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Será verdade? A justiça só se aplica para quem não tem dinheiro. Um mote instigante para o Rei da Glosa, Nelson Nunes Farias.

02/04/2024 - Jornal o Poder

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Deveria ser sagrada
Como se fosse um templo
Porém só vemos exemplo
Dela sendo maculada
Muitas vezes estrupada
Por esse Brasil inteiro
Vejam o Rio de Janeiro
Que isso muito pratica
"A justiça só se aplica
Para quem não tem dinheiro"

Mote: Ronaldo Barbosa

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Deveria ser sagrada
Como se fosse um templo
Porém só vemos exemplo
Dela sendo maculada
Muitas vezes estrupada
Por esse Brasil inteiro
Vejam o Rio de Janeiro
Que isso muito pratica
"A justiça só se aplica
Para quem não tem dinheiro"

Mote: Ronaldo Barbosa

Leia outras informações

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A Justiça e os Bolsonaros - Jair Renan vira réu por acusação de lavagem de dinheiro

29/10/2026

O vereador Jair Renan Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, se tornou réu na Justiça Federal do Distrito Federal por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso. O Poder Judiciário aceitou denúncia apresentada pelo Ministério Público contra ele e outras 5 pessoas. A decisão é da 5ª Vara Criminal. Os réus terão prazo para se defender e contestar as acusações. O período para apresentar defesa é de 10 dias, a contar da notificação. A Justiça entendeu que estão presentes “os requisitos necessários para dar início à persecução penal em juízo”. Jair Renan Bolsonaro chegou a ser alvo de uma ação de busca e apreensão em agosto do ano passado.

Acusações

Jair Renan Bolsonaro e os demais são acusados de forjar registros fiscais de uma empresa para demonstrar uma capacidade financeira superior à real. A empresa envolvida é a RB Eventos e Mídia, de propriedade de Jair Renan. A alteração dos documento...

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O vereador Jair Renan Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, se tornou réu na Justiça Federal do Distrito Federal por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso. O Poder Judiciário aceitou denúncia apresentada pelo Ministério Público contra ele e outras 5 pessoas. A decisão é da 5ª Vara Criminal. Os réus terão prazo para se defender e contestar as acusações. O período para apresentar defesa é de 10 dias, a contar da notificação. A Justiça entendeu que estão presentes “os requisitos necessários para dar início à persecução penal em juízo”. Jair Renan Bolsonaro chegou a ser alvo de uma ação de busca e apreensão em agosto do ano passado.

Acusações

Jair Renan Bolsonaro e os demais são acusados de forjar registros fiscais de uma empresa para demonstrar uma capacidade financeira superior à real. A empresa envolvida é a RB Eventos e Mídia, de propriedade de Jair Renan. A alteração dos documentos teria o objetivo de dar lastro a empréstimos bancários que chegaram a R$ 291 mil, entre 2022 e 2023. A situação levantou suspeitas após Jair Renan deixar de pagar a dívida e o banco iniciar uma cobrança, cujo valor chegou a R$ 360 mil em razão dos juros e atrasos. Um documento falsificado atestaria que a empresa movimentou R$ 4,6 milhões em um ano. A defesa de Jair Renan afirma que ele foi vítima de fraude praticada por outra pessoa e que é inocente.

MP

O Ministério Público afirma que, entre 2020 e 2023, os réus “ocultaram ou dissimularam a natureza, origem, movimentação ou propriedade de bens, direitos e valores de origem criminosa, proveniente, direta ou indiretamente, da prática de crimes de falsidade ideológica, estelionato e falsificação de documentos públicos e particulares”.




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Eleições 2026 - Assédios eleitorais chegam a 3,5 mil e superam os de 2022

29/10/2026

O MPT, Ministério Público do Trabalho, já soma 3.529 denúncias de assédio eleitoral em 2026, até as 13h00 de hoje, quinta-feira, 29/10. O número supera o total registrado em 2022, nas últimas eleições gerais, quando o órgão contou 3.373 denúncias. O volume de registros aumentou significativamente em outubro, quando foram contabilizadas 2,7 mil denúncias, uma alta de aproximadamente 371% em relação a setembro, quando o MPT recebeu 552 casos. As notificações de outubro representam 76,5% de todas as denúncias registradas em 2026 até o momento.

Medidas do governo federal

Na quarta-feira (28), o governo federal anunciou uma série de medidas para combater o assédio eleitoral no ambiente de trabalho. A iniciativa reúne o MTE, Ministério do Trabalho e Emprego, o MPT, a AGU, Advocacia-Geral da União, o TST, Tribunal Superior do Trabalho, o MPE, Ministério Público Eleitoral, e o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Entre as ações previstas estão a ampli...

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O MPT, Ministério Público do Trabalho, já soma 3.529 denúncias de assédio eleitoral em 2026, até as 13h00 de hoje, quinta-feira, 29/10. O número supera o total registrado em 2022, nas últimas eleições gerais, quando o órgão contou 3.373 denúncias. O volume de registros aumentou significativamente em outubro, quando foram contabilizadas 2,7 mil denúncias, uma alta de aproximadamente 371% em relação a setembro, quando o MPT recebeu 552 casos. As notificações de outubro representam 76,5% de todas as denúncias registradas em 2026 até o momento.

Medidas do governo federal

Na quarta-feira (28), o governo federal anunciou uma série de medidas para combater o assédio eleitoral no ambiente de trabalho. A iniciativa reúne o MTE, Ministério do Trabalho e Emprego, o MPT, a AGU, Advocacia-Geral da União, o TST, Tribunal Superior do Trabalho, o MPE, Ministério Público Eleitoral, e o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Entre as ações previstas estão a ampliação dos canais de denúncia, a orientação dos trabalhadores por meio da Carteira de Trabalho Digital e a fiscalização de possíveis irregularidades. O governo também anunciou medidas para solicitar a retirada de conteúdos discriminatórios da internet e a responsabilização de empregadores envolvidos em práticas ilegais.



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Canal de denúncias

O MTE disponibilizou um canal para que trabalhadores que sofreram ou presenciaram situações de discriminação política no ambiente profissional possam registrar denúncias. Os relatos podem envolver ameaças de demissão, represálias ou pressão para votar em determinado candidato.




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"Não desistiremos do Brasil". Eduardo Bolsonaro publica foto nas redes sociais ao lado de Flávio

29/10/2026

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro publicou uma foto ao lado do irmão, senador Flávio Bolsonaro, PL, após o candidato derrotado fugir do Brasil para os EUA. Na publicação, Eduardo diz que reecontrou o irmão após um “longo dia” e que eles não desistirão do Brasil.

Post

“Ontem foi um dia longo, talvez o mais longo da minha vida. Mas prevalecemos. Mesmo aqui de fora não desistiremos do Brasil. Como diria o Professor Olavo: não parar, não precipitar, não retroceder”, escreveu Eduardo. Segundo o ex-deputado, a foto ao lado do irmão foi tirada ontem, quarta-feira, 28/10, enquanto Flávio segura uma bandeira do Brasil.

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O ex-deputado Eduardo Bolsonaro publicou uma foto ao lado do irmão, senador Flávio Bolsonaro, PL, após o candidato derrotado fugir do Brasil para os EUA. Na publicação, Eduardo diz que reecontrou o irmão após um “longo dia” e que eles não desistirão do Brasil.

Post

“Ontem foi um dia longo, talvez o mais longo da minha vida. Mas prevalecemos. Mesmo aqui de fora não desistiremos do Brasil. Como diria o Professor Olavo: não parar, não precipitar, não retroceder”, escreveu Eduardo. Segundo o ex-deputado, a foto ao lado do irmão foi tirada ontem, quarta-feira, 28/10, enquanto Flávio segura uma bandeira do Brasil.




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Carta de Flávio - Valdemar Costa Neto diz que 'ninguém aprovou' e que ele não avisou ao pai que sairia do país

29/10/2026

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou hoje, quinta-feira, 29/10, que não gostou da carta publicada por Flávio Bolsonaro, PL, de ontem ,28/10, em que o senador, derrotado pelo presidente Lula, PT, nas eleições, não reconhece o resultado e se autointitula "líder do Brasil". "Ninguém aprovou a carta. Ninguém aprova essa situação que aconteceu com o Flávio... queremos tocar o país para frente", afirmou Valdemar. Ele também disse que o senador não avisou ao pai que deixaria o país. "Ele veio ver o pai, nem o Bolsonaro sabia que ele ia". Valdemar conversou com a imprensa após fazer uma visita a Jair Bolsonaro, detido em prisão domiciliar.

Carta de Flávio

Flávio Bolsonaro publicou uma carta nas redes sociais, ontem, 28/10, após desembarcar nos EUA com a família, contrariando decisão do STF que o proibiu de deixar o país. Após a primeira versão, o parlamentar apagou a postagem e substituiu por um novo texto em que trocou as expressões "verdadeir...

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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou hoje, quinta-feira, 29/10, que não gostou da carta publicada por Flávio Bolsonaro, PL, de ontem ,28/10, em que o senador, derrotado pelo presidente Lula, PT, nas eleições, não reconhece o resultado e se autointitula "líder do Brasil". "Ninguém aprovou a carta. Ninguém aprova essa situação que aconteceu com o Flávio... queremos tocar o país para frente", afirmou Valdemar. Ele também disse que o senador não avisou ao pai que deixaria o país. "Ele veio ver o pai, nem o Bolsonaro sabia que ele ia". Valdemar conversou com a imprensa após fazer uma visita a Jair Bolsonaro, detido em prisão domiciliar.

Carta de Flávio

Flávio Bolsonaro publicou uma carta nas redes sociais, ontem, 28/10, após desembarcar nos EUA com a família, contrariando decisão do STF que o proibiu de deixar o país. Após a primeira versão, o parlamentar apagou a postagem e substituiu por um novo texto em que trocou as expressões "verdadeiro presidente do Brasil" e "presidente eleito" por "líder do Brasil" e "líder". Flávio, no entanto, manteve os trechos em que não reconhecia o resultado do pleito e afirmava que as eleições foram roubadas.



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Repúdio à carta

Lideranças da direita e partidos se manifestaram contra a carta com teor golpista. O governador de SP, Tarcísio de Freitas, afirmou que o senador deve respeitar o resultado das urnas e seguir em frente. Partidos como União Brasil, PSD, PSDB e MDB também repudiaram o conteúdo da carta e defenderam o resultado das urnas.




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Medo - Poema - Por Romero Falcão*

29/10/2026

Tenho medo
tenho medo
da escrita comportada
sem aço, sem espada.

Tenho medo do pássaro
voando na página
voando feito avião.

Tenho medo das rosas
que nunca rosnam
e dos espinhos extraviados.

Tenho medo dos bichos
dos deuses
que perderam o uivo primitivo.

Tenho medo
da fé que não se abala,
da luz que não se curva

Tenho medo
da felicidade de tela
cauda de pavão.

Tenho medo do ferro da ponte
que já não pesa sobre os poetas
e da lama que lambe
a voz do rio

Tenho medo de que o medo
já não se espante
diante das crostas do meu espírito

Tenho medo
do meu homem de bem
sem contradição
nem sombra

Tenho medo

Tenho medo deste poeminha
que se veste de indomável.


*Romero Falcã...

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Tenho medo
tenho medo
da escrita comportada
sem aço, sem espada.

Tenho medo do pássaro
voando na página
voando feito avião.

Tenho medo das rosas
que nunca rosnam
e dos espinhos extraviados.

Tenho medo dos bichos
dos deuses
que perderam o uivo primitivo.

Tenho medo
da fé que não se abala,
da luz que não se curva

Tenho medo
da felicidade de tela
cauda de pavão.

Tenho medo do ferro da ponte
que já não pesa sobre os poetas
e da lama que lambe
a voz do rio

Tenho medo de que o medo
já não se espante
diante das crostas do meu espírito

Tenho medo
do meu homem de bem
sem contradição
nem sombra

Tenho medo

Tenho medo deste poeminha
que se veste de indomável.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda



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NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores.




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Da Série Mistérios do Aquém: Fascistas Machos Alfa Borra-botas – Por Natanael Sarmento*

29/10/2026

A extrema direita fascista dos últimos tempos consagrou-se como o império das bravatas e da corrupção. Machões do tipo que dizem filhas mulheres é “fraquejada” ou “não estupro porque é feia”, exibem aparente virilidade nas vitrines do patriarcalismo retrógado herdados do colonialismo, na hora de mostrar um mínimo de dignidade, nem falamos de coragem, se borram nas calças, uns soluçam, outros fogem da raia. Atores bufões, vilões de terceira, fracassados covardes diante das adversidades, tremem mais que vara verde diante das barras da lei, valentões e patriotas de fachada, entreguistas pusilânimes.

Acto I: A fraquejada

O Patriarca chefe do clã posava de homem de fibra, com "histórico de atleta", vendia imagem de machão das armas. No Planalto era o macho alfa, dos gestos das “armazinhas”, das grosserias com jornalistas e repórteres, das exibições no Jet-Sky e nas motociatas, com bazófias: "Daqui só saio preso, morto ou com a vitória!", bradava, infl...

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A extrema direita fascista dos últimos tempos consagrou-se como o império das bravatas e da corrupção. Machões do tipo que dizem filhas mulheres é “fraquejada” ou “não estupro porque é feia”, exibem aparente virilidade nas vitrines do patriarcalismo retrógado herdados do colonialismo, na hora de mostrar um mínimo de dignidade, nem falamos de coragem, se borram nas calças, uns soluçam, outros fogem da raia. Atores bufões, vilões de terceira, fracassados covardes diante das adversidades, tremem mais que vara verde diante das barras da lei, valentões e patriotas de fachada, entreguistas pusilânimes.

Acto I: A fraquejada

O Patriarca chefe do clã posava de homem de fibra, com "histórico de atleta", vendia imagem de machão das armas. No Planalto era o macho alfa, dos gestos das “armazinhas”, das grosserias com jornalistas e repórteres, das exibições no Jet-Sky e nas motociatas, com bazófias: "Daqui só saio preso, morto ou com a vitória!", bradava, inflando o peito. Saiu pelo voto e foi preso, depois de julgado e condenado a 27 anos pelos crimes cometidos. Pianinho.

Galo de briga ou galinha chocadeira?

O galo que ameaçava com seu esporão, diante da força das instituições democráticas e da legalidade, se metamorfoseou numa galinha choca, doente, coitadinho, toda semana um mi mi mi, tão débil e aveludado, foi-lhe revogada a prisão em regime fechado e concedido o benefício dado aos ricos do Brasil de cumprir prisão domiciliar em condomínios de luxo, com direito a bar, piscina, academia de ginástica, visitas...O direito sagrado de cumprir a pena na moleza do luxo dessa pátria amada de mitos borra-botas, com complexo de vira-latas dos EUA.

Acto II: Napoleão de Hospício do traque de Véia

O filho 01 levou o melodrama ao nível da pantomima mais rebaixada da vergonha internacional. O playboy senador já desfilava como o novo presidente da república, nomeava ministros, encomendava os acepipes da festa, armava o palanque, escolhia a gravata da posse, contava com o ovo no deixa para lá da galinha, antes do 2º turno. O gabola soberbo achava que menos de 2 milhões de votos num eleitorado de 158,7 milhões de votantes, ele já podia comemorar vitória. Lascou-se. O povo foi às ruas, Lula conquistou dez milhões de votos a mais, virou o jogo, deu uma surra histórica e jogou areia na sopa dos fascistas.

Balde de gelo

A virada foi um balde de gelo e a Torre de Babel caiu como castelo de cartas. Que atitude toma o novo líder dessa direita extrema e fascista, que obteve uma estrondosa votação de quase 60 milhões de sufrágios? Mostrou-se um estadista digno de tamanha votação, pronunciou-se diante de seus correligionários e prometeu continua a luta pelas ideias nas regras democráticas, reconheceu a derrota como um democrata? Não! Primeiro falou sem prova ou evidência alguma em fraude (coisa que ele entende com propriedade), não reconheceu a vitória do adversário e enfiou a viola no saco e vazou como um pilantra vulgar. Fugiu na calada da noite, de fininho. Com o rabo entre as pernas rumo à Flórida —o retiro de verão dos ricaços e dos mafiosos, asilo dos foragidos da Interpol.

Napoleão de hospício

O foragido resolveu se autoproclamar o "Presidente Legítimo", um autêntico Napoleão de hospício. Lê uma carta ridícula denunciando "fraude", sem apresentar um argumento, prova ou indício desta fraude aludida.

Tragicomédia

O detalhe tragicômico que a estupidez do fracassado caluniador se esqueceu é que a eleição "fraudada" elegeu senadores, deputados e governadores do próprio partido, o PL. O próprio presidente da Corte Eleitoral — vejam só, indicado por ele e nomeado pelo pai nos tempos de glória — atestou a total lisura do pleito. A campanha do Lula chiava com a ajuda do Ministro bolsonarista no comando do processo eleitoral. Mas o Napoleão fascista borra-botas, mesmo com ajuda do apito, perdeu a partida, pela vontade esmagadora do povo brasileiro, nas urnas. A montanha de denúncias contra ele será apurada. E o rato fujão terá por destino o isolamento, da própria direita que buscará caminhos diferente das ligações perigosas com o fascismo miliciano e o bolsonarismo, questão de tempo, lembrará traque junino peido-de véia, molhado.

Trajetória

A trajetória do clã nunca foi mistério. Construída na vida pendurada nos orçamentos, rachadinhas, investimentos e bens cujas origens até hoje ninguém conseguiu explicar e que eles preferem não detalhar, pois se negam a abrir o sigilo fiscal e telefônico, avocam direitos constitucionais e humanos.

Picadeiro

Nas redes digitais dos conspiradores de golpes, os fanáticos acéfalos continua a marchar em círculos, batendo palma para pneus, na Terra Plana, apelam para Trump jogar um míssil no Brasil, ou para ETs salvarem os mitos "perseguidos políticos".

Na real

Um senador com mandato foi derrotado numa eleição presidencial limpa com mais de cem milhões de votos apurados. Perdeu a eleição e perderá ao fim do mandato, o fórum privilegiado. E é investigado dentro do devido processo legal, com direito a advogados caros, ampla defesa e contraditório por diversos crimes previstos no Código Penal – crimes comuns. Fugiu como um covarde, ou bandido vulgar e isso é questão de polícia.

Final da pantomima

A comédia termina com heróis no exterior gastando o dinheiro das fraudes e das mamatas. A torcida fanática bate palma e diz que é perseguição e qualquer um faria o mesmo. Mente. Lula perdeu eleição, sofreu perseguição – este sim - foi preso e ficou com sua dignidade para provar a sua inocência e o crime dos seus perseguidores e julgadores. Terminamos com a frase da combatente antifascista Dolores Ibarruri: “ Fascistas, não passarão!”.


*Natanael Sarmento é professor e escritor, e integrante do Diretório Nacional da UP. @sarmentonatanael



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NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.




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"Operação ALBA": A Engenharia de uma extração, a guerra da informação e os limites da soberania nacional - Por Amadeu Robalinho*

29/10/2026

Inteligência Estratégica, Defesa Nacional, Geopolítica e Engenharia de Soberania e Estratégia


1. Quando uma saída do território se transforma em questão estratégica

Os acontecimentos de 27 e 28 de outubro de 2026 colocaram no centro do debate público brasileiro a denominada Operação Alba, expressão divulgada pelo empresário mexicano Simón Levy ao se referir à suposta articulação para levar o senador Flávio Bolsonaro e seus familiares aos Estados Unidos. Em suas publicações, Levy atribuiu ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, papel central no planejamento da ação. Essa atribuição, entretanto, não equivale à comprovação de que o governo dos Estados Unidos ou algum serviço de inteligência tenha organizado uma operação clandestina.

O episódio ganhou consistência factual quando as autoridades migratórias argentinas confirmaram que Flávio Bolsonaro, sua esposa e suas duas filhas ingressaram na Argentina pela Ponte In...

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Inteligência Estratégica, Defesa Nacional, Geopolítica e Engenharia de Soberania e Estratégia


1. Quando uma saída do território se transforma em questão estratégica

Os acontecimentos de 27 e 28 de outubro de 2026 colocaram no centro do debate público brasileiro a denominada Operação Alba, expressão divulgada pelo empresário mexicano Simón Levy ao se referir à suposta articulação para levar o senador Flávio Bolsonaro e seus familiares aos Estados Unidos. Em suas publicações, Levy atribuiu ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, papel central no planejamento da ação. Essa atribuição, entretanto, não equivale à comprovação de que o governo dos Estados Unidos ou algum serviço de inteligência tenha organizado uma operação clandestina.

O episódio ganhou consistência factual quando as autoridades migratórias argentinas confirmaram que Flávio Bolsonaro, sua esposa e suas duas filhas ingressaram na Argentina pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones, às 22h50 de 27 de outubro. Segundo o comunicado oficial, o grupo embarcou, às 23h30, em uma aeronave privada operada pela empresa Baires Fly S.A., com destino a Guayaquil, no Equador. Informações posteriores da imprensa indicaram a continuidade do deslocamento para Miami.

A sequência foi noticiada pela Agência Brasil e pela Reuters. O Departamento de Estado norte-americano também informou que concederia vistos ao senador e aos familiares. Esses elementos confirmam partes importantes da movimentação internacional, mas não demonstram, por si sós, a existência de uma operação conduzida pela CIA, por militares norte-americanos ou por outra estrutura estatal de inteligência.


Fontes: "Agência Brasil, 27 de outubro de 2026" (https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-10/aliado-de-trump-diz-que-flavio-bolsonaro-chegou-aos-eua) e "Agência Brasil, 28 de outubro de 2026" (https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-10/flavio-bolsonaro-cruza-fronteira-argentina-e-segue-para-o-equador).


A diferença entre o fato e sua interpretação é decisiva. Uma viagem internacional pode envolver apoio político, assessoria privada, facilitação diplomática, planejamento logístico ou uma operação de inteligência propriamente dita. São categorias distintas, com implicações jurídicas e estratégicas igualmente diferentes.

A questão central, portanto, não se limita a saber por onde o passageiro atravessou uma fronteira. Consiste em compreender como diferentes componentes de transporte, informação, proteção, documentação e coordenação podem ter funcionado em uma sequência de acontecimentos cuja organização integral ainda não foi publicamente demonstrada.

2. A arquitetura operacional: mobilidade, discrição e sincronização

As imagens que acompanham esta análise apresentam mapas, instalações aeroportuárias, aeronaves executivas, documentos de viagem e representações de centros de monitoramento. Também destacam conceitos como dissimulação, emprego de aviação não padronizada e controle da percepção pública.

Esses elementos são compatíveis com uma discussão sobre planejamento operacional, mas devem ser tratados como ilustrações analíticas, não como registros comprobatórios de cada etapa da Operação Alba.

Sob a perspectiva da Engenharia de Soberania e Estratégia, uma movimentação internacional de alta sensibilidade pode ser examinada como um sistema composto por cinco dimensões interdependentes.

A primeira é a mobilidade. O deslocamento de pessoas entre diferentes jurisdições depende de infraestrutura terrestre, aeroportos, aeronaves, disponibilidade de transporte e coordenação temporal. A segunda é a documentação, que envolve identificação, requisitos migratórios, vistos e eventuais restrições judiciais. A terceira é a segurança, relacionada à proteção dos envolvidos e à gestão dos riscos. A quarta é a informação, que compreende a circulação de notícias, a preservação de sigilo e a disputa pela interpretação dos acontecimentos. A quinta é a coordenação institucional, que pode envolver agentes privados, autoridades migratórias e estruturas governamentais.

A eficiência de um sistema dessa natureza depende da compatibilidade entre seus componentes. Um transporte disponível, por exemplo, não resolve automaticamente impedimentos jurídicos. Da mesma forma, a obtenção de um visto não comprova que um governo tenha participado do planejamento de uma saída anterior.

Essa distinção permite compreender um princípio fundamental: a existência de uma logística sofisticada não demonstra, isoladamente, a existência de uma operação clandestina estatal.

O uso de aeronaves executivas tampouco constitui, por si só, indício de atividade de inteligência. Jatos privados integram normalmente a aviação civil e podem ser empregados em deslocamentos empresariais, diplomáticos, familiares ou políticos. A relevância estratégica depende do contexto, dos registros, dos participantes e das circunstâncias concretas.

No caso em análise, a sequência internacional de deslocamentos está parcialmente documentada por autoridades e fontes jornalísticas. A atribuição de comando, a eventual participação de serviços secretos e a natureza exata da coordenação permanecem questões que exigem evidências adicionais.

3. A guerra da informação: o tempo também é um recurso estratégico

Uma das dimensões mais relevantes do episódio está na velocidade com que a narrativa pública se desenvolveu.

Antes da confirmação oficial da entrada na Argentina, circularam informações divergentes sobre o paradeiro do senador. A expressão Operação Alba apareceu nesse ambiente informacional e passou a ser utilizada para caracterizar uma suposta ação coordenada.

A dinâmica evidencia a importância da distinção entre informação, indício, hipótese e confirmação.

Na atividade de inteligência, uma informação isolada não deve ser automaticamente convertida em conclusão. Sua confiabilidade precisa ser avaliada, sua origem identificada e seu conteúdo confrontado com fontes independentes. A convergência entre registros migratórios, informações aeronáuticas, documentos oficiais e testemunhos verificáveis pode elevar o grau de confiança de uma avaliação, embora nem sempre esclareça todos os aspectos de uma operação.

A guerra da informação não se limita à divulgação deliberada de notícias falsas. Ela também envolve a disputa pela definição dos acontecimentos, a seleção de fatos, a exploração de ambiguidades e a tentativa de estabelecer uma interpretação antes que as evidências estejam disponíveis.

É nesse ambiente que a dissimulação merece análise técnica. Informações incompletas, declarações contraditórias e rumores podem produzir incerteza e dificultar a reconstrução cronológica dos fatos. Entretanto, demonstrar que houve confusão informacional não basta para provar que ela foi planejada por determinado agente.

Atribuir intenção exige evidências próprias.

Para o Estado brasileiro, essa questão possui implicações diretas para a inteligência estratégica. A capacidade de acompanhar acontecimentos relevantes depende não apenas da obtenção de dados, mas também da capacidade institucional de verificar sua procedência, estabelecer cronologias e produzir avaliações confiáveis sob pressão política e midiática.

A rapidez da notícia não deve substituir a qualidade da análise.

4. Carlos Ghosn: um precedente real, mas não uma equivalência automática

A comparação com a fuga de Carlos Ghosn do Japão, em dezembro de 2019, é pertinente para compreender os riscos de uma extração internacional, desde que se respeitem as diferenças entre os casos.

Ghosn, ex-presidente da Nissan e da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, deixou o Japão enquanto aguardava julgamento por acusações financeiras que contestava. A investigação posterior identificou a participação de Michael Taylor, ex-integrante das Forças Especiais do Exército dos Estados Unidos, e de seu filho Peter Taylor na organização da fuga. A operação envolveu o transporte de Ghosn em uma caixa utilizada para ocultá-lo durante o deslocamento até um voo privado, que seguiu para Istambul e, posteriormente, para o Líbano.

O caso produziu consequências judiciais concretas. Michael Taylor e Peter Taylor foram condenados no Japão em 2021 por sua participação na fuga. A investigação também expôs falhas de segurança aeroportuária e problemas relacionados ao controle de passageiros e bagagens.


Fontes: "Fortune, 6 de janeiro de 2020" (https://fortune.com/2020/01/06/green-beret-nissan-carlos-ghosn-japan-escape/) e "Reuters, 11 de fevereiro de 2021" (https://www.reuters.com/business/finance/us-court-clears-way-extradition-japan-ghosns-accused-escape-plotters-2021-02-11/).


O paralelo relevante está na articulação entre mobilidade, segurança privada, transporte internacional e vulnerabilidades institucionais. Em ambos os contextos, a investigação estratégica precisa considerar a possibilidade de que diferentes atores e recursos logísticos sejam coordenados para alcançar determinado resultado.

A diferença fundamental é probatória. No caso Ghosn, investigações policiais e processos judiciais documentaram a participação de indivíduos específicos. No episódio denominado Operação Alba, até o momento considerado nesta análise, não há comprovação pública equivalente de que serviços de inteligência estrangeiros tenham comandado a movimentação.

Portanto, utilizar o caso japonês como referência metodológica é legítimo. Apresentá-lo como prova de que a Operação Alba seguiu a mesma estrutura seria extrapolar as evidências disponíveis.

5. Soberania nacional e o controle das fronteiras

A soberania não significa apenas a existência formal de território delimitado por fronteiras. Ela compreende a capacidade efetiva de o Estado exercer suas competências, aplicar suas leis, proteger suas instituições e controlar os fluxos que estão sujeitos à sua jurisdição.

No ambiente contemporâneo, esse exercício depende de sistemas integrados de identificação, fiscalização migratória, inteligência, cooperação internacional e monitoramento de transportes.

A circulação de pessoas por vias terrestres e aéreas demonstra que o controle territorial precisa ser compreendido como uma atividade contínua, sustentada por informações oportunas e coordenação institucional. Uma fronteira não se torna necessariamente vulnerável porque uma pessoa conseguiu atravessá-la. A avaliação depende da existência de restrições aplicáveis, dos registros realizados, das competências das autoridades envolvidas e da observância das normas pertinentes.

No caso brasileiro, há uma questão jurídica que precisa ser delimitada com rigor. Segundo a Agência Brasil, o senador não entregou seus passaportes à Polícia Federal dentro do prazo estabelecido em decisão judicial, e os documentos brasileiros foram cancelados. Posteriormente, as autoridades argentinas informaram que ele e seus familiares ingressaram em seu território apresentando documentação de viagem considerada válida pelas autoridades migratórias argentinas.

Essas informações não permitem, isoladamente, concluir quais documentos foram apresentados em cada etapa, qual era o alcance jurídico de todas as determinações aplicáveis ou se houve participação operacional de autoridades estrangeiras. Tais conclusões dependem da análise dos documentos, das decisões judiciais e das investigações competentes.

É necessário distinguir, portanto, três questões: o cumprimento de uma ordem judicial brasileira, a regularidade do ingresso em território estrangeiro e a eventual participação de agentes públicos de outros países na organização do deslocamento.

Uma questão não resolve automaticamente as demais.

Do ponto de vista diplomático, a eventual comprovação de uma operação clandestina estrangeira realizada em território brasileiro, sem autorização e em desacordo com as normas aplicáveis, seria substancialmente diferente da concessão de vistos ou do recebimento de um viajante por outro Estado. A primeira hipótese poderia suscitar questões graves de soberania e responsabilidade internacional; a segunda integra, em princípio, as competências ordinárias dos Estados em matéria migratória e diplomática.

A análise estratégica exige que essas hipóteses permaneçam separadas até que existam evidências suficientes para estabelecer o que efetivamente ocorreu.

6. Inteligência estratégica: detectar, verificar e compreender

A principal lição institucional não está na especulação sobre a participação de uma agência específica, mas na necessidade de capacidade nacional para reconstruir acontecimentos transnacionais.

Uma arquitetura moderna de inteligência deve integrar informações provenientes de fontes abertas, registros migratórios legalmente acessíveis, dados aeronáuticos, cooperação policial internacional e avaliações diplomáticas. O valor estratégico surge da correlação entre essas fontes, e não da dependência de uma única narrativa.

Essa capacidade deve ser acompanhada por mecanismos de auditoria, proteção de dados, supervisão jurídica e responsabilização institucional. Inteligência eficiente não é sinônimo de atuação sem limites. Sua legitimidade depende tanto da qualidade da informação quanto da observância da Constituição e das leis.

A Engenharia de Soberania e Estratégia oferece uma perspectiva sistêmica para essa discussão: recursos humanos, infraestrutura, tecnologia, informação e capacidade decisória precisam funcionar de maneira integrada para sustentar a autonomia do Estado.

Não basta possuir radares, sistemas de identificação ou aeronaves. É necessário integrar dados, estabelecer responsabilidades, reduzir lacunas entre instituições e transformar informação em conhecimento útil à decisão.

O mesmo princípio se aplica à comunicação estratégica. Quando o Estado não consegue apresentar uma cronologia verificável, explicar as competências das autoridades envolvidas e esclarecer os limites do que sabe, abre espaço para interpretações concorrentes. Esse espaço pode ser explorado por interesses políticos, campanhas de influência ou agentes que procuram orientar a percepção pública.

A resposta adequada não é produzir uma narrativa oficial antes da apuração. É construir uma avaliação fundamentada, transparente quanto às incertezas e suficientemente robusta para resistir à contestação.

7. O que ainda precisa ser esclarecido sobre a Operação Alba

Uma avaliação responsável deve identificar as principais lacunas informacionais que permanecem abertas.

Primeiro, é necessário esclarecer a origem e a cadeia de coordenação da movimentação internacional, distinguindo a contratação de serviços privados de uma eventual participação governamental.

Segundo, é preciso determinar quais documentos foram utilizados nas diferentes etapas da viagem e qual era a situação jurídica de cada um deles.

Terceiro, a atribuição da operação a Marco Rubio precisa ser sustentada por evidências independentes. A declaração de Simón Levy constitui uma alegação pública, não uma comprovação de comando ou participação operacional.

Quarto, a eventual participação de órgãos de inteligência norte-americanos ou argentinos deve ser demonstrada por documentação, depoimentos verificáveis ou outras evidências confiáveis. A presença de apoio logístico ou de agentes públicos em determinado momento, caso confirmada, não demonstra automaticamente que toda a operação tenha sido planejada por um serviço secreto.

Quinto, eventuais responsabilidades relacionadas ao cumprimento de decisões judiciais brasileiras devem ser examinadas pelas autoridades competentes, respeitando o devido processo legal e o direito de defesa.

Esses pontos são fundamentais para evitar que a análise estratégica seja substituída por conjecturas. Uma hipótese pode ser plausível sem estar comprovada. Um indício pode justificar investigação sem autorizar uma conclusão definitiva.

Essa é uma das diferenças essenciais entre inteligência profissional e especulação.

8. Conclusão: a soberania exige capacidade, evidência e autonomia decisória

A denominada Operação Alba tornou-se um caso relevante para discutir as relações entre mobilidade internacional, informação, influência política, jurisdição e soberania nacional. A confirmação da passagem de Flávio Bolsonaro e de seus familiares pela Argentina, seguida de um voo privado para o Equador e da continuidade do deslocamento para os Estados Unidos, estabeleceu uma sequência factual importante. A atribuição de planejamento a Marco Rubio e a hipótese de envolvimento de serviços de inteligência, entretanto, precisam ser avaliadas separadamente, porque não decorrem automaticamente dos registros de viagem.

O caso Carlos Ghosn demonstra que operações de extração podem explorar vulnerabilidades logísticas e institucionais e produzir consequências jurídicas internacionais. Demonstra também que a reconstrução dos fatos exige investigação, documentação e responsabilização, não apenas semelhanças visuais ou narrativas.

Para o Brasil, a questão estratégica é mais ampla. Um Estado soberano precisa conhecer seu território, integrar seus sistemas de informação, fiscalizar o cumprimento de suas normas e manter capacidade própria de avaliar acontecimentos que envolvam interesses nacionais. Essa capacidade não pode depender exclusivamente de informações produzidas por governos estrangeiros, atores privados ou narrativas que circulam nas redes sociais.

A autonomia estratégica nasce da combinação entre conhecimento, infraestrutura, tecnologia, instituições e capacidade decisória. Sem esses componentes, a soberania corre o risco de permanecer uma declaração formal, sem correspondência suficiente na capacidade operacional do Estado.

Na perspectiva da Engenharia de Soberania e Estratégia, a lição é objetiva: a proteção dos interesses nacionais depende de sistemas integrados, inteligência verificável e instituições capazes de transformar dados dispersos em decisões fundamentadas.

As nações não preservam sua soberania apenas pela extensão de seu território ou pela força de suas declarações. Preservam-na pela capacidade de compreender o ambiente estratégico, proteger suas instituições, verificar os fatos e decidir com autonomia.


*Amadeu Robalinho, é Pesquisador independente e autor interdisciplinar, associado à Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho



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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




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Customização de Led - Bandeirantes Mídia OOH inovando mais uma vez com projeto para o Assaí Atacadista em João Pessoa PB

29/10/2026

Projeto exclusivo desenvolvido para o @assaiatacadistaoficial. Painel de LED personalizado com as cores da marca, apliques em 3D, atingindo milhares de veículos por dia na Av. Gov. Flávio Ribeiro Coutinho - João Pessoa/PB. Conteúdo exclusivo para o cliente, gerando alto impacto visual, visibilidade e recall para a marca ASSAI.

Atuação e produtos

A Bandeirantes Mídia Exterior é uma empresa de referência nacional no segmento de mídia exterior. Atuamos no Nordeste, estados de "AL", "PE", "PB", "RN" e "CE" através da exibição de Outdoor, mídia em ônibus (TopBus/TopBackbus), TopLight (luminoso), Painéis de Estrada, TopLed (Painel de Led), Projetos Especiais, Empenas, fachadas, entre outros. Também dispomos de uma gráfica, a TopGraf, que possui máquinas de última geração com capacidade para produzir materiais de grandes formatos para todo Brasil.

Topgraf

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Projeto exclusivo desenvolvido para o @assaiatacadistaoficial. Painel de LED personalizado com as cores da marca, apliques em 3D, atingindo milhares de veículos por dia na Av. Gov. Flávio Ribeiro Coutinho - João Pessoa/PB. Conteúdo exclusivo para o cliente, gerando alto impacto visual, visibilidade e recall para a marca ASSAI.

Atuação e produtos

A Bandeirantes Mídia Exterior é uma empresa de referência nacional no segmento de mídia exterior. Atuamos no Nordeste, estados de "AL", "PE", "PB", "RN" e "CE" através da exibição de Outdoor, mídia em ônibus (TopBus/TopBackbus), TopLight (luminoso), Painéis de Estrada, TopLed (Painel de Led), Projetos Especiais, Empenas, fachadas, entre outros. Também dispomos de uma gráfica, a TopGraf, que possui máquinas de última geração com capacidade para produzir materiais de grandes formatos para todo Brasil.

Topgraf

Na TopGraf, o seu destino para excelência gráfica da Bandeirantes Mídia Exterior, unimos tecnologia de ponta com habilidades artesanais para criar soluções de impressão digital de alto impacto. Equipada com as mais avançadas impressoras de alta performance e resolução, nossa equipe de técnicos treinados e capacitados assegura que cada projeto alcance seu potencial máximo em qualidade e impacto visual. Graças aos nossos recursos tecnológicos de ponta e uma logística ágil, podemos atender a demanda de todo o Brasil, mantendo prazos curtos e custos competitivos. Não se trata apenas de grandes formatos, mas de um leque diversificado de soluções gráficas. Desde banners a displays, sinalizações, adesivações, até o envelopamento de veículos, nossa equipe está pronta para transformar suas ideias em realidade de forma criativa e impactante.








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Paraíba - Senador Veneziano elogia pacote de medidas que beneficia produtores de cana-de-açúcar prejudicados por 'tarifaço' de Trump

29/10/2026

O Senador Veneziano Vital do Rêgo, MDB-PB, elogiou a aprovação, no Plenário do Senado, em regime de urgência, de um pacote de medidas financeiras para incentivar a agricultura, o transporte e a aviação. A proposta beneficia produtores de cana-de-açúcar do Nordeste atingidos pelo tarifaço americano ou por eventos climáticos extremos.

Fala o Senador Veneziano

Veneziano disse que parte da economia da Paraíba depende do setor sucroalcooleiro. “As consequências e as repercussões são as mais variadas. A principal é a manutenção de milhares de empregos que o setor, notadamente no Nordeste, em São Paulo, precisa”. Ele lembrou que o tarifaço de Trump, com incentivo da família Bolsonaro, prejudicou o país, especialmente, o Nordeste. Mas graças ao governo do presidente Lula os empresários tiveram o apoio que precisavam para manter os empregos.

Ressaltou ainda o Senador

“Isso aconteceu porque nós tivemos uma atitude nefasta...

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O Senador Veneziano Vital do Rêgo, MDB-PB, elogiou a aprovação, no Plenário do Senado, em regime de urgência, de um pacote de medidas financeiras para incentivar a agricultura, o transporte e a aviação. A proposta beneficia produtores de cana-de-açúcar do Nordeste atingidos pelo tarifaço americano ou por eventos climáticos extremos.

Fala o Senador Veneziano

Veneziano disse que parte da economia da Paraíba depende do setor sucroalcooleiro. “As consequências e as repercussões são as mais variadas. A principal é a manutenção de milhares de empregos que o setor, notadamente no Nordeste, em São Paulo, precisa”. Ele lembrou que o tarifaço de Trump, com incentivo da família Bolsonaro, prejudicou o país, especialmente, o Nordeste. Mas graças ao governo do presidente Lula os empresários tiveram o apoio que precisavam para manter os empregos.

Ressaltou ainda o Senador

“Isso aconteceu porque nós tivemos uma atitude nefasta do presidente dos EUA, que aplicou sanções desmedidas contra o Basil. É importante essa discussão para mostrar a postura de um governo que, sensibilizado e com o alcance que tem o governo do presidente Lula, socorreu emergencialmente a cada um desses setores”, disse Veneziano. O pacote prevê ainda financiamento para renovação de frota de transporte, crédito para tecnologia no campo, seguro de crédito para aviação civil e capital de giro para infraestrutura.




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Lula e a nova República Velha, por Roberto Vieira

29/10/2026

Os vinte e poucos primeiros anos do século XXI no Brasil lembram os vinte e poucos primeiros anos do século XX no Brasil. Não se preocupe, você leu corretamente. Não houve erro na grafia do texto. Afinal, estamos vivendo uma nova República Velha no Brasil. Flávio não é Getúlio, nem Lula é Washington Luís, porém muitas histórias se repetem cem anos depois.

Impostos

A nova República Velha, vamos chamá-la assim, estuda aplicar imposto IOF sobre LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures. Todos são investimentos livres de imposto de renda. Tudo para aumentar a arrecadação e cobrir o rombo do tesouro. Além disso, concedeu garantia de R$ 7 bilhões para empréstimo dos bancos aos Correios. A massa falida dos Correios ganha sobrevida com o dinheiro do contribuinte, como na época dos barões do café sobrevivendo dos incentivos da República Velha. Enquanto isso, o TCU aponta a alíquota federal de 11,3% para o futuro imposto de consumo. A proposta eleva ainda mais o nosso...

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Os vinte e poucos primeiros anos do século XXI no Brasil lembram os vinte e poucos primeiros anos do século XX no Brasil. Não se preocupe, você leu corretamente. Não houve erro na grafia do texto. Afinal, estamos vivendo uma nova República Velha no Brasil. Flávio não é Getúlio, nem Lula é Washington Luís, porém muitas histórias se repetem cem anos depois.

Impostos

A nova República Velha, vamos chamá-la assim, estuda aplicar imposto IOF sobre LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures. Todos são investimentos livres de imposto de renda. Tudo para aumentar a arrecadação e cobrir o rombo do tesouro. Além disso, concedeu garantia de R$ 7 bilhões para empréstimo dos bancos aos Correios. A massa falida dos Correios ganha sobrevida com o dinheiro do contribuinte, como na época dos barões do café sobrevivendo dos incentivos da República Velha. Enquanto isso, o TCU aponta a alíquota federal de 11,3% para o futuro imposto de consumo. A proposta eleva ainda mais o nosso IVA (imposto de valor agregado) total, que já se projeta como o maior do planeta.

Treze

A República Velha teve 13 presidentes que assumiram o cargo, além de dois eleitos que não chegaram a tomar posse (Rodrigues Alves morreu e Júlio Prestes dançou na Revolução de 30). Apesar do poder dos oligarcas, a corrupção eleitoral sistêmica e a dívida pública crescente foram destruindo o sistema internamente. Na mídia dos anos 1920, também havia uma oposição ruidosa percorrendo o país — guardadas as devidas proporções de época, era a Coluna Prestes.

1930

A polarização no Brasil de 1930 era palpável. A eleição presidencial caiu em pleno carnaval, sendo disputada em clima de guerra. A vitória de Júlio Prestes, o candidato oficial, foi vista com maus olhos por metade do eleitorado; afinal de contas, a campanha de Getúlio e João Pessoa levantou as massas e dividiu o país. O resultado oficial criticado foi aceito – fazer o quê? Até que veio o assassinato de João Pessoa, em Recife. A República Velha caiu. O assassinato de João Pessoa tinha sido um crime passional, mas ninguém ligou para esse detalhe. Pois ninguém aguentava mais 41 anos de promessas.

Getúlio

Getúlio Vargas foi o candidato derrotado nas eleições de 1930. Não saiu do país, como Flávio Bolsonaro. Ficou no Rio Grande do Sul conspirando. Nesse intervalo, Luís Carlos Prestes lançou seu manifesto comunista. Júlio Prestes foi passear nos EUA. E a Bolsa de Valores, que já estava de joelhos após a quebra de 1929, deixou nossa economia em frangalhos. Getúlio não sabia, mas estava prestes a governar o Brasil. A República já era Velha, mas, tal como Getúlio, ela própria ainda não sabia.

Roberto Vieira é médico e cronista
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.




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