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União Brasil. Rueda, 30. Bivar, 12. Ou zero, como queiram. A criatura derrota o criador.

29/02/2024 - Jornal O Poder

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Faz parte da lei natural da vida. E das regras do jogo sem ética da política. Só se espanta quem não entende dos meandros do poder. Gera choro, ranger de dentes, acusações, raiva, lamentos. Porém, fato consumado. Antônio de Rueda ganhou, hoje, quinta-feira, 29/02, em disputa relativamente folgada, a presidência do União Brasil, um dos partidos super poderosos da política brasileira.

As causas

Analisaremos com mais vagar, quando a poeira assentar.

As consequências

Como diria Almirante, personagem do romance 'O Atestado da Donzela 2', virão depois.

Na foto

Antonio de Rueda, o vencedor, com o irmão Fábio, deputado Federal pelo União Brasil.

Atualizando

Rueda anuncia vitória na eleição para presidente do União Brasil; Bivar não reconhece o resultado. Ao lado de aliados, o advogado Antônio Rueda anunciou ter vencido a disputa pela presidênci...

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Faz parte da lei natural da vida. E das regras do jogo sem ética da política. Só se espanta quem não entende dos meandros do poder. Gera choro, ranger de dentes, acusações, raiva, lamentos. Porém, fato consumado. Antônio de Rueda ganhou, hoje, quinta-feira, 29/02, em disputa relativamente folgada, a presidência do União Brasil, um dos partidos super poderosos da política brasileira.

As causas

Analisaremos com mais vagar, quando a poeira assentar.

As consequências

Como diria Almirante, personagem do romance 'O Atestado da Donzela 2', virão depois.

Na foto

Antonio de Rueda, o vencedor, com o irmão Fábio, deputado Federal pelo União Brasil.

Atualizando

Rueda anuncia vitória na eleição para presidente do União Brasil; Bivar não reconhece o resultado. Ao lado de aliados, o advogado Antônio Rueda anunciou ter vencido a disputa pela presidência do União Brasil. O placar foi de 30 votos a zero, já que os 12 apoiadores de Bivar, entre os convencionais habilitados, se recusaram a votar, segundo dirigentes do partido confirmaram à revista CartaCapital.

Leia outras informações

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Velocidade sem Método: O Papel da Governança e da Engenharia na Era da IA - Por Amadeu Robalinho*

21/10/2026

A Velocidade não é sinônimo de progresso. Em engenharia, tecnologia e desenvolvimento de sistemas, talvez essa seja uma das lições mais importantes da atual transformação provocada pela inteligência artificial.

Durante décadas, diferentes metodologias foram desenvolvidas para organizar a construção de produtos, sistemas e soluções complexas. A engenharia sequencial, representada pelo modelo Waterfall, parte de uma lógica conhecida: compreender requisitos, projetar, construir, testar e entregar. É uma abordagem particularmente adequada quando os requisitos são estáveis, as mudanças possuem alto custo e os riscos precisam ser controlados desde as primeiras etapas.

O Problema surge quando essa lógica é aplicada indistintamente a ambientes caracterizados pela incerteza, pela rápida transformação tecnológica e pela necessidade de aprendizado contínuo. É nesse espaço que a metodologia ágil ganhou força, propondo entregas incrementais, ciclos de desenvolvimento e...

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A Velocidade não é sinônimo de progresso. Em engenharia, tecnologia e desenvolvimento de sistemas, talvez essa seja uma das lições mais importantes da atual transformação provocada pela inteligência artificial.

Durante décadas, diferentes metodologias foram desenvolvidas para organizar a construção de produtos, sistemas e soluções complexas. A engenharia sequencial, representada pelo modelo Waterfall, parte de uma lógica conhecida: compreender requisitos, projetar, construir, testar e entregar. É uma abordagem particularmente adequada quando os requisitos são estáveis, as mudanças possuem alto custo e os riscos precisam ser controlados desde as primeiras etapas.

O Problema surge quando essa lógica é aplicada indistintamente a ambientes caracterizados pela incerteza, pela rápida transformação tecnológica e pela necessidade de aprendizado contínuo. É nesse espaço que a metodologia ágil ganhou força, propondo entregas incrementais, ciclos de desenvolvimento e utilização sistemática do feedback. Em vez de esperar pelo produto completamente acabado, desenvolve-se uma versão funcional, avalia-se o resultado e avança-se progressivamente.

A Inteligência artificial introduziu uma nova variável nessa equação. Pela primeira vez, tornou-se possível transformar uma ideia em um protótipo visual ou funcional em uma velocidade que, em determinadas situações, supera amplamente os ciclos tradicionais de desenvolvimento. A IA pode produzir código, arquiteturas preliminares, interfaces, modelos, documentação e protótipos em uma fração do tempo anteriormente necessário.

Mas existe uma diferença fundamental entre construir rapidamente e construir corretamente.

O protótipo pode funcionar e, ainda assim, não estar pronto para o mundo real.

É justamente nesse ponto que a discussão sobre construção com inteligência artificial precisa ultrapassar o entusiasmo tecnológico. A velocidade de geração cria uma perigosa ilusão de maturidade. Aquilo que parece um produto acabado pode ser apenas uma demonstração sofisticada de uma ideia. Quando o sistema deixa o ambiente controlado do protótipo e encontra situações-limite, requisitos de segurança, integração com outros sistemas, restrições de desempenho, manutenção, escalabilidade e responsabilidades jurídicas, surgem problemas que a velocidade inicial não eliminou.

A Inteligência Artificial acelera a construção. Ela não elimina a Engenharia.

Essa distinção torna-se ainda mais importante quando entramos no território do chamado Vibe Coding, em que o desenvolvedor utiliza ferramentas de IA para produzir software de maneira extremamente rápida, muitas vezes orientado mais pelo resultado imediato do que pela construção sistemática da arquitetura. O problema não está na utilização da ferramenta. O problema aparece quando a ferramenta passa a substituir o processo.

Um sistema pode começar como um automóvel funcional e, progressivamente, receber novas funcionalidades, novos módulos, novas integrações e novas camadas de código. Se não existir uma arquitetura, uma governança técnica e uma direção clara, aquilo que inicialmente parecia produtividade pode transformar-se em complexidade acumulada.

É a diferença entre evolução e acúmulo.

Na engenharia, não basta acrescentar componentes. É necessário compreender como eles se relacionam, quais são suas dependências, quais riscos introduzem e quais consequências produzem sobre o sistema como um todo.

Essa questão assume uma dimensão ainda maior quando tratamos de sistemas críticos. Infraestrutura energética, telecomunicações, sistemas industriais, plataformas financeiras, defesa, segurança pública, sistemas navais, aeronáuticos, espaciais e nucleares não podem ser tratados simplesmente como aplicações que precisam ser entregues rapidamente. Nesses ambientes, falhas podem significar interrupção de serviços essenciais, perdas econômicas, comprometimento operacional ou, em determinadas circunstâncias, riscos à própria segurança nacional.

Por isso, a grande questão do século XXI não será escolher entre engenharia sequencial, metodologia ágil, inteligência artificial ou novas formas de desenvolvimento. O verdadeiro desafio será saber quando utilizar cada abordagem e como integrá-las dentro de uma arquitetura de engenharia capaz de controlar complexidade, risco e mudança.

A IA pode acelerar o ciclo. A metodologia ágil pode aproximar o desenvolvimento do usuário. A Engenharia tradicional pode proporcionar disciplina, rastreabilidade e controle. Nenhuma dessas ferramentas, isoladamente, resolve o problema.

O que determina o resultado é a existência de direção.

Tecnologia sem arquitetura produz complexidade. Velocidade sem método produz desperdício. Inteligência artificial sem engenharia pode produzir sistemas impressionantes, mas frágeis. E inovação sem governança pode transformar uma vantagem tecnológica em uma vulnerabilidade.

A verdadeira revolução, portanto, não está simplesmente em construir mais rápido. Está em construir melhor, com capacidade de compreender o sistema antes de perder o controle sobre ele.

Em uma época em que uma máquina pode transformar uma ideia em código em poucos segundos, a competência estratégica deixa de estar apenas na capacidade de produzir. Passa a estar, cada vez mais, na capacidade de decidir o que deve ser produzido, por que deve ser produzido, sob quais requisitos, dentro de quais limites e com quais consequências.

No final, a tecnologia pode acelerar a caminhada.

Mas somente a engenharia sabe para onde estamos indo.


*Amadeu Robalinho, é Pesquisador independente e autor interdisciplinar, associado à Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




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Quanto Mais Debate, Mais Indecisos - Crônica - Por Romero Falcão*

21/10/2026

Há uma máxima que diz: quer conhecer alguém de verdade, viaje com ela. A ideia é boa, tem consistência. Por mais que o viajante finja ser um homem de bem, em algum momento o santo se espedaça: trata mal o garçom, nega um bom-dia, ridiculariza um pedinte à porta de uma loja chique. No convívio, revela-se o doce monstro.

Não é de espantar que, após o grotesco debate presidencial do último domingo, tenha crescido o número de eleitores indecisos. Nem foi preciso fazer a viagem. Bastaram alguns minutos de câmera e um constrangedor balé. Até meu surrado sofá ficou envergonhado: não ouviu propostas consistentes, à altura da realidade brasileira, nem viu os candidatos travarem um embate no campo das ideias, dentro das quatro linhas da civilidade.



Schopenhauer

O filósofo alemão Arthur Schopenhauer escreveu 'Como Vencer um Debate sem Precisar Ter Razão'. Mostra como alguém pode perder uma discussão mesmo apresentando argumentos...

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Há uma máxima que diz: quer conhecer alguém de verdade, viaje com ela. A ideia é boa, tem consistência. Por mais que o viajante finja ser um homem de bem, em algum momento o santo se espedaça: trata mal o garçom, nega um bom-dia, ridiculariza um pedinte à porta de uma loja chique. No convívio, revela-se o doce monstro.

Não é de espantar que, após o grotesco debate presidencial do último domingo, tenha crescido o número de eleitores indecisos. Nem foi preciso fazer a viagem. Bastaram alguns minutos de câmera e um constrangedor balé. Até meu surrado sofá ficou envergonhado: não ouviu propostas consistentes, à altura da realidade brasileira, nem viu os candidatos travarem um embate no campo das ideias, dentro das quatro linhas da civilidade.



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Schopenhauer

O filósofo alemão Arthur Schopenhauer escreveu 'Como Vencer um Debate sem Precisar Ter Razão'. Mostra como alguém pode perder uma discussão mesmo apresentando argumentos convincentes, derrotado pelas mágicas da retórica. Algumas dessas feitiçarias: atacar o adversário em vez do argumento; desviar o foco da pergunta, golpeando o interlocutor; distorcer o sentido do questionamento; reduzir problemas complexos a soluções rasas , mas de forte apelo emocional, construir raciocínios sobre dados duvidosos.

Vale até recorrer ao sofisma, por mais estúpido que seja. Exemplo hipotético: um país que respira capitalismo selvagem vira comunista na boca do sofista.

Todavia, Schopenhauer não contava com o estratagema de 2026. Quanto mais baixo o nível, maior o espaço para a retórica lacrar, festejada pela força bruta das redes sociais e assistida, com assombro, pelos eternos indecisos.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda


NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.



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As mães da tempestade - A fibra invisível que fez Pernambuco, por Zé da Flauta*

21/10/2026

Se Pernambuco aprendeu a erguer a cabeça diante de impérios e a encarar tempestades de frente, esse aprumo não veio por acaso. Está no sangue, na poeira da história e, acima de tudo, na espinha dorsal de um grupo que os livros oficiais muitas vezes preferem citar de passagem: as mulheres.

Muito antes das grandes revoluções e dos discursos inflamados na praça, foram elas que seguraram o rojão, geriram a crise, enfrentaram invasores e guardaram a fé no segredo do lar quando a fogueira da intolerância ameaçava queimar tudo.

Pioneirismo

A história da nossa terra começou a ser gravada no pulso firme de Brites de Albuquerque. Quando a Capitania de Pernambuco ainda era um matagal bruto e incerto, e Duarte Coelho precisou cruzar o Atlântico de volta a Portugal, quem assumiu as rédeas do governo foi Brites. Primeira governadora das Américas, ela não reinou em berço de ouro: administrou o nascimento da economia açucareira, pacificou conflitos,...

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Se Pernambuco aprendeu a erguer a cabeça diante de impérios e a encarar tempestades de frente, esse aprumo não veio por acaso. Está no sangue, na poeira da história e, acima de tudo, na espinha dorsal de um grupo que os livros oficiais muitas vezes preferem citar de passagem: as mulheres.

Muito antes das grandes revoluções e dos discursos inflamados na praça, foram elas que seguraram o rojão, geriram a crise, enfrentaram invasores e guardaram a fé no segredo do lar quando a fogueira da intolerância ameaçava queimar tudo.

Pioneirismo

A história da nossa terra começou a ser gravada no pulso firme de Brites de Albuquerque. Quando a Capitania de Pernambuco ainda era um matagal bruto e incerto, e Duarte Coelho precisou cruzar o Atlântico de volta a Portugal, quem assumiu as rédeas do governo foi Brites. Primeira governadora das Américas, ela não reinou em berço de ouro: administrou o nascimento da economia açucareira, pacificou conflitos, combateu levantes e garantiu que o chão pernambucano continuasse de pé. Uma mulher de comando e visão num século que só reservava às mulheres o silêncio e o bastidor.

Fúria

Anos mais tarde, quando os holandeses tentaram se apropriar da nossa costa e a Insurreição estourou, o heroísmo vestiu saia e pegou em armas. Em Tejucupapo, quando os homens da vila estavam longe no front e os soldados batavos surgiram no horizonte esperando vitória fácil, encontraram a fúria das mulheres do povoado.

Lideradas por guerreiras como Maria da Conceição e Maria da Penha, armaram-se com foices, paus e panelas de água fervente com pimenta. Defenderam o chão, a casa e a honra com tamanha bravura que pintaram o terror nos invasores e imortalizaram Tejucupapo como trincheira da coragem popular.

Matriarcas

Mas a resistência pernambucana também se fez no silêncio e na fé subterrânea. Enquanto o Recife holandês fervilhava entre a opulência dos comerciantes e a guerra ao redor, as mulheres judaicas e neófitas (cristãs-novas) travavam a sua própria batalha diária pela sobrevivência e pela memória. Vigiadas pela sombra do preconceito e pelo medo da Inquisição, foram elas que mantiveram o judaísmo vivo sob o teto de casa. Cabia a essas matriarcas, na linhagem de coragem simbolizada por figuras como Branca Dias, guardar os rituais, ensinar as orações em segredo e manter a chama da identidade acesa.

Quando o Recife caiu em 1654 e veio a expulsão, foram essas mães que sustentaram o pavor do desterro nos navios rumo ao Caribe e a Nova Amsterdã, semeando na dor a fundação do que viria a ser a própria cidade de Nova York.

Para Refletir

Seja na coragem política de Bárbara de Alencar, que pagou com a prisão o crime de sonhar com uma república livre em 1817, seja na compaixão estratégica de Dona Olegarinha, que transformou os bastidores do Recife abolicionista num porto seguro para os libertos, o fato é um só: Pernambuco não foi feito apenas pelo ferro e pela espada dos homens. Foi parido, protegido e sustentado no peito por mulheres de fibra inquebrável.

Se até hoje a gente não curva a espinha para qualquer tempestade, a quem mais devemos essa teimosia senão a essas matriarcas que nos ensinaram a resistir sorrindo no meio do fogo?

Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista



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O 'lulopetismo' sobreviverá a Lula? - Por Sérgio Alves*

21/10/2026

O 'lulopetismo' é uma força político-eleitoral organizada em torno de Lula, do PT e das organizações submetidas à sua liderança. Nessa centralidade residem sua força e seu vício de origem: embora disponha de partidos e organizações, sua unidade depende de uma autoridade pessoal que jamais se converteu plenamente em mecanismos institucionais de coordenação e arbitragem. Sem converter essa autoridade pessoal em mecanismos institucionais, a saída de Lula liberará divergências capazes de fragmentar o movimento e comprometer sua sobrevivência.

A força do comando pessoal

Essa dependência do comando pessoal aproxima o 'lulopetismo' do populismo: o líder ocupa o centro, fala diretamente aos seguidores e reúne demandas heterogêneas sob sua direção. Sua estrutura, porém, é mais complexa: Lula comanda por meio de um partido, de organizações sociais e de correntes ideológicas em conflito. Ao definir-se na Cúpula do G7, em junho de 2026, como “um dirigente sindi...

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O 'lulopetismo' é uma força político-eleitoral organizada em torno de Lula, do PT e das organizações submetidas à sua liderança. Nessa centralidade residem sua força e seu vício de origem: embora disponha de partidos e organizações, sua unidade depende de uma autoridade pessoal que jamais se converteu plenamente em mecanismos institucionais de coordenação e arbitragem. Sem converter essa autoridade pessoal em mecanismos institucionais, a saída de Lula liberará divergências capazes de fragmentar o movimento e comprometer sua sobrevivência.

A força do comando pessoal

Essa dependência do comando pessoal aproxima o 'lulopetismo' do populismo: o líder ocupa o centro, fala diretamente aos seguidores e reúne demandas heterogêneas sob sua direção. Sua estrutura, porém, é mais complexa: Lula comanda por meio de um partido, de organizações sociais e de correntes ideológicas em conflito. Ao definir-se na Cúpula do G7, em junho de 2026, como “um dirigente sindical com boas relações internacionais”, condensou a própria trajetória numa identidade pessoal e relegou a segundo plano a engrenagem política dependente de sua liderança.

A unidade sob pressão

Nem o desgaste nem as controvérsias retiraram Lula do centro do 'lulopetismo'. Embora distintas, decisões estratégicas, crises políticas e judiciais e disputas sobre políticas públicas revelam o mesmo padrão: nenhuma outra liderança adquiriu capacidade comparável para mediar as correntes internas e impor-lhes uma direção comum.

O PT recusou apoio a Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, em 1985; votou contra o texto final da Constituição, em 1988; e se opôs ao Plano Real, em 1994, e à Lei de Responsabilidade Fiscal, em 2000. Em contextos diversos, essas posições expuseram a tensão entre identidade partidária, cálculo eleitoral e adaptação institucional — sempre com Lula no núcleo das decisões.

Depois vieram o Mensalão, entre 2005 e 2013; a Lava Jato, iniciada em 2014; e os processos contra Lula, entre 2016 e 2021, cujas condenações foram anuladas. Mesmo sob forte abalo, Lula permaneceu como principal referência eleitoral e principal organizador do movimento. Sua permanência indica que a unidade lulopetista repousa menos numa doutrina comum ou numa máquina partidária autônoma do que no poder pessoal de seu líder.

As divergências também chegaram às políticas públicas: o lulopetismo se opôs ao teto de gastos, em 2016; ao Marco Legal do Saneamento, aprovado em 2020; e à autonomia do Banco Central, em 2021. A questão sucessória nasce desse arranjo: sem Lula, será preciso criar outro mecanismo capaz de preservar a unidade.

O impasse do carisma

Esse padrão exige uma explicação que vá além dos episódios. A tipologia de Max Weber torna explícito o impasse: na dominação tradicional, obedece-se ao costume; na racional-legal, a regras impessoais; na carismática, às qualidades atribuídas ao líder e à missão que encarna. O lulopetismo combina entidades partidárias e sociais com uma liderança carismática, mas suas estruturas não substituem a direção política e a mediação concentradas em Lula. Resta institucionalizar essas funções — ou arcar com a desagregação.

A legitimidade não se herda

É justamente por ser carismática que a liderança de Lula não pode ser simplesmente transferida. Desde o sindicalismo dos anos 1970 e a fundação do PT, em 1980, ela combina carisma, força eleitoral e articulação — atributos que nenhum sucessor reúne na mesma medida. Para sobreviver, o lulopetismo terá de distribuir entre partidos, dirigentes e organizações as funções de representação, mobilização, negociação e arbitragem hoje monopolizadas pelo líder.

A idade de Lula elimina a desculpa para adiar a sucessão, embora a próxima eleição possa alterar o calendário. Uma derrota antecipará a disputa; uma vitória apenas a postergará e multiplicará os pretendentes. Autoridade não se transfere por decreto, nem capacidade de mobilização se recebe por herança.

A indicação de Lula pode abrir caminho, mas não transferirá legitimidade. O escolhido terá de mobilizar militantes, conquistar eleitores e submeter sua liderança ao julgamento do PT e das entidades que sustentam o movimento. Sem força própria, será apenas um nome ungido — e vulnerável à guerra interna desencadeada pela saída do líder.

Institucionalizar ou fragmentar-se

Se a indicação de um nome não transfere legitimidade, a saída está menos na escolha de um herdeiro do que na transformação do próprio movimento. O carisma pertence ao líder e perde eficácia com sua ausência, a menos que se converta em instituições. Weber chama de “rotinização do carisma” essa passagem da autoridade pessoal a práticas, regras, cargos ou tradições reconhecidas pelo grupo. A saída de Lula imporá, assim, uma escolha: converter lealdade pessoal em organização estável ou assistir à disputa por seu espólio.

A disputa ultrapassará o PT e alcançará sindicatos, partidos, movimentos e associações subordinados à liderança de Lula. Para impedir a dispersão, será preciso agir em três frentes: redefinir a relação das organizações-satélites e dos partidos auxiliares com o PT; romper a acomodação discursiva e formular nova agenda; e estabelecer regras de sucessão reconhecidas pelas correntes. Nada disso reproduzirá o carisma, mas poderá converter funções personalizadas em procedimentos coletivos.

A institucionalização não é um aperfeiçoamento desejável: é a condição de sobrevivência do 'lulopetismo'. Com a saída de Lula, seu carisma deixará de produzir unidade, e a herança política que hoje agrega poderá tornar-se objeto de saque entre correntes rivais. Ou o movimento cria regras legítimas e instâncias eficazes de representação, mobilização, negociação e arbitragem, ou trocará a sucessão por uma guerra de espólio. Sem instituições capazes de limitar os pretendentes, ordenar os conflitos e sustentar um rumo comum, não haverá 'lulopetismo' depois de Lula — apenas os fragmentos do poder que ele concentrou.


*Sérgio Alves é o autor de 'O Estado do Líder'


NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.



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Amazônia chega ao Recife antigo com exposição que une arte, território e ancestralidade

21/10/2026

A Amazônia chega às paredes da Galeria de Arte Raiz, no Recife Antigo, a partir do dia 24 de outubro de 2026, com a exposição AMAZONIART — O FEITIO DA MATA. A mostra reúne diferentes olhares sobre o território amazônico a partir de quatro dimensões presentes em sua proposta: arte, território, ancestralidade e gastronomia.



Abertura e visitação

A abertura será às 18h na Galeria RAIZ do @coletivoraizpe Rua da Moeda, 71, Térreo – Recife Antigo. A visitação segue até o dia 06 de dezembro, de quarta-feira a domingo das 14h às 17h.
Imagens

Mais do que representar a Amazônia apenas pela imagem da floresta, a exposição propõe uma aproximação com sua diversidade, contemplando paisagens, fauna, flora, memórias, conhecimentos e relações entre pessoas e território.



Conduz

O próprio título da mostra conduz um dos principais conceitos da proposta. “Feitio” é entendido com...

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A Amazônia chega às paredes da Galeria de Arte Raiz, no Recife Antigo, a partir do dia 24 de outubro de 2026, com a exposição AMAZONIART — O FEITIO DA MATA. A mostra reúne diferentes olhares sobre o território amazônico a partir de quatro dimensões presentes em sua proposta: arte, território, ancestralidade e gastronomia.



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Abertura e visitação

A abertura será às 18h na Galeria RAIZ do @coletivoraizpe Rua da Moeda, 71, Térreo – Recife Antigo. A visitação segue até o dia 06 de dezembro, de quarta-feira a domingo das 14h às 17h.
Imagens

Mais do que representar a Amazônia apenas pela imagem da floresta, a exposição propõe uma aproximação com sua diversidade, contemplando paisagens, fauna, flora, memórias, conhecimentos e relações entre pessoas e território.



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Conduz

O próprio título da mostra conduz um dos principais conceitos da proposta. “Feitio” é entendido como o fazer, o modo de fazer e aquilo que ganha forma por meio da ação, da experiência, do conhecimento e da transformação da matéria. Fazer também é transmitir, preservar, experimentar e reinventar.



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Os artistas

Participam da mostra os artistas: Alda Cavendish, Ana Maria Veras, André Luiz Santana, Antônio Henrique, Báw Pernambuco, Ceça Nunes, Clélia Barqueta, Clériston, Déborah Freitas, Diana Tenório, Diogo Alves, Dirce Camargo, Elielce Soares, Gileno Gomes, Harlan Charlles, Heleno Neves, Inês Castro, Kati Gama, Leniée Campos, Murilo Maia, Musta, Nunes de Figueiredo, Pedro Lapa, Rachel Rangel, Robertson Rodrigues, Rodrigo Ferrario, Sandra Buarque, Valdson Silva, Valéria Vital, Vânia Notaro, Victor Dreyer, Virgínia Lucas e Zélito Passavante.

O Poder



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Transnordestina - o que Flávio pensa sobre o trecho Salgueiro Suape?

21/10/2026

A ferrovia Transnordestina é um tema antigo, recorrente e essencial para o futuro. Não apenas de Pernambuco, mas inclui Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte como Estados diretamente beneficiados - ou prejudicados, a depender do encaminhamento.

A mudança

Sem maiores detalhes, na última semana do governo Jair Bolsonaro, aconteceu uma virada de mesa nas regras vigentes sobre a ferrovia. A empresa concessionária, que tinha a obrigação de fazer os trechos para o Porto de Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco, simplesmente "abriu mão" do trecho pernambucano. Sem oposição do governo. E sem reação posterior do governo de Raquel Teixeira Lyra. A governadora, no seu estilo de quando não quer resolver, fez alguns movimentos pirotécnicos mas nenhuma ação efetiva.

O governo Lula

Assumiu o compromisso de fazer o trecho. Ai começaram as dificuldades do além e do aquém. A ferrovia esta pronta para começar a sair do papel. S...

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A ferrovia Transnordestina é um tema antigo, recorrente e essencial para o futuro. Não apenas de Pernambuco, mas inclui Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte como Estados diretamente beneficiados - ou prejudicados, a depender do encaminhamento.

A mudança

Sem maiores detalhes, na última semana do governo Jair Bolsonaro, aconteceu uma virada de mesa nas regras vigentes sobre a ferrovia. A empresa concessionária, que tinha a obrigação de fazer os trechos para o Porto de Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco, simplesmente "abriu mão" do trecho pernambucano. Sem oposição do governo. E sem reação posterior do governo de Raquel Teixeira Lyra. A governadora, no seu estilo de quando não quer resolver, fez alguns movimentos pirotécnicos mas nenhuma ação efetiva.

O governo Lula

Assumiu o compromisso de fazer o trecho. Ai começaram as dificuldades do além e do aquém. A ferrovia esta pronta para começar a sair do papel. Salvo engano, três lotes, perfazendo 150 km estão contratados. A trava, agora, está no TCU. Uma fiscalização, meio sem pé nem cabeça, retém todo o processo. Quando o TCU liberar, as obras começam de imediato. A depender do governo Federal, claro.

Por isso

Seria fundamental saber a opiniao de Flávio sobre a Transnordestina. Ainda melhor, seria um compromisso claro, direto e objetivo da sua parte. A obra tem mais importância para o futuro do que supõem os estrategistas do bolsonarismo.que persistem com graves dificuldades de entender a região e sua gente. Como, aliás, as declarações de cardeais da corte flavista deixam transparecer. Continuam, repetimos, sem entender o Nordeste. O vídeo de Nikolas Ferreira, divulgado ontem, é prova irrefutável dessa deficiência da compreensão regional.

E o governo do Estado?

Tem tido uma atuação lamentável, cuja natureza a vitória eleitoral não muda. Mas é assunto para mais adiante.

A pergunta do momento

Lula quer a obra. A trajetória dele mostra isso, embora o tema não tenha sido prioridade na campanha. E Flávio? Tem quatro dias para tocar no assunto. Ou, vamos votar no escuro sobre um tema fundamental para o futuro da região.




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Segundo turno das eleições de 2026 carrega até agora um ineditismo, por Flávio Lúcio*

21/10/2026

Acompanho eleições presidenciais desde a de 1989 e posso dizer, sem receio de exagerar, que o segundo turno de 2026 carrega até agora um ineditismo que o distingue de todos os anteriores, inclusive o de 1989, o que mais mobilizou o eleitorado para derrotar o candidato das “elites”.

Esquerda

Para a esquerda, são dois os ineditismos. O primeiro é a combinação poderosa de povo na rua e uso eficiente das redes sociais para a mobilização, o debate político e o esclarecimento do eleitorado. O segundo são as ruas ocupadas, empurrando a liderança para a esquerda e encorajando-a a ir além. Juntos, pela primeira vez, nos colocam em condições de enfrentar a extrema-direita.

Movimento tardio

Um movimento tardio, já que não aconteceu no primeiro turno? Só saberemos quando os votos forem contados no domingo, mas o resultado até agora é animador, seja para enfrentar um novo governo bolsonarista, seja para manter e aprofundar as...

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Acompanho eleições presidenciais desde a de 1989 e posso dizer, sem receio de exagerar, que o segundo turno de 2026 carrega até agora um ineditismo que o distingue de todos os anteriores, inclusive o de 1989, o que mais mobilizou o eleitorado para derrotar o candidato das “elites”.

Esquerda

Para a esquerda, são dois os ineditismos. O primeiro é a combinação poderosa de povo na rua e uso eficiente das redes sociais para a mobilização, o debate político e o esclarecimento do eleitorado. O segundo são as ruas ocupadas, empurrando a liderança para a esquerda e encorajando-a a ir além. Juntos, pela primeira vez, nos colocam em condições de enfrentar a extrema-direita.

Movimento tardio

Um movimento tardio, já que não aconteceu no primeiro turno? Só saberemos quando os votos forem contados no domingo, mas o resultado até agora é animador, seja para enfrentar um novo governo bolsonarista, seja para manter e aprofundar as mudanças reclamadas pelo povo.

Emergência

Desde a emergência das redes sociais, esse instrumento de debate político jamais foi tão útil para a esquerda como agora. Mas quem pensa que foram as redes que produziram o atual estado de mobilização pró-Lula está enganado. Foram os estudantes da UFF, em Niterói, que primeiro saíram às ruas e acenderam o rastilho de pólvora que se espalhou por todo o país. As redes sociais lulistas, que já estavam em ativação, fizeram seu trabalho para um movimento nacional que, na origem e considerando a quantidade de jovens mobilizados, tem muito de espontâneo.

Evitar erro

Para evitar o erro da louvação a-histórica da técnica, isto é, da tecnologia das redes sociais, é necessário deixar claro que não são elas que geram mobilização popular. Se gerassem, os bolsonaristas dominariam as ruas hoje, e não os apoiadores de Lula. Como técnica que tem dono, as redes não são neutras. Mas continuam sendo técnica: o que determina o seu caráter é o seu uso.


Primeiro ineditismo

E esse é o primeiro ineditismo desta eleição. As redes sociais revolucionaram a política, mas não acabaram com a ágora, o espaço público onde pessoas reais se encontram para debater e mudar o mundo real, como pensavam muitos, inclusive aqueles que se elegeram sem sair da frente do computador ou largar o celular. Até hoje, nos acostumamos com a constatatação de que as redes quase sempre beneficiavam a extrema-direita, para citar acontecimentos bem próximos de nós: o impeachment de Dilma Rousseff, a prisão de Lula e a eleição de Jair Bolsonaro, em 2018.

Técnica

Era como se a técnica tivesse alma de extrema-direita. Na verdade, ela é programada para um uso, mas não pode escolher o resultado. O algoritmo pode ser manipulado, e é, mas não tem vida própria: é criado para atingir resultados e, para as empresas que o controlam, o que interessa é o lucro. E lucro é alcance. E, no Brasil, a esquerda tem a metade de um país de 220 milhões de pessoas.

Bolha

Em 2026, a esquerda conseguiu ir além de sua bolha. E como conseguiu? Na rua. Foi a rua que ajudou a furar a bolha das redes sociais e, acredito, sem elas, permaneceríamos falando para nós mesmos. Foi a rua que gerou engajamento. Então, rua e rede se encontraram.

Imobilismo foi desatado

E nó do imobilismo foi desatado. E esse é o segundo ineditismo das campanhas da esquerda desde 1989: as ruas ocupadas. Foram elas que encorajaram Lula a ir além.

Que 2026 vá além e não seja um relâmpago em dia de sol.
*Flavio Lúcio é cientista político, doutor em sociologia, historiador, professor da UFPB.



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Nenhum candidato apresentou projeto para o Nordeste. Até agora

21/10/2026

A rigor, nem para o Nordeste, nem para qualquer regiao. Muito menos para o país como um todo. Faltando quatro dias para o voto e com um debate pelo meio correndo risco de não acontecer, nenhum dos dois candidatos apresentou algo que se possa rotular de projeto para o país. Muito menos para o Nordeste. Ambos trataram de problemas pontuais, específicos, que são medidas importantes mas não refletem um caminho, um conjunto, uma proposta de país.

Segurança

Assunto fundamental. A ideia de Lula é criar um sistema nacional, que nunca deu certo em nenhuma República continental e federativa. A de Flávio é vigiar as fronteiras, missão impossível sem uma reforma profunda das Forças Armadas. Começando pelo contingente, armamento, equipamentos e treinamento. Quatro anos é pouco tempo para isso. Programas sociais, não resolvem a violência, como não resolveram até agora. A questão só tem se agravado neste terceiro milênio. A politica de mais armas e etc, tambem...

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A rigor, nem para o Nordeste, nem para qualquer regiao. Muito menos para o país como um todo. Faltando quatro dias para o voto e com um debate pelo meio correndo risco de não acontecer, nenhum dos dois candidatos apresentou algo que se possa rotular de projeto para o país. Muito menos para o Nordeste. Ambos trataram de problemas pontuais, específicos, que são medidas importantes mas não refletem um caminho, um conjunto, uma proposta de país.

Segurança

Assunto fundamental. A ideia de Lula é criar um sistema nacional, que nunca deu certo em nenhuma República continental e federativa. A de Flávio é vigiar as fronteiras, missão impossível sem uma reforma profunda das Forças Armadas. Começando pelo contingente, armamento, equipamentos e treinamento. Quatro anos é pouco tempo para isso. Programas sociais, não resolvem a violência, como não resolveram até agora. A questão só tem se agravado neste terceiro milênio. A politica de mais armas e etc, tambem carece de eficácia. O que resolve não está nos planos: a efetiva melhoria do problema da desigualdade social extrema e das condições de vida do povo.

No restante

É mais do mesmo. Cada qual com seu jeito prometido de fazer. Algo estruturante, de ampla repercussão sobre o perfil da sociedade, não tem. Flávio fala em criar o ministério do progresso. Como a história republicana mais que comprova, progresso não é desenvolvimento. Lula fala em comprar a dívida dos endividados, mas isto é muito pouco e insuficiente. A questão é como evitar esse endividamento. Do povo e do país.

Para o Nordeste

Nenhuma proposta palpável para mudar os indicadores sociais negativos. Nem sequer a transposição entrou na agenda. Já a Transnordestina...

Ninguém diz nada

A ferrovia merece um capítulo a parte. No apagar das luzes do governo Bolsonaro, semana entre o Natal e o Ano Novo, foi feita feita uma mudança fundamental. A concessionária simplesmente entregou, sem resistência do governo, o trecho Salgueiro/Suape, mantendo o acesso ao Porto cearense de Pecém. Um escândalo assombroso, que não teve maior espaço sequer na mídia regional. O trecho Salgueiro/Suape permitiria, também, a interligação com a malha ferroviária que, sem alarde, vai sendo desenhada para o país. O governo Lula tem simpatia pela obra mas não contou com o governo de Pernambuco. A governadora nem fez a sua parte (iniciar as obras dentro do poligono do porto, atribuição estadual) nem comandou uma mobilização política para desatar os nós que dificultam a retomada da obra.

E assim

O eleitor vai eleger alguém sem sequer conhecer para onde o país e o Nordeste vão caminhar.








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TSE pede parecer do MP Eleitoral sobre medidas adotadas pela Meta

21/10/2026

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), pediu parecer para o Ministério Público Eleitoral sobre o cumprimento pela Meta de medidas de isonomia no processo eleitoral. Ele estabeleceu prazo de 24 horas para o envio da manifestação.

Atuação questionada

A big tech, responsável pelo WhatsApp, Instagram e Facebook, teve atuação questionada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por suposto favorecimento ao seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

Tem negado

A Meta tem negado qualquer interferência no processo eleitoral ou favorecimento político e atribuiu os problemas relatados a questões técnicas. Relator do caso, Bellizze se reuniu, ontem, terça-feira (20/10), com representantes da empresa.
A reunião foi solicitada após a empresa prestar informações no âmbito da decisão do TSE, que exigiu tratamento igualitário entre as candidaturas nas plataformas digitais.

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O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), pediu parecer para o Ministério Público Eleitoral sobre o cumprimento pela Meta de medidas de isonomia no processo eleitoral. Ele estabeleceu prazo de 24 horas para o envio da manifestação.

Atuação questionada

A big tech, responsável pelo WhatsApp, Instagram e Facebook, teve atuação questionada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por suposto favorecimento ao seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

Tem negado

A Meta tem negado qualquer interferência no processo eleitoral ou favorecimento político e atribuiu os problemas relatados a questões técnicas. Relator do caso, Bellizze se reuniu, ontem, terça-feira (20/10), com representantes da empresa.
A reunião foi solicitada após a empresa prestar informações no âmbito da decisão do TSE, que exigiu tratamento igualitário entre as candidaturas nas plataformas digitais.


Questionamentos

Após questionamentos sobre possível favorecimento, a big tech foi intimada a apresentar, em 24 horas, informações sobre as medidas adotadas para garantir igualdade na distribuição e veiculação de conteúdos.

Apontou falhas

Apesar do posicionamento oficial da empresa, o Comitê de Supervisão da Meta – que tem atuação independente – apontou falhas no controle de conteúdo e avaliou que faltou transparência na operação da plataforma no Brasil.




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A quatro dias do 2º turno, Flávio e Lula buscam indecisos em estados-chave

21/10/2026

Reta final de campanha, últimas estratégias e busca pelo voto dos indecisos. A quatro dias do segundo turno das eleições, os candidatos à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cumprem agendas de campanha em estados decisivos.

Flávio

Nesta quarta-feira (21), o senador vai a Guarulhos, em São Paulo, enquanto o presidente e candidato à reeleição participa de um ato em Belo Horizonte, Minas Gerais.
São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com 34,1 milhões de eleitores aptos a votar. Minas Gerais aparece em segundo lugar, com 16,4 milhões. Os dois estados concentram, respectivamente, 21,48% e 10,32% do eleitorado brasileiro.

Evento

Pela manhã, às 11h, Flávio participa de um evento com o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e aliados paulistas no Espaço Inter, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Esta deve ser a última agenda do se...

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Reta final de campanha, últimas estratégias e busca pelo voto dos indecisos. A quatro dias do segundo turno das eleições, os candidatos à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cumprem agendas de campanha em estados decisivos.

Flávio

Nesta quarta-feira (21), o senador vai a Guarulhos, em São Paulo, enquanto o presidente e candidato à reeleição participa de um ato em Belo Horizonte, Minas Gerais.
São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com 34,1 milhões de eleitores aptos a votar. Minas Gerais aparece em segundo lugar, com 16,4 milhões. Os dois estados concentram, respectivamente, 21,48% e 10,32% do eleitorado brasileiro.

Evento

Pela manhã, às 11h, Flávio participa de um evento com o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e aliados paulistas no Espaço Inter, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Esta deve ser a última agenda do senador no estado durante a campanha eleitoral. Também devem comparecer ao evento prefeitos da região metropolitana, deputados e lideranças políticas paulistas.

Agenda no Nordeste

Depois do compromisso em Guarulhos, Flávio viaja ao Ceará, no Nordeste, região em que Lula mantém uma base de apoio consolidada.

Fortaleza

Às 19h, o candidato do PL participa de um evento em Fortaleza organizado pelo deputado federal André Fernandes (PL-CE), aliado do senador. Fernandes tem promovido carreatas e bloquinhos pelo estado em apoio à candidatura de Flávio neste segundo turno. Esta deve ser a última agenda do senador no Nordeste durante a campanha.

O Ceará tem 6.998.494 eleitores aptos a votar, o equivalente a 4,41% do eleitorado nacional. O estado ocupa a oitava posição entre os maiores colégios eleitorais do país.

Lula

Lula vai a Belo Horizonte, onde fará uma caminhada pelo centro da capital mineira, a partir das 15h. O presidente estará acompanhado de aliados no estado, entre eles a senadora eleita Marília Campos (PT).

Estado estratégico

Minas Gerais é considerado um estado estratégico nas eleições presidenciais. Desde a redemocratização, em 1989, todos os candidatos eleitos à Presidência também venceram no estado.

Após receber 43,33% dos votos válidos em Minas Gerais no primeiro turno, contra 48,24% de Flávio, Lula tenta ampliar seu apoio no estado em sua sexta visita durante a campanha eleitoral.

Perdão de dívidas de MEIs

Além do ato em Belo Horizonte, Lula sanciona nesta quarta-feira, em Brasília, a lei que prevê o perdão de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) e eleva o teto de faturamento anual da categoria.

Pacote

A medida integra um pacote anunciado pelo governo durante a campanha eleitoral. O texto prevê aumentar o limite de faturamento do MEI de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.

Prevê

A iniciativa também prevê o perdão de dívidas da categoria com a União, com potencial para beneficiar 3,6 milhões de microempreendedores. A medida faz parte das ações que Lula apresenta na reta final da campanha, em meio à tentativa de ampliar o diálogo com trabalhadores autônomos e pequenos empreendedores.

O Poder com CNN




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