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MORTE DE CLÉRISTON - RELATÓRIO MÉDICO BOTA STF NA BERLINDA

20/11/2023

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1. Quem prendeu?
Alexandre de Moraes, do STF.
2. Quem manteve o acusado preso, apesar do diagnóstico de inflamação do vaso sanguíneo e posterior Covid-19, com 33 dias de internamento seguidos de sequelas? Alexandre de Moraes, ministro do STF.
3. Quem manteve um paciente cardíaco preso assistido por um reumatologista? Alexandre de Moraes, do STF.
4. Quem determinou a soltura do preso no início deste mês?
Apesar de ter sido amplamente divulgado, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, não determinou a soltura de Cleriston. Isso apesar da PGR, ou seja, a acusação, ter solicitado a soltura com tornozeleira eletrônica.



CRIME OU ESPECULAÇÃO?
Esse texto acima pode até conter aspectos especulativos. Normal, numa situação nebulosa, na qual as autoridades batem cabeça e não esclarecem devidamente o conjunto dos fatos. Porém, tudo indica que todos os itens correspondem a aspectos reais. Se forem comprovados verd...

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1. Quem prendeu?
Alexandre de Moraes, do STF.
2. Quem manteve o acusado preso, apesar do diagnóstico de inflamação do vaso sanguíneo e posterior Covid-19, com 33 dias de internamento seguidos de sequelas? Alexandre de Moraes, ministro do STF.
3. Quem manteve um paciente cardíaco preso assistido por um reumatologista? Alexandre de Moraes, do STF.
4. Quem determinou a soltura do preso no início deste mês?
Apesar de ter sido amplamente divulgado, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, não determinou a soltura de Cleriston. Isso apesar da PGR, ou seja, a acusação, ter solicitado a soltura com tornozeleira eletrônica.

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CRIME OU ESPECULAÇÃO?
Esse texto acima pode até conter aspectos especulativos. Normal, numa situação nebulosa, na qual as autoridades batem cabeça e não esclarecem devidamente o conjunto dos fatos. Porém, tudo indica que todos os itens correspondem a aspectos reais. Se forem comprovados verdadeiros, não houve fatalidade na morte no cárcere do manifestante do 8/01, que faleceu hoje no presídio da Papuda, em Brasília. Houve, sim, no mínimo dos mínimos, imprudência, imperícia e negligência. Somados.

PRETO NO BRANCO
Leia o documento que ilustra esta matéria. É um relatório médico, do Hospital Regional de Taguatinga, DF. Datado de 27 de fevereiro. O documento refere-se a Cleriston Pereira da Cunha, morto hoje, na Papuda. Alerta que o paciente corre risco de morte. Pede agilidade da justiça, em função do risco iminente de morte.
E conclui afirmado que ele "necessita manter o acompanhamento médico contínuo e uso das medicações prescritas de forma correta".

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E AGORA
O Senado e o País querem ouvir o que tem a declarar o ministro Alexandre de Moraes.

Leia outras informações

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Guarda Revolucionária do Irã confirma a apreensão de dois navios em Ormuz

22/04/2026

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) informou hoje, quarta-feira (22/04) que duas embarcações foram apreendidas no Estreito de Ormuz e transferidas para águas iranianas.


“Os navios supostamente operavam sem a devida autorização, violando repetidamente as normas e manipulando os sistemas de navegação, colocando em risco a segurança marítima ao tentarem sair clandestinamente do Estreito de Ormuz”, afirmou a IRGC em um comunicado divulgado pela emissora estatal iraniana IRIB.

Embarcações

O comunicado acrescentou que as embarcações foram interceptadas e “detidas em conformidade com o que foi descrito como a proteção dos direitos nacionais do Irã”.
A mídia iraniana informou que uma terceira embarcação, de propriedade grega, também teria sido alvo dos disparos da IRGC e estaria "atualmente inoperante na costa do Irã".

Confirmação

Não houve confirmação independente das apreensõe...

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A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) informou hoje, quarta-feira (22/04) que duas embarcações foram apreendidas no Estreito de Ormuz e transferidas para águas iranianas.


“Os navios supostamente operavam sem a devida autorização, violando repetidamente as normas e manipulando os sistemas de navegação, colocando em risco a segurança marítima ao tentarem sair clandestinamente do Estreito de Ormuz”, afirmou a IRGC em um comunicado divulgado pela emissora estatal iraniana IRIB.

Embarcações

O comunicado acrescentou que as embarcações foram interceptadas e “detidas em conformidade com o que foi descrito como a proteção dos direitos nacionais do Irã”.
A mídia iraniana informou que uma terceira embarcação, de propriedade grega, também teria sido alvo dos disparos da IRGC e estaria "atualmente inoperante na costa do Irã".

Confirmação

Não houve confirmação independente das apreensões, mas a Organização de Tráfego Marítimo do Reino Unido (UKMTO) havia informado anteriormente que dois navios porta-contêineres foram alvejados.

Antes do início da guerra em 28 de fevereiro, a via movimentava cerca de um quinto do suprimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito.




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Museu do Estado de Pernambuco realiza 13ª Feira NaFoz

22/04/2026

O Museu do Estado de Pernambuco (MEPE), realiza no próximo sábado (24/04) e domingo (25/04), 13ª edição da Feira NaFoz. O evento acontece nos jardins do Museu do Estado de Pernambuco reunindo mais de 60 expositores.


Segunda edição

Esta é a segunda edição realizada no Museu do Estado e uma oportunidade para encontrar presentes autorais para o Dia das Mães, além de conhecer produções vindas de diferentes lugares. A feira também recebe um coletivo de artesãos da Paraíba e de Fortaleza, ampliando o diálogo entre tradições e linguagens do fazer manual.

Programação


A programação inclui ainda uma oficina de barro infantil com o Mestre Nena, no domingo às 16h. No anexo do museu, o público poderá visitar a exposição Árvore da Palavra, da artista e fotógrafa Roberta Guimarães, que também apresenta trabalhos que dialogam e compõem a expografia da feira.

A Feira NaFoz será realizada das 10h às...

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O Museu do Estado de Pernambuco (MEPE), realiza no próximo sábado (24/04) e domingo (25/04), 13ª edição da Feira NaFoz. O evento acontece nos jardins do Museu do Estado de Pernambuco reunindo mais de 60 expositores.


Segunda edição

Esta é a segunda edição realizada no Museu do Estado e uma oportunidade para encontrar presentes autorais para o Dia das Mães, além de conhecer produções vindas de diferentes lugares. A feira também recebe um coletivo de artesãos da Paraíba e de Fortaleza, ampliando o diálogo entre tradições e linguagens do fazer manual.

Programação


A programação inclui ainda uma oficina de barro infantil com o Mestre Nena, no domingo às 16h. No anexo do museu, o público poderá visitar a exposição Árvore da Palavra, da artista e fotógrafa Roberta Guimarães, que também apresenta trabalhos que dialogam e compõem a expografia da feira.

A Feira NaFoz será realizada das 10h às 19h. A entrada é gratuita.

O Poder




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Menino de 6 anos tem corpo queimado após celular explodir ao jogar videogame no Recife

22/04/2026

Uma brincadeira que quase terminou em tragédia. Um menino de 6 anos ficou com o corpo queimado depois que o celular explodiu na mão dele no bairro da Várzea, na Zona Oeste do Recife. Segundo informações da polícia, a criança estava jogando videogame com o telefone conectado à tomada quando o acidente aconteceu, na manhã da terça-feira (21/04).

Queimaduras


Imagens que circulam nas redes sociais mostram a vítima com várias queimaduras nos braços e próximo à barriga. Também é possível ver o buraco que a explosão deixou no colchão onde o menino estava sentado.

Hospital


O menino foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Caxangá, também na Zona Oeste do Recife. De lá, ele foi transferido para o Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby, na área central da capital pernambucana.

Segundo a mãe do garoto, o menino está internado na Unidade de Queimados do HR. Ele teve qu...

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Uma brincadeira que quase terminou em tragédia. Um menino de 6 anos ficou com o corpo queimado depois que o celular explodiu na mão dele no bairro da Várzea, na Zona Oeste do Recife. Segundo informações da polícia, a criança estava jogando videogame com o telefone conectado à tomada quando o acidente aconteceu, na manhã da terça-feira (21/04).

Queimaduras


Imagens que circulam nas redes sociais mostram a vítima com várias queimaduras nos braços e próximo à barriga. Também é possível ver o buraco que a explosão deixou no colchão onde o menino estava sentado.

Hospital


O menino foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Caxangá, também na Zona Oeste do Recife. De lá, ele foi transferido para o Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby, na área central da capital pernambucana.

Segundo a mãe do garoto, o menino está internado na Unidade de Queimados do HR. Ele teve queimaduras de segundo e terceiro graus nos braços, nas mãos, no tórax e no queixo. Apesar do susto, está fora de perigo.

O Poder




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Menino de 8 anos morre após contrair meningite viral em Olinda

22/04/2026

Um menino de 8 anos morreu após contrair uma meningite viral em Olinda. O caso foi confirmado pela Vigilância Epidemiológica do município. A criança, que não teve o nome divulgado, estudava na Escola Municipal Chico Science, no bairro de Rio Doce .


Menos potencial

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a meningite viral tem menos potencial de transmissão em ambiente escolar do que a bacteriana e, por isso, não haverá suspensão de atividades na escola .

Aulas

As aulas no local são retomadas hoje, quarta-feira (22/04). Segundo a família, o menino estudava numa turma que tem entre 25 e 30 alunos. O garoto ficou doente durante a semana passada, apresentando sintomas de virose, como febre e dor de cabeça, e foi sendo medicado em casa.
Porém, o estudante teve uma piora quando e foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Rio Doce.

Parada cardiorrespiratória

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Um menino de 8 anos morreu após contrair uma meningite viral em Olinda. O caso foi confirmado pela Vigilância Epidemiológica do município. A criança, que não teve o nome divulgado, estudava na Escola Municipal Chico Science, no bairro de Rio Doce .


Menos potencial

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a meningite viral tem menos potencial de transmissão em ambiente escolar do que a bacteriana e, por isso, não haverá suspensão de atividades na escola .

Aulas

As aulas no local são retomadas hoje, quarta-feira (22/04). Segundo a família, o menino estudava numa turma que tem entre 25 e 30 alunos. O garoto ficou doente durante a semana passada, apresentando sintomas de virose, como febre e dor de cabeça, e foi sendo medicado em casa.
Porém, o estudante teve uma piora quando e foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Rio Doce.

Parada cardiorrespiratória

No Hospital, o paciente sofreu uma parada cardiorrespiratória, mas foi ressuscitado.
Da UPA, o garoto foi transferido para o Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no bairro de Santo Amaro, na área central do Recife. Na unidade, a criança fez um exame de medula, que confirmou o diagnóstico de meningite viral. O paciente entrou em coma e, no dia seguinte, morreu.

O que é a meningite e como se prevenir?

A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem todo o sistema nervoso central. Ela pode ser causada por microrganismos, alergias a medicamentos, câncer e outros agentes. A doença tem uma alta taxa de mortalidade e sequelas, como surdez, perda dos movimentos e danos ao sistema nervoso.

Crianças

As crianças são a faixa etária mais atingida, e os pacientes devem ter um acompanhamento por pelo menos 6 meses depois da doença. A transmissão acontece pelo contato com pequenas gotas de saliva da pessoa infectada, seja por meio de tosse, espirro ou secreções.




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Governadora e prefeita relegam Sítio Histórico de Olinda ao completo abandono. Confira

22/04/2026

O sítio histórico de Olinda, tombado em 1968 e reconhecido pela Unesco em 1982 como Patrimônio da Humanidade encontra-se praticamente entregue ao mais completo desprezo por quem devia zelar por ele. Após algumas intensas chuvas de verão, recentemente, houve desmoronamento/deslizamento dos paralelepípedos do Sítio Histórico, que, ante a inércia dos responsáveis, só faz crescer e degradar ainda mais o local. Sem paixão, é grave o abandono da cidade tombada pelo Iphan/Unesco.



Quem são os responsáveis

A preservação do Sítio Histórico de Olinda é uma responsabilidade compartilhada entre o Iphan (esfera federal), o Governo do Estado de Pernambuco e, primariamente, a Prefeitura Municipal de Olinda, através do Conselho de Preservação dos Sítios Históricos (Cpsho) e sua Secretaria de Patrimônio, que são responsáveis diretos pela integridade do conjunto tombado em 1968 e reconhecido pela Unesco em 1982.

Só que
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O sítio histórico de Olinda, tombado em 1968 e reconhecido pela Unesco em 1982 como Patrimônio da Humanidade encontra-se praticamente entregue ao mais completo desprezo por quem devia zelar por ele. Após algumas intensas chuvas de verão, recentemente, houve desmoronamento/deslizamento dos paralelepípedos do Sítio Histórico, que, ante a inércia dos responsáveis, só faz crescer e degradar ainda mais o local. Sem paixão, é grave o abandono da cidade tombada pelo Iphan/Unesco.



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Quem são os responsáveis

A preservação do Sítio Histórico de Olinda é uma responsabilidade compartilhada entre o Iphan (esfera federal), o Governo do Estado de Pernambuco e, primariamente, a Prefeitura Municipal de Olinda, através do Conselho de Preservação dos Sítios Históricos (Cpsho) e sua Secretaria de Patrimônio, que são responsáveis diretos pela integridade do conjunto tombado em 1968 e reconhecido pela Unesco em 1982.

Só que

O Iphan é o único desses entes que ainda faz algumas coisas, aqui/acolá, em termos de preservação e restauração de igrejas e monumentos arquitetônicos. A governadora Raquel Teixeira Lyra e sua protegida, a invenção do desastrado prefeito Lupércio, atual prefeita Mirella Almeida, não fazem absolutamente nada. A prefeita não consegue, sequer, manter o sítio histórico sem lixo acumulado nas ruas.



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O Cpsho

O conselho de preservação é uma piada de mau gosto. A Secretaria do Patrimônio, outra maior ainda. O Conselho, além de não ter nenhuma efetividade, ainda se dá ao luxo de perseguir moradores que preservam seus imóveis, com um "purismo" que mede centímetros de construção na área interna dos imóveis e pede demolição. Nem o fato do Iphan reconhecer e aplaudir certas restaurações particulares exemplares, livra os imóveis de fiscalizações absurdas. Quem preserva, é punido. Quem deixa os imóveis desmoronaram, não sofre um padre nosso de penitência.



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Ironia

Muitos dos membros do Conselho são moradores do sítio histórico e, de acordo com nossas fontes, diversos são proprietários de imóveis modificados ao bel prazer, sem sofrer nenhum ato fiscalizatório.

Nota da Redação - Todas as pessoas e instituições citadas nas matérias de O Poder têm o mais amplo e imediato espaço para suas manifestações.




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Fim da 6X1 deve reduzir PIB em 0,83% e teria que ser compensado por ganho de produtividade, confira essa e outras manchetes quentes da manhã

22/04/2026

Um estudo do Banco Inter estima que, mesmo trazendo mérito social com melhores condições de trabalho, a proposta de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais no Brasil e do fim da escala 6x1 (seis dias trabalhados para um de descanso) deve reduzir o Produto Interno Bruno (PIB) em cerca de 0,82% no médio prazo.



Impacto

Esse impacto deve se dar após a economia absorver a mudança por completo, com reajustes nos diversos setores.



- Trump recua e prorroga indefinidamente cessar-fogo com Irã, mas mantém bloqueio naval

O presidente dos EUA, Donald Trump, reuniu-se com sua equipe de segurança nacional na tarde de ontem, terça-feira (21/04) na Casa Branca para tomar uma decisão importante: o que fazer a seguir com o Irã.

O prazo

O prazo para o cessar-fogo estava se aproximando do fim, e o Air Force Two aguardava na pista da Base Aérea Conjunta...

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Um estudo do Banco Inter estima que, mesmo trazendo mérito social com melhores condições de trabalho, a proposta de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais no Brasil e do fim da escala 6x1 (seis dias trabalhados para um de descanso) deve reduzir o Produto Interno Bruno (PIB) em cerca de 0,82% no médio prazo.



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Impacto

Esse impacto deve se dar após a economia absorver a mudança por completo, com reajustes nos diversos setores.



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- Trump recua e prorroga indefinidamente cessar-fogo com Irã, mas mantém bloqueio naval

O presidente dos EUA, Donald Trump, reuniu-se com sua equipe de segurança nacional na tarde de ontem, terça-feira (21/04) na Casa Branca para tomar uma decisão importante: o que fazer a seguir com o Irã.

O prazo

O prazo para o cessar-fogo estava se aproximando do fim, e o Air Force Two aguardava na pista da Base Aérea Conjunta Andrews, aguardando a partida programada do vice-presidente americano JD Vance para o Paquistão para a próxima rodada de negociações. Trump disse ter concordado com um pedido do Paquistão, que tem mediado as negociações de paz, “para suspender nosso ataque ao Irã até que seus líderes e representantes possam apresentar uma proposta unificada”.



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-STF decide hoje se mantém prisão preventiva do ex-presidente do BRB

A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) começa a julgar hoje, quarta-feira (22/04) se referenda a decisão do ministro André Mendonça que determinou a prisão preventiva do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa.

O julgamento

O julgamento ocorrerá em ambiente virtual, com início marcado para às 11h. Nessa modalidade, os ministros terão até aàs 23h59 da próxima sexta-feira (24) para registrar seus votos na plataforma eletrônica do processo, sem debates.



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-Ana Paula Renault é a vencedora do Big Brother Brasil

Quem venceu o BBB 26 foi Ana Paula Renault, com 75,94% da média dos votos para vencer, na grande Final do BBB 26. Na noite desta terça-feira (21), ela foi a 26ª campeã da história do reality e receberá o prêmio no valor de R$ 5.708.712, já descontados os impostos. Milena ficou em segundo lugar com 17,29% e Juliano Floss ficou em terceiro lugar com 6,77%.

Quarta-feira. Mais um dia de luta. E de notícias quentes. A novidade é a decisão do presidente dos EUA em estender o cessar-fogo no Oriente Médio. Aqui no Brasil, expectativas para o destino do ex-presidente do BRB. Ele vai ser solto ou continuar preso? Que vai decidir é o STF. Tem muita coisa acontecendo. A decisão de Trump de recuar na guerra, domina as manchetes. E tem notícias da repercussão da viagem do presidente Lula. Vamos conferir as primeiras desse 22 de abril:

-Lula defende que empresas brasileiras atuem em Portugal
-Lula intensifica na pré-campanha contraponto a Trump, de olho em desgaste para Flávio Bolsonaro
-Como Trump recuou e ganhou mais tempo para negociar acordo com o Irã
-Por que Trump estendeu o cessar-fogo com o Irã? Confira os detalhes
-Trump anuncia prorrogação de cessar-fogo com Irã, mas mantém bloqueio marítimo
- Trump estende o cessar-fogo com o Irã e mantém bloqueio marítimo no Estreito de Ormuz; viagem de J.D. Vance ao Paquistão é adiada
-Caso Master: STF decide sobre prisão de ex-presidente do BRB
Ana Paula Renault se consagra campeã do BBB 26 em final previsível, mas emocionante



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E no futebol? A Copa do Brasil foi retomada. Vários jogos. Alguns times já classificados. Vai Corinthians!

Lingard desencanta, e mistão do Corinthians vence Barra em noite com lesão
Lingard salva Corinthians em jogo burocrático, mas com vantagem na Copa do Brasil
São Paulo bate Juventude pelo placar mínimo em noite de vaias e impaciência
São Paulo evolui atitude, mas desperdiça chance de golear e ficar perto da classificação


Por enquanto é isso. Mas tem muita coisa para acontecer nesta quarta-feira. Tempo firme em algumas regiões. Continuem acompanhando O Poder. Bom dia a todos.

Severino Lopes




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Escritos de Brasília - Crônica - Por, Romero Falcão*

21/04/2026

Brasília, Águas Claras. O relógio: o ponteiro das horas atravessa as dezoito e avança para as dezenove. Solto o olhar do décimo oitavo andar. Vejo o corredor de altas colunas, os prédios. O sério, severo concreto tenta ofuscar o lirismo do pôr do sol.

Manhã Londrina

No entanto, três luminosas letras brilham em todo e qualquer lugar: na colina, na coluna, na fria sepultura, no ferro da cela escura. Quantos ingleses sonham com o sol numa depressiva manhã londrina?



Perdeu o Vigor do Meio-dia

Sob o céu de Niemeyer, as linhas do arquiteto, procuro descrever — narrar — o trânsito da luz para a escuridão. Com a aproximação do fim do dia, o astro-rei torna-se mais velho, mais sábio, mais consciente. Já perdeu o vigor do meio-dia, o raio jovial, intenso, implacável, provocador.

Sem a Necessidade de Ofuscar

Agora é mais humilde, mais brando, sem a necessidade de ofuscar,...

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Brasília, Águas Claras. O relógio: o ponteiro das horas atravessa as dezoito e avança para as dezenove. Solto o olhar do décimo oitavo andar. Vejo o corredor de altas colunas, os prédios. O sério, severo concreto tenta ofuscar o lirismo do pôr do sol.

Manhã Londrina

No entanto, três luminosas letras brilham em todo e qualquer lugar: na colina, na coluna, na fria sepultura, no ferro da cela escura. Quantos ingleses sonham com o sol numa depressiva manhã londrina?



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Perdeu o Vigor do Meio-dia

Sob o céu de Niemeyer, as linhas do arquiteto, procuro descrever — narrar — o trânsito da luz para a escuridão. Com a aproximação do fim do dia, o astro-rei torna-se mais velho, mais sábio, mais consciente. Já perdeu o vigor do meio-dia, o raio jovial, intenso, implacável, provocador.

Sem a Necessidade de Ofuscar

Agora é mais humilde, mais brando, sem a necessidade de ofuscar, de cegar aqueles que tentam despi-lo ao primeiro olhar.

Por Dentro e Por Fora

Os raios perdem força, pedem passagem, mas não perdem o encanto. As nuvens obedecem: afastam-se, acomodam-se, preparam-se para o espetáculo. E eu, pendurado nas alturas, na varanda, também amanheço, anoiteço e entristeço por dentro e por fora.



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O Leão da Savana Azul

Meus olhos se enchem de brilho e perseguem, na amplidão, o bucólico crepúsculo. À medida que o sol se recolhe, as árvores acolhem os passarinhos — é sinal de que o leão da savana azul dá seus últimos rugidos.

Estado Poético

Manchas de luz espalham-se por detrás dos arranha-céus, refletem esculturas solares construídas sobre telhados, vértices, arestas e faces envidraçadas. Porções de sol alimentam meu estado poético, fortalecem o espírito.

*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder.



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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.




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China aumenta pressão por reabertura de Ormuz em meio a impasse entre EUA e Irã

20/04/2026

O presidente da China, Xi Jinping, advertiu que o Estreito de Ormuz deve estar totalmente aberto à navegação, em seus comentários mais explícitos sobre a via, enquanto os Estados Unidos e o Irã permanecem em desacordo sobre a circulação de navios no Golfo.

O líder

O líder chinês reiterou o apelo de Pequim por um cessar-fogo para pôr fim às hostilidades e pediu “todos os esforços que contribuam para a restauração da paz”.

“O Estreito de Ormuz deve permanecer aberto à navegação normal, o que serve aos interesses comuns dos países da região e da comunidade internacional em geral”, declarou Xi durante uma ligação telefônica com o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman nesta segunda-feira (20), segundo a emissora estatal chinesa CCTV.

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O presidente da China, Xi Jinping, advertiu que o Estreito de Ormuz deve estar totalmente aberto à navegação, em seus comentários mais explícitos sobre a via, enquanto os Estados Unidos e o Irã permanecem em desacordo sobre a circulação de navios no Golfo.

O líder

O líder chinês reiterou o apelo de Pequim por um cessar-fogo para pôr fim às hostilidades e pediu “todos os esforços que contribuam para a restauração da paz”.

“O Estreito de Ormuz deve permanecer aberto à navegação normal, o que serve aos interesses comuns dos países da região e da comunidade internacional em geral”, declarou Xi durante uma ligação telefônica com o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman nesta segunda-feira (20), segundo a emissora estatal chinesa CCTV.




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Entre o grito e o sussurro: a coreografia invisível do poder na República brasileira contemporânea, por Jorge Henrique de Freitas Pinho*

20/04/2026

O poder raramente se revela no que grita; manifesta-se no que permite. Quando o permitido escapa ao controle, é a própria verdade que rompe o pacto do silêncio.

1. A superfície e a travessia: um vínculo que se constrói no tempo

Há fenômenos políticos que não se deixam apreender pela superfície dos fatos. Exigem uma travessia paciente, quase arqueológica, na qual cada camada revela não uma contradição, mas uma complementaridade.

A compreensão da relação entre Luiz Inácio Lula da Silva e o Supremo Tribunal Federal exige precisamente esse tipo de travessia.

Não se trata de um vínculo estático, mas de um processo histórico recente, marcado por inflexões decisivas que ajudam a iluminar o presente.

A prisão de Lula no contexto da Operação Lava Jato representou, à época, a afirmação de um ciclo institucional em que o sistema de Justiça parecia operar com alto grau de convergência interna.

A posterior rev...

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O poder raramente se revela no que grita; manifesta-se no que permite. Quando o permitido escapa ao controle, é a própria verdade que rompe o pacto do silêncio.

1. A superfície e a travessia: um vínculo que se constrói no tempo

Há fenômenos políticos que não se deixam apreender pela superfície dos fatos. Exigem uma travessia paciente, quase arqueológica, na qual cada camada revela não uma contradição, mas uma complementaridade.

A compreensão da relação entre Luiz Inácio Lula da Silva e o Supremo Tribunal Federal exige precisamente esse tipo de travessia.

Não se trata de um vínculo estático, mas de um processo histórico recente, marcado por inflexões decisivas que ajudam a iluminar o presente.

A prisão de Lula no contexto da Operação Lava Jato representou, à época, a afirmação de um ciclo institucional em que o sistema de Justiça parecia operar com alto grau de convergência interna.

A posterior revisão de entendimentos jurídicos, culminando na anulação de condenações e na recuperação de seus direitos políticos, não foi apenas um evento processual. Foi um ponto de inflexão estrutural.

A decisão que restituiu a elegibilidade de Lula abriu caminho para sua candidatura e posterior retorno à Presidência da República.

2. Quando o Judiciário reconfigura o jogo

Nesse contexto, declarações de ministros do STF — como as de Gilmar Mendes ao afirmar, em tom público, que Lula era presidente em razão de decisões da própria Corte — não podem ser tratadas como meras opiniões.

Elas sinalizam uma consciência interna do papel desempenhado pelo Judiciário na reconfiguração do cenário político nacional.

A partir desse momento, consolida-se uma relação que transcende o plano jurídico e ingressa no campo da dinâmica política.

O Executivo passa a recorrer de forma sistemática ao STF como instância de superação de derrotas no Parlamento, deslocando o centro de gravidade das decisões políticas para o âmbito judicial.

O Judiciário, por sua vez, amplia sua centralidade, assumindo papel cada vez mais ativo na arbitragem de conflitos que, em outros contextos, seriam resolvidos na arena política.

Esse histórico não conduz a uma conclusão simplista de fusão entre poderes, mas revela uma trajetória de aproximação funcional, na qual decisões jurídicas e consequências políticas passam a se entrelaçar de forma cada vez mais estreita.

É nesse ponto que o presente precisa ser lido.

3. O conflito aparente e sua encenação pública

A tensão pública entre o Executivo e o Judiciário brasileiro, frequentemente dramatizada nas declarações de Luiz Inácio Lula da Silva contra o Supremo Tribunal Federal, parece, à primeira vista, configurar um conflito institucional clássico.

No entanto, quando se desloca o olhar da retórica para a estrutura, o que emerge não é ruptura, mas uma forma mais sofisticada de convivência: a coreografia do poder.

4. A lógica do grito e do sussurro

A política, em seu estágio mais refinado, não elimina o conflito. Ela o administra. O embate público cumpre funções simbólicas, enquanto a ação subterrânea preserva aquilo que não pode ser exposto sem risco sistêmico.

O grito organiza a percepção. O sussurro organiza a realidade. Essa duplicidade não é um desvio da política; é o seu método quando a estabilidade depende de equilíbrios delicados.

5. O alvo real da crítica

Quando o chefe do Executivo eleva o tom, o alvo não é a instituição em si, mas o comportamento concreto de determinados ministros. A distinção não é retórica; é estrutural.

Ao comentar episódios recentes, Luiz Inácio Lula da Silva não formula críticas técnicas a decisões judiciais, tampouco questiona formalmente a autoridade do Supremo Tribunal Federal como instituição.

Sua fala se dirige a condutas específicas, utilizando um repertório moral já conhecido. Reitera, por exemplo, a fórmula que empregou em outros contextos sensíveis — como no episódio envolvendo seu filho no escândalo do INSS — ao afirmar que, se alguém fez algo errado, deverá responder.

A mesma lógica reaparece quando menciona o enriquecimento de ministros ou quando adverte publicamente figuras como Alexandre de Moraes a não mancharem suas biografias.

Nesse movimento, a crítica desloca-se do plano institucional para o plano pessoal e ético.

6. A blindagem institucional

É precisamente aqui que se insere uma operação decisiva. Ao reagirem a esse tipo de crítica, setores do próprio STF tendem a dissolver essa distinção, apresentando questionamentos dirigidos a ministros como ataques à instituição.

Trata-se de uma estratégia eficaz: ao fundir pessoa e instituição, transforma-se a crítica concreta em ameaça abstrata, deslocando o debate do campo da responsabilidade individual para o da defesa institucional.

O resultado é duplo. De um lado, protege-se o agente específico sob o manto da Corte. De outro, reforça-se a narrativa de que qualquer contestação representa risco à ordem constitucional.

Com isso, o conflito real — que diz respeito a comportamentos e limites — é recodificado como conflito institucional, elevando seu custo político e restringindo o espaço de crítica legítima.

Sob o crivo de uma análise filosófica rigorosa, essa estratégia não se sustenta como legítima.

Ao confundir deliberadamente a instituição com seus membros, ela compromete um dos fundamentos do próprio constitucionalismo moderno, que é precisamente a limitação do poder por meio da distinção entre função pública e pessoa que a exerce.

Blindar o indivíduo por meio da instituição não fortalece a Corte; enfraquece-a, pois converte autoridade em escudo e responsabilidade em retórica.

E onde a responsabilidade se dissolve, a própria ideia de justiça começa a perder substância.

7. Entre a percepção e a estrutura

Em uma sociedade onde cresce a percepção de hipertrofia do Judiciário, a crítica funciona como válvula de escape e como instrumento de reposicionamento político, mas a análise rigorosa não se satisfaz com a superfície.

A pergunta decisiva permanece: essa tensão altera a estrutura ou apenas a representa?

Quando o conflito não produz consequência institucional relevante, ele deixa de ser conflito para se tornar linguagem.

8. O subsolo do poder

É no subsolo que a verdade começa a se delinear com maior nitidez. A atuação nos bastidores — como a articulação para influenciar a composição de instâncias parlamentares sensíveis, a exemplo da CPI do Crime Organizado — revela uma camada onde o poder já não fala, apenas decide.

A preocupação em evitar que ministros do STF como Alexandre de Moraes ou Dias Toffoli sejam diretamente constrangidos por mecanismos de investigação parlamentar não é um detalhe periférico. É um dado estrutural.

Nesse ambiente, as manifestações de figuras centrais do Judiciário, como Gilmar Mendes e o próprio Dias Toffoli, ao sinalizarem limites e riscos à atuação de membros da comissão, deixam de ser meras opiniões e passam a integrar o jogo de forças.

A eventual mobilização de Paulo Gonet para avaliar medidas contra o senador Alessandro Vieira insere mais uma variável nessa equação já tensionada.

Já não se trata apenas de interação entre instituições, mas de circulação de poder entre indivíduos concretos, com histórias, vínculos e interesses próprios.

9. Quando a encenação escapa ao controle

É aqui, contudo, que a análise precisa dar um passo além do estrutural e reencontrar o humano. Porque toda coreografia política carrega um risco silencioso: o de perder o controle da própria encenação.

Já se viu, não raras vezes, aliados simularem rupturas estratégicas — embates calculados, destinados a produzir efeitos públicos — e, no curso desse jogo, ultrapassarem o ponto de retorno. O que era para ser atrito controlado converte-se em fratura real.

O gesto performático ganha vida própria. É nesse ponto que o chamado “fogo amigo” revela sua verdadeira natureza. O tiro que deveria ser de advertência, ou no máximo de raspão, pode atingir o centro do corpo.

Não por cálculo, mas por erro de medida, excesso de intensidade ou, simplesmente, pela intervenção de variáveis não previstas.

10. O limite humano do poder

A política não é um tabuleiro de peças inertes. É um campo habitado por homens — e homens carregam ego, ressentimento, ambição e limites psicológicos.

A resistência ao embate não é infinita. Cada ator possui um limiar. Há um ponto em que a pressão deixa de ser estratégica e passa a ser pessoal.

Nesse momento, a lógica do sistema cede espaço à lógica do indivíduo. O que antes era administrado como tensão converte-se em conflito genuíno.

E quando isso ocorre, o sistema revela sua fragilidade: ele depende mais da contenção dos homens do que da solidez das instituições.

11. A reversibilidade do poder

A trajetória recente do senador Alessandro Vieira oferece uma ilustração particularmente expressiva dessa ambiguidade.

Ao longo do tempo, apoiou e legitimou práticas duras do Judiciário contra determinados adversários, muitas vezes sob o argumento de defesa institucional.

Hoje, vê-se inserido em um contexto no qual essas mesmas práticas podem ser reinterpretadas como instrumento de oportunismo político.

Independentemente da validade jurídica dessas acusações, o episódio expõe uma verdade incômoda: o poder que se legitima em um contexto pode se voltar contra quem o legitimou em outro.

12. Quando o conflito revela a verdade

Nesse ponto, a sabedoria popular portuguesa emerge com precisão quase filosófica: brigam-se as comadres, sabem-se as verdades.

O ditado captura o instante em que a aparência cede e o conteúdo se revela.

Enquanto há convergência, há silêncio. Quando o vínculo se tensiona, surgem as revelações. Não porque a verdade tenha nascido naquele momento, mas porque deixou de ser contida.

13. Nem ingenuidade, nem conspiração

Essa dimensão trágica impede que se absolutize qualquer leitura. O poder não é plenamente racional. Não é totalmente controlado. Ele oscila entre cálculo e contingência, entre estratégia e erro. Permite, administra e, por vezes, perde o domínio do que permitiu.

A análise rigorosa exige, portanto, resistir a dois erros simétricos. De um lado, a ingenuidade que toma as instituições como plenamente autônomas e guiadas apenas por princípios formais. De outro, o reducionismo que transforma toda complexidade em um plano perfeitamente coordenado.

Entre esses extremos, há um campo mais exigente, onde o poder se revela como ele é: tensionado, imperfeito, por vezes contraditório, mas ainda assim orientado.

14. A geometria instável do poder

Ao final, o que se impõe não é uma narrativa de harmonia nem de caos. É a percepção de uma geometria instável. O grito e o sussurro se complementam, mas não são infalíveis. A crítica pública e a proteção silenciosa coexistem, mas podem se romper.

E é precisamente nessa possibilidade de ruptura — nesse risco permanente de que o cálculo se transforme em erro — que reside não apenas a limitação, mas a própria verdade mais profunda do poder.

15. O limite da lucidez sem ação

Há, no entanto, uma reação recorrente que precisa ser enfrentada com cuidado.

Diante desse tipo de análise, muitos afirmam que nada disso é novidade, que a política sempre operou assim e que, portanto, apenas se descreve o óbvio.

Essa leitura contém um elemento de verdade, mas falha no ponto decisivo.

Reconhecer um padrão não é o mesmo que aceitá-lo como destino. Tomar o desvio como dado da realidade pode ser sinal de lucidez; tomá-lo como limite intransponível é o início da resignação.

16. A virada de consciência

Durante muito tempo, eu próprio me movi dentro desse horizonte. Não por convicção, mas por uma forma de adaptação silenciosa ao que parecia ser o funcionamento inevitável das coisas.

Havia ali um tipo de prudência — ou assim se acreditava — que consistia em compreender o jogo sem necessariamente se opor a ele.

Mas a filosofia, quando levada a sério, retira esse conforto. Ela desloca o olhar, exige coerência e, sobretudo, impõe uma pergunta incômoda: até que ponto a compreensão do desvio não se converte, pouco a pouco, em aceitação?

17. A coragem socrática

A resposta adequada a esse quadro não é a indignação passageira, mas algo mais exigente: a coragem socrática.

Não a coragem do confronto vazio, mas a disposição de sustentar a verdade mesmo quando ela se torna desconfortável, mesmo quando seu custo se eleva.

É a coragem de não confundir o que é com o que deve ser, e de não permitir que a repetição do desvio o converta em norma silenciosa.

18. O silêncio que corrompe

Há ainda um elemento mais sutil, e talvez mais perigoso, que se insinua nesse processo: o silêncio.

Não o silêncio da reflexão, que é fértil, mas o silêncio da contenção, motivado pelo receio de exposição, de isolamento ou mesmo de retaliação.

Em muitos casos, não se trata de concordância, mas de cálculo. Evita-se falar para não se tornar alvo. Evita-se reagir para preservar-se.

No plano individual, esse comportamento pode parecer prudente. No plano coletivo, no entanto, ele produz um efeito corrosivo.


Porque o silêncio, quando se torna regra, não neutraliza o poder — ele o desonera.

Ao retirar do espaço público a resistência visível, reduz-se o custo do desvio e amplia-se sua margem de expansão.

O que se imagina evitar no presente, muitas vezes apenas se desloca para um futuro mais grave.

A história demonstra que a contenção do mal raramente falha por excesso de reação; ela falha, quase sempre, por insuficiência dela.

19. A erosão invisível e o último limite

A história recente oferece exemplos suficientes de como a erosão não começa com grandes rupturas, mas com pequenas aceitações.

Não é o excesso que primeiro destrói a liberdade, mas a tolerância gradual ao que deveria ser contido.

Quando a sociedade passa a esperar o desvio como regra, o espaço da reação se estreita. E quando a reação desaparece, o poder já não precisa se justificar.

A liberdade não se perde quando o erro se impõe, mas quando a verdade deixa de ser dita — sobretudo por aqueles que já a compreenderam.

(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.



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Tiradentes na República dos Vorcaros, por Roberto Vieira

20/04/2026

Amanhã, 21 de abril, o Brasil não está nem aí para recordar o sacrifício de Joaquim José da Silva Xavier. O alferes, que ousou sonhar com uma nação livre do jugo tributário e da opressão da Coroa, foi o único a não ser poupado pela "Real Clemência". Enquanto seus companheiros de Inconfidência, muitos de linhagem nobre ou clero, tiveram suas penas comutadas para o exílio, Tiradentes foi o bode expiatório escolhido para o patíbulo, o esquartejamento e o sal nas terras.

Master

A tragédia moderna ganha contornos de escândalo com o chamado "Caso Master". A reconstrução do colapso do Banco Master revela um terremoto na República, enredando políticos, ministros e empresários em uma teia de fraudes que capturou as instituições. O rombo bilionário no Fundo Garantidor de Crédito (FGC), estimado em cerca de R$ 50 bilhões, expõe as vísceras de um sistema onde a corrupção e o tráfico de influência substituíram os ideais de independência e justiça.

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Amanhã, 21 de abril, o Brasil não está nem aí para recordar o sacrifício de Joaquim José da Silva Xavier. O alferes, que ousou sonhar com uma nação livre do jugo tributário e da opressão da Coroa, foi o único a não ser poupado pela "Real Clemência". Enquanto seus companheiros de Inconfidência, muitos de linhagem nobre ou clero, tiveram suas penas comutadas para o exílio, Tiradentes foi o bode expiatório escolhido para o patíbulo, o esquartejamento e o sal nas terras.

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A tragédia moderna ganha contornos de escândalo com o chamado "Caso Master". A reconstrução do colapso do Banco Master revela um terremoto na República, enredando políticos, ministros e empresários em uma teia de fraudes que capturou as instituições. O rombo bilionário no Fundo Garantidor de Crédito (FGC), estimado em cerca de R$ 50 bilhões, expõe as vísceras de um sistema onde a corrupção e o tráfico de influência substituíram os ideais de independência e justiça.

Sonho

O alferes pagou com a vida por um crime de "lesa-majestade" que, na verdade, era o desejo de dignidade para um povo esmagado pelo Quinto e pelo descaso. Ele vislumbrou uma terra onde a riqueza produzida não fosse drenada para sustentar o luxo de cortes distantes, mas sim utilizada para o desenvolvimento de uma nação soberana. Sonhou com um país onde a lei fosse igual para todos e a liberdade não fosse apenas um conceito abstrato, mas uma realidade econômica e social.

Viagens

O Brasil de 2026 apresenta números que fariam a Derrama colonial parecer uma modesta taxa de condomínio. Enquanto o cidadão comum luta para equilibrar o orçamento, o governo federal já destinou, desde o início de 2023, quase R$ 1 bilhão apenas para viagens internacionais do presidente e sua comitiva. No plano interno, os deslocamentos nacionais ultrapassam a marca dos R$ 6,2 bilhões. É um banquete de diárias e passagens aéreas financiado pelo suor de um povo que ainda sonha com a liberdade econômica.

Preso

Diante de apartamentos de luxo usados como propina e da blindagem institucional de poderosos, a conclusão é amarga: no Brasil de 2026, Tiradentes não seria um herói nacional. Com sua retórica contra o excesso de impostos e sua indignação frente aos gastos nababescos do Estado, ele seria, provavelmente, preso novamente sob a acusação de atentar contra a "ordem" estabelecida por aqueles que devoram o Tesouro sob o manto da legalidade. O mártir de 1792 continuaria sendo um perigo para os que governam para si.

Roberto Vieira é médico e cronista



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