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Cibersegurança cresce e deve movimentar R$ 8,8 bi no Brasil neste ano. Saiba como.

02/04/2024 - Jornal o Poder

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Um dos segmentos mais promissores da Tecnologia da Informação (TI) neste ano é a cibersegurança, ou segurança cibernética. Conforme levantamentos, o mercado de cibersegurança na América Latina tem previsão de crescimento de 20% na comparação com o ano passado. No total, de acordo com a International Data Corporation (IDC), empresa de inteligência de mercado, somente no Brasil o mercado de soluções de cibersegurança vai movimentar US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 8,8 bilhões) em 2024.




Trust

Acompanhando essa tendência, a Trust Control, empresa especializada em segurança cibernética corporativa com atuação no Nordeste, projeta um crescimento de 30% para 2024, na comparação com o ano anterior. O índice comprova a expansão dos negócios da empresa, que teve uma alta nos resultados financeiros em 20%, no ano passado, na comparação com 2022. Nessa tendência de crescimento, a direção da Trust Control programa eventos para 2024 e a ampli...

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Um dos segmentos mais promissores da Tecnologia da Informação (TI) neste ano é a cibersegurança, ou segurança cibernética. Conforme levantamentos, o mercado de cibersegurança na América Latina tem previsão de crescimento de 20% na comparação com o ano passado. No total, de acordo com a International Data Corporation (IDC), empresa de inteligência de mercado, somente no Brasil o mercado de soluções de cibersegurança vai movimentar US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 8,8 bilhões) em 2024.

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Trust

Acompanhando essa tendência, a Trust Control, empresa especializada em segurança cibernética corporativa com atuação no Nordeste, projeta um crescimento de 30% para 2024, na comparação com o ano anterior. O índice comprova a expansão dos negócios da empresa, que teve uma alta nos resultados financeiros em 20%, no ano passado, na comparação com 2022. Nessa tendência de crescimento, a direção da Trust Control programa eventos para 2024 e a ampliação de sua atuação em importantes mercados.

Presença nacional

“Estamos presentes em praticamente todos os estados do país, porque a nossa prestação de serviço é prioritariamente remota, mas a nossa base principal, onde temos colaboradores, com atuação mais forte, é no Ceará, em Pernambuco e Minas Gerais. Neste ano, queremos fortalecer nossa presença e abrir os mercados de Brasília e São Paulo”, antecipa Alberto Jorge, CEO da Trust Control.

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Setor financeiro

A empresa possui em sua carteira clientes de todos os portes e dos mais diversos segmentos, desde indústrias a companhias do setor de serviços e varejo. Para este ano, um dos focos será fortalecer sua presença no segmento financeiro. “Esse setor normalmente puxa os investimentos de segurança cibernética no mercado como um todo. Por isso, temos a expectativa de realizar alguns projetos nesse segmento, ampliando os nossos resultados”, observa Alberto Jorge.

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Leia outras informações

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Caso Master - Mendonça autoriza rastreamento de bens de Vorcaro no exterior

29/07/2026

O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a PF a iniciar o rastreamento de bens e recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que estão exterior. A medida foi tomada no âmbito das investigações sobre as fraudes no Banco Master e também vai alcançar outros investigados.

Cooperação internacional

Com a decisão do ministro, o governo brasileiro vai acionar mecanismos de cooperação internacional para tentar obter informações sobre os bens e recursos ilegais que podem ter sido transferidos para o exterior.



Vorcaro

Daniel Vorcaro está preso preventivamente no 19° Batalhão da Polícia Militar do DF, conhecido como Papudinha. O ex-banqueiro é alvo da 'Operação Compliance Zero', da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília, BRB, banco público ligado ao Governo do Distrito Federal, GDF. Até o momento, a PF já rejeitou 2 propostas de d...

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O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a PF a iniciar o rastreamento de bens e recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que estão exterior. A medida foi tomada no âmbito das investigações sobre as fraudes no Banco Master e também vai alcançar outros investigados.

Cooperação internacional

Com a decisão do ministro, o governo brasileiro vai acionar mecanismos de cooperação internacional para tentar obter informações sobre os bens e recursos ilegais que podem ter sido transferidos para o exterior.



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Vorcaro

Daniel Vorcaro está preso preventivamente no 19° Batalhão da Polícia Militar do DF, conhecido como Papudinha. O ex-banqueiro é alvo da 'Operação Compliance Zero', da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília, BRB, banco público ligado ao Governo do Distrito Federal, GDF. Até o momento, a PF já rejeitou 2 propostas de delação sugeridas pela defesa de Vorcaro. Os investigadores concluíram que ele não apresentou novidades em relação ao material que já foi apreendido e não assumiu que cometeu crimes.




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Chanceler argentino nega romper relação com Brasil e reforça apoio a Flávio Bolsonaro

29/07/2026

Pablo Quirno, ministro das Relações Exteriores da Argentina, afirmou hoje, quarta-feira, 29/07, que o país não romperá relações com o Brasil em meio à crise diplomática. Em entrevista, o chanceler ressaltou que Javier Milei apoia a família Bolsonaro, destacando que ele participou da convenção nacional do PL, que confirmou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Questionado sobre a fala do vice-presidente Geraldo Alckmin de que os xingamentos do líder argentino ao presidente Lula são um desserviço ao povo argentino, Quirno respondeu que trata-se de "juízos de valor".

"Não há chance" de rompimento

"Nós acreditamos que o que Lula está fazendo no Brasil não é o caminho certo, enquanto eles consideram que é apropriado", comentou. Em seguida, pontuou que "não há chance" de rompimento de relações entre os países por parte da Argentina. "Quanto ao fato de o chanceler brasileiro ter convocado o embaixador argentino... bem, isso é algo que nós não fa...

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Pablo Quirno, ministro das Relações Exteriores da Argentina, afirmou hoje, quarta-feira, 29/07, que o país não romperá relações com o Brasil em meio à crise diplomática. Em entrevista, o chanceler ressaltou que Javier Milei apoia a família Bolsonaro, destacando que ele participou da convenção nacional do PL, que confirmou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Questionado sobre a fala do vice-presidente Geraldo Alckmin de que os xingamentos do líder argentino ao presidente Lula são um desserviço ao povo argentino, Quirno respondeu que trata-se de "juízos de valor".

"Não há chance" de rompimento

"Nós acreditamos que o que Lula está fazendo no Brasil não é o caminho certo, enquanto eles consideram que é apropriado", comentou. Em seguida, pontuou que "não há chance" de rompimento de relações entre os países por parte da Argentina. "Quanto ao fato de o chanceler brasileiro ter convocado o embaixador argentino... bem, isso é algo que nós não fazemos; não elevamos questões ao nível institucional. Mantemos as disputas eleitorais, bem como as diferenças políticas e ideológicas, dentro desse âmbito específico", adicionou o ministro.




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Emendas Parlamentares - Dino intima Lula, Motta e Alcolumbre sobre destinação de emendas

29/07/2026

O ministro do STF, Flávio Dino, deu prazo de 10 dias para que a Presidência da República, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal apresentem um plano de controle sobre as emendas parlamentares. A determinação foi proferida no âmbito da ADI 7995. Nela, o magistrado exige que o Executivo e o Legislativo elaborem uma “matriz de responsabilidades” para delimitar com precisão o papel e a responsabilização de cada parlamentar em todas as fases da aplicação dos recursos públicos.



Flávio Dino

Na fundamentação, Dino criticou o modelo atual e apontou a explosão orçamentária do mecanismo: entre 2014 e 2025, o montante destinado às emendas saltou 318%, passando de R$ 11,3 bilhões para R$ 47,1 bilhões. Somente em 2026, as emendas individuais somam cerca de R$ 26,6 bilhões. Para o ministro, a estrutura vigente gera um desequilíbrio: amplia o poder de alocação de verbas pelos congressistas, mas facilita a esquiva quanto aos deveres constitucionai...

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O ministro do STF, Flávio Dino, deu prazo de 10 dias para que a Presidência da República, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal apresentem um plano de controle sobre as emendas parlamentares. A determinação foi proferida no âmbito da ADI 7995. Nela, o magistrado exige que o Executivo e o Legislativo elaborem uma “matriz de responsabilidades” para delimitar com precisão o papel e a responsabilização de cada parlamentar em todas as fases da aplicação dos recursos públicos.



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Flávio Dino

Na fundamentação, Dino criticou o modelo atual e apontou a explosão orçamentária do mecanismo: entre 2014 e 2025, o montante destinado às emendas saltou 318%, passando de R$ 11,3 bilhões para R$ 47,1 bilhões. Somente em 2026, as emendas individuais somam cerca de R$ 26,6 bilhões. Para o ministro, a estrutura vigente gera um desequilíbrio: amplia o poder de alocação de verbas pelos congressistas, mas facilita a esquiva quanto aos deveres constitucionais de transparência e prestação de contas. “Parece que há a visão de que poderes dos parlamentares foram ampliados sem a simétrica ampliação de responsabilidade. Isso se reflete, inclusive, na dificuldade (...) de fixação da competência na seara criminal, gerando um interminável ‘sobe-e-desce’ de inquéritos”, destacou Dino na decisão. Ao citar auditorias da CGU e do TCU que apontam obras paralisadas e ineficiência no uso do dinheiro público, o relator defendeu o rigor com o orçamento público. “Dizendo de modo mais óbvio: indicar uma ‘emenda PIX’ não é o mesmo que ‘passar um PIX’ para uma pessoa da família ou um comércio da esquina”, resumiu o magistrado. A decisão também estabeleceu que, após o prazo de 10 dias para governo e Congresso, a AGU e a PGR terão 5 dias cada para se manifestarem.




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Alexandre de Moraes pede explicação, e deixa os 'Bolsonaros' sem saída

29/07/2026

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, STF, colocou Jair e Flávio Bolsonaro diante de um impasse jurídico que pode atingir tanto a liberdade do ex-presidente quanto a candidatura do senador ao Palácio do Planalto.



Despacho

Em despacho publicado hoje, terça-feira, 28/07, Moraes deu 48 horas para que a defesa de Jair Bolsonaro esclareça se ele autorizou o uso de sua imagem e de sua voz em um vídeo produzido por inteligência artificial e exibido durante a convenção nacional do PL que oficializou a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. O ministro ressaltou que Bolsonaro está proibido de divulgar manifestações político-eleitorais, inclusive por meio de terceiros. “A eventual concordância de JAIR MESSIAS BOLSONARO com a divulgação de um vídeo produzido por IA, e amplamente divulgado nas redes sociais, contendo sua imagem e declarações ostensivamente político-eleitorais constituiria nova e grave transgressão à...

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, STF, colocou Jair e Flávio Bolsonaro diante de um impasse jurídico que pode atingir tanto a liberdade do ex-presidente quanto a candidatura do senador ao Palácio do Planalto.



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Despacho

Em despacho publicado hoje, terça-feira, 28/07, Moraes deu 48 horas para que a defesa de Jair Bolsonaro esclareça se ele autorizou o uso de sua imagem e de sua voz em um vídeo produzido por inteligência artificial e exibido durante a convenção nacional do PL que oficializou a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. O ministro ressaltou que Bolsonaro está proibido de divulgar manifestações político-eleitorais, inclusive por meio de terceiros. “A eventual concordância de JAIR MESSIAS BOLSONARO com a divulgação de um vídeo produzido por IA, e amplamente divulgado nas redes sociais, contendo sua imagem e declarações ostensivamente político-eleitorais constituiria nova e grave transgressão à decisão judicial, poucos dias após ser sancionado, e passível de reversão da prisão domiciliar humanitária para o regime fechado”, declarou Alexandre de Moraes.



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“Deep fake”

Na decisão, Moraes ressaltou ainda que, caso o conteúdo tenha sido produzido sem a autorização do ex-presidente, é possível que a campanha de Flávio Bolsonaro tenha cometido irregularidade eleitoral. Ou seja, o ministro entende que, se a defesa alegar desconhecimento do vídeo, é possível que a campanha da Flávio seja punida por uso de “deep fake”. “Há, portanto, necessidade de efetiva definição sobre o consentimento ou não do sentenciado JAIR MESSIAS BOLSONARO na utilização de sua imagem e voz em vídeo produzido por IA (inteligência artificial) com finalidade político-eleitoral, exposto em evento de lançamento de campanha e divulgado largamente nas redes sociais, para verificação se houve novo e grave descumprimento de decisão judicial pelo custodiado JAIR MESSIAS BOLSONARO ou flagrante desrespeito à legislação eleitoral por Flávio Nantes Bolsonaro e pelo Partido Liberal (PL)”, escreveu Moraes.




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Lula faz reunião ministerial e anuncia R$ 1,3 bi para enfrentar possíveis efeitos do El Niño

29/07/2026

O presidente Lula realiza hoje, quarta-feira, 29/07, uma reunião ministerial para alinhar as ações do governo federal diante dos impactos previstos do fenômeno climático conhecido como Super El Niño. O encontro reúne ministros no Palácio do Planalto para discutir medidas de prevenção, resposta e coordenação entre os órgãos federais.

Eventos climáticos extremos

A reunião integra a estratégia do governo para enfrentar eventos climáticos extremos esperados no 2º semestre. Entre as medidas em discussão estão o funcionamento da Sala de Situação Interministerial, coordenada pela Casa Civil, o reforço das ações de Defesa Civil, investimentos em obras de drenagem e contenção, o combate às queimadas e o monitoramento da logística na região Norte, especialmente do nível dos rios amazônicos para o escoamento da produção agrícola.



Reforço orçamentário de R$ 1,33 bilhões

O governo Lula anunciou um reforço orça...

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O presidente Lula realiza hoje, quarta-feira, 29/07, uma reunião ministerial para alinhar as ações do governo federal diante dos impactos previstos do fenômeno climático conhecido como Super El Niño. O encontro reúne ministros no Palácio do Planalto para discutir medidas de prevenção, resposta e coordenação entre os órgãos federais.

Eventos climáticos extremos

A reunião integra a estratégia do governo para enfrentar eventos climáticos extremos esperados no 2º semestre. Entre as medidas em discussão estão o funcionamento da Sala de Situação Interministerial, coordenada pela Casa Civil, o reforço das ações de Defesa Civil, investimentos em obras de drenagem e contenção, o combate às queimadas e o monitoramento da logística na região Norte, especialmente do nível dos rios amazônicos para o escoamento da produção agrícola.



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Reforço orçamentário de R$ 1,33 bilhões

O governo Lula anunciou um reforço orçamentário de R$ 1,33 bilhões para o enfrentamento aos possíveis impactos do El Niño no Brasil. O pacote inclui compra de milho e arroz, distribuição de cestas básicas, apoio a agricultores, ações de prevenção a incêndios e monitoramento do nível dos rios. Para além do investimento, o governo também criou uma sala de situação com 24 ministérios. Outras 9 salas temáticas serão instaladas: incêndio, saúde, estiagem, prevenção e respostas a desastres, energia, combustível, agricultura, segurança alimentar e assistência social. Durante a reunião, Lula disse que o Brasil nunca esteve tão preparado para combater uma crise climática.




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A Irresponsabilidade do Velho Político que Quebrou a Todos, mas Enriqueceu Alguns - Por Emanuel Silva*

29/07/2026

A irresponsabilidade fiscal do governo atual quebrou milhões de brasileiros, mas enriqueceu generosamente os bancos.

Em 2025, as instituições financeiras registraram lucro recorde de US$ 45,8 bilhões, que representa mais do que a soma dos lucros de 15 países latino-americanos.

Mas, de outro lado, no mesmo período, a Serasa apontou 83,7 milhões de inadimplentes em junho de 2026, atingindo 51% da população adulta.

Não foi azar. Foi escolha.

O Governo Lula faz gastos descontrolados, promove rombo fiscal e juros altos para financiar a farra e criaram o ambiente perfeito: bancos felizes, povo quebrado. Afinal, falência e caos econômico não interfere na democracia (contém alta dose de ironia – coisa que está ficando perigosa no Brasil atual).

Os Números da Devastação Deliberada

De 2016 para cá, a inadimplência explodiu. Em 2016 tínhamos 59 milhões de inadimplentes e foi subindo com mai...

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A irresponsabilidade fiscal do governo atual quebrou milhões de brasileiros, mas enriqueceu generosamente os bancos.

Em 2025, as instituições financeiras registraram lucro recorde de US$ 45,8 bilhões, que representa mais do que a soma dos lucros de 15 países latino-americanos.

Mas, de outro lado, no mesmo período, a Serasa apontou 83,7 milhões de inadimplentes em junho de 2026, atingindo 51% da população adulta.

Não foi azar. Foi escolha.

O Governo Lula faz gastos descontrolados, promove rombo fiscal e juros altos para financiar a farra e criaram o ambiente perfeito: bancos felizes, povo quebrado. Afinal, falência e caos econômico não interfere na democracia (contém alta dose de ironia – coisa que está ficando perigosa no Brasil atual).

Os Números da Devastação Deliberada

De 2016 para cá, a inadimplência explodiu. Em 2016 tínhamos 59 milhões de inadimplentes e foi subindo com maior velocidade a partir de 2022, chegando a 83,7 milhões de negativados (+38,1%) em 2025. Sim. O Brasil conta com 51 % da população adulta INADIMPLENTE.
O valor da dívida saltou de 348 bilhões em 2016 para 539 bilhões em 2025, sendo que a dívida por média por pessoa passou de R$ 5.880 em 2016 para R$ 6.598 em 2025.
Ou seja, o volume de dívidas cresceu 43,6%, o valor total (real) subiu 54,9% e a dívida média por pessoa aumentou 12,2%. Mulheres lideram o ranking. Idosos acima de 60 anos dobraram a participação. Quase metade dos devedores vive com até um salário-mínimo.
Essa tragédia tem autor, nome e sobrenome. A política fiscal irresponsável promovida pelo atual governo com despesas elevadas, dívida pública crescente e manutenção de juros altos transferiu riqueza dos trabalhadores para o sistema financeiro. Sim, o outrora pai dos pobres, se tornou a fada madrinha dos sonhos dos banqueiros.

A Escolha Criminosa

O velho político e sua troupe escolheram deliberadamente o lado dos bancos. Priorizaram gastos eleitoreiros e alianças com o mercado financeiro em vez de conter o descontrole das contas públicas.
O resultado é previsível: spreads bancários gordos, lucros históricos e uma população afogada em rotativo, cheque especial e nome sujo no Serasa.

Programas como Desenrola I, II ...e em breve V servem apenas de cortina de fumaça. A inadimplência volta a bater recordes porque a causa raiz, o desequilíbrio fiscal — nunca foi enfrentada. É crueldade institucionalizada.

O Drama Final

Enquanto acionista e executivos de bancos, inclusive alguns que se dizem socialistas e promovem bondades, brindam com champagne aos US$ 45,8 bilhões de lucro, milhões de brasileiros choram em silêncio: contas atrasadas, crédito negado, sono perdido e futuro roubado. São pais, mães e avós transformados em estatísticas de inadimplência pela irresponsabilidade de quem prometeu ser “pai dos pobres”.
O velho político quebrou a todos, mas enriqueceu alguns.
Essa é a verdadeira face do Brasil atual: um banquete para banqueiros e migalhas de sofrimento para o povo.
A história cobrará esse crime econômico com juros compostos, e as vítimas já estão pagando.
Há alguma possibilidade de retorno?
Com a irresponsabilidade reinando...nunca !


*Emanuel Silva, é Professor e Cronista.



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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder respeita a diversidade de ideias e a liberdade de pensamento e publica textos mesmo discordando do seu conteúdo e da sua forma.




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Guardiões de Ilusões: das virtudes da farda às farsas – Por Natanael Sarmento*

29/07/2026

Se a história do Brasil fosse uma peça de teatro, os militares estariam no centro da ribalta a declamar versos sobre honra, lealdade e sacrifício. Mas no enredo da história os atores tropeçam e agem de forma burlesca, diametralmente, opostos à narrativa. Vende-se à sociedade imagem de garbosos oficiais ilibados, sentinelas inabaláveis da legalidade e protetores da família. Mas a tinta dessa opereta se borra na aquarela de ironias na qual é cor recorrente a da traição em vez da lealdade, a quebra da hierarquia em vez do respeito à normalidade constitucional. O galante guardião da farda engomada tem histórico de esporear a Constituição e trotar sobre a Nação.

Amigo da Onça

A narrativa oficial gosta de pintar o nascimento da República como um ato heroico de refundação nacional. Esquece-se, porém, de mencionar que o grande parteiro do novo regime foi um General do Exército Imperial — elevado, prestigiado e amigo íntimo do próprio Imperador Dom Pedro II....

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Se a história do Brasil fosse uma peça de teatro, os militares estariam no centro da ribalta a declamar versos sobre honra, lealdade e sacrifício. Mas no enredo da história os atores tropeçam e agem de forma burlesca, diametralmente, opostos à narrativa. Vende-se à sociedade imagem de garbosos oficiais ilibados, sentinelas inabaláveis da legalidade e protetores da família. Mas a tinta dessa opereta se borra na aquarela de ironias na qual é cor recorrente a da traição em vez da lealdade, a quebra da hierarquia em vez do respeito à normalidade constitucional. O galante guardião da farda engomada tem histórico de esporear a Constituição e trotar sobre a Nação.

Amigo da Onça

A narrativa oficial gosta de pintar o nascimento da República como um ato heroico de refundação nacional. Esquece-se, porém, de mencionar que o grande parteiro do novo regime foi um General do Exército Imperial — elevado, prestigiado e amigo íntimo do próprio Imperador Dom Pedro II. O clássico "amigo da onça" provou respeito a hierarquia e sua lealdade sacrossantos, quando os humores do quartel falaram mais alto e despachou o amigo Imperador deposto no primeiro navio rumo ao exílio.

Pacificação do fuzil

O mito dos defensores da ordem, pacificadores e garantidores da paz social é tão autêntico quanto whisky paraguaio. Sob as ordens do "Marechal de Ferro", Floriano Peixoto, a resposta aos conflitos sociais como Canudos e a Guerra do Contestado não foi a mediação, mas o fuzilamento de famílias inteiras, sertanejos e camponeses desarmados varridos do mapa, na paz dos cemitérios.

Honra

Do compromisso inviolável de respeitar a Constituição e a palavra dada. Só que não. Na Revolta da Chibata e os levantes da Armada, a retórica do diálogo serviu apenas como anestésico. O Governo do Marechal Hermes da Fonseca assinou acordo, dar anistia e a suspender os castigos corporais dos marujos, mas tão logo os insurgentes entregaram as armas a "palavra dada" evaporou, a anistia foi a prisão, banimento e o confinamento de marinheiros nas masmorras da Ilha das Cobras. Para subalternos o rigor da lei; para coturnos altos o direito de esquecer as promessas e palavras.

Alquimistas

No mito são guardiões da Constituição e da vontade popular, na prática engenheiros de conspirações.

Anos trinta

Na missão de "salvadores do país" amarraram os cavalos no obelisco do Catete, depuseram o Presidente Washington Luís, impediram a posse do presidente eleito, Júlio Prestes.

“Plano Cohen”

A pirotecnia política atingia o ápice da criatividade em 1937 com a confecção do famoso Plano Cohen. Os generais Pedro Aurélio de Góis e Olímpio Mourão Filho da que falsificam documento atribuindo aos comunistas um plano macabro de assassinatos e saques. Conspiração de gabinete para servir de pretexto perfeito ao golpe de Estado de Getúlio Vargas e instauração do Estado Novo em 1937, com o aval dessa cúpula militar de lobos travestidos de cordeiros.

Anos quarenta

O mito dos defensores da democracia e da soberania do barco levado na correnteza dos ventos da Casa Branca volta a ruir sob os pés- de –barro. Em 1945, os mesmos generais que sustentaram a ditadura do Estado Novo subitamente despertaram para os encantos da redemocratização. O motivo? O alinhamento geopolítico com os Estados Unidos pós-Segunda Guerra. Em um estalar de dedos, a farda despejou Vargas do poder em nome da "liberdade". O legalismo militar revelou-se, assim, uma camaleônica ferramenta: se o vento sopra do Norte, troca-se a casaca autoritária pelo figurino democrático, sem o menor rubor facial. O se troca a democracia pela ditadura, ditadura conforme os tufões do Norte.

Legalistas, mas nem tanto...

No “respeito” às urnas e à cadeia de comando sucederam-se motins e conspirações voadoras, não era Céu de brigadeiro, nem o Mar de águas claras. A legalidade constitucional costurada com linha fina.

Anos cinquenta

Nos anos 1950, a FAB setores das Forças Armadas decidiram que a democracia só valia quando o resultado agradava aos quartéis. Contra o governo eleito de Juscelino Kubitschek, deflagraram-se os motins de Jacareacanga (1956) e Aragarças (1959). JK precisou esmerilar a Fazenda na compra do Porta-Aviões Minas Gerais para pacificar a caserna e terminar o seu mandato em paz, no brasileiríssimo suborno da legalidade.

Anos sessenta

A sanha golpista desceu ao subsolo na tentativa de impedir a posse de João Goulart em 1961 e na formulação da famigerada "Operação Mosquito", que visava derrubar o avião presidencial. A ordem e a disciplina deveras flexíveis contra a vontade do eleitor nos manuais militares.

1964 e a mala de Dólares

O golpe antinacional e antipopular de 1964 deixou lições para história, retirou máscaras de lealdade. O lendário "dispositivo militar legalista" virou pó em poucas horas. Revelou a teia de traições pessoais e políticas. O caso do General Amauri Kruel é emblemático: legalista até a véspera e padrinho de casamento de Jango, mudou de lado sem piscar. Relato de Coronel presente na Comissão da Verdade em São Paulo explica esse mistério do aquém da mudança da noite para o dia: uma mala de dinheiro repassada por empresários ao General que decidiu mudar de lado e comandar o 2º Exército na marcha para o Rio.

A imoralidade das torturas e assassinatos políticos

O mito da proteção da família brasileira e elevados valores cristãos não resiste a foto do assassinato de Wladimir Herzog enforcado na prisão. No abismo entre a propaganda e a realidade. Nas salas de tortura do regime de "proteção da família brasileira". Das centenas de opositores “desaparecidos”, nos tribunais do terrorismo de Estado. Crueldade que não poupou gestantes e crianças. Do silêncio dos cemitérios clandestinos.

“Milagre Econômico”

No mito de gestores austeros, técnicos, de reputação ilibada que tanto falta na corrupção da vida dos paisanos como se referem aos civis, daria um longa-metragem.
As obras megalomaníacas dos rombos e roubos bilionários em proporções faraônicas de estradas e pontes nunca dantes navegadas desabam no peso do endividamento externo e dos grandes escândalos acobertados pela censura do regime ditatorial: — Transamazônica, Ponte Rio-Niterói, Itaipu, dos contratos superfaturados que os pescadores de águas turvas das grandes empreiteiras e das altas esferas do regime agradecem. Sucessão de escândalos, Light, Coroa-Brastel, muita fritura e pouca carne nesse pastel que termina em pizza.

Nada de bom?

De bom foi o fim do ciclo militar. Mas deixou o legado: centenas de mortos e desaparecidos, inflação galopante, submissão ao FMI, s depósitos “secretos” nas contas suíças, soberania alienada aos banqueiros internacionais e conta alta para o cidadão pagar. Calha o ditado popular: "falam como anjos, se comportam como diabos". Já passou da hora de o Brasil revisar a sua história e não aceitar ameaças e retaliações dos EUA ou viúvas das casernas, se grito adiantasse porco não morria.


*Natanael Sarmento é professor e escritor, e integrante do Diretório Nacional da UP. @sarmentonatanael



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A Arquitetura Oculta da Defesa: Como a Guerra Invisível entre Israel e Irã Redefine a Soberania no Oriente Médio - Por Amadeu Robalinho*

29/07/2026

Jerusalém

A Concepção clássica de Soberania Nacional, historicamente fundamentada na integridade territorial e na inviolabilidade das fronteiras, encontra-se em profunda transformação. A capacidade de um Estado preservar sua autonomia estratégica passou a depender, em igual ou maior medida, do domínio da informação, da inteligência, da tecnologia, da resiliência cibernética e da proteção de suas infraestruturas críticas.

O Oriente Médio representa hoje o principal laboratório dessa nova realidade. O confronto entre Israel e Irã deixou de ser apenas uma disputa regional para tornar-se um dos mais sofisticados exemplos contemporâneos de guerra híbrida, caracterizada pela integração entre operações militares convencionais, inteligência estratégica, ataques cibernéticos, sabotagem econômica, campanhas de influência, guerra eletrônica e operações clandestinas conduzidas além das fronteiras nacionais.

Nesse ambiente operacional, a defesa deixa de...

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Jerusalém

A Concepção clássica de Soberania Nacional, historicamente fundamentada na integridade territorial e na inviolabilidade das fronteiras, encontra-se em profunda transformação. A capacidade de um Estado preservar sua autonomia estratégica passou a depender, em igual ou maior medida, do domínio da informação, da inteligência, da tecnologia, da resiliência cibernética e da proteção de suas infraestruturas críticas.

O Oriente Médio representa hoje o principal laboratório dessa nova realidade. O confronto entre Israel e Irã deixou de ser apenas uma disputa regional para tornar-se um dos mais sofisticados exemplos contemporâneos de guerra híbrida, caracterizada pela integração entre operações militares convencionais, inteligência estratégica, ataques cibernéticos, sabotagem econômica, campanhas de influência, guerra eletrônica e operações clandestinas conduzidas além das fronteiras nacionais.

Nesse ambiente operacional, a defesa deixa de ser exclusivamente reativa. Ela passa a ser construída sobre a capacidade permanente de antecipar ameaças antes que estas adquiram capacidade efetiva de produzir danos estratégicos.

Sob essa perspectiva, a doutrina israelense de segurança nacional consolidou uma arquitetura baseada na prevenção, na superioridade informacional e na ação cirúrgica. O Mossad, em estreita coordenação com a Inteligência Militar (Aman), o Shin Bet e as Forças de Defesa de Israel (IDF), tornou-se um dos principais instrumentos dessa estratégia, cuja finalidade central consiste em retardar ou neutralizar capacidades consideradas existenciais para a segurança israelense, particularmente aquelas relacionadas ao desenvolvimento nuclear, aos programas de mísseis balísticos e ao emprego crescente de veículos aéreos não tripulados pelo Irã.

Entretanto, compreender esse conflito exclusivamente pela ótica bilateral constitui um erro analítico. A rivalidade entre Israel e Irã insere-se em um contexto mais amplo de reorganização da ordem internacional.

Os Estados Unidos permanecem como o principal sustentáculo militar, tecnológico e diplomático de Israel, ao mesmo tempo em que Rússia e China ampliam gradativamente seus vínculos estratégicos com Teerã. Moscou identifica no Irã um parceiro relevante para limitar a influência ocidental no Oriente Médio, enquanto Pequim enxerga na estabilidade energética da região um componente essencial de sua estratégia econômica global e da Iniciativa Cinturão e Rota.

Essa convergência transforma o Oriente Médio em um espaço onde interesses regionais e disputas entre grandes potências passam a coexistir, elevando significativamente a complexidade do ambiente estratégico.

No campo operacional, o Irã estruturou, ao longo das últimas décadas, uma estratégia de defesa indireta baseada na projeção de poder por intermédio de organizações aliadas. Hezbollah, grupos armados iraquianos, Houthis e outras forças alinhadas compõem aquilo que diversos centros internacionais de estudos estratégicos descrevem como uma arquitetura descentralizada de dissuasão, concebida para ampliar o custo político e militar de qualquer ofensiva direta contra o território iraniano.

Essa configuração obrigou Israel a adaptar profundamente seus métodos de inteligência.

Se anteriormente o foco recaía predominantemente sobre capacidades militares convencionais, atualmente a prioridade deslocou-se para a identificação e interrupção das cadeias financeiras, tecnológicas, logísticas e informacionais que sustentam essas organizações.

Nesse contexto, operações de Inteligência Humana (HUMINT), Inteligência de Sinais (SIGINT), Inteligência por Imagens (IMINT), Inteligência de Fontes Abertas (OSINT) e Inteligência de Medições e Assinaturas (MASINT) passaram a operar de forma integrada por meio de sistemas de inteligência artificial capazes de realizar fusão de dados em tempo quase real.

Essa arquitetura tecnológica permite identificar padrões de comportamento, antecipar movimentações logísticas, localizar instalações estratégicas, rastrear fluxos financeiros e monitorar cadeias de suprimentos com níveis de precisão anteriormente inalcançáveis.

A consequência é uma transformação profunda da própria natureza da guerra.

As operações militares deixam de buscar exclusivamente a destruição física do adversário para concentrar-se na degradação progressiva de sua capacidade decisória. A informação converte-se em arma estratégica; o sigilo, em ativo operacional; e a superioridade cognitiva, em fator determinante de vitória.

Paralelamente, desenvolve-se uma intensa disputa pela preservação das principais rotas energéticas do planeta.

O Estreito de Ormuz permanece como um dos corredores marítimos mais sensíveis da economia internacional. Qualquer ameaça à sua navegabilidade repercute imediatamente sobre mercados financeiros, cadeias globais de suprimentos, preços da energia e planejamento estratégico das grandes economias industriais.

Por essa razão, a estabilidade do Golfo Pérsico transcende os interesses regionais e passa a integrar diretamente a agenda de segurança internacional.

No plano diplomático, a percepção do Irã como ameaça comum estimulou uma aproximação gradual entre Israel e diversos países árabes, movimento intensificado após os Acordos de Abraão. Embora persistam divergências históricas e políticas, observa-se o desenvolvimento de mecanismos discretos de cooperação em inteligência, defesa aérea, segurança marítima e combate ao terrorismo.

Essa arquitetura regional demonstra que as alianças contemporâneas são cada vez menos determinadas por afinidades ideológicas e cada vez mais orientadas por interesses estratégicos convergentes.

Todavia, reduzir o confronto à dimensão militar seria insuficiente.

O verdadeiro centro de gravidade dessa disputa reside na capacidade dos Estados de integrar ciência, tecnologia, indústria, inteligência e poder político em uma única arquitetura nacional de defesa.

É nesse ponto que emerge um dos principais desafios estratégicos do século XXI.

A soberania nacional deixa de representar apenas o exercício da autoridade sobre determinado território. Ela passa a expressar a capacidade permanente de produzir conhecimento estratégico, desenvolver autonomia tecnológica, proteger infraestruturas críticas, assegurar independência industrial e preservar superioridade decisória diante de ameaças cada vez mais difusas e invisíveis.

A guerra contemporânea já não começa quando o primeiro míssil é lançado.

Ela tem início muito antes, nos laboratórios de pesquisa, nos centros de inteligência, nas redes digitais, nos sistemas financeiros, nos satélites, nas cadeias globais de suprimentos e na disputa silenciosa pelo controle da informação.

Nesse novo paradigma, a soberania nacional transforma-se, acima de tudo, em uma engenharia integrada do conhecimento, da tecnologia e da antecipação estratégica.

O papel dos Estados Unidos na nova arquitetura estratégica

Os Estados Unidos permanecem como o principal garantidor do equilíbrio estratégico no Oriente Médio. Muito além do apoio histórico a Israel, Washington estrutura sua presença regional como parte de uma estratégia global destinada a preservar a liberdade de navegação, assegurar o fluxo energético internacional, conter a proliferação nuclear e impedir que potências revisionistas ampliem sua influência sobre uma das regiões mais sensíveis do planeta.

A política norte-americana para o Oriente Médio deixou de ser orientada exclusivamente pelo combate ao terrorismo para incorporar uma lógica de competição sistêmica entre grandes potências. Nesse contexto, a contenção do Irã tornou-se apenas um dos componentes de uma estratégia mais abrangente, voltada também para limitar a crescente projeção geopolítica da China e da Rússia na região.
Pequim consolidou-se como o maior comprador do petróleo iraniano, ampliou investimentos em infraestrutura por meio da Iniciativa Cinturão e Rota e fortaleceu sua presença diplomática ao intermediar a reaproximação entre Arábia Saudita e Irã. Moscou, por sua vez, aprofundou sua cooperação militar com Teerã, especialmente após o início da guerra na Ucrânia, intensificando intercâmbios tecnológicos, logísticos e industriais que reforçam a capacidade estratégica de ambos os países.
Diante desse cenário, os Estados Unidos vêm reforçando sua postura de dissuasão integrada. A manutenção de grupos de ataque centrados em porta-aviões, sistemas de defesa antimísseis, bases militares distribuídas pelo Golfo e uma extensa rede de cooperação em inteligência com Israel e parceiros árabes demonstra que Washington busca impedir qualquer alteração significativa no equilíbrio regional que possa comprometer seus interesses estratégicos globais.

Essa arquitetura de segurança ultrapassa a defesa do território israelense. Ela representa um mecanismo de preservação da credibilidade internacional dos Estados Unidos perante seus aliados, sinalizando que ataques contra parceiros estratégicos produzem consequências políticas, econômicas e militares capazes de transcender o próprio Oriente Médio.

Ao mesmo tempo, Washington procura administrar um delicado equilíbrio entre firmeza estratégica e contenção da escalada militar. O objetivo consiste em impedir que confrontos regionais evoluam para um conflito direto envolvendo grandes potências, cenário que poderia comprometer cadeias globais de suprimentos, ampliar a instabilidade nos mercados energéticos e gerar impactos econômicos de alcance mundial.


*Amadeu Robalinho, é Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




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O grito de alerta que ninguém entendeu, por Claudemir Gomes*

29/07/2026

O acadêmico, José Nivaldo Jr., tricolor de corpo e alma, surpreendeu a todos quando declarou que, “Pernambuco não tem condições de manter três clubes na Série A do Brasileiro”. A declaração foi dada na época em que o Campeonato Nacional ganhou a configuração de 20 times. Ninguém lhe poupou críticas. Afinal, o Estado tinha três representantes na Primeira Divisão: Sport, Náutico e Santa Cruz. O raciocínio lógico do publicitário e cientista político se baseia no modelo europeu “onde raríssimas cidades têm mais de um time grande”.

Por que o Recife teria 3 num grupo de 20?

Segunda-feira, logo após o empate (1x1) do Sport com o Cuiabá, na Ilha do Retiro, o sétimo contabilizado pelo time rubro-negro em onze partidas disputadas como mandante, o leonino Fred Borba, em postagem feita no X, sintetizou toda a sua angústia com a frase: “Cada dia mais quero fazer logo 45 pontos”. A pontuação a qual ele se refere é a margem que livra os clubes do rebaixamento na S...

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O acadêmico, José Nivaldo Jr., tricolor de corpo e alma, surpreendeu a todos quando declarou que, “Pernambuco não tem condições de manter três clubes na Série A do Brasileiro”. A declaração foi dada na época em que o Campeonato Nacional ganhou a configuração de 20 times. Ninguém lhe poupou críticas. Afinal, o Estado tinha três representantes na Primeira Divisão: Sport, Náutico e Santa Cruz. O raciocínio lógico do publicitário e cientista político se baseia no modelo europeu “onde raríssimas cidades têm mais de um time grande”.

Por que o Recife teria 3 num grupo de 20?

Segunda-feira, logo após o empate (1x1) do Sport com o Cuiabá, na Ilha do Retiro, o sétimo contabilizado pelo time rubro-negro em onze partidas disputadas como mandante, o leonino Fred Borba, em postagem feita no X, sintetizou toda a sua angústia com a frase: “Cada dia mais quero fazer logo 45 pontos”. A pontuação a qual ele se refere é a margem que livra os clubes do rebaixamento na Série B do Brasileiro.

O destino se mostra mais cruel do que o previsto, anos atrás, pelo mestre José Nivaldo Jr. O futebol pernambucano não tem nenhum representante na Série A. Nos últimos 20 anos, o Sport, clube mais estruturado do Recife, disputou 12 edições da Primeira Divisão Nacional, e 8 edições da Segunda Divisão. Há 13 anos o Náutico não disputa uma edição da Série A. Sua última passagem pela elite do futebol brasileiro foi em 2013. Em duas décadas – 2007 a 2026 – os alvirrubros estiveram presentes em cinco edições da Série A; dez edições da Série B e cinco da Série C. O Santa Cruz perdeu toda a musculatura e status de clube grande. O Tricolor do Arruda, que em 2024 não disputou nenhuma competição nacional, passou pela Série A apenas uma vez (2016), nos últimos 20 anos, período em que habitou a Série B quatro vezes; disputou oito edições da Série C e seis edições da Série D. Os números atestam a desidratação catastrófica do futebol da Nova Roma.

De repente, me pergunto: 20 anos é muito tempo? Talvez! Para os clubes pernambucanos, que foram transformados em centros de treinamentos de gestores, o tempo não urge tanto quanto deveria. Entra o seis, sai meia dúzia. Nada se transforma. Pede-se ajuda aos “universitários” de outras regiões. Na cartilha que eles rezam, a frase: “Só sei que nada sei!”. Mudança de tropa. O tempo acabou. Chegou a vez da turma da internet. Vamos investir em IA para enganar a torcida. Entreguem as chaves para os técnicos! Não, coloque o comando nas mãos dos executivos. Os clubes precisam de uma estrutura profissional.

Socorro! Chamem o SAMU. Não! Eu disse: chamem a SAF!

Os impactos negativos de 20 anos sem norte apequenaram os clubes, mas não acordaram os sócios e torcedores. Poucos entenderam o grito de alerta dado pelo sábio José Nivaldo Jr. E a Série A ficou difícil para um; pouco provável para dois é impossível para três.

*Claudemir Gomes é um dos mais respeitados cronistas esportivos do Brasil. Colunista da Folha de Pernambuco, onde este artigo foi originalmente publicado na edição de hoje, 29/07/26.



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Obras de fachada de Raquel Teixeira Lyra fazem vítimas: teto da restauração desaba sobre paciente

29/07/2026

Domingo passado, foram uma mãe e um bebê que correram risco de morte porque a governadora estava usando a UTI aérea transformada em transporte VIP. Para o seu conforto e o da sua comitiva, em pré-campanha pelo sertão. Hoje, uma denuncia recorrente quase virou tragédia. Como Raquel dá prioridade às obras de fachada, mais um teto desabou no Hospital da Restauração.
Dessa vez, atingindo uma paciente recem- operada. Que precisou voltar às pressas para o bloco cirúrgico, para salvar a vida.

A notícia

O blog do Magno noticiou: Era para ser o início da recuperação. Mas, minutos depois de deixar o centro cirúrgico, uma paciente do Hospital da Restauração (HR), no Recife, viveu um novo trauma. Parte do teto da Sala de Recuperação Anestésica do bloco cirúrgico desabou justamente sobre o leito onde ela se recuperava de uma cirurgia vascular. Segundo relatos de funcionários da unidade, a paciente foi atingida pelos destroços e precisou retornar ao bloc...

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Domingo passado, foram uma mãe e um bebê que correram risco de morte porque a governadora estava usando a UTI aérea transformada em transporte VIP. Para o seu conforto e o da sua comitiva, em pré-campanha pelo sertão. Hoje, uma denuncia recorrente quase virou tragédia. Como Raquel dá prioridade às obras de fachada, mais um teto desabou no Hospital da Restauração.
Dessa vez, atingindo uma paciente recem- operada. Que precisou voltar às pressas para o bloco cirúrgico, para salvar a vida.

A notícia

O blog do Magno noticiou: Era para ser o início da recuperação. Mas, minutos depois de deixar o centro cirúrgico, uma paciente do Hospital da Restauração (HR), no Recife, viveu um novo trauma. Parte do teto da Sala de Recuperação Anestésica do bloco cirúrgico desabou justamente sobre o leito onde ela se recuperava de uma cirurgia vascular. Segundo relatos de funcionários da unidade, a paciente foi atingida pelos destroços e precisou retornar ao bloco cirúrgico em decorrência do incidente.



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Buraco e destroços

Imagens registradas no local mostram um grande buraco aberto no forro, pedaços de gesso espalhados pelo chão e profissionais trabalhando para retirar os destroços enquanto o atendimento seguia na unidade. O caso aumenta a preocupação com as condições estruturais do maior hospital de urgência e emergência de Pernambuco. E não é um episódio isolado.

Pelo contrário

É algo recorrente. Uma marca desse, digamos, governo, que quer administrar brincando nas redes sociais.








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