Assine O PODER

É GRÁTIS!

Preencha o formulário e seja o nosso assinante!

Carnaval da Gente 2026 tem festa democrática, valorização da cultura local e recorde de público em Jaboatão

18/02/2026

A cidade do Jaboatão dos Guararapes se despediu do Carnaval 2026, ontem, terça-feira (17/02) com uma noite marcada por diversidade musical, valorização dos artistas locais e participação massiva da população no polo Jaboatão Centro. Com apoio do Governo de Pernambuco, por meio do projeto Pernambuco Meu País, o encerramento do Carnaval da Gente consolidou a proposta de uma festa descentralizada, inclusiva e voltada para toda a família.



Celebrou

O prefeito Mano Medeiros celebrou o sucesso da programação e destacou o caráter democrático do evento. “O Carnaval da Gente enche nossos corações de alegria e orgulho. Fizemos uma festa bonita, organizada, democrática e respeitosa, pensada para toda a família jaboatonense. Agradeço ao Governo do Estado pelo apoio e, principalmente, ao nosso povo, que fez dessa celebração um verdadeiro exemplo de participação e cultura”, afirmou.

A gestora do programa de Políticas Públicas Socia...

A cidade do Jaboatão dos Guararapes se despediu do Carnaval 2026, ontem, terça-feira (17/02) com uma noite marcada por diversidade musical, valorização dos artistas locais e participação massiva da população no polo Jaboatão Centro. Com apoio do Governo de Pernambuco, por meio do projeto Pernambuco Meu País, o encerramento do Carnaval da Gente consolidou a proposta de uma festa descentralizada, inclusiva e voltada para toda a família.


imagem2


Celebrou

O prefeito Mano Medeiros celebrou o sucesso da programação e destacou o caráter democrático do evento. “O Carnaval da Gente enche nossos corações de alegria e orgulho. Fizemos uma festa bonita, organizada, democrática e respeitosa, pensada para toda a família jaboatonense. Agradeço ao Governo do Estado pelo apoio e, principalmente, ao nosso povo, que fez dessa celebração um verdadeiro exemplo de participação e cultura”, afirmou.

A gestora do programa de Políticas Públicas Sociais (PPS), Andréa Medeiros, ressaltou o impacto social e cultural da festa. “O Carnaval da Gente mostrou que é possível promover cultura, fortalecer nossos artistas e garantir lazer de qualidade para a população. Pensamos cada detalhe para que todos se sentissem representados e acolhidos. O resultado foi uma festa plural, segura e cheia de significado”, destacou.


imagem3


Garantiu

No fim de tarde, a Barca Maluka garantiu a alegria da criançada. Brinquedos infláveis, fantasias coloridas e muita animação transformaram o centro da cidade em um grande espaço infantil. A festa seguiu com o talento da terra. O cantor Rafa Pesadão levou o público a cantar em coro seus sucessos de brega funk romântico e fez questão de registrar: “Graças à gestão, a gente chegou e teve visibilidade como artista da terra”, disse, emocionado.


imagem4


Força da cultura

O Maracatu Nação Aurora Africana trouxe a força da cultura popular, envolvendo o público com letras que exaltam liberdade, ancestralidade e orgulho das raízes. Em seguida, o grupo Amigas do Brega apresentou um espetáculo de figurinos, coreografias e grandes sucessos do gênero, mantendo o público em clima de festa.

Matheus Nocaute transformou o Pátio da Casa da Cultura em um verdadeiro palco de energia contagiante, acompanhado de seus bailarinos, enquanto Tayara Andreza encerrou a programação com um show vibrante, reunindo diferentes ritmos e estilos musicais que marcaram o último dia da folia de Momo.


imagem5


Praça

Além do sucesso em Jaboatão Centro, o Polo Curados, no Curado IV (Praça do Terminal), reuniu grande público ao som de Nosso Sentimento, Xande Estilizado, Bons do Brega e Emerson 7K, consolidando a força da descentralização da festa.

Os polos


Os Polos Itinerantes também reforçaram o alcance do Carnaval da Gente, com programação infantil às 17h e shows de Monique Carvalho, Valquíria Santana, Orquestra Bicho Solto e Fabinha Nunes, garantindo animação em diferentes bairros da cidade.

Balanço positivo

Com cinco dias de intensa programação, participação popular expressiva e diversidade de atrações, o Carnaval da Gente 2026 se encerra com balanço positivo. A descentralização dos polos, a valorização da cultura local e a presença das famílias confirmam que o modelo veio para ficar no calendário oficial do Jaboatão dos Guararapes, fortalecendo a identidade cultural e o sentimento de pertencimento da população.


imagem6

Jogos decisivos pela Copa do Brasil, Libertadores e Champions movimentam torcidas nesta quarta-feira

18/02/2026

Será uma quarta-feira (18), de muito futebol pelos gramados do Brasil e do mundo. A programação do dia reúne confrontos importantes por competições como Libertadores, Champions League, Copa do Brasil e principais ligas europeias, movimentando torcedores de vários clubes.



Copa do Brasil

No cenário brasileiro, clubes de diferentes regiões entram em campo pela Copa do Brasil e campeonatos estaduais, em duelos eliminatórios que podem definir classificação e permanência nas competições. Já no exterior, a rodada promete fortes emoções com confrontos de alto nível técnico, válidos por fases decisivas de torneios continentais e rodadas estratégicas das ligas nacionais.

Copa do Brasil

A primeira fase reúne os 28 times classificados à competição que são os piores colocados no ranking da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Onze partidas movimentam o torneio hoje, quarta (18/02) e mais duas na quinta-f...

Será uma quarta-feira (18), de muito futebol pelos gramados do Brasil e do mundo. A programação do dia reúne confrontos importantes por competições como Libertadores, Champions League, Copa do Brasil e principais ligas europeias, movimentando torcedores de vários clubes.


imagem2


Copa do Brasil

No cenário brasileiro, clubes de diferentes regiões entram em campo pela Copa do Brasil e campeonatos estaduais, em duelos eliminatórios que podem definir classificação e permanência nas competições. Já no exterior, a rodada promete fortes emoções com confrontos de alto nível técnico, válidos por fases decisivas de torneios continentais e rodadas estratégicas das ligas nacionais.

Copa do Brasil

A primeira fase reúne os 28 times classificados à competição que são os piores colocados no ranking da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Onze partidas movimentam o torneio hoje, quarta (18/02) e mais duas na quinta-feira (19). Confira os confrontos, no horário de Brasília:

Jogos de quarta-feira (18/02)

16h - Porto-BA x Serra Branca - Agnaldo Bento, em Porto Seguro (BA)
16h30 - Maguary x Laguna - Arthur Tavares, em Bonito (PE)
17h - Baré x Madureira - Canarinho, em Boa Vista
19h30 - Araguaína x Primavera-SP - Mirandão, em Araguaína (TO)
20h - Betim x Piauí - Arena Urbsan, em Betim (MG)
20h - Santa Catarina x Iape - Alfredo Krieck, em Rio do Sul (SC)
20h - Gama x Monte Roraima - Bezerrão, em Gama (DF)
20h - América-SE x Tirol - Batistão, em Aracaju
20h30 - Ji-Paraná x Pantanal - Biancão, em Ji-Paraná (RO)
20h30 - Ivinhema x Independente-AP - Saraivão, em Ivinhema (MS)
21h - Vasco-AC x Velo Clube - Arena da Floresta, em Rio Branco

Taça Conmebol Libertadores – Segunda fase
18/02 19:00 O’Higgins x Bahia —
18/02 21:30 Nacional Potosí x Botafogo —
18/02 21:30 Barcelona de Guayaquil x Argentinos Juniors

UEFA Champions League – Playoffs de Oitavas

18/02 14:45 Qarabag x Newcastle —
18/02 17:00 Bodö/Glimt x Internazionale —
18/02 17:00 Olympiacos x Bayer Leverkusen —
18/02 17:00 Club Brugge x Atlético de Madrid


Campeonato Paraibano
15:00 — Confiança-PB x Pombal
19:30 — Campinense x Sousa
21:00 — Botafogo-PB x Treze

Campeonato Alagoano – Semifinal
20:00 — CRB x CSA

Campeonato Amazonense
20:00 — Amazonas x Manauara

Campeonato Baiano
19:15 — Vitória x Bahia de Feira

Campeonato Goiano
19:30 — Aparecidense x Centro Oeste

Campeonato Paraense
20:00 — Águia de Marabá x Remo

Severino Lopes
O Poder


imagem3

Mano Medeiros é um dos prefeitos mais bem avaliados entre as maiores não capitais

18/02/2026

O prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros (PSD), aparece na 22ª colocação no ranking dos prefeitos mais bem avaliados do Brasil entre as maiores cidades do país, excluindo as capitais. O levantamento foi realizado pelo Instituto Veritá e divulgado hoje, quinta-feira (18/02). Mano é o único prefeito de Pernambuco presente na lista e o segundo do Nordeste no levantamento.

Resultado

Para Mano Medeiros, o resultado deve ser analisado dentro do contexto da pesquisa. “Esse posicionamento no ranking representa uma fotografia do momento, mas consolida um cenário de aprovação popular e reforça nosso compromisso com a melhoria do Jaboatão, cada vez mais, uma cidade melhor para se viver”, afirmou o prefeito.

O ranking

De acordo com o ranking, Mano Medeiros registra 31,1% de aprovação, conforme a metodologia aplicada pelo instituto nas maiores cidades brasileiras fora das capitais estaduais. A pesquisa avaliou a p...

O prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros (PSD), aparece na 22ª colocação no ranking dos prefeitos mais bem avaliados do Brasil entre as maiores cidades do país, excluindo as capitais. O levantamento foi realizado pelo Instituto Veritá e divulgado hoje, quinta-feira (18/02). Mano é o único prefeito de Pernambuco presente na lista e o segundo do Nordeste no levantamento.

Resultado

Para Mano Medeiros, o resultado deve ser analisado dentro do contexto da pesquisa. “Esse posicionamento no ranking representa uma fotografia do momento, mas consolida um cenário de aprovação popular e reforça nosso compromisso com a melhoria do Jaboatão, cada vez mais, uma cidade melhor para se viver”, afirmou o prefeito.

O ranking

De acordo com o ranking, Mano Medeiros registra 31,1% de aprovação, conforme a metodologia aplicada pelo instituto nas maiores cidades brasileiras fora das capitais estaduais. A pesquisa avaliou a percepção direta da população sobre a administração municipal, considerando diferentes indicadores.

Critérios

Entre os principais critérios analisados estão o desempenho geral da gestão, medido por meio de nota média atribuída pelos moradores; o índice de aprovação da administração municipal; e a qualidade dos serviços públicos.

O estudo

O estudo concentrou-se exclusivamente nas maiores cidades brasileiras fora das capitais, recorte que, segundo o instituto, amplia o foco para grandes centros urbanos do interior e regiões metropolitanas que enfrentam desafios estruturais complexos, especialmente nas áreas de mobilidade, saúde, educação e infraestrutura.

Panorama


Ao avaliar cidades de grande porte, a pesquisa apresenta um panorama comparativo do desempenho administrativo e da percepção popular sobre os governos municipais, oferecendo um retrato técnico da gestão pública nas principais cidades brasileiras fora dos centros administrativos estaduais.


22ª colocação nacional

Com a 22ª colocação nacional, Jaboatão dos Guararapes integra o grupo das maiores cidades analisadas no ranking do Instituto Veritá, em um levantamento que destaca o desempenho e a avaliação popular dos prefeitos que governam fora das capitais do país.

Paraíba tem o terceiro pior trecho de rodovia do Brasil, aponta CNT

18/02/2026

O trecho da estrada está entre os mais perigosos do país. Trafegar por ele, é uma aventura. O risco de acidentes é iminente, e o motorista deve dirigir com atenção redobrada. A PB-066, que liga os municípios de Ingá, no Agreste da Paraíba, e Itambé, em Pernambuco, está entre os piores trechos rodoviários do país.

A estrada

A estrada ocupa a terceira colocação no ranking nacional divulgado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), com base na Pesquisa CNT de Rodovias. Os motoristas que trafegam pelo PB-066 podem perceber facilmente os riscos. Muitos trechos são esburacados e em vários pontos o motorista tem que reduzir a velocidade devido as condições precárias da infraestrutura rodoviária.

Acidentes

Na Paraíba, somente em 2025, foram registrados 1.978 acidentes em rodovias federais, que resultaram em 141 mortes, o equivalente a sete óbitos a cada 100 acidentes.

Problemas estruturai...

O trecho da estrada está entre os mais perigosos do país. Trafegar por ele, é uma aventura. O risco de acidentes é iminente, e o motorista deve dirigir com atenção redobrada. A PB-066, que liga os municípios de Ingá, no Agreste da Paraíba, e Itambé, em Pernambuco, está entre os piores trechos rodoviários do país.

A estrada

A estrada ocupa a terceira colocação no ranking nacional divulgado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), com base na Pesquisa CNT de Rodovias. Os motoristas que trafegam pelo PB-066 podem perceber facilmente os riscos. Muitos trechos são esburacados e em vários pontos o motorista tem que reduzir a velocidade devido as condições precárias da infraestrutura rodoviária.

Acidentes

Na Paraíba, somente em 2025, foram registrados 1.978 acidentes em rodovias federais, que resultaram em 141 mortes, o equivalente a sete óbitos a cada 100 acidentes.

Problemas estruturais

O levantamento também aponta problemas estruturais na malha viária do estado. Segundo a CNT, 72,2% da extensão das rodovias paraibanas apresentam algum tipo de deficiência. Desse total, 53,8% têm problemas no pavimento, 72,7% enfrentam falhas de sinalização e 77,2% apresentam deficiência na geometria da via, como curvas inadequadas e falta de acostamento.

Piores trechos

As três rodovias estaduais, incluindo a PB-066, foram consideradas péssimas pelo levantamento e ficaram na mesma colocação entre os piores trechos da região Nordeste.
Piores trechos do Nordeste são, a MA-006 Cururupu – Pinheiro, MA-106 Governador Nunes Freire – Alcântara, a PB-066 Ingá – Itambé; a PE-545 Exu – Ouricuri; a PE-177 Quipapá – Garanhuns; aMA-034 Tutóia – Brejo; a PE-060 Cabo de Santo Agostinho – Barreiros; aPB-400 Cajazeiras – Conceição.

Identificou

O levantamento também identificou os trechos rodoviários mais perigosos do país em extensões de 10 quilômetros, com base no número de acidentes. A Paraíba aparece entre os três estados com os pontos mais críticos do Nordeste.

Ranking

O segundo lugar do ranking é ocupado por um trecho da BR-230, entre os quilômetros 20 e 30, localizado na Grande João Pessoa.
Já a terceira posição ficou com um trecho da BR-101, entre os quilômetros 80 e 90, na região da Alça Sudoeste, área que liga os municípios de João Pessoa, Bayeux e Santa Rita.

Para os especialistas, a combinação de chuvas intensas, manutenção insuficiente e tráfego pesado provoca danos severos ao pavimento.

Estradas perigosas

As estradas federais que cortam a Paraíba, também são perigosas. Prova disso é que o número de acidentes em rodovias federais no Estado aumentou 3% no ano passado em comparação aos dados de 2024, conforme aponta um levantamento divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Os acidentes

De acordo com a PRF, no ano passado foram registradas 1.978 ocorrências, enquanto no ano anterior foram 1.920 acidentes. Em relação ao número de mortes no mesmo período também foi registrado um aumento, de 5,9%, saindo de 132 mortes para 148 em 2025.

Excesso de velocidade e ultrapassagens indevidas, estão entre as principais causas dos acidentes.

Severino Lopes
O Poder
Foto: Reprodução/Google Maps


imagem2

Encontros religiosos ultrapassam as 250 mil pessoas no Carnaval da Paz em Campina Grande

18/02/2026

Momentos de oração, fé, reflexão e uma mensagem de paz. Os Encontros religiosos e filosóficos realizados em Campina Grande, superaram os 250 mil participantes durante o período do carnaval e mais uma vez, transformaram a cidade em um grande retiro. Todos os eventos tiveram expressiva quantidade de participantes.



Edição histórica

O Crescer, Encontro dos Católicos que chegou a 29ª edição, superou as expectativas e teve uma edição histórica. Realizado pela primeira vez no Centro de Convenções, o evento atraiu mais de 140 mil pessoas de várias cidades do Brasil. Foi a maior edição de todos os tempos.
A organização do Encontro Nacional da Família Católica, divulgou os dados oficiais de público circulante da edição realizada no Centro de Convenções de Campina Grande, confirmando a dimensão nacional do evento. Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Anova, responsável pela apuração dos números, cerca de 140 mil pessoas passaram...

Momentos de oração, fé, reflexão e uma mensagem de paz. Os Encontros religiosos e filosóficos realizados em Campina Grande, superaram os 250 mil participantes durante o período do carnaval e mais uma vez, transformaram a cidade em um grande retiro. Todos os eventos tiveram expressiva quantidade de participantes.


imagem2


Edição histórica

O Crescer, Encontro dos Católicos que chegou a 29ª edição, superou as expectativas e teve uma edição histórica. Realizado pela primeira vez no Centro de Convenções, o evento atraiu mais de 140 mil pessoas de várias cidades do Brasil. Foi a maior edição de todos os tempos.
A organização do Encontro Nacional da Família Católica, divulgou os dados oficiais de público circulante da edição realizada no Centro de Convenções de Campina Grande, confirmando a dimensão nacional do evento. Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Anova, responsável pela apuração dos números, cerca de 140 mil pessoas passaram pelo encontro ao longo dos cinco dias de programação.


imagem3


292 cidades

Os dados indicam a presença de participantes vindos de 292 cidades e 23 estados brasileiros, evidenciando o alcance do CRESCER como o maior evento católico do país durante o período do Carnaval. Além do público, o encontro contou com a participação de convidados nacionais e internacionais, incluindo pregadores, músicos e lideranças religiosas que integraram a programação espiritual, formativa e cultural.


imagem4


Programação

Realizado durante o Carnaval da Paz, o CRESCER ofereceu uma programação diversificada, com celebrações eucarísticas, momentos de adoração, pregações temáticas, espaços formativos, atividades para crianças e jovens, além da ExpoFamília. A expressiva circulação de pessoas também gerou impacto positivo no turismo e na economia local, fortalecendo Campina Grande como referência nacional em turismo religioso.

Políticos

No último dia, o vice-governador, Lucas Ribeiro (PP), o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB) e o senador Efraim Filho (União Brasil), o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), entre outros políticos visitaram o CRESCER.
Elba Ramalho em 2027

E a edição de 2027, já tem dada e novidades. A cantora paraibana Elba Ramalho foi confirmada como atração da abertura do evento católico Crescer na edição de 2027. A confirmação foi feita pelo organizador do evento, Gustavo Lucena.


A Consciência Cristã supera as expectativas

A Consciência Cristã, evento dos evangélicos, que aconteceu de 12 a 17 de fevereiro, também superou as expectativas dos organizadores. O evento foi realizado no Parque do Povo e em outros lugares próximos ao espaço. O Consciência Cristã teve 50 preletores e reuniu mais de 100 mil pessoas durante os sete dias de evento.

Balanço positivo

O presidente da Visão Nacional para a Consciência Cristã (Vinacc), Euder Faber, fez um balanço positivo da 28a edição e disse que a edição deste ano foi histórica.

Com o tema “A Igreja de Cristo”, o evento contou com palestras, seminários e encontros ao longo de seis dias.

Miep

Este é o mais antigo. Já são 53ª edições A primeira semente lançada na Rainha da Borborema pela comunidade espírita. Todos os demais vieram depois. O Miep – Movimento de Integração Espírita da Paraíba também superou as expectativas. O evento foi realizado no Centro de Convenções do Garden Hotel.
Com o tema “E a vida continua…”, o evento manteve a tradição iniciada em 1974 e reúne palestras e debates ligados à doutrina espírita.
O Miep é realizado desde 1974 pela Liga Campinense de Espiritismo, e hoje é organizado pela Associação Municipal de Espiritismo de Campina Grande (AME-CG).

E-Além

O E-Além – Encontro Luminar de Espiritualidade e Magnetismo é realizado pela ALEM – Associação Luminar de Magnetismo Humano. Em 2026 o evento terá como tema “O Magnetismo com Jesus: Exemplo, Ciência e Amor”, e aconteceu 13 a 16 de fevereiro.
O evento é gratuito e acontece na sede do ALEM, na Rua Dr. João Pequeno, no bairro do Catolé.

A Palavra Revelada

O evento A Palavra Revelada, da Igreja Adventista do Sétimo Dia foi realizado entre 13 a 17 de fevereiro, no Quinta da Colina Maison, no bairro do Catolé. Este ano o evento teve como tema “A Última Trombeta”.

Acampamento Verbo da Vida

O Acampamento Verbo da Vida é promovido pela igreja evangélica Verbo da Vida. A programação foi realizada de 14 a 17 de fevereiro, no Verbo da Vida Sede, e teve como tema “Da voz à escritura: a Palavra viva”.

Nova Consciência

O Encontro da Nova Consciência é um evento filosófico que também faz parte do Carnaval da Paz. Este ano, a Nova Consciência aconteceu de 28 de fevereiro a 4 de março somente remotamente, de forma online com transmissões pela internet, e tem como tema “Realidade e Utopias: Diálogos para a Convivência Global”.

Surgiu

O Encontro da Nova Consciência surgiu1991, e ganhou repercussão com caráter ecumênico e de “celebração de valores que envolvem corpo, mente e espírito”. Inicialmente, o Encontro foi realizado no Teatro Municipal Severino Cabral, reunindo representantes de várias religiões. Depois passou a ser realizado no cine teatro do Sesc Centro. Atualmente, acontece de forma remota.
Todos os seis grandes eventos fortaleceram a espiritualidade dos participantes durante o carnaval e transmitiram uma mensagem de paz, fé e amor.

Severino Lopes

O Poder


imagem5

Veneziano destaca a grandiosidade do Crescer junto às famílias católicas de Campina Grande

18/02/2026

O Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) participou ontem, terça-feira de carnaval (17/02) do Crescer – Encontro Nacional da Família Católica, realizado anualmente em Campina Grande, no período de carnaval.



Primeira vez

Este ano, pela primeira vez, o evento ocorre no Centro de Convenções Antônio Vital do Rêgo.. “Nós estamos chegando ao último dia desse encontro, que é magnífico e que toca a todos os corações, toca principalmente as nossas almas, os nossos sentimentos, que nos faz mais próximos a Deus e às suas mensagens. Que bom este encontro ter crescido da forma extraordinária como nós estamos vendo”, disse Veneziano.

Recebido

No Crescer, Veneziano foi recebido pelo Moderador da Comunidade Pio X, organizadora do evento, Gustavo Lucena; e pelo casal André Gomes (Secretário Municipal de Cultura) e Carol Gomes (Vereadora de Campina Grande).



Agradeceu

O Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) participou ontem, terça-feira de carnaval (17/02) do Crescer – Encontro Nacional da Família Católica, realizado anualmente em Campina Grande, no período de carnaval.


imagem2


Primeira vez

Este ano, pela primeira vez, o evento ocorre no Centro de Convenções Antônio Vital do Rêgo.. “Nós estamos chegando ao último dia desse encontro, que é magnífico e que toca a todos os corações, toca principalmente as nossas almas, os nossos sentimentos, que nos faz mais próximos a Deus e às suas mensagens. Que bom este encontro ter crescido da forma extraordinária como nós estamos vendo”, disse Veneziano.

Recebido

No Crescer, Veneziano foi recebido pelo Moderador da Comunidade Pio X, organizadora do evento, Gustavo Lucena; e pelo casal André Gomes (Secretário Municipal de Cultura) e Carol Gomes (Vereadora de Campina Grande).


imagem3


Agradeceu


Gustavo agradeceu a presença de Veneziano e registrou que foi durante a sua gestão como prefeito, no ano de 2006, que o Crescer foi incluído no Calendário Municipal de Eventos da cidade, proporcionando ao encontro a possibilidade de apoio formal da Prefeitura.

“Me ensinaram que a gratidão é a memória do coração. Então, a Veneziano, a minha gratidão, a gratidão esse povo que está aqui. No dia 28 de dezembro de 2006, a Lei Municipal 3.237-A, você assinou por acreditar em uma situação, em uma proposta, pela generosidade do seu coração, incluindo o Crescer no calendário municipal de eventos, porque só assim nós poderíamos ter o apoio, o fomento oficial da Prefeitura”, afirmou Gustavo.


imagem4

Três Gotas de Poder - Arrogância x astúcia, por Zé da Flauta

18/02/2026

Na década de 80, no coração sisudo de um banco pernambucano, um presidente resolveu declarar guerra a um coco. Não era qualquer coco. Era o coco da esquina, vendido há anos por um homem sob a ponte, testemunha silenciosa de transações milionárias e dramas humanos. O presidente pediu a seu garçom, Seu Romualdo, que lhe trouxesse a fruta. Deu um gole, cuspiu com indignação e decretou, com a autoridade de quem manda em cifras: quando eu pedir um coco, me traga um com água doce, se não eu lhe demito. O problema é que coco não responde a cargo, nem a gravata.

Sabedoria

Seu Romualdo, homem simples e sagaz, entendeu que ali não se tratava de paladar, mas de hierarquia. O chefe não queria coco, queria controle. E como não podia mudar a natureza da fruta, decidiu mudar a percepção do presidente. Comprou um adoçante líquido e, religiosamente, passou a pingar três gotinhas na água antes de servir. O presidente sorria satisfeito, elogiava a melhora e reafirmava...

Na década de 80, no coração sisudo de um banco pernambucano, um presidente resolveu declarar guerra a um coco. Não era qualquer coco. Era o coco da esquina, vendido há anos por um homem sob a ponte, testemunha silenciosa de transações milionárias e dramas humanos. O presidente pediu a seu garçom, Seu Romualdo, que lhe trouxesse a fruta. Deu um gole, cuspiu com indignação e decretou, com a autoridade de quem manda em cifras: quando eu pedir um coco, me traga um com água doce, se não eu lhe demito. O problema é que coco não responde a cargo, nem a gravata.

Sabedoria

Seu Romualdo, homem simples e sagaz, entendeu que ali não se tratava de paladar, mas de hierarquia. O chefe não queria coco, queria controle. E como não podia mudar a natureza da fruta, decidiu mudar a percepção do presidente. Comprou um adoçante líquido e, religiosamente, passou a pingar três gotinhas na água antes de servir. O presidente sorria satisfeito, elogiava a melhora e reafirmava sua autoridade, sem imaginar que sua exigência havia sido resolvida com uma química discreta e uma inteligência silenciosa.

Sem problema

Há algo profundamente humano nessa cena. O poder acredita que pode adoçar o mundo à força, como se bastasse ordenar que a realidade se ajustasse ao gosto pessoal. Mas o mundo, como o coco, tem sua própria medida. Não é doce ou amargo por decreto. Quem sustenta a engrenagem, muitas vezes, não é quem aparece no topo, mas quem entende o funcionamento das pequenas coisas. Seu Romualdo não enfrentou o chefe, não fez discurso, não pediu aumento. Apenas encontrou uma solução. O poder ameaçou; a astúcia resolveu.

Simplicidade

Talvez a vida seja isso: três gotas invisíveis que mantêm o sistema funcionando enquanto os chefes acreditam que estão no controle absoluto do sabor das coisas. A autoridade pode mandar, mas não transforma a natureza. Pode demitir, mas não adoça o coco. Quem verdadeiramente compreende o mundo é quem sabe que nem tudo se resolve com voz alta. Às vezes, resolve-se com inteligência, silêncio e três gotas bem colocadas.

Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista


imagem2

Campanha da Fraternidade 2026 chamará atenção para o direito à moradia

18/02/2026

Com o início do tempo quaresmal, a Igreja no Brasil lança a Campanha da Fraternidade (CF) 2026. Há mais de seis décadas, esta iniciativa busca ser um sopro evangelizador e social, cujas práticas devem ecoar durante todo o ano. Em 2026, o olhar se volta para um dos fundamentos mais essenciais e, infelizmente, mais feridos de nossa sociedade: o direito a um lar.

Vozes que clamam por justiça

Sob o tema "Fraternidade e Moradia" e o lema bíblico "Ele veio morar entre nós" (Jo 1,14), diversas dioceses pelo país organizam coletivas de imprensa nesta quarta-feira de Cinzas. O objetivo é amplificar a voz da Igreja diante da crise habitacional.

Lançamento

A Campanha da Fraternidade de 2026, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), será lançada em Campina Grande no próximo dia 20.
A Diocese local sediará essa abertura em nível de regional Nordeste II da CNBB, que compreende as dioceses da...

Com o início do tempo quaresmal, a Igreja no Brasil lança a Campanha da Fraternidade (CF) 2026. Há mais de seis décadas, esta iniciativa busca ser um sopro evangelizador e social, cujas práticas devem ecoar durante todo o ano. Em 2026, o olhar se volta para um dos fundamentos mais essenciais e, infelizmente, mais feridos de nossa sociedade: o direito a um lar.

Vozes que clamam por justiça

Sob o tema "Fraternidade e Moradia" e o lema bíblico "Ele veio morar entre nós" (Jo 1,14), diversas dioceses pelo país organizam coletivas de imprensa nesta quarta-feira de Cinzas. O objetivo é amplificar a voz da Igreja diante da crise habitacional.

Lançamento

A Campanha da Fraternidade de 2026, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), será lançada em Campina Grande no próximo dia 20.
A Diocese local sediará essa abertura em nível de regional Nordeste II da CNBB, que compreende as dioceses da Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas e Pernambuco.

Nacional

Em nível de Brasil, a Campanha foi lançada hoje, Quarta-feira de Cinzas (18/02) na sede da CNBB, em Brasília (DF), no Auditório Dom Helder Câmara, reunindo representantes de pastorais sociais, movimentos populares, organismos e parceiros da Igreja. O momento marca o início das mobilizações da Campanha em todo o país e apresenta oficialmente os objetivos, subsídios e propostas pastorais da edição de 2026.


SL
O Poder

Nós, o povo, por Edson Mendes*

18/02/2026

1. _A virtude carece de método. A fortuna, das estrelas..._

São os príncipes, no medievo, mandatários dos deuses e, portanto, lhes cabe conduzir o burgo e a plebe unicamente sob seu arbítrio, e de suas virtudes dependem nossa fortuna, a vida e a morte. Nenhuma responsabilidade nos pesa, ao povo, senão os impostos, a obediência, a subserviência, a oração e o aplauso obrigatório. A vontade soberana do Príncipe deve ser acatada e cumprida, que esta é, para o bem e para o mal, ao fim e ao cabo, a vontade dos deuses.

Ora, hoje, aqui, neste burgo em que vivemos, neste século XXI - e desde os _modernos_ costumes da cidade grega - ocorre mudança significativa, e fundamental, em nossas relações com os príncipes contemporâneos. E com os deuses... Sabemos, porque alguma luz se fez nos espíritos, que a fortuna e a _virtù_ são aves de arribação, volúveis e instáveis, e pousam em nossos ombros ao alvedrio dos ventos e das vontades. As vontades podem cessar, os ventos su...

1. _A virtude carece de método. A fortuna, das estrelas..._

São os príncipes, no medievo, mandatários dos deuses e, portanto, lhes cabe conduzir o burgo e a plebe unicamente sob seu arbítrio, e de suas virtudes dependem nossa fortuna, a vida e a morte. Nenhuma responsabilidade nos pesa, ao povo, senão os impostos, a obediência, a subserviência, a oração e o aplauso obrigatório. A vontade soberana do Príncipe deve ser acatada e cumprida, que esta é, para o bem e para o mal, ao fim e ao cabo, a vontade dos deuses.

Ora, hoje, aqui, neste burgo em que vivemos, neste século XXI - e desde os _modernos_ costumes da cidade grega - ocorre mudança significativa, e fundamental, em nossas relações com os príncipes contemporâneos. E com os deuses... Sabemos, porque alguma luz se fez nos espíritos, que a fortuna e a _virtù_ são aves de arribação, volúveis e instáveis, e pousam em nossos ombros ao alvedrio dos ventos e das vontades. As vontades podem cessar, os ventos sumir, a fortuna mudar-se.

Não se pode mais confiar nos desígnios superiores, e verticais, visto que é na horizontalidade das interações, aqui na terra, que se estabelece um contrato entre os homens, e com os homens, todos os homens, para o bem comum - portanto é de bom augúrio afastar a decisão extrínseca e assumir os riscos e a responsabilidade de escolher os príncipes à sua imagem e semelhança.

E esta é, assim, a questão intrínseca: como escolher o príncipe? Qual a receita para um mau prefeito? E para um bom? E como aviá-las? Serão também príncipes os legisladores e os juízes? E os fiscais e os cônsules? É mais importante ser competente ou ser honesto – _caso se apresente a indecisão_ ? É possível contentar aos muitos? E aos poucos? É possível cumprir um mandato? E o que é um mandato? É possível, na hierarquia dos desejos, cumprir-se o _possível_ , ou o _necessário_ ?

São perguntas que não se pode calar facilmente. E que levam à indecisão sobre os méritos do príncipe e de seus hoje chamados eleitores, nós os _headhunters_ , antigos súditos. Como saber o tamanho do Estado? Devemos seguir pela esquerda ou pela direita? Como contratar? Como demitir? E o que é nepotismo, corrupção, compadrio, ilícito, democracia, governo, amizade, lealdade, verdade? Ética, moral, política? Na vida pública, o fim justifica os meios? Como agir, como saber?

Dado que é o homem o único animal que bebe sem ter sede, convém que o faça com discernimento, disse Bárbara Campos Guimarães, citando L. Farnoux-Reynaud. Não é recomendável que, antes de conhecer as perguntas, se comece pelas respostas. Nós, o povo, e nenhuma outra razão alheia, precisamos definir um propósito antes da labuta, as armas antes do combate, os frutos antes das sementes, a fome antes da colheita.

Estas são algumas palavras, quase estribilhos, deste solilóquio quase solitário que se nos impõem quase a muque, quase à força, e aqui nestas Cartas nos ajudam a acompanhar o que se passa ao redor, porque, como disse Ruy, “ _o poder não é um antro, é um tablado. A autoridade não é uma capa, mas um farol. A política não é uma maçonaria, e sim uma liça. Queiram, ou não queiram, os que se consagraram à vida pública até às vidas particulares deram paredes de vidro”._

Nosso mandatário deve cumprir o mandato do povo, e sob juramento conduzir-se à luz do sol, guiando-nos na construção de um futuro _comum_, coletivo e compartilhado.

É preciso, portanto, começar pelo fim. _O que, realmente, importa_ ?

*Edson Mendes é baiano e tem fortes ligações com Pernambuco. Mora em Paulo Afonso, BA.

Sophia e Quarta de Cinzas

18/02/2026

Solidão tão companheira
Queira lembrar Sophia
Do gosto de nostalgia
Havido nesta quarta-feira.

Pois as aves que elevam o olhar
E que bicam o sonho
Recolho, hoje, num retiro de mar,
A ilha em que versos componho.

Já não é na voz de Agostinho Carnaval
De uma bonita manhã
A quarta-feira ousou chegar,

Tingindo a alma foliã
De uma tristeza essencial
Difícil de controlar. Das de fazer chorar.

Por Josué Sena, desembargador e poeta.



Solidão tão companheira
Queira lembrar Sophia
Do gosto de nostalgia
Havido nesta quarta-feira.

Pois as aves que elevam o olhar
E que bicam o sonho
Recolho, hoje, num retiro de mar,
A ilha em que versos componho.

Já não é na voz de Agostinho Carnaval
De uma bonita manhã
A quarta-feira ousou chegar,

Tingindo a alma foliã
De uma tristeza essencial
Difícil de controlar. Das de fazer chorar.

Por Josué Sena, desembargador e poeta.


imagem2

As Cinzas da Quarta-Feira, por Romero Falcão*

18/02/2026

O ano é 1920. O mês é fevereiro, num sábado de carnaval. Eis um trecho da crônica de Lima Barreto:

"Nem Álcool, Nem Ópio

Nunca fui carnavalesco, mas, como todo melancólico e contemplativo, gosto do ruído e da multidão e não fugia a ele. O isolamento faz-me mal à alma e ao pensamento. Mergulho no barulho dos outros, deixo de pensar em mim e nas fantasmagorias que eu mesmo criei para o meu padecer. A embriaguez que a multidão traz é a melhor e a mais inofensiva de todas que se tem até agora inventado. Nem o ópio, nem o álcool, nem o hachisch produzem embriaguez que com a dela se assemelhe. Temos visões extranormais, sem estragar a saúde".



Aos Pés da Igreja

O entorpecente — a aglomeração humana — de que fala o criador de Policarpo Quaresma arrefece na quarta-feira de cinzas. No lugar da massa comprimida, abrem-se vazios nas ruas. Muitos nem chegam em casa: caem no banco da praça, na areia da praia,...

O ano é 1920. O mês é fevereiro, num sábado de carnaval. Eis um trecho da crônica de Lima Barreto:

"Nem Álcool, Nem Ópio

Nunca fui carnavalesco, mas, como todo melancólico e contemplativo, gosto do ruído e da multidão e não fugia a ele. O isolamento faz-me mal à alma e ao pensamento. Mergulho no barulho dos outros, deixo de pensar em mim e nas fantasmagorias que eu mesmo criei para o meu padecer. A embriaguez que a multidão traz é a melhor e a mais inofensiva de todas que se tem até agora inventado. Nem o ópio, nem o álcool, nem o hachisch produzem embriaguez que com a dela se assemelhe. Temos visões extranormais, sem estragar a saúde".


imagem2


Aos Pés da Igreja

O entorpecente — a aglomeração humana — de que fala o criador de Policarpo Quaresma arrefece na quarta-feira de cinzas. No lugar da massa comprimida, abrem-se vazios nas ruas. Muitos nem chegam em casa: caem no banco da praça, na areia da praia, aos pés da igreja de Olinda.

Carregados de Cerveja

Mas há outra multidão: um exército anônimo que trabalha duro no bloco da necessidade. Mãos que transportam freezers, empurram carros de mão carregados de cerveja, dirigem carretas de som — trio elétrico —, levantam arquibancadas, do interior mais remoto ao luxo da Marquês da Sapucaí.


imagem3


Passam Despercebidos

Braços fortes que fazem a segurança dos camarotes, limpam nossa sujeira, os vasos sanitários, as pilhas de pratos. Invisíveis, calados, movem as engrenagens do carnaval. E não nos damos conta. Passam despercebidos diante de câmeras, microfones e selfies.


imagem4


Não Brincam em Serviço

A força dessa gente é o que permite que tomemos uma geladinha, curtamos o artista — cujo palco não surgiu de uma varinha de condão. Enquanto os mais favorecidos economicamente se esbaldam na folia, esses trabalhadores não brincam em serviço. Transformam as cinzas da quarta-feira em material escolar do neto, em supermercado, em caixa de remédio, em pagamento de boleto atrasado. Mas nada se compara ao milagre que brota das ruínas: apesar de tudo, recomeçar todos os dias.


imagem5


“Ó mundo tão desigual
Tudo é tão desigual
De um lado esse carnaval
De outro a fome total.”

*Romero Falcão é cronista.


imagem6

Presidente Lula, recebido por João Campos, encantado com energia do Galo

14/02/2026

Uma coisa é assistir na televisão ou ouvir dizer. Outra é mergulhar no clima, no ritmo, na energia do maior e mais emblemático bloco de Carnaval do mundo. Com o sol firme, o Galo da Madrugada deste ano começou especial e prossegue com um toque a mais de brilho. Parece que todo mundo caprichou.

A Notícia

O prefeito João recepcionou, neste sábado (14/02), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Recife. Juntos os dois acompanham o desfile do Galo da Madrugada, que detém o título de maior bloco carnavalesco do mundo.

Encantado com a grandiosidade do Galo, o presidente destacou a força da cultura popular e a energia contagiante do povo recifense. O bloco é símbolo da criatividade e da identidade do Recife e Pernambuco.

A grande festa, marcada pela imensidão de pessoas nas ruas do bairro de São José, faz a capital pernambucana ganhar ainda mais projeção nacional com a presença do presidente da República.

A primeira...

Uma coisa é assistir na televisão ou ouvir dizer. Outra é mergulhar no clima, no ritmo, na energia do maior e mais emblemático bloco de Carnaval do mundo. Com o sol firme, o Galo da Madrugada deste ano começou especial e prossegue com um toque a mais de brilho. Parece que todo mundo caprichou.

A Notícia

O prefeito João recepcionou, neste sábado (14/02), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Recife. Juntos os dois acompanham o desfile do Galo da Madrugada, que detém o título de maior bloco carnavalesco do mundo.

Encantado com a grandiosidade do Galo, o presidente destacou a força da cultura popular e a energia contagiante do povo recifense. O bloco é símbolo da criatividade e da identidade do Recife e Pernambuco.

A grande festa, marcada pela imensidão de pessoas nas ruas do bairro de São José, faz a capital pernambucana ganhar ainda mais projeção nacional com a presença do presidente da República.

A primeira dama

Depois de comparecer ao marco zero, na companhia do prefeito, na noite de ontem, estava no camarote oficial com a camisa da Pitombeira dos Quatro Cantos, um dos grandes sucessos deste ano. Caiu no gosto do país.

O desfile

Deve prosseguir por quase toda a tarde deste sábado de Zé Pereira.

É Findi de Carnaval - E Claro que hoje Romero Falcão* viria em Dose Dupla, e ainda viu o Galo Voar...

14/02/2026

Eu Vi o Galo, e Ele Voou no Recife - Poema


Vai passarinho
faz ninho no coração recifense
O caranguejo cerebral de Chico Since
Também poderia voar
feito o Boi voador sobre a ponte

Imagina bicho de asa
na manhã de carnaval
O Galo da Madrugada tal qual
o galo de João Cabral
Levanta alegria
rasga o frevo nas alturas
Tece o sábado de Zé Pereira



Todos os anos é o mesmo bordão: o Galo da Madrugada está assim, assado...


A cabeça tá bonita, mas o corpo é de pinto. O bico tá bonito, mas os pés... Enfim, tirando os pets que agradam a todo mundo. Nem Jesus Cristo agradou. Imagina o Galo do sábado de Zé Pereira? Pela outra margem da discussão, pergunto aos meus sofríveis botões: por que não nos inspiramos na tecnologia usada no desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro? E o nosso Galo deixaria de ser uma estátu...

Eu Vi o Galo, e Ele Voou no Recife - Poema


Vai passarinho
faz ninho no coração recifense
O caranguejo cerebral de Chico Since
Também poderia voar
feito o Boi voador sobre a ponte

Imagina bicho de asa
na manhã de carnaval
O Galo da Madrugada tal qual
o galo de João Cabral
Levanta alegria
rasga o frevo nas alturas
Tece o sábado de Zé Pereira


imagem2


Todos os anos é o mesmo bordão: o Galo da Madrugada está assim, assado...


A cabeça tá bonita, mas o corpo é de pinto. O bico tá bonito, mas os pés... Enfim, tirando os pets que agradam a todo mundo. Nem Jesus Cristo agradou. Imagina o Galo do sábado de Zé Pereira? Pela outra margem da discussão, pergunto aos meus sofríveis botões: por que não nos inspiramos na tecnologia usada no desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro? E o nosso Galo deixaria de ser uma estátua, ganharia movimento, abriria as asas, giraria sobre a ponte. E até soltaria o canto feito o galo de João Cabral, no belíssimo poema "Tecendo a Manhã" .


imagem3


Vamos Para o Amantes? - Crônica


Já brinquei muito carnaval, levado pelos hormônios da idade, pulando na festa da carne. Olinda — os melhores carnavais de rua que marcaram minha memória — início da década de 80.

Coice da Mula

Eu ia no embalo da fuzarca. Meu corpo, inflexível para a dança, até ensaiava uns passos de frevo. Depois da batida de limão — muito mais álcool que limão — o diabo dava o coice da mula.

Embora não houvesse o “Não é Não”, nunca fui adepto do beijo roubado, mediante forçação de barra ou grave cachaça. Apesar de terrivelmente feio, aprendi desde cedo a seduzir pelo sorriso, pela graça e ironia.

Nem Cara Nem Alma

Certa vez, um escritor me perguntou se eu gostava de carnaval. Respondi que sim. Ele devolveu: “Tem cara, não”.

Quem sabe, numa sessão de psicanálise, eu descobriria que não tenho cara nem alma de carnavalesco. Nem a fantasia esconderia o folião aguado, contido.

Velhote 'Nutella'

O que acontece é que, hoje, não tenho mais disposição para o sol escaldante, o calor do Saara, o empurra-empurra da massa. Camarote também não me apraz. Transporte é outra guerra. Acho que virei um velhote 'Nutella'.

Por Que Tenho Que Brilhar?

Pegar um carro de aplicativo nos dias de folia é troça desgastante. Nem vou falar de faca, bala e soco. Sim, eu sei, pode ser a velhice chegando. E por que não posso assumir isso? Por que tenho que brilhar, continuar brilhando?


imagem4


Fernando Pessoa

A estrela maior, Fernando Pessoa, escreveu num poema: “Tenho dó das estrelas luzindo há tanto tempo, tenho dó delas...”. E continua: “Não haverá um cansaço das coisas, de todas as coisas?”.

Música da Moda

Talvez seja isso. Tenho cansado das coisas: do brilho do carnaval, do cintilante e tedioso futebol, da música da moda iluminada pelo farol do mercado.

Uma amiga me chama no Zap: “Vamos para o Amantes?”. Deduzi tratar-se de um bloco. Quem já se viu um pernambucano não conhecer o Amantes da Glória?


imagem5


Ver o Povo Gostar de Carnaval

Em 2024, participei pela primeira vez do bloco “Nem Sempre Lili Toca Flauta”. Não toquei a tal flauta, mas escrevi uma crônica cheia de vigor, confete e serpentina.
Na sexta década de vida, percebo uma escrita que gosta de ver o povo gostar de carnaval.


*Romero Falcão é um cronista que se arrisca a fazer poema torto.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


imagem6

É Findi de Carnaval - O Carnaval Bonito que Resiste, no Recife Antigo - Por, Francisco Dacal*

14/02/2026

O Carnaval é uma ancestralidade viva que não se limita a uma simples manifestação
popular. Em verdade, cumulativamente, ele carrega história, cultura, alegria, estética,
musicalidade, comicidade e a criação de personagens tiradas da realidade.

Com o passar do tempo, a cidade do Recife tornou-se um excepcional palco ao ar livre para
o Carnaval, com características próprias, tendo o seu centenário Frevo, aqui nascido, eclético
e contagiante ritmo musical, como base e referência, ao lado da cidade-irmã, Olinda.

Entre o final dos anos de 1990 e o início do século XXI, com a revitalização do portuário
Bairro do Recife, berço colonial, os clubes de Blocos Líricos encontraram nele o espaço ideal
para fazerem uma festa adequada, capaz de exaltar as belezas que possuem. Deu certo. Na
época, acompanhamos essa transformação com a presença da turma do Bairro do Espinheiro,
admiradora da Festa de Momo e da modali...

O Carnaval é uma ancestralidade viva que não se limita a uma simples manifestação
popular. Em verdade, cumulativamente, ele carrega história, cultura, alegria, estética,
musicalidade, comicidade e a criação de personagens tiradas da realidade.

Com o passar do tempo, a cidade do Recife tornou-se um excepcional palco ao ar livre para
o Carnaval, com características próprias, tendo o seu centenário Frevo, aqui nascido, eclético
e contagiante ritmo musical, como base e referência, ao lado da cidade-irmã, Olinda.

Entre o final dos anos de 1990 e o início do século XXI, com a revitalização do portuário
Bairro do Recife, berço colonial, os clubes de Blocos Líricos encontraram nele o espaço ideal
para fazerem uma festa adequada, capaz de exaltar as belezas que possuem. Deu certo. Na
época, acompanhamos essa transformação com a presença da turma do Bairro do Espinheiro,
admiradora da Festa de Momo e da modalidade carnavalesca.

Com o protagonismo dos Blocos Líricos, a Ilha do Recife Antigo cultiva o carnaval dos
sonhos, autêntico, dos belos blocos e das belas canções, das fantasias, das brincadeiras e das
amizades. É o que vemos hoje, em conjunto com outras modalidades carnavalescas
tradicionais, em harmonia com as suas ruas históricas que, como escreveu Cervantes em uma
novela, [...] ”só com os nomes cobram autoridade sobre todos os nomes das de outras cidades
do mundo”: a do Apolo, a da Moeda, a do Bom Jesus, a da Alfândega, a da Guia, a do Brum,
a Madre de Deus e a do Moinho. Ao falar delas, não podemos deixar de citar as acessórias
praças: a do Arsenal, a do Marco Zero, a Tiradentes e a da Comunidade Luso-Brasileira;
pontos vitais das valiosas vias, reminiscências da grandeza da Cidade Lendária.

Este carnaval de 2026 tem algo de especial, por ser o primeiro do segundo quarto (2/4) do
Século XXI. Tal celebração crescerá em alegria, e o momento do país é bom, e nos faz pensar
no futuro, em estarmos preparados para outros carnavais, “que assim seja”... E nesse
momento, há dois fatos relevantes associados que intensificarão a aguardada festa de Baco.


imagem2


O primeiro é a comemoração do aniversário de 80 anos de Alceu Valença, já em linha,
prestes a acontecer (1º de julho). O músico, compositor e cantor Alceu Valença foi, pelo
desempenho individual, o principal impulsionador do Carnaval no Recife Antigo. Há vários
anos, o autor de Anunciação realiza, na costeira estação do Marco Zero, com o apoio de
primorosa equipe musical e artística, a apoteose do Carnaval, no último dia da festa,
subliminarmente na passagem para a quarta-feira de cinzas, com um magnífico espetáculo ao
vivo, em parceria com uma multidão de pessoas que não arredam o pé da folia em todos os
instantes da madrugada... são frevos magistrais, num estilo pessoal frenético, em cujo
repertório também não faltam o maracatu, o caboclinho e o Hino de Pernambuco.


imagem3


O segundo fato é o filme O Agente Secreto, do cineasta recifense Kleber Mendonça Filho,
lançado com sucesso em meados de 2025. A repercussão da qualidade da película foi
reconhecida com a conquista de diversos prêmios em festivais internacionais, em diversas
categorias, e ratificada com a indicação à láurea mais significativa, o Oscar, em quatro
categorias (Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (Wagner Moura) e
Melhor Direção de Elenco (Escalação). O resultado final do Oscar será conhecido no dia 15
de março, no evento oficial em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Mas o que queremos destacar é a febre em torno do O Agente Secreto, nesse período momesco,
em razão de ele ter sido filmado, ambientado, na cidade do Recife, remetendo ao ano de 1972,
com cenas nas regiões centrais e históricas, algumas delas em lugares onde o nosso carnaval
acontece. Uma cena icônica é a de uma orquestra arrastando um bloco com o Frevo de Rua Cabelo de Fogo,
do Maestro Nunes, com foliões e folionas dançando. Em outra cena, o ator protagonista, Wagner Moura,
o “Marcelo” / “Armando”, aparece com uma camiseta amarela do Bloco Pitombeira dos Quatro Cantos,
de Olinda. Como consequência disso, o que estamos vendo no cotidiano recifense, aos milhares, é
o uso disseminado da camiseta da Pitombeira e a formação de irreverentes quadros cômicos com
personagens do filme em ação; situações que indicam serem as mais marcantes no meio desse carnaval,
sátiras não vão faltar.


*Agora é cair na folia, iniciando com bons Frevos de Rua:*

Último Dia (Levino Ferreira). Lágrimas de Folião (Levino Ferreira). Mordido (Alcides Leão).
Duas Épocas (Edson Rodrigues). Vassourinhas (Matias da Rocha e Joana Batista Ramos).
Cabelo de Fogo (Maestro Nunes). Freio a Óleo (José Menezes). Nino, o pernambuquinho (Maestro Duda).
Gostosão (Nelson Ferreira)...


*E deliciar-se com os Frevos de Blocos Líricos:*

- Batutas de São José… Deixe o frevo rolar / Que eu só quero saber / Se você vai ficar / Ai,
meu bem, sem você / Ah não há carnaval / Vamos cair no passo / E a vida gozar. (João Santiago).

- Serpentina Partida… Você, vestida de alegria / E eu da tristeza no salão / Mas ainda vai
chegar um dia / Em que vou reinar no seu cordão. (Maximiano Campos - Arthur Lima Cavalcanti).

- Flabelo das Ilusões… Vê! O meu Recife se enfeitou demais / Olha! Até o rio parou de
correr / Só pra ver meu bloco de recordações / Com um flabelo feito de ilusões / Me
levando de volta pra você. (Heleno Ramalho).

- Recife Manhã de Sol… Vejo o Recife prateado / À luz da lua que surgiu / Há um poema
aos namorados / No céu e nas águas dos rios. (J. Michiles).

- Panorama de Folião… Vem, meu bem / Alegria que o frevo contém / É a do meu coração /
Vem pegar no meu braço / Vamos cair no passo sem alteração. (Luiz de França).

- Último Regresso… É lindo ver o dia amanhecer / Ouvir ao longe pastorinhas mil /
Dizendo bem, que o Recife tem / O carnaval melhor do meu Brasil. (Getúlio Cavalcanti).


imagem4


Evoé!


*Francisco Dacal, é Administrador De Empresas (UFPE), Da Asociación De Cervantistas (ES), Da
Asociación Internacional De Lectores Y Coleccionistas De Don Quijote (MX), Autor do Livro “Sonho Impossível – O Recife E Cervantes”. f.dacal@hotmail.com


imagem5

É Findi de Carnaval - Eduardo Albuquerque* também vem em Dose Dupla comemorar a Folia

14/02/2026

Carnaval 26 - Poema


Alô, alô! ei meu povo!
Olha eu aqui de novo!
No “Bicho Maluco Beleza”
Agarradinho nela, a minha tigresa

Nas ladeiras, ondas de Olinda
Sempre alegre, sempre sorrindo
Dessa vez não estou sozinho
Frevo eu e minha moreninha



Vamos p’ra todos os cantos
Nos embriagar nos encantos
Na minha “Olinda sem igual”



Desfilar nos “Quatro Cantos”
Só namorando, namorando
Na linda Rainha dos Carnavais!



Galo da Madrugada - Poema


As águas serenas do Capibaribe
Altivas deslizam pelo Recife
Ei-las, testemunhas sazonais
Dos Zé Pereira, dos carnavais

Dos milhares de alegres foliões a frevar
Vêm da Sérgio Loreto, do Cinco Pontas
Do São José, Rua do Sol, Guararapes
Até a vetusta Duarte Coelho alcançar

Carnaval 26 - Poema


Alô, alô! ei meu povo!
Olha eu aqui de novo!
No “Bicho Maluco Beleza”
Agarradinho nela, a minha tigresa

Nas ladeiras, ondas de Olinda
Sempre alegre, sempre sorrindo
Dessa vez não estou sozinho
Frevo eu e minha moreninha


imagem2


Vamos p’ra todos os cantos
Nos embriagar nos encantos
Na minha “Olinda sem igual”


imagem3


Desfilar nos “Quatro Cantos”
Só namorando, namorando
Na linda Rainha dos Carnavais!


imagem4


Galo da Madrugada - Poema


As águas serenas do Capibaribe
Altivas deslizam pelo Recife
Ei-las, testemunhas sazonais
Dos Zé Pereira, dos carnavais

Dos milhares de alegres foliões a frevar
Vêm da Sérgio Loreto, do Cinco Pontas
Do São José, Rua do Sol, Guararapes
Até a vetusta Duarte Coelho alcançar


imagem5


No Recife tudo houve, há, haverá
Outrora já viu até boi sobre si voar
Agora chegou a vez do galo voo alçar
Da sua empertigada postura abdicar

Do Pernambuco para todo o Mundo
Ao Brasil oficial e ao real, profundo
O Galo da Madrugada ao povo traz
Esperanças, sonhos, e muita Paz!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.


imagem6

É Findi - Sempre Ele - Crônica, por Ana Pottes*

14/02/2026

Em uma crôniqueta de beleza singular, no Findi da semana passada, Xico Bizerra indaga se ainda existem relógios de corda, aqueles com mecanismos de complexas roldanas que giram em sentidos opostos. Recordei, então, o meu prazer em usar um relógio automático pela primeira vez; era só balançar o braço e, no movimento das horas, as horas eram alimentadas.

O progresso, correndo mais do que o tempo, em corrida insana, sendo as cordas e o automatismo jogados na poeira do esquecimento e substituídos por tecnologias de ponta.

Isso me faz lembrar os rádios que acompanharam a minha infância, inundando as horas com músicas da estação Tamandaré ou aquela novela: Jerônimo, o herói do Sertão. Eram alimentados por válvulas de múltiplos tamanhos, que, acesas, pareciam as luzes de um palco. Era só fechar os olhos e imaginar.

Lembro de um, acho que da marca ABC, já cansado de guerra, resolveu queimar a válvula em uma parte da trama envolvendo grande tensão, i...

Em uma crôniqueta de beleza singular, no Findi da semana passada, Xico Bizerra indaga se ainda existem relógios de corda, aqueles com mecanismos de complexas roldanas que giram em sentidos opostos. Recordei, então, o meu prazer em usar um relógio automático pela primeira vez; era só balançar o braço e, no movimento das horas, as horas eram alimentadas.

O progresso, correndo mais do que o tempo, em corrida insana, sendo as cordas e o automatismo jogados na poeira do esquecimento e substituídos por tecnologias de ponta.

Isso me faz lembrar os rádios que acompanharam a minha infância, inundando as horas com músicas da estação Tamandaré ou aquela novela: Jerônimo, o herói do Sertão. Eram alimentados por válvulas de múltiplos tamanhos, que, acesas, pareciam as luzes de um palco. Era só fechar os olhos e imaginar.

Lembro de um, acho que da marca ABC, já cansado de guerra, resolveu queimar a válvula em uma parte da trama envolvendo grande tensão, imaginem só! Levou tantos safanões para voltar a funcionar... Sem sucesso.

Acreditávamos que eram válvulas frouxas mas, era o fim do tempo de vida daquele ABC.

Sempre o tempo: a fechar ciclos, marcar recomeços, apontar saídas, descortinar verdades, aplacar dores e despertar desejos. Ele, marcado por relógios, fatiado em pequenas porções e somado em pedaços que medimos a cada ano, para no final reconhecer que, efêmero, plantou saudade.


*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem!


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


imagem2

É Findi - Gibis e Figurinhas - Soneto de Homenagem, por Josué Sena*

14/02/2026

Goiana. Ah! Os prazerosos gibis,
As revistas em quadrinhos.
Da leitura, incentivavam os caminhos,
No tempo jovem que vivi,

As usadas, já referi num poema,
O ponto de venda e trocas das revistas,
Junto ao Nácar, o saudoso cinema,
Bazar dessas mercadorias tão benquistas.

Assim a nossa riqueza,
Contava-se em revistas e figurinhas,
Elas punham a boa mesa

Do imaginário. Quanto mais se tinha,
Mais se aproximava da proeza
De ser um magnata, como Tio Patinhas.


*Josué Sena, poeta e desembargador do TJPE.



Goiana. Ah! Os prazerosos gibis,
As revistas em quadrinhos.
Da leitura, incentivavam os caminhos,
No tempo jovem que vivi,

As usadas, já referi num poema,
O ponto de venda e trocas das revistas,
Junto ao Nácar, o saudoso cinema,
Bazar dessas mercadorias tão benquistas.

Assim a nossa riqueza,
Contava-se em revistas e figurinhas,
Elas punham a boa mesa

Do imaginário. Quanto mais se tinha,
Mais se aproximava da proeza
De ser um magnata, como Tio Patinhas.


*Josué Sena, poeta e desembargador do TJPE.


imagem2

É Findi de Carnaval - Abafo no Carnaval do País de Caruaru - Crônica, por Valéria Barbalho*

14/02/2026

Fui ao Recife Antigo conhecer o Paço do Frevo. Entre várias informações sobre esse ritmo, li, num criativo painel, o significado de "abafo": modalidade de frevo de rua, também conhecido como "frevo de encontro", caracterizado pelo predomínio dos metais. Chama-se "abafo" quando, na rua, um bloco tem o propósito de abafar o som que vem da orquestra de outro.

Lembrei, então, de um causo que aconteceu durante o Carnaval de 1934, na Capital do Forró. Naquela época, o foco da animação era na Rua da Matriz, onde os blocos se esmeravam nos seus desfiles. Havia disputas acirradas entre as agremiações e algumas eram inimigas ferrenhas. Entre estas, os clubes Vassouras e Toureiros eram os rivais mais famosos. Nesse ano, Seu Júlio, pai de Pedro e Emiliano do Trombone, compôs um frevo sensacional chamado "Edialeda", em homenagem à filha de Mané d'Ana Branca, conhecido valentão da turma.



Quando o Maestro Samuel, da banda Nova Euterpe e, também, da orques...

Fui ao Recife Antigo conhecer o Paço do Frevo. Entre várias informações sobre esse ritmo, li, num criativo painel, o significado de "abafo": modalidade de frevo de rua, também conhecido como "frevo de encontro", caracterizado pelo predomínio dos metais. Chama-se "abafo" quando, na rua, um bloco tem o propósito de abafar o som que vem da orquestra de outro.

Lembrei, então, de um causo que aconteceu durante o Carnaval de 1934, na Capital do Forró. Naquela época, o foco da animação era na Rua da Matriz, onde os blocos se esmeravam nos seus desfiles. Havia disputas acirradas entre as agremiações e algumas eram inimigas ferrenhas. Entre estas, os clubes Vassouras e Toureiros eram os rivais mais famosos. Nesse ano, Seu Júlio, pai de Pedro e Emiliano do Trombone, compôs um frevo sensacional chamado "Edialeda", em homenagem à filha de Mané d'Ana Branca, conhecido valentão da turma.


imagem2


Quando o Maestro Samuel, da banda Nova Euterpe e, também, da orquestra do Vassouras, ouviu esse frevo, ficou encantado. Quis transformá-lo em hino do clube, desde que ele fizesse algumas modificações na melodia. Pediu autorização ao seu autor e fez as mudanças. O frevo ficou tão agressivo que, ao ouvi-lo, o barbeiro Noé Caetano exclamou: ‘Isso é coivara!'

O apelido pegou e Edialeda trocou de nome. Assim, ao som de "Coivara", Vassouras arrastou os foliões pela Rua da Matriz. Depois do desfile oficial, era costume o clube sair, frevando, para visitar algum dos seus benfeitores. Nesse dia, foram homenagear um sócio que morava na Rua Amarela. Dirigiram-se à Vigário Freire e, de lá, seguiriam para o local escolhido, quando alguém avisou que o programa deveria ser suspenso para evitar conflito, pois Toureiros estava por aquela região. Diógenes Vasconcelos, presidente do Vassouras, quis suspender a visita, visto que, seu irmão, o delegado Diomedes, tinha pedido para que todas as agremiações da cidade desfilassem em paz. Porém, Mané d'Ana Branca, vassoureiro roxo, que adorava confusão, ficou atiçando os colegas para que o encontro acontecesse.

O diretor, que também estava doido para provocar o inimigo com seu novo frevo, acabou concordando. Seguiram, então, pela Baixinha de Capitão Ioiô e logo se confrontaram com Toureiros, que estava tinindo, com a orquestra afinadíssima, tocando Fogão, conhecido como o maior "abafo". Os músicos do Vassouras não se intimidaram. Danaram-se a tocar Coivara com todo gás. Eita zoadeira! Fogão versus Coivara, guerra de barulhos: músicos se encarando, instrumentos duelando, passistas e estandartes se batendo. O povo se acabando de dançar e os músicos de tocar. Haja pernas e pulmões! O Carnaval era ali, naquele instante.

O boato do fuzuê chegou à Rua da Matriz e todo mundo correu para a Baixinha querendo ver essa peleja. As horas passavam e ninguém se rendia. Chamaram o delegado. Este, diplomaticamente, para não prejudicar nem proteger o clube do seu irmão, tentou argumentar com os grupos, sugerindo que cada um seguisse em direções opostas. Sem acordo! Fez outras propostas. Nada! Lá para as tantas, depois de muita conversa, ele convenceu Mané d'Ana, representante do Vassouras, e Zé Tranca Ruas, junto com Modesto Guarda, ambos provocadores do Toureiros, a "desarmar" os músicos de cada clube, um a um e simultaneamente. E foi o que aconteceu. Tiraram, ao mesmo tempo, um instrumento do Vassouras e um do Toureiros, depois outro de cada banda, até os últimos, os trombones. Assim, os dois clubes pararam, na mesma hora e ninguém foi "abafado" naquele memorável Carnaval do País de Caruaru. Evoé!


imagem3


Toureiros em Folia - 1932 - Acervo do Instituto Histórico de Caruaru.


*Valéria Barbalho é médica pediatra, cronista e filha do escritor e historiador caruaruense Nelson Barbalho.


imagem4

É Findi de Carnaval – O Galo da Madrugada - por Carlos Bezerra Cavalcanti*

14/02/2026

Começou, despretensiosamente, com um grupo de amantes do Carnaval, na sua maioria de moradores do bairro de São José, assim como batutas e outros grupos carnavalescos daquele tradicional bairro Recifense.

Uma Turma de Foliões

O grupo, tendo à Frente o baluarte Enéas Freire, surgiu, no dia 24 de Janeiro de 1978,assim, estava criado o Clube de Máscaras Galo da Madrugada.

No Carnaval

Naquele mesmo ano, o Galo saiu às ruas pela primeira vez: com cerca de 75 “almas penadas” - era a fantasia do Clube – percorreu as ruas do Bairro, com seus sacos de confetes e serpentinas, acompanhadas por uma orquestra de frevo composta por 22 músicos.

A Noite dos Estandartes

No Carnaval do ano seguinte o Galo realizou a 1ª Noite dos Estandartes, Para oficializar o seu Estandarte criado por Mauro Freire, um de seus fundadores, foi promovido um baile no Clube Português, na mesma ocasião era apresen...

Começou, despretensiosamente, com um grupo de amantes do Carnaval, na sua maioria de moradores do bairro de São José, assim como batutas e outros grupos carnavalescos daquele tradicional bairro Recifense.

Uma Turma de Foliões

O grupo, tendo à Frente o baluarte Enéas Freire, surgiu, no dia 24 de Janeiro de 1978,assim, estava criado o Clube de Máscaras Galo da Madrugada.

No Carnaval

Naquele mesmo ano, o Galo saiu às ruas pela primeira vez: com cerca de 75 “almas penadas” - era a fantasia do Clube – percorreu as ruas do Bairro, com seus sacos de confetes e serpentinas, acompanhadas por uma orquestra de frevo composta por 22 músicos.

A Noite dos Estandartes

No Carnaval do ano seguinte o Galo realizou a 1ª Noite dos Estandartes, Para oficializar o seu Estandarte criado por Mauro Freire, um de seus fundadores, foi promovido um baile no Clube Português, na mesma ocasião era apresentado o seu hino, criado por José Mário Chaves.

A Turma Aumentou, em 1981, a multidão passou para mais de 1.500 pessoas. Nesse mesmo ano, o Galo cria o desfile de fantasia de papel na Praia de Boa Viagem, daí para ser o recordista mundial de adeptos, mais de um milhão, foi só uma questão de tempo. (com base em informações do Clube).


*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras


imagem2

É Findi – Os Pica Paus - Por Poeta Pica-Pau*

14/02/2026

Assim como os pica paus
Eu também não sei cantar
Mas o Dom me ajudou
E a natureza mandou
Eu nos versos gorjeiar

Porque sou um pica pau
Dos outros bem diferente
Eles são bons na madeira
Eu não tenho bicadeira
Me arrisco no repente

Pica pau bica a madeira
Com a maior garantia
Porque tem bico afiado
Já o meu é aparado
Só sei bicar poesia

Pica paus voam bem alto
Já que não sei voar
Pego o lápis o papel
E voou que chego no céu
No modo de improvisar


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.



Assim como os pica paus
Eu também não sei cantar
Mas o Dom me ajudou
E a natureza mandou
Eu nos versos gorjeiar

Porque sou um pica pau
Dos outros bem diferente
Eles são bons na madeira
Eu não tenho bicadeira
Me arrisco no repente

Pica pau bica a madeira
Com a maior garantia
Porque tem bico afiado
Já o meu é aparado
Só sei bicar poesia

Pica paus voam bem alto
Já que não sei voar
Pego o lápis o papel
E voou que chego no céu
No modo de improvisar


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.


imagem2

Telefone/Whatsapp

Brasília

(61) 99667-4410

Recife

(81) 99967-9957

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nosso site.
Ao utilizar nosso site e suas ferramentas, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

Jornal O Poder - Política de Privacidade

Esta política estabelece como ocorre o tratamento dos dados pessoais dos visitantes dos sites dos projetos gerenciados pela Jornal O Poder.

As informações coletadas de usuários ao preencher formulários inclusos neste site serão utilizadas apenas para fins de comunicação de nossas ações.

O presente site utiliza a tecnologia de cookies, através dos quais não é possível identificar diretamente o usuário. Entretanto, a partir deles é possível saber informações mais generalizadas, como geolocalização, navegador utilizado e se o acesso é por desktop ou mobile, além de identificar outras informações sobre hábitos de navegação.

O usuário tem direito a obter, em relação aos dados tratados pelo nosso site, a qualquer momento, a confirmação do armazenamento desses dados.

O consentimento do usuário titular dos dados será fornecido através do próprio site e seus formulários preenchidos.

De acordo com os termos estabelecidos nesta política, a Jornal O Poder não divulgará dados pessoais.

Com o objetivo de garantir maior proteção das informações pessoais que estão no banco de dados, a Jornal O Poder implementa medidas contra ameaças físicas e técnicas, a fim de proteger todas as informações pessoais para evitar uso e divulgação não autorizados.

fechar