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O historiador sextou com a gente sobre antigas sorveterias.

01/03/2024 - CARLOS BEZERRA CAVALCANTI

imagem noticia Na primeira metade do século passado, as sorveterias multiplicaram-se no Recife. O sorvete, deliciosa novidade da época, quando o gelo ainda vinha de fora. As famílias iam-se acostumando a tomá-lo, ou melhor a sorve-lo, “embora em salas especiais com toda a decência”.

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De início

imagem noticia Era a “neve”. Mas a expressão “sorvete” preponderou. Nas décadas de 40 a 60, esses pontos de encontro, estavam bastante identificados com os movimentos das sessões de cinemas, nas saídas do Art Palácio, Trianon, Moderno e São Luís. Era o verdadeiro “epílogo” das exibições cinematográficas.

Nos feriados

Dias santos e aos domingos, além dos cinemas do centro da cidade, tinha-se por costume os passeios pelas vitrinas das principais lojas das Ruas Nova, Imperatriz e cercanias.

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Herança do footing.

imagem noticia O costume de passear no Centro do Recife, no tempo da II Guerra, permaneceu, incrementado pelos Cinemas e Sorveterias. As pessoas desfilavam na cidade, elegantemente trajadas. Parecia uma verdadeira passarela da moda. Os homens com paletós, normalmente brancos, chapéus do Panamá e o inseparável guarda-chuvas (sol), em animadas conversas nos cafés e bares centrais. As mulheres protagonizavam verdadeiro espetáculo visual, onde não faltavam as luvas de diversas cores e tamanhos e elegantes e variados chapéus.

Após os passeios

Ia-se aos cinemas, os filmes americanos principalmente e os seriados eram verdadeiros atrativos para as tardes domingueiras. Após as sessões, o convite às sorveterias era irrecusável e para lá iam os namorados, os adolescentes, senhoras e algumas crianças, levadas pelos pais.

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As Sorveterias

imagem noticia Entre os estabelecimentos, do ramo naqueles idos, destacavam-se A Sorveterias “Gemba” ”Pérola” “Botijinha” e a “DUDI”. Vejamos a mais atrativa delas, ao nosso ver: a Sorveteria Gemba. Essa casa era uma das mais conhecidas e procuradas, nas décadas de 40 e 50. Primeiramente, ela funcionou no antigo Largo da Concórdia, depois Praça Joaquim Nabuco, até ser depredada pelos estudantes durante o II Conflito Mundial, pois pertencia ao Japonês Heiji Gemba, hoje busto e rua em Boa Viagem, a quem se atribuia poderes milagrosos e mágicos para conseguir o inigualável sabor de seus sorvetes.

Após a II Guerra

A Sorveteria reabriu na Rua da Aurora, perto do Cinema São Luiz. Vale salientar que os cinemas eram, como se diz hoje, âncoras das Sorveterias, que tinham a demanda aumentada por causa das sessões de Cinema, também em moda na época.

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