imagem noticia

Ditadura nunca mais - Câmara Municipal homenageia mortos e desaparecidos pela ditadura.

03/04/2024 - Jornal o Poder

imagem noticia
Hoje, quarta-feira, dia 3 de abril, às 15h , será realizada Reunião Solene Especial, em homenagem aos mortos, desaparecidos e ex-presos políticos da ditadura militar, no plenário da Câmara Municipal do Recife.





Convocação

"A sua participação é fundamental pra que possamos resgatar a memória destas pessoas que tanto lutaram pela democracia do nosso país.
Te espero lá.
luta e afeto pelo Recife" diz a vereadora Cida Pedrosa, que propôs o ato.

imagem noticia
Hoje, quarta-feira, dia 3 de abril, às 15h , será realizada Reunião Solene Especial, em homenagem aos mortos, desaparecidos e ex-presos políticos da ditadura militar, no plenário da Câmara Municipal do Recife.

imagem2




Convocação

"A sua participação é fundamental pra que possamos resgatar a memória destas pessoas que tanto lutaram pela democracia do nosso país.
Te espero lá.
luta e afeto pelo Recife" diz a vereadora Cida Pedrosa, que propôs o ato.

Leia outras informações

imagem noticia

Confira a proposta de Samara Martins, candidata à presidência pela UP, sem verba e sem TV

14/09/2026

Ela pertence à Unidade Popular - UP, um partido recente, sem representação no Congresso. De matriz socialista, apoiada em princípios que emergem da concepção marxista-leninista, a UP está presente em todos os Estados. E lança candidaturas para divulgar seu programa junto às bases trabalhadoras da população. Confira no final da matéria as propostas de Samara. UP. 80.


Perfil

Samara Martins
é cirurgiã-dentista, ativista social e a candidata à Presidência da República pelo partido Unidade Popular (UP) nas eleições de 2026.
Ela tem 39 anos, nasceu em Belo Horizonte (MG) e vive em Natal (RN). Trabalha como cirurgiã-dentista no Sistema Único de Saúde (SUS).


História de lutas

Samara começou a vida politica no movimento estudantil aos 16 anos. Passou pela União Nacional dos Estudantes (UNE). Atua no Movimento de Mulheres Olga Benário e na Frente Negra de Mulheres. Foi candidata a vereado...

imagem noticia

Ela pertence à Unidade Popular - UP, um partido recente, sem representação no Congresso. De matriz socialista, apoiada em princípios que emergem da concepção marxista-leninista, a UP está presente em todos os Estados. E lança candidaturas para divulgar seu programa junto às bases trabalhadoras da população. Confira no final da matéria as propostas de Samara. UP. 80.


Perfil

Samara Martins
é cirurgiã-dentista, ativista social e a candidata à Presidência da República pelo partido Unidade Popular (UP) nas eleições de 2026.
Ela tem 39 anos, nasceu em Belo Horizonte (MG) e vive em Natal (RN). Trabalha como cirurgiã-dentista no Sistema Único de Saúde (SUS).


História de lutas

Samara começou a vida politica no movimento estudantil aos 16 anos. Passou pela União Nacional dos Estudantes (UNE). Atua no Movimento de Mulheres Olga Benário e na Frente Negra de Mulheres. Foi candidata a vereadora de Natal em 2020 e candidata a vice-presidente do Brasil em 2022, na chapa de Léo Péricles.

Em 2026

Concorre à Presidência ao lado da sindicalista Raquel Brício, formando uma chapa inteira feminina.

Principais propostas

Defende o fim da escala de trabalho 6x1 e a redução da jornada diária.
Pede a nacionalização do sistema bancário e o controle popular dos bancos. Quer o fortalecimento do SUS e o atendimento público obrigatório para políticos.
Entre outras propostas.

Confira

Samara, de cabeleira inteira, explica porque é diferente.








imagem noticia

Viva o Dia Nacional do Frevo - Por Ricardo Andrade*

14/09/2026

O Frevo precisa ser ressignificado, se modernizar sem perder sua tradição, suas origens, não abdicar do passado, mas ter outros olhares, dialogando com as novas gerações, de músicos, compositores, intérpretes, arranhadores, produtores etc. Uma das tarefas mas instigantes é sua interface com as novas tecnologias, no campo das inovação, não falo aqui apenas da IA, mas de toda cadeia produtiva, dos streaming, do processo de produção, divulgação, distribuição, nas redes sociais, e não mais apenas das rádios, onde já não se escuta, nem no período pré-carnavalesco. Comerciais e publicidade, MKT, design, moda e estética, tudo tem relação com o universo do Frevo, como instrumento de uma memória afetiva e coletiva, do nosso pertencimento, de nossa pernambucanidade. Música, dança etc o Frevo é bem mais que isso e será eterno, mas precisa ser repensado. Um desses mecanismos será o retorno do Festival de Frevo do Recife, que deve ser retomado pela Prefeitura em 2027, num clamor dos artistas. O Fre...

imagem noticia

O Frevo precisa ser ressignificado, se modernizar sem perder sua tradição, suas origens, não abdicar do passado, mas ter outros olhares, dialogando com as novas gerações, de músicos, compositores, intérpretes, arranhadores, produtores etc. Uma das tarefas mas instigantes é sua interface com as novas tecnologias, no campo das inovação, não falo aqui apenas da IA, mas de toda cadeia produtiva, dos streaming, do processo de produção, divulgação, distribuição, nas redes sociais, e não mais apenas das rádios, onde já não se escuta, nem no período pré-carnavalesco. Comerciais e publicidade, MKT, design, moda e estética, tudo tem relação com o universo do Frevo, como instrumento de uma memória afetiva e coletiva, do nosso pertencimento, de nossa pernambucanidade. Música, dança etc o Frevo é bem mais que isso e será eterno, mas precisa ser repensado. Um desses mecanismos será o retorno do Festival de Frevo do Recife, que deve ser retomado pela Prefeitura em 2027, num clamor dos artistas. O Frevo VIVE, e continuará pulsando, frevendo, mexendo com nossas mentes e corações, pernas e braços. Viva o Frevo!

*Cantor, compositor, Presidente do Bloco Flabelo Encantado.


*Ricardo Andrade, é Historiador, Mestre em Gestão Pública (Fundaj) e Presidente do IHGAAP (Instituto Histórico, Geográfico, Arqueológico, Antropológico do Paulista). @ricardo060370



imagem 2





imagem noticia

STF Um Órgão Importante - Por Luciano Carvalho Júnior*

14/09/2026

A crise do Supremo Tribunal Federal já vem de algum tempo, uma vez que ele vem se dissociando das origens, da criação de um poder judiciário. Para lembrar que o tipo de organização política que nós temos hoje, inclusive organização judiciaria, tem a sua raiz nas lutas contra o absolutismo e uma das razões fundamentais de ter lutado contra o despotismo era a necessidade de pôr controle sobre o exercício do poder. Historicamente, o direito e as leis, passar a existir com a finalidade de garantir aos súditos, ao povo, espaços para o exercício de liberdades. Tinham por meta, limitação dos poderes do monarca e/ou da elite dirigente, de modo que eles não pudessem oprimir, permitindo vida digna e humana aos excluídos. Concebeu se então, o Judiciário como instrumento para fazer aqueles diretos, de modo que não se tornassem promessas vazias.

Golpe cívico militar de 1964

É importante ressaltar que no início do golpe cívico militar de 1964, foi o Supremo Tri...

imagem noticia

A crise do Supremo Tribunal Federal já vem de algum tempo, uma vez que ele vem se dissociando das origens, da criação de um poder judiciário. Para lembrar que o tipo de organização política que nós temos hoje, inclusive organização judiciaria, tem a sua raiz nas lutas contra o absolutismo e uma das razões fundamentais de ter lutado contra o despotismo era a necessidade de pôr controle sobre o exercício do poder. Historicamente, o direito e as leis, passar a existir com a finalidade de garantir aos súditos, ao povo, espaços para o exercício de liberdades. Tinham por meta, limitação dos poderes do monarca e/ou da elite dirigente, de modo que eles não pudessem oprimir, permitindo vida digna e humana aos excluídos. Concebeu se então, o Judiciário como instrumento para fazer aqueles diretos, de modo que não se tornassem promessas vazias.

Golpe cívico militar de 1964

É importante ressaltar que no início do golpe cívico militar de 1964, foi o Supremo Tribunal que garantiu direitos individuais e políticos. Porém, nos últimos anos, a Corte tem se afastado de ser a salvaguarda da sociedade, realiza julgamento sem cumprir o devido processo legal, umas vezes em prol do tesouro público, outras em nome da Democracia, que a fere ao não seguir o rito processual. Contudo o STF mergulhou numa briga entre ministros, comprometendo os seus julgados. Fora as denúncias de desvios praticados por alguns deles. Há ministro com comportamento de líder do governo, não largou a política partidária. Isto é degradante para o Tribunal, não podemos ter juízes que ajam como líder da situação ou da oposição. A corrupção não só no sentido da corrupção econômica financeira de se apropriar de dinheiro público, é também, corrupção dos costumes e da vida social. Cabe lembrar, os ministros estão subordinados a superioridades da lei e da ciência jurídica, cuja a função é seguir a verdade e os sinais da lei e da justiça. O STF também, está subordinado à constituição Federal. O Poder judiciário brasileiro é um poder igual aos poderes Executivo e o Legislativo. Precisamos passar a limpo o Supremo enfrentar as denúncias de ilícitos, de apadrinhamentos entre ministros ou destes com outros terceiros. Mas temos de fazer na obediência a norma legal, sem ferir a independência do STF, pois nas horas difíceis é com ele que se há de contar. É preciso encontrar uma formula que ajude o Supremo a sair de suas dificuldades presentes e não a estabelecer solução casuística contrária à estrutura e as funções específicas de um órgão integrante do Poder judiciário.

Código de conduta

Apurado as responsabilidades dos possíveis desvios, com a posse do novo Congresso que vai ser eleito em breve, devemos pensar numa reforma do STF, e não é com um código de conduta como deseja o ministro Edson Fachin. Pois, neste ponto, é só os ministros seguirem o Estatuto da Magistratura, o que por ventura não esteja presente ali, é só eles usarem o bom senso com honestidade. Se algum ministro não possuir, não pode pertencer aos quadros de componentes do Tribunal. Porque ele regula a disciplina de todos os juízes e tribunais. A mudança na forma das escolhas de ministros também, não é solução, pois, não evita possíveis problemas de condutas no futuro. O Presidente da República tem que ter responsabilidade nas indicações. O Senado tem a obrigação de examina os nomes indicados para os tribunais superiores, com a profundidade necessária, sem partidarismo. Se não o faz, não é culpa do Poder Judiciário, nem do Presidente que indicou o pretendente, mas do próprio Senado Federal. Porém, uma questão teve ser enfrentada: reexaminar as competências de originarias e derivadas e igualmente as competências de matéria, no STF. Seria, conveniente, que se suprimisse a concentração de poderes nas Cortes Superiores, impedindo que os atos da Administração Pública, sobretudo da Federal, sejam julgados por ministros por ela nomeados. Porém, tem que ter serenidade no Congresso Nacional para apreciar este assunto, sem revanchismo. O que não pode admitir é que tudo se modifique para que continue como está. O Judiciário precisa ser reformado com finalidades éticas e não subalternas. Temos de ressaltar que qualquer mudança de se cogite deve obedecer a essa exigência de preservar-lhe a soberania e independência dos seus julgados.

O Supremo Tribunal Federal deve funcionar para servir a sociedade, resolvendo litígios, prestando harmonia, aplicando decisões reconhecidas pela mesma sociedade. É assim, estaremos fortalecendo o estado democrático de direito.


*Luciano Caldas Pereira de Carvalho Júnior, é Advogado. @carvalhojuniorluciano



imagem 2





imagem noticia

"O onze de setembro de 2001 e a guerra contra o Ocidente" - Por Jarbas Beltrão*

14/09/2026

Preâmbulo

O onze de setembro de 2001, é episódio que aprofundou uma guerra que já havia sido declarada pelo "fanatismo islâmico contra o Ocidente"

'O ataque'

Em 11 de setembro de 2001 o mundo assistiu a um dos maiores ataques terroristas da História. O alvo, as "torres gêmeas" do World Trade Center, em Nova York.

Mais do que um ataque aos Estados Unidos da América, no coração do sistema financeiro global, foi um ataque à civilização ocidental.

'Antecedentes'

O primeiro grande atentado contra as torres do World Trade Center, ocorreu no dia 26 de fevereiro de 1993.

Um carro alugado por terroristas, que entraram tranquilamente nos Estados Unidos e articulados com outros terroristas residentes no país, foi usado como carro bomba.

O carro van-bomba explodiu no estacionamento subterrâneo no nível B - W da "torre norte" do WTC.

'O prop...

imagem noticia

Preâmbulo

O onze de setembro de 2001, é episódio que aprofundou uma guerra que já havia sido declarada pelo "fanatismo islâmico contra o Ocidente"

'O ataque'

Em 11 de setembro de 2001 o mundo assistiu a um dos maiores ataques terroristas da História. O alvo, as "torres gêmeas" do World Trade Center, em Nova York.

Mais do que um ataque aos Estados Unidos da América, no coração do sistema financeiro global, foi um ataque à civilização ocidental.

'Antecedentes'

O primeiro grande atentado contra as torres do World Trade Center, ocorreu no dia 26 de fevereiro de 1993.

Um carro alugado por terroristas, que entraram tranquilamente nos Estados Unidos e articulados com outros terroristas residentes no país, foi usado como carro bomba.

O carro van-bomba explodiu no estacionamento subterrâneo no nível B - W da "torre norte" do WTC.

'O propósito do Plano era era derrubar uma torre sobre a outra'

A explosão provocou uma enorme cratera no porão e provocou a morte de 6 pessoas, além de fazer mais de mil feridos.

Era o primeiro atentado do grupo terrorista Al Qaeda, sediado a partir do Afeganistão, liderado pelo fanático milionário Osama Bin Laden, nascido saudita, criador da organização criminosa- Al Qaeda - no Iemen e residente no Paquistão.

'Conflito de vaidades entre as agências de inteligência'.

As agências de inteligência americanas foram lentas nas iniciativas das investigações, a propósito do ataque de 1993, contando ainda com a competição entre as mesmas, na disputa de quem seria a melhor.

O FBI polícia de ação interna, investigava onde estava o cérebro responsável pelo atentado.

A CIA, agência de investigações externa, teve acesso à informações, mas não as colocava à disposição do FBI e agentes internos.

Tudo contando com as facilidades da livre circulação de estrangeiros, além de turistas no solo americano. Somado a tudo isso, a frouxa concessão de vistos de permanência, no pais.

O explosivo da van-bomba, não conseguira derrubar as torres, todavia provocou enorme destruição e fez alarme em milhares de pessoas, presas nos corredores e elevadores às escuras no interior dos edificios.

O atentado de 1993, se constituiu em mais um contra à América, dentre tantos outros no ocidente europeu. A acusação da promoção do crime foi assumido pelo mundo xiita islâmico, que desde a Revolução Islâmica Iraniana dos Aiatolás de 1979 cresceu/cresce exponencialmente.

'Operação Aviões"

Não tendo conseguido o sucesso da intenção - derrubada das "torres gêmeas" - o plano criminoso de 1993 - teve prosseguimento.

O novo ataque planejado, seria "suicida", usando-se aviões de passageiros sequestrados e lançados não só contra as torrres do WTC, mas sobre outros ícones do poder americano e ocidental - poderes financeiro e militar.

A preparação depois do ataque de 1993 - levou oito anos - consitiu na formação de fanáticos, desde aprendizado de pilotagem, até como ultrapassar vigilância de aeroportos (na época não se tinha cuidados de segurança que se tem hoje).

Al Qaeda, Osama bin Laden nesses dois nomes residiam os planos da Operação Aviões; mais um ataque à América, porém desta vez arrasador, brutalmente arrasador.



imagem 2




'O Plano'

Dezenove fanáticos, quatro aviões de passageiros. Os alvos: as duas Torres do WTC em Nova York - coração financeiro do mundo; o Pentágono - ícone militar da maior potência do mundo; a Casa Branca (?) ou Capitólio (?) - maiores ícones da democracia e liberdade americana.

Na bela manhã do dia 11 de setembro de 2001, o Plano se concretizaria; ataque às torres gêmeas em Manhattan; ataque ao Pentágono; quanto ao Capitolio(?)ou Casa Branca (?), foi abortado.

O crime foi praticado, o trauma ficou; a guerra ficou clara, não como uma guerra contra Estados Unidos, mas uma guerra civilizacional, uma guerra contra o Ocidente.

A partir de então o mundo mudou, regras de segurança de aeroportos e migrações legais, ficaram mais exigentes.

As relações entre ocidente x oriente tornaram-se tensas; o mundo tornou-se dominado por mais desconfianças.

A guerra civilizacional, hoje chega em perigosa escalada; antes de ver no conflito um conteúdo econômico tem, um conteúdo ideológico - cultural, e a sociedade ainda não quer absorver a verdade.

A guerra "temporariamente" tem uma aliança islamismo e marxismo/revolucionário.(vide: Pacepa, Ian, general da inteligência comunista da Romênia - Securitate, livro, "Desinformação").

'A extensão da guerra contra o Ocidente'.

A guerra está ganhando ao longo do século 21, novos capítulos; ataques terroristas na Europa e América, ataque terrorista no 07 outubro de 2023 em Israel, e as guerras sem fim em Gaza e Oriente Médio.

A escalada dessa guerra contra o Ocidente, no Oriente Proximo e Médio é interpretada, por alguns analistas, como uma guerra econômica.

O econômico é apenas uma arma, na guerra ideológica/cultural/religiosa do fanatismo islâmico contra o mundo Ocidental; por isso seu prologamento e escalada.

Dentro deste guerra, focamos as recentes levas de imigrantes islâmicos na Europa e Estados Unidos, que conta com a "ingenuidade" ocidental, necessidade de uma mão de obra barata para empreendimentos econômicos, contribui, assim, para reforço dos "exércitos anti-ocidental".

"Portas abertas do Ocidente"

O Ocidente, segundo Alexander Solzenitzen tem preparado seu fim, com sua liberdade, permite que seus territorios sejam "invadidos" por aqueles que rejeitam a assimilação, mas constroem a destruição civilizacional.

O Ocidente não quer aprender, Nova Yorque, tem hoje um prefeito islamo-socialista-marxista, que ascendeu propagando o impossível - aluguéis sob controle, transportes gratuitos, elevação de impostos - resultado a cidade começa a ter esvaziamento econômico e populacional.

Londres, também tem um prefeito islâmico radical, secretários de educação e de cultural na mesma linha, sofre com a estupidez administrativa.

Eis o quadro da perda de objetivos e de referências da identidade cultural e tender que existe uma guerra declarada contra o Ocidente.

A guerra é adeus ao Ocidente, adeus à liberdade, adeus a democracia.

Tenho dito.


*Jarbas Beltrão é historiador e professor de História da Universidade de Pernambuco - UPE. Mestre em Educação pela UFPB. Especialista (MBA) em Política Estratégia Defesa e Segurança Nacional. (Adesg Famesc).Especialista (MBA) em Geopolítica/Novas Fronteiras/Cibernética e IA. (Adesg/Instituto Venturo)



imagem 3




NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




imagem noticia

11 de Setembro de 2001 — 25 Anos de uma Ruptura Geopolítica - Por Amadeu Robalinho*

14/09/2026

Como o atentado terrorista que derrubou duas torres reconfigurou a defesa, a soberania e a estratégia global para o século XXI


I — O Instante da Ruptura

Às 8h46 da manhã de 11 de setembro de 2001, um Boeing 767 seccionou o espaço aéreo de Manhattan e, com ele, o paradigma de segurança que sustentava a ordem mundial pós-Guerra Fria. Em menos de duas horas, dois aviões sequestrados por 19 militantes da al-Qaeda colidiram contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, enquanto um terceiro atingiu o Pentágono e um quarto, graças à resistência dos passageiros, caiu em um campo na Pensilvânia. Foram 2.977 vítimas, mais de 25.000 feridos e um trauma coletivo que reverberou em todos os fusos horários.

O atentado não foi apenas um ato de terrorismo. Foi uma *operação psicológica de efeito estratégico*, executada com meios assimétricos, aviões comerciais, passaportes legítimos, comunicação criptografada via satélite, contra um inimigo c...

imagem noticia

Como o atentado terrorista que derrubou duas torres reconfigurou a defesa, a soberania e a estratégia global para o século XXI


I — O Instante da Ruptura

Às 8h46 da manhã de 11 de setembro de 2001, um Boeing 767 seccionou o espaço aéreo de Manhattan e, com ele, o paradigma de segurança que sustentava a ordem mundial pós-Guerra Fria. Em menos de duas horas, dois aviões sequestrados por 19 militantes da al-Qaeda colidiram contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, enquanto um terceiro atingiu o Pentágono e um quarto, graças à resistência dos passageiros, caiu em um campo na Pensilvânia. Foram 2.977 vítimas, mais de 25.000 feridos e um trauma coletivo que reverberou em todos os fusos horários.

O atentado não foi apenas um ato de terrorismo. Foi uma *operação psicológica de efeito estratégico*, executada com meios assimétricos, aviões comerciais, passaportes legítimos, comunicação criptografada via satélite, contra um inimigo convencionalmente invencível. A vulnerabilidade exposta não era apenas americana: era a de toda uma era em que a fronteira entre guerra e paz, civil e militar, interno e externo, havia se tornado permeável.

II — Desdobramentos Militares: A Guerra sem Fronteiras

A resposta imediata e seus custos

Em 7 de outubro de 2001, o presidente George W. Bush lançou a Operação Enduring Freedom, invadindo o Afeganistão para desmantelar a al-Qaeda e derrubar o regime talibã que a abrigava. Seguiram-se duas décadas de engajamento militar contínuo , a guerra mais longa da história americana. Em março de 2003, o mesmo arcabouço doutrinário justificou a invasão do Iraque, sob a alegação, posteriormente desmentida, de armas de destruição em massa.

Os números são eloquentes:

- *US$ 8,5 trilhões* gastos pelos EUA em operações relacionadas à Guerra ao Terror entre 2001 e 2022, segundo o Watson Institute da Brown University
- *~929.000 mortes* diretas em conflitos do Afeganistão, Iraque, Paquistão, Síria e Iêmen vinculados à campanha
- *38 milhões* de pessoas deslocadas à força na região

Lições estratégicas amargas

A doutrina da preemptive self-defense, formalizada na Estratégia de Segurança Nacional de 2002, representou uma virada conceitual: a dissuasão nuclear, pilar da Guerra Fria, era inútil contra um inimigo sem território, sem hierarquia estatal e disposto ao martírio. A resposta foi a *guerra de rede contra rede*: operações especiais, drones, inteligência humana e cibernética.

O saldo é ambivalente. Por um lado, a capacidade de comando e controle da al-Qaeda foi fragmentada; Osama bin Laden foi localizado e eliminado em Abbottabad, Paquistão, em 2011, por uma unidade de operações especiais da Marinha americana (SEAL Team Six) operação que exemplificou a convergência entre satélites, drones, biometria e ação direta.

Por outro, o *vácuo de poder* gerado pelas intervenções produziu efeitos colaterais devastadores: o surgimento do Estado Islâmico no Iraque e na Síria (2014), a desestabilização da Líbia pós-intervenção OTAN (2011), o fortalecimento do Irã como potência regional e, em agosto de 2021, o retorno do Talibã a Cabul, cena que simbolizou o esgotamento de duas décadas de nation-building.

III — Desdobramentos Tecnológicos: A Revolução na Defesa

A era do drone e da vigilância pervasiva

O 11 de setembro acelerou em décadas a adoção de tecnologias que hoje definem o campo de batalha contemporâneo:

*Drones (UAVs)* — O Predator, que realizou o primeiro ataque com mísseis Hellfire em 2002, transformou a guerra de precisão. Entre 2004 e 2021, os EUA conduziram mais de 14.000 strikes com drones no Paquistão, Iêmen, Somália e Afeganistão. A tecnologia democratizou-se: em 2020, Azerbaijão e Armênia travaram a Guerra de Nagorno-Karabakh com esquadrões de drones kamikaze Bayraktar TB2 e Harop, redefinindo a assimetria entre defesa antiaérea e ataque aéreo não tripulado.

*Inteligência artificial e vigilância em massa* — O Patriot Act (2001) expandiu radicalmente os poderes de coleta de dados do governo americano. A revelação, por Edward Snowden em 2013, de que a NSA coletava metadados de bilhões de chamadas telefônicas e comunicações digitais expôs o dilema central: *segurança versus privacidade*. Algoritmos de reconhecimento facial, análise de padrões comportamentais e mineração de big data tornaram-se ferramentas-padrão de agências de defesa em todo o mundo.

*Cibersegurança como domínio de guerra* — O ciberespaço foi formalmente reconhecido como quinto domínio operacional (ao lado de terra, mar, ar e espaço) pelas Forças Armadas americanas. A criação do U.S. Cyber Command em 2009 e a doutrina de Persistent Cyber Engagement refletiram a compreensão de que a guerra contemporânea é travada em redes antes de ser travada em trincheiras. Ataques como Stuxnet (2010), NotPetya (2017) e SolarWinds (2020) demonstraram que um adversário pode paralisar infraestrutura crítica sem disparar um único tiro.

*Biometria e identificação massiva*, sistemas de reconhecimento facial, impressão digital e íris passaram a integrar o controle de fronteiras. O programa US-VISIT, criado em 2002, coleta dados biométricos de todos os visitantes estrangeiros aos EUA. Em 2023, o FBI operava o maior banco de dados de impressões digitais do mundo (Next Generation Identification), com mais de 130 milhões de registros.

IV — Soberania em Xeque: O Preço Político da Segurança

A erosão das liberdades civis

O Patriot Act permitiu, entre outras medidas: busca de registros telefônicos e de internet sem mandado judicial individual (roving wiretaps), detenções prolongadas de estrangeiros suspeitos sem acusação formal e a criação de tribunais militares de comissão. Guantánamo, aberto em janeiro de 2002, tornou-se o símbolo mais duradouro dessa tensão, uma zona jurídica onde o direito internacional humanitário e a jurisdição constitucional americana se encontram em suspensão permanente.

A Europa seguiu o mesmo caminho, com variações nacionais: o Reino Unido aprovou o Anti-terrorism, Crime and Security Act (2001), a França reforçou seus poderes de vigilância e a Alemanha expandiu a competência do BND (serviço de inteligência externo). O princípio da *soberania informacional, o controle nacional sobre dados de cidadãos, emergiu como novo campo de disputa geopolítica, com a União Europeia liderando com o GDPR (2018) e a China consolidando seu *Great Firewall.

A reconfiguração da ordem multilateral

O Conselho de Segurança da ONU aprovou a Resolução 1.373 em 28 de setembro de 2001, impondo a todos os Estados obrigações de criminalização do financiamento terrorista, compartilhamento de informações e controle de fronteiras. Foi a mais ampla delegação de poder coercitivo já feita pelo CSNU, mas também o pretexto para que regimes autoritários criminalizassem oposição política sob o rótulo de "terrorismo".

A OTAN invocou pela primeira vez na história o Artigo 5º (defesa coletiva) em 12 de setembro de 2001, marcando o auge da solidariedade transatlântica. Mas a divergência sobre a invasão do Iraque em 2003, rejeitada pela França, Alemanha e Rússia, expôs fissuras que nunca cicatrizaram completamente.

V — Dimensão Humana: Trauma, Islamofobia e Refugiados

O impacto humano transcende os números. Nos EUA, o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) afetou milhares de sobreviventes, bombeiros e policiais e, nas duas décadas seguintes, *mais veteranos americanos que serviram no Afeganistão e Iraque morreram por suicídio do que em combate*.

A islamofobia explodiu: entre 2001 e 2018, os crimes de ódio contra muçulmanos nos EUA triplicaram, segundo o FBI. Mesquitas foram vandalizadas, cidadãos de origem árabe ou sul-asiática foram perfilados em aeroportos e a retórica política normalizou a suspeita generalizada.

No Oriente Médio, o custo humano foi ainda mais brutal. A Síria, devastada pela guerra civil que eclodiu em 2011, em parte consequência do vácuo de poder e da desestabilização regional pós-Iraque, perdeu mais de 11 milhões de habitantes (metade da população pré-guerra) entre refugiados e deslocados internos. O Afeganistão, após 20 anos de ocupação, retornou a um regime que reprime sistematicamente mulheres e minorias.

VI — O que Funcionou e o que Falhou: Um Balanço Estratégico

Ganhos positivos

Dimensão e Avanço

*Inteligência* Integração sem precedentes entre agências (CIA, NSA, FBI, DHS) e compartilhamento transatlântico via Five Eyes e Eurojust
*Segurança aeroportuária* Reforço massivo de protocolos (TSA nos EUA), scanners corporais, cockpit reforçado, presença de marshals armados
*Resiliência de infraestrutura* Proteção reforçada de redes elétricas, oleodutos, sistemas financeiros e telecomunicações
*Operações especiais* Aperfeiçoamento de doutrina, treinamento e tecnologia para neutralização de células terroristas com precisão cirúrgica
*Cooperação financeira* FATF e SWIFT passaram a rastrear fluxos financeiros terroristas com eficácia crescente

Fracassos e retrocessos

Dimensão e Retrocesso

*Nation-building* Tentativas de impor modelos democráticos por força militar geraram vácuos de poder e insurgências (Afeganistão, Iraque, Líbia)
*Soberania digital*| A vigilância em massa corroeu a confiança entre aliados; a espionagem da NSA contra Merkel e Dilma Rousseff expôs contradições
*Direitos civis* Expansão de poderes executivos sem contrapeso legislativo/judicial adequado criou precedentes perigosos
*Estabilização regional* O enfraquecimento do Estado iraquiano permitiu o surgimento do ISIS; a retirada precipitada do Afeganistão facilitou o retorno do Talibã
*Prevenção de radicalização* Programas de countering violent extremism tiveram eficácia limitada; o terrorismo migrante para o Sahel, Moçambique e Cáucaso demonstra a persistência do fenômeno

VII — O Futuro: Terrorismo 4.0 e Soberania Digital

Vinte e cinco anos depois, o terrorismo evoluiu. O Estado Islâmico, embora territorialmente derrotado, sobrevive como *franchise global*, com afiliados na África Subsaariana, no Cáucaso e no Sudeste Asiático. O ataque de 7 de outubro de 2023 do Hamas contra Israel demonstrou que a assimetria tecnológica pode ser superada por inovação tática: drones de baixo custo, túneis, foguetes artesanais e operações psicológicas coordenadas via Telegram e TikTok.

A próxima fronteira é a *soberania digital*. Deepfakes podem ser usados para criar crises falsas; IA generativa pode produzir propaganda de radicalização em escala industrial; drones autônomos de baixo custo podem atacar infraestrutura crítica sem comando humano direto. A defesa nacional no século XXI exige proteção simultânea de fronteiras físicas e redes lógicas, desta forma a soberania de um Estado passou a depender tanto de seus mísseis quanto de seus algoritmos.

O legado do 11 de setembro é, portanto, duplo e contraditório. Por um lado, forçou o mundo a repensar a defesa em termos holísticos, integrando inteligência, tecnologia, diplomacia e resiliência social. Por outro, revelou os limites do poder militar unilateral e o custo humano insuportável de guerras sem fim. A lição mais duradoura é que *nenhuma nação, por mais poderosa que seja, pode garantir sua segurança apenas pela força*, e que a verdadeira soberania contemporânea reside na capacidade de proteger seus cidadãos sem sacrificar os valores que os definem.

Os dados financeiros e demográficos citados foram compilados a partir de fontes públicas do Watson Institute (Brown University), Congressional Research Service, UNHCR e relatórios do Departamento de Defesa dos EUA.


*Amadeu Robalinho, é Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho



imagem 2




NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




imagem noticia

Jena Agra - Educadora financeira de Petrolina é destaque na Bienal de São Paulo

14/09/2026

Uma concorrida manhã de autógrafos com a educadora financeira de Petrolina, Jena Agra, marcou a programação do domingo, 13/09, da Bienal Internacional do Livro de São Paulo. No último dia da maior edição da Bienal, a também empresária, mentora e palestrante, viveu um dos momentos mais marcantes de sua trajetória profissional com o lançamento do livro “Faça do possível o extraordinário”, obra idealizada por Eduardo Shinyashiki e publicada pela Editora Gente com a participação de 23 coautores.



O lançamento reuniu um grande público que pôde conferir a obra que provoca o leitor a romper com o ciclo das justificativas e compreender que uma vida extraordinária não acontece por acaso — ela é construída a partir de escolhas, decisões e atitudes.

Materialização de uma trajetória

Para Jena Agra, estar presente em um dos mais importantes eventos literários do país representa muito mais do que lançar um livro. É a materialização d...

imagem noticia

Uma concorrida manhã de autógrafos com a educadora financeira de Petrolina, Jena Agra, marcou a programação do domingo, 13/09, da Bienal Internacional do Livro de São Paulo. No último dia da maior edição da Bienal, a também empresária, mentora e palestrante, viveu um dos momentos mais marcantes de sua trajetória profissional com o lançamento do livro “Faça do possível o extraordinário”, obra idealizada por Eduardo Shinyashiki e publicada pela Editora Gente com a participação de 23 coautores.



imagem 2




O lançamento reuniu um grande público que pôde conferir a obra que provoca o leitor a romper com o ciclo das justificativas e compreender que uma vida extraordinária não acontece por acaso — ela é construída a partir de escolhas, decisões e atitudes.

Materialização de uma trajetória

Para Jena Agra, estar presente em um dos mais importantes eventos literários do país representa muito mais do que lançar um livro. É a materialização de uma trajetória construída ao longo dos anos entre desafios, conhecimento, empreendedorismo, educação e transformação de vidas.



imagem 3




Falou Jena

“Viver esse lançamento na Bienal foi muito além de ver meu nome em uma obra. Foi olhar para toda a minha trajetória e compreender que cada decisão, cada desafio e cada pessoa que tive a oportunidade de impactar contribuíram para me trazer até aqui. O extraordinário não chegou pronto à minha vida. Ele vem sendo construído todos os dias, com fé em Deus, propósito, disciplina, decisões e muita responsabilidade”, destaca Jena.



imagem 4




O organizador do livro

Para o organizador do livro, Eduardo Shinyashiki, a participação de Jena Agra acrescenta à obra uma visão consistente e necessária sobre prosperidade, comportamento e construção de legado.
Eduardo destaca que Jena reúne experiência prática, conhecimento e uma trajetória marcada pela transformação de vidas, “trazendo ao livro uma mensagem que vai além das finanças: a compreensão de que o extraordinário é construído por meio de escolhas conscientes, posicionamento, responsabilidade e método”, ressalta.

Ainda segundo o organizador, o capítulo de Jena, “A riqueza é uma escolha, e o extraordinário é uma construção”, dialoga diretamente com o propósito central da obra ao mostrar que mudanças verdadeiras não acontecem apenas pelo desejo, mas pela decisão de romper com justificativas e assumir o protagonismo da própria história.

Método INTEF®

Criadora do Método INTEF® — Inteligência Emocional e Financeira —, Jena defende que prosperidade não deve ser compreendida apenas como acúmulo financeiro. Para ela, construir riqueza passa pela capacidade de organizar a vida, compreender comportamentos, assumir responsabilidades e transformar decisões em resultados.



imagem 5




Conclui Jena Agra

“Estar na Bienal, ao lado de Eduardo e dos demais coautores, vendo essa mensagem ganhar o mundo, foi uma confirmação de propósito. Não quero apenas falar sobre dinheiro ou prosperidade. Quero contribuir para que as pessoas entendam que podem construir uma nova história quando decidem assumir o comando das próprias escolhas. E quando fé, decisão, conhecimento e método caminham juntos, aquilo que parecia apenas possível pode se transformar em extraordinário”, conclui Jena Agra.

Rosely Boschini

De acordo com Rosely Boschini, uma das grandes referências do mercado editorial brasileiro, o livro “Faça do possível o extraordinário”, chega às livrarias com o mesmo esmero que a Editora Gente colocou na construção e lançamento de centenas de obras best-sellers com nomes de destaque do cenário nacional, como Paulo Vieira, Joel Jota, Mauricio Benvenutti, Sandro Magaldi, João Kepler e Roberto Shinyashiki, entre outros.




imagem noticia

A realidade racha a narrativa: Um resumo sincero do Brasil atual, por Zé da Flauta*

14/09/2026

Quem acompanha o noticiário político com atenção, percebe um grande abismo entre a propaganda oficial e o cotidiano do cidadão brasileiro. O terceiro mandato de Lula prometia a reconstrução do país, mas o que se entrega é uma estrutura em adiantado estado de deterioração.

Da sala de aula ao posto de saúde, o desgaste é visível, a educação amarga gerações sem noção com déficit crítico e funcional, priorizando disputas ideológicas, enquanto o sistema de saúde estrangula a população em filas intermináveis. Paralelamente, a segurança pública ruiu diante do avanço desimpedido de facções armadas que hoje ditam as regras e controlam territórios sem encontrar uma resposta firme do Estado.

Alteração de regras

O descalabro institucional ganha contornos ainda mais graves no campo da integridade pública. A corrupção voltou a ser notícia cotidiana, com sucessivos escândalos de desvio de verbas e loteamento político sendo abafados ou ignorados. E...

imagem noticia

Quem acompanha o noticiário político com atenção, percebe um grande abismo entre a propaganda oficial e o cotidiano do cidadão brasileiro. O terceiro mandato de Lula prometia a reconstrução do país, mas o que se entrega é uma estrutura em adiantado estado de deterioração.

Da sala de aula ao posto de saúde, o desgaste é visível, a educação amarga gerações sem noção com déficit crítico e funcional, priorizando disputas ideológicas, enquanto o sistema de saúde estrangula a população em filas intermináveis. Paralelamente, a segurança pública ruiu diante do avanço desimpedido de facções armadas que hoje ditam as regras e controlam territórios sem encontrar uma resposta firme do Estado.

Alteração de regras

O descalabro institucional ganha contornos ainda mais graves no campo da integridade pública. A corrupção voltou a ser notícia cotidiana, com sucessivos escândalos de desvio de verbas e loteamento político sendo abafados ou ignorados. Esse cenário é agravado pela postura da Suprema Corte e do Judiciário, que abandonaram o papel de fiadores da Constituição para atuar como atores políticos ativos.

A constante alteração de regras do jogo, a insegurança jurídica e o casuísmo de decisões que desfazem condenações históricas jogaram o sistema de justiça num estado de desorientação, destruindo a credibilidade das instituições aos olhos do país.

Complacência

No coração do território nacional, a Amazônia virou vitrine para uma diplomacia de conveniência. Sob o pretexto da proteção ambiental, o governo abriu as portas para a proliferação desenfreada de ONGS estrangeiras que operam com raras contrapartidas ou fiscalização real, tensionando a soberania sobre nossas próprias riquezas minerais e biodiversidade.

Enquanto o discurso preservacionista agrada a plateias externas, a presença estatal nas áreas críticas permanece pífia, deixando o interior à mercê de interesses obscuros sob o olhar complacente da administração federal.

Fronteiras

Essa fragilidade interna se reflete de forma direta no desarmamento estratégico do país. Com as Forças Armadas asfixiadas por sucessivos cortes orçamentários e desprovidas de investimento sério em modernização, o Brasil escancarou suas fronteiras terrestres.

Sem patrulhamento eficiente, o território virou uma avenida livre para o tráfico internacional de armas e drogas. Em vez de priorizar a defesa da integridade nacional e a consolidação de uma força dissuasória, o poder central prefere arrastar o estamento militar para disputas narrativas, enfraquecendo a capacidade defensiva da nação.


Fundo do poço

A geopolítica do atual governo completa o quadro de isolamento e contradição. Vendida como um retorno triunfal ao cenário internacional, a diplomacia brasileira pautou-se por um alinhamento ideológico anacrônico, contemporizando com regimes autocráticos e emitindo declarações desastrosas em conflitos mundiais.

Ao trocar o pragmatismo econômico e a defesa dos interesses nacionais por uma militância de palanque global, o Brasil desgastou suas relações com parceiros comerciais históricos. O resultado desse conjunto é um país à deriva, onde o discurso não mais consegue esconder a crueldade dos fatos.

Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista



imagem 2





imagem noticia

Governadores e Futebol: Agamenon Magalhães (1938/1944), por Roberto Vieira*

14/09/2026

Agamenon Magalhães assume como interventor em Pernambuco após a deposição de Carlos de Lima Cavalcanti. Ele é o braço direito de Getúlio Vargas na política e repressão sem limites. Nascido em Serra Talhada, professor de geografia do Ginásio Pernambucano, deputado na Constituinte de 1932 e ministro do Trabalho de Vargas, Agamenon chega junto com o profissionalismo ao futebol local.

Sport

O Sport está há quase dez anos sem títulos. O médico José Médicis não poupa esforços na presidência para devolver a grandeza ao clube da Ilha. Abre os cofres e contratou Zago do Central, Plínio do Great Western e Limoeiro do Santa Cruz, enquanto atua como médico particular do ex-governador Estácio Coimbra. Médicis inaugura a Ilha do Retiro e conquista o certame de 1938.

Náutico

Aquele 1939 assinala o campeonato mais disputado da nossa história. Envolve grandes times, muita grana nas contratações, uma legião de craques revelados n...

imagem noticia

Agamenon Magalhães assume como interventor em Pernambuco após a deposição de Carlos de Lima Cavalcanti. Ele é o braço direito de Getúlio Vargas na política e repressão sem limites. Nascido em Serra Talhada, professor de geografia do Ginásio Pernambucano, deputado na Constituinte de 1932 e ministro do Trabalho de Vargas, Agamenon chega junto com o profissionalismo ao futebol local.

Sport

O Sport está há quase dez anos sem títulos. O médico José Médicis não poupa esforços na presidência para devolver a grandeza ao clube da Ilha. Abre os cofres e contratou Zago do Central, Plínio do Great Western e Limoeiro do Santa Cruz, enquanto atua como médico particular do ex-governador Estácio Coimbra. Médicis inaugura a Ilha do Retiro e conquista o certame de 1938.

Náutico

Aquele 1939 assinala o campeonato mais disputado da nossa história. Envolve grandes times, muita grana nas contratações, uma legião de craques revelados na base, estádios lotados e até partida extra decidindo o certame. O América derrota o Náutico, o troféu ameaça fugir de Rosa e Silva, mas um tento de Ary sela o triunfo por 1x0 sobre o poderoso Santa Cruz, no dia 29 de outubro, no campo da Jaqueira.

Santa Cruz

Quando Tará marca do meio de campo diante do Náutico, muitos apostam no quinto título estadual tricolor. Tará balança as redes vinte vezes, o Santa sobrevive até a goleada de 6x3 sofrida para o Sport na segunda partida da melhor de três. Ademir Menezes integra o ataque rubro-negro, mas nem mesmo ele contém Tará em seus dias de Leônidas da Silva naquele 1940.

Sport


O Sport alcança o segundo tricampeonato com a equipe dos sonhos. Chega a deslumbrar o sul do país com vitórias sobre Flamengo e Vasco da Gama, comandada pelo técnico Ricardo Diez, trazendo Navamuel, Ademir, Clóvis, Magri e Djalma no ataque. O título de 1943 gera muita confusão com saída do Náutico do certame e intervenção de Agamenon Magalhães na Federação, destituindo o presidente da entidade, Sidrack Corrêa de Oliveira. Ninguém ousa desafiar o China Gordo, apelido de Agamenon. Nem mesmo Estácio Coimbra envolvera-se tão profundamente nas disputas do futebol.

América

O América, clube do coração de João Cabral de Melo Neto, sagrou-se campeão pernambucano pela última vez no apagar das luzes do Estado Novo e da intervenção de Agamenon em Pernambuco, em 1944. A célebre equipe de Djalma, Julinho, Zezinho e Edgar aplicou um 15x2 no Flamengo e trazia no gol Leça, talvez o maior arqueiro da história de Pernambuco. Ídolo local e baiano, virou letra de música de Gilberto Gil.


Agamenon

Agamenon foi convocado por Getúlio em 1945 para elaborar o novo código eleitoral brasileiro, moldado aos anseios democráticos getulistas para o pós-guerra.

Apesar do esforço de Agamenon Magalhães por uma transição controlada mantenedora da força política varguista, a pressão se torna insustentável. Em outubro de 1945, Getúlio Vargas é deposto por um quase golpe militar. Com a queda presidencial, Agamenon também deixa o ministério e retorna a Pernambuco, elegendo-se deputado federal constituinte em seguida. Apesar de toda censura e das torturas sob seu governo, ostenta a imagem de Pai dos Pobres, semelhante à do chefe. Agamenon sempre diz estar ao lado do povo, declarando-se, inclusive, torcedor do Santa Cruz.

*Roberto Vieira é médico e cronista



imagem 2





imagem noticia

Advogado aciona Raquel na Justiça para devolver salário de procuradora e ser remunerada como governadora

14/09/2026

O impasse sobre o supersalário de Raquel Teixeira Lyra (PSD) foi parar na Justiça. Mestre e professor de Direito, o advogado Pedro Josephi acionou o Judiciário para que a candidata cumpra a Constituição e passe a receber seu subsídio de governadora, e não o de procuradora do Estado, que é três vezes maior. Por conta das supostas irregularidades, Raquel já acumulou mais de R$ 2,2 milhões em salários e penduricalhos em quase quatro anos, o que é mais de R$ 1 milhão acima do que teria direito.

Na ação

O advogado pede que a Justiça determine, em caráter de urgência, a mudança da remuneração mensal da governadora e que ela devolva o excesso recebido. Segundo Josephi, o artigo 38 da Constituição Federal não autoriza que governadores façam a opção pelo salário de seus cargos públicos efetivos, o que só é permitido a prefeitos e vereadores. Raquel é procuradora desde 2005, mas se afastou da função em 2011, quando assumiu o mandato de deputada estadual, e nã...

imagem noticia

O impasse sobre o supersalário de Raquel Teixeira Lyra (PSD) foi parar na Justiça. Mestre e professor de Direito, o advogado Pedro Josephi acionou o Judiciário para que a candidata cumpra a Constituição e passe a receber seu subsídio de governadora, e não o de procuradora do Estado, que é três vezes maior. Por conta das supostas irregularidades, Raquel já acumulou mais de R$ 2,2 milhões em salários e penduricalhos em quase quatro anos, o que é mais de R$ 1 milhão acima do que teria direito.

Na ação

O advogado pede que a Justiça determine, em caráter de urgência, a mudança da remuneração mensal da governadora e que ela devolva o excesso recebido. Segundo Josephi, o artigo 38 da Constituição Federal não autoriza que governadores façam a opção pelo salário de seus cargos públicos efetivos, o que só é permitido a prefeitos e vereadores. Raquel é procuradora desde 2005, mas se afastou da função em 2011, quando assumiu o mandato de deputada estadual, e não retornou mais. Mesmo assim, embolsa uma remuneração que, entre salário e auxílios, supera R$ 60 mil por mês.

Em janeiro de 2023

Ao assumir o mandato, Raquel propôs um projeto de lei que flexibilizou essa regra e permitiu que qualquer servidor em cargo eletivo optasse pelo salário que fosse mais conveniente. Embora em sentido contrário à Constituição, a matéria foi aprovada na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e beneficiou a própria governadora, que pôde fazer a escolha pela remuneração de procuradora do Estado, mesmo afastada da função há mais de 15 anos.

Agravante

“A situação de Raquel ser procuradora e, portanto, conhecedora da Constituição Federal, é um agravante. Ela tinha conhecimento da irregularidade e mesmo assim recebeu o excedente. Outro agravante, é que ela mesma propôs e sancionou uma lei estadual que afronta a Constituição Federal, para ela receber mais do que deveria. Por isso, estamos pedindo urgência nessa decisão sobre a mudança da remuneração e a devolução do excedente aos cofres públicos”, afirma Josephi.




imagem noticia

PGR defende quebra de sigilo de processo sobre pagamentos de Vorcaro

14/09/2026

Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a retirada do sigilo sobre um processo que trata da rede de pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master. 


O parecer

O parecer da PGR foi produzido em resposta a um pedido do ministro Alexandre de Moraes, que em ofício ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, disse ser essencial a quebra do sigilo da petição sobre os pagamentos de Vorcaro. 

Requereu

Antes de decidir, Fachin requereu o parecer da PGR, para quem o sigilo deve ser retirado para que se “possa compreender a totalidade dos fatores que o tema a ser debatido envolve”, diz a manifestação assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hidenburgo Chateaubriand Filho. 

Referência

O vice-PGR fez referência ao julgamento marcado para esta terça-feira (15), quando o plenário do S...

imagem noticia

Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a retirada do sigilo sobre um processo que trata da rede de pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master. 


O parecer

O parecer da PGR foi produzido em resposta a um pedido do ministro Alexandre de Moraes, que em ofício ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, disse ser essencial a quebra do sigilo da petição sobre os pagamentos de Vorcaro. 

Requereu

Antes de decidir, Fachin requereu o parecer da PGR, para quem o sigilo deve ser retirado para que se “possa compreender a totalidade dos fatores que o tema a ser debatido envolve”, diz a manifestação assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hidenburgo Chateaubriand Filho. 

Referência

O vice-PGR fez referência ao julgamento marcado para esta terça-feira (15), quando o plenário do Supremo deverá analisar se abre ou não uma investigação contra Moraes. 
Até o momento, o STF levantou o sigilo de 53 linhas de investigação derivadas da Operação Compliance Zero, que apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro. 

Essa última petição sobre os pagamentos do ex-banqueiro, contudo, segue em segredo. Em sua manifestação, a PGR informou que sequer sabia da existência desse processo, que “não aparece visível à PGR no sistema do STF”, diz o parecer. 

Julgamento

No julgamento de amanhã, terça-feira (15/09), os ministros devem se debruçar sobre um relatório da Polícia Federal (PF) que traz 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Vorcaro a Moraes, com quem o ex-banqueiro demonstra ter relação próxima. 


Recuperado

O material foi recuperado do celular apreendido de Vorcaro. As mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, dia em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente. 
Nas mensagens, Vorcaro aparenta compartilhar com Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Em outro trecho, o ex-banqueiro busca informações sobre a operação da PF para prendê-lo. As respostas do interlocutor não puderam ser resgatadas, informaram os investigadores. 



O relatório


O relatório veio à tona no início de setembro, quando o sigilo sobre material foi retirado pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo. O ato desencadeou uma crise sem precedentes na Corte, com embate direto entre os ministros. 


Pediu

A PGR pediu ao Supremo a anulação do relatório, devido ao que diz ser irregularidades na sua produção. Segundo o órgão, o relator não poderia ter autorizado o avanço das investigações sobre um ministro do Supremo sem ter informado ao plenário previamente. 

Reação

Em resposta, Moraes divulgou o que disse ser um “relatório de inteligência” da PF segundo o qual haveria direcionamento das investigações do caso Master por Mendonça, com objetivo de atingir desafetos políticos. 

O documento


O documento, contudo, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”. 
Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro. 

Com Agência Brasil




Confira mais

a

Telefone/Whatsapp

Brasília

(61) 99667-4410

Recife

(81) 99967-9957

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nosso site.
Ao utilizar nosso site e suas ferramentas, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

Jornal O Poder - Política de Privacidade

Esta política estabelece como ocorre o tratamento dos dados pessoais dos visitantes dos sites dos projetos gerenciados pela Jornal O Poder.

As informações coletadas de usuários ao preencher formulários inclusos neste site serão utilizadas apenas para fins de comunicação de nossas ações.

O presente site utiliza a tecnologia de cookies, através dos quais não é possível identificar diretamente o usuário. Entretanto, a partir deles é possível saber informações mais generalizadas, como geolocalização, navegador utilizado e se o acesso é por desktop ou mobile, além de identificar outras informações sobre hábitos de navegação.

O usuário tem direito a obter, em relação aos dados tratados pelo nosso site, a qualquer momento, a confirmação do armazenamento desses dados.

O consentimento do usuário titular dos dados será fornecido através do próprio site e seus formulários preenchidos.

De acordo com os termos estabelecidos nesta política, a Jornal O Poder não divulgará dados pessoais.

Com o objetivo de garantir maior proteção das informações pessoais que estão no banco de dados, a Jornal O Poder implementa medidas contra ameaças físicas e técnicas, a fim de proteger todas as informações pessoais para evitar uso e divulgação não autorizados.

fechar