Cobertura na madrugada - Maior terremoto em 25 anos assusta Taiwan
03/04/2024 - Jornal o Poder
Comum
Tremores fortes secundários são muito comuns depois de um grande terremoto, como o que atingiu Taiwan. A Agência Meteorológica do Japão alertou para a possibilidade de tsunami de até 3 metros as ilhas de Okinawa, no Sul do país. Uma onda de 30 centímetros foi detectada na costa da ilha de Yonaguni cerca de 15 minutos após o terremoto. A JAMA disse que as ondas provavelmente também atingiram as costas das ilhas Miyako e Yaeyama.
Na madrugada, ta...

Comum
Tremores fortes secundários são muito comuns depois de um grande terremoto, como o que atingiu Taiwan. A Agência Meteorológica do Japão alertou para a possibilidade de tsunami de até 3 metros as ilhas de Okinawa, no Sul do país. Uma onda de 30 centímetros foi detectada na costa da ilha de Yonaguni cerca de 15 minutos após o terremoto. A JAMA disse que as ondas provavelmente também atingiram as costas das ilhas Miyako e Yaeyama.

Na madrugada, tarde em Taiwan
Os aeroportos estavam abarrotados, porém em ordem. A população civil continuava sendo evacuada para locais mais seguros, com a proverbial tranquilidade oriental. Mas era claro no clima: o perigo maior era percebido como ultrapassado com poucas perdas, proporcionalmente a outros eventos semelhantes.
Assista.
Leia outras informações
Soberania não se adia - Por Amadeu Robalinho*
13/08/2026
O Brasil possui uma das mais extraordinárias combinações de vantagens geográficas, ambientais, territoriais e econômicas do planeta. Extensão territorial continental, abundância hídrica, terras agricultáveis, diversidade mineral, reservas energéticas, vasto litoral, clima relativamente favorável à produção e uma posição geopolítica privilegiada compõem um patrimônio nacional que, em qualquer análise estratégica séria, deveria ser tratado como ativo de poder.
Entretanto, há uma contradição histórica que precisa ser enfrentada sem complexos ideológicos e sem simplificações: o Brasil possui dimensões e recursos de potência, mas ainda não desenvolveu, na mesma proporção, uma cultura estratégica de potência.
Essa diferença é fundamental.
A formação histórica brasileira produziu uma sociedade fortemente marcada pela ideia de que a paz territorial seria uma condição permane...
A Riqueza e a Cultura Estratégica da Defesa Nacional
O Brasil possui uma das mais extraordinárias combinações de vantagens geográficas, ambientais, territoriais e econômicas do planeta. Extensão territorial continental, abundância hídrica, terras agricultáveis, diversidade mineral, reservas energéticas, vasto litoral, clima relativamente favorável à produção e uma posição geopolítica privilegiada compõem um patrimônio nacional que, em qualquer análise estratégica séria, deveria ser tratado como ativo de poder.
Entretanto, há uma contradição histórica que precisa ser enfrentada sem complexos ideológicos e sem simplificações: o Brasil possui dimensões e recursos de potência, mas ainda não desenvolveu, na mesma proporção, uma cultura estratégica de potência.
Essa diferença é fundamental.
A formação histórica brasileira produziu uma sociedade fortemente marcada pela ideia de que a paz territorial seria uma condição permanente e que as ameaças à soberania estariam sempre distantes. Durante grande parte de nossa história, a guerra foi percebida como fenômeno externo, enquanto a defesa nacional permaneceu, muitas vezes, restrita aos círculos militares e diplomáticos.
O problema é que soberania não é uma condição permanente concedida pela geografia. É uma capacidade que precisa ser construída, preservada e demonstrada.
A geografia brasileira: vantagem ou falsa sensação de segurança?
O território brasileiro oferece importantes vantagens defensivas. A distância dos principais centros de conflito do planeta, a ausência de vulcanismo significativo em grande escala, a inexistência de terremotos de magnitude comparável aos grandes cinturões sísmicos mundiais e uma relativa regularidade climática em amplas áreas do território contribuíram historicamente para a percepção de segurança geográfica.
Mas a geografia, sozinha, não produz soberania.
Ela apenas oferece condições iniciais de poder.
O Brasil possui aproximadamente 8,5 milhões de quilômetros quadrados de território, uma extensa fronteira terrestre, mais de 7 mil quilômetros de litoral e uma das maiores zonas econômicas exclusivas do planeta. Possui ainda recursos minerais estratégicos, produção agrícola de escala mundial, petróleo offshore, biodiversidade e enorme potencial energético.
Essa combinação deveria produzir uma cultura nacional baseada em uma pergunta simples:
Como transformar patrimônio territorial em poder nacional?
É justamente nesse ponto que a discussão sobre defesa deixa de ser exclusivamente militar e passa a ser econômica, tecnológica, industrial e geopolítica.
O mito perigoso de que “ninguém quer o que é nosso”
Existe uma percepção profundamente arraigada na sociedade brasileira de que o país não possui inimigos relevantes porque historicamente não sofreu uma guerra de conquista territorial nos moldes experimentados por outras nações.
Essa percepção precisa ser corrigida.
O fato de determinado território não ter sido recentemente invadido não significa que ele esteja livre de disputas estratégicas.
No século XXI, a conquista pode assumir formas diferentes.
Pode ocorrer pela dependência tecnológica.
Pode ocorrer pela dependência energética.
Pode ocorrer pelo controle de cadeias produtivas.
Pode ocorrer pela aquisição estratégica de ativos.
Pode ocorrer pela vulnerabilidade de infraestruturas críticas.
Pode ocorrer pelo domínio de dados, sistemas digitais e comunicações.
Pode ocorrer pela dependência de componentes militares produzidos no exterior.
Em outras palavras, a guerra contemporânea não começa necessariamente com um desembarque de tropas.
Ela pode começar quando uma nação descobre que não consegue produzir aquilo de que necessita para defender sua própria economia, seu território e sua população.
Por isso, a soberania moderna deve ser compreendida como uma arquitetura multidimensional.
Defesa nacional não é despesa: é seguro estratégico
Um dos maiores equívocos do debate brasileiro consiste em apresentar os investimentos em defesa como concorrentes dos investimentos sociais.
Essa dicotomia é artificial.
Uma indústria nacional de defesa desenvolve engenharia, materiais avançados, eletrônica, sistemas embarcados, inteligência artificial, cibernética, metalurgia, propulsão, telecomunicações, construção naval e tecnologias aeroespaciais.
Portanto, investir em defesa também significa investir em ciência, indústria e empregos de alta qualificação.
Uma nação que abandona sua capacidade industrial estratégica torna-se compradora de tecnologias desenvolvidas por outras nações.
E quem depende tecnologicamente de terceiros para defender sua própria soberania possui uma soberania limitada.
O petróleo deveria financiar o futuro e não apenas o presente
A discussão sobre os royalties do petróleo merece especial atenção.
Recursos naturais são finitos. Estados estratégicos não deveriam utilizar receitas provenientes de recursos exauríveis apenas para financiar despesas correntes.
O petróleo deveria ser tratado como capital de transição para uma economia tecnologicamente mais sofisticada.
Nesse sentido, duas prioridades estratégicas deveriam estar permanentemente associadas:
primeiro, fortalecer a capacidade nacional de defesa;
segundo, transformar a riqueza temporária dos recursos naturais em capacidade permanente de geração de riqueza.
Isso significa investir em educação tecnológica, engenharia, infraestrutura, indústria, pesquisa científica, energia, construção naval, materiais estratégicos, defesa cibernética, sistemas espaciais e tecnologias de uso dual.
O objetivo não deveria ser simplesmente gastar a renda do petróleo.
Deveria ser converter petróleo em conhecimento, conhecimento em indústria e indústria em soberania.
A verdadeira riqueza de uma nação é aquilo que ela consegue produzir
O conceito de soberania econômica precisa ser ampliado.
Não basta possuir minério de ferro se a tecnologia de transformação está fora do país.
Não basta produzir petróleo se os equipamentos críticos dependem de fornecedores externos.
Não basta possuir uma costa gigantesca se não existe capacidade industrial naval proporcional à dimensão marítima nacional.
Não basta possuir território se não há infraestrutura, sensores, comunicações, logística e presença estatal suficientes para conhecê-lo, protegê-lo e integrá-lo.
Território sem capacidade é apenas extensão geográfica.
Soberania começa quando o Estado possui meios materiais para defender aquilo que afirma ser seu.
A Amazônia, o Atlântico Sul e as fronteiras do século XXI
A Amazônia e o Atlântico Sul constituem dois exemplos emblemáticos.
A Amazônia não deve ser analisada apenas como floresta. É território, biodiversidade, água, recursos minerais, posição geográfica, conhecimento científico e patrimônio nacional.
Da mesma forma, o Atlântico Sul não deve ser compreendido apenas como uma faixa de oceano diante da costa brasileira.
É uma dimensão estratégica que envolve petróleo, gás, pesca, rotas comerciais, infraestrutura portuária, cabos submarinos, biodiversidade, comunicação e segurança energética.
Nesse contexto, a Amazônia Azul não é uma expressão retórica. É um conceito estratégico.
Quem controla, conhece e protege seus espaços marítimos possui maior capacidade de decidir sobre seu próprio futuro.
O Brasil precisa construir uma cultura estratégica
Talvez a maior deficiência brasileira não esteja na falta de recursos.
Este país possui recursos.
Também não está necessariamente na falta de inteligência técnica.
Possuímos universidades, centros de pesquisa, engenheiros, cientistas, militares e profissionais capazes de desenvolver soluções sofisticadas.
O problema está na dificuldade histórica de transformar conhecimento disperso em política de Estado de longo prazo.
Defesa não pode ser planejada apenas para o próximo orçamento.
Indústria não pode ser pensada apenas para o próximo ciclo econômico.
Energia não pode ser planejada apenas para a próxima década.
E soberania não pode ser subordinada à lógica eleitoral.
Uma potência continental precisa pensar em horizontes de 20, 30 ou 50 anos.
A soberania exige memória, estratégia e capacidade
Não precisamos desejar guerras para compreender a necessidade da defesa.
Ao contrário.
A melhor defesa é aquela que torna a agressão excessivamente custosa, improvável e irracional.
O objetivo de uma política nacional de defesa não é preparar o país para guerrear.
É preparar o país para não precisar aceitar condições impostas por terceiros.
Essa é a diferença entre militarismo e estratégia.
Militarismo busca a guerra.
Estratégia busca preservar a paz mediante capacidade.
O Brasil precisa compreender essa diferença.
Nossa geografia é uma bênção, mas não é um escudo absoluto.
Nossos recursos naturais são uma riqueza, mas não constituem soberania por si mesmos.
Nossa dimensão territorial é uma vantagem, mas também impõe responsabilidades.
E nossas riquezas energéticas não deveriam financiar apenas o presente: deveriam financiar a capacidade nacional de existir soberanamente depois que essas riquezas diminuírem.
Conclusão
O Brasil não precisa esperar uma guerra para descobrir o valor da defesa.
Não precisa perder ativos estratégicos para compreender o valor da indústria.
Não precisa enfrentar uma crise energética para perceber a importância da autonomia.
E não precisa ser pressionado internacionalmente para descobrir que soberania não é uma palavra constitucional: é uma capacidade concreta de decisão.
O verdadeiro desafio brasileiro é transformar território em poder, recursos em tecnologia, tecnologia em indústria, indústria em capacidade militar e capacidade militar em dissuasão.
Essa é a equação da soberania no século XXI.
Uma nação verdadeiramente soberana não é aquela que afirma que ninguém pretende tomar aquilo que possui.
É aquela que possui capacidade suficiente para que ninguém sequer considere essa possibilidade.
Soberania não se presume.
Soberania se constrói.
Defesa não se improvisa.
Estratégia não se adia.
*Amadeu Robalinho, é Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
A poucos dias da campanha eleitoral, confira o que pode e o que não pode ser feito
13/08/2026
Conteúdos políticos
Com convenções partidárias finalizadas e nomes oficializados para a disputa de deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente da República, as mídias e as redes sociais foram tomadas por conteúdos políticos.
O que pode e o que não pode:
As diretrizes sobre o que os pré-candidatos podem fazer estão fixadas na Resolução nº 23.610/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O que é permitido
Conforme estabelece a legislação eleitoral, é permitido no momento, participação em entrevistas, debates, seminários e encontros públicos; divulgação do nome, trajetória, ideias, propostas e projetos políticos e pedido de apoio polít...
Contagem regressiva para a busca pelo eleitor, e consequentemente, a caça ao voto. Falta menos de uma semana para o início oficial da propaganda eleitoral e a movimentação política na Paraíba já atinge seu ponto máximo.
Conteúdos políticos
Com convenções partidárias finalizadas e nomes oficializados para a disputa de deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente da República, as mídias e as redes sociais foram tomadas por conteúdos políticos.
O que pode e o que não pode:
As diretrizes sobre o que os pré-candidatos podem fazer estão fixadas na Resolução nº 23.610/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O que é permitido
Conforme estabelece a legislação eleitoral, é permitido no momento, participação em entrevistas, debates, seminários e encontros públicos; divulgação do nome, trajetória, ideias, propostas e projetos políticos e pedido de apoio político e declarações públicas de posicionamento.
O que é vedado:
É vedado pedido explícito de voto (uso de bordões diretos como “vote em mim”, “vote no número X”); gastos que configurem abuso de poder econômico ou uso indevido da máquina pública e uso das Redes Sociais, Inteligência Artificial e o Perigo das Deepfakes
Devem cadastrar
No caso da Paraíba, para veicular material na internet a partir do dia 16, partidos, coligações e candidatos devem cadastrar formalmente suas contas oficiais no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB).
Regramentos
Com o avanço das tecnologias digitais, o TSE editou regramentos (como as Resoluções nº 23.732/2024 e nº 23.755/2026) focados no combate à desinformação e na regulamentação da Inteligência Artificial (IA). O maior alerta para o pleito deste ano envolve o uso ilícito de deepfakes — conteúdos audiovisuais sintéticos que simulam voz e imagem de personalidades públicas com realismo extremo.
Horário eleitoral no Rádio e Televisão
O horário eleitoral gratuito, exibido no rádio e na televisão durante as eleições, já tem data para começar em 2026. Os programas dos candidatos entram no ar em 28 de agosto. No 1º Turno, a veiculação está liberada entre 28 de agosto e 1º de outubro. Já no 2º Turno (se houver para Governador ou Presidente), a exibição será entre 9 e 23 de outubro.
O Poder
Prisão de presidente da Conafer abre caminho para delação contra Centrão
13/08/2026
As negociações
Fontes que acompanham o caso relataram que a negociação para que ele se entregasse foi conduzida nos últimos dias com seus advogados e que há expectativa de que ele faça uma colaboração premiada, o que tenderia a atingir figuras do Centrão.
Elo com os parlamentares
Isso porque a Conafer é considerada a entidade com elos com deputados e senadores do grupo com papel central nas investigações das fraudes do INSS.
As investigações
O presidente da Conafer e a entidade são centrais nas investigações das fraudes do INSS, que apura descontos indevidos bilionários em benefícios de aposentados e pensionistas. O presidente da entidade já havia sido indiciado pela...
A prisão do presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais, a Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, é uma notícia considerada ruim especialmente para o Centrão.
As negociações
Fontes que acompanham o caso relataram que a negociação para que ele se entregasse foi conduzida nos últimos dias com seus advogados e que há expectativa de que ele faça uma colaboração premiada, o que tenderia a atingir figuras do Centrão.
Elo com os parlamentares
Isso porque a Conafer é considerada a entidade com elos com deputados e senadores do grupo com papel central nas investigações das fraudes do INSS.
As investigações
O presidente da Conafer e a entidade são centrais nas investigações das fraudes do INSS, que apura descontos indevidos bilionários em benefícios de aposentados e pensionistas. O presidente da entidade já havia sido indiciado pela PF no primeiro inquérito do caso junto com outras 47 pessoas.
Com CNN
PF cumpre mandado de busca e apreensão contra advogado Nelson Wilians
13/08/2026
Segunda operação
Esta é a segunda operação mirando o advogado no último mês. Em julho, Willians foi alvo de uma operação voltada a desarticular uma organização suspeita de comercializar créditos de ICMS fraudulentos. Na Paraíba, a PF e Receita Federal cumpriram mandado de busca e apreensão em escritório de contabilidade ligado à PixBet em Campina Grande/PB
Miram
Os investigadores miram grupo empresarial suspeito de utilizar estrutura societária e financeira no exterior para ocultar a origem e a destinação de recursos provenientes da exploração de jogos de azar e de apostas esportivas.
Principal alvo
Segundo a investigação, o principal alvo da operação é a empresa P...
A Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão na casa do advogado Nelson Willians no âmbito da Operação Arena, deflagrada na manhã de hoje, quinta-feira (13/08) e autorizada pela 4ª Vara Federal da Paraíba.
Segunda operação
Esta é a segunda operação mirando o advogado no último mês. Em julho, Willians foi alvo de uma operação voltada a desarticular uma organização suspeita de comercializar créditos de ICMS fraudulentos. Na Paraíba, a PF e Receita Federal cumpriram mandado de busca e apreensão em escritório de contabilidade ligado à PixBet em Campina Grande/PB
Miram
Os investigadores miram grupo empresarial suspeito de utilizar estrutura societária e financeira no exterior para ocultar a origem e a destinação de recursos provenientes da exploração de jogos de azar e de apostas esportivas.
Principal alvo
Segundo a investigação, o principal alvo da operação é a empresa PixBet, antiga patrocinadora de times de futebol como Flamengo, Santos e Vasco. Um ponto crítico é uma transferência suspeita envolvendo a PixStar, empresa fantasma com sede na ilha de Curação, no Caribe.
Identificou
A Polícia Federal identificou pagamentos entre as duas companhias. Além disso, conforme, conforme a PF, Nelson Wilians consta como advogado da PixBet em uma ação na Justiça Federal da Paraíba.
17 mandados
Os agentes cumprem 17 mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo telemático e bancário e sequestro de até R$ 1,1 bilhão nos estados da Paraíba, de São Paulo, de Sergipe, do Rio de Janeiro e do Paraná.
Investiga
A operação investiga os crimes de evasão de dívidas, lavagem de dinheiro, além de outros crimes contra o sistema financeiro nacional. Um gráfico elaborado pela Receita Federal evidencia como funciona o suposto esquema investigado.
O Poder
O perigo de confundir a disputa (crônica-2026), por Walmir Chagas*
13/08/2026
Luta ideológica
Uma coisa é a luta ideológica entre projetos progressistas e democráticos para chegar ao poder por meio do voto, das propostas e da organização popular. Pode haver divergências profundas entre aqueles que desejam melhorar a vida do povo. Podem existir desacordos sobre os caminhos da educação, da saúde, da economia, da cultura, da segurança pública e da distribuição de renda. Tudo isso pertence ao campo legítimo da política.
Possibilidade
Outra coisa, muito diferente, é a possibilidade de uma...
"No Brasil, a democracia costuma ser tratada como se fosse uma arena onde todos os adversários jogassem segundo as mesmas regras. Disputam-se projetos, programas, visões de mundo. Uns defendem mais Estado; outros, mais mercado. Uns apostam na ampliação dos direitos sociais; outros, na redução da presença pública na vida econômica. Essa disputa é legítima. É, em certa medida, o próprio movimento da democracia.
Luta ideológica
Uma coisa é a luta ideológica entre projetos progressistas e democráticos para chegar ao poder por meio do voto, das propostas e da organização popular. Pode haver divergências profundas entre aqueles que desejam melhorar a vida do povo. Podem existir desacordos sobre os caminhos da educação, da saúde, da economia, da cultura, da segurança pública e da distribuição de renda. Tudo isso pertence ao campo legítimo da política.
Possibilidade
Outra coisa, muito diferente, é a possibilidade de uma extrema-direita antidemocrática assumir o poder para enfraquecer justamente as condições que permitiram sua chegada. Aí não se trata apenas de uma mudança de governo. Trata-se do risco de transformar o voto em instrumento de sua própria destruição; de usar as instituições para esvaziá-las; de convocar o povo às urnas para, depois, retirar do povo a capacidade de decidir.
O perigo
O perigo começa quando o adversário político deixa de ser visto como alguém que pensa diferente e passa a ser tratado como inimigo a ser eliminado. Quando a imprensa independente é apresentada como ameaça. Quando a universidade vira suspeita. Quando a cultura é acusada de corrupção moral. Quando os movimentos sociais são criminalizados. Quando juízes, professores, artistas, jornalistas e defensores dos direitos humanos são convertidos em alvos.
A extrema-direita antidemocrática não precisa necessariamente anunciar, no primeiro dia, que pretende acabar com a democracia. Muitas vezes, chega ao poder prometendo restaurar a ordem, salvar a pátria, proteger a família e devolver ao país uma grandeza supostamente perdida. O discurso parece simples, forte e redentor. Mas, por trás dele, pode haver o desprezo pela pluralidade, pela diferença, pelos pobres, pelas minorias e pelos limites constitucionais do poder.
O autoritarismo
O autoritarismo raramente aparece vestido de monstro. Às vezes, chega de terno, com slogans patrióticos e palavras de efeito. Apresenta-se como a última esperança contra o caos. Promete uma limpeza geral, como se a sociedade fosse uma casa suja e milhões de cidadãos pudessem ser varridos para fora dela. O problema é que, quando se entrega a alguém o direito de definir quem pertence à nação, ninguém permanece verdadeiramente seguro.
Por isso, é preciso distinguir as batalhas. A luta entre projetos democráticos, mesmo quando dura e áspera, pode produzir avanços. Um governo progressista pode ser criticado por outro setor progressista. Uma proposta de esquerda pode ser substituída por outra proposta de esquerda. A sociedade pode corrigir seus caminhos. O povo pode experimentar, avaliar, rejeitar e escolher novamente.
Reacionários
Mas, se os reacionários chegam ao poder com o propósito de destruir as garantias democráticas, a possibilidade de escolher novamente pode ser a primeira coisa sacrificada. O Parlamento pode ser reduzido a uma plateia. A Justiça pode ser submetida à pressão. A educação pode ser moldada pelo medo. A cultura pode ser empurrada para a censura. E a política, que deveria ser o espaço do conflito civilizado, pode ser transformada em uma guerra permanente contra os considerados inimigos da pátria.
Eleitor
Não se trata de dizer que todo eleitor de direita é fascista, nem de negar o direito à crítica, à oposição ou à alternância de poder. A democracia não pode pertencer a um partido, a uma corrente ideológica ou a um grupo social. Ela precisa garantir espaço inclusive para aqueles que discordam das maiorias de ocasião. O que não pode ser aceito é o projeto de utilizar a democracia como escada para depois quebrar os degraus.
É nesse ponto que a responsabilidade histórica se impõe. Progressistas, democratas, liberais, social-democratas e todos os que reconhecem o valor da liberdade precisam compreender que há momentos em que a divergência política não pode obscurecer o perigo maior. A crítica entre projetos é necessária; a defesa das instituições democráticas é indispensável.
O Brasil
O Brasil não precisa de unanimidade. Precisa de debate. Não precisa de silêncio. Precisa de liberdade. Não precisa de um povo obediente a um líder providencial, mas de cidadãos capazes de decidir os rumos do país, inclusive quando erram — e de corrigir seus erros sem medo, sem violência e sem tutela.
A democracia
A democracia não é um objeto guardado numa vitrine. É uma construção diária, feita de eleições, direitos, instituições, memória, participação e vigilância. Quando a extrema-direita antidemocrática ameaça tomar o poder, não está em jogo apenas quem ocupará o Palácio. Está em jogo a possibilidade de o povo continuar sendo o verdadeiro autor da história.
E talvez seja esse o maior perigo: perceber tarde demais que, enquanto discutíamos qual projeto democrático era melhor, alguém trabalhava para impedir que o povo pudesse escolher qualquer projeto.
*Walmir Chagas é multiartista e livre pensador.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder acolhe o contraditório e estimula o livre debate de ideias
MDB da Paraíba registra candidaturas de Veneziano e André Gadelha ao Senado
13/08/2026
Os nomes
A candidatura de André Gadelha (MDB) ao Senado Federal avançou para a etapa formal na Justiça Eleitoral. Ontem, quarta-feira (12/08), o nome do emedebista já aparece no sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com a situação “concorrendo” para uma das duas vagas da Paraíba no Senado.
Os suplentes
André Gadelha terá como primeira suplente Ivonete Ludgério (PSD). O segundo suplente será Assis Freire (MDB). Já Veneziano terá como primeira suplente Janine Lucena e como segundo suplente Paulo Rebello.
Coligação
A candidatura integra a coligação “Juntos pa...
O MDB registrou as candidaturas de André Gadelha e Veneziano Vital do Rêgo ao Senado. Segundo o site Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais, sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que traz informações sobre os candidatos, o partido também registrou os suplentes de André e Veneziano.
Os nomes
A candidatura de André Gadelha (MDB) ao Senado Federal avançou para a etapa formal na Justiça Eleitoral. Ontem, quarta-feira (12/08), o nome do emedebista já aparece no sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com a situação “concorrendo” para uma das duas vagas da Paraíba no Senado.
Os suplentes
André Gadelha terá como primeira suplente Ivonete Ludgério (PSD). O segundo suplente será Assis Freire (MDB). Já Veneziano terá como primeira suplente Janine Lucena e como segundo suplente Paulo Rebello.
Coligação
A candidatura integra a coligação “Juntos para a Paraíba Dar o Próximo Passo”, formada por MDB, Democrata, PSD e Federação PSDB/Cidadania.
O calendário
O calendário eleitoral estabelece 15 de agosto como prazo final para apresentação dos registros. A campanha começa oficialmente no dia seguinte, 16 de agosto. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, quando os eleitores paraibanos votarão para presidente da República, governador, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais.
Confirma
A formalização do nome de André Gadelha confirma no sistema eleitoral uma candidatura que vinha sendo articulada pelo MDB. O nome foi aclamado na chapa durante a convenção estadual realizada em João Pessoa, ao lado de Cícero Lucena e Veneziano Vital do Rêgo.
As candidaturas
Com a aproximação do fim do prazo para os registros, a disputa pelas duas vagas da Paraíba no Senado entra na fase de formalização das candidaturas, antes do início oficial da campanha eleitoral.
O Poder

Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta quinta-feira
13/08/2026
Cheguei Brasil vamos ?
Brasília acordou nesta quinta-feira com inteligência artificial no TSE, bilhões atravessando o teto, salários também atravessando o teto, Discord na mira da ANPD e campanha eleitoral praticamente na porta. Lula e Alcolumbre ensaiam uma reaproximação, Flávio Bolsonaro espera uma definição sobre como poderá usar a imagem do pai e o STF continua com agenda suficiente para não deixar ninguém entediado.
Em resumo: faltam poucos dias para a campanha começar oficialmente, mas Brasília claramente não recebeu o memorando pedindo para esperar.
TSE discute IA: a campanha de 2026 ganha seu primeiro grande teste digital
Os ministros do TSE se reúnem nesta quinta-feira para buscar um entendimento sobre os limites do uso de inteligência artificial nas eleições. A discussão ganhou urgência após o caso envolvendo um vídeo gerado por IA no qual Jair Bolsonaro man...
Brasília, 13 de agosto de 2026
Cheguei Brasil vamos ?
Brasília acordou nesta quinta-feira com inteligência artificial no TSE, bilhões atravessando o teto, salários também atravessando o teto, Discord na mira da ANPD e campanha eleitoral praticamente na porta. Lula e Alcolumbre ensaiam uma reaproximação, Flávio Bolsonaro espera uma definição sobre como poderá usar a imagem do pai e o STF continua com agenda suficiente para não deixar ninguém entediado.
Em resumo: faltam poucos dias para a campanha começar oficialmente, mas Brasília claramente não recebeu o memorando pedindo para esperar.
TSE discute IA: a campanha de 2026 ganha seu primeiro grande teste digital
Os ministros do TSE se reúnem nesta quinta-feira para buscar um entendimento sobre os limites do uso de inteligência artificial nas eleições. A discussão ganhou urgência após o caso envolvendo um vídeo gerado por IA no qual Jair Bolsonaro manifesta apoio ao filho Flávio. A tendência relatada é de restrição a deepfakes, sem necessariamente impedir o uso de fotos e vídeos reais de arquivo. A definição terá impacto muito além de uma candidatura: poderá estabelecer o primeiro grande marco prático da Justiça Eleitoral sobre conteúdo sintético na campanha de 2026.
A eleição começa nas ruas no domingo. No algoritmo, ela começou faz tempo.
Flávio espera o TSE – E o TSE pode definir mais que uma propaganda
A campanha de Flávio Bolsonaro acompanha diretamente a reunião da Corte porque pretende definir, a partir dela, como poderá explorar eleitoralmente a imagem de Jair Bolsonaro. O episódio é estratégico: a discussão não envolve apenas tecnologia, mas também transferência de capital político, memória visual, emoção e mobilização da militância. Uma imagem verdadeira de arquivo e uma imagem artificial podem produzir efeitos semelhantes sobre o eleitor, embora juridicamente sejam coisas completamente diferentes.
Leitura AtivaWeb: este pode ser um dos primeiros grandes embates entre legislação eleitoral e engenharia de narrativa de 2026.
O desafio da Justiça não será regular apenas a IA. Será regular uma campanha em que o real e o artificial disputarão atenção na mesma tela.
Domingo tem largada oficial – mais os presidenciáveis já estão aquecendo o motor
Os candidatos começam oficialmente a campanha no próximo domingo com estratégias bastante diferentes: eventos, atos públicos, carreatas e agendas regionais. Lula também grava nesta quinta vídeos de apoio a candidatos estaduais, sinal de que a nacionalização das disputas locais já entrou na estratégia eleitoral.
A partir do fim de semana, o que hoje ainda parece movimentação de pré-campanha vira disputa oficial por agenda, imagem, emoção e alcance digital.
A campanha começa domingo. A disputa pelo algoritmo não teve período de silêncio.
Lula + Alcolumbre: Em Brasília, reconciliação também pode ter planilha eleitoral
Lula e Davi Alcolumbre voltaram a conversar em um movimento interpretado nos bastidores como reaproximação política. Há interesses dos dois lados: Lula pensa em governabilidade caso seja reeleito, enquanto Alcolumbre observa sua própria permanência no comando do Senado em 2027, diante da movimentação de nomes ligados à oposição. O encontro ocorre depois de desgastes importantes entre Planalto e Senado e mostra que, em Brasília, alianças raramente morrem; às vezes apenas entram em modo avião.
Leitura estratégica: mais importante que uma declaração pública de apoio será acompanhar votações, composição de alianças estaduais e sinalizações da bancada do Senado.
Na política, reaproximação não precisa de abraço. Às vezes basta matemática.
Congresso libera até R$ 7,5 bilhões fora do teto – e o fiscal ganha novo capítulo
Com apoio do governo, Câmara e Senado aprovaram dispositivo que permite retirar do limite fiscal despesas estratégicas da Defesa Nacional. O texto autoriza até R$ 5 bilhões, com possibilidade de ampliação em 50%, chegando a R$ 7,5 bilhões em 2026. O governo argumenta que o projeto também cria mecanismos capazes de reduzir despesas obrigatórias em 2027.
Politicamente, porém, a manchete é fácil de entender e ainda mais fácil de transformar em conteúdo nas redes: “gasto acima do teto”. Esse enquadramento tende a alimentar a disputa entre responsabilidade fiscal, investimentos estratégicos e narrativa eleitoral.
Em Brasília, teto fiscal aparentemente também precisa acompanhar a expansão do imóvel.
462 pagamentos acima do limite: o teto do Judiciário volta ao debate
Levantamento divulgado nesta quinta mostra que tribunais superiores fizeram, entre abril e julho, 426 pagamentos acima dos R$ 78,8 mil estabelecidos como limite pelo STF para remunerações com adicionais. Entre eles, 176 contracheques ultrapassaram R$ 100 mil. (CNN Brasil??)
O assunto reúne todos os ingredientes de alto potencial digital: dinheiro público, funcionalismo, privilégios e Judiciário. Mesmo quando há justificativas jurídicas ou indenizatórias para parcelas específicas, a comunicação pública do tema é extremamente difícil porque o cidadão compara imediatamente os valores com sua própria renda.
Potencial de repercussão: muito alto.
Quando o número precisa de três dígitos antes do “mil”, a explicação jurídica costuma perder para o print.
ANPD manda discord suspender lives – proteção infantil encontra a fronteira da tecnologia
A ANPD determinou que o Discord suspenda no Brasil sua funcionalidade de transmissões ao vivo, o GoLive, dando prazo de três dias úteis para a adequação. A medida ocorre após investigação envolvendo riscos graves para crianças e adolescentes e críticas aos mecanismos de verificação de idade da plataforma. O Discord permanece funcionando normalmente nas demais funções.
O caso abre um debate maior sobre responsabilidade das plataformas, criptografia, proteção de menores, aferição de idade e capacidade regulatória do Estado. Especialistas já discutem possíveis consequências da decisão para sistemas protegidos por criptografia.
Leitura AtivaWeb: este assunto pode ultrapassar rapidamente o universo técnico e se transformar numa discussão nacional sobre soberania digital e limites regulatórios das plataformas.
A internet deixou de perguntar apenas “o que é possível fazer?”. Agora precisa responder “quem é responsável quando dá errado?”.
Fux tenta destravar R$ 6,6 bilhões para o BRB
O ministro Luiz Fux realiza nesta quinta-feira nova audiência envolvendo GDF, União e Fundo Garantidor de Créditos para discutir um empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado à recomposição patrimonial do BRB, em meio aos desdobramentos relacionados às operações com o Banco Master.
O tema merece atenção porque conecta Judiciário, governo local, sistema financeiro e um caso que já possui forte sensibilidade política e digital. Qualquer nova informação envolvendo BRB ou Banco Master tende a ser imediatamente incorporada às narrativas políticas em circulação.
Quando política, banco e bilhões aparecem na mesma manchete, o algoritmo costuma pedir a pipoca.
PGR defende manutenção das restrições de visitas a Bolsonaro
A Procuradoria-Geral da República defendeu que o STF mantenha as atuais restrições de visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. O tema volta a conectar Justiça e campanha eleitoral porque Bolsonaro continua exercendo forte influência sobre a mobilização política da direita e sobre a candidatura do filho.
Cada decisão envolvendo visitas, comunicação ou exposição pública tende a ultrapassar rapidamente o campo jurídico e virar combustível para as duas grandes narrativas: de um lado, cumprimento das decisões judiciais; do outro, restrição política ao principal símbolo do bolsonarismo.
Bolsonaro pode estar fora das ruas, mas continua muito dentro da campanha.
Novo poso para médicos e dentistas avança no Senado
A Comissão de Assuntos Econômicos aprovou proposta de novo piso salarial para médicos e dentistas, com previsão de implantação gradual. O tema ainda precisa percorrer etapas legislativas, mas possui grande potencial de mobilização por envolver remuneração profissional, orçamento público e impacto sobre sistemas de saúde.
A discussão deverá colocar de um lado a valorização das categorias e, de outro, o impacto financeiro para municípios, estados e instituições de saúde.
No Congresso, todo piso salarial vem acompanhado de uma pergunta inevitável: quem paga a conta?
Silvio Costa Filho vota favorável à desoneração dos combustíveis para fortalecer o setor sucroenergético brasileiro
13/08/2026
Utiliza receitas
A proposta utiliza receitas extraordinárias obtidas pelo governo com o setor petrolífero para compensar a redução da carga tributária, buscando evitar que momentos de forte alta do petróleo tenham impacto direto no bolso dos consumidores. A versão ampliada do relatório também incorporou medidas relacionadas aos setores de fertilizantes, minerais críticos, saúde, Defesa e à realização da Copa do Mundo Feminina de 2027.
Destacou
Ao defender a aprovação da maté...
O deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) votou favoravelmente, nesta quarta-feira, ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026, que prevê medidas para reduzir o impacto da alta internacional do petróleo sobre os preços dos combustíveis no Brasil. O texto relatado pela deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO) prevê mecanismos para reduzir ou suspender tributos federais sobre combustíveis, incluindo gasolina, diesel e etanol.
Utiliza receitas
A proposta utiliza receitas extraordinárias obtidas pelo governo com o setor petrolífero para compensar a redução da carga tributária, buscando evitar que momentos de forte alta do petróleo tenham impacto direto no bolso dos consumidores. A versão ampliada do relatório também incorporou medidas relacionadas aos setores de fertilizantes, minerais críticos, saúde, Defesa e à realização da Copa do Mundo Feminina de 2027.
Destacou
Ao defender a aprovação da matéria, Silvio Costa Filho destacou o trabalho de construção realizado pela relatora Marussa Boldrin e ressaltou a importância do texto para o setor sucroenergético brasileiro, responsável pela geração de emprego e renda, especialmente no Nordeste.
"Como líder da Maioria, quero parabenizar a nossa querida relatora Marussa pelo excelente relatório que apresenta na tarde de hoje. Ela pôde, ao longo desses últimos dias, construir esse relatório com o setor produtivo, com a sociedade civil organizada, com o Governo, com todos os Líderes na Casa, para que aprovássemos, no dia de hoje, uma matéria tão importante para o setor sucroenergético brasileiro, um setor que gera emprego e renda", disse Silvio.
Acrescentou
O ex-ministro de Lula acrescentou que o fortalecimento da cadeia sucroenergética tem importância estratégica para o desenvolvimento regional e nacional.
“Isso será fundamental para fortalecer esse setor importante para o Nordeste e para o Brasil. Quero parabenizar V.Exa. Quem ganha com essa matéria é o povo brasileiro, porque o setor sucroenergético é fundamental para o desenvolvimento da economia brasileira, sobretudo para o Nordeste do Brasil, que estava sendo prejudicado por conta dessa crise internacional. Foram meses difíceis. Eu tenho certeza de que, com a aprovação desse PLP 114, hoje, é uma sinalização positiva para o mercado, para o setor, que vai permanecer se fortalecendo, gerando emprego, renda e movimentando a economia brasileira".
Reforça
A manifestação reforça a posição do parlamentar em defesa de medidas capazes de reduzir a pressão sobre os preços dos combustíveis e, ao mesmo tempo, fortalecer a produção nacional de biocombustíveis.
Responsável
A relatoria de Marussa Boldrin foi responsável por ampliar o alcance do texto original, incluindo mecanismos de incentivo a setores considerados estratégicos para a economia brasileira.
Câmara aprova PLP dos Combustíveis com pacote de isenções fiscais
13/08/2026
Segue
O PLP 114/2016 segue agora para o Senado. A votação foi realizada depois de semanas de discussão sobre o projeto. Nesta terça, uma reunião entre a relatora, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, destravou o documento.
Acordo
O encontro levou a um acordo entre governo, Câmara e Senado. Este último aprovou, ainda na noite de terça, o projeto que incentiva a produção nacional de fertilizantes. Inicialmente, esse texto previa uma renúncia fiscal de R$ 2 bilhões ao ano por cinco anos, mas a manobra entre Exe...
A Câmara dos Deputados aprovou na noite de ontem, quarta-feira (12/08) o PLP dos Combustíveis, que determina a redução ou a suspensão de impostos federais sobre gasolina, diesel e etanol durante momentos de forte alta do petróleo no mercado internacional. O texto, no entanto, incluiu outras isenções fiscais que não estavam previstas no começo das discussões.
Segue
O PLP 114/2016 segue agora para o Senado. A votação foi realizada depois de semanas de discussão sobre o projeto. Nesta terça, uma reunião entre a relatora, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, destravou o documento.
Acordo
O encontro levou a um acordo entre governo, Câmara e Senado. Este último aprovou, ainda na noite de terça, o projeto que incentiva a produção nacional de fertilizantes. Inicialmente, esse texto previa uma renúncia fiscal de R$ 2 bilhões ao ano por cinco anos, mas a manobra entre Executivo e Legislativo fez com que o valor ficasse de fora da redação final.
As negociações
As negociações em torno do projeto incluiu uma série de jabutis no PLP dos Combustíveis que estabelecem a renúncia fiscal. Jabutis são trechos estranhos ao texto original são incluídos em uma proposta.
Isenção fiscal
Um deles é a isenção fiscal para a exploração de minerais críticos no país. Um projeto de 2024 que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos já foi aprovado na Câmara, mas, para o presidente da Casa, é preciso ampliar os benefícios fiscais para essa atividade.
Abertura de crédito
Outra medida que foi incluída no projeto foi a abertura de crédito fiscal a projetos destinados à produção de fertilizantes no Brasil. O benefício poderá ser concedido até 2031 e corresponder a até 20% dos gastos com as atividades de produção. O limite previsto é de R$ 1 bilhão por ano entre 2027 e 2031. O texto permite ainda que esse limite seja ampliado em até R$ 1 bilhão por ato do Poder Executivo, desde que sejam observadas as regras orçamentárias.
Discussão arrastada
Os debates em torno do projeto começaram em abril, depois que o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) apresentou o texto. O governo propunha a compensação fiscal para possíveis reduções de impostos a partir de recursos oriundos da venda de petróleo. A arrecadação extra com o comércio petrolífero serviria para suprir a renúncia fiscal com os combustíveis.
Preço do barril
No final de abril, o preço do barril de petróleo do tipo Brent, referência para a Europa e para o Brasil, registrava uma alta acumulada de 45% desde o início do conflito no Oriente Médio, em 28 de fevereiro. O valor, que estava em US$ 72 antes da guerra, chegou a ser cotado a US$ 105.
Ontem, terça-feira, o barril de petróleo fechou o dia sendo negociado a US$ 88,91 por barril.
Com apoio do governo, Congresso autoriza gasto de até R$ 7 bi acima do teto
13/08/2026
O texto aprovado
De acordo com o texto aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal na noite de ontem, quarta-feira (12/08), o gasto extra teto poderá chegar a até R$ 7,5 bilhões ou até 50% a mais do que o limite original de R$ 5 bilhões.
A proposta, que agora segue para análise do Palácio do Planalto, prevê, por outro lado, duas travas para que o avanço desses gastos seja contidos em 2027.
Primeiro gatilho
O primeiro gatilho limita o crescimento das despesas resultantes de vinculações legais ao ritmo...
Em um intervalo de quase duas horas e com apoio do governo federal, o Congresso Nacional deu aval a um projeto que pode extrapolar o teto de gastos em até R$ 7,5 bilhões em 2026. Segundo o substitutivo do PLP (projeto de lei complementar) dos Combustíveis, o governo poderá deixar parte das despesas com projetos estratégicos de Defesa Nacional fora do teto de gastos e da meta de resultado primário.
O texto aprovado
De acordo com o texto aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal na noite de ontem, quarta-feira (12/08), o gasto extra teto poderá chegar a até R$ 7,5 bilhões ou até 50% a mais do que o limite original de R$ 5 bilhões.
A proposta, que agora segue para análise do Palácio do Planalto, prevê, por outro lado, duas travas para que o avanço desses gastos seja contidos em 2027.
Primeiro gatilho
O primeiro gatilho limita o crescimento das despesas resultantes de vinculações legais ao ritmo permitido pelo arcabouço fiscal. Na prática, a regra impede que despesas com crescimento definido por outras leis avancem em ritmo superior ao limite estabelecido para os gastos primários do governo.
Segundo gatilho
O segundo gatilho atua de outra forma: impede que uma receita de petróleo destinada ao Fundo Social seja contabilizada no cálculo de determinadas obrigações de despesa vinculadas à RCL (Receita Corrente Líquida).
Deve reduzir
Após a aprovação do texto por deputados e senadores, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que, com essas travas, o governo deve reduzir em cerca de R$ 10 bilhões as despesas obrigatórias em 2027.