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Será verdade? A justiça só se aplica para quem não tem dinheiro. Um mote instigante para o Rei da Glosa, Nelson Nunes Farias.

02/04/2024 - Jornal o Poder

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Deveria ser sagrada
Como se fosse um templo
Porém só vemos exemplo
Dela sendo maculada
Muitas vezes estrupada
Por esse Brasil inteiro
Vejam o Rio de Janeiro
Que isso muito pratica
"A justiça só se aplica
Para quem não tem dinheiro"

Mote: Ronaldo Barbosa

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Deveria ser sagrada
Como se fosse um templo
Porém só vemos exemplo
Dela sendo maculada
Muitas vezes estrupada
Por esse Brasil inteiro
Vejam o Rio de Janeiro
Que isso muito pratica
"A justiça só se aplica
Para quem não tem dinheiro"

Mote: Ronaldo Barbosa

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Ensaio inspirador - O Homem Que Se Recusou a Morrer, por Gustavo Carvalho*

03/06/2026

Existe uma noite, em algum lugar da Holanda, no ano de 2012, em que duas panquecas esfriaram numa frigideira.
Não fazem parte dessa história por acidente.
Quem está na cozinha é uma mulher chamada Karen. Quem deveria estar ali, mas subiu rápido até o escritório para "dar uma olhada" e "nunca mais desceu", é um holandês de trinta e poucos anos, magro, atento, chamado Sytse Sijbrandij. O mundo um dia vai aprender a chamá-lo de Sid. E vai aprender a pronunciar seu sobrenome como uma bebida cara: see-brandy.
Mas isso é depois.
Naquela noite, Sid está olhando para a tela do computador como quem viu o mar aberto pela primeira vez.



O Garoto que Montava Submarinos

Para entender o que Sid está vendo, é preciso voltar nove anos.
Em 2003, recém-formado em física de engenharia e ciências da gestão pela Universidade de Twente, Sid foi trabalhar numa empresa pequena, esquisita e improvável. Chamava-se U-Boat Worx...

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Existe uma noite, em algum lugar da Holanda, no ano de 2012, em que duas panquecas esfriaram numa frigideira.
Não fazem parte dessa história por acidente.
Quem está na cozinha é uma mulher chamada Karen. Quem deveria estar ali, mas subiu rápido até o escritório para "dar uma olhada" e "nunca mais desceu", é um holandês de trinta e poucos anos, magro, atento, chamado Sytse Sijbrandij. O mundo um dia vai aprender a chamá-lo de Sid. E vai aprender a pronunciar seu sobrenome como uma bebida cara: see-brandy.
Mas isso é depois.
Naquela noite, Sid está olhando para a tela do computador como quem viu o mar aberto pela primeira vez.



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O Garoto que Montava Submarinos

Para entender o que Sid está vendo, é preciso voltar nove anos.
Em 2003, recém-formado em física de engenharia e ciências da gestão pela Universidade de Twente, Sid foi trabalhar numa empresa pequena, esquisita e improvável. Chamava-se U-Boat Worx. Fabricava submarinos recreativos — sim, submarinos de passeio, para gente muito rica que queria descer ao fundo do mar em vez de subir a montanha de avião. Ele ficou ali quase cinco anos. Era o primeiro funcionário.
Pode parecer detalhe biográfico. Não é.
Montar submarinos te ensina coisas que nenhuma faculdade ensina. Te ensina que cada peça precisa funcionar — uma falha, e alguém morre afogado a duzentos metros de profundidade. Te ensina precisão obsessiva, documentação rigorosa, colaboração entre especialistas espalhados pelo mundo. Te ensina que engenharia é uma forma de cuidado.
Sid amava o desafio técnico. Mas era inteligente o bastante para enxergar que o mercado de submarinos para magnatas não ia mudar o mundo. Nas horas vagas, começou a ensinar a si mesmo a programar em Ruby. E começou a vasculhar um fórum chamado Hacker News, onde o futuro da tecnologia estava sendo discutido do outro lado do Atlântico, em tempo real, todos os dias.
Sem saber, ele estava afiando as ferramentas que mudariam sua vida.
O Ucraniano da Casa Sem Água
Em 2011, do outro lado da Europa, um programador ucraniano chamado Dmitriy Zaporozhets estava criando, por conta própria, uma ferramenta para programadores colaborarem entre si. Ele a chamou de GitLab.
Aqui é onde a história fica boa de contar.
Dmitriy escrevia código em uma casa muito simples, sem água encanada. Todo dia ele caminhava até um poço comunitário para buscar água. Mas o que mais o incomodava no dia a dia não era a caminhada até o poço — era a falta de uma boa ferramenta para colaborar com outros programadores. Achou que devia existir. Como não existia, fez ele mesmo. Distribuiu de graça, em código aberto, para qualquer um melhorar.
Um ano depois, Sid descobriu o projeto. Era 2012.
E teve uma ideia muito simples: o GitLab era ótimo, mas era preciso instalar. Se alguém oferecesse o GitLab como um site, onde qualquer pessoa pudesse usar sem instalar nada, isso seria revolucionário.
Naquela noite, Sid e Karen iam jantar panquecas.



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A Noite das Panquecas

Ela começou a assar a massa.
Ele subiu ao escritório, postou um link no Hacker News convidando para um beta do GitLab hospedado, e desceu para ajudar.
Comeu uma panqueca. Subiu rápido. "Só vou ver se rendeu."
Não tinha rendido. O post estava parado, esquecido entre dezenas de outros. Voltou para a cozinha. Comeu mais uma.
Subiu de novo. Dessa vez não desceu.
Karen terminou de fritar as panquecas sozinha, na cozinha vazia. Quando subiu ao escritório com o prato na mão, encontrou Sid hipnotizado pela tela. O post tinha chegado à primeira página do Hacker News. Em três horas, mais de 150 pessoas se inscreveram.
Era o primeiro brilho fraco de algo que ainda nem tinha nome.
Sid mandou um e-mail para Dmitriy: "Vou transformar isso em produto."
A resposta do ucraniano, fiel ao espírito do código aberto, foi mais ou menos: "Ótimo. Obrigado por fazer isso!"
Com o pouco dinheiro que tinha, Sid contratou Dmitriy em tempo integral. O programador da casa sem água encanada virou co-fundador e diretor de tecnologia.
A dupla estava formada.



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O Império Sem Endereço

O GitLab cresceu rápido. Em 2015, entrou no Y Combinator — a aceleradora mais prestigiada do mundo. Em 2016, já tinha milhões de usuários, levantou US$ 20 milhões em investimentos, e contava com clientes como IBM, NASA, Macy's, ING e VMware.
Mas a parte mais radical não era o produto.
O Vale do Silício jurava que startup só vingava com todo mundo no mesmo prédio, almoçando junto, fazendo brainstorm na lousa. Sid discordou com argumento simples: ele queria os melhores. E os melhores não estavam todos na Califórnia. O próprio sócio dele morava numa vila na Ucrânia.
Então fez algo que ninguém fazia: construiu uma empresa inteiramente remota. Zero escritórios. Funcionários em dezenas de países, fusos horários diferentes, todos colaborando online, o tempo inteiro.
E mais: implementou uma cultura que ele chamava de "transparência radical." O manual interno do GitLab — o Handbook — passou de três mil páginas, todas disponíveis publicamente na internet, para qualquer concorrente, qualquer jornalista, qualquer curioso ler. Reuniões internas eram gravadas e publicadas no YouTube. Milhares de vídeos.
Era esquisito. Era contraintuitivo. Era diferente de tudo.
E funcionou.
Quando a pandemia, em 2020, forçou o planeta inteiro a trabalhar de casa, o jeito esquisito do GitLab virou objeto de fascínio mundial. Estudos de caso de Harvard. Entrevistas. Podcasts. Sid foi nomeado pela revista Forbes como uma das "mentes de negócios da pandemia" por espalhar o evangelho do trabalho remoto.



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O Dia em Que Tudo Ia Bem

14 de outubro de 2021.
O GitLab — nascido em um escritório no andar de cima da casa de Sid — abriu o capital na bolsa de Nova York. O menino que montava submarinos tinha construído uma empresa avaliada em bilhões.
Sid virou bilionário num único dia.
E Karen — a mulher das panquecas — agora era, havia tempos, sua esposa.
Em 2022, ele era CEO de uma empresa pública em alta, casado havia mais de duas décadas, admirado, no topo absoluto do mundo da tecnologia.
Tudo ia muito bem.
Foi exatamente nesse momento que veio a dor no peito.



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A Dor Que Não Passava

Foi durante um treino na academia. Sid estava no supino, sentiu uma fisgada esquisita, achou que era músculo. Iria passar.
Não passou.
Duas semanas depois, às quatro da manhã, sem conseguir dormir, ele foi para a emergência.
Os médicos primeiro temeram um aneurisma de aorta — a parede da artéria principal do peito enfraquecida, prestes a romper. Pediram uma tomografia urgente.
Não era aneurisma.
Era pior.
Havia uma massa de seis centímetros crescendo a partir da vértebra T5, no alto da coluna dele, encostando na medula, próxima do coração. O diagnóstico veio devastador: osteossarcoma. Câncer ósseo. Raro. Agressivo. Do tipo que normalmente aparece em adolescentes. Não em homens saudáveis de 45 anos.
Era novembro de 2022.
Em uma única consulta, a vida de Sid passou a caber numa palavra.



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O Ano Que Quase o Destruiu

Veio a guerra contra o próprio corpo.
Cirurgiões removeram a vértebra doente e reconstruíram a coluna com titânio. Depois, radioterapia de precisão. Depois, feixe de prótons. Depois, quimioterapia tão brutal que exigiu quatro transfusões de sangue apenas para mantê-lo vivo.
Ele perdeu o cabelo. Passou semanas sem força para levantar da cama. A esposa, Karen, dormia no quarto ao lado para não acordá-lo. Os amigos visitavam em silêncio. O CEO da empresa pública que ele tinha construído mal conseguia abrir o computador.
"Isso me destruiu", ele diria depois.
E ainda assim, completou todos os ciclos. Sobreviveu. Voltou ao trabalho lentamente. Os exames mostravam o tumor controlado. A vida começava a se reorganizar.
Até que, em 2024, veio a frase que ninguém quer ouvir duas vezes.
O câncer voltou.
"Virou meu próprio trabalho me manter vivo."
Os médicos foram honestos.
Não havia mais tratamento padrão disponível. Sid tinha completado todos os protocolos existentes para osteossarcoma recidivado. E, devido à raridade do seu caso — adulto, com câncer pediátrico, recidiva específica — ele não se qualificava para nenhum ensaio clínico em andamento.
Os critérios de inclusão dos estudos foram desenhados para outras pessoas. Não para ele.
A mensagem dos médicos, em essência, foi: "Sentimos muito. Talvez exista um ensaio em algum lugar. Boa sorte."
Para qualquer paciente comum, era o fim da linha.
Para Sid, foi o início de outra coisa.
"Virou meu próprio trabalho me manter vivo. Ninguém mais ia fazer isso por mim."
No fim de 2024, ele deixou o cargo de CEO do GitLab — empresa que ele tinha construído do zero — para ser apenas presidente do conselho. Pela primeira vez em quinze anos, ele ia dedicar tempo integral a uma única coisa.
Sobreviver.



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Mode Contra a Morte

Sid olhou para o próprio câncer como olharia para um problema de engenharia. Como olharia para um submarino com um vazamento. Como olharia para um software com um bug crítico em produção.
Decompôs o problema em primeiros princípios.
E definiu três regras:

Primeira regra: diagnósticos máximos. Fazer todo exame que existisse, o mais frequentemente possível. Nenhuma informação era pequena demais para ser registrada. Sequenciamento genético completo do tumor. Sequenciamento de RNA. Análise célula a célula. Cultivo de organoides — pequenos modelos do tumor em laboratório, para testar drogas antes de testá-las nele mesmo.

Segunda regra: dez ou mais tratamentos personalizados. Já que não havia mais opções disponíveis, ele iria criá-las. Contratou pesquisadores. Investiu em empresas que desenvolviam drogas experimentais. Encomendou tratamentos sob medida — incluindo uma vacina de mRNA personalizada, desenhada especificamente contra as mutações encontradas no tumor dele.

Terceira regra: testar em paralelo, não em sequência. A medicina tradicional testa uma droga por vez. Se não funciona, troca. Mês a mês. Sid não tinha tempo para isso. Ele decidiu testar várias estratégias simultaneamente, medindo a resposta de cada uma com diagnósticos rigorosos.
Era a filosofia do Vale do Silício — iterar rápido, medir tudo, falhar barato — aplicada ao próprio corpo.

E aí veio a pista.
A Brecha Escondida no Código da Vida
No meio de uma montanha de dados — terabytes e terabytes de informação molecular sobre o tumor — surgiu uma anomalia.
O sequenciamento célula a célula mostrou que as células do câncer de Sid tinham um truque: se disfarçavam de tecido cicatricial. Superexpressavam uma proteína chamada FAP — fibroblast activation protein — uma molécula que o corpo normalmente usa para reparar feridas. O tumor era como uma ferida que se recusava a fechar, escondida atrás de uma máscara biológica que enganava o sistema imune.
A FAP era a brecha.
Se existia uma maneira de mirar especificamente nessa proteína, seria possível atacar o tumor sem atacar o resto do corpo.
E existia.
Na Alemanha, um centro de pesquisa estava desenvolvendo uma terapia experimental que mirava exatamente a FAP. Não era padrão. Não era aprovada. Era frontier — pesquisa de fronteira.
"Falo com qualquer um, vou a qualquer lugar, posso estar lá a qualquer hora", disse Sid.
E foi.

O Míssil Microscópico

O tratamento parecia ficção científica.
Uma molécula desenhada por humanos — pequena o bastante para circular pelo sangue — era programada para reconhecer especificamente a proteína FAP. Quando encontrava uma célula cancerígena disfarçada, se grudava nela. E carregava na cauda um átomo radioativo: Lutécio-177.
Era uma bomba microscópica entregue diretamente no alvo.
Primeiro, fizeram um teste com uma versão "fria" — não-radioativa — para confirmar se a molécula estava encontrando o tumor de Sid. Fizeram a imagem.
O tumor se acendeu na tela. Brilhou. A molécula tinha encontrado seu alvo com precisão milimétrica.
Confirmado o caminho, vieram as cargas reais. Sid passou dois dias em quarentena médica, com um detector de radiação na mão — porque o próprio corpo dele estava emitindo radiação por dentro, como uma usina em miniatura combatendo o câncer de dentro para fora.
E depois veio a espera.
O Número Que Mudou Tudo
Funcionou.
O tumor encolheu. Encolheu o suficiente para poder ser operado novamente. E na cirurgia que retirou o que tinha sobrado, os patologistas encontraram um dado que mudaria a história.
Quando o câncer havia voltado em 2024, apenas 19% das células dentro do tumor eram linfócitos T — as células de defesa do corpo. O exército humano tinha sido sufocado, expulso, neutralizado pelo disfarce molecular do câncer.
Depois do tratamento combinado — radioterapia, imunoterapia, Lutécio-177 dirigido contra a FAP — esse número saltou para 89%.
Oitenta e nove por cento.
O sistema imune de Sid tinha acordado. Tinha reconhecido o inimigo. Tinha partido para o ataque em massa, recuperado terreno, retomado o controle do tecido.
Hoje, em maio de 2026, seu câncer está em remissão. Sem evidência de doença detectável pelos métodos mais sensíveis disponíveis.
"O futuro já chegou. Só não está distribuído por igual."

O Que Sid Faz Agora

Sid não parou para descansar.
Parou para construir.
Fundou uma nova empresa de programação com inteligência artificial, chamada Kilo Code. Toca um fundo de venture capital. Toca a Sijbrandij Foundation, dedicada à pesquisa do câncer e à reinvenção do tratamento oncológico. Voltou a viajar com Karen — a mulher das panquecas, ainda casados, completaram 25 anos juntos em 2025.
Mas talvez o mais importante seja isto:
Ele abriu tudo.
Vinte e cinco terabytes de dados médicos pessoais — sequenciamentos, imagens, resultados de tratamentos, biópsias, exames de sangue — disponibilizados publicamente, em servidores abertos, para qualquer pesquisador do mundo baixar e estudar.
Porque Sid acredita numa coisa simples: ele teve a sorte rara de poder transformar dinheiro em tempo de vida. Bilionário, conseguiu pagar por diagnósticos que ninguém mais consegue pagar, encomendar tratamentos que ninguém mais consegue encomendar, viajar para a Alemanha sem precisar pedir autorização para o convênio.
Não é justo.
Então ele decidiu transformar o privilégio dele em estrada para os outros. Cada exame que pagou, cada alvo molecular que descobriu, cada protocolo que funcionou no corpo dele — tudo público. Tudo aberto. Para que outros pacientes possam um dia trilhar o mesmo caminho sem precisar ser bilionários.

A Lição Que Cabe na Mão

Essa não é uma história sobre dinheiro.
Também não é uma história sobre sorte.
É uma história sobre um garoto holandês que aprendeu a montar submarinos numa empresa pequena e esquisita. Que ensinou a si mesmo a programar nas horas vagas. Que lançou um império numa noite em que as panquecas esfriaram. Que construiu uma empresa de bilhões de dólares sem nenhum escritório físico. E que, quando o pior diagnóstico do mundo chegou, se recusou a aceitar o "não" dos médicos.
É uma história sobre tratar a esperança como um problema de engenharia. Sobre encarar a doença como um sistema a ser depurado. Sobre transformar a morte iminente em uma série de hipóteses testáveis, medidas, refinadas, iteradas.
É uma história sobre o que acontece quando alguém se recusa, com tudo o que tem, a morrer antes da hora.
E sobre o que acontece, depois, quando essa pessoa decide que o caminho que abriu para si mesma vai ficar aberto para todos os outros que vierem depois.
O homem que se recusou a morrer continua trabalhando, viajando, construindo, amando a mulher das panquecas, doando seus dados ao mundo. Está vivo. Está em remissão. Está, talvez, no melhor momento da própria vida.

E há um detalhe importante nesta história: os médicos, lá em 2024, disseram que era o fim da linha.
Não era.

*Gustavo Carvalho, MD, MBA, MSc, PhD
Cirurgião Geral | Professor Adjunto – UPE
Consultor de IA – Amigo Tech

História real, baseada em fontes públicas verificadas: sytse.com/cancer, osteosarc.com, Century of Biology (Elliot Hershberg), OpenAI Forum, GitLab Handbook.

NR - O texto acima tem caráter informativo e literário. Não constitui aconselhamento médico.



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O Mais Completo de Todos - Crônica - Por Romero Falcão*

03/06/2026

Li que "Caetano Veloso realizou apresentações em Portugal na turnê de encerramento de sua carreira internacional. Passou pela Super Bock Arena, no Porto, e abriu o Coala Festival, em Cascais, onde foi ovacionado ao som de grandes clássicos".

Os portugueses correram para garantir o ingresso, haja vista a forte possibilidade do baiano pisar pela última vez nos palcos de Camões.

Conheço bem essa sensação. Me culpo até hoje por não ter ido à última turnê de Milton Nascimento. Logo Milton, um raro diamante musical, que faz a Terra tremer e chorar diante da poderosa voz.

Nossos heróis da MPB não morreram de overdose: envelheceram. Chegaram à casa dos oitenta, Chico Buarque, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Paulinho da Viola, Ney Matogrosso e Djavan — este com 77 anos. Queiram ou não queiram os juízes, onde quer que se apresentem, do Teatro do Parque ao Carnegie Hall, lotam as cadeiras e inundam a plateia de emoção, palmas e gritos de “Bravooooo!...

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Li que "Caetano Veloso realizou apresentações em Portugal na turnê de encerramento de sua carreira internacional. Passou pela Super Bock Arena, no Porto, e abriu o Coala Festival, em Cascais, onde foi ovacionado ao som de grandes clássicos".

Os portugueses correram para garantir o ingresso, haja vista a forte possibilidade do baiano pisar pela última vez nos palcos de Camões.

Conheço bem essa sensação. Me culpo até hoje por não ter ido à última turnê de Milton Nascimento. Logo Milton, um raro diamante musical, que faz a Terra tremer e chorar diante da poderosa voz.

Nossos heróis da MPB não morreram de overdose: envelheceram. Chegaram à casa dos oitenta, Chico Buarque, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Paulinho da Viola, Ney Matogrosso e Djavan — este com 77 anos. Queiram ou não queiram os juízes, onde quer que se apresentem, do Teatro do Parque ao Carnegie Hall, lotam as cadeiras e inundam a plateia de emoção, palmas e gritos de “Bravooooo!”.



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Fui à despedida de Gilberto Gil — Tempo Rei —, para mim o mais completo de todos. A deusa música lhe deu tudo: um belíssimo bordado de inteligência e espiritualidade, compositor genial, instrumentista refinado e dono de uma voz que passeava onde queria nos tempos de Realce e Se Eu Quiser Falar com Deus.

Saí emocionado do Classic Hall. Tomado por um estado de euforia que só a arte mais profunda é capaz de produzir. Ao mesmo tempo, pensativo — feito os fãs portugueses de Caetano: foi o último? Nunca mais? Um banzo se instala no peito. Orfandade absurda.

A despedida tem o adeus da música.

Saio desse palco, minha alma cheira a talco, como o som de uma geração de ouro. Me diga, leitor: quem fará uma letra na altura de "Construção" e "Super-Homem" (A Canção) nesta era em que a fórmula do sucesso milionário é o entretenimento medíocre, sem espaço nem tempo para introspecção, reflexão e silêncio.

"Quem dera pudesse todo homem compreender, oh, mãe, quem dera"- Super-homem(a canção) Gilberto Gil.



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Na terra de Fernando Pessoa, Caetano disse:

"Talvez seja a última vez que eu viajo do Brasil até aqui e é central na história da minha vida"

Talvez nunca mais vejamos uma safra de artistas dessa grandeza.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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“Áfricas: Arte, Ancestralidade e Decolonização” propõe reflexão sobre memória e heranças africanas no MEPE

03/06/2026

O Museu do Estado de Pernambuco prepara uma das mais importantes exposições voltadas à valorização das culturas africanas e afro-brasileiras no cenário cultural pernambucano. Com o título “ÁFRICAS: Arte, Ancestralidade e Decolonização”, a mostra propõe um mergulho histórico, artístico e educativo nas contribuições dos povos africanos para a formação cultural, religiosa, estética e social do Brasil e do mundo. O evento de abertura acontece no sábado 06 de junho próximo às 15 horas.



A exposição

A exposição foi construída sob uma perspectiva decolonial, buscando ampliar o debate sobre memória, ancestralidade, resistência e reparação histórica. O projeto também pretende provocar reflexões sobre os impactos da colonização e da escravidão, ao mesmo tempo em que evidencia a potência das matrizes africanas presentes na identidade brasileira contemporânea.



Falou o diretor do MEPE

Diz o dire...

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O Museu do Estado de Pernambuco prepara uma das mais importantes exposições voltadas à valorização das culturas africanas e afro-brasileiras no cenário cultural pernambucano. Com o título “ÁFRICAS: Arte, Ancestralidade e Decolonização”, a mostra propõe um mergulho histórico, artístico e educativo nas contribuições dos povos africanos para a formação cultural, religiosa, estética e social do Brasil e do mundo. O evento de abertura acontece no sábado 06 de junho próximo às 15 horas.



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A exposição

A exposição foi construída sob uma perspectiva decolonial, buscando ampliar o debate sobre memória, ancestralidade, resistência e reparação histórica. O projeto também pretende provocar reflexões sobre os impactos da colonização e da escravidão, ao mesmo tempo em que evidencia a potência das matrizes africanas presentes na identidade brasileira contemporânea.



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Falou o diretor do MEPE

Diz o diretor do Museu do Estado, Rinaldo Carvalho que dos grandes destaques da mostra será a coleção de máscaras e esculturas africanas doadas ao museu pela família do colecionador Ernesto Margolis. O acervo reúne 114 peças de grande relevância histórica, antropológica e artística, que passarão a integrar o diálogo expositivo como símbolos de espiritualidade, ancestralidade e expressão estética africana.



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Organização em núcleos

A exposição foi organizada em núcleos temáticos que abordarão desde a África como berço das civilizações passando pelas rotas da escravização, religiões de matrizes africanas, arte ritualística até a influência africana sobre os movimentos modernistas europeus e brasileiros. O percurso conta com espaço para a produção contemporânea de artistas negros e obras ligadas às discussões sobre identidade, corpo, pertencimento e resistência.

Além da experiência expositiva, o projeto tem ampla programação educativa, incluindo visitas mediadas, rodas de diálogo, formação para professores e atividades pós-visitação voltadas para o público em geral.



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A curadoria

A curadoria é coletiva e multidisciplinar, reunindo historiadores, antropólogos, museólogos, representantes culturais e lideranças ligadas às matrizes africanas. Entre os participantes estão o Consulado Honorário da Costa do Marfim, a historiadora doutora Aline de Biase, da UFPE, o antropólogo e coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Etnicidade - NEPE (UFPE), Renato Athias, Francisco Neto (Chico Bantu), produtor cultural e pesquisador das culturas Bantu e as equipes da Reserva Técnica, do Educativo e de Comunicação do museu.



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“Áfricas: Arte, Memória e Decolonização”

Com “Áfricas: Arte, Memória e Decolonização”, o Museu do Estado de Pernambuco reafirma seu compromisso com práticas museológicas inclusivas, educativas e voltadas à valorização da diversidade cultural, ampliando o acesso do público ao patrimônio africano preservado pela instituição e fortalecendo o debate sobre as heranças africanas na formação da sociedade brasileira.



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Serviço

Museu do Estado de Pernambuco: Av. Rui Barbosa, 960 - Graças

Exposição:"Áfricas: Arte, Ancestralidade e Decolonização"

Quando: 06/06 - Sábado

Durante a semana o museu abre: de 3a a 6a feira de 9h às 17h.

Sábados e domingos:  de 14 às 17h.

Entrada gratuita



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O imposto da leniência e o tabuleiro dos mascates, por Zé da Flauta*

03/06/2026

A história adora rir da nossa cara quando insistimos em terceirizar a culpa pelos nossos próprios tombos. Brasília hoje ferve num teatro de indignação hipócrita porque os Estados Unidos tascaram um tarifaço de 25% no nosso lombo, mas a verdade nua e crua é que o império da vez está apenas protegendo o seu quadrado. O governante chora soberania e a imprensa se descabela, mas esquecem de dizer que se o vizinho fecha a porta e aumenta o preço, a culpa é nossa. Deixamos a nossa casa virar um terreno baldio dominado pelo crime organizado e pelo terror nas ruas, e agora queremos achar ruim que o resto do mundo reaja à nossa bagunça.

Palanque estéril

Essa quizumba rima direto com a velha Guerra dos Mascates, quando a elite de Olinda faliu por pura incompetência e soberba, assistindo de braços cruzados o eixo do dinheiro descer para os comerciantes de Recife. O conflito real nunca foi sobre o vilão externo, mas sobre quem perdeu a capacidade de governar o p...

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A história adora rir da nossa cara quando insistimos em terceirizar a culpa pelos nossos próprios tombos. Brasília hoje ferve num teatro de indignação hipócrita porque os Estados Unidos tascaram um tarifaço de 25% no nosso lombo, mas a verdade nua e crua é que o império da vez está apenas protegendo o seu quadrado. O governante chora soberania e a imprensa se descabela, mas esquecem de dizer que se o vizinho fecha a porta e aumenta o preço, a culpa é nossa. Deixamos a nossa casa virar um terreno baldio dominado pelo crime organizado e pelo terror nas ruas, e agora queremos achar ruim que o resto do mundo reaja à nossa bagunça.

Palanque estéril

Essa quizumba rima direto com a velha Guerra dos Mascates, quando a elite de Olinda faliu por pura incompetência e soberba, assistindo de braços cruzados o eixo do dinheiro descer para os comerciantes de Recife. O conflito real nunca foi sobre o vilão externo, mas sobre quem perdeu a capacidade de governar o próprio chão. A política de agora só modernizou o cenário: em vez de reagir ao crime e arrumar a economia, nossos governantes preferem o palanque estéril. A história mostra que ninguém respeita quem não impõe a ordem dentro de casa; se nos tornamos um risco para os outros, o tarifaço é só a conta que chega.

Vexame

Atrás das notas oficiais de repúdio, o que se esconde é o vexame de uma liderança e de uma mídia que abandonaram seus papéis fundamentais de proteger o cidadão e cobrar o cumprimento das leis. Ver os representantes do povo choramingando pelos cantos porque o Trump resolveu blindar o mercado dele dá um nó na garganta de quem trabalha e sofre com o medo diário nas ruas brasileiras. O cidadão comum descobre, da pior forma, que virou refém de um Estado que não garante o básico, a segurança e a ordem, mas que é primeiríssimo lugar na hora de reclamar quando a fatura da negligência bate à porta.

Isolamento

Não se constrói uma nação forte vivendo de pires na mão ou fingindo que o caos na segurança pública é um detalhe de rodapé. Enquanto o debate nacional preferir a maquiagem ideológica à coragem de extirpar o crime organizado, continuaremos à mercê de sermos isolados pelas grandes potências econômicas. A força de um povo e a sua verdadeira soberania começam na limpeza do próprio quintal e no brio de manter as ruas seguras. Quem se recusa a botar ordem na própria casa acaba fatalmente punido pelo bolso e pela indiferença alheia.

Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista
NR - Os textos assinados expressam a opiniões dos seus autores. Pessoas ou instituições
Intuições citadas tem espaço garantido para suas versões.



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O STF torna ilegal emenda imoral de Hugo Motta para beneficiar família Vorcaro

03/06/2026

Lá atrás, o treloso presidente da Câmara dos Deputados, o paraíbano Hugo Motta, aprovou uma emenda na Câmara com endereço certo: beneficiar o grupo do Banco Mater e a família de Daniel Vorcaro. A emenda tornava obrigatória a destinação de um percentual de todas as empresas de seguros para créditos em carbono. Daria uma fortuna por ano. Acontece que o pai (que está preso) e a filha de Vorcaro são titulares de grandes áreas que operam crédito de carbono. Por isso, a geringonça ficou conhecida como " Emenda Master". Mas a farra acabou.

A notícia

O Supremo Tribunal Federal (STF) anulou por unanimidade um dispositivo que obrigava seguradoras, resseguradoras, entidades de previdência complementar aberta e sociedades de capitalização a investir parte de seus recursos em créditos de carbono. A decisão foi tomada no julgamento de uma ação apresentada pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros (CNseg) e representa um revés para uma das medidas mais c...

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Lá atrás, o treloso presidente da Câmara dos Deputados, o paraíbano Hugo Motta, aprovou uma emenda na Câmara com endereço certo: beneficiar o grupo do Banco Mater e a família de Daniel Vorcaro. A emenda tornava obrigatória a destinação de um percentual de todas as empresas de seguros para créditos em carbono. Daria uma fortuna por ano. Acontece que o pai (que está preso) e a filha de Vorcaro são titulares de grandes áreas que operam crédito de carbono. Por isso, a geringonça ficou conhecida como " Emenda Master". Mas a farra acabou.

A notícia

O Supremo Tribunal Federal (STF) anulou por unanimidade um dispositivo que obrigava seguradoras, resseguradoras, entidades de previdência complementar aberta e sociedades de capitalização a investir parte de seus recursos em créditos de carbono. A decisão foi tomada no julgamento de uma ação apresentada pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros (CNseg) e representa um revés para uma das medidas mais controversas incluídas durante a tramitação do marco regulatório do mercado de carbono no Congresso.

A regra inventada por Hugo

Determinava que as instituições destinassem ao menos 0,5% de suas reservas técnicas e provisões à compra de créditos de carbono ou de cotas de fundos vinculados a esses ativos. O dispositivo havia sido incorporado ao texto por meio de uma emenda apresentada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Família Vorcaro

Entre os negócios citados durante as discussões está a Alliance Participações, empresa que detém créditos de carbono gerados por uma propriedade rural na Amazônia. A companhia tem participação de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e de Natália Vorcaro.

Renan

A decisão é também uma vitória para o senador Renan Calheiros, que vinha denunciando, vigorosamente, a manobrei imoral de Hugo Motta.




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Em Paris, auxiliar de Trump sinaliza a chanceler disposição para dialogar com Brasil sobre tarifas

03/06/2026

Diálogo encaminhado para conter a “guerra tarifária e disputas comerciais”. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se encontrou rapidamente hoje, quarta-feira (03/06) com o chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial da Casa Branca), Jamieson Greer. Ele ouviu do americano que há disposição em "continuar dialogando" com o Brasil em torno da possível aplicação de tarifas pelos Estados Unidos.

O encontro

Segundo relatos, os dois se cruzaram em meio às reuniões ministeriais da OCDE (Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), em Paris, antes de um dos painéis.

Contato fluido

Conforme pessoas que presenciaram a cena, Greer se aproximou do chanceler e afirmou que há um "contato fluido" com o Brasil, bem como disposição de "continuar dialogando".

A conversa

Vieira, segundo esses relatos, teria dito que a disposição do Brasil é a mesma e que as rec...

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Diálogo encaminhado para conter a “guerra tarifária e disputas comerciais”. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se encontrou rapidamente hoje, quarta-feira (03/06) com o chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial da Casa Branca), Jamieson Greer. Ele ouviu do americano que há disposição em "continuar dialogando" com o Brasil em torno da possível aplicação de tarifas pelos Estados Unidos.

O encontro

Segundo relatos, os dois se cruzaram em meio às reuniões ministeriais da OCDE (Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), em Paris, antes de um dos painéis.

Contato fluido

Conforme pessoas que presenciaram a cena, Greer se aproximou do chanceler e afirmou que há um "contato fluido" com o Brasil, bem como disposição de "continuar dialogando".

A conversa

Vieira, segundo esses relatos, teria dito que a disposição do Brasil é a mesma e que as recomendações do USTR para a aplicação de novas alíquotas sobre produtos brasileiros exige intensificar negociações.

O "esbarrão" em Paris ocorreu um dia após a divulgação do relatório do USTR que sugere a adoção de uma tarifa de 25% sobre o Brasil.

Relatório

Outro relatório, divulgado nesta madrugada, recomenda tarifas de 10% ou 12,5% sobre um grupo de 60 parceiros comerciais dos Estados Unidos por tolerância com "trabalhos forçados" -- o Brasil está na lista.

O Poder



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Arrascaeta tem lesão constatada e aguarda definição do Uruguai sobre possível corte

03/06/2026

O meia Arrasaceta passou por exames e teve uma lesão constatada na panturrilha direita. Ele agora aguarda uma definição do Uruguai sobre um possível corte na Copa do Mundo.

Sentiu dores

O jogador do Flamengo sentiu dores logo no início do treino de ontem, terça-feira (02/06) e deixou a atividade. Ele foi encaminhado para os exames durante a noite.

O grau da lesão

O grau da lesão é médio, o que significa um tempo de recuperação maior. O caso é similar ao de Neymar, que também se recupera de problema na panturrilha, mas não foi cortado pela CBF.

O Poder
Foto: Getty Images

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O meia Arrasaceta passou por exames e teve uma lesão constatada na panturrilha direita. Ele agora aguarda uma definição do Uruguai sobre um possível corte na Copa do Mundo.

Sentiu dores

O jogador do Flamengo sentiu dores logo no início do treino de ontem, terça-feira (02/06) e deixou a atividade. Ele foi encaminhado para os exames durante a noite.

O grau da lesão

O grau da lesão é médio, o que significa um tempo de recuperação maior. O caso é similar ao de Neymar, que também se recupera de problema na panturrilha, mas não foi cortado pela CBF.

O Poder
Foto: Getty Images




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Rodoviárias de João Pessoa e Campina Grande devem movimentar quase 30 mil passageiros no 'feriadão' de Corpus Christi

03/06/2026

Um momento intenso. Chegadas e partidas. E ônibus extras para atender a demanda. Os terminais rodoviários de João Pessoa e de Campina Grande devem receber, juntos, cerca de 30 mil passageiros neste "feriadão" de Corpus Christi entre hoje, quarta-feira (03/06) e o domingo (07/06), passando pelo dia de Corpus Christi amanhã, quinta-feira (04/06).

Os destinos

Os destinos mais procurados pelos viajantes que saem de João Pessoa por meio da rodoviária são Fortaleza (CE), Recife (PE), Campina Grande (PB), Esperança (PB), Patos (PB), Cajazeiras (PB), Sousa (PB) e Monteiro (PB).

João Pessoa

Em João Pessoa, cerca de 22 mil passageiros devem passar pelo terminal rodoviário, entre embarques e desembarques, durante o feriadão. As empresas que operam no terminal estão com nove partidas extras programadas para o período com o intuito de atender a demanda do período.

Campina Grande

Já em...

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Um momento intenso. Chegadas e partidas. E ônibus extras para atender a demanda. Os terminais rodoviários de João Pessoa e de Campina Grande devem receber, juntos, cerca de 30 mil passageiros neste "feriadão" de Corpus Christi entre hoje, quarta-feira (03/06) e o domingo (07/06), passando pelo dia de Corpus Christi amanhã, quinta-feira (04/06).

Os destinos

Os destinos mais procurados pelos viajantes que saem de João Pessoa por meio da rodoviária são Fortaleza (CE), Recife (PE), Campina Grande (PB), Esperança (PB), Patos (PB), Cajazeiras (PB), Sousa (PB) e Monteiro (PB).

João Pessoa

Em João Pessoa, cerca de 22 mil passageiros devem passar pelo terminal rodoviário, entre embarques e desembarques, durante o feriadão. As empresas que operam no terminal estão com nove partidas extras programadas para o período com o intuito de atender a demanda do período.

Campina Grande

Já em Campina Grande, o Terminal Rodoviário Argemiro Figueiredo, deve registrar um aumento significativo no fluxo de passageiros durante o feriado de Corpus Christi e a abertura do São João. Cerca de 6,7 mil passageiros devem passar pelo Terminal Rodoviário da cidade entre os dias 3 e 7 de junho. Na cidade, Corpus Christi é feriado.

Ônibus extras

Para atender ao aumento da demanda no período, as empresas de transporte que operam no terminal devem disponibilizar seis ônibus extras, reforçando a oferta de viagens para os destinos mais procurados pelos passageiros.

Outros destinos

Entre os principais destinos intermunicipais saindo da Rodoviária de Campina Grande estão João Pessoa, Esperança, Patos, Cajazeiras, Sousa e Conceição, todas na Para.ba Já entre os destinos interestaduais, as viagens para Fortaleza (CE) e Recife (PE) lideram a procura dos passageiros.

SL
O Poder



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Itamaraty diz que tarifas dos EUA são cumulativas e Brasil pode somar taxa de 37%

03/06/2026

As duas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contra o Brasil terão efeito cumulativo, segundo o Palácio do Itamaraty. Ao todo, o Brasil pode ser sobretaxado em 37,5% caso o tarifaço não seja negociado.

O percentual

O porcentual leva em consideração o patamar esperado de 12,5% com base no documento do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) divulgado na noite de ontem, terça-feira (02/06) e que inclui produtos do Brasil e outras 59 economias que teriam se omitido ao tomar medidas contra o comércio de mercadorias provenientes de trabalho forçado.

Outra taxação

Além da taxação que já tinha sido proposta na noite de segunda-feira (1º) pelo mesmo departamento, mas dessa vez mirando uma investigação comercial feita especificamente sobre o Brasil.

Próximos passos

O governo, segundo o Itamaraty, trabalha nos próximos passos das negociações e ainda vê brechas para negociaç...

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As duas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contra o Brasil terão efeito cumulativo, segundo o Palácio do Itamaraty. Ao todo, o Brasil pode ser sobretaxado em 37,5% caso o tarifaço não seja negociado.

O percentual

O porcentual leva em consideração o patamar esperado de 12,5% com base no documento do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) divulgado na noite de ontem, terça-feira (02/06) e que inclui produtos do Brasil e outras 59 economias que teriam se omitido ao tomar medidas contra o comércio de mercadorias provenientes de trabalho forçado.

Outra taxação

Além da taxação que já tinha sido proposta na noite de segunda-feira (1º) pelo mesmo departamento, mas dessa vez mirando uma investigação comercial feita especificamente sobre o Brasil.

Próximos passos

O governo, segundo o Itamaraty, trabalha nos próximos passos das negociações e ainda vê brechas para negociações. O Brasil já esperava ser incluído na lista divulgada pelos americanos na última noite.

Último tarifaço

Reservadamente, fontes da diplomacia veem este último tarifaço como um movimento do governo Donald Trump contra a China. A avaliação é de que se trata de uma maneira dos americanos punirem países que abrigam empresas e companhias chinesas.

Viés

O governo Lula vê viés político sobretudo na primeira taxação. A audiência sobre a ação proposta pelo USTR está marcada para 6 de julho deste ano, com prazo para aplicação da "medida corretiva" em 15 de julho.




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Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta quarta-feira

03/06/2026

Brasília, 03 de junho de 2026

“As big techs nunca foram apenas empresas de tecnologia. Elas se tornaram estruturas globais de influência econômica, política e cultural capazes de pressionar governos e moldar narrativas.”

Brasília amanheceu no modo soberania digital. O tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros continua repercutindo, o Pix entrou no centro da disputa econômica internacional, o STF passou a ser citado em documentos ligados à nova crise comercial, Lula reorganiza sua articulação política e as redes sociais transformaram um debate econômico em uma disputa sobre patriotismo, tecnologia, liberdade de expressão e eleições de 2026.


Tarifaço dos EUA continua dominando o debate nacional

O impacto das medidas anunciadas pelos Estados Unidos segue entre os assuntos mais comentados do país. O tema deixou o campo técnico da economia e passou a ser tratado como uma questão de soberania nac...

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Brasília, 03 de junho de 2026

“As big techs nunca foram apenas empresas de tecnologia. Elas se tornaram estruturas globais de influência econômica, política e cultural capazes de pressionar governos e moldar narrativas.”

Brasília amanheceu no modo soberania digital. O tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros continua repercutindo, o Pix entrou no centro da disputa econômica internacional, o STF passou a ser citado em documentos ligados à nova crise comercial, Lula reorganiza sua articulação política e as redes sociais transformaram um debate econômico em uma disputa sobre patriotismo, tecnologia, liberdade de expressão e eleições de 2026.


Tarifaço dos EUA continua dominando o debate nacional

O impacto das medidas anunciadas pelos Estados Unidos segue entre os assuntos mais comentados do país. O tema deixou o campo técnico da economia e passou a ser tratado como uma questão de soberania nacional. Nas redes sociais, milhões de brasileiros passaram a discutir os impactos para empregos, exportações e investimentos.

“Quando a economia encontra o patriotismo, o alcance digital costuma multiplicar.”

Ativaweb DataLab identifica explosão da narrativa “Traição ao Brasil”

Levantamento da Ativaweb DataLab mostra crescimento acelerado das menções associadas aos termos “Traição ao Brasil”, “Trump”, “Bolsonaro”, “soberania nacional” e “tarifas”. A análise aponta predominância de manifestações críticas aos envolvidos na crise diplomática e comercial.

O que chama atenção é que o debate deixou de ser apenas político e passou a mobilizar usuários comuns, ampliando o alcance orgânico da discussão.

“Os dados digitais são como nuvens. Mudam o tempo todo. O cenário que parece consolidado pela manhã pode ser completamente diferente ao final do dia.” — Alek Maracajá

Pix vira símbolo de soberania digital brasileira

A pressão internacional sobre o sistema de pagamentos brasileiro colocou o Pix no centro do debate público. O sistema, que revolucionou os pagamentos no país, passou a ser defendido por diferentes setores como uma conquista tecnológica nacional.

“Mexer no Pix é mexer em algo que já faz parte da rotina emocional do brasileiro.”

Lula reúne ministros para alinhar discurso e evitar ruídos

O presidente Lula realizou reuniões para alinhar o posicionamento do governo diante dos acontecimentos internacionais e das pautas econômicas que dominam o noticiário. O objetivo é evitar divergências internas e fortalecer a narrativa governista.

Escala 6x1 continua pressionando Congresso e Senado

A proposta que reduz a jornada de trabalho permanece entre os temas mais populares do ambiente digital. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, busca administrar a pressão popular enquanto tenta equilibrar interesses empresariais e trabalhistas.

“Poucas pautas conseguem unir algoritmo, trabalhador e pressão popular da forma que a escala 6x1 conseguiu.”

Congresso continua enfrentando desgaste digital

A Ativaweb DataLab segue monitorando um aumento constante de críticas ao Congresso Nacional. Câmara e Senado continuam registrando elevados índices de rejeição digital em temas relacionados a privilégios, articulação política e pautas econômicas.

“O desgaste institucional cresce quando a população percebe distância entre a pauta política e a pauta real do cidadão.”

STF permanece como protagonista do debate político

As decisões do Supremo continuam repercutindo intensamente nas redes sociais. Mesmo sem grandes julgamentos de impacto imediato, a Corte segue ocupando espaço central nas discussões políticas e jurídicas.

“No Brasil digital, o STF deixou de ser apenas um tribunal. Tornou-se também um ator permanente da disputa narrativa.”

Cláudio Castro segue enfrentando dificuldades judiciais

A manutenção de decisões contra o governador do Rio mantém o estado no radar político nacional e já movimenta possíveis articulações para 2026.

Economia cresce, mas produtividade continua sendo desafio

Economistas e integrantes do Banco Central voltaram a destacar que o crescimento econômico sustentável depende diretamente do aumento da produtividade brasileira.

“Crescer é importante. Crescer produzindo mais é o verdadeiro desafio.”

Receita Federal bate recorde de declarações

A Receita recebeu mais de 44 milhões de declarações do Imposto de Renda neste ano. O tema movimentou redes sociais e gerou milhares de comentários relacionados à malha fina.

Ativaweb DataLab prepara novo estudo dos presidenciáveis de 2026

A equipe da Ativaweb DataLab está finalizando uma nova análise nacional dos pré-candidatos à Presidência da República, incluindo crescimento de seguidores, engajamento, distribuição geográfica, faixa etária, sentimento digital e potencial de expansão eleitoral.

O estudo busca identificar onde cada liderança está crescendo, quais regiões apresentam maior competitividade e quais públicos serão decisivos para a eleição de 2026.

“A eleição de 2026 será disputada nas ruas, mas também nos dados.”


Trump mira o Pix e Brasília descobre que inovação também virou questão geopolítica

Um relatório ligado ao governo Trump classificou o Pix como um sistema que estaria criando desvantagens para empresas americanas de pagamentos digitais. Como consequência, os Estados Unidos anunciaram uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, alegando que o Brasil favorece seu sistema nacional de pagamentos em detrimento de plataformas privadas internacionais.

O episódio elevou o Pix de simples ferramenta financeira para símbolo de soberania tecnológica. O debate agora ultrapassa a economia e passa a envolver inovação, independência digital, regulação das plataformas e a influência das big techs sobre governos e mercados.

“Quando uma tecnologia brasileira começa a incomodar gigantes globais, ela deixa de ser apenas inovação e passa a ser uma questão estratégica.”

STF, Big Techs e Tarifaço: a guerra digital ganha capítulo internacional

O governo norte-americano citou decisões envolvendo o STF e plataformas digitais como parte da justificativa para o novo pacote de tarifas contra produtos brasileiros. O relatório menciona supostas restrições impostas às empresas de tecnologia e questiona medidas adotadas pelo Brasil no ambiente digital.

A notícia eleva o debate para outro patamar. O que antes parecia uma discussão interna sobre regulação das redes sociais passa a ser utilizado como argumento em uma disputa comercial internacional. Na prática, STF, big techs, comércio exterior e soberania digital passam a fazer parte da mesma narrativa.
“Quando STF, big techs e comércio exterior aparecem na mesma manchete, o impacto político deixa de ser nacional e passa a ser geopolítico.”




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