Será verdade? A justiça só se aplica para quem não tem dinheiro. Um mote instigante para o Rei da Glosa, Nelson Nunes Farias.
02/04/2024 - Jornal o Poder
Como se fosse um templo
Porém só vemos exemplo
Dela sendo maculada
Muitas vezes estrupada
Por esse Brasil inteiro
Vejam o Rio de Janeiro
Que isso muito pratica
"A justiça só se aplica
Para quem não tem dinheiro"
Mote: Ronaldo Barbosa
Como se fosse um templo
Porém só vemos exemplo
Dela sendo maculada
Muitas vezes estrupada
Por esse Brasil inteiro
Vejam o Rio de Janeiro
Que isso muito pratica
"A justiça só se aplica
Para quem não tem dinheiro"
Mote: Ronaldo Barbosa
Leia outras informações
Especialistas se Pronunciam - Fuga de Flávio pode motivar prisão preventiva
27/10/2026
Moraes
O candidato derrotado na eleição do último domingo, 25/10, chegou aos Estados Unidos, de acordo com aliado de Trump. A fuga ocorreu cerca de um dia depois que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que o político entregasse seus passaportes e o proibiu de deixar o país.
Passaportes
Flávio não entregou os documentos dentro do prazo, que se encerrou às 11h00. Desta forma, a PF cancelou os passaportes do senador.
Falam Especialistas
De acordo com a professora de Direito da FGV, Luisa Ferreira, a partir dessa não entrega dos documentos solicitados, o Moraes "tem nas mãos a possibilidade de decretar a prisão preventiva". "Se ele não entrega o passaporte e de fato está tentando f...
A fuga do senador Flávio Bolsonaro, PL, para os EUA nesta tarde de terça-feira, 27/10, poderia motivar a decretação de uma prisão preventiva por parte do STF, de acordo com especialistas.
Moraes
O candidato derrotado na eleição do último domingo, 25/10, chegou aos Estados Unidos, de acordo com aliado de Trump. A fuga ocorreu cerca de um dia depois que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que o político entregasse seus passaportes e o proibiu de deixar o país.
Passaportes
Flávio não entregou os documentos dentro do prazo, que se encerrou às 11h00. Desta forma, a PF cancelou os passaportes do senador.
Falam Especialistas
De acordo com a professora de Direito da FGV, Luisa Ferreira, a partir dessa não entrega dos documentos solicitados, o Moraes "tem nas mãos a possibilidade de decretar a prisão preventiva". "Se ele não entrega o passaporte e de fato está tentando fugir, aí sim há um requisito claro para prisão preventiva. Há um risco de que ele não compareça no processo e que se condenado for, não vai cumprir pena. E isso poderia motivar a decretação da prisão preventiva", afirmou. O advogado especialista em Direito Eleitoral e Político José Paes Neto corrobora a ideia. Segundo ele, "se a saída do país se confirmar, o senador terá transformado uma medida contestável na prova da sua própria necessidade". "Juridicamente, é a pior escolha possível para a defesa", avalia. O especialista relembra que, por ainda ser senador, Flávio não poderia ter prisão em flagrante decretada, a menos que tivesse cometido um crime inafiançável. "A condição de quem deixou o país descumprindo ordem judicial é um fundamento clássico para prisão preventiva. As investigações também não param por ele estar no exterior", acrescentou. No entanto, conforme o advogado, um eventual processo de extradição pelos EUA é um "caminho longo, incerto e com forte componente político". (Com CNN Brasil)
PL convoca reunião de emergência após fuga de Flávio para os EUA
27/10/2026
Reorganização
A reunião ocorre em meio a incertezas sobre o paradeiro de Flávio e os rumos do partido, que começava a articular a reorganização da oposição ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva, PT. Enquanto integrantes do PL cobram esclarecimentos sobre a situação do senador, dirigentes avaliam os possíveis impactos políticos e jurídicos de uma eventual saída dele do país. (Com jornal O Globo)
O presidente do PL, Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, convocou uma reunião de emergência com dirigentes da sigla após o senador Flávio Bolsonaro, PL, deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos.
Reorganização
A reunião ocorre em meio a incertezas sobre o paradeiro de Flávio e os rumos do partido, que começava a articular a reorganização da oposição ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva, PT. Enquanto integrantes do PL cobram esclarecimentos sobre a situação do senador, dirigentes avaliam os possíveis impactos políticos e jurídicos de uma eventual saída dele do país. (Com jornal O Globo)
Confirmado! - Aliado de Trump diz que Flávio Bolsonaro chegou aos EUA "em segurança"
27/10/2026
Marco Rubio
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, arquitetou a fuga de Flávio Bolsonaro, PL, do Brasil rumo ao território norte-americano. “O cérebro por trás dessa operação é o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio”, afirmou Levy em uma publicação no X.
Voo privado pela Argentina
A fuga do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi noticiada pela primeira vez pelo jornal argentino Infobae. Segundo a reportagem, Flávio cruzou a fronteira com a Arge...
O senador Flávio Bolsonaro, PL, chegou aos Estados Unidos em “segurança” após fugir do Brasil hoje, terça-feira, 27/10. A informação foi divulgado pelo advogado mexicano Simón Levy, que é ligado ao movimento Make America Great Again, MAGA, do presidente Donald Trump. “Como relatei há algumas horas, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos”, afirmou Levy em uma publicação divulgada na rede social X por volta das 15h20.
Marco Rubio
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, arquitetou a fuga de Flávio Bolsonaro, PL, do Brasil rumo ao território norte-americano. “O cérebro por trás dessa operação é o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio”, afirmou Levy em uma publicação no X.

Voo privado pela Argentina
A fuga do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi noticiada pela primeira vez pelo jornal argentino Infobae. Segundo a reportagem, Flávio cruzou a fronteira com a Argentina, e deixou o país em um voo privado da companhia aérea Baires Fly S.A.
Caso Zambelli - Justiça italiana adia julgamento sobre extradição de Carla Zambelli previsto para hoje
27/10/2026
Autorizada e anulada
A extradição da deputada cassada chegou a ser autorizada pela primeira instância da Justiça italiana, mas a defesa conseguiu que a Corte de Cassação realizasse novo julgamento, diante da falta de informações sobre as condições carcerárias no Brasil. Este é o julgamento que estava marcado para esta sema...
A Justiça da Itália adiou de hoje, terça-feira, 27/10, para 24/11, o julgamento sobre a extradição para o Brasil da deputada cassada Carla Zambelli, no caso em que ela foi condenada por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Em 2022, ela sacou um revólver e perseguiu um jornalista pelas ruas de São Paulo. A Corte de Apelação de Roma atendeu a um pedido da defesa, que solicitou o adiamento do julgamento alegando não ter tido acesso à documentação enviada pelo Brasil sobre as condições da Colmeia, como é conhecida a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, para onde Zambelli deve ser levada caso seja extraditada.
Autorizada e anulada
A extradição da deputada cassada chegou a ser autorizada pela primeira instância da Justiça italiana, mas a defesa conseguiu que a Corte de Cassação realizasse novo julgamento, diante da falta de informações sobre as condições carcerárias no Brasil. Este é o julgamento que estava marcado para esta semana e foi adiado para o próximo mês. Trata-se da segunda vez que a extradição de Zambelli está sendo julgada pela Justiça italiana. Em uma situação anterior, relacionada ao caso no qual ela foi condenada por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça, CNJ, o pedido chegou a ser autorizado pela primeira instância, mas a defesa conseguiu reverter a decisão na Corte de Cassação — última instância recursal italiana.
Falta de imparcialidade
Na ocasião, para negar a extradição, os magistrados italianos mencionaram o que seria uma falta de imparcialidade no julgamento do caso por parte do relator no STF, ministro Alexandre de Moraes. Em nota, o advogado Eduardo Maurício, que representa Zambelli, disse que o julgamento desta terça não poderia ocorrer porque, sem acesso à documentação enviada pelo Brasil, não seria “possível exercer a ampla defesa e contraditório sobre as questões que envolvem a garantia à saúde da ex-deputada”. O defensor acrescentou ainda que “extraditar Carla ao Brasil seria o mesmo que entregá-la à morte, já que o sistema prisional brasileiro é desumano e degradante”.
Duas condenações
Carla Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão pela 1ª Turma do STF em 2025, pelos crimes de invasão de sistema informático e falsidade ideológica. Ela foi considerada culpada por encabeçar uma invasão aos sistemas do CNJ em 2022, com o objetivo de inserir neles um mandado de prisão falso contra o próprio Moraes. A motivação, segundo a condenação, foi desmoralizar o Poder Judiciário diante das eleições presidenciais iminentes. Ainda em 2025, ela foi condenada de novo pelo STF. Dessa vez, a 5 anos e 3 meses de prisão, com regime inicial semiaberto, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O caso está relacionado à perseguição do jornalista Luan Araújo pelas ruas de São Paulo, dias antes do segundo das eleições presidenciais de 2022.
Fuga para a Itália
Após a primeira condenação, antes que fosse expedida a ordem para o cumprimento da pena, Zambelli se valeu do passaporte europeu para embarcar rumo aos Estados Unidos e depois para a Itália, onde pediu refúgio por perseguição política. Carla chegou a ser presa em Roma a pedido do STF, por intermédio do governo brasileiro, que pediu sua extradição imediata. Após o primeiro pedido de extradição ser negado em definitivo, ela foi solta. Atualmente ela aguarda em Roma o julgamento do segundo pedido de extradição. (Com Agências de Notícias)
Flávio Bolsonaro já está nos Estados Unidos. Vai receber condição de asilado
27/10/2026
Oposição
Dos Estados Unidos, livre e em segurança, Flávio liderará a oposição contra Lula. (Com @Símon Levy)
Como divulgado há poucas horas, Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos. O articulador por trás dessa operação, foi o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
Oposição
Dos Estados Unidos, livre e em segurança, Flávio liderará a oposição contra Lula. (Com @Símon Levy)
"Onde está Flávio Bolsonaro?" - Imprensa internacional repercute suspeita de fuga de Flávio Bolsonaro
27/10/2026
Infobae
O jornal argentino Infobae divulgou, durante a madrugada desta terça, que Flávio Bolsonaro teria saído do país pela fronteira com Puerto Iguazú, na Argentina. O senador é atualmente investigado no caso 'Dark Horse' e pela relação com o advogado Willer Tomaz.
Reuters
A agência de notícias Reuters confirmou que, de fato, Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil, com base em fontes americanas. Em reportagem intitulada "O Brasil se pergunta: onde, afinal, está Flávio Bolsonaro?", a agência falou em "mistério sobre seu paradeiro" e afirmou que assessores de Flávio Bolsonaro negaram-se a comentar o paradeiro do senador. Uma autoridade dos EUA informou à Reuters que Flávio Bolsonaro está a caminho do país. Ele teria feito contato com o governo norte-american...
A imprensa internacional está repercutindo, hoje, terça-feira, 27/10, a possível de fuga do senador Flávio Bolsonaro, PL, derrotado nas eleições de domingo, 25/10.
Infobae
O jornal argentino Infobae divulgou, durante a madrugada desta terça, que Flávio Bolsonaro teria saído do país pela fronteira com Puerto Iguazú, na Argentina. O senador é atualmente investigado no caso 'Dark Horse' e pela relação com o advogado Willer Tomaz.
Reuters
A agência de notícias Reuters confirmou que, de fato, Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil, com base em fontes americanas. Em reportagem intitulada "O Brasil se pergunta: onde, afinal, está Flávio Bolsonaro?", a agência falou em "mistério sobre seu paradeiro" e afirmou que assessores de Flávio Bolsonaro negaram-se a comentar o paradeiro do senador. Uma autoridade dos EUA informou à Reuters que Flávio Bolsonaro está a caminho do país. Ele teria feito contato com o governo norte-americano e combinado de fugir para o país com a esposa e as duas filhas. "O mistério sobre seu paradeiro gerou preocupações de que ele possa seguir os passos de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que se mudou para os EUA após se recusar a reconhecer a derrota para Lula em 2022", afirmou a Reuters.
The Guardian
O jornal britânico "The Guardian", em reportagem sobre a suposta fuga, afirmou que" Bolsonaro não era visto desde segunda-feira e perdeu, na manhã de terça-feira, o prazo para entregar seu passaporte à Polícia Federal, o que alimentou rumores de que ele poderia ter fugido do Brasil após a derrota no domingo".
La Nación
Na Argentina, o jornal "La Nación", com base em fontes, afirma que o senador brasileiro "fugiu do Brasil e está em voo para os Estados Unidos". O La Nación dedica bastante espaço em seu site sobre o caso. A matéria lembra que fontes policiais haviam indicado que não havia registro formal da saída de Flávio Bolsonaro do país, após o site Infobae ter noticiado que Flávio Bolsonaro teria fugido do Brasil por via terrestre para a Argentina na madrugada de hoje, com destino aos EUA.
La Vanguardía
O espanhol La Vanguardía apresentou o caso de Flávio Bolsonaro como uma queda política e judicial acelerada após a derrota nas eleições presidenciais de domingo. A reportagem relacionou a derrota eleitoral à perda do foro privilegiado e à reabertura de duas investigações por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. O jornal também destacou o apoio que Flávio recebeu de lideranças da direita internacional durante a campanha, incluindo Javier Milei, María Corina Machado e integrantes do movimento MAGA, ligado a Trump.
El País
O jornal espanhol de maior circulação, El País, puxou sua cobertura pelo fato de que aliados de Flávio teriam confirmado à Folha de S. Paulo, de forma anônima, que o candidato derrotado teria fugido do Brasil. O jornal também chamou atenção ao fato de que Flávio descumpriu a exigência do ministro do Supremo Tribunal Federal, STF, Alexandre de Moraes, de que ele entregasse seus passaportes.
Flávio Bolsonaro chega ainda hoje nos EUA, e pedirá asilo político a Trump
27/10/2026
EUA ainda hoje
A previsão, segundo aliados de Flávio, é de que o senador entre nos EUA pelo estado da Flórida na tarde de hoje, terça-feira, 27/10. O governo Donald Trump já foi avisado. Aliados de Flávio informaram à coluna que o senador entrará oficialmente com um pedido de “asilo político” junto ao governo Trump assim que chegar em território americano. Nos EUA, Flávio deve ser recebido por bolsonaristas que moram lá. A previsão é de que Eduardo Bolsonaro, PL, se encontre com o irmão na Flórida na quarta-feira, 28/10.
O senador Flávio Bolsonaro, PL, está em voo a caminho dos EUA com a esposa e as duas filhas nas últimas horas. A saída do Brasil, foi organizada por Flávio de última hora com a ajuda de um grupo restrito de aliados no Brasil e nos EUA para evitar vazamentos. Aos aliados no Brasil, coube operacionalizar a saída do senador do país. Já os que moram nos EUA ajudaram a garantir a entrada de Flávio em território americano.

EUA ainda hoje
A previsão, segundo aliados de Flávio, é de que o senador entre nos EUA pelo estado da Flórida na tarde de hoje, terça-feira, 27/10. O governo Donald Trump já foi avisado. Aliados de Flávio informaram à coluna que o senador entrará oficialmente com um pedido de “asilo político” junto ao governo Trump assim que chegar em território americano. Nos EUA, Flávio deve ser recebido por bolsonaristas que moram lá. A previsão é de que Eduardo Bolsonaro, PL, se encontre com o irmão na Flórida na quarta-feira, 28/10.
Aliados Afirmam - Governo Trump sabe da saída de Flávio do Brasil e vai conceder asilo
27/10/2026
A caminho dos EUA
No começo do dia, pessoas próximas a Flávio desconheciam o paradeiro do senador e ironizaram a possibilidade de uma fuga para os EUA. "Só se ele estiver louco" ou "está vindo de foguete do Elon Musk" foram algumas das respostas. Agora, já descobriram que Flávio está em voo a caminho dos EUA. A decisão foi tomada ontem, seg...
O governo Donald Trump está ciente da ida de Flávio Bolsonaro aos EUA e vai conceder asilo ao senador do PL, segundo aliados da família que mantêm relação com o país. Eles dizem que Flávio deve chegar nas próximas horas em Miami ou Dallas. De acordo com um aliado do clã Bolsonaro, o governo americano teria participado ativamente do plano de tirar Flávio do Brasil. Outra pessoa próxima afirma que o senador não saiu pela Argentina. Aliados do Flávio dizem que ele já está a caminho dos EUA, para onde segundo eles o senador decidiu fugir dois dias depois de perder a eleição presidencial para Lula, PT.

A caminho dos EUA
No começo do dia, pessoas próximas a Flávio desconheciam o paradeiro do senador e ironizaram a possibilidade de uma fuga para os EUA. "Só se ele estiver louco" ou "está vindo de foguete do Elon Musk" foram algumas das respostas. Agora, já descobriram que Flávio está em voo a caminho dos EUA. A decisão foi tomada ontem, segunda-feira, 26/10, após o ministro do STF, Alexandre de Moraes, mandar recolher os passaportes brasileiro e italiano do senador, que tem cidadania do país europeu. Flávio é investigado em duas ações criminais, sob suspeita de lavagem de dinheiro e outros crimes no âmbito do caso do Banco Master e dos desvios no INSS. A partir de fevereiro, quando deixará o mandato de senador pelo RJ, ele perde o foro especial no Supremo.

Passaportes
A Polícia Federal, PF, cancelou o documento brasileiro de Flávio após o senador não cumprir a decisão judicial. Mas a identidade italiana segue válida. A PF emitiu um alerta para vigiar as fronteiras, mas pode ter sido tarde. (Com Folha de S.Paulo)
"O cenário geoeconômico e político do Brasil, com os resultados das eleições presidenciais do 2° turno" - Por Jarbas Beltrão*
27/10/2026
Com apurações do 1° turno concluídas, 04/10, tivemos a oportunidade de registrar a empolgação que teria tomado conta do mercado investidor financeiro no Brasil, naquele instante.
Índice Ibovespa saltou no dia imediato às eleições de mais de 7% de crescimento. A Bolsa brasileira recebeu aportes de bilhões de dólares provenientes de um dos maiores fundos de investimento do mundo - Black Rock comprou 10% da Bolsa - além de 6 bilhões do grupo Starlinck comprando papéis de empresas brasileiras na Bovespa.
'O 2° turno das eleições'
O que temos agora, 26/10, primeiro dia após o resultado do 2° turno com a reeleição do atual presidente, para o setor produtivo, ficam incertas as chances de investimentos, que traria geração de empregos diretos / indiretos, lucros, salários, empregos rendas, mais receitas públicas e novas oportunidades de negócios.
'Resultado eleitoral e cenário econômico provável para o Brasil'
Com apurações do 1° turno concluídas, 04/10, tivemos a oportunidade de registrar a empolgação que teria tomado conta do mercado investidor financeiro no Brasil, naquele instante.
Índice Ibovespa saltou no dia imediato às eleições de mais de 7% de crescimento. A Bolsa brasileira recebeu aportes de bilhões de dólares provenientes de um dos maiores fundos de investimento do mundo - Black Rock comprou 10% da Bolsa - além de 6 bilhões do grupo Starlinck comprando papéis de empresas brasileiras na Bovespa.
'O 2° turno das eleições'
O que temos agora, 26/10, primeiro dia após o resultado do 2° turno com a reeleição do atual presidente, para o setor produtivo, ficam incertas as chances de investimentos, que traria geração de empregos diretos / indiretos, lucros, salários, empregos rendas, mais receitas públicas e novas oportunidades de negócios.
Os investidores que se reunem na Faria Lima (São Paulo) mandam recado, o que resta de ativos em moeda nacional, serão dolarizados, fuga de mais capitais para outros mercados - Paraguai ou "mercado rentista" pelo mundo afora. É o resultado da desconfiança, que agora, toma conta do mercado.
'Assistencialismo e endividamento público'
Buscar governabilidade para um governo baseado em medidas assistencialistas, significa mais impostos para setores das classes médias e encurralar os que buscam saídas ou podem optar pelo empreendedorismo.
O assistencialismo das bolsas sociais tende a sobrecarregar mais ainda os compromissos sociais do governo. Se os diversos orçamentos ficam abaixo das receitas, há que procurar empréstimos junto a população "remediada", empresas, no rentista estrangeiro ou na diversidade da produção econômica e transações no mercado de compra e venda.
A conclusão será aumentar juros dos títulos do endividamento público. Esse caminho desestimula o investimento produtivo e gera inflação e crise em direção à recessão.
'Estados Unidos, reconhecimento das eleições e cerco econômico'
O mais importante mercado-fonte de investidores no mundo, sinaliza para não reconhecimento do resultado eleitoral - Estados Unidos da América - ou para um cerco econômico para nosso pais.

A postura americana, deverá ser seguida por outros países do continente americano, aqueles que aderiram ao "Escudo das Américas" - aliança de combate ao crime organizado - Peru, Chile, Bolívia, Colômbia, Paraguai, Argentina, El Salvador e outros caribenhos
"Escudo das Américas", é um Acordo não apenas de confronto ao crime organizado, mas de afastar a influência nas terras do continente do Bloco russo - sino - iraniano.
'A Capital da Revolução da esquerda marxista'
Segundo a CNN, o Brasil tornar-se- à o novo Pólo exportador da revolução internacional do socialismo marxista-leninista, trocando em miúdos, será - já é - a capital continental do Foro de São Paulo - capital do Socialismo do Século 21 - hoje Grupo de Puebla - substituindo Cuba e Venezuela, que alcançaram o esgotamento e descrédito.
Afinal, o Foro bateu martelo no Brasil, criado por Lula da Silva e Fidel Castro; o Foro de São Paulo foi organizado em 1992, após a queda do "Planeta Socialista Europeu"; o Foro tem como finalidade, resgatar o projeto iniciado com o "golpe bolchevique de 1917' , que a História teria enterrado(?) - não enterrou coisa nenhuma - está vivo, contando agora com a aliança à nova elite comunista desenvolvida na China e Vietnã, às novas gerações de metacapitalistas e do gangsterismo internacional e seus negócios globais.
'Brasil e China'
O Brasil poderá se consolidar como o mais importante território, do "capitalismo de plataforma", "comunocapitalismo", base chinesa para seu "socialismo de caracteristicas chinesas", também "socialismo de mercado ou de exportação".
A expansão do "socialismo de exportação", ou "capitalismo de plataforma", se dá, - já me referi em outra ocasião - como exportador de capitais, com fins de empréstimos/financiamento, investimentos em infra-estrutura (transportes, comunicações, energia, portos, estradas e outros); Brasil já é o país que mais recebe grandes investimentos chineses em setores básicos da nossa vida moderna.

Exemplo dos investimenris chineses, foi a compra de praticamente, todas empresas de fornecimento de energia em todas as regiões do país. Controle de portos e também investimentos visado pelo radar econômico chinês; exemplo maior, nossa Chesf, hoje tem controle/administrarivo de uma empresa chinesa, AXIA, que trabalha silenciosamente, que em Paulo Afonso reduziu o pessoal da empresa de quinze mil funcionários para insignificantes cento e cinquenta.
O agronegócio experimenta uma dependência do socialismo de negócios chinês. Os novos controladores da nossa economia compram produções futuras, com baixos preços e criam dependência de empresas do agro em relação ao capital de Pequim.
Falar em empresas chinesas, não é falar de empresas de capital aberto, são empresas pertencentes ao Estado/ Partido/ Exército da China Popular, majoritariamente
Portanto, a expansão do "socialismo chinês", com o resultado eleitoral do 2° turno, terá novas oportunidades, inclusive, no chamado setor produtivo, porém de alto valor agregado.
Neste caso nos referimos aos eletrônicos acabados, veículos, componentes para esses setores, são investimentos pesados; BYD(automóveis), Le Novo (eletrônicos e computadores). Mas a geração de empregos para trabalhadores brasileiros não ocorre; a BYD, com investimentos em Camaçari-BA, importou dez mil funcionários, que praticamente residem em casas construídas pela empresa; não tem esse negócio de escala 6 por 1 ou 5 por 2, é sete por zero, com descanso de um dia quinzenal
'Conclusão'
Os eventos econômicos, que pode se acelerar no cenário econômico nacional, são aqueles com esta natureza descrita.
O marxismo de militância das ruas e Universidades, ainda fala de luta de classes, eliminação da desigualdade social e revolução comunista (proletária).
O "wokismo" que é a busca de uma dominação cultural com destruição das tradições, família, conservadorismo, etc e tal, é a marca do novo revolucionarismo, que tomou conta dos jovens universitarios e artistas.
O PCCh, mandou recado pra a esquerda das ruas e universidades, afirmou sua condenação às manifestações nas ruas brasileiras que nada criam. Recomendou disciplina e ordem aos manifestantes. E não tem esses negócios de, Liberação de drogas, Lgbtqi+.
É isso aí.
Tenho Dito.
*Jarbas Beltrão é historiador e professor de História da Universidade de Pernambuco - UPE. Mestre em Educação pela UFPB. Especialista (MBA) em Política Estratégia Defesa e Segurança Nacional. (Adesg Famesc).Especialista (MBA) em Geopolítica/Novas Fronteiras/Cibernética e IA. (Adesg/Instituto Venturo)

NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.
Investimentos Públicos, Bônus Livro, Concentração do Mercado Editorial e Questionamentos do TCE-PE
27/10/2026
O Circuito Literário de Pernambuco, CLIPE, promovido pelo Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Educação, em parceria com a Associação do Nordeste das Distribuidoras e Editoras de Livros, Andelivros, tornou-se objeto de questionamentos políticos, administrativos, do setor cultural e jurídicos relacionados ao volume de recursos públicos empregados, à contratação direta da entidade organizadora e ao modelo de utilização do Bônus Livro.
Análise
A análise do CLIPE não pode ficar limitada aos recursos destinados à montagem, à infraestrutura e à realização das feiras. É indispensável considerar também os valores expressivos do Bônus Livro, benefício instituído por legislação estadual e destinado à aquisição de livros pelos profissionais da educação.
Nas edições de 2025 e 2026, o conjunto de recursos relacionados ao programa alcançou uma dimensão financeira significativa, com dezenas d...
1. Introdução
O Circuito Literário de Pernambuco, CLIPE, promovido pelo Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Educação, em parceria com a Associação do Nordeste das Distribuidoras e Editoras de Livros, Andelivros, tornou-se objeto de questionamentos políticos, administrativos, do setor cultural e jurídicos relacionados ao volume de recursos públicos empregados, à contratação direta da entidade organizadora e ao modelo de utilização do Bônus Livro.
Análise
A análise do CLIPE não pode ficar limitada aos recursos destinados à montagem, à infraestrutura e à realização das feiras. É indispensável considerar também os valores expressivos do Bônus Livro, benefício instituído por legislação estadual e destinado à aquisição de livros pelos profissionais da educação.
Nas edições de 2025 e 2026, o conjunto de recursos relacionados ao programa alcançou uma dimensão financeira significativa, com dezenas de milhões de reais disponibilizados para a compra de livros.
A questão central é verificar se o modelo adotado pelo Governo de Pernambuco assegura a democratização do acesso à leitura e a livre concorrência entre editoras, distribuidoras e livrarias ou se, ao contrário, produz uma concentração econômica em favor de determinados agentes privados.
Trata-se de uma discussão que envolve não apenas a política cultural e educacional do Estado, mas também os princípios constitucionais da impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência, economicidade e livre concorrência.

2. Os investimentos públicos nas edições de 2025 e 2026
O CLIPE contou, em 2025, com um investimento total direto divulgado de aproximadamente R$ 4,7 milhões para sua organização e realização, dos quais cerca de R$ 3,1 milhões foram aportados pelo Governo do Estado, com contrapartida privada informada pela entidade organizadora.
Entretanto, o Bônus Livro constitui uma rubrica financeira distinta e muito mais expressiva.
Em 2025, o benefício individual foi fixado em R$ 1.045,60 para professores e R$ 522,80 para analistas e assistentes da educação, abrangendo aproximadamente 40 mil profissionais.
A partir desses dados, estima-se que os recursos potencialmente disponibilizados naquele ano tenham ficado entre R$ 35 milhões e R$ 42 milhões, a depender da composição dos beneficiários. Trata-se de estimativa, e não de comprovação de despesas efetivamente realizadas.
Em 2026, conforme o Decreto Estadual nº 60.324, de 30 de janeiro de 2026, os valores passaram a R$ 1.090,14 para professores e R$ 545,07 para os demais servidores contemplados.
Segundo informações divulgadas sobre a edição de 2026, mais de 42 mil profissionais foram beneficiados, com investimento superior a R$ 41,2 milhões no programa.
Quadro comparativo dos investimentos:
Rubrica 2025 2026
Organização do CLIPE — aporte estadual R$ 3,1 milhões A confirmar
Investimento total informado na organização R$ 4,7 milhões A confirmar
Bônus Livro R$ 35 milhões a R$ 42 milhões (estimativa) Mais de R$ 41,2 milhões (divulgado)
Bônus individual dos professores R$ 1.045,60 R$ 1.090,14
Bônus dos demais servidores R$ 522,80 R$ 545,07
Profissionais abrangidos Aproximadamente 40 mil Mais de 42 mil
Considerando a estimativa de 2025 e o investimento divulgado para 2026, o Bônus Livro representaria, nas duas edições, um volume aproximado de R$ 76 milhões a R$ 83 milhões em recursos disponibilizados.
Esse montante não deve ser confundido com a receita efetivamente obtida pelos expositores, pois é necessário conhecer os valores realmente utilizados pelos beneficiários, os saldos não empregados e as transações liquidadas.
Além disso, o valor definitivo do aporte estadual para a organização do CLIPE em 2026 depende da identificação do respectivo instrumento de parceria e da execução financeira correspondente.
Foi identificada, ainda, autorização para captação de aproximadamente R$ 4,65 milhões por meio da Lei Rouanet para projeto relacionado ao CLIPE 2026. Essa autorização não comprova que o valor tenha sido captado ou gasto e, portanto, não pode ser somada automaticamente aos investimentos estaduais.
De qualquer maneira, a dimensão financeira do Bônus Livro demonstra que a discussão ultrapassa os custos operacionais de um evento literário e alcança uma política pública com efeitos relevantes sobre o mercado editorial pernambucano.

3. A legislação estadual e o possível direcionamento do mercado editorial
A Lei Estadual nº 18.410, de 22 de dezembro de 2023, instituiu o Bônus Livro, vinculando sua utilização a feiras literárias organizadas ou apoiadas pela Secretaria de Educação, observadas as condições legais e regulamentares.
Posteriormente, normas regulamentares estabeleceram critérios para a utilização do benefício, incluindo sua vinculação a feiras e eventos habilitados.
Esse modelo merece análise jurídica e econômica aprofundada.
Embora o propósito declarado seja incentivar a leitura, fortalecer o mercado editorial e permitir que profissionais da educação adquiram livros, a restrição do uso dos recursos a determinados eventos pode provocar concentração da demanda em um grupo limitado de fornecedores.
Em outras palavras, recursos públicos de dezenas de milhões de reais, em vez de circularem amplamente pelo conjunto das livrarias, editoras, distribuidoras e iniciativas literárias de Pernambuco, podem acabar direcionados predominantemente aos agentes econômicos habilitados para participar das feiras selecionadas.
A situação torna-se especialmente relevante quando a organização do evento é atribuída diretamente a uma entidade privada que mantém relações institucionais com integrantes do próprio setor editorial.
Surge, assim, uma questão fundamental:
É juridicamente adequado que uma política pública de aquisição de livros, financiada pelo Estado, concentre parcela tão significativa da demanda em eventos e fornecedores selecionados mediante regras administrativas específicas, sem mecanismos suficientemente amplos de concorrência e participação?
A resposta exige o exame dos critérios de credenciamento, das possibilidades de participação de outros agentes econômicos e da efetiva liberdade de escolha dos beneficiários.
É necessário esclarecer que a existência de credenciamento limitado ou concentração econômica não comprova, por si só, a formação de cartel.
O cartel, na legislação concorrencial brasileira, exige demonstração de práticas coordenadas entre concorrentes destinadas a restringir a competição.
Entretanto, ainda que não exista prova de cartel, pode haver uma reserva de mercado de fato, decorrente de regras que dificultem o acesso de outras empresas aos consumidores financiados com recursos públicos.
Essa distinção é importante para uma crítica juridicamente consistente.
4. Os questionamentos da oposição e as intervenções do TCE-PE
As controvérsias em torno do CLIPE não são recentes.
Em 2024, parlamentares da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco questionaram a contratação direta da Andelivros, a aplicação dos recursos públicos e o modelo de utilização do Bônus Livro.
A Comissão de Educação e Cultura da Assembleia aprovou requerimento solicitando providências de fiscalização pelo Tribunal de Contas do Estado.
Entre as questões suscitadas estavam a ausência de procedimento competitivo convencional, a titularidade privada do projeto, os critérios de escolha dos expositores e o direcionamento da utilização do benefício.
Em junho de 2024, o TCE-PE adotou medida cautelar determinando a suspensão de pagamentos à entidade organizadora, diante dos questionamentos relacionados à contratação.
Posteriormente, em 2025, o Tribunal voltou a examinar o assunto.
No âmbito do Processo TCE-PE nº 25100757-1, foram determinados encaminhamentos para aprofundamento da fiscalização relacionada à Auditoria Especial nº 24100699-5.
Entre os aspectos submetidos à investigação estavam:
• A remuneração recebida pela entidade organizadora, inclusive eventual participação em vendas ou outras receitas relacionadas às feiras.
• A eventual exclusividade de editoras e distribuidoras participantes e os critérios de seleção dos expositores.
• As possibilidades e limitações de escolha dos livros pelos professores beneficiários.
• A compatibilidade dos preços praticados com aqueles encontrados no mercado.
• A fundamentação jurídica e administrativa da contratação direta.
O Tribunal também apontou a necessidade de examinar possíveis consequências legais caso fossem constatadas irregularidades na contratação ou na aplicação dos recursos públicos.
Esses fatos demonstram que os questionamentos não se restringiram à divergência política entre governo e oposição, tendo sido formalmente submetidos ao controle externo.
Entretanto, medidas cautelares, alertas e determinações de auditoria não equivalem a julgamento definitivo de irregularidade ou responsabilização dos envolvidos.

5. O risco de concentração econômica no mercado editorial
O aspecto mais sensível do modelo está na combinação de três elementos: financiamento público, concentração da utilização do benefício em feiras habilitadas e seleção dos fornecedores participantes.
O Estado cria um benefício que assegura elevado poder de compra aos profissionais da educação. Ao mesmo tempo, estabelece as condições e os locais em que esse poder de compra poderá ser exercido.
Se a participação nesses eventos for restrita ou inadequadamente justificada, determinados agentes privados poderão obter vantagem econômica em relação a livrarias, editoras e distribuidores que não tenham acesso ao mesmo circuito comercial.
Há ainda uma diferença importante entre financiar o consumo de livros e financiar uma estrutura específica de comercialização.
No primeiro caso, o poder público incentiva a demanda, permitindo que o consumidor escolha os estabelecimentos habilitados em um mercado competitivo.
No segundo, o incentivo pode se converter também em instrumento de direcionamento de consumidores a determinados eventos e fornecedores.
A política pública precisa demonstrar que as limitações impostas são necessárias, proporcionais e compatíveis com os objetivos educacionais pretendidos.
Também deve ser investigado se existem taxas de participação, comissões sobre vendas ou outras formas de remuneração da entidade organizadora que possam representar vantagens econômicas adicionais decorrentes do uso do Bônus Livro.
Não há, nos elementos examinados, comprovação suficiente dessas práticas. A necessidade de apuração, contudo, foi expressamente reconhecida no âmbito da fiscalização do TCE-PE.
É igualmente importante registrar que, em 2025, houve autorização posterior para utilização de saldos do Bônus Livro na Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. Esse fato demonstra que o programa não permaneceu absolutamente restrito ao CLIPE durante todo o período.
A ampliação das possibilidades de utilização deve ser considerada na avaliação, sem afastar a análise dos critérios aplicados inicialmente.
6. O debate constitucional: livre concorrência, isonomia e economicidade
A Constituição Federal estabelece, em seu artigo 37, os princípios que orientam a Administração Pública.
O artigo 170, inciso IV, reconhece a livre concorrência como fundamento da ordem econômica.
Essas disposições devem ser examinadas conjuntamente com a Lei nº 13.019/2014, que disciplina as parcerias com organizações da sociedade civil, e com a Lei nº 12.529/2011, referente à defesa da concorrência.
A realização de parcerias com entidades privadas não é, por si só, irregular.
Da mesma forma, a legislação admite situações excepcionais de dispensa ou inexigibilidade de chamamento público, desde que preenchidos os respectivos requisitos legais.
O que precisa ser demonstrado é a efetiva justificativa da escolha da entidade, a adequação dos valores envolvidos, a transparência da execução e a inexistência de restrições desproporcionais à competição.
Uma política pública de incentivo à leitura deve procurar assegurar a pluralidade editorial, o acesso democrático de autores e editoras, a diversidade de fornecedores e a adequada utilização dos recursos públicos.
Nesse contexto, cabe discutir se o modelo do Bônus Livro poderia admitir maior participação das livrarias independentes, das editoras pernambucanas, das pequenas e médias empresas do setor, dos autores locais e de outras feiras literárias que atendam aos requisitos legais.
A ampliação de oportunidades poderia favorecer a desconcentração econômica, desde que acompanhada de mecanismos de controle, transparência e fiscalização.
7. A posição do Governo de Pernambuco
A análise crítica também deve considerar as justificativas apresentadas pela Administração Estadual.
A Secretaria de Educação sustenta a legalidade das parcerias, o caráter educacional do benefício e a importância do CLIPE para estimular a leitura e dinamizar o mercado editorial.
Em seus balanços institucionais, o Governo divulgou público superior a 100 mil visitantes na edição de 2025 e superior a 150 mil em 2026.
Esses indicadores são relevantes para avaliar o alcance do evento.
Entretanto, o número de visitantes, isoladamente, não comprova a economicidade dos contratos nem demonstra que a distribuição dos recursos entre os fornecedores tenha observado condições efetivas de concorrência.
Os resultados educacionais e culturais devem ser avaliados em conjunto com os custos, os procedimentos administrativos e os efeitos econômicos da política pública.
8. A necessidade de transparência sobre os recursos efetivamente utilizados
Uma avaliação definitiva exige a divulgação de informações financeiras que permitam compreender o destino dos recursos públicos.
É fundamental que a Secretaria de Educação apresente a discriminação dos valores destinados à organização do CLIPE em 2025 e 2026, os montantes efetivamente pagos e as contrapartidas privadas realizadas.
Quanto ao Bônus Livro, devem ser disponibilizados os valores totais concedidos, os valores efetivamente utilizados, o número de beneficiários, os saldos remanescentes e a distribuição das vendas entre os estabelecimentos participantes.
Também é necessário conhecer a relação completa de editoras, livrarias e distribuidoras habilitadas, os critérios utilizados para sua seleção, os eventuais custos de participação e a existência de comissões ou outras receitas relacionadas às operações.
A disponibilização dessas informações, em formato que permita análise pública e respeite os dados pessoais dos beneficiários, possibilitaria avaliar o grau de concentração dos recursos entre os agentes econômicos.
Outro ponto relevante é a atualização da situação processual das auditorias do TCE-PE, identificando as conclusões técnicas, as manifestações da Administração e eventuais deliberações definitivas.
A apresentação desses documentos é fundamental para distinguir irregularidades comprovadas de questionamentos ainda pendentes de esclarecimento.
9. Conclusão
O CLIPE representa uma iniciativa de incentivo à leitura que mobiliza recursos públicos expressivos e envolve um número significativo de profissionais da educação.
Entretanto, a análise de seu financiamento revela que o verdadeiro alcance econômico do programa vai muito além dos valores destinados à estrutura e à realização das feiras.
Nas edições de 2025 e 2026, o Bônus Livro corresponde a um volume estimado entre R$ 76 milhões e R$ 83 milhões em recursos disponibilizados, além dos valores destinados à organização dos eventos. Esse intervalo ainda precisa ser confrontado com a execução financeira efetiva de cada exercício.
A concentração da utilização do benefício em determinados eventos, os critérios de seleção dos fornecedores e a contratação direta da entidade organizadora constituem questões relevantes de direito administrativo, controle das contas públicas e defesa da concorrência.
Os questionamentos apresentados pela oposição e as medidas de fiscalização adotadas pelo Tribunal de Contas de Pernambuco demonstram a necessidade de esclarecimento institucional dessas matérias.
A eventual existência de reserva de mercado, favorecimento econômico ou infração concorrencial depende de apuração documental e técnica. Não é possível afirmar, com os elementos disponíveis, a existência de cartel ou de ilícito definitivamente reconhecido.
A questão essencial é saber se dezenas de milhões de reais em recursos públicos destinados à aquisição de livros estão sendo aplicados mediante um modelo que assegura ampla concorrência, pluralidade editorial, liberdade de escolha e igualdade de oportunidades, ou se as regras existentes produzem concentração econômica injustificada.
A política de incentivo à leitura deve servir ao conjunto da sociedade, aos profissionais da educação e ao desenvolvimento sustentável do mercado editorial, com transparência, controle dos gastos e respeito aos princípios constitucionais.
O aprofundamento da fiscalização pelo TCE-PE, a divulgação integral da execução financeira e a análise das condições concorrenciais do Bônus Livro são providências necessárias para responder a essas questões.
Fontes de referência:
Lei Estadual nº 18.410/2023; Decreto Estadual nº 58.642/2025; Decreto Estadual nº 60.324/2026; Processo TCE-PE nº 25100757-1; Auditoria Especial TCE-PE nº 24100699-5; informações e balanços divulgados pela Secretaria de Educação de Pernambuco; registros de questionamentos na Assembleia Legislativa de Pernambuco; Constituição Federal, artigos 37 e 170; Leis federais nº 13.019/2014 e nº 12.529/2011.
