imagem noticia

Deputado João Paulo comemora saldo positivo de empregos em Pernambuco

03/04/2024 - Jornal o Poder

imagem noticia
O deputado estadual Joao Paulo Lima e Silva, ex-prefeito do Recife, comemorou: o estado de Pernambuco registrou, em fevereiro de 2024, o saldo positivo de 2.145 vagas com carteira assinada, resultado de 49.960 admissões e 47.815 demissões. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.





Por setores

Em Pernambuco, o resultado foi positivo em dois dos cinco grandes grupos da atividade econômica avaliados. O destaque no estado foi o setor de serviços, que terminou o mês com um saldo de 5.057 vagas. A Construção também teve resultado positivo, com 682 postos criados. Na divisão por municípios, o Recife reuniu o maior saldo do período. Foram 2.639 novas vagas com carteira assinada, o que levou o estoque na capital pernambucana para quase 543 mil postos formais de trabalho. Na sequência dos cinco municípios com maior saldo aparecem Petrolina (+...

imagem noticia
O deputado estadual Joao Paulo Lima e Silva, ex-prefeito do Recife, comemorou: o estado de Pernambuco registrou, em fevereiro de 2024, o saldo positivo de 2.145 vagas com carteira assinada, resultado de 49.960 admissões e 47.815 demissões. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

imagem2




Por setores

Em Pernambuco, o resultado foi positivo em dois dos cinco grandes grupos da atividade econômica avaliados. O destaque no estado foi o setor de serviços, que terminou o mês com um saldo de 5.057 vagas. A Construção também teve resultado positivo, com 682 postos criados. Na divisão por municípios, o Recife reuniu o maior saldo do período. Foram 2.639 novas vagas com carteira assinada, o que levou o estoque na capital pernambucana para quase 543 mil postos formais de trabalho. Na sequência dos cinco municípios com maior saldo aparecem Petrolina (+676), Jaboatão dos Guararapes (+535), Garanhuns (+237) e Goiana (+230).

imagem3




Por sexo e idade

No estado, os novos postos de trabalho foram ocupados, em sua maioria, por pessoas do sexo masculino (+3.158). Pessoas com ensino médio completo foram as principais atendidas (+3.169) com as vagas em Pernambuco. Jovens entre 18 e 24 anos também são o grupo com maior saldo de vagas: +3.427.

Nacional


João Paulo destaca que o Brasil registrou em fevereiro de 2024 uma forte ampliação do mercado formal de trabalho em comparação com janeiro. No segundo mês do ano foram gerados 306.111 postos com carteira assinada. Com os números registrados em janeiro e fevereiro, o Brasil acumula quase meio milhão de novas vagas formais de trabalho e chega a um saldo de 474.614 empregos gerados. " Esses números revelam um trabalho sério e uma política econômica voltada para quem realmente precisa", destaca o deputado.

imagem4

Leia outras informações

imagem noticia

A China do Jeito que Eu Percebo - Crônica - Por Walmir Chagas*

03/11/2026

Eu vejo a China de um jeito que muita gente não está acostumada a ver. Não acho que ela seja perfeita, longe disso. Mas acho que ela provou uma coisa importante: um país pode crescer sem entregar o povo de bandeja para meia dúzia de famílias ricas.

No Ocidente, a gente aprende desde criança que votar é a maior liberdade que existe. Só que, na prática, muitas vezes a gente vota entre candidatos que dependem de dinheiro de grandes empresas, de bancos, de donos de mídia e de gente muito rica. Então a pergunta que fica é: será que a gente escolhe mesmo, ou só escolhe quem o dinheiro deixou chegar até nós?

Pra mim, isso não é liberdade completa. É liberdade de escolher o sabor da coisa, mas não de mudar a receita. A pessoa pode votar, pode reclamar, pode fazer campanha — mas no fim, quem tem mais grana, mais propaganda e mais contato com o poder costuma levar vantagem.

A China me parece diferente nesse ponto. Lá o Estado não deixou o mercado mand...

imagem noticia

Eu vejo a China de um jeito que muita gente não está acostumada a ver. Não acho que ela seja perfeita, longe disso. Mas acho que ela provou uma coisa importante: um país pode crescer sem entregar o povo de bandeja para meia dúzia de famílias ricas.

No Ocidente, a gente aprende desde criança que votar é a maior liberdade que existe. Só que, na prática, muitas vezes a gente vota entre candidatos que dependem de dinheiro de grandes empresas, de bancos, de donos de mídia e de gente muito rica. Então a pergunta que fica é: será que a gente escolhe mesmo, ou só escolhe quem o dinheiro deixou chegar até nós?

Pra mim, isso não é liberdade completa. É liberdade de escolher o sabor da coisa, mas não de mudar a receita. A pessoa pode votar, pode reclamar, pode fazer campanha — mas no fim, quem tem mais grana, mais propaganda e mais contato com o poder costuma levar vantagem.

A China me parece diferente nesse ponto. Lá o Estado não deixou o mercado mandar em tudo. O país investiu pesado em estrada, trem, energia, escola, hospital, água, internet e indústria. E o resultado foi algo enorme: centenas de milhões de pessoas saíram da pobreza extrema. Isso não é detalhe. Isso muda a vida de gente de verdade: mãe, pai, filho, trabalhador, agricultor.

Eu acho isso muito mais concreto do que discurso bonito de campanha. Porque liberdade também é ter onde morar, ter saúde, ter estudo, ter emprego, ter comida na mesa e ter um futuro pela frente. Não adianta falar tanto em “voto livre” se a pessoa vive presa em dívida, aluguel caro, plano de saúde caro e emprego precário.

Outra coisa que me chama atenção é a forma como a China lida com o capitalismo. Ela não acabou com ele. Tem empresa privada, tem lucro, tem mercado. Mas o Estado continua forte e participa das decisões. Ele direciona investimento, cuida de setores estratégicos e tenta impedir que a economia fique totalmente nas mãos de poucos.

É como se a China dissesse: “O mercado pode existir, mas não vai mandar no país inteiro.” Já no Ocidente, muitas vezes parece o contrário: quem manda é o dinheiro, e o governo fica ali para administrar os problemas que esse mesmo dinheiro cria.

Também gosto da ideia de que, na China, quem quer chegar a cargos altos geralmente precisa passar por uma trajetória longa. A pessoa começa em cargos menores, administra cidades, resolve problemas, cumpre metas e vai sendo testada ao longo do caminho. Não é como no Ocidente, onde às vezes alguém vira presidente basicamente por causa de discurso bonito, popularidade na TV e dinheiro de campanha.

Claro que eu não vou fingir que a China não tem problemas. Tem censura, tem controle político, tem limites na liberdade de expressão e na imprensa. Eu não acho que isso deva ser escondido. Mas também não acho justo usar só esses pontos para apagar tudo o que a China conseguiu fazer pela vida material do povo.

Pra mim, o Ocidente gosta muito de falar em liberdade, mas muitas vezes esquece que liberdade sem condições de viver é meio vazia. E a China mostra que dá para investir no povo, planejar o futuro e usar o crescimento para melhorar a vida de muita gente.

No fim, é isso que eu penso: a economia deveria existir para servir as pessoas, não as pessoas para servir a economia. A China não é o paraíso. Mas ela me faz pensar que existe outro caminho — um caminho em que o povo não é só consumidor, nem só eleitor, nem só mão de obra barata, mas sim a razão principal de um país existir.


*Walmir Chagas, é multiartista e livre pensador.



imagem 2




NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.




imagem noticia

Em meio às articulações para nova equipe, Lula chama cotados para reuniões em Brasília

03/11/2026

Em meio às articulações para a formação dos novos ministérios, o presidente Lula convocou, para esta semana, reuniões com ex-ministros e atuais integrantes do governo cotados para assumir o comando de pastas no quarto mandato.

Casa Civil

O ex-ministro da Educação e senador Camilo Santana, um dos nomes cotados para assumir a Casa Civil, deve se reunir com o presidente ao longo dos próximos dias.

Articulação política

Lula também chamou o atual ministro do Desenvolvimento Regional, Wellington Dias, para uma conversa. O ministro, no entanto, não está cotado para assumir nenhuma pasta. Segundo fontes, Dias tem dito que está à disposição do presidente, mas que também ficaria confortável em retornar ao Senado Federal. A avaliação, nos bastidores, é de que, fora do ministério, Wellington Dias teria mais disponibilidade para atuar na articulação política e no trabalho de base.

Ministério da Fazenda

imagem noticia

Em meio às articulações para a formação dos novos ministérios, o presidente Lula convocou, para esta semana, reuniões com ex-ministros e atuais integrantes do governo cotados para assumir o comando de pastas no quarto mandato.

Casa Civil

O ex-ministro da Educação e senador Camilo Santana, um dos nomes cotados para assumir a Casa Civil, deve se reunir com o presidente ao longo dos próximos dias.

Articulação política

Lula também chamou o atual ministro do Desenvolvimento Regional, Wellington Dias, para uma conversa. O ministro, no entanto, não está cotado para assumir nenhuma pasta. Segundo fontes, Dias tem dito que está à disposição do presidente, mas que também ficaria confortável em retornar ao Senado Federal. A avaliação, nos bastidores, é de que, fora do ministério, Wellington Dias teria mais disponibilidade para atuar na articulação política e no trabalho de base.

Ministério da Fazenda

Já o governador do Piauí, Rafael Fonteles, cotado para assumir o Ministério da Fazenda, também deve estar em Brasília nesta semana. No entanto, ainda não confirmou se ele terá uma reunião com o presidente.




imagem noticia

Da Série Mistérios do Aquém: Democracia e Revolução de Curtidores? – Por Natanael Sarmento*

03/11/2026

Quando a Bastilha caiu em 1789, ninguém fazia self ou procurava a melhor iluminação para um story. Os sans-culottes passavam fome e a maioria do povo era oprimida pelo absolutismo. Na Rússia de 1917, os sovietes de operários, camponeses, soldados, marinheiros e estudantes não enviaram um emoji de punho fechado para derrubar o czarismo. Contavam com um partido Bolchevique, revolucionário, com programa, a história conheceu a primeira revolução socialista. Da Sierra Maestra à Pequim, as grandes transformações sociais nunca nasceram do éter. Nasceram do chão duro da terra, do suor das classes trabalhadoras, sob e contra toda exploração e opressão a que eram submetidas nas relações de produção e poder.

Capitalismo de plataforma?

Na era do capitalismo das plataformas digitais, inventou-se o novo tipo de líder revolucionário, o “influencer” do estofado. O descolado intrépido que, confortavelmente no seu sofá e munido de uma conexão Wi-Fi de alta velocidad...

imagem noticia

Quando a Bastilha caiu em 1789, ninguém fazia self ou procurava a melhor iluminação para um story. Os sans-culottes passavam fome e a maioria do povo era oprimida pelo absolutismo. Na Rússia de 1917, os sovietes de operários, camponeses, soldados, marinheiros e estudantes não enviaram um emoji de punho fechado para derrubar o czarismo. Contavam com um partido Bolchevique, revolucionário, com programa, a história conheceu a primeira revolução socialista. Da Sierra Maestra à Pequim, as grandes transformações sociais nunca nasceram do éter. Nasceram do chão duro da terra, do suor das classes trabalhadoras, sob e contra toda exploração e opressão a que eram submetidas nas relações de produção e poder.

Capitalismo de plataforma?

Na era do capitalismo das plataformas digitais, inventou-se o novo tipo de líder revolucionário, o “influencer” do estofado. O descolado intrépido que, confortavelmente no seu sofá e munido de uma conexão Wi-Fi de alta velocidade, acredita liderar a resistência democrática a cada retweet inflamado. Enquanto manda torpedos virtuais espera o sushi da entrega do delivery. O militante das nuvens se imagina o mágico capaz de mobilizar e mudar o mundo. É o “guerrilheiro do algoritmo”, o estrategista que julga estar abalando as estruturas do capital nas curtidas dos seus seguidores, alinhados na mesma bolha digital.

Na real

Desdenhar das modernas tecnologias é estupidez ou ingenuidade. O fogo libertou o homem da escuridão e do frio; o ferro transformou a ferramenta; o arado revolucionou a agricultura; a imprensa de Gutenberg descentralizou o conhecimento; o telégrafo encurtou as distâncias. Ninguém em sanidade mental sugere o abandono das redes digitais, ignora o seu potencial de alcance. Deve-se utilizar a tecnologia para educar, agitar, propagandear e articular movimentos sociais.

Erro

Erro crasso, “ensaio de cegueira” histórica é confundir o instrumento com o Sujeito.

Algoritmo

Um algoritmo não possui consciência de classe. Uma rede social não formula um programa político, não organiza a greve da categoria, não constrói a reforma agrária e nem enfrenta a repressão no portão da fábrica. Substituir o povo organizado e os seus instrumentos históricos de luta — como os partidos políticos de vanguarda e os movimentos populares — por uma suposta "democracia direta do like" é estupidez, ou ingenuidade.

Antipartidários

O analfabeto político tem aversão aos partidos. Critica todos eles e Senhor da razão, tampouco nada faz, senão ficar na passividade e reclamar quando seus interesses são contrariados, seja porque o salário é baixo, comida e aluguéis são caros, não pode passar férias nos EUA e visitar a Disney com a alta do dólar, que a turma do andar de cima agradece: bilionários que recebem financiamentos públicos subsidiado do estado que defendem “mínimo” (com ajustes fiscais) e aumentam suas fortunas nos investimentos da bolsa e piratarias das privatizações.

Santificados nas nuvens

Demonizar partidos e movimentos sociais e as formas de organização ou subestimar a efetiva militância da mão na massa é uma desculpa de amarelo, sobre o mero ou exclusivo ativismo digital, dizemos, das duas uma: ou é um idealismo rasteiro, em nome da pureza, inofensiva ou é, no fundo, uma ideologia antirrevolucionária muito bem encomendada. O antipartidarismo enrustido, embalado no discurso moderno da "descentralização sem líderes", serve maravilhosamente bem às classes dominantes. Nada tranquiliza mais o “status quo” do que ver a indignação popular pulverizada em milhares de telas individuais, sem programa, sem estratégia, sem direção política e sem capacidade real de disputa de poder. Nada retira mais o sono dos exploradores do povo do que multidões nas ruas, nas barricadas, dirigidas e organizadas, por uma vanguarda consciente e com um programa político de poder popular e socialista.

Não inventamos a roda

Revolução social nenhuma surgiu do nada, da cabeça de um iluminado, e não sairá da computação quântica. Elas nascem das dores e das contradições da terra, do conflito de classes, da necessidade urgente de substituir um modelo decadente de sociedade por outro historicamente superior. Para isso, precisa-se de filosofia, da teoria revolucionária e de uma condensação ideológica traduzida num programa exequível e transformador.

Bazófias

Atribuir vitórias políticas e conquistas sociais a algoritmos é tolice de deslumbrados, ingenuidade de ignorantes ou esperteza de vendilhões do sistema. As tecnologias são os meios; o povo organizado, em sua marcha viva e consciente na história, continua sendo o verdadeiro Sujeito da transformação. Não existem grandes generais sem grandes exércitos, sem gente do povo. Seja com baionetas, drones ou celulares. As grandes mobilizações da eleição presidencial deram a vitória histórica do Lula no 2º Turno comprova essa força capaz de mover montanhas, derrotar inimigos poderosos – a maioria das mídias tradicionais e digitais – estava a serviço do fascismo e perdeu nas ruas e nas urnas, apesar de toda manipulação e manobras. A força verdadeira, das democracias e dos movimentos revolucionários, está no povo. E tudo o mais é só conversa para boi dormir... ou para a tela do celular não apagar.


*Natanael Sarmento é professor e escritor, e integrante do Diretório Nacional da UP. @sarmentonatanael


NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.




imagem noticia

A Doutrina do Isolamento Tático - Por Amadeu Robalinho*

03/11/2026

Autossuficiência militar, resiliência estratégica e a nova arquitetura da Soberania nacional


A Soberania de uma nação não se sustenta exclusivamente na capacidade de suas Forças Armadas de projetar poder, dissuadir adversários ou responder militarmente a uma agressão externa. No século XXI, a verdadeira capacidade estratégica de um Estado também será determinada pela sua aptidão para continuar funcionando quando suas estruturas essenciais forem submetidas a ataques, interrupções sistêmicas, sabotagens, crises energéticas ou situações de isolamento operacional.

Essa realidade impõe uma revisão profunda dos conceitos tradicionais de Defesa Nacional. A infraestrutura civil, os sistemas de energia, as telecomunicações, os centros de processamento de dados, as cadeias logísticas, os sistemas financeiros e os serviços de segurança pública passaram a integrar um mesmo ambiente de vulnerabilidade estratégica.

O campo de batalha contem...

imagem noticia

Autossuficiência militar, resiliência estratégica e a nova arquitetura da Soberania nacional


A Soberania de uma nação não se sustenta exclusivamente na capacidade de suas Forças Armadas de projetar poder, dissuadir adversários ou responder militarmente a uma agressão externa. No século XXI, a verdadeira capacidade estratégica de um Estado também será determinada pela sua aptidão para continuar funcionando quando suas estruturas essenciais forem submetidas a ataques, interrupções sistêmicas, sabotagens, crises energéticas ou situações de isolamento operacional.

Essa realidade impõe uma revisão profunda dos conceitos tradicionais de Defesa Nacional. A infraestrutura civil, os sistemas de energia, as telecomunicações, os centros de processamento de dados, as cadeias logísticas, os sistemas financeiros e os serviços de segurança pública passaram a integrar um mesmo ambiente de vulnerabilidade estratégica.

O campo de batalha contemporâneo ultrapassou os limites geográficos dos conflitos convencionais. Hoje, uma nação pode sofrer efeitos equivalentes aos de uma agressão militar sem que seu território seja formalmente invadido. A interrupção de redes elétricas, a indisponibilidade de sistemas de comunicação, a sabotagem de instalações industriais, os ataques cibernéticos e a desorganização das cadeias de abastecimento podem comprometer a capacidade de governabilidade e a continuidade do funcionamento do Estado.

É nesse contexto que ganha relevância a chamada Doutrina do Isolamento Tático, entendida como a capacidade de instalações militares e estruturas estratégicas operarem de maneira autônoma durante períodos prolongados, mesmo diante da perda de suas conexões com as redes externas de abastecimento, energia, comunicação e suporte logístico.

FORTRESS: a preparação para operar sob isolamento estratégico

Um exemplo recente dessa mudança de paradigma é a iniciativa FORTRESS, anunciada pelo secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, em setembro de 2026. A proposta busca ampliar a capacidade de resistência das instalações militares dos Estados Unidos diante de cenários de guerra, sabotagem, ataques cibernéticos e interrupção de infraestruturas civis.

A iniciativa reúne cinco eixos estratégicos: independência energética, resiliência das cadeias de suprimentos e da Base Industrial de Defesa, reservas estratégicas, proteção física e cibernética das instalações e resiliência dos sistemas espaciais e de comunicações.

O conceito é particularmente relevante porque reconhece uma vulnerabilidade estrutural das Forças Armadas modernas: a dependência de infraestruturas civis e cadeias produtivas que, em uma guerra de grandes proporções, também poderão se tornar alvos prioritários.

Entre as soluções tecnológicas consideradas estão microrredes elétricas independentes, sistemas de armazenamento de energia em larga escala, geração própria, microrreatores nucleares, reservas de combustíveis, munições, componentes eletrônicos, insumos médicos e peças de reposição. Também está prevista a ampliação da capacidade de mobilização industrial, permitindo que instalações produtivas civis possam contribuir para o esforço de Defesa em situações extraordinárias.

A dimensão dos 90 dias de autonomia operacional, entretanto, exige precisão jornalística: esse período foi divulgado em reportagem da Fox News, com base em documentos consultados pela publicação, mas não deve ser apresentado como uma exigência universal oficialmente confirmada em todos os seus detalhes pelo Departamento de Defesa. O próprio planejamento envolve diferentes horizontes de implementação.

O aspecto mais importante não é apenas a duração do isolamento, mas a mudança de mentalidade estratégica: preparar instalações militares para continuar cumprindo suas missões mesmo quando o ambiente externo deixa de oferecer as condições normais de funcionamento.

A mensagem é inequívoca: energia é capacidade de combate, logística é capacidade de permanência e tecnologia é instrumento de sobrevivência operacional.

A vulnerabilidade das sociedades hiperconectadas

A transformação tecnológica trouxe ganhos extraordinários para a sociedade, mas também criou novas dependências. A economia digital, a automação industrial, os sistemas bancários, a administração pública e os serviços essenciais passaram a depender de redes permanentemente conectadas.

Essa integração, embora indispensável ao desenvolvimento econômico, produz vulnerabilidades que precisam ser consideradas no planejamento de Defesa.

Um ataque cibernético contra uma instalação elétrica, por exemplo, pode produzir consequências muito além do ambiente virtual. A interrupção do fornecimento de energia compromete estações de tratamento de água, hospitais, telecomunicações, centros de dados, sistemas de transporte, operações portuárias e estruturas de comando e controle.

A ameaça não precisa necessariamente destruir uma instalação física. Basta comprometer sua capacidade de funcionamento.

É justamente nessa perspectiva que a resiliência energética assume importância militar e estratégica. A utilização de microrredes independentes, geração distribuída, sistemas redundantes de armazenamento e fontes alternativas de energia pode reduzir a exposição de instalações críticas a falhas externas.

Os microrreatores nucleares, por sua vez, representam uma possibilidade tecnológica de interesse estratégico, especialmente para instalações que demandam fornecimento contínuo de energia. Entretanto, sua implantação exige rigorosos requisitos de segurança nuclear, licenciamento, proteção física, gestão de combustível e destinação de rejeitos.

Não se trata apenas de produzir energia, mas de assegurar continuidade operacional em ambientes de elevada complexidade.

Segurança pública: a resiliência começa na sociedade

A dimensão civil dessa discussão merece atenção especial.

O Ex-diretor da Divisão de Investigação Criminal do FBI, Chris Swecker, que serviu durante 24 anos na instituição, tem chamado atenção para a necessidade de preparação das famílias norte-americanas diante de emergências que possam comprometer a normalidade dos serviços públicos.

Essa preocupação encontra correspondência em medidas institucionais adotadas na Europa.

Em março de 2025, a Comissão Europeia apresentou sua Estratégia de Preparação da União Europeia, estabelecendo como orientação o desenvolvimento de uma cultura de prevenção e a preparação da população para manter autonomia mínima durante pelo menos 72 horas em situações emergenciais.

A iniciativa considera ameaças geopolíticas, ataques cibernéticos, desastres naturais, crises sanitárias e interrupções de serviços essenciais.

O princípio é simples, mas estrategicamente relevante: as primeiras horas de uma crise podem determinar a dimensão de suas consequências.

Quando uma comunidade dispõe de água potável, alimentos, medicamentos de uso habitual, iluminação alternativa, meios de comunicação e um plano familiar de emergência, sua capacidade de atravessar os momentos iniciais de uma interrupção sistêmica aumenta consideravelmente.

A preparação da população, entretanto, não representa transferência da responsabilidade estatal para o cidadão. A proteção da sociedade continua sendo uma obrigação do Estado.

Sob a perspectiva da Segurança Pública, a autonomia emergencial da população contribui para reduzir a pressão imediata sobre os serviços de atendimento, permitindo que as forças policiais, os bombeiros, a Defesa Civil e os órgãos de inteligência concentrem seus recursos nas ocorrências prioritárias.

Em situações extremas, a desinformação, o pânico, o desabastecimento e a desorganização social podem produzir efeitos tão prejudiciais quanto a própria interrupção da infraestrutura.

Portanto, a preparação comunitária deve integrar as políticas públicas de prevenção, gestão de riscos e proteção civil.

O Brasil diante do desafio da autonomia estratégica

É nesse ponto que a discussão deixa de ser exclusivamente norte-americana e passa a interessar diretamente ao Brasil.

O País possui dimensões continentais, extensa infraestrutura energética, instalações industriais estratégicas, grandes centros urbanos, complexos portuários, redes de telecomunicações e ativos fundamentais para sua inserção econômica internacional.

Entretanto, a dimensão territorial brasileira não representa, por si só, uma garantia de segurança.

A dependência de determinados fornecedores, componentes tecnológicos importados, equipamentos especializados, sistemas de comunicação, insumos industriais e cadeias logísticas internacionais pode produzir vulnerabilidades relevantes em uma situação de conflito prolongado.

A questão central é saber se o Brasil teria condições de preservar o funcionamento de suas estruturas essenciais diante de um cenário de isolamento logístico, interrupção de abastecimento ou ataques coordenados contra infraestruturas críticas.

Essa reflexão deve alcançar, especialmente, os seguintes setores:

1. Energia e segurança nuclear

A diversificação da matriz energética, o fortalecimento das redes de transmissão, a geração distribuída, o armazenamento de energia e a proteção das instalações estratégicas precisam integrar uma política nacional de resiliência energética.

A energia nuclear também deve ser considerada sob a perspectiva da autonomia tecnológica, da continuidade do fornecimento e do domínio nacional do ciclo do combustível.

2. Comunicações e infraestrutura digital

Cabos submarinos, centros de processamento de dados, redes de telecomunicações, satélites e sistemas de navegação constituem componentes essenciais da soberania tecnológica.

A proteção desses ativos precisa estar associada a redundância, capacidade de recuperação, monitoramento permanente e proteção cibernética.

3. Base Industrial de Defesa

Não existe autonomia militar consistente sem capacidade industrial.

A produção nacional de munições, componentes eletrônicos, sistemas de comunicação, sensores, equipamentos de proteção, materiais estratégicos e componentes de manutenção deve ser tratada como prioridade de Estado.

Também é necessário identificar dependências externas críticas e desenvolver alternativas nacionais ou cadeias de fornecimento diversificadas.

4. Logística e infraestrutura portuária

Portos, aeroportos, ferrovias, rodovias, instalações de armazenamento e corredores logísticos representam elementos fundamentais para a mobilização nacional.

A interrupção de qualquer desses componentes pode comprometer tanto a atividade econômica quanto a capacidade de resposta do Estado.

5. Inteligência e Segurança Pública

A integração entre inteligência, Defesa Nacional, segurança cibernética e proteção de infraestruturas críticas precisa avançar.

A capacidade de identificar ameaças antecipadamente, compartilhar informações e coordenar respostas interinstitucionais é indispensável para enfrentar ameaças híbridas, sabotagens, terrorismo e ações criminosas contra instalações estratégicas.

A Engenharia de Soberania e Estratégia como instrumento de planejamento

É nesse ambiente que proponho a aplicação da Engenharia de Soberania e Estratégia como framework teórico-metodológico para o planejamento e o desenvolvimento das capacidades nacionais.

A soberania precisa ser compreendida como resultado de uma estrutura integrada de capacidades, e não como uma declaração política isolada.

A relação entre energia, infraestrutura, tecnologia, defesa e soberania constitui uma cadeia de dependências estratégicas.

Arquitetura da Soberania Estratégica

Soberania Nacional

Autonomia decisória e capacidade de preservação do Estado

Defesa e Segurança

Dissuasão, proteção, inteligência e continuidade operacional

Tecnologia e Capacidade Industrial

Domínio tecnológico, inovação e produção nacional

Infraestrutura e Logística

Energia, comunicações, transportes e abastecimento

Energia e Recursos Estratégicos

Base material da autonomia nacional

Modelo conceitual da Engenharia de Soberania e Estratégia. Elaboração: Amadeu Robalinho.

Essa arquitetura permite compreender que a capacidade de Defesa depende de uma base energética confiável, de infraestrutura resiliente, de domínio tecnológico e de uma estrutura industrial capaz de sustentar as necessidades nacionais.

Não basta adquirir equipamentos militares sofisticados se o País não possui condições de mantê-los, abastecê-los, repará-los e operá-los durante uma crise prolongada.

A autonomia estratégica exige planejamento de longo prazo, investimentos, formação de recursos humanos, pesquisa científica e integração entre universidades, centros tecnológicos, empresas e instituições militares.

O orçamento de Defesa precisa incorporar a resiliência nacional

Outro aspecto fundamental é a dimensão orçamentária.

A preparação estratégica não pode permanecer restrita a documentos doutrinários ou discursos institucionais. Precisa estar traduzida em programas, projetos, metas, cronogramas e investimentos mensuráveis.

A alocação de recursos deve considerar não apenas a aquisição de plataformas militares, mas também a infraestrutura que permite sua operação.

Isso envolve instalações energéticas redundantes, estoques estratégicos, capacidade de manutenção, proteção cibernética, pesquisa e desenvolvimento, modernização industrial e sistemas de comunicação resilientes.

É necessário superar a visão de que investimentos em infraestrutura crítica representam despesas secundárias em relação aos equipamentos militares.

Em determinadas circunstâncias, a capacidade de manter uma instalação funcionando pode ser tão importante quanto a capacidade de empregar seu armamento.

A Defesa Nacional começa muito antes do acionamento de qualquer sistema de armas.

Conclusão: soberania é a capacidade de continuar funcionando

O mundo está entrando em uma fase na qual a capacidade de resistência das nações será submetida a testes cada vez mais complexos.

As ameaças híbridas, a competição tecnológica, a disputa por recursos estratégicos, a vulnerabilidade das cadeias de abastecimento e a crescente dependência de sistemas digitais estão modificando os fundamentos do planejamento militar e da segurança dos Estados.

A iniciativa FORTRESS, dos Estados Unidos, e a estratégia europeia de preparação da população demonstram que a resiliência deixou de ser um assunto restrito aos organismos militares e passou a integrar o planejamento governamental e a proteção da sociedade.

Para o Brasil, a mensagem precisa ser compreendida sem alarmismo, mas também sem ingenuidade estratégica.

É necessário desenvolver capacidades nacionais para enfrentar situações de isolamento, preservar infraestruturas críticas, proteger a população e garantir a continuidade dos serviços essenciais.

A soberania não pode depender exclusivamente da normalidade das relações comerciais internacionais, da disponibilidade permanente de energia ou da integridade de redes tecnológicas externas.

Uma nação verdadeiramente soberana precisa ter capacidade de decidir, produzir, proteger, resistir e continuar funcionando mesmo diante das circunstâncias mais adversas.

A Engenharia de Soberania e Estratégia parte justamente desse princípio: transformar recursos, conhecimento, tecnologia e capacidade industrial em autonomia nacional e poder estratégico.

Porque, no século XXI, não será suficiente perguntar se um país possui capacidade para entrar em uma guerra. Será necessário perguntar se possui condições de sustentar suas estruturas, proteger sua população e preservar sua soberania quando o mundo ao seu redor deixar de funcionar normalmente.

As nações estão em guerra ou estão se preparando para ela. A diferença estratégica está no nível de preparação que desenvolveram antes da crise.


Referências para fundamentação


* Departamento de Defesa dos Estados Unidos, iniciativa FORTRESS e pronunciamentos de Pete Hegseth, setembro de 2026.

* Center for Strategic and International Studies (CSIS), análise das iniciativas de transformação da Defesa norte-americana. CSIS

* The War Zone, análise técnica sobre autonomia energética e operacional das bases militares. TWZ

* Comissão Europeia, Preparedness Union Strategy, 26 de março de 2025.

* Governo dos Estados Unidos, registro institucional da carreira de Chris Swecker no FBI.

Nota editorial: o prazo de 90 dias é apresentado como informação divulgada pela imprensa sobre o FORTRESS, não como comprovação de que todas as bases norte-americanas já estejam operando ou tenham recebido uma determinação universal plenamente implementada.


*Amadeu Robalinho, é Pesquisador independente e autor interdisciplinar, associado à Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




imagem noticia

Veneziano preside sessão da Comissão de Educação que aprova piso salarial nacional para profissionais de apoio da educação básica

03/11/2026

O Senador Veneziano Vital do Rêgo, MDB-PB, presidiu hoje, terça-feira, 03/11, sessão da Comissão de Educação e Cultura, CE, que aprovou um piso salarial nacional para os profissionais da educação básica pública que exercem funções de apoio, como merendeiras, auxiliares de limpeza, porteiros, secretários escolares, dentre outros. O valor será equivalente a 75% do piso salarial dos professores para os trabalhadores com formação de nível médio e jornada de até 40 horas semanais.

O projeto

Segundo Veneziano, o projeto determina que União, estados, Distrito Federal e municípios considerem o piso na definição do vencimento inicial desses profissionais. Para jornadas diferentes, a remuneração deve ser proporcional. A proposta segue agora para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Falou Veneziano

“Investir na educação é investir no magistério, e também lembrar da necessidade de investir com o estabelecimento...

imagem noticia

O Senador Veneziano Vital do Rêgo, MDB-PB, presidiu hoje, terça-feira, 03/11, sessão da Comissão de Educação e Cultura, CE, que aprovou um piso salarial nacional para os profissionais da educação básica pública que exercem funções de apoio, como merendeiras, auxiliares de limpeza, porteiros, secretários escolares, dentre outros. O valor será equivalente a 75% do piso salarial dos professores para os trabalhadores com formação de nível médio e jornada de até 40 horas semanais.

O projeto

Segundo Veneziano, o projeto determina que União, estados, Distrito Federal e municípios considerem o piso na definição do vencimento inicial desses profissionais. Para jornadas diferentes, a remuneração deve ser proporcional. A proposta segue agora para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Falou Veneziano

“Investir na educação é investir no magistério, e também lembrar da necessidade de investir com o estabelecimento de um piso para essas pessoas”, disse Veneziano, ao lembrar da necessidade de o Senado dar “a devida, plena e justificada celeridade na deliberação desta matéria”.




imagem noticia

Silvio Costa Filho defende a criação do Ministério da Segurança Pública e a redução da maioridade penal

03/11/2026

Líder da maioria da Câmara dos Deputados, o deputado Silvio Costa Filho, defendeu, hoje, terça-feira, 03/11, o avanço da PEC da segurança pública no Senado Federal com a criação de um ministério e a redução da maioridade penal. Após uma vitória majoritária na Câmara dos Deputados com quase 500 votos, a expectativa é que o projeto vá para votação nesta terça-feira na Casa Alta.

Ministério da Segurança Pública

Na avaliação de Silvio, em meio a aprovação da PEC no Senado, será fundamental que o governo federal avance na criação do ministério da segurança pública e abra o debate sobre a redução da maioridade penal no país. A avaliação do deputado é que o país precisa reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos, sobretudo, para crimes hediondos. Costa Filho também defende a criação de uma pasta com foco na segurança pública.

Avaliação de Silvio

"Entendo que será uma prioridade nos próximos quatros anos reforçarmos...

imagem noticia

Líder da maioria da Câmara dos Deputados, o deputado Silvio Costa Filho, defendeu, hoje, terça-feira, 03/11, o avanço da PEC da segurança pública no Senado Federal com a criação de um ministério e a redução da maioridade penal. Após uma vitória majoritária na Câmara dos Deputados com quase 500 votos, a expectativa é que o projeto vá para votação nesta terça-feira na Casa Alta.

Ministério da Segurança Pública

Na avaliação de Silvio, em meio a aprovação da PEC no Senado, será fundamental que o governo federal avance na criação do ministério da segurança pública e abra o debate sobre a redução da maioridade penal no país. A avaliação do deputado é que o país precisa reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos, sobretudo, para crimes hediondos. Costa Filho também defende a criação de uma pasta com foco na segurança pública.

Avaliação de Silvio

"Entendo que será uma prioridade nos próximos quatros anos reforçarmos a segurança pública no país e isso passa por ampliarmos a fiscalização das fronteiras, integrar as nossas policias para fortalecermos o combate ao crime organizado. Temos que avançar também na redução da maioridade penal de 18 para 16. Hoje, têm muitos jovens de 16 anos que estão sendo recrutados pelo crime organizado para cometerem delitos por terem penas mais brandas. É necessário atualizar a legislação, fortalecer a responsabilização e impedir que a idade seja utilizada como instrumento de impunidade", avaliou Silvio, que segue em articulação em Brasília para que a proposta avance no Senado.

PEC da segurança pública

Na iminência de ser aprovada no Senado, a PEC da segurança pública traz ações para combater a violência e, sobretudo, o crime organizado no país. A proposta estabelece na Constituição o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), com o objetivo de integrar a atuação das forças de segurança no combate ao crime organizado.

De acordo com o texto, União, estados e Distrito Federal poderão criar leis na área de segurança pública, incluindo forças-tarefa intergovernamentais, a organização das polícias e guardas municipais e o sistema socioeducativo. Outro ponto central da PEC da Segurança Pública é o combate a crimes violentos e facções criminosas:

Entre as medidas está a obrigatoriedade de prisão em estabelecimento penal de segurança máxima ou de natureza especial. Também ficam proibidas ou restringidas a progressão de regime, a concessão de liberdade provisória, com ou sem fiança, e de saída temporária. A PEC também permite a expropriação de todo e qualquer bem, direito ou valor econômico envolvidos com as atividades criminosas. As regras valem para organizações criminosas, paramilitares e de milícia privada.

Outro pontos da PEC

A proposta permite ainda a criação de polícias municipais para o policiamento ostensivo e comunitário; ampliação da atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para o policiamento de hidrovias e ferrovias, além de apoiar outras forças de segurança, quando requisitada pelo governador; além de manter Polícia Federal e PRF sob competência privativa da União, assim como as normas para atividades de inteligência.




imagem noticia

AJ Fontes* e Ana Pottes* lançam hoje 'Contraponto' - Um diálogo entre a crônica e a poesia

03/11/2026

Os escritores, AJ Fontes e Ana Pottes, lançam hoje, 03/11, o livro, ‘Contraponto’, no Furdunço Café e Cultura (Rua Gildo Neto, 92 - Tamarineira), a partir das 18h00.


‘Contraponto’

No início de 2026 nos demos conta da coleção de textos que dispúnhamos. Foi quando resolvemos selecionar alguns deles, analisamos o modo de disposição que entendemos ser o melhor, convidamos amigos queridos para nos apresentar, escolhemos uma editora, e hoje apresentamos o nosso ‘Contraponto’. Ele é a nossa visão de uma conversa entre a crônica e o poema.


Serviço

Lançamento do livro: 'Contraponto'
Onde: Furdunço Café e Cultura (Rua Gildo Neto, 92 - Tamarineira)
Quando: terça-feira, dia 03/11
Hora: a partir das 18h00


*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’. @aj.fontes

imagem noticia

Os escritores, AJ Fontes e Ana Pottes, lançam hoje, 03/11, o livro, ‘Contraponto’, no Furdunço Café e Cultura (Rua Gildo Neto, 92 - Tamarineira), a partir das 18h00.


‘Contraponto’

No início de 2026 nos demos conta da coleção de textos que dispúnhamos. Foi quando resolvemos selecionar alguns deles, analisamos o modo de disposição que entendemos ser o melhor, convidamos amigos queridos para nos apresentar, escolhemos uma editora, e hoje apresentamos o nosso ‘Contraponto’. Ele é a nossa visão de uma conversa entre a crônica e o poema.


Serviço

Lançamento do livro: 'Contraponto'
Onde: Furdunço Café e Cultura (Rua Gildo Neto, 92 - Tamarineira)
Quando: terça-feira, dia 03/11
Hora: a partir das 18h00


*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’. @aj.fontes

*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem! @ana_pottes



imagem 2





imagem noticia

Fernando Castelão: O mestre do reclame e o maestro da TV pernambucana, por Zé da Flauta*

03/11/2026

Houve um tempo em que a televisão no Brasil não vinha pronta por cabo, fibra ou satélite direto do Sudeste. Houve um tempo em que o sotaque, o ritmo, as piadas e os comerciais eram feitos no calor da hora, ao vivo, no palco dos teatros e nos estúdios do Recife. E se essa era de ouro da comunicação nordestina teve um maestro supremo, o nome dele foi Fernando Castelão.
Pionheiro do rádio, produtor, compositor de frevos e publicitário visionary, Castelão entendeu antes de muitos que a arte da comunicação popular e a arte do "reclame" — como carinhosamente se chamava a publicidade nas décadas de 50 e 60 — caminhavam de mãos dadas.

Parava o Recife

Nascido em Garanhuns e apaixonado pela capital pernambucana, Castelão construiu uma trajetória lendária. Na TV Jornal do Commercio (Canal 2), comandou o inesquecível "Você Faz o Show", um dos programas de auditório de maior audiência da história da televisão pernambucana.
Aos domingos, as famílias...

imagem noticia

Houve um tempo em que a televisão no Brasil não vinha pronta por cabo, fibra ou satélite direto do Sudeste. Houve um tempo em que o sotaque, o ritmo, as piadas e os comerciais eram feitos no calor da hora, ao vivo, no palco dos teatros e nos estúdios do Recife. E se essa era de ouro da comunicação nordestina teve um maestro supremo, o nome dele foi Fernando Castelão.
Pionheiro do rádio, produtor, compositor de frevos e publicitário visionary, Castelão entendeu antes de muitos que a arte da comunicação popular e a arte do "reclame" — como carinhosamente se chamava a publicidade nas décadas de 50 e 60 — caminhavam de mãos dadas.

Parava o Recife

Nascido em Garanhuns e apaixonado pela capital pernambucana, Castelão construiu uma trajetória lendária. Na TV Jornal do Commercio (Canal 2), comandou o inesquecível "Você Faz o Show", um dos programas de auditório de maior audiência da história da televisão pernambucana.
Aos domingos, as famílias se reuniam diante da telinha em preto e branco para ver Fernando Castelão reger o espetáculo. Ele não era apenas um apresentador; era um mestre de cerimônias completo. Recebia no Recife os maiores nomes da MPB e da música nacional, enquanto mantinha as portas abertas para revelar os novos talentos da terra.


Quando o auditório da Rádio Clube entrou em reformas anos antes, Castelão não teve dúvidas: alugou o antigo Cinema Polytheama para não deixar seu público sem os shows ao vivo. Esse era o seu tamanho — onde ele pisava, o público o seguia.

Revolução

Naquela época, a publicidade brasileira passava por uma transição fascinante. O "reclame" no rádio e na TV nascente não podia ser chato ou mecânico. Tinha que ter charme, ter jingle chiclete, ter dramatização e, acima de tudo, a credibilidade de quem o anunciava.
Fundador da Castelão Publicidade, Fernando tornou-se um dos grandes nomes da propaganda em Pernambuco.

Ele desenhava campanhas que se fixavam na memória afetiva do recifense. No palco, a transição entre um número musical e um anúncio comercial era feita com uma fluidez tão genial que o público aplaudia o patrocinador com o mesmo entusiasmo com que aplaudia o cantor. Castelão vendeu de tudo: de grandes marcas de varejo a produtos locais, transformando o "reclame" em parte integrante do espetáculo.

Legado

Com a chegada das redes nacionais de televisão e a centralização da produção no eixo Rio-São Paulo a partir do fim dos anos 60, o modelo dos grandes auditórios regionais aos poucos foi mudando. Mas Castelão nunca parou. Continuou atuando como guardião da memória cultural, organizando eventos em palcos históricos como o Teatro do Parque e o Teatro Guararapes, escrevendo sobre a história da mídia e vivendo intensamente sua paixão pelo Recife (e pelo seu querido Sport Club do Recife).

Fernando Castelão nos deixou em 2005, mas sua voz e sua audácia continuam ecoando. Ele provou que a comunicação feita com alma regional, elegância e faro comercial apurado é capaz de atravessar gerações. Um verdadeiro gigante da nossa cultura, que ensinou a Pernambuco como se faz show e como se faz história!

Até a próxima!



imagem 2





imagem noticia

Lula quer reestruturar comunicação digital e avalia novo ministério

03/11/2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia criar um Ministério da Comunicação Digital, segundo interlocutores do petista.

Debatida

A ideia tem sido debatida internamente no governo como uma possibilidade de reestruturação, entre outras opções avaliadas, para dar mais protagonismo à área. As discussões foram reveladas pelo jornal O Globo .

Sinalizações

Segundo auxiliares de Lula, não há martelo batido ainda sobre a possibilidade, mas o presidente já deu sinalizações de que o próximo governo terá que abraçar mais a área digital.
Lula afirmou a auxiliares que decidiu reestruturar a comunicação digital do governo, mas ainda decide os moldes da mudança.

André Janones

O petista chamou o deputado federal André Janones (Rede-MG) para um almoço no Palácio da Alvorada, na última quinta-feira (29/11), para ouvi-lo sobre o tema e iniciar essa construção.

imagem noticia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia criar um Ministério da Comunicação Digital, segundo interlocutores do petista.

Debatida

A ideia tem sido debatida internamente no governo como uma possibilidade de reestruturação, entre outras opções avaliadas, para dar mais protagonismo à área. As discussões foram reveladas pelo jornal O Globo .

Sinalizações

Segundo auxiliares de Lula, não há martelo batido ainda sobre a possibilidade, mas o presidente já deu sinalizações de que o próximo governo terá que abraçar mais a área digital.
Lula afirmou a auxiliares que decidiu reestruturar a comunicação digital do governo, mas ainda decide os moldes da mudança.

André Janones

O petista chamou o deputado federal André Janones (Rede-MG) para um almoço no Palácio da Alvorada, na última quinta-feira (29/11), para ouvi-lo sobre o tema e iniciar essa construção.




imagem noticia

MPF investiga se dragagem no Porto do Recife está impactando no aumento da poluição do mar em Pernambuco

03/11/2026

Da Redação

O Ministério Público Federal (MPF) está apurando questões referentes à ampliação das operações de dragagem do Porto do Recife e possível impacto disso com o aumento da poluição do mar em Pernambuco, o que tem atrapalhado a economia local de pescadores e catadores de mariscos e ostras.

Apesar desses trabalhos serem sazonais, nos últimos tempos vários pescadores denunciaram e mostraram vídeos em que as suas redes retornam cheias de lixo. O procurador Nilo Rayol, do MPF, informou que o órgão investiga o caso e tenta mediar um acordo.“Vamos procurar um modelo possível que permita um desenvolvimento econômico, mas também observando a legislação ambiental e o componente social envolvido”, afirmou ele.



Aprofundamento de canais

Desde o fim de junho de 2026, duas dragas aprofundam os canais no porto para permitir a atracação de navios maiores. Tais equipamentos sugam lama, argila e areia do fundo do c...

imagem noticia

Da Redação

O Ministério Público Federal (MPF) está apurando questões referentes à ampliação das operações de dragagem do Porto do Recife e possível impacto disso com o aumento da poluição do mar em Pernambuco, o que tem atrapalhado a economia local de pescadores e catadores de mariscos e ostras.

Apesar desses trabalhos serem sazonais, nos últimos tempos vários pescadores denunciaram e mostraram vídeos em que as suas redes retornam cheias de lixo. O procurador Nilo Rayol, do MPF, informou que o órgão investiga o caso e tenta mediar um acordo.“Vamos procurar um modelo possível que permita um desenvolvimento econômico, mas também observando a legislação ambiental e o componente social envolvido”, afirmou ele.



imagem 2




Aprofundamento de canais

Desde o fim de junho de 2026, duas dragas aprofundam os canais no porto para permitir a atracação de navios maiores. Tais equipamentos sugam lama, argila e areia do fundo do canal por tubos, para jogar em alto-mar. Segundo os pescadores, o lixo - acumulado no fundo - também vem junto e se espalha.

O caso tem preocupado vários órgãos ambientais do Nordeste e do país. “Se você conversar com os pescadores, todos vão falar que a draga está afetando 100% eles”, relatou a presidente de uma das colônias de pescadores localizadas na cidade, Sandra Lima.



imagem 3




Direção do porto nega

A direção do Porto do Recife nega que a dragagem esteja prejudicando a pesca. Representantes do porto destacaram que uma grade filtra todo o lixo recolhido, que é encaminhado para aterros sanitários.

O professor Múcio Banja, da Universidade de Pernambuco, entretanto, ressaltou que a poluição é, também, “resultado de décadas de desrespeito ao meio ambiente”. Mas apesar dessas declarações, todas as apurações de ordem técnica estão sendo realizadas sobre a real causa do problema.

— Com HJur e Agências de Notícias




Confira mais

a

Telefone/Whatsapp

Brasília

(61) 99667-4410

Recife

(81) 99967-9957

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nosso site.
Ao utilizar nosso site e suas ferramentas, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

Jornal O Poder - Política de Privacidade

Esta política estabelece como ocorre o tratamento dos dados pessoais dos visitantes dos sites dos projetos gerenciados pela Jornal O Poder.

As informações coletadas de usuários ao preencher formulários inclusos neste site serão utilizadas apenas para fins de comunicação de nossas ações.

O presente site utiliza a tecnologia de cookies, através dos quais não é possível identificar diretamente o usuário. Entretanto, a partir deles é possível saber informações mais generalizadas, como geolocalização, navegador utilizado e se o acesso é por desktop ou mobile, além de identificar outras informações sobre hábitos de navegação.

O usuário tem direito a obter, em relação aos dados tratados pelo nosso site, a qualquer momento, a confirmação do armazenamento desses dados.

O consentimento do usuário titular dos dados será fornecido através do próprio site e seus formulários preenchidos.

De acordo com os termos estabelecidos nesta política, a Jornal O Poder não divulgará dados pessoais.

Com o objetivo de garantir maior proteção das informações pessoais que estão no banco de dados, a Jornal O Poder implementa medidas contra ameaças físicas e técnicas, a fim de proteger todas as informações pessoais para evitar uso e divulgação não autorizados.

fechar