustiça", diziam os anjos. E Deus respondeu: "Esperem para ver o povinho que vou colocar lá". Outra falsa novidade é a apresentação do País dividido em dois tipos que podem ser relacionados a países. No caso o conservador e autoritário Zimbábue, e a liberal e democrática Suécia. Nenhuma novidade: Edmar Bacha já havia utilizado esse recurso metafórico na famosa "Belíndia" (Bélgica + Índia) na década de 1970.

O livro confirma, enfatiza e sintetiza noções que temos do Brasil. Porém, é aconselhável que o leitor não abdique da desconfiança natural em face das afirmações advindas de um questionário. É sabido que inquiridos respondem o que imaginam ser de "bom tom" ou evitam afirmações de contracorrente. A mais clássica dessas situações é aquela em que o/a entrevistado/a afirma que a sociedade brasileira é racista, mas eles, individualmente, não. Com um detalhe: a imensa maioria diz isso. Algo deve estar errado.

Não se pode esquecer que a ambiguidade, o contraditório e a desconfiança perpassam de maneira persistente muitas de nossas relações sociais, inclusive nas respostas a questionários. Lembro de um sociólogo que, estudando garotas de programa, decidiu fazer três entrevistas com cada uma, em três sucessivos meses, e comparar os resultados. Nas primeiras entrevistas tinham risos, nas últimas, choros.

Sinto falta da nova literatura historiográfica do Brasil, objeto de artigos acadêmicos e bons livros, como os de Jorge Caldeira (História da Riqueza do Brasil, 2017) ou de Rubem Barbosa Filho (Sinfonia Barroca: O Brasil que o povo inventou, 2025). Assim como, os inúmeros estudos sociológicos e antropológicos sobre o crescimento e a pluralidade dos evangélicos ou da criminalidade organizada que controla territórios e penetra nossas instituições, do parlamento ao judiciário. Aliás, crime organizado e crime superorganizado nas letras do professor Cristovam Buarque.

Mas, há uma verdadeira novidade — e, segundo o autor, sua maior contribuição: a segmentação do Brasil em nove categorias sociais, construídas a partir da análise de 197 variáveis: militante de esquerda (7%), progressista (11%), dependente do Estado (23%), liberal social (5%), conservador cristão (27%), empreendedor individual (5%), agro (13%), empresário (6%) e extrema-direita (3%). Proposta que merece ser analisada.

Contudo, não fica evidente por que o autor coloca na categoria "agro" tanto grandes proprietários modernos quanto trabalhadores rurais, nem por que os primeiros não estão com os "empresários". Não fica nítida também a distinção entre "empreendedor individual" e "liberal social", apesar das explicações. Assim como resta a dúvida sobre a função desta nova tipologia: substituir as clássicas divisões das categorias de idade, região, gênero e renda, ou apenas complementá-las? E, neste caso, o que se ganha?

Enfim, um livro que, apesar da abundância de marketing e escassez de literatura especializada, merece ser lido e discutido pelo volume de informações que contém. É uma bela síntese de muitas percepções conhecidas. Mas, com estatísticas novas, que retificam o que sabíamos ou amplia este conhecimento. Afinal, segundo o autor, a maioria dos brasileiros não conhece seu país. Embora sua base argumentativa (em 4 perguntas que não se sabe porque foram as escolhidas) seja frágil. Testei-o com 12 pessoas (jornalistas, acadêmicos e políticos), apenas uma acertou as 4 (uma jornalista). Muitos usaram a alternativa: Não sei.



*Elimar Pinheiro do Nascimento, é Sociólogo político e socioambiental. Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação de Desenvolvimento Sustentável, Universidade de Brasília e do Programa de Pós-Graduação Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia da Universidade Federal do Amazonas.


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O Centro Histórico do Recife Ainda Respira - Por Ricardo Andrade*

09/02/2026

A nova Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, LPUOS, do Recife (Lei 19.426/2025), aprovada em outubro de 2025, procura modernizar as regras urbanas para promover moradia no centro, adensamento ordenado e sustentabilidade. A norma prioriza calçadas mais largas, fachadas ativas, uso de retrofits, e aumenta áreas de preservação histórica e ZEIS.

Centro Histórico do Recife

Apesar disso, o Centro Histórico do Recife vive o dilema da privatização, com sua descaracterização constante, e o Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco finge que não vê. Nem o Porto Digital, com 25 anos no local, nem iniciativas louváveis, como o Recentro (Gabinete do Centro do Recife) foram capazes de reverter a decadência, o quadro de abandono e o esvaziamento, com moradores, que se mudaram pra outros bairros da cidade. Muito embora seja audaciosa, a presente lei não é algo mágico e acabado, e precisa ser objeto constante de mais debate na esfera públi...

A nova Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, LPUOS, do Recife (Lei 19.426/2025), aprovada em outubro de 2025, procura modernizar as regras urbanas para promover moradia no centro, adensamento ordenado e sustentabilidade. A norma prioriza calçadas mais largas, fachadas ativas, uso de retrofits, e aumenta áreas de preservação histórica e ZEIS.

Centro Histórico do Recife

Apesar disso, o Centro Histórico do Recife vive o dilema da privatização, com sua descaracterização constante, e o Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco finge que não vê. Nem o Porto Digital, com 25 anos no local, nem iniciativas louváveis, como o Recentro (Gabinete do Centro do Recife) foram capazes de reverter a decadência, o quadro de abandono e o esvaziamento, com moradores, que se mudaram pra outros bairros da cidade. Muito embora seja audaciosa, a presente lei não é algo mágico e acabado, e precisa ser objeto constante de mais debate na esfera pública, coisa que não houve até agora, com a participação dos vários atores socioeconômicos, até para não ficar refém, exclusivamente da Prefeitura e da especulação imobiliária.


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A requalificação e todas as demandas

A Prefeitura não possue recursos suficientes para arcar com a requalificação e todas as demandas dessa área, mas seja qual for o instrumento utilizado (PPP, concessão, privatização etc) não deve perder de vista a função social da propriedade, já que, vislumbra a perspectiva da sustentabilidade. Esse é um debate e uma agenda, que não se encerra simplesmente, com uma nova legislação. Esse conjunto das várias políticas públicas (patrimônio cultural, turismo, planejamento urbano, habitação, trânsito e mobilidade, segurança pública, etc) merece e deve ser tratado de forma intersetorial, na direção da transversalidade.


*Ricardo Andrade, é Historiador, Mestre em Gestão Pública (Fundaj) e Presidente do IHGAAP (Instituto Histórico, Geográfico, Arqueológico, Antropológico do Paulista).


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Entrevista com Tadeu Alencar: “O PSB é um partido que tem presença na vida política brasileira”, diz

09/02/2026

Em entrevista, o ex-deputado federal Tadeu Alencar. Um dos principais nomes do PSB pernambucano e atualmente ocupa o posto de secretário executivo do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.

A Força do PSB

Na entrevista Tadeu Alencar falou sobre a força do PSB. “O PSB é um partido que tem presença na vida política brasileira. Somos uma legenda de centro-esquerda, focada no equilíbrio social, na justiça social, mas principalmente em ideias inovadoras. Quando governamos Pernambuco tivemos projetos muito importantes que modificaram a face econômica, social e cultural do nosso estado”, disse.

Tadeu: O PSB é um símbolo respeitado na política brasileira

O ex-deputado citou ainda exemplos de estados onde o PSB governa e nos quais existem experiências de gestores exitosas. “Na Paraíba, no Maranhão e Espírito Santo o partido tem papel fundamental no progresso desses estados. O PSB é u...

Em entrevista, o ex-deputado federal Tadeu Alencar. Um dos principais nomes do PSB pernambucano e atualmente ocupa o posto de secretário executivo do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.

A Força do PSB

Na entrevista Tadeu Alencar falou sobre a força do PSB. “O PSB é um partido que tem presença na vida política brasileira. Somos uma legenda de centro-esquerda, focada no equilíbrio social, na justiça social, mas principalmente em ideias inovadoras. Quando governamos Pernambuco tivemos projetos muito importantes que modificaram a face econômica, social e cultural do nosso estado”, disse.

Tadeu: O PSB é um símbolo respeitado na política brasileira

O ex-deputado citou ainda exemplos de estados onde o PSB governa e nos quais existem experiências de gestores exitosas. “Na Paraíba, no Maranhão e Espírito Santo o partido tem papel fundamental no progresso desses estados. O PSB é um símbolo respeitado na política brasileira, é composto por políticos que têm integridade pessoal e uma luta em defesa da emancipação do seu povo, mas principalmente é um partido de gestões que correspondem aos anseios da população”. (Entrevista foi com o Blog do Alberes Xavier)

Lília Gondim, querida articulista de O Poder, convida para o Lançamento do seu primeiro livro - 'Dez Contos Fiados e Doze Tostões de Lembranças'

09/02/2026

Sobre a Obra

A autora estreia com uma obra que mescla ficção e memória. A primeira parte traz 10 histórias de ficção e a segunda, 12 crônicas afetivas da sua vida. Prefácio por Lourdes Rodrigues e capa com foto do Ginásio Pernambucano registrada por Carol Gondim.

Falou Lília

Lilia conta: “Gosto de escrever desde criança. Participei da Oficina Clarice Lispector e, a partir daí, organizei meus textos para publicação”.


Serviço:

Local: Olegária Cozinha Informal – Rua Joaquim Xavier de Andrade, 72, Poço da Panela– Recife/PE

Próximo à Praça de Poço da Panela e à Igreja de Nossa Senhora da Saúde.

Quando: Terça-feira, 10/02/2026

Hora: A partir das 17h00


*Lília Gondim, é economista, funcionária pública estadual aposentada, escreve contos, crônicas e poemas.



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"Como Tornar As Democracias Impossíveis" - Por Jarbas Beltrão*

09/02/2026

'A democracia e as Leis'

A morte da Democracia é geralmente entendida como caminho ou passos de natureza ideológica, em contraposição a legalidade ou legitimidade de uma ordem politica vigente já confirmada e transformada em aparato de leis.

As leis seguem por aprovação nos fóruns que existem para tais fins, regula a vida da sociedade sob o guarda-chuva de tal estrutura legal.

As leis construídas numa sociedade democrática devem se aproximar da vontade de uma maioria; muitas vezes é espírito de um grupo, classe ou categoria, mas que consegue por um tempo satisfazer a vontade da grande maioria.

Desta forma, equilibra, as relações entre os cidadãos que na maioria das vezes possuem interesses diversos, mas conciliáveis. Com ganhos e perdas para quaisquer dos lados em confrontos de interesses.

'Da Democracia Liberal'

A democracia liberal é construída por classes e conduzida por uma classe dirigente....

'A democracia e as Leis'

A morte da Democracia é geralmente entendida como caminho ou passos de natureza ideológica, em contraposição a legalidade ou legitimidade de uma ordem politica vigente já confirmada e transformada em aparato de leis.

As leis seguem por aprovação nos fóruns que existem para tais fins, regula a vida da sociedade sob o guarda-chuva de tal estrutura legal.

As leis construídas numa sociedade democrática devem se aproximar da vontade de uma maioria; muitas vezes é espírito de um grupo, classe ou categoria, mas que consegue por um tempo satisfazer a vontade da grande maioria.

Desta forma, equilibra, as relações entre os cidadãos que na maioria das vezes possuem interesses diversos, mas conciliáveis. Com ganhos e perdas para quaisquer dos lados em confrontos de interesses.

'Da Democracia Liberal'

A democracia liberal é construída por classes e conduzida por uma classe dirigente.

Ela deve ser um território político de fronteiras abertas para vários interesses, mas não deve ser um território onde facilmente possa ser penetrado e ate sofrer alterações em seu arcabouço legal.

Enfim deve sempre está aberta para inovações sem se afastar muito das tradições e comprometida como espírito cada vez mais amplo de liberdade.

A Democracia burguesa liberal surgiu historicamente com o propósito de substituir o que se considerava a sociedade de privilégios das nobrezas.

'Da Democracia anti-colonialista norte americana'

A maior das Democracias liberais é a "Democracia norte-americana". Surgida dos interesses de uma elite colonial que já
não conseguia conviver com as exigências da metrópole inglesa.

A elite colonial ao declarar separação em relação à metrópole torna-se-á dirigente da construção da jovem República, seguidora naquele momento de um modelo democrático, que atendia variadas demandas. Thomas Jefferson e George Wasshington, são algumas das mentes influentes da construção daquele Estado Liberal.

O modelo democrático liberal consegue a aprovação de outros segmentos sociais - nem todos claro - mas permite a consolidação de uma "pax social".

A democracia liberal daquela elite dirigente colonial será a coluna vertebral que será guia da maioria, para apontar o caminho a ser percorrido por todo corpo nacional.

'Democracia é o regime de regras'

Regras, princípios, condutas que são gerados dentro de uma sociedade democrática liberal devem ser conduzidas desprovidas - o máximo possível - de espírito de privilégios.

Na Democracia liberal deve caber sempre

espaço para aperfeiçoamentos, que não é concessão dos dirigentes, mas fruto de pressões dos diversos grupos sociais existentes, que faz avançar conquistas demandadas momentâneamente do corpo social.

A estrutura de leis e regulamentos é a resposta materializada das aprovações ocorridas dentro de instituições reguladoras e define princípios que acreditam ser democráticos, isto é, contratos com aprovação dos agentes sociais.

'As Ditaduras'

Nas ditaduras, aos que não reza a cartilha dos donos do poder recebem a acusação de "antidemocráticos", às vezes chamados até de "antipatrióticos".

As ditaduras modernas do século XX, sempre se declararam democráticas.

Os discordantes não são só considerados adversários, opositores, mas inimigos. O que é um confronto com um entendimento de democracia liberal. E a vontade de quem tem o poder é imposta.

A História está repleta de exemplos de grupos que sequestram o Estado e colocam suas instituições à serviço dos controladores, isto é, tiranos tornados donos do Estado e/ou governo.


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Um dos muitos caminhos seguidos para a morte da Democracia. Caso dos chamados totaitarismos, como Nazismo, fascismo, socialismo, comunismo.

Nas ditaduras que me refiro, o Estado é um mero instrumento que através de governos fazem atuação usando meios para proveito de um indivíduo ou grupo de poder que constroem a engenharia das ditaduras.

Hitler usou o seu III Reich para executar seu plano diabólico de poder pessoal. Lenin, Stalin e Mao sequestraram o Estado, e através de partidos únicos construíram seus "governos, ditos populares".

Controlaram a economia, a política e a cultura e passaram/passam por cima dos interesses de quem é a fonte da sustentação do Estado - o povo.


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A mente do ditador é a mente de quem acredita que sendo o governante, age como sua personalidade autoritária recomenda.

Ditaduras se denominam "Democracia de classe" é discurso de extremistas de "direita" ou "esquerda", e seus conteúdos trazem o vírus da contaminação da Democracia Liberal.

Stalin, Lenin, Mao, Fidel, Mussolini, empregaram o rótulo de " Democracia Popular" para denominarem seus governos que surgiram da ação do sequestro do Estado.

Propagaram que suas "democracias" eram democracia de classe e existiam para destruir as "classes inimigas", que estavam em confronto dentro de um ringue chamado " luta de classes.

'A morte da Democracia num lugar chamado Arquipélago das Ilhas da Fantasia'

O "Arquipelago da Ilhas da Fantasia (que recebe a sigla BR), é um lugar imaginário em que, permanentemente faço visitas.

Nesse lugar, que se diz democrático, eventos acontecem que faz arrepiar cabelos, e os principios democráticos de regras são deixados de lado, literalmente quebrados, pisados como um indesejável barata.

O "Arquipélago" (BR) vive, no momento, dias proximidades do embate eleitoral; numa das Ilhas, duas forças políticas se digladiam, no confronto acusam-se mutuamente; por práticas tipicas de ditaduras - e são realmente. Sem meu perdão prá nenhum dos lados . Não dá prá perdoar mentes totalitárias.


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Numa das "Ilhas deste Arquipelago", na mais importante cidade - a capital da Ilha - o "alcáide" da mesma é candidato a governar a Ilha, usa de seu cargo, e golpeia mortalmente a Democracia.

A partir de um concurso público - nada mais democrático, com regras estabelecidas democraticamente - resolve furar fila de classificação dos aprovados e tira alguém lá na rabeira, mas seu apadrianhado e o alça para primeira colocação. No "Governo quem manda sou eu". Aí beneficia um fulano do seu grupo. Assassina sonhos de cidadãos, muitas vezes jovens, que enxergam a seleção como a grande oportunidade de sua vida.

Pois é, para o "alcáide" segue o aviso", "A circunstância faz o homem". Quem assim age o fará em outras oportunidades.

A outra candidatura é a governante que almeja a reeleição.

Trata-se de candidata, usa a máquina da "Ilha" e gera um desvio de funções, torna um equipamento do governo da "Ilha" , à serviço de seus interesses pessoais. Monta uma engenharia de espionagem, contra o adversário - o Alcáide e seus auxiliares- Usa a máquina Estatal para fazer as vezes de um corpo de espionagem à seu serviço.

'O governo geral do Arquipélago'

Também o Governo geral do "Arquipélago" (BR), acontecerá escolha eleitoral do gestor geral. Também duas forças políticas se confrontam.

A primeira força almeja a reeleição, representa uma candidato que entende a Democracia, como uma regime de classe social; é um regime relativo, daí estimula a morte do adversário - no fim, pensa o outro lado em disputa como um inimigo de classe.
Planeja, esse que quer a reeleição, desapropriação de riqueza e propriedade e tornar todos iguais, é o caminho da "solução perfeita e definitiva",é a arquitetura da felicidade.

O grupo contrário apoiando-se numa liderança que já governou o Arquipélago (BR) desconhecendo e ultrapassando regulamento partidário , indica seu filho pra candidatar-se a Presidência do Arquipélago Pois é, trata-se do caminho para a construção de uma Dinastia Familiar.

'Conclusão'

No "Arquipélago das Ilhas" tivemos quatro situações, que na verdade é onde encontramos os "vírus" da ultrapassagem dos limites de quem tem o poder, eles provocam a morte da Democracia, morte que antecede sofrimentos.

Numa sociedade de massas, poder do governante, ou candidato à tal, para se aproximar das massas, não pode dispensar uso instrumentos que os mistura com o povão.

O político ou candidato deve sempre ensaiar alguns passinhos de danças nas
festas populares.

Deve, em outras situações infiltrar-se na multidão.
presentar um sorriso largo e se fazendo identificar com aquelas figuras das massas; tudo junto e misturado deve prometer infinitas ajudas e vales para os desprovidos sociais ou vitimizando-se como um perseguido político - às vezes é - perseguição promovida pelos donos temporários do "poder".

As massas e suas demandas -nem sempre coerentes - são as atrações e fontes de um poder escalonado, onde as mesmas jamais alcançam a cúpula, são apenas usadas para cimentar o poder, como teoriza Ortega y Gasset no seu estudo:

"A Rebelião das Massas". A disfunção cognitiva dessa galera é de fundamental importância.


Tenho Dito desde à Serra das Russas - Gravatá.


*Jarbas Beltrão é Historiador, professor de História da UPE. Mestre em Educação pela UFPB. MBA em Política Estratégia Defesa e Segurança pela Adesg e Faculdade Metropolitana São Carlos/SP. Vinculado ao MBA em Geopolítica e Novas Fronteiras, Cibernética e Inteligência Artificial pela Adesg (Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra) e Instituto Venturo. Membro associado Academy Ventury de Política e Estratégia.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

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A Noite dos Tambores Silenciosos em Olinda. É Hoje. - Crônica, por Romero Falcão*

09/02/2026

Diz o grande poeta da música popular brasileira, Gilberto Gil:

“Trago a minha banda, só quem sabe onde é Luanda
saberá lhe dar valor,
vale quanto pesa
pra quem preza o louco bumbum do tambor.”

Coisa do Demônio

No momento atual em que vivemos, no qual o preconceito e a ignorância fazem a festa, e os terreiros de Candomblé são apedrejados, com as religiões de matriz africana demonizadas, quem quer saber onde é Luanda?
Por que não estudamos, no ensino fundamental, a cultura da mãe África — mãe que gerou todos nós? Só assim, talvez, a luz do conhecimento sepultasse a escuridão da estupidez — coisa do Demônio.

No Pátio do Terço

Toda segunda-feira antes do Carnaval há o ritual dos Tambores Silenciosos, em Olinda Antiga. Eu já conhecia a celebração que acontece no domingo de Carnaval, no Pátio do Terço, no Recife, a qual me causou uma espécie de epifania.

Mãos...

Diz o grande poeta da música popular brasileira, Gilberto Gil:

“Trago a minha banda, só quem sabe onde é Luanda
saberá lhe dar valor,
vale quanto pesa
pra quem preza o louco bumbum do tambor.”

Coisa do Demônio

No momento atual em que vivemos, no qual o preconceito e a ignorância fazem a festa, e os terreiros de Candomblé são apedrejados, com as religiões de matriz africana demonizadas, quem quer saber onde é Luanda?
Por que não estudamos, no ensino fundamental, a cultura da mãe África — mãe que gerou todos nós? Só assim, talvez, a luz do conhecimento sepultasse a escuridão da estupidez — coisa do Demônio.

No Pátio do Terço

Toda segunda-feira antes do Carnaval há o ritual dos Tambores Silenciosos, em Olinda Antiga. Eu já conhecia a celebração que acontece no domingo de Carnaval, no Pátio do Terço, no Recife, a qual me causou uma espécie de epifania.

Mãos e Bênçãos

Então, em 2019, fui conhecer os tambores que rufam nas ladeiras de Olinda. Fui “prezar o louco bumbum do tambor”.

Segunda-feira à noite, sigo para os Quatro Cantos, Olinda Alta. É lá que os maracatus se encontrarão e seguirão para o Bom Sucesso. À meia-noite, na Igreja do Rosário dos Pretos, os tambores silenciam em reverência aos orixás. Santos africanos e do catolicismo dão as mãos e as bênçãos.

Ouvidos e Almas

Uma espécie de passarela se forma na ladeira que dá nos Quatro Cantos, onde o povo assiste à passagem dos maracatus. Fico ali, segurando um gradil de ferro, observando tudo. Homens, mulheres e crianças tocam suas alfaias, ganzás, gonguês, taróis. Todos trazem o ritmo africano para os nossos ouvidos e para a nossa alma.

Mística Noite

O transe das mãos no tambor, as cores das roupas, saias rodadas, sedas brancas, rosas e azuis, colares, olhares, gestos, dança e suor se espalham na mística noite. Os integrantes do maracatu estão descalços; pisam, com a carne do pé, a ladeira de Olinda e, com as mãos, extraem do instrumento a batida da África. Fiz um trocadilho com a letra de Alceu Valença: “Olinda, tens a paz dos mosteiros da Índia”. Olinda, tens a magia dos terreiros da África.

Energia dos Orixás

O último maracatu passa pelos Quatro Cantos perto da meia-noite. Eu e uma ruma de gente seguimos atrás, em direção à Igreja do Rosário dos Pretos, localizada no bairro do Bom Sucesso. Subimos e descemos ladeiras com cheiro de povo e energia dos orixás.


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Nem Briga, Nem Confusão

Não vi sequer um empurrão. Apesar da multidão, a paz seguiu conosco, juntamente com uma rede invisível de proteção. Muitos turistas, gringos, tiravam fotos, filmavam com suas câmeras caras, ficavam à vontade. Até a mão habilidosa do mais perigoso ladrão resolveu se aquietar em respeito a Exu, Ogum, Oxum, Xangô. Nem sinal de roubo, nem briga, nem confusão.

Alegria e Força Interior

Chegamos à Igreja do Rosário dos Pretos, que fica num pequeno monte. O mestre de cerimônia, provavelmente um pai de santo, inicia o ritual. Os tambores mudam de ritmo, e uma inexplicável sensação percorre o meu corpo: um misto de amor, alegria e força interior.

Nobel de Literatura

O prêmio Nobel de Literatura, Albert Camus, quando esteve no Rio de Janeiro, participou de um ritual de Candomblé. No final, disse: “Amo a noite e o céu mais do que os deuses dos homens.”


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Após o silêncio dos tambores, meu silêncio diz: hoje, mais do que a noite e as estrelas de Olinda, contemplo os Deuses africanos. À meia-noite, todos os tambores se calam. As luzes se apagam. Orações em Iorubá evocam os irmãos - ancestrais- escravizados.


*Romero Falcão é um cronista que se arrisca a fazer poema torto.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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Moreira Alves — sábio ou profeta? - Por, Emanuel Silva*

09/02/2026

Ou a lição esquecida de um magistrado.

Existem figuras públicas cuja principal qualidade é algo raro: a capacidade de perceber, com serenidade, as consequências institucionais das regras que ajudam a construir.

Não se trata de adivinhar o futuro, mas de compreender os desdobramentos dos incentivos. E aqueles que compreendem profundamente os incentivos institucionais conseguem antecipar comportamentos políticos antes que eles se tornem rotina histórica.

José Carlos Moreira Alves (1933–2023) pertence a essa categoria incomum.

Magistrado de formação clássica, professor de direito romano e civil, Moreira Alves atravessou — de dentro do próprio Estado — a transição entre o regime autoritário e a ordem constitucional inaugurada em 5 de outubro de 1988. Um feito e tanto.

Sua marca não foi o protagonismo público, muito presente na cultura da atual Suprema Corte, mas a sobriedade técnica. E é precisamente essa sobriedade...

Ou a lição esquecida de um magistrado.

Existem figuras públicas cuja principal qualidade é algo raro: a capacidade de perceber, com serenidade, as consequências institucionais das regras que ajudam a construir.

Não se trata de adivinhar o futuro, mas de compreender os desdobramentos dos incentivos. E aqueles que compreendem profundamente os incentivos institucionais conseguem antecipar comportamentos políticos antes que eles se tornem rotina histórica.

José Carlos Moreira Alves (1933–2023) pertence a essa categoria incomum.

Magistrado de formação clássica, professor de direito romano e civil, Moreira Alves atravessou — de dentro do próprio Estado — a transição entre o regime autoritário e a ordem constitucional inaugurada em 5 de outubro de 1988. Um feito e tanto.

Sua marca não foi o protagonismo público, muito presente na cultura da atual Suprema Corte, mas a sobriedade técnica. E é precisamente essa sobriedade que permite formular a pergunta central:

Moreira Alves foi apenas prudente — ou enxergou, cedo demais, o risco de um poder sem freios no Brasil?

O desenho constitucional que deslocou silenciosamente o poder em trinta anos

A Constituição de 1988 ampliou legitimamente o controle de constitucionalidade e fortaleceu o Supremo Tribunal Federal como guardião dos direitos fundamentais.

Esse avanço é inegável e foi essencial para estabilizar a democracia após duas décadas de exceção. Mas toda arquitetura institucional produz efeitos colaterais.

Ao expandir o controle abstrato e permitir acesso direto ao STF, o texto constitucional criou um atalho estrutural: conflitos políticos passaram a poder ser resolvidos fora da política representativa.

A lógica é conhecida pela teoria constitucional:

• perder no Parlamento tem alto custo político;
• judicializar tem custo menor e efeito potencialmente nacional;
• assim, atores políticos — inclusive os de menor protagonismo — aprendem a migrar da arena legislativa para a judicial.

Esse fenômeno, posteriormente descrito como judicialização da política ou juristocracia, não surgiu por acidente. Já estava potencialmente inscrito no próprio desenho institucional. E Moreira Alves parecia perceber, desde cedo, essa consequência estrutural. Em termos extremos, bastaria que um único parlamentar, representante de minoria ínfima, ajuizasse ação de inconstitucionalidade contra decisão aprovada por todo o Congresso para suspender seus efeitos. Seria, em tese, um contra centenas — não pela força do voto, mas pela via processual.

Da supremacia constitucional à percepção de estratificação institucional

O constitucionalismo democrático admite um poder contramajoritário. Mas exige, como contrapartida, responsabilização proporcional ao poder exercido. Porém, quando essa simetria se enfraquece, surge fenômeno descrito pela teoria política como estratificação institucional — desigualdade não de renda, mas de acesso efetivo ao poder decisório.

Nesse ponto, a antiga metáfora de Belíndia, formulada por Edmar Bacha em 1974 para explicar a desigualdade econômica extrema, ganha nova leitura: a desigualdade no Brasil de hoje deixou de ser apenas econômica e passou a ser também institucional.

O Brasil atual tem uma pirâmide percebida socialmente:

• no topo, esferas altamente protegidas de decisão, a exemplo dos integrantes do supremo;
• no meio, poderes eleitos submetidos a desgaste permanente;
• na base, cidadãos que financiam todo o sistema sem influência proporcional.

A sociologia descreve o fenômeno. A antropologia também o examina.

A linguagem política brasileira contemporânea o traduz em termo mais duro: uma sociedade de castas.

O Brasil tem castas, não no sentido jurídico formal, como na antiga Índia, mas como sensação pública de intocabilidade daqueles situados no topo institucional.

O ponto que Moreira talvez não tenha previsto: a erosão ética do poder sem limite

O alerta de Moreira Alves era estrutural: o risco do excesso de poder jurisdicional. E a experiência brasileira posterior acrescentou dimensão mais delicada: o impacto ético-reputacional do poder quando não submetido ao mesmo escrutínio público que exige dos demais.

Em democracias consolidadas, a simples proximidade entre autoridade decisória e interesses econômicos relevantes — ainda que formalmente lícita — costuma produzir: transparência ampliada; autocontenção institucional; constrangimento público legítimo.

Quando isso não ocorre, instala-se fenômeno mais corrosivo que a própria ilegalidade: a normalização do privilégio percebido.

O dano deixa de ser apenas jurídico. Torna-se civilizatório, porque a confiança pública começa a se dissolver antes mesmo de qualquer sentença.

Aqui reside o limite histórico do próprio Moreira: ele anteviu a hipertrofia institucional do controle constitucional, mas não necessariamente o grau de desgaste moral percebido que o poder sem freios da Suprema Corte poderia produzir. Atualmente, integrantes da mais alta corte do Brasil são arrastados para um furacão de relações milionárias, muito mal explicadas, com personagens que promoveram desfalques. Para Morais, os milhões de dólares do contrato da sua esposa (convertendo em dólar, temos milhões de dólares) não merece muita explicação. E se alguém das castas inferiores ousar pedir informação, sofre uma coação descomunal e risco de entrar no inquérito mais brutal que a Inquisição. O mesmo se aplica nas relação de Tofolli e de outros pares.
A casta superior não admite sequer ser indagada. Se acham perfeitos, puros e intocáveis, mesmo diante de algumas coisas nada republicanas.

Sábio, profeta… ou apenas juiz?

A pergunta inicial exige precisão conceitual.

Moreira Alves foi sábio? Foi profeta?

Os profetas anunciam destinos. Os sábios proclamam verdades universais. Contudo, Moreira Alves, fez algo mais raro na vida pública brasileira: limitou-se a ser magistrado.

Moreira Alves foi um juiz que:

• reconhecia fronteiras institucionais;
• não confundia visibilidade com autoridade;
• não tratava crítica como ofensa;
• não transformava o cargo em espetáculo.

Não foi herói. Não foi vilão. Não foi mito.

Foi aquilo que a tradição republicana considera indispensável: um magistrado consciente de que poder legítimo é poder limitado.

E talvez essa seja a crítica mais dura ao presente: quando juízes da Suprema Corte passam a agir como protagonistas políticos, a República começa a perder silenciosamente o seu eixo.

Para relembrar

José Carlos Moreira Alves nasceu em 19 de abril de 1933, em Taubaté (SP), e faleceu em 6 de outubro de 2023, em Brasília. Formou-se em Direito em 1955 e concluiu o doutorado em 1957, dedicando-se ao magistério em direito civil e romano em instituições como USP, UFRJ, UnB, FGV e Universidade Gama Filho. Exerceu a advocacia entre 1956 e 1975, integrou comissões legislativas do Ministério da Justiça e participou da elaboração do anteprojeto do Código Civil brasileiro. Foi Procurador-Geral da República (1972–1975) e ministro do Supremo Tribunal Federal de 1975 até a aposentadoria em 2003. Presidiu o STF entre 1985 e 1987 e, por força normativa da época, presidiu a sessão de instalação da Assembleia Nacional Constituinte em 1º de fevereiro de 1987, vinculando-se institucionalmente ao nascimento da Constituição de 1988. Sua obra concentrou-se sobretudo em: direito romano; direito civil; teoria jurídica clássica.

Mais do que decisões específicas, Moreira Alves deixou como legado um estilo de magistratura discreto, técnico e avesso ao personalismo.

E que Deus o abençoe !

E para concluir...

Talvez a maior lição de Moreira Alves seja também a mais simples: a grandeza de um juiz não está no quanto ele pode, mas no quanto ele escolhe não poder.


*Emanuel Silva, é Professor e Cronista


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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Quando o Frevo não se dança — Se faz o Passo, por Zé da Flauta

09/02/2026

O passo nasceu antes de ser dança. Nasceu como estratégia de sobrevivência corporal num ambiente onde a música era veloz, a rua era apertada e o corpo precisava responder rápido. No Recife do fim do século XIX e começo do XX, as bandas militares desciam tocando dobrados cada vez mais acelerados, disputando espaço, som e território. No meio disso, o povo acompanhava. Para não ser atropelado pela multidão, o corpo começou a inventar desvios, saltos, agachamentos e giros repentinos. O passo não foi coreografado, foi improvisado. Não nasceu em salão, nasceu no empurra-empurra da rua.

Influências

A capoeira foi uma influência decisiva. Capoeiras acompanhavam as bandas, protegiam os músicos, abriam caminho, exibiam destreza e intimidação ao mesmo tempo. Muitos movimentos do passo vêm diretamente desse vocabulário corporal: a rasteira que vira acrobacia, o agachamento que vira salto, o desequilíbrio controlado. Soma-se a isso o chamado “passo do bêbado”, a...

O passo nasceu antes de ser dança. Nasceu como estratégia de sobrevivência corporal num ambiente onde a música era veloz, a rua era apertada e o corpo precisava responder rápido. No Recife do fim do século XIX e começo do XX, as bandas militares desciam tocando dobrados cada vez mais acelerados, disputando espaço, som e território. No meio disso, o povo acompanhava. Para não ser atropelado pela multidão, o corpo começou a inventar desvios, saltos, agachamentos e giros repentinos. O passo não foi coreografado, foi improvisado. Não nasceu em salão, nasceu no empurra-empurra da rua.

Influências

A capoeira foi uma influência decisiva. Capoeiras acompanhavam as bandas, protegiam os músicos, abriam caminho, exibiam destreza e intimidação ao mesmo tempo. Muitos movimentos do passo vêm diretamente desse vocabulário corporal: a rasteira que vira acrobacia, o agachamento que vira salto, o desequilíbrio controlado. Soma-se a isso o chamado “passo do bêbado”, aquele andar torto, cambaleante, irônico, quase debochado, que engana o olhar e confunde o adversário. O corpo parecia perder o controle, mas estava mais atento do que nunca. O passo nasce dessa contradição: parecer caos, ser preciso.

Símbolo

E então surge a sombrinha. Pequena, colorida, hoje símbolo, ontem ferramenta. Primeiro para se proteger do sol, depois para substituir a navalha quando a repressão apertou. A sombrinha virou extensão do corpo, ponto de equilíbrio, arma simbólica, assinatura estética. Com ela, o passo ganhou teatralidade, desenho no espaço, identidade visual. Mas é importante lembrar: a sombrinha não cria o passo, ela acompanha. O passo já existia antes, no corpo que se esquivava, saltava, sobrevivia.

Liberdade

Talvez a maior singularidade esteja aí: o frevo é a única música cuja dança não leva seu nome. Não se dança frevo. Faz-se o passo. Isso diz muito. O passo não é gênero musical, é ação. É verbo. É a resposta do corpo ao som. Enquanto outras danças se organizam como forma, o passo se organiza como atitude. Quem dança frevo não reproduz, resolve. Resolve o ritmo, a rua, o espaço, o desafio. Coisa do pioneirismo pernambucano, da originalidade do seu povo: não há outro caso igual. Porque o passo não nasceu para ser dança. Nasceu para ser liberdade em movimento.

Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista


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Quando nasceu o Frevo, por Roberto Vieira

09/02/2026

A história oficial do frevo sempre apontou para o dia 9 de fevereiro de 1907 como o marco zero do ritmo nas páginas de um jornal. A data foi imortalizada com base em uma publicação do Jornal Pequeno que menciona o Clube de Empalhadores do Feitosa.



Diário

Em uma pesquisa minuciosa no Arquivo Público encontrei que o jornal mais antigo em circulação na América Latina já trazia o termo um ano antes da data celebrada. No dia 11 de janeiro de 1906 a capa do Diario anunciava um ensaio da Troça Carnavalesca Mirim Tome Farofa na Rua dos Ossos onde seria executada a marcha intitulada O frevo.

1906

O registro histórico encontrado no Diario de Pernambuco antecipa em exatamente treze meses a primeira menção conhecida até então. Enquanto o mundo celebra o frevo com base em 1907 os documentos provam que o ritmo já possuía nome e identidade nas ruas do Recife em janeiro de 1906.

Leonardo

A história oficial do frevo sempre apontou para o dia 9 de fevereiro de 1907 como o marco zero do ritmo nas páginas de um jornal. A data foi imortalizada com base em uma publicação do Jornal Pequeno que menciona o Clube de Empalhadores do Feitosa.


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Diário

Em uma pesquisa minuciosa no Arquivo Público encontrei que o jornal mais antigo em circulação na América Latina já trazia o termo um ano antes da data celebrada. No dia 11 de janeiro de 1906 a capa do Diario anunciava um ensaio da Troça Carnavalesca Mirim Tome Farofa na Rua dos Ossos onde seria executada a marcha intitulada O frevo.

1906

O registro histórico encontrado no Diario de Pernambuco antecipa em exatamente treze meses a primeira menção conhecida até então. Enquanto o mundo celebra o frevo com base em 1907 os documentos provam que o ritmo já possuía nome e identidade nas ruas do Recife em janeiro de 1906.

Leonardo

Indo mais a fundo no caso, descori que o pesquisador Leonardo Dantas Silva já havia citado a edição de 1906 em sua obra Carnaval do Recife. A descoberta ficou no limbo sem merecer o devido destaque para corrigir uma lacuna na memória cronológica da festa. Ressuscitar essa revelação reforça o papel do Diario de Pernambuco como o primeiro grande palco impresso da cultura popular pernambucana.


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Legado

O objetivo da descoberta não era propor a mudança do feriado ou desmerecer o trabalho de pioneiros como Evandro Rabelo que lutou pela criação do dia do ritmo. O legado dessa pesquisa residiu no reconhecimento da primazia jornalística e na riqueza documental do estado. Ao trazer à luz a publicação do Diario de Pernambuco de 11 de janeiro de 1906 a história do frevo ganhou mais profundidade e simbolismo.

Presente

Trata-se de um presente para o povo pernambucano que agora sabe que sua maior expressão artística estava registrada e viva muito antes do que os livros escolares costumam narrar. A gente não perde nada com a verdade histórica só ganha mais um dia para frevar.

Fotos

Tive a honra de ser convidado até a sede do Diário de Pernambuco para tirar fotos com a edição histórica de 1906. Estar conectado com a memória material do meu estado foi um daqueles momentos mágicos da vida.

Ivan

Porém, nada disso seria possível sem o saudoso Mestre Ivan Maurício que ao saber do que eu havia encontrado contou a história para os colegas do Diario de Pernambuco. Serei eternamente grato ao Ivan. Deve estar frevando nas redações da eternidade.

Roberto Vieira é médico e cronista


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O Suicídio narrativo, por Jorge Henrique de Freitas Pinho *

09/02/2026

Falso consenso, estética militante e a ruptura com o Logos

“Toda narrativa que se recusa a ouvir o Logos acaba sendo desmentida por ele.”


1. O falso consenso como patologia do intelecto

A falha central de boa parte da esquerda contemporânea não reside apenas em equívocos estratégicos ou escolhas políticas malsucedidas, mas numa disfunção mais profunda: o fenômeno do Falso Consenso.

Trata-se de uma patologia cognitiva coletiva na qual a repetição interna de ideias, slogans e valores passa a ser confundida com evidência de verdade.

Quando todos à volta concordam, o grupo deixa de submeter suas crenças ao crivo do logos e passa a tratá-las como axiomas morais autoevidentes.

Nesse estágio, a divergência deixa de ser um dado da condição humana e passa a ser interpretada como desvio, ignorância ou perversidade ética.

Essa dinâmica cria câmaras de eco tão densas que a linguagem...

Falso consenso, estética militante e a ruptura com o Logos

“Toda narrativa que se recusa a ouvir o Logos acaba sendo desmentida por ele.”


1. O falso consenso como patologia do intelecto

A falha central de boa parte da esquerda contemporânea não reside apenas em equívocos estratégicos ou escolhas políticas malsucedidas, mas numa disfunção mais profunda: o fenômeno do Falso Consenso.

Trata-se de uma patologia cognitiva coletiva na qual a repetição interna de ideias, slogans e valores passa a ser confundida com evidência de verdade.

Quando todos à volta concordam, o grupo deixa de submeter suas crenças ao crivo do logos e passa a tratá-las como axiomas morais autoevidentes.

Nesse estágio, a divergência deixa de ser um dado da condição humana e passa a ser interpretada como desvio, ignorância ou perversidade ética.

Essa dinâmica cria câmaras de eco tão densas que a linguagem perde sua função comunicativa e assume caráter litúrgico. Não se fala para compreender o mundo, mas para confirmar pertencimentos.
Logos

O logos, entendido como razão ordenadora e princípio de inteligibilidade, é substituído por uma gramática fechada, autorreferente e impermeável à experiência concreta.

O pensamento empobrece, passa a girar em torno de si mesmo e perde a capacidade de reconhecer sinais externos que contrariem suas premissas.

E com isso, o erro deixa de ser corrigido porque já não é percebido como erro. Ele se converte em virtude compartilhada.


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2. Quando o logos é trocado pela gramática ideológica

Historicamente, o papel do intelectual sempre esteve ligado à mediação entre o mundo e a linguagem: interpretar, traduzir, iluminar zonas de sombra da experiência humana.

O que se observa hoje, porém, é uma mutação dessa função.

O intelectual militante abandona a escuta do logos para assumir a pretensão de editor moral do mundo. Em vez de compreender a realidade simbólica, social e antropológica, tenta reescrevê-la conforme uma gramática ideológica previamente definida.

Essa inversão é sutil, mas devastadora. O logos, que deveria preceder a narrativa, passa a ser moldado por ela. A linguagem deixa de apontar para algo que a transcende e passa a criar um universo fechado de significados autorreferentes.

Nesse ambiente, fatos deixam de ser interrogados e passam apenas a ser enquadrados. Experiências humanas complexas são reduzidas a categorias morais simplificadas.

A vida concreta, com suas ambiguidades, contradições e necessidades primárias, torna-se um obstáculo a ser superado pela retórica. O resultado é uma crescente incapacidade de leitura do mundo.

Ao perder contato com o logos, a narrativa ideológica passa a operar no vazio, acreditando-se universal enquanto se torna progressivamente sectária.

O que se apresenta como consciência crítica revela-se, na prática, uma forma refinada de cegueira coletiva.

3. O povo como abstração retórica

Um dos efeitos mais visíveis dessa ruptura com o logos é a transformação do “povo” em abstração retórica. Invocado constantemente como sujeito moral da história, o povo real raramente é ouvido.

Em seu lugar, constrói-se um personagem idealizado, alinhado às expectativas e valores da elite cultural que afirma representá-lo.

Esse povo imaginário reage como se espera, sofre como se descreve e deseja o que a narrativa determina que ele deva desejar.

O povo concreto, porém, opera sob outras chaves. Sua relação com o mundo é mediada por necessidades imediatas: segurança, trabalho, sobrevivência e ordem mínima para a vida cotidiana. Não se trata de ignorância ou atraso, mas de uma hierarquia natural de prioridades.

Quando a linguagem militante ignora esse logos da experiência vivida, produz-se um abismo entre discurso e recepção. Aquilo que se apresenta como libertação soa, muitas vezes, como afronta.

Essa desconexão explica a incapacidade crônica de certos setores em prever a recepção de suas obras e discursos fora da bolha.

Ao falar para um povo imaginado, o intelectual militante perde contato com o povo real e transforma-se num pregador que já não convence, apenas reafirma a fé dos convertidos.


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4. Tropa de Elite e o colapso da intenção moral

Poucos exemplos ilustram tão bem essa falha hermenêutica quanto Tropa de Elite. A intenção autoral era clara: denunciar a violência policial, expor a brutalidade institucional e provocar repulsa moral.

No entanto, ao ignorar o logos da experiência social brasileira, a narrativa produziu o efeito oposto. O Capitão Nascimento foi lido não como vilão, mas como resposta desesperada a um ambiente de caos, impunidade e abandono estatal.

Esse descompasso revela algo fundamental: a ética abstrata não sobrevive quando se divorcia das condições concretas da vida. Para aqueles que observa a violência à distância, ela pode ser analisada como problema moral. E para quem vive sob ameaça constante, ela se apresenta como questão de sobrevivência.

O logos da ordem, ainda que imperfeito e duro, fala mais alto do que a retórica de gabinete.

O fracasso não está na obra em si, mas na incapacidade de seus criadores de reconhecer que a narrativa não controla o sentido quando ignora o logos que estrutura a recepção.

A tentativa de impor uma leitura moral fechada resultou numa humanização involuntária do personagem. A narrativa suicidou-se ao romper com o princípio que deveria orientá-la.

5. Humor e música: quando o ataque cria identificação

O mesmo mecanismo se repete no campo do humor e da música. A paródia, concebida como arma de deslegitimação, frequentemente produz o efeito inverso quando ignora o logos psicológico e simbólico do público.

Melodias envolventes, refrões simples e imagens caricatas possuem força própria. Quando combinadas com deboche elitista, podem transformar o alvo da crítica em objeto de identificação.

O humor militante parte do pressuposto de superioridade moral e intelectual. Ri-se do outro, não com o outro. Esse riso, longe de gerar constrangimento, frequentemente desperta empatia.

O público, por sua vez, não vê ali um poderoso sendo desmascarado, mas alguém semelhante a si sendo ridicularizado por quem se julga acima. O ataque estético, em vez de destruir, humaniza.

Nesse processo, a crítica perde o logos e se transforma em performance autorreferente. O humor deixa de ser instrumento de revelação e passa a funcionar como mecanismo de autoafirmação grupal.

O resultado é um efeito bumerangue: aquilo que deveria cancelar passa a engajar. O riso da elite converte-se em combustível simbólico para seus adversários.

6. O deboche como linguagem de desprezo

Quando o deboche se torna linguagem dominante, ele deixa de ser recurso crítico e assume função social clara: marcar distância e desprezo.

O problema não está na ironia em si, mas no uso sistemático do riso como forma de hierarquização moral.

Quem ri se coloca acima; quem é alvo do riso é rebaixado. Essa dinâmica rompe qualquer possibilidade de diálogo, pois destrói o espaço comum do logos.

O público percebe esse movimento com precisão instintiva. Não se trata de incapacidade de compreensão, mas de recusa a aceitar a humilhação simbólica.

Ao ver seus valores, sua linguagem e sua forma de vida tratados como sinais de atraso ou estupidez, o homem comum não se sente interpelado, mas atacado. A resposta natural não é adesão, mas rejeição.

Nesse ponto, a narrativa militante já não fala para convencer, mas para sinalizar virtude interna. O logos comum é abandonado em favor de uma linguagem de pertencimento.

A consequência é de todo previsível: quanto mais se deboche, mais se consolida a oposição. O desprezo não educa; ele radicaliza.

7. Cultura pop e a falência do protocolo de virtude

A ruptura com o logos não se limita ao contexto nacional; ela atravessa a cultura pop global. O caso do filme Coringa é emblemático.

Antes mesmo da estreia, setores da crítica progressista tentaram enquadrá-lo como obra perigosa, capaz de incitar violência. O chamado “protocolo de virtude” entrou em ação, substituindo análise por rotulação preventiva.

O efeito foi imediato e inverso ao desejado. A tentativa de interdição funcionou como marketing gratuito. O público ignorou o selo moral e encontrou no personagem não um manifesto ideológico, mas o retrato de um indivíduo esmagado por um sistema burocrático, indiferente e hipócrita.

Ironicamente, esse sistema se assemelha cada vez mais àquele defendido por quem tentou cancelar o filme.

O logos da experiência humana falou mais alto do que a sinalização moral. O espectador reconheceu ali não um chamado à violência, mas uma denúncia do vazio institucional.

A narrativa militante, ao tentar controlar o sentido, revelou sua própria incapacidade de escuta.


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8. Conclusão — Quando o logos não aceita edição

O percurso deste ensaio revela um mesmo erro estrutural repetido em campos distintos: política, arte, humor e cultura pop.

Sempre que a narrativa se emancipa do logos — entendido como razão ordenadora, escuta da experiência humana e limite ontológico — ela se torna autorreferente, moralizante e, por fim, estéril.

O que se apresenta como consciência crítica degenera em engenharia simbólica incapaz de prever seus próprios efeitos.

Ao tentar editar o mundo em vez de compreendê-lo, a estética militante rompe com hierarquias fundamentais da vida: sobrevivência precede abstração; ordem antecede discurso; dignidade concreta vale mais que virtude performada.

Quando esses princípios são ignorados, a linguagem perde aderência e o público se afasta não por ignorância, mas por lucidez prática.

É nesse ponto que ocorre o suicídio narrativo propriamente dito. A crítica já não interpreta; acusa. O humor já não revela; corrige. A arte já não provoca; vigia.

O resultado não é derrota imposta de fora, mas isolamento autogerado. O círculo encolhe porque o logos não se curva à edição
moral. Ele permanece silencioso, desmentindo aquilo que tenta substituí-lo.

9. Epílogo — O riso que escuta o logos

O riso autêntico nasce do reconhecimento, não da tutela. Ele pressupõe uma igualdade simbólica mínima entre quem ri e quem é objeto do riso, ainda que momentaneamente suspensa pelo exagero, pela ironia ou pela caricatura.

Por isso, o humor funciona quando observa o humano em suas contradições e fracassa quando tenta corrigi-lo.

Os humoristas que hoje alcançam maior adesão popular não o fazem por alinhamento ideológico, mas porque preservam essa escuta elementar do logos do riso. Zombam do poder, do absurdo, da hipocrisia e, sobretudo, de si mesmos.

Não falam a partir de um "lugar de fala" ou de de um púlpito moral; falam do chão da experiência comum. O público percebe essa simetria e responde com adesão.

Quando o humor se converte em catequese, o riso se retrai. Não por censura, mas por asfixia. O espectador já não se sente convidado a rir, mas convocado a concordar.

E o riso, por sua natureza, não aceita convocação. Onde há vigilância moral, ele se cala.

10. Pós-escrito — Liberdade criativa, doutrina e o riso interditado

Antes do exemplo, é preciso compreender o fenômeno. O humor exige liberdade criativa real: liberdade para errar, exagerar, flertar com o mau gosto ocasional e atravessar zonas ambíguas da experiência humana.

Essa liberdade não é compatível com limitações doutrinárias rígidas, sobretudo quando estas definem previamente quem pode ser alvo do riso e quem deve ser protegido por blindagem moral.

É aqui que se estabelece o contraste central. O humor de matriz progressista contemporânea opera sob um regime de restrições internas: listas implícitas de temas proibidos, alvos intocáveis e conclusões obrigatórias.

O comediante já entra em cena com o desfecho moral decidido. A piada perde risco, perde surpresa e, com isso, perde vida.

O humor associado à direita, por sua vez, não é mais “agudo” por natureza; é menos regulado. Ele aceita o desconforto, o erro e a ambiguidade. Ri do politicamente correto, mas também do politicamente incorreto. Não promete redenção, apenas exposição.

Essa assimetria explica a diferença de impacto.

A título de exemplo, temos o declínio do Porta dos Fundos ilustra esse processo. Ao assumir progressivamente uma identidade ideológica explícita, o grupo reduziu sua própria margem criativa.

A máscara caiu, o horizonte estreitou e o público percebeu que o riso fora substituído por alinhamento. Não houve censura externa; houve autolimitação doutrinária.

Toda vez que um artista arranca a máscara e declara sua missão moral, ocorre um dissenso silencioso. Parte do público se afasta não por discordar politicamente, mas por reconhecer que o logos do humor foi sacrificado. O riso não foi vencido. Ele apenas se retirou.

(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

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Reforma Tributária 54: Apuração pelo regime regular de IBS e CBS para os MEIs - Por Rosa Freitas*

09/02/2026

1. Apresentação

Um dos debates mais complexos da Reforma Tributária diz respeito à apuração do IBS e da CBS no âmbito do Simples Nacional. A sistemática inaugurada pela EC n.º 132/2023 e regulamentada pela LC n.º 214/2025 trouxe repercussões significativas para micro e pequenas empresas, especialmente no que se refere ao tratamento conferido ao Microempreendedor Individual (MEI).

Com a edição da LC n.º 227/2026, passou-se a admitir que o MEI, assim como as demais empresas optantes pelo Simples Nacional, possa exercer a opção pelo regime regular de apuração do IBS e da CBS. Tal alteração buscou evitar o chamado “esmagamento do MEI”, considerando que, na versão original da LC n.º 214/2025, não havia previsão expressa dessa alternativa.

2. O dever declaratório do MEI

Nos termos do art. 25-B da Lei Complementar n.º 123/2006, o MEI, definido no art. 18-A do mesmo diploma, deverá apresentar anualmente à Secretaria Espe...

1. Apresentação

Um dos debates mais complexos da Reforma Tributária diz respeito à apuração do IBS e da CBS no âmbito do Simples Nacional. A sistemática inaugurada pela EC n.º 132/2023 e regulamentada pela LC n.º 214/2025 trouxe repercussões significativas para micro e pequenas empresas, especialmente no que se refere ao tratamento conferido ao Microempreendedor Individual (MEI).

Com a edição da LC n.º 227/2026, passou-se a admitir que o MEI, assim como as demais empresas optantes pelo Simples Nacional, possa exercer a opção pelo regime regular de apuração do IBS e da CBS. Tal alteração buscou evitar o chamado “esmagamento do MEI”, considerando que, na versão original da LC n.º 214/2025, não havia previsão expressa dessa alternativa.

2. O dever declaratório do MEI

Nos termos do art. 25-B da Lei Complementar n.º 123/2006, o MEI, definido no art. 18-A do mesmo diploma, deverá apresentar anualmente à Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil declaração única e simplificada de informações socioeconômicas e fiscais, observados o prazo e o modelo aprovados pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN).

As informações constantes dessa declaração possuem caráter declaratório, constituindo confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos tributos e contribuições não recolhidos, resultantes das informações nela prestadas.

A declaração anual, portanto, completa o ciclo de funcionamento do tributo, conferindo segurança jurídica ao sistema arrecadatório e viabilizando a fiscalização.

3. Opção pelo regime regular

A opção pelo regime regular deverá ser formalizada no mês de setembro de cada ano, até o último dia útil, produzindo efeitos a partir do primeiro dia do ano-calendário subsequente ao da opção.
Surge, então, a indagação central: como saber qual é a melhor escolha?

A decisão não deve considerar apenas o próprio negócio isoladamente, mas também sua inserção na cadeia produtiva.
Quando a venda se destina ao consumidor final (operações B2C), pode ser que a manutenção no regime simplificado seja mais vantajosa. Por outro lado, quando o contribuinte se encontra no meio da cadeia (operações B2B), a possibilidade de transferência de créditos pode tornar o regime regular mais competitivo.

Assim, a orientação contábil e jurídica deve analisar:
A) para quem se vende?
B) Como se vende?
C) Qual o impacto creditório nas operações subsequentes;
D)qual a estratégia comercial do empreendimento.

4. Projetos de Lei Complementar sobre ampliação do limite do MEI

Atualmente, tramitam no Congresso Nacional projetos que visam ampliar o limite de faturamento do MEI.
Entre os principais:
A) PLP n.º 60/2025 (“Super MEI”): propõe a elevação do limite anual para R$ 140.000,00. Para quem faturar entre R$ 81.000,00 e R$ 140.000,00, prevê contribuição com alíquota maior (8% sobre o salário-mínimo), com reajuste anual.

B) PLP n.º 67/2025: propõe elevar o limite para R$ 150.000,00 e instituir mecanismo de atualização automática com base na inflação (IPCA).

C) PLP n.º 108/2021: também trata de ajustes no regime do MEI.

Algumas propostas iniciais incluíam a possibilidade de contratação de até dois empregados. Contudo, o texto do PLP n.º 60/2025 aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) concentrou-se prioritariamente na ampliação do faturamento.

Até o momento, os projetos permanecem em tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, dependendo de aprovação em plenário e sanção presidencial. As regras vigentes para 2026 continuam baseadas no teto anual de R$ 81.000,00.

Considerando que a opção pelo regime regular ocorre em setembro, eventual alteração legislativa idealmente deveria ser aprovada antes desse período, a fim de permitir planejamento adequado.

5. Distribuição do IBS no âmbito do MEI

A LC n.º 214/2026 introduziu novas regras de distribuição do IBS, estabelecendo a divisão de 50% para os Estados e 50% para os Municípios, no que se refere ao valor recolhido pelo MEI.

O Anexo XXI da LC n.º 123/2006 passa a observar os novos valores de distribuição previstos no Anexo IV da LC n.º 214/2025.

A nova redação do art. 22 da LC n.º 123/2006 prevê que o CGSN definirá o sistema de repasses do total arrecadado, inclusive encargos legais, para:
IV – o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS), do valor correspondente ao IBS, ressalvadas as hipóteses previstas nos incisos V e VI;
V – o Município, ou o Distrito Federal, do estabelecimento, correspondente a 50% do valor do IBS recolhido pelo MEI;
VI – o Estado, ou o Distrito Federal, do estabelecimento, correspondente a 50% do valor do IBS recolhido pelo MEI.

Essa sistemática reforça o modelo federativo cooperativo do IBS, mas também impõe desafios operacionais quanto à apuração, repartição e fiscalização.

6. Pontos para reflexão

A) A possibilidade de opção pelo regime regular fortalece ou fragiliza o MEI diante da concorrência?
B) O crédito do IBS/CBS pode transformar o pequeno em mero instrumento da cadeia produtiva das grandes empresas?
C) A ampliação do teto do MEI resolve o problema estrutural ou apenas posterga a transição para microempresa?
D) O modelo de repartição do IBS respeita adequadamente o pacto federativo?
E) A escolha pelo regime regular deve ser técnica ou estratégica?

Referências:

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.

BRASIL. Emenda Constitucional n.º 132, de 20 de dezembro de 2023. Altera o Sistema Tributário Nacional. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 21 dez. 2023.

BRASIL. Lei Complementar n.º 123, de 14 de dezembro de 2006. Institui o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 15 dez. 2006.

BRASIL. Lei Complementar n.º 214, de 2025. Dispõe sobre a regulamentação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

BRASIL. Lei Complementar n.º 227, de 2026. Altera dispositivos da LC n.º 214/2025 relativos ao Simples Nacional e ao MEI.

BRASIL. Projeto de Lei Complementar n.º 60, de 2025.

BRASIL. Projeto de Lei Complementar n.º 67, de 2025.

BRASIL. Projeto de Lei Complementar n.º 108, de 2021.



*Rosa Freitas é advogada, doutora em direito e autora de artigos e livros jurídicos, dentre eles 'A nova dogmática da tributação de serviços no Brasil'.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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PF pode ter acesso às mensagens apagadas de Vorcaro

09/02/2026

A Polícia Federal conseguiu quebrar a criptografia do celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e está atualmente no processo de recuperação de mensagens e fotos que foram apagadas pelo investigado

Decodificação

O trabalho de decodificação tem sido particularmente complexo devido ao modelo do aparelho, um iPhone 17 Pro Max, que possui sistemas avançados de proteção de dados. Além disso, segundo investigadores, o celular de Vorcaro contava com uma camada extra de criptografia, o que demandou semanas de trabalho técnico especializado para a quebra dos códigos de segurança.

Os dados

Os dados obtidos estão sendo analisados minuciosamente por especialistas da Polícia Federal, em um processo que eles chamam de "peneiramento". O objetivo é identificar conversas e registros que possam ter relevância para a investigação, especialmente aqueles que indiquem possíveis negociações envolvendo o Banco Master e...

A Polícia Federal conseguiu quebrar a criptografia do celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e está atualmente no processo de recuperação de mensagens e fotos que foram apagadas pelo investigado

Decodificação

O trabalho de decodificação tem sido particularmente complexo devido ao modelo do aparelho, um iPhone 17 Pro Max, que possui sistemas avançados de proteção de dados. Além disso, segundo investigadores, o celular de Vorcaro contava com uma camada extra de criptografia, o que demandou semanas de trabalho técnico especializado para a quebra dos códigos de segurança.

Os dados

Os dados obtidos estão sendo analisados minuciosamente por especialistas da Polícia Federal, em um processo que eles chamam de "peneiramento". O objetivo é identificar conversas e registros que possam ter relevância para a investigação, especialmente aqueles que indiquem possíveis negociações envolvendo o Banco Master e o BRB (Banco de Brasília), ou tentativas de interferência para impedir ou postergar a liquidação da instituição financeira.

A defesa

A defesa de Daniel Vorcaro já manifestou preocupação com o procedimento e solicitou que informações pessoais e dados sem relação direta com a investigação sejam descartados.


Após o carnaval

Fontes da Polícia Federal indicaram que, após a conclusão da análise, prevista para ocorrer em uma ou duas semanas após o Carnaval, os dados relevantes serão encaminhados ao STF (Supremo Tribunal Federal) e à PGR (Procuradoria-Geral da República), onde passarão por nova avaliação para determinar o que poderá ser utilizado como prova no processo.

CPMI do INSS cancela sessão de hoje após apresentação de atestados médicos

09/02/2026

A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), marcada para às 16h de hoje, segunda-feira (09/02), foi cancelada após os dois depoentes previstos apresentarem atestados médicos que impediram a participação. 

A decisão

A decisão foi confirmada pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), após o empresário Paulo Camisotti encaminhar documentação médica informando a impossibilidade de comparecer à oitiva para a qual estava regularmente convocado. 


Providências legais

De acordo com o presidente da CPMI, porém, "as providências legais e regimentais cabíveis serão adotadas, inclusive a condução coercitiva, caso seja necessário".


De última hora

Segundo Viana, o atestado foi apresentado de última hora, o que inviabilizou a realização da sessão. Diante do impedimento, a presidência da comissã...

A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), marcada para às 16h de hoje, segunda-feira (09/02), foi cancelada após os dois depoentes previstos apresentarem atestados médicos que impediram a participação. 

A decisão

A decisão foi confirmada pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), após o empresário Paulo Camisotti encaminhar documentação médica informando a impossibilidade de comparecer à oitiva para a qual estava regularmente convocado. 


Providências legais

De acordo com o presidente da CPMI, porém, "as providências legais e regimentais cabíveis serão adotadas, inclusive a condução coercitiva, caso seja necessário".


De última hora

Segundo Viana, o atestado foi apresentado de última hora, o que inviabilizou a realização da sessão. Diante do impedimento, a presidência da comissão optou pelo cancelamento da reunião prevista para hoje.

Não aceitará

O senador afirmou ainda que a comissão "não aceitará expedientes protelatórios nem o uso de atestados médicos como instrumento para esvaziar investigações".


Quer entender

O colegiado quer entender como o dinheiro das associações chegava às empresas da família Camisotti, e e qual seria o envolvimento do filho de Maurício nos descontos ilegais aplicados sobre aposentados e pensionistas.

O Poder


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Veneziano registra cinco anos sem José Maranhão e destaca legado deixado por ele no MDB

09/02/2026

O Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) registrou hoje, segunda-feira (09/02) os cinco anos de falecimento do ex-Senador e ex-Governador da Paraíba, José Targino Maranhão (MDB), transcorridos ontem, domingo (08/02).


Lembrou

Veneziano, atual presidente estadual do MDB na Paraíba, lembrou que Zé Maranhão se notabilizou pelo compromisso com o legado do partido e pela dedicação ao seu estado, no exercício dos cargos que assumiu.


Responsável

Ele lembrou que, como Governador, José Maranha foi responsável por obras e programas importantes, que mudaram a vida dos paraibanos, a exemplo da ampliação da energia elétrica para todo o estado, abastecimento de água para comunidades rurais, duplicação
BR 230, construção de hospitais, dentre outras inúmeras ações.

“Nosso Zé Maranhão deixou um grande legado para as atuas e futuras gerações. Além de um homem de grande espírito público, que...

O Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) registrou hoje, segunda-feira (09/02) os cinco anos de falecimento do ex-Senador e ex-Governador da Paraíba, José Targino Maranhão (MDB), transcorridos ontem, domingo (08/02).


Lembrou

Veneziano, atual presidente estadual do MDB na Paraíba, lembrou que Zé Maranhão se notabilizou pelo compromisso com o legado do partido e pela dedicação ao seu estado, no exercício dos cargos que assumiu.


Responsável

Ele lembrou que, como Governador, José Maranha foi responsável por obras e programas importantes, que mudaram a vida dos paraibanos, a exemplo da ampliação da energia elétrica para todo o estado, abastecimento de água para comunidades rurais, duplicação
BR 230, construção de hospitais, dentre outras inúmeras ações.

“Nosso Zé Maranhão deixou um grande legado para as atuas e futuras gerações. Além de um homem de grande espírito público, que defendeu os princípios do MDB, de fortalecimento da democracia e de igualdade de condições para todos os cidadãos, indistintamente, deixou sua marca como grande administrador e operoso gestor. Nosso eterno mestre de obras”, lembrou Veneziano.

Com apoio da Prefeitura, blocos de Carnaval levam foliões para as ruas do Jaboatão

09/02/2026

Os blocos de Carnaval já tomam conta de Jaboatão dos Guararapes e, ontem, domingo (08/02), a animação marcou presença em diversas localidades do município. Focada no fortalecimento da cultura popular e estruturação de agremiações que desfilam nos bairros, a Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes garante o apoio para os foliões saírem às ruas.


Irreverentes

Entre os blocos que fizeram a alegria dos jaboatonenses estava o irreverente As Perdidas de Candeias, tradicional agremiação do bairro e que fez seu retorno neste ano de 2026. Com concentração na avenida Presidente Castelo Branco, conhecida como as três faixas, o bloco brinca com a ideia dos homens vestidos com roupas de mulheres.

Mais bloco

Já em Jaboatão Centro, no período da tarde, foi a vez do bloco 220volts sair às ruas arrastando centenas de pessoas ao som dos cantores Vitinho Polêmico e Troinha. A gestora do Programa de Políticas Públicas Sociais...

Os blocos de Carnaval já tomam conta de Jaboatão dos Guararapes e, ontem, domingo (08/02), a animação marcou presença em diversas localidades do município. Focada no fortalecimento da cultura popular e estruturação de agremiações que desfilam nos bairros, a Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes garante o apoio para os foliões saírem às ruas.


Irreverentes

Entre os blocos que fizeram a alegria dos jaboatonenses estava o irreverente As Perdidas de Candeias, tradicional agremiação do bairro e que fez seu retorno neste ano de 2026. Com concentração na avenida Presidente Castelo Branco, conhecida como as três faixas, o bloco brinca com a ideia dos homens vestidos com roupas de mulheres.

Mais bloco

Já em Jaboatão Centro, no período da tarde, foi a vez do bloco 220volts sair às ruas arrastando centenas de pessoas ao som dos cantores Vitinho Polêmico e Troinha. A gestora do Programa de Políticas Públicas Sociais (PPS), Andréa Medeiros, foi homenageada como madrinha do bloco, um reconhecimento à sua atuação na valorização da cultura do município. Para o presidente da agremiação, Hiago Santos, que desfila pelo primeiro ano, o dia é de gratidão.


Crescimento

Segundo o prefeito Mano Medeiros, que prestigiou alguns dos blocos neste domingo ao lado de Andréa Medeiros, o Carnaval de Jaboatão tem crescido e se estruturado a cada ano. "Temos dezenas de blocos que geram diversão e renda para muitas pessoas, e nós, enquanto poder público, temos essa preocupação de apoiar e fomentar a realização dessa festa para nossa população", informou.

Reforçou

A gestora do Programa de Políticas Públicas Sociais (PPS), Andréa Medeiros, reforçou que as pessoas são a alegria do Carnaval no município.

"Aqui em Jaboatão é assim, com o povo na rua, brincando sem distinção, abraçando a todos. E esse fim de semana é só um pouco do que teremos pela frente, com muita festa em todo o município", disse.

Recife celebra Dia do Frevo com mais de 30 apresentações de orquestras, troças e blocos

09/02/2026

O ritmo é frenético. Um símbolo do carnaval pernambucano. Tem que ter energia e disposição. Hoje, segunda-feira (09/02), é celebrado o Dia do Frevo, uma manifestação do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade (Unesco, 2012) e Patrimônio Cultural do Brasil (Iphan, 2007).

A data

O dia 9 de fevereiro de 1907 foi data em que, pela primeira vez, a palavra "frevo" foi citada pela imprensa, no "Jornal Pequeno", do Recife. Cem anos depois, o ritmo recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Para marcar o reconhecimento, a data passou a integrar o calendário de datas comemorativas.


Programação cultural

Para celebrar o aniversariante, uma programação cultural ocorre no Centro do Recife. São quase 12 horas de atrações no Bairro do Recife e no Derby, áreas centrais da cidade. Entre orquestras, blocos líricos, troças carnavalescas...

O ritmo é frenético. Um símbolo do carnaval pernambucano. Tem que ter energia e disposição. Hoje, segunda-feira (09/02), é celebrado o Dia do Frevo, uma manifestação do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade (Unesco, 2012) e Patrimônio Cultural do Brasil (Iphan, 2007).

A data

O dia 9 de fevereiro de 1907 foi data em que, pela primeira vez, a palavra "frevo" foi citada pela imprensa, no "Jornal Pequeno", do Recife. Cem anos depois, o ritmo recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Para marcar o reconhecimento, a data passou a integrar o calendário de datas comemorativas.


Programação cultural

Para celebrar o aniversariante, uma programação cultural ocorre no Centro do Recife. São quase 12 horas de atrações no Bairro do Recife e no Derby, áreas centrais da cidade. Entre orquestras, blocos líricos, troças carnavalescas e passistas de frevo, a programação é gratuita e para todos os públicos.

Atrações

As atrações ocupam praças e vias do Recife das 8h às 19h30. Para contemplar as expressões artísticas que constituem o carnaval multicultural do Recife, a agenda está dividida em quatro atos:Alvorada dos Passistas; Almoço com Frevo; Desfile de Agremiações; Orquestras e Passistas e Apoteose dos Alegres Flabelos.

Alvorada dos Passistas

Durante a manhã, na Alvorada dos Passistas, uma série de companhias de dança, orquestras e passistas se juntam na folia. Entre os participantes estão as Orquestras Frevo Zen, Som Brasil Banda Show e Trilha Nordestina, já os grupos de passistas são representados pela Cia Dança Perna de Palco e Nordeste Cia de Dança, entre outros.

O Almoço

O Almoço com Frevo começa a partir das 15h na Praça do Arsenal, no Bairro do Recife. A concentração será o encontro da Troça Carnavalesca Mista Abanadores do Arruda e do Clube de Boneco seu Malaquias. Também participam a Cia de Dança Trapiá e a Escola de Frevo do Recife.

Fim da tarde

No fim da tarde, entre 17h e 18h30, agremiações, grupos musicais e de dança saem da Avenida Rio Branco em direção à Praça do Arsenal. Os brincantes são acompanhados pela Madeira do Rosarinho, Clube Carnavalesco Misto Pão Duro, Passistas de Zenaide Bezerra e Bloco Carnavalesco Lírico Edite no Cordão.

Blocos líricos

Com a chegada na praça, começa a Apoteose dos Alegres Flabelos a partir das 18h. Blocos líricos e carnavalescos participam da festa, como o Bloco Lírico Sempre Feliz e o Bloco Lírico Boêmios da Boa Vista.


Símbolo

O ritmo é um dos símbolos do carnaval pernambucano e só uma data no calendário não foi suficiente. Por isso, além do 9 de fevereiro, celebrado no Recife, todo 14 de setembro é comemorado o Dia Nacional do Frevo.
A segunda data faz alusão ao aniversário de Osvaldo Almeida, um grande defensor e propagador do ritmo, tido como o responsável por nomear a manifestação cultural como "frevo". O termo surgiu como uma adaptação de "frever", que era usada popularmente para descrever a efervescência das ruas durante o carnaval.


No Brasil

Brasil afora, o seu Dia Nacional é comemorado em 14 de setembro - dada a grandiosidade, e já que “é uma dança que nenhuma terra tem”, como diria Capiba, ter “apenas” duas datas no calendário para celebrá-lo, chega a ser pouco.



Poético

Acelerado, para incitar o corpo em rebuliço, ou poético, para levar, em marcha, a multidão que sempre o acompanha, musicalmente o frevo é a maior identidade pernambucana, seja em harmonias e arranjos de outrora, ou em pulsações contemporâneas renovadas, por exemplo, por metais do rock ou pelo gancho da linguagem audiovisual transformada em Carnaval por fazedores independentes de música.


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Severino Lopes
O Poder

Prefeitura do Recife entrega segundo Centro Arrecifes de Cidadania em Afogados

09/02/2026

A Prefeitura do Recife entrega, hoje, segunda-feira (09/02), às 11h, o segundo Centro Arrecifes de Cidadania da cidade, desta vez no bairro de Afogados. O novo equipamento amplia a rede de proteção social básica do município, fortalecendo políticas de inclusão social, produtiva e digital, com capacidade para atender até 5 mil famílias. O investimento para implantação do equipamento foi de cerca de R$ 3,1 milhões.

Presença


A entrega contará com a presença do prefeito João Campos. O espaço vai ofertar serviços como atendimento do CRAS, Cadastro Único, acompanhamento psicossocial, qualificação profissional, inclusão digital, orientação jurídica e ações de fortalecimento de vínculos comunitários.

O Poder



A Prefeitura do Recife entrega, hoje, segunda-feira (09/02), às 11h, o segundo Centro Arrecifes de Cidadania da cidade, desta vez no bairro de Afogados. O novo equipamento amplia a rede de proteção social básica do município, fortalecendo políticas de inclusão social, produtiva e digital, com capacidade para atender até 5 mil famílias. O investimento para implantação do equipamento foi de cerca de R$ 3,1 milhões.

Presença


A entrega contará com a presença do prefeito João Campos. O espaço vai ofertar serviços como atendimento do CRAS, Cadastro Único, acompanhamento psicossocial, qualificação profissional, inclusão digital, orientação jurídica e ações de fortalecimento de vínculos comunitários.

O Poder


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Chuvas provocam alagamentos, queda de muros e aumento do nível das águas do Açude Velho em CG

09/02/2026

Chuvas, alagamentos e queda de muro e árvores e o aumento do nível de água do açude velho. As fortes chuvas que caíram sobre Campina Grande, Agreste da Paraíba, ontem, domingo (08/02) causaram diversos transtornos em vários pontos espalhados pela cidade. O Açude Velho, cartão postal da cidade, teve o seu nível de água elevado.


Alerta

A Defesa Civil amanheceu em estado de alerta monitorando as principais áreas de risco. De acordo com a Defesa Civil de Campina Grande, o município possui cerca de 60 pontos de alagamento. São áreas sucectíveis a alagamentos,


Chuvas intensas

A região, inclusive, está sob alerta amarelo de perigo potencial de chuvas intensas até o fim do dia, de acordo com o emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).


De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em Campina Grande foram registrados 24,...

Chuvas, alagamentos e queda de muro e árvores e o aumento do nível de água do açude velho. As fortes chuvas que caíram sobre Campina Grande, Agreste da Paraíba, ontem, domingo (08/02) causaram diversos transtornos em vários pontos espalhados pela cidade. O Açude Velho, cartão postal da cidade, teve o seu nível de água elevado.


Alerta

A Defesa Civil amanheceu em estado de alerta monitorando as principais áreas de risco. De acordo com a Defesa Civil de Campina Grande, o município possui cerca de 60 pontos de alagamento. São áreas sucectíveis a alagamentos,


Chuvas intensas

A região, inclusive, está sob alerta amarelo de perigo potencial de chuvas intensas até o fim do dia, de acordo com o emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).


De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em Campina Grande foram registrados 24,5 mm de chuvas nas últimas 12h de acordo com a média dos quatro pluviômetros da cidade (maiores registros foram feitos no Cruzeiro - 38,2 mm - e no Jardim Paulistano - 31,6 mm).

Durante a chuva registrada neste domingo, alguns destes pontos foram afetados, em áreas como ruas do Distrito dos Mecânicos, no bairro do Tambor, além da Avenida Almirante Barroso e do Jardim Verdejante, foram atingidas por alagamentos.

Quedas de muros

Quedas de muros também foram registradas, como a queda de um muro nos fundos da sede do Campinense Clube, no bairro da Bela Vista. No dia anterior, o muro de uma escola, no bairro do Centenário, também cedeu devido às chuvas. No lugar do muro da escola foram colocados tapumes. Em ambos os casos, não houve feridos, apenas danos estruturais.

Canal das Piabas

O Canal das Piabas apresentou aumento significativo do volume de água, parte do qual escoou em direção ao Açude Velho, elevando o nível do reservatório até atingir o sangradouro.

Outra chuva

No começo do mês, vários pontos de Campina Grande, no Agreste da Paraíba, registraram transtornos após as fortes chuvas. Segundo a Defesa Civil, ruas ficaram alagadas e estabelecimentos foram danificados pelo alto volume de água.

Orienta

O Inmet orienta que a população evite se abrigar embaixo de árvores e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão. Em caso de emergências a população pode entrar em contato com a Defesa Civil (telefone 199) e o Corpo de Bombeiros (telefone 193).


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Severino Lopes
O Poder

Bonecos gigantes de Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho devem animar carnaval do Recife

09/02/2026

Os bonecos gigantes de Kleber Mendonça Filho, diretor do filme “O Agente Secreto”, e Wagner Moura, que interpreta o protagonista da trama, devem animar o carnaval do Recife este ano.

Estrearam

Os bonecos gigantes estrearam no carnaval pernambucano ontem, domingo (08/02). Eles foram os destaques do desfile inaugural do Bloco do Cinema São Luiz, primeira agremiação carnavalesca de um cinema de rua no Brasil.


Fernanda Torres

A prévia carnavalesca também contou com a participação do boneco gigante de Fernanda Torres, que foi a sensação da folia pernambucana em 2025 após a atriz ganhar o Globo de Ouro de Melhor Atriz por "Ainda Estou Aqui". “Eu vi os filmes, ficou idêntico! Está tudo lindo, as expressões do rosto, tudo. Ficou muito parecido mesmo todos três", afirmou a dona de casa Lenilta Garcia, de 72 anos.

O Poder

Os bonecos gigantes de Kleber Mendonça Filho, diretor do filme “O Agente Secreto”, e Wagner Moura, que interpreta o protagonista da trama, devem animar o carnaval do Recife este ano.

Estrearam

Os bonecos gigantes estrearam no carnaval pernambucano ontem, domingo (08/02). Eles foram os destaques do desfile inaugural do Bloco do Cinema São Luiz, primeira agremiação carnavalesca de um cinema de rua no Brasil.


Fernanda Torres

A prévia carnavalesca também contou com a participação do boneco gigante de Fernanda Torres, que foi a sensação da folia pernambucana em 2025 após a atriz ganhar o Globo de Ouro de Melhor Atriz por "Ainda Estou Aqui". “Eu vi os filmes, ficou idêntico! Está tudo lindo, as expressões do rosto, tudo. Ficou muito parecido mesmo todos três", afirmou a dona de casa Lenilta Garcia, de 72 anos.

O Poder

Alceu Valença arrasta multidão com muito frevo no 2º desfile do bloco 'Bicho Maluco Beleza' no Recife

09/02/2026

Já é carnaval em Recife. E a festa está em toda parte. Nos blocos, bailes e nas ruas. Ontem, domingo (08/02), o frevo tomou conta do Centro do Recife enquanto Alceu Valença comandava o segundo desfile do bloco Bicho Maluco Beleza pela Rua da Aurora. O cantor, com quase 80 carnavais de vida, divertiu uma multidão de foliões ao som de hits atemporais e consagrados como tradição no carnaval pernambucano.

Cantou

Em cima do trio elétrico, Alceu cantou sucessos que atravessam gerações, como "Voltei, Recife"; "Bom Demais" e "Diabo Louro". Outros clássicos do cantor, como "Girassol", "Vampira" e "Bicho Maluco Beleza" também foram cantados em coro pelos foliões.

Participações


O desfile contou com participações especiais de Lenine, da Madeira do Rosarinho, do Afoxé Ogbon Obá, homenageados do carnaval do Recife em 2026. Almério, Juba Valença, Larissa Lisboa, Juzé e Nínive Caldas também se revezaram no trio com apr...

Já é carnaval em Recife. E a festa está em toda parte. Nos blocos, bailes e nas ruas. Ontem, domingo (08/02), o frevo tomou conta do Centro do Recife enquanto Alceu Valença comandava o segundo desfile do bloco Bicho Maluco Beleza pela Rua da Aurora. O cantor, com quase 80 carnavais de vida, divertiu uma multidão de foliões ao som de hits atemporais e consagrados como tradição no carnaval pernambucano.

Cantou

Em cima do trio elétrico, Alceu cantou sucessos que atravessam gerações, como "Voltei, Recife"; "Bom Demais" e "Diabo Louro". Outros clássicos do cantor, como "Girassol", "Vampira" e "Bicho Maluco Beleza" também foram cantados em coro pelos foliões.

Participações


O desfile contou com participações especiais de Lenine, da Madeira do Rosarinho, do Afoxé Ogbon Obá, homenageados do carnaval do Recife em 2026. Almério, Juba Valença, Larissa Lisboa, Juzé e Nínive Caldas também se revezaram no trio com apresentações antes de Alceu dominar a folia no último domingo antes do carnaval.

Fundado

Fundado em 1992, em Olinda, e consolidado em São Paulo nos últimos dez anos, o bloco mantém a mística do estandarte criado pelo artista Bajado e segue atraindo foliões de diferentes gerações .

Alceu

Nascido em São Bento do Una, no Agreste de Pernambuco, Alceu Valença tem 79 anos e uma trajetória marcada pela frevo. As comemorações oficiais pelos 80 anos do artista serão celebradas na turnê ‘80 girassóis’, com início previsto para março de 2026.

O Poder

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