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O Sapo e a Escapada - Por Marcelo Tognozzi*

03/11/2026

A escapada de Flávio Bolsonaro, operada pela CIA, Mossad e SIDE, serviço secreto argentino, está muito além de mais um capítulo do espetáculo da eleição. Os americanos e seus aliados comandaram minucioso plano de resgate do ex-candidato do PL com apoio dos argentinos e equatorianos, num momento em que todo o Cone Sul, exceto o Brasil, está sob a batuta de Washington.

Jornais importantes, como Wall Street Journal e Washington Post, se posicionaram a favor de Flávio Bolsonaro e criticaram o ministro Alexandre de Moraes, anotando sua pressa em autorizar o recolhimento do passaporte do candidato derrotado minutos depois de confirmada a vitória de Lula. O que fica claro, seja na leitura dos periódicos ou na atitude do presidente Trump, é clara má vontade com o a reeleição do presidente Lula, não por meras picuinhas ideológicas ou pessoais, mas por questões de estado.

Tudo indica que o inédito resgate de Flávio foi o 1º passo de algo maior prestes a acontecer....

A escapada de Flávio Bolsonaro, operada pela CIA, Mossad e SIDE, serviço secreto argentino, está muito além de mais um capítulo do espetáculo da eleição. Os americanos e seus aliados comandaram minucioso plano de resgate do ex-candidato do PL com apoio dos argentinos e equatorianos, num momento em que todo o Cone Sul, exceto o Brasil, está sob a batuta de Washington.

Jornais importantes, como Wall Street Journal e Washington Post, se posicionaram a favor de Flávio Bolsonaro e criticaram o ministro Alexandre de Moraes, anotando sua pressa em autorizar o recolhimento do passaporte do candidato derrotado minutos depois de confirmada a vitória de Lula. O que fica claro, seja na leitura dos periódicos ou na atitude do presidente Trump, é clara má vontade com o a reeleição do presidente Lula, não por meras picuinhas ideológicas ou pessoais, mas por questões de estado.

Tudo indica que o inédito resgate de Flávio foi o 1º passo de algo maior prestes a acontecer. Não é teoria da conspiração, mas geopolítica pura. O Brasil está literalmente cercado por aliados dos Estados Unidos. A Venezuela é agora espécie de 51º estado americano com as grandes petroleiras mandando no jogo, além do controle da Guiana, ou seja, de todo o Essequibo, região riquíssima em petróleo, capaz de rivalizar com o Oriente. Não foi por mero acaso alvo da ambição de Nicolás Maduro, que tentou, sem sucesso, anexar a região.

A eleição brasileira aconteceu num contexto de mudanças do equilíbrio de forças do planeta. Está sendo construída a versão do século 21 do Tratado de Tordesilhas, com a Terra dividida entre os Estados Unidos e a China. Por mais barulho que façam a mídia e as redes sociais sobre a eleição de meio de mandato, marcada para o próximo dia 3, Donald Trump seguirá olímpico, com aquela empáfia de quem sabe que não poderá ser reeleito e quer entregar seu país reindustrizado, dólar forte, influencia no continente, controle de rotas comerciais importantes como Ormuz, e capacidade de atuar militarmente onde for preciso.

Passada esta eleição, Trump irá escalar a guerra contra o Irã. Isso dará a ele pretexto para criar caso com o Brasil, maior aliado dos iranianos deste lado do mundo. Aliás, como pontuou um diplomata, o Brasil hoje é aliado do Irã, Coréia do Norte, África do Sul, Rússia, China e mais uma dúzia de cacarecos xiitas, vistos como terroristas por boa parte do mundo. O problema é que a Rússia está em guerra com a Ucrânia e a China tem por princípio não fazer guerra quente. A guerra dela é comercial.

A escalada do conflito no Irã pressionará ainda mais os preços dos combustíveis. O diesel caro, seguirá subindo. O Brasil depende do diesel russo, que agora é vendido também para os Estados Unidos. Trump está comprando de Putin o que pode, porque acredita ser este instrumento de controle da inflação.

O Escudo das Américas não servirá apenas para combater o terrorismo e o narcotráfico. Ele também será instrumento de pressão contra os 3 últimos focos de resistência à hegemonia americana no continente: Brasil, Nicarágua e Cuba. El Salvador mandou tropas para o Haiti para combater as gangues que tomaram conta do país. São mais de 2 mil homens em armas. Não aconteceu por acaso. Farão do Haiti um campo de batalha experimental. Um front muito parecido com o do Rio de Janeiro.

E o resgate de Flávio confirmou isso numa operação conjunta entre a CIA e o SIDE. A inteligência argentina ganhou um upgrade desde que Milei se converteu ao judaísmo e enviou seu rabino, Shimon Axel Wahnish, 46 anos, para ser embaixador em Israel. Na posse de Milei, em 10 de dezembro de 2023, Axel Wahnish participou da cerimônia ecumênica na Catedral Metropolitana de Buenos Aires. Ali, diante das câmeras, o rabino perguntou ao presidente se lembrava o que pedia a Deus havia tanto tempo. Milei respondeu: “sabedoria, temperança e coragem”. Em fevereiro de 2024 ele acompanhou Milei na 1ª viagem oficial a Israel.

Por isso, o fato de Flávio ter saído do país pela tríplice fronteira, mostra que a região, conhecido furdúncio coabitado por membros do Hammas, Hezbolah, agentes iranianos, traficantes de drogas, vendedores de armas, guerrilheiros e pequenos bandidos, está dominado pelas forças de segurança. Argentinos e israelenses trabalham juntos e intensamente desde que Milei chegou à Casa Rosada. Com a volta de Trump ao poder os laços se estreitaram.

Enquanto cuida do seu quintal latino-americano Trump negocia com os chineses e russos. É uma ilusão imaginar que os chineses, com uma história de 5 mil anos de comércio, deixarão de comprar e vender para os Estados Unidos por causa do Brasil, lugar que, chova ou faça sol, continuará dependente deles, simplesmente porque são nosso maior parceiro comercial. O governo de Xi Jinping convive bem com Trump, assim como europeus, africanos e árabes. Os chineses em geral são conservadores, além de pragmáticos, têm profundo desprezo pela esquerda brasileira, por eles considerada atrasada e permissiva por defender abertamente pautas como a liberação das drogas e o homossexualismo. Não há essa afinidade toda. No fundo eles nos enxergam como clientes e fornecedores.

Tanto os americanos quanto os chineses já precificaram o tamanho da crise econômica em que o Brasil está mergulhado e na qual deve afundar ainda mais nos próximos meses. Os sinais de mais inflação e maior instabilidade são claríssimos. A dívida pública não para de crescer. Até a dívida externa, problema superado em 2006, quando país quitou o que devia ao FMI, voltou. Hoje temos reservas de US$ 402 bilhões e dívida de US$ 407 bilhões.

É muita miopia analisar o resgate de Flávio apenas pelo lado da nossa política interna. Tem muito caroço debaixo deste angu. Entender o momento geopolítico é mais do que necessário. Do contrário, cairemos na armadilha daquele provérbio chinês do sapo no fundo do poço. Ele olha para cima, vê o círculo de céu e acha que aquilo é o céu inteiro.


*Marcelo S. Tognozzi é jornalista e consultor. Uma das principais referências da imprensa brasileira contemporânea.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

A China do Jeito que Eu Percebo - Crônica - Por Walmir Chagas*

03/11/2026

Eu vejo a China de um jeito que muita gente não está acostumada a ver. Não acho que ela seja perfeita, longe disso. Mas acho que ela provou uma coisa importante: um país pode crescer sem entregar o povo de bandeja para meia dúzia de famílias ricas.

No Ocidente, a gente aprende desde criança que votar é a maior liberdade que existe. Só que, na prática, muitas vezes a gente vota entre candidatos que dependem de dinheiro de grandes empresas, de bancos, de donos de mídia e de gente muito rica. Então a pergunta que fica é: será que a gente escolhe mesmo, ou só escolhe quem o dinheiro deixou chegar até nós?

Pra mim, isso não é liberdade completa. É liberdade de escolher o sabor da coisa, mas não de mudar a receita. A pessoa pode votar, pode reclamar, pode fazer campanha — mas no fim, quem tem mais grana, mais propaganda e mais contato com o poder costuma levar vantagem.

A China me parece diferente nesse ponto. Lá o Estado não deixou o mercado mand...

Eu vejo a China de um jeito que muita gente não está acostumada a ver. Não acho que ela seja perfeita, longe disso. Mas acho que ela provou uma coisa importante: um país pode crescer sem entregar o povo de bandeja para meia dúzia de famílias ricas.

No Ocidente, a gente aprende desde criança que votar é a maior liberdade que existe. Só que, na prática, muitas vezes a gente vota entre candidatos que dependem de dinheiro de grandes empresas, de bancos, de donos de mídia e de gente muito rica. Então a pergunta que fica é: será que a gente escolhe mesmo, ou só escolhe quem o dinheiro deixou chegar até nós?

Pra mim, isso não é liberdade completa. É liberdade de escolher o sabor da coisa, mas não de mudar a receita. A pessoa pode votar, pode reclamar, pode fazer campanha — mas no fim, quem tem mais grana, mais propaganda e mais contato com o poder costuma levar vantagem.

A China me parece diferente nesse ponto. Lá o Estado não deixou o mercado mandar em tudo. O país investiu pesado em estrada, trem, energia, escola, hospital, água, internet e indústria. E o resultado foi algo enorme: centenas de milhões de pessoas saíram da pobreza extrema. Isso não é detalhe. Isso muda a vida de gente de verdade: mãe, pai, filho, trabalhador, agricultor.

Eu acho isso muito mais concreto do que discurso bonito de campanha. Porque liberdade também é ter onde morar, ter saúde, ter estudo, ter emprego, ter comida na mesa e ter um futuro pela frente. Não adianta falar tanto em “voto livre” se a pessoa vive presa em dívida, aluguel caro, plano de saúde caro e emprego precário.

Outra coisa que me chama atenção é a forma como a China lida com o capitalismo. Ela não acabou com ele. Tem empresa privada, tem lucro, tem mercado. Mas o Estado continua forte e participa das decisões. Ele direciona investimento, cuida de setores estratégicos e tenta impedir que a economia fique totalmente nas mãos de poucos.

É como se a China dissesse: “O mercado pode existir, mas não vai mandar no país inteiro.” Já no Ocidente, muitas vezes parece o contrário: quem manda é o dinheiro, e o governo fica ali para administrar os problemas que esse mesmo dinheiro cria.

Também gosto da ideia de que, na China, quem quer chegar a cargos altos geralmente precisa passar por uma trajetória longa. A pessoa começa em cargos menores, administra cidades, resolve problemas, cumpre metas e vai sendo testada ao longo do caminho. Não é como no Ocidente, onde às vezes alguém vira presidente basicamente por causa de discurso bonito, popularidade na TV e dinheiro de campanha.

Claro que eu não vou fingir que a China não tem problemas. Tem censura, tem controle político, tem limites na liberdade de expressão e na imprensa. Eu não acho que isso deva ser escondido. Mas também não acho justo usar só esses pontos para apagar tudo o que a China conseguiu fazer pela vida material do povo.

Pra mim, o Ocidente gosta muito de falar em liberdade, mas muitas vezes esquece que liberdade sem condições de viver é meio vazia. E a China mostra que dá para investir no povo, planejar o futuro e usar o crescimento para melhorar a vida de muita gente.

No fim, é isso que eu penso: a economia deveria existir para servir as pessoas, não as pessoas para servir a economia. A China não é o paraíso. Mas ela me faz pensar que existe outro caminho — um caminho em que o povo não é só consumidor, nem só eleitor, nem só mão de obra barata, mas sim a razão principal de um país existir.


*Walmir Chagas, é multiartista e livre pensador.


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NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.

Em meio às articulações para nova equipe, Lula chama cotados para reuniões em Brasília

03/11/2026

Em meio às articulações para a formação dos novos ministérios, o presidente Lula convocou, para esta semana, reuniões com ex-ministros e atuais integrantes do governo cotados para assumir o comando de pastas no quarto mandato.

Casa Civil

O ex-ministro da Educação e senador Camilo Santana, um dos nomes cotados para assumir a Casa Civil, deve se reunir com o presidente ao longo dos próximos dias.

Articulação política

Lula também chamou o atual ministro do Desenvolvimento Regional, Wellington Dias, para uma conversa. O ministro, no entanto, não está cotado para assumir nenhuma pasta. Segundo fontes, Dias tem dito que está à disposição do presidente, mas que também ficaria confortável em retornar ao Senado Federal. A avaliação, nos bastidores, é de que, fora do ministério, Wellington Dias teria mais disponibilidade para atuar na articulação política e no trabalho de base.

Ministério da Fazenda

Em meio às articulações para a formação dos novos ministérios, o presidente Lula convocou, para esta semana, reuniões com ex-ministros e atuais integrantes do governo cotados para assumir o comando de pastas no quarto mandato.

Casa Civil

O ex-ministro da Educação e senador Camilo Santana, um dos nomes cotados para assumir a Casa Civil, deve se reunir com o presidente ao longo dos próximos dias.

Articulação política

Lula também chamou o atual ministro do Desenvolvimento Regional, Wellington Dias, para uma conversa. O ministro, no entanto, não está cotado para assumir nenhuma pasta. Segundo fontes, Dias tem dito que está à disposição do presidente, mas que também ficaria confortável em retornar ao Senado Federal. A avaliação, nos bastidores, é de que, fora do ministério, Wellington Dias teria mais disponibilidade para atuar na articulação política e no trabalho de base.

Ministério da Fazenda

Já o governador do Piauí, Rafael Fonteles, cotado para assumir o Ministério da Fazenda, também deve estar em Brasília nesta semana. No entanto, ainda não confirmou se ele terá uma reunião com o presidente.

Da Série Mistérios do Aquém: Democracia e Revolução de Curtidores? – Por Natanael Sarmento*

03/11/2026

Quando a Bastilha caiu em 1789, ninguém fazia self ou procurava a melhor iluminação para um story. Os sans-culottes passavam fome e a maioria do povo era oprimida pelo absolutismo. Na Rússia de 1917, os sovietes de operários, camponeses, soldados, marinheiros e estudantes não enviaram um emoji de punho fechado para derrubar o czarismo. Contavam com um partido Bolchevique, revolucionário, com programa, a história conheceu a primeira revolução socialista. Da Sierra Maestra à Pequim, as grandes transformações sociais nunca nasceram do éter. Nasceram do chão duro da terra, do suor das classes trabalhadoras, sob e contra toda exploração e opressão a que eram submetidas nas relações de produção e poder.

Capitalismo de plataforma?

Na era do capitalismo das plataformas digitais, inventou-se o novo tipo de líder revolucionário, o “influencer” do estofado. O descolado intrépido que, confortavelmente no seu sofá e munido de uma conexão Wi-Fi de alta velocidad...

Quando a Bastilha caiu em 1789, ninguém fazia self ou procurava a melhor iluminação para um story. Os sans-culottes passavam fome e a maioria do povo era oprimida pelo absolutismo. Na Rússia de 1917, os sovietes de operários, camponeses, soldados, marinheiros e estudantes não enviaram um emoji de punho fechado para derrubar o czarismo. Contavam com um partido Bolchevique, revolucionário, com programa, a história conheceu a primeira revolução socialista. Da Sierra Maestra à Pequim, as grandes transformações sociais nunca nasceram do éter. Nasceram do chão duro da terra, do suor das classes trabalhadoras, sob e contra toda exploração e opressão a que eram submetidas nas relações de produção e poder.

Capitalismo de plataforma?

Na era do capitalismo das plataformas digitais, inventou-se o novo tipo de líder revolucionário, o “influencer” do estofado. O descolado intrépido que, confortavelmente no seu sofá e munido de uma conexão Wi-Fi de alta velocidade, acredita liderar a resistência democrática a cada retweet inflamado. Enquanto manda torpedos virtuais espera o sushi da entrega do delivery. O militante das nuvens se imagina o mágico capaz de mobilizar e mudar o mundo. É o “guerrilheiro do algoritmo”, o estrategista que julga estar abalando as estruturas do capital nas curtidas dos seus seguidores, alinhados na mesma bolha digital.

Na real

Desdenhar das modernas tecnologias é estupidez ou ingenuidade. O fogo libertou o homem da escuridão e do frio; o ferro transformou a ferramenta; o arado revolucionou a agricultura; a imprensa de Gutenberg descentralizou o conhecimento; o telégrafo encurtou as distâncias. Ninguém em sanidade mental sugere o abandono das redes digitais, ignora o seu potencial de alcance. Deve-se utilizar a tecnologia para educar, agitar, propagandear e articular movimentos sociais.

Erro

Erro crasso, “ensaio de cegueira” histórica é confundir o instrumento com o Sujeito.

Algoritmo

Um algoritmo não possui consciência de classe. Uma rede social não formula um programa político, não organiza a greve da categoria, não constrói a reforma agrária e nem enfrenta a repressão no portão da fábrica. Substituir o povo organizado e os seus instrumentos históricos de luta — como os partidos políticos de vanguarda e os movimentos populares — por uma suposta "democracia direta do like" é estupidez, ou ingenuidade.

Antipartidários

O analfabeto político tem aversão aos partidos. Critica todos eles e Senhor da razão, tampouco nada faz, senão ficar na passividade e reclamar quando seus interesses são contrariados, seja porque o salário é baixo, comida e aluguéis são caros, não pode passar férias nos EUA e visitar a Disney com a alta do dólar, que a turma do andar de cima agradece: bilionários que recebem financiamentos públicos subsidiado do estado que defendem “mínimo” (com ajustes fiscais) e aumentam suas fortunas nos investimentos da bolsa e piratarias das privatizações.

Santificados nas nuvens

Demonizar partidos e movimentos sociais e as formas de organização ou subestimar a efetiva militância da mão na massa é uma desculpa de amarelo, sobre o mero ou exclusivo ativismo digital, dizemos, das duas uma: ou é um idealismo rasteiro, em nome da pureza, inofensiva ou é, no fundo, uma ideologia antirrevolucionária muito bem encomendada. O antipartidarismo enrustido, embalado no discurso moderno da "descentralização sem líderes", serve maravilhosamente bem às classes dominantes. Nada tranquiliza mais o “status quo” do que ver a indignação popular pulverizada em milhares de telas individuais, sem programa, sem estratégia, sem direção política e sem capacidade real de disputa de poder. Nada retira mais o sono dos exploradores do povo do que multidões nas ruas, nas barricadas, dirigidas e organizadas, por uma vanguarda consciente e com um programa político de poder popular e socialista.

Não inventamos a roda

Revolução social nenhuma surgiu do nada, da cabeça de um iluminado, e não sairá da computação quântica. Elas nascem das dores e das contradições da terra, do conflito de classes, da necessidade urgente de substituir um modelo decadente de sociedade por outro historicamente superior. Para isso, precisa-se de filosofia, da teoria revolucionária e de uma condensação ideológica traduzida num programa exequível e transformador.

Bazófias

Atribuir vitórias políticas e conquistas sociais a algoritmos é tolice de deslumbrados, ingenuidade de ignorantes ou esperteza de vendilhões do sistema. As tecnologias são os meios; o povo organizado, em sua marcha viva e consciente na história, continua sendo o verdadeiro Sujeito da transformação. Não existem grandes generais sem grandes exércitos, sem gente do povo. Seja com baionetas, drones ou celulares. As grandes mobilizações da eleição presidencial deram a vitória histórica do Lula no 2º Turno comprova essa força capaz de mover montanhas, derrotar inimigos poderosos – a maioria das mídias tradicionais e digitais – estava a serviço do fascismo e perdeu nas ruas e nas urnas, apesar de toda manipulação e manobras. A força verdadeira, das democracias e dos movimentos revolucionários, está no povo. E tudo o mais é só conversa para boi dormir... ou para a tela do celular não apagar.


*Natanael Sarmento é professor e escritor, e integrante do Diretório Nacional da UP. @sarmentonatanael


NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.

A Doutrina do Isolamento Tático - Por Amadeu Robalinho*

03/11/2026

Autossuficiência militar, resiliência estratégica e a nova arquitetura da Soberania nacional


A Soberania de uma nação não se sustenta exclusivamente na capacidade de suas Forças Armadas de projetar poder, dissuadir adversários ou responder militarmente a uma agressão externa. No século XXI, a verdadeira capacidade estratégica de um Estado também será determinada pela sua aptidão para continuar funcionando quando suas estruturas essenciais forem submetidas a ataques, interrupções sistêmicas, sabotagens, crises energéticas ou situações de isolamento operacional.

Essa realidade impõe uma revisão profunda dos conceitos tradicionais de Defesa Nacional. A infraestrutura civil, os sistemas de energia, as telecomunicações, os centros de processamento de dados, as cadeias logísticas, os sistemas financeiros e os serviços de segurança pública passaram a integrar um mesmo ambiente de vulnerabilidade estratégica.

O campo de batalha contem...

Autossuficiência militar, resiliência estratégica e a nova arquitetura da Soberania nacional


A Soberania de uma nação não se sustenta exclusivamente na capacidade de suas Forças Armadas de projetar poder, dissuadir adversários ou responder militarmente a uma agressão externa. No século XXI, a verdadeira capacidade estratégica de um Estado também será determinada pela sua aptidão para continuar funcionando quando suas estruturas essenciais forem submetidas a ataques, interrupções sistêmicas, sabotagens, crises energéticas ou situações de isolamento operacional.

Essa realidade impõe uma revisão profunda dos conceitos tradicionais de Defesa Nacional. A infraestrutura civil, os sistemas de energia, as telecomunicações, os centros de processamento de dados, as cadeias logísticas, os sistemas financeiros e os serviços de segurança pública passaram a integrar um mesmo ambiente de vulnerabilidade estratégica.

O campo de batalha contemporâneo ultrapassou os limites geográficos dos conflitos convencionais. Hoje, uma nação pode sofrer efeitos equivalentes aos de uma agressão militar sem que seu território seja formalmente invadido. A interrupção de redes elétricas, a indisponibilidade de sistemas de comunicação, a sabotagem de instalações industriais, os ataques cibernéticos e a desorganização das cadeias de abastecimento podem comprometer a capacidade de governabilidade e a continuidade do funcionamento do Estado.

É nesse contexto que ganha relevância a chamada Doutrina do Isolamento Tático, entendida como a capacidade de instalações militares e estruturas estratégicas operarem de maneira autônoma durante períodos prolongados, mesmo diante da perda de suas conexões com as redes externas de abastecimento, energia, comunicação e suporte logístico.

FORTRESS: a preparação para operar sob isolamento estratégico

Um exemplo recente dessa mudança de paradigma é a iniciativa FORTRESS, anunciada pelo secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, em setembro de 2026. A proposta busca ampliar a capacidade de resistência das instalações militares dos Estados Unidos diante de cenários de guerra, sabotagem, ataques cibernéticos e interrupção de infraestruturas civis.

A iniciativa reúne cinco eixos estratégicos: independência energética, resiliência das cadeias de suprimentos e da Base Industrial de Defesa, reservas estratégicas, proteção física e cibernética das instalações e resiliência dos sistemas espaciais e de comunicações.

O conceito é particularmente relevante porque reconhece uma vulnerabilidade estrutural das Forças Armadas modernas: a dependência de infraestruturas civis e cadeias produtivas que, em uma guerra de grandes proporções, também poderão se tornar alvos prioritários.

Entre as soluções tecnológicas consideradas estão microrredes elétricas independentes, sistemas de armazenamento de energia em larga escala, geração própria, microrreatores nucleares, reservas de combustíveis, munições, componentes eletrônicos, insumos médicos e peças de reposição. Também está prevista a ampliação da capacidade de mobilização industrial, permitindo que instalações produtivas civis possam contribuir para o esforço de Defesa em situações extraordinárias.

A dimensão dos 90 dias de autonomia operacional, entretanto, exige precisão jornalística: esse período foi divulgado em reportagem da Fox News, com base em documentos consultados pela publicação, mas não deve ser apresentado como uma exigência universal oficialmente confirmada em todos os seus detalhes pelo Departamento de Defesa. O próprio planejamento envolve diferentes horizontes de implementação.

O aspecto mais importante não é apenas a duração do isolamento, mas a mudança de mentalidade estratégica: preparar instalações militares para continuar cumprindo suas missões mesmo quando o ambiente externo deixa de oferecer as condições normais de funcionamento.

A mensagem é inequívoca: energia é capacidade de combate, logística é capacidade de permanência e tecnologia é instrumento de sobrevivência operacional.

A vulnerabilidade das sociedades hiperconectadas

A transformação tecnológica trouxe ganhos extraordinários para a sociedade, mas também criou novas dependências. A economia digital, a automação industrial, os sistemas bancários, a administração pública e os serviços essenciais passaram a depender de redes permanentemente conectadas.

Essa integração, embora indispensável ao desenvolvimento econômico, produz vulnerabilidades que precisam ser consideradas no planejamento de Defesa.

Um ataque cibernético contra uma instalação elétrica, por exemplo, pode produzir consequências muito além do ambiente virtual. A interrupção do fornecimento de energia compromete estações de tratamento de água, hospitais, telecomunicações, centros de dados, sistemas de transporte, operações portuárias e estruturas de comando e controle.

A ameaça não precisa necessariamente destruir uma instalação física. Basta comprometer sua capacidade de funcionamento.

É justamente nessa perspectiva que a resiliência energética assume importância militar e estratégica. A utilização de microrredes independentes, geração distribuída, sistemas redundantes de armazenamento e fontes alternativas de energia pode reduzir a exposição de instalações críticas a falhas externas.

Os microrreatores nucleares, por sua vez, representam uma possibilidade tecnológica de interesse estratégico, especialmente para instalações que demandam fornecimento contínuo de energia. Entretanto, sua implantação exige rigorosos requisitos de segurança nuclear, licenciamento, proteção física, gestão de combustível e destinação de rejeitos.

Não se trata apenas de produzir energia, mas de assegurar continuidade operacional em ambientes de elevada complexidade.

Segurança pública: a resiliência começa na sociedade

A dimensão civil dessa discussão merece atenção especial.

O Ex-diretor da Divisão de Investigação Criminal do FBI, Chris Swecker, que serviu durante 24 anos na instituição, tem chamado atenção para a necessidade de preparação das famílias norte-americanas diante de emergências que possam comprometer a normalidade dos serviços públicos.

Essa preocupação encontra correspondência em medidas institucionais adotadas na Europa.

Em março de 2025, a Comissão Europeia apresentou sua Estratégia de Preparação da União Europeia, estabelecendo como orientação o desenvolvimento de uma cultura de prevenção e a preparação da população para manter autonomia mínima durante pelo menos 72 horas em situações emergenciais.

A iniciativa considera ameaças geopolíticas, ataques cibernéticos, desastres naturais, crises sanitárias e interrupções de serviços essenciais.

O princípio é simples, mas estrategicamente relevante: as primeiras horas de uma crise podem determinar a dimensão de suas consequências.

Quando uma comunidade dispõe de água potável, alimentos, medicamentos de uso habitual, iluminação alternativa, meios de comunicação e um plano familiar de emergência, sua capacidade de atravessar os momentos iniciais de uma interrupção sistêmica aumenta consideravelmente.

A preparação da população, entretanto, não representa transferência da responsabilidade estatal para o cidadão. A proteção da sociedade continua sendo uma obrigação do Estado.

Sob a perspectiva da Segurança Pública, a autonomia emergencial da população contribui para reduzir a pressão imediata sobre os serviços de atendimento, permitindo que as forças policiais, os bombeiros, a Defesa Civil e os órgãos de inteligência concentrem seus recursos nas ocorrências prioritárias.

Em situações extremas, a desinformação, o pânico, o desabastecimento e a desorganização social podem produzir efeitos tão prejudiciais quanto a própria interrupção da infraestrutura.

Portanto, a preparação comunitária deve integrar as políticas públicas de prevenção, gestão de riscos e proteção civil.

O Brasil diante do desafio da autonomia estratégica

É nesse ponto que a discussão deixa de ser exclusivamente norte-americana e passa a interessar diretamente ao Brasil.

O País possui dimensões continentais, extensa infraestrutura energética, instalações industriais estratégicas, grandes centros urbanos, complexos portuários, redes de telecomunicações e ativos fundamentais para sua inserção econômica internacional.

Entretanto, a dimensão territorial brasileira não representa, por si só, uma garantia de segurança.

A dependência de determinados fornecedores, componentes tecnológicos importados, equipamentos especializados, sistemas de comunicação, insumos industriais e cadeias logísticas internacionais pode produzir vulnerabilidades relevantes em uma situação de conflito prolongado.

A questão central é saber se o Brasil teria condições de preservar o funcionamento de suas estruturas essenciais diante de um cenário de isolamento logístico, interrupção de abastecimento ou ataques coordenados contra infraestruturas críticas.

Essa reflexão deve alcançar, especialmente, os seguintes setores:

1. Energia e segurança nuclear

A diversificação da matriz energética, o fortalecimento das redes de transmissão, a geração distribuída, o armazenamento de energia e a proteção das instalações estratégicas precisam integrar uma política nacional de resiliência energética.

A energia nuclear também deve ser considerada sob a perspectiva da autonomia tecnológica, da continuidade do fornecimento e do domínio nacional do ciclo do combustível.

2. Comunicações e infraestrutura digital

Cabos submarinos, centros de processamento de dados, redes de telecomunicações, satélites e sistemas de navegação constituem componentes essenciais da soberania tecnológica.

A proteção desses ativos precisa estar associada a redundância, capacidade de recuperação, monitoramento permanente e proteção cibernética.

3. Base Industrial de Defesa

Não existe autonomia militar consistente sem capacidade industrial.

A produção nacional de munições, componentes eletrônicos, sistemas de comunicação, sensores, equipamentos de proteção, materiais estratégicos e componentes de manutenção deve ser tratada como prioridade de Estado.

Também é necessário identificar dependências externas críticas e desenvolver alternativas nacionais ou cadeias de fornecimento diversificadas.

4. Logística e infraestrutura portuária

Portos, aeroportos, ferrovias, rodovias, instalações de armazenamento e corredores logísticos representam elementos fundamentais para a mobilização nacional.

A interrupção de qualquer desses componentes pode comprometer tanto a atividade econômica quanto a capacidade de resposta do Estado.

5. Inteligência e Segurança Pública

A integração entre inteligência, Defesa Nacional, segurança cibernética e proteção de infraestruturas críticas precisa avançar.

A capacidade de identificar ameaças antecipadamente, compartilhar informações e coordenar respostas interinstitucionais é indispensável para enfrentar ameaças híbridas, sabotagens, terrorismo e ações criminosas contra instalações estratégicas.

A Engenharia de Soberania e Estratégia como instrumento de planejamento

É nesse ambiente que proponho a aplicação da Engenharia de Soberania e Estratégia como framework teórico-metodológico para o planejamento e o desenvolvimento das capacidades nacionais.

A soberania precisa ser compreendida como resultado de uma estrutura integrada de capacidades, e não como uma declaração política isolada.

A relação entre energia, infraestrutura, tecnologia, defesa e soberania constitui uma cadeia de dependências estratégicas.

Arquitetura da Soberania Estratégica

Soberania Nacional

Autonomia decisória e capacidade de preservação do Estado

Defesa e Segurança

Dissuasão, proteção, inteligência e continuidade operacional

Tecnologia e Capacidade Industrial

Domínio tecnológico, inovação e produção nacional

Infraestrutura e Logística

Energia, comunicações, transportes e abastecimento

Energia e Recursos Estratégicos

Base material da autonomia nacional

Modelo conceitual da Engenharia de Soberania e Estratégia. Elaboração: Amadeu Robalinho.

Essa arquitetura permite compreender que a capacidade de Defesa depende de uma base energética confiável, de infraestrutura resiliente, de domínio tecnológico e de uma estrutura industrial capaz de sustentar as necessidades nacionais.

Não basta adquirir equipamentos militares sofisticados se o País não possui condições de mantê-los, abastecê-los, repará-los e operá-los durante uma crise prolongada.

A autonomia estratégica exige planejamento de longo prazo, investimentos, formação de recursos humanos, pesquisa científica e integração entre universidades, centros tecnológicos, empresas e instituições militares.

O orçamento de Defesa precisa incorporar a resiliência nacional

Outro aspecto fundamental é a dimensão orçamentária.

A preparação estratégica não pode permanecer restrita a documentos doutrinários ou discursos institucionais. Precisa estar traduzida em programas, projetos, metas, cronogramas e investimentos mensuráveis.

A alocação de recursos deve considerar não apenas a aquisição de plataformas militares, mas também a infraestrutura que permite sua operação.

Isso envolve instalações energéticas redundantes, estoques estratégicos, capacidade de manutenção, proteção cibernética, pesquisa e desenvolvimento, modernização industrial e sistemas de comunicação resilientes.

É necessário superar a visão de que investimentos em infraestrutura crítica representam despesas secundárias em relação aos equipamentos militares.

Em determinadas circunstâncias, a capacidade de manter uma instalação funcionando pode ser tão importante quanto a capacidade de empregar seu armamento.

A Defesa Nacional começa muito antes do acionamento de qualquer sistema de armas.

Conclusão: soberania é a capacidade de continuar funcionando

O mundo está entrando em uma fase na qual a capacidade de resistência das nações será submetida a testes cada vez mais complexos.

As ameaças híbridas, a competição tecnológica, a disputa por recursos estratégicos, a vulnerabilidade das cadeias de abastecimento e a crescente dependência de sistemas digitais estão modificando os fundamentos do planejamento militar e da segurança dos Estados.

A iniciativa FORTRESS, dos Estados Unidos, e a estratégia europeia de preparação da população demonstram que a resiliência deixou de ser um assunto restrito aos organismos militares e passou a integrar o planejamento governamental e a proteção da sociedade.

Para o Brasil, a mensagem precisa ser compreendida sem alarmismo, mas também sem ingenuidade estratégica.

É necessário desenvolver capacidades nacionais para enfrentar situações de isolamento, preservar infraestruturas críticas, proteger a população e garantir a continuidade dos serviços essenciais.

A soberania não pode depender exclusivamente da normalidade das relações comerciais internacionais, da disponibilidade permanente de energia ou da integridade de redes tecnológicas externas.

Uma nação verdadeiramente soberana precisa ter capacidade de decidir, produzir, proteger, resistir e continuar funcionando mesmo diante das circunstâncias mais adversas.

A Engenharia de Soberania e Estratégia parte justamente desse princípio: transformar recursos, conhecimento, tecnologia e capacidade industrial em autonomia nacional e poder estratégico.

Porque, no século XXI, não será suficiente perguntar se um país possui capacidade para entrar em uma guerra. Será necessário perguntar se possui condições de sustentar suas estruturas, proteger sua população e preservar sua soberania quando o mundo ao seu redor deixar de funcionar normalmente.

As nações estão em guerra ou estão se preparando para ela. A diferença estratégica está no nível de preparação que desenvolveram antes da crise.


Referências para fundamentação


* Departamento de Defesa dos Estados Unidos, iniciativa FORTRESS e pronunciamentos de Pete Hegseth, setembro de 2026.

* Center for Strategic and International Studies (CSIS), análise das iniciativas de transformação da Defesa norte-americana. CSIS

* The War Zone, análise técnica sobre autonomia energética e operacional das bases militares. TWZ

* Comissão Europeia, Preparedness Union Strategy, 26 de março de 2025.

* Governo dos Estados Unidos, registro institucional da carreira de Chris Swecker no FBI.

Nota editorial: o prazo de 90 dias é apresentado como informação divulgada pela imprensa sobre o FORTRESS, não como comprovação de que todas as bases norte-americanas já estejam operando ou tenham recebido uma determinação universal plenamente implementada.


*Amadeu Robalinho, é Pesquisador independente e autor interdisciplinar, associado à Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

Veneziano preside sessão da Comissão de Educação que aprova piso salarial nacional para profissionais de apoio da educação básica

03/11/2026

O Senador Veneziano Vital do Rêgo, MDB-PB, presidiu hoje, terça-feira, 03/11, sessão da Comissão de Educação e Cultura, CE, que aprovou um piso salarial nacional para os profissionais da educação básica pública que exercem funções de apoio, como merendeiras, auxiliares de limpeza, porteiros, secretários escolares, dentre outros. O valor será equivalente a 75% do piso salarial dos professores para os trabalhadores com formação de nível médio e jornada de até 40 horas semanais.

O projeto

Segundo Veneziano, o projeto determina que União, estados, Distrito Federal e municípios considerem o piso na definição do vencimento inicial desses profissionais. Para jornadas diferentes, a remuneração deve ser proporcional. A proposta segue agora para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Falou Veneziano

“Investir na educação é investir no magistério, e também lembrar da necessidade de investir com o estabelecimento...

O Senador Veneziano Vital do Rêgo, MDB-PB, presidiu hoje, terça-feira, 03/11, sessão da Comissão de Educação e Cultura, CE, que aprovou um piso salarial nacional para os profissionais da educação básica pública que exercem funções de apoio, como merendeiras, auxiliares de limpeza, porteiros, secretários escolares, dentre outros. O valor será equivalente a 75% do piso salarial dos professores para os trabalhadores com formação de nível médio e jornada de até 40 horas semanais.

O projeto

Segundo Veneziano, o projeto determina que União, estados, Distrito Federal e municípios considerem o piso na definição do vencimento inicial desses profissionais. Para jornadas diferentes, a remuneração deve ser proporcional. A proposta segue agora para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Falou Veneziano

“Investir na educação é investir no magistério, e também lembrar da necessidade de investir com o estabelecimento de um piso para essas pessoas”, disse Veneziano, ao lembrar da necessidade de o Senado dar “a devida, plena e justificada celeridade na deliberação desta matéria”.

Silvio Costa Filho defende a criação do Ministério da Segurança Pública e a redução da maioridade penal

03/11/2026

Líder da maioria da Câmara dos Deputados, o deputado Silvio Costa Filho, defendeu, hoje, terça-feira, 03/11, o avanço da PEC da segurança pública no Senado Federal com a criação de um ministério e a redução da maioridade penal. Após uma vitória majoritária na Câmara dos Deputados com quase 500 votos, a expectativa é que o projeto vá para votação nesta terça-feira na Casa Alta.

Ministério da Segurança Pública

Na avaliação de Silvio, em meio a aprovação da PEC no Senado, será fundamental que o governo federal avance na criação do ministério da segurança pública e abra o debate sobre a redução da maioridade penal no país. A avaliação do deputado é que o país precisa reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos, sobretudo, para crimes hediondos. Costa Filho também defende a criação de uma pasta com foco na segurança pública.

Avaliação de Silvio

"Entendo que será uma prioridade nos próximos quatros anos reforçarmos...

Líder da maioria da Câmara dos Deputados, o deputado Silvio Costa Filho, defendeu, hoje, terça-feira, 03/11, o avanço da PEC da segurança pública no Senado Federal com a criação de um ministério e a redução da maioridade penal. Após uma vitória majoritária na Câmara dos Deputados com quase 500 votos, a expectativa é que o projeto vá para votação nesta terça-feira na Casa Alta.

Ministério da Segurança Pública

Na avaliação de Silvio, em meio a aprovação da PEC no Senado, será fundamental que o governo federal avance na criação do ministério da segurança pública e abra o debate sobre a redução da maioridade penal no país. A avaliação do deputado é que o país precisa reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos, sobretudo, para crimes hediondos. Costa Filho também defende a criação de uma pasta com foco na segurança pública.

Avaliação de Silvio

"Entendo que será uma prioridade nos próximos quatros anos reforçarmos a segurança pública no país e isso passa por ampliarmos a fiscalização das fronteiras, integrar as nossas policias para fortalecermos o combate ao crime organizado. Temos que avançar também na redução da maioridade penal de 18 para 16. Hoje, têm muitos jovens de 16 anos que estão sendo recrutados pelo crime organizado para cometerem delitos por terem penas mais brandas. É necessário atualizar a legislação, fortalecer a responsabilização e impedir que a idade seja utilizada como instrumento de impunidade", avaliou Silvio, que segue em articulação em Brasília para que a proposta avance no Senado.

PEC da segurança pública

Na iminência de ser aprovada no Senado, a PEC da segurança pública traz ações para combater a violência e, sobretudo, o crime organizado no país. A proposta estabelece na Constituição o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), com o objetivo de integrar a atuação das forças de segurança no combate ao crime organizado.

De acordo com o texto, União, estados e Distrito Federal poderão criar leis na área de segurança pública, incluindo forças-tarefa intergovernamentais, a organização das polícias e guardas municipais e o sistema socioeducativo. Outro ponto central da PEC da Segurança Pública é o combate a crimes violentos e facções criminosas:

Entre as medidas está a obrigatoriedade de prisão em estabelecimento penal de segurança máxima ou de natureza especial. Também ficam proibidas ou restringidas a progressão de regime, a concessão de liberdade provisória, com ou sem fiança, e de saída temporária. A PEC também permite a expropriação de todo e qualquer bem, direito ou valor econômico envolvidos com as atividades criminosas. As regras valem para organizações criminosas, paramilitares e de milícia privada.

Outro pontos da PEC

A proposta permite ainda a criação de polícias municipais para o policiamento ostensivo e comunitário; ampliação da atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para o policiamento de hidrovias e ferrovias, além de apoiar outras forças de segurança, quando requisitada pelo governador; além de manter Polícia Federal e PRF sob competência privativa da União, assim como as normas para atividades de inteligência.

AJ Fontes* e Ana Pottes* lançam hoje 'Contraponto' - Um diálogo entre a crônica e a poesia

03/11/2026

Os escritores, AJ Fontes e Ana Pottes, lançam hoje, 03/11, o livro, ‘Contraponto’, no Furdunço Café e Cultura (Rua Gildo Neto, 92 - Tamarineira), a partir das 18h00.


‘Contraponto’

No início de 2026 nos demos conta da coleção de textos que dispúnhamos. Foi quando resolvemos selecionar alguns deles, analisamos o modo de disposição que entendemos ser o melhor, convidamos amigos queridos para nos apresentar, escolhemos uma editora, e hoje apresentamos o nosso ‘Contraponto’. Ele é a nossa visão de uma conversa entre a crônica e o poema.


Serviço

Lançamento do livro: 'Contraponto'
Onde: Furdunço Café e Cultura (Rua Gildo Neto, 92 - Tamarineira)
Quando: terça-feira, dia 03/11
Hora: a partir das 18h00


*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’. @aj.fontes

Os escritores, AJ Fontes e Ana Pottes, lançam hoje, 03/11, o livro, ‘Contraponto’, no Furdunço Café e Cultura (Rua Gildo Neto, 92 - Tamarineira), a partir das 18h00.


‘Contraponto’

No início de 2026 nos demos conta da coleção de textos que dispúnhamos. Foi quando resolvemos selecionar alguns deles, analisamos o modo de disposição que entendemos ser o melhor, convidamos amigos queridos para nos apresentar, escolhemos uma editora, e hoje apresentamos o nosso ‘Contraponto’. Ele é a nossa visão de uma conversa entre a crônica e o poema.


Serviço

Lançamento do livro: 'Contraponto'
Onde: Furdunço Café e Cultura (Rua Gildo Neto, 92 - Tamarineira)
Quando: terça-feira, dia 03/11
Hora: a partir das 18h00


*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’. @aj.fontes

*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem! @ana_pottes


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Fernando Castelão: O mestre do reclame e o maestro da TV pernambucana, por Zé da Flauta*

03/11/2026

Houve um tempo em que a televisão no Brasil não vinha pronta por cabo, fibra ou satélite direto do Sudeste. Houve um tempo em que o sotaque, o ritmo, as piadas e os comerciais eram feitos no calor da hora, ao vivo, no palco dos teatros e nos estúdios do Recife. E se essa era de ouro da comunicação nordestina teve um maestro supremo, o nome dele foi Fernando Castelão.
Pionheiro do rádio, produtor, compositor de frevos e publicitário visionary, Castelão entendeu antes de muitos que a arte da comunicação popular e a arte do "reclame" — como carinhosamente se chamava a publicidade nas décadas de 50 e 60 — caminhavam de mãos dadas.

Parava o Recife

Nascido em Garanhuns e apaixonado pela capital pernambucana, Castelão construiu uma trajetória lendária. Na TV Jornal do Commercio (Canal 2), comandou o inesquecível "Você Faz o Show", um dos programas de auditório de maior audiência da história da televisão pernambucana.
Aos domingos, as famílias...

Houve um tempo em que a televisão no Brasil não vinha pronta por cabo, fibra ou satélite direto do Sudeste. Houve um tempo em que o sotaque, o ritmo, as piadas e os comerciais eram feitos no calor da hora, ao vivo, no palco dos teatros e nos estúdios do Recife. E se essa era de ouro da comunicação nordestina teve um maestro supremo, o nome dele foi Fernando Castelão.
Pionheiro do rádio, produtor, compositor de frevos e publicitário visionary, Castelão entendeu antes de muitos que a arte da comunicação popular e a arte do "reclame" — como carinhosamente se chamava a publicidade nas décadas de 50 e 60 — caminhavam de mãos dadas.

Parava o Recife

Nascido em Garanhuns e apaixonado pela capital pernambucana, Castelão construiu uma trajetória lendária. Na TV Jornal do Commercio (Canal 2), comandou o inesquecível "Você Faz o Show", um dos programas de auditório de maior audiência da história da televisão pernambucana.
Aos domingos, as famílias se reuniam diante da telinha em preto e branco para ver Fernando Castelão reger o espetáculo. Ele não era apenas um apresentador; era um mestre de cerimônias completo. Recebia no Recife os maiores nomes da MPB e da música nacional, enquanto mantinha as portas abertas para revelar os novos talentos da terra.


Quando o auditório da Rádio Clube entrou em reformas anos antes, Castelão não teve dúvidas: alugou o antigo Cinema Polytheama para não deixar seu público sem os shows ao vivo. Esse era o seu tamanho — onde ele pisava, o público o seguia.

Revolução

Naquela época, a publicidade brasileira passava por uma transição fascinante. O "reclame" no rádio e na TV nascente não podia ser chato ou mecânico. Tinha que ter charme, ter jingle chiclete, ter dramatização e, acima de tudo, a credibilidade de quem o anunciava.
Fundador da Castelão Publicidade, Fernando tornou-se um dos grandes nomes da propaganda em Pernambuco.

Ele desenhava campanhas que se fixavam na memória afetiva do recifense. No palco, a transição entre um número musical e um anúncio comercial era feita com uma fluidez tão genial que o público aplaudia o patrocinador com o mesmo entusiasmo com que aplaudia o cantor. Castelão vendeu de tudo: de grandes marcas de varejo a produtos locais, transformando o "reclame" em parte integrante do espetáculo.

Legado

Com a chegada das redes nacionais de televisão e a centralização da produção no eixo Rio-São Paulo a partir do fim dos anos 60, o modelo dos grandes auditórios regionais aos poucos foi mudando. Mas Castelão nunca parou. Continuou atuando como guardião da memória cultural, organizando eventos em palcos históricos como o Teatro do Parque e o Teatro Guararapes, escrevendo sobre a história da mídia e vivendo intensamente sua paixão pelo Recife (e pelo seu querido Sport Club do Recife).

Fernando Castelão nos deixou em 2005, mas sua voz e sua audácia continuam ecoando. Ele provou que a comunicação feita com alma regional, elegância e faro comercial apurado é capaz de atravessar gerações. Um verdadeiro gigante da nossa cultura, que ensinou a Pernambuco como se faz show e como se faz história!

Até a próxima!


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Lula quer reestruturar comunicação digital e avalia novo ministério

03/11/2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia criar um Ministério da Comunicação Digital, segundo interlocutores do petista.

Debatida

A ideia tem sido debatida internamente no governo como uma possibilidade de reestruturação, entre outras opções avaliadas, para dar mais protagonismo à área. As discussões foram reveladas pelo jornal O Globo .

Sinalizações

Segundo auxiliares de Lula, não há martelo batido ainda sobre a possibilidade, mas o presidente já deu sinalizações de que o próximo governo terá que abraçar mais a área digital.
Lula afirmou a auxiliares que decidiu reestruturar a comunicação digital do governo, mas ainda decide os moldes da mudança.

André Janones

O petista chamou o deputado federal André Janones (Rede-MG) para um almoço no Palácio da Alvorada, na última quinta-feira (29/11), para ouvi-lo sobre o tema e iniciar essa construção.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia criar um Ministério da Comunicação Digital, segundo interlocutores do petista.

Debatida

A ideia tem sido debatida internamente no governo como uma possibilidade de reestruturação, entre outras opções avaliadas, para dar mais protagonismo à área. As discussões foram reveladas pelo jornal O Globo .

Sinalizações

Segundo auxiliares de Lula, não há martelo batido ainda sobre a possibilidade, mas o presidente já deu sinalizações de que o próximo governo terá que abraçar mais a área digital.
Lula afirmou a auxiliares que decidiu reestruturar a comunicação digital do governo, mas ainda decide os moldes da mudança.

André Janones

O petista chamou o deputado federal André Janones (Rede-MG) para um almoço no Palácio da Alvorada, na última quinta-feira (29/11), para ouvi-lo sobre o tema e iniciar essa construção.

MPF investiga se dragagem no Porto do Recife está impactando no aumento da poluição do mar em Pernambuco

03/11/2026

Da Redação

O Ministério Público Federal (MPF) está apurando questões referentes à ampliação das operações de dragagem do Porto do Recife e possível impacto disso com o aumento da poluição do mar em Pernambuco, o que tem atrapalhado a economia local de pescadores e catadores de mariscos e ostras.

Apesar desses trabalhos serem sazonais, nos últimos tempos vários pescadores denunciaram e mostraram vídeos em que as suas redes retornam cheias de lixo. O procurador Nilo Rayol, do MPF, informou que o órgão investiga o caso e tenta mediar um acordo.“Vamos procurar um modelo possível que permita um desenvolvimento econômico, mas também observando a legislação ambiental e o componente social envolvido”, afirmou ele.



Aprofundamento de canais

Desde o fim de junho de 2026, duas dragas aprofundam os canais no porto para permitir a atracação de navios maiores. Tais equipamentos sugam lama, argila e areia do fundo do c...

Da Redação

O Ministério Público Federal (MPF) está apurando questões referentes à ampliação das operações de dragagem do Porto do Recife e possível impacto disso com o aumento da poluição do mar em Pernambuco, o que tem atrapalhado a economia local de pescadores e catadores de mariscos e ostras.

Apesar desses trabalhos serem sazonais, nos últimos tempos vários pescadores denunciaram e mostraram vídeos em que as suas redes retornam cheias de lixo. O procurador Nilo Rayol, do MPF, informou que o órgão investiga o caso e tenta mediar um acordo.“Vamos procurar um modelo possível que permita um desenvolvimento econômico, mas também observando a legislação ambiental e o componente social envolvido”, afirmou ele.


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Aprofundamento de canais

Desde o fim de junho de 2026, duas dragas aprofundam os canais no porto para permitir a atracação de navios maiores. Tais equipamentos sugam lama, argila e areia do fundo do canal por tubos, para jogar em alto-mar. Segundo os pescadores, o lixo - acumulado no fundo - também vem junto e se espalha.

O caso tem preocupado vários órgãos ambientais do Nordeste e do país. “Se você conversar com os pescadores, todos vão falar que a draga está afetando 100% eles”, relatou a presidente de uma das colônias de pescadores localizadas na cidade, Sandra Lima.


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Direção do porto nega

A direção do Porto do Recife nega que a dragagem esteja prejudicando a pesca. Representantes do porto destacaram que uma grade filtra todo o lixo recolhido, que é encaminhado para aterros sanitários.

O professor Múcio Banja, da Universidade de Pernambuco, entretanto, ressaltou que a poluição é, também, “resultado de décadas de desrespeito ao meio ambiente”. Mas apesar dessas declarações, todas as apurações de ordem técnica estão sendo realizadas sobre a real causa do problema.

— Com HJur e Agências de Notícias

Homem mais alto do Brasil retorna a Assunção e começa a readaptação após receber próteses sob medida

03/11/2026

Os primeiros passos do homem mais alto do Brasil após receber duas próteses sob medida. O caririzeiro Joelison Fernandes da Silva, conhecido como Ninão, retornou a sua terra natal, município de Assunção, no Cariri paraibano, após receber duas próteses sob medida. Ele está se adaptando as novas próteses.

Adaptação

Ontem, segunda-feira (02/11), Ninão gravou um vídeo contando como está sendo a sua nova rotina e a adaptação com os equipamentos. Ninão relatou que a adaptação requer esforço e força de vontade, mas ele está firme e confiante de que em breve, estará totalmente adaptado.

As pernas

Com 2,37 metros de altura, Joelison Fernandes da Silva, de 41 anos, perdeu as duas pernas após complicações de saúde e agora tenta recuperar a autonomia.

O Fantástico acompanhou os primeiros passos do paraibano com os novos equipamentos, criados especialmente para suportar seu tamanho e peso. A adaptação marca u...

Os primeiros passos do homem mais alto do Brasil após receber duas próteses sob medida. O caririzeiro Joelison Fernandes da Silva, conhecido como Ninão, retornou a sua terra natal, município de Assunção, no Cariri paraibano, após receber duas próteses sob medida. Ele está se adaptando as novas próteses.

Adaptação

Ontem, segunda-feira (02/11), Ninão gravou um vídeo contando como está sendo a sua nova rotina e a adaptação com os equipamentos. Ninão relatou que a adaptação requer esforço e força de vontade, mas ele está firme e confiante de que em breve, estará totalmente adaptado.

As pernas

Com 2,37 metros de altura, Joelison Fernandes da Silva, de 41 anos, perdeu as duas pernas após complicações de saúde e agora tenta recuperar a autonomia.

O Fantástico acompanhou os primeiros passos do paraibano com os novos equipamentos, criados especialmente para suportar seu tamanho e peso. A adaptação marca uma nova etapa do processo de reabilitação.

A altura

A altura de Ninão sempre exigiu adaptações na rotina. Em casa, por exemplo, a cama precisou ser modificada para acomodar suas pernas. Sapatos também precisam ser feitos sob encomenda.

Infância

Ninão conta que teve uma infância tranquila até os 8 anos, quando começou a crescer rapidamente. Sua mãe, Divanilda Fernandes da Silva, percebeu que havia algo diferente quando o filho ultrapassou a altura do irmão mais velho.

Operação

Aos 21 anos, já media 2,29 m. Mais tarde, decidiu fazer a operação, mas cresceu outros 8 centímetros. Chegou a 2,37 metros e passou a ser reconhecido como o homem mais alto do Brasil.

O excesso do hormônio do crescimento também pode provocar resistência à insulina. Ninão ficou diabético e teve uma infecção grave no osso de uma das pernas.

Primeira amputação

A primeira amputação ocorreu em 2021. No ano seguinte, ele já conseguia dar alguns passos com uma prótese recebida de uma clínica em João Pessoa.
Em 2024, porém, a mesma infecção atingiu a outra perna. Ninão precisou passar por uma nova amputação e ficou sem as duas pernas.

Campanha

Diante das dificuldades para encontrar equipamentos adequados ao seu tamanho e peso, Ninão iniciou uma campanha nas redes sociais em busca de ajuda. O pedido chegou a uma clínica especializada de Sorocaba, no interior de São Paulo, que decidiu desenvolver próteses personalizadas para ele.

Equipamentos

Com aproximadamente 185 quilos, o caririzeiro precisava de equipamentos reforçados, capazes de oferecer resistência, equilíbrio e segurança durante a caminhada.
O processo de fabricação envolveu moldes personalizados, produção manual e testes de resistência.

Os testes

Os testes foram realizados na Rússia por uma empresa também especializada em próteses. Segundo o representante Dmitry Nizamov, os pés foram testados para suportar até 700 quilos..

Seis quilos

Cada prótese pesa cerca de seis quilos. Os pés têm 38 centímetros de comprimento e correspondem à numeração 60. A estrutura também foi reforçada para aumentar a resistência.

O encaixe

O encaixe utiliza inicialmente um molde de acrílico transparente, que depois será substituído por fibra de carbono. A capa de borracha tem os dedos separados, o que permite usar sandálias e chinelos.

Experimentou

Quando experimentou as próteses, Ninão disse que o encaixe estava confortável. Com a ajuda dos profissionais, começou a treinar o equilíbrio e a caminhar entre barras paralelas.

Treinou

Durante a reabilitação, ele treinou com pesos e obstáculos. Também fez exercícios com uma bola e chegou a tentar embaixadinhas enquanto se apoiava nas barras paralelas.

Depois do treino, Ninão comemorou o avanço. Disse que conseguir dar algumas passadas já era motivo de alegria e contou que pretende voltar a praticar esportes adaptados.

Seleção Brasileira

Entre 2022 e 2024, ele integrou a Seleção Brasileira da modalidade. Agora, espera retomar a atividade depois de recuperar a mobilidade. Agora o sonho de Ninão é retornar aos esportes e a Seleção Brasileira.

SL
O Poder

Midterms: urnas abrem em mais 18 estados dos EUA

03/11/2026

Os eleitores de mais 18 estados americanos começam a votar às 9h de hoje, terça-feira (03/11), no horário de Brasília, nas Eleições de Meio de Mandato, conhecidas como Midterms. Entre eles estão Texas, Flórida, Geórgia e Pensilvânia.

A votação

A votação ocorre em meio à disputa pelo controle do Congresso dos Estados Unidos. O Partido Republicano tenta manter a maioria na Câmara e no Senado, enquanto os democratas buscam conquistar cadeiras suficientes para assumir o comando de uma ou das duas Casas.

Abertura

Em Dakota do Norte, a abertura das seções ocorre entre 9h e 10h (horário de Brasília). Já no Arkansas, os locais de votação começam a receber eleitores às 9h30.
As Eleições de Meio de Mandato renovam todos os assentos da Câmara dos Representantes e cerca de um terço das cadeiras do Senado. O resultado definirá a composição do Congresso durante a segunda metade do mandato do presidente Donald Trump.

Os eleitores de mais 18 estados americanos começam a votar às 9h de hoje, terça-feira (03/11), no horário de Brasília, nas Eleições de Meio de Mandato, conhecidas como Midterms. Entre eles estão Texas, Flórida, Geórgia e Pensilvânia.

A votação

A votação ocorre em meio à disputa pelo controle do Congresso dos Estados Unidos. O Partido Republicano tenta manter a maioria na Câmara e no Senado, enquanto os democratas buscam conquistar cadeiras suficientes para assumir o comando de uma ou das duas Casas.

Abertura

Em Dakota do Norte, a abertura das seções ocorre entre 9h e 10h (horário de Brasília). Já no Arkansas, os locais de votação começam a receber eleitores às 9h30.
As Eleições de Meio de Mandato renovam todos os assentos da Câmara dos Representantes e cerca de um terço das cadeiras do Senado. O resultado definirá a composição do Congresso durante a segunda metade do mandato do presidente Donald Trump.
A apuração ocorre ao longo do dia e da noite, conforme os locais de votação forem encerrando as atividades em cada estado.

Locais de votação

Às 8h (horário de Brasília), os locais de votação foram abertos em Nova York, Nova Jersey, Indiana, Kentucky, Virgínia, Connecticut, Illinois, Missouri e Louisiana.

Horários de fechamento das urnas

As urnas serão fechadas em horários diferentes, de acordo com os estados e os fusos horários. Abaixo, estão convertidos para ter Brasília como referência.

Os números em jogo

Na Câmara dos Representantes, todos os 435 assentos estarão em disputa. Os deputados americanos cumprem mandatos de dois anos.

Senado

Já no Senado, 35 das 100 cadeiras serão renovadas. Os senadores têm mandatos de seis anos.
Atualmente, os republicanos têm vantagem de 53 a 47 no Senado. Como o vice-presidente JD Vance pode desempatar votações na Casa, os democratas precisam conquistar quatro cadeiras para obter a maioria, e a disputa será mais acirrada.

Câmara

Na Câmara, a tarefa é mais próxima: os democratas precisam ganhar três assentos para assumir o controle.

Os americanos também escolherão 36 governadores, além de alguns cargos estaduais, como procurador-geral e secretário de Estado, mais de 6 mil assentos em legislaturas estaduais e dezenas de propostas de emenda constitucional.

Com CNN

Álvaro Porto lamenta morte do ex-deputado Adalberto Farias Cabral

03/11/2026

O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto, divulgou nota de pesar pelo falecimento do ex-deputado estadual e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) Adalberto Farias Cabral, ocorrido hoje, segunda-feira (02/11). O parlamentar destacou a trajetória política e administrativa do pernambucano, que também ocupou cargos na Prefeitura do Recife.


Confira a nota de pesar:

A Assembleia Legislativa de Pernambuco lamenta o falecimento do ex-deputado estadual e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Adalberto Farias Cabral, acontecido nesta segunda-feira (02.11). Com grandes serviços prestados ao estado, Adalberto exerceu três mandatos como deputado estadual, entre 1979 e 1988, quando foi nomeado para o TCE.


No tribunal, comandou a presidência por dois mandatos, tendo sido também ouvidor-geral, vice-presidente, presidente da Primeira Câmara e corregedor-geral. Ele te...

O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto, divulgou nota de pesar pelo falecimento do ex-deputado estadual e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) Adalberto Farias Cabral, ocorrido hoje, segunda-feira (02/11). O parlamentar destacou a trajetória política e administrativa do pernambucano, que também ocupou cargos na Prefeitura do Recife.


Confira a nota de pesar:

A Assembleia Legislativa de Pernambuco lamenta o falecimento do ex-deputado estadual e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Adalberto Farias Cabral, acontecido nesta segunda-feira (02.11). Com grandes serviços prestados ao estado, Adalberto exerceu três mandatos como deputado estadual, entre 1979 e 1988, quando foi nomeado para o TCE.


No tribunal, comandou a presidência por dois mandatos, tendo sido também ouvidor-geral, vice-presidente, presidente da Primeira Câmara e corregedor-geral. Ele teve ainda atuação marcante na administração municipal do Recife, ocupando os cargos de secretário de Serviços Públicos, secretário de Abastecimento e presidente da Companhia de Transportes Urbanos (CTU).
Nascido em Surubim, no Agreste, o ex-deputado era engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Externamos aqui os nossos pêsames e solidariedade aos familiares e amigos neste de momento de despedida e saudade.

Álvaro Porto, presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Morre ex-deputado estadual e ex-presidente do Tribunal de Contas de Pernambuco Adalberto Farias

03/11/2026

O ex-deputado estadual e ex-presidente do Tribunal de Contas de Pernambuco Adalberto Farias Cabral morreu, ontem, segunda-feira (02/11). O velório e o sepultamento serão realizados no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, entre as 9h e 11h de hoje, terça (03/11). As informações são do Blog da Folha.

Natural de Surubim

Natural de Surubim, no Agreste pernambucano, nasceu em 15 de fevereiro de 1935 e dedicou grande parte de sua vida ao serviço público, à política e à administração pública. Engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Adalberto construiu uma trajetória marcada pela atuação em diferentes instituições públicas do estado.

Três mandatos

Exerceu três mandatos como deputado estadual, entre 1979 e 1982, 1983 e 1986 e 1987 e 1988. Também integrou a administração municipal do Recife, onde ocupou os cargos de secretário de Serviços Públicos, secretário de Abastecimento e...

O ex-deputado estadual e ex-presidente do Tribunal de Contas de Pernambuco Adalberto Farias Cabral morreu, ontem, segunda-feira (02/11). O velório e o sepultamento serão realizados no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, entre as 9h e 11h de hoje, terça (03/11). As informações são do Blog da Folha.

Natural de Surubim

Natural de Surubim, no Agreste pernambucano, nasceu em 15 de fevereiro de 1935 e dedicou grande parte de sua vida ao serviço público, à política e à administração pública. Engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Adalberto construiu uma trajetória marcada pela atuação em diferentes instituições públicas do estado.

Três mandatos

Exerceu três mandatos como deputado estadual, entre 1979 e 1982, 1983 e 1986 e 1987 e 1988. Também integrou a administração municipal do Recife, onde ocupou os cargos de secretário de Serviços Públicos, secretário de Abastecimento e presidente da Companhia de Transportes Urbanos (CTU).

Nomeado

Em 1988, foi nomeado conselheiro do Tribunal de Contas de Pernambuco pelo então governador Miguel Arraes de Alencar. Na instituição, exerceu a presidência em dois períodos, de 1992 a 1993 e de 2000 a 2001, além de desempenhar outras funções de direção, entre elas as de ouvidor-geral, vice-presidente, presidente da Primeira Câmara e corregedor-geral. Aposentou-se em fevereiro de 2005.

Família

Adalberto Farias Cabral deixa a esposa, Maria do Amparo, seis filhos — Danilo Cabral, ex-deputado federal e atual secretário nacional do Ministério do Empreendedorismo ; Lúcia Helena; Marcos Jorge (in memoriam); Glauco; Adalberto Filho; e Luciana —, além de 13 netos e quatro bisnetos.

Com Blog do Magno

Midterms: EUA abrem primeiras urnas em disputa pelo controle do Congresso

03/11/2026

Eleitores dos 50 estados americanos vão decidir como será o novo Congresso dos Estados Unidos a partir das eleições de Meio de Mandato, as Midterms, que acontecem hoje, terça-feira (03/11).

Vermont

O estado de Vermont, localizado no Nordeste. próximo do Canadá, foi o primeiro a abrir as urnas às 7h, no horário de Brasília, com fechamento às 21h.
Com a abertura das urnas às 8h (BSB), estão Nova York, Nova Jersey, Maine, Indiana, Kentucky, Virgínia, Connecticut, Illinois, Missouri e Louisiana.

Carolina do Norte

Já Carolina do Norte, Ohio e Virgínia Ocidental vão liberar as seções ao público às 8h30 (BSB).
A maioria dos estados abre as urnas a partir das 9h, também considerando o horário de Brasília.

Fusos

O país têm nove fusos oficiais em seu território, considerando o Alaska e o Havaí, no Pacífico. Estes são os últimos locais a dar início a votação, que coincide...

Eleitores dos 50 estados americanos vão decidir como será o novo Congresso dos Estados Unidos a partir das eleições de Meio de Mandato, as Midterms, que acontecem hoje, terça-feira (03/11).

Vermont

O estado de Vermont, localizado no Nordeste. próximo do Canadá, foi o primeiro a abrir as urnas às 7h, no horário de Brasília, com fechamento às 21h.
Com a abertura das urnas às 8h (BSB), estão Nova York, Nova Jersey, Maine, Indiana, Kentucky, Virgínia, Connecticut, Illinois, Missouri e Louisiana.

Carolina do Norte

Já Carolina do Norte, Ohio e Virgínia Ocidental vão liberar as seções ao público às 8h30 (BSB).
A maioria dos estados abre as urnas a partir das 9h, também considerando o horário de Brasília.

Fusos

O país têm nove fusos oficiais em seu território, considerando o Alaska e o Havaí, no Pacífico. Estes são os últimos locais a dar início a votação, que coincide com o início da tarde para os brasileiros, e o resultado só será consolidado durante a madrugada.
Nas Midterms, os americanos escolhem os representantes da Câmara e parte dos integrantes do Senado.

A votação

A votação deste ano é considerada decisiva para o governo do presidente Donald Trump, que assumiu o cargo em janeiro de 2025, e pode definir o equilíbrio de forças no Congresso americano durante a segunda metade de seu mandato.

Operação da PF investiga fraude de quase R$ 100 mil em empréstimos na Paraíba e Maceió

03/11/2026

A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje, terça-feira (03/11), uma operação que investiga uma fraude de quase R$ 100 mil em empréstimos obtidos na Caixa Econômica Federal, em Areia, no Brejo da Paraíba. Durante a Operação Roleplay, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em Maceió, em Alagoas.

A mulher

De acordo com a PF, uma mulher de 73 anos e o filho dela, de 38, que não tiveram as identidades divulgadas, são suspeitos de usar documentos falsos para abrir uma conta corrente na agência da Caixa em Areia. Os golpes aconteceram no início de 2025, quando os suspeitos teriam obtido empréstimos de forma fraudulenta, causando prejuízo à instituição financeira.

Maceió

Os dois são naturais de Maceió, mas moravam na Paraíba na época dos fatos.
A ação foi autorizada pela 16ª Vara Federal da Paraíba, que também determinou o afastamento dos sigilos bancário e telemático dos investigados.

A...

A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje, terça-feira (03/11), uma operação que investiga uma fraude de quase R$ 100 mil em empréstimos obtidos na Caixa Econômica Federal, em Areia, no Brejo da Paraíba. Durante a Operação Roleplay, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em Maceió, em Alagoas.

A mulher

De acordo com a PF, uma mulher de 73 anos e o filho dela, de 38, que não tiveram as identidades divulgadas, são suspeitos de usar documentos falsos para abrir uma conta corrente na agência da Caixa em Areia. Os golpes aconteceram no início de 2025, quando os suspeitos teriam obtido empréstimos de forma fraudulenta, causando prejuízo à instituição financeira.

Maceió

Os dois são naturais de Maceió, mas moravam na Paraíba na época dos fatos.
A ação foi autorizada pela 16ª Vara Federal da Paraíba, que também determinou o afastamento dos sigilos bancário e telemático dos investigados.

A investigação apura suspeitas de falsidade ideológica, uso de documentos falsos e estelionato majorado. Caso sejam comprovadas a autoria e a materialidade dos crimes, os investigados poderão responder pelos delitos.

Incêndio destrói ônibus em rodovia, no Litoral Sul da Paraíba

03/11/2026

Um susto na estrada. Um ônibus pegou fogo na manhã de hoje, terça-feira (03/11), na PB-018, no município do Conde, na Paraíba. O Corpo de Bombeiros apagou as chamas, e o trânsito no trecho foi liberado após a atuação da Guarda Municipal.

Nota

Em nota, a Guarda Municipal informou que a situação do incêndio foi controlada e que o tráfego voltou a funcionar. O Corpo de Bombeiros ainda  não forneceu informações sobre as causas do incêndio.

O Poder

Um susto na estrada. Um ônibus pegou fogo na manhã de hoje, terça-feira (03/11), na PB-018, no município do Conde, na Paraíba. O Corpo de Bombeiros apagou as chamas, e o trânsito no trecho foi liberado após a atuação da Guarda Municipal.

Nota

Em nota, a Guarda Municipal informou que a situação do incêndio foi controlada e que o tráfego voltou a funcionar. O Corpo de Bombeiros ainda  não forneceu informações sobre as causas do incêndio.

O Poder

Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta terça-feira Por Alek Maracajá

03/11/2026

Brasília, terça-feira, 3 de novembro de 2026

Terça-feira de urna, só que a urna é americana. Enquanto os EUA votam o futuro de Trump no Congresso, uma parte do Brasil segue votando nos comentários do Instagram dele. Nunca uma eleição estrangeira teve tanto eleitor sem título


Termômetro Digital — Ativaweb Datalab


Help": 3,28 milhões de menções e 82% pedindo socorro a Trump


O levantamento da Ativaweb DataLab, citado pela VEJA, analisou 3,28 MILHÕES de menções sobre o tema no Instagram e no Facebook. 82% dos militantes pedem ajuda diretamente no perfil do presidente americano.
As mensagens vão de "Help Brazil" a pedidos de intervenção no país e até de captura de Lula. Na sexta, a primeira medição do Radar registrava 1.234.989 menções e interações.


Do outro lado, um exército no whatsapp

André Janones (Rede-MG) disse que não quer minis...

Brasília, terça-feira, 3 de novembro de 2026

Terça-feira de urna, só que a urna é americana. Enquanto os EUA votam o futuro de Trump no Congresso, uma parte do Brasil segue votando nos comentários do Instagram dele. Nunca uma eleição estrangeira teve tanto eleitor sem título


Termômetro Digital — Ativaweb Datalab


Help": 3,28 milhões de menções e 82% pedindo socorro a Trump


O levantamento da Ativaweb DataLab, citado pela VEJA, analisou 3,28 MILHÕES de menções sobre o tema no Instagram e no Facebook. 82% dos militantes pedem ajuda diretamente no perfil do presidente americano.
As mensagens vão de "Help Brazil" a pedidos de intervenção no país e até de captura de Lula. Na sexta, a primeira medição do Radar registrava 1.234.989 menções e interações.


Do outro lado, um exército no whatsapp

André Janones (Rede-MG) disse que não quer ministério no Lula 4: vai ficar na Câmara e usar o canal "Exército do Lula", com mais de 10 MILHÕES de seguidores, para pressionar Câmara e Senado pelas pautas do governo.

Leitura: a direita derrotada fala para fora, em inglês e para uma plateia que não vota aqui. A esquerda vitoriosa organiza a base para dentro, de olho no plenário. Volume os dois têm; o que muda é o endereço.

"Pedir socorro em perfil estrangeiro é a forma digital de recorrer a uma instância que não existe. O dado mede o tamanho da frustração, não a força política dela." — Alek Maracajá

Um lado manda "help" para a Casa Branca, o outro manda corrente para o Congresso. Em comum, só o botão de encaminhar


Principais movimentos do dia


Gilmar cobra o árbitro: "silêncios e hesitações não são neutros"

Em publicação no X na segunda (2/11), o ministro Gilmar Mendes, do STF, criticou a condução do TSE nas eleições. Disse que quem preside o órgão deve ter a postura de "árbitro equidistante que a Constituição pressupõe" e que "silêncios e hesitações não são neutros", pois podem abrir espaço para decisões contraditórias e servir de pretexto para ataques ao sistema eleitoral.
Gilmar não citou nomes, mas a crítica foi lida como dirigida à presidência do ministro Kassio Nunes Marques. Ele elogiou o colegiado: "desta vez, a colegialidade cumpriu seu papel". O outro lado: até o fechamento, o TSE e Nunes Marques não haviam respondido publicamente; antes, o presidente da Corte classificou o pleito como de "absoluta normalidade".

A eleição terminou sem crise nas urnas, mas o balanço institucional começou dentro do próprio Judiciário.
No Judiciário, até a crítica chega com fundamentação constitucional. Sustentação oral, desta vez, foi no X

A conta da dosimetria: 27 anos na sentença, 2 anos e 4 meses na estimativa


Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, com trânsito em julgado. Segundo a CNN, se o STF considerar constitucional a lei da dosimetria aprovada pelo Congresso, as penas serão recalculadas, e assessores, especialistas e parlamentares estimam que o tempo em regime fechado pode cair para cerca de 2 anos e 4 meses.
Ponto central: é estimativa, não decisão. O STF não marcou o julgamento; o recálculo caberia ao relator, Alexandre de Moraes, e depois ao colegiado. Em paralelo, segue pendente no gabinete de Kassio Nunes Marques a revisão criminal pedida pela defesa, que aguarda manifestação da PGR.

Com Flávio derrotado nas urnas, a principal aposta do bolsonarismo deixou o palanque e foi para a pauta do Supremo.
Em matéria penal, a única calculadora que vale é a do acórdão. A de bastidor só serve para manchete


PEC da segurança: o senado vota, a maioridade divide


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pautou a PEC da Segurança Pública para hoje, com calendário especial que permite os dois turnos no mesmo dia. A oposição mantém emenda de Rogério Marinho (PL-RN) que reduz a maioridade penal para 16 anos em todos os crimes e 14 nos hediondos; o líder do PT, Camilo Santana (CE), propõe 16 anos só nos hediondos.
O Planalto quer a maioridade fora do texto: o ministro José Guimarães (Relações Institucionais) passou a segunda procurando líderes. Se o texto mudar, a PEC volta para a Câmara.

O governo quer promulgar rápido; a oposição quer obrigar cada senador a votar a maioridade no painel.
Na PEC da Segurança, o item mais perigoso é o destaque


Midterms: trump vai às urnas com 32% de aprovação

Os EUA elegem hoje os 435 deputados e 35 das 100 cadeiras do Senado. A pesquisa Reuters/Ipsos mostra aprovação de Trump em 32%, perto do piso de 31% registrado em 19/10, com margem de 2 pontos e 1.765 eleitores ouvidos.
Na véspera, a Suprema Corte negou, em ordem de uma página, o pedido do governo Trump para reter cerca de 20 MIL votos por correio na Califórnia. Trump diz que os democratas têm "os candidatos mais perigosos da história".

O resultado de hoje define quanto poder Trump terá no Congresso, e quanto eco a pressão digital vinda do Brasil vai encontrar em Washington. Os brasileiros que pedem "help" a Trump vão descobrir hoje que ele também está em dia de apuração


ICMS do diesel: o primeiro round do lula 4 com São Paulo


Os estados aprovaram no Confaz, em 27/10, aumento do ICMS sobre combustíveis a partir de 1º de fevereiro de 2027: diesel de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro (+11,1%), gasolina de R$ 1,57 para R$ 1,64 e gás de cozinha de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo.
Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, acusou Tarcísio de Freitas de mudar de discurso três dias após a eleição. O outro lado: o Palácio dos Bandeirantes chamou a fala de "lamentável" e lembrou que a decisão foi unânime no Confaz, incluindo estados governados pelo PT.

A campanha de 2030 ainda não começou, mas o primeiro debate já tem tema: preço na bomba.
No Confaz, foi unanimidade. No Instagram, virou clássico


Posse de Lula: a diária que virou investimento

Com a posse marcada para 5 de janeiro de 2027, a primeira da história no dia 5, os preços dispararam no DF. O Saint Moritz, na Asa Norte, cobra R$ 25.300 pela diária (antes, R$ 2.277; alta de 1.011%). Um flat em Taguatinga foi de R$ 185 para R$ 9.040, alta de 4.786%.
Segundo o Metrópoles, ao menos 10 hotéis cobram mais de R$ 9 mil por diária.
A posse já movimenta a economia de Brasília antes de mexer na Esplanada.
Em Brasília, até o hotel faz transição de governo: muda de patamar antes de mudar de presidente


Copom: o mercado trocou o corte pela pausa

O Banco Central começa hoje a penúltima reunião do ano sobre juros, com decisão nesta quarta (4/11). A Selic está em 13,75%. Antes do 2º turno, as opções na B3 indicavam mais de 70% de chance de corte; depois da eleição, passaram a indicar 68,8% de chance de manutenção.
Itaú, HSBC, C6 e BTG esperam a Selic parada em 13,75%; Inter, ASA e Daycoval ainda veem corte de 0,25 ponto. O pano de fundo é dólar pressionado, expectativas de inflação piorando no Focus e dúvidas sobre o rumo fiscal do Lula 4.

O primeiro recado do mercado ao novo mandato não vem de discurso: vem da taxa de juros.
Brasília passou a semana falando de dosimetria. O Copom vai fazer a dele amanhã, em pontos-base


Bastidores de Brasília

* Judiciário em balanço: a crítica de Gilmar abre o debate sobre a condução do TSE e o papel do colegiado.
* Congresso testado: a PEC da Segurança é a primeira votação de peso no pós-eleição, e mede a base do governo no Senado.
* Oposição de olho em 2027: segundo o Metrópoles, o PL terá as maiores bancadas, com 121 deputados e 29 senadores.
* Janones em turnê: esteve com Cristina Kirchner em Buenos Aires e tem viagem prevista a Madri, ainda não confirmada.


Leitura Estratégica Ativaweb

Eleitoral: o resultado está proclamado; a disputa agora é sobre a régua das instituições, no TSE e no STF.
Digital: 3,28 milhões de menções e 82% pedindo socorro a Trump mostram engajamento alto e baixa conversão institucional.
Narrativo: "imparcialidade" no TSE, "dosimetria" no STF e "maioridade" no Senado são as palavras que vão disputar a semana.
Institucional: Senado e STF viram os palcos principais; o Planalto testa sua articulação já na primeira votação.
Eixo do dia, EUA: a midterm americana decide quanto peso real tem o "help" que parte do bolsonarismo manda para Washington.

Esta semana, o Brasil tem três pautas no Judiciário, uma no Senado e uma eleição nos EUA. Só faltou alguém pedir vista ao eleitor americano


Alerta Ativaweb

Monitorar com prioridade:

1. TSE: eventual resposta de Nunes Marques e repercussão da crítica de Gilmar entre ministros.
2. STF: pauta da lei da dosimetria e andamento da revisão criminal de Bolsonaro.
3. Senado: placar da PEC e votação em separado da maioridade penal.
4. EUA: resultado das midterms e reação de Trump e do governo Lula.
5. Copom: decisão de quarta e o tom do comunicado sobre fiscal e inflação.
6. Narrativa digital: separar estimativa, alegação e decisão oficial. 2 anos e 4 meses é projeção, não sentença; 3,28 milhões de menções são volume, não representação.

Pesquisa mede intenção. Digital mede atenção. Urna mede voto. E menção em perfil estrangeiro mede o tamanho do desabafo, nunca o resultado de uma eleição.


Fechamento


A história desta terça é TSE, Supremo e Washington.

Gilmar cobra equidistância do TSE, o Supremo tem uma conta de dosimetria a fazer e o Senado
põe a PEC da Segurança à prova. No caixa, ICMS, diárias de hotel e a Selic de 13,75% mostram que o pós-eleição também tem preço.

No digital, 3,28 milhões de menções pedem socorro a Trump no dia em que ele mesmo enfrenta as urnas. Os próximos capítulos, porém, continuam sendo escritos em Brasília.

Faltam 63 dias para a posse, em 5 de janeiro de 2027.

A urna brasileira decidiu. A americana decide hoje. O feed continua recorrendo

Alek Maracajá
Cientista de Dados | Ativaweb DataLab
https://www.instagram.com/datalab_ativaweb

Custo de vida, imigração e desgaste político pressionam Trump nas Midterms

03/11/2026

Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas hoje, terça-feira (03/11) nas eleições de Meio de Mandato dos EUA, conhecidas como Midterms, para escolher os representantes da Câmara dos Deputados e parte do Senado em uma eleição que representa um teste para o presidente Donald Trump.

Tentam manter

Com maiorias nas duas Casas, os republicanos tentam manter o controle do Congresso em meio à insatisfação com o custo de vida, à polarização em torno da imigração e à queda de popularidade do presidente.

Metade do mandato

Esse processo eleitoral acontece na metade do mandato presidencial e costuma funcionar como um termômetro da avaliação do governo. Neste ano, todos os 435 assentos da Câmara estão em disputa, além de 35 das 100 cadeiras do Senado.

Uma eventual mudança na composição do Congresso pode dificultar a aprovação de projetos de Trump e ampliar o poder de fiscalização da oposição sobre o governo.

Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas hoje, terça-feira (03/11) nas eleições de Meio de Mandato dos EUA, conhecidas como Midterms, para escolher os representantes da Câmara dos Deputados e parte do Senado em uma eleição que representa um teste para o presidente Donald Trump.

Tentam manter

Com maiorias nas duas Casas, os republicanos tentam manter o controle do Congresso em meio à insatisfação com o custo de vida, à polarização em torno da imigração e à queda de popularidade do presidente.

Metade do mandato

Esse processo eleitoral acontece na metade do mandato presidencial e costuma funcionar como um termômetro da avaliação do governo. Neste ano, todos os 435 assentos da Câmara estão em disputa, além de 35 das 100 cadeiras do Senado.

Uma eventual mudança na composição do Congresso pode dificultar a aprovação de projetos de Trump e ampliar o poder de fiscalização da oposição sobre o governo.

Custo de vida e inflação

O custo de vida aparece como uma das principais preocupações dos eleitores neste ciclo eleitoral. Na pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em outubro, metade dos entrevistados registrados para votar apontou o tema como o fator mais importante na decisão eleitoral.

Imigração

A imigração é outro tema central nessa eleição. Dados preliminares do Departamento de Segurança Interna indicaram uma queda de 95% no número de imigrantes detidos na fronteira sudoeste em comparação com o governo do ex-presidente Joe Biden.

Popularidade de Trump

O próprio presidente também se tornou um dos principais elementos da disputa. Apesar da queda de popularidade, Trump intensificou sua participação na campanha e realizou comícios e diversos estados nas semanas que antecederam as eleições.

Pediu

Em setembro, durante uma convenção do Partido Republicano para as eleições de Meio de Mandato, o presidente pediu aos apoiadores que agissem como se ele também estivesse na cédula eleitoral.

Os Democratas

Os democratas afirmam que o presidente não cumpriu promessas de campanha relacionadas à redução do custo de vida e ao fim de conflitos internacionais. A guerra com o Irã, iniciada em fevereiro, se tornou mais um fator de desgaste, especialmente diante do impacto sobre os preços dos combustíveis.

Republicanos

A manutenção do controle republicano do Congresso é importante para que Trump continue avançando sua agenda legislativa na segunda metade do mandato.

Caso os democratas conquistem a maioria em uma das Casas, terão mais espaço para barrar propostas do governo e fiscalizar ações da administração.

Com CNN

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