"O fim da Humanidade"
A humanidade, ao longo de seus milhares de anos de existência, sempre viveu momentos críticos sobretudo quando alguns humanos em determinada época pensavam que, daqueles momentos críticos seguir-se-ia para o "fim do mundo", claro, leia-se o fim da humanidade.
Situações de guerras e epidemias, sempre trouxeram para a humanidade o pensamento que tais situações desafiadoras, colocavam em xeque a continuidade da vida humana, no planeta Terra.
Entretanto, aquelas situações sempre terminaram representando o fim de um ciclo e surgimento de uma nova era.
'A guerra atômica, a destruição em massa'
A situação daquela "idéia de superação" que se viveu até o final da 2a guerra, foi superada com o lançamento das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki - Japão agosto de 1945 - que provocou a morte de mais de 400 mil humanos, e a eliminação da capacidade produtiva da natureza em alguns dos locais atingidos.
A bomba atômica trazia uma novidade, matança em massa em questão de segundos. O perigo agora era outro, colocava-se em risco à vida humana, isto quem estivesse ou não no palco do conflito. Uma nova modalidade de guerra surgira, a guerra atômica.
Gerações inteiras passaram a temer a guerra, ato contínuo, uso de armas atômicas, morte em massa em questão de segundos. Esse era, quase com exclusividade, o pavor que passou a dominar as mentes dos humanos.
Enquanto isso, outros perigos eram gerados. Perigos que traziam como tema central, a fome. Não aquela fome sazonal, por acidentes naturais, falta de alimentos e por aí segue.
Se o tema era fome, o desafio passou a ser visto de outra forma, a fome não estrutural, como era denunciado pelos declaradamente opositores do sistema econômico "capitalista", de desigual distribuição da riqueza produzida,
O "capitalismo" não atendia a demanda plena por alimentos.
O " capitalismo" estruturalmente não atendia a sustentação da sociedade.
Aquele sistema econômico, gerado a partir do capital, apoiado sobre a propriedade privada, organizado a partir das demandas sociais, que historicamente formou o livre mercado e geração desigualdades era produtor de injustiças.
O mercado, efeito do sistema, é aquele palco, onde atores diversos comparecem num sistema de trocas (compra e venda) e ali satisfazem as diversas necessidades, sonhos, desejos, vaidades, possibilidades e por aí vai. Neste mercado se manifesta a "satânica" desigualdade social.
'O mercado, consequências'
Mas, uma das consequências da operacionalidade do mercado - sempre em constante mudanças dos anseios e posses dos consumidores - é que geram a busca de inovações científicas e tecnológicas que resultam em lucros, ampliação do capital, novos investimentos, novos gostos, necessidades, novos produtores, novos consumidores.
O mercado se organiza com o formato de uma mola, mas uma mola de desenho piramidal. Os anéis da mola se articulam entre si e vão se estreitando. Sem sua articulação o corpo social não se movimenta, morre.
A estruturação da sociedade, economia, mercado, abriga satisfações e insatisfações, mudanças nessa movimentação nunca deixarão de ocorrer, alguns se mexem dentro da mola de anéis articulados, para cima ou para baixo.
A insatisfação, quanto aos resultados, pode se abrigar em muitas mentes, algumas delas chamadas de socialismo.
Surge aquele socialismo, que apenas formula reparos sobre o que entende por "injusta distribuição da produção", chamado de socialismo idealista ou utópico, no caso desse último, gerado nas mentes de "boa vontade". O socialismo utópico idealizou os falanstérios, comunidades fraternas
No entanto, dentro da mente socialista gestou-se um "vírus" destruidor, então transformou-se de socialismo idealista e/ou utópico, para o formato presunçoso de "socialismo científico".
'O socialismo científico'
Esse socialismo atacava/ataca, os principais pilares da economia, historicamente forjada: "capital", "mercado", "propriedade privada", lucro, todos envolvendo muitas variáveis.
O "socialismo científico" (marxismo- leninismo) que implantou-se a partir da Revolução (golpe) bolchevique de 1917, gestou um sistema que nega os pilares mencionados.
Resultado da fórmula: fome, caos, terror, administrado por um estado terrorista, sob direção de um partido único.
A longo prazo a fórmula do "socialismo científico", faz o efeito de uma bomba atômica, só que de efeito pausado, nas como a bomba atômica, produz destruição. É a fatalidade do equívoco do socialismo/comunismo.
A diversidade do consumo em níveis desiguais, gostos desiguais, sonhos desiguais é a própria razão de ser do mercado, da economia, que seus críticos chamam de "capitalismo".
Aqueles pilares é a própria e natural economia. Se forem eliminados, elimina-se a vida econômica que foram formados ao longo da história.
Sem economia, elimina-se a vida humana, como entendida até hoje.
O consumo representa, poder de comprar, ofertar, poder atender gostos variados de riquezas variadas, vaidades, etc. Sem essas premissas. A História morre.
'Um mundo sem mercado'
Passemos para outro desafio do mundo moderno, o desenvolvimento científico-tecnológico, que gestou a "inteligência artificial". O estágio atual do desenvolvimento tecnológico.
A "inteligência artificial" tende para eliminação do emprego/renda/ trabalho, sem isso o mercado some.
'Eliminação da economia, morre a vida'
Está eliminação da renda reduz o consumo/mercado, encolhem .
Morre, pausadamente a vida econômica, morre a humanidade. Morre a História.
Nos dois casos não é apenas a fome que diretamente representa o desafio para a sobrevivência humana.
Mas a ausência de ceras ocupações econômicas - senão a maioria dessaz ocupações.
Com isso, segue um cenário futuro propício à revolta das turbas, enlouquecidas em busca de renda/ sobrevivência e fuga da fome.
Formações bárbaras atacarão as elites médias e superiores, para tomar-lhes o que aquelas classes possuem, e assim alcançarem a sobrevivência.
'O futuro sem propriedade, sem mercado'
O cenário futuro de fome, gestou a incoerência dá mentalidade pseudo-científica do Fórum de Davos (Suíça), Agenda 2030.
Segunda a elite de Davos: "no futuro ninguém será dono de nada, mas todos serão felizes". "Para todos uma renda mínima universal". Representa o mesmo que: "sem propriedade privada'; "sem livre mercado/consumo".
Se o Fórum fala num mundo sem propriedade como a humanidade vai buscar prosperidade ?
Também, o Encontro fala em "renda mínima básica/universal". O que acontecerá com o mercado/consumo?
Mercado consumo de forma "de uma mola piramidal" - como dissemos - precisa ter como base a desigualdade, porque a mesma alimenta seu funcionamento que se caracteriza por diversidade.
Ora, "renda mínima/básica universal" é como implodir o mercado, implodir a vida econômica, implodir a História como ela é. Todos, uniformemente, consumiriam sem variações as mesmas ofertas. (proposta do "socialismo cientifico")
'Reação da elite'
Portanto, quando hoje se fala que há uma elite, gastando parte de suas fortunas construindo "bunckeres", estocando suprimentos, não se deve isto, a busca de proteção contra guerra atômica, ou mesmo proteção de uma fome sazonal.
As elites sabem que a rebelião incontrolável das massas, representa um perigo igual ou maior que a destruição atômica.
E a produção sem consumidores, vida sem emprego e renda, consumo uniforme, sinal que o "fim" pode está próximo.
Fim que virá com guerra, fome ou destruição do sistema econômico, não do que chamam "capitalismo".
"Capitalismo" e próprio sistema, que abrigar mudanças e ganhará novas formatações.
As regras econômicas se constituiram historicamente, a partir das comunidades primitivas, formações de ordens econômicas de diversas naturezas.
Essa diversas ordens se encontram num processo de "emulação histórica" até se chegar a esta ordem, onde, hoje, o capital é o fator ordenador dessa vida .
A "engenharia social" é um grande equivoco da mentalidade do socialismo científico. Ele não respeita a voluntariedade humana.
*Jarbas Beltrão é historiador e professor de História. MBA em Política Estratégia em Defesa e Segurança Nacional. Especialista em Geopolítica Novas Fronteiras Cibernética e IA.
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