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02/04/2024 - Jornal O Poder
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Entre a Oração e a Fumaça; por Jorge Henrique de Freitas Pinho*
28/05/2026
“Há vícios que escravizam o corpo. Outros escravizam a própria consciência moral da sociedade diante do vício.”
Uma de minhas lembranças mais antigas acontece por volta das dez da noite. Minha mãe me acordava para caminhar duas quadras até um pequeno bar que fechava às onze. Precisava de cigarros.
Hoje percebo que aquela cena dizia muito não apenas sobre minha infância, mas sobre um mundo que lentamente deixou de existir.
Manaus ainda era profundamente segura. Crianças circulavam pelos bairros com naturalidade. O medo ainda não havia reorganizado inteiramente a vida urbana. As ruas silenciosas da noite não carregavam a sensação permanente de ameaça que hoje atravessa tantas cidades brasileiras.
Minha preocupação, porém, estava longe de qualquer reflexão moral sobre o cigarro. Eu era apenas um menino com sono tentando escapar da obri...
A normalização silenciosa das drogas e a anestesia espiritual de uma civilização
“Há vícios que escravizam o corpo. Outros escravizam a própria consciência moral da sociedade diante do vício.”
Uma de minhas lembranças mais antigas acontece por volta das dez da noite. Minha mãe me acordava para caminhar duas quadras até um pequeno bar que fechava às onze. Precisava de cigarros.
Hoje percebo que aquela cena dizia muito não apenas sobre minha infância, mas sobre um mundo que lentamente deixou de existir.
Manaus ainda era profundamente segura. Crianças circulavam pelos bairros com naturalidade. O medo ainda não havia reorganizado inteiramente a vida urbana. As ruas silenciosas da noite não carregavam a sensação permanente de ameaça que hoje atravessa tantas cidades brasileiras.
Minha preocupação, porém, estava longe de qualquer reflexão moral sobre o cigarro. Eu era apenas um menino com sono tentando escapar da obrigação de sair da cama.
Perguntava então à minha mãe se ela não tinha medo de que algo me acontecesse na rua escura. Ela me conhecia profundamente. Sabia que havia mais preguiça do que temor verdadeiro naquela pergunta.
Mesmo assim, respondia serenamente:
“Estarei rezando por você.”
Hoje percebo a profundidade silenciosa daquela resposta.
Minha mãe fumava muito. Quatro carteiras por dia. Mas existe algo importante que precisa ser compreendido para que essa memória não seja reduzida a caricatura moral simplista.
Ela jamais romantizou o cigarro. Não fumava em ambientes fechados. Evitava que a fumaça atingisse outras pessoas. Quando fumava em áreas abertas, posicionava-se de modo que o vento carregasse a fumaça para longe dela própria e dos demais. Mantinha extremo cuidado pessoal e plena consciência dos riscos do hábito que carregava havia décadas.
Dizia com serenidade que provavelmente partiria cedo por causa do cigarro.
E partiu relativamente cedo, aos setenta e seis anos, vítima de um aneurisma de aorta abdominal.
Existe algo profundamente revelador nisso.
Mesmo aprisionada por um hábito destrutivo, minha mãe ainda pertencia a uma geração que preservava consciência moral sobre o próprio vício. O cigarro não era tratado como conquista existencial, símbolo sofisticado de liberdade ou identidade estética. Era visto como fragilidade humana.
Essa distinção começa lentamente a se dissolver diante de nossos olhos.
Quando eu era adolescente, o Brasil viveu uma das maiores campanhas de transformação cultural de sua história recente. As escolas exibiam documentários mostrando pulmões destruídos pelo tabagismo. Vídeos educativos explicavam os efeitos do álcool sobre os neurônios.
O cigarro deixou gradualmente de ser associado ao charme cinematográfico para começar a carregar imagens de doença, dependência, limitação física e envelhecimento precoce.
Milhões de pessoas abandonaram o cigarro. Muitos sequer começaram a fumar.
A transformação não ocorreu apenas por leis ou campanhas sanitárias. Praticamente toda a estrutura cultural do país entrou naquele movimento. Escolas, campanhas governamentais, jornais, revistas, programas de auditório e grandes emissoras de televisão passaram lentamente a desmontar o glamour simbólico do tabagismo.
A própria televisão brasileira — inclusive novelas, séries e programas populares — começou gradualmente a reduzir a estetização do cigarro e a associá-lo cada vez mais à dependência e à limitação humana.
Foi uma mudança profunda do imaginário coletivo.
Durante os anos 80 e 90, Estado, medicina, escolas, imprensa, televisão e indústria cultural atuaram quase simultaneamente na desconstrução simbólica do cigarro. O Brasil viveu uma rara convergência pedagógica civilizacional.
E aquilo demonstrou algo profundo sobre o funcionamento das sociedades modernas: meios de comunicação de massa, campanhas públicas e narrativas culturais possuem enorme capacidade de reorganizar comportamento humano quando operam de forma coordenada.
Essa força pode servir tanto à degradação quanto à proteção civilizacional.
No caso do tabagismo, serviu majoritariamente à redução de um hábito destrutivo que durante décadas havia sido associado ao charme, à sofisticação e à liberdade.
E aquilo funcionou porque atingiu algo mais forte que a simples obediência jurídica: atingiu a percepção emocional da sociedade.
O fenômeno contemporâneo do vape revela precisamente a força desse mecanismo simbólico.
Em muitos aspectos, ele representa o retorno da antiga dependência química sob nova embalagem estética: tecnológica, jovem, limpa, colorida e aparentemente inofensiva.
Boa parte do imaginário negativo construído durante décadas contra a nicotina foi neutralizada pela reestetização digital do consumo através das redes sociais, dos influenciadores e da cultura algorítmica contemporânea.
As civilizações raramente repetem seus vícios sob a mesma aparência. Frequentemente os reinventam simbolicamente para que voltem a parecer aceitáveis às novas gerações.
Isso revela uma urgência pedagógica importante. Assim como ocorreu no passado com o cigarro tradicional, as sociedades contemporâneas precisarão reconstruir campanhas culturais massivas de conscientização adaptadas à linguagem das redes sociais, do streaming e da comunicação digital.
Hoje, porém, aquela antiga sincronicidade praticamente desapareceu.
Enquanto o cigarro tradicional permanece limitado por embalagens impactantes, restrições publicitárias e forte estigma cultural, abriu-se espaço para novas formas de dependência apresentadas sob aparência tecnológica, limpa, jovem e emocionalmente inofensiva.
O vape e os pods são os exemplos mais evidentes desse deslocamento simbólico.
Paralelamente, drogas que vão da maconha às substâncias sintéticas continuam ampliando mercados bilionários controlados por organizações criminosas transnacionais, alimentando violência, dependência, fragmentação familiar e corrosão social em larga escala.
E justamente num momento em que os riscos se tornam mais sofisticados, o Ocidente parece progressivamente menos disposto a organizar grandes campanhas culturais de conscientização voltadas às novas gerações.
Campanhas dessa natureza não deveriam nascer do ódio nem da humilhação moral, mas da combinação entre informação séria, responsabilidade afetiva e coragem civilizacional de advertir.
O ser humano não aprende apenas por leis. Aprende por imagens, emoções repetidas e narrativas culturais permanentes.
Por isso a banalização estética das drogas merece reflexão muito mais séria do que normalmente recebe.
Hoje, em inúmeras séries e conteúdos digitais, a maconha aparece associada à leveza, criatividade, relaxamento e convivência afetiva. Raramente aparecem a erosão da disciplina interior, a dependência psicológica, a anestesia da vontade e o enfraquecimento gradual da capacidade de suportar frustração, silêncio e vazio interior sem recorrer continuamente à fuga química.
Não se trata de defender moralismo histérico nem repressão irracional. A questão é mais profunda.
Toda civilização revela seus valores pelo que escolhe normalizar emocionalmente.
Estamos atravessando um deslocamento simbólico perigoso: deixamos de combater culturalmente certas formas de autodestruição para começar a administrá-las como parte natural da vida contemporânea.
Isso aparece inclusive em determinadas políticas de redução de danos. Existe lógica sanitária legítima em reduzir overdoses e contaminações. O problema surge quando o cuidado técnico abandona qualquer horizonte moral ou civilizacional e passa apenas à pedagogia operacional do uso seguro.
A mensagem deixa então de ser:
“o ideal humano continua sendo não usar”
e começa lentamente a soar como:
“já que você vai usar, aqui está a forma correta.”
A diferença parece pequena. No plano simbólico, é imensa.
Porque culturas são moldadas pelas mensagens repetidas diariamente até se tornarem emocionalmente invisíveis.
O problema mais profundo raramente está apenas na substância em si.
Frequentemente está no vazio contemporâneo que transforma a substância em refúgio.
Existe uma distinção importante que sociedades contemporâneas frequentemente perderam capacidade de formular com clareza.
Ao longo da história humana, inúmeras substâncias capazes de alterar estados de consciência foram utilizadas dentro de estruturas rigorosamente delimitadas: medicina, espiritualidade, contemplação, ritual e práticas tradicionais de cura.
Nesses contextos, existiam finalidade, limite, responsabilidade, acompanhamento e consciência dos riscos envolvidos.
O problema contemporâneo começa precisamente quando aquilo que antes exigia discernimento passa a ser absorvido pela lógica do entretenimento contínuo, da hiperestimulação e do consumo emocional de massa.
Existe diferença profunda entre prescrição e propaganda. Entre cuidado e estímulo. Entre ritual e compulsão.
Viktor Frankl percebeu isso com enorme lucidez. Quando o ser humano perde sentido, transcendência e propósito, tende a buscar compensações imediatas: prazer, hiperestimulação, dopamina e anestesia emocional.
A droga deixa então de ser mera recreação ocasional. Passa a funcionar como tentativa química de preenchimento existencial.
Uma das tragédias silenciosas do nosso tempo está exatamente aí: uma civilização inteira começa a perder a capacidade de distinguir liberdade de dissolução.
Aristóteles já compreendia que liberdade verdadeira não significa ausência absoluta de limites, mas capacidade de governar a si mesmo sem tornar-se escravo dos próprios impulsos.
Hoje, porém, parte significativa da cultura passou a tratar qualquer contenção como opressão automática e qualquer impulso como expressão legítima da autenticidade pessoal.
Mas civilizações não sobrevivem por muito tempo quando perdem completamente a capacidade de formular distinções morais.
Meus pais jamais educaram através do terror moral. Existia algo mais profundo na maneira como conduziam certas experiências humanas: presença, consequência, amor e responsabilidade.
Lembro-me claramente do primeiro porre que tomei aos treze anos. Passei mal. Vomitei. Meus pais praticamente não me repreenderam. Compreenderam silenciosamente que a própria realidade havia ensinado aquilo que nenhum sermão conseguiria transmitir com a mesma força.
E funcionou.
Anos depois, já pai, vivi experiência semelhante quando meu filho experimentou maconha pela primeira e única vez e enfrentou o famoso “teto preto”, seguido de sucessivos desmaios.
Também ali houve aprendizado.
Hoje percebo algo ainda maior atravessando essas memórias: existe uma ponte invisível ligando meus pais aos meus filhos. Uma ponte construída não sobre perfeições inexistentes, mas sobre amor verdadeiro entre gerações. Amor que orienta sem esmagar. Que protege sem infantilizar. Que adverte sem destruir.
Essa ponte silenciosa é precisamente uma das coisas que muitas sociedades contemporâneas começam a perder.
Parte significativa da cultura atual passou a confundir acolhimento com banalização, compaixão com permissividade e compreensão humana com normalização da autodestruição.
O problema contemporâneo não está apenas no aumento das formas de anestesia emocional. Está na incapacidade crescente de reconhecer determinadas formas de autodestruição como autodestruição.
A sociedade moderna tornou-se extremamente sofisticada para administrar riscos materiais imediatos, mas progressivamente menos capaz de perceber processos lentos de erosão psicológica, moral e espiritual.
O ser humano aprendeu a identificar rapidamente aquilo que ameaça o corpo, mas tornou-se menos capaz de reconhecer aquilo que corrói lentamente a vontade, o sentido, a disciplina interior e a capacidade de suportar dor, silêncio e frustração sem recorrer continuamente à anestesia.
Porque o problema nunca foi apenas químico.
Grande parte das tragédias humanas não começa em explosões repentinas, mas em pequenas anestesias emocionais que lentamente se transformam em hábitos invisíveis.
Por isso considero importante falar dessas experiências sem caricaturas morais nem glamourização da autodestruição.
Civilizações maduras não são aquelas que negam as fragilidades humanas. São aquelas capazes de reconhecê-las com lucidez, responsabilidade e prudência.
A saída para esse problema não parece residir nem na histeria repressiva nem na permissividade travestida de compaixão.
Sociedades maduras precisam reaprender a unir liberdade e responsabilidade, acolhimento e prudência, amor e formação interior.
Precisamos recuperar uma pedagogia civilizacional do limite. Não o limite como humilhação, mas como forma superior de cuidado humano.
Pais, mães, professores e adultos responsáveis não podem abdicar da tarefa de formar consciências.
Amar não significa apenas validar. Significa também orientar, advertir, acompanhar e permanecer presente quando a vida apresenta suas primeiras vertigens.
A cultura, a escola, as redes sociais e as próprias instituições públicas também precisarão decidir se continuarão apenas administrando os efeitos da fragmentação contemporânea ou se voltarão a participar conscientemente da formação simbólica das novas gerações.
Porque toda sociedade educa, mesmo quando finge neutralidade.
E o vazio pedagógico jamais permanece vazio por muito tempo.
Hoje compreendo que aquela oração de minha mãe carregava dimensão muito maior do que eu podia perceber.
Ela tinha fragilidades, vícios e limitações reais. Mas ainda pertencia a uma geração que preservava alguma lucidez moral diante das próprias fraquezas.
Não transformava seus erros em bandeiras culturais nem suas limitações em filosofia pública.
E a verdadeira tragédia contemporânea começa exatamente quando a sociedade deixa de enxergar o abismo como abismo.
(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.

As mãos dos príncipes são longilíneas, finas e alvas como seus colarinhos
28/05/2026
Otto von Bismarck (1815-1898) unificou a Alemanha no séc. XIX, agindo com pragmatismo e uma visão realista e cínica da política. O "Chanceler de Ferro" é frequentemente citado por classificar os povos em três categorias, destacando-se a sabedoria de aprender com erros alheios versus a necessidade de cometer os próprios erros. Essa classificação é amplamente usada em contextos de liderança, política e gestão para diferenciar a capacidade de aprendizado e adaptação de nações ou indivíduos: Os Inteligentes aprendem com as experiências alheias. Os Medíocres, com suas próprias experiências. Os Idiotas nunca aprendem.
O trato da coisa publica
José Casado, na Revista Veja 2982, traz uma compilação da inacreditável astucia de alguns príncipes no trato da coisa publica: “O emprego é estável, com remuneração a partir de 55.000 reais. Há folga de 180 dias por ano - um de descanso para cada 3 d...
Por Edson Mendes*, da série Nós, o Povo (7).
Otto von Bismarck (1815-1898) unificou a Alemanha no séc. XIX, agindo com pragmatismo e uma visão realista e cínica da política. O "Chanceler de Ferro" é frequentemente citado por classificar os povos em três categorias, destacando-se a sabedoria de aprender com erros alheios versus a necessidade de cometer os próprios erros. Essa classificação é amplamente usada em contextos de liderança, política e gestão para diferenciar a capacidade de aprendizado e adaptação de nações ou indivíduos: Os Inteligentes aprendem com as experiências alheias. Os Medíocres, com suas próprias experiências. Os Idiotas nunca aprendem.
O trato da coisa publica
José Casado, na Revista Veja 2982, traz uma compilação da inacreditável astucia de alguns príncipes no trato da coisa publica: “O emprego é estável, com remuneração a partir de 55.000 reais. Há folga de 180 dias por ano - um de descanso para cada 3 do calendário, além dos 60 dias de férias anuais. É possível “vender” parte ou todos os dias de repouso. 80 pessoas fizeram isso em 2024. Cada uma embolsou meio milhão de reais.
Há inúmeras outras vantagens
“Pagamentos retroativos. Ninguém sabe exatamente o que é, mas a rubrica inflou ganhos em 17.695 casos, com muitos recebendo mais de R$500 mil. Em São Paulo e Minas Gerais uma dúzia de afortunados levou 1 milhão de reais cada; Licença-compensatória - “gratificação por exercício cumulativo” ou “gratificação de acervo”. Os 10.700 que a receberam nos últimos dois anos dividiram 1 bilhão de reais; Licença-prêmio de três meses de descanso a cada cinco anos. O recorde dos últimos 24 meses é de um morador do Rio, que recebeu 642.500 reais; Serviço extraordinário (plantão). Em Minas, mais de 100mil reais foram pagos a 944 pessoas num único ano, e 94 ganharam mais de 500mil reais; Abono permanência: 340 pessoas receberam mais de 100mil reais em 2024, outras 4 800 dividiram um total de 334 milhões de reais durante o ano; Auxílio-transporte. Supostamente ocasional, é aplicável em qualquer circunstância. No Mato Grosso foi estabelecido como “indenização” em caráter permanente: 6.600 reais por mês; Ressarcimento de mensalidade de planos de saúde até o valor de 5.900 reais; Auxílio-alimentação de 4.000 reais se residir em Rondônia, Amazonas, Acre, Amapá.”
Um sistema de benefícios em causa própria
“São apenas alguns dos privilégios de quase 50.000 servidores das cúpulas do Judiciário e do Ministério Público. Um sistema de benefícios em causa própria, imune a crises e controles. Nesse grupo estão 93% dos juízes e 91% dos advogados públicos na ativa ou aposentados da União, dos estados e dos municípios. Constituem a casta, a elite do funcionalismo. Eles têm remuneração básica dez vezes maior que a de dois terços do funcionalismo, remunerados com R$5.000 na média mensal. A multiplicação constante de regalias, anabolizadas com o dinheiro dos impostos, é que lhes garante supersalários - boa parte sem desconto de Imposto de Renda.”
Veredas para o topo da pirâmide
“Isso abriu uma vereda para alcançarem posição singular no mapa de riqueza nacional: com renda média de 685.000 reais por ano, a maioria dos juízes (75%) e dos advogados públicos (57%) agora integra o topo da pirâmide de renda, segmento mais restrito (1%) e próspero da sociedade brasileira. O problema está se agravando, adverte o deputado Pedro Paulo Carvalho Teixeira, do PSD do Rio. Em relatório, ele demonstra como as mordomias financeiras da casta do funcionalismo estão aumentando em velocidade extraordinária”.
Nomenclatura do Judiciário
No Judiciário, por exemplo, diz Casado, “os supersalários cresceram 49% em 2024. Custavam 7 bilhões de reais em 2023, passaram a custar 10,5 bilhões. O aumento na folha de pagamentos da Justiça foi quase dez vezes maior que a inflação (4,83% na média do IPCA/FGV). São estimativas preliminares, com base no que foi possível desvendar. Nelas prevalece a opacidade. Para conseguir informações de como 92 órgãos do Judiciário pagaram 50 bilhões de reais a juízes, três organizações não governamentais precisaram agrupar 3.300 nomenclaturas distintas das rubricas de regalias financeiras e resumidas em sessenta categorias.”
Sobre essa montanha de penduricalhos, o juiz Flávio Dino, do STF, acha que está ocorrendo “violação massiva” à Constituição, e diz que ao Legislativo cabe a decisão sobre quando, quanto e como será o corte “na carne”. Você acha que os príncipes do Poder Público cumprirão seu dever público - ou seguirão incólumes e indiferentes à opinião do povo? Se acha ou se não acha, pergunto em qual categoria você gostaria de ser incluído por Otto von Bismarck...
Quem paga a conta?
Nós, os idiotas, que pagamos a conta, precisamos nos unir contra esse descalabro, porque a casa está caindo, desmoronando... Sim, leitor, você é um idiota. Trabalhamos duramente para sustentar esses privilégios. Por que fazemos isso? Vieira já nos alertava em 1662: O edifício sem união é ruína: o navio sem união é naufrágio. E Jorge Okubaro, no Estadão de 10.3.2026, acredita que, mesmo idiotas, temos condições de aprender e mudar. E vencer.
*Edson Mendes é professor e articulista.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Petrobras reajusta preço de gasolina na refinaria a partir de amanhã após subsídio
28/05/2026
Comunicado Petrobras
“O preço médio da gasolina A passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro, um aumento residual de R$ 0,04 por litro”, disse a estatal em comunicado. O reajuste representa alta de 1,5%. Sem a subvenção, seria de 17,12%. Para os consumidores, o impacto será de R$ 0,03: a parcela da Petrobras no preço final sairá de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro. Considerando que a gasolina C vendida nos postos é obtida a partir da mistura obrigatória de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro, a parcela da Petrobras na composição do preço final passará dos atuais R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro, um aumento residual d...
A Petrobras anunciou hoje, quinta-feira, 28/05, reajuste de R$ 0,48 no preço do litro da gasolina A para distribuidoras a partir de amanhã, 29/05. O aumento virá acompanhado de um desconto de R$ 0,44 por litro, o equivalente à nova subvenção econômica ao combustível anunciada pelo governo em 13/05. Com isso, a alta real será de R$ 0,04.
Comunicado Petrobras
“O preço médio da gasolina A passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro, um aumento residual de R$ 0,04 por litro”, disse a estatal em comunicado. O reajuste representa alta de 1,5%. Sem a subvenção, seria de 17,12%. Para os consumidores, o impacto será de R$ 0,03: a parcela da Petrobras no preço final sairá de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro. Considerando que a gasolina C vendida nos postos é obtida a partir da mistura obrigatória de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro, a parcela da Petrobras na composição do preço final passará dos atuais R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro, um aumento residual de no máximo R$ 0,03 a cada litro de gasolina C vendida nas bombas”, afirmou a empresa.

Petrobras e Lula
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, vinha indicando a possibilidade de reajuste, caso o governo anunciasse subsídio da mesma forma que fez com o diesel. É a 1ª vez que a estatal mexe no preço da gasolina nas refinarias desde outubro de 2025, quando houve corte de 4,9%. O anúncio vem dias depois de o presidente Lula ter assinado o decreto que regulamenta a subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina. O objetivo é mitigar os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado internacional de petróleo e derivados. A medida foi publicada em edição extra do DOU.
Após Raquel anunciar reforma na fachada teto desaba na maternidade do Agamenon
28/05/2026
O episódio
Aconteceu dentro da triagem obstétrica, uma das áreas mais sensíveis do hospital, responsável pelo primeiro atendimento das gestantes que chegam à unidade.
Imagens
Registradas no local mostram parte do forro destruído, destroços espalhados pelo chão e água escorrendo no ambiente hospitalar.
O caso
Aumenta ainda mais as críticas contra o Governo do Estado, que vem sendo acusado por deputados da oposição, profissionais da saúde e...
Menos de uma semana após o Governo Raquel Lyra anunciar uma reforma de R$ 15 milhões na fachada do Hospital Agamenon Magalhães, parte do teto da triagem obstétrica da unidade desabou ontem, quarta-feira (27/05), expondo mais um capítulo da crise enfrentada pela rede estadual de Saúde de Pernambuco. Raquel Teixeira Lyra tem dito que promoveu uma grande modernização em todas as unidades de saúde, mas os fatos teimam em desmentir a governadora.
O episódio
Aconteceu dentro da triagem obstétrica, uma das áreas mais sensíveis do hospital, responsável pelo primeiro atendimento das gestantes que chegam à unidade.
Imagens
Registradas no local mostram parte do forro destruído, destroços espalhados pelo chão e água escorrendo no ambiente hospitalar.
O caso
Aumenta ainda mais as críticas contra o Governo do Estado, que vem sendo acusado por deputados da oposição, profissionais da saúde e servidores de investir em ações de fachada enquanto problemas estruturais graves seguem afetando hospitais públicos estaduais. No último dia 22 de maio, a governadora Raquel Teixeira Lyra anunciou a contratação da reforma da fachada do Hospital Agamenon Magalhães ao custo de R$ 15 milhões.
Agora
Poucos dias depois do anúncio, o desabamento dentro da área obstétrica da unidade reforça o discurso de que o governo estaria “maquiando” os hospitais estaduais sem resolver os problemas internos enfrentados diariamente por pacientes e profissionais.

Nas últimas semanas
Hospitais estaduais de Pernambuco passaram a acumular denúncias envolvendo superlotação, infiltrações, mofo, pacientes em colchões no chão, fezes e urina de ratos em áreas hospitalares, além de registros internos sobre risco sanitário em unidades da rede pública.
Agamenon
O próprio Hospital Agamenon Magalhães já havia aparecido em documentos técnicos produzidos pela Secretaria Estadual de Saúde apontando problemas estruturais, elevadores em situação crítica e denúncias relacionadas à deterioração da unidade.
Estudante do Jaboatão representa município na final estadual do Concurso Contar Bem 2026
28/05/2026
A etapa
A etapa final do concurso será realizada hoje, quinta-feira (28/05), à tarde, no Centro de Formação e Lazer do Sindsprev, localizado na Avenida Padre Mosca de Carvalho, no bairro da Guabiraba, no Recife. A iniciativa é promovida pela Associação Pernambucana de Atacadistas e Distribuidores (ASPA), em parceria com as secretarias municipais de Educação.
Destacou
O prefeito do Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros, destacou a importância do incentivo à educação e...
O município do Jaboatão dos Guararapes terá um representante na grande final do Concurso Contar Bem 2026, competição estadual voltada ao incentivo da aprendizagem da matemática entre estudantes da rede pública de ensino. O aluno Heitor Soares Maciel, da Escola Municipal Medalha Milagrosa, no bairro do Socorro, conquistou a vaga após vencer a etapa municipal e avançar na semifinal regional, ficando entre os quatro finalistas da Região Metropolitana.
A etapa
A etapa final do concurso será realizada hoje, quinta-feira (28/05), à tarde, no Centro de Formação e Lazer do Sindsprev, localizado na Avenida Padre Mosca de Carvalho, no bairro da Guabiraba, no Recife. A iniciativa é promovida pela Associação Pernambucana de Atacadistas e Distribuidores (ASPA), em parceria com as secretarias municipais de Educação.
Destacou
O prefeito do Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros, destacou a importância do incentivo à educação e celebrou a conquista do estudante.
“É motivo de muito orgulho ver um aluno da nossa rede municipal chegar à final de uma competição tão importante. Isso demonstra o compromisso da nossa gestão com a educação pública de qualidade e com o fortalecimento das oportunidades para os nossos estudantes desenvolverem todo o seu potencial”, afirmou.
O concurso
Voltado para estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental, com idade máxima de 12 anos, o Concurso Contar Bem busca estimular o raciocínio lógico, a resolução de problemas e o interesse pela matemática de maneira lúdica e divertida. A competição é dividida em três etapas: municipal, semifinal regional e final estadual.
Alcolumbre envia à CCJ proposta da oposição alternativa ao fim da 6x1
28/05/2026
O texto
O texto oposição foi apresentado para contrapor o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho aprovados pelo plenário da Câmara , ontem, quarta-feira (27/05). Com o apoio de 36 senadores, a PEC (proposta de emenda à Constituição) foi protocolada na madrugada desta quinta-feira e recebeu despacho de Davi no mesmo dia.
Caberá
A partir do envio à CCJ, caberá ao presidente da colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), escolher um relator para o texto. Aliado do governo, Otto também deverá decidir quando o texto será pautado na comissão.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enviou hoje, quinta-feira (28/05) para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) a proposta da oposição que cria um regime flexível baseado em horas trabalhadas.
O texto
O texto oposição foi apresentado para contrapor o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho aprovados pelo plenário da Câmara , ontem, quarta-feira (27/05). Com o apoio de 36 senadores, a PEC (proposta de emenda à Constituição) foi protocolada na madrugada desta quinta-feira e recebeu despacho de Davi no mesmo dia.
Caberá
A partir do envio à CCJ, caberá ao presidente da colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), escolher um relator para o texto. Aliado do governo, Otto também deverá decidir quando o texto será pautado na comissão.
Imposto de Renda 2026: confira onde receber orientação gratuita no Recife
28/05/2026
Obrigatório
É obrigado a declarar o Imposto de Renda quem recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584,00 ao longo do ano passado.
Ajuda
Para ajudar quem ainda precisa declarar, instituições de ensino do Recife oferecem atendimento gratuito e orientação fiscal.
Confira, abaixo, onde encontrar orientação gratuita:
Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal da Unit
Na Zona Sul do Recife, o Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal do Centro Universitário Tiradentes (Unit), na Imbiribeira, oferece atendimento gratuito ao público mediante agendamento.
O serviço inclui orientação para preenchimento da declaração, regularização de CPF e suporte para contribuintes com pendências junto à Receita Federal.
Núcle...
Termina amanhã, sexta-feira (29/05), o prazo para enviar a declaração do Imposto de Renda 2026. Em Pernambuco, mais de 250 mil contribuintes ainda não entregaram o documento.
Obrigatório
É obrigado a declarar o Imposto de Renda quem recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584,00 ao longo do ano passado.
Ajuda
Para ajudar quem ainda precisa declarar, instituições de ensino do Recife oferecem atendimento gratuito e orientação fiscal.
Confira, abaixo, onde encontrar orientação gratuita:
Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal da Unit
Na Zona Sul do Recife, o Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal do Centro Universitário Tiradentes (Unit), na Imbiribeira, oferece atendimento gratuito ao público mediante agendamento.
O serviço inclui orientação para preenchimento da declaração, regularização de CPF e suporte para contribuintes com pendências junto à Receita Federal.
Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal da Uninassau
Na Zona Norte da cidade, a Uninassau também oferece orientação para o preenchimento da declaração. Os interessados podem entrar em contato pelo telefone do Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal para tirar dúvidas sobre o atendimento ou ir presencialmente na unidade localizada no bairro das Graças.
Rua Fernando Lopes, 752, Bloco C (sala do HUB Coworking OAB)
Quinta-feira (28/05) e sexta-feira (29), das 14h às 17h
Núcleo de Apoio Fiscal da Estácio
Já na Zona Oeste, no bairro do Prado, o Núcleo de Apoio Fiscal do Centro Universitário Estácio mantém plantão gratuito de orientação para preenchimento da declaração, regularização de CPF e correção de declarações já enviadas.
Avenida Engenheiro Abdias de Carvalho, 1678, Prado - Recife
Sexta-feira (29/05): das 9h às 14h
Os atendimentos serão realizados por ordem de chegada
Adufepe
Também na Zona Oeste, no bairro da Cidade Universitária, a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco (Adufepe) oferece orientação contábil para a declaração do Imposto de Renda de professores da UFPE.
Avenida dos Economistas, s/n, Cidade Universitária - Recife
Até sexta-feira (29/05), das 8h às 17h.
O Poder
CBF confirma lesão mais grave de Neymar e atleta não jogará amistosos da seleção antes da Copa
28/05/2026
Está fora
Com isso, o jogador do Santos está fora dos amistosos contra Panamá, no próximo domingo (31/05), às 18h30, no Maracanã, e contra o Egito, marcado para o dia 6 de junho. Ambos os jogos fazem parte da preparação da equipe comandada por Carlo Ancelotti para o torneio.
A estreia
O Brasil estreia na Copa do Mundo no dia 13 de junho contra o Marrocos, faltando apenas 16 dias para o início da competição. A ausência de Neymar nos treinos já vinha chamando atenção, e exames complementares realizados em clínica especializada confirmaram a gravidade da lesão.
Problema fí...
Preocupação para a Copa do Mundo. O médico da Seleção Brasileira, Rodrigo Lasmar, confirmou hoje, quinta-feira (28/05) que o atacante Neymar apresenta uma lesão muscular de grau dois na panturrilha direita. O tempo estimado de recuperação é de duas a três semanas, o que coloca em risco sua participação no início da Copa do Mundo.
Está fora
Com isso, o jogador do Santos está fora dos amistosos contra Panamá, no próximo domingo (31/05), às 18h30, no Maracanã, e contra o Egito, marcado para o dia 6 de junho. Ambos os jogos fazem parte da preparação da equipe comandada por Carlo Ancelotti para o torneio.
A estreia
O Brasil estreia na Copa do Mundo no dia 13 de junho contra o Marrocos, faltando apenas 16 dias para o início da competição. A ausência de Neymar nos treinos já vinha chamando atenção, e exames complementares realizados em clínica especializada confirmaram a gravidade da lesão.
Problema físico
O problema físico foi sentido na partida entre Santos e Coritiba, válida pelo Campeonato Brasileiro, no dia 18 de maio. Inicialmente, o clube paulista havia informado que se tratava de uma lesão leve, com rápida recuperação. No entanto, a avaliação médica da Seleção revelou maior complexidade.
O Poder
Ação em 5 estados investiga ligação do PCC com setor de combustíveis
28/05/2026
O foco
O foco principal das autoridades é sobre seis fintechs – que atuam como bancos paralelos – e também para comprovar a adulteração de combustível com uso de solvente (nafta).
Fluxo Oculto
A operação tem o nome de Fluxo Oculto e é uma nova fase da Carbono Oculto, que revelou o avanço do crime organizado no mercado de combustíveis, instituições de pagamento e de investimentos.
As investigações
As investigações do Ministério Público de São Paulo identificaram que as seis fint...
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Receita Federal fazem uma operação na manhã de hoje, quinta-feira (28/05) em São Paulo, no Paraná, em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e no Rio de Janeiro para investigar a infiltração do Primeiro Comando do Crime (PCC) no setor de combustíveis. O objetivo é desmontar um esquema de fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro no setor.
O foco
O foco principal das autoridades é sobre seis fintechs – que atuam como bancos paralelos – e também para comprovar a adulteração de combustível com uso de solvente (nafta).
Fluxo Oculto
A operação tem o nome de Fluxo Oculto e é uma nova fase da Carbono Oculto, que revelou o avanço do crime organizado no mercado de combustíveis, instituições de pagamento e de investimentos.
As investigações
As investigações do Ministério Público de São Paulo identificaram que as seis fintechs alvos da operação formaram um núcleo que funciona com compensações financeiras internas entre distribuidoras e postos de combustíveis e fundos de investimentos administrados pelo PCC.
Desvio
Segundo as investigações, a facção criminosa atua também no desvio de nafta petroquímico para terminais e postos de combustíveis, criando uma estrutura forte para venda de solventes a empresas fantasmas.
Mandados
Estão sendo cumpridos 55 mandados de busca e apreensão, com apoio dos Gaecos, dos ministérios públicos do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Paraná.
Senadores apresentam PEC alternativa à da Câmara sobre escala 6 x 1
28/05/2026
A proposta
A proposta, registrada oficialmente como PEC 12/2026, é encabeçada por parlamentares ligados ao setor produtivo e conta com assinaturas de nomes do PL, entre eles o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro.
Altera
O texto altera o artigo 7º da Constituição Federal para permitir que definições sobre jornada e escala de trabalho sejam estabelecidas mediante acordo individual entre empregado e empregador, convenção coletiva ou “livre pactuação contratual direta”.
Constitucionaliza princípios
Na prática, a proposta constitucionaliza princípios já pre...
Após aprovação na Câmara Federal em dois turnos, um grupo de 36 senadores da oposição protocolou no Senado Federal, na madrugada de hoje, quinta-feira (28/07), uma proposta de emenda à Constituição (PEC) alternativa ao texto aprovado horas antes pela Câmara dos Deputados sobre o fim da escala 6x1.
A proposta
A proposta, registrada oficialmente como PEC 12/2026, é encabeçada por parlamentares ligados ao setor produtivo e conta com assinaturas de nomes do PL, entre eles o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro.
Altera
O texto altera o artigo 7º da Constituição Federal para permitir que definições sobre jornada e escala de trabalho sejam estabelecidas mediante acordo individual entre empregado e empregador, convenção coletiva ou “livre pactuação contratual direta”.
Constitucionaliza princípios
Na prática, a proposta constitucionaliza princípios já previstos na reforma trabalhista de 2017 e se contrapõe ao texto aprovado pela Câmara, que reduz a jornada sem prever alteração proporcional nos salários.
Estabelece
A minuta da PEC, elaborada no gabinete do senador Rogério Marinho, estabelece que o contrato individual poderá prevalecer sobre instrumentos de negociação coletiva em determinadas situações.
Justificativa
Na justificativa, os autores afirmam que a proposta busca “ampliar a liberdade e autonomia do trabalhador na escolha de sua jornada de trabalho” e permitir maior flexibilidade nas relações trabalhistas.
Articulam
Além da apresentação da PEC alternativa, senadores da oposição articulam estratégias regimentais para retardar a tramitação da proposta aprovada pela Câmara no Senado Federal.
Na Câmara
Na Câmara Federal, a proposta foi aprovada por 472 votos a 22 em primeiro turno e 461 a 19 votos no segundo turno. Para aprovar uma PEC é necessário o voto de 308 deputados em dois turnos. Ainda não há data para votação no Senado, onde são necessários 49 senadores favoráveis nos dois turnos.
O Poder