Será verdade? A justiça só se aplica para quem não tem dinheiro. Um mote instigante para o Rei da Glosa, Nelson Nunes Farias.
02/04/2024 - Jornal o Poder
Como se fosse um templo
Porém só vemos exemplo
Dela sendo maculada
Muitas vezes estrupada
Por esse Brasil inteiro
Vejam o Rio de Janeiro
Que isso muito pratica
"A justiça só se aplica
Para quem não tem dinheiro"
Mote: Ronaldo Barbosa
Como se fosse um templo
Porém só vemos exemplo
Dela sendo maculada
Muitas vezes estrupada
Por esse Brasil inteiro
Vejam o Rio de Janeiro
Que isso muito pratica
"A justiça só se aplica
Para quem não tem dinheiro"
Mote: Ronaldo Barbosa
Leia outras informações
A Copa das Despedidas, por Romero Falcão
14/07/2026
Pelé se despediu do verde-amarelo na Copa de 70, aos vinte e nove anos. Messi tem trinta e nove; Cristiano Ronaldo, quarenta e um. Acompanhando o aumento da expectativa de vida, os jogadores também se aposentam mais velhos.
Graças à evolução da medicina esportiva e à consciência de que o corpo é seu instrumento de trabalho, os torcedores puderam ver seus craques brilharem em seis Copas do Mundo — caso de Messi e Cristiano Ronaldo.
Mas agora chegou a hora do adeus. E quero me concentrar no maior de todos: Messi.
E como é difícil vê-los indo embora, numa época em que a f...
É bem provável que, no Mundial de 2030, não tenhamos mais Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo, Luka Modri? e tantos outros atletas que agora fecham o ciclo das Copas. Dos quatro, três já foram para casa. Messi tem mais três jogos para escrever o último capítulo de sua trajetória em copas do mundo. Aconteça o que acontecer, salvo lesão, só da adeus no fim de semana.
Pelé se despediu do verde-amarelo na Copa de 70, aos vinte e nove anos. Messi tem trinta e nove; Cristiano Ronaldo, quarenta e um. Acompanhando o aumento da expectativa de vida, os jogadores também se aposentam mais velhos.
Graças à evolução da medicina esportiva e à consciência de que o corpo é seu instrumento de trabalho, os torcedores puderam ver seus craques brilharem em seis Copas do Mundo — caso de Messi e Cristiano Ronaldo.
Mas agora chegou a hora do adeus. E quero me concentrar no maior de todos: Messi.
E como é difícil vê-los indo embora, numa época em que a fonte do homem-gol excepcional parece ter secado. Não importa o time, o país, a rivalidade. O que faz o mundo se acomodar no sofá para assistir a uma partida do Mundial é a certeza de que veremos os pés de Messi brincarem com a bola, cortarem o vento, desafiarem a lógica e a gravidade. E, num giro improvável, vararem a meta do goleiro.
Os olhos não acompanham. É preciso esperar o replay para entender como ele conseguiu, num metro quadrado de grama e cercado por três, quatro marcadores, decidir o jogo. Então vem o som, a explosão na arena: Messi, Messi, Messi!
Apesar da genialidade, ele permanece tranquilo. A fama, a glória, não lhe sobem à cabeça diante de um campo florido de grandes ostentações e vaidades. A joia que brilha vem de dentro: simples, discreta, silenciosa e surpreendente.
Como é triste assistir à última Copa desse menino-prodígio. Como é que a gente fica? Como é que a bola fica?
Pelota tão tecnológica. Será que ela sente? Sofre com o último toque de Messi? Será capaz de manter a alegria, de atravessar o espaço sem os passes Messi?
Não sei quanto resta de couro. Tomara que essa bola robótica não perca o mistério, o arrepio da pele.
*Romero Falcão é cronista e poeta.

"A Revolução Francesa (1789), e a realidade sanguinária do terror".
14/07/2026
Preâmbulo: Quando narrativas/ficção suplantam a verdadeira realidade histórica, aí temos a confirmação da previsão orweliana ("1984") se impondo na interpretação da realidade. Os controladores das massas reconstroem a História.
'As promessas da Revolução"
Costumamos acreditar na Revolução de 1789 como o início de uma "nova era da História".
Aquele Movimento foi o ponto de partida da modernidade na política. A educação ocidental cravou certas "verdades" sobre o 1789, colocou para o lado outras tantas inconvenientes para quem tem o controle das narrativas,e, praticamente tornou impossível a revelação
do caráter da Revolução.
A propagação dos ideais revolucionários tomou conta da mentalidade ocidental; mentalidade consolidada a partir daquilo que os revolucionários faziam suas defesas e colocavam como demandas populares.
O iluminismo foi a base teórica/filos...
Por Jarbas Beltrão*
Preâmbulo: Quando narrativas/ficção suplantam a verdadeira realidade histórica, aí temos a confirmação da previsão orweliana ("1984") se impondo na interpretação da realidade. Os controladores das massas reconstroem a História.
'As promessas da Revolução"
Costumamos acreditar na Revolução de 1789 como o início de uma "nova era da História".
Aquele Movimento foi o ponto de partida da modernidade na política. A educação ocidental cravou certas "verdades" sobre o 1789, colocou para o lado outras tantas inconvenientes para quem tem o controle das narrativas,e, praticamente tornou impossível a revelação
do caráter da Revolução.
A propagação dos ideais revolucionários tomou conta da mentalidade ocidental; mentalidade consolidada a partir daquilo que os revolucionários faziam suas defesas e colocavam como demandas populares.
O iluminismo foi a base teórica/filosófica/ideológica da Revolução; ideal revolucionário calcado em cima da "razão", da oposição às "crendices" e ao poder político absoluto do monarca; daí o lema da Revolução: Igualdade, Liberdade, Fraternidade.
Com dez anos (1799) de Revolução, o que se viu foi um quadro inverso da proposta revolucionária: violência, morte, terror, tudo sob comando da intolerância e da guilhotina.

' A queda da Bastilha'
O símbolo da "vitória revolucionária" é "a queda da Bastilha", uma fortaleza medieval usada como presídio pelo Estado francês.
A Bastilha quando da sua queda já não era um presídio que tivesse superlotação, pelo contrário, fala-se de sete presos.
Presídio tinha pequena guarnição sob comando de um velho oficial francês; não tinha prisioneiros políticos, no auge de sua população carcerária, nem 1% da mesma era de prisioneiros políticos; mal-feitores sempre foram maioria.
Quando do 1789, o que havia eram prisioneiros familiares, colocados ali para recuperação de suas personalidades depravadas.
No 1789, a massa dos presidiários já estava solta, maioria criminosos e ladrões de alta periculosidade; infestavam as ruas de Paris causando terror e infernizando a vida da população.
Ajudaram na criação de um clima pre-revolucionário, numa "Ordem política" caótica com um monarca frágil e desinteressado pelos problemas da sociedade, principalmente das cidades. O campo tinha uma parcial autonomia em relação à cidade
A Revolução isolou-se em
Paris, palco de um clima infernal. A partir das tomada da Bastilha, seguiu- se aumento dos casos de saques, roubos, assaltos, quebradeiras, estrupos, embriaguez seguidas de brigas, serviços públicos paralisados, manifestações com aglomerações violentas.

' A Revolução sai de Paris '
A Revolução saiu de Paris só no início de outubro do ano do "golpe revolucionário" - golpe do Terceiro Estado, declarando-se como Estado Geral, excluindo, nobreza, clero e parte da burguesia - três meses depois do julho da revolução.
Os revolucionários tentaram uma "monarquia constitucional", de traços britânicos. Luis XVI, reagiu e o modelo deu errado.
A postura do monarca custou- lhe posteriormente a prisão no decadente e mal-cuidado Palácio das Tulherias. A multidão retirou o Rei de Versalhes, com a famosa "marchadas mulheres," que marcharam vinte quilômetros até o Palácio Real, exibindo paus, enviadas, foices.
Das Tulherias, Luis XVI, tenta a fuga para a Áustria, descoberto em Varenes, fronteira austríaca é preso, juntamente com sua esposa Maria Antonieta.
Da nova prisão são condenados à morte, colocando em funcionamento "grande símbolo" revolucionário - a guilhotina.
A França com a morte dos monarcas, já estava dominada pela histeria do terror revolucionário, era os tempos da República Jacobina - o "Reino da Guilhotina", com as regras da insanidade dominando a França.
Segue com a morte do monarca o "Reino do Terror"
1793 é o auge do terror revolucionário, as vítimas foram aqueles que a Junta de Salvação Nacional, considerava inimigos da Revolução e inimigos da "razão".
Sofreram principalmente os camponeses, uma certa nobreza e os cristãos; a França passou a viver um processo de "descristanização".

'A profanação da Basílica de Saint Denis"
Na Basílica de Saint Denis
encontrava-se os túmulos dos monarcas e nobres franceses.
A histeria do terror entendia que a memória dos mesmos tinha de ser apagada, afinal era o símbolo máximo do "ancien regime". Próximo do que fazem hoje os baderneiros, queimando estátuas de heróis ou derrespeitando símbolos e templos.
A "Convenção Republicana" decretou que todos túmulos de Saint Denis, deveriam ser profanados.
A Basílica foi invadida, abertos 51 túmulos e jazigos, os corpos retirados e jogados em valas cavadas ao lado de onde se encontravam
Estátuas, coroas, cetros e ornamentos foram derretidos pra virar moedas e financiar a guerra revolucionária.
Os corpos que
jaziam em caixões de chumbo foram retirados dos caixões, o material dos caixões viraram balas.
A profanação de Saint-Denis foi um ato muito simbólico, dizia os revolucionários, "acabou o direito divino dos reis. Eles viram pó igual a todo mundo".
'A profanação da Notre Dame de Paris'
Com a "descristanização" a icônica Basílica de Notre Dame de Paris foi alvo de profanações
Com os jacobinos no poder, Paris virou um caos, a "capital da insanidade mental".
O movimento pra "descristianizar" a França. teria de trocar o catolicismo pela "Culto à Razão".
Basílica de Notre-Dame, símbolo maior do catolicismo parisiense e francês, virou "Templo da Razão", conforme decreto da Convenção Republicana.
Da Basílica foram retiradas todas as cruzes, estátuas de santos e símbolos católicos; no altar colocaram uma estátua representando a "Deusa Razão" - uma mulher vestida de branco com o corpo à mostra; foram feitos festivais cívicos lá dentro com bandeiras tricolores da Revolução.
Túmulos reais que estavam na catedral foram abertos.
O tesouro, sinos e objetos de ouro/prata foram derretidos.pra financiar, também, a guerra revolucionária, a famosa coroa de espinhos sobreviveu porque foi escondida.
'As Carmelitas de Compiègne. As freiras guilhotinadas na Revolução Francesa'
É uma das histórias mais marcantes do terror revolucionário republicano.
Dezesseis freiras carmelitas do convento de Compiègne - sempre frequentado pela rainha Maria Antonieta - localizado entre Paris e Versalhes, foi invadido por revolucionários.
O grupo das religiosas carmelitas tinha entre 29 a 78 anos.
Com a Revolução, em 1792, todos os conventos foram fechados e as religiosas expulsas. Quanto as carmelitas se recusaram a deixar a vida religiosa e passaram a viver juntas numa casa alugada.
Denunciadas como "fanáticas"e "inimigas da Revolução". Seu crime real: continuar rezando, usando hábitos e escondendo objetos religiosos.
No Tribunal Revolucionário isso era "conspiração contra o povo"; é histórico, os revolucionários, sempre se arvoram no direito a falar em nome do povo.
A execução das freiras ocorreu na Praça da Nação, Paris. Foram levadas de carroça e, seguiam cantando hinos, e o _Salve Regina_. Subiram no cadafalso uma por uma, cantando até a última. A mais nova, Irmã Constança, tinha 29 anos e cantou até o fim.
Foram 10 dias antes da Queda de Robespierre. Elas foram as últimas vítimas do Terror.
O Papa Pio X beatificou, as religiosas em 1906 e ficaram conhecidas como "Mártires de Compiègne".
'As mortes e o terror '
O ano de 1794 foi o pico do terror. Mais de 2.600 pessoas foram guilhotinadas só em Paris em 45 dias.
As carmelitas viraram símbolo das vítimas religiosas da Revolução.
Pois é..... a História precisa ser resgatada de seus grilhões cognitivos.
Fica Dito
*Jarbas Beltrão é professor de História da UPE.
Mestre em Educação.
MBA em Geopolítica Política Estratégia Defesa Nacional e Segurança Pública.
NR - Os textos assinados expressam as opiniões dos seus autores.

EDITAL - Unidade Popular Pernambuco – CNPJ: 36.321.802/0001-40
14/07/2026
Recife/PE 13 de julho de 2026
Thiago de Oliveira Santos
Presidente
A executiva do Partido Unidade Popular, pelo presente, convoca a Convenção estadual a ser realizada no dia 21/07/2026, às 13h. O endereço será divulgado nas redes digitais do Partido até o dia 19/07/2026, nos termos do Estatuto, para deliberar sobre: I. Escolher os candidatos majoritários; II – Decidir sobre coligação estadual; III – Deliberar sobre a plataforma de governo; IV – Escolher os candidatos proporcionais; V – Delegar poderes à executiva estadual para adotar os encaminhamentos necessários.
Recife/PE 13 de julho de 2026
Thiago de Oliveira Santos
Presidente
Campanha de Flávio calcula prejuízos com proibição de visitas e vê impacto em estratégias, confira essa e outras manchetes da manhã
14/07/2026
O prejuízo
Interlocutores do senador afirmam que o prejuízo eleitoral é evidente, ao impedir que o pré-candidato discuta a campanha com seu pai, trace estratégias e opine sobre as decisões. Mas veem a proibição sendo derrubada porque ela viola a democracia.
- Moraes aguarda defesa de Bolsonaro para explicar divulgação de carta por Flávio
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), aguarda a manifestação da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre a divulgação, pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de uma carta escrita pelo ex-presidente e lida nas redes s...
A pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para derrubar a decisão do ministro Alexandre de Moraes de proibir, até depois do primeiro turno da eleição, o contato entre o senador e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar.

O prejuízo
Interlocutores do senador afirmam que o prejuízo eleitoral é evidente, ao impedir que o pré-candidato discuta a campanha com seu pai, trace estratégias e opine sobre as decisões. Mas veem a proibição sendo derrubada porque ela viola a democracia.

- Moraes aguarda defesa de Bolsonaro para explicar divulgação de carta por Flávio
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), aguarda a manifestação da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre a divulgação, pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de uma carta escrita pelo ex-presidente e lida nas redes sociais. Os advogados de Bolsonaro têm 48 horas para apresentar uma resposta ao STF.
A decisão
Na decisão, assinada ontem, segunda-feira, (13/07), Moraes questiona se Bolsonaro tinha ciência prévia de que o texto seria divulgado nas redes sociais do filho, o que poderia configurar novo descumprimento da medida cautelar que o proíbe de utilizar redes sociais, diretamente ou por meio de terceiros.

- Flávio acusa morais de interferir nas eleições ao vetar visita a Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira, 13, que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes tenta interferir nas eleições com sua decisão que proibiu, por 90 dias, que o pré-candidato à presidência da República visite seu pai, Jair Bolsonaro, na prisão domiciliar.
“O que o Alexandre de Moraes faz agora é claramente deixar o meu pai incomunicável”, disse Flávio em transmissão nas redes sociais.

- Alcolumbre se irrita com governo Lula após ofensiva da PF, e PT inicia campanha #AprovaSenado
A cúpula do PT iniciou uma ofensiva nas redes sociais para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a pautar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pelo fim da escala 6x1 até o próximo dia 16, antes do recesso parlamentar.
Piorar
Mas as duas operações da Polícia Federal que fecharam o cerco contra o orçamento secreto das emendas parlamentares, na semana passada, tendem a piorar a já desgastada relação do Palácio do Planalto com o Congresso.
A irritação
Apesar de só o presidente da Câmara Hugo Motta ter divulgado até agora uma nota de repúdio à ação da PF - mesmo porque a operação atingiu apenas ex-deputados federais - , Alcolumbre não escondeu sua irritação com o episódio, em conversas reservadas. No Congresso, o comandante do Senado é apontado como um dos artífices do orçamento secreto, prática revelada pelo Estadão.

- Na Câmara, emendas sem autor somam R$ 1,3 bilhão
A Câmara dos Deputados executou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão em 2025 sem identificar nominalmente os parlamentares responsáveis pelas indicações dos recursos. O dado consta em levantamento divulgado, nesta segunda-feira, pela Transparência Brasil.
Identificadas
Ao todo, foram identificadas 1.341 emendas registradas apenas em nome de líderes partidários, o equivalente a 16% do total executado pelas comissões permanentes da Câmara. Segundo o levantamento , Republicanos, partido do presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), destinou R$ 218,4 milhões por meio de 260 emendas assinadas apenas pela liderança partidária.

-Irã realiza nova ofensiva contra instalações dos EUA na Jordânia e no Golfo
A escalada da guerra no Oriente Médio, após a quebra do cessar-fogo. Uma base aérea dos Estados Unidos na Jordânia foi alvo de mísseis balísticos iranianos nesta terça-feira (14), informou a IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) em um comunicado divulgado pela agência de notícias Fars, conclamando o povo jordaniano a desmantelar as bases americanas em seu país.

Afirma
A Jordânia afirma ter interceptado e abatido quatro mísseis que entraram no espaço aéreo jordaniano vindos do território iraniano. O Irã também lançou várias ondas de ataques contra outros países do Golfo Pérsico nas últimas horas. Sirenes soaram no Bahrein pela terceira vez na manhã de terça-feira.

- Bloqueio naval dos EUA ao Irã começa nesta terça; Trump diz que cobrará 20% de 'pedágio' sobre cargas em Ormuz
O bloqueio naval anunciado pelos Estados Unidos para impedir o tráfego de embarcações ligadas ao Irã começa hoje, terça-feira (14/07). Segundo a Marinha americana, a operação terá início às 17h pelo horário de Brasília.
A medida
A medida entrará em vigor um dia depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que pretende assumir o controle do Estreito de Ormuz. Em uma publicação na rede Truth Social, Trump disse que os EUA serão os "guardiões" da via marítima e que cobrarão 20% sobre toda carga transportada pelo estreito.
Terça-feira, 14 de julho. A manhã começa com a repercussão da decisão do ministro do STF, Alexandre Moraes de proibir visitas de Flávio a Bolsonaro por 90 dias após divulgação de carta. O senador e pré-candidato à presidência da República, acusa Morales de tentar interferir nas eleições. Vamos conferir as primeiras quentes do dia:
-Campanha de Flávio diz que decisão de Moraes é "ilegal e inconstitucional"
-Governo deve aumentar etanol na gasolina para 32%; veja quais carros podem sentir os efeitos
-Semana começa sob expectativa de novo tarifaço; Planalto avalia reação
-Master consultou escritório da família Moraes sobre operação com fundos de previdência, diz Metrópolis
-A medida de Trump que pode facilitar acesso do CV e do PCC a fuzis americanos, diz BBC News
-Bolsonaro pode voltar à Papudinha após carta divulgada por Flávio?, indaga R7
-Moraes proíbe visitas de Flávio a Bolsonaro por 90 dias após divulgação de carta
-Acontecimentos em pré-campanhas abrem espaço para 3ª via, diz Think Policy
-Planilhas de bicheiro indicam R$ 29,3 mi para políticos, diz PF
-Câmara destina R$ 1,3 bi em emendas sem identificar parlamentares e abre espaço para novo orçamento secreto
-Brasil envia ajuda humanitária a Cuba em meio ao cerco dos EUA
- ECA completa 36 anos entre avanços e desafios para proteger crianças

E no futebol? Será conhecida hoje, a primeira Seleção finalista da Copa do Mundo 2026. França e Espanha fazem um duelo que promete parar o mundo. Para muitos, será uma final antecipada. Para os outros, a campeã deve sair do duelo de amanhã na outra semifinal, entre Argentina e Inglaterra.

-França e Espanha se enfrentam nesta terça-feira pelas semifinais da Copa do Mundo.
-Senegal descobre que médico que acompanhava a seleção na Copa era ginecologista
-Messi revela bastidores da seleção da Argentina durante a Copa do Mundo
-Lamine Yamal x Mbappé: rivalidade chega à Copa do Mundo pela 1ª vez
- Haaland desembarca na Noruega com guaxinim empalhado de R$ 3,8 mil
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Por enquanto é isso. O 14 de julho está apenas começando. Quente em Brasília. E a temperatura deve subir ainda mais no Congresso. Muita coisa deve acontecer neste dia, na política, na economia e nos esportes. Pela Copa do Mundo, se não houver prorrogação e pênaltis, por volta das 18h, saberemos qual será a primeira seleção finalista do Mundial. Que seja um grande duelo. Preferencialmente com muitos gols. Continuem acompanhando O Poder. Bom dia a todos.
Severino Lopes
Vereadora de Campina Grande Waléria Assunção anuncia apoio à reeleição de Veneziano
13/07/2026
A jornalista e vereadora de Campina Grande Waléria Assunção (PSB) anunciou nesta segunda-feira (13/07) apoio à pré-campanha de reeleição do Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) ao Senado Federal. O anúncio foi feito em postagem nas redes sociais, na qual Waléria, que é uma destacada ativista da causa animal em Campina Grande e região, divulgou uma foto dela com Veneziano, sob o título “Pata com Pata”, selando o apoio.
“Não é de hoje o meu carinho e admiração pelo Senador Veneziano Vital do Rêgo, pelo trabalho e compromisso com Campina Grande e a Paraíba, reflexo de uma trajetória marcada pelo dialogo, pela dedicação e pelos resultados! Tive a alegria de conversar com Vené sobre políticas públicas e planos que em breve compartilharei por aqui!”, disse a vereadora, em seu perfil oficial do Instagrem.
“Caminhar ao lado de quem compartilha das mesmas causas e acredita na boa política fortalece a nossa missão de seguir trabalhando pelas pessoas e...
A jornalista e vereadora de Campina Grande Waléria Assunção (PSB) anunciou nesta segunda-feira (13/07) apoio à pré-campanha de reeleição do Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) ao Senado Federal. O anúncio foi feito em postagem nas redes sociais, na qual Waléria, que é uma destacada ativista da causa animal em Campina Grande e região, divulgou uma foto dela com Veneziano, sob o título “Pata com Pata”, selando o apoio.
“Não é de hoje o meu carinho e admiração pelo Senador Veneziano Vital do Rêgo, pelo trabalho e compromisso com Campina Grande e a Paraíba, reflexo de uma trajetória marcada pelo dialogo, pela dedicação e pelos resultados! Tive a alegria de conversar com Vené sobre políticas públicas e planos que em breve compartilharei por aqui!”, disse a vereadora, em seu perfil oficial do Instagrem.
“Caminhar ao lado de quem compartilha das mesmas causas e acredita na boa política fortalece a nossa missão de seguir trabalhando pelas pessoas e pela causa animal!”, complementou Waléria Assunção. Veneziano agradeceu o apoio e reafirmou seu compromisso com as pautas defendidas pela vereadora. “Obrigado pelo gesto de apoio, confiança e reconhecimento, Waléria”, disse o parlamentar.
Escândalo das Emendas - Hugo Motta avalizava tudo, diz procuradoria
13/07/2026
Subprocurador pede ao TCU investigação sobre emendas relacionadas a Eduardo Cunha. A representação, assinada por Lucas Rocha Furtado menciona o bloqueio de R$ 6 milhões do ex-deputado e a atuação da servidora Mariângela Fialek, que agiria com aval de Hugo Motta, segundo a Polícia Federal.
Segundo a representação, a servidora Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, teria atuado com “pleno aval” da presidência da Câmara para operacionalizar o pagamento das emendas, em meio à tramitação do chamado orçamento secreto. As mensagens analisadas começam em 5 de setembro de 2025 e indicam que a funcionária seria a responsável por coordenar a distribuição de recursos em nome de parlamentares ou de terceiros.
A representação chama atenção para trechos apagados por Tuca logo após a troca inicial de mensagens e para referências...
"Hugo me ligou à noite", diz a funcionária Mariângela Fialek, em mensagem apagada do seu celular e recuperada pela Polícia Federal.
Subprocurador pede ao TCU investigação sobre emendas relacionadas a Eduardo Cunha. A representação, assinada por Lucas Rocha Furtado menciona o bloqueio de R$ 6 milhões do ex-deputado e a atuação da servidora Mariângela Fialek, que agiria com aval de Hugo Motta, segundo a Polícia Federal.
Segundo a representação, a servidora Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, teria atuado com “pleno aval” da presidência da Câmara para operacionalizar o pagamento das emendas, em meio à tramitação do chamado orçamento secreto. As mensagens analisadas começam em 5 de setembro de 2025 e indicam que a funcionária seria a responsável por coordenar a distribuição de recursos em nome de parlamentares ou de terceiros.
A representação chama atenção para trechos apagados por Tuca logo após a troca inicial de mensagens e para referências a outros nomes, como “tive ontem com o Arthur” e “o Hugo me ligou à noite”, que seriam referências ao ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) e a Motta, respectivamente.
Furtado destaca que parte do material seria de 2025, já sob a presidência de Hugo Motta, o que sugeriria a continuidade de canais informais de influência sobre a destinação das emendas mesmo após a mudança de comando na Câmara.
É a velha história: puxou uma pena, vem uma galinha. Puxou uma galinha, vem o galinheiro. Está acontecendo com Hugo Motta e a palavra escândalos. Supostamente
A Saga da Erva Exilada e o Despertar da Razão, por Zé da Flauta*
13/07/2026
Durante séculos, a planta caminhou pelo mundo com a naturalidade de quem serve à sobrevivência humana, tecendo as cordas que amarravam o comércio da Rota da Seda e curando as dores dos antigos impérios do Oriente. Nas terras da Índia, ganhou contornos de divindade, sendo celebrada como um bálsamo capaz de clarear a mente e aliviar os fardos do corpo. A ironia da história ocidental foi transformar uma cultura botânica que nasceu livre e utilitária em um monstro de sete cabeças, provando que a ignorância humana, quando ganha força de lei, é capaz de condenar a própria natureza ao banco dos réus.
Alma e resistência
A chegada da planta ao solo brasileiro desenhou o retrato perfeito das contradições que fundaram a c...
Quem observa a folha verde de sete pontas estampada nos debates modernos raramente imagina que sua jornada começou no silêncio milenar das estepes da Ásia Central, muito antes de virar o pivô de paixões e preconceitos globais.
Durante séculos, a planta caminhou pelo mundo com a naturalidade de quem serve à sobrevivência humana, tecendo as cordas que amarravam o comércio da Rota da Seda e curando as dores dos antigos impérios do Oriente. Nas terras da Índia, ganhou contornos de divindade, sendo celebrada como um bálsamo capaz de clarear a mente e aliviar os fardos do corpo. A ironia da história ocidental foi transformar uma cultura botânica que nasceu livre e utilitária em um monstro de sete cabeças, provando que a ignorância humana, quando ganha força de lei, é capaz de condenar a própria natureza ao banco dos réus.
Alma e resistência
A chegada da planta ao solo brasileiro desenhou o retrato perfeito das contradições que fundaram a colônia. Por um lado, ela desembarcou com pompa e circunstância oficial na forma das velas e cordames de cânhamo das caravelas portuguesas, essenciais para a expansão do império ultramarino.
Por outro, ganhou alma e resistência nas mãos dos africanos escravizados, que traziam as sementes camufladas nos tecidos e a batizaram de diamba, encontrando no seu fumo o único refúgio espiritual contra a brutalidade do cativeiro. Essa dupla identidade criou uma fratura que dura até hoje: enquanto o uso industrial da metrópole recebia as bênçãos dos governantes, o uso cultural e medicinal dos terreiros foi empurrado para a criminalidade, inaugurando uma perseguição que sempre teve mais a ver com a cor de quem consumia do que com as propriedades da planta em si.
Puritanismo
O século vinte, no entanto, operou o ápice dessa comédia dramática ao transformar a botânica em uma cruzada moral de escala planetária. Liderado pelo mercado americano na década de trinta, o mundo assistiu a uma campanha feroz de demonização da cannabis, movida por interesses econômicos de indústrias concorrentes e alimentada por um discurso racista que precisava de um bode expiatório para justificar o controle social.
Bilhões de dólares foram queimados em uma guerra declarada que lotou prisões, destruiu comunidades periféricas e privou a medicina de investigar um dos laboratórios naturais mais ricos do planeta. O peito aperta ao notar que, sob o pretexto de proteger a saúde pública, o puritanismo estatal preferiu o blindado e o fuzil à pesquisa científica, trancando em copas o potencial de alívio para o sofrimento de milhões de pessoas.
Lucidez
A virada para este século vem impondo um retorno inevitável à racionalidade, forçando o mundo a despir a cannabis do uniforme de vilã para vesti-la com o jaleco da ciência e o terno de uma nova economia global. Do Canadá ao Uruguai, a regulamentação avança não como uma concessão ao capricho, mas como um ato de maturidade de sociedades que cansaram de financiar a violência e escolheram, finalmente, colher os frutos do conhecimento.
Percebe-se, no fim desse longo labirinto, que a proibição foi apenas um parêntese ruidoso e violento na história da humanidade. Olhar para a folha de sete pontas hoje, longe dos fantasmas do passado, é compreender que o bom senso não se decreta por força de lei, e que o futuro pertence aos que sabem substituir o blindado pela pesquisa e o preconceito pela pura lucidez da realidade.
Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista

Malvinas, Maradona, Margareth e Messi, por Roberto Vieira*
13/07/2026
Geografia
O arquipélago das Malvinas, situado no Atlântico Sul, compreende duas ilhas principais, Soledade e Gran Malvina, separadas pelo Estreito de San Carlos. O terreno é predominantemente montanhoso e rochoso, marcado por planícies onduladas cobertas por vegetação rasteira e turfeiras.
O clima é oceânico, frio e extremamente ventoso durante todo o ano, com temperaturas que variam pouco entre as estações. A costa é recortada por fiordes profundos e enseadas que abrigam uma fauna marinha rica e diversificada. A localização estratégica e o isolamento geográfico conferem ao território um papel determinante na geopolítica regional. Mas é muito próximo do que chamamos de Fim do Mundo.
...
Argentina e Inglaterra se encontram mais uma vez em Copas do Mundo esta semana. Dos amistosos pacíficos nos anos 1950, as partidas evoluíram para a histórica expulsão do capitão Rattín em 1966, nas barbas de uma indignada Rainha Elizabeth.
Geografia
O arquipélago das Malvinas, situado no Atlântico Sul, compreende duas ilhas principais, Soledade e Gran Malvina, separadas pelo Estreito de San Carlos. O terreno é predominantemente montanhoso e rochoso, marcado por planícies onduladas cobertas por vegetação rasteira e turfeiras.
O clima é oceânico, frio e extremamente ventoso durante todo o ano, com temperaturas que variam pouco entre as estações. A costa é recortada por fiordes profundos e enseadas que abrigam uma fauna marinha rica e diversificada. A localização estratégica e o isolamento geográfico conferem ao território um papel determinante na geopolítica regional. Mas é muito próximo do que chamamos de Fim do Mundo.
1982
Em 2 de abril de 1982, as forças argentinas desembarcaram nas Ilhas Malvinas em uma operação anfíbia rápida que forçou a rendição da guarnição britânica local. O movimento militar buscava recuperar a soberania sobre o arquipélago, capitalizando o sentimento nacionalista em um momento de crise interna da ditadura argentina. Em resposta, o governo de Margaret Thatcher enviou uma poderosa força-tarefa naval para retomar o controle das ilhas através de um intenso conflito bélico. A guerra ressuscitou Thatcher e enterrou a ditadura portenha. Menos mal.
Deus
Em 22 de junho de 1986, no Estádio Azteca, Diego Maradona protagonizou um dos lances mais emblemáticos da história das Copas do Mundo contra a Inglaterra. Ao disputar uma bola alta com o goleiro Peter Shilton, o camisa 10 argentino saltou e utilizou sutilmente a mão esquerda para desviar a bola para as redes.
O árbitro tunisiano não percebeu a infração e validou o lance, gerando intensos protestos dos jogadores britânicos no gramado. Após a partida, Maradona declarou que o gol havia sido marcado "um pouco com a cabeça e um pouco com a mão de Deus".
2026
Semana passada, o capitão Antonio Rattín morreu. Maradona e Thatcher também estão mortos. O técnico argentino Scaloni afirmou em entrevista que o duelo desta semana é 'apenas um jogo'. Messi ficou calado. A história é madrasta. Caso Messi perca da Inglaterra, o mito de Maradona vai ressuscitar como o fantasma de Thatcher. Mas quem sabe, né? Uma vitória de Messi pode devolver às Malvinas o que elas sempre foram: uma ilha gelada com milhares de ovelhas no meio do mar.
*Roberto Vieira é médico e cronista

A imortalidade dos anônimos, por Jorge Henrique de Freitas Pinho*
13/07/2026
O faraó deseja que ninguém esqueça seu nome; o homem da tradição deseja que aquilo que recebeu não termine nele.
Aos sessenta e dois anos, recebi o diagnóstico de uma gastrite autoimune. Não foi sentença, nem anúncio de morte próxima. Foi algo mais discreto e, justamente por isso, mais profundo: tornou menos abstrata a minha finitude. Há diagnósticos que não nos colocam diante da morte, mas nos retiram a comodidade de esquecê-la.
Desde então, uma pergunta ocupa lugar central. Não quanto tempo ainda me resta, mas o que farei com o tempo que me foi entregue, e o que não deve desaparecer comigo.
Filosofia
Muito antes de a filosofia formulá-lo racionalmente, a poesia já havia encarnado esse drama na figura de Ulisses.
Entre suas inúmeras aventuras, dois e...
Entre o desejo de preservar o próprio nome e o dever de transmitir o que recebemos, há duas maneiras profundamente diferentes de enfrentar a morte.
O faraó deseja que ninguém esqueça seu nome; o homem da tradição deseja que aquilo que recebeu não termine nele.
Aos sessenta e dois anos, recebi o diagnóstico de uma gastrite autoimune. Não foi sentença, nem anúncio de morte próxima. Foi algo mais discreto e, justamente por isso, mais profundo: tornou menos abstrata a minha finitude. Há diagnósticos que não nos colocam diante da morte, mas nos retiram a comodidade de esquecê-la.
Desde então, uma pergunta ocupa lugar central. Não quanto tempo ainda me resta, mas o que farei com o tempo que me foi entregue, e o que não deve desaparecer comigo.
Filosofia
Muito antes de a filosofia formulá-lo racionalmente, a poesia já havia encarnado esse drama na figura de Ulisses.
Entre suas inúmeras aventuras, dois episódios condensam, por movimentos opostos, as tentações permanentes da alma humana: descer abaixo da própria condição, entregando-se ao governo dos impulsos, ou pretender elevar-se artificialmente acima dela, recusando os limites que a constituem.
Circe reduz os homens à animalidade: sob seu encanto, os companheiros de Ulisses perdem a forma humana e se tornam porcos, e nessa metamorfose manifesta-se o domínio dos apetites soltos de qualquer governo.
Calipso oferece o movimento inverso, e é dela que quero falar aqui. Não pretende rebaixar Ulisses, mas elevá-lo acima da própria condição: oferece-lhe juventude permanente, prazer, segurança, imortalidade, tudo aquilo que a carne mortal jamais poderia sustentar por si mesma.
Circe ameaça o homem com a animalização. Calipso o seduz com a divinização. Depois de atravessar guerras, monstros e naufrágios, Ulisses chega à ilha dessa deusa, onde recebe a oferta que tantos homens desejariam. Pode deixar de morrer.
Mas, para isso, precisaria deixar de ser quem é, abandonar Penélope, Telêmaco, Laertes, sua casa, seu povo, sua história. Preservaria o corpo e perderia a biografia.
Ele escolhe regressar. Não porque Ítaca prometa felicidade sem sofrimento, pois ali o aguardam envelhecimento, deveres, conflitos e, ao fim, a morte, mas porque compreende algo que nenhuma eternidade poderia oferecer: a duração conserva a existência; o pertencimento é que lhe confere sentido.
Eternidade
Calipso oferece uma eternidade fora da sucessão. Ítaca oferece uma mortalidade fecunda.
Esse mesmo drama atravessa a história humana sob formas diversas. Os faraós tentaram vencer a morte pela pedra.
As pirâmides não são apenas túmulos grandiosos; são declarações contra o desaparecimento, e nelas se manifesta, em escala incomparável, o desejo humano de impedir que a morte tenha a última palavra.
Mas há aqui uma ironia amarga: as pirâmides preservaram o nome de poucos faraós, e não conservaram os nomes dos milhares de homens que efetivamente as construíram. A glória concentrou-se num único nome; o esforço dissolveu-se numa multidão sem rosto.
Alexandre tentou vencer a morte pelo território, ampliando o espaço ocupado pelo próprio nome a cada conquista, e seu império se fragmentou nas disputas entre seus sucessores assim que ele desapareceu.
O conquistador pode ampliar o espaço de seu poder, mas não consegue ampliar por decreto o tempo de sua existência.
Os filósofos tentaram vencer a morte pela ideia, e aqui há uma diferença decisiva entre aquele que usa a verdade para eternizar o próprio nome e aquele que aceita que seu nome seja apenas instrumento para que a verdade prossiga.
Sócrates não deixou obra escrita nem monumento; sua permanência decorre de ter vivido, até o fim, de maneira coerente com aquilo que buscava.
Há uma diferença entre desejar que o mundo se lembre de mim e entregar ao mundo algo digno de ser lembrado.
O mundo moderno
O mundo moderno, sob a lógica das redes sociais, apenas democratizou essa antiga vaidade faraônica. Cada indivíduo pode hoje levantar diariamente uma pequena pirâmide de imagens em homenagem a si mesmo.
Por trás disso existe, com frequência, algo mais fundo que vaidade: uma súplica silenciosa, a de que alguém testemunhe que eu estive aqui.
A sociedade contemporânea privilegia o que aparece. A civilização, porém, depende do que permanece mesmo sem aparecer.
Também o escritor precisa fazer essa pergunta a si mesmo, e não apenas aos outros. Uma obra pode representar uma vitória sobre a dispersão do tempo, mas pode igualmente converter-se em nova Calipso, quando o autor deixa de escrever para comunicar uma verdade e passa a escrever para impedir que seu nome desapareça.
A obra deixa de ser ponte e transforma-se em espelho. Não há nisso pecado em querer ser lido e lembrado; a deformação começa quando a verdade, o leitor e a própria obra passam a existir apenas como instrumentos de glorificação pessoal.
Nesse diapasão, a obra verdadeira não é simplesmente aquela que impede o autor de morrer, mas aquela que continua servindo quando o autor já não está.
Entretanto, impõe-se indagar: o que permanece do homem comum, daquele que não ergueu monumentos, não escreveu sistemas nem conquistou territórios?
Há duas formas de grandeza. Uma é vertical, visível, excepcional: a pirâmide, o império, o livro, o nome registrado pela História.
A outra é horizontal, e distribui-se silenciosamente ao longo das gerações: a família mantida, a palavra cumprida, a casa preservada, o filho educado, o trabalho honesto, o sacrifício que ninguém registrou.
A primeira impressiona. A segunda sustenta. A palavra "mediano" merece ser questionada aqui, porque uma vida pode ser estatisticamente comum e moralmente extraordinária.
Criar um filho, cumprir uma palavra, preservar uma casa, cuidar de um enfermo, ensinar um ofício são atos comuns porque ocorrem diariamente.
Mas não são pequenos. O cotidiano não é o contrário da grandeza. É o lugar em que a maior parte da grandeza humana acontece.
Os anônimos não são imortais porque seus nomes tenham sido preservados. São imortais porque suas vidas foram incorporadas à continuidade humana. O agricultor permanece na terra cultivada. O artesão, no ofício transmitido. A mãe, na segurança emocional dos filhos. O professor, nas perguntas que ensinou seus alunos a fazer.
Essa permanência não é absoluta, pois tudo o que é humano continua sujeito ao esquecimento, mas mesmo quando o nome desaparece, os efeitos de uma vida podem continuar integrados ao mundo.
Virtudes
Carregamos virtudes cuja origem já não conseguimos identificar. Repetimos gestos aprendidos de pessoas que, por sua vez, os receberam de outras. O anônimo permanece justamente porque aceitou não ser o centro daquilo que transmitiu.
Penso, ao escrever isso, em meus próprios ancestrais. Não aparecem nas páginas da história oficial. Foram homens e mulheres cuja caminhada atravessou gerações até chegar a mim: deixaram uma terra, cruzaram o oceano, trabalharam, formaram famílias, preservaram nomes, adquiriram casas, empreenderam negócios e transmitiram valores sem imaginar que um descendente, muitas décadas depois, procuraria compreender sua trajetória.
Recordá-los é realizar uma forma de justiça contra o esquecimento. A casa herdada não é somente um bem econômico; é matéria impregnada de tempo, e suas paredes testemunharam vidas, escolhas, ausências e retornos.
A tradição, aliás, não é repetição mecânica do passado. Cada geração recebe um patrimônio material, moral e espiritual que precisa examinar, purificar e transmitir. Receber não significa conservar tudo. Transmitir não significa repetir tudo.
A tradição começa quando o homem deixa de considerar-se proprietário absoluto daquilo que, na verdade, recebeu sob a forma de custódia. O homem não é apenas herdeiro: é também antepassado em formação.
Um dia, nós também seremos os mortos de alguém.
Agora, quando o corpo começa a recordar ao espírito aquilo que a juventude permitia esquecer, também eu olho para minha própria Ítaca: minha esposa, meus filhos, os nomes que recebi, as casas que preservo, os livros que escrevo.
Não sei se alguma dessas coisas conservará meu nome, nem por quanto tempo. Nem sei se deveria desejá-lo excessivamente.
Não construí pirâmides, não conquistei impérios e não imagino que meus livros possam vencer o tempo. Sou um homem que recebeu um nome, uma família, uma casa interior, algumas memórias e a possibilidade de acrescentar palavras à longa conversa humana.
Se alguma coisa do que recebi alcançar meus filhos, meus leitores e aqueles que ainda não nasceram, minha passagem não terá sido inútil.
Esse retorno guarda afinidade com o antigo preceito délfico: conhece-te a ti mesmo. Não para adorar o próprio eu, mas para reconhecer que ele não é sua própria origem, não constitui sua própria medida e não pode conceder a si mesmo o sentido último da existência.
Descobrir
Conhecer-se é descobrir, sob a multiplicidade dos desejos e das máscaras, o centro a partir do qual a consciência volta a orientar-se para algo maior do que ela.
O faraó ergue uma pirâmide e ordena ao futuro: não esqueças meu nome. O homem da tradição contempla os que vieram antes dele, volta-se para os que virão depois e formula um pedido mais humilde e mais profundo: que aquilo que recebi não termine em mim.
(*) O Autor é advogado e ensaísta.

Cícero, político leal, reafirma estar fechado com Veneziano e André Gadelha. Sem nenhuma dúvida.
13/07/2026
O candidato do MDB ao governo da Paraíba, Cícero Lucena, reafirmou pela enésima vez nesse fim de semana apoio André Gadelha para o senado— engraçado é que ninguém repete a mesma pergunta a Lucas Ribeiro. As reiteradas perguntas, entretanto, oferecem a Cícero Lucena a oportunidade de lembrar uma de suas principais qualidades como político, que é seu histórico de lealdade.
Se eu fosse obrigado a apontar uma única qualidade no candidato do MDB ao governo da Paraíba, Cícero Lucena, eu escolheria a lealdade. Quem acompanha a política paraibana há décadas lembra da eleição de 2002, quando o então governador, José Maranhão, defendeu a candidatura do então prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, ao governo, para unir o PMDB, rachado desde as convenções que escolheram o candidato do partido para a eleição de 1998. Apenas para citar um único episódio.
Claro que em 2002 Cícero tinha o desejo de ser governador, principalmente...
Por Flávio Lúcio *
O candidato do MDB ao governo da Paraíba, Cícero Lucena, reafirmou pela enésima vez nesse fim de semana apoio André Gadelha para o senado— engraçado é que ninguém repete a mesma pergunta a Lucas Ribeiro. As reiteradas perguntas, entretanto, oferecem a Cícero Lucena a oportunidade de lembrar uma de suas principais qualidades como político, que é seu histórico de lealdade.
Se eu fosse obrigado a apontar uma única qualidade no candidato do MDB ao governo da Paraíba, Cícero Lucena, eu escolheria a lealdade. Quem acompanha a política paraibana há décadas lembra da eleição de 2002, quando o então governador, José Maranhão, defendeu a candidatura do então prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, ao governo, para unir o PMDB, rachado desde as convenções que escolheram o candidato do partido para a eleição de 1998. Apenas para citar um único episódio.
Claro que em 2002 Cícero tinha o desejo de ser governador, principalmente depois de ser prefeito de João Pessoa por dois mandatos. Porém, a lealdade ao seu partido, sobretudo a Ronaldo Cunha Lima, o fez declinar do convite de Maranhão para manter o apoio à candidatura de Cássio. Alguém duvida que Cícero teria sido eleito governador em 2002 caso tivesse sido o apoiado por José Maranhão?
24 anos depois, Cícero Lucena finalmente se lançou candidato a governador para realizar seu maior sonho: governar a Paraíba, e como candidato de oposição. Nessa condição, ele é obrigado a administrar todos os dias conflitos em sua base de apoio, sobretudo assédio dos seus adversários do governo, sempre prontos a oferecer vantagens em troca de apoio, de eleitores de Cícero.
O canto da sereia da vez é a candidatura do ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley, pai do presidente da Câmara, Hugo Motta. A intenção é dupla: colher votos no campo da oposição, mas plantando divisão e discórdia no agrupamento que mais precisa de unidade, já que enfrenta a poderosa máquina do governo estadual e a influência do Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
Ora, Nabor Wanderley trabalha não apenas para derrotar Veneziano Vital, mas o próprio Cícero, porque não me consta que, quando Nabor pede apoio, ele ofereça como reciprocidade o apoio a Cícero. Pelo contrário. Nabor-Hugo trabalham hora sim, outra também, para derrotar Cícero e Veneziano.
*Flávio Lúcio é professor de História da UFPE e doutor em Sociologia.
