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Médicos estudam internar Bolsonaro ainda hoje

06/06/2026

Jornais como o Globo e o Correio Braziliense já deram a notícia. O Poder apurou e conseguiu confirmar com fonte fidedigna. O fato é que Jair Bolsonaro está enfrentando mais uma crise séria e constante de soluços. Isso vem acontecendo há 4 dias seguidos. A equipe médica está avaliando o quadro em tempo integral. Caso não aconteça uma melhora substancial, provavelmente Bolsonaro deve voltar ainda hoje para o hospital.

Soluços persistentes

De acordo com relatório médico encaminhado ao STF, o ex-presidente Jair Bolsonaro tem enfrentado episódios de soluços com frequência "acima da média" desde o fim de maio. O quadro se agravou nos últimos quatro dias. Os médicos optaram por manter doses elevadas de medicação específica e uma dieta de baixa acidez para conter os sintomas, mas a receita deixou de fazer efeito. Bolsonaro tem um histórico recorrente de crises de soluço (singulto) prolongadas que já exigiram internações, exames e até mesmo procedim...

Jornais como o Globo e o Correio Braziliense já deram a notícia. O Poder apurou e conseguiu confirmar com fonte fidedigna. O fato é que Jair Bolsonaro está enfrentando mais uma crise séria e constante de soluços. Isso vem acontecendo há 4 dias seguidos. A equipe médica está avaliando o quadro em tempo integral. Caso não aconteça uma melhora substancial, provavelmente Bolsonaro deve voltar ainda hoje para o hospital.

Soluços persistentes

De acordo com relatório médico encaminhado ao STF, o ex-presidente Jair Bolsonaro tem enfrentado episódios de soluços com frequência "acima da média" desde o fim de maio. O quadro se agravou nos últimos quatro dias. Os médicos optaram por manter doses elevadas de medicação específica e uma dieta de baixa acidez para conter os sintomas, mas a receita deixou de fazer efeito. Bolsonaro tem um histórico recorrente de crises de soluço (singulto) prolongadas que já exigiram internações, exames e até mesmo procedimentos de bloqueio do nervo frênico.

Origem dos soluços

A condição, que costuma estar ligada a irritações no diafragma, tem sido acompanhada de perto pela equipe médica durante seu período de prisão domiciliar. O agravamento do quadro, caso não ceda, deve levar Bolsonaro de volta ao hospital entre hoje, sábado 06/06 e amanhã, domingo 07/06.

As aventuras de Cacimba 44 — A academia do juazeiro, por Zé da Flauta*

06/06/2026

O anfiteatro de Cacimba era a sombra generosa de um velho juazeiro, bem ali na margem da praça central.

Não tinha lousa, nem giz, nem tese de doutorado. Havia apenas o chão de terra batida e a voz mansa do velho, que falava sobre a vida, o tempo e a liberdade como se estivesse conversando com os antigos filósofos da Grécia.

A cada semana, o círculo aumentava. O que começou com três ou quatro desocupados virou romaria: vinha o agricultor com as mãos calejadas, a dona de casa com o avental ainda sujo de farinha e até os jovens que antes só queriam saber de radiola.

Simão, com seus óculos redondos na ponta do focinho, sentava-se num galho baixo com sua pastinha de couro, como um secretário acadêmico anotando o crescimento daquela faculdade sem teto.

'Sebastião se encarregava de estender o chapéu de palha no chão, não para recolher moedas, mas para receber as perguntas que o povo escrevia em pedaços de papel de embrulho.
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O anfiteatro de Cacimba era a sombra generosa de um velho juazeiro, bem ali na margem da praça central.

Não tinha lousa, nem giz, nem tese de doutorado. Havia apenas o chão de terra batida e a voz mansa do velho, que falava sobre a vida, o tempo e a liberdade como se estivesse conversando com os antigos filósofos da Grécia.

A cada semana, o círculo aumentava. O que começou com três ou quatro desocupados virou romaria: vinha o agricultor com as mãos calejadas, a dona de casa com o avental ainda sujo de farinha e até os jovens que antes só queriam saber de radiola.

Simão, com seus óculos redondos na ponta do focinho, sentava-se num galho baixo com sua pastinha de couro, como um secretário acadêmico anotando o crescimento daquela faculdade sem teto.

'Sebastião se encarregava de estender o chapéu de palha no chão, não para recolher moedas, mas para receber as perguntas que o povo escrevia em pedaços de papel de embrulho.

O sucesso daquela filosofia de rastro de jumento, no entanto, azedou o estômago das autoridades.

No terceiro domingo de praça cheia, enquanto a igreja matriz amargava bancos vazios e o comércio da prefeitura parecia um deserto, o Prefeito Anselmo e o Padre Teodoro apareceram escoltados pelo Delegado Alceu.

O prefeito, com um lenço perfumado no nariz para aplacar o cheiro de suor do povo, estendeu um papel timbrado com fúria. "Acabou a palhaçada, Cacimba! O espaço é público, mas a ordem é privada. Cadê o alvará? Falta de autorização da municipalidade!

Quem quiser ouvir heresia e conversa fiada que vá pagar taxa ou se recolha!", esbravejou o político, enquanto o padre assentia com a cabeça, camuflando a inveja do juazeiro que lotava mais que as suas missas sob o pretexto de "zelar pela doutrina e pela ordem civil".

O povo ensaiou uma revolta, os jornalistas da capital, que ainda rondavam a cidade — levantaram os microfones, mas Cacimba apenas sorriu, aquele sorriso calmo de quem já viu o sol nascer e morrer milhares de vezes.

Ele se levantou devagar, espanou a poeira da calça remendada e olhou nos olhos do prefeito e do vigário.

"O homem bota preço na sombra, bota carimbo no vento e acha que é dono do pensamento", disse o Cacimba, com uma serenidade que doeu mais que uma chibatada.

"Se a lei do papel de vocês diz que a busca pela verdade precisa de licença do cartório, eu entrego a praça. A sabedoria não mora na madeira do juazeiro, meus irmãos. Ela mora na pergunta que vocês vão levar para casa hoje."


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O desfecho, porém, foi o golpe mais profundo que a vaidade daquela cidade já levou.

Em vez de protestar, Cacimba caminhou até o chapéu de palha, pegou um punhado daqueles papéis com as dúvidas do povo e olhou para o prefeito e para o vigário.

"O senhor quer um alvará para a busca da verdade, Prefeito?

E o senhor, Padre, quer carimbar a fé que nasce fora da sua parede de cal?", questionou o filósofo, a voz mansa cortando o silêncio como navalha.

"Pois bem. Digam-me os senhores, que tudo legislam: qual é o imposto que se paga pelo arrependimento de um homem?

Qual é a autorização necessária para que a compaixão entre no peito de quem não tem o que comer?

Se os senhores tiverem essas licenças assinadas, eu pago a taxa agora." Diante do gaguejar confuso das duas autoridades, que se olharam com as bochechas vermelhas de vergonha, Cacimba soltou os papéis no vento, deixando que as dores do povo voassem livres sobre a praça.

Ele pegou seu pífano, entregou a Simão a pastinha vazia e começou a se afastar a passos lentos pela estrada de terra que saía de Carnaúba Seca, seguido apenas pelos seus dois macaquinhos.

O silêncio estarrecido da multidão foi quebrado pelo choro copioso de Dona Lurdes, a benzedeira, que caiu de joelhos na poeira ao perceber que a cidade tinha expulsado a única alma que escutava suas misérias sem cobrar dízimo ou prometer voto.

O prefeito e o padre ficaram estáticos, sós no meio da praça esvaziada, segurando um alvará inútil que parecia pesar uma tonelada, enquanto as notas dilacerantes e tristes do pífano de Cacimba iam sumindo na poeira do horizonte, deixando Carnaúba Seca rica de leis e decretos, mas completamente órfã de alma.

*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.


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Forças russas interceptaram 25 drones na madrugada deste sábado (6)

06/06/2026

Forças russas interceptaram 25 drones na madrugada deste sábado (06/06) perto de São Petersburgo, cidade que sedia um fórum econômico. O governador regional Aleksandr Drozdenko confirmou o abate dos drones na região de Leningrado, enquanto a tensão militar persiste na área.

Drozdenko anunciou que as operações de combate continuam na região de Leningrado. Na quarta-feira (03/06), durante a abertura do Fórum de São Petersburgo, drones ucranianos atingiram uma instalação petrolífera e uma instalação militar próxima, recebendo convidados com fumaça preta.

Fórum acaba hoje

O prefeito Sergei Sobyanin informou, por meio de postagem na rede social Telegram, que mais oito drones ucranianos foram interceptados na madrugada de sábado enquanto se dirigiam a Moscou. A cúpula do fórum, que reúne altos funcionários russos e estrangeiros, se encerra hoje.

A Ucrânia intensificou recentemente os ataques com drones em territórios ocupados...

Forças russas interceptaram 25 drones na madrugada deste sábado (06/06) perto de São Petersburgo, cidade que sedia um fórum econômico. O governador regional Aleksandr Drozdenko confirmou o abate dos drones na região de Leningrado, enquanto a tensão militar persiste na área.

Drozdenko anunciou que as operações de combate continuam na região de Leningrado. Na quarta-feira (03/06), durante a abertura do Fórum de São Petersburgo, drones ucranianos atingiram uma instalação petrolífera e uma instalação militar próxima, recebendo convidados com fumaça preta.

Fórum acaba hoje

O prefeito Sergei Sobyanin informou, por meio de postagem na rede social Telegram, que mais oito drones ucranianos foram interceptados na madrugada de sábado enquanto se dirigiam a Moscou. A cúpula do fórum, que reúne altos funcionários russos e estrangeiros, se encerra hoje.

A Ucrânia intensificou recentemente os ataques com drones em territórios ocupados e contra a Rússia. Essa ação ocorre em retaliação aos bombardeios diários que atingem Moscou em território russo.

— Com Agências Internacionais de Notícias

Anatel prorroga até 2028 prazo para brasileiros bloquearem chamadas de telemarketing em seus telefones

06/06/2026

O fato acontece todos os dias com muitas pessoas: o consumidor atende o telefone e uma voz robótica anuncia algum produto surge do outro lado. Ou pior, a ligação fica simplesmente muda. Essa prática incômoda de empresas de telemarketing é um dos maiores transtornos enfrentados pelos consumidores de telefonia no Brasil. Por isso, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou que foi prorrogado o prazo para os usuários bloquearem as chamadas indesejadas até 31 de outubro de 2028.

O objetivo da Anatel é diminuir o incômodo ao consumidor com essas constantes ligações. Os números da Agência apontam que a fiscalização impediu que cerca de 247 bilhões de chamadas indesejadas chegassem aos consumidores nos últimos quatros anos.

Impedimento para ligar

Pela regra, as empresas responsáveis por mais de 100 mil chamadas curtas por dia e que tenham mais de 85% das ligações encerradas em até seis segundos ficam impedidas de fazer novas c...

O fato acontece todos os dias com muitas pessoas: o consumidor atende o telefone e uma voz robótica anuncia algum produto surge do outro lado. Ou pior, a ligação fica simplesmente muda. Essa prática incômoda de empresas de telemarketing é um dos maiores transtornos enfrentados pelos consumidores de telefonia no Brasil. Por isso, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou que foi prorrogado o prazo para os usuários bloquearem as chamadas indesejadas até 31 de outubro de 2028.

O objetivo da Anatel é diminuir o incômodo ao consumidor com essas constantes ligações. Os números da Agência apontam que a fiscalização impediu que cerca de 247 bilhões de chamadas indesejadas chegassem aos consumidores nos últimos quatros anos.

Impedimento para ligar

Pela regra, as empresas responsáveis por mais de 100 mil chamadas curtas por dia e que tenham mais de 85% das ligações encerradas em até seis segundos ficam impedidas de fazer novas chamadas por 15 dias.

A superintendente de Relações com Consumidores da Anatel, Cristiana Camarate, afirmou que a prorrogação do prazo — que iria se encerrar agora — permitirá uma melhor adaptação do mercado.

Mais de mil empresas bloqueadas

“Já bloqueamos mais de mil empresas que descumpriram esta regra. Mas o que a gente observa é que há também uma quantidade grande de empresas que têm buscado se adaptar e, quando elas têm a informação de que serão bloqueadas, elas podem inclusive procurar a Anatel e assinar conosco um termo de compromisso dizendo que adotarão melhores práticas”, ressaltou.

Em 2019, a Anatel lançou a plataforma intitulada ‘Não me Perturbe’. Com ela, é possível que o usuário se cadastre e informe o número de telefone que deseja realizar o bloqueio, além do anunciante para o qual não deseja receber mais chamadas.

De telecomunicações a bancos

A lista de empresas que podem ser bloqueadas inclui prestadoras de serviços de telecomunicações, como TV por assinatura e internet, além de instituições financeiras.

O bloqueio acontece após 30 dias a partir da solicitação. O cadastro é gratuito e pode ser feito através do site ‘não me perturbe’.

— Com informações de Agências de Notícias e da Anatel

APL promove, segunda (8), conferência do professor Rômulo Menezes sobre agricultura sustentável

06/06/2026

A Academia Pernambucana de Letras (APL) promove, na próxima segunda-feira (08/06), uma conferência especial do professor Rômulo Menezes sobre a agricultura sustentável na caatinga. No evento, ele abordará a integração de saberes tradicionais e tecnologias digitais que ajudam a melhorar a vida do sertanejo.

Perfil

O professor Rômulo Menezes possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (1992), mestrado em Soil Fertility - University of Georgia (1995) e doutorado em Soil and Crop Sciences - Colorado State University (1999). Atualmente é Chefe e Professor Associado do Departamento de Energia Nuclear da Universidade Federal de Pernambuco. É docente do curso de Engenharia de Energia e do Programa de Pós-Graduação em Tecnologias Energéticas e Nucleares (Proten-UFPE), onde lidera o Grupo de Pesquisa em Energia da Biomassa e coordena a Biorrefinaria Experimental de Resíduos Sólidos Orgânicos (Berso). Desde 2018, atua como vice-...

A Academia Pernambucana de Letras (APL) promove, na próxima segunda-feira (08/06), uma conferência especial do professor Rômulo Menezes sobre a agricultura sustentável na caatinga. No evento, ele abordará a integração de saberes tradicionais e tecnologias digitais que ajudam a melhorar a vida do sertanejo.

Perfil

O professor Rômulo Menezes possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (1992), mestrado em Soil Fertility - University of Georgia (1995) e doutorado em Soil and Crop Sciences - Colorado State University (1999). Atualmente é Chefe e Professor Associado do Departamento de Energia Nuclear da Universidade Federal de Pernambuco. É docente do curso de Engenharia de Energia e do Programa de Pós-Graduação em Tecnologias Energéticas e Nucleares (Proten-UFPE), onde lidera o Grupo de Pesquisa em Energia da Biomassa e coordena a Biorrefinaria Experimental de Resíduos Sólidos Orgânicos (Berso). Desde 2018, atua como vice-coordenador do Observatório Nacional da Dinâmica da Água e Carbono no Bioma Caatinga (ONDACBC). Além disso, tem experiência nas áreas de Agronomia e Ecologia de Ecossistemas e trabalha em pesquisas de longo prazo sobre ciclagem biogeoquímica na região Nordeste do Brasil, incluindo o uso de técnicas isotópicas, modelagem e sensoriamento remoto. Tem interesse no desenvolvimento de sistemas sustentáveis de produção agropecuária e na produção e aproveitamento de biomassa para fins energéticos.


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Reflexão e conhecimento

O evento, conforme os coordenadores, é dedicado à reflexão, ao conhecimento e ao diálogo com o público interessado no tema, tão precioso para o estado de Pernambuco. Será realizado a partir das 15h, na sede da APL, localizada na Avenida Rui Barbosa, bairro das Graças. A entrada é gratuita.

UE oficializa exclusão do Brasil da lista de países que regulam antimicrobianos na pecuária a partir de setembro

06/06/2026

A União Europeia (UE) publicou, nesta sexta-feira (05/06), um documento oficializando a sua decisão de excluir o Brasil da lista de países que cumprem as suas regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária. Com isso, o Brasil fica proibido de exportar carne para o bloco a partir de 3 de setembro deste ano.

Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento. Na lista de 2024, o Brasil aparecia como autorizado a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel. Agora, o país aparece excluído da lista de todos esses produtos. Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem autorizados a exportar para a UE.

Falta de informações

Segundo o documento publicado ontem, o país não apresentou informações exigidas pela Comissão Europeia que garantem que a carne e outros prod...

A União Europeia (UE) publicou, nesta sexta-feira (05/06), um documento oficializando a sua decisão de excluir o Brasil da lista de países que cumprem as suas regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária. Com isso, o Brasil fica proibido de exportar carne para o bloco a partir de 3 de setembro deste ano.

Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento. Na lista de 2024, o Brasil aparecia como autorizado a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel. Agora, o país aparece excluído da lista de todos esses produtos. Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem autorizados a exportar para a UE.

Falta de informações

Segundo o documento publicado ontem, o país não apresentou informações exigidas pela Comissão Europeia que garantem que a carne e outros produtos de origem animal do Brasil cumprem os requisitos da UE sobre antimicrobianos. Quando o bloco anunciou a sua decisão, no início de maio, a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, afirmou que o Brasil pode voltar à lista assim que comprovar os requisitos exigidos.

O governo brasileiro, por sua vez, disse, na época, que estava surpreso com a decisão e que iria negociar. O Itamaraty e os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento não se posicionaram ainda sobre como estão as negociações sobre o tema para que o Brasil volte a ser incluído na lista.

Outros países removidos

Outros três países também foram removidos da lista da UE, mas por outro motivo. Afirmaram não terem mais interesse em exportar produtos para o bloco. É o caso da Austrália, para ovos; da Ucrânia, para coelhos; e das Ilhas Malvinas, para produtos de aquicultura.

Por outro lado, a UE inclui 21 países e territórios na lista. São eles, Armênia, Burkina Faso, Benin, Brunei, Belize, Guernsey, Índia, Indonésia, Irã, Quênia, República do Quirguistão, Sri Lanka, Ilhas Maurício, Nigéria, Sérvia, Essuatíni, Tunísia, Tanzânia, Uganda, Uzbequistão e Wallis e Futuna.

Caminhos para o Brasil

O Brasil foi o único país que saiu da lista por não apresentar informações exigidas pela UE. Em abril, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria proibindo a importação, fabricação, comercialização e uso de alguns antimicrobianos usados como melhoradores de desempenho. Para voltar à lista da UE, o Brasil tem dois caminhos: restringir legalmente o uso desses medicamentos ou garantir que a carne exportada não contenha essas substâncias.

Assim que for comprovado que a pecuária brasileira não usa esses antimicrobianos, o país poderá voltar a exportar, mesmo que isso ocorra após setembro.

Possibilidade era aventada desde 2019

Apesar de pecuaristas e representantes do governo reiterarem que as negociações para mudar essa posição estão em curso, técnicos agropecuários do Ministério da Agricultura ressaltaram que já se sabia que a UE planejava essas restrições desde 2019.

A UE consiste no terceiro maior destino da carne bovina brasileira em valor exportado, depois de China e Estados Unidos, segundo dados do Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura. Para carnes em geral, o bloco é o segundo maior mercado, atrás da China.

— Com Agências de Notícias

Edson Vieira recebe apoio de Neguinho Teixeira em Caruaru

06/06/2026

O deputado estadual Edson Vieira (Podemos) celebrou, ontem sexta-feira (05/06), a adesão do ex-presidente da Câmara de Vereadores de Caruaru e ex-prefeito do município, Neguinho Teixeira, ao seu projeto político. O anúncio fortalece a articulação do parlamentar no Agreste pernambucano e amplia sua base de apoio em uma das principais cidades da região.

Trajetória

Ao comentar a chegada de Neguinho, Edson destacou a experiência política e a trajetória pública do ex-prefeito, ressaltando a importância da união de lideranças comprometidas com o desenvolvimento de Pernambuco.
"Recebo esse apoio com muita alegria e senso de responsabilidade. Neguinho tem uma história de serviços prestados a Caruaru e conhece de perto as necessidades da população. Sua chegada fortalece nosso projeto e amplia nossa capacidade de diálogo com a sociedade”, afirmou.

Confiança

Neguinho Teixeira, por sua vez, ressaltou a confiança no tr...

O deputado estadual Edson Vieira (Podemos) celebrou, ontem sexta-feira (05/06), a adesão do ex-presidente da Câmara de Vereadores de Caruaru e ex-prefeito do município, Neguinho Teixeira, ao seu projeto político. O anúncio fortalece a articulação do parlamentar no Agreste pernambucano e amplia sua base de apoio em uma das principais cidades da região.

Trajetória

Ao comentar a chegada de Neguinho, Edson destacou a experiência política e a trajetória pública do ex-prefeito, ressaltando a importância da união de lideranças comprometidas com o desenvolvimento de Pernambuco.
"Recebo esse apoio com muita alegria e senso de responsabilidade. Neguinho tem uma história de serviços prestados a Caruaru e conhece de perto as necessidades da população. Sua chegada fortalece nosso projeto e amplia nossa capacidade de diálogo com a sociedade”, afirmou.

Confiança

Neguinho Teixeira, por sua vez, ressaltou a confiança no trabalho desenvolvido por Edson Vieira e destacou a importância de fortalecer um projeto político voltado para o crescimento dos municípios pernambucanos.
“Conheço a trajetória de Edson, sua capacidade de trabalho e seu compromisso com a população. Estou chegando para somar forças e contribuir com um projeto que pensa Pernambuco de forma séria, responsável e comprometida com as pessoas”, declarou.

Vitória e Fortaleza decidem neste sábado (6) título da Copa do Nordeste 2026; confira detalhes do jogo épico

06/06/2026

Severino Lopes

Hoje tem grito de “campeão”! Com dois “leões” em campo. O sonho do título; a rivalidade regional e uma disputa inédita na busca pela “Lampions League”. Quase três meses após o início da competição será conhecido hoje, sábado (06/06), o campeão da Copa do Nordeste 2026. Em um duelo que promete mexer com os nervos e corações das torcidas de dois grandes clubes da região, Vitória e Fortaleza decidem o título.

O Vitória tem a vantagem por ter vencido o primeiro duelo por 2 x 1 no Castelão, e precisa apenas de um empate para levantar a taça. A edição 2026 do Nordestão contou com 20 clubes, e apenas os dois leões conseguiram chegar a grande final.

Manter a vantagem

No Barradão, o Vitória buscará manter a vantagem construída e assegurar seu quinto título da Copa do Nordeste. O clube também venceu as edições de 1997, 1999, 2003 e 2010. Já o Fortaleza, tentará reverter o placar fora de casa e levanta...

Severino Lopes

Hoje tem grito de “campeão”! Com dois “leões” em campo. O sonho do título; a rivalidade regional e uma disputa inédita na busca pela “Lampions League”. Quase três meses após o início da competição será conhecido hoje, sábado (06/06), o campeão da Copa do Nordeste 2026. Em um duelo que promete mexer com os nervos e corações das torcidas de dois grandes clubes da região, Vitória e Fortaleza decidem o título.

O Vitória tem a vantagem por ter vencido o primeiro duelo por 2 x 1 no Castelão, e precisa apenas de um empate para levantar a taça. A edição 2026 do Nordestão contou com 20 clubes, e apenas os dois leões conseguiram chegar a grande final.

Manter a vantagem

No Barradão, o Vitória buscará manter a vantagem construída e assegurar seu quinto título da Copa do Nordeste. O clube também venceu as edições de 1997, 1999, 2003 e 2010. Já o Fortaleza, tentará reverter o placar fora de casa e levantar a taça da competição regional pela quarta vez na história. O Leão do Pici se sagrou campeão do torneio em 2019, 2022 e 2024.

Como chega o Vitória

A equipe comandada por Jair Ventura arrancou um excelente resultado na Arena Castelão ao vencer o rival cearence por 2 x 1 e sonha em voltar a levantar a taça da Copa do Nordeste após 16 anos - o último título foi em 2010. Vale lembrar que ainda paira a dúvida se o Vitória vai ser penta ou hexa campeão, em caso de título devido à contabilização dos troféus.

O cenário favorável para o Vitória

Agora, após construir a vantagem de 2 a 1 no Castelão, o cenário é favorável para o time comandado por Jair Ventura. Um simples empate no jogo da volta será suficiente para garantir o troféu e colocar o Rubro-Negro novamente no topo do futebol nordestino.

Desfalques

Sem o lateral Nathan Mendes, machucado, e o volante Baralhas, que é dúvida, o treinador do Leão da Barra deve repetir a base da equipe que jogou a partida de ida, com Edenílson improvisado na lateral direita e Caíque Gonçalves no meio-campo, ao lado de Emmanuel Martínez e Zé Vitor. O argentino Diego Tarzia, autor de um dos gols no Castelão, corre por fora e pode ser novidade no ataque.

Como chega o Fortaleza

Sem cenário de "terra arrasada" no Leão do Pici após a derrota no jogo de ida. O Fortaleza aposta em alguns elementos para reverter o placar e conquistar seu quarto título da Copa do Nordeste. O Fortaleza aposta em alguns elementos para reverter o placar e conquistar seu quarto título da Copa do Nordeste. O primeiro é o técnico Thiago Carpini, que treinou o Vitória entre 2024 e 2025; e conhece bem como é jogar no Manoel Barradas.

O retorno

O Laion tem o retorno de Miritello, camisa 9 e centroavante da equipe, que estava suspenso no jogo da ida e deve voltar aos titulares na partida de sábado. Ele deve fazer dupla com Vitinho, atacante que provocou o Vitória em coletiva na quinta-feira (04/06), afirmando que o time baiano "não faz nada mais do que dar chutão e bater lateral"


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Vitória pode igualar recorde do Bahia

O duelo contra o Fortaleza pode representar muito mais do que a conquista de mais uma Copa do Nordeste para o Vitória e acirrar a rivalidade com o Bahia que não disputou a competição este ano. No jogo a ser disputado no Barradão, está a oportunidade do Leão alcançar um feito histórico que mexe diretamente com uma das maiores rivalidades do futebol brasileiro.


Se confirmar a vantagem construída na partida de ida e levantar a taça, o Leão da Barra chegará ao quinto título da competição regional. O número permitirá que o clube alcance justamente o Bahia no topo da lista dos maiores campeões do Nordestão.

Lidera

Atualmente, o Tricolor de Aço lidera sozinho o ranking, com cinco conquistas. Logo atrás aparece o Vitória, com quatro troféus. A final diante do Fortaleza oferece ao Rubro-Negro a chance de acabar com essa diferença e dividir o posto mais alto da competição com seu principal rival.


A última conquista nordestina do Vitória aconteceu em 2010. Desde então, o clube bateu na trave em algumas oportunidades e viu o Bahia ampliar sua coleção de títulos regionais. Mais do que encerrar um jejum, a conquista teria um peso simbólico enorme. Afinal, igualar o maior rival em número de títulos é algo que certamente ficará marcado na memória da torcida.

Histórico difícil de viradas

Além da vantagem no campo, o time treinado por Jair Ventura tem o histórico da competição ao seu lado. Reverter vantagens construídas em decisões não é algo comum na Copa do Nordeste. Das 19 edições disputadas em jogos de ida e volta, em somente duas o vencedor da primeira partida não ficou com o título. Só América-RN e Bahia deram a volta por cima depois de derrotas no primeiro jogo da final.

Ficar esperto

Mas o Vitória precisa ficar esperto, e não subestimar o adversário, porque foi justamente ele a vítima da virada do América, em 1998. Naquele ano, no entanto, o América tinha o trunfo de fazer o segundo jogo em casa, algo que o Fortaleza não terá neste sábado. Em 1998, o Vitória venceu a primeira partida por 2 a 1, no Barradão, e perdeu por 3 a 1, no Machadão.

Feito exclusivo

Erguer a taça depois de ser derrotado no jogo de ida diante da própria torcida é um feito exclusivo do Bahia. Em 2021, o Tricolor perdeu por 1 a 0, para o Ceará, em Pituaçu, e depois foi até o Castelão vencer por 2 a 1 e levar a decisão para os pênaltis. Nas penalidades, voltou a bater o rival (4 a 2) para ficar com o título.


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Possíveis escalações

Vitória: Lucas Arcanjo; Edenilson, Cacá, Luan Cândido e Ramon; Caíque Gonçalves, Zé Vitor e Emmanuel Martínez; Erick, Matheuzinho (Tarzia) e Renê (Kayzer). Técnico: Jair Ventura.

Fortaleza: João Ricardo; Brítez, Luan Freitas e Lucas Gazal; Maílton, Lucas Sasha, Pierre, Pochettino e Mucuri; Vitinho e Miritello. Técnico: Thiago Carpini.

Confira o ranking de clubes campeões da Copa do Nordeste:

Bahia - 5 títulos (2001, 2002, 2017, 2021 e 2025)
Vitória - 4 títulos (1997, 1999, 2003 e 2010)
Sport - 3 títulos (1994, 2000 e 2014)
Ceará - 3 títulos (2015, 2020 e 2023)
Fortaleza - 3 títulos (2019, 2022 e 2024)
América-RN - 1 título (1998)
Campinense - 1 título (2013)
Santa Cruz - 1 título (2016)
Sampaio Corrêa - 1 título (2018)


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Amanhã tem festival no parque de mamulengos gigantes, em Surubim

06/06/2026

Com Fernando Guerra e o Correio do Agreste

O projeto Memorial dos Severinos promoverá amanhã, domingo (07/06), o 1º Arraial Mamulengá Surubim. O evento acontecerá das 16h às 20h no Parque dos Mamulengos Gigantes, localizado no bairro Lagoa Nova.

A programação

Terá início com apresentações infantil e adulta da quadrilha junina Chamas do Agreste, da comunidade de Lério de Cima. O encerramento ficará por conta dos shows das bandas Forró Autoral, de Surubim, e Forró de Rabeca de Tito Mendes, de Olinda.

Outras atrações

Além das apresentações culturais e musicais, o evento contará com fogueira, exposição de arte e comercialização de comidas típicas e bebidas não alcoólicas.

A entrada

É gratuita. O acesso ao local será realizado pelo Portal Pindorama, situado na Rua Lagoa Nova, nº 502, no bairro Lagoa Nova.



Serviço
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Com Fernando Guerra e o Correio do Agreste

O projeto Memorial dos Severinos promoverá amanhã, domingo (07/06), o 1º Arraial Mamulengá Surubim. O evento acontecerá das 16h às 20h no Parque dos Mamulengos Gigantes, localizado no bairro Lagoa Nova.

A programação

Terá início com apresentações infantil e adulta da quadrilha junina Chamas do Agreste, da comunidade de Lério de Cima. O encerramento ficará por conta dos shows das bandas Forró Autoral, de Surubim, e Forró de Rabeca de Tito Mendes, de Olinda.

Outras atrações

Além das apresentações culturais e musicais, o evento contará com fogueira, exposição de arte e comercialização de comidas típicas e bebidas não alcoólicas.

A entrada

É gratuita. O acesso ao local será realizado pelo Portal Pindorama, situado na Rua Lagoa Nova, nº 502, no bairro Lagoa Nova.


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Serviço

Evento: 1º Arraial Mamulengá Surubim
Data: Domingo, 7 de junho de 2026
Horário: Das 16h às 20h
Local: Parque dos Mamulengos Gigantes, Lagoa Nova, Surubim (PE)
Entrada: Gratuita
Acesso: Portal Pindorama, Rua Lagoa Nova, nº 502, bairro Lagoa Nova.


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Ponte que desabou no Acre tinha sido concluída no início de 2024 e custou R$ 36 milhões aos cofres públicos

06/06/2026

Hylda Cavalcanti

Repercute em todo o país neste sábado (06/06) o desabamento de uma ponte no interior do Acre, na noite de ontem. Apesar da seriedade do caso do ponto de vista de isolamento da área para acesso a muitos municípios, chama a atenção, principalmente, a situação da ponte, cuja estrutura é muito nova. Foi inaugurada há dois anos e meio e custou R$ 36 milhões aos cofres públicos.

No desabamento, quatro vítimas foram hospitalizadas e uma está em estado grave, mas não foram registrados óbitos até agora. A Ponte é a Frei Paolino Baldassari, localizada no município de Sena Madureira.

Ajuda de moradores

Os feridos foram encaminhados para o Hospital do João Câncio Fernandes com ajuda de moradores, bombeiros e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O estado mais grave é de um homem que teve traumatismo craniano, além de trauma interno abdominal e renal.

Pessoas que estavam no C...

Hylda Cavalcanti

Repercute em todo o país neste sábado (06/06) o desabamento de uma ponte no interior do Acre, na noite de ontem. Apesar da seriedade do caso do ponto de vista de isolamento da área para acesso a muitos municípios, chama a atenção, principalmente, a situação da ponte, cuja estrutura é muito nova. Foi inaugurada há dois anos e meio e custou R$ 36 milhões aos cofres públicos.

No desabamento, quatro vítimas foram hospitalizadas e uma está em estado grave, mas não foram registrados óbitos até agora. A Ponte é a Frei Paolino Baldassari, localizada no município de Sena Madureira.

Ajuda de moradores

Os feridos foram encaminhados para o Hospital do João Câncio Fernandes com ajuda de moradores, bombeiros e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O estado mais grave é de um homem que teve traumatismo craniano, além de trauma interno abdominal e renal.

Pessoas que estavam no Centro de Sena Madureira, onde o trecho da ponte desabou disseram que ouviram um estrondo como se fosse um tremor de terra no momento do acidente. A ponte tinha sido interditada um dia antes, devido ao risco de desabamento, às margens do Rio Iaco. Em nota, o governo do Acre destacou que enviou equipes da Secretaria de Estado de Assistência Social (SEASDH) para apoio aos feridos e à comunidade de Sena Madureira.

— Com Agências de Notícias

17 vereadores das bases de prefeitos de Raquel anunciam apoio e reforçam mais João Campos na RMR

05/06/2026

A adesão de 17 vereadores que integravam as bases políticas de prefeitos aliados da governadora Raquel Teixeira Lyra (PSD) em Jaboatão dos Guararapes e Paulista reforça um movimento que amplia a presença e o alcance político de João Campos (PSB) na Região Metropolitana do Recife, onde está concentrada a maior parcela do eleitorado pernambucano.

Jaboatão e Paulista

Nos dois municípios, considerados estratégicos para qualquer projeto de governo em Pernambuco, grupos expressivos de parlamentares municipais decidiram migrar para o palanque liderado pelo ex-prefeito do Recife. Apenas em Jaboatão dos Guararapes, segundo maior colégio eleitoral do estado, dez vereadores anunciaram apoio e acompanharam João Campos durante agenda realizada no Mercado das Mangueiras, em Prazeres. Os parlamentares integravam a base do prefeito Mano Medeiros, um dos principais aliados políticos da governadora na Região Metropolitana. Em Paulista, outro importante polo eleitoral...

A adesão de 17 vereadores que integravam as bases políticas de prefeitos aliados da governadora Raquel Teixeira Lyra (PSD) em Jaboatão dos Guararapes e Paulista reforça um movimento que amplia a presença e o alcance político de João Campos (PSB) na Região Metropolitana do Recife, onde está concentrada a maior parcela do eleitorado pernambucano.

Jaboatão e Paulista

Nos dois municípios, considerados estratégicos para qualquer projeto de governo em Pernambuco, grupos expressivos de parlamentares municipais decidiram migrar para o palanque liderado pelo ex-prefeito do Recife. Apenas em Jaboatão dos Guararapes, segundo maior colégio eleitoral do estado, dez vereadores anunciaram apoio e acompanharam João Campos durante agenda realizada no Mercado das Mangueiras, em Prazeres. Os parlamentares integravam a base do prefeito Mano Medeiros, um dos principais aliados políticos da governadora na Região Metropolitana. Em Paulista, outro importante polo eleitoral do estado, sete vereadores da base do prefeito Ramos, também alinhado ao grupo político de Raquel Lyra, já haviam declarado apoio ao projeto liderado pelo socialista.

O que representa o apoio

Mais do que números, as adesões representam um significativo capital político. Somadas, as votações obtidas por esses 17 vereadores superam, com ampla margem, o eleitorado de diversos municípios pernambucanos. Trata-se de lideranças com forte inserção territorial, presença cotidiana nos bairros e capacidade de mobilização eleitoral, atributos que costumam ter peso relevante nas disputas estaduais.

O movimento

Ganha ainda mais relevância por envolver parlamentares que pertenciam a grupos políticos vinculados a prefeitos alinhados à governadora. Nos bastidores da política pernambucana, as migrações são interpretadas como um indicativo da crescente atração exercida pelo projeto liderado por João Campos, especialmente nos municípios metropolitanos, onde o socialista consolidou forte presença política ao longo dos anos em que comandou a Prefeitura do Recife.

Participação da RMR

A Região Metropolitana tem papel decisivo nas eleições estaduais. Além de concentrar mais de 40% dos eleitores pernambucanos, reúne alguns dos maiores colégios eleitorais do estado, como Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda e Paulista. Historicamente, o desempenho dos candidatos nessa região costuma ser determinante para o resultado final das disputas pelo Palácio do Campo das Princesas.

Densidade eleitoral

Nesse contexto, a atração de vereadores ligados às bases dos prefeitos aliados de Raquel Lyra reforça a capacidade de expansão política de João Campos justamente na região onde seu projeto apresenta maior densidade eleitoral e onde se concentram os maiores colégios eleitorais de Pernambuco.

Veneziano: “Caminhos para a Paraíba”, constrói proposta para o MDB nas eleições 2026

05/06/2026

A Fundação Ulysses Guimarães (FUG) da Paraíba realizou hoje sexta-feira (05/06), em João Pessoa , o evento “Caminhos para a Paraíba”, iniciativa voltada à construção coletiva de ideias, propostas e soluções para contribuir com o desenvolvimento do Estado. O evento representa mais uma etapa de um amplo processo de diálogo com diversos segmentos da sociedade paraibana, reunindo lideranças políticas, representantes da sociedade civil, especialistas e cidadãos interessados em contribuir com a formulação de propostas para o futuro do Estado.



A iniciativa

Tem como inspiração a publicação “Caminhos para o Brasil”, obra desenvolvida pela Fundação Ulysses Guimarães que reúne contribuições voltadas ao fortalecimento da democracia, da cidadania e das políticas públicas em âmbito nacional. Agora, a proposta ganha uma versão estadual, adaptada à realidade e aos desafios da Paraíba.



Contribuição importante

A Fundação Ulysses Guimarães (FUG) da Paraíba realizou hoje sexta-feira (05/06), em João Pessoa , o evento “Caminhos para a Paraíba”, iniciativa voltada à construção coletiva de ideias, propostas e soluções para contribuir com o desenvolvimento do Estado. O evento representa mais uma etapa de um amplo processo de diálogo com diversos segmentos da sociedade paraibana, reunindo lideranças políticas, representantes da sociedade civil, especialistas e cidadãos interessados em contribuir com a formulação de propostas para o futuro do Estado.


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A iniciativa

Tem como inspiração a publicação “Caminhos para o Brasil”, obra desenvolvida pela Fundação Ulysses Guimarães que reúne contribuições voltadas ao fortalecimento da democracia, da cidadania e das políticas públicas em âmbito nacional. Agora, a proposta ganha uma versão estadual, adaptada à realidade e aos desafios da Paraíba.


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Contribuição importante

De acordo com o Senador e Presidente do MDB na Paraíba, Veneziano Vital do Rêgo, trata-se de uma valiosa contribuição para a proposta de desenvolvimento que o partido apresentará nas eleições deste ano aos paraibanos. “Essa proposta tem sido formulada pelo MDB Nacional, junto com nossa instância estadual, dentro daquilo que nós temos dito, que a Paraíba pode mais, pode ganhar um ritmo de gestão mais célere, mais sério, mais amplo, no qual as pessoas, de todas as regiões, possam se sentir integradas. Nós somos muito agradecidos à Fundação Ulysses Guimarães por essa colaboração, que se soma ao que temos colhido, eu, Cícero e André, nas visitas, nos debates e oportunidades outras que temos tido por toda a Paraíba”, afirmou Veneziano.


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É Findi - Modos de Amor - Por Marcelo Mário de Melo*

05/06/2026

Existe amor
de alto e baixo risco
estranhezas
e indumentárias várias.

Amor andando
em corda de equilibrista
beira de abismo
campo minado
guerra declarada
tratado de armistício
jogo de cartas marcadas
aposta em loteria
roldana de rotina.

Amor-cabra-cega
amor de portas abertas
amor caixa-forte
amor que dança
seguro por uma fita
cada ponta presa aos dentes
bastando abrir-se uma boca
para ser desfeito.

Melhor o amor
sem esses riscos e poréns.

Um amor que dispense
passaporte
carteira de habilitação
folha de antecedentes
declaração registrada em cartório
com duas testemunhas
certidão negativa do Serasa amoroso
previsão de indenização e fiança
certificado de garantia estendida
com prazo de validade.

Um amor que seja
s...

Existe amor
de alto e baixo risco
estranhezas
e indumentárias várias.

Amor andando
em corda de equilibrista
beira de abismo
campo minado
guerra declarada
tratado de armistício
jogo de cartas marcadas
aposta em loteria
roldana de rotina.

Amor-cabra-cega
amor de portas abertas
amor caixa-forte
amor que dança
seguro por uma fita
cada ponta presa aos dentes
bastando abrir-se uma boca
para ser desfeito.

Melhor o amor
sem esses riscos e poréns.

Um amor que dispense
passaporte
carteira de habilitação
folha de antecedentes
declaração registrada em cartório
com duas testemunhas
certidão negativa do Serasa amoroso
previsão de indenização e fiança
certificado de garantia estendida
com prazo de validade.

Um amor que seja
simplesmente
uma dança
de confiança.


*Marcelo Mário de Melo, ex-preso político, jornalista e poeta. Seu lema é: "Só ultrapasse pela esquerda". @marcelommm


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É Findi - Chamas da Memória Junina - Crônica - Por Maria Inês Machado*

05/06/2026

São João, no meu sertão, era mais do que festa. Tempo de encontro, de esperança e de lembrar que a vida, mesmo dura, também sorria.

O arrasta-pé acontecia no alpendre da casa grande, enfeitado de bandeirinhas coloridas. As grandes mesas de madeira, espalhadas pelo terreiro, carregadas de quitutes faziam a fama da festa. Nos alguidares de barro fumegavam pamonhas, canjicas, munguzá, milho verde cozido, cocadas e puxa-puxa. O bolo de mandioca de dona Francisca era presença certa, mas havia quem jurasse que nada superava o pé de moleque de tia Corina. O bolo de batata-doce de dona Jovem também era disputado. Já o bolo de macaxeira trazia a marca de dona Zuleide.
— E a coalhada? Tem disso não no São João! — dizia alguém, arrancando risadas.

Foi então que Amélia, dona da casa e hospedeira de todos, perguntou:

— Ih! Tu não conheces seu Jacinto?

Quem não conhecia? Era homem de gosto apurado. Se chegasse e não encontrasse a t...

São João, no meu sertão, era mais do que festa. Tempo de encontro, de esperança e de lembrar que a vida, mesmo dura, também sorria.

O arrasta-pé acontecia no alpendre da casa grande, enfeitado de bandeirinhas coloridas. As grandes mesas de madeira, espalhadas pelo terreiro, carregadas de quitutes faziam a fama da festa. Nos alguidares de barro fumegavam pamonhas, canjicas, munguzá, milho verde cozido, cocadas e puxa-puxa. O bolo de mandioca de dona Francisca era presença certa, mas havia quem jurasse que nada superava o pé de moleque de tia Corina. O bolo de batata-doce de dona Jovem também era disputado. Já o bolo de macaxeira trazia a marca de dona Zuleide.
— E a coalhada? Tem disso não no São João! — dizia alguém, arrancando risadas.

Foi então que Amélia, dona da casa e hospedeira de todos, perguntou:

— Ih! Tu não conheces seu Jacinto?

Quem não conhecia? Era homem de gosto apurado. Se chegasse e não encontrasse a tigela da comida de seu agrado, era capaz de virar a sela do cavalo e voltar para casa.

Enquanto o povo chegava, as moças se ocupavam das simpatias. Debaixo do pé de bananeira, enterravam os nomes dos pretendentes. No pequeno altar de dona Almira, erguido para pagar a promessa feita a Santo Antônio quando o enlace com seu Zacarias andava emperrado, reuniam-se as moças casamenteiras. E a fila era grande.

São João e São Pedro pareciam olhar com graça para Santo Antônio colocado de cabeça para baixo. Já devia estar com torcicolo.

Eita vexame bom.

São João de gente bonita, reunida para celebrar a colheita e fortalecer os laços de amizade. Nascer no sertão era rezar e fazer promessa no dia de São José, trazendo no coração a esperança das chuvas de junho. Percorrer os roçados simples e acompanhar o crescimento do milho, do feijão, da mandioca, do jerimum, da batata-doce, do maxixe e do quiabo.

As conversas voavam alto.

— O casamento vai ser marcado. Santo Antônio me prometeu.

Do outro lado, alguém implicava com Cacilda:

— Eita, Cacilda! Bota pó e tira pó. Moça velha não sai mais do caritó!

As gargalhadas corriam soltas.

— E tu, Margarida, ainda não saiu?
— E quem foi que me tirou?

Todo ano era a mesma promessa, a mesma fé depositada no santo casamenteiro.

As conversas cresciam noite adentro. As crianças faziam fila ao redor da fogueira. O milho assado de seu Onolino não tinha igual, e o cozinhado de tia Flora era disputado até a última espiga.

A noite parecia curta para tantos festejos. Entre um forró e outro, os olhos das moças encontravam os dos rapazes. Muitos casamentos já tinham começado assim, ao som de sanfona chorosa e de coração apaixonado.
Não era preciso riqueza para impressionar. Raimunda, por exemplo, tinha a casa sempre arrumada. O paneleiro brilhava com as panelas de alumínio bem areadas. Os panos de prato da semana eram bordados por dona Chica. As toalhas de mesa e as colchas de rechiliê, engomadas com esmero, levavam a marca das mãos talentosas de dona Ivete. No canto da cozinha, o ferro de passar chiava sobre as brasas.

Diziam até que o pote de aluá servido na festa tinha sido preparado por ela. Promessa paga por casamento alcançado.

Ah, sertão bom!

Sertão com cheiro de terra molhada. Do leite mungido , ainda quente da ordenha. Sertão das noites iluminadas por vaga-lumes, das histórias de Trancoso contadas por avó Belinda e pela ama de leite. Sertão dos candeeiros acesos clareando os serões. Da torra do café com rapadura.

Sertão da casa de farinha, dos quintais sombreados por árvores antigas que sustentavam o balanço feito por seu Inácio. Dos poleiros cheios de galinhas, do canto dos galos anunciando o dia, dos mugidos dos bois, dos berros dos bodes e das ovelhas.

— Peneira o xerém, Chicota!
— Vai no canteiro buscar cebolinha e coentro para o feijão-de-corda!
— Eita, Carmélia! Tu ainda não catou esse arroz? Cuidado para não deixar escolha. Joãozinho faz uma careta danada quando encontra uma casquinha.

Era assim a vida. Simples e inteira.

E a festa da padroeira? Essa nem se conta. Tem que ver com os próprios olhos.

Mas vá com respeito. Não fique atravessando o olhar para as moças dos outros.

Porque, em terra de sertanejo, desde os tempos antigos, honra era coisa séria. E certas pelejas, quando aconteciam, ainda se resolviam na ponta da faca.

Mesmo assim, quem conheceu aquele sertão guarda saudades até hoje. Saudades de um tempo em que a pobreza dividia a mesa com a fartura do coração. E que o São João não era apenas uma festa. Representava a força da amizade.

Eita São João danado de bom. Acende a fogueira da resistência cultural no coração dos nordestinos.


*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'. @mariainesmachadopsi


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É Findi - Recado - Poema - Por Eduardo Albuquerque*

05/06/2026

Diz aí, Poetinha:
uma frase longa,
duas curtas, soma;
ensina o caminho.



Sê Graciliano,
o alagoano:
reto, sucinto,
perfeito, distinto.

Sem tretas,
frases curtas,
mui enxutas.



O leitor frisa:
Poeta preciso,
escritor conciso.


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



Diz aí, Poetinha:
uma frase longa,
duas curtas, soma;
ensina o caminho.


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Sê Graciliano,
o alagoano:
reto, sucinto,
perfeito, distinto.

Sem tretas,
frases curtas,
mui enxutas.


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O leitor frisa:
Poeta preciso,
escritor conciso.


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99


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É Findi - Festejos Juninos - Crônica Longa - Victória Moura*

05/06/2026

Chegou o mês de Junho, o melhor mês do ano para o pernambucano.

Historicamente o mês da colheita do milho passou a ser o mês mais produtivo de renda por suas festas e comércio.

Para o povo em geral é o mês da alegria, da cultura, das tradições, das férias escolares, do clima mais ameno e das reuniões familiares.

Como sou de uma geração "raiz" do interior, me atrevi a escrever um relato, sob minha ótica o que mudou nas últimas 5 décadas. Não se trata de estabelecer um julgamento pragmático, mas muitos acharão interessante a lembrança de fatos passados.

Era assim:

Nas noites de Junho: 12 São Antônio, 23 São João e 28 São Pedro, em frente a cada casa se fazia uma fogueira de mais de 1 metro de altura, que queimava do anoitecer até a manhã do outro dia... milho verde assando no braseiro, conversa solta ao calor proporcionado; ruas enfeitadas, palhoções pela cidade, forró autêntico pé de serra nas radiolas ou nos tr...

Chegou o mês de Junho, o melhor mês do ano para o pernambucano.

Historicamente o mês da colheita do milho passou a ser o mês mais produtivo de renda por suas festas e comércio.

Para o povo em geral é o mês da alegria, da cultura, das tradições, das férias escolares, do clima mais ameno e das reuniões familiares.

Como sou de uma geração "raiz" do interior, me atrevi a escrever um relato, sob minha ótica o que mudou nas últimas 5 décadas. Não se trata de estabelecer um julgamento pragmático, mas muitos acharão interessante a lembrança de fatos passados.

Era assim:

Nas noites de Junho: 12 São Antônio, 23 São João e 28 São Pedro, em frente a cada casa se fazia uma fogueira de mais de 1 metro de altura, que queimava do anoitecer até a manhã do outro dia... milho verde assando no braseiro, conversa solta ao calor proporcionado; ruas enfeitadas, palhoções pela cidade, forró autêntico pé de serra nas radiolas ou nos trios (sanfona, zabumba e triângulo)que se multiplicavam como eco.


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Balões coloridos como tochas acesas no céu; na terra mesas cheias de delícias(canjica, pamonha, munguzá, bolos de milho, engorda marido, pé de moleque, milho assado e cozido, queijo assado, cocada, paçoca, tapioca doce, arroz doce entre outros). As moças faziam adivinhações em torno à fogueira( água na bacia, gotas de vela, faca na bananeira, anel no cordão) tudo pra ver se o sonho de casar aconteceria. Fogos na rua, de todos os tipos a qualquer hora, sem limites, com estalos, luzes e explosões ( foguetões, pistolas, guerra de busca-pés, estrelinhas, chuvinhas, vulcões, traques e rojões) faziam a brincadeira das crianças e dos jovens.

As roupas de xadrez e chita colorida, chapéu de palha, sandálias de couro, tranças e batom vermelho vestiam as matutas caprichadas e os matutos desastrados e divertidos.

As danças (forró, côco, xote e baião) além das quadrilhas ensaiadas ou improvisadas, enchendo as noites de Anavatuns E Anarriês/ Rosa linda e linda rosa/ Grande Roda e Passeio à Direita/ Damas e Cavalheiros Balancê, arrastavam as pessoas a dançar sabendo ou não, na ousadia e liberdade.

Não havia brigas, não havia drogas, não havia assaltos ou violência, nem medo. No máximo alguém queimava a mão ou a barra da roupa e continuava a brincadeira até o fogo apagar, a banda cansar ou o sono chegar. Difícil era ir pra cama cheirando à fumaça e o coração batendo que nem a zabumba.

Agora é assim no politicamente correto:

Fogueiras? Não é ecológico. No máximo uma fogueirinha no sítios ou nos bairros afastados ou das cidades do interior, onde aida moram matutos de verdade. Nos clubes ou arraiais criaram fogueiras cênicas que simulam queimar, mas são luzes em papel celofane. Balões? proibidos mesmo se pequenos e sem potencial risco inflamável.

As músicas sempre em locais fechados, quase sempre pagos e bem vigiados, são tocadas por bandas estilizadas, sertanejas de outros sertões, com vozes e melodias sempre iguais. Só mudam os nomes e os rostos. Caixas de som que arrebentam os tímpanos e ninguém pode conversar. As danças tb mudaram: as quadrilhas são apresentações de grupos com nomes, roupas padronizadas coreografia e enredo, como das escolas de samba cariocas. Ninguém sabe se são damas ou cavalheiros, são personagens. Não se divertem, se apresentam, concorrem a prêmios e o público assiste, não participa. Os pátios de festas ocuparam os palhoções e ruas enfeitadas. Os casais se exibem com passos treinados e programados, não usam tanto os pés, como os braços e o tronco e rodopiam quase como num tango. Quem não frequentou as aulas da escola de dança se limita a olhar a performance.

As roupas das jovens que vão aos pátios, não são mais as coloridas e floridas, nem rodadas as saias. Agora predominam os jeans e os sintéticos, muito justos, curtos e transparentes, mesmo se não se adequam ao clima frio e chuvoso da região nessa época. Aquilo que era regional e tradição mudou para importado e sensual.
Os fogos não podem mais ter estampidos porque afetam os pets e também com os preços x salários não é inteligente " queimar dinheiro".

As mesas também seguem outras regras:

Nada feito com açúcar, leite, trigo e côco porque elevariam o colesterol e a glicose pelo ano todo. Então o cardápio fica por conta das castanhas, pipocas, amendoim, milho cozido, bolo, churrasco, queijos e bebidas alcoólicas. Essas ganharam força. Não é possível festa sem cerveja ou vinho. As latinhas fazem parte do visual, do look.

Conclusão: nem só elogios a um modelo, nem só críticas ao outro. Mas é impossível não comparar e não observar as mudanças, algumas foram perdas de fato.


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Talvez em algum reduto afastado, bem no interior, os costumes ainda persistam, mas onde chegarem as redes sociais eles tenderão a mudar.

Os festejos eram feitos pelas famílias, cada membro fazia algo, na cozinha, som, decoração ou fogueira e fogos. As famílias curtiam juntas e vom os vizinhos. Agora os jovens vão para os pátios, os adultos e idosos para a TV e as crianças para os games.


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Curioso é que quando proporcionamos a festa junina no modelo antigo todas as gerações curtem e se divertem.
Não tenho saudades das festas de São João nos grandes pátios ou casas de show com grandes artistas, mas daqueles folguedos simples que vivi na inocência, criatividade e alegria genuína...

Ah! Desses tenho uma saudade danada de boa


*Victória Moura, médica pediatra.


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É Findi - Veneno da Saudade, por Adeildo Nunes*

05/06/2026

O cansaço da vida me atormenta
O silêncio da noite me apavora
A zoada do vento me acalenta
No milagre do sonho que demora

A saudade que nunca foi embora
Me desperta no passado que alimenta
Sua imagem me aconchega brusca e lenta
Nos instantes de soluço que me aflora

O tempo, inimigo da bondade
Faz um antro de refúgio no meu peito
Sufocando minha antiga mocidade

O veneno que bem vive satisfeito
Se debruça na penumbra do meu leito
Sem saber que tou morrendo de saudade


*Adeildo Nunes, juiz de direito aposentado, articulista e poeta, professor e autor de livros jurídicos. @adeildonunesadv



O cansaço da vida me atormenta
O silêncio da noite me apavora
A zoada do vento me acalenta
No milagre do sonho que demora

A saudade que nunca foi embora
Me desperta no passado que alimenta
Sua imagem me aconchega brusca e lenta
Nos instantes de soluço que me aflora

O tempo, inimigo da bondade
Faz um antro de refúgio no meu peito
Sufocando minha antiga mocidade

O veneno que bem vive satisfeito
Se debruça na penumbra do meu leito
Sem saber que tou morrendo de saudade


*Adeildo Nunes, juiz de direito aposentado, articulista e poeta, professor e autor de livros jurídicos. @adeildonunesadv


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É Findi - O Luxo do Lixo - Crônica - Por AJ Fontes*

05/06/2026

Já se foram trinta anos, eu me interessava por questões de resíduos sólidos urbanos: coleta seletiva, reciclagem, destinação final e coisas do gênero.

Busquei informações onde me fosse possível e, das poucas conseguidas, surgiu uma palestra promovida pelo professor João Paulo, já aposentado. Foi meu professor de química analítica no curso de Engenharia Química da UFPE.

Um estudioso estadunidense explicou a utilização dos resíduos sólidos de uma determinada cidade do seu país na geração de energia a partir da queima de papelão, plásticos e outros materiais combustíveis provenientes do lixo.

Mostrou fotos das usinas e planilhas indicavam a composição do material e mais de sessenta por cento eram papeis e plásticos.

Na minha cabeça ficou uma ideia: lá não se descasca e sim se desenlata, desempacota e desenvidra a fruta. Claro, a tecnologia da produção de alimentos por aquelas bandas já era mais sofisticada que do lado de baixo do...

Já se foram trinta anos, eu me interessava por questões de resíduos sólidos urbanos: coleta seletiva, reciclagem, destinação final e coisas do gênero.

Busquei informações onde me fosse possível e, das poucas conseguidas, surgiu uma palestra promovida pelo professor João Paulo, já aposentado. Foi meu professor de química analítica no curso de Engenharia Química da UFPE.

Um estudioso estadunidense explicou a utilização dos resíduos sólidos de uma determinada cidade do seu país na geração de energia a partir da queima de papelão, plásticos e outros materiais combustíveis provenientes do lixo.

Mostrou fotos das usinas e planilhas indicavam a composição do material e mais de sessenta por cento eram papeis e plásticos.

Na minha cabeça ficou uma ideia: lá não se descasca e sim se desenlata, desempacota e desenvidra a fruta. Claro, a tecnologia da produção de alimentos por aquelas bandas já era mais sofisticada que do lado de baixo do equador.

Assisti as folhinhas do calendário virando, enquanto os jornais da TV mostravam os corpos se avolumando nas ruas de Manhattan e se transformando em números nas estatísticas de indivíduos com sobrepeso. Nas tabelas seguintes surgiram novas colunas com a expressão obesidade, depois obesidade mórbida.

A culpa é dos alimentos superprocessados, dizem as autoridades. Os produtores retrucam e, com outras tabelas, demonstram a necessidade de vender mais para gerar mais empregos, tão necessários a nação. A saúde deve ser tratada pelos remédios comprados com o salário. O importante é o dinheiro girar, repetem os empresários deitados em lençóis de seda.

Não é que esse abjeto costume chegou ao lado de cá?

É uma infame afirmação: o que é bom para países poderosos é bom para os de menor força, e a gente reverbera a isso como a síndrome do vira-lata. Danado é que terminam empurrando para nós inclusive o imprestável.
Nessa cadência de fazer aqui o que se faz lá, seguimos nas filas dos supermercados. Dia desses entrei em um substituto daquele que dizia ter orgulho de ser nordestino. Na fila do caixa, esperei o atendimento de uma família de pais gordos e filhos gordinhos empurrando o carro abarrotado de sacos onde lemos nomes de frutas, de carnes, peixes, farináceos, sucos e petiscos produzidos não nos pomares, fazendas, rios ou mares, mas em galpões.

Ainda não conseguimos regular a destinação dos resíduos, frutos do consumo desregrado em qualidade e quantidade. Os lixões continuam e poucos recebem o pomposo nome de aterros controlados, de onde conseguimos extrair algo de bom, como o gás metano utilizado para gerar energia, adubo orgânico e o húmus.

Geralmente o prefeito mantem um programa para atender meia dúzia de veículos e uma pequena horta no Colégio Municipal.

Enquanto isso, nos mares do planeta água, nossa casa, ilhas de plásticos que um dia foram embalagens de amburgueres, cremes faciais e coisas tais, se formam e servem de pouso aos pássaros migrantes e alimento aos peixes. Aqueles mesmos que nos enchem os olhos no almoço.

É verdade, o papel passa, mas o plástico fica. Eu me pergunto:

De que somos feitos: de luxo ou de lixo?


*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’. @aj.fontes


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É Findi - Tubarão e Pitbull - Crônica - Por Romero Falcão*

05/06/2026

Junho se inicia com mais dois ataques de tubarão na capital pernambucana. As mordidas do predador e as vítimas amputadas — inclusive uma criança — espalham-se pelos canais de televisão e pela forte correnteza das redes sociais. Uma moça de 19 anos e uma criança de 11. Meu corpo se encolheu de horror só de pensar na agonia dos dois - o bote brutal, o sangue na água, o choque da hemorragia. Depois de sedados num sono profundo, acordar sem a perna. Oh, Deus!

O Padre Perdeu a Perna

O local do incidente com o menino — próximo à Igreja de Piedade — trouxe-me à memória uma história que mamãe contava: por volta das décadas de 40 e 50, um padre teria perdido a perna banhando-se no mesmo trecho de mar, diante da igreja. Não sei se o fato é verídico, já que tais ocorrências passaram a ser registradas oficialmente apenas a partir de 1992.



Investidas do Bicho

Não sou biólogo, muito menos estudioso de tubarões...

Junho se inicia com mais dois ataques de tubarão na capital pernambucana. As mordidas do predador e as vítimas amputadas — inclusive uma criança — espalham-se pelos canais de televisão e pela forte correnteza das redes sociais. Uma moça de 19 anos e uma criança de 11. Meu corpo se encolheu de horror só de pensar na agonia dos dois - o bote brutal, o sangue na água, o choque da hemorragia. Depois de sedados num sono profundo, acordar sem a perna. Oh, Deus!

O Padre Perdeu a Perna

O local do incidente com o menino — próximo à Igreja de Piedade — trouxe-me à memória uma história que mamãe contava: por volta das décadas de 40 e 50, um padre teria perdido a perna banhando-se no mesmo trecho de mar, diante da igreja. Não sei se o fato é verídico, já que tais ocorrências passaram a ser registradas oficialmente apenas a partir de 1992.


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Investidas do Bicho

Não sou biólogo, muito menos estudioso de tubarões — as redes sociais já estão cheias de especialistas. Mas não seria razoável adotar medidas mais duras, pelo menos no inverno, quando se tornam mais propícias as investidas do bicho?

Radical Nessas Horas

Por exemplo: proibir o banho nas áreas mais críticas. Ser radical nessas horas vale mais do que deixar o banhista entregue à interpretação de uma placa: “Cuidado, tubarão”. E às subentendidas variáveis: água turva, maré alta, noite de lua cheia.


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Perda Irreparável

Lembro que certa vez foi ventilado o uso de redes de proteção. Salvo engano, o custo seria alto demais para a extensão das praias. Li também que essas redes acabam ferindo golfinhos e tartarugas — contraindicação importante.

Recordo ainda a perda irreparável, na covid, do especialista da Universidade Rural de Pernambuco, Fábio Hazin, pesquisador e professor dedicado ao estudo e monitoramento dos tubarões com o barco Sinuelo. Faz muita falta numa hora dessas.

Poderosa Mandíbula

No lado oposto ao mar, também há uma fera. É tubarão no mar e pitbull na terra.

Já escrevi neste jornal sobre um desses animais soltos na rua que avançou contra mim durante uma caminhada. Escapei por pouco; as criaturas lá de cima botaram a mão.

Quase toda semana o noticiário se repete pelo país: alguém mordido pela poderosa mandíbula do cão.

Cara de Massaranduba

Alguns ficam com sequelas severas, como a escritora Roseana Murray, que perdeu um braço. Em determinadas regiões, é obrigatório o uso de focinheira nessa raça. Mas quem cumpre? Quem fiscaliza o brasileiro? Autêntico infrator cara de Massaranduba.

Semana passada vi um senhor de mais de setenta anos — físico frágil — conduzindo o animal de cara limpa, preso a uma guia precária.

Lei da Selva

O mundo está ficando mais difícil. A lei da selva cada vez mais selva no dia a dia.

Antes de sair de casa, peço aos céus: livrai-me dos maus motoqueiros, dos carros, dos golpistas, da bala perdida, dos pitbulls e das caixinhas de “música” dentro dos ônibus, cuja delicadeza sonora faz inveja a Villa-Lobos.

No mais, é rezar para que o tigre e o cabeça-chata convençam o cabeça-dura de que a melhor prevenção continua sendo não entrar no mar.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda


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É Findi – Um Quase Poeta – Croni-poema, por Xico Bizerra*

05/06/2026

No álbum que estou gravando - MEU SAMBA É ASSIM, sob a regência e direção musical do mestre Jorge Simas (já gravou com Chico Buarque, Beth Carvalho, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Agepê, Clara Nunes, dentre outros menos votados) uma das letras que mais gosto é esta, quando me reconheço na posição de mero aprendiz, um pretenso Poeta e exalto a excelência dos grandes vates. Poderia falar de muitos outros, tão geniais e imensos quanto: MANOEL DE BARROS, PINTO DE MONTEIRO, LOURO DO PAJEÚ e outros tantos ... São do mesmo quilate. Sintam-se homenageados, pois, todos os Poetas.
Digo assim:

o olhar dela, tão singelo,
puro e belo, é tudo de bom,
eu, vate inventado,
tudo a dizer, nada a falar,
calo e foge-me o som:
sou muito menor que qualquer DRUMOND ...

atrevo-me a fazer verso,
é a inspiração passageira ...
tão ambicioso,
tudo a dizer, nada a falar,
e só bobageio asneira:
dista...

No álbum que estou gravando - MEU SAMBA É ASSIM, sob a regência e direção musical do mestre Jorge Simas (já gravou com Chico Buarque, Beth Carvalho, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Agepê, Clara Nunes, dentre outros menos votados) uma das letras que mais gosto é esta, quando me reconheço na posição de mero aprendiz, um pretenso Poeta e exalto a excelência dos grandes vates. Poderia falar de muitos outros, tão geniais e imensos quanto: MANOEL DE BARROS, PINTO DE MONTEIRO, LOURO DO PAJEÚ e outros tantos ... São do mesmo quilate. Sintam-se homenageados, pois, todos os Poetas.
Digo assim:

o olhar dela, tão singelo,
puro e belo, é tudo de bom,
eu, vate inventado,
tudo a dizer, nada a falar,
calo e foge-me o som:
sou muito menor que qualquer DRUMOND ...

atrevo-me a fazer verso,
é a inspiração passageira ...
tão ambicioso,
tudo a dizer, nada a falar,
e só bobageio asneira:
distante de todo e qualquer BANDEIRA ...

tento juntar as palavras
transformá-las em canções
é só um desejo!
tudo a dizer, nada a falar,
muitos e tantos senões
e longe de todo e qualquer CAMÕES

e há tão pouca rima em minha não-poesia
que ao pretenso esteta que há em mim
resta a certeza, aí sim, de ser nenhum poeta,
tudo a dizer, nada a falar.
meu grito preso não ecoa,
é voz calada em cena muda
muito apartado de qualquer NERUDA,
sou falso bardo, um nunca PESSOA,
fingidor poeta de versos à toa ...


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico


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