Um preto velho no Lollapaloosa, crônica por Romero Falcão*
02/04/2024 - Jornal o Poder
Dia desses à noite
Por volta das 23h, estirei a carcaça na cama, com a televisão ligada, para variar passando bobagem. O sono chegava de mansinho, as pálpebras pedindo descanso. De repente, ouço a voz de Gil cantando “Realce”- para mim, o disco mais genial dos geniais. Na hora o sono pulou fora, uma alerta alegre me tomou po...

Dia desses à noite
Por volta das 23h, estirei a carcaça na cama, com a televisão ligada, para variar passando bobagem. O sono chegava de mansinho, as pálpebras pedindo descanso. De repente, ouço a voz de Gil cantando “Realce”- para mim, o disco mais genial dos geniais. Na hora o sono pulou fora, uma alerta alegre me tomou por inteiro. Ele estava lá, um preto velho empunhando sua guitarra no palco do Lollapalooza. A cabeça e a barba branca num corpo que vai completar nos próximos meses, 82 anos.

A voz
Já não atinge os agudos que atingia quando compôs Realce, salvo engano, em 1978. Mas a família Gil no coral ajuda a manter o brilho, a purpurina, a vitalidade, a energia que faz de sua apresentação uma luz que se eleva, eletriza , encanta.

Gilberto Gil
É do meu signo, Câncer - receptivo, emotivo, fluido- cujo elemento é a água. No entanto, o Orixá do músico é Xangô, que é do fogo. Esse fogo eterno que eterniza Gilberto Gil. Continuei com os olhos pregados na tela grande, esqueci da pequena. Na sequência ele cantou “Vamos Fugir’ e depois “Palco”. Sua alma continua nova como uma nave que atravessa gerações, “cheirando a talco como bumbum de bebê”. Seu semblante é sereno, sábio. Pura magia negra que ilumina nossa escuridão.
*Romero Falcão é cronista e capricha nos detalhes.
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As aventuras de Cacimba 65 — A segunda expulsão de João Parrudo, por Zé da Flauta*
24/10/2026
A paciência do comércio durou até o dia em que os comerciantes se uniram e, em bando, botaram João Parrudo para fora da cidade sob vaias e xingamentos.
Passaram-se quatro anos. Certo dia, Parrudo apareceu de volta, de terno limpo e chapéu na mão, dizendo que era outro homem. Garantia que não queria confusão, que a idade tinha lhe dado juízo e que não enrolaria mais ninguém. Nos primeiros dias, tentou ser simpático, deu bom-dia a todo mundo e pagou dois cafés à vi...
Na juventude, João Parrudo fez fama por onde passou. Homem de braço grosso e cara fechada, tinha sido estivador no Porto do Recife, onde aprendeu a carregar peso no lombo e a resolver qualquer contenda na base do murro. Quando resolveu sentar praça em Carnaúba Seca, trouxe a valentia e o hábito feio de calotear. Devia ao Hotel Central, à padaria, às bancas da feira e até na venda de Dona Elvira. Quando alguém criava coragem para cobrar o fiado, Parrudo fechava o tempo e ameaçava surrar o cobrador.
A paciência do comércio durou até o dia em que os comerciantes se uniram e, em bando, botaram João Parrudo para fora da cidade sob vaias e xingamentos.
Passaram-se quatro anos. Certo dia, Parrudo apareceu de volta, de terno limpo e chapéu na mão, dizendo que era outro homem. Garantia que não queria confusão, que a idade tinha lhe dado juízo e que não enrolaria mais ninguém. Nos primeiros dias, tentou ser simpático, deu bom-dia a todo mundo e pagou dois cafés à vista.
Mas bastou encostar no balcão do Boteco do Gordo e tomar a primeira cachaça para a antiga casca estalar. Em menos de um mês, a valentia voltou, as ameaças recomeçaram e o caderno de fiado do Gordo já tinha três páginas dobradas só com a conta dele.

A virada aconteceu numa tarde abafada, no bar de Seu Abílio, onde ficava o único bilhar da rua principal. Parrudo estava lá, de taco na mão, se exibindo e gritando alto, quando Mestre Cacimba cruzou a porta. O silêncio caiu como uma marreta. O barulho dos copos parou e o ar ficou pesado. João Parrudo sentiu o clima mudar na hora.
Cacimba não levantou a voz. Caminhou até a mesa, escolheu um taco reto no fardo, gizou a ponta devagar e olhou bem no fundo dos olhos do gigante:
— Parrudo, a cidade já lhe deu uma segunda chance e você jogou no lixo. Vamos resolver isso na bola verde. Desafio você para uma partida de sinuca. Quem perder, pega o rumo da estrada imediatamente e não pisa mais em Carnaúba Seca.
Parrudo deu uma risada amarela, achando facilidade, e aceitou.
Ao verem o desafio posto, Simão e Sebastião entraram em pavoroso sobressalto. Simão pedia calma na caderneta, calculando o risco do Mestre enfrentar um sujeito bruto; Sebastião corria pelas calçadas batendo no triângulo e alertando o povo. Em questão de minutos, a notícia correu feito facho de pólvora. A população inteira largou o que estava fazendo e correu para o bar de Seu Abílio, apertando-se pelas janelas e portas para torcer por Cacimba.
A partida foi de roer as unhas. Parrudo jogava com força, mas o nervosismo fazia sua mão tremer. Cacimba, calmo como quem bebe água na fonte, calculava cada efeito com a precisão do pífano. Na última bola verde, Cacimba encaçapou num tique suave e cravou a vitória. A multidão do lado de fora urrou de alegria.
Só que homem safado não guarda palavra. Vendo-se derrotado, Parrudo começou a inventar desculpas esfarrapadas: disse que o taco estava empenado, que o pio do passarinho na janela o atrapalhou e que não ia embora coisa nenhuma.
Mas Carnaúba Seca não era mais a mesma. Num domingo de sol escaldante, a feira estava lotada quando Mestre Cacimba se colocou à frente do povo. Como uma onda que se forma no mar, centenas de trabalhadores, feirantes, mulheres e idosos se juntaram atrás do Mestre. Cercaram João Parrudo no meio da feira livre.
Não precisou levantar uma pedra. A força do olhar coletivo e os gritos em coro de "FORA!" empurraram o valente, passo a passo, até a saída da vila. Parrudo, diminuído e envergonhado, sentiu no fundo do peito a dor amarga da rejeição popular. Dobrou o espinhaço e pegou a poeira da estrada para nunca mais voltar.
De volta à sombra da jaqueira, Mestre Cacimba guardou o chapéu, olhou para Simão e Sebastião e disse ao povo que comemorava:
— Tem coisa ruim na vida que entra tão fundo no costume que, para nos deixar em paz de verdade, a gente precisa ter a coragem de expulsar duas vezes da nossa frente.
**Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.

Workshop internacional discutirá produção, qualidade e competitividade da manga no Vale do São Francisco
24/10/2026
Promovido pela Valeexport em parceria com a National Mango Board (NMB) — entidade de fomento ligada ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos — com o apoio técnico de entidades como Embrapa Semiárido, Univasf, Frutvasf, Sebrae e ADAB, o Workshop vai permitir a atualização técnica e o intercâmbio de conhecimentos entre profissionais do segmento. A exemplo de produtores, exportadores, responsáveis técnicos, engenheiros agrônomos, pesquisadores e consultores.
Floração, manejo e tratamentos
De acordo com o gerente executivo da Valexport, Tássio Lustoza, serão abordados...
A produção, qualidade, fitossanidade e competitividade da manga brasileira e as perspectivas do mercado norte-americano para a fruta, serão os temas principais do XVI Workshop Internacional da National Mango Board no Vale do São Francisco, que será realizado no Nobile Hotel, em Petrolina-PE, na próxima quarta-feira (28/10), no período das 8h às 18h.
Promovido pela Valeexport em parceria com a National Mango Board (NMB) — entidade de fomento ligada ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos — com o apoio técnico de entidades como Embrapa Semiárido, Univasf, Frutvasf, Sebrae e ADAB, o Workshop vai permitir a atualização técnica e o intercâmbio de conhecimentos entre profissionais do segmento. A exemplo de produtores, exportadores, responsáveis técnicos, engenheiros agrônomos, pesquisadores e consultores.

Floração, manejo e tratamentos
De acordo com o gerente executivo da Valexport, Tássio Lustoza, serão abordados no evento temas ligados à floração e produção da mangueira, manejo integrado de doenças e irradiação de frutas com tratamento fitossanitário.
“Além de informações e perspectivas relacionadas ao mercado norte-americano. Um bloco especial será dedicado às moscas-das-frutas, tema estratégico para a fruticultura regional e para a manutenção e ampliação das exportações brasileiras, incluindo uma avaliação dos impactos dos programas da National Mango Board no consumo de manga nos EUA”, afirmou ele.

Condições para produção da manga
A expectativa dos organizadores do evento é de que, além da troca de conhecimento, intercâmbio de experiências e discussão sobre os principais desafios da atividade, o workshop também possibilitará maior compreensão sobre os impactos das condições climáticas na produção de manga. Assim como as estratégias de prevenção e manejo de doenças.

As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas. Os interessados podem se inscrever e consultar a programação completa e outras informações sobre o evento pelo site https://doity.com.br/workshop-nmb-2026.

Qualquer que seja o resultado da eleição, Nikolas e Janones sairão maiores do que entraram, avalia Marcelo S. Tognozzi*
24/10/2026
Colocaram em prática as lições de Claude Shannon (sim, a IA da Anthropic se chama Claude por causa dele), que há quase 80 anos publicou sua Teoria Matemática da Comunicação. Shannon (1916-2001), iria se deliciar vendo Nikolas trabalhar para Flávio Bolsonaro e Janones para Lula.
O que os eles fizeram neste 2º turno não foi improviso, mas a aplicação, consciente ou intuitiva, da tese deste engenheiro americano do MIT que nunca fez política, muito menos pisou num palanque, e tudo que queria s...
Os maiores vencedores desta eleição são jovens, mineiros, nasceram pobres, venceram pelo próprio talento e se tornaram símbolo da nova política. Nikolas Ferreira, 30 anos, nasceu na favela Pai Tomaz em Belo Horizonte. André Janones, 42 anos, é de Ituiutaba, no Pontal do Triângulo Mineiro, pai cadeirante e mãe empregada doméstica. Seu primeiro emprego foi como cobrador de ônibus. Brilharam neste 2º turno, dando aula de comunicação eficiente. Algo raro e bonito de se ver.
Colocaram em prática as lições de Claude Shannon (sim, a IA da Anthropic se chama Claude por causa dele), que há quase 80 anos publicou sua Teoria Matemática da Comunicação. Shannon (1916-2001), iria se deliciar vendo Nikolas trabalhar para Flávio Bolsonaro e Janones para Lula.
O que os eles fizeram neste 2º turno não foi improviso, mas a aplicação, consciente ou intuitiva, da tese deste engenheiro americano do MIT que nunca fez política, muito menos pisou num palanque, e tudo que queria saber era como fazer a mensagem ir de um ponto a outro sem se perder no caminho. Nikolas e Janones souberam fazer isso.
Teoria de Shannon
A Teoria Matemática da Comunicação de Shannon tem 3 ideias simples. A 1ª: informação é surpresa. A mensagem vale mais quanto menos previsível for, porque o que todos já esperam nada informa. A 2ª: todo canal tem ruído e ruído destrói mensagens. A 3ª: vencer o ruido falando com muita clareza, produzindo redundância capaz de fazer a mensagem sobreviver mesmo se parte dela se perder. Surpresa para capturar a atenção, redundância para resistir ao ruído. Cada deputado dominou uma metade dessa equação.
Nikolas Ferreira é produtor de surpresas em escala industrial. Seu vídeo "O Nordeste que foi esquecido", publicado dia 20 de outubro, passou de 100 milhões de visualizações em 8 horas. “Nikolas não precisa impulsionar. Sua audiência é tão grande que o próprio algoritmo do Instagram se encarrega de dar relevância aos seus conteúdos”, explica o cientista de dados Alek Maracajá da Ativaweb.
O segredo está no improvável. O jovem bolsonarista mineiro ouvindo eleitores baianos num reduto lulista é exatamente o tipo de mensagem que ninguém espera, e, por isso, carrega muita informação, exatamente como observou Shannon lá nos idos de 1948. O formato também surpreende pelo enfoque humano, pessoas falando da sua própria realidade, do tempo que passou e a vida não mudou.
A surpresa e o canal
Nikolas sofisticou ao transformar ruído em sinal. Quando o áudio do vídeo foi cortado por questões de direitos autorais, ele converteu o silêncio em mensagem. O mote "não calem os nordestinos" bateu recordes entre os assuntos mais comentados na internet. O piá soube fazer do limão uma limonada.
Se Nikolas é a surpresa, André Janones é o canal. Seu "Exército do Lula", criado no WhatsApp dia 5 de outubro, 24 horas após o 1º turno, tem mais de 8 milhões de seguidores, muito maior que a "Tropa do Flávio" montada por Nikolas. Janones não precisa de mensagens brilhantes. Quer eficiência, fazendo com que as mensagens sejam repetidas por milhões de pessoas, em milhões de grupos, chegando ao destino no melhor estilo empacota e manda.
É o que Shannon chamou de redundância aplicada. A mesma ordem, "compartilhem", replicada em cascata, faz a mensagem sobreviver às perdas pelo caminho. A grande vantagem estratégica é a mensagem partir de um canal fechado, tanto que a campanha de Flávio admitiu não conseguir controlar o que circulava no Exército de Lula.
Ruído na Justiça Eleitoral
A prova de robustez e resiliência do canal de Janones veio do forte ruído provocado pela Justiça Eleitoral. O Exército foi suspenso, restabelecido e suspenso novamente em poucos dias. Voltou a operar normalmente em 14 de outubro, com Janones comemorando a chegada de novos milhões de seguidores. Nem o piripaque provocado pelo estresse e a internação de Janones na UTI, após o debate da Band, fez a máquina perder tração.
Qualquer que seja o vencedor da eleição, Flávio ou Lula, o certo é que Nikolas e Janones sairão maiores do que entraram. De acordo com Alek Maracajá, o engajamento de Nikolas cresceu mais de 514% depois do 1º turno, e o de Janones, quase 272%. No ecossistema evangélico, Nikolas somou 50,7 milhões de interações, mais do que o próprio Flávio. Janones concentrou quase metade das interações de todo o campo governista.
Relevância medida pela ação contra ambos
Nikolas foi o rosto da campanha de Flávio nas ruas e nas telas, levando os "bloquinhos" de Minas para o Nordeste. Janones, que mal apareceu no primeiro turno, virou o sistema nervoso da militância lulista. Se Janones tivesse criado seu exército no 1º turno, certamente não teria apenas 78.780 votos, mas rivalizaria com os mais de 3 milhões de Nikolas.
A relevância da ação política dos mineiros pode ser medida pelas ações contra ambos no TSE, fazendo valer o velho ditado segundo o qual ninguém chuta cachorro morto. Se Flávio vencer dividirá a vitória com Nikolas. Igual Lula terá de fazer com Janones. Mesmo na derrota, continuarão sendo ativos valiosos para a próxima eleição.
Mensagens chegam aos destinos
O fato de trabalharem com competência e eficiência, não faz deles anjinhos ou demônios. Apenas políticos em busca de votos para vencer a eleição. Como ensinou Shannon, mensagens verdadeiras ou falsas valem o mesmo, desde que cheguem intactas ao destino. A Justiça Eleitoral mandou Nikolas remover conteúdo considerado desinformação, e a campanha de Flávio acusa o canal de Janones de distribuir links enganosos. O bom resultado de ambos esbarra nessa zona cinzenta.
Nunca é demais lembrar que visualizações medem transmissão, não convencimento, já que mensagem bem entregue necessariamente não muda a opinião de quem a recebe.
Na disputa pela atenção, maior valor da eleição moderna, o resultado já está dado. Nikolas aprendeu ser imprevisível, Janones a ser indestrutível. Nenhum deles virou vencedor por acaso.
*Marcelo S. Tognozzi é jornalista e consultor. Uma das principais referências da imprensa brasileira contemporânea.
NR - Autorizada a postagem do artigo, originalmente publicado no Poder 360. O título foi mudado e os intertítulos inseridos à revelia do autor.
Pesquisa CNT/MDA aponta 50,7% dos votos válidos para Flávio e 49,3% para Lula
24/10/2026
Metodologia
A metodologia da Pesquisa CNT/MDA baseia-se em levantamentos quantitativos por amostragem, com a realização de entrevistas presenciais (domiciliares e em pontos de fluxo). O estudo é realizado pelo Instituto MDA sob encomenda da Confederação Nacional do Transporte (CNT).
Empate técnico
A diferença de 1,4 ponto percentual mantém os candidatos em empate técnico, considerada a margem de erro de 2,2 pontos para mais ou para menos. Na rodada anterior da mesma pesquisa, realizada entre 13 e 15 de outubro, Flávio tinha...
A segunda das várias pesquisas programadas para terem os resultados apresentados neste sábado (24/10), a da CNT/MDA, divulgada por volta de 11h40, aponta que os dois presidenciáveis continuam em empate técnico. Conforme os dados apresentados, publicados inicialmente pela Revista Veja, Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 50,7% dos votos válidos, contra 49,3% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Metodologia
A metodologia da Pesquisa CNT/MDA baseia-se em levantamentos quantitativos por amostragem, com a realização de entrevistas presenciais (domiciliares e em pontos de fluxo). O estudo é realizado pelo Instituto MDA sob encomenda da Confederação Nacional do Transporte (CNT).
Empate técnico
A diferença de 1,4 ponto percentual mantém os candidatos em empate técnico, considerada a margem de erro de 2,2 pontos para mais ou para menos. Na rodada anterior da mesma pesquisa, realizada entre 13 e 15 de outubro, Flávio tinha 50,5% dos votos válidos e Lula, 49,5%. O senador oscilou 0,2 ponto para cima e o presidente, 0,2 ponto para baixo, preservando o cenário de equilíbrio.
Eleitores ouvidos
O cálculo dos votos válidos considera apenas as intenções de voto atribuídas aos candidatos, excluindo brancos, nulos e indecisos. A nova rodada ouviu 2.032 eleitores entre 21 e 23 de outubro.
Disputa dos votos totais
Conforme os coordenadores da pesquisa CNT/MDA, no cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Flávio registra 46,3% das intenções de voto, enquanto Lula tem 45%. Brancos e nulos somam 5,8%, e os indecisos representam 2,9%.
Candidatos oscilaram para baixo
Na pesquisa anterior, o senador aparecia com 46,8% e o presidente, com 45,9%. Ambos oscilaram para baixo: Flávio recuou numericamente 0,5 ponto, e Lula, 0,9 ponto. As variações estão dentro da margem de erro. No mesmo período, a parcela que declara voto branco ou nulo passou de 4,9% para 5,8%, enquanto os indecisos foram de 2,4% para 2,9%.
Mudanças de votos
A pesquisa mostra que 92,7% dos entrevistados consultados sobre a firmeza da escolha consideram sua decisão definitiva. Outros 7,3% afirmam que ainda podem mudar de opinião até a eleição.
Entre os eleitores de Lula, 95% dizem que a escolha está definida, enquanto 5% admitem mudança. No eleitorado de Flávio, os percentuais são de 93% e 7%, respectivamente. A possibilidade de mudança é maior entre aqueles que pretendem votar em branco ou anular: 31% afirmam que ainda podem rever a decisão, enquanto 69% a consideram definitiva.
Potencial de voto e rejeição
Os dois candidatos também apresentam percentuais próximos no potencial de voto, indicador que reúne os entrevistados que votariam com certeza ou poderiam votar em cada um. Lula tem potencial de 50,8%: 43,1% afirmam que votariam nele com certeza e 7,7% dizem que poderiam escolhê-lo. Outros 47,4% declaram que não votariam no presidente.
Flávio registra potencial de 50,5%, formado por 42,5% que votariam nele com certeza e 8% que poderiam votar. A parcela que afirma não votar no senador é de 47,3%. Essas perguntas são feitas separadamente para cada candidato e medem a disposição dos entrevistados em considerá-los, além da escolha declarada no confronto direto.
Dia será marcado pela divulgação de pesquisas. A primeira, do Instituto França, aponta 51,4% dos votos válidos para Flávio e 48,6% para Lula*
24/10/2026
Metodologia detalhada
Todas, com metodologia detalhada e devidamente registradas na Justiça Eleitoral. Os levantamentos têm amostras, períodos de coleta e custos distintos. O primeiro resultado, do Instituto FranÇa, apontou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 51,4% das intenções de voto contra 48,6% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste 2º turno da eleição, considerando os votos válidos.
Tecnicamente empatados
Como a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, os candidatos estão tecnicamente empatados. Nesse cenário, a pesquisa desconsidera os votos brancos e nulos...
Este sábado (24/10) será marcado por grande número de pesquisas a serem divulgadas ao longo do dia. Estão sendo esperadas pelo menos 11 delas, elaboradas por institutos diversos, dentre os quais AtlasIntel, Colectta, Datafolha, Futura/Apex, Gerp, Instituto França, CNT/MDA, Nexus/FSB/BTG, Palver, Quaest e Simplex.
Metodologia detalhada
Todas, com metodologia detalhada e devidamente registradas na Justiça Eleitoral. Os levantamentos têm amostras, períodos de coleta e custos distintos. O primeiro resultado, do Instituto FranÇa, apontou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 51,4% das intenções de voto contra 48,6% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste 2º turno da eleição, considerando os votos válidos.
Tecnicamente empatados
Como a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, os candidatos estão tecnicamente empatados. Nesse cenário, a pesquisa desconsidera os votos brancos e nulos.
1.537 entrevistados
A pesquisa ouviu 1.537 eleitores brasileiros de 21 a 23 de outubro de 2026. O grau de confiança é de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04863/2026. O estudo custou R$ 50.000, pagos com recursos próprios.
Preceitos estatísticos
A metodologia do Instituto França (Instituto França – Pesquisa, Inteligência e Opinião) baseia-se em preceitos estatísticos rigorosos voltados para pesquisas quantitativas de opinião pública, eleitorais e mercadológicas que levam em conta público-alvo, tamanho da amostra, margem de erro e nível de confiança.
Abertura de sigilo dos dois candidatos sobe no telhado: MP eleitoral pede extinção do processo
24/10/2026
Isto porque os dois candidatos se enroscaram em polêmicas com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao fazerem a exigência de que gostariam de uma autoridade que funcionasse como espécie de mediador, para fazer a checagem sobre a veracidade e correição dos documentos apresentados. Para completar, neste sábado (24/10) o Ministério Público (MP) Eleitoral defendeu a extinção do processo.
Desafio dos sigilos
O chamado “desafio dos sigilos” foi proposto pelo candidato do PT, durante o debate da TV Bandeirantes, no último domingo (17/10). A manifestação ocorreu após Lula ter enviado ao TSE um requerimento autorizando o levantamento de seus sigilos e dos de se...
Faltando menos de 24 horas para o início da abertura das urnas para o segundo turno das eleições, tudo indica que subiu no telhado a questão da abertura dos sigilos fiscais, bancários, telefônicos e telemáticos dos presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Isto porque os dois candidatos se enroscaram em polêmicas com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao fazerem a exigência de que gostariam de uma autoridade que funcionasse como espécie de mediador, para fazer a checagem sobre a veracidade e correição dos documentos apresentados. Para completar, neste sábado (24/10) o Ministério Público (MP) Eleitoral defendeu a extinção do processo.
Desafio dos sigilos
O chamado “desafio dos sigilos” foi proposto pelo candidato do PT, durante o debate da TV Bandeirantes, no último domingo (17/10). A manifestação ocorreu após Lula ter enviado ao TSE um requerimento autorizando o levantamento de seus sigilos e dos de seus familiares, incluindo seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Na ocasião, o presidente desafiou Flávio Bolsonaro a fazer o mesmo.
No dia seguinte, Flávio enviou à Corte Eleitoral uma autorização para o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, condicionada à ampliação do alcance das medidas por Lula.
Entre as exigências, estavam a divulgação de dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, dos registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto e dos sigilos de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula.
Logo depois, a coordenação da campanha de Lula afirmou que o candidato havia aceitado as condições do adversário.
Sem intervenção da Justiça eleitoral
No parecer deste sábado, o vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, argumentou que “não há, na ação, elementos que justifiquem a intervenção da Justiça Eleitoral, sobretudo porque não há matéria estritamente eleitoral a ser equacionada”.
O documento destacou que “o sigilo dos dados é garantido pela Constituição, em decorrência do direito à intimidade e à privacidade”. Também ressaltou que a legislação busca proteger o cidadão da “indevida devassa de terceiros em relação a dados bancários, fiscais ou telefônicos que se inserem como expressão do direito de personalidade”.
Titulares podem fazer abertura voluntária
O MP Eleitoral acentuou, ainda, que não há impedimento para que o titular divulgue suas informações de forma voluntária. A manifestação está alinhada à decisão do ministro André Mendonça, do TSE, que afirmou que os candidatos podem divulgar seus dados sem precisarem do aval da Justiça.
“Em síntese, a inexistência de pretensão resistida traduz a ausência de interesse jurídico de buscar a tutela jurisdicional. Como bem apontado pelo ministro relator, ‘não cabe à Justiça Eleitoral definir o que cada candidato quer ou não divulgar. O que se quiser divulgar é escolha de cada um, e avaliar essa escolha cabe ao eleitor’”, enfatizou Espinoza. Ele pediu a extinção do processo sem resolução do mérito.
— Com Agências de Notícias
Saiba quais serão os últimos atos de campanha dos candidatos à Presidência
24/10/2026
Lula começou o dia com uma caminhada em Copacabana, no Rio, às 10h, antes de seguir para São Paulo, onde fará seu último ato na Avenida Paulista, às 16h. Flávio, por sua vez, participa do chamado “Bloco do 22” em Belo Horizonte, durante a manhã, e encerrará a campanha na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, no Rio, às 14h.
Reversões e convencimentos
Os dois apostam em reversão de votos e convencimento aos indecisos em três dos principais colégios eleitorais do país. São Paulo é o maior deles, com 34,1 milhões de eleitores, enquanto o Rio de Janeiro reúne 12,8 milhões. Juntos, os dois estados representam quase 30% do eleitorado brasileiro. Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral, soma outros 16,4 milhões de votantes.
Última oport...
O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) realizam, neste sábado (24/10) os seus últimos atos de campanha com agendas de rua em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Lula começou o dia com uma caminhada em Copacabana, no Rio, às 10h, antes de seguir para São Paulo, onde fará seu último ato na Avenida Paulista, às 16h. Flávio, por sua vez, participa do chamado “Bloco do 22” em Belo Horizonte, durante a manhã, e encerrará a campanha na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, no Rio, às 14h.
Reversões e convencimentos
Os dois apostam em reversão de votos e convencimento aos indecisos em três dos principais colégios eleitorais do país. São Paulo é o maior deles, com 34,1 milhões de eleitores, enquanto o Rio de Janeiro reúne 12,8 milhões. Juntos, os dois estados representam quase 30% do eleitorado brasileiro. Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral, soma outros 16,4 milhões de votantes.
Última oportunidade
A programação deste sábado será a última oportunidade para os candidatos participarem de caminhadas e carreatas antes da votação. Segundo o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a distribuição de material gráfico e a realização de caminhadas, carreatas e passeatas estão permitidas até as 22h de hoje.
Onde votarão
Neste domingo, Lula votará em São Bernardo do Campo e acompanhará a apuração em São Paulo. Flávio votará na capital fluminense e seguirá para Brasília, onde pretende acompanhar a contagem dos votos ao lado de familiares e aliados.
Debate deu “empate técnico” e não ajudou a influenciar eleitores, avaliam jornalistas e analistas políticos — por Hylda Cavalcanti*
24/10/2026
Apesar de a maioria dos que se pronunciaram nesta reportagem terem citado pontos positivos e negativos observados nas falas de Lula e Flávio Bolsonaro ontem, a avaliação principal deles é de que ambos alternaram momentos de destaque com grandes tropeços. O que os levou à avaliação de que o debate pouco influiu no ambiente das eleições.
Diferença de postura
O jornalista Carlos Alexandre de Souza, do Correio Braziliense, destacou a diferença de postura dos adversários no estúdio. Segundo el...
A avaliação de vários jornalistas, analistas políticos e cientistas sociais sobre o último debate presidencial das eleições deste ano, transmitido pela TV Globo na noite desta sexta-feira (23/10), permitiu aos dois candidatos — presidente Lula e senador Flávio Bolsonaro — apresentarem com mais clareza suas visões de Brasil. Mas não contribuiu para mudar o cenário eleitoral observado hoje, no qual as pesquisas apontam “empate técnico”.
Apesar de a maioria dos que se pronunciaram nesta reportagem terem citado pontos positivos e negativos observados nas falas de Lula e Flávio Bolsonaro ontem, a avaliação principal deles é de que ambos alternaram momentos de destaque com grandes tropeços. O que os levou à avaliação de que o debate pouco influiu no ambiente das eleições.

Diferença de postura
O jornalista Carlos Alexandre de Souza, do Correio Braziliense, destacou a diferença de postura dos adversários no estúdio. Segundo ele, enquanto o presidente Lula usou o espaço para defender seu legado e propor a continuidade de políticas públicas, Flávio apostou na crítica à atual gestão e na apresentação de promessas para o futuro.
No campo econômico, de acordo com Carlos Alexandre, Flávio teve bons momentos ao focar no custo de vida e no endividamento das famílias, mas pecou ao acenar com garantias de reajustes que geraram ruídos com o mercado financeiro e ao ficar sem resposta quando questionado sobre o patamar do salário mínimo.
Já Lula, pecou ao explorar pouco determinados programas como o "Desenrola", mas foi bem-sucedido no embate direto, ao cobrar posições sobre temas sociais e ao relembrar falhas na gestão da pandemia. O bloco final e as trocas de acusações pessoais, classificadas pelo avaliador como um "futebol de várzea", segundo o jornalista, explicitaram o ambiente de profunda polarização que o país atravessa.
Promessas desfeitas e grosserias
Para a colunista política Denise Rothenburg, cuja coluna é publicada em vários veículos, dois pontos em especial chamaram a atenção. Em primeiro lugar, o fato de Flávio ter desfeito promessas anteriores e a grosseria ao mencionar Lula como “9 dedos”. Em segundo, o fato de o candidato do PL ter desfeito promessas repetidas no início da campanha.
“Foram tantas promessas feitas nesse debate que eu ouvi que houve ali um divórcio de Flávio em relação ao mercado. Porque ele desfez todas aquelas promessas que tinha feito, como ‘nós não vamos estourar a dívida pública, nós vamos controlar tudo’. E o mercado quer que se controle especialmente aumento de previdência, aumento de salário mínimo”, observou Denise.
“Nesses pontos, Flávio foi muito na linha do que o PT já faz, ou seja, ele fez essas promessas ao vivo e a cores para todo o país. E fica a dúvida: ele vai atender o mercado ou ele vai atender as pessoas? Eu acho que é alguma coisa que vai deixar o eleitor na dúvida até domingo”, acentuou a colunista.
Caso da menina Ana Clara
Sobre a questão do “9 dedos”, Denise citou o episódio como um dos dois pontos onde Lula se saiu muito bem. O primeiro deles foi quando Flávio foi obrigado a pedir desculpas pela forma como se pronunciou em relação ao presidente. Outro ponto foi em relação à morte da menina de 5 anos, Ana Clara. Ao se referir a ela em pergunta a Flávio, Lula fez seu adversário se confundir, chamando a mãe da menina de Ana Clara. Ao sair dos estúdios da Globo, a mãe deu uma entrevista dizendo que a versão apontada pelo senador não é verdadeira.
De acordo com Denise Rothenburg, os dois candidatos terminaram empatados. “Só por esse debate, fica difícil para quem está indeciso tomar uma decisão por um ou outro, porque os dois tiveram pontos altos e pontos baixos”, frisou.
“Ninguém saiu nocauteado”
O jornalista William Waack, colunista do Jornal Estado de São Paulo, afirmou que “ninguém saiu nocauteado, o que era exatamente a proposta da campanha de Flávio”. “Três perguntas deveriam ter sido respondidas ontem: Alguém conseguiu virar o voto de alguém? Alguém sentiu ter cometido um erro ao ter escolhido no primeiro turno o candidato que escolheu? Alguém se sentiu mais motivado a comparecer às urnas no domingo? A resposta às três perguntas é ‘não’”.
Waak ressaltou que, ao seu ver, a impressão produzida foi de que o debate não consistiu em um evento determinante do que sairá das urnas daqui a pouco mais de 24 horas. “É óbvio que cada lado dirá que seu candidato foi excelente, ótimo e massacrou o oponente. E somará pontinhos nesta resposta ou naquela pergunta. Ocorre que esse tipo de acontecimento político não é decidido por pontos, como numa luta de boxe. Ele é decidido pelas emoções ? ou impressões ? que acaba deixando nos dois lados”.
De acordo com ele, a aposta da campanha de Flávio foi cumprida à risca: falar para frente, falar de segurança e custo de vida. E ficou para Lula o papel do “ideológico”, do “rico” contra “pobre”, do enaltecimento de um passado.

Escorregão que pode fazer estragos
Ricardo Corrêa, também colunista político do Estadão, considerou que apesar de Flávio ter falado mais de futuro do que Lula, o candidato do PL escorregou ao debochar da deficiência do petista. “Em tese, ao tratar do que pretende fazer, Flávio teria mais elementos para convencer o eleitor. Mas o senador se viu em situação difícil ao ter que pedir desculpas por ter debochado do fato de o presidente ter um dedo a menos por conta de um acidente de trabalho. Foi um escorregão que pode provocar estragos”.
O analista destacou, também, que desde o início, Lula deixou clara a estratégia de focar nos eleitores mais pobres, enfatizando melhorias no salário mínimo, combate à fome, presença das parcelas de menor poder aquisitivo nas universidades e necessidade de reajuste da aposentadoria. Para isso, chegou a repetir uma frase de 1989, eleição dos tempos em que a campanha do PT era totalmente voltada à luta de classes.
Objetivo era superar má impressão
O analista político Fabiano Lana, por outro lado, viu vantagem para Flávio no debate. “Flávio tinha um objetivo claro. Superar a má-impressão, principalmente entre os eleitores indecisos, que deixou no debate do último domingo, em que praticamente boicotou o andamento do programa. Agora veio treinado e programado para recuperar o figurino de moderado, que por um triz deixou escapar”, destacou.
De acordo com ele, se esse esforço será suficiente para barrar uma suposta "onda Lula" que cresceu nas duas últimas semanas, só será possível saber na noite de domingo.
Demarcação de diferenças
O jornalista político Francisco Leali, que já passou por vários veículos do país, considerou que se o primeiro confronto entre Lula e Flávio, no primeiro debate, foi “de querer esquecer”, o segundo demarcou as diferenças entre os dois candidatos, expondo o que fizeram até aqui e o que ainda podem fazer, caso vençam a eleição no próximo domingo.
“O debate na TV Globo começou com um subtexto: a diferença de idade entre Lula e Flávio. O senador do PL disse que o petista não escutava direito, depois falou que não entendia o que o presidente falava. Já Lula chamou o senador de jovem como a indicar que pouco sabe”, analisou.
“Ato falho ou não, Flávio começou sua participação falando na gestão do pai Jair Bolsonaro e comentou: ‘nós pegamos o Brasil lá em 2019…’ Voltou a citar o governo do pai outras vezes. A gestão passada que o senador elogiou foi lembrada por Lula para que o eleitor não se esqueça de que os erros do pai não sejam repetidos pelo filho”.
Para Francisco Leali, o embate mais duro entre os dois veio justamente quando não havia tema pré-definido, ou seja, “quando as regras do debate permitem, ambos se esquecem de falar de projetos e propostas e jogam na mesa o que acham que há de podre contra o adversário”. “Ao final, os dois se apresentaram numa versão repaginada para tentar corrigir os erros cometidos no primeiro debate”.
* Hylda Cavalcanti é jornalista, editora de O Poder aos sábados

É Findi - Decifra-me ou te devoro - Crônica - Por Maria Inês Machado*
23/10/2026
Relações de benfeitorias grudam nos muros da cidade. Francisco, Joaquim, Palmira, Antônio... Até o Sr. Silva, sem conhecer as letras, curioso, quer saber.
Lá no fim da rua, comício. Fala bonita. Moço colorido fala bonito. Promessas!
Vixe! É noite. Cadê os aplausos?
Os morcegos foram avisados. Os ratos saem em corrida desenfreada. Aplaudem um velho cansado, sem novidades.
Exaustão...
No quintal da cidade, os cordeiros sem pele.
O que houve? Pergunta, inquieta, uma voz.
Falta resposta.
A resposta enigmática surge.
De quem?
Sei lá! Voou e parou aqui.
Não sei! Vi apenas os lobos num processo de tosquia, deixando-os neste estado.
Vixe! Mundo grandão!
Lobos espalhados.
Zé Maraco olhou desconfiado, mas tem resposta:
— Passaram por aqui. Abraços, gritos, gargalhadas. Eita, comício bo...
Radiadoras anunciam os números da sorte. Quais? Notícias turbulentas.
Relações de benfeitorias grudam nos muros da cidade. Francisco, Joaquim, Palmira, Antônio... Até o Sr. Silva, sem conhecer as letras, curioso, quer saber.
Lá no fim da rua, comício. Fala bonita. Moço colorido fala bonito. Promessas!
Vixe! É noite. Cadê os aplausos?
Os morcegos foram avisados. Os ratos saem em corrida desenfreada. Aplaudem um velho cansado, sem novidades.
Exaustão...
No quintal da cidade, os cordeiros sem pele.
O que houve? Pergunta, inquieta, uma voz.
Falta resposta.
A resposta enigmática surge.
De quem?
Sei lá! Voou e parou aqui.
Não sei! Vi apenas os lobos num processo de tosquia, deixando-os neste estado.
Vixe! Mundo grandão!
Lobos espalhados.
Zé Maraco olhou desconfiado, mas tem resposta:
— Passaram por aqui. Abraços, gritos, gargalhadas. Eita, comício bom! Até dona Josefina, banguela, foi abraçada.
— E a dentadura prometida?
— Sei lá! Deve ter se perdido no esgoto que ronda a sua casa.
— Conversa feia, Astrogildo! Rua de Calçamento, saneamento feito.
— Vixe! Tô vendo, não!
— Cadê os teus óculos de grau? Prometidos e recebidos!
— Sei lá!
— Fica quieto! Quero ouvir o comício.
*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'. @mariainesmachadopsi
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi - Eu e a psicóloga - Poema - Por Eduardo Albuquerque*
23/10/2026
Eu, filho do sertão,
da Serra dos Matões
e de Olinda por concessão.
Sinto-me honrado,
pelo poema ofertado,
da amiga psicóloga,
com quem bem dialogo:
Desvelo memórias,
descrevo histórias,
revejo as trajetórias.
Eis que saio do escuro,
e de cima do muro:
vejo quão belo é o futuro!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99
O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.
Muita é a gratidão!
Eu, filho do sertão,
da Serra dos Matões
e de Olinda por concessão.
Sinto-me honrado,
pelo poema ofertado,
da amiga psicóloga,
com quem bem dialogo:
Desvelo memórias,
descrevo histórias,
revejo as trajetórias.
Eis que saio do escuro,
e de cima do muro:
vejo quão belo é o futuro!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99
O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.
