MORTE DE CLÉRISTON - RELATÓRIO MÉDICO BOTA STF NA BERLINDA
20/11/2023
Alexandre de Moraes, do STF.
2. Quem manteve o acusado preso, apesar do diagnóstico de inflamação do vaso sanguíneo e posterior Covid-19, com 33 dias de internamento seguidos de sequelas? Alexandre de Moraes, ministro do STF.
3. Quem manteve um paciente cardíaco preso assistido por um reumatologista? Alexandre de Moraes, do STF.
4. Quem determinou a soltura do preso no início deste mês?
Apesar de ter sido amplamente divulgado, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, não determinou a soltura de Cleriston. Isso apesar da PGR, ou seja, a acusação, ter solicitado a soltura com tornozeleira eletrônica.
CRIME OU ESPECULAÇÃO?
Esse texto acima pode até conter aspectos especulativos. Normal, numa situação nebulosa, na qual as autoridades batem cabeça e não esclarecem devidamente o conjunto dos fatos. Porém, tudo indica que todos os itens correspondem a aspectos reais. Se forem comprovados verd...
Alexandre de Moraes, do STF.
2. Quem manteve o acusado preso, apesar do diagnóstico de inflamação do vaso sanguíneo e posterior Covid-19, com 33 dias de internamento seguidos de sequelas? Alexandre de Moraes, ministro do STF.
3. Quem manteve um paciente cardíaco preso assistido por um reumatologista? Alexandre de Moraes, do STF.
4. Quem determinou a soltura do preso no início deste mês?
Apesar de ter sido amplamente divulgado, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, não determinou a soltura de Cleriston. Isso apesar da PGR, ou seja, a acusação, ter solicitado a soltura com tornozeleira eletrônica.

CRIME OU ESPECULAÇÃO?
Esse texto acima pode até conter aspectos especulativos. Normal, numa situação nebulosa, na qual as autoridades batem cabeça e não esclarecem devidamente o conjunto dos fatos. Porém, tudo indica que todos os itens correspondem a aspectos reais. Se forem comprovados verdadeiros, não houve fatalidade na morte no cárcere do manifestante do 8/01, que faleceu hoje no presídio da Papuda, em Brasília. Houve, sim, no mínimo dos mínimos, imprudência, imperícia e negligência. Somados.
PRETO NO BRANCO
Leia o documento que ilustra esta matéria. É um relatório médico, do Hospital Regional de Taguatinga, DF. Datado de 27 de fevereiro. O documento refere-se a Cleriston Pereira da Cunha, morto hoje, na Papuda. Alerta que o paciente corre risco de morte. Pede agilidade da justiça, em função do risco iminente de morte.
E conclui afirmado que ele "necessita manter o acompanhamento médico contínuo e uso das medicações prescritas de forma correta".

E AGORA
O Senado e o País querem ouvir o que tem a declarar o ministro Alexandre de Moraes.
Leia outras informações
"Fuga ou extração? Do candidato Flávio Bolsonaro" - Por Jarbas Beltrão*
30/10/2026
Polícia Federal em comumicado oficial afirma que, saída de Flávio Bolsonaro não caracteriza "fuga".
Se não foi "fuga" o que teria sido, então?
A Operação ALBA, explica o evento, ora, foi uma "extração", sim, o que seria essa "extração", e quais seus efeitos.
'A tática da extração'
"Extração" foi o ato feito em relação a captura de Maduro e Cillia, sua esposa. "Extração" também, foi a ação do "Mosad" polícia secreta israelense, depois de descobrir que Eichman, o criador dos campos de extermínio nazistas, vivia tranquilamente na Argentina. Então, preparou a operação que retirou o criminoso genocida de Buenos Aires, sem que as autoridades argentinas tivessem o conhecimento do menor sinal da "extração". Após a "extração", Eichmam foi julgado e condenado a morte por Tribunal israelense.
A "extração" do candidato de oposição a Presidência da República Federativa do Brasil, foi um...
'Operação ALBA'
Polícia Federal em comumicado oficial afirma que, saída de Flávio Bolsonaro não caracteriza "fuga".
Se não foi "fuga" o que teria sido, então?
A Operação ALBA, explica o evento, ora, foi uma "extração", sim, o que seria essa "extração", e quais seus efeitos.
'A tática da extração'
"Extração" foi o ato feito em relação a captura de Maduro e Cillia, sua esposa. "Extração" também, foi a ação do "Mosad" polícia secreta israelense, depois de descobrir que Eichman, o criador dos campos de extermínio nazistas, vivia tranquilamente na Argentina. Então, preparou a operação que retirou o criminoso genocida de Buenos Aires, sem que as autoridades argentinas tivessem o conhecimento do menor sinal da "extração". Após a "extração", Eichmam foi julgado e condenado a morte por Tribunal israelense.
A "extração" do candidato de oposição a Presidência da República Federativa do Brasil, foi um ato com intenção de "internacionalizar" o que se passa no Brasil, que é muito mais que "eleição presidencial".
A eleição presidencial é vista, pela inteligência norte-americana, apenas como um ato dentro de um cenário maior; cenário que é o território de confrontos de projetos para a construção de uma nova "Ordem Global".
'Eleição presidencial e Operação especial'
Para autoridades na ciência da Geopolítica, tratou-se de uma aula de "Operações Especiais" chamada de "Recuperação Assistida Não Convencional".
A rota de "retirada" ("extração") teria sido pela Ponte Tancredo Neves, fronteira Brasil / Argentina, através de Missões para Puerto Iguazu. Muito conhecido por brasileiros que viajaram por aquelas plagas.
Fizeram a "finta" (drible) e de lá com um jato tomaram destino para Flórida - Estados Unidos. Pasaram pelo controle da PF, induzida a olhar para o lado errado ("finta")...
A operação contou com paramilitares da divisão terrestre da CIA, o "Special Activities Center", e veteranos da Delta Force. Atuando como contratados para garantir o sucesso até o final da ação.
Operação foi um plano de contingência de longo prazo, montado alguns meses antes, aguardando ordem para acionar o gatilho.
"Sem rastros"
A "Operação" não pode deixar rastros, para nenhuma autoridade, americana, brasileira ou Argentina.
Segundo autoridades de inteligência a movimentação de "extração", ocorre com práticas baseadas em termos militares como "Doutrina do Engano", "finta tática" (drible), "sinais, ruídos e falsas pistas".
Fica o recado.
*Jarbas Beltrão é historiador e professor de História da Universidade de Pernambuco - UPE. Mestre em Educação pela UFPB. Especialista (MBA) em Política Estratégia Defesa e Segurança Nacional. (Adesg Famesc).Especialista (MBA) em Geopolítica/Novas Fronteiras/Cibernética e IA. (Adesg/Instituto Venturo)

NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.
Fuzis fantasmas, fábricas clandestinas e a industrialização do crime organizado - Por Amadeu Robalinho*
30/10/2026
A Capacidade de fabricação e montagem clandestina de armamentos em território brasileiro, associada ao tráfico internacional de componentes, à falsificação de identificadores e ao emprego de novas tecnologias industriais, revela uma transformação na estrutura logística das organizações criminosas. O enfrentamento dessa ameaça exige inteligência estratégica, autonomia tecnológica, integração institucional e fortalecimento da capacidade de rastreamento do Estado brasileiro.
O Brasil enfrenta uma transformação preocupante na dinâmica do crime organizado. A expansão das estruturas clandestinas de fabricação e montagem de fuzis, a circulação internacional de componentes bélicos e o emprego de tecnologias industriais para a produção ilegal de armamentos demonstram que as organizações criminosas estão desenvolvendo capacidades que ultrapassam o modelo tradicional de aquisição e contraband...
Um novo desafio à soberania, à defesa e à segurança pública.
A Capacidade de fabricação e montagem clandestina de armamentos em território brasileiro, associada ao tráfico internacional de componentes, à falsificação de identificadores e ao emprego de novas tecnologias industriais, revela uma transformação na estrutura logística das organizações criminosas. O enfrentamento dessa ameaça exige inteligência estratégica, autonomia tecnológica, integração institucional e fortalecimento da capacidade de rastreamento do Estado brasileiro.
O Brasil enfrenta uma transformação preocupante na dinâmica do crime organizado. A expansão das estruturas clandestinas de fabricação e montagem de fuzis, a circulação internacional de componentes bélicos e o emprego de tecnologias industriais para a produção ilegal de armamentos demonstram que as organizações criminosas estão desenvolvendo capacidades que ultrapassam o modelo tradicional de aquisição e contrabando de armas prontas.
O fenômeno representa uma mudança estrutural na logística do crime organizado. Em vez de depender exclusivamente da entrada de armamentos acabados no território nacional, determinadas organizações passaram a desenvolver estruturas próprias de montagem, processamento de componentes e abastecimento, articuladas a fornecedores e conexões internacionais.
Não se trata apenas de um problema policial. Trata-se de uma questão estratégica que envolve controle territorial, fiscalização de fronteiras, inteligência, engenharia, tecnologia, segurança pública e soberania nacional.
A capacidade de produzir, montar, distribuir e recompor arsenais clandestinos introduz uma nova variável no enfrentamento das organizações criminosas: a industrialização do poder de fogo ilegal.
A descoberta de estruturas industriais clandestinas e a escala do problema
Uma das evidências mais expressivas dessa transformação foi apresentada pela Polícia Federal em outubro de 2025, durante uma operação contra uma organização criminosa especializada na fabricação, montagem e comercialização ilegal de armamentos de uso restrito.
A investigação identificou uma estrutura produtiva que havia operado inicialmente em Belo Horizonte, Minas Gerais, e posteriormente transferido suas atividades para Santa Bárbara d'Oeste, no interior de São Paulo.
Segundo informações divulgadas pela TV Brasil, a organização investigada apresentava capacidade estimada de produzir aproximadamente 3.500 fuzis por ano. A estrutura clandestina utilizava componentes importados dos Estados Unidos e da China, associados a atividades de montagem e fabricação realizadas em território brasileiro.
Na operação, foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão em diferentes estados. Também foi determinado o bloqueio de aproximadamente R$ 40 milhões em bens e valores relacionados aos investigados.
O dado mais importante não é somente a quantidade potencial de armamentos produzidos, mas a existência de uma estrutura capaz de sustentar uma cadeia de abastecimento relativamente independente, com conexões internacionais, instalações produtivas e distribuição direcionada às organizações criminosas.
Em agosto de 2025, outra ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Militar de São Paulo, em Americana e Santa Bárbara d'Oeste, identificou instalações, máquinas, ferramentas e moldes utilizados na fabricação ilegal de componentes de armamentos. Foram apreendidas peças em quantidade suficiente para a montagem de aproximadamente 40 fuzis AR-15 em fase de finalização.
Essas ocorrências demonstram que o problema não pode ser compreendido exclusivamente pela quantidade de armas apreendidas. É necessário investigar a capacidade instalada de produção, os fornecedores, os fluxos financeiros, os mecanismos de distribuição e a possibilidade de recomposição dos estoques criminosos.
Fuzis fantasmas e fuzis Frankenstein: a complexidade da identificação
A transformação da cadeia ilegal de armamentos também introduz dificuldades técnicas para a identificação de procedência.
As expressões fuzis fantasmas e fuzis Frankenstein são utilizadas para descrever fenômenos distintos, embora possam coexistir em determinadas situações.
Os chamados fuzis fantasmas estão associados à ausência de identificadores convencionais, à supressão de marcações ou à impossibilidade de estabelecer imediatamente sua trajetória industrial e comercial.
Já a expressão fuzil Frankenstein descreve, de maneira ilustrativa, um armamento composto por elementos de diferentes procedências, reunindo componentes estrangeiros, peças nacionais, partes provenientes de outras armas e materiais inseridos em circuitos de fornecimento legais ou ilegais.
Essa distinção é fundamental para a investigação criminal.
Um armamento sem identificação visível não é necessariamente produto de fabricação clandestina. Da mesma maneira, a presença de componentes estrangeiros em uma arma montada no Brasil não comprova, isoladamente, a origem integral do armamento.
O relatório Global Study on Firearms Trafficking, publicado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), estabelece justamente a importância de diferenciar armas fabricadas ilegalmente, armas com marcações removidas ou alteradas e armas cuja origem ilícita ainda não foi conclusivamente determinada.
O organismo internacional também define o rastreamento como o acompanhamento sistemático das armas de fogo e, quando possível, de seus componentes, desde a fabricação até os registros de aquisição e circulação, para auxiliar as autoridades na identificação de desvios, fabricação ilícita e tráfico internacional.
Portanto, a investigação moderna não pode se limitar à leitura de uma inscrição ou à identificação de uma marca comercial. Precisa reconstruir a trajetória do material, identificar seus vínculos industriais e estabelecer a origem dos diferentes componentes.
A nova fronteira tecnológica: impressão 3D e manufatura clandestina
Outro aspecto que merece atenção especial é a incorporação de tecnologias de manufatura avançada às estruturas criminosas.
Em agosto de 2025, a Polícia Federal identificou, no Rio de Janeiro, um laboratório clandestino destinado à fabricação e montagem de componentes de armamentos mediante utilização de impressoras 3D.
Em agosto de 2026, a própria Polícia Federal divulgou uma nova fase de investigação sobre o tráfico internacional de componentes para fuzis, após identificar encomendas internacionais suspeitas provenientes dos Estados Unidos. A investigação deu continuidade à apuração iniciada em 2025, quando o laboratório clandestino havia sido desativado.
Esse cenário merece uma análise estratégica mais profunda.
A manufatura aditiva, popularmente conhecida como impressão 3D, representa uma transformação importante nos processos industriais contemporâneos. Seu emprego legítimo alcança setores como engenharia, medicina, indústria aeroespacial, automotiva e defesa.
Entretanto, como ocorre com outras tecnologias de uso dual, sua utilização fora dos controles legais pode introduzir novas dificuldades para a fiscalização e a investigação criminal.
A questão não é demonizar a tecnologia, mas compreender como o acesso a equipamentos industriais, materiais, projetos digitais e componentes pode ser explorado por redes criminosas.
O avanço da manufatura digital exige que as instituições de segurança desenvolvam conhecimento técnico compatível com a evolução dos meios utilizados pelas organizações criminosas.
A inteligência precisa acompanhar a transformação tecnológica do adversário.
O crime organizado como cadeia logística transnacional
A industrialização clandestina do armamento demonstra que as organizações criminosas precisam ser analisadas também como estruturas logísticas e financeiras.
O abastecimento pode envolver diferentes dimensões:
Tráfico internacional: circulação de armamentos completos, peças e componentes entre países de origem, trânsito e destino.
Desvio de cadeias legais: introdução irregular de produtos e componentes originalmente comercializados em circuitos autorizados.
Fabricação e montagem clandestinas: utilização de estruturas produtivas não autorizadas para fabricação, processamento e montagem de armamentos.
Falsificação e adulteração: comprometimento dos mecanismos de identificação e rastreabilidade dos produtos bélicos.
Financiamento e distribuição: estruturas econômicas responsáveis pela aquisição de materiais, manutenção das instalações, transporte e comercialização ilegal.
Essas dimensões podem operar de maneira integrada, permitindo que uma organização criminosa diversifique fornecedores e mantenha sua capacidade de abastecimento mesmo diante de operações policiais e apreensões.
É nesse ponto que a investigação precisa ultrapassar a identificação do indivíduo que porta o armamento.
O objetivo estratégico deve alcançar os financiadores, intermediários, fornecedores, estruturas produtivas, responsáveis pela distribuição e conexões internacionais.
A apreensão de um fuzil representa um resultado operacional. A desarticulação da cadeia que permite sua fabricação, aquisição e reposição representa um resultado estratégico.
Inteligência e rastreabilidade: o Estado precisa conhecer a origem de cada armamento
O Brasil dispõe de instrumentos legais e institucionais para o enfrentamento dessa ameaça.
O Decreto nº 5.941, de 26 de outubro de 2006, promulgou o Protocolo contra a Fabricação e o Tráfico Ilícito de Armas de Fogo, suas Peças, Componentes e Munições, complementar à Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional.
O instrumento estabelece compromissos relacionados à marcação, manutenção de registros, rastreamento e cooperação internacional.
Entre seus princípios estão a identificação das armas de fogo por marcações distintivas, a conservação de informações que permitam localizar sua origem e a cooperação entre os países para investigar a fabricação e o tráfico ilícitos.
No âmbito nacional, a Polícia Federal possui atribuições específicas de rastreamento de armas de fogo, munições, acessórios, explosivos e respectivos componentes, inclusive por meio do Centro Nacional de Rastreamento de Armas.
A estrutura institucional demonstra que o rastreamento não é uma atividade acessória, mas uma ferramenta de inteligência e investigação destinada a identificar a trajetória dos materiais e os pontos de desvio para o mercado ilegal.
Em outubro de 2026, o Ministério da Justiça e Segurança Pública também divulgou informações sobre a Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Armas, Munições, Acessórios e Explosivos (Renarme), iniciativa voltada à articulação institucional e ao compartilhamento de informações e inteligência, com participação de órgãos federais e forças estaduais.
A proposta fortalece a interlocução entre instituições, a identificação de armamentos apreendidos e o cruzamento de informações sobre procedência, registros e possíveis desvios.
O desafio agora é transformar esses instrumentos em uma arquitetura nacional de inteligência efetivamente integrada, com capacidade de produzir conhecimento em tempo oportuno e subsidiar operações coordenadas.
A virada tecnológica: engenharia, ciência forense e inteligência artificial
O enfrentamento das estruturas clandestinas exige investimentos permanentes em ciência, tecnologia e inovação.
A identificação de armamentos com marcações suprimidas ou adulteradas demanda conhecimentos especializados em engenharia de materiais, metalurgia, química forense, metrologia, balística e análise laboratorial.
O Brasil precisa ampliar sua capacidade de investigação científica, desenvolvendo e incorporando tecnologias que permitam identificar características industriais, recuperar informações de identificação quando tecnicamente possível e correlacionar vestígios de diferentes ocorrências.
Nesse contexto, algumas prioridades estratégicas merecem atenção:
1. Inteligência artificial aplicada à investigação balística
Ampliação de sistemas automatizados de comparação de vestígios balísticos, correlação de ocorrências e identificação de padrões que auxiliem a investigação de conexões entre diferentes crimes.
2. Engenharia forense e caracterização de materiais
Fortalecimento dos laboratórios especializados na análise de materiais, características construtivas, processos industriais e identificadores de armamentos.
3. Rastreabilidade e identificação tecnológica
Aprimoramento dos sistemas de marcação, registros digitais e mecanismos de identificação individual, com avaliação científica de soluções de microgravação e outras tecnologias de identificação resistentes à adulteração.
4. Integração de bancos de dados
Interoperabilidade entre informações policiais, periciais, administrativas e de fiscalização, com controles de acesso, segurança da informação e respeito às competências institucionais.
5. Inteligência financeira e patrimonial
Identificação dos recursos econômicos que sustentam as instalações clandestinas, aquisição de componentes, importações fraudulentas e redes de distribuição.
6. Cooperação internacional
Ampliação do intercâmbio de informações entre autoridades brasileiras e estrangeiras, especialmente nos países de origem e trânsito de componentes utilizados no abastecimento ilegal.
A tecnologia, entretanto, precisa estar associada a protocolos periciais, capacitação profissional, investimentos em infraestrutura laboratorial e integração institucional. A inteligência artificial não substitui a perícia, assim como a aquisição de equipamentos não substitui a capacidade humana de interpretar informações e produzir conhecimento.
Soberania Nacional, Defesa e controle estratégico do território
Sob a perspectiva da Defesa Nacional, a industrialização clandestina de armamentos revela uma vulnerabilidade que precisa ser compreendida em sua dimensão territorial, tecnológica e institucional.
A soberania de um Estado não se limita à existência de fronteiras geográficas reconhecidas. Pressupõe capacidade efetiva de exercer autoridade sobre seu território, fiscalizar fluxos de materiais, proteger infraestruturas críticas e impedir que organizações paralelas estabeleçam estruturas capazes de desafiar o poder público.
O tráfico internacional de armamentos exige atenção às fronteiras terrestres, marítimas, fluviais e aéreas, aos portos, aeroportos, instalações logísticas e aos mecanismos de fiscalização de importações.
Nesse contexto, a integração entre Polícia Federal, Receita Federal, Polícia Rodoviária Federal, forças estaduais, órgãos de fiscalização de produtos controlados e instituições de Defesa assume importância estratégica.
Também é necessário fortalecer os mecanismos de cooperação internacional, uma vez que a investigação de cadeias transnacionais depende de informações sobre fabricantes, distribuidores, importadores, exportadores, intermediários e rotas de circulação.
O UNODC destaca que o enfrentamento da fabricação e do tráfico ilícitos de armas exige intercâmbio de informações, cooperação judicial, assistência técnica e compartilhamento de conhecimentos científicos e tecnológicos entre os Estados.
É importante estabelecer uma distinção institucional: o enfrentamento da criminalidade organizada é atribuição dos órgãos competentes de segurança pública e investigação criminal, enquanto a Defesa Nacional possui responsabilidades próprias na proteção do Estado, da soberania e dos interesses nacionais. A cooperação entre essas estruturas deve ocorrer dentro dos respectivos marcos constitucionais e legais.
Engenharia de Soberania e Estratégia: construir capacidade estatal para enfrentar ameaças complexas
Sob a perspectiva da Engenharia de Soberania e Estratégia, o fenômeno das fábricas clandestinas de armamentos deve ser interpretado como um problema de arquitetura de capacidades nacionais.
O Estado precisa transformar dados dispersos em informação qualificada, informação em inteligência, inteligência em decisão e decisão em capacidade operacional.
Essa transformação exige a articulação de cinco dimensões fundamentais:
Inteligência: identificar redes criminosas, fornecedores, financiadores, conexões transnacionais e padrões de abastecimento.
Engenharia: desenvolver competências nacionais em caracterização de materiais, identificação forense e rastreabilidade de produtos bélicos.
Tecnologia: incorporar inteligência artificial, análise de dados, sistemas de informação e tecnologias de investigação.
Defesa e Segurança: fortalecer o controle territorial, a fiscalização de produtos controlados e a cooperação entre instituições.
Soberania: ampliar a autonomia científica, tecnológica e institucional do Brasil, reduzindo vulnerabilidades estratégicas.
O objetivo não deve ser simplesmente aumentar os números de apreensões, embora elas sejam indispensáveis. O objetivo superior é reduzir a capacidade de reprodução do sistema criminoso.
Isso significa atingir suas estruturas de financiamento, aquisição, fabricação, montagem, distribuição e reposição.
É a diferença entre combater manifestações isoladas da violência e desarticular a infraestrutura que permite sua continuidade.
Considerações finais: o desafio não é apenas apreender fuzis, mas interromper a capacidade de produzi-los
O avanço das fábricas clandestinas, a circulação internacional de componentes e o emprego de tecnologias de manufatura avançada demonstram que o crime organizado está incorporando características de sistemas produtivos e logísticos cada vez mais complexos.
A resposta brasileira precisa acompanhar essa transformação.
Não basta conhecer o armamento encontrado em uma operação policial. É necessário reconstruir sua trajetória, identificar a origem de seus componentes, compreender sua cadeia de fornecimento e alcançar as estruturas responsáveis por sua produção e distribuição.
Não basta apreender o produto acabado. É necessário identificar os meios que permitem sua reposição.
Não basta reagir à violência. É necessário antecipar os movimentos das organizações criminosas, produzir inteligência e interromper suas capacidades logísticas, financeiras e industriais.
O Brasil precisa investir em inteligência, engenharia, ciência forense, tecnologia e cooperação internacional. Precisa fortalecer seus laboratórios, integrar seus bancos de dados e desenvolver capacidades próprias de investigação e rastreabilidade.
A segurança pública contemporânea não pode permanecer limitada a uma lógica exclusivamente reativa quando as organizações criminosas demonstram capacidade de adaptação tecnológica, diversificação de fornecedores e organização industrial.
A Soberania Nacional também se expressa na capacidade de o Estado conhecer, controlar e proteger os fluxos de materiais, tecnologias e recursos que atravessam seu território.
O verdadeiro desafio estratégico não está apenas em contabilizar quantos fuzis estão nas mãos do crime organizado, mas em identificar quem os fornece, quem financia sua produção, onde são montados, como são distribuídos e qual estrutura garante a recomposição desses arsenais.
É nessa cadeia que a inteligência brasileira precisa concentrar seus esforços.
É nessa capacidade que o Estado precisa investir.
E é nesse campo que Engenharia, Defesa, Estratégia, Inteligência e Soberania Nacional precisam atuar de forma integrada.
A soberania de uma nação também se mede pela sua capacidade de impedir que estruturas criminosas desenvolvam, dentro de seu território, poderes industriais, logísticos e bélicos paralelos ao Estado.
*Amadeu Robalinho, é Pesquisador independente e autor interdisciplinar, associado à Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Defesa de Jair Renan esclarece: ação penal foi encerrada e nada foi apurado contra ele
30/10/2026
A nota
Prezados, boa noite!
Nosso escritório é responsável pela defesa de Jair Renan Bolsonaro e esclarece que a matéria intitulada “A Justiça e os Bolsonaros — Jair Renan vira réu por acusação de lavagem de dinheiro”, publicada em 29/10/2026 no portal O Poder, reproduz uma notícia antiga, apresentada como atual.
Os fatos mencionados dizem respeito à suposta utilização de declaração falsa de faturamento da empresa RB Eventos e Mídia para obtenção de empréstimo bancário. A ação penal relativa a esses fatos já foi trancada, em relação a Jair Renan, pelo TJDFT e pelo STJ, com reconhecimento da atipicidade das condutas.
O Correio Braziliense já reconheceu o equívoco e publicou uma errata, esclarecendo que a notícia se referia a uma acusação de 2024, cujo processo já foi arquivad...
O jornal O Poder recebeu a seguinte comunicação, por parte da defesa de Jair Renan, reproduzida na íntegra conforme nosso padrão editorial.
A nota
Prezados, boa noite!
Nosso escritório é responsável pela defesa de Jair Renan Bolsonaro e esclarece que a matéria intitulada “A Justiça e os Bolsonaros — Jair Renan vira réu por acusação de lavagem de dinheiro”, publicada em 29/10/2026 no portal O Poder, reproduz uma notícia antiga, apresentada como atual.
Os fatos mencionados dizem respeito à suposta utilização de declaração falsa de faturamento da empresa RB Eventos e Mídia para obtenção de empréstimo bancário. A ação penal relativa a esses fatos já foi trancada, em relação a Jair Renan, pelo TJDFT e pelo STJ, com reconhecimento da atipicidade das condutas.
O Correio Braziliense já reconheceu o equívoco e publicou uma errata, esclarecendo que a notícia se referia a uma acusação de 2024, cujo processo já foi arquivado.
Solicitamos a imediata correção da reportagem, com publicação de retratação também nas redes sociais e nos canais de distribuição em que a informação tenha sido reproduzida. Caso não sejam adotadas essas providências, tomaremos as medidas judiciais cabíveis.
Aguardamos retorno com a confirmação das correções.
Cordialmente,
Maria de Viveiros Fernandes
OAB/ DF 78.765
A.Gonzaga Advogados
Lula convidará Trump e Milei para cerimônia de posse em janeiro
30/10/2026
Aceno político
O objetivo é fazer um aceno político de superação das diferenças políticas, mesmo que os dois dirigentes políticos não tenham reconhecido e parabenizado até o momento a vitória do petista.
A posse
A posse será em 5 de janeiro, uma mudança aprovada pelo Congresso Nacional para aumentar as chances de que líderes estrangeiros venham ao Brasil para a solenidade oficial.
G20
Antes da posse, Lula tem chance de se encontrar com ambos em eventos mundiais. O presidente deve tanto participar da Cúpula do Mercosul como do Encontro do G20, ambos em dezembro.
O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convidará os presidentes Donald Trump (Estados Unidos) e Javier Milei (Argentina) para a sua cerimônia de posse em janeiro.
Aceno político
O objetivo é fazer um aceno político de superação das diferenças políticas, mesmo que os dois dirigentes políticos não tenham reconhecido e parabenizado até o momento a vitória do petista.
A posse
A posse será em 5 de janeiro, uma mudança aprovada pelo Congresso Nacional para aumentar as chances de que líderes estrangeiros venham ao Brasil para a solenidade oficial.
G20
Antes da posse, Lula tem chance de se encontrar com ambos em eventos mundiais. O presidente deve tanto participar da Cúpula do Mercosul como do Encontro do G20, ambos em dezembro.
Binance: notebook invadido pode ter aberto caminho para roubo de US$ 6,3 bilhões
30/10/2026
Investigação
Segundo a empresa, uma investigação inicial indica que o computador pode ter sido usado para acessar um de seus sistemas e fazer saques não autorizados. O ataque é considerado por especialistas o maior roubo de moedas digitais já registrado.
Afirmou
Segundo a agência de notícias AFP, a empresa de análise de blockchain TRM Labs afirmou ter “alta confiança” de que o ataque foi realizado pelo TraderTraitor, um grupo de hackers ligado à Coreia do Norte. A empresa citou “informações robustas dentro e fora da blockchain”.
Um notebook invadido de um dos engenheiros da Binance pode ter aberto caminho para o roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) da corretora, a maior de criptomoedas do mundo.
Investigação
Segundo a empresa, uma investigação inicial indica que o computador pode ter sido usado para acessar um de seus sistemas e fazer saques não autorizados. O ataque é considerado por especialistas o maior roubo de moedas digitais já registrado.
Afirmou
Segundo a agência de notícias AFP, a empresa de análise de blockchain TRM Labs afirmou ter “alta confiança” de que o ataque foi realizado pelo TraderTraitor, um grupo de hackers ligado à Coreia do Norte. A empresa citou “informações robustas dentro e fora da blockchain”.
Desemprego de 5,2% no 3° trimestre é o menor para o período desde 2012
30/10/2026
Os dados
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada hoje, sexta-feira (30/10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A população desocupada (5,6 milhões) diminuiu 4% (menos 234 mil pessoas) na comparação com o trimestre de abril a junho (5,9 milhões). Em comparação com igual trimestre do ano anterior (6 milhões), houve queda de 6,9% (menos 417 mil pessoas).
População ocupada
A população ocupada, que totaliza 103,6 milhões de pessoa, foi a maior da série histórica, com alta de 0,6% no trimestre (mais 581 mil) e aumento de 1,2% no ano (mais 1,2 milhão).
Nível de ocupação
O nível da ocu...
A taxa de desocupação para o terceiro trimestre caiu para 5,2%, a menor já registrada para esse período desde 2012. O desemprego era de 5,4% no segundo trimestre deste ano e de 5,6% no terceiro trimestre de 2025.
Os dados
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada hoje, sexta-feira (30/10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A população desocupada (5,6 milhões) diminuiu 4% (menos 234 mil pessoas) na comparação com o trimestre de abril a junho (5,9 milhões). Em comparação com igual trimestre do ano anterior (6 milhões), houve queda de 6,9% (menos 417 mil pessoas).
População ocupada
A população ocupada, que totaliza 103,6 milhões de pessoa, foi a maior da série histórica, com alta de 0,6% no trimestre (mais 581 mil) e aumento de 1,2% no ano (mais 1,2 milhão).
Nível de ocupação
O nível da ocupação – percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar – também foi recorde, ao alcançar 59%. Além disso, houve variação de 0,2 pontos percentuais frente ao trimestre anterior (58,8%) e estabilidade em relação a igual trimestre do ano anterior (58,7%).
Informalidade
Segundo a pesquisa, a taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada (ou 38,8 milhões de trabalhadores informais), contra 37,4% (ou 38,6 milhões) no trimestre e 37,8% (ou 38,7 milhões) no ano.
Rendimento
O IBGE informou que o rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.790) ficou estável no trimestre e cresceu 3,6% no ano (mais R$ 131). A massa de rendimento real habitual (R$ 387,5 bilhões) foi a maior da série, com alta de 1,5% no trimestre (mais R$ 5,6 bilhões) e 4,7% no ano (mais R$ 17,5 bilhões).
Com Agência Brasil
Livro explica como usar inteligência artificial na medicina
30/10/2026
O público e onde encontrar
É para quem deseja começar essa conversa com uma base de conhecimento que foi escrito o livro 'A Inteligência Artificial em Medicina: Inovações, desafios e perspectivas', de Fernando Raposo, Eduardo Trindade Filho e Gustavo Carvalho. Disponível em português, em edição digital na Amazon, a obra apresenta o assunto em linguagem acessível, sem exigir conhecimentos de programação.
A proposta
É ajudar o leitor a sair das manchetes e se aproximar dos...
Se uma máquina ajuda o médico a tomar decisões, quem cuida de quem está do outro lado da mesa? A pergunta aproxima a inteligência artificial de uma preocupação que interessa a todos: como aproveitar a tecnologia sem perder o cuidado humano. Entre o entusiasmo com as novidades e o receio de seus riscos, há espaço para uma necessidade mais simples: entender. O que essas ferramentas fazem? Quais são seus limites? O que muda para médicos e pacientes?
O público e onde encontrar
É para quem deseja começar essa conversa com uma base de conhecimento que foi escrito o livro 'A Inteligência Artificial em Medicina: Inovações, desafios e perspectivas', de Fernando Raposo, Eduardo Trindade Filho e Gustavo Carvalho. Disponível em português, em edição digital na Amazon, a obra apresenta o assunto em linguagem acessível, sem exigir conhecimentos de programação.
A proposta
É ajudar o leitor a sair das manchetes e se aproximar dos fundamentos. Termos como aprendizado de máquina e redes neurais são apresentados com exemplos do universo médico. A partir daí, o livro aborda aplicações como assistentes virtuais, monitoramento remoto de pacientes e apoio à organização do trabalho na saúde.
O interesse
Vai além de conhecer novas ferramentas. Compreender como elas funcionam também ajuda a questionar suas respostas, reconhecer limitações e discutir quem deve responder pelas decisões. Por isso, ética, proteção dos dados dos pacientes, regulação e avaliação de algoritmos fazem parte da discussão.
A tecnologia
É apresentada como um recurso a ser incorporado com responsabilidade, não como substituta do julgamento médico ou da relação com o paciente. O desafio é ampliar os recursos de quem cuida sem diminuir a atenção a quem precisa de cuidado.
O livro
Com 66 páginas, a obra se propõe a preencher uma lacuna de iniciação: oferecer um ponto de partida organizado para profissionais da saúde e leitores interessados no tema. Em vez de exigir familiaridade com a linguagem da informática, convida o público a construir o repertório necessário para participar dessa conversa com mais informação e senso crítico. Afinal, diante de tantas promessas e tantos temores, entender é um bom primeiro passo.
Serviço
Livro: A Inteligência Artificial em Medicina: Inovações, desafios e perspectivas.
Autores: Fernando Raposo, Eduardo Trindade Filho e Gustavo Carvalho.
Formato: livro digital (eBook), em português, com 66 páginas.
Onde encontrar: no site da Amazon Brasil, amazon.com.br. Na busca, digite "Inteligência Artificial em Medicina" e "Gustavo Carvalho". Outra forma de localizar esta edição é pesquisar pelo código B0HPGXPM22.
Como ler: no aplicativo gratuito Kindle, pelo celular, tablet ou computador. Não é necessário ter o aparelho Kindle.
Chanceler brasileiro Mauro Vieira vai ao G20 em meio à crise entre Brasil, EUA e Argentina
30/10/2026
Prévia
O evento funciona como uma prévia da Cúpula de Líderes marcada para dezembro e será sediado pelo Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, hoje, sexta-feira (30/10) e amanhã, sábado (31/10).
Responsável
Rubio é responsável pelas ações de política externa do governo de Donald Trump.
No último ano, ele tem intensificado sua influência na América Latina com ações em países como Peru, Chile e Colômbia, que elegeram presidentes de direita e alinhados ideologicamente ao trumpismo.
Encontros nos corredores
Em Atlanta, o ministro brasileiro de Relações Exteriores participará de três sessões de trabalho s...
O chanceler Mauro Vieira participará da Reunião de Ministros de Relações Exteriores do G20, em Atlanta, Estados Unidos, em meio a tensões com o governo americano e da Argentina após a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à presidência da República.
Prévia
O evento funciona como uma prévia da Cúpula de Líderes marcada para dezembro e será sediado pelo Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, hoje, sexta-feira (30/10) e amanhã, sábado (31/10).
Responsável
Rubio é responsável pelas ações de política externa do governo de Donald Trump.
No último ano, ele tem intensificado sua influência na América Latina com ações em países como Peru, Chile e Colômbia, que elegeram presidentes de direita e alinhados ideologicamente ao trumpismo.
Encontros nos corredores
Em Atlanta, o ministro brasileiro de Relações Exteriores participará de três sessões de trabalho sobre questões geopolíticas, energia e cadeias de suprimento. "Manterá, ainda, reuniões bilaterais", diz o comunicado.
Embora não haja encontros oficiais divulgados entre o chanceler brasileiro com Rubio ou com seu homólogo argentino, Pablo Quirno, espera-se que eles possam ter conversas informais em Atlanta.
Última reunião
A última reunião pública de Vieira e Rubio foi em março deste ano, às margens do encontro de chanceleres do G7, que aconteceu em Vaux-de-Cernay, na França.
"Foram tratadas questões comerciais e o diálogo em curso para o aprofundamento da cooperação bilateral no combate ao crime organizado transnacional", afirmou o Itamaraty na ocasião.
G 20
O G20 reúne as maiores economias do mundo e sua cúpula anual está marcada para os dias 14 e 15 de dezembro, em Miami, com a presença dos seus líderes.
Valexport anuncia ampliação de 20% nas exportações de manga do Vale do São Francisco para os Estados Unidos
30/10/2026
O anúncio
O anúncio aconteceu durante o XVI Workshop Internacional da National Mango Board no Vale do São Francisco, que reuniu produtores, exportadores, responsáveis técnicos, engenheiros agrônomos, pesquisadores e consultores.
Workshop
No workshop, realizado pela Valexport em parceria com a National Mango Board (NMB - entidade de fomento ligada ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o público participou também de uma série de palestras sobre temas, a exemplo de produção, qualidade, fitossanidade e competitividade da manga do Vale do São Francisco. A edição 2026 do workshop discutiu...
O diretor institucional da Valexport, Caio Coelho, anunciou esta semana em Petrolina - PE, que os produtores de manga do Vale do São Francisco, vão ampliar em 20% as exportações de manga para os Estados Unidos. Isto significa um aumento de 38 para 46 mil toneladas da fruta na safra 2026.

O anúncio
O anúncio aconteceu durante o XVI Workshop Internacional da National Mango Board no Vale do São Francisco, que reuniu produtores, exportadores, responsáveis técnicos, engenheiros agrônomos, pesquisadores e consultores.

Workshop
No workshop, realizado pela Valexport em parceria com a National Mango Board (NMB - entidade de fomento ligada ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o público participou também de uma série de palestras sobre temas, a exemplo de produção, qualidade, fitossanidade e competitividade da manga do Vale do São Francisco. A edição 2026 do workshop discutiu ainda, assuntos ligados à floração, manejo integrado de doenças, fatores climáticos, irradiação de frutas com tratamento fitossanitário, além de experiências internacionais e no Vale do São Francisco com moscas-das-frutas.

Impactos
O gerente de Relações com a Indústria da National Mango Board (NMB), César Favero, falou sobre os impactos dos programas da National Mango Board no consumo de manga nos EUA. “O Brasil e o Vale do São Francisco merecem um tratamento especial e é por isso que estamos aqui para apoiar, trazendo pesquisa, números e informação para que os produtores tomem a decisão correta no momento de produzir e exportar”, ressaltou.

Visita
Ontem, quinta-feira (29/10), o workshop promoveu visita a uma fazenda produtora de manga e à Moscamed Brasil, que funciona em Juazeiro - BA, como a primeira biofábrica do país dedicada ao controle de pragas e vetores por meio da Técnica do Inseto Estéril (TIE). O workshop teve o apoio técnico da Embrapa Semiárido, Univasf, Frutvasf, Sebrae e ADAB.
O Poder
Aliados do PL veem incerteza em próximos passos com fuga de Flávio
30/10/2026
Futuro
Em meio às dúvidas sobre o futuro político de Flávio a partir de solo americano, o partido também procura se reorganizar e fazer contas para outras disputas de peso: as presidências do Senado e da Câmara dos Deputados.
Buscam respostas
Aliados de Flávio no Brasil ainda buscam respostas para as várias interrogações sobre a estratégia da direita e sobre quem vai efetivamente conduzir as articulações do grupo daqui para frente.
Consenso
Há um consenso de que a fuga do senador dificulta as interações e negociações com a própria bancada do PL. Para parte dos aliados, trata-se de um capital político de quase 60 milhões...
A fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos abriu uma frente de incertezas entre aliados. No PL, parlamentares tentam entender os próximos passos da família Bolsonaro, enquanto parte da sigla já dá sinais de tentar buscar maior moderação.
Futuro
Em meio às dúvidas sobre o futuro político de Flávio a partir de solo americano, o partido também procura se reorganizar e fazer contas para outras disputas de peso: as presidências do Senado e da Câmara dos Deputados.
Buscam respostas
Aliados de Flávio no Brasil ainda buscam respostas para as várias interrogações sobre a estratégia da direita e sobre quem vai efetivamente conduzir as articulações do grupo daqui para frente.
Consenso
Há um consenso de que a fuga do senador dificulta as interações e negociações com a própria bancada do PL. Para parte dos aliados, trata-se de um capital político de quase 60 milhões de votos que corre o risco de ficar subutilizado ou até esfacelado.
Reunião
Uma reunião do PL na próxima semana deve servir para esclarecer melhor o cenário aos que permanecem no Brasil. Enquanto isso, Valdemar já deixou claro que considera necessário "tocar o partido para frente".
"É lógico que ninguém concorda com isso. Nós queremos tocar o país para frente. Queremos tocar o partido para frente. Esse é o nosso objetivo e vamos tocar. Ninguém aprovou a carta", afirmou Valdemar.
Bastidores
Nos bastidores, uma ala do PL defende um caminho de moderação, distante do teor golpista da carta de Flávio. A preocupação ocorre especialmente em um momento em que o partido precisa preservar a unidade, diante de suas bancadas recordes, e evitar que as incertezas sobre a família Bolsonaro contaminem outras articulações políticas.
Negociações
Entre elas estão as negociações para as presidências da Câmara e do Senado. Partidos do centrão já discutem a definição dos comandos e a distribuição de espaços nas duas Casas para os próximos dois anos.
Com CNN