Eleições 2026 - Campanha registra canal 'Exército do Lula' na Justiça Eleitoral
13/10/2026
A campanha do presidente Lula, candidato à reeleição, registrou hoje, terça-feira, 13/10, o endereço eletrônico do canal 'Exército do Lula', no aplicativo de mensagens WhatsApp, junto ao Tribunal Superior Eleitoral, TSE. A formalização do canal, que já soma mais de 4 milhões de inscritos, foi realizada pouco depois de o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, ter condicionado a manutenção do canal no ar ao seu registro junto à Justiça Eleitoral. O registro dos canais de comunicação com o eleitor é uma obrigação das campanhas oficiais. O canal 'Exército do Lula', contudo, é administrado pelo deputado reeleito André Janones, Rede.
Publicações depois de 48 horas
Após registrar o canal junto ao Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários, NGDAP, do TSE, a coligação Brasil Pronto pra Mais, de apoio a Lula, ressalvou que fez o procedimento para atender à decisão de Nunes Marques, embora isso não signifique que a camp...
A campanha do presidente Lula, candidato à reeleição, registrou hoje, terça-feira, 13/10, o endereço eletrônico do canal 'Exército do Lula', no aplicativo de mensagens WhatsApp, junto ao Tribunal Superior Eleitoral, TSE. A formalização do canal, que já soma mais de 4 milhões de inscritos, foi realizada pouco depois de o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, ter condicionado a manutenção do canal no ar ao seu registro junto à Justiça Eleitoral. O registro dos canais de comunicação com o eleitor é uma obrigação das campanhas oficiais. O canal 'Exército do Lula', contudo, é administrado pelo deputado reeleito André Janones, Rede.
Publicações depois de 48 horas
Após registrar o canal junto ao Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários, NGDAP, do TSE, a coligação Brasil Pronto pra Mais, de apoio a Lula, ressalvou que fez o procedimento para atender à decisão de Nunes Marques, embora isso não signifique que a campanha do candidato tenha assumido a administração do canal. Em sua decisão, Nunes Marques destacou que, mesmo com o registro junto ao TSE, o canal só deve voltar a publicar depois de 48 horas, prazo estipulado em norma eleitoral para canais oficiais de campanha. Hoje, o presidente do TSE determinou pela segunda vez a retirada do ar do canal, alegando a falta de registro como motivo. A decisão foi tomada em processo administrativo, que não precisa passar pelo crivo do plenário da Corte Eleitoral. Em entrevista na saída do Palácio do Planalto, após reunião com Lula, o deputado André Janones disse que todas as decisões judiciais serão cumpridas.
IAHGP e a APL - Instituto Arqueológico Pernambucano e Academia Pernambucana de Letras promovem minicurso de História da Arte
13/10/2026
Curso mescla módulos teóricos e visitas técnicas com passagem por igrejas históricas e museus.
IAHGP e a APL
As inscrições para o Minicurso de História da Arte promovido pelo Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, IAHGP, em parceria com a Academia Pernambucana de Letras, APL, estão abertas. Ministrado pelo arquiteto e professor Dr. Carlos Alberto Barreto Campelo, o curso apresenta uma visão sistêmica da produção artística inserida no contexto social e econômico de sua época.
Módulos e Locais
Dividido em três módulos teóricos e duas visitas técnicas, o curso será realizado nos dias 17, 19, 20 e 24 de outubro, com aulas no Instituto Ricardo Brennand, IRB, na Academia Pernambucana de Letras e no Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, com visita a igrejas do centro do Recife.
Dr. Carlos Alberto Barreto Campelo
Membro do I...
Curso mescla módulos teóricos e visitas técnicas com passagem por igrejas históricas e museus.
IAHGP e a APL
As inscrições para o Minicurso de História da Arte promovido pelo Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, IAHGP, em parceria com a Academia Pernambucana de Letras, APL, estão abertas. Ministrado pelo arquiteto e professor Dr. Carlos Alberto Barreto Campelo, o curso apresenta uma visão sistêmica da produção artística inserida no contexto social e econômico de sua época.
Módulos e Locais
Dividido em três módulos teóricos e duas visitas técnicas, o curso será realizado nos dias 17, 19, 20 e 24 de outubro, com aulas no Instituto Ricardo Brennand, IRB, na Academia Pernambucana de Letras e no Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, com visita a igrejas do centro do Recife.
Dr. Carlos Alberto Barreto Campelo
Membro do IAHGP, Carlos Alberto Campelo acumula uma longa experiência no ensino da História da Arte e conduzirá o grupo a exercitar o reconhecimento de cada estilo artístico durante as visitas técnicas, auxiliando a turma a identificar presencialmente os diversos conceitos aprendidos durante o curso.
Objetivo do curso
“O curso pretende habilitar os participantes para uma visão com embasamentos gerais que promova uma leitura mais fácil das obras, enquadrando-as corretamente na trajetória da História das Artes”, antecipa o professor Campelo.
Inscrições e certificados
As inscrições custam R$300 e podem ser feitas na secretaria da APL (das 09h00 às 17h00) ou pelo e-mail apl.informa@gmail.com. Os participantes com 75% de frequência nas aulas teóricas receberão certificados de participação.
Módulos do Curso
Módulo 1: Fundamentos dos estilos organicistas
Modulo 2: O Barroco
Módulo 3: O Romantismo
Módulo 4: Prática com visitas guiadas
Serviço
Minicurso de História da Arte
Período:
17/10 – 14h00 às 17h00 (IRB)
19/10 – 18h50 às 20h50 (APL)
20/10 - 18h50 às 20h50 (APL)
24/10 – 09h00 às 12h00 (Centro do Recife e IAHGP)
Carga horária: 10h (aulas teóricas) e 2 visitas técnicas Locais: Instituto Ricardo Brennand - IRB
Academia Pernambucana de Letras - APL
Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano - IAHGP
Investimento: R$300 (meia-entrada para estudantes, professores e idosos)
Inscrições: pelo e-mail apl.informa@gmail.com
Informações: (81) 3268-2211 e (81) 99995-6426 (Whatsapp).
Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano
Rua do Hospício, 130, Boa Vista. Telefone: (81) 3222-4952. Instagram: instituto_arqueologico
Academia Pernambucana de Letras
Av. Rui Barbosa, 1596, Graças, PE E-mail: apl.informa@gmail.com Telefone: (81) 3268-2211 Instagram: academiadeletras_pe Facebook: academiadeletras.pe
Abastecimento D’Água - Por Carlos Bezerra Cavalcanti*
13/10/2026
A água é um elemento primordial não apenas para a humanidade como para toda a vida em nosso planeta, a biologia e a história das civilizações aduzem essa afirmação.
A comunidade egípcia praticamente rastreou o Nilo, tornando o seu país uma faixa de terra fértil que se estende ao longo das margens daquele caminho fluvial a quem desde os primórdios de sua existência, deve o fortalecimento de sua economia, e de onde recebe a irrigação, o abastecimento e o principal meio de transporte.
A Mesopotâmia (entre rios) era irrigada pelo Tigre e o Eufrates.
A Palestina, nos tempos bíblicos, quando recebeu o nome de “Canaã”, a terra prometida, como ainda hoje, tem seu solo irrigado pelo Rio Jordão.
Como essas civilizações, poderemos citar inúmeros povos, regiões ou cidades que tiveram sua origem ligada à hidrografia, entre elas, o Recife é uma das mais marcantes.
O líquido tão abundante em nossa “Veneza Americana” não er...
A água é um elemento primordial não apenas para a humanidade como para toda a vida em nosso planeta, a biologia e a história das civilizações aduzem essa afirmação.
A comunidade egípcia praticamente rastreou o Nilo, tornando o seu país uma faixa de terra fértil que se estende ao longo das margens daquele caminho fluvial a quem desde os primórdios de sua existência, deve o fortalecimento de sua economia, e de onde recebe a irrigação, o abastecimento e o principal meio de transporte.
A Mesopotâmia (entre rios) era irrigada pelo Tigre e o Eufrates.
A Palestina, nos tempos bíblicos, quando recebeu o nome de “Canaã”, a terra prometida, como ainda hoje, tem seu solo irrigado pelo Rio Jordão.
Como essas civilizações, poderemos citar inúmeros povos, regiões ou cidades que tiveram sua origem ligada à hidrografia, entre elas, o Recife é uma das mais marcantes.
O líquido tão abundante em nossa “Veneza Americana” não era, no entanto recomendado ao consumo. Segundo Evaldo Cabral de Mello em “Recife Quatro séculos de Sal Paisagem”, págs 211 a 214:
“O Recife sempre dependera do Beberibe para o seu fornecimento de água potável, e isto no primeiro século de colonização, pois a água de suas cacimbas era toda ela salobra, a melhor provinha de uma fonte no jardim do Convento de Jerusalém, na Rua do Hospício. No Recife, a água trazida de Olinda era vendida diretamente ao consumidor e às prestas de ganho, ou passada a tanques particulares, que a revendiam ao povo. A própria Câmara de Olinda, interessada, por motivos fiscais, na venda do produto, era, aliás, a primeira a reconhecer serem aquelas águas muito impuras devido a plantas aquáticas, bichos e mil outras imundícies na represa do Varadouro se corrompem. Com efeito, o represamento do Beberibe, feito em fins do século XVII, provocara, mediante o alagamento dos mangues circunvizinhos, um vasto processo de decomposição orgânica incompatível com a desejada pureza da água. Mas não se tratava apenas de causas naturais. Era fato notório que canoas d’água de Olinda, além de imundas e encharcadas, serviam até de banheiros àqueles que por um vintém o desejavam. Ademais, a água salgada do curso inferior do Beberibe misturava-se, por falta de cuidados, à água doce de tonéis mal fechados”.
Com a utilização da água do Monteiro, segundo Pereira da Costa:
O habitante do Recife deixara de consumir a de Olinda desde 1833. Na verdade, a água do Monteiro, apesar de mais limpa, nunca eliminou inteiramente sua concorrente. Naquele ano, a Câmara do Recife propusera a proibição da venda de água de Olinda, em benefício da do Monteiro. Na verdade, sob pretexto de saúde pública, ela agia sob pressão dos aguadeiros do Monteiro, cuja truculência era bem conhecida, pois chegaram mesmo a ameaçar de morte o engenheiro Boyer, a serviço do Governo provincial, caso insistisse no seu projeto de aqueduto para abastecimento do Recife. O governo, porém, não cedeu diante da manobra, pois o imposto sobre canoas d’ água constituíam uma importante fonte de receita da Câmara de Olinda, embora suplantada pela concorrente, só desapareceria completamente com o funcionamento da Companhia do Beberibe. Em 1843, a Câmara de Olinda cobrava regularmente o imposto sobre canoas; e em 1844, o contrato era arrematado por dois companheiros de Vauthier, Bolitreau e Buessard, engenheiros franceses da Repartição de Obras Públicas.
Ademais da concorrência da água do Monteiro, a água de Olinda teve de enfrentar o estorvo frequente dos arrombamentos do Beberibe. Em 1838, o rio rompera o aterro contíguo a Duarte Coelho, povoado que, devido à freqüência do fenômeno, ficou finalmente conhecido por Arrombados. A cidade de Olinda ficou ela própria sem água durante pelo menos seis meses. A cheia de junho de 1842 causou novo arrombo entre a povoação e o convento de Santa Teresa: um furo de 15 braças por 2 de fundo. E informava o engenheiro Milet que despejam-se por ele as águas todas do rio, ficando seca a maior parte do pântano de Olinda. Resulta deste acontecimento que os canoeiros, que andavam a buscar água ao Varadouro para a grande parte do consumo desta cidade do Recife, são agora obrigados a demorar-se na camboa dita dos arrombados e de encher as suas canoas naquele lugar por meio de canecas. Para conseguirem este resultado, eles têm de escolher o momento em que a maré é bastante cheia para as canoas poderem subir as águas, não sendo ainda salobras, o que é quase impossível alcançar, de modo que as águas que eles trazem agora para o Recife, além de ser muito suja, é alguma coisa salobra. Os referidos inconvenientes – concluía o técnico francês – hão de ser maiores ainda no momento das marés grandes, quando as águas salgadas subirem muito por dentro do pântano.
A substituição, que não foi nunca completa, da água de Olinda pela água do Monteiro, esteve ligada à expansão suburbana do Recife. É de supor que os primeiros subúrbios, como Poço da Panela, terão descoberto, em finais do século XVIII, a superioridade da água do Monteiro sobre o líquido que se obtinha nos poços dos sítios e, inclusive, no próprio poço da panela, que deu nome ao arrabalde. Já no tempo de Koster, o Recife se abastecia no Rio Capibaribe, acima da influência da maré. Até 1830, as canoas recolhiam livremente a água do riacho ou levada do Monteiro, mas naquele ano, um certo Emídio de Souza Lobo Brandão, de acordo com o administrador do vínculo do engenho Monteiro, fez construir um paredão que represou a levada, e sobre o qual, a maneira do Varadouro, colocaram-se bicas de metal onde as canoas vinham recolher água. O conseqüente aumento do preço d’água, repercutindo na tacha cobrada pelos aguadeiros, deu azo a uma acerba disputa municipal. Os aguadeiros foram acusados de se mancomunarem para impor o novo aos consumidores e de ameaçarem os fornecedores que não se haviam com o aumento, mandando espancar canoeiros, “como é voz pública que sucedeu com o escravo de uma viúva moradora na rua do Rangel desta cidade, por ter essa viúva anunciado pelo Diário a venda do balde d´água a 19 réis, em sua canoa que costuma ancorar na rua da Praia.
Tampouco a água do Monteiro, mesmo depois da comercialização promovida por Lobo Brandão, tinha a pureza que queria incultar. É certo que as bicas eram limpas e levadas, embora servisse também à moenda do engenho Monteiro, “fora encanada por uma tubulação de pedra e cal que se acha no melhor estado de limpeza”. À sua beira, porém, via-se roupa estendida a secar ou em cestos à espera de lavagem. Quanto ao açude de Apipucos, donde o riacho procedia, suas margens estavam permanentemente coalhadas de lavadeiras fazendo barrela, cuja imundície se comunica ao cobocó e às bicas pela dita levadas, segundo se constatara durante uma vistoria feita de ordem da Câmara do Recife. Ademais, as canoas d’água do Monteiro eram comumente utilizadas para o transporte de roupa suja e lavada. De modo que, embora superior a de Olinda, do ponto de vista da pureza, a água do Monteiro não escapava aos abusos sanitários de que sua concorrente era acusada. Segundo Niemeyer, ela passa por boa porém; quer seja pelo depósito em açude de considerável área, quer por outro qualquer motivo é menos pura do que a da Prata; além dessas razões, a diferença de nível ´tão pouco considerável que as grandes cheias do Capibaribe assaltam o açude”. O fato é que em 1837 a Câmara do Recife cogitava de solicitar a médicos da cidade que examinassem as causas das erisipelas e as hidroxilas, por serem poucas as famílias que se não queixam destes flagelos, que outrora pareciam privativos do Rio de Janeiro. Havia quem as atribuísse à água do Monteiro e às torneiras de bronze por onde escorria, embora outros jogassem a culpa no uso da potassa nos engenhos de fabricar açúcar, e ainda outros às fábricas de refinações do mesmo açúcar, feitas nesta cidade em vasos de cobre.
No Recife, parte da água trazida de Olinda, ou do Monteiro era guardada em depósitos, de onde se revendia ao consumidor. Um destes “tanques’ se localizava na rua do Apolo nº 30, esquina do porto das canoas, segundo o Diário de 21.V.1845. Outro, junto à ponte da Boa Vista, segundo se lê no Diário de 28.V.183. Ainda outro, situado por trás da ribeira do Peixe, anunciava o Diário de I.III.1845, “água da bica do Monteiro, coada em dois panos antes de entrar para o tanque, a 20 réis cada caneco, os quais são pintados de4 encarnado e marcados (os pertencentes ao tanque) e com a marca seguinte – Silva Cardial -. Não apenas a cidade mas, também, os subúrbios se haviam tornado dependentes do fornecimento de água do Monteiro. Em 21.V.1831, o Diário anunciava a venda de “um estabelecimento de vender água no alinhamento da rua do Caldeireiro”, o qual dispunha de “3 boas canoas e 5 escravos, situado em 100 palmos de terra”. Isto a despeito de os sítios e chácaras de arrabaldes terem suas próprias cacimbas, de cuja água muitos vendiam o excedente para os moradores de casas. O sobrado grande da Madalena, que ainda hoje está de pé, podia gabar-se de um “poço de excelente água”, conforme o Diário de 13.VII.1830. Outro sítio da Madalena mencionava seu “muito bom poço de água de beber” no mesmo jornal de 21.X.1836. E até simples casas de subúrbio contavam com poços de “excelente água de beber”, como as casas da rua da Mangueira, no Poço da Panela, que o Diário anunciava em 3.XII.1836.”
Em 1838, por informações de Orlando Parahym, (traços do Recife Ontem e Hoje), pág.150, “era assinado um contrato entre a Companhia do Beberibe e o Governo da província e em 1847, segundo a mesma fonte, eram incluídos os serviços de captação do Açude do Prata, em Dois Irmãos. A adução era efetuada por um encanamento de doze polegadas de diâmetro, com uma descarga de 75 mil litros por hora.
A distribuição realizava-se por oito chafarizes respectivamente na Praça da Boa Vista, no Pátio do Carmo, Pátio do Paraíso, na Ribeira, no passeio público, na subida da Ponte da Boa Vista, na Trempe e na Soledade.
Para o serviço particular, prossegue Orlando Parahyn, a Companhia ligava as chamadas penas d’água na base de mil litros diários, casas menores teriam direito a um terço de pena d’água. A Santa Casa, os serviços públicos Federais, do Estado e do Município, recebiam abastecimentos especiais.
Em 1887 ficaram prontos os novos serviços da Usina de Dois Irmãos, onde foram instalados máquinas e equipamentos modernos, à altura dos novos objetos.
Prevendo o aumento da população, a companhia empreendeu o estudo de novos projetos para a ampliação do fornecimento.
Em 1891 foram adquiridos pela Companhia do Beberibe, os mananciais de Utinga, Pitanga e Monjope”.
Em 1912, no entanto, a Companhia do Beberibe com tanto e relevantes serviços prestados à cidade por cerca de 64 anos, deixava de funcionar isoladamente para anexar-se à Diretoria de Viação e Obras Públicas e, posteriormente, à Comissão de Saneamento.
Em 1915, foi inaugurado o novo serviço esgoto planejado por Saturnino de Brito que também elaborou o novo plano de abastecimento d’água, inaugurado em 14 de abril de 1919.
Em 29 de julho de 1971, era então criada a Companhia Pernambucana de Saneamento (COMPESA)
*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
"Brasil, e o novo ciclo economico e geopolítico global" - Por Jarbas Beltrão*
13/10/2026
'Preâmbulo'
O Brasil poderá (?) ser contemplado por um novo ciclo de prosperidade econômica global que o rearranjo geopolítico está apontando. Ou poderá perder mais uma oportunidade.
'Corrida dos investidores'
Black-rock, dentre os três maiores Fundos de investimentos do mundo é o maior, e acaba de comprar 10% da Bolsa Brasileira (B-3, Bovespa).
Elon Musk, o homem mais rico do mundo, comprou 6 bilhões de dólares em ações de empresas brasileiras, são movimentações reveladoras da crença de que, o Brasil poderá (?) se constituir no mais novo e importante alvo do ciclo de crescimento e expansão do sistema econômico global.
Na primeira semana do pós 1° turno, o índice Ibovespa fechou a sexta feira 09/10/2026, em mais de 209 mil pontos, depois de ter passado ao longo da mesma semana com mais de 205 mil pontos, superando os patamares entre 175 a 185 mil pontos dos dois últimos meses - um verdadeiro efe...
'Preâmbulo'
O Brasil poderá (?) ser contemplado por um novo ciclo de prosperidade econômica global que o rearranjo geopolítico está apontando. Ou poderá perder mais uma oportunidade.
'Corrida dos investidores'
Black-rock, dentre os três maiores Fundos de investimentos do mundo é o maior, e acaba de comprar 10% da Bolsa Brasileira (B-3, Bovespa).
Elon Musk, o homem mais rico do mundo, comprou 6 bilhões de dólares em ações de empresas brasileiras, são movimentações reveladoras da crença de que, o Brasil poderá (?) se constituir no mais novo e importante alvo do ciclo de crescimento e expansão do sistema econômico global.
Na primeira semana do pós 1° turno, o índice Ibovespa fechou a sexta feira 09/10/2026, em mais de 209 mil pontos, depois de ter passado ao longo da mesma semana com mais de 205 mil pontos, superando os patamares entre 175 a 185 mil pontos dos dois últimos meses - um verdadeiro efeito iô iô (sobe-desce).
'Brasil e Estados Unidos'
O Brasil e Estados Unidos da América, são as duas opções confiáveis para os investidores internacionais de todos os níveis e de todas as partes.
Europa em declínio, China se engasgando, depois de quarenta anos de crescimento ininterrupto, não são mercados sedutores, principalmente o último (China) pagando pelo modelo, misto de "novo capitalismo" e "novo estatismo" (socialismo de caracteristicas chinesas); que se resume na preservação da burocracia (agora mais técnica, menos padrão ortodoxo) que mama nas "tetas" do metacapitalismo e torna-se sócia dos investimentos corporativos.
'As gaivotas voadoras'
Observadores de grandes centros universitários dos Estados Unidos (Yale, Harvard, Stanford) dizem que a China - em vista das quedas recente de taxas de crescimento - começa a experimentar, por parte dos investidores, o que economistas chamam, "efeito das gaivotas voadoras", ou seja, buscam novas praias, a China vai deixando de ser atraente.
O "novo estatismo" praticado pela burocracia partidária comunista, que consistiu em estimular a entrada de capitais privados e mantê-los sob o mais rigoroso controle estatal-partidário, parece ter se esgotado, sobretudo na "era Trump- 2".
Tendem a enfrentar o desafio de migração dos investidores para mercados mais atraentes.
O mercado livre ocidental que gera/ gerou riquezas para fertilização dos terrenos comunistas chineses e vietnamitas, parece, pelo menos o bloco chinês, começa a ficar naquela condição de um "parafuso gasto"- não tem mais função.
'Brasil na sombra dos investimentos'
Em relação ao Brasil, o otimismo tomou conta do mercado global, repercutindo em nossa B3, e investimentos/investidores, passam a olhar o nosso país com outras lentes; o Brasil que se afasta do blico que gera prosperidade.
Por outro lado, tudo está indicando que, EUA constrói (reconstrói) sua hegemonia global.
Alguns observadores já enxergam, o retorno de uma unipolaridade, sob a egide americana. Pois é, até então este é o plano estratégico jgeopolítico de Trump-2, contido no seu "América grande outra vez".
Marco Rúbio, o secretário de Estado faz o trabalho ideológico, sob o manto do que ele chama de "preservação da Civilização Ocidental e sua civilização burguesa; dando certo, Rubio poderá se tornar o novo comandante da América.
O Brasil poderá seguir na sombra do crescimento já verificado na economia americana. Se os governantes souberem entender este novo ciclo de crescimento econômico - como a República Popular da China soube aproveitar - estaremos, no futuro, mais alguns degraus na escadaria dos dez paises mais ricos do mundo.
Nos últimos vinte anos, o Brasil bandeou-se para o lado anti-ocidental, aprofundou esta opção no último mandato Lula 3, abraçou-se, integralmente, com o eixo russo-chinês islamoiraniano.
Do ponto de vista geopolítico o que está na mesa são as duas opões seguintes:
1. Lado do "novo estatismo comunometacapitalista", sob o comando chinês
2. Lado Ocidental, que necessita de novos mercados para expandir-se.
O primeiro caso já apresenta sinais claros de declínio:
a) Irã e islamismo fundamentalista, às voltas com derrotas no conflito do Oriente Médio; lideranças na sua maioria, ja partiram para o "encontro" com as mais de 70 virgens no paraíso. Economia em frangalhos. Estado dividido entre o que resta entre a burocracia civil e militar totalmente fragilizada, e a Guarda Revolucionária, o segundo Estado iraniano, que muito grita mais não conseguirá levar muito longe seu projeto.
b) Federação Rússa que sofre sanções internacionais, envolvida numa guerra sem fim e de propósito irrealisáveis - restauração de um prestígio internacional, nos níveis do Império Czarista ou Império Soviético.
c) República Popular da China , que já apresenta tropeços no seu modelo comunocapitalista, com fuga de "capitais produtivos" , procurando novos destinos (Índia e Estados Unidos da América).
A turma do Partido Comunista do Vietnã, tá na postura de aguardar implosões chinesas e atrair "gaivotas voadoras" para suas praias.
O segundo caso, que apresenta sinais claros de retomada de crescimento, Estados Unidos, que enfrenta problemas internos e externos.
a) internos, expansão de epidemia do consumo de drogas, fentanil, principalmente.
b) narrativas de desinformação e Contra-informação internacional, que propagam o declínio da economia e sociedade americana, que gera descréditos internos e externos
'A Historia Global e os Estados Unidos da América'
Os Estados Unidos tem a seu favor a história global pós segunda mundial.
Seu Plano Marshal tirou a Europa Ocidental das ruínas da guerra e a trouxe para o mercado ascendente, outro efeito da expansão americana foi salvar a China comunista - mesmo com resistências dos congressistas americanos - da ruina politica, porque econômica já batia à porta.
Depois das políticas chinesas de seus líderes comunistas, como: "um passo à frente" e "revolução cultural maoista" não terem resolvido a ruina econômica do país, com a morte do ditador Mao Tse Tung, ascendeu ao poder o ex-renegado Deng Shao Ping, que fez, aquela economia arruinada, com opção comunista tomar novo rumo.
'Estatismo e Planos de assistência social'
No Brasil de hoje, estatista e dos planos assistencialistas (bolsas de todo tipo) tem à sua frente a opção de crescimento econômico, misturando investimentos das grandes corporações globais e um empreendedorismo de todos níveis como vias para saída dos níveis de pobreza e dependência dos mais pobres de eternas politicas de assistencialismo do Estado.
Pois é, me sentirei contemplado (pensamento de hoje) com Daniela Marques na direção da Economia.
Fica dito
*Jarbas Beltrão é historiador e professor de História da Universidade de Pernambuco - UPE. Mestre em Educação pela UFPB. Especialista (MBA) em Política Estratégia Defesa e Segurança Nacional. (Adesg Famesc).Especialista (MBA) em Geopolítica/Novas Fronteiras/Cibernética e IA. (Adesg/Instituto Venturo)
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Liberdade e Democracia - Por Ricardo Andrade*
13/10/2026
Somos, pessoalmente contra, que instituições sociais/coletivos, formalizem apoio expresso ou manifesto à candidaturas, sejam elas quais forem, em qualquer nível dos poderes da República, pois somos uma entidade democrática, com visões distintas e posições ideológicas diferentes, que não deve ser aparelhada por grupos, candidatos ou partidos. Debatemos políticas públicas, e não política partidária ou eleitoral. No entanto, essa eleição neste 2o turno, possue características históricas muito especiais, pois está em jogo, muito mais que apenas o futuro do país, mas nossa própria democracia e a soberania. Podemos comentar e expressar nossas opiniões livremente, com cautela, respeito, empatia e de forma democrática, lembrando, que o IHGAAP não irá formalizar nem tomar nenhuma decisão em relação à isso. Mesmo sabendo que não existe neutralidade (como dizia Paulo Freire), não faremos enquete, pesquisa ou algo parecido. Cada um tem a liberdade pra fazer suas escolhas e opções. Nosso grupo já s...
Somos, pessoalmente contra, que instituições sociais/coletivos, formalizem apoio expresso ou manifesto à candidaturas, sejam elas quais forem, em qualquer nível dos poderes da República, pois somos uma entidade democrática, com visões distintas e posições ideológicas diferentes, que não deve ser aparelhada por grupos, candidatos ou partidos. Debatemos políticas públicas, e não política partidária ou eleitoral. No entanto, essa eleição neste 2o turno, possue características históricas muito especiais, pois está em jogo, muito mais que apenas o futuro do país, mas nossa própria democracia e a soberania. Podemos comentar e expressar nossas opiniões livremente, com cautela, respeito, empatia e de forma democrática, lembrando, que o IHGAAP não irá formalizar nem tomar nenhuma decisão em relação à isso. Mesmo sabendo que não existe neutralidade (como dizia Paulo Freire), não faremos enquete, pesquisa ou algo parecido. Cada um tem a liberdade pra fazer suas escolhas e opções. Nosso grupo já sabe o risco que representa o retorno de um governo Neofascista, mas não devemos nos posicionar em nome de todos. Já com os representantes eleitos do povo deveria ser diferente, eles representam uma parcela do pensamento político-ideológico da sociedade, e não deveriam ficar "em cima do muro", numa comodidade eterna, pra não "se queimar" com um dos lados. Eles tem responsabilidade com o país e tem que ter 'Lado'. A covardia de muitos políticos gerou o grupo político mais nefasto desse país, no Congresso Nacional, conhecido como 'Centrão', que desde a redemocratização sempre ficou e fica na base de apoio de todos os Presidentes eleitos.
Tenho dito.
*Ricardo Andrade, é Historiador, Cientista Político, Mestre em Gestão Pública (Fundaj) e Presidente do IHGAAP (Instituto Histórico, Geográfico, Arqueológico, Antropológico do Paulista). @ricardo060370
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Veneziano reafirma luta pela aprovação do fim da escala 6x1, sem redução salarial
13/10/2026
Após um final de semana com aniversário de Campina Grande, Dia de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, e Dia das Crianças, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) já está em Brasília, onde votará a favor da PEC 221/2019, que prevê o fim da jornada de trabalho 6x1, sem redução de salários.
A votação
A votação, em 1º turno, está marcada para amanhã; quarta-feira (14/10) no Senado Federal.
Como Líder da Maioria, Veneziano atuará na articulação do governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) pela aprovação da matéria. “Estou aqui em Brasília. Vim ontem à noite para cumprir essa obrigação tão desejada que é votar a escala 5x2 e acabar com a escala 6x1, trazer dignidade para os nossos trabalhadores. Nesta quarta-feira nós vamos enfrentar no voto e cada um vai mostrar, aquele e aquela que são favoráveis ao trabalhador, e aqueles e aquelas que não são favoráveis aos trabalhadores”, disse o Senador.
Elog...
Após um final de semana com aniversário de Campina Grande, Dia de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, e Dia das Crianças, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) já está em Brasília, onde votará a favor da PEC 221/2019, que prevê o fim da jornada de trabalho 6x1, sem redução de salários.
A votação
A votação, em 1º turno, está marcada para amanhã; quarta-feira (14/10) no Senado Federal.
Como Líder da Maioria, Veneziano atuará na articulação do governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) pela aprovação da matéria. “Estou aqui em Brasília. Vim ontem à noite para cumprir essa obrigação tão desejada que é votar a escala 5x2 e acabar com a escala 6x1, trazer dignidade para os nossos trabalhadores. Nesta quarta-feira nós vamos enfrentar no voto e cada um vai mostrar, aquele e aquela que são favoráveis ao trabalhador, e aqueles e aquelas que não são favoráveis aos trabalhadores”, disse o Senador.
Elogiou
Veneziano elogiou a iniciativa do presidente Lula em propor a mudança e aproveitou para reforçar o pedido aos paraibanos, para que ele seja reeleito. “Nós que defendemos o presidente Lula, que defendemos a sua iniciativa pelo fim da escala 6x1, pela implantação da escala 5x2, vamos continuar permanentemente, como assim o fizemos na semana passada, a defender a dignidade, a saúde para os nossos trabalhadores. Temos aí 12 dias para fazermos a grande diferença, elegermos mais uma vez aquele que representa o melhor projeto para o nosso país, o presidente Lula. Lula-lá”, disse Veneziano.
Ainda Falando sobre Ontem - O Dia Das Crianças, Sempre... - Crônica Poética - Por Romero Falcão*
13/10/2026
Pensem nas crianças de antigamente,
sem shopping, sem grife,
sem tablet, sem crise.
Lembrem-se das crianças de antigamente:
como eram felizes,
descalças, leves e livres.
Vejam as crianças de hoje:
obesas, pesadas, adultas,
aprisionadas por telas
e padrões de beleza.
Eu cá pergunto aos meus botões:
o que será dessa gente pequena
quando ficar grande?
Que recordações guardarão da infância?
A flor e as estrelas cativas
de um condomínio de luxo?
O que escreverão sobre seus tenros dias?
Que comeram muito hambúrguer
e ficaram Big felizes?
Que as ruas de suas cidades
eram corredores de shopping,
e as meninas da escola
só pensavam em grifes famosas
e nos garfos de restaurantes caros?
Que passaram madrugadas
zerando jogos no videogame?
Que inventaram aplicativos
e ganhar...
Pensem nas crianças de antigamente,
sem shopping, sem grife,
sem tablet, sem crise.
Lembrem-se das crianças de antigamente:
como eram felizes,
descalças, leves e livres.
Vejam as crianças de hoje:
obesas, pesadas, adultas,
aprisionadas por telas
e padrões de beleza.
Eu cá pergunto aos meus botões:
o que será dessa gente pequena
quando ficar grande?
Que recordações guardarão da infância?
A flor e as estrelas cativas
de um condomínio de luxo?
O que escreverão sobre seus tenros dias?
Que comeram muito hambúrguer
e ficaram Big felizes?
Que as ruas de suas cidades
eram corredores de shopping,
e as meninas da escola
só pensavam em grifes famosas
e nos garfos de restaurantes caros?
Que passaram madrugadas
zerando jogos no videogame?
Que inventaram aplicativos
e ganharam muito dinheiro?
Que tiveram diabetes tão cedo,
que envelheceram ainda crianças,
ainda de fraldas
na sala do terapeuta?
Entediados, estressados, ansiosos,
acossados pelas neuroses dos pais,
submetidos à natação,
ao inglês, ao judô, ao balé,
obrigados ainda a tocar um instrumento.
E se tornaram competitivos,
indiferentes?
Talvez um dia cheguem à conclusão
de que, apesar de tantos desejos,
o maior de todos
era ser a criança que nunca foram.
E a mangueira do meu quintal de menino...
Lá do alto, seus galhos
sonham abraçar essas crianças
que nunca terão espaço
para voar até o alto.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda
NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.
A Escolha do Presidente da República e o Futuro da Defesa Nacional Brasileira - Por Amadeu Robalinho*
13/10/2026
Às vésperas das eleições gerais de 2026, o Brasil precisa compreender que a escolha do próximo Presidente da República transcende a disputa partidária, as promessas de campanha e as prioridades econômicas de curto prazo. Está em jogo a capacidade do Estado brasileiro de proteger seu território, defender seus interesses estratégicos, preservar sua autonomia decisória e assegurar que as futuras gerações não dependam da vontade de outras nações para exercer a própria soberania. A Defesa Nacional não pode continuar confinada aos quartéis, aos gabinetes militares ou aos círculos especializados. Ela precisa ocupar o centro do debate político, econômico, científico e tecnológico do País, porque constitui um dos pilares fundamentais de qualquer projeto consistente de desenvolvimento nacional.
A pergunta que se impõe é direta: estamos preparados para escolher um Presidente da República que compreenda a dimensão estratégica da soberania nacional ou continuaremos elegendo governant...
Às vésperas das eleições gerais de 2026, o Brasil precisa compreender que a escolha do próximo Presidente da República transcende a disputa partidária, as promessas de campanha e as prioridades econômicas de curto prazo. Está em jogo a capacidade do Estado brasileiro de proteger seu território, defender seus interesses estratégicos, preservar sua autonomia decisória e assegurar que as futuras gerações não dependam da vontade de outras nações para exercer a própria soberania. A Defesa Nacional não pode continuar confinada aos quartéis, aos gabinetes militares ou aos círculos especializados. Ela precisa ocupar o centro do debate político, econômico, científico e tecnológico do País, porque constitui um dos pilares fundamentais de qualquer projeto consistente de desenvolvimento nacional.
A pergunta que se impõe é direta: estamos preparados para escolher um Presidente da República que compreenda a dimensão estratégica da soberania nacional ou continuaremos elegendo governantes sem exigir deles uma visão clara sobre a capacidade brasileira de defender os próprios interesses?
O cenário internacional oferece respostas contundentes àqueles que ainda enxergam a Defesa como uma despesa secundária. A competição entre grandes potências, as disputas por recursos naturais, a corrida tecnológica, as ameaças cibernéticas, a instrumentalização das relações comerciais e a crescente vulnerabilidade das infraestruturas críticas demonstram que o poder nacional não se sustenta apenas por declarações diplomáticas ou pelo peso econômico de um país. Sustenta-se pela capacidade de transformar recursos, conhecimento, tecnologia e organização estatal em instrumentos concretos de autonomia estratégica.
Na realidade contemporânea, a soberania não é apenas um princípio jurídico inscrito na Constituição. É uma condição material que exige capacidades econômicas, industriais, científicas, tecnológicas, energéticas, logísticas e militares. Um Estado pode ser formalmente independente e, ainda assim, encontrar-se profundamente condicionado por fornecedores estrangeiros, sistemas tecnológicos proprietários, componentes críticos importados, dependências energéticas e limitações na capacidade de produzir os meios necessários à própria defesa.
É precisamente nesse ponto que o Brasil precisa despertar.
A soberania não se compra pronta no exterior
Nenhuma nação alcança autonomia estratégica duradoura quando depende exclusivamente de terceiros para projetar, fabricar, manter e modernizar os equipamentos indispensáveis à sua segurança. A aquisição de sistemas estrangeiros pode integrar uma política de defesa racional, desde que acompanhada de transferência efetiva de tecnologia, capacitação nacional, domínio de manutenção, desenvolvimento de fornecedores brasileiros e construção progressiva de competências próprias.
Comprar equipamentos não equivale a dominar a tecnologia que os tornou possíveis. Operar um sistema não significa conhecer integralmente sua arquitetura. Possuir uma plataforma militar não assegura independência quando seus componentes essenciais, atualizações, munições, softwares ou serviços de manutenção dependem de decisões tomadas fora do território nacional.
Essa distinção precisa orientar a política brasileira de Defesa Nacional.
O País dispõe de universidades, centros de pesquisa, engenheiros, cientistas, técnicos, empresas de base tecnológica e instituições militares capazes de contribuir para a construção de capacidades estratégicas. O desafio consiste em integrar esses ativos em uma política de Estado, com continuidade orçamentária, prioridades definidas e objetivos mensuráveis.
É nesse contexto que a Engenharia de Defesa assume importância decisiva. Mais do que uma área técnica, ela representa um instrumento de conversão do conhecimento científico em capacidade operacional, industrial e estratégica. Abrange o desenvolvimento de sistemas de armas, sensores, comunicações seguras, plataformas navais, veículos terrestres, tecnologias aeroespaciais, sistemas não tripulados, inteligência artificial, guerra eletrônica, ciberdefesa, materiais avançados e soluções destinadas à proteção das infraestruturas críticas.
A capacidade de projetar, integrar, testar, produzir, manter e aperfeiçoar esses sistemas dentro do País reduz vulnerabilidades e amplia a liberdade de ação do Estado. Por isso, a Engenharia de Defesa deve ser compreendida como componente estruturante da soberania tecnológica brasileira.
Não se trata de produzir tudo internamente, independentemente dos custos ou da viabilidade econômica. Trata-se de identificar as tecnologias críticas, estabelecer prioridades nacionais e impedir que dependências externas comprometam a capacidade brasileira de decidir em momentos de crise.
A Base Industrial de Defesa como instrumento de poder nacional
A Base Industrial de Defesa não pode ser tratada como um segmento econômico periférico, acionado apenas quando surgem necessidades imediatas das Forças Armadas. Ela integra a infraestrutura estratégica do Estado e deve ser reconhecida como vetor de desenvolvimento industrial, inovação científica, geração de empregos qualificados e fortalecimento da autonomia nacional.
Uma indústria de defesa consistente produz efeitos que ultrapassam o ambiente militar. Estimula a formação de engenheiros e pesquisadores, movimenta cadeias produtivas complexas, desenvolve materiais e processos industriais, impulsiona tecnologias de uso dual e contribui para elevar a competitividade de setores civis da economia.
A indústria aeronáutica, a construção naval, a metalurgia avançada, a eletrônica, a microeletrônica, a engenharia de materiais, a energia nuclear, as telecomunicações e a inteligência artificial possuem interfaces estratégicas com a Defesa Nacional. Quando articuladas em uma política industrial de longo prazo, essas áreas podem ampliar a capacidade de inovação do Brasil e reduzir vulnerabilidades que, em circunstâncias adversas, se converteriam em limitações operacionais e políticas.
Entretanto, não existe base industrial robusta sem previsibilidade. Empresas não mantêm equipes altamente especializadas, instalações produtivas e programas de pesquisa de longa duração quando convivem com encomendas incertas, interrupções de contratos e mudanças recorrentes de prioridades governamentais.
Projetos estratégicos precisam atravessar mandatos presidenciais sem perder sua continuidade essencial. Submarinos, aeronaves, sistemas de monitoramento, satélites, comunicações militares e tecnologias críticas exigem planejamento plurianual, financiamento compatível com suas etapas de desenvolvimento e mecanismos de controle que garantam transparência, eficiência e responsabilidade fiscal.
O Presidente da República, como chefe de Estado e de governo e autoridade suprema das Forças Armadas nos termos constitucionais, exerce papel central na definição das prioridades nacionais, na coordenação da política de defesa e na articulação entre os instrumentos diplomáticos, econômicos, científicos, industriais e militares do poder brasileiro.
Por essa razão, a escolha presidencial não pode prescindir de uma avaliação criteriosa das propostas destinadas à Defesa. É necessário saber o que cada candidatura pretende fazer, como pretende financiar suas iniciativas, quais capacidades considera prioritárias e de que maneira pretende transformar investimentos públicos em resultados concretos para o País.
Engenharia de Soberania e Estratégia: integrar capacidades para garantir autonomia
O Brasil necessita superar a fragmentação entre política industrial, planejamento militar, ciência e tecnologia, infraestrutura, energia e relações exteriores. A ausência de coordenação estratégica entre esses campos reduz a eficiência dos investimentos e dificulta a transformação do potencial nacional em poder efetivo.
É nesse espaço que se insere a Engenharia de Soberania e Estratégia, entendida como um framework teórico-metodológico voltado à integração de recursos estatais, capacidades tecnológicas, infraestrutura crítica e instrumentos de defesa em favor da autonomia decisória da Nação.
Sua premissa fundamental é que soberania não resulta da existência isolada de recursos naturais, instituições ou equipamentos militares. Resulta da capacidade de articular esses elementos em sistemas nacionais funcionais, resilientes e capazes de sustentar decisões soberanas diante de pressões externas.
Sob essa perspectiva, energia, infraestrutura, tecnologia, defesa e soberania não devem ser tratadas como agendas independentes. Formam dimensões interdependentes de uma arquitetura estratégica nacional.
Um País que dispõe de recursos naturais, mas não domina tecnologias essenciais para transformá-los, permanece exposto a dependências. Um Estado que constrói infraestrutura sem proteger seus sistemas digitais e físicos cria vulnerabilidades. Uma nação que adquire equipamentos militares sem desenvolver capacidade de sustentação logística e tecnológica pode descobrir, em uma crise, que sua liberdade de ação possui limites impostos por terceiros.
A Engenharia de Soberania e Estratégia propõe, portanto, uma mudança de perspectiva: avaliar as políticas públicas também pela contribuição que oferecem à capacidade autônoma do Estado brasileiro. Isso exige identificar dependências críticas, estabelecer prioridades tecnológicas, fortalecer cadeias produtivas nacionais, formar recursos humanos especializados e medir resultados com critérios objetivos.
O próximo Presidente da República deveria ser instado a apresentar uma agenda concreta para essa integração. Não basta defender genericamente a indústria nacional ou manifestar apreço pelas Forças Armadas. É preciso demonstrar como o governo pretende converter conhecimento científico, capacidade industrial e orçamento público em autonomia estratégica efetiva.
A defesa das infraestruturas críticas e a soberania nacional.
A discussão torna-se ainda mais urgente quando se observa a crescente dependência brasileira de infraestruturas essenciais ao funcionamento do Estado e da economia.
Cabos submarinos de telecomunicações, redes elétricas, sistemas de geração e distribuição de energia, instalações portuárias, complexos industriais, redes de comunicação, centros de dados, sistemas espaciais, instalações nucleares e corredores logísticos constituem ativos cuja interrupção pode produzir consequências econômicas, sociais e estratégicas de grande magnitude.
A proteção dessas estruturas não pode depender exclusivamente de respostas emergenciais. Exige planejamento integrado, avaliação de riscos, capacidade de monitoramento, redundância tecnológica, protocolos de resposta e coordenação entre órgãos públicos, operadores privados e instituições responsáveis pela segurança nacional.
No caso dos cabos submarinos, por exemplo, a dependência das comunicações internacionais torna indispensável uma política que associe conhecimento do ambiente marítimo, proteção física, segurança cibernética, capacidade de reparação e cooperação internacional. A infraestrutura digital não está separada da soberania territorial e marítima. Ela constitui uma extensão material dos interesses estratégicos brasileiros.
O mesmo raciocínio aplica-se à energia, ao espaço exterior e às cadeias de suprimento de tecnologias críticas. A defesa contemporânea não se limita à proteção das fronteiras geográficas. Abrange os sistemas que permitem ao País funcionar, comunicar-se, produzir, transportar, governar e reagir a situações adversas.
É por isso que a Defesa Nacional deve dialogar permanentemente com a engenharia, a indústria, a academia, a diplomacia, a inteligência e a segurança pública, respeitadas as competências legais de cada instituição.
A segurança de um país não se improvisa no momento da crise. É construída antes dela, por meio de decisões políticas, investimentos consistentes e instituições preparadas.
O voto presidencial no segundo turno e a responsabilidade estratégica do eleitor
As eleições gerais de 2026 representam uma oportunidade para que a sociedade brasileira exija uma discussão mais madura sobre o destino estratégico da Nação.
A escolha do Presidente da República influencia a orientação política do Estado, as prioridades orçamentárias, a continuidade dos programas estratégicos, a política industrial, a formação de profissionais e a capacidade de coordenação entre os diferentes setores governamentais. Não determina tudo isoladamente, pois a política de defesa também depende do Congresso Nacional, do planejamento institucional, da participação da sociedade e dos mecanismos constitucionais de controle. Ainda assim, a liderança presidencial é decisiva para conferir direção, prioridade e continuidade à agenda nacional.
O eleitor precisa perguntar aos candidatos: qual é a visão de cada um para a Defesa Nacional brasileira? Como pretendem fortalecer a Base Industrial de Defesa? Que tecnologias consideram indispensáveis ao domínio nacional? Como pretendem ampliar a formação de engenheiros, cientistas e especialistas? Quais mecanismos adotarão para proteger as infraestruturas críticas? Como assegurarão previsibilidade aos projetos estratégicos sem comprometer a responsabilidade fiscal? Qual será a relação entre desenvolvimento industrial, autonomia tecnológica e capacidade militar?
É necessário, ainda, avaliar a disposição de cada candidatura para estabelecer metas verificáveis, prestar contas dos resultados e preservar programas estratégicos cuja relevância ultrapasse o calendário eleitoral.
Uma política de defesa consistente não deve pertencer a um partido, a um governo ou a uma corrente ideológica. Deve servir aos interesses permanentes do Brasil, sob a autoridade da Constituição e o controle das instituições democráticas.
O País não precisa escolher entre desenvolvimento econômico e Defesa Nacional. Precisa compreender que, em determinadas áreas, a capacidade de defender seus interesses é condição para preservar as próprias possibilidades de desenvolvimento.
Tampouco deve confundir soberania com isolamento. A cooperação internacional, o comércio e as parcerias tecnológicas são instrumentos importantes, desde que estruturados de maneira a ampliar capacidades nacionais, diversificar fornecedores e evitar dependências que possam comprometer decisões soberanas.
A questão central não é fechar as portas ao mundo, mas entrar nele com competência, capacidade de negociação e instrumentos próprios de poder.
A história demonstra que nações podem perder parcelas relevantes de sua liberdade de ação muito antes de qualquer confronto militar. Isso acontece quando negligenciam suas capacidades produtivas, deixam de investir em conhecimento, permitem a deterioração de suas estruturas estratégicas ou aceitam dependências que restringem suas escolhas.
O Brasil ainda dispõe de vantagens significativas: território extenso, recursos naturais, população qualificada em diferentes setores, capacidade agrícola e industrial, tradição diplomática, universidades, centros de pesquisa e instituições de defesa com experiência acumulada. O desafio é transformar essas vantagens em capacidades integradas, sustentáveis e compatíveis com a dimensão dos interesses nacionais.
Não há espaço para alarmismo, mas tampouco para complacência. A soberania exige lucidez, planejamento e trabalho. Exige compreender que cada decisão sobre ciência, indústria, energia, infraestrutura e defesa produz consequências para a posição do País no sistema internacional.
O próximo Presidente da República terá a responsabilidade de conduzir o Brasil em um ambiente de competição estratégica, transformação tecnológica e crescente disputa por recursos, mercados e influência. Sua capacidade de compreender a relação entre Engenharia, Defesa Nacional, Estratégia e Desenvolvimento poderá contribuir decisivamente para determinar o grau de autonomia que o País terá nas próximas décadas.
Por isso, a sociedade brasileira precisa deixar de tratar a Defesa como assunto distante, reservado a especialistas ou lembrado apenas em momentos de tensão internacional. A Defesa é uma questão de cidadania, de desenvolvimento e de responsabilidade política. É também uma questão de engenharia, porque a soberania precisa ser construída, sustentada e protegida por capacidades reais.
Na urna, o brasileiro não escolherá apenas um administrador para os próximos quatro anos. Escolherá uma liderança que influenciará as condições sob as quais o País produzirá tecnologia, protegerá suas riquezas, desenvolverá sua indústria e defenderá sua liberdade de decisão.
A pergunta que deve acompanhar o eleitor até as urnas é simples:
Qual candidato possui visão estratégica, compromisso institucional e capacidade de transformar a soberania nacional em uma política concreta de Estado?
O emissário da pressão externa não precisa necessariamente chegar acompanhado de uma esquadra. Pode apresentar-se na forma de uma dependência tecnológica, de uma vulnerabilidade digital, de uma interrupção no fornecimento de componentes críticos ou de uma restrição à liberdade de decisão do governo brasileiro.
Quando essas vulnerabilidades se revelam, muitas vezes, as escolhas fundamentais já deveriam ter sido feitas.
O Brasil ainda tem condições de escolher seu caminho. Mas precisa compreender que a independência política só se sustenta quando encontra respaldo na capacidade econômica, industrial, científica, tecnológica e militar da Nação.
A soberania não se proclama apenas. Constrói-se. E a escolha de quem governará o Brasil será uma das decisões fundamentais para determinar se essa construção avançará ou continuará à espera de uma prioridade que não pode mais ser adiada.
*Amadeu Robalinho, é Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Adeus, Jomard! - Poema em Homenagem Póstuma ao Grande JMB - Por Eduardo Albuquerque*
13/10/2026
“O famigerado JMB”,
“O ETC do amor cortês”,
assim a si auto-intitulava,
O paladino da vanguarda!
E nosso peito arde,
de saudades, Jomard!
Irreverente a tua arte,
Ei-la viva em toda parte:
“Outros Orfeus”,
“Arrecife do Desejo”,
“O Palhaço Degolado”,
“Atentados Poéticos”...
“Terceira Aquarela do Brasil”,
“Bordel, Brasilírico Bordel”,
“Do Modernismo a Bossa Nova”,
“Inventário de um Feudalismo Cultural”...
Tua rua Imperial,
teu berço natal,
teus tempos tropicais,
Tu sempre intelectual.
Um novo portal,
a transitoriedade,
és ícone imortal,
Deus te aguarde!
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Nanoempreendedor x MEI: Qual a Melhor Opção no Contexto da Reforma Tributária para o Trabalhador? - Por Rosa Freitas*
13/10/2026
A regulamentação do nanoempreendedor no contexto da Reforma Tributária (RTF) foi estruturada pela Lei Complementar nº 214/2025 e recentemente detalhada pelo Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 6, de 28 de agosto de 2026. Esta modalidade busca retirar milhões de trabalhadores autônomos da total informalidade, gerando um debate importante sobre a ausência de garantias sociais automáticas.
1. O Enquadramento do Nanoempreendedor na LC n. 214/2025
* Limite de Faturamento: Destinado a pessoas físicas com faturamento bruto anual de até R$ 40.500 (cerca de R$ 3.375 por mês), o que corresponde a 50% do teto do MEI.
* Redutor para Motoristas e Entregadores: Para categorias específicas (como motoristas de aplicativo e entregadores), aplica-se um redutor de 25% sobre o valor bruto recebido para o cálculo do teto, permitindo faturamentos brutos de até R$ 162.000 por ano sem desenquadrar da categoria. Recentemente, esses valores auferidos também passaram a ser rec...
A regulamentação do nanoempreendedor no contexto da Reforma Tributária (RTF) foi estruturada pela Lei Complementar nº 214/2025 e recentemente detalhada pelo Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 6, de 28 de agosto de 2026. Esta modalidade busca retirar milhões de trabalhadores autônomos da total informalidade, gerando um debate importante sobre a ausência de garantias sociais automáticas.
1. O Enquadramento do Nanoempreendedor na LC n. 214/2025
* Limite de Faturamento: Destinado a pessoas físicas com faturamento bruto anual de até R$ 40.500 (cerca de R$ 3.375 por mês), o que corresponde a 50% do teto do MEI.
* Redutor para Motoristas e Entregadores: Para categorias específicas (como motoristas de aplicativo e entregadores), aplica-se um redutor de 25% sobre o valor bruto recebido para o cálculo do teto, permitindo faturamentos brutos de até R$ 162.000 por ano sem desenquadrar da categoria. Recentemente, esses valores auferidos também passaram a ser reconhecidos como renda pelo Feirão da Caixa.
Regras de Dispensa (Vigência de 2026 a 2028)
O Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 6/2026 unificou as diretrizes para desobrigar temporariamente o nanoempreendedor de certas exigências formais até 31 de dezembro de 2028:
Art. 2º Para o nanoempreendedor referido no art. 25, caput, inciso IV, do Decreto nº 12.955, de 29 de abril de 2026, e da Resolução CGIBS nº 6, de 30 de abril de 2026, fica dispensada a obrigatoriedade de:
I - inscrição no cadastro com identificação única, mediante inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ, de que trata o art. 105, § 3º, inciso VI, alínea "b", do Decreto nº 12.955, de 29 de abril de 2026, e da Resolução CGIBS nº 6, de 30 de abril de 2026; e
II - emissão dos documentos fiscais eletrônicos de que trata o art. 115, caput, inciso VI, alínea "b", do Decreto nº 12.955, de 29 de abril de 2026, e da Resolução CGIBS nº 6, de 30 de abril de 2026.
Parágrafo único. A dispensa de que trata este artigo não se aplica ao nanoempreendedor que exercer a opção pelo regime regular do IBS e da CBS, na forma do inciso II do § 1º do art. 26 da Lei Complementar nº 214, de 16 de janeiro de 2025.
2. Comparativo Detalhado: Nanoempreendedor vs. MEI
* Identificação e Natureza Jurídica: O Nanoempreendedor atua exclusivamente como Pessoa Física, utilizando apenas o CPF, enquanto o MEI é constituído formalmente como Pessoa Jurídica e possui CNPJ próprio.
* Teto de Faturamento Anual: O Nanoempreendedor possui teto máximo de faturamento de R$ 40.500 por ano (com exceção dos casos com aplicação do redutor), ao passo que o MEI permite faturar até R$ 81.000 por ano.
* Recolhimento Tributário: O Nanoempreendedor é totalmente isento do recolhimento de IBS e CBS, possuindo custo zero operacional relativo a esses impostos. Já o MEI realiza o recolhimento mensal fixo de tributos por meio do pagamento da guia DAS.
* Direitos Previdenciários (INSS): O enquadramento no Nanoempreendedor não garante direitos previdenciários automáticos, deixando o trabalhador sem cobertura do INSS. Por outro lado, o MEI assegura cobertura previdenciária completa, garantindo direitos como aposentadoria, auxílio por incapacidade temporária (auxílio-doença) e salário-maternidade.
* Contratação de Funcionários: O Nanoempreendedor destina-se exclusivamente ao trabalho individual, sem a possibilidade de contratar empregados. O MEI permite a contratação de até 1 funcionário.
* Outras Obrigações: A isenção do nanoempreendedor restringe-se ao IBS e CBS (impostos sobre o consumo). O trabalhador ainda pode se sujeitar às regras gerais do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), taxas municipais e alvarás. Além disso, nas vendas para empresas ou setor público, o nanoempreendedor depende de mecanismos de autofaturamento da tomadora, já que não emite nota fiscal própria.
3. Vantagens e Desvantagens (Prós e Contratual)
Vantagens do Nanoempreendedor
* Custo Operacional Zero: Isenção de IBS/CBS e sem pagamento de guias mensais fixas.
* Desburocratização Temporária: Atuação facilitada via CPF sem a obrigatoriedade de CNPJ ou emissão de notas fiscais eletrônicas até dezembro de 2028.
* Inclusão com Redutor: Ampla margem de enquadramento para motoristas de aplicativos e entregadores por meio do redutor de 25%.
Vantagens do MEI
* Proteção Previdenciária: Cobertura completa pelo INSS (aposentadoria, auxílio por incapacidade temporária, salário-maternidade), corrigindo a lacuna social do modelo nano.
* Autonomia Comercial e Fiscal: Emissão própria de notas fiscais e facilidade para fechar contratos B2B e com órgãos públicos.
* Bancarização e Crédito: Facilidade na abertura de contas PJ e acesso a linhas de crédito corporativo com melhores condições, podendo optar por sistemas híbridos como o Simples Nacional.
4. Crítica Social e Fundamentação Teórica: Qual é a Melhor Opção?
Aprofundamento Crítico: Capitalismo Canibal e Capital Improdutivo
Para além das escolhas pragmáticas do trabalhador, a institucionalização do nanoempreendedorismo precisa ser compreendida sob a ótica da sociologia política e da economia crítica:
* O Capitalismo Canibal (Nancy Fraser):
Nancy Fraser demonstra que o sistema capitalista subsiste "canibalizando" as bases de reprodução social e a própria segurança da força de trabalho. Ao desobrigar a contribuição previdenciária automática no modelo nano sob a justificativa da simplificação tributária, o Estado legitima a expropriação da seguridade social. Transfere-se integralmente para o trabalhador precarizado o risco da velhice, da doença e da invalidez, reduzindo a reprodução social a um encargo exclusivamente individual.
* O Capital Improdutivo e a Extração Rentista (Ladislau Dowbor):
Nas formulações de Ladislau Dowbor sobre o capital improdutivo e a financeirização, explicita-se como a economia corporativa captura o valor gerado pelo trabalho real. O nanoempreendedor (como o entregador ou motorista de aplicativo) mobiliza seu próprio capital produtivo (veículo, smartphone, energia física). O redutor de 25% expõe essa assimetria: enquanto plataformas e intermediadores financeiros extraem lucros expressivos do circuito econômico, o trabalhador absorve a degradação das suas condições de vida sob o invólucro ideológico do "empreendedorismo".
Síntese e Decisão Prática
* Escolha o Nanoempreendedor se: Você está iniciando com baixo faturamento, quer testar a atividade sem custos fixos e já possui cobertura previdenciária por outra via.
* Escolha o MEI se: Você prioriza a segurança previdenciária garantida, deseja emitir notas fiscais com autonomia para negociar com o mercado corporativo ou público, e busca facilidade de acesso a crédito bancário, pois o MEI pode optar pelo sistema híbrido como o Simples Nacional.
5. Conclusão Crítica:
A Reforma Tributária serve ao regime capitalista canibal DE especulação dentro da lógica da precarização do trabalho e o nano parece lhe incluir no sistema. Nao têm patrimônio, não têm investimento produtivo, não investite em.maquinas, não têm empregados....
É mais uma ilusão útil para quem acredita em conceitos falidos, falsos e hipócritas como meritocracia e empreendedorismo. Seja como fonte principal ou complemento de renda, o nanoempreendedor sem garantia previdenciária permanece sendo um peso nas costas do trabalhador precarizado.
O mínimo de proteção seria possivel com um valor de contribuição previdenciária como MEI para aqueles que não tem essa opção como fonte unica de renda.
5. Referências
* Brasil. Lei Complementar nº 214, de 16 de janeiro de 2025. (Institui o IBS e a CBS).
* Brasil. Decreto nº 12.955, de 29 de abril de 2026. Regulamenta a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS).
* Comitê Gestor do IBS. Resolução CGIBS nº 6, de 30 de abril de 2026. Regulamenta o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
* Receita Federal do Brasil & Comitê Gestor do IBS. Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 6, de 28 de agosto de 2026. Dispõe sobre a dispensa de inscrição no CNPJ e emissão de documentos fiscais eletrônicos para o nanoempreendedor.
* DOWBOR, Ladislau. A Era do Capital Improdutivo: A nova arquitetura do poder sob o domínio da finança. São Paulo: Autonomia Literária, 2017.
* FRASER, Nancy. Capitalismo Canibal: Como o nosso sistema está devorando a democracia, o cuidado e o planeta e o que podemos fazer quanto a isso. São Paulo: Autonomia Literária, 2024.
*Profa. Rosa Freitas, é Doutora em Direito e pelo PPGD/UFPE, servidora pública, com 20 anos de experiência nas áreas pública e privada, Pós-Graduada em Transição Energética e novos Negócios pela PUC-PR, autora de livros e artigos jurídicos, dentre "A nova dogmáticada da tributação de serviçosno Brasil" pela Editora Ponto a Ponto. @profa.dra.rosafreitas e Advrosafreitas@gmail.com
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.
O leitor dos ventos - A arte de decifrar o povo, por Zé da Flauta*
13/10/2026
Na penumbra do gabinete, enquanto os assessores esmurram as mesas e se descabelam diante da última pesquisa de opinião, ele não olha para os gráficos. Gráfico, para o verdadeiro estrategista, é fotografia de ontem; e política se joga com a maquete do amanhã. Ele está encostado na janela, observando o vapor do café subir devagar contra o vidro, atento a um ruído que nenhum microfone de teto consegue captar: o rumor surdo da rua.
Visão/audição
A grande virtude do estrategista não é a oratória inflamada nem a erudição acadêmica; é o fone de ouvido invisível ligado direto no peito do povo. Ele sabe que a multidão não se move por teses doutrinárias ou planilhas orçamentárias de três mil páginas. O povo se move por sobressalto, por medo, por esperança, mas, acima de tudo, por angústia. Ele lê a dor que ainda não virou palavra no jornal, a raiva que se acumula no ponto de ônibus às cinco da manhã, o nó na garganta do pai de família diante do balcão do merc...
Na penumbra do gabinete, enquanto os assessores esmurram as mesas e se descabelam diante da última pesquisa de opinião, ele não olha para os gráficos. Gráfico, para o verdadeiro estrategista, é fotografia de ontem; e política se joga com a maquete do amanhã. Ele está encostado na janela, observando o vapor do café subir devagar contra o vidro, atento a um ruído que nenhum microfone de teto consegue captar: o rumor surdo da rua.
Visão/audição
A grande virtude do estrategista não é a oratória inflamada nem a erudição acadêmica; é o fone de ouvido invisível ligado direto no peito do povo. Ele sabe que a multidão não se move por teses doutrinárias ou planilhas orçamentárias de três mil páginas. O povo se move por sobressalto, por medo, por esperança, mas, acima de tudo, por angústia. Ele lê a dor que ainda não virou palavra no jornal, a raiva que se acumula no ponto de ônibus às cinco da manhã, o nó na garganta do pai de família diante do balcão do mercado. Antes que essa dor vire protesto ou voto de protesto, ele já a batizou com o nome certo.
Cálculo
Mas a leitura não é só para dentro das fronteiras. O verdadeiro mestre do jogo mantém um olho no chão do sertão e o outro no horizonte do mundo. Ele percebe quando o vento internacional muda de direção, se uma guerra distante vai encarecer o pão da mesa, se uma crise nos mercados vai fechar a fábrica do interior, ou se a onda ideológica que avança sobre o planeta vai desembarcar na praia vizinha no próximo domingo. Ele calcula o impacto da tempestade global no telhado do botequim do Zé, ajustando as velas das alianças antes mesmo do primeiro pingar de chuva.
Sem ódio
Enquanto os amadores gritam e reagem ao calor do momento, ele calcula a temperatura do amanhã. Sabe a hora exata de engolir um sapo seco em público sem fazer careta, de recuar dois passos em silêncio para que o adversário avance no vácuo, e de dar o bote certeiro quando o inimigo acha que já venceu a guerra. Não há ódio no seu cálculo, assim como não há paixão cega na sua decisão; há apenas a clareza glacial de quem entende que o poder é uma maré imprevisível, e que só sobrevive nela quem sabe interpretar o movimento das águas antes de todo mundo.
Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista
Lula e o Nordeste Independente, parte 1, por Roberto Vieira*
13/10/2026
… Os resultados das eleições presidenciais trouxeram novamente a vitória de Lula no Nordeste e sua derrota no restante do Brasil, salvo algumas exceções. O fato levou muita gente a botar, outra vez, a culpa do resultado no atraso do nordestino perante o Sul/Sudeste/Centro-Oeste. Porém, a realidade dos números não é tão cor-de-rosa para o petismo. Tanto que, usando os números reais das eleições, podemos imaginar seu impacto num hipotético país chamado ‘Nordeste Independente’, governado por Lula e o PT desde 2003.
Soberano
O Nordeste Independente, soberano desde o plebiscito de 2002, assistiu perplexo às eleições de outubro de 2026. Após 23 anos de hegemonia ininterrupta do Partido dos Trabalhadores no Poder Executivo Federal, a apuração dos votos no Palácio Lindu trouxe um resultado que ninguém no governo previa: a eleição da Câmara dos Deputados e do Senado mais conservadora e liberal da história da jovem república. Analisando os números frios das u...
… Os resultados das eleições presidenciais trouxeram novamente a vitória de Lula no Nordeste e sua derrota no restante do Brasil, salvo algumas exceções. O fato levou muita gente a botar, outra vez, a culpa do resultado no atraso do nordestino perante o Sul/Sudeste/Centro-Oeste. Porém, a realidade dos números não é tão cor-de-rosa para o petismo. Tanto que, usando os números reais das eleições, podemos imaginar seu impacto num hipotético país chamado ‘Nordeste Independente’, governado por Lula e o PT desde 2003.
Soberano
O Nordeste Independente, soberano desde o plebiscito de 2002, assistiu perplexo às eleições de outubro de 2026. Após 23 anos de hegemonia ininterrupta do Partido dos Trabalhadores no Poder Executivo Federal, a apuração dos votos no Palácio Lindu trouxe um resultado que ninguém no governo previa: a eleição da Câmara dos Deputados e do Senado mais conservadora e liberal da história da jovem república. Analisando os números frios das urnas, o Nordeste é mais liberal do que socialista.
Surpresa
Acostumado a governar com relativa tranquilidade e forte respaldo dos programas sociais de transferência de renda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viu o mapa eleitoral da nação nordestina mudar de cor do dia para a noite. Dos 151 assentos da Câmara dos Deputados do novo país, a oposição e os setores moderados conquistaram a maioria.
Direita
A Direita e a Centro-Direita obtiveram 69 cadeiras, impulsionadas pelo dinamismo do agronegócio no Maranhão, Piauí e Bahia, pelas bancadas religiosas e pela classe média das capitais. A oposição liderada pelo PL (20), PP (16), União Brasil (15) e pela coligação Republicanos/Podemos (18) tornou-se a maior força do Parlamento. O Centro Pragmático, com 39 cadeiras, liderado pelo PSD (18) e MDB (13), consolidou-se como o verdadeiro fiel da balança. Sem ideologias rígidas, este bloco foca a sua atuação na distribuição de emendas parlamentares e na exigência de disciplina fiscal.
Esquerda Nordestina
A aliança de esquerda (PT com 21, PSB com 14, PCdoB/PV/PSOL com 5 e PDT com 3) encolheu criticamente, ficando longe dos 76 votos necessários para aprovar a maioria simples das leis e orçamentos. Foi a notícia mais inesperada das eleições na América do Sul em 2026.
Paradoxo
O resultado revelou uma profunda fissura geopolítica no país. Enquanto o PT ainda mantém o comando direto de 4 dos 9 governos estaduais (Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte), a população escolheu deputados e senadores com perfil abertamente fiscalista e liberal. Nas palavras de analistas em Recife e Salvador, o eleitor do Nordeste Independente mandou um recado duplo: quer a manutenção da rede de proteção social no Executivo, mas exige um Parlamento capaz de travar os gastos crescentes do Estado, a inflação da moeda local e o alinhamento automático com potências estrangeiras.
Veja amanhã no Capítulo 2: Os onze guardiões do Palácio Lindu e o Senado Inesperado
NOTA: Todas as informações desta série foram retiradas dos resultados reais das eleições de outubro de 2026.
*Roberto Vieira é médico e cronista
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.
Análise - Pesquisas e apostas no segundo turno
13/10/2026
Por Claude de Tal e Qual*
Lead: Pesquisas e mercados de apostas apontam o mesmo favorito. O que isso significa, e o que ainda pode mudar em doze dias?
A noite em que o Brasil trocou de pergunta
Na noite de 4 de outubro, o painel do TSE parou de oscilar. Flávio Bolsonaro, 47,03%. Lula, 45,16%. Menos de dois pontos de diferença, pouco mais de dois milhões de votos, e nenhum dos dois com a metade mais um. O Brasil foi dormir sabendo que haveria segundo turno e acordou, na segunda-feira, fazendo uma pergunta diferente da que fazia na véspera. Antes era “quem vai para o segundo turno?”. Agora é “quem vai ganhar?”.
Essa pergunta
Tem duas respostas que não se confundem. Confundi-las é o erro mais comum de quem lê jornal, inclusive de quem escreve nele. Uma é a resposta da intenção de voto: quantos por cento cada um tem. A outra é a resposta da chance: qual a probabilidade de cada um vencer. Cinque...
Por Claude de Tal e Qual*
Lead: Pesquisas e mercados de apostas apontam o mesmo favorito. O que isso significa, e o que ainda pode mudar em doze dias?
A noite em que o Brasil trocou de pergunta
Na noite de 4 de outubro, o painel do TSE parou de oscilar. Flávio Bolsonaro, 47,03%. Lula, 45,16%. Menos de dois pontos de diferença, pouco mais de dois milhões de votos, e nenhum dos dois com a metade mais um. O Brasil foi dormir sabendo que haveria segundo turno e acordou, na segunda-feira, fazendo uma pergunta diferente da que fazia na véspera. Antes era “quem vai para o segundo turno?”. Agora é “quem vai ganhar?”.
Essa pergunta
Tem duas respostas que não se confundem. Confundi-las é o erro mais comum de quem lê jornal, inclusive de quem escreve nele. Uma é a resposta da intenção de voto: quantos por cento cada um tem. A outra é a resposta da chance: qual a probabilidade de cada um vencer. Cinquenta e dois por cento de intenção não são cinquenta e dois por cento de chance. Dependendo do tamanho da vantagem e do tempo que falta, 52% dos votos podem significar 70% de chance, ou 90%. É disso que trata este artigo.
O que significa 9 em 10
Imagine o médico que avisa que uma cirurgia tem 90% de chance de dar certo. Ninguém entende que ele garantiu o resultado. Nove em cada dez pacientes saem bem; um não sai. E o paciente não sabe de antemão se é um dos nove ou se é o décimo. É exatamente assim com uma eleição.
Favorito não quer dizer vencedor
Quando as contas dizem que Flávio Bolsonaro tem perto de 88% de chance de vencer no dia 25, estão dizendo que, se esta eleição pudesse ser disputada cem vezes nas condições de hoje, ele venceria perto de noventa e perderia perto de dez. Ele é o favorito. Não é o vencedor.
De onde vem o número?
De dois ingredientes. O primeiro é a vantagem média nas pesquisas, entre quatro e seis pontos nos votos válidos, conforme o peso que se dá a cada instituto. O segundo é o erro que as pesquisas costumam cometer, somado ao que ainda pode acontecer em doze dias. Esse segundo ingrediente também vale perto de quatro pontos. Uma vantagem de cinco, com uma incerteza de quatro, dá nove em dez. Se a vantagem fosse de dois pontos, cairia para perto de sete em dez. Se fosse de oito, passaria de 97%.
Cinco pontos parecem pouco
Não são. Em uma eleição com cerca de 119 milhões de votos válidos, cinco pontos são quase seis milhões de pessoas, mais do que toda a Região Metropolitana do Recife. Lula precisaria convencer uma cidade inteira dessas a mudar de ideia em doze dias, ou torcer para que as pesquisas estejam erradas na direção dele.
As pesquisas uma a uma
Desde o 1º turno, sete institutos foram a campo. Seis puseram Flávio na frente; um, a Vox, pôs Lula. Mas pesquisa não se soma como feijão. Uma leitura séria faz o que a medicina faz quando junta vários estudos num só: dá a cada um um peso proporcional à sua confiabilidade. Aqui, a régua é uma só, e não tem torcida: quem errou menos no 1º turno pesa mais. Quem errou quatro pontos pesa um quarto de quem errou um. Para que um único acerto não decida tudo, nenhum instituto conta como se tivesse errado menos de um ponto. O Ipespe, que não publicou pesquisa na véspera do 1º turno, recebe o peso mediano.
A média simples das sete
Dá Flávio 52,2% a 47,8%, uma vantagem de 4,5 pontos. A média ponderada pelo acerto sobe para 53,1% a 46,9%, 6,2 pontos. Mas é preciso honestidade sobre de onde vem essa diferença: a Gerp, sozinha, responde por 40% do peso. É um instituto pequeno, que acertou uma vez. Tirando a Gerp e mantendo a mesma régua, a média cai para 51,8% a 48,2%, 3,7 pontos. A vantagem real de Flávio está, portanto, entre 3,7 e 6,2 pontos. Traduzido em chance: entre 82% e 94%, perto de 88% no meio do caminho.
A novidade desta terça-feira
Vem justamente do segundo instituto mais preciso da lista. O PoderData, que ouviu 3 mil eleitores por telefone entre 10 e 12 de outubro, viu a diferença cair de seis para dois pontos em cinco dias: Flávio foi de 53% para 51%, Lula de 47% para 49%. É o primeiro sinal de reação de Lula desde o 1º turno, e vem de quem errou menos de três pontos na primeira rodada. Um só levantamento não faz tendência. Se a Quaest, que divulga a sua primeira pesquisa de segundo turno nesta quarta-feira, confirmar o movimento, a balança muda de verdade.
Um detalhe
Que pesa do outro lado. No 1º turno, quase todos os institutos ficaram abaixo do resultado de Flávio, e nenhum ficou acima. Os grandes, Datafolha e Quaest, subestimaram o senador em mais de três pontos. Foi assim também em 2022, quando Jair Bolsonaro terminou o 1º turno sete pontos acima do Datafolha. Se o padrão se repetir no dia 25, a vantagem real de Flávio é maior do que a que as pesquisas mostram. Se não se repetir, os números valem pelo que são.
O dinheiro que opina
Enquanto os institutos batiam de porta em porta e discavam telefones, outra pesquisa corria, sem questionário e sem entrevistador. Chama-se Polymarket, uma bolsa de apostas sobre acontecimentos. Apostadores do mundo inteiro compram, por alguns centavos de dólar, um contrato que paga um dólar se Flávio vencer, ou outro que paga um dólar se Lula vencer. O preço do contrato vira a probabilidade que a multidão atribui a cada um.
Na noite de 12 de outubro
Ou seja, ontem, o contrato de Flávio custava 87,8 centavos, e o de Lula, 12,5. Cento e oitenta milhões de dólares já passaram por esse mercado. O Kalshi, a casa americana regulada pelo governo dos Estados Unidos, marcava 88% para o senador. E há um mercado paralelo, só para a margem de vitória: o cenário mais negociado é Flávio por 4 a 8 pontos, com quase metade das apostas; Lula vencendo por menos de 4 pontos fica com 10%.
O curioso
É que esse número, 87 ou 88%, é quase idêntico ao que sai da balança das pesquisas. Não é coincidência, e tampouco é confirmação. O apostador em Singapura ou em Miami lê as mesmas pesquisas que você. Ele só acrescenta uma coisa que o entrevistado do Datafolha não acrescenta: dinheiro.
Pesquisa e apostas: são parentes, mas não são gêmeos
As semelhanças são evidentes. As duas tentam prever o mesmo resultado, as duas se alimentam das mesmas informações públicas e, nesta eleição, as duas apontam para o mesmo favorito com a mesma convicção.
As diferenças são mais importantes
A pesquisa pergunta ao eleitor o que ele vai fazer. A aposta pergunta a um estranho o que ele acha que o eleitor vai fazer. A primeira mede intenção; a segunda mede expectativa.
A pesquisa
Tem margem de erro conhecida e um vício conhecido: nas últimas três eleições, subestimou a direita. A aposta não tem margem de erro, mas tem vícios próprios: poucos apostadores grandes conseguem mexer no preço, e a multidão que aposta, estrangeira, jovem e ligada ao mundo das criptomoedas, não se parece com o eleitor de Petrolina ou de Caruaru.
Prazos
A pesquisa demora. O campo leva três ou quatro dias, e o número sai depois. A aposta reage em minutos. Quando o Datafolha divulgou sua primeira pesquisa de segundo turno, o contrato de Flávio subiu dois pontos logo em seguida. E há a diferença que mais interessa ao leitor: o histórico. Em 2024, os mercados de apostas deram Donald Trump como favorito quando as pesquisas falavam em empate, e acertaram. Em 2016, deram cerca de 80% para Hillary Clinton e para a permanência do 8Reino Unido naEuropa, e erraram as duas. O dinheiro enxerga longe, mas também fica cego quando toda a torcida aposta no mesmo cavalo.
Os fantasmas de 14 e 22
Toda eleição brasileira carrega assombrações, e as duas que rondam este segundo turno têm nome e data. A primeira é de 2014. Em 9 de outubro daquele ano, o Datafolha publicou Aécio Neves com 51% dos votos válidos contra 49% de Dilma Rousseff. Dezessete dias depois, Dilma venceu com 51,6%. O favorito das pesquisas de outubro perdeu em outubro. Quem hoje garante que cinco pontos são intransponíveis esquece que dois pontos a favor viraram três contra em pouco mais de duas semanas. A segunda é de 2022. Na véspera do segundo turno, o Datafolha dava Lula 52 x 48. Lula venceu com 50,9%. A vantagem que as pesquisas mostravam encolheu na urna, dessa vez contra o próprio Lula. Jair Bolsonaro, que terminara o 1º turno sete pontos acima do que as pesquisas previam, chegou a menos de dois pontos da reeleição. Os dois fantasmas ensinam a mesma lição, cada um por um lado: as pesquisas erram, e nem sempre na mesma direção. Por isso nove em dez, e não dez em dez.
Doze dias e um destino
O que pode mudar até o dia 25? Pouca coisa, e tudo. Pouca coisa, porque o eleitor brasileiro já decidiu. Na Gerp, 94% dizem ter voto definido; no Datafolha, só 1% se declara indeciso. Os vídeos que correm pelos grupos de WhatsApp, verdadeiros ou falsos, convencem quase sempre quem já estava convencido. Houve vandalismo na saída do ato de Lula na Paulista, no domingo 11, confirmado pela Polícia Militar: portas e grades quebradas na estação Consolação, pichações, tumulto. Houve também vídeos de uma suposta invocação satânica e de uma militante consumindo droga no mesmo ato, e os dois eram de outros lugares e outras datas, como mostrou a Agência Lupa. Do outro lado, uma deputada eleita culpou bolsonaristas pelo incêndio da UFPE e apagou o post sem apresentar prova. Cada bolha recebe a sua ração de indignação diária, e o placar não se mexe.
Sua excelência o fato
E tudo, porque o que move eleição em reta final não é vídeo, é fato. Um debate desastroso, uma denúncia com documento, uma frase que o candidato não consegue desdizer. O caso do Banco Master já roçou os dois: há áudios de Flávio negociando 134 milhões de reais com o banqueiro Daniel Vorcaro para um filme sobre o pai, que ele chama de patrocínio, e há o relato do mesmo Vorcaro sobre 30 milhões por fora para um filme sobre Lula, que a Polícia Federal descartou por falta de provas. Nenhum dos dois tem condenação. Qualquer um dos dois pode virar manchete até o dia 25.
Probabilidade não é destino
No fim da tarde de 25 de outubro, a partir das cinco, o painel do TSE voltará a oscilar e, duas ou três horas depois, vai parar. Os nove em dez e o um em dez vão desaparecer, e no lugar deles ficará um número só, sem decimais de dúvida.
Até lá
O que se pode dizer com honestidade é isto: Flávio Bolsonaro é o favorito, pelas pesquisas, pela balança que as pondera e pelo dinheiro que aposta nelas. Lula é o azarão, mas é um político que já viu, em 2014, a sua candidata virar um jogo parecido com este.
Haja sonífero
Quem tem 88% não tem o direito de dormir tranquilo. Quem tem 12% não tem o direito de desistir. Nas urnas, como na vida, a probabilidade é um conselho, não uma sentença. Os cem por cento só existem no domingo à noite.
*Claude de Tal e Qual é pseudônimo de leitor de O Poder que, pela função empresarial que exerce, não quer se identificar. Trabalha com dados e usa IA com intimidade. O Poder não assume o artigo como expressão de sua linha editorial porém respeita e acolhe a seriedade do trabalho. Qualquer discordância será publicada.
Kassio barra decisão de corregedor e suspende Exército de Lula até registro
13/10/2026
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, barrou hoje, terça-feira (13/10) a decisão do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia autorizado a reativação do canal “Exército do Lula” no WhatsApp.
A decisão
Com a nova decisão, o canal deverá permanecer suspenso até que seja registrado na Corte Eleitoral e cumpra as demais condições estipuladas pelo ministro.
Na determinação, Kassio argumentou que um ministro não pode anular ou rever de forma monocrática decisões administrativas tomadas pela Presidência do TSE. Segundo ele, cabe exclusivamente ao presidente da Corte fiscalizar as plataformas digitais e verificar se elas cumprem as regras estabelecidas.
Ressaltou
O ministro ressaltou que a fiscalização das plataformas, avaliada no processo relatado por Kassio, é diferente do julgamento de ações eleitorais que podem levar à cassação de ma...
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, barrou hoje, terça-feira (13/10) a decisão do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia autorizado a reativação do canal “Exército do Lula” no WhatsApp.
A decisão
Com a nova decisão, o canal deverá permanecer suspenso até que seja registrado na Corte Eleitoral e cumpra as demais condições estipuladas pelo ministro.
Na determinação, Kassio argumentou que um ministro não pode anular ou rever de forma monocrática decisões administrativas tomadas pela Presidência do TSE. Segundo ele, cabe exclusivamente ao presidente da Corte fiscalizar as plataformas digitais e verificar se elas cumprem as regras estabelecidas.
Ressaltou
O ministro ressaltou que a fiscalização das plataformas, avaliada no processo relatado por Kassio, é diferente do julgamento de ações eleitorais que podem levar à cassação de mandatos ou à inelegibilidade de candidatos, como o que estava nas mãos de Villas Bôas Cueva. Para Kassio, Cueva "exorbitou os limites de sua competência" ao determinar a reativação do canal.
Risco
A decisão também aponta risco de prejuízo ao processo eleitoral caso o canal continuasse funcionando. Segundo o documento, o grupo já reunia mais de 3,4 milhões de seguidores e orientava militantes a realizar ações automatizadas para influenciar os algoritmos das redes sociais.
Morre cantor Netinho, do hit "Milla", aos 60 anos após câncer
13/10/2026
Considerado um dos principais cantores do axé music, o cantor Netinho morreu na manhã de hoje, terça-feira (13/10), aos 60 anos, em Salvador. O músico enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, que evoluiu para um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos.
Redes sociais
Nas redes sociais, a assessoria de imprensa o artista confirmou o falecimento e lamentou o ocorrido. "Artista extraordinário, talentoso, sensível e inovador, Netinho construiu uma trajetória marcada pela alegria, pela música e por um carisma inconfundível", diz trecho.
"Sua voz, sua energia e sua forma tão particular de se conectar com o público deixam um legado que permanecerá para sempre na memória e no coração de seus fãs, amigos e de todos que tiveram o privilégio de acompanhá-lo", acrescentou.
Partiu tranquilo
Ainda conforme o comunicado, Netinho partiu tranquilo, como costumava dizer nos últim...
Considerado um dos principais cantores do axé music, o cantor Netinho morreu na manhã de hoje, terça-feira (13/10), aos 60 anos, em Salvador. O músico enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, que evoluiu para um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos.
Redes sociais
Nas redes sociais, a assessoria de imprensa o artista confirmou o falecimento e lamentou o ocorrido. "Artista extraordinário, talentoso, sensível e inovador, Netinho construiu uma trajetória marcada pela alegria, pela música e por um carisma inconfundível", diz trecho.
"Sua voz, sua energia e sua forma tão particular de se conectar com o público deixam um legado que permanecerá para sempre na memória e no coração de seus fãs, amigos e de todos que tiveram o privilégio de acompanhá-lo", acrescentou.
Partiu tranquilo
Ainda conforme o comunicado, Netinho partiu tranquilo, como costumava dizer nos últimos meses de tratamento. "Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte".
A equipe de Netinho afirmou ainda que por desejo do artista, o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, em uma cerimônia restrita a familiares e amigos próximos.
Agenda dos candidatos: Lula anuncia medidas para MEIs e Flávio volta a visitar Bolsonaro
13/10/2026
A menos de duas semanas para o segundo turno das eleições presidenciais, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) devem iniciar hoje, terça-feira (13/10) com agendas em Brasília. A previsão é de que o petista tenha compromissos presidenciais, lançando novas linhas de crédito e medidas para reduzir o endividamento de empreendedores. Já o senador vai se encontrar com o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro após o fim da suspensão de 90 dias que proibia as visitas.
Lula
Lula deve fazer acenos sobre a proposta que aumenta o limite de faturamento do MEI (Microempreendedor Individual) e que está travada na Câmara. Durante um ato em Natal (RN) no último sábado (10), o atual presidente da República sinalizou que discutiria medidas para ajudar o "pessoal do Super Simples e o pessoal do MEI".
O projeto
O projeto aumenta de R$ 81 mil para R$ 130 mil o limite de receita bruta anual para enquadr...
A menos de duas semanas para o segundo turno das eleições presidenciais, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) devem iniciar hoje, terça-feira (13/10) com agendas em Brasília. A previsão é de que o petista tenha compromissos presidenciais, lançando novas linhas de crédito e medidas para reduzir o endividamento de empreendedores. Já o senador vai se encontrar com o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro após o fim da suspensão de 90 dias que proibia as visitas.
Lula
Lula deve fazer acenos sobre a proposta que aumenta o limite de faturamento do MEI (Microempreendedor Individual) e que está travada na Câmara. Durante um ato em Natal (RN) no último sábado (10), o atual presidente da República sinalizou que discutiria medidas para ajudar o "pessoal do Super Simples e o pessoal do MEI".
O projeto
O projeto aumenta de R$ 81 mil para R$ 130 mil o limite de receita bruta anual para enquadramento como MEI e permite a contratação de até dois empregados. Há a possibilidade também de que o presidente Lula assine atos sobre os mercados de jogos eletrônicos e telemarketing.
Flávio
Flávio visita Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília, durante a manhã. O encontro marca a retomada das visitas depois do fim de uma suspensão de 90 dias determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em 13de julho.
O retorno
O retorno de visitas entre Flávio e Jair ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizar que o presidenciável retome as visitas ao pai.
A proibição foi imposta após a publicação, nas redes sociais, de uma carta escrita pelo ex-presidente, em descumprimento de uma cautelar que proibia o uso da internet por terceiros. A suspensão terminou no domingo (11/10).
Viaja
Mais tarde, o candidato do PL viaja para São Paulo onde faz uma reunião com o MDB e, posteriormente, participa de evento promovido por entidades do setor produtivo na capital paulista.
Lula planeja atos em capitais para manter engajamento da esquerda
13/10/2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja novas manifestações de esquerda, no fim de semana, para manter o engajamento da militância de esquerda no segundo turno.
A ideia da campanha petista é promover atos semelhantes aos realizados em São Paulo e no Rio de Janeiro em um novo circuito de capitais: Belo Horizonte, Salvador, Belém, Fortaleza e Recife.
A ideia
Segundo analistas políticos,a ideia que tem sido defendida é de que o presidente faça, na próxima semana, um encontro com intelectuais e blogueiros com o objetivo de difundir o discurso da esquerda nas redes sociais.
Além disso, o presidente deve promover uma nova rodada de entrevistas a podcasts populares entre jovens e adultos para chegar a um eleitorado desiludido com a política.
Com CNN
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja novas manifestações de esquerda, no fim de semana, para manter o engajamento da militância de esquerda no segundo turno.
A ideia da campanha petista é promover atos semelhantes aos realizados em São Paulo e no Rio de Janeiro em um novo circuito de capitais: Belo Horizonte, Salvador, Belém, Fortaleza e Recife.
A ideia
Segundo analistas políticos,a ideia que tem sido defendida é de que o presidente faça, na próxima semana, um encontro com intelectuais e blogueiros com o objetivo de difundir o discurso da esquerda nas redes sociais.
Além disso, o presidente deve promover uma nova rodada de entrevistas a podcasts populares entre jovens e adultos para chegar a um eleitorado desiludido com a política.
Com CNN
Papa Leão XIV dá entrada em hospital de Roma para remover nódulo no pulmão
13/10/2026
O Papa Leão XIV deu entrada em um hospital de Roma para uma cirurgia de remoção de uma pequena massa no pulmão, naquela que é a sua primeira internação hospitalar desde o início do seu pontificado.
O nódulo
O pontífice de 71 anos disse à multidão reunida na Praça de São Pedro no domingo que os médicos haviam descoberto um “nódulo” em seu pulmão, o qual ele foi aconselhado a remover.
Um nódulo é uma massa de tecido denso que frequentemente é benigna. Leão disse no domingo que a alteração foi detectada “em um estágio muito inicial” e estava “bem delimitada”.
A cirurgia
A cirurgia acontecerá na tarde de hoje, terça-feira (13/10), horário local, no hospital Policlínico Universitário Agostino Gemelli, no noroeste de Roma, uma instituição médica privada que possui uma longa associação com o Vaticano.
O hospital
O hospital conta com uma suíte especial para o papa no 10º andar...
O Papa Leão XIV deu entrada em um hospital de Roma para uma cirurgia de remoção de uma pequena massa no pulmão, naquela que é a sua primeira internação hospitalar desde o início do seu pontificado.
O nódulo
O pontífice de 71 anos disse à multidão reunida na Praça de São Pedro no domingo que os médicos haviam descoberto um “nódulo” em seu pulmão, o qual ele foi aconselhado a remover.
Um nódulo é uma massa de tecido denso que frequentemente é benigna. Leão disse no domingo que a alteração foi detectada “em um estágio muito inicial” e estava “bem delimitada”.
A cirurgia
A cirurgia acontecerá na tarde de hoje, terça-feira (13/10), horário local, no hospital Policlínico Universitário Agostino Gemelli, no noroeste de Roma, uma instituição médica privada que possui uma longa associação com o Vaticano.
O hospital
O hospital conta com uma suíte especial para o papa no 10º andar, a qual o papa João Paulo II apelidou famosamente de “Vaticano Três” durante suas frequentes estadias no local – sendo a Basílica de São Pedro o "Vaticano Um" e a residência papal de Castel Gandolfo, o "Vaticano Dois".
Torneio de Vôlei deve reunir cerca de 100 atletas em Arena de Jaboatão dos Guararapes
13/10/2026
O vôlei que começou para muitos ainda na juventude continua vivo na areia, agora com novas histórias, reencontros e a mesma vontade de competir. No dia 17 de outubro, a Arena Azure, em Piedade, no Jaboatão dos Guararapes, recebe mais uma edição do Verão na Rede, único torneio de vôlei de praia exclusivamente master de Pernambuco. A competição, que realiza seu segundo torneio em 2026, deve reunir cerca de 100 atletas nas categorias master.
O evento
Realizado pela AC Eventos, o Verão na Rede nasceu da iniciativa da empresária, jornalista e atleta master amadora Andréa de Carvalho, que decidiu investir em um segmento que vem conquistando cada vez mais espaço: homens e mulheres que mantêm uma rotina ativa, treinam, competem e encontram no esporte uma importante ferramenta de saúde física, bem-estar mental e convivência social.
Propósito
Mais do que disputar medalhas, o torneio tem como propósito propo...
O vôlei que começou para muitos ainda na juventude continua vivo na areia, agora com novas histórias, reencontros e a mesma vontade de competir. No dia 17 de outubro, a Arena Azure, em Piedade, no Jaboatão dos Guararapes, recebe mais uma edição do Verão na Rede, único torneio de vôlei de praia exclusivamente master de Pernambuco. A competição, que realiza seu segundo torneio em 2026, deve reunir cerca de 100 atletas nas categorias master.
O evento
Realizado pela AC Eventos, o Verão na Rede nasceu da iniciativa da empresária, jornalista e atleta master amadora Andréa de Carvalho, que decidiu investir em um segmento que vem conquistando cada vez mais espaço: homens e mulheres que mantêm uma rotina ativa, treinam, competem e encontram no esporte uma importante ferramenta de saúde física, bem-estar mental e convivência social.
Propósito
Mais do que disputar medalhas, o torneio tem como propósito proporcionar aos atletas master um espaço pensado especialmente para eles, respeitando as faixas etárias e valorizando a competitividade de maneira equilibrada.
Encontros
Para Giovanni Amadeu Paiva dos Santos, professor universitário e atleta amador, uma das características mais especiais que o evento adquiriu desde sua criação foi a capacidade de promover reencontros.
“Desde a primeira vez que participei do Verão na Rede, percebi que ele era muito mais do que um torneio. Por ser exclusivamente master, é também um espaço de reencontros com amigos de tantos anos, que continuam ativos e fazendo o que amam: jogar vôlei! No fim, o Verão na Rede é isso: uma grande confraternização de atletas amadores masters apaixonados pelo voleibol!”, destaca o professor.
Uma geração que continua em movimento
O crescimento do esporte master acompanha uma geração que não enxerga a idade como motivo para abandonar a prática esportiva. São atletas amadores que conciliam trabalho, família e outras responsabilidades com uma rotina de treinos e competições.
Busca valorizar
É justamente esse público que o Verão na Rede busca valorizar. Em cada edição, cerca de 100 atletas passam pelo torneio, mostrando que existe espaço — e demanda — para eventos esportivos direcionados especificamente à categoria master.
Nesta edição, as disputas serão realizadas em duplas e quartetos, envolvendo categorias femininas, masculinas e mistas, com destaque para as faixas 40+ e 50+, de acordo com a programação oficial da competição.
Além dos jogos, o Verão na Rede aposta na experiência proporcionada aos participantes. A proposta é criar um ambiente de acolhimento e integração, no qual o atleta possa competir, encontrar amigos, confraternizar e aproveitar toda a estrutura preparada para o evento.
Empresas também entram nessa rede
O torneio conta ainda com parcerias e apoios de empresas que identificam o potencial do público master e acreditam na associação de suas marcas a valores como esporte, longevidade, saúde, qualidade de vida e bem-estar.
Fundamental
Para a organização, essa aproximação é fundamental não apenas para o crescimento do Verão na Rede, mas também para ampliar a visibilidade de um público consumidor ativo e cada vez mais presente no esporte.
“O nosso propósito é fortalecer o vôlei master e mostrar que existe uma geração que quer continuar competindo, convivendo e vivendo novas experiências. Quando uma empresa acredita no Verão na Rede, ela também passa a fazer parte desse movimento”, reforça Andréa.
Espaço no calendário
Em sua segunda realização no ano, o Verão na Rede segue construindo seu espaço no calendário esportivo pernambucano com uma identidade própria: competição para quem ainda tem muito jogo pela frente e encontros que vão muito além da rede.
O Poder
Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta terça-feira Por Alek Maracajá
13/10/2026
Brasília, 13 de outubro de 2026
...faltam 12 dias para o 2º turno. Hoje é terça 13, não sexta 13, mas o TSE está trabalhando como se fosse
A pesquisa fotografa. O digital acelera. O TSE conserta o áudio. A urna espera o dia 25
A BTG/Nexus traz Flávio 52% × Lula 48% nos válidos, empate técnico no limite da margem. No Instagram, Lula passou dos 17 milhões e cresceu 2,4 vezes mais que Flávio desde o dia 7.
Flávio volta a ver o pai após 90 dias, Lula anuncia pacote para MEIs, Kassio chama as duas campanhas para conversar e a Meta jura que foi só uma "falha técnica global".
Resumo da manhã: um ficou sem som na TV, o outro ficou sem contador no Reels. Empate técnico até no azar
Termômetro eleitoral: BTG/Nexus × digital
Flávio 52% × Lula 48%: empate técnico no limite
Nos votos totais, Flávio 48% × Lula 45%, com 5% de brancos e nulos e...
Brasília, 13 de outubro de 2026
...faltam 12 dias para o 2º turno. Hoje é terça 13, não sexta 13, mas o TSE está trabalhando como se fosse
A pesquisa fotografa. O digital acelera. O TSE conserta o áudio. A urna espera o dia 25
A BTG/Nexus traz Flávio 52% × Lula 48% nos válidos, empate técnico no limite da margem. No Instagram, Lula passou dos 17 milhões e cresceu 2,4 vezes mais que Flávio desde o dia 7.
Flávio volta a ver o pai após 90 dias, Lula anuncia pacote para MEIs, Kassio chama as duas campanhas para conversar e a Meta jura que foi só uma "falha técnica global".
Resumo da manhã: um ficou sem som na TV, o outro ficou sem contador no Reels. Empate técnico até no azar
Termômetro eleitoral: BTG/Nexus × digital
Flávio 52% × Lula 48%: empate técnico no limite
Nos votos totais, Flávio 48% × Lula 45%, com 5% de brancos e nulos e 2% que não sabem. Margem de 2 pontos, 2.002 entrevistas por telefone, de 10 a 12 de outubro.
Rejeição: Lula 51%, Flávio 47%. Governo ruim ou péssimo para 45%; ótimo ou bom para 34%.
Leitura: Flávio segue numericamente à frente, como no Datafolha e na Atlas da semana passada, mas aqui sem distância fora da margem.
Diferença de 4 pontos com margem de 2. O estatístico diz "empate", o militante diz "vitória" e a planilha só pede calma
Lula chega a 17.046.359 seguidores, contra 13.872.204 de Flávio: 3,17 milhões de vantagem.
Nos vídeos de destaque, o jogo vira. Os 18 melhores de Flávio somam 238,9 milhões de visualizações, contra 109,9 milhões de Lula. Flávio tem dez vídeos acima de 10 milhões; Lula, três.
Leitura: Lula tem mais audiência e cresce mais, em número e em proporção. Flávio tem menos seguidores, mas seus vídeos viajam mais longe.
"Lula virou o ritmo. Nas redes, eleição não se ganha na largada, se ganha no fôlego." — Alek Maracajá
Um tem a maior torcida, o outro tem os melhores gols. O algoritmo, como sempre, só quer saber de quem vai pro replay
Principais movimentos
Flávio volta a ver o pai depois de 90 dias
Com autorização de Alexandre de Moraes, Flávio visita hoje Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar. As visitas estavam suspensas desde julho, quando Moraes entendeu que o ex-presidente usou redes por meio de terceiros. "Estou ansioso, há mais de três meses sem poder vê-lo", disse Flávio, que chamou a proibição de injustificada.
A visita põe o fator Bolsonaro de volta na vitrine a 12 dias da urna, e as imagens do reencontro tendem a circular forte nas redes.
Em Brasília, até visita de filho a pai precisa de despacho, prazo e jurisprudência
Lula abre o caixa do pequeno empreendedor
Lula deve anunciar hoje crédito e medidas contra dívidas de MEIs e empresas do Simples, além de apoiar projeto que sobe o teto do MEI de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. O texto permite contratar até dois funcionários. Segundo a Agência Câmara, 101.216 MEIs foram desenquadrados em 2025 e 2026 por estourar o limite.
A própria estratégia é ampliar eleitorado: o pacote mira quem empreende por conta própria.
Reta final de campanha é assim: o MEI acorda microempreendedor e dorme público-alvo prioritário
TSE: Kassio chama as campanhas para a DR
Kassio Nunes Marques recebe hoje os advogados de Flávio e Lula após o vaivém do canal "Exército do Lula", de André Janones: Kassio mandou tirar do ar no domingo e o corregedor Villas Bôas Cueva devolveu horas depois. Na segunda, o ministro Marco Aurélio Bellizze mandou Flávio e aliados apagarem, em 24 horas, vídeo falso atribuído ao ato de Lula na Paulista; a campanha de Flávio não comentou. E o programa de Flávio foi ao ar mudo na TV, no que o TSE chamou de "problema técnico no Pool de Mídias". Flávio perguntou "Você acredita em coincidência?", sem apresentar provas; o programa será reexibido.
Os dois lados acusam a Justiça Eleitoral de interferir, e o presidente do TSE vira personagem da campanha.
Canal derrubado e religado, vídeo apagado e programa sem som. O TSE virou assistência técnica com toga
Meta: "não foi o algoritmo, foi o mundo"
A coligação de Lula foi ao TSE e à ANPD alegando que a Meta favorecia Flávio ao travar visualizações do presidente. A Meta negou interferência: disse que uma "falha técnica global" congelou a contagem de views do Reels em 7/10, das 15h50 às 20h49, em mais de 100 países, e que a distribuição de Lula ficou "substancialmente acima" da média recente. O TSE ainda decide.
Com a contagem de views virando processo, cada número digital da reta final passa a ser auditado pelos dois lados.
Flávio ficou sem áudio, Lula ficou sem contador. Se houver debate, é bom levar legenda e calculadora
Leitura estratégica Ativaweb Datalab
Eleitoral: BTG/Nexus 52% × 48%, empate técnico no limite; a rejeição de Lula (51%) supera a de Flávio (47%).
Digital: Lula cresce mais e tem mais audiência; Flávio domina o alcance dos vídeos de destaque.
Narrativo: "falha técnica" virou o bordão do dia, servindo de argumento para as duas campanhas.
Institucional: além da reunião de hoje, Kassio é alvo de pedido de investigação dos deputados Rui Falcão e Rogério Correia (PT) ao STF por suposto vínculo com Daniel Vorcaro, do Master; o ministro nega irregularidades.
Economia: o pacote dos MEIs é a aposta de Lula para entrar no eleitorado empreendedor.
Pesquisa empatada, redes divididas, tribunal ocupado e o MEI no centro do palco. Brasília inventou o 2º turno com quatro turnos
Alerta Ativaweb
Métrica também tem falha. Hoje os dois lados contestam números: um a transmissão da TV, o outro a contagem de views. O dado digital é poderoso, mas depende da plataforma que o mede, e ela pode errar.
Por isso, cruzamos fontes e janelas. Seguidor mede tamanho de audiência; visualização mede circulação; nenhum dos dois mede voto.
Pesquisa mede intenção.
Digital mede atenção e interação.
Urna mede voto.
Fechamento
A história desta terça é falha, fôlego e empate.
A BTG/Nexus mantém Flávio à frente nos números, dentro do empate técnico. No Instagram, Lula ganha fôlego com mais de 1 milhão de novos seguidores desde quarta.
Enquanto isso, Flávio reencontra o pai, Lula fala com os MEIs e o TSE tenta explicar ao mesmo tempo um canal, um vídeo e um programa sem som.
Faltam 12 dias para o 2º turno.
Alek Maracajá
CEO da Ativaweb DataLab | Cientista de Dados e Pesquisador
Eleições 2026 - Campanha registra canal 'Exército do Lula' na Justiça Eleitoral
13/10/2026
A campanha do presidente Lula, candidato à reeleição, registrou hoje, terça-feira, 13/10, o endereço eletrônico do canal 'Exército do Lula', no aplicativo de mensagens WhatsApp, junto ao Tribunal Superior Eleitoral, TSE. A formalização do canal, que já soma mais de 4 milhões de inscritos, foi realizada pouco depois de o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, ter condicionado a manutenção do canal no ar ao seu registro junto à Justiça Eleitoral. O registro dos canais de comunicação com o eleitor é uma obrigação das campanhas oficiais. O canal 'Exército do Lula', contudo, é administrado pelo deputado reeleito André Janones, Rede.
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Publicações depois de 48 horas
Após registrar o canal junto ao Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários, NGDAP, do TSE, a coligação Brasil Pronto pra Mais, de apoio a Lula, ressalvou que fez o procedimento para atender à decisão de Nunes Marques, embora isso não signifique qu...
A campanha do presidente Lula, candidato à reeleição, registrou hoje, terça-feira, 13/10, o endereço eletrônico do canal 'Exército do Lula', no aplicativo de mensagens WhatsApp, junto ao Tribunal Superior Eleitoral, TSE. A formalização do canal, que já soma mais de 4 milhões de inscritos, foi realizada pouco depois de o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, ter condicionado a manutenção do canal no ar ao seu registro junto à Justiça Eleitoral. O registro dos canais de comunicação com o eleitor é uma obrigação das campanhas oficiais. O canal 'Exército do Lula', contudo, é administrado pelo deputado reeleito André Janones, Rede.
<'img2'>
Publicações depois de 48 horas
Após registrar o canal junto ao Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários, NGDAP, do TSE, a coligação Brasil Pronto pra Mais, de apoio a Lula, ressalvou que fez o procedimento para atender à decisão de Nunes Marques, embora isso não signifique que a campanha do candidato tenha assumido a administração do canal. Em sua decisão, Nunes Marques destacou que, mesmo com o registro junto ao TSE, o canal só deve voltar a publicar depois de 48 horas, prazo estipulado em norma eleitoral para canais oficiais de campanha. Hoje, o presidente do TSE determinou pela segunda vez a retirada do ar do canal, alegando a falta de registro como motivo. A decisão foi tomada em processo administrativo, que não precisa passar pelo crivo do plenário da Corte Eleitoral. Em entrevista na saída do Palácio do Planalto, após reunião com Lula, o deputado André Janones disse que todas as decisões judiciais serão cumpridas.
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