Será verdade? A justiça só se aplica para quem não tem dinheiro. Um mote instigante para o Rei da Glosa, Nelson Nunes Farias.
02/04/2024 - Jornal o Poder
Como se fosse um templo
Porém só vemos exemplo
Dela sendo maculada
Muitas vezes estrupada
Por esse Brasil inteiro
Vejam o Rio de Janeiro
Que isso muito pratica
"A justiça só se aplica
Para quem não tem dinheiro"
Mote: Ronaldo Barbosa
Como se fosse um templo
Porém só vemos exemplo
Dela sendo maculada
Muitas vezes estrupada
Por esse Brasil inteiro
Vejam o Rio de Janeiro
Que isso muito pratica
"A justiça só se aplica
Para quem não tem dinheiro"
Mote: Ronaldo Barbosa
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Projetos estratégicos de infraestrutura viária avançam no governo federal
19/06/2026
O diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT, Alex Azevêdo, participou, nesta sexta-feira, de reunião promovida pela Infra S.A., em Brasília. O encontro tratou dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) de projetos estratégicos de infraestrutura. O evento reuniu representantes do setor para discutir o andamento dos estudos e alinhar iniciativas voltadas ao fortalecimento da logística e ao desenvolvimento da malha de transportes no país.

É Findi - É São João! - Crônica - Por AJ Fontes*
19/06/2026
Mais uma semana e a mágica se completa. Uma mesa onde estão, junto das comidas já faladas, o pé-de-moleque, a cerveja, a cachaça e outras bebidas enxeridas, metidas a besta, mas que estão, por convite ou conveniência. Essa é uma parte importante da festa, embora as demais não se escondam, ao contrário se exibem.
A música sai de um canto do alpendre para o trio não parar, no caso de chover. O sanfoneiro puxa o fole e entoa o hino: “A fogueira está queimando em homenagem a São João”. Zabumba e triângulo acompanham. Seguem tocando forró, baião e, lá pelas tantas, quando o suor escorrer pelos rostos, ensopando as camisas e vestidos que envolvem os corações aos pulos, um xote.
Eita! É tudo junto e mis...
O milho ainda está no pé. Mais uns dias e o povo do sítio irá quebrar as espigas que serão transformadas em pamonha, canjica; e, basta apenas a água fervente com um tantinho de sal, ela cozinha; ou, deixa sobre uma grelha acima de um braseiro, assa.
Mais uma semana e a mágica se completa. Uma mesa onde estão, junto das comidas já faladas, o pé-de-moleque, a cerveja, a cachaça e outras bebidas enxeridas, metidas a besta, mas que estão, por convite ou conveniência. Essa é uma parte importante da festa, embora as demais não se escondam, ao contrário se exibem.
A música sai de um canto do alpendre para o trio não parar, no caso de chover. O sanfoneiro puxa o fole e entoa o hino: “A fogueira está queimando em homenagem a São João”. Zabumba e triângulo acompanham. Seguem tocando forró, baião e, lá pelas tantas, quando o suor escorrer pelos rostos, ensopando as camisas e vestidos que envolvem os corações aos pulos, um xote.
Eita! É tudo junto e misturado.
Não deu para separar as partes da festa. Você viu que falei da fogueira. O dono da casa, de olho no céu, com cara de quem pergunta a São Pedro se vai abrir a torneira, segura um pedaço de bucha, uma garrafa de querosene e uma fosforeira, prestes a queimar os gravetos sobre a lenha seca, guardada há dias. Ele consegue as primeiras línguas de fogo quando os convidados começam a chegar.
Tem o pau-de-sebo em um canto, lambuzado de gordura de porco e enfeitado com bandeirolas de tudo que é cor. Elas passam pela varanda à frente da casa, enrolam as colunas que seguram a coberta, fazem a volta no juazeiro depois da fogueira e arrodeiam o terreiro de chão batido, onde a matutada dança. Aqui e ali um balão pendurado no meio delas. Deram um trabalho danado à patroa, às filhas e aos pirralhos da casa. Desde antes de ontem cuidam de fazer os enfeites além das comidas.
Trabalho nada!
Eles fazem isso tudo, todos os anos e com muito gosto, no meio de conversas sem fim, ajuntadas às risadas e arengas. Tudo para receber os moradores dos sítios vizinhos, também os da cidade, difícil de aparecer por essas bandas.
O frege se estica até Deus ter dó dos pés e do fígado dos presentes.
No dia seguinte, a casa acorda tarde. Os corpos ainda dançam e ouvem as músicas, gritos, risos e fogos que explodiram horas antes. A fogueira é só brasa e fumaça; as bandeiras, parte delas, espalhadas no chão de barro molhado, marcado de chinelas e botas.
A moça mais nova suspira e nem precisa dizer o porquê do sorriso, pois todos viram que dançou a noite toda com o rapazinho de uma família da rua enquanto a mais velha, arrastando o chinelo, ajuda a mãe no feitio do café para o povo todo da casa.
O pai, aprumado que só uma vara, embora nos costados já lhe batam mais de sessenta dessas festas, resolve se assentar no banco de tronco embaixo do juazeiro. Por conta do ressonado dos acordes da sanfona, das batidas da zabumba e do tililingue do triângulo na cabeça; da mistura de cheiros: fumaça, milho assado, cachaça, perfume e mais coisa que nem é bom saber; não dá conta do amigo de longas datas passando no lombo do burrinho.
— Ôpa! Festa boa danada, essa, num foi mermo?
De começo, ele balança a cabeça, levanta o queixo perguntando “o quê?” O amigo repete. Espertando daquele torpor, ele levanta o dedo, procura no vento uma resposta, encara o amigo e diz.
— Seu João...
É São João!
*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’. @aj.fontes

É Findi - São João - Poema - Por Eduardo Albuquerque*
19/06/2026
com as bandeirolas em trinca:
azuis, verdes, vermelhas, lindas,
se assemelham, bem-vindas;
Enfeitam o salão festeiro,
partes das brincadeiras,
do São João, o padroeiro,
que se engalana, faceiro.
Que festa mais arretada:
a sanfona abre-e-fecha,
nas mãos do sanfoneiro,
o fole se abre por inteiro.
E o triângulo diz: pois sim!
acompanhando até o fim,
a zabumba em seu desfecho.
Eu, a noite, a sós, encantados!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99
Brinca, ô meu Santo, brinca,
com as bandeirolas em trinca:
azuis, verdes, vermelhas, lindas,
se assemelham, bem-vindas;

Enfeitam o salão festeiro,
partes das brincadeiras,
do São João, o padroeiro,
que se engalana, faceiro.
Que festa mais arretada:
a sanfona abre-e-fecha,
nas mãos do sanfoneiro,
o fole se abre por inteiro.

E o triângulo diz: pois sim!
acompanhando até o fim,
a zabumba em seu desfecho.
Eu, a noite, a sós, encantados!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99

É Findi – Série: Boêmios que Marcaram Época no Recife Noturno - Antônio Maria - Por Carlos Bezerra Cavalcanti*
19/06/2026
Outro grande personagem da boemia recifense e posteriormente, do Rio de Janeiro, foi Antônio Maria, classificado por algumas mulheres da época como um jovem galã, culto, educado e atencioso.
Segundo matéria publicada no Jornal do Commercio de 15 de outubro de 1994: “Nasceu no Recife em 17 de março de 1921, filho do usineiro Inocêncio Ferreira de Morais e Diva Araújo de Morais. Já em 1938, com apenas 17 anos dá início à sua brilhante carreira no rádio-jornalismo ao ingressar na famosa PRA-8, Rádio Clube de Pernambuco.
Inteligente e irreverente, como seus companheiros de boemia recifense Ascenso Ferreira e Coimbra Júnior, Antônio Maria, já em 1948, era diretor de produção da Radio Tupi do Rio e cronist...
Nos próximos É FINDIs pretendo publicar considerações sobre cinco boêmios que marcaram época no Recife noturno: Ascenso Ferreira, Antônio Maria, Hugo da Peixa, Valdemar Marinheiro e Eugênio Coimbra. Hoje falaremos sobre Antônio Maria.
Outro grande personagem da boemia recifense e posteriormente, do Rio de Janeiro, foi Antônio Maria, classificado por algumas mulheres da época como um jovem galã, culto, educado e atencioso.
Segundo matéria publicada no Jornal do Commercio de 15 de outubro de 1994: “Nasceu no Recife em 17 de março de 1921, filho do usineiro Inocêncio Ferreira de Morais e Diva Araújo de Morais. Já em 1938, com apenas 17 anos dá início à sua brilhante carreira no rádio-jornalismo ao ingressar na famosa PRA-8, Rádio Clube de Pernambuco.
Inteligente e irreverente, como seus companheiros de boemia recifense Ascenso Ferreira e Coimbra Júnior, Antônio Maria, já em 1948, era diretor de produção da Radio Tupi do Rio e cronista de “O Jornal”.
Em 1951, compõe a primeira letra de música “Frevo No 1 do Recife”, gravada por Luiz Bandeira. Logo em seguida grava com Araci de Almeida, o samba “Querer Bem”. Depois assina o maior contrato de rádio brasileira na época: 50 contos de réis, por mês.
Em 1952, lança a cantora Nora Ney, que grava “Menino Grande”. A RCA Vítor lança “Ninguém me Ama”. Continua escrevendo belas composições, principalmente com Dolores Duran e Luiz Bonfá ( Manhã de Carnaval).
Em 1964, na madrugada de 15 de outubro, Antônio Maria dava adeus, precocemente, à vida e à boemia.
Alguns meses antes de seu desaparecimento deu as seguintes informações sobre ele próprio:
“Brasileiro, Cansado, 43 anos, Cardisplicente ( isto é: homem que desdenha do próprio coração) Profissão: esperança. Outros dados pessoais- Epítetos: Tombinha. Tomba e o Gordo. Traços marcante: feiúra ( só soube quando amou pela primeira vez) obesidade, ver auto-retrato) e preguiça ( apesar de confessá-la e de professá-la, trabalhava como um cão).
Ocupação, radialista, cronista, produtor de jingles, redator de programas de televisão, compositor. Hábitos: noitevagos: boemia e solidão. Locais que freqüenta: no Recife-Cassino Imperial e Restaurante Gambrinus. No Rio de Janeiro: Boates de Copacabana, todas. Endereço fixo: Le Rond Point (à noite), restaurante Os Pescadores (de madrugada).
Companhias habituais: mulheres- todas, qualquer uma. Cantoras, dançarinas, socialites, não importando classe social mas o apetite sexual., nomes para verificação: Danusa Leão, Nora Ney, Maysa, Dolores Duran. Homens- companheiros de profissão e de fé no amor e na boemia e tipos populares. Nomes par verificação: Vinícius, Zé Aparecido, Di, Caymme, Ivan Lessa, Murilo de Almeida, Niemeyer, entre tantos e tantos outros quanto grande for a noite em que viveu.

Um aviso: “se me encontrar dormindo, deixe. Morto, acorde-me.
Antecedente criminais: amor demais a tudo e a todos. Causa da morte: amor demais.
Provando seu amor pela cidade onde nasceu e vivenciou belos dias, noitadas e madrugadas, fez várias composições para o Recife e, em uma delas disse:
“Sou do Recife com orgulho e com saudade
Sou do Recife com vontade de chorar
O rio passa levando barcaça pro alto do mar
E em mim não passa essa vontade de voltar
Recife mandou me chamar
Capiba e Zumba essa hora onde é que estão
Inês e Rosa em que reinado reinarão
Ascenso disse me mande um cartãoRua antiga da Harmonia
Da Amizade, da Saudade da União
São lembranças noite e dia
Nelson Ferreira toque aquela introdução. Conta-se que uma certa vez, em sua fase áurea, na radio carioca, ele foi procurado por uma fã que só o conhecia por sua, nesse dia, ele não se encontrava na Emissora, um colega então se fez passar por ele.e saiu com a garota, posteriormente, Antônio Maria soube e foi falar com o cara que lhe disse:
É, realmente eu saí com a garota, agora tem um detalhe, VOCÊ BROXOU...
*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras.

É Findi – Gordinhos e Felizes – Croniqueta, por Xico Bizerra*
19/06/2026
E vamos, nós, camaleões humanos, nos empanturrando de verduras, nos enchendo do verde, de nutrientes essenciais (carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, minerais). ‘Alimentos in natura, frutas, vegetais, legumes e grãos integrais são bons’, dizem os entendidos. E o paladar reclamando de sua não satisfação. Nada de açúca...
Para justificar o mau hábito alimentar próprio das crianças de minha época – doces, chocolates e afins, dizíamos, em alto e bom som, que ‘o que não mata, engorda’. Hoje, conscientes de que a alimentação saudável é responsável pelo ‘esticamento’ da vida, uma ‘garantia estendida’ do bom viver, dizemos o contrário: ‘o que engorda, mata’. E haja regimes, caminhadas, academias, remédios e renúncias alimentares. Uma dobradinha ou uma picanha das boas são sinônimos de veneno. A endocrinologista é como uma delegada da Polícia Federal investigando deslizes alimentares para nos condenar à distância das mesas fartas e saborosas, usando tornozeleira estomacal.
E vamos, nós, camaleões humanos, nos empanturrando de verduras, nos enchendo do verde, de nutrientes essenciais (carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, minerais). ‘Alimentos in natura, frutas, vegetais, legumes e grãos integrais são bons’, dizem os entendidos. E o paladar reclamando de sua não satisfação. Nada de açúcar ou sal. Bebida, nem pensar. Em compensação, a diabetes e a obesidades demorarão alguns dias, apenas alguns dias, até nos fazer a visita inescapável e indesejada.
Eu mando às favas os conselhos médicos, à merda os compêndios tratando do assunto. Agora mesmo vou ali na feijoada de Candeias, tomar minha cervejinha e saborear a feijoada bem temperada. Com muito bacon, por favor. Depois, a madorna tradicional, também condenada por especialistas, todos escravos do peso exato das balanças, mas infelizes por completo. Pode ser coincidência, mas eu percebo dificuldade dos magrinhos para sorrir. Nunca vejo um magrinho sorridente, ao contrário dos gordinhos, sempre alegres, sorridentes e felizes. Coincidência ou não, prefiro ser feliz.
*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico

É Findi - Malude Maciel* Chega em Clima de São João em Dose Dupla
19/06/2026
A "noite dos fogueteiros" fez parte da programação das festas juninas do maior e melhor São João do mundo, em Caruaru, porém há anos os caruaruenses e toda uma gama de turistas que aqui circulam, não vêem o belíssimo show pirotécnico, infelizmente. Também foi extinto o animado passeio do trem do forró, que tanto alegrou o povo desta cidade há alguns anos e sentimos muita falta.
Um lindo espetáculo
Houve um tempo que a Associação dos Fogueteiros do Nordeste, apoiada pelo governo do Estado, pela Secretaria do Turismo, Fundação de Cultura da Prefeitura Municipal de Caruaru e indústrias de fogos de todo o país reuniram as forças e mostraram do que são capazes, trazendo ao campo do Central Sport Clube, com entrada franca, mais uma das atrações juninas da Capital do Agreste.
Com a participação de diversas cidades, como: Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe, Limoeiro, Chá Grande, etc. além de outras d...
Festival dos Fogueteiros - Crônica
A "noite dos fogueteiros" fez parte da programação das festas juninas do maior e melhor São João do mundo, em Caruaru, porém há anos os caruaruenses e toda uma gama de turistas que aqui circulam, não vêem o belíssimo show pirotécnico, infelizmente. Também foi extinto o animado passeio do trem do forró, que tanto alegrou o povo desta cidade há alguns anos e sentimos muita falta.
Um lindo espetáculo
Houve um tempo que a Associação dos Fogueteiros do Nordeste, apoiada pelo governo do Estado, pela Secretaria do Turismo, Fundação de Cultura da Prefeitura Municipal de Caruaru e indústrias de fogos de todo o país reuniram as forças e mostraram do que são capazes, trazendo ao campo do Central Sport Clube, com entrada franca, mais uma das atrações juninas da Capital do Agreste.
Com a participação de diversas cidades, como: Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe, Limoeiro, Chá Grande, etc. além de outras de São Paulo e Minas, mostraram ao público um dos mais belos espetáculos de luzes e cores em fogos artesanais.
Multidão
O Estádio Lacerdão ficou repleto e as pessoas alegres aplaudindo cada número que se exibia com detalhes harmoniosos e impressionantes no céu acinzentado, onde até a chuva dava passagem à tão linda fantasia colorida. Ultrapassava de uma hora o tempo total da apresentação mas, era uma pena que cada cena durasse apenas poucos minutos de euforia e se extinguisse no ar de fumaça.
Magia
São aqueles momentos mágicos que, se muito, podem ser gravados nas filmagens e nas lembranças inesquecíveis, tanto dos adultos como das crianças que ali se concentravam ávidos por mais uma demonstração de fogos pipocando e desenhando no alto, figuras geométricas e raras em diversas nuances. Coisas que valem a pena e ficam gravadas nas memórias e nos corações de quem teve o privilégio de presenciar, sendo testemunha da História dos acontecimentos marcantes da cultura de um povo.
Finalmente
Quando todos os grupos mostraram seus belos trabalhos, ainda saía o lindo desfile dos "bacamarteiros", como símbolo tipicamente regional, pelo gramado do glorioso Central, a Patativa do Agreste, enquanto do morro do Bom Jesus, surgiam girândolas fabulosamente deslumbrantes clareando ainda mais o ambiente já tão iluminado e colorido e aí, os olhares se direcionavam para o cume do monte, logo atrás do estádio, como pano de fundo de um cenário resplandecente e calorosamente aquecido pelo fogo e pelo calor humano das palmas e vivas.
As faíscas reluzentes cortavam a atmosfera e a plateia vibrava envolvida pela nuvem prateada de um sonho encantador que, num piscar de olhos, já se foi, num rápido e raro instante, como tudo na vida.
Recordações
Certamente cada alma privilegiada que vivenciou o Festival dos Fogueteiros, saiu satisfeita, sentindo o clarão das luzes e envolvida pela energia contagiante oriunda das também tradicionais fogueiras das festas juninas tão cantadas e proclamadas em nossa terra natal.
Nossas mentes guardarão as imagens das: "estrelinhas" e "lágrimas" junto com a vontade de repetir a dose, como se o tempo já catalogasse novo show como algo certo no amanhã.
Agradeçamos pois, ao bom Deus por esse momento tão especial.

Forró Dog
Acredito que muitas pessoas lembrarão dos fatos que terei o prazer de recordar e que, de uma forma ou de outra, marcaram períodos vivenciados na Capital do Agreste. Senão, vamos ao relato dos acontecimentos.
Em junho de 2001, em plena festa de São João em Caruaru, aconteceu a apresentação do desfile da única quadrilha junina de cães em todo o mundo.
Uma multidão
Mais de trezentos cães vestindo roupas matutas eram as estrelas da sexta edição do chamado: "ForróDog" que animava as ruas da cidade num lindo desfile, com sucesso total, ao som do trio elétrico Cheiro Baiano, tendo como destaque o cantor e compositor Jailson Rosset que esteve acompanhado da Banda: " Os Compadecidos". Era uma apresentação diferente que atraia muita gente curiosa para aplaudir a elite da cachorrada que tomava conta da Av. Agamenon Magalhães com um desfile sui gêneres dos fofinhos forrozeiros, numa avalanche de latidos eufóricos.
Parecendo gente
Três carros alegóricos chamavam a atenção do público em geral, especialmente da criançada tão ávida pelos cãezinhos todos enfeitados a caráter. Muito interessante!
Naturalmente, em meio a tanta algazarra, alguns deles estranhavam e latiam desesperadamente, mas isso também fazia parte do show.
Assistência
Havia uma tenda da Secretaria de Saúde do município, onde uma equipe formada por médicos veterinários e voluntários, realizava consultas grátis e dava toda assistência necessária como também orientava os criadores como ter um pet bonito e saudável.
Ponto máximo
Porém, a apoteose do evento aconteceu quando os participantes chegaram ao Parque de Eventos Luiz Lua Gonzaga e a coordenação da festa sorteou brindes doados pelos estabelecimentos comerciais com o público, todos queriam ser contemplados. Daquela ocasião, o diretor-presidente da Ebecal, José Rodrigues Filho, à época, distribuiu duzentos quilos de ração da marca Guabi. Uma sensação!
Fotografias
Inúmeras fotos registraram o tal acontecimento e os jornais publicaram as notícias da ocorrência, dando ênfase às belas fantasias ostentadas pelos caninos, tendo seus donos os mais orgulhos.
Como se sabe, tem crescido o interesse na criação de animais nas famílias que, na verdade, são muito cativantes e, muitas coisas que antes eram apenas para humanos, atualmente vão se adaptando na inclusão dos mascotes. É o caso do desfile junino que acabo de relatar.
Uma gracinha!
*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina. @malude.maciel

É Findi – Né Não? - Por Poeta Pica-Pau*
19/06/2026
Veio a mim e perguntou
O que é que você acha
Me responda Por favor
Do homem que casado é
E troca sua mulher
Por outra que arranjou?
Eu respondi esse cabra
é um grande irresponsável
Não tem moral nem caráter
um imbecil imprestável
Merece vagar nas ruas
Sentindo frio e fome
Porque o homem que é homem
Não troca, fica cas duas
Né não?
*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE. @poeta.picapau
Um caboclo certo dia
Veio a mim e perguntou
O que é que você acha
Me responda Por favor
Do homem que casado é
E troca sua mulher
Por outra que arranjou?
Eu respondi esse cabra
é um grande irresponsável
Não tem moral nem caráter
um imbecil imprestável
Merece vagar nas ruas
Sentindo frio e fome
Porque o homem que é homem
Não troca, fica cas duas
Né não?
*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE. @poeta.picapau

É Findi - São João Sem João - Crônica-poema - Por Romero Falcão*
19/06/2026
Já não sei acender fogueira
O fogo fugiu minha gente
Até os fogos calaram na escuridão
O colorido mudo é mais bonito?
Sei lá
Só sei que ficou esquisito o meu São João
Ainda pode assar milho?
Fazer Pé de Moleque de rapadura?
Ou será que a espiga virou ativista
e o moleque mirando a judicatura?
O ponto da canjica
pode ser problemático
ofender o caroço do angu
eis o junino buruçu burocrático
A rainha do milho também protestou
por que não rainha da palha?
Tudo ralha o que mamãe deixou
O que prestou não é coisa que o valha
E balão bailando no céu
bola de incendiar
Ah, mundo cruel
mundo pinel
mundo de matar
Caro leitor, não repare a asa quebrada
Não sei se é da idade ou falta de inspiração
quem sabe um prego torto num...
Tudo apagou de repente
Já não sei acender fogueira
O fogo fugiu minha gente
Até os fogos calaram na escuridão
O colorido mudo é mais bonito?
Sei lá
Só sei que ficou esquisito o meu São João
Ainda pode assar milho?
Fazer Pé de Moleque de rapadura?
Ou será que a espiga virou ativista
e o moleque mirando a judicatura?
O ponto da canjica
pode ser problemático
ofender o caroço do angu
eis o junino buruçu burocrático
A rainha do milho também protestou
por que não rainha da palha?
Tudo ralha o que mamãe deixou
O que prestou não é coisa que o valha
E balão bailando no céu
bola de incendiar
Ah, mundo cruel
mundo pinel
mundo de matar
Caro leitor, não repare a asa quebrada
Não sei se é da idade ou falta de inspiração
quem sabe um prego torto num canto
esperando a prometida navalha
Sei que meu texto é chinfrim
não causa beleza nem espanto
Gonzaga só pra mim
nenhum trago pro santo
Vem o som forasteiro
invade a festa de Antônio, João e Pedro
Não há sanfona nem pandeiro
Batida que não bate com João
mas faz ouro da diversa distração
e faz coro com o alegre cidadão
Mas trago o meu Recife
Embora comece com re
É fogueira de sol
Um rio sustenido
querido amigo si bemol
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda

É Findi - Em homenagem ao São João, Ina Melo* chega em Dose Dupla
19/06/2026
É natural aos bem vividos, que em determinadas épocas do ano, no silêncio aconchegante do seu refúgio, abrir o baú das saudades e reviver, através de fotos as lembranças da juventude. Ah! O meu primeiro São João! Não aquele da festa no quintal da casa em torno da fogueira, ouvindo a música melosa das sanfonas e soltando inocentes estrelinhas e traques de massa! Mas o do primeiro encontro social, num
Clube repleto de jovens de todas as idades. Como uma flor que se abre para abraçar a Primavera, vejo-me no auge dos meus dezoito anos, usando uma roupa matuta de bolinhas coloridas, tranças naturais envoltas em laços de fitas vermelhas e o rosto pintado com sinais. Diante do espelho, eu não era eu, e sim uma caricatura das alegres e sorridentes meninas da roça! O primeiro baile a gente nunca esquece, principalmente quando nos acompanha o tal do Príncipe Encantado, também vestido á caráter e não como nos contos de fadas....
Lembranças das noites de São João
É natural aos bem vividos, que em determinadas épocas do ano, no silêncio aconchegante do seu refúgio, abrir o baú das saudades e reviver, através de fotos as lembranças da juventude. Ah! O meu primeiro São João! Não aquele da festa no quintal da casa em torno da fogueira, ouvindo a música melosa das sanfonas e soltando inocentes estrelinhas e traques de massa! Mas o do primeiro encontro social, num
Clube repleto de jovens de todas as idades. Como uma flor que se abre para abraçar a Primavera, vejo-me no auge dos meus dezoito anos, usando uma roupa matuta de bolinhas coloridas, tranças naturais envoltas em laços de fitas vermelhas e o rosto pintado com sinais. Diante do espelho, eu não era eu, e sim uma caricatura das alegres e sorridentes meninas da roça! O primeiro baile a gente nunca esquece, principalmente quando nos acompanha o tal do Príncipe Encantado, também vestido á caráter e não como nos contos de fadas. Vejo-me num grande salão cheio de balões coloridos, bandeirinhas e alegres grupos de sanfoneiros a tocar e cantar. A noite de céu límpido e estrelado e no
imenso pateo, a fogueira queimando em brasas, numa magia nunca imaginada. Foi assim, rodopiando nos asas do sonho que ouvia a canção vinda de longe que dizia… “olha pro céu meu amor, vê como ele está lindo/olha pra aquele balão multicor que lá no céu vai subindo/foi numa noite igual a essa que tu me deste o teu coração o céu estava assim em festa, pois era noite de São João/Havia balões no ar Xote e baião no salão
e no terreiro, o teu olhar
Que incendiou meu coração… Quantos e quantos São Joãos festejamos nessa longa vida! Uma coisa que nunca entendi. Por que não tínhamos bailes de Santo Antônio, justamente aquele que nos prometia o amor? Agora, somos apenas um amontoado de lembranças felizes! Viva Santo Antônio, viva o São João! Viva São Pedro!

O atribulado São João dos felinos!
Na Mansão dos Gatos Felizes, os festejos juninos causaram o maior reboliço, com a turma dorminhoca a correr e se esconder por todos os cantos da casa, por conta do ribombar dos fogos lá fora em volta da fogueira. Que tumulto os bichanos causaram, a pular e correr, cada um procurando um buraco para fugir do barulho das bombas! A mãe humana deles todos, junto com as outras pessoas da casa, pegava um, que escorregava das suas mãos e até Lulu a Matriarca, sempre doce e tranquila, fugia correndo indo se entocar em qualquer esconderijo em que pudesse meter a cabeça. E assim foram os outros, até mesmo os dois senhores Simba e Freddie, na sua eterna maciez, se agitaram com o alvoroço felino da alegre e festiva noite de São João. O mais preocupante foi a chegada dos caçulas Lampião e Caju, jovens fujões que entraram como furacões, causando a maior zueira entre as meninas Manu, Sprite, Chiara e até a pobre cegueta Ninon, que ouvindo o pipocar dos fogos, juntou-se a deficiente Sukita e ficaram as duas sem saber o que se passava, mas solidárias com os colegas. Enquanto rolava a confusão com correrias e pula pula, a Tom Tom, agarrou-se com Lampião, seu xodó, dizendo que até lágrimas ele estava derramando de medo. Bem, quando deu meia-noite o tiroteio acabou e todos exaustos, dormiram, “como gatos na goteira”. (Para Tonha, a mais amorosa mãe da Gatolandia aldeiense.)
*Ina Melo, é jornalista. Publicou poemas, contos e crônicas na Revista de Cultura do Estado do Ceará e em diversas antologias como "Crônicas e contos inesquecíveis" e "Contistas do Terceiro Milênio". Graduada pela UFPE, com especialização em Antropologia Cultural, faz parte da Academia Internacional de Literatura e Artes. É autora dos livros: "Simone de Beauvoir - Mulher lúcida e livre", "Sonhos em dueto" e, pela Confraria do Vento, "Cartas de Paris". @inamelo2016

Veneziano destaca emoção ao ver avanço do VLT em Campina Grande - Uma das marcas de sua vida pública
19/06/2026
Quando ainda era prefeito
Durante entrevista, Veneziano lembrou que a implantação do VLT é uma pauta que acompanha sua trajetória desde 2011, quando esteve à frente da Prefeitura de Campina Grande, e afirmou que o projeto sempre foi considerado viável, apesar dos períodos de interrupção ao longo dos anos. “Eu ainda tô aqui naquele grau de ansiedade, porque vem desde 2011. Não é brincadeira, né? A gente sustentou essa obra, sempre se mostrou viável. Aí houve esse interregno que não pôde ser sequenciado. Houve essa retomada agora”, afirmou.
Avanços importantes
O senador demonstrou otimismo com o ritmo atual dos trabalhos e projetou avanços...
O senador Veneziano Vital do Rêgo voltou a comentar o avanço das obras do Veículo Leve sobre Trilhos , VLT, em Campina Grande e destacou o sentimento de expectativa ao ver o projeto, idealizado ainda em sua gestão como prefeito, finalmente sair do papel após mais de uma década.
Quando ainda era prefeito
Durante entrevista, Veneziano lembrou que a implantação do VLT é uma pauta que acompanha sua trajetória desde 2011, quando esteve à frente da Prefeitura de Campina Grande, e afirmou que o projeto sempre foi considerado viável, apesar dos períodos de interrupção ao longo dos anos. “Eu ainda tô aqui naquele grau de ansiedade, porque vem desde 2011. Não é brincadeira, né? A gente sustentou essa obra, sempre se mostrou viável. Aí houve esse interregno que não pôde ser sequenciado. Houve essa retomada agora”, afirmou.
Avanços importantes
O senador demonstrou otimismo com o ritmo atual dos trabalhos e projetou avanços importantes nos próximos meses. Segundo ele, a parte estrutural da obra pode ser concluída até o fim de novembro, enquanto outras etapas seguem em paralelo. “É muito provável que a parte estrutural seja entregue até o final do mês de novembro. Existem outras duas ações que correm paralelas: a construção das estações e a aquisição dos elementos rodantes, que são os trens”, explicou.
Antigo sonho realizado
Para Veneziano, a chegada do VLT representa a concretização de um antigo sonho para a mobilidade urbana de Campina Grande, somando-se a outras obras estruturantes em andamento na região. Ele também citou projetos como a duplicação da BR-230 e iniciativas em áreas sociais e de saúde, como o Hospital de Amor, destacando o conjunto de ações como parte de sua atuação política. “Vai ser um sonho, assim, indescritível. Junto à obra da BR-230 e sua duplicação, eu não quero esquecer das outras ações que nós desenvolvemos”, afirmou.
Marca da sua vida pública
O parlamentar ainda reforçou que o VLT simboliza uma das principais marcas de sua participação na vida pública, especialmente no que diz respeito a investimentos estruturantes para Campina Grande e o desenvolvimento regional.