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TRE-RJ confirma vitória de Douglas Ruas no 1º turno após retotalização dos votos

10/10/2026

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) confirmou, neste sábado (10/10), a vitória de Douglas Ruas (PL) na eleição para o governo do estado, após a retotalização dos votos dos fluminenses no 1º turno.

Com a anulação dos 274.411 votos de Anthony Garotinho (Republicanos), determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ruas alcançou 50,88% dos votos válidos e teve a vitória da eleição reconhecida pela Justiça Eleitoral.

Candidato mais votado

O procedimento foi conduzido pelo presidente da Corte, desembargador Claudio de Mello Tavares, com a presença dos sete integrantes do tribunal, além de representantes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de partidos políticos.

"O candidato mais votado para o cargo de governador do Estado do Rio de Janeiro foi o candidato Douglas Ruas, alcançando mais da metade dos votos válidos, o suficiente para vence...

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) confirmou, neste sábado (10/10), a vitória de Douglas Ruas (PL) na eleição para o governo do estado, após a retotalização dos votos dos fluminenses no 1º turno.

Com a anulação dos 274.411 votos de Anthony Garotinho (Republicanos), determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ruas alcançou 50,88% dos votos válidos e teve a vitória da eleição reconhecida pela Justiça Eleitoral.

Candidato mais votado

O procedimento foi conduzido pelo presidente da Corte, desembargador Claudio de Mello Tavares, com a presença dos sete integrantes do tribunal, além de representantes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de partidos políticos.

"O candidato mais votado para o cargo de governador do Estado do Rio de Janeiro foi o candidato Douglas Ruas, alcançando mais da metade dos votos válidos, o suficiente para vencer no primeiro turno das eleições", afirmou o presidente do TRE-RJ Claudio de Mello Tavares.

Antes havia dúvida

Antes da anulação dos votos de Garotinho, o resultado no Rio de Janeiro tinha apontado para a realização de um 2º turno entre Ruas e o segundo candidato mais votado, o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD)

A retotalização foi determinada após o TSE manter o indeferimento do registro de candidatura de Garotinho e decidir, por cinco votos a dois, pela anulação dos votos recebidos por ele no último domingo (04/10).

Aumento dos percentuais

Sem esses votos no cálculo dos votos válidos, Ruas passou de 49,27% para cerca de 50,88% e superou a maioria absoluta exigida para vencer no 1º turno.

A cerimônia foi realizada na sede do TRE-RJ, no Palácio da Democracia. O resultado recalculado foi anunciado após o procedimento, mas a proclamação formal do governador eleito depende das etapas previstas pela Justiça Eleitoral.

— Com Agências de Notícias

Flávio cita maioridade penal e fortalecimento da segurança; Lula destaca medidas para redução de impostos e subsídios para combustíveis

10/10/2026

O dia de eleição foi agitado para os dois candidatos que disputam a Presidência da República neste sábado (10/10). No Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro (PL) falou em redução da maioridade penal, endurecimento de penas para roubos como algumas das propostas do seu governo e pediu aos apoiadores que “não abaixem a guarda”. Em Natal (RN), o presidente Lula (PT) destacou a redução de impostos federais sobre a gasolina e a renovação do subsídio ao etanol como medidas positivas da sua gestão.

Segundo o presidente, as duas medidas, adotadas recentemente pelo Executivo Federal, têm como objetivo “conter os efeitos da alta internacional do petróleo sobre os preços no Brasil”.O presidente passou o dia na capital potiguar ao lado de políticos de todo o Nordeste que compõem a sua base de apoio.

Trocas de farpas

No quesito troca de farpas, os dois candidatos se igualaram. Lula questionou, durante ato, a proposta de Flávio Bolsonaro (PL)...

O dia de eleição foi agitado para os dois candidatos que disputam a Presidência da República neste sábado (10/10). No Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro (PL) falou em redução da maioridade penal, endurecimento de penas para roubos como algumas das propostas do seu governo e pediu aos apoiadores que “não abaixem a guarda”. Em Natal (RN), o presidente Lula (PT) destacou a redução de impostos federais sobre a gasolina e a renovação do subsídio ao etanol como medidas positivas da sua gestão.

Segundo o presidente, as duas medidas, adotadas recentemente pelo Executivo Federal, têm como objetivo “conter os efeitos da alta internacional do petróleo sobre os preços no Brasil”.O presidente passou o dia na capital potiguar ao lado de políticos de todo o Nordeste que compõem a sua base de apoio.

Trocas de farpas

No quesito troca de farpas, os dois candidatos se igualaram. Lula questionou, durante ato, a proposta de Flávio Bolsonaro (PL) de cortar R$ 250 bilhões em despesas públicas e sugeriu que a iniciativa poderia atingir programas sociais, mas não apresentou comprovação de que esses benefícios seriam eliminados.

Flávio também disse considerar esta eleição “o fim da era Lula”, criticou índices do atual governo e pediu aos apoiadores que continuem se esforçando em busca de mais votos para o dia 25. “Apesar do resultado das pesquisas, precisamos seguir alertas”, frisou.

Apoios e encontros

No caso do atual presidente, a ida a Natal também teve como objetivo apoiar Cadu de Lula (PT) no segundo turno para o governo potiguar. Cadu recebeu 36,16% dos votos válidos na primeira etapa, contra 36,94% de Allyson Bezerra (União Brasil).

Flávio Bolsonaro passou o dia acompanhado de aliados e, em especial, de Douglas Ruas (PL) que deve ter seu nome chancelado ainda hoje pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) como governador eleito do estado, depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter anulado, na última quinta-feira (08/10), os votos dados ao candidato ao governo fluminense Anthony Garotinho.

"Escala 6x1, verdades e mentiras"

O presidente Lula questionou as propostas de campanha do seu adversário, falou sobre a importância de ser votado o fim da escala de trabalho 6x1 pelo Congresso já na próxima semana, disse que Flávio Bolsonaro “não vai investir no Nordeste” e que o 2º turno destas eleições representa “a escolha entre a verdade e a mentira” no país.

Por sua vez, Flávio afirmou que aqueles que tentaram “calar” Jair Bolsonaro seriam responsáveis por sua eventual vitória na eleição presidencial. E voltou a dizer que o pai, atualmente condenado e em prisão domiciliar, é quem lhe entregará a faixa presidencial.

— Com Agências de Notícias

As aventuras de Cacimba 63 — A caçada à fera do boqueirão encantado, por Zé da Flauta*

10/10/2026

Uma sombra de espanto baixou sobre as grotas e grotões de Carnaúba Seca. Há três semanas, o gado aparecia espantado, e um urro grave, diferente de tudo que qualquer caçador antigo já tinha ouvido, ecoava na calada da noite vindo da Serra do Boqueirão.

Dizia-se na feira que uma fera sobrenatural, o Pé-de-Garrafa ou um lobisomem das grotas, tinha feito morada nas ruínas da Velha Carnaúba, devorando criações e afugentando os moradores das terras altas.

Em pânico, o povo cobrava providências do delegado, que já falava em armar um grupo para incendiar a mata e caçar a fera a tiro e facão. Antes que a tragédia fosse feita, uma comissão de sertanejos procurou Mestre Cacimba.

— Mestre, o bicho não é de Deus. O mato tá assombrado e a bala não pega! disse um velho sertanejo, tremendo as mãos.

Cacimba ajeitou o chapéu de couro, bafejou o pífano de leve e olhou para a dupla ao seu lado.

— O medo faz o rastro de um gato par...

Uma sombra de espanto baixou sobre as grotas e grotões de Carnaúba Seca. Há três semanas, o gado aparecia espantado, e um urro grave, diferente de tudo que qualquer caçador antigo já tinha ouvido, ecoava na calada da noite vindo da Serra do Boqueirão.

Dizia-se na feira que uma fera sobrenatural, o Pé-de-Garrafa ou um lobisomem das grotas, tinha feito morada nas ruínas da Velha Carnaúba, devorando criações e afugentando os moradores das terras altas.

Em pânico, o povo cobrava providências do delegado, que já falava em armar um grupo para incendiar a mata e caçar a fera a tiro e facão. Antes que a tragédia fosse feita, uma comissão de sertanejos procurou Mestre Cacimba.

— Mestre, o bicho não é de Deus. O mato tá assombrado e a bala não pega! disse um velho sertanejo, tremendo as mãos.

Cacimba ajeitou o chapéu de couro, bafejou o pífano de leve e olhou para a dupla ao seu lado.

— O medo faz o rastro de um gato parecer de leão. Ninguém vai pôr fogo no mato. Nós vamos lá ver o que é.

Na alvorada seguinte, Mestre Cacimba, Simão e Sebastião deixaram a segurança da vila e cruzaram a porteira de pau-a-pique que dava acesso à caatinga fechada. O ar foi ficando denso, os caminhos viraram frestas no espinho, e o silêncio da mata só era quebrado pelo estalar dos galhos secos.

Simão, a razão, caminhava atento, de óculos no focinho e caderneta aberta. Não olhava para os bicos das árvores, mas para o chão. Anotava o formato do relevo, a profundidade das marcas na terra batida e a altura dos galhos quebrados.

Sebastião, a emoção e os sentidos, ia no topo dos ombros de Cacimba, orelhas em pé. A cada estalo na vegetação, ele arrepiava o pelo, captando a direção do vento e o tremor do solo antes de qualquer um.

O sol do meio-dia castigava a terra quando Simão deu dois pulos e bateu o lápis no papel, chamando Mestre Cacimba.

No chão de barro seco perto de um riacho sangrado, havia pegadas profundas, mas Simão notou algo intrigante: o peso do "monstro" estava mal distribuído. As marcas da esquerda eram fundas, enquanto as da direita mal tocavam o chão. Mais adiante, preso num espinho de macambira, o macaquinho encontrou um fiapo de couro curtido e vestígios de óleo queimado.

— Não é garra de Fera, Mestre, parecia dizer Simão, mostrando o desenho perfeito na caderneta. — É sola de sapato reforçada e ferro!

De repente, o urro assustador ecoou pela grota, fazendo as pedras tremerem. Sebastião deu um salto de pavor, mas logo inclinou a cabeça, ouvindo com atenção refinada de músico. Ele percebeu o eco: o som não vinha de uma garganta viva, mas de um sopro forte passando por um cano oco dentro de uma caverna!

Guiados pelo ouvido de Sebastião e pelos rastros medidos por Simão, o grupo chegou à entrada do Boqueirão Encantado, uma gruta escura sob as ruínas do antigo casarão.

Entrando na penumbra da caverna, Cacimba manteve a calma. No fundo da gruta, cercado por correntes, engrenagens velhas e uma corneta de gramofone acoplada a um fole de fogueira, estava o "monstro".

Não havia fera alguma. O responsável pelo terror era um antigo coronel arruinado da região junto a dois capangas. Usando o fole e a corneta para reproduzir o urro medonho e sapatos de madeira com cravos para simular pegadas gigantescas, eles assustavam os posseiros para fazer o povo abandonar as terras valorizadas da serra, onde haviam descoberto uma mina de água cristalina.


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Pegos no pulo, os capangas partiram para cima de Cacimba com porretes. Mas Sebastião foi mais rápido: subiu nas vigas da gruta e deu uma batida ensurdecedora e ritmada no seu triângulo, fazendo o som ecoar nas paredes de pedra feito um trovão! Desorientados pelo barulho, os capangas tropeçaram nas próprias correntes. Simão, agilmente, puxou a alavanca do fole, desmontando a engrenagem do "urro" que caiu sobre eles.

Mestre Cacimba apenas caminhou até o velho coronel, recolheu a farsa e disse com voz serena e firme:

— O verdadeiro monstro do sertão não tem garra nem chifre, coronel. É a ganância de quem tira o pão e a terra do humilde usando o medo como chicote.

Ao entardecer, a comitiva regressou a Carnaúba Seca. O povo, que aguardava com enxadas e tochas na praça, viu Cacimba chegar trazendo os artefatos da farsa. A verdade desfez o pavor, as terras do Boqueirão foram salvas para os agricultores, e o delegado não teve outra escolha a não ser prestar contas à lei.

Naquela noite, sob a lua cheia, a praça celebrou. Simão terminava de desenhar a farsa na caderneta para registrar o causo no jornal, enquanto Sebastião puxava o baião no triângulo e Mestre Cacimba soprava no pífano a Toada do Boqueirão, lembrando a todos que a ignorância cria fantasmas, mas a verdade e a coragem sempre libertam o povo.

*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.


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Festas religiosas — Aparecida tem previsão de receber 3,05 milhões de fiéis; Círio de Nazaré espera 2,5 milhões

10/10/2026

Apesar de o período ser de agitação com as eleições no país, os brasileiros tendem a parar por alguns dias para fazer suas homenagens em duas festas religiosas tradicionais. Tratam-se do Círio de Nazaré, em Belém do Pará (PA), e do dia de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP). Para se ter ideia, a programação no Santuário de Aparecida, interior de São Paulo, tem previsão de receber, este ano, 3, 05 milhões de pessoas desde o início de outubro até o final do mês. Sendo que aproximadamente 500 mil pessoas devem passar pela basílica somente nesta segunda-feira (12/10).



Romarias e visitas

Em Belém, a previsão é de que 2,5 milhões de pessoas passem pela cidade para participar de todos os eventos relacionados ao Círio, desde o início até o fim do mês, uma vez que são realizadas, ao longo do período, 14 procissões. Lá, o sábado (10/10) está sendo marcado pela chegada de várias romarias na capital paraense, provenientes de estados div...

Apesar de o período ser de agitação com as eleições no país, os brasileiros tendem a parar por alguns dias para fazer suas homenagens em duas festas religiosas tradicionais. Tratam-se do Círio de Nazaré, em Belém do Pará (PA), e do dia de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP). Para se ter ideia, a programação no Santuário de Aparecida, interior de São Paulo, tem previsão de receber, este ano, 3, 05 milhões de pessoas desde o início de outubro até o final do mês. Sendo que aproximadamente 500 mil pessoas devem passar pela basílica somente nesta segunda-feira (12/10).


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Romarias e visitas

Em Belém, a previsão é de que 2,5 milhões de pessoas passem pela cidade para participar de todos os eventos relacionados ao Círio, desde o início até o fim do mês, uma vez que são realizadas, ao longo do período, 14 procissões. Lá, o sábado (10/10) está sendo marcado pela chegada de várias romarias na capital paraense, provenientes de estados diversos, cujos integrantes são conduzidos até a Basílica Santuário de Nazaré.

Para garantir que as celebrações ocorram com tranquilidade, nas duas cidades um esquema de segurança foi montado reunindo diversos órgãos nos dois estados, como polícias Rodoviária Federal, Militar, Corpo de Bombeiros, Guardas Municipais, Guardas Civis e forças estaduais de segurança.

Foco é “Nossa Senhora”

Em Aparecida em especial, o arcebispo, dom Mário Antônio afirmou que o foco da celebração deve ser Nossa Senhora, passando uma espécie de recado aos políticos que sempre aparecem nas missas e demais eventos.

"Que ninguém venha a Aparecida para alimentar divisões ou animosidades, mas para renovar a fé, fortalecer a esperança e aprender com Maria a construir um Brasil mais fraterno, justo e solidário", declarou ele, numa forma de relembrar que a Igreja católica não pretende rever a polêmica envolvendo fake news divulgadas durante o 1º turno das eleições — de que a santa, a depender de quem ganhasse o pleito, poderia deixar de ser padroeira do país.

“Meta é aproximar as pessoas”

Questionado se a disputa eleitoral pode ser levada junto às romarias ao Santuário Nacional, dom Mário lembrou que, a cada quatro anos, a novena e a festa de Nossa Senhora coincidem com o período das eleições presidenciais, mas que isso não deve desviar o foco das celebrações. "Ano após ano, a Mãe continua sendo o centro das nossas celebrações", frisou.

Segundo dom Mário, o objetivo das duas festas católicas é “aproximar pessoas com diferentes posições, e não alimentar animosidades”. Ele também recomenda evitar ofensas e discursos de ódio em casa, nas comunidades e nas redes sociais.

— Com Agências de Notícias


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Analistas alertam: Com quatro MPs que perderam a validade na última semana, Congresso precisa voltar ao funcionamento normal

10/10/2026

O 2º turno das eleições exige empenho dos políticos, mas os parlamentares do Congresso Nacional precisam se esforçar para retomar à normalidade dos trabalhos nos próximos dias. O alerta não é feito por representante de nenhum poder da República e sim, pela área legislativa da própria Câmara dos Deputados e do Senado. Uma vez que quatro medidas provisórias (MPs) relacionadas à concessão de créditos e subsídios perderam a validade entre setembro e outubro por não terem sido apreciadas em tempo hábil.

Conforme informações das duas Casas legislativas, das quatro MPs, três delas abriram créditos extraordinários de aproximadamente R$ 31,05 bilhões no Orçamento de 2026 para ações de apoio ao setor aéreo, financiamento de veículos e atendimento a famílias atingidas por enchentes. A quarta autorizava subsídios à produção e à importação de óleo diesel.

Situação de excepcionalidade

Os recursos utilizados enquanto as MPs estavam em vigor não pre...

O 2º turno das eleições exige empenho dos políticos, mas os parlamentares do Congresso Nacional precisam se esforçar para retomar à normalidade dos trabalhos nos próximos dias. O alerta não é feito por representante de nenhum poder da República e sim, pela área legislativa da própria Câmara dos Deputados e do Senado. Uma vez que quatro medidas provisórias (MPs) relacionadas à concessão de créditos e subsídios perderam a validade entre setembro e outubro por não terem sido apreciadas em tempo hábil.

Conforme informações das duas Casas legislativas, das quatro MPs, três delas abriram créditos extraordinários de aproximadamente R$ 31,05 bilhões no Orçamento de 2026 para ações de apoio ao setor aéreo, financiamento de veículos e atendimento a famílias atingidas por enchentes. A quarta autorizava subsídios à produção e à importação de óleo diesel.

Situação de excepcionalidade

Os recursos utilizados enquanto as MPs estavam em vigor não precisam ser devolvidos e as relações jurídicas decorrentes dos atos praticados durante sua vigência poderão ser disciplinadas pelo Congresso Nacional por meio de decreto legislativo. Mas este tipo de situação acontece, apenas, em casos de excepcionalidade.

Perderam a validade as seguintes MPs: a que abriu crédito extraordinário de R$ 30 bilhões para o Programa Move Brasil, destinado à aquisição de veículos sustentáveis de até R$ 150 mil e produzidos por montadoras habilitadas no Programa Mover (1);e a que autorizava subsídio de R$ 1,12 por litro de diesel rodoviário comercializado por produtores e importadores (2).

Além da que abriu crédito extraordinário de R$ 49,2 milhões para ações de segurança alimentar e de inclusão produtiva de famílias afetadas pelas chuvas e enchentes de maio em Pernambuco e na Paraíba (3) e, por fim, a que abriu crédito extraordinário de R$ 1 bilhão para financiar o capital de giro de empresas aéreas que prestam serviços regulares no país.

Efeito imediato e chancela do Congresso

Medidas Provisórias são editadas pelo Governo Federal e passam a ter efeito imediatamente, mas precisam ser aprovadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em até 120 dias para continuarem em vigor. Se não forem votadas nesse período, perdem a eficácia (ou “caducam”, como se diz no jargão parlamentar).

Todas as que perderam a validade tratam de temas considerados de extrema importância para a população e abrangem segmentos diferentes da economia. Desde o financiamento da compra de veículos por motoristas de aplicativo e cooperativas de táxi, passando por subsídios ao diesel, apoio aos agricultores familiares em função das enchentes e apoio às atividades das companhias aéreas.

Risco de prejuízo para vários setores

Conforme um assessor legislativo,após os 15 dias que faltam para o 2º Turno das eleições, deputados e senadores precisam se debruçar sobre esses temas.

“Caso contrário, o Congresso corre o risco de ter um dos anos de mais baixa produção legislativa da década e ainda prejudicar a previsão das contas públicas com vistas aos próximos anos”, destacou esse profissional — que pediu para não se identificar.

— Com informações da Agência Câmara

Balanço aponta que mais de R$ 1 bilhão de saldos em bets foram devolvidos a apostadores

10/10/2026

Balanço divulgado por órgãos do Poder Executivo informou que, depois da Medida Provisória que proibiu o uso de bets no país, mais de R$ 1 bilhão em saldos de apostadores foram devolvidos aos usuários dessas plataformas. Com isso, o saldo atual, que ainda precisa ser transferido até o próximo dia 14, caiu de R$ 1,2 bilhão para R$ 159 milhões.

Os dados foram compilados a partir do envio de informações pelas empresas ao Governo Federal. Os R$ 159 milhões restantes pertencem a apostadores que não retiraram os valores até o fim do prazo para saque voluntário, encerrado em 5 de outubro. Os dados abrangem 22,5 milhões de apostadores, distribuídos em 70,5 milhões de contas.

Bloqueio de 16,6 mil bets ilegais

Conforme as informações desse mesmo balanço, a maior parte dos saldos remanescentes é de pequeno valor. Segundo as empresas, 90% das contas têm menos de R$ 1 a receber e 97% possuem saldo inferior a R$ 10.

Tais devoluções es...

Balanço divulgado por órgãos do Poder Executivo informou que, depois da Medida Provisória que proibiu o uso de bets no país, mais de R$ 1 bilhão em saldos de apostadores foram devolvidos aos usuários dessas plataformas. Com isso, o saldo atual, que ainda precisa ser transferido até o próximo dia 14, caiu de R$ 1,2 bilhão para R$ 159 milhões.

Os dados foram compilados a partir do envio de informações pelas empresas ao Governo Federal. Os R$ 159 milhões restantes pertencem a apostadores que não retiraram os valores até o fim do prazo para saque voluntário, encerrado em 5 de outubro. Os dados abrangem 22,5 milhões de apostadores, distribuídos em 70,5 milhões de contas.

Bloqueio de 16,6 mil bets ilegais

Conforme as informações desse mesmo balanço, a maior parte dos saldos remanescentes é de pequeno valor. Segundo as empresas, 90% das contas têm menos de R$ 1 a receber e 97% possuem saldo inferior a R$ 10.

Tais devoluções estão sendo feitas porque entre 25 de setembro e 9 de outubro, o governo encaminhou para bloqueio 16.627 sites ilegais de apostas. Também foi solicitada a remoção de 3.691 páginas, perfis, canais, grupos e servidores em plataformas digitais.

18,9 milhões de usuários alcançados

Só no Telegram foram identificados 1.027 grupos com cerca de 18,5 milhões de membros. No TikTok, 115 perfis somavam aproximadamente 459 mil seguidores.

No total, os conteúdos ligados a apostas ilegais alcançavam 18,9 milhões de usuários, membros e seguidores. Já em vigor, como é de praxe, a MP terá, entretanto, de ser chancelada pelo Congresso Nacional.

— Com Agências de Notícias

O espírito da alternância de poder veio forte e não parou, diz o analista político Marcelo S. Tognozzi*

10/10/2026

A grande novidade desta eleição foi a renovação. Gente jovem governando estados, outros chegando ao Parlamento, alguns voltando ou mudando de casa, como Marcel van Haten, que trocou a Câmara pelo Senado. Teremos a esquerda mínima, com 123 deputados, e a direita máxima a mandar em ambas as casas.

O espírito da alternância de poder veio forte e não parou no 2º turno. Alguns institutos de pesquisa, especialmente o popular Datafolha, saíram mais uma vez com a credibilidade aos pandarecos. No dia 3 de outubro, cravou Lula com 45% e Flávio com 42%. O resultado foi inverso. Flávio terminando com 47,3% e Lula 45,16%. O Datafolha acertou o percentual de Lula, mas passou longe do de Flávio.

Lula pode virar o jogo?

Lula pode virar o jogo? Pode, mas será difícil. A pesquisa Atlas Intel indicou o tamanho da dificuldade ao mostrar Flávio e Lula empatados no quesito mais preparado para administrar o país. O eleitor considera Flávio mais competente...

A grande novidade desta eleição foi a renovação. Gente jovem governando estados, outros chegando ao Parlamento, alguns voltando ou mudando de casa, como Marcel van Haten, que trocou a Câmara pelo Senado. Teremos a esquerda mínima, com 123 deputados, e a direita máxima a mandar em ambas as casas.

O espírito da alternância de poder veio forte e não parou no 2º turno. Alguns institutos de pesquisa, especialmente o popular Datafolha, saíram mais uma vez com a credibilidade aos pandarecos. No dia 3 de outubro, cravou Lula com 45% e Flávio com 42%. O resultado foi inverso. Flávio terminando com 47,3% e Lula 45,16%. O Datafolha acertou o percentual de Lula, mas passou longe do de Flávio.

Lula pode virar o jogo?

Lula pode virar o jogo? Pode, mas será difícil. A pesquisa Atlas Intel indicou o tamanho da dificuldade ao mostrar Flávio e Lula empatados no quesito mais preparado para administrar o país. O eleitor considera Flávio mais competente para lidar com a criminalidade, a economia e a geração de empregos. Resumo da ópera: a maioria confia mais no desafiante que no incumbente.

Flávio tem conversado com as pessoas com proximidade, aparece no supermercado, mostra os preços subindo, a vida ficando mais cara. Fala da realidade com firmeza e simplicidade. Não tem gritaria do Bolsonarismo raiz, muito menos a truculência.

Lula usa a caneta e o poder de interferir na economia. Tirou os impostos da gasolina, aumentou o Bolsa Família e faz pressão gigante pela aprovação do fim da escala 6 x 1, num país com cada vez menos jovens querendo carteira assinada e CLT. A gastança será sua herança maldita, seja para ele mesmo ou seu sucessor. A vida ficará ainda mais difícil para quem paga imposto.

Campanha diferente das outras

Às vezes é difícil entender mudanças. A campanha de Lula tem sido muito diferente das outras. Primeiro, porque será a última. Segundo, porque ele, sempre muito centralizador, perdeu o controle. E, terceiro, porque achou que seria imbatível para sempre. No início do ano passado, escrevi um artigo mostrando que Lula estava perdendo seu principal ativo: o encanto. Foi descendo a ladeira e, do alto da sua soberba, talvez não tenha se dado conta.

Perdeu a retórica inteligente e eficiente, o silêncio calculado e a malícia do jogador de poker. Quis ser o que não é: vigoroso, atleta, imbroxável como diria o velho Jair de guerra. Conseguiu fazer sua campanha ser a pior de todas. Não adianta culpar o marqueteiro, os aliados, os Estados Unidos, o Congresso, a abstenção. A campanha, como sempre aconteceu, foi uma escolha de Lula.

Ele escolheu disputar o 4º mandato imaginando ser eterno e que o país não se cansaria dele. Mas ninguém é eterno e o país está cansado de Lula. Isso ficou claro no dia 4 de outubro, não apenas com a vitória de Flávio no 1º turno, mas com a maioria esmagadora da direita e centro-direita no parlamento.

Muito a ser lido nas pesquisas

Havia muita coisa a ser lida nas pesquisas que chegaram mais perto do resultado do 1º turno. Como, por exemplo, o fato de as mulheres serem maioria entre os indecisos. Mas se a maioria das mulheres estava com Lula, como poderia haver maioria de mulheres entre os 17% ou 18% de indecisos? Simples: elas não queriam dizer que votariam em Flávio. Seja por medo ou vergonha, preferiram o voto silencioso. Agora, há o risco de Lula ter menos votos no 2º turno do que no 1º, como Alckmin em 2006.

O PT acabou naquela situação do ditado: “em casa que falta pão, todos brigam e ninguém tem razão”. Faltou voto e sobrou desavença. A ex-senadora Kátia Abreu (PT) foi a única com coragem de dar um freio de arrumação e dizer com todas as letras o que ninguém teve coragem: “menos Janja e mais Alckmin”.

A primeira-dama tropeçou no bom sendo inúmeras vezes, especialmente quando xingou o deputado Nikolas Ferreira (PL) de piá de bosta. Com 3,1 milhões de votos, o deputado e o governador eleito Cleitinho (Republicanos) ajudaram a derrotar Lula em Minas. Janja foi uma espécie de Carla Zambelli de Lula, a aloprada deputada bolsonarista que perseguiu de arma na mão o eleitor que a provocou.

Supremo ajudou a desidratar Lula

O Supremo também ajudou a desidratar Lula com aquela sessão histórica de 15 de setembro, os ministros se digladiando num barraco jurídico. O eleitor, mostraram as urnas, acha que Lula e o STF andam abraçados. Agora, o ministro Alexandre de Moraes piorou as coisas mandando prender o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e a porteira Nailze Aparecida Ribeiro da Silva, 54 anos, condenada a 14 anos por participar do 8 de janeiro. Se esperasse o fim do 2º turno, não daria combustível à oposição. Lembrei do ex-deputado Roberto Jefferson enfrentando a polícia no melhor estilo sangue, tiro e porrada.

Flávio deve estar olhando toda esta movimentação e lembrando daquela máxima de Napoleão: nunca atrapalhe seu inimigo quando ele estiver cometendo um erro.

O tempo corre contra Lula. E está a favor de Flávio neste momento. A ansiedade aumenta, a adrenalina também. Uma derrota para Flávio vai doer fundo em Lula, porque ele sempre desprezou o adversário e não imaginava perder no 1º turno.Poderia sair do governo como o presidente defensor da democracia, sua narrativa preferida nestes últimos 4 anos. Se quisesse, viraria orixá, se transformaria num oráculo com poder e influência, a exemplo dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e José Sarney. Souberam sair da política sem uma derrota final.

Na Roma de 2 mil anos atrás, o escravo público (sim, o poder público tinha escravos) caminhava atrás do imperador, ou dos generais triunfantes, repetindo memento mori (lembre da morte). Era a forma de manter a conexão dos poderosos com a realidade, porque muitos se achavam semideuses e até imortais. Nesta campanha faltou a Lula alguém que cumprisse este papel.

*Marcelo Tognozzi é jornalista e consultor. Uma das principais referências da imprensa brasileira contemporânea.

NR - Autorizada a postagem do artigo, originalmente publicado no Poder 360. O título foi mudado e os intertítulos inseridos à revelia do autor.

Por que a pressa?, por Josué Sena*

10/10/2026

Por que tanta pressa?
Meditem com prazer o passo.
Pois o mundo sempre recomeça
E o porvir nunca é escasso.

Devagar com a louça e o andor.
Devagar com o trem ou a caleça.
Conforme nosso segundo imperador,
Devagar é que se chega depressa.

No seguir, há viagens externas.
Viagem ao interior de si.
Assim, exercitemos a mente e as pernas,

Da vida, pelos diferentes caminhos.
Depois, degustando de chegada os vinhos,
Digamos: amigos, o mundo eu conheci.

*Josué Sena é poeta e desembargador do TJPE.

NR - A palavra caleça, que significa um tipo de carruagem puxada por cavalos, pronuncia-se com o “ê” aberto. Na verdade, o som é parecido com ca-LÉ-ça, com a sílaba LÉ mais forte.



Por que tanta pressa?
Meditem com prazer o passo.
Pois o mundo sempre recomeça
E o porvir nunca é escasso.

Devagar com a louça e o andor.
Devagar com o trem ou a caleça.
Conforme nosso segundo imperador,
Devagar é que se chega depressa.

No seguir, há viagens externas.
Viagem ao interior de si.
Assim, exercitemos a mente e as pernas,

Da vida, pelos diferentes caminhos.
Depois, degustando de chegada os vinhos,
Digamos: amigos, o mundo eu conheci.

*Josué Sena é poeta e desembargador do TJPE.

NR - A palavra caleça, que significa um tipo de carruagem puxada por cavalos, pronuncia-se com o “ê” aberto. Na verdade, o som é parecido com ca-LÉ-ça, com a sílaba LÉ mais forte.


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Dia das Crianças — Inspirado em ‘Alice no País das Maravilhas’ espetáculo une teatro, saúde e responsabilidade social

10/10/2026

Uma iniciativa cultural para a criançada, no final de semana, promete unir lazer, saúde e responsabilidade social. A diversão ficará por conta da peça “Pop e o Jardim Secreto”, que estará em cartaz, domingo (11/10), no Teatro Barreto Junior, no Pina. Serão duas sessões: uma às 14h e outra às 16h.

A iniciativa é da Companhia Teatral Riso, com apoio do Centro Universitário Tiradentes (Unit) e do Conselho Regional de Odontologia do Estado de Pernambuco, em comemoração ao Dia das Crianças. A produção e direção é do bibliotecário Hoton Esteves.

Narrativa de Alice

A peça é inspirada na narrativa de Alice no País das Maravilhas, que traz, no conteúdo, vários cuidados diários sobre a higiene bucal. Com duração de uma hora, o espetáculo conta a história de uma criança que não gosta de escovar os dentes e é completamente apaixonada por doces.

Certa noite, ao adormecer, Pop entra em um misterioso Jardim Secreto, onde encontra fi...

Uma iniciativa cultural para a criançada, no final de semana, promete unir lazer, saúde e responsabilidade social. A diversão ficará por conta da peça “Pop e o Jardim Secreto”, que estará em cartaz, domingo (11/10), no Teatro Barreto Junior, no Pina. Serão duas sessões: uma às 14h e outra às 16h.

A iniciativa é da Companhia Teatral Riso, com apoio do Centro Universitário Tiradentes (Unit) e do Conselho Regional de Odontologia do Estado de Pernambuco, em comemoração ao Dia das Crianças. A produção e direção é do bibliotecário Hoton Esteves.

Narrativa de Alice

A peça é inspirada na narrativa de Alice no País das Maravilhas, que traz, no conteúdo, vários cuidados diários sobre a higiene bucal. Com duração de uma hora, o espetáculo conta a história de uma criança que não gosta de escovar os dentes e é completamente apaixonada por doces.

Certa noite, ao adormecer, Pop entra em um misterioso Jardim Secreto, onde encontra figuras cômicas e encantadoras que a conduzem por uma divertida aventura. O elenco é formado por Bruna de Lima, que faz Pop na peça, além das crianças Júlia Esteves, Heloísa de Lima, Lorena Esteves e outros atores.

Ao longo dessa jornada, Pop descobre, de forma lúdica e emocionante, as consequências de não cuidar adequadamente da higiene bucal e de consumir doces em excesso. Entre encontros, descobertas e muita diversão, a menina aprende que cuidar dos dentes também pode ser uma grande aventura.

Ferramenta de conscientização

Utilizando o teatro como ferramenta de educação e conscientização, o bibliotecário da Unit acredita que o projeto cria uma conexão entre o papel social da instituição de ensino, a cultura e a comunidade, transformando o espetáculo em um espaço de entretenimento, formação de plateia e educação em saúde.

“Enquanto se divertem, as crianças e também adultos vão aprendendo como cuidar melhor dos dentes na rotina, de maneira leve e simples”, adiantou Hoton. Segundo ele, as orientações foram repassadas pelo Conselho Regional de Odontologia com a Liga Acadêmica de Odontologia do centro universitário.

Ingressos

Os ingressos já estão disponíveis pelo Sympla. Toda a renda arrecadada com a venda dos ingressos sociais será destinada às ações e aos projetos do Grupo de Ajuda à Criança Carente com Câncer - Pernambuco (GAC-PE).

#Serviço:
O que: peça “Pop e o Jardim Secreto”
Quando: domingo (11/10)
Onde: Teatro Barreto Junior
Horário: Serão duas sessões: uma às 14h e outra às 16h.
Quanto: Ingresso Inteira (adulto) R$ 70/ Ingressomeia-entrada (crianças até 12 anos, idosos, autistas, professores e militares) R$40 / Ingresso Social R$50.






Entrevista — “Algo saiu diferente das urnas este ano, o Brasil mudou”, avalia José Paulo Cavalcanti Filho

10/10/2026

Em avaliação objetiva sobre o resultado das urnas no último domingo (04/10), o ex-ministro da Justiça, jurista e acadêmico José Paulo Cavalcanti Filho afirmou que, apesar das muitas surpresas, o Brasil está mudando. Isto porque impediu a reeleição de nomes que, há anos, acumularam poder, se contradisseram em gestos e declarações políticas e migraram de lados e legendas sem maiores explicações.

A avaliação parte de um personagem com respaldo para tanto. José Paulo Cavalcanti Filho além de ser considerado um importante jurista do Brasil contemporâneo, é escritor e imortal das Academias Brasileira de Letras (ABL), Pernambucana de Letras e de Artes de Ciências de Lisboa, que tem alcance nacional em Portugal. Além disso, assina artigos polêmicos e corajosos e faz intervenções em programas de rádio e televisão.

Nesta entrevista, ele explica o motivo pelo qual acha que as coisas estão diferentes. Conforme contou, Ulysses Guimarães (o Senhor Diretas), quando perg...

Em avaliação objetiva sobre o resultado das urnas no último domingo (04/10), o ex-ministro da Justiça, jurista e acadêmico José Paulo Cavalcanti Filho afirmou que, apesar das muitas surpresas, o Brasil está mudando. Isto porque impediu a reeleição de nomes que, há anos, acumularam poder, se contradisseram em gestos e declarações políticas e migraram de lados e legendas sem maiores explicações.

A avaliação parte de um personagem com respaldo para tanto. José Paulo Cavalcanti Filho além de ser considerado um importante jurista do Brasil contemporâneo, é escritor e imortal das Academias Brasileira de Letras (ABL), Pernambucana de Letras e de Artes de Ciências de Lisboa, que tem alcance nacional em Portugal. Além disso, assina artigos polêmicos e corajosos e faz intervenções em programas de rádio e televisão.

Nesta entrevista, ele explica o motivo pelo qual acha que as coisas estão diferentes. Conforme contou, Ulysses Guimarães (o Senhor Diretas), quando perguntado sobre o Congresso brasileiro, chegou a dizer: “Está achando ruim? Então espere pelo próximo: será pior. E pior, e pior”. Hoje, ele acredita que Ulysses não diria mais isso.


O Poder — O senhor lembrou, recentemente, que apesar de Ulysses Guimarães ter dito, décadas atrás, que o Congresso seria sempre “pior e pior”, hoje ele não repetiria essa frase. Por qual motivo, já que tantos desconhecidos foram eleitos?

José Paulo Cavalcanti Filho — Acredito que por ser, o novo Congresso, bem melhor que o atual. A ver: um grupo grande formado por presos na Lava Jato, “inocentados” pelo Supremo, saíu da cadeia para tentar voltar ao Congresso. E o eleitor não permitiu. Entre esses estão André Vargas, Delúbio Soares, Eduardo Cunha e José Dirceu…

O Poder — Também tivemos surpresas inesperadas de nomes fortes no governo como as ex-ministras Simone Tebet (Planejamento) e Marina Silva (Meio Ambiente). O que o senhor acha que levou a tais derrotas?

JPCF — Simone Tebet (tenho a gravação) declarou “Lula foi o grande orquestrador do maior escândalo da história da República, que foi o Petrolão”. Mas, apesar de um evidente impedimento ético, aceitou ser sua ministra. Levou vaia grande esta semana quando voltou a sua terra, Mato Grosso do Sul, para passear. E outra vaia, em São Paulo, agora das urnas.

Com Marina Silva deu-se o mesmo. Disse (tenho a gravação) “É corrupção, claro que é corrupção. Lula cometeu crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. É crime de corrupção”. E também aceitou ser sua ministra (como pode?). Também levou grande vaia das urnas, em São Paulo.

O Poder — Tivemos outros nomes de candidatos que trocaram de estado, como foi o caso de Simone e Marina, para tentar se eleger e não conseguiram. Que exemplos o senhor poderia dar a respeito disso?

JPCF — Dois exemplos típicos foram Tiririca e Sikêra Júnior. Tiririca largou São Paulo, onde não mais se elegeria, mudou-se para o Ceará e recebeu cacetada histórica por lá. Perdeu a graça, parece. Já Sikêra Júnior saiu de Belém para ser candidato em São Paulo e também levou bomba.

O Poder — Ao seu ver, então, o Brasil está mesmo mudando?

JPCF — Parece que sim. Veja bem: Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, não elegeu seu pai. Aécio Neves ficou em sétimo, coitado. Os Renans, pai e filho, dançaram e fazem, hoje, parte do passado. Ciro Nogueira, símbolo máximo do Centrão e íntimo de Vorcaro, perdeu no Piauí. Ele e boa parte do seu grupo, no Brasil todo.

O Poder — Tivemos também surpresas no Amapá, não é? Poderia falar sobre elas?

JPCF — Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso Nacional, quebrou a cara no Amapá. E volta para a planície. E Davi Alcolumbre, capataz do governo Lula no Senado, viu ser eleito um inimigo, Dr. Furlan, que ainda fez a mulher senadora. Está pensando, talvez, em pedir ao amigo Dino para cassar os dois.

O Poder — Outra derrota que abalou o PT foi a da deputada federal e ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais Gleisi Hoffmann. O que o senhor achou da posição dela?

JPCF — A poderosa Gleisi Hoffmann, presidente do PT até o ano passado e ex-ministra, dançou no Paraná. Sabendo que perderia para Deltan Dallagnol recomendou ao TSE que o cassasse. Querendo ficar com sua vaga. “Pra que? Pra nada!”, como diria Ascenso (Gaúcho), que acabou em quarto…

O Poder — E a situação no Rio de Janeiro, que também chamou a atenção de todo o país? Como o senhor a avalia?

JPCF — No Rio, Eduardo Paes requereu a nulidade da candidatura Garotinho esperando, com isso, ganhar no primeiro turno. Deu Ruas, que nem aparecia nas pesquisas. E que agora, Ruas e não Paes, vai levar no primeiro turno com a anulação daqueles votos. Pior para ele é que Garotinho, depois de eleger seu filho Wladimir Deputado Federal, por pirraça desistiu do recurso.

O Poder — O senhor acha que a próxima legislatura no Congresso Nacional poderá dar início a processos de impeachments de ministros do Supremo?

JPCF — Com a nova composição do Senado, parece inevitável que isso aconteça. A começar pelo todo-poderoso Alexandre de Moraes [ministro do STF]. Que não deve estar achando isso muito salutar, imagino. Resumindo, e por tudo, acho que a frase de Ulysses não vale para a eleição deste ano.

Pesquisa Ipespe/Abrapel aponta Flávio com 52,7% dos votos válidos ante 47,3% de Lula, mas analistas alertam: é cedo para conclusões

10/10/2026

O resultado da mais recente pesquisa Ipespe/Abrapel, realizada no período entre a última segunda-feira (06/10) e quinta-feira (08/10), aponta que o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 49% das intenções de voto no segundo turno da eleição presidencial, contra 44% do presidente Lula (PT). Outros 5% entrevistados dizem que votariam em branco ou nulo, enquanto 3% não sabem ou não responderam.

Quando são considerados apenas os votos válidos — cálculo que exclui brancos, nulos e indecisos —, Flávio tem 52,7% e Lula 47,3%, uma diferença de 5,4 pontos percentuais. Apesar de na prática Flávio ter ampliado a vantagem de votos no 1º turno em relação a Lula, os organizadores do trabalho alertaram que a pesquisa foi concluída na véspera do início da campanha, nessa sexta-feira (09/10).

Por isso, conforme a análise feita por eles, “a chance de Lula dependerá em grande medida da recuperação da sua comunicação”. “Serão duas semanas intensas, onde a propag...

O resultado da mais recente pesquisa Ipespe/Abrapel, realizada no período entre a última segunda-feira (06/10) e quinta-feira (08/10), aponta que o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 49% das intenções de voto no segundo turno da eleição presidencial, contra 44% do presidente Lula (PT). Outros 5% entrevistados dizem que votariam em branco ou nulo, enquanto 3% não sabem ou não responderam.

Quando são considerados apenas os votos válidos — cálculo que exclui brancos, nulos e indecisos —, Flávio tem 52,7% e Lula 47,3%, uma diferença de 5,4 pontos percentuais. Apesar de na prática Flávio ter ampliado a vantagem de votos no 1º turno em relação a Lula, os organizadores do trabalho alertaram que a pesquisa foi concluída na véspera do início da campanha, nessa sexta-feira (09/10).

Por isso, conforme a análise feita por eles, “a chance de Lula dependerá em grande medida da recuperação da sua comunicação”. “Serão duas semanas intensas, onde a propaganda, as entrevistas, a mobilização nas ruas e os debates poderão mexer, ou não, no ponteiro das intenções de voto”, destacou o relatório Ipespe/Abrapel com análise desses resultados.

Os que não sabem em quem votar

Na probabilidade de voto do total dessas pessoas que não sabem se votarão, Flávio reúne 47% de apoios e 5% de pessoas que dizem que “poderiam votar” nele, ao passo que 46% dizem que não votariam nele de jeito nenhum.

Por sua vez, o presidente Lula registra 43% de certeza de voto nessas pessoas que ainda não sabem se votarão. Dentre as quais, 5% apontam pela possibilidade de votação nele e 49% dizem que não votarão.

Preferências por cada segmento

A leitura segmentada mostra situações relevantes às de pesquisas anteriores. Flávio lidera na intenção de voto estimulada entre homens (53% a 38%), eleitores de ensino médio (53% a 39%), renda de 2 a 5 salários mínimos (55% a 37%) e evangélicos (61% a 30%).

Lula aparece à frente entre mulheres (49% a 44%), pessoas com ensino fundamental (51% a 41%) e famílias com renda de até 2 salários mínimos (51% a 40%).

Regionalmente, Lula mantém ampla vantagem no Nordeste (63% a 29%), enquanto Flávio lidera no Sul (63% a 30%), Norte/Centro-Oeste (59% a 33%) e Sudeste (52% a 40%).

Composição ideológica

A composição ideológica do eleitorado está alinhada à vantagem de Flávio Bolsonaro. Os que se declaram de direita somam 33% — 23% de direita não bolsonarista e 10% bolsonaristas —, superando os 25% identificados com a esquerda, dos quais 12% são lulistas e 13% de esquerda não lulista. A maior parcela, porém, se define como independente (37%).

É justamente nesse grupo, numericamente decisivo, que a disputa aparece empatada: 44% declaram voto em Flávio e outros 44% em Lula. Entre os que afirmam ter votado em Flávio no 1º turno, 97% pretendem repetir o voto, percentual idêntico ao observado entre os eleitores de Lula.

Já entre os que declaram voto anterior em Augusto Cury, 50% indicam Flávio e 29% Lula; entre os de Ronaldo Caiado, os percentuais são 56% e 15%, respectivamente. Como se trata de grupos pequenos na amostra, os coordenadores da pesquisa ressaltaram que essas diferenças devem ser interpretadas com cautela.

Capacidade de conquistar votos

Com os principais eleitorados consolidados, a disputa dependerá, sobretudo para o segundo colocado, da capacidade de conquistar votos dos demais candidatos, persuadir os indecisos e mobilizar eleitores para as urnas.

Na escala de chance de comparecimento, 88% assinalam máxima possibilidade de comparecimento para votar em 25 de outubro. Nesse segmento específico menos propenso à abstenção, Flávio Bolsonaro tem 51% das intenções de voto, contra 45% de Lula. O recorte não constitui uma projeção de comparecimento efetivo, mas permite observar a preferência entre os eleitores que declaram maior disposição de participar.

Outra variável relevante é o interesse declarado na eleição: 66% dizem ter muito interesse e 16% algum interesse, enquanto 9% manifestam pouco interesse e 7% nenhum interesse.

Esperança x Medo

No tocante aos sentimentos, a esperança predomina, mas o medo distingue os eleitorados A esperança é o sentimento mais citado em relação à eleição (45%), seguida de longe pelo medo (14%). A leitura sugere disposições emocionais diferentes entre os eleitores. Entre os simpatizantes de Flávio, 61% mencionam esperança, contra 33% entre os de Lula.

O medo, por sua vez, aparece em 23% dos eleitores de Lula e 6% dos de Flávio. A hipótese de que a eleição estaria dominada por um sentimento amplo de cansaço ou desânimo não encontra respaldo nesta rodada: apenas 7% citam tais sentimentos como principais.

Desejo de mudança

A eleição também é sobre mudança. O resultado da pesquisa constatou que o desejo de mudança é expressivo: 79% querem alterar total ou parcialmente o rumo do país: 37% querem mudar totalmente e 42% mudar apenas o que não está bom. Enquanto menos de um quinto (18%) desejam que continue o trabalho que vem sendo feito no país.

A grande maioria que espera mudança total vota em Flávio Bolsonaro (81%); já aqueles que optam por mudar apenas o que não está bom se dividem entre Lula (49%) e Flávio (42%). Quando se pergunta quem tem mais condições de fazer as mudanças necessárias, Flávio alcança 50% e Lula 42%, abrindo diferença de oito pontos.

Economia, corrupção e STF

Dentre os temas decisivos no 1º turno constam a agenda econômica agregada, que supera a corrupção e a situação do STF Quando reunidos os itens de conteúdo econômico — questões como economia, emprego e preços estão entre as prioridades de somente 17% do eleitorado. O fim da escala 6×1 em 5%. O fim das bets, em outros 5%. E o aumento do Bolsa Família em 3%. O total desses percentuais sobre tais temas soma 30%, superando os 24% de pessoas preocupadas com corrupção e crise no STF.

A questão da “violência e segurança” aparece num distante 4º lugar — o que, conforme a análise dos pesquisadores, “revela a importância da agenda do cotidiano na escolha do voto, mesmo num ambiente de forte crise institucional”.

A agenda difere significativamente entre os eleitores de ambos os candidatos. Os que pretendem votar em Flávio priorizam o tema da corrupção/crise no STF; enquanto os simpatizantes de Lula se mostram mais preocupados com temas econômicos, saúde e educação.

Situação econômica do país

A pesquisa ainda constatou que a expectativa de melhora da economia é elevada. A situação econômica do país é considerada ruim ou péssima por 53%, ante 18% que a classificam como ótima ou boa, e 28% que a identificam como regular. Os eleitores se mostram mais otimistas na esfera pessoal: 40% avaliam positivamente a sua própria situação econômica e da família, 45% a consideram regular, ante apenas 13% de avaliação negativa.

Quase sete em cada 10 entrevistados (68%) apostam na melhoria da economia brasileira no próximo ano, sobretudo os eleitores de Flávio. O governo Lula é desaprovado por 50%, enquanto 43% o aprovam. Esses resultados são muito semelhantes aos da avaliação retrospectiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, cujo governo é desaprovado por 50% e aprovado por 44%.

No primeiro turno, a avaliação comparativa do desempenho dos candidatos na campanha favorece em todos os meios pesquisados Flávio, com vantagem que vai de 8 a 15 pontos. Sendo destes: TV e rádio (43% a 34%), redes sociais (47% a 32%), conversas de WhatsApp (44% a 30%) e entrevistas na TV (45% a 37%).

Ministro Nunes Marques, do TSE, publica regras para acelerar julgamento de ações sobre propaganda eleitoral e direito de resposta

10/10/2026

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Kássio Nunes Marques publicou uma série de regras para acelerar o julgamento de ações sobre propaganda eleitoral e direito de resposta nas semanas que antecedem o segundo turno da eleição, que ocorre dia 25.

As medidas foram adotadas após questionamentos entre ministros do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre um possível represamento de decisões individuais que não estariam sendo imediatamente submetidas a referendo em plenário, além de críticas a respeito de uma suposta concentração de poder nas figuras do presidente e do vice-presidente da Corte (o vice-presidente é o ministro André Mendonça).

Julgamentos de mérito

Em um memorando circular enviado ao colegiado do TSE nesta sexta-feira (09/10), Nunes Marques estabeleceu que o julgamento do mérito de ações sobre direito de resposta deve ser iniciado, no máximo, um dia depois da conclusão dos autos ao gabinete do relator.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Kássio Nunes Marques publicou uma série de regras para acelerar o julgamento de ações sobre propaganda eleitoral e direito de resposta nas semanas que antecedem o segundo turno da eleição, que ocorre dia 25.

As medidas foram adotadas após questionamentos entre ministros do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre um possível represamento de decisões individuais que não estariam sendo imediatamente submetidas a referendo em plenário, além de críticas a respeito de uma suposta concentração de poder nas figuras do presidente e do vice-presidente da Corte (o vice-presidente é o ministro André Mendonça).

Julgamentos de mérito

Em um memorando circular enviado ao colegiado do TSE nesta sexta-feira (09/10), Nunes Marques estabeleceu que o julgamento do mérito de ações sobre direito de resposta deve ser iniciado, no máximo, um dia depois da conclusão dos autos ao gabinete do relator.

Afirmou, também, que pode convocar sessões extraordinárias para dar conta do volume de processos. E destacou que os relatores podem levar seus casos "em mesa" para julgamento em plenário — ou seja, sem necessidade de que o presidente do TSE marque a data previamente.

Submetidos de imediato ao plenário

Nos ofícios encaminhados aos ministros, Kassio Nunes Marques também reforçou que "todas as decisões (concessivas ou não) relativas a pedidos de liminar em matéria de propaganda eleitoral e direito de resposta devem ser submetidas imediatamente ao plenário, inclusive por sessão virtual".

Ele decidiu, ainda, nomear mais um magistrado para integrar o fluxo de distribuição das ações sobre propaganda eleitoral. Para isso, foi indicado o ministro Marco Bellizze, do Superior Tribunal de Justiça (STK) que atuará juntamente com ele [ Kassio], o vice-presidente [ministro Mendonça] e a ministra Estela Aranha nesses processos.

“Razoável duração do processo”

No documento, o presidente da Corte eleitoral ainda afirmou que “as normas traduzem um conjunto de medidas integradas com o propósito de assegurar a razoável duração do processo, a eficiência administrativa e a prioridade absoluta na prestação jurisdicional para o segundo turno das eleições de 2026 ".

Nunes Marques ressaltou que o TSE tem "enfrentado um volume muito expressivo de demandas", mas os ministros têm se empenhado para “agilizar os trabalhos, dar respostas rápidas a questões urgentes e, ao mesmo tempo, assegurar a apreciação colegiada desta corte".

— Com Agências de Notícias

Após passar por cirurgia de urgência, ex-presidente José Sarney está hospitalizado em São Luís (MA)

10/10/2026

O ex-presidente José Sarney, de 96 anos, passou por uma cirurgia abdominal nesta sexta-feira (09/10) logo após ser internado com fortes dores em São Luís (MA). Segundo boletim médico, o procedimento ocorreu sem intercorrências e ele está estável, em acompanhamento pós-operatório na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

José Sarney foi admitido na unidade hospitalar à tarde, após apresentar dores abdominais. Ele passou por avaliação clínica e exames de imagem antes da cirurgia. De acordo com o boletim médico, o ex-presidente permanece sob os cuidados de uma equipe multidisciplinar na UTI. Até o momento, não há previsão de alta hospitalar.

Pneumonia bacteriana

Desde a última quinzena de setembro, Sarney tem apresentado problemas de saúde. No último dia 24, ele se internou no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para dar continuidade ao tratamento de um quadro de pneumonia bacteriana. Ele recebeu alta hospitalar no dia 30.

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O ex-presidente José Sarney, de 96 anos, passou por uma cirurgia abdominal nesta sexta-feira (09/10) logo após ser internado com fortes dores em São Luís (MA). Segundo boletim médico, o procedimento ocorreu sem intercorrências e ele está estável, em acompanhamento pós-operatório na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

José Sarney foi admitido na unidade hospitalar à tarde, após apresentar dores abdominais. Ele passou por avaliação clínica e exames de imagem antes da cirurgia. De acordo com o boletim médico, o ex-presidente permanece sob os cuidados de uma equipe multidisciplinar na UTI. Até o momento, não há previsão de alta hospitalar.

Pneumonia bacteriana

Desde a última quinzena de setembro, Sarney tem apresentado problemas de saúde. No último dia 24, ele se internou no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para dar continuidade ao tratamento de um quadro de pneumonia bacteriana. Ele recebeu alta hospitalar no dia 30.

No último domingo (04/10), ele votou em São Luís, acompanhado do neto Adriano Sarney e de integrantes de sua equipe. Na ocasião, cumprimentou os mesários e, após votar, falou sobre a participação dos eleitores no processo democrático. “Fico muito comovido e, ao mesmo tempo, muito satisfeito quando vejo a festa democrática que o Brasil vive”, afirmou.


— Com Agências de Notícias

TSE aciona Polícia Federal e MP para apurar mais de 30 mil ameaças feitas a servidores da Corte

10/10/2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acionou a Polícia Federal para investigar ameaças de diversas formas feitas na internet contra servidores da Corte. Conforme informações da área de Tecnologia da Informação (TI) do TSE as ameaças começaram a ser observadas na última terça-feira (06/10) e até a tarde de ontem (09/10) correspondiam a mais de 30 mil publicações nas redes sociais.

Pouco tempo depois de terem sido observadas, a Justiça Eleitoral acionou as plataformas X (antigo Twitter) e Meta para a remoção das postagens. Além disso, tanto os servidores quanto os familiares dessas pessoas passaram a contar com efetivo de segurança reforçado até o segundo turno das eleições.

Responsabilização dos autores

Em nota à imprensa o Tribunal informou que acionou a PF e o Ministério Público (MP) para apurar e responsabilizar os autores desses ataques.

Segundo o comunicado, o Núcleo Institucional de Garantia dos Direitos Eleitorais...

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acionou a Polícia Federal para investigar ameaças de diversas formas feitas na internet contra servidores da Corte. Conforme informações da área de Tecnologia da Informação (TI) do TSE as ameaças começaram a ser observadas na última terça-feira (06/10) e até a tarde de ontem (09/10) correspondiam a mais de 30 mil publicações nas redes sociais.

Pouco tempo depois de terem sido observadas, a Justiça Eleitoral acionou as plataformas X (antigo Twitter) e Meta para a remoção das postagens. Além disso, tanto os servidores quanto os familiares dessas pessoas passaram a contar com efetivo de segurança reforçado até o segundo turno das eleições.

Responsabilização dos autores

Em nota à imprensa o Tribunal informou que acionou a PF e o Ministério Público (MP) para apurar e responsabilizar os autores desses ataques.

Segundo o comunicado, o Núcleo Institucional de Garantia dos Direitos Eleitorais (NIGDE) e o Núcleo de Inteligência do Grupo de Enfrentamento à Desinformação (NIGED) têm acompanhado a escalada de hostilidades contra integrantes da Justiça Eleitoral.

Exposição de dados pessoais e ódio

Na nota, a Corte ressaltou também que as investidas contém, além de ameaças, desinformação, exposição indevida de dados pessoais de servidores, discurso de ódio e ameaças veladas, inclusive direcionadas a familiares de tais trabalhadores.

“Ataques indevidos e sem fundamento, de qualquer natureza, contra o sistema eletrônico de votação e ameaças a servidores públicos federais constituem crimes previstos no Código Penal e na legislação penal especial”, enfatizou o documento.

Próximos dias de campanha de Lula e Flávio terão como marca disputas no campo digital

10/10/2026

Por mais que o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputam o segundo turno das eleições presidenciais no próximo dia 25, cumpram agendas que passam por passeatas, atos públicos, encontros com apoiadores e eventos diversos, a guerra desta etapa da campanha se dá mesmo, no campo digital.

As duas campanhas montaram verdadeiras tropas para conseguir maior número de seguidores, mudar votos e conquistar a vitória nas urnas.

“Exército de Lula”

Por parte do PT, a principal aposta da campanha é o grupo criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) intitulado “Exército de Lula".

Trata-se de grupo via WhatsApp que recebe todos os dias orientações para uma mobilização massiva via redes sociais. Para se ter ideia, até essa sexta-feira (09/10), o canal registrava 3 milhões de seguidores.

“Tropa de Flávio”

Do outro lado, a campanha do senador Flávio Bolsonaro anun...

Por mais que o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputam o segundo turno das eleições presidenciais no próximo dia 25, cumpram agendas que passam por passeatas, atos públicos, encontros com apoiadores e eventos diversos, a guerra desta etapa da campanha se dá mesmo, no campo digital.

As duas campanhas montaram verdadeiras tropas para conseguir maior número de seguidores, mudar votos e conquistar a vitória nas urnas.

“Exército de Lula”

Por parte do PT, a principal aposta da campanha é o grupo criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) intitulado “Exército de Lula".

Trata-se de grupo via WhatsApp que recebe todos os dias orientações para uma mobilização massiva via redes sociais. Para se ter ideia, até essa sexta-feira (09/10), o canal registrava 3 milhões de seguidores.

“Tropa de Flávio”

Do outro lado, a campanha do senador Flávio Bolsonaro anunciou a criação da chamada "Tropa do Flávio", também no WhatsApp, que contava, até o fechamento desta edição, com pouco mais de um milhão de pessoas.

Durante uma live para a militância, Janones — coordenador da tropa pró-Lula — orientou os apoiadores sobre publicações coordenadas e distribuição de conteúdos para alcançar eleitores indecisos. A estratégia prevê chegar a cinco milhões de apoiadores mobilizados nas plataformas.

“Estamos em 2026”, diz Janones

"Não estamos nos anos 80 mais, estamos em 2026. É aqui que a coisa é decidida. A gente perdeu o primeiro turno só na rede social", afirmou ele . A mudança de estratégia também passa pela linguagem utilizada pela militância.

O deputado pediu que os apoiadores deixem de lado termos técnicos e abordagens que considera distantes do cotidiano popular. Em vez disso, defendeu a divulgação de temas como o Prouni, o Bolsa Família e o fim da escala de trabalho 6 x 1, com mensagens diretas e de fácil compreensão.

Na orientação sobre engajamento, Janones recomendou uma sequência de ações para ampliar a circulação de conteúdos: curtir, comentar, compartilhar rapidamente, publicar nos Stories, enviar por mensagem direta, divulgar links em grupos do WhatsApp e assistir aos vídeos até o fim, mesmo sem áudio. Ele também orientou os apoiadores a concentrar esforços nos eleitores indecisos, nos que podem mudar de voto e nas pessoas que não compareceram às urnas no primeiro turno.

Orientações à “Tropa do Flávio”

Como resposta à mobilização digital petista, o presidenciável do PL anunciou, na criação da "Tropa do Flávio", que o objetivo do grupo é a distribuição de mensagens e materiais de campanha. Durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, o senador criticou a estratégia digital atribuída ao PT.

"Vocês estão vendo aí a grande organização, a grande facção digital que o PT criou para inventar um monte de fake news e espalhar”, acusou, pedindo que os apoiadores também divulguem o seu grupo.

Representações com denúncias

Tanto a Coligação ‘Brasil Pronto Pra Mais’, do candidato petista, quanto a campanha de Flávio Bolsonaro acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com uma série de representações que apontam desde uma suposta manipulação do alcance de publicações favoráveis até esquemas para impulsionar conteúdos ligados aos adversários.

Ambas as partes ressaltam que relatos levantam suspeitas sobre o tratamento diferente dado pelas plataformas aos conteúdos políticos e pede que o TSE determine critérios isonômicos na distribuição das publicações, sob o argumento de que uma eventual restrição injustificada poderia comprometer o equilíbrio da disputa presidencial.

Encaminhamentos à PF e à PGE

Os fatos também foram encaminhados à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para apuração de possíveis crimes eleitorais.

A empresa Meta, dona do Facebook e do Instagram, alegou falhas técnicas afetando métricas de vídeos e afirmou que sua equipe está trabalhando para resolver a questão o mais rápido possível", informou. A manifestação, porém, não esclarece quais vídeos foram afetados, a dimensão do problema ou se houve impacto na distribuição das publicações.

— Com Agências de Notícias

Agenda dos presidenciáveis neste sábado (10): Flávio (PL) participa de moto carreata em São Gonçalo (RJ), Lula tem passeata em Natal (RN)

10/10/2026

Os candidatos à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumprem, neste sábado (10/10), compromissos de campanha para o segundo turno das eleições. As agendas incluem reuniões políticas, encontros com apoiadores, passeatas, carreatas e outros eventos.

O presidente Lula, que tenta a reeleição, está em Natal (RN), onde participa de uma passeata em Natal (RN), com Cadu Xavier, candidato do PT ao governo do estado no segundo turno, no Bairro de Alecrim. A concentração acontece no cruzamento da Rua Baraúna com a Coronel Estevam, em frente à Igreja Universal.

Depois do evento, o presidente tem encontro com apoiadores e descansa para seguir roteiro de viagens durante os próximos dias nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Moto carreata e encontro com mulheres

Flávio Bolsonaro (PL) participa de uma moto carreata em São Gonçalo (RJ). A concentração acontece na Avenida Presidente Kennedy...

Os candidatos à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumprem, neste sábado (10/10), compromissos de campanha para o segundo turno das eleições. As agendas incluem reuniões políticas, encontros com apoiadores, passeatas, carreatas e outros eventos.

O presidente Lula, que tenta a reeleição, está em Natal (RN), onde participa de uma passeata em Natal (RN), com Cadu Xavier, candidato do PT ao governo do estado no segundo turno, no Bairro de Alecrim. A concentração acontece no cruzamento da Rua Baraúna com a Coronel Estevam, em frente à Igreja Universal.

Depois do evento, o presidente tem encontro com apoiadores e descansa para seguir roteiro de viagens durante os próximos dias nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Moto carreata e encontro com mulheres

Flávio Bolsonaro (PL) participa de uma moto carreata em São Gonçalo (RJ). A concentração acontece na Avenida Presidente Kennedy, 765, no bairro Estrela do Norte e a chegada na Rua Yolanda Saad Abuzaid, no bairro Alcantara.

Ao meio dia ele participa do encontro intitulado ‘Mulheres com Flávio Bolsonaro’, no Windsor Barra Hotel, na Barra da Tijuca, na capital fluminense e à tarde, a partir das 15h, estará na celebração oficial dos 100 anos da Assembleia de Deus Ministério de Madureira, no Maracanãzinho.

Entrevista - Antônio Campos anuncia candidatura à prefeitura de Olinda

09/10/2026

Antônio Campos é advogado com especialização em Direito Empresarial e Direito do Entretenimento,
É escritor com diversas obras publicadas (como Pense S.A., O Grande Portal e Viver é Resistir). É o idealizador e curador da Fliporto (Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas) e preside o Instituto Maximiano Campos (IMC). Concorreu à prefeitura em 2016 e 2024, pautando seus debates em temas voltados à segurança pública, revitalização urbana, patrimônio histórico, saúde e geração de emprego. Hoje, sexta-feira, 09/10, ele anunciou sua pré-pré candidatura a prefeito. O Poder foi conversar com ele.

O Poder -Por que o anúncio agora, em meio ao segundo turno da disputa nacional?

Antônio Campos - O meu avô, Miguel Arraes, dizia uma frase muito interessante que serve para esses momentos: "Quem é manco, parte cedo" (risos). É uma forma de mostrar também a minha indignação com o que está acontecendo em Olinda, que passa talvez pelo moment...

Antônio Campos é advogado com especialização em Direito Empresarial e Direito do Entretenimento,
É escritor com diversas obras publicadas (como Pense S.A., O Grande Portal e Viver é Resistir). É o idealizador e curador da Fliporto (Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas) e preside o Instituto Maximiano Campos (IMC). Concorreu à prefeitura em 2016 e 2024, pautando seus debates em temas voltados à segurança pública, revitalização urbana, patrimônio histórico, saúde e geração de emprego. Hoje, sexta-feira, 09/10, ele anunciou sua pré-pré candidatura a prefeito. O Poder foi conversar com ele.

O Poder -Por que o anúncio agora, em meio ao segundo turno da disputa nacional?

Antônio Campos - O meu avô, Miguel Arraes, dizia uma frase muito interessante que serve para esses momentos: "Quem é manco, parte cedo" (risos). É uma forma de mostrar também a minha indignação com o que está acontecendo em Olinda, que passa talvez pelo momento mais difícil de sua existência, sem assistência, sem limpeza, sem o cuidado que o olindense merece. O tempo vai passando e nada muda, só piora. Acredito que ninguém fica satisfeito com o que está vendo na cidade. Locais importantes e polos de cultura, como a biblioteca do Carmo, estão completamente abandonados. Não há uma preocupação com a cultura, com a saúde, com o saneamento. Há obras intermináveis que atrapalham a mobilidade. A cidade, que é patrimônio histórico da humanidade, está passando por uma situação de alerta. Vamos debater e conversar para chegar a um consenso.


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O Poder - O senhor tem sonhos ou propostas?

AC - Temos projetos, soluções e, principalmente, temos coragem para mudar isso. Nós vamos cuidar das pessoas".

O Poder - O senhor esta alinhado com o campo político da governadora e com Flávio. A prefeita atual é desse mesmo campo...

AC - Eu realmente anunciei e votei na governadora e em Flávio Bolsonaro. E, no segundo turno, votarei outra vez em Flávio Bolsonaro. Eu não tenho preocupação com isso. Sobre a ligação da prefeita com a governadora, vamos conversar com a governadora no momento oportuno e dialogar com as pessoas que sabem que Olinda não está bem.



O Poder - Usando quais argumentos?

Ac - Temos que ver a cidade de outra forma, e não como está. Olinda precisa ter uma política própria, que olhe para as estruturas na sua totalidade. Somos e estamos em uma zona importante do Estado e precisamos gerar emprego, levando algo diferente do que há hoje para as pessoas. Olinda precisa crescer economicamente. Minha decisão é independente da governadora, mas vamos sentar à mesa e conversar".

O Poder - Estruturalmente o que Antônio Campos pode oferecer a Olinda?

AC - Do ponto de vista estrutural, o que uma possível gestão Antônio Campos pode oferecer ao olindense é segurança, emprego, renda, cultura, lazer, saúde e assistência às pessoas. Vamos reabrir o Cine Olinda, fechado há anos, recuperar espaços culturais e promover outros locais, buscar e gerar recursos no município, programas voltados ao turismo. A segurança é um ponto forte a ser implementado e posto em prática. A valorização dos bairros,
Também será prioridade. Olinda não é só a parte histórica ou o carnaval.

O Poder - E o seu olhar social?

AC - Queremos criar uma assistência voltada às pessoas em situação de rua, dando-lhes um espaço digno para ter comida quente, uma roupa e um lugar para tomar um banho, ao preço simbólico de R$ 1,00. Por que um real? Para estabelecer o princípio de que aquilo tem valor, é apenas para dar o senso de responsabilidade e não ser banalizado. Isso com apoio psicológico e sem discriminar quem quer que seja. Sabemos que é também um caso de saúde pública e será algo que ajudará na reflexão dessas pessoas, auxiliando-as a buscar outra forma de viver".

O Poder - o mar continua avançando. O que a prefeitura pode fazer?

AC - Vamos nos voltar para o avanço do mar, que já está em um momento crítico. Hoje existem técnicas de contenção que podemos implementar para resolver esse caso de grande preocupação para os olindenses.

O Poder - E quanto à segurança, problema eternizado...

AC - A segurança é um ponto crucial que pretendemos resolver, pois todos já cansamos de ver o que está acontecendo na cidade. Vamos para o debate, principalmente com o povo, levar ideias e projetos que são muitos, para realmente solucionar os problemas de emprego, geração de renda e redução de impostos, fazendo algo verdadeiramente transformador na nossa Olinda.


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É Findi - Manifesto - Poema - Por Felipe Bezerra*

09/10/2026

Eu sigo imerso no vão do vento,
mas mesmo assim levanto
a voz, o braço e o pensamento.

Contra tudo aquilo que é falso,
contra a deturpação dos fatos,
o maliciosamente afirmado.

Sigo contra quem faz o diabo
na eleição e no mandato,
como já foi dito e ressaltado.

Contra as inverdades reiteradas,
agora judicialmente toleradas,
em conluio escancarado.

Sobre tudo isso penso e reflito.
Mas encontro alívio e regozijo,
na singeleza dos acontecimentos.

Eis o crepúsculo do último mandato
do líder popular corrompido,
que traiu sua gente e seus princípios.

Que se afogou na vaidade do cargo,
no luxo desmedido e no escárnio,
pondo em tudo centenário sigilo.

Bora, já deu. Fora!
Até nunca mais!
Adeus líderes imorais!


Recife, 08 de outubro de 2026.


Eu sigo imerso no vão do vento,
mas mesmo assim levanto
a voz, o braço e o pensamento.

Contra tudo aquilo que é falso,
contra a deturpação dos fatos,
o maliciosamente afirmado.

Sigo contra quem faz o diabo
na eleição e no mandato,
como já foi dito e ressaltado.

Contra as inverdades reiteradas,
agora judicialmente toleradas,
em conluio escancarado.

Sobre tudo isso penso e reflito.
Mas encontro alívio e regozijo,
na singeleza dos acontecimentos.

Eis o crepúsculo do último mandato
do líder popular corrompido,
que traiu sua gente e seus princípios.

Que se afogou na vaidade do cargo,
no luxo desmedido e no escárnio,
pondo em tudo centenário sigilo.

Bora, já deu. Fora!
Até nunca mais!
Adeus líderes imorais!


Recife, 08 de outubro de 2026.


*Felipe Bezerra, advogado e poeta. @felipebezerradesouza


NR - Os poemas assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.


O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.

É Findi - (Des)encontro - Poema - Por Eduardo Albuquerque*

09/10/2026

Primeiro encontro,
(ou foi desencontro?)
um leve, sutil tocar,
um pequeno andar.

Até tua casa, na praça,
um enlevo, uma graça;
batia meu coração qual
o do beija-flor, volteio igual.

A sós, voltei radiante!
Adolescente, inexperiente,
minh'alma em cântaros!



Sofri rios de prantos,
ex-amor, dor excruciante,
mortífero e vil expediente.


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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Primeiro encontro,
(ou foi desencontro?)
um leve, sutil tocar,
um pequeno andar.

Até tua casa, na praça,
um enlevo, uma graça;
batia meu coração qual
o do beija-flor, volteio igual.

A sós, voltei radiante!
Adolescente, inexperiente,
minh'alma em cântaros!


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Sofri rios de prantos,
ex-amor, dor excruciante,
mortífero e vil expediente.


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99


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É Findi - Série História de Pernambuco - Quando a guerra ultrapassou Pernambuco - Por Alfredo Cabral de Melo*

09/10/2026

A primeira batalha dos Guararapes, em abril de 1648, foi uma vitória importante para as forças da Restauração, mas não resolveu a guerra. Recife continuava sob domínio holandês, protegido por suas fortificações e pelo acesso ao mar. A Companhia das Índias Ocidentais ainda tinha capacidade de reação, como demonstrou a chegada, em março daquele ano, da armada de Witte de With, trazendo novos soldados e recursos. A partir dali, porém, compreender o que acontecia em Pernambuco exigia olhar para além dos campos de batalha.

A guerra também era discutida em Lisboa, enquanto a Companhia das Índias Ocidentais procurava preservar aquilo que ainda controlava. Portugal precisava sustentar a guerra contra a Espanha e, ao mesmo tempo, lidar com o conflito provocado pela presença holandesa em seus territórios ultramarinos. Em 1648, D. João IV buscava uma solução para o impasse e solicitou pareceres sobre a possibilidade de fazer a paz mediante concessões territoriais aos neerlandeses....

A primeira batalha dos Guararapes, em abril de 1648, foi uma vitória importante para as forças da Restauração, mas não resolveu a guerra. Recife continuava sob domínio holandês, protegido por suas fortificações e pelo acesso ao mar. A Companhia das Índias Ocidentais ainda tinha capacidade de reação, como demonstrou a chegada, em março daquele ano, da armada de Witte de With, trazendo novos soldados e recursos. A partir dali, porém, compreender o que acontecia em Pernambuco exigia olhar para além dos campos de batalha.

A guerra também era discutida em Lisboa, enquanto a Companhia das Índias Ocidentais procurava preservar aquilo que ainda controlava. Portugal precisava sustentar a guerra contra a Espanha e, ao mesmo tempo, lidar com o conflito provocado pela presença holandesa em seus territórios ultramarinos. Em 1648, D. João IV buscava uma solução para o impasse e solicitou pareceres sobre a possibilidade de fazer a paz mediante concessões territoriais aos neerlandeses. Entre os envolvidos nessa discussão estava o padre Antônio Vieira. Sua posição, porém, não foi simples nem permaneceu a mesma ao longo do processo. Inicialmente contrário ao projeto de entrega, Vieira acabou defendendo, no chamado “Papel Forte”, a aceitação do acordo como alternativa diante das dificuldades militares e financeiras enfrentadas por Portugal. O documento, intitulado “Papel a favor da entrega de Pernambuco aos holandeses”, tornou-se um dos registros mais expressivos daquele debate. Sua posição, contudo, não prevaleceu. A questão estava longe de ser simples. De um lado, havia o custo de continuar a guerra; de outro, a importância econômica dos territórios açucareiros e o próprio significado político de abandoná-los.

Essa discussão revela uma dimensão pouco lembrada da Restauração. Enquanto os homens que haviam se levantado contra o domínio holandês continuavam lutando em Pernambuco, a possibilidade de entregar novamente o Nordeste aos neerlandeses era examinada na própria Corte portuguesa. A primeira batalha dos Guararapes, ao contrário de encerrar o problema, contribuiu para modificar o ambiente político em Lisboa. A vitória fortaleceu aqueles que defendiam a continuidade da resistência e dificultou a aceitação das concessões territoriais que estavam sendo negociadas.

A posição de Vieira também ajuda a compreender como as decisões tomadas naquele momento estavam longe de obedecer a uma única lógica. O jesuíta não era, desde o início, um defensor da entrega de Pernambuco. Segundo Evaldo Cabral de Mello, ele chegou a se opor ao projeto e a criticar aqueles que pretendiam fazer concessões aos neerlandeses. Foi diante do agravamento das dificuldades portuguesas e do impasse das negociações que passou a defender a aceitação do tratado, entendendo que Portugal não teria condições de sustentar simultaneamente a guerra contra a Espanha e a disputa com os holandeses.

No Recife, entretanto, a Companhia das Índias Ocidentais não parecia disposta a simplesmente aceitar a situação. A chegada de Witte de With reforçou a capacidade militar neerlandesa e permitiu novas operações. O Recôncavo baiano esteve entre os espaços atingidos por essas ações, mostrando que a disputa não estava limitada ao território imediatamente próximo ao Recife. O domínio das rotas marítimas continuava sendo importante para os holandeses, que ainda tinham condições de movimentar tropas e recursos entre diferentes pontos do litoral.

Foi nesse mesmo ano que outro acontecimento passou a ter importância para aquela disputa. Em agosto de 1648, Salvador Correia de Sá e Benevides reconquistou Luanda, que estava sob controle holandês desde 1641. A expedição partira do Rio de Janeiro e tinha como objetivo recuperar a praça africana. Angola ocupava posição importante dentro da presença portuguesa no Atlântico e sua reconquista representava, portanto, mais do que uma vitória isolada em território africano.

A notícia chegou a Lisboa em 25 de novembro, quando o debate sobre as concessões aos neerlandeses ainda não estava encerrado. Segundo Evaldo Cabral de Mello, a possibilidade de encontrar uma solução negociada havia alimentado algum otimismo na Corte, mas a notícia da reconquista de Luanda contribuiu para dissipá-lo. O acontecimento fortaleceu aqueles que defendiam a continuidade da resistência e tornou ainda mais difícil a aceitação da entrega do Nordeste. Não se trata, portanto, de afirmar que Luanda decidiu o destino de Pernambuco, mas de reconhecer que sua reconquista interferiu no ambiente político em que esse destino estava sendo discutido.

A ligação entre Pernambuco e Angola, aliás, não começou naquele ano. Antes mesmo da reconquista de Luanda, havia projetos portugueses que relacionavam a recuperação de posições nos dois espaços. Salvador Correia de Sá já havia apresentado propostas que envolviam Pernambuco e Angola, sinal de que, para alguns dos homens que pensavam a recuperação do poder português, os dois territórios podiam ser considerados dentro de uma questão estratégica mais ampla. Isso não significa que a batalha dos Guararapes e a operação de Luanda tenham sido partes de uma única campanha. Eram acontecimentos distintos, com objetivos próprios, mas inseridos em uma conjuntura em que Portugal procurava recuperar posições perdidas para os neerlandeses.

A coincidência dos acontecimentos de 1648, entretanto, merece atenção. Em março, Witte de With chegou ao Recife com reforços para as forças holandesas. Em abril, a primeira batalha dos Guararapes terminou com a derrota das tropas neerlandesas. Em agosto, Luanda voltou ao domínio português. Enquanto esses acontecimentos se desenrolavam nos diferentes espaços do conflito, em Lisboa continuava a discussão sobre a possibilidade de alcançar a paz mediante concessões territoriais aos neerlandeses. Eram movimentos distintos, com objetivos próprios, mas que ajudam a compreender a dimensão atlântica de uma disputa que já não podia ser observada apenas a partir de Pernambuco.

Seria precipitado dizer que o domínio holandês estava acabado. Recife permanecia em suas mãos, a Companhia ainda possuía capacidade militar e a guerra continuaria por mais alguns anos. O que se percebe em 1648 é algo menos definitivo, mas talvez mais revelador: a presença neerlandesa começava a ser pressionada em diferentes espaços, enquanto Portugal procurava encontrar meios para recuperar aquilo que havia perdido sem comprometer sua própria capacidade de sobrevivência política.

É nesse sentido que Luanda ganha importância para a história que estamos contando. Sua reconquista não decidiu a guerra de Pernambuco, nem permite afirmar, isoladamente, que a presença holandesa estava condenada. Mas, colocada ao lado de Guararapes, das operações no Nordeste e das discussões diplomáticas em Lisboa, ela ajuda a perceber que a disputa já ultrapassava os limites da capitania e envolvia diferentes pontos do Atlântico.

A Restauração, naquele momento, já não cabia apenas no espaço entre os engenhos e o Recife. Havia uma guerra sendo travada em Pernambuco, uma disputa pelo controle de territórios e rotas do Atlântico e, ao mesmo tempo, uma negociação diplomática que poderia decidir o que Portugal conservaria ou estaria disposto a entregar. O resultado ainda não estava definido.

Talvez seja justamente por isso que 1648 seja um ano tão revelador. Os combates mostravam a capacidade militar das forças da Restauração, enquanto a diplomacia revelava que nem todos em Portugal estavam convencidos de que a guerra deveria continuar a qualquer preço. Do outro lado, os holandeses ainda tinham força para reagir, mas precisavam defender um domínio que começava a ser pressionado em diferentes pontos.

A guerra continuava, mas, naquele momento, já havia ultrapassado Pernambuco.


Fontes de referência:


Evaldo Cabral de Mello, “Antônio Vieira e o negócio do Brasil”, Revista Serrote, nº. 4, Instituto Moreira Salles, julho de 2011.

Evaldo Cabral de Mello, Olinda Restaurada e O Negócio do Brasil.

José Antônio Gonsalves de Mello, Fontes para a História do Brasil Holandês.

Documentação histórica relativa à reconquista de Luanda em 1648 e à atuação de Salvador Correia de Sá e Benevides.


*Alfredo Cabral de Melo, é Advogado, Historiador, Jornalista, e Membro do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e do Instituto Histórico do Maranhão (IHGM). @alfredo.cabral.de.melo


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