Julgamento de Sergio Moro é suspenso até segunda-feira (08/04). Placar está em 1x1
03/04/2024 - Jornal o Poder
Próxima segunda
Assim, o julgamento tem previsão de ser retomado apenas na próxima segunda-feira (8/4). O primeiro a votar na sessão do TRE-PR foi Sade, que divergiu do relator dos processos, desembargador Luciano Carrasco Falavinha. O parecer do relator foi contra a cassação do ex-juiz federal. Já Sade, votou pela cassação e inelegibilidade Moro por oito anos. O placar do julgamento ficou em 1 a 1 antes da suspensão.
Mais tempo
Claudia Cristofani pediu vista por considerar que é necessário...
Próxima segunda
Assim, o julgamento tem previsão de ser retomado apenas na próxima segunda-feira (8/4). O primeiro a votar na sessão do TRE-PR foi Sade, que divergiu do relator dos processos, desembargador Luciano Carrasco Falavinha. O parecer do relator foi contra a cassação do ex-juiz federal. Já Sade, votou pela cassação e inelegibilidade Moro por oito anos. O placar do julgamento ficou em 1 a 1 antes da suspensão.
Mais tempo
Claudia Cristofani pediu vista por considerar que é necessário um tempo maior para refletir sobre o caso. Em seguida, o presidente do TRE-PR, que já havia reservado três sessões para análise do caso, disse acreditar que o julgamento será concluída na próxima semana.
Abuso de poder
No voto que empatou o placar, Sade considerou que Moro incidiu no ilícito de abuso de poder econômico ao ter acesso a volumosos recursos da campanha presidencial pelo Podemos. Ao desistir de disputar o cargo e concorrer ao Senado pelo União Brasil, o desembargador considerou que Moro usufruiu de um desequilíbrio no pleito, o que caracteriza o ilícito.
Legalidade
Ele considerou ainda, conforme afirmou durnate a sessão, que, 'pela magnitude dos gastos, custeados com dinheiro público, não é possível considerar que Moro agiu dentro da legalidade da pré-campanha", conforme destacou.
Leia outras informações
Parte do Teto de Túnel da Câmara dos Deputados desabou hoje, não há feridos
14/10/2026
Tem sessão hoje
Equipes de engenharia da casa legislativa estão no local para reparar o dano. Não foram detectados danos à estrutura do prédio da Câmara, que tem sessão deliberativa marcada para às 13h55 para debater projetos de lei e decreto legislativo. (Com a Agência Brasil).
Uma parte do reboco do teto do chamado “túnel do tempo” da Câmara dos Deputados desabou hoje, quarta-feira, 14/10. Não houve feridos e a passagem para funcionários e/ou visitantes pelo corredor foi fechada. O túnel forma um corredor que liga o Anexo II da Câmara, onde ficam as comissões permanentes, até o Salão Verde, que é o espaço que dá acesso ao plenário.

Tem sessão hoje
Equipes de engenharia da casa legislativa estão no local para reparar o dano. Não foram detectados danos à estrutura do prédio da Câmara, que tem sessão deliberativa marcada para às 13h55 para debater projetos de lei e decreto legislativo. (Com a Agência Brasil).
CNEN, 70 Anos de Ciência e Tecnologia: um patrimônio estratégico para a soberania nacional brasileira - Por Amadeu Robalinho*
14/10/2026
Criada em 1956, em um período marcado pela reorganização da ordem internacional no pós-guerra e pela crescente importância estratégica da tecnologia nuclear, a CNEN consolidou-se como uma das instituições fundamentais para o desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro. Sua trajetória está vinculada à formação de pesquisadores, à estruturação de competências nacionais e ao desenvolvimento de aplicações nucleares voltadas à saúde, à indústria, à agricultura, à proteção radiológica e à pesquisa científica. Em 1962, a instituição foi formalizada como autarquia fe...
A celebração dos 70 anos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) representa muito mais do que a passagem de sete décadas de existência de uma instituição pública. Constitui uma oportunidade para refletir sobre o papel da ciência, da pesquisa, da inovação tecnológica e do domínio do conhecimento nuclear na construção de um Brasil soberano, seguro e preparado para os desafios estratégicos do século XXI.
Criada em 1956, em um período marcado pela reorganização da ordem internacional no pós-guerra e pela crescente importância estratégica da tecnologia nuclear, a CNEN consolidou-se como uma das instituições fundamentais para o desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro. Sua trajetória está vinculada à formação de pesquisadores, à estruturação de competências nacionais e ao desenvolvimento de aplicações nucleares voltadas à saúde, à indústria, à agricultura, à proteção radiológica e à pesquisa científica. Em 1962, a instituição foi formalizada como autarquia federal, fortalecendo sua posição na estrutura estatal brasileira.
A tecnologia nuclear ocupa posição singular nesse contexto. Trata-se de um campo multidisciplinar que integra física, química, engenharia, ciência dos materiais, instrumentação, computação, proteção radiológica e sistemas de segurança de elevada complexidade. O conhecimento produzido nessa área repercute sobre setores essenciais da economia e da infraestrutura nacional, contribuindo para ampliar a capacidade científica do País e reduzir vulnerabilidades decorrentes da dependência externa.

Energia nuclear, pesquisa e desenvolvimento nacional.
A contribuição da CNEN para o Brasil pode ser observada em aplicações que alcançam diretamente a vida da população. Na medicina nuclear, os radioisótopos e os radiofármacos são fundamentais para diferentes procedimentos diagnósticos e terapêuticos. Na indústria, as técnicas nucleares permitem inspecionar materiais, avaliar processos e aprimorar produtos. Na agricultura e no meio ambiente, a tecnologia das radiações e os métodos nucleares oferecem recursos para pesquisa, controle e desenvolvimento de soluções especializadas.
Essas atividades demonstram que a energia nuclear não deve ser compreendida exclusivamente pela perspectiva da geração de eletricidade ou de suas aplicações estratégicas mais conhecidas. Seu alcance é consideravelmente mais amplo, abrangendo conhecimentos e tecnologias que sustentam serviços de saúde, processos industriais, formação acadêmica e inovação científica. A própria missão institucional da CNEN contempla o uso seguro e pacífico da energia nuclear e o desenvolvimento de tecnologias em benefício da sociedade.
Entretanto, nenhuma política de desenvolvimento tecnológico alcança resultados duradouros sem investimentos contínuos em pesquisa, infraestrutura laboratorial, formação de recursos humanos e valorização dos profissionais responsáveis pela produção do conhecimento. Uma instituição científica não se fortalece apenas por sua história, mas pela capacidade de renovar suas equipes, preservar competências acumuladas e transformar descobertas científicas em soluções concretas para o País.
Nesse sentido, os 70 anos da CNEN devem servir também como compromisso com o futuro. É necessário assegurar condições para a continuidade dos projetos estruturantes, a modernização das instalações, a formação de novas gerações de pesquisadores e a integração entre universidades, centros de pesquisa, empresas nacionais e instituições governamentais.
A iniciativa comemorativa de concessão de bolsas de mestrado e doutorado anunciada pela CNEN em 2026, contemplando pesquisas em áreas estratégicas do setor nuclear e radiológico, ilustra a importância da formação especializada para a continuidade desse esforço nacional.
Soberania tecnológica e defesa nacional.
No campo da Defesa Nacional, a tecnologia nuclear possui relevância estratégica que ultrapassa os limites da pesquisa científica convencional. O domínio de conhecimentos relacionados à física nuclear, aos materiais avançados, à instrumentação, à segurança e à engenharia de sistemas complexos integra o conjunto de competências que podem ampliar a autonomia tecnológica de um Estado.
O Brasil, detentor de território continental, recursos naturais estratégicos, uma extensa área marítima e responsabilidades proporcionais à sua dimensão geopolítica, precisa compreender a ciência e a tecnologia como componentes estruturantes de seu poder nacional. A capacidade de desenvolver conhecimentos próprios, preservar infraestrutura científica e formar especialistas constitui um elemento indispensável para reduzir vulnerabilidades e ampliar a liberdade de ação do Estado brasileiro.
Nesse horizonte, a tecnologia nuclear também se relaciona com a segurança energética, a proteção de infraestruturas críticas, a segurança radiológica e a capacidade de resposta a emergências. O desenvolvimento de tecnologias nacionais, conduzido sob rigorosos padrões de segurança, controle e utilização pacífica, contribui para fortalecer a resiliência do País diante de desafios tecnológicos, econômicos e geopolíticos.
É importante, contudo, distinguir as atribuições institucionais. A CNEN possui responsabilidades relacionadas à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico, à promoção das aplicações nucleares e à segurança do setor, dentro do marco legal vigente. A política nuclear brasileira envolve, por sua vez, diferentes instituições e competências estatais. A articulação entre esses atores é essencial para que o conhecimento científico se converta em capacidade efetiva de desenvolvimento e proteção dos interesses nacionais.
O futuro exige continuidade, planejamento e visão estratégica
Entre os desafios que merecem atenção estão a ampliação da capacidade nacional de produção de radioisótopos, o fortalecimento da pesquisa em reatores, o desenvolvimento de materiais avançados, a modernização dos laboratórios e a formação de especialistas em áreas de elevada complexidade tecnológica.
Projetos como o Reator Multipropósito Brasileiro, voltado à ampliação das capacidades nacionais de pesquisa e à produção de radioisótopos, evidenciam a conexão entre ciência, saúde pública, engenharia e autonomia tecnológica. Também merecem atenção as pesquisas relacionadas a reatores avançados, fusão nuclear, inteligência artificial aplicada a sistemas complexos e tecnologias de segurança nuclear. Essas iniciativas exigem planejamento de longo prazo, financiamento previsível, governança eficiente e cooperação entre instituições científicas e setores produtivos.
A questão central, portanto, não é apenas quanto o Brasil investe em ciência nuclear, mas como transforma esses investimentos em conhecimento acumulado, capacidade industrial, inovação, qualificação profissional e independência tecnológica.
Uma política estratégica consistente precisa assegurar que os resultados da pesquisa não permaneçam restritos aos laboratórios. É necessário criar condições para que o conhecimento produzido nas instituições públicas alcance a indústria nacional, estimule a inovação, fortaleça as cadeias produtivas e contribua para a solução de problemas concretos da sociedade brasileira.
Essa é uma perspectiva particularmente relevante para a engenharia, cuja função não se limita à aplicação de conhecimentos científicos já disponíveis. A engenharia também constitui instrumento de transformação de recursos, conhecimento e capacidade institucional em sistemas, produtos e soluções que ampliam o poder de realização de uma nação.
Uma homenagem à instituição e aos profissionais da ciência nuclear.
Como associado da Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), considero os 70 anos da CNEN uma ocasião especialmente significativa para reconhecer o trabalho dos pesquisadores, engenheiros, físicos, químicos, técnicos, professores e demais profissionais que contribuíram para a consolidação da área nuclear brasileira.
A atuação dessas pessoas representa um patrimônio intelectual que precisa ser preservado e continuamente ampliado. Por trás de cada avanço científico, de cada procedimento de segurança e de cada aplicação tecnológica, existe uma estrutura de conhecimento construída ao longo de décadas, sustentada pela experiência, pela formação especializada e pelo compromisso com o interesse público.
A valorização desse patrimônio exige o reconhecimento de que ciência e tecnologia não podem depender exclusivamente de ciclos políticos ou de prioridades administrativas de curto prazo. Projetos científicos complexos demandam continuidade, estabilidade institucional e planejamento compatível com o tempo necessário à formação de especialistas e à maturação de tecnologias estratégicas.
Celebrar a CNEN é, portanto, reconhecer a importância de uma instituição que participa da construção das capacidades científicas e tecnológicas brasileiras e reafirmar a necessidade de garantir condições para que essa contribuição prossiga nas próximas décadas.
Setenta anos de história, um compromisso com a soberania
Aos 70 anos, a Comissão Nacional de Energia Nuclear simboliza uma dimensão essencial do projeto de desenvolvimento brasileiro: a compreensão de que o conhecimento científico constitui um recurso estratégico e de que sua transformação em capacidade tecnológica exige instituições sólidas, profissionais qualificados e visão de Estado.
Na perspectiva da Engenharia de Soberania e Estratégia, o desenvolvimento nacional depende da articulação entre recursos, infraestrutura, ciência, tecnologia e capacidade institucional. A energia nuclear integra esse sistema por reunir conhecimentos de elevada complexidade, aplicações civis essenciais e competências que exigem planejamento, responsabilidade e domínio técnico.
O Brasil possui condições para ampliar sua participação no cenário científico e tecnológico internacional, mas essa possibilidade depende de decisões concretas: investir em pesquisa, preservar competências, formar novas gerações de especialistas, fortalecer a indústria nacional e garantir continuidade aos projetos estratégicos.
Uma nação que pretende ser soberana precisa ser capaz de produzir conhecimento, dominar tecnologias essenciais e transformar sua capacidade científica em desenvolvimento, segurança e autonomia de decisão.
Que os 70 anos da CNEN sejam não apenas uma celebração de seu legado, mas também um marco de renovação do compromisso brasileiro com a pesquisa científica, a inovação tecnológica, a segurança nuclear e a construção de um futuro no qual o conhecimento produzido no País seja cada vez mais um instrumento de desenvolvimento e soberania nacional.
Vida longa à CNEN. Que a ciência nuclear brasileira continue a serviço do desenvolvimento, da segurança e da soberania do Brasil.
*Amadeu Robalinho, é Pesquisador independente e autor interdisciplinar, associado à Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
O Dia em que Conheci Chico Xavier e Apresentei meus Trabalhos Autorais - Por Ricardo Andrade*
14/10/2026
Chico Xavier
Chico perguntou de onde éramos, e quando respondemos que era de Recife, ele falou logo, das pontes do Capibaribe. Em seguida pediu que parassem a reunião, para que pudesse cantar a música, "*Chico, irmão na fé" uma das 3 músicas que fizemos em sua homenagem. Ele ouviu atentamente e agradeceu ao final. No ano seguinte, em 2000, retorna...
Trabalhos autorais, de cunho religioso. Os 2 CD's que cantei músicas em sua homenagem, e entreguei ao saudoso Chico Xavier(1999/2000), e o DVD a Elias Sobreira(In memorian) com uma música dedicada a ele, o fundador da Campanha do Quilo. Ter o prazer de ter conhecido, tanto o Elias Alverne Sobreira, quanto ao Chico Xavier foi marcante e único em nossas vidas. Cantei ainda em vida, as músicas que fiz pros dois, ícones da caridade e do movimento espírita. Cantei a música,."Irã Sobreira na casa dele, em Casa Forte no Hopital da Aeronáutica, ele se emcionou muito. Frequntávamo as reuniões no C.E Irmã Sobreira.
Chico Xavier
Chico perguntou de onde éramos, e quando respondemos que era de Recife, ele falou logo, das pontes do Capibaribe. Em seguida pediu que parassem a reunião, para que pudesse cantar a música, "*Chico, irmão na fé" uma das 3 músicas que fizemos em sua homenagem. Ele ouviu atentamente e agradeceu ao final. No ano seguinte, em 2000, retornamos já com o CD em mãos, e o entregamos. Naquele ambiente de amor e de luz, irradiado por energias salutares, era impossível não beber daquela paz imorredoura. Em 2002 no dia em que o Brasil de sagrou penta campeão mundial de futebol, como Chico havia previsto (que iria desencarnar num dia de extrema alegria do povo brasileiro), ele fez sua viagem a vida maior.
*Ricardo Andrade, é Historiador, Mestre em Gestão Pública (Fundaj) e Presidente do IHGAAP (Instituto Histórico, Geográfico, Arqueológico, Antropológico do Paulista). @ricardo060370
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

Eleições na República Macunaímica, por Sérgio Alves*
14/10/2026
O pânico, inteiramente infundado, só arrefeceu com a Carta ao Povo Brasileiro e o endosso de capitalistas como Jorge Gerdau e Antônio Ermírio de Moraes.
Campanha do medo
Em 2014, o vetor se inverteu. Para reeleger Dilma Rousseff, o PT valeu-se do mesmo expediente: Marina Silva (PSB) foi transformada em “a candidata dos banqueiros que acabaria com o Bolsa Família”.
A campanha do medo funcionou. O lulopetismo mostrou que dominava a tecnologia da desqualificação do adversário.
A facada
Em 2018, uma facada decidiu a eleição. O atentado contra Jair Bolsonaro, em Juiz de Fora, interrompeu a campanha nas ruas e criou a figura do mártir. Sem debates, elegeu-se no grito.
O juiz joga
Em 2022, o árbitro entrou em campo...
A primeira eleição de Lula, em 2002, foi precedida de histeria midiática. Profetizava-se a estatização da economia e a socialização da propriedade privada.
O pânico, inteiramente infundado, só arrefeceu com a Carta ao Povo Brasileiro e o endosso de capitalistas como Jorge Gerdau e Antônio Ermírio de Moraes.
Campanha do medo
Em 2014, o vetor se inverteu. Para reeleger Dilma Rousseff, o PT valeu-se do mesmo expediente: Marina Silva (PSB) foi transformada em “a candidata dos banqueiros que acabaria com o Bolsa Família”.
A campanha do medo funcionou. O lulopetismo mostrou que dominava a tecnologia da desqualificação do adversário.
A facada
Em 2018, uma facada decidiu a eleição. O atentado contra Jair Bolsonaro, em Juiz de Fora, interrompeu a campanha nas ruas e criou a figura do mártir. Sem debates, elegeu-se no grito.
O juiz joga
Em 2022, o árbitro entrou em campo. Ao celebrar a vitória eleitoral em um congresso da UNE, em 2023, o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, sintetizou o espírito do momento: “Nós derrotamos o bolsonarismo”.
A frase, somada ao desdenhoso “perdeu, mané”, dirigido a um cidadão na rua, revelou a República macunaímica: o guardião da Constituição comportava-se como torcedor de arquibancada.
Marketing do terror
Chegamos a 2026, e o roteiro se repete; só muda o alvo. O marketing que explora o medo da ruptura democrática e da perda de direitos sociais com a eleição de Flávio Bolsonaro reedita, com sinal trocado, o mesmo pânico fabricado de outrora.
Eleição de narrativas
De 2002 a 2026, o Brasil não elege apenas presidentes. Elege narrativas. Ora o medo do mercado, ora a faca, ora a toga. O eleitor muda. O roteirista permanece. Assim caminha a combalida democracia brasileira.
*Sérgio Alves é autor do livro O Estado do Líder.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
O Brasil na banguela - Como transformaram o país num circo sem lona e com ingresso caro, por Zé da Flauta*
14/10/2026
A gente olha para o painel, a luz do óleo já acendeu há dez anos, o freio de mão virou enfeite e o cobrador ainda passa cobrando pedágio a cada três quilômetros. Se isso não é surrealismo puro, Dali que me desculpe, mas nem o relógio derretido dele explicava essa bagunça!
Falência moral
O problema da nossa falência moral é que a malandragem virou o único esporte nacional com patrocínio estatal. Antigamente, o sujeito tinha vergonha de ser pego com a mão na botija; hoje ele abre uma live, manda beijo para a torcida e ainda acusa a botija de ser antidemocrática.
Criamos um país onde a ética é tipo r...
Ciprestes, filósofos e grandes teorias são bonitos no livro, mas a realidade nua e crua da rua é outra: o brasileiro acorda todo dia e sente que está pilotando um Fusca 73 desgovernado, na banguela, descendo a Serra do Mar, enquanto no banco de trás os passageiros de terno e gravata brigam para ver quem vai escolher a rádio.
A gente olha para o painel, a luz do óleo já acendeu há dez anos, o freio de mão virou enfeite e o cobrador ainda passa cobrando pedágio a cada três quilômetros. Se isso não é surrealismo puro, Dali que me desculpe, mas nem o relógio derretido dele explicava essa bagunça!
Falência moral
O problema da nossa falência moral é que a malandragem virou o único esporte nacional com patrocínio estatal. Antigamente, o sujeito tinha vergonha de ser pego com a mão na botija; hoje ele abre uma live, manda beijo para a torcida e ainda acusa a botija de ser antidemocrática.
Criamos um país onde a ética é tipo regra de trânsito na madrugada de domingo: só serve para o tonto que para no sinal vermelho enquanto o esperto passa a cem por hora e ainda buzina xingando. Se o pilantra é do nosso partido, a gente chama de "guerreiro do povo"; se é do outro lado, a gente pede prisão perpétua com direito a confisco do chiclete. A honestidade do coitado que acorda às quatro da manhã para pegar três conduções virou motivo de piada nos corredores do poder, como se ser correto fosse uma deficiência intelectual leve.
Prazo de validade
Aí você olha para as instituições e o negócio vira comédia pastelão de quinta categoria. As leis brasileiras viraram chiclete: cada um estica até onde a conveniência mandar. O juiz de hoje acorda de humor mudado, resolve jogar o regulamento no lixo e inventa uma regra nova no meio do segundo tempo.
O juiz vira o atacante, o bandeirinha cobra o escanteio e, se a arquibancada vaiar, o tribunal manda prender o pipoqueiro por "atentado contra a segurança do espetáculo". O resultado? Ninguém sabe o que é proibido ou permitido amanhã. É a única democracia do mundo onde a lei tem prazo de validade menor que o da caixinha de leite na geladeira!
Estado obeso
E onde deságua toda essa palhaçada? Exatamente onde mais dói: no bolso do brasileiro. A gente trabalha cinco meses por ano só para pagar imposto para sustentáculo de mafras, lagostas parlamentares e auxílio-paletó de quem nunca pregou um prego na vida. O sujeito rala o mês inteiro, vai no supermercado, olha o preço do quilo do café e descobre que está sustentando uma máquina pública que consome mais que opala seis cilindros e entrega menos que carrinho de rolimã sem rodinha. É um Estado obeso, guloso e inútil, que cobra preço de Suíça e devolve serviço de terra abandonada.
No fim das contas, a gente rir para não surtar. Mas lá no fundo, a pergunta que fica martelando na cabeça do povo entre um boleto e outro é bem simples:
Para Refletir
Até quando o brasileiro vai continuar aceitando pagar o ingresso mais caro do mundo para assistir, de pé e com fome, ao espetáculo do seu próprio desastre?
Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista*

Lula e o Nordeste Independente, parte 2: Senado vs. STF, por Roberto Vieira*
14/10/2026
Senado
Com 27 senadores compondo a Casa (três por estado), a oposição conquistou a maioria dos assentos em jogo. A Direita e Centro-Direita dominaram a eleição, impulsionadas pelo voto das capitais e das regiões de agronegócio exportador. Partidos como PL, PP, União Brasil e Republicanos formaram um bloco de 16 senadores com perfil abertamente oposicionista e fiscalista, prontos para travar a agenda de gastos do governo central e as indicações para tribunais superiores.
Lula
Para o presidente Luiz Inácio Lula da S...
A apuração do pleito de outubro de 2026 para o Senado da jovem República do Nordeste foi o segundo grande choque para o regime do Partido dos Trabalhadores (PT), após 23 anos de hegemonia ininterrupta. Enquanto os governadores se dividiam na sua fidelidade ao Executivo centra, o eleitorado enviou para a sede do Senado uma bancada composta majoritariamente por perfis fiscalistas, liberais e de oposição.
Senado
Com 27 senadores compondo a Casa (três por estado), a oposição conquistou a maioria dos assentos em jogo. A Direita e Centro-Direita dominaram a eleição, impulsionadas pelo voto das capitais e das regiões de agronegócio exportador. Partidos como PL, PP, União Brasil e Republicanos formaram um bloco de 16 senadores com perfil abertamente oposicionista e fiscalista, prontos para travar a agenda de gastos do governo central e as indicações para tribunais superiores.
Lula
Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito pelo PT, o Senado de 2026 desenhou um cenário de paralisia legislativa inédito na história do Nordeste Independente. Sem controle das pautas orçamentárias e com a oposição majoritária, o Palácio Lindu viu suas propostas de alinhamento geopolítico e reformas estatizantes serem barradas na Casa Alta. A oposição, agora com voz e força parlamentar, prometeu usar o Senado como "um escudo contra as aventuras ideológicas" do Executivo.
STF
Diante do cerco legislativo no Senado e na Câmara (onde a esquerda também se tornou minoria), o governo do Nordeste Independente agarrou-se à sua última e mais poderosa trincheira: o Supremo Tribunal Federal (STF).Composto por 11 ministros nomeados ao longo dos 23 anos de hegemonia petista, o STF, carinhosamente apelidado de "A Corte dos Guardiões", transformou-se no verdadeiro guardião não da Constituição, mas do regime. Blindada pela Corte, a hegemonia ideológica seguiu intacta, apesar das derrotas nas urnas. Através de decisões monocráticas e interpretações controversas, os ministros passaram a arbitrar diretamente os conflitos entre os Poderes, anulando pautas oposicionistas e validando decretos presidenciais.
Censura
Paralelamente, o governo avançou em sua estratégia de blindagem. O Palácio Lindu implementou o sistema de "Vigilância Soberana", restringindo o acesso a redes sociais do "Brasil Restante" e a veículos de imprensa ocidentais, sob o argumento de combate à "desinformação e sabotagem". Nas palavras do presidente, tratava-se de "proteger a democracia popular das forças reacionárias externas".
Paradoxo
O paradoxo do Nordeste Independente de 2026 estava completo: uma população que votou majoritariamente em pautas liberais e de oposição no Legislativo, mas que permanecia refém de uma estrutura judicial e geopolítica blindada. O Senado Inesperado de 2026 foi uma primavera de esperança na canção popular de Ivanildo Vilanova, sendo sufocada pelos donos do Poder.
NOTA: Todas as informações e projeções deste capítulo baseiam-se nos dados reais do pleito de outubro de
Roberto Viera é médico e cronista
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.

Candidatos à Presidência da República cumprem agenda em Brasília e Porto Alegre nesta quarta-feira
14/10/2026
Confira:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
À tarde, acompanhará, de forma remota, a votação no Senado da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1.
Flávio Bolsonaro (PL)
Às 15h, conversa com moradores da região de Vila Brasília (bairro Sarandi, próximo ao dique), em Porto Alegre. Às 17h, faz comício e ato de mobilização no Largo Glênio Peres (ao lado do Mercado Público), no Centro Histórico de Porto Alegre.
Os candidatos à Presidência da República que disputam o segundo turno das eleições gerais cumprem agenda em Brasília e Porto Alegre, hoje, quarta-feira (14/10).
Confira:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
À tarde, acompanhará, de forma remota, a votação no Senado da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1.
Flávio Bolsonaro (PL)
Às 15h, conversa com moradores da região de Vila Brasília (bairro Sarandi, próximo ao dique), em Porto Alegre. Às 17h, faz comício e ato de mobilização no Largo Glênio Peres (ao lado do Mercado Público), no Centro Histórico de Porto Alegre.
Domingo tem debate na Band. Flávio confirma que vai
14/10/2026
Afirmou
O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), publicou um vídeo, hoje, quarta-feira (14/10) afirmando que irá ao debate previsto para acontecer neste domingo (18/10).
“Bastou eu falar que não ia no debate, para você [Lula], no minuto seguinte, falar que vai no debate. É claro que eu vou no debate, eu só queria que você confirmasse”, afirmou o candidato.
Outro debate
Durante evento em São Paulo, ontem, terça-feira (13/10), Flávio disse que não iria ao debate previsto para esta semana e que ainda vai avaliar se comparecerá ao da TV Globo, marcado para a próxima semana, no dia 23/10.
Lula já tinha confirmado. Flávio disse que não ia, mudou de ideia. A ameaça de cadeira vazia decidiu a parada. Assim, no próximo domingo, acontece o primeiro debate cara a cara entre o presidente Lula o o senador Flávio. Vai sair faísca.
Afirmou
O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), publicou um vídeo, hoje, quarta-feira (14/10) afirmando que irá ao debate previsto para acontecer neste domingo (18/10).
“Bastou eu falar que não ia no debate, para você [Lula], no minuto seguinte, falar que vai no debate. É claro que eu vou no debate, eu só queria que você confirmasse”, afirmou o candidato.
Outro debate
Durante evento em São Paulo, ontem, terça-feira (13/10), Flávio disse que não iria ao debate previsto para esta semana e que ainda vai avaliar se comparecerá ao da TV Globo, marcado para a próxima semana, no dia 23/10.
Silvinho diverge do Republicanos e está na campanha de Lula
14/10/2026
Único integrante
No Republicanos, Silvio foi o único integrante da legenda a se posicionar favoravelmente à reeleição do presidente Lula. O gesto de Costa Filho, segundo interlocutores do Planalto, deixou o presidente Lula e toda cúpula do governo bastante satisfeito e grato pela posição mesmo diante da decisão do Republicanos nacional de apoiar Flávio Bolsonaro.
Debateram
Durante a reunião, Silvio, Edinho e os representantes das legendas aliadas debateram iniciati...
O ex-ministro de Lula e deputado federal reeleito, Silvio Costa Filho, se reuniu, nesta terça-feira, em Brasília, com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e representantes de partidos aliados à campanha de reeleição do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin. O encontro teve como objetivo discutir estratégias e ações para fortalecer a campanha e ampliar o diálogo entre as forças políticas que integram a base de apoio ao presidente.
Único integrante
No Republicanos, Silvio foi o único integrante da legenda a se posicionar favoravelmente à reeleição do presidente Lula. O gesto de Costa Filho, segundo interlocutores do Planalto, deixou o presidente Lula e toda cúpula do governo bastante satisfeito e grato pela posição mesmo diante da decisão do Republicanos nacional de apoiar Flávio Bolsonaro.
Debateram
Durante a reunião, Silvio, Edinho e os representantes das legendas aliadas debateram iniciativas voltadas ao fortalecimento da campanha de Lula, além da articulação política no Congresso Nacional e nos estados.
Mantido diálogo
Silvio Costa Filho tem mantido diálogo com lideranças políticas em Brasília e trabalhado na articulação para ampliar o apoio à reeleição do presidente Lula. O parlamentar pernambucano também tem defendido a união de forças políticas em torno de uma agenda voltada ao desenvolvimento econômico, à retomada de políticas públicas e à promoção da justiça social.
“Me reuni na tarde de ontem com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, para discutir ações estratégicas para fortalecer o nosso campo progressista no Congresso Nacional e na reeleição do presidente Lula. Estamos trabalhando muito aqui em Brasília e Pernambuco para fortalecer o projeto do presidente Lula. Não tenho dúvida que o presidente é o melhor caminho para fazer que o Brasil cresça e se desenvolva. Retome cada vez mais suas políticas públicas e a gente possa buscar um estado com desenvolvimento, mas, sobretudo, com justiça social”, informou Silvio.
Os participantes
Participaram do encontro o presidente nacional do PSB, João Campos; o presidente do PDT, Carlos Lupi: os ministros Alexandre Silveira, Luciana Santos, Renan Filho e Jader Filho; além do deputado federal André Janones.
CCJ do Senado conclui análise e PEC da Segurança vai ao plenário
14/10/2026
Texto-base
O colegiado já havia aprovado texto-base da proposta, no mês passado, e ainda tinha pendente a análise de três trechos separados da proposta, os chamados destaques.
Considerou
O senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ, considerou que os trechos não poderiam ser votados porque os autores dos pedidos não estavam na reunião e, assim, deu como concluída a análise da PEC na comissão.
"Não estando presentes [os autores], a matéria vai ao plenário do Senado Federal, até porque o texto original já tinha sido discutido e aprovado pelo colegiado da Comissão de Constituição e Justiça", declarou Otto.
A reunião
Na reunião, que durou cerca de oito minutos, o relator da PEC, senado...
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado concluiu hoje, quarta-feira (14/10) a análise da chamada PEC da Segurança Pública. O texto seguirá agora para a análise do plenário.
Texto-base
O colegiado já havia aprovado texto-base da proposta, no mês passado, e ainda tinha pendente a análise de três trechos separados da proposta, os chamados destaques.
Considerou
O senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ, considerou que os trechos não poderiam ser votados porque os autores dos pedidos não estavam na reunião e, assim, deu como concluída a análise da PEC na comissão.
"Não estando presentes [os autores], a matéria vai ao plenário do Senado Federal, até porque o texto original já tinha sido discutido e aprovado pelo colegiado da Comissão de Constituição e Justiça", declarou Otto.
A reunião
Na reunião, que durou cerca de oito minutos, o relator da PEC, senador Rogério Carvalho (PT-SE), propôs ajustes redacionais, que foram aprovados de forma simbólica.