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Um preto velho no Lollapaloosa, crônica por Romero Falcão*

02/04/2024 - Jornal o Poder

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Desde os meus quinze anos-início da década de 80- escuto, curto, estudo as canções de Gilberto Gil. Numa época cuja safra de compositores botava o ouvinte pra pensar, refletir, conhecer outras leituras de mundo. Com raras exceções, bem diferente do flagelo musical atual. Já assisti a uma porção de shows ao vivo do criador de Super-Homem, a canção. Também já escrevi várias crônicas sobre esse baiano que encanta o Brasil e o mundo com seu excepcional talento. Inclusive no meu livro de crônicas, “Asas das Horas”, presto minha reverência ao ex-ministro da cultura com a crônica: “Uma Ode ao Envelhecimento”.




Dia desses à noite

Por volta das 23h, estirei a carcaça na cama, com a televisão ligada, para variar passando bobagem. O sono chegava de mansinho, as pálpebras pedindo descanso. De repente, ouço a voz de Gil cantando “Realce”- para mim, o disco mais genial dos geniais. Na hora o sono pulou fora, uma alerta alegre me tomou po...

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Desde os meus quinze anos-início da década de 80- escuto, curto, estudo as canções de Gilberto Gil. Numa época cuja safra de compositores botava o ouvinte pra pensar, refletir, conhecer outras leituras de mundo. Com raras exceções, bem diferente do flagelo musical atual. Já assisti a uma porção de shows ao vivo do criador de Super-Homem, a canção. Também já escrevi várias crônicas sobre esse baiano que encanta o Brasil e o mundo com seu excepcional talento. Inclusive no meu livro de crônicas, “Asas das Horas”, presto minha reverência ao ex-ministro da cultura com a crônica: “Uma Ode ao Envelhecimento”.

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Dia desses à noite

Por volta das 23h, estirei a carcaça na cama, com a televisão ligada, para variar passando bobagem. O sono chegava de mansinho, as pálpebras pedindo descanso. De repente, ouço a voz de Gil cantando “Realce”- para mim, o disco mais genial dos geniais. Na hora o sono pulou fora, uma alerta alegre me tomou por inteiro. Ele estava lá, um preto velho empunhando sua guitarra no palco do Lollapalooza. A cabeça e a barba branca num corpo que vai completar nos próximos meses, 82 anos.

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A voz

Já não atinge os agudos que atingia quando compôs Realce, salvo engano, em 1978. Mas a família Gil no coral ajuda a manter o brilho, a purpurina, a vitalidade, a energia que faz de sua apresentação uma luz que se eleva, eletriza , encanta.

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Gilberto Gil

É do meu signo, Câncer - receptivo, emotivo, fluido- cujo elemento é a água. No entanto, o Orixá do músico é Xangô, que é do fogo. Esse fogo eterno que eterniza Gilberto Gil. Continuei com os olhos pregados na tela grande, esqueci da pequena. Na sequência ele cantou “Vamos Fugir’ e depois “Palco”. Sua alma continua nova como uma nave que atravessa gerações, “cheirando a talco como bumbum de bebê”. Seu semblante é sereno, sábio. Pura magia negra que ilumina nossa escuridão.

*Romero Falcão é cronista e capricha nos detalhes.

Leia outras informações

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É Findi - Série Prédios Ícones de Pernambuco - Teatro de Santa Isabel - Carlos Eduardo Amaral*

25/09/2026

O Teatro

É preciso fazer uma introdução mínima sobre o edifício inicialmente denominado Teatro de Pernambuco, erigido no então Campo do Erário, hoje Praça da República. Foi um ex-governador de nossa província, Honório Hermeto Carneiro Leão, o Marquês do Paraná (1801-1856), que decidiu homenagear sua alteza imperial a princesa Isabel de Bragança (1846-1921).

Ele deixaria o governo dez dias antes da inauguração do edifício, a 18 de maio de 1850, tendo permanecido pouco mais de dez meses no cargo. Ela completaria quatro anos de idade no dia 29 de julho seguinte. Honório garantiu seu nome na história por esse feito, esse agrado ao imperador D. Pedro II (1825-1891), por meio do onomástico da filha (fico devendo qual deles: a parenta de Nossa Senhora, a rainha da Hungria ou a rainha de Portugal).

Contudo, vale ressaltar, foi um de seus antecessores, Fernando de Rego Barros, o conde da Boa Vista (1802-1870), que em 1839 assinou a lei autoriz...

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O Teatro

É preciso fazer uma introdução mínima sobre o edifício inicialmente denominado Teatro de Pernambuco, erigido no então Campo do Erário, hoje Praça da República. Foi um ex-governador de nossa província, Honório Hermeto Carneiro Leão, o Marquês do Paraná (1801-1856), que decidiu homenagear sua alteza imperial a princesa Isabel de Bragança (1846-1921).

Ele deixaria o governo dez dias antes da inauguração do edifício, a 18 de maio de 1850, tendo permanecido pouco mais de dez meses no cargo. Ela completaria quatro anos de idade no dia 29 de julho seguinte. Honório garantiu seu nome na história por esse feito, esse agrado ao imperador D. Pedro II (1825-1891), por meio do onomástico da filha (fico devendo qual deles: a parenta de Nossa Senhora, a rainha da Hungria ou a rainha de Portugal).

Contudo, vale ressaltar, foi um de seus antecessores, Fernando de Rego Barros, o conde da Boa Vista (1802-1870), que em 1839 assinou a lei autorizando a construção do Teatro de Pernambuco.

O engenheiro escolhido para elaborar o projeto arquitetônico e conduzir a equipe de trabalho, o francês Louis Vauthier (1815-1901), chegou ao Recife em setembro de 1840, mas teve de esperar até abril do ano seguinte a fim de instalar o campo de obras, porque o primeiro orçamento que apresentara havia sido rejeitado pelo Poder Público.

Vauthier não suportou a campanha difamatória da qual foi vítima por tabela, por causa dos ataques a Rego Barros, deposto em 1844. O projetista do Teatro de Pernambuco voltou à França em 1846, onde iniciou carreira política e chegou a ser preso em 1849. Porém manteve laços tão frutíferos no Recife que retornou para cuidar da finalização do já rebatizado Santa Isabel (bem como da reconstrução após o incêndio de 1869).

Ele igualmente deixou legado em outras edificações recifenses que por demais conhecemos, a exemplo do Mercado de São José, ou do solar do barão João José Rodrigues Mendes (1827-1893), sede da Academia Pernambucana de Letras desde 1966. Menciono ainda o casarão onde residiu o ex-prefeito de Olinda Eufrásio Barbosa, hoje morada de Tânia Carneiro Leão, viúva de Carlos Pena Filho (1929-1960) e querida amiga.

Sobre este último marco, quando você passar novamente pela Rua Prudente de Morais, no trecho entre a praça João Alfredo (a da Igreja de São Pedro Mártir de Verona) e os Quatro Cantos, siga pela calçada esquerda e repare na casa logo antes da Estação da Luz, vizinha parede com parede a esta. Nela há um brasão da República Oriental do Uruguai na fachada, porque também funciona como sede do consulado-geral daquele país em Pernambuco.

Palco de concertos e óperas

A introdução, que prometeu ser mínima, passou do ponto porque um pernambucano não consegue falar de um símbolo de sua terra sem o associar a outro e a outro e a outro... Mas está para se dar o mesmo com esta série de O Poder, “É Findi”: Sílvio Amorim pensou em 60 pontos históricos e já me disse que cogita ampliá-los para 100. Estou indulgenciado, portanto.

O Teatro de Santa Isabel, voltemos, é indissoluvelmente ligado à história de nosso estado — não apenas no campo das artes. Preciso recorrer à Wikipédia para lembrar que nosso teatro-mor recebeu D. Pedro II e testemunhou discursos a favor da abolição da escravatura proferidos por Joaquim Nabuco (1849-1910).

Mas sei muito bem da importância dele na trajetória de Euclides Fonseca (1853-1929), que ali regeu Leonor, sua primeira ópera, em 1883. Leonor havia sido escrita por incentivo do confrade de ofício Carlos Gomes (1836-1896) e teve como spalla da estreia um aluno vindo do Ceará: Alberto Nepomuceno (1864-1920), que se juntaria aos dois primeiros no panteão dos grandes mestres da música sinfônica nacional.

Sei também da Sociedade de Concertos Populares, entidade da qual nasceu a Orquestra Sinfônica do Recife e responsável por trazer alguns dos maiores cantores e instrumentistas do mundo ao Santa Isabel enquanto esteve ativa. E saberia dizer uma infinidade de grandes nomes locais que ali brilhou: Valdemar de Oliveira, Cussy de Almeida, Elyanna Caldas, Josefina Aguiar, Marlos Nobre (todos in memoriam) e um gigantesco et cetera.

Notem o quanto de eventos ocorrem no Santa Isabel mês a mês, a contar a divulgação oficial feita via Instagram: do Janeiro de Grandes Espetáculos aos concertos de Natal. Assim vem sendo desde o século XIX: concertos, peças, premiações, conferências... Mas delimito meu recorte à música de concerto e à ópera, meus campos de atuação.

No presente século, podemos pinçar os festivais e instituições que mais acorreram àquela casa. Virtuosi, Mimo, Conservatório Pernambucano de Música, Departamento de Música da UFPE, Orquestra Criança Cidadã (dentre outros projetos sociais de ensino musical), Festival de Ópera de Pernambuco (e montagens avulsas que vêm aumentando ano após ano nesta década) e, claro, a Orquestra Sinfônica do Recife.

Minha relação com o teatro

Hoje, entro com a mesma satisfação tanto pelo hall principal quanto pela porta dos fundos. Coxia, palco, plateia; café, camarins, salão nobre; jardins, frisas e fosso: circulo com igual naturalidade por todos os ambientes, transformando cada ida ao Santa Isabel em um programa social completo, não somente de apreciação artística.

Admiro a presença constante de Romildo Moreira, cuidadoso e receptivo como a saudosa Lêda Alves; o pessoal de apoio, que se desdobra, nos bastidores, para auxiliar os profissionais de produção de cada evento; os funcionários de recepção, que indicam o lugar de cada espectador.

Quantas obras não tive a emoção de escutar pela primeira vez ali (e que eu só conhecia em CD)? Quantas não vi serem estreadas (algumas, de amigos meus)? Quantas vezes não apostei nos aplausos inadvertidos, entre movimentos de uma sinfonia ou concerto, ou puxei os de cenas emocionantes em óperas? E quantas mais me abusei, pelos celulares satânicos soando no silêncio de um solo (sem falar nos cochichos, muxoxos, achaques e queixas de quem pouco se lixa pra arte)?

Melhores assentos

Com o passar dos anos, meu particular desafio foi analisar os melhores lugares para se apreciar um concerto no Santa Isabel. E a resposta varia. No geral, considero as primeiras filas da plateia (A a C) como ruins, porque você fica abaixo da linha dos músicos, isto é, olhando-os de baixo para cima.

Quando se trata de uma orquestra, perde-se completamente a visão de dois terços dela, ou seja, você fica alheio à atuação de madeiras, metais, percussão, piano, harpa e parte das cordas. Com grupos de câmara, essa limitação pode ser atenuada até por completo.

As filas de J em diante (busquem o mapa do Santa Isabel via Google) são mais amigáveis para orquestras. Ajuda quando os naipes estão separados por praticáveis de altura gradual. Pelo sim, pelo não, prefira frisas e camarotes (em particular, as cinco cabines mais centrais para cada lado, pois as mais laterais fazem o espectador perder o contato visual com o lado oposto do fundo do palco).

Mesmo assim, aquela sentença sobre as primeiras filas não é taxativa: elas são ideais para quem quer ver solistas de perto, apreciando dedilhados e sonoridades sutis, ou acompanhar a atuação da orquestra no fosso, no caso das óperas.

Quando o solista é um pianista e você quer acompanhar ou contemplar o desempenho dele ao teclado, convém realmente estar mais distante, e em uma cadeira entre o centro e o lado esquerdo (de numeração par, nos ingressos). Se for para escolher uma frisa, foque nas cabines de 22 a 08 ou nos Camarotes A de 40 a 26.

Por fim, as últimas cadeiras das cabines laterais dos Camarotes B são os piores lugares. Prepare-se para assistir a tudo de pé ou negociar um arranjo de assentos ingrato e desconfortável. Mas não maldigam nosso templo artístico mais eminente por conta disso. Toda casa operística tem suas peculiaridades: já sofri no Colón, em Buenos Aires, e no Champs Elysées, em Paris.

Ao contrário, aproveitem os gabaritos de quem ama e vive o Santa Isabel e agradeçam a Louis Vauthier e ao conde da Boa Vista por essa herança da qual desfrutamos.

*Carlos Eduardo Amaral é jornalista, compositor e crítico de música clássica; colaborador da revista Continente desde 2006 e autor do catálogo da Cepe Editora



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(Crédito foto: Gleyson Ramos/Divulgação)


O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.




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É Findi - Malude Maciel* chegando neste Findi em Dupla Dose

25/09/2026

Bi-Campeonato Em Caruaru - Crônica


Em conversa com nosso dileto amigo Dorgival Francisco de Melo, ex-colega de faculdade de Direito, companheiro Leão no Lions Clube de Caruaru, vizinho de prédio e pessoa de nossa mais alta estima e consideração, casado com a querida amiga e companheira Lioness, Luzinete Alves Melo, e pai de quatro honrados cidadãos caruaruenses: Dorgival Jr. ; Alfredinho, Alexandre e Gustavo), conhecido por todos nesta cidade pela alcunha de Nobreza, pela sua fidalguia, intelectualidade, simplicidade, modéstia e dom da oratória, tivemos uma aula sobre fatos históricos que marcam o universo da capital do Agreste. Esta atitude é de grande valor pois, se sabe que: "Um povo que não preserva a sua identidade é um povo sem raiz".

De cor e salteado

Nosso amigo, com sua privilegiada memória, além de seus cuidadosos arquivos, já se tornou uma enciclopédia viva da história de Caruaru. Ele sempre nos brinda com r...

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Bi-Campeonato Em Caruaru - Crônica


Em conversa com nosso dileto amigo Dorgival Francisco de Melo, ex-colega de faculdade de Direito, companheiro Leão no Lions Clube de Caruaru, vizinho de prédio e pessoa de nossa mais alta estima e consideração, casado com a querida amiga e companheira Lioness, Luzinete Alves Melo, e pai de quatro honrados cidadãos caruaruenses: Dorgival Jr. ; Alfredinho, Alexandre e Gustavo), conhecido por todos nesta cidade pela alcunha de Nobreza, pela sua fidalguia, intelectualidade, simplicidade, modéstia e dom da oratória, tivemos uma aula sobre fatos históricos que marcam o universo da capital do Agreste. Esta atitude é de grande valor pois, se sabe que: "Um povo que não preserva a sua identidade é um povo sem raiz".

De cor e salteado

Nosso amigo, com sua privilegiada memória, além de seus cuidadosos arquivos, já se tornou uma enciclopédia viva da história de Caruaru. Ele sempre nos brinda com relíquias que o tempo não foi capaz de destruir; inclusive tendo tudo documentado com fotografias da época.

Desta feita, o assunto em pauta foi a célebre vitória futebolística nos idos 1961 e 1963, quando a seleção caruaruense de futebol conquistou o título inédito de bi-campeã do interior, enfrentando a seleção de Limoeiro, sendo o time alvi-negro, consagrado campeão e homenageado com brilhante festa no então, Estádio Pedro Victor de Albuquerque, com as presenças dos expoentes máximos que fizeram jus a tal mérito. A cidade inteira comemorou com muita alegria o grande feito e o título recebido pelo Central.



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Lembranças particulares

Como éramos adolescentes, recordamos apenas que nossa irmã, Victória Maria, hoje médica pediatra, residente no Recife, aos cinco anos de idade, foi a mascote do time, dando o chute inicial da partida. Papai, José Victor de Sousa Nascimento, era o presidente da Liga Desportiva Caruaruense, à época.

Flámula comemorativa

Existe uma flâmula daquela ocasião, como também fotografias que trazem os seguintes registros:

I Copa realizada em 1961 - presidente da LDC - Gercino Pereira Tabosa
II Copa realizada em 1963 - presidente da LDC - José Victor de Sousa Nascimento.
Comissão técnica: presidente - Modestino Ferreira; Cordovil Dantas; Dorgival Melo; Silvano Soares; Nilo Ferreira Costa; Clóvis Pacas e Yipiranga Augusto.
Departamento médico: dr. Antônio Amorim; dr. Maurílio Apolônio; dr. Edilásio Campelo e dr. João Miranda.
Preparador físico: Berto.
Treinador: Paulo Leal.
Equipe de jogadores da I Copa em 1961:
- Curau; Leça; Mário; Berto; Airton I; Pereira; Da Silva; Alemão; Da Cunha; Airton II; Maurício; Maurílio; Fernando; Adriano; Adão; Tonho; Mariano; Pachico; Felica e Arnor.
- Massagista: Zé Luiz.
Equipe da II Copa em 1963:
- Jurandyr ; Zé Magro; Tonho; Lucas; Lala; Hércio; Lima; João; Saulo; Bosco; Nino; Agrestina; Celedino; Cilo; Pachico; Micinho; Cícero; Elói; Salê e Paquinha.
- Massagista: Djalma.

Atualmente

Não tenho conhecimento de como está a Liga Desportista Caruaruense, com outros presidentes, novos clubes e novas realizações, sendo assim que deve ser, porém naquele tempo, com papai envolvido com a causa, lá em casa, nós, crianças, respirávamos futebol.



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Tudo passa

No entanto, aquele campeonato com as cidades do interior, nos meados dos anos sessenta, onde participaram os clubes de: Pesqueira; Gravatá; Escada; Petrolina; Vitória de Santo Antão; Limoeiro; Catende; Olinda e a vencedora Caruaru, deixou uma marca indelével na história do esporte caruaruense, com o Central a frente dos clubes, sendo até hoje de fundamental importância e que aquela conquista seja transmitida às novas gerações para orgulho dos amantes do futebol de ontem, de hoje, que não devem esquecer das glórias de um passado não muito distante e de amanhã dando continuidade com o mesmo entusiasmo, dedicação, força, trabalho, confiança e amor, a fim de melhorar cada vez mais nossos resultados.

Porque: "O ser humano que não honra a sua terra, não honra a si mesmo".



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A hora e a vez dos patinetes - Crônica


Estou vendo minha cidade repleta de patinetes azuis, modernos, elétricos. Muito interessante!
Lembro que eram apenas brincadeira de crianças mas, hoje, viraram meio de transporte em muitas cidades do mundo. Tanto Nova York como São Paulo, lançaram moda e agora, em todo lugar, se vê naturalmente, os patinetes em pleno trânsito. Diferenciando dos modelos antigos, a eles foram acrescentados motores elétricos e apetrechos do agrado dos jovens. Muito bem.

Os americanos sempre à frente

Nos Estados Unidos registram-se um aumento considerável no uso desse meio de locomoção por ser uma opção agradável, rápida, não poluente, barato, com trânsito livre e fácil estacionamento. Porém, ainda não existem normas regulando os usuários dessa modalidade por ser relativamente nova. Quando isso acontecer, trará pós e contras, pois tudo ficará mais caro devido aos tributos, mas, é necessário um controle, sim.

Brasileiros

No Brasil, pegou como epidemia, alastrando-se e virando costume para todas as faixas etárias, fazendo-se necessária regulamentação, porque metade dos acidentes com patinetes resulta em lesões na cabeça por falta de capacetes. Essa, como outras proteções devem ser codificadas e exigidas. Algumas mortes por atropelamentos têm sido registradas devido essa experiência, bem parecida com o início da utilização das bicicletas, que atualmente têm as ciclovias ao seu favor.

Controle

Em outros países são variadas as proibições: uns permitem uso de patinetes apenas em vias públicas e não nas calçadas; em outros é o contrário: podem transitar somente nas calçadas. Portanto, tem ainda muita coisa a se ajustar nesse pormenor.

Cuidados não são demais

Talvez para passeios fossem os patinetes mais apropriados, tendo em vista a violência de condutores de veículos urbanos que, apesar das leis, cometem toda sorte de atrocidade, favorecendo nos hospitais, as estatísticas de mortos e acidentados por automóveis, motos e demais tipos de motorizados. Todavia os patinetes já seguiram um caminho sem volta, invadiram as ruas e avenidas na maior força de aceitação pela população carente de alternativas de condução. Uma moda útil e agradável, mas, já tomamos conhecimento de acidentes com mortes, mesmo aqui, no interior.

Divulgação nos meios de comunicação

Olhando imagens de patinetes na TV , minhas netas simpatizaram com a novidade, mas competem com as amiguinhas, na garagem, e mesmo assim do modelo antigo. Não há necessidade de se arriscar. Importante é que servem para ambos os sexos. Antes, apenas os meninos aproveitavam, com a desculpa de que não era coisa para meninas.

Competições

Há ainda aqueles modelos próprios para competição entre os jovens. O que tem aumentado o número de participantes e faz parte das modalidades esportivas.
O maior exemplo e pioneirismo e muitas medalhas vem da atleta chamada Larissa, cujo cognome é ou era: Fadinha, pois desde pequena conquistou os primeiros lugares nos campeonatos.



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Futuro

Creio que num futuro próximo veremos outros meios de veículos que nem imaginarmos possam existir porque as invenções não param de acontecer e o público alvo logo se adapta.
Assim, tratemos de receber esses novos hábitos com louvor, não deixando de promover estatutos e subsídios de proteção dos usuários, na maioria jovens, livrando-os de situações desastrosas e inoportunas.


*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina. @malude.maciel



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É Findi - O Dique de Casa Caiada - Crônica - Por Romero Falcão*

25/09/2026

Dez anos, pé na areia, pelada, bola salgada. Eram meus dias de moleque na praia de Casa Caiada, em Olinda

Mansidão e Fúria

Ah, aquele mar de meio século atrás, alternando suas marés entre mansidão e fúria. Tão lindos os peixinhos coloridos, miúdos, brincando ao meu redor nas pequenas piscinas de pedra que a natureza construía durante a maré seca. Quando a maré enchia, tudo mudava. Grandes ondas faziam a festa dos surfistas, em suas pranchas de resina, calções floridos, “corpo aberto no espaço”.

Jacaré

Minha prancha era de isopor. Quando o mar furioso a cortava ao meio, eu pegava jacaré: braços esticados para a frente e o sarrabulho no raso, rolando feito tronco de coqueiro.

Voltava para casa feliz, com água no ouvido e areia no bolso do calção.



Azul- Turquesa

No outro dia, tudo se repetia. Quatro marés, quatro Marias, ora calmas, ora bravas. Era um presente do céu...

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Dez anos, pé na areia, pelada, bola salgada. Eram meus dias de moleque na praia de Casa Caiada, em Olinda

Mansidão e Fúria

Ah, aquele mar de meio século atrás, alternando suas marés entre mansidão e fúria. Tão lindos os peixinhos coloridos, miúdos, brincando ao meu redor nas pequenas piscinas de pedra que a natureza construía durante a maré seca. Quando a maré enchia, tudo mudava. Grandes ondas faziam a festa dos surfistas, em suas pranchas de resina, calções floridos, “corpo aberto no espaço”.

Jacaré

Minha prancha era de isopor. Quando o mar furioso a cortava ao meio, eu pegava jacaré: braços esticados para a frente e o sarrabulho no raso, rolando feito tronco de coqueiro.

Voltava para casa feliz, com água no ouvido e areia no bolso do calção.



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Azul- Turquesa

No outro dia, tudo se repetia. Quatro marés, quatro Marias, ora calmas, ora bravas. Era um presente do céu desfrutar daquele ondulante azul-turquesa.

Netuno

Mas o homem avançou sobre os aposentos de Netuno. Construiu, aterrou, tapou, tomou o que era do mar. Enquanto eu mergulhava naquele paraíso de ondas de franjas brancas, não imaginava o que viria.

A Engenharia

A ira de Netuno não tardou. As ondas arrancaram muros, derrubaram coqueiros, sacudiram a ostentação humana de morar cada vez mais perto do mar. Era preciso conter aquela força que ameaçava levar tudo. A engenharia entrou em ação.

Estrondo

Certa manhã de 1977, acordei com um estrondo, como se alguma coisa pesada tivesse despencado das alturas. Era um caminhão caçamba descarregando as primeiras pedras enormes que marcariam o início das obras do dique de Casa Caiada.

Quando ouvi dos vizinhos, “Começaram as obras do dique!”, corri para a praia.

Vi a fila de caminhões, decididos, fumacentos, chegando feito tanques de guerra. Despejavam pedras, bombas sobre mim.

Era o começo do fim.

Do fim da magia entre o menino e o mar.



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As Ondas indo Embora

Durante o final da década de 70, aqueles caminhões trabalhariam feito formigas, carregando e despejando pedras, enquanto a muralha avançava sobre a praia. À medida que o dique crescia no horizonte, eu via, com tristeza, as ondas indo embora.

Os adultos comentavam:

— Aproveita enquanto tem onda. Vai acabar.

Vazio

Caminhões iam e vinham todos os dias, erguendo uma cerca pedregosa, represando a água, abrindo um vazio no meu peito infantil.

Enquanto isso, na beira-mar, os prédios subiam indiferentes, cada vez mais altos.

Eu me despedia dos últimos peixinhos, do mar límpido, das ondas que seriam expulsas dali.

Pescadores

Não me lembro quanto tempo levou para terminar a muralha que dividiu o mar em dois. De um lado, ficou a água parada, suja, muda, inerte; do outro, o mar aberto, para os pescadores

Até que veio a última carrada de pedras.

Era o sepultamento da prancha de isopor, do jacaré, do cheiro de mar.

O mar de Casa Caiada paralisou.

Tomou aspecto de lago artificial, morto, com aroma de lama, muito longe do que havia sido um dia e muito perto da contrução do homem

Dorival Caymmi cantou:

“No Abaeté tem uma lagoa escura, arrodeada de areia branca.”

Eu vos digo: Casa Caiada teve uma linda praia, habitada por ondas brancas

Hormônios

Depois, veio a adolescência , os fervilhantes hormônios, e meus olhos descobriram outra praia: o curtíssimo biquíni das moças que desfilavam pela areia de Casa Caiada.

Mas agora, homem velho, viro pirralho. Escrevo, mergulho nas noites de insônia.

Nos mares da infância.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda



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É Findi - Lar dos Mortos - Por Josué Sena*

25/09/2026

Se em rimas expressar posso,
Ou ironizar sobre assunto sério,
Diria que o soturno cemitério
É o silencioso lar dos ossos.

Goiana nas Quintas. Além da sábia definição,
De Roberto, nosso confrade imortal,
Caberia, talvez, a inscrição, à Dante, no portal,
De desesperança aos que chegam num caixão.

Quanto aos vivos, tristeza e quanta dor.
Quanta saudade e “saldade”.
Quanta fé confrontada com a perplexidade.

Quanta súplica para Nosso Senhor
E, dos mortos, quanto corpo a se decompor,
Atendendo dos vermes, à voracidade.


*Josué Sena, poeta e desembargador do TJPE.



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Se em rimas expressar posso,
Ou ironizar sobre assunto sério,
Diria que o soturno cemitério
É o silencioso lar dos ossos.

Goiana nas Quintas. Além da sábia definição,
De Roberto, nosso confrade imortal,
Caberia, talvez, a inscrição, à Dante, no portal,
De desesperança aos que chegam num caixão.

Quanto aos vivos, tristeza e quanta dor.
Quanta saudade e “saldade”.
Quanta fé confrontada com a perplexidade.

Quanta súplica para Nosso Senhor
E, dos mortos, quanto corpo a se decompor,
Atendendo dos vermes, à voracidade.


*Josué Sena, poeta e desembargador do TJPE.



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É Findi – Poeta Pica-Pau* em Dose Dupla pra vocês

25/09/2026

A voz do Brasil na ONU


Foi no discurso da ONU
que mostrou ser estadista
e com pose de artista
criticou a própria ONU.
Teve quem perdesse o sono, quando ele foi mais além
e com a coragem que tem disse em palavra viril,
mostrando que o Brasil
não é quintal de ninguém.

Falou em defesa da paz, sempre condenando a guerra.
Cabrito que é bom não berra
e discursou muito mais.
E com a bagagem que traz
e com a voz do coração,
quis dizer a toda nação,
dentro da ética e na linha,
que troca a pólvora por farinha
e o chumbo por feijão.

Defendeu a democracia
e foi ovacionado
em defesa do Estado
e a forte soberania.
Ficou gravado esse dia
em registro e em nossa mente.
O mundo está consciente
do estilo firme e prático
do discurso diplomático
de Lula, nosso presidente.

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A voz do Brasil na ONU


Foi no discurso da ONU
que mostrou ser estadista
e com pose de artista
criticou a própria ONU.
Teve quem perdesse o sono, quando ele foi mais além
e com a coragem que tem disse em palavra viril,
mostrando que o Brasil
não é quintal de ninguém.

Falou em defesa da paz, sempre condenando a guerra.
Cabrito que é bom não berra
e discursou muito mais.
E com a bagagem que traz
e com a voz do coração,
quis dizer a toda nação,
dentro da ética e na linha,
que troca a pólvora por farinha
e o chumbo por feijão.

Defendeu a democracia
e foi ovacionado
em defesa do Estado
e a forte soberania.
Ficou gravado esse dia
em registro e em nossa mente.
O mundo está consciente
do estilo firme e prático
do discurso diplomático
de Lula, nosso presidente.



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Tribunal da Poesia


No tribunal da poesia,
não precisa de doutor.
O juiz é a inspiração,
o verso é o defensor.
Não existe petição,
entra sem procuração.
Na rima, mostra razão
e o poeta é vencedor.

No tribunal da poesia,
a sentença é diferente.
Não tem vara, não tem fórum,
nem advogado presente.
Quem julga é o coração,
que com a voz da razão
liberta um monte de gente.

Quando o martelo é batido,
é que a sentença valeu
para quem está ouvindo
e para quem escreveu.
O caso está encerrado,
mas outra vez vaiser julgado
por quem não o entendeu.


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE. @poeta.picapau



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É Findi - Vale Rever e Pensar nas Palavras da Doce e Indignada - Poetisa de Caruaru e seus versos de repúdio ao "faz sem ela saber" de Raquel Teixeira Lyra

25/09/2026

O nome dela é Aline Sales. Considerada uma importante poetisa, cordelista e professora de Língua Portuguesa e Literatura. Atua fortemente na cena cultural de Caruaru, em Pernambuco. Ela é uma voz ativa na preservação e renovação da literatura popular e da poesia nordestina.

Além do talento

Aline ocupou a presidência da União Brasileira de Trovadores (UBT-Caruaru) em 2021, liderando o grupo de trovadores locais. Participa do Movimento Cordelista e Trova. Aline transita com muita naturalidade entre a literatura de cordel e a trova (composição poética de quatro versos).

Projetos Culturais

Aline participa ativamente de iniciativas e eventos literários no Agreste pernambucano, como o Expocordel e o projeto Mulheres do Cordel. Também promove rodas de leitura e vivências artísticas com foco na filosofia e na sabedoria popular do sertão.

E

Fiquem com o talento de Aline. A indignação s...

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O nome dela é Aline Sales. Considerada uma importante poetisa, cordelista e professora de Língua Portuguesa e Literatura. Atua fortemente na cena cultural de Caruaru, em Pernambuco. Ela é uma voz ativa na preservação e renovação da literatura popular e da poesia nordestina.

Além do talento

Aline ocupou a presidência da União Brasileira de Trovadores (UBT-Caruaru) em 2021, liderando o grupo de trovadores locais. Participa do Movimento Cordelista e Trova. Aline transita com muita naturalidade entre a literatura de cordel e a trova (composição poética de quatro versos).

Projetos Culturais

Aline participa ativamente de iniciativas e eventos literários no Agreste pernambucano, como o Expocordel e o projeto Mulheres do Cordel. Também promove rodas de leitura e vivências artísticas com foco na filosofia e na sabedoria popular do sertão.

E

Fiquem com o talento de Aline. A indignação se expressa em versos firmes e doídos, brotados da alma da mulher nordestina.


Foi publicado dia 23/09/2026 em O Poder








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É Findi – O banqueiro Ávaro e o Pescador Feliz - Extraído da Sabedoria Popular - Por Xico Bizerra*

25/09/2026

Beira do mar, o homem se balança em sua rede à sombra de um coqueiro,, com seus dois peixes recém-pescados ainda frescos no samburá ao lado. Sombra, água de coco e paz, muita paz. Eis que chega aquele banqueiro rico, em seu iate reluzente, e pergunta ao pobre homem se tinha sido boa a pesca e quantos peixes foram fisgados naquela manhã.

- A pesca foi ótima. Muitos peixes. Pesquei duas ciobas das grandes em pouco tempo. Uma levo pra casa e comemos, eu, a mulher e nossos 4 filhotes. A outra, levo pra barraca de seu Amaro e troco por mantimentos para a família. Arroz, Feijão, farinha e um taco de carne. Dá certinho.

O ricaço, ‘sabido’ e ávaro, ao mesmo tempo, não controla seu instinto e sugere:

- Por que você não pesca ao invés de duas, dez ciobas. Come uma, troca 1 com seu Amaro e vende 8. Com o apurado vai juntando, vai juntando, compra um barco maior, depois pesca 30, amplia a frota, daí a pouco você vai ter um monte de gente trabalhando pra...

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Beira do mar, o homem se balança em sua rede à sombra de um coqueiro,, com seus dois peixes recém-pescados ainda frescos no samburá ao lado. Sombra, água de coco e paz, muita paz. Eis que chega aquele banqueiro rico, em seu iate reluzente, e pergunta ao pobre homem se tinha sido boa a pesca e quantos peixes foram fisgados naquela manhã.

- A pesca foi ótima. Muitos peixes. Pesquei duas ciobas das grandes em pouco tempo. Uma levo pra casa e comemos, eu, a mulher e nossos 4 filhotes. A outra, levo pra barraca de seu Amaro e troco por mantimentos para a família. Arroz, Feijão, farinha e um taco de carne. Dá certinho.

O ricaço, ‘sabido’ e ávaro, ao mesmo tempo, não controla seu instinto e sugere:

- Por que você não pesca ao invés de duas, dez ciobas. Come uma, troca 1 com seu Amaro e vende 8. Com o apurado vai juntando, vai juntando, compra um barco maior, depois pesca 30, amplia a frota, daí a pouco você vai ter um monte de gente trabalhando pra você e aí não precisará mais pescar. Ficará aqui deitado na sua rede, tomando água de coco e vendo o tempo passar.

- Ôxente, mas isso eu já faço pescando minhas duas ciobas diariamente.

Quem é mais sabido, o banqueiro ou o pescador?


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico



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O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.




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Sem noção. Túlio Gadelha, com bandeiras de Raquel, deixa ato de Lula sob vaias

25/09/2026

Sib vaias e gritos de fora ele e fora Raquel Lyra. E bem que O Poder avisou que o tempo do jogo duplo acabou.E que tentativas de ir de penetra à festa alheia eram "pachecada", que no dicionário significa
"atitude sem noção"

A notícia

Candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Teixeira Lyra, o deputado federal Túlio Gadelha foi forçado a deixar o ato político e eleitoral do presidente Lula em apoio ao candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos.

Na ocasião

Foi alvo de vaias e gritos de “Fora, Raquel Lyra” e "fora, traidor”.

O ato

Realizado no Marco Zero, o evento contou com a presença de Túlio, que chegou acompanhado de uma claque de cerca de 15 pessoas, portando bandeiras com uma foto sua ao lado de Lula e Raquel Lyra. A presença do parlamentar provocou vaias e gritos de rejeição ao grupo político que ele representa atualmente.

Túlio Ga...

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Sib vaias e gritos de fora ele e fora Raquel Lyra. E bem que O Poder avisou que o tempo do jogo duplo acabou.E que tentativas de ir de penetra à festa alheia eram "pachecada", que no dicionário significa
"atitude sem noção"

A notícia

Candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Teixeira Lyra, o deputado federal Túlio Gadelha foi forçado a deixar o ato político e eleitoral do presidente Lula em apoio ao candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos.

Na ocasião

Foi alvo de vaias e gritos de “Fora, Raquel Lyra” e "fora, traidor”.

O ato

Realizado no Marco Zero, o evento contou com a presença de Túlio, que chegou acompanhado de uma claque de cerca de 15 pessoas, portando bandeiras com uma foto sua ao lado de Lula e Raquel Lyra. A presença do parlamentar provocou vaias e gritos de rejeição ao grupo político que ele representa atualmente.

Túlio Gadelha

Foi chamado de “traidor” por integrar o palanque eleitoral da governadora Raquel Teixeira Lyra, que reúne candidaturas de políticos bolsonaristas, como Gilson Machado, Gilson Machado Filho, Thiago Medina, Clarissa Tércio, Júnior Tércio, Michelle Collins, Cleiton Collins e Eduardo Moura, entre outros.








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Grupo de vereadores de Gurinhém reafirma apoio à reeleição de Veneziano para o Senado

25/09/2026

O senador e candidato à reeleição ao Senado Federal Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) recebeu nesta sexta-feira (24) a reafirmação de apoio de um grupo formado por sete vereadores da cidade de Gurinhém. Eles estiveram com Veneziano para traçar as estratégias da reta final da campanha na cidade e região.

Formado

O grupo é formado pelos vereadores Paulo Sérgio, Dênis da Padaria, Marcio Zacarias, Acássia Bezerra, Paulo Ricardo, Cassiano Ricardo e Wilson.

“Gurinhém sabe o que o mandato do Senador Veneziano fez, por merecimentos de Gurinhém, de sua gente, ao longo desses últimos anos. A gente pode dar a devida resposta a tudo o que está acontecendo e a Paraíba tem testemunhado, e sei que Gurinhém assim o fará. Nós não estamos sós. Nós temos Deus, temos o povo de Gurinhém e esse grupo de vereadores, que fez questão de estar aqui, ao meu lado. Nós vamos vencer essas eleições e Gurinhém continuará a ter o seu amigo Veneziano, como toda a Paraí...

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O senador e candidato à reeleição ao Senado Federal Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) recebeu nesta sexta-feira (24) a reafirmação de apoio de um grupo formado por sete vereadores da cidade de Gurinhém. Eles estiveram com Veneziano para traçar as estratégias da reta final da campanha na cidade e região.

Formado

O grupo é formado pelos vereadores Paulo Sérgio, Dênis da Padaria, Marcio Zacarias, Acássia Bezerra, Paulo Ricardo, Cassiano Ricardo e Wilson.

“Gurinhém sabe o que o mandato do Senador Veneziano fez, por merecimentos de Gurinhém, de sua gente, ao longo desses últimos anos. A gente pode dar a devida resposta a tudo o que está acontecendo e a Paraíba tem testemunhado, e sei que Gurinhém assim o fará. Nós não estamos sós. Nós temos Deus, temos o povo de Gurinhém e esse grupo de vereadores, que fez questão de estar aqui, ao meu lado. Nós vamos vencer essas eleições e Gurinhém continuará a ter o seu amigo Veneziano, como toda a Paraíba continuará a ter, com as graças de Deus e o apoio das pessoas de bem, que não compactuam com o que está ocorrendo”, afirmou Veneziano.




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O Dia em que o Nordeste Inventou o Seu Próprio Jazz: A Revolução do Quarteto Novo, por Zé da Flauta

25/09/2026

Há encontros na vida de quem vive da música que funcionam como verdadeiros divisores de águas. Quando Robertinho de Recife bateu à porta trazendo de debaixo do braço aquele disco histórico de 1967 e profetizou — "Você vai ouvir o que é jazz do Nordeste!" —, ele não estava apenas a apresentar uma obra-prima, estava a entregar o mapa de uma revolução sonora. Bastaram as primeiras ranhuras da agulha no vinil da Odeon para perceber que o som que saía das colunas não cabia em nenhuma prateleira tradicional, era o encontro definitivo entre o improviso do jazz e a pulsação ancestral dos ritmos nordestinos.

Quatro gênios

O Quarteto Novo, formado pelos geniais Airto Moreira (bateria e percussão), Hermeto Pascoal (flauta e piano), Théo de Barros (contrabaixo e violão) e Heraldo do Monte (viola e guitarra), estava quilómetros à frente do seu tempo. Ao longo de faixas antológicas como "O Ovo", "Síntese", "Misturada" e "Vim de Santana", os quatro virtuoses não s...

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Há encontros na vida de quem vive da música que funcionam como verdadeiros divisores de águas. Quando Robertinho de Recife bateu à porta trazendo de debaixo do braço aquele disco histórico de 1967 e profetizou — "Você vai ouvir o que é jazz do Nordeste!" —, ele não estava apenas a apresentar uma obra-prima, estava a entregar o mapa de uma revolução sonora. Bastaram as primeiras ranhuras da agulha no vinil da Odeon para perceber que o som que saía das colunas não cabia em nenhuma prateleira tradicional, era o encontro definitivo entre o improviso do jazz e a pulsação ancestral dos ritmos nordestinos.

Quatro gênios

O Quarteto Novo, formado pelos geniais Airto Moreira (bateria e percussão), Hermeto Pascoal (flauta e piano), Théo de Barros (contrabaixo e violão) e Heraldo do Monte (viola e guitarra), estava quilómetros à frente do seu tempo. Ao longo de faixas antológicas como "O Ovo", "Síntese", "Misturada" e "Vim de Santana", os quatro virtuoses não se limitaram a fundir gêneros, eles desconstruíram a métrica do baião, do xote e do maracatu para lhes dar uma sofisticação harmônica e uma liberdade criativa nunca antes vistas no país.

A forma como entrelaçavam a polirritmia da percussão com os solos vertiginosos da flauta com a viola nordestina, redefiniu completamente a linguagem da música brasileira de invenção.

Estética sonora

O impacto dessa obra única e visceral atravessou gerações e serviu de alicerce para tudo o que veio a seguir na cena instrumental e regional. Sem o antecedente arrojado do Quarteto Novo, dificilmente teríamos assistido à floração estética de grupos fundamentais como o Quinteto Violado ou a Banda de Pau e Corda. Foi exatamente a ousadia daqueles quatro mestres que naturalizou e popularizou o uso da flauta transversal e da viola sertaneja no centro das formações musicais do Nordeste, provando que o regionalismo e a vanguarda podiam caminhar de mãos dadas sem pedir licença a ninguém.

Moral

Décadas passadas, aquele álbum solitário de 1967 continua a sobrar como um monumento de frescura, técnica e alma. Mais do que um registo histórico, o disco do Quarteto Novo é a prova viva de que o jazz nascido na poeira do agreste e no sotaque da praia não precisou de copiar o Norte global para ser universal; bastou-lhe a genialidade dos seus criadores para mudar, de uma vez por todas, o curso da nossa história musical.

Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista



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