MORTE DE CLÉRISTON - RELATÓRIO MÉDICO BOTA STF NA BERLINDA
20/11/2023
Alexandre de Moraes, do STF.
2. Quem manteve o acusado preso, apesar do diagnóstico de inflamação do vaso sanguíneo e posterior Covid-19, com 33 dias de internamento seguidos de sequelas? Alexandre de Moraes, ministro do STF.
3. Quem manteve um paciente cardíaco preso assistido por um reumatologista? Alexandre de Moraes, do STF.
4. Quem determinou a soltura do preso no início deste mês?
Apesar de ter sido amplamente divulgado, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, não determinou a soltura de Cleriston. Isso apesar da PGR, ou seja, a acusação, ter solicitado a soltura com tornozeleira eletrônica.
CRIME OU ESPECULAÇÃO?
Esse texto acima pode até conter aspectos especulativos. Normal, numa situação nebulosa, na qual as autoridades batem cabeça e não esclarecem devidamente o conjunto dos fatos. Porém, tudo indica que todos os itens correspondem a aspectos reais. Se forem comprovados verd...
Alexandre de Moraes, do STF.
2. Quem manteve o acusado preso, apesar do diagnóstico de inflamação do vaso sanguíneo e posterior Covid-19, com 33 dias de internamento seguidos de sequelas? Alexandre de Moraes, ministro do STF.
3. Quem manteve um paciente cardíaco preso assistido por um reumatologista? Alexandre de Moraes, do STF.
4. Quem determinou a soltura do preso no início deste mês?
Apesar de ter sido amplamente divulgado, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, não determinou a soltura de Cleriston. Isso apesar da PGR, ou seja, a acusação, ter solicitado a soltura com tornozeleira eletrônica.

CRIME OU ESPECULAÇÃO?
Esse texto acima pode até conter aspectos especulativos. Normal, numa situação nebulosa, na qual as autoridades batem cabeça e não esclarecem devidamente o conjunto dos fatos. Porém, tudo indica que todos os itens correspondem a aspectos reais. Se forem comprovados verdadeiros, não houve fatalidade na morte no cárcere do manifestante do 8/01, que faleceu hoje no presídio da Papuda, em Brasília. Houve, sim, no mínimo dos mínimos, imprudência, imperícia e negligência. Somados.
PRETO NO BRANCO
Leia o documento que ilustra esta matéria. É um relatório médico, do Hospital Regional de Taguatinga, DF. Datado de 27 de fevereiro. O documento refere-se a Cleriston Pereira da Cunha, morto hoje, na Papuda. Alerta que o paciente corre risco de morte. Pede agilidade da justiça, em função do risco iminente de morte.
E conclui afirmado que ele "necessita manter o acompanhamento médico contínuo e uso das medicações prescritas de forma correta".

E AGORA
O Senado e o País querem ouvir o que tem a declarar o ministro Alexandre de Moraes.
Leia outras informações
Escândalo das emendas - Aguinaldo Ribeiro, tio e mentor de Lucas Ribeiro, de novo no olho do furacão
11/07/2026
A notícia
Está no blog Poder PB. O nome do deputado federal paraibano Aguinaldo Ribeiro (PP), tio e mentor político do vice governador Lucas Ribeiro, candidato à reeleição, é citado em novo escândalo com potencial bem escandaloso. Agora, aparece em anotações encontradas no celular de Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, assessora da Câmara dos Deputados que atuava diretamente na articulação e operacionalização de emendas parlamentares. A PF desconfia e identificou suspeitas gritantes de pesadas irregularidades.
Novo caso aparente de corrupção aparece na chapa que apoia Lucas Ribeiro, João Azevêdo e Nabor Wanderley. Agora, no centro das investigações, aparece o tio e mentor político do governador, o deputado Aguinaldo Ribeiro, assíduo frequentador de escândalos que envolvem supostas tenebrosas transações. Dessa vez, aparece em celular apreendido pela Polícia Federal no âmbito das investigações de desvios de emendas parlamentares.
A notícia
Está no blog Poder PB. O nome do deputado federal paraibano Aguinaldo Ribeiro (PP), tio e mentor político do vice governador Lucas Ribeiro, candidato à reeleição, é citado em novo escândalo com potencial bem escandaloso. Agora, aparece em anotações encontradas no celular de Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, assessora da Câmara dos Deputados que atuava diretamente na articulação e operacionalização de emendas parlamentares. A PF desconfia e identificou suspeitas gritantes de pesadas irregularidades.

O aparelho
Foi apreendido pela Polícia Federal durante uma investigação que tramita sob sigilo e busca esclarecer como funcionava a distribuição de bilhões de reais em emendas de comissão dentro da Câmara. Entre os nomes que aparecem no material analisado pelos investigadores estão figuras poderosas da política nacional, como o ex-presidente da Câmara Arthur Lira, o ex-deputado Eduardo Cunha e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Aguinaldo Ribeiro vice campeão de emendas
A presença de Aguinaldo nas anotações ganha ainda mais relevância diante do volume de recursos controlados pelo parlamentar paraibano. Em 2024, ele foi o segundo deputado federal que mais recebeu recursos de emendas de comissão em todo o país, com R$ 102 milhões, ficando atrás apenas de Arthur Lira, então presidente da Câmara, que concentrou R$ 255,3 milhões.
Some-se a isso
Os R$ 102 milhões são apenas de emendas de comissão e não incluem emendas individuais ou recursos da bancada estadual destinados pelo parlamentar. Aguinaldo recebeu o montante após atuar como relator da reforma tributária, uma das principais matérias aprovadas pelo Congresso nos últimos anos.
A investigação
Ganhou força após a PF acessar mensagens, planilhas e anotações armazenadas no telefone de Tuca. Os investigadores apuram a existência de um núcleo informal de decisões que teria influenciado a indicação e o direcionamento das emendas, inclusive com a participação de pessoas que não exerciam mandato parlamentar.
PL no topo
Um relatório da Polícia Federal atribuiu, por exemplo, a Valdemar Costa Neto a indicação de R$ 111,8 milhões em emendas de comissão em 2024. O valor supera o destinado por 512 dos 513 deputados federais, embora Valdemar não ocupasse cadeira no Congresso. Apenas Arthur Lira controlou uma quantia maior.
Até o momento
A simples presença do nome de Aguinaldo Ribeiro nas anotações não significa que o deputado tenha cometido alguma irregularidade. O conteúdo integral do celular e o contexto exato das referências permanecem sob sigilo. A descoberta, no entanto, coloca o parlamentar paraibano no centro de uma investigação que tenta revelar quem realmente comandava e como eram distribuídas as milionárias emendas de comissão na Câmara Federal.
(Com o blog PoderPB)
Nota da Redação - Emendas Individuais são propostas por cada deputado ou senador. São emendas impositivas e permitem que a sociedade e os órgãos de controle identifiquem exatamente qual parlamentar solicitou a verba e para qual município ou instituição ela foi destinada. Já as Emendas em Comissão são apresentadas pelas comissões temáticas da Câmara e do Senado. Não possuem o caráter de obrigatoriedade de execução. São mais difíceis de identificar a destinação. O STF exige e a PF investiga desvios dos recursos, praticados por parlamentares e líderes partidários.

Noruega rema pra casa. VAR ladrão decide jogo a favor do país das apostas
11/07/2026
Como foi
Escanteio contra a Inglaterra. Antes da cobrança o artilheiro Haaland foi empurrado e empurrou. Derrubou um zagueiro inglês. Infração, mas não falta de jogo. O infrator poderia até receber cartão, mas falta sem bola em jogo, não existe. Qualquer pessoa que acompanhe futebol, sabe muito bem disso.
Suspeita
Mais uma. De direcionamento de resultados a partir do interesse das apostas esportivas. Aliás, a Inglaterra é o berço das apostas. Aliás, a galera perdeu a vergonha de vez. Com a imprensa que cobre a maior copa de...
O VAR, criado para tirar dúvidas nos jogos, nesta copa do mundo está realmente criando certezas. O VAR esta validando decisões absolutamente absurdas, os tradicionais 'roubos' de arbitragem. O Brasil também foi vítima lá atrás, com Vini Jr, todo mundo lembra. Os casos se multiplicam. No jogo da Inglaterra contra a Noruega, a arbitragem anulou um gol norueguês 100% legal.
Como foi
Escanteio contra a Inglaterra. Antes da cobrança o artilheiro Haaland foi empurrado e empurrou. Derrubou um zagueiro inglês. Infração, mas não falta de jogo. O infrator poderia até receber cartão, mas falta sem bola em jogo, não existe. Qualquer pessoa que acompanhe futebol, sabe muito bem disso.

Suspeita
Mais uma. De direcionamento de resultados a partir do interesse das apostas esportivas. Aliás, a Inglaterra é o berço das apostas. Aliás, a galera perdeu a vergonha de vez. Com a imprensa que cobre a maior copa de todos os tempos, toda patrocinada por Bets, a imparcialidade das transmissões e comentários, foi para o espaço. Por omissão. Os 'roubos' mais absurdos acontecem e ninguém diz nada. O episódio sequer foi mencionado nos principais noticiários da TV.
Virou piada
A situação lembra a piada da mulher flagrada pelo marido nos braços de outro homem. Cobrada pelo esposo, foi tão cara de pau como narradores e comentaristas da Cazé TV foram omissos. "Você não me ama. Acredita mais no que seus olhos veem do que no que eu digo". No caso, se você viu e eu não falei, foi ilusão de ótica.
Fica a festa
Pelas imagens, tá tudo dominado.

180°: Hugo Motta agora defende Valdemar do PL e critica Flávio Dino, por Flávio Lúcio*
11/07/2026
Indevida intervenção
Segundo o deputado paraibano, trata-se de uma "indevida intervenção judicial". O presidente nacional do PL é investigado pela Polícia Federal por suspeita de ter indicado emendas parlamentares mesmo sem ter mandato parlamentar federal. Presidentes de partidos não têm essa atribuição, que é exclusiva de deputados federais e senadores. A PF investiga se os deputados sabiam do uso de seus nomes pelo presidente do PL. E o presidente da Câmara se meter em decisões do Judiciário, por acaso, seria intervenção devida?
Hugo Motta tem lado
Ao tomar essa atitude, Hugo Motta se junta aos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro, que tamb...
Depois de pautar a PEC que reduz a maioridade penal, Hugo Motta faz mais um aceno ao bolsonarismo. Hoje, em nota assinada como presidente da Câmara, Motta criticou a decisão do ministro Flávio Dino, que mandou bloquear R$ 119 milhões das contas pessoais de Valdemar Costa Neto.
Indevida intervenção
Segundo o deputado paraibano, trata-se de uma "indevida intervenção judicial". O presidente nacional do PL é investigado pela Polícia Federal por suspeita de ter indicado emendas parlamentares mesmo sem ter mandato parlamentar federal. Presidentes de partidos não têm essa atribuição, que é exclusiva de deputados federais e senadores. A PF investiga se os deputados sabiam do uso de seus nomes pelo presidente do PL. E o presidente da Câmara se meter em decisões do Judiciário, por acaso, seria intervenção devida?
Hugo Motta tem lado
Ao tomar essa atitude, Hugo Motta se junta aos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro, que também criticaram duramente Flávio Dino. Portanto, não causa estranheza a disposição do presidente da Câmara de sair em defesa de Valdemar Costa Neto, que, como já mencionado, sequer é deputado federal. Porém, embora com um currículo nada edificante, Valdemar é presidente do PL. E o PL vai decidir quem será o segundo voto a senador na Paraíba.
Hugo e Nabor com Bolsonaro
Depois de tentar uma aproximação com Lula em busca de apoio para a candidatura a senador do pai, Nabor Wanderley, e após o insucesso — Lula confirmou seu apoio a Veneziano Vital —, Hugo Motta faz um giro de 180° para buscar o apoio do bolsonarismo.
Pergunta
Lula e os petistas sabem quem é Hugo Motta. E os bolsonaristas? Vão cair nessa?
*Flávio Lúcio é professor de História na UFPB e doutor em Sociologia.

Herói brasileiro — Sancionada lei que inclui Ayrton Senna no Panteão da Pátria, em Brasília
11/07/2026
Senna, que nasceu em São Paulo, conquistou três títulos mundiais de Fórmula 1, em 1988, 1990 e 1991, além de 41 vitórias em Grandes Prêmios. O piloto morreu em 1º de maio de 1994, aos 34 anos, após sofrer um acidente durante o Grande Prêmio de San Marino, na Itália.
Personalidades fundamentais
A homenagem foi proposta pelo senador Marcos Pontes (PL-SP), por meio de um projeto de lei apresentado em 2024. O texto recebeu parecer favorável do senador Jorge Kajuru (PSB-GO) e foi aprovado em caráter terminativo pela Comissão de Esporte do Senado, sem necessidade de votação no pl...
O piloto Ayrton Senna, tricampeão mundial de Fórmula 1 e um dos maiores nomes da história do automobilismo, foi reconhecido oficialmente como Herói da Pátria. Sancionada pelo presidente Lula, a Lei nº 15.447/2026 determina a inscrição do nome do ex-piloto no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria, mantido no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Senna, que nasceu em São Paulo, conquistou três títulos mundiais de Fórmula 1, em 1988, 1990 e 1991, além de 41 vitórias em Grandes Prêmios. O piloto morreu em 1º de maio de 1994, aos 34 anos, após sofrer um acidente durante o Grande Prêmio de San Marino, na Itália.
Personalidades fundamentais
A homenagem foi proposta pelo senador Marcos Pontes (PL-SP), por meio de um projeto de lei apresentado em 2024. O texto recebeu parecer favorável do senador Jorge Kajuru (PSB-GO) e foi aprovado em caráter terminativo pela Comissão de Esporte do Senado, sem necessidade de votação no plenário.
Criado em 1992, o Livro de Heróis e Heroínas da Pátria reúne personalidades consideradas fundamentais para a construção e a defesa do país. Os nomes são registrados em um livro de aço que fica em exposição permanente no Panteão da Pátria.
Além das conquistas no Esporte
Ao defender a aprovação da proposta, Kajuru afirmou que o reconhecimento vai além das conquistas esportivas e contempla também o legado social deixado pelo piloto por meio do Instituto Ayrton Senna, criado após sua morte. Segundo o senador, a instituição contribui para ampliar oportunidades educacionais e reduzir desigualdades, beneficiando milhões de crianças e jovens.
Em publicação nas redes sociais, o Instituto Ayrton Senna afirmou ter recebido "com honra e profunda gratidão" a oficialização do reconhecimento. Segundo a instituição, a homenagem "reforça o impacto duradouro de um legado que transcende as pistas". Em 2023, Ayrton Senna já havia sido declarado Patrono do Esporte Brasileiro por meio de uma lei federal.
— Com Agências de Notícias

Uma conspiração pelo fracasso - Filme mostra o porque dos ataques ao governo Temer, por Marcelo S. Togozzi*
11/07/2026
No dia 26 de junho tive o privilégio de assistir a 1ª exibição do filme ‘963 dias’, dirigido por Bruno Barreto e produzido por Elsinho Mouco. É um documentário com aquele padrão de qualidade que ao longo de décadas nos acostumamos a ver nos filmes da família Barreto. O filme traz a História revisitada, contando o dia a dia do último presidente deste século 20 focado em unir ao invés de dividir o Brasil.
Momentos bons...
Na estante de madeira instalada no corredor entre a cozinha e a sala de jantar do apartamento da minha família em Ipanema, um livro com 2 volumes me chamava atenção: A Thousand Days (Os Mil Dias), de Arthur Schlesinger Jr. Ficava imaginando o que tinha ali de tão importante, por que meu pai guardou na última prateleira, inalcançável para mim e minhas irmãs. Até que um dia, já adolescente me agarrei com aquele livro. Schlesinger fora assessor de John Kennedy na Casa Branca e seu relato sobre o governo do presidente mais famoso me fascinou.
No dia 26 de junho tive o privilégio de assistir a 1ª exibição do filme ‘963 dias’, dirigido por Bruno Barreto e produzido por Elsinho Mouco. É um documentário com aquele padrão de qualidade que ao longo de décadas nos acostumamos a ver nos filmes da família Barreto. O filme traz a História revisitada, contando o dia a dia do último presidente deste século 20 focado em unir ao invés de dividir o Brasil.
Momentos bons e ruins
Assim como Schlesinger, Elsinho acompanhou Temer no dia a dia do governo como uma sombra, registrando os momentos bons e ruins de um presidente levado ao poder pela mão do destino, como aconteceu com Itamar. Dos cinco presidentes a chegarem ao poder nos últimos 70 anos por via oblíqua, na democracia, o único a não governar foi Café Filho, o vice de Getúlio Vargas, içado ao poder em 1954 após o presidente ter escolhido o suicídio como porta de saída do poder.
João Goulart foi deposto pelo golpe de 1964. Sarney se viu presidente do dia para noite, mas soube fazer a travessia para a democracia com a Constituinte, embora tenha passado a maior parte do governo apanhando. Itamar Franco chegou desacreditado e nos deixou de herança o Plano Real. Temer também assumiu desacreditado, fustigado pela imprensa e pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot, desequilibrado, nefasto, cujas atitudes da época indicam as piores intenções a lastrearem uma fome pantagruélica pelo poder.
Não foi Temer quem entrou
Temer não foi um presidente fraco, como quis fazer crer a narrativa dos seus detratores depostos pelos próprios erros e incoerências. Não foi ele quem entrou. Foi Dilma quem saiu, abandonada pela base no Congresso, sem diálogo com a classe política, os empresários e até uma ala do seu partido. Temer foi mais perseguido pelos seus acertos do que por seus erros, mostram as entrevistas com políticos, juristas, jornalistas e empresários como Henrique Meirelles, Paulo Skaf, Rodrigo Maia, Moreira Franco, Marcio de Freitas, Raquel Landim, Ascânio Seleme, Rodrigo Pacheco, Tarcísio de Freitas, além dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.
O presidente tinha enorme vontade de acertar quando propôs a reforma da previdência, os ajustes na legislação trabalhista e o teto de gastos, este último derrubado na volta do PT ao poder. Ele chegou com uma proposta debaixo do braço, “A Ponte para o futuro”, programa antes apresentado à Dilma como contribuição do PMDB, mas rechaçada como “coisa da oposição”.
Ele agiu para colocar em prática as ideias contidas naquele plano de ação governamental, mas foi duramente bombardeado pela mídia, especialmente o Grupo Globo, e o procurador-geral da República, tão obcecado por derrubar o presidente que mandou o empresário Joesley Batista gravá-lo e, em seguida, vazou a conversa para a imprensa, liberando apenas a transcrição, sem o áudio.
Ódio desenfreado
O que veio depois foi uma campanha pela renúncia de Temer, um ódio desenfreado a ganhar as redes sociais: “fora Temer”. Chamavam Temer de golpista sem se dar conta de que o procurador Rodrigo Janot agia para sacar do poder o presidente levado ao cargo pelas vias constitucionais.
A campanha contra Temer fez sua rejeição bater 70%. Era mais efeito manada do que sentimento racional, semelhante ao vivido pelo ex-presidente Sarney. Todo governo focado em fazer aquilo que acredita ser o certo, nunca agrada a todos, muitas vezes desagrada a maioria. Foi assim com o John Kennedy de Schlesinger e foi assim com o Michel Temer de Elsinho e Bruno Barreto.
Kennedy penou nas mãos da oposição depois do fracasso na Baía dos Porcos, em 1961, e a crise dos mísseis em Cuba, em 1962. Também enfrentou forte insatisfação interna com o uso da Guarda Nacional para garantir os direitos civis dos negros, tanto quanto o confronto com as siderúrgicas em 1962, quando tentaram subir os preços do aço após negociação salarial com os trabalhadores.
Tentativa de entender
Temer passou sufoco com as denúncias de Janot contra ele, ambas rejeitadas pelo Congresso, o teto de gastos que impôs limites aos gastos públicos, as mudanças nas leis trabalhistas, a reforma da Previdência que não passou e a greve dos caminhoneiros em 2018 parando o país.
Não é uma comparação entre governos com mais de 60 anos de distância um do outro, mas uma tentativa de entender a História a partir da narrativa de personagens presentes nos bastidores. Nesse sentido, comparações com memórias de outros políticos são instrutivas: assim como os livros de Moreira Franco e Amaral Peixoto, produzidos por Aspásia Camargo, são simultaneamente fonte histórica e projeto de autoimagem, ‘Os Mil Dias’ e ‘963 Dias’ podem ser vistos tanto como reveladores de fatos, quanto narrativas sobre projetos interrompidos pela brutalidade. Cada qual no seu tempo e momento, ambos foram impedidos de chegar aonde pretendiam.
Na tela é sempre deleite
Foi de Bruno Barreto a iniciativa de propor o documentário, nos idos de 2023. Depois de idas e vindas e muitas conversas, chegaram até a versão final. O cinema foi o 1º passo. Agora, o filme vai virar série em streaming, via Netflix ou Prime. Novas histórias serão contadas, aprofundando os registros do filme.
A comparação do documentário de Bruno Barreto com o livro de Arthur Schlesinger Jr não é por acaso. São complementares. Os 1000 dias de Kennedy, na realidade foram 1037. E esta “sobra” é justamente o tempo que faltou para Temer completar seus 1000 dias. História na tela é sempre um deleite: “Os que o defendem, continuarão a defender. Os que desgostam, talvez ganhem mais motivos para tal”.
*Marcelo S. Tognozzi é jornalista, consultor de Relações Inter-governamentais e analista político.
NR - Autorizada a postagem do artigo, originalmente publicado no Poder360. O título foi mudado e os intertítulos inseridos à revelia do autor.
NR2 - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores
Recife terá lançamento simultâneo de duas obras que propõem reflexões sobre desafios do Brasil na economia e no Judiciário
11/07/2026
Os dois lançamentos estão programados para se realizar de forma simultânea no Boteco Porto Ferreiro, localizado no bairro das Graças, no Recife. Embora abordem temas distintos, os livros convergem ao propor uma análise aprofundada sobre instituições, desenvolvimento e os desafios enfrentados pelo país nas últimas décadas.
Nível de desenvolvimento esperado
Em ‘O Grande Fracasso’, Alexandre Rands Barros busca responder a uma questão que acompanha a história econ...
Na próxima terça-feira (14/07), a partir das 18h, serão lançadas duas obras que colocam em debate temas centrais para o futuro do Brasil: o desenvolvimento econômico e o papel das instituições democráticas. Tratam-se dos livros ‘O grande fracasso: O porquê do Brasil não ter se desenvolvido nos últimos 75 anos’, do economista Alexandre Rands Barros, e ‘O STF entre a relevância e a disfuncionalidade’, de autoria dos advogados Maurício Rands e João Maurício Adeodato (in memoriam).
Os dois lançamentos estão programados para se realizar de forma simultânea no Boteco Porto Ferreiro, localizado no bairro das Graças, no Recife. Embora abordem temas distintos, os livros convergem ao propor uma análise aprofundada sobre instituições, desenvolvimento e os desafios enfrentados pelo país nas últimas décadas.
Nível de desenvolvimento esperado
Em ‘O Grande Fracasso’, Alexandre Rands Barros busca responder a uma questão que acompanha a história econômica brasileira: por que o Brasil não conseguiu alcançar o nível de desenvolvimento esperado nos últimos 75 anos?
A obra examina fatores como a formação de capital humano, a qualidade das instituições, a produtividade, a inovação e aspectos históricos e culturais que influenciaram a trajetória econômica nacional.
Ao longo da análise, o autor defende que o baixo crescimento do país resulta da estrutura social conflituosa, com poder de uma elite que mantém a maioria da população às margens dos potenciais progressos sociais.
Isso decorre, conforme sua avaliação, de uma formação histórica que levou a distorções institucionais, limitações na formação educacional da população e incentivos insuficientes ao aumento da produtividade.
STF em contexto de protagonismo
Já ‘O STF Entre a Relevância e a Disfuncionalidade’ analisa a atuação do Supremo Tribunal Federal em um contexto de crescente protagonismo da Corte na vida política e institucional brasileira.
Escrito por Maurício Rands e João Maurício Adeodato (in memoriam), o livro propõe uma reflexão crítica e aprofundada sobre o papel desempenhado pelo STF, afastando-se de leituras ideológicas ou de julgamentos simplificados.
A obra examina como, diante da intensificação da polarização política, o Supremo passou a concentrar maior atenção da sociedade, despertando apoio e críticas conforme suas decisões em temas relacionados a costumes, meio ambiente, economia e política.
Presente e futuro
O lançamento conjunto reúne duas contribuições que dialogam com questões fundamentais para o presente e o futuro do Brasil.
O evento contará com sessão de autógrafos e será uma oportunidade para que leitores, pesquisadores, profissionais do Direito, economistas e demais interessados conversem com os autores sobre os temas abordados nas publicações.
Serviço
Lançamento dos livros
-O Grande Fracasso: O porquê do Brasil não ter se desenvolvido nos últimos 75 anos – Alexandre Rands Barros
- O STF Entre a Relevância e a Disfuncionalidade – Maurício Rands e João Maurício Adeodato (in memoriam)
Data: 14 de julho de 2026 (terça-feira)
Horário: 18h
Local: Boteco Porto Ferreiro
Endereço: Avenida Rui Barbosa, 458, Graças – Recife (PE)
As aventuras de Cacimba 49 — O achado da feira
11/07/2026
O Mercado de Carnaúba Seca estava aquele inferno de cesteiros, gritaria de feirantes e cheiro de coentro com fumo de rolo quando o choro de uma menina de cinco anos cortou o barulho das barganhas.
A coitada tinha se soltado da saia da mãe e estava ali, ilhada entre um saco de farinha e uma banca de rapadura. Cacimba avistou o pranto, botou o chapéu de lado e correu para acudir, mas quem resolveu tomar a frente na diplomacia foi a macacada.
Simão, achando que era o próprio delegado da vila, botou os óculos na ponta do nariz e subiu numa saca de milho para tentar avistar a mãe da garota com um canudo de papelão feito luneta.
Enquanto isso, Sebastião, com o coração mole que só ele, começou a fazer palhaçada, plantar bananeira e oferecer pedaços de banana frita para a menina, chorando junto com ela para ver se dividia a dor do aperreio, transformando o desespero da feira numa comédia de circo.
...
Zé da Flauta*
O Mercado de Carnaúba Seca estava aquele inferno de cesteiros, gritaria de feirantes e cheiro de coentro com fumo de rolo quando o choro de uma menina de cinco anos cortou o barulho das barganhas.
A coitada tinha se soltado da saia da mãe e estava ali, ilhada entre um saco de farinha e uma banca de rapadura. Cacimba avistou o pranto, botou o chapéu de lado e correu para acudir, mas quem resolveu tomar a frente na diplomacia foi a macacada.
Simão, achando que era o próprio delegado da vila, botou os óculos na ponta do nariz e subiu numa saca de milho para tentar avistar a mãe da garota com um canudo de papelão feito luneta.
Enquanto isso, Sebastião, com o coração mole que só ele, começou a fazer palhaçada, plantar bananeira e oferecer pedaços de banana frita para a menina, chorando junto com ela para ver se dividia a dor do aperreio, transformando o desespero da feira numa comédia de circo.
Com a menina segura no colo, Cacimba começou a romper o mar de gente, subindo a rua dos sapateiros e descendo a dos cereais.
O velho caminhava com paciência de monge, mostrando para a pequena os mistérios das bancas para distrair o medo. Olhando para aquele formigueiro humano onde todo mundo compra, vende e se esbarra sem se enxergar, Cacimba soltou sua filosofia de feirante:

"Olhe, minha filha, a vida da gente é igualzinha a essa feira de sábado. É uma confusão danada, um grito acolá, um empurrão aqui, e se a gente soltar a mão de quem ama por um segundo, parece que o mundo engole a gente. Mas não se avexe não, que na feira de Deus ninguém fica perdido para sempre; a gente sempre acha o rumo quando tem alguém de bom coração segurando a nossa mão."
A agonia só teve fim perto da banca de ervas medicinais de Seu Zé Nivaldo. Uma mulher aflita, com os olhos vermelhos de desespero e a cesta de vime caída no chão, corria de um lado para o outro gritando o nome da filha. Quando a menina avistou a mãe, deu um grito que ecoou no teto do mercado e escorregou do colo de Cacimba como uma enguia.
O abraço das duas no meio da poeira da feira foi de chorar o restabelecido: a mãe de joelhos no chão, cheirando a cabeça da menina, e a garota enterrando o rosto no pescoço dela como se o mundo tivesse voltado para o eixo.
Sebastião, comovido com a cena, pulou do ombro de Cacimba direto para o chão, chorando de soluçar e abraçando a perna de um feirante desconhecido de tanta emoção que sentia.
Depois que o susto passou e a mãe agradeceu a Cacimba com as bênçãos de todos os santos, o velho se encostou num esteio de madeira para ver as duas sumirem na multidão, agora de mãos bem atadas.
Olhando para Simão, que já guardava a luneta de papelão na caderneta, Cacimba deixou a última reflexão do dia:
"O maior perigo do mundo, meus bichos, não é a feira grande e nem o tamanho da multidão. O perigo é a gente se perder por dentro, esquecer quem está procurando e deixar de estender a mão para quem ficou para trás."
Com a alma lavada e o dever cumprido, o mestre ajeitou o chapéu de couro e seguiu seu caminho, sabendo que Carnaúba Seca tinha ganhado mais um retalho de vida salva no dia de hoje.
*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor

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Semana começará, no Senado, com votação de MP que abre crédito para subsidiar o diesel
11/07/2026
A matéria foi aprovada sem mudanças na Câmara dos Deputados na última quarta-feira (08/07) e a expectativa é de que aconteça o mesmo por parte dos senadores. O texto destina o uso de recursos do superávit financeiro de 2025 para pagar a subvenção até 31 de dezembro.
Pagamentos pela Agência
Os recursos irão para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que faz o pagamento aos produtores e importadores de óleo diesel segundo as regras das MPs 1.340/2026 e 1.349/2026.
A MP 1.349/2026 concedeu subsídio para amortecer o preço de importação do óleo diesel de uso rodoviário, inclu...
O Senado inicia os trabalhos da próxima semana com a missão de analisar a Medida Provisória (MP) 1.334/2026 que abre crédito extraordinário no Orçamento desse ano, no valor de R$ 10 bilhões, para subsidiar parte do preço do diesel, impactado pela guerra no Oriente Médio. A MP tem validade somente até quinta-feira (16/07).
A matéria foi aprovada sem mudanças na Câmara dos Deputados na última quarta-feira (08/07) e a expectativa é de que aconteça o mesmo por parte dos senadores. O texto destina o uso de recursos do superávit financeiro de 2025 para pagar a subvenção até 31 de dezembro.
Pagamentos pela Agência
Os recursos irão para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que faz o pagamento aos produtores e importadores de óleo diesel segundo as regras das MPs 1.340/2026 e 1.349/2026.
A MP 1.349/2026 concedeu subsídio para amortecer o preço de importação do óleo diesel de uso rodoviário, inclusive com adesão facultativa de estados e Distrito Federal, para mitigar o impacto do conflito no Golfo Pérsico sobre o abastecimento de combustíveis no Brasil.
MP anterior
Mas um subsídio menor, desde 12 de março e com vigência até 31 de dezembro, já havia sido criado pela MP 1.340/2026. Após o agravamento dos conflitos entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, o governo brasileiro editou a MP 1.349/2026 em abril, aumentando o subsídio por meio do Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis.
De 12 de março até 6 de abril (um dia antes da edição da MP 1.349), produtores e importadores de óleo diesel que aderiram ao subsídio contaram com o ressarcimento de R$ 0,32 por litro importado ou produzido.
Validades
Depois, veio o aumento do subsídio, com a MP 1349 (R$ 1,20 por litro do combustível importado). Esse subsídio continuará até que se esgotem os R$ 10 bilhões da MP 1.344/2026 ou até 31 de dezembro – o que ocorrer primeiro.
A MP 1.340 perdeu a validade na quinta-feira (09/07). Já a MP 1.349, que ainda precisa ser analisada no Congresso, tem validade até o dia 20 de agosto.
— Com informações da Agência Câmara de Notícias e da Agência Senado
Pré-candidatos à presidência: Sábado (11) é marcado por repercussões de vídeos de Lula e de Flávio
11/07/2026
Ambas surpreenderam
As duas publicações surpreenderam. No caso do presidente, porque desde o início do mês a primeira-dama tem ampliado o número de postagens sobre ele. O chefe do Executivo está neste fim de semana em São Paulo (SP), sem compromissos oficiais. Na última quarta-feira (08/07), Janja havia compartilhado um vídeo em que Lula aparece colhendo mandioca.
O aumento da exposição do presidente em situações do seu cotidiano ocorreu após o iníci...
O sábado (11/07) está sendo marcado por intensa repercussão de divulgações feitas pelos dois principais pré-candidatos à presidência da República nas redes sociais: o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Enquanto Lula teve vídeos seus postados pela esposa, a primeira-dama Janja da Silva, plantando e colhendo milho orgânico e se identificando como “um agricultor”, Flávio divulgou ao vivo, no final da manhã, carta do pai Jair Bolsonaro, pedindo “união” aos apoiadores do seu grupo.
Ambas surpreenderam
As duas publicações surpreenderam. No caso do presidente, porque desde o início do mês a primeira-dama tem ampliado o número de postagens sobre ele. O chefe do Executivo está neste fim de semana em São Paulo (SP), sem compromissos oficiais. Na última quarta-feira (08/07), Janja havia compartilhado um vídeo em que Lula aparece colhendo mandioca.
O aumento da exposição do presidente em situações do seu cotidiano ocorreu após o início do defeso eleitoral, período em que a comunicação institucional do governo passou a sofrer restrições. De 4 de julho a 25 de outubro –se houver segundo turno– o governo não pode fazer anúncios ou publicidades institucionais.
Mensagem de Bolsonaro
Já em relação a Flávio, o documento que ele leu durante uma live foi escrito e entregue a ele por Bolsonaro, durante visita que fez ao pai, que está preso em regime domiciliar humanitário em Brasília.
Conforme o que foi lido pelo senador, Bolsonaro coloca Flávio como “porta-voz” do seu grupo de apoiadores, afirma a todos que está “saudoso do contato com o povo” e pede que “deixem as diferenças de lado” em prol da candidatura do filho.
A manifestação acontece após vídeo em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, madrasta de Flávio, fez críticas a ele e disse ter sido “boicotada” durante um evento no Ceará. Flávio logo depois pediu desculpas e afirmou que nunca teve a intenção de ofendê-la. Mesmo assim, Michelle foi retirada da direção do PL Mulher.
Pedido de empenho
Conforme enfatiza o documento lido pelo senador, Bolsonaro ressalta que “o momento é de arregaçar as mangas e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à presidência”.
Resta saber se por acaso foi violada alguma restrição imposta nas medidas cautelares ao ex-presidente, uma vez que ele está proibido de usar aparelhos de celular, falar com pessoas que não sejam autorizadas para visitá-lo em casa, dar entrevistas ou fazer declarações públicas.
Comissões e lideranças da Câmara se programam para período de esforço concentrado, diante da redução de presenças a partir de agosto
11/07/2026
As sessões de esforço concentrado são aquelas em que os parlamentares se reúnem em Brasília para intensificar a discussão e a votação de matérias de grande interesse. Podem ser convocadas pelo presidente da Câmara, por proposta do Colégio de Líderes ou por decisão do Plenário.
Cronograma em estudo
A perspectiva atual é que tanto o plenário quanto as comissões da Câmara passem a funcionar no período da segunda semana de agosto, do dia 10 ao 14. A outra semana de esforço concentrado deve acontecer entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro.
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Em função da aproximação das eleições gerais, do período de recesso branco este mês e de baixa frequência presencial dos parlamentares no Congresso — como é comum acontecer em períodos eleitorais — a Câmara dos Deputados está programando a realização de duas semanas de esforço concentrado a partir do mês de agosto, como forma de votar várias propostas que estão pendentes de apreciação.
As sessões de esforço concentrado são aquelas em que os parlamentares se reúnem em Brasília para intensificar a discussão e a votação de matérias de grande interesse. Podem ser convocadas pelo presidente da Câmara, por proposta do Colégio de Líderes ou por decisão do Plenário.
Cronograma em estudo
A perspectiva atual é que tanto o plenário quanto as comissões da Câmara passem a funcionar no período da segunda semana de agosto, do dia 10 ao 14. A outra semana de esforço concentrado deve acontecer entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro.
No entanto, ainda não está definido o cronograma de outubro, mês das eleições, tendo em vista que os parlamentares tendem a estar ocupados ao longo do mês nas suas bases eleitorais, garantindo a eleição deles próprios ou dos seus candidatos.
O primeiro turno de votação será no dia 4 de outubro e, caso haja necessidade, um segundo turno no dia 25.
Situação no Senado
Ainda não foi definido nada semelhante no Senado em função de lá a renovação ser bem menor, já que o mandato de cada senador é de oito anos. Mesmo assim, integrantes da mesa diretora também acenaram com a possibilidade de pleitear o mesmo sistema na outra Casa legislativa, caso considerem necessário.