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Julgamento de Sergio Moro é suspenso até segunda-feira (08/04). Placar está em 1x1

03/04/2024 - Jornal o Poder

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Não será mais esta semana a conclusão do julgamento de duas ações, de autoria do PT e do PL, contra o senador Sergio Moro (União Brasil-PR), iniciado segunda-feira (01/04) pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PA). A sessão foi suspensa novamente, esta tarde, quando após voto do desembargador eleitoral José Rodrigo Sade pela cassação e inelegibilidade de Moro, a desembargadora Claudia Cristofani pediu vista da ação.

Próxima segunda

Assim, o julgamento tem previsão de ser retomado apenas na próxima segunda-feira (8/4). O primeiro a votar na sessão do TRE-PR foi Sade, que divergiu do relator dos processos, desembargador Luciano Carrasco Falavinha. O parecer do relator foi contra a cassação do ex-juiz federal. Já Sade, votou pela cassação e inelegibilidade Moro por oito anos. O placar do julgamento ficou em 1 a 1 antes da suspensão.

Mais tempo

Claudia Cristofani pediu vista por considerar que é necessário...

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Não será mais esta semana a conclusão do julgamento de duas ações, de autoria do PT e do PL, contra o senador Sergio Moro (União Brasil-PR), iniciado segunda-feira (01/04) pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PA). A sessão foi suspensa novamente, esta tarde, quando após voto do desembargador eleitoral José Rodrigo Sade pela cassação e inelegibilidade de Moro, a desembargadora Claudia Cristofani pediu vista da ação.

Próxima segunda

Assim, o julgamento tem previsão de ser retomado apenas na próxima segunda-feira (8/4). O primeiro a votar na sessão do TRE-PR foi Sade, que divergiu do relator dos processos, desembargador Luciano Carrasco Falavinha. O parecer do relator foi contra a cassação do ex-juiz federal. Já Sade, votou pela cassação e inelegibilidade Moro por oito anos. O placar do julgamento ficou em 1 a 1 antes da suspensão.

Mais tempo

Claudia Cristofani pediu vista por considerar que é necessário um tempo maior para refletir sobre o caso. Em seguida, o presidente do TRE-PR, que já havia reservado três sessões para análise do caso, disse acreditar que o julgamento será concluída na próxima semana.

Abuso de poder

No voto que empatou o placar, Sade considerou que Moro incidiu no ilícito de abuso de poder econômico ao ter acesso a volumosos recursos da campanha presidencial pelo Podemos. Ao desistir de disputar o cargo e concorrer ao Senado pelo União Brasil, o desembargador considerou que Moro usufruiu de um desequilíbrio no pleito, o que caracteriza o ilícito.

Legalidade

Ele considerou ainda, conforme afirmou durnate a sessão, que, 'pela magnitude dos gastos, custeados com dinheiro público, não é possível considerar que Moro agiu dentro da legalidade da pré-campanha", conforme destacou.

Leia outras informações

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Pesquisa Datafolha aponta: eleitores de Flávio buscam mudança no Executivo, eleitores de Lula querem maior proteção social no país

17/10/2026

A busca por alternância de poder e a defesa de políticas sociais são os principais fatores que influenciam os eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), respectivamente, no segundo turno da eleição presidencial.

Segundo pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado (17/10), 41% dos apoiadores do senador desejam uma mudança no comando do país, enquanto 48% daqueles que pretendem reeleger o presidente apontam a proteção social e os interesses de classe como motivos para a escolha.

Lista de motivos para votar

O instituto apresentou aos entrevistados uma lista de possíveis razões para votar em cada candidato, permitindo que os participantes selecionassem mais de uma alternativa. O levantamento foi realizado a menos de duas semanas da votação, marcada para 25 de outubro, em um cenário de disputa acirrada. Na pesquisa mais recente de intenções de voto do Datafolha, Flávio aparece com 51% dos v...

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A busca por alternância de poder e a defesa de políticas sociais são os principais fatores que influenciam os eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), respectivamente, no segundo turno da eleição presidencial.

Segundo pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado (17/10), 41% dos apoiadores do senador desejam uma mudança no comando do país, enquanto 48% daqueles que pretendem reeleger o presidente apontam a proteção social e os interesses de classe como motivos para a escolha.

Lista de motivos para votar

O instituto apresentou aos entrevistados uma lista de possíveis razões para votar em cada candidato, permitindo que os participantes selecionassem mais de uma alternativa. O levantamento foi realizado a menos de duas semanas da votação, marcada para 25 de outubro, em um cenário de disputa acirrada. Na pesquisa mais recente de intenções de voto do Datafolha, Flávio aparece com 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula.

A manutenção de políticas sociais é a principal preocupação dos brasileiros que pretendem votar no atual presidente. O motivo foi mencionado por 48% dos entrevistados desse grupo, com percentuais ainda maiores entre pessoas com ensino fundamental (52%) e evangélicos (59%).

Na reta final da campanha, Lula tem concentrado parte de seu discurso na defesa dos benefícios sociais e da valorização do salário mínimo e das aposentadorias. A estratégia também envolve críticas ao adversário, diante da possibilidade, levantada pela campanha petista, de que um eventual governo Flávio Bolsonaro promova cortes nesses programas e interrompa os reajustes acima da inflação.

Outra medida explorada pelo presidente é o fim da escala de trabalho 6x1, aprovado por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Durante a cerimônia de promulgação da medida, realizada na sexta-feira (16/10), Lula criticou a resistência de determinados setores a mudanças na legislação trabalhista.

Mudança no Executivo

Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, a insatisfação com o atual governo tem peso significativo na decisão eleitoral. Além dos 41% que desejam uma mudança no comando do Executivo, 31% afirmam que pretendem votar no senador por rejeição a Lula e ao Partido dos Trabalhadores.

A economia e o custo de vida aparecem como motivação para 16% dos entrevistados, enquanto 15% mencionam as propostas e as qualidades pessoais do candidato. Outros 14% consideram seu desempenho e legado político.

A valorização da alternância de poder também está presente na campanha de Flávio, que tem procurado conquistar o eleitorado insatisfeito com o governo petista, especialmente por meio de críticas à condução da economia.

Segundo o Datafolha, valores, ideologia e democracia motivam 13% dos apoiadores do candidato do PL. Já as questões relacionadas à integridade e à corrupção, assim como aquelas referentes aos serviços públicos e à segurança, são mencionadas por 10% dos entrevistados.

Rejeição aos candidatos motiva votos brancos e nulos

A insatisfação com as duas candidaturas é a principal justificativa apresentada pelos brasileiros que pretendem votar em branco ou anular o voto no segundo turno. Esse grupo representa 6% do eleitorado, conforme o levantamento mais recente de intenções de voto do Datafolha.

Entre esses eleitores, 37% afirmam que não pretendem escolher nenhum dos presidenciáveis por rejeitarem tanto Lula quanto Flávio. A descrença na política e o desinteresse pela eleição aparecem em segundo lugar, com 19% das respostas.

A desconfiança em relação aos políticos, às promessas de campanha e à corrupção é mencionada por 18% dos entrevistados. Outros 12% atribuem a decisão à falta de alternativas e à polarização da disputa. Há ainda uma parcela de 16% que declara não possuir uma razão específica para votar em branco ou nulo.

Dados técnicos

A pesquisa do Datafolha está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00466/2026. Foram entrevistadas 2.500 pessoas em 153 municípios brasileiros, entre terça-feira (13/10) e quarta-feira (14/10).

O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

— Com Correio Braziliense e Agências de Notícias




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Lula reforça para aliados vitória da EC que derrubou a escala 6x1 e importância de se governar com responsabilidade fiscal

17/10/2026

Sem cumprir agendas públicas neste sábado (17/10), o presidente Lula continuou ressaltando, para seus interlocutores e coordenadores de campanha que participaram de várias reuniões internas com ele, a vitória que representou a promulgação da Emenda Constitucional que acabou com a escala de trabalho 6x1 no país, oficializada nesta sexta-feira (16/10).

Luta de quatro décadas

Segundo parlamentares que estiveram nesses encontros, o presidente destacou a luta dos sindicatos, políticos e trabalhadores brasileiros para que isso viesse a acontecer durante mais de quatro décadas.

E reforçou a declaração de que “ninguém quer que nenhuma empresa quebre”, feita por ele no Congresso durante o ato de promulgação da emenda. Deixando claro, portanto, que no seu entendimento haverá espaço para dar suporte e capacitação a empresas eventualmente afetadas.

Responsabilidade fiscal

Lula defendeu a responsabilidade fis...

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Sem cumprir agendas públicas neste sábado (17/10), o presidente Lula continuou ressaltando, para seus interlocutores e coordenadores de campanha que participaram de várias reuniões internas com ele, a vitória que representou a promulgação da Emenda Constitucional que acabou com a escala de trabalho 6x1 no país, oficializada nesta sexta-feira (16/10).

Luta de quatro décadas

Segundo parlamentares que estiveram nesses encontros, o presidente destacou a luta dos sindicatos, políticos e trabalhadores brasileiros para que isso viesse a acontecer durante mais de quatro décadas.

E reforçou a declaração de que “ninguém quer que nenhuma empresa quebre”, feita por ele no Congresso durante o ato de promulgação da emenda. Deixando claro, portanto, que no seu entendimento haverá espaço para dar suporte e capacitação a empresas eventualmente afetadas.

Responsabilidade fiscal

Lula defendeu a responsabilidade fiscal, afirmou que a dívida pública pode ser aceitável se for usada para construir ativos para o país e reforçou a defesa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e a criação do futuro Ministério da Segurança Pública, caso seja eleito.

Lula também agradeceu ao reforço à sua campanha que tem sido feito pelas manifestações populares e pelas redes sociais e afirmou que assume a responsabilidade “pelos ônus e bônus de seu governo”.




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Flávio diz que, se eleito, governará para “todos os Brasileiros”, lutará por internet livre e pelo fim da reeleição

17/10/2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou neste sábado (17/10) que o Brasil continuará “com a internet livre” em caso de vitória sua nas eleições.

A regulação da internet segue como um tema ainda não tratado efetivamente pelo Congresso Nacional, mesmo diante de um cenário de proliferação de informações falsas, especialmente durante períodos eleitorais.

Passeata no ES

O candidato fez a declaração durante uma passeata em Vitória (ES), na qual ressaltou, também, que pretende governar para “todos os brasileiros”. “Eu vou governar para todo mundo, até para aquelas pessoas que estavam na varanda ‘fazendo o L'”, disse.

Ele reiterou a fala de que pretende mudar a Constituição por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para acabar com a reeleição e frisou que esta é uma das suas prioridades de governo.

Defendeu que as mudanças deveriam ser feitas de imediato, j...

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O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou neste sábado (17/10) que o Brasil continuará “com a internet livre” em caso de vitória sua nas eleições.

A regulação da internet segue como um tema ainda não tratado efetivamente pelo Congresso Nacional, mesmo diante de um cenário de proliferação de informações falsas, especialmente durante períodos eleitorais.

Passeata no ES

O candidato fez a declaração durante uma passeata em Vitória (ES), na qual ressaltou, também, que pretende governar para “todos os brasileiros”. “Eu vou governar para todo mundo, até para aquelas pessoas que estavam na varanda ‘fazendo o L'”, disse.

Ele reiterou a fala de que pretende mudar a Constituição por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para acabar com a reeleição e frisou que esta é uma das suas prioridades de governo.

Defendeu que as mudanças deveriam ser feitas de imediato, já em 2030. “Não tem que valer só para o futuro. Para mim, tem que valer já no meu mandato. Se aumentará os mandatos de presidente, governadores e prefeitos de quatro para cinco anos ou não, isso o processo legislativo é que vai definir”, enfatizou.




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As aventuras de Cacimba 64 —A toada da justiça, a renúncia negada e o abraço do Sertão, por Zé da Flauta*

17/10/2026

A segunda-feira amanheceu com um alvoroço que Carnaúba Seca nunca tinha visto. De longe, o pórtico de poeira na estrada anunciava a chegada de três automóveis pretos e lustrosos, de onde desceu uma comitiva de respeito, políticos da capital, de paletó escuro e fala mansa, ao lado de clérigos com batinas pesadas e cruzes no peito. Não vinham para cobrar impostos, nem para pedir votos. Vinham com um papel timbrado de terras estrangeiras, procurando a casa de Mestre Cacimba.

O povo se amontoou na calçada e, na frente de todos, o porta-voz da comitiva leu o anúncio que fez o sertão tremer: Mestre Cacimba, o pacificador das pelejas, o homem que desarmou o ódio com o pífano e a sabedoria, estava oficialmente indicado ao Prêmio Nobel da Paz.

A notícia caiu como um raio. O povo chorou de orgulho, mas, no casarão da prefeitura, a novidade causou uma ciumeira de arrancar os cabelos. O prefeito, o coronel e os poderosos da região sentiram o estômago revirar. Como pod...

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A segunda-feira amanheceu com um alvoroço que Carnaúba Seca nunca tinha visto. De longe, o pórtico de poeira na estrada anunciava a chegada de três automóveis pretos e lustrosos, de onde desceu uma comitiva de respeito, políticos da capital, de paletó escuro e fala mansa, ao lado de clérigos com batinas pesadas e cruzes no peito. Não vinham para cobrar impostos, nem para pedir votos. Vinham com um papel timbrado de terras estrangeiras, procurando a casa de Mestre Cacimba.

O povo se amontoou na calçada e, na frente de todos, o porta-voz da comitiva leu o anúncio que fez o sertão tremer: Mestre Cacimba, o pacificador das pelejas, o homem que desarmou o ódio com o pífano e a sabedoria, estava oficialmente indicado ao Prêmio Nobel da Paz.

A notícia caiu como um raio. O povo chorou de orgulho, mas, no casarão da prefeitura, a novidade causou uma ciumeira de arrancar os cabelos. O prefeito, o coronel e os poderosos da região sentiram o estômago revirar. Como podia um velho de pé no chão, que morava numa casa de adobe, receber honraria que nenhum doutor dali jamais sonharia ter? O prestígio de Cacimba era a ruína da soberba deles.

Desesperados, os poderosos começaram a agir. O prefeito foi até a casa de Cacimba com promessas e ameaças veladas:

— Cacimba, homem de Deus, o senhor não tem idade para essas presepadas de estrangeiro. Esse prêmio é coisa de política grande, vai trazer confusão, gente de fora futricando a nossa vida. Desista disso, assine essa renúncia que eu lhe garanto uma aposentadoria gorda, uma casa de tijolo e sossego até o fim dos seus dias. Se não... o senhor sabe como a corda sempre arrebenta pro lado mais fraco.

O Mestre, cansado da perseguição e querendo apenas a paz da sua gente, olhou para o chão, pensativo. A pressão era enorme, e o medo de ver o povo sofrer retaliações dos poderosos pesava em seus ombros calejados. Ele chegou a pegar a caneta para assinar a desistência.

Foi aí que os dois macaquinhos entraram em cena, desesperados. Simão (a Razão) pulou em cima da mesa, bateu com o lápis na caderneta e, com gestos frenéticos, apontava para os nomes de todos os injustiçados que Cacimba já tinha defendido. Simão mostrava, na sua lógica muda, que o prêmio não era dele, Cacimba, mas de cada sertanejo sofrido que finalmente seria visto pelo mundo. Desistir era apagar a história de todos eles.



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Logo em seguida, Sebastião (a Emoção) agarrou-se ao braço do Mestre. Com os olhos cheios de lágrimas, ele não tocou o triângulo; em vez disso, usou as patinhas para tapar a caneta e depois apontou para a multidão que do lado de fora, na praça, esperava em silêncio. Sebastião batia no próprio peito, mostrando que o coração do sertão estava depositado naquela resistência. Se Cacimba desistisse, a esperança de Carnaúba Seca morreria ali.

Mestre Cacimba olhou para os seus fiéis companheiros, sentiu o calor daquelas almas pequenas e, com os olhos marejados, empurrou o papel de volta para o prefeito. — O senhor desculpe, prefeito, disse o Mestre, com a voz mansa, mas que parecia um trovão de tão firme.

— Mas eu não posso assinar. Eu não pedi esse prêmio, mas se ele veio, é porque o sofrimento do meu povo viajou o mundo. E a voz deles eu não calo por preço nenhum.

O prefeito e os poderosos saíram bufando, derrotados pela força daquele velho.

No final da tarde, Mestre Cacimba saiu à porta da igreja. O povo de Carnaúba Seca estava todo ali, espremido na praça, esperando. Quando viram o velho de chapéu de couro, as palmas começaram, mas logo deram lugar a um silêncio emocionado.

Mestre Cacimba não discursou. Ele apenas tirou o pífano do bolso. Seus dedos, trêmulos pela idade e pela emoção, começaram a tocar uma toada que ninguém nunca tinha ouvido. Era uma música que chorava as dores da seca, mas que subia forte, celebrando a dignidade daquela gente que nunca teve nada, mas que agora, através dele, era coroada diante do mundo.

Simão, no seu ombro, guardou a caderneta e, pela primeira vez, apenas observou, enquanto Sebastião, chorando de soluçar, batia o triângulo bem baixinho, acompanhando o sopro do Mestre. Na praça, homens calejados da enxada e mulheres de fibra desabaram em lágrimas, abraçando-se uns aos outros. Ali, no abraço coletivo daquela gente humilde, todos sabiam que o Nobel já era deles, e que a paz de Cacimba tinha vencido para sempre.

*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.



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Na marcha da insensatez, Flávio perdeu tração, por Marcelo Tognozzi*

17/10/2026

Insensatez, define Antônio Houaiss, é imprudência, loucura, falta de juízo mesmo. A eleição virou vale tudo. A insensatez é mãe da ruína. O Brasil e a insensatez convivem faz tempo. Talvez a última coisa sensata feita no país nas décadas recentes tenha sido o Plano Real. Depois dele, o festival de insensatez foi retomado com a PEC da reeleição. E não parou mais.

O Congresso deu aos brasileiros um cavalo de Tróia novinho em folha ao votar, com maioria esmagadora de 75 a 1, o fim da escala 6 x 1. O presidente candidato jogou gasolina na fogueira da insensatez ao anunciar o perdão para dívidas dos MEI e um pix de R$ 5 mil na conta de cada microempreendedor. Total da fatura: R$ 5 bilhões.

A gastança e a mobilização da militância deram a Lula a virada registrada na última pesquisa PoderData, na qual aparece empatado com Flávio, ambos com 50%. O importante nesta pesquisa é a curva descendente de Flávio cruzando com a curva ascendente de Lula. Se o filho de Bols...

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Insensatez, define Antônio Houaiss, é imprudência, loucura, falta de juízo mesmo. A eleição virou vale tudo. A insensatez é mãe da ruína. O Brasil e a insensatez convivem faz tempo. Talvez a última coisa sensata feita no país nas décadas recentes tenha sido o Plano Real. Depois dele, o festival de insensatez foi retomado com a PEC da reeleição. E não parou mais.

O Congresso deu aos brasileiros um cavalo de Tróia novinho em folha ao votar, com maioria esmagadora de 75 a 1, o fim da escala 6 x 1. O presidente candidato jogou gasolina na fogueira da insensatez ao anunciar o perdão para dívidas dos MEI e um pix de R$ 5 mil na conta de cada microempreendedor. Total da fatura: R$ 5 bilhões.

A gastança e a mobilização da militância deram a Lula a virada registrada na última pesquisa PoderData, na qual aparece empatado com Flávio, ambos com 50%. O importante nesta pesquisa é a curva descendente de Flávio cruzando com a curva ascendente de Lula. Se o filho de Bolsonaro conseguirá revirar, ou não, é outra história. Mas é fato que ele perdeu tração.

Compra de votos por atacado

Governo é igual cobra. Mete medo até quando está morto, diz um velho ditado nordestino. Lula soube usar a máquina a seu favor como ela nunca foi usada por ninguém. Inaugurou a era da compra de votos por atacado e se deu bem. Já foram torrados mais de R$ 350 bilhões. As consequências, dizia o conselheiro Acácio, vêm depois.

Lula tirou o urso para dançar e a Justiça entrou no baile. O presidente aumentou o Bolsa Família por decreto no dia 17 de setembro. O Supremo validou. Em 2024, a Corte declarou inconstitucional a PEC do ex-presidente Bolsonaro que reajustou o benefício em 2022. Agora, considera que o decreto de Lula nada tem de errado, dando um nó na cabeça do eleitor incapaz de entender como a emenda constitucional pode ser defenestrada pelo Supremo e valer menos que um simples decreto.

A falta de bom senso, aliada à uma pitada de soberba, mencionada por jornalistas e analistas críticos da gastança de Lula, está debulhada no livro da historiadora americana Barbara Tuchman, lançado em 1984: A Marcha da Insensatez.

O livro mostra a ambição do poder como a maior das forças da insensatez política. O governo é sempre seu alvo favorito, porque só sua conquista satisfaz essa ambição. Thomas Jefferson, doutor em poder, concluiu de que pelo simples fato de alguém querer muito o cargo, sua conduta começa a se deteriorar. Não do ponto de vista da competência, mas da moral.

Moralidade virou dinossauro

Mas quem sou eu para falar de moral no Brasil de 2026? A moralidade virou dinossauro, peça daquele museu de grandes novidades da música de Cazuza. Assistimos o presente ser pior que o passado, seguimos sobrevivendo da caridade de quem nos detesta e alguns ainda têm o desplante de sonhar com uma praia chamada futuro.

O que teremos pela frente depois da eleição? A terra arrasada. Se Lula vencer, fica o governo engolidor voraz de impostos. Se Flávio ganhar, as dificuldades serão gigantes e o remédio amargo. O cenário internacional conturbado, somado à possibilidade de a guerra se alastrar no Oriente Médio, vai piorar ainda mais a situação.

Já falta dinheiro para o básico. O Brasil quebrou no cheque especial, no cartão de crédito, no consignado e no plano de saúde. O governo Lula contingenciou R$ 23,7 bilhões do orçamento deste ano, atingindo em cheio os ministérios da Educação, Saúde, Transportes, Cidades, Defesa e Fazenda. Falta dinheiro para o custeio da máquina. Há o risco de não sobrar nada para investir no ano que vem, muito menos pagar emendas parlamentares. Vai ser um deus-nos-acuda. E haja Deus e haja acuda.

Existem 6.341 empresas em recuperação judicial, uma alta de 66% nos últimos 3 anos. São quase 9 milhões de empresas inadimplentes, todas na beira do precipício e boa parte delas irá cair, empurradas pelo arrocho que vem por aí. Teremos crédito caro, a dívida pública disparada, mais custos com o fim da escala 6 x 1 e as novidades da reforma tributária, como o tal do split payment que engole o imposto antes do dinheiro chegar na mão do empresário. Quem prometeu prosperidade entregará menos do mesmo. Nem o mais do mesmo será possível.

Caminho tortuoso para parlamentares

Não será apenas o próximo presidente a cair numa sinuca de bico. Os parlamentares que chegarão ao Congresso em fevereiro, ávidos por cortar a cabeça de ministros do Supremo, também cairão na real. Verão que o caminho é tortuoso demais. Se a via Crúcis tem 14 estações, a via de cassação de ministro do Supremo terá muito mais.

Será jogo para profissionais e, no fim, restará para ambos os lados a única possibilidade de acordo para evitar o pior. Os prazos e os ritos legais dificilmente impedirão o ministro Alexandre de Moraes de presidir a corte em setembro de 2027.

Lideranças empresariais

A eleição deste ano mostrou muitas coisas importantes. A primeira delas, é que na briga pelo poder vale tudo, especialmente se o incumbente tem a caneta e está sentado na cadeira. Se a renovação política trouxe sangue novo para o Congresso, precisa chegar às lideranças empresariais. Elas continuam fazendo política como há 20, 30 anos atrás. Foram engolidas pela própria ineficiência analógica. Não conseguiram traduzir para a sociedade as consequências práticas da redução da jornada de trabalho, pela inação nas redes sociais e falta de debate. Precisam urgentemente rever seus conceitos.

Feia, suja e insossa, a eleição inaugurou a era da compra de votos no atacado, às claras, com pix. O ex-governador da Bahia Antônio Carlos Magalhães dizia que “eleição se ganha com o saco de dinheiro numa mão e o chicote na outra”. Lula, aperfeiçoou. Numa mão segura o exército digital da militância e, na outra, o microfone para perguntar em alto e bom som ao eleitor: quem quer dinheiro?

*Marcelo S. Tognozzi é jornalista e consultor. Uma das principais referências da imprensa brasileira contemporânea.
NR - Autorizada a postagem do artigo, originalmente publicado no Poder360. O título foi mudado e os intertítulos inseridos à revelia do autor.




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Atenção eleitores: TSE alerta que mais de 4,3 mil seções serão instaladas em outros lugares no próximo dia 25

17/10/2026

A Justiça Eleitoral mudou o local de votação de 4.352 seções eleitorais para o segundo turno das eleições, programado para acontecer no dia 25 de outubro. O número corresponde a 0,87% das 499.248 seções instaladas no país.

Conforme informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as alterações foram feitas por motivos como fortes chuvas, reformas de última hora, problemas na acessibilidade dos prédios e falta de energia elétrica.

Em algumas situações, locais danificados tiveram as seções transferidas preventivamente para prédios próximos considerados mais seguros. Por isso, a Justiça eleitoral tem feito alertas aos eleitores para que, mesmo quem votou normalmente no primeiro turno, confira no site do TSE ou no aplicativo e-Título se sua seção mudou de endereço.

Principais mudanças em SP, MG, RJ e BA

Segundo o tribunal, mudanças feitas pelos cartórios eleitorais aparecem imediatamente nesses canais. Dados divulgados p...

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A Justiça Eleitoral mudou o local de votação de 4.352 seções eleitorais para o segundo turno das eleições, programado para acontecer no dia 25 de outubro. O número corresponde a 0,87% das 499.248 seções instaladas no país.

Conforme informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as alterações foram feitas por motivos como fortes chuvas, reformas de última hora, problemas na acessibilidade dos prédios e falta de energia elétrica.

Em algumas situações, locais danificados tiveram as seções transferidas preventivamente para prédios próximos considerados mais seguros. Por isso, a Justiça eleitoral tem feito alertas aos eleitores para que, mesmo quem votou normalmente no primeiro turno, confira no site do TSE ou no aplicativo e-Título se sua seção mudou de endereço.

Principais mudanças em SP, MG, RJ e BA

Segundo o tribunal, mudanças feitas pelos cartórios eleitorais aparecem imediatamente nesses canais. Dados divulgados pelo TSE nesta sexta-feira (16/10) mostraram que as alterações se concentraram em alguns dos estados com os maiores eleitorados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. Mas isto não significa quenão tenham sido feitas mudanças em outras unidades da Federação

Técnicos do TSE explicaram, também, que a troca de endereço não significa que houve redução no número de seções eleitorais nem prejuízo aos eleitores.

Monitoramento do clima

Neste ano, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, criou a Sala Nacional de Situação Climática para as Eleições 2026, destinada a acompanhar possíveis impactos de fenômenos climáticos na realização da votação.

O monitoramento é feito em conjunto com órgãos como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a Defesa Civil e as Forças Armadas. A rede acompanha situações como tempestades, secas e desastres naturais que possam afetar locais de votação ou rotas de transporte.




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Segundo turno das eleições terá mais de 314 mil pessoas votando em trânsito, longe dos seus domicílios eleitorais

17/10/2026

Para o segundo turno das eleições, um total de 314.519 eleitores brasileiros votarão em trânsito, no dia 25. Ou seja: fora dos seus domicílios eleitorais. São pessoas que se cadastraram e receberam orientações dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para procederem dessa forma.

Na mesma data, também ocorrerá a votação em segundo turno para governador no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Tocantins.

Entenda as regras

Quem estiver em trânsito dentro da mesma unidade da Federação do domicílio eleitoral poderá votar para os dois cargos (presidente e governador). Já para quem estiver fora do estado do registro eleitoral, o voto será apenas para presidente da República.?

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, 52.206 pessoas solicitaram voto em trânsito no dia 25. Na Bahia, foram 30.841 solicitações; em Minas Gerais, 29.593; e, no Rio de Janeiro, 24.736. Quem menos comunicou qu...

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Para o segundo turno das eleições, um total de 314.519 eleitores brasileiros votarão em trânsito, no dia 25. Ou seja: fora dos seus domicílios eleitorais. São pessoas que se cadastraram e receberam orientações dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para procederem dessa forma.

Na mesma data, também ocorrerá a votação em segundo turno para governador no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Tocantins.

Entenda as regras

Quem estiver em trânsito dentro da mesma unidade da Federação do domicílio eleitoral poderá votar para os dois cargos (presidente e governador). Já para quem estiver fora do estado do registro eleitoral, o voto será apenas para presidente da República.?

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, 52.206 pessoas solicitaram voto em trânsito no dia 25. Na Bahia, foram 30.841 solicitações; em Minas Gerais, 29.593; e, no Rio de Janeiro, 24.736. Quem menos comunicou que votaria fora do domicílio eleitoral foi o eleitorado de Roraima (1.194), do Acre (1.339) e do Amapá (1.477).

Cidades com mais de 100 mil eleitores

A modalidade estará disponível nas capitais e nos municípios com eleitorado superior a 100 mil pessoas, em seções destinadas para esse fim. ?A consulta ao local de votação deve ser feita pelo aplicativo e-Título u pela internet, via autoatendimento eleitoral.

No caso dos eleitores que estão no exterior, eles têm direito a votar apenas para presidente da República. Mas o prazo para essa modalidade de votação foi encerrado no dia 20 de agosto. Quem não se inscreveu a tempo e se encontra fora do seu domicílio eleitoral, não terá mais o direito de votar.




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Em carta aberta, Constituintes de 1988 defendem a Constituição e a democracia nacional

17/10/2026

Vinte parlamentares que integraram a Assembleia Nacional Constituinte de 1987 e 1988 lançaram uma carta aberta em defesa da Constituição Federal e da democracia. O documento critica propostas de mudanças profundas na Carta de 1988 e alerta para possíveis impactos sobre direitos e instituições democráticas. Os autores também criaram um abaixo-assinado nacional para ampliar o apoio à mobilização.

Na carta, os ex-constituintes afirmam que as mudanças anunciadas podem descaracterizar a Constituição Federal e comprometer dispositivos relacionados aos direitos civis e à organização das instituições. O grupo também critica o apoio de antigos defensores da redemocratização do país a setores políticos que reivindicam o legado da ditadura militar.

Declarações de Ulysses

Os signatários recorreram a declarações de Ulysses Guimarães, que foi o presidente da Assembleia Nacional Constituinte, feitas durante a promulgação da Constituição, em 5 de out...

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Vinte parlamentares que integraram a Assembleia Nacional Constituinte de 1987 e 1988 lançaram uma carta aberta em defesa da Constituição Federal e da democracia. O documento critica propostas de mudanças profundas na Carta de 1988 e alerta para possíveis impactos sobre direitos e instituições democráticas. Os autores também criaram um abaixo-assinado nacional para ampliar o apoio à mobilização.

Na carta, os ex-constituintes afirmam que as mudanças anunciadas podem descaracterizar a Constituição Federal e comprometer dispositivos relacionados aos direitos civis e à organização das instituições. O grupo também critica o apoio de antigos defensores da redemocratização do país a setores políticos que reivindicam o legado da ditadura militar.

Declarações de Ulysses

Os signatários recorreram a declarações de Ulysses Guimarães, que foi o presidente da Assembleia Nacional Constituinte, feitas durante a promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988. “Traidor da Constituição é traidor da Pátria”, afirmou Ulysses na ocasião. O documento também recupera outra frase do ex-deputado: “A persistência da Constituição é a sobrevivência da democracia”.

Os autores argumentam que a Carta de 1988 “continua sendo fundamental para a preservação da ordem democrática”. Eles criticam alterações feitas ao longo das últimas décadas e citam o artigo 192, que trata do sistema financeiro nacional, como exemplo de dispositivo que, segundo a avaliação do grupo, perdeu parte de seu conteúdo original.

Voto facultativo aos 16

A mobilização foi articulada pelo professor e ex-deputado federal Hermes Zaneti, que representou o Rio Grande do Sul na Constituinte. Ele é autor da emenda que garantiu o voto facultativo aos jovens de 16 e 17 anos e também atuou na defesa da educação pública.

Entre os 20 signatários estão nomes como Benedita da Silva, Paulo Paim, Renan Calheiros, Rita Camata e Olívio Dutra. A carta permanece aberta à adesão de outros integrantes da Assembleia Constituinte.

O abaixo-assinado está disponível na plataforma Change e convida a população a apoiar a defesa da Constituição, dos direitos e da cidadania. Conforme ressaltaram os organizadores, a iniciativa tem como objetivo ampliar a mobilização para além dos ex-parlamentares que assinam o documento.




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Da série “Mistérios do Aquém”: Um dramaturgo executado na peça pregada pela história – Por Natanael Sarmento*

17/10/2026

O mais importante dramaturgo do império português no século XVIII foi Antônio José da Silva, "o Judeu". Ele nasceu no Rio de Janeiro, em 1708. Família de cristãos-novos - obrigados à conversão católica, filho de João Mendes, advogado e poeta e Lourença, família de convertidos prósperos, letrados, raros naquele Brasil colonial oitocentista.

Mudança forçada

A mudança da família do Rio para Portugal em 1712 foi forçada. A mãe foi denunciada à Inquisição por práticas judaicas e enviada à Lisboa, para o tribunal secular.

Formatura e dramaturgia

O filho Antônio José cursou Direito em Coimbra (1721 e 1725), todavia ganhou notoriedade na dramaturgia.

Teatro

Autor teatral de sucesso nas "Óperas dos Bonecos", peças cômico-satíricas com marionetes de madeira, lotava o principal Teatro do Bairro Alto, em Lisboa.

Inovador

Suas peças juntavam a mitologi...

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O mais importante dramaturgo do império português no século XVIII foi Antônio José da Silva, "o Judeu". Ele nasceu no Rio de Janeiro, em 1708. Família de cristãos-novos - obrigados à conversão católica, filho de João Mendes, advogado e poeta e Lourença, família de convertidos prósperos, letrados, raros naquele Brasil colonial oitocentista.

Mudança forçada

A mudança da família do Rio para Portugal em 1712 foi forçada. A mãe foi denunciada à Inquisição por práticas judaicas e enviada à Lisboa, para o tribunal secular.

Formatura e dramaturgia

O filho Antônio José cursou Direito em Coimbra (1721 e 1725), todavia ganhou notoriedade na dramaturgia.

Teatro

Autor teatral de sucesso nas "Óperas dos Bonecos", peças cômico-satíricas com marionetes de madeira, lotava o principal Teatro do Bairro Alto, em Lisboa.

Inovador

Suas peças juntavam a mitologia clássica com sátira social e crítica de costumes. Fustigava a moralidade hipócrita dos perdulários e corruptos do poder, realeza, clero e aristocracia lusitana.

Na mira

O sucesso popular de comédias e sátiras como: Vida do Grande Dom Quixote de La Mancha e do Gordo Sancho Pança; Esopaida ou Vida de Esopo; Os Variados Efeitos da Amorosa Camuflagem e Guerras do Alecrim e da Mangerona – incomodava os donos do poder e esses Deuses do aquém não o perdoaram.

Primeiro Processo -1726

Na primeira prisão de Antonio decretada pelo Santo Ofício por “prática de judaísmo” ele contava com 21 anos. E escapo fedendo, como diz o vulgo.

Tortura e abjuração

Para sobreviver, Antônio José, sob torturas, confessou as acusações e estava tão debilitado que mal conseguiu assinar a confissão. Abjurou. Em Auto de Fé, pagou suas penas espirituais e os seus bens – sempre eles- foram todos confiscados. É libertado, desfalcado física, moral e materialmente.

Segundo Processo - 1737

No auge da fama literária, em 1737, logo após o nascimento da filha, é preso à ordem da Inquisição juntamente com a esposa e a mãe, pelas “práticas e rituais judaicas, jejum, sabbat...

Relapso

Como havia sido processado em 1726, era reincidente, enquadrava-se, juridicamente no relapso canônico. Para a doutrina do Santo Ofício um incorrigível, cuja pena a ser executada pelo “braço secular da justiça” era a capital, O dramaturgo foi executado em 19 de outubro de 1739.

Quanta misericórdia!

Antonio obteve o benefício da "misericórdia do garrote”. Morrer garroteado antes de ser levado à fogueira. Concedido por declarar querer morrer na fé católica. Numa demonstração de "clemência" teve o privilégio de primeiro ser estrangulado no garrote. Somente depois o cadáver foi queimado na fogueira para restarem apenas as cinzas do pecador.

Ironia histórica

No Teatro do Bairro, uma de suas peças era apresentada e ovacionada, na mesma hora da execução, sem que o respeitável público soubesse, a obra se eternizava e o autor partia a poucas ruas de distância.

Sátira social

A peça encenada, sátira político-social de recriação do mito grego de Faetonte - filho do deus Sol, Helios. O filhote topetudo insistia em pilotar a carruagem de fogo do pai. Mas era incompetente e incapaz de controlar os cavalos divinos. Se aproxima demais da Terra, em temerária ameaça de destruição da terra no fogo. Para salvação do mundo, Zeus atingiu o jovem petulante com um raio e o fulmina mortalmente.

Crítica política

O enredo da peça usava o mito como alegoria para criticar a o absolutismo aristocrático do reinado de Dom João V. A arrogância do poder. Ironizava a vaidade e a ambição desmedida, o nepotismo. Antonio fulminava a incompetência do jovem pretensioso. Ele queria governar com poderes de Consul romano, sem capacidade alguma, e arrastaria a sociedade ao caos e ao precipício.



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Lições da história

A mestra Clio (deusa da história) parece não ter aprendizes. Ou serem eles relapsos ou com dificuldades cognitivas. Distraídos ou incapazes de aprender suas lições.

Qualquer semelhança

O Brasil amargurou mais de duas décadas de ditadura militar, desemprego, carestia, inflação, corrupção, violência desmedida: censura, sequestros, torturas, exílios e assassinatos. Nesta campanha eleitoral tem fascista filhote de apologista da ditadura que condecorou torturadores, processado por diversos crimes, que é candidato a presidente e tem eleitores e seguidores.

“Adeus, pátria e família” –Barão de Itararé

O tipo conspirou contra o Brasil a taxação de produtos nacionais prejudicando a economia, defende o trabalho por hora e para ganhar votos diz-se favorável ao fim da escala 6/1 enquanto conspira com empresários para revogar a lei aprovada de redução da jornada para 5/2; é sócio de milicianos e banqueiros defraudadores, participa de orgias e usa a religião e o discurso moralizante, em nome “Deus, pátria e família”. Seu candidato a vice-presidente de chapa é processado por pedofilia, é unha e carne com o estelionatário Vorcaro, tem a prerrogativa de contar com apoio da grande mídia e da Faria Lima, porque nada acontece por acaso. Como diz o outro, se não pode matar a cobra, não a pise, que ela só pica pés descalços, ou se preferir, “cria corvos e eles te arrancarão os olhos.”

Declaração de voto

Contra o fascismo, pela independência nacional e a favor dos mais pobres, votarei no 2º turno em Lula 13. Meu compromisso cidadão e amor ao Brasil é muito maior que todas as minhas reservas críticas ao petismo do Lula. Prostrar-se na derrota de uma batalha é apanágio de covardes, unamos forças e lutemos até a vitória final, lutemos mais e melhor, com o povo nas ruas e o voto nas urnas.

*Natanael Sarmento é escritor e professor, integrante do diretório do Partido Unidade Popular Pelo Socialismo –UP.
NR - O texto reproduz as impressões do autor.



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Lollipoprock Party reúne rock, pop e funk em edição especial de Halloween no Recife

17/10/2026

A Lollipoprock Party realiza sua terceira edição no dia 31 de outubro, das 21h às 4h, no Downtown Pub ZN, no Espinheiro, Zona Norte do Recife. Com programação especial de Halloween, o evento contará com dois palcos, apresentações musicais e atrações temáticas. Segundo a organização, as mesas foram esgotadas 50 dias antes da festa.



Promovida pela Lolli Produções, a programação será dividida entre os palcos Rock e Pop & Funk. A abertura do palco de rock ficará por conta de duas bandas da School of Rock Recife. A noite também marcará o relançamento da banda Gatunos, que retorna com uma nova formação. Outra atração será a Banda Tamar, participante do programa The Voice Brasil.



Participações especiais

A festa terá ainda participações especiais de Izzy Pecorelli, da banda Papercut, e Heloisa Vasconcelos, da Veil of Roses. No palco Pop & Funk, os DJs Will e Thomas Henry comandarão repertórios de pop, funk e br...

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A Lollipoprock Party realiza sua terceira edição no dia 31 de outubro, das 21h às 4h, no Downtown Pub ZN, no Espinheiro, Zona Norte do Recife. Com programação especial de Halloween, o evento contará com dois palcos, apresentações musicais e atrações temáticas. Segundo a organização, as mesas foram esgotadas 50 dias antes da festa.



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Promovida pela Lolli Produções, a programação será dividida entre os palcos Rock e Pop & Funk. A abertura do palco de rock ficará por conta de duas bandas da School of Rock Recife. A noite também marcará o relançamento da banda Gatunos, que retorna com uma nova formação. Outra atração será a Banda Tamar, participante do programa The Voice Brasil.



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Participações especiais

A festa terá ainda participações especiais de Izzy Pecorelli, da banda Papercut, e Heloisa Vasconcelos, da Veil of Roses. No palco Pop & Funk, os DJs Will e Thomas Henry comandarão repertórios de pop, funk e brega-funk. O DJ Jeff Miguel ficará responsável pelos intervalos.

Entre as atrações temáticas estão concurso de fantasias com premiação, atores caracterizados como monstros clássicos, loja de acessórios de terror e distribuição de pirulitos. A organização também prevê uma ação promocional de clone de Caipirito até as 23h.



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Sucesso nas redes sociais

De acordo com a produção, a Lollipoprock Party ultrapassou 500 mil visualizações nas redes sociais em um período de 90 dias. As duas edições anteriores também registraram ingressos esgotados, segundo os organizadores.

Os ingressos estão disponíveis pela Sympla, no endereço sympla.com.br/lolli. Com as mesas esgotadas, a produção informa que resta um camarote, cuja disponibilidade pode ser consultada pelo WhatsApp (81) 99877-9080.

SERVIÇO
Lollipoprock Party – Edição de Halloween
Data: 31 de outubro de 2026
Horário: das 21h às 4h
Local: Downtown Pub ZN – Rua Conselheiro Portela, 568, Espinheiro, Recife
Ingressos: sympla.com.br/lolli
Mesas: esgotadas
Camarote: consultar disponibilidade com a produção
Classificação: 18 anos, com apresentação de documento oficial com foto
Realização: Lolli Produções
Instagram: @lollipoprockparty
Informações: (81) 99877-9080


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