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Terremoto na manhã de Taiwan. Alerta de Tsunami no Japão e Filipinas.

02/04/2024 - Jornal O Poder

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Os japoneses e filipinos estão vivendo uma manhã dramática. Um terremoto de 7,5 grau na escala richter, sem vítimas identificadas em Taiwan provocou alerta de tsunami com ondas de até três metros, em áreas das Filipinas e do Japão.
Suspense.



Susto grande

Assista ao vídeo e avalie.


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Os japoneses e filipinos estão vivendo uma manhã dramática. Um terremoto de 7,5 grau na escala richter, sem vítimas identificadas em Taiwan provocou alerta de tsunami com ondas de até três metros, em áreas das Filipinas e do Japão.
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Da Série – Os Mistérios do Aquém: As Pontes Fantasmas – Por Natanael Sarmento*

21/07/2026

Os militares “salvadores da pátria” defensores da moralidade da Ditadura exacerbavam na repressão e na censura. Tudo para encobrir as falcatruas mantidas debaixo do tapete. O mar de lama da corrupção do "Milagre Econômico": endividamento do país com banqueiros estrangeiros e dinheiro público esmerilado em obras faraônicas e superfaturadas. A ditadura fazia a mágica do sumiço de cadáveres de opositores do regime e também do dinheiro público.

Engenharias

A construção da Ponte Rio Niterói não simboliza apenas monumento da nossa engenharia civil digna de louvor. Merece igualmente a láurea máxima pela engenharia financeira dos militares moralistas.

Orçamento

O projeto aprovado foi orçado em Cr$ 114 milhões de cruzeiros como se chamava nosso dinheiro na época. Mas aí ocorrem os “imprevisíveis” percalços da “força maior” e do “caso fortuito” - inexoráveis nos contratos com a administração brasileira.

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Os militares “salvadores da pátria” defensores da moralidade da Ditadura exacerbavam na repressão e na censura. Tudo para encobrir as falcatruas mantidas debaixo do tapete. O mar de lama da corrupção do "Milagre Econômico": endividamento do país com banqueiros estrangeiros e dinheiro público esmerilado em obras faraônicas e superfaturadas. A ditadura fazia a mágica do sumiço de cadáveres de opositores do regime e também do dinheiro público.

Engenharias

A construção da Ponte Rio Niterói não simboliza apenas monumento da nossa engenharia civil digna de louvor. Merece igualmente a láurea máxima pela engenharia financeira dos militares moralistas.

Orçamento

O projeto aprovado foi orçado em Cr$ 114 milhões de cruzeiros como se chamava nosso dinheiro na época. Mas aí ocorrem os “imprevisíveis” percalços da “força maior” e do “caso fortuito” - inexoráveis nos contratos com a administração brasileira.

O bolo cresce

No final a Rio-Niterói custou Cr$ 594 milhões, superfaturada em 5 vezes o valor inicial já superfaturado como sói acontecer com o dinheiro da Viúva Fazenda Pública.

Rir para não chorar

Aos brasileiros, amordaçados, restava fazer piada com a roubalheira correndo risco de serem denunciados pelos arapongas e acabarem torturados nos porões do DOPS. Lembramos uma recorrente: “Estou atrás de 4 pontes, você podia dar uma olhada no guarda roupa e debaixo da cama?”

Bois gordos

A obra bilionária envolvia bois gordo do alto escalão do governo e da burguesia empresarial contratada. Do "clube das empreiteiras" que se tornou maios rico ainda e consolidou impérios justamente com a Ditadura Militar.

Boi voador

Pegadinhas com ponte os Pernambucanos conhecem desde os tempos dos holandeses de Maurício de Nassau. Mas a jogada de mestre de servir de gazua para arrombar a porta da Fazenda não foi tão engraçada. A Companhia Construtora Brasileira de Estradas - CCBE do Consórcio Construtor Rio-Niterói composto pela Construtora Ferraz Cavalcanti, Servix Engenharia, EMEC - Empresa de Melhoramentos e Construção, não mais que de repente, entra em colapso financeiro e vai à falência. Suspeita-se de negócio simulado para abrir a porteira e deixar a boiada passar. A boiada gorda que de fato assumiu a construção.

Nome aos bois

Durante a “construção” , os capos poderosos chefões da Ditadura foram Generais Arthur da Costa e Silva e Emílio Grrastazu Médici. O “condotiero foi o” Ministro dos Transportes coronel Mário (10% Andreazza, na zombaria popular) foi o "padrinho". O consórcio envolveu as Construtoras Camargo Correia, Andrade Gutierrez e Mendes Júnior.

O bolo que cresceu

O ministro da Fazenda Delfim Netto congelava salários e pedia paciência ao trabalhador explorador e povo com fome que esperasse " o bolo crescer para depois dividi-lo". Cresceu a bolada da dívida externa brasileira de US$ 3 bilhões em 1964 para estrondosos US$ 100 bilhões em 1984. Bolo devorado nos banquetes privados das empreiteiras e guardado a sete chaves sob o segredo bancário dos Alpes suíços.

Viúvas

Da ditadura e dessas falcatruas de crimes sem castigo pedem a volta do AI-5 e conspiram contra o Brasil nos EUA com discursos de “patriotas” Mas mentira tem pernas curtas e um dia as máscaras caem. Ditadura, nunca mais!


*Natanael Sarmento é professor e escritor, e integrante do Diretório Nacional da UP. @sarmentonatanael



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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.




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"Crônicas do Recife Antigo" (O grafite de Renato Valle) - Crônica - Por Romero Falcão*

21/07/2026

Os Invisíveis

Enquanto o povo anda apressado pelo Recife Antigo, uns a caminho do trabalho, muitos dentro de ônibus e carros, outros turistando, apontando para a Rosa dos Ventos de Cícero Dias, o premiado pintor Renato Valle — ouro da casa — caminha, caminha com olhar atento e sensível para os homens invisíveis, invisíveis diante de nós e das vitrines. Os invisíveis, sem teto nem cor, moradores de rua do Recife Velho, sob o sol corrosivo. Dessas observações nasceu a exposição Crônicas do Recife Antigo, em cartaz até 16 de agosto, na Torre Malakoff, onde fui conferir e recomendo.

Meus Olhos se Alimentam dos Quadros

Subo a escada íngreme, de madeira escura e velha. No amplo salão, por sorte, encontro o artista na sua simplicidade pungente. A simplicidade dos espíritos que dão alto sentido ao mundo. Na medida em que meus olhos se alimentam dos quadros, ele explica o processo de composição de cada tela.

Fortement...

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Os Invisíveis

Enquanto o povo anda apressado pelo Recife Antigo, uns a caminho do trabalho, muitos dentro de ônibus e carros, outros turistando, apontando para a Rosa dos Ventos de Cícero Dias, o premiado pintor Renato Valle — ouro da casa — caminha, caminha com olhar atento e sensível para os homens invisíveis, invisíveis diante de nós e das vitrines. Os invisíveis, sem teto nem cor, moradores de rua do Recife Velho, sob o sol corrosivo. Dessas observações nasceu a exposição Crônicas do Recife Antigo, em cartaz até 16 de agosto, na Torre Malakoff, onde fui conferir e recomendo.

Meus Olhos se Alimentam dos Quadros

Subo a escada íngreme, de madeira escura e velha. No amplo salão, por sorte, encontro o artista na sua simplicidade pungente. A simplicidade dos espíritos que dão alto sentido ao mundo. Na medida em que meus olhos se alimentam dos quadros, ele explica o processo de composição de cada tela.

Fortemente Humano

"A câmera fotográfica em vez de um bloco de esboços." O grafite dando corpo, carne, alma, tremores e ternura expostas nas calçadas. São mulheres, homens, crianças e cães num conjunto de desenhos que revela com intensa crueza o que a sociedade evita enxergar. Tal qual Portinari, o traço de Renato Valle é mais do que social: é fortemente humano.

Portas Fechadas

Retiro o celular do bolso, fotografo as obras. Um sinal de trânsito — proibido estacionar — pintado num portão. No chão, um homem deitado de lado sobre um papelão, a grife tatuada na bermuda, a tornozeleira eletrônica abraçando o ponto baixo da perna. Quando bati os olhos, me veio o ímpeto de escrever um conto: "Portas Fechadas".

A Indiferença

Paro diante da cadeirante dando comida aos cachorros. A arte é o mais profundo grito. O berro de Renato Valle ecoa em todas as perspectivas. Admiro quem faz da arte — pintura, literatura, música, cinema, teatro — uma poderosa lâmina lacerando a indiferença dos bem-nascidos e a desigualdade como projeto dos escolhidos.

Vigor Inquietante

Apesar de retratar a rua morta, o sofrimento alheio, o Recife feio, há delicadeza no traço do artista: o pombo de pata amputada, o cão fazendo força no instante de botar merda pra fora, a senhora sentada- olhar desolado- na soleira da loja pichada e de portas cerradas — que nos atingem com vigor inquietante. Eis o processo criativo nas palavras do pintor:

"Embate Constante"

"O estudo não define propriamente o desenho. Há um embate constante entre o artista, o papel e o grafite. Muitas vezes mando no trabalho; outras vezes é ele que me pede o que fazer. O estudo é apenas uma base criada a partir dos registros e das reflexões sobre o tema e a cena escolhida. O resultado não deve ser uma simples execução de uma imagem pré-definida."



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Saio da Torre Malakoff com a sensação de que Renato Valle também é um cirurgião de catarata. Da catarata que embaça a vista para os filhos mais sombrios da cidade.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda



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Ex-deputado estadual e ex-prefeiro de Campina Grande, Félix Araújo anuncia apoio à pre-campanha de reeleição de Veneziano ao Senado

21/07/2026

O advogado campinense Félix Araújo Filho anunciou nesta segunda-feira (20) o apoio à pre-campanha de reeleição do Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). Félix, renomado advogado campinense, exerceu mandato de deputado estadual na atual legislatura, foi presidente da Câmara de Campina Grande por dois biênios, de 1987 a 1988 e de 1991 a 1992; e foi prefeito de Campina Grande entre 1993 e 1997.

“Ontem tive a alegria de reencontrar o amigo e ex-prefeito Félix Araújo. Fiquei profundamente honrado em receber sua mensagem de apoio ao nosso projeto de reeleição ao Senado”, disse Veneziano, através de mensagem de agradecimento publicada em suas redes sociais.

“Receber o reconhecimento e a confiança de quem tem uma trajetória de serviços prestados à nossa cidade fortalece ainda mais o compromisso de seguir trabalhando por Campina Grande e por toda a Paraíba”, complementou Veneziano.

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Poema sobre a Cheia de 75 - Por Eduardo Albuquerque*

21/07/2026

Aquietas, sossega coração,
Suportas tamanha comoção;
Foi surpresa tal ocasião,
Eis que chegou de supetão.

Transborda o Capibaribe,
Também o Beberibe;
Quase submerso, o Recife,
O boato então espalhou-se.



Rompeu a barragem Tapacurá,
A Margot Fonteyn vem pra cá;
O Recife inteiro inundará.

Desespero na Veneza Brasileira!
Maior tragédia, uma bagaceira:
Tristes quinta e sexta-feiras.


Poema extraído do livro POEMARANA, a ser lançado em agosto/26.


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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Aquietas, sossega coração,
Suportas tamanha comoção;
Foi surpresa tal ocasião,
Eis que chegou de supetão.

Transborda o Capibaribe,
Também o Beberibe;
Quase submerso, o Recife,
O boato então espalhou-se.



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Rompeu a barragem Tapacurá,
A Margot Fonteyn vem pra cá;
O Recife inteiro inundará.

Desespero na Veneza Brasileira!
Maior tragédia, uma bagaceira:
Tristes quinta e sexta-feiras.


Poema extraído do livro POEMARANA, a ser lançado em agosto/26.


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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Sob a luz da nossa própria realidade, Zé da Flauta* contesta Jorge Henrique Pinho

21/07/2026

Meu caro Jorge Henrique, é um privilégio travar esse diálogo nas páginas do Jornal O Poder. Você entrou no debate de jaleco, com a precisão dos dados e a elegância de quem sabe discordar sem erguer muros. A sua crítica é justa no alerta: a ciência não santifica folhas, e o organismo humano tem suas fragilidades.

Contudo, peço licença para ajustar o foco da lente sob a luz da nossa própria realidade.

Quando você escreve, com brilhantismo, que "acolher quem caiu não exige ornamentar o precipício", concordo plenamente. O vício é uma dor real, uma sombra que desaba sobre famílias e que nenhuma retórica literária deve glamorizar. Minha divergência, portanto, não é com a medicina, mas com a engenharia desse abismo.

O proibicionismo não se limitou a sinalizar o perigo; ele cavou o precipício mais fundo, cercou-o de arame farpado, colocou uma farda na borda e empurrou para lá os mais vulneráveis. Tratar um problema de saúde pública com o Código Pen...

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Meu caro Jorge Henrique, é um privilégio travar esse diálogo nas páginas do Jornal O Poder. Você entrou no debate de jaleco, com a precisão dos dados e a elegância de quem sabe discordar sem erguer muros. A sua crítica é justa no alerta: a ciência não santifica folhas, e o organismo humano tem suas fragilidades.

Contudo, peço licença para ajustar o foco da lente sob a luz da nossa própria realidade.

Quando você escreve, com brilhantismo, que "acolher quem caiu não exige ornamentar o precipício", concordo plenamente. O vício é uma dor real, uma sombra que desaba sobre famílias e que nenhuma retórica literária deve glamorizar. Minha divergência, portanto, não é com a medicina, mas com a engenharia desse abismo.

O proibicionismo não se limitou a sinalizar o perigo; ele cavou o precipício mais fundo, cercou-o de arame farpado, colocou uma farda na borda e empurrou para lá os mais vulneráveis. Tratar um problema de saúde pública com o Código Penal na mão foi a grande alucinação do último século. A fumaça da clandestinidade só serviu para financiar o crime organizado e blindar o mercado de qualquer controle real, deixando o usuário à mercê de substâncias sem qualquer controle de pureza ou potência.

A natureza, de fato, não é um salvo-conduto de inocência. A jararaca continua sendo perigosa, mas a solução histórica para o seu veneno nunca foi prender a cobra ou criminalizar quem passa perto dela, e sim criar o soro. Ao defender a maturidade de experiências internacionais como a do Canadá ou do Uruguai, não busco a panaceia de um mundo perfeito onde o mercado ilegal desapareça por encanto ou onde os riscos sumam num sopro.

Busco a razão prática: transferir o controle daquilo que é perigoso das mãos do traficante de esquina para o balcão regulado do Estado. O que assusta na proibição não é o zelo pela saúde, mas a pretensão de usar a força do Estado para decidir o que o cidadão adulto pode ou não fazer com a própria consciência em sua esfera privada.

Entre a demonização paranóica e a santificação ingênua, o chão seguro que nos resta é o da autonomia responsável. A verdadeira lucidez não teme o debate aberto e nem se esconde atrás de tutelas paternalistas. Prefiro o risco de uma sociedade de homens e mulheres livres, educados para lidar com suas próprias escolhas e abismos, ao falso conforto de um Estado que finge nos proteger enquanto confisca nossa capacidade de discernir.

Que a ciência continue de jaleco, pesquisando e prescrevendo, mas que a liberdade individual possa caminhar de cabeça erguida, sem precisar pedir licença para existir.

*Zé da Flauta é compositor, escritor e gênio da raça nas horas vagas.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o debate respeitoso e o livre confronto de ideias.




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O Dia em que Acreditou-se que Tapacurá Estourou - Por José Ricardo de Souza*

21/07/2026

Desde 1632, a história registra grandes enchentes em Pernambuco. Umas de maiores, outras de menores proporções, mas todas causando muitos danos à população. Depois das de 1970, houve pressão para que os governos estadual e federal tomassem providências no sentido de proteger o Recife das cheias. Uma das providências seria a construção de barragens. Em 1973, foi inaugurada a de Tapacurá e a população acreditava que apenas ela seria a solução para evitar as enchentes.

Maior calamidade do século passado

Em 1975, para surpresa de todos, houve uma enchente que foi considerada a maior calamidade do século passado. Aconteceu entre os dias 17 e 18 de julho, quando 80% da população do Recife ficou debaixo d’água, 25 municípios da bacia do rio Capibaribe também foram atingidos, morreram 107 pessoas e outras milhares ficaram desabrigadas. Ferrovias foram destruídas, pontes desabaram, casas foram arrastadas pelas águas. Por terra, o Recife ficou isolado do rest...

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Desde 1632, a história registra grandes enchentes em Pernambuco. Umas de maiores, outras de menores proporções, mas todas causando muitos danos à população. Depois das de 1970, houve pressão para que os governos estadual e federal tomassem providências no sentido de proteger o Recife das cheias. Uma das providências seria a construção de barragens. Em 1973, foi inaugurada a de Tapacurá e a população acreditava que apenas ela seria a solução para evitar as enchentes.

Maior calamidade do século passado

Em 1975, para surpresa de todos, houve uma enchente que foi considerada a maior calamidade do século passado. Aconteceu entre os dias 17 e 18 de julho, quando 80% da população do Recife ficou debaixo d’água, 25 municípios da bacia do rio Capibaribe também foram atingidos, morreram 107 pessoas e outras milhares ficaram desabrigadas. Ferrovias foram destruídas, pontes desabaram, casas foram arrastadas pelas águas. Por terra, o Recife ficou isolado do resto do País durante dois dias.

Quando as águas começaram a baixar, as pessoas, fisicamente e psicologicamente fragilizadas, foram aos poucos avaliando os prejuízos e retomando suas vidas. Foi nesse cenário que, por volta das 10 horas do dia 21 de julho, surgiu o boato de que a barragem de Tapacurá (que tem capacidade para acumular 94 milhões de metros cúbicos de água e nada sofrera com a enchente) havia estourado e que a cidade seria destruída pelas águas em poucas horas.

“Tapacurá estourou!”

O alarme anônimo provocou pânico em toda a cidade e o Recife enlouqueceu. O grito ecoou de boca em boca, começou a correria de um lado para outro em busca dos parentes e amigos para fugirem ou morrerem juntos. Motoristas gritavam para os pedestres: “Fujam! A barragem estourou!” Algumas pessoas corriam no sentido cidade-subúrbio, outros no sentido subúrbio-cidade. Uns subiam em árvores, outros subiam até os últimos andares de edifícios, grande parte simplesmente abandonava os postos de serviços em comércio, escritórios e até bancos. Lojas, colégios e repartições públicas ficaram vazias.



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“Salve-se quem puder!”

Carros trafegavam em velocidade na contramão. Ônibus foram invadidos fora das paradas por aflitos fugitivos, ao mesmo tempo em que passageiros apavorados saltavam pelas janelas. Mulheres em pleno ataque de nervos gritavam de mãos estendidas para o alto. “Salve-se quem puder!”.

Pedestres alarmados

Pedestres imploravam por carona, mesmo sem saber o destino do veículo, mas apenas para sair dali. Das ruas transversais saiam multidões alarmadas, gente carregando roupas, aparelhos de televisão, bujões de gás, colchões. A loucura era tal, que até doentes internados em hospitais abandonaram ambulatórios e enfermarias, alguns vestidos com os característicos camisolões, para se juntarem à massa em fuga.

Governo decretou calamidade pública

O governador do estado, José Francisco de Moura Cavalcanti, em seu gabinete, cuidava das ações de assistência aos municípios em que ele decretara estado de calamidade pública em consequência das inundações. Quando soube da notícia, convocou o coronel Geraldo Pereira de Lima, chefe da Casa Militar, para saber o que estava havendo. Ainda sem saber que se tratava de uma mentira, o governador afirmou “Agora não é mais tragédia, agora é mortandade.”

Feita a comunicação com a administração da barragem, constatou-se que a situação era normal. O governador dirigiu-se para o meio da confusão, em frente ao Diretório Central dos Estudantes, na rua do Hospício. Os estudantes choravam, agitados. O governador disse a eles que a notícia da barragem não era verdadeira, que se Tapacurá houvesse estourado ele não estaria ali naquele momento. Os estudantes se acalmaram e tomaram as ruas gritando para o povo que a notícia sobre o estouro de Tapacurá era falsa, que era boato, que estava tudo bem.

Mas, somente após os insistentes boletins divulgados pelas emissoras de rádio e televisão, alguns feitos pelo próprio governador desmentindo o boato, a vida da cidade reordenou-se aos poucos.

35 anos depois, em 5 de maio de 2011, um novo boato sobre a barragem de Tapacurá foi disseminado. Suponha-se que tudo começou por volta das 12h, quando chegou às repartições públicas em Recife a notícia de que o expediente seria reduzido (até as 16h) porque a maré começaria a subir, e as ruas possivelmente ficariam alagadas. A partir daí, o boato começou a se espalhar e chegou aos Trending Topics do Twitter com postagens como: “As comportas de Tapacurá e da Barragem de Carpina foram abertas e a cidade vai ser toda alagada“, “Tapacurá rompeu. Fujam do Recife“, “Deus ajude os meus parentes em São Lourenço da Mata pois a barragem de Carpina transbordou“.

Shoppings

Por volta das 16h, shoppings da Grande Recife fecharam suas portas, além de Faculdades como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Católica e Faculdade Maurício de Nassau, que liberaram seus alunos das aulas noturnas. A situação estava tão crítica no meio da tarde que o Governador Eduardo Campos concedeu entrevista em diversas rádios para acalmar a população com informações verdadeiras do que estava ocorrendo nas barragens do Estado.

Cine PE interrompido

O Cine PE (Festival de Cinema de Pernambuco) teve sua exibição interrompida no meio para que a organização desse um aviso: “O Governo do Estado pedia para o festival encerrar as atividades mais cedo na noite de ontem, pois voltaria a chover forte e as ruas ficariam alagadas”. Mesmo com a produção do evento pedindo para “não haver pânico”, o contrário foi alcançado com diversas pessoas saindo correndo do Centro de Convenções de Pernambuco.



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Toda barragem é projetada para sangrar

A verdade é que toda barragem é projetada para verter água (sangrar) quando chega num limite de segurança. Apenas o rio Capibaribe e seus afluentes podem subir o nível das águas nas regiões metropolitana e centro da capital pernambucana. Com a chuva causando rápida elevação do nível das barragens Goitá, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, e Tapacurá, no Grande Recife, a Superintendência de Projetos de Recursos Hídricos (na época responsável pelo gerenciamento aquífero do Estado hoje feito pela APAC) alertou apenas para a possibilidade de iniciar o processo de vertimento da barragem, que transcorreu dentro das normas de segurança exigidas para este tipo de procedimento. Dentre as barragens que compõem o Sistema de Contenção de Cheias do Rio Capibaribe, a única que não verteu foi a barragem de Carpina, que estava apenas com 60% da sua capacidade.

Barragem de Tapacurá

A barragem de Tapacurá, inaugurada em 1973, atualmente é responsável por 65% do abastecimento de todo o Grande Recife. O último processo de vertimento na barragem de Tapacurá ocorreu em 07 de junho de 2022. Os reservatórios que compõem o Sistema de Contenção de Cheias do Rio Capibaribe, são monitorados diariamente pela equipe técnica da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) e da Compesa. Reforça-se que os reservatórios formam o sistema, composto ainda pelas barragens de Jucazinho (Surubim), Carpina (Lagoa do Carro), Tapacurá (São Lourenço da Mata) e Goitá (Paudalho). Elas protegem os 45 municípios instalados ao longo do leito do Capibaribe e, juntas, podem reter cerca de 750 milhões de m³ de água.

Boato

Guardado as devidas proporções de tempo e espaço, podemos dizer que o boato sobre o rompimento de Tapacurá em 1975 foi nossa versão da invasão de Marte transmitida por Orson Welles em 1938. E isso numa época em que não existiam redes sociais, nem internet, apenas pela força da propagação de fakes news, termo, aliás, que nem existia quando os recifenses se apavoraram ante à ameaça da destruição completa da cidade com uma nova enchente. Fica a lição: nunca acredite em boatos, procure sempre as fontes de informação oficiais e com credibilidade para isso.

*José Ricardo de Souza, é historiador, professor da rede pública estadual de ensino, e escritor. Membro do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e da Academia de Letras e Artes da Cidade do Paulista (ALAP). Criador do projeto Muita História pra Contar. @josericardope01



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Ensaio - Como a proibição do voto feminino afeta a democracia nos EUA? O "#RepealThe19th" como um sintoma de subversão indesejada do regime político

21/07/2026

Por Pedro de Arruda*

Em 1972, o cientista político Robert Alan Dahl publicou a obra "Poliarquia: Participação e Oposição", estabelecendo de certa forma as bases do pensamento contemporâneo da democracia liberal. Entre outras coisas, o autor cria um modelo empírico para a democracia baseando-se em duas dimensões principais: a contestação pública (oposição e competição eleitoral aberta) e a participação (amplo acesso ao processo decisório). Imediatamente, entendemos que essa duas dimensões são pilares inegociáveis do processo democrático, sendo alcançadas por algumas garantias ou exigências institucionais, em especial por uma que apresenta-se como núcleo central da presente análise: o direito ao voto, caracterizado pelo sufrágio universalizado.

O voto, evidentemente, configura-se como um dos elementos centrais da democracia liberal. Isso porque, através da inclusividade, o voto deixou de ser restrito a um grupo específico e passou a ser entendido a ou...

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Por Pedro de Arruda*

Em 1972, o cientista político Robert Alan Dahl publicou a obra "Poliarquia: Participação e Oposição", estabelecendo de certa forma as bases do pensamento contemporâneo da democracia liberal. Entre outras coisas, o autor cria um modelo empírico para a democracia baseando-se em duas dimensões principais: a contestação pública (oposição e competição eleitoral aberta) e a participação (amplo acesso ao processo decisório). Imediatamente, entendemos que essa duas dimensões são pilares inegociáveis do processo democrático, sendo alcançadas por algumas garantias ou exigências institucionais, em especial por uma que apresenta-se como núcleo central da presente análise: o direito ao voto, caracterizado pelo sufrágio universalizado.

O voto, evidentemente, configura-se como um dos elementos centrais da democracia liberal. Isso porque, através da inclusividade, o voto deixou de ser restrito a um grupo específico e passou a ser entendido a outros segmentos sociais, como o caso do voto feminino. A relação entre os direitos civis e políticos de minorias sociais e o desenvolvimento democrático é agridoce – e porque não contraditório – pois, já se considerou como democracia um recorte que excluía o voto feminino do processo eleitoral, como aponta a Ciencitsta Política Pamela Paxton em "Women’s Suffrage in the Measurement of Democracy". Mesmo com erros de mensuração recorrentes ao longo dos anos 90 e início dos anos 2000, a literatura especializada da Ciência Política e do Direito são categóricas: não há democracia sem ampla participação social, e , consequentemente, sem a presença das mulheres ao longo de todo o processo político.

No entando, se o voto feminino representa (a curto, médio e longo prazo) a consolidação do regime político, por quê a proibição do voto feminino ganhou tração nas agendas políticas neo-conservadoras contemporâneas? A resposta é óbvia, mas o óbvio também precisa se dito: nehum direito conquistado é garantido de forma automática. Conforme explica a teórica social francesa Simone de Beauvoir, a condição social da mulher sempre esteve associada a estruturas de poder, de forma que, direitos uma hora conquistados podem, a depender da correlação de forças de um determinado momentos serem parecial ou totalmente perdidos.

E é justamente nesse contexto que fenômenos políticos disfuncionais como o #RepealThe19th mobilizam capital político, e lentamente alteram a democracia como a conhecemos.
Esse movimento, representado pela hashtag em questão, tem como tradução "Revoguem a décima nona emenda", referente à emenda da Constituição norte-americana que permitiu o voto das mulheres em 1920. Na série temporal 2016-2026, essa ideia ganhou força entre influenciadores de extrema-direita, e tem conquistado cada vez mais espaço no debate público. De forma geral, o movimento é sustentado por argumentos superados pela produção científica majoritária, reproduzindo-se ideias usadas para combater a conquista de direitos femininos desde o início do século XX até a presente data. Partindo de fontes como o Darwinisno Social ou ao Determinismo Biológico deliberadamente deturpados, esses ideias são continuamente evocados, gerando teses desligadas da ciência como a conhecemos hoje. Como ilustração, alega-se que mulheres são biologicamente mais emocionais e, por isso, tenderiam a votar priorizando políticas de bem-estar social, enquanto homens votariam usando a razão, priorizando políticas de segurança e economia. A outra tese deles é que a família, e não o indivíduo, devia ser a base da democracia. Nessa visão, somente o homem, como chefe do lar, deveria votar, representando politicamente a mulher e os filhos. No fundo, porém, a motivação também é política. Muitos defensores afirmam que o voto feminino alterou o equilíbrio eleitoral dos Estados Unidos e passou a favorecer candidatos e pautas com as quais eles discordam. No fim, mais do que uma discussão sobre eleições, esse movimento questiona o direito constitucional garantido, e é nesse ponto que percebemos o real abismo entre tal movimento e o garantismo democrático. Com o impulso das redes sociais, esses discursos permeiam o campo das ideias e apresentam-se no campo da razão, demonstrando assim que a o regime político encontra-se em um momento de alerta quando a sua alteração, não somente formal mas, e, principalmente, substancial – quando políticas passam a agir diretamente na vida das pessoas.

Antagonismo são comuns na democracia, no entanto, testes de institucuinalidade, como no caso de tentativa de supressão de direitos de minorias, podem mostrar até que ponto as instituições suportam esses movimentos até uma ruptura total, como no caso de golpes de Estado. Para o caso norte-americano, logo, o que nos resta é saber até que ponto uma democracia aguenta ter suas bases atacadas até que o regime político se transforme em outra coisa, o que deixa a interrogação: ainda será possível classificar os EUA como uma Democracia?


Referências:

PAXTON, Pamela. Women’s Suffrage in the Measurement of Democracy: Problems of
Operationalization Studies in Comparative International Development, Fall 2000, Vol. 35.

DAHL, Robert A. Poliarquia: participação e oposição. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo (Edusp), 2005.

BEAUVOIR, Simone de. O Segundo Sexo: Fatos e Mitos. Tradução de Sérgio Milliet. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2016.

RAMACCIOTTI, Barbara Lucchesi; CALGARO, Gerson Amauri. Construção do conceito de minorias e o debate teórico no campo do Direito. Sequência (Florianópolis), v. 42, p. e72871, 2021.

RABEY, Steve. Yes, there is a movement to take away women’s right to vote. Baptist News Global, 7 abr. 2026. Disponível em: https://baptistnews.com/article/yes-there-is-a-movement-to-take-away-womens-right-to-vote/. Acesso em: 20 jul. 2026.

*Pedro de Arruda é
bacharel em Direito pelo Centro Universitário FIS (2021); especialista em Direitos Humanos pela Faculdade Inove Educação (2025);
mestre em Ciência Política pela Universidade Federal de Campina Grande (2024).




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Veneziano recebe reafirmação do apoio dos partidos progressistas em ato pro Lula em Campina Grande

21/07/2026

O senador é pré-candidato à reeleição ao Senado Federal Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) participou, na noite de ontem, segunda-feira (20/07), de um Ato Suprapartidário em apoio à reeleição do Presidente Luis Inácio Lila da Silva (PT). O movimento reuniu os partidos progressistas e foi realizado no SESC Açude Velho, em Campina Grande.

Lideranças

Durante o Ato, várias lideranças de partidos como PT, PCdoB, PSOL, dentre outros, se revezaram nos pronunciamentos, reafirmando a importância de reeleger Veneziano para o Senado da República. Inclusive, destacando o fato de Veneziano ser um grande defensor, em Brasília e na Paraíba, das políticas públicas desenvolvidas pelo governo do Presidente Lula, em favor do Brasil e dos brasileiros.

Outros participantes

Também participaram do ato o ex-governador da Paraíba e pré-candidato a deputado federal Ricardo Coutinho; a deputada estadual e pre-candidata à reeleição Cida Ramos...

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O senador é pré-candidato à reeleição ao Senado Federal Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) participou, na noite de ontem, segunda-feira (20/07), de um Ato Suprapartidário em apoio à reeleição do Presidente Luis Inácio Lila da Silva (PT). O movimento reuniu os partidos progressistas e foi realizado no SESC Açude Velho, em Campina Grande.

Lideranças

Durante o Ato, várias lideranças de partidos como PT, PCdoB, PSOL, dentre outros, se revezaram nos pronunciamentos, reafirmando a importância de reeleger Veneziano para o Senado da República. Inclusive, destacando o fato de Veneziano ser um grande defensor, em Brasília e na Paraíba, das políticas públicas desenvolvidas pelo governo do Presidente Lula, em favor do Brasil e dos brasileiros.

Outros participantes

Também participaram do ato o ex-governador da Paraíba e pré-candidato a deputado federal Ricardo Coutinho; a deputada estadual e pre-candidata à reeleição Cida Ramos; a vereadora de Campina Grande e pre-candidata a deputada estadual Jô Oliveira, dentre outras lideranças políticas, sindicais, de associações e simpatizantes.




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Polícia Federal intima Jaques Wagner a prestar depoimento sobre caso Master

21/07/2026

A Polícia Federal (PF) intimou o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula no Senado Federal, para prestar depoimento sobre suspeitas de recebimento de propina do Banco Master, de Daniel Vorcaro. O interrogatório está previsto para ocorrer em 7 de agosto.

A ordem

Por ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, o parlamentar foi alvo de mandados de busca e apreensão e também de uma ordem de restrição de atividades econômicas.

Investiga

A PF investiga um possível vínculo entre o entorno familiar de Jaques e suas empresas com outros nomes conectados ao liquidado Banco Master.
Segundo a PF, foram identificados elementos que indicam o "recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente" por meio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao Banco.

Argumenta

A PF argumenta...

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A Polícia Federal (PF) intimou o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula no Senado Federal, para prestar depoimento sobre suspeitas de recebimento de propina do Banco Master, de Daniel Vorcaro. O interrogatório está previsto para ocorrer em 7 de agosto.

A ordem

Por ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, o parlamentar foi alvo de mandados de busca e apreensão e também de uma ordem de restrição de atividades econômicas.

Investiga

A PF investiga um possível vínculo entre o entorno familiar de Jaques e suas empresas com outros nomes conectados ao liquidado Banco Master.
Segundo a PF, foram identificados elementos que indicam o "recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente" por meio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao Banco.

Argumenta

A PF argumenta que o senador mantinha contato direto com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master. Ele era responsável pelas operações financeiras e envio de benefícios ao político.

Benefícios

Entre os benefícios entregues ao senador estão o suposto pagamento de um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões em Salvador (BA). Em uma conversa interceptada pela corporação, o parlamentar encaminhou o contato do gerente da construtora a Augusto com uma mensagem informando a unidade e o valor do imóvel. "A unidade é a 1702 e o preço é 2,45 mi."
Após ser alvo da PF, Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado.

O Poder




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Operação mira roubos de remédios para câncer; esquema em 4 estados e com apoio do TCP movimentou R$ 33 milhões

21/07/2026

Um esquema do TCP (Terceiro Comando Puro) de roubos e distribuição de remédios contra o câncer. A Polícia Civil do RJ iniciou na manhã de hoje, terça-feira (21/07) a Operação Metástase, contra um esquema interestadual de roubo de medicamentos oncológicos e imunossupressores. Até o momento, 5 pessoas haviam sido presas.



Mandados

Os agentes saíram para cumprir, no total, 5 mandados de prisão preventiva e 97 de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Tribunal de Justiça do RJ, em 4 estados.

No Rio e outros estados

No Rio de Janeiro, equipes foram para o Complexo da Maré, onde houve intenso tiroteio e barricadas em chamas, e para endereços na Baixada Fluminense. Também há mandados em São Paulo (capital, Santo André e São Caetano do Sul), Goiás (Goiânia) e Pará (Belém), com o apoio das unidades policiais de cada estado.



Bloqu...

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Um esquema do TCP (Terceiro Comando Puro) de roubos e distribuição de remédios contra o câncer. A Polícia Civil do RJ iniciou na manhã de hoje, terça-feira (21/07) a Operação Metástase, contra um esquema interestadual de roubo de medicamentos oncológicos e imunossupressores. Até o momento, 5 pessoas haviam sido presas.



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Mandados

Os agentes saíram para cumprir, no total, 5 mandados de prisão preventiva e 97 de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Tribunal de Justiça do RJ, em 4 estados.

No Rio e outros estados

No Rio de Janeiro, equipes foram para o Complexo da Maré, onde houve intenso tiroteio e barricadas em chamas, e para endereços na Baixada Fluminense. Também há mandados em São Paulo (capital, Santo André e São Caetano do Sul), Goiás (Goiânia) e Pará (Belém), com o apoio das unidades policiais de cada estado.



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Bloqueio

Foi pedido o bloqueio de R$ 30 milhões em contas bancárias, além do sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens e valores utilizados pelo bando para ocultar o patrimônio.

Empresas de fachadas

Segundo a Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC-Cap), a quadrilha tinha apoio do Terceiro Comando Puro (TCP), movimentou R$ 33 milhões em apenas 1 ano e utilizava empresas de fachada para recolocar o material roubado no mercado.

O Poder



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