Julgamento de Sergio Moro é suspenso até segunda-feira (08/04). Placar está em 1x1
03/04/2024 - Jornal o Poder
Próxima segunda
Assim, o julgamento tem previsão de ser retomado apenas na próxima segunda-feira (8/4). O primeiro a votar na sessão do TRE-PR foi Sade, que divergiu do relator dos processos, desembargador Luciano Carrasco Falavinha. O parecer do relator foi contra a cassação do ex-juiz federal. Já Sade, votou pela cassação e inelegibilidade Moro por oito anos. O placar do julgamento ficou em 1 a 1 antes da suspensão.
Mais tempo
Claudia Cristofani pediu vista por considerar que é necessário...
Próxima segunda
Assim, o julgamento tem previsão de ser retomado apenas na próxima segunda-feira (8/4). O primeiro a votar na sessão do TRE-PR foi Sade, que divergiu do relator dos processos, desembargador Luciano Carrasco Falavinha. O parecer do relator foi contra a cassação do ex-juiz federal. Já Sade, votou pela cassação e inelegibilidade Moro por oito anos. O placar do julgamento ficou em 1 a 1 antes da suspensão.
Mais tempo
Claudia Cristofani pediu vista por considerar que é necessário um tempo maior para refletir sobre o caso. Em seguida, o presidente do TRE-PR, que já havia reservado três sessões para análise do caso, disse acreditar que o julgamento será concluída na próxima semana.
Abuso de poder
No voto que empatou o placar, Sade considerou que Moro incidiu no ilícito de abuso de poder econômico ao ter acesso a volumosos recursos da campanha presidencial pelo Podemos. Ao desistir de disputar o cargo e concorrer ao Senado pelo União Brasil, o desembargador considerou que Moro usufruiu de um desequilíbrio no pleito, o que caracteriza o ilícito.
Legalidade
Ele considerou ainda, conforme afirmou durnate a sessão, que, 'pela magnitude dos gastos, custeados com dinheiro público, não é possível considerar que Moro agiu dentro da legalidade da pré-campanha", conforme destacou.
Leia outras informações
Supostamente - Safadão estaria ajudando a tentar limpar a barra de Raquel
22/09/2026
Daí, que tal uma ajudinha para a amiga?
A notícia
Com a explosiva crise na campanha da governadora Raquel Lyra (PSD), deflagrada pela assombrosa declaração da gestora sobre realização de uma laqueadura sem o consentimento da paciente (“faz sem ela saber”), fontes com acesso ao Palácio do Campo das Princesas comentam que a ordem é dar carga total, e de todas as formas possíveis (legais ou não), na guerrilha digital. E que, para isso, teria entrado em cena na campanha um “marqueteiro” nada convencional: o forrozeiro cearense Wesley Safa...
Em pânico, devido à repercussão negativa nacional do “faz sem ela saber”, a campanha de Raquel Teixeira Lyra teria apelado para um novo “marqueteiro”: Wesley Safadão. O esquema seria para turbinar defesa da governadora nas redes sociais. A bet que fazia isso foi denunciada e caiu fora. Os comentários supostamente pagos por ela, sumiram. Mas Safadão bem, deve ter fãs incondicionais que curtem suas postagens.
Daí, que tal uma ajudinha para a amiga?
A notícia
Com a explosiva crise na campanha da governadora Raquel Lyra (PSD), deflagrada pela assombrosa declaração da gestora sobre realização de uma laqueadura sem o consentimento da paciente (“faz sem ela saber”), fontes com acesso ao Palácio do Campo das Princesas comentam que a ordem é dar carga total, e de todas as formas possíveis (legais ou não), na guerrilha digital. E que, para isso, teria entrado em cena na campanha um “marqueteiro” nada convencional: o forrozeiro cearense Wesley Safadão.
Elo da corrente
E que ele seria o elo, para turbinar a defesa da governadora nas redes, com uma estrutura que misturaria empresas de tráfego pago e bets.
O que se comenta
Nos círculos da política é que Safadão seria a ponta mais visível de uma estrutura que contaria com seu primo Nathanael Alves Bezerra, conhecido como Nel Loketa, e que também se apresenta nas redes como Nel Sousa. Ele é CEO da casa de apostas Betvip e também teria, entre outras sociedades, uma empresa de tráfego pago chamada Impulsemax Marketing, responsável por impulsionamento digital.
Evidências
O que tem se notado nas redes sociais desde que explodiu o escândalo do “faz sem ela saber” é um aumento expressivo do engajamento virtual em favor da governadora - e que seria impensável após uma declaração tão cruel, e que repercutiu na sociedade, da grande imprensa nacional às celebridades. Um engajamento que se dá especialmente nos comentários automatizados, corações roxos, entre outros. Até mesmo pessoas que vivem em outros Estados e países fazem defesas apaixonadas, com detalhes sobre entregas, da gestão Raquel Lyra. Algo que não tem qualquer conexão com a realidade.
Amiguinhos
Wesley Safadão e Raquel Teixeira Lyra têm uma relação próxima. Dos 22 shows que realizou no São João deste ano, dez foram em Pernambuco. O forrozeiro já chamou a governadora ao palco, em Gravatá, e gravou diversos vídeos com ela. No centro da “amizade”, estaria um rolo antigo: o terreno da Arena Porto de Galinhas, em que o cantor tem sociedade e que está paralisado desde 2017 por falta de licenças ambientais. Os passarinhos palacianos comentam que Safadão e sócios teriam oferecido uma permuta à Compesa, para que fosse paralisada a obra de uma estação de tratamento de esgoto em Porto de Galinhas, e o grupo ficasse com o terreno - possivelmente para implantar o novo empreendimento.
Rede internacional
Wesley e seu grupo seriam a ponte com outro núcleo de ativação coordenada de comentários em redes sociais, este sediado em Miami (EUA), e com a suposta participação de uma pessoa do entorno do forrozeiro, identificada como Félix Neto. Ainda não se sabe do envolvimento desses núcleos de ativação de comentários com outra área de atuação de Safadão, que é justamente o setor de “bets”.
Aposta perdida
O que já se tem fartamente documentado é que a Aposta Ganha, de Caruaru, tem funcionários no olho de um esquema de manipulação de comentários a favor de Raquel e contra João Campos. O portal Metrópoles denunciou, no último dia 9, a existência de pagamentos via pix para que pessoas comentem a favor da gestora e detonando o ex-prefeito do Recife. Os pagamentos eram feitos por Maria Eduarda Lucena, que se apresenta como advogada da Aposta Ganha. Um dos administradores da bet, Álex Galindo, também estava no grupo de Whatsapp que comandava o esquema. Além disso, outras pessoas com passagens pelo governo Raquel fazem parte do quadro administrativo da bet.
Laqueadura - Pessoas de bem não engolem a desculpa de Raquel
22/09/2026
Vamos reconhecer
Ela, com sua equipe, são mestres em tirar assuntos desagradáveis da mídia. Vejam nos debates: ela não responde a rigorosamente nenhuma pergunta. Engrena um papo delirante de coisas que devia ter feito, não fez, faz de contas que fez. E promete o que era para estar pronto para fazer no futuro. Mente com a maior desfaçatez, como o vídeo do prefeito Vinícius Labanca, postado no sábado aqui em O Poder, demonstrou de sobra.
A laqueadura
A desculpa não colou. Até porque com mais vagar, as pessoas foram percebendo que a givernadora não falou com ar de compaixão. Falou com ironia, sorrisinho pendente no cantinho da boca. Aí...
As pessoas c...
A governadora Raquel Teixeira Lyra, bem ao seu estilo, pediu desculpas depois de flagrada, fez cara de choro e seguiu em frente com outros assuntos. Laqueadura jamais, nem sei o que é. Esperando o tema morrer e amanhã ninguém lembrar mais disso.
Vamos reconhecer
Ela, com sua equipe, são mestres em tirar assuntos desagradáveis da mídia. Vejam nos debates: ela não responde a rigorosamente nenhuma pergunta. Engrena um papo delirante de coisas que devia ter feito, não fez, faz de contas que fez. E promete o que era para estar pronto para fazer no futuro. Mente com a maior desfaçatez, como o vídeo do prefeito Vinícius Labanca, postado no sábado aqui em O Poder, demonstrou de sobra.
A laqueadura
A desculpa não colou. Até porque com mais vagar, as pessoas foram percebendo que a givernadora não falou com ar de compaixão. Falou com ironia, sorrisinho pendente no cantinho da boca. Aí...
As pessoas concluíram que
A governadora disse que aquela que falou naquele dia não era ela. Teatralmente, se indignou com ela mesma. Porém cada vez mais pessoas, Brasil afora, estão concluindo que aquela que mandou a equipe responsável fazer laqueadura sem a paciente saber, é a verdadeira Raquel Teixeira.
Auto-revelada, de corpo e alma.
Escândalo
O assunto continua girando e escandalizando.
Governadores e Futebol: A Casa da Mãe Joana (1945-1947), por Roberto Vieira *
22/09/2026
Etelvino
O sanguinário Etelvino Lins assumiu o governo em fevereiro de 1945, enquanto o América faturava o título de 1944. Nove meses depois, ele diz adeus pouco antes do Náutico faturar o título de 45. Gols de Luiz e Genival. Mas ele ainda iria voltar.
José Neves
O magistrado José Neves comandou o estado durante três meses. Viu o Náutico bater o América, foi na Missa do Galo e passou o posto para José Domingues no carnaval. Nesse meio tempo, José criou o Arquivo Público Estadual. O que já foi muita coisa.
Domingues
José Domingues virou interventor durante seis meses. Nesse tempo, o Santa Cruz goleia o Great Western por 11x1, com sete gols de Elói de Paula, pai do futuro atacante Elói que atuou no Náutico...
O período entre 1945 e 1947 marca bagunça geral no governo do estado. Desafio qualquer pernambucano a citar quem era nosso mandatário no período. Ninguém sabe, ninguém mesmo.
Etelvino
O sanguinário Etelvino Lins assumiu o governo em fevereiro de 1945, enquanto o América faturava o título de 1944. Nove meses depois, ele diz adeus pouco antes do Náutico faturar o título de 45. Gols de Luiz e Genival. Mas ele ainda iria voltar.
José Neves
O magistrado José Neves comandou o estado durante três meses. Viu o Náutico bater o América, foi na Missa do Galo e passou o posto para José Domingues no carnaval. Nesse meio tempo, José criou o Arquivo Público Estadual. O que já foi muita coisa.
Domingues
José Domingues virou interventor durante seis meses. Nesse tempo, o Santa Cruz goleia o Great Western por 11x1, com sete gols de Elói de Paula, pai do futuro atacante Elói que atuou no Náutico nos anos 1970. O tal Elói de Paula era máquina de fazer gols, já Domingues viveu dias difíceis com a seca e o rombo no orçamento estadual.
Demerval Peixoto
O presidente Eurico Gaspar Dutra não tinha mais o que fazer e nomeou este militar carioca para governar Pernambuco entre agosto de 1946 e março de 1947. Com ele, o tricolor foi campeão de 1946, mas ele bateu asas antes mesmo do início do certame de 1947. Ninguém parava no Campo das Princesas.
Amaro Pedrosa
Veio de Bonito, terra do Mestre Lucídio, este governador de Pernambuco durante quatro meses. Batia papo bom danado e levou à banho-maria nossa terra até a promulgação da carta magna. O mês de seu adeus, julho de 1947, foi um mês de pouca bola em nossos estádios. O negócio era a Constituição.
Otávio Araújo
Acredite se quiser. Este bacharel paraibano foi presidente da nossa Assembleia Legislativa e conseguiu deixar o cargo após seis meses, em fevereiro de 1948, sem assistir ao Santa Cruz bater o América por 5x0, conquistando o bicampeonato estadual.
Neto x Barbosa
O mandato de Otávio acabou no meio da maior guerra nas urnas de Pernambuco na história, justamente entre dois famosos alvirrubros que lutaram até o último voto para conseguir botar a Casa da Mãe Joana na qual transformaram nossa terra em ordem. Mas isso fica para o próximo capítulo.
*Roberto Vieira é médico e cronista

A caneta dos notáveis e o balcão dos políticos, por Zé da Flauta*
22/09/2026
Gostasse ou não do Poder Moderador ou do voto censitário, havia ali uma espinha dorsal, um rigor de forma e uma clareza de propósito que segurou o rojão de um país em formação por longos 65 anos. Era uma lei feita para durar, pensada com o peso e a gravidade que a fundação de um Estado exige.
Negócios corporativos
Corte para o Brasil de hoje e o contraste beira o tragicômico. A nossa Carta de 1988, parida no entusiasmo democrático, transformou-se com o passar das décadas em uma monstruosa colcha de retalhos. Dezenas e dezenas de emendas depois, o texto virou um balcão de negócios corporativos, o...
Existe uma ironia histórica que o tempo insiste em esfregar na nossa cara: o texto constitucional que mais durou neste país não nasceu da algazarra de um plenário lotado de barganhas, mas da pena afiada de meia dúzia de homens de letras. Em 1824, sob o comando de Dom Pedro I, um conselho de notáveis sentou-se para desenhar a Carta do Império.
Gostasse ou não do Poder Moderador ou do voto censitário, havia ali uma espinha dorsal, um rigor de forma e uma clareza de propósito que segurou o rojão de um país em formação por longos 65 anos. Era uma lei feita para durar, pensada com o peso e a gravidade que a fundação de um Estado exige.
Negócios corporativos
Corte para o Brasil de hoje e o contraste beira o tragicômico. A nossa Carta de 1988, parida no entusiasmo democrático, transformou-se com o passar das décadas em uma monstruosa colcha de retalhos. Dezenas e dezenas de emendas depois, o texto virou um balcão de negócios corporativos, onde cada grupo de pressão costurou um privilégio, uma exceção ou um puxadinho tributário. Deixamos de ter uma lei fundamental para ter um manual de regalias detalhado até o último tostão, escrito por políticos mais preocupados com a próxima eleição do que com a próxima geração.
Muda com o vento
O resultado dessa feira livre legislativa é o pandemônio institucional que testemunhamos diariamente. A Constituição de hoje é tão confusa, prolixa e cheia de puxadinhos que nem mesmo os seus guardiões mais ilustres conseguem entrar em acordo sobre o que ela diz. O Supremo Tribunal Federal, incumbido de protegê-la, passou a reinventá-la a cada sessão. A regra que valia na terça-feira já não serve na quinta; o texto escrito dá lugar à interpretação de ocasião, e o casuísmo jurídico virou a norma. A lei maior do país perdeu o respeito porque perdeu a estabilidade.
Credibilidade
Ao olhar para o passado, não se trata de saudar o autoritarismo de uma outorga, mas de reconhecer a falta que faz o saber técnico, a sobriedade e o compromisso estético com a verdade. Uma nação não se sustenta quando sua lei máxima perde a credibilidade e vira mero adereço de palanque. Quando a Constituição deixa de ser um pilar firme para se tornar uma colcha rasgada, costurada ao sabor das conveniências do poder, o cidadão comum descobre a pior das certezas: a de que vive sob o império do improviso, onde a justiça já não tem rosto e a lei já não tem valor.
Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista

Felipe "Leilão" cumpre a profecia e vende apoio a quem deu mais
22/09/2026
NEGO
O candidato ao Senado André Gadelha, puxou uma corrente. Faça parte da história e do espírito da Paraíba. Diante da corrupção, diga Nego!
Fiquem agora
Com mais um artigo brilhante de um dos mais credenciados pensadores e intelectuaias do Nirdeste: o professor Flávio Lúcio.
Vamos à leitura
Escreve o professor Flávio Lúcio:
Quando, diante dos microfones e das câmeras da imprensa, João Azevêdo trocou o sobrenome do deputado estadual Felipe Leitão —...
Bem, foi um leilão simples, com um só competidor. O pessoal que anda despejando dinheiro na campanha PB. Supostamente, fortunas roubadas do povo via corrupção. O Banco Master, irmãozinho da turma, está participando de tudo, via irmandades suspeitas. Com uma quantidade infinita de recursos roubados do povo, os politicos do mal compram apoios e tentam corromper a consciência do povo.

NEGO
O candidato ao Senado André Gadelha, puxou uma corrente. Faça parte da história e do espírito da Paraíba. Diante da corrupção, diga Nego!

Fiquem agora
Com mais um artigo brilhante de um dos mais credenciados pensadores e intelectuaias do Nirdeste: o professor Flávio Lúcio.
Vamos à leitura
Escreve o professor Flávio Lúcio:
Quando, diante dos microfones e das câmeras da imprensa, João Azevêdo trocou o sobrenome do deputado estadual Felipe Leitão — até então seu aliado político — por “leilão”, um debate se estabeleceu entre os jornalistas da Paraíba: o que João Azevêdo havia dito foi um ato falho, um chiste ou um trocadilho proposital?
Ato falho, chiste ou cálculo consciente, o fato é que, ao se referir a “leilão”, João Azevêdo estava antecipando — talvez inconscientemente — o que estava por vir na eleição da Paraíba?
Em resposta a João Azevêdo, Felipe Leitão insinuou que, se algum grupo político promovia leilão para conquistar apoios, esse grupo era justamente aquele ao qual João Azevêdo pertencia: “Se eu tivesse participado de algum tipo de leilão, com certeza eu teria ficado do lado deles”, disse um Felipe Leilão, digo, Leitão, indignado.
Mal sabia ele que acabaria vítima das próprias palavras.
Pois bem, o deputado Felipe Leitão — não leilão, Leitão! — voltou ao noticiário envolvido, novamente, nas notícias sobre as repentinas e estranhas trocas de candidatos a Senador. Sua esposa e atual prefeita de Bayeux, Tacyana Leitão — Leitão, não leilão — havia declarado, há meses, apoio à candidatura de Veneziano Vital ao Senado. Ela e o marido.
Como se sabe, Veneziano preside o partido ao qual Felipe Leitão — não leilão, é preciso vigilância! — é filiado. Pouco tempo depois, porém, os dois Leitões — não leilões, por favor! — anunciaram apoio a Nabor Wanderley, embora o partido de Felipe tivesse um segundo candidato ao Senado, no caso, André Gadelha.
Ontem, foi a vez de Tacyana Leitão trocar, a menos de duas semanas da eleição, Veneziano Vital por João Azevêdo. Durante o anúncio, João Azevêdo deve ter se policiado para evitar um novo ato falho e evitou chamar a prefeita de Bayeux de Tacyana Leilão. Definitivamente, não cairia bem. Agora, a mudança o beneficia.
É muito estranho, para dizer o mínimo, o movimento atual de mudanças repentinas de palanque — concentradas justamente na disputa pelo Senado, que visam atingir a candidatura de Veneziano Vital, o único legítimo lulista entre os candidatos ao Senado, e favorecer a candidatura de Nabor Wanderley —, tudo isso sem que tenha sido apresentada uma única justificativa política realmente convincente.
Nem mesmo se pode alegar a costumeira atitude de alguns eleitores de votar em quem imaginam que vai ganhar, pois as pesquisas continuam a apontar Veneziano em posição competitiva, disputando a primeira colocação com João Azevêdo.
Mas há uma coisa que Veneziano pode fazer com esse limão: transformá-lo numa limonada.
Segundo o discurso que sua campanha vem construindo, uma articulação política de grandes proporções se formou para impedir sua vitória. O cabeludo tem explorado um dos pontos mais sensíveis da disputa: as relações políticas e empresariais que vêm sendo noticiadas em torno do Banco Master.
É nesse contexto que sua campanha passou a apresentar Nabor Wanderley como o “candidato do Banco Master”, em referência aos episódios amplamente noticiados pela imprensa nacional envolvendo seu filho, Hugo Motta, e Daniel Vorcaro, controlador do banco.
Se as mudanças de palanque pretendiam enfraquecer Veneziano, podem produzir justamente o efeito contrário: colocar no centro da campanha uma pergunta incômoda para seus adversários — afinal, por que tantos apoios ao Senado estão mudando de lado justamente quando a disputa entra na reta final?
Não quero acreditar que Felipe Leilão, que era do grupo de Nabor Wanderley, tinha razão quando disse que leilão mesmo acontecia pelas bandas do governismo.
João Campos cumprimenta Lula por discurso e confirma caminhada no Recife
22/09/2026
Lula
Foi aplaudido duas vezes, no transcorrer da fala. Além dos calorosos aplausos finais.
O grande evento da campanha de Lula no Nordeste será na próxima sexta-feira, 25/09. No centro do Recife. O próprio presidente confirmou a presença, ao atender a ligação de João Campos visando cumprimentar o presidente pelo discurso na ONU.
Lula
Foi aplaudido duas vezes, no transcorrer da fala. Além dos calorosos aplausos finais.

"O Banco que é um amigo na praça. Um banqueiro que não é mão de vaca" - Por Jarbas Beltrão*
22/09/2026
Surge na praça uma nova modalidade de Banco e um novo perfil de banqueiro. Um balcão que distribui dinheiro facilmente. Um banqueiro "bom vivant" que financia bacanais, com as "primas" internacionais .
'Os tentáculos do novo banco'
"Banco" com menos de dez de criado, consegue levar seus tentáculos para os mais prováveis e improváveis cenários e grupos das elites economicas, politica e jurídicas brasileiras.
Grupos vinculados ao Estado e estados, grupos particulares, clubes de futebol, outras instituições financeiras e por aí vai.
Os seus tentáculos não são de alguns centímetros, metros, mas quilômetros.
'O surgimento do "Banco" de novo perfil'
O Banco, praticamente, surgiu quase de um "nada financeiro", originou-se de um estado do nordeste - Bahia - que não é nenhum centro financeiro do país.
Rapidamente chegou no coração financeiro do país, o cérebr...
'Preâmbulo'
Surge na praça uma nova modalidade de Banco e um novo perfil de banqueiro. Um balcão que distribui dinheiro facilmente. Um banqueiro "bom vivant" que financia bacanais, com as "primas" internacionais .
'Os tentáculos do novo banco'
"Banco" com menos de dez de criado, consegue levar seus tentáculos para os mais prováveis e improváveis cenários e grupos das elites economicas, politica e jurídicas brasileiras.
Grupos vinculados ao Estado e estados, grupos particulares, clubes de futebol, outras instituições financeiras e por aí vai.
Os seus tentáculos não são de alguns centímetros, metros, mas quilômetros.
'O surgimento do "Banco" de novo perfil'
O Banco, praticamente, surgiu quase de um "nada financeiro", originou-se de um estado do nordeste - Bahia - que não é nenhum centro financeiro do país.
Rapidamente chegou no coração financeiro do país, o cérebro das célebres corretoras, dos grandes negócios financeiros do território nacional - a Avenida Faria Lima na cidade se São Paulo.
O Banco financiou, emprestou, comprou, deu tudo e a todos. Fez a compra de um Banco, que já era um cadáver financeiro, comprou figurões da nossa República - Executivo, Legislativo, Judiciário e outras Instituições do Estado.
No campo político, não respeitou limites, trouxe a cumplicidade de todos: "esquerda", "direita", "centrão".
O Banco está no centro da corrosão do Estado Republicano brasileiro, colocou de joelhos e com a mão estendida, todos aqueles que tinham por dever tocar o Estado, levando em consideração leis positivas e leis da moralidade.
"Banco ou banca e um playboy banqueiro"
Como pode ter acontecido? Nos leva a acreditar que, este banco, parece não ser "Banco", mas uma "banca", um balcão de ofertas fáceis de dinheiro... muito dinheiro.
Instituição que por trás dela, parece existir algo muito maior. Algo que é um "partícipe" de um rede que não se esgota no nosso pais, mas que atravessa nossas fronteiras.
E o banqueiro-mor; que por sinal está preso, um "playboy" de vasta cabeleira, jovem, apreciador de festas/bacanais - deu muitas delas (es) pelo mundo afora - tendo sempre convidados - figurões da nossa República e dos grupos de influentes brasileiros.

O "playboy" bonitão de vasta cabeleira, nada tem à ver com o que temos como estereótipo do banqueiro e sua imagem pública
'Derrubou-se o banqueiro discreto e respeitável'
O banqueiro sempre esteve presente nos nossos olhos como aquele cidadão respeitável, com mais de 70 anos, vestido em impecável terno escuro, gravata com laço tradicional.
Banqueiro sempre teve vida discretíssina, não é/ era chegado à exposições públicas - por uma questão de segurança pessoal - não revelava sua vida particular para a sociedade, acompanhado de sua esposa, mulher madura sempre com um conservador vestido abaixo bem abaixo do joelho - no meio da canela - que segurava braço direito do marido para fotografias da imprensa, sempre a um passo atrás do marido.
A foto postada na imprensa era/é sempre só ao lado da família.

Banqueiro não é/era chegado a festas com muitas presenças, a não ser em festa de "debutantes", matrimônios, ou aniversários de amigos bastante íntimos. Estava presente nas colunas sociais - que já não existem mais.
Enfim, nada de se "mostrar", não cultivar hábitos de extravagante opulência.
Whisky e charutos, com consumo discreto, sempre cafezinho ou Chá no melhor hábito britânico.
Eis, que com o "Banco dos escândalos" da nossa República, estamos diante um novo tipo de "banqueiro".
"Banqueiro" que sai distribuindo dinheiro pra aqueles que solicitam. "Promoter' de festas milionárias, charutos caribenhos, Whisky Macalan, guloseimas de frutos do mar nas bandejas, mulheres, belas e muitas mulheres de nacionalidades diversas e de diferentes cor de pele.
'As festas do "banqueiro" mão aberta'
Nas festas/ bacanais, mulheres, seis para cada um dos ilustres (Excelentíssimos) convidados. Vinte convidados, 120 mulheres, só perdeu para "paraíso de Alah", por lá é mais de setenta.
Um "banqueiro" mão aberta, Banqueiro sempre foi "mão de vaca", sempre teve cuidados com suas contas; forjada ao longo de anos de trabalhos contábeis, que gerou calvície, cabelos de fios grisalhos e lisos na cabeça. Rosto de linhas de rugas.
Essa "nova versão' de "banqueiro", um "mão aberta", iates, jatinhos automóveis de luxo; despesas de viagens, tudo emprestado ou pago pelo "novo banqueiro".
Sem a menor dúvida, o "banqueiro" que traz pra suas festas prostitutas globais por ele pagas para o desfrute de seus convidados / amigos. Gatonas de corpos perfeitos, é "banqueiro" que parece ter uma conexão com redes internacionais de alta prostituição, tráfico de drogas e outros terrenos mais.
Empresas de captura de imagens se encarregaram de registrar os flagrantes, que foram parar nos "Data centeres" e seus arquivos nas núvens; que serão usados como armas contra os figurantes ilustres entusiasmados nas festas.
'Lembranças de outras orgias'
A conclusão a ser tirada dessa experiência, é que não foram apenas nossos figurões que caíram na armadiilha; lembrem-se de Jeffrey Epstein com sua mansão na Flórida, a safadeza encomendada "comia no centro". Bill Clinton, que o diga.
Outra lembrança que destaca-se é das festas do "rapper" produtor musical Sean Diddy Cohm, conhecido como Puff Daddy ou P. Diddy, o rapper da orgias, das orgias regadas a muitas ilicitude.
A nossa República caiu na "armadilha" do dinheiro, das orgias e drogas.
Fica Dito.
*Jarbas Beltrão é historiador e professor de História da Universidade de Pernambuco - UPE. Mestre em Educação pela UFPB. Especialista (MBA) em Política Estratégia Defesa e Segurança Nacional. (Adesg Famesc).Especialista (MBA) em Geopolítica/Novas Fronteiras/Cibernética e IA. (Adesg/Instituto Venturo)

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
O Leviatã e o Vazio: Engenharia da Soberania em Tempos de Bipolaridade - Por Amadeu Robalinho*
22/09/2026
A História política moderna pode ser interpretada como uma permanente tentativa de equilibrar forças aparentemente contraditórias, liberdade e igualdade, indivíduo e Estado, autonomia e segurança, soberania nacional e interdependência internacional. Entretanto, quando essas relações deixam de ser compreendidas como elementos de uma arquitetura política complexa e passam a ser tratadas como antagonismos absolutos, produz-se aquilo que pode ser denominado vazio de soberania, uma condição na qual os indivíduos continuam formalmente submetidos a instituições políticas, jurídicas e econômicas, mas perdem progressivamente a capacidade coletiva de determinar os rumos fundamentais de sua própria existência histórica.
É nesse ponto que a metáfora do Leviatã adquire renovada importância. O Estado, concebido por Thomas Hobbes como instrumento de superação da gue...
“Se a igualdade tende ao infinito, a liberdade tende a zero, mas a recíproca também é verdadeira.”
A História política moderna pode ser interpretada como uma permanente tentativa de equilibrar forças aparentemente contraditórias, liberdade e igualdade, indivíduo e Estado, autonomia e segurança, soberania nacional e interdependência internacional. Entretanto, quando essas relações deixam de ser compreendidas como elementos de uma arquitetura política complexa e passam a ser tratadas como antagonismos absolutos, produz-se aquilo que pode ser denominado vazio de soberania, uma condição na qual os indivíduos continuam formalmente submetidos a instituições políticas, jurídicas e econômicas, mas perdem progressivamente a capacidade coletiva de determinar os rumos fundamentais de sua própria existência histórica.
É nesse ponto que a metáfora do Leviatã adquire renovada importância. O Estado, concebido por Thomas Hobbes como instrumento de superação da guerra de todos contra todos, não é apenas uma estrutura administrativa. Ele representa a concentração institucionalizada da força, da autoridade e da capacidade de coordenação necessárias à preservação de uma comunidade política. O problema estratégico começa quando a concentração do poder deixa de estar subordinada à finalidade de preservar a sociedade e passa a constituir finalidade em si mesma.
O século XX tornou essa questão dramaticamente mais complexa. Hiroshima e Nagasaki demonstraram que a evolução tecnológica havia produzido uma ruptura qualitativa na relação entre guerra, política e sobrevivência. Nuremberg, por sua vez, revelou que o Estado moderno poderia converter sua extraordinária capacidade organizacional em instrumento de destruição sistemática. A humanidade passou, então, a enfrentar uma contradição central da modernidade tecnológica, quanto maior a capacidade do Estado de proteger sua população, maior também pode ser sua capacidade de destruí-la.
A guerra deixou de ser apenas uma disputa entre forças militares. Tornou-se uma competição sistêmica envolvendo ciência, indústria, energia, logística, informação, finanças, infraestrutura, capacidade produtiva e domínio tecnológico. A soberania passou, portanto, a depender de variáveis que ultrapassam largamente a dimensão territorial. Um Estado pode conservar suas fronteiras formalmente intactas e, ainda assim, encontrar-se profundamente dependente de tecnologias, cadeias produtivas, sistemas financeiros, infraestrutura crítica ou recursos energéticos controlados externamente.
É precisamente nesse deslocamento que se encontra um dos fundamentos da Engenharia de Soberania e Estratégia.
A soberania, sob essa perspectiva, não deve ser compreendida exclusivamente como atributo jurídico do Estado, mas como capacidade sistêmica de uma sociedade organizada produzir, proteger, decidir e sustentar autonomamente os meios indispensáveis à realização de seus objetivos nacionais. Soberania não é apenas a prerrogativa de decidir, é a capacidade material de transformar decisão em realidade.
A Guerra Fria constituiu uma das manifestações mais sofisticadas dessa competição sistêmica. A bipolaridade entre Estados Unidos e União Soviética não representava apenas a oposição entre dois modelos econômicos ou duas doutrinas ideológicas. Tratava-se da disputa entre dois complexos de poder capazes de mobilizar indústria, ciência, forças armadas, energia, tecnologia, propaganda, inteligência, infraestrutura e recursos humanos em escala planetária.
Sob essa perspectiva, o conflito pode ser interpretado como uma gigantesca experiência histórica de engenharia estratégica. Cada bloco procurava construir capacidade autônoma suficiente para sobreviver, dissuadir, influenciar e expandir sua esfera de poder. A corrida espacial, a corrida nuclear, a competição industrial, a disputa tecnológica e a expansão das redes de alianças demonstravam que a capacidade militar era apenas a expressão mais visível de uma infraestrutura muito mais profunda de poder nacional.
O colapso soviético em 1991 alterou essa arquitetura. A dissolução da bipolaridade produziu um período no qual uma determinada concepção de ordem internacional adquiriu predominância. A globalização econômica avançou, as cadeias produtivas foram internacionalizadas, o capital tornou-se progressivamente transnacional e organizações multilaterais adquiriram maior influência sobre políticas econômicas, jurídicas e regulatórias dos Estados.
A questão fundamental, entretanto, não reside em reconhecer a existência da globalização, mas em compreender seus efeitos sobre a autonomia estratégica.
Interdependência não é sinônimo de soberania compartilhada. Dependência também pode ser produzida sem ocupação territorial, sem guerra convencional e sem coerção militar direta. Um Estado pode tornar-se vulnerável quando não possui capacidade própria de produzir energia, alimentos, medicamentos, equipamentos militares, semicondutores, sistemas de comunicação, infraestrutura digital, tecnologias críticas ou meios industriais essenciais.
Surge, assim, uma forma contemporânea de vulnerabilidade estratégica, a dependência estrutural.
O século XXI acrescentou uma dimensão inédita a esse fenômeno. A soberania passou a depender também do domínio de dados, inteligência artificial, computação, cibersegurança, sistemas espaciais, tecnologias quânticas, biotecnologia e engenharia avançada. A infraestrutura física e a infraestrutura informacional passaram a formar uma única arquitetura estratégica.
Nesse contexto, a pergunta fundamental deixa de ser simplesmente quem possui território, população e forças armadas. A pergunta passa a ser quem possui capacidade de sustentar sua própria decisão estratégica.
Essa mudança é essencial para compreender a soberania contemporânea.
Um país pode possuir forças armadas modernas e permanecer tecnologicamente dependente. Pode possuir território continental e depender de energia importada. Pode possuir universidades e não dominar tecnologias críticas. Pode possuir recursos naturais extraordinários e exportá-los predominantemente como commodities, importando posteriormente os produtos tecnológicos de maior valor agregado produzidos a partir deles.
Nesse caso, existe soberania jurídica, mas existe soberania estratégica incompleta.
A Engenharia de Soberania e Estratégia parte justamente dessa distinção. Seu objeto não é a soberania como conceito abstrato, mas os mecanismos capazes de converter recursos nacionais em capacidades autônomas de poder, proteção e desenvolvimento.
A estrutura pode ser compreendida como uma cadeia de transformação:
Recursos ? Energia ? Infraestrutura ? Tecnologia ? Capacidade Industrial ? Defesa ? Autonomia Estratégica ? Soberania.
Cada elo depende do anterior e, simultaneamente, retroalimenta os demais. A ausência de energia compromete a indústria. A ausência de indústria compromete a tecnologia aplicada. A dependência tecnológica limita a capacidade de defesa. A fragilidade da defesa reduz a liberdade de decisão. E a redução da liberdade de decisão compromete a própria soberania.
A soberania, portanto, não deve ser pensada apenas como ponto de partida, mas como resultado de uma engenharia sistêmica.
É nesse contexto que o Leviatã contemporâneo apresenta sua segunda face. O Estado continua sendo indispensável para coordenar recursos, proteger infraestrutura crítica, organizar a defesa nacional e estabelecer objetivos estratégicos de longo prazo. Entretanto, a concentração estatal de poder pode produzir um paradoxo, quanto maior a necessidade de coordenação diante de ameaças complexas, maior também a necessidade de mecanismos institucionais capazes de impedir que a capacidade de proteção se transforme em capacidade de dominação.
A questão central não é, portanto, Estado forte ou Estado fraco.
É Estado capaz.
Estado forte, no sentido estratégico, não significa necessariamente Estado autoritário ou Estado maximalista. Significa Estado capaz de proteger sua população, garantir continuidade institucional, preservar infraestrutura crítica, sustentar sua economia em situações de crise, defender seus interesses nacionais e assegurar liberdade de decisão diante de pressões externas.
Essa distinção é fundamental.
A liberdade política sem capacidade material pode converter-se em abstração. Da mesma maneira, a capacidade estatal sem limites institucionais pode converter-se em opressão. Entre esses extremos encontra-se o desafio permanente da arquitetura da soberania.
A crise financeira de 2008, as crises das dívidas soberanas, o Brexit, a eleição de Donald Trump, a ascensão econômica e tecnológica da China, a guerra entre Rússia e Ucrânia e a crescente competição tecnológica entre grandes potências demonstraram que a ideia de uma ordem internacional definitivamente pacificada estava longe de se consolidar.
O retorno da competição entre grandes potências recolocou no centro da estratégia conceitos que durante determinado período pareciam secundários, segurança energética, autonomia industrial, capacidade militar, segurança alimentar, resiliência logística, soberania tecnológica, proteção de infraestrutura crítica e segurança das cadeias de suprimento.
A guerra contemporânea confirma essa transformação.
O campo de batalha já não começa necessariamente na fronteira. Ele pode começar na rede elétrica, no sistema financeiro, nos cabos submarinos, nos satélites, nos sistemas de navegação, nos centros de dados, nas cadeias logísticas, nos portos, nas redes de comunicação ou nos sistemas industriais.
A defesa nacional, consequentemente, não pode mais ser concebida exclusivamente como preparação para o combate armado. Ela deve incorporar a capacidade de uma sociedade continuar funcionando sob pressão, preservar sua infraestrutura essencial, recompor sua capacidade produtiva e manter sua liberdade de decisão.
Isso significa que defesa e desenvolvimento deixam de ser categorias separadas.
Uma indústria de defesa tecnologicamente sofisticada produz conhecimento, engenharia, empregos qualificados, capacidade industrial e inovação. Uma infraestrutura energética resiliente fortalece a economia e, simultaneamente, aumenta a capacidade de defesa. Uma indústria naval desenvolvida produz meios militares e comerciais, preservando conhecimento tecnológico e capacidade logística. A pesquisa nuclear, quando orientada por objetivos nacionais e submetida às salvaguardas e normas aplicáveis, constitui também um vetor de domínio tecnológico e autonomia energética.
A soberania passa, portanto, pela integração dessas capacidades.
Esse é o núcleo da Engenharia de Soberania e Estratégia, compreender o Estado e a nação como sistemas complexos de capacidades interdependentes, nos quais energia, infraestrutura, indústria, ciência, tecnologia, defesa, inteligência, logística e recursos humanos constituem componentes de uma mesma arquitetura estratégica.
Nesse modelo, a cidadania também adquire dimensão estratégica.
Uma sociedade politicamente livre não é apenas aquela que pode votar, expressar opiniões ou escolher seus representantes. É também aquela que possui instituições capazes de preservar sua autonomia diante de crises e ameaças. A liberdade política necessita de uma base material que a sustente.
Sem capacidade econômica, tecnológica e institucional, a liberdade pode tornar-se dependente da vontade de terceiros.
Da mesma maneira, o patriotismo estratégico não deve ser confundido com nacionalismo agressivo, expansionista ou racial. A defesa da soberania nacional pode coexistir com a cooperação internacional, com o direito internacional, com a democracia e com a proteção da dignidade humana.
O desafio do século XXI não consiste em escolher entre nação e humanidade.
Consiste em construir nações capazes de cooperar sem perder a capacidade de decidir.
Essa talvez seja a principal diferença entre nacionalismo do século XX e soberania estratégica no século XXI. O primeiro frequentemente foi construído a partir da mobilização de identidades contra o outro. A segunda pode ser construída a partir da capacidade de uma sociedade proteger sua autonomia e, simultaneamente, participar de sistemas cooperativos internacionais.
A soberania estratégica não é isolamento.
É capacidade de escolha.
Um país soberano pode cooperar porque possui alternativas. Um país dependente coopera porque frequentemente não possui alternativas.
É nessa diferença que reside a dimensão mais profunda da liberdade nacional.
O Leviatã, portanto, não deve ser simplesmente destruído nem simplesmente fortalecido. Deve ser projetado. Deve possuir capacidade suficiente para proteger a sociedade, mas limites suficientes para não substituí-la. Deve coordenar capacidades nacionais sem destruir a autonomia dos indivíduos. Deve proteger a infraestrutura crítica sem transformar vigilância em finalidade política. Deve exercer o monopólio legítimo da força sem converter a força em fundamento absoluto da legitimidade.
Essa é, em última análise, uma questão de engenharia institucional.
Assim como um sistema mecânico exige equilíbrio entre resistência, energia, carga e movimento, uma sociedade política necessita equilibrar autoridade, liberdade, segurança, desenvolvimento e soberania. Sistemas excessivamente frágeis colapsam sob pressão. Sistemas excessivamente rígidos perdem capacidade de adaptação. Sistemas sem redundância tornam-se vulneráveis a falhas únicas. Sistemas sem manutenção acumulam vulnerabilidades invisíveis até o momento da ruptura.
A mesma lógica pode ser aplicada às nações.
Soberania é resiliência política.
Soberania é redundância estratégica.
Soberania é capacidade industrial.
Soberania é domínio tecnológico.
Soberania é energia disponível.
Soberania é infraestrutura protegida.
Soberania é inteligência capaz de antecipar ameaças.
Soberania é defesa capaz de dissuadir agressões.
Soberania é, finalmente, a capacidade de uma sociedade transformar recursos em liberdade de decisão.
O século XXI apresenta, portanto, uma nova forma de disputa pela autonomia. A competição internacional não ocorre somente entre territórios e exércitos, mas entre sistemas nacionais de inovação, produção, energia, informação e defesa. As nações que dominarem esses sistemas possuirão maior liberdade estratégica. As que dependerem integralmente de sistemas externos estarão sujeitas a graus crescentes de vulnerabilidade.
O verdadeiro campo de batalha do futuro poderá ser menos visível do que os campos de batalha do passado. Não necessariamente haverá trincheiras, colunas blindadas ou cidades destruídas antes que uma nação perceba que perdeu parte de sua autonomia. A perda de soberania poderá ocorrer silenciosamente, por meio da dependência tecnológica, da vulnerabilidade energética, da fragilidade logística, da perda de capacidade industrial ou da incapacidade de proteger seus próprios sistemas críticos.
É nesse ponto que a Engenharia de Soberania e Estratégia deixa de ser apenas uma formulação conceitual e passa a constituir uma proposta metodológica.
Seu objetivo fundamental é identificar os recursos estratégicos de uma nação, mapear suas dependências críticas, avaliar suas vulnerabilidades, estabelecer capacidades prioritárias e projetar mecanismos capazes de converter conhecimento, infraestrutura, energia, indústria e tecnologia em autonomia estratégica.
A pergunta central deixa de ser “quanto poder possui uma nação?” e passa a ser:
quanto de seu próprio destino uma nação é capaz de decidir?
Essa é a métrica profunda da soberania.
O futuro não pertencerá necessariamente às nações maiores, mais populosas ou mais ricas. Pertencerá às nações capazes de transformar seus recursos em capacidades, suas capacidades em autonomia e sua autonomia em liberdade estratégica.
Entre o Leviatã e o vazio existe, portanto, uma terceira possibilidade, a construção consciente de uma arquitetura nacional de soberania.
Não se trata de retornar ao passado.
Trata-se de projetar o futuro.
A Engenharia de Soberania e Estratégia nasce exatamente desse desafio, compreender que a liberdade de uma nação não é apenas um princípio jurídico ou filosófico, mas uma capacidade concreta que precisa ser construída, protegida, mantida e continuamente aperfeiçoada.
Porque, no século XXI, soberania não é simplesmente possuir uma bandeira, um território e um governo.
Soberania é possuir capacidade para decidir, capacidade para produzir, capacidade para proteger e, sobretudo, capacidade para continuar decidindo quando o mundo ao redor deixa de ser previsível.
A verdadeira engenharia da soberania começa quando uma nação compreende que sua independência não está apenas naquilo que possui, mas naquilo que é capaz de fazer por si mesma.
*Amadeu Robalinho, é Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Pensando nas Eleições – por Virgínia Pignot*
22/09/2026
A “quebra de braço” entre a proposta de desenvolvimento econômico com inclusão social, ilustrada pelos governos do PT entre 2003 e 2014, retomada em 2023, e a proposta de corte de gastos e de retirada dos direitos dos trabalhadores ilustrada pelos governos Temer e Bolsonaro, ainda é atual.
O governo Lula 3 trabalhou muito para “arrumar a casa”, está investindo na reindustrialização com abertura de fábricas, na instalação de ferrovias, produziu crescimento do PIB e aumento de empregos de carteira assinada, defende a soberania face aos ataques do Trump, está lutando pela escala de 5/2, com dois dias de repouso do trabalhador por semana sem perda de salario, entre outros avanços e conquistas. Teve que começar com a PEC da transição, pois o governo anterior sequer havia previsto, como deveria ter feito, o orçamento para 2023, ao contrario, deixou calotes.
Porém
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Avanços e entraves ao projeto de desenvolvimento
A “quebra de braço” entre a proposta de desenvolvimento econômico com inclusão social, ilustrada pelos governos do PT entre 2003 e 2014, retomada em 2023, e a proposta de corte de gastos e de retirada dos direitos dos trabalhadores ilustrada pelos governos Temer e Bolsonaro, ainda é atual.
O governo Lula 3 trabalhou muito para “arrumar a casa”, está investindo na reindustrialização com abertura de fábricas, na instalação de ferrovias, produziu crescimento do PIB e aumento de empregos de carteira assinada, defende a soberania face aos ataques do Trump, está lutando pela escala de 5/2, com dois dias de repouso do trabalhador por semana sem perda de salario, entre outros avanços e conquistas. Teve que começar com a PEC da transição, pois o governo anterior sequer havia previsto, como deveria ter feito, o orçamento para 2023, ao contrario, deixou calotes.
Porém
Persistem, apesar das melhorias, um desconforto e desequilíbrio econômico. Muitas famílias e empresas estão endividadas, algumas regras econômicas aplicadas pelo Banco Central e algumas leis aprovadas desde o governo FHC favorecem a drenagem bilionária do dinheiro público para bancos e rentistas, enquanto são mantidas regras fiscais rígidas e discutíveis que impedem o crescimento da economia e dificultam o respeito do cumprimento de direitos decididos na Constituição de 88. Regras fiscais podem ser mudadas. Quando houve a crise econômica mundial de 2008 o governo Lula resolveu aumentar seus gastos públicos adotando politicas anticíclicas contra a crise. O BC reduziu na época a taxa de juros para estimular a atividade econômica e o consumo aumentou, estimulado por juros mais baixos dos bancos públicos. A taxa Selic ficou em 8,75% até o início de 2010, ultimo ano do governo Lula. Com essas medidas adotadas o Brasil saiu gigante da crise.
Cortina de fumaça da desinformação como arma política
A imprensa dos barões silencia o que faz diferença nas propostas dos dois campos majoritários, mas faz barulho com questões paralelas, cria querelas e desvio de foco.
O mau jornalismo se manifesta mais uma vez no apoio massivo que deram à condução suspeita do Ministro bolsonarista relator do caso Master no Supremo, assim como na diferença de tratamento que deram aos dois Flávios: calavam provas de corrupção contra Flávio Bolsonaro, enquanto repetiam suspeitas envolvendo o empresário Flávio Luis. Alias, as suspeitas ou denúncias em relação ao empresário se renovam a cada ano de eleição desde 2006. Até hoje os processos das eleições passadas foram todos arquivados, não tinham embasamento jurídico. Este ataque através da desinformação torna o empresário vítima de prejuízo econômico, moral, familiar, além de ser uma maneira desonesta de procurar atingir o seu pai.
Fatores que podem fazer diferença e influenciar o voto:
-A experiência das pessoas, que já viveram em governos de Lula e do PT, e nos governos de Temer e Bolsonaro. Quando estive no Rio no começo do ano, um motorista de táxi comparava o preço do quilo do arroz no governo atual e no governo Bolsonaro; a comparação avantajava o governo atual, e direcionava junto com outros elementos a sua preferência, como mais ambulâncias do SAMU para atender a população, mais ônibus e barcas para o transporte escolar, mais estudantes vindos do proletariado tendo acesso à universidade.
-Baixa da taxa de juros. Na última reunião da COPOM a taxa de juros baixou um pouco, o que gera alívio nas contas fiscais do tesouro, torna o crédito mais acessível, favorece o investimento, e melhora o consumo das famílias. Mas a taxa de juros brasileira ainda é a maior do mundo, o que não se justifica pelo volume da nossa dívida/ PIB, inferior àquele de países como os EUA, Japão, países europeus, que no entanto têm taxas de juros inferiores à nossa.
-A população pode ter acesso à mídia alternativa, a jornalistas investigativos sérios nas redes e aos poucos vai se tornando melhor informada e menos alienada.
Cortes no orçamento público e farra de privilegiados com juros da dívida
Base do orçamento público, a economia não é uma ciência exata, e deve ser submetida a regras. No Brasil, as regras atuais do Banco Central para fixar a taxa de juros determinadas por critérios do boletim Focus têm-se mostrado inócuas, cometendo erros frequentes de calculo. Estas regras que deveriam supostamente conter a inflação e se adequar ao projeto de governo, talvez devam ser mudadas, pois têm favorecido os interesses do mercado financeiro atendendo “ao vício” dos bancos e rentistas de mamar nas tetas da Nação lucrando sem trabalhar com os juros estratosféricos da dívida. Os juros da divida publica não entram no orçamento que é submetido a cortes, e com a volatividade do cambio investidores que aplicam no Brasil de manha podem levar esse dinheiro para fora do país sem pagar dividendos com o lucro, à noite.
Lembrete histórico
Nos governos Lula 1 e 2 houve aumento de gastos públicos, o que gerou crescimento econômico, aumento do salário mínimo e do emprego, aumento da arrecadação. Nossa dívida reduziu, pagamos nossa dívida externa ao FMI, a mais difícil, em dólar.
Antes do impeachment da Presidente Dilma o Brasil estava em pleno emprego e o salário mínimo estava acima da inflação, não havia crise econômica. Dilma planejava baixar a taxa de juros.
A associação do mercado financeiro associado ao “terrorismo da mídia” atacou o governo, convidando o povo a ir às ruas protestar, provocando crise politica, econômica, austeridade, aumento da taxa de juros, e conduziram aos governos Temer e Bolsonaro, que aprovaram o teto de gastos e a retirada de direitos dos trabalhadores.
Conclusão
O governo atual tem feito benfeitorias e trazido evolução para boa parte da população. Neste sentido não podemos dizer que ele é um “servo” do mercado financeiro Por outro lado, o Banco Central “independente” esta atrelado aos interesses da elite rentista, que na sua gula por juros altos e outros privilégios prejudicam o desenvolvimento do país e do seu povo. Se Lula for reeleito, vamos ter que pressionar o governo e o Banco Central contra a altíssima taxa de juros que “rouba” de certa forma dinheiro público, e pela flexibilização do regime de metas que engessam arbitrariamente nosso desenvolvimento.
*Virgínia Pignot é médica e articulista. Mora em Toulouse, França, desde os anos 1980.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Secreto - Crônica Poética - Por Romero Falcão*
22/09/2026
face inclinada,
dedos, teclado numérico.
Se fosse um cubo,
contestariam o volume.
Se fosse um ovo,
apedrejariam a galinha.
Não, não é nada disso.
Não é o Super-Homem,
nem disco voador.
É a urna eletrônica,
que nunca provaram vício
Mas há quem queira
torná-la pedra,
caixa de lona,
e contar voto a voto
na décima casta zona
Ah, urna eletrônica,
respeitada mundo afora.
Mas aqui, na terrinha,
ah, picuinha, caipora!
Um urra da urna eletrônica:
— O voto é secreto.
A estupidez é ostensiva.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Quase um sólido geométrico,
face inclinada,
dedos, teclado numérico.
Se fosse um cubo,
contestariam o volume.
Se fosse um ovo,
apedrejariam a galinha.
Não, não é nada disso.
Não é o Super-Homem,
nem disco voador.
É a urna eletrônica,
que nunca provaram vício
Mas há quem queira
torná-la pedra,
caixa de lona,
e contar voto a voto
na décima casta zona
Ah, urna eletrônica,
respeitada mundo afora.
Mas aqui, na terrinha,
ah, picuinha, caipora!
Um urra da urna eletrônica:
— O voto é secreto.
A estupidez é ostensiva.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda

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