Alerta de Carnaval
Previna-se, proteja-se e respeite para o seu carnaval ser perfeito.
11/02/2024 - Jornal O Poder
O Ministério da Saúde está fazendo uma campanha nacional, alertando para a importancia do respeito, com ênfase no respeito às mulheres (não é não) e estimulando o uso de preservativos e exames sobre doenças sexualmente transmissíveis. E também cuidados para evitar a proliferação da dengue.
O Poder
Participa e apoia a campanha. Nesta página, você encontra a mais completa programação dos eventos em oito Estados, os mais tradicionais polos do diversificado carnaval brasileiro, o mais rico, popular e multicultural do mundo.
Assista ao vídeo
E, não saia de casa sem camisinha no bolso ou na bolsa.
O Ministério da Saúde está fazendo uma campanha nacional, alertando para a importancia do respeito, com ênfase no respeito às mulheres (não é não) e estimulando o uso de preservativos e exames sobre doenças sexualmente transmissíveis. E também cuidados para evitar a proliferação da dengue.
O Poder
Participa e apoia a campanha. Nesta página, você encontra a mais completa programação dos eventos em oito Estados, os mais tradicionais polos do diversificado carnaval brasileiro, o mais rico, popular e multicultural do mundo.
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E, não saia de casa sem camisinha no bolso ou na bolsa.
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Quanto Mais Debate, Mais Indecisos - Crônica - Por Romero Falcão*
21/10/2026
Não é de espantar que, após o grotesco debate presidencial do último domingo, tenha crescido o número de eleitores indecisos. Nem foi preciso fazer a viagem. Bastaram alguns minutos de câmera e um constrangedor balé. Até meu surrado sofá ficou envergonhado: não ouviu propostas consistentes, à altura da realidade brasileira, nem viu os candidatos travarem um embate no campo das ideias, dentro das quatro linhas da civilidade.
Schopenhauer
O filósofo alemão Arthur Schopenhauer escreveu 'Como Vencer um Debate sem Precisar Ter Razão'. Mostra como alguém pode perder uma discussão mesmo apresentando argumentos...
Há uma máxima que diz: quer conhecer alguém de verdade, viaje com ela. A ideia é boa, tem consistência. Por mais que o viajante finja ser um homem de bem, em algum momento o santo se espedaça: trata mal o garçom, nega um bom-dia, ridiculariza um pedinte à porta de uma loja chique. No convívio, revela-se o doce monstro.
Não é de espantar que, após o grotesco debate presidencial do último domingo, tenha crescido o número de eleitores indecisos. Nem foi preciso fazer a viagem. Bastaram alguns minutos de câmera e um constrangedor balé. Até meu surrado sofá ficou envergonhado: não ouviu propostas consistentes, à altura da realidade brasileira, nem viu os candidatos travarem um embate no campo das ideias, dentro das quatro linhas da civilidade.

Schopenhauer
O filósofo alemão Arthur Schopenhauer escreveu 'Como Vencer um Debate sem Precisar Ter Razão'. Mostra como alguém pode perder uma discussão mesmo apresentando argumentos convincentes, derrotado pelas mágicas da retórica. Algumas dessas feitiçarias: atacar o adversário em vez do argumento; desviar o foco da pergunta, golpeando o interlocutor; distorcer o sentido do questionamento; reduzir problemas complexos a soluções rasas , mas de forte apelo emocional, construir raciocínios sobre dados duvidosos.
Vale até recorrer ao sofisma, por mais estúpido que seja. Exemplo hipotético: um país que respira capitalismo selvagem vira comunista na boca do sofista.
Todavia, Schopenhauer não contava com o estratagema de 2026. Quanto mais baixo o nível, maior o espaço para a retórica lacrar, festejada pela força bruta das redes sociais e assistida, com assombro, pelos eternos indecisos.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda
NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.

As mães da tempestade - A fibra invisível que fez Pernambuco, por Zé da Flauta*
21/10/2026
Muito antes das grandes revoluções e dos discursos inflamados na praça, foram elas que seguraram o rojão, geriram a crise, enfrentaram invasores e guardaram a fé no segredo do lar quando a fogueira da intolerância ameaçava queimar tudo.
Pioneirismo
A história da nossa terra começou a ser gravada no pulso firme de Brites de Albuquerque. Quando a Capitania de Pernambuco ainda era um matagal bruto e incerto, e Duarte Coelho precisou cruzar o Atlântico de volta a Portugal, quem assumiu as rédeas do governo foi Brites. Primeira governadora das Américas, ela não reinou em berço de ouro: administrou o nascimento da economia açucareira, pacificou conflitos,...
Se Pernambuco aprendeu a erguer a cabeça diante de impérios e a encarar tempestades de frente, esse aprumo não veio por acaso. Está no sangue, na poeira da história e, acima de tudo, na espinha dorsal de um grupo que os livros oficiais muitas vezes preferem citar de passagem: as mulheres.
Muito antes das grandes revoluções e dos discursos inflamados na praça, foram elas que seguraram o rojão, geriram a crise, enfrentaram invasores e guardaram a fé no segredo do lar quando a fogueira da intolerância ameaçava queimar tudo.
Pioneirismo
A história da nossa terra começou a ser gravada no pulso firme de Brites de Albuquerque. Quando a Capitania de Pernambuco ainda era um matagal bruto e incerto, e Duarte Coelho precisou cruzar o Atlântico de volta a Portugal, quem assumiu as rédeas do governo foi Brites. Primeira governadora das Américas, ela não reinou em berço de ouro: administrou o nascimento da economia açucareira, pacificou conflitos, combateu levantes e garantiu que o chão pernambucano continuasse de pé. Uma mulher de comando e visão num século que só reservava às mulheres o silêncio e o bastidor.
Fúria
Anos mais tarde, quando os holandeses tentaram se apropriar da nossa costa e a Insurreição estourou, o heroísmo vestiu saia e pegou em armas. Em Tejucupapo, quando os homens da vila estavam longe no front e os soldados batavos surgiram no horizonte esperando vitória fácil, encontraram a fúria das mulheres do povoado.
Lideradas por guerreiras como Maria da Conceição e Maria da Penha, armaram-se com foices, paus e panelas de água fervente com pimenta. Defenderam o chão, a casa e a honra com tamanha bravura que pintaram o terror nos invasores e imortalizaram Tejucupapo como trincheira da coragem popular.
Matriarcas
Mas a resistência pernambucana também se fez no silêncio e na fé subterrânea. Enquanto o Recife holandês fervilhava entre a opulência dos comerciantes e a guerra ao redor, as mulheres judaicas e neófitas (cristãs-novas) travavam a sua própria batalha diária pela sobrevivência e pela memória. Vigiadas pela sombra do preconceito e pelo medo da Inquisição, foram elas que mantiveram o judaísmo vivo sob o teto de casa. Cabia a essas matriarcas, na linhagem de coragem simbolizada por figuras como Branca Dias, guardar os rituais, ensinar as orações em segredo e manter a chama da identidade acesa.
Quando o Recife caiu em 1654 e veio a expulsão, foram essas mães que sustentaram o pavor do desterro nos navios rumo ao Caribe e a Nova Amsterdã, semeando na dor a fundação do que viria a ser a própria cidade de Nova York.
Para Refletir
Seja na coragem política de Bárbara de Alencar, que pagou com a prisão o crime de sonhar com uma república livre em 1817, seja na compaixão estratégica de Dona Olegarinha, que transformou os bastidores do Recife abolicionista num porto seguro para os libertos, o fato é um só: Pernambuco não foi feito apenas pelo ferro e pela espada dos homens. Foi parido, protegido e sustentado no peito por mulheres de fibra inquebrável.
Se até hoje a gente não curva a espinha para qualquer tempestade, a quem mais devemos essa teimosia senão a essas matriarcas que nos ensinaram a resistir sorrindo no meio do fogo?
Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista

O 'lulopetismo' sobreviverá a Lula? - Por Sérgio Alves*
21/10/2026
A força do comando pessoal
Essa dependência do comando pessoal aproxima o 'lulopetismo' do populismo: o líder ocupa o centro, fala diretamente aos seguidores e reúne demandas heterogêneas sob sua direção. Sua estrutura, porém, é mais complexa: Lula comanda por meio de um partido, de organizações sociais e de correntes ideológicas em conflito. Ao definir-se na Cúpula do G7, em junho de 2026, como “um dirigente sindi...
O 'lulopetismo' é uma força político-eleitoral organizada em torno de Lula, do PT e das organizações submetidas à sua liderança. Nessa centralidade residem sua força e seu vício de origem: embora disponha de partidos e organizações, sua unidade depende de uma autoridade pessoal que jamais se converteu plenamente em mecanismos institucionais de coordenação e arbitragem. Sem converter essa autoridade pessoal em mecanismos institucionais, a saída de Lula liberará divergências capazes de fragmentar o movimento e comprometer sua sobrevivência.
A força do comando pessoal
Essa dependência do comando pessoal aproxima o 'lulopetismo' do populismo: o líder ocupa o centro, fala diretamente aos seguidores e reúne demandas heterogêneas sob sua direção. Sua estrutura, porém, é mais complexa: Lula comanda por meio de um partido, de organizações sociais e de correntes ideológicas em conflito. Ao definir-se na Cúpula do G7, em junho de 2026, como “um dirigente sindical com boas relações internacionais”, condensou a própria trajetória numa identidade pessoal e relegou a segundo plano a engrenagem política dependente de sua liderança.
A unidade sob pressão
Nem o desgaste nem as controvérsias retiraram Lula do centro do 'lulopetismo'. Embora distintas, decisões estratégicas, crises políticas e judiciais e disputas sobre políticas públicas revelam o mesmo padrão: nenhuma outra liderança adquiriu capacidade comparável para mediar as correntes internas e impor-lhes uma direção comum.
O PT recusou apoio a Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, em 1985; votou contra o texto final da Constituição, em 1988; e se opôs ao Plano Real, em 1994, e à Lei de Responsabilidade Fiscal, em 2000. Em contextos diversos, essas posições expuseram a tensão entre identidade partidária, cálculo eleitoral e adaptação institucional — sempre com Lula no núcleo das decisões.
Depois vieram o Mensalão, entre 2005 e 2013; a Lava Jato, iniciada em 2014; e os processos contra Lula, entre 2016 e 2021, cujas condenações foram anuladas. Mesmo sob forte abalo, Lula permaneceu como principal referência eleitoral e principal organizador do movimento. Sua permanência indica que a unidade lulopetista repousa menos numa doutrina comum ou numa máquina partidária autônoma do que no poder pessoal de seu líder.
As divergências também chegaram às políticas públicas: o lulopetismo se opôs ao teto de gastos, em 2016; ao Marco Legal do Saneamento, aprovado em 2020; e à autonomia do Banco Central, em 2021. A questão sucessória nasce desse arranjo: sem Lula, será preciso criar outro mecanismo capaz de preservar a unidade.
O impasse do carisma
Esse padrão exige uma explicação que vá além dos episódios. A tipologia de Max Weber torna explícito o impasse: na dominação tradicional, obedece-se ao costume; na racional-legal, a regras impessoais; na carismática, às qualidades atribuídas ao líder e à missão que encarna. O lulopetismo combina entidades partidárias e sociais com uma liderança carismática, mas suas estruturas não substituem a direção política e a mediação concentradas em Lula. Resta institucionalizar essas funções — ou arcar com a desagregação.
A legitimidade não se herda
É justamente por ser carismática que a liderança de Lula não pode ser simplesmente transferida. Desde o sindicalismo dos anos 1970 e a fundação do PT, em 1980, ela combina carisma, força eleitoral e articulação — atributos que nenhum sucessor reúne na mesma medida. Para sobreviver, o lulopetismo terá de distribuir entre partidos, dirigentes e organizações as funções de representação, mobilização, negociação e arbitragem hoje monopolizadas pelo líder.
A idade de Lula elimina a desculpa para adiar a sucessão, embora a próxima eleição possa alterar o calendário. Uma derrota antecipará a disputa; uma vitória apenas a postergará e multiplicará os pretendentes. Autoridade não se transfere por decreto, nem capacidade de mobilização se recebe por herança.
A indicação de Lula pode abrir caminho, mas não transferirá legitimidade. O escolhido terá de mobilizar militantes, conquistar eleitores e submeter sua liderança ao julgamento do PT e das entidades que sustentam o movimento. Sem força própria, será apenas um nome ungido — e vulnerável à guerra interna desencadeada pela saída do líder.
Institucionalizar ou fragmentar-se
Se a indicação de um nome não transfere legitimidade, a saída está menos na escolha de um herdeiro do que na transformação do próprio movimento. O carisma pertence ao líder e perde eficácia com sua ausência, a menos que se converta em instituições. Weber chama de “rotinização do carisma” essa passagem da autoridade pessoal a práticas, regras, cargos ou tradições reconhecidas pelo grupo. A saída de Lula imporá, assim, uma escolha: converter lealdade pessoal em organização estável ou assistir à disputa por seu espólio.
A disputa ultrapassará o PT e alcançará sindicatos, partidos, movimentos e associações subordinados à liderança de Lula. Para impedir a dispersão, será preciso agir em três frentes: redefinir a relação das organizações-satélites e dos partidos auxiliares com o PT; romper a acomodação discursiva e formular nova agenda; e estabelecer regras de sucessão reconhecidas pelas correntes. Nada disso reproduzirá o carisma, mas poderá converter funções personalizadas em procedimentos coletivos.
A institucionalização não é um aperfeiçoamento desejável: é a condição de sobrevivência do 'lulopetismo'. Com a saída de Lula, seu carisma deixará de produzir unidade, e a herança política que hoje agrega poderá tornar-se objeto de saque entre correntes rivais. Ou o movimento cria regras legítimas e instâncias eficazes de representação, mobilização, negociação e arbitragem, ou trocará a sucessão por uma guerra de espólio. Sem instituições capazes de limitar os pretendentes, ordenar os conflitos e sustentar um rumo comum, não haverá 'lulopetismo' depois de Lula — apenas os fragmentos do poder que ele concentrou.
*Sérgio Alves é o autor de 'O Estado do Líder'
NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.

Amazônia chega ao Recife antigo com exposição que une arte, território e ancestralidade
21/10/2026
Abertura e visitação
A abertura será às 18h na Galeria RAIZ do @coletivoraizpe Rua da Moeda, 71, Térreo – Recife Antigo. A visitação segue até o dia 06 de dezembro, de quarta-feira a domingo das 14h às 17h.
Imagens
Mais do que representar a Amazônia apenas pela imagem da floresta, a exposição propõe uma aproximação com sua diversidade, contemplando paisagens, fauna, flora, memórias, conhecimentos e relações entre pessoas e território.
Conduz
O próprio título da mostra conduz um dos principais conceitos da proposta. “Feitio” é entendido com...
A Amazônia chega às paredes da Galeria de Arte Raiz, no Recife Antigo, a partir do dia 24 de outubro de 2026, com a exposição AMAZONIART — O FEITIO DA MATA. A mostra reúne diferentes olhares sobre o território amazônico a partir de quatro dimensões presentes em sua proposta: arte, território, ancestralidade e gastronomia.

Abertura e visitação
A abertura será às 18h na Galeria RAIZ do @coletivoraizpe Rua da Moeda, 71, Térreo – Recife Antigo. A visitação segue até o dia 06 de dezembro, de quarta-feira a domingo das 14h às 17h.
Imagens
Mais do que representar a Amazônia apenas pela imagem da floresta, a exposição propõe uma aproximação com sua diversidade, contemplando paisagens, fauna, flora, memórias, conhecimentos e relações entre pessoas e território.

Conduz
O próprio título da mostra conduz um dos principais conceitos da proposta. “Feitio” é entendido como o fazer, o modo de fazer e aquilo que ganha forma por meio da ação, da experiência, do conhecimento e da transformação da matéria. Fazer também é transmitir, preservar, experimentar e reinventar.

Os artistas
Participam da mostra os artistas: Alda Cavendish, Ana Maria Veras, André Luiz Santana, Antônio Henrique, Báw Pernambuco, Ceça Nunes, Clélia Barqueta, Clériston, Déborah Freitas, Diana Tenório, Diogo Alves, Dirce Camargo, Elielce Soares, Gileno Gomes, Harlan Charlles, Heleno Neves, Inês Castro, Kati Gama, Leniée Campos, Murilo Maia, Musta, Nunes de Figueiredo, Pedro Lapa, Rachel Rangel, Robertson Rodrigues, Rodrigo Ferrario, Sandra Buarque, Valdson Silva, Valéria Vital, Vânia Notaro, Victor Dreyer, Virgínia Lucas e Zélito Passavante.
O Poder

Transnordestina - o que Flávio pensa sobre o trecho Salgueiro Suape?
21/10/2026
A mudança
Sem maiores detalhes, na última semana do governo Jair Bolsonaro, aconteceu uma virada de mesa nas regras vigentes sobre a ferrovia. A empresa concessionária, que tinha a obrigação de fazer os trechos para o Porto de Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco, simplesmente "abriu mão" do trecho pernambucano. Sem oposição do governo. E sem reação posterior do governo de Raquel Teixeira Lyra. A governadora, no seu estilo de quando não quer resolver, fez alguns movimentos pirotécnicos mas nenhuma ação efetiva.
O governo Lula
Assumiu o compromisso de fazer o trecho. Ai começaram as dificuldades do além e do aquém. A ferrovia esta pronta para começar a sair do papel. S...
A ferrovia Transnordestina é um tema antigo, recorrente e essencial para o futuro. Não apenas de Pernambuco, mas inclui Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte como Estados diretamente beneficiados - ou prejudicados, a depender do encaminhamento.
A mudança
Sem maiores detalhes, na última semana do governo Jair Bolsonaro, aconteceu uma virada de mesa nas regras vigentes sobre a ferrovia. A empresa concessionária, que tinha a obrigação de fazer os trechos para o Porto de Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco, simplesmente "abriu mão" do trecho pernambucano. Sem oposição do governo. E sem reação posterior do governo de Raquel Teixeira Lyra. A governadora, no seu estilo de quando não quer resolver, fez alguns movimentos pirotécnicos mas nenhuma ação efetiva.
O governo Lula
Assumiu o compromisso de fazer o trecho. Ai começaram as dificuldades do além e do aquém. A ferrovia esta pronta para começar a sair do papel. Salvo engano, três lotes, perfazendo 150 km estão contratados. A trava, agora, está no TCU. Uma fiscalização, meio sem pé nem cabeça, retém todo o processo. Quando o TCU liberar, as obras começam de imediato. A depender do governo Federal, claro.
Por isso
Seria fundamental saber a opiniao de Flávio sobre a Transnordestina. Ainda melhor, seria um compromisso claro, direto e objetivo da sua parte. A obra tem mais importância para o futuro do que supõem os estrategistas do bolsonarismo.que persistem com graves dificuldades de entender a região e sua gente. Como, aliás, as declarações de cardeais da corte flavista deixam transparecer. Continuam, repetimos, sem entender o Nordeste. O vídeo de Nikolas Ferreira, divulgado ontem, é prova irrefutável dessa deficiência da compreensão regional.
E o governo do Estado?
Tem tido uma atuação lamentável, cuja natureza a vitória eleitoral não muda. Mas é assunto para mais adiante.
A pergunta do momento
Lula quer a obra. A trajetória dele mostra isso, embora o tema não tenha sido prioridade na campanha. E Flávio? Tem quatro dias para tocar no assunto. Ou, vamos votar no escuro sobre um tema fundamental para o futuro da região.
Segundo turno das eleições de 2026 carrega até agora um ineditismo, por Flávio Lúcio*
21/10/2026
Esquerda
Para a esquerda, são dois os ineditismos. O primeiro é a combinação poderosa de povo na rua e uso eficiente das redes sociais para a mobilização, o debate político e o esclarecimento do eleitorado. O segundo são as ruas ocupadas, empurrando a liderança para a esquerda e encorajando-a a ir além. Juntos, pela primeira vez, nos colocam em condições de enfrentar a extrema-direita.
Movimento tardio
Um movimento tardio, já que não aconteceu no primeiro turno? Só saberemos quando os votos forem contados no domingo, mas o resultado até agora é animador, seja para enfrentar um novo governo bolsonarista, seja para manter e aprofundar as...
Acompanho eleições presidenciais desde a de 1989 e posso dizer, sem receio de exagerar, que o segundo turno de 2026 carrega até agora um ineditismo que o distingue de todos os anteriores, inclusive o de 1989, o que mais mobilizou o eleitorado para derrotar o candidato das “elites”.
Esquerda
Para a esquerda, são dois os ineditismos. O primeiro é a combinação poderosa de povo na rua e uso eficiente das redes sociais para a mobilização, o debate político e o esclarecimento do eleitorado. O segundo são as ruas ocupadas, empurrando a liderança para a esquerda e encorajando-a a ir além. Juntos, pela primeira vez, nos colocam em condições de enfrentar a extrema-direita.
Movimento tardio
Um movimento tardio, já que não aconteceu no primeiro turno? Só saberemos quando os votos forem contados no domingo, mas o resultado até agora é animador, seja para enfrentar um novo governo bolsonarista, seja para manter e aprofundar as mudanças reclamadas pelo povo.
Emergência
Desde a emergência das redes sociais, esse instrumento de debate político jamais foi tão útil para a esquerda como agora. Mas quem pensa que foram as redes que produziram o atual estado de mobilização pró-Lula está enganado. Foram os estudantes da UFF, em Niterói, que primeiro saíram às ruas e acenderam o rastilho de pólvora que se espalhou por todo o país. As redes sociais lulistas, que já estavam em ativação, fizeram seu trabalho para um movimento nacional que, na origem e considerando a quantidade de jovens mobilizados, tem muito de espontâneo.
Evitar erro
Para evitar o erro da louvação a-histórica da técnica, isto é, da tecnologia das redes sociais, é necessário deixar claro que não são elas que geram mobilização popular. Se gerassem, os bolsonaristas dominariam as ruas hoje, e não os apoiadores de Lula. Como técnica que tem dono, as redes não são neutras. Mas continuam sendo técnica: o que determina o seu caráter é o seu uso.
Primeiro ineditismo
E esse é o primeiro ineditismo desta eleição. As redes sociais revolucionaram a política, mas não acabaram com a ágora, o espaço público onde pessoas reais se encontram para debater e mudar o mundo real, como pensavam muitos, inclusive aqueles que se elegeram sem sair da frente do computador ou largar o celular. Até hoje, nos acostumamos com a constatatação de que as redes quase sempre beneficiavam a extrema-direita, para citar acontecimentos bem próximos de nós: o impeachment de Dilma Rousseff, a prisão de Lula e a eleição de Jair Bolsonaro, em 2018.
Técnica
Era como se a técnica tivesse alma de extrema-direita. Na verdade, ela é programada para um uso, mas não pode escolher o resultado. O algoritmo pode ser manipulado, e é, mas não tem vida própria: é criado para atingir resultados e, para as empresas que o controlam, o que interessa é o lucro. E lucro é alcance. E, no Brasil, a esquerda tem a metade de um país de 220 milhões de pessoas.
Bolha
Em 2026, a esquerda conseguiu ir além de sua bolha. E como conseguiu? Na rua. Foi a rua que ajudou a furar a bolha das redes sociais e, acredito, sem elas, permaneceríamos falando para nós mesmos. Foi a rua que gerou engajamento. Então, rua e rede se encontraram.
Imobilismo foi desatado
E nó do imobilismo foi desatado. E esse é o segundo ineditismo das campanhas da esquerda desde 1989: as ruas ocupadas. Foram elas que encorajaram Lula a ir além.
Que 2026 vá além e não seja um relâmpago em dia de sol.
*Flavio Lúcio é cientista político, doutor em sociologia, historiador, professor da UFPB.

Nenhum candidato apresentou projeto para o Nordeste. Até agora
21/10/2026
Segurança
Assunto fundamental. A ideia de Lula é criar um sistema nacional, que nunca deu certo em nenhuma República continental e federativa. A de Flávio é vigiar as fronteiras, missão impossível sem uma reforma profunda das Forças Armadas. Começando pelo contingente, armamento, equipamentos e treinamento. Quatro anos é pouco tempo para isso. Programas sociais, não resolvem a violência, como não resolveram até agora. A questão só tem se agravado neste terceiro milênio. A politica de mais armas e etc, tambem...
A rigor, nem para o Nordeste, nem para qualquer regiao. Muito menos para o país como um todo. Faltando quatro dias para o voto e com um debate pelo meio correndo risco de não acontecer, nenhum dos dois candidatos apresentou algo que se possa rotular de projeto para o país. Muito menos para o Nordeste. Ambos trataram de problemas pontuais, específicos, que são medidas importantes mas não refletem um caminho, um conjunto, uma proposta de país.
Segurança
Assunto fundamental. A ideia de Lula é criar um sistema nacional, que nunca deu certo em nenhuma República continental e federativa. A de Flávio é vigiar as fronteiras, missão impossível sem uma reforma profunda das Forças Armadas. Começando pelo contingente, armamento, equipamentos e treinamento. Quatro anos é pouco tempo para isso. Programas sociais, não resolvem a violência, como não resolveram até agora. A questão só tem se agravado neste terceiro milênio. A politica de mais armas e etc, tambem carece de eficácia. O que resolve não está nos planos: a efetiva melhoria do problema da desigualdade social extrema e das condições de vida do povo.
No restante
É mais do mesmo. Cada qual com seu jeito prometido de fazer. Algo estruturante, de ampla repercussão sobre o perfil da sociedade, não tem. Flávio fala em criar o ministério do progresso. Como a história republicana mais que comprova, progresso não é desenvolvimento. Lula fala em comprar a dívida dos endividados, mas isto é muito pouco e insuficiente. A questão é como evitar esse endividamento. Do povo e do país.
Para o Nordeste
Nenhuma proposta palpável para mudar os indicadores sociais negativos. Nem sequer a transposição entrou na agenda. Já a Transnordestina...
Ninguém diz nada
A ferrovia merece um capítulo a parte. No apagar das luzes do governo Bolsonaro, semana entre o Natal e o Ano Novo, foi feita feita uma mudança fundamental. A concessionária simplesmente entregou, sem resistência do governo, o trecho Salgueiro/Suape, mantendo o acesso ao Porto cearense de Pecém. Um escândalo assombroso, que não teve maior espaço sequer na mídia regional. O trecho Salgueiro/Suape permitiria, também, a interligação com a malha ferroviária que, sem alarde, vai sendo desenhada para o país. O governo Lula tem simpatia pela obra mas não contou com o governo de Pernambuco. A governadora nem fez a sua parte (iniciar as obras dentro do poligono do porto, atribuição estadual) nem comandou uma mobilização política para desatar os nós que dificultam a retomada da obra.
E assim
O eleitor vai eleger alguém sem sequer conhecer para onde o país e o Nordeste vão caminhar.
TSE pede parecer do MP Eleitoral sobre medidas adotadas pela Meta
21/10/2026
Atuação questionada
A big tech, responsável pelo WhatsApp, Instagram e Facebook, teve atuação questionada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por suposto favorecimento ao seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL).
Tem negado
A Meta tem negado qualquer interferência no processo eleitoral ou favorecimento político e atribuiu os problemas relatados a questões técnicas. Relator do caso, Bellizze se reuniu, ontem, terça-feira (20/10), com representantes da empresa.
A reunião foi solicitada após a empresa prestar informações no âmbito da decisão do TSE, que exigiu tratamento igualitário entre as candidaturas nas plataformas digitais.
O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), pediu parecer para o Ministério Público Eleitoral sobre o cumprimento pela Meta de medidas de isonomia no processo eleitoral. Ele estabeleceu prazo de 24 horas para o envio da manifestação.
Atuação questionada
A big tech, responsável pelo WhatsApp, Instagram e Facebook, teve atuação questionada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por suposto favorecimento ao seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL).
Tem negado
A Meta tem negado qualquer interferência no processo eleitoral ou favorecimento político e atribuiu os problemas relatados a questões técnicas. Relator do caso, Bellizze se reuniu, ontem, terça-feira (20/10), com representantes da empresa.
A reunião foi solicitada após a empresa prestar informações no âmbito da decisão do TSE, que exigiu tratamento igualitário entre as candidaturas nas plataformas digitais.
Questionamentos
Após questionamentos sobre possível favorecimento, a big tech foi intimada a apresentar, em 24 horas, informações sobre as medidas adotadas para garantir igualdade na distribuição e veiculação de conteúdos.
Apontou falhas
Apesar do posicionamento oficial da empresa, o Comitê de Supervisão da Meta – que tem atuação independente – apontou falhas no controle de conteúdo e avaliou que faltou transparência na operação da plataforma no Brasil.
A quatro dias do 2º turno, Flávio e Lula buscam indecisos em estados-chave
21/10/2026
Flávio
Nesta quarta-feira (21), o senador vai a Guarulhos, em São Paulo, enquanto o presidente e candidato à reeleição participa de um ato em Belo Horizonte, Minas Gerais.
São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com 34,1 milhões de eleitores aptos a votar. Minas Gerais aparece em segundo lugar, com 16,4 milhões. Os dois estados concentram, respectivamente, 21,48% e 10,32% do eleitorado brasileiro.
Evento
Pela manhã, às 11h, Flávio participa de um evento com o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e aliados paulistas no Espaço Inter, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Esta deve ser a última agenda do se...
Reta final de campanha, últimas estratégias e busca pelo voto dos indecisos. A quatro dias do segundo turno das eleições, os candidatos à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cumprem agendas de campanha em estados decisivos.
Flávio
Nesta quarta-feira (21), o senador vai a Guarulhos, em São Paulo, enquanto o presidente e candidato à reeleição participa de um ato em Belo Horizonte, Minas Gerais.
São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com 34,1 milhões de eleitores aptos a votar. Minas Gerais aparece em segundo lugar, com 16,4 milhões. Os dois estados concentram, respectivamente, 21,48% e 10,32% do eleitorado brasileiro.
Evento
Pela manhã, às 11h, Flávio participa de um evento com o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e aliados paulistas no Espaço Inter, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Esta deve ser a última agenda do senador no estado durante a campanha eleitoral. Também devem comparecer ao evento prefeitos da região metropolitana, deputados e lideranças políticas paulistas.
Agenda no Nordeste
Depois do compromisso em Guarulhos, Flávio viaja ao Ceará, no Nordeste, região em que Lula mantém uma base de apoio consolidada.
Fortaleza
Às 19h, o candidato do PL participa de um evento em Fortaleza organizado pelo deputado federal André Fernandes (PL-CE), aliado do senador. Fernandes tem promovido carreatas e bloquinhos pelo estado em apoio à candidatura de Flávio neste segundo turno. Esta deve ser a última agenda do senador no Nordeste durante a campanha.
O Ceará tem 6.998.494 eleitores aptos a votar, o equivalente a 4,41% do eleitorado nacional. O estado ocupa a oitava posição entre os maiores colégios eleitorais do país.
Lula
Lula vai a Belo Horizonte, onde fará uma caminhada pelo centro da capital mineira, a partir das 15h. O presidente estará acompanhado de aliados no estado, entre eles a senadora eleita Marília Campos (PT).
Estado estratégico
Minas Gerais é considerado um estado estratégico nas eleições presidenciais. Desde a redemocratização, em 1989, todos os candidatos eleitos à Presidência também venceram no estado.
Após receber 43,33% dos votos válidos em Minas Gerais no primeiro turno, contra 48,24% de Flávio, Lula tenta ampliar seu apoio no estado em sua sexta visita durante a campanha eleitoral.
Perdão de dívidas de MEIs
Além do ato em Belo Horizonte, Lula sanciona nesta quarta-feira, em Brasília, a lei que prevê o perdão de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) e eleva o teto de faturamento anual da categoria.
Pacote
A medida integra um pacote anunciado pelo governo durante a campanha eleitoral. O texto prevê aumentar o limite de faturamento do MEI de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.
Prevê
A iniciativa também prevê o perdão de dívidas da categoria com a União, com potencial para beneficiar 3,6 milhões de microempreendedores. A medida faz parte das ações que Lula apresenta na reta final da campanha, em meio à tentativa de ampliar o diálogo com trabalhadores autônomos e pequenos empreendedores.
O Poder com CNN
Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta quarta-feira Por Alek Maracajá
21/10/2026
ATENÇÃO, ATENÇÃO, NÃO PARE DE LER! Cheguei … faltam 4 dias para o 2º turno, e Brasília acordou no modo maratona: PF, CPMI, pedido de cassação dos dois lados e o algoritmo depondo no TSE. Se você piscar, perde uma temporada inteira
A Meio/Ideia traz Flávio com 51,1% × Lula 48,9% dos válidos: empate técnico. No digital da Ativaweb, Lula tem 18,2 milhões de seguidores; Flávio tem quase o dobro de engajamento, 6,04% × 3,27%.
O dia traz a PF apontando pagamento para apagar links sobre Willer Tomaz, a CPMI com 100 assinaturas, o Novo pedindo a cassação de Lula e Alckmin e as duas campanhas brigando com o algoritmo.
Resumo da manhã: não é sobre quem grita mais alto. É sobre quem transforma barulho em voto. E isso ninguém mede antes de domingo
Termômetro Eleitoral: meio/ideia × digital
51,1% × 48,9%: empate técnico na reta final
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Brasília, quarta-feira, 21 de outubro de 2026
ATENÇÃO, ATENÇÃO, NÃO PARE DE LER! Cheguei … faltam 4 dias para o 2º turno, e Brasília acordou no modo maratona: PF, CPMI, pedido de cassação dos dois lados e o algoritmo depondo no TSE. Se você piscar, perde uma temporada inteira
A Meio/Ideia traz Flávio com 51,1% × Lula 48,9% dos válidos: empate técnico. No digital da Ativaweb, Lula tem 18,2 milhões de seguidores; Flávio tem quase o dobro de engajamento, 6,04% × 3,27%.
O dia traz a PF apontando pagamento para apagar links sobre Willer Tomaz, a CPMI com 100 assinaturas, o Novo pedindo a cassação de Lula e Alckmin e as duas campanhas brigando com o algoritmo.
Resumo da manhã: não é sobre quem grita mais alto. É sobre quem transforma barulho em voto. E isso ninguém mede antes de domingo
Termômetro Eleitoral: meio/ideia × digital
51,1% × 48,9%: empate técnico na reta final
Votos válidos: Flávio 51,1% × Lula 48,9%.
Votos totais: Flávio 48% × Lula 46%. Brancos e nulos 3,4%; não sabem 2,6%.
São 1.500 entrevistas, de 15 a 19 de outubro, margem de 2,5 pontos (registro BR-08251/2026). A diferença de 2 pontos nos totais está dentro da margem: empate técnico.
Leitura: Flávio está numericamente à frente, mas a régua não deixa chamar isso de vantagem.
Dois pontos de diferença e dois e meio de margem: a matemática já decidiu que ninguém vai dormir tranquilo
Termômetro Digital — Ativaweb Datalab
Termômetro Eleitoral 2026 · últimos 7 dias
Lula: +1.020.000 novos seguidores, cerca de +5,9%
Flávio: +983.000 novos seguidores, cerca de +7,0%
Soma: cerca de 2.003.000 novos seguidores em uma semana, 50,9% para Lula.
33,2 milhões de seguidores somados
Lula tem 18,2 milhões e engajamento de 3,27%. Flávio tem 15 milhões e engajamento de 6,04%, cerca de 1,8 vez mais interação proporcional. Nas últimas 24 horas, o crescimento dos dois foi praticamente igual.
Leitura: Lula tem a maior audiência e ganhou mais seguidores em números absolutos. Flávio cresce proporcionalmente mais e faz a base reagir com mais intensidade.
"Seguidor é estoque, engajamento é fluxo. Na última semana, quem tem estoque precisa ativar, e quem tem fluxo precisa ampliar."
Um milhão de seguidores novos por lado em sete dias. O algoritmo pediu férias e o TSE negou
Principais movimentos
R$ 9 mil para faxinar o google
Segundo O Globo, a PF encontrou no celular do advogado Willer Tomaz mensagens e uma planilha que indicam a contratação de um serviço para remover ou desindexar 12 links. Entre eles, reportagens sobre a amizade dele com Flávio. O preço caiu de R$ 12 mil para R$ 9 mil. É indício em inquérito no STF, não condenação.
Tomaz diz que acionou a Justiça contra o Google para tirar "conteúdos antigos e desatualizados" e nega ter tentado se afastar de Flávio, a quem chama de amigo. Flávio classifica as informações da investigação como "fake news".
O episódio transforma reputação digital em pauta policial a quatro dias da urna.
Na internet nada se apaga. No máximo, a gente paga para esconder, e alguém acha mesmo assim
CPMI com 100 assinaturas, mas faltam 98
O pedido de CPMI para investigar Flávio e Willer Tomaz chegou a 100 assinaturas: 85 deputados e 15 senadores. Precisa de 171 e 27, e depois da leitura por Davi Alcolumbre. No Senado, Randolfe Rodrigues coleta apoio para pedir a cassação de Flávio no Conselho de Ética, citando US$ 12,33 milhões enviados a um fundo nos EUA ligado ao filme Dark Horse.
São alegações ainda em coleta de assinaturas. Nas reportagens consultadas, Flávio não comentou os dois pedidos.
A oposição ao candidato do PL tenta manter o caso no noticiário até domingo.
Faltam 98 assinaturas e 4 dias. Em Brasília, isso não é prazo, é corrida de 100 metros com papelada
35 medidas e um pedido de cassação
O Novo pediu ao TSE a cassação da chapa Lula e Alckmin e 8 anos de inelegibilidade, alegando abuso de poder político. Cita 35 medidas de 2026, 12 delas no período eleitoral, como desconto em combustível, Desenrola e Bolsa Família pago na véspera do 2º turno. O pedido depende de julgamento e não comprova abuso por si só.
Procurada pelo Poder360, a campanha de Lula não respondeu até a publicação.
O pedido de cassação agora vale para os dois lados: nenhuma campanha chega a domingo sem processo.
Pedido de cassação virou figurinha repetida no álbum de 2026. Já tem gente querendo trocar
O algoritmo sentou no banco do TSE
A Meta disse ao TSE que, se o sistema automático bloquear a conta de anúncios de um candidato do 2º turno, uma equipe humana revisa em até 2 horas. A empresa nega favorecer qualquer lado. Do outro front, a campanha de Flávio pediu ao TSE dados sobre o impulsionamento de páginas pró-Lula e sobre o canal "Exército do Lula", que passou de 6 milhões de seguidores. A campanha de Lula não comentou o pedido.
E o cientista político Marcos Nobre, da Unicamp e do Cebrap, disse à BBC News Brasil que o bolsonarismo opera um "partido digital", enquanto a esquerda ainda atua em ilhas.
A disputa pelo alcance já virou disputa judicial, e as duas campanhas acusam a plataforma ou o rival de desequilíbrio.
Em 2026, o algoritmo tem advogado, prazo e revisão humana. Só falta pedir para votar em trânsito
Leitura estratégica Ativaweb Datalab
Eleitoral: Meio/Ideia em empate técnico, com Flávio numericamente à frente nos válidos e nos totais.
Digital: Lula soma mais seguidores (18,2 milhões) e mais novos seguidores; Flávio tem engajamento de 6,04% e crescimento proporcional maior.
Narrativo: Flávio fala em "fake news" sobre a investigação; Lula responde com a pauta do sigilo e da "mudança continua".
Institucional: TSE no centro de duas ações de cassação, da disputa com a Meta e do pedido sobre o canal de Janones.
Algoritmo: as duas campanhas acusam alguém de manipular o alcance. Quem perde espaço no feed vai ao tribunal.
PF, CPMI, Conselho de Ética, TSE e Meta. A última semana tem mais siglas que debate tem réplica
Alerta Ativaweb
Barulho não é tendência. Investigação não é condenação, pedido de cassação não é mandato perdido, e engajamento alto não é voto garantido.
Hoje Flávio tem mais intensidade por seguidor e Lula tem mais audiência. A Meio/Ideia mostra empate técnico. Os três números são verdadeiros ao mesmo tempo, e nenhum deles prevê o resultado. Correlação não é conclusão.
Pesquisa mede intenção.
Digital mede atenção e interação.
Urna mede voto.
Fechamento
A história desta quarta é processo, plataforma e precisão.
Flávio aparece com 51,1% dos válidos na Meio/Ideia, em empate técnico, e lidera o engajamento. Lula tem 18,2 milhões de seguidores e ganhou 1,02 milhão em uma semana.
No meio do caminho, links apagados viram inquérito, a CPMI busca assinaturas, o Novo pede cassação e o algoritmo presta contas. Nada disso está decidido. A urna é que decide.
Faltam 4 dias para o 2º turno.
A pesquisa fotografa. O digital acelera. O tribunal analisa. A urna espera
Alek Maracajá
Cientista de Dados | Ativaweb DataLab