Cibersegurança cresce e deve movimentar R$ 8,8 bi no Brasil neste ano. Saiba como.
02/04/2024 - Jornal o Poder
Trust
Acompanhando essa tendência, a Trust Control, empresa especializada em segurança cibernética corporativa com atuação no Nordeste, projeta um crescimento de 30% para 2024, na comparação com o ano anterior. O índice comprova a expansão dos negócios da empresa, que teve uma alta nos resultados financeiros em 20%, no ano passado, na comparação com 2022. Nessa tendência de crescimento, a direção da Trust Control programa eventos para 2024 e a ampli...

Trust
Acompanhando essa tendência, a Trust Control, empresa especializada em segurança cibernética corporativa com atuação no Nordeste, projeta um crescimento de 30% para 2024, na comparação com o ano anterior. O índice comprova a expansão dos negócios da empresa, que teve uma alta nos resultados financeiros em 20%, no ano passado, na comparação com 2022. Nessa tendência de crescimento, a direção da Trust Control programa eventos para 2024 e a ampliação de sua atuação em importantes mercados.
Presença nacional
“Estamos presentes em praticamente todos os estados do país, porque a nossa prestação de serviço é prioritariamente remota, mas a nossa base principal, onde temos colaboradores, com atuação mais forte, é no Ceará, em Pernambuco e Minas Gerais. Neste ano, queremos fortalecer nossa presença e abrir os mercados de Brasília e São Paulo”, antecipa Alberto Jorge, CEO da Trust Control.

Setor financeiro
A empresa possui em sua carteira clientes de todos os portes e dos mais diversos segmentos, desde indústrias a companhias do setor de serviços e varejo. Para este ano, um dos focos será fortalecer sua presença no segmento financeiro. “Esse setor normalmente puxa os investimentos de segurança cibernética no mercado como um todo. Por isso, temos a expectativa de realizar alguns projetos nesse segmento, ampliando os nossos resultados”, observa Alberto Jorge.

Leia outras informações
É Findi - Malude Maciel* chegando com Duas Crônicas
25/07/2026
Outra eleição já se aproxima.
Nunca simpatizei com essa maneira de votarmos através de urnas eletrônicas.
Depois de apertarmos aqueles botões, adeus! O voto desaparece a passo de mágica. Nem que se quisesse revê-lo haveria solução; são impossíveis quaisquer circunstâncias nesse sentido. Após a tecla: Confirmado, ser acionada, nada mais se pode provar, nem mesmo em emergências circunstanciais.
Computação
Os entendidos na ciência da computação sabem tudinho sobre o manejo dessas máquinas e, aqueles que criaram tal programa estão aptos a mexer naqueles projetos. O que para nós outros representa dificuldade, para os autores há facilidade incrível. Como cidadã, questiono a segurança dessas urnas, apesar das afirmações ao contrário, mas é um direito pensar desigual. Acredito que ataques de hackers deixam-nas vulneráveis. Não há como conferir coisa alguma e na contagem sai apenas resultado n...
Urnas Eletrônicas - Crônica
Outra eleição já se aproxima.
Nunca simpatizei com essa maneira de votarmos através de urnas eletrônicas.
Depois de apertarmos aqueles botões, adeus! O voto desaparece a passo de mágica. Nem que se quisesse revê-lo haveria solução; são impossíveis quaisquer circunstâncias nesse sentido. Após a tecla: Confirmado, ser acionada, nada mais se pode provar, nem mesmo em emergências circunstanciais.
Computação
Os entendidos na ciência da computação sabem tudinho sobre o manejo dessas máquinas e, aqueles que criaram tal programa estão aptos a mexer naqueles projetos. O que para nós outros representa dificuldade, para os autores há facilidade incrível. Como cidadã, questiono a segurança dessas urnas, apesar das afirmações ao contrário, mas é um direito pensar desigual. Acredito que ataques de hackers deixam-nas vulneráveis. Não há como conferir coisa alguma e na contagem sai apenas resultado numérico.
Não estou sozinha
Coincidentemente, vi um trabalho da Comissão e Justiça debatendo a segurança do sistema eletrônico de votação no Brasil e ali o advogado, Dr. Filipe Marcelo Gimenez, Procurador em Mato Grosso do Sul, deu seu parecer pela Associação Pátria Brasil, mostrando as irregularidades referentes ao uso da urna eletrônica em várias eleições, inclusive nessa última.
Ele considerou a tal máquina uma "arapuca", disse que nosso povo vem sendo enganado e que estamos vivendo uma inversão de valores, pois a ferramenta é que deve servir à Ordem Jurídica e não ao inverso, como está acontecendo. À luz da Lei, há um crime de prevaricação, de omissão, porque um dos pilares da República está sendo quebrado e também nossa Democracia e cidadania vêm sendo violadas e desrespeitadas com esse tipo de votação às escuras. Disse ele.
Não aprovado
Há indignação e a Lei deve ser cumprida, sendo um ato jurídico o exercício do voto, que é secreto para dar liberdade de escolha do cidadão, mas o ato seguinte desse processo eleitoral, que é a apuração, é um ato administrativo e deve ser público. Tem que haver publicidade na contagem de votos quando todos os participantes podem acompanhar o procedimento.
Eletronicamente
Com esse sistema de urnas eletrônicas, a conferência não tem sido possível, por mais de vinte anos e, a fiscalização precisa ser exercida sem demora. Uma lentidão injustificável quanto ao parecer do Ministro Gilmar Mendes que protela decisões de cumprimento da norma, não deve ser tolerada.
O ingênuo eleitorado
A grande maioria de indivíduos votantes não tem conhecimento dessa fraude, porém quem tem formação jurídica sabe perfeitamente dessa irregularidade. Urge que o Tribunal Superior Eleitoral cobre a vigência da Lei: "Será impresso o voto..." Se a apuração de votos numa eleição nacional não for um ato público, será nula ou anulada; não pode haver contagem de votos em segredo. É um direito do cidadão que está sendo violado, uma fraude, pois no BU só consta o total. Não se pode continuar aceitando esse engôdo.
Urge que o Tribunal Superior Eleitoral tome as providências a fim de que a Lei seja respeitada.

Histórias Verídicas - Crônica
As histórias que a vida nos conta são interessantes e memoráveis, o inconsciente grava para sempre os pormenores e, de vez em quando, chega aquela memória como se tivesse acontecido naquele instante, pois o subconsciente está no presente o tempo todo. Há lembranças de fatos que vivenciamos ou ouvimos dizer que carregamos por toda a existência.
Comigo essas coisas foram marcantes porque meus pais costumavam contar ocorrências de suas próprias vidas, nas conversas cotidianas, principalmente meu pai. Ele, às vezes, repetia tais depoimentos, e nós, com mentes férteis, assimilávamos, com detalhes, tais relatos.
Registros fiéis
Ainda hoje, depois de tantos anos, sou capaz de relembrar de alguns fatos que me foram contados com fidelidade por quem exercia uma autoridade paternal e constituía a figura mais emblemática no meu psiquismo infantil. São muitas narrativas guardadas, mas irei me deter numa simples recordação que hoje me veio à baila.
Fatos expostos
Na época, o jovem casal (papai e mamãe), recém- asados, tendo apenas a primogênita, que era eu, residíamos na rua Dr. José Mariano, em Caruaru, e ali pertinho havia a rua Júlio de Melo onde era localizado o Grupo Escolar Prof. Vicente Monteiro (onde depois vim a estudar o curso primário), com um enorme terreno em frente, onde atualmente existe a Praça das crianças, tendo ao lado a Fábrica de caroá, hoje Espaço Cultural Tancredo Neves. Era o local escolhido e propício para a armação de companhias circenses que visitavam a cidade.
Contaram-me que numa certa vez a família foi ver um tal Circo (daqueles feitos de lona), que teria se instalado no determinado local, tendo antes percorrido as artérias adjacentes na sua propaganda chamativa de público com palhaços dançando e cantando: "hoje tem espetáculo? Tem sim, senhor " e isso havia despertado o interesse dos meus genitores que me levaram no colo, como bebê que eu era.
Mascotes do circo
À época ainda eram utilizados vários animais nas apresentações circenses e, como tal, alguns deles figuravam em suas jaulas e correntes, bem à vista dos curiosos. O mais destacado era um casal de elefantes e nesse pormenor fica o suspense do fato curioso.
Não sei o porquê do domador inventar de separar o macho da fêmea naquela ocasião, mas um estava a alguns metros de distância, cada qual acorrentado supondo-se segurança.
A multidão
O povo, na curiosidade e confiando nos cuidados do pessoal do circo, ficava o mais próximo possível, admirando não somente os elefantes, mas também os leões, as zebras, os cavalos, etc. Meus pais se achavam numa calçada aproximada, observando o movimento.
Eis que de repente, houve um alvoroço total e as pessoas corriam, desencontradas, como num: "salve-se quem puder", deixando uma interrogação no ar e algumas afirmativas apavorantes, dando conta de que o elefante macho estava solto, quebrara as amarras e seguia livremente sem controle. A grita foi geral!
Correria
Meu pai, apavorado, tomando conta da esposa e da filha pequena, correu em busca de abrigo numa residência próxima, até que os ânimos esfriaram e se pôde saber, na verdade, o que se passou.
Constatação
Após o grande susto, constataram que o elefante não gostando da separação imposta à sua parceira, simplesmente cortou a frágil atadura e saiu, tranquilo, para o lado da companheira. Talvez uma coisa banal, no entanto, quem poderia saber o que aquele gigantesco animal seria capaz de aprontar, diante de uma multidão de estranhos?
Pernas, pra que lhes quero?
Vamos em frente que atrás vem gente.
*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina. @malude.maciel
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi - Motivos - Por Josué Sena*
25/07/2026
Vão pelos motivos de Bandeira e que já sei.
Os que de Maracangalha tomam a estrada,
Têm as razões que também direi.
Uns esperam as benesses do rei.
Camas fofas e bem preparadas,
Segundo ditames da acolhedora lei
Para dormir com as mulheres desejadas.
Já os dos rumos de Maracangalha,
São andejos vocacionados, portanto.
Protegidos do Sol por chapéus de Palha,
Vestidos de liformes brancos, Buscam sonhados cantos,
Para idílios longe dos olhos de Anália,
Que não gosta de andar tanto.
*Josué Sena, poeta e desembargador do TJPE.
Os que vão ansiosos para Pasárgada,
Vão pelos motivos de Bandeira e que já sei.
Os que de Maracangalha tomam a estrada,
Têm as razões que também direi.
Uns esperam as benesses do rei.
Camas fofas e bem preparadas,
Segundo ditames da acolhedora lei
Para dormir com as mulheres desejadas.
Já os dos rumos de Maracangalha,
São andejos vocacionados, portanto.
Protegidos do Sol por chapéus de Palha,
Vestidos de liformes brancos, Buscam sonhados cantos,
Para idílios longe dos olhos de Anália,
Que não gosta de andar tanto.
*Josué Sena, poeta e desembargador do TJPE.

Prefeito Elton Martins e deputado Silvio Costa Filho anunciam hospital para Águas Belas
25/07/2026
Alta complexidade
O Hospital Municipal de Águas Belas foi projetado para atender à crescente demanda por serviços de média complexidade na cidade e região, ampliando o acesso da população a atendimentos especializados, urgência e emergência 24 horas, exames de imagem e laboratoriais, centro obstétrico, centro cirúrgico e internação hospitalar.
A unidade
Contará com 52 leitos de internamento, distribuídos entre enfermarias masculina, feminina, pediátrica, maternidade e ala psiquiátrica, além de dois centros cirúrgicos e obstétrico humanizado, laboratório de análises clínicas estruturado e atendimento ambulatorial em...
O prefeito de Águas Belas, Elton Martins e o deputado federal, Silvio Costa Filho, anunciaram, ontem sexta-feira, 24/07, a construção de um hospital avaliado em R$ 22 milhões. O equipamento, que será erguido no município, foi inserido nas obras do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Alta complexidade
O Hospital Municipal de Águas Belas foi projetado para atender à crescente demanda por serviços de média complexidade na cidade e região, ampliando o acesso da população a atendimentos especializados, urgência e emergência 24 horas, exames de imagem e laboratoriais, centro obstétrico, centro cirúrgico e internação hospitalar.
A unidade
Contará com 52 leitos de internamento, distribuídos entre enfermarias masculina, feminina, pediátrica, maternidade e ala psiquiátrica, além de dois centros cirúrgicos e obstétrico humanizado, laboratório de análises clínicas estruturado e atendimento ambulatorial em diversas especialidades.
Fala Silvinho
"Falamos com o nosso presidente Lula e conseguimos empenhar o Hospital de Águas Belas no valor de R$ 22 milhões. A unidade foi incluída no Novo PAC, um sonho antigo da população e, sob a liderança do prefeito Elton, vamos conseguir fazer em Águas Belas. Essa unidade será fundamental para garantir mais qualidade de vida a população", disse Silvio Costa Filho.
Fala o prefeito
O novo empreendimento será construído num espaço adquirido e com recursos da prefeitura.
"Gostaria de agradecer ao presidente Lula, o empenho do deputado Silvio e o ministro Padilha. Estamos realizando um sonho dos moradores do município. Não tenho dúvida que ficará na história de Águas Belas", disse Elton.
Foto: Wesley D'Almeida
Edson Vieira diz que Agreste quer Miguel Coelho para o Senado na chapa de Raquel
25/07/2026
Segundo o parlamentar
Miguel Coelho construiu uma trajetória marcada por resultados, capacidade de gestão e diálogo com todas as regiões do estado, características que fortalecem sua candidatura ao Senado.
Testado e aprovado
"Tenho defendido o nome de Miguel porque ele já mostrou sua competência como deputado estadual e, principalmente, como prefeito de Petrolina, onde realizou uma transformação reconhecida por toda Pernambuco. É um líder preparado, conhece a realidade do nosso estado, tem uma relação muito próxima c...
O deputado estadual Edson Vieira (Podemos) voltou a defender o nome do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, para disputar uma vaga no Senado Federal na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD). Um dos principais representantes políticos do Polo de Confecções na Assembleia Legislativa, Edson tem reafirmado que Miguel reúne as credenciais necessárias para representar Pernambuco no Congresso Nacional.
Segundo o parlamentar
Miguel Coelho construiu uma trajetória marcada por resultados, capacidade de gestão e diálogo com todas as regiões do estado, características que fortalecem sua candidatura ao Senado.
Testado e aprovado
"Tenho defendido o nome de Miguel porque ele já mostrou sua competência como deputado estadual e, principalmente, como prefeito de Petrolina, onde realizou uma transformação reconhecida por toda Pernambuco. É um líder preparado, conhece a realidade do nosso estado, tem uma relação muito próxima com o Agreste e, especialmente, com o Polo de Confecções Tenho certeza de que Pernambuco ganhará um grande senador. Miguel, conte com o apoio do nosso Agreste", afirmou Edson Vieira.
As aventuras de Cacimba -51
25/07/2026
Zé da Flauta
Carnaúba Seca acordou sob o pavor do ronco pesado de três jipes abertos que rasgaram a poeira da entrada da vila, carregados de forasteiros armados até os dentes.
O chefe, um sujeito de suíças, cara fechada e olhar de quem já matou sem dó, tinha a reputação de ser intolerante a qualquer controvérsia e ninguém, absolutamente ninguém, ousava duvidar de sua palavra. Sem dar um bom-dia, a cambada cercou a casa do prefeito e abriu fogo para o alto, cobrando aos gritos uma dívida antiga de campanha.
O povo correu para se trancar em casa, batendo ferrolhos e espiando pelas frestas das janelas. Começou então uma romaria de autoridades tentando negociar o fim do cerco: entrava o padre rezando terço, o delegado tremendo a perna e o gerente do banco com uma pasta vazia sob o braço.
Todos saíam brancos de medo, ameaçados de morte pelo jagunço furios...
O nó da cidade trancada na mira dos jagunços
Zé da Flauta
Carnaúba Seca acordou sob o pavor do ronco pesado de três jipes abertos que rasgaram a poeira da entrada da vila, carregados de forasteiros armados até os dentes.
O chefe, um sujeito de suíças, cara fechada e olhar de quem já matou sem dó, tinha a reputação de ser intolerante a qualquer controvérsia e ninguém, absolutamente ninguém, ousava duvidar de sua palavra. Sem dar um bom-dia, a cambada cercou a casa do prefeito e abriu fogo para o alto, cobrando aos gritos uma dívida antiga de campanha.
O povo correu para se trancar em casa, batendo ferrolhos e espiando pelas frestas das janelas. Começou então uma romaria de autoridades tentando negociar o fim do cerco: entrava o padre rezando terço, o delegado tremendo a perna e o gerente do banco com uma pasta vazia sob o braço.
Todos saíam brancos de medo, ameaçados de morte pelo jagunço furioso que cuspia ofensas. A tensão parecia que ia explodir a vila a qualquer segundo, até que Cacimba, ajeitando o chapéu de couro, colocou Simão no ombro esquerdo, Sebastião no direito e atravessou a praça em silêncio, furando o bloqueio dos jagunços como quem vai comprar pão, sob o olhar espantado de uma cidade inteira.
Ao cruzar a porta da sala principal, Cacimba encontrou o prefeito encolhido atrás da mesa e o chefe dos forasteiros, de dedo no gatilho e fumaça saindo pelas orelhas. O jagunço olhou para o mestre e seus macaquinhos com desprezo total, soltando uma risada seca e cruel.
"O mestre da pife resolveu trazer sua tropa de comédia para a guerra?", zombou ele, apontando a espingarda para os bichos.
"Eu não respeito farda nem batina, muito menos esses dois macacos sujos. Eu vou meter bala nessa cabeça dura e usar o couro deles para fazer coldre!"
A ameaça foi fria e definitiva, e um silêncio de morte tomou conta da sala. Cacimba, sentindo o suor frio escorrer pelas costas, manteve a calma e, com a voz firme, mas cheia de súplica, implorou:
"Meu capitão, eu sei que a fúria da guerra não dá tempo para os bichos, mas eu lhe peço, em nome de Deus, dê uma última chance para esses dois. Eles não são apenas macacos, são os olhos e o coração que a sua raiva não o deixa ver. Deixe que eles façam seu trabalho, e se ao final do dia o nó não se desatar, o senhor pode fazer o que bem entender com todos nós."
O jagunço, confuso com a convicção do velho, cuspiu no chão e grunhiu: "Um minuto. Se eu não gostar do que vir, os três morrem."
O desafio estava lançado, e a vida de todos dependia da atuação desesperada dos macaquinhos sob a mira da espingarda. Cacimba, suando, deixou que seus companheiros tentassem a cartada final.

Simão, o símbolo da pura razão, ajeitou os óculos na ponta do nariz com as mãos trêmulas e, de forma metódica e insistente, sacou sua caderneta e começou a refazer as contas do débito, confrontando os números do jagunço com faturas, recibos e a lógica matemática pura, demonstrando que a dívida já havia sido paga e que o homem estava sendo injusto.
Enquanto isso, Sebastião, a emoção em carne e osso, se empenhava ainda mais na tarefa de amolecer o coração daquele homem rude, chorando mansinho, imitando a dor das mães e crianças trancadas dentro de casa, implorando por misericórdia com gestos e expressões genuínas.
O chefe, diante de dois argumentos poderosos e desesperados, baixou a arma. Cacimba arrematou com voz firme:
"A justiça que se cobra derramando o sangue dos inocentes vira maldição no bolso de quem recebe. Se a razão prova que a dívida está paga e o coração mostra o sofrimento da vila, não há motivo para continuar essa guerra.
" O prefeito aceitou assinar o recibo de quitação calculado por Simão, e o chefe do bando, comovido com o abraço que Sebastião lhe deu na saída, ordenou que seus homens guardassem as armas e dessem partida nos jipes para ir embora em paz.
Quando as portas das casas se abriram e o povo voltou para a praça sem saber como o milagre tinha acontecido, Cacimba já estava sentado no alpendre, soprando uma nota suave no seu pífano.
Olhando para os dois bichos ao seu lado, o velho deixou a última lição do causo para quem quisesse ouvir:
"A ignorância do homem constrói muros e aponta armas, mas a solução de qualquer nó cego na vida exige duas coisas que andam juntas: a razão para enxergar a verdade dos fatos e a emoção para sentir a dor do outro. Sem o equilíbrio das duas, a gente só produz barulho; com elas, até o coração mais duro vira terreno de paz."
E assim, Carnaúba Seca dormiu aliviada, sabendo que a sabedoria do mestre e seus dois macaquinhos valiam mais do que um exército inteiro.

Veneziano participa nos 328 anos de Pombal - Prefeito agradece a recursos para a cidade
25/07/2026
Durante o evento
O prefeito aproveitou para agradecer a Veneziano os recursos destinados ao município, que proporcionaram obras importantes, como pavimentações, investimentos em saúde, a rotatória da cidade, dentre outras. “Pombal está de braços abertos para receber o Senador, por tudo o que ele tem destinado a esta cidade; e a gente só tem a comemorar”, ressaltou o prefeito.
Veneziano
Agradeceu a acolhida e reafirmou seu compromisso com Pombal e a gestão municipal. “Vim aqui para saudar a população e o meu amigo Galego da Gavel, pessoa com que eu tenho uma relação, não apenas política,...
O Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) participou, na noite de ontem, sexta-feira (24/07), da festa em comemoração aos 328 anos de fundação da cidade de Pombal, no sertão do estado. Veneziano foi recebido pelo prefeito Galego da Gavel, vereadores, auxiliares da gestão e pela população em geral.

Durante o evento
O prefeito aproveitou para agradecer a Veneziano os recursos destinados ao município, que proporcionaram obras importantes, como pavimentações, investimentos em saúde, a rotatória da cidade, dentre outras. “Pombal está de braços abertos para receber o Senador, por tudo o que ele tem destinado a esta cidade; e a gente só tem a comemorar”, ressaltou o prefeito.

Veneziano
Agradeceu a acolhida e reafirmou seu compromisso com Pombal e a gestão municipal. “Vim aqui para saudar a população e o meu amigo Galego da Gavel, pessoa com que eu tenho uma relação, não apenas política, mas de amizade, companheirismo, carinho, franqueza e parceria, traços da personalidade do Galego; e aproveito aqui para reiterar nossa parceria e continuar a fazer por esta competente gestão”, disse Veneziano.

Veneziano recebe apoio de vereadores ligados ao deputado Chió e defende construção do Hospital Regional do Brejo
24/07/2026
Parceira com o deputado Chió
Paulinho de Kiko, conhecido como PK, Jailson Celular, Janduy e Juliana do Conselho ressaltaram o trabalho que Veneziano vem desempenhando, em Brasília, em favor da população de Remígio e do brejo paraibano; e a frutífera parceira, política e administrativa, que Veneziano mantém com o deputado Chió.
Veneziano
Na reunião, Veneziano se comprometeu em atuar pela implantação do Hospital Regional do Brejo, para atender Remígio e os demais municípios da região, pauta defendida pelos vereadores. Ele lembrou que o pré-candidato a governador pelo MDB, Cícero Lucena, já vem defendendo esta pauta, priorizando a descentralização da saúde como forma de...
Um grupo de vereadores da cidade de Remígio, ligados ao Deputado Estadual Chió, anunciou apoio à pré-campanha de reeleição do Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) ao Senado Federal. O anúncio foi selado durante reunião nesta, sexta-feira, 24/07.
Parceira com o deputado Chió
Paulinho de Kiko, conhecido como PK, Jailson Celular, Janduy e Juliana do Conselho ressaltaram o trabalho que Veneziano vem desempenhando, em Brasília, em favor da população de Remígio e do brejo paraibano; e a frutífera parceira, política e administrativa, que Veneziano mantém com o deputado Chió.
Veneziano
Na reunião, Veneziano se comprometeu em atuar pela implantação do Hospital Regional do Brejo, para atender Remígio e os demais municípios da região, pauta defendida pelos vereadores. Ele lembrou que o pré-candidato a governador pelo MDB, Cícero Lucena, já vem defendendo esta pauta, priorizando a descentralização da saúde como forma de melhor atender as demandas de toda a Paraíba.
Assessoria de Imprensa
Senador Veneziano Vital do Rêgo – MDB/PB
Pré-candidato à reeleição ao Senado Federal
Doze anos após morte de Eduardo, Antônio Campos* visita memorial em Santos e reforça busca por esclarecimentos
24/07/2026
Doze anos após a tragédia, o acidente que vitimou Eduardo Campos e outras seis pessoas continua sendo alvo de questionamentos e de uma disputa judicial pela ampliação das investigações sobre as causas da queda da aeronave.
Antônio Campos e a mãe, a ex-ministra do Tribunal de Contas da União Ana Arraes, são autores de uma ação de produção antecipada de provas que tramita na 4ª Vara Federal de Santos desde 2017. O processo busca aprofundar a análise técnica sobre as circunstâncias do acidente.
Nos autos, foi apresentado parecer elaborado pelo perito Carlos Camacho, que aponta indícios de possível...
Durante viagem à 24ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), o advogado e escritor Antônio Campos fez uma parada em Santos, no litoral paulista, onde visitou o memorial construído no local da queda do avião que transportava o ex-governador de Pernambuco e então candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, em agosto de 2014.
Doze anos após a tragédia, o acidente que vitimou Eduardo Campos e outras seis pessoas continua sendo alvo de questionamentos e de uma disputa judicial pela ampliação das investigações sobre as causas da queda da aeronave.
Antônio Campos e a mãe, a ex-ministra do Tribunal de Contas da União Ana Arraes, são autores de uma ação de produção antecipada de provas que tramita na 4ª Vara Federal de Santos desde 2017. O processo busca aprofundar a análise técnica sobre as circunstâncias do acidente.
Nos autos, foi apresentado parecer elaborado pelo perito Carlos Camacho, que aponta indícios de possível falha na aeronave e defende a necessidade de novos estudos para esclarecer as causas da queda, incluindo a hipótese de uma eventual interferência externa.
A ação também ganhou relevância no campo jurídico ao contribuir para o entendimento de que a produção judicial de provas pode ser utilizada em casos envolvendo acidentes aéreos. Dessa forma, os relatórios produzidos pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e pela Polícia Federal não impedem a realização de perícias independentes nem encerram, de forma definitiva, a apuração dos fatos.
O inquérito da Polícia Federal não apresentou uma conclusão definitiva sobre as causas do acidente.
Durante a visita ao memorial, Antônio Campos reafirmou que continuará buscando novos esclarecimentos sobre a morte do irmão.
“Não desistirei de buscar Justiça e a verdade sobre a morte prematura de Eduardo Campos, então candidato à Presidência da República. É necessário esclarecer, com rigor técnico e independência, se o acidente decorreu de uma falha da aeronave e se essa falha pode ter sido provocada”, afirmou.
O local visitado por Antônio Campos também foi um dos primeiros pontos para onde ele se dirigiu após a tragédia, em 2014. Para ele, a memória do episódio reforça a necessidade de manter a busca por respostas.
“Passados doze anos, continuamos defendendo que todas as possibilidades sejam analisadas com responsabilidade e profundidade. A verdade é um direito da sociedade e das famílias envolvidas”, declarou.
*Antônio Campos, Curador Geral da Fliporto, advogado, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras e da ABI - Associação Brasileira de Imprensa. @antoniocampos.adv

Da Série, os Mistérios do Aquém - Transamazônica: estrada da integração ou via de corrupção e extermínio de etnias? – Por Natanael Sarmento*
24/07/2026
Pra Frente Brasil
Governança ditatorial favoreceu grandes empresários, estrangeiros e nacionais. Submeteu os trabalhadores a brutal exploração. Criminalizou greves e movimentos sociais. Extinguiu etnias originárias. Causou impactos ambientais desastrosos. Manipulou a opinião pública com a propaganda típica do fascismo. Silenciou as vozes oponentes através da censura e da repressão política.
“Integrar para não entregar”?
O lema da farra do boi na transamazônica devia ser “devastar para entregar”. Destruíram milhares de hectares de matas e florestas natura...
A história da BR-230 – Transamazônica - é emblemática da Ditadura Militar. É o traçado rodoviário golpista autoritário, entreguista e antinacional de 1964. Com todos as características: incapacidade administrativa, servilismo ao grande capital e endividamento externo, saque das riquezas naturais, falta de transparência e censura, corrupção e violência extrema.
Pra Frente Brasil
Governança ditatorial favoreceu grandes empresários, estrangeiros e nacionais. Submeteu os trabalhadores a brutal exploração. Criminalizou greves e movimentos sociais. Extinguiu etnias originárias. Causou impactos ambientais desastrosos. Manipulou a opinião pública com a propaganda típica do fascismo. Silenciou as vozes oponentes através da censura e da repressão política.
“Integrar para não entregar”?
O lema da farra do boi na transamazônica devia ser “devastar para entregar”. Destruíram milhares de hectares de matas e florestas naturais. Entregaram as riquezas do solo e subsolo para exploração predatória com impactos ecológicos e humanos incalculáveis, de que é símbolo o transnacional “Projeto Jari”. Etnias nativas, populações originais foram despojadas e extintas e os militares restituíam com juros o financiamento do golpe pelo capital externo, principalmente dos EUA.
Tamanho do rombo
A ditadura militar nunca deu satisfação à sociedade dos valores dissipados com a transamazônica. Contudo, cruzamentos de dados do DNIT é possível dimensionar o tamanho do "rombo". E uma diferença transamazônica entre o que foi prometido na rodovia e o que foi efetivamente entregue.
O que foi prometido
No papel a rodovia da integração nacional seria entregue totalmente pavimentada. Com pontes de concreto e infraestrutura de escoamento, éreas de ocupação. Elo de ligação entre o Oceano Atlântico ao Pacífico. Do ponto zero Cabedelo (PB) até a fronteira com o Peru, cerca de 8.000 km de extensão. Custaria 1 U$S bilhão.
O que foi entregue
O fim da linha foi Lábrea, (AM). Toda extensão cobre 4.300 km ou metade do planejado. Menos de 30% da extensão são pavimentados, portanto entrega-se estrada de terra e cascalho com pontes precárias de madeira. Gradualmente, com mais recursos, foram substituídas durante décadas, por concreto. Dinheiro da Viúva. Os custos se elevaram de U$S 1 bilhão para U$S 8 bilhões. Novos contratos, fato do príncipe, imprevisões, força maior, termos aditivos, falta de fiscalização, forte censura, desinformação, falcatrua nesta “e na melhor forma da lei”.
Oposição
Os opositores e críticos acusados de traidores da pátria e comunistas acabaram no pau-de-arara, nas sessões de choques elétricos. Muitos despareceram nos mistérios do aquém.
Ufanismo
O país do futebol se regalava com a conquista do tri, a propaganda ufanista do “Pra Frente Brasil”, “Ame-o ou deixei-o!” servia de cortina de fumaça para desfalques e peculatos dos entreguistas vendilhões travestidos de patriotas verde-oliva.
Geopolítica
A Transamazônica tornou-se símbolo da megalomania e geopolítica do governo militar. O ditador Emílio Garrastazu Médici tinha pressa. Inaugura os primeiros trechos em 1972.
A metragem “Médici” da cabeça aos pés
Médici decretou que as empreiteiras construtoras fossem pagas por meta de terraplanagem, privilegiou a rapidez em prejuízo da qualidade e durabilidade da rodovia.
Dinheiro na chuva
O açodamento drenou bilhões de recursos públicos na chuva. Fazia e caía para refazer. Mais contratos. Emergência. Manutenções sucessivas, ano após ano. A terraplanagem na tora e paga na chincha - (nem sempre real). Sobre a falcatrua das metragens dizia-se em piada “Médici da cabeça aos pés”.
Sangue na floresta
Enquanto os tratores do “progresso” integravam o NE ao Norte, dezenas de territórios ancestrais de etnias foram usurpados para terraplanagem. Os impactos devastadores às populações originárias não se contabilizam.
Dizimação
Povos isolados ou cujos contatos com a “civilização” eram recentes não tinham defesa, imunidades, às mazelas virais ou bacterianas dos adventícios. E aldeias inteiras foram dizimadas em curto tempo, nos surtos de gripe, sarampo e outros “benefícios” da civilização.
Parakanã
A etnia dos Parakanã foi forçada a contatos com empreiteiros sob “curatela” da Funai. A aldeia foi reduzida a 50% da população.
Waimiri-Atroari
Na lógica da geopolítica do Golbery dos inimigos internos e externos, a BR 174 exterminou 90% da etnia Waimiri-Atroari. Pacificação feita dinamites e metralhadoras.
Guerra e exploração
Outras etnias, quais Jiahui e Tenharim opuseram resistência à usurpação de suas terras. Esse território virou praça de genocídio indígena. Os sobreviventes foram expulsos e escoltados à força às "reservas" bem distantes. O trator passa literalmente por cima. O território usurpado é liberado pelo governo para extração de madeira e especulação fundiária. A farra do boi de grandes empresários, grandes fazendeiros, mineradores e outros aliados do regime militar.
"Pacificação" da Funai
Na Transamazônica a Funai criada com finalidade de proteger os povos originários se transforma em agência dos interesses dos fazendeiros e mineradores. Fazia a "limpeza do terreno". Quando suas miçangas e promessas falhavam, fechava os olhos ao uso da força bruta. E agenciava o confinamento forçado nas colônias agrícolas militarizadas. Garantia que o cronograma dessas obras “do interesse nacional” não sofressem atrasos.
Números ocultados
A matemática militar inflava o PIB e manipulava a inflação para baixo. Sofria de amnésia na contagem dos cadáveres da ditadura. Minucioso trabalho da Comissão Nacional da Verdade (CNV) ajuda a recuperar a memória ocultada. E estima o tamanho do massacre das etnias originárias. Entre 1946 e 1988: são 8.350 indígenas mortos pela ação direta ou omissão criminosa do Estado
Nota contra o esquecimento
O último ditador, Figueiredo, na saída pelas portas dos fundos e pediu para ser esquecido pelos brasileiros. Só que não. Temos mais é que lembrar a quem serviu 21 anos de ditadura militar-empresarial que massacrou trabalhadores e tratou povos originários como empecilhos topográficos. Para isso serve a “Transamazônica”, memorial de poeira (no verão) e lama (no inverno), estrada da incúria e corrupção. Lembrar para nunca esquecer. Ditadura nunca mais!
*Natanael Sarmento é professor e escritor, e integrante do Diretório Nacional da UP. @sarmentonatanael

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.
O Reino Além-Mar - A América que não virou retalhos, por Zé da Flauta*
24/07/2026
A nossa formação não foi a de uma feitoria qualquer jogada às traças, mas a de uma verdadeira extensão do território lusitano, um Portugal além-mar que esperava apenas a faísca certa para assumir o seu tamanho real. E a irônica faísca do destino atendeu pelo nome de Napoleão Bonaparte.
O homenzinho de chapéu de dois bicos achou que estava apenas encurralando um príncipe regente em Lisboa, mas acabou agindo como o grande corretor de imóveis do Atlântico: forçou a coroa a mudar de endereço e transferiu a capital do império para o lugar onde ele realmente cabia.
Consolidação
A chegada de Dom João VI em 1808 não foi um...
Há quem goste de olhar para o passado com as lentes do coitadismo, enxergando Portugal como um mero explorador que só deixou poeira e saudade. Puro engano ou preguiça de historiador de gabinete. O Atlântico nunca foi uma fronteira para cortar, mas a grande rua que unia um Portugal de cá a um Portugal de lá.
A nossa formação não foi a de uma feitoria qualquer jogada às traças, mas a de uma verdadeira extensão do território lusitano, um Portugal além-mar que esperava apenas a faísca certa para assumir o seu tamanho real. E a irônica faísca do destino atendeu pelo nome de Napoleão Bonaparte.
O homenzinho de chapéu de dois bicos achou que estava apenas encurralando um príncipe regente em Lisboa, mas acabou agindo como o grande corretor de imóveis do Atlântico: forçou a coroa a mudar de endereço e transferiu a capital do império para o lugar onde ele realmente cabia.
Consolidação
A chegada de Dom João VI em 1808 não foi uma fuga covarde como a caricatura apressada gosta de pintar, mas uma jogada geopolítica magistral. Pela primeira e única vez na história moderna, a sede da Coroa atravessou o oceano, assumindo de direito a centralidade que este lado do Atlântico já exercia de fato.
O Brasil foi formalizado como Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Enquanto a América espanhola ao nosso redor se esfacelava em uma dúzia de repúblicas sangrentas, divididas por caudilhos e ressentimentos locais, o Brasil consolidava-se gigante, coeso e centralizado. Tornamo-nos o único império do Sul do mundo, uma potência tropical com tribunal, banco, imprensa e a coroa mais reluzente abaixo da linha do Equador.
Parentesco
A teia da história é caprichosa e tem um humor refinado. O mesmo Napoleão que empurrou a corte para o Rio de Janeiro acabou virando parente da nossa casa imperial. Por meio do casamento de Dom Pedro I com a arquiduquesa Maria Leopoldina da Áustria, irmã de Maria Luísa, a segunda esposa do imperador francês, o "furacão da Europa" tornou-se tio por afinidade do nosso primeiro imperador.
Como se não bastasse, no segundo matrimônio, Pedro I casou-se com Amélia de Leuchtenberg, neta de Joséphine, a primeira mulher de Bonaparte. O destino não apenas usou Napoleão para desenhar o mapa do Brasil continental, como amarrou o sangue do conquistador francês no trono que governou a nossa terra.
Ousadia
Olhar para a nossa dimensão continental hoje é entender que a nossa grandeza não nasceu por acaso ou por decreto de burocrata. Ela foi gestada na ousadia de manter um império unido sob o sol dos trópicos, preservando a língua, o território e o brio de uma nação que recusou o destino da fragmentação.
Não somos um retalho de pequenas nações porque fomos, antes de tudo, o coração de um império transatlântico. E quando o leitor desavisado dobrar o jornal hoje, vale a pena lembrar: cada quilômetro quadrado deste gigante chamado Brasil traz a marca de um tempo em que o mar não nos separava da nossa história, mas nos tornava infinitos.
Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista
