Governo se prepara para implantar TV 3.0 no Brasil a partir de 2025, afirma ministro das Comunicações
03/04/2024 - Jornal o Poder
Linhas de crédito
Segundo ele, estão sendo estudadadas linhas de crédito para as emissoras investirem na TV 3.0. "Temos buscado um diálogo com o setor e estamos marcando reuniões com bancos de fomento do governo, para que possamos estudar essa possibilidade", afirmou. Juscelino Filho disse que as metas do Executivo são de começar a implementar a TV 3.0 em 2025 e definir, até dezembro deste ano, qual será tecnologia a ser usada — se a japonesa ou a norte-americana.
Equipamentos
"Na sequência, toda a cadeia industrial do setor vai se...
Linhas de crédito
Segundo ele, estão sendo estudadadas linhas de crédito para as emissoras investirem na TV 3.0. "Temos buscado um diálogo com o setor e estamos marcando reuniões com bancos de fomento do governo, para que possamos estudar essa possibilidade", afirmou. Juscelino Filho disse que as metas do Executivo são de começar a implementar a TV 3.0 em 2025 e definir, até dezembro deste ano, qual será tecnologia a ser usada — se a japonesa ou a norte-americana.
Equipamentos
"Na sequência, toda a cadeia industrial do setor vai se adaptando e produzindo os equipamentos necessários, que vão de transmissores a conversores e novos televisores", frisou, ao acrescentar que o governo discute o financiamento porque as emissoras têm perdido receita, devido à competição com as plataformas de streaming e redes sociais.
Necessidade do mercado
"Nós temos defendido isso justamente por entender a necessidade desse mercado. Para que o setor de radiodifusão implemente essa nova geração da televisão aberta brasileira de forma mais rápida para a população. Isso carece de muito investimento e sabemos que o setor de radiodifusão foi extremamente atingido pela chegada das mídias digitais e das mídias sociais", declarou.
Mais interatividade
A TV 3.0, de acordo com ele, proporcionará "mais interatividade para a audiência, com a possibilidade de se usar aplicativos para canais de TV aberta, além de maior qualidade de som e imagem". Juscelino Filho também disse que não está definido se os conversores de sinal para a TV 3.0 serão distribuídos, mas há discussões sobre a entrega gratuita para famílias de baixa renda – a exemplo do que ocorreu durante a expansão do sinal digital no país.
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Preços de imóveis residenciais disparam 6,52% em 2025
06/01/2026
Alta nas capitais
Segundo o levantamento da 'FipeZAP', nenhum entre os municípios monitorados registrou queda nos preços em 2025. No ano anterior, Santa Maria (RS) havia sido...
Comprar um imóvel residencial ficou, em média, 6,52% mais caro no Brasil em 2025. O dado é do Índice 'FipeZAP', que acompanha o preço médio de venda de imóveis usados em 56 cidades, com base em anúncios online. A alta é a segunda maior em 11 anos, atrás apenas de 2024, quando os preços subiram 7,73%. Em dezembro de 2025, o preço médio de venda residencial apurado foi de R$ 9,6 mil por metro quadrado. A valorização superou a inflação ao consumidor no ano, estimada em 4,18%, considerando o IPCA acumulado até novembro e o IPCA-15 de dezembro. Com isso, os imóveis registraram um ganho real de 2,24%. Pelo segundo ano consecutivo, nenhuma das cidades monitoradas pelo 'FipeZAP' teve recuo nos preços. Em 2024, Santa Maria, no Rio Grande do Sul, havia sido a exceção, com queda de 1,5%.
Alta nas capitais
Segundo o levantamento da 'FipeZAP', nenhum entre os municípios monitorados registrou queda nos preços em 2025. No ano anterior, Santa Maria (RS) havia sido o único, com recuo de 1,5%. Entre as capitais, os maiores avanços no ano foram observados em Salvador (16,25%), João Pessoa (15,15%), Vitória (15,13%), São Luís (13,91%) e Fortaleza (12,61%). As menores altas foram registradas em Brasília (4,05%), Goiânia (2,55%) e Aracaju (2,23%). Na prática, essas cidades tiveram queda real, já que os reajustes ficaram abaixo da inflação estimada para o período. Recife teve alta de 4,57%.

Preço médio de venda nas capitais por m², em dezembro
Vitória: R$ 14.108; Florianópolis: R$ 12.773; São Paulo: R$ 11.900; Curitiba: R$ 11.686; Rio de Janeiro: R$ 10.830; Belo Horizonte: R$ 10.642; Maceió: R$ 9.836; Brasília: R$ 9.754; Fortaleza: R$ 8.963; São Luís: R$ 8.617; Recife: R$ 8.446.
Após Itália sinalizar apoio, UE avança para assinar acordo com Mercosul
06/01/2026
Maior acordo da UE em termos de redução de tarifas
A Comi...
A Comissão Europeia parece ter conquistado o apoio crucial da Itália hoje, 06/01, para o fechamento do acordo de livre comércio com o Mercosul, abrindo caminho para que a União Europeia assine o tratado já na próxima semana. Itália e França frustraram as expectativas de um acordo em dezembro, ao afirmar que não estavam prontas para apoiá-lo até que fossem resolvidos os temores dos agricultores sobre um possível influxo de commodities mais baratas do Mercosul, como carne bovina e açúcar. Porém, Giorgia Meloni, a primeira-ministra italiana, recebeu com satisfação uma carta enviada pela Comissão hoje que propõe acelerar o apoio de 45 bilhões de euros aos agricultores, descrevendo a iniciativa como um “passo positivo e significativo”. Uma fonte da UE disse posteriormente que a Itália votaria a favor do acordo comercial com o Mercosul em uma reunião marcada para sexta-feira, 09/01.

Maior acordo da UE em termos de redução de tarifas
A Comissão Executiva, apoiada por países como Alemanha e Espanha, tenta obter a ampla maioria de 15 Estados-membros, que representem 65% da população da União Europeia, necessária para autorizar a assinatura do acordo, possivelmente já em 12/01. Eles afirmam que o acordo, negociado ao longo de 25 anos e que seria o maior da UE em termos de redução de tarifas, é essencial para impulsionar exportações afetadas por impostos de importação dos EUA e reduzir a dependência da China, ao garantir acesso a minerais estratégicos. Como Polônia e Hungria se opõem ao acordo e a França mantém uma posição crítica, o apoio da Itália torna-se um fator decisivo para que o tratado seja assinado.
Prefeitura do Recife anuncia reajuste de 4,68% e descontos no IPTU 2026
06/01/2026
Regras
A estrutura de descontos para 2026 foi desenhada para beneficiar quem mantém os tributos em dia. Até 10% de desconto é dado para pagamento à vista de contribuintes sem débitos de anos anteriores (até 30/12/2025) e que optem pela cota única. 5% de desconto atende quem busca o pagamento à vista e possui débitos anteriores. O parcelamento segue disponível em 10 vezes, com vencimentos fixa...
Este ano, o IPTU sofreu uma atualização de 4,68%, índice baseado na variação do IPCA acumulado até outubro, conforme determina o Código Tributário Municipal. Para incentivar a adimplência, a gestão municipal oferece condições especiais que podem reduzir o valor final do imposto em até 20% para quem optar pela cota única, dependendo do histórico de regularidade do imóvel. O vencimento da 1a parcela ou da cota única está marcado para o dia 10/02/2026. Os mais de 360 mil boletos lançados já podem ser acessados pelo portal Recife em Dia ou pelo app, Conecta Recife.
Regras
A estrutura de descontos para 2026 foi desenhada para beneficiar quem mantém os tributos em dia. Até 10% de desconto é dado para pagamento à vista de contribuintes sem débitos de anos anteriores (até 30/12/2025) e que optem pela cota única. 5% de desconto atende quem busca o pagamento à vista e possui débitos anteriores. O parcelamento segue disponível em 10 vezes, com vencimentos fixados em todo dia 10 de cada mês.
Atenção contribuinte
No Recife, além dos descontos de pontualidade, os cidadãos podem utilizar créditos da NFSe para abater até 50% do valor do IPTU nos anos seguintes, bastando incluir o CPF nas notas de serviços prestados na cidade.

Atualização do Boleto
A Prefeitura do Recife promoveu uma atualização do boleto, para aprimorar a experiência do contribuinte na leitura do documento e na realização do pagamento do tributo. O documento agora conta com novo design gráfico que valoriza a cidade do Recife, além de melhorias na visualização das informações, com aumento do tamanho do texto e maior espaço para identificação das parcelas e dos códigos de barras. A ideia é otimizar a quitação das parcelas do IPTU, evitando casos de pagamento em duplicidade e equívoco na escolha da parcela a ser paga.
O novo DAM, Documento de Arrecadação Municipal, também contém os canais digitais da Sefin, dicas para que o contribuinte permaneça em dia com a cidade, além de serviços de utilidade pública.

"A trajetória de um fracasso ou a tragédia de uma morte anunciada" - Por Jarbas Beltrão*
06/01/2026
Projeto socialista deu errado, começou na prática, com o golpe bolchevique de 1917 na Rússia Czarista.
Com aquele golpe a Revolução tentou expansão, seguiu pela Alemanha, Hungria, Polônia, com Revoluções social democratas. Na Baviera chegou-se a proclamar uma República Proletária, não prosperou. Stalin comandou tropas Soviéticas que chegou nas proximidades da Polônia. Foi derrotado e Trotsky seu maior adversário tirou uma tremenda onda com o ditador bolchevique.
Revolução Internacionalista Proletária
O projeto da Revolução Internacionalista Proletária (sempre sem Proletários) continuou pela Europa. Stalin, a partir de 1924, através dos Planos Quinquenais foi armando a Rússia - já URSS e sem Lenin - baseou seu crescimento econômico na expansão agrária para o mercado europeu, com a exploração dos trabalhadores rurais nos kolkhozes e sovkozes, com maioria da população vivendo escassez de oferta de alime...
'Decolagem'
Projeto socialista deu errado, começou na prática, com o golpe bolchevique de 1917 na Rússia Czarista.
Com aquele golpe a Revolução tentou expansão, seguiu pela Alemanha, Hungria, Polônia, com Revoluções social democratas. Na Baviera chegou-se a proclamar uma República Proletária, não prosperou. Stalin comandou tropas Soviéticas que chegou nas proximidades da Polônia. Foi derrotado e Trotsky seu maior adversário tirou uma tremenda onda com o ditador bolchevique.
Revolução Internacionalista Proletária
O projeto da Revolução Internacionalista Proletária (sempre sem Proletários) continuou pela Europa. Stalin, a partir de 1924, através dos Planos Quinquenais foi armando a Rússia - já URSS e sem Lenin - baseou seu crescimento econômico na expansão agrária para o mercado europeu, com a exploração dos trabalhadores rurais nos kolkhozes e sovkozes, com maioria da população vivendo escassez de oferta de alimentos, fome. A trajetória agro-coletivista prosseguiu desapropriando terras, expandindo-se para leste da Ásia e aumentando exponencialmente, combinada com a produção de armas, com a exploração dos minerais do "sovietistão" ( Repúblicas soviéticas Islâmicas da Ásia). Em silêncio, a Revolução Soviética preparava-se para a guerra, segundo o general Victor Suvorov no seu livro " O Grande Culpado", o militar denunciante, considerado "traidor da pátria" viveu seus últimos dias refugiado na Inglaterra, protegendo-se com a família, numa pequena povoação inglesa. Estava condenado à morte pelos Tribunais de Moscou. Aqueles Tribunais que só a acusação servia como prova. "Modus operandis" dos Tribunais nazistas e soviéticos.
'Chegou a 2a. GM'
Veio a Guerra (2a. 1939 - 1945), a União Soviética aproximou-se da Alemanha nazista; ou melhor, já tinha aproximação, com Hitler assinou o Tratado de não-agressão (Molotov - Ribentrop) em 1939, em Munique. Com o Acordo, nazistas e comunistas, trocaram beijos e depois tapas, dividiram o território polonês, Stalin ficou com Oriente polonês e Hitler com o Ocidente.
A partir de então, novo ânimo para o projeto socialista bolchevique; teve prosseguimento a expansão do internacionalismo proletário para as terras do Mar Báltico, obtenção de novas zonas de influência, teve "sucesso".
'Operação Barbarossa'
Em 1941, os nazistas, quebraram o acordo de não-agressão com Stalin, invadiram território soviético, através da "Operação Barbarossa", a Guerra toma novo rumo na Europa.
A cegueira e ganância alemã, graças a incompetência estratégica de seus militares fez perder um aliado de muita importância e que importância - o generalíssimo Stalin.
A União Soviética volta o olhar para a Europa Ocidental, solicita que as forças aliadas de Churchil e F. Roosevelt, abram uma frente de guerra no Oriente, assim ajudaria na vitória vermelha contra os exércitos nazistas e prosseguiria com sua guerra particular internacionalista - "guerra patriótica" - contra o nazismo.
"Invasão da Normandia"
A Operação Orvelord, dos Exércitos aliados executa em 1944 a Invasão da Normandia, às praias do nordeste da França.
Veio a derrota nazista. A derrota do nazismo ia sendo construida mais ao sul em Stalingrado, o Exército Vermelho impunha derrota as tropas de Hitler; ao norte, os bolcheviques avançam e impõem derrotas aqueles Exércitos nazistas, que há pouco desde de 1938, com a " guerra branca" (incorporação da Áustria, Sudetos, rendição da Tcheco- Eslováquia) se julgavam invencíveis. Nada disso. Finalnente, Berlim cai, em poder dos soviéticos e dos comandados dos Aliados ocidentais.
'A guerra termina'
A guerra européia termina com a rendição alemã nos dias 7 e 8 de maio de 1945. Churchill reconhecia o esgotamento das tropas aliadas.
A chegada das tropas soviéticas fora importante no processo de derrota das tropas nazistas, os exércitos ocidentais aliados não conseguiriam sozinhos derrotar o monstro nazista.
O papel da União Soviética foi bastante positivo na derrocada do nazismo na guerra. A expansão do internacionalismo soviético, prosseguia sua trajetória, iniciada no distante 1917, conquista de São Peteresburgo, o belo e deslumbrante Palácio dos Czares, os Romanov, os últimos a ocupá-lo. E o avanço prosseguiu... prosseguiu.
'Ocupação Soviética'
O numeroso Exército Vermelho foi ocupando as terras do Leste Europeu com o afrouxamento das tropas comandadas pelos aliados ocidentais.
O Exercito Vermelhou chegou nos territórios: Alemanha Oriental Polônia, Thecoeslováquia, Hungria, Romênia, Albânia Iuguslávia, Bulgaria, tornados à força ou por eleições fraudadas em Repúblicas Democráticas Populares - Repúblicas Socialistas.
O "Planeta Socialista" europeu foi formado, existiu durante 45 anos e a Rússia (URSS e republicas durante 74 anos) viveram, umas mais outras menos, todas embaixo de um sistema fundamentado num poder centralizado, numa economia estatizada, em estados terroristas de partido único - Os PCs - e uma sociedade submetida a um ferrenho controle civil. Foi assim que funcionou a Ordem socialista.
'O Planeta socialista implodiu - não explodiu')
A partir de 1989, o Planeta socialista implodiu, sim, castelo de areia ruiu e mostrou o que se passava dentro dos castelos ocupados,suas dependências, Romênia, ouro muito ouro no Palácio e daí por diante.
O socialismo depois de mais de 70 anos, simplesmente, confirmou as ideias da Escola Austríaca de Economia, "o socialismo é economicamente inviável, ele rejeita as regras clássicas da economia", sem capital, sem propriedade privada, sem mercado, sem lucro, sem cálculo econômico, com estratégias de alocamento de recursos não sustentável, sem empreendimentos privados, corrupção, não há prosperidade, a juventude sofre sem horizontes, Triste e trágico fim.

'Economia padece e cai'
Insustentável a economia da burguesia burocrática padece e cai, perdida nas suas contradições. Os PCs europeus perdem seus defensores o socialismo perde seus horizontes na Europa ateste. Hungria, Polônia, República Tcheca (pode chamar Checa) Eslováquia, Polônia, proíbe o comunismo/socialismo seus símbolos.
Em Praga navegando pelo Rio Danúbio, nosso guia apontou para uma mansão, às margens e nos disse: "Ali é o museu do genocídio, nazista e comunista, fotos, livros, instrumentos denunciadores dos crimes dos totalitarismos".
O comunismo perdeu força na Europa Leste, há alguns resquícios na Checa, e uma questão de tempo.
Assim foi a trajetória do comunismo na Europa e 1991 foi um certo "ponto de virada" na Europa.
Mas aconteceu que o " moribundo renasceu na América, uma base permanecia viva, agora sem ajuda Soviética e do leste europeu. Debatia-se mas tentava-se sustentar-Cuba.

O sinal para a sustentação viria com o Foro de São Paulo(1992) e o socialismo do Século XXI, com o Bolivarianismo de Hugo Chavez, nascido numa das mais ricas nações do mundo, a Venezuela.
(Fica para um próximo encontro a continuação do relato desta trajetória)
*Jarbas Beltrão é Historiador, professor de História da UPE. Mestre em Educação pela UFPB, MBA em Política, Estratégia, Defesa e Segurança pela Adesg (Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra) e Faculdade Metropolitana de São Carlos/SP.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.
A queda da ditadura de Cuba: já aconteceu? - Artigo - Por, Emanuel Silva*
06/01/2026
A pergunta “quando a ditadura cubana cairá?” talvez esteja mal formulada. A questão mais honesta é: quanto tempo ainda levará para o mundo admitir que ela já caiu?
Do sonho revolucionário ao esgotamento histórico (1959–2020)
Nos primeiros anos, a revolução entregou resultados concretos, mesmo sob uma ditadura ferrenha: alfabetização em massa, ampliação do acesso à saúde e redução da mortalidade infantil, que caiu para menos de 5 por mil nascidos vivos no início...
Desde 1959, Cuba vive sob a promessa de um futuro que nunca se materializou plenamente. A Revolução liderada por Fidel Castro prometeu justiça social, soberania econômica e dignidade humana. Por um período, sustentada por forte apoio externo, essa promessa pareceu plausível. Contudo, seis décadas depois, o que resta não é um projeto alternativo de sociedade, mas um Estado funcionalmente falido, cuja queda não se expressa em um evento único, mas em números, rotinas e ausências.
A pergunta “quando a ditadura cubana cairá?” talvez esteja mal formulada. A questão mais honesta é: quanto tempo ainda levará para o mundo admitir que ela já caiu?
Do sonho revolucionário ao esgotamento histórico (1959–2020)
Nos primeiros anos, a revolução entregou resultados concretos, mesmo sob uma ditadura ferrenha: alfabetização em massa, ampliação do acesso à saúde e redução da mortalidade infantil, que caiu para menos de 5 por mil nascidos vivos no início dos anos 2000. A expectativa de vida ultrapassou 78 anos, um feito notável para um país de renda média-baixa.
Esses avanços, porém, tiveram um custo estrutural elevado: supressão das liberdades civis, eliminação da iniciativa privada e dependência quase absoluta de aliados externos. Primeiro a União Soviética; depois, a Venezuela. Quando a URSS colapsou, o PIB cubano encolheu cerca de 35% entre 1990 e 1993, inaugurando o “Período Especial”. O regime sobreviveu, mas nunca se recuperou plenamente.
A partir dos anos 2000, já sob Raúl Castro, o país entrou em uma longa estagnação. Entre 2010 e 2019, o crescimento médio anual foi inferior a 1%, insuficiente até para repor capital depreciado. A pandemia apenas acelerou um colapso que já estava em curso: entre 2019 e 2023, o PIB real acumulou queda estimada entre 11% e 15%.
A crise energética: colapso estrutural e propaganda tecnológica
O setor elétrico tornou-se o símbolo mais visível da falência funcional do Estado cubano. Atualmente, Cuba depende de uma matriz energética 80–90% baseada em petróleo, sustentada por usinas termelétricas envelhecidas, muitas com 40 a 60 anos de operação contínua. A combinação de obsolescência tecnológica, ausência crônica de manutenção, escassez de divisas e fornecimento irregular de combustível resultou em déficits diários de até 1.600 MW em 2024–2025, fazendo com que o sistema elétrico nacional atenda apenas 50–70% da demanda.
O país experimentou quatro colapsos totais do sistema elétrico em menos de doze meses, um fenômeno típico de Estados em falência institucional. Para evitar apagões prolongados, o governo recorreu a navios-geradores flutuantes, contratados no exterior, que hoje fornecem cerca de 25% da eletricidade nacional. Trata-se, contudo, de um paliativo caro, contratado em moeda forte, que agrava o desequilíbrio fiscal e não resolve o problema estrutural da geração.
O discurso oficial insiste em soluções futuras.
Desde 2014, o regime anuncia planos grandiosos de modernização energética. Naquele ano, divulgou-se um acordo com a Rússia para a instalação de quatro novos geradores na usina de Mariel, vinculados a um crédito de US$ 1,6 bilhão, inserido em um plano mais amplo de US$ 10 bilhões para diversificar a matriz energética e reduzir a dependência do petróleo de 95,7% para 76% até 2030, com 24% de fontes renováveis. O pacote incluía 19 bioelétricas em usinas açucareiras (755 MW), 13 parques eólicos (633 MW), 700 MW solares e pequenas hidrelétricas.
Na prática, quase nada se materializou.
Os investimentos externos prometidos nunca chegaram em escala suficiente, e o país permaneceu refém de térmicas obsoletas e apagões recorrentes. Quase uma década depois, em 2025, surge a nova narrativa salvacionista: a energia solar chinesa. Pequim anunciou financiamento para dezenas de parques fotovoltaicos, como parte de um plano de até 2.000 MW instalados, assumindo o papel de “novo benfeitor” no lugar da Rússia, hoje limitada por sanções. Mesmo esse esforço, porém, não altera a realidade estrutural.
O regime omite o dado central: a energia solar em Cuba oferece apenas 4 a 6 horas efetivas de geração diária, é sazonal, depende de armazenamento caro e não elimina a dependência do petróleo. Mesmo se todos os parques prometidos fossem concluídos, cobririam apenas 20–30% de uma demanda nacional estimada entre 3 e 4 GW, além de exigirem integração a um sistema elétrico antigo e instável. Trata-se de band-aids tecnológicos, úteis à propaganda, mas incapazes de reverter a falência energética enquanto a população segue vivendo no escuro.
O colapso do açúcar: da espinha dorsal econômica ao símbolo da ruína
Paralelamente à crise energética, a agricultura — em especial o setor açucareiro — sofreu um colapso histórico. Durante décadas, Cuba foi conhecida como a “tigela de açúcar do mundo”, produzindo mais de 8 milhões de toneladas anuais nos anos 1980, com forte impacto sobre exportações, emprego, geração de divisas e até produção de energia a partir do bagaço.
Esse sistema ruiu. Em 2024–2025, a produção nacional mal alcançou 150 mil toneladas, o menor volume em mais de um século. De mais de 150 usinas em operação no início dos anos 2000, menos de 20 permanecem ativas hoje, muitas funcionando de forma intermitente. A escassez de combustível, fertilizantes, peças, mão de obra e investimentos transformou campos outrora produtivos em áreas abandonadas.
O colapso do açúcar produziu efeitos em cascata: perda de exportações, redução drástica da bioeletricidade associada às usinas, desemprego rural e, de forma quase surreal, a necessidade de importar açúcar para consumo interno. O que antes financiava o Estado passou a consumir suas já escassas reservas.
Exploração do trabalho: o paradoxo socialista
Talvez o aspecto mais revelador da falência moral do regime seja a exportação de mão de obra qualificada como principal fonte de divisas. As chamadas “missões médicas” renderam cerca de US$ 4,9 bilhões em 2022, tornando-se a maior fonte individual de receita externa do país.
O modelo, contudo, é baseado na retenção estatal de 70% a 90% dos salários pagos pelos países contratantes, além de práticas amplamente denunciadas: confisco de passaportes, vigilância política, punições por deserção e separação familiar. Enquanto o Estado lucra, o sistema de saúde interno entra em colapso, com falta de médicos, medicamentos e equipamentos.
O mesmo ocorre na educação: em 2024–2025, o déficit chegou a 24 mil professores, forçando escolas a reduzir cargas horárias ou fechar turmas. O salário médio estatal, convertido ao câmbio real, varia entre US$ 15 e US$ 25 mensais, empurrando mais de 60% da força de trabalho urbana para a informalidade.

O regime que prometeu libertar o trabalhador transformou-se em exportador institucional de trabalho barato.
A queda sem petróleo: isolamento e irreversibilidade
A fase atual é qualitativamente distinta. O colapso venezuelano reduziu o envio de petróleo para cerca de 27 mil barris/dia, uma queda superior a 35% em 2025. O México reduziu seu fornecimento em aproximadamente 73%. Sem energia, sem crédito e com reservas internacionais líquidas estimadas em menos de US$ 3 bilhões, o Estado cubano perdeu capacidade básica de governar.
Mais de 1,2 milhão de pessoas deixaram o país desde 2020, cerca de 10% da população, um êxodo típico de Estados falidos.
Estimativas independentes apontam que mais de 70% da população vive hoje em insegurança alimentar. A mortalidade infantil voltou a subir, alcançando 8,2 por mil nascidos vivos em 2025, o pior nível em 25 anos.
Uma ditadura em decomposição funcional
Cuba não caminha para o colapso — ela já colapsou funcionalmente. O que persiste é uma estrutura política carcomida, sustentada por repressão, inércia institucional e narrativas ideológicas cada vez mais desconectadas da realidade material. Claro com apoio de uma parte da esquerda mais atrasada da América Latina, junto com os interesses Chineses.
Como em outros regimes autoritários do século XX, a queda da ditadura poderá até vir com tanques nas ruas, mas está evidente o esvaziamento total da capacidade de governar.
A ditadura cubana já não garante energia, alimentos, saúde ou futuro. E os porões da ditadura estão abarrotados de esqueletos que os ideólogos cegos teimam em não enxergar. E claro que os ditadores nunca admitem a sua incompetência. E também não admitem oposição.
Falta apenas que o mundo reconheça aquilo que os cubanos já vivem todos os dias: o paraíso prometido morreu no escuro.
*Emanuel Silva, é Professor e Cronista

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.
Depois da Captura de Maduro, imagens, bastidores e a nova realpolitik do poder americano Epígrafe, por Jorge Pinho*
06/01/2026
Advertência
Este ensaio não afirma fatos ocultos. Trabalha com conjecturas plausíveis, fundadas em padrões históricos, sinais indiretos e coerência estrutural. Em geopolítica, recusar hipóteses por ausência de “prova cartorial” não é rigor; é cegueira.
1. Quando o anúncio esfria e as imagens começam a falar
Parto da captura de Nicolás Maduro não para festejar nem negar, mas para compreender. Compreender sem reflexo ideológico, sem liturgia de torcida, com a disciplina exigida quando a realidade se transforma e o observador insiste em categorias antigas.
O anúncio
O anúncio cumpriu sua função: produzir choque, fixar narrativa, impor marco. Mas a política real raramente se revela no primeiro comunicado. O comunicado abre a cena; o conteúdo verdadeiro costuma estar no corredor. Em operações desse port...
“Em geopolítica, os fatos anunciam, as imagens revelam, os detalhes confessam.”
Advertência
Este ensaio não afirma fatos ocultos. Trabalha com conjecturas plausíveis, fundadas em padrões históricos, sinais indiretos e coerência estrutural. Em geopolítica, recusar hipóteses por ausência de “prova cartorial” não é rigor; é cegueira.
1. Quando o anúncio esfria e as imagens começam a falar
Parto da captura de Nicolás Maduro não para festejar nem negar, mas para compreender. Compreender sem reflexo ideológico, sem liturgia de torcida, com a disciplina exigida quando a realidade se transforma e o observador insiste em categorias antigas.
O anúncio
O anúncio cumpriu sua função: produzir choque, fixar narrativa, impor marco. Mas a política real raramente se revela no primeiro comunicado. O comunicado abre a cena; o conteúdo verdadeiro costuma estar no corredor. Em operações desse porte, o essencial não está apenas no que se diz, mas no que se deixa entrever.
Com o arrefecimento do impacto inicial, um dado se impõe: as imagens falam mais do que as palavras. Não por serem mais verdadeiras, mas por serem menos controláveis. As palavras enquadram; as imagens, quando encadeadas, denunciam método. E método, em geopolítica, vale mais do que discurso.
Narrativa
A narrativa confortável descreve o episódio como captura puramente hostil, força unilateral, superioridade incontestável. Pode conter um núcleo factual, mas empobrece o essencial. Trata o evento como espetáculo, quando o que importa é o procedimento.
Compromisso
A análise exige um compromisso: evitar literalidade simplificadora e evitar delírio conspiratório. Observar, comparar, formular hipóteses plausíveis. Aceitar que a prova raramente surge no tempo exigido pelas plateias, porque o jogo real não é desenhado para satisfazê-las.
O anúncio
A captura ocorreu. O anúncio foi feito. As imagens circularam. E elas sugerem não apenas a retirada de um homem do poder, mas a aplicação de um método que privilegia silêncio, custo controlado e utilidade preservada.
2.Capturas, execuções e a linguagem do poder
Potências falam quando agem. Falam pela intensidade, pela exposição e pela forma como tratam o inimigo vencido.
Quando se deseja humilhar, mostra-se a ruína como na prisão de Sadan Hussein. Quando se deseja eliminar sem símbolo, oculta-se o corpo, tal como se fez com
Osama Bin Laden.
Gramática da humilhação teatral
No caso de Maduro, não se percebe nem a gramática da humilhação teatral nem a do apagamento total. O registro é administrativo. Procedimental. E procedimento não nasce do acaso; é sinal de método.
Isso conduz a uma hipótese sóbria: o ativo principal pode não ter sido apenas retirar o líder do palco, mas extrair informação do sistema. A pergunta relevante não é apenas como capturaram, mas por que capturaram assim.
Acordo
Não é necessário supor acordo prévio. Basta reconhecer um dado da realpolitik: o espetáculo gera passivo político. Quando esse custo é conhecido, a potência tende a preferir eficácia silenciosa.
A passagem da guerra exibida para a guerra administrada marca o nosso tempo. Quem ainda espera ocupação, bandeiras e presença prolongada observa o lugar errado. O método mudou; a leitura precisa mudar com ele.
3. Vestuário, postura e tempo: por que detalhes importam
Em geopolítica, detalhes não são ornamentos; são indícios. Em poucas horas, surgem imagens sucessivas com mudanças de vestuário. Troca de roupa pressupõe controle do ambiente, normalidade procedimental, ausência de urgência extrema. Em operações caóticas, o tempo é consumido; quando é administrado, alguém já pensa em custódia e preservação.
Corpo
O corpo tampouco comunica trauma. Pouca desorganização, poucos sinais de contenção brutal, ausência de exaustão visível. Isso não exclui coercitividade; indica método.
O semblante é contido. Não há colapso nem desafio performático. Contenção sugere cálculo. E cálculo indica entrada em outro estágio do jogo.
A pergunta
A pergunta, portanto, é metodológica: que tipo de captura produz esse tipo de imagem. Humilhação produz ruína. Apagamento produz ausência. Administração produz sobriedade.
Os detalhes não fabricam conspirações; impedem leituras infantis. Se as imagens sussurram, é porque o método prefere o sussurro. E o sussurro costuma ser mais perigoso do que o grito.
4. A vice-presidente: discurso público e comportamento privado
Regimes não colapsam de uma vez; primeiro se dissociam. O discurso mantém a base; o movimento privado busca saídas. Essa duplicidade nasce menos da hipocrisia do que do colapso funcional.
Em público, indignação, soberania, exigência de prova de vida. Linguagem voltada ao interior, para conter pânico e manter disciplina.
No privado, canais indiretos, mediadores, sondagens. O discurso é para resistir simbolicamente; o movimento real é para sobreviver.
Quanto mais alto o tom público, maior a necessidade de ocultar o movimento silencioso. A vice-presidente, aqui, não é apenas personagem; é sintoma de que o tabuleiro já mudou.
5. Catar, mediação e a diplomacia fora do palco
Quando a diplomacia formal se torna cara, ela muda de endereço. Sai do palco, vai para o corredor.
Certos países surgem como mediadores não por virtude moral, mas por utilidade estratégica. Oferecem acesso simultâneo, discrição e ausência de protagonismo.
Diplomacia
A diplomacia fora do palco permite sondar sem comprometer, negociar sem humilhar, ajustar sem declarar derrota. O discurso mantém a base; o bastidor prepara a saída. Quem lê apenas o palco perde o mecanismo.
6. Da diplomacia à extração: onde estamos na cartilha americana
A cartilha americana opera por camadas. Sanções, isolamento, estrangulamento de recursos reduziram margem de manobra e estimularam fraturas.
A infiltração estrutural — mapeamento de comandos, fluxos financeiros e lealdades reais — precede qualquer ação decisiva.
A captura é compatível com a etapa de extração do eixo sem ocupação do Estado. Operação curta, ausência de presença prolongada, custo político controlado.
O que tende a vir é a fase silenciosa: arquivos, conexões, intermediários, financiamento. Aqui, a prisão vira ativo. A informação vale mais que a imagem. A captura pode ser apenas o início do que importa.
7. Cenários possíveis, sem profecia, sem torcida
Três cenários plausíveis se impõem.
A) Captura hostil com colapso interno do aparato de proteção. A sobriedade visual decorre de procedimentos, não de consentimento.
B) Extração negociada apresentada como captura, preservando narrativas internas e reduzindo custos.
C) Cooperação parcial posterior, com liberação escalonada de informações e efeito dominó produzido por arquivos.
Nenhum deve ser proclamado como fato. O acerto está em mantê-los como campo organizado de possibilidades, aguardando os desdobramentos silenciosos.
8. O aprendizado do Oriente Médio aplicado à América Latina
O Oriente Médio ensinou que ocupação prolongada gera passivo. O erro não foi entrar; foi permanecer.
Daí o método atual: evitar ocupação, evitar humilhação excessiva, evitar mártires, desorganizar o sistema por dentro.
Aplicado ao hemisfério, isso reduz custos, aumenta precisão e dispensa narrativas edificantes. A nova guerra não é mais branda; é mais seletiva. E justamente por isso, mais difícil de narrar.
9. Nem demonizar, nem canonizar
Transformar geopolítica em moralismo automático impede a análise.
Demonizar dispensa exame causal. Canonizar romantiza estratégia. Ambos obscurecem o método.
A postura madura reconhece racionalidade estratégica sem aura messiânica. Interesses não absolvem nem condenam; explicam.
Para o Brasil, isso é vital. Neutralidade performática, tolerância a zonas cinzentas e substituição de ordem por narrativa produzem vulnerabilidade. Lucidez exige compreender o método e organizar a própria casa.
10. Pós-escrito: Lula, a dissociação e a política do espelho
Há momentos em que a política deixa de ser discurso e passa a ser gesto. Neles, a distância entre fala pública e prática privada torna-se decisiva.
Em público, Lula sustenta soberania, multilateralismo, alinhamentos discursivos. Fala voltada à base.
Adaptação tardia
No privado, silêncio calculado, cautela, evitação de confronto real. Dissociação como adaptação tardia.
As imagens de Maduro reforçam essa leitura. Postura contida, ausência de humilhação ostensiva, tratamento administrado. Ativo preservado.
Por que escolher a previsibilidade institucional de uma prisão americana em vez da incerteza do exílio entre aliados transacionais. Por que parecer contido, não desesperado. Cálculo, não heroísmo.
Dissociação prolongada, porém, gera previsibilidade. E previsibilidade vira vulnerabilidade. Este pós-escrito não acusa nem absolve. Constata. O que se diz já não define. O que se faz revela. E, quando o cálculo passa a ser feito fora, a margem de escolha diminui.
O tempo
O tempo mostrará se Lula compreendeu o novo método cedo o suficiente ou se apenas o perceberá quando já não houver margem para escolha — no instante em que o canário Maduro deixar de cantar “Imagine” e passar a vocalizar aquilo que sempre esteve fora da partitura oficial.
(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.
Pernambuco inicia efetivação de matrículas para ano letivo de 2026
06/01/2026
O aluno
Caso o aluno seja maior de 18 anos, ele mesmo pode comparecer presencialmente para a etapa, sem a necessidade de um pai ou responsável.
As vagas que não forem confirmadas durante a efetivação retornam ao sistema para uma nova oportunidade de inscrição. Essa etapa está prevista para o período de 21 a 25 de janeiro.
Vagas
Ao todo, neste ano, 174.675 vagas para estudantes novatos. Dessas, 16.958 são destinadas ao ensino fundamental anos finais e 43.325 ao ensino médio, incluindo a Educação de Jovens e Adultos.
O Poder
Pernambuco iniciou a efetivação de matrículas para ano letivo de 2026. Os pais e responsáveis devem comparecer presencialmente na unidade escolar escolhida no cadastro on-line com a documentação dos alunos até o dia 16 de janeiro para garantir vaga no ano letivo de 2026.
O aluno
Caso o aluno seja maior de 18 anos, ele mesmo pode comparecer presencialmente para a etapa, sem a necessidade de um pai ou responsável.
As vagas que não forem confirmadas durante a efetivação retornam ao sistema para uma nova oportunidade de inscrição. Essa etapa está prevista para o período de 21 a 25 de janeiro.
Vagas
Ao todo, neste ano, 174.675 vagas para estudantes novatos. Dessas, 16.958 são destinadas ao ensino fundamental anos finais e 43.325 ao ensino médio, incluindo a Educação de Jovens e Adultos.
O Poder
Paraíba começa 2026 com três potenciais pré-candidatos a governador
06/01/2026
O ano de 2026 será marcado pela corrida sucessória. Será o ano de eleições para Presidente da República, governador, senador e deputados federais e estaduais. No caso da Paraíba, serão duas vagas para o Senado, 12 para a Câmara Federal e 36 para a Assembleia Legislativa. A perspectiva é que este ano mais de 3,2 milhões eleitores compareçam às urnas na Paraíba, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB).
Os nomes
Na corrida pela sucessão do atual governador João Azevedo (PSB), alguns nomes se apresentam como potenciais pré-candidatos ao Palácio da Redenção. As eleições da Paraíba, neste ano de 2026, serão totalmente atípicas, pois a perspectiva é a de que o Estado poderá ter três potenciais candidaturas a governador do Estado, sendo uma do grupo governista, sendo ele, o atual vice-governador Lucas Ribeiro (PP), e, pelas oposições, o ainda prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), e o senador...
Por Severino Lopes
O ano de 2026 será marcado pela corrida sucessória. Será o ano de eleições para Presidente da República, governador, senador e deputados federais e estaduais. No caso da Paraíba, serão duas vagas para o Senado, 12 para a Câmara Federal e 36 para a Assembleia Legislativa. A perspectiva é que este ano mais de 3,2 milhões eleitores compareçam às urnas na Paraíba, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB).
Os nomes
Na corrida pela sucessão do atual governador João Azevedo (PSB), alguns nomes se apresentam como potenciais pré-candidatos ao Palácio da Redenção. As eleições da Paraíba, neste ano de 2026, serão totalmente atípicas, pois a perspectiva é a de que o Estado poderá ter três potenciais candidaturas a governador do Estado, sendo uma do grupo governista, sendo ele, o atual vice-governador Lucas Ribeiro (PP), e, pelas oposições, o ainda prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), e o senador Efraim Filho (UB).

Liderança nas pesquisas
O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, apresenta liderança nas pesquisas iniciais de pré-campanha. Cícero é o mais antigo em atividade entre os pré-candidatos, é prefeito do maior colégio eleitoral do Estado e vem de recente campanha eleitoral vitoriosa, fatores que garantem boa lembrança na cabeça do eleitor.
Experiente político
Recém filiado ao MDB, Cícero Lucena, carrega o benefício da experiência política, visto que disputou 5 eleições para prefeito em João Pessoa, com uma derrota; 1 de senador e 1 de vice-governador). A disputa pode ser definida em seu favor dependendo da maioria na Capital e em Campina Grande.
O candidato de João
Nome apoiado pelo governador João Azevedo, o vice-governador Lucas Ribeiro, poderá disputar a eleição na condição de governador, caso o governador deixe o cargo para disputar o Senado.
Lucas é filho da senadora Daniella Ribeiro e sobrinho do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP).

Outro concorrente
Na disputa que se desenha, surge ainda a pré-candidatura do senador Efraim Filho, considerado o nome da “direita” e representante do bolsonarismo no estado. Dependendo de como a família Bolsonaro vai participar das eleições para presidente, Efraim sonha em passar para o segundo turno como o ministro Marcelo Queiroga passou nas eleições para prefeito em João Pessoa.
Alianças
As alianças políticas a serem formadas ao longo do ano, é que definirão os concorrentes do Governo do Estado que terão os nomes homologados nas convenções partidárias.
O Poder
Famosos participam de projeto social em Fernando de Noronha
06/01/2026
Os artistas
Os artistas participam da programação da Casa Neuronha, projeto que acontece há dez anos na ilha. A iniciativa promove atividades ligadas ao esporte, à sustentabilidade, à cultura e ao impacto social.
O projeto
O projeto foi idealizado pelo ator Paulo Vilhena e pelo fotógrafo Rildo Iaponã e reúne influenciadores, artistas e atletas.
Atividades
Entre as ações previstas estão atividades esportivas, mutirões de limpeza de praias, encontros culturais e festas.
Casa
A Casa Neuronha também apoia o projeto Alma Solar, uma escolinha de surfe que oferece...
Sol , música e natureza. Em clima de verão, Fernando de Noronha recebe muitas celebridades neste início do ano. Entre os famosos que estão na ilha estão Jade Picon, André Lamoglia, Giovanna Lancellotti, Giovana Cordeiro, Karol Conká, Pocah, Dandara Mariana , Filipe Toledo e Felipe Roque
Os artistas
Os artistas participam da programação da Casa Neuronha, projeto que acontece há dez anos na ilha. A iniciativa promove atividades ligadas ao esporte, à sustentabilidade, à cultura e ao impacto social.
O projeto
O projeto foi idealizado pelo ator Paulo Vilhena e pelo fotógrafo Rildo Iaponã e reúne influenciadores, artistas e atletas.
Atividades
Entre as ações previstas estão atividades esportivas, mutirões de limpeza de praias, encontros culturais e festas.
Casa
A Casa Neuronha também apoia o projeto Alma Solar, uma escolinha de surfe que oferece aulas gratuitas para crianças e jovens de Fernando de Noronha ao longo do ano.
Ludmilla
A cantora Ludmilla também está em Fernando de Noronha. Ela viajou para a ilha acompanhada da esposa, Brunna Gonçalves, e da filha, Zuri.
No domingo (04/01), Ludmilla se apresentou no Festival de Verão, no Forte dos Remédios. A cantora deve permanecer na ilha até o fim da semana.
O Poder
Resiste, Olinda - Povo na rua cobra limpeza da cidade
06/01/2026
Nota
A declaração sobre a coleta do lixo em Olinda vem assinada pelo advogado Antônio Campos, nos termos seguintes.
"Em razão dos graves problemas sistêmicos na coleta de lixo no Município de Olinda, que vêm transformando a cidade em um verdadeiro lixão a céu aberto, cumpre esclarecer:
1. A crise da coleta de lixo integra um quadro mais amplo de colapso estrutural da gestão municipal, marcado por i...
O movimento Resiste Olinda emitiu nota de apoio às mobilizações populares acontecidas hoje, terça feira 06/01. O povo na rua exigiu da prefeita Mirella, do seu padrinho Lupércio e da aliada de todas as horas, a governadora Raquel Lyra, providências urgentes para a regularização dos serviços públicos devastados pela mais calamitosa gestão municipal desde Duarte Coelho. Especialmente, a remoção do lixo acumulado que, conforme reiteradas denúncias de O Poder, vem transformando a vida dos moradores em verdadeiro inferno.

Nota
A declaração sobre a coleta do lixo em Olinda vem assinada pelo advogado Antônio Campos, nos termos seguintes.
"Em razão dos graves problemas sistêmicos na coleta de lixo no Município de Olinda, que vêm transformando a cidade em um verdadeiro lixão a céu aberto, cumpre esclarecer:
1. A crise da coleta de lixo integra um quadro mais amplo de colapso estrutural da gestão municipal, marcado por ineficiência administrativa, falta de transparência e pela continuidade de uma gestão anterior da qual a atual prefeita, Mirella, participou, responsável por deixar um débito milionário ao município, que não foi ainda devidamente divulgado e que a população tem o direito de conhecer.

2. A Prefeitura de Olinda não divulgou o balanço da transição administrativa. Caso tenha sido elaborado e publicado, que ainda não viu, é imprescindível que seja novamente publicado, de forma clara e acessível, no Portal da Transparência e por meio de nota oficial à sociedade.
3. O contrato de coleta de lixo de Olinda é excessivamente oneroso e o contrato atualmente em vigor apresenta fortes indícios de ilegalidade, em razão do número excessivo de aditivos, além de acumular um passivo financeiro impagável para o município. Tais fatos configuram ilícitos administrativos, cíveis e penais, bem como atos de improbidade administrativa, que estão sendo objeto de notícia de fato ao Ministério Público.

4. Cabe à Prefeitura cobrar formalmente a empresa contratada, tornar públicos os números do contrato, apresentar um relatório detalhado da execução dos serviços e adotar providências imediatas. A situação atual configura calamidade pública, com sérios riscos à saúde da população.
5. Na condição de cidadão, ingressei com ação popular relacionada à coleta de lixo em Olinda, visando obter acesso ao contrato, seus aditivos e passivos financeiros, bem como para compelir o Poder Público à adoção das medidas legais cabíveis, sob pena de multa e outras sanções. Tal ação deve começar a ser analisada a partir do dia 07/01.

6. O Movimento Resiste Olinda manifesta sua solidariedade ao povo olindense e apoia os protestos pacíficos realizados hoje, legítimos e necessários, em defesa de uma cidade mais digna, limpa e bem administrada".
Assinatura
Com a data de hoje, o documento, confirme dito acima, traz a assinatura do advogado, político e intelectual
Antônio Campos.
