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02/04/2024 - Jornal O Poder
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Morre Luciano Almeida, um guerreiro contra a ditadura
28/07/2026
Conheci Luciano Almeida nos três breves dias que passei preso na Penitenciária de Itamaracá. Esses três dias fazem parte da saga de 21 meses e 19 dias, durante os quais peregrinei pelos cárceres da ditadura. Estive sequestrado no DOI/CODI por 35 dias. Depois, legalmente preso, passei temporadas no DOPS (Então Delegacia de Ordem Política e Social), várias temporadas alternadas. Na Aeronáutica. Em Itamaracá. Na Polícia do Exército, na época em Olinda. No quartel da Cavalaria, da Polícia Militar, no Bongi, de onde uma bela sexta-feira fui libertado para nunca mais voltar. Até porque, só para esclarecer, nunca fui condenado, nada foi provado contra mim. A não ser que era contra a ditadura, isso não era preciso provar.
Eu sempre assumi.
Por que falar isso?
Para situar o contexto. Luciano Almeida foi um verdadeiro guerrilheiro contra a ditadura. Repito, muito diferente de mim. Aliás, nunca concord...
Por José Nivaldo Junior*
Conheci Luciano Almeida nos três breves dias que passei preso na Penitenciária de Itamaracá. Esses três dias fazem parte da saga de 21 meses e 19 dias, durante os quais peregrinei pelos cárceres da ditadura. Estive sequestrado no DOI/CODI por 35 dias. Depois, legalmente preso, passei temporadas no DOPS (Então Delegacia de Ordem Política e Social), várias temporadas alternadas. Na Aeronáutica. Em Itamaracá. Na Polícia do Exército, na época em Olinda. No quartel da Cavalaria, da Polícia Militar, no Bongi, de onde uma bela sexta-feira fui libertado para nunca mais voltar. Até porque, só para esclarecer, nunca fui condenado, nada foi provado contra mim. A não ser que era contra a ditadura, isso não era preciso provar.
Eu sempre assumi.
Por que falar isso?
Para situar o contexto. Luciano Almeida foi um verdadeiro guerrilheiro contra a ditadura. Repito, muito diferente de mim. Aliás, nunca concordei muito com os seus métodos e as suas opções. Muito registre-se, aliás quase nada. No entanto um ponto fundamental nos unia. Ambos, de forma e com intensidade diversas, resistiamos à ditadura. Melhor um resistente do qual divergia do que um leniente, de qualquer natureza.
Respeito
A luta de Luciano sempre mereceu meu respeito, repito, mesmo divergindo da forma. Uma pessoa que põe sua vida, sua integridade física e psicológica, a segurança da sua família em risco por uma causa, merece todo o respeito do mundo.
Em nome de Luciano Almeida, que hoje se foi, saúdo a todos os guerreiros e guerreiras que foram capazes de se sacrificar pela liberdade.
Esses são os melhores, concordemos com detalhes ou não.
Passo a palavra
Ao companheiro, guerrilheiro, poeta, amigo e parceiro Marcelo Mário de Melo. Ele militou com Luciano. Com ele, compartilhou muitos anos de cárcere. A palavra é sua, Marcelão.
Fala Marcelo
Companheiros e companheiras, cumpro a dolorosa função de dar a notícia da morte do nosso muito querido companheiro lutas,
Luciano de Almeida, hoje pela manhã, em Natal.
Luciano iniciou a militância política no movimento secundarista, antes de 1964. Passou para o PCBR a partir de 1964,
viveu na clandestinidade e foi preso político em Pernambuco por quase dez anos. Atuou na imprensa em Natal, publicou um livro e estava escrevendo o segundo volume da sua memória militante.
Deixará uma grande lacuna de ideias e afeto.
*José Nivaldo Junior, historiador e consultor em comunicação politica, é da Academia Pernambucana de Letras.
Veneziano recebe apoio à sua reeleição do vice-prefeito e do presidente da Câmara Municipal de Queimadas
28/07/2026
Ao receber os apoios, Veneziano ressaltou os laços políticos e familiares que os unem e reforçou a parceria que seu mandato tem mantido com a cidade de Queimadas. “Agradeço penhoradamente, renovando as minhas obrigações, que são políticas, administrativas, históricas e familiares, com o povo de Queimadas e região.
Ricardo Filho e Ricardo Lucena também confirmaram a Veneziano o apoio, como segunda opção ao Senado, à pré-candidatura de André Gadelha (MDB). “Ao tempo em que reitero nossos compromissos com o povo de Queimadas, agradeço a confiança do apoio de ambos à pré-candidatura do nosso companheiro de chapa An...
O Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) recebeu o apoio à sua pré-candidatura de reeleição ao Senado Federal do vice-prefeito de Queimadas, Ricardo Filho, conhecido como Minho; e do presidente da Câmara Municipal da cidade, Ricardo Lucena, que também é pré-candidato a deputado estadual. O apoio foi selado durante reunião nesta terça-feira (28).
Ao receber os apoios, Veneziano ressaltou os laços políticos e familiares que os unem e reforçou a parceria que seu mandato tem mantido com a cidade de Queimadas. “Agradeço penhoradamente, renovando as minhas obrigações, que são políticas, administrativas, históricas e familiares, com o povo de Queimadas e região.
Ricardo Filho e Ricardo Lucena também confirmaram a Veneziano o apoio, como segunda opção ao Senado, à pré-candidatura de André Gadelha (MDB). “Ao tempo em que reitero nossos compromissos com o povo de Queimadas, agradeço a confiança do apoio de ambos à pré-candidatura do nosso companheiro de chapa André Gadelha ao Senado da República”, declarou Veneziano.
Assessoria de Imprensa
Senador Veneziano Vital do Rêgo – MDB-PB
Pré-candidato à reeleição ao Senado Federal
Nota do governo comprova: bebê correu risco de morte porque Raquel usava UTI aérea como transporte VIP
28/07/2026
Aliás
O Poder já denunciou inúmeras vezes a repetição desses abusos de Raquel mas a governadora não tá nem aí. A prioridade dela foi, mesmo atrasada, montar em um cavalo e fazer imagens para as redes sociai...
A Secretaria de Saúde do Estado emitiu nota técnica para tentar explicar o caso do bebê nascido em Noronha e transportado para o Recife em avião contratado porque a governadora Raquel Teixeira Lyra estava usando a UTI aérea como "transporte VIP" nos seus deslocamentos pré-eleitorais pelo Sertão. A UTI, livre de equipamentos médicos e dotada de confortáveis poltronas esperava parada há quase 24h que a alegre comitiva da governadora se recuperasse da farra na noite anterior. A governadora iria para a Missa do Vaqueiro, em Serrita, onde chegou atrasada, levou um carão do padre celebrante por interromper a cerimônia religiosa. Enquanto isso, uma mãe e seu bebê corriam riscos de morrer em Fernando de Noronha pela falta da UTI aérea.

Aliás
O Poder já denunciou inúmeras vezes a repetição desses abusos de Raquel mas a governadora não tá nem aí. A prioridade dela foi, mesmo atrasada, montar em um cavalo e fazer imagens para as redes sociais, o verdadeiro centro administrativo do seu governo.
Para salvar a mãe e o bebê
A solução encontrada foi alugar uma aeronave em Natal (RN) para transporte de doentes onde não cabia a equipe médica e a mãe. Só o bebê. Assim, Raquel separou mãe e filho em momento crucial para ambos. Aliás, documentos em posse de O Poder comprovam que se a UTI aérea, transformada em transporte VIP, fosse utilizada, caberiam todos. Portanto, além dos riscos, custos triplicados para o Estado. A seguir, a nota do governo.
Nota Técnica
A Secretaria Estadual de Saúde informa que, neste domingo (26), uma paciente deu entrada no Hospital São Lucas (Em Fernando de Noronha) apresentando quadro de dor lombar com irradiação para a região pélvica.
Durante a avaliação clínica inicial, a paciente negou a possibilidade de gestação. No entanto, diante da suspeita diagnóstica, a equipe assistencial realizou exame de Beta HCG, que confirmou o quadro de gestação.
Na sequência, foi constatado que a paciente se encontrava em trabalho de parto em fase avançada, impossibilitando sua transferência em tempo hábil para uma unidade hospitalar no continente.
O parto foi conduzido pela equipe multiprofissional do Hospital São Lucas, seguindo os protocolos assistenciais vigentes.
Ainda no domingo, o bebê apresentou uma intercorrência clínica e foi transferido em UTI aérea com o acompanhamento de equipe médica especializada para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, no Hospital Maria Lucinda.
O bebê apresenta quadro clínico estável e a mãe já encontra-se no continente.
NR - O Poder está sempre aberto para às versões de pessoas e entidades citadas nas suas matérias.
Datafolha - Lula tem 50% das intenções de voto entre mulheres e Flávio, 40%, no 2º turno
28/07/2026
Cenário
No cenário testado pelo Datafolha, Lula aparece com 50% das intenções de voto entre as eleitoras, enquanto Flávio registra 40%. Já entre os homens, o quadro é equilibrado: 46% dizem preferir o senador, contra 45% que optariam pelo atual presidente. Considerando o total da amostra, Lula soma 48% das intenções de voto, ante 43% de Flávio. Outros 9% afirmam que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois, e 1% não soube responder.
Pesquisa
A pesquisa tem margem de erro de dois pontos porcentuais no resultado...
A pesquisa Datafolha mais recente reforçou um desafio considerado central pela equipe do senador Flávio Bolsonaro, PL, na corrida ao Palácio do Planalto: ampliar a aceitação entre o eleitorado feminino. O levantamento mostra que, em um eventual 2o turno contra o presidente Lula, PT, o petista mantém vantagem entre as mulheres, segmento que representa a maioria do eleitorado brasileiro.

Cenário
No cenário testado pelo Datafolha, Lula aparece com 50% das intenções de voto entre as eleitoras, enquanto Flávio registra 40%. Já entre os homens, o quadro é equilibrado: 46% dizem preferir o senador, contra 45% que optariam pelo atual presidente. Considerando o total da amostra, Lula soma 48% das intenções de voto, ante 43% de Flávio. Outros 9% afirmam que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois, e 1% não soube responder.
Pesquisa
A pesquisa tem margem de erro de dois pontos porcentuais no resultado geral. Nos recortes por gênero, a variação é de três pontos para mais ou para menos. O levantamento foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01166/2026.
TSE
De acordo com dados do TSE, as mulheres representam cerca de 52% do eleitorado brasileiro, o que faz desse público um dos principais focos dos candidatos a presidente.
Guerra na Ucrânia - Aconteceu a reunião de Trump e Zelensky para discutir defesa aérea à Ucrânia
28/07/2026
Zelensky
Em seu perfil no X, Zelensky afirmou que discutiu com Trump licenças para a produção do sistema de defesa antiaérea Patriot e “várias outras ideias que poderiam ajudar“. O Patriot é um equipamento desenvolvido pelos EUA, capaz de abater mísseis balísticos russos. “Também conversamos sobre diplomacia – é importante que o processo diplomático seja revitalizado. Nossas equipes organiza...
O presidente Trump, recebeu hoje, 28/07, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca. O encontro tratou de cooperação militar e negociações diplomáticas para o fim da guerra com a Rússia. A reunião se deu durante o agravamento do conflito. Tropas russas têm atacado áreas no leste ucraniano e cidades como a capital, Kiev. Nas últimas semanas, a Rússia bombardeou a infraestrutura portuária na região de Odessa com mísseis e drones. Em resposta, a Ucrânia intensificou investidas contra embarcações russas no Mar de Azov e no Mar Negro.

Zelensky
Em seu perfil no X, Zelensky afirmou que discutiu com Trump licenças para a produção do sistema de defesa antiaérea Patriot e “várias outras ideias que poderiam ajudar“. O Patriot é um equipamento desenvolvido pelos EUA, capaz de abater mísseis balísticos russos. “Também conversamos sobre diplomacia – é importante que o processo diplomático seja revitalizado. Nossas equipes organizarão os detalhes de suas futuras comunicações. Sou grato aos Estados Unidos por seu firme apoio“, declarou o presidente ucraniano. Zelensky disse ainda que prestou solidariedade pela morte do senador norte-americano Lindsey Graham, defensor do apoio à Ucrânia, morto em 12/07 aos 71 anos por problemas cardiovasculares. Também participou do encontro o presidente da Finlância, Alexander Stubb.
Mais de 30 deputados argentinos repudiam Milei por ataques a Lula em ato com Flávio Bolsonaro
28/07/2026
Texto
O texto, apresentado pelo deputado kirchnerista Jorge Taiana, expressa “enérgico repúdio aos episódios e às calúnias e injúrias violentas emitidas” pelo chefe do Executivo e cita “uma grave afetação das relações diplomáticas bilaterais e da política exterior da nação (argentina)”. O repúdio dos parlamentares diz que as declarações de Milei “extremamente graves” feitas pelo presidente argentino contra autoridades brasileiras em São Paulo....
Um grupo de mais de 30 deputados argentinos assinaram, até o início da tarde de hoje, terça-feira, 28/07, um documento para repudiar os ataques do presidente da Argentina, Javier Milei, contra o presidente Lula e o ministro do STF, Alexandre de Moraes. Até o momento, o documento foi assinado por 33 deputados do peronismo e do progressismo argentino. Entre as assinaturas estão as dos ex-ministros da Educação, Nicolás Trotta, das Relações Exteriores, Santiago Cafiero, e da Defesa, Agustín Rossi.

Texto
O texto, apresentado pelo deputado kirchnerista Jorge Taiana, expressa “enérgico repúdio aos episódios e às calúnias e injúrias violentas emitidas” pelo chefe do Executivo e cita “uma grave afetação das relações diplomáticas bilaterais e da política exterior da nação (argentina)”. O repúdio dos parlamentares diz que as declarações de Milei “extremamente graves” feitas pelo presidente argentino contra autoridades brasileiras em São Paulo. Os deputados manifestam “profunda preocupação” por ingerência de Milei nos assuntos internos e no processo político brasileiro, “vulnerando os princípios fundamentais do direito internacional”. Segundo eles, o episódio coloca em risco a convivência pacífica e os laços históricos de cooperação entre os países. “As declarações de Milei nos envergonham como argentinos”, afirmou o líder da iniciativa no Congresso, o deputado opositor Jorge Taiana.

Milei e Flávio
Milei desembarcou em São Paulo, no fim de semana passado, para participar do lançamento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro, PL, e distribuiu ataques contra o presidente brasileiro, que foi chamado por ele de “ladrão” e “presidiário”, e ao ministro Alexandre de Moraes, xingado de “lixo careca”.
Uso de dinheiro público
Milei foi denunciado por 2 advogados argentinos por suspeita de ter usado dinheiro público para vir ao Brasil participar do ato que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro, PL, à Presidência da República, em São Paulo. A representação criminal, assinada por José Lucas Magioncalda e Juan Martín Fazio, aponta que Milei teria cometido os delitos de descumprimento de dever como funcionário público e mau uso dos recursos. Segundo o documento, o chefe do Executivo teria usado o avião presidencial, assim como verbas do Estado e uma comitiva de funcionários do governo, para um evento de caráter partidário, sem ser uma agenda oficial no país.
EUA x Brasil - Governo Trump prorrogará estado de emergência contra o Brasil
28/07/2026
A decisão não prevê novas sanções ou tarifas contra o Brasil, que recentemente teve algumas exportações para os EUA taxadas em 37,5% após duas investigações do governo norte-americano.
Em meio às recentes tensões, o governo Donald Trump decidiu prorrogar o estado de emergência contra o Brasil por mais um ano. No comunicado, que será publicado amanhã, quarta-feira, 29/07, no Federal Register, o Diário Oficial norte-americano, o presidente dos EUA voltou a falar sobre casos de “censura e a prisão, por parte da Suprema Corte do Brasil” para justificar a decisão.
A decisão não prevê novas sanções ou tarifas contra o Brasil, que recentemente teve algumas exportações para os EUA taxadas em 37,5% após duas investigações do governo norte-americano.
Por escrito, Flávio Bolsonaro depõe à PF em inquérito sobre suposta calúnia a Lula
28/07/2026
Investigação
A investigação nasceu a partir de postagem nas redes sociais em janeiro depois da prisão de Nicolás Maduro. Flávio comparou Lula ao venezuelano e escreveu que Lula “será delatado". Na sequência, citou uma série de crimes. Para a Polícia Federal, Flávio atribuiu ao presidente brasileiro crimes como tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e apoio a terroristas.
Defesa de Flávio
Os advogados de Flávio a...
A defesa do senador Flávio Bolsonaro, PL, entregou por escrito o depoimento sobre o suposto episódio de calúnia contra o presidente Lula, PT. Por meio de nota, os advogados negaram que houve crime e alegaram que ocorreram comentários dentro do debate político. "Os advogados sustentam que as manifestações atribuídas ao senador se inserem no contexto do debate político e dizem respeito a posicionamentos públicos e afinidades políticas amplamente discutidos no cenário nacional e internacional."
Investigação
A investigação nasceu a partir de postagem nas redes sociais em janeiro depois da prisão de Nicolás Maduro. Flávio comparou Lula ao venezuelano e escreveu que Lula “será delatado". Na sequência, citou uma série de crimes. Para a Polícia Federal, Flávio atribuiu ao presidente brasileiro crimes como tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e apoio a terroristas.
Defesa de Flávio
Os advogados de Flávio argumentaram que a postagem geradora do pedido de investigação tinha uma mensagem para Lula e outra para Maduro. A defesa ressalta que a primeira frase era: "Lula será delatado". Na sequência, foi dado uma linha de espaço para então ser escrito: "É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas..." De acordo com o depoimento, a primeira frase continha observações em relação a Lula. A linha deixada como espaço teria sido incluída no texto para indicar uma mudança de endereço na mensagem e então foram feitos comentários atribuindo crimes a Maduro. O depoimento encaminhado pela defesa de Flávio ressalta que o pedido de investigação partiu de terceiros, a deputada Dandara, PT. Os advogados argumentam que este fato demonstra que Lula não se sentiu ofendido.
PF
A PF irá analisar o conteúdo entregue pelo pré-candidato do PL à sucessão presidencial para decidir se fará novas diligências policiais. Com a entrega do posicionamento, o depoimento que estava marcado para hoje, às 14h00, foi cancelado.
Democracia nas Mãos do Povo, Não nos Palácios: A Força do Estado de Direito em Tempos de Polarização - Por Antônio Campos
28/07/2026
Foi nesse cenário que a ministra Cármen Lúcia, durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), apresentou uma reflexão que ultrapassa os limites do Judiciário e alcança toda a sociedade. Ao afirmar que “democracia é modelo e prática de convivência humana. Não se acanha nos ambientes institucionais dos Estados, não começa nem termina na política. Na vida pode-se praticar ou não a democracia”, a ministra resgatou uma ideia fundamental: a democracia não é apenas um sistema de governo, mas uma cultura que precisa ser exercitada diariamente.
A democracia não pertence aos palácios, aos tribunais, aos partidos políticos ou aos ocupantes temporários do poder....
Em tempos de tensões políticas, discursos extremos e crescente desconfiança nas instituições, a democracia brasileira enfrenta um dos seus maiores desafios: preservar o equilíbrio entre a liberdade de expressão, o direito à divergência e o respeito às regras que garantem a convivência em sociedade.
Foi nesse cenário que a ministra Cármen Lúcia, durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), apresentou uma reflexão que ultrapassa os limites do Judiciário e alcança toda a sociedade. Ao afirmar que “democracia é modelo e prática de convivência humana. Não se acanha nos ambientes institucionais dos Estados, não começa nem termina na política. Na vida pode-se praticar ou não a democracia”, a ministra resgatou uma ideia fundamental: a democracia não é apenas um sistema de governo, mas uma cultura que precisa ser exercitada diariamente.
A democracia não pertence aos palácios, aos tribunais, aos partidos políticos ou aos ocupantes temporários do poder. Ela pertence ao povo. É construída na participação popular, no respeito às diferenças, na liberdade de pensamento e na compreensão de que uma sociedade plural não pode ser guiada pela imposição de uma única visão de mundo.
O Estado de Direito nasce justamente para impedir que a força substitua a razão, que interesses individuais estejam acima das normas coletivas e que governantes ou grupos políticos tenham poder ilimitado. A Constituição Federal representa esse pacto civilizatório: estabelece direitos, define deveres e determina os limites de atuação de todos, inclusive daqueles que exercem funções públicas.
A história demonstra que democracias raramente desaparecem de um dia para o outro. Muitas vezes, elas são enfraquecidas gradualmente, quando a intolerância passa a ser aceita como método político, quando instituições são atacadas por conveniência, quando adversários deixam de ser vistos como cidadãos com opiniões diferentes e passam a ser tratados como inimigos.
O Brasil viveu, nos últimos anos, uma intensa disputa de narrativas, marcada por uma profunda polarização. O debate político, essencial em qualquer democracia, muitas vezes foi substituído pela lógica do confronto permanente. Redes sociais transformaram divergências em batalhas, e a circulação de informações falsas passou a desafiar a capacidade da sociedade de construir decisões baseadas em fatos.
Nesse ambiente, o fortalecimento das instituições democráticas se torna ainda mais necessário. A independência entre os Poderes, a atuação da Justiça, a fiscalização dos atos públicos e a existência de uma imprensa livre são pilares que protegem a sociedade contra abusos e excessos.
Mas a defesa da democracia também exige responsabilidade institucional. Nenhuma autoridade, nenhuma instituição e nenhum grupo político está acima das críticas. O Estado de Direito não significa ausência de questionamentos; significa que os conflitos devem ser resolvidos dentro das regras democráticas, pelo diálogo, pelos instrumentos legais e pelo respeito à Constituição.
A fala da ministra Cármen Lúcia chama atenção para um ponto muitas vezes esquecido: a democracia começa nas pequenas relações humanas. Está presente quando uma pessoa respeita uma opinião diferente, quando uma comunidade debate seus problemas, quando cidadãos participam das decisões públicas e quando direitos fundamentais são reconhecidos mesmo para aqueles com quem não concordamos.
Uma democracia madura não exige que todos pensem da mesma forma. Pelo contrário. Sua grandeza está justamente na capacidade de reunir diferentes pensamentos, ideologias, culturas e experiências em torno de um princípio comum: ninguém pode ser excluído do direito de participar da construção coletiva da sociedade.
O maior desafio democrático do Brasil não está apenas em preservar instituições, mas em fortalecer uma consciência democrática entre os cidadãos. Porque leis e estruturas são indispensáveis, mas nenhuma democracia sobrevive sem valores compartilhados.
A democracia não pode ser propriedade de governos, partidos ou lideranças políticas ou instituições. Ela precisa permanecer onde sempre deveria estar: nas mãos do povo.
Nos palácios, existem autoridades temporárias. Nas instituições, existem funções públicas. Mas é na sociedade que a democracia encontra sua verdadeira razão de existir.
Em tempos de polarização, defender o Estado de Direito é defender a ideia de que ninguém está acima da lei, de que toda voz tem espaço dentro dos limites da convivência democrática e de que o futuro de uma nação não pode ser construído pelo ódio, mas pelo compromisso permanente com a liberdade, a justiça e o respeito.
*Antônio Campos, Curador Geral da Fliporto, advogado, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras e da ABI - Associação Brasileira de Imprensa. @antoniocampos.adv
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
O que está em jogo nas hostilidades dos EUA com o Brasil – por Virgínia Pignot*
28/07/2026
Batem em países latino americanos, no Irã, e até em países ou continentes historicamente aliados, como o Canadá, a Europa. Cobram tarifas elevadas, agridem, invadem. Já a China tem aberto as portas e os bolsos para negociar com os países e para financiar projetos destes parceiros comerciais. Com a ascensão da China como potência econômica mundial, os EUA estão encontrando dificuldades para manter o domínio do dólar como moeda de referência para trocas comerciais a nível internacional.
Neste contexto, vamos ver o que está em jogo na quebra de braço entre o Brasil e os Estados Unidos, e a posição que o governo Lula tem assumido face aos ataques à soberania nacional.
O fator Pix
O Pix é o modo de pagamento instantâneo utilizado por mais de 170 milhões de pessoas no Brasil. Lançado pelo Banco Central em 2020, o Pix mudou completamente o cotidiano dos br...
Os EUA têm assumido uma postura muito agressiva na sua política externa
Batem em países latino americanos, no Irã, e até em países ou continentes historicamente aliados, como o Canadá, a Europa. Cobram tarifas elevadas, agridem, invadem. Já a China tem aberto as portas e os bolsos para negociar com os países e para financiar projetos destes parceiros comerciais. Com a ascensão da China como potência econômica mundial, os EUA estão encontrando dificuldades para manter o domínio do dólar como moeda de referência para trocas comerciais a nível internacional.
Neste contexto, vamos ver o que está em jogo na quebra de braço entre o Brasil e os Estados Unidos, e a posição que o governo Lula tem assumido face aos ataques à soberania nacional.
O fator Pix
O Pix é o modo de pagamento instantâneo utilizado por mais de 170 milhões de pessoas no Brasil. Lançado pelo Banco Central em 2020, o Pix mudou completamente o cotidiano dos brasileiros. Segundo o Fundo Monetário Internacional, o Pix permitiu a mais de 50 milhões de pessoas de fazer um primeiro deposito bancário já no primeiro ano do seu lançamento. Comparado ao Wero europeu, um sistema privado que utiliza vários bancos europeus, ligado às redes internacionais de pagamento, o Pix tem a vantagem de ser publico, e de escapar às taxas cobradas pelas redes de cartão de crédito como a Visa e Mastercard, americanas. Por isso o Pix desagrada à Trump, sendo uma das razoes alegadas por ele para declarar o Brasil como pais hostil, porque desfavoreceria o lucro de empresas americanas. Isto nem sempre é verdadeiro, pois por outro lado a chegada do pix aumentou o numero de pessoas que usam cartão de crédito no Brasil, o que aumenta lucro dos americanos, insaciáveis.
O fator ideológico
Os governos Trump são marcados por alianças com candidatos e governos da extrema direita mundial, que fazem aliança com o Trumpismo sem se importar com os interesses, com a soberania do próprio povo e país. Na campanha eleitoral de 2018, Steve Bannon, que tinha trabalhado para a primeira eleição de Trump, participou da campanha de Bolsonaro no Brasil.
No dia 15 de julho último os EUA anunciaram a aplicação de um novo tarifaço que visa atingir a exportação de produtos brasileiros. Alegam deslealdade de praticas comerciais brasileiras em relação a empresas americanas, e falta de colaboração do governo brasileiro para chegar a um acordo. Os argumentos não são baseados em números ou em fatos. Os EUA é superavitário, quer dizer, ganha dinheiro com as trocas comerciais com o Brasil O argumento de falta de colaboração do gov. brasileiro é falso. O Itamaraty negociou, propôs baixar a taxa da importação do etanol reclamada, se os EUA baixasse a taxa de importação do açúcar brasileiro para os EUA, os EUA recusaram. Lula reclama da ativa colaboração da família Bolsonaro que tenta marcar gol contra o Brasil:
“São falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros.”
O fator das políticas públicas.
O governo Trump tem privilegiado lucros de grandes empresas americanas em detrimento de investimentos públicos em infra-estrutura, segurança alimentar, educação, etc, além de ter aumentado muito gastos com as guerras. Em função desta politica pública desastrosa o Banco Central americano informou que atualmente há mais americanos passando fome que durante a pandemia do COVID. A guerra de tarifas ao Brasil parecia ter-se acalmado quando após um encontro com Lula Trump falou da boa “química” entre eles. Mas o raivoso secretario Marco Rubio, em carta recente endereçada à Flavio Bolsonaro, não só agradece a proposta deste de abrir as portas do governo brasileiro, se ele ganhar as eleições, ao governo americano já no período de transição, como não faz concessão nenhuma ao governo atual, como prova o novo tarifaço.
O Fator financeiro e monetário
Para ajudar os setores prejudicados pelo novo tarifaço, o governo brasileiro sai em busca de novos mercados, e libera verbas enquanto isso para que atividades e empregos afetados possam se manter.
Em artigo recente à revista Carta Capital o economista Luiz Gonzaga Belluzzo mostra como a China constrói aos poucos alternativas à hegemonia do dólar. A estratégia construída à moda chinesa, “devagar e sempre”, aposta em um sistema monetário desvinculado do empoderamento do dólar na função de moeda internacional. Os EUA discordam, mas segundo o economista Kobori, batendo em quase todo mundo, os EUA estão colocando os outros países no colo da China. E o Brasil nessa historia?
Os jornais China Daily e Global Times informam que em reunião em Pequim, autoridades chinesas e brasileiras celebraram a emissão de títulos públicos e privados dos mercados financeiros da China. O Brasil foi a primeira Nação autorizada a emitir Títulos Panda. Outras estão na fila.
Enquanto os EUA chegam batendo, os chineses seguem as regras dos organismos multilaterais criadas pelo imperialismo americano, e buscam ampliar os acordos de trocas de moedas com os seus parceiros comerciais mais importantes. O Brasil está pegando esta onda junto.
*Virgínia Pignot é médica e articulista. Mora em Toulouse, França, desde os anos 1980.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.