(Parte 3)
'Investigações e origens'
Chegamos no terceiro momento de nossa abordagem, mais um de nosso esforço intelectual para tentar a identificação do significado e revelações em torno do acontecimento de: "mais uma tentativa de assassinato do Presidente Donald Trump".
Vinculado aquele evento há um processo de "guerra em curso", acelerado após o desmanche do "Planeta socialista" (1989 -1991) embora, não esteja aí sua origem, isto é, no desmanche do bloco socialista, pelo contrário, a localização tem começo com Revolução (golpe) Bolchevique de 1917 - embrião da formação do "planeta socialista"
Aquele movimento revolucionário de 1917, herdou as práticas terroristas, já praticava antes de chegar ao poder dos movimentos de contestações do século XIX, tendo nascido dentro do anarquismo, anarco-sindicalismo, socialismo revolucionário e correntes a eles vinculados.
'Legitimidade do terrorismo'
O terrorismo do século 19 teve como "modus operandis" atacar lideranças políticas, esperando causar ondas de medo, recuos e terror na sociedade.
Esses criminosos agindo isoladamente ou em grupo fizeram vítimas importantes, como: Imperatriz Sissi, da Áustria; Francisco Ferdinando da Áustria; Alexandre II, da Rússia czarista, e por aí segue.
Esses crimes sempre foram tratados pelos seus planejadores e executores como "naturais" e "legítimos", era, e, é, por eles entendido, como eliminação dos inimigos da pátria, do povo ou de classe.
Deixamos claro que a tentativa frustada de atentar contra Trump, além de ser mais uma, é parte de um processo, e registramos, tratar-se de mais uma ação de um terror que não vai parar por aí.
'O terrorista Cole Allen'
Agora, traremos para o palco de nossas interpretações, aquele personagem que executaria o plano do assassinato do Presidente Trump e da grande parte da cúpula administrativa americana.
O executor frustado seria o professor Collen Allen, californiano, simpatizante do Partido Democrata - Califórnia é o maior reduto do Partido - jovem de 31 anos, engenheiro eletrônico, mestre na sua área, formado em Escola prestigiada, lente premiado/prestigiado, desfrutando de admiração de seus discípulos e colegas de trabalho.
Vinculado a grupos de orientações radicais, desses o mais conhecido, grupo "NoKings", e mais um outro movimento de disseminação de ódio aos cristãos, apesar de sua origem cristã.
Seguiu da Califórnia para para Washington, hospedou-se no Hotel onde seria realizado o Evento com a participação do Presidente Trump e cúpula.
Estranho não ter passado pelo rigor da vigilância presidencial. O hotel era o mesmo onde Ronald Reagen em 1986, sofrera atentado. Seria matéria para outra oportunidade nossa.
Colle viajou e hospedou-se com posses de armas de fogo de grosso e pequeno calibres, além de armas brancas.
'A carta'
Depois de sua prisão, posterior a sua ação frustada, foi encontrada e divulgada uma carta do mesmo.
Na carta, Collen pedia desculpas a alunos, parentes, companheiros de trabalho. Era uma carta de despedida, estava ciente de que sua ação traria pra ele, morte ou prisão perpétua.
Fez uma referência ao Irã, quando revela que entrou no hotel com facilidades, e fez questionamentos: "imagine se fosse um iraniano?" A carta apresenta pouca coesão textual.
Acusa, no seu escrito, o Presidente Trump de ter mãos sujas de sangue, além de ser um pedófilo, estuprador e corrupto. "Modus operandis" de grupos criminosos, ou seja, desumanizar suas vítimas, para justificar o sacrifício que será imposto.
Collen é alguém radicalizado, típico militante da "extrema esquerda" e entrou nessa "barca furada", não se sabe como, nem mesmo ele.
Universidades, escolas médias americanas estão cheias de alunos e professores que não aprenderam a convivência com o contraditório.
Não é só nos Estados Unidos, que isso ocorre, por aqui, entre nós, já ouvimos bastante essas loucuras em nossos "campi" ; jovens histéricos aos gritos para seus perseguidos/não esquerdistas: "Recua fascista, recua" - (entendendo fascista como aquele que não está na bolha da esquerda).
Ou mesmo, uma estupidez de um professor endemoninhado: "Uma boa arma, uma boa bala, uma boa cova, com a direita não há diálogo". Revelam as regras de convivência dessas mentalidades, que crescem exponencialmente, com ajuda de meios de informações que trazem notícias, com meia ou nenhuma verdade, cujo propósito sempre é de atacar reputações de quem pense diferente.
'Outros crimes'
Ainda mais recentemente, nos Estados Unidos, o jovem Charlie Kirk, de formação conservadora cristã, dedicava sua vida ao debate aberto com universitários. Certo dia perdeu a vida por um tiro covarde. Seu assassino um jovem desmiolado militante de grupos de esquerda.
Com o assassinato de Kirk, grupos esquerdistas, trouxeram à tona aspectos da vida privada da vítima. Até certo ponto o frio assassinato foi legitimado por aqueles grupos.
'Histórico de intolerância'
A esquerda marxista, tem um histórico de intolerância ultra radical em relação aos que pensam diferentes da "matrix esquerdista".
Não é fenômeno recente esta intolerância, mas já é centenária. Basta ver os debates do marxismo com os que se atrevem a pensar fora da "matrix ideológica esquerdista". Não faço acusação leviana, a História, não nos deixa mentir.
O professor da Universidade de Stanford - EUA, Dinesh de Souza, no seu livro " A grande mentira", relata as violências nos "campi" universitários americanos, praticados por jovens estudantes e estimulados, imaginem! por seus professores.
O tom raivoso é característica historicamente comprovada quando marxistas revolucionários participam de debates
Já no século seculo XIX, encontramos na literatura marxista um debate por parte dos que professam a "fé marxista" , carregado de ironias, violências, ataques à reputação, dirigidos contra aqueles que estão fora da "bolha", e até de outras matrizes socialistas não-marxista.
Praticamente o marxismo foi retirando de cena ou desmoralizando todos os outros grupos socialistas, os que não rezavam pela cartilha do "Manifesto Comunista", com fundamentos num conjunto ideológico, conceituado, como "socialismo científico".
O marxismo político, entra no debate político das democracias liberais, mas não pratica o debate livre, democrático, pacífico, civilizado. Não considera os grupos fora de sua moldura teórica como adversários políticos, mas como inimigos.
Inimigos de classe e como tal devem ser eliminados moralmente, ideologicamente e até fisicamente.
'De volta a Colle'
Aí chegamos de volta a Colle Allen, se não é ele um exímio conhecedor do marxismo, e não o é, mas é aquele, como muitos outros radicalizados que enveredaram por caminhos preparados por propagandas radicais do extremismo político.
No século XIX, e prosseguindo nos dois séculos seguintes, a prática do terrorismo, e de eliminação dos "inimigos" foi e, é fato reconhecido como legítimo por esses grupos fanatizados, principalmente esquerdistas.
Mataram Charlie Kirk. Tentaram matar o candidato presidencial Jair Bolsonaro, mataram Uribe, candidato da "direita" na Colômbia, Vilavivencio, outro candidato à presidência na Colômbia, de "direita", também morto. Tentaram novamente matar Trump e por aí segue.
É Sempre um "progressista" de "esquerda" que tenta matar um político, um ativista, uma pessoa de "direita". Eles projetam um profundo ódio que sentem pelas vítimas. Fruto de muita desinformação.
Quanto a Colle é mais um fanatizado, espécie de "homem-bomba", pronto a executar a tarefa pela causa que acredita justa.
Essas mentalidades são usadas por forças que disseminam serem: "progressistas", "revolucionárias" e "anti-ocidentalismo burgues".
As forças contra o cercado ocidental estão residindo no lar de um autoritarismo controlado pela China, Rússia e terrorismo islâmico.
Ian Pacepa (General Romeno), Vladislac Bittman (KGB Soviética) já faz referência a preparação desses guerrilheiros.
A sociedade ocidental está repleta dessas mentes, prontas para serem utilizadas, não são cidadãos com militância de maior comprometimento, mas disponíveis.
A "cultura Woke " é front de guerra cultural e nova fronteira geopolítica a ser enfrentada, ela é a régua moral dos inocentes úteis que se julgamento soldados da nova História.
Conclusão da abordagem, mas não o Final.
Tenho Dito
*Jarbas Beltrão é Historiador, professor de História da UPE. Mestre em Educação pela UFPB. MBA em Política Estratégia Defesa e Segurança pela Adesg e Faculdade Metropolitana São Carlos/SP. Vinculado ao MBA em Geopolítica e Novas Fronteiras, Cibernética e Inteligência Artificial pela Adesg (Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra) e Instituto Venturo. Membro associado Academy Ventury de Política e Estratégia.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.