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Urgente - Rio Goiana transborda e interrompe tráfego entre PE e PB

02/05/2026

Quem está pretendendo acessar a Paraíba a partir de Pernambuco e vice versa, vai ter que exercitar um pouco de paciência. O transbordamento do chamado Canal de Goiana, no final da manhã deste sábado, 02/05, impede o tráfego pela BR 101 Norte entre os dois Estados. Rotas alternativas pelo litoral são desrecomendadas, porque todas envolvem maior perigo. Aliás. Neste momento, todas as rotas da Zona da Mata e do Agreste devem ser evitadas. O transbordamento do Rio Paraíba e dezenas de riachos, cobre pontes e passagens molhadas com água e mato, como você pode verificar neste vídeo exclusivo que apresentamos a seguir. Esse quadro, neste momento, se repete em dezenas de acessos.

Ou seja

Antes de pegar a estrada certifique-se de que as águas tenham baixado para viajar em segurança.

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Quem está pretendendo acessar a Paraíba a partir de Pernambuco e vice versa, vai ter que exercitar um pouco de paciência. O transbordamento do chamado Canal de Goiana, no final da manhã deste sábado, 02/05, impede o tráfego pela BR 101 Norte entre os dois Estados. Rotas alternativas pelo litoral são desrecomendadas, porque todas envolvem maior perigo. Aliás. Neste momento, todas as rotas da Zona da Mata e do Agreste devem ser evitadas. O transbordamento do Rio Paraíba e dezenas de riachos, cobre pontes e passagens molhadas com água e mato, como você pode verificar neste vídeo exclusivo que apresentamos a seguir. Esse quadro, neste momento, se repete em dezenas de acessos.

Ou seja

Antes de pegar a estrada certifique-se de que as águas tenham baixado para viajar em segurança.






As aventuras de Cacimba - 39 O Mel e o Ferrão: Cacimba na Câmara

02/05/2026

Por Zé da Flauta

O prédio da Câmara de Vereadores cheirava a mofo e a decisões tomadas por baixo dos panos. De um lado, o Prefeito Odilon, um homem cujo pescoço mal aparecia sob o colarinho apertado; do outro, a oposição liderada pelo Vereador Totonho, que defendia que "fábrica é coisa de gente da capital que vem para roubar nosso sossego".

Cacimba entrou no plenário com Relento amarrado lá fora e os dois assessores de pelagem no ombro.

Simão, de óculos e com uma pastinha de couro debaixo do braço, olhava para os vereadores como se estivesse auditando o juízo de cada um.

Sebastião, inquieto, já estava querendo pular na mesa do prefeito para ver se a jarra de água tinha açúcar.

O clima estava tenso. Totonho gritava:

— Se botar fábrica de doce aqui, o povo larga a enxada! Quem vai plantar o feijão? Vamos comer goiabada no almoço e no jantar?

O silêncio caiu quando Cacimba su...

Por Zé da Flauta

O prédio da Câmara de Vereadores cheirava a mofo e a decisões tomadas por baixo dos panos. De um lado, o Prefeito Odilon, um homem cujo pescoço mal aparecia sob o colarinho apertado; do outro, a oposição liderada pelo Vereador Totonho, que defendia que "fábrica é coisa de gente da capital que vem para roubar nosso sossego".

Cacimba entrou no plenário com Relento amarrado lá fora e os dois assessores de pelagem no ombro.

Simão, de óculos e com uma pastinha de couro debaixo do braço, olhava para os vereadores como se estivesse auditando o juízo de cada um.

Sebastião, inquieto, já estava querendo pular na mesa do prefeito para ver se a jarra de água tinha açúcar.

O clima estava tenso. Totonho gritava:

— Se botar fábrica de doce aqui, o povo larga a enxada! Quem vai plantar o feijão? Vamos comer goiabada no almoço e no jantar?

O silêncio caiu quando Cacimba subiu à tribuna. Ele não abriu papel nem olhou para as luzes. Tirou o chapéu, colocou sobre o mármore frio e disse:

— Excelências, o sertão é terra de espera. A gente espera a chuva, espera a safra, espera a promessa. Mas a barriga não sabe esperar o calendário. A lavoura é nossa mãe, mas a seca é madrasta.

Simão sussurrou no ouvido esquerdo: "Fale da agregação de valor ao produto primário, Cacimba! Fale do PIB municipal!".

Sebastião puxou a orelha direita: "Diga que o cheiro de doce é melhor que cheiro de papel velho! Prometa que vai ter sobra de tacho!".

Cacimba sorriu e continuou:

— O Vereador Totonho diz que o povo vai largar a enxada. Eu digo que o povo vai é dar sentido a ela. Pra que colher a fruta se ela apodrece no caminhão antes de chegar na feira? A fábrica não é pra matar a agricultura, é pra dar vida eterna ao que a terra nos deu. Um homem que planta e não pode vender o fruto do seu suor é um homem que planta tristeza.

Nesse momento, Sebastião, não aguentando a seriedade, deu um salto mortal da tribuna e caiu exatamente na frente do Prefeito Odilon, imitando o gesto de quem está mexendo um tacho de doce com uma colher imaginária. O plenário caiu na risada.

— Vejam só — disse Cacimba, aproveitando o humor

— Até o bicho entende que a doçura é o que faz a vida valer a pena. A política de vocês é amarga demais. Se a gente transformar nossa goiaba em doce, a gente exporta a alma de Riacho do Nó Cego pro mundo. O dinheiro entra, e o pão do amanhã não depende só de uma nuvem que o vento pode levar.

O Prefeito Odilon, emocionado e talvez um pouco seduzido pela ideia de ser o "Prefeito do Doce", bateu o martelo. Totonho, sem argumentos contra a lógica da flauta e a graça de Sebastião, sentou-se murcho.

— É filosofia de tacho, meus senhores — finalizou Cacimba, pegando seu pífano.

— Quem mexe o doce com paciência, não queima a mão e ainda agrada o paladar do destino.


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Audiência Pública na Assembleia sobre o Canal do Sertão vai ter proposta alternativa

02/05/2026

Por Daniel Torres Araripe*

A organização coletiva transforma territórios, fortalece direitos e impulsiona mudanças sociais
Existe no Sertão Pernambucano um movimento comunitário que a cada dia vem ganhando forças chama-se Comitê Prol Canal do Sertão Pernambucano formado por pessoas da comunidade local, agricultores e agricultoras, funcionários públicos, profissionais liberais, lideranças comunitárias. O objetivo é a construção de um projeto chamado Canal de Irrigação do Sertão Pernambuco, - CSP com a proposta de irrigar 120 mil hectares de terras basicamente em todo o Sertão do Araripe, começando do lado da Bahia com captação de água no Lago de Sobradinho. Essa proposta existe há mais de 30 anos, já esteve no PAC – Programa de Aceleração do Crescimento do governo federal.

Informações técnicas


Os estudos existentes do Projeto Sertão Pernambucano estão localizados no submédio São Francisco, em sua margem esquerda,...

Por Daniel Torres Araripe*

A organização coletiva transforma territórios, fortalece direitos e impulsiona mudanças sociais
Existe no Sertão Pernambucano um movimento comunitário que a cada dia vem ganhando forças chama-se Comitê Prol Canal do Sertão Pernambucano formado por pessoas da comunidade local, agricultores e agricultoras, funcionários públicos, profissionais liberais, lideranças comunitárias. O objetivo é a construção de um projeto chamado Canal de Irrigação do Sertão Pernambuco, - CSP com a proposta de irrigar 120 mil hectares de terras basicamente em todo o Sertão do Araripe, começando do lado da Bahia com captação de água no Lago de Sobradinho. Essa proposta existe há mais de 30 anos, já esteve no PAC – Programa de Aceleração do Crescimento do governo federal.

Informações técnicas


Os estudos existentes do Projeto Sertão Pernambucano estão localizados no submédio São Francisco, em sua margem esquerda, e abrangeram terras dos municípios de Petrolina (Rajada), Afrânio, Dormentes, Ouricuri, Trindade, Santa Cruz, Araripina, Ipubi, Bodocó, Exu, Granito, Serrita, Moreilândia, Santa Filomena e Cedro no estado de Pernambuco e Casa Nova no Estado da Bahia.

O Poder da Articulação Comunitária (Comitê Prol Canal do Sertão Pernambucano)

A articulação comunitária é uma das formas mais potentes de mobilização social. Em contextos marcados por desigualdades e vulnerabilidades históricas, comunidades organizadas constroem alternativas, reivindicam direitos e produzem soluções que o poder público frequentemente negligencia. Pesquisas mostram que, quando moradores se unem, criam redes de solidariedade, fortalecem vínculos e ampliam sua capacidade de incidência política. A articulação hoje existente no Sertão em torno desta proposta tem avançado. Mês passado foi realizada um Audiência Pública na região na cidade de Trindade com as presenças de alguns políticos a nível municipal, estadual e federal (prefeitos, vereadores deputados e várias lideranças comunitárias)
O que é articulação comunitária?

A articulação comunitária envolve

• Organização coletiva de moradores em torno de problemas comuns;
• Construção de redes de apoio entre lideranças, associações e instituições locais, regionais, estadual e nacional;
• Ações colaborativas para enfrentar desigualdades e promover melhorias no território;
• Participação ativa na formulação e cobrança de políticas públicas.
Ela se baseia na ideia de que o território é um espaço vivo, construído socialmente, onde relações solidárias fortalecem a identidade e a resistência coletiva.
Por que a articulação comunitária tem tanto poder?

Audiência

Foi articulada uma Audiência Pública na Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, na Assembleia Legislativa de Pernambuco - Alepe, através do seu presidente deputado Luciano Duque, onde nessa audiência deverá ser debatida a proposta em si e apontar caminhos ao governo federal como seja a modelagem financeira para implantação do projeto que tem um custo estimado em R$ 7 bilhões de reais. A proposta a ser trata deverá ser a implantação do modelo financeiro através de uma PPP – Parceria Pública Privada logicamente onde o governo entra com uma parte e a iniciativa privada com outra na implantação total do projeto.

Fortalecimento da resistência frente às desigualdades

Em territórios periféricos como a região do Araripe, a ausência de políticas públicas é estrutural. A articulação comunitária surge como estratégia de sobrevivência e resistência, permitindo que moradores:
• identifiquem demandas urgentes;
• pressionem o poder público;
• criem soluções locais quando o Estado falha.
Promover protagonismo e emancipação

Projetos comunitários que estimulam participação horizontal

Como o Comunidade na Ativa mostra que a articulação fortalece:
• autonomia;
• consciência crítica;
• protagonismo social;
• práticas coletivas transformadoras.

Construir redes intersetoriais

A articulação comunitária também conecta diferentes setores (poderes públicos, municipal, estadual e federal), criando redes que ampliam o acesso a reivindicações. Esse modelo intersetorial supera práticas fragmentadas e fortalece políticas públicas mais humanas e integradas.
Elementos essenciais da articulação comunitária:
Elemento
Descrição
Participação ativa
Moradores como protagonistas das decisões.
Vínculos solidários
Construção de confiança e apoio mútuo.
Levantamento de demandas
Identificação coletiva dos problemas do território.
Incidência política
Pressão organizada sobre o poder público.
Ações colaborativas
Mutirões, oficinas, grupos de trabalho, redes de cuidado.
Parcerias
Articulação com Universidades, ONGs, coletivos e serviços públicos.
Impactos concretos da articulação comunitária
-Melhoria da qualidade de vida
Comunidades organizadas conseguem ampliar acesso a serviços, infraestrutura e políticas públicas.
-Redução de vulnerabilidades
Redes de apoio fortalecem a segurança, a saúde mental e a proteção social.
-Transformação social
A articulação gera conhecimento com e para a comunidade, produzindo mudanças estruturais e simbólicas.
-Fortalecimento da identidade territorial
A comunidade passa a reconhecer seu próprio valor, história e potência.
Desafios enfrentados
Apesar de seu poder, a articulação comunitária enfrenta:
• falta de recursos;
• descontinuidade de políticas públicas;
• criminalização de movimentos sociais;
• desigualdades históricas;
• disputas internas e externas.
Ainda assim, a organização coletiva permanece como uma das estratégias mais eficazes de transformação.

*Daniel Torres Araripe CEO da ADESA – Agência de Desenvolvimento Econômico e Social do Araripe.

América Latina: a aposta estratégica da década (2026–2035), por Antônio Campos*

02/05/2026

A América Latina começa a ser vista, de forma cada vez mais consistente, como a região mais estratégica do mundo para a década de 2026 a 2035. Essa não é apenas uma percepção política ou cultural — trata-se de uma leitura fundamentada em dados econômicos e tendências globais. Segundo a Aurelion Research, empresa internacional de análise, a região desponta como alternativa natural à Ásia, sobretudo em razão do fenômeno do nearshoring, que consiste na transferência de cadeias produtivas para países mais próximos dos grandes centros consumidores, especialmente os Estados Unidos.

Esse movimento não é trivial

Ele redefine fluxos globais de produção, reduz riscos logísticos e reposiciona países latino-americanos como peças-chave no novo tabuleiro econômico internacional. Um estudo com base em dados do Morgan Stanley aponta que o mercado ainda subestima ativos fundamentais da região — especialmente aqueles ligados à transição energética e à infraestrutura...

A América Latina começa a ser vista, de forma cada vez mais consistente, como a região mais estratégica do mundo para a década de 2026 a 2035. Essa não é apenas uma percepção política ou cultural — trata-se de uma leitura fundamentada em dados econômicos e tendências globais. Segundo a Aurelion Research, empresa internacional de análise, a região desponta como alternativa natural à Ásia, sobretudo em razão do fenômeno do nearshoring, que consiste na transferência de cadeias produtivas para países mais próximos dos grandes centros consumidores, especialmente os Estados Unidos.

Esse movimento não é trivial

Ele redefine fluxos globais de produção, reduz riscos logísticos e reposiciona países latino-americanos como peças-chave no novo tabuleiro econômico internacional. Um estudo com base em dados do Morgan Stanley aponta que o mercado ainda subestima ativos fundamentais da região — especialmente aqueles ligados à transição energética e à infraestrutura necessária para o avanço da inteligência artificial.
Nesse cenário, a América Latina deixa de ser periférica para se tornar central.

Brasil e Argentina

Emergem como potências no setor de óleo e gás, ampliando sua relevância geopolítica. O Chile, por sua vez, consolida-se como protagonista global na oferta de cobre e lítio — minerais essenciais para baterias, eletrificação e tecnologias verdes. As projeções são expressivas: retornos estimados de até 176% na Argentina e 121% no Brasil até 2030.
A transformação vai além dos recursos naturais. A inteligência artificial começa a reconfigurar empresas tradicionais de energia, convertendo-as em verdadeiras infraestruturas tecnológicas globais. O Tik Tok já anunciou um grande investimento em data centers, no Ceará. Nesse contexto, companhias latino-americanas ganham protagonismo inesperado.

A Embraer, por exemplo

Foi destacada com potencial de valorização de 163%, refletindo sua capacidade de inovação e adaptação a um mundo cada vez mais orientado por tecnologia.
Mas reduzir a América Latina à sua dimensão econômica seria um erro. A região também é uma potência cultural, com uma economia criativa vibrante e uma produção artística de enorme densidade e originalidade.

Recentemente

Visitei novamente o Memorial da América Latina, em São Paulo — espaço concebido para celebrar a integração latino-americana. O complexo abriga museus, biblioteca, teatro e recebe grandes eventos, como festivais gastronômicos e musicais, reafirmando o papel da cultura como elemento de identidade e integração.
É nesse espírito que a Fliporto – Festa Literária Internacional de Pernambuco, em sua edição de 2026, homenageia a literatura da América Latina e do Caribe, sendo uma festa literária internacional com uma tradição de 21 anos. Mais do que uma celebração literária, a Fliporto propõe um diálogo ampliado por meio da Fliporto Arte, integrando artes plásticas e visuais e reforçando a potência criativa da região.

Somos ibero-latino-americanos

Carregamos uma herança comum, múltipla e potente. E, neste momento histórico, a América Latina não é apenas promessa — é realidade emergente. É, sem dúvida, a bola da vez, na economia e nas artes.

*Antônio Campos.
Advogado, escritor e curador da Fliporto.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores

Buruçu - "Túlio Gadelha não trocou só de partido. Traiu e tentou sabotar a REDE", segundo pré-candidata ao senado pelo partido

02/05/2026

Durante entrevista ao programa Cidade em Foco, da Rede Pernambuco de Rádios, a pré-candidata ao Senado, Alice Gabino, avaliou o cenário político da REDE Sustentabilidade em Pernambuco no período pré-eleitoral, destacando a recomposição da chapa e os desafios enfrentados após mudanças recentes na sigla.

Segundo Alice

O partido conseguiu se reorganizar e montar uma nominata diversa para as eleições proporcionais. “Estamos muito felizes com o resultado. A gente fez uma grande batalha para recompor nossa chapa proporcional. Conseguimos pessoas de várias categorias: tem indígena, tem trans, tem professores, tem economista. A chapa está bem eclética”, afirmou.

A pré-candidata

Também comentou o impacto da saída do deputado federal Túlio Gadêlha, considerado uma das principais lideranças da sigla no estado. “Sem dúvida, a saída do deputado Túlio mexeu com a estrutura da REDE. A gente tinha como prioridade nacional a ree...

Durante entrevista ao programa Cidade em Foco, da Rede Pernambuco de Rádios, a pré-candidata ao Senado, Alice Gabino, avaliou o cenário político da REDE Sustentabilidade em Pernambuco no período pré-eleitoral, destacando a recomposição da chapa e os desafios enfrentados após mudanças recentes na sigla.

Segundo Alice

O partido conseguiu se reorganizar e montar uma nominata diversa para as eleições proporcionais. “Estamos muito felizes com o resultado. A gente fez uma grande batalha para recompor nossa chapa proporcional. Conseguimos pessoas de várias categorias: tem indígena, tem trans, tem professores, tem economista. A chapa está bem eclética”, afirmou.

A pré-candidata

Também comentou o impacto da saída do deputado federal Túlio Gadêlha, considerado uma das principais lideranças da sigla no estado. “Sem dúvida, a saída do deputado Túlio mexeu com a estrutura da REDE. A gente tinha como prioridade nacional a reeleição do deputado”, disse.
Apesar disso, ela destacou que o partido conseguiu superar o momento. “A REDE não é só Túlio, não era só Túlio. A REDE é um partido que já foi testado”, pontuou.

Sabotagem

Alice ainda fez críticas à forma como ocorreu a saída do parlamentar. “Ele tentou realmente sabotar a REDE. Retirou os candidatos que ele tinha, pré-candidatos que ele tinha, a exemplo de Maurício Rands, e levou todos para o Avante”, declarou, ressaltando que, mesmo com o impacto inicial, a legenda conseguiu se reestruturar e montar uma chapa competitiva.

Federação

Sobre a federação com o PSOL, a pré-candidata explicou que o grupo deve apresentar 25 candidaturas conjuntas. “A gente vai apresentar ao todo 25 candidaturas mescladas, REDE e PSOL pela federação”, afirmou. Ela citou ainda o nome de Jones Manoel como um dos principais puxadores de votos. “Temos o ‘case’, puxador de votos da federação, que é Jones Manoel”, disse.

Expectativa

Alice projetou resultados positivos para a federação nas eleições. “A nossa expectativa é fazer dois federais, um da REDE, outro do PSOL, e também marcar uma cadeira na Alepe”, destacou.

NR - Todos os citados têm espaço para manifestar suas opiniões.

Como a guerra no Irã e a política de Trump afetam a vida no interior do Brasil e nas periferias

02/05/2026

Por José Nivaldo Junior*

Primeiro, as pessoas já estão sentindo os efeitos na feira e nos supermercados. Uma altinha aqui, outra a acolá, um produto que vinha em embalagem de 1kg agora vem com 800 gramas mas o preço não baixa, por aí. Dentro de casa, gás de cozinha mais caro. No posto, gasolina aumentou de preço e deve diminuir de qualidade, até já foi anunciado. Assistir a novela vai ficar mais caro, pois a conta de luz está aumentando agora em maio. As pessoas tendem a achar que o bloqueio do estreito de Hormuz não tem nada a ver com elas, mas bem que as repercussões são globais e chegam ao bolso ou à bolsa de cada um.

Custo de vida

É um conceito antigo, não tanto como "carestia". Quando eu era criança, ouvia Teté, uma espécie de governanta da nossa casa em Surubim, chegar da feira reclamando da tal "carestia" para os meus pais. A vilã, tornava insuficientes, a cada mês, os então cruzeiros que Teté levava para fazer as c...

Por José Nivaldo Junior*

Primeiro, as pessoas já estão sentindo os efeitos na feira e nos supermercados. Uma altinha aqui, outra a acolá, um produto que vinha em embalagem de 1kg agora vem com 800 gramas mas o preço não baixa, por aí. Dentro de casa, gás de cozinha mais caro. No posto, gasolina aumentou de preço e deve diminuir de qualidade, até já foi anunciado. Assistir a novela vai ficar mais caro, pois a conta de luz está aumentando agora em maio. As pessoas tendem a achar que o bloqueio do estreito de Hormuz não tem nada a ver com elas, mas bem que as repercussões são globais e chegam ao bolso ou à bolsa de cada um.

Custo de vida

É um conceito antigo, não tanto como "carestia". Quando eu era criança, ouvia Teté, uma espécie de governanta da nossa casa em Surubim, chegar da feira reclamando da tal "carestia" para os meus pais. A vilã, tornava insuficientes, a cada mês, os então cruzeiros que Teté levava para fazer as compras. Mais tarde, observei que a "carestia" ou o "custo de vida", como o fenômeno passou a ser tratado, não correspondia aos índices de inflação apurados pelos governos, qualquer um. Inflação é um índice técnico, resultado de uma ponderação que inclui coisas. Mistura e pondera sem emoção, aspectos básicas para a sobrevivência com despesas fora da realidade da grande maioria das pessoas. No Brasil, o indicador oficial é o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), calculado mensalmente pelo IBGE, monitorando cerca de 430 mil preços em 30 mil locais. Nem sempre expressa o mundo real. Então, pra mim, como publicitário e analista, prevalece sempre a "carestia", índice real que repercute diretamente no humor político da população.

Outra ameaça mais remota porém real

Recentemente, autoridades americanas comunicaram diretamente ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que Washington está prestes a classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras (Foreign Terrorist Organizations — FTO). O governo brasileiro resiste, mas a Câmara dos Deputados já aprovou, em 10 de abril, projeto que inclui as duas facções e mais onze cartéis latino-americanos na lista de grupos terroristas.

Consequências

Os efeitos são técnicos e podem até ser imediatos: congelamento de ativos no sistema financeiro internacional, bloqueio de contas, rastreamento reforçado pela rede de compliance americana e, sobretudo, sanções secundárias a bancos que mantenham relações com pessoas ou empresas ligadas às facções. Não se trata apenas de “crime de favela”. PCC e CV operam com laranjas, empresas de fachada e contas em paraísos fiscais, inclusive e até principalmente as que usam terno e gravata. O antigo crime do colarinho branco. Quando o Office of Foreign Assets Control (Ofac) do Tesouro americano aciona a lupa, o problema deixa a periferia e chega aos gabinetes de luxo.

Porém

O problema é aqui em baixo. Na periferia dourada na qual vive a classe média do Nordeste. Como todo mundo sabe, o crime organizado cresceu para cima e para baixo, para leste e oeste. Chegou também ao interior do Nordeste e das demais regiões do país. Todo mundo comenta os casos locais a boca miúda, mas dificilmente alguém assume publicamente a disseminação do banditismo de baixo clero. Salvo quando explode um caso que extrapola qualquer limite, que logo some do noticiário. O crime dito organizado está por aí, já faz parte do dia a dia, trazendo todo o know-how acumulado e tecendo relações políticas e empresariais.


Existem exemplos ruins

Não está perto, mas também não está descartado que o trágico espetáculo que por enquanto assistimos no Rio de Janeiro, se estenda a outras áreas de atuação do crime organizado. Vai, na verdade, depender de Trump, no memento enfrentando um desgaste monumental e pouco tempo dente a abrir outras frentes de batalha. É preciso que recupere forças para se dispor a tentar impor sua política antidrogas a toda a América Latina, incluindo o Brasil. É um risco remoto, repito, mas não é impossível que no futuro nem tão longe assim, a gente se veja em meio ao fogo cruzado que costuma atingir, ferir e matar inocentes.

(Texto adaptado do Jornal Terra da Gente).

*José Nivaldo Junior é publicitário, consultor, diretor de O Poder. Da Academia Pernambucana de Letras.

NR - Os textos assinados, inclusive da nossa equipe, expressam a opiniões dos seus autores. O Poder acolhe o contraditório e opiniões divergentes são sempre bem vindas.

Entenda o que existe em comum nas rejeições ao STF de Floriano Peixoto em 1894 e Lula em 2026

02/05/2026

Por Marcelo S. Tognozzi*

132 anos depois, é muito difícil alguém ir a Copacabana e não cruzar em algum momento a rua Barata Ribeiro. Ele está lá há mais de 100 anos. De uma simples picada aberta no fim do século 19, início do 20, ela virou uma das principais ruas do Rio, com seus 2.600 metros e um nome com muita história por trás.
Em 1920, rua foi batizada com o nome de Cândido Barata Ribeiro (1843-1910), médico baiano que fez careira em São Paulo e depois no Rio. Era neto do jornalista e revolucionário Cipriano Barata (1762-1838), que no fim do século 18 e início do 19 participou de pelo menos 3 revoltas importantes: a Revolta dos Búzios ou Conjuração Baiana de 1798, a Revolução Pernambucana de 1817 e a Confederação do Equador em 1824, encerrada com o enforcamento de Frei Caneca.
Cipriano era um republicano incendiário e Cândido, mais comedido, herdou do avô o DNA da política. Cândido foi prefeito do Rio nomeado pelo presidente Floriano, acabou com...

Por Marcelo S. Tognozzi*

132 anos depois, é muito difícil alguém ir a Copacabana e não cruzar em algum momento a rua Barata Ribeiro. Ele está lá há mais de 100 anos. De uma simples picada aberta no fim do século 19, início do 20, ela virou uma das principais ruas do Rio, com seus 2.600 metros e um nome com muita história por trás.
Em 1920, rua foi batizada com o nome de Cândido Barata Ribeiro (1843-1910), médico baiano que fez careira em São Paulo e depois no Rio. Era neto do jornalista e revolucionário Cipriano Barata (1762-1838), que no fim do século 18 e início do 19 participou de pelo menos 3 revoltas importantes: a Revolta dos Búzios ou Conjuração Baiana de 1798, a Revolução Pernambucana de 1817 e a Confederação do Equador em 1824, encerrada com o enforcamento de Frei Caneca.
Cipriano era um republicano incendiário e Cândido, mais comedido, herdou do avô o DNA da política. Cândido foi prefeito do Rio nomeado pelo presidente Floriano, acabou com os cortiços do centro da cidade, nos quais viviam milhares de pessoas em situação precária. Derrubados os cortiços, o povo foi viver nos morros e surgiram as favelas.

Floriano era "de ferro"

Naquele fim de século 19, o Brasil ainda engatinhava como República. Deodoro da Fonseca (1827-1892), líder do golpe contra a monarquia de 15 de novembro de 1889, renunciara e seu ministro da Guerra Floriano Peixoto (1939-1895), o general de ferro, assumiu o poder. Floriano, alagoano como Deodoro, entrou em rota de colisão com o Senado. Queria porque queria dominar o Supremo Tribunal Federal, criado por decreto em 1890 e formalizado pela Constituição de 1891, da qual Rui Barbosa foi relator.
Rui não gostava de Floriano e vice-versa. Comandava o Senado Prudente de Morais, sucessor de Floriano e 1º presidente civil. Floriano achou uma brecha na Constituição: os ministros tinham de ter notável saber (sem especificar qual) e reputação ilibada. Explorou essa brecha sem pudor. Indicou generais, médicos, burocratas. O que importava era a lealdade ao regime, não o currículo jurídico.
Assim, ele nomeou gente sem tradição jurídica, como Cândido Barata Ribeiro, que ficou na cadeira de ministro por 10 meses, mas o Senado acabou recusando sua nomeação argumentando que ele tinha “não só ignorância do direito, mas até uma grande falta de senso jurídico”. Não foi a primeira vez que Barata Ribeiro amargou um veto do Senado. Em 1893 passou por constrangimento semelhante ao ter seu nome rejeitado para prefeito do Distrito Federal.

Instabilidades de jovem República

Quando a República foi proclamada em 1889, o Brasil entrou num período de instabilidade que poucos imaginavam ser tão violento. Marechal Floriano Peixoto, governou de 1891 a 1894 em meio a duas guerras civis simultâneas: a Revolução Federalista, no Sul, e a Revolta da Armada, no Rio de Janeiro. Para controlar seus adversários, decretou estado de sítio e mandou prender opositores.
O problema era o Supremo Tribunal Federal. Recém-criado, em 1890, o STF começou a conceder habeas corpus a presos políticos, muitos detidos por ordem direta do presidente. Irritado, Floriano explodiu: "Se os ministros do tribunal concederem ordens de habeas corpus contra os meus atos, eu não sei quem amanhã dará aos ministros os habeas corpus que eles, por sua vez, necessitarão." A solução encontrada por Floriano foi ocupar o STF com aliados, uma tradição que se manteve. Mas isso tinha de ser feito de forma discreta.
Não era apenas uma questão técnica. Era uma guerra institucional. Floriano queria um STF dócil e o Senado queria dar um freio no Executivo. Barata Ribeiro foi a vítima mais ilustre desse embate, por razões jurídicas e políticas.

De bolo

Ao todo, o Senado rejeitou cinco indicados de Floriano em 1894: além de Barata Ribeiro, foram barrados 2 generais sem formação jurídica (Ewerton Quadros e Demóstenes Lobo) e dois bacharéis considerados sem o brilho (Galvão de Queiroz e Antônio Sève Navarro). Derrotado repetidamente, Floriano foi obrigado a indicar nomes com maior respaldo técnico, que acabaram aprovados. Deixou o poder em novembro daquele mesmo ano, sucedido por Prudente de Morais, o primeiro presidente civil da República.

Tudo virou jogo de cena

Depois de 1894, o Senado nunca mais rejeitou um indicado ao STF. Por 132 anos, a sabatina foi, na prática, uma formalidade. Presidentes negociavam nos bastidores, evitavam nomes polêmicos e o resultado era sempre o mesmo: aprovação. O episódio de Floriano havia ensinado uma lição que presidentes e senadores internalizaram tão bem que o conflito aberto se tornou impensável.
O equilíbrio durou até 29 de abril de 2026, quando o Senado rejeitou por 42 votos a 34 a nomeação de Jorge Messias, advogado-geral da União indicado pelo presidente Lula para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

O problema não foi Messias, como não foi Barata Ribeiro.

A questão, era o presidente da República.
A rejeição de Messias era evidente. Os sinais, claríssimos. Lula achou que podia tudo e seguiu numa marcha da insensatez, cometendo engano em cima de engano. Se indicasse o senador Rodrigo Pacheco, como queria a cúpula do Senado, teria feito melhor negócio. Não houve traição, porque o trabalho contra a nomeação de Messias foi feito abertamente. Lula achou que bastava gastar muito dinheiro para conseguir o que queria. Alcolumbre mostrou que dinheiro não é tudo, embora seja muito importante.
Tanto em 1894 quanto agora, havia uma disputa de poder em curso. E em ambos os casos, o STF estava no centro de disputas sobre os limites do poder. Em 1894, o conflito era de Floriano contra o Senado e o Supremo ao mesmo tempo: ele queria um tribunal submisso e o Senado se recusou a entregar. Em 2026, o Senado deu um recado ao STF e ao Executivo, mostrando que ninguém pode tudo.

Dinheiro não compra tudo

?Lula na sua campanha para a nomeação de Jorge Messias, apostou mais nas emendas do que na política. Lembra uma história contada pelo ex-governador e senador do Paraná Roberto Requião, sobre uma das eleições que disputou. Um belo dia os cabos eleitorais de Requião o procuraram para contar das propostas financeiras do banqueiro José Eduardo de Andrade Vieira, então dono do banco Bamerindus, para mudarem de lado. Requião pragmático, nem quis ouvir o resto da história: “Peguem o dinheiro do Zé do Banco e votem em mim”. Dito e feito, Requião eleito.

*Marcelo Tognozzi é jornalista, consultor de RIG e um dos mais agudos analistas da política brasileira e mundial. Assina coluna semanal no Poder360.


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Mano Medeiros comanda em Jaboatão ações de socorro e apoio às vítimas das fortes chuvas

02/05/2026

Jaboatão dos Guararapes enfrentou um dia intenso de chuvas, ontem, sexta-feira 1o de maio, com volume acumulado de aproximadamente 200 mm atingindo todas as áreas do município. Os rios Jaboatão e Duas Unas atingiram a cota de inundação, estão estáveis e com previsão ao longo do sábado voltem às cotas normais. Ao todo, foram registradas 83 ocorrências, incluindo deslizamentos simples, casos que atingiram casas e muros, desabamento de duas casas, além de pontos de alagamento. Apesar da gravidade, não houve vítimas fatais.

As equipes municipais

Atuaram também no resgate de pessoas que ficaram ilhadas ou sem condições de retornar para suas residências. Esses moradores estão sendo encaminhados para o Antigo Senai de Jaboatão dos Guararapes e, em seguida, direcionados a locais em segurança ou a abrigos, como o CRAS de Cajueiro Seco e a instituição Obras de Maria, em Cohab. Não há registro de desabrigados. A previsão indica continuidade das chuvas, com est...

Jaboatão dos Guararapes enfrentou um dia intenso de chuvas, ontem, sexta-feira 1o de maio, com volume acumulado de aproximadamente 200 mm atingindo todas as áreas do município. Os rios Jaboatão e Duas Unas atingiram a cota de inundação, estão estáveis e com previsão ao longo do sábado voltem às cotas normais. Ao todo, foram registradas 83 ocorrências, incluindo deslizamentos simples, casos que atingiram casas e muros, desabamento de duas casas, além de pontos de alagamento. Apesar da gravidade, não houve vítimas fatais.

As equipes municipais

Atuaram também no resgate de pessoas que ficaram ilhadas ou sem condições de retornar para suas residências. Esses moradores estão sendo encaminhados para o Antigo Senai de Jaboatão dos Guararapes e, em seguida, direcionados a locais em segurança ou a abrigos, como o CRAS de Cajueiro Seco e a instituição Obras de Maria, em Cohab. Não há registro de desabrigados. A previsão indica continuidade das chuvas, com estimativa de mais 50 mm entre a noite da sexta-feira e o meio-dia do sábado (dia 02/05).

Mano coordena

À frente da mobilização desde as primeiras horas, o prefeito Mano Medeiros coordenou a atuação integrada da gestão municipal. “Estamos acompanhando cada etapa desse trabalho com responsabilidade e coordenação, em diálogo próximo com o Governo do Estado. Toda a prefeitura está mobilizada, com a Defesa Civil à frente e o apoio das equipes de Infraestrutura, Assistência Social, Educação e Saúde, atuando de forma conjunta para garantir respostas rápidas e eficazes”, afirmou.

A Defesa Civil

Realizou seis disparos de alerta diretamente para os celulares da população — quatro relacionados ao risco de deslizamentos e dois ao de inundações. Segundo o secretário de Defesa Civil, coronel Elton Moura, o sistema tem alcançado a população de forma ampla e eficaz. Durante a noite, será feita uma reavaliação para verificar a necessidade de cadastro e ampliação de medidas de apoio gratuitas.


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As ocorrências

Foram registradas em diversas regiões do município, com predominância de deslizamentos de barreira. A maioria dos casos foi de menor gravidade, mas houve situações em que deslizamentos atingiram diretamente casas e muros. Também foram registrados dois desabamentos de casas, nos bairros de Zumbi do Pacheco e Alto Santa Rosa, além de desabamentos de muros, pontos de inundação e alagamento. Houve ainda queda de árvore sobre residência e registro de árvore em risco. Os casos estão distribuídos por bairros como Curado, Zumbi do Pacheco, Sucupira, Vila Rica, Socorro, Cavaleiro, Jardim Jordão, Muribeca e Piedade, evidenciando o alcance das chuvas em todo o município.

Na área da saúde

As secretarias municipal e estadual adotaram medidas preventivas, com a transferência de pacientes da UPA Engenho Velho diante da previsão de elevação do nível do Rio Jaboatão. Os atendimentos foram temporariamente suspensos na unidade, e pacientes e equipes foram acolhidos pelos hospitais Memorial Jaboatão e Guararapes. A população deve procurar atendimento nas UPAs de Soteve, Ibura e Curado até a normalização da situação.

Monitoramento continua

As equipes de saúde seguem monitorando continuamente as condições meteorológicas e poderão adotar novas medidas, se necessário. Para acolher moradores desalojados sem alternativa de abrigo seguro, foram disponibilizados dois espaços: a instituição Obras de Maria, em Cohab, e o CRAS de Cajueiro Seco, garantindo suporte imediato à população afetada.


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Balanço do momento - Temporais em Pernambuco deixam 4 mortos e mais de 800 desabrigados em 7 cidades

02/05/2026

Um “dilúvio” em Pernambuco. Um estado debaixo d”água. Alagamentos, mortes e destruição. Ao menos 871 pessoas ficaram desabrigadas em sete cidades após os temporais que atingiram o Grande Recife e a Zona da Mata Norte de Pernambuco, segundo dados do governo estadual e da prefeitura da capital. Nas redes sociais, o presidente Lula (PT) anunciou, atendendo pedido de João Campos, presidente do PSB e também do senador Humberto Costa, o envio de equipes da Defesa Civil Nacional para reforçar as ações de assistência às vítimas.

Manhã de sábado

Pernambuco amanheceu hoje, sábado (02/04), em total estado de alerta com a população tentando retomar a sua vida. Muitos bairros ficaram inundados com a força das enchentes.

Balanço

Em balanço divulgado na noite de ontem sexta (01/04), a Defesa Civil de Pernambuco informou que contabilizou um total de 422 desabrigados e 1.068 desalojados. Já a prefeitura do Recife disse que...

Um “dilúvio” em Pernambuco. Um estado debaixo d”água. Alagamentos, mortes e destruição. Ao menos 871 pessoas ficaram desabrigadas em sete cidades após os temporais que atingiram o Grande Recife e a Zona da Mata Norte de Pernambuco, segundo dados do governo estadual e da prefeitura da capital. Nas redes sociais, o presidente Lula (PT) anunciou, atendendo pedido de João Campos, presidente do PSB e também do senador Humberto Costa, o envio de equipes da Defesa Civil Nacional para reforçar as ações de assistência às vítimas.

Manhã de sábado

Pernambuco amanheceu hoje, sábado (02/04), em total estado de alerta com a população tentando retomar a sua vida. Muitos bairros ficaram inundados com a força das enchentes.

Balanço

Em balanço divulgado na noite de ontem sexta (01/04), a Defesa Civil de Pernambuco informou que contabilizou um total de 422 desabrigados e 1.068 desalojados. Já a prefeitura do Recife disse que registrou, na cidade, outros 449 moradores que precisaram deixar suas casas. Ao todo, 340 pessoas foram resgatadas pelo Corpo de Bombeiros em ocorrências ligadas à chuva.

Goiana

Uma das cidades mais afetadas foi Goiana, na Zona da Mata Norte. Segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), o município registrou um acumulado de 214 milímetros em 48 horas até a noite desta sexta (1º).

Casa desabou

Na praia de Ponta de Pedras, parte do primeiro andar de uma casa desabou e uma barraca foi arrastada pelo mar, que também derrubou um poste e jogou uma jangada para o pedregulho. No bairro da Boa Vista, o muro de uma escola em construção ruiu e a enxurrada invadiu as ruas da localidade.

Mortes

Uma mulher de 24 anos e o filho dela, de 6, morreram após uma barreira deslizar sobre uma casa no bairro de Dois Unidos, na Zona Norte do Recife. O pai da criança e a outra filha do casal, uma bebê de 1 ano de 6 meses, ficaram feridos.

Socorro federal

Em publicação nas redes sociais, o presidente Lula (PT) anunciou o envio de equipes da Defesa Civil Nacional para reforçar o atendimento às vítimas.
"O ministro da Integração Regional, Waldez Góes, acionou a Defesa Civil Nacional para prestar todo suporte às cidades atingidas, inclusive com o reconhecimento da situação de emergência e o deslocamento de técnicos para a área. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também mobilizou a Força Nacional do SUS no atendimento às vítimas. O Governo do Brasil segue acompanhando a situação para prestar toda a ajuda necessária", escreveu no X.

O risco continua

A previsão é de mais chuvas para todo o Estado.

(Severino Lopes, editor Regional de O Poder)


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João Campos articula ajuda do governo federal para as vítimas das chuvas

02/05/2026

O presidente nacional do PSB e pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Henrique Campos, suspendeu a agenda que cumpria no Sertão e se dirigiu de imediato para a Região Metropolitana e Zona da Mata Norte do Estado, fortemente atingidas pelo dilúvio que desde a noite da quinta-feira não dá trégua. Nesta madrugada e na manhã de hoje, sábado, 02/04, o aguaceiro continua castigando a RMR e a Zona da Mata Norte.

Apoio Federal

A principal iniciativa de João Campos foi cair em campo para artucular a importante ajuda da Presidência da República. Logo em seguida, o presidente declarou, através da agência Brasil,
Lula determinou apoio federal para cidades atingidas por chuvas em PE.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou ontem, sexta-feira (1º/05) apoio do governo federal à região metropolitana de Recife, após a área sofrer com fortes chuvas. João Campos também se colocou à disposição para ajudar os prefeitos das cidades atingid...

O presidente nacional do PSB e pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Henrique Campos, suspendeu a agenda que cumpria no Sertão e se dirigiu de imediato para a Região Metropolitana e Zona da Mata Norte do Estado, fortemente atingidas pelo dilúvio que desde a noite da quinta-feira não dá trégua. Nesta madrugada e na manhã de hoje, sábado, 02/04, o aguaceiro continua castigando a RMR e a Zona da Mata Norte.

Apoio Federal

A principal iniciativa de João Campos foi cair em campo para artucular a importante ajuda da Presidência da República. Logo em seguida, o presidente declarou, através da agência Brasil,
Lula determinou apoio federal para cidades atingidas por chuvas em PE.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou ontem, sexta-feira (1º/05) apoio do governo federal à região metropolitana de Recife, após a área sofrer com fortes chuvas. João Campos também se colocou à disposição para ajudar os prefeitos das cidades atingidas.

Em uma rede social

Lula disse que conversou por telefone com o ex-prefeito de Recife, João Campos, e com o senador pernambucano Humberto Costa (PT-PE) sobre as chuvas, que atingem também outras regiões do estado.
"Determinei imediatamente o pronto apoio federal às autoridades locais. O ministro da Integração Regional, Waldez Góes, acionou a Defesa Civil Nacional para prestar todo suporte às cidades atingidas, Inclusive com o reconhecimento da situação de emergência e o deslocamento de técnicos para a área", disse o presidente.

Abaixo

Confira a fala de João Campos.






Fortes chuvas causam transtornos e tumultuam Campina Grande

02/05/2026

Ruas alagadas, trânsito lento, e muitos transtornos. Campina Grande, no Agreste da Paraíba, amanheceu hoje, sábado (02/05), em estado de alerta após as fortes chuvas que causaram alagamentos na cidade. A Defesa Civil Municipal e a Secretaria de Obras, seguem com equipes em campo, atendendo ocorrências provocadas pelas chuvas registradas no município e monitorando as chamadas áreas de risco.

Ocorrências

Entre as ocorrências registradas, houve o desabamento de uma residência no bairro da Liberdade. O imóvel estava desocupado há vários anos e possuía apenas a parede frontal. Não houve vítimas nem feridos. Muitas alagamentos também foram registrados em bairros como Acácio Figueiredo, Bodocongó, entre outros.

Dados climatológicos

Dados meteorológicos recentes do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) indicam que toda a Paraíba permanece sob alerta para chuvas intensas.
Para áreas sob aviso amarelo, a prev...

Ruas alagadas, trânsito lento, e muitos transtornos. Campina Grande, no Agreste da Paraíba, amanheceu hoje, sábado (02/05), em estado de alerta após as fortes chuvas que causaram alagamentos na cidade. A Defesa Civil Municipal e a Secretaria de Obras, seguem com equipes em campo, atendendo ocorrências provocadas pelas chuvas registradas no município e monitorando as chamadas áreas de risco.

Ocorrências

Entre as ocorrências registradas, houve o desabamento de uma residência no bairro da Liberdade. O imóvel estava desocupado há vários anos e possuía apenas a parede frontal. Não houve vítimas nem feridos. Muitas alagamentos também foram registrados em bairros como Acácio Figueiredo, Bodocongó, entre outros.

Dados climatológicos

Dados meteorológicos recentes do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) indicam que toda a Paraíba permanece sob alerta para chuvas intensas.
Para áreas sob aviso amarelo, a previsão aponta precipitações entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo alcançar até 50 milímetros por dia, além de ventos entre 40 e 60 km/h. Em parte do estado, também foi emitido alerta laranja, com possibilidade de volumes ainda maiores e risco ampliado de alagamentos, cortes de energia e quedas de árvores.

(Severino Lopes, editor regional de
O Poder).


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Dilúvio Arrasa RMR, Mata Norte, e áreas da PB. Risco ainda continua

02/05/2026

O feriado de 1º de maio de 2026 foi um caos e de alerta máximo para quem vive na Região Metropolitana do Recife, Mata-Norte de Pernambuco, além das duas principais cidades da Paraíba, João Pessoa e Campina Grande, alem de outras localidades (leia matérias nesta edição). Com um volume concentrado de chuvas, o cenário é de transbordamento de rios e famílias retiradas de casa e até mortes e feridos, no Recife e em Olinda. Em João Pessoa, o Inmet renovou o alerta de perigo (laranja) até o final do sábado. Esperam-se chuvas entre 50 e100 mm/dia e ventos intensos de até 100 km/h.

Números das Últimas Horas

Os maiores volumes foram registrados na Mata Norte e em cidades ao norte da capital. Goiana: 205 mm (ponto mais crítico do estado). Igarassu: 172 mm. Abreu e Lima: 191 mm. Paulista: 175 mm. Recife (Média): 167 mm (com picos maiores em bairros da Zona Norte e Oeste). Timbaúba: 135 mm (causando o transbordamento do Rio Capibaribe Mirim).

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O feriado de 1º de maio de 2026 foi um caos e de alerta máximo para quem vive na Região Metropolitana do Recife, Mata-Norte de Pernambuco, além das duas principais cidades da Paraíba, João Pessoa e Campina Grande, alem de outras localidades (leia matérias nesta edição). Com um volume concentrado de chuvas, o cenário é de transbordamento de rios e famílias retiradas de casa e até mortes e feridos, no Recife e em Olinda. Em João Pessoa, o Inmet renovou o alerta de perigo (laranja) até o final do sábado. Esperam-se chuvas entre 50 e100 mm/dia e ventos intensos de até 100 km/h.

Números das Últimas Horas

Os maiores volumes foram registrados na Mata Norte e em cidades ao norte da capital. Goiana: 205 mm (ponto mais crítico do estado). Igarassu: 172 mm. Abreu e Lima: 191 mm. Paulista: 175 mm. Recife (Média): 167 mm (com picos maiores em bairros da Zona Norte e Oeste). Timbaúba: 135 mm (causando o transbordamento do Rio Capibaribe Mirim).

João Pessoa

A capital também teve acumulados em pontos isolados: Altiplano: 134,6 mm. Grotão: 106 mm. Cristo: 101,6 mm. Média da cidade: Superou os 125 mm em diversas estações de monitoramento.
No Shopping Manaíra, aconteceu um pequeno desabamento causado pelas chuvas, por sorte ninguém se feriu.

Gestão de Crise

Raquel Teixeira Lyra cancelou agendas oficiais e monitorou a situação na sede da Apac. O foco do governo estadual está no transbordamento dos rios Capibaribe Mirim (atingindo Timbaúba, que decretou emergência) e Sirigi, (Aliança e Vicência).

Victor Marques (Prefeito em exercício do Recife), elevou o estágio da cidade para Alerta Máximo. A prefeitura abriu 8 abrigos em bairros como Cajueiro e Bidu Krause, oferecendo cerca de 400 vagas para quem vive em áreas de risco.

João Campos

Estava em agenda política no Agreste, veio as pressas para Recife e entrou em contato com prefeitos da Região Metropolitana e da Zona da Mata para articular apoio junto ao Governo Federal.

Pontos Críticos de Alagamentos

Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes e em vários trechos da Imbiribeira. Avenida Recife, Cruzamentos com a Rua João Cabral de Melo Neto e com a Rua Dom Hélder Câmara. Avenida Agamenon Magalhães: Pontos de retenção nas proximidades do TRE. Zona Norte, transbordamento do Canal do Arruda e ruas como a Cônego Barata (Tamarineira) e Estrada do Arraial intransitáveis. Túnel Chico Science: Monitorado com alto risco de interdição total. Os shoppings da capital, sem movimento, fecharam as portas mais cedo, às 18h.

O saldo Triste

Uma Mulher de 20 anos e seu filho, de 6 meses, morreram soterrados após um deslizamento no bairro de Passarinho, em Olinda. Outras cinco pessoas foram socorridas.

Dois Unidos

Outras duas mortes provocadas pela chuva foram registradas em Dois Unidos, na Zona Norte do Recife. As vítimas são mãe e filho, de 7 anos. Mais sete pessoas foram transferidas para hospitais de referência.
A Defesa Civil de Pernambuco confirma 422 pessoas desabrigadas e 1068 desalojadas em todo o estado.

Previsão para este Sábado dia 02/05

O cenário para hoje exige cautela redobrada. A Apac renovou o Alerta Vermelho indicando que a chuva moderada a forte deve persistir ao longo do dia.

Orientações para hoje

O Inmet alerta para ventos que podem atingir 100 km/h na costa. Evite estacionar veículos próximos a árvores ou placas de publicidade e, em caso de qualquer sinal de fendas em barreiras ou muros, acione imediatamente a Defesa Civil pelo 199 ou 0800.081.3400.






Paraíba registra maiores chuvas dos últimos 30 anos. Cidades amanhecem em alerta

02/05/2026

Alagamentos, rompimentos de barreiras, queda de pontes, açudes transbordando e desmoronamento de casas e cidades inundadas. A Paraíba está sob alerta devido às fortes chuvas registradas no estado. As cidades que sofreram danos com as enchentes das últimas 72h amanheceram hoje, sábado (02/05), em estado de alerta. O governador Lucas Ribeiro (Progressistas), anunciou que vai decretar situação de calamidade pública no estado, após as fortes chuvas que causaram alagamentos e danos estruturais em diversas cidades.

Maiores precipitações

De acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), municípios como Alhandra (191 mm), Pilar (170 mm) e São José dos Ramos (128 mm) registraram volumes de chuva recordes, superando os maiores índices dos últimos 30 anos.

Situações delicadas

A situação mais sensível, segundo o Governo do Estado, está concentrada nos municípios de Ingá, Itabaiana, Mogeiro, Pilar e Salgado de S...

Alagamentos, rompimentos de barreiras, queda de pontes, açudes transbordando e desmoronamento de casas e cidades inundadas. A Paraíba está sob alerta devido às fortes chuvas registradas no estado. As cidades que sofreram danos com as enchentes das últimas 72h amanheceram hoje, sábado (02/05), em estado de alerta. O governador Lucas Ribeiro (Progressistas), anunciou que vai decretar situação de calamidade pública no estado, após as fortes chuvas que causaram alagamentos e danos estruturais em diversas cidades.

Maiores precipitações

De acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), municípios como Alhandra (191 mm), Pilar (170 mm) e São José dos Ramos (128 mm) registraram volumes de chuva recordes, superando os maiores índices dos últimos 30 anos.

Situações delicadas

A situação mais sensível, segundo o Governo do Estado, está concentrada nos municípios de Ingá, Itabaiana, Mogeiro, Pilar e Salgado de São Félix. Mais de 60 bombeiros militares atuam nessas localidades, e um posto de comando foi instalado em Itabaiana para gerenciar as operações.
O Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER-PB) interditou totalmente pontos estratégicos após danos estruturais.

Moradores

Tentam retomar vida. A situação mais crítica é no Ingá, no Agreste da Paraíba, onde uma ponte estratégica se rompeu e deixou parte da cidade submersa e moradores ilhados. O rompimento causou muita destruição. Os moradores tentam retomar a vida.

108 milímetros

Na cidade foram registrados mais de 108 milímetros de chuvas em apenas 24 horas, segundo dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).


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Ponte

A situação mais preocupante é na ponte que faz a conexão entre os dois lados da cidade. Parte da estrutura cedeu e foi levada pela água, e uma grande rachadura apareceu no asfalto, aumentando o risco de um colapso total.

Interditada

Por causa do risco, a ponte foi interditada para veículos e apenas pedestres podem atravessar com autorização da Defesa Civil. O fechamento deixou um lado da cidade ilhado, onde fica a UPA, que é referência para a região, impedindo o acesso de quem precisa de socorro.

Mais transtornos

A chuva também causou transtornos em outras cidades da Paraíba. Em Pedras de Fogo, uma das faixas da rodovia PB-032, principal acesso ao município de, na Zona da Mata paraibana, foi totalmente interditada após o aumento de uma cratera que se abriu na via com as fortes chuvas.
A rodovia estava parcialmente interditada desde a última terça-feira (28/04), quando a cratera se abriu após as fortes chuvas. O DER orienta que os condutores trafeguem por rotas alternativas, como a PB-030, até que a situação seja normalizada. Não há previsão de desinterdição da via.

Barragem rompeu

Em Lagoa Seca, no Agreste do Estado, uma barragem rompeu e pelo menos outros dois barreiros também cederam, na zona rural da cidade. De acordo com a Defesa Civil do município, uma pessoa precisou ser resgatada. A Defesa Civil informou que a barragem que rompeu é de médio porte. Já os demais reservatórios atingidos, quatro barreiros, segundo o órgão, eram de pequeno porte.

Inundações em João Pessoa

A capital do Estado também amanheceu este sábado em estado de alerta. A Defesa Civil, que ontem teve muito trabalho, segue monitorando as áreas de risco. Em apenas 24 horas, choveu 134,6 milímetros na capital, segundo dados da Agência Executiva de Gestão de Águas da Paraíba (Aesa-PB).


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Cidades sem água

As fortes chuvas que atingiram a Capital paraibana provocaram a inundação da Estação Elevatória de Água Bruta de Gramame e afetaram o abastecimento de água em bairros da capital, de Cabedelo e do Conde. Segundo a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), o fornecimento continuará interrompido também hoje, sábado (02/05).


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Ações emergenciais

A Cagepa informou que equipes trabalham em ações de contingência para restabelecer o sistema, mas ainda não há previsão para a retomada completa do abastecimento.
A companhia também orientou a população a fazer uso consciente da água enquanto o serviço não é normalizado.

A previsão

É de mais chuvas no Estado ao longo deste ano. A população está sendo orientada a redobrar os cuidados e evitar sair de casa em eventuais temporais.

(Severino Lopes, editor regional de
O Poder)






É Findi - O Suor que Constrói a Nação - Poema Feito por IA em Homenagem ao Dia do Trabalhador - Por Vida Hare, editoria de O Poder*

30/04/2026

Nas mãos que calam o calo,
E na mente que inventa o amanhã,
Ouvi-se o primeiro estalo
Do sol que desponta na manhã.

Do operário no andaime ao céu,
Ao mestre que ensina o saber,
Cada um cumpre o seu papel,
Fazendo a esperança crescer.

É o campo que brota o sustento,
A fábrica que molda o metal,
O serviço que vence o momento,
No esforço que é universal.

Primeiro de Maio, memória,
De lutas, conquistas e união,
Pois quem faz a nossa história
É quem trabalha de coração.

Que o descanso seja merecido,
Que o direito seja o norte e a luz,
Pois todo valor é erguido
Pelo braço que a vida conduz.

Viva aquele que planta a semente,
E aquele que a engrenagem faz girar,
Pois o progresso da gente
Vem do brio de quem sabe lutar.


*Vida Hare, editoria de O Poder, e a IA prepararam um p...

Nas mãos que calam o calo,
E na mente que inventa o amanhã,
Ouvi-se o primeiro estalo
Do sol que desponta na manhã.

Do operário no andaime ao céu,
Ao mestre que ensina o saber,
Cada um cumpre o seu papel,
Fazendo a esperança crescer.

É o campo que brota o sustento,
A fábrica que molda o metal,
O serviço que vence o momento,
No esforço que é universal.

Primeiro de Maio, memória,
De lutas, conquistas e união,
Pois quem faz a nossa história
É quem trabalha de coração.

Que o descanso seja merecido,
Que o direito seja o norte e a luz,
Pois todo valor é erguido
Pelo braço que a vida conduz.

Viva aquele que planta a semente,
E aquele que a engrenagem faz girar,
Pois o progresso da gente
Vem do brio de quem sabe lutar.


*Vida Hare, editoria de O Poder, e a IA prepararam um poema que celebra a força, a história e a dignidade de quem constrói o Brasil todos os dias, desde o campo até a cidade.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.


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É Findi - Herança - Poema - Por Ana Pottes*

30/04/2026

Sei não pra que isso,
se o ar continua ferindo
narizes de perdigueiros.

Pra que tanta vontade,
se nas filas ninguém vê
dias iguais, repetidos?

Indago se é pra ir
buscar o quê?
A carroça me serve —
foi de pai, que se foi.
Faz tempo, nem lembro.

Puxo.
Empurro.

Pobre.
Preto.
Analfabeto.
Burro sem rabo.

Sigo...


*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem!


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



Sei não pra que isso,
se o ar continua ferindo
narizes de perdigueiros.

Pra que tanta vontade,
se nas filas ninguém vê
dias iguais, repetidos?

Indago se é pra ir
buscar o quê?
A carroça me serve —
foi de pai, que se foi.
Faz tempo, nem lembro.

Puxo.
Empurro.

Pobre.
Preto.
Analfabeto.
Burro sem rabo.

Sigo...


*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem!


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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É Findi - Trabalhador versus Empregador - Poema em Homenagem ao Dia do Trabalho - Por Eduardo Albuquerque*

30/04/2026

Do trabalhador, se cobra em excesso:
muito, muito menos, se lhe oferece
por quaisquer tarefas, em contraparte;
nessas relações, elo fraco, só se parte.

É cambalacho, puro melaço, um feio trato
se faz, às vezes, com o desditoso empregado
quase sempre pelas necessidades encurralado:
ele acuado, sem opções, cede ao patronato.



Esse, por seu lado, tem a riqueza como missão.
Faz-se necessária uma estratégia equilibrada,
que permeie um acordo, digno de louvor.

Essa fricção, tal embate, entre trabalhador
versus patrão, deve, pois, ser mediada
salomonicamente, eis a melhor solução!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



Do trabalhador, se cobra em excesso:
muito, muito menos, se lhe oferece
por quaisquer tarefas, em contraparte;
nessas relações, elo fraco, só se parte.

É cambalacho, puro melaço, um feio trato
se faz, às vezes, com o desditoso empregado
quase sempre pelas necessidades encurralado:
ele acuado, sem opções, cede ao patronato.


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Esse, por seu lado, tem a riqueza como missão.
Faz-se necessária uma estratégia equilibrada,
que permeie um acordo, digno de louvor.

Essa fricção, tal embate, entre trabalhador
versus patrão, deve, pois, ser mediada
salomonicamente, eis a melhor solução!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

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É Findi – Jornais de Ontem – Croniqueta, por Xico Bizerra*

30/04/2026

Esta semana bateu uma saudade danada dos jornais de antigamente. Daqueles que às vezes até sujava as nossas mãos com a mistura de tinta e cola, mas que emanava um odor que agradava meu olfato. Jornal, eu amava pelo cheiro, acho. Como faz falta aquele emaranhado de letras a nos encantar com as notícias do dia anterior, sem a velocidade da internet dos dias de hoje. Era grande o prazer de folhear, uma a uma, as páginas e colunas de um tablóide, isso desde os tempos de O PASQUIM e do OPINIÃO, sem falar da Folha de São Paulo, da qual fui assinante e do JORNAL DOS SPORTS, com suas folhas cor-de-rosa (nunca consegui entender o porquê daquela cor). Hoje, não mais existem jornais de papel.

Teimoso que sou, comprei até um minicomputador exclusivamente para exercitar meu vício diário, minha leitura matutina antes de abandonar a rede rumo ao café da manhã. Não é a mesma coisa, definitivamente. Livros, também, com seus cheiros peculiares, estão por desaparecer. Quem nunca sentiu o...

Esta semana bateu uma saudade danada dos jornais de antigamente. Daqueles que às vezes até sujava as nossas mãos com a mistura de tinta e cola, mas que emanava um odor que agradava meu olfato. Jornal, eu amava pelo cheiro, acho. Como faz falta aquele emaranhado de letras a nos encantar com as notícias do dia anterior, sem a velocidade da internet dos dias de hoje. Era grande o prazer de folhear, uma a uma, as páginas e colunas de um tablóide, isso desde os tempos de O PASQUIM e do OPINIÃO, sem falar da Folha de São Paulo, da qual fui assinante e do JORNAL DOS SPORTS, com suas folhas cor-de-rosa (nunca consegui entender o porquê daquela cor). Hoje, não mais existem jornais de papel.

Teimoso que sou, comprei até um minicomputador exclusivamente para exercitar meu vício diário, minha leitura matutina antes de abandonar a rede rumo ao café da manhã. Não é a mesma coisa, definitivamente. Livros, também, com seus cheiros peculiares, estão por desaparecer. Quem nunca sentiu o cheiro de um livro, que atire a primeira página. Até as livrarias estão sumindo, já não as vemos como antigamente. Em seu lugar, igrejas evangélicas e farmácias, experts em explorar nossas parcas economias. Acho que estou ficando velho com essa saudade besta que sinto dos livros e jornais.

Também sinto saudades dos CDs, das capas, dos seus encartes, das letras ali inseridas, do nome de quem fez as músicas e de quem as tocou. Aliás, para ser sincero, detesto essas tais de plataformas virtuais. Estou ultrapassado, tanto quanto os jornais de antigamente. Espero a manchete estampada na primeira página do jornal que leio no tablete: estarão de volta os jornais impressos, a partir de amanhã. Quando será o amanhã? Quero lê-los ouvindo o último CD do meu cantor preferido.


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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É Findi - Duv(Idoso), poema, por Felipe Bezerra*

30/04/2026

Realidade atroz.
Quem de nós,
nos dias atuais,
ainda se importa
com regras gramaticais,
esse luxo extremo,
se a Constituição foi morta
pelas mãos do Supremo?


*Felipe Bezerra, advogado e poeta.


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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



Realidade atroz.
Quem de nós,
nos dias atuais,
ainda se importa
com regras gramaticais,
esse luxo extremo,
se a Constituição foi morta
pelas mãos do Supremo?


*Felipe Bezerra, advogado e poeta.


Imagem feita por IA


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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É Findi - A Escala do Sol - Conto para o Dia do Trabalho - Por Romero Falcão*

30/04/2026

Mara pulou da cama, jogou água no rosto. Nem deu chuveiro. Engoliu um pão com ovo e meia xícara de café da noite passada. É preciso correr para o ponto de ônibus. Quem sabe tem sorte: um banco vazio às cinco da manhã. Que nada — ela se espreme no meio de corpos que também saíram sem banho.



Durante o longo percurso, pensa na vida... que vida?

— É isso, vou passar o resto dos meus dias naquela linha de montagem, vestindo, aprontando carro, enquanto não tenho tempo nem para o batom. Até para mijar é sufoco. O luxo suga a última gota. Quanto tempo sem abrir um livro, sem um copo de cultura. Qual o propósito, significado de apertar botão, calibrar braço de robô?

Mas você tem emprego, sua idiota, agradeça aos céus. E, além do mais, livro não bota feijão na mesa. Cultura não cultiva arroz.

Desce do ônibus carregando o fantasma do desemprego. Trabalhar é preciso, viver não é preciso.

Palé está de...

Mara pulou da cama, jogou água no rosto. Nem deu chuveiro. Engoliu um pão com ovo e meia xícara de café da noite passada. É preciso correr para o ponto de ônibus. Quem sabe tem sorte: um banco vazio às cinco da manhã. Que nada — ela se espreme no meio de corpos que também saíram sem banho.


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Durante o longo percurso, pensa na vida... que vida?

— É isso, vou passar o resto dos meus dias naquela linha de montagem, vestindo, aprontando carro, enquanto não tenho tempo nem para o batom. Até para mijar é sufoco. O luxo suga a última gota. Quanto tempo sem abrir um livro, sem um copo de cultura. Qual o propósito, significado de apertar botão, calibrar braço de robô?

Mas você tem emprego, sua idiota, agradeça aos céus. E, além do mais, livro não bota feijão na mesa. Cultura não cultiva arroz.

Desce do ônibus carregando o fantasma do desemprego. Trabalhar é preciso, viver não é preciso.

Palé está desempregado, se vira fazendo bicos. Há duas semanas não arruma nada. Então botou a enxada no ombro, na esperança de levar pão para três filhos no barraco e o quarto na barriga da companheira. De repente, Deus ajuda a quem trabalha. Um senhor num carrão, fita Palé e a enxada.

— Ô, moreno, tenho dois terrenos cheios de mato, quer limpar?

— Agora mesmo, doutor.
— Entra aí. Tá vendo? É moleza. Numa manhã você dá conta. Pago cinquenta reais.

— Doutor, é muito pouco. O mato está alto e os terrenos são grandes, vou levar uns três dias.

— Tá maluco, é? Nem parece que precisa de dinheiro.
Palé bate em retirada, com o sol no espinhaço e a barriga chorando.


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Enquanto enrola o volante, fazendo a volta, o senhor pensa, indignado: vai, vai, vai ganhar a tua Mesada Social, vagabundo.

Mas eis que surge um paletó chique, microfone na mão, preparando-se para subir no palanque:

— Senhoras e senhores, atenção, tenho um projeto para a nação. Vou revolucionar a CLT, que se chamará FFF. Força, Fé e Foco. A escala do sol. Só os fortes entenderão.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder.


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É Findi – A Lancha da C.T.U. - Por Carlos Bezerra Cavalcanti*

30/04/2026

A vinda dessa embarcação para a “Veneza Americana” foi uma das poucas tentativas do Governo de valorizar o potencial aquático do Recife e que, por falta de maior empenho ou até de cultura, não deu certo.

Sobre ela temos importantes dados colhidos em “Recife do Corpo Santo”, pág. 303, baseados em informações fornecidas aos jornalistas pelo então presidente daquela companhia, General Viriato de Medeiros:

“A CTU (Companhia de Transportes Urbanos) acabara de adquirir na Holanda uma embarcação a motor com capacidade para oitenta e seis pessoas, destinada ao transporte de passageiros no Capibaribe. A lancha será embarcada em dois de outubro (ou seja embarcou anteontem), devendo chagar a Pernambuco dentro de dez dias. A embarcação tipo “Amsterdã”, fabricada nos estaleiros J. H. Bergman tem dezesseis metros de comprimento por quatro de largura. Seu calado é de cinquenta e oito centímetros, linha d’águas de um metro e setenta centímetros, pesa vinte toneladas e...

A vinda dessa embarcação para a “Veneza Americana” foi uma das poucas tentativas do Governo de valorizar o potencial aquático do Recife e que, por falta de maior empenho ou até de cultura, não deu certo.

Sobre ela temos importantes dados colhidos em “Recife do Corpo Santo”, pág. 303, baseados em informações fornecidas aos jornalistas pelo então presidente daquela companhia, General Viriato de Medeiros:

“A CTU (Companhia de Transportes Urbanos) acabara de adquirir na Holanda uma embarcação a motor com capacidade para oitenta e seis pessoas, destinada ao transporte de passageiros no Capibaribe. A lancha será embarcada em dois de outubro (ou seja embarcou anteontem), devendo chagar a Pernambuco dentro de dez dias. A embarcação tipo “Amsterdã”, fabricada nos estaleiros J. H. Bergman tem dezesseis metros de comprimento por quatro de largura. Seu calado é de cinquenta e oito centímetros, linha d’águas de um metro e setenta centímetros, pesa vinte toneladas e desenvolve uma velocidade de dezoito nós horários” — o barco seria o primeiro de uma série de outros a serem adquiridos pela CTU no referido país, dentro do programa destinado a facilitar o transporte de passageiros aos diferentes pontos da cidade. “As informações prestadas pelo general Viriato de Medeiros adiantam ainda que o primeiro barco vai fazer o transporte de Brasília Teimosa para a Praça 17, e que o seu custo foi de 25.000,00 dólares, mas que com as despesas de fretes e impostos, subirá a 30.000,00 dólares. Como uma defesa prévia contra os pensamentos de alguns derrotistas, as informações explicam porque o barco ou barcos foram comprados na Holanda, em vez de fabricados no Brasil, explicações justas e convincentes visto que nossos estaleiros, preocupados com o programa de construção naval, não puderam atender às solicitações da CTU. Adianta, ainda a informação que “ a lancha adquirida poderá ser empregada também, como turismo e servirá para passeios aos domingos e feriados”, pois se trata de uma embarcação das mais modernas que se conhece no gênero, com visão panorâmica e foi adquirida através de facilidades proporcionadas pelo City Bank do Recife.”


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Em tempos não muito distantes, quase em frente ao pequeno cais, onde atracava aquela lancha e onde hoje temos o prédio da Procuradoria Geral do Estado


*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras


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