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Deputado João Paulo comemora saldo positivo de empregos em Pernambuco

03/04/2024 - Jornal o Poder

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O deputado estadual Joao Paulo Lima e Silva, ex-prefeito do Recife, comemorou: o estado de Pernambuco registrou, em fevereiro de 2024, o saldo positivo de 2.145 vagas com carteira assinada, resultado de 49.960 admissões e 47.815 demissões. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.





Por setores

Em Pernambuco, o resultado foi positivo em dois dos cinco grandes grupos da atividade econômica avaliados. O destaque no estado foi o setor de serviços, que terminou o mês com um saldo de 5.057 vagas. A Construção também teve resultado positivo, com 682 postos criados. Na divisão por municípios, o Recife reuniu o maior saldo do período. Foram 2.639 novas vagas com carteira assinada, o que levou o estoque na capital pernambucana para quase 543 mil postos formais de trabalho. Na sequência dos cinco municípios com maior saldo aparecem Petrolina (+...

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O deputado estadual Joao Paulo Lima e Silva, ex-prefeito do Recife, comemorou: o estado de Pernambuco registrou, em fevereiro de 2024, o saldo positivo de 2.145 vagas com carteira assinada, resultado de 49.960 admissões e 47.815 demissões. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

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Por setores

Em Pernambuco, o resultado foi positivo em dois dos cinco grandes grupos da atividade econômica avaliados. O destaque no estado foi o setor de serviços, que terminou o mês com um saldo de 5.057 vagas. A Construção também teve resultado positivo, com 682 postos criados. Na divisão por municípios, o Recife reuniu o maior saldo do período. Foram 2.639 novas vagas com carteira assinada, o que levou o estoque na capital pernambucana para quase 543 mil postos formais de trabalho. Na sequência dos cinco municípios com maior saldo aparecem Petrolina (+676), Jaboatão dos Guararapes (+535), Garanhuns (+237) e Goiana (+230).

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Por sexo e idade

No estado, os novos postos de trabalho foram ocupados, em sua maioria, por pessoas do sexo masculino (+3.158). Pessoas com ensino médio completo foram as principais atendidas (+3.169) com as vagas em Pernambuco. Jovens entre 18 e 24 anos também são o grupo com maior saldo de vagas: +3.427.

Nacional


João Paulo destaca que o Brasil registrou em fevereiro de 2024 uma forte ampliação do mercado formal de trabalho em comparação com janeiro. No segundo mês do ano foram gerados 306.111 postos com carteira assinada. Com os números registrados em janeiro e fevereiro, o Brasil acumula quase meio milhão de novas vagas formais de trabalho e chega a um saldo de 474.614 empregos gerados. " Esses números revelam um trabalho sério e uma política econômica voltada para quem realmente precisa", destaca o deputado.

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Leia outras informações

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Domingo (24) é de Pentecostes, com missas, procissões e eventos em várias cidades do país

23/05/2026

Neste domingo (24/05) é comemorado por católicos em todo o mundo o dia de Pentecostes, também conhecido como Domingo de Pentecostes ou Dia de Pentecostes. Trata-se de um feriado cristão que ocorre no 49º dia após a Páscoa e comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus enquanto eles estavam em Jerusalém celebrando a Festa das Semanas, conforme descrito na Bíblia, nos ‘Atos dos Apóstolos’.

Em diversas cidades do país, o trânsito está organizado para sofrer alterações e aguardar a presença de várias pessoas para solenidades e procissões, como em Olinda e Recife em Pernambuco, Brasília, no Distrito Federal e em Planaltina, em Goiás.



Em Recife, no Geraldão

Por parte da Arquidiocese de Olinda e Recife, a celebração será realizada no Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães, o Geraldão. A programação acontece no domingo (24) e promete marcar a história da Igreja Católica em Pernambuco, especialmente no ano e...

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Neste domingo (24/05) é comemorado por católicos em todo o mundo o dia de Pentecostes, também conhecido como Domingo de Pentecostes ou Dia de Pentecostes. Trata-se de um feriado cristão que ocorre no 49º dia após a Páscoa e comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus enquanto eles estavam em Jerusalém celebrando a Festa das Semanas, conforme descrito na Bíblia, nos ‘Atos dos Apóstolos’.

Em diversas cidades do país, o trânsito está organizado para sofrer alterações e aguardar a presença de várias pessoas para solenidades e procissões, como em Olinda e Recife em Pernambuco, Brasília, no Distrito Federal e em Planaltina, em Goiás.



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Em Recife, no Geraldão

Por parte da Arquidiocese de Olinda e Recife, a celebração será realizada no Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães, o Geraldão. A programação acontece no domingo (24) e promete marcar a história da Igreja Católica em Pernambuco, especialmente no ano em que a arquidiocese celebra 350 anos.

Conforme informações dos organizadores, os portões do Geraldão serão abertos ao meio-dia, dando início a uma tarde de fé, música e espiritualidade. A expectativa é de que caravanas das 150 paróquias da arquidiocese participem do encontro.



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Brasília e Planaltina

Em Brasília, por sua vez, a chamada Festa de Pentecostes acontece no Taguaparque, região administrativa de Taguatinga, no DF. E inclui na programação missas, tenda vocacional, lojas de artigos religiosos e praça de alimentação, além de shows e solenidades diversas.

Em Planaltina, milhares de moradores da região Centro-Oeste tomam a cidade, neste período do ano para a chamada “Festa do Divino Espírito Santo”, marcada por uma série de procissões. Há também programação de missas e novenas em diferentes pontos da cidade – como a Igreja Matriz, a praça São Sebastião e a praça Padre Antônio Marcigáglia.



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Academia Pernambucana de Letras homenageia, nesta segunda (25), o poeta e folclorista Ascenso Ferreira

23/05/2026

Ascenso Ferreira, um dos grandes nomes da poesia modernista e um dos principais folcloristas do Brasil, será homenageado na próxima segunda-feira (25/05) pela Academia Pernambucana de Letras (APL), com palestra do acadêmico José Mario Austregésilo. Austregésilo abordará no evento “a originalidade na vida e na poesia de Ascenso”.

A solenidade contará com a participação de integrantes da APL, familiares e admiradores do escritor e também será aberta ao público, com entrada gratuita. Terá início a partir das 15h.

Ascenso Carneiro Gonçalves Ferreira (1895–1965) foi um dos poetas e folcloristas mais expressivos do modernismo brasileiro. Nascido no município de Palmares, em Pernambuco, se destacou por construir um elo entre a vanguarda modernista e as ricas tradições da cultura popular e regional do Nordeste.



Início em Palmares

Ele ficou imortalizado tanto por seus versos de forte apelo oral quanto por sua f...

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Ascenso Ferreira, um dos grandes nomes da poesia modernista e um dos principais folcloristas do Brasil, será homenageado na próxima segunda-feira (25/05) pela Academia Pernambucana de Letras (APL), com palestra do acadêmico José Mario Austregésilo. Austregésilo abordará no evento “a originalidade na vida e na poesia de Ascenso”.

A solenidade contará com a participação de integrantes da APL, familiares e admiradores do escritor e também será aberta ao público, com entrada gratuita. Terá início a partir das 15h.

Ascenso Carneiro Gonçalves Ferreira (1895–1965) foi um dos poetas e folcloristas mais expressivos do modernismo brasileiro. Nascido no município de Palmares, em Pernambuco, se destacou por construir um elo entre a vanguarda modernista e as ricas tradições da cultura popular e regional do Nordeste.



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Início em Palmares

Ele ficou imortalizado tanto por seus versos de forte apelo oral quanto por sua figura física marcante: um homem alto que sempre vestia um grande chapéu de palha e carregava um charuto.

De origem humilde, órfão de pai na infância, começou a trabalhar cedo no comércio local, onde ouvia histórias de lendas populares e assombrações. Publicou seus primeiros poemas em jornais de Palmares, mudando-se para o Recife em 1919 ao ingressar no funcionalismo público estadual.

Pouco tempo depois, se engajou ativamente na valorização do folclore e participou de momentos marcantes da antropologia nacional, como o Congresso Afro-Brasileiro em Pernambuco.



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Musicalidade e oralidade

Ascenso Ferreira tem como características da sua obra a musicalidade e a oralidade, a temática regional e a união com o modernismo. Seus poemas eram feitos para serem ouvidos e declamados, repletos de onomatopeias, ritmos populares e linguajar cotidiano.

Além disso, retratou como poucos a transição socioeconômica do Nordeste, a decadência dos velhos engenhos de açúcar perante a chegada das usinas e a dura realidade do Sertão. E ainda uniu o nacionalismo estético de 1922 à crueza e ao lirismo da vida nordestina.

Principais obras

Dentre seus principais livros publicados estão ‘Catimbó”, considerado o primeiro livro genuinamente modernista do Nordeste; ‘Cana Caiana’, que aprofunda as temáticas dos engenhos de açúcar e da cultura canavieira; e ‘Poemas de Ascenso Ferreira’, uma coletânea que reúne grande parte de sua produção literária.

Atualmente, o legado do poeta continua sendo estudado em universidades e ele integra o Circuito da Poesia na capital pernambucana, onde há uma famosa estátua em sua homenagem no Cais da Alfândega, no Recife.



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José Mario Austragésilo

José Mario Austregésilo da Silva Lima é professor, radialista, escritor, ator e gestor cultural brasileiro, reconhecido como uma das figuras mais importantes na preservação e difusão da cultura popular pernambucana. Nasceu em Flores (PE), em 23 de julho de 1947.

A Academia Pernambucana de Letras está localizada na Avenida Rui Barbosa, bairro das Graças, no Recife.




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Álbum da Copa 2026 arrasta multidões às bancas de Campina Grande e Recife e transforma troca de figurinhas em programa de família

23/05/2026

Por Severino Lopes*

A Copa do Mundo está chegando e com ela, o tradicional álbum de figurinhas com todas as seleções que vão disputar o mundial. Mais do que uma coleção, o álbum da Copa continua funcionando como um ritual afetivo que atravessa gerações. Abrir pacotinhos, trocar repetidas e completar páginas segue despertando memórias de infância em milhões de brasileiros.

O álbum de figurinhas oficial da Copa do Mundo FIFA 2026, lançado pela Panini, virou uma febre absoluta na Paraíba. Em Campina Grande, colecionadores de todas as idades estão movimentando bancas de jornal, livrarias e pontos oficiais espalhados pela cidade para completar a maior coleção da história dos mundiais.

Com pacotes vendidos a R$ 7, o custo para completar o álbum pode ultrapassar R$ 1 mil. Bancas de revistas, livrarias, parques e shoppings prepararam espaços exclusivos para receber os colecionadores. Um dos pontos tradicionais para a compra do álbum e dos pac...

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Por Severino Lopes*

A Copa do Mundo está chegando e com ela, o tradicional álbum de figurinhas com todas as seleções que vão disputar o mundial. Mais do que uma coleção, o álbum da Copa continua funcionando como um ritual afetivo que atravessa gerações. Abrir pacotinhos, trocar repetidas e completar páginas segue despertando memórias de infância em milhões de brasileiros.

O álbum de figurinhas oficial da Copa do Mundo FIFA 2026, lançado pela Panini, virou uma febre absoluta na Paraíba. Em Campina Grande, colecionadores de todas as idades estão movimentando bancas de jornal, livrarias e pontos oficiais espalhados pela cidade para completar a maior coleção da história dos mundiais.

Com pacotes vendidos a R$ 7, o custo para completar o álbum pode ultrapassar R$ 1 mil. Bancas de revistas, livrarias, parques e shoppings prepararam espaços exclusivos para receber os colecionadores. Um dos pontos tradicionais para a compra do álbum e dos pacotes de figurinhas é a Banca do Orlando, localizada na Praça da Bandeira, em frente ao prédio dos Correios e Telégrafos.



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Grande procura

Desde o lançamento do álbum a procura tem sido grande. Esta semana O Poder percorreu algumas das bancas de revista existentes na cidade e atestou a procura frenética pelo álbum e pelas figurinhas. Na Banca do Orlando, a correria pelo álbum aumentou nos últimos dias com a proximidade da Copa. O proprietário do espaço, José Orlando Dantas, já perdeu a conta da quantidade de álbuns que já vendeu. Superou expectativas

Em 20 dias de venda, a procura pelo álbum superou as expectativas, conforme destacou Pedro Henrique da Silva Dantas, filho de seu Orlando. No final da manhã, a procura aumenta quando os estudantes estão voltando para casa e antes, passam na banca. O mesmo movimento tem sido registrado na banca de Suane Barbosa Dantas, filha de José Orlando Dantas, que herdou do pai, a paixão pelo trabalho.

Ao lado da banca do Orlando, na Banca Revistalândia, a procura é semelhante. O proprietário Davi Silva Luna, disse que mesmo com outros estabelecimentos tendo colocado o álbum à venda, o momento este ano tem surpreendido. “E isso, apesar de termos grandes concorrentes no mundo digital de grandes magazines” ressaltou. Todos os públicos, segundo ele, compram o álbum. Uma tradição que passa de pai para filho e de avô para neto.



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O prazer de colecionar

A maioria, segundo Davi, está comprando o álbum pelo prazer de colecionar, independente de torcer ou não pela Seleção Brasileira. Davi Silva Luna, que herdou a banca do pai Jessé Souza Luna, no ramo desde a década de 1970, contou que cresceu no balcão entre jornais e revistas. Em todas as Copas ele sempre vendeu o álbum de figurinhas, sendo que este ano, a “febre dos colecionadores” tem surpreendido.

O lançamento do Álbum da Copa e o divertimento de trocas de figurinhas virou um trabalho temporário para Junior Salviano. Ele instalou uma banca para atrair os colecionadores no centro da cidade. E não se arrepende. Contou que a procura tem sido intensa, principalmente por figuras dos jogadores da Seleção Brasileira. “É uma tradição e este ano não tem sido diferente. A procura maior é por figuras da Seleção. A gente percebe que os campinenses estão animados e confiantes na Seleção Brasileira. No momento estão faltando figurinhas” revelou.

No shopping

Em um shopping da cidade, um espaço foi reservado para a venda do álbum e a troca de figurinhas. E o movimento tem sido intenso, com pessoas de todas as idades procurando as figuras para completar o álbum e chegar na Copa com todos os jogadores colados em suas respectivas seleções.

As figurinhas espalhadas na mesa com olhares atentos dos colecionadores, revelam que o clima é de Copa e que a tradição de colecionar o álbum foi mantida. Encontrar uma das figuras dos jogadores convocados por Carlo Ancelotti, é um tesouro. Neymar ainda não está disponível. O jogador do Santos, não veio na tiragem inicial do álbum da Copa do Mundo 2026 da Panini, mas deve ganhar uma figurinha oficial.

O colecionador

Mateus Soares é um colecionador antigo do álbum da Copa. Desde 2022, que ele sempre coleciona. Tem os álbuns do Catar (2022) e agora do Canadá, México e Estados Unidos (2026).

Morador de Pocinhos, no Agreste paraibano, ele encontrou outros colecionadores no espaço da livraria, na tarde da última quinta-feira (21/05), apenas para trocar as figurinhas. O Poder acompanhou o encontro. Ele conta que ainda está tentando completar a página da Seleção Brasileira. Falta muito. Preferencialmente, Mateus Soares que encontrar a foto do goleiro Alisson. Também estava em busca de Vinicius Junior. Essa conseguiu.

“É um momento descontraído essa troca de figurinhas. Eu queria muito encontrar a foto de Alisson. Até agora não encontrei. A de Vini Junior eu consegui trocar” contou. O estudante Caio Oliveira, morador de Campina Grande também está tentando fechar a página com os jogadores da Seleção Brasileira. Já tem quase todos. Só falta o goleiro Alisson. Em meio a busca pelas figurinhas que não são repetidas, a troca seguiu durante parte da tarde com outros colecionadores.



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Sucesso também no Recife

A troca de figurinhas da edição 2026 do tradicional álbum da Copa do Mundo reúne colecionadores em diferentes estabelecimentos do Grande Recife para "negociar" jogadores das seleções participantes. O custo para completar o álbum é caro, a dinâmica que muitos pais tem feito é pedir ajuda dos avós e tios e amigos.

No bairro do Derby, área central do Recife, o proprietário da Banca Zapp, Jesus Junior, promove há 20 anos encontros entre colecionadores. Atualmente, o destaque é o álbum da Copa do Mundo, mas ele afirma que as trocas acontecem durante todo o ano.

A enfermeira Livia Araújo Sena Reis conta que o filho, Heitor Sena Reis, de 12 anos, também está completando o álbum pela segunda vez. Segundo ela, além da interação entre as crianças, a atividade desperta o interesse pelos países participantes e pelos jogadores.

Maior álbum da história das Copas

Considerado o maior álbum da história das Copas, o modelo deste ano reúne 980 cromos - quase 300 a mais do que na edição anterior - acompanhando a expansão do Mundial para 48 seleções. O tamanho da coleção transformou o álbum em um dos assuntos mais comentados entre fãs de futebol, colecionadores e até adultos nostálgicos que voltaram a comprar figurinhas após anos longe do hábito.

*Severino Lopes é editor regional de O Poder



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Guerreiros do Sol - Globo reconhece enfim pioneirismo, autoria e protagonismo de Frederico Pernambucano

23/05/2026

Quando a série Guerreiros do Sol recebeu um importante prêmio internacional, meses atrás, os noticiários da Globo, notadamente o Jornal Nacional, desconheceram solenemente o autor do livro e o inspirador da série, o pesquisador
Frederico Pernambucano de Mello. O Poder reclamou vigorosamente da omissão pecaminosa. Ontem, sexta-feira, 22/05, o Globo Reporter, que abordou o cangaço, enfim, reparou a injustiça. Fred, como é tratado pelos amigos, não apenas ocupou grande espaço no programa. Foi tratado como " um dos maiores estudiosos do cangaço", meia verdade. Ele é o maior e nunca, jamais em tempo algum outro conseguirá alcançar o seu nível e a consistência das suas pesquisas e da produção literária sobre o tema. Frederico é, por merecimento, o Gilberto Freyre das caatingas.



Quem é

Nascido no Recife, em 02/09/1947, Frederico é advogado, historiador e escritor. Considerado unanimemente, por quem entende de verdade do ramo,...

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Quando a série Guerreiros do Sol recebeu um importante prêmio internacional, meses atrás, os noticiários da Globo, notadamente o Jornal Nacional, desconheceram solenemente o autor do livro e o inspirador da série, o pesquisador
Frederico Pernambucano de Mello. O Poder reclamou vigorosamente da omissão pecaminosa. Ontem, sexta-feira, 22/05, o Globo Reporter, que abordou o cangaço, enfim, reparou a injustiça. Fred, como é tratado pelos amigos, não apenas ocupou grande espaço no programa. Foi tratado como " um dos maiores estudiosos do cangaço", meia verdade. Ele é o maior e nunca, jamais em tempo algum outro conseguirá alcançar o seu nível e a consistência das suas pesquisas e da produção literária sobre o tema. Frederico é, por merecimento, o Gilberto Freyre das caatingas.



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Quem é

Nascido no Recife, em 02/09/1947, Frederico é advogado, historiador e escritor. Considerado unanimemente, por quem entende de verdade do ramo, o maior pesquisador sobre o cangaço no país e no mundo. Autor de 'Guerreiros do Sol', um clássico, traduzido para diversas línguas, além de várias outras obras sobre o tema. Faz parte da Academia Pernambucana de Letras. Sim, o programa, lá para as tantas, citou que ele é o autor de 'Guerreiros do Sol'. Antes tarde do que nunca.



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O programa

Foi maravilhoso. Conduzido pela competentíssima repórter Bianka Carvalho, em trabalho de extraordinário esforço e inspiração, mostrou lados inéditos e aspectos diversificados dos cangaceiros, ressaltando a presença das mulheres nos bandos de Lampião e seus franqueados, como diz Fred Pernambucano. Entrelaçando com mestria passado e presente. Trabalho extraordinário, digno de ser levado às escolas, às instituições, em síntese, aonde exista respeito e valorização do Nordeste e sua cultura, única no mundo.

O Poder

Aplaude de pé.








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CNJ lança novo aplicativo para ajudar a acelerar encontros de crianças e adolescentes com famílias interessadas em adotá-los

23/05/2026

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lança na próxima segunda-feira (25/05) — data considerada Dia Nacional da Adoção — o aplicativo A.DOT SNA em âmbito nacional. A ferramenta integra a busca ativa do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) em uma plataforma digital segura e acessível, com o objetivo de aproximar pretendentes habilitados de crianças e adolescentes que enfrentam maiores dificuldades de conseguir uma família — como crianças mais velhas, adolescentes, grupos de irmãos e pessoas com deficiência ou necessidades específicas de saúde.

Atualmente, conforme dados de técnicos do CNJ que atuam na operação desse sistema, 1.799 crianças e adolescentes no Brasil estão aptos para a busca ativa e poderão ser encontrados por meio do aplicativo. O A.DOT é o primeiro aplicativo de adoção do Brasil e foi originalmente desenvolvido em 2018 pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) em parceria com o Instituto A.DOT.

Com o apoio do Programa Justiça 4....

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lança na próxima segunda-feira (25/05) — data considerada Dia Nacional da Adoção — o aplicativo A.DOT SNA em âmbito nacional. A ferramenta integra a busca ativa do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) em uma plataforma digital segura e acessível, com o objetivo de aproximar pretendentes habilitados de crianças e adolescentes que enfrentam maiores dificuldades de conseguir uma família — como crianças mais velhas, adolescentes, grupos de irmãos e pessoas com deficiência ou necessidades específicas de saúde.

Atualmente, conforme dados de técnicos do CNJ que atuam na operação desse sistema, 1.799 crianças e adolescentes no Brasil estão aptos para a busca ativa e poderão ser encontrados por meio do aplicativo. O A.DOT é o primeiro aplicativo de adoção do Brasil e foi originalmente desenvolvido em 2018 pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) em parceria com o Instituto A.DOT.

Com o apoio do Programa Justiça 4.0 — iniciativa do CNJ em cooperação com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) —, a ferramenta foi repensada e aprimorada para contemplar crianças e adolescentes de todo o país. O lançamento nacional representa a expansão de uma iniciativa que já vinha funcionando de forma regional e que agora ganha escala e alcance nacionais.



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Busca em ambiente seguro e restrito

A busca ativa do SNA foi instituída pelo CNJ em 2022 para os casos em que todas as tentativas de encontrar famílias compatíveis nos cadastros nacionais e internacionais foram esgotadas. Nesses casos, os perfis das crianças e adolescentes passam a ser apresentados, em ambiente seguro e restrito, a pretendentes habilitados de qualquer parte do país. Com o A.DOT SNA, essa busca chega agora ao formato de aplicativo, ampliando a visibilidade desses perfis e tornando o processo mais acessível e transparente para quem deseja adotar.

O acesso ao aplicativo é feito por meio da plataforma gov.br. Interessados em adoção podem iniciar o pré-cadastro e acompanhar o processo de habilitação diretamente pelo app. Já a funcionalidade de busca ativa é restrita a pretendentes já habilitados no SNA e a perfis institucionais autorizados do Poder Judiciário e de órgãos competentes. A inclusão de crianças e adolescentes na plataforma depende de autorização judicial, fundamentada em relatório psicossocial, e ocorre apenas após o esgotamento das tentativas de localização de famílias compatíveis.

Perfis com fotos, vídeos e acompanhamento

Ao navegar pelo A.DOT SNA, os pretendentes habilitados podem conhecer os perfis das crianças e adolescentes disponíveis para busca ativa, que incluem fotos, vídeos curtos e informações essenciais sobre cada um. O aplicativo também permite acompanhar manifestações de interesse com atualizações enviadas por e-mail, notificações no próprio app e, em alguns casos, contato telefônico.

Todas as informações são protegidas por compromisso formal com a preservação da identidade, da imagem, da intimidade e do sigilo dos dados das crianças e adolescentes cadastrados.

Dados do Conselho apontam que, desde a criação do SNA em 2019, mais de 33 mil adoções foram viabilizadas em todo o país por meio do sistema. Dessas, 1.802 foram realizadas especificamente pela modalidade de busca ativa — justamente aquela voltada para os perfis com menor compatibilidade nos cadastros tradicionais.

A expectativa do CNJ é que o lançamento do aplicativo amplie ainda mais esses números, ao tornar os perfis mais visíveis e o processo mais dinâmico para os pretendentes.

— Com informações do CNJ e do HJur



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Aldo Rebelo reafirma pré-candidatura à presidência e diz estar disposto a disputar votos com Joaquim Barbosa na convenção do DC

23/05/2026

O ex-ministro e ex-deputado federal Aldo Rebelo afirmou neste sábado (23/05), durante realização do chamado “Fórum Esfera”, em São Paulo, que vai recorrer da decisão do partido Democracia Cristã (DC) de expulsá-lo da legenda. Apesar de informações dos últimos dias de que ele próprio estaria sem interesse em ser candidato à presidência da República, Rebelo confirmou que pretende disputar o pleito pela sigla na convenção partidária.

Ele afirmou que, como há uma pretensão por parte de vários integrantes da legenda pela candidatura do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, ele pretende disputar a convenção da sigla tete a tete com Barbosa.

O ex-parlamentar classificou como “arbitrária” a decisão da direção nacional do partido de já ter começado a falar no nome de Barbosa sabendo que vinha sendo cogitada a sua candidatura e reiterou a disposição de manter a pré-candidatura ao Palácio do Planalto.

Crise intern...

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O ex-ministro e ex-deputado federal Aldo Rebelo afirmou neste sábado (23/05), durante realização do chamado “Fórum Esfera”, em São Paulo, que vai recorrer da decisão do partido Democracia Cristã (DC) de expulsá-lo da legenda. Apesar de informações dos últimos dias de que ele próprio estaria sem interesse em ser candidato à presidência da República, Rebelo confirmou que pretende disputar o pleito pela sigla na convenção partidária.

Ele afirmou que, como há uma pretensão por parte de vários integrantes da legenda pela candidatura do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, ele pretende disputar a convenção da sigla tete a tete com Barbosa.

O ex-parlamentar classificou como “arbitrária” a decisão da direção nacional do partido de já ter começado a falar no nome de Barbosa sabendo que vinha sendo cogitada a sua candidatura e reiterou a disposição de manter a pré-candidatura ao Palácio do Planalto.

Crise interna

O movimento amplia a crise interna na sigla, aberta depois que o presidente do Democracia Cristã, João Caldas, anunciou Joaquim Barbosa como novo nome do partido para a corrida presidencial de 2026.

Rebelo vem defendendo uma plataforma baseada na retomada de projetos de desenvolvimento econômico que, segundo ele, ”estariam sendo bloqueados por restrições ambientais excessivas e por pressões internacionais”. Destacou, durante sua fala no fórum, que “parte significativa das barreiras impostas ao Brasil atende a interesses externos contrários ao crescimento do país”.

Investimentos estratégicos

Dentre suas metas de governo estão a atuação para acelerar investimentos estratégicos na Margem Equatorial — considerada hoje uma das principais apostas da Petrobras para expansão da produção de petróleo —, além da exploração de riquezas minerais na Amazônia, “incluindo reservas de terras raras consideradas essenciais para a indústria de alta tecnologia e para a transição energética global”, acrescentou.

O pré-candidato disse, ainda, que pretende associar desenvolvimento econômico, soberania nacional e exploração de recursos naturais como motores de crescimento do país.

— Com Agências de Notícias




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Vacina contra o Ebola pode ficar pronta para testes até agosto, afirmam cientistas de Oxford

23/05/2026

Cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, estão desenvolvendo uma nova vacina contra o vírus Ebola que deve ficar pronta para testes clínicos em dois a três meses e pode ajudar a enfrentar a atual emergência sanitária. O surto em curso, concentrado na República Democrática do Congo, já registrou 750 casos suspeitos e 177 mortes.

Responsável pelo atual avanço dos casos, a variante Bundibugyo do Ebola é rara e ainda não possui vacinas validadas em testes. Ela mata cerca de um terço das pessoas infectadas. Mesmo assim, os cientistas de Oxford afirmam trabalhar em ritmo acelerado caso o surto saia de controle e a vacina experimental precise ser utilizada.



Testes clínicos

Não há confirmação de que o imunizante funcione. Ainda serão necessários testes em animais e testes clínicos em humanos para confirmar a sua eficácia. A Organização Mundial de Saúde (OMS) elevou o risco do atual surto de Ebola de "alto" para "m...

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Cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, estão desenvolvendo uma nova vacina contra o vírus Ebola que deve ficar pronta para testes clínicos em dois a três meses e pode ajudar a enfrentar a atual emergência sanitária. O surto em curso, concentrado na República Democrática do Congo, já registrou 750 casos suspeitos e 177 mortes.

Responsável pelo atual avanço dos casos, a variante Bundibugyo do Ebola é rara e ainda não possui vacinas validadas em testes. Ela mata cerca de um terço das pessoas infectadas. Mesmo assim, os cientistas de Oxford afirmam trabalhar em ritmo acelerado caso o surto saia de controle e a vacina experimental precise ser utilizada.



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Testes clínicos

Não há confirmação de que o imunizante funcione. Ainda serão necessários testes em animais e testes clínicos em humanos para confirmar a sua eficácia. A Organização Mundial de Saúde (OMS) elevou o risco do atual surto de Ebola de "alto" para "muito alto" na República Democrática do Congo.

Segundo a OMS, o risco também passou a ser considerado alto na região afetada pelo surto, embora permaneça baixo em nível internacional. A atualização do status do surto ocorreu depois de a entidade declarar, no último domingo (17/05), emergência de saúde pública de interesse internacional, ressaltando que o surto não configura uma pandemia (situação em que uma doença infecciosa ameaça muitas pessoas ao redor do mundo simultaneamente, como ocorreu com a Covid-19).

Tecnologia usada na pandemia

Uma outra vacina experimental contra a Bundibugyo também está em desenvolvimento, mas a previsão é que leve entre seis e nove meses para ficar pronta para testes. A vacina que está sendo desenvolvida em Oxford usa a mesma tecnologia trabalhada pela equipe durante a pandemia de Covid-19.

Trata-se de uma tecnologia altamente adaptável, conhecida como ChAdOx1, que pode ser rapidamente ajustada para combater diferentes infecções. Durante a pandemia, ela foi carregada com código genético do coronavírus. Desta vez, os cientistas utilizaram material genético da variante Bundibugyo do Ebola.

A tecnologia emprega um vírus de resfriado comum que normalmente infecta chimpanzés, mas que foi modificado geneticamente para se tornar seguro para humanos. Os pesquisadores envolvidos no desenvolvimento da vacina usam esse vírus da gripe modificado para transportar e entregar às células informações genéticas importantes sobre o vírus Ebola Bundibugyo. Com isso, o organismo aprende a reconhecer e a combater a doença real.



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Proteção ao sistema imunológico

A vacina não provoca infecção nem sintomas de Ebola, mas prepara o sistema imunológico para oferecer proteção. Os testes em animais já estão em andamento, conforme relataram pesquisadores. Assim que a Universidade de Oxford disponibilizar o material em padrão farmacêutico, o Serum Institute da Índia deve iniciar a produção em larga escala da vacina contra o Ebola.

"Assim que entregarmos o material inicial, eles poderão produzir rapidamente e em grande escala", afirmou à BBC News a professora Teresa Lambe, diretora de imunologia de vacinas do Oxford Vaccine Group. Por sua vez, representantes da OMS informaram que a vacina poderá estar disponível para uso em testes clínicos dentro de dois a três meses.

Intenção é agir rapidamente


De acordo com Lambe, do Oxford Vaccine Group, agir rapidamente é uma prioridade. "As pessoas estão preocupadas com esse surto. Em geral, é preciso se preparar para o pior cenário possível. Esperamos que o rastreamento de contatos e quarentena sejam suficientes, mas não podemos desacelerar", afirmou.

Existem seis espécies do vírus Ebola, mas apenas três provocam grandes surtos em humanos. O vírus Bundibugyo causou apenas dois surtos anteriores — em Uganda, em 2007, e na República Democrática do Congo, em 2012 — e não era detectado havia mais de uma década.

Já existe uma vacina contra a variante Zaire, mais comum, mas ainda não há uma vacina comprovadamente eficaz para a Bundibugyo. A equipe de pesquisadores de Oxford já vinha trabalhando em vacinas semelhantes para a variante Sudão do vírus Ebola e para o vírus de Marburg.

— Com BBC Brasil



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Fernando Guerra e a pelagem do Boi Surubim, por José Nivaldo Junior*

23/05/2026

A esquina mais importante do mundo não fica em nenhuma grande metrópole do exterior. Nem mesmo é a emblemática Time Square, em Nova York. O principal cruzamento do planeta fica em São Paulo, em local de alta visibilidade. Entrelaça a rua Surubim com a avenida Nações Unidas. Não tem pra ninguém.



Eu mesmo

Nasci no Recife mas minha vida já tinha cruzado com Surubim. Foi lá que fui concebido, lá minha mãe atravessou a gestação. Vim nascer no Recife, em pleno julho de 1951, mês de inverno, na época estradas intransitáveis. Assim que estiou um pouco, lá fui eu conhecer minha verdadeira terra natal. Digo que tenho dupla 'nacionalidade'. Sou recifense e 100% surubinense.



O boi Surubim

Tudo na Surubim da minha infância respirava gado, vaqueiros, vaquejada. A minha casa mesmo era vizinha do curral de "seu" Antônio Medeiros, fazendeiro boa praça, pai de muitos amigos e amigas. Da janela da...

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A esquina mais importante do mundo não fica em nenhuma grande metrópole do exterior. Nem mesmo é a emblemática Time Square, em Nova York. O principal cruzamento do planeta fica em São Paulo, em local de alta visibilidade. Entrelaça a rua Surubim com a avenida Nações Unidas. Não tem pra ninguém.



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Eu mesmo

Nasci no Recife mas minha vida já tinha cruzado com Surubim. Foi lá que fui concebido, lá minha mãe atravessou a gestação. Vim nascer no Recife, em pleno julho de 1951, mês de inverno, na época estradas intransitáveis. Assim que estiou um pouco, lá fui eu conhecer minha verdadeira terra natal. Digo que tenho dupla 'nacionalidade'. Sou recifense e 100% surubinense.



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O boi Surubim

Tudo na Surubim da minha infância respirava gado, vaqueiros, vaquejada. A minha casa mesmo era vizinha do curral de "seu" Antônio Medeiros, fazendeiro boa praça, pai de muitos amigos e amigas. Da janela da cozinha, acompanhava o movimento do curral. O tirar o leite. O tanger as vacas e bezerros para o pasto. O recolher, no fim do dia. Foi dessa visão privilegiada que conheci a pelagem 'surubim'.

História

Ai por volta dos 15, 16 anos, recebi o honroso convite do Dr. Herodoto Pinheiro Ramos (i.m.) para escrever um resumo da História de Surubim para uma revista que apresentava a programação de um evento médico, um congresso, algo assim, que se realizaria na cidade. Como não existiam fontes escritas, mergulhei, sem conhecer ainda esse termo, na historia oral. Conversei com antigos moradores, como o fazendeiro e grande comerciante José Galdino. Foi ele que me passou a historia: o boi, Surubim porque pintado, como algumas reses de "seu" Antônio Medeiros, morreu atolado durante estiagem na lagoa que existia onde hoje se situa a casa paroquial e a igreja matriz. Atolado, o boi teria sido alvo de predadores, uma onça, segundo a versão popular. O local passou a ser chamado Lagoa do Boi Surubim, depois Fazenda do Boi Surubim. A povoação que veio em seguida virou Surubim, que hoje, conforme dito, cruza com as Nações Unidas. De potência para potência.



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Do Sertão para o mar

Surubim é peixe do rio São Francisco. Também conhecido como pintado, nos grandes sertões, veredas. O nome foi aplicado ao boi. E fez o percurso inverso ao do povoamento. Partiu do Sertão do São Francisco em direção ao litoral. No boi, Surubim não é raça nem tipo. É pelagem.



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Fernando Guerra

Nasceu em Surubim no ano de 1948. Exerceu ao longo de sua vida diversas atividades, predominando as artes plásticas, com exposições e premiações no Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco. Depois de ter residido em Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Olinda, retornou à sua terra em 1985, vindo a se dedicar ao jornalismo interiorano, fundando os jornais A Voz de Surubim e Correio do Agreste. Em seguida enveredou pelas pesquisas históricas e escreveu Memória das Vaquejadas de Surubim que foi publicado em 2017, tendo sido elaborado num período de 10 anos, aproximadamente. Ao observar o desconhecimento generalizado dos poderes públicos sobre a história de sua terra, procurou corrigir esse descaso recorrendo às documentações primárias, sobretudo aos registros sesmariais e de Terras Públicas. Aí, encontrou datações incompatíveis com as que são utilizadas para descrever a história do município. Por consequência resolveu escrever Uma Nova História de Surubim, sendo este livreto, certamente, seu primeiro capítulo. Aqui, também, ordena e elucida questões ligadas ao símbolo mais significativo do município de Surubim que é o touro que pertencera ao fazendeiro Lourenço Ramos da Costa, talvez em meados ou na segunda metade do século XIX. Hoje, sábado, 23/05/26, Fernando Guerra lança hoje, a partir das 19h30, no Centro Cultural que leva o nome de José Nivaldo, o pai, o livro 'O Boi Surubim'. O primeiro da série que reescreve a história do município.

No prefácio

O historiador Yony Sampaio registra que
o boi surubim, de tão famoso em sua época, deu nome ao local, que permanece ainda ligado ao ciclo do gado pelas vaquejadas, por um espírito de vaqueirice com suas representações físicas e memoriais. É este universo particular que Fernando Guerra está a desvendar. Unindo a pesquisa documental ao folclore, à representação e memória de um povo, em uma imensa riqueza por destacar a alma de uma gente que viveu e vive uma época passada, apesar das muitas voltas que tem tornado Surubim cada vez mais urbana e industrial. Mas como nas melhores cidades medievais da Europa, sem perder o charme e o espírito das suas origens, muitas envolvidas em sonhos e lendas do passado remoto. Fernando Guerra recorda com base em sólidos registros históricos, com lembrança das lendas e reprodução de produções artísticas atuais este mundo do boi surubim, sua origem e sua importância para o povo da sua cidade. Que continue nesta seara fecunda, a buscar a espacialidade das primitivas fazendas e os primórdios da aglomeração urbana, em um retornar ao passado: das vaquejadas do século XX e depois às fazendas do século XVIII. Espero ansioso, junto com todos os seus leitores, por mais obras, como essa que se recomenda a todos: arregace as calças e adentre a lagoa encantada e quem sabe descubra os restos do boi surubim, ainda esperando a volta da onça.

O Surubim

Como não tem fotografia do boi original, o pintado pode ser assim ou assado. Desde que seja pintado. O "meu" Surubim, da minha memória afetiva, é esse que vai em seguida. Mas, sendo pintado, é surubim. Parabéns amigo Fernando Guerra. Muito sucesso, que é marca de tudo o que você escreve.



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*José Nivaldo Junior é publicitário e historiador. Da Academia Pernambucana de Letras. Diretor de O Poder.




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China reúne equipes para resgatar vítimas de explosão de gás em mina de carvão; balanço aponta 90 mortes, 120 feridos e vários desaparecidos

23/05/2026

A China foi surpreendida, neste sábado (23/05) com uma explosão de gás de grandes proporções na mina de carvão de Liushenyu, no condado de Qinyuan. Um total de 247 trabalhadores estava no subsolo quando o acidente ocorreu. Destes, 90 morreram, 120 foram encaminhadas para hospitais próximos e 37 estão sendo procurados entre os destroços por policiais, corpos de bombeiros e a população local.

Em nota, o presidente chinês Xi Jinping pediu investigação sobre o acidente e ressaltou a necessidade de “responsabilizar os culpados”. Segundo a agência de notícias estatal Xinhua, província enviou ao local 755 pessoas, incluindo equipes de resgate e profissionais da área de saúde.

Operação reforçada

De acordo ainda com a agência, o presidente Xi Jinping pediu uma operação de resgate reforçada. Ele “enfatizou a necessidade de fazer todos os esforços para tratar os feridos, organizar operações de busca e resgate de forma científica e lidar adequad...

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A China foi surpreendida, neste sábado (23/05) com uma explosão de gás de grandes proporções na mina de carvão de Liushenyu, no condado de Qinyuan. Um total de 247 trabalhadores estava no subsolo quando o acidente ocorreu. Destes, 90 morreram, 120 foram encaminhadas para hospitais próximos e 37 estão sendo procurados entre os destroços por policiais, corpos de bombeiros e a população local.

Em nota, o presidente chinês Xi Jinping pediu investigação sobre o acidente e ressaltou a necessidade de “responsabilizar os culpados”. Segundo a agência de notícias estatal Xinhua, província enviou ao local 755 pessoas, incluindo equipes de resgate e profissionais da área de saúde.

Operação reforçada

De acordo ainda com a agência, o presidente Xi Jinping pediu uma operação de resgate reforçada. Ele “enfatizou a necessidade de fazer todos os esforços para tratar os feridos, organizar operações de busca e resgate de forma científica e lidar adequadamente com as consequências”.

A causa da explosão era desconhecida até o fechamento desta edição. Segundo informou a agência Xinhua, as autoridades locais foram alertadas na noite de sexta-feira feira (22/05) sobre um alarme disparado por um sensor subterrâneo de monóxido de carbono na mina de carvão de Liushenyu, indicando que os níveis haviam ultrapassado os limites de segurança.

Risco à segurança

Operada pelo Shanxi Tongzhou Coal Group, a mina foi incluída em 2024 pela Administração Nacional de Segurança de Minas da China em uma lista de minas que apresentavam “graves riscos à segurança”.

— Com Agências Internacionais de Notícias




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Magno Martins, guerreiro do Pajeú e pioneiro do jornalismo, por Marcelo Tognozzi*

23/05/2026

Pajeú em língua tupi é o rio dos pajés. São 353 km desde a nascente na Serra da Balança até a barragem de Itaparica, onde se entrega ao São Francisco num eterno abraço. Irmãos de águas. Os gregos diziam que em cada rio vivia um deus. Com o Pajeú e o São Francisco não é diferente, cada qual com sua alma, filhos do mesmo sertão.

Águas que forjam espíritos, têm poder de morte e vida, escassez e abundância, pouca ou nenhuma tolerância com gente sem substância. Não é uma questão de ser forte ou fraco, mas de existir sertanejo, uma essência à flor da pele. O impulso de seguir em frente fez o menino desafiar a música de Luiz Gonzaga e José Dantas.

Não fez como o peixe que nadou do mar para o Riacho do Navio, cruzando o Pajeú. Escolheu o caminho inverso e nunca abriu mão do rádio e das notícias das terras civilizadas. Primeiro, mandava notícias do sertão para o Recife desde Afogados da Ingazeira, sua terra, que, sem qualquer exagero, poderia ser a capital do vale...

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Pajeú em língua tupi é o rio dos pajés. São 353 km desde a nascente na Serra da Balança até a barragem de Itaparica, onde se entrega ao São Francisco num eterno abraço. Irmãos de águas. Os gregos diziam que em cada rio vivia um deus. Com o Pajeú e o São Francisco não é diferente, cada qual com sua alma, filhos do mesmo sertão.

Águas que forjam espíritos, têm poder de morte e vida, escassez e abundância, pouca ou nenhuma tolerância com gente sem substância. Não é uma questão de ser forte ou fraco, mas de existir sertanejo, uma essência à flor da pele. O impulso de seguir em frente fez o menino desafiar a música de Luiz Gonzaga e José Dantas.

Não fez como o peixe que nadou do mar para o Riacho do Navio, cruzando o Pajeú. Escolheu o caminho inverso e nunca abriu mão do rádio e das notícias das terras civilizadas. Primeiro, mandava notícias do sertão para o Recife desde Afogados da Ingazeira, sua terra, que, sem qualquer exagero, poderia ser a capital do vale do rio dos pajés. Era o fim dos anos 1970, início dos 1980, sem google, sem internet nem o celular da civilização moderna. O equipamento mais avançado era o telefone público da Telpe (Telecomunicações de Pernambuco) movido a fichas. O repórter ditava a notícia aos gritos para uma boa alma na redação do Diário de Pernambuco, distante duas centenas de quilômetros. Depois veio o telex e a vida melhorou um pouco.

Epopeia do Pajeú a Brasília

Assim começou a epopeia de Magno Martins, o sexto dos nove filhos de seu Gastão e dona Margarida, que conheci em Brasília no ano da graça de 1986, quando o Brasil recém inaugurara a Nova República. Naquele ano foi eleita a Assembleia Nacional Constituinte e o Congresso Nacional passou a ser um rico ecossistema de jornalistas vindos de todos os cantos do país.

Tinha Orlando Brito das lentes mágicas, Fernando Rodrigues, Laerte Rimoli, Jorge Bastos Moreno, Teresa Cruvinel, Vanda Célia, Tânia Fusco, Renato Riella, Leda Flora, Cristiana Lobo, Monica Waldvogel, Gisele Artur, Sonia Carneiro, Expedito Filho, Irineu Tamanini, Zé Maria Trindade, Bartolomeu Rodrigues, Ana Terra, Marcio Chaer, Joca, Jarrão, Chico Mendonça, Luiz Lanzetta, Ricardo Noblat, Helena Chagas, Etevaldo Dias, Armando Rollemberg, Ricardo Amaral, tanta gente que veio e foi, uns casaram, outros se abandonaram, apareceram e desapareceram, há os que estão aí firmes até hoje, resistentes ou, quem sabe, imprudentes.

Neste sopro constituinte de liberdade e ousadia, depois de passarmos pela Anistia, Diretas-Já e a morte de Tancredo Neves, assistimos de camarote o Brasil sair da ditadura para a democracia. Assunto nunca faltava, tinha de tudo. O deputado que acordou nu no gramado do Congresso depois de uma noite de amor com sua musa, a secretária que virou capa da Playboy, o cacique Mário Juruna e seu gravador, o centrão nascendo pelas mãos do parteiro Roberto Cardoso Alves, amamentado por seu lema “é dando que se recebe”.

Política de Magno é notícia, não partido

Veio a eleição de Fernando Collor em 1989 e, no ano seguinte, lá estava Magno como um dos coordenadores da campanha vitoriosa de Joaquim Francisco ao governo de Pernambuco, derrotando Jarbas Vasconcelos, lenda viva da política, um dos autênticos do velho MDB. A política está no sangue da família. Seu Gastão foi vereador e vice-prefeito de Afogados, mas a política de Magno é notícia, não partido. Fundou a Agência Nordeste, a primeira focada exclusivamente na região. Escreveu 15 livros. Um deles sobre Marco Maciel, de quem foi assessor e amigo. Outro, Os Leões do Norte, sobre os governadores de Pernambuco. Tem foco e energia invejáveis, sempre 220 volts.

Este sertanejo invocado, baixinho e ousado não foge de briga e nem leva desaforo para casa. O ex-senador Ney Maranhão (1927-2016) certa vez o recebeu para uma entrevista no gabinete. Maranhão, sertanejo raiz, gostava de terno branco de linho 120 e usava alpargatas de couro. Trancou a porta, tirou o revólver da cintura, pousou sobre a mesa, e iniciou sermão. Foi duro criticando reportagem de Magno, que dominou o medo e acabou revertendo a situação com tamanha habilidade, apaziguando o homem e o convertendo em sua fonte. O senador acabou se tornando um dos líderes do governo Collor no Congresso.

O finado governador Eduardo Campos, também brigou, mas fez as pazes. A atual governadora Raquel Lira, bateu de frente com ele. Arrumou um cachorro vira-las e o batizou com o nome do desafeto. Longe de ser homenagem, foi a única forma de Raquel conseguir botar coleira no Magno que, graças ao xará humano, da noite para o dia ganhou fama e notoriedade de cachorro mais famoso de Pernambuco. Raquel, diferente do tio Fernando (1938-2013), ex-ministro, ex-deputado e amigo querido, anda com o fígado a tiracolo. Mas aos 47 anos ela ainda terá tempo suficiente para adoçar o temperamento e voar mais alto na política.

Reinvenção de si mesmo

O filho do sertão do Pajeú tem na reinvenção de si mesmo uma marca. Quando o jornalismo impresso agonizava, foi um dos pioneiros dos novos caminhos digitais, criando o Blog do Magno em 2006. Dia 19 de maio este seu “filho” completou 20 anos. Foi uma festa linda, abençoada por Eduardo Monteiro, presidente da Folha de Pernambuco, um apaixonado pelo bom jornalismo. Seu jornal está na internet, mas ainda circula impresso, saindo da rotativa offset Rockwell, joia rara e singela a matar de saudades aqueles com o privilégio de visitar suas oficinas e sentir o cheiro do papel ainda úmido de tinta.

Mesmo onipresente no Nordeste com seus programas de rádio, o podcast Direto de Brasília e o blog campeão de audiência, Magno está longe de ser unanimidade. Criticado pela esquerda, direita, centro, recebe pedrada e elogio de todo lado. São inúmeros os calos por ele pisados ao longo da sua rica trajetória profissional. A dor de uns acaba sendo elixir de muitos leitores e ouvintes.

Já enfrentou processos, ameaças e juras de morte. Pajeú é terra que mistura poesia com valentia. Realidade acima da rima rica. Quem vem de lá, como ensinou Luiz Gonzaga, enfrenta batalhão, amansa burro brabo, pega cobra com a mão, trabalha de sol a sol e tem devoção. Quem bebeu daquelas águas tem a benção dos pajés. Nunca perde o encantamento.

*Marcelo S. Tognozzi é jornalista e consultor. Uma das principais referências da imprensa brasileira contemporânea.
NR - Autorizada a postagem do artigo. O título foi mudado e os intertítulos inseridos à revelia do autor.




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